Prévia do material em texto
TIL José de Alencar Romantismo Brasil ROMANTISMO IDEALIZAÇÃO EXAGERO DAS EMOÇÕES HERÓIS PERFEITOS SENTIMENTOS CRISTÃOS SER X PARECER : MISTÉRIO LOCUS HORRENDUS NACIONALISMO SOLUÇÕES MÁGICAS/ COINCIDÊNCIAS ABSURDAS Regionalismo romântico “O GAÚCHO” “O TRONCO DO IPÊ” “O SERTANEJO” “TIL” ADJETIVAÇÃO EXCESSIVA “OLHOS LÍMPIDOS E BRILHANTES”(Berta) “NATUREZA LUXURIANTE” (região do Rio Piracicaba) “CORPO MIMOSO” (Berta) “LINDOS CABELOS NEGROS CACHEADOS” (Berta) “GRANDES OLHOS ,NEGROS ,CLAROS E SERENOS” (Berta) “BOCA MIMOSA E BREVE” (Berta) “BELEZA FEROZ E SINISTRA DO ABUTRE” (Jão Fera) “CAVERNAS TREMENDAS E INSONDÁVEIS ABISMOS” (INTERIOR DE Jão Fera) “BARBA RUIVA E ÁSPERA COMO AS CERDAS DA CAPIVARA” ( barba de Barroso) NATUREZA= ESPELHO DA ALMA “A voz doce como favo de mel” “parecia a juruti quando arrufa a doce e meiga penugem” “entreteve-se (BERTA) alguns instantes a ver suas flores(...) outras botões como ela” “Como o dourado inseto que se esconde entre pétalas de rosa, havia um segredo a suspirar nesses lábios mimosos.” “À sutileza do réptil venenoso,reunia a sagacidade do guará” (Brás) INDEPENDÊNCIA=NACIONALISMO= COR LOCAL BELEZAS NATURAIS DO BRASIL EXALTAÇÃO DA PÁTRIA COSTUMES FESTAS REGIONALISMOS LÍNGUA “BRASILEIRA” Jornal “A República” De 21/11/1871 até 20/03/1872 Duas partes: 1ª = 31 capítulos 2ª= 31 ´capítulos ESPAÇO REGIÃO DE CAMPINAS SANTA BÁRBARA D´OESTE E PIRACICABA TEMPO DÉCADA DE 1820: ACONTECIMENTOS ORIGINAIS (segunda parte) DÉCADA DE 1840: CONSEQÜÊNCIAS (CENTRO DA NARRATIVA: primeira e segunda partes) ATENÇÃO!!!!!! OS CAPÍTULOS e SLIDES CUJO TÍTULO ESTIVEREM EM VERMELHO SÃO OS MAIS IMPORTANTES! CAPÍTULO 1: O CAPANGA 1ª PARTE : DÉCADA DE 1840 DOIS AMIGUINHOS:MIGUEL E INHÁ PAIXÃO DE MIGUEL POR ELA ENCONTRO COM JÃO FERA MIGUEL O IRONIZA , JÃO AVANÇA PARA MATÁ-LO. DÚVIDA :CONSEGUIRÁ??? CAPÍTULO 2: NA TRONQUEIRA QUESTIONAMENTO DO PORQUÊ DE JÃO FERA ESTAR ALI:TOCAIA? IMPÉRIO DA MENINA SOBRE O FERA LUTA QUE SE RENHIA DENTRO MIGUEL ESTRANHA: LINDA COMPANHEIRA X TERRÍVEL FACÍNORA MIGUEL DESANIMA: FADA GENTIL DE SEUS SONHOS X CAPETINHA DE MIL PECADOS MIGUEL NÃO QUER ACOMPANHAR A MENINA: DÚVIDA :POR QUE RESISTE? CAPÍTULO 3:ELA “TREJEITO GAROTO DE UM CAIPIRINHA” ANTÍTESE BANAL: “ANJO- DEMÔNIO” JEITO MOLEQUE: MOMENTOS DE LUTA COM A NATUREZA = DESTRUIR VESTÍGIOS DE SEU SEXO ÍNDOLE: “AQUELA ALMA TEM FACETAS COMO O DIAMANTE: IRIA-SE E ACENDE UMA COR OU OUTRA, CONFORME O RAIO DE LUZ QUE A FERE” “CONTRADIÇÃO VIVA, SEU GÊNIO É O SER E O NÃO SER” = SUSTO DIANTE DA ESPINGARDA DE MIGUEL X ENFRENTAMENTO DE JÃO FERA “CONTRASTE EM CONTRASTE, MUDANDO A CADA INSTANTE, SUA EXISTÊNCIA TEM A CONSTÂNCIA DA VOLUBILIDADE” INHÁ QUER LEVAR MIGUEL AO ENCONTRO DE AFONSO E LINDA, ELE RESISTE. DÚVIDAS: ELA VAI ASSIM MESMO? ELE A SEGUIRÁ? SER X PARECER OBSERVE QUE BERTA , AO LONGO DA NARRATIVA, PARECE TER O DOM DA TRANSMUTAÇÃO: ORA É MENINA, ORA “MULHERÃO”, ORA COBRA, ORA SUA AMIGA LINDA “Daquela travessa rapariga, com ares de diabrete, surgira de repente a mulher em toda a brilhante fascinação, na plenitude da graça irresistível que rapta a alma, e a arrasta após si cativa como um despojo, de rojo pelo chão e feliz de rojar-se lhe aos pés. Miguel levou as mãos aos olhos julgando-se ludíbrio de uma visão, e deslumbrado foi seguindo a menina sem consciência do que fazia. Não voltou Inhá a cabeça, mas tinha ela a certeza de que o moço a acompanhava enlevado pelo garbo de seu passo, como pelo flexuoso requebro de seu talhe donoso.” BERTA/ INHÁ ABNEGAÇÃO COMPAIXÃO RENÚNCIA PACIÊNCIA IDENTIFICAÇÃO COM OS EXCLUÍDOS IDEALIZAÇÃO: BERTA É MORALMENTE PERFEITA CAPÍTULO 4=MONJOLO CASAL LÚIS GALVÃO E ERMELINDA PAIS DE AFONSO E LINDA OUVE-SE O CANTO DO CURIAU MONJOLO =ESCRAVO “EM CUJO ROSTO SE DESENHAVA A ASTÚCIA DO GAMBÁ E ALGUMA COISA DO FOCINHO DESSE ANIMAL” MONJOLO ENCONTRA BRANCO SECRETAMENTE EM NOME DE FAUSTINO: O QUE QUER? “O DIABO SEMPRE VAI HOJE À VILA?” EMBOSCADA CONTRA ALGUÉM DÚVIDA?: QUEM? A AVE-MARIA: NINGUÉM PASSAVA ALI SEM PRONUNCIAR TAL FRASE DE SUSTO E COM LÁBIOS TRÊMULOS AVE-MARIA: PENHASCO, ABISMO,SINUOSO DESFILADEIRO, LOCAL DE MORTE DE MUITOS AZINHAGA:CAMINHO ESTREITO AVE-MARIA!!!! LOCUS HORRENDUS OBSERVE : SEMPRE QUE SE OUVE O CANTO DO CURIAU AO LONGO DA NARRATIVA É SINAL DE MAU AGOURO. CAPÍTULO 5= A TOCAIA JÃO CONTEMPLA INHÁ TOMADO POR SENSUALIDADE BRUTAL/ FEROCIDADE DO AMOR/FASCINAÇÃO DÚVIDA: GOSTA DE INHÁ?DESEJA-A? “AMANHÃ QUANDO SOUBER,PENSARÁ QUE FUI EU!...”( AGONIA MORAL DE JÃO) “É SINA!” OUVE CAVALO PASSANDO PELA AVE-MARIA : É O BRANCO QUE ESTAVA COM MONJOLO BRANCO:HESITANTE, INTRANQÜILO, VACILANTE BRANCO VÊ JÃO FERA , CAI DO CAVALO CAPÍTULO 6= O EMPENHO JÃO MATARA UMA COBRA URUTU JÃO E O BRANCO SE CONHECEM : ACORDO BRANCO NÃO DIZ O NOME DÚVIDA: POR QUÊ? BRANCO= BARROSO JÃO COMBINARA DE MATAR ALGUÉM ATÉ FESTA DE SÃO JOÃO QUER DESISTIR, MAS RECEBEU ANTECIPADO E NÃO TEM COMO PAGAR DÚVIDA: POR QUÊ NÃO CONFIA EM JÃO? DÚVIDA: POR QUE JÃO QUER DESISTIR DO NEGÓCIO? CAPÍTULO 7:O MARMANJO Apresentação da família Galvão e de alguns escravos ROSA: mucama/ escrava de dentro / “JABUTICABINHA DE SINHÁ” /alvo da paquera de FAUSTINO MANDU: mulato funcionário da fazenda/feitor FAUSTINO:funcionário da fazenda D.ERMELINDA: dona da casa LUÍS GALVÃO: filtração moral feita pela influência da esposa AFONSO: filho ERMELINDA/LINDA: filha BRÁS: 15 anos/ feio /parvo/ diferente de todos... DÚVIDA: quem é esse menino tão diferente de todos? D.Ermelinda:uma PAULISTA FLUMINENSE SENTA À CABECEIRA DA MESA ,“CONTRA OS COSTUMES DA TERRA” ESTUDOU NA CORTE (RJ) COLÉGIO INGLÊS EDUCAÇÃO ESMERADA TOM FIDALGO AUSÊNCIA DE “COR LOCAL” “APURO ESCOCÊS E GRAÇA FRANCESA” “ENXERTO CARIOCA NO MEIO DAS MATAS” PAULISTAS ACONSELHAVA A FILHA A ANDAR PELA FAZENDA:UMA “INOVAÇÃO NOS USOS DA TERRA” PAULISTAS “ARROJADOS PAULISTAS” RASGANDO AS ENTRANHAS DA TERRA VIRGEM,PARA ARRANCAR-LHES AS FEZES, QUE O MUNDO CHAMA DE OURO E COMUNGA COMO A VERDADEIRA HÓSTIA” “PROVERBIAL PACHORRA DOS PAULISTAS” “DESCONFIADOS DE NATUREZA” “NÃO ERA PAULISTA DEBALDE(...) TINHA SUA PONTA DE BIRRA” “ESPÍRITO DE INDEPENDÊNCIA” “OS MAIS DESCONFIADOS, OU OS MAIS PAULISTAS” PAULISTAS X FLUMINENSES DISTÂNCIA DA CORTE POUCA INFLUÊNCIA DA EDUCAÇÃO EUROPÉIA MANOBRAS POLÍTICAS : NÃO SÃO A MOLA PROPULSORA DA OBRA, DIFERENTEMENTE DE “MPB CUBAS” CAPÍTULO 8:PRESSENTIMENTO D.Ermelinda preocupada com viagem de marido Dois vultos foram vistos no mato perto da Ave-Maria DÚVIDA: QUEM SERIAM? QUEM QUER O MAL A LUIS GALVÃO? D. Ermelinda teme Jão Fera Luís Galvão promete trazer vestidos e enfeites a Linda Capítulo 9: As amostras Luís parte com apenas um acompanhante Retorna e alegra D. Ermelinda Alega que esquecera a lista de pedidos de Linda Abriu o cofre e “tirou um papel, que rápida e furtivamente escondeu no bolso” Luís tinha um segredo: o verdadeiro motivo de sua volta DÚVIDA: o que havia no papel? Capítulo 10: Os gêmeos Afonso e Linda são gêmeos Vão ao encontro dos amigos ,sem a mãe saber desses encontros Afonso sabe que Linda ama Miguel e Linda sabe que Afonso ama Berta/Inhá Afonso , certa vez, se vestiu com as roupas de Linda e recebe beijos de Inhá Capítulo 11: NO TANQUINHO Lago formado pela represa de um ribeirão na fazenda Palmar Os gêmeos chegaram e não encontraram os “amigos” Afonso encantado por Berta que joga Miguel para cima de Linda que é louca por este.Miguel zangado com Afonso que joga Linda para cima de Miguel Ouve-se : “Til!Til!Til! Oh!Til!” DÚVIDA: Quem emite esse chamado?Quem é Til? Capítulo 12: IDÍLIOS Afonso:expansivo , paquera abertamente Miguel só tem olhos para Berta e não percebe Linda e sua paixão Berta:queria a todos e empurra Miguel para Linda a qual acha que este ama Berta Tanquinho= “Himeneu eterno do vento com a floresta, do rio com a campina,do orvalho com a flor, do sol com a sombra, do céu coma terra.” “Eis como ignorava D. Ermelinda os idílios, que estavam compondo seus filhos, naquele sítio pitoresco, onde bebia-se o amor comoum doce efúlvio da natureza. Tudo ali penetrava o coração de emoções deliciosas. Pelo aveludado daquela relva cintilante espreguiçava-se a imaginação, a sonhar o dossel de um divã. Os sussurros da brisa nos palmares segredavam os ruge-ruges das sedas; e o borborinho do arroio imitava o trilo de um riso fresco e argentino. Quem estivesse nesse lugar a sós cuidaria que aproximava-se uma virgem mimosa, de fronte serena, olhar inspirado e fagueiro sorriso, perfumado de suave fragrância. Quem ali fosse com uma gentil companheira, acreditaria por certo que ela se transfundira nesse sítio nemoroso, como em um grêmio do amor; e nas auras embalsamadas sentira-lhe o mago sorriso a bafejar-lhe as faces; no lago dormente seus olhos límpidos a refletirem-lhe o céu de sua alma; nas hastes das palmeiras, seu talhe mil vezes esboçado com a mesma inata elegância; nas laçarias e festões de trepadeiras floridas, os folhos do amplo vestido; e na pelúcia da grama cambiante às depressões do terreno, a voluptuosa flexão das formas debuxadas pelo corpinho de verde cetim. Como era possível não amar naquela mansão, onde tudo cantava, sorria, palpitava e respirava amor? A quem era dado abjurar nesse templo nupcial, onde celebrava-se o consórcio entre o vigor e a graça, o perfume e a harmonia, o majestoso e o esplêndido? ” Capítulo 13:Sustos Quem gritara “Til!Til!”???? Miguel é pobre e não quer ajuda dos Galvão Berta se angustia com a viagem de Sr. Galvão (lembra-se de Jão Fera na área) Berta some Til!Til!Til! Capítulo 14: A vespa Miguel sabe que Berta procura Jão Fera Berta ruma à AVE-MARIA Berta se perde no mato e percebe que está sendo seguida. Atrasa-se. Luís Galvão aproxima-se da Ave- Maria Jão vai atacar Luís Berta chega a tempo e grita: “Malvado!” Jão não ataca Luís : um “tigre picado pela vespa.” Capítulo 15: O Relicário Berta afronta Jão Fera e o despreza Ele se submete à força moral da menina Era uma “organização possante e indômita, agora esmagada sob a mão frágil de uma criança” Assume que iria matar Galvão.Ela pede que ele poupe Galvão Jão afirma que não queria fazê-lo , não por Luís, mas por outra pessoa DÚVIDA: Por quem seria??? Jão conta da dívida. Berta lhe oferece um cordão de ouro com um amuleto e uma cruz para que ele o venda.(relicário da mãe dela) Jão foge horrorizado.Surge Brás. Capítulo 16: A sura Três dias depois dela ter salvado Luís Galvão Bondade extrema de Berta: cuida de uma galinha sura cujos pés foram roídos por ratos “Impulso mais forte era o que movia o coração de Berta para aquele mísero ente, como para todo o infortúnio que encontrava em seu caminho” Percebe que está sendo seguida por Miguel.Esconde-se e o engana. Capítulo 17:ZANA Berta cuida de um burro ferido gravemente. O cura e o alimenta.Alimenta também Zana “Acocorada a um canto, com o queixo sobre os cotovelos fincados ao peito cerrando a cara, descobria-se uma criatura humana, dobrada sobre si a modo de trouxa. Era uma preta velha, coberta apenas de uma tanga de andrajos, e que resmoneava, batendo a cabeça com um movimento oscilatório semelhante ao do calangro. De tempo em tempo desdobrava um dos traços descarnados, insinuava ligeiramente a mão pela espádua, e fazia menção de matar uma pulga que imaginava ter presa entre o polegar e o indicador.” Zana fica indiferente à presença de Berta até que ela canta uma música que aprendeu com Zana “Mas a pobre louca era uma das misérias sobre que se derramava como bálsamo a alma de Berta. Desde criança se habituara a passar aí algumas horas, de quando em vez; tornando-se moça vinha regularmente duas vezes por semana visitar a sua protegida e trazer-lhe o sustento.” Zana canta a canção Acalma Zana com as palavras “Zana, bebê” Capítulo 18: A VISÃO Berta repara numa mímica repetitiva de Zana. Havia ali um mistério O sol bate no rosto de Zana e a desperta. Ela aproxima-se do fogão , sopra para acender o carvão. Pega cacos e os lavas como se fossem panelas. Zana vira a cabeça repentinamente como quem ouve um chamado e responde. Segue até um quarto como se alguém lhe dissesse algo terrível (expressão do rosto). Toma algo no braços e aperta contra os seios como se quisesse esconder.Corre pra cozinha. Deixa o objeto no chão, pega algo no fogão, esfrega nas mãos e esfrega em seguida no objeto. Sai para o terreiro como se ninasse uma criança e entoava a canção que Berta cantava para ela. Cai novamente na inércia.Voltava a ser um pedra. DÚVIDA:O que teria ocorrido ali? Capítulo 19:O desconhecido Berta não consegue decifrar o mistério. Ninguém lhe contava o que se passara naquela casa. Berta é adotiva (“enjeitadinha”).Criada por nhá Tudinha, mãe de Miguel. Naquele dia Zana não terminou a mímica misteriosa.Viu alguém do quarto:era Barroso. Ele viu Berta e diz: “Eu hei de saber”!Ah !se fosse!” DÚVIDA: ????????? Barroso parte.Zana grita. Brás a estava sufocando. Ela o repreende só com o olhar e o despreza. Ele fica de joelhos. Quer dizer algo e ela o proíbe. Ele se joga no chão e fica agitado como numa convulsão. Ela fica com pena e pega a cabeça dele e coloca no colo para acarinhá-lo Capítulo 20: A pousada Uma pousada em que estão os donos : Chico Tinguá e a esposa Nhanica. Ambos aparentemente lerdos e preguiçosos. Surge um cliente, Nhô Gonçalo/ o Pinta Este pergunta sobre o bugre (Jão Fera) Surge um grupo de caçadores Capítulo 21:O bacorinho Bacorinho=leitão mensageiro de Chico Tinguá Caipiras liderados por Filipe vieram caçar uma “onça”, uma “suçuarana”, um “tigre”= Jão Fera Gonçalo gosta de contar vantagens e odeia Jão pela fama de ser mais perigoso do que ele. Caipiras contratados por Aguiar para vingar a morte do pai por Jão Fera Gonçalo se interessa pela “caçada” Chico Tinguá despista e sai. Gonçalo percebe. Sou Mensageiro!!!! Capítulo 22: O trato Gonçalo contador de vantagens. Definia-se como o suçuarana, mas o chamavam de Pinta . Odiava Jão, mesmo este tendo o salvo certa feita. Gonçalo marca encontro com Filipe em local afastado. Gonçalo encontra com Barroso Um “vulto decrépito negro” ouve a combinação Filipe, capangas, Gonçalo e Barroso vão se encontrar DÚVIDA: Quem seria? Capítulo 23: Nhá Tudinha Muito “trabalhadeira” e baixinha Comadre de Luís,padrinho de Miguel Ótima cozinheira Berta chega com Brás todo sujo de barro:cavava um armadilha no chão. Dúvida: quer pegar quem? Ambos almoçam Capítulo 24:A lição Hora da sesta Berta costura e toma lições de Brás Ele reza Salve-Rainha sem titubear Ela pede que ele diga a Ave-Maria “Era quase uma criação a obra sublime, a que se dedicava, de plasmar do monstrengo um ser humano” Fica claro que Brás gosta de Til e odeia quem se aproxima dela. Ela diz que não é mais TIL. Ele repete a oração que ela pediu por todos. Capítulo 25:O idiota Berta ensina o ABC para Brás à força do hábito Brás era sobrinho de Luís Galvão e órfão. D.Ermelinda o aceitou em casa,mas o deixava afastado dos filhos Foi mandado á escola , mas apanhava do professor , muito severo.(“nunca tinha encontrado um jumento de casco tão rijo”) Quando viu o TIL começou a tentar imitá-lo com o corpo. Professor o expulsava da sala todos os dias. Capítulo 26: O ABECÊ Berta um dia o encontra soprando as mãos por causa da palmatória. Decide ajudar o menino a aprender o ABC Ele passa a mão sobre a sobrancelha , pelos lábios e pela orelha de Berta fazendo o TIL. Berta teve um “insight”:Eu sou TIL. Um dia ela aponta a letra A e diz que quer bem a Afonso. Ele rasga a cartilha. Ela aponta o B e diz gostar de Brás.Ele se acalma. Em um mês ,ele sabia o ABC. Capítulo 27:A cotia Berta deixa Brás descansar. Miguel chega.Afirma saber das idas de Berta à casa de Zana. Berta se zanga, Brás está irritado com Miguel, este fica preocupado por ter magoado Berta. Ela tem prazer com este domínio. Miguel lhe presenteia com uma cotia que caçara. Ela se encanta com o animal diz que presenteará Linda com a cotia. Miguel se aborrece e Brás deixa a cotia fugir. Miguel afirma que ama Berta e não irá mais incomodá-la. Capítulo 28: A bolsa Brás está fazendo uma armadilha paraJÃO FERA. J.Fera teme encontrar Berta desde o dia do relicário. Naquele dia, não matou Luís e foi dar explicações sobre o negócio com Barroso.Ameaça-o. Como desfazer o negócio sem $$$$$? Muitas chances aparecem: A) encontra bolsa de Barroso com dinheiro e devolve; B) encontra um mascate com muito $$$ e poderia roubá-lo; Capítulo 29: Desencargo Não assalta o mascate. Afasta-se para não assustá-lo. Perde dinheiro em jogo. Tem “compromissos” adiados Caçam uma onça antes dele. E TRABALHAR???????????? “O trabalho, ele o tinha como vergonha , pois o poria ao nível do escravo.” “Era a enxada para ele um instrumento vil;o machado e a foice ainda concebia que o pudesse empunhar a mão do homem livre, mas em seu próprio serviço (...)” Encontra um casal de velhinhos e se oferece para ajudá-los numa roça.Desiste quando vê a enxada. Chico Tinguá o avisa da emboscada de Filipe e Gonçalo. Jão pede que Chico peça o dinheiro a Aguiar que o caçava e promete estar lá depois do São João. Avisa Berta que não matara Luís. Berta fica feliz. Ele pede para beijar o relicário. Foge confuso. Brás volta com uma cotia. Capítulo 30: Trama Véspera de São João.Nhá Tudinha cozinha na casa do compadre Luís. Linda está triste apesar da festa.Diz a Berta que Miguel é de Inhá que ele gosta. Ouve-se o grito do CURIAU.Berta se lembra do dia da emboscada.Teme por Luís. Faustino vai ao encontro de Barroso e de Monjolo. Combinam a emboscada: trancarão as pessoas e incendiarão o canavial. Faustino quer ser livre e a mão de Rosa. Monjolo apenas $$$ para fumo e cachaça. Brás ouve tudo e desconfia do que ocorrerá. Não é estranho o pedido de Monjolo: um escravo não deveria pedir a liberdade?!?!?! Capítulo 31: PAI QUICÉ Brás mata seis gafanhotos = “as pessoas que mais odiava”. Só não era idiota no ódio:astuto e perspicaz para vinganças. Tem raiva de Barroso:perderá sua chance de maldade? Caça uma cascavel com um sapo.Joga na cama de Linda. GAFANHOTOS LUÍS D.ERMELINDA AFONSO LINDA MIGUEL JÃO FERA Luís chegou. Surge Pai Quicé. Idoso, amigo de Berta. Tinha liberdade de “traste inútil”, sabia de tudo. Conta o que ouvira perto da venda de Chico Tinguá sobre “caçar” Jão Fera. Ela quer avisar Jão.Pede ajuda de Quicé. Ele vai na frente , enquanto ela vai buscar o chapéu NO QUARTO DE LINDA!!!!!!!!! Brás cai da árvore. Principais dúvidas que restaram... Qual a relação de Jão Fera e Berta? Que papéis Luís voltara para pegar? Por que Barroso quer matar Luís? Berta morrerá? De quem Berta é filha? Quem ficará com Berta? Mímica misteriosa de ZANA Relicário? PARTE 2 Capítulo1: O BUGREZINHO (1826) Besita a mulher mais bonita da região de Sta. Bárbara. Cortejada por todos os rapazes , entre eles, Luís Galvão, cujo parceiro era Jão. Jão surgira, abandonado, na fazenda do pai de Luís. Quem era essa criança? Afilhado do pai de Luís. Companheiro de Luís, sempre o salvava de confusões. Capítulo 2: O CASAMENTO Jão se apaixona por Besita. Pensou em raptá-la. Percebeu que Luís gostava de Besita. Passa a beber e a buscar a morte que fugia dele. Besita percebe ser alvo da dupla paixão. Besita tende para Luís, apesar de temê-lo. O pai de Besita vê em Luís um bom genro $$$$$ Surge outro pretendente : Ribeiro Ribeiro a pede em casamento. O pai afirma que Luís é melhor. Ela diz que ele não casará com ela. O pai aceita o pedido de Ribeiro. Jão fica revoltado. Besita quer saber o motivo da mudança de humor de Jão. Jão pede para Luís casar com Besita. Ele titubeia. Jão abandona o amigo. Besita casa e o marido parte para Itu em seguida. Capítulo 3: BEBÊ Dois meses sem Ribeiro. Batem à porta. Zana afirma que é o “sinhô”. Um vulto entra no quarto e Besita transa. ERA LUÍS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O pai de Besita morre sem saber do ocorrido. Jão quis matar Luís.Besita não deixa. Besita tem um bebê e vive isolada. Jão leva a criança para ser batizada em Campinas.Luís se casava com D. Ermelinda. Besita vive com Zana e o bebê isolada, protegida por Jão. Jão vai a Itu encomendar patuás. Besita vê um vulto: seria Ribeiro??? Zana faz o almoço e é chamada: “Meu marido!” Zana pega o bebê e passa carvão nele. Nina o bebê e canta uma canção ( aquela de Berta) Besita entende o plano e confia nele. Encosta na janela. Ribeiro entra no quarto e a estrangula com suas tranças. Capítulo 4: ÓRFÃ Jão chega.Vai matar Ribeiro , mas Besita o chama. Ela pede para ele salvar sua filha.Precisou luxar os braços de Zana para pegar o bebê. Besita beija os dois e morre. O bugre desaba como um penhasco. Ribeiro aproveitou para fugir: dois anos fora, ganhou dinheiro e aproveitou a vida. Daí lembrou da esposa. Desconfiou da traição. Besita tudo confessou.Ele a mata e foge de barco pelo Piracicaba. Vai para Portugal. Nhá Tudinha ouve um choro e vê Jão tentando alimentar o bebê. Ela ainda tinha leite e dá de mamar à menina que criará como filha. Tudo será um mistério para a gente do lugar. Capítulo 5: FERA Jão não se conforma com a fuga de Ribeiro. Para aplacar sua ira, Jão vira capanga de ricaços: mata por dinheiro e é protegido.. LEMA: “FAÇAMOS AOS OUTROS O QUE ELES NOS PRETENDEM FAZER” Jão busca a morte que lhe foge. Ninguém entendia por que tinha tanto ódio e vontade de matar. “Esta é com pouca diferença a história de todos os assassinos incorrigíveis, que infestam o interior do país. Eles foram educados pelos poderosos como os dogues que se adestravam antigamente para a caça humana, dando-lhes a comer, desde pequenos, carne de índio.” Apenas duas motivações na vida de Jão: Berta , que vê de tempos em tempos , e localizar Ribeiro. Levava dinheiro para Nhá Tudinha. A menina o rejeitava a princípio.Depois o aceitou. Parecidíssima com sua mãe.O bugre a contemplava com uma paixão “semelhante a um tigre sedento que se arroja contra a jaula para despedaçá-la” Para ele, Besita revivera na filha para lhe pagar o desprezo do passado (????????) Evitava contato físico com a menina: via Besita. Capítulo 6: A RESTITUIÇÃO Ribeiro retorna 15 anos depois. Feições alteradas pelo tempo e irupções. Em Portugal, era conhecido como BARROSO!!!!!!!! Contratara Jão Fera sem se reconhecerem para matar Luís. Mudança de planos: viu família de Luís e sente inveja: quer tomar-lhe a família. Desforra de mestre: matar Luís e ocupar seu lugar na família. Plano: noite de S.João, “foguete” desagarrado, fogo no canavial, escravos trancados por Monjolo, pajens trancados por Faustino. Gonçalo acerta Luís que será jogado no incêndio. Ribeiro apaga fogo, leva corpo de Luís oferece seus serviços à viúva. Surge Jão Fera e paga-lhe o que recebera. Jão ameaça Barroso. Capítulo 7: FASCINAÇÃO Berta vai buscar chapéu no quarto de Linda. Afonso , brincalhão, tenta beijar Berta que se tranca no quarto. Ouve-se um grito.Silêncio.Os gêmeos se desesperam. Afonso olha na fechadura e vê o reflexo de Berta terrificado.Vê a cascavel. Tenta arrebentar a porta.Corre para o quintal. Ouve-se um grito no canavial. Capítulo 8: LETARGO Estamos no quarto Embate cascavel x Berta “A mesma cambraia que retraiu o dorso flexuoso da boicininga espasmou o talhe grácil de Berta, como se uma força única regera a vida nessas duas organizações. Aí estava produzida ao vivo a misteriosa identificação da mulher e da serpente, que deu tema ao poético mito da tentação.” MULHER= AVE OU EVA!!!!!!!!!!!!! “Quando a cabeça da cascavel roçou-lhe a ponta dos dedos, um choque íntimo percutiu-lhe o corpo, e estorceu o toro da serpente. Mas passou instantaneamente; o réptil elando-se pelo braço mimoso, veio cingir-lhe as espáduas, formando colar. Com o toque desse brando serpear sentiu Berta a doçura de uma carícia; a boicininga titilava de volúpia ao tépido calor da cútis acetinada; e escondendo a monstruosa cabeça na conchinha da mão que a menina recolhera ao seio, caiu no letargo.” Capítulo 9: TRANSE Brás consegue entrar no quarto de Linda pela janela e pega a serpente.A cobra se contorcia como um chicote castigando-o. Berta abre a porta e some para encontrar Pai Quicé. No meio da floresta,sons terríveis: disparada de queixadas/porco do mato/caititus Mais de cem animais em formação de arco (navalha) A vara cerca a presa sem chance de escapar. Traziam restos de cães e de humanos nos focinhos e unhas. Berta tenta correr para uma árvore. Pensa no pai Quicé.Puxa-o pelo pulso. A “jiboia” de porcos os cercara. Quicé pede para ela subir na “cacunda” dele. “Estreitou-se Berta em suas roupas, como a virgem cristã no anfiteatro romano; e pondo os olhos no céu, esperou o martírio.” Capítulo 10: A GARRUCHA Gonçalo e Filipe vão atacar Jão na caverna em que ficava. Levavam cães que assustaram as queixadas que atacaram cães e homens: um foi morto. Os caititus saíram em disparada. Bertta espera a morte.Surge Jão , pisando pelas costas dos bichos. Suspende a menina em um braço e dá facadas com o outro. Leva-a a uma árvore. Ela grita para ele salvar Quicé. Vendo que Jão vacila, ela tenta escapar, ele a segura mais forte e com a outra mão segura a cabeça de Quicé e o atira longe dos animais. Jão salvara Quicé e matava os animais com Berta nos braços. Pede e a menina pega sua garrucha , arma-a com a boca e dá um tiro.os animais fogem. Capítulo 11: A FURNA FURNA= CAVERNA Teto:laje solta sobre uma árvore, escorada por uma pedra facilmente removível. Berta avisa Jão sobre o plano para matá-lo. “Aspecto medonho do Bugre que voltara-se arrebatadamente e cravara nela um olhar ardente e sombrio, como a cratera de um vulcão. Mal pensava Berta que naquele momento a ameaçava outra fera mais horrenda, do que não era a terrível cascavel fascinada por ela, e os sanhudos queixadas a cujas presas escapara um momento antes.” “O toque suave do corpinho mimoso de Berta produzira nele uma embriaguez maior, do que não tivera quando pela primeira vez tomara o gosto à cachaça, ou aspirara o fumo do sangue” Capítulo 12: O ASSALTO Ele iria avançar sobre ela , mas o bacorinho focinhava-lhe os pés. Ele se esconde com Berta num vão. O grupo de Gonçalo chegou. Gonçalo corajoso-medroso Ouve-se tiros e gritos Teria Filipe e seu grupo apanhado Jão pelo outro lado? Capítulo 13 : LUTA Jão confuso: e se Berta tivesse morrido e partisse como Besita o deixou sozinho? Pensa em fazer rolar a pedra que sustenta a laje e matar ele e Berta: a morte os uniria para sempre. IMAGEM BONITA: A pedra viva e ele morto. DELÍRIO. Berta observa Gonçalo e seus capangas. Ele percebe que ela teme morrer. Foge com ela e a deixa no canavial. CAPÍTULO 14: O BEIJO “Brincando e cantando, atravessava Berta os cafezais, já esquecida dos lances que passara, e contente por ter deixado Jão escapo.” (?!?!?!??!?!?!?!??!??!??!?!??!?!?!??!??!??) Ouve algo e se volta. Vê algo aterrador e corre... Era AFONSO(!?!?!?!?!?) O rapaz brinca com ela e a questiona sobre seus sentimentos. Ele pede um beijo...ela se sente ameaçada. Ela insinua que vai beijá-lo , mas o engana. Ele fica chateado , ela volta e lhe beija a face. Chega MIGUEL. Capítulo 15: CONFISSÃO Os rapazes ficam constrangidos. Berta volta a empurrar Linda para Miguel. Ela descreve Linda de uma tal maneira que SUA IMAGEM SE MISTURA A DE LINDA E MIGUEL FICA ENCANTADO. Linda e Afonso ouvem a conversa escondidos. Berta pergunta se Miguel gosta de Linda e ele, confuso, diz “MUITO!” “Linda corou; e Miguel nesse momento acreditou que a amava, pois a via ainda através do sorriso fascinador de Inhá.” Capítulo 16: SÃO JOÃO “Noite das sortes consoladoras, dos folguedos ao relento, dos brincados misteriosos. Noite das ceias opíparas, dos roletes de cana, dos milhos assados e tantos outros regalos. Noite, enfim, dos mastros enramados, dos fogos de artifício, dos logros e estrepolias” Descrição de atividades da festa Derrubar boneca no alto do mastro é atividade que todos rapazes querem para aparecer, Quem acerta é Miguel e Linda fica encantada. Capítulo 17: CRAVO BRANCO No alto do mastro, havia uma bola cheia de presentes.Quem subirá lá para pegá-los? Linda e Miguel ficam sós. Ela oferece um cravo que carregava em seu vestido. Miguel está apaixonado, incentivado por Berta: a formosura de Linda se perfumava com a faceirice de Inhá. A flor significava casamento. Berta via tudo de longe e foi tomada por estranho sentimento. Capítulo 18: REVELAÇÃO Berta vê Brás solitário e isolado. Iria perder o “irmão(?)” e a melhor amiga. Não estava só:tinha Brás para cuidar. Não consegue desviar o olhar dos casal de apaixonados. Miguel era um sentimento estranho para ela. Ele , com seus modos rudes de caipira, afastava inicialmente Linda. Berta foi aparando as arestas para aproximá-los. Sentia-se órfã do mútuo afeto. Repentinamente , corre para Linda. Capítulo 19: A LÁGRIMA Luís conversa perto da janela com amigos que lhe falam do passado e de Besita. D.Ermelinda ouve. D.Ermelinda vê os dois apaixonados.Berta percebe e corre para avisar a amiga. Afonso tenta pegar as prendas, mas quem se atira para pegá-las , a partir da janela, é Brás para presentear Berta. O mastro ameaça cair.Miguel o segura. Brás levas as prendas arrecadadas para Berta.Ela se emociona e crê que chora verdadeiramente pela primeira vez. Aquilo era um sentimento puro,conclui. D. Ermelinda manda Linda entrar. Vê-se o vulto de Jão. Capítulo 20: O SAMBA Escravos dançam na sensala. São descritos com gestos selvagens . Bebedeiras... Florência: negra linda e sensual dança. Interessada por Amâncio pajem envolvido com Rosa (mucama) Quer fazê-lo dançar: negra de roça quer humilhar negra de dentro O mulato hesitou: sua nobreza de pajem deve se misturar com a ralé da enxada? Rosa chega e o arranca da dança Rosa cospe em Florência Florência esbofeteia Rosa Amâncio opta por Rosa e dá uma cabeçada em Florência Florência o agarra pelo cabelo , ela pelo pescoço. Rosa morde a rival Os negros da roça defendem Florência Os feitores e capangas defendem Amâncio BANZÉ generalizado Monjolo só observa e devora Rosa com os olhos DÚVIDA: não era Faustino que a queria no trato com Barroso??? Capítulo 21: O INCÊNDIO Fim de festa. D.Ermelinda antecipou o final:ferida como esposa e como mãe. Decepcionada com o marido: libertino. GRITO DO CURIAU Faustino tranca pajens e capangas por fora. Monjolo rouba as chaves da senzala. Começo do incêndio na canavial. Capítulo 22: A TRAIÇÃO ‘Medonho espetáculo!” Faustino e Monjolo seguem Luís Galvão Monjolo pensa em matar Faustino. Afonso corre para ajudar pai.Ouve um grito da mãe .Ela desmaia. D. Ermelinda vira um homem atacar Luís. Era Gonçalo Suçuarana/Pinta Capítulo 23: VAMPIRO Jão ataca Gonçalo o estrangula e o atira no incêndio. Luís acorda e vê que Jão o salvara. “Obrigado, Jão”...”Eu o salvei porque eu vou te matar na hora certa!” Jão salvou Luís para Berta não achar que ele era o assassino. Já tinha atirado Monjolo e Faustino no fogo. Barroso foge. Miguel retornara e vê Jão perseguir Barroso. Defende Barroso...Berta chega, Jão foge. Capítulo 24: NA TAPERA Três dias depois do S. João Jão foi preso em Campinas pelo Aguiar. Berta sabe e sofre.Vai a casa de Zana. Zana está no pátio aterrorizada:tinha visto Ribeiro/Barroso. Zana agarra Berta e a arrasta para dentro das ruínas. Berta não vê Barroso/Ribeiro Ribeiro quer terminar sua vingança. Queria assassinar Besita de novo na filha. Zana fica no pátio.Ribeiro se afasta.Berta nada entende. Berta esquece do ocorrido.... Pensa em Linda cuja mãe não deixa mais sair... Berta poderá então ficar com Miguel??????Se sente egoísta. Pensa em Jão. Ribeiro se aproxima pelas suas costas Zana vem pela frente, Ribeiro pelas costas... Zana gargalha. Capítulo 25: A ENTREGA Jão tinha conseguido o dinheiro negociando com Aguiar via Chico Tinguá. Pensou em se despedir de Berta e contar tudo, mas como assumir que salvara o mais vil dos homens? Dirigiu-se à casa de Aguiar como combinado. Filipe e seus capangas avançam. Jão afirma que se alguém lhe tocar o acordo estará desfeito:ele se entregaria e tinha palavra. No dia seguinte seria levado á Campinas (matara o pai de Aguiar)Dorme na fazenda. Filipe quer amarrá-lo na madrugada. Bate em todos e desfaz o trato. Capítulo 26: O CIPÓ Noiteterrível:lembrando da morte de Besita. Ela surge em sonhos pedindo que ele salve a filha novamente. Destrói a armadilha de Brás. Reconheceu Ribeiro e o ataca como “águia quando arremata a presa.” Jão começa a matar e destroçar Ribeiro com as mãos. Berta vê e foge horrorizada. Brás a levara até lá para se vingar. Quer matar Brás. Berta o protege. “- Nhazinha! balbuciou com a voz cava e submissa. Voltou-se a menina em um soberbo assomo de ira: - Vai embora! Não te quero mais ver! Tu és pior do que fera: és um demônio. Não há sangue que te farte!... De cabeça baixa, o Bugre, rechaçado por aquele ímpeto de indignação, afastara-se dois passos; mas apenas desviou-se o olhar cintilante da menina, retrocedeu: - Perdoe, Nhazinha! - Vai embora! gritou Berta. Brás, que se agachara aos pés da menina, soltou um grunhir de escárneo. Teve Jão Fera um ímpeto de revolta. Queria suplicar seu perdão. - Não vou! disse rispidamente. O talhe de Berta vibrou como uma seta brandida nos ares. Sua mãozinha delicada partiu rápida a haste de um cipó, e com essa vergasta fustigou o rosto de Jão Fera. Duas lágrimas sulcaram as faces do facínora, e lavaram uma gota de sangue que aí borbulhava. Capítulo 27: DESPEDIDA Casa de Luís Galvão. Clima mudou desde S.João Linda não saia mais, D. Ermelinda triste e Luís envergonhado pelo passado. Sempre quis afastar Berta de Linda, mas lembrava-se de Besita via Berta. O papel que buscara no dia da ida a Campinas era um testamento reconhecendo Berta. Culpava-se:todos acusavam Jão Fera e ele sabia a verdade. Propõe uma viagem à Corte. A esposa fica feliz: afasta-se das lembranças e de Miguel. Linda se desespera.Miguel todos os dias aproximava-se da casa.Linda cira coragem e vai ao seu encontro Avisa da viagem. Miguel vê d.Ermelinda. Ela manda Linda se despedir de Miguel para sempre: “Ela não pode pertencer-lhe!” Capítulo 28 : O CONGO Festa de Congada numa vila próxima de Piracicaba. Chegam de canoa Nhá Tudinha, Miguel e Berta. Constrangimento entre os jovens. Berta vê Jão na cadeia.Ele se entregara. Ela fica triste. “Adiante vinham o rei e a rainha do Congo, montando soberbos cavalos ricamente ajaezados e trajando custosas roupas de veludos e sedas. Seguiam-se os cavaleiros e damas da corte, que não ficavam somenos aos soberanos do imaginário reino africano. Fazia de rainha Florência, que nesse dia triunfava sobre a rival, a mucama Rosa. O rei era o pajem de um ricaço da vizinhança; e todos os outros personagens, cativos das fazendas próximas. O luxo que ostentavam fora pago, parte com as suas economias, e parte com dádivas dos senhores, cuja vaidade se personificava nos próprios escravos. Cada um desses ricos fazendeiros se desvanecia da admiração que sentia o povo pelas roupas vistosas que traziam galhardamente seus pajens, e pelos soberbos cavalos fogosos que eles meneavam com certo donaire.” O grupo folclórico passa diante da casa onde estavam os Galvão. Rosa inveja Florência no melhor cavalo de d. Ermelinda. Ser mucama exigia certo recato. Negro de roça tinha mais liberdade de se expor. Linda vê Berta perto de Miguel. Fica com ciúme. Não responde a um aceno. Berta entende e se afasta de Miguel. Capítulo 29: CONFISSÃO Afonso vai conversar com Berta. Ela quer conversar com Linda Alguém fantasiado de índio se aproxima e afirma: “Teu pai matou a mãe dela:tu queres matar a filha, e duas vezes!” Luís se via em Afonso e Besita em Berta. O índio puxa Afonso até onde está luís e D. Ermelinda e diz: “Teu sangue mau quer matar teu sangue bom!Toma cautela! Alvoroço:um preso fugira. D.Ermelinda triste.voltam para casa. No meio da estrada encontram ZANA que diz a Afonso: “- Pelo amor de Deus, nhô Luís!... Não faça mal a Nhazinha!... Da outra vez ela chorou tanto! E depois veio o marido e matou nhazinha!... Por vida de seu pai, nhô Luís!... Eu lhe peço de joelhos!” Luís não aguenta mais.Pede aos filhos que prossigam e leva D.Ermelinda às ruínas da casa de Besita: “Foi aqui!” Capítulo 30 : A ENJEITADA Dois dias se passaram. Jão vigia Berta.Temia a reação da menina. Se ela o rejeitasse, voltaria à prisão. Berta aproxima-se de Zana.pergunta de sua mãe DÚVIDA: ela já sabia de tudo? Luís contara tudo a D.Ermelinda. Ela rasgara a manga do vestido, mordendo-o para não gritar ao entrar em casa. Ambos não dormiram. No dia seguinte: “- Meu amigo, é preciso reconhecer a sua... a nossa filha!...” D.Ermelinda vai à Nhá Tudinha para preparar Berta para saber quem é seu pai. Será contada outra história.Luís teria se casado escondido com Besita e ficou viúvo e quis esconder a filha do novo casamento. Berta desconfiou e foi falar com Zana. Jão se aproxima e promete nunca mais matar.Beija o relicário e atira as armas longe. Zana traz uma faca para Jão.ele diz que já fizera sua vingança.Jão conta a história verdadeira. Ela percebe que ele amara sua mãe. Ela afirma que seu pai é Jão e que sabia o que o tornara MAU e ela o tornaria BOM. CAPÍTULO 31: ALMA SÓROR Casa de Nhá Tudinha: Til costura camisa para Jão e estão próximos dela Zana e Brás. Jão carpe com uma ENXADA(!?!?!?!?) Miguel se despede da mãe. Berta se negou a reconhecer Luís como pai.Agora era um PAI ENJEITADO. Ela pede que seu lugar seja ocupado por Miguel. D.Ermelinda aceitou.Miguel estudaria em SP e casaria dali a dois anos.A família Galvão mudou para SP. Berta é convidada a ir junto.Ela rejeita.Cuidará de Brás,Zana,Jão e nhá Tudinha. Miguel: “Poderíamos ser tão felizes!” Berta chora: “Lembre-se de Linda!” Ambos estão caminhando.Todos ansiosos:Zana ,Brás e Jão.Ela partirá? Ambos se abraçam. Brás cai no chão desesperado. “-Meu lugar é aqui onde todos sofrem.” Abraça e afaga Brás no chão. “Eu sou TIL! TIL só!” “- Vai trabalhar ,Jão!” (fazer dele um homem bom) “(...)rezou a ave-maria, que repetiam, ajoelhados a seus pés, o idiota, a louca e o facínora remido. Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça. Era a flor da caridade, alma sóror.” FIM JÃO FERA ORGULHO DA INDEPENDÊNCIA HOMEM DE HONRA : NÃO FALTAR COM A PALAVRA “ATACAVA DE FRENTE”, “PEITO DESCOBERTO” “SENHOR DA SUA VONTADE”= TRABALHO= HUMILHAÇÃO SUBSISTÊNCIA? CRIMINALIDADE HOMEM LIVRE E POBRE JOÃO FERA “NARINA DA ONÇA” PUPILAS: “COMO TIGRES”/ “FOSFORESCÊNCIA FELINA” “PATA DE SUÇUARANA” “COMO O TIGRE PARA DISTENDER O SALTO” “A FAUCE HIANTE DO TIGRE, SEDENTO DE SANGUE” “COMO A PANTERA QUE RECOLHE À JAULA, RANGENDO OS DENTES” “TIGRE CARNICEIRO” “CORAÇÃO DE CANINANA” “ÉS COMO A SUÇUARANA” TRABALHO MANUAL ESCRAVIDÃO HUMILHAÇÃO ATAQUE À ALTIVEZ ENXADA:INSTRUMENTO VIL IDEOLOGIA DA CAIPIRAGEM PAULISTA FINAL: NOVO PERCEPÇÃO DO TRABALHO MANUAL VISÃO BRANCA INTERNALIZADA Escravos domésticos x escravos da lavoura “nobreza” da casa x ralé da enxada Há diferença na escravidão??? Qual desejo correto: o de ser mucama e pajém ou de ser livre????? Escravos nas Festas:senhores bondosos? Cachaça e briga:incapacidade de ser livre Criminosos em potencial: Monjolo e Faustino Pai Quicé e Zana: velhos= incapacidade para o trabalho = desinteresse dos brancos Os escravos , além de uma divisão natural entre eles (línguas diferentes, religiões diferentes), serão submetidos a uma divisão artificial criada pelos brancos: os escravos de dentro x escravos de fora. Tudo isso dificultava uma consciência coletiva, de grupo , o que os distanciava da libertação. CONGADA Festa de mestiçagem cultural “ressaibos americanos”: origem africana + dança de caiapós? + roupas européias Manual de como criar um escravo.... Não submetê-los a castigos físicos Contratar capatazes disciplinadores, não carrascos Permitir diversão (samba) e eventualmente financiá-la (congada) Respeitar momentos de descanso e refeição Doentes (Zana) e velhos (pai Quicé) : não incomodá-los e cuidados mínimos ao menos . SE TUDO ISSO FOR FEITO, O RESULTADO SERÃO ESCRAVOS “FOFOS” COMO OS DO LIVRO: PEDEM BENÇÃO, CUMPRIMENTAM COM ENXADA... Escravos....“ Aí à sombra dos renques de cafezeiros, descansavam os pretos recebendo a ração do almoço, que as rancheiras de cada turma dividiam pelas gamelas e palanganas que lhes apresentavam. Passaram os dois irmãos apressadamente e sem dar-lhes mostra de atenção, para não perturbar-lhes o descanso e a refeição.” “Tem os pretos o costume de entressacharem nas toadas habituais, seus improvisos, que muitas vezes encerram epigramas e alusões. Bem desconfiavam, pois, o feitor de que a tal cantiga bolia com ele, e o sapo não era outro senão um certo sujeito bojudo e roliço, de seu íntimo conhecimento; mas fingia-se despercebido da coisa. Quando passaram os dois irmãos, a um sinal da cabeça de eito, os pretos fizeram um floreio de enxadas, suspendendo-as ao ar com a mão esquerda, e com a direita pediram a benção.” “Também acudiram para tomar a bênção ao senhor os escravos empregados no serviço doméstico, e alguns dos que não trabalhavam na roça , mas andavam por perto das tulhas e fábricas.” “Bem desejavam os sujeitos (FEITORES) entrar na súcia e fazer uma perna no batuque; mas, impedidos pela disciplina da fazenda, contentam-se em olhar de fora e engraçar com as crioulas,(...)” ALENCAR: POLÍTICO DEPUTADO E MINISTRO DA JUSTIÇA LEI DO VENTRE LIVRE 1871 = ALENCAR CONTRA A LEI LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS :QUESTÃO DE TEMPO , NÃO DE ESTADO (AUTORIDADE SENHORIAL) REVOLUÇÃO DE COSTUMES PROJETO DE “REFORMA SERVIL”:TRANSFERIR ESCRAVOS URBANOS PARA O CAMPO PECÚLIO+ “ROCINHAS”= LIBERDADE COMPRADA OU DADA NATURALMENTE (INICIATIVA PRIVADA) RELAÇÃO SEM TENSÕES + DISCIPLINA E ORGANIZAÇÃO SEM VIOLÊNCIA Alencar: defensor de sua classe MIGUEL: “Não era ele desses que lançavam à conta dos ricos e fartos a culpa de sua pobreza, e se despeitam contra o mundo da ingratidão da fortuna. Aceitava sua condição como um fato natural e com certa filosofia prática, rara em mancebos.” D.Ermelinda sobre Jão FERA: “Essa gente não é capaz de gratidão, Luís; ao contrário, o benefício os humilha,e eles revoltam-se contra o que chama uma injustiça do mundo”