Logo Passei Direto
Buscar

Atividade Relatos Selvagens (1)

Atividade de Direito Penal IV sobre trecho de Relatos Selvagens: identificação de crimes (homicídio, embriaguez ao volante, suborno, falso testemunho, extorsão, propina, corrupção), descrição de sujeitos (Santiago, vítima grávida, familiares, advogado, inspetor) e dispositivos legais (arts. 121,302,304,333,342,158,317; CTB; Lei 13.546/17).

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

FACULDADE CATÓLICA DE RONDÔNIA
05/11/2021
DIREITO PENAL IV
DOCENTE: Sávio Borges Lessa
DISCENTES:
Rafael Gregori da Silva - R.A: 20171092
Rafael Mendonça de Assis - R.A: 20192030
5º Período - Noturno
● Atividade referente a análise do trecho do filme “Relatos Selvagens”;
● CRIMES PRATICADOS
○ Homicídio Simples, Art. 121 do Código Penal;
○ Homicídio com embriaguez ao volante, Lei 13.546/17 - Art. 302 - Art.
304;
○ Suborno, Art. 333 do Código Penal;
○ Falso testemunho, Art. 342 do Código Penal;
○ Extorsão, Art. 158 do Código Penal;
○ Propina, Art. 333 do Código Penal;
○ Homicídio doloso, Art. 121 do Código Penal;
○ Corrupção, Art. 317 do Código Penal.
● SUJEITOS ATIVOS E PASSIVOS (PERSONAGENS)
○ Santiago {Sujeito ativo ocultado} (motorista que atropelou a mulher
grávida)
○ Mulher grávida atropelada e morta {Sujeito Passivo Direto} - Marido da
vítima (Assassino de José)
○ Pai de Santiago {Sujeito Passivo}
○ Advogado do Pai de Santiago {Sujeito Ativo}
○ E vizinho sujeito a proposta (José) {Sujeito passivo}
○ Inspetor da Polícia - instruí e coopera com o prosseguimento do
minucioso plano bolado {Sujeito Ativo/Passivo}
○ Mãe de Santiago {Sujeito Passivo}
● OBJETOS JURÍDICOS E MATERIAIS
O Art 306 CTB traz como pena para quem praticar o crime de embriaguez ao
volante a detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
Artigo 121 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
Art. 121. Matar alguem:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
Aumento de pena
§ 4 o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente
deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências
do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a
pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de
14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741,
de 2003)
Art. 333 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40
333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para
determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena - reclusão, de 1 (um)
ano a 8 (oito) anos, e multa.
Art. 317 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40
317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem: Pena - reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e
multa.
Com a aprovação da Lei 13.546/2017, a pena passa a ser de reclusão de cinco a
oito anos para quem cometeu homicídio culposo ao dirigir sob efeito de álcool, além
da suspensão da CNH. A nova lei foi publicada no Diário Oficial no dia 20 de
dezembro de 2017 e passa a valer em 120 dias.
Artigo 342 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha,
perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo,
inquérito policial, ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de
28.8.2001)
§ 1 o As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é praticado
mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir
efeito em processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da
administração pública direta ou indireta. (Redação dada pela Lei nº 10.268, de
28.8.2001)
§ 2 o O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu
o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade. (Redação dada pela Lei nº
10.268, de 28.8.2001)
“Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato
socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de
solicitar auxílio da autoridade pública:
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir
elemento de crime mais grave.
Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo,
ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com
morte instantânea ou com ferimentos leves.”
Artigo 158 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito
de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que
se faça ou deixar de fazer alguma coisa:
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.
Lei 13.546/17
§ 3º Se o agente conduz veículo automotor sob a influência de álcool ou de
qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:
Penas - reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se
obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.”
Art. 302
Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:
Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
§ 1o No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é
aumentada de 1/3 (um terço) à metade, se o agente:
I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;
II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada;
III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima
do acidente;
IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de
transporte de passageiros.
● CONDUTAS PRATICADAS PELOS SUJEITOS (NARRAR OS FATOS)
Precipuamente, um jovem chamado Santiago, atropelou uma mulher grávida
e não prestou socorro à vítima. A mulher e o bebê acabaram falecendo nas ruas de
Buenos Aires. Ressalta-se que o veículo pertencia a Maurício (Pai do Santiago).
Ocorre que Santiago estava sob o efeito de bebidas alcoólicas durante a direção do
veículo.
Com o fim de salvar o filho de ser preso, Maurício realiza um acordo com o
caseiro, José, uma pessoa conhecida da família e que trabalhava para Maurício. O
mesmo realizou um acordo com o José para que se passasse por autor do crime,
alegando que teria pegado o carro para dar uma volta e encher os pneus que
estavam baixos e eventualmente resultou no atropelamento das vítimas. O pai de
Santiago estipula que se o contratado concordar com os termos, contrataria o
melhor advogado (advogado da família) para que em 1,5 ano já estaria solto e o
subornar com 500 mil dólares e o manipula alegando as condições financeiras do
contratado.
Tanto o advogado, quanto Maurício e o caseiro, simulam a cena de direção
no carro, ajustando banco e ensaiando para quando estivessem sobre a presença
da justiça, relatar o seguinte fato: o caseiro havia pego o carro dos patrões para
encher os pneus que estavam “baixos”, meio murchos e logo após, teria saído para
dar uma volta e eventualmente teria passado por cima de algo, pensando ser um
animal ou coisa análoga, o qual logo após, algo o atingiu com uma pancada na
cabeça e não se lembraria de mais nada.
Posteriormente, com a eventual chegada da polícia à casa da família,
Santiago e sua mãe se escondem no quarto. José, o contratado, relata os fatos ao
fiscal exatamente como ensaiado: “pegou o carro, deu uma volta, bebeu e estava
em alta velocidade, atropelou algo e com medo do patrão, voltou diretamente para
casa, alegando não saber o que havia atingido”.
O fiscal pede para José se sentar no carro, como se estivesse dirigindo, para
reformular as cenas. O investigador nota que os retrovisores estão todos para cima
e não condiz com a altura de José alegando que se ele dirigisse dessa forma como
estava dizendo, iria atropelar mais de uma pessoa. José nega e diz ter mexido
depois nos retrovisores.
O advogado pretende negociar com o inspetor, mas o policial quer 1 milhão
de dólares. O advogado além de conseguir um acordo com a polícia pretende
também ter sua parte pela negociação cobra 500 mil parao pai da vítima. José ao
escutar o advogado cobrando 500 mil, pretende também subornar o pai do jovem
com o mesmo valor e um apartamento em Martin Mayor.
O inspetor confirma a encenação que antes lhe havia sido apresentada e que
intimará o Pai, a Mãe e o Filho e confirma que José será o autor do crime e sairia da
casa algemado e encapuzado. O caseiro não precisa dizer nada à imprensa.
Santiago exprime o desejo de confessar o crime, porém é apaziguado por José
afirmando que está tudo bem.
O Inspetor cobra de imediato 30 mil para gastar com alguns recursos
operacionais e afirma que serviria para “comprar” alguns oficiais, como juiz, policial,
delegado ou se alguém tivesse visto ou ouvido algo, de tal forma que teria de
negociar.
Por conseguinte, Mauricio acaba se estressando por todos estarem lhe
extorquindo, afirmando que não pretende mais continuar com o acordo e falando
para o filho confessar. Logo em seguida se tranca no quarto. Todavia, a esposa de
Maurício toma a frente para realizar uma nova proposta. Com a nova proposta, José
aceita apenas os 500 mil e não mais o apartamento. O advogado e o inspetor
pretendem dividir o 1 milhão de dólares.
A única proposta que Maurício aceita é a que ele apresenta, na qual ele daria
1 milhão e os três iriam dividir entre eles e diz que caso não aceitem, que os
mesmos realizem outra proposta absurda, caso contrário, iria denunciar o advogado
e o inspetor por extorsão. Ao final, o caseiro acaba saindo como o autor do crime
como antes havia planejado.
● ELEMENTOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS
Na qualidade dos crimes praticados, no que tange aos elementos objetivos e
subjetivos:
○ Homicídio Simples, Art. 121 do Código Penal: Dolo e Culposo. Haja vista que
o mesmo se consuma com a prática da conduta do agente em tirar a vida de
alguém;
○ Homicídio Culposo, Art. 121, § 3º Código Penal: Culposo, a situação em que
um sujeito tira a vida de outro sem intenção. A culpa é inconsciente e o
assassinato ocorre por negligência, imprudência ou imperícia;
○ Homicídio com embriaguez ao volante, Art. 302 - 304, Lei 13.546/17:
○ Corrupção Ativo, Art. 333 do Código Penal: Dolo, praticada pelo corruptor
que oferece ou entrega ou promete propina;
○ Falso testemunho, Art. 342 do Código Penal: Dolo, haja vista que o eventual
erro exclui o dolo, além de também sua afirmação falsa ter que ser relevante
sendo capaz de influir no mérito da causa, ou seja, fazer afirmação falsa, ou
negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou
intérprete em processo judicial, ou administrativo,
○ Extorsão, Art. 158 do Código Penal: Doloso, o momento consumativo varia
com natureza do crime, no caso, crime formal ou de consumação antecipada,
o tipo descreve um comportamento seguido de um resultado naturalístico,
mas dispensa a modificação no mundo exterior, contentando-se, para a
consumação, com a prática da conduta típica. O crime, portanto,
consuma-se no momento da ação, sendo o resultado mero exaurimento;
○ Corrupção Passiva, Art. 317 do Código Penal: Dolo, consistente na vontade
consciente de solicitar, receber ou aceitar, direta ou indiretamente, vantagem
indevida do corruptor.
● MOMENTO CONSUMATIVO E TENTATIVA
O momento consumativo do crime recai sobre o crime de Homicídio
Culposo, conforme art. 121, § 3º do Código Penal, tal qual, complementa-se pelo
Homicídio com embriaguez ao volante, com fulcro na Lei 13.546/17, art. 302 - art.
304, o qual se disciplina:
“Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor;
Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar
imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa
causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública;”
Posteriormente, delimita-se quanto ao momento consumativo dos crimes de
Corrupção Ativa, com previsão expressa no art. 333/CP, assim como o crime de
Falso Testemunho ou Falsa Perícia, conforme art. 342/CP; crime de Extorsão,
previsto no art. 158/CP; crime de Homicídio Doloso e Culposo, conforme art.
121/CP; crime de Corrupção Passiva, conforme art. 317/CP, o qual disciplinam-se:
“Corrupção Ativa
Art. 333. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público,
para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício;
Falso Testemunho ou Falsa Perícia
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como
testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou
administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitra;
Extorsão
Art. 158. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com
o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a
fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa;
Homicídio Simples
Art. 121. Matar alguém:
Homicídio Culposo
§ 3º Se o homicídio é culposo;
Corrupção Passiva
Art. 317. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em
razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem;”
● OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE REFLETEM NA PENA (AGRAVANTES,
ATENUANTES, CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO,
QUALIFICADORAS E PRIVILEGIADAS, RITO PROCESSUAL E
COMPETÊNCIA PARA JULGAR)
○ Agravantes:
Conforme prelecionado nos fatos, fundamenta-se a constituição das
agravantes para com os partícipes, o qual o Maurício, o Advogado e o Fiscal, com o
fim de assegurar a ocultação do crime e impunidade de Santiago, regem-se por
meio do art. 61, inciso II. Delimita-se as condutas individualmente ao Fiscal no que
tange o art. 61, inciso II, alínea g). Além disso, a pena será agravada à Maurício em
virtude do art. 62, inciso I, III, IV, o qual o mesmo a fim de garantir a impunidade do
crime de Santiago, chama o Advogado, a fim de que possa auxiliar inicialmente
Santiago e posteriormente, José, o caseiro, com o intuito de diminuir-lhes a pena.
Instiga também Maurício o cometimento de crime a alguém sujeito à sua autoridade,
no que tange ao José, o caseiro, cujo o qual trabalha para sua família há muitos
anos como afirmado pelos mesmos. Ressalta-se o cometimento de crime por parte
do Maurício quanto à promessa de pagamento ou recompensa, conforme art. 62,
inciso IV, o qual promete pagamento de determinada quantia em dinheiro tanto a
José, quanto ao Advogado e ao Fiscal, quanto a execução do crime.
Ressalta-se a redação do art. 61, inciso II, alínea b), g), h) e art. 62, inciso I,
III e IV, ambos dispositivos do Código Penal:
“Art. 61. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não
constituem ou qualificam o crime:
(...)
II - ter o agente cometido o crime:
(...)
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou
vantagem de outro crime;
(...)
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício,
ministério ou profissão;
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida;
(...)
Art. 62. A pena será ainda agravada em relação ao agente que:
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos
demais agentes;
III - instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade
ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal;
IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de
recompensa.”
○ Atenuantes:
Conforme prelecionado nos fatos, fundamenta-se a constituição das
atenuantes para com os partícipes. Para a Argentina, a maioridade atinge-se aos 16
(dezesseis) anos completos, contudo, delimita-se pelo art. 65, inciso I do Código
Penal que são circunstâncias que sempre atenuam a pena, se o agente for menor
de 21 (vinte e um), na data do fato, o qual caracteriza-se Santiago, visto que o
mesmo é menor de idade
Ressalta-se a redação do art. 65, inciso I do Código Penal:
“Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena:
I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior
de 70 (setenta) anos, na data da sentença;
(...)”
○ Aumento:
Conformeprelecionado nos fatos, fundamenta-se a constituição dos
aumentos de pena para com os partícipes, o qual conforme art. 28, inciso I do CP, a
ser atribuído ao Santiago, não excluem a imputabilidade penal, a emoção ou a
paixão, tal qual, conforme art. 121, § 4º, delimita-se quanto o aumento de ⅓ (um
terço), se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir
as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante, sendo estas
condutas praticadas por Santiago, o qual após atropelar a vítima e causar sua
morte, fugiu e não prestou socorro imediato.
Ressalta-se situação de aumento de pena conforme § 7º do art. 121, o qual a
vítima atropelada por Santiago era gestante.
Ressalta-se a redação do art. 28, inciso I, e art. 121, § 4º, 7º, I, todos do
Código Penal:
“Art. 28. Não excluem a imputabilidade penal:
I - a emoção ou a paixão;
Art. 121. Matar alguém:
(...)
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o
crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício,
ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura
diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em
flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço)
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de
60 (sessenta) anos.
(...)
§ 7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se
o crime for praticado:
I - durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto;”
○ Diminuição:
Conforme prelecionado nos fatos, fundamenta-se a constituição da
diminuição de pena para com os partícipes, o qual conforme art. 18, inciso II do
Código Penal, o crime se diz culposo, quando o agente deu causa ao resultado por
imprudência, negligência ou imperícia, em virtude de direção de veículo automotor
por parte de Santiago, contudo o mesmo estava em estado de embriaguez.
A luz do art. 28, inciso II, § 1º, do Código Penal, institui quanto à isenção de
pena, onde o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou
força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento, atribuindo-se tal fato a Santiago, o qual o mesmo ao tempo da ação
ou da omissão, não era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato,
visto que o mesmo estava sob estado de embriaguez, tal qual, o crime prática pelo
mesmo se configura como homicídio culposo.
Ressalta-se a redação do art. 28, inciso II, § 1º e art. 121, § 3º, 5º e art. 18,
inciso II do Código Penal:
“Art. 18 - Diz-se o crime:
(...)
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência,
negligência ou imperícia.
Art. 28. Não excluem a imputabilidade penal:
(...)
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de
efeitos análogos.
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa,
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
Art. 121. Matar alguém:
(...)
§ 3º Se o homicídio é culposo:”
○ Qualificadoras:
Conforme prelecionado nos fatos, fundamenta-se a constituição das
qualificadoras de pena para com os partícipes, com fulcro no homicídio qualificado,
art. 121, § 2º, inciso V do Código Penal, o qual delimita-se a tipicidade do crime de
homicídio que define-se em matar alguém, o qual se define como homicídio
qualificado se cometido para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou
vantagem de outro crime, configurando-se as condutas de Maurício, o qual com o
fim de assegurar a impunidade de Santiago, chama Advogado para que lhe possa
auxiliar e eventualmente auxiliar o caseiro José, e em momento posteriori, com o fim
de assegurar a impunidade do homicídio culposo, promete vantagem ao Advogado
e ao Fiscal.
Ressalta-se o art. 121, § 2º, inciso V do Código Penal:
“Art. 121. Matar alguém:
§ 2º Se o homicídio é cometido:
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de
outro crime:”
○ Privilegiadas:
Conforme prelecionado nos fatos, fundamenta-se a constituição da
privilegiadas de pena para com os partícipes, no que tange a prática de crime
culposo, tanto definido quanto ao que consiste a prática de crime culposo previsto
no art. 18, inciso II do Código Penal, o qual delimita-se como sendo culposo, quando
o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia, tal qual,
em consonância ao art. 121, § 3º, o qual crime culposo. Ressalta-se o art. 28 e § 1º
, o qual é isento pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso
fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento, ou seja, ao momento da conduta de Santiago, o mesmo era
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito, haja vista o seu claro estado de
embriaguez.
Ressalta-se a redação do art. 28, inciso II, § 1º , art. 121, § 1º e 3º e art. 18,
inciso II do Código Penal:
“Art. 18 - Diz-se o crime:
(...)
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência,
negligência ou imperícia.
Art. 28. Não excluem a imputabilidade penal:
(...)
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de
efeitos análogos.
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa,
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
Art. 121. Matar alguém:
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor
social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a
injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um
terço.
(...)
§ 3º Se o homicídio é culposo:”
○ Rito Processual:
Procedimento ordinário. Ressalta-se a redação do art. 394, § 1º, inciso I do
CPP, logo, destaca-se a redação:
“Art. 394. O procedimento será comum ou especial.
§ 1o O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo
I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada
for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;”
○ Competência para julgar:
Ressalta-se que conforme o art. 69 do CPP, há de se determinar a
competência jurisdicional a partir de 7 (sete) aspectos: o lugar da infração, o
domicílio ou residência do réu, a natureza da infração, a distribuição, a conexão ou
continência, a prevenção, a prerrogativa de função. Logo, destaca-se a redação:
“Art. 69. Determinará a competência jurisdicional:
I - o lugar da infração;
II - o domicílio do réu;
III - a natureza da infração;
IV - a distribuição;
V - a conexão ou continência
VI - a prevenção;
VII - a prerrogativa de função;
Conforme aduz art. 70 do Código de Processo Penal, no que tange a
competência pelo lugar da infração, o qual disciplina que:
“Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se
consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for
praticado o último ato de execução.”
Destarte, 3 (três) teorias são identificadas no que tange ao local do crime,
sendo elas: Teoria do Resultado, Teoria da Atividade e a Teoria da Ubiquidade
(mista ou eclética).
Por conseguinte, a Teoria do Resultado, o juízo territorial competente é o do
local onde se operou a consumação do delito. É a teoria prevalente, sendo
completada pelas outras duas, como se vê do art. 70, caput.
Na Teoria da Atividade, a competência é fixada pelo local da ação ou
omissão. Posteriormente, na Teoria da Ubiquidade, a competência territorial no
Brasil seria estabelecida tanto pelo local ação quanto pelo resultado, desde que um
outro aqui ocorram, como se dá, nos chamadoscrimes à distância, que são aqueles
em que o crime ocorre no Brasil e os resultados ocorrem em outro país, ou a ação
delituosa se inicia no estrangeiro e o resultado, mesmo que parcialmente, ocorre ou
deveria ocorrer no Brasil conforme § § 1º e 2º1º e 2º do art. 70 do CPP.

Mais conteúdos dessa disciplina