TELECOMUNICAÇÕES
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freq. relativa a nível 0
	fb = freq. de bis (taxa de bis)
b) BPSK : BW = fb
c) QPSK : BW = fb/2
d) 16 QAM: BW = fb/4
	Vamos agora, determinar a eficiência de largura de faixa para cada uma das técnicas:
a) FSK: EFIC. = fb/[(f1 - f2) + fb] < 1
	Por exemplo, para o padrão V.21 temos (f1 - f2) = 200 Hz e fb = 300 BPS. Assim, EFIC. = 0,6.
	Para o padrão V.23 modo 2 temos (f1 - f2) = 800 Hz e fb = 1200 BPS, levando a EFIC. = 0,6.
	Ainda, para o padrão V.23 modo 1 temos (f1 - f2) = 400 Hz e fb = 600 Hz, resultando novamente em EFIC. = 0,6.
	Podemos ver assim, que a eficiência de transmissão para os padrões CCITT que se utilizam de modulação FSK é de 0,6. Se utilizassemos f1 + f2 menor, teríamos uma maior eficiência de largura de faixa e conseqüentemente um melhor aproveitamento do canal de transmissão. Entretanto, o fato de termos f1 - f2 pequeno dificulta a implementação do MODEM. Assim, uma solução de compromisso entre uma maior eficiência de largura de faixa e complexidade de implementação é adotada. Este compromisso implica em termos (f1 - f2) = (2/3)fb.
b) BPSK: Nesta técnica temos EFIC. = fb/fb = 1
c) QPSK: Aqui, EFIC. = fb/(fb/2) = 2
d) 16 QAM: Neste tipo de modulação temos EFIC. = fb/(fb/4) o que resulta em EFIC. = 4
4. CONCLUSÕES: Como já havíamos dito, o principal meio de transmissão utilizado em comunicação de dados é a Rede Pública de Telefonia. O canal telefônico possui uma largura de faixa de 3 Khz. Assim, temos uma limitação da taxa de bis que pode ser utilizada para cada uma das técnicas de modulação.
	Para a modulação FSK, teríamos uma taxa máxima teórica de 3 Khz x 0,6 = 1.800 bits/s. Entretanto, a máxima taxa que se pode utilizar na prática não atinge este valor. Os padrões CCITT que operam em FSK utilizam 300 BPS full-duplex (Obs.: Na transmissão full-duplex pode haver transmissão de dados nos dois sentidos simultaneamente. Desta forma, o espectro deve ser dividido para o canal de ida e o canal de volta, levando a máxima taxa teórica para 900 bits/s por canal) e 600 ou 1200 BPS half-duplex (com canal de retorno em 75 BPS).
	Para transmissão dos dados em 1200 BPS full-duplex vemos que a modulação FSK não pode ser utilizada, pos a máxima taxa teórica que esta modulação suporta é de 900 bits/s por canal (para uma transmissão full-duplex). Por isso, o padrão V.22 que trabalha neste modo (1200 BPS full - duplex) utiliza a técnica de modulação DQPSK.
	Teoricamente poderíamos utilizar esta técnica de modulação em uma transmissão a 2400 BPS full-duplex (já que o limite teórico é de 3000 BPS full-duplex). Entretanto, devido a limitação de implantação dos MODEMs, já a 2400 BPS full-duplex o padrão CCITT V.22 bis utiliza a técnica de modulação 16 QAM.
	Finalmente, vemos que a necessidade de velocidade na transmissão dos bis imposta pelo sistema será um dos parâmetros a ser utilizado na definição da técnica de modulação a ser utilizada.
5. COMPARANDO PSK x QAM:
5.1. QPSK x 4-QAM:
5.2. 8-PSK x 8-QAM:
QAM - 2o EXEMPLO:
QAM - 3o EXEMPLO:
6. TAXA DE ERRO DE BIT x MODULAÇÃO:
	Digital Modulation And Radio Systems
7. PADRÕES DE MODULAÇÃO:
7.1. CCITT V.21:
	- Modem assíncrono -300 BPS
	- Modulação FSK
	- Dois fios - Full-Duplex
	- Linha comutada e dedicada (opcional)
Figura 7 - Costelações e espectro V.21
7.2. CCITT V.22:
	- Modem síncrono/assíncrono
	- 1.200 BPS - Full-Duplex -2 fios
	- Modulação DQPSK
	- Linha comutada ou dedicada (ponto-a-ponto)
	- Equalização fixa
	- Scrambler
Figura 8 - Constelação de espectro V.22
7.3. CCITT V.22 BIS:
	- Modem síncrono
	- 2.400 BPS - Full-Duplex -2 fios
	- Modulação 16 QAM
	- Linha comutada ou dedicada (ponto-a-ponto)
	- Equalização fixa ou adaptativa
	- Scrambler
	- Portadoras: 1200 & 2400 Hz
Figura 9 - Constelações e espectro V.22 BIS
7.4. CCITT V.23:
	- Modem assíncrono
	- 1.200 BPS - Half-Duplex -2 fios
	- Canal de retorno a 75 BPS
	- Modulação FSK
	- Linha comutada
Figura 10 - Constelações e espectro V.23
7.5. CCITT V.26:
	- Modem síncrono
	- 2400 BPS - Full-Duplex -4 fios
	- Linha dedicada (ponto-a-ponto ou multiponto)
	- Modulação DQPSK
	- Canal de retorno (75 BPS - FSK)
	- Portadora: 1800 Hz
Figura 11 - Constelações e espectro V.26
7.6. CCITT V.26 BIS:
	- Modem síncrono
	- 2400 BPS - Half-Duplex -2 fios
	- Linha comutada
	- Modulação DQPSK
	- Fall-Back para 1200 BPS
	- Equalização fixa
	- Canal de retorno
	- Portadora: 1800 Hz
7.7. CCITT V.26 TER:
	- Modem síncrono/assíncrono
	- 2400 BPS - Half ou Full-Duplex -2 fios
	- Linha comutada ou dedicada (ponto-a-ponto)
	- Modulação DQPSK
	- Cancelamento de eco
	- Fall-Back para 1200 BPS
	- Equalização fixa ou adaptativa
	- Scrambler
	- Portadora: 1800 Hz
7.8. CCITT V.27:
	- Modem síncrono
	- 4800 BPS - Full-Duplex a 4 fios ou Half a 2 fios
	- Linha dedicada
	- Modulação 8PSK
	- Equalização manual
	- Scrambler
	- Portadora: 1800 Hz
	- Canal de retorno
Figura 12 - Constelações e espectro V.27
7.9. CCITT V.27 BIS:
	- Modem síncrono
	- 4800 BPS - Full-Duplex a 4 fios ou Half a 2 fios
	- Linha dedicada
	- Modulação 8PSK
	- Fall-Back para 2400 BPS
	- Equalização adaptativa
	- Scrambler
	- Portadora: 1800 Hz
	- Canal de retorno
7.10. CCITT V.27 TER:
	- Modem síncrono
	- 4800 BPS - Half-Duplex -2 fios
	- Linha comutada
	- Modulação 8PSK
	- Fall-Back para 2400 BPS
	- Equalização adaptativa
	- Scrambler
	- Portadora: 1800 Hz
	- Canal de retorno
7.11. CCITT V.29:
	- Modem síncrono
	- 9600 BPS - Full-Duplex -4 fios
	- Linha privada (ponto-a-ponto)
	- Modulação 16QAM
	- Fall-Back para 7200 e 4800 BPS
	- Equalização adaptativa
	- Scrambler
	- Portadora: 1700 Hz
Figura 13 - Constelações e espectro V.29
7.12. CCITT V.32:
	- Modem síncrono
	- 9600 BPS - Full-Duplex -2 fios
	- Linha comutada ou privada (ponto-a-ponto)
	- Modulação: Trelis Coded Modulation
	- Cancelamento de eco
	- Equalização adaptativa
	- Scrambler
	- Portadora: 1800 Hz
8. PRINCÍPIO DE OPERAÇÃO DOS MODEMS:
8.1. TRANSMISSOR:
8.1.1. CODIFICADOR:
	- Altera o código dos dados a serem transmitidos: Podemos utilizar codificação de Gray ou codificação diferencial, para facilitar a transmissão ou minimizar efeitos de erros.
8.1.2. SCRAMBLER:
	- Altera o padrão dos dados a serem transmitidos através de um embaralhamento pseudo-aleatório, de modo a garantir um número de transições 0 - 1 suficientes para permitir a recuperação do clock pelo receptor.
8.1.3. MODULADOR:
	- Modifica as características do sinal de modo a adaptá-lo ao meio de transmissão. A técnica de modulação utilizada depende da taxa de transmissão e do canal de comunicação utilizado.
8.1.4. FILTRO:
	- Limita o espectro do sinal à banda passante do canal de comunicação.
8.1.5. AMPLIFICADOR:
	- Ajusta o nível do sinal transmitido ao máximo permitido pela linha. Este nível não deve exceder uma média de -13 dBm0, de acordo com a recomendação V.2 do CCITT.
8.1.6. CLOCK:
	- Pode ser gerado no modem (e enviado para o terminal) ou gerado pelo terminal (e enviado para o modem).
8.2. RECEPTOR:
	- Além dos blocos cujas funções são inversas àquelas implementadas no transmissor, temos a função de recuperação de clock, que permite a demodulação e detecção do sinal; e a função de equalização, que pode ser fixa para modems de velocidade mais baixa, com 	ajuste manual para modems de média velocidade e com ajuste automático para modems 	mais sofisticados.
	- Os blocos apresentados acima (para Tx e Rx) não aparecem em todos os modems. Àqueles de velocidade mais baixa (particularmente os assíncronos) não possuem circuitos derecuperação de clock, codificadores e decodificadores, Scrambler e Descrambler. Além disso, como esses modems normalmente utilizam modulação FSK, seus circuitos de modulação e demodulação são mais simples.
9. FACILIDADES DE TESTE:
9.1. LOOP ANALÓGICO LOCAL:
	- Tem por objetivo testar o modem local. O sinal proveniente do terminal de dados é codificado, decodificado e retorna