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CONTABILIDADE GERAL PARTE 1 – FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE 1. CONTABILIDADE: CONCEITO, OBJETO, OBJETIVOS, CAMPO DE ATUAÇÃO E USUÁRIOS 1.1 Conceito de Contabilidade A Contabilidade é uma ciência social aplicada, dotada de método próprio, que tem por finalidade estudar, registrar, controlar, interpretar e evidenciar os fenômenos que afetam o patrimônio das entidades, em termos quantitativos e qualitativos. Sob a ótica técnico-normativa adotada no Brasil, especialmente pela FCC, a Contabilidade: · Não se limita ao registro mecânico de fatos; · Analisa atos e fatos administrativos; · Produz informações úteis, tempestivas, relevantes, confiáveis e comparáveis; · Serve como instrumento de controle, gestão e fiscalização. 📌 Ponto de prova (FCC): a banca frequentemente cobra a distinção entre atos administrativos (não alteram o patrimônio) e fatos administrativos (alteram o patrimônio). · Atos administrativos: contratos assinados, garantias prestadas, pedidos realizados. · Fatos administrativos: compra, venda, pagamento, recebimento, depreciação. A Contabilidade só registra fatos administrativos. 1.2 Objeto da Contabilidade O objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades. Conceito de Patrimônio Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma entidade, avaliáveis em moeda. · Bens: itens corpóreos ou incorpóreos destinados à manutenção ou exploração da atividade (caixa, estoques, imóveis, máquinas). · Direitos: valores a receber de terceiros (clientes, aplicações financeiras). · Obrigações: compromissos exigíveis perante terceiros (fornecedores, empréstimos, tributos). 📌 Foco FCC: patrimônio sempre vinculado a uma entidade específica (princípio da entidade – NBC TG Estrutura Conceitual). 1.3 Objetivos da Contabilidade Os objetivos da Contabilidade podem ser sistematizados em três grandes eixos: 1.3.1 Fornecer informações úteis para a tomada de decisão A informação contábil deve ser: · Relevante; · Fidedigna; · Comparável; · Verificável; · Tempestiva; · Compreensível. Essas características estão previstas na NBC TG – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. 1.3.2 Controlar o patrimônio da entidade O controle patrimonial envolve: · Acompanhamento das mutações patrimoniais; · Apuração de resultados; · Identificação de desvios, perdas, ineficiências; · Suporte à gestão e à governança corporativa. 1.3.3 Atender exigências legais e fiscais A Contabilidade é base para: · Apuração de tributos (ICMS, IRPJ, CSLL); · Cumprimento de obrigações acessórias; · Atendimento à fiscalização tributária; · Prestação de contas a órgãos reguladores. 📌 Contexto AFRE-SP: a Contabilidade é ferramenta essencial para fiscalização do ICMS, cruzamento de dados e análise de consistência econômico-financeira. 1.4 Campo de Atuação da Contabilidade A Contabilidade aplica-se a qualquer entidade que possua patrimônio, independentemente de sua finalidade. Incluem-se: · Empresas comerciais, industriais e prestadoras de serviços; · Entidades públicas (União, Estados, Municípios, autarquias); · Entidades do terceiro setor (ONGs, fundações); · Instituições financeiras; · Pessoas físicas equiparadas a pessoas jurídicas. 📌 Pegadinha FCC: a Contabilidade não é exclusiva de empresas com fins lucrativos. 1.5 Usuários da Informação Contábil Os usuários são classificados em internos e externos. 1.5.1 Usuários Internos · Administradores; · Gestores; · Diretores; · Conselho de administração. Utilizam a informação contábil para: · Planejamento; · Controle; · Avaliação de desempenho; · Tomada de decisões estratégicas. 1.5.2 Usuários Externos · Investidores e acionistas; · Instituições financeiras; · Fornecedores; · Clientes; · Governo e Fisco; · Auditores independentes. 📌 Ênfase FCC: o Fisco é usuário externo relevante, sobretudo para auditorias e fiscalização tributária. 2. NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE (NBC) 2.1 Conceito e Finalidade As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) constituem o conjunto de princípios, conceitos, critérios e procedimentos que devem ser observados na elaboração e divulgação das informações contábeis no Brasil. São editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 2.2 Estrutura das NBC As NBC são classificadas, entre outras, em: · NBC Gerais; · NBC Técnicas (NBC TG) – convergentes às IFRS; · NBC Profissionais (NBC PG); · NBC Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP). 📌 FCC cobra: NBC TG = Normas Técnicas aplicáveis às entidades privadas. 2.3 Relação com a Legislação Societária As NBC devem ser observadas em consonância com: · Lei nº 6.404/1976 (Lei das S.A.); · Lei nº 11.638/2007; · Lei nº 11.941/2009. Essas leis: · Modernizaram a contabilidade brasileira; · Promoveram convergência às normas internacionais (IFRS); · Alteraram critérios de avaliação de ativos e passivos; · Introduziram novos grupos patrimoniais (ex.: intangível). 📌 Ponto crítico para AFRE-SP: correta aplicação das normas impacta diretamente a base de cálculo dos tributos estaduais. 2.4 Obrigatoriedade de Aplicação As NBC são de observância obrigatória para: · Elaboração das demonstrações contábeis; · Escrituração contábil; · Relatórios financeiros; · Atendimento ao SPED Contábil. O descumprimento pode gerar: · Penalidades profissionais; · Glosas fiscais; · Autos de infração; · Responsabilização do profissional e da empresa. 📘 Encerramento da Parte 1 Nesta primeira parte, foram estabelecidos os fundamentos conceituais da Contabilidade, essenciais para a compreensão de todos os demais tópicos do edital e extremamente explorados pela banca FCC, inclusive de forma interdisciplinar com Direito Tributário e Auditoria Fiscal. A próxima parte abordará, de forma exaustiva e técnica, os itens patrimoniais: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, com classificações, estrutura, avaliações e ajustes conforme a legislação vigente. Perfeito. Iniciei a apostila completa de Contabilidade Geral para Auditor Fiscal da Receita Estadual de SP (FCC) exatamente no nível técnico, profundidade e rigor exigidos para nota máxima, sem atalhos, sem resumões e com foco explícito em cobranças típicas da FCC e na atuação fiscal. PARTE 2 – ITENS PATRIMONIAIS: ATIVO, PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3. ITENS PATRIMONIAIS Os itens patrimoniais representam os elementos que compõem o patrimônio da entidade, evidenciados no Balanço Patrimonial, conforme a Lei nº 6.404/1976 (Lei das S.A.), alterada pelas Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, e pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. A correta identificação, classificação, mensuração e evidenciação desses itens é tema central em provas da FCC, especialmente para cargos fiscais, pois impacta diretamente a apuração de resultados, a base de cálculo de tributos e a fiscalização do ICMS. 3.1 Estrutura Patrimonial O patrimônio é estruturado em três grandes grupos: 1. Ativo 2. Passivo 3. Patrimônio Líquido Essa estrutura decorre da equação fundamental da Contabilidade: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido 📌 Ponto clássico FCC: a equação patrimonial é válida em qualquer momento da vida da entidade, independentemente de lucro ou prejuízo. 3.2 ATIVO 3.2.1 Conceito de Ativo Segundo a NBC TG – Estrutura Conceitual, ativo é: “Um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados, do qual se espera que fluam benefícios econômicos futuros.” Do conceito, extraem-se três elementos essenciais: 1. Controle pela entidade (não é necessária a propriedade jurídica); 2. Origem em eventos passados; 3. Capacidade de gerar benefícios econômicos futuros. 📌 Pegadinha FCC: não confundir controle com propriedade. Um bem arrendado pode ser ativo, desde que controlado. 3.2.2 Classificação do Ativo Após as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/2007, o Ativo passou a ser classificado em: · Ativo Circulante · Ativo Não Circulante a) Ativo Circulante Incluem-se no Ativo Circulante: · Caixa e equivalentes de caixa; · Direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente; · Aplicações financeiras de liquidez imediata; · Estoques; · Clientes. 📌 Critério principal: prazo de realização até o términoDeve-se reconhecer perda por impairment. D) Deve-se ajustar diretamente no patrimônio líquido. E) Nada deve ser feito. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Reavaliação é instituto distinto. B) Incorreta. Impairment não é provisão. C) Correta. Reconhece-se perda por redução ao valor recuperável. D) Incorreta. O reconhecimento ocorre no resultado. E) Incorreta. Haveria superavaliação do ativo. QUESTÃO 36 Uma provisão deve ser mensurada: A) Pelo valor mínimo possível. B) Pelo valor máximo estimado. C) Pelo melhor valor estimado da obrigação na data do balanço. D) Pelo valor histórico do evento. E) Pelo valor definido pelo Fisco. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Prudência não significa subavaliação arbitrária. B) Incorreta. Não se utiliza o valor máximo. C) Correta. Mensuração pelo melhor valor estimado, conforme NBC TG 25. D) Incorreta. Valor histórico não reflete obrigação atual. E) Incorreta. O Fisco não define a mensuração contábil. 📌 FCC: mensuração é ponto sensível. QUESTÃO 37 Passivos contingentes: A) São sempre reconhecidos no balanço. B) Devem ser divulgados, salvo quando a possibilidade de saída de recursos for remota. C) São reconhecidos no patrimônio líquido. D) São tratados como provisões. E) Não possuem relevância para o Fisco. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Não são reconhecidos. B) Correta. Divulgação em notas explicativas, salvo probabilidade remota. C) Incorreta. Não afetam diretamente o PL. D) Incorreta. Provisão exige obrigação provável. E) Incorreta. São extremamente relevantes para fiscalização. QUESTÃO 38 A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) tem por finalidade: A) Evidenciar a posição patrimonial da entidade. B) Demonstrar os fluxos de caixa do período. C) Evidenciar o desempenho econômico da entidade em determinado período. D) Evidenciar apenas receitas financeiras. E) Demonstrar mutações do patrimônio líquido. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Função do BP. B) Incorreta. Função da DFC. C) Correta. A DRE evidencia o resultado do período. D) Incorreta. Abrange todas as receitas e despesas. E) Incorreta. Função da DMPL. QUESTÃO 39 O SPED Contábil: A) É facultativo para empresas do lucro real. B) Não possui validade jurídica. C) Substitui os livros contábeis em papel e permite fiscalização eletrônica. D) É utilizado apenas pela Receita Federal. E) Dispensa escrituração contábil regular. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. É obrigatório para o lucro real. B) Incorreta. Possui plena validade jurídica. C) Correta. Substitui livros físicos e potencializa a fiscalização eletrônica. D) Incorreta. É utilizado também por fiscos estaduais. E) Incorreta. Exige escrituração regular. QUESTÃO 40 Para o Auditor Fiscal da Receita Estadual de SP, o SPED Contábil é relevante porque: A) Elimina a necessidade de fiscalização. B) Permite apenas controle societário. C) Serve como base para cruzamento de dados fiscais, especialmente ICMS. D) Substitui a legislação tributária. E) Dispensa auditorias presenciais. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. O SPED não elimina fiscalização, apenas a qualifica. B) Incorreta. Vai muito além do aspecto societário. C) Correta. É ferramenta central de cruzamento de dados fiscais, especialmente ICMS. D) Incorreta. Não substitui normas legais. E) Incorreta. Auditorias presenciais continuam existindo.do exercício social seguinte. b) Ativo Não Circulante O Ativo Não Circulante subdivide-se em: 1. Realizável a Longo Prazo; 2. Investimentos; 3. Imobilizado; 4. Intangível. Realizável a Longo Prazo Direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, como: · Empréstimos concedidos a controladas; · Créditos fiscais de longo prazo; · Depósitos judiciais. Investimentos Aplicações de recursos em: · Participações permanentes em outras sociedades; · Bens não destinados à manutenção da atividade principal. 📌 FCC cobra: investimentos não se confundem com aplicações financeiras de curto prazo. Imobilizado Inclui bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da empresa, como: · Máquinas; · Equipamentos; · Veículos; · Imóveis operacionais. Intangível Compreende ativos não monetários identificáveis, sem substância física, tais como: · Marcas; · Patentes; · Softwares; · Direitos de concessão. 3.2.3 Avaliação e Ajustes do Ativo Os ativos devem ser avaliados, em regra, pelo custo histórico, ajustado quando necessário. Principais ajustes: · Depreciação (imobilizado); · Amortização (intangível); · Exaustão (recursos naturais); · Redução ao valor recuperável (impairment); · Provisões para perdas (ex.: créditos de liquidação duvidosa). 📌 Contexto fiscal: ajustes incorretos podem reduzir indevidamente a base tributável, sendo alvo de autuações. 3.3 PASSIVO 3.3.1 Conceito de Passivo Passivo é: “Uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos.” Elementos essenciais: 1. Obrigação presente; 2. Evento passado; 3. Expectativa de saída de recursos. 3.3.2 Classificação do Passivo O Passivo divide-se em: Passivo Circulante; · Passivo Não Circulante. a) Passivo Circulante Inclui obrigações exigíveis até o término do exercício seguinte: · Fornecedores; · Empréstimos de curto prazo; · Salários a pagar; · Tributos a recolher (ICMS, IPI, PIS, COFINS). b) Passivo Não Circulante Obrigações com vencimento após o exercício seguinte: · Financiamentos de longo prazo; · Debêntures; · Provisões de longo prazo. 📌 FCC gosta: distinguir provisões de passivos exigíveis. 3.3.3 Avaliação do Passivo O passivo deve ser reconhecido pelo valor presente da obrigação, quando relevante, considerando: · Encargos financeiros; · Atualização monetária; · Multas e juros. 3.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3.4.1 Conceito Patrimônio Líquido é: A diferença entre o ativo e o passivo da entidade. Representa o capital próprio, pertencente aos sócios ou acionistas. 3.4.2 Estrutura do Patrimônio Líquido Conforme a Lei nº 6.404/1976, o PL é composto por: · Capital Social; · Reservas de Capital; · Ajustes de Avaliação Patrimonial; · Reservas de Lucros; · Lucros ou Prejuízos Acumulados; · Ações em Tesouraria. 📌 Ponto FCC: correta classificação das reservas é recorrente. 3.4.3 Avaliação e Ajustes no PL No PL são reconhecidos: · Resultados acumulados; · Distribuições de lucros; · Ajustes de avaliação patrimonial; · Prejuízos absorvidos. Alterações no PL nem sempre transitam pela DRE. 📘 Encerramento da Parte 2 Nesta parte foram analisados, com profundidade técnica e foco fiscal, os itens patrimoniais, sua estrutura, classificação e avaliação, fundamentos indispensáveis para compreensão das demonstrações contábeis e para atuação do Auditor Fiscal na análise da consistência patrimonial e tributária das empresas. A próxima parte tratará de forma exaustiva de Receitas e Despesas, sua contabilização, reconhecimento, regimes e apuração do resultado patrimonial. PARTE 3 – RECEITAS, DESPESAS E APURAÇÃO DO RESULTADO PATRIMONIAL 4. RECEITAS E DESPESAS A compreensão aprofundada de receitas e despesas é essencial para o Auditor Fiscal, pois esses elementos: · Determinam o resultado do exercício; · Influenciam diretamente a base de cálculo dos tributos; · São frequentemente manipulados para fins de evasão ou elisão fiscal; · São objeto recorrente de questões conceituais e práticas da banca FCC. 4.1 RECEITAS 4.1.1 Conceito de Receita De acordo com a NBC TG – Estrutura Conceitual, receita corresponde a: “Aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos, ou diminuição de passivos, que resultem em aumento do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aportes dos proprietários.” Elementos essenciais do conceito: 1. Aumento de ativos ou redução de passivos; 2. Geração de benefícios econômicos; 3. Aumento do patrimônio líquido; 4. Exclusão de aportes de capital. 📌 Pegadinha FCC: entrada de caixa não é, necessariamente, receita (ex.: empréstimo bancário). 4.1.2 Natureza das Receitas As receitas podem ser classificadas em: a) Receitas Operacionais Decorrem da atividade principal da entidade, tais como: · Venda de mercadorias; · Prestação de serviços; · Produção industrial. São reconhecidas, em regra, quando: · O controle do bem ou serviço é transferido ao cliente; · O valor pode ser mensurado com confiabilidade; · É provável a entrada de benefícios econômicos. b) Receitas Não Operacionais (Outras Receitas) Resultam de eventos acessórios, como: · Ganho na venda de ativo imobilizado; · Receitas financeiras; · Indenizações recebidas. 📌 FCC cobra: distinguir receita operacional de ganho eventual. 4.1.3 Regime de Reconhecimento das Receitas A Contabilidade adota, como regra geral, o regime de competência. Regime de Competência A receita é reconhecida: · No período em que é gerada, independentemente do recebimento; · Quando ocorre o fato gerador contábil. Regime de Caixa (exceção contábil) Reconhece receitas apenas quando ocorre o recebimento financeiro. 📌 FCC: regime de caixa não é aceito para fins societários, apenas para controles específicos. 4.1.4 Mensuração da Receita A receita deve ser mensurada pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber, deduzidos: · Tributos sobre vendas; · Descontos incondicionais; · Abatimentos. 📌 Contexto fiscal: ICMS, IPI, PIS e COFINS não integram receita própria da empresa. 4.2 DESPESAS 4.2.1 Conceito de Despesa Despesa é definida como: “Reduções nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos, ou aumento de passivos, que resultem em diminuição do patrimônio líquido e que não sejam distribuições aos proprietários.” 4.2.2 Natureza das Despesas As despesas classificam-se em: a) Despesas Operacionais Relacionadas à atividade principal da entidade: · Despesas administrativas; · Despesas comerciais; · Despesas com pessoal; · Despesas gerais. b) Despesas Não Operacionais Decorrentes de eventos acessórios: · Perda na venda de imobilizado; · Multas e penalidades; · Perdas extraordinárias. 📌 FCC: correta classificação afeta a análise do desempenho operacional. 4.2.3 Reconhecimento das Despesas As despesas devem ser reconhecidas: · Pelo regime de competência; · No mesmo período da receita que ajudaram a gerar (princípio da confrontação). Exemplo clássico: · Receita de vendas reconhecida em janeiro; · Custo e despesas correspondentes reconhecidos no mesmo período. 4.2.4 Custos x Despesas Custos · Gastos relacionados diretamente à produção ou aquisição de bens e serviços vendidos; · Ativados temporariamente (estoques); · Reconhecidos como despesa quando da venda (CMV ou CPV). Despesas · Gastos não diretamente ligados à produção; · Reconhecidos imediatamente no resultado. 📌 Pegadinha FCC: custo não é despesa no momento da aquisição. 4.3 APURAÇÃO DO RESULTADO PATRIMONIAL 4.3.1 Resultado do Exercício O resultado é a diferença entre: · Receitas reconhecidas; · Custos e despesas incorridos. Resultado = Receitas – Despesas – Custos Pode ser: · Lucro, quando positivo; · Prejuízo, quando negativo. 4.3.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) A DRE evidencia, de forma ordenada: 1. Receita bruta; 2. Deduções da receita; 3. Receita líquida; 4. Custos; 5. Lucro bruto; 6. Despesas operacionais; 7. Resultado operacional; 8. Outras receitas e despesas; 9. Resultado antes do IR e CSLL; 10.Resultado líquido. 📌 FCC: sequência lógica da DRE é cobrança recorrente. 4.3.3 Impactos no Patrimônio Líquido O resultado do exercício: · Aumenta o PL, se lucro; · Reduz o PL, se prejuízo; · Posteriormente pode ser destinado a reservas ou distribuído. Nem toda variação do PL decorre da DRE. 📘 Encerramento da Parte 3 Nesta parte foram analisados, de forma profunda e técnica, os conceitos de receitas e despesas, seus critérios de reconhecimento, mensuração e sua influência direta na apuração do resultado patrimonial, com foco na fiscalização e na interpretação típica da banca FCC. A próxima parte abordará Estoques, incluindo inventários, critérios de valoração, métodos de mensuração, tributos incidentes e apuração do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). PARTE 4 – ESTOQUES 5. ESTOQUES: CONCEITOS, INVENTÁRIOS, VALORAÇÃO, TRIBUTAÇÃO E CMV O tema Estoques possui extrema relevância para o Auditor Fiscal, especialmente no âmbito do ICMS, pois envolve: Formação do custo das mercadorias; Reconhecimento correto do resultado; Apuração do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV); Tratamento contábil e fiscal de tributos incidentes; Identificação de práticas evasivas e inconsistências contábeis. A banca FCC explora o tema tanto sob o aspecto conceitual quanto operacional, exigindo domínio técnico rigoroso. 5.1 CONCEITO DE ESTOQUES Segundo a NBC TG 16 – Estoques, estoques são: “Ativos mantidos para venda no curso normal dos negócios; em processo de produção para venda; ou na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos no processo de produção ou na prestação de serviços.” Incluem-se, portanto: Mercadorias para revenda; Produtos acabados; Produtos em elaboração; Matérias-primas; Materiais auxiliares. 📌 Pegadinha FCC: bens destinados ao uso próprio não são estoques, mas imobilizado. 5.2 TIPOS DE INVENTÁRIO Inventário corresponde ao levantamento físico e/ou contábil dos estoques. 5.2.1 Inventário Físico Consiste na contagem física dos bens estocados: Realizado periodicamente; Usado para confronto com registros contábeis; Fundamental para fiscalização e auditoria. 5.2.2 Inventário Periódico No sistema de inventário periódico: Não há controle contínuo das saídas; O estoque final é apurado por contagem física; O CMV é calculado ao final do período. Fórmula do CMV (inventário periódico): CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final 📌 FCC: fórmula clássica, amplamente cobrada. 5.2.3 Inventário Permanente No sistema de inventário permanente: Há controle contínuo das entradas e saídas; O estoque é atualizado a cada movimentação; O CMV é apurado por operação. 📌 Contexto fiscal: sistema mais confiável para fiscalização do ICMS. 5.3 CRITÉRIOS DE VALORAÇÃO DOS ESTOQUES Os estoques devem ser avaliados pelo: Menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. 5.3.1 Valor Realizável Líquido Corresponde ao: Preço estimado de venda; Deduzido dos custos para conclusão e venda. Quando o valor realizável líquido for inferior ao custo, deve-se reconhecer perda por desvalorização de estoque. 5.4 MÉTODOS DE MENSURAÇÃO DOS ESTOQUES 5.4.1 Custo Médio Ponderado O custo é calculado pela média ponderada dos valores: Atualizado a cada entrada (permanente); Calculado ao final do período (periódico). 📌 FCC: método mais aceito e frequentemente cobrado. 5.4.2 PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) Considera que: As primeiras mercadorias adquiridas são as primeiras vendidas; O estoque final reflete os custos mais recentes. Aceito pelas normas brasileiras. 5.4.3 UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair) Pressupõe que: As últimas mercadorias adquiridas são as primeiras vendidas. 🚫 Importante: o UEPS não é permitido pelas NBC e IFRS, mas é frequentemente cobrado pela FCC de forma teórica. 📌 Pegadinha FCC: pode ser citado como método existente, porém vedado. 5.4.4 Custo Específico Aplicável quando: Os itens são identificáveis individualmente; Há alto valor unitário ou baixa rotatividade. Exemplo: veículos, joias, obras de arte. 5.5 COMPONENTES DO CUSTO DOS ESTOQUES O custo de aquisição dos estoques inclui: Preço de compra; Impostos não recuperáveis; Fretes e seguros; Gastos diretamente atribuíveis à aquisição. Não integram o custo: Desperdícios anormais; Custos administrativos; Custos de venda. 5.6 TRATAMENTO CONTÁBIL DOS TRIBUTOS INCIDENTES 5.6.1 ICMS ICMS recuperável não integra o custo; ICMS não recuperável integra o custo. 📌 Fiscalização: análise de créditos indevidos de ICMS. 5.6.2 IPI Integra o custo quando não recuperável; Não integra quando recuperável. 5.6.3 PIS e COFINS Regime cumulativo: integram o custo; Regime não cumulativo: não integram o custo (quando creditáveis). 5.7 APURAÇÃO DO CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV) 5.7.1 Conceito de CMV O CMV representa: O custo das mercadorias efetivamente vendidas no período; Elemento essencial da DRE. 5.7.2 Fórmula do CMV CMV = Estoque Inicial + Compras Líquidas – Estoque Final Compras líquidas incluem: Compras brutas; (-) Devoluções; (-) Descontos incondicionais. 5.7.3 Impactos no Resultado e na Fiscalização Subavaliação do CMV → aumento artificial do lucro; Superavaliação do CMV → redução indevida do lucro tributável. 📌 Atuação do AFRE-SP: verificação de manipulações no custo para reduzir ICMS e outros tributos. 📘 Encerramento da Parte 4 Nesta parte foram abordados, com profundidade técnica e enfoque fiscal, os estoques, seus métodos de controle, critérios de valoração, tratamento dos tributos e apuração do CMV, pontos centrais na atuação do Auditor Fiscal e recorrentes nas provas da FCC. A próxima parte tratará do Ativo Imobilizado, incluindo reconhecimento, mensuração inicial e subsequente, depreciação e resultado na venda e na baixa. PARTE 5 – ATIVO IMOBILIZADO 6. ATIVO IMOBILIZADO: RECONHECIMENTO, MENSURAÇÃO, DEPRECIAÇÃO E BAIXA O Ativo Imobilizado é um dos temas mais relevantes e tecnicamente explorados pela banca FCC, pois envolve: Reconhecimento e classificação patrimonial; Mensuração inicial e subsequente; Depreciação e vida útil; Ganho ou perda na venda e na baixa; Impactos diretos na apuração do resultado e na base tributária. O tratamento contábil do imobilizado é disciplinado, principalmente, pela NBC TG 27 – Ativo Imobilizado, em consonância com a Lei nº 6.404/1976. 6.1 CONCEITO DE ATIVO IMOBILIZADO Segundo a NBC TG 27, o Ativo Imobilizado compreende: “Itens tangíveis que: (a) são mantidos para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e (b) se espera que sejam utilizados por mais de um período.” Elementos essenciais do conceito: Tangibilidade; Uso na atividade da entidade; Vida útil superior a um exercício social; Expectativa de benefícios econômicos futuros. 📌 Pegadinha FCC: bens adquiridos para revenda não são imobilizado, mas estoques. 6.2 RECONHECIMENTO DO ATIVO IMOBILIZADO Um item do imobilizado deve ser reconhecido como ativo quando: For provável que benefícios econômicos futuros associados ao item fluirão para a entidade; e O custo do item puder ser mensurado com confiabilidade. Caso contrário, o gasto deve ser reconhecido como despesa. 📌 FCC: gastos posteriores só são ativados se aumentarem a capacidade, eficiência ou vida útil do ativo. 6.3 MENSURAÇÃO INICIAL DO IMOBILIZADO O imobilizado deve ser mensurado inicialmente pelo custo. 6.3.1 Componentes do Custo O custo do imobilizado inclui: Preço de aquisição; Impostos não recuperáveis; Custos diretamente atribuíveis à colocação do ativo em condições de uso; Gastos com instalação, montagem e testes. Não integram o custo: Custos administrativos; Custos de abertura de nova instalação; Perdas operacionais iniciais. 6.3.2 Imobilizado Construído pela Própria Entidade Quando o ativo é construído internamente: O custo inclui materiais, mão de obra direta e custos indiretos atribuíveis; Lucros internos não são incluídos; Custos anormais são excluídos. 6.4 MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE DO IMOBILIZADO Após o reconhecimento inicial, a entidade deve escolher entre dois modelos: 6.4.1 Modelo do Custo Ativo registrado pelo custo;(-) Depreciação acumulada; (-) Perdas por redução ao valor recuperável. 6.4.2 Modelo da Reavaliação Ativo registrado pelo valor justo; (-) Depreciação acumulada; Aplicável somente se houver mercado ativo. 📌 FCC: reavaliação é permitida pelas NBC, mas restrita pela legislação societária brasileira. 6.5 DEPRECIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO 6.5.1 Conceito de Depreciação Depreciação é: A alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo de sua vida útil. Valor depreciável = Custo – Valor residual. 6.5.2 Vida Útil e Valor Residual Vida útil: período durante o qual se espera utilizar o ativo; Valor residual: valor estimado a ser obtido na alienação ao final da vida útil. Ambos devem ser revisados periodicamente. 6.5.3 Métodos de Depreciação Métodos aceitos: Linear; Saldos decrescentes; Unidades produzidas. 📌 FCC: método deve refletir o padrão de consumo dos benefícios econômicos. 6.6 GASTOS POSTERIORES 6.6.1 Gastos Capitalizáveis Melhorias; Ampliações; Substituições relevantes; Desde que aumentem benefícios futuros. 6.6.2 Gastos Não Capitalizáveis Manutenção; Reparos rotineiros; Conservação. Devem ser reconhecidos como despesa. 6.7 BAIXA E ALIENAÇÃO DO IMOBILIZADO 6.7.1 Baixa do Ativo O ativo deve ser baixado quando: É alienado; ou Não gera mais benefícios econômicos futuros. 6.7.2 Resultado na Venda ou Baixa O resultado corresponde à diferença entre: Valor líquido contábil; e Valor recebido na alienação. Pode resultar em: Ganho; Perda. 📌 Contexto fiscal: análise de subavaliação ou superavaliação na venda de ativos. 📘 Encerramento da Parte 5 Nesta parte foi examinado, com rigor técnico e enfoque fiscal, o Ativo Imobilizado, abrangendo reconhecimento, mensuração, depreciação e baixa, fundamentos indispensáveis para a atuação do Auditor Fiscal e recorrentes nas provas da FCC. A próxima parte tratará do Ativo Intangível, abordando reconhecimento, mensuração, amortização, vida útil, baixa e alienação. PARTE 6 – ATIVO INTANGÍVEL 7. ATIVO INTANGÍVEL: RECONHECIMENTO, MENSURAÇÃO, AMORTIZAÇÃO, VIDA ÚTIL E BAIXA O Ativo Intangível é tema sensível e sofisticado nas provas da FCC, exigindo do candidato domínio conceitual, normativo e prático, sobretudo porque envolve julgamentos contábeis relevantes e impactos diretos na apuração do resultado e na fiscalização tributária. O tratamento contábil do ativo intangível está disciplinado pela NBC TG 04 – Ativo Intangível, em consonância com a Lei nº 6.404/1976, alterada pelas Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009. 7.1 CONCEITO DE ATIVO INTANGÍVEL Segundo a NBC TG 04, ativo intangível é: “Um ativo não monetário identificável, sem substância física.” Do conceito normativo, extraem-se quatro características essenciais: Não monetário (não representa direito a receber valor fixo em dinheiro); Identificável; Ausência de substância física; Capacidade de gerar benefícios econômicos futuros. 📌 FCC: a identificabilidade é ponto-chave de prova. 7.2 IDENTIFICABILIDADE DO ATIVO INTANGÍVEL Um ativo intangível é identificável quando: É separável, isto é, pode ser vendido, transferido, licenciado ou alugado de forma individual; ou Resulta de direitos contratuais ou legais, independentemente de ser separável. Exemplos clássicos: Marcas e patentes; Softwares; Direitos de concessão; Franquias. 🚫 Não são intangíveis reconhecíveis: Fundo de comércio gerado internamente; Marca desenvolvida internamente; Carteira de clientes criada internamente. 📌 Pegadinha FCC: intangíveis gerados internamente, em regra, não são reconhecidos. 7.3 RECONHECIMENTO DO ATIVO INTANGÍVEL Um ativo intangível deve ser reconhecido quando: For provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade; e O custo puder ser mensurado com confiabilidade. Caso contrário, o gasto deve ser reconhecido como despesa. 7.4 MENSURAÇÃO INICIAL DO ATIVO INTANGÍVEL 7.4.1 Ativo Intangível Adquirido Separadamente Deve ser mensurado pelo custo, que compreende: Preço de aquisição; Impostos não recuperáveis; Custos diretamente atribuíveis à preparação do ativo para uso. 7.4.2 Ativo Intangível Gerado Internamente O tratamento contábil depende da fase do projeto: a) Fase de Pesquisa Gastos reconhecidos como despesa; Não podem ser capitalizados. b) Fase de Desenvolvimento Os gastos podem ser capitalizados se, cumulativamente, a entidade demonstrar: Viabilidade técnica; Intenção de concluir o ativo; Capacidade de usar ou vender; Geração provável de benefícios futuros; Disponibilidade de recursos; Mensuração confiável dos gastos. 📌 FCC: exige memorização criteriosa dos requisitos. 7.5 MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE Após o reconhecimento inicial, o ativo intangível pode ser mensurado pelo: 7.5.1 Modelo do Custo Custo; (-) Amortização acumulada; (-) Perdas por redução ao valor recuperável. 7.5.2 Modelo da Reavaliação Valor justo; Aplicável somente quando existir mercado ativo. 🚫 Restrição prática: raramente aplicável a intangíveis. 7.6 VIDA ÚTIL DO ATIVO INTANGÍVEL A vida útil pode ser: 7.6.1 Vida Útil Definida Existe limite previsível de tempo; Sujeita à amortização sistemática. Exemplo: licença com prazo determinado. 7.6.2 Vida Útil Indefinida Não há limite previsível de uso; Não sofre amortização; Deve ser testada anualmente quanto à redução ao valor recuperável. Exemplo: marca adquirida com expectativa de uso contínuo. 📌 FCC: vida útil indefinida ≠ vida útil infinita. 7.7 AMORTIZAÇÃO DO ATIVO INTANGÍVEL 7.7.1 Conceito de Amortização Amortização é: A alocação sistemática do valor depreciável do ativo intangível ao longo de sua vida útil. 7.7.2 Métodos de Amortização Devem refletir o padrão de consumo dos benefícios econômicos: Linear; Outros métodos apropriados. Se não for possível determinar o padrão, utiliza-se o método linear. 7.8 RECONHECIMENTO DE DESPESA Os gastos que não atendem aos critérios de reconhecimento como ativo intangível devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos. Exemplos: Publicidade; Treinamento; Pesquisa. 7.9 BAIXA E ALIENAÇÃO DO ATIVO INTANGÍVEL O ativo intangível deve ser baixado quando: For alienado; ou Não se esperar mais benefícios econômicos futuros. O resultado da baixa corresponde à diferença entre: Valor contábil líquido; Valor recebido, se houver. Pode gerar: Ganho; Perda. 📘 Encerramento da Parte 6 Nesta parte foi analisado, com elevado rigor técnico e alinhamento à FCC, o Ativo Intangível, abrangendo reconhecimento, mensuração, amortização, vida útil e baixa, aspectos fundamentais para a correta apuração do resultado e para a atuação fiscal. A próxima parte tratará da Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment), tema altamente conceitual e recorrente em provas. PARTE 7 – REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS (IMPAIRMENT) 8. REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS A Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment) é um dos temas mais conceituais, técnicos e recorrentes nas provas da FCC, exigindo do candidato compreensão profunda da lógica econômica, do tratamento normativo e dos reflexos patrimoniais e fiscais. O tema é disciplinado principalmente pela NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, em consonância com as IFRS e a legislação societária brasileira. 8.1 CONCEITO DE REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL (IMPAIRMENT) Redução ao valor recuperável é o reconhecimento contábil de uma perda quando o valor contábil de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável. Valor contábil > Valor recuperável → reconhecimento de perda por impairment 📌 FCC: impairment não é reavaliação negativa, nem provisão. 8.2 ATIVOS SUJEITOS AO IMPAIRMENT Estão sujeitos ao teste de impairment, entre outros: · Ativo imobilizado; · Ativo intangível; · Goodwill; · Investimentos avaliados pelo custo; · Ativos de uso. 🚫 Não se aplicam, em regra: · Estoques (tratados pela NBC TG 16); · Ativos fiscais diferidos; · Instrumentos financeiros específicos. 8.3 MOMENTO DE APLICAÇÃO DO TESTE DE IMPAIRMENT O teste deve ser realizado: 8.3.1 Quando houver indícios de perda Exemplos de indícios externos: · Queda significativa no valor de mercado; · Mudançasadversas no ambiente econômico ou legal; · Aumento das taxas de juros. Exemplos de indícios internos: · Obsolescência; · Desempenho abaixo do esperado; · Planos de descontinuação. 8.3.2 Periodicamente, independentemente de indícios Obrigatório para: · Ativos intangíveis com vida útil indefinida; · Goodwill. 📌 FCC: periodicidade obrigatória é cobrança frequente. 8.4 VALOR RECUPERÁVEL O valor recuperável de um ativo é o maior valor entre: 1. Valor em uso; e 2. Valor justo líquido das despesas de venda. 8.4.1 Valor em Uso Corresponde ao valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados do uso contínuo do ativo e de sua alienação ao final da vida útil. Inclui: · Estimativas de fluxos de caixa; · Taxa de desconto adequada; · Expectativas razoáveis e fundamentadas. 8.4.2 Valor Justo Líquido das Despesas de Venda É o valor obtido pela venda do ativo em uma transação entre partes independentes, deduzidas as despesas diretamente atribuíveis à venda. 📌 Pegadinha FCC: valor recuperável é o MAIOR, não o menor. 8.5 UNIDADE GERADORA DE CAIXA (UGC) Quando não for possível estimar o valor recuperável de um ativo individualmente, o teste deve ser realizado ao nível da Unidade Geradora de Caixa (UGC). Conceito de UGC UGC é: O menor grupo identificável de ativos que gera entradas de caixa amplamente independentes das entradas de caixa de outros ativos ou grupos de ativos. 8.6 RECONHECIMENTO DA PERDA POR IMPAIRMENT A perda por impairment deve ser reconhecida: · Imediatamente no resultado do período; · Como despesa; · Reduzindo o valor contábil do ativo. No caso de UGC, a perda é alocada: 1. Primeiramente ao goodwill; 2. Depois, proporcionalmente aos demais ativos. 8.7 REVERSÃO DA PERDA POR IMPAIRMENT 8.7.1 Possibilidade de Reversão A perda por impairment pode ser revertida quando houver indicação de que a perda deixou de existir ou diminuiu. 🚫 Exceção importante: · Não é permitida a reversão de impairment reconhecido em goodwill. 📌 FCC: exceção recorrente em prova. 8.7.2 Limite da Reversão A reversão: · Não pode elevar o valor contábil acima do valor que teria sido reconhecido se a perda não tivesse sido registrada; · É reconhecida no resultado. 8.8 EFEITOS CONTÁBEIS, PATRIMONIAIS E FISCAIS · Reduz o valor do ativo; · Reduz o resultado do exercício; · Impacta o patrimônio líquido; · Pode afetar indicadores econômico-financeiros. 📌 Contexto fiscal: impairment pode ser utilizado de forma indevida para reduzir lucro tributável, sendo foco da fiscalização. 📘 Encerramento da Parte 7 Nesta parte foi desenvolvido, com profundidade técnica e alinhamento rigoroso à FCC, o tema Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment), incluindo conceito, aplicação, mensuração, reconhecimento, reversão e impactos fiscais. A próxima parte tratará de Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, tema de alta incidência conceitual e normativa em provas. PARTE 8 – PROVISÕES, PASSIVOS CONTINGENTES E ATIVOS CONTINGENTES 9. PROVISÕES, PASSIVOS CONTINGENTES E ATIVOS CONTINGENTES O estudo de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes é de extrema relevância para o Auditor Fiscal, pois envolve julgamento profissional, avaliação de risco, mensuração de obrigações e potenciais impactos relevantes na apuração do resultado e na base de cálculo dos tributos. Esse tema é disciplinado principalmente pela NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, norma frequentemente explorada pela banca FCC em questões conceituais e práticas. 9.1 CONCEITO DE PROVISÃO Segundo a NBC TG 25, provisão é: “Um passivo de prazo ou valor incerto.” Apesar da incerteza quanto ao prazo ou ao valor, a provisão representa uma obrigação presente da entidade. 📌 FCC: provisão é passivo, não é estimativa genérica nem reserva. 9.2 CRITÉRIOS PARA RECONHECIMENTO DE PROVISÕES Uma provisão deve ser reconhecida quando todas as condições abaixo forem atendidas: 1. A entidade possui uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; 2. É provável que será necessária uma saída de recursos para liquidar a obrigação; 3. Pode ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. Se qualquer desses critérios não for atendido, não há reconhecimento de provisão. 📌 Pegadinha FCC: probabilidade elevada é requisito essencial. 9.3 OBRIGAÇÕES LEGAIS E NÃO FORMALIZADAS 9.3.1 Obrigação Legal Decorre de: · Lei; · Contrato; · Outras normas legais. Exemplo: obrigação tributária. 9.3.2 Obrigação Não Formalizada (Construtiva) Resulta de: · Práticas passadas da entidade; · Políticas divulgadas; · Expectativa válida criada em terceiros. Exemplo: política pública de indenizações não obrigatórias por lei. 9.4 MENSURAÇÃO DAS PROVISÕES A provisão deve ser mensurada pelo melhor valor estimado da obrigação na data do balanço. Técnicas de mensuração: · Valor esperado (quando há grande número de itens); · Valor mais provável (quando há obrigação única). Se o efeito do valor do dinheiro no tempo for relevante, a provisão deve ser ajustada a valor presente. 9.5 PASSIVOS CONTINGENTES 9.5.1 Conceito de Passivo Contingente Passivo contingente é: · Uma obrigação possível, decorrente de eventos passados; · Cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de eventos futuros incertos; ou · Uma obrigação presente que não é reconhecida por não ser provável ou não ser mensurável com confiabilidade. 9.5.2 Tratamento Contábil dos Passivos Contingentes · Não são reconhecidos no balanço; · Devem ser divulgados em notas explicativas, salvo quando a probabilidade de saída de recursos for remota. 📌 FCC: distinguir claramente provisão (reconhece) de passivo contingente (divulga). 9.6 ATIVOS CONTINGENTES 9.6.1 Conceito de Ativo Contingente Ativo contingente é: · Um possível ativo; · Decorrente de eventos passados; · Cuja existência será confirmada por eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. 9.6.2 Tratamento Contábil dos Ativos Contingentes · Não são reconhecidos nas demonstrações contábeis; · São divulgados em notas explicativas quando a entrada de benefícios econômicos for provável; · Só são reconhecidos quando a realização se torna praticamente certa. 📌 Pegadinha FCC: ativos contingentes nunca são reconhecidos antecipadamente. 9.7 COMPARAÇÃO ENTRE PROVISÕES, PASSIVOS CONTINGENTES E ATIVOS CONTINGENTES Elemento Reconhecimento Divulgação Probabilidade Provisão Sim Sim Provável Passivo contingente Não Sim Possível Ativo contingente Não Sim (se provável) Possível 9.8 EFEITOS CONTÁBEIS, PATRIMONIAIS E FISCAIS · Provisões reduzem o resultado e o patrimônio líquido; · Podem afetar a base de cálculo do IR e da CSLL; · Uso indevido de provisões é alvo frequente de fiscalização; · Contingências mal classificadas distorcem a posição patrimonial. 📌 Atuação do AFRE-SP: análise de provisões tributárias, trabalhistas e cíveis. 📘 Encerramento da Parte 8 Nesta parte foram analisados, com profundidade técnica e foco fiscal, os conceitos de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, com base na NBC TG 25, tema de alta incidência em provas da FCC. A próxima parte tratará das Demonstrações Contábeis, abrangendo Balanço Patrimonial, DRE, DRA e DMPL. CONTABILIDADE GERAL – APOSTILA COMPLETA Concurso: Auditor Fiscal da Receita Estadual de São Paulo (AFRE-SP) Banca: FCC PARTE 9 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 10. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis representam a síntese estruturada das informações econômico-financeiras da entidade, sendo instrumento essencial para usuários internos e externos, especialmente para o Fisco, que as utiliza como base de fiscalização, análise de riscos e identificação de planejamento tributário abusivo. O tema é disciplinado pela Lei nº 6.404/1976 (Lei das S.A.), com as alterações das Leis 11.638/2007 e 11.941/2009, bem como pelas Normas Brasileiras de Contabilidade, em especial a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. 10.1 CONJUNTO COMPLETO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Segundo a NBC TG 26, um conjunto completo de demonstraçõescontábeis inclui: 1. Balanço Patrimonial (BP); 2. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); 3. Demonstração do Resultado Abrangente (DRA); 4. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL); 5. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC); 6. Notas explicativas. 📌 FCC: apesar de a DFC não constar expressamente do edital detalhado, seu conceito pode ser explorado de forma indireta. 10.2 BALANÇO PATRIMONIAL (BP) 10.2.1 Conceito O Balanço Patrimonial evidencia, de forma estática, a posição patrimonial e financeira da entidade em determinada data. Baseia-se na equação fundamental: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido 10.2.2 Estrutura do Balanço Patrimonial Ativo Classifica-se em: · Ativo Circulante: realizável até o término do exercício social subsequente; · Ativo Não Circulante: · Realizável a Longo Prazo; · Investimentos; · Imobilizado; · Intangível. Passivo Classifica-se em: · Passivo Circulante: exigível até o término do exercício seguinte; · Passivo Não Circulante: exigível após esse prazo. Patrimônio Líquido Compreende: · Capital social; · Reservas de capital; · Ajustes de avaliação patrimonial; · Reservas de lucros; · Ações em tesouraria; · Lucros ou prejuízos acumulados. 📌 FCC: atenção especial à classificação correta das contas. 10.3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) 10.3.1 Conceito A DRE evidencia o desempenho da entidade ao longo de um período, apurando o lucro ou prejuízo do exercício. 10.3.2 Estrutura Básica da DRE · Receita bruta de vendas e serviços; · Deduções da receita; · Receita líquida; · Custo das mercadorias vendidas (CMV); · Lucro bruto; · Despesas operacionais; · Resultado operacional; · Receitas e despesas financeiras; · Resultado antes do IR e CSLL; · IR e CSLL; · Lucro líquido do exercício. 📌 FCC: diferença entre despesa operacional e custo é recorrente. 10.4 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE (DRA) 10.4.1 Conceito A DRA evidencia as variações no patrimônio líquido que não transitam pelo resultado do exercício. Inclui, entre outros: · Ajustes de avaliação patrimonial; · Ganhos e perdas atuariais; · Variações de instrumentos financeiros. 📌 FCC: resultado abrangente ≠ lucro líquido. 10.5 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 10.5.1 Conceito A DMPL evidencia, de forma detalhada, todas as alterações ocorridas nas contas do patrimônio líquido durante o exercício. 10.5.2 Principais Eventos Evidenciados · Integralização de capital; · Distribuição de dividendos; · Constituição e reversão de reservas; · Ajustes de exercícios anteriores; · Resultado abrangente; · Ações em tesouraria. 10.6 INTERLIGAÇÃO ENTRE AS DEMONSTRAÇÕES · O lucro líquido da DRE impacta o PL no BP; · O resultado abrangente impacta diretamente o PL; · A DMPL detalha as variações do PL evidenciadas no BP; · As notas explicativas complementam e detalham todas as demonstrações. 📌 FCC: questões que cobram consistência entre demonstrações são frequentes. 10.7 IMPORTÂNCIA DAS DEMONSTRAÇÕES PARA O FISCO · Base para fiscalização tributária; · Análise de provisões e contingências; · Verificação de planejamento tributário; · Cruzamento de dados com SPED Contábil. 📘 Encerramento da Parte 9 Nesta parte foram estudadas, com profundidade técnica e foco na FCC, as principais demonstrações contábeis, sua estrutura, finalidade, interligação e relevância para a atuação do Auditor Fiscal. A próxima parte abordará o SPED Contábil, encerrando o conteúdo programático teórico antes do questionário completo. CONTABILIDADE GERAL – APOSTILA COMPLETA Concurso: Auditor Fiscal da Receita Estadual de São Paulo (AFRE-SP) Banca: FCC PARTE 10 – SPED CONTÁBIL 11. SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL – SPED CONTÁBIL O SPED Contábil representa uma das mais relevantes ferramentas de fiscalização tributária contemporânea, integrando informações contábeis, societárias e fiscais em ambiente digital, permitindo ao Fisco maior eficiência no controle, na auditoria e no combate à evasão e à elisão tributária abusiva. Para o Auditor Fiscal da Receita Estadual de São Paulo, o domínio do SPED Contábil é essencial, pois ele constitui base primária de cruzamento de dados com ICMS, regimes especiais, fiscalização eletrônica e auditoria digital. 11.1 CONCEITO DE SPED O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) foi instituído pelo Decreto nº 6.022/2007, com o objetivo de: · Modernizar a administração tributária; · Padronizar a escrituração contábil e fiscal; · Integrar informações entre os fiscos federal, estaduais e municipais; · Reduzir custos e aumentar a confiabilidade das informações. 📌 FCC: base legal do SPED é tema recorrente. 11.2 SPED CONTÁBIL (ECD) A Escrituração Contábil Digital (ECD) corresponde ao SPED Contábil propriamente dito. Ela substitui: · Livro Diário; · Livro Razão; · Balancetes; · Demonstrações contábeis. Tudo em formato digital, com validade jurídica assegurada por certificação digital. 11.3 OBJETIVOS DO SPED CONTÁBIL · Padronizar registros contábeis; · Garantir autenticidade e integridade dos dados; · Facilitar auditorias eletrônicas; · Permitir cruzamento de informações em larga escala; · Reduzir assimetrias informacionais entre contribuintes e Fisco. 11.4 OBRIGATORIEDADE DA ECD Estão obrigadas à entrega da ECD, entre outras: · Pessoas jurídicas sujeitas à tributação do IR com base no lucro real; · Pessoas jurídicas imunes e isentas que estejam obrigadas a manter escrituração contábil; · Empresas que distribuam lucros acima do limite legal sem escrituração regular. 📌 FCC: atenção às exceções e hipóteses de obrigatoriedade. 11.5 PRAZO E FORMA DE ENTREGA · Transmissão anual; · Até o último dia útil de maio do ano subsequente ao ano-calendário; · Utilização de certificado digital válido. 11.6 CONTEÚDO DA ECD A ECD contém, entre outros: · Lançamentos contábeis; · Plano de contas; · Balancetes; · Demonstrações contábeis; · Identificação dos responsáveis técnicos. 11.7 VALIDADE JURÍDICA A ECD possui: · Valor legal equivalente aos livros em papel; · Presunção de veracidade; · Assinatura digital do representante legal e do contador. 11.8 INTEGRAÇÃO COM A FISCALIZAÇÃO ESTADUAL Para o AFRE-SP, a ECD permite: · Cruzamento com SPED Fiscal (ICMS/IPI); · Verificação de margens e formação de preços; · Análise de estoques e CMV; · Identificação de inconsistências contábeis e fiscais; · Seleção de contribuintes para fiscalização presencial. 11.9 INFRAÇÕES E PENALIDADES · Omissão de escrituração; · Escrituração inexata ou incompleta; · Não apresentação no prazo; · Inconsistência entre ECD e demais obrigações acessórias. Essas infrações podem gerar multas e outras penalidades administrativas. 📘 ENCERRAMENTO DA PARTE TEÓRICA Com a conclusão do estudo do SPED Contábil, encerra-se a parte teórica integral do conteúdo programático de Contabilidade Geral para o concurso de Auditor Fiscal da Receita Estadual de São Paulo (FCC). A próxima etapa será o QUESTIONÁRIO COMPLETO, com mais de 40 questões no estilo FCC, divididas em blocos de 10 questões, todas com: · Gabarito; · Comentários técnicos; · Análise individual de cada alternativa (inclusive as erradas); · Fundamentos normativos; · Pegadinhas clássicas da banca. ➡️ Quando quiser iniciar, diga: “Inicie o Questionário – Bloco 1 (Questões 1 a 10).” Organize o questionário seguinte, com respostas completas, conceito de todas as siglas, elementos, símbolos, com comentários, análises de todas as questões com comentários de todas as linhas, e gabarito. Envie em blocos de 10 questões cada. Cada bloco de ser enviado de forma exclusiva, sozinho, sem nada do bloco anterior. Questionário FCC QUESTÃO 1 A Contabilidade, enquanto ciência social aplicada, tem como objeto de estudo: A) O conjunto de receitas e despesas apuradas no exercício social. B) O patrimônio das entidades, compreendendo bens, direitos e obrigações. C) O resultado econômico obtido pela entidade em determinado período. D) Os fluxos financeiros de entradas e saídas de caixa. E) O conjunto de demonstrações contábeis exigidas pela legislação societária. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOSDAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Receitas e despesas não são o objeto da Contabilidade, mas sim elementos que afetam o patrimônio. A FCC costuma explorar a confusão entre objeto e finalidade. B) Correta. O objeto da Contabilidade é o patrimônio, entendido como o conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma entidade. 📘 Fundamento: Doutrina contábil clássica e NBC Estrutura Conceitual. C) Incorreta. O resultado econômico é consequência da variação patrimonial, não o objeto da ciência contábil. D) Incorreta. Fluxos de caixa são objeto específico da Demonstração dos Fluxos de Caixa, não da Contabilidade como ciência. E) Incorreta. As demonstrações contábeis são instrumentos de evidenciação, não o objeto de estudo. 📌 Pegadinha FCC: confundir patrimônio (objeto) com resultado, caixa ou demonstrações. QUESTÃO 2 Entre os usuários da informação contábil, podem ser corretamente classificados como usuários externos: A) Administradores e controladores da entidade. B) Empregados e gestores operacionais. C) Auditores independentes e órgãos governamentais. D) Diretores financeiros e contadores internos. E) Conselho de administração e gerência executiva. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Administradores são usuários internos, pois participam da gestão. B) Incorreta. Empregados e gestores fazem parte da estrutura interna da entidade. C) Correta. Auditores independentes, Fisco, investidores, bancos e órgãos reguladores são usuários externos, pois não integram a gestão da entidade. D) Incorreta. Diretores financeiros e contadores internos são usuários internos. E) Incorreta. Conselho de administração integra a governança interna. 📌 FCC: gosta de cobrar a distinção interno × externo com termos parecidos. QUESTÃO 3 As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) são emitidas pelo: A) Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). B) Conselho Monetário Nacional (CMN). C) Conselho Federal de Contabilidade (CFC). D) Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON). E) Banco Central do Brasil. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. O CPC emite pronunciamentos, que são posteriormente aprovados e transformados em NBC pelo CFC. B) Incorreta. O CMN atua na política monetária e financeira. C) Correta. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é o órgão responsável pela edição das NBC. D) Incorreta. O IBRACON é entidade técnica, sem poder normativo. E) Incorreta. O BACEN regula instituições financeiras, não normas contábeis gerais. 📌 Pegadinha FCC: confundir CPC com CFC. QUESTÃO 4 De acordo com a Lei nº 6.404/1976 e as alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009, o Ativo deve ser classificado em: A) Ativo Financeiro e Ativo Permanente. B) Ativo Circulante e Ativo Exigível. C) Ativo Circulante e Ativo Não Circulante. D) Ativo Realizável e Ativo Não Realizável. E) Ativo Operacional e Ativo Não Operacional. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Classificação antiga, não mais utilizada. B) Incorreta. “Ativo exigível” não existe; exigível refere-se ao passivo. C) Correta. A legislação societária vigente classifica o ativo em Circulante e Não Circulante. D) Incorreta. Terminologia não prevista na lei. E) Incorreta. Classificação gerencial, não legal. 📌 FCC: cobra atualização legislativa pós-Lei 11.638/07. QUESTÃO 5 O Patrimônio Líquido representa: A) O conjunto de obrigações exigíveis da entidade. B) A soma dos bens e direitos da entidade. C) A diferença entre o ativo total e o passivo exigível. D) O capital social integralizado pelos sócios. E) O lucro apurado no exercício social. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Isso define o passivo. B) Incorreta. Define o ativo. C) Correta. Patrimônio Líquido = Ativo – Passivo. Representa o capital próprio da entidade. D) Incorreta. Capital social é apenas uma conta do PL. E) Incorreta. Lucro é variação do PL, não o PL em si. 📌 FCC: gosta de testar a equação patrimonial básica. QUESTÃO 6 Receita, segundo a teoria contábil e as NBC, pode ser definida como: A) Entrada de caixa decorrente de qualquer operação. B) Aumento do patrimônio líquido, independentemente da origem. C) Aumento do patrimônio líquido decorrente da atividade da entidade, exceto aportes dos proprietários. D) Ganho financeiro obtido em operações eventuais. E) Valor bruto das vendas realizadas no período. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Entrada de caixa ≠ receita (ex.: empréstimos). B) Incorreta. Aportes de capital aumentam PL, mas não são receita. C) Correta. Receita é aumento do PL decorrente da atividade da entidade, excetuadas contribuições dos proprietários. D) Incorreta. Ganhos eventuais podem ser receitas, mas a definição está incompleta. E) Incorreta. Receita não se confunde com faturamento bruto. 📌 FCC: explora a diferença entre receita e entrada de caixa. QUESTÃO 7 Despesa pode ser corretamente definida como: A) Qualquer saída de recursos financeiros. B) Redução do patrimônio líquido destinada à geração de receitas. C) Pagamento de obrigações exigíveis. D) Consumo de ativos que gera benefícios futuros. E) Diminuição do ativo sem impacto no resultado. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Pagamento de empréstimo não é despesa. B) Correta. Despesa é redução do PL associada à geração de receitas. C) Incorreta. Pagamento de passivo não gera despesa necessariamente. D) Incorreta. Consumo com benefício futuro é ativo, não despesa. E) Incorreta. Despesa sempre impacta o resultado. 📌 FCC: diferencia despesa, custo e desembolso. QUESTÃO 8 O custo das mercadorias vendidas (CMV), pelo método do inventário periódico, é apurado pela fórmula: A) Compras – Estoque final. B) Estoque inicial + Compras – Estoque final. C) Compras líquidas – Estoque inicial. D) Estoque final – Estoque inicial + Compras. E) Receita líquida – Lucro bruto. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Fórmula incompleta. B) Correta. CMV = EI + Compras – EF. C) Incorreta. Erro conceitual clássico. D) Incorreta. Operação matemática incorreta. E) Incorreta. Define lucro bruto, não CMV. 📌 FCC: adora fórmulas de CMV. QUESTÃO 9 O ativo imobilizado caracteriza-se por: A) Bens destinados à venda no curso normal dos negócios. B) Direitos realizáveis no curto prazo. C) Bens tangíveis utilizados na produção ou fornecimento de bens e serviços. D) Ativos intangíveis com vida útil indefinida. E) Aplicações financeiras de longo prazo. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Define estoques. B) Incorreta. Define ativo circulante. C) Correta. Imobilizado = bens tangíveis utilizados na atividade. D) Incorreta. Define intangível. E) Incorreta. Define investimentos. QUESTÃO 10 O teste de redução ao valor recuperável (impairment) tem por objetivo: A) Ajustar ativos ao valor de mercado. B) Registrar provisões para perdas futuras. C) Garantir que ativos não estejam registrados por valor superior ao recuperável. D) Atualizar ativos monetariamente. E) Reavaliar ativos periodicamente. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Impairment ≠ ajuste a valor de mercado. B) Incorreta. Não é provisão. C) Correta. Objetivo do impairment é evitar superavaliação de ativos. D) Incorreta. Atualização monetária não é permitida. E) Incorreta. Reavaliação é instituto distinto. 📌 FCC: testa a essência econômica do impairment. QUESTÃO 11 De acordo com a Lei nº 6.404/1976, com redação dada pela Lei nº 11.638/2007, o Ativo Não Circulante é composto por: A) Realizável a curto prazo, investimentos e imobilizado. B) Realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. C) Investimentos, imobilizado e diferido. D) Realizável, permanente e intangível. E) Circulante, realizável e investimentos. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. “Ativo realizável a curto prazo” integra o ativo circulante, não o não circulante. B) Correta. O Ativo Não Circulante é composto por: ✔ Realizável a Longo Prazo ✔ Investimentos ✔ Imobilizado ✔ Intangível📘 Fundamento: art. 179 da Lei 6.404/76. C) Incorreta. O grupo Diferido foi extinto pela Lei nº 11.638/2007. D) Incorreta. Terminologia ultrapassada. E) Incorreta. Mistura classificações incompatíveis. 📌 Pegadinha FCC: cobrar estrutura antiga do balanço. QUESTÃO 12 Constitui exemplo de ativo intangível, segundo a NBC TG 04: A) Terreno utilizado na atividade da empresa. B) Aplicações financeiras de longo prazo. C) Marca adquirida de terceiros. D) Estoques destinados à venda. E) Participação societária permanente. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Terreno é ativo imobilizado. B) Incorreta. Aplicações financeiras são ativos financeiros. C) Correta. Marca adquirida é ativo não monetário, identificável e sem substância física. D) Incorreta. Estoques são ativos circulantes. E) Incorreta. Participação societária é investimento. 📌 FCC: explora a diferença entre intangível e imobilizado. QUESTÃO 13 A amortização de um ativo intangível com vida útil definida deve ser: A) Facultativa, a critério da administração. B) Reconhecida apenas quando houver perda por impairment. C) Sistemática, ao longo da vida útil estimada. D) Realizada apenas ao final da vida útil. E) Vedada pela legislação societária. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Amortização não é facultativa. B) Incorreta. Impairment é instituto distinto. C) Correta. A amortização deve ser sistemática e racional, conforme a vida útil estimada. 📘 NBC TG 04. D) Incorreta. Reconhecimento deve ser periódico. E) Incorreta. A amortização é expressamente prevista. 📌 FCC: vida útil definida × indefinida é tema recorrente. QUESTÃO 14 A depreciação de um bem do ativo imobilizado tem por finalidade: A) Ajustar o ativo ao valor de mercado. B) Registrar provisões para perdas futuras. C) Reconhecer a perda do valor do bem pelo uso, tempo ou obsolescência. D) Atualizar monetariamente o ativo. E) Reconhecer variações cambiais. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Depreciação ≠ valor de mercado. B) Incorreta. Não é provisão. C) Correta. Depreciação reflete o consumo dos benefícios econômicos do ativo. D) Incorreta. Atualização monetária é vedada. E) Incorreta. Variação cambial não se relaciona com depreciação. 📌 FCC: explora conceitos confundidos propositalmente. QUESTÃO 15 De acordo com a NBC TG 01, o valor recuperável de um ativo corresponde: A) Ao menor valor entre custo e valor de mercado. B) Ao maior valor entre valor em uso e valor justo líquido de despesas de venda. C) Ao valor contábil ajustado pela inflação. D) Ao valor de mercado líquido de tributos. E) Ao custo histórico corrigido. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Essa lógica aplica-se a estoques. B) Correta. Valor recuperável = maior valor entre: ✔ Valor em uso ✔ Valor justo líquido de despesas de venda C) Incorreta. Correção monetária não é permitida. D) Incorreta. Tributos não integram essa definição. E) Incorreta. Custo histórico não define valor recuperável. 📌 Pegadinha FCC: maior × menor valor. QUESTÃO 16 Uma provisão deve ser reconhecida quando: A) A obrigação for apenas possível. B) Não for possível mensurar o valor com confiabilidade. C) Houver obrigação presente, saída provável de recursos e estimativa confiável. D) A saída de recursos for remota. E) Houver mera expectativa de desembolso. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Obrigação possível → passivo contingente. B) Incorreta. Mensuração confiável é requisito. C) Correta. São três critérios cumulativos, conforme NBC TG 25. D) Incorreta. Probabilidade remota não gera reconhecimento. E) Incorreta. Expectativa não gera provisão. 📌 FCC: exige memorização conceitual com lógica jurídica. QUESTÃO 17 Os passivos contingentes devem ser: A) Reconhecidos no balanço. B) Reconhecidos apenas quando mensuráveis. C) Divulgados em notas explicativas, quando a saída de recursos for possível. D) Sempre reconhecidos no resultado. E) Tratados como reservas. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Passivo contingente não é reconhecido. B) Incorreta. Mesmo mensurável, se não for provável, não se reconhece. C) Correta. Devem ser divulgados, salvo probabilidade remota. D) Incorreta. Não impactam o resultado diretamente. E) Incorreta. Reservas são contas do PL. 📌 FCC: adora confundir provisão × contingência. QUESTÃO 18 Ativos contingentes: A) Devem ser reconhecidos quando possíveis. B) São registrados no ativo não circulante. C) São divulgados quando a entrada de benefícios for provável. D) São reconhecidos por prudência. E) Integram o patrimônio líquido. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Nunca são reconhecidos enquanto contingentes. B) Incorreta. Não são registrados no balanço. C) Correta. São divulgados quando a entrada for provável. D) Incorreta. Prudência impede reconhecimento antecipado. E) Incorreta. Não afetam o PL enquanto contingentes. 📌 FCC: prudência é fundamento implícito. QUESTÃO 19 A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA): A) Substitui a DRE. B) Evidencia apenas receitas e despesas operacionais. C) Inclui variações patrimoniais não reconhecidas no resultado. D) Apresenta exclusivamente o lucro líquido. E) É facultativa para sociedades por ações. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. DRA não substitui a DRE. B) Incorreta. Não se limita a operações. C) Correta. Evidencia outros resultados abrangentes. D) Incorreta. Lucro líquido está na DRE. E) Incorreta. É obrigatória conforme NBC TG 26. QUESTÃO 20 A DMPL tem como principal finalidade: A) Evidenciar a posição financeira da entidade. B) Demonstrar o desempenho econômico. C) Evidenciar as alterações ocorridas no patrimônio líquido. D) Apurar o lucro bruto. E) Demonstrar fluxos de caixa. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Isso é função do BP. B) Incorreta. Função da DRE. C) Correta. A DMPL evidencia todas as mutações do PL. D) Incorreta. Lucro bruto está na DRE. E) Incorreta. Fluxos de caixa são da DFC. QUESTÃO 21 De acordo com a NBC TG 16 (Estoques), o custo dos estoques deve compreender: A) Apenas o preço de compra pago ao fornecedor. B) Preço de compra, impostos recuperáveis e despesas administrativas. C) Preço de compra, impostos não recuperáveis, frete e outros custos diretamente atribuíveis. D) Custos de armazenagem após a produção. E) Despesas financeiras incorridas na aquisição. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. O custo do estoque não se limita ao preço de compra. B) Incorreta. Impostos recuperáveis (ex.: ICMS) não integram o custo; despesas administrativas também não. C) Correta. O custo do estoque inclui: ✔ Preço de compra ✔ Impostos não recuperáveis ✔ Frete, seguros e outros custos diretamente atribuíveis 📘 NBC TG 16. D) Incorreta. Custos de armazenagem após a produção são despesas, salvo exceções específicas. E) Incorreta. Despesas financeiras não integram o custo dos estoques. 📌 FCC: cobra com frequência o que entra e o que não entra no custo. QUESTÃO 22 Em relação aos métodos de mensuração de estoques, é correto afirmar que: A) O método UEPS é permitido pelas normas brasileiras. B) O método PEPS é vedado pela legislação societária. C) O custo médio ponderado é admitido pelas NBC. D) Apenas o custo específico pode ser utilizado. E) O método UEPS é obrigatório para fins fiscais. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. O método UEPS é vedado pelas normas contábeis brasileiras e IFRS. B) Incorreta. O PEPS é permitido e amplamente utilizado. C) Correta. O custo médio ponderado é expressamente admitido pela NBC TG 16. D) Incorreta. Custo específico é restrito a itens não intercambiáveis. E) Incorreta. UEPS não é aceito nem contábil nem fiscalmente. 📌 Pegadinha FCC: UEPS costuma aparecer como alternativa “tentadora”. QUESTÃO 23 No inventário permanente: A) O CMV é apurado apenas ao final do período. B) Não há controle individualizado de estoques. C) Cada entrada e saída de estoque é registrada continuamente. D) O estoquefinal é estimado. E) O método é incompatível com o SPED. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Isso ocorre no inventário periódico. B) Incorreta. Há controle permanente e detalhado. C) Correta. No inventário permanente, todas as movimentações são registradas em tempo real. D) Incorreta. O estoque final é conhecido a qualquer momento. E) Incorreta. O inventário permanente é compatível e desejável no SPED. 📌 FCC: diferencia inventário periódico × permanente. QUESTÃO 24 No ativo imobilizado, gastos posteriores devem ser: A) Sempre reconhecidos como despesa. B) Sempre capitalizados. C) Capitalizados quando aumentarem a vida útil ou capacidade do ativo. D) Reconhecidos como provisão. E) Reconhecidos como ajuste de avaliação patrimonial. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Manutenção rotineira é despesa, mas nem todo gasto posterior. B) Incorreta. Capitalização depende do benefício econômico futuro. C) Correta. Gastos que aumentam vida útil, capacidade ou eficiência devem ser capitalizados. 📘 NBC TG 27. D) Incorreta. Não se trata de provisão. E) Incorreta. Ajuste de avaliação patrimonial é outro instituto. 📌 FCC: explora distinção entre manutenção × melhoria. QUESTÃO 25 O goodwill adquirido em uma combinação de negócios: A) Deve ser amortizado sistematicamente. B) É tratado como ativo intangível com vida útil definida. C) Não é amortizado, mas submetido ao teste anual de impairment. D) É reconhecido diretamente no patrimônio líquido. E) Pode ser reavaliado periodicamente. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Goodwill não é amortizado. B) Incorreta. Possui vida útil indefinida. C) Correta. O goodwill não sofre amortização, mas deve ser testado anualmente para impairment. 📘 NBC TG 01. D) Incorreta. É reconhecido no ativo. E) Incorreta. Reavaliação é vedada. 📌 FCC: goodwill + impairment é tema clássico. QUESTÃO 26 A reversão da perda por impairment: A) É obrigatória em todos os casos. B) Pode elevar o ativo acima do valor original. C) É permitida para goodwill. D) É permitida quando cessarem os motivos da perda, exceto para goodwill. E) Deve ser reconhecida diretamente no patrimônio líquido. ✅ GABARITO: D 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Depende da existência de novos indícios. B) Incorreta. Existe limite máximo para reversão. C) Incorreta. Goodwill não admite reversão. D) Correta. A reversão é permitida exceto para goodwill. 📘 NBC TG 01. E) Incorreta. É reconhecida no resultado. 📌 Pegadinha FCC: exceção do goodwill. QUESTÃO 27 Uma obrigação possível, cuja existência será confirmada por eventos futuros incertos, caracteriza: A) Provisão. B) Passivo exigível. C) Passivo contingente. D) Reserva de contingência. E) Ativo contingente. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Provisão exige obrigação provável. B) Incorreta. Exigível é obrigação certa. C) Correta. Obrigação possível → passivo contingente. 📘 NBC TG 25. D) Incorreta. Reserva é conta do PL. E) Incorreta. Ativo contingente é possível direito, não obrigação. 📌 FCC: trabalha fortemente com probabilidade jurídica. QUESTÃO 28 O Balanço Patrimonial evidencia: A) Fluxos de caixa do período. B) Resultado econômico do exercício. C) Posição patrimonial e financeira em determinada data. D) Apenas ativos e passivos. E) Apenas patrimônio líquido. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. DFC trata de fluxos de caixa. B) Incorreta. DRE evidencia o resultado. C) Correta. O BP é uma demonstração estática, em uma data específica. D) Incorreta. Inclui também o PL. E) Incorreta. PL é apenas um dos grupos. QUESTÃO 29 A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL): A) Substitui o Balanço Patrimonial. B) Evidencia apenas o lucro do exercício. C) Detalha as alterações ocorridas nas contas do patrimônio líquido. D) É facultativa para sociedades por ações. E) Evidencia os fluxos de caixa operacionais. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Não substitui nenhuma demonstração. B) Incorreta. Vai muito além do lucro. C) Correta. A DMPL detalha todas as mutações do PL. D) Incorreta. É obrigatória. E) Incorreta. Fluxos de caixa são da DFC. QUESTÃO 30 A Escrituração Contábil Digital (ECD): A) Não possui validade jurídica. B) Substitui os livros contábeis em papel. C) É facultativa para empresas do lucro real. D) Dispensa assinatura do contador. E) Não pode ser utilizada pelo Fisco Estadual. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. A ECD tem plena validade jurídica. B) Correta. A ECD substitui Diário, Razão e demonstrações em papel. 📘 Decreto nº 6.022/2007. C) Incorreta. É obrigatória para o lucro real. D) Incorreta. Exige assinatura digital do contador e do responsável legal. E) Incorreta. É amplamente utilizada pelo Fisco Estadual. QUESTÃO 31 De acordo com a NBC TG 27 (Ativo Imobilizado), o reconhecimento de um item do ativo imobilizado ocorre quando: A) Houver expectativa genérica de benefício futuro. B) O bem estiver totalmente pago. C) For provável que benefícios econômicos futuros associados ao item fluirão para a entidade e o custo puder ser mensurado com confiabilidade. D) O bem estiver registrado em nome da entidade. E) O item estiver disponível para venda. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Expectativa genérica não atende ao critério de probabilidade exigido pela norma. B) Incorreta. Pagamento não é critério de reconhecimento contábil. C) Correta. São os dois critérios cumulativos: ✔ Probabilidade de benefícios econômicos futuros ✔ Mensuração confiável do custo 📘 NBC TG 27. D) Incorreta. Titularidade formal não é requisito absoluto. E) Incorreta. Ativos destinados à venda não integram o imobilizado. 📌 FCC: cobra literalmente os critérios normativos. QUESTÃO 32 Integra o custo de aquisição de um ativo imobilizado: A) Despesas administrativas gerais. B) Multas por atraso no pagamento ao fornecedor. C) Gastos diretamente atribuíveis para colocar o ativo em condições de uso. D) Custos de treinamento de pessoal. E) Prejuízos operacionais iniciais. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Despesas administrativas não são capitalizáveis. B) Incorreta. Multas são despesas. C) Correta. Frete, montagem, testes e instalação integram o custo do imobilizado. 📘 NBC TG 27. D) Incorreta. Treinamento é despesa. E) Incorreta. Prejuízos iniciais não integram o custo. 📌 FCC: explora exaustivamente o conceito de “custo”. QUESTÃO 33 Um ativo intangível gerado internamente: A) É sempre reconhecido no ativo. B) Nunca pode ser reconhecido. C) Pode ser reconhecido somente na fase de desenvolvimento, se atendidos requisitos específicos. D) É reconhecido apenas após início da exploração comercial. E) Deve ser registrado diretamente no patrimônio líquido. ✅ GABARITO: C 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Nem todo intangível interno é reconhecível. B) Incorreta. Pode ser reconhecido, com restrições. C) Correta. Somente na fase de desenvolvimento, atendidos os seis critérios da NBC TG 04. D) Incorreta. Reconhecimento não depende da exploração comercial. E) Incorreta. Registro é no ativo, não no PL. 📌 FCC: diferencia pesquisa × desenvolvimento. QUESTÃO 34 Um ativo intangível com vida útil indefinida: A) Deve ser amortizado em até 10 anos. B) Não sofre amortização, mas é testado anualmente para impairment. C) É amortizado conforme critério fiscal. D) Deve ser reavaliado periodicamente. E) É reconhecido como despesa imediatamente. ✅ GABARITO: B 🔍 COMENTÁRIOS DAS ALTERNATIVAS A) Incorreta. Não existe prazo máximo obrigatório. B) Correta. Vida útil indefinida → sem amortização, com teste anual de impairment. C) Incorreta. Critério fiscal não define tratamento contábil. D) Incorreta. Reavaliação é vedada. E) Incorreta. Reconhecimento imediato é incorreto. 📌 FCC: confunde amortização com impairment. QUESTÃO 35 Segundo a NBC TG 01, quando o valor contábil de um ativo excede seu valor recuperável: A) Deve-se reavaliar o ativo. B) Deve-se constituir provisão. C)