Formação Constitucional do Brasil - Constituição de 1946 e 196

Formação Constitucional do Brasil Aprenda tudo que você precisa

  • play_arrow 5 videos
  • subject1 Resumo
lock

Esse conteúdo é exclusivo para assinantes.

Assine o Plano Premium e tenha acesso ilimitado a todas as aulas

AssinarVeja aula grátis

Constituição de 1946 e 1967 - Teoria

Apresentação do contexto histórico de formação das Constituições de 1946 e de 1967, e principais características dos textos constitucionais.

  • thumb_down 0
  • Plano completo
  • Transcrição
  • play_arrowConstituição de 1824 e 1891 - Teoria

    lockConstituições de 1934 e 1937 - Teoria

    lockConstituição de 1946 e 1967 - Teoria

    lockEmenda Constitucional nº 1 de 1969 e a Constituição de 1988 - Teoria

    lockPreâmbulo e ADCT - Teoria

    lockResumo - formação Constitucional do Brasil - Resumo

  • Fala, pessoal. Vamos continuar a falar das constituições hoje, apresentando as constituições de 1946 e de 1967.
    Vou começar, é claro, pela de 1946. Vou falar um pouco do contexto histórico.
    Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro declarou apoio aos Aliados contra a Alemanha, a Itália e o Japão. Era natural que, diante do apoio brasileiro ao enfrentamento de ditaduras nazifascistas, muita gente acreditasse que o fascismo fosse deixar de fazer parte da realidade brasileira.
    Não fazia sentido nenhum manter um estado arbitrário, uma constituição inspirada em uma constituição fascista, e, ao mesmo tempo, lutar contra isso externamente. Esse contexto levou a uma perda de apoio do Vargas no Brasil.
    Essa crise política fez com que o Vargas assinasse um Ato Adicional em 1945, convocando eleições presidenciais. Esse momento marca o processo de fim do Estado Novo.
    Durante a campanha eleitoral, surgiu um movimento de apoio ao Getúlio, o Queremismo, ou "Queremos Getúlio". Tudo indicava que o Getúlio daria um novo golpe e continuaria no poder, mas ele acabou deposto pelas Forças Armadas.
    O Executivo passou a ser exercido pelo ministro José Linhares, que era Presidente do STF. Ele governou de outubro de 1945 até janeiro de 1946, quando o General Gaspar Dutra foi eleito à presidência por voto direto.
    O Ato Adicional atribuiu poderes constituintes ao Parlamento. Ele seria eleito em fevereiro de 1945 para elaborar a nova constituição.
    A Assembleia Constituinte foi instalada em fevereiro de 1946, e o texto foi promulgado em setembro do mesmo ano. Teve início, então, um processo de redemocratização do país.
    A nova constituição repudiava o estado totalitário que estava em vigor desde 1930, e se inspirou nas ideias liberais da Constituição de 1891, e nas ideias sociais da Constituição de 1934. Na economia, a Constituição buscou harmonizar o princípio da livre iniciativa e o princípio da justiça social.
    Vamos ver agora algumas das previsões da nova constituição. O artigo 1º manteve a Federação e a República sob o regime representativo.
    O Distrito Federal continuou como capital da União, e o artigo 4º do ADCT previa a transferência da capital para o Planalto Central do país. Todo o planejamento sobre a construção da capital também estava previsto na Constituição.
    Brasília foi inaugurada só em 21 de abril de 1960 durante o governo de Juscelino Kubitschek, como parte do seu plano de metas, os "50 anos em cinco". O Brasil continuou sendo um país laico, mas tinha expressa a menção a Deus no preâmbulo da Constituição.
    A tripartição dos poderes foi restabelecida. O artigo 37 previa que o Poder Legislativo deveria ser exercido pelo Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, e a gente vê a volta do bicameralismo igual.
    A Câmara devia ser composta por representantes do povo eleitos segundo o sistema de representação proporcional por um período de quatro anos. O Senado devia ser composto por representantes dos estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário, para um mandato de oito anos.
    De acordo com o artigo 61, as funções do Presidente do Senado Federal eram exercidas pelo Vice-Presidente da República. O parágrafo 13 do artigo 141 definia a constitucionalização dos partidos políticos.
    Era vedada a organização, o registro ou o funcionamento dos partidos caso eles fossem de encontro ao regime democrático. O Presidente da República devia ser eleito de forma direta para um mandato de cinco anos junto com o Vice.
    O Poder Judiciário voltou à normalidade. Ele era exercido pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Tribunal Federal de Recursos, por juízes e tribunais militares, eleitorais e do trabalho.
    O mandado de segurança e a ação popular voltaram para o texto constitucional. O parágrafo 13 do artigo 141 vedou as penas de banimento, de confisco e de caráter perpétuo.
    A pena de morte foi banida, salvo nos casos dispostos pela legislação militar em tempo de guerra com país estrangeiro. O artigo 158 reconhecia o direito de greve e as várias garantias dos trabalhadores que já tinham sido adquiridas durante o Estado Novo.
    Em agosto de 1961, o Jânio Quadros renunciou ao poder e encaminhou uma carta para o Congresso Nacional. Ele tinha perdido o apoio do centro e da direita, e dizia que estava sendo pressionado.
    O Vice era o João Goulart, e ele estava na China. As Forças Armadas tentaram impedir que ele voltasse, com medo das suas ligações comunistas, e aí, o Congresso Nacional acabou considerando esse afastamento do Jânio Quadros inconstitucional, e em setembro de 1961 aprovou o regime parlamentarista.
    O Executivo passou a ser exercido pelo Presidente da República e pelo Conselho de Ministros, que tinham a responsabilidade política do governo. O Presidente nomeava o Primeiro-Ministro, que era responsável pela escolha dos demais ministros que o Presidente ia nomear.
    Em janeiro de 1963, um plebiscito determinou o retorno ao presidencialismo, que continuou até o golpe militar de 1964. Vamos falar agora da Constituição de 1967.
    O golpe militar rolou em 1 de abril de 1964 e derrubou o Presidente João Goulart, que foi acusado de estar a serviço do comunismo internacional. Logo depois do golpe, foi constituído o Supremo Comando da Revolução, e foi baixado o Ato Institucional nº 1.
    O AI-1 definia que o comando da revolução podia decretar estado de sítio, conferir o poder de aposentar civis ou militares, suspendia direitos políticos, e cassava mandatos legislativos federais, estaduais e municipais. Em 1965, foi baixado o AI-2.
    Ele estabelecia eleições indiretas para Presidente e Vice-Presidente da República. Já o AI-3, mais para frente, definiu eleições indiretas no âmbito estadual.
    Em 1966, o Congresso Nacional foi fechado, e só foi reaberto com o AI-4, para que a Constituição de 1967 fosse aprovada. Precisamos pensar em uma coisa A Constituição de 1967 foi promulgada ou outorgada?
    Para alguns autores, a Constituição de 1967 teria sido promulgada, já que foi votada nos termos do artigo 1, parágrafo 1º, do AI-4 de 1966. Mas, diante do autoritarismo que tinha sido implantado pelo Comando Militar da Revolução, o Congresso Nacional não tinha liberdade para alterar o novo estado que estava se instaurando, e, por isso, a gente vai defender que o texto constitucional de 1967 foi outorgado unilateralmente pelo regime ditatorial militar, apesar de ter sido formalmente votado, aprovado e promulgado.
    A Constituição de 1946 continua existindo formalmente, até a promulgação da Constituição de 1967, mas o país passou a ser governado pelos atos institucionais e pelos atos complementares. Seguindo a mesma linha da Constituição de 1937, a Constituição de 1967 concentrou o poder no âmbito federal.
    Rolou um esvaziamento dos estados e dos municípios, e foram conferidos plenos poderes ao Presidente da República. Além disso, rolava uma preocupação intensa com a segurança nacional.
    Vamos ver algumas características da Constituição de 1967. Ela previa a república como forma de governo.
    O artigo 1º estabelecia que o Brasil era uma república federativa, constituída sob o regime representativo, pela união indissolúvel dos estados, do Distrito Federal e dos territórios, mas, na prática, o que a gente podia ver era um estado muito mais unitário e centralizado do que federativo. O artigo 2º definia que o Distrito Federal continuava sendo a capital da União.
    Nessa época, o Distrito Federal já tinha sido transferido para Brasília. O Brasil continua sendo um país laico, mas tem menção a Deus no preâmbulo.
    A tripartição dos poderes foi mantida formalmente, mas, no fundo, só existia o Poder Executivo. O artigo 29 prevê que o Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
    A Câmara era formada por representantes do povo, eleitos por voto direto e secreto, em cada estado e território para cumprir um mandato de quatro anos. O Senado era composto de representantes dos estados eleitos por voto direto e secreto, segundo o princípio majoritário, mas, na prática, o Legislativo teve sua competência totalmente diminuída.
    O Poder Executivo foi fortalecido. O Presidente era eleito para um mandato de quatro anos por eleição indireta.
    O voto era do colégio eleitoral, que era composto pelos membros do Congresso Nacional e por delegados indicados pelas Assembleias Legislativas dos estados em sessão publica, mediante votação nominal. O Presidente legislava através de decretos-leis que podiam ser editados em casos de urgência ou de interesse público relevante, desde que não provocasse um aumento de despesa em segurança nacional e nas finanças públicas.
    O artigo 60 previa que certas matérias tinham iniciativa legislativa exclusiva do Presidente da República. Ou seja, somente o Presidente podia dar início a determinados processos legislativos.
    O Poder Judiciário da União ...

Tópicos relacionados

Direitos Individuais

Direitos Individuais

28 Vídeos 18 Resumos
Constituição - conceito e classificação (tipologia)

Constituição - conceito e classificação (tipologia)

3 Vídeos 1 Resumo
Poder constituinte

Poder constituinte

3 Vídeos 1 Resumo
Normas constitucionais

Normas constitucionais

1 Vídeo 1 Resumo
Hermenêutica

Hermenêutica

3 Vídeos 1 Resumo
Federação brasileira

Federação brasileira

2 Vídeos 1 Resumo
Organização dos poderes

Organização dos poderes

6 Vídeos 1 Resumo
Intervenção

Intervenção

1 Vídeo 1 Resumo
Separação dos poderes

Separação dos poderes

1 Vídeo 2 Resumos
Poder Legislativo

Poder Legislativo

18 Vídeos 35 Resumos
Poder Executivo

Poder Executivo

4 Vídeos 7 Resumos
Poder Judiciário

Poder Judiciário

13 Vídeos 25 Resumos
Funções essenciais à justiça

Funções essenciais à justiça

10 Vídeos 20 Resumos
Defesa do Estado e das instituições democráticas

Defesa do Estado e das instituições democráticas

4 Vídeos 7 Resumos

Planos de estudo com tudo o que você precisa

R$29,90/mês

Assine o PremiumCancele quando quiser, sem multa

Aproveite também

  • check Todos os materiais compartilhados
  • check Biblioteca com 5.000 livros, escolha 5 por mês
  • check Exercícios passo a passo
  • check Videoaulas e resumos