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b) ausência de um sentimento patriota quanto à 
importância de se lutar numa Guerra pelo seu 
país, que explica a baixa adesão de voluntá-
rios para as tropas.
c) as dificuldades de se retirar um escravo do 
campo de trabalho para reforçar as tropas mi-
litares, tendo em vista a sua importância para 
o sistema econômico. 
d) o pouco interesse de escravos em fazer parte 
dos “voluntários da pátria” pela falta de ga-
rantias após o seu retorno da Guerra.
e) a pouca credibilidade que o Exército Brasilei-
ro transmitia, o que justificava os déficits nos 
efetivos militares, por não haver uma grande 
mobilização nacional de esforço de guerra.
 42. Pergunte ao Criador (pergunte ao Criador)
Quem pintou esta aquarela
Livre do açoite da senzala
Preso na miséria da favela
Será
Será que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão
Será, oh, será
Que a lei áurea tão sonhada
Há tanto tempo assinada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
...
(Estação Primeira de Mangueira , 100 Anos de 
Liberdade, Realidade Ou Ilusão, 1988)
Apenas em 2089, daqui a pelo menos 72 
anos, brancos e negros terão uma renda 
equivalente no Brasil. A projeção é da pes-
quisa “A distância que nos une - Um retrato 
das Desigualdades Brasileiras” da ONG britâ-
nica Oxfam, dedicada a combater a pobreza 
e promover a justiça social.
(OLIVEIRA, Tory. Seis estatísticas que mostram o 
abismo racial no Brasil. Disponível em: )
Tanto o samba enredo da Escola de Samba 
Primeira de Mangueira de 1988, que lhe ga-
rantiu o segundo lugar, e o trecho de uma 
reportagem redigida para a Carta Capital, 
auxiliam para a reflexão em torno das con-
sequências da escravidão para a população 
negra, 100 ou 130 anos depois da Lei Áurea. 
Sobre tal cenário, é correto inferir que:
a) a Lei Áurea não teve grande eficácia prática, 
pois a população negra nunca se tornou livre.
b) atualmente, a condição do negro já se equi-
para, ou se equiparará em breve tendo em 
vista as políticas públicas.
c) não existe hoje no Brasil uma preocupação 
por parte do Estado para com a desigualdade 
entre brancos e negros, que se abstém de 
interferir nessas questões de cunho social.
d) a condição de vida do negro hoje, no geral, 
em nada avançou desde 1888, pois as desi-
gualdades e preconceitos permaneceram.
e) os mais de 100 anos de libertação dos es-
cravos não foram capazes de equiparar as 
situações de negros e brancos, já que foram 
mais de 300 anos de escravidão que deixa-
ram profundas marcas.
 43. TEXTO I
[...] logo após a Proclamação da República 
iniciaram-se os trabalhos da comissão res-
ponsável por elaborar a primeira consti-
tuição republicana que foi promulgada em 
1891. O artigo 70 definiu os eleitores que 
podiam se alistar e, apesar, de não mencio-
nar nominalmente as mulheres no texto, o 
documento excluía os eleitores do sexo fe-
minino.
(MAIA, Andrea Casa Nova; CARDOSO, Luciene 
Carris; SANTOS, Vicente Saul Moreira dos. Lições do 
tempo: temas em história e historiografia do Brasil 
Republicano. Rio de Janeiro. 7 Letras, 2016)
TEXTO II
Chamando o repórter de “cidadão”, o preto 
justificava a revolta: era para “não andarem 
dizendo que o povo é carneiro. De vez em 
quando é bom a negrada mostrar que sabe 
morrer como homem!”. [...] O mais impor-
tante era “mostrar ao governo que ele não 
põe o pé no pescoço do povo.”
(CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: 
o Rio de Janeiro e a República que não foi. 
São Paulo. Companhia das Letras. 1987)
Considerando os dois textos, é possível con-
cluir que a noção de cidadania durante a Pri-
meira República era
a) restrita, tanto em termos de direitos políti-
cos quanto civis
b) igualitária, contemplando os indivíduos in-
dependente de sua condição
c) parcial, pois a escravidão permanecia pre-
sente na letra da lei
d) racista, porque excluía juridicamente os ne-
gros do direito ao voto
e) ampla, eliminando o voto censitário e esten-
dendo o sufrágio a todos
 44. [...] a revolta começou em nome da legítima 
defesa dos direitos civis. Despertou simpa-
tia geral, permitindo a abertura de espaço 
momentâneo de livre e ampla manifestação 
política, não mais limitada à estrita luta 
contra a vacina. Desabrocharam, então, vá-
rias revoltas dentro da revolta. Caminhou 
a conspiração militar-Centro das Classes 
Operárias, que buscava derrubar o governo; 
os consumidores de serviços públicos acer-
taram velhas contas com as companhias; a