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dias. Os objetos que compramos geralmente se encaixam em três categorias: a das necessidades, a 
dos desejos e a dos “necejos”, os objetos de desejo que, por imposição da publicidade, acabam se 
tornando uma necessidade. Tão necessários que as pessoas têm de lutar contra a corrente do 
marketing. 
Mas há uma tendência que se contrapõe a isso, a do minimalismo – também conhecido como 
“consumo mínimo” ou “simplicidade voluntária”. Por exemplo, alguns assumem o desafio de viver um 
ano com apenas 100 itens, incluindo roupas, livros, aparelhos eletrônicos, lembranças de família e 
objetos pessoais. Outros procuram ir ainda mais fundo, vivendo sem casa e com apenas 50 itens. Há 
quem pregue o desafio de ficar um ano sem comprar nada, vivendo na base de trocas e doações. 
O minimalismo não trata apenas da quantidade ou do valor dos itens que se encontram em nossas 
casas. Minimalismo é viver com o essencial, e cada pessoa decide o que é essencial para si. Então, 
por definição, o minimalismo sempre será algo subjetivo e individual. Por exemplo, todo mundo que 
mora numa casa ou apartamento grande em uma área mais barata da cidade poderia, pelo mesmo 
valor, morar em um cubículo mais bem localizado. Essa é uma revolução minimalista: ter menos 
tralha e mais experiências. 
 
 
VELOSO, Larissa. Viver com menos. Revista Planeta. São Paulo: Três Editorial. n. 490, ago. 2013. Seção 
Comportamento. Adaptado. 
 
 
 
No trecho do Texto “poderia, pelo mesmo valor, morar em um cubículo mais bem localizado”, a 
palavra destacada é acentuada graficamente pelo mesmo motivo pelo qual se acentua a palavra 
 
a) conteúdo 
b) pôr 
c) público 
d) saída 
e) pôde 
 
 
Questão 62: CESGRANRIO - Tec (PETRO)/PETROBRAS/Exploração de Petróleo 
Júnior/Geodésia/2014 
 
Não é meu 
(...) 
Quando Trotsky caiu em desgraça na União Soviética, sua imagem foi literalmente apagada de 
fotografias dos líderes da revolução, dando início a uma transformação também revolucionária do 
conceito de fotografia: além de tirar o retrato de alguém, tornou-se possível tirar alguém do retrato. 
A técnica usada para eliminar o Trotsky das fotos foi quase tão grosseira — comparada com o que 
se faz hoje — quanto a técnica usada para eliminar o Trotsky em pessoa (um picaretaço, a mando do 
Stalin). 
Hoje não só se apagam como se acrescentam pessoas ou se alteram suas feições, sua idade e sua 
quantidade de cabelo e de roupa, em qualquer imagem gravada. 
A frase “prova fotográfica” foi desmoralizada para sempre, agora que você pode provar qualquer 
coisa fotograficamente. 
 
 
 
 
 
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