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Universidade Paulista – UNIP
ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA
APS – BIOMEDICINA
Amanda Cristina Araujo Israel – N3288B6
Eliane de Souza Bitencourte – D604759
Emilly Bargas Barbosa – D83EHC4
Larissa Mie Ishizawa – D6913D0
Luana Fernandes Souza – D759736
Raícia Caroline de Souza Julião – D749BI9
Manaus - AM
2021
SUMÁRIO
1. HISTÓRICO............................................................................................................. 3
2. METODOLOGIA......................................................................................................5
3. REALIZAÇÃO DO EXAME......................................................................................6
	3.1 TIPOS DE PREPARO.................................................................................6
4. DIAGNÓSTICO .......................................................................................................8
4.1 ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA FEMININA...........................................8
4.2 ULTRASSONOGRAFIA PÉVICA MASCULINA.........................................8
5. EQUIPAMENTO E FUNCIONAMENTO DOS DETECTORES..............................10
5.1 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE IMAGEM.............................................10
	5.2 PRODUÇÃO DA ONDA SONORA...........................................................10
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ..........................................................................12
1. HISTÓRICO
A ultrassonografia pélvica é um exame de baixa complexidade que pode ser realizado para muitas finalidades, pois permite a visualização dos órgãos da pelve, como útero, bexiga, trompas e ovários. Ele pode ser solicitado para examinar esses órgãos, para acompanhar o desenvolvimento da gravidez, para acompanhar, após a aplicação do hormônio folículo estimulante, o crescimento dos folículos durante técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), a inseminação artificial (IA) e a relação sexual programada, para guiar uma série de outros procedimentos, entre outras finalidades.
A ultrassonografia é um exame por imagem que não emite radiação. As imagens se formam pela emissão de ondas sonoras. A ultrassonografia pode ser transvaginal, que consiste na introdução do transdutor no canal vaginal para visualizar a pelve, ou supra púbica, realizada com o transdutor por cima da pele na região abdominal. Em ambas as técnicas, o exame não causa dor. Dessa forma, a ultrassonografia é uma ferramenta fundamental para avaliar casos de infertilidade.
A história do ultrassom remonta a 1794, quando Lazzaro Spallanzani demonstrou que os morcegos se orientavam mais pela audição que pela visão para localizar obstáculos e presas.
Em 1880 Jacques e Pierre Curie deram uma contribuição valiosa para o estudo do ultrassom, descrevendo as características físicas de alguns cristais (piezoeletricidade). O estudo do ultrassom foi impulsionado com objetivos militares e industriais. A pesquisa sobre aplicações médicas se deu após a segunda guerra mundial. Um dos pioneiros foi Douglas Howry que, junto com W. Roderic Bliss, construiu o primeiro sistema com objetivo médico durante os anos de 1948 – 49, produzindo a primeira imagem seccional em 1950.
- 1965 Werner Buschman oftalmologista alemão desenvolveu o primeiro transdutor adaptado para examinar o olho.
- 1967 Siemens Corporation introduz o equipamento conhecido como Vidoson.
- 1969 Magnaflux Corporation lança o equipamento com transdutor mecânico para obter imagens do coração.
- 1973 N. Bom - Erasmus University, Rotterdam Holanda constrói transdutor linear para obter imagens do coração.
- 1974 ADR Corporation introduz no mercado o transdutor linear conhecido como “linear array”.
No início as imagens eram em preto e branco sem gradações. Um novo entusiasmo surgiu com a introdução da escala de cinza na imagem, em 1971 por Kossof, na Austrália, onde diversos níveis de intensidade de ecos são representados por diferentes tons de cinza na tela.
Desde 1980 - 90 a ultrassonografia foi impulsionada pelo desenvolvimento tecnológico que transformou este método num importante instrumento de investigação diagnóstica. A ultrassonografia (US) é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis, de aplicação relativamente simples, com excelente relação custo-benefício. As principais peculiaridades do método ultrassonográfico são:
– é um método não-invasivo ou minimamente invasivo;
– as imagens seccionais podem ser obtidas em qualquer orientação espacial;
– Não apresenta efeitos nocivos significativos dentro do uso diagnóstico na medicina;
– Não utiliza radiação ionizante;
– Possibilita o estudo não-invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler;
– A aquisição de imagens é realizada praticamente em tempo real, permitindo o estudo do movimento de estruturas corporais.
2. METODOLOGIA
	A ultrassonografia (ou ecografia) é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo.
Os aparelhos de ultrassom em geral utilizam uma frequência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 20 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezoelétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica.
A sonda funciona assim como emissor/receptor. Quanto maior a frequência, maior a resolução obtida e mais precisão temos na visualização das estruturas superficiais. Conforme a densidade e composição das interfaces a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.
A ultrassonografia permite também, através do efeito doppler, conhecer o sentido e a velocidade do fluxo sanguíneo.
Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, pouco dispendioso e ideal para avaliar a evolução fetal.
3. REALIZAÇÃO DO EXAME
O profissional responsável desliza o transdutor sob o abdômen, com a ajuda de um gel. A ultrassonografia pélvica produz imagens das estruturas e órgãos da parte inferior do abdômen e da pelve, possibilitando a identificação de condições que podem afetar o sistema reprodutor feminino e masculino. O paciente permanece durante todo o procedimento deitado sob a maca. As ondas de som emitidas pelo aparelho são transformadas em imagens, acompanhadas em tempo real durante a realização do procedimento. O método é seguro, não invasivo e indolor, não utiliza nenhum tipo de radiação e nem gera efeitos colaterais. Também não possui reações ou contra indicações.
3.1 Tipos de preparo 
Ultrassom simples:
Para a realização do exame é necessário a repleção da bexiga, ou seja, o paciente precisa ingerir água ou outro líquido não gasoso para que a bexiga fique cheia. Após isso, os procedimentos são como de outros ultrassons. 
Ultrassom em crianças:
Crianças menores de sete anos não precisam ingerir grandes quantidades de líquidos. A partir dessa idade até 15 anos, é necessária a ingestão de quatro copos de água meia hora antes da realização do exame.
Ultrassom com Doppler:
Diferentemente do ultrassom simples, este exame requer jejum absoluto de pelo menos seis horas, inclusive de água, retendo a urina durante pelo menos duas horas antes da realização do exame. É indicado não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas na véspera do procedimento. Medicamentos de uso contínuo devem ser mantidos, e é preciso levar exames de imagens anteriores.
 Utilidade do exame 
A principal utilização deste exame é para avaliar a prevenção de cálculo renal e para avaliar o estado das estruturas urinárias (rim, ureter e bexiga) e se existe alguma alteração ou lesão na região. O exame é utilizado para procurar alterações na parede da bexiga, analisar se há pedras, massas ou cistos nos rins e identificar a presença de pedras no trato urinário.
Além da avaliação de infecção urinária, hidronefrose (dilataçãodo rim por retenção ou refluxo de urina) e doença policística renal, existe o procedimento para identificar perda excessiva de proteínas, sangue na urina e quando o rim está funcionando de forma insuficiente.
Ultrassonografia e as principais condições femininas diagnosticadas:
 - Anormalidades uterinas, congênitas ou como consequência de endometriose, pólipos endometriais e miomas uterinos;
- Processos inflamatórios nos órgãos reprodutores, incluindo a doença inflamatória pélvica (DIP);
- Gravidez ectópica (gravidez que ocorre fora do útero, geralmente nas tubas uterinas);
- Espessamentos endometriais na cavidade uterina;
- Presença e localização de um dispositivo contraceptivo intrauterino (DIU);
- Monitoramento do desenvolvimento dos folículos ovarianos nos tratamentos de reprodução assistida;
- Punção folicular, procedimento em que os folículos ovarianos são aspirados nos tratamentos por fertilização in vitro;
- Transferência do embrião ao útero nos tratamentos por FIV;
- Acompanhar o desenvolvimento fetal durante a gravidez;
- Avaliação de algumas condições fetais;
- Incontinência urinária;
- Para auxiliar em procedimentos de biópsia.
4. DIAGNÓSTICO
4.1 ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA FEMININA
A ultrassonografia na região pélvica feminina é realizada para acompanhar o desenvolvimento de folículos nos casos de reprodução assistida, observar a evolução
fetal na gestação e possibilita o diagnóstico de diversas patologias femininas. Existem vários tipos de ultrassonografia - suprapúbica, transvaginal, de mama, tireóide, ortopédica, entre outras e cada uma delas utiliza um transdutor específico considerando a área e tipo de exame a ser realizado. Nos casos de ultrassonografias
em região pélvica os dois principais tipos são a transvaginal e suprapúbica, estes exames fornecem imagens que serão posteriormente avaliadas e investigadas por um
médico.
- Ultrassonografia Transvaginal: exame realizado internamente através do canalvaginal para avaliar os órgãos da região pélvica e diagnósticos de possíveis causas de infertilidade como a endometriose. O transdutor é inserido pela vagina, coberto com gel condutor e por uma proteção de látex ou plástico lubrificado, para melhor observação e foco nas áreas de análise, o equipamento é girado e inclinado suavemente, provocando leve pressão quando movido e causando um pouco de desconforto. As imagens são geradas em um monitor para que sejam avaliadas. O exame dura de 10 a 20 minutos e não há necessidade de cuidados especiais após o procedimento. Este exame é frequentemente utilizado no diagnóstico de patologias como: endometriose, miomas uterinos, pólipos ou hiperplasia do endométrio, carcinoma do endométrio (cancro), cistos do ovário e carcinoma do ovário.
- Ultrassonografia Suprapúbica: exame realizado externamente em mulheres e homens, na área do abdome com o paciente deitado na maca e com auxílio do gel condutor, que possibilita uma melhor condução das ondas sonoras, é colocado sobre a pele para auxiliar o transdutor pela área a ser analisada. Antes da realização deste exame, é indicado ao paciente a ingestão de quatro a seis copos de água 1 hora antes do exame para melhorar e facilitar a formação das imagens, logo após realizado o procedimento a bexiga pode ser esvaziada. Apesar de fornecer imagens menos nítidas se comparado ao transvaginal, este tipo de ultrassom oferece uma ampla visão do sistema reprodutor feminino. Nos homens, o procedimento é indicado para verificar problemas na próstata e aparelho urinário.
4.2 ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA MASCULINA
Na região pélvica masculina, são realizados exames não invasivos com intuito de avaliar e investigar alterações/lesões nas estruturas da porção inferior do abdome masulino - bexiga, próstata e vesículas seminais. Os principais procedimentos para diagnóstico são a Ultrassonografia suprapúbica masculina por via abdominal e Ultrassonografia pélvica masculina por via transretal, as imagens geradas por tais exames serão posteriormente analisadas e avaliadas por um médico.
- Ultrassonografia Pélvica Masculina por via Abdominal (suprapúbica): este exame exige que o paciente se prepare previamente ingerindo água ou outro tipo de líquido não gasoso, a quantidade varia de acordo com a idade, pelo menos 1 hora antes do exame. Com o paciente deitado na maca é aplicado o gel condutor sobre o abdome, que permite o deslizar e maior nitidez das imagens formadas com o transdutor, que são captadas e demonstradas em tela em tempo real. Com o procedimento é possível identificar doenças como aumento da próstata e tumores, pedras na bexiga e ureteres, e condições relacionadas à infertilidade masculina como problemas nas vesículas seminais.
- Ultrassonografia Pélvica Masculina por via Transretal: é o procedimento mais indicado quando preciso visualizar mais de perto a próstata ou realizar biópsia de lesão já identificada em outros exames, resultando numa ótima imagem da região. O exame precisa de um preparo prévio que consiste na ingestão de líquido, a quantidade varia de acordo com a idade do paciente, com 1 hora de antecedência. A metodologia do exame compõe-se na inserção de uma pequena sonda lubrificada no reto do paciente, captando imagens próximas da próstata, o exame é indolor e realizado sem anestesia, em casos de hemorróidas e fissuras anais um anestésico leve é aplicado para minimizar o desconforto. Cuidados especiais são indicados em situações na qual uma biópsia é retirada, faz-se uso de antibióticos. Este exame é indicado na pesquisa de câncer de próstata.
5. EQUIPAMENTO E FUNCIONAMENTO DOS DETECTORES
O método ultrassonográfico se fundamenta na ocorrência de interação do som
com os tecidos, ou seja, a partir da transmissão da onda sonora pelo meio, analisamos as características mecânicas dos tecidos.
5.1 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE IMAGEM
Em imageamento por ultrassom, um pulso curto de energia mecânica é encaminhado para os tecidos. O pulso viaja na velocidade do som, e com as mudanças nas propriedades acústicas dos tecidos, uma fração do pulso é refletido como um eco que volta para a fonte. Armazenando os ecos ao longo do tempo, assim como a intensidade dos mesmos, obtemos informações sobre os tecidos ao longo do caminho. 
A criação de uma imagem digital a partir das ondas ultrassônicas se dá em 3 etapas: produção da onda sonora, recepção do eco e interpretação do eco recebido. 
5.2 PRODUÇÃO DA ONDA SONORA
Transdutor
A Ultrassom é tipicamente produzido utilizando um transdutor piezoelétrico. O transdutor é o componente do aparelho de ultrassonografia que entra em contato com o paciente e é conectado ao restante do equipamento através de um cabo.
De um modo geral, um transdutor é um dispositivo que converte um tipo de energia em outro. Os transdutores ultra-sônicos convertem energia elétrica em energia mecânica e vice-versa. Esses transdutores são feitos de materiais piezoelétricos que apresentam um fenômeno chamado efeito piezoelétrico. 
O efeito piezoelétrico foi descoberto por Pierre e Jacques Curie em 1880 e consiste na variação das dimensões físicas de certos materiais sujeitos a campos elétricos. O contrário também ocorre, ou seja, a aplicação de pressões. Por exemplo, pressões acústicas que causam variações nas dimensões de materiais piezoelétricos provocam o aparecimento de campos elétricos neles. Um outro método de gerar movimentos ultra-sônicos é pela passagem de eletricidade sobre metais especiais, criando vibrações e prioduzindo calor intenso durante o uso. Este efeito é chamado de magnetoestritivo. 
Ao se colocar um material piezoelétrico num campo elétrico, as cargas elétricas da rede cristalina interagem com o mesmo e produzem tensões mecânicas. O quartzo e a turmalina, cristais naturais, são piezoelétricos. 
O cristal, para ser usado como transdutor, deve ser cortado de forma que um campo elétrico alternado, quando nele aplicado, produza variações em sua espessura. Dessa variação resulta um movimento nas faces do cristal, originando as ondas sonoras. Cada transdutorpossui uma freqüência de ressonância natural, tal que quanto menor a espessura do cristal, maior será a sua freqüência de vibração. 
O mesmo transdutor que emite o sinal ultra-sônico pode funcionar como detector, pois os ecos que voltam a ele produzem vibração no cristal, fazendo variar suas dimensões físicas que, por sua vez, acarretam o aparecimento de um campo elétrico. Esse campo gera sinais que podem ser amplificados e mostrados em um osciloscópio ou registrador. 
Recepção dos ecos
O oposto também ocorre, ou seja, ao receber estímulos mecânicos (ondas ultrassônicas), os cristais vibram e geram uma diferença de potencial elétrico, causando impulsos elétricos. Estes constituem um sinal elétrico, que é lido e interpretado pelo computador acoplado ao aparelho de ultrassom (ou "scanner" de ultrassom). O scanner processa esses sinais e os transforma em uma imagem digital. Desse modo, percebe-se que a ultrassonografia é uma técnica baseada na leitura de ecos.
Formação da imagem
O scanner sonográfico determina três informações de cada eco recebido:
1.	Quanto tempo levou desde a transmissão até a recepção do eco.
2.	A partir do intervalo de tempo, calcula a distância (profundidade) onde o eco se formou, possibilitando uma imagem nítida do eco na dada profundidade.
3.	Qual a intensidade do eco.
Ultrassom Modo M de um coração de cachorro. Representa o movimento do músculo do coração ao longo do tempo
Quando o scanner sonográfico determina estas 3 informações, ele pode codificar cada pixel da imagem 
REFERÊNCIAS
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