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04/09/2016
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Consiste na aplicação, no colo uterino, de solução de LUGOL, com 
objetivo de identificar alterações celulares por meio da fixação do IODO
em áreas ricas em glicogênio.
SCHILLER 
NEGATIVO
(IODO POSITIVO): 
Fixação do iodo nas áreas 
ricas em glicogênio.
No colo normal, ocorre a 
coloração marrom 
(combinação com iodo).
SCHILLER 
POSITIVO
(IODO NEGATIVO): 
Na ausência de glicogênio o 
tecido não fixará o iodo.
Permanece “esbranquiçado” 
(nacarado), mostra 
alterações celulares. O teste 
delimitará o epitélio doente. 
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É um método 
diagnóstico das 
lesões pré-
cancerosas e 
cancerosas.
São examinados: Vulva, 
Vagina e o Colo do Útero 
através do 
COLPOSCOPIO (aparelho 
que amplia a visão). 
O exame é 
solicitado quando o 
preventivo mostra 
alguma alteração 
como:
* Atipia de significado 
indeterminado
* Atipia em células 
escamosas e em células 
glandulares
* Teste Schiller positivo 
Seu objetivo é 
esclarecer:
* Existe realmente alguma 
lesão?
* Onde está localizada?
Qual sua extensão?
* É de natureza benigna 
(ou inflamatória), pré-
maligna (possível de evoluir 
para o câncer) ou maligna? 
Método citológico, também chamado:
* Papanicolaou
* Esfregaço Cervicovaginal
* Colpocitologia Oncótica Cervical
* Citologia Oncótica 
Consiste na coleta de material citológico 
do colo do útero a fim de detectar 
alterações celulares. 
O nome "Papanicolaou" é uma 
homenagem ao patologista 
grego Georges Papanicolaou, que criou 
o método em 1940.
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OBJETIVO PRINCIPAL do exame:
ou
que 
podem estar associadas ao 
desenvolvimento do câncer de 
colo de útero.
OUTROS OBJETIVOS:
Identificar as mulheres com risco 
aumentado de desenvolvimento 
de lesões precursoras do câncer 
cérvico-uterino (probabilidade no 
futuro de carcinoma invasor).
Encontrar condições não 
cancerígenas, como:
• Infecções viróticas no colo do 
útero: verrugas genitais 
causadas pelo HPV, herpes.
• Infecções vaginais como 
candidíase (fungos) ou 
Trichomonas Vaginalis
(protozoários)
Informar sobre os níveis 
hormonais, principalmente 
estrogênio e progesterona.
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VULVA VAGINA/APARELHO REPRODUTOR
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O câncer de colo do 
útero começa nas 
células da superfície 
do colo do útero. 
• Ali existem dois 
tipos de células: 
• Escamosas e 
• Colunares
A maioria dos casos 
de câncer envolve as 
células escamosas.
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• Formada pelo epitélio escamoso. 
• Fica acima da membrana basal que é 
renovada continuamente por 
processos de:
• Proliferação, 
• Maturação e 
• Descamação.
• Consiste em várias camadas (as 
intermediárias e superficiais contêm 
glicogênio).
• É sensível aos estímulos hormonais. 
• Renova-se a cada 05 dias 
por ação de estrógenos através do 
processo de descamação das células 
superficiais.
• Tem sua maturação inibida 
pela ação da progesterona.
ou canal 
cervical
• Inicia-se no orifício anatômico 
interno por continuidade com o 
endométrio. 
• Revestido por uma camada única de 
células cilíndricas produtoras de 
muco. 
• São basicamente células cilíndricas 
(colunares), secretoras, ciliadas ou 
não ciliadas.
ou canal 
cervical
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JUNÇÃO ESCAMOCOLUNAR (JEC)
Encontra-se na união entre os epitélios 
(colunar e escamoso) da ectocervice.
A JEC é uma linha que pode estar tanto 
na ecto como na endocérvice, depende 
do status hormonal da mulher. 
• Na infância e no período pós-
menopausa, geralmente, a JEC situa-se 
dentro do canal cervical. 
• No período da menacme, quando 
ocorre produção estrogênica, fase 
reprodutiva da mulher, geralmente, a 
JEC situa-se no orifício externo.
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Na atual nomenclatura citológica 
brasileira, a ADEQUABILIDADE DA 
AMOSTRA é definida como 
SATISFATÓRIA ou INSATISFATÓRIA. 
O termo anteriormente utilizado, 
“satisfatório, mas limitado”, foi abolido 
(INCA, 2006).
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Evitar ou suspender a utilização de lubrificantes, espermicidas ou 
medicamentos vaginais por 48 horas antes da coleta. (essas substâncias 
recobrem os elementos celulares, dificultam a avaliação microscópica e 
prejudicam a qualidade da amostra para o exame citopatológico).
Evitar a realização de exames intravaginais, como a ultrassonografia, nas 48 
horas anteriores à coleta (o gel utilizado para a introdução do transdutor 
interfere).
A abstinência sexual prévia ao exame só é justificada quando são utilizados 
preservativos com lubrificante ou espermicidas. Na prática a presença de 
espermatozoides não compromete a avaliação microscópica.
O exame não deve ser feito no período menstrual (a presença de sangue pode 
prejudicar o diagnóstico citopatológico). Aguardar o 5º dia após o término da 
menstruação.
No caso de sangramento vaginal anormal, o exame ginecológico é mandatório e 
a coleta, se indicada, pode ser realizada.
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• Mesa ginecológica.
• Escada de dois degraus
• Mesa auxiliar
• Foco de luz com cabo flexível.
• Biombo ou local reservado 
para troca de roupa.
• Cesto de lixo
Espéculo de tamanhos variados, preferencialmente descartáveis. (se 
instrumental metálico deve ser esterilizado de acordo com as normas 
vigentes)
Balde com solução desincrostante em caso de instrumental não 
descartável
Lâminas de vidro com extremidade fosca
Espátula de ayre
Escova endocervical
Par de luvas e máscara (descartáveis)
Pinça de cherron
Solução fixadora, álcool a 96% ou spray de polietilenoglicol
Gaze. 
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Recipiente para acondicionamento das lâminas 
(adequar ao tipo de solução fixadora): 
* Frasco porta-lâmina 
* Caixa de madeira ou plástica para transporte de 
lâminas
Formulários de requisição do exame citopatológico
Lápis Grafite ou Preto nº 2
Avental ou camisola preferencialmente descartável. (se 
reutilizável encaminhar à lavanderia para lavagem)
Lençol preferencialmente descartável. (se reutilizável 
encaminhar à lavanderia para lavagem).
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Acolher a paciente.
Orientar sobre o exame e como será feito. 
Realizar o preenchimento do questionário da mulher com todas as 
informações solicitadas.
Desenhar no formulário, após a coleta, o aspecto visual do colo (identificar 
áreas de lesão (se houverem)).
Identificar presença de secreção (tipo, quantidade e odor), hiperemia, 
verrugas.
Higienizar as mãos, antes e após o atendimento.
Colocar a mulher em posição ginecológica.
Cubrir com o lençol.
Posicionar o foco de luz.
Colocar a máscara e as luvas descartáveis.
Observar atentamente (com auxilio de foco) os órgãos genitais externos.
Verificar: distribuição dos pelos, à integralidade do clitóris, do meato 
uretral, dos grandes e pequenos lábios, à presença de secreções vaginais, 
de sinais de inflamação, de veias varicosas e outras lesões como úlceras, 
fissuras, verrugas e tumorações.
Colocar o espéculo. (Escolher tamanho de acordo com as características 
perineais e vaginais da mulher a ser examinada). 
Introduzir o espéculo suavemente, em posição vertical e ligeiramente 
inclinado, de maneira que o colo do útero fique exposto completamente 
(imprescindível para a realização de uma boa coleta).
Fazer rotação (depois de iniciada a introdução). Deixar em posição 
transversa (fenda da abertura do espéculo em posição horizontal). 
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Abrir lentamente e com delicadeza quando estiver introduzido 
totalmente na vagina. 
Sugerir que a mulher tussa em caso de dificuldade de 
visualização do colo. Caso não surta efeito solicite ajuda de 
outro profissional mais experiente.
Observar característicasdo conteúdo das paredes vaginais, 
bem como as do colo do útero para descrição posterior.
PARA COLETA NA 
ECTOCÉRVICE
Utilizar ESPÁTULA DE AYRE, do lado 
que apresenta reentrância. 
Encaixar a ponta mais longa da 
espátula no orifício externo do colo, 
apoiar firmemente e fazer raspagem 
em movimento rotativo de 360° em 
torno de todo o orifício cervical.
Raspar toda superfície do colo com 
pressão firme, mas delicada, sem 
agredir o colo, para não prejudicar a 
qualidade da amostra.
PARA COLETA NA 
ENDOCÉRVICE
Utilizar a ESCOVA 
ENDOCERVICAL. 
Introduzir a escova 
endocervical na endocérvice.
Recolher o material ao fazer 
movimento giratório de 360°
(percorrer todo o contorno 
do orifício cervical).
A coleta do material deve ser realizada na ECTOCÉRVICE e na 
ENDOCÉRVICE em lâmina única.
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ECTOCÉRVICE
ENDOCÉRVICE
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• Fechar o espéculo não totalmente (para
evitar beliscar a mulher).
• Retirar o espéculo delicadamente = inclinar
levemente para cima, observar as paredes
vaginais.
• Retirar as luvas.
• Auxiliar a mulher a descer da mesa.
• Solicitar que ela troque de roupa.
• Informar sobre a possibilidade de um
pequeno sangramento que poderá ocorrer
depois da coleta. ( tranquilize-a informe
que cessará sozinho).
• Enfatizar a importância do retorno para o
resultado e se possível agendar conforme
rotina da unidade básica de saúde.
REFERÊNCIAS
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<http://globocan.iarc.fr/>. Acesso em: 19/05/2014.
• INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Estimativa 2014. Incidência do Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2014.
• INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Atlas da Mortalidade. Disponível
em:.https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/ Acesso em: 14/09/2015.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Informática do SUS (Datasus). Sistema
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em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205 Acesso em: 14/09/2015..
• http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/237_papanicolau.html
• www.inca.gov.br/utero
• São Paulo (Estado). Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Fundação Oncocentro de São Paulo. Condutas clínicas
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• Solomon D, Nayar R. Sistema Bethesda para citopatlogia cervicovaginal: definições, critérios e notas explicativas. 2a ed.
Rio de Janeiro: Revinter; 2005.
• Mortoza Jr. G. Patologia cervical. Rio de Janeiro: Med Book, 2006.
• BRASIL, Diretrizes Brasileiras Para O Rastreamento Do Câncer Do Colo Do Útero)
caderno de atenção cancer de utero.pdf
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do 
colo do útero e da mama / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. 
– Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e 
Vigilância. Nomenclatura brasileira para laudos cervicais e condutas preconizadas: recomendações para profissionais de 
saúde. - Rio de Janeiro: INCA, 2006. 65 p.
• BRASIL. Ministério da Saúde . Prevenção do Câncer do Colo do Útero Manual Técnico Profissionais de Saúde Brasília, 2002