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Professor Wagner Damazio 
1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas) 
 
 
 
 
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LEI 8.429/92. PRERROGATIVA DE FORO. NÃO OCORRÊNCIA. 1. A admissibilidade do recurso especial reclama a 
indicação clara dos dispositivos tidos como violados, bem como a exposição das razões pelas quais o acórdão 
teria afrontado a cada um deles, não sendo suficiente a mera alegação genérica. 2. Na hipótese, o agravante 
limitou-se a afirmar que o acórdão recorrido viola o disposto na Lei n. 8.429/92 e no Decreto-Lei n. 201/67, sem 
especificar os dispositivos que teriam sido ofendidos, razão pela qual o inconformismo se apresenta deficiente 
quanto à fundamentação, o que impede a exata compreensão da controvérsia, nos termos da Súmula 284/STF. 
3. Esta Corte Superior firmou entendimento de que há plena compatibilidade entre os regimes de 
responsabilização pela prática de crime de responsabilidade e por ato de improbidade administrativa, tendo 
em vista que não há norma constitucional que imunize os agentes políticos municipais de qualquer das 
sanções previstas no art. 37, § 4º, da CF, bem como resta sedimentada a compreensão de que as ações de 
improbidade devem ser processadas nas instâncias ordinárias, não havendo que se cogitar de prerrogativa de 
foro. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.(STJ - AgRg no AREsp: 461084 SP 
2014/0005276-0, Relator: Ministro OG FERNANDES, Data de Julgamento: 16/10/2014, T2 - SEGUNDA TURMA, 
Data de Publicação: DJe 14/11/2014)(grifos não constantes do original) 
b) Incorreto. O STJ consolidou o entendimento do tema na publicação da obra Jurisprudência em 
Teses - Improbidade Administrativa, edição 38, conforme a seguir: 
Tese 11: É possível o deferimento da medida acautelatória de indisponibilidade de bens em ação de improbidade 
administrativa nos autos da ação principal sem audiência da parte adversa e, portanto, antes da notificação a 
que se refere o art. 17, § 7º, da Lei n. 8.429/92. 
Dessa forma, é possível o deferimento de medida cautelar de indisponibilidade de bens em ação de 
improbidade antes da citação dos réus. 
c)Incorreto. A conduta praticada pelo Prefeito se enquadra na prática de Atos de Improbidade 
Administrativa que causa prejuízo ao Erário. Assim, esta modalidade possui como elemento 
subjetivo o dolo e a culpa, conforme o caput e inciso VIII do art. 10 da Lei 8429/1992, in verbis: 
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou 
omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento 
ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente: 
(...) 
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração 
de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; (grifos 
não constantes do original) 
Diante disso, basta a comprovação de culpa para o Prefeito ser responsabilizado. 
d)Incorreto. A cassação de Direitos Políticos é vedada pela CF/88, nos termos seguintes: 
Constituição Federal 88 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará 
nos casos de: 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; 
II - incapacidade civil absoluta; 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;