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1 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - RIMA 
IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES ESTRUTURADORAS NO SETOR VIA 
PARQUE DA ZONA ESPACIAL DE CONSERVAÇÃO URBANA E 
AMBIENTAL DO RIO PARATIBE (ZECUA) NO MUNICÍPIO DE 
PAULISTA/PE 
 
 
OutubroOutubroOutubroOutubro de 2013de 2013de 2013de 2013 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL –––– RIMA. IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES RIMA. IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES RIMA. IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES RIMA. IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES 
ESTRUTURADORAS NA ZECUA DO RIO PARATIBE NO MUNICÍPIO DE ESTRUTURADORAS NA ZECUA DO RIO PARATIBE NO MUNICÍPIO DE ESTRUTURADORAS NA ZECUA DO RIO PARATIBE NO MUNICÍPIO DE ESTRUTURADORAS NA ZECUA DO RIO PARATIBE NO MUNICÍPIO DE 
PAULISTA, 2013.PAULISTA, 2013.PAULISTA, 2013.PAULISTA, 2013. 
1. RIMA. 2. Rio Paratibe 3. Plano Urbanístico1. RIMA. 2. Rio Paratibe 3. Plano Urbanístico1. RIMA. 2. Rio Paratibe 3. Plano Urbanístico1. RIMA. 2. Rio Paratibe 3. Plano Urbanístico 
 
TTTTODOS OS ODOS OS ODOS OS ODOS OS DIREITOS RESERVADOSDIREITOS RESERVADOSDIREITOS RESERVADOSDIREITOS RESERVADOS.... ÉÉÉÉ PERMITIDA A REPRODUÇPERMITIDA A REPRODUÇPERMITIDA A REPRODUÇPERMITIDA A REPRODUÇÃO DE DADOS E DE ÃO DE DADOS E DE ÃO DE DADOS E DE ÃO DE DADOS E DE 
INFORMAÇÕES CONTIDOSINFORMAÇÕES CONTIDOSINFORMAÇÕES CONTIDOSINFORMAÇÕES CONTIDOS NESTE RELATÓRIONESTE RELATÓRIONESTE RELATÓRIONESTE RELATÓRIO,,,, DESDE QUE CITADA À FDESDE QUE CITADA À FDESDE QUE CITADA À FDESDE QUE CITADA À FONTEONTEONTEONTE.... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
02 10/10/2013 Emissão da versão final HID JBR 
01 03/04/2013 Emissão Inicial do Documento HID JBR 
VER DATA DESCRIÇÃO DA REVISÃO RESPONSÁVEL 
ELABORAÇÃO 
VERIFICADO 
 
 
 
3 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE PAULISTA 
 
GILBERTO GONÇALVES FEITOSA JÚNIOR 
JORGE LUIZ CARREIRO DE BARROS 
 
FERNANDO JOSÉ PESSOA DOS SANTOS 
TIAGO MAGALHÃES DE MEDEIROS 
JOÃO DE DEUS FONSECA DE ALBUQUERQUE 
 
EVANIL CÉSAR BELÉM 
RAFAEL SIQUEIRA 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
4 
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR 
 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE PAULISTAPREFEITURA MUNICIPAL DE PAULISTAPREFEITURA MUNICIPAL DE PAULISTAPREFEITURA MUNICIPAL DE PAULISTA 
RUA EPITÁCIO PESSOA, 275 - CENTRO, PAULISTA – PE. 
CEP 53401-220. 
TELEFONE: (81) 3437-7041 
PESSOA DE CONTATO: FFFFERNANDO ERNANDO ERNANDO ERNANDO PPPPESSOAESSOAESSOAESSOA 
SECRETÁRIO MUNICIPAL DE PROJETOS ESPECIAIS 
 
IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA ESPECIALIZADA 
 
 
JBR ENGENHARIA LTDAJBR ENGENHARIA LTDAJBR ENGENHARIA LTDAJBR ENGENHARIA LTDA 
AVENIDA CORREIA DE BRITO, 271, CAMPO GRANDE. 
TELEFONE: (81) 3241-8911 / 3241-7742 
PESSOA DE CONTATO: PPPPEDRO EDRO EDRO EDRO PPPPEREIRA EREIRA EREIRA EREIRA CCCCAVALCANTIAVALCANTIAVALCANTIAVALCANTI 
jbr@jbr.eng.br 
 
COLABORAÇÃO 
 
 
S.A PAULISTA DE CONSTRUÇÕES E COMERCIOS.A PAULISTA DE CONSTRUÇÕES E COMERCIOS.A PAULISTA DE CONSTRUÇÕES E COMERCIOS.A PAULISTA DE CONSTRUÇÕES E COMERCIO 
RUA JOAQUIM FLORIANO, 466 - 7º AND. EDIF. CORPORATE – ITAIM 
BIBI – SÃO PAULO/SP – BRASIL – CEP 04534-002. 
TELEFONE: (81) 3437.3750 
PESSOA DE CONTATO: JJJJOÃO OÃO OÃO OÃO BBBBERCHMANSERCHMANSERCHMANSERCHMANS 
 
 
COLABORAÇÃO 
 
 
HID PLANEJAMENTO AMBIENTAL LTDAHID PLANEJAMENTO AMBIENTAL LTDAHID PLANEJAMENTO AMBIENTAL LTDAHID PLANEJAMENTO AMBIENTAL LTDA 
RUA SIDERAL N° 184/904 – EDIF. DUQUE BACELAR, BOA VIAGEM. 
TELEFONE: (81) 3032.5003 
PESSOA DE CONTATO: HHHHÉCTOR ÉCTOR ÉCTOR ÉCTOR DDDDÍAZ ÍAZ ÍAZ ÍAZ GGGGONZÁLEZONZÁLEZONZÁLEZONZÁLEZ 
 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
5 
 
COORDENADOR GERAL DO ESTUDO 
PEDRO PEREIRA CAVALCANTE FILHO 
E N G E N H E I R O C I V I L 
C R E A : 6 0 9 - D/ P B 
C T F : 1 1 8 4 5 4
COORDENADOR TÉCNICO DO ESTUDO 
LUIZ WAGNER JÚNIOR 
E N G E N H E I R O C I V I L 
C R E A : 1 5 .6 8 1 - D/ P E 
C T F : 2 0 4 7 4 2
ANÁLISE DO PROJETO DE ENGENHARIA 
MARLOS MUNIZ GONÇALVES 
E N G E N H E I R O C I V I L 
C R E A : 3 4 .6 8 9 - D/ R J 
C T F : 2 0 4 7 4 5
ASSUNTOS JURÍDICOS 
TIAGO ANDRADE LIMA 
A D V O G A D O - O AB/ P E : 2 1 5 9 6 - D 
C T F : 6 4 3 8 4 3
ASSUNTOS JURÍDICOS 
LEANDRO GUERREIRO 
CAVALCANTE PINHEIRO 
A D V O G A D O - O AB/ P B : 1 4 4 3 6 
C T F : 5 . 6 7 6 .5 7 3
COORDENAÇÃO DA EQUIPE DE MEIO FÍSICO 
MARCY DAS GRAÇAS MELO 
RIBEIRO 
E N G E N H E I R A C I V I L 
C R E A : 9 . 2 7 9 - D/ P E 
C T F : 2 0 4 4 8 8
GEOLOGIA / GEOMORFOLOGIA 
EDUARDO HENRIQUE DE 
FIGUEIREDO 
G E Ó L O G O – C R E A / P E 0 5 0 .3 4 1 
C T F : 5 . 7 8 2 .9 8 5
MEIO FÍSICO – HIDROGEOLOGIA 
JOSÉ GEILSON ALVES 
DEMÉTRIO 
G E Ó L O G O – C R E A / P E 2 4 .9 8 7 
C T F : 3 5 0 .8 1 0
LEVANTAMENTO DE PASSIVO AMBIENTAL 
MARIA DO CARMO MOLA DE 
FARIAS 
E N G E N H E I R A C I V I L 
C R E A : 2 9 .5 2 0 - D/ P E 
C T F : 3 1 0 3 8 0
LEVANTAMENTOS FLORÍSTICOS 
MARCONDES ALBUQUERQUE DE 
OLIVEIRA 
B I Ó L O G O – C R B I O 2 7 . 3 7 7 /0 5 - D 
C T F : 2 4 5 .9 6 8
LEVANTAMENTOS FITOSSOCIOLÓGICOS 
CARLOS FREDERICO LINS E 
SILVA BRANDÃO 
B I Ó L O G O – C R B I O 4 6 . 8 4 6 /0 5 - D 
C T F : 5 . 3 1 5 .9 8 4
FAUNA TERRESTRE - AVIFAUNA 
ARTUR GALILEU DE MIRANDA 
COELHO 
B I Ó L O G O - C RB I O : 2 7 7 4 - 5 
C T F : 4 2 2 6 3
FAUNA TERRESTRE – MASTOFAUNA 
ALBÉRICO QUEIROZ SALGUEIRO DE 
SOUZA 
B I Ó L O G O – C R B I O 7 7 . 7 3 4 /0 5 - D 
C T F : 2 . 1 2 2 .6 7 5
FAUNA TERRESTRE - HERPETOFAUNA 
CARINA CARNEIRO DE MELO 
MOURA 
B I Ó L O G A - C R B I O : 5 9 .2 5 6 /0 5 - D 
C T F : 4 . 9 1 0 .9 0 1
FAUNA AQUÁTICA 
SÉRGIO ALBUQUERQUE DE SOUSA 
E N G E N H E I R O D E P E S C A – C R E A 
3 0 . 4 3 9 - P E 
C T F : 2 9 7 .7 4 7
BIOTA AQUÁTICA 
PLÂNCTON E ZOOPLÂNCTON 
ANTÔNIO TRAVASSOS DE MORAES JR 
B I Ó L O G O – C R B I O 1 1 . 9 8 0 /0 5 - D 
C T F : 5 4 7 .1 0 7
SOCIOECONOMIA DA AID E DA ADA 
DEIVIDE BENICIO SOARES 
G E Ó G R A F O – C R E A : 5 0 5 4 5 
C T F : 5 5 1 4 3 9 6
PATRIMÔNIO CULTURAL 
VERA LÚCIA MENELAU DE 
MESQUITA 
C T F : 1 0 2 0 1 1 6
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
6 
 
CONTEXTO E PROBLEMÁTICA 09 
CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO 15 
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL 25 
ÁREAS DE INFLUÊNCIA 28 
IMPACTO E MITIGAÇÃO 51 
CONFORMIDADE JURÍDICA 76 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 78 
 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
7 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
8 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
9 
 
 
Apenas duas imagens são necessárias para descrever e se 
sensibilizar com a problemática do município de Paulista, no que 
diz respeito ao seu principal eixo estruturador da paisagem e do 
tecido urbano: O RIO PARATIBE. 
Este curso de água que 40 anos atrás tinha status de balneário, 
atualmente exibe as consequências da ocupação desordenada do 
solo urbano, que degradou a cidade, penalizando seus 
moradores, pela redução dos espaços habitáveis, insuficiência dos 
serviços urbanos (redes de água, esgoto, luz e telefones), pelas 
deficiênciasde transportes coletivos, pela dificuldade de 
circulação viária, pela insuficiência dos equipamentos 
comunitários, insuficiência e deficiências na área de instrução, 
dois serviços sociais e de assistência sanitária, pela redução de 
áreas verdes e de lazer, pela promiscuidade do comércio e da 
indústria com as áreas residenciais e de lazer e pela ocorrência 
de alagamentos em períodos de inverno. 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
10 
Esta problemática pretende ser resolvida através da 
implementação integrada de um conjunto de ações estruturadoras 
dentro de um recorte do município denominado ZECUA do 
Paratibe. 
O conjunto de ações propostas configuram a rigor um PLANO 
URBANÍSTICO para esta ZECUA, cortada pelo trecho urbano do 
Rio Paratibe. 
 
 
A Lei Municipal Nº. 4040/2008 - Plano Diretor Participativo 
(substituída pela Lei Complementar Nº. 4253/2012), indicou 
a ZECUA – Zona Especial de Conservação Urbana e 
Ambiental em várias partes do município do Paulista e um 
setor específico denominado de ZECUA Setor Via Parque do 
Paratibe, onde se pretendia valorizar o Rio Paratibe. 
A regulação urbanística atribuiu às ZECUAS o papel de 
conservação de seu papel de amenização ambiental dentro 
do contexto urbano, bem como de contenção do processo 
de expansão dispersa da urbanização. 
Assim, a ZECUA do Paratibe tem a múltipla função de 
proteger o curso de água e garantir a drenagem 
minimizando a ocorrência de alagamentos, mas também 
possui uma função importante em termos urbanísticos e em 
termos de mobilidade urbana. 
Sobre esta proposta recaem grande parte das expectativas 
do município em termos de desenvolvimento social e 
crescimento econômico, pelas possibilidades que apresenta 
em termos de integração com a rede viária existente e 
planejada, pela possibilidade de exploração das áreas 
marginais do rio com empreendimentos geradores de 
emprego, pela possibilidade de consolidar um eixo de 
ordenamento urbano, pela possibilidade de se articular o 
setor norte de paulista com o setor sul e o município de 
Olinda, pela possibilidade de otimizar o sistema de 
esgotamento sanitário, e pela possibilidade de implantação 
de equipamentos de lazer para a comunidade e pela 
possibilidade de recuperar o rio como um elemento 
ambiental importante da cidade. 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
11 
Figura 01 Figura 01 Figura 01 Figura 01 –––– Setor Via Parque da Setor Via Parque da Setor Via Parque da Setor Via Parque da ZECUA do Parat ibeZECUA do Parat ibeZECUA do Parat ibeZECUA do Parat ibe 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
12 
 
O contexto e coerência da proposta em relação ao que está 
sendo pensado para Litoral Norte de Pernambuco podem ser 
analisados através do levantamento de PLANOS, PROGRAMAS E 
PROJETOS (PPP’s) com interação na ZECUA do Paratibe. 
Os PPP’s analisados mostram um cenário conjuntural totalmente 
compatível com a proposta da ZECUA do Rio Paratibe, deixando 
claro que a proposta faz parte de um conjunto de iniciativas 
igualmente importantes ― muitas delas já em andamento ― 
dentro do município e do Litoral Norte do Estado. 
A síntese dos PPP’s analisados pode ser observada no Quadro 01 
a seguir. 
 
QuadroQuadroQuadroQuadro 01 01 01 01 –––– Resumo de Planos Resumo de Planos Resumo de Planos Resumo de Planos –––– Programas e Projetos associados à proposta em Programas e Projetos associados à proposta em Programas e Projetos associados à proposta em Programas e Projetos associados à proposta em 
anál iseanál iseanál iseanál ise 
N°N°N°N° PROPOSTAPROPOSTAPROPOSTAPROPOSTA FOCO DE ATUAÇÃOFOCO DE ATUAÇÃOFOCO DE ATUAÇÃOFOCO DE ATUAÇÃO INTERAÇÃOINTERAÇÃOINTERAÇÃOINTERAÇÃO 
01 PLANO METRÓPOLE ESTRATÉGICA MOBILIDADE RECÍPROCA 
02 FÁBRICA DE VEÍCULOS DA FIAT 
DESENVOLVIMENTO 
ECONÔMICO 
INFLUENTE 
03 
POLO FÁRMACO QUÍMICO – 
PROJETO INTEGRADO DE 
LOGÍSTICA MULTIMODAL 
DESENVOLVIMENTO 
ECONÔMICO 
INFLUENTE 
04 
FÁBRICA DE VIDROS PLANOS DO 
NORDESTE 
DESENVOLVIMENTO 
ECONÔMICO 
INFLUENTE 
05 
PLANO DE MOBILIDADE DE 
PAULISTA 
MOBILIDADE INFLUENTE 
06 
ARCO VIÁRIO DA REGIÃO 
METROPOLITANA DO RECIFE 
MOBILIDADE INFLUENTE 
07 VIA METROPOLITANA NORTE MOBILIDADE INFLUENTE 
08 
PROJETO DE ENGENHARIA DA 
RODOVIA PE-018 
MOBILIDADE RECÍPROCA 
09 
ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA 
PARA A DUPLICAÇÃO DA PE-01 
MOBILIDADE RECÍPROCA 
10 
PLANO NACIONAL DE GESTÃO DE 
RISCO E RESPOSTAS A 
DESASTRES NATURAIS 
REQUALIFICAÇÃO URBANA/ 
DRENAGEM 
RECÍPROCA 
11 
PROGRAMA DE ESGOTAMENTO 
SANITÁRIO 
SANEAMENTO AMBIENTAL DEPENDENTE 
12 
PROGRAMA MINHA CASA MINHA 
VIDA 
REQUALIFICAÇÃO URBANA 
/HABITABILIDADE 
RECÍPROCA 
13 EROSÃO COSTEIRA NA RMR REQUALIFICAÇÃO URBANA INFLUENTE 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
13 
N°N°N°N° PROPOSTAPROPOSTAPROPOSTAPROPOSTA FOCO DE ATUAÇÃOFOCO DE ATUAÇÃOFOCO DE ATUAÇÃOFOCO DE ATUAÇÃO INTERAÇÃOINTERAÇÃOINTERAÇÃOINTERAÇÃO 
14 COMPLEXO NORTH WAY 
DESENVOLVIMENTO 
ECONÔMICO 
RECÍPROCA 
15 
CAMPUS UNIVERSITÁRIO e 
HABITAÇÃO MAURICIO DE NASSAU 
DESENVOLVIMENTO 
ECONÔMICO 
RECÍPROCA 
Fonte: Equipe do EIA, 2013. 
Figura 0Figura 0Figura 0Figura 02222 –––– PPPPanorâmica de obras do complexo anorâmica de obras do complexo anorâmica de obras do complexo anorâmica de obras do complexo NNNNorth orth orth orth WWWWay em ay em ay em ay em PPPPaul istaaul istaaul istaaul ista 
 
 No quadro acima fica em evidência a concentração de propostas 
com foco de atuação na mobilidade municipal e intermunicipal 
(43%), seguido das propostas de Desenvolvimento Econômico 
(28%). De uma forma geral, as propostas relacionadas com 
mobilidade influenciam o projeto em análise, pois se encontram 
em níveis de avanço superiores aos da ZECUA do Paratibe, ora 
em processo de implantação, ora em nível de projeto executivo. 
De qualquer forma, fica evidente a necessidade de construção de 
novas vias e requalificação de vias existentes como parte da 
solução de um problema que se tornou crónico na RMR, e que 
fixou na copa do mundo de 2014 um primeiro ponto de 
avaliação, onde se espera que até lá, substanciais avanços se 
verifiquem neste campo. 
Em relação ao segundo foco de atuação dos PPP’s, que 
notadamente se refere ao desenvolvimento econômico, deve-se 
dizer que o rebatimento na proposta da ZECUA do Paratibe está 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
14 
no aumento da atratividade das áreas no entorno de Paulista, 
com crescente demanda de postos de trabalho, possibilidade de 
oferta de serviços, aumento populacional o que necessariamente 
influencia o município a se tornar mais competitivo em todos os 
aspectos, incluindo aí infraestrutura e requalificação urbana que 
tem tudo a ver com a proposta em análise. 
Dentro da AID do empreendimento estão sendo previstos um 
Shopping, um complexo empresarial, universidades e vários bairros 
planejados. Estes empreendimentos possuem uma clara interação 
recíproca com o projeto da ZECUA, pois por um lado o seu 
sucesso depende da infraestrutura periférica relacionada a acesso 
e à mesma atratividade urbanística, que faz com que pessoas de 
outros municípios e não só de Paulista, procurem os 
equipamentos que estão sendo previstos. Poroutro lado, estas 
propostas induzirão um aumento de tráfego que tornará ainda 
mais crítica a situação de mobilidade, de não serem viabilizados 
os projetos viários previstos para o entorno, como a Via Parque 
do Paratibe. 
Dos 15 programas listados no Quadro acima apenas um aparece 
relacionado como DEPENDENTE na coluna de Interação. Este PPP 
notadamente refere-se à solução do grave problema que 
representa o ESGOTAMENTO SANITÁRIO NO MUNICÍPIO DE 
PAULISTA, pois enquanto esta situação não seja resolvida, as 
metas do plano urbanístico da ZECUA do Paratibe não serão 
atingidas em sua totalidade. 
Eutrofização do Rio Paratibe pelo lançamento de Esgoto sem tratamento 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
15 
 
 
 
O Projeto proposto corresponde a uma resposta da 
prefeitura de Paulista aos graves problemas que enfrenta a 
área urbana do município, e se bem, a implantação das 
ações estruturadoras no setor Via Parque do Paratibe não 
irão eliminar estes problemas definitivamente, irão contribuir 
sim, para uma melhoria da qualidade de vida dos munícipes, 
principalmente de aqueles que habitam nas áreas mais 
próximas sujeitas a alagamentos nos períodos de inverno. 
A concepção do empreendimento se fundamenta no principio 
de UTILIDADE PÚBLICA, nos preceitos do desenvolvimento 
sustentável, nas restrições impostas pela legislação 
ambiental, mas também nos direitos dos cidadãos 
devidamente definidos no Estatuto das Cidades e na 
constituição federal. 
A Lei Municipal Nº. 4040/2008 – Plano Diretor Participativo 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(hoje alterada pela Lei Complementar Nº. 4253/2011) dividiu 
o Município do Paulista em zonas territoriais, onde uma 
dessas, denominada de ZECUA Setor Via Parque do Paratibe, 
implicava na elaboração de um plano urbanístico que 
estabelecesse as condições de parcelamento, uso e 
ocupação do solo para o setor para que construções 
pudessem ser permitidas, tal necessidade motivou a 
concepção do empreendimento em tela. 
Este plano urbanístico que se baseia na revitalização do Rio 
Paratibe e na implantação da Via Parque, surge com o firme 
propósito de resolver definitivamente alguns aspectos 
relacionados ou comuns à maioria das cidades 
metropolitanas cortadas por rios em sua porção urbana, tais 
como: frequentes inundações, manutenção de sua calha, 
mobilidade urbana, estoque de áreas destinadas a 
programas habitacionais de interesse social, equipamentos 
de lazer, dentre outros. 
As possibilidades de se reverter à realidade atual e se ter 
outra cidade, mais justa, mais equilibrada e muito mais bela 
são enormes. Casos de sucesso no Brasil e no mundo afora 
abundam na bibliografia atestando que é possível uma 
mudança. Entretanto, esta mudança não será feita da noite 
para o dia, será requerido todo um esforço financeiro e 
social ao cabo de vários anos para atingir as metas 
propostas. 
 
 
Perspectiva dos equipamentos do parque linear do Rio Catarina 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
17 
 
O projeto possui uma abrangência linear que vá desde a 
BR-101 no cruzamento com o Rio Paratibe até a PE-001 na 
Ponte do Janga o que corresponde a um comprimento 
aproximado de 9.200m. 
O empreendimento foi concebido para ser implantado por 
trechos, conforme se descreve a seguir: 
 TRECHO 01 TRECHO 01 TRECHO 01 TRECHO 01 –––– BRBRBRBR----101 até a PE101 até a PE101 até a PE101 até a PE----015 (63.880 015 (63.880 015 (63.880 015 (63.880 
habitantes)habitantes)habitantes)habitantes) 
 SETOR 02 SETOR 02 SETOR 02 SETOR 02 –––– PEPEPEPE----015 até a PE015 até a PE015 até a PE015 até a PE----022 (14.398 habitantes)022 (14.398 habitantes)022 (14.398 habitantes)022 (14.398 habitantes) 
 SESESESETOR 03 TOR 03 TOR 03 TOR 03 –––– PEPEPEPE----022 até a foz do Paratibe (122.234 022 até a foz do Paratibe (122.234 022 até a foz do Paratibe (122.234 022 até a foz do Paratibe (122.234 
habitantes).habitantes).habitantes).habitantes). 
 
 
Figura 0Figura 0Figura 0Figura 03333 –––– PANORÂMICA DOS TRECHOS PREVISTOS E CARACTERÍSTICAS PRINCIPAISPANORÂMICA DOS TRECHOS PREVISTOS E CARACTERÍSTICAS PRINCIPAISPANORÂMICA DOS TRECHOS PREVISTOS E CARACTERÍSTICAS PRINCIPAISPANORÂMICA DOS TRECHOS PREVISTOS E CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS 
 
X 
PARÂMETROPARÂMETROPARÂMETROPARÂMETRO TRECHO 01TRECHO 01TRECHO 01TRECHO 01 TRECHO 02TRECHO 02TRECHO 02TRECHO 02 TRECHO 03TRECHO 03TRECHO 03TRECHO 03 
Cumprimento do Trecho (m) 3.336,0 2.381,0 4.878,0 
Largura media atual do rio (m) 3,50 – 4,90 4,00 – 12,00 6,00 – 23,00 
Profundidade media atual do rio (m) 1,0 ND ND 
Largura de drenagem LDLDLDLD (m) 9,0 12,0 12,0-23,0 
Profundidade de drenagem LDLDLDLD (m) 3,0 Variável Variável 
Área de Preservação Permanente APPAPPAPPAPP (m) 30,0 50,0 50,0 
Área Verde AVAVAVAV (m) Variável Variável Variável 
X 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
18 
 
 
 
As obras previstas neste processo de licenciamento são as 
seguintes: 
1. Dragagem da calha do Rio Paratibe desde a BR-101 
até a foz no Janga. A dragagem se dará com 
largura variável entre 12 e 20m e com profundidades 
máximas da ordem de 3m (Box 01); 
Na parte baixa do último trecho o rio se alarga por 
efeitos da maré, a partir deste ponto não será 
requerido o alargamento da calha. 
 
 
 
 
 
 
2. Conformação de espelhos de água de contemplação 
e lazer no entorno da PE-015; 
3. Implantação e pavimentação da Via Parque do 
Paratibe em sistema de binário de via expressa com 
faixa tripla, largura de calha de 15m e comprimentos 
aproximados conforme descrito a seguir: 
• Margem Esquerda = 9,07km 
• Margem Direita = 9,40km 
As obras incluem também o sistema de iluminação 
pública ao longo do sistema viário em luminárias de 
12m de altura e cabeamento subterrâneo e sistema 
de drenagem em galeria central alimentada por 
bocas de lobo; 
Na calha de 15m estão previstas as calçadas de 
pedestres e implantação de pista de ciclovias 
paralelas à Via Parque; 
4. Implantação de viadutos e interseções com a rede 
viária nos seguintes pontos: 
 Interseção em nível na BR-101; 
 Viaduto Elevado sobre a Avenida Lindolfo Collor; 
 Viaduto de Elevação da Travessa Santa Tereza 
sobre a Via Parque; 
 
 
Box 01: 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
19 
 Viaduto de Elevação da Avenida Palmares sobre a 
Via Parque; 
 Viadutos Elevados sobre a PE-015; 
 Ponte sobre o Rio Paratibe à Altura do Bairro 
Alameda; 
 Viadutos Elevados sobre a PE-022; 
 Viaduto de Elevação da Rua Vinte A sobre a Via 
Parque e o Rio Paratibe; 
 Interseção elevada na PE-001 no Janga; 
 
 
 
 
 
 
 
As principais características das obras de implantação podem 
ser conferidas nas Figuras a seguir. 
Já as características da Via Parque são apresentadas na 
sequência. 
 
 
Nas Figuras 04 e 05 a seguir se mostra a seção típica do 
projeto para os diversos trechos, enquanto que no MAPA 01 
são identificadas as obras previstas no licenciamento. 
 
 
Comprimento pista direita: 9,40km 
Comprimento Pista 
esquerda: 
9,07km 
Número de faixas: 3 faixas por pista 
Seção transversal por 
pista: 
(3 x 3,50= 10,50m) Faixas de rolamento 
(2 x 1,50=3,00m) Calçada de pedestre 
(1 x 1,50= 1,50m) Ciclovia 
Largura total da Calha = 15,00m 
Tipo de Pavimento: CBUQ 
Outros revestimentos: 
Calçada de pedestres: 
Ciclovia: 
Pista de Cooper: 
Blocos intertravados coloridos 
Concreto pintado 
Concreto pintado 
Box 02: 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
20 
Figura 0Figura 0Figura 0Figura 04444 –––– CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NO TRECHO 01CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NO TRECHO 01CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NO TRECHO 01CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NO TRECHO 01 
 
 
Figura 0Figura 0Figura 0Figura 05555 –––– CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NOS TRECHOS 02 E 03CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NOS TRECHOS 02 E 03CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NOS TRECHOS 02 E 03CONCEPÇÃO PREVISTA PARA A DRAGAGEM DO RIO PARATIBE NOS TRECHOS 02 E 03 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPA 1 
IDENTIFICAÇÃO DE OBRAS INSERIDAS NO ESTUDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
22 
 
 
CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO 
As obras estruturadoras previstas para a ZECUA terão uma 
duração estimada de QUATRO (04) anos. No Cronograma 
foram consideradas as ações iniciais de Regularização 
Fundiária e Desapropriação de Terras, atividade esta que se 
espera tenha uma duração de aproximadamente 18 meses. 
MAÕ DE OBRA 
Nesta Fase de EIA/RIMA onde o projeto se encontra apenas 
em nível conceitual, não é possível estimar com precisão a 
mão de obra que será requerida para a implantação do 
empreendimento, mais ainda, considerando que se trata de um 
conjunto de obras complexas com superposição ao longo de 
quatro (04) anos de implantação. 
Entretanto, com base na experiência da prefeitura de Paulista, 
foi realizada uma estimativa que prevê que no pico da obra se 
terá um contingente de aproximadamente 2.500 pessoas 
trabalhando nas diversas frentes de trabalho. 
MOVIMENTAÇÃO DE TERRA 
O Volume de material a ser dragado do Rio Paratibe foi 
estimado preliminarmente em uma ordem de grandeza de 
250.110 m³ conforme memória de cálculo da figura a seguir, 
enquanto que o material de aterro para a Via Parque será da 
ordem de 450.000 m³. 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
23 
 
 
MODELO DE GESTÃO 
À Secretaria Municipal de Projetos Especiais caberá a 
coordenação da obra, uma vez que, por natureza, realiza 
serviços típicos de coordenação. Detém a compreensão do 
todo, mantém interface com a concepção do empreendimento, 
com o seu custo, com a captação dos recursos financeiros, 
com a proposição de soluções ou adequações técnicas quando 
ocorrem intercorrências, além de responder pela comunicação 
e licenciamentos perante órgãos financiadores e fiscalizadores, 
dentre outras atividades que possibilitam a esta Secretaria o 
domínio do conjunto. 
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano tem 
por atribuição aprovar, a nível municipal, o Plano Urbanístico 
para a ZECUA Setor Via Parque do Paratibe, assim como 
responderá pelo controle urbano tanto das áreas privadas que 
serão parceladas, assim como das áreas públicas, evitando 
possíveis ocupações irregulares nas áreas de interesse. 
A Secretaria de Infraestrutura fiscalizará a execução da obra 
propriamente dita, responderá também pelas solicitações dos 
seguintes aditivos: de prazo de execução, de vigência 
contratual, de serviços excedentes e extras contratuais, assim 
como receberá oficialmente a obra quando concluída para o 
Município. 
Por fim, a Secretaria de Serviços Públicos responderá pela 
manutenção das estruturas físicas da obra, realizando os 
seguintes serviços: varrição, limpeza de galerias, limpeza da 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
24 
calha do rio e margens, iluminação pública, pintura dos prédios 
e equipamentos, reposições de materiais ou equipamentos 
quando danificados, capinação, sinalização, dentre outros. 
MANUTENÇÃO DA INFRAESTRUTURA 
O projeto proposto prevê a criação de Núcleos de Vigilância 
Urbano/Ambiental ao longo de todo o percurso da Via 
Expressa do Paratibe para garantir segurança à comunidade e 
manutenção ao patrimônio físico edificado, enquanto que a 
manutenção da infraestrutura implantada será operacionalizada 
pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos que será 
responsável, dentre outros serviços, pela limpeza de galerias, 
iluminação pública, varrição, coleta de resíduos sólidos, 
recapeamento asfáltico, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
25 
 
 
As ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO ESTUDO são referidas a espaços 
geográficos onde os impactos ambientais decorrentes do 
empreendimento se farão sentir, com maior ou menor 
intensidade, em função de uma serie de inter-relações entre as 
características do meio ambiente e as características das 
perturbações induzidas. 
As áreas de Influência do Estudo foram definidas da seguinte 
forma: 
ÁREA DE INFLUÊNCIA ESTRATÉGICA - AIE 
Os benefícios do empreendimento se irradiarão muito além do 
município de Paulista, no entanto, considerar esta abrangência 
toda dentro de um estudo que está focado no município de 
Paulista, dificulta, prolonga e encarece a execução dos 
levantamentos exigidos no TR. Por outro lado, desconsiderar 
estes aspectos relevantes significa deixar de lado uma parte 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
26 
conceitual importante de um cenário de longo prazo. Assim, 
estrategicamente definiu-se uma área de influência não prevista 
no TR denominada Área de Influência Estratégica – AIE 
conformada pelos municípios de Paulista, Olinda, Recife, Abreu 
e Lima e Igarassu. 
ÁREA DE INFLUÊNCIA INDIRETA - AII 
AII do Meio Socioeconômico AII do Meio Socioeconômico AII do Meio Socioeconômico AII do Meio Socioeconômico ---- Foi definida como AII do meio 
socioeconômico o município de Paulista, pois o 
empreendimento se insere totalmente dentro do mesmo. 
AII do Meio Físico/Biótico AII do Meio Físico/Biótico AII do Meio Físico/Biótico AII do Meio Físico/Biótico ---- Definida como a bacia do Rio 
Paratibe a jusante da BR-101. 
ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA - AID 
Foi definida uma faixa variando entre 700m e 1,5km entorno 
do eixo do Rio Paratibe, que corresponde à Área de Influência 
Direta (AID) do empreendimento. A delimitação dos limites da 
AID tomou como base os setores censitários do IBGE de forma 
a facilitar a caracterização socioeconômica da área. 
ÁREA DIRETAMENTE AFETADA - ADA 
Dentro da AID insere-se a ADA (ÁREA DIRETAMENTE AFETADA) 
que corresponde ao recorte de terreno que será diretamente 
afetado, principalmente durante o período de implantação. 
Considerou-se como Área Diretamente Afetada (ADA) o 
contorno externo do Projeto da Via Parque do Paratibe,que 
abrange o rio, e consequentemente a área de dragagem. 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
27 
Figura 0Figura 0Figura 0Figura 06666 –––– Identif icação de Áreas de Inf luência do EmpreendimentoIdentif icação de Áreas de Inf luência do EmpreendimentoIdentif icação de Áreas de Inf luência do EmpreendimentoIdentif icação de Áreas de Inf luência do Empreendimento 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
28 
 
 
O diagnóstico ambiental em todas suas dimensões tem no 
Rio Paratibe o seu eixo estruturador, pois ao longo dele 
se desenvolveu o tecido urbano do município de Paulista 
concentrado principalmente no Trecho 01 entre a BR-101 
e a PE-015 e ao longo de toda a margem direita do 
Canal das Tintas, onde cada vez mais a mancha urbana 
se aproxima deste curso d’água ocupando com 
comunidades de baixa renda a faixa de segurança que 
existia originalmente entre os grandes conjuntos 
habitacionais e a margem do Canal das Tintas. Aliais, 
conforme menciona PEREIRA CARVALHO (2011), “o 
Paratibe é o Rio dos Grandes Conjuntos Habitacionais”, 
resultantes da ação direta do Estado a partir do final da 
década de 1970. 
A margem esquerda do Paratibe entre a PE-015 e a PE-
001 conseguiu ser poupada desta ocupação predatória 
até agora, pois com exceção de um bolsão central que 
corresponde ao Bairro de Maranguape II que se 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
29 
desenvolve no entorno da PE-022, e a um gradiente 
preocupante na direção do rio no trecho final no Janga, 
a margem se apresenta livre de ocupação urbana, com 
alguns pequenos sítios e chácaras que em pouco 
contribuem para processos de degradação. A existência de 
duas áreas de proteção ambiental nesta margem, 
notadamente as Matas de Jaguarana e do Janga, 
certamente tem contribuído para a preservação deste 
corredor livre de ocupação, muito embora sejam 
constantes os esforços da população por ocupar estas 
áreas que constituem ativos ambientais do estado. 
X 
 
 
 
BACIA DO RIO PARATIBE 
A bacia do rio Paratibe localiza-se na extremidade 
meridional do Litoral Norte e tem sua porção sul-ocidental 
fora dos limites dessa área. Totaliza 118 km² (cerca de 11 
800 ha) e abrange terras dos municípios de Paulista, 
Olinda, Recife e Camaragibe. 
A parte da bacia inserida no Litoral Norte está totalmente 
situada no município de Paulista e abrange 6 283,09 ha, o 
que corresponde a 53,2% da área total da bacia e a 
63,8% da superfície municipal, mas, representa, apenas, 
4,6% da superfície do Litoral Norte. Limita-se, ao norte, 
com as bacias dos rios Timbó e Igarassu; ao sul, com a 
bacia do rio Beberibe; a oeste, com a bacia do 
Capibaribe; e, a leste, com as microbacias dos rios que 
drenam o terraço marinho. Relativamente estreita em sua 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
30 
porção ocidental, a citada bacia alarga-se bastante a leste 
da BR-101. 
 
GEOLOGIA 
A bacia do Rio Paratibe encontra-se inserida, 
geologicamente, na Província Borborema, numa área onde 
se destacam as rochas sedimentares de idade cenozoica e 
mesozoica do Grupo Barreiras, da Formação Maria Farinha, 
da Formação Gramame, e da Formação Beberibe, além 
dos Depósitos de Cobertura – Sedimentos Flúvio-lagunares, 
Sedimentos de mangue, Sedimentos de praia e os 
Terraços Marinhos Holocênicos. A AID do empreendimento 
é contemplada por todas estas Unidades Litoestratigráficas 
e por todos os Depósitos de Cobertura existentes na 
bacia do Paratibe. 
 
Figura 0Figura 0Figura 0Figura 07777 –––– GEOLOGIA DA BACIA DO PARATIBEGEOLOGIA DA BACIA DO PARATIBEGEOLOGIA DA BACIA DO PARATIBEGEOLOGIA DA BACIA DO PARATIBE 
 
 GEOMORFOLOGIA 
Devido ao processo erosivo, ravinas e vales profundos 
foram formados, expondo o Grupo Barreiras no sopé 
dessas escarpas. A paisagem formada pelos vales 
profundos e as partes altas e planas do Grupo Barreiras 
deu origem ao termo regionalizado de "Relevo de 
Tabuleiro", ou “Tabuleiros Costeiros” o qual é dividido em 
Tabuleiro dissecado (nas partes erodidas, geralmente em 
 
 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
31 
vales profundos) e Tabuleiro pouco dissecado (no topo 
plano). Os Tabuleiros Costeiros se constituem a forma de 
relevo mais abundante na bacia do rio Paratibe. 
Figura Figura Figura Figura 8888 –––– Geomorfo log ia da Bac ia do Parat ibe 
 
 É preciso destacar, ainda, a existência de extensas 
Planícies Fluviomarinhas e de Planícies Aluviais que 
contrastam com a topografia dos Tabuleiros. 
Na AID do empreendimento os Tabuleiros Costeiros são 
encontrados, por exemplo, no trecho conhecido como 
“mata de Jaguarana”, ao norte do Matadouro de Paulista, 
região de Catolé, também sendo encontrados, na forma 
de Tabuleiros dissecados, a oeste desse trecho. 
A Planície aluvial representa um trecho da ZECUA do rio 
Paratibe desde a rodovia BR-101 até o bairro do Nobre. 
A partir desse ponto e até a faixa de praia predomina a 
Planície Flúvio-marinha, onde os sedimentos aluviais são 
encontrados concomitantemente aos depósitos marinhos e 
de mangue – uma área bem característica que pode ser 
citada é o Parque do Janga. 
 
 
 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
32 
 HIDROGEOLOGIA 
O principal aquífero aflorante na AII é o Barreiras em 
pequena e estreita faixa ao longo do rio Paratibe. Apesar 
de quase não aflorar o aquífero Beberibe é o mais 
importante, em volume e qualidade da água. 
Exploração do lençol freático nas proximidades do Matadouro de Paulista 
As manchas de terraços marinhos e aluviões representam 
também uma alternativa de captação de água 
subterrânea, principalmente para usos secundários, tais 
como: descarga de vaso sanitário, irrigação de jardins, 
lavagem de calçadas, entre outros. Em alguns locais é 
possível o uso desse manancial para abastecimento 
humano. 
A formação Gramame, que também ocorre na AII, é 
composta por calcários que, em geral, não apresenta 
potencial hidrogeológico. Os poucos poços existentes 
apresentam baixa vazão e com águas ricas em 
carbonatos. Sua importância é a proteção hidráulica do 
aquífero Beberibe sotoposto, conferindo a este um caráter 
confinado ou semiconfinado. As áreas de mangue, devido 
às altas salinidades da água, não despertam nenhum 
interesse como aquífero. 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
33 
Figura Figura Figura Figura 9999 –––– VULNERABILIDADE NATURAL DOS AQUÍFEROS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA VULNERABILIDADE NATURAL DOS AQUÍFEROS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA VULNERABILIDADE NATURAL DOS AQUÍFEROS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA VULNERABILIDADE NATURAL DOS AQUÍFEROS NA ÁREA DE INFLUÊNCIA 
INDIRETA E SEU ENTORNOINDIRETA E SEU ENTORNOINDIRETA E SEU ENTORNOINDIRETA E SEU ENTORNO 
 
 
CONTEXTO MEIO BIÓTICO 
Os aspectos de contexto biótico do litoral norte de 
Pernambuco estão fartamente descritos em vários 
documentos de acervo bibliográfico, começando pelo 
Diagnóstico Socioambiental do LitoralNorte de Pernambuco 
elaborado pela CPRH em 2001 e onde se descreve: A 
cobertura vegetal do Litoral Norte de Pernambuco, em sua 
composição original, corresponde à Floresta Atlântica, cuja 
vegetação exuberante e diversidade biológica têm sido, 
desde os tempos coloniais, destruídas pela cultura da cana-
de-açúcar e do coco. Nos dias atuais, essa destruição vem 
sendo efetuada pela implantação de loteamentos para 
granjas e chácaras de recreio e pela extração de madeira e 
lenha para consumo nas áreas urbanas e rurais. O saldo 
dessa devastação está representado por alguns 
remanescentes de mata que, em geral, recobrem encostas 
de tabuleiros e morros com alta declividade e, em menor 
proporção, colinas e modelados suaves da porção oriental 
da área, onde a ocupação urbana e o parcelamento da 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
34 
terra para granjas e chácaras motivaram a destruição quase 
total das matas, ali, existentes. 
Os remanescentes de mata mais extensos do Litoral Norte 
localizam-se a oeste da BR-101 e dos núcleos urbanos que 
margeiam essa rodovia. Concentram-se nos municípios de 
Abreu e Lima, Igarassu, Itamaracá, Paulista e sudeste de 
Itaquitinga, ao passo que constituem ocorrências esparsas, 
no restante da área. 
FLORA E VEGETAÇÃO 
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 
São duas as unidades de conservação com que o 
empreendimento interage: 
Reserva de Floresta Urbana Mata do JangaReserva de Floresta Urbana Mata do JangaReserva de Floresta Urbana Mata do JangaReserva de Floresta Urbana Mata do Janga 
A Mata do Janga, fica próxima à foz do rio Paratibe e 
do Canal das Tintas. Está protegida pela Lei nº 9989, de 
13/01/87, que define as reservas da Região 
Metropolitana do Recife. Situa-se próximo à foz do rio 
Paratibe e do Canal das Tintas, com acesso pela 
avenida Cláudio Gueiros Leite. Abrange 132,24 hectares e 
corresponde a 1,36% da área total do município de 
Paulista, possuindo um relevo plano. Pertence à bacia do 
rio Paratibe e é do nível secundário, com espécies de 
médio a alto porte e extrato arbustivo arbóreo, irregular 
em porte e densidade. Encontra-se inserida em área de 
utilidade pública de interesse social para fins de 
desapropriação, segundo decreto municipal de nº 094 de 
30/12/85. 
Esta Unidade de Conservação insere-se parcialmente na 
ZECUA do Paratibe, no Trecho 03 definido para o 
empreendimento e não terá nenhum tipo de intervenção 
física associada à implantação das obras. 
Reserva de Floresta Urbana Mata de JaguaranaReserva de Floresta Urbana Mata de JaguaranaReserva de Floresta Urbana Mata de JaguaranaReserva de Floresta Urbana Mata de Jaguarana 
Localizada em Paulista, está inserida na Bacia 
Hidrográfica do Rio Timbó, entre a PE-15 e a PE-22. 
Possui 332,28 ha de área, onde predominam elevações 
de declividade acentuada. Esta reserva esta inserida em 
três propriedades privadas, sendo a sua situação 
fundiária indefinida. 
No Mapa 01 apresentando anteriormente identifica-se as 
duas unidades de conservação supracitadas. 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
35 
 
Panorâmica dos remanescentes de vegetação nas F lores tas Urbanas do Janga e Jaguarana 
 FLORÍSTICA 
O levantamento florístico nas áreas de influências do 
empreendimento elencou cerca de 247 espécies vegetais 
distribuídas em 77 famílias angiospérmicas. Deste montante, 
127 espécies estão presentes na ADA, 79 na AID e 141 na 
AII. 
Deste levantamento podem ser destacados os seguintes 
aspectos: 
 Das 247 espécies registradas no empreendimento, 127 
(51,41%) ocorreram em áreas abertas (Área Diretamente 
Afetada). 
 Pelo fato da área tratar-se de uma grande matriz de 
aglomerados urbanos e rodovias, as espécies encontradas 
nesta área são compostas, na sua grande maioria, por 
plantas ruderais, que ocorrem ás margens de estradas, de 
curso de rio, de borda de mata, de terrenos baldios e 
em áreas antropizadas. 
 Outro grupo de plantas, cerca de 140 (57,08%) espécies 
foram registradas em ambiente de fragmento Florestal 
(Mata de Jaguarana e Janga), Estuário, Manguezal e Zona 
de praia, em área de influência indireta, apesar de não 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
36 
estarem na área focal onde será o empreendimento, 
registramos suas ocorrência por se tratar de importantes 
fragmentos florestais ocorrente num raio próximo ao 
empreendimento. 
 Destacamos ainda outro grupo de plantas, cerca de 79 
espécies (31, 98%) ocorrendo tanto em área abertas, 
quanto em áreas florestadas. 
 Em relação à distribuição das espécies nos trechos, 
observamos que o trecho que mais concentrou números 
de espécies foi o Trecho 2 relacionado a área protegida 
Floresta Urbana Mata de Jaguarana concentrando um 
quantitativo de 158 espécies (63,96%). 
 A seguir temos o Trecho 3 com 115 espécies (46,55%), 
obviamente seguindo o mesmo padrão do trecho anterior 
o fato de possuir maior concentração de área florestada, 
em detrimento de habitats urbanos. 
 Finalmente o Trecho 1 com 86 espécies (34,81%) 
refletindo o seu alto grau de antropização. 
X 
 FITOFISSIONOMIAS DE VEGETAÇÃO NA AID 
Com base nos levantamentos de campo foi determinado 
que a AID apresenta uma diversidade de Fisionomias, 
muito misturadas e bastante antropizadas. Estas 
fisionomias são relacionadas no Quadro 02 a seguir e 
apresentadas na Figura 10 adiante. 
 
 
XX 
QQQQUADRO UADRO UADRO UADRO 2222 –––– FFFF I TOF IS IONOMIAS ITOF IS IONOMIAS ITOF IS IONOMIAS ITOF IS IONOMIAS IDENT IF ICADAS NA IDENT IF ICADAS NA IDENT IF ICADAS NA IDENT IF ICADAS NA AIDAIDAIDAID 
IDIDIDID FORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIA CARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICAS 
FO 
FLORESTA OMBRÓFILA - Formação Florestal 
Nativa em estágio médio a avançado de 
regeneração associada a remanescentes de 
mata atlântica e mata de Restinga. 
Fisionomia arbórea, com dossel fechado, 
presença de epífitas e sub-bosque diversificado. 
Na AID esta formação foi identificada nos 
fragmentos a montante da BR-101, nas matas do 
Janga, Jaguarana e no interflúvio do rio Paratibe 
e o Canal das Tintas no trecho final próximo da 
PE-001. 
São corpos vegetacionais arbóreos de Floresta 
Atlântica, com árvores altas. A fitofisionomia 
predominante destes fragmentos florestais é 
classificada, como Floresta Ombrófila aberta, 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
37 
IDIDIDID FORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIA CARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICAS 
dependendo do grau de pressão antrópica. 
Fragmentos de menor porte mais antropizados 
são denominados comumente de capoeiras. 
Estas formações foram identificadas nas Matas de 
Jaguarana em Paulista Centro, na Mata de 
Maranguape, a montante da BR-101 e no antigo 
campo de aviação nas proximidades da PE-022. 
Estes fragmentos ficaram ilhados por 
aglomerados urbanos e sofre com a pressão 
antrópica em seu entornos. 
MG 
Formação Florestal Natural paludosa costeira 
- MANGUE. 
Vegetação com influência fluvio-marinha, 
identificada no Trecho 03, recobrindo parte das 
terras mais baixas do interflúvio do Rio Paratibe e 
o Canal das Tintas. 
FFM 
FORMAÇÃO FLORESTAL MISTA conformada por 
manchas de árvores frutíferas e espécies 
nativas, com densidades variando entre 
abertas a médias. Estasáreas se encontram 
inseridas entre campos herbáceos e/ou áreas 
urbanas. 
Fisionomia mista que ora se apresenta de porte 
arbustivo-arbóreo com presença de espécies 
nativas e exóticas e algumas áreas com cobertura 
herbácea, ora se apresenta dominada por uma 
matriz herbácea e pequenos fragmentos de 
arvores frutíferas e espécies nativas pulverizados 
de forma bastante esparsa ou de forma mais 
densa. 
Destacam-se as espécies de “mangueira” 
(Mangifera indica), “azeitona” ou “jambolão” 
(Syzygium jambolanum), “coqueiro” (Cocos 
nucifera), “fruta-pão” (Artocarpus altilis), 
“jaqueira” (Artocarpus integrifolia), “banana” 
(Musa x paradisiaca), Syzygium malaccense 
(jambo), “dendezeiro” (Elaeis guineensis). 
Dentre as nativas destacam-se a “macaíba” 
(Acrocomia intumescens), “genipapo” (Genipa 
americana), o “cajá” (Spondias mombin), 
“aticum” (Annona glabra). 
FP 
FORMAÇÕES PIONEIRAS. Trata-se de áreas 
pedologicamente instáveis, com sedimentos 
inconsolidados ou pouco consolidados, sob a 
influência de diferentes processos de 
acumulação (Rizzini, 1979). Este ecossistema 
é caracterizado por vegetação de primeira 
ocupação. 
Nelas se observa uma vegetação campestre 
herbáceo lenhosa de terófitas, geófitas e ás 
vezes hemicripfitas, que são por sucessão 
natural substituídas por caméfitas e 
É a formação mais frequente no Trecho 02 e na 
parte alta do Trecho 03, está associada a áreas 
permanentemente ou temporariamente alagadas. 
Estes alagamentos seriam naturais no Trecho 02 
em uma faixa próxima ao rio Paratibe e 
antrópicos nas áreas contiguas e na totalidade 
do Trecho 03, segundo pode-se inferir associando 
a vegetação à presença de gleissolos dentro da 
AID. 
Na carta da SUDENE de 1971 este tipo de 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
38 
IDIDIDID FORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIAFORMAÇÃO/FITOFISIONOMIA CARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICASCARACTERÍSTICAS 
microfanerófitas. Isso não indica, entretanto, 
que tais áreas estão no caminho da sucessão 
para o clímax da região próxima. 
Eventualmente na AID se apresentam moitas 
de frutíferas ou indivíduos de vegetação nativa 
mergulhados dentro desta vegetação. 
vegetação é classificada como MACEGA AGRESTE. 
Segundo dicionário ambiental do IBGE, MACEGA é 
definida como “Capinzal impenetrável que cresce 
bastante unido, apresentando-se 
Ressequido”. 
 
FRU 
Frutíferas – Bosques de árvores frutíferas de 
dimensões diversas 
Áreas de frutíferas localizadas em pomares, sítios, 
a maior parte delas mergulhadas ou 
confrontantes com o tecido urbano. 
FH 
Fisionomia herbácea com eventuais manchas 
de solo exposto ou presença de árvores ou 
arbustos isolados 
Associada a áreas abandonadas antropizada 
localizadas principalmente no Trecho 01. 
A fisionomia muda na parte baixa do Trecho 03, 
onde passa a estar associada a Campos de 
Restinga que corresponde a uma formação 
herbácea que serve como transição entre o 
manguezal e a restinga. 
CO Coqueiral 
Áreas de cultivo de coqueiros, com vegetação 
herbáceo-arbustiva ruderal. Foi identificada uma 
única área no Trecho 03. 
CT Culturas diversificadas ou policulturas 
Áreas cultivadas para subsistência ou 
comercialização (principalmente macaxeira, 
mandioca, feijão e maracujá). 
SE 
Solo exposto predominante, com eventual 
presença de gramíneas. 
Nos Trechos 1 e 2 estas pequenas áreas que 
apresentam solo exposto estão associadas a 
pequenos passivos em sua grande maioria. 
Já na parte baixa do Trecho 3, estes solos 
exposto se associam também a terrenos arenos 
da formação Beberibe. 
 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
39 
Figura Figura Figura Figura 11110000 –––– Vegetação na AID do EmpreendimentoVegetação na AID do EmpreendimentoVegetação na AID do EmpreendimentoVegetação na AID do Empreendimento 
 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
40 
 FAUNA TERRESTRE 
 
Para o diagnóstico da fauna de vertebrados terrestres e 
ribeirinhos das áreas de influência da ZECUA do Rio Paratibe, 
em Paulista, foi realizada uma campanha de campo com 
duração de três (3) dias, baseada na metodologia de buscas 
ativas (procura de vestígios, carcaças, pegadas, observações 
diretas, identificação de abrigos diurnos e etc) de animais 
pertencentes ao grupo dos mamíferos (terrestres e alados), 
procura manual e acústica de anfíbios e répteis (herpetofauna) 
e na visualização e escuta de indivíduos pertencentes à 
avifauna. Os trabalhos ocorreram nos horários diurnos e 
noturnos, com o intuito de abranger os mais diferentes tipos 
de hábitos registrados nos grupos amostrados. 
AVIFAUNA 
Foram referidas 112 espécies de aves todas de algum 
modo associadas aos fragmentos de mata onde estão os 
cinco pontos amostrais, sendo 74 (66%) registradas 
 
 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
41 
efetivamente nas prospecções e as demais 38 
selecionadas entre aquelas que foram citadas na 
literatura, detectadas por nós em fragmentos florestados 
próximos à área de influência do Rio Paratibe (COELHO, 
2006), e também por PEREIRA, (2009) e PEREIRA et alii 
(2005), e ainda por conta de terem os ambientes ora 
estudados incluídos nas suas áreas de distribuição. 
Dentre as 74 espécies de aves efetivamente anotadas em 
campo, 21 (28%) foram detectadas apenas de modo 
auditivo, inclusive as duas aves de hábito noturno. A 
quantidade total de espécies catalogadas representa uma 
diversidade regular. 
MAMÍFEROS TERRESTRES 
 
Através da metodologia de busca ativa (diurnas e 
noturnas), entrevistas com moradores e bibliografia 
existente, foi possível registrar um total de 17 espécies 
distribuídas em 6 Ordens e 11 Famílias, das quais três (3) 
tiveram suas presenças confirmadas através de vestígios, 
escutas e observações diretas. 
Conforme observado, não foi registrada a presença de 
nenhuma espécie considerada rara, endêmica ou em 
perigo de extinção, conforme dados obtidos na região. As 
espécies que aqui ocorrem, registradas através de 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
42 
entrevistas e dados bibliográficos, e tiveram sua presença 
confirmada através das buscas, possuem ampla 
distribuição geográfica, estando presente nos mais 
diversos tipos de habitats. 
HERPETOFAUNA 
Foram constatadas 72 representantes para a herpetofauna (44 
espécies de répteis e 26 espécies de anuros), sendo que 
apenas 6 espécies de répteis e 14 espécies de anfíbios anuros 
foram registradas efetivamente nos trabalhos de campo, as 
demais (38 esp. répteis e 12 esp. anuros) tiveram seus 
registros baseados em dados secundários (entrevistas e dados 
bibliográficos). 
 
CONSIDERAÇÕES SOBRE A FAUNA ENCONTRADA 
A baixa riqueza encontrada para os grupos analisados 
(herpetofauna, avifauna e mastofauna) se deve ao fato 
que os trabalhos de campo foram baseados apenas em 
buscas ativas realizadas na ADA e AID do 
empreendimento e dados secundários (entrevistas com 
moradores da área e dados bibliográficos), como também 
ao pequeno período amostral e por ter sido realizado 
apenas numa estação climática (período seco). 
Outro fato é a elevada fragmentação dos remanescentes 
de Mata Atlântica localizados próximos do 
empreendimento e a inexistência de Mata Ciliar nasbordas do Rio Paratibe, o que afeta diretamente no 
 
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43 
tamanho populacional de grande parte das espécies. 
A maior parte das espécies que tiveram sua presença 
confirmada nas áreas do empreendimento é considerada 
generalista (tanto de habitat, como de hábito) e se adaptam 
facilmente aos mais diferentes tipos de habitats. Como também 
não foram constatadas espécies raras, ameaçadas de extinção 
ou endêmicas na área. 
BIOTA AQUÁTICA 
O Diagnóstico de Meio Biótico incluiu também o levantamento 
de biota aquática, incluindo Ictiofauna (comunidade de peixes), 
Carcinofauna (comunidade de caranguejos e camarões, 
principalmente), Malacofauna (comunidade de moluscos e 
gastrópodes), Macrófitas Aquáticas (comunidade de vegetais 
aquáticos) e Comunidade Planctônica (Fitoplâncton e 
Zooplâncton). 
 
Em relação à CARCINOFAUNACARCINOFAUNACARCINOFAUNACARCINOFAUNA, foram identificadas 6 espécies 
no Trecho 03 durante o trabalho, sendo possível que este 
número seja superior, principalmente de espécies menos 
abundantes, foram elas: 
Callicnetes spp (Siri) cuja utilização é a alimentação, a venda e 
doação para amigos e pessoas da família; o Cardisoma 
guanhumi (Guaiamum) utilizado para consumo humano; o 
Goniopsis cruentata (Aratu) utilizado pela população local na 
 
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44 
alimentação humana e também como isca; o Ucides cordatus 
(Caranguejo-uçá) com importante valor econômico e também 
muito utilizado pela população na alimentação humana; e, por 
fim, o Uca leptodactyla e Uca vocator (Chié) sendo utilizado 
apenas para isca. 
No tocante a MALACOFAUNAMALACOFAUNAMALACOFAUNAMALACOFAUNA, foi identificado na ponte da BR-
101 apenas um gastrópode conhecido popularmente por Aruá. 
Este molusco possui rápido crescimento populacional, tolera 
locais com alto teor de poluição e em muitos locais é tido 
como praga. O Aruá é utilizado pela população ribeirinha de 
várias localidades como fonte de alimentação e não oferece 
risco direto ao ser humano. 
 
Exemplar do Aruá (Pomacea caniculata). 
Já na ponte da PE-001 no Janga foram identificadas 5 
espécies, das quais quatro (04) são descritas como espécies 
de importância econômica: Marisco-pedra (Anomalocardia 
brasiliana), Sururu (Mytella falcata), Unha-de-velho (Tagelus 
plebeius) e a Ostra (Crassostrea rizophorae) (Santos et al, 
2009). 
Em relação à COMUNICOMUNICOMUNICOMUNIDADE DE MACRÓFITAS AQUÁTICADADE DE MACRÓFITAS AQUÁTICADADE DE MACRÓFITAS AQUÁTICADADE DE MACRÓFITAS AQUÁTICASSSS do rio 
Paratibe, foram identificadas 4 ordens, 7 famílias e 8 espécies. 
A riqueza encontrada na estação da ponte da BR-101 denota 
visualmente o nível de degradação por assoreamento e 
poluição por esgotos domésticos e/ou industriais, apresentando 
nítida riqueza de macrófitas nativas. 
Já no ponto Pt-02, na estação ponte do Janga, os 2 táxons 
 
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45 
encontrados estavam em estado de decomposição devido a 
influência marinha. Tais organismos não tem resistência a altas 
concentrações de salinidade. 
 
A Eichhornia crassipes, tradicional Baronesa, que recobre grande parte do 
espelho de água do Rio Paratibe nos trechos 01 e 02. 
Em relação ao FITOPLÂNCTONFITOPLÂNCTONFITOPLÂNCTONFITOPLÂNCTON que se refere a pequenos 
organismos vegetais que estão na base da cadeia alimentar, 
por produzirem seu próprio alimento, menciona-se que todas 
as amostras coletadas mostraram-se todas dominadas pelas 
cianobactérias, embora as densidades estivessem abaixo do 
limite exigido pelo Ministério da Saúde para monitoramento de 
cianotoxinas. 
A dominância de cianobactérias em ecossistemas aquáticos 
está frequentemente associada à disponibilidade de CO2 
(SHAPIRO, 1990), elevadas temperaturas (HUSZAR et al. 2000), 
baixa luminosidade (BRIAND et al., 2002) e elevadas 
concentrações de fósforo (BONILLA et al., 2012), todos claros 
indicadores de poluição da água. 
 X 
 
 
 
 
 
 
 
 
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46 
 
CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS DA AII 
 
Oficina com Agentes de Saúde para levantamento de dados 
socioeconômicos na AID 
O município que conforma a Área de Influência Indireta-
AII do empreendimento possui um território 
correspondente a 93,518 km2, o que representa 3% do 
território da Região Metropolitana do Recife-RMR. 
Em termos de tamanho da população, Paulista abriga 
aproximadamente 8% dos habitantes da região e um 
total de 90.635 domicílios particulares permanentes, o 
que, proporcionalmente, significa 8% dos números 
regionais. No contexto estadual, a RMR detém 42% da 
população de Pernambuco, que perfaz um total de 
8.796.448 habitantes. 
Sob a ótica da divisão territorial adotada pelo IBGE, a 
AII faz parte da Microrregião Recife, que possui extensão 
menor do que a definida para a região metropolitana, 
na medida em que abarcam apenas os municípios de 
Abreu e Lima, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, 
Moreno, Olinda, Paulista, Recife, São Lourenço da Mata. 
No Quadro 03, adiante, é possível examinar 
características gerais do município de Paulista e da RMR. 
 
 
 
 
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47 
QuadroQuadroQuadroQuadro 00003333 –––– CARACTERÍSTICAS GERAIS DE PAULISTA E DA RMR 
ESPECIFICAÇÃOESPECIFICAÇÃOESPECIFICAÇÃOESPECIFICAÇÃO PAULISTAPAULISTAPAULISTAPAULISTA RMRRMRRMRRMR 
Área (km2) 93,518 2.785,44 
População (Nº de habitantes) 303.400 3.693.177 
Média de moradores por domicílio 3,31 51,56 
Domicílios partic. Permanentes 90.635 1.111.213 
IDH 0,799 0,755 
PIB (IBGE/2009) R$ 1.839,666 R$ 51.100.345,00 
PIB per capita R$ 6.063,50 R$ 225.916,00 
x 
 Em Paulista, constata-se uma densidade demográfica 
(hab./km²) elevada (3.086,01) correspondente à quarta posição 
no ranking dos municípios inseridos na RMR. 
Figura Figura Figura Figura 11111111 –––– Densidade Densidade Densidade Densidade populacional comparativapopulacional comparativapopulacional comparativapopulacional comparativa 
 
Com relação a esse aspecto em particular, convém assinalar 
que Paulista está entre os municípios da Região metropolitana 
do recife com menor extensão territorial, ocupando apenas 3% 
do total da área da região. 
São 93,518 km2, onde residem mais de 300 mil pessoas. Nos 
polos opostos, encontram-se Ipojuca, o mais extenso da RMR, 
com um total de 527,317 Km2, e Camaragibe, com 55,083 Km2. 
CARACTERÍSTICAS DA AID 
De acordo com o Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 
2010 havia, na AID do empreendimento, uma população de 
71.954 moradores distribuídos em 21.474 domicílios 
particulares permanentes. Dentre as áreas mais populosas se 
destacam a porção referente ao bairro de Arthur Lundgren I, 
com 13.757 habitantes, e o bairro de Jardim Maranguape, que 
está inserido em sua totalidade na AID e tem uma população 
de 13.729 habitantes. O Quadro 6.49 apresenta os dados de 
 
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48 
população, número de domicílios e a média de moradores por 
domicílio nos diferentes bairros inseridos na AID. 
QuadroQuadroQuadroQuadro00004444 –––– POPULAÇÃO RESIDENTE, DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES, E 
MÉDIA DE MORADORES POR DOMICÍLIO NA AID 
BAIRROSBAIRROSBAIRROSBAIRROS 
POPULAÇÃO POPULAÇÃO POPULAÇÃO POPULAÇÃO 
RESIDENTERESIDENTERESIDENTERESIDENTE 
DOMICÍLIOS DOMICÍLIOS DOMICÍLIOS DOMICÍLIOS 
PARTICULARESPARTICULARESPARTICULARESPARTICULARES 
PERMANENTESPERMANENTESPERMANENTESPERMANENTES 
MÉDIA DE MÉDIA DE MÉDIA DE MÉDIA DE 
MORADORES POR MORADORES POR MORADORES POR MORADORES POR 
DOMICÍLIODOMICÍLIODOMICÍLIODOMICÍLIO 
Centro 3201 980 3,27 
Jardim Velho 1613 473 3,41 
Arthur Lundgren I 13757 4081 3,37 
Nobre 4006 1162 3,45 
Jardim Paulista 4656 1368 3,40 
Paratibe 6900 2070 3,33 
Jaguaribe 6165 1894 3,26 
Maranguape I 8494 2558 3,32 
Maranguape II 4816 1481 3,25 
Jardim Maranguape 13729 4076 3,37 
Janga 1544 452 3,42 
Parque do Janga 2049 593 3,46 
Fragoso 1024 286 3,58 
X 
 Para atendimento do Termo de Referência da CPRH no tocante 
à avaliação da percepção das comunidades em relação às 
condições de habitabilidade, foi elaborado um questionário 
direcionado a avaliar estes aspectos, dentre eles a avaliação 
dos serviços públicos oferecidos em cada setor de moradia, os 
principais problemas enfrentados pelas comunidades, a 
percepção que se tem sobre o Rio Paratibe e/ou problemas ou 
benefícios que traz para as comunidades, na percepção delas, 
a avaliação das propostas gerais previstas para a ZECUA, e 
alguns aspectos mais específicos como identificação de 
lideranças em cada setor, identificação de doenças mais 
comuns. 
O questionário permitiu também traçar um perfil geral do 
cidadão comum que habita a AID e também a ADA. 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
49 
Figura Figura Figura Figura 11112222 –––– Percepção da comunidadePercepção da comunidadePercepção da comunidadePercepção da comunidade 
 
 
Além do histórico pré-colonial comum a todos 
os municípios do Litoral Norte, Paulista 
apresenta um Rico histórico relacionado com 
seu passado têxtil do qual ficou um rico acervo 
de fábricas e construções que atestam um 
passado de esplendor. 
Todos estes aspectos levantados pela equipe de 
Arqueologia, que realizou levantamentos dentro 
da AII e dentro da AID do empreendimento. 
 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
50 
Figura Figura Figura Figura 11113333 –––– Patr imônio Cul tural conhecido dentro da AI I do empreendimentoPatr imônio Cul tural conhecido dentro da AI I do empreendimentoPatr imônio Cul tural conhecido dentro da AI I do empreendimentoPatr imônio Cul tural conhecido dentro da AI I do empreendimento 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
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51 
 
 
 
 
 
 
 
METODOLOGIA 
Os impactos ambientais basicamente são o resultado da 
superposição de duas camadas de informação: � a 
primeira que representa o cenário ambiental de um 
território nas condições em que se encontra antes da 
implantação do empreendimento, e � a segunda 
representa o projeto, o qual condiciona a forma com 
que as ações transformadoras irão atuar no território 
previamente caracterizado. 
Quanto melhor caracterizadas estejam estas camadas de 
informação, mais realista será a análise efetuada. Nesse 
sentido, o Termo de Referência adquire também essa 
função, de definir os aspectos mínimos de cada camada 
que devem ser caracterizados para obter um resultado 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
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52 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
coerente quando superpostas. 
Os critérios de qualificação adotados na análise foram 
os exigidos no Termo de Referência da CPRH, os quais 
foram sistematizados em uma matriz de impacto 
subdividida nas Fases de Planejamento, implantação. A 
análise ambiental foi conduzida separadamente para 
cada um dos três (3) trechos analisados, através da 
definição de um último parâmetro que recolhe os 
demais e determina a MAGNITUDE DO IMPACTO, que 
segue a escala definida a baixo, tanto para impactos 
positivos como para impactos negativos: 
 
 
RESULTADOS 
O exercício de identificação e qualificação de impactos 
ambientais foi sistematizado na MATRIZ DE IMPACTO 
AMBIENTAL apresentada a seguir, e na qual foram 
incluídos 57 impactos ambientais entre positivos e 
negativos, cada um deles devidamente qualificado 
conforme critérios descritos nos itens acima. 
Em relação à metodologia aplicada e especificamente à 
separação entre impactos negativos e positivos, é 
importante destacar um aspecto fundamental para o 
bom entendimento do processo. O balanço algébrico 
entre impactos Positivos e Negativos não determina por 
si só a conveniência ou não de implantar um 
determinado projeto, nem sequer é um bom indicador 
na hora de basear uma decisão. O ditame final é um 
processo complexo de ponderação, onde devem ser 
analisados globalmente todos os documentos do 
processo, incluindo o projeto e o EIA, com a intervenção 
do Órgão Fiscalizador, a Equipe do EIA, o Empreendedor 
e a População Civil, entre outras ferramentas dos 
estudos de EIA/RIMA. 
A matriz de impacto é Apresentada a seguir: 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
53 
QQQQUADRO UADRO UADRO UADRO 00005555 –––– MATRIZ DE IMPACTO DO ESTUDO 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
FASE DE IMPLANTAÇÃO 
1111 
Desimpedimento jurídico/ 
fundiário/social das áreas 
de implantação. 
Conflitos de propriedade, especulação 
imobiliária dentro da ZECUA e 
dificuldade de liberação dos terrenos. 
(―) MSE 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
P.PROV 
(02) 
MIT 
2222 
Desimpedimento jurídico/ 
fundiário/social das áreas 
de implantação. 
Indução a novas ocupações 
irregulares dentro da ZECUA antes da 
implantação do projeto. 
(―) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
P.PROV 
(02) 
MIT 
3333 
Desimpedimento jurídico/ 
fundiário/social das áreas 
de implantação. 
Recuperação e acobertamento legal 
de uma área de extrema importância 
para a cidade de Paulista. 
(+) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- IRRVERSÍVEL 
- AID 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
(04)M.PROV 
(04) 
MAX 
4444 
Implantação/operação de 
Canteiro(s) de Obra(s) 
Contribuição ao modelo de 
desenvolvimento proposto para o 
litoral norte do estado. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- IRRVERSÍVEL 
- REGIONAL 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
MAX 
5555 
Implantação/operação de 
Canteiro(s) de Obra(s) 
Potencial de poluição do solo e da 
água pela geração de efluentes e 
resíduos sólidos no canteiro de obras. 
(―) MF 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- PONTUAL 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
MIT 
6666 
Implantação/operação de 
Canteiro(s) de Obra(s) 
Alteração temporária dos níveis de (―) MF - DIRETO - PERMANENTE 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(02) 
M.PROV 
(01) 
MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
54 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
ruído no entorno do(s) canteiro(s). - REVERSÍVEL 
- PONTUAL 
7777 
Implantação/operação de 
Canteiro(s) de Obra(s) 
Alteração temporária da qualidade do 
ar no entorno do(s) canteiro(s). (―) MF 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- PONTUAL 
PROV 
(01) 
PROV 
(01) 
PROV 
(01) 
MIT 
8888 
Recrutamento e contratação 
de mão-de-obra 
Geração de empregos e dinamização 
da economia. (+) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AII 
CERTO 
(04) 
CERTO 
(04) 
CERTO 
(04) 
MAX 
9999 
Recrutamento e contratação 
de mão-de-obra 
Aumento da arrecadação municipal. (+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AII 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) 
MAX 
10101010 
Recrutamento e contratação 
de mão-de-obra 
Possibilidade de ocorrência de 
acidentes envolvendo operários dentro 
do(s) canteiro(s) de obras. 
(―) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- PONTUAL 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
MIT 
11111111 
Recrutamento e contratação 
de mão-de-obra 
Aumento da pressão por serviços 
públicos no entorno do projeto 
durante a implantação. 
(―+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- PONTUAL 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
MIT 
12121212 
Recrutamento e contratação 
de mão-de-obra 
Riscos e conflitos com a comunidade 
local. (―) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
MIT 
13131313 Remanejamento de Transferência involuntária de popula- (―) MSE - DIRETO CERTO CERTO CERTO MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
55 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
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���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
População ção que habita hoje a ADA para 
novas moradias. 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL 
- AID 
(04) (04) (03) 
14141414 
Remanejamento de 
População 
Ruptura de atividades econômicas, 
desestruturação temporária de fonte 
de renda. 
(―) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL 
- AID 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
 (04) 
M.PROV 
 (03) 
MIT 
15151515 
Remanejamento de 
População 
Oportunidade de melhoramento e 
humanização das condições de 
habitabilidade da população rema-
nejada. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
 (04) 
M.PROV 
 (03) 
MAX 
16161616 Supressão de Vegetação Perda de áreas florestadas. (―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
PROV 
(04) 
COMP 
17171717 Supressão de Vegetação 
Fragmentação de maciços florestais e 
abertura de caminhos para áreas 
pouco habitadas com riscos de 
indução à ocupação irregular, bem 
como de processos de corte e 
impactos na vegetação. 
(―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(04) 
COMP 
18181818 Supressão de Vegetação 
Diminuição de habitats e pontos de 
abrigo e afugentamento de espécies (―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(04) 
COMP 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
56 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
terrestres e aquáticas. - LOCAL 
19191919 Supressão de Vegetação 
Perda de indivíduos de fauna terrestre 
e necessidade de captura e transfe-
rência de espécies nativas para outros 
locais. 
(―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
PROV 
(04) 
COMP / 
MIT 
20202020 Supressão de Vegetação 
Possibilidade de ocorrência de 
acidentes com animaispeçonhentos, 
envolvendo a comunidade ou as 
equipes de supressão. 
(―) MSE 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- PONTUAL 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
P.PROV 
(02) 
MIT 
21212121 Supressão de Vegetação 
Inserção em zona de amortecimento 
de Unidades de Conservação (UC). (―) MB 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
--- 
CERTO 
(01) 
CERTO 
(01) 
COMP 
22222222 Supressão de Vegetação 
Perda de mata ciliar e interferência 
em Área de Preservação Permanente 
(APP). 
(―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(04) 
COMP 
23232323 Supressão de Vegetação Geração de material lenhoso e rejeito. (―+) MB 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) 
MIT 
24242424 Dragagem do Rio Paratibe 
Geração de material saturado, 
contaminado com lixo e lodo de (―) MF 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
CERTO 
(04) 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(03) 
MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
57 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
esgoto, eventualmente considerado 
como resíduo perigoso. 
- LOCAL 
25252525 Dragagem do Rio Paratibe 
Remoção do leito fluvial afetando as 
comunidades planctônicas. (―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(03) 
MIT 
26262626 Dragagem do Rio Paratibe 
Alteração da Qualidade da Água 
devido à Suspensão de Sedimentos 
durante a dragagem e disposição. 
(+) MF 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(01) 
CERTO 
(01) 
CERTO 
(02) 
MIT 
27272727 Dragagem do Rio Paratibe 
Afugentamento/Perda de espécies de 
biota aquática e/ou alteração das 
condições atuais durante o processo 
de dragagem. 
(―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
M.PROV 
(02) 
M.PROV 
(01) 
M.PROV 
(04) 
MIT 
28282828 Dragagem do Rio Paratibe 
Modificação do alinhamento atual do 
rio, afetando o regime de 
escoamento. 
(+) MF 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(04) 
CERTO 
(04) ― MAX 
29292929 Terraplenagem 
Estabelecimento de uma barreira física 
entre as áreas a serem preservadas 
no entorno do Paratibe e o tecido 
urbano da cidade. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
CERTO 
(02) 
CERTO 
(02) ― MAX 
30303030 Terraplenagem Diminuição das áreas de (―+) MF - DIRETO - PERMANENTE 
CERTO 
(01) 
CERTO 
(01) 
CERTO 
(01) 
MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
58 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
espalhamento do Rio nos evento de 
cheias. 
 MSE - IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
31313131 Terraplenagem 
Assoreamento potencial das áreas de 
manguezal por carreamento de 
partículas desde as áreas de 
terraplenagem. 
(―) MF 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
― ― 
PROV 
 (04) 
MIT 
32323232 Terraplenagem Risco de acidentes em decorrência da 
circulação de veículos pesados. (―) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(03) 
PROV 
(02) 
P.PROV 
(02) 
MIT 
33333333 Terraplenagem 
Risco de afetar a infraestrutura de 
serviços existente durante as obras de 
implantação. 
(―) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
P.PROV 
(01) 
MIT 
34343434 Terraplenagem Possibilidade de perda de patrimônio 
cultural. (―) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL 
- PONTUAL 
PROV 
(04) 
PROV 
(02) 
P.PROV 
(02) 
MIT 
35353535 
Utilização de jazidas e 
bota-foras 
Descaracterização morfológica de 
áreas fora da ZECUA utilizadas como 
jazidas. 
(―) MF 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
MIT 
36363636 Obra civil 
Alteração do tráfego urbano, geração 
de incômodos à população, aumento (―) MSE 
- INDIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(03) 
PROV 
(01) 
MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
59 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
dos níveis de ruído, de material 
particulado, afetando temporariamente 
a rotina das comunidades mais 
próximas. 
- AII 
37373737 Obra civil 
Alteração da paisagem em 
decorrência de implantação das obras. (+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- IRREVERSÍVEL- AID 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(03) 
CERTO 
(02) 
MIT 
38383838 Obra civil 
Eventuais efeitos nas condições de 
recarga do aquífero Beberibe. (―+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
REMOTO 
(01) 
REMOTO 
(01) 
REMOTO 
(01) 
MIT 
FASE DE OPERAÇÃO 
39393939 
Consolidação do Plano 
Urbanístico da ZECUA do 
Paratibe 
Dinamização, diversificação e conso-
lidação do uso e ocupação do solo; 
(+) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AII 
CERTA 
(04) 
CERTA 
(04) 
CERTA 
(04) 
MAX 
40404040 
Consolidação do Plano 
Urbanístico da ZECUA do 
Paratibe 
Possibilidade de consolidar um novo 
modelo gerencial na prefeitura de 
Paulista com integração setorial 
envolvendo várias secretarias. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AII 
PROV 
(04) 
PROV 
(04) 
PROV 
(04) 
MAX 
41414141 
Consolidação do Plano 
Urbanístico da ZECUA do 
Aumento da competitividade do (+) MSE - INDIRETO 
- PERMANENTE 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
(04) 
MAX 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
60 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
Paratibe município de Paulista para atração de 
investimentos turísticos, industriais, e 
recepção dos benefícios advindos dos 
empreendimentos estruturadores pre-
vistos para o Litoral Norte. 
- REVERSÍVEL 
- AII 
42424242 
Consolidação do Plano 
Urbanístico da ZECUA do 
Paratibe 
Indução à execução das ações 
complementares propostas, principal-
mente no tocante à solução do 
problema do despejo de esgoto e 
efluentes industriais no rio. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AII 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
(04) 
M.PROV 
(04) 
MAX 
43434343 
Consolidação do Plano 
Urbanístico da ZECUA do 
Paratibe 
Aumento da credibilidade e 
Fortalecimento da posição municipal 
para solicitação de recursos federais. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- REGIONAL 
CERTA 
(03) 
CERTA 
(03) 
CERTA 
(03) 
MAX 
44444444 
Desenvolvimento das áreas 
parceláveis 
Geração de áreas planejadas para 
apoiar os programas de habitação e 
mobilidade (estacionamentos) da 
cidade de Paulista. 
(+) MSE 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- AII 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
MAX 
45454545 
Desenvolvimento das áreas 
parceláveis 
Substituição de áreas florestadas por 
áreas urbanizadas. 
(―) MB 
- DIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- IRREVERSÍVEL 
- LOCAL 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(02) 
COM/ 
MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
61 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
46464646 
Desenvolvimento das áreas 
parceláveis 
Possibilidade de indução à ocupação 
desordenada destas áreas, e das 
áreas verdes localizadas ao longo da 
ZECUA do Paratibe. 
(―) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(04) 
PROV 
(04) 
M.PROV 
(04) 
MIT 
47474747 
Desenvolvimento das áreas 
parceláveis 
Possibilidade de acentuar os 
problemas de qualidade d’água do Rio 
Paratibe, pelo incremento da geração 
de esgoto e resíduos sólidos dentro 
das áreas parceláveis. 
(―) MF 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
P.PROV 
(02) 
P.PROV 
(02) 
P.PROV 
(02) 
MIT 
48484848 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Contribuição significativa à mobilidade 
dos municípios de Paulista, Olinda e 
acesso às praias do litoral norte. 
(+) MSE 
- DIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- REGIONAL 
CERTO 
(04) 
CERTO 
(04) 
CERTO 
(04) 
MAX 
49494949 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Alteração da qualidade do ar, em 
decorrência das emissões provenientes 
dos escapes dos veículos que 
circularão pela Via Parque. 
(―) MF 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(01) 
PROV 
(01) 
CERTA 
(01) 
MIT 
50505050 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Aumento do nível de ruídos ao longo 
Do percurso da Via Parque. (―) MF 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- AID 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(02) 
CERTO 
(01) 
MIT 
51515151 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Risco de atropelamento de população 
nas travessias da Via Parque. (―) MSE 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
PROV 
(03) 
PROV 
(03) 
PROV 
(02) 
MIT 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
62 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta.- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
52525252 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Risco de atropelamento de fauna em 
alguns pontos da Via Parque. (―) MB 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
PROV 
(03) 
MIT 
53535353 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Potenciais efeitos nocivos na fauna 
aquática e terrestre pela iluminação 
da Via Parque e a emissão de ruídos. 
(―) MB 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
PROV 
(01) 
M.PROV 
(01) 
PROV 
(03) 
MIT 
54545454 
Dinâmica de tráfego na Via 
Parque 
Riscos associados ao derrame de 
produtos perigosos e o descarte 
irregular de resíduos ao longo da Via 
Parque. 
(―) MF 
- INDIRETO 
- PERMANENTE 
- REVERSÍVEL 
- LOCAL 
PROV 
(02) 
PROV 
(02) 
PROV 
(03) 
MIT 
55555555 
Atendimento de 
condicionantes ambientais 
Aumento das áreas florestadas (+) MSE 
- INDIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- AID 
- 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
MAX 
56565656 
Atendimento de 
condicionantes ambientais 
Aumento de recursos para proteção 
de unidades de conservação. 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- AID 
- 
M.PROV 
(03) 
M.PROV 
(03) 
MAX 
57575757 
Atendimento de 
condicionantes ambientais 
Aumento do conhecimento sobre os 
aspectos bióticos e arqueológicos da 
área principalmente como subsidio à 
(+) MSE 
- INDIRETO 
- TEMPORÁRIO 
- REVERSÍVEL 
- AID 
PROV 
(02) 
M.PROV 
(02) 
M.PROV 
(02) 
MAX 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
63 
N° AÇÃO IMPACTANTE DESCRIÇÃO DO IMPACTO 
(Efeito) / 
MEIO AFETADO 
- NATUREZA 
- PERSISTÊNCIA 
- DINAMISMO 
- ABRANGÊNCIA 
������������		�		�����Ê
���
���
����	
 
CO
NT
RO
LE
 
TRECHO 1 TRECHO 2 TRECHO 3 
EFEITO: (++++) Positivo (----) Negativo ---- MEIO AFETADO: (MSEMSEMSEMSE) Meio Socioeconômico (MFMFMFMF) Meio Físico (MBMBMBMB) Meio Biótico ---- NATUREZA: (DIRDIRDIRDIR) Direto (INDINDINDIND) Indireto ---- PERSISTÊNCIA: (TEMPTEMPTEMPTEMP) Temporal 
(PERPERPERPER) Permanente (CICCICCICCIC) Cíclica ---- DINAMISMO: (REVERREVERREVERREVER) Reversível (IRREVIRREVIRREVIRREV) Irreversível ---- ABRANGÊNCIA: Pontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, RegionalPontual, Local, AID, AII, Regional ---- PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA: CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, CERTO, M.PROV, 
PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO PROV, P.PROV, REMOTO ---- CONTROLE: (MAXMAXMAXMAX) Maximizável (MITMITMITMIT) Mitigável (COMPCOMPCOMPCOMP) Compensável ---- MAGNITUDE: (01) Baixa (02) Media/baixa (03) Media/alta (04) Alta. 
 
proposição de ações de preservação 
complementares, inseridas dentro do 
contexto das ações estruturadoras da 
ZECUA do Paratibe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
64 
 
 
 
 
QUALIDADE AMBIENTAL 
O Termo de Referência da CPRH que norteia a 
elaboração deste estudo ambiental solicita a análise 
comparativa da qualidade ambiental futura da área 
de influência, considerando a não implantação do 
empreendimento e a implantação do 
empreendimento de Ações Estruturadoras na ZECUA 
do Paratibe. Em relação a esta exigência e conforme 
já foi colocado em outros estudos pelos autores, 
encontra-se um pouco de dificuldade na abordagem 
pelo fato de não existir uma metodologia pré-
definida para abordar este assunto e tampouco um 
direcionamento por parte do Termo de Referência 
da CPRH. 
O termo de Qualidade Ambiental atualmente é muito 
abrangente e as tendências atuais direcionam cada 
vez mais essa abrangência para o lado humano. 
Com efeito, a grande mudança de paradigma nos 
últimos tempos é considerar que o homem como 
espécie humana, com toda sua complexidade, 
também é meio ambiente. Esta nova conceituação 
veio dificultar ainda mais o entendimento das 
definições ambientais, pois foram agregados novos 
conceitos atrelados diretamente às atividades 
humanas, como, por exemplo, a qualidade de vida, 
os ecossistemas urbanos, os aspectos culturais e 
inclusive religiosos por citar só alguns deles. 
Em relação à comparação de qualidade 
ambiental entre os dois cenários com foco 
principalmente na AID do empreendimento, 
apresenta-se o Quadro a seguir, onde se abordam 
alguns aspectos onde pode ser feita uma 
comparação realista de Qualidade Ambiental. 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
65 
QQQQUADRO UADRO UADRO UADRO 06060606 –––– COMPA RAÇ ÃO DE QUALIDADE AMBIENTAL N A A ID EN T R E O S C EN Á R I O S D E IMPLANTAÇÃO E NÃO I MPLANTAÇÃO 
PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE 
QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE 
AMBIENTALAMBIENTALAMBIENTALAMBIENTAL 
SEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTO COM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTO 
Qualidade de Vida 
da população 
As entrevistas efetuadas nas comunidades mais próximas, embora não 
tenham nenhuma representatividade em termos estatísticos, mostram que 
a comunidade convive com uma série de fatores que reduzem sua 
qualidade de vida, dentre eles a precária condição de saneamento básico, 
a falta de pavimentação de algumas ruas que se traduz em dificuldades 
de mobilidade, os alagamentos na época de inverno, as doenças de 
veiculação hídrica associadas e a carência de áreas de lazer. 
Embora sem ter sido perguntado explicitamente nas pesquisas, é evidente 
que a qualidade de vida da população inserida dentro da AID poderia ser 
melhor, e isso só será possível através da implantação de um conjunto 
de ações integradas, de não ser assim, este parâmetro decrescerá ainda 
mais no cenário de não implantação do empreendimento. 
As ações integradas previstas para a ZECUA do Paratibe que em essência definem 
o Plano Urbanístico da ZECUA estão voltadas para o melhoramento da qualidade 
de vida da população, através de melhoramento da mobilidade urbana, diminuição 
de riscos de alagamentos, melhoramento em saneamento básico, melhoramento 
em alternativas de lazer, ordenamento urbano, ações estas que necessariamente 
terão rebatimento em diminuição de doenças de veiculação hídrica, melhoramento 
da segurança, diminuição de stress e de violência na população dentre outros 
benefícios. 
Já foi discutido que no conceito de qualidade ambiental que se maneja 
atualmente, a qualidade de vida ocupa um papel de destaque, assim, considera-se 
que a implantação do empreendimento virá acompanhada por uma melhoria na 
qualidade ambiental do ecossistema urbano onde se desenvolve o 
empreendimento. 
Uso do solo e 
qualidade urbana 
Dentre os municípios da RMR, é quiçá em Paulista onde se apresenta a 
situação mais atípica em termos urbanísticos, pois o tecido urbano se 
desenvolve fracionado, mergulhado dentro de fragmentos de vegetação 
altamente pressionados pelos impactos antrópicos associados à expansão 
do vetor de crescimento. Nesse desenho fica claro que a cidade se 
desenvolveu de forma espontânea e sem planejamento, ocupando, por um 
lado, a área central entre a BR-101 e a PE-015 e, por outro lado, na 
faixa litorânea com seus mais de 14 km de praia. Hoje os vetores de se 
expandem desde estes dois núcleos pressionando a vegetação que se 
encontra nesta faixa intermediária, colocando em risco as matas do 
Janga e de Jaguarana. 
O Plano Diretor revisado em 2011 está voltado para disciplinar os usos e 
recuperar a qualidade urbanística da cidade, com melhoramento na 
intercomunicação de bairros e descentralização deserviços. No entanto, 
Considera-se também que no quesito de uso do solo e qualidade urbana será 
verificada uma melhoria de qualidade ambiental, desde a ótica da retomada do 
crescimento sustentável, planejado a curto, médio e longo prazo. 
A concepção de um Plano Urbanístico para um setor chave do município 
embasado no Plano Diretor Municipal construído de forma participativa, representa 
a materialização dos anseios da comunidade, representa a democratização dos 
investimentos orçamentários de acordo com o interesse público. 
Adicionalmente ao exposto, o ordenamento no uso do solo previsto para a ZECUA 
fará crescer Paulista em todas as dimensões especialmente a urbanística, 
tornando-a mais atrativa em todas as dimensões. 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
66 
PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE 
QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE 
AMBIENTALAMBIENTALAMBIENTALAMBIENTAL 
SEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTO COM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTO 
de não serem iniciadas as intervenções previstas de uma forma 
consistente e vigorosa o que irá acontecer será a obsolescência do Plano 
Diretor e a continuidade dos gradientes atuais. 
É importante lembrar que na década dos 70 Paulista era uma cidade 
planejada, onde os conjuntos habitacionais eram implantados conforme 
critérios urbanísticos da época, conforme demanda populacional, com 
água esgoto e acesso. A indústria têxtil comandada pelos Lundgren 
desenvolveu em Paulista um exemplar sistema de gestão das águas do 
Rio Paratibe, onde a água limpa corria por um canal independente 
chamado popularmente como “a levada” e o efluente proveniente das 
fábricas chegava ao mar através do canal das tintas, cujo nome é 
atribuído pela coloração das águas provenientes da indústria têxtil. Em 
dita época “a levada” era um balneário para a população que o 
frequentava e usava para o banho diário. Moradores antigos nascidos na 
cidade expressaram a saudade daquelas épocas e os anseios de ver o 
rio novamente com cara de rio e não de córrego de esgoto. 
Segurança pública 
A condição precária do rio Paratibe o tornou ponto de marginalização e 
de tráfico de drogas. Esta afirmação pôde ser verificada pela equipe 
técnica de fauna que percorreu as matas e em todos os locais de 
amostragem verificou esta situação. A situação chegou a tal ponto que 
alguns setores da ZECUA são considerados como inacessíveis, a exemplo 
das ruinas tombadas da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres no 
Janga, onde a recomendação dos funcionários da prefeitura é o acesso 
acompanhado pela polícia ambiental, sobre risco de assalto e inclusive 
latrocínio. 
Além disso, a pesquisa realizada com os moradores apontou a 
insegurança no entorno do rio como um dos principais problemas das 
comunidades. A vegetação, degradação e falta de policiamento 
contribuem para esta situação que se vem tornando um flagelo para as 
A retirada de comunidades irregulares, a iluminação urbana prevista para a Via 
Parque, a abertura do rio para ser usufruído pela população, o desenvolvimento 
sustentável de áreas parceláveis e as ações integradas de monitoramento e 
policiamento, necessariamente representarão uma diminuição dos espaços propícios 
para atividades ilícitas, principalmente o tráfego de drogas que se desenvolve em 
vários pontos do rio. 
Estas ações contribuirão ainda mais com a melhoria dos índices de segurança 
pública de Paulista, outrossim, um das variáveis municipais que melhor 
comportamento apresenta na última década. 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
67 
PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE 
QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE 
AMBIENTALAMBIENTALAMBIENTALAMBIENTAL 
SEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTO COM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTO 
grandes urbes. 
Ocupações 
Irregulares 
Sem a implantação do empreendimento ou de um conjunto de ações 
integradas equivalentes, a ocupação de áreas irregulares por população 
de baixa continuará exibindo as taxas atuais ou inclusive maiores. 
Acontece que na RMR vem-se verificando uma imigração de pessoas 
vindas de outros estados ou repatriados que chegam em busca de 
oportunidades, e se encontram com um custo de vida muito alto, vendo-
se obrigadas a ocupar áreas inapropriadas geralmente nas partes baixas 
alagáveis ou nas encostas. 
A retirada de ocupações irregulares existentes ao longo do Paratibe é necessária, 
e é a resposta a um passivo social que se instalou ao longo dos anos, 
contribuindo para isso a passividade do poder público. 
Embora em um primeiro momento esta retirada seja bastante perturbadora para 
estas populações, no meio prazo trará grandes benefícios em humanização, 
dignidade e qualidade de vida. Para o município e para a ZECUA especificamente, 
esta ação será bastante benéfica, desde o ponto de vista do saneamento 
ambiental e minimização dos efeitos dos alagamentos do rio. 
Opções de lazer e 
equipamentos 
urbanos 
Nos levantamentos efetuados dentro da ZECUA do Paratibe foi constatada 
a carência de equipamentos de lazer para a comunidade, como parques 
academias da cidade, ciclovias, pistas de cooper, etc. Este tipo de obras 
deixaram de ser vistas como paisagismos e embelezamentos das cidades, 
nas condições atuais tornaram-se chaves no combate ao stress ao 
melhoramento da condição física e estímulo ao esporte, o que rebate em 
diminuição da violência, e afastamento dos jovens das drogras. 
O lazer, hoje, é visto como uma necessidade na vida urbana para reabilitação da 
saúde física, mental e moral humana. A teoria urbana avalia o tempo livre fora 
das obrigações do trabalho e espaço existente nas cidades para sediar as práticas 
de lazer, como elementos básicos para suprir a necessidade de equilíbrio nas 
relações sociais em ambientes densamente povoados como as cidades. Os 
espaços de lazer constituídos por praças, parques, largos e outros destinados ao 
encontro, convívio, descanso e ou recreio da população possuem uma importância 
acentuada em áreas onde a densidade predial (manifestação do crescimento 
urbano) alcança limites máximos de ocupação do solo, sendo a alternativa para 
agregar qualidade ao ambiente construído e qualidade a vida das pessoas que 
nele habitam. 
Dentro desse contexto, a proposta das Ações Estruturadoras na ZECUA do 
Paratibe tem tudo para dotar a cidade de diversas alternativas de lazer, com 
destaque para o Parque Enseadinha e os diversos equipamentos previstos ao 
longo da Via Parque. 
Qualidade da água 
do Rio Paratibe e 
doenças de 
veiculação hídrica 
O Rio Paratibe está altamente poluído no seu trecho urbano pelo 
lançamento de esgoto e resíduos sólidos, configurando um dos principais 
passivos a serem solucionados no meio e curto prazo. 
Independentemente da implantação ou não do empreendimento esta 
Dentro das propostas estruturadoras previstas para a ZECUA não consta 
especificamente nenhuma ação de controle da poluição hídrica, no entanto são 
projetos associados que já estão previstos e foram levantados dentro do capítulo 
de planos co-localizados. 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
68 
PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE 
QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE 
AMBIENTALAMBIENTALAMBIENTALAMBIENTAL 
SEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTO COM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOMO EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTO 
problemática deverá ser resolvida. É urgente, pois está comprometendo a 
saúde da população que se vê exposta de forma indireta através de 
roedores e outros vetores e de forma direta nos períodos de inverno 
quando ocorrem os alagamentos que invadem as ruas e as casas. Nos 
levantamentos efetuados junto aos agentes de saúde, foi constatada a 
ocorrência na população de uma série de doenças de veiculação hídrica 
que podem levar à morte. A relação entre saneamento ambiental e saúde 
é estreita e dentre outros rebatimentos está no lado econômico 
encarecendo para o governo o sistema de saúde. 
Conforme foi visto no capítulo de Planos co-localizados, o Governo do 
Estado elaborou estudos de concepção do sistema de esgotamento 
sanitário para Paulista, entretanto, estas ações não foram realizadas de 
forma coordenada com a o Governo municipal, resultando em um projeto 
que não se adequa ás necessidades da cidade, conforme foi apurado nas 
secretarias da Prefeitura. 
O principal deles diz respeito à solução dos graves problemas de esgotamento 
sanitário que se apresentam dentro da bacia do Paratibe, e que extrapolam a 
ZECUA. Estes problemas basicamente precisam ser resolvidos através da 
modernização das estações de tratamento de esgoto. Uma das medidas de 
mitigação propostas no EIA está na gestão ambiental da bacia realizando o 
cadastro de indústrias com registro do lançamento de efluentes. 
Algumas das ações incluídas na proposta como a dragagem e retirada de 
comunidades assentadas na APP contribuirão para diminuir os lançamentos de 
esgoto e de resíduos sólidos, bem como a aumentar a capacidade de 
autodepuração do rio, com rebatimento no melhoramento da qualidade d’água. 
Todas estas ações integradas contribuem para diminuir casos de doenças de 
veiculação hídrica na comunidade, aliviando o sistema de saúde, diminuindo custos 
e principalmente, preservando a vida dos munícipes. 
Sistema de 
drenagem e riscos 
de alagamentos 
A proposta de intervenção na ZECUA do Paratibe teve sua gênese nos 
problemas de alagamento em vários setores da cidade. Progressivamente 
compreendeu-se que era necessário mais do que um processo de 
dragagem e que a ZECUA deveria ser entendida de forma integrada 
através do Plano Urbanístico que se pretende licenciar através deste 
EIA/RIMA. 
Entretanto, esta maior abrangência não tem por objeto diluir a 
problemática dos alagamentos e dos impactos que isto causa para a 
população e para a infraestrutura urbana. Esta problemática é real, grave 
e deve ser atacada em curto prazo. 
As pesquisas efetuadas e os depoimentos dos moradores permitem inferir 
que o rio foi assoreado em mais de 2m em alguns setores nas últimas 
décadas, e em consequência disso tornou-se mais sinuoso, com menores 
velocidade. O despejo de esgoto eutrofizou as águas promovendo o 
Da mão do exposto na linha acima, as ações integradas previstas terão efeitos 
além do melhoramento da qualidade d’água. Com efeito, a dragagem do rio 
Paratibe no seu trecho urbano, a liberação da APP, o remanejamento de 
comunidades localizadas em áreas de risco, o ordenamento das áreas marginais 
na ZECUA, a possibilidade de implantar uma rede de drenagem individual e 
dissociada do sistema de esgotamento sanitário, contribuirão para eliminar os 
alagamentos do rio Paratibe em áreas habitadas da cidade. 
Esta ação é quiçá a que mais ganhos em qualidade ambiental trará para o 
município de Paulista decorrente das ações estruturadoras da ZECUA do Paratibe. 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
69 
PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE 
QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE 
AMBIENTALAMBIENTALAMBIENTALAMBIENTAL 
SEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTO COM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTO 
aparecimento de macrófitas que absorvem o oxigênio disponível e 
dificultam ainda mais o escoamento que se vê ainda mais comprometido 
pelos obstáculos que representam estruturas de passagem insuficientes. 
Caso o cenário de não implantação do empreendimento inclua a não 
realização da dragagem do rio, a situação só tenderá a piorar. 
Mobilidade urbana 
Paulista não é alheia a um dos graves problemas urbanos que enfrenta a 
RMR: a mobilidade urbana. O aumento no número de veículos nos últimos 
anos e a obsolescência da rede viária tornaram-se críticos, e se colocam 
como grande empecilho para o desenvolvimento econômico/social do 
município. Sem redes de mobilidade adequadas, a exploração do turismo 
no litoral, bem como o acesso aos benefícios dos grandes investimentos 
previstos para o litoral norte, se verão limitados. 
Nos próximos anos esta problemática tenderá a piorar, pois o aumento 
de veículos cresce em um ritmo maior que a possibilidade física de 
implantação de infraestrutura. O cenário futuro sem o empreendimento 
dependerá das ações implementadas pelo município, começando pela 
elaboração com urgência do Plano de mobilidade municipal, onde deverá 
ser confirmada a e necessidade da Via Parque como eixo estruturador do 
município. 
O símbolo da crise de mobilidade em uma área urbana é o congestionamento o 
engarrafamento. Estes engarrafamentos geram externalidades negativas e grandes 
deseconomias que contribuem para a perda da competitividade de uma cidade. 
Somado a isto estão os impactos relacionados com o aumento de emissões 
atmosféricas provenientes da exaustão dos veículos, poluição sonora, estres na 
população, diminuição de qualidade de vida, aumento de acidentes, perda de 
horas produtivas, perda de espaço público dentre outros impactos negativos 
decorrentes do congestionamento veicular. 
A experiência de alguns países da Europa que conseguiram reverter o colapso de 
mobilidade nas cidades ocasionado pelos automóveis, mostra que isto só é 
possível através de um conjunto de medidas que incluem o fortalecimento do 
serviço público de transporte nos diferentes modais: metroviário, ferroviário, ônibus, 
ciclovias, calçadas de pedestres, desincentivando o uso do veículo particular 
através de proibição de estacionamento nas ruas, aumento das tarifas de 
estacionamento e pedágios urbanos, dentro outros. 
Nesse sentido, A Via Parque prevista, as áreas parceláveis com foco em 
estacionamentos, a ciclovia e a calçada de pedestres, são um conjunto de ações 
iniciais que contribuirão ao melhoramento da mobilidade urbana e da mão desse 
melhoramento, a uma elevação da Qualidade Ambiental. 
Unidades de 
Conservação 
Das três unidades de conservação estaduais que interagem com o 
empreendimento, é a Floresta Urbana do Janga à que se lhe-deu maior 
ênfase no diagnóstico ambiental, por sua proximidade com o 
empreendimento. O que se encontrou foi uma área florestada sem 
As unidades de conservação estaduais que interagem com o empreendimento, 
principalmente as florestas urbanas das matas de Jaguarana e do Janga não 
terão nenhum tipo de impacto direto em decorrência da implantação do 
empreendimento, entretanto, por conta da legislação ambiental, serão beneficiadas 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
70 
PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE PARÂMETRO DE 
QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE 
AMBIENTALAMBIENTALAMBIENTALAMBIENTAL 
SEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTOSEM O EMPREENDIMENTO COM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTOCOM O EMPREENDIMENTO 
demarcação, sem sinalização, totalmente vulnerável às pressões 
antrópicas, com evidentes sinais de desmatamento, queima, parcelamento, 
extração de areia, descarte de resíduos e marginalização dentre outros. 
Além disso, a áreanão tem nenhuma serventia para o município, pois os 
benefícios ecológicos que poderiam se ter estão prejudicados pelos 
impactos ambientais pré-existentes. A mata de Jaguarana está em 
situação similar. A Estação Ecológica de Caetés se encontra em melhor 
situação com Plano de Manejo já elaborado. 
desde vários ângulos, começando pela compensação ambiental em dinheiro que 
deverá ser paga pelo empreendedor como compensação ambiental, e que permitirá 
implantar ações de preservação. 
Além destes recursos, as UC se vêm beneficiadas pelo empreendimento em termos 
de visibilidade, pois atualmente são áreas sem nenhuma serventia, esquecidas pelo 
estado e pelo município. Com a elaboração do EIA estas áreas passam a ser 
reconhecidas e identificadas como ativos importantes de Paulista. Cabe na 
continuidade do processo, valorizar estes espaços através do Programa de 
Comunicação Social, socializado as ações que venham a ser implementadas de tal 
forma a não permitir que estes espaços entrem novamente no esquecimento. 
Cobertura Vegetal 
Dentro da ZECUA do Paratibe a vegetação remanescente está bastante 
impactada verificando-se atualmente um mosaico heterogêneo onde se 
misturam espécies nativas, espécies exóticas, ruderais. A qualidade 
ambiental desta vegetação é pouco relevante em termos de 
biodiversidade. 
O ponto de maior destaque que já foi ressaltado em várias partes do 
texto, está na vegetação existente no interflúvio entre o canal das tintas 
e o Rio Paratibe, pois a dificuldade de acesso a tem preservado de 
supressão, invasão, despejo de lixo e retirada de areia. 
Embora as atividades de dragagem impliquem na supressão de vegetação em 
alguns pontos ao longo do curso d’água, o que efetivamente representa uma 
diminuição na qualidade ambiental da ZECUA, no médio prazo o balanço deverá 
ser favorável ao empreendimento, pois a compensação ambiental por reposição de 
vegetação garantirá o replantio em dobro da área suprimida, com a ressalva que 
este replantio se dará em pontos do terreno onde os benefícios ecológicos serão 
maiores que os atuais. 
Além dessa reposição, ao longo do rio a APP será organizada, melhorada através 
da substituição de cultivos e áreas de solo expostos por áreas de vegetação. 
Assim sendo, no meio e no longo prazo, a qualidade ambiental deverá aumentar 
em decorrência do aumento de áreas florestadas, bem como pelo melhoramento 
da qualidade desta vegetação. 
 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
71 
 
METODOLOGIA 
O controle de impactos foi previsto em três linhas de 
ações: 
• MEDIDAS MITIGAÇÃO; 
• MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO; 
• PROGRAMAS AMBIENTAIS. 
PRINCIPAL MEDIDA DE MITIGAÇÃO 
Uma das principais medidas de mitigação em se tratando 
de projetos públicos que envolvem ações integradas esteja 
na definição clara e transparente da figura do 
EMPREENDEDOR. 
A maior parte de medidas de mitigação propostas para os 
diferentes impactos identificados tem como responsável o 
empreendedor, no entanto, não é suficiente indicar à 
Prefeitura Municipal de Paulista como sendo o 
empreendedor, é necessário ser mais específico e formatar 
esta figura de tal forma que fiquem claras suas 
competências, e que estas competências sejam 
reconhecidas e acatadas por todas as secretarias e 
diretorias que de uma ou outra forma tem relação com o 
empreendimento, seja na fase de implantação ou de 
operação. 
A formatação e definição do empreendedor que se 
encarregará da implantação do Plano Urbanístico da 
ZECUA do Paratibe deve ser uma determinação definida em 
nível de gabinete do Prefeito com o envolvimento de todas 
as secretarias relacionadas na primeira folha deste EIA. 
Existem várias alternativas de formatação de um 
empreendedor, uma delas é a definição de uma das 
secretarias envolvidas como sendo a responsável pela 
gestão integrada do empreendimento. Pelos levantamentos 
efetuados na prefeitura, esta gestão neste formato caberia 
à Secretaria de Projetos Especiais. Outra alternativa 
possível pode ser a criação de uma empresa de proposito 
específico que ficaria encarregada das obras e manutenção 
posterior da infraestrutura. 
É importante que seja realizada uma visita a outros 
municípios de Brasil que implantaram projetos similares, 
para levantar os aspectos gerenciais do projeto. Estas 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
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72 
experiências bem sucedidas podem ser o ponto de partida 
para formatar de uma melhor forma a figura do 
empreendedor da ZECUA do PARATIBE. 
Na qualificação da medida de mitigação realizada acima, 
considerou-se como “COMPLEXA”, porque são de fato estes 
aspectos gerenciais e de integração setorial nas prefeituras 
que fazem com que os recursos não sejam devidamente 
aplicados e que os prazos se dilatem muito além dos 
cronogramas estabelecidos. 
COMPENSAÇÃO AMBIENTAL 
Em atendimento à Legislação Ambiental em vigor, a 
compensação Ambiental no empreendimento terá duas 
componentes: 
 Compensação Ambiental por supressão de vegetação 
nativa; 
 Compensação Ambiental em Unidades de Conservação 
nos termos da Lei Estadual n°13.787 de 08 de junho de 
2009 e conforme Resolução do CONSEMA 04 de 2010. 
COMPENSAÇÃO POR SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO 
As quantificações efetuadas sobre a fotografia aérea 
recente, apoiadas com a pesquisa de campo 
indicaram que a implantação da Via Parque e a 
dragagem do rio mostraram o cenário de supressão 
sumarizado no Quadro a seguir: 
QQQQUADRO UADRO UADRO UADRO 7777 –––– RESUMO D A E S T I M A T I V A D E SUP RE S S ÃO DE V E GE T A Ç ÃO N A T I VA 
DRAGAGEMDRAGAGEMDRAGAGEMDRAGAGEM VIA PARQUEVIA PARQUEVIA PARQUEVIA PARQUE TOTALTOTALTOTALTOTAL 
(ha)(ha)(ha)(ha) (ha)(ha)(ha)(ha) (ha)(ha)(ha)(ha) 
0,76 0,75 1,50 
0,40 6,70 7,10 
1,20 ha 7,45 ha 8,60 ha 
 
Em relação a isso, propõe-se se que a compensação 
por supressão de vegetação seja feita utilizando-se 
uma proporção de 2:1, na medida em que os 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
73 
processos de supressão sejam efetuados. 
Salienta-se que a supressão de vegetação nativa 
mostrada no Quadro acima, concentra-se 
integralmente no Trecho 03. 
Nos Trechos 01 e 02 haverá supressão de formações 
florestais mistas em um quantitativo de 06 hectares, 
onde se envolvem espécies frutíferas exóticas e 
nativas, arbustos e áreas de vegetação herbácea. 
Recomenda-se neste caso efetuar a compensação em 
função do número de indivíduos de porte arbóreo que 
sejam suprimidos. 
A proposta de compensação deverá ser discutida 
conjuntamente com a CPRH. Dentro das recomendações do 
Estudo, está a elaboração de um Programa de 
Compensação Ambiental, onde sejam identificadas as áreas 
de reflorestamento e as condições em que esta atividade 
será realizada. 
COMPENSAÇÃO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 
A compensação ambiental em unidades de 
conservação é uma obrigação legal de todo 
empreendimento que seja considerado como de Alto 
Impacto. A compensação é realizada através de um 
pagamento em dinheiro para ser aplicado em 
Unidades de Conservação. 
O montante a ser pago é definido através da 
determinação de um percentual do custo da 
implantação do empreendimento (VALOR REFERENCIAL). 
Este percentual (que durante muito tempo foi de 0,5% 
do valor do empreendimento) e que se denomina 
GRAU DE IMPACTO, é determinado em Pernambuco 
através da metodologia constante na Resolução do 
CONSEMA 04 de 2010, que por sua vez deve ser 
aplicada em função dos resultados da análise de 
impacto. 
O valor do GRAU DE IMPACTO obtido no estudo foi 
de 0,8867%,o qual deverá ser aplicado ao Valor 
Referencial do projeto, estimado em R$ R$ R$ R$ 
 
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370.000.000,00370.000.000,00370.000.000,00370.000.000,00. . . . 
A aplicação dos recursos é uma atribuição da CPRH, 
mas considera-se pertinente recomendar a aplicação 
dos recursos nas unidades de conservação da 
Floresta Urbana do Janga e da Floresta Urbana de 
Jaguarana, que são as mais próximas do 
empreendimento. 
Foi recomendado no EIA a elaboração de um PROGRAMA 
DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL, para fornecer alternativas 
de projeto para aplicação destes recursos. 
PROGRAMAS AMBIENTAIS 
Os Programas Ambientais podem ser considerados como o 
agrupamento de varias medidas mitigadoras de 
características similares, que ao serem integradas, criam 
um efeito sinérgico muito mais eficiente no controle 
ambiental, que tentativas de aplicar isoladamente ditas 
medidas. 
Este conjunto de programas ambientais e as medidas nele 
inseridos garantem que todos os impactos diretos e 
indiretos do Empreendimento serão de alguma forma 
preventivamente atacados, mitigados e/ou compensados. 
Os critérios adotados para o agrupamento de medidas em 
Programas Ambientais foram diversos. De um lado, levou-se 
em consideração a etapa do ciclo de implantação 
(Implantação – operação), devendo-se observar nesse 
contexto, que muitos dos Programas Ambientais propostos 
se estenderão ao longo de mais de uma dessas etapas. 
Nesta etapa do EIA pretende-se apenas identificar os 
Programas considerados necessários, sendo que os 
mesmos deverão ser detalhados em nível executivo, ora 
quando da solicitação da Licença de Instalação (LI) do 
Empreendimento, ora quando da solicitação da Licença de 
Operação (LO). 
Os programas listados a seguir são basicamente os 
propostos pela CPRH no Termo de Referência do estudo, 
complementados pela equipe técnica quando foi 
considerado pertinente. 
Os programas ambientais recomendados para subsidiar as 
etapas de licenciamento posteriores são relacionados no 
 
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quadro a seguir e descritos nas suas principais diretrizes 
na sequência. 
QuadroQuadroQuadroQuadro 8888 –––– Relação de Programas Ambientais Propostos 
N°N°N°N° PROGRAMAPROGRAMAPROGRAMAPROGRAMA 
APLICABILIDADE APLICABILIDADE APLICABILIDADE APLICABILIDADE 
NA FASE DE NA FASE DE NA FASE DE NA FASE DE 
IMPLANTAÇÃOIMPLANTAÇÃOIMPLANTAÇÃOIMPLANTAÇÃO 
APLICABILIDADE APLICABILIDADE APLICABILIDADE APLICABILIDADE 
NA FASE DE NA FASE DE NA FASE DE NA FASE DE 
OPERAÇÃOOPERAÇÃOOPERAÇÃOOPERAÇÃO 
1111 PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL + + 
2222 PROGRAMA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL + + 
3333 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL + + 
4444 PROGRAMA DE REMANEJAMENTO DE POPULAÇÃO + 
5555 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL + + 
6666 PROGRAMA DE CONTROLE AMBIENTAL - PCA + 
 SUBPROGRAMA DE CONTROLE DA OBRA CIVIL; + 
 SUBPROGRAMA DE CONTROLE DA DRAGAGEM; + 
 
SUBPROGRAMA DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE 
RESÍDUOS SÓLIDOS; 
+ 
 
SUBPROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE 
EFLUENTES LÍQUIDOS; 
+ 
 
SUBPROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE 
QUALIDADE DO AR; 
+ 
 SUBPROGRAMA DE SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO. + 
7777 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS + + 
8888 
PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DAS 
ÁGUAS SUPERFICIAIS 
+ + 
9999 PROGRAMA DE REFLORESTAMENTO + + 
10101010 
PROGRAMA DE RESGATE E CONSERVAÇÃO DA FAUNA 
TERRESTRE 
 
11111111 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE FAUNA + 
11112222 PROGRAMA DE SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO + 
13131313 PROGRAMA DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL + 
 
 
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ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
76 
 
 A equipe técnica contou com dois juristas que analisaram todos 
os diplomas legais na esfera federal, estadual e municipal à luz 
das proposições do projeto, e considerando todas estas normas 
ambientais concluíram que o empreendimento é VIÁVEL 
JURIDICAMENTE, tendo sido destacados os seguintes aspectos: 
1. O órgão ambiental licenciador é a CPRH; 
2. O projeto atenderá às diretrizes estabelecidas no Estatuto 
das Cidades e na Política Nacional de Mobilidade Urbana; 
3. O estudo ambiental apropriado para o projeto é um 
EIA/RIMA; 
4. Os usos do curso d́água a serem estabelecidos deverão 
obedecer a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Plano 
Estadual de Recursos Hídricos; 
5. No caso da dragagem do Rio Paratibe, deverão ser 
respeitados os ditames estabelecidos na Resolução CONAMA 
nº 344/04; 
6. O empreendimento pode ser considerado como de utilidade 
pública e interesse social para fins de intervenção em área 
 
 
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77 
de APP e para efeito de supressão de vegetação de mata 
atlântica; 
7. Ainda para efeito de supressão de vegetação em área de 
preservação permanente, deverá ser obedecida à Legislação 
Estadual que determina a necessidade de edição de lei 
específica que autorize a referida supressão; 
8. A compensação ambiental deverá seguir estritamente as 
regras estabelecidas neste parecer; 
9. Nos casos de regularização fundiária de interesse específico 
dos assentamentos inseridos em área urbana consolidada e 
que ocupam Áreas de Preservação Permanente não 
identificadas como áreas de risco, por ocorrer ao longo de 
um curso d́água – rio Paratibe, deverá ser mantida faixa não 
edificável com largura mínima de 15 (quinze) metros de cada 15 (quinze) metros de cada 15 (quinze) metros de cada 15 (quinze) metros de cada 
lado;lado;lado;lado; 
10. Quanto ao uso do solo, o empreendimento encontra-se 
localizado em Zona Especial de Conservação Urbana e 
Ambiental – ZECUA do Paratibe, segundo o Plano Diretor 
Municipal, demonstrando inteira compatibilidade com o 
diploma; 
11. O empreendimento está situado dentro da F6 - Subzona 
Estuarina do Rio Paratibe e ecossistemas adjacentes, todavia, 
as Unidades de Conservação existentes no entorno, segundo 
o corpo técnico que elaborou o projeto, não sofrerão 
interferências com a urbanização prevista para a localidade; 
12. O projeto que prevê a desapropriação por Interesse Social de 
alguns imóveis e a retirada de comunidades assentadas – 
cerca de 100 famílias – na margem do Rio Paratibe, deverá 
obedecer aos regramentos estabelecidos neste parecer; 
13. O empreendimento não impactará qualquer sítio arqueológico 
conhecido existente na área de influência do 
empreendimento, o que faz do empreendimento compatível 
com as legislações que determina a preservação de ditos 
sítios. 
 
 
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78 
 
 O ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA foi desenvolvido por 
um período de 10 meses por uma equipe multidisciplinar em 
rigoroso atendimento ao Termo de Referência n° 05/11 da 
CPRH, e em estreito contato com funcionários da Prefeitura de 
Paulista, tendo sido abordados todos os itens solicitados no 
escopo do referido TR. 
O Foco do Estudo está na denominada ZECUA do PARATIBE – 
Zona Espacial de Conservação Urbana e Ambiental, definida no 
Plano Diretor participativo do município, onde foi reconhecida 
sua importância, tanto no aspecto urbanístico, como no 
aspecto ambiental. Na ZECUA atualmente se observam as 
consequências da ocupação desordenadado solo urbano, que 
degradou a cidade nas últimas quatro décadas, dificultando a 
vida de seus moradores, pela redução dos espaços habitáveis, 
insuficiência dos serviços urbanos (redes de água, esgoto, luz 
e telefones), pelas deficiências de transportes coletivos, pela 
dificuldade de circulação viária, pela insuficiência dos 
equipamentos comunitários, insuficiência e deficiências na área 
de instrução, dois serviços sociais e de assistência sanitária, 
pela redução de áreas verdes e de lazer, pela promiscuidade 
 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
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79 
do comércio e da indústria com as áreas residenciais e de 
lazer e pela ocorrência de alagamentos em períodos de 
inverno que expõem à comunidade a riscos associados à 
poluição da água e à mesma força devastadora da água. 
Essa conjuntura de fatores vem penalizando os moradores e 
munícipes no Trecho 01 da ZECUA principalmente. Já no 
Trecho 03 a situação é diferente. O que se observa são áreas 
sem nenhuma serventia, que ficaram abandonadas pelo poder 
público na ilusão de uma preservação que hoje não existe 
mais, pois diversos impactos ambientais ocorrem nestes locais 
nas margens do rio Paratibe e no interflúvio entre este curso 
d’água e o Canal das Tintas. 
Vem então como resposta do poder público o Plano 
Urbanístico da ZECUA do Paratibe, engendrado inicialmente 
como uma proposta mais simplificada de dragagem do rio, 
que evoluiu para um conjunto integrado de ações destinadas 
à requalificação urbana da ZECUA. Essa implantação 
compreende uma alternativa estruturada e eficiente de forma a 
equilibrar os aspectos socioambientais numa área já 
consolidada e de importância histórica no município de 
Paulista. Como tal, os princípios, conceitos, ações e padrões 
urbanísticos de sustentabilidade estabelecidos no projeto, 
traduzem a medida mitigadora mais adequada à requalificação 
urbana dessa região estratégica da cidade. 
Dentre as diretrizes que norteiam o Projeto, destaca-se a 
ocupação da área dentro de uma relação mais equitativa 
entre moradores e meio ambiente, entre ambiente natural e 
ambiente construído, entre preservação e desenvolvimento 
entre expansão urbana e riscos ambientais, entre déficit 
imobiliário e espaços disponíveis, entre mobilidade e modais 
de transporte. 
Em relação ao Projeto Apresentado pelo empreendedor 
para consubstanciar a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), 
menciona-se que este se encontrava em nível de avanço 
conceitual, mas suficientemente claro, ao ponto de permitir o 
entendimento da equipe sobre as principais intervenções macro 
que serão requeridas e especialmente, permitindo o 
entendimento sobre a espacialização destas informações 
dentro do tecido urbano do município e sobre as diferentes 
 
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80 
áreas da ZECUA do Paratibe. 
No que tange à Avaliação de Impacto Ambiental, foram 
elencados na matriz de avaliação 57 impactos ambientais, 38 
deles (66,7%) na fase de implantação e os 19 restantes 
(33,3%) alocados na fase de operação. Na Fase de 
implantação pelo seu caráter temporário associado a um 
período de duração das obras de quatro (04) anos, muitos 
dos impactos apresentam um caráter temporário e efeitos 
reversíveis, estando associados a desconfortos e riscos típicos 
de obras civis. 
Considerando todos os impactos ambientais de uma forma 
integrada, ficam evidentes os benefícios que serão obtidos 
para o município de Paulista no cenário de implantação com 
sucesso das intervenções previstas, em diversas dimensões. 
Entretanto, fica também evidente que a deflagração ou não 
dos impactos negativos mais relevantes, depende da correta 
gestão que venha a ser feita por parte do empreendedor, pois 
em se tratando de uma proposta integrada, o sincronismo e a 
coordenação única de ações são fundamentais para o 
almejado sucesso. 
Mas acontece que em se tratando do poder público municipal, 
essa integração setorial, tão necessária, se constitui em um 
verdadeiro desafio, em uma quebra do paradigma. Assim, uma 
das principais medidas de mitigação e/ou recomendações do 
estudo está na formatação da figura do empreendedor, ora 
através da designação de uma secretaria como responsável de 
todo o projeto em todas suas etapas, ora através da 
constituição de uma empresa de proposito específico que 
ficaria responsável por todo o que tiver haver com o 
empreendimento. 
Finalizando estas considerações e com base em todo o 
exposto, conclui-se: 
� Que as ações estruturadoras na ZECUA do Paratibe em 
termos técnicos representam uma proposta consistente, 
coerente com a problemática de Paulista e com a política 
de revitalização urbana que vem sendo realizada em outras 
cidades da RMR, como Recife e Olinda; 
� Que a diferença de outras intervenções em rios urbanos da 
 
RELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIORELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL DE IMPACTO AMBIENTAL ---- RIMARIMARIMARIMA 
ZECUA DO RIO PARATIBE – PAULISTA/PE 
 
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RMR, no caso do Paratibe está sendo prevista apenas sua 
retificação, mas não sua linearização nem descaracterização 
como corpo de água natural, pois após as intervenções 
continuará com seu leito natural e com sua APP de 30m 
garantida ao longo de todo o percurso; 
� Que as ações estruturadoras na ZECUA do Paratibe trazem 
consigo maior segurança no trânsito, maior mobilidade, 
diminuição dos riscos de alagamentos urbanos, fomento do 
potencial econômico e cultural da região, fomento ao 
turismo, ao arranjo econômico e a cadeia produtiva, 
potencializando a integração entre municípios; 
� Que o empreendimento, ao igual que o processo de 
licenciamento, vem atendendo as normas ambientais 
Federais, Estaduais e Municipais em vigor, não havendo sido 
detectado nenhum impedimento jurídico, técnico, ambiental, 
social, institucional intransponível que inviabilize a 
implantação do projeto; 
� O empreendimento pode ser considerado como de utilidade 
pública e interesse social para fins de intervenção em área 
de APP e para efeito de supressão de vegetação de mata 
atlântica; 
� Ainda para efeito de supressão de vegetação em área de 
preservação permanente, deverá ser obedecida à Legislação 
Estadual que determina a necessidade de edição de lei 
específica que autorize a referida supressão; 
� Que, se observadas as medidas mitigadoras, 
compensatórias, assim como os Planos Ambientais 
propostos, nos prazos certos e de maneira oportuna, os 
impactos ambientais que viessem a ocorrer teriam uma 
intensidade tolerável e compatível com as características do 
meio ambiente do entorno.

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