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PROCEDIMENTO 
OPERACIONAL PADRÃO 
Nº 
DOCUMENTO 
DATA DA 
ELABORAÇÃO 
POP 09/2025 
 
REVISÃO PÁGINAS 
09/2027 1 / 9 
 
ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO 
2. OBJETIVO 
3. ABRANGÊNCIA 
4. DEFINIÇÕES 
5. SIGLAS 
6. REFERÊNCIAS 
7. EXIGÊNCIAS 
8. RESPONSABILIDADES 
9. DESCRIÇÃO DA ROTINA 
 
 
 
PROCEDIMENTO 
OPERACIONAL PADRÃO 
Nº 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
As Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) são um grave 
problema que acomete a assistência de saúde e precisam de medidas de prevenção 
para reduzir a ocorrência de infecção. 
É necessário estabelecer políticas, priorizar a padronização de implantação e 
manutenção de dispositivos invasivos (ANVISA, 2017). Estas medidas são essenciais 
para a segurança dos pacientes e profissionais de saúde uma vez que minimizam os 
riscos de infecção gerando melhores resultados nas internações. 
 
2. OBJETIVO 
Orientar e padronizar a rotina de troca de dispositivos, visando prevenir a 
contaminação de dispositivos, bem como diminuir a incidência de infecção hospitalar 
associada aos dispositivos hospitalares. 
 
3. ABRANGÊNCIA 
Hospital Municipal Rocha Faria (HMRF) e Coordenação de Emergência Regional 
(CER) – Campo Grande. 
 
4. DEFINIÇÕES 
- Artigos hospitalares - Ferramentas para realização de diagnósticos e 
tratamentos, ou apoio para esses procedimentos. 
- Dispositivos assistenciais - Referem-se aos materiais utilizados para a 
assistência ventilatória e circulatória. 
 
5. SIGLAS 
- CME - Central de Material e Esterilização 
- CVC - Cateter Venoso Central 
- CVD - Cateter Vesical de Demora 
- IRAS - Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde 
- ITU - Infecção do Trato Urinário 
- TQT - Traqueostomia 
 
6. REFERÊNCIAS 
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Infecção 
Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017. Série: Segurança do Paciente 
e Qualidade em Serviços de Saúde. 2. Ed. São Paulo. 
 
 
 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM. Parecer Coren-SP 012/2023. Dispõe sobre 
Intervalo para troca de equipos. 
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Orientações para prevenção de 
Infecção Primária de Corrente Sanguínea. Brasília: ANVISA, 2010. 
CASSETTARI, Valéria; SILVEIRA, Isa Rodrigues. Manual para a Prevenção das Infecções 
Relacionadas à Assistência. CCIH/HU-USP. São Paulo, 2018. 
 
7. EXIGÊNCIAS 
N.A. 
 
8. RESPONSABILIDADES 
RESPONSÁVEL ATIVIDADE 
Equipe de Enfermagem Datar todos os dispositivos diariamente 
Equipe de Enfermagem 
Verificar a data de vencimento e trocar quando 
necessário em cada artigo, dispositivo ou solução 
Enfermeiro 
Realizar curativo de acesso venoso profundo e incisão 
cirúrgica 
Enfermeiro 
Inserção/troca de cateter vesical de demora, 
nasogástrico e nasoenteral 
Equipe de Enfermagem 
Troca de equipo de infusão venosa, equipo com bureta 
e equipo de dieta enteral 
Equipe de Enfermagem Troca de almotolias 
Equipe de Enfermagem 
ou Fisioterapia 
Trocar frasco de aspiração, máscara de Hudson, 
macronebulizador, micronebulizador e cateter nasal 
Enfermeiro + Fisioterapia Trocar fixação de TQT 
Equipe de Enfermagem Trocar capote 
Enfermeiro Trocar equipo de nutrição parenteral a cada bolsa 
Equipe de Enfermagem Trocar cateter venoso periférico 
 
9. DESCRIÇÃO DA ROTINA 
Para a substituição adequada dos dispositivos se faz fundamental a 
identificação contendo o NOME DO PROFISSIONAL, DATA e HORA e o TIPO e CALIBRE 
(a depender do dispositivo) da inserção/instalação/troca; e a DATA e HORA da troca do 
curativo. 
 
 
 
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As informações sobre os dispositivos deverão estar contidas no registro de 
evolução no prontuário eletrônico, bem como as intercorrências que porventura 
vierem a ocorrer, para controle da CCIH. 
 
DISPOSITIVO/MATERIAL TEMPO DE PERMANÊNCIA OBSERVAÇÕES 
Cateter Venoso Central 
(CVC) 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
 
Curativos realizados com gaze: troca 
diária ou em caso de saturação. 
 
Curativos realizados com filme 
transparente: a cada 7 dias ou em 
caso de saturação do filme. 
 
Retirar o CVC em caso de hiperemia 
local, secreção no sítio de inserção do 
cateter, febre sem foco definido ou 
exteriorização do cateter. 
 
Os bundles de inserção e manutenção 
para prevenção de IPCS deverão ser 
seguidos e anexados aos prontuários. 
Cateter Venoso Central 
de Inserção Periférica 
(PICC) 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
O curativo deverá ser trocado 
seguindo a mesma recomendação 
dos cateteres venosos centrais. 
 
Na presença de sinais flogísticos ou 
secreção, comunicar o médico 
responsável. 
 
É PROIBIDO reintroduzir as partes 
exteriorizadas do cateter após 
desfazer o campo estéril. 
 
 
Cateter de Swan-Gan 
 
 
5 dias 
 
Retirar em caso de hiperemia local, 
secreção no sítio de inserção do 
cateter, febre sem foco definido ou 
 
 
 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
exteriorização do cateter. 
Cateter Arterial 
Periférico 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
Retirar em caso de hiperemia local, 
secreção no sítio de inserção do 
cateter, febre sem foco definido ou 
exteriorização do cateter. 
Dispositivo intraósseo
 
Limitar o tempo de 
permanência do dispositivo 
intraósseo para não mais que 
24h 
Retirar em caso de hiperemia local, 
secreção no sítio de inserção do 
cateter, febre sem foco definido ou 
exteriorização do dispositivo. 
Cateter Venoso 
Periférico 
Adultos: a cada 96h 
 
 
Crianças: apenas em caso de 
complicações 
O cateter periférico instalado em 
situação de emergência ou com 
comprometimento da técnica 
asséptica deve ser trocado assim que 
possível. 
 
Em pacientes neonatais e pediátricos, 
os cateteres não devem ser trocados 
rotineiramente e devem permanecer 
até completar a terapia intravenosa, a 
menos que ocorram complicações e a 
retirada seja indicada clinicamente 
(flebite ou infiltração). 
 
Remover se não houver mais 
medicação venosa prescrita ou em 
caso de sinais flogísticos. 
Cateter Umbilical 
Cateteres umbilicais arteriais: 
preferencialmente, não devem 
ser mantidos por mais de 5 
dias 
 
Cateteres umbilicais venosos: 
devem ser removidos quando 
não mais necessários, mas 
Retirar em caso de hiperemia local, 
secreção no sítio de inserção do 
cateter, febre sem foco definido ou 
exteriorização do cateter. 
 
 
 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
podem permanecer por até 14 
dias, desde que mantidos por 
meio de técnica asséptica 
Cateter venoso para 
Hemodiálise 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
Retirar em caso de hiperemia local, 
secreção no sítio de inserção do 
cateter, febre sem foco definido ou 
exteriorização do cateter. 
Equipos 
Infusão contínua: 
proceder troca a cada 72h/96h 
 
Infusões intermitentes e 
bureta: 
proceder a troca a cada 24h 
 
Nutrição parenteral: 
 trocar o equipo e dispositivo 
complementar de nutrição 
parenteral a cada bolsa (a via 
para administração da nutrição 
parenteral deve ser exclusiva) 
 
Nutrição enteral: 
proceder troca a cada 24h (o 
equipo deve ser “lavado” com 
água potável a cada uso, 
observando a quantidade 
recomendada) 
 
Emulsões lipídicas: 
proceder troca a cada 24h 
 
Administração de sangue e 
hemocomponentes: 
proceder a troca a cada bolsa 
 
Antimicrobianos: 
O sistema de infusão deve ser trocadona suspeita ou confirmação de IPCS 
ou em caso de presença de sujidade 
visível. 
 
 
Atentar para a orientação dos 
medicamentos a serem utilizados, 
uma vez que alguns possuem 
recomendações próprias. 
 
 
 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
trocar imediatamente o 
sistema de infusão ou no 
máximo em 24h 
Sistema de aspiração 
fechado 
Realizar troca a cada 72h, 
conforme orientação do 
fabricante ou em caso de mau 
funcionamento 
Datar o sistema para 
acompanhamento do período de 
troca. 
Circuito do ventilador 
Realizar troca se visivelmente 
sujo, em caso de mau 
funcionamento ou em caso de 
alta/óbito do paciente 
Enviar para a CME entre um paciente 
e outro. 
Frasco de Aspiração 
Higienizado com água e sabão 
a cada 24h, caso seja para o 
mesmo paciente 
Entre um paciente e outro, os frascos 
devem sofrer esterilização ou 
desinfecção de alto nível. 
Filtro trocador de calor 
e umidade 
(umidificador passivo) 
2-7 dias 
Não trocar antes de 48 horas, exceto 
quando saturar de secreção e utilizar 
no máximo por 7 dias. 
Umidificador de O2 A cada 48h 
Caso esteja sendo utilizada água 
destilada, a solução deverá ser 
trocada a cada 24h. 
Inaladores e 
nebulizadores 
Recomenda-se a troca a cada 
24h 
Trocar todo sistema na alta hospitalar 
do paciente ou quando suspenso a 
terapêutica com nebulização e enviar 
para CME. 
Macronebulizador 
Trocar todo o sistema de 
macronebulização na alta ou 
na suspensão da terapia. 
Trocar a água do reservatório de 
macronebulização diariamente ou 
quando houver necessidade de 
reposição. 
Máscara de Venturi A cada 48h 
Trocar antes de 48h em caso de 
presença de sujidade. 
 
 
 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
Cateter de oxigênio 
A cada 48h ou na presença de 
sujidade visível 
O extensor (chicote) deve ser limpo 
com álcool a 70% diariamente. 
Reanimador manual 
(Ambu®) 
Trocar a cada 24h ou em caso 
de sujidade visível 
Entre um paciente e outro, o Ambu® 
deve sofrer esterilização ou 
desinfecção de alto nível. 
Sonda nasogástrica/ 
nasoenteral 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
Trocar em caso de obstrução. 
Sonda vesical de 
demora 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
O intervalo é determinado pelo 
fabricante (mas, devido ao desgaste 
do material, recomenda-se 30 dias). 
 
Trocar todo o sistema quando ocorrer 
desconexão, quebra da técnica 
asséptica, vazamento, dano do 
circuito de drenagem, obstrução da 
sonda e em caso de tratamento de 
ITU. 
Coletor urinário sistema 
fechado 
Sem rotina de troca 
estabelecida 
Trocar quando houver necessidade de 
trocar a SVD e na presença de 
sujidade. 
Almotolias A cada 7 dias 
As almotolias devem ser identificadas, 
datadas e protegidas para evitar a 
evaporação. 
 
Trocar em intervalo menor se houver 
sujidade visível. 
 
 
 
 
 
 
 
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ROTINA DE TROCA DE DISPOSITIVOS 
 
 
 
 
 RESUMO DE REVISÕES 
 
MÊS/ANO DESCRIÇÃO PRÓX. REVISÃO 
09/2025 Emissão inicial: 09/2025 09/2027 
 
 Primeira revisão: versão primária 
 
APROVAÇÕES 
 
ELABORAÇÃO CHEFIA/DIVISÃO QUALIDADE PRESIDÊNCIA/DIREÇÃO 
Enfª Milena Figueiredo 
Enfª Marta Menezes 
Dr Leonardo Von 
Doellinger 
Assinatura eletrônica Assinatura eletrônica Assinatura eletrônica