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Arlindo Aurélio Cumbe Ibraimo Da Graça Eugénio Roberto Eugénio Desenvolvimento Psicossexual de Sigmund Freud e Desenvolvimento Moral de Lawrence Kohlberg Licenciatura Em Ensino De Inglês Universidade Rovuma Extensões de Cabo Delgado 2023 Arlindo Aurélio Cumbe Ibraimo Da Graça Eugénio Roberto Eugénio Desenvolvimento Psicossexual de Sigmund Freud e Lawrence Kohlberg Licenciatura Em Ensino De Inglês O presente trabalho é de caracter avaliativo a ser entregue na cadeira de Psicologia Geral, 1º ano,2º Grupo, 1º semestre. pelo: MA. Docente Adolfo Brides Universidade Rovuma Extensões de Cabo Delgado 2023 Índice Introdução 4 1.Teoria do Desenvolvimento Psicossexual segundo Sigmund Freud 5 2.As fases do desenvolvimento psicossexual Segundo Freud 6 2.1. Fase oral (0-2 anos) 6 2.2. Fase Anal (2-3 anos) 6 2.3. Fase fálica (3-5) 6 2.4. Fase da latência (6- Inicio da adolescência) 7 2.5. Fase genital (fim de adolescência) 8 Desenvolvimento moral de Lawrence Kohlberg 8 Nível 1 – Moralidade pré-convencional 9 Nível 2 – Moralidade convencional 9 Nível 3 – Moralidade pós-convencional ou baseada em princípios 10 Conclusão 12 Referência Bibliográfica 13 Introdução Durante o trabalho iremos debruçar sobre o desenvolvimento psicossexual que refere-se ao desenvolvimento mental e ao crescimento orgânico. Também o desenvolvimento mental é uma construção contínua, que se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais. Com efeito, o presente trabalho tem como tema: Desenvolvimento Psicossexual. O trabalho tem objetivo geral e objetivos específicos que é generalizando conhecer, compreender, distinguir e descrever as fases de desenvolvimento psicossexual. Na elaboração do presente trabalho, baseou se nas consultas de manuais bibliográficas e na consulta de internet que culminou na recolha de informações relevante ao tema acima citado. 1.Teoria do Desenvolvimento Psicossexual segundo Sigmund Freud Segundo BOCK, O desenvolvimento humano "refere se ao desenvolvimento mental e ao crescimento orgânico. O desenvolvimento mental é uma construção contínua, que se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais" Estas são formas de organização da atividade mental que se vão aperfeiçoando e solidificando ate o momento em que todas elas, estando plenamente desenvolvidas, caracterização de um estado de equilíbrio superior quanto aos aspetos da inteligência, vida afetiva a relações sociais. Algumas dessas estruturas mentais permanecem ao longo de toda a vida. A busca do Prazer é a maneira que temos para dar vazão ao forte impulso sexual que chamamos de libido. Conhecemos as regras sociais que permitem e normalizam tal vazão. Sabemos que em determinado momento da vida à sentimos presente nesse instante temos consciência da atracão sexual por outra pessoa. Entretanto, esse momento não acontece de maneira mágica, mas sim, como todos os outros fenómenos psicológicos, que também depende de desenvolvimento e maturação. Ao prazer oral, o primeiro momento dessa maturação, sucede se o prazer anal da retenção e expulsão das fezes e, mais em diante ainda, o prazer fálico que torna prazerosa a manipulação dos genitais (o pénis, no rapaz e o clitóris, na rapariga). Com o crescimento da criança, o impulso sexual vai ganhando um contorno cada vez mais nítido. Aos 05 anos de idade a criança já tem a sexualidade razoavelmente definida. Segundo BOCK dos cinco anos até a puberdade, "ela passará por uma fase de adaptação chamada pelo psicanalise de fase de latência, quando realizara o abandono do objeto sexual no interior das relações parentais para em diante, fazer sua escolha fora da família" O Sigmund Freud dividiu a vida psíquica em dois níveis: o inconsciente e o consciente. O inconsciente considerou o mais importante, é a camada mais profunda e responsável por grande parte de nossas manifestações. A vida psíquica se centraliza nas libidos (pulsões sexuais), responsável pela agressividade como de origem sexual. Segundo a concepção libidinal, dividiu a personalidade em três instâncias: Id; Ego e Supr-ego. A psicanalise descreveu, seja a estrutura de mente (ID, EU, Super-EU), nela o desenvolvimento dos processos psíquicos dos primeiros anos da vida. Este desenvolvimento é decisivo porque nele se deitam os fundamentos da vida psíquica do futuro individuo adulto e os traços persistentes da personalidade. O aspeto mais evidente da teoria freudiana e o das fases de desenvolvimento psicossexual. A área do prazer sexual desloca-se duma zona erótica/erógena do corpo a outra, segundo uma sequência determinada biologicamente na medida em que a criança cresce. De consequência os distúrbios psíquicos do individuo adulto dependeriam dum desenvolvimento não regular das várias fases da sexualidade infantil. Freud preconiza cinco estágios do desenvolvimento psicossexual. 2.As fases do desenvolvimento psicossexual Segundo Freud 2.1. Fase oral (0-2 anos) Nos primeiros meses da vida ate acerca de 2 anos de vida, o libido esta concentrada na zona oral (Boca): O bebe tira prazer através da zona erótica da boca, dos lábios e da língua, e nos atos de sucção, mordedura e mastigação. No Adulto, fixação formas da sexualidade oral pode exprimir-se em comportamentos com a sucção do próprio dedo, comer-se as unhas, comer excessivamente. 2.2. Fase Anal (2-3 anos) Nesta fase o ponto focal da libido desloca-se e as primeiras fontes de prazer sexual tornam as atividades esfintericas. Esta presente seja a exigência da satisfação da necessidade (Defecar) seja de aprender o controlo fisiológicos em relação as regras ditas pelos pais e as convenções sociais. Conter as fezes significa, duma parte, bloquear a satisfação de uma necessidade e da outra parte, significa realizar ou cumprir as regras dos pais, que a sua volta é fonte de gratificação quando a norma vem respeitada pela criança. A copresença de exigências contrastantes de excessiva limpeza, pontualidade, obstinação. 2.3. Fase fálica (3-5) Entre 3 a 5 anos a libido desloca-se para zonas genitais do prazer. O rapaz e a rapariga tocam os próprios órgãos genitais, tornam – se curiosos em relação as diferenças entre os dois sexos. Os pais muitas das vezes proíbem o comportamento sexual das crianças desta idade pensando ou considerando que são formas adultas das atividade sexual, enquanto normalmente exprimem a exigência das crianças de conhecer o próprio e o outro aparato sexual. Nesta fase manifesta-se o assim chamado complexo de Edipo2, ou Electra para casos de preferência na denominação do complexo para o feminino. O menino chegando nesta fase do desenvolvimento psicossexual, experimenta um desejo de hostilidade para o pai e um desejo de amor para com a mãe. Por outro lado, o pai representa para o menino a fonte da punição (Vivida como castração dos próprios órgãos) por causa do amor dirigido a mãe. O menino pode superar este conflito através de um processo de identificação com o pai mediante o qual ele assimila e faz seu comportamento paterno. Durante o processo de identificação, os meninos introjectam no Super-ego grande parte das regras sociais e dos valores partilhados e derivados da figura dos pais. Na menina verifica-se um processo em parte análogo, primeiro de hostilidade para com a mãe e amor para com o pai e, portanto, em seguida, de identificação com a figura materna 2.4. Fase da latência (6- Inicio da adolescência) Durante esta fase a atividade da libido perde intensidade, consentido ao "EU" uma trégua para consolidar o desenvolvimento anterior enquanto a criança orienta ou dirige os próprios interesses no ambiente. De acordo com FERRARI, A palavra latência significa "o estado daquilo que é latente, que, por sua vez, significa algo que não se vê, que esta oculto, ou ainda, que esta subentendido, dissimulado. E o tempo que se estabelece, por exemplo, entre um estímulo e uma resposta. Podemos entender assim porque a fase de latência pode ser considerada, antes de qualquer coisa, um intervalo". O início desse períodoé mais intenso e conflituoso que sua finalização, uma vez que a criança vai, aos poucos, interagindo melhor com o mundo que a cerca de ou seja, a fase de latência corresponde a um aumento gradual no tempo de espera pela satisfação dos desejos da criança. Esta aprende, a partir das frustrações, que nem sempre será imediatamente satisfeito que isso é importante para que possa se relacionar com outras pessoas. Ao contrário do que acontece nas demais fases do desenvolvimento (oral, anal, fálica e génitas), na fase de latência não se identifica uma zona específica de erotização. Isso significa dizer que a energia libidinal esta investida em um outro objeto, que não o próprio corpo. Podemos dizer que a libido sexual está adormecida, e prol de outros investimentos. 2.5. Fase genital (fim de adolescência) O culminar dos desenvolvimentos psicossexual verifica-se no fim da adolescência, na fase genital. O Rapaz e a rapariga completam o desenvolvimento psicossexual e orientam o próprio comportamento sexual aos parentes. Elemento característico desta fase é o surgimento de um interesse de relação reciprocamente gratificante com os outros. O individuo que se encontra nesta fase genital, esta é um grau de manifestar o interesse para com os outros, desejo de partilhar as experiencia significativas e solicitude para o seu bem-estar: este empenho a reciprocidade não e alcançado por todos. Desenvolvimento moral de Lawrence Kohlberg O psicólogo norte-americano Lawrence Kohlberg deu prosseguimento aos estudos de Piaget, não apenas no que se refere à teoria em si e aos experimentos, mas também à faixa etária estudada, passando a contemplar crianças a partir dos 10 anos de idade até os 16 anos. Assim como Piaget, Kohlberg estabeleceu em sua teoria um diálogo intenso com a de Durkheim, embora, diferentemente de Piaget, manifestasse de forma mais recorrente sua concordância com o sociólogo francês, embora sua teoria seja identificada como fundamentada na teoria de Piaget, este nunca se manifestou favorável à elaboração de testes psicológicos para diagnóstico/identificação/classificação do estágio de desenvolvimento moral que esta dividida em três fases: · Moral pré-convencional; · Moral convencional; · Moral pós-convencional. Os três níveis foram chamados de ‘pré-convencional’, ‘convencional’ e ‘pós-convencional ou baseado em princípios’, sendo que cada um deles possui dois estágios. Em um estudo posterior, Kohlberg identificou um sétimo estágio, chamado de 4 ½, que apresentaremos ao final desta descrição: Nível 1 – Moralidade pré-convencional Estágio 1: moralidade heterónoma – chamados por muitos autores de ‘estágio de autoridade-punição’. Nele, o que é certo é evitar infringir as regras garantidas pela punição. Verifica-se a obediência para garantir o próprio bem estar e evitar-se o dano físico a pessoas ou propriedades. A razão para fazer o que é certo é o medo da punição e o poder superior das autoridades. Também evitar a punição e obedecer ilimitadamente são os valores em si mesmo. O indivíduo tem um ponto de vista egocêntrico, não considerando os interesses de outros ou que eles diferem dos autores, não relacionando dois pontos de vista. As ações são consideradas tão-somente pela perspectiva das consequências físicas. Estágio 2: individualismo – é um estágio de propósitos instrumentais, egoísticos e de trocas. O que é considerado correto neste estágio é qualquer coisa que atinja os interesses próprios (pessoais) do individuo, permitindo que os outros façam a mesma coisa. O certo também pressupõe um senso de equidade em termos de trocas iguais entre partes, por acordos. Por exemplo: “o que é bom para mim” e “o que você fizer para mim eu farei para você”. As razões para fazer o que é certo é atingir suas necessidades, embora reconheça que os outros têm seus interesses também. Esta é uma perspectiva individualista concreta e situacional, logo, o que é certo é sempre relativo – dependendo sempre da situação concreta e dos interesses pessoais que estão em jogo. Nível 2 – Moralidade convencional Estágio 3: Expectativas interpessoais mútuas, relacionamentos e conformidade interpessoal. O que é certo é o que geralmente é esperado por pessoas próximas ao indivíduo ou o que pessoas esperam das pessoas em seu papel como filho, irmão, amigo etc. ‘Ser bom’ é importante e significa ter motivos bons, demonstrando preocupação com os outros. Também significa manter relações mútuas, como confiança, lealdade, respeito e gratidão. A perspectiva é a do indivíduo em relação com outros indivíduos, atento a sentimentos compartilhados, acordos e expectativas que têm primazia sobre outros interesses individuais, não considerando ainda a perspectiva de um sistema generalizado. Estágio 4: Sistema social e consciência – envolve uma preocupação pela ‘manutenção’ da sociedade e uma orientação consciente na qual o que uma pessoa faz está de acordo com seus deveres e contribui para o bem-estar do grupo inteiro, instituição ou sociedade. O certo é definido em termos do que mantém suavemente o funcionamento da sociedade e que evita uma ‘quebra’ do sistema se todos fizerem isso. As leis devem ser apoiadas exceto em casos extremos nos quais elas entrem em conflito com outros deveres sociais fixos. Neste estágio, o indivíduo leva em consideração o ponto de vista do sistema, que define papéis e regras. As relações individuais são consideradas em termos de seu lugar no sistema. Nível 3 – Moralidade pós-convencional ou baseada em princípios Estágio 5: Contrato social ou utilidade e direitos individuais. Neste estágio, o indivíduo mostra-se atento ao fato de que as pessoas possuem uma variedade de valores e opiniões, e que a maioria dos valores e regras são relativas ao seu grupo. Estas regras devem ser normalmente apoiadas, mas no interesse da imparcialidade e porque elas são parte do contrato social. Alguns valores e direitos não relativos, como vida e liberdade, entretanto, devem ser apoiados em qualquer sociedade e a despeito da opinião majoritária. Neste estágio, as razões para se fazer o que é certo repousam em um senso de obrigação à lei por se configurar em um contrato social que implica fazer e conformar-se, pela lei, ao bem-estar e proteção de todos os direitos individuais. Existe um sentimento de compromisso contratual, livremente assumido para a família, amizade, confiança e obrigações de trabalho, demonstrando uma preocupação relacionada ao fato de que as leis e deveres estejam baseados em um cálculo racional de utilidade global, ‘o melhor para o maior número de pessoas’. Dum modo geral a perspectiva fundamental é a de considerar primeiro as necessidades da sociedade, em que o indivíduo racional mostra-se atento aos valores e direitos primeiro para contratos e acordos sociais. Ele integra perspectivas por mecanismos formais de acordos, contratos, objetivos imparciais e obrigações processuais. Considera tanto os pontos de vista morais como legais, reconhecendo que eles, às vezes, estão em conflito e considerando isso difícil de conciliar e integrar. Estágio 6: É o estágio dos princípios éticos universais. O que é certo está de acordo com princípios éticos escolhidos pelo próprio indivíduo. Leis específicas e acordos sociais são válidos porque eles estão baseados nestes princípios. Quando a lei viola um desses princípios, o indivíduo age de acordo com o princípio. Os princípios aqui referidos são os princípios universais de justiça: a igualdade e o respeito pela dignidade dos seres humanos como pessoas. O indivíduo faz o que é certo baseado na convicção, como ser racional, da validade dos princípios morais universais e no seu compromisso pessoal com eles. Na proposição de Kohlberg, neste estágio, o indivíduo racional reconhece a natureza da moralidade e que as pessoas são fins em si próprias e que devem ser tratadas como tais. Conclusão A Teoria do desenvolvimento psicossexual foi proposta pelo famoso psicanalista Freud que considera a personalidade humana é desenvolvida ao longo da infância. Contudo, conclui-se quea interação primaria de uma criança com o mundo é através da boca, porque é através da boca que a criança obtém prazer da estimulação oral por meio das atividades gratificantes, com degustar e chupar. Se esta necessidade não é satisfeita, a criança pode desenvolver uma fixação oral mais tarde na vida, cujos exemplos incluem chupar o dedo, tabagismo e roer unha. No entanto, Freud sugeriu que o foco principal da energia do Id é sobre órgãos genitais, para o Freud a experiencia do menino é a mais complexa de Édipo e da menina e complexa da Electra, ou um atracão para o pai do sexo oposto. Para lidar com este conflito, as crianças, adaptam os valores e as características do pai do mesmo sexo, formando assim o superego. É nesta fase que as crianças desenvolvem habilidades sociais, valores e relacionamentos com colegas e adultos fora da família. Para o Lawrence kolhberg o desenvolvimento humano esta dividido em três níveis que foram chamados de ‘pré-convencional’, ‘convencional’ e ‘pós-convencional ou baseado em princípios’, e também por cada encontra-se dividido em estágios, portanto relata tudo sobre o desenvolvimento psicossexual, tendo concluído que o indivíduo racional reconhece a natureza da moralidade e que as pessoas são fins em si próprias e que devem ser tratadas como tais. Referência Bibliográfica BOCK, A. m. Bahia; FURTADO; Odiar & TEIXEIRA, M. L. Trassi; Psicologias uma Introdução ao estudo de psicologia; São Paulo; 13ª Edição Reformulada e Ampliada – 1999 3ª Tiragem – 2001. BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair & TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias: Uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Editora Saraiva. CAMPOS, Paiva Bartolo – Psicologia do Desenvolvimento e Educação dos Jovens, Lisboa, 2002. FERRARI, Juliana Spinelli. "Fase de Latência"; Brasil Escola. Disponível em: https://brsailescola.uol.com.br/psicologia/a-fase-latencia.htm. Acesso em 15 de Abril 2023. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_398_desc_Psicologia%20M%C3%A9dica_pagina__subtopico_50_busca. 13