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Recursos terapêuticos manuais Aula 07: Métodos de Drenagem Linfática Manual e seus efeitos Apresentação Na aula anterior, revisamos a anatomia e a �siologia do sistema linfático. Estudamos também a história da drenagem linfática manual e suas principais técnicas, bem como as indicações e contraindicações e sua aplicabilidade para a �sioterapia. Nesta aula, aprenderemos as manobras da drenagem linfática manual, abordando de forma mais aprofundada suas indicações e contraindicações. Objetivos Reconhecer as manobras da drenagem linfática manual; Analisar e diferenciar as principais técnicas de drenagem linfática manual; Examinar os benefícios da drenagem linfática manual em gestantes, em pacientes mastectomizadas e nos tratamentos estéticos. Dr. Emil Vodder | Fonte:Wikipédia . Principais métodos de drenagem linfática manual e as suas principais diferenças A Drenagem Linfática Manual é uma massagem altamente especializada, criada pelo biólogo Emil Vodder, em 1930. A técnica tornou-se popular graças aos efeitos referidos pelos pacientes, tendo sido posteriormente aperfeiçoada, tornando se um dos pilares no tratamento do linfedema. Os primeiros relatos da técnica vieram de pacientes que apresentavam quadros virais crônicos com aumento dos linfonodos na região cervical. Após manobras de estimulação física, houve melhora desses quadros. A partir daí, desenvolveu-se a técnica de drenagem linfática manual, com a metodização de movimentos e da orientação do sentido de drenagem, descrita pela primeira vez em Paris na década de 1930. O médico e professor Földi sugeriu a associação de drenagem linfática manual, compressão de membros (bandagens), cuidados com a pele e exercícios miolinfocinéticos. Esta técnica �cou conhecida como terapia física complexa de Földi. Em 1999, utilizando roletes como mecanismos de drenagem, Godoy & Godoy descreveram uma nova técnica de drenagem linfática. Desde então passou-se a questionar a utilização dos movimentos circulares de técnicas anteriores e sugeriu-se a utilização dos conceitos anatomo�siológicos e a mecânica dos �uidos (hidrodinâmica). Fonte: Shutterstock por mashabr javascript:void(0); Saiba mais Os vasos linfáticos são condutores de linfa e, portanto, devem seguir as leis da hidrodinâmica. Para que ocorra a movimentação de qualquer líquido, devemos empregar uma diferença de pressão entre as determinadas regiões do sistema linfático. A compressão (externa) irá gerar uma diferença de pressão entre as extremidades, deslocando o �uido armazenado num conduto. Como resultado, teremos a diminuição da pressão interna, e, desta forma, a entrada de novo conteúdo por diferente pressão. O Método Leduc utiliza a técnica de drenagem linfática manual com objetivo de favorecer a circulação de retorno, drenando o excesso de líquidos que banham e mantendo assim o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais, sendo essa técnica também responsável pela eliminação das toxinas provenientes do metabolismo celular. 1 Atenção O sistema linfático auxilia o sistema cardiopulmonar, tem importante ação imunológica e atua na remoção de metabólitos do espaço intersticial. https://estacio.webaula.com.br/cursos/go0419/aula7.html As manobras são realizadas com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático (direção centrípeta), aprimorando algumas de suas funções. Por isso, di�cilmente a técnica provocará dor ou desconforto ao paciente. A pressão manual é extremamente suave, de 30 a 40 mmHg, e lentas, em média 12 vezes por minuto. Conforme foi descrito na aula anterior, o sistema linfático é uma via auxiliar de drenagem do sistema venoso. Os líquidos (macromoléculas) originários do espaço intersticial são devolvidos ao sangue através da circulação linfática, que está diretamente ligada à circulação sanguínea e aos líquidos teciduais. Comentário Fica bem claro então que o objetivo principal da drenagem linfática é criar diferenciais de pressão para promover o deslocamento da linfa e do �uido intersticial, visando sua recolocação na corrente sanguínea, mantendo o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais. A técnica também é responsável pela eliminação das toxinas provenientes do metabolismo celular. Atualmente, a técnica de drenagem linfática é representada por dois métodos: O original do Dr Vodder, e o do professor Albert Leduc. Na Tabela 1, identi�caremos as principais diferenças entre os dois métodos. Tabela 1 – Diferenças entres os métodos Vodder e Leduc Vodder Leduc Objetivo principal Atenuar patologias e edemas Atenuar patologias e edemas Sentido das manobras Proximal para distal Proximal para distal ou vice-versa Início das manobras Regiões próximas ao coração No linfedema, inicia-se pela raiz do membro Técnica aplicada Drenagem linfática manual + exercícios Pequenos edemas = DLM + exercícios Nesta aula iremos estudar o método Leduc. Modalidades de execução de manobras da Drenagem Linfática Manual: Método Leduc Dois distintos processos contribuem para os transportes dos líquidos intersticiais. Estes processos serão facilitados por técnicas de drenagem linfática manual. 1 Processo de captação Realizado pela pele dos capilares linfáticos. A captação é a consequência do aumento local da pressão tissular. Quanto maior for a pressão, maior é a captação pelos capilares linfáticos. A captação é realizada no nível da in�ltração. 2 Processo de evacuação Longe da região in�ltrada, dos elementos absorvidos pelos capilares. Este transporte de linfa que se encontra nos vasos é efetuado pelos pré coletores em direção aos coletores. Esta transferência dos líquidos captados ocorre longe da zona de captação. Para a aplicabilidade das manobras de captação ou absorção, a mão deverá estar em contato com a pele pela borda ulnar do quinto dedo. 01 Os dedos imprimem sucessivamente uma pressão, sendo levados por um movimento circular do punho. 02 O ombro executa movimentos de abdução e adução. 03 A manobra de evacuação será realizada pela borda radial do indicador. O contato da borda ulnar é livre. 04 Os dedos desenrolam-se a partir do indicador até o anelar, tendo contato com a pele que pé estirada no sentidoproximal ao longo da manobra. 05 A pressão se instala durante a abdução do cotovelo. A manobra produz uma aspiração e uma pressão da linfa situadanos coletores. 06 Os movimentos do ombro, assim como os do cotovelo, são amplos. 07 O punho é �exionado para evitar transmissão de pressões fortes. 08 Os deslocamentos dos dedos são reduzidos. Manobras básicas da Drenagem Linfática Manual: Método Leduc Cinco movimentos são preconizados para a realização da técnica, segundo Leduc. Clique nos botões para ver as informações. Inicia se mediante o contato direto dos dedos indicador e médio do terapeuta com a pele do paciente, ou com as mãos sobrepostas. A manobra é realizada com pressão moderada e rítmica, baseada no processo de evacuação (Figura 1). Drenagem dos linfonodos Figura 1 - Drenagem dos linfonodos | Fonte: LEDUC (2007, p. 41) São movimentos circulares concêntricos com os dedos, sem os polegares, efetuados deprimindo levemente a pele e deslocando-se em relação ao plano profundo. Nesta manobra, o terapeuta deverá utilizar desde o dedo indicador até o mínimo. A manobra de círculos �xos visa a captação de linfa, e é realizada no percurso das vias linfáticas ou em direção a essas vias (Figuras 2 e 3). Os círculos com os dedos (sem o polegar) Figura 2 - Manobra de círculos com os dedos| Fonte: LEDUC (2007, p. 35) Figura 3 - Manobra de círculos com os dedos | Fonte: LEDUC (2007, p. 35) O polegar, assim como os outros dedos, pode participar das manobras especí�cas. Sua excelente mobilidade lhe permite adaptar-se aos relevos para, em seguida, deprimi-los. As pressões crescentes e decrescentes são orientadas no sentida da drenagem local. Os movimentos circulares em torno do pivô metacarpofalangeano são combinados com rotação axial do polegar (Figura 4 e 5). Os círculoscom o polegar Figura 4 - Manobras de círculos com o polegar | Fonte: LEDUC (2007, p. 36) Figura 5 - Manobra de círculos com o polegar | Fonte: LEDUC (2007, p. 36) Executados através da combinação dos dois movimentos descritos anteriormente (Figura 6). A drenagem se assemelha ao ato de pétrissage (trabalhar uma massa). Os movimentos combinados Figura 6 - Manobra de movimentos combinados | Fonte: LEDUC (2007, p. 37) Mais utilizada quando o edema atinge grande área. Pode ser feita uni ou bi manualmente, de acordo com a área. A pressão vai do montante à jusante, com o objetivo de facilitar a reabsorção no nível dos capilares ou linfáticos iniciais (Figura 7). Bracelete Figura 7 - Manobra do bracelete | Fonte: LEDUC (2007, p. 37) Produtos e materiais indicados Fonte: Shutterstock por Photographee.eu Produtos tópicos ricos em princípios ativos poderão potencializar o efeito da drenagem. Comumentemente são utilizados ativos de ação lipolítica (quebra de triglicérides), drenante e reestruturante. Extrato de café, mate, guaraná e cacau são considerados ativos lipolíticos, enquanto alcachofra, arnica, centelha asiática e menta são substâncias que promovem vasotonia e que irão estimular a circulação sanguínea e linfática. O colágeno, as algas e a cilício são ativos reestruturantes. Os materiais utilizados para prática da drenagem linfática manual são: Maca, lençol, touca, cubeta e espátula. Condições de trabalho Clique no botão acima. Condições de trabalho O paciente deve encontrar se em uma posição cômoda, em uma temperatura amena (+ ou - 24°). As partes do corpo que não estão sendo tratadas devem estar cobertas, para evitar esfriamento. A pele deve estar limpa e sem produtos. Em peles muito ásperas ou muito secas podemos usar uma gota de um bom óleo vegetal; no entanto, nunca em pele escorregadia. Em casos especiais, a drenagem pode ser executada sobre compressas ou ataduras. O ambiente ideal é calmo, e a iluminação deve ser discreta. O silêncio durante o tratamento é fundamental. As conversas necessárias, perguntas e explicações devem ser feitas anteriormente ao tratamento, durante a anamnese (avaliação). Esse tema foi abordado na aula anterior. Após o do tratamento, o paciente deve permanecer ainda por 20 ou 30 minutos deitado ou recostado. Ao executar a drenagem, deve-se evitar qualquer tipo de manipulação do paciente. Devemos �car atentos às reações do paciente e ao emprego correto do método. Importante: A hidratação do paciente é de extrema importância para o sucesso do tratamento. Drenagem Linfática Manual x Gestante Figura 8 - Drenagem linfática manual e gestação | Fonte: Shutterstock por Photographee.eu Ao longo da gestação, todos os sistemas sofrem adaptações. Dentre as alterações, podemos citar: O aumento do trabalho cardíaco, aumento do útero e da pressão intra abdominal, bem como formação de edema em membros inferiores (compressão da veia cava inferior), aumentando assim os fatores de coagulação. Torna se contraindicada a aplicação do método antes dos três meses de gestação, e devemos ter cuidado especial após os seis meses de gravidez. Em gestantes com doenças dermatológicas, presença de qualquer tipo de hipertensão arterial, doenças linfáticas, doenças cardíacas, infecção de qualquer segmento dos membros inferiores, varizes volumosas e/ou sintomáticas, doença renal grave, polidrâmnio, tromboses e tumores, o método também é contraindicado. Atenção É importante salientar que o posicionamento durante a drenagem linfática manual na gestante será o decúbito lateral esquerdo. Dos benefícios da drenagem linfática manual, podemos destacar: Edema gestacional, dor lombar, formigamento, sensação de peso nas pernas, cefaleia e fadiga. Drenagem Linfática Manual x Mastectomia O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Saiba mais Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. Acima de 35 anos, a incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento. Há vários tipos de câncer de mama; alguns evoluem de forma rápida, outros não. A maioria dos casos tem bom prognóstico. Para o Brasil, foram estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco estimado de 56 casos a cada 100 mil mulheres. Fonte: Shutterstock por KlaraBstock É sempre bom lembrar que apenas os tumores malignos são chamados de câncer, em que, através dos vasos sanguíneos e linfáticos, as células tumorosas poderão se disseminar. Estas células poderão formar um outro tumor em outra parte do corpo, processo chamado de Metástase. A mastectomia é um procedimento cirúrgico para a remoção de uma ou ambas as mamas, e, na maioria das vezes, é indicada para pessoas diagnosticadas com câncer. Pode ser parcial, quando apenas uma parte do tecido é removida; total, quando a mama é retirada por completo; ou, até, radical, quando, além da mama, são retirados músculos e tecidos próximos que podem ter sido afetados pelo tumor. O linfedema é uma consequência importante do tratamento do câncer de mama, que deve ser diagnosticado e tratado o mais precocemente possível. A drenagem linfática manual é um ótimo recurso no tratamento do linfedema pós mastectomia, pois consegue não só melhorar como manter a funcionalidade da circulação linfática, além de prevenir recidivas de infecções. A drenagem linfática manual é e�caz no tratamento do linfedema e pode ser associada a outras técnicas, como: Pressoterapia, bandagens compressivas, taping linfático (Figura 9), e a meia gorgurão. Figura 9 - Taping linfático | Fonte: Shutterstock por Arturs Budkevics Drenagem Linfática Manual X Tratamentos estéticos Fonte: Shutterstock por Vladimir Gjorgiev A drenagem linfática manual representa, para o �sioterapeuta, um mecanismo capaz de retirar o excesso de líquido do espaço intersticial, bem como de desintoxicação e remoção de proteínas e resíduos metabólicos, através da renovação do líquido intersticial e enriquecimento de oxigênio e nutrientes. O objetivo da drenagem linfática manual nos tratamentos estéticos é aumentar o efeito da circulação periférica. A hiperemia provoca uma dilatação temporária dos capilares sanguíneos e a liberação de histamina, o que os torna mais permeáveis, aumentando o volume de líquido no ambiente interno. Figura 10- Fibro edema geloide (celulite) | Fonte: Shutterstock por kryzhov Muitos pacientes procuram os �sioterapeutas para o tratamento das “terríveis celulites”, cienti�camente conhecida como Fibro edema geloide (Figura 10). A drenagem linfática é indicada porque consegue eliminar o líquido em excesso e as toxinas que se acumulam entre as células de gordura. Por ser uma afecção multifatorial, inúmeros fatores estão relacionados com as suas causas. Dentre eles, destacam-se a dieta alimentar inadequada, tabagismo, estresse, sedentarismo, característica genética e medicamentos. Atenção Celulite também é conhecida como: Fibro edema geloide, Lipodistro�a ginoide, lipoesclerose nodular, Paniculopatia edemato �broesclerotica, Paniculose, dermoipodermose, dermatopaniculopatia edematosa �brosa e esclerosa. Embora a �siopatologia da celulite ainda seja discutida, a maioria dos pesquisadores concorda sobre o envolvimento da microcirculação reduzida, aumento de líquido no espaço intersticial (edema), hipertro�a localizada de adipócitos, estresse oxidativo e in�amação persistente de baixa qualidade, combinados com alterações da matriz extracelular. Nenhum tratamento é totalmente e�caz para combater a celulite. A drenagem linfática, quando aliada a uma alimentação saudável, exercício físico e ingestão adequada de água (preferencialmente), alcança ótimos resultados.Tratamentos estéticos, como lipocavitação e a radiofrequência, também são utilizados com muito sucesso, e podem ser associados à drenagem linfática. Drenagem Linfática Manual X Pré e pós cirúrgico dos tratamentos estéticos A drenagem linfática pré e pós-operatório tem um lugar de destaque na medicina estética de cirurgias plásticas de abdômen, lipoaspiração, lipoescultura, cirurgia de mamas ou na face, pois estimula o organismo a reagir eliminando os líquidos que causam o inchaço e os edemas, acelerando a recuperação. Os tratamentos pré cirúrgicos têm como objetivo fortalecer os mecanismos biológicos em que foram observadas as seguintes reações: 1 Respostas vasomotoras 2 Respostas imunológicas 3 Formação de �broblastos 4 Produção de colágeno 5 Neoformação vascular No pós cirúrgico a drenagem linfática deve ser executada logo após o término da cirurgia, quando o cliente retorna ao leito. A indicação da drenagem linfática em cirurgia plástica é basicamente para a retirada do edema excessivo encontrado no interstício. Os traumas mecânicos da cirurgia plástica modi�cam a estrutura e função dos vasos linfáticos causados por laceração ou compressão (hematoma, �brose). Essa obstrução / estase venosa modi�cará substancialmente o equilíbrio das tensões, resultando inevitavelmente em edema e diminuição da nutrição tecidual. Deste modo, a proliferação celular e a síntese proteica �cam comprometidas. Fonte: Shutterstock por Lumena Neste primeiro contato, deve-se evitar as manobras nas regiões descoladas (retalhos). A drenagem deve começar pelo ângulo venoso, independentemente da incisão, para garantir o livre escoamento da linfa. Além da redução do edema, outros aspectos importantes no primeiro contato são o relaxamento e o aumento do conforto do paciente, levando se em consideração o estresse da cirurgia. Atenção Vale a pena lembrar que a aplicação da técnica deve ser a mais suave possível, evitando deslizamentos e trações no tecido em cicatrização. A redução de�nitiva deste edema - quando houver diminuição da secreção de cortisol (liberada durante o processo de in�amação/ reparo e no término da formação do tecido cicatricial) – leva em torno de 20 a 42 dias. Outro marcador hormonal importante no processo in�amatório são as interleucinas, que são proteínas sintetizadas pelos macrófagos (dentre outras células), e que estão relacionadas ao aumento da quantidade de líquido no espaço intersticial. A aplicabilidade da drenagem linfática na fase aguda (inicial) é de extrema importância, pois é um recurso terapêutico manual que trata as alterações vasculares características da fase inicial (edema). Comentário As regiões descoladas também são conhecidas como “retalhos”. Este termo é muito utilizado nas cirurgias de abdominoplastia. Drenagem Linfática Manual X Cicatrizes Fonte: Shutterstock por Albina Glisic As cicatrizes são inevitáveis no pós cirúrgico das cirurgias estéticas. Representam um grande desa�o para o �sioterapeuta, pois estão diretamente relacionadas à piora da auto imagem após os procedimentos cirúrgicos. Sendo assim, reduzir ou eliminar cicatrizes se torna uma etapa importantíssima no restabelecimento da con�ança ou aumento da autoestima dos pacientes. O processo de cicatrização é afetado por medicamentos, genética (raça negra e mulheres), idade (avançada), fatores neuro in�amatórios, desnutrição, doenças metabólicas (diabetes), incisões ou lesões transversais às linhas de tensão, lesões extensas e feridas infecciosas e purulentas. As cicatrizes são sinais formados a partir da reconstituição do tecido dérmico: Formação de uma nova pele. Elas podem ser classi�cadas em seis níveis: Clique nos botões para ver as informações. Deixam uma marca quase imperceptível e não produzem alterações na pele ao seu redor; Normotró�cas Limitam os movimentos em locais de junção da pele e o tecido subjacente. Geralmente acontecem quando há perda severa de tecido, como no caso das queimaduras. São comuns junto a articulações, em locais como dedos, cotovelos, joelhos e pescoço; Contraturas (retrações) Quando a cicatriza se deprime na pele. Exemplo: Acne; Atró�cas Apresentam marcas ‘altas’, a pele �ca com textura alterada no local da cicatriz (não ultrapassa a marca da cicatriz), resultado de uma produção desordenada de colágenos; Hipertró�cas Tendem a ser maiores do que a cicatriz inicial, também por conta da produção desordenada de colágeno. A diferença, nesse caso, é que, além de texturizar a região afetada, a marca pode ter grande espessura (ultrapassa a marca da cicatriz), ter endurecimento local e cor avermelhada, além de poder gerar coceiras ou até dor, aumentando muito o incômodo ao paciente; Quelóides Formadas em áreas propensas à distensão da pele, ou seja, quando há destruição de �bras elásticas e colágenas, que são responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele. Estrias Figura 11 – Queloide | Fonte: Shutterstock po Paisan Changhirun As queloides (Figura 11) e as cicatrizes hipertró�cas (Figura 12) apresentam uma característica em comum: A produção desordenada de colágeno, motivo pelo qual o �sioterapeuta deve �car muito atento, pois este elemento densi�ca e reduz a elasticidade da pele (perda de função). Esteticamente, as cicatrizes hipertró�cas e as queloides não são bem aceitas pelos pacientes. Nas cicatrizes queloides e hipertró�cas mais recentes (até um ano), a resposta ao tratamento é melhor se comparado ao tratamento de cicatrizes mais antigas. Sendo assim, em cicatrizes com mais de um ano é comum que a drenagem linfática manual seja associada a outros tratamentos, pois, além de mais demorados, os resultados são menos expressivos. Figura 12 – Cicatriz hipertrófica | Fonte: Shutterstock por Bomentum Atenção Todas as cicatrizes apresentam reações favoráveis à drenagem linfática manual, com exceção das atró�cas. Atividades 1. Considerando a direção da massagem no edema linfático, essa deverá ser assim realizada: a) A direção da massagem deve ser retilínea centrífuga, ou seja, acompanhando a direção da circulação linfática e venosa. b) A direção da massagem deve ser centrípeta, ou seja, acompanhando a direção da circulação linfática e arterial. c) A direção da massagem deve ser centrífuga, ou seja, acompanhando a direção da circulação linfática e arterial. d) A direção da massagem deve ser centrífuga, ou seja, acompanhando a direção da circulação linfática e venosa. e) A direção da massagem deve ser centrípeta, ou seja, acompanhando a direção da circulação linfática e venosa. 2. Assinale abaixo duas respostas da drenagem linfática manual no tratamento pré cirúrgico estético. a) Resposta imunológica e produção de colágeno. b) Resposta inflamatória e resposta imunológica. c) Resposta vasomotora e diminuição de colágeno. d) Eliminação dos fibroblastos e resposta imunológica. e) Aumento da elastina e inibição da circulação periférica. 3. Assinale abaixo dois fatores relacionados à formação da “Fibro edema geloide”. a) Tabagismo e sedentarismo. b) Hipotrofia muscular e aumento de elastina. c) Aumento do colágeno e etilismo. d) Aumento do fluxo sanguíneo e tabagismo. e) Irritabilidade cutânea e sedentarismo. Notas Método Leduc 1 O método tem como base manobras super�ciais que drenam apenas tecidos, sem executar manobras direcionadas para as articulações ou vísceras. O método Leduc utiliza-se de manobras no sentido de proximal para distal, seguido de distal para proximal, sem utilizar deslizamento. Título modal 1 Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográ�ca e de impressos. Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográ�ca e de impressos. Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográ�ca e de impressos. Referências BORGES, F. Dermato-funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo: Porte; 2006. DIAS, M. Linfotaping: mais um recurso no tratamento dos linfedemas. Onco�sio. Disponível em: http://onco�sio.com.br/linfotaping-mais-um-recurso-no-tratamento-dos-linfedemas.Acessoem: 09 ago. 2020. FONTENELE, G. Drenagem Linfática Manual Método Gladys Fontenele –Divine Hands. (s.l: s.n), 2020. 53 páginas. Apostila. GALINDO, L.G.M.; SILVA, M.M.; SANTOS, M.J. Efeitos da drenagem linfática manual na gestante: Revisão sistemática de ensaios clínicos aleatórios. Inter�sio. Disponível em: https://inter�sio.com.br/efeitos-da-drenagem-linfatica-manual-na-gestante- revisao sistemática de ensaios clínicos aleatórios. Acesso em: 09 ago. 2020. GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia Dermato-Funcional: Fundamentos, Recursos, Patologias. 3.ed. São Paulo: Manole; 2002. LEDUC, A; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. 3.ed. São Paulo: Manole, 2007. LIPO&SILICONE. Quelóide: O que é? Quais opções de tratamento? Disponível em: http://www.lipoesilicone.com.br/tratamento- queloide-betaterapia.Acesso em 09 ago. 2020. MARX, A.; CAMARGO, M. Fisioterapia no edema linfático. São Paulo: Panamed;1986. RIBEIRO, D.R. Drenagem linfática manual corporal. São Paulo: Editora Senac, 2004. p. 75-80. SCKWARTZ, S. Princípios de cirurgia. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. Próxima aula Principais técnicas de mobilização passiva; Indicações e contraindicações das mobilizações passivas; Efeitos �siológicos das mobilizações. Explore mais Leia o livro Drenagem linfática: teoria e prática Leia o livro Drenagem linfática manual – Método Dr Vodder Leia o livro Drenagem linfática manual: novo conceito javascript:void(0); javascript:void(0); javascript:void(0);