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Princícipos da interpretação constitucional - Teoria

Apresentação dos princípios da interpretação constitucional (unidade da constituição, efeito integrador, máxima efetividade, justeza ou conformidade funcional, concordância prática ou harmonização, força normativa, interpretação conforme a Constituição e razoabilidade ou proporcionalidade).

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  • play_arrowMutação Constitucional e Reforma Constitucional - Regras e Princípios. - Teoria

    lockDerrotabilidade e interpretação das normas constitucionais - Teoria

    lockPrincícipos da interpretação constitucional - Teoria

    lockResumo - hermenêutica - Resumo

  • Oi, pessoal. Hoje, a gente vai fechar o nosso tópico sobre a hermenêutica, falando dos princípios da interpretação constitucional.
    A gente vai ver aqui oito princípios. O princípio da unidade da Constituição, o princípio do efeito integrador, o princípio da máxima efetividade, o princípio da justeza ou da conformidade funcional, o princípio da concordância prática ou da harmonização, o princípio da força normativa, o princípio da interpretação conforme a Constituição, e o princípio da razoabilidade ou da proporcionalidade.
    De acordo com o princípio da unidade da Constituição, a Constituição tem que ser sempre interpretada como um todo. Dessa maneira, as antinomias, ou seja, as contradições entre as normas, devem ser resolvidas.
    De acordo com o Canotilho, esse princípio da unidade obriga a pessoa que está interpretando a considerar a Constituição na sua globalidade e a harmonizar os espaços de tensão entre as normas constitucionais que precisam ser concretizadas. Já aqui no princípio do efeito integrador, os critérios e pontos de vista que favorecem a integração política e social e o reforço da unidade política têm que ser priorizados.
    Esse princípio muitas vezes está associado ao princípio da unidade da Constituição e não se baseia em uma concepção integracionista de estado e sociedade, ou seja, que defende autoritarismos e fundamentalismos. No princípio da máxima efetividade, que também é chamado de princípio da eficiência ou princípio da interpretação efetiva, a norma constitucional deve ter a efetividade social mais ampla possível.
    De acordo com o Canotilho, ele é um princípio operativo em relação a todas as normas constitucionais e é invocado no âmbito do direitos fundamentais. Em caso de dúvida em relação a eles, a interpretação tem que ser feita na tentativa de reconhecer a maior eficácia dos direitos fundamentais.
    De acordo com o princípio da justeza ou da conformidade constitucional, a interpretação constitucional não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório funcional estabelecido pela Constituição. Ou seja, a aplicação das normas constitucionais não pode provocar uma alteração na estrutura de repartição de poderes e de exercício das competências constitucionalmente estabelecidas.
    Aqui no princípio da concordância prática, uma norma constitucional deve ser aplicada em conexão com a totalidade das normas constitucionais. As normas constitucionais têm que ser interpretadas em unidade, na tentativa de evitar contradições entre elas.
    A ideia na verdade é evitar o sacrifício total de um princípio em relação a outro que está em choque, e essa ideia deriva da inexistência de hierarquia entre princípios. De acordo com o princípio da força normativa, a solução de conflitos precisa garantir a máxima efetividade das normas constitucionais.
    O Canotilho vai dizer que devem prevalecer os pontos de vista que contribuem para a eficácia plena da lei fundamental, e por isso devem prevalecer soluções hermenêuticas que possibilitam a atualização normativa e que garantem a eficácia e a permanência. De acordo com o princípio da interpretação conforme a Constituição, quando estivermos diante de normas plurissignificativas ou polissêmicas, temos que nos utilizar da interpretação que mais se aproxima da Constituição, ou seja, aquela que não vai ser contrária ao texto constitucional, ainda que seja necessário ao judiciário considerar algumas dimensões.
    Essas dimensões que se deve considerar são as seguintes A prevalência da Constituição, que determina que é preciso dar preferência à interpretação que não é contrária à Constituição, a conservação das normas, que determina que, diante de um fato no qual uma lei pode ser interpretada conforme a Constituição, é preciso aplicar essa lei para evitar a sua não-continuidade, a exclusão da interpretação contra legem, ou seja, o intérprete não pode contrariar o texto literal e o sentido da norma para que ela concorde com a Constituição, o espaço da interpretação, que define que a interpretação conforme a Constituição só pode ser admitida se existir um espaço de decisão, ou seja, a possibilidade de atingir várias decisões, e dentre elas deve ser aplicada aquela que está em conformidade com a Constituição. A rejeição ou não aplicação de normas inconstitucionais, que determina que uma vez que a norma for interpretada por vários métodos, se o juiz chegar a um resultado contrário à Constituição, ele deve declarar a inconstitucionalidade da norma e o fato de que o intérprete não pode atuar como legislador positivo, na medida em que não é aceita a interpretação conforme a Constituição, quando, pelo processo de interpretação, a gente obtiver uma regra nova e diferente daquela que o legislador pretendia estabelecer contraditória a ela.
    Ou seja, não é possível falar em interpretação em contradição com os objetivos pretendidos pelo legislador. O princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade é usado para medir a legitimidade das restrições de direitos.
    Pode também ser usado para avaliar o equilíbrio na concessão de poderes, privilégios ou benefícios. Esse princípio parte das ideias de justiça, liberdade, bom senso, prudência, moderação, justa medida, proibição de excessos, direito justo e valores afins.
    Ele é muito importante principalmente diante de conflitos entre valores constitucionalizados. Para ele poder ser aplicado, precisamos considerar três elementos: a necessidade, que é chamada por alguns autores de exigibilidade, que garante que uma medida que pode restringir direitos só pode acontecer se for indispensável ao caso concreto e se não for possível substituir essa medida por uma menos grave; a adequação, chamada também de pertinência ou idoneidade, que significa que o meio escolhido deve atingir o objetivo que se pretende atingir; e a proporcionalidade em sentido estrito, que define que, diante de uma medida necessária e adequada, a gente precisa investigar se o ato praticado não restringe outros valores constitucionalizados.
    Bom, galera, a gente fechou nosso tópico sobre hermenêutica. Espero que as aulas tenham ajudado vocês nos estudos, e na aula que vem a gente começa o nosso quinto tópico, que vai falar sobre a formação constitucional do Brasil, e o histórico das constituições brasileiras.
    Até. ...

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