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ANA Históriada Matemática TRADUÇÃO DA TERCEIRA EDIÇAO AMERICANA Carl B. Boyer Uta C. Merzbach TRADUÇÃO DE HELENA CASTRO PREFACIO DE ISAAC ASIMOV 2 Blucher A HISTORY OF MATHEMATICS o2011. by John Wiley & Sons, Inc. História do Matemática Editora Edgard Blücher Ltda. Tradução da 3 edição americana 2012 Blucher FICHA CATALOGRÁFICA B. Boyer, Carl Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4° andar 04531-012 - São Paulo SP Brasil História da matemática / Carl B. Boyer, Uta C. Merzbach; tradução de Helena Castro]. São Paulo: Blucher, 2012. Tel.: 55 11 3078-5366 editora@blucher.com.br www.blucher.com.br Titulo original: A history of mathematics. 3. ed. norte-americana. Bibliografia Segundo Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed. do Vocabulário Ortográfico da Lingua Portuguesa, Academia Brasileira de Letras, março de 2009. ISBN 978-85-212-0641-5 1. Matemática História I. Boyer, Carl. B. I1. Titulo. E proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem autorização escrita da editora. 11-11882 CDD-S10.9 Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda. Indices para catálogo sistemático: 1. Matemática: História S10.9 PREFACIO Isaac Asimov A matemática é um aspecto único do pensa- mento humano, e sua história difere na essência de todas as outras histórias. suas conclusões anatómicas e fisiológicas. Teve que ser corrigido por Vesalius em 1543 e Harvey em 1628. Até Newton, o maior de todos os cientis- tas, estava errado em sua visão sobre a natureza da luz, a acromaticidade das lentes, e não perce- beu a existência de linhas espectrais. Sua obra máxima as leis de movimento e a teoria da gravi- tação universal, tiveram que ser modificadas por Com o passar do tempo, quase todo campo de esforço humano é marcado por mudanças que podem ser consideradas como correção e/ ou extensão. Assim, as mudanças na história de acontecimentos políticos e militares são sempre caóticas; não há como prevero surgimento de um Gêngis Khan, por exemplo, ou as consequências do pouco duradouro Império Mongol. Outras mu- danças são quest�o de moda e opini�ão subjetiva. As pinturas nas cavernas de 25.000 anos atrás são geralmente consideradas como grande arte, e, embora a arte tenha mudado continuamente - até caoticamente - nos milênios subsequentes, há elementos de grandeza em todas as modas. De maneira semelhante, cada sociedade conside- ra seus próprios costumes naturais e racionais, e acha os de outras sociedades estranhos, ridículos ou repulsivos. Einstein em 1916. Agora vemos o que torna a matemática úni- ca. Apenas na matemática não há correção signi- ficativa, só extensão. Uma vez que os gregos de- senvolveram o método dedutivo, o que fizeram estava correto, correto para todo o sempre. Eu- clides foi incompleto e sua obra foi enormemente estendida, mas n�o teve que ser corrigida. Seus teoremas, todos eles, são válidos até hoje. Pto- lomeu pode ter desevolvido uma representação errônea do sistema planetário, mas o sistema de trigonometria que ele criou para ajudá-lo em seus cálculos permanece correto para sempre. Mas somente entre as ciências existe verdadei- Cada grande matemático acrescenta algo aoo que veio antes, mas nada tem que ser removido. Consequentemente, quando lemos um livro como História da Matemnática temos a figura de uma estrutura crescente, sempre mais alta e mais larga e mais bela e magnífica e com uma base que étão sem mancha e tão funcional agora como era quan do Tales elaborou os primeiros teoremas geomé- tricos, há quase 26 séculos. ro progresso; só aí existe o registro de contínuos avanços a alturas sempre maiores. E, no entanto, em quase todos os ramos da ci ência o processo de avanço é tanto de correção quanto de extensão. Aristóteles, uma das maiores mentes que já contemplaram as leis fisicas, estava completamente errado em suas ideias sobre cor- pos em queda e teve que ser corrigido por Galileu por volta de 1590. Galeno, o maior dos médicos da antiguidade, não foi autorizado a estudar cadáve- res humanos e estava completamente errado em Nada que se refere à humanidade nos cai täão bem quanto a matemática. AÍ, e só aí, tocamos a mente humana em seu ápice.