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34. (Enem-2014) Por onde houve colonização portugue-
sa, a música popular se desenvolveu basicamente 
com o mesmo instrumental. Podemos ver cavaqui-
nho e violão atuarem juntos aqui, em Cabo Verde, 
em Jacarta, na Indonésia, ou em Goa. O caráter nostálgico, 
sentimental, é outro ponto comum da música das colônias 
portuguesas em todo o mundo. O kronjong, a música típica de 
Jacarta, é uma espécie de lundu mais lento, tocado comumente 
com flauta, cavaquinho e violão. Em Goa não é muito 
diferente.
De acordo com o texto de Henrique Cazes, grande parte da mú-
sica popular desenvolvida nos países colonizados por Portugal 
compartilham um instrumental, destacando-se o cavaquinho 
e o violão. No Brasil, são exemplos de música popular que em-
pregam esses mesmos instrumentos:
A) Maracatu e ciranda.
B) Carimbó e baião.
C) Choro e samba.
D) Chula e siriri.
E) Xote e frevo.
35. (Enem-2013) Mesmo tendo a trajetória do movimento 
interrompida com a prisão de seus dois líderes, o 
tropicalismo não deixou de cumprir seu papel de 
vanguarda na música popular brasileira. A partir da 
década de 70 do século passado, em lugar do produto musical 
de exportação de nível internacional prometido pelos baianos 
com a “retomada da linha evolutória” institui-se nos meios de 
comunicação e na indústria do lazer uma nova era musical.
(TINHORÃO. J. R. Pequena história da música popular: da modinha 
ao tropicalismo São Paulo: art, 1986. Adaptado.)
A nova era musical mencionada no texto evidencia um gênero 
que incorporou a cultura de massa e se adequou à realidade 
brasileira. Esse gênero está representado pela obra cujo trecho 
da letra é:
A) a estrela d’alva/no céu desponta/E a lua anda tonta/Com 
tamanho esplendor. (As pastorinhas, Noel Rosa e João de 
barro)
B) Hoje/Eu quero a rosa mais linda que houver/quero a pri-
meira estrela que vier/ Para enfeitar a noite do meu bem. (A 
noite do meu bem, Dolores Duran)
C) No rancho fundo/ Bem pra lá do fim do mundo/ Onde a dor 
e a saudade/ Contam coisas da cidade. (No rancho fundo, 
Ary Barroso e Lamartine Babo)
D) Baby Baby/ Não adianta chamar/Quando alguém esta per-
dido/Procurando se encontrar. (Ovelha negra, Rita Lee)
E) Pois há menos peixinhos a nadar no mar/Do que os beiji-
nhos que eu darei/ Na sua boca. (Chega de saudade, Tom 
Jobim e Vinicius de Moraes)
36. (Enem-2012) 
Capa do LP Os Mutantes, 1968.
(Disponível em: . Acesso em: 28 fev. 2012.)
A capa do LP Os Mutantes, de 1968, ilustra o movimento da 
contracultura. O desafio à tradição nessa criação musical é 
caracterizado por
A) letras e melodias com características amargas e depressivas.
B) arranjos baseados em ritmos e melodias nordestinos.
C) sonoridades experimentais e confluência de elementos 
populares e eruditos.
D) temas que refletem situações domésticas ligadas à tradi-
ção popular.
E) ritmos contidos e reservados em oposição aos modelos 
estrangeiros.
Dança
37. (Enem-2017) É dia de festa na roça. Fogueira posicio-
nada, caipiras arrumados, barraquinhas com quitutes 
suculentos e bandeirinhas de todas as cores enfeitan-
do o salão. Mas o ponto mais esperado de toda a festa 
é sempre a quadrilha, embalada por música típica e linguajar 
próprio. Anarriê, alavantú, balancê de damas e tantos outros 
termos agitados pelo puxador da quadrilha deixam a festa de São 
João, comemorada em todo o Brasil, ainda mais completa.
 Embora os festejos juninos sejam uma herança da colo-
nização portuguesa no Brasil, grande parte das tradições da 
quadrilha tem origem francesa. E muita gente dança sem saber.
 As influências estrangeiras são muitas nas festas dos três 
santos do mês de junho (Santo Antônio, no dia 13, e São Pedro, no 
dia 29, completam o grupo). O “changê de damas” nada mais é do 
que a troca de damas na dança, do francês “changer”. O “alavantú”, 
quando os casais se aproximam e se cumprimentam, também é 
francês, e vem de “en avant tous”. Assim também acontece com 
o “balancê”, que também vem de bailar em francês.
(SOARES, L. Disponível em: . Acesso em: 30 
jun. 2015. Adaptado.)
Ao discorrer sobre a festa de São João e a quadrilha como ma-
nifestações da cultura corporal, o texto privilegia a descrição de
A) movimentos realizados durante a coreografia da dança.
B) personagens presentes nos festejos de São João.
C) vestimentas utilizadas pelos participantes.
D) ritmos existentes na dança da quadrilha.
E) folguedos constituintes do evento.
38. (Enem-2015) O rap, palavra formada pelas iniciais de 
rhythm and poetry (ritmo e poesia), junto com as 
linguagens da dança (o break dancing) e das artes 
plásticas (o grafite), seria difundido, para além dos 
guetos, com o nome de cultura hip hop. O break dancing surge 
como uma dança de rua. O grafite nasce de assinaturas inscritas 
pelos jovens com sprays nos muros, trens e estações de metrô 
de Nova York. As linguagens do rap, do break dancing e do grafite 
se tornaram os pilares da cultura hip hop.
(DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da 
juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005. Adaptado.)
Entre as manifestações da cultura hip hop apontadas no texto, 
o break se caracteriza como um tipo de dança que representa 
aspectos contemporâneos por meio de movimentos
A) retilíneos, como crítica aos indivíduos alienados.
B) improvisados, como expressão da dinâmica da vida urbana.
C) suaves, como sinônimo da rotina dos espaços públicos.
D) ritmados pela sola dos sapatos, como símbolo de protesto.
E) cadenciados, como contestação às rápidas mudanças 
culturais.
ArteArte
(Enem-2014) Por onde houve colonização portugue- A capa do LP Os Mutantes, de 1968, ilustra o movimento da 
ArteArte
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