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Texto sobre a Crise de 1929: explica o crash da Bolsa dos EUA, causas (crédito barato, superprodução), eventos (quinta e terça‑feira negra), consequências globais, impacto no Brasil (queda do café, queima de estoques, impulso à industrialização) e o New Deal.

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Entre a primeira e a segunda guerra mundial, aconteceu um dos mais impactantes momentos da História Contemporânea, a Crise de 1929. Ocorrido entre os meses de setembro e outubro do ano em questão nos Estado Unidos, tal crise impactou quando o valor das ações da Bolsa de Valores de Nova York despencou de maneira brusca, provocando uma “Crash”, que se espalhou por todo mundo capitalista. Tal quebra desencadeou a “Grande Depressão Americana” que durou ate meado do ano seguinte.
Entre as causas da Crise de 1929 pode-se citar a falta de regulamentação da economia e á oferta de créditos baratos. Isso se deu, pois a produção industrial seguia um ritmo no qual a capacidade de consumo da população não conseguia acompanhar, gerando assim altos estoques de produtos nas empresas a fim de esperar melhores preços.
Na Europa, que tinha se recuperado da destruição da Primeira Guerra, não precisava mais dos créditos e produtos americanos e com os juros baixos, os investidores passaram a colocar seu dinheiro na Bolsa de Valores e não nos setores produtivos. Nisso ao perceber a diminuição do consumo, o setor produtivo passou a investir e produzir menos, compensando seus déficits com a demissão de funcionários.
Com esse problema em mãos o Governo poderia permitir a liberdade de preços e salários, ate que o mercado se adequasse a nova situação, entretanto o mesmo passou a exercer arrochado controle sobre preço e salário, além de aumento de impostos. Logo o que seria uma solução acabou agravando a recessão e no dia 24 de outubro de 1929 ficou conhecido como “quinta-feira negra”, já que as ações tiveram uma queda por falta de compradores.
5 dias depois ocorreu a “terça-feira negra”, onde vários lotes de títulos foram colocados a venda na Bolsa de Nova York como um último gesto desesperado, sem atrair, entretanto, compradores. Para piorar as ações de bancos e empresas ficaram completamente desvalorizadas, o que provocou a falência deles e o consequente desemprego de cerca de 12 milhões de americanos, além de números exorbitantes de suicídios que acompanhavam essa crise.
Tal crise atingiu não somente a América, mas também todos os países que mantinha laços econômicos com a Bolsa Norte Americana, onde países que exportavam produtos para os EUA passaram a sofrer com seus estoques altos, já que os mesmo importavam menos.
No Brasil tal crise o acertou em cheio, pois o país exportava praticamente um produto, o café, onde as boas colheitas faziam o preço do produto cair. Além disso o café não era um produto de extrema necessidade, fazendo vários importadores diminuir as compras, por consequência disso a saca de café caiu drasticamente de um ano para o outro.
Como solução para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira.
A solução para a crise surgiu apenas no ano de 1933. No governo de Franklin Delano Roosevelt, foi colocado em prática o plano conhecido como New Deal. De acordo com o plano econômico, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das indústrias e das fazendas. Com isto, o governo conseguiu controlar a inflação e evitar a formação de estoques. Fez parte do plano também o grande investimento em obras públicas (estradas, aeroportos, ferrovias, energia elétrica etc), conseguindo diminuir significativamente o desemprego. O programa foi tão bem sucedido que no começo da década de 1940 a economia norte-americana já estava funcionando normalmente.

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