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Noções sobre o MTur: Atribuições ● O estado atua como mediador e indutor do turismo sustentável intervindo e integrando a política pública do turismo ● No Brasil, o Ministério do Turismo(MTur) é a organização responsável por “estabelecer a Política Nacional de Turismo , planejar, fomentar, regulamentar, coordenar e fiscalizar a atividade turística, bem como promover, divulgar institucionalmente o turismo em âmbito nacional e internacional” (lei n 11.771/2008) Qual o papel do MTur? ● Estimular as iniciativas de incentivo ao turismo ● Fazer a gestão de planos e programas ● Administrar o Fungetur ● Regulamentar a prestação de serviços turísticos ● Elaborar o PNT Além desses, podem fazer parte fóruns, conselhos e órgãos estaduais de turismo e as instâncias de governança macrorregionais, regionais e estaduais (como as secretarias municipais de turismo) Noções sobre o MTur: Estrutura administrativa Órgão colegiado: ● Representações diversas ● Decisões em grupo ● Experiências diferenciadas Noções sobre o MTur: Identidade Organizacional A estrutura organizacional orienta o Gestor, então é igualmente importante que os colaboradores e demais envolvidos na gestão de um projeto, setor ou organismo conheçam e estejam alinhados e engajados com a identidade organizacional da instituição. A identidade organizacional transcreve a percepção que os colaboradores têm da organização É uma espécie de autoconceito da instituição, refere-se também à maneira como ela se apresenta aos diversos stakeholders e as características que a tornam única frente às demais instituições. Basicamente é composta pela missão, visão e valores da organização Missão É a razão da existência da instituição. É um compromisso, uma declaração de seu propósito. Ela define a identidade da organização, a torna única, limita suas atividades e não costuma mudar ao longo do tempo. Envolve o que a instituição faz, para quem e como faz. Está, por isso, ligada aos objetivos da entidade e orienta as suas ações para o “alcance da visão” Visão É o futuro desejado pela instituição. É a definição ampla das aspirações e intenções da organização para seu futuro. Representa os resultados almejados e as características que precisam ser desenvolvidas com determinada passagem de tempo, sendo por isso, mudável ao longo do tempo, consoante o momento que organização se encontra. Define o que se quer conquistar, sem desgnar como, é por isso uma meta relacionada à missão e que orienta os objetivos. Valores São princípios que regem o comportamento e a interação das pessoas na instituição. É um conjunto de atividades, características e iniciativas que retratam a cultura da organização, e que contribuem com o cumprimento de sua missão. ATENÇÃO! A definição da identidade organizacional do Ministério do Turismo foi resultado de um trabalho coletivo de seus colaboradores que, no seminário FuTURo identificaram valores, visão e missão; deram base e estabeleceram o planejamento estratégico do MTur Noções sobre o MTur: Planejamento Estratégico Ferramenta de gestão ● Diagnóstico da instituição ● Define a identidade organizacional ● Objetivos estratégicos ● Metas ● Estratégias ● Indicadores Os objetivos estratégicos do MTur o aproximam de sua visão: ● “Posicionar o Brasil como uma das 3 maiores economias turísticas do mundo até 2022” Análise sistêmica do turismo: A teoria de sistemas Um sistema é um conjunto de partes interdependentes que buscam atingir um objetivo comum O sucesso de um setor não garante o sucesso do todo, pois todos os setores são interdependentes. Tipos de sistemas: 1. Sistema fechado - são aqueles que não interajem com o ambiente 2. Sistema aberto - são aqueles que interajem com o ambiente e que estão sujeitos a sofrer influência externa Exemplo: Crédito (recursos humanos) > Investimentos (projetos) > organização do destino turístico Sistur O SISTUR é um sistema de turismo que identifica e relaciona os diferentes aspectos do turismo ambientais, políticos e mercadológicos. Sistema Nacional de Turismo Tem por objetivo promover o desenvolvimento das atividades turísticas, de forma sustentável, pela coordenação e integração das iniciativas oficiais (do poder público) com as do setor produtivo (mercado) Responsabilidades do Poder Público Local na promoção do desenvolvimento turístico do Município/Estado - Planejamento Turístico do Município e do Estado: Política e planejamento do turismo Planejar em turismo é utilizar os recursos e meios disponíveis para se desenvolver um destino Papel do poder público local no planejamento turístico: ● Estabelecer diretrizes e políticas para o desenvolvimento sustentável do turismo ● Planejar e coordenar a implantação de políticas, programas e ações que beneficiem interesses coletivos ● Regulamentar a criação e funcionamento dos serviços e equipamentos turísticos ● Fiscalizar e controlar a atividade turística ● Exercer a atividade turística quando não realizado pela iniciativa privada e fundamental ao desenvolvimento do turismo ● Promover mecanismos de preservação de recursos naturais e culturais e de participação política ● Estimular a capacitação profissional ● Incentivar a captação de recursos e desenvolvimento da iniciativa privada ● Realizar pesquisas estatísticas sobre o turismo O planejamento turístico deve ser integrado e participativo Responsabilidades do Poder Público Local na promoção do desenvolvimento turístico do Município/Estado - Planejamento Turístico do Município e do Estado: Instâncias de Governança MTur + EMBRATUR + Conselho Nacional de Turismo ● Definir diretrizes estratégicas ● Regulamentar atividades turísticas em âmbito nacional ● Planejar e coordenar planos, programas e ações nacionais ● Articular e captar parcerias nacionais e internacionais ● Avaliar e monitorar as ações de programas nacionais ● Elaborar e divulgar dados e informações Órgão Oficial de Turismo Estadual + Colegiado Estadual ● Definir diretrizes estratégicas alinhadas as nacionais ● Regulamentar atividades turísticas em âmbito estadual ● Planejar, coordenar, monitorar e avaliar: planos, programas e ações estaduais e regionais ● Articular e captar parcerias nacionais e regionais ● Elaborar e divulgar dados e informações ● Mobilizar os colegiados estadual e regionais de turismo Competência das instâncias regionais ● Planejar, coordenar, monitorar e avaliar: planos, programas e ações regionais e locais ● Articular e captar parcerias regionais e locais ● Elaborar e divulgar dados e informações Órgão Oficial de Turismo Municipal + Colegiado Municipal ● Regulamentar atividades em âmbito municipal ● Planejar, coordenar, monitorar e avaliar: planos, programas e ações municipais ● Articular e captar parcerias regionais e locais ● Mobilizar o colegiado municipal de turismo e apoiar a criação do fundo municipal de turismo Programa de regionalização do turismo do MTur Sustentabilidade no Turismo - Importância da sustentabilidade e do desenvolvimento de um turismo responsável Sustentabilidade - É a condição entre o homem e o ambiente em que são levados em conta os direitos das futuras gerações em relação à utilização dos recursos naturais e culturais, sejam materiais e imateriais Segundo a ONU: “Atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades” Cultura Material x Cultura Imaterial Bens imóveis Bens móveis Bens tangíveis Bens intagíveis ex: monumentos ex: folclore, museus, sítios artesanato, históricos gastronomia Turismo: Segundo a ONU e a OMT “É a atividade do viajante que visita uma localidade fora de seu entorno habitual, por um período inferior a um ano, e com propósito principal diferente do exercício de atividade remunerada por entidades do local visitado” Turismo sustentável: Segundo OMT “É a necessidade que satisfaz as necessidades dos turistas e as necessidades socioeconômicas das regiões receptoras, enquanto a integridadecultural, a integridade e a diversidade biológica são mantidas para o futuro” Atividade turística - deve ser, incondicionalmente: 1. Agente da paz universal 2. De intercâmbio entre os povos 3. De preservação da natureza e da cultura dos núcleos receptores IMPORTANTE:Não se deve dissociar o turismo do conceito de sustentabilidade nunca! Ecoturismo x Turismo sustentável: Equivocadamente, muita gente entende que o turismo sustentável é um segmento do turismo, sinônimo de ecoturismo, de turismo alternativo ou de natureza (isso não é verdade!) Ecoturismo: “É um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações” Turismo sustentável: O turismo sustentável vai além do objetivo de preservação do patrimônio e desenvolvimento de uma consciência ambientalista, pois tem uma visão integrada que visa atender tanto às necessidades dos turistas quanto das comunidades locais. Princípios da sustentabilidade: 1. Sustentabilidade ambiental - deve assegurar a compatibilidade do desenvolvimento com a manutenção dos processos ecológicos essenciais e com a diversidade dos recursos; 2. Sustentabilidade social e cultural - busca garantir que o desenvolvimento preserve a cultura local e os valores morais da população e visa fortalecer a identidade da comunidade e contribuir para o seu desenvolvimento 3. Sustentabilidade econômica - deve assegurar que o desenvolvimento seja economicamente eficaz. Tem o objetivo de garantir a equidade na distribuição de benefícios. Busca gerar os recursos para que possam suportar às gerações futuras 4. Sustentabilidade político-institucional - deve garantir a solidez e continuidade das parcerias e compromissos estabelecidos entre os diversos agentes e agências governamentais dos 3 níveis de governo e nas 3 esferas de poder, além dos atores situados no âmbito da sociedade civil É importante que além dessas parcerias existam também a criação das instâncias locais de governança comprometidas em desenvolver, de forma contínua, as políticas e ações de turismo sustentável, garantindo a manutenção e expansão do trabalho ao longo do tempo, independente da alternância de poder Desenvolvimento do turismo de uma região: ● O desenvolvimento local ● O aumento da cadeia produtiva ● A melhor distribuição de renda e emprego ● A criação de oportunidades para todos ● A plena sustentabilidade da região ● E o resgate e preservação da cultura local Sustentabilidade no Turismo - Código de Ética Mundial para o Turismo O Código de Ética Mundial para o Turismo é um marco para o desenvolvimento responsável e sustentável do turismo mundial no início do novo milênio Artigos do Código: O Código compreende 9 artigos que enunciam as “regras do jogo” para: ● Destinos ● Governos ● Operadores turísticos ● Promotores ● Agentes de viagens ● Empregados ● Os próprios turistas Comitê Mundial de Ética do Turismo: É constituído por representantes de cada uma das regiões do mundo e de cada um dos grandes grupos de agentes do setor turístico: ● Governos ● Setor privado ● Trabalhadores ● Organizações não governamentais - ONGs 10 Artigos que compõem o Código Mundial de Ética para o Turismo: 1. Contribuição do turismo para a compreensão e o respeito mútuo entre homens e sociedade 2. Turismo, instrumento de desenvolvimento individual e coletivo 3. O turismo, fator de desenvolvimento sustentável 4. O turismo, fator de aproveitamento e enriquecimento do patrimônio cultural da humanidade 5. O turismo, atividade benéfica para os países e para as comunidades de destino 6. Obrigações dos agentes de desenvolvimento turístico 7. Direito do turismo 8. Liberdade do deslocamento turístico 9. Direito dos trabalhadores e dos empresários da indústria turística 10. Aplicação dos princípios do Código de Ética Mundial para o turismo Sustentabilidade no Turismo - Considerações finais Para ser sustentável, a atividade turística deve ser desenvolvida dentro da ótica de: ● Sensibilização e conscientização turística ● Enfoque participativo da comunidade receptora ● Promoção do aumento da cadeia produtiva ● Distribuição equânime da renda oriunda dos processos relacionados ao turismo ● Respeito ao meio ambiente natural/cultural ● Resgate e incentivo a manutenção da cultura local O desenvolvimento do turismo não pode ser visto de forma fragmentada, isolada do contexto geral do município e, sim dentro da visão holística, ou seja, da visão do “todo” que compõem as regras, normas, necessidades e leis de uma determinada localidade. Lembre-se de que para desenvolver o turismo é necessário o desenvolvimento da infraestrutura urbana e de acesso (SISTUR - sistema turístico segundo a OMT) Não é possível desenvolver o turismo sem que haja infraestrutura local para receber o turista. IMPORTANTE! Pensar globalmente e agir localmente é uma premissa que deve ser levada em conta em todo o processo do desenvolvimento sustentável da atividade turística. Sua atuação enquanto gestor de turismo é essencial para isso. Turismo Social - Turismo Social Turismo sociall - É a forma de conduzir e praticar a atividade turística promovendo a igualdade de oportunidade, a equidade, a solidariedade e o exercício da cidadania na perspectiva da inclusão” Introdução à Produção Associada - Produção Associada Produção Associada - “É qualquer produção artesanal, industrial ou agropecuária que detenha atributos naturais e/ou culturais de uma determinada localidade ou região, capazes de agregar valor ao produto turístico. São as riquezas, os valores e os sabores brasileiros” Produção Associada ao Turismo: ● Diversifica a oferta turística ● Amplia a experiência do visitante ● Auxilia o posicionamento de mercado do destino São: 1. Manifestações culturais 2. Produção Agroindustrial 3. Gemas e joias 4. Artesanato 5. Culinária típica Introdução à Produção Associada - Atividade turística e produtos associados Sustentabilidade da produção associada ao turismo: ● Representatividade cultural e identidade ● A técnica de produção tradicional ou inovadora que desperte o interesse do turista em conhecer o processo produtivo ● A utilização de matéria-prima de origem local ● Qualidade do produto Integração da produção associada ao turismo: ● Identificar a produção ● Sensibilizar produtores ● Sensibilizar o trade turístico ● Fomentar a produção ● Promover a produção A promoção da produção local é realizada pelo Canal de comercialização da produção local e envolve a qualificação dos produtos (que materializa a experiência turística em forma de lembrança ou suvenir), produtos consumidos pelos turistas e poder de compra dos equipamentos turísticos. Lei Geral do Turismo (Lei n 11.771/2008) - Política Nacional de Turismo Política Pública de Turismo - ação do estado no fomento, orientação, gestão e fiscalização da atividade turística. Objetivos: ● Promoção e diversificação da oferta turística ● Qualificação de recursos humanos ● Normatização da prestação de serviços ● Democratização do acesso ao turismo ● Preservação do patrimônio cultural e ambiental ● Combate à violência sexual ● Disponibilização de recursos ● Inventariação de patrimônio turístico ● Divulgação de dados estatísticos ● Planejamento participativo Não basta que os órgãos públicos de turismo estejam alinhados! Para integração das ações do governo em plano federal, os órgãos de outros setores também podem ter políticas articuladas. Lei Geral do Turismo (Lei n 11.771/2008) - Prestadores de serviços turísticos Prestadores de serviço turístico - “São as empresas da cadeia produtiva do turismo que prestam serviços remunerados de meios de hospedagem, agência de turismo, transportadoras turísticas, organizadora de eventos, parques temáticos e acampamentos turísticos” - Devem ter cadastro e atualização a cada 2 anos no CADASTUR São eles: ● Meios de hospedagem ● Agência de Turismo● Transportadoras turísticas ● Organizadoras de eventos ● Parques temáticos ● Acampamentos turísticos Direitos: ● Acesso a programas de apoio, financiamento ● Promoção de seus empreendimentos Deveres: ● Disponibilizar documentos e informações solicitadas ● Exibir em local visível o certificado de cadastro Lei 8666 - Introdução a Lei 8.666 “Normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações” Licitação é um procedimento administrativo que seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse. Considera aspectos relacionados a: ● Capacidade técnica econômico-financeira; ● Qualidade; ● Valor do objeto. Importante! A Lei 8666/93 está de acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37 quanto à licitação na administração pública e os requisitos citados. Estão sujeitos à regra de licitação: ● Os órgãos integrantes da administração direta; ● Os fundos especiais; ● As autarquias; ● As fundações públicas; ● As empresas públicas; ● As sociedades de economia mista; ● Demais entidades controladas direta e indiretamente pela união, estados, distrito federal e municípios Destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da: ● Isonomia; ● Proposta mais vantajosa; ● Promoção do desenvolvimento nacional sustentável. Lei 8666 - Licitação: conceitos e princípios básicos A licitação é um procedimento administrativo no qual a administração pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de serviços ou obras de seu interesse. É processada através de uma sucessão ordenada de regras tanto para a administração pública quanto para os licitantes, que são aqueles que fazem as ofertas. Princípios básicos: 1. Legalidade - Direciona e delimita a atuação do gestor público. Esse princípio expressa que só é permitido fazer o que a lei autoriza 2. Moralidade - Atribui ao agente público a obrigação de atuar nos processos licitatórios com moral, ética, boa-fé e lealdade 3. Impessoalidade - Não praticar atos visando os interesses pessoais ou de outros indivíduos e sim atender às normas visando aos interesses da sociedade 4. Publicidade - Tornar público todos os procedimentos licitatórios, desde o edital de abertura até o contrato, mas o conteúdo das propostas será sigiloso até o momento de sua abertura 5. Probidade administrativa - Relacionado a integridade dos atos, que devem ser dotados de moral, bom senso e justiça 6. Julgamento objetivo - Dita sobre a legalidade do julgamento do processo licitatório que deve ser objetivo levando em conta todas as regras expostas no edital 7. Vinculação ao instrumento convocatório - Estabelece as regras e critérios da licitação, seja por edital ou convite 8. Igualdade - Garante a isonomia no tratamento e direito de oportunidade a todos licitantes, sem preferências ou distinções. Lei 8666 - Licitação: formas de execução de obras e serviços Direta: feita pelos órgãos e entidades da administração pública pelos seus próprios meios Indireta: órgão ou entidade contrata empresas para realização dessas obras ou serviços A execução indireta pode ser realizada nos seguintes regimes: ● Empreitada por preço global - Regime de execução da obra ou serviço por um preço certo e total, ou seja, um preço para a execução de todo o projeto ● Empreitada por preço unitário - É aquela que se contrata a execução da obra ou serviço por preço certo para unidades ● Tarefa - É utilizada para pequenas obras ou partes de uma obra maior, a tarefa é um regime utilizado para contratação de mão de obra especializada ● Empreitada integral - É a contratação da integralidade de um empreendimento, ou seja, todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias até a entrega em condições de ocupação. Empreitada - empresa contratada executa a prestação da obra ou serviço de engenharia. Lei 8666 - Modalidades de licitação O termo modalidade indica qual o procedimento irá orientar o processo de licitação. São elas: ● Concorrência - é a modalidade de licitação de ampla participação, ou seja, para qualquer interessado desde que comprove possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital (obras e serviços de engenharia acima de R$1.500.00,00 e compras e serviços acima de R$650.000,00) ● Tomada de preços - modalidade que os interessados devem estar cadastrados no registro de fornecedores (obras e serviços de engenharia até R$1.500.000,00 e compras e serviços até R$650.000,00) ● Convite - modalidade de licitação em que os interessados, cadastrados ou não, são escolhidos e convidados (serviços de engenharia de até R$150.000,00 e compras e serviços até R$80.000,00) ● Leilão - modalidade utilizada para venda de bens móveis que não possui mais serventia para a administração pública ● Concurso - modalidade de licitação para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico ● Pregão (Instituído pela Lei n 10.520/02) - modalidade de licitação em que a disputa pelo fornecimento de bens ou serviços comuns é feita em sessão pública por meio de propostas de preços escritas e lances verbais. (essa modalidade não pode ser utilizada para contratação de obras ou serviços de engenharia, alienações e locações imobiliárias, somente o fornecimento de bens ou serviços comuns) Lei 8666 - Fases da licitação A licitação deve se desenvolver numa sequência lógica tendo início o planejamento e prosseguindo até a assinatura do contrato. Esse processo se divide em 2 fases distintas, interna e externa Fase interna - delimita e determina as condições do ato convocatório antes de levá-lo á público Antes da publicação do edital: apresentar ao setor responsável o termo de referência ou projeto básico O Termo de Referência ou Projeto Básico: ● Orçamento detalhado ● Definição de estratégias ● Valor estimado de acordo com o preço de mercado ● Cronograma físico-financeiro ● Deveres do contratado e contratante ● Procedimentos de fiscalização ● Gerenciamento do contrato ● Prazo de execução e sansões Ato Convocatório - o edital: O edital é o documento em que constará todas as regras e normas do processo de licitação. Ele deve ter uma grande divulgação, com objetivo de proporcionar uma maior competição entre as empresas. E seus resumos devem ser publicados em: ● No Diário Oficial da União; ● No Diário Oficial do estado, ou distrito federal; ● Em jornal diário de grande circulação no estado A fase externa da licitação inicia-se com a publicação do edital e passa pelas etapas de: ● Abertura - quando o edital é divulgado ● Habilitação - consiste na verificação de requisitos dos licitantes ● Classificação ou julgamento das propostas - menor preço/melhor técnica/melhor técnica e preço/de maior lance ou oferta nos casos de alienação/no caso de empate, sorteio ● Homologação e adjudicação (que são certames jurídicos) - administração convoca o vencedor para assinar o contrato administrativo ● A contratação do fornecimento do bem, da execução da obra ou prestação de serviço - os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução (motivos que possam comprometer a obra ou serviço - podem ser caracterizados como motivo para rescisão do contrato) Regulamentação de convênios e contratos de repasse - Introdução e conceitos básicos É denominado Transferência Voluntária o repasse de recursos do união a estados, ao Distrito Federal e a municípios, a titulo de cooperação, auxílio ou assistência financeira, o qual não decorra de determinação constitucional ou legal ou não se destine ao sistema único de saúde Principais agentes do convênio: ● Proponente (Município X) ● Concedente (Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo) ● Convenente (Município X) Os principais agentes do Contrato de Repasse: ● Contratante: A União Federal, por intermédio do concedente Ministério do Turismo, representada pela Caixa Econômica Federal ● Contratado: Município X Regulamentação de convênios e contratos de repasse - Proposição do convênio e elaboraçãodo plano de trabalho A contrapartida - Será estabelecida em termos percentuais do valor previsto no instrumento de transferência voluntária, tendo como limites: mínimo 2% e máximo 20% (Artigo 36 da Lei n 12.465/2011) Exemplo proposição do convênio - É observado em determinado município a carência de intervenção no desenvolvimento turístico. Essa carência se dá principalmente na área de sinalização turística e criação de um centro de informações turísticas. ● Realidade socioeconômica ● Qual projeto seria mais urgente pro município ou região ● O custo/benefício ● O valor do projeto ● Valores da contrapartida A Caixa Econômica Federal é o agente financeiro contratado para celebrar contratos de repasse e acompanhar a execução dos respectivos projetos Exemplo proposição do convênio - É observado em determinado município a carência de intervenção no desenvolvimento turístico. Essa carência se dá principalmente na área de sinalização turística e criação de um centro de informações turistícas. ● Realidade socioeconômica ● Qual projeto seria mais urgente pro município ou região ● O custo/benefício ● O valor do projeto ● Valores da contrapartida Celebração do convênio: 1. Apresentar proposta de trabalho no SICONV 2. Uma vez aceita, a proposta passa a denominar-se plano de trabalho Planos de trabalho (Itens da proposta): 1. Justificativa 2. Descrição completa do objeto a ser executado 3. Descrição das metas a serem atingidas 4. Previsão de prazo 5. Outros Celebração do convênio (Para propor a celebração de convênio): ● Elaborar plano de trabalho ● Estruturar orçamento realista ● Certificar-se da existência dos recursos de contrapartida ● Realizar previsão factível das fases do projeto e do prazo necessário para sua conclusão Regulamentação de convênios e contratos de repasse - Prestação de contas Prestação de contas - Todo órgão ou entidade que receber recursos públicos federais por meio de convênios ou contratos de repasse estará sujeito a prestar contas. O convenente ou contratado deve apresentar: ● Relatório de cumprimento do objeto ● Declaração de realização dos objetivos ● Relação de bens adquiridos, produzidos ou construídos, ou relação de treinados ou capacitados, ou dos serviços prestados ● Comprovante de recolhimento do saldo de recursos ● Termo de compromisso A correta inserção de informações no Portal de Convênios do governo federal contribui para a transparência dos atos de gestão na execução dos convênios e contratos de repasse. É sua responsabilidade a prestação de contas de recursos financeiros para a sociedade! Regulamentação de convênios e contratos de repasse - Tomada de Contas Especial A Tomada de Contas Especial é um processo administrativo com rito próprio, formalizado com os objetivos de apurar a responsabilidade por danos causados aos cofres públicos e obter o respectivo ressarcimento. Em se tratando de convênio e contrato de repasse, a Tomada de Contas Especial poderá ser instaurada em decorrência de: ● Omissão no dever de prestar contas ● Rejeição parcial ou total das contas apresentadas pelo gestor ao órgão repassador dos recursos. Tal rejeição pode ser motivada pela constatação de superfaturamento, de sobre preço, de não execução do objeto, de ausência de nexo entre as despesas realizadas e o objeto pactuado, de desvio de objeto, dentre outras irregularidades. A denúncias de irregularidades em convênios ou repasses apresentadas por cidadãos ou veiculadas nos meios de comunicação, as quais, apuradas, sejam comprovadas, ensejará a inscrição de inadimplência do respectivo instrumento no SICONV, o que impedirá novas transferências de recursos financeiros mediante convênios, contratos de repasse ou termos de cooperação à entidade inadimplente. Fiscalização - Por isso, o Tribunal atua intensivamente na fiscalização dos convênios celebrados entre órgãos e entidades da União com Estados e municípios, valendo-se, principalmente, de suas Secretarias de Controle Externo, localizadas em todos os estados brasileiros. Análise - Todas as fases dos convênios e contratos de repasse podem ser objeto de fiscalização pelo TCU: celebração, formalização, execução e prestação de contas. A análise envolve o atendimento às: ● exigências legais; ● execução financeira; ● execução física (obras, serviços e aquisição de bens); ● fidelidade e veracidade de documentos e procedimentos; ● os processos licitatórios; ● a existência das empresas contratadas, além da avaliação da efetividade do convênio e contratos de repasse. Irregularidades - Identificados indícios de irregularidade nos trabalhos de fiscalização por seu corpo técnico, o TCU determina a instauração de tomada de contas especial para apuração da responsabilidade e/ou quantificação do dano ao erário. Ao constatar qualquer irregularidade, cumpre à Secretaria Federal de Controle Interno comunicar o fato ao órgão repassador dos recursos, para fins de instauração de tomada de contas especial a ser julgada pelo TCU. Transferência de recursos para apoio aos programas de desenvolvimento do Turismo (Portaria MTur n 39/2017) - Recursos públicos prioritários e o Mapa do Turismo Brasileiro A captação de recursos é uma estratégia da gestão pública para atender às demandas sociais e o desenvolvimento sustentável do turismo. O MTur contribui com: ● Aplicação de recursos públicos ● O Mapa Brasileiro do Turismo oriente os investimentos federais do MTur Mapa de Turismo Brasileiro - Classifica e agrupa os municípios de acordo com o desempenho das suas economias no turismo Categorias: A, B, C, D e E - do maior ao menor desempenho econômico do turismo, considerando os critérios: ● Número de empregos formais no setor de hospedagem ● Número de estabelecimentos formais no setor de hospedagem ● Estimativa do fluxo turístico doméstico e internacional Fontes de recursos: ● Orçamento municipal: definido pela lei orçamentária anual (LOA), lei de diretrizes orçamentarias (LDO) e plano plurianual (PPA), que orientam os recursos conforme o plano municipal de turismo ● Orçamento estadual: contempla demandas regionais e municipais Alguns estados e municípios também dispõem de leis próprias de incentivo ao turismo ● Orçamento federal: investe em municípios, regiões e estados por emendas parlamentares e orçamento do Programa de Turismo do Ministério Transferência de recursos para apoio aos programas de desenvolvimento do Turismo (Portaria MTur n 39/2017) - Orientações federais Portaria n 39, de 10 de março de 2017: “Regras e critérios para a formalização de instrumentos de transferência voluntária de recursos, para execução de projetos e atividades integrantes do programa turismo” Proponentes: ● Órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta ● Consórcios públicos ● Instituições do Sistema “S” ● Entidades privadas sem fins lucrativos Condições para apoio aos projetos: ● Capacidade técnica ● Consonância com plano nacional de turismo e plano plurianual ● Cadastro no SICONV - entes públicos ● Chamamento público ou concurso - entidades privadas sem fins lucrativos O proponente deve conhecer a(s) categoria(s) do(s) município(s) turístico(s) e observar as ações (objetos de apoio) disponíveis a(s) sua(s) categoria. Ações do programa de turismo: ● Apoio a projetos de infraestrutura turística ● Apoio a gestão descentralizada do turismo ● Apoio ao planejamento territorial do turismo ● Fomento à iniciativa privada ● Cadastramento, fiscalização e qualificação dos serviços e do profissional do turismo ● Estudos, pesquisas e monitoramento ● Apoio ao turismo responsável O apoio a projetos de infraestrutura turística tem como objetivo estruturar e ordenar a atividade turística. Municípios de categoria A a E poderão receber aportes para construções, reformas, equipamentos de apoio e sinalização turística. Apoio ao planejamento territorial do turismo: ● Municípios de categoria A a E poderão receber aportes para planos de desenvolvimento do turismo e para o plano de desenvolvimento integrado do turismo sustentável● Municípios de categoria A a D poderão receber aportes para elaboração ou revisão de planos e estudos de desenvolvimento turístico Promoção e apoio à comercialização do turismo (Atividades): ● Promoção do turismo no mercado nacional municípios das categorias A a C ● Comercialização de destinos e produtos turísticos municípios das categorias A a C ● Posicionamento de destinos e produtos turísticos municípios das categorias A a C ● Apoio para eventos geradores de fluxos turísticos municípios das categorias A a D Atenção! Na atividade de posicionamento de destinos e produtos turísticos qualquer município pode solicitar apoio para realizar estudos e pesquisas de oferta e demanda. Cadastramento, fiscalização e qualificação dos serviços e do profissional do turismo: ● Cadastramento e fiscalização de prestadores de serviços turísticos e equipamentos em qualquer município ● Elaboração de normas para isso somente aos municípios de A a C ● Objeto de apoio qualificação para o turismo, disponível aos municípios de categoria A a E Ação de estudos, pesquisas e monitoramento: ● Estatística e análise econômica do turismo em municípios de categoria A a C ● Fortalecimento da articulação de estados e municípios é disponível aos municípios de categoria A a E Apoio ao turismo responsável, são passíveis de recurso: ● Incentivo à sustentabilidade, em municípios de categoria A a C para práticas sustentáveis e ações de sensibilização do turista ● Ações de sensibilização para gestores públicos e prestadores de serviço aos municípios de categoria A a D ● Projetos de prevenção à exploração sexual e infantil aos municípios das categorias A a C ● Atividades de produção associada ao turismo aos municípios A a E para inserção da produção local no turismo FUMTUR - este fundo é uma conta que concentra recursos de várias fontes e que pode viabilizar investimentos específicos e auxiliar na concretização de projetos para “a pasta de turismo”, preferencialmente com gestão do COMTUR e em consonância com o plano municipal. Além desses, também é importante se pensar na criação de Leis de Incentivo ao Turismo O fundo é instituído por lei, com publicação em Diário Oficial, e assim como o Conselho Municipal de Turismo, sua existência é iniciativa da Prefeitura e/ou da Câmara de Vereadores, ainda que em atendimento a uma demanda da comunidade Os recursos orçamentários devem ser previstos no exercício anterior e podem ter origem: ● Pública; com dotação orçamentária, recursos de instituições financeiras e órgãos governamentais e porcentagem na arrecadação de impostos ● Privados: clubes de serviços, empresas e ONGs ● Outros: doações, receitas sobre eventos, taxas diversas, convênios etc. Estudos de caso Legislação - noções básicas - Legislação e transferência de recursos: orientações prévias Lei Geral do Turismo - Cabe ao órgão oficial de turismo: ● Estabelecer a política local de turismo ● Identificar o sistema local de turismo ● Orientar o plano de turismo ● Indicar a origem e mecanismos de canalização de recursos Os recursos para projetos públicos de turismo podem vir de financiamentos, subsídios privados e de orçamento público Processo de transferência de recursos da união para administração pública estadual ou municipal: ● Política local de turismo ● Categoria do município ● Demandas e prioridades Transferência de recursos públicos federais do Ministério do Turismo, proposta por: ● Emenda parlamentar ● Transferência voluntária As propostas são inscritas via Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse - SICONV Instrumentos administrativos de transferência de recursos entre a união e demais entes públicos estaduais e municipais: ● Convênio ● Contrato de repasse Estudos de caso Legislação - noções básicas - Caso 1: Apoio a Projetos de Infraestrutura Turística: contrato de repasse Projetos prioritários: ● Sinalização turística ● Pórtico ● Postos de informação Como era um contrato de repasse, apos o arquivo gerado pelo SICONV, a proposta também foi avaliada pelo mandatorio, um representante do Banco Publico Federal ● Conta corrente vinculada ao contrato de repasse ● Parcelas gradativamente liberadas Projeto executado e registro de prestação de contas no SICONV ● Aprovado ● Encerrado Estudos de caso Legislação - noções básicas - Caso 2: Licitação - contratação de empresa especializada para a realização de pesquisas de demanda turísticas Licitação: contratação de empresa especializada para a realização de pesquisas de demanda turísticas Fase interna de licitação - etapas: ● Estipular as condições do ato convocatório ● Elaborar o termo de referência ● Avaliar e aprovar a licitação ● Selecionar um servidor como pregoeiro ● Indicar o provedor eletrônico Fase externa de licitação - etapas: ● Publicação do edital: objeto de licitação( pesquisa de demanda turística do município), os dias e horários para o recebimento das propostas, o endereço eletrônico da internet da sessão pública e a data e horário da sua realização ● Realização da sessão publicada ● Classificação, julgamento e encerramento da sessão ● Habilitação da vencedora ● Interposição de recursos ● Adjudicação ● Homologação e celebração do contrato Depois dessa licitação, o município conseguiu recurso para a pesquisa de demanda por emenda parlamentar Exigência de documentação da licitação: ● Aviso de edital publicado ● Ato de homologação ● Contrato ● Cópia da planilha orçamentária e do cronograma físico-financeiro da empresa vencedora ● Declaração da empresa vencedora da licitação negando vínculo empregatício direto ou indireto com a prefeitura Noções Básicas de Projetos - Planejando riscos e prazos Projeto é um esforço temporário para produzir um serviço, produto ou resultado exclusivo O que os projetos envolvem? ● Planejamento ● Objetivo definido ● Temporalidade ● Administração de recursos ● Singularidade Risco é todo evento que pode gerar impacto no projeto Risco positivo = oportunidade Risco negativo = ameaça Plano de Projeto: ● Escopo ● Plano de Ação ● Plano de Monitoramento É muito importante cumprir prazos: ● Dos entregáveis ● Dos marcos ● E do cronograma Os entregáveis são todos os produtos que devem ser entregues na finalização do projeto Os marcos (ou milestones) são eventos significativos que marcam a entrega de um produto ou finalização de uma fase do projeto Para orientar a sequência e o prazo de realização das atividades usamos o cronograma do projeto Noções Básicas de Projetos - Ciclo de vida e partes interessadas Ciclo de vida de um projeto: 1. Estágio inicial ou conceituação 2. Planejamento 3. Execução ou produção 4. Monitoramento ou acompanhamento 5. Conclusão do projeto ATENÇÃO! Em alguns projetos, quando são necessários reajustes durante a execução, mais de uma fase pode acontecer ao mesmo tempo. Ou seja, nem sempre uma fase terá terminado antes que a próxima se inicie Stakeholders (Principais indivíduos, grupos ou instituições envolvidas ou suscetíveis aos impactos do projeto): ● Gerente do projeto e demais especialistas ● Clientes ● Patrocinador do projeto ou sponsor ● Organização executora ● Público São stakeholders de um setor público: ● Público ● Reguladores ● Oposição ● Imprensa ● Fornecedores ● Gerações futuras ● Setor privado Características da gestão de projetos na área pública: ● Foco social dos projetos governamentais ● Lei Orçamentária Anual - LOA ● Obediência à Lei de licitação 8.666/93 ● Excesso de normatizações ● Prestação de contas à sociedade Ferramentas de planejamento - Planejamento turístico Características do turismo: Positivas: ● Gera renda ● Impostos ● Resgata valores Negativas: ● Degradação ambiental ● Favelização Importância do planejamento - minimizar impactos negativos e tornar a cidade mais agradável aos moradores e turistas Etapas do planejamento turístico: 1. Diagnóstico; 2. Prognóstico; 3. Objetivos e metas; 4. Estratégias; 5. Implantação; 6. Resultados; 7. Revisão do plano; 8. Alteração de cursos Ferramentas de planejamento - Planejamentoturístico Tipos de ferramentas: ● Gerais - podem ser usadas para qualquer situação ● Específicas - são utilizadas somente para o planejamento turístico Os atrativos turísticos são os componentes do destino que estimulam a visitação Os destinos turísticos é um conjunto de componentes turísticos e não turísticos Ferramentas específicas de planejamento turístico: ● Inventário Turístico INVTUR ● Matriz de avaliação do potencial turístico de localidades receptoras ● Avaliação de atrativos turísticos Negociação - Técnicas de Negociação Negociação é o processo de comunicação, por meio do qual as duas partes cedem sobre suas posições iniciais, que são divergentes entre si, e se deslocam para um ponto em que é firmado um acordo conjunto Empreendedorismo - Conceito de empreendedorismo O empreendedor tem um papel importante na estrutura econômica de um lugar, pois possui a capacidade de ativar e desenvolver a economia através da geração de emprego, renda, minimização dos desequilíbrios econômicos regionais, desenvolvimento de serviços e produção locais, entre outros. Por exemplo, a abertura de um hostel na cidade atrairia muitos turistas em busca de conhecer o lugar. Esses turistas, além de se hospedar no hostel, também irão realizar refeições, passeios turísticos e utilizar a infraestrutura da cidade. Uma ação empreendedora, a abertura de um hostel, pode gerar a possibilidade de entrada e crescimento de outros empreendedores no turismo, como uma pensão, que ofereceria refeições aos visitantes, uma agência de turismo, que ofereceria passeios, entre outras atividades. As pessoas são motivadas a empreender por 2 fatores principais: necessidade ou oportunidade. Os que empreendem por necessidade o fazem pela falta de alternativas de ocupação e renda, são aqueles indivíduos que buscam uma fonte de renda de Empreendedorismo - 2 - subsistência. Por exemplo, uma pessoa que perde o emprego e como alternativa de renda busca vender picolé na praia. Os que são motivados pela oportunidade identificam uma possibilidade de negócio, mesmo já possuindo alternativas de renda e emprego. Como por exemplo, uma pessoa que já tem emprego formal e decide alugar um dos quartos da sua casa para visitantes, o que gera uma renda extra. ● SERIAL (START-UP) Tem como objetivo a criação de novos negócios. Sua paixão não é o negócio em si, e sim o ato de empreender e inovar. ● HERDEIRO Tem como missão desenvolver o legado da família, dar continuidade a empresas familiares. ● SOCIAL Desenvolvem um negócio que contribui para diminuição das desigualdades sociais. ● CORPORATIVO Buscam novas oportunidades de negócios dentro da empresa. ● SUSTENTÁVEL Preocupam-se em desenvolver negócios que buscam resolver problemas sociais e ambientais. ● NORMAL Típico empreendedor que possui um sonho de abrir o próprio negócio e utiliza de planejamento para correr menos risco durante o processo. ● NATO Empreendedor que possui habilidades naturais que foram desenvolvidas informalmente. PRINCIPAIS HABILIDADES DE UM EMPREENDEDOR: 1. tem iniciativa e é capaz de, com inovação e criatividade, identificar oportunidades onde os outros não as percebem, conta com mais chances de abrir um negócio lucrativo. 2. é persistente, mantém-se firme para alcançar metas, enxerga soluções alternativas diante de adversidades. Busca metas viáveis, ao aprender tanto com o sucesso quanto com o fracasso. 3. avalia as alternativas, onde, como e quando pode assumir riscos, tem coragem e ousadia, prevê para controlar resultados, reúne os requisitos preponderantes para o crescimento do empreendimento. 4. foca em resultados e busca um padrão de qualidade associado a custos mais baratos, a melhoria do produto e ao cumprimento de prazos. 5. assume a responsabilidade diante dos resultados, sejam estes fracassos ou sucessos. Só promete o que pode cumprir. Envolve-se, caso necessário, diretamente no processo de produção, auxiliando os empregados. 6. Procura por meio de pesquisas e observação, conhecer todo o processo de produção da sua empresa; caso seja necessário, contrata consultores e especialistas da área. 7. determina metas claras, com objetivos bem definidos, em tempo determinado (Curto, médio e longo prazo). Estabelece metas possíveis de serem alcançadas e se dedica de forma concentrada em foco bem definido. 8. Planeja antes de executar para aumentar as chances de resultado positivo. O empreendedor que organiza a divisão de tarefas de sua empresa, que mantém os registros financeiros organizados e em fácil acesso, tem mais condições de avaliar os resultados do seu trabalho para planejar ações de correção ou de valorização em pontos estratégicos. 9. cria estratégias de persuasão e trabalha em prol de atingir objetivos preestabelecidos; para isso, utiliza suas redes de contatos. É persuasivo nas suas relações comerciais, pois é hábil em convencimento, a partir da articulação de ideias definidas antecipadamente, e trata seus clientes como parceiros. 10. busca a autorrealização no seu trabalho. Acredita no seu potencial, nas suas ideias, na sua capacidade de tomar decisões importantes para o seu negócio. É motivado e contamina positivamente seus funcionários e clientes. Formato dos projetos - Introdução e o papel do gestor Planos: ● PNMT 1994 - Plano Nacional de Municipalização do Turismo ● PNT 2003-2007 -- Plano Nacional de Turismo ● PNT 2007-2010 -- Plano Nacional de Turismo - Uma Viagem de Inclusão ● PNT 2010-2016 -- Plano Nacional de Turismo - Roteirização Turística O que significa regionalização? ● Estabelecer diretrizes políticas e operacionais ● Orientar a implementação de ações e projetos ● Promover a interação dessas ações com os estados, regiões e municípios Principais objetivos do programa: ● Apoiar a estruturação dos destinos ● Apoiar a gestão ● Apoiar a promoção do turismo nas regiões e municípios Eixos: ● Gestão descentralizada do turismo ● Planejamento e posicionamento de mercado ● Qualificação profissional dos serviços e da produção associada ● Empreendedorismo, captação e promoção dos investimentos ● Infraestrutura turística ● Informação ao turista ● Promoção e apoio à comercialização ● Monitoramento O papel do gestor público na implementação de projetos Funções principais: nível de diretoria e/ou gerência: 1. Planejamento das atividades visando à ordenação das atividades turísticas no município 2. Elaboração de projetos base a serem desenvolvidos prioritariamente ● Coordenar o processo de inventário da oferta turística ● Fazer o diagnóstico do município ● Realizar o prognóstico ● Promover oficinas para divulgar o Plano Indutor Básico - arranjo produtivo local ● Viabilizar e participar da realização do Plano Diretor De Turismo ● Elaborar o planejamento estratégico ● Implantar o projeto de regionalização do turismo Formato dos projetos - Categoria dos Municípios A Categorização foi instituída por meio da Portaria n 144, de 27 de agosto de 2015. Ela é um instrumento para identificação do desempenho da economia do turismo dos municípios inseridos nas regiões turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro As informações geradas pelo Mapa auxiliam na tomada de decisões estratégicas pela gestão pública e orienta a elaboração e a implementação de políticas específicas para cada categoria de municípios, de modo a atender suas especificidades Categorização - Os municípios que possuem médias semelhantes nas cinco variáveis analisadas são reunidos em uma mesma categoria Formato dos projetos - Formato e metodologia A validação dos projetos está relacionada ao formato e metodologia aplicada O MTur é exigente com relação às apresentações dos projetos pois eles poderão ficar fora da elegibilidade para solicitar verba pública A celebração de convênios e solicitação de recursos públicos dependem da prévia aprovação do plano de trabalho Para que os projetos sejam elaborados de acordo com a metodologia do ministério do turismo usa-se a ferramenta plano de trabalho Portaria 112/2003 - O plano de trabalho deve: ● conter as metase as etapas detalhadas; ● apresentar correlação entre as etapas de execução física; ● apresentar o cronograma de reembolso Metodologia de projetos: 1. Sensibilização - Etapa fundamental para o êxito e andamento de todo o processo e deve estar presente em todas as fases do processo 2. Mobilização - Deve ser utilizada em qualquer situação em que se pretenda exercitar a cidadania e democracia 3. Institucionalização da instância de Governança regional - Tem como objetivo coordenar o programa em âmbito regional 4. Elaboração do plano estratégico - É o instrumento orientador do plano de trabalho 5. Implementação do plano estratégico - Indica como será executada a estratégia definida na etapa anterior 6. Sistema de informações turísticas do programa 7. Roteirização turística - Confere realidade turística aos diferentes atrativos, sua integração e organização 8. Promoção e apoio a comercialização - É fundamental estabelecer uma reflexão para uma comercialização sustentável do destino 9. Sistema de monitoria e avaliação do programa - Avaliação de desempenho de resultados, benefícios e impactos entre o planejado e o executado 10. Formação de redes 11. Turismo e sustentabilidade SICONV - Introdução SICONV é o sistema de gestão de convênios e contratos de repasse. Políticas públicas: ● Elaboradas ● Implementadas ● Avaliadas ● Monitoradas Podem promover o desenvolvimento social, econômico e sustentável dos setores da economia e da população Propostas - Visão holística: ● Visão de todo em que todas as partes são avaliadas e consideradas e não somente um segmento do processo Normatizar o segmento turístico: ● Criar regras de funcionamento ● Provir a infraestrutura ● Integrar as iniciativas públicas e privadas ● Articular as políticas públicas do setor ● Agir de forma integrada com os atores locais As parcerias permitem: ● Maior integração entre as partes envolvidas ● Uso mais eficaz das ferramentas, das tecnologias e do know-how disponível entre os parceiros Estão presentes nos projetos: ● Sociais ● Culturais ● Políticos ● Institucionais Por se tratar de uma atividade multidisciplinar, no turismo ainda se faz mais necessário essas parcerias! SICONV: ● De uso obrigatório por todos os gestores de recursos públicos ● São realizados pelo SICONV todos os atos e procedimentos relativos a: 1. Formalização 2. Execução 3. Acompanhamento 4. Prestação de contas 5. Informações acerca de tomada de contas especial dos convênios/ contratos de repasse e termos de cooperação Vantagens da utilização do SICONV: ● Redução do custo de operacionalização ● Centralização do canal de acesso aos recursos públicos ● Simplificação da prestação de contas ● Interação com outros sistemas (Siafi, Dou, Cauc/Cadin, Receita, Bancos/Contas) ● Única forma de acessos aos recursos do orçamento geral da união - OGU ● Centralização e Unificação dos procedimentos para todas as propostas/contratos ● Oportunidade dos municípios modernizarem a Gestão O SICONV registra e disponibiliza informações importantes de instrumento de convênio ou contrato de repasse: ● Dados da entidade convenente ● Parlamentar e a emenda orçamentária (se houver) ● Objeto pactuado ● Plano de trabalho detalhado, inclusive custos previstos em nível de item/etapa/fase ● Recursos transferidos e a transferir ● Status do cronograma de execução física, com indicação dos bens adquiridos, serviços ou obras executadas ● Licitações realizadas e lances de todos os licitantes ● Nome, CPF e localização dos beneficiários diretos ● Execução financeira com as despesas executadas discriminadas analiticamente por fornecedor ● Formulário destinado à coleta de denúncias Por meio do SICONV é possível realizar as seguintes ações: ● Integração com os sistemas estruturantes da Administração Pública Federal ● Criação de perfis de elegibilidade de convênio de acordo com as características do proponente ● Criação de formulários para apresentação on-line de projetos, planos de trabalho, relatórios, conciliação bancária, prestação de contas etc ● Credenciamento e cadastramento dos entes federativos e entidades privadas sem fins lucrativos ● Centralização de todas as informações no Portal ● Facilidade de licitações, licitantes, vencedores dos certames, dirigentes etc ● Comando das transferências dos recursos pelo concedente ● Comando dos pagamentos do convenente pelo Portal dos Convênios ● Integração diária com BB, CEF, BNB E BASA ● Prestação de contas ● Tomada de Contas Especiais (processo administrativo para apuração de irregularidades, identificação dos responsáveis e quantificação do dano ao erário público) SICONV - Informações complementares para os gestores públicos A capacitação dos gestores públicos é fundamental para a obtenção de recursos públicos disponíveis (recursos de transferências voluntárias da União) Projeto Básico (proposta): ● Instrumento programático e integrante do termo de convênio a ser celebrado entre as partes Plano de Trabalho: ● Documento que deverá ser apresentado como detalhamento da proposta aprovada e cadastrada anteriormente no SICONV Deve ser elaborado com base nos seguintes elementos: ● Descrição do objeto a ser executado ● Justificativa da proposição ● Estimativa de custos (repasse e contrapartida) ● Prazo de execução ● Informações relativas à capacidade técnica e gerencial do proponente para execução do objeto Etapas do processo de elaboração do projeto (Portal com os programas disponibilizados pelos Órgãos Federais): 1. Credenciamento 2. Proposta 3. Seleção 4. Cadastro 5. Plano de trabalho 6. Análise 7. Celebração Contrapartida Financeira: ● É a parte correspondente ou equivalente com que o convenente deve participar do valor total do convênio para a execução do objeto proposto Convenente: ● Órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta, de qualquer esfera de governo, consórcio público ou entidade privada sem fins lucrativos, com a qual a administração pública federal pactua a execução de programas, projetos e atividades de interesse recíproco. Requisitos e condicionantes para celebração do convênio: ● Adimplência ● Certidões de regularidade ● Licença ambiental ● Propriedade do imóvel Quando se tratar de comunidades quilombolas ou indígenas será necessária autorização dos órgãos competentes responsáveis por essas propriedades. Monitoramento de ações e avaliação de resultados - Monitoramento e avaliação: indicadores de sucesso! Monitoramento de ações e avaliação de resultados estejam presentes em todas as etapas do ciclo de vida de um projeto Sistema de monitoramento de ações e avaliação de resultados - É um conjunto de atividades articuladas de produção, registro, acompanhamento e análise crítica de informações de programas, produtos e serviços Importância: Apoio ao processo de tomada de decisão, atualizando, gerenciando, prevenindo e corrigindo desvios do que foi planejado, para assegurar o alcance dos objetivos do projeto Tipos de monitoramento: ● Controle e auditoria - apura o uso dos recursos públicos ● Acompanhamento físico-financeiro: monitora os gastos e os investimentos ● Pesquisa avaliativas: avaliar a motivação, adequação e contribuição de uma ação pública no alcance de seus objetivos Indicadores: ● Quais resultados foram alcançados durante essa etapa do projeto? ● Quais eram os objetivos e metas? ● Quais objetivos e metas não foram alcançados e por quê? Formulação de indicadores: ● Previsão de recursos, para a coleta de dados ● Inclusão do “plano de contingência” ● Capacidade de registrar mudanças ● Especificidade ● Temporalidade - ex-ante, fase intermediária ou in-tinere e ex-post Aplicabilidade dos indicadores: ● Disponibilidade ● Simplicidade ● Estabilidade ● Rastreabilidade ● Sensibilidade ● Representatividade ● Confiabilidade Taxonomia dos indicadores: Natureza: ● Econômica ● Social ● Ambiental Área temática: ● Educação ● Saúde ● Trabalho ● Turismo Indicadores de avaliação de desempenho: ● Economicidade ● Eficiência ● Eficácia ●Efetividade Componentes básicos dos indicadores: ● Unidade de medida ● Fórmula ● Padrão de comparação ● O índice ● Meta Tipos de indicadores: ● Indicadores de processo ● Indicadores de resultado ● Indicadores de impacto ou de efetividade Monitoramento de ações e avaliação de resultados - Monitoramento de projetos com transferência de recursos públicos federais: SICONV e Visita in loco Etapas de monitoramento: ● Via SICONV - Relatórios trimestrais do convenente avaliados por um técnico responsável ● Via IN LOCO - Visitação, avaliação dos resultados e emissão de relatório com ou sem proposições e recomendações Antes da visita IN LOCO: ● O convenente é comunicado ● É definida a equipe de especialistas, objetivos e o plano de trabalho para a visita ● Informações sobre o convênio, plano monitoramento do projeto, transderências efetuadas, prestação de contas, e relatório de visita in loco anterior Durante a visita IN LOCO: ● Análise dos documentos, comprovantes e informações referentes à execução física do convênio ● Cumprimento das recomendações e proposições ● Materiais e bens adquiridos ● Fotografia, descrição de achados e preenchimento dos roteiros de verificação in loco ● As dúvidas, informações e sugestões são compartilhadas Após a visita IN LOCO: ● Relatório elaborado e disponibilizado via SICONV ● Registros da visita arquivados em pastas individualizadas ● Recomendações e proposições, providências e resultados atualizados Prestação de contas e Elaboração de Relatório de Gestão em Turismo - Gestão dos recursos públicos: responsabilidade e transparência A transferência voluntária de recursos públicos federais para estados e municípios busca atender diversas demandas, entre elas, o investimento em turismo Para saber se o investimento foi bem feito, utiliza-se recursos como: ● Relatório de gestão ● Prestação de contas Esses são instrumentos obrigatórios de transparência, responsabilidade e controle social Relatório de gestão: ● Demonstrativo de como a gestão foi conduzida ● Transparência ● Autorreflexão ● Análise da gestão dos dirigentes Os projetos realizados com recursos de transferência voluntária do MTur para os órgãos públicos de turismo são comprovados pela prestação de contas Prestação de contas e Elaboração de Relatório de Gestão em Turismo - Prestação de Contas: critérios básicos A prestação de contas deverá ser realizada via SICONV e composta dos seguintes documentos: 1. Relatório de cumprimento do objeto 2. Declaração de realização dos objetivos propostos 3. Comprovante de recolhimento do saldo de recursos 4. Termo de compromisso de manutenção dos documentos relacionados ao instrumentos Complementam a comprovação da prestação de contas: ● Extrato da conta bancária e conciliação bancária ● Comprovante de recolhimento do saldo de recursos ● Cópia do despacho adjudicatória e homologação das licitações realizadas ● Cópia dos termos de contratos com terceiros e comprovação de sua execução ● Fotografia, jornal, vídeo, cd’s, dvd’s, peças publicitárias, entre outros comprovantes, de cada meta/etapa realizada ● Relação dos participantes de eventos realizados ● Cópia das faturas, recibos, notas fiscais e outros comprovantes de despesas com a execução do convênio Prazo: 1. Início: liberação da 1 parceria dos recursos financeiros 2. Desenvolvimento: registro e verificação contínua de conformidade financeira 3. Prazo final: 60 dias após encerramento ou conclusão Tipos de informação: ● Física ● Financeira Além dos documentos comprovantes, podem ser incluídos laudos e relatórios de inspeção IN LOCO Coordenação-Geral de Convênios - CGCV: Planejar, coordenar, orientar, acompanhar e avaliar as atividades de execução e a análise financeira de prestação de contas de convênios com MTur Prestação de contas: ● Prazo de avaliação: 90 dias ● Aprovação, registro: Sistema de Gerenciamento de Convênios, Contratos de Repasse e Termos de Parceria - SICONV e Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI Rejeição da prestação de contas: ● Impossibilidade de novos recursos e convênios ● Inadimplência no SICONV ● Tomada de contas especial Tomada de contas especial: ● Apurar os fatos ● Identificar os responsáveis ● Quantificar o dano, para ressarcimento Estudos de casos: Metodologia de Projetos - Caso 1 - Projeto de Planejamento Turístico de um Município Desenvolver o turismo onde a intervenção relacionada à atividade turística é praticamente nenhuma Objetivo Principal: desenvolvimento ordenado planejado e sustentável do município Primeiras ações propostas: ● Realizar o inventário turístico ● Diagnóstico: identificar os pontos fortes e fracos da região ● Sensibilização: promover as oficinas de conscientização Principais Obstáculos: ● recursos naturais ● recursos culturais ● empresas de hospedagem ● turistas ● subempregos ● profissionais qualificados Análise Situacional: ● Turismo de Sol e Praia ● Turismo de natureza ● Ausência de projetos ● Informalidade ● Equipamentos turísticos ● Políticas públicas ● Distribuição de renda ● População local Processo de Sensibilização: 1. Palestra de sensibilização para a importância do desenvolvimento do turismo 2. Explanação do projeto: passo a passo com as ações identificadas como prioritárias Etapas do Plano Estratégico: 1. realizar o inventário turístico, elaborando o Diagnóstico e o Prognóstico do município (viabilizar, através de recursos da Prefeitura e da Secretaria de Turismo, a infraestrutura necessária para o funcionamento dos pontos turísticos e permitir que os recursos naturais e culturais da cidade possam se tornar atrações turísticas com a devida infraestrutura para a recepção de turistas nacionais e estrangeiros) 2. elaborar o Plano Diretor de Turismo (Captação de recursos de empresa privada responsável pelo transporte e extração de minério de ferro da região/ Propor a criação de um “corredor turístico” em conjunto com os demais municípios da região) 3. Instituir o Programa de Regionalização do Turismo (organizar oficinas de interação para promover a sensibilização e a mobilização dos atores locais e o incentivo a formação de redes) Estudos de casos: Metodologia de Projetos - Caso 2 - Aplicações da metodologia para obtenção de financiamentos públicos através do Sistema SICONV Sistema SICONV: ● Procedimento para participar do repasse de recursos públicos através do sistema SINCONV ● Os atos e os procedimentos relativos à formalização, execução, acompanhamento, prestação de contas dos convênios, contratos de repasse e termos de cooperação são realizados no sistema de gestão de convênios e contratos de repasse SICONV Etapas do Processo: 1. Credenciamento (qualificação jurídica) 2. Proposta 3. Seleção 4. Cadastro (documentação exigida) 5. Plano de trabalho 6. Análise 7. Celebração (documentação final assinatura/publicação) Os projetos devem ser pautados dentro dos princípios conceituais da sustentabilidade para que seja: ● agente fortalecedor da cultura local e regional ● preservador da identidade social e fomentador da diversidade cultural das comunidades, grupos e regiões com elevação da autoestima dos indivíduos e cidadãos É muito importante que o município tenha conhecimento dos projetos disponíveis ao setor de turismo Estudos de casos: Metodologia de Projetos - Caso 2 - Aplicação da Metodologia para Monitoramento de um projeto Processo de monitoramento: ● Ferramenta de formação de projetos ● Sistema de monitoria e avalição de programa Metodologia de Formato Básico de Projetos para a Regionalização do Turismo: 1. Sensibilização 2. Mobilização 3. Institucionalização da Instância de Governança Regional 4. Elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo Regional 5. Implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo Regional 6. Sistema de Informações Turísticas do Programa 7. Roteirização Turística 8. Sistema de Monitoria e Avaliação do Programa Sistema de monitoria e avaliação: Sistema integrado de informações usadono processo decisório de controle, a partir da avaliação de desempenho de resultados, de benefícios e impactos entre o planejado e o executado em um determinado período Aplicações da Metodologia para Monitoramento de um projeto: ● Na fase de execução é que normalmente ocorrem as ações de fiscalização dos órgãos federais de controle ● As conclusões das fiscalizações servem de respaldo à avaliação das respectivas prestações de contas ● O ordenador de despesas do órgão ou entidade concedente poderá delegar competência para acompanhamento da execução do convênio a dirigentes de órgãos ou entidades pertencentes à administração federal ● Não se admite a alteração do objeto por meio de termo aditivo Considerações finais: ● O acompanhamento do gestor público durante todo o processo é fundamental para a eficácia e sucesso do projeto em questão ● O gestor público deve sempre ter em mente a necessidade da elaboração do checklist de cada uma das etapas do processo Estudos de casos: Metodologia de Projetos - Caso 2.3 - Aplicação da metodologia de prestação de contas e de elaboração de relatório de gestão O órgão ou entidade que receber recursos na forma estabelecida nesta portaria estará sujeito no prazo máximo de 30 dias contados do término da vigência do convênio ou contrato ou do último pagamento efetuado, quando este ocorrer em data anterior àquela do encerramento da vigência A prestação de contas será composta, além dos documentos e informações apresentados pelo convenente ou contratado no SICONV, vários outros documentos O concedente ou contratante deverá registrar no SICONV o recebimento da prestação de contas O que é plano, programa, ação e projeto? Planos - é elaborado pelo Estado e tem caráter participativo, na medida em que deve envolver a iniciativa privada, a comunidade e demais stakeholders. Ele é o documento mais generalista e menos complexo. Apresenta a filosofia geral e contempla prioridades e diretrizes; como também especifica responsabilidades, programas e objetivos gerais a serem alcançados em períodos mais longos, como o Plano Nacional de Turismo que é estabelecido a cada 4 anos Um plano é composto por: ● Síntese dos fatos (contexto e diagnóstico) e problemas/demandas que motivam uma atitude ou mudança de perspectiva; ● prioridades e justificativa para a seleção dos objetivos; mudanças necessárias e previstas (mudanças legais, institucionais e administrativas) ● metas e resultados a serem atingidos ● recursos humanos, físicos e instrumentais indispensáveis (gastos e fontes de financiamento em cada fase, no caso de planos plurianuais - PPA, por ex.) ● e atribuição de responsabilidades de execução, controle e avaliação dos resultados Programas - Como desdobramentos do plano, são elaborados os programas, que otimizam e organizam os recursos disponíveis. O programa abrange um segmento do plano, é uma proposta prática com foco em determinada temática (ou públicos, abrangência geográfica, etc) e para tal, estabelece objetivos gerais e específicos relacionados a seu tema. Um programa em geral apresenta: ● diagnóstico (informação sobre a situação a ser modificada); ● objetivos gerais e específicos; ● estratégia e lógica de trabalho; ● ações que compõe e sua inter-relação; ● recursos (humanos, físicos e materiais) ● medidas administrativas necessárias Ações - detalham as alternativas de intervenção, é a unidade mais básica do planejamento e tem como função alcançar os objetivos traçados pelo programa. Para a execução do Programa de Regionalização do Turismo (PRT), po ex., foram imprescindíveis várias ações, como estudos de oferta, demanda, estratégias de marketing, etc., tal como o Projeto de Gestão e Planejamento de Destinos Turísticos sobre os destinos indutores Uma ação apresenta, em geral: ● objetivos, metas e respectivos indicadores; ● detalhamento de atividades, prazos, receitas e custos; ● especificação de recursos (humanos e materiais) necessários; ● e contém roteiro predeterminado, adequando resultados à limitação de recursos e tempo O que é plano, programa, ação e projeto? - Instrumentos de implementação de política pública Como um órgão oficial de turismo planeja? ● análise do destino turístico e dos emissores de turistas ● avaliação de sua identidade e sistema organizacional ● definição de objetivos ● desenvolvimento de estratégias de implementação e controle Os instrumentos utilizados: ● organizativos (são os órgãos responsáveis pela organização do turismo) ● programáticos (são os documentos gerados do processo de planejamento) ● normativos (são as normas legais que dão ordem ao setor de turismo) ● de melhora do conhecimento turístico (distribuem informações e investigam diagnósticos e perspectivas do turismo) ● financeiros (dão suporte ao setor turístico) ● de comunicação (divulgam e informam sobre a atividade turística) Qualificação Turística - Programa de Qualificação do Turismo no contexto do Plano Nacional de Turismo Plano Nacional de Turismo (PNT): ● planejar ● fomentar ● coordenar ● fiscalizar a atividade turística PRODETUR - O conceito geral do PRODETUR Nacional Programa de Desenvolvimento do Turismo Para que foi criado o programa? ● Executar ações de qualificação dos destinos turísticos brasileiros ● Gerar emprego e renda para a população local Investimentos do PRODETUR ● Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) ● Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) Programas Regionais de Desenvolvimento: 1. Planejamento prévio da região turística 2. Organizar as intervenções públicas 3. Áreas prioritárias a serem implantadas em prol da pop local PRODETUR - A adesão do programa PRODETUR Nacional e os seus benefícios Quem pode aderir ao PRODETUR Nacional? ● Estados ● Distrito Federal ● Capitais ● Municípios Adesão ao PRODETUR: ● Carta-consulta para financiamento ● Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável - PDITS ou Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo Conceito - Área turística priorizada e de região turística Estratégia - Plano de Desenvolvimento do Turismo apresentado ao MTur PRODETUR Rio de Janeiro: 1. Plano Nacional de Turismo 2. Programa de Regionalização do Turismo 3. PRODETUR Nacional 4. PRODETUR Rio de Janeiro Objetivos específicos do Programa para o Estado do Rio de Janeiro: ● Melhorar a gerência dos atrativos turísticos ● Aumentar a inserção competitiva dos produtos turísticos ● Melhorar as condições de vida da pop residente nos polos ● Promover o desenvolvimento local de forma sustentável ● Melhorar a acessibilidade às áreas turísticas Objetivo do PRODETUR Nacional - tem como objetivo consolidar o papel articulador do MTur para que sua atuação seja eficiente na elaboração de políticas públicas de turismo, bem como em fortalecer a estruturação dos destinos turísticos br, pelo fomento ao desenvolvimento regional, apoiando projetos regionais por meio de parcerias com estados e municípios Possui uma ação direta (ação 14TJ) na aplicação de recursos do orçamento geral da união, em projetos de: ● Infraestrutura turística ● Planejamento estratégico e operacional dos destinos ● fortalecimento da gestão ● acesso a mercados ● gestão ambiental Acesso à linha de crédito referente ao PRODETUR: ● Elaboração de carta-consulta à Comissão de Financiamento Externos - COFIEX ● Cada estado ou município deverá selecionar as áreas turísticas prioritárias para recebimento dos investimentos ● Para cada área priorizada, deverá ser elaborado um plano de desenvolvimento do turismo Projetos elegíveis: ● Estratégia de produto turístico ● Estratégia de comercialização ● Fortalecimento institucional ● Infraestrutura e serviços básicos ● Gestão ambiental Cadastrur - O que é Cadastrur? É o sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo Promover o ordenamento, a formalização e a legalização dos prestadores de serviços turísticos no Brasil Importância do Cadastrur: 1. Auxilia o Governo Federal no desenvolvimento de políticas públicas para o setor deturismo 2. É uma referência para consulta do mercado turístico brasileiro Através do Cadastrur é possível saber: ● As categorias de empresas de hospedagem disponíveis ● O número de leitos de acordo com as categorias hoteleiras ● As empresas de transporte turístico que atuam ali ● As empresas que atuam de forma indireta com a atividade turísticas, tais como restaurantes, casas de espetáculos e empresas de locação de veículos ● A existência de parques temáticos, marinas e empreendimentos de apoio ao turismo náutico O Cadastrur é referência para consulta do mercado turístico brasileiro e permite a consulta por qualquer pessoa que acesse o portal IMPORTANTE! A partir da publicação da lei 11.771 de setembro de 2008, o cadastro passou a ser obrigatório para os prestadores de serviço turísticos Produção Associada - Introdução e as etapas para o desenvolvimento e integração de atividades turísticas com foco na Produção Associada ● É qualquer produção que detenha atributos naturais e/ou culturais de uma determinada localidade ou região, e que por isso seja capaz de agregar valor ao produto turístico ● Tem objetivo de incrementar a competitividade tanto do produto em si, quanto do destino turístico Os agentes locais podem ser: ● Guias ● Gestores municipais ● Gestores de turismo ● Empresários ● Empreendedores ● Entre outros Produção Associada - Etapas para o desenvolvimento e integração de atividades turísticas com foco na Produção Associada Infraestrutura - Infraestrutura e Turismo: Uma questão de qualidade Infraestrutura - Infraestrutura Turística e política pública de turismo: reconhecimento e investimento