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Emenda Constitucional nº 1 de 1969 e a Constituição de 1988 - Teoria

Apresentação do contexto histórico de formação das Constituições de 1969 (EC n. 1 de 1969) e de 1988, e principais características dos textos constitucionais.

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    lockEmenda Constitucional nº 1 de 1969 e a Constituição de 1988 - Teoria

    lockPreâmbulo e ADCT - Teoria

    lockResumo - formação Constitucional do Brasil - Resumo

  • Fala, galera. A gente vai falar hoje das duas últimas constituições brasileiras: a Emenda Constitucional Número 1 de 1969 e a Constituição de 1988.
    Em 1969, com base no AI-12, foi instaurado um governo de juntas militares. O AI-12 permitia que os ministros de guerra do exército e da aeronáutica militar governassem enquanto o Presidente Costa e Silva estivesse afastado por motivos de saúde.
    A Emenda Constitucional Número 1 de 1969 foi assinada nesse contexto, ou seja, pela junta militar, já que, na época, o Congresso Nacional estava fechado. Por conta desse caráter revolucionário, a Emenda Constitucional Número 1 de 1969 pode ser considerada a manifestação de um novo poder constituinte originário.
    Ela outorgou uma nova carta constitucional, que constitucionalizava os atos institucionais. O artigo 182 manteve o AI-5 e todos os outros atos institucionais em vigor.
    O mandato do Presidente foi aumentado para cinco anos, e a eleição continuou sendo indireta. O Milagre Econômico que rolou durante o Governo Médici, de 1969 a 1974, trouxe uma sensação de que o novo regime, extremamente autoritário, podia ter pontos positivos.
    O governo seguinte do Geisel, que foi de 1974 a 1979, foi marcado por uma grave crise econômica e por uma forte inflação. Foi nesse contexto que o governo baixou a Lei Falcão, que reduzia a propaganda política e prejudicava a oposição, e o Pacote de Abril de 1977, que dissolveu o Congresso Nacional e editou 14 emendas e seis decretos, que tomaram as seguintes medidas A rigidez constitucional foi flexibilizada, com a redução do quórum para a aprovação de emenda constitucional de dois terços para a maioria absoluta, foi estabelecida a avocatória, um instrumento jurídico utilizado pela justiça brasileira no STF, nos termos do artigo 119, inciso I, alínea "o", da Emenda Constitucional 1 de 1969.
    Um terço dos senadores passou a ser eleito pelo colégio eleitoral estadual. Como a Arena detinha a maioria, com exceção do estado da Guanabara, essa nomeação era, na verdade, tendenciosa.
    O mandato do Presidente da República foi aumentado para seis anos, e foi mantida a regra da proporcionalidade para a eleição de deputados, o que beneficiava os estados menores, onde o governo teria maior controle. Em seguida, foi baixado o Pacote de Junho de 78.
    Ele determinou a revogação total do AI-5, a suspensão das medidas que cassaram direitos políticos, com base no próprio AI-5, e a previsão de impossibilidade de suspensão do Congresso Nacional pelo Presidente da República. Alguns poderes presidenciais foram, portanto, eliminados.
    Esse foi o início de um processo de redemocratização, que tomou força durante o governo Figueiredo, que foi de 1979 a 1985. Esse foi o governo que acabou com o governo militar.
    Vamos ver algumas medidas tomadas durante o governo Figueiredo. A Lei de Anistia, de 1979, que concedeu anistia para todos que cometeram crimes políticos ou conexos, e crimes eleitorais, para todos que tiveram seus direitos políticos suspensos, e para os servidores da administração direta e indireta, de fundações vinculadas ao poder público, servidores do Legislativo e do Judiciário, militares, dirigentes e representantes sindicais punidos com base nos atos institucionais e complementares, no período entre 2 de setembro de 1961 e 15 de outubro de 1979.
    Teve também uma reforma partidária em 1979, que mudou os dispositivos da Lei Orgânica dos partidos políticos, acabou com o bipartidarismo, a Arena contra o MDB, e regulamentou o pluripartidarismo partidário. A Arena passou a se chamar PDS, e o MDB se dividiu em PMDB, PP, PT, PDT e PTB.
    A Emenda Constitucional Número 15, de 1980, possibilitou as eleições diretas em âmbito estadual. Em 1982, a gente teve a eleição direta para governadores, com a eleição de 12 governadores do PDS, 10 do PMDB e um do PDT.
    Em abril de 1983, foi apresentada a PEC 5/83, que trazia a proposta de eleição direta para a presidência e para a vice-presidência da República. Essa PEC ganhou apoio popular e deu origem ao movimento das Diretas Já.
    A PEC foi rejeitada, e o colégio eleitoral elegeu Tancredo Neves em janeiro de 1985, ainda que por voto indireto, o primeiro presidente civil depois de mais de 20 anos de ditadura militar. O Tancredo adoeceu na véspera da posse, e quem assumiu a presidência foi o Vice-Presidente José Sarney.
    Vamos ver agora aqui a Constituição de 1988. O Sarney instituiu uma comissão provisória de estudos constitucionais que era composta de 50 membros de livre escolha do chefe do Executivo, com o objetivo de desenvolver pesquisas e estudos fundamentais para colaborar com os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.
    O anteprojeto da Constituição foi entregue pela comissão em setembro de 1986. O texto final foi rejeitado pelo Sarney, entre outros motivos, pelo fato de ter sido escolhido o sistema parlamentarista, que, obviamente, diminuiria os poderes do Presidente.
    Em seguida, ele determinou a convocação da Assembleia Nacional constituinte, mas ela não partiu do projeto elaborado pelo Conselho. A elaboração da nova Constituição foi bastante confusa, muito em razão das diferentes visões políticas, e por conta da metodologia de trabalho que foi usada.
    A Assembleia foi dividida em muitas comissões e rolou uma falta de coordenação entre elas. Cada comissão tratou do seu tema de um jeito muito minucioso e detalhista, e isso deixou o texto muito abrangente, até um pouco prolixo para uma Constituição.
    Além disso, rolava ainda um assédio forte dos lobbies e pressões de vários grupos, o que gerou divergências ideológicas, e um peso corporativo ao texto. De qualquer maneira, em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a nova Constituição, que, além de redemocratizar o país, trouxe vários avanços, como a preocupação constante com a cidadania, e, por isso, ela se chama Constituição Cidadã.
    Vamos ver algumas mudanças que vieram com a Constituição de 1988 e algumas características dela. Em 1983, rolou o primeiro plebiscito no Brasil, que determinou a manutenção da República Constitucional e o sistema presidencialista de governo.
    Foi instalada também a sessão inaugural dos trabalhos de revisão constitucional, de acordo com o artigo 3º do ADCT. A gente falou sobre isso quando falou de poder constituinte derivado revisor.
    O preâmbulo da Constituição instituiu um estado democrático de direito que tem que assegurar os seguintes valores O exercício dos direitos sociais individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça. A Federação foi mantida como forma de estado, e, apesar de ter rolado uma ampliação considerável da autonomia administrativa e financeira dos estados, da Federação, do Distrito Federal e dos municípios, a União continuou fortalecida.
    Foi criado o estado de Tocantins, e os territórios federais de Roraima e do Amapá foram transformados em estados federados. O território federal de Fernando de Noronha foi extinto e sua área foi reincorporada ao estado de Pernambuco.
    De acordo com o parágrafo 1º do artigo 18, Brasília é a capital federal do país. O Distrito Federal passou a ser considerado ente federativo autônomo, apesar de sua autonomia ser parcialmente tutelada pela União.
    O Brasil continuou sendo um país laico, com menção a Deus no preâmbulo. Foi retomada a tripartição dos poderes.
    Dessa vez, rolou uma busca por um maior equilíbrio, principalmente por meio da técnica dos freios e contrapesos, que diminui a supremacia do Executivo. O Poder Legislativo é bicameral, exercido pelo Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
    A Câmara é composta por representantes do povo, eleitos pelo voto direto, secreto e universal, e pelo sistema proporcional para um mandato de quatro anos. O Senado é composto por representantes dos estados-membros e do Distrito Federal, para mandatos de oito anos, eleitos por sistema majoritário, com representação de cada estado e do Distrito Federal renovada de quatro em quatro anos, de forma alternada por um e dois terços.
    O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, eleito junto com o Vice, e auxiliado pelos ministros de estado. O mandato é de quatro anos, podendo, agora, haver uma reeleição subsequente.
    O Poder Judiciário é exercido pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Conselho Nacional de Justiça, pelo Superior Tribunal de Justiça, criado pela Constituição de 1988, pelos Tribunais Regionais Federais e juízes federais, pelos tribunais e juízes do trabalho, eleitorais, tribunais e juízes militares, e também por tribunais e juízes dos estados, do Distrito Federal e de territórios. A Constituição de 1988 é uma constituição rígida, já que exige um processo de alteração mais complexo e solene.
    Sobre os direitos e garantias na Constituição, a gente pode destacar os princípios democráticos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, que dão uma importância inédita aos direitos fundamentais, à ampliação dos direitos dos trabalhadores, a previsão de alguns remédios constitucionais pela primeira vez, ...

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