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Noções sobre o MTur:
Atribuições
● O estado atua como mediador e
indutor do turismo sustentável
intervindo e integrando a política
pública do turismo
● No Brasil, o Ministério do
Turismo(MTur) é a organização
responsável por “estabelecer a
Política Nacional de Turismo ,
planejar, fomentar, regulamentar,
coordenar e fiscalizar a atividade
turística, bem como promover,
divulgar institucionalmente o
turismo em âmbito nacional e
internacional” (lei n 11.771/2008)
Qual o papel do MTur?
● Estimular as iniciativas de
incentivo ao turismo
● Fazer a gestão de planos e
programas
● Administrar o Fungetur
● Regulamentar a prestação de
serviços turísticos
● Elaborar o PNT
Além desses, podem fazer parte fóruns,
conselhos e órgãos estaduais de turismo
e as instâncias de governança
macrorregionais, regionais e estaduais
(como as secretarias municipais de
turismo)
Noções sobre o MTur:
Estrutura administrativa
Órgão colegiado:
● Representações diversas
● Decisões em grupo
● Experiências diferenciadas
Noções sobre o MTur:
Identidade Organizacional
A estrutura organizacional orienta o
Gestor, então é igualmente importante
que os colaboradores e demais
envolvidos na gestão de um projeto, setor
ou organismo conheçam e estejam
alinhados e engajados com a identidade
organizacional da instituição.
A identidade organizacional transcreve
a percepção que os colaboradores têm da
organização
É uma espécie de autoconceito da
instituição, refere-se também à maneira
como ela se apresenta aos diversos
stakeholders e as características que a
tornam única frente às demais
instituições. Basicamente é composta pela
missão, visão e valores da organização
Missão
É a razão da existência da instituição.
É um compromisso, uma declaração de
seu propósito. Ela define a identidade da
organização, a torna única, limita suas
atividades e não costuma mudar ao longo
do tempo. Envolve o que a instituição faz,
para quem e como faz. Está, por isso,
ligada aos objetivos da entidade e orienta
as suas ações para o “alcance da visão”
Visão
É o futuro desejado pela instituição.
É a definição ampla das aspirações e
intenções da organização para seu futuro.
Representa os resultados almejados e as
características que precisam ser
desenvolvidas com determinada
passagem de tempo, sendo por isso,
mudável ao longo do tempo, consoante o
momento que organização se encontra.
Define o que se quer conquistar, sem
desgnar como, é por isso uma meta
relacionada à missão e que orienta os
objetivos.
Valores
São princípios que regem o
comportamento e a interação das
pessoas na instituição.
É um conjunto de atividades,
características e iniciativas que retratam a
cultura da organização, e que contribuem
com o cumprimento de sua missão.
ATENÇÃO!
A definição da identidade organizacional
do Ministério do Turismo foi resultado de
um trabalho coletivo de seus
colaboradores que, no seminário FuTURo
identificaram valores, visão e missão;
deram base e estabeleceram o
planejamento estratégico do MTur
Noções sobre o MTur:
Planejamento Estratégico
Ferramenta de gestão
● Diagnóstico da instituição
● Define a identidade organizacional
● Objetivos estratégicos
● Metas
● Estratégias
● Indicadores
Os objetivos estratégicos do MTur o
aproximam de sua visão:
● “Posicionar o Brasil como uma das
3 maiores economias turísticas do
mundo até 2022”
Análise sistêmica do turismo: A
teoria de sistemas
Um sistema é um conjunto de partes
interdependentes que buscam atingir um
objetivo comum
O sucesso de um setor não garante o
sucesso do todo, pois todos os setores
são interdependentes.
Tipos de sistemas:
1. Sistema fechado - são aqueles
que não interajem com o ambiente
2. Sistema aberto - são aqueles que
interajem com o ambiente e que
estão sujeitos a sofrer influência
externa
Exemplo:
Crédito (recursos humanos) >
Investimentos (projetos) > organização do
destino turístico
Sistur
O SISTUR é um sistema de turismo que
identifica e relaciona os diferentes
aspectos do turismo ambientais, políticos
e mercadológicos.
Sistema Nacional de Turismo
Tem por objetivo promover o
desenvolvimento das atividades turísticas,
de forma sustentável, pela coordenação e
integração das iniciativas oficiais (do
poder público) com as do setor produtivo
(mercado)
Responsabilidades do Poder
Público Local na promoção do
desenvolvimento turístico do
Município/Estado - Planejamento
Turístico do Município e do
Estado: Política e planejamento
do turismo
Planejar em turismo é utilizar os recursos
e meios disponíveis para se desenvolver
um destino
Papel do poder público local no
planejamento turístico:
● Estabelecer diretrizes e políticas
para o desenvolvimento
sustentável do turismo
● Planejar e coordenar a
implantação de políticas,
programas e ações que beneficiem
interesses coletivos
● Regulamentar a criação e
funcionamento dos serviços e
equipamentos turísticos
● Fiscalizar e controlar a atividade
turística
● Exercer a atividade turística
quando não realizado pela
iniciativa privada e fundamental ao
desenvolvimento do turismo
● Promover mecanismos de
preservação de recursos naturais
e culturais e de participação
política
● Estimular a capacitação
profissional
● Incentivar a captação de recursos
e desenvolvimento da iniciativa
privada
● Realizar pesquisas estatísticas
sobre o turismo
O planejamento turístico deve ser
integrado e participativo
Responsabilidades do Poder
Público Local na promoção do
desenvolvimento turístico do
Município/Estado - Planejamento
Turístico do Município e do
Estado: Instâncias de
Governança
MTur + EMBRATUR + Conselho Nacional
de Turismo
● Definir diretrizes estratégicas
● Regulamentar atividades turísticas
em âmbito nacional
● Planejar e coordenar planos,
programas e ações nacionais
● Articular e captar parcerias
nacionais e internacionais
● Avaliar e monitorar as ações de
programas nacionais
● Elaborar e divulgar dados e
informações
Órgão Oficial de Turismo Estadual +
Colegiado Estadual
● Definir diretrizes estratégicas
alinhadas as nacionais
● Regulamentar atividades turísticas
em âmbito estadual
● Planejar, coordenar, monitorar e
avaliar: planos, programas e ações
estaduais e regionais
● Articular e captar parcerias
nacionais e regionais
● Elaborar e divulgar dados e
informações
● Mobilizar os colegiados estadual e
regionais de turismo
Competência das instâncias
regionais
● Planejar, coordenar, monitorar e
avaliar: planos, programas e ações
regionais e locais
● Articular e captar parcerias
regionais e locais
● Elaborar e divulgar dados e
informações
Órgão Oficial de Turismo Municipal +
Colegiado Municipal
● Regulamentar atividades em
âmbito municipal
● Planejar, coordenar, monitorar e
avaliar: planos, programas e ações
municipais
● Articular e captar parcerias
regionais e locais
● Mobilizar o colegiado municipal de
turismo e apoiar a criação do
fundo municipal de turismo
Programa de regionalização do turismo do
MTur
Sustentabilidade no Turismo -
Importância da sustentabilidade
e do desenvolvimento de um
turismo responsável
Sustentabilidade - É a condição entre o
homem e o ambiente em que são levados
em conta os direitos das futuras gerações
em relação à utilização dos recursos
naturais e culturais, sejam materiais e
imateriais
Segundo a ONU: “Atende às
necessidades do presente sem
comprometer a possibilidade das
gerações futuras atenderem a suas
próprias necessidades”
Cultura Material x Cultura Imaterial
Bens imóveis Bens móveis
Bens tangíveis Bens intagíveis
ex: monumentos ex: folclore,
museus, sítios artesanato,
históricos gastronomia
Turismo: Segundo a ONU e a OMT
“É a atividade do viajante que visita uma
localidade fora de seu entorno habitual,
por um período inferior a um ano, e com
propósito principal diferente do exercício
de atividade remunerada por entidades do
local visitado”
Turismo sustentável: Segundo OMT
“É a necessidade que satisfaz as
necessidades dos turistas e as
necessidades socioeconômicas das
regiões receptoras, enquanto a
integridadecultural, a integridade e a
diversidade biológica são mantidas para o
futuro”
Atividade turística - deve ser,
incondicionalmente:
1. Agente da paz universal
2. De intercâmbio entre os povos
3. De preservação da natureza e da
cultura dos núcleos receptores
IMPORTANTE:Não se deve dissociar o
turismo do conceito de sustentabilidade
nunca!
Ecoturismo x Turismo sustentável:
Equivocadamente, muita gente entende
que o turismo sustentável é um segmento
do turismo, sinônimo de ecoturismo, de
turismo alternativo ou de natureza (isso
não é verdade!)
Ecoturismo:
“É um segmento da atividade turística que
utiliza, de forma sustentável, o patrimônio
natural e cultural, incentiva sua
conservação e busca a formação de uma
consciência ambientalista por meio da
interpretação do ambiente, promovendo o
bem-estar das populações”
Turismo sustentável:
O turismo sustentável vai além do objetivo
de preservação do patrimônio e
desenvolvimento de uma consciência
ambientalista, pois tem uma visão
integrada que visa atender tanto às
necessidades dos turistas quanto das
comunidades locais.
Princípios da sustentabilidade:
1. Sustentabilidade ambiental - deve
assegurar a compatibilidade do
desenvolvimento com a
manutenção dos processos
ecológicos essenciais e com a
diversidade dos recursos;
2. Sustentabilidade social e cultural -
busca garantir que o
desenvolvimento preserve a
cultura local e os valores morais
da população e visa fortalecer a
identidade da comunidade e
contribuir para o seu
desenvolvimento
3. Sustentabilidade econômica - deve
assegurar que o desenvolvimento
seja economicamente eficaz. Tem
o objetivo de garantir a equidade
na distribuição de benefícios.
Busca gerar os recursos para que
possam suportar às gerações
futuras
4. Sustentabilidade
político-institucional - deve
garantir a solidez e continuidade
das parcerias e compromissos
estabelecidos entre os diversos
agentes e agências
governamentais dos 3 níveis de
governo e nas 3 esferas de poder,
além dos atores situados no
âmbito da sociedade civil
É importante que além dessas parcerias
existam também a criação das instâncias
locais de governança comprometidas em
desenvolver, de forma contínua, as
políticas e ações de turismo sustentável,
garantindo a manutenção e expansão do
trabalho ao longo do tempo, independente
da alternância de poder
Desenvolvimento do turismo de uma
região:
● O desenvolvimento local
● O aumento da cadeia produtiva
● A melhor distribuição de renda e
emprego
● A criação de oportunidades para
todos
● A plena sustentabilidade da região
● E o resgate e preservação da
cultura local
Sustentabilidade no Turismo -
Código de Ética Mundial para o
Turismo
O Código de Ética Mundial para o Turismo
é um marco para o desenvolvimento
responsável e sustentável do turismo
mundial no início do novo milênio
Artigos do Código:
O Código compreende 9 artigos que
enunciam as “regras do jogo” para:
● Destinos
● Governos
● Operadores turísticos
● Promotores
● Agentes de viagens
● Empregados
● Os próprios turistas
Comitê Mundial de Ética do Turismo:
É constituído por representantes de
cada uma das regiões do mundo e de
cada um dos grandes grupos de agentes
do setor turístico:
● Governos
● Setor privado
● Trabalhadores
● Organizações não governamentais
- ONGs
10 Artigos que compõem o Código
Mundial de Ética para o Turismo:
1. Contribuição do turismo para a
compreensão e o respeito
mútuo entre homens e
sociedade
2. Turismo, instrumento de
desenvolvimento individual e
coletivo
3. O turismo, fator de
desenvolvimento sustentável
4. O turismo, fator de
aproveitamento e
enriquecimento do patrimônio
cultural da humanidade
5. O turismo, atividade benéfica
para os países e para as
comunidades de destino
6. Obrigações dos agentes de
desenvolvimento turístico
7. Direito do turismo
8. Liberdade do deslocamento
turístico
9. Direito dos trabalhadores e dos
empresários da indústria
turística
10. Aplicação dos princípios do
Código de Ética Mundial para o
turismo
Sustentabilidade no Turismo -
Considerações finais
Para ser sustentável, a atividade turística
deve ser desenvolvida dentro da ótica de:
● Sensibilização e conscientização
turística
● Enfoque participativo da
comunidade receptora
● Promoção do aumento da cadeia
produtiva
● Distribuição equânime da renda
oriunda dos processos
relacionados ao turismo
● Respeito ao meio ambiente
natural/cultural
● Resgate e incentivo a manutenção
da cultura local
O desenvolvimento do turismo não pode
ser visto de forma fragmentada, isolada
do contexto geral do município e, sim
dentro da visão holística, ou seja, da visão
do “todo” que compõem as regras,
normas, necessidades e leis de uma
determinada localidade.
Lembre-se de que para desenvolver o
turismo é necessário o desenvolvimento
da infraestrutura urbana e de acesso
(SISTUR - sistema turístico segundo a
OMT)
Não é possível desenvolver o turismo sem
que haja infraestrutura local para receber
o turista.
IMPORTANTE!
Pensar globalmente e agir localmente é
uma premissa que deve ser levada em
conta em todo o processo do
desenvolvimento sustentável da atividade
turística. Sua atuação enquanto gestor de
turismo é essencial para isso.
Turismo Social - Turismo Social
Turismo sociall - É a forma de conduzir e
praticar a atividade turística promovendo a
igualdade de oportunidade, a equidade, a
solidariedade e o exercício da cidadania
na perspectiva da inclusão”
Introdução à Produção
Associada - Produção Associada
Produção Associada - “É qualquer
produção artesanal, industrial ou
agropecuária que detenha atributos
naturais e/ou culturais de uma
determinada localidade ou região,
capazes de agregar valor ao produto
turístico. São as riquezas, os valores e os
sabores brasileiros”
Produção Associada ao Turismo:
● Diversifica a oferta turística
● Amplia a experiência do visitante
● Auxilia o posicionamento de
mercado do destino
São:
1. Manifestações culturais
2. Produção Agroindustrial
3. Gemas e joias
4. Artesanato
5. Culinária típica
Introdução à Produção
Associada - Atividade turística e
produtos associados
Sustentabilidade da produção associada
ao turismo:
● Representatividade cultural e
identidade
● A técnica de produção tradicional
ou inovadora que desperte o
interesse do turista em conhecer o
processo produtivo
● A utilização de matéria-prima de
origem local
● Qualidade do produto
Integração da produção associada ao
turismo:
● Identificar a produção
● Sensibilizar produtores
● Sensibilizar o trade turístico
● Fomentar a produção
● Promover a produção
A promoção da produção local é realizada
pelo Canal de comercialização da
produção local e envolve a qualificação
dos produtos (que materializa a
experiência turística em forma de
lembrança ou suvenir), produtos
consumidos pelos turistas e poder de
compra dos equipamentos turísticos.
Lei Geral do Turismo (Lei n
11.771/2008) - Política Nacional
de Turismo
Política Pública de Turismo - ação do
estado no fomento, orientação, gestão e
fiscalização da atividade turística.
Objetivos:
● Promoção e diversificação da
oferta turística
● Qualificação de recursos humanos
● Normatização da prestação de
serviços
● Democratização do acesso ao
turismo
● Preservação do patrimônio cultural
e ambiental
● Combate à violência sexual
● Disponibilização de recursos
● Inventariação de patrimônio
turístico
● Divulgação de dados estatísticos
● Planejamento participativo
Não basta que os órgãos públicos de
turismo estejam alinhados! Para
integração das ações do governo em
plano federal, os órgãos de outros setores
também podem ter políticas articuladas.
Lei Geral do Turismo (Lei n
11.771/2008) - Prestadores de
serviços turísticos
Prestadores de serviço turístico - “São as
empresas da cadeia produtiva do turismo
que prestam serviços remunerados de
meios de hospedagem, agência de
turismo, transportadoras turísticas,
organizadora de eventos, parques
temáticos e acampamentos turísticos” -
Devem ter cadastro e atualização a cada
2 anos no CADASTUR
São eles:
● Meios de hospedagem
● Agência de Turismo● Transportadoras turísticas
● Organizadoras de eventos
● Parques temáticos
● Acampamentos turísticos
Direitos:
● Acesso a programas de apoio,
financiamento
● Promoção de seus
empreendimentos
Deveres:
● Disponibilizar documentos e
informações solicitadas
● Exibir em local visível o certificado
de cadastro
Lei 8666 - Introdução a Lei 8.666
“Normas gerais sobre licitações e
contratos administrativos pertinentes a
obras, serviços, inclusive de publicidade,
compras, alienações e locações”
Licitação é um procedimento
administrativo que seleciona a proposta
mais vantajosa para o contrato de seu
interesse.
Considera aspectos relacionados a:
● Capacidade técnica
econômico-financeira;
● Qualidade;
● Valor do objeto.
Importante! A Lei 8666/93 está de acordo
com a Constituição Federal de 1988, em
seu artigo 37 quanto à licitação na
administração pública e os requisitos
citados.
Estão sujeitos à regra de licitação:
● Os órgãos integrantes da
administração direta;
● Os fundos especiais;
● As autarquias;
● As fundações públicas;
● As empresas públicas;
● As sociedades de economia mista;
● Demais entidades controladas
direta e indiretamente pela união,
estados, distrito federal e
municípios
Destina-se a garantir a observância do
princípio constitucional da:
● Isonomia;
● Proposta mais vantajosa;
● Promoção do desenvolvimento
nacional sustentável.
Lei 8666 - Licitação: conceitos e
princípios básicos
A licitação é um procedimento
administrativo no qual a administração
pública seleciona a proposta mais
vantajosa para o contrato de serviços ou
obras de seu interesse.
É processada através de uma sucessão
ordenada de regras tanto para a
administração pública quanto para os
licitantes, que são aqueles que fazem as
ofertas.
Princípios básicos:
1. Legalidade - Direciona e delimita a
atuação do gestor público. Esse
princípio expressa que só é
permitido fazer o que a lei autoriza
2. Moralidade - Atribui ao agente
público a obrigação de atuar nos
processos licitatórios com moral,
ética, boa-fé e lealdade
3. Impessoalidade - Não praticar atos
visando os interesses pessoais ou
de outros indivíduos e sim atender
às normas visando aos interesses
da sociedade
4. Publicidade - Tornar público todos
os procedimentos licitatórios,
desde o edital de abertura até o
contrato, mas o conteúdo das
propostas será sigiloso até o
momento de sua abertura
5. Probidade administrativa -
Relacionado a integridade dos
atos, que devem ser dotados de
moral, bom senso e justiça
6. Julgamento objetivo - Dita sobre a
legalidade do julgamento do
processo licitatório que deve ser
objetivo levando em conta todas
as regras expostas no edital
7. Vinculação ao instrumento
convocatório - Estabelece as
regras e critérios da licitação, seja
por edital ou convite
8. Igualdade - Garante a isonomia no
tratamento e direito de
oportunidade a todos licitantes,
sem preferências ou distinções.
Lei 8666 - Licitação: formas de
execução de obras e serviços
Direta: feita pelos órgãos e entidades da
administração pública pelos seus próprios
meios
Indireta: órgão ou entidade contrata
empresas para realização dessas obras
ou serviços
A execução indireta pode ser realizada
nos seguintes regimes:
● Empreitada por preço global -
Regime de execução da obra ou
serviço por um preço certo e total,
ou seja, um preço para a execução
de todo o projeto
● Empreitada por preço unitário - É
aquela que se contrata a execução
da obra ou serviço por preço certo
para unidades
● Tarefa - É utilizada para pequenas
obras ou partes de uma obra
maior, a tarefa é um regime
utilizado para contratação de mão
de obra especializada
● Empreitada integral - É a
contratação da integralidade de
um empreendimento, ou seja,
todas as etapas das obras,
serviços e instalações necessárias
até a entrega em condições de
ocupação.
Empreitada - empresa contratada
executa a prestação da obra ou serviço
de engenharia.
Lei 8666 - Modalidades de
licitação
O termo modalidade indica qual o
procedimento irá orientar o processo de
licitação.
São elas:
● Concorrência - é a modalidade de
licitação de ampla participação, ou
seja, para qualquer interessado
desde que comprove possuir os
requisitos mínimos de qualificação
exigidos no edital (obras e serviços
de engenharia acima de
R$1.500.00,00 e compras e
serviços acima de R$650.000,00)
● Tomada de preços - modalidade
que os interessados devem estar
cadastrados no registro de
fornecedores (obras e serviços de
engenharia até R$1.500.000,00 e
compras e serviços até
R$650.000,00)
● Convite - modalidade de licitação
em que os interessados,
cadastrados ou não, são
escolhidos e convidados (serviços
de engenharia de até
R$150.000,00 e compras e
serviços até R$80.000,00)
● Leilão - modalidade utilizada para
venda de bens móveis que não
possui mais serventia para a
administração pública
● Concurso - modalidade de licitação
para escolha de trabalho técnico,
científico ou artístico
● Pregão (Instituído pela Lei n
10.520/02) - modalidade de
licitação em que a disputa pelo
fornecimento de bens ou serviços
comuns é feita em sessão pública
por meio de propostas de preços
escritas e lances verbais. (essa
modalidade não pode ser utilizada
para contratação de obras ou
serviços de engenharia,
alienações e locações imobiliárias,
somente o fornecimento de bens
ou serviços comuns)
Lei 8666 - Fases da licitação
A licitação deve se desenvolver numa
sequência lógica tendo início o
planejamento e prosseguindo até a
assinatura do contrato.
Esse processo se divide em 2 fases
distintas, interna e externa
Fase interna - delimita e determina as
condições do ato convocatório antes de
levá-lo á público
Antes da publicação do edital: apresentar
ao setor responsável o termo de
referência ou projeto básico
O Termo de Referência ou Projeto Básico:
● Orçamento detalhado
● Definição de estratégias
● Valor estimado de acordo com o
preço de mercado
● Cronograma físico-financeiro
● Deveres do contratado e
contratante
● Procedimentos de fiscalização
● Gerenciamento do contrato
● Prazo de execução e sansões
Ato Convocatório - o edital: O edital é o
documento em que constará todas as
regras e normas do processo de licitação.
Ele deve ter uma grande divulgação, com
objetivo de proporcionar uma maior
competição entre as empresas. E seus
resumos devem ser publicados em:
● No Diário Oficial da União;
● No Diário Oficial do estado, ou
distrito federal;
● Em jornal diário de grande
circulação no estado
A fase externa da licitação inicia-se com a
publicação do edital e passa pelas etapas
de:
● Abertura - quando o edital é
divulgado
● Habilitação - consiste na
verificação de requisitos dos
licitantes
● Classificação ou julgamento das
propostas - menor preço/melhor
técnica/melhor técnica e preço/de
maior lance ou oferta nos casos de
alienação/no caso de empate,
sorteio
● Homologação e adjudicação (que
são certames jurídicos) -
administração convoca o vencedor
para assinar o contrato
administrativo
● A contratação do fornecimento do
bem, da execução da obra ou
prestação de serviço - os contratos
devem estabelecer com clareza e
precisão as condições para sua
execução (motivos que possam
comprometer a obra ou serviço -
podem ser caracterizados como
motivo para rescisão do contrato)
Regulamentação de convênios e
contratos de repasse -
Introdução e conceitos básicos
É denominado Transferência Voluntária o
repasse de recursos do união a estados,
ao Distrito Federal e a municípios, a titulo
de cooperação, auxílio ou assistência
financeira, o qual não decorra de
determinação constitucional ou legal ou
não se destine ao sistema único de saúde
Principais agentes do convênio:
● Proponente (Município X)
● Concedente (Embratur - Instituto
Brasileiro de Turismo)
● Convenente (Município X)
Os principais agentes do Contrato de
Repasse:
● Contratante: A União Federal, por
intermédio do concedente
Ministério do Turismo,
representada pela Caixa
Econômica Federal
● Contratado: Município X
Regulamentação de convênios e
contratos de repasse -
Proposição do convênio e
elaboraçãodo plano de trabalho
A contrapartida - Será estabelecida em
termos percentuais do valor previsto no
instrumento de transferência voluntária,
tendo como limites: mínimo 2% e máximo
20% (Artigo 36 da Lei n 12.465/2011)
Exemplo proposição do convênio - É
observado em determinado município a
carência de intervenção no
desenvolvimento turístico. Essa carência
se dá principalmente na área de
sinalização turística e criação de um
centro de informações turísticas.
● Realidade socioeconômica
● Qual projeto seria mais urgente
pro município ou região
● O custo/benefício
● O valor do projeto
● Valores da contrapartida
A Caixa Econômica Federal é o agente
financeiro contratado para celebrar
contratos de repasse e acompanhar a
execução dos respectivos projetos
Exemplo proposição do convênio - É
observado em determinado município a
carência de intervenção no
desenvolvimento turístico. Essa carência
se dá principalmente na área de
sinalização turística e criação de um
centro de informações turistícas.
● Realidade socioeconômica
● Qual projeto seria mais urgente
pro município ou região
● O custo/benefício
● O valor do projeto
● Valores da contrapartida
Celebração do convênio:
1. Apresentar proposta de trabalho
no SICONV
2. Uma vez aceita, a proposta passa
a denominar-se plano de trabalho
Planos de trabalho (Itens da proposta):
1. Justificativa
2. Descrição completa do objeto a
ser executado
3. Descrição das metas a serem
atingidas
4. Previsão de prazo
5. Outros
Celebração do convênio (Para propor a
celebração de convênio):
● Elaborar plano de trabalho
● Estruturar orçamento realista
● Certificar-se da existência dos
recursos de contrapartida
● Realizar previsão factível das
fases do projeto e do prazo
necessário para sua conclusão
Regulamentação de convênios e
contratos de repasse - Prestação
de contas
Prestação de contas - Todo órgão ou
entidade que receber recursos públicos
federais por meio de convênios ou
contratos de repasse estará sujeito a
prestar contas.
O convenente ou contratado deve
apresentar:
● Relatório de cumprimento do
objeto
● Declaração de realização dos
objetivos
● Relação de bens adquiridos,
produzidos ou construídos, ou
relação de treinados ou
capacitados, ou dos serviços
prestados
● Comprovante de recolhimento do
saldo de recursos
● Termo de compromisso
A correta inserção de informações no
Portal de Convênios do governo federal
contribui para a transparência dos atos de
gestão na execução dos convênios e
contratos de repasse.
É sua responsabilidade a prestação de
contas de recursos financeiros para a
sociedade!
Regulamentação de convênios e
contratos de repasse - Tomada
de Contas Especial
A Tomada de Contas Especial é um
processo administrativo com rito próprio,
formalizado com os objetivos de apurar a
responsabilidade por danos causados aos
cofres públicos e obter o respectivo
ressarcimento.
Em se tratando de convênio e contrato de
repasse, a Tomada de Contas Especial
poderá ser instaurada em decorrência de:
● Omissão no dever de prestar
contas
● Rejeição parcial ou total das
contas apresentadas pelo gestor
ao órgão repassador dos recursos.
Tal rejeição pode ser motivada
pela constatação de
superfaturamento, de sobre preço,
de não execução do objeto, de
ausência de nexo entre as
despesas realizadas e o objeto
pactuado, de desvio de objeto,
dentre outras irregularidades.
A denúncias de irregularidades em
convênios ou repasses apresentadas por
cidadãos ou veiculadas nos meios de
comunicação, as quais, apuradas, sejam
comprovadas, ensejará a inscrição de
inadimplência do respectivo instrumento
no SICONV, o que impedirá novas
transferências de recursos financeiros
mediante convênios, contratos de repasse
ou termos de cooperação à entidade
inadimplente.
Fiscalização - Por isso, o Tribunal atua
intensivamente na fiscalização dos
convênios celebrados entre órgãos e
entidades da União com Estados e
municípios, valendo-se, principalmente,
de suas Secretarias de Controle Externo,
localizadas em todos os estados
brasileiros.
Análise - Todas as fases dos convênios e
contratos de repasse podem ser objeto de
fiscalização pelo TCU: celebração,
formalização, execução e prestação de
contas.
A análise envolve o atendimento às:
● exigências legais;
● execução financeira;
● execução física (obras, serviços e
aquisição de bens);
● fidelidade e veracidade de
documentos e procedimentos;
● os processos licitatórios;
● a existência das empresas
contratadas, além da avaliação da
efetividade do convênio e
contratos de repasse.
Irregularidades - Identificados indícios de
irregularidade nos trabalhos de
fiscalização por seu corpo técnico, o TCU
determina a instauração de tomada de
contas especial para apuração da
responsabilidade e/ou quantificação do
dano ao erário. Ao constatar qualquer
irregularidade, cumpre à Secretaria
Federal de Controle Interno comunicar o
fato ao órgão repassador dos recursos,
para fins de instauração de tomada de
contas especial a ser julgada pelo TCU.
Transferência de recursos para
apoio aos programas de
desenvolvimento do Turismo
(Portaria MTur n 39/2017) -
Recursos públicos prioritários e o
Mapa do Turismo Brasileiro
A captação de recursos é uma estratégia
da gestão pública para atender às
demandas sociais e o desenvolvimento
sustentável do turismo.
O MTur contribui com:
● Aplicação de recursos públicos
● O Mapa Brasileiro do Turismo
oriente os investimentos federais
do MTur
Mapa de Turismo Brasileiro - Classifica e
agrupa os municípios de acordo com o
desempenho das suas economias no
turismo
Categorias: A, B, C, D e E - do maior ao
menor desempenho econômico do
turismo, considerando os critérios:
● Número de empregos formais no
setor de hospedagem
● Número de estabelecimentos
formais no setor de hospedagem
● Estimativa do fluxo turístico
doméstico e internacional
Fontes de recursos:
● Orçamento municipal: definido
pela lei orçamentária anual (LOA),
lei de diretrizes orçamentarias
(LDO) e plano plurianual (PPA),
que orientam os recursos
conforme o plano municipal de
turismo
● Orçamento estadual: contempla
demandas regionais e municipais
Alguns estados e municípios também
dispõem de leis próprias de incentivo ao
turismo
● Orçamento federal: investe em
municípios, regiões e estados por
emendas parlamentares e
orçamento do Programa de
Turismo do Ministério
Transferência de recursos para
apoio aos programas de
desenvolvimento do Turismo
(Portaria MTur n 39/2017) -
Orientações federais
Portaria n 39, de 10 de março de 2017:
“Regras e critérios para a formalização de
instrumentos de transferência voluntária
de recursos, para execução de projetos e
atividades integrantes do programa
turismo”
Proponentes:
● Órgãos ou entidades da
administração pública direta ou
indireta
● Consórcios públicos
● Instituições do Sistema “S”
● Entidades privadas sem fins
lucrativos
Condições para apoio aos projetos:
● Capacidade técnica
● Consonância com plano nacional
de turismo e plano plurianual
● Cadastro no SICONV - entes
públicos
● Chamamento público ou concurso
- entidades privadas sem fins
lucrativos
O proponente deve conhecer a(s)
categoria(s) do(s) município(s) turístico(s)
e observar as ações (objetos de apoio)
disponíveis a(s) sua(s) categoria.
Ações do programa de turismo:
● Apoio a projetos de infraestrutura
turística
● Apoio a gestão descentralizada do
turismo
● Apoio ao planejamento territorial
do turismo
● Fomento à iniciativa privada
● Cadastramento, fiscalização e
qualificação dos serviços e do
profissional do turismo
● Estudos, pesquisas e
monitoramento
● Apoio ao turismo responsável
O apoio a projetos de infraestrutura
turística tem como objetivo estruturar e
ordenar a atividade turística.
Municípios de categoria A a E poderão
receber aportes para construções,
reformas, equipamentos de apoio e
sinalização turística.
Apoio ao planejamento territorial do
turismo:
● Municípios de categoria A a E
poderão receber aportes para
planos de desenvolvimento do
turismo e para o plano de
desenvolvimento integrado do
turismo sustentável● Municípios de categoria A a D
poderão receber aportes para
elaboração ou revisão de planos e
estudos de desenvolvimento
turístico
Promoção e apoio à comercialização do
turismo (Atividades):
● Promoção do turismo no mercado
nacional municípios das categorias
A a C
● Comercialização de destinos e
produtos turísticos municípios das
categorias A a C
● Posicionamento de destinos e
produtos turísticos municípios das
categorias A a C
● Apoio para eventos geradores de
fluxos turísticos municípios das
categorias A a D
Atenção! Na atividade de posicionamento
de destinos e produtos turísticos qualquer
município pode solicitar apoio para
realizar estudos e pesquisas de oferta e
demanda.
Cadastramento, fiscalização e
qualificação dos serviços e do profissional
do turismo:
● Cadastramento e fiscalização de
prestadores de serviços turísticos
e equipamentos em qualquer
município
● Elaboração de normas para isso
somente aos municípios de A a C
● Objeto de apoio qualificação para
o turismo, disponível aos
municípios de categoria A a E
Ação de estudos, pesquisas e
monitoramento:
● Estatística e análise econômica do
turismo em municípios de
categoria A a C
● Fortalecimento da articulação de
estados e municípios é disponível
aos municípios de categoria A a E
Apoio ao turismo responsável, são
passíveis de recurso:
● Incentivo à sustentabilidade, em
municípios de categoria A a C para
práticas sustentáveis e ações de
sensibilização do turista
● Ações de sensibilização para
gestores públicos e prestadores de
serviço aos municípios de
categoria A a D
● Projetos de prevenção à
exploração sexual e infantil aos
municípios das categorias A a C
● Atividades de produção
associada ao turismo aos
municípios A a E para inserção da
produção local no turismo
FUMTUR - este fundo é uma conta que
concentra recursos de várias fontes e que
pode viabilizar investimentos específicos e
auxiliar na concretização de projetos para
“a pasta de turismo”, preferencialmente
com gestão do COMTUR e em
consonância com o plano municipal. Além
desses, também é importante se pensar
na criação de Leis de Incentivo ao
Turismo
O fundo é instituído por lei, com
publicação em Diário Oficial, e assim
como o Conselho Municipal de Turismo,
sua existência é iniciativa da Prefeitura
e/ou da Câmara de Vereadores, ainda
que em atendimento a uma demanda da
comunidade
Os recursos orçamentários devem ser
previstos no exercício anterior e podem
ter origem:
● Pública; com dotação
orçamentária, recursos de
instituições financeiras e órgãos
governamentais e porcentagem na
arrecadação de impostos
● Privados: clubes de serviços,
empresas e ONGs
● Outros: doações, receitas sobre
eventos, taxas diversas, convênios
etc.
Estudos de caso Legislação -
noções básicas - Legislação e
transferência de recursos:
orientações prévias
Lei Geral do Turismo - Cabe ao órgão
oficial de turismo:
● Estabelecer a política local de
turismo
● Identificar o sistema local de
turismo
● Orientar o plano de turismo
● Indicar a origem e mecanismos de
canalização de recursos
Os recursos para projetos públicos de
turismo podem vir de financiamentos,
subsídios privados e de orçamento
público
Processo de transferência de recursos da
união para administração pública estadual
ou municipal:
● Política local de turismo
● Categoria do município
● Demandas e prioridades
Transferência de recursos públicos
federais do Ministério do Turismo,
proposta por:
● Emenda parlamentar
● Transferência voluntária
As propostas são inscritas via Sistema de
Gestão de Convênios e Contratos de
Repasse - SICONV
Instrumentos administrativos de
transferência de recursos entre a união e
demais entes públicos estaduais e
municipais:
● Convênio
● Contrato de repasse
Estudos de caso Legislação -
noções básicas - Caso 1: Apoio
a Projetos de Infraestrutura
Turística: contrato de repasse
Projetos prioritários:
● Sinalização turística
● Pórtico
● Postos de informação
Como era um contrato de repasse, apos o
arquivo gerado pelo SICONV, a proposta
também foi avaliada pelo mandatorio, um
representante do Banco Publico Federal
● Conta corrente vinculada ao
contrato de repasse
● Parcelas gradativamente liberadas
Projeto executado e registro de prestação
de contas no SICONV
● Aprovado
● Encerrado
Estudos de caso Legislação -
noções básicas - Caso 2:
Licitação - contratação de
empresa especializada para a
realização de pesquisas de
demanda turísticas
Licitação: contratação de empresa
especializada para a realização de
pesquisas de demanda turísticas
Fase interna de licitação - etapas:
● Estipular as condições do ato
convocatório
● Elaborar o termo de referência
● Avaliar e aprovar a licitação
● Selecionar um servidor como
pregoeiro
● Indicar o provedor eletrônico
Fase externa de licitação - etapas:
● Publicação do edital: objeto de
licitação( pesquisa de demanda
turística do município), os dias e
horários para o recebimento das
propostas, o endereço eletrônico
da internet da sessão pública e a
data e horário da sua realização
● Realização da sessão publicada
● Classificação, julgamento e
encerramento da sessão
● Habilitação da vencedora
● Interposição de recursos
● Adjudicação
● Homologação e celebração do
contrato
Depois dessa licitação, o município
conseguiu recurso para a pesquisa de
demanda por emenda parlamentar
Exigência de documentação da licitação:
● Aviso de edital publicado
● Ato de homologação
● Contrato
● Cópia da planilha orçamentária e
do cronograma físico-financeiro da
empresa vencedora
● Declaração da empresa vencedora
da licitação negando vínculo
empregatício direto ou indireto
com a prefeitura
Noções Básicas de Projetos -
Planejando riscos e prazos
Projeto é um esforço temporário para
produzir um serviço, produto ou resultado
exclusivo
O que os projetos envolvem?
● Planejamento
● Objetivo definido
● Temporalidade
● Administração de recursos
● Singularidade
Risco é todo evento que pode gerar
impacto no projeto
Risco positivo = oportunidade
Risco negativo = ameaça
Plano de Projeto:
● Escopo
● Plano de Ação
● Plano de Monitoramento
É muito importante cumprir prazos:
● Dos entregáveis
● Dos marcos
● E do cronograma
Os entregáveis são todos os produtos
que devem ser entregues na finalização
do projeto
Os marcos (ou milestones) são eventos
significativos que marcam a entrega de
um produto ou finalização de uma fase do
projeto
Para orientar a sequência e o prazo de
realização das atividades usamos o
cronograma do projeto
Noções Básicas de Projetos -
Ciclo de vida e partes
interessadas
Ciclo de vida de um projeto:
1. Estágio inicial ou conceituação
2. Planejamento
3. Execução ou produção
4. Monitoramento ou
acompanhamento
5. Conclusão do projeto
ATENÇÃO! Em alguns projetos, quando
são necessários reajustes durante a
execução, mais de uma fase pode
acontecer ao mesmo tempo. Ou seja, nem
sempre uma fase terá terminado antes
que a próxima se inicie
Stakeholders (Principais indivíduos,
grupos ou instituições envolvidas ou
suscetíveis aos impactos do projeto):
● Gerente do projeto e demais
especialistas
● Clientes
● Patrocinador do projeto ou sponsor
● Organização executora
● Público
São stakeholders de um setor público:
● Público
● Reguladores
● Oposição
● Imprensa
● Fornecedores
● Gerações futuras
● Setor privado
Características da gestão de projetos na
área pública:
● Foco social dos projetos
governamentais
● Lei Orçamentária Anual - LOA
● Obediência à Lei de licitação
8.666/93
● Excesso de normatizações
● Prestação de contas à sociedade
Ferramentas de planejamento -
Planejamento turístico
Características do turismo:
Positivas:
● Gera renda
● Impostos
● Resgata valores
Negativas:
● Degradação ambiental
● Favelização
Importância do planejamento - minimizar
impactos negativos e tornar a cidade mais
agradável aos moradores e turistas
Etapas do planejamento turístico:
1. Diagnóstico;
2. Prognóstico;
3. Objetivos e metas;
4. Estratégias;
5. Implantação;
6. Resultados;
7. Revisão do plano;
8. Alteração de cursos
Ferramentas de planejamento -
Planejamentoturístico
Tipos de ferramentas:
● Gerais - podem ser usadas para
qualquer situação
● Específicas - são utilizadas
somente para o planejamento
turístico
Os atrativos turísticos são os
componentes do destino que estimulam a
visitação
Os destinos turísticos é um conjunto de
componentes turísticos e não turísticos
Ferramentas específicas de planejamento
turístico:
● Inventário Turístico INVTUR
● Matriz de avaliação do potencial
turístico de localidades receptoras
● Avaliação de atrativos turísticos
Negociação - Técnicas de
Negociação
Negociação é o processo de
comunicação, por meio do qual as duas
partes cedem sobre suas posições
iniciais, que são divergentes entre si, e se
deslocam para um ponto em que é
firmado um acordo conjunto
Empreendedorismo - Conceito
de empreendedorismo
O empreendedor tem um papel importante
na estrutura econômica de um lugar, pois
possui a capacidade de ativar e
desenvolver a economia através da
geração de emprego, renda, minimização
dos desequilíbrios econômicos regionais,
desenvolvimento de serviços e produção
locais, entre outros. Por exemplo, a
abertura de um hostel na cidade atrairia
muitos turistas em busca de conhecer o
lugar. Esses turistas, além de se hospedar
no hostel, também irão realizar refeições,
passeios turísticos e utilizar a
infraestrutura da cidade. Uma ação
empreendedora, a abertura de um hostel,
pode gerar a possibilidade de entrada e
crescimento de outros empreendedores
no turismo, como uma pensão, que
ofereceria refeições aos visitantes, uma
agência de turismo, que ofereceria
passeios, entre outras atividades. As
pessoas são motivadas a empreender por
2 fatores principais: necessidade ou
oportunidade. Os que empreendem por
necessidade o fazem pela falta de
alternativas de ocupação e renda, são
aqueles indivíduos que buscam uma fonte
de renda de Empreendedorismo - 2 -
subsistência. Por exemplo, uma pessoa
que perde o emprego e como alternativa
de renda busca vender picolé na praia. Os
que são motivados pela oportunidade
identificam uma possibilidade de negócio,
mesmo já possuindo alternativas de renda
e emprego. Como por exemplo, uma
pessoa que já tem emprego formal e
decide alugar um dos quartos da sua casa
para visitantes, o que gera uma renda
extra.
● SERIAL (START-UP) Tem como
objetivo a criação de novos
negócios. Sua paixão não é o
negócio em si, e sim o ato de
empreender e inovar.
● HERDEIRO Tem como missão
desenvolver o legado da família,
dar continuidade a empresas
familiares.
● SOCIAL Desenvolvem um negócio
que contribui para diminuição das
desigualdades sociais.
● CORPORATIVO Buscam novas
oportunidades de negócios dentro
da empresa.
● SUSTENTÁVEL Preocupam-se
em desenvolver negócios que
buscam resolver problemas sociais
e ambientais.
● NORMAL Típico empreendedor
que possui um sonho de abrir o
próprio negócio e utiliza de
planejamento para correr menos
risco durante o processo.
● NATO Empreendedor que possui
habilidades naturais que foram
desenvolvidas informalmente.
PRINCIPAIS HABILIDADES DE UM
EMPREENDEDOR:
1. tem iniciativa e é capaz de, com
inovação e criatividade, identificar
oportunidades onde os outros não
as percebem, conta com mais
chances de abrir um negócio
lucrativo.
2. é persistente, mantém-se firme
para alcançar metas, enxerga
soluções alternativas diante de
adversidades. Busca metas
viáveis, ao aprender tanto com o
sucesso quanto com o fracasso.
3. avalia as alternativas, onde, como
e quando pode assumir riscos, tem
coragem e ousadia, prevê para
controlar resultados, reúne os
requisitos preponderantes para o
crescimento do empreendimento.
4. foca em resultados e busca um
padrão de qualidade associado a
custos mais baratos, a melhoria do
produto e ao cumprimento de
prazos.
5. assume a responsabilidade diante
dos resultados, sejam estes
fracassos ou sucessos. Só
promete o que pode cumprir.
Envolve-se, caso necessário,
diretamente no processo de
produção, auxiliando os
empregados.
6. Procura por meio de pesquisas e
observação, conhecer todo o
processo de produção da sua
empresa; caso seja necessário,
contrata consultores e
especialistas da área.
7. determina metas claras, com
objetivos bem definidos, em tempo
determinado (Curto, médio e longo
prazo). Estabelece metas
possíveis de serem alcançadas e
se dedica de forma concentrada
em foco bem definido.
8. Planeja antes de executar para
aumentar as chances de resultado
positivo. O empreendedor que
organiza a divisão de tarefas de
sua empresa, que mantém os
registros financeiros organizados e
em fácil acesso, tem mais
condições de avaliar os resultados
do seu trabalho para planejar
ações de correção ou de
valorização em pontos
estratégicos.
9. cria estratégias de persuasão e
trabalha em prol de atingir
objetivos preestabelecidos; para
isso, utiliza suas redes de
contatos. É persuasivo nas suas
relações comerciais, pois é hábil
em convencimento, a partir da
articulação de ideias definidas
antecipadamente, e trata seus
clientes como parceiros.
10. busca a autorrealização no seu
trabalho. Acredita no seu
potencial, nas suas ideias, na sua
capacidade de tomar decisões
importantes para o seu negócio. É
motivado e contamina
positivamente seus funcionários e
clientes.
Formato dos projetos -
Introdução e o papel do gestor
Planos:
● PNMT 1994 - Plano Nacional de
Municipalização do Turismo
● PNT 2003-2007 -- Plano Nacional
de Turismo
● PNT 2007-2010 -- Plano Nacional
de Turismo - Uma Viagem de
Inclusão
● PNT 2010-2016 -- Plano Nacional
de Turismo - Roteirização Turística
O que significa regionalização?
● Estabelecer diretrizes políticas e
operacionais
● Orientar a implementação de
ações e projetos
● Promover a interação dessas
ações com os estados, regiões e
municípios
Principais objetivos do programa:
● Apoiar a estruturação dos destinos
● Apoiar a gestão
● Apoiar a promoção do turismo nas
regiões e municípios
Eixos:
● Gestão descentralizada do turismo
● Planejamento e posicionamento de
mercado
● Qualificação profissional dos
serviços e da produção associada
● Empreendedorismo, captação e
promoção dos investimentos
● Infraestrutura turística
● Informação ao turista
● Promoção e apoio à
comercialização
● Monitoramento
O papel do gestor público na
implementação de projetos
Funções principais: nível de diretoria e/ou
gerência:
1. Planejamento das atividades
visando à ordenação das
atividades turísticas no município
2. Elaboração de projetos base a
serem desenvolvidos
prioritariamente
● Coordenar o processo de
inventário da oferta turística
● Fazer o diagnóstico do
município
● Realizar o prognóstico
● Promover oficinas para
divulgar o Plano Indutor
Básico - arranjo produtivo
local
● Viabilizar e participar da
realização do Plano Diretor
De Turismo
● Elaborar o planejamento
estratégico
● Implantar o projeto de
regionalização do turismo
Formato dos projetos - Categoria
dos Municípios
A Categorização foi instituída por meio da
Portaria n 144, de 27 de agosto de 2015.
Ela é um instrumento para identificação
do desempenho da economia do turismo
dos municípios inseridos nas regiões
turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro
As informações geradas pelo Mapa
auxiliam na tomada de decisões
estratégicas pela gestão pública e orienta
a elaboração e a implementação de
políticas específicas para cada categoria
de municípios, de modo a atender suas
especificidades
Categorização - Os municípios que
possuem médias semelhantes nas cinco
variáveis analisadas são reunidos em uma
mesma categoria
Formato dos projetos - Formato
e metodologia
A validação dos projetos está relacionada
ao formato e metodologia aplicada
O MTur é exigente com relação às
apresentações dos projetos pois eles
poderão ficar fora da elegibilidade para
solicitar verba pública
A celebração de convênios e solicitação
de recursos públicos dependem da prévia
aprovação do plano de trabalho
Para que os projetos sejam elaborados de
acordo com a metodologia do ministério
do turismo usa-se a ferramenta plano de
trabalho
Portaria 112/2003 - O plano de trabalho
deve:
● conter as metase as etapas
detalhadas;
● apresentar correlação entre as
etapas de execução física;
● apresentar o cronograma de
reembolso
Metodologia de projetos:
1. Sensibilização - Etapa
fundamental para o êxito e
andamento de todo o processo e
deve estar presente em todas as
fases do processo
2. Mobilização - Deve ser utilizada
em qualquer situação em que se
pretenda exercitar a cidadania e
democracia
3. Institucionalização da instância de
Governança regional - Tem como
objetivo coordenar o programa em
âmbito regional
4. Elaboração do plano estratégico -
É o instrumento orientador do
plano de trabalho
5. Implementação do plano
estratégico - Indica como será
executada a estratégia definida na
etapa anterior
6. Sistema de informações turísticas
do programa
7. Roteirização turística - Confere
realidade turística aos diferentes
atrativos, sua integração e
organização
8. Promoção e apoio a
comercialização - É fundamental
estabelecer uma reflexão para
uma comercialização sustentável
do destino
9. Sistema de monitoria e avaliação
do programa - Avaliação de
desempenho de resultados,
benefícios e impactos entre o
planejado e o executado
10. Formação de redes
11. Turismo e sustentabilidade
SICONV - Introdução
SICONV é o sistema de gestão de
convênios e contratos de repasse.
Políticas públicas:
● Elaboradas
● Implementadas
● Avaliadas
● Monitoradas
Podem promover o desenvolvimento
social, econômico e sustentável dos
setores da economia e da população
Propostas - Visão holística:
● Visão de todo em que todas as
partes são avaliadas e
consideradas e não somente um
segmento do processo
Normatizar o segmento turístico:
● Criar regras de funcionamento
● Provir a infraestrutura
● Integrar as iniciativas públicas e
privadas
● Articular as políticas públicas do
setor
● Agir de forma integrada com os
atores locais
As parcerias permitem:
● Maior integração entre as partes
envolvidas
● Uso mais eficaz das ferramentas,
das tecnologias e do know-how
disponível entre os parceiros
Estão presentes nos projetos:
● Sociais
● Culturais
● Políticos
● Institucionais
Por se tratar de uma atividade
multidisciplinar, no turismo ainda se faz
mais necessário essas parcerias!
SICONV:
● De uso obrigatório por todos os
gestores de recursos públicos
● São realizados pelo SICONV todos
os atos e procedimentos relativos
a:
1. Formalização
2. Execução
3. Acompanhamento
4. Prestação de contas
5. Informações acerca de
tomada de contas especial
dos convênios/ contratos
de repasse e termos de
cooperação
Vantagens da utilização do SICONV:
● Redução do custo de
operacionalização
● Centralização do canal de acesso
aos recursos públicos
● Simplificação da prestação de
contas
● Interação com outros sistemas
(Siafi, Dou, Cauc/Cadin, Receita,
Bancos/Contas)
● Única forma de acessos aos
recursos do orçamento geral da
união - OGU
● Centralização e Unificação dos
procedimentos para todas as
propostas/contratos
● Oportunidade dos municípios
modernizarem a Gestão
O SICONV registra e disponibiliza
informações importantes de instrumento
de convênio ou contrato de repasse:
● Dados da entidade convenente
● Parlamentar e a emenda
orçamentária (se houver)
● Objeto pactuado
● Plano de trabalho detalhado,
inclusive custos previstos em nível
de item/etapa/fase
● Recursos transferidos e a transferir
● Status do cronograma de
execução física, com indicação
dos bens adquiridos, serviços ou
obras executadas
● Licitações realizadas e lances de
todos os licitantes
● Nome, CPF e localização dos
beneficiários diretos
● Execução financeira com as
despesas executadas
discriminadas analiticamente por
fornecedor
● Formulário destinado à coleta de
denúncias
Por meio do SICONV é possível realizar
as seguintes ações:
● Integração com os sistemas
estruturantes da Administração
Pública Federal
● Criação de perfis de elegibilidade
de convênio de acordo com as
características do proponente
● Criação de formulários para
apresentação on-line de projetos,
planos de trabalho, relatórios,
conciliação bancária, prestação de
contas etc
● Credenciamento e cadastramento
dos entes federativos e entidades
privadas sem fins lucrativos
● Centralização de todas as
informações no Portal
● Facilidade de licitações, licitantes,
vencedores dos certames,
dirigentes etc
● Comando das transferências dos
recursos pelo concedente
● Comando dos pagamentos do
convenente pelo Portal dos
Convênios
● Integração diária com BB, CEF,
BNB E BASA
● Prestação de contas
● Tomada de Contas Especiais
(processo administrativo para
apuração de irregularidades,
identificação dos responsáveis e
quantificação do dano ao erário
público)
SICONV - Informações
complementares para os
gestores públicos
A capacitação dos gestores públicos é
fundamental para a obtenção de recursos
públicos disponíveis (recursos de
transferências voluntárias da União)
Projeto Básico (proposta):
● Instrumento programático e
integrante do termo de convênio a
ser celebrado entre as partes
Plano de Trabalho:
● Documento que deverá ser
apresentado como detalhamento
da proposta aprovada e
cadastrada anteriormente no
SICONV
Deve ser elaborado com base nos
seguintes elementos:
● Descrição do objeto a ser
executado
● Justificativa da proposição
● Estimativa de custos (repasse e
contrapartida)
● Prazo de execução
● Informações relativas à
capacidade técnica e gerencial do
proponente para execução do
objeto
Etapas do processo de elaboração do
projeto (Portal com os programas
disponibilizados pelos Órgãos Federais):
1. Credenciamento
2. Proposta
3. Seleção
4. Cadastro
5. Plano de trabalho
6. Análise
7. Celebração
Contrapartida Financeira:
● É a parte correspondente ou
equivalente com que o convenente
deve participar do valor total do
convênio para a execução do
objeto proposto
Convenente:
● Órgão ou entidade da
administração pública direta ou
indireta, de qualquer esfera de
governo, consórcio público ou
entidade privada sem fins
lucrativos, com a qual a
administração pública federal
pactua a execução de programas,
projetos e atividades de interesse
recíproco.
Requisitos e condicionantes para
celebração do convênio:
● Adimplência
● Certidões de regularidade
● Licença ambiental
● Propriedade do imóvel
Quando se tratar de comunidades
quilombolas ou indígenas será necessária
autorização dos órgãos competentes
responsáveis por essas propriedades.
Monitoramento de ações e
avaliação de resultados -
Monitoramento e avaliação:
indicadores de sucesso!
Monitoramento de ações e avaliação de
resultados estejam presentes em todas as
etapas do ciclo de vida de um projeto
Sistema de monitoramento de ações e
avaliação de resultados - É um conjunto
de atividades articuladas de produção,
registro, acompanhamento e análise
crítica de informações de programas,
produtos e serviços
Importância: Apoio ao processo de
tomada de decisão, atualizando,
gerenciando, prevenindo e corrigindo
desvios do que foi planejado, para
assegurar o alcance dos objetivos do
projeto
Tipos de monitoramento:
● Controle e auditoria - apura o uso
dos recursos públicos
● Acompanhamento
físico-financeiro: monitora os
gastos e os investimentos
● Pesquisa avaliativas: avaliar a
motivação, adequação e
contribuição de uma ação pública
no alcance de seus objetivos
Indicadores:
● Quais resultados foram
alcançados durante essa etapa do
projeto?
● Quais eram os objetivos e metas?
● Quais objetivos e metas não foram
alcançados e por quê?
Formulação de indicadores:
● Previsão de recursos, para a
coleta de dados
● Inclusão do “plano de
contingência”
● Capacidade de registrar mudanças
● Especificidade
● Temporalidade - ex-ante, fase
intermediária ou in-tinere e ex-post
Aplicabilidade dos indicadores:
● Disponibilidade
● Simplicidade
● Estabilidade
● Rastreabilidade
● Sensibilidade
● Representatividade
● Confiabilidade
Taxonomia dos indicadores:
Natureza:
● Econômica
● Social
● Ambiental
Área temática:
● Educação
● Saúde
● Trabalho
● Turismo
Indicadores de avaliação de desempenho:
● Economicidade
● Eficiência
● Eficácia
●Efetividade
Componentes básicos dos indicadores:
● Unidade de medida
● Fórmula
● Padrão de comparação
● O índice
● Meta
Tipos de indicadores:
● Indicadores de processo
● Indicadores de resultado
● Indicadores de impacto ou de
efetividade
Monitoramento de ações e
avaliação de resultados -
Monitoramento de projetos com
transferência de recursos
públicos federais: SICONV e
Visita in loco
Etapas de monitoramento:
● Via SICONV - Relatórios
trimestrais do convenente
avaliados por um técnico
responsável
● Via IN LOCO - Visitação, avaliação
dos resultados e emissão de
relatório com ou sem proposições
e recomendações
Antes da visita IN LOCO:
● O convenente é comunicado
● É definida a equipe de
especialistas, objetivos e o plano
de trabalho para a visita
● Informações sobre o convênio,
plano monitoramento do projeto,
transderências efetuadas,
prestação de contas, e relatório de
visita in loco anterior
Durante a visita IN LOCO:
● Análise dos documentos,
comprovantes e informações
referentes à execução física do
convênio
● Cumprimento das recomendações
e proposições
● Materiais e bens adquiridos
● Fotografia, descrição de achados e
preenchimento dos roteiros de
verificação in loco
● As dúvidas, informações e
sugestões são compartilhadas
Após a visita IN LOCO:
● Relatório elaborado e
disponibilizado via SICONV
● Registros da visita arquivados em
pastas individualizadas
● Recomendações e proposições,
providências e resultados
atualizados
Prestação de contas e
Elaboração de Relatório de
Gestão em Turismo - Gestão dos
recursos públicos:
responsabilidade e transparência
A transferência voluntária de recursos
públicos federais para estados e
municípios busca atender diversas
demandas, entre elas, o investimento em
turismo
Para saber se o investimento foi bem
feito, utiliza-se recursos como:
● Relatório de gestão
● Prestação de contas
Esses são instrumentos obrigatórios de
transparência, responsabilidade e controle
social
Relatório de gestão:
● Demonstrativo de como a gestão
foi conduzida
● Transparência
● Autorreflexão
● Análise da gestão dos dirigentes
Os projetos realizados com recursos de
transferência voluntária do MTur para os
órgãos públicos de turismo são
comprovados pela prestação de contas
Prestação de contas e
Elaboração de Relatório de
Gestão em Turismo - Prestação
de Contas: critérios básicos
A prestação de contas deverá ser
realizada via SICONV e composta dos
seguintes documentos:
1. Relatório de cumprimento do
objeto
2. Declaração de realização dos
objetivos propostos
3. Comprovante de recolhimento do
saldo de recursos
4. Termo de compromisso de
manutenção dos documentos
relacionados ao instrumentos
Complementam a comprovação da
prestação de contas:
● Extrato da conta bancária e
conciliação bancária
● Comprovante de recolhimento do
saldo de recursos
● Cópia do despacho adjudicatória e
homologação das licitações
realizadas
● Cópia dos termos de contratos
com terceiros e comprovação de
sua execução
● Fotografia, jornal, vídeo, cd’s,
dvd’s, peças publicitárias, entre
outros comprovantes, de cada
meta/etapa realizada
● Relação dos participantes de
eventos realizados
● Cópia das faturas, recibos, notas
fiscais e outros comprovantes de
despesas com a execução do
convênio
Prazo:
1. Início: liberação da 1 parceria dos
recursos financeiros
2. Desenvolvimento: registro e
verificação contínua de
conformidade financeira
3. Prazo final: 60 dias após
encerramento ou conclusão
Tipos de informação:
● Física
● Financeira
Além dos documentos comprovantes,
podem ser incluídos laudos e relatórios de
inspeção IN LOCO
Coordenação-Geral de Convênios -
CGCV: Planejar, coordenar, orientar,
acompanhar e avaliar as atividades de
execução e a análise financeira de
prestação de contas de convênios com
MTur
Prestação de contas:
● Prazo de avaliação: 90 dias
● Aprovação, registro: Sistema de
Gerenciamento de Convênios,
Contratos de Repasse e Termos
de Parceria - SICONV e Sistema
Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal -
SIAFI
Rejeição da prestação de contas:
● Impossibilidade de novos recursos
e convênios
● Inadimplência no SICONV
● Tomada de contas especial
Tomada de contas especial:
● Apurar os fatos
● Identificar os responsáveis
● Quantificar o dano, para
ressarcimento
Estudos de casos: Metodologia
de Projetos - Caso 1 - Projeto de
Planejamento Turístico de um
Município
Desenvolver o turismo onde a intervenção
relacionada à atividade turística é
praticamente nenhuma
Objetivo Principal: desenvolvimento
ordenado planejado e sustentável do
município
Primeiras ações propostas:
● Realizar o inventário turístico
● Diagnóstico: identificar os pontos
fortes e fracos da região
● Sensibilização: promover as
oficinas de conscientização
Principais Obstáculos:
● recursos naturais
● recursos culturais
● empresas de hospedagem
● turistas
● subempregos
● profissionais qualificados
Análise Situacional:
● Turismo de Sol e Praia
● Turismo de natureza
● Ausência de projetos
● Informalidade
● Equipamentos turísticos
● Políticas públicas
● Distribuição de renda
● População local
Processo de Sensibilização:
1. Palestra de sensibilização para a
importância do desenvolvimento
do turismo
2. Explanação do projeto: passo a
passo com as ações identificadas
como prioritárias
Etapas do Plano Estratégico:
1. realizar o inventário turístico,
elaborando o Diagnóstico e o
Prognóstico do município
(viabilizar, através de recursos da
Prefeitura e da Secretaria de
Turismo, a infraestrutura
necessária para o funcionamento
dos pontos turísticos e permitir que
os recursos naturais e culturais da
cidade possam se tornar atrações
turísticas com a devida
infraestrutura para a recepção de
turistas nacionais e estrangeiros)
2. elaborar o Plano Diretor de
Turismo (Captação de recursos de
empresa privada responsável pelo
transporte e extração de minério
de ferro da região/ Propor a
criação de um “corredor turístico”
em conjunto com os demais
municípios da região)
3. Instituir o Programa de
Regionalização do Turismo
(organizar oficinas de interação
para promover a sensibilização e a
mobilização dos atores locais e o
incentivo a formação de redes)
Estudos de casos: Metodologia
de Projetos - Caso 2 - Aplicações
da metodologia para obtenção
de financiamentos públicos
através do Sistema SICONV
Sistema SICONV:
● Procedimento para participar do
repasse de recursos públicos
através do sistema SINCONV
● Os atos e os procedimentos
relativos à formalização, execução,
acompanhamento, prestação de
contas dos convênios, contratos
de repasse e termos de
cooperação são realizados no
sistema de gestão de convênios e
contratos de repasse SICONV
Etapas do Processo:
1. Credenciamento (qualificação
jurídica)
2. Proposta
3. Seleção
4. Cadastro (documentação exigida)
5. Plano de trabalho
6. Análise
7. Celebração (documentação final
assinatura/publicação)
Os projetos devem ser pautados dentro
dos princípios conceituais da
sustentabilidade para que seja:
● agente fortalecedor da cultura local
e regional
● preservador da identidade social e
fomentador da diversidade cultural
das comunidades, grupos e
regiões com elevação da
autoestima dos indivíduos e
cidadãos
É muito importante que o município tenha
conhecimento dos projetos disponíveis ao
setor de turismo
Estudos de casos: Metodologia
de Projetos - Caso 2 - Aplicação
da Metodologia para
Monitoramento de um projeto
Processo de monitoramento:
● Ferramenta de formação de
projetos
● Sistema de monitoria e avalição de
programa
Metodologia de Formato Básico de
Projetos para a Regionalização do
Turismo:
1. Sensibilização
2. Mobilização
3. Institucionalização da Instância de
Governança Regional
4. Elaboração do Plano Estratégico
de Desenvolvimento do Turismo
Regional
5. Implementação do Plano
Estratégico de Desenvolvimento
do Turismo Regional
6. Sistema de Informações Turísticas
do Programa
7. Roteirização Turística
8. Sistema de Monitoria e Avaliação
do Programa
Sistema de monitoria e avaliação: Sistema
integrado de informações usadono
processo decisório de controle, a partir da
avaliação de desempenho de resultados,
de benefícios e impactos entre o
planejado e o executado em um
determinado período
Aplicações da Metodologia para
Monitoramento de um projeto:
● Na fase de execução é que
normalmente ocorrem as ações de
fiscalização dos órgãos federais de
controle
● As conclusões das fiscalizações
servem de respaldo à avaliação
das respectivas prestações de
contas
● O ordenador de despesas do
órgão ou entidade concedente
poderá delegar competência para
acompanhamento da execução do
convênio a dirigentes de órgãos ou
entidades pertencentes à
administração federal
● Não se admite a alteração do
objeto por meio de termo aditivo
Considerações finais:
● O acompanhamento do gestor
público durante todo o processo é
fundamental para a eficácia e
sucesso do projeto em questão
● O gestor público deve sempre ter
em mente a necessidade da
elaboração do checklist de cada
uma das etapas do processo
Estudos de casos: Metodologia
de Projetos - Caso 2.3 -
Aplicação da metodologia de
prestação de contas e de
elaboração de relatório de
gestão
O órgão ou entidade que receber recursos
na forma estabelecida nesta portaria
estará sujeito no prazo máximo de 30 dias
contados do término da vigência do
convênio ou contrato ou do último
pagamento efetuado, quando este ocorrer
em data anterior àquela do encerramento
da vigência
A prestação de contas será composta,
além dos documentos e informações
apresentados pelo convenente ou
contratado no SICONV, vários outros
documentos
O concedente ou contratante deverá
registrar no SICONV o recebimento da
prestação de contas
O que é plano, programa, ação e
projeto?
Planos - é elaborado pelo Estado e tem
caráter participativo, na medida em que
deve envolver a iniciativa privada, a
comunidade e demais stakeholders. Ele é
o documento mais generalista e menos
complexo. Apresenta a filosofia geral e
contempla prioridades e diretrizes; como
também especifica responsabilidades,
programas e objetivos gerais a serem
alcançados em períodos mais longos,
como o Plano Nacional de Turismo que é
estabelecido a cada 4 anos
Um plano é composto por:
● Síntese dos fatos (contexto e
diagnóstico) e
problemas/demandas que motivam
uma atitude ou mudança de
perspectiva;
● prioridades e justificativa para a
seleção dos objetivos; mudanças
necessárias e previstas
(mudanças legais, institucionais e
administrativas)
● metas e resultados a serem
atingidos
● recursos humanos, físicos e
instrumentais indispensáveis
(gastos e fontes de financiamento
em cada fase, no caso de planos
plurianuais - PPA, por ex.)
● e atribuição de responsabilidades
de execução, controle e avaliação
dos resultados
Programas - Como desdobramentos do
plano, são elaborados os programas, que
otimizam e organizam os recursos
disponíveis.
O programa abrange um segmento do
plano, é uma proposta prática com foco
em determinada temática (ou públicos,
abrangência geográfica, etc) e para tal,
estabelece objetivos gerais e específicos
relacionados a seu tema.
Um programa em geral apresenta:
● diagnóstico (informação sobre a
situação a ser modificada);
● objetivos gerais e específicos;
● estratégia e lógica de trabalho;
● ações que compõe e sua
inter-relação;
● recursos (humanos, físicos e
materiais)
● medidas administrativas
necessárias
Ações - detalham as alternativas de
intervenção, é a unidade mais básica do
planejamento e tem como função alcançar
os objetivos traçados pelo programa. Para
a execução do Programa de
Regionalização do Turismo (PRT), po ex.,
foram imprescindíveis várias ações, como
estudos de oferta, demanda, estratégias
de marketing, etc., tal como o Projeto de
Gestão e Planejamento de Destinos
Turísticos sobre os destinos indutores
Uma ação apresenta, em geral:
● objetivos, metas e respectivos
indicadores;
● detalhamento de atividades,
prazos, receitas e custos;
● especificação de recursos
(humanos e materiais)
necessários;
● e contém roteiro predeterminado,
adequando resultados à limitação
de recursos e tempo
O que é plano, programa, ação e
projeto? - Instrumentos de
implementação de política
pública
Como um órgão oficial de turismo
planeja?
● análise do destino turístico e dos
emissores de turistas
● avaliação de sua identidade e
sistema organizacional
● definição de objetivos
● desenvolvimento de estratégias de
implementação e controle
Os instrumentos utilizados:
● organizativos (são os órgãos
responsáveis pela organização do
turismo)
● programáticos (são os documentos
gerados do processo de
planejamento)
● normativos (são as normas legais
que dão ordem ao setor de
turismo)
● de melhora do conhecimento
turístico (distribuem informações e
investigam diagnósticos e
perspectivas do turismo)
● financeiros (dão suporte ao setor
turístico)
● de comunicação (divulgam e
informam sobre a atividade
turística)
Qualificação Turística -
Programa de Qualificação do
Turismo no contexto do Plano
Nacional de Turismo
Plano Nacional de Turismo (PNT):
● planejar
● fomentar
● coordenar
● fiscalizar a atividade turística
PRODETUR - O conceito geral
do PRODETUR Nacional
Programa de Desenvolvimento do
Turismo
Para que foi criado o programa?
● Executar ações de qualificação
dos destinos turísticos brasileiros
● Gerar emprego e renda para a
população local
Investimentos do PRODETUR
● Banco de Desenvolvimento da
América Latina (CAF)
● Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID)
Programas Regionais de
Desenvolvimento:
1. Planejamento prévio da região
turística
2. Organizar as intervenções públicas
3. Áreas prioritárias a serem
implantadas em prol da pop local
PRODETUR - A adesão do
programa PRODETUR Nacional
e os seus benefícios
Quem pode aderir ao PRODETUR
Nacional?
● Estados
● Distrito Federal
● Capitais
● Municípios
Adesão ao PRODETUR:
● Carta-consulta para financiamento
● Plano de Desenvolvimento
Integrado do Turismo Sustentável -
PDITS ou Plano de
Desenvolvimento Territorial do
Turismo
Conceito - Área turística priorizada e de
região turística
Estratégia - Plano de Desenvolvimento do
Turismo apresentado ao MTur
PRODETUR Rio de Janeiro:
1. Plano Nacional de Turismo
2. Programa de Regionalização do
Turismo
3. PRODETUR Nacional
4. PRODETUR Rio de Janeiro
Objetivos específicos do Programa para o
Estado do Rio de Janeiro:
● Melhorar a gerência dos atrativos
turísticos
● Aumentar a inserção competitiva
dos produtos turísticos
● Melhorar as condições de vida da
pop residente nos polos
● Promover o desenvolvimento local
de forma sustentável
● Melhorar a acessibilidade às áreas
turísticas
Objetivo do PRODETUR Nacional - tem
como objetivo consolidar o papel
articulador do MTur para que sua atuação
seja eficiente na elaboração de políticas
públicas de turismo, bem como em
fortalecer a estruturação dos destinos
turísticos br, pelo fomento ao
desenvolvimento regional, apoiando
projetos regionais por meio de parcerias
com estados e municípios
Possui uma ação direta (ação 14TJ) na
aplicação de recursos do orçamento geral
da união, em projetos de:
● Infraestrutura turística
● Planejamento estratégico e
operacional dos destinos
● fortalecimento da gestão
● acesso a mercados
● gestão ambiental
Acesso à linha de crédito referente ao
PRODETUR:
● Elaboração de carta-consulta à
Comissão de Financiamento
Externos - COFIEX
● Cada estado ou município deverá
selecionar as áreas turísticas
prioritárias para recebimento dos
investimentos
● Para cada área priorizada, deverá
ser elaborado um plano de
desenvolvimento do turismo
Projetos elegíveis:
● Estratégia de produto turístico
● Estratégia de comercialização
● Fortalecimento institucional
● Infraestrutura e serviços básicos
● Gestão ambiental
Cadastrur - O que é Cadastrur?
É o sistema de cadastro de pessoas
físicas e jurídicas que atuam no setor de
turismo
Promover o ordenamento, a formalização
e a legalização dos prestadores de
serviços turísticos no Brasil
Importância do Cadastrur:
1. Auxilia o Governo Federal no
desenvolvimento de políticas
públicas para o setor deturismo
2. É uma referência para consulta do
mercado turístico brasileiro
Através do Cadastrur é possível saber:
● As categorias de empresas de
hospedagem disponíveis
● O número de leitos de acordo com
as categorias hoteleiras
● As empresas de transporte
turístico que atuam ali
● As empresas que atuam de forma
indireta com a atividade turísticas,
tais como restaurantes, casas de
espetáculos e empresas de
locação de veículos
● A existência de parques temáticos,
marinas e empreendimentos de
apoio ao turismo náutico
O Cadastrur é referência para consulta do
mercado turístico brasileiro e permite a
consulta por qualquer pessoa que acesse
o portal
IMPORTANTE! A partir da publicação da
lei 11.771 de setembro de 2008, o
cadastro passou a ser obrigatório para os
prestadores de serviço turísticos
Produção Associada - Introdução
e as etapas para o
desenvolvimento e integração de
atividades turísticas com foco na
Produção Associada
● É qualquer produção que detenha
atributos naturais e/ou culturais de
uma determinada localidade ou
região, e que por isso seja capaz
de agregar valor ao produto
turístico
● Tem objetivo de incrementar a
competitividade tanto do produto
em si, quanto do destino turístico
Os agentes locais podem ser:
● Guias
● Gestores municipais
● Gestores de turismo
● Empresários
● Empreendedores
● Entre outros
Produção Associada - Etapas
para o desenvolvimento e
integração de atividades
turísticas com foco na Produção
Associada
Infraestrutura - Infraestrutura e
Turismo: Uma questão de
qualidade
Infraestrutura - Infraestrutura
Turística e política pública de
turismo: reconhecimento e
investimento

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