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Transcrição


lá, aluno meu nome, professor Gabriel Grossi. Hoje começaremos, então não fala de história antiga e medieval, Unidade de um modo de produção asiática com um dos fundamentos básicos do trabalho do historiador, sabe mobilizar conceitos que ajudarão no trabalho de interpretar os fenômenos no passado. A história antiga no caso, em especial a história antiga oriental, vale se de três conceitos principais o conceito de modo de produção asiático, que, inclusive dá nome a nossa unidade, o conceito de revolução urbana, o conceito de sociedades hidropônicas ensino caso cunhado. Durante a década de cinquenta, vamos falar sobre eles. Então, o conceito de modo de produção asiático foi criado por Cau Marques, no contexto dos contatos da intensificação dos contatos comerciais entre Europa e Ásia no século dezanove. No contexto também do neocolonialismo bom, havia uma maior abertura para as sociedades em dupla sociedade turca e também a sociedade chinesa. E por conta dessa intensificação desses contatos, essas sociedades orientais passaram a despertar a curiosidade dos europeus. Um Marques ele vai buscar realizam um contraponto entre o modo de produção capitalista, que fundamentava o Estado nacional, uma forma política que se desenvolvia com mais força no século dezanove. As sociedades orientais o modo de produção oriental, o que ele chamou de modo de produção asiático. Então, através do estudo da sociedade hindu, ele vai estabelecer, portanto, um modo de produção no caso do nosso tanto distinto da experiência verificada na Europa. A primeira característica as civilizações orientais, elas são civilizações hidráulicas, ou seja, elas surgiram próximas a rios. Sendo assim, começa as civilizações, aproveitava um dos cursos dos rios tinha essa característica fluvial e com isso, passaram a construir uma série de canais de irrigação que foram psíquica e possibilitar, inclusive a produção de um grande excedente. A partir dessa produção agrícola, estruturou se um estado com base na democracia, não seja nos estados teocráticos, em que o governante, ele era um representante direto de um Deus ou até mesmo como a gente vai ver agora, logo mais, no caso do Egito, o próprio deus encarnado. Porque nesse tipo de Estado, Marques não conseguia ver a presença de propriedade privada, justamente as bases da desigualdade social na Europa, consolidadas na visão do Marques pela ação da burguesia que tinha como respaldo estado nacional, biologicamente economicamente também a noção de propriedade privada. No caso dos estados teocráticos dessas civilizações, no modo de produção asiática encontradas na Ásia. Um poder, caso ela estruturado poderá existir a partir dessa relação com o sobrenatural. Portanto, a figura se caso o governante dessa sociedade hidráulica nessa sociedade não entrar nessa sociedade de modo de produção asiático, no caso representaria o conjunto social, portanto, dariam as bases desse poder. O problema é que esse modelo ele é excessivamente genérico e pouco embasado. Marques Ele não era um historiador, embora tenha contribuído muito, pois todos os geográficos históricos, inclusive hoje. Mas o próprio marcos inclusive vai questionar a validade desse conceito. Interessante imaginar que, mesmo sendo um conceito revisitado, questionado pelo seu próprio autor, ele ainda é a base da maior parte dos manuais de história, em especial, como se refere as civilizações antigas orientais. O próximo modelo teórico que a gente vai falar da revolução urbana, que foi cunhado pelo arqueólogo britânico, verificou A gente pode defini lo como um conjunto de transformações que consolidaram a divisão do trabalho em um local específico de especialização. Ou seja, a cidade foi um conceito cunhado na década de trinta. Se baseia em grande medida um modelo de funcionalista, que será o modelo de funcionalista nessa visão. Contatos culturais no caso, parte de um centro produtor de cultura que se dirige a locais que são receptores dessa cultura. O contato seria, portanto, automático, ou seja, você assumir certas características culturais desses sessenta produtor seria quase que automático. Então parece que não poder de escolha nessas sociedades receptores com quem e no caso para o governo chamou de A cidade teria surgido no sul da Mesopotâmia e graças ao contato cultural com povos vizinhos. Então esse modelo tem assim dos portos para o traiu a revolução urbana. Ela teve na realidade um estágio preparatório que se inicia na Revolução Neolítica e com a Revolução Neolítica, a sedentarização do homem homem passa a ser um produtor, não mais apenas um predador, não mais apenas uma economia assentada na casa, na coleta e com o passar do tempo graças a movimentos técnicos, passa se a produzir mais do que a comunidade tem capacidade de consumir, ou seja, um excedente agrícola. E o poder então está relacionado a esse acidente. Então os chefes islâmicos e, posteriormente, o próprio Estado, o Estado arcar com. Embora a produção de arcaico ela seja um pouco problemático, teria portanto, o poder de concentrar essa produção. Não em sendo um produto direto, depois de distribuir para a sociedade. Portanto, uma característica fundamental na revolução urbana é justamente o sacrifício da independência econômica dos vilarejos políticos. Quando fala em divisão social do trabalho, eu falo na especialização de cada um desses mineiros em torno de uma atividade específica. Portanto, a economia deixa de ser auto centrada e passa a ser, portanto, interdependente. Em relação às críticas do modelo de revolução urbana, a gente tem um argumento especial do evolucionismo, ou seja, não houve uma ruptura necessariamente à revolução no banco. No caso, ela não teria existido contra uma revolução, quer dizer, um trauma histórico, mas na realidade é fruto de processos de longa duração que vão desembocar nas cidades. Não há todo um esforço para se retirar esse conceito revolucionário e a antropologia evolucionista. Então fala em estágios em que a sociedade, passando por quais a sociedade vai passando até desembocar na civilização. Aqui, a gente tem então as principais características dos principais pontos, que o chamou de considerado importante para se definir uma cidade. Então temos a ocupação intensiva especializada no solo, nas cidades, especialização e divisão social do trabalho, interdependência económica através do acidente agrícola, ou seja, o excedente permitiu a realização de atividades especializadas com o artesanato, em especial a administração, uma casta de administradores que vivia dessa produção agrícola. Eles não participavam diretamente dessa produção. Benefícios públicos monumentais Isso é importante, representa todo um esforço coletivo para se construir enormes edifícios que simbolizavam grosso mal do poder, além de administradores não produtores. Quer dizer, uma elite afastada na produção que coincidentemente adquirir um poder nesse processo. A escrita que se inicia estreitamente vinculada na administração desses bens produzidos pela sociedade. Ciências exatas um alto nível artístico Marte bastante sofisticado o comércio de longa distância, em especial no caso mesopotâmico a falta de recursos A falta de matéria prima na Mesopotâmia estimulou desde cedo um contato comercial com áreas diversas e em especial um comércio estruturado em torno de bens de luxo. No caso temos aqui no estado consolidado com o modelo hierárquico de organização social. É como se a estratificação fosse institucionalizado pelo Estado nascente, passava representar, através da relação com a atividade, todo o corpo social. Por último, a gente tem aqui o conceito de sociedade hidráulica criado pelo historiador arqueólogo Calvin de Fogo. Eu ouvi de fogo, tem uma trajetória política muito interessante ele começa como marxista e progressivamente vai se afastando da esquerda. Não definamos a sociedade hidráulica com uma sociedade organizada, cujo poder advém da necessidade de coordenar trabalhos de irrigação, ou seja, a preocupação do Calvin de Fogo encontrar as origens do poder total, um tipo de poder que ele vinha com muita força na sociedade chinesa que