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TELECOMUNICAÇÕES

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entre um terminal e um modem em uma comunicação a 2 fios.
	1) Operador entra dados e autoriza a transmissão.
	2) Terminal envia RTS ao modem. Se o terminal for “polled” isto ocorrerá após o polling.
	3) Modem Tx coloca a portadora na linha.
	4) O Modem Rx sinaliza ao terminal Rx a recepção da portadora através de DCD. Entre o 	instante em que a portadora chega ao Modem Rx e este levanta o DCD ocorre um 	intervalo de tempo denominado DCD ON delay.
	5) De forma a garantir que o Modem Rx já está pronto para receber os dados, o Modem 	Tx espera um tempo (RTS/CTS delay) maior que DCD ON delay antes de enviar CTS 	para o terminal.
	6) Terminal transmite o bloco de dados.
	7) Após terminar de transmitir os dados, o terminal retira RTS.
	8) Modem Tx então retira a portadora e também retira CTS.
	9) Modem Rx sente a ausência da portadora e, após um pequeno intervalo DCD OFF 	delay, 	leva o DCD ao nível baixo. (DCD OFF delay é introduzido para que ausências 	momentâneas 	de portadora não sejam sinalizadas ao DTE Rx).
	10) O computador de destino processa a mensagem recebida e prepara a resposta 	para o 	terminal de origem. Este processo demanda um tempo denominado tempo 	de 	processamento, ou tempo de CPU.
	11) Para o computador transmitir a resposta todo o processo descrito se repete, agora 	com o computador funcionando como transmissor.
	A figura a seguir ilustra este procedimento.
Figura 2
2.4. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE SINCRONISMO
	Como já vimos em capítulos anteriores, em uma transmissão assíncrona os requisitos de sincronismo são menos severos, uma vez que a comunicação é ressincronizada a cada start bit. Assim, neste tipo de comunicação o terminal normalmente possui seu próprio clock.
	Já nas comunicações síncronas o requisito de sincronismo é bem mais severo, e a forma mais usual de implementação é aquela em que o Modem fornece o sinal de clock para os terminais de recepção e transmissão como mostrado na figura abaixo.
Figura 3
3. OUTROS PADRÕES DE INTERFACE
	A interface RS 232-C analisada anteriormente apresenta algumas limitações quanto a taxa de bits transmitida e as distâncias permitidas. Buscando contornar essas limitações desenvolveu-se o padrão RS 449, que se faz acompanhar de duas outras especificações, os padrões RS-422-A e RS-423-A. O padrão RS 449 possui 37 circuitos para troca de informações (37 pinos) e permite taxas de transmissão de até 2 Mbps.
	A RS 422 é uma interface balanceada, compatível com X.27, que é menos sensível a ruído e que pode transmitir sobre distâncias maiores a taxas mais elevadas que o padrão RS 423, que é desbalanceado. Por exemplo, considerando um cabo de 60[m], podemos transmitir a taxas de 2 Mbps com RS 422 e a taxas de até 138 Kbps com o padrão RS 423.
4. BIBLIOGRAFIA
1) SINNEMA, Willian e McGOVERN, Tom. Digital Analog, and Data Communication 	(second 	edition). Prentice-Hall International Editions. Englewood Cliffs, 1986.
2) BLACK, Uyless D. Data Networks - Concepts, Theory, and Practice. Prentice-Hall 	International Editions. Englewood Cliffs, 1989.
3) MONTORO, Fábio de Azevedo. Modem e Transmissão de Dados. Editora Érica. São 	Paulo, 1990.
4) HOUSLEY, Trevor. Data Communications and Teleprocessing Systems. Prentice-	Hall, Inc.
CAPÍTULO XII - CONTROLE DE ERROS
1. INTRODUÇÃO
	Infelizmente, os ruídos e as imperfeições presentes nos canais de comunicação faz com que tenhamos a ocorrência de erros nas transmissões de dados. Para ilustrarmos estas imperfeições vamos tomar um exemplo simples: você já deve ter notado, quando está utilizando o telefone, que durante a conversação aparecem vários tipos de ruídos e interferências que causam um prejuízo na mensagem. Felizmente, o nosso célebro possui excelentes características de “processamento” e consegue, na maioria das vezes, se adaptar às mudanças nas características de transmissão, minimizando desta forma os efeitos do ruído. Por exemplo, se um “estalido” na linha destrói uma palavra, nós, usualmente, conseguimos recolocar a palavra no contexto, sem a necessidade de solicitarmos à outra pessoa que repita a palavra. Ainda, se as condições da linha se deterioram demasiadamente, podemos pedir ao nosso interlocutor para falar mais compassadamente ou mais claramente.
	Quando substituímos as pessoas por computadores, e passamos a trocar dados pelo canal de comunicação a coisa muda de figura. Os computadores não possuem a mesma adaptabilidade dos seres humanos, não sendo capazes de, sozinhos, recompor dados que tenham sido recebidos com erro. Para que esta recomposição seja possível, devemos utilizar técnicas especiais para detecção e correção de erros. A única forma de viabilizarmos a descoberta de erros por parte do computador é introduzirmos algum tipo de redundância na mensagem, de forma que o mesmo possa, a partir da análise da mensagem e dos bits de redundância recebidos, detectar a possível ocorrência de erros e, caso a mesma ocorra, implementar algum método de correção (quando isto for necessário). A introdução de redundância é feita através da utilização de códigos apropriados, os chamados códigos de detecção e/ou correção de erros.
	A opção por um código detector ou corretor de erros se dá em função das características do sistema (velocidade de transmissão, tipo de transmissão - duplex, half, simplex -, tempo de reversão do sentido de transmissão, etc). Já a escolha de um código específico (quer seja detector ou corretor) deve levar em consideração a complexidade de implementação do mesmo, a taxa de erros não detectados suportada pelo sistema e a eficiência do código.
2. TAXA DE OCORRÊNCIA DE ERROS
	A taxa de ocorrência de erros em um sistema de transmissão de dados varia com a taxa de transmissão. A figura 12.l mostra o efeito de um burst de 2 milisegundos de duração em sistemas transmitindo a diferentes taxas. Se nós transmitimos os dados a uma taxa de 50 bits por segundo, cada bit terá uma duração de 20 milisegundos. O receptor decide se o bit é 0 ou 1 através da amostragem do dado, sendo que esta deve ser feita, preferencialmente, no centro de cada bit. O receptor efetivamente toma um instantâneo do bit para determinar seu valor. Se o burst ocorre no instante em que o receptor está amostrando o bit, pode ou não ocorrer um erro, dependendo das condições instantâneas apresentadas pelo ruído. Para uma transmissão a 50 bits por segundo, é bastante improvável que um burst de 2 milisegundos acarrete em erros, uma vez que há apenas uma chance em dez do burst ocorrer no instante em o bit está sendo amostrado.
	Se nós elevamos a taxa de transmissão para 1000 bits por segundo cada bit dura cerca de 1 milisegundo, e o burst de 2 milisegundos afeta dois bits de uma só vez. Neste caso, é bastante provável que um ou ambos bits sejam alterados. Se nós incrementamos a taxa de transmissão para 10000 bps, teremos 20 bits contidos no espaço de 2 milisegundos (duração do burst). Desta forma, certamente um ou mais destes bits serão modificados.
Figura 12.l - Influência da velocidade de transmissão na taxa de erros.
	A moral da história é que para uma dada linha, nós temos mais propensão a erros quando utilizamos taxas maiores de transmissão dos dados. A tabela 12.l nos dá um indicativo da taxa de erros que pode ser esperada quando efetuamos transmissão de dados sob uma rede telefônica, a diferentes taxas de transmissão. A faixa de valores mostrada para a taxa de 9600 bps é decorrente do fato de termos uma grande variedade de qualidade dos circuitos telefônicos em uso. Dependendo do circuito selecionado para a sua chamada ser de alta qualidade ou de baixa qualidade, nós teremos uma menor ou maior taxa de erros. Para transmissões a baixas velocidades, o sistema é relativamente insensível a variações de qualidade no circuito.
	
	TAXA DE TRANSMISSÃO
	TAXA DE ERROS
	1200 bps
	1 em 200.000
	2400 bps
	1 em 100.000
	9600 bps
	 1 em 1.000 a
1 em 10.000
Tabela 12.1 - Taxas de erro típicas.
	A tabela 12.1 nos mostra que, em