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6ºAula
Dimensionamento de Condutores
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
• diferenciar capacidade de condução de corrente do circuito, limite de queda de tensão e capacidade de condução de 
corrente por tempo limitado;
• identificar tabelas e métodos para dimensionar um condutor elétrico;
• definir a bitola de um condutor por meio de método prático.
Prezados(as) estudantes,
Nesta aula, iremos ver um pouco como é o processo para 
determinar a capacidade de condução de corrente, para que, 
assim, possamos ter condições de dimensionar a corrente dos 
condutores para um circuito.
Vamos, então, à leitura da aula?
Boa leitura! 
Bons estudos!
331
Instalações Elétricas 54
1. 
Seções de estudo
Instalação das linhas elétricas
2. Critério do limite da queda de tensão
1 - Instalação das linhas elétricas
Ap rendemos na subseção 2.2 da Aula 4, que o 
caminhamento dos circuitos de distribuição e circuitos 
terminais é feito pelas linhas elétricas. Será necessário utilizar 
as informações da Tabela 19 para identificar o método de 
referência a ser utilizado na determinação da capacidade de 
condução de corrente da linha.
Outro ponto importante sobre as linhas elétricas 
aprendemos no item 1.5.2 da Aula 3, no qual pudemos conferir 
as características dos cabos ou fios com relação a isolação, que 
podem ser de Policloreto de vinila (PVC), Borracha etileno-
propileno (EPR) e Polietileno reticulado (XLPE).
1.1 - Critérios para dimensionamento 
da seção mínima dos condutores
Os condutores devem ser dimensionados de forma que 
possam atender os seguintes critérios:
• Capacidade de condução de corrente do circuito.
• Limite de queda de tensão.
• Capacidade de condução de corrente por tempo 
limitado.
Nesta Aula, iremos focar apenas nos métodos de 
capacidade de condução de corrente do circuito e limite de 
queda de tensão.
Para dimensionar a secção de cada condutor, deve-
se respeitar as especificações técnicas de cada fabricante. 
Os fabricantes nacionais, por sua vez, respeitam as normas 
técnicas que iremos utilizar como referência, representadas 
pelas tabelas da Norma NBR 5410:2004. Nas Tabela 21 e 
Tabela 22, teremos os limites de condução de corrente dos 
condutores, conforme descrito na ABNT NBR 5410 (2004). 
1.2 - Capacidade de condução de 
corrente do circuito
Nesse método encontraremos o condutor ideal para 
o circuito, de forma que, a corrente máxima do circuito em 
regime premente não seja maior do que a Capacidade de 
condução de corrente do circuito.
Para isso, iremos utilizar como base a ABNT NBR 5410, 
com os tipos de linhas elétricas, que estão descritas na Tabela 
19. Para melhor entendimento, iremos usar um exemplo 
prático, mas primeiro, vamos falar dos métodos de instalação 
das linhas elétricas, apresentaremos as tabelas de capacidade de 
condução de corrente e as demais tabelas que irão nos auxiliar 
no dimensionamento dos condutores do nosso circuito.
1.2.1 - Tipos de linhas elétricas 
conforme NBR 5410 de 2004
Vocês devem estar se perguntando: Por que o 
método de instalação da linha elétrica exerce influência no 
dimensionamento do condutor?
Basicamente, o método utilizado pode exercer influência 
no condutor e na sua isolação, de forma que, temos que nos 
assegurar que haverá garantia satisfatória de sua vida útil e 
que os efeitos térmicos não influenciem sua capacidade de 
condução de corrente elétrica.
E nesse caso, temos na Tabela 19 os tipos de linhas 
elétricas - ABNT NBR 5410, juntamente, com o Método de 
Referência.
Tabela 19 - Tipos de Linhas elétricas – (ABNT 
NBR 5410, 2004, p. 90).
Método de
Instalação número Esquema ilustrativo Descrição
 Método de
referência
1
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em eletroduto de seção 
circular embutido em parede 
termicamente isolante2)
A1
2
Cabo multipolar em eletroduto de 
seção circular embutido em parede 
termicamente isolante2)
A2
332
55
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em eletroduto aparente 
de seção circular sobre parede ou 
diâmetro do eletroduto
B1
4
Cabo multipolar em eletroduto aparente 
de seção circular sobre parede ou 
diâmetro do eletroduto
B2
5
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em eletroduto aparente de 
seção não-circular sobre parede
B1
6 Cabo multipolar em eletroduto aparente de seção não-circular sobre parede B2
7
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em eletroduto de seção 
circular embutido em alvenaria
B1
8 Cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em alvenaria B2
11
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
sobre parede ou espaçado desta menos C
11A Cabos unipolares ou cabo multipolar C
11B
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
diâmetro do cabo
C
333
Instalações Elétricas 56
12
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
C
Cabos unipolares ou cabo multipolar em 
4)
E (multipolar)
F (unipolares)
14
Cabos unipolares ou cabo multipolar E (multipolar)
F (unipolares)
15
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
diâmetro do cabo
E (multipolar)
F (unipolares)
16 Cabos unipolares ou cabo multipolar em leito
E (multipolar)
F (unipolares)
17
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
incorporado ou não
E (multipolar)
F (unipolares)
18 Condutores nus ou isolados sobre isoladores G
21
Cabos unipolares ou cabos multipolares 
lançados diretamente sobre a superfície 
instalados em suportes ou condutos 
dispostos no espaço de construção 5) 6)
B2
B1
22
Condutores isolados em eletroduto 
de seção circular em espaço de 
construção5) 7)
B2
B1
334
57
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
em eletroduto de seção circular em 
espaço de construção 5) 7)
B2
24
Condutores isolados em eletroduto de 
seção não-circular ou eletrocalha em 
espaço de construção 5)
25
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
em eletroduto de seção não-circular ou 
eletrocalha em espaço de construção 5)
B2
26
Condutores isolados em eletroduto 
de seção não-circular embutido em 
alvenaria 6)
B2
B1
27
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
em eletroduto de seção não-circular 
embutido em alvenaria
B2
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em eletrocalha sobre parede 
em percurso horizontal ou vertical
B1
Cabo multipolar em eletrocalha sobre 
parede em percurso horizontal ou 
vertical
B2
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em canaleta fechada 
embutida no piso
B1
Cabo multipolar em canaleta fechada 
embutida no piso B2
Condutores isolados ou cabos 
suspensa(o)
B1
335
Instalações Elétricas 58
Cabo multipolar em eletrocalha ou B2
41
Condutores isolados ou cabos 
unipolares em eletroduto de seção 
circular contido em canaleta fechada 
com percurso horizontal ou vertical 7)
B2
B1
42
Condutores isolados em eletroduto 
de seção circular contido em canaleta 
ventilada embutida no piso
B1
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
em canaleta ventilada embutida no piso B1
51 Cabo multipolar embutido diretamente em parede termicamente isolante2) A1
52
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
embutido(s) diretamente em alvenaria 
sem proteção mecânica adicional
C
Cabo multipolar em eletroduto (de 
seção circular ou não) ou em canaleta 
não-ventilada enterrado(a)
C
61
Cabo multipolar em eletroduto (de 
seção circular ou não) ou em canaleta 
não-ventilada enterrado(a)
D
336
59
61A
Cabos unipolares em eletroduto (de 
seção não-circular ou não) ou em 
canaleta não ventilada enterrado(a)
D
Cabos unipolares ou cabo multipolar 
mecânica adicional9)
D
71 Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura A1
72
72A
72 - Condutores isolados ou cabos 
unipolares em canaleta provida de 
separações sobre parede 72A - Cabo 
multipolar em canaleta provida de 
separações sobre parede
B1
B2
cabos unipolares ou cabo multipolar 
embutido(s) em caixilho de porta 
A1
74 cabos unipolares ou cabo multipolar 
embutido(s) em caixilho de janela 
A1
75
75A
 75 76 
75 - Condutores isolados ou cabos 
unipolares em canaleta embutida 
em parede 75A - Cabo multipolar em 
canaleta embutidaem parede
B1
B2
337
Instalações Elétricas 60
4) A capacidade de condução de corrente para bandeja perfurada foi determinada considerando-se que os furos
diâmetro do cabo unipolar ou condutor isolado;
1.2.2 - Número de condutores 
carregados
Como vimos, anteriormente, conforme está instalada a 
linha elétrica, teremos um método de referência compatível, 
que irá influenciar na escolha do condutor, conforme critério 
de condução de corrente. Nesta subseção, veremos que o 
número de condutores carregados também irá influenciar.
Condutores carregados são aqueles que a corrente 
elétrica estará efetivamente percorrendo o circuito em 
operação normal. Serão considerados condutores carregados, 
os condutores Fase e Neutro, com exceção dos circuitos 
trifásicos com Neutro, em que existem casos que o Neutro 
não será considerado condutor carregado.
Como descrito na ABNT NBR 5410:
Em particular, no caso de circuito trifásico 
com neutro, quando a circulação de corrente 
no neutro não for acompanhada de redução 
correspondente na carga dos condutores de 
fase, o neutro deve ser computado como 
condutor carregado (ABNT, 2004, p. 111).
Quando há situação oposta, ao que está descrito acima, 
o Neutro não será considerado como carregado. Mas como 
na maioria dos casos há circulação de corrente no Neutro, 
devido, principalmente, pelo fato das correntes elétricas das 
fases estarem desequilibradas, veremos na prática, que o 
Neutro será considerado como carregado.
Sendo assim, vejamos na Tabela 20, o número de 
condutores carregados a ser considerado, em função do tipo 
de circuito.
Tabela 20 - Número de condutores carregados a ser 
consider ado, em função do tipo de circuito (NBR 5410/2004).
Esquema de condutores vivos 
do circuito
Número de condutores 
carregados a ser adotado
Monofásico a dois condutores 2
Monofásico a três condutores 2
Duas fases sem neutro 2
Duas fases com neutro
Trifásico sem neutro
Trifásico com neutro
1.2.3 - Referências para escolha 
do condutor pela capacidade de 
condução de corrente
Nas Tabelas 21 e 22 teremos a capacidade de condução 
de corrente para os condutores de cobre, que depende do 
método de referência, indicado na Tabela 19, e do número de 
contadores carregados, conforme a Tabela 20.
Nas próximas etapas, iremos utilizar essas planilhas para 
dimensionar o condutor ideal para um circuito elétrico, a 
partir do valor da corrente elétrica que deve passar por ele.
338
61
Tabela 21 - Capacidades de condução de corrente, em ampères, para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C 
e D – N (ABNT NBR 5410, 2004, p. 101).
Seções 
nominais 
Métodos de referência indicados na Tabela 19
A1 A2 B1 B2 C D
Número de condutores carregados
2 2 2 2 2 2
Cobre
7 7 7 7 9 8 9 8 10 9 12 10
9 9 9 9 11 10 11 10 11 15 12
11 10 11 10 14 12 12 15 14 18 15
14 15 22 18
18 24 21 20 27 24 29 24
4 26 24 25 28 27
6 29 41 46 41 47
10 46 42 57 50 52 46 57 52
16 61 56 57 52 76 68 69 62 85 76 81 67
25 80 75 68 101 89 90 80 112 96 104 86
99 89 92 125 110 111 99 119 125
50 119 108 110 99 151 118 168 144 148 122
70 151 125 192 171 168 149 184 151
95 182 164 167 150 207 201 179 258 216 179
120 210 188 192 172 269 206 299 259 246
150 240 216 219 196 275 265 299 278
185 245 248 268 258
240 286 291 261 415 461 297
298 477 426 401 464 408
Tabela 22 - Capacidades de condução de corrente, em ampères, para os métodos de referência E, F e G
Seções nominais 
dos condutores 
mm2
Métodos de referência indicados na Tabela 19
Cabos multipolares Cabos unipolares1)
Dois 
condutores 
carregados
Três 
condutores 
carregados
Dois 
condutores 
 
justapostos
Três 
condutores 
 
em trifólio
 
no mesmo plano
Justapostos
Espaçados
Método E Método E Método F Método F Método F Método G Método G
(1) (2) (4) (5) (6) (7) (8)
Cobre
11 9 11 8 9 12 10
14 12 14 11 11 16
1 17 14 17 14 19 16
22 22 17 18 24 21
25 24 25 29
4 40 41 45
6 51 45 59 51
10 70 60 60 81 71
16 94 80 99 82 85 110 97
339
Instalações Elétricas 62
25 119 101 110 114 146
148 126 162 181 162
50 180 196 167 174 219 197
70 196 251 216 225 281 254
95 282 264 275
120 276
150 406 456 419
185 409 427 521 480
240 514 546 485 507 615 569
497 629 561 587 709 659
1.2.4 - Outros fatores que influenciam 
no dimensionamento do condutor 
a partir do critério de condução de 
corrente
Seguem outros fatores que influenciam no 
dimensionamento do condutor a partir do critério de 
condução de corrente, mas não vamos aprofundar nossos 
estudos neles.
• Fatores de correção para temperaturas ambientes 
diferentes de 30ºC para linhas não-subterrâneas e de 
20ºC (temperatura do solo) para linhas subterrâneas.
• Fatores de correção para linhas subterrâneas em solo 
com resistividade térmica diferente de 2,5 K.m/W.
• Agrupamento de circuitos.
• Variações das condições de instalação num percurso 
(ABNT NBR 5410, 2004).
Exemplo 8
Na Figura 91 temos a planta baixa de uma casa. Essa 
casa é alimentada por um circuito bifásico 127 – 220 volts. O 
Circuito 1 é monofásico 127 volts e atende os pontos de luz 
de toda a residência. Utilizaremos um condutor com isolação 
tipo PVC. Além disso, sabemos que o fator de potência dessa 
carga é igual a 1 (um), com rendimento de 100%.
Figura 91 - Exemplo de uma residência. F onte: do autor.
340
63
Outra característica desse circuito é que o condutor 
é de cobre, com isolação de PVC. Assim, sabemos que a 
Temperatura no condutor, conforme Tabela 2, é de 70°C.
Para determinar o condutor mínimo que atenda esse 
circuito, primeiramente precisamos determinar:
i) Potência ativa total Circuito 1
A Potência ativa total desse circuito será dada pela soma 
da potência ativa de cada uma das lâmpadas. Nesse caso, 
temos que:
• 10 pontos de luz com 100W cada;
• 2 pontos de luz de 160W cada;
Sendo assim, Potência total do circuito 1é igual a:
OBS: Muita atenção com relação a unidade, pois em 
alguns projetos, a potência é apresentada em Volt-Ampère 
(VA). Nesse caso, teremos que considerar o efeito do fator de 
potência do circuito.
ii) Corrente nominal do Circuito 1
Utilizaremos a Equação 22 para determinar a corrente 
nominal do circuito.
Assim, temos que será igual a:
 A
iii) Método de referência de instalar o condutor
Com base na Tabela 1, iremos determinar qual será 
o método de instalação da linha elétrica. Nesse exemplo, 
utilizaremos o método 7, ou seja, condutores isolados ou 
cabos unipolares em eletroduto de seção circular embutido 
em alvenaria. Esse método de instalação nos levará ao método 
de referência B1.
Tabela 23 - Método de referência utilizado no 
exemplo (ABNT, 2004).
Método de
Instalação 
número
Esquema 
ilustrativo Descrição
Método de
referência
7
C o n d u t o r e s 
isolados ou cabos 
unipolares em 
eletroduto de seção 
circular embutido 
em alvenaria
B1
Exemplos práticos de eletroduto em alvenaria:
Figura 92 - Eletroduto embutido na parede de alvenaria. Fonte: <https://fotos.
habitissimo.com.br/foto/eletrodutos_84213>. Acesso em: 11/09/2018.
Figura 93 - Eletroduto embutido na parede e laje. Fonte: <https://www.
custodaconstrucao.com/etapas-obra-e-valor/alvenaria/>. Acesso em: 11/09/2018.
iv) Temperaturas características dos condutores
De acordo com a ABNT NBR 5410 (2004, p.99), 
a corrente transportada por qualquer condutor, durante 
períodos prolongados em funcionamento normal, deve ser tal 
que a temperatura máxima para serviço contínuo.
Como a temperatura ambiente é 30º C, não há necessidade 
de ajuste por efeito da temperatura ambiente.
v) Condutores carregados
Para o circuito monofásico desse exemplo, temos que, 
de acordo com a Tabela 20, Fase e Neutro são 2 (dois) 
condutores carregados.
vi) Secção do condutor
Sabendo, então, que:
• Condutor de cobre.
• Isolação do condutor é de PVC.
• A.
• Método de referência é o B1.
• Número de condutores carregados igual a 2 (dois).
• Temperatura ambiente igual a 30º C.
Para encontrar a secção mínima do condutor na Tabela 
21, verificamos que a coluna que atende os itens acima é a (6). 
A secçãomínima então será aquela que admite corrente acima 
da .
Logo, o condutor poderia ser de #0,75mm². Contudo, 
conforme NBR 5410 (2004, p.113), a secção mínima ditada 
por razões mecânicas para circuitos de iluminação é de 
341
Instalações Elétricas 64
1,5mm².
Assim, de acordo com o método de capacidade 
de condução de corrente do circuito, a secção para o 
Circuito 1 é de 1,5mm².
2 - Critério do limite da queda de 
tensão
Este método visa encontrar o condutor ideal para o 
circuito, de modo que a queda de tensão sobre ele respeite os 
critérios estabelecidos na ABNT NBR 5410.
A ABNT NBR 5410 (2004, p. 115) estabelece os limites 
de queda de tensão, vejamos a seguir quais são:
a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários 
do transformador MT/BT, no caso de transformador de 
propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s);
7%
Entrada em 
alta tensão
Tranformador
em substação
QGBT
QDL
QDF
4%
Circuitos terminais
Ponto de entrega 
no primário
BT
AT
Figura 94 – Queda de tensão % com ponto de entrega no primário do Trafo (ABNT 
NBR 5410, 2014).
 7%, calculados a partir dos terminais secundários 
do transformador MT/BT da empresa distribuidora de 
eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado;
7%
Entrada em 
alta tensão
Tranformador
em substação
QGBT
QDL
QDF
4%
Circuitos terminais
Ponto de entrega 
no Secundário
BT
AT
Figura 95 – Queda de tensão % calculados a partir dos terminais secundários do 
transformador MT/BT (ABNT NBR 5410, 2014).
 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos 
demais casos de ponto de entrega com fornecimento em 
tensão secundária de distribuição;
5%
Entrada em 
baixa tensão
QGBT
QDL
QDF
4%
Circuitos terminais
Ponto de entrega 
no poste
BT
Figura 96 – Queda de tensão % com ponto de entrega com fornecimento em tensão 
secundária de distribuição (ABNT NBR 5410, 2014).
(i) 7%, calculados a partir dos terminais de saída do 
gerador, no caso de grupo gerador próprio.
7%
Gerador
QGBT
QDL
QDF
4%
Circuitos terminais
BT
Figura 97 - queda de tensão % calculados a partir dos terminais de saída do 
gerador. (ABNT NBR 5410, 2014).
A NBR5410/2004 ainda diz que, em nenhum caso, a 
queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 
4%.
Em qualquer instalação, seja de alta, média ou baixa 
tensão, haverá queda de tensão. Contudo, essa queda deverá 
ter um limite máximo, de forma que não haja tantas perdas de 
potência no decorrer do circuito.
Isso porque de acordo com a Lei de Ohm, descrito na 
Equação 5, que foi apresentada na Aula 2.
Equação 5
Como pode ser verificado, a corrente resultante do 
circuito irá provocar a dissipação de calor no condutor. E 
como sabemos, quanto maior a secção do condutor menor 
será a resistência. Portanto, haverá menor perda de potência e 
por fim menor perda de energia. 
A energia perdida nesse caso é energia térmica, ou calor 
(efeito joule). O condutor em regime premente suportará 
uma dissipação de calor máxima, com limites de temperatura 
estabelecidos em norma e pelo fabricante. No caso do 
condutor com isolação de PVC, essa temperatura não poderá 
exceder 70º C, enquanto que, um XLPE 90º C.
Assim, conforme Mamede (2017) é possível encontrar 
a secção mínima do condutor de um circuito trifásico, pela 
Equação 41.
Equação 41 
Onde:
: é a resistividade do cobre duro;
LC: comprimento do circuito, em metros;
IC: corrente elétrica do circuito, em ampère;
U%: queda de tensão em um circuito trifásico, em volts;
UFF: tensão entre fase, em volts;
Vamos considerar que a resistividade ( ) do cobre 
duro é igual a 1/56.
Para encontrarmos a queda de tensão percentual para um 
342
65
circuito trifásico, de acordo com Mamede (2017), utilizaremos 
a Equação 42.
Equação 42
Onde:
U% Queda de tensão para cargas elétricas distribuídas 
ao longo do circuito;
Ncp é o Número de condutores em paralelo por fase;
LC é o comprimento do circuito,em metros;
IC é a corrente elétrica do circuito,em ampere;
UFF é a tensão entre fase,em volts;
Rcond é a Resistência do condutor,em m /m;
Xcond é a Reatância do condutor,em m /m;
 é o Ângulo do fator de potência da carga;
A ABNT NBR NM 280 define os valores de Resistência 
(Rcond) e Reatância (Xcond) que, por sua vez, são utilizados pelos 
fabricantes. Sendo assim, para exemplos práticos, utilizaremos 
os valores das Tabela 24 e Tabela 25. Sendo os valores da 
Tabela 24, vejamos:
Tabela 24 – Resistências Elétricas Indutivas de Fios 
e Cabos em PVC, HEPRe XLPE em condutos fechados 
Rcc (A) XLPE em condutos fechados
Rca XL
4
6
10
16
25
50
70
95
120
150
185
240
(A) Resistencia elétrica em corrente contínua
Tabela 7 – Resistências Elétricas Indutivas de Fios e Cabos em PVC, HEPRe XLPE ao 
Ar Livre ( /km) – NBR NM 280 (NAMBEI, 2018, p. 12).
Tabela 25 – Resistências Elétricas Indutivas de Fios 
NBR NM 280 (NAMBEI, 2018, p. 12).
Rcc (A)
Condutores Isolados - Cabos 
Unipolares ao Ar Livre (B)
Trifólio
Rca XL
4
6
10
16
25
50
70
95
120
150
185
240
(A) Resistencia elétrica em corrente contínua
Exemplo 9
Na Figura 98 temos uma carga sendo alimentada por 
uma fonte trifásica. Essa carga é um motor de indução, que 
serve como força motriz para alguma atividade fim. Vamos, 
então, determinar a secção dos condutores isolados em PVC 
que alimentam a carga a partir do CCM. Esses condutores 
unipolares terão 25m de comprimento e estão dispostos em 
um trifólio em eletrocalha armada.
CCM
L = 25 metros
P = 11 kW ou 15HP
In = 37,6 A 
Fp = cons = 0,83
Fs = 
UFN
= Volts
Nessa instalação
= 3 ×
CARGA
Figura 98 – Carga trifásica alimenta por fonte, que se liga a ela por um condutor 
com 25m de comprimento. Fonte: (POLTRONIERI, 2018).
Resolução
343
Instalações Elétricas 66
(i) Máxima queda de tensão admitida
Conforme vimos nesta aula, o limite de queda de tensão 
percentual, entre a fonte e a carga, deve ser 4%, pois se trata 
de um circuito terminal;
(ii) Corrente nominal do Circuito
Como esse circuito atende apenas o motor, para 
encontrarmos a corrente do circuito usaremos a Equação 
23::
Equação 23:
Lembrando que a unidade para Ptotal é Watts, 
contudo a informação passada na placa do motor foi em 
Obs: atentar-se para tensão nominal do motor entre Fase 
e Neutro (UFN), utilizar os dados de placa do mesmo;
(iii) Secção mínima do condutor
Com base nas informações do exemplo, utilizaremos a 
Tabela 19 para determinar o método de referência, que está 
resumido na Tabela 26.
Tabela 26 - Método de referência utilizado no 
exemplo (NBR, 2004).
Método de
I n s t a l a ç ã o 
número
Esquema ilustrativo Descrição
Método de
referência
14
Cabos unipolares ou 
cabo multipolar sobre 
eletrocalha aramada 
E 
(multipolar)
F 
(unipolares)
Identificamos que o método de referência é o F, pois 
trata-se de condutores unipolares. Logo, utilizaremos a Tabela 
22 para verificar a secção mínima do condutor. Como trata-
se de três condutores carregados, isolados em PVC, sobre 
suportes horizontais ou eletrocalha, a coluna selecionada na 
Tabela 22 é a (6). 
A partir disso, concluímos que a secção nominal do 
condutor por critério de capacidade de condução de corrente é 
. Isso porque o condutor de só alimenta 
corrente máxima de 34A, enquanto que nosso circuito possuí 
 e o condutor de admite corrente 
nominal de até 45A. 
Vamos considerar o número de condutores em paralelo 
por fase, como apenas um, ou seja, não há necessidade de 
aumentar o número de condutores por fase para dividir a 
corrente elétrica. Isso seria necessário caso a corrente fosse 
muito alta, e para reduzir a secção do condutor aumentaríamos 
o número de condutores por fase, dividindo a corrente elétrica 
pelo número de condutores por fase que haveria. Mas esse 
não é o caso nesse exemplo;
Poderíamos ainda encontrar a secção nominal do 
condutor (Sc) utilizando a Equação 41
Ou seja, utilizando a Equação 41 encontramos a secção 
do condutor mínimo que atende o critério de queda de 
tensão, essa secção é igual a , já que é a bitola 
padronizada que estáligeiramente acima do valor encontrado 
no cálculo. 
Entretanto, essa secção não atenderia o critério de 
capacidade de condução de corrente, que vimos nos itens 
anteriores. Nesse caso, teríamos que selecionar o condutor de 
maior bitola que é o de .
Para efeito de exemplo, continuaremos com os cálculos 
para encontrar a queda de tensão ao longo do circuito 
utilizando-o, contudo, com secção .
(iv) Resistência e reatância do condutor
O método de instalação é o 14, ou seja, cabos unipolares 
ou cabo multipolar sobre suportes horizontais, eletrocalha 
aramada ou tela. Nesse caso, podemos concluir que os cabos 
estarão ao ar livre. Sendo assim, utilizaremos a Tabela 25 para 
verificar a Resistência (Rcond) e Reatância (Xcond) do condutor 
com secção Sc=6mm².
Rcond=3,69 /km ou m /m
Xcond=0,14 /km ou m /m
Pela Equação 2, (Rcond) está relacionada com cos e 
Reatância (Xcond) com sin . Como sabemos o valor de cos
Utilizando a trigonometria, temos que:
sin 2+cos 2=1
sin 2+0,832=1
sin =0,557
(v) Queda de tensão
Por fim, a partir da Equação 42, temos que:
V%=1,34%
Assim temos que, o condutor de 6mm² atende ao critério 
de queda de tensão, visto que:
344
67
V%<4%.
Retomando a aula
estudamos?
1 - Instalação das linhas elétricas
Na seção 1, verific amos os cálculos para encontrarmos o 
condutor ideal para um circuito elétrico, com base no critério 
de capacidade de condução de corrente elétrica do circuito. 
Verificamos as tabelas de referência para método de instalaçao 
das linhas elétricas, capacidade de condução de corrente para 
cada secção de condutores.
2 - Critério do limite da queda de tensão
Na Seção 2, verificamos o método de cálculo de queda 
de tensão, que complementa o método da seção 1, onde 
temos que verificar se o condutor atende também o critério 
de queda de tensão admissível pela ABNT NBR 5410, para 
assim definirmos o condutor que será utilizado no circuito 
elétrico.
Instalações Elétricas de Ademaro A. M. B. Cotrim. – 4ª 
edição; São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2003. 1939-2000.
CREDER, Hélio. Instalações elétricas. - 15. ed. - Rio de 
Janeiro: LTC, 2007.
Instalações Elétricas Industriais de João Mamede Filho. – 9. 
Ed. – Rio de Janeiro: LTC, 2017
pena ler
Vale a pena
Minhas anotações
345

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