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HISTÓRIA
Curso Extensivo – A
Curso Extensivo – D
3.a Série – Ensino Médio
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1. (UNESP) – “Em 1500, fazia oito anos que havia presença
europeia no Caribe: uma primeira tentativa de colonização que
ninguém na época podia imaginar que seria o prelúdio da conquista e
da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma das
primeiras etapas da globalização. A aventura das ilhas foi exemplar
para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, pois ali se
desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do
continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e
desperdício, indiferença, massacres e epidemias. A experiência serviu
pelo menos de lição à Coroa espanhola, que tentou praticar no resto de
suas possessões americanas uma política mais racional de dominação
e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa,
dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma
rede administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que
evitaram a repetição da catástrofe antilhana.”
(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520:
as origens da globalização, 1999. Adaptado.)
A afirmação de que os primeiros traços da presença europeia na
América foram “o prelúdio da ocidentalização” e “uma das primeiras
etapas da globalização” é correta porque a conquista do continente
americano representou 
a) a definição da superioridade militar e religiosa do Ocidente cristão
e o início da perseguição sistemática a judeus e muçulmanos.
b) a demonstração da teoria de Cristóvão Colombo sobre a esfericidade
da Terra e o fracasso dos novos instrumentos de navegação. 
c) o encerramento das relações comerciais da Europa com o Oriente
e o imediato declínio da venda das especiarias produzidas na Índia. 
d) o encontro e o choque entre culturas e o gradual deslocamento do
eixo do comércio mundial para o Oceano Atlântico.
e) o avanço da monetarização da economia e o lançamento de projetos
de regulação e controle centralizado do comércio internacional.
RESOLUÇÃO:
A alternativa contempla dois aspectos distintos da Expansão Marítimo-
Comercial Europeia e seus desdobramentos: primeiramente, o encontro
das culturas pré-colombianas com o etnocentrismo europeu, o que levou
à superposição do segundo sobre as primeiras, dentro do processo da
conquista e colonização da América; e, em segundo lugar, o
deslocamento do eixo econômico europeu para o Atlântico, deixando em
segundo plano as tradicionais rotas do Mediterrâneo. 
Resposta: D
2. (FGV) – “A colonização do Novo Mundo na época moderna
apresenta-se como peça de um sistema, instrumento da acumulação
primitiva, da época do capitalismo mercantil. Na realidade, nem toda
colonização se desenrola dentro das travas do sistema colonial, pois a
colonização inglesa na América do Norte, colônias de povoamento,
deu-se fora dos mecanismos definidores do sistema colonial
mercantilista.”
(Fernando Novais. Portugal e Brasil na crise
do antigo sistema colonial, 1989. Adaptado.)
A partir do texto, é correto afirmar que
a) coexistem, no processo de colonização na Idade Moderna, dois tipos
de colônias: as de exploração e as de povoamento, sendo estas as
mais encontradas, uma vez que se baseiam em pequena propriedade,
trabalho livre e mercado interno; além disso, o Antigo Sistema
Colonial assegurava superlucros às respectivas metrópoles.
b) dois tipos de colonização significam a coexistência de dois
processos históricos diferentes, um ligado à Idade Média e outro
ligado à Idade Moderna, com caracterís ticas semelhantes, como o
comércio triangular, a grande e a pequena propriedades, o
autogoverno e o exclusivo metropolitano.
c) a colonização de povoamento, típica do Sistema Colonial
Mercantilista, baseia-se em grande proprie dade, trabalho escravo e
produção voltada para o mercado externo, o que implica o exclusivo
metropo litano como base das relações entre metrópole e colônia.
d) os dois tipos de colonização, de exploração e de povoa mento,
explicam-se por processos diferentes: a de explo ração está ligada à
acumulação de riqueza para a metrópole moderna, com grande
propriedade e trabalho escravo, enquanto a colonização de povoa -
mento liga-se à metrópole industrializada.
e) o sentido profundo da colonização moderna é comer cial e capitalista,
pois as colônias de exploração, típicas do Antigo Sistema Colonial,
nasceram para as metró poles acumularem riqueza; e é dentro desse
processo de análise de conjunto que se torna inteligível a existência
do outro tipo, a colonização de povoamento.
RESOLUÇÃO:
A colonização de exploração, conforme o próprio nome indica, destinava-
se a explorar economicamente as colônias para promover a acumulação
primitiva de capitais nas metrópoles europeias. Foi em torno desse processo
que se definiram as normas do Pacto Colonial, tendo no exclusivo comercial
metropolitano seu elemento essencial. Quanto às colônias de povoamento,
de importância secundária no contexto econômico do período, foram
implantadas em condições distintas das primeiras, tendo em consequência
estrutura e características diferenciadas em relação ao colonialismo
mercantilista.
Resposta: E
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Sistema Colonial11
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2 –
3. (UNESP) – “Na colônia, a justiça era exercida por toda uma gama
de funcionários a serviço do rei. A violência, a coerção e a
arbitrariedade foram suas principais características. [...]
Nas regiões em que a presença da Coroa era mais distante, os
grandes proprietários de terras exerciam considerável autoridade
administrativa e judicial. No sertão, os potentados impunham seus
interesses à popula ção livre.”
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota.
História do Brasil: uma interpretação, 2008.)
Ao analisar o aparato judiciário no Brasil Colonial, o texto
a) identifica a isonomia e a impessoalidade na adminis tração da justiça
e seu embasamento no direito romano.
b) explicita a burocratização do sistema jurídico nacional e reconhece
sua eficácia no controle interno.
c) indica o descompasso entre as determinações da Coroa portuguesa
e os interesses pessoais dos governadores-gerais.
d) distingue o sistema oficial da dinâmica local e atesta o prevale -
cimento de ações autoritárias em ambas.
e) diferencia as funções do Poder Judiciário e do Poder Executivo e
caracteriza a ação autônoma e indepen dente de ambos.
RESOLUÇÃO:
Interpretação de texto, explicitando o autoritarismo administrativo do
Antigo Sistema Colonial e, nas áreas onde o poder da Coroa era pouco
sentido, o papel dos grandes senhores de terras no preenchimento do vácuo
deixado pela administração oficial.
Resposta: D
4. (UNISA) – Nas Américas Espanhola e Portuguesa, os regimes de
trabalho estavam em sintonia com os princípios mercantilistas de
acúmulo de riquezas. Sobre as relações de trabalho nas colônias
espanholas e portuguesa, é correto afirmar que
a) o regime de trabalho assalariado foi predominante, tendo em vista
que era mais rentável numa economia de mercado.
b) o regime de trabalho compulsório foi uma das características do
processo de colonização, gerando lucros a proprietários e
comerciantes.
c) o regime de trabalho escravista explorou a mão de obra africana,
que se tornou predominante e muito lucrativa.
d) vários regimes de trabalho foram criados para explorar os nativos,
que se tornaram a mão de obra mais rentável.
e) os regimes de trabalho foram caracterizados pela prestação de
serviços temporários e pelo pagamento de baixos salários.
RESOLUÇÃO:
As colônias ibéricas utilizaram o trabalho compulsório, ainda que de forma
diferenciada: na América Portuguesa foi implantada a escravidão indígena
e africana; na América Espanhola, além daescravidão africana, utili -
zada em menor escala, o trabalho compulsório indígena foi larga mente
explorado, sob as formas da mita e da encomienda.
Resposta: B
5. (MACKENZIE-adaptado) – No Brasil do século XVI, a
sociedade tinha, no engenho, o centro de sua organização. Assinale a
alternativa que não atesta a importância do engenho no Período Colonial.
a) A grande propriedade era monocultora e também escravocrata,
voltada para o mercado externo, sendo a montagem da estrutura de
produção açucareira um empreendimento de alto custo. 
b) Os senhores de engenhos, por serem proprietários de terras e
escravos, detinham o poder político e controlavam as Câmaras
Municipais, sendo denominados de “homens bons”, estendendo tal
poder para o interior de sua família. 
c) Alguns engenhos funcionavam como unidades de produção
autossuficientes, pois além de oficinas para reparos de suas
instalações, produziam alimentos necessários à sobrevivência de
seus moradores. 
d) No engenho também havia alguns tipos de trabalhadores assala -
riados, como o feitor, o mestre de açúcar, o capelão ou padre, que
se sujeitavam ao poder e à influência do grande proprietário de
terras. 
e) Os grandes engenhos contavam com toda a infraestrutura não
apenas para atender às necessidades básicas de sobrevivência, mas
voltadas à atividade intelectual que tornava o engenho centro de
discussões comerciais.
RESOLUÇÃO:
Os engenhos foram a grande unidade produtiva durante a maior parte do
Período Colonial, possuindo um elevado grau de autossuficiência. Todavia,
até mesmo pela limitada formação de seus proprietários, não se
configuravam como centros intelectuais, nem mesmo para a realização de
“discussões comerciais”.
Resposta: E
6. (UNICAMP-Adaptado) – “Engenheiros, naturalistas, matemá -
ticos e artistas, sob o mecenato de Nassau, investigaram a natureza e
trans formaram a paisagem nordestina. Recife tornou-se uma das
cidades mais importantes da América, com modernas pontes e prédios.
Além do incentivo à arte, o governo [de Nassau] promulgou leis que
eram iguais para todos, impedindo injustiças contra os antigos
habitantes.”
(Ronald Raminelli, “Invasões Holandesas”, em Ronaldo Vainfas (dir.),
Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 315.)
As transformações durante o governo de Maurício de Nassau (1637-
44), em Pernambuco, são exemplos de um contexto em que
a) o mecenato e a aplicação de leis idênticas para holandeses e luso-
brasileiros eram uma continuidade do modelo renascentista,
representando um período de modernização da região.
b) a economia açucareira da região foi dinamizada, com a reativação
de engenhos e perdão de dívidas dos antigos proprietários, impul -
sionando a remodelação da cidade de Recife.
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c) foram aplicados princípios mercantilistas para a obtenção de lucros
e houve a perseguição, por parte dos holandeses calvinistas, a
judeus, cristãos-novos e católicos.
d) o trabalho dos artistas e cientistas tinha o propósito de retratar a
paisagem local e identificar a potencialidade econômica da região,
pois o açúcar estava em declínio no comércio internacional.
e) o cientificismo dominante na Europa incentivava a investigação de
territórios ainda inexplorados, com o objetivo de fornecer subsídios
para as novas teorias sobre a origem das espécies.
RESOLUÇÃO:
A administração de Maurício de Nassau (1637-44) representou um hiato
no conjunto da administração do Brasil holandês, marcada pela
intolerância para com os católicos e pelo mer cantilismo extremado,
direcionado para a acumulação capitalista. Nassau, pertencente à alta
nobreza alemã, possuía uma mentalidade com valores intelectuais
diferentes do pragmatismo burguês. Daí sua preocupação com a
modernização de Recife (ou “Mauriceia”, numa clara manifestação que
nos remete aos mecenas renascentistas), e também com as atividades
artísticas e científicas.
Resposta: A
7. (FGV) – “A estratégia da penetração para o sertão, se foi
amplamente aproveitada pelos colonos de São Paulo, nasce na prática
da conversão jesuítica. Embora por razões opostas, tanto as incursões
dos jesuítas, tímidas é verdade, não se embrenhando muito além do
núcleo piratiningano, como as entradas e bandeiras dos colonos, tinham
um mesmo objetivo: o índio.”
(Amílcar Torrão Filho, “A cidade da conversão: a catequese jesuítica e a
fundação de São Paulo de Piratininga.” Revista USP.
São Paulo, n.º 63, 2004.)
O fragmento apresenta parte das condições que originaram
a) a guerra entre a Igreja Católica, a favor da escravização dos índios,
e os colonos, defensores do trabalho livre.
b) o conflito entre colonos e religiosos pelo controle da mão de obra
indígena presente no entorno de São Paulo.
c) a leitura, com forte viés ideológico, que considerava desnecessária
a exagerada violência dos jesuítas contra os povos indígenas.
d) o isolamento econômico de São Paulo em relação ao restante da
colônia, agravado pela carência de mão de obra.
e) o fracasso das missões religiosas em São Paulo, pois coube apenas
ao Estado Português o controle direto sobre os indígenas.
RESOLUÇÃO:
Os conflitos entre colonos e jesuítas com relação aos índios ocorreram com
certa frequência no Brasil Colônia, estendendo-se de São Paulo até o
Maranhão, com os inacianos sempre se opondo à escravização dos
ameríndios. Na presente questão, o choque entre as duas partes foi
circunscrito ao “entorno” da vila de São Paulo, o que constitui uma
interpretação reducionista do problema.
Resposta: B
8. (FGV) – “Podem-se apanhar muitos fatos da vida daqueles
sertanejos dizendo que atravessaram a época do couro. De couro era a
porta das cabanas, o rude leito aplicado ao chão duro, e mais tarde a
cama para os partos; de couro todas as cordas, a borracha para carregar
água, o mocó ou alforge para levar comida, a maca para guardar roupa,
a mochila para milhar cavalo, a peia para prendê-lo em viagem, as
bainhas de faca, as broacas e surrões, a roupa de entrar no mato, os
banguês para curtume ou para apurar sal.”
(Capistrano de Abreu. Capítulos de história colonial: 1500-1800, 2000.)
O texto descreve a cultura material da pecuária, que a partir do século
XVI estendeu-se ao interior nordestino da colônia do Brasil. A criação
de gado
a) empregava predominantemente a mão de obra escrava africana e
consolidou a pequena propriedade rural às margens dos grandes
rios da região. 
b) contribuía com o complexo econômico litorâneo e funcionou em
um regime de contenção econômica de gastos devido ao aprovei -
tamento de recursos locais. 
c) transgredia os ordenamentos legais da administração metropolitana
e jamais se caracterizou como atividade econômica lucrativa. 
d) deslocava o centro dinâmico da exploração econômica da colônia
e contribuiu para o adensamento demográfico em novos territórios. 
e) favorecia o surgimento de cidades autoadministradas e revelou a
existência de jazidas de metais preciosos nas áreas recém-descobertas.
RESOLUÇÃO:
A alternativa descreve o chamado “ciclo do couro”, que teve grande
importância nas áreas do Sertão Nordestino ocupadas pela atividade
criatória. De fato, além de fornecer alimento, força motriz e meios de
transporte para a região açucareira do litoral, o aproveitamento do couro
para a produção dos mais diversos utensílios tornou a pecuária sertaneja
uma atividade lucrativa, pois dispensava a importação de objetos
destinados à vida nas áreas dedicadas à criação.
Resposta: B 
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1. (UNESP) – “Em meados do século o negócio dos metais não
ocuparia senão o terço, ou bem menos, da população. O grosso dessa
gente compõem-se de mercadores de tenda aberta, estalajadeiros,
taberneiros, advogados, médicos, cirur giões-barbeiros, burocratas,
clérigos, mestres-escolas, tropeiros,soldados da milícia paga. Sem falar
nos escravos, cujo total, segundo os documentos da época, ascendia a
mais de cem mil. A necessidade de abastecer-se toda essa gente
provocava a formação de grandes currais; a própria lavoura ganhava
alento novo.”
(Sérgio Buarque de Holanda. “Metais e pedras preciosas”. 
História geral da civilização brasileira, vol. 2, 1960. Adaptado.)
De acordo com o excerto, é correto concluir que a extração de metais
preciosos em Minas Gerais no século XVIII
a) impediu o domínio do governo metropolitano nas áreas de extração
e favoreceu a independência colonial.
b) bloqueou a possibilidade de ascensão social na colônia e forçou a
alta dos preços dos instrumentos de mineração.
c) provocou um processo de urbanização e articulou a economia
colonial em torno da mineração.
d) extinguiu a economia colonial agroexportadora e incorporou a
população litorânea economicamente ativa.
e) restringiu a divisão da sociedade em senhores e escravos e limitou
a diversidade cultural da colônia.
RESOLUÇÃO:
O texto transcrito, ao mencionar a grande variedade de atividades
propiciadas pela mineração, aponta para uma sociedade essencialmente
urbana, com um entorno de propriedades ligadas à agropecuária, em
última análise destinadas ao abastecimento das cidades e vilas locais.
Convém acentuar que a articulação da mineração brasileira do século
XVIII vai além do que o texto deixa transparecer, pois Minas Gerais, no
período citado, tornou-se centro consumidor de produtos originários das
diversas regiões da colônia, inclusive importações realizadas pelo Rio de
Janeiro.
Resposta: C
2. (FGV) – Entre as mudanças operadas no Brasil pela intervenção
do Marquês de Pombal estão a/o:
a) criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, a
exploração direta das minas de diamante e o incentivo à ampliação
dos colégios jesuíticos.
b) expulsão da Companhia de Jesus, a extinção das capitanias
hereditárias e a redução dos impostos coloniais.
c) exploração direta das minas de diamante, a extinção da Companhia
Geral do Grão-Pará e Maranhão e a criação do Estado do
Maranhão.
d) apoio e financiamento da Companhia de Jesus, a redução de
impostos coloniais e a extinção da Companhia Geral do Grão-Pará
e Maranhão.
e) incentivo às instalações manufatureiras na Colônia, a expulsão da
Companhia de Jesus e a criação da Companhia Geral do Grão-Pará
e Maranhão.
RESOLUÇÃO:
O despotismo esclarecido português, criado pelo marquês de Pombal,
repercutiu no Brasil através de algumas medidas reformistas, como a
expulsão dos jesuítas, a instalação de manufaturas e a criação de
companhias de comércio destinadas a estimular o Renascimento Agrícola
na Colônia.
Resposta: E
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Crise do Sistema Colonial e
Independências na América
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3. (FUVEST) – “Os ensaios sediciosos do final do século XVIII
anunciam a erosão de um modo de vida. A crise geral do Antigo
Regime desdobra-se nas áreas periféricas do sistema atlântico – pois é
essa a posição da América portuguesa –, apontando para a emergência
de novas alternativas de ordenamento da vida social.”
(István Jancsó, “A Sedução da Liberdade”. In: Fernando Novais,
História da Vida Privada no Brasil, v.1. São Paulo: Companhia das Letras,
1997. Adaptado.)
A respeito das rebeliões contra o poder colonial português na América,
no período mencionado no texto, é correto afirmar que,
a) em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com as revoltas
anteriores, os sediciosos tinham o claro propósito de abolir o tráfico
transatlântico de escravos para o Brasil.
b) da mesma forma que as contestações ocorridas no Maranhão em
1684, a sedição de 1798 teve por alvo o monopólio exercido pela
companhia exclusiva de comércio que operava na Bahia.
c) em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos Mascates, os
sediciosos esperavam contar com o suporte da França
revolucionária.
d) tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição de 1789 opôs
os mineradores recém-chegados à capitania aos empresários há
muito estabelecidos na região.
e) em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibili dade de
rompimento definitivo das relações políticas com a metrópole,
diferentemente do que ocorrera com as sedições anteriores.
RESOLUÇÃO:
A questão trata dos movimentos emancipacionistas ocorridos no Brasil em
fins do século XVIII, quais sejam a Inconfidência Mineira de 1789 e a
Conjuração Baiana de 1798. Diferentemente das rebeliões nativistas que
as precederam (Revolta de Beckman, Guerra dos Emboabas, Guerra dos
Mascates e Revolta de Felipe dos Santos), que refletiam problemas locais e
não postulavam separar-se da metrópole portuguesa, os outros dois eventos
citados tinham propostas claramente independentistas.
Resposta: E
4. (PUC-Campinas) – A transferência da família real portuguesa
para o Brasil foi sucedida por algumas mudanças importantes na
relação entre Portugal e sua principal colônia, que ocorreram ao longo
do governo de D. João VI, tais como:
a) o acirramento do Pacto Colonial e a liberação da criação de
manufaturas e fábricas no território brasileiro, aumentando a
integração econômica entre metrópole e colônia.
b) a abertura dos portos às nações amigas de Portugal e a assinatura do
Tratado de Comércio e Navegação, que estabeleceu tarifas
preferenciais produtos ingleses.
c) a transformação da colônia em Reino Unido a Portugal e Algarves,
e a proibição do tráfico de escravos.
d) a definição das fronteiras que hoje compõem o mapa político atual
do Brasil e o estreitamento de laços econômicos com a Inglaterra.
e) a concretização da União Ibérica, por meio da atuação política de
Carlota Joaquina, e a distribuição de títulos nobiliárquicos como
estratégia de troca de favores.
RESOLUÇÃO:
A alternativa faz referência a duas medidas diferentes tomadas por D. João:
a Abertura dos Portos brasileiros às Nações Amigas (1808), que permitia à
Inglaterra comercializar seus produtos diretamente no mercado brasileiro,
e o Tratado de Comércio e Navegação (parte dos Tratados de 1810), que
estabelecia uma tarifa preferencial de 15% para as mercadorias inglesas e
de 24% para produtos dos demais países que entrassem no Brasil.
Resposta: B
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6 –
5. (MACKENZIE) – “(...). Conquistar a emancipação definitiva e
real da nação, ampliar o significado dos princípios constitucio nais foi
tarefa delegada aos pósteres”.
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 
São Paulo; Livraria Editora Ciências Humanas, 1979. p. 50.)
A análise acima, da historiadora Emília Viotti da Costa, refere-se à
proclamação da independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822.
A análise da autora, a respeito do fato histórico, aponta que
a) apesar dos integrantes da elite nacional terem alcan çado seu
objetivo: o de romper com os estatutos do plano colonial, no que diz
respeito às restrições à liberdade de comércio, e à conquista da
autonomia administrativa, a estrutura social do país, porém, não foi
alterada.
b) a independência do Brasil foi um fato isolado, no contexto
americano de luta pela emancipação das metrópoles. Isso se deu
porque era a única colônia de língua portuguesa e porque adotava,
como regime de trabalho, a escravidão africana.
c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço no sentido de
impor seus valores para Portugal, rompendo, definitivamente, os
impasses econômicos impostos à Colônia pela metrópole
portuguesa desde o início da colonização.
d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem interesses
semelhantes à burguesia mercantil lusitana e, portanto, afastando-
se do processo emancipatório na cional, com a iminente vinda de
tropas portuguesas para o país, passaram a apoiar a ideia de
independência.
e) assim como Portugal passava por um processo de reestruturação,
após a Revolução Liberal do Porto, no Brasil, essemovimento
emancipatório apenas havia começado e só fora concluído, com a
subida antecipada ao trono de D. Pedro II, em 1840.
RESOLUÇÃO:
Há uma contradição entre o trecho transcrito (“Con quistar a emancipação
definitiva da nação [...] foi tarefa delegada aos pósteres.”) e a alternativa
escolhi da por eliminação (“apesar dos integrantes da elite nacional terem
alcançado seu objetivo: o de romper com os estatutos do plano colonial...”),
pois o primeiro projeta a concretização da Independência do Brasil para o
futuro, enquanto a segunda fixa esse objetivo político como tendo sido
alcançado já em 1822. De qualquer forma, é inegável que a eman cipação do
País não alterou a ordem socioeconô mica herdada do Período Colonial.
Resposta: A
6. (UNESP) – “Todos os homens são criados iguais, dotados pelo
Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais figuram a vida, a
liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os
homens se instituem governos, que derivam seus justos poderes do
consentimento dos governados. Sempre que uma forma de governo se
dispõe a destruir essas finalidades, cabe ao povo o direito de alterá-la ou
aboli-la, e instituir um novo governo, assentando seu fundamento sobre
tais princípios e organizando seus poderes de tal forma que a ele pareça
ter maior probabilidade de alcançar-lhe a segurança e a felicidade.”
(Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776).
In: Harold Syrett (org.). Documentos históricos dos Estados
Unidos, 1988.)
O documento expõe o vínculo da luta pela independência das treze
colônias com os princípios
a) liberais, que defendem a necessidade de impor regras rígidas de
protecionismo fiscal.
b) mercantilistas, que determinam os interesses de expansão do
comércio externo.
c) iluministas, que enfatizam os direitos de cidadania e de rebelião
contra governos tirânicos.
d) luteranos, que obrigam as mulheres e os homens a lutar pela própria
salvação.
e) católicos, que justificam a ação humana apenas em função da
vontade e do direito divinos.
RESOLUÇÃO:
A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi o primeiro
documento oficial a corporificar as teorias iluministas correntes na época,
entre as quais se destacavam a defesa da liberdade, da igualdade civil e do
direito de rebelião contra governos opressores.
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7. (MACKENZIE) – “Em agosto de 1791, passados dois anos da
Revolução Francesa e dos seus reflexos em São Domingos, os escravos
se revoltaram. Em uma luta que se estendeu por doze anos, eles
derrotaram, por sua vez, os brancos locais e os soldados da monarquia
francesa. Debelaram também uma invasão espanhola, uma expedição
britânica com algo em torno de sessenta mil homens e uma expedição
francesa de semelhantes dimensões comandada pelo cunhado de
Bonaparte. A derrota da expedição de Bonaparte, em 1803, resultou
no estabelecimento do Estado negro do Haiti, que permanece até os
dias de hoje”.
(C. L. R. James. Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a
revolução de São Domingos. São Paulo: Bomtempo, 2000, p. 15.)
Acerca da independência do Haiti e de seus reflexos em outras regiões
da América, assinale a alternativa correta.
a) O movimento foi realizado sob a égide dos ideais liberais e
nacionalistas, defendidos, por sua vez, pelo Iluminismo francês. Seu
sucesso foi determinante para a realização de importantes
transformações estruturais nas sociedades das novas nações latino-
americanas.
b) Trata-se de uma articulação escrava que, sob influência direta dos
interesses geopolíticos estadunidenses e dos ideais iluministas,
colocou em xeque o controle francês sobre a ilha. Seu sucesso
incentivou o surgimento do movimento zapatista, em 1994.
c) Resultado de insatisfações sociais e políticas da população escrava,
demonstrou a força popular no contexto do surgimento dos Estados
nacionais na América Latina. Seu sucesso influenciou Simon
Bolívar e San Martín a iniciarem as lutas pelas independências na
América do Sul.
d) Apesar de seu sucesso, o movimento resultou na ascensão de
governantes corruptos que, longe de resolverem as desigualdades
sociais, contribuíram para a consolidação de grupos oligárquicos no
poder. Esses aspectos determinaram o surgimento do caudilhismo
no contexto da América Latina independente.
e) Foi a única revolta escrava bem-sucedida da História americana e as
dificuldades que tiveram que superar coloca em evidência a
magnitude dos interesses envolvidos. No Brasil, sua influência pôde
ser sentida na articulação que levaria à Revolta dos Malês, em 1835.
RESOLUÇÃO:
A rebelião dos escravos da colônia francesa de Saint-Domingue (futuro
Haiti) foi efetivamente a única revolta dessa camada social na América
Latina que obteve sucesso e, apesar das dificuldades, resultou na formação
de um Estado negro que se mantém independente desde 1804*. A
“magnitude dos interesses envolvidos”, mencionada na alternativa, refere-
se menos à importância intrínseca da colônia em questão, enfatizando em
seu lugar o grande significado da instituição escravista para as colônias de
exploração localizadas no Novo Mundo. No Brasil, a insurreição haitiana
gerou inquietação entre os senhores de escravos, mas somente se traduziu
na Revolta dos Malês, reprimida na Bahia em 1835.
*A independência oficial do Haiti foi proclamada em primeiro de janeiro de
1804 por Jean-Jacques Dessalines, que se autoproclamou imperador do país.
Resposta: E
8. (VUNESP) – “Era o fim. O general Simón José Antonio de la
Santísima Trinidad Bolívar y Palacios ia embora para sempre. Tinha
arrebatado ao domínio espanhol um império cinco vezes mais vasto
que as Europas, tinha comandado vinte anos de guerras para mantê-lo
livre e unido, e o tinha governado com pulso firme até a semana
anterior, mas na hora da partida não levava sequer o consolo de
acreditarem nele. O único que teve bastante lucidez para saber que na
realidade ia embora, e para onde ia, foi o diplomata inglês, que
escreveu num relatório oficial a seu governo: ‘O tempo que lhe resta
mal dá para chegar ao túmulo’. ” 
(Gabriel García Marquez. O general em seu labirinto, 1989.)
O perfil de Simón Bolívar, apresentado no texto, acentua alguns de
seus principais feitos, mas deve ser relativizado, uma vez que Bolívar
a) foi um importante líder político, mas jamais desempenhou
atividades militares no processo de independência da América
Hispânica.
b) obteve sucesso na luta contra a presença britânica e norte-americana
na América Hispânica, mas jamais conseguiu derrotar os
colonizadores espanhóis.
c) defendeu a total unidade das Américas, mas jamais obteve sucesso
como comandante militar nas lutas de independência das antigas
colônias espanholas.
d) teve papel político e militar decisivo na luta de independência da
América Hispânica, mas jamais governou a totalidade das antigas
colônias espanholas.
e) atuou no processo de emancipação da América Hispânica, mas
jamais exerceu qualquer cargo político nos novos Estados
nacionais.
RESOLUÇÃO:
Embora Bolívar seja o responsável, direto ou indireto, pela libertação de
cinco Estados sul-americanos (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Alto
Peru/Bolívia), jamais administrou diretamente esse vasto conjunto
territorial, menos ainda “a totalidade das antigas colônias espanholas”.
Apesar de suas intenções unionistas, não conseguiu viabilizá-las devido às
diversidades regionais e às ambições de seus lugar-tenentes. Bolívar foi
presidente da Venezuela, da Grã-Colômbia (Venezuela e Colômbia), do
Peru e do Alto Peru, embora nos dois últimos casos seu título fosse
praticamente honorífico.
Resposta: D
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1. “Art. 90. As nomeações dos deputados e senadores
para a Assembleia Geral, e dos membros dos
Conselhos Gerais das províncias,serão feitas por
eleições, elegendo a massa dos cidadãos ativos em assembleias
paroquiais, os eleitores de província, e estes, os representantes da nação
e província.
Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias paroquiais: 
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais se não compreendem
os casados, os oficiais militares, que forem maiores de vinte e um
anos, os bacharéis formados e os clérigos de ordens sacras. 
II. Os filhos de famílias, que estiverem na companhia de seus pais,
salvo se servirem a ofícios públicos. 
III. Os criados de servir, em cuja classe não entram os guarda-livros,
e primeiros caixeiros das casas de comércio, os criados da Casa
Imperial, que não forem de galão branco, e os administradores
das fazendas rurais e fábricas. 
IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em comunidade claustral. 
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens
de raiz, indústria, comércio, ou emprego.”
(BRASIL. Constituição de 1824. Disponível em: www.planalto.gov.br. 
Acesso em: 4 abr. 2015. Adaptado.) 
De acordo com os artigos do dispositivo legal apre sentado, o sistema
eleitoral instituído no início do Império é marcado pelo(a) 
a) representação popular e sigilo individual. 
b) voto indireto e perfil censitário. 
c) liberdade pública e abertura política. 
d) ética partidária e supervisão estatal. 
e) caráter liberal e sistema parlamentar.
RESOLUÇÃO:
A Constituição outorgada de 1824 dividiu os votantes brasileiros em
“eleitores de paróquia” e “eleitores de província”, cabendo aos primeiros
eleger os segundos, que por sua vez escolheriam os deputados provinciais.
Essa característica fazia com que as eleições para a Câmara dos Deputados
do Império fossem realizadas em dois graus, ou seja, de maneira indireta.
Ademais, exigiam-se níveis de renda diferenciados para que o cidadão se
tornasse eleitor de paróquia ou pudesse se candidatar a eleitor de
província, deputado provincial ou senador, – o que configura um sistema
eleitoral censitário.
Resposta: B
2. (FGV) – Examine o mapa
Com base no mapa, é correto afirmar: 
a) A separação da província de Cisplatina, que posteriormente se
tornaria o Uruguai, ocorreu devido à lealdade de suas lideranças
políticas à monarquia portuguesa. 
b) Os conflitos registrados no Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia
tinham caráter republicano e revelavam o descontentamento com o
arranjo politico que estabeleceu a monarquia no Brasil. 
c) A província de Pernambuco perdeu parte de seu território, corres -
pondente à margem esquerda do Rio São Francisco, como
represália do poder central, logo após o final da Confederação do
Equador. 
d) O mapa reforça a perspectiva de que o processo de emancipação
política no Brasil foi completamente pacífico e resumiu-se às
articulações em São Paulo e Rio de Janeiro. 
e) A Confederação do Equador tinha como objetivo estabelecer uma
monarquia constitucional no Nordeste, tendo como base a província
de Pernambuco. 
RESOLUÇÃO:
Tendo a Confederação do Equador sido um movimento separatista
republicano que teve como epicentro a província de Pernambuco, o
governo de D. Pedro I, depois de derrotar a rebelião, reduziu as dimensões
do território pernambucano, em um ato de represália à sedição: a porção
mencionada na alternativa foi retirada da jurisdição de Pernambuco e
incorporada à província da Bahia. 
Resposta: C
33 Primeiro Reinado e Regências
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3. “Uns viam na abdicação uma verdadeira revolução,
sonhando com um governo de conteúdo republicano;
outros exigiam o respeito à Constituição, esperando
alcançar, assim, a consolidação da Monarquia. Para alguns, somente uma
Monarquia centralizada seria capaz de preservar a integridade territorial
do Brasil; outros permaneciam ardorosos defensores de uma organização
federativa, à semelhança da jovem República norte-americana. Havia
aqueles que imaginavam que somente um Poder Executivo forte seria
capaz de garantir e preservar a ordem vigente; assim como havia os que
eram favoráveis à atribuição de amplas prerrogativas à Câmara dos
Deputados, por entenderem que somente ali estariam representados os
interesses das diversas províncias e regiões do Império.”
(I. R. Mattos; M. A. Gonçalves. 
O Império da boa sociedade: a consolidação do Estado imperial brasileiro. 
São Paulo: Atual, 1991. Adaptado.) 
O cenário descrito revela a seguinte característica política do período
regencial:
a) Instalação do regime parlamentar. 
b) Realização de consultas populares. 
c) Indefinição das bases institucionais. 
d) Limitação das instâncias legislativas. 
e) Radicalização das disputas eleitorais.
RESOLUÇÃO:
O texto deixa claro que, durante o Período Regencial, diferentes grupos
políticos e sociais possuíam diversos projetos para o Brasil, que variavam de
republicanismo à monarquia, de governo centralizado a uma federação no
estilo dos Estados Unidos, e de um executivo forte a um governo no qual o
legislativo fosse predominante.
Resposta: C
4. (FATEC) – Leia o texto. 
“Em abril de 1831, Dom Pedro I abdicou ao trono do Brasil em favor
de seu filho, Dom Pedro de Alcântara, que tinha, então, cinco anos de
idade. Uma regência foi criada para governar até que Dom Pedro II,
como ficaria conhecido, atingisse a maioridade e pudesse ser coroado.”
Durante o Período Regencial, a política brasileira foi marcada 
a) pela intensificação da política expansionista do regente Feijó, que
acentuou os conflitos internacionais no Cone Sul (Guerras da
Cispla tina e do Paraguai), e pelo aumento progressivo da dívida
externa brasileira. 
b) pela fragmentação do Império, marcada pela perda de territórios
fronteiriços (Província Cisplatina, Amazônia Colombiana) nos
comba tes com as tropas de Simón Bolívar e José de San Martín. 
c) pelo pacto federativo, conduzido pelo jovem imperador, que
favoreceu as demandas dos regionalistas, concedendo autonomia
administrativa às províncias. 
d) pela promulgação da primeira Constituição do Império, que sofreu
forte resistência das elites regionais por seu caráter centralizador,
pela criação do poder Moderador e pela extensão do direito de voto
aos analfabetos. 
e) pela criação das Assembleias Legislativas Provinciais e pela eclosão
de rebeliões em diversas províncias, sendo algumas de caráter
popular (como a Cabanagem) e outras comandadas pelas elites
regionais (caso da Guerra dos Farrapos). 
RESOLUÇÃO:
Alternativa aborda dois aspectos relevantes do Período Regencial (1831-
40). Um, de caráter político-institucional, foi a promulgação do Ato
Adicional de 1834 que, além de criar as Assembleias Legislativas
Provinciais, implantou a Regência Una eleita por voto direto, criou o
Município Neutro do Rio de Janeiro e extinguiu o Conselho de Estado.
Outro, de caráter político-social, foram as numerosas rebeliões do período,
motivadas por aspirações federalistas ou expressando reivindicações de
grupos sociais aristocráticos ou populares, conforme o caso. 
Resposta: E
5. (FGV) – Sobre as revoltas no Brasil na primeira metade do século
XIX, é correto afirmar:
a) A Balaiada (1838-1840) manteve-se, até o final, dirigida pelas elites
maranhenses.
b) A Cabanagem (1835-1840) e a Sabinada (1837-1838) foram
revoltas restauradoras.
c) A Revolta dos Malês (1835), em Salvador, é um exemplo de revolta
popular.
d) A Revolta dos Cabanos (1832-1835) foi uma revolta iniciada por
populares e depois dirigida por restauradores.
e) Todas as revoltas tinham como motivação a revogação da Lei de
Terras e o livre acesso à propriedade fundiária.
RESOLUÇÃO: 
A Revolta dos Malês, que congregou escravos islamizados originários
do Golfo da Guiné e de etnia sudanesa, tentou reproduzir em Salvador o
exemplo do Haiti, cujos escravos criaram um Estado negro independente.
Resposta: C
6. (FUVEST) – Farroupilha no Rio Grande do Sul, Sabinada na
Bahia e Balaiada no Maranhão foram algumas daslutas que ocor re -
ram no Brasil em um período caracterizado
a) pela concentração dos poderes na pessoa do imperador, o que
inviabilizou a formação de partidos políticos e a realização de
transformações na estru tu ra agrária.
b) pelo estabelecimento de uma estrutura monárquica descen tra li za da,
na qual as províncias teriam até o direito de en ca minhar uma
solução para a questão ser vil.
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c) por mudanças na organização partidária, com vistas a fortalecer o
fe de ra lismo, e por transformações na estrutura fundiária de base es -
cra vista.
d) por uma fase de transição política e econômica, cujos resultados
seriam, respectivamente, a im plantação da República e o início do
processo de industrialização.
e) pela redefinição do poder imperial e pela formação dos parti dos
políticos, sem que se alterassem as estruturas sociais e econômi cas
estabelecidas. 
RESOLUÇÃO:
O Período Regencial assistiu ao embate entre as tendências centralista e
federalista, com a primeira fazendo algumas concessões à segunda por meio
do Ato Adicional de 1834. O surgimento dos Partidos Liberal e Con -
servador (originalmente Progressista e Regressista), nessa mesma época,
estreitou as relações entre o imperador e a elite agrária, pro por cio nando a
estabilidade política que caracterizaria o Segundo Reinado até 1870.
Resposta: E
7. (FGV) – “Documentos descobertos na Inglaterra relatam que, treze
anos depois de proclamada a Independência, o governo brasi leiro pediu
apoio militar às grandes po tên cias da época – Inglaterra e França – para
reprimir a Cabanagem no Pará. Em 1835, o regente Diogo Antônio Feijó
reuniu-se secretamente com os embaixadores daqueles países, pedindo a
cada um deles o envio de 300 a 400 homens, para ajudar o governo central
brasileiro a acabar com a rebelião.”
(Luís Indriunas, Folha de S. Paulo, 13/10/1999. Adaptado.)
A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que o Período
Regencial
a) foi marcado pela disputa política entre regres sistas e progressistas,
que defendiam respecti vamente a escravidão e a imediata abolição
da escravatura.
b) pode ser considerado parte de um momento especial de construção
do Estado Nacional Brasileiro, durante o qual a unidade territorial
do País esteve em perigo.
c) não evidenciou grande preocupação, pelas autoridades regenciais
ou pela aristocracia rural, com as inúmeras rebeliões que
convulsionavam o País.
d) teve como característica marcante a ampliação da participação
popular, graças à instituição do voto universal e à criação do
Conselho de Estado.
e) teve como momento mais importante a apro vação do Ato Adicional
de 1834, que estabe leceu medidas voltadas para a centralização das
instituições do Império.
RESOLUÇÃO:
A alternativa reflete uma concepção clássica sobre o Período Regencial
(1831-1840), considerado como uma fase de consolidação do Estado
Brasileiro, devido aos seguintes fatores: manutenção da unidade nacional
contra os movimentos secessionistas; preservação da ordem monárquico-
aristocrático-latifundiário-escravista contra as insurreições populares; e
superação das cisões dentro da aristocracia rural, o que resultaria na
estabilidade político-institucional do Segundo Reinado. 
Resposta: B
8. (UNICAMP) – “O escritor José de Alencar relata como ocorriam
as reu niões do Clube da Maioridade, realizadas na casa de seu pai em
1840. Discutia-se nessas ocasiões a antecipação da maioridade do
imperador D. Pedro II, então com apenas 14 anos, para que ele pudesse
assumir o trono antes do tempo determinado pela Constituição. No fim
da vida, José de Alencar rememora os episódios de sua infância e chega
a uma surpreendente conclusão: os políticos que frequentavam sua casa
na ocasião iam lá não porque estavam pensando no futuro do país, mas
apenas para devorar tabletes e bombons de chocolate. Conforme o
relato do escritor, os membros do Clube da Maioridade, discutindo
altos assuntos na sala de sua casa, pareciam realmente gente séria e
preocupada com os destinos do Brasil, até que chegava a hora do
chocolate. Para Alencar, a discussão política no Brasil se resumia a um
‘devorar de chocolate’, isto é, cada um defendia apenas seus interesses
particulares e nada mais.”
(Daniel Pinha Silva, “O império do chocolate”, em
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/leituras/o-imperio-do-chocolate.
Acesso em: 01 ago. 2016. Adaptado.)
Sobre o Golpe da Maioridade e a visão de José de Alencar a esse
respeito, é correto afirmar que:
a) O golpe foi uma manobra das elites políticas, que cria ram uma
forma de alterar a Constituição e contemplar os seus interesses
durante o período regencial, fato criticado por Alencar ao fazer uma
anedota com o chocolate.
b) Ao entregar o poder a um jovem de 14 anos, alegando ser maior de
18, os políticos do Império manifestavam uma ousada visão política
para evitar a influência da Inglaterra nos assuntos brasileiros,
preservando seus interesses como donos de escravos.
c) O golpe foi uma resposta dos conservadores às propostas liberais que
pretendiam estabelecer a República no país, e Alencar apontou uma
prática política dos parlamentares que é recorrente na história do país.
d) José de Alencar expressou sua decepção com os polí ticos e, ao
registrar sua visão sobre o Clube da Maiori dade, o escritor
contribuiu para inibir procedimentos semelhantes durante o
Império, assegurando uma transição pacífica e legal para a
República, em 1889.
RESOLUÇÃO:
O Golpe da Maioridade, ainda que engendrado pelos liberais, não sofreu
oposição dos conservadores, visto que foi entendido como uma solução para
a crise regencial, na qual as rebeliões provinciais – populares ou não –
representavam um risco para a integridade do Império e para a preservação
da ordem monár quico-aristocrático-latifundiário-escravista, cuja ma nu -
tenção interessava tanto aos políticos liberais como aos conservadores.
Resposta: A
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1. (UFMG) – Acerca do Segundo Reinado, é correto afirmar que
a) a alternância dos dois principais partidos no comando do Estado
expressava o poder e a vontade política do Imperador.
b) a supressão do Conselho de Estado foi compensada com a criação
do cargo de presidente do Conselho de Ministros.
c) a eliminação do Poder Moderador, necessária para a implementação
do “parlamentarismo às avessas”, estabilizou o regime.
d) o fortalecimento das elites locais nas províncias permitiu que
fossem aprovadas leis de caráter descentralizador.
e) as correntes federalistas, que haviam sido reprimidas no Período
Regencial, finalmente chegaram ao poder.
RESOLUÇÃO:
O exercício privativo do Poder Moderador fazia de Dom Pedro II o árbitro
supremo da política brasileira. Para evitar que liberais ou conservadores
se tornassem hegemônicos, o imperador alternava-os no governo, por meio
do “parlamentarismo às avessas”.
Resposta: A
2. (FATEC) – Promulgada em 1850, a chamada Lei de Terras
determinou as normas sobre a posse, manutenção, uso e
comercialização das terras no período do Segundo Reinado,
modificando as relações fundiárias no Brasil.
A partir desta data, ficou estabelecido que as terras
a) seriam tomadas pelo Estado e transformadas em coope ra tivas,
visando aumentar a produtividade e combater o problema da fome
nas cidades.
b) seriam demarcadas e entregues a membros da aris to cra cia imperial,
em um regime de administração que ficou conhecido como
Capitanias Hereditárias.
c) passariam a ser adquiridas por meio de compra e venda ou por
doação do Estado, com registro em cartório, ficando proibida a
obtenção de terras por meio de ocupação.
d) seriam divididas em pequenos lotes e distribuídas a escravos
alforriados e imigrantes europeus, em um sistema que ficou
conhecido como colonato.
e) pertenciam ao Estado e seriam geridas por funcionáriospúblicos
concursados, por meio do Instituto de Colo ni zação e Reforma
Agrária (Incra).
RESOLUÇÃO:
A Lei n.º 601, de 18 de setembro de 1850, mais conhecida como “Lei de
Terras”, homologou todas as formas de posse e propriedade fundiárias
existentes até então, além de determinar que a compra seria a única forma
de aquisição permitida a partir da promulgação da referida lei. A
possibilidade de doação pelo Estado foi estabelecida em relação às áreas
de fronteira. 
Resposta: C
3. (UNESP) – “O Rio de Janeiro dos primeiros anos da República
era a maior cidade do país, com mais de 500 mil habitantes. Capital
política e administrativa, estava em condições de ser também, pelo
menos em tese, o melhor terreno para o desenvolvimento da cidadania.
Desde a independência e, particularmente, desde o início do Segundo
Reinado, quando se deu a consolidação do governo central e da
economia cafeeira na província adjacente, a cidade passou a ser o
centro da vida política nacional. O comportamento político de sua
população tinha reflexos imediatos no resto do país. A Proclamação da
República é a melhor demonstração dessa afirmação.”
(José Murilo de Carvalho. Os bestializados, 1987.)
O texto afirma que a consolidação do Rio de Janeiro como “o centro
da vida política nacional” ocorreu com
a) a reunião dos órgãos administrativos na capital e o fechamento das
assembleias provinciais.
b) a proclamação da independência política e a implantação do regime
republicano no país.
c) a concentração do poder nas mãos do imperador e a ascensão
econômica de São Paulo.
d) o declínio da economia açucareira nordestina e o início da
exploração do ouro nas Minas Gerais.
e) o crescimento populacional da capital e a democra tização política
no Segundo Reinado.
RESOLUÇÃO:
Superada a difícil conjuntura do Período Regencial, a consolidação do
Império Brasileiro, ocorrida na primeira década do Segundo Reinado, fez
do Rio de Janeiro a capital efetiva do Império, graças sobretudo ao caráter
centralizador da estrutura do Estado. A essa preeminência política, deve-
se acrescentar a pros peridade econômica da vizinha (e não propriamente
“adjacente”) província de São Paulo, em função do boom da cafeicultura.
Resposta: C
44 Segundo Reinado
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4. (FGV) – “Terra do sonho é distante/e seu nome é Brasil/ plantarei
a minha vida/ debaixo de céu anil/ Minha Itália, Alemanha/ Minha
Espanha, Portugal/ talvez nunca mais eu veja/ minha terra natal.”
(Milton Nascimento. Sonho imigrante.)
Acerca do processo de imigração para o Brasil, registrado no século
XIX, é correto afirmar:
a) O Brasil tornou-se o destino preferencial dos imigrantes europeus
graças à possibilidade de se constituírem pequenos proprietários
rurais devido à promulgação da Lei de Terras em 1850.
b) Desde a proclamação da independência do Brasil, a imigração
europeia foi estimulada pelo governo central como uma maneira de
atender às pressões inglesas pelo fim da escravidão no país.
c) O fluxo imigratório só deslanchou no Brasil após as alterações nas
leis trabalhistas que garantiram condições de trabalho análogas
àquelas oferecidas no continente europeu.
d) A partir da década de 1870, com as iniciativas do governo de São
Paulo, intensificou-se o fluxo imigratório de europeus para a
província paulista destinados, sobretudo, à produção cafeeira.
e) A modernização das atividades agrícolas brasileiras iniciou-se a
partir do declínio da produção canavieira e com o desenvolvimento
do complexo cafeeiro na região do Recôncavo Baiano e do Sul da
Bahia.
RESOLUÇÃO:
A necessidade de mão de obra imigrante para a lavoura cafeeira do Oeste
Paulista, motivada tanto pela expansão dos cafezais como pelo declínio da
escravidão, tornou-se mais premente a partir de 1870. Para estimular a
vinda de trabalhadores europeus, o governo provincial uniu esforços com
os fazendeiros interessados, e também com as autoridades italianas que
controlavam o processo emigratório de seus cidadãos. Como exemplos
dessa ação conjunta, podemos citar a construção da Hospedaria do
Imigrante, no Brás (uma iniciativa do governo da província de São Paulo)
e a criação da Sociedade Promotora da Imigração, conveniada com as
autoridades do Império, ambas em 1886.
Resposta: D
5. (UNESP) – “Art. 3.º – O governo paraguaio se reconhece
obrigado à celebração do Tratado da Tríplice Aliança de 1º de maio de
1865, entendendo-se estabelecido desde já que a navegação do Alto
Paraná e do Rio Paraguai nas águas territoriais da república deste nome
fica franqueada aos navios de guerra e mercantes das nações aliadas,
livres de todo e qualquer ônus, e sem que se possa impedir ou estorvar-
se de nenhum modo a liberdade dessa navegação comum.”
(Acordo Preliminar de Paz Celebrado entre Brasil, Argentina e Uruguai com
o Paraguai (20 junho 1870). In: Paulo Bonavídes e Roberto Amaral (org.).
Textos políticos da história do Brasil, 2002. Adaptado.)
O tratado de paz imposto pelos países vencedores da guerra contra o
Paraguai deixa transparente um dos motivos da participação do Estado
brasileiro no conflito:
a) o domínio de jazidas de ouro e prata descobertas nas províncias
centrais.
b) o esforço em manter os acordos comerciais celebrados pelas
metrópoles ibéricas.
c) a garantia de livre trânsito nas vias de acesso à províncias do interior
do país.
d) o projeto governamental de proteger a nação com fronteiras
naturais.
e) o monopólio governamental do transporte de mercadorias a longa
distância.
RESOLUÇÃO:
Considerando a dificuldade de comunicações terrestres entre o Rio de
Janeiro e as províncias do Centro-Oeste no século XIX, os contatos entre
esses dois pontos do território brasileiro eram realizados por via marítimo-
fluvial. Nessa rota, os rios Paraná e Paraguai tinham enorme importância,
ainda que parte deles fluísse por territórios sob jurisdição argentina ou
paraguaia. Esse quadro evidenciava claramente o contraste entre as
posições do Império Brasileiro e da República do Paraguai: o primeiro,
defendendo a livre-navegação daqueles rios; a segunda, pretendendo
dominar a bacia do Paraná-Paraguai em busca de uma saída para o mar.
Resposta: C
6. (MACKENZIE) – “Na década de 1870, as relações entre o
Estado e a Igreja se tornaram tensas. A união entre trono e altar, prevista
na Constituição de 1824, representava, em si mesma, fonte potencial
de conflito.” 
(Boris Fausto)
Identifique a causa fundamental do conflito mencionado pelo texto
acima.
a) O Estado Imperial Brasileiro reconhecia a religião católica como
oficial, mas não interferia nas questões eclesiásticas.
b) Na década de 1870, o clero passou a exigir maior autonomia ao
Estado, reivindicando a supressão do beneplácito.
c) Em decorrência do beneplácito, a proibição do papa ao ingresso de
maçons nas irmandades desencadeou um atrito entre Estado e
Igreja.
d) Pelo fato de a Maçonaria não ter nenhuma expressão na política
interna do Império, a proibição papal não provocou repercussões.
e) O Estado laico foi implantado logo após o conflito com a Igreja,
para contornar a oposição do clero ao imperador.
RESOLUÇÃO:
A Questão Religiosa (1872-74) foi a primeira crise entre o Estado Imperial
Brasileiro e a Igreja. Sua origem foi a negação do beneplácito (autorização)
ao cumprimento, no Brasil, da proibição de que maçons frequentassem as
irmandades (ou confrarias). Quando os dois bispos que haviam obedecido
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à determinação papal foram condenados à prisão, o episcopado brasileiro
solidarizou-se com eles, abrindo uma crise com o governo imperial.
Resposta: C
7. (UNICENTRO) – “Apareceu a 1.º do corrente [janeiro de 1888]
em Piracicaba o primeiro número de uma folha trisemanal intitula da
O Lavrador Paulista, e consagrada aos (...) interesses negreiros das
fazendas” [interesses dos grandes proprietáriosde escravos]
(Diário Popular (jornal de São Paulo), 03/01/1888.) 
“O órgão escravocrata que sob este título [O Lavrador Paulista]
apareceu em Piracicaba, deu três números e morreu. O povo não esteve
para sustentar folhas de semelhante jaez” [espécie/qualidade/laia]
(Diário Popular (jornal de São Paulo), 10/01/1888.) 
Considerando o contexto histórico em que as notícias acima foram
divulgadas, assinale a alternativa que apresente uma explicação
satisfatória para a falta de apoio popular ao O Lavrador Paulista.
a) No momento em que o jornal foi publicado, a população não tinha
aderido ao abolicionismo, portanto a principal causa de sua extinção
foi o desinteresse popular pelos destinos reservados aos negros após
a Lei Áurea, assinada naquele contexto.
b) Era consenso, naquele momento, que a abolição fosse uma questão
de tempo, por isso a população não deu atenção ao jornal que
defendia os interesses escravistas da burguesia cafeeira do Oeste
paulista e sua indenização, caso a Lei Áurea fosse assinada.
c) O interesse escravista, predominante naquele momento, tentou
influenciar as populações rurais de São Paulo a não aderirem ao
abolicionismo, daí a necessidade de fundação de um jornal naquele
sentido, apesar de sua extinção alguns dias depois.
d) O abolicionismo, predominante na sociedade brasileira da época,
contava com a adesão de diversos sujeitos sociais – camadas médias
urbanas, intelectuais, políticos, jornalistas dentre outros – assim
como a ação efetiva dos negros na luta pelo fim da escravidão.
e) É preciso levar em consideração, na análise, a situação financeira do
município citado – Piracicaba – uma vez que, afastado dos grandes
centros produtores de café, não foi possível aos seus cidadãos o
financiamento do jornal citado.
RESOLUÇÃO:
A alternativa faz um apanhado dos grupos envolvidos na campanha
abolicionista que, naquele mesmo ano de 1888, culminaria com a assinatura
da Lei Áurea. Convém acrescentar que Piracicaba era uma importante
cidade do Oeste Paulista, ainda que do chamado “Oeste Velho” (já destacado
produtor agrícola no final do século XVIII); e, por esta razão, não contava
com tantos defensores do escravismo como existiam no Vale do Paraíba.
Resposta: D
8. (MACKENZIE) – “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito,
surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam sincera -
mente estar vendo uma parada.”
(Aristides Lobo)
O texto refere-se à Proclamação da República, em 15 de novembro de
1889. Dele podemos depreender que
a) o movimento contou com sólido apoio popular, envolveu choques
armados e enfrentou forte resistência dos monarquistas.
b) a vitória do movimento resultou da união entre parte do Exército,
fazendeiros do Oeste Paulista e classes médias urbanas.
c) a Guerra do Paraguai não influenciou o crescimento das ideias
republicanas e positivistas, fundamentais para o advento da
República.
d) o “Terceiro Reinado” era visto de forma positiva pela população,
sobre a qual a princesa Isabel exercia expressiva liderança.
e) as críticas à centralização monárquica e o surgimento de novos
segmentos sociais pouco influenciaram o movimento republicano.
RESOLUÇÃO:
Alternativa escolhida por eliminação porque as classes médias não
participaram da Proclamação da República. Prova disso é o célebre
comentário de Silva Jardim (principal líder dos republicanos da classe
média) ao assistir à movimentação militar de 15 de novembro: “Acho que
está acontecendo alguma coisa...” 
Resposta: B
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1. (UNICAMP) – Compare as duas ilustrações de Ângelo Agostini
(1843-1910) sobre o reconhecimento da República brasileira pela
Argentina (fig.1) e pela França (fig.2).
fig.1
(Ângelo Agostini, Reconhecimento da República brasileira 
pela Argentina, em Revista Ilustrada, dez.1889.)
fig.2
(Ângelo Agostini, Reconhecimento da República brasileira 
pela França, em Revista Ilustrada, dez.1889.)
Assinale a alternativa correta.
a) As alegorias expressam visões diferentes sobre o imaginário da
República brasileira: na primeira ela é representada com um olhar
de proximidade e, na segunda, o olhar expressa admiração,
remetendo à visão corrente do gravurista sobre as relações entre
Brasil, França e Argentina.
b) O reconhecimento da França traz a confraternização entre dois
países com tradições políticas muito diferentes, porém unidos pelo
constitucionalismo monárquico e, posteriormente, pelo ideário
republicano.
c) No reconhecimento da Argentina ao regime republicano brasileiro,
as duas repúblicas ocupam a mesma posição, indicando ter a mesma
idade de fundação do regime e a similaridade de suas histórias de
passado colonial ibérico.
d) As duas imagens usam a figura feminina para representar as três
repúblicas, característica não usual para a representação artística do
ideário republicano, protagonizado por lideranças masculinas.
RESOLUÇÃO:
As gravuras de Ângelo Agostini, um republicano convicto, expres sam a
concepção já então consagrada da imagem da República: uma figura
feminina com veste longa, braços desnudos e com a cabeça coberta pelo
barrete frígio (símbolo da liberdade que a Revolução Francesa associou à
ideia de república). A equivalência entre as figuras das Repúblicas
Brasileira e Argentina expressa o ideal de fraternidade pan-americana. Já
a maior dimensão da República Francesa em relação à nascente República
Brasileira, que observa a primeira em atitude de admiração e respeito, deve
ser entendida como uma referência à anterioridade da França na
implantação do regime republicano, inspirando todos os movimentos
congêneres subsequentes.
Obs.: Nas ilustrações em questão, Ângelo Agostini revela – incons -
cientemente ou não – a enorme influência política e cultural da França
sobre a intelectualidade brasileira, influência essa responsável por
“esquecer” os Estados Unidos como fundadores da primeira república do
Ocidente a partir do século XVIII.
Resposta: A
55 Primeira República
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2. (FAMERP) – Observe a charge de Storni, publicada na revista
Careta em 19.02.1927.
(Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil 
através da caricatura: 1840-2006, 2006.)
Divulgada durante a Primeira República brasileira, a charge faz
referência a uma
a) ação corrupta que permitia o desvio de verbas públicas.
b) prática política que facilitava a continuidade do domínio
oligárquico.
c) proposição constitucional que determinava a obrigatoriedade do
voto.
d) experiência política que favorecia a soberania do voto popular.
e) lei eleitoral que visava garantir a fidelidade do eleitor.
RESOLUÇÃO:
A questão faz referência a uma prática corrente ao longo da República das
Oligarquias (1894-1930): o “voto de cabresto”, no qual o eleitor, sofrendo
alguma forma de coerção ou sendo cooptado pelo clientelismo político,
votava de acordo com a vontade do “coronel” a quem estivesse
subordinado.
Resposta: B
3. (MACKENZIE) – O isolamento local ou regional e a omissão
ou violência do Estado provocaram, na República Velha, movimentos
messiânicos que reagiram, dentre outros fatores, contra a crise
econômica e a modernidade. Identifique-os nas alternativas abaixo.
a) Revolução Farroupilha e Balaiada
b) Intentona Comunista e Revolução de 1932
c) Revolta de Canudos e Contestado
d) Revolta do Forte de Copacabana e Coluna Prestes
e) Revolta da Chibata e Vacina
RESOLUÇÃO:
A Revolta de Canudos e do Contestado foram manifestações sociais
decorrentes da concentração fundiária e da opressão política exercida por
coronéis na República Velha. As duas revoltas tiveram conteúdo religioso
representado pelo fanatismo das lideranças messiânicas de Antonio
Conselheiro em Canudos e do monge José Maria no Contestado. 
Resposta: C
4. (UEL) – É preciso compreender que a vacinação é um objeto de
difícil apreensão, constituindo-se, na realidade,em um fenômeno de
grande complexidade onde se associam e se entrechocam crenças e
concepções políticas, científicas e culturais as mais variadas. A
vacinação é também, pelas implicações socioculturais e morais que
envolve, a resultante de processos históricos nos quais são tecidas
múltiplas interações e onde concorrem representações antagônicas
sobre o direito coletivo e o direito individual, sobre as relações entre
Estado, sociedade, indivíduos, empresas e países, sobre o direito à
informação, sobre a ética e principalmente sobre a vida e a morte.
(A. Porto; C. F. Ponte. Vacinas e campanhas: 
imagens de uma história a ser contada. História, Ciências, Saúde.
Manguinhos, vol. 10, Suplemento 2, p. 725-742, 2003. Adaptado.)
No Brasil, a vacina esteve no
centro de um grande embate
social no início do século XX,
denominado “Revolta da
Vacina”, ilustrado na charge
ao lado.
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Sobre a Revolta da Vacina, é correto afirmar que foi
a) um movimento cuja base social eram os trabalhadores imigrantes
pobres não reconhecidos pelo Estado brasileiro como portadores
de direitos sociais e, portanto, excluídos da campanha de vacinação
em massa proposta por Oswaldo Cruz.
b) uma mobilização popular que reivindicava ao governo Rodrigues
Alves políticas de saúde pública, em particular o combate a doenças
como febre amarela, peste bubônica e varíola.
c) deflagrada em razão dos altos custos financeiros dos medicamentos
e das vacinas contra a varíola e a febre amarela, então acessíveis
apenas às camadas sociais médias urbanas e às elites rurais.
d) uma reação das classes populares a um conjunto de medidas
sanitárias, entre as quais uma reforma urbana (eliminação de
cortiços, construção de ruas e avenidas largas), realizada com
truculência por funcionários do governo federal.
e) uma iniciativa dos intelectuais positivistas brasileiros para os quais
aquelas medidas de saúde pública, voltadas às camadas pobres da
população, deveriam ser obrigatórias.
RESOLUÇÃO:
A alternativa “d” é a correta, pois desde o início de 1904 havia proposta do
governo federal, no Rio de Janeiro, de tornar a vacinação obrigatória, como
forma de combater as diversas epidemias então existentes no Estado, tais
como varíola, febre amarela, peste bubônica. Com a aprovação da Lei, em
outubro de 1904, proliferaram as manifestações de caráter popular contra
as medidas sanitárias do governo e seu caráter autoritário, que eram
acompanhadas de uma reforma urbana conduzida por Pereira Passos.
Resposta: D
5. (UNICAMP–Adaptado) – “O Rio civiliza-se! Eis a exclamação
que irrompe de todos os peitos cariocas. Temos a Avenida Central, a
Avenida Beira Mar (nossos Campos Elísios), estátuas em toda parte,
cafés e confeitarias, um assassinato por dia, um escândalo por semana,
cartomantes, médiuns, automóveis, autobus, autores dramáticos,
grandmonde, demi-monde, enfim todos os apetrechos das grandes
capitais.”
(“O Chat Noir”, em Fon-Fon!. N.° 41, 1907. Extraído de
www.objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/fonfon/fonfon1907.)
A partir do excerto, que se refere ao período da Belle Époque no Brasil,
no início do século XX, é correto afirmar que
a) o Rio de Janeiro procurava apagar aspectos da época do Império e
impulsionar a cultura francesa, renegada por D. Pedro II.
b) a cidade expressava as contradições de um processo de transfor -
mações urbanas, sociais e políticas nas primeiras décadas da
República.
c) os costumes franceses eram elementos incorporados pela socie dade
carioca como sinônimo da modernização republicana obtida pelo
tenentismo.
d) a modernização representou um processo de exclusão cultural
patro ci nado pelo governo da França, que impunha os produtos
franceses aos brasileiros.
e) a capital federal, nas primeiras décadas do século XX, sofreu um
processo de cosmopolitização que destruiu suas verdadeiras raízes
culturais.
RESOLUÇÃO:
A questão aborda a persistência de conceitos ligados às transformações
políticas criadas pelo regime republicano brasileiro, instaurado em 1889, ou
seja, a ideia de que a República significaria o advento de uma época de
progresso e de modernidade. Na impossibilidade de estender esse processo
a todo o País, o esforço dos dirigentes republicanos concentrou-se na capital
federal, que deveria espelhar-se nas metrópoles europeias. O projeto de
embelezamento do Rio ganhou impulso com o “Quadriênio Progressista
de Rodrigues Alves” (1902-06), que saneou e reurbanizou a cidade. Deve-
se porém observar que esse progresso, responsável pela formação de uma
sociedade elitista e afrancesada, apresentou uma contrapartida social
excludente, manifestada desde a Revolta da Vacina, de 1904: a
marginalização das camadas populares e seu deslocamento para áreas com
menor visibilidade, como os morros e subúrbios.
Resposta: B
6. (UEA) – O poder constituído da República Velha (1889-1930)
foi combatido, na década de 1920, pelos jovens oficiais do
Exército Brasileiro. No governo do presidente Artur Bernardes
(1922-26), ocorreram revoltas militares que
a) procuravam imitar os governos de extrema direita instalados
no continente europeu, organizando partidos políticos nacionalistas
e antidemocráticos.
b) projetavam implantar no Brasil um Estado Nacional mais
empenhado na defesa dos valores sociais cristãos do que no
progresso econômico e político.
c) foram influenciadas pelo movimento anarquista europeu e pelas
transformações políticas, sociais e econômicas por que passava a
União Soviética.
d) tomaram o poder e estabeleceram um regime autoritário que
endividou o Estado Brasileiro, mas também promoveu o
desenvolvimento econômico.
e) criticavam o monopólio do poder político pelas oligarquias
estaduais e insurgiram-se contra elas em cidades como Rio de
Janeiro, São Paulo e Manaus.
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RESOLUÇÃO:
O quadriênio de Artur Bernardes foi marcado pelo clímax do
tenentismo – movimento de jovens oficiais do Exército, imbuídos de um
espírito reformista movido por um intenso nacionalismo e pelo ideal de
salvação nacional. 
Resposta: E
7. (UNIVAG) – Observe um dos mais famosos quadros de Tarsila do
Amaral.
(www.ufgd.edu.br)
É correto afirmar que o quadro representa o movimento modernista,
pois
a) destaca o papel das mulheres na construção de um Brasil socialista.
b) enfatiza a globalização tecnológica, destacado pela vanguarda
artística.
c) expressa a realidade do Brasil urbano em ascensão.
d) discute os problemas do Brasil rural em tensão com o Estado
burguês.
e) apresenta uma estética comprometida com os padrões românticos.
RESOLUÇÃO:
Na década de 1920, contra o elitismo e o europeísmo que marcavam a
cultura brasileira, rebelou-se o movimento modernista brasileiro. Seu
ponto alto foi a Semana de Arte Moderna (1922), realizada em São Paulo
com o objetivo de criar uma cultura moderna, baseada em elementos
genuinamente brasileiros. Os modernistas foram buscar inspiração nas
imagens da indústria, da máquina, da metrópole, do burguês e do
proletário, do homem da terra e do imigrante.
Resposta: C
8. (MACKENZIE) – A Grande Depressão iniciada nos Estados
Unidos, em 1929 , teve consequências de caráter mundial e modificou
economias, adaptando-as às novas condições de exceção. Seus
reflexos, no Brasil, foram diversos, englobando as esferas econômicas,
sociais e políticas e, manifestou-se, entre outros aspectos
a) pela tranquilidade com que a oligarquia cafeeira nacional enfrentou
a quebra da Bolsa de Nova York, pois controlavam o governo da
República e tinham mecanismos suficientes para defender o café
perante a crise internacional.
b) pelo rompimento do acordo “café-com-leite”, entre o PRP e o PRM,
pois Minas Gerais enxergava a possibilidade de, perante a crise
econômica, superar São Paulona liderança das exportações
nacionais.
c) pela queda na exportação de café para os Estados Unidos, nosso
maior consumidor, o que acarretou prejuízos exclusivamente para
os grandes cafeicultores nacionais.
d) pelo enfraquecimento econômico da oligarquia cafeeira, o que
contribuiu para desestruturar as bases políticas que sustentavam a
Primeira República, permitindo a vitória do movimento de 1930.
e) pela vitória do movimento tenentista, que agregando todas as
aspirações da sociedade brasileira, apresentou-se como o único
setor social capaz de superar a crise econômica e reerguer o país.
RESOLUÇÃO:
A Grande Depressão, no Brasil, atingiu duramente um setor da economia
que já se encontrava em crise de superprodução: a cafeicultura. Em
consequência, enfraqueceu politicamente a oligarquia paulista – principal
controladora daquela atividade e que não teve forças para contra-arrestar
a Revolução de 30. Esta última pôs fim à República Oligárquica e abriu ao
País novas perspectivas políticas, econômicas e sociais propiciadas pela era
Vargas. 
Resposta: D
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1. (FATEC) – Em alguns países latino-americanos, surgiram, a
partir de 1930, regimes populistas como os de Getúlio, no Brasil,
Lázaro Cárdenas, no México e Juan Domingo Perón, na Argentina.
Esses regimes caracterizavam-se por defender
a) a redistribuição de renda entre as camadas mais pobres. 
b) reformas sociais limitadas, para manter o apoio popular. 
c) o aumento salarial para todos. 
d) a ampliação do mercado interno. 
e) a reforma agrária. 
RESOLUÇÃO:
O populismo latino-americano, cujos principais representantes estão
citados no enunciado, constituiu uma nova forma de atuação política:
ganhar o apoio das camadas trabalhadoras urbanas, concedendo-lhes
benefícios parciais, de forma a satisfazê-las sem alterar a ordem econômica
e social.
Resposta: B
2. “O marco inicial das discussões parlamentares em
torno do direito do voto feminino são os debates
que antecederam a Constituição de 1824, que não
trazia qualquer impedimento ao exercício dos direitos políticos por
mulheres, mas, por outro lado, também não era explícita quanto à
possibilidade desse exercício. Foi somente em 1932, dois anos antes de
estabelecido o voto aos 18 anos, que as mulheres obtiveram o direito
de votar, o que veio a se concretizar no ano seguinte. Isso ocorreu a
partir da aprovação do Código Eleitoral de 1932.”
(Disponível em: http://tse.jusbrasil.com.br.
Acesso em: 14 maio 2018.)
Um dos fatores que contribuíram para a efetivação da medida
mencionada no texto foi a
a) superação da cultura patriarcal.
b) influência de igrejas protestantes.
c) pressão do governo revolucionário.
d) fragilidade das oligarquias regionais.
e) campanha de extensão da cidadania.
RESOLUÇÃO:
Embora a expressão “campanha de extensão da cidadania” possa parecer
exagerada para o contexto da época mencionada, tendo em vista a
manutenção da exclusão do voto dos analfabetos, a questão do sufrágio
feminino estava em plena discussão no Brasil dos anos 1920-1930, até certo
ponto influenciada pelo movimento sufragista europeu e norte-americano.
Resposta: E
3. Durante a fase do Governo Provisório (1930-34), Vargas legalizou
os sindicatos, mas conseguiu manter o controle sobre eles. Uma das
medidas varguistas para viabilizar esse poder foi
a) o controle do governo federal sobre a escolha dos dirigentes
sindicais.
b) a intervenção permanente de autoridades policiais e judiciárias nos
sindicatos.
c) a subordinação dos sindicatos ao Ministério do Trabalho, Indústria
e Comércio.
d) a elaboração da CLT, que regulamentava as relações entre
empregados e patrões.
e) a nomeação de líderes sindicais para altos postos da administração
federal.
RESOLUÇÃO:
Os sindicatos somente seriam legalizados depois de registrados no
Ministério do Trabalho, o qual possuía o poder de intervir nas organizações
de trabalhadores.
Obs.: Outro recurso varguista para controlar os sindicatos foi a prática do
“peleguismo”.
Resposta: C
66 EraVargas
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4. (FUVEST-Adaptado) – Com respeito à Ação Integralista no
Brasil, na década de 1930, é correto afirmar que
a) foi uma cópia fiel do fascismo italiano, inclusive nas cores
escolhidas para o uniforme usado nas manifestações públicas.
b) foi um movimento sem expressão política, pois não tinha líderes
intelectuais, nem adesão popular.
c) tinha como principais marcas o nacionalismo, o anticomunismo e
a supremacia do Estado.
d) elegeu católicos, comunistas e positivistas como antagonistas mais
significativos.
e) foi um movimento financiado pelo governo getulista, o que explica
sua sobrevivência.
RESOLUÇÃO:
No contexto da polarização ideológica ocorrida na Europa a partir da
década de 1920, surgiu no Brasil, em 1932, a Ação Integralista Brasileira.
Fundada pelo escritor Plínio Salgado, a AIB baseava-se no modelo
proporcionado pelo fascismo. Assim, as ideias anticomunistas e de Estado
totalitário, bem como o nacionalismo extremado, constituíam elementos
fundamentais do integralismo. Entretanto, como ocorreu com as diversas
variantes do fascismo na Europa, também o fascismo brasileiro apresentou
peculiari dades, como demonstra a escolha do lema “Deus, Pátria e
Família”. Observe-se ainda que os integralistas adotavam o verde como
cor emblemática, enquanto a Itália fascista usava a cor negra e a Alemanha
Nazista, a marrom.
Resposta: C
5. (MACKENZIE) – Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas,
por meio de um pronunciamento em rede nacional de rádio, lançou um
manifesto à nação, no qual dizia que era necessário “reajustar o
organismo político às necessidades econômicas do País”. Era o início
do Estado Novo, regime político que iria vigorar, até 1945, no Brasil.
Considere as afirmativas abaixo.
I. A adoção de uma política de intervencionismo estatal, refutando
alguns princípios liberais, anteriormente aplicados na economia,
como livre mercado, possibilitaram que o Estado pudesse atuar para
impulsionar o setor da indústria de base, com a criação da
Companhia Siderúrgica Nacional, de Volta Redonda.
II. No setor petrolífero, as realizações do novo regime foram de suma
importância, pois com a criação da Petrobrás, ficou garantido o
monopólio estatal na extração de petróleo e reservas minerais,
elementos importantes no processo de industrialização.
III.A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi criada por Vargas,
após um acordo diplomático, entre os governos brasileiro e
estadunidense, que previa a construção de uma usina siderúrgica
capaz de fornecer aço para os aliados, durante a Segunda Guerra
Mundial e, na paz, ajudasse no desenvolvimento do Brasil.
Assinale
a) se somente a I estiver correta.
b) se somente a II estiver correta.
c) se somente a III estiver correta.
d) se somente a I e a III estiverem corretas.
e) se somente a II e a III estiverem corretas.
RESOLUÇÃO:
A proposição II é incorreta porque a política petrolífera do Estado Novo
limitou-se à criação do Conselho Nacional do Petróleo em 1938, que não
avançou no campo da exploração mineral. Quanto à Petrobras, que teria
o monopólio sobre a prospecção e a exploração do petróleo no País, sua
criação pelo próprio Vargas somente se deu em 1953 – portanto, fora do
Estado Novo.
Resposta: D
6. (PUC) – “[...] poderíamos dizer que o Estado getulista promoveu
o capitalismo nacional, tendo dois suportes: no aparelho de Estado, as
Forças Armadas; na sociedade, uma aliança entre a burguesia industrial
e setores da classe trabalhadora urbana.”
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2013.)
Em relação ao governo de Getúlio Vargas, podemos afirmar que
a) principalmente no período do Estado Novo, alinhava-se ao modelo
autoritário e centralizador que entendia como pressuposto para o
crescimento da nação e capacidade de governar,o controle das
Forças Armadas, o corporativismo e a aproximação com a Igreja
Católica.
b) logo após a tomada do poder em 1930, Vargas contou com apoio
total das Forças Armadas, sobretudo da Marinha; e das elites
paulistas que, em 1932, garantiam-lhe apoio econômico necessário
para a implementação de seu modelo político.
c) se apropriava de ideias marxistas, a fim de promover plenamente o
capitalismo para, superando este modelo, poder implantar o
comunismo no Brasil, o que se daria pela aliança entre as classes.
d) foi marcado, no Estado Novo, pelo crescimento e divulgação de
uma propaganda a favor do governo, liderada pelo DIP –
Departamento de Imprensa e Propaganda – que, entre outras coisas,
estimulava a livre produção das artes.
RESOLUÇÃO:
O Estado Novo (1937-45) implantado por Getúlio Vargas inspirou-se – ao
menos parcialmente – no modelo fascista italiano; daí a influência do
corporativismo mussoliniano, que estabelecia o controle do Estado sobre as
classes trabalhadoras e também sobre o patronato. Quanto à aproximação
com a Igreja Católica, tratava-se de um recurso utilizado por Vargas para
conseguir a aceitação dos segmentos mais conservadores da sociedade
brasileira. Finalmente, é preciso reconhecer que o apoio das Forças
Armadas ao regime varguista constituía um elemento fulcral para a
sustentação do estadonovismo.
Resposta: A
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7. (MACKENZIE) – “A Segunda Guerra Mundial foi o divisor de
águas nos rumos do Estado Novo: garantiu o protagonismo do projeto
de modernização proposto pelo regime, ao mesmo tempo que revelou
o esgotamento da sua natureza autoritária.” 
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Sterling. Brasil: uma biografia. 
São Paulo: Cia das Letras, 2015, p. 383.)
A partir do trecho dado, analise as afirmações abaixo.
I. O projeto de modernização está relacionado à entrada do Brasil na
Segunda Guerra Mundial, pois garantiu empréstimos que
resultaram na criação da Cia. Vale do rio Doce e na construção de
uma usina siderúrgica em Volta Redonda.
II. Associada à luta pela democracia, o fim da guerra revelava a
contradição de combater o fascismo na Europa e manter um regime
autoritário no país. Essa contradição será fundamental para o
questionamento da validez do Estado Novo.
III. A queda do Estado Novo está ligada diretamente a uma pressão
diplomática norte-americana e à ação dos ministros Dutra e Góis
Monteiro, homens de confiança de Vargas, que se posicionaram
pelos Aliados desde o início da guerra.
São corretas as afirmações.
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I, II e III.
d) II, apenas.
e) II e III, apenas.
RESOLUÇÃO:
A afirmação III é incorreta porque a queda de Vargas decorreu das
contradições do próprio Estado Novo (sobretudo de sua participação na
guerra contra as ditaduras nazifascistas), sem que houvesse pressão norte-
americana nesse sentido.
Resposta: B
8. (PUC-SP) – “1930: Vamos deixar como está para ver como fica.
1945: Vamos deixar como está para ver como eu fico.”
(Máximas e Mínimas do Barão de Itararé. 
Rio de Janeiro: Record, 1987. p. 67.)
As frases, atribuídas pelo humorista Aparício Torelly (pseudônimo:
Barão de Itararé) a Getúlio Vargas, são, evidentemente, uma brinca -
deira com o presidente da República e com a situação em 1930 e 1945.
As alusões à posição de Vargas nos dois momentos históricos referem-
se, respectivamente, à
a) ausência de uma proposta de reformulação constitucional e à tentativa
de manter-se na Presidência em um contexto de redemocratizações.
b) aliança com a “Política do Café com Leite” e à candidatura de
Vargas à Presidência por meio do sufrágio universal direto.
c) manutenção do modelo econômico de base agroexportadora e à
política industrialista voltada para a busca da autossuficiência.
d) reiteração da proposta federalista da Primeira República e à defesa
de um Estado centralizado na pessoa do presidente da República.
e) dependência econômica em relação às grandes potências capita -
listas e à tentativa de consolidar um Estado Nacional autônomo.
RESOLUÇÃO:
Recém-empossado na chefia do Estado em 1930, Vargas suspendeu a
Constituição de 1891 e procurou retardar ao máximo a promulgação de uma
nova Carta Magna, pois assim gozaria de poderes ditatoriais. Já em 1945,
com o Estado Novo em crise, Vargas tentou permanecer no poder por meio do
“movimento queremista”; acabou, no entanto, sendo derrubado por um golpe
militar que levou o País a concluir o processo de redemocratização.
Resposta: A
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1. (UEL-Adaptado) – O processo de redemocratização, instaurado
no Brasil, em 1946, ocorreu de forma limitada durante o governo de
Eurico Gaspar Dutra, em razão da sua posição política, uma vez que o
presidente
a) alinhou-se à União Soviética, o que provocou pressões políticas e
econômicas dos Estados Unidos. 
b) cassou os mandatos dos representantes do Partido Trabalhista
Brasileiro, por ser um partido de oposição ao seu governo.
c) perseguiu os integralistas e tornou ilegal a Ação Integralista
Brasileira, prendendo, inclusive, o seu líder Plínio Salgado.
d) desenvolveu uma política econômica planificada, que provocou
insatisfação das multinacionais instaladas no país.
e) colocou o Partido Comunista do Brasil na ilegalidade, rompendo
inclusive relações diplomáticas com a URSS.
RESOLUÇÃO:
Desde o início da Guerra Fria, o Brasil alinhou-se aos Estados Unidos
contra o comunismo defendido pela União Soviética. Essa posição acabou
tendo como reflexos o fechamento do Partido Comunista do Brasil e o
rompimento de relações diplomáticas com a URSS.
Resposta: E
2. (UNESP) – A respeito do período da história política do Brasil
que se estendeu de 1951 a 1954, quando Getúlio Vargas exerceu a
presidência da República, pode-se afirmar que
a) a inflação atingiu índices mínimos, o que garantiu o apoio dos
empresários e da classe média ao governo, assim como o fim das
greves.
b) o grande partido político, a União Democrática Nacional (UDN),
sustentou a política de desenvolvimento econômico implementada
pelo governo.
c) o governo aboliu a legislação trabalhista criada e aplicada pela
ditadura varguista durante o Estado Novo.
d) o Alto Comando das Forças Armadas, em particular da Força Aérea,
manteve-se neutro face às disputas que levaram ao suicídio de
Vargas.
e) foi aprovado no Congresso o projeto de criação da Petrobras,
empresa estatal, embora fosse permitida a algumas empresas
estrangeiras a distribuição dos derivados do petróleo.
RESOLUÇÃO:
A criação da Petrobras foi a mais importante realização de Vargas em seu
segundo governo, seguindo o nacionalismo econômico que sempre o
caracterizou. A essa empresa de economia mista (sob o controle acionário
do Estado Brasileiro) caberia o monopólio da prospecção e refinação do
petróleo encontrado no País. A distribuição seria compartilhada com
algumas outras empresas e as refinarias já em funcionamento continua -
riam a existir.
Resposta: E
77 Do Populismo à Ditadura
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3. (FAMERP) – O Plano de Metas foi uma experiência sistemática
de planejamento implementada pelo governo Juscelino Kubitschek
(1956-1961). O Plano favoreceu a instalação de empresas estrangeiras
especializadas na montagem de automóveis no Brasil, fato que
a) mudou a estrutura econômica do país, devido à destruição do antigo
parque automobilístico brasileiro.
b) enfraqueceu a capacidade do Estado brasileiro em garantir os
direitos dos trabalhadores urbanos.
c) promoveu uma expansão da economia industrial com o surgimento
de fábricas de autopeças.
d) concentrou a produção em um setor econômico em prejuízo das
indústrias de produtos eletrônicos e de outros bens de consumo
duráveis.
e) permitiu a exploração de todas as etapas da produção dosveículos
pelos empresários estrangeiros.
RESOLUÇÃO:
A questão destaca um aspecto do plano de governo de Juscelino
Kubitschek, constituído por 31 metas: o desenvolvimento da indústria
automobilística no Brasil. Juntamente com a abertura de rodovias, os
projetos de hidrelétricas e a construção de Brasília, a implantação do
parque automobilístico brasileiro foi um dos pontos altos do projeto
desenvolvimentista de JK, sintetizado no célebre slogan de “Cinquenta
anos de progresso em cinco de governo”.
Resposta: C
4. (MACKENZIE) – “Juiz de Fora, Minas Gerais, 31 de março de
1964. Um general [...] põe na rua equipamentos e tropas do Exército
sob seu comando. Destino: Rio de Janeiro. Objetivo: derrubar o
governo. O golpe está desencadeado. [...]”
(R. C. Couto. História Indiscreta da Ditadura e da Abertura:
Brasil 1964-1985. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 24.)
Nas lembranças dos cinquenta anos do golpe civil-militar que instaurou
um regime autoritário no Brasil entre 1964 e 1985, deve-se levar em
consideração
a) a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que reuniu
milhares de pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro a favor do
governo Goulart e, por isso, fortemente reprimida pelas forças
armadas.
b) a participação decisiva dos Estados Unidos, com receio dos
vultosos empréstimos realizados pela União Soviética ao governo
brasileiro em troca da construção de uma base militar soviética no
Brasil.
c) forte instabilidade política na ocasião; o temor estadunidense e de
empresários brasileiros, considerando o país vulnerável ao
comunismo soviético; as fortes oposições internas ao governo
Goulart.
d) o apoio estudantil a João Goulart, com passeatas e organização
armada da luta contra os militares, fazendo o golpe – a princípio
agendado para 1965 – ser antecipado para evitar maiores agitações
no país.
e) o número de ações de membros do governo Goulart, que não
impediram o golpe militar e se colocaram prontamente a favor na
intervenção, por considerarem o presidente incapaz, como foi o
caso de Leonel Brizola.
RESOLUÇÃO:
A questão aborda os principais fatores para o desencadeamento do golpe
civil-militar que instaurou no País um regime autoritário, o qual se
estenderia de 1964 a 1985. Como ocorreu com outros governos populistas
latino-americanos da época, a presidência de João Goulart passava por um
processo de crescente esquerdização, sintetizada em sua proposta de
“reformas de base”. O receio de que esse processo desembocasse na
“cubanização” (mais do que a vulnerabilidade à implantação de um
“comunismo soviético”) inquietava os setores conservadores nacionais:
grupos socioeconômicos dominantes, classe média, a hierarquia da Igreja
Católica e a cúpula das Forças Armadas. Contando com um eventual
respaldo dos Estados Unidos, esses segmentos desencadearam o movimento
armado de 1964 – o primeiro de uma série que desmontaria os governos
populistas do Cone Sul.
Resposta: C
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5. (UEA) – “Para o jornalista Zuenir Ventura, o ano de 1968, no
Brasil, ‘começou com um réveillon e terminou com algo parecido a
uma ressaca – ressaca de uma geração e de uma época’. De fato, no
decorrer daqueles doze meses, houve muita esperança, agitação
cultural, efervescência estudantil, enormes manifestações de massa,
greves, pronunciamentos oposicionistas, articulações de esquerda e
ações armadas de guerrilha urbana.”
(Edgard Luiz de Barros. Os governos militares. Texto adaptado.)
Na história do Brasil, a ressaca à qual Zuenir Ventura se refere tem
relação com a
a) promulgação do Ato Institucional n-º 5 – AI-5 –, que permitia ao
presidente da República, entre outros direitos, decretar o recesso
do Congresso Nacional, assim como cassar os direitos políticos de
qualquer cidadão.
b) escolha do general João Figueiredo para suceder, na presidência da
República, o marechal Artur Costa e Silva, fato que atrasou a
abertura política, que fora prometida para começar em 1972, em
mais de uma década.
c) decretação de uma legislação que anistiava os crimes cometidos
pelas forças de repressão política, ao mesmo tempo que extinguia
todos os partidos políticos e criava o bipartidarismo, com a Arena
e o MDB.
d) imposição da Lei de Segurança Nacional, que era uma atribuição
exclusiva das casas legislativas e que atingiu todos os setores da
sociedade brasileira, em especial os magistrados e os professores
das universidades públicas.
e) outorga de uma nova Constituição, imposta pelo presidente da
República, que cancelava as eleições diretas para os governos
estaduais prometidas para 1970 e impunha, pela primeira vez, o
voto obrigatório.
RESOLUÇÃO:
Em 1968, sob a inspiração das violentas agitações estudantis que eclodiram
na Europa e em particular na França, registraram-se graves tumultos de
rua em várias capitais do País, que colocaram em risco o Movimento
Revolucionário de 1964. A conduta contrária dos líderes políticos da
oposição diante das medidas propostas pelo Executivo para conter a
evolução da crise interna fez com que o governo reforçasse o Poder
Executivo, através do AI-5.
Resposta: A
6. (UEL)
(J. R. Aguilar. FutebolI. Spray s/tela. 114 x 146 cm. 1966.)
A obra de Aguilar foi produzida no contexto da ditadura militar, que se
iniciou com o golpe de 1964 e recrudesceu a partir do Ato Institucional
nº 5 em 1968. A ditadura militar fez uso político da conquista do
tricampeonato mundial de futebol em 1970.
Quais das ações a seguir caracterizam esse período da história
brasileira?
a) O ingresso do Brasil na ONU e a participação de militares
brasileiros nas forças de paz do Oriente Médio.
b) As eleições diretas e as concessões sociais para atingir a igualdade
de classes.
c) A privatização das empresas estatais e a inserção do Brasil no
Comitê de Segurança da ONU.
d) O milagre econômico e o fechamento político por intermédio da
doutrina de segurança nacional.
e) A aquisição de equipamentos nucleares dos EUA e o distancia -
mento da tecnologia nuclear alemã.
RESOLUÇÃO:
A historiografia reconhece que o Golpe de 1964, assim como seu dispositivo
editado 04 anos depois, bem como a conquista do tricampeonato mundial de
futebol, correspondem ao “fechamento político” e ao “milagre econômico”.
Resposta: D
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7. (UNICAMP) – “A crise levaria o último governo da ditadura,
chefiado pelo general João Figueiredo (1979-85), a tomar medidas
drásticas. O objetivo inicial era deter a depreciação da moeda nacional,
incentivar as exportações e fazer frente ao aumento do déficit em conta-
corrente. Assim, a moeda foi desvalorizada em 30% no final de 1979.
A medida acentuou a desaceleração econômica, o descontrole
inflacionário e o desarranjo nas contas públicas. Em 1980, a inflação
batia a simbólica marca de 100% ao ano e em 1981 o país entrava em
uma recessão.”
(Gilberto Marangoni, “Anos 1980, década perdida ou
ganha?”. Revista Desafios do Desenvolvimento.
São Paulo, Ano 9, Edição 72, 2012. Adaptado.)
A partir do texto acima e de seus conhecimentos sobre a Nova
República no Brasil, assinale a alternativa correta.
a) A concentração de renda gerada pelo milagre econômico, as bolhas
especulativas no mercado financeiro brasileiro, as flutuações no
preço do petróleo e a alta internacional dos juros ao longo da década
de 1970 foram elementos decisivos para a superação da crise
econômica dos anos de 1980.
b) No Brasil dos anos de 1980, a desaceleração econômica, o
descontrole inflacionário e o desarranjo nas contas públicas foram
acompanhados pelo silenciamento dos movimentos pelas “Diretas
Já” e dos direitos civis, sendo essa década conhecida como a
“década perdida”.
c) A crise econômica que se instalou no Brasil a partir de meados dos
anos de 1970 gerou pressão sobre o governo militar do General
Figueiredo, que, em resposta, aprovou a Leida Anistia e a Lei
Orgânica dos Partidos, incentivou o movimento grevista e garantiu
a realização de eleições de forma lenta, gradual e segura.
d) A chamada década perdida no Brasil foi marcada por grave crise
econômica, pela transição para o regime democrático, pela gradual
normalização das instituições políticas próprias da democracia, pelo
fortalecimento dos movimentos sociais e civis e pela efervescência
cultural.
RESOLUÇÃO:
Deu-se o nome de “década perdida” ao decênio iniciado em 1980, cobrindo
os governos presidenciais de João Figueiredo e José Sarney. A denominação
destaca a crise econômico-financeira e a hiperinflação que afligiram o País,
levando ao descontrole das contas públicas e ao enfraquecimento do regime
autoritário vigente desde 1964. Esse quadro levou a uma progressiva
abertura política, com a eclosão de movimentos da sociedade civil (“Diretas
Já”) e de cunho social (reorganização do movimento sindical e das
reivindicações de reforma no campo). Houve também uma importante
inovação na produção cultural, com críticas a problemas políticos e sociais
do momento. Pressionado por essas circunstâncias, o governo militar cedeu
e o País pôde passar por uma transição política cujo desfecho seria o
restabelecimento da democracia: Lei da Anistia (1979), volta do
pluripartidarismo (1979), eleições diretas para governador (1982), nova
Constituição (1988) e primeira eleição presidencial direta em quase três
décadas (1989).
Resposta: D
8. (UDESC) – “(...) longe de ser o resultado necessário de uma
evolução moral da humanidade, a democracia é algo incerto e
improvável e nunca deve ser tida como garantida. É sempre uma
conquista frágil que precisa ser defendida e aprofundada. Não existe
nenhum limiar de democracia que, uma vez alcançado, possa garantir
a continuidade da sua existência.”
(Chantal Mouffe. O regresso do político, 1996.)
Sobre a experiência democrática, no Brasil, assinale a alternativa
correta.
a) A instauração da democracia, no Brasil, ocorreu com a procla -
mação da República, em 1889, uma vez que toda república é,
essencialmente, democrática.
b) O primeiro período democrático brasileiro foi experienciado entre
1930 e 1969.
c) As eleições diretas e o sufrágio universal são características da
experiência democrática contemporânea brasileira, iniciada como
processo de redemocratização, ocorrido durante a década de1980.
d) Contrariamente ao que postula a citação, uma vez instaurada a
democracia no Brasil, em 1945, esta foi sempre mantida por
todos os governos que se sucederam desde então.
e) A redemocratização do Brasil foi um processo iniciado e
consolidado, exclusivamente, por meio da vontade e da ação
popular.
RESOLUÇÃO:
A Constituição de 1988 estabeleceu as eleições diretas e garantiu o direito de
voto aos analfabetos, instituindo o sufrágio universal no Brasil. Por causa
disso, essa Carta Magna ficou conhecida como “Constituição Cidadã”.
Resposta: C
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1. (UEFS) – Leia o trecho de Odisseia, poema grego composto no
final do século VIII a.C.
“Tenho uma serva velha, muito compreensiva,
que amamentou e criou o meu pobre marido,
recebendo-o nos braços no dia em que a mãe o deu à luz.
[...]
Anda lá, ó sensata Euricleia, levanta-te agora:
lava os pés de quem tem a idade do teu amo.”
(Homero. Odisseia, 2011.)
O trecho apresenta as palavras da rainha Penélope no momento da
chegada de Ulisses ao palácio da ilha de Ítaca.
Considerando o conteúdo do trecho e a organização social na Grécia
Antiga, pode-se sustentar a 
a) predominância do poder político feminino nas cidades monárquicas. 
b) existência de relações escravistas no interior das famílias nobres. 
c) natureza pacífica das relações entre gregos e bárbaros. 
d) tendência à libertação dos escravos depois da Guerra de Troia. 
e) resistência passiva dos trabalhadores estrangeiros nos palácios dos
reis. 
RESOLUÇÃO:
A sociedade grega antiga era dividida em, basicamente, três segmentos:
cidadãos (eupátridas), metecos e escravos. Esses últimos, geralmente
obtidos como resultado de guerras, faziam trabalhos diversificados
(agricultura, construções, comércios e domésticos). A “serva”, citada no
texto, era uma escrava de uma família rica. 
Resposta: B
2. (UEPA) – Apesar das semelhanças quanto à língua e à religião
entre os gregos das diversas pólis, a Grécia do Período Clássico em
diante era um mosaico de cidades autônomas em termos políticos e
econômicos. A criação das cidades-Estado seguiu por caminhos
diferentes em função da relação entre populações autóctones e povos
estrangeiros. Particularmente, a história da fundação de Atenas e de
Esparta teve clara relação com sua organização sociopolítica, pois 
a) ocorreu em Atenas a partilha de poder administrativo entre jônios
e demais estrangeiros, enquanto em Esparta se deu a dominação
política dos dórios. 
b) o domínio jônico submeteu os povos autóctones na formação de
Atenas, enquanto os dórios partilharam o governo de Esparta com
os nativos lacedemônios.
c) Atenas tornou-se centro cosmopolita do mundo antigo, dada a
proeminência social dos estrangeiros, enquanto a elite dórica
manteve-se predominante no governo de Esparta. 
d) a formação de Atenas esteve vinculada ao trabalho agrícola das
populações camponesas, enquanto os guerreiros dóricos de Esparta
constituíram uma sociedade militarizada. 
e) Atenas formou-se com a reunião de jônios e populações locais pré-
helênicas, enquanto Esparta resultou da invasão dórica, marcada
pela submissão dos habitantes autóctones. 
RESOLUÇÃO:
Somente a proposição [E] está correta. A questão remete às diferenças entre
Atenas e Esparta em sua gênese, formação e desenvolvimento sociopolítico.
Atenas, localizada na região da Ática, foi fundada pelos jônios, e Esparta,
localizada na Península do Peloponeso, foi fundada pelos dórios. Daí as
diferenças entre estas duas importantes pólis. Atenas foi aberta, educadora,
democrática e voltada para a filosofia, enquanto Esparta foi guerreira,
militarista e aristocrática. 
Resposta: E
88 Antiguidade Clássica
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3. (UNESP–2019)
– São uma formosura os governantes que tu modelaste, como se
fosses um estatuário, ó Sócrates! [...]
– Ora pois! Concordais que não são inteiramente utopias o que
estivemos a dizer sobre a cidade e a constituição; que, embora
difíceis, eram de algum modo possíveis, mas não de outra maneira
que não seja a que dissemos, quando os governantes, um ou vários,
forem filósofos verdadeiros, que desprezem as honrarias atuais, por
as considerarem impróprias de um homem livre e destituídas de valor,
mas, por outro lado, que atribuem a máxima importância à retidão e
às honrarias que dela derivam, e consideram o mais alto e o mais
necessário dos bens a justiça, à qual servirão e farão prosperar,
organizando assim a sua cidade?
(Platão. A República, 1987.)
O texto, concluído na primeira metade do século IV a.C., caracteriza
a) a predominância das atividades econômicas rurais sobre as urbanas
e enfatiza o primado da racionalidade.
b) a organização da pólis e sustenta a existência de um governo
baseado na justiça e na sabedoria.
c) o caráter aristocrático da pólis durante o período das tiranias em
Atenas e defende o princípio da igualdade social.
d) a estruturação social da pólis e destaca a importância da
democracia, consolidada durante o período de Clístenes.
e) a importância da ação de legisladores, como Drácon e Sólon em
Atenas, e apoia a consolidação da militarização espartana.
RESOLUÇÃO:
O grande filósofo grego Platão foi um crítico da democracia e defensor da
“Sofocracia”, o governo dos sábios, dos reis filósofos vinculados ao “Mundo
das Ideias.
Resposta: B
4. “A ignorância atribuía a doença como uma punição de deusescaprichosos, a elementos malignos ou a uma confluência negativa dos
astros. Segundo o general e historiador Tucídides, em sua História da
Guerra do Peloponeso, a doença provocou a morte de um terço de
suas tropas e um maior número de cidadãos. Como se calcula que a
população da cidade à época era de 500 mil pessoas, aproximadamente,
o custo humano atingiu algo em torno de 150 mil vítimas. Inclusive o
grande líder Péricles, que sucumbiu à doença, em 429 a.C.”
A Peste de Atenas, hoje conhecida como febre tifoide, atingiu Atenas
em 430 a.C. Sobre ela, podemos afirmar:
a) Atingiu a cidade de Esparta e provocou a derrota dela na chamada
Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.) e demonstra o grande
conhecimento científico sobre a origem das doenças.
b) Devastou toda a Grécia e demonstrou um enorme atraso intelectual
sobre as origens das conformidades de saúde, na chamada Guerra
do Peloponeso (431-404 a.C.).
c) Atingiu Atenas durante a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.)
provocando uma enorme mortalidade, agravada pelos péssimos
hábitos de higiene e desconhecimento das origens das doenças.
d) Atacou Atenas que, sabedora da origem da peste, a usou como arma
biológica contra as forças persas que sitiavam a cidade. Isso se deu
devido ao racionalismo helênico,
e) A enorme ignorância sobre as causas da doença prejudicou a defesa
de Atenas contra os ataques dos macedônios de Felipe II, que
acabaram por conquistar a cidade.
RESOLUÇÃO:
Originária da Etiópia e trazida por navios de mercadores, a doença logo se
espalhou. A febre tifoide é causada pala bactéria Salmonella typhi, que se
desenvolve nos intestinos e no sangue. A bactéria é geralmente transmitida
pelo consumo de alimentos ou água contaminados com as fezes de uma
pessoa infectada. A causa de tal peste foi descoberta por médicos e cientistas
infectologistas da Universidade de Atenas, em 2006, que identificaram o
mal como sendo o tifo, analisando restos humanos em uma cova coletiva.
A epidemia atingiu a cidade durante o cerco espartano na Guerra do
Peloponeso (431-404 a.C.).
Resposta: C
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5. (MACKENZIEN-2019) – No processo histórico da Roma
Antiga, a República, como regime político foi substituída pelo Império.
Sobre a ordem imperial, é correto afirmar que a
a) concentração dos poderes na figura do imperador tranquilizava a
classe dos patrícios e senadores que concordavam com esse tipo de
regime; de acordo com eles, tal regime seria o único capaz de
sufocar a anarquia e as rebeliões de escravos.
b) criação do império, obra elaborada pelo Primeiro e Segundo
Triunvirato, expressou o triunfo da vontade dos generais, para os
quais o regime imperial seria o tipo de governo ideal, para controlar
a crise social do final da República.
c) base do império foi sustentada pelo poder dos camponeses romanos,
nos campos, e pela plebe nos centros urbanos, principais
interessados na existência de uma ordem que lhes assegurasse o
domínio da terra e a permanência da prática do pão e circo.
d) vitória da participação popular no cerne da vida política marcou,
profundamente, o novo regime político, diferente do que ocorreu
tanto no período monárquico, quanto no período republicano.
e) crise econômica pelo qual Roma passava nos últimos anos da
República, decorrente das inúmeras derrotas militares enfrentadas
pelos romanos e os gastos despendidos para consolidar a conquista
do Mediter râneo, levaram o povo a apoiar o novo regime.
RESOLUÇÃO:
O Império foi proclamado após a ocorrência de dois Triunviratos, oriundos
da ação de generais romanos que consideravam que o Exército, responsável
direto pela expansão territorial, deveria ser o centro de poder em Roma.
Além disso, tais generais consideravam que, por conta do poder do
Exército, os problemas sociais existentes em Roma seriam sanados. O
general Otávio, vitorioso após o Segundo Triunvirato, foi o responsável
pela mudança na forma de governo em Roma.
Resposta: B
6. (UFJF-PISM-1) – Esse é um fragmento de uma obra produzida
no século I a.C.
“Os romanos apossavam-se de escravos por procedimentos
extremamente legítimos: ou compravam do Estado aqueles que fossem
vendidos “debaixo de lança” como parte do butim; ou um general
poderia permitir àqueles que fizessem prisioneiros de guerra conservá-
los, juntamente com o resto do produto do saque”.
(Dionísio de Halicarnasso. “História Antiga dos Romanos”, IV, 24. - 
Citado em CARDOSO, C. Trabalho compulsório na Antiguidade. 
Rio de Janeiro: Graal, 2003. p. 141.)
Em relação à escravidão na Roma antiga, assinale a alternativa correta:
a) Os escravos possuíam entre si uma forte identidade étnica e cultural,
pois apresentavam uma origem territorial africana única. 
b) O número de escravos diminuiu fortemente com o processo
expansionista, pois havia a prática de libertá-los em massa para que
se tornassem soldados.
c) A utilização da mão de obra escrava dos derrotados de guerra foi
ampliada com o término da prática de escravizar indivíduos livres
por dívidas.
d) Revoltas de escravos durante a crise republicana, como a liderada
por Espártaco, caracterizaram-se por serem movimentos urbanos
limitados à cidade de Roma. 
e) A escravidão foi abolida em definitivo pelo Édito Máximo do
imperador Otávio Augusto no contexto em que o cristianismo
tornou-se a religião oficial.
RESOLUÇÃO:
A partir da expansão territorial empreendida por Roma durante a
República, a prática do escravismo de guerra substituiu a prática da
escravidão por dívida e assumiu o papel de base da economia romana.
Resposta: C
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7. (UFPR-2020) – “Para assegurar a ordem entre os conquistados,
os romanos tinham de manter postos avançados e acampamentos
militares espalhados pelo território imperial. Era preciso alimentar e
armar os soldados onde estivessem.”
(FUNARI, Pedro P. A. Grécia e Roma. 
São Paulo: Editora Contexto, 2001, p. 91.)
Sobre o exército romano, no período imperial, é correto afirmar:
a) Foi decisivo nas conquistas territoriais durante o período republi -
cano, perdendo seu prestígio durante o período imperial. 
b) Permaneceu distante das atividades de manutenção das fronteiras
dos territórios. 
c) Deixou de exercer sua influência no governo após as reformas de
Augusto. 
d) Desempenhou diferentes papéis administrativos e econômicos na
manutenção do poder imperial. 
e) Era limitado em tamanho, o que se refletiu num papel político
secundário. 
RESOLUÇÃO:
O povo romano na Antiguidade era caracterizado pelo seu aspecto
militarista, belicoso, expansionista e prático. Desta forma, o exército
romano teve um papel fundamental tanto no contexto da República quanto
do Império, exercendo as mais diversas funções sociais: defesa do território,
administração, manutenção do poder imperial etc.
Resposta: D
8. (UEL-2018) – Durante o século II, o Império Romano atingiu sua
máxima extensão territorial, dominando quase toda a atual Europa, o
norte da África e partes do Oriente Médio. No final do século IV,
porém, essa unidade começaria a ser desfeita com a divisão do império
em duas porções: a ocidental, com a capital em Roma, e a oriental, com
a capital em Bizâncio. Nos séculos IV e V, a fragmentação territorial
se aprofundou ainda mais e o Império Romano do Ocidente acabou
desaparecendo para dar lugar a diversos reinos germânicos.
Quanto à desagregação e à queda do Império Romano do Ocidente,
assinale a alternativa correta.
a) O êxodo rural causado pelos ataques dos povos germânicos resultou
num crescimento desordenado das cidades, criando instabilidade e
desordem política nos centros urbanos e forçando a abdicação do
último imperador romano.   
b) O paganismo introduzido no Império Romano pelas tribos
germânicas enfraqueceu o cristianismo e causou a divisão entre
cristãos católicos e ortodoxos, encerrandoo apoio da Igreja ao
imperador e consequentemente fazendo ruir o império.   
c) A língua oficial do Império Romano, o latim, ao se fundir com os
idiomas falados pelos invasores, deu origem às línguas germânicas,
dificultando a administração dos territórios que se tornaram cada
vez mais autônomos até se separarem de Roma.   
d) A disputa entre os patrícios romanos e a plebe pelas terras férteis
facilitou a invasão do império pelos “povos bárbaros”, pois o
exército romano foi obrigado a deixar as fronteiras desguarnecidas
para defender os proprietários das terras das constantes rebeliões.   
e) Com o fim das conquistas territoriais, o escravismo e a produção
entraram em declínio, somado às “invasões bárbaras” e à ascensão
do cristianismo, que aceleraram a fragmentação e queda de Roma.
RESOLUÇÃO:
Com a Pax Romana, interrompe-se a expansão territorial do Império. Uma
vez que não se conquistam novos territórios, os escravos, em geral
prisioneiros de guerra, começam a escassear, dando início a uma profunda
crise de mão de obra e de produção agrícola. As invasões das tribos
germânicas se tornam cada vez mais comuns, e a ascensão do cristianismo
choca-se com a tradição religiosa romana.
Resposta: E
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1. (FUVEST-2019) – “Os comentadores do texto sagrado (…)
reconhecem a submissão da mulher ao homem como um dos
momentos da divisão hierárquica que regula as relações entre Deus,
Cristo e a humanidade, encontrando ainda a origem e o fundamento
divino daquela submissão na cena primária da criação de Adão e Eva
e no seu destino antes e depois da queda.”
(CASAGRANDE, C., “A mulher sob custódia”, in: História das Mulheres,
Lisboa: Afrontamento, 1993, Sv. 2, pp. 122-123.)
O excerto refere-se à apreensão de determinadas passagens bíblicas
pela cristandade medieval, especificamente em relação à condição das
mulheres na sociedade feudal. A esse respeito, é correto afirmar:
a) As mulheres originárias da nobreza podiam ingressar nos conventos
e ministrar os sacramentos como os homens de mesma condição
social.
b) A culpabilização das mulheres pela expulsão do Paraíso Terrestre
servia de justificativa para sua subordinação social aos homens.
c) As mulheres medievais eram impedidas do exercício das atividades
políticas, ao contrário do que acontecera no mundo greco-romano.
d) As mulheres medievais eram iletradas e tinham o acesso à cultura
e às artes proibido, devido à sua condição social e natural.
e) A submissão das mulheres medievais aos homens esteve
desvinculada de normatizações acerca da sexualidade.
RESOLUÇÃO:
Como o próprio enunciado destaca, o papel da mulher na sociedade feudal
era de submissão à figura masculina. Tal lógica era amparada pela versão
bíblica do pecado original.
Resposta: B
2. (UNICAMP-2019) – “Os estudiosos muçulmanos adaptaram a
herança recebida dos povos arabizados. Entre os domínios
conquistados pelos muçulmanos estavam a Mesopotâmia e o antigo
Egito, civilizações que desde cedo observaram os fenômenos
astronômicos. O estudo dos fenômenos naturais no Crescente Fértil
possibilitou a agricultura e perdurou por milênios. Nas costas do Mar
Egeu, na região da Jônia, surgiram no século VI a.C. as primeiras
explicações dos fenômenos naturais desvinculadas dos desígnios
divinos. E as conquistas de Alexandre permitiram o início do
intercâmbio entre o conhecimento grego, de um lado, e o dos antigos
impérios egípcio, babilônico e persa, de outro. Além disso, houve
trocas científicas e culturais com os indianos. O império árabe-islâmico
foi, a partir do século VII, o herdeiro desse legado científico
multicultural, ao qual os estudiosos muçulmanos deram seus aportes ao
longo da Idade Média.”
(Beatriz Bissio, O mundo falava árabe. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012, pp. 200-201. Adaptado.)
Considerando o texto acima sobre o islã medieval e seus conhe -
cimentos, assinale a alternativa correta.
a) A extensão do território sob domínio islâmico e a liberdade religiosa
e cultural implementada nessas áreas aceleraram a construção de
novos conhecimentos pautados na cosmologia ocidental.
b) A partir do século VII, o avanço dos exércitos islâmicos assegurou
a expansão do império de forma ditatorial sobre antigos núcleos
culturais da Índia até as terras gregas do Império Bizantino,
chegando à Espanha.
c) Os conhecimentos sobre os fenômenos naturais construídos por
mesopotâmicos, egípcios, macedônicos, babilônicos, persas, entre
outros povos, foram ignorados pelo islã medieval, marcado pelo
fundamentalismo religioso.
d) A difusão de saberes multiculturais foi uma das marcas do Império
árabe-islâmico, sendo ele a via de transmissão do sistema numérico
indiano para o Ocidente e de obras da filosofia greco-romana para
o Oriente.
RESOLUÇÃO:
O crescimento da civilização árabe na chamada Alta Idade Média
proporcionou uma conexão e um intercâmbio entre Ocidente e Oriente não
antes visto. Por isso, conhecimentos orientais – como o sistema numérico
indiano – chegaram ao Ocidente e conhecimentos ocidentais – como os
livros de Ptolomeu – chegaram ao Oriente por intermédio dos árabes. 
Resposta: D
99 Idade Média
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3. (MACKENZIE-2019) – “É permitido a qualquer, sem punição,
auxiliar o seu senhor, se alguém o ataca, e obedecer-lhe em todos os casos
legítimos, exceto no roubo, no assassinato e naquelas coisas que não são
consentidas a ninguém, sendo reconhecidas como infames pelas leis. O
senhor deve proceder da mesma maneira com o conselho e a ajuda; e deve
ir em auxilio do seu homem em todas as vicissitudes, sem malícia. É
permitido a todo o senhor convocar o seu homem, que deve estar à sua
direita no tribunal; e mesmo que seja residente no mais distante mansus
de quem o protege, deverá ir ao pleito se o seu senhor o convocar.”
(Pedrero-Sanchez, M. Guadalupe. História da Idade Média: textos e
testemunhos. São Paulo: Unesp, 1999, p. 95.)
O trecho acima foi extraído de um documento inglês do século XI e diz
respeito a uma típica relação feudal. A relação em evidência é a
a) vassalagem: relação recíproca entre senhores em que fica acordada
a proteção por parte do suserano e o trabalho nos campos por parte
do vassalo.
b) servidão: relação vertical entre senhores e camponeses que, uma
vez presos à terra, não podem abandonar suas obrigações nos
feudos.
c) vassalagem: relação horizontal entre senhores a qual cria uma teia
de alianças políticas e uma maior descentralização do poder.
d) servidão: relação entre senhores e servos a qual estabelece um
acordo de proteção e ajuda econômica em troca de terras para o
plantio.
e) vassalagem e servidão: relações equivalentes entre nobres e servos
em que os vassalos asseguram o trabalho nas terras senhoriais.
RESOLUÇÃO:
A relação descrita é a de suserania e vassalagem, que ligava dois senhores
feudais por um laço de fidelidade iniciado por uma doação de terra. A
relação gerava, para os vassalos, as responsabilidades descritas no texto.
Resposta: C
4. (UECE) – Durante o período medieval, a Igreja Católica, herdeira
das tradições romanas, sobressaiu como a mais poderosa instituição e
grande baluarte da cultura europeia. À medida que avançava e
convertia novos povos ao cristianismo, ampliava mais ainda seu
poderio espiritual e material, e fundia a cultura romana com a dos
povos convertidos.
No que se refere ao papel da Igreja Católica na cultura europeia
medieval, é correto afirmar que 
a) a literatura medieval era dominada pelo tema religioso imposto pela
Igreja Católica; nesse período não se escreveu sobre nada que não
estivesse no Livro Sagrado. 
b) a educação formal espalhou-se pela Europa por meio da Igreja
Católica, à qual estavam ligadas as escolas e as universidades
medievais. 
c) a filosofia escolástica nascida nas universidades católicas opunha-se à fusão da fé cristã com o pensamento racional humanista. 
d) apesar de controlar a literatura, as artes plásticas ficaram livres de
qualquer tipo de cerceamento religioso por parte da Igreja Católica. 
RESOLUÇÃO:
No Baixo Império Romano, séculos III, IV e V, as ideias cristãs, as invasões
bárbaras e a crise interna contribuíram para o fim do Império Romano do
Ocidente no ano de 476. Esta data marca o final da Idade Antiga e o início
da Idade Média. Diante do caos político, econômico e social em que estava
mergulhada a Europa, a Igreja Católica surgiu como a única instituição capaz
de organizar a sociedade em torno das ideias cristãs atuando no processo de
conversão dos bárbaros, criando escolas, mosteiros e universidades.
Resposta: B
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5. (FGV-2018) – “Este documento, do século XIV, encontra-se nos
arquivos de Assize, na ilha de Ely, na Inglaterra: Adam Clymne foi
preso como insurgente e traidor de seu juramento e porque
traiçoeiramente com outros celebrou uma insurreição em Ely. Penetrou
na casa de Thomas Somenour onde se apossou de diversos documentos
e papéis selados. E, ainda, que o mesmo Adam no momento da
insurreição, estava andando armado e oferecendo armas, levando um
estandarte, para reunir insurgentes, ordenando que nenhum homem de
qualquer condição, livre ou não, deveria obedecer ao senhor e prestar
os serviços habituais, sob pena de degola.
O acima mencionado Adam é culpado de todas as acu sações. Pela
ordem da justiça, o mesmo Adam foi levado e enforcado.”
(Leo Huberman. História da riqueza do homem, 2008. Adaptado.)
Considerando o documento, é correto afirmar que, no século XIV,
a) as violentas revoltas e mortes de camponeses foram provocadas
pelo desespero em não conseguir pagar, em dinheiro, aos senhores
feudais, as novas taxas e o aumento das já existentes, além da
exigência de mais tempo de trabalho nas reservas senhoriais.
b) as revoltas camponesas aconteceram, tanto na Ingla terra como na
França, contra os cercamentos, que empobreceram os trabalhadores
e os obrigaram a deixar a terra pelo não pagamento do aumento dos
aluguéis, o que enriqueceu ainda mais os senhores da terra.
c) a impossibilidade de juntar dinheiro para a compra da terra onde
trabalhavam fez com que muitos camponeses se revoltassem,
porque se colocaram contra os senhores que aumentaram os
impostos e exigiram o pagamento de novos, algo considerado ilegal.
d) o recrudescimento da servidão decorria de uma nova estrutura
econômica presente na Inglaterra, onde as pequenas propriedades
rurais e os campos comunais perdiam espaço para os latifúndios
produtores de matéria-prima para a nascente indústria.
e) as insurreições camponesas ocorridas na Inglaterra e parte do Norte
da Europa decorreram do rápido processo de dissolução dos laços
servis de produção, dirigido por uma nova elite de proprietários
rurais, que detinha forte representação no Parlamento inglês.
RESOLUÇÃO:
As rebeliões camponesas, que ajudaram a compor o quadro que levou o
feudalismo a ruir, se explicam pelas dificuldades de produção e financeira
dos camponeses derivadas da grave crise agrícola que abateu a Europa
Ocidental entre os séculos XII e XIV. Tais dificuldades levaram os
camponeses a não mais conseguir cumprir com suas obrigações junto aos
seus senhores feudais.
Resposta: A
6. (UNIOESTE) – Sobre as cidades ao longo da História:
“Uma vertente importante do pensamento sobre a cidade e o urbanismo
está hoje ancorada na História. Isto vale não só para o Brasil, mas para
muitos outros países. Diversas são as formas que tomam esse renovado
interesse pela História: de um lado, mais pragmático, comparecem a
valorização do patrimônio histórico – quase sempre de olho nas
perspectivas oferecidas pelo desenvolvimento turístico – e a criação
de novos espaços, consistente ou banal, inspirada em formas urbanas
tradicionais; de outro, o enorme desenvolvimento de pesquisas que
buscam conhecer a história de nossas cidades, os processos de sua
transformação no tempo, os projetos realizados e não realizados, os
protagonistas que ajudaram a dar-lhes uma nova forma e um novo
sentido, as inflexões da constituição do urbanismo enquanto disciplina
reflexiva e propositiva sobre a cidade”.
(FERNANDES, Ana; GOMES, Marcos Aurélio A. História da cidade e do
urbanismo no Brasil: reflexões sobre a produção recente.
Ciência e Cultura. São Paulo, v. 56, n. 2, p. 01, 2004.)
Assinale a alternativa incorreta. 
a) As cidades inglesas do início da Revolução Industrial cresceram
principalmente após os chamados “cercamentos”, fenômeno que
provocou a expulsão dos camponeses de suas terras e uma crescente
proletarização das áreas urbanas. 
b) Os chamados “discursos de patrimônios culturais” estão presentes
nas sociedades nacionais modernas e relatam a história de
determinada coletividade e seus “heróis”. Ao fazer uso dessas
narrativas, contribuem para a construção de identidades, tradições
e memórias. 
c) No Brasil, o discurso modernista debruçou-se acerca da construção
de uma identidade nacional. Os intelectuais deste movimento iriam
criticar um Brasil “europeizado”, característico do século XIX, e
valorizar o século XVIII, considerando traços mais genuínos da
cultura brasileira antes vistos como atrasados. 
d) O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi marcado pela
elaboração do “Plano de Metas”, dividido em seis grandes partes.
Trazia como grande destaque a construção da cidade de Brasília,
que viria a ser a sede da nova capital federal. 
e) No início da Idade Média, com o renascimento comercial e urbano,
as cidades voltaram a desenvolver-se, tendo como elemento
incentivar os burgos, como centros culturais e comerciais. 
RESOLUÇÃO:
O excerto remete para o surgimento das cidades e a questão do urbanismo
na Europa e no Brasil. Foi na Europa na Baixa Idade Média, séculos XII-
XV, no contexto do Renascimento Comercial e Urbano, que surgiram
inúmeras cidades na Europa (e não no início da Idade Média). O
surgimento da burguesia no século XII contribuiu para a crise do sistema
feudal ao dinamizar a economia tornando-a monetária, urbana e comercial. 
Resposta: E
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7. (UFPR) – “Segundo a historiadora Miri Rubin, ‘longe de serem
estéreis e previsíveis, as universidades medievais produziram não
apenas servidores civis e burocratas eclesiásticos como também
pensadores radicais, cuja obra teve impacto real e que, apesar de suas
críticas desafiadoras, morreram em suas próprias camas, e não na cela
de uma prisão’.”
(Revista Ensino Superior, Unicamp, 25 abr. 2012.)
A partir desse excerto e dos conhecimentos sobre o período medieval
europeu, assinale a alternativa que relaciona as universidades com seu
contexto de surgimento e expansão. 
a) As universidades foram patrocinadas pelo papado, para fornecerem
profissionais preparados para atuar num contexto de expansão
marítima e comercial e de declínio da Igreja Católica perante a
formação dos Estados Nacionais, ao mesmo tempo em que
estimulariam a autonomia do conhecimento escolástico. 
b) As universidades foram patrocinadas pelos comerciantes burgueses,
a fim de fornecerem profissionais para atuar num contexto de
iluminismo científico e de feudalização da sociedade, com o
propósito de substituir os mosteiros como fonte produtora de
conhecimento científico e tecnológico. 
c) As universidades foram patrocinadas pelo papado ou por reis e
príncipes, a fim de fornecerem profissionais para atuar num
contexto de renascimento urbano e comercial e de formação dos
primeiros Estados Nacionais, tornando-se espaços autônomos de
valorização do conhecimento científico. 
d) As universidades surgiram patrocinadas pelo papado, a fim de
fornecerem profissionais para atuar num contexto de declínio do
poder da nobreza,com o intuito de criar espaços autônomos para
estudo do Direito e da Matemática, de modo a servir à nascente
administração eclesiástica. 
e) As universidades surgiram patrocinadas por reis, príncipes ou pelo
papado, a fim de fornecerem profissionais tanto para o
gerenciamento eclesiástico das cidades pertencentes à Igreja
Católica quanto para as cortes das nascentes monarquias nacionais,
em um contexto de revolução científica.
RESOLUÇÃO:
Patrocinadas pela Igreja e por nobres, as universidades foram importantes
no contexto da transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, num
período de surgimento do Renascimento, de ressurgimento das cidades e do
comércio e do início da formação dos Estados Nacionais.
Resposta: C
8. (UEG-Adaptada) – “Quatro, cinco milhões de mortos em alguns
meses do verão: os sobreviventes, estarrecidos após semanas de medo,
partilham as heranças e veem-se, por consequência, metade menos
pobres do que eram antes.”
(George Duby. A Europa Medieval na Idade Média. São Paulo: Martins
Fontes, 1988, p. 113.)
Após a grande mortandade provocada pela peste negra, no período
subsequente ao ápice da praga, registrou-se 
a) uma diminuição das taxas de fertilidade, como resultado das
sequelas observadas entre as mulheres que sobreviveram ao flagelo. 
b) um aumento no número de casamentos e nascimentos, promovido
pela melhoria nas condições econômicas dos herdeiros das vítimas. 
c) equilíbrio entre as taxas de natalidade e mortalidade, uma vez que
os números de nascimentos e mortes ficaram praticamente iguais. 
d) estabilidade nos níveis de emprego e de renda, uma vez que a
diminuição da população fez aumentar o valor da mão de obra.
e) uma paralisação das atividades mercantis, pois várias rotas de
comércio europeias foram interrompidas por causa da epidemia.
RESOLUÇÃO:
Interpretação de texto. A alternativa escolhida complementa o fragmento
transcrito no enunciado, mostrando que a melhora nas condições econômicas
dos sobreviventes da epidemia estimulou a realização de casamentos,
trazendo como consequência um aumento no número de nascimentos.
Mesmo assim, somente no século XV a Europa voltaria a apresentar um nível
populacional semelhante ao que antecedeu a passagem da peste. 
Resposta: B
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1. (IFSP) – As mudanças econômicas e políticas que ocorreram na
Europa no início da Idade Moderna levaram a profundas modificações
religiosas. Assinale a alternativa que apresenta uma das principais
causas da Reforma Protestante. 
a) Proibição, pela Igreja Católica, de empréstimos financeiros com
cobrança de juros, operados pelos fiéis. 
b) Caça às bruxas com a morte em fogueira das condenadas. 
c) Conflito entre burguesia e nobres. 
d) Empobrecimento da burguesia. 
e) Altas taxas cobradas pelo alto clero. 
RESOLUÇÃO:
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero deu início à Reforma
Protestante rompendo com a unidade católica. Uma das causas desse
movimento foi a doutrina do preço justo defendida pela Igreja Católica,
que proibia o lucro nas atividades comerciais. 
Resposta: A
2. (FGV) – Leia trechos do Manifesto dos camponeses, documento
de 1525.
“(...) nos sejam dados poder e autoridade, para que cada comunidade
possa eleger o seu pastor e, da mesma forma, possa demiti-lo, caso se
porte indevidamente.
(...) somos prejudicados ainda pelos nossos senhores, que se
apoderaram de todas as florestas. Se o pobre precisa de lenha ou
madeira, tem de pagar o dobro por ela.
(...) preocupam-nos os serviços que somos obrigados a prestar e que
aumentam dia a dia (...)”.
(In: “Antologia humanística alemã”, apud Marques e outros. 
História moderna através de textos, 2010.)
A partir do documento, é correto afirmar que, no território da atual
Alemanha,
a) os movimentos camponeses foram liderados por Lutero contra a
exploração feita pelos nobres que, de forma ilegal, apropriavam-se
das florestas e reprimiam violentamente os movimentos trabalhistas.
b) os movimentos dos trabalhadores em favor das mudanças propostas
por Lutero baseavam-se na solidariedade entre os homens e em
contraposição ao individualismo tão característico da Idade Média.
c) a liderança dos movimentos camponeses defendeu a exploração dos
trabalhadores, na Alemanha, apoiada por Lutero, e, juntos,
receberam proteção dos nobres locais contra a perseguição feita
pela Igreja Católica.
d) as revoltas camponesas irromperam exigindo reformas sociais e
religiosas que prejudicariam parte da nobreza apoiada por Lutero,
o qual se colocou abertamente contra os movimentos.
e) as experiências dos camponeses contra os nobres, apoiados por
Lutero, restringiram-se aos aspectos religiosos, isto é, de domínio
da Igreja Católica, pois a cooperação entre os trabalhadores e os
proprietários marcava a sociedade alemã.
RESOLUÇÃO:
A partir da discussão trazida à tona pela Reforma Protestante, surgiram
revoltas, em especial nos campos, as quais acabaram por contrariar os
interesses defendidos por Lutero e seus seguidores, majoritariamente saídos
da nobreza.
Resposta: D
3. (UEA) – Escrito entre 1601 e 1602, Hamlet é uma tragédia de
autoria de William Shakespeare. A peça conta a história de Hamlet,
príncipe da Dinamarca, que volta ao país depois de ter recebido a
notícia da morte de seu pai. Ao retornar ao castelo de Elsenor, percebe
que sua mãe, recém-viúva, casou-se com Cláudio, irmão do rei morto,
que se apossou do trono. O conflito agrava-se quando o espectro do
falecido rei aparece a Hamlet, relatando-lhe que ele havia sido
assassinado pelo irmão. Hamlet procura vingar a morte do pai e
expulsar o usurpador. As consequências do conflito interno da
monarquia dinamarquesa resultam em sofrimento, mortes e conquista
do país por um exército estrangeiro. 
Situando-se a peça no período histórico em que foi escrita e analisan-
do-se seu conteúdo político, pode-se afirmar que 
a) a preservação do poder legítimo do monarca é entendida como con -
dição necessária à manutenção da estabilidade do reino. 
b) a centralização política antidemocrática produz a oposição e a
rebelião das populações mais pobres do reino. 
c) o poder absoluto dos reis é considerado causa de desentendi mento,
sem que isso altere a estabilidade política dos reinos. 
d) a fragilidade e a incompetência política e militar dos monarcas
ingleses impediram a consolidação do absolutismo. 
e) as monarquias absolutistas conseguiram impor a religião cristã à
sociedade de todos os países europeus. 
RESOLUÇÃO:
Shakespeare (1564-1616) viveu a maior parte de sua vida sob o reinado de
Isabel I (Elizabeth), soberana pertencente à Dinastia Tudor, que implantou
na Inglaterra um absolutismo de fato. Essa circunstância, aliada ao
predomínio do absolutismo de direito nas demais monarquias europeias,
fez com que o dramaturgo inglês fosse influenciado pela ideia de que a
preservação da autoridade real é fundamental para a estabilidade dos
Estados monárquicos.
Resposta: A
11 00 Idade Moderna
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4. (UNICAMP-2019) – “Antes de Copérnico, Kepler e Galileu, os
cosmólogos elaboravam sistemas que representavam os corpos celestes
por meio de esferas encaixadas umas nas outras, propostas e
desenvolvidas por Eudoxo e Aristóteles, de modo a distinguir os mundos
celeste e terrestre. É nesse contexto, caracterizado pela tese de que o
cosmo é composto de dois mundos distintos (céu e Terra), e pelo axioma
platônico, que deve ser entendido o conteúdo da carta de Kepler (1604).
Ele apresenta uma etapa do processo de rompimento com essa distinção
e com o axioma platônico. Na carta, Kepler apresenta os procedimentos
para obter as duas primeiras leis dos movimentos planetários. A
importância disso é tão grande que a segunda lei aparece antes da
primeira, e a lei das áreas só se torna operante numaórbita elíptica, não
podendo ser aplicada às órbitas circulares sem produzir discrepâncias com
relação aos dados observacionais de Tycho Brahe.”
(Claudemir Roque Tossato. “Os primórdios da primeira lei dos movimentos
planetários na carta de 14 de dezembro de 1604 de Kepler a Mästlin”.
Scientiae Studia, São Paulo, v. 1, n. 2,
p. 199- 201, jun. 2003. Adaptado.)
Considerando o contexto histórico descrito e as leis físicas apresentadas
por Kepler, assinale a alternativa correta. 
a) Copérnico, Kepler e Galileu fazem parte da chamada Revolução
Científica, que rompe com leituras especulativas do Universo,
baseadas em premissas aristotélicas e tomistas, e propõe análises
empiristas do mundo natural. O conceito de órbitas circulares para
o movimento dos planetas em torno do Sol, em que a distância entre
o planeta e o Sol permanece constante durante o movimento, foi
abandonado por Kepler. 
b) A Revolução Científica da época Moderna propõe a ruptura com o
ideal divino, sendo, por isso, combatida pela Igreja Católica, que
defendia a orquestração divina sobre o mundo humano e natural. O
conceito de órbitas circulares para o movimento dos planetas em
torno do Sol, em que a distância entre o planeta e o Sol é variável
durante o movimento, foi abandonado por Kepler.
c) Copérnico, Kepler e Galileu foram perseguidos pela Igreja Católica
do período Moderno, por representarem o questionamento dos
ideais medievais sobre a organização do céu e da Terra e sobre a
onipresença divina. O conceito de órbitas circulares para o
movimento dos planetas em torno do Sol, para as quais a distância
entre o planeta e o Sol é variável durante o movimento, foi aban -
donado por Kepler.
d) A Revolução Científica da época Moderna, incen tivada pela Igreja
Católica, propõe a manu tenção do antropocentrismo medieval,
associado aos conhecimentos empíricos para a leitura e repre -
sentação do mundo natural. O conceito de órbitas circulares para o
movimento dos planetas em torno do Sol, para as quais a distância
entre o planeta e o Sol permanece constante durante o movimento,
foi abandonado por Kepler.
RESOLUÇÃO:
A chamada Revolução Científica, ocorrida durante o Renascimento,
promoveu estudos e explicações científicas e naturais para diversos
fenômenos da Natureza. Os trabalhos de Copérnico, Galileu e Kepler fazem
parte desse contexto.
Resposta: A
5. (UEG-Adaptada) – “Após a decapitação do rei, o Parlamento
sofreu nova depuração. Um Conselho de Estado, com 41 membros,
passou a exercer o Poder Executivo. Mas o controle do governo estava
de fato nas mãos de Cromwell. Ofereceram-lhe a coroa, mas ele a
recusou: na prática, já era um soberano e podia até fazer seu sucessor.” 
(Nelson Piletti; José Jobson de A. Arruda. Toda a História.
São Paulo: Ática, 2000, p. 228.) 
Após a morte de Cromwell, em 1658, o destino da República Puritana
foi marcado pela(o)
a) deposição, já no ano seguinte, de seu filho e sucessor, Richard
Cromwell, permitindo o início da fase de Restauração. 
b) reformulação e fortalecimento do Parlamento inglês, num golpe
militar conhecido como “Revolução Gloriosa”. 
c) proibição das práticas puritanas, fazendo com que muitos membros
do movimento migrassem para a América. 
d) invasão de Guilherme de Orange, que implantou a Lei do Teste,
obrigando todos os funcionários públicos a se declararem católicos. 
RESOLUÇÃO:
A questão remete às Revoluções Inglesas no século XVII. O texto aponta
para a República Puritana, liderada por Oliver Cromwell, 1649-1659.
Oliver Cromwell morreu e seu filho Richard Cromwell assumiu o trono
sem sucesso. Desta forma, ocorreu a Restauração Monárquica, tendo como
soberano o rei Carlos II, 1660-1685. Em 1689 aconteceu a importante
Revolução Gloriosa substituindo a monarquia absolutista pela monarquia
parlamentarista que reina no país até hoje. 
Resposta: A
6. (IFCE-2019) – O iluminismo (ou ilustração) foi uma corrente de
ideias que teve origem no século XVII e se desenvolveu sobretudo no
século XVIII. O referido movimento é considerado importante por
transformar a visão tradicional do homem moderno. 
O iluminismo expressou a 
a) consolidação dos dogmas religiosos como importantes na vida
humana. 
b) negação dos princípios do uso da razão, pois não contribuía para o
conhecimento humano. 
c) consolidação do uso da razão, ou racionalismo, como elemento
essencial do ser humano. 
d) consolidação da providência divina dos reis. 
e) negação dos valores do humanismo e do uso da razão. 
RESOLUÇÃO:
O iluminismo começou no final do século XVII na Inglaterra com o
pensamento de John Locke, um grande crítico do absolutismo, e ganhou
força na França no século seguinte. O movimento iluminista acredita no
homem e no uso da razão para conquistar a autonomia no campo da ética
e da política. 
Resposta: C
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7. (UFJF-2020) – “Aqueles que são contratados experienciam uma
distinção entre o tempo do empregador e o seu “próprio” tempo. E o
empregador deve usar o tempo de sua mão de obra e cuidar para que
não seja desperdiçado: o que predomina não é a tarefa, mas o valor do
tempo quando reduzido a dinheiro. O tempo agora é moeda: ninguém
passa o tempo, e sim o gasta” [...] “Havia muitos relógios em Londres
na década de 1790: a ênfase estava mudando do “luxo” para a
“conveniência”; até os colonos podiam ter relógios de madeira. Na
verdade (como seria de esperar), ocorria uma difusão geral de relógios
portáteis e não portáteis no exato momento em que a Revolução
Industrial requeria maior sincronização do trabalho.”
(THOMPSON, E. P. “Tempo, disciplina de trabalho e o capitalismo
industrial”. In: Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular
tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 272 e 279.)
O texto acima aborda a transição para a sociedade industrial, as
mudanças na percepção interna de tempo e o surgimento de uma
disciplina de trabalho nos finais do século XVIII e início do século
XIX. Das alternativas abaixo, assinale a opção correta: 
a) Com o advento da sociedade industrial e da disciplina do trabalho,
os trabalhadores passaram a ter o controle de sua vida produtiva,
cuja dinâmica oscilava entre momentos de trabalho volumoso e de
ociosidade intensa. 
b) Durante o estabelecimento do processo industrial inglês, os padrões
de trabalho tinham como característica a irregularidade, com tarefas
semanais ou quinzenais, fazendo com que o dia de trabalho fosse
moldado pelo trabalhador. 
c) No contexto da transição para a sociedade industrial, a posse e o uso
do relógio de bolso ficaram restritos à elite, sendo, portanto, artigo
de luxo, feito de metais preciosos e utilizado para acentuar status.
d) A introdução da disciplina de trabalho gerou melhorias nas
condições de vida dos trabalhadores, pois, com ela, passaram a
usufruir de benefícios, como gratificações por pontualidade,
pagamento de horas extras, férias remuneradas. 
e) A divisão do trabalho, a supervisão do trabalho, o uso de relógios,
o uso racional do tempo foram alguns dos recursos utilizados pelos
industriais para formar novos hábitos e nova disciplina de tempo
entre os trabalhadores. 
RESOLUÇÃO:
Antes da Revolução Industrial, havia o tempo da natureza, um ritmo de
trabalho mais flexível, orientado pela natureza e pelas tradições da
comunidade. Com a Revolução Industrial, o trabalho nas fábricas com as
máquinas passou a ser repetitivo, mecanizado, disciplinado, controlado
pelo relógio, um instrumento para regular o ritmo de trabalho dos
operários. 
Resposta: E
8. (CPS-2020) – Iniciada em 1789, a Revolução Francesa tinha
como um de seus principais objetivos a abolição da sociedade de
Antigo Regime, com o fim dos privilégios e das desigualdades entre os
diferentes grupos sociais.
Pouco antes da Revolução, a sociedade francesa estava dividida entre 
a) apoiadores de Napoleão e de Robespierre,importantes lideranças
políticas conservadoras que lutavam pela manutenção da monarquia
francesa. 
b) burguesia e trabalhadores rurais e urbanos, já que o clero e a
nobreza não tinham participação significativa na política francesa
no período pré-revolucionário. 
c) girondinos e Sans Culottes, grupos rivais que disputavam a
hegemonia política e representavam os diferentes interesses da
burguesia na relação com o rei Luís XVI. 
d) Primeiro e Segundo Estados (clero e nobreza), que reuniam cerca
de 3% da população, e Terceiro Estado, que abrigava a burguesia,
os trabalhadores urbanos e rurais e pagava, sozinho, todas as taxas
e os impostos diretos cobrados pela monarquia. 
e) Primeiro e Segundo Estados (clero e nobreza), que reuniam a
minoria da população, mas pagavam, sozinhos, todas as taxas e os
impostos diretos que financiavam os programas assistenciais que
mantinham parte do Terceiro Estado. 
RESOLUÇÃO:
Na França pré-revolucionária a divisão social era hierarquizada, sendo que
o Primeiro e o Segundo Estados (clero e nobreza) eram privilegiados,
possuíam isenção fiscal e direitos políticos, e o Terceiro Estado
(trabalhadores e burguesia) sustentava o reino, mas não possuía direitos
políticos e sociais.
Resposta: D
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1. (UEG) – Em 1804, Napoleão Bonaparte recebeu o título de
impera dor, mediante um plebiscito. Durante sua cerimônia de
coroação, ele retirou do Papa a coroa e colocou-a em sua cabeça com
as próprias mãos. Esse gesto ousado representou 
a) o rompimento entre a Igreja Católica Romana e o novo Estado
Revolucionário Francês. 
b) que Napoleão estava assumindo todas as responsabilidades do
Poder Moderador na França. 
c) que Napoleão, símbolo máximo da força da burguesia, considerava-
se mais importante que a tradição da Igreja. 
d) a criação de uma religião de Estado, tendo como figura central o
imperador, a exemplo do anglicanismo inglês. 
RESOLUÇÃO:
O governo de Napoleão representou a continuidade da Revolução Francesa
e da defesa dos interesses econômicos da burguesia. Apesar de iniciar uma
ditadura, contrariando o princípio de liberdade política, seu governo
preservou os ideais e as instituições sob a óptica burguesa, eliminando as
concepções que valorizassem as tradições da nobreza ou da Igreja. 
Resposta: C
2. (UFC) – Entre 1792 e 1815, a Europa esteve em guerra quase
permanente. No final, os exércitos napoleônicos foram derrotados. Em
seguida, as potências vencedoras, Rússia, Prússia, Grã-Bretanha e Áustria,
conjuntamente com a França, reuniram-se no Congresso de Viena, que
teve como consequência política a formação da Santa Aliança.
A partir do comentário acima, assinale a alternativa que contenha duas
decisões geopolíticas aprovadas pelo citado Congresso: 
a) defesa do liberalismo e auxílio aos movimentos socialistas na
Europa. 
b) restabelecimento das fronteiras anteriores a 1789 e isolamento da
França do cenário político europeu. 
c) valorização das aristocracias em toda a Europa continental e
ascensão dos girondinos no governo da França a partir de 1815. 
d) reentronização das casas reais destituídas pelos exércitos
napoleônicos e criação de um pacto político de equilíbrio entre as
potências europeias. 
e) apoio aos movimentos republicanos e concentração de poderes na
coroa britânica, permitindo a esta a utilização da sua marinha de
guerra como instrumento contrarrevolucionário.
RESOLUÇÃO:
A ideia dos países líderes do Congresso de Viena, após a derrota de
Napoleão, era reorganizar o mapa europeu, combater novas revoluções e
movimentos liberais, bem como restaurar a antiga ordem europeia.
Resposta: D
3. (CPS-2020) – Oficialmente, a Conferência de Berlim, realizada
entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, na Alemanha, serviria
para assegurar a livre circulação e comércio na Bacia do Rio Congo e
no Rio Níger, bem como o compromisso das potências europeias de
lutar pelo fim da escravidão no continente.
Entretanto, o maior objetivo das negociações era
a) assegurar os direitos portugueses de colonização sobre toda a área
que se estende entre Angola e Moçambique, na África Austral, já
que Portugal foi o primeiro país a se instalar nos territórios africanos. 
b) resolver os conflitos entre as potências europeias, que tinham
interesse em adquirir a maior extensão possível de territórios e
possessões na África, continente rico em recursos naturais e em
matérias-primas. 
c) concretizar os planos de Martinho Lutero que, no contexto da
Reforma Protestante, preconizou a conversão dos povos africanos
ao cristianismo evangélico. 
d) apoiar a expansão do Partido Nazista alemão com a anexação de
novos territórios e, consequentemente, de novos cidadãos para a
formação do III Reich. 
e) impedir a participação dos países emergentes da América do Sul no
comércio de longa distância de produtos como ouro, diamantes e
marfim.
RESOLUÇÃO:
A Conferência de Berlim estabeleceu as regras para a Partilha da África,
definindo como as potências europeias dividiriam o continente africano
sem entrar em conflito entre si.
Resposta: B
4. (UFG) – “Por mais que retrocedamos na História, acharemos que
a África está sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um
país criança envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história
consciente. O negro representa o homem natural em toda a sua barbárie
e violência; para compreendê-lo, devemos esquecer todas as
representações europeias. Devemos esquecer Deus e as leis morais.”
(HEGEL, Georg W. F. “Filosofia de la historia universal”. Apud
HERNANDEZ, Leila M. G. A África na sala de aula: visita à história
contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. pp. 20-21. Adaptado.)
O fragmento é um indicador da forma predominante como os europeus
observavam o continente africano, no século XIX. Essa observação
relacionava-se com uma definição sobre a cultura, que se identificava
com a ideia de 
a) progresso social, materializado pelas realizações humanas como
forma de se opor à natureza. 
b) tolerância cívica, verificada no respeito ao contato com o outro,
com vistas a manter seus hábitos. 
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c) autonomia política, expressa na escolha do homem negro por uma
vida apartada da comunidade. 
d) liberdade religiosa, manifesta na relativização dos padrões éticos
europeus. 
e) respeito às tradições, associado ao reconhecimento do valor do
passado para as comunidades locais. 
RESOLUÇÃO:
O texto da questão expressa a visão europeia de dominação com o olhar
exótico para as populações africanas. Para a burguesia europeia do final do
século XIX, que vivia um período de grande expansão do sistema capitalista
por todo o planeta, o continente africano era uma região a ser incorporada
e explorada a partir das necessidades do capitalismo. 
O pensamento eurocêntrico apontava para a “missão civilizadora” do
europeu no momento do neocolonialismo e do imperialismo do século
XIX. A África, bem como a Ásia, deveria ser “civilizada” pelo contato
com o europeu.
Resposta: A
5. (UFJF-2019) – Leia a charge e o texto a seguir.
(Disponível em: <http://twixar.me/zMG3>. Acesso em 9 out. 2018.)
“Todos esses capitalistas, exploradores dos pobres, sanguessugas
do povo. Ninguém reclama, ninguém protesta e eles fazendo dos
humildes gato e sapato. Aumentando os preços de tudo quando querem,
sem o mínimo respeito, sem a mínima consideração. Uns atrevidos soltos
nas suas ganâncias. Uns atrevidões! […] Aqueles que estudam o passado
acabam deparando-se com duas conclusões contraditórias. A primeira é
que o passado era muito diferente do presente. A segunda é que ele era
muito parecido […]. Por isso, quando me perguntavam sobre como era
minha família, eu dizia: são anarquistas, anarquistas graças a Deus”
(GATTAI, Zélia. Anarquistas, graças a Deus.São Paulo: Record, 1979.)
Sobre o anarquismo, é correto afirmar:
a) Os anarquistas condenavam a violência como meio de ação,
angariando, assim, o apoio da burguesia industrial. 
b) O anarquismo era um movimento de base rural, que propunha a
manutenção dos padrões sociais vigentes. 
c) Os anarquistas defendiam uma educação libertária e a necessidade
de eliminar quaisquer formas de intervenção estatal e representação
política. 
d) Seus teóricos defendiam a intervenção do Estado na economia e
contavam com o apoio do clero e da burguesia. 
e) Sua força de organização foram os partidos políticos que lutavam
para a tomada do controle administrativo do Estado. 
RESOLUÇÃO:
O movimento anarquista no século XIX defendia um comunismo libertário,
com ampla liberdade humana e bem-estar social. Criticava o Estado bem
como os partidos políticos que buscavam muito mais o poder político e
econômico e não libertar o homem. 
Resposta: C
6. (UNIOESTE-2019) – Analise a afirmação a seguir.
“Definir a diferença entre partes avançadas e atrasadas, desenvolvidas
e não desenvolvidas do mundo, é um exercício complexo e frustrante,
pois tais classificações são por natureza estáticas e simples, e a realidade
que deveria adequar-se a elas não era nenhuma das duas coisas.” 
(E. J. Hobsbawm. A Era dos Impérios. 
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, p. 46.) 
A menção do autor remete às justificativas, muitas vezes apontadas,
sobre a ocupação imperialista em África e Ásia nos séculos XIX e XX.
Sua indicação sugere certa complexidade a esse processo. Portanto,
permite que façamos as seguintes afirmações, exceto:
a) O apartheid na África do Sul foi uma proposta de superação da
segregação e da supremacia holandesa e inglesa. Após 70 anos do
início dessa prática, a população sul-africana se tornou exemplo
mundial na construção de um país após domínios estrangeiros. 
b) A experiência do Timor Leste é significativa para observarmos a
dificuldade de assegurar a autonomia de uma nação, pois essa
região permaneceu como território português até meados da década
de 1970 e, após isso, os timorenses lutaram contra o domínio da
Indonésia até início do século XXI, dizimando grande parte da
população. 
c) A morte de Gandhi, em 1948, – após a independência e perda de
territórios indianos na constituição de outros países –, é expressão
da luta estabelecida pela independência e, também, os limites dessa
conquista. 
d) A Guerra Fria impulsionou determinadas ações para a independência,
as quais foram promovidas tanto pelos Estados Unidos quanto pela
União Soviética. Entretanto, a Conferência de Bandung, em meados
do séc. XX, procurava assegurar o não alinhamento e preservar
interesses das nações afro-asiáticas. 
e) A tensão vivenciada em face do grande número de civis mortos e os
abusos cometidos tanto na ocupação estrangeira quanto no processo
de independência causaram imensos problemas para a reestru -
turação das nações afro-asiáticas.
RESOLUÇÃO:
O regime do apartheid que ocorreu na África do Sul na segunda metade do
século XX foi um exemplo de segregação racial na qual uma minoria
branca dominava e discriminava a maioria negra. 
Resposta: A
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7. (UNESP) – “Nem todos os homens se renderam diante das forças
irresistíveis do novo mundo fabril, e a experiência do movimento dos
quebradores de máquina demonstra uma inequívoca capacidade dos
trabalhadores para desencadear uma luta aberta contra o sistema de
fábrica. De um lado, esse movimento de resistência visava investir
contra as novas relações hierárquicas e autoritárias introduzidas no
interior do processo de trabalho fabril, e nessa medida a destruição das
máquinas funcionava como mecanismo de pressão contra a nova
direção organizativa das empresas; de outro lado, inúmeras atividades
de destruição carregaram implicitamente uma profunda hostilidade
contra as novas máquinas e contra o marco organizador da produção
que essa tecnologia impunha.”
(Edgar de Decca. O nascimento das fábricas, 1982. Adaptado.)
De acordo com o texto, os movimentos dos quebradores de máquinas,
na Inglaterra do final do século XVIII e início do XIX,
a) expunham a rápida e eficaz ação dos sindicatos, capazes de
coordenar ações destrutivas em fábricas de diversas partes do país.
b) representavam uma reação diante da ordem e da disciplinarização
do trabalho, facilitadas pelo emprego de máquinas na produção
fabril.
c) indicavam o aprimoramento das condições de trabalho nas fábricas,
que contavam com aparato de segurança interna contra atos de
vandalismo.
d) revelavam a ingenuidade de alguns trabalhadores, que não
percebiam que as máquinas auxiliavam e facilitavam seu trabalho.
e) simbolizavam a rebeldia da maioria dos traba lhadores, envolvidos
com partidos e agrupamentos políticos de inspiração marxista.
RESOLUÇÃO:
O movimento citado no texto – quebra das máquinas – era o ludismo. Ele
simbolizava uma resistência a duas coisas: (1) a rigidez do trabalho nas
fábricas e (2) o desemprego gerado pela maquinofatura.
Resposta: B
8. (UFJF-2019) – Observe os dados a seguir.
I – Produtividade na indústria inglesa
de tecidos de algodão
(FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História.
v. III. Lisboa: Plátano, s/d.)
II – Projeções em torno do 
mercado de trabalho mundial até 2020
A partir dos dados apresentados a respeito dos cenários de trabalho e
emprego no mundo desde o advento da Revolução Industrial, é possível
afirmar que
a) enquanto na primeira tabela são revelados aspectos sobre a
qualidade de vida da população operária no período posterior à
Revolução Industrial, no segundo informe são trazidos aspectos
relativos à partição mundial da riqueza entre os trabalhadores. 
b) a tendência de automação observada desde o advento da Revolução
Industrial vem produzindo cenários de crise derivados de um
desemprego estrutural típico da economia capitalista. 
c) os dados sobre o contexto contemporâneo revelam um cenário de
equilibrado crescimento econômico global e são explicados em
virtude do aumento dos empregos, o que vem acontecendo desde a
Revolução Industrial. 
d) os dados sobre o contexto do século XIX revelam um cenário de
retração econômica e podem ser explicados pela ausência de
capitais a serem investidos na indústria. 
e) as transformações nas formas de produção e organização do
trabalho produzidas no contexto da Revolução Industrial tiveram
caráter local e regional, com frágeis impactos nos períodos
históricos posteriores.
RESOLUÇÃO:
A Revolução Industrial desde a Primeira Fase, no final do século XVIII,
tem provocado transformações significativas no mundo econômico e social,
no entanto, a partir da Terceira Fase, depois da década de 1970, ocorreu
uma grande Revolução Tecnológica pautada em novas tecnologias,
inovações, conhecimentos, culminando em um desemprego estrutural. As
novas demandas de emprego estão ligadas a outras modalidades de
trabalho, conforme aponta a projeção do mercado de trabalho. 
Resposta: B
Anos Número de horasde trabalho
Produção por 
operário
1829-1831 100 100
1844-1846 87 372
1859-1861 87 708
1880-1882 82 948
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1. Surgido entre 1917 e 1919, o vírus H1N1 (que depois voltaria a se
manifestar em 2009), espalhou-se por todos os países participantes do
conflito. A censura militar escondeu a doença da imprensa, o que fez
com que a mortalidade atingisse grandes parcelas da população na
Tríplice Aliança e na Tríplice Entente. Na Espanha neutra morreu o rei
Afonso XIII. Como a Espanha era neutra, a censura militar liberava
informações sobre o país, o que erroneamente denominou a doença.
Com base nas imagens e nos seus conhecimentos, podemos identificar
o conflito como 
a) a Segunda Grande Guerra Mundial, na qual a censura militar ajudou
a disseminar a ideia da tecnológicaguerra biológica alemã que se
somou à prática da guerra química.
b) a Revolução Russa de 1917, na qual a violência do conflito e o
caráter antidemocrático do czarismo propiciaram informações
errôneas sobre a a natureza da pandemia.
c) a Primeira Grande Guerra Mundial, na qual a inovação das práticas
militares e a manipulação da população pela censura dos
contendores acabou por facilitar a disseminação da doença.
d) a Primeira Guerra Mundial, na qual as ótimas condições de higiene
e o forte conhecimento científico na área de infectologia rapidamente
contiveram a disseminação da enfermidade.
RESOLUÇÃO:
A H1N1 surgiu nos campos de batalha, na fase final da Primeira Grande
Guerra Mundial (1914-1918). Alguns afirmam que ele é um cruzamento
de vírus humanos com os da gripe suína. As péssimas condições de higiene,
a ignorância e a manipulação dos meios de comunicação na guerra
colaboraram para sua rápida e mortal disseminação. 
Resposta: C
Imagens acima:
– Recomendações das autoridades para evitar o contágio
– Família com máscaras de proteção.
– Soldados norte-americanos na França.
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2. (PUC-Campinas) – “Regimes que se dizem cristãos e que derivam
sua autoridade de um determinado corpo de textos já variaram do reino
feudal de Jerusalém aos shakers, do império dos tsares russos à República
Holandesa, da Genebra de Calvino à Inglaterra georgiana. Em épocas
distintas, a teologia cristã absorveu Aristóteles e Marx. Todos afirmavam
provir dos ensinamentos de Cristo – embora em geral desagradando a
outros cristãos igualmente convencidos de sua cristandade.”
(Eric Hobsbawm. Como mudar o mundo. Marx e o marxismo (1840-2011).
São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 312.)
Sobre o império dos tsares russos a que o texto se refere, pode-se
afirmar que, na década de 1860, o czar Alexandre II, com empréstimos
franceses, inicia 
a) uma intensa reforma social e política como a abolição da escravidão,
da prisão por dívida, reformas educacionais e restabelecimento de
liberdade de culto e uma ampla reforma agrária com confisco das
terras dos nobres emigrados. 
b) um forte desenvolvimento industrial e militar na Rússia provocando
algumas mudanças socioeconômicas, como o do controle operário
sobre a produção e a distribuição igualitária do que for produzido
pelos membros da sociedade. 
c) uma crescente intervenção do Estado russo sobre a economia
provocando muitas mudanças, como a decadência dos dogmas do
liberalismo, a falência do pequeno proprietário de terra e a emissão
de moedas para conter a inflação. 
d) um acentuado período de planejamento econômico na Rússia, por
meio de medidas como o financiamento das obras públicas, com o
intuito de minimizar o desemprego, estimular o consumo, aumentar
o salário do trabalhador. 
e) uma concentrada industrialização na Rússia provocando diversas
modificações sociais, como o surgimento de um vigoroso
movimento operário e o início da disputa política entre a jovem
burguesia e a nobreza russa. 
RESOLUÇÃO:
A Rússia deu início tardiamente à sua Revolução Industrial. As péssimas
condições de trabalho impostas ao campesinato russo foram transferidas
para as fábricas, para seus trabalhadores urbanos, o que deu margem para
o surgimento de um organizado movimento operário russo e do Partido
Social Democrata Russo. Tais surgimentos foram precedentes da Revolução
Russa. 
Resposta: E
3. (MACKENZIE) – “Em 30 de janeiro de 1933, Hitler se tornou
chanceler da Alemanha (...) [e] agiu rápido para extinguir a democracia
[no país]. Um Decreto de Emergência, aprovado pelo Reichstag em 5
de fevereiro, desapropriava todos os prédios e todas as prensas
tipográficas do Partido Comunista e fechava as organizações pacifistas.
Os Camisas-Marrons atacaram os prédios da federação dos sindicatos
e surraram opositores políticos nas ruas. (...) A partir de 9 de março, o
terror encontrou uma base segura atrás de arames farpados. O processo
se iniciou no dia em que a SS enviou milhares de críticos do regime,
entre eles comunistas, sociais-democratas, sindicalistas e judeus de
toda sorte para um assim chamado ‘campo de concentração’ criado em
Dachau, perto de Munique, coordenado por um dos pelotões mais
brutais da SS na Baviera”.
(Martin Gilbert. A História do Século XX. 
São Paulo: Planeta, 2016, pp. 243-244.)
O texto aponta a ideologia e as ações levadas adiante pelo regime
nazista na Alemanha. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
a) Profundamente antissemita e avessa à democracia e ao comunismo,
a política nazista pautou-se pela concretização de um Estado
totalitário de extrema direita. Para isso, ações terroristas,
perseguição e eliminação de amplos setores sociais e políticos
foram armas utilizadas, visando à legitimação e à consolidação do
regime idealizado por Hitler.
b) O regime nazista, uma vez no poder, perseguiu e eliminou os
opositores, destacadamente comunistas e judeus. Sua ligação com
movimentos sindicais de esquerda, na Alemanha, foi importante na
estratégia nazista de tomada de poder, mas não foi suficiente para
evitar o extermínio dos comunistas nos campos de concentração.
c) Racismo, xenofobia e aversão aos princípios democráticos foram
características fundamentais do Estado nazista implantado na
Alemanha. Para legitimar suas ações perante a população, Hitler,
uma vez no poder, criou campos de extermínio por todo o país e
confinou neles antigos aliados, tais como os comunistas.
d) O regime nazista consolidou-se a partir da década de 1930. Sua
gestação, porém, iniciou-se anos antes, quando Hitler, com apoio da
SS, promoveu atentados a sinagogas, sindicatos e prédios públicos
e conseguiu uma ampla rede de apoio entre jovens nacionalistas
frustrados com a política e a economia do país.
e) O nacionalismo que surgiu com o regime nazista estruturou-se em
bases racistas e terroristas, ao perseguir e eliminar exclusivamente
judeus e comunistas. Por isso, agrupamentos como os Camisas-
Marrons e a SS foram fundamentais, pois atuavam como o braço
armado de um poderoso sentimento de pertencimento gerado na
população do país.
RESOLUÇÃO:
O texto remete à implantação do Terceiro Reich na Alemanha em 1933.
Hitler, líder do Partido Nazista, liderou um processo de extermínio aos
judeus, com o uso dos campos de concentração, criticou a democracia, as
ideias comunistas e liberais e defendeu um Estado totalitário pautado em
um forte nacionalismo e militarismo.
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4. (ACAFE-2019) – Em 2019 completaram-se 80 anos do início da
Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Acerca dos antecedentes que
contribuíram para este conflito e das ações realizadas durante esta
guerra, é correto afirmar: 
a) Antes do início da guerra, alemães e soviéticos assinaram um pacto
de não agressão. Uma das cláusulas deste pacto previa a divisão da
Polônia entre a Alemanha e a União Soviética. 
b) A Operação Barbarossa visava assegurar a hegemonia alemã no
Canal da Mancha, iniciando a ocupação da França. 
c) Os alemães venceram a Batalha de Stalingrado e forçaram o recuo
do Exército Vermelho. Os britânicos foram decisivos para a
reorganização do Exército Soviético e para seu posterior avanço
rumo a Berlim. 
d) Durante a Segunda Guerra, o mapa da Europa modificou-se,
surgiram a Iugoslávia e a Romênia, e a República Tcheca separou-
se da Eslováquia. 
RESOLUÇÃO:
O pacto de não agressão germano-soviético, conhecido como Ribbentrop-
Molotov, é considerado o estopim da Segunda Guerra Mundial, 1939-1945.
O pacto desagradou muito Inglaterra e França, que imaginavam um
conflito entre Hitler e Stálin. A grande vítima desse acordo foi a Polônia,
que foi dividida entre alemães e soviéticos. Esse pacto também permitiu à
URSS expandir-se pelo Báltico.
Resposta: A5. (UFPR-2020) – Com o fim da Segunda Guerra Mundial, foram
constituídas zonas de influência geopolítica caracterizadas pela
hegemonia ostentada por duas superpotências econômicas e militares
que emergiram do conflito: Estados Unidos e União Soviética. Sobre
o período que se convencionou denominar como “Guerra Fria”, é
correto afirmar: 
a) Índia, Egito e Indonésia, entre outros, permaneceram neutros
durante a Guerra Fria, não se alinhando ao sistema bipolar. 
b) Acordos econômicos eram efetivados entre o Japão e a China, que
se mantiveram neutros em relação aos conflitos do Ocidente. 
c) Na década de 1950, os Estados Unidos e a União Soviética
assinaram um pacto para evitar a proliferação de armas nucleares. 
d) O macarthismo, movimento político desenvolvido nos Estados
Unidos durante a década de 1950, manifestou-se pelo fim das
hostilidades entre soviéticos e estadunidenses. 
e) Com a morte do líder soviético Stálin, ocorrida no ano de 1953, o
sistema mundial de dominação bipolar foi dissolvido, sendo criada
no ano seguinte a Liga das Nações. 
RESOLUÇÃO:
A Guerra Fria permaneceu apesar da morte de Stálin em 1953. O
macarthismo, década de 1950 nos Estados Unidos, foi caracterizado por
uma verdadeira “caça aos comunistas” ou simpatizantes. EUA e URSS não
assinaram acordos para evitar a proliferação de armas nucleares na década
de 1950. Em 1955 ocorreu a Conferência de Bandung na Indonésia, os
países dela participantes defenderam a autodeterminação dos povos,
criticaram o imperialismo, apoiaram o anticolonialismo e o combate ao
racismo. Surgiu a expressão “Terceiro Mundo”, o bloco dos países não
alinhados com EUA ou URSS; é o caso do Egito liderado por Nasser, Índia
liderada por Nehru e a Indonésia de Sukarno, entre outros. 
Resposta: A
6. (UFRGS-2020) – Em agosto de 1969, foi realizado, no estado de
Nova Iorque, um grande festival de música e arte que ficou conhecido
como “Woodstock”, considerado marco e expressão do movimento de
contracultura.
A respeito dos objetivos desse movimento, é correto afirmar que
a) era composto, majoritariamente, por jovens apoiadores da expansão
imperialista dos Estados Unidos no Oriente Médio. 
b) representou os ideais conservadores de artistas e intelectuais do
Partido Republicano, contrários à expansão de uma nova cultura
juvenil que pregava a liberdade sexual. 
c) foi um movimento engajado na luta pacifista e contrário à
participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. 
d) foi um movimento que, fundado por jovens oriundos do sul do
continente, pregava a valorização do folclore e da cultura da
América Latina. 
e) foi liderado por artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joan Baez
e Bob Dylan, defensores do caráter neutro da cultura em relação
aos assuntos políticos. 
RESOLUÇÃO:
Em meio à bipolaridade típica da Guerra Fria, foi realizado o Festival de
Woodstock em NY. Reunindo um público adepto da cultura hippie e do
rock and roll, o Festival acabou tornando-se uma bandeira pela retirada
dos EUA da Guerra do Vietnã, então vigente.
Resposta: C
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7. (UFMS-2020) – Leia a frase a seguir.
“Esse é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para
a humanidade.”
(Neil Armstrong).
A frase dita por Neil Armstrong em 20 de julho de 1969, quando o
norte-americano foi o primeiro homem a pisar na Lua, se tornou uma
das mais simbólicas do período denominado Guerra Fria, um conflito
político-ideológico que polarizou o mundo na segunda metade do
século XX. Em relação à corrida espacial, assinale a alternativa correta.
a) Foi um período de intensa corrida bélica entre os países que
compunham a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança, já que havia
um clima de tensões e animosidades, podendo desencadear-se uma
guerra a qualquer momento. 
b) Foi um acordo assinado entre Estados Unidos e União Soviética
para não transferir a tecnologia espacial aos demais países. A ideia
era promover um uso racional do espaço. 
c) Foi uma corrida tecnológica entre Estados Unidos e União Soviética
a partir de 1957. Os Estados Unidos logo obtiveram vantagem
quando inauguraram, em 1961, a Estação Espacial Modular, que
permitiu avanços significativos na tecnologia aeroespacial. 
d) Foi uma corrida tecnológica entre Estados Unidos e União Soviética
a partir de 1957. A ideia era desenvolver tecnologia para a
construção de aeronaves espaciais e satélites que ajudassem na
exploração do espaço. 
e) Foi uma corrida tecnológica desenvolvida em parceria entre Estados
Unidos e União Soviética a partir de 1945, para a construção de
aeronaves espaciais e satélites que ajudassem na exploração do espaço.
RESOLUÇÃO:
A Guerra Fria, 1945-1991, foi um conflito ideológico entre o mundo
capitalista liderado pelos Estados Unidos contra o mundo socialista
liderado pela URSS. Em 1957, comemorando os 40 anos da Revolução
Russa, a URSS iniciou a corrida espacial com o satélite Sputnik 1; poucos
meses depois, os EUA também entraram na corrida espacial.
Resposta: D
8. (UFJF-2019) – 1968 foi o ano em que milhares de estudantes e
militantes franceses saíram às ruas contra a repressão e a desigualdade
entre os sexos nas universidades, contra um grande espectro de
posturas conservadoras e contra o então presidente Charles de Gaulle.
Os protestos se espalharam por grande parte dos países ocidentais,
ganhando contornos diversos, conforme cada contexto. Observe abaixo
algumas frases pichadas pelos manifestantes nos muros franceses e
usadas em cartazes em maio de 1968:
“A humanidade nunca será feliz até o último capitalista ser
enforcado nas tripas do último burocrata.”
“A mercadoria, nós a queimaremos.”
“Corra, camarada, o velho mundo está atrás de você.”
“É proibido proibir.”
“Faça amor, não faça guerra.”
“Meu corpo é meu.”
“O patrão precisa de ti; tu não precisas do patrão.”
“Professores, vocês nos fazem envelhecer.”
“Quanto mais eu faço amor, mais eu tenho vontade de fazer
revolução; quanto mais eu faço revolução, mais eu tenho vontade de
fazer amor.”
“Você está sendo intoxicado: rádio, televisão, jornal, mentira.”
(Disponível em: <https://bit.ly/2w3el4Z>. Acesso em: 10 out. 2018.)
Sobre os movimentos de 1968 e seus desdobramentos, é correto afirmar
que
a) consideravam a mídia um poderoso instrumento de contestação. 
b) criticavam o status quo, o sistema capitalista e a sociedade de
consumo. 
c) defendiam a estrutura da educação formal vigente. 
d) eram contra a liberdade sexual e a igualdade entre os sexos. 
e) exigiam maior integração dos jovens às fileiras dos exércitos
nacionais. 
RESOLUÇÃO:
Os movimentos de 1968, iniciados na França e replicados em vários lugares
do mundo, tiveram em comum uma agenda básica de reivindicações: o fim
da sociedade de consumo e das desigualdades sociais criadas pelo sistema
capitalista de produção, uma maior valorização dos trabalhadores e a
ampliação dos seus direitos, o direito às decisões sobre o que fazer em
relação ao próprio corpo, em especial no caso das mulheres, e o pacifismo
ao invés dos conflitos armados.
Resposta: B
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