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RESUMO 5 ATUALIZAÇÃO EM INSTRUMENTOS CIRÚRGICOS CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS ANTISSÉPTICOS Atualmente não existe um antisséptico ideal para todos os usos, mas podemos realizar uma seleção dos mais apropriados, baseados em três estágios importantes. São eles: • Determinar as características do antimicrobiano tópico desejado, como por exemplo, não ser absorvível por mucosas ou pele, persistência, rapidez na redução da flora, espectro de atividade; • Rever e avaliar a segurança e eficácia na redução das contagens microbianas; • Considerar a aceitação do produto e os seus custos. Alcoóis Atuam desnaturando proteínas e possuem excelente atividade bactericida contra bactérias gram-positivas, gram-negativas e bacilos da tuberculose. Apesar de não eliminarem os esporos, apresentam certa atividade contra vários fungos e vírus, incluindo o vírus sincicial respiratório, o vírus da Hepatite B e o HIV. A aplicação por 15 segundos é capaz de prevenir a transmissão de bactérias gram-negativas pelas mãos. Enxaguar as mãos com água abundante por 1 minuto com uma solução de álcool mostrou ser um dos métodos mais eficazes de antissepsia. Não são bons agentes para limpeza, não sendo recomendados na presença de contaminação grosseira. Apesar de não deixarem um efeito residual eficaz, as contagens microbianas após seu uso, continuam caindo por várias horas após a colocação de luvas estéreis, provavelmente resultado da contínua morte de microrganismos danificados. A concentração de álcool, entre 60% e 90%, é bem mais importante que o tipo. Geralmente, utiliza-se uma concentração de 70%, pois causa menos ressecamento cutâneo e dermatite química, e é mais barata que concentrações superiores. As principais desvantagens do álcool são: ✓ Ressecamento da pele; ✓ O fato de ser inflamável, aumentando os cuidados na sua armazenagem. Gluconato de Clorohexidina (GCH) Atua causando rompimento das membranas celulares bacterianas. Possui amplo espectro de ação, sendo mais eficaz contra bactérias gram-positivas que gram- negativas. Possui pouco efeito contra bacilos da tuberculose, fungos e vírus. Não causa reações de toxicidade e a absorção cutânea é mínima. Porém, o uso auricular pode produzir ototoxicidade. O uso oftálmico também não é recomendado. O tempo para o efeito antibacteriano é intermediário, sendo maior que o do álcool e menor que o dos derivados de iodo, e sua atividade é pH-dependente, sendo reduzida ou neutralizada na presença de surfactantes não iônicos e ânions inorgânicos. A polivinilperrolidona 10% iodo 1%, ou o PVPI como é chamado na prática, age penetrando na parede celular e substituindo seu conteúdo por iodo livre. Tem capacidade virucida, tuberculicida, fungicida, amebicida, nematocida, inseticida tendo alguma ou nenhuma ação esporicida. É bactericida para gram-positivos e gram-negativos. Seu efeito residual é de seis a oito horas e necessita de dois minutos de contato para começar a agir. Deve ser acondicionado em frascos âmbar exceto solução alcoólica que devem ser guardadas em frascos transparentes. É inativado por substâncias orgânicas não devendo ser usado em recém-nascidos. Pode ser encontrado nas seguintes apresentações: ✓ PVPI detergente (solução detergente): degermação pré-operatória (campo e equipe), ao redor de feridas. Deve ser enxaguado e usado apenas em pele íntegra. ✓ PVPI tópico (solução aquosa): antissepsia em mucosas e curativos, aplicação em feridas superficiais e queimaduras, etc. ✓ PVPI tintura (solução alcoólica): luva química, antissepsia de campo operatório após PVPI degermante, demarcação da área cirúrgica. ✓ Álcool iodado 0,5 a 1% É irritante para a pele, não tem ação residual e deve ser removido após a secagem. É usado para o preparo da pele do campo operatório, e antissepsia da pele em pequenos procedimentos invasivos.