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imagens em seguimento sobre o assunto. É 
claro que, como toda fonte histórica dos sé-
culos XVI e XVII, esse documentário constrói 
um acervo de procedência histórica a ser in-
vestigado e contestado de acordo com outros 
recursos da história para verificar a sua vera-
cidade (...) O relato faz de tudo para reforçar 
o nacionalismo brasileiro, apesar de tratar de 
uma época na qual o Brasil ainda não é vista 
como uma nação e sim como colônia e seria 
uma extensão das posses do governo metro-
politano de Portugal, e as pessoas que esta-
vam no Brasil ainda não se reconhecem como 
brasileiros, e legalmente o país ainda não 
estava formado (...) Além disso, omite-se a 
crise entre a Companhia de Jesus e os Bandei-
rantes na formação de São Paulo, por causa da 
proibição da escravização dos nativos.”
Balbino, David de Oliveira. O cinema como objeto de 
análise : os desdobramentos e debates históricos por trás 
de “Os bandeirantes”, um filme do INCE e de Humberto 
Mauro (1940) / David de Oliveira Balbino. – 2017.
O filme Os Bandeirantes, produzido na déca-
da de 1940, por Humberto Mauro, até hoje 
recebe críticas sobre a forma coma que trata 
a atividade bandeirante dos séculos XVI, XVII 
e XVIII.
As críticas presentes no texto sobre a repre-
sentação histórica nesse filme consistiam em 
a) escolher alguns heróis nacionais em detri-
mento de outros que tiveram uma participa-
ção muito mais significante no processo his-
tórico brasileiro.
b) admoestar a direção do filme por não ter se 
preocupado com a estética do filme cometen-
do anacronismos em seu roteiro.
c) problematizar os valores nacionalistas pre-
sentes no filme e condenar heroísmo do mo-
vimento das bandeiras no período colonial 
brasileiro.
d) corrigir os erros de conteúdo do roteiro, já 
que os bandeirantes não fizeram parte do pe-
ríodo colonial e sim do período republicano.
e) enfatizar o papel protagonista do regime var-
guista como responsável pelo desenvolvimen-
to do cinema nacional da década de 40.
 40. 
O Brasil havia sido independente, para todas 
as intenções e propósitos, desde 1808; desde 
16 de dezembro de 1815 o Brasil fazia parte 
de um reino unido, em pé de igualdade com 
Portugal. O que estava em jogo no início da 
década de 1820 era mais uma questão de mo-
narquia, estabilidade, continuidade e integri-
dade territorial do que revolução colonial.
MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente. In: 
MOTA, Carlos Guilherme (org..). Viagem Incompleta – A 
experiência Brasileira. S.P.: Editora Senac São Paulo, 2000.
A charge e o texto apontam para um movi-
mento de revisionismo em torno do processo 
brasileiro de independência, questionando 
os marcos desse momento histórico a partir 
do fato de que:
a) se questiona a noção de ruptura tradicional-
mente atribuída a independência por consi-
derarem que houve um movimento maior de 
continuidade.
b) se nega uma possível melhora da condição de 
vida do escravo, pois a escravidão ainda de-
mora 66 anos para ser abolida.
c) se afirma ter ocorrido, em vez de um processo 
gradual de independência a partir do ano de 
1808, um movimento totalmente iniciado na 
década de 1820.
d) se questiona os reais impactos da Revolução 
Liberal do Porto para o processo de indepen-
dência brasileiro, atribuindo total responsabi-
lidade aos acontecimentos dentro do Brasil.
e) se relaciona 1822 com 1808, sendo esta uma 
grande inovação da historiografia recente 
pois até então os dois processos eram anali-
sados de forma dissociada.
 41. O recrutamento forçado de mão-de-obra livre, 
para os serviços do Exército e da Marinha, 
existia desde o princípio da guerra, só que, 
dada a premência e a falta de braços livres, 
pouco a pouco começou-se a recrutar forçada-
mente o escravo como praça. A questão é re-
levante: passou-se a admitir o risco de retirar 
das unidades produtoras escravistas um ele-
mento imprescindível ao sistema econômico.
SOUSA, Jorge Prata de. Escravidão ou morte: 
Os escravos brasileiros na Guerra do Paraguai. 
Rio de Janeiro: Mauad: ADESA, 1996.
Durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), 
a questão do contingente militar sempre foi 
objeto de debates. As necessidades por novas 
convocações para o conflito se faziam cons-
tantes e em 1865, surgiram os “Voluntário 
da Pátria”, como eram denominadas as uni-
dades militares em meio a esse esforço de 
reforço do efetivo em termos numéricos. O 
texto destacado faz menção a uma proble-
mática nesse sentido, que dialoga com o(a): 
a) cenário de insatisfação geral quanto às con-
vocações arbitrárias, o que revolta parcelas 
importantes da elite brasileira, revoltosas 
com as convocações dos seus jovens.