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Preâmbulo e ADCT - Teoria

Nessa aula, vamos ver as principais características do preâmbulo e do ADCT da Constituição de 1988.

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    lockEmenda Constitucional nº 1 de 1969 e a Constituição de 1988 - Teoria

    lockPreâmbulo e ADCT - Teoria

    lockResumo - formação Constitucional do Brasil - Resumo

  • Fala aí, galera, beleza? Hoje, a gente vai fechar o nosso tópico sobre formação constitucional no Brasil.
    A gente vai falar um pouco da estrutura da Constituição. Ela contém um preâmbulo, um corpo composto de nove títulos, e o ADCT, o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
    Falaremos hoje especificamente do preâmbulo e do ADCT, já que o resto será trabalhado ao longo do estudo de direito constitucional. Esse vídeo vai ser bem curtinho, mas essas informações são importantes, principalmente para quem está estudando para concurso.
    Sobre o preâmbulo, temos três pontos importantes A análise do texto em si, que trará os pontos mais importantes, e que refletem o posicionamento ideológico do constituinte, as teorias sobre sua natureza jurídica, e a menção de Deus no texto, que a gente tanto viu quando falou das constituições. Toda vez que a gente falava se o Brasil era um país laico, se tinha religião oficial ou não, falávamos se tinha menção a Deus no preâmbulo ou se não tinha.
    Agora, entenderemos por quê. De modo geral, o preâmbulo não tem relevância jurídica, não tem força normativa, não cria direitos e obrigações, não tem força obrigatória e serve como um norte interpretativo das normas constitucionais.
    Para estudar e analisar o conteúdo do preâmbulo, o Pedro Lenza sugere que a gente vá direto ao texto e preste atenção nas principais palavras que estão aqui. Então, vocês peguem a Constituição de vocês, e sublinhem para marcar quais são esses pontos importantes do preâmbulo.
    A gente tem esse aqui: "nós, representantes do povo brasileiro," "reunidos em Assembleia Nacional Constituinte," "para instituir um Estado Democrático," "destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais," "a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento," "a igualdade e a justiça como valores supremos" "de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos," "fundada na harmonia social" "e comprometida, na ordem interna e internacional," "com a solução pacífica das controvérsias," "promulgamos, sob a proteção de Deus," "a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil." A gente viu tantas constituições e tantas características das constituições ao longo do tempo, e também da Constituição de 1988, que fica fácil perceber como todos esses pontos aqui, de alguma forma, foram abordados durante esse estudo das constituições.
    Então, a gente fala do povo, a Assembleia Constituinte como representante desse povo, para instituir o estado democrático, que assegure direitos, liberdade, segurança e tantas outras coisas como valores supremos e traz aqui características da sociedade. Enfim, várias características que são importantes e demonstram a intenção do constituinte no momento da elaboração do texto constitucional.
    Existem três posicionamentos sobre a relevância e a natureza jurídica do preâmbulo da Constituição A tese da irrelevância jurídica, que defende que o preâmbulo se situa no domínio da política, e, por isso, não tem relevância jurídica; a tese da plena eficácia, que defende que o preâmbulo tem a mesma eficácia jurídica das normas constitucionais, mas é apresentado de uma forma não articulada; e a tese da relevância jurídica indireta, que é um ponto intermediário entre as outras duas teses. Segundo essa tese, o preâmbulo participa das características jurídicas da Constituição, mas não pode ser confundido com o texto constitucional.
    Ao longo da análise das constituições, toda vez que falávamos em laicidade do estado, falávamos da evocação de Deus no preâmbulo da Constituição. A gente viu que isso aconteceu em todas as constituições, com exceção das constituições de 1891 e 1937.
    Com a separação entre Estado e Igreja, desde a proclamação da República, o Brasil se tornou um país laico, e essa invocação de Deus não interfere na laicidade, mas deixa claro um símbolo de religiosidade. Essa invocação a Deus no preâmbulo se repetiu em todas as constituições estaduais, com exceção do estado do Acre.
    Essa omissão foi questionada pelo Partido Social-Liberal no STF. O STF, além de declarar a irrelevância jurídica do preâmbulo, definiu que a invocação da proteção de Deus não é norma de reprodução obrigatória na Constituição Estadual e não enfraquece a laicidade do estado brasileiro.
    O inciso VI do artigo 5º da Constituição declara que a liberdade de consciência e de crença é inviolável, que são assegurados o livre exercício de cultos religiosos e que os locais de culto são protegidos. O inciso VIII determina que ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo nos casos nos quais a pessoa invocar essas convicções ou crenças para tentar se eximir de obrigação legal que seja imposta a todos e se recusar a cumprir prestação alternativa.
    Vamos passar ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, o ADCT, que a gente já vem mencionando ao longo dos nossos vídeos, do nosso estudo. O ADCT tem natureza de norma constitucional, e pode trazer exceções às regras que constam no corpo da Constituição.
    Por isso, a alteração das normas do ADCT, ou a inclusão de novas regras depende da manifestação do poder constituinte derivado reformador. Ou seja, por meio de reformas constitucionais.
    Essas são as informações mais importantes que a gente pode trazer aqui de uma maneira geral, sem entrar exatamente no texto do ADCT. É isso, galera.
    Falei que esse vídeo era curto. Era mesmo só para fechar essa questão da estrutura da Constituição de 1988.
    A gente fecha também o nosso tópico sobre formação constitucional no Brasil. No próximo vídeo, a gente começa o sexto tópico, que vai falar da Federação Brasileira.
    Até. ...

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