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med.estrategia.com http://med.estrategia.com/ APRESENTAÇÃO: /estrategiamed@estrategiamed t.me/estrategiamedEstratégia MED @estrategiamed Bárbara D’Alegria é médica de família, nutricionista e professora de medicina preventiva do Estratégia MED, , traz todas as informações que você necessita. • Instagram: @prof.barbaradalegria • Tiktok: @barbara.dalegria • X: @dalegriab • Threads: prof.barbaradalegria https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://t.me/estrategiamed https://t.me/estrategiamed https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://www.tiktok.com/@estrategiamed 3 E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online SUMÁRIO O QUE ESPERAR DA PRÓXIMA PROVA PRÁTICA DO REVALIDA? 4 O QUE NÃO PODE FALTAR NESSES DOCUMENTOS? 5 QUAIS SÃO OS DOCUMENTOS MÉDICOS EXISTENTES SEGUNDO O CFM? 6 1. ATESTADO MÉDICO DE AFASTAMENTO 6 2. ATESTADO MÉDICO DE ACOMPANHAMENTO 8 3. DECLARAÇÃO DE COMPARECIMENTO 9 4. ATESTADO DE SAÚDE 9 5. ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL (ASO) 10 6. DECLARAÇÃO DE ÓBITO 10 7. RELATÓRIO MÉDICO CIRCUNSTANCIADO 13 8. RELATÓRIO MÉDICO ESPECIALIZADO 14 9. PARECER TÉCNICO 14 10. LAUDO MÉDICO PERICIAL 15 11. LAUDO MÉDICO 16 12. SOLICITAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES 17 13. RESUMO OU SUMÁRIO DE ALTA MÉDICA HOSPITALAR 17 14. OUTROS DOCUMENTOS MÉDICOS 18 15. EVOLUÇÃO EM PRONTUÁRIO 18 16. PASSAGEM DE PLANTÃO 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 21 E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 4 CAPÍTULO O QUE ESPERAR DA PRÓXIMA PROVA PRÁTICA DO REVALIDA? No mês de setembro, o INEP anunciou mudanças importantes na prova prática do Revalida. Elas já serão válidas para o 2º semestre de 2025. Como não haverá prova discursiva nesta edição, a prova prática trará elementos discursivos. Mas o que isso significa? Bem, não significa que você fará uma prova prática e uma prova discursiva ao mesmo tempo. A dinâmica será a mesma da prova prática tradicional, porém uma das tarefas poderá exigir que você escreva, por exemplo, um pedido de exame laboratorial, um laudo ou um encaminhamento médico. Certo, Bárbara, então quais documentos médicos eu preciso dominar? O próprio INEP cita laudos, encaminhamentos e passagem de plantão como exemplos. No entanto, existe uma resolução do CFM (n° 2.381/24) que descreve todos os documentos médicos que usualmente são utilizados na rotina profissional. E é justamente com base nela que podemos prever os que podem ser solicitados. Por isso, o objetivo deste e-book é apresentar esses documentos, para que você saiba quais são e em que situações são utilizados. Só tem um problema: o CFM não fornece modelos prontos para eles. Seria ótimo se o Conselho disponibilizasse modelos de referência, indicando como redigir cada um deles, mas, infelizmente, o único modelo oficial é o de atestado de afastamento, que você encontrará aqui no e-book. Mesmo assim, a resolução traz os elementos obrigatórios de cada documento e isso já é uma grande vantagem. Assim, se algum deles for solicitado na prova, você saberá exatamente o que não pode faltar. Então, vamos aprender mais sobre eles? E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 5 CAPÍTULO O QUE NÃO PODE FALTAR NESSES DOCUMENTOS? Segundo o CFM, todos os documentos médicos devem conter minimamente: I. Identificação do médico: nome e CRM/UF; II. Registro de Qualificação de Especialista (RQE), quando houver; III. Identificação do paciente: nome e número do CPF, quando houver; IV. Data de emissão; V. Assinatura qualificada do médico, quando documento eletrônico; VI. Assinatura e carimbo ou número de registro no Conselho Regional de Medicina, quando manuscrito; VII. Dados de contato profissional (telefone e/ou e-mail); VIII. Endereço profissional ou residencial do médico. Mas Bárbara, eu vou ter que escrever todas essas informações na minha prova? Eu diria que é pouquíssimo provável que o INEP exija que você escreva o documento com todos esses detalhes. Pense comigo: seria necessário incluir CRM, CPF e outros dados que dificilmente fariam sentido em uma estação prática, a menos que o próprio INEP forneça essas informações no enunciado, o que é bem improvável. Na verdade, incluí todos esses detalhes aqui apenas para que você tenha a matéria completa e entenda o formato ideal de cada documento. Na sua prova prática, preocupe-se apenas com o essencial: 1. Identificar o paciente pelo nome completo e, se constar no script, o CPF. 2. Colocar a data de emissão. 3. Finalizar com a sua assinatura e sua identificação como médico. Agora, vamos detalhar os documentos médicos citados na Resolução CFM nº 2.381/24, para que você conheça todos e saiba exatamente o que pode aparecer na prova. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 6 QUAIS SÃO OS DOCUMENTOS MÉDICOS EXISTENTES SEGUNDO O CFM? CAPÍTULO A Resolução CFM nº 2.381/24 descreve que são esses os documentos que o médico trabalha ou analisa em seu dia a dia: 1. Atestado médico de afastamento, 2. Atestado de acompanhamento, 3. Declaração de comparecimento, 4. Atestado de saúde, 5. Atestado de saúde ocupacional (ASO), 6. Declaração de óbito, 7. Relatório médico circunstanciado, 8. Relatório médico especializado, 9. Parecer técnico, 10. Laudo médico pericial, 11. Laudo médico, 12. Solicitação de exames, 13. Resumo ou sumário de alta, 14. Demais documentos médicos. Nota: os documentos estão descritos aqui na mesma ordem em que aparecem na Resolução CFM n° 2.381/24. 1. ATESTADO MÉDICO DE AFASTAMENTO Documento simplificado emitido por médico para determinados fins sobre atendimento prestado a um(a) paciente. É obrigatório constar: a quantidade de dias de dispensa da atividade concedidos, necessários para a recuperação do paciente. Importante: nesse atestado, NÃO DEVE estar descrito o CID, exceto se solicitado ou autorizado pelo paciente. Nesse caso, escreva que a divulgação do CID foi autorizada por ele. A seguir, você encontrará um modelo disponibilizado no próprio sistema do CFM. Nota: preservarmos a exata definição de atestado médico de afastamento descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 7 https://sistemas.cfm.org.br/prescricaoeletronica/arquivos/atestado_medico.pdf https://sistemas.cfm.org.br/prescricaoeletronica/arquivos/atestado_medico.pdf E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 8 2. ATESTADO MÉDICO DE ACOMPANHAMENTO Segundo o CFM, o temido “atestado de acompanhante” existe. Trata-se de “documento pelo qual o médico confirma a presença de um indivíduo que acompanha paciente à consulta ou a um procedimento”. Nota: preservarmos a exata definição de atestado médico de acompanhamento descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. É obrigatório constar: a data de comparecimento, bem como a quantidade de dias de acompanhamento. Não confunda esse documento com a declaração de comparecimento, que veremos a seguir. Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. Atenção: o empregador não é obrigado a aceitar o atestado de acompanhante* para abono de falta! O aceite dependerá do acordo individual feito entre o empregado e o empregador ou de um acordo coletivo que tenha sido feito entre o sindicato da categoria profissional a que o empregado pertence e os empregadores daquela profissão (Convenção Coletiva). No caso em que o empregado está acompanhando um familiar, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) obriga o empregador a aceitar o atestado apenas nas seguintes condições: Consolidação das Leis Trabalhistas (Decreto-Lei 5.452/1943) “Art. 473 - O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: (...) III - por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de filho, de adoção ou de guarda compartilhada;(...) X - pelo tempo necessário para acompanhar sua esposa ou companheira em até 6 (seis) consultas médicas, ou em exames complementares, durante o período de gravidez; XI - por 1 (um) dia por ano para acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica. (...) Parágrafo único. O prazo a que se refere o inciso III do caput deste artigo será contado a partir da data de nascimento do filho. § 2º Na hipótese de nascimento ou de adoção de criança com deficiência permanente decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika, o prazo a que se refere o inciso III do caput deste artigo será ampliado para 20 (vinte) dias.” *Nota: neste e-book, não entraremos na questão jurídica do atestado de acompanhante, isto é, se o médico que o emite poderia ter problemas judiciais com o empregador ou não. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 9 3. DECLARAÇÃO DE COMPARECIMENTO É o documento utilizado quando o médico certifica que não há necessidade de afastamento do trabalho. Essa declaração é fornecida pelo setor administrativo do estabelecimento de saúde e pode ser um documento válido como justificativa perante o empregador, para fins de abono de falta no trabalho, desde que tenha a anuência deste Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. De acordo com a CLT, se não se enquadrar nos requisitos a seguir, a declaração de comparecimento não abona a falta do empregado : Consolidação das Leis Trabalhistas (Decreto-Lei 5.452/1943) “Art. 473 - O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: XII - até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames preventivos de câncer devidamente comprovada. IV - por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada”. Nota: preservarmos a exata definição de declaração de comparecimento descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. 4. ATESTADO DE SAÚDE Documento médico solicitado pelo(a) paciente em que o médico afirma a condição de saúde física e mental do(a) paciente. Trata-se de documento com múltiplas aplicações, cujo conteúdo deve observar sua respectiva finalidade. São considerados atestados de saúde: • Atestado de doença; • Atestado para licença-maternidade e casos de abortamento; • Atestado de aptidão física; • Atestado para gestantes em viagens aéreas; • Outras finalidades não descritas acima. Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. Nota: preservarmos a exata definição de atestado de saúde descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 10 5. ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL (ASO) Segundo o CFM, é um documento emitido por médico e definido pela Norma Regulamentadora 7, em conformidade com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PMSO). Este documento atesta a aptidão ou inaptidão do trabalhador para o desempenho de suas atividades laborativas, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. FIQUE ATENTO! • A Resolução do CFM nº 2.323/22, que trata especificamente dos atendimentos médicos em saúde do trabalhador, proíbe o exame médico ocupacional por telemedicina! Logo, a consulta deve ser presencial! • De igual forma, exames médicos ocupacionais não devem ser realizados no SUS, pois é função do empregador garantir este tipo de avaliação para o seu funcionário (Parecer CFM n°2/2024). Nota: preservarmos a exata definição de atestado de saúde ocupacional descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. 6. DECLARAÇÃO DE ÓBITO A Declaração de Óbito (DO) é um documento que deve ser emitido exclusivamente pelo médico porque é um ato médico (Lei n° nº 12.842/2013). Apenas em localidades sem médicos, existe a permissão para que outra pessoa, que não tenha formação em Medicina, preencha essa declaração. Entretanto, não é qualquer pessoa: é necessário que o familiar compareça ao cartório de registro civil da cidade e lá, na presença de duas testemunhas, a DO será preenchida de acordo com os fluxos da corregedoria local. Segundo o CFM, a DO é um documento com valor médico-legal e sanitário, pois, por seu intermédio, são coletados dados acerca das doenças que acometem a população. Nas localidades onde existir apenas um médico, este será o responsável pelo fornecimento da Declaração de Óbito. Nota: preservarmos a exata definição de declaração de óbito descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 11 E como preencher uma declaração de óbito? Neste ponto, precisamos olhar para o manual de preenchimento da declaração de óbito do Ministério da Saúde, cuja última versão é de 2022. Você não precisará preencher a declaração inteira, apenas o campo 40, que é a parte em que descrevemos as causas do óbito. Veja o modelo a seguir. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito-manual-de-instrucoes- para-preenchimento.pdf • Agora, vamos analisar a parte I da DO. O preenchimento inicial é feito com a causa terminal na linha “a”, com as causas intermediárias 2 e 1, respectivamente, nas linhas “b” e “c” e com a causa básica na linha “d”. • Porém, para óbitos com apenas uma causa intermediária, ou nenhuma, a causa básica deverá ser descrita, respectivamente, nas linhas “c” e “b” (ou seja, não pulamos linhas). • Na parte II, descreveremos as causas contribuintes, que são geralmente as comorbidades que não fazem parte da sequência principal do óbito. • IMPORTANTE: O CID NÃO DEVE SER DESCRITO, POIS ISSO É COMPETÊNCIA DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. DESCREVA APENAS A 1ª COLUNA, QUE É O TEMPO DE EVOLUÇÃO DE CADA CONDIÇÃO CLÍNICA. Outro recado importante: nunca escreva parada cardiorrespiratória como causa terminal, pois esta não é uma causa de morte, e sim a forma como todo ser humano morre. Também não escreva o termo “natimorto” entre as causas de um óbito fetal, pois a natimortalidade não é causa de morte, e sim a condição de nascer morto. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 12 PRESTE ATENÇÃO AQUI! Em qualquer situação, é vedado ao médico cobrar pela emissão da DO. O profissional só poderá cobrar a consulta para a verificação do óbito caso esteja vendo o paciente pela primeira vez (isto é, ele não era o médico responsável pelo paciente e está na condição de médico substituto). Mesmo assim, a cobrança será pela consulta médica realizada para o diagnóstico clínico da morte, não pela emissão da DO. Isso porque a confecção de documentos médicos faz parte do ato médico em si, isto é, da própria consulta. Fique tranquilo, no curso prático online do Estratégia MED, existe uma estação sobre preenchimento de declaração de óbito. Lá, explicamos todos os macetes. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 13 7. RELATÓRIO MÉDICO CIRCUNSTANCIADO Documento exarado por médico que presta ou prestou atendimento ao(à) paciente. Deve conter: 1. Data do início do acompanhamento; 2. Resumo do quadro evolutivo; 3. Remissão e/ou recidiva; 4. Terapêutica empregada e/ou indicada; 5. Diagnóstico (CID), quando expressamente autorizado pelo paciente; 6. Prognóstico. Não existe um exemplo ou modelo disponibilizado pelo CFM. PRESTE ATENÇÃO AQUI! O médico pode cobrar pelo relatório médico circunstanciado? Depende. A Resolução CFM n° 2.381/24 afirma que o médico não pode cobrar adicionalmente pelo documento se o paciente está em acompanhamento regular com ele. Nesse caso, o ponto de corte será o intervalo de 6 meses. Se a última consulta foi há menos de 6 meses, significa que há acompanhamento regular. Logo, o relatório médico faz parte da assistência e não deve gerar custo adicional. Porém, se a últimaconsulta ocorreu há mais de 6 meses, o acompanhamento já é considerado encerrado e poderá haver cobrança pela nova consulta que gerará o relatório. Nota: preservarmos a exata definição de relatório médico circunstanciado descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 14 8. RELATÓRIO MÉDICO ESPECIALIZADO É o documento solicitado por um(a) requerente que pode ser paciente assistido(a) ou não do médico, ou seu representante legal, para fins de perícia. O relatório médico especializado deve descrever: • a enfermidade e o diagnóstico do requerente, • a terapêutica, • a evolução clínica, • o prognóstico, • os resultados de exames complementares. O relatório deve contar com a discussão técnica da literatura científica e a legislação, quando aplicável, o que impõe estudo e pesquisa, além da conclusão sobre o fato que se quer comprovar. Neste caso, serão cobrados honorários pelo médico, quando em serviço privado. Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. Nota: preservarmos a exata definição de relatório médico especializado descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. 9. PARECER TÉCNICO Documento expedido por médico especialista em área específica, de caráter opinativo, baseado na literatura científica, e quando na seara judicial fundamenta-se também nos autos do processo, em fatos, ou evidências, e na legislação aplicada; neste caso, serão cobrados honorários pelo médico, quando em serviço privado. Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. Nota: preservarmos a exata definição de parecer técnico descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 15 10. LAUDO MÉDICO PERICIAL Documento técnico expedido por perito oficial e anexado ao processo para o qual foi designado. Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. Nota: preservarmos a exata definição de laudo médico pericial descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. Ficou confuso? Vamos lá: • Relatório médico circunstanciado: contém apenas a descrição do caso. É o que os pacientes popularmente chamam de laudo. • Relatório médico especializado: documento que também apresenta a descrição do caso, a diferença para o anterior é que, aqui, haverá trechos do texto informando o que a literatura médica fala sobre aquela doença. Além disso, geralmente, é assinado pelo especialista, uma vez que o paciente necessita levar esse documento para alguma perícia. • Parecer técnico: aqui, o especialista descreve o caso, analisa de acordo com as evidências científicas e dá uma opinião sobre o caso! • Laudo médico pericial: semelhante ao parecer técnico, porém é redigido pelo perito que realizou a perícia. Esses documentos (relatório médico circunstanciado, relatório médico especializado, parecer técnico e laudo médico pericial) são chamados popularmente de “laudos” e, até mesmo o CFM, no Código de Ética Médica, os chama assim: “É vedado ao médico: Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu representante legal quando aquele for encaminhado ou transferido para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta”. Porém, a Resolução do CFM 2.381/24, que é essa que estamos discutindo aqui, chama de “laudo médico” a descrição de exames complementares (por exemplo, laudo de um eletrocardiograma ou laudo de uma radiografia de tórax). Como o INEP afirmou que cobraria “laudos”, mas não descreveu exatamente o tipo de laudo a que se refere, fique atento aos detalhes: • se o paciente falar “Dr., preciso de um laudo”, muito provavelmente o que ele deseja é um relatório médico; • agora, se o INEP mostrar para você um exame e pedir o laudo, o que ele quer é a descrição do exame em si! PRESTE ATENÇÃO AQUI: E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 16 11. LAUDO MÉDICO É a descrição e conclusão do médico acerca de um exame complementar realizado pelo paciente, devendo constar, além dos itens descritos na seção II deste e-book, a data da realização do exame e da emissão do laudo. Traduzindo: nada mais é do que o laudo de uma radiografia de tórax ou de um eletrocardiograma. Bárbara, mas eu não sei laudar exames... isso não é função do especialista? Sim! Na prática, apenas médicos especialistas, com RQE na área correspondente, podem emitir laudos de exames. Entretanto, o INEP avisou que vai cobrar a “confecção de laudos”. É possível que ele esteja se referindo, na verdade, ao “relatório médico circunstanciado”, que vimos anteriormente (ou seja, é possível que o INEP, ao mencionar “confecção de laudo”, esteja se referindo ao documento que descreve a doença que o paciente tem). Porém, se a prova mencionar “laudo médico” no contexto de exames complementares (já que a resolução do CFM afirma que laudo médico é a descrição do exame complementar), não se desespere. O que o INEP vai avaliar é a sua capacidade de descrever e interpretar o exame, algo que você já domina perfeitamente. Você não precisará laudar tal qual um especialista, apenas descrever o que você está vendo no exame. E a bem da verdade, é possível que o INEP cobre o famoso “feijão com arroz”, ou seja, interpretação básica de eletrocardiograma e de radiografia de tórax. Geralmente, as sociedades médicas publicam diretrizes sobre laudos de exames. Por exemplo, a Sociedade Brasileira de Cardiologia apresenta uma diretriz sobre como laudar ECGs. Não se preocupe com isso, basta que você descreva os elementos básicos do exame. No caso do ECG, descreva o ritmo, a frequência e se há alguma alteração (bradiarritmia ou taquiarritmia), o eixo elétrico, a morfologia do QRS e se há alterações, a onda T, e assim por diante. Já no caso de uma radiografia de tórax, descreva os elementos básicos como os campos pulmonares, se há alargamento do mediastino, área cardíaca, se os seios costofrênicos estão livres, como está o arcabouço ósseo torácico, se a traqueia está centrada e se existem outras alterações. No nosso curso prático online, o nosso time de especialistas comenta os diversos exames complementares presentes nas mais de 100 estações disponíveis. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 17 12. SOLICITAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES Documento emitido por médico para requisitar exames específicos com base na condição clínica do paciente. Deve conter, além dos itens citados na seção II deste e-book, a descrição do exame, sua indicação clínica e demais informações relevantes. Não existe modelo predefinido disponibilizado pelo CFM. Nota: preservarmos a exata definição de solicitação de exames complementares descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. 13. RESUMO OU SUMÁRIO DE ALTA MÉDICA HOSPITALAR Relatório clínico elaborado por médico quando o paciente está pronto para receber alta. Na resolução, o CFM não traz detalhes sobre como o sumário de alta deve ser elaborado. No entanto, caso esse documento apareça na sua prova, não se esqueça de escrever: 1. o motivo da internação (queixa principal); 2. os principais exames complementares realizados; 3. os principais diagnósticos; 4. a terapêutica prescrita, incluindo os medicamentos e suas respectivas posologias; 5. como foi a resposta ao tratamento e a evolução clínica; 6. as orientações e condutas após a alta hospitalar (ou seja, como deve ser o seguimento ambulatorial). No nosso curso prático online, temos uma estação que contém todos os pontos primordiais de um sumário de alta. Nota: preservarmos a exata definição de resumo de alta descrita na Resolução CFM n° 2.381/24. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 18 14. OUTROS DOCUMENTOS MÉDICOS Segundo a Resolução, são todos os documentos que não foram citados anteriormente, mas não são especificados quais são eles. “Demais documentos médicos: documentos não listados acima, estabelecidos por instituições públicas e privadas e emitidos por médicos, que devem respeitar,em seu conteúdo, pelo menos o art. 2º e demais normativos existentes no Conselho Federal de Medicina.” Um exemplo é o prontuário médico, que veremos a seguir. Nota: preservarmos a exata definição de “outros documentos médicos” da Resolução CFM n° 2.381/24. 15. EVOLUÇÃO EM PRONTUÁRIO O prontuário médico é um dos documentos mais importantes da prática médica, uma vez que ele registra todos os fatos acerca da evolução clínica do paciente. A Resolução n° 2.381/24 não menciona o prontuário médico. Porém, o Código de Ética Médica traz o que não pode faltar para uma boa evolução. “ É vedado ao médico: Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. § 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina.” Não se esqueça de que o paciente é o verdadeiro “dono” do prontuário, e é justamente por isso que ele tem o direito de obter cópias desse documento. Ao médico e à instituição de saúde cabe apenas a guarda do prontuário. O médico não pode liberar o prontuário para terceiros, exceto quando para sua própria defesa em algum processo judicial ou quando requisitado pelo juiz. Em ambos os casos, o médico deve sinalizar que o sigilo profissional deve ser mantido. O médico também deve fornecer a cópia do prontuário quando solicitado pelo Conselho Regional de Medicina. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 19 “É vedado ao médico: Art. 89. Liberar cópias do prontuário sob sua guarda exceto para atender a ordem judicial ou para sua própria defesa, assim como quando autorizado por escrito pelo paciente. § 1º Quando requisitado judicialmente, o prontuário será encaminhado ao juízo requisitante. § 2º Quando o prontuário for apresentado em sua própria defesa, o médico deverá solicitar que seja observado o sigilo profissional. Art. 90. Deixar de fornecer cópia do prontuário médico de seu paciente quando de sua requisição pelos Conselhos Regionais de Medicina. No nosso curso prático online, temos uma estação que ensina justamente como evoluir o prontuário com todos os detalhes clínicos necessários 16. PASSAGEM DE PLANTÃO O rito de passagem de plantão é OBRIGATÓRIO, conforme consta na Resolução CFM n° nº 2.077/14: Art. 8º. É obrigatória a passagem de plantão, médico a médico, na qual o profissional que está assumindo o plantão deve tomar conhecimento do quadro clínico dos pacientes que ficarão sob sua responsabilidade. E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 20 Certo, Bárbara, mas o que eu não posso esquecer ao passar um plantão? O CFM não descreve exatamente o que não pode faltar, mas a experiência mostra que você deve: • Identificar os pacientes que estão internados naquela enfermaria; • Para cada paciente, citar: 1. Nome e idade, 2. Diagnósticos e tratamentos estabelecidos, 3. Nível de gravidade, 4. Prognóstico, 5. As pendências para aquele caso (que resultados você está aguardando, que exames necessita fazer). Acesse o nosso curso prático online! Lá, temos uma estação que inclui passagem de plantão, evolução do prontuário e sumário de alta, com todos os detalhes que não podem faltar CONSIDERAÇÕES FINAIS Chegamos ao final do nosso e-book! Foi um imenso prazer conversar um pouco com você sobre documentos médicos. Se você quer realmente dominar a prova prática do INEP, venha com a gente! Nosso curso prático online apresenta mais de 100 estações, tanto para o INEP quanto para a Residência Médica. Com ele, você domina qualquer estação prática que aparecer! Com carinho, Bárbara D’Alegria CAPÍTULO E-BOOK Estratégia MED | Curso Prático Online 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.381, de 20 de junho de 2024. Dispõe sobre normas éticas para a emissão de documentos médicos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 jul. 2024. Seção 1. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2024/2381. Acesso em 15 out 2025. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Declaração de Óbito: manual de instruções para preenchimento [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 67 p. Il. ISBN 978-65-5993-235-1. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/ centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito-manual-de-instrucoes-para-preenchimento. pdf. Acesso em: 15 out 2025. 3. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.323, de 6 de outubro de 2022. Dispõe sobre normas específicas para médicos que atendem o trabalhador. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 out. 2022. Seção 1, p. 318. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2022/2323_2022.pdf. Acesso em: 15 out 2025. 4. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 2/2024 (Processo-Consulta CFM nº 5/2020). Brasília, DF: CFM, 11 jan. 2024. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/pareceres/BR/2024/2_2024.pdf Acesso em: 15 out 2025. 5. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.077, de 24 de julho de 2014. Dispõe sobre a normatização do funcionamento dos Serviços Hospitalares de Urgência e Emergência, bem como do dimensionamento da equipe médica e do sistema de trabalho. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 set. 2014. Seção 1, p. 80-81. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/images/PDF/resolucao2077.pdf. Acesso em 15 out 2025. 6. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Código de Ética Médica: Resolução CFM nº 2.217, de 27 de setembro de 2018, modificada pelas Resoluções CFM nº 2.222/2018 e 2.226/2019 [recurso eletrônico]. Brasília: CFM, 2019. 108 p. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/images/PDF/cem2019.pdf. Acesso em: 15 out 25. 7. BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Diário Oficial da União, 9 ago. 1943. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 15 out 2025. CAPÍTULO https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2024/2381 https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2024/2381 https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito-manual-de-instrucoes-para-preenchimento.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito-manual-de-instrucoes-para-preenchimento.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito-manual-de-instrucoes-para-preenchimento.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-obito-manual-de-instrucoes-para-preenchimento.pdf https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2022/2323_2022.pdf https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2022/2323_2022.pdf https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/pareceres/BR/2024/2_2024.pdf https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/pareceres/BR/2024/2_2024.pdf https://portal.cfm.org.br/images/PDF/resolucao2077.pdf https://portal.cfm.org.br/images/PDF/resolucao2077.pdf https://portal.cfm.org.br/images/PDF/cem2019.pdf?utm_source=chatgpt.com https://portal.cfm.org.br/images/PDF/cem2019.pdf?utm_source=chatgpt.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm?utm_source=chatgpt.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm?utm_source=chatgpt.com O que esperar da próxima prova prática do Revalida? O que não pode faltar nesses documentos? Quais são os documentos médicos existentes segundo o CFM? 1. Atestado médico de afastamento 2. Atestado médico de acompanhamento 3. Declaração de comparecimento 4. Atestado de saúde 5. Atestado de saúde ocupacional (ASO) 6. Declaração de óbito 7. Relatóriomédico circunstanciado 8. Relatório médico especializado 9. Parecer técnico 10. Laudo médico pericial 11. Laudo médico 12. Solicitação de exames complementares 13. Resumo ou sumário de alta médica hospitalar 14. Outros documentos médicos 15. Evolução em prontuário 16. Passagem de plantão Considerações finais Referências bibliográficas