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APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 1 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Olá, Concurseiro(a) de Plantão!! Sou Érica Oliveira, Professora, Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará, Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará e Especialista em Concursos na área da Saúde. Gostaria de desejar bons estudos com a leitura da apostila do CURSO PREPARATÓRIO PARA O CONCURSO DO IJF e afirmar com toda certeza que você terá acesso a um material diferenciado, de qualidade e direcionado para o objetivo da sua APROVAÇÃO! Todos sabemos que o caminho para o sucesso é árduo, porém, todo o esforço e dedicação valem muito a pena. Conte comigo para auxiliá-lo na trilha do caminho de seu SUCESSO!!! Minha missão é DIRECIONAR você para conquistar a sua APROVAÇÃO!! E lembre-se: Agora, o seu sonho não é mais seu, ele é NOSSO!! Estamos juntos nessa caminhada rumo à aprovação! VAMOS COM FOCO TOTAL!! DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVAÇÃO!! SUMÁRIO 📚 📌 LEGISLAÇÃO DE ENFERMAGEM 02 📚 📌 PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA EM SAÚDE 24 📚 📌 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – CME 47 📚 📌 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO PRÉ, TRANS E PÓS-OPERATÓRIO 58 📚 📌 TRANSFUSÃO SANGUÍNEA E HEMODERIVADOS 73 📚 📌 SEGURANÇA DO PACIENTE ADMNISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 89 📚 📌 REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS SUPORTE BÁSICO DE VIDA E SUPORTE AVANÇADO DE VIDA 104 📚 📌 CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES VÍTIMAS DE QUEIMADURAS 120 📚 📌 CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TOXICOLOGIA 125 📚 📌 ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS 128 📚 📌 PACIENTE CRÍTICO 141 📚 📌 CUIDADO DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE FERIDAS 155 📚 📌 POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DO SUS 166 📚 📌 SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS E NOTIFICAÇÃO (SINAN) 172 ATENÇÃO! Este material é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudica o professor que elabora o material pensando na sua APROVAÇÃO! Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente através do site Aperfeiçoar Saúde ou com a professora Érica Oliveira. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 2 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. LEGISLAÇÃO DE ENFERMAGEM “O segredo é um só: acreditar que tudo vai dar certo! Porque vai!!” A enfermagem possui uma legislação própria para regulamentar as ações da profissão. Um dos grandes entraves para a profissão é o enfermeiro/técnico/auxiliar/parteira desconhecer sua legislação, fazendo com que esses profissionais possam incorrer em imperícia, negligência ou imprudência, ou até executar atividades que possam estar além de suas competências, exercendo ilegalmente outra profissão. O conhecimento e a compreensão das resoluções, leis e código que regem a enfermagem é fundamental para o profissional de enfermagem. BIOÉTICA A Bioética pode ser compreendida como “o estudo sistemático de caráter multidisciplinar, da conduta humana na área das ciências da vida e da saúde, na medida em que esta conduta é examinada à luz dos valores e princípios morais”. O comportamento ético em atividades de saúde não se limita ao indivíduo, devendo ter também, um enfoque de responsabilidade social e ampliação dos direitos da cidadania, uma vez que sem cidadania não há saúde. A Bioética se sustenta em quatro princípios. Estes princípios devem nortear as discussões, decisões, procedimentos e ações na esfera dos cuidados da saúde. São eles: beneficência, não-maleficência, autonomia e justiça ou equidade PRINCÍPIOS DA ÉTICA NÃO MALEFICÊNCIA Propõe a obrigação de não inflingir dano intencional. O Juramento Hipocrático insere obrigações de Não- Maleficência e Beneficência: "Usarei meu poder para ajudar os doentes com o melhor de minha habilidade e julgamento; abster-me-ei de causar danos ou de enganar a qualquer homem com ele.“ • Dano: não restrito aos aspectos físicos, como a dor, incapacidades e morte. Inclui os âmbitos psíquico, social e moral: • Não matar • Não causar sofrimento • Não incapacitar • Não ofender • Não privar os outros dos bens da vida. BENEFICÊNCIA Beneficência é fazer o bem • Estabelece que devemos fazer o bem aos outros, independentemente de desejá-lo ou não • não causar o mal • maximizar os benefícios possíveis e • minimizar os danos possíveis. • Benevolência = desejar o bem; • Benemerência = merecer o bem AUTONOMIA Tomada de decisão individual “Sobre si mesmo, sobre seu corpo e sua mente, o indivíduo é soberano” John Stuart Mill “Todo ser humano de idade adulta e com plena consciência, tem o direito de decidir o que pode ser feito no seu próprio corpo” Juiz Benjamim Cardozo • Ação livre • Responsabilidade pelo respeito à pessoa individualmente. JUSTIÇA Sentido distributivo • Entende-se justiça distributiva como sendo a distribuição justa, equitativa e apropriada na sociedade, de acordo com normas que estruturam os termos da cooperação social. • Distribuição justa • Equitativa e universal • Distribuição dos direitos e responsabilidades da sociedade 📌ATENÇÃO! DESPENCA EM PROVAS!! Imperícia: falta de conhecimento teórico e prático para exercer uma função. Um profissional de enfermagem é imperito quando faz um procedimento que não é de sua competência. Caracteriza-se principalmente pela inabilidade e incompetência profissional, o que a distingue da imprudência e da negligência. É a ignorância, desconhecimento de coisas que se faz necessário saber. Imprudência: profissional que expõe sua clientela a riscos desnecessários ou sequer se esforça para tentar minimizá- los. Distingue-se da imperícia por ser uma ação que poderia ter sido prevista e evitada. Está presente quando se sabe a forma correta de proceder e, mesmo assim, procede-se de forma errada. Negligência: ato omissivo, ou seja, deixa=se de fazer algo que se faz necessário à assistência ao cliente. Possui conhecimentos para a realização de determinada ações, e, no entanto deixa de realiza-lo podendo acarretar danos. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 3 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. ATENÇÃO! LEI No 7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º É livre o exercício da enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições desta lei. Isso significa dizer que a enfermagem pode ser exercida em todo o Brasil, ou seja, se o título for do Brasil, a profissão pode ser exercida em todas as cidades brasileiras. Ele só tem valor legal no país. Caso a pessoa vá para outro país, ela precisa validar o título conforme as exigências do local que se pretende ir. Art. 2º A enfermagem e suas atividades auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no ConselhoRegional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício. Pessoa legalmente habilitada é sinônimo de estar capacitado para exercer as atividades de enfermagem. Esta habilidade é comprovada por meio do título. Além disso, é necessário que o profissional seja inscrito no conselho regional da região em que será exercida a profissão. Parágrafo único. A enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilitação. Art. 3º O planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde incluem planejamento e programação de enfermagem. Art. 4º A programação de enfermagem inclui a prescrição da assistência de enfermagem. Planejamento é a determinação de uma sequência de ações que tem por objetivo alcançar um resultado desejado; determina aquilo que deve ser feito. O planejamento é o ponto de partida em qualquer nível de organização. Para se programar é necessário se planejar! Veja a imagem a seguir. Art. 5º (VETADO). § 1º (VETADO). § 2º (VETADO). Art. 6º São enfermeiros: I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituição de ensino, nos termos da lei; II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, conferido nos termos da lei; III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola estrangeira segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz; IV - aqueles que, não abrangidos pelos incisos anteriores, obtiverem título de Enfermeiro conforme o disposto na alínea d do art. 3º do Decreto nº 50.387, de 28 de março de 1961. Art. 7º São Técnicos de Enfermagem: I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e registrado pelo órgão competente; II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%207.498-1986?OpenDocument http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 4 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Art. 8º São Auxiliares de Enfermagem: I - o titular de certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituição de ensino, nos termos da lei e registrado no órgão competente; II - o titular de diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956; III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961; IV - o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da Federação, nos termos do Decreto-lei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967; VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem. Art. 9º São Parteiras: I - a titular do certificado previsto no art. 1º do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; II - a titular do diploma ou certificado de Parteira, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil, até 2 (dois) anos após a publicação desta lei, como certificado de Parteira. Art. 10. (VETADO). Art. 11. O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-lhe: I - privativamente: a) direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública e privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem; b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços; c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem; d) (VETADO); e) (VETADO); f) (VETADO); g) (VETADO); h) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem; i) consulta de enfermagem; j) prescrição da assistência de enfermagem; l) cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida; m) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas; II - como integrante da equipe de saúde: a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde; b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde; c) prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde; d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação; e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral; f) prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados à clientela durante a assistência de enfermagem; g) assistência de enfermagem à gestante, parturiente e puérpera; h) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto; i) execução do parto sem distocia; j) educação visando à melhoria de saúde da população. Parágrafo único. As profissionais referidas no inciso II do art. 6º desta lei incumbe, ainda: a) assistência à parturiente e ao parto normal; b) identificação das distocias obstétricas e tomada de providências até a chegada do médico; c) realização de episiotomia e episiorrafia e aplicação de anestesia local, quando necessária. Art. 12. O Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de enfermagem, cabendo-lhe especialmente: a) participar da programação da assistência de enfermagem; b) executar ações assistenciais de enfermagem, exceto as privativas do Enfermeiro, observado o disposto no parágrafo único do art. 11 desta lei; c) participar da orientação e supervisão do trabalho de enfermagem em grau auxiliar; d) participar da equipe de saúde. Art. 13. O Auxiliar de Enfermagem exerce atividades de nível médio, de natureza repetitiva, envolvendo serviços auxiliares de enfermagem sob supervisão, bem como a participação em nível de execução simples, em processos de tratamento, cabendo-lhe especialmente: a) observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas; b) executar ações detratamento simples; c) prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente; d) participar da equipe de saúde. Art. 14. (VETADO). Art. 15. As atividades referidas nos arts. 12 e 13 desta lei, quando exercidas em instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde, somente podem ser desempenhadas sob orientação e supervisão de Enfermeiro. Art. 16. (VETADO). Art. 17. (VETADO). Art. 18. (VETADO). Parágrafo único. (VETADO). Art. 19. (VETADO). Art. 20. Os órgãos de pessoal da administração pública direta e indireta, federal, estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Territórios observarão, no provimento de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L2822.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L2822.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2604.htm#art2iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2604.htm#art2iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D23774.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D23774.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3640.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3640.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del0299.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del0299.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3640.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 5 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. cargos e funções e na contratação de pessoal de enfermagem, de todos os graus, os preceitos desta lei. Parágrafo único. Os órgãos a que se refere este artigo promoverão as medidas necessárias à harmonização das situações já existentes com as disposições desta lei, respeitados os direitos adquiridos quanto a vencimentos e salários. Art. 21. (VETADO). Art. 22. (VETADO). Art. 23. O pessoal que se encontra executando tarefas de enfermagem, em virtude de carência de recursos humanos de nível médio nessa área, sem possuir formação específica regulada em lei, será autorizado, pelo Conselho Federal de Enfermagem, a exercer atividades elementares de enfermagem, observado o disposto no art. 15 desta lei. Parágrafo único. A autorização referida neste artigo, que obedecerá aos critérios baixados pelo Conselho Federal de Enfermagem, somente poderá ser concedida durante o prazo de 10 (dez) anos, a contar da promulgação desta lei. Parágrafo único. É assegurado aos atendentes de enfermagem, admitidos antes da vigência desta lei, o exercício das atividades elementares da enfermagem, observado o disposto em seu artigo 15. (Redação dada pela Lei nº 8.967, de 1994) Art. 24. (VETADO). Parágrafo único. (VETADO). Art. 25. O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias a contar da data de sua publicação. Art. 26. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 27. Revogam-se (VETADO) as demais disposições em contrário. Brasília, 25 de junho de 1986; 165º da Independência e 98º da República. JOSÉ SARNEY Almir Pazzianotto Pinto DECRETO No 94.406, DE 8 DE JUNHO DE 1987 Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, e tendo em vista o disposto no artigo 25 da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, DECRETA: Art. 1º O exercício da atividade de enfermagem, observadas as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e respeitados os graus de habilitação, é privativo de Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiro e só será permitido ao profissional inscrito no Conselho Regional de Enfermagem da respectiva Região. Art. 2º As instituições e serviços de saúde incluirão a atividade de enfermagem no seu planejamento e programação. Art. 3º A prescrição da assistência de enfermagem é parte integrante do programa de enfermagem. Art. 4º São Enfermeiros: I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituição de ensino, nos termos da lei; II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, conferido nos termos da lei; III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola estrangeira segundo as respectivas leis, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz; IV - aqueles que, não abrangidos pelos itens anteriores, obtiveram título de Enfermeiro conforme o disposto na letra d do art. 3º do Decreto nº 50.387, de 28 de março de 1961. Art. 5º São Técnicos de Enfermagem: I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e registrado no órgão competente; II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem. Art. 6º São auxiliares de Enfermagem: I - o titular de certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituição de ensino, nos termos da lei, e registrado no órgão competente; II - o titular do diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956; III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o item III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961; IV - o titular do certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da Federação, nos termos do Decreto nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto- lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967; VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificadode Auxiliar de Enfermagem. Art. 7º São Parteiros: I - o titular do certificado previsto no art. 1º do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; II - o titular do diploma ou certificado de Parteiro, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as respectivas leis, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil até 26 de junho de 1988, como certificado de Parteiro. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8967.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8967.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2094.406-1987?OpenDocument http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7498.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L2822.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L2822.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L2604.htm#art2iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L2604.htm#art2iii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4024.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4024.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D23774.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L3640.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L3640.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L3640.htm APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 6 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Art. 8º Ao Enfermeiro incumbe: I - privativamente: a) direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem; b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços; c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem; d) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem; e) consulta de enfermagem; f) prescrição da assistência de enfermagem; g) cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida; h) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas; II - como integrante de equipe de saúde: a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde; b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde; c) prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde; d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação; e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, inclusive como membro das respectivas comissões; f) participação na elaboração de medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos pacientes durante a assistência de enfermagem; g) participação na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral e nos programas de vigilância epidemiológica; h) prestação de assistência de enfermagem à gestante, parturiente, puérpera e ao recém-nascido; i) participação nos programas e nas atividades de assistência integral à saúde individual e de grupos específicos, particularmente daqueles prioritários e de alto risco; j) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto; l) execução e assistência obstétrica em situação de emergência e execução do parto sem distocia; m) participação em programas e atividades de educação sanitária, visando à melhoria de saúde do indivíduo, da família e da população em geral; n) participação nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde, particularmente nos programas de educação continuada; o) participação nos programas de higiene e segurança do trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças profissionais e do trabalho; p) participação na elaboração e na operacionalização do sistema de referência e contra-referência do paciente nos diferentes níveis de atenção à saúde; q) participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada à assistência de saúde; r) participação em bancas examinadoras, em matérias específicas de enfermagem, nos concursos para provimento de cargo ou contratação de Enfermeiro ou pessoal técnico e Auxiliar de Enfermagem. Art. 9º Às profissionais titulares de diploma ou certificados de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, além das atividades de que trata o artigo precedente, incumbe: I - prestação de assistência à parturiente e ao parto normal; II - identificação das distocias obstétricas e tomada de providência até a chegada do médico; III - realização de episiotomia e episiorrafia, com aplicação de anestesia local, quando necessária. Art. 10. O Técnico de Enfermagem exerce as atividades auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de enfermagem, cabendo-lhe: I - assistir ao Enfermeiro: a) no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem; b) na prestação de cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave; c) na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral em programas de vigilância epidemiológica; d) na prevenção e no controle sistemático da infecção hospitalar; e) na prevenção e controle sistemático de danos físicos que possam ser causados a pacientes durante a assistência de saúde; f) na execução dos programas referidos nas letras i e o do item II do art. 8º; II - executar atividades de assistência de enfermagem, excetuadas as privativas do enfermeiro e as referidas no art. 9º deste Decreto; III - integrar a equipe de saúde. Art. 11. O Auxiliar de Enfermagem executa as atividades auxiliares, de nível médio, atribuídas à equipe de enfermagem, cabendo-lhe: I - preparar o paciente para consultas, exames e tratamentos; II - observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação; III - executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de enfermagem, tais como: a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral; b) realizar controle hídrico; c) fazer curativos; d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio; e) executar tarefas referentes à conservação e aplicação de vacinas; f) efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em doenças transmissíveis; g) realizar testes e proceder à sua leitura, para subsídio de diagnóstico; h) colher material para exames laboratoriais; i) prestar cuidados de enfermagem pré e pós-operatórios; j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar; l) executar atividades de desinfecção e esterilização; IV - prestar cuidadosde higiene e conforto ao paciente e zelar por sua segurança, inclusive: a) alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se; APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 7 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos e de dependências de unidades de saúde; V - integrar a equipe de saúde; VI - participar de atividades de educação em saúde, inclusive: a) orientar os pacientes na pós-consulta, quanto ao cumprimento das prescrições de enfermagem e médicas; b) auxiliar o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem na execução dos programas de educação para a saúde; VII - executar os trabalhos de rotina vinculados à alta de pacientes; VIII - participar dos procedimentos pós-morte. Art. 12. Ao Parteiro incumbe: I - prestar cuidados à gestante e à parturiente; II - assistir ao parto normal, inclusive em domicílio; e III - cuidar da puérpera e do recém-nascido. Parágrafo único. As atividades de que trata este artigo são exercidas sob supervisão de Enfermeiro Obstetra, quando realizadas em instituições de saúde, e, sempre que possível, sob controle e supervisão de unidade de saúde, quando realizadas em domicílio ou onde se fizerem necessárias. Art. 13. As atividades relacionadas nos arts. 10 e 11 somente poderão ser exercidas sob supervisão, orientação e direção de Enfermeiro. Art. 14. Incumbe a todo o pessoal de enfermagem: I - cumprir e fazer cumprir o Código de Deontologia da Enfermagem; II - quando for o caso, anotar no prontuário do paciente as atividades da assistência de enfermagem, para fins estatísticos. Art. 15. Na administração pública direta e indireta, federal, estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Territórios será exigida como condição essencial para provimento de cargos e funções e contratação de pessoal de enfermagem, de todos os graus, a prova de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem da respectiva região. Parágrafo único. Os órgãos e entidades compreendidos neste artigo promoverão, em articulação com o Conselho Federal de Enfermagem, as medidas necessárias à adaptação das situações já existentes com as disposições deste Decreto, respeitados os direitos adquiridos quanto a vencimentos e salários. Art. 16. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. 17. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 8 de junho de 1987; 166º da Independência e 99º da República. JOSÉ SARNEY Eros Antonio de Almeida LEI N 8.967, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1994 Altera a redação do parágrafo único do art. 23 da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. Altera a redação do parágrafo único do art. 23 da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º – O Parágrafo único do Art. 23 da Lei nº 7.498 de 25 de junho de 1986, passa a vigorar com a seguinte redação: Parágrafo único – É assegurado aos Atendentes de Enfermagem, admitidos antes da vigência desta Lei, o exercício das atividades elementares da Enfermagem, observado o disposto em seu artigo 15. Art. 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 28 de dezembro de 1994; 175o da Independência e 106o da República Itamar Franco Marcelo Pimentel APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 8 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 📌SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Vamos iniciar um dos tópicos que é de extrema importância não somente para concursos, mas também para fortalecer a nossa profissão! Aproveitem a leitura e tenham certeza que uma questão de qualquer concurso que você faça...lá estará uma questão sobre esse assunto!! A essência da enfermagem é o cuidar e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é a metodologia usada para planejar, executar e avaliar o cuidado, constituindo ferramenta fundamental ao trabalho do enfermeiro. Várias são as nomenclaturas utilizadas para denominar a metodologia da assistência de enfermagem e a diversidade de paradigmas da profissão é uma das principais causas dessa variedade. A assistência prestada de acordo com o processo de enfermagem, a metodologia da assistência, consulta de enfermagem entre outros, segue o método científico para sua implementação e, dessa forma, conduz à Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) (CHAVES; SOLAI, 2013). O processo de enfermagem é um método científico, sistemático e dinâmico de prestação de cuidados humanizados e orientado para a obtenção dos melhores resultados. O método científico é uma abordagem que permite verificar se um conjunto de fatos corresponde à realidade e suas etapas envolvem: identificar o problema a ser investigado, coletar dados, formular uma hipótese, testar as hipóteses, avaliar os resultados para determinar se a hipótese foi provada. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ASPECTOS LEGAIS Para contextualização desse tópico, a RESOLUÇÃO COFEN nº 358/2009 é a mais indicada. Vamos conhecê-la? Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), no uso de suas atribuições legais que lhe são conferidas pela Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado pela Resolução COFEN nº 242, de 31 de agosto de 2000; CONSIDERANDO o art. 5º, Inciso XIII, e o art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988; CONSIDERANDO a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e o Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que a regulamenta; CONSIDERANDO os princípios fundamentais e as normas do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, aprovado pela Resolução COFEN nº 311, de 08 de fevereiro de 2007; CONSIDERANDO a evolução dos conceitos de Consulta de Enfermagem e de Sistematização da Assistência de Enfermagem; CONSIDERANDO que a Sistematização da Assistência de Enfermagem organiza o trabalho profissional quanto ao método, pessoal e instrumentos, tornando possível a operacionalização do processo de Enfermagem; CONSIDERANDO que o processo de Enfermagem é um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de Enfermagem e a documentação da prática profissional; CONSIDERANDO que a operacionalização e documentação do Processo de Enfermagem evidencia a contribuição da Enfermagem na atenção à saúde da população, aumentando a visibilidade e o reconhecimento profissional; CONSIDERANDO resultados de trabalho conjunto havido entre representantes do COFEN e da Subcomissão da Sistematização da Prática de Enfermagem e Diretoria da Associação Brasileira de Enfermagem, Gestão 2007-2010; e CONSIDERANDO tudo o mais que consta nos autos do Processo nº 134/2009; APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 9 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. RESOLVE:Art. 1º O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem. ATENÇÃO!! Portanto, cuidado se na sua prova ele restringe os locais de aplicação do Processo de enfermagem. Veja que são tanto em ambiente públicos quanto privados. Mas o requisito é: Ter cuidado profissional. Ou seja, aonde tem a enfermagem e o cuidado profissional, então deve ser realizado o Processo de enfermagem. E “deve” de forma imperativa mesmo. É uma regra! Há muita dúvida nesse sentido: Quando devo aplicar a SAE e o Processo de enfermagem professora? E a lei é clara nessa explicação: Sempre quando houver o CUIDADO profissional, em outras palavras ASSISTÊNCIA de enfermagem! § 1º – os ambientes de que trata o caput deste artigo referem-se a instituições prestadoras de serviços de internação hospitalar, instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, fábricas, entre outros. § 2º – quando realizado em instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, entre outros, o Processo de Saúde de Enfermagem corresponde ao usualmente denominado nesses ambientes como Consulta de Enfermagem. ATENÇÃO!! Verifique que no § 1º a Resolução ainda detalha alguns ambientes. O importante é que você saiba que se nesse ambiente tem cuidado da enfermagem, então deve ter o Processo de enfermagem. É citado escolas, fabricas, dentre outros, mas claro, se tiver o cuidado da enfermagem nesses locais. No § 2º a Resolução trata da Consulta de enfermagem. Durante a consulta se aplica as 5 etapas do processo de enfermagem, a diferença é que a consulta ocorre em ambientes específicos, ou seja, em ambiente em que não há regime de internação e sim atendimentos pontuais. De forma deliberada é de forma decidida! A enfermagem em cada instituição analisa as suas características institucionais de deliberar a implementação da cada etapa. E sistemática, porque deve ser organizada, metódica, em etapas! Art. 2º O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes: I Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem) Processo deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de métodos e técnicas variadas, que tem por finalidade a obtenção de informações sobre a pessoa, família ou coletividade humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde e doença. II Diagnóstico de Enfermagem Processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados na primeira etapa, que culmina com a tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam, com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença; e que constituem a base para a seleção das ações ou intervenções com as quais se objetiva alcançar os resultados esperados. III Planejamento de Enfermagem Determinação dos resultados que se espera alcançar; e das ações ou intervenções de enfermagem que serão realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença, identificadas na etapa de Diagnóstico de Enfermagem. IV Implementação Realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento de Enfermagem. V Avaliação de Enfermagem Processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença, para determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado esperado; e de verificação da necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do Processo de Enfermagem. Art. 3º O Processo de Enfermagem deve estar baseado num suporte teórico que oriente a coleta de dados, o estabelecimento de diagnósticos de enfermagem e o planejamento das ações ou intervenções de enfermagem; e que forneça a base para a avaliação dos resultados de enfermagem alcançados. Conforme a figura acima: as teorias devem ser, então, aplicadas em todas as fases sendo para estas um suporte! APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 10 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Art. 4º Ao enfermeiro, observadas as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 e do Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que a regulamenta, incumbe a liderança na execução e avaliação do Processo de Enfermagem, de modo a alcançar os resultados de enfermagem esperados, cabendo-lhe, privativamente, o diagnóstico de enfermagem acerca das respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença, bem como a prescrição das ações ou intervenções de enfermagem a serem realizadas, face a essas respostas. Art. 5º O Técnico de Enfermagem e o Auxiliar de Enfermagem, em conformidade com o disposto na Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e do Decreto 94.406, de 08 de junho de 1987, que a regulamenta, participam da execução do Processo de Enfermagem, naquilo que lhes couber, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro. Art. 6º A execução do Processo de Enfermagem deve ser registrada formalmente, envolvendo: a)um resumo dos dados coletados sobre a pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença; b)os diagnósticos de enfermagem acerca das respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença; c)as ações ou intervenções de enfermagem realizadas face aos diagnósticos de enfermagem identificados; d)os resultados alcançados como consequência das ações ou intervenções de enfermagem realizadas. Art. 7º Compete ao Conselho Federal de Enfermagem e aos Conselhos Regionais de Enfermagem, no ato que lhes couber, promover as condições, entre as quais, firmar convênios ou estabelecer parcerias, para o cumprimento desta Resolução. Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições contrárias, em especial, a Resolução COFEN nº 272/2002. CLASSIFICAÇÃO NA ENFERMAGEM DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM Um diagnóstico de enfermagem é um julgamento clínico sobre uma resposta humana a condições de saúde/processos da vida, ou uma vulnerabilidade a tal resposta, de um indivíduo, uma família, um grupo ou uma comunidade (NANDA-I, 2013). Os diagnósticos da NANDA-I são conceitos construídos por meio de um sistema multiaxial. Um eixo na Taxonomia II da NANDA-I é definido operacionalmente como uma dimensão da resposta humana considerada no processo diagnóstico. Existem sete eixos. O modelo de diagnóstico de enfermagem da NANDA-I mostra esses eixos e suas relações mútuas. Eixo 1: foco do diagnóstico Eixo 2: sujeito do diagnóstico (indivíduo, família, grupo, cuidador, comunidade, etc.) Eixo 3: julgamento (prejudicado, ineficaz, etc.) Eixo 4: localização (oral, periférico, cerebral, etc.) Eixo 5: idade (neonato, lactente, criança, adulto, etc.) Eixo 6: tempo (crônico, agudo, intermitente) Eixo 7: categoria do diagnóstico (com foco no problema, de risco, de promoção da saúde) A Taxonomia da NANDA-I oferece uma maneira de classificar e categorizar áreas de preocupação de um enfermeiro (i.e., os focos dos diagnósticos). Ela possui 244 diagnósticos de enfermagem, agrupados em 13 domínios e 47 classes. Na Taxonomia dos diagnósticos de enfermagem da NANDA- I, usamos um gráfico hierárquico para mostrar nossos domínios e classes (► Figura). Os diagnósticos em si não estão descritos nesse gráfico, embora pudessem estar. Arazão principal da não inclusão é a existência de 244 diagnósticos, o que deixaria o gráfico bastante grande – e de difícil leitura! ► Figura – Domínios e classes da Taxonomia II da NANDA-I (2018-2020). DOMÍNIOS CLASSES Promoção da Saúde Percepção da Saúde Controle da Saúde Nutrição Ingestão Digestão Absorção Metabolismo Hidratação Eliminação e troca Função Urinária Função Gastrintestinal Função Tegumentar Função Respiratória Atividade/repouso Sono/repouso Atividade/exercício Equilíbrio de energia Respostas cardiovasculares/pulmonares Autocuidado Percepção/cognição Atenção Orientação Sensação/percepção Cognição Comunicação Autopercepção Autoconceito Autoestima Imagem corporal Papéis e relacionamentos Papéis do cuidador Relações familiares Desempenho de papéis Sexualidade Identidade sexual Função sexual Reprodução Enfrentamento/tolerância ao estresse Respostas pós-trauma Respostas de enfrentamento Estresse neurocomportamental Princípios da vida Valores Crenças Coerência entre valores/crenças/atos Segurança/proteção Infecção Lesão física Violência APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 11 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Riscos Ambientais Processos defensivos Termorregulação Conforto Conforto físico Conforto ambiental Conforto social Crescimento/desenvolvimento Crescimento Desenvolvimento Os enfermeiros lidam com respostas a problemas de saúde/processos da vida entre indivíduos, famílias, grupos e comunidades. Essas respostas são a preocupação central dos cuidados de enfermagem e ocupam o círculo atribuído à profissão. Um diagnóstico de enfermagem pode ser focado em um problema, um estado de promoção da saúde ou um risco potencial. Diagnóstico com foco no problema – um julgamento clínico a respeito de uma resposta humana indesejável a uma condição de saúde/processo da vida que existe em um indivíduo, família, grupo ou comunidade. Diagnóstico de risco – um julgamento clínico a respeito da suscetibilidade de um indivíduo, família, grupo ou comunidade para o desenvolvimento de uma resposta humana indesejável a uma condição de saúde/processo da vida. Diagnóstico de promoção da saúde – um julgamento clínico a respeito da motivação e do desejo de aumentar o bem-estar e alcançar o potencial humano de saúde. Essas respostas são expressas por uma disposição para melhorar comportamentos de saúde específicos, podendo ser usadas em qualquer estado de saúde. Em pessoas incapazes de expressar sua própria disposição para melhorar comportamentos de saúde, o enfermeiro pode determinar a existência de uma condição para promoção da saúde e agir em benefício do indivíduo. As respostas de promoção da saúde podem manifestar-se em um indivíduo, família, grupo ou comunidade. Embora em número limitado na Taxonomia da NANDA-I, uma síndrome pode estar presente. Uma síndrome é um julgamento clínico relativo a um determinado agrupamento de diagnósticos de enfermagem que ocorrem juntos, sendo mais bem tratado por meio de intervenções similares. RESUMOS DE TERMO-CHAVE Termo Descrição Breve Diagnóstico de enfermagem Problema, potencialidade ou risco identificado em indivíduo, família, grupo ou comunidade Característica definidora Sinal ou sintoma (indicadores objetivos ou subjetivos) Fator relacionado Causas ou fatores contribuintes (fatores etiológicos) Fator de risco Determinante (aumenta o risco) População em risco Grupos de pessoas que partilham alguma característica que faz cada membro ser suscetível a determinada resposta humana. Essas características não são modificáveis pelo enfermeiro. Condição associada Diagnósticos médicos, lesões, procedimentos, dispositivos médicos ou agentes farmacêuticos. Essas condições não são independentemente modificáveis pelo enfermeiro. TAXONOMIA NIC Para se ter uma diretriz sobre o que deve ser prescrito a fim de que os resultados esperados sejam alcançados, o enfermeiro pode consultar a Nursing Intervention Classification (NIC), uma taxonomia de intervenções de enfermagem. Todas as intervenções NIC têm um título, uma definição, e para cada uma delas são descritas atividades que os enfermeiros realizam para solucionar os problemas apresentados pelos pacientes. Cabe ressaltar que nem todas as atividades listadas encontram-se na forma prescritiva, cabendo ao enfermeiro – após a checagem das ações a serem relacionadas com o paciente em questão – prescrever corretamente o cuidado a ser prestado. NIC ainda traz intervenções prioritárias, sugeridas e optativas. Intervenções prioritárias: São as mais prováveis para a solução do diagnóstico. Essas intervenções estão listadas em negrito. Foram selecionadas por se encaixarem bem na etiologia do diagnóstico e/ou características definidoras, apresentarem mais atividades visando à solução do problema, poder ser utilizadas em uma quantidade maior de locais e serem bem conhecidas a partir de pesquisas e uso clínico para se solucionar o diagnóstico. Intervenções Sugeridas: aquelas com probabilidade de remeter ao diagnóstico, mas não tão prováveis quanto às intervenções prioritárias. São às vezes mencionadas na literatura como remetentes ao diagnóstico, embora não sejam citadas com freqüência, podendo também ter relação apenas com a etiologia ou com a característica definidora dos diagnósticos de enfermagem. Intervenções adicionais optativas: são aquelas que se aplica a apenas alguns pacientes com o diagnóstico. Permitem ao enfermeiro personalizar ainda mais as prescrições de cada paciente. TAXONOMIA NOC A Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC – Nursing Outcomes Classification) é uma taxonomia complementar às taxonomias de NANDA e da NIC. Nela constam listagens de resultados de enfermagem para cada diagnóstico NANDA. A taxonomia NOC determina a condição de saúde de um paciente, do cuidador, da família, ou de uma comunidade, com o propósito de verificar as mudanças apresentadas por eles após as intervenções de enfermagem. A classificação atual NOC é uma lista de 330 resultados, cada qual constituído de um nome identificador, uma definição, uma lista de indicadores para APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 12 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. se determinar a condição de saúde do indivíduo, da família ou da comunidade em relação ao resultado avaliado, uma escala de cinco pontos e uma lista com referências. TEORIAS DE ENFERMAGEM As teorias podem ser definidas como um conjunto de afirmações sistemáticas, relacionadas com questões importantes de uma disciplina, que são comunicadas de modo coerente. São compostas por conceitos que se relacionam entre si. Nelas estão contidos aspectos da realidade que são comunicadas com a finalidade de descrever fenômenos, explicar as relações entre os fenômenos, prever as consequências e prescrever cuidados de enfermagem. As teorias de enfermagem representam um dos elementos que compõem a linguagem específica, objetivando consolidar a Enfermagem como ciência e arte na área da saúde. Formalmente, as teorias de enfermagem (essas formas sistemáticas de enxergar alguns fatos) surgiram a partir da década de 1950, nos Estados Unidos da América e vêm contribuindo para a consolidação da ciência da enfermagem porque elas mostram as formas de ver a enfermagem e ver os fenômenos relacionados ao nosso processo de trabalho.#FICA DE OLHO! “A teoria de enfermagem é um marco conceitual que fundamenta a prática assistencial que o serviço almeja alcançar” “As teorias devem direcionar as ações dos enfermeiros, de modo a eliminar o caráter empírico da intervenção e que se possa responsabilizá-los pelos cuidados a serem prestados aos pacientes” (Tannure; Pinheiro, 2015) A teoria funciona como o alicerce estrutural para a implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). O art. 3º da Resolução n. 358/2009 afirma que o processo de enfermagem deve basear-se em um suporte teórico. Nesse sentido, a teoria é a estrutura para construir o processo de enfermagem. WANDA DE AGUIAR HORTA - TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS Esta teoria desenvolvida por WANDA DE AGUIAR HORTA, tem como espelho a teoria da motivação humana de MASLOW, que fundamenta nas necessidades humanas básicas. A teoria se apoia e engloba leis gerais que regem os fenômenos universais tais como: A lei do equilíbrio (homeostase ou homeodinâmica): todo o universo se mantém por processos de equilíbrio dinâmico entre os seres vivos. A lei da adaptação: todos os seres do universo interagem com o seu meio externo buscando sempre formas de ajustamento para se manterem em equilíbrio; A lei do holismo: o universo é um todo, o ser humano é um todo a célula é um todo esse todo não é mera soma das partes constituintes de cada ser. PIRÂMIDE DE MASLOW Teoria das necessidades humanas básicas – N.H.B. (Wanda Horta – 1970) Etapas/Fases do Processo de Enfermagem • Histórico de Enfermagem: dados que tornam possível a identificação dos problemas • Diagnóstico de Enfermagem: identificação das necessidades do ser humano e a determinação do grau de dependência • Plano Assistencial: determinação global da assistência de enfermagem • Plano de cuidados/prescrição de enfermagem: que consiste na implementação do plano • Evolução de enfermagem: que consiste no relato diário das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano • Prognóstico de enfermagem: estimativa da capacidade do ser humano em atender suas NHB alteradas após a implementação do plano assistencial - Foco do trabalho: É levar o ser humano ao estado de equilíbrio (saúde) pelo atendimento de suas N.B., que são os problemas de enfermagem. - Sujeito de ação: Enfermeiro APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 13 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. RESOLUÇÃO COFEN Nº 564/2017 Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. O Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado pela Resolução Cofen n° 421, de 15 de fevereiro de 2012, e CONSIDERANDO que nos termos do inciso III do artigo 8º da Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, compete ao Cofen elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá- lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos Regionais; CONSIDERANDO que o Código de Deontologia de Enfermagem deve submeter-se aos dispositivos constitucionais vigentes; CONSIDERANDO a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (1948) e adotada pela Convenção de Genebra (1949), cujos postulados estão contidos no Código de Ética do Conselho Internacional de Enfermeiras (1953, revisado em 2012); CONSIDERANDO a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (2005); CONSIDERANDO o Código de Deontologia de Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (1976), o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (1993, reformulado em 2000 e 2007), as normas nacionais de pesquisa (Resolução do Conselho Nacional de Saúde – CNS nº 196/1996), revisadas pela Resolução nº 466/2012, e as normas internacionais sobre pesquisa envolvendo seres humanos; CONSIDERANDO a proposta de Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, consolidada na 1ª Conferência Nacional de Ética na Enfermagem – 1ª CONEENF, ocorrida no período de 07 a 09 de junho de 2017, em Brasília – DF, realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem e Coordenada pela Comissão Nacional de Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, instituída pela Portaria Cofen nº 1.351/2016; CONSIDERANDO a Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha) que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal e a Lei nº 10.778, de 24 de novembro de 2003, que estabelece a notificação compulsória, no território nacional, nos casos de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos e privados; CONSIDERANDO a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; CONSIDERANDO a Lei nº. 10.741, de 01 de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso; CONSIDERANDO a Lei nº. 10.216, de 06 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental; CONSIDERANDO a Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes; CONSIDERANDO as sugestões apresentadas na Assembleia Extraordinária de Presidentes dos Conselhos Regionais de Enfermagem, ocorrida na sede do Cofen, em Brasília, Distrito Federal, no dia 18 de julho de 2017, e CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do Conselho Federal de Enfermagem em sua 491ª Reunião Ordinária, RESOLVE: Art. 1º Aprovar o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, conforme o anexo desta Resolução, para observância e respeito dos profissionais de Enfermagem, que poderá ser consultado através do sítio de internet do Cofen (www.cofen.gov.br). Art. 2º Este Código aplica-se aos Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem, Obstetrizes e Parteiras, bem como aos atendentes de Enfermagem. Art. 3º Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Federal de Enfermagem. Art. 4º Este Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Enfermagem, por proposta de 2/3 dos Conselheiros Efetivos do Conselho Federal ou mediante proposta de 2/3 dos Conselhos Regionais. Parágrafo Único. A alteração referida deve ser precedida de ampla discussão com a categoria, coordenada pelos Conselhos Regionais, sob a coordenação geral do Conselho Federal de Enfermagem, em formato de Conferência Nacional, precedida de Conferências Regionais. Art. 5º A presente Resolução entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União, revogando-se as disposições em contrário, em especial a Resolução Cofen nº 311/2007, de 08 de fevereiro de 2007. Brasília, 6 de novembro de 2017. MANOEL CARLOS N. DA SILVA COREN-RO Nº 63592 Presidente PREÂMBULO O Conselho Federal de Enfermagem, ao revisar o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – CEPE, norteou-se por princípios fundamentais, que representam imperativos para a conduta profissional e consideram que a Enfermagem é uma ciência, arte e uma prática social, indispensável à organização e ao funcionamento dos serviços de saúde; tem como responsabilidades a promoção e a restauração da saúde, a prevenção de agravos e doenças e o alívio do sofrimento; proporciona cuidados à pessoa, à família e à coletividade; organiza suas ações e intervenções de modo autônomo, ou em colaboração com outros profissionais daárea; tem direito a remuneração justa APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 14 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. e a condições adequadas de trabalho, que possibilitem um cuidado profissional seguro e livre de danos. Sobretudo, esses princípios fundamentais reafirmam que o respeito aos direitos humanos é inerente ao exercício da profissão, o que inclui os direitos da pessoa à vida, à saúde, à liberdade, à igualdade, à segurança pessoal, à livre escolha, à dignidade e a ser tratada sem distinção de classe social, geração, etnia, cor, crença religiosa, cultura, incapacidade, deficiência, doença, identidade de gênero, orientação sexual, nacionalidade, convicção política, raça ou condição social. Inspirado nesse conjunto de princípios é que o Conselho Federal de Enfermagem, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Art. 8º, inciso III, da Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, aprova e edita esta nova revisão do CEPE, exortando os profissionais de Enfermagem à sua fiel observância e cumprimento. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS A Enfermagem é comprometida com a produção e gestão do cuidado prestado nos diferentes contextos socioambientais e culturais em resposta às necessidades da pessoa, família e coletividade. O profissional de Enfermagem atua com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais, técnico- científico e teórico-filosófico; exerce suas atividades com competência para promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os Princípios da Ética e da Bioética, e participa como integrante da equipe de Enfermagem e de saúde na defesa das Políticas Públicas, com ênfase nas políticas de saúde que garantam a universalidade de acesso, integralidade da assistência, resolutividade, preservação da autonomia das pessoas, participação da comunidade, hierarquização e descentralização político-administrativa dos serviços de saúde. O cuidado da Enfermagem se fundamenta no conhecimento próprio da profissão e nas ciências humanas, sociais e aplicadas e é executado pelos profissionais na prática social e cotidiana de assistir, gerenciar, ensinar, educar e pesquisar. CAPÍTULO I – DOS DIREITOS Art. 1º Exercer a Enfermagem com liberdade, segurança técnica, científica e ambiental, autonomia, e ser tratado sem discriminação de qualquer natureza, segundo os princípios e pressupostos legais, éticos e dos direitos humanos. Art. 2º Exercer atividades em locais de trabalho livre de riscos e danos e violências física e psicológica à saúde do trabalhador, em respeito à dignidade humana e à proteção dos direitos dos profissionais de enfermagem. Art. 3º Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração, observados os parâmetros e limites da legislação vigente. Art. 4º Participar da prática multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade, observando os preceitos éticos e legais da profissão. Art. 5º Associar-se, exercer cargos e participar de Organizações da Categoria e Órgãos de Fiscalização do Exercício Profissional, atendidos os requisitos legais. Art. 6º Aprimorar seus conhecimentos técnico-científicos, ético-políticos, socioeducativos, históricos e culturais que dão sustentação à prática profissional. Art. 7º Ter acesso às informações relacionadas à pessoa, família e coletividade, necessárias ao exercício profissional. Art. 8º Requerer ao Conselho Regional de Enfermagem, de forma fundamentada, medidas cabíveis para obtenção de desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no exercício profissional ou que atinja a profissão. Art. 9º Recorrer ao Conselho Regional de Enfermagem, de forma fundamentada, quando impedido de cumprir o presente Código, a Legislação do Exercício Profissional e as Resoluções, Decisões e Pareceres Normativos emanados pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. Art. 10 Ter acesso, pelos meios de informação disponíveis, às diretrizes políticas, normativas e protocolos institucionais, bem como participar de sua elaboração. Art. 11 Formar e participar da Comissão de Ética de Enfermagem, bem como de comissões interdisciplinares da instituição em que trabalha. Art. 12 Abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional. Art. 13 Suspender as atividades, individuais ou coletivas, quando o local de trabalho não oferecer condições seguras para o exercício profissional e/ou desrespeitar a legislação vigente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo formalizar imediatamente sua decisão por escrito e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e ao Conselho Regional de Enfermagem. Art. 14 Aplicar o processo de Enfermagem como instrumento metodológico para planejar, implementar, avaliar e documentar o cuidado à pessoa, família e coletividade. Art. 15 Exercer cargos de direção, gestão e coordenação, no âmbito da saúde ou de qualquer área direta ou indiretamente relacionada ao exercício profissional da Enfermagem. Art. 16 Conhecer as atividades de ensino, pesquisa e extensão que envolvam pessoas e/ou local de trabalho sob sua responsabilidade profissional. Art. 17 Realizar e participar de atividades de ensino, pesquisa e extensão, respeitando a legislação vigente. Art. 18 Ter reconhecida sua autoria ou participação em pesquisa, extensão e produção técnico-científica. Art. 19 Utilizar-se de veículos de comunicação, mídias sociais e meios eletrônicos para conceder entrevistas, ministrar cursos, palestras, conferências, sobre assuntos de sua competência e/ou divulgar eventos com finalidade educativa e de interesse social. Art. 20 Anunciar a prestação de serviços para os quais detenha habilidades e competências técnico-científicas e legais. Art. 21 Negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em mídias sociais durante o desempenho de suas atividades profissionais. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 15 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Art. 22 Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade. Art. 23 Requerer junto ao gestor a quebra de vínculo da relação profissional/usuários quando houver risco à sua integridade física e moral, comunicando ao Coren e assegurando a continuidade da assistência de Enfermagem. CAPÍTULO II – DOS DEVERES Art. 24 Exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade. Art. 25 Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. Art. 26 Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e demais normativos do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. Art. 27 Incentivar e apoiar a participação dos profissionais de Enfermagem no desempenho de atividades em organizações da categoria. Art. 28 Comunicar formalmente ao Conselho Regional de Enfermagem e aos órgãos competentes fatos que infrinjam dispositivos éticos-legais e que possam prejudicar o exercício profissional e a segurança à saúde da pessoa, família e coletividade. Art. 29 Comunicar formalmente, ao ConselhoRegional de Enfermagem, fatos que envolvam recusa e/ou demissão de cargo, função ou emprego, motivado pela necessidade do profissional em cumprir o presente Código e a legislação do exercício profissional. Art. 30 Cumprir, no prazo estabelecido, determinações, notificações, citações, convocações e intimações do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. Art. 31 Colaborar com o processo de fiscalização do exercício profissional e prestar informações fidedignas, permitindo o acesso a documentos e a área física institucional. Art. 32 Manter inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, com jurisdição na área onde ocorrer o exercício profissional. Art. 33 Manter os dados cadastrais atualizados junto ao Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição. Art. 34 Manter regularizadas as obrigações financeiras junto ao Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição. Art. 35 Apor nome completo e/ou nome social, ambos legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos documentos, quando no exercício profissional. § 1º É facultado o uso do carimbo, com nome completo, número e categoria de inscrição no Coren, devendo constar a assinatura ou rubrica do profissional. § 2º Quando se tratar de prontuário eletrônico, a assinatura deverá ser certificada, conforme legislação vigente. Art. 36 Registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, completa e sem rasuras. Art. 37 Documentar formalmente as etapas do processo de Enfermagem, em consonância com sua competência legal. Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas e fidedignas, necessárias à continuidade da assistência e segurança do paciente. Art. 39 Esclarecer à pessoa, família e coletividade, a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências acerca da assistência de Enfermagem. Art. 40 Orientar à pessoa e família sobre preparo, benefícios, riscos e consequências decorrentes de exames e de outros procedimentos, respeitando o direito de recusa da pessoa ou de seu representante legal. Art. 41 Prestar assistência de Enfermagem sem discriminação de qualquer natureza. Art. 42 Respeitar o direito do exercício da autonomia da pessoa ou de seu representante legal na tomada de decisão, livre e esclarecida, sobre sua saúde, segurança, tratamento, conforto, bem-estar, realizando ações necessárias, de acordo com os princípios éticos e legais. Parágrafo único. Respeitar as diretivas antecipadas da pessoa no que concerne às decisões sobre cuidados e tratamentos que deseja ou não receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, suas vontades. Art. 43 Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da pessoa, em todo seu ciclo vital e nas situações de morte e pós-morte. Art. 44 Prestar assistência de Enfermagem em condições que ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão das atividades profissionais decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria. Parágrafo único. Será respeitado o direito de greve e, nos casos de movimentos reivindicatórios da categoria, deverão ser prestados os cuidados mínimos que garantam uma assistência segura, conforme a complexidade do paciente. Art. 45 Prestar assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. Art. 46 Recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e Médica na qual não constem assinatura e número de registro do profissional prescritor, exceto em situação de urgência e emergência. § 1º O profissional de Enfermagem deverá recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e Médica em caso de identificação de erro e/ou ilegibilidade da mesma, devendo esclarecer com o prescritor ou outro profissional, registrando no prontuário. § 2º É vedado ao profissional de Enfermagem o cumprimento de prescrição à distância, exceto em casos de urgência e emergência e regulação, conforme Resolução vigente. Art. 47 Posicionar-se contra, e denunciar aos órgãos competentes, ações e procedimentos de membros da equipe de saúde, quando houver risco de danos decorrentes de imperícia, negligência e imprudência ao paciente, visando a proteção da pessoa, família e coletividade. Art. 48 Prestar assistência de Enfermagem promovendo a qualidade de vida à pessoa e família no processo do nascer, viver, morrer e luto. Parágrafo único. Nos casos de doenças graves incuráveis e terminais com risco iminente de morte, em consonância com a equipe multiprofissional, oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis para assegurar o conforto físico, APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 16 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. psíquico, social e espiritual, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal. Art. 49 Disponibilizar assistência de Enfermagem à coletividade em casos de emergência, epidemia, catástrofe e desastre, sem pleitear vantagens pessoais, quando convocado. Art. 50 Assegurar a prática profissional mediante consentimento prévio do paciente, representante ou responsável legal, ou decisão judicial. Parágrafo único. Ficam resguardados os casos em que não haja capacidade de decisão por parte da pessoa, ou na ausência do representante ou responsável legal. Art. 51 Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independentemente de ter sido praticada individual ou em equipe, por imperícia, imprudência ou negligência, desde que tenha participação e/ou conhecimento prévio do fato. Parágrafo único. Quando a falta for praticada em equipe, a responsabilidade será atribuída na medida do(s) ato(s) praticado(s) individualmente. Art. 52 Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão da atividade profissional, exceto nos casos previstos na legislação ou por determinação judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante ou responsável legal. § 1º Permanece o dever mesmo quando o fato seja de conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa envolvida. § 2º O fato sigiloso deverá ser revelado em situações de ameaça à vida e à dignidade, na defesa própria ou em atividade multiprofissional, quando necessário à prestação da assistência. § 3º O profissional de Enfermagem intimado como testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar suas razões éticas para manutenção do sigilo profissional. § 4º É obrigatória a comunicação externa, para os órgãos de responsabilização criminal, independentemente de autorização, de casos de violência contra: crianças e adolescentes; idosos; e pessoas incapacitadas ou sem condições de firmar consentimento. § 5º A comunicação externa para os órgãos de responsabilização criminal em casos de violência doméstica e familiar contra mulher adulta e capaz será devida, independentemente de autorização, em caso de risco à comunidade ou à vítima, a juízo do profissional e com conhecimento prévio da vítima ou do seu responsável. Art. 53 Resguardar os preceitos éticos e legais da profissão quanto ao conteúdo e imagem veiculados nos diferentes meios de comunicação e publicidade. Art. 54 Estimular e apoiar a qualificação e o aperfeiçoamento técnico-científico, ético-político, socioeducativo e cultural dos profissionais de Enfermagem sob sua supervisão e coordenação. Art. 55 Aprimorar os conhecimentos técnico-científicos, ético-políticos, socioeducativos e culturais, em benefício da pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão. Art. 56 Estimular, apoiar, colaborare promover o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, devidamente aprovados nas instâncias deliberativas. Art. 57 Cumprir a legislação vigente para a pesquisa envolvendo seres humanos. Art. 58 Respeitar os princípios éticos e os direitos autorais no processo de pesquisa, em todas as etapas. Art. 59 Somente aceitar encargos ou atribuições quando se julgar técnica, científica e legalmente apto para o desempenho seguro para si e para outrem. Art. 60 Respeitar, no exercício da profissão, a legislação vigente relativa à preservação do meio ambiente no gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES Art. 61 Executar e/ou determinar atos contrários ao Código de Ética e à legislação que disciplina o exercício da Enfermagem. Art. 62 Executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade. Art. 63 Colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem a legislação e princípios que disciplinam o exercício profissional de Enfermagem. Art. 64 Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso diante de qualquer forma ou tipo de violência contra a pessoa, família e coletividade, quando no exercício da profissão. Art. 65 Aceitar cargo, função ou emprego vago em decorrência de fatos que envolvam recusa ou demissão motivada pela necessidade do profissional em cumprir o presente código e a legislação do exercício profissional; bem como pleitear cargo, função ou emprego ocupado por colega, utilizando-se de concorrência desleal. Art. 66 Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de qualquer instituição ou estabelecimento congênere, quando, nestas, não exercer funções de enfermagem estabelecidas na legislação. Art. 67 Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma de garantir assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. Art. 68 Valer-se, quando no exercício da profissão, de mecanismos de coação, omissão ou suborno, com pessoas físicas ou jurídicas, para conseguir qualquer tipo de vantagem. Art. 69 Utilizar o poder que lhe confere a posição ou cargo, para impor ou induzir ordens, opiniões, ideologias políticas ou qualquer tipo de conceito ou preconceito que atentem contra a dignidade da pessoa humana, bem como dificultar o exercício profissional. Art. 70 Utilizar dos conhecimentos de enfermagem para praticar atos tipificados como crime ou contravenção penal, tanto em ambientes onde exerça a profissão, quanto naqueles em que não a exerça, ou qualquer ato que infrinja os postulados éticos e legais. Art. 71 Promover ou ser conivente com injúria, calúnia e difamação de pessoa e família, membros das equipes de Enfermagem e de saúde, organizações da Enfermagem, trabalhadores de outras áreas e instituições em que exerce sua atividade profissional. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 17 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Art. 72 Praticar ou ser conivente com crime, contravenção penal ou qualquer outro ato que infrinja postulados éticos e legais, no exercício profissional. Art. 73 Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação, exceto nos casos permitidos pela legislação vigente. Parágrafo único. Nos casos permitidos pela legislação, o profissional deverá decidir de acordo com a sua consciência sobre sua participação, desde que seja garantida a continuidade da assistência. ATENÇÃO!! Quando não há outro meio de salvar a vida da mulher: Dois médicos devem assinar um laudo sobre o risco de morte para a mulher. Recomenda-se um obstetra e um especialista na complicação que ela tem. Quando a gravidez resulta de estupro/violência sexual: Não há necessidade de registro policial, mas os profissionais de saúde devem verificar se há alguma contradição na história antes de autorizar o procedimento. Eles devem realizar uma ecografia para confirmar se o tempo de gestação está de acordo com o relato da vítima. Um conjunto de documentos deve ser preenchido e assinado: Termo de relato circunstanciado – A mulher declara que sofreu um abuso e o descreve. Dois profissionais de saúde assinam como testemunhas. Parecer técnico – O médico afirma que há compatibilidade entre a idade gestacional e a data da violência. Termo de aprovação de procedimento de interrupção da gravidez – Três integrantes da equipe multidisciplinar atestam que o pedido de aborto por estupro está em conformidade com a legislação, aprovando sua realização. Termo de responsabilidade – A paciente assume a responsabilidade penal pelos crimes de falsidade ideológica e aborto, caso tenha faltado com a verdade. Termo de consentimento livre e esclarecido – A paciente declara ter sido esclarecida sobre o procedimento e ter decidido interromper a gestação. Atenção! Em 2012, o STF considerou que não é crime a interrupção de gravidez quando o feto não desenvolve cérebro e cerebelo. Para a realização, são necessárias duas ecografias que comprovem a anencefalia. Art. 74 Promover ou participar de prática destinada a antecipar a morte da pessoa. Art. 75 Praticar ato cirúrgico, exceto nas situações de emergência ou naquelas expressamente autorizadas na legislação, desde que possua competência técnica-científica necessária. Art. 76 Negar assistência de enfermagem em situações de urgência, emergência, epidemia, desastre e catástrofe, desde que não ofereça risco a integridade física do profissional. Art. 77 Executar procedimentos ou participar da assistência à saúde sem o consentimento formal da pessoa ou de seu representante ou responsável legal, exceto em iminente risco de morte. Art. 78 Administrar medicamentos sem conhecer indicação, ação da droga, via de administração e potenciais riscos, respeitados os graus de formação do profissional. Art. 79 Prescrever medicamentos que não estejam estabelecidos em programas de saúde pública e/ou em rotina aprovada em instituição de saúde, exceto em situações de emergência. Art. 80 Executar prescrições e procedimentos de qualquer natureza que comprometam a segurança da pessoa. Art. 81 Prestar serviços que, por sua natureza, competem a outro profissional, exceto em caso de emergência, ou que estiverem expressamente autorizados na legislação vigente. Art. 82 Colaborar, direta ou indiretamente, com outros profissionais de saúde ou áreas vinculadas, no descumprimento da legislação referente aos transplantes de órgãos, tecidos, esterilização humana, reprodução assistida ou manipulação genética. Art. 83 Praticar, individual ou coletivamente, quando no exercício profissional, assédio moral, sexual ou de qualquer natureza, contra pessoa, família, coletividade ou qualquer membro da equipe de saúde, seja por meio de atos ou expressões que tenham por consequência atingir a dignidade ou criar condições humilhantes e constrangedoras. Art. 84 Anunciar formação profissional, qualificação e título que não possa comprovar. Art. 85 Realizar ou facilitar ações que causem prejuízo ao patrimônio das organizações da categoria. Art. 86 Produzir, inserir ou divulgar informação inverídica ou de conteúdo duvidoso sobre assunto de sua área profissional. Parágrafo único. Fazer referência a casos, situações ou fatos, e inserir imagens que possam identificar pessoas ou instituições sem prévia autorização, em qualquer meio de comunicação. Art. 87 Registrar informações incompletas, imprecisas ou inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestadaà pessoa, família ou coletividade. Art. 88 Registrar e assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional. Art. 89 Disponibilizar o acesso a informações e documentos a terceiros que não estão diretamente envolvidos na prestação da assistência de saúde ao paciente, exceto quando autorizado pelo paciente, representante legal ou responsável legal, por determinação judicial. Art. 90 Negar, omitir informações ou emitir falsas declarações sobre o exercício profissional quando solicitado pelo Conselho Regional de Enfermagem e/ou Comissão de Ética de Enfermagem. Art. 91 Delegar atividades privativas do(a) Enfermeiro(a) a outro membro da equipe de Enfermagem, exceto nos casos de emergência. Parágrafo único. Fica proibido delegar atividades privativas a outros membros da equipe de saúde. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 18 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Art. 92 Delegar atribuições dos(as) profissionais de enfermagem, previstas na legislação, para acompanhantes e/ou responsáveis pelo paciente. Parágrafo único. O dispositivo no caput não se aplica nos casos da atenção domiciliar para o autocuidado apoiado. Art. 93 Eximir-se da responsabilidade legal da assistência prestada aos pacientes sob seus cuidados realizados por alunos e/ou estagiários sob sua supervisão e/ou orientação. Art. 94 Apropriar-se de dinheiro, valor, bem móvel ou imóvel, público ou particular, que esteja sob sua responsabilidade em razão do cargo ou do exercício profissional, bem como desviá-lo em proveito próprio ou de outrem. Art. 95 Realizar ou participar de atividades de ensino, pesquisa e extensão, em que os direitos inalienáveis da pessoa, família e coletividade sejam desrespeitados ou ofereçam quaisquer tipos de riscos ou danos previsíveis aos envolvidos. Art. 96 Sobrepor o interesse da ciência ao interesse e segurança da pessoa, família e coletividade. Art. 97 Falsificar ou manipular resultados de pesquisa, bem como usá-los para fins diferentes dos objetivos previamente estabelecidos. Art. 98 Publicar resultados de pesquisas que identifiquem o participante do estudo e/ou instituição envolvida, sem a autorização prévia. Art. 99 Divulgar ou publicar, em seu nome, produção técnico-científica ou instrumento de organização formal do qual não tenha participado ou omitir nomes de coautores e colaboradores. Art. 100 Utilizar dados, informações, ou opiniões ainda não publicadas, sem referência do autor ou sem a sua autorização. Art. 101 Apropriar-se ou utilizar produções técnico- científicas, das quais tenha ou não participado como autor, sem concordância ou concessão dos demais partícipes. Art. 102 Aproveitar-se de posição hierárquica para fazer constar seu nome como autor ou coautor em obra técnico- científica. CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES Art. 103 A caracterização das infrações éticas e disciplinares, bem como a aplicação das respectivas penalidades regem-se por este Código, sem prejuízo das sanções previstas em outros dispositivos legais. Art. 104 Considera-se infração ética e disciplinar a ação, omissão ou conivência que implique em desobediência e/ou inobservância às disposições do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, bem como a inobservância das normas do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. Art. 105 O(a) Profissional de Enfermagem responde pela infração ética e/ou disciplinar, que cometer ou contribuir para sua prática, e, quando cometida(s) por outrem, dela(s) obtiver benefício. Art. 106 A gravidade da infração é caracterizada por meio da análise do(s) fato(s), do(s) ato(s) praticado(s) ou ato(s) omissivo(s), e do(s) resultado(s). Art. 107 A infração é apurada em processo instaurado e conduzido nos termos do Código de Processo Ético- Disciplinar vigente, aprovado pelo Conselho Federal de Enfermagem. Art. 108 As penalidades a serem impostas pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, conforme o que determina o art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são as seguintes: I – Advertência verbal; II – Multa; III – Censura; IV – Suspensão do Exercício Profissional; V – Cassação do direito ao Exercício Profissional. § 1º A advertência verbal consiste na admoestação ao infrator, de forma reservada, que será registrada no prontuário do mesmo, na presença de duas testemunhas. § 2º A multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 01 (um) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade da categoria profissional à qual pertence o infrator, em vigor no ato do pagamento. § 3º A censura consiste em repreensão que será divulgada nas publicações oficiais do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem e em jornais de grande circulação. § 4º A suspensão consiste na proibição do exercício profissional da Enfermagem por um período de até 90 (noventa) dias e será divulgada nas publicações oficiais do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, jornais de grande circulação e comunicada aos órgãos empregadores. § 5º A cassação consiste na perda do direito ao exercício da Enfermagem por um período de até 30 anos e será divulgada nas publicações do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem e em jornais de grande circulação. § 6º As penalidades aplicadas deverão ser registradas no prontuário do infrator. § 7º Nas penalidades de suspensão e cassação, o profissional terá sua carteira retida no ato da notificação, em todas as categorias em que for inscrito, sendo devolvida após o cumprimento da pena e, no caso da cassação, após o processo de reabilitação. Art. 109 As penalidades, referentes à advertência verbal, multa, censura e suspensão do exercício profissional, são da responsabilidade do Conselho Regional de Enfermagem, serão registradas no prontuário do profissional de Enfermagem; a pena de cassação do direito ao exercício profissional é de competência do Conselho Federal de Enfermagem, conforme o disposto no art. 18, parágrafo primeiro, da Lei n° 5.905/73. Parágrafo único. Na situação em que o processo tiver origem no Conselho Federal de Enfermagem e nos casos de cassação do exercício profissional, terá como instância superior a Assembleia de Presidentes dos Conselhos de Enfermagem. Art. 110 Para a graduação da penalidade e respectiva imposição consideram-se: I – A gravidade da infração; II – As circunstâncias agravantes e atenuantes da infração; III – O dano causado e o resultado; IV – Os antecedentes do infrator. Art. 111 As infrações serão consideradas leves, moderadas, graves ou gravíssimas, segundo a natureza do ato e a circunstância de cada caso. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 19 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. § 1º São consideradas infrações leves as que ofendam a integridade física, mental ou moral de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou aquelas que venham a difamar organizações da categoria ou instituições ou ainda que causem danos patrimoniais ou financeiros. § 2º São consideradas infrações moderadas as que provoquem debilidade temporária de membro, sentido ou função na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou financeiros. § 3º São consideradas infrações graves as que provoquem perigo de morte, debilidade permanente de membro, sentido ou função, dano moral irremediável na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou financeiros. § 4º São consideradasinfrações gravíssimas as que provoquem a morte, debilidade permanente de membro, sentido ou função, dano moral irremediável na pessoa. Art. 112 São consideradas circunstâncias atenuantes: I – Ter o infrator procurado, logo após a infração, por sua espontânea vontade e com eficiência, evitar ou minorar as consequências do seu ato; II – Ter bons antecedentes profissionais; III – Realizar atos sob coação e/ou intimidação ou grave ameaça; IV – Realizar atos sob emprego real de força física; V – Ter confessado espontaneamente a autoria da infração; VI – Ter colaborado espontaneamente com a elucidação dos fatos. Art. 113 São consideradas circunstâncias agravantes: I – Ser reincidente; II – Causar danos irreparáveis; III – Cometer infração dolosamente; IV – Cometer a infração por motivo fútil ou torpe; V – Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a vantagem de outra infração; VI – Aproveitar-se da fragilidade da vítima; VII – Cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao cargo ou função ou exercício profissional; VIII – Ter maus antecedentes profissionais; IX – Alterar ou falsificar prova, ou concorrer para a desconstrução de fato que se relacione com o apurado na denúncia durante a condução do processo ético. CAPÍTULO V – DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES Art. 114 As penalidades previstas neste Código somente poderão ser aplicadas, cumulativamente, quando houver infração a mais de um artigo. Art. 115 A pena de Advertência verbal é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos:, 26, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 46, 48, 47, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57,58, 59, 60, 61, 62, 65, 66, 67, 69, 76, 77, 78, 79, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 98, 99, 100, 101 e 102. Art. 116 A pena de Multa é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 28, 29, 30, 31, 32, 35, 36, 38, 39, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 57, 58, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101 e 102. Art. 117 A pena de Censura é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 31, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 57, 58, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67,68, 69, 70, 71, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 88, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 97, 99, 100, 101 e 102. Art. 118 A pena de Suspensão do Exercício Profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 32, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 59, 61, 62, 63, 64, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78,79, 80, 81, 82, 83, 85, 87, 89, 90, 91, 92, 93, 94 e 95. Art. 119 A pena de Cassação do Direito ao Exercício Profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido nos artigos: 45, 64, 70, 72, 73, 74, 80, 82, 83, 94, 96 e 97. QUESTÕES 01.De acordo com a Lei do Exercício Profissional (Lei nº 7.498/86, de 25 de junho de 1986), analise as assertivas abaixo e marque com V as afirmativas que forem Verdadeiras e com F as que forem Falsas. ( ) I. A Enfermagem e suas atividades auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Federal de Enfermagem com jurisdição na área nacional. ( ) II. É privativa da equipe de Enfermagem a realização de planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem. ( ) III. Todas as atividades de Enfermagem realizadas em instituições públicas e privadas e em programas de saúde, somente podem ser desempenhadas sob a orientação e a supervisão de enfermeiro. ( ) IV. Como integrante da equipe de saúde, o enfermeiro poderá atuar na prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral. Assinale a alternativa correta, de cima para baixo. A) V, V, F, V. B) V, F, V, F. C) F, V, V, V. D) F, F, V, V. 02.O enfermeiro, por realizar supervisão direta do profissional técnico de enfermagem, verificou em seu plantão no Hospital Mental Bons Ventos, que o técnico executou atividade que não era de sua competência, “ferindo” os pressupostos da Resolução COFEN nº 7498/86. Analise os casos a seguir e marque a alternativa que aponta uma ação do técnico fora das determinações legais: A) fez prescrição da assistência de enfermagem. B) participou da orientação e da supervisão do trabalho de Enfermagem em grau auxiliar. C) participou da programação da assistência de Enfermagem realizada pela equipe de enfermagem durante o mês. D) participou do planejamento da assistência de enfermagem, como membro da equipe de saúde. 03.O Enfermeiro da Unidade de Centro de Material e Esterilização (CME), no final do plantão, estava checando os materiais esterilizados para deixar para o próximo turno. A Enfermeira do Centro-Cirúrgico solicitou uma caixa extra de instrumental esterilizado para a cirurgia que estava em andamento. O Enfermeiro da CME, na pressa, não tomou os devidos cuidados e forneceu a caixa de instrumental que não estava esterilizada. Neste caso, considerando os aspectos éticos, o profissional cometeu ___________________________. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. A) Imperícia APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 20 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. B) Negligência C) Indulgência D) Imprudência E) Falha leve, que não caracteriza infração ética 04.“É o processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados na primeira etapa, que culmina com a tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam, com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença”. A qual etapa do processo de enfermagem a citação se refere? A) Coleta de dados. B) Diagnóstico de enfermagem. C) Implementação. D) Avaliação de enfermagem. 05.De acordo com a Resolução COFEN 359/2009, assinale a alternativa correta. A) A sistematização da assistência de enfermagem, sendo consequência do processo de enfermagem, organiza o trabalho profissional quanto ao método, pessoal e instrumentos. B) O processo de enfermagem deve ser realizado de modo deliberado e sistemático, não havendo relação entre as etapas, variando de acordo com os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem. C) O diagnóstico é a fase que antecede a implementação, pois é nesta que o enfermeiro elenca os diagnósticos de enfermagem e determina as ações e/ou intervenções que devem ser realizadas, para, em seguida, serem implementadas. D) A avaliação de enfermagem, última fase, é caracterizada por um processo contínuo de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou coletividade humana, em um dado momento do processo saúde-doença. 06.A anotação de enfermagem é fundamental para o desenvolvimento e efetivação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) conforme a Resolução COFEN nº 358/2009, pois é fonte de informações para assegurar a continuidade da assistência. De acordo com as regras para a elaboração das anotações de enfermagem, marque o item correto. A) Anotar, preferencialmente, antes da realização do cuidado prestado ao paciente. B) Anotar como o paciente chegou, sua higiene pessoal, coloração da pele, estado nutricional, incluindo os dados informados pela família. C) Anotar os dados do exame físico, cuidados realizados, orientações sobre jejum, coleta de sangue, evitando-se enumerar as intercorrências. D) Anotar as principais questões interrogadas pelo paciente,como, por exemplo, dados dos sinais vitais, nível de humor, atitude e suas queixas. 07.Com base na Resolução COFEN nº 358/2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem, dentre outros aspectos, avalie as asserções a seguir. “O Técnico de Enfermagem participa da execução do Processo de Enfermagem, naquilo que lhe couber, sob supervisão do enfermeiro.” Porque: “A realização das etapas de coleta de dados, diagnósticos de enfermagem, planejamento de enfermagem e avaliação em enfermagem são exclusivas do enfermeiro.” Analisando a relação proposta entre as duas asserções acima, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira e a segunda é uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa e a segunda é uma proposição verdadeira. 08.No que se refere aos aspectos legais e práticos do cuidar, é atividade exclusiva do enfermeiro: A) realizar cuidado de pacientes hipertensos, bem como realizar ações educação de saúde. B) aplicar nebulização, enteroclisma, enema, executar os trabalhos de rotina vinculados à alta de pacientes e participar dos procedimentos pós-morte. C) promover cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de morte. D) realizar procedimentos invasivos e anotação no prontuário durante a realização de procedimentos. 09.De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é o modelo assistencial a ser aplicado em todas as áreas de atuação do enfermeiro. O conjunto de medidas decididas pelo enfermeiro, que direciona e coordena a assistência de Enfermagem ao paciente de forma individualizada e contínua, objetivando a prevenção, promoção, proteção, recuperação e manutenção da saúde, denomina-se: A) evolução de enfermagem. B) histórico de enfermagem. C) diagnóstico de enfermagem. D) prescrição de enfermagem. 10.A consulta de Enfermagem é atividade privativa do enfermeiro, a qual pode ser realizada nos diversos níveis de atenção à saúde. Sobre a consulta de Enfermagem, é correto afirmar que: A) deve ser realizada de modo deliberado e sistemático, não havendo relação entre as etapas, variando de acordo com o ambiente de realização. B) utiliza o raciocínio científico para identificar situações de saúde ou doença e para prescrever e implementar medidas de Enfermagem de âmbito individual, não cabendo, durante a realização da consulta, intervenções generalizadas em nível familiar ou coletivo. C) é norteada pelas fases de histórico de Enfermagem, exame físico, diagnóstico de Enfermagem, prescrição e implementação da assistência, podendo dispensar a evolução de Enfermagem ou realizá-la em outro momento oportuno. D) é fundamentada nos princípios de universalidade, equidade, resolutividade e integralidade das ações de saúde 11.Sobre a Resolução COFEN nº 358/2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem, correlacione as colunas e, a seguir, assinale a opção que corresponde à sequência correta: 1ª Coluna I) Avaliação. II) Coleta de dados ou Histórico de Enfermagem. III) Implementação. IV) Diagnóstico de Enfermagem. V) Planejamento de Enfermagem. 2ª Coluna ( ) Processo de agrupamento dos dados que constituem a base para a seleção das ações ou das intervenções com as quais se objetiva alcançar os resultados esperados. ( ) Realização das ações de enfermagem. ( ) Determinação dos resultados que se espera alcançar. ( ) Obtenção de informações sobre a pessoa, a família ou a coletividade humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde-doença. ( ) Processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, da família ou da coletividade humana em um dado momento do processo saúde-doença. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 21 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Assinale o item que corresponde a sequência correta, de cima para baixo, da 2ª coluna: A) V, III, IV, II, I. B) IV, III, V, II, I. C) V, II, IV, I, III. D) IV, III, I, II, V. 12.Ao devolver o processo de enfermagem, o enfermeiro se utiliza da “Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC)” na etapa de A) planejamento de enfermagem. B) coleta de dados. C) implementação. D) avaliação. E) diagnóstico de enfermagem. 13.O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem estabelece que, nos casos previstos em Lei, o profissional de enfermagem deve decidir, de acordo com a sua consciência, sobre a sua participação ou não A) em prática destinada a antecipar a morte de pessoa em estado terminal, quando há autorização formal do paciente para tal. B) no ato abortivo. C) na prestação de primeiros socorros a vítimas graves de acidentes de trânsito. D) na eutanásia. E) na participação, como assistente do cirurgião, em cirurgia previamente agendada. 14.O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem é um documento vital e de grande importância para as práticas profissionais, assim, o enfermeiro deverá informar para toda sua equipe que ele contém A) responsabilidades da equipe que visam à fiscalização do exercício profissional. B) critérios que permitem controlar cada profissional em relação a sua vontade. C) mecanismos de controle dos profissionais para evitar que, caso cometam erros, não sofram sansões. D) novos conceitos que possam garantir um diferencial profissional que atenda o mercado. E) condutas, atitudes e comportamentos pertinentes aos profissionais de Enfermagem, considerando seus direitos e deveres. 15.De acordo com a lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. Art. 1º É livre o exercício da Enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições desta lei. A Constituição Federal em seu art. 5º, ao tratar dos direitos fundamentais, insere a liberdade de exercício profissional, assim definida. Assinale a alternativa CORRETA sobre a liberdade do exercício profissional da Enfermagem de acordo com a lei acima citada. A) A lei traz, a seguir, em seus arts. 2º, 6º, 7º e 8º, a explanação das exigências legais que permitem o exercício da Enfermagem em seus diversos graus de habilitação, conforme garantido pela Constituição Federal. B) Art. 3º A Enfermagem e suas atividades auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício. C) As bases curriculares consideradas para o curso de Auxiliar e de Técnico de Enfermagem são definidas na Resolução do Conselho Nacional de Educação nº 04, de 7 de outubro de 1990, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. D) A inscrição no COFEN tem como Inscrição Secundária aquela concedida pelo Conselho Regional de Enfermagem que jurisdiciona o domicílio profissional do interessado e que confere habilitação legal para o exercício permanente da atividade na área dessa jurisdição, e para o exercício eventual em qualquer parte do Território Nacional. 16.Uma das etapas da Sistematização da Assistência de Enfermagem é a Implementação. Sobre esta é INCORRETO afirmar: A) A implementação refere-se às ações iniciadas para a obtenção das metas e objetivos definidos. B) É a prestação dos cuidados de enfermagem. C) É colocar em ação o plano de cuidados previamente definido e prescrito. D) A fase de implementação engloba todasas ações de enfermagem dirigidas à resolução dos problemas e as necessidades de assistência de saúde do cliente/paciente. E) As ações de enfermagem só podem ser realizadas pela enfermeira que desenvolveu o planejamento, e em casos de urgência ou troca de plantão, por outras enfermeiras, ou por auxiliares e técnicos de enfermagem. 17.A Resolução COFEN-358/2009 dispõe sobre aSistematização da Assistência de Enfermagem e aimplementação do Processo de Enfermagem. Entre as suas etapas está Implementação que significa: A) Processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados. B) Verificação da necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do Processo deEnfermagem. C) Realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento deEnfermagem. D) Um resumo dos dados coletados sobre a pessoa, família ou coletividade humana emum dado momento do processo saúde e doença. E) Determinação dos resultados que se espera alcançar. 18. Com base na Sistematização da Assistência de Enfermagem − SAE, as informações de que o trabalhador é portador de colostomia e que recusou-se a receber orientações sobre o autocuidado na troca da bolsa coletora estão descritas, respectivamente, em A) anotação de enfermagem e exame físico. B) prescrição de enfermagem e evolução médica. C) evolução médica e exame físico. D) prescrição médica e histórico de enfermagem. E) histórico de enfermagem e anotação de enfermagem. 19.Considerando que o Processo de Enfermagem é um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de Enfermagem e a documentação da prática profissional, pode-se afirmar: I. O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem. II. Ao técnico e ao auxiliar de enfermagem, em conformidade com a legislação trabalhista, não compete a participação no Processo de Enfermagem, tendo em vista ser uma atividade privativa do enfermeiro. III. O Processo de Enfermagem deve estar baseado numa metodologia empírica que oriente a coleta de dados subjetivos, o estabelecimento de diagnósticos de enfermagem e o planejamento das ações ou intervenções de enfermagem. IV. A execução do Processo de Enfermagem deve ser registrada formalmente. Está correto o que consta APENAS em A) III e IV. B) I, II e III. C) II e III. D) I e IV. E) II e IV. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 22 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 20.Em relação à sistematização da assistência de enfermagem, a Resolução Cofen 358/2009 considera ético A) a sistematização da assistência de enfermagem ser realizada pelo técnico de enfermagem na ausência do enfermeiro. B) o planejamento das ações de enfermagem ser realizado pelo profissional auxiliar de enfermagem na ausência do enfermeiro. C) o diagnóstico de enfermagem ser elaborado por técnico de enfermagem capacitado e sob supervisão do enfermeiro. D) a liderança e a avaliação do processo de enfermagem ser incumbência do enfermeiro. E) o atendimento de enfermagem ser realizado por auxiliar de enfermagem e parteiro no suporte avançado de vida. 21.A implementação do Processo de Enfermagem demanda habilidades e capacidades cognitivas, psicomotoras e afetivas, que ajudam a determinar o fenômeno observado e o seu significado. Esses aspectos dizem respeito aos elementos da prática profissional considerados, por natureza, inseparavelmente ligados ao Processo de Enfermagem, tendo como base o julgamento sobre necessidades humanas específicas, definidos como: A) Intervenções de Enfermagem. B) Planejamento de Enfermagem. C) Diagnóstico de Enfermagem. D) Resultados de Enfermagem. 22. (OLIVEIRA-2018) Conforme a Resolução COFEN 564/2017, na situação em que o processo tiver origem no Conselho Federal de Enfermagem e nos casos de cassação do exercício profissional, terá como instância superior a A)Assembleia dos Delegados Regionais B) Conselho Regional de Enfermagem C) Sindicato dos trabalhadores de enfermagem D) Assembleia de Presidentes dos Conselhos de Enfermagem 23. (OLIVEIRA-2018) Sobre o capítulo de infrações e penalidades, avalie os itens a seguir: I. Para a graduação da penalidade e respectiva imposição consideram-se: a gravidade da infração; as circunstâncias agravantes e atenuantes da infração; o dano causado e o resultado; os antecedentes do infrator. II. As infrações (serão consideradas leves, moderadas, graves, gravíssimas e seríssimas, segundo a natureza do ato e a circunstância de cada caso. III. São consideradas infrações leves as que ofendam a integridade física, mental ou moral de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou aquelas que venham a difamar organizações da categoria ou instituições ou ainda que causem danos patrimoniais ou financeiros. IV. São consideradas infrações moderadas as que provoquem debilidade temporária de membro, sentido ou função na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou financeiros. V. São consideradas infrações graves as que provoquem perigo de morte, debilidade permanente de membro, sentido ou função, dano moral irremediável na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou financeiros. VI. São consideradas infrações gravíssimas as que provoquem a morte, debilidade permanente de membro, sentido ou função, dano moral irremediável na pessoa. Quantos itens estão incorretos? A)1 B)2 C)5 D)6 24. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração, observados os parâmetros e limites da legislação vigente. II. Abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional. III. Exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade. IV. Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma de garantir assistência de Enfermagem diferenciada ou benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. A) DIREITO, DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO. B) DIREITO, DIREITO, DIREITO, PROIBIÇÃO. C) DEVER, DEVER, PROIBIÇÃO, DIREITO. D) DEVER, DEVER, DEVER, PROIBIÇÃO. 25. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade. II. Aceitar cargo, função ou emprego vago em decorrência de fatos que envolvam recusa ou demissão motivada pela necessidade do profissional em cumprir o presente código e a legislação do exercício profissional; bem como pleitear cargo, função ou emprego ocupado por colega, utilizando-se de concorrência desleal. III. Promover ou ser conivente com injúria, calúnia e difamação de pessoa e família, membros das equipes de Enfermagem e de saúde, organizações da Enfermagem, trabalhadores de outras áreas e instituições em que exerce sua atividade profissional. IV. Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação, exceto nos casos permitidos pela legislação vigente. A) DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO, DEVER. B) DEVER, DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO. C) DIREITO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO. D) PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO. 26. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Orientar à pessoa e família sobre preparo, benefícios, riscos e consequênciasdecorrentes de exames e de outros procedimentos, respeitando o direito de recusa da pessoa ou de seu representante legal. II. Prestar assistência de Enfermagem em condições que ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão das atividades profissionais decorrentes de movimentos reivindicatórios da categoria. III. Recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e Médica na qual não constem assinatura e número de registro do profissional prescritor, exceto em situação de urgência e emergência. IV. Posicionar-se contra, e denunciar aos órgãos competentes, ações e procedimentos de membros da equipe de saúde, quando houver risco de danos decorrentes de imperícia, negligência e imprudência ao paciente, visando a proteção da pessoa, família e coletividade. V. Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade. A) DEVER, DIREITO, DIREITO, DIREITO, DEVER. B) DEVER, DEVER, DEVER, DEVER, DIREITO. C) DEVER, DIREITO, DEVER, DIREITO, DEVER. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 23 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. D) DEVER, DEVER, DEVER, DEVER, DEVER. 27. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Registrar no prontuário e em outros documentos as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, completa e sem rasuras. II. Disponibilizar o acesso a informações e documentos a terceiros que não estão diretamente envolvidos na prestação da assistência de saúde ao paciente, exceto quando autorizado pelo paciente, representante legal ou responsável legal, por determinação judicial. III. Aprimorar os conhecimentos técnico-científicos, ético- políticos, socioeducativos e culturais, em benefício da pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão. IV. Registrar informações incompletas, imprecisas ou inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestada à pessoa, família ou coletividade. A) DIREITO, DIREITO, DIREITO, PROIBIÇÃO. B) DIREITO, PROIBIÇÃO, DIREITO, PROIBIÇÃO. C) DEVER, DIREITO, PROIBIÇÃO, DEVER. D) DEVER, PROIBIÇÃO, DEVER, PROIBIÇÃO. 28. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Aplicar o processo de Enfermagem como instrumento metodológico para planejar, implementar, avaliar e documentar o cuidado à pessoa, família e coletividade. II. Documentar formalmente as etapas do processo de Enfermagem, em consonância com sua competência legal. III. Incentivar e apoiar a participação dos profissionais de Enfermagem no desempenho de atividades em organizações da categoria. A) DEVER, DEVER, DEVER. B) DIREITO, DEVER, DEVER. C) DIREITO, DIREITO, DIREITO. D) DEVER, DIREITO, DIREITO. 29. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Associar-se, exercer cargos e participar de Organizações da Categoria e Órgãos de Fiscalização do Exercício Profissional, atendidos os requisitos legais. II. Respeitar, no exercício da profissão, a legislação vigente relativa à preservação do meio ambiente no gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. III. Negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em mídias sociais durante o desempenho de suas atividades profissionais. A) DIREITO, DEVER, DIREITO. B) DEVER, DIREITO, DEVER. C) DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO. D) PROIBIÇÃO, DIREITO, DIREITO. 30. Conforme o Código de Ética de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: I. Suspender as atividades, individuais ou coletivas, quando o local de trabalho não oferecer condições seguras para o exercício profissional e/ou desrespeitar a legislação vigente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo formalizar imediatamente sua decisão por escrito e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e ao Conselho Regional de Enfermagem. II. Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. III. Somente aceitar encargos ou atribuições quando se julgar técnica, científica e legalmente apto para o desempenho seguro para si e para outrem. A) PROIBIÇÃO, DIREITO, PROIBIÇÃO. B) DEVER, DIREITO, DIREITO. C) PROIBIÇÃO, DEVER, DEVER. D) DIREITO, DEVER, DEVER. GABARITO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 D A D B D B C C D D 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A B E A E C E D D 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 C D A A D B D B A D APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 24 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA EM SAÚDE “Todo sonho tem uma boa dose de sacrifício!” A Lei Federal 9.431 de 1997 → institui a obrigatoriedade da existência da CCIH e de um Programa de Controle de Infecções Hospitalares. Portaria n° 2.616 de 12 de Maio de 1998 O Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) é um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares. >>Para a adequada execução do PCIH os hospitais deverão constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de execução das ações de controle de infecção hospitalar. >>A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde, de nível superior, formalmente designados. Os membros da CCIH serão de dois tipos: consultores e executores. O presidente ou coordenador da CCIH será qualquer um dos membros da mesma, indicado pela direção do hospital. Os membros consultores serão representantes, dos seguintes serviços: - serviço médico; - serviço de enfermagem; - serviço de farmácia; - laboratório de microbiologia; - administração. CONSIDERAM-SE PACIENTES CRÍTICOS -Pacientes de terapia intensiva (adulto, pediátrico e neonatal) -Pacientes de berçário de alto risco -Pacientes queimados -Pacientes submetidos a transplantes de órgãos -Pacientes hemato-oncológicos -Pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida SÃO COMPETÊNCIAS DA CCIH DO HOSPITAL: >>Elaborar, implementar, manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar, adequado às características e necessidades da instituição, contemplando, no mínimo, ações relativas a: >>Implantação de um Sistema de Vigjlância Epidemiológica das Infecções Hospitalares; >>Adequação, implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e controle das infecções hospitalares; >>Capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares; >>Uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares; >>Avaliar, periódica e sistematicamente, as informações providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros executores da CCIH; >>Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, sempre que indicado, e implantar medidas imediatas de controle; >>Elaborar e divulgar, regularmente, relatórios e comunicar, periodicamente, à autoridade máxima de instituição e às chefias de todos os setores do hospital a situação do controle das infecções hospitalares, promovendoseu amplo debate na comunidade hospitalar, >>Elaborar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital, por meio de medidas de precaução e de isolamento; >>Adequar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e ao tratamento das infecções hospitalares; >>Definir, em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica, política de utilização de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição; >>Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar- se pelo treinamento, com vistas a obter capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais, no que diz respeito ao controle das infecções hospitalares; >>Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar; >>Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS, bem como fornecer, prontamente, as informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes; >>Notificar, na ausência de um núcleo de epidemiologia, ao organismo de gestão do SUS, os casos diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob Vigilância epidemiológica (notificação compulsória), atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital, e atuar cooperativamente com os serviços de saúde coletiva; >>Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS, os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções associadas à utilização de insumos e/ou produtos industrializados. CONCEITOS 1.Infecção comunitária (IC): é aquela constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. São também comunitárias: -a infecção que está associada com complicação ou extensão da infecção já presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismos com sinais ou sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção; -a infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 25 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, sífilis e AIDS); -As infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 (vinte e quatro) horas. 2.Infecção hospitalar: (IRAS) é aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Princípios: -o diagnóstico das infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de: -evidência clínica, derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário; -resultados de exames de laboratório, ressaltando-se os exames microbiológicos, a pesquisa de antígenos, anticorpos e métodos de visualização realizados. -evidências de estudos com métodos de imagem; -endoscopia; -biópsia e outros. Critérios gerais: -quando, na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária, for isolado um germe diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o caso deverá ser considerado como infecção hospitalar; -quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da internação, convenciona-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar a partir de 72 (setenta e duas) horas após a admissão; -são também convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 (setenta e duas) horas da internação, quando associadas a procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos, realizados durante este período; -as infecções no recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 (vinte e quatro) horas; -os pacientes provenientes de outro hospital que se internam com infecção, são considerados portadores de infecção hospitalar do hospital de origem infecção hospitalar. Nestes casos, a Coordenação Estadual/Distrital/Municipal e/ou o hospital de origem deverão ser informados para computar o episódio como infecção hospitalar naquele hospital. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 26 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS POR POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO DA INCISÃO CIRÚRGICA. 1. as infecções pós-cirúrgicas devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação da ferida cirúrgica, entendido como o número de microrganismos presentes no tecido a ser operado; 2. a classificação das cirurgias deverá ser feita no final do ato cirúrgico, pelo cirurgião, de acordo com as seguintes indicações: -Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário; -Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. -Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria. -Cirurgias Infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados. A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele. A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânicapela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti- séptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram- negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus. A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades: • Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; • Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas. O termo engloba a higienização simples, a higienização anti- séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos (degermação). Higienização Finalidade Duração Higienização simples das mãos Remover os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de microrganismos. 40 a 60 segundos Higienização anti-séptica das mãos Promover a remoção de sujidades e de microrganismos, reduzindo a carga microbiana das mãos, com auxílio de um anti-séptico. 40 a 60 segundos Fricção anti- séptica com preparação alcoólica Reduzir a carga microbiana das mãos (não há remoção de sujidades). A utilização de gel alcoólico a 70% ou de solução alcoólica a 70% com 1-3% de glicerina pode substituir a higienização com água e sabão quando as mãos não estiverem visivelmente sujas. 20 a 30 segundos Degermação Eliminar a microbiota transitória da pele e reduzir a microbiota residente, além de proporcionar efeito residual na pele do profissional. As escovas utilizadas no preparo cirúrgico das mãos devem ser de cerdas macias e descartáveis, impregnadas ou não com anti-séptico e de uso exclusivo em leito ungueal e subungueal. 3 a 5 minutos para a primeira cirurgia e de 2 a 3 minutos para as cirurgias subsequentes APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 27 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. ATENÇÃO! SEMPRE EM PROVAS OS 5 MOMENTOS PARA A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE As infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS) são aquelas adquiridas durante a prestação dos cuidados de saúde e representam um dos mais importantes problemas de saúde pública no mundo. Em média, de 5% a 15% de todos os pacientes internados desenvolvem IRAS. O desafio para prevenir danos aos usuários dos serviços de saúde e prejuízos associados aos cuidados decorrentes de processos ou das estruturas da assistência é cada vez maior e, portanto, é necessário a atualização de protocolos específicos de critérios diagnósticos e medidas de prevenção para a redução das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde - IRAS. As IRAS consistem em eventos adversos - EA ainda persistentes nos serviços de saúde. Sabe-se que as infecções elevam consideravelmente os custos no cuidado do paciente, além de aumentar o tempo de internação, a morbidade e a mortalidade nos serviços de saúde. Pneumonia Relacionada à Assistência à Saúde Infecção do Trato Urinário Infecção da Corrente Sanguínea Infecção Cirúrgica Medidas de Prevenção de Pneumonia Relacionada à Assistência à Saúde A pneumonia relacionada à assistência à saúde é principalmente de origem aspirativa. A principal fonte são as secreções das vias aéreas superiores, seguida pela inoculação exógena de material contaminado ou pelo refluxo do trato gastrintestinal. Estas aspirações são, mais comumente, microaspirações silenciosas, raramente há macroaspirações, que quando acontecem trazem um quadro de insuficiência respiratória grave e rapidamente progressiva. Raramente a pneumonia é ocasionada pela disseminação hematogênica a partir de um foco infeccioso à distância. Os pacientes internados e, especialmente, os pacientes em ventilação mecânica são um grupo de risco aumentado para pneumonia. Este risco maior deve-se essencialmente a três fatores: 1 - diminuição das defesas do paciente; 2 - risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com grande quantidade de material contaminado; 3 - presença de microrganismos mais agressivos e resistentes aos antimicrobianos no ambiente, superfícies próximas, materiais dessa forma colozinando o próprio paciente. A diminuição da defesa pulmonar pode estar relacionada a várias causas e estas podem ocorrer isoladamente ou em associação. Dentre estas causas destacam-se: a presença de doença de base, tais como: neoplasias, doença pulmonares agudas ou crônicas, doenças autoimunes, o uso de drogas imunossupressoras (corticoesteróides, quimioterapia) e o uso de próteses traqueais. O risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com grande quantidade de material contaminado exerce um papel central na fisiopatologia da pneumonia relacionada à assistência à saúde. Este risco aumentado pode também estar associado a inúmeros motivos, que podem acontecer isoladamente ou, mais frequentemente, associados. Podem ser citados como exemplos o rebaixamento do nível de APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 28 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. consciência, causado por drogas ou pela doença de base, que pode predispor a aspiração e a retenção de secreção das vias aéreas superiores, na região acima do balonete do tubo traqueal. Esta retenção de material oriundo das vias aéreas superiores e coletado acima do balonete, penetra pela traqueia quando o balonete é desinflado ou atravessando o espaço entre o balonete e a parede da traqueia. Pode também ocorrer a inoculação de material contaminado pela traqueia por meio de nebulizações, inalações ou aspirações traqueais realizadas com material contaminado. Em pacientes em ventilação mecânica e umidificação com água aquecida pode haver acúmulo de água condensada no circuito do ventilador e esta água acumulada e contaminada pelo contato com o circuito do ventilador, pode, por meio da manipulação descuidada, penetrar na traqueia do paciente. Cabe também ressaltar que em pacientes idosos, com doenças neurológicas ou musculares, há alteração do padrão normal de deglutição, o que predispõe a aspiração. Como a principal razão da pneumonia relacionada à assistência à saúde é a aspiração e como estes pacientes, habitualmente encontram-se restritos ao leito, as pneumonias hospitalares desenvolvem-se nos lobos inferiores e nos segmentos posteriores destes. Após a aspiração, o material contaminado impacta em brônquios de pequeno calibre e expande-se para o espaço alveolar ao redor, causando histopatologicamente uma broncopneumonia. Como podem acontecer aspirações em momentos diferentes, um paciente pode ter mais de um foco de pneumonia e até mesmo com microrganismos diferentes. Fatores de risco para pneumonia relacionada à assistência à saúde Os fatores de risco para pneumonia relacionada à assistência à saúde podem ser agrupados em quatro categorias: 1. Fatores que aumentam a colonização da orofaringe e estômago por microrganismos (administração de agentes antimicrobianos, admissão em UTI ou presença de doença pulmonar crônica de base); 2. Condições que favorecem aspiração do trato respiratório ou refluxo do trato gastrintestinal (intubação endotraqueal ou intubações subsequentes; utilização de sonda nasogástrica; posição supina; coma; procedimentoscirúrgicos envolvendo cabeça, pescoço, tórax e abdome superior; imobilização devido a trauma ou outra doença); 3. Condições que requerem uso prolongado de ventilação mecânica com exposição potencial a dispositivos respiratórios e contato com mãos contaminadas ou colonizadas, principalmente de profissionais da área da saúde; 4. Fatores do hospedeiro como: extremos de idade, desnutrição, condições de base graves, incluindo imunossupressão. Estas categorias, especialmente as três primeiras, incluem os fatores de risco considerados modificáveis, que constituem o alvo das medidas preventivas. Medidas específicas recomendadas para prevenção de pneumonia A pneumonia relacionada a assistência à saúde pode trazer grave repercussão para o paciente, é uma grave infecção que apresenta múltiplas causas e tem grande impacto nas taxas de morbimortalidade, tempo de internação hospitalar e aumento dos custos assistenciais. Diante disso, é fundamental a aplicação das várias medidas de prevenção a fim de se prevenir a ocorrência deste evento, principalmente a PAV, que é uma das mais frequentes infecções relacionadas à assistência à saúde dentro das UTIs brasileiras. 1. Manter decúbito elevado (30- 45°) 2. Adequar diariamente o nível de sedação e o teste de respiração espontânea 3. Aspirar a secreção subglótica rotineiramente 4. Fazer a higiene oral com antissépticos 5. Fazer uso criterioso de bloqueadores neuromusculares 6. Dar preferência por utilizar ventilação mecânica não- invasiva 7. Cuidados com o circuito do ventilador 8. Indicação e cuidados com os umidificadores 9. Indicação e cuidados com o sistema de aspiração 10. Evitar extubação não programada (acidental) e reintubação 11. Monitoramento da pressão de cuff 12. Dar preferência a intubação orotraqueal 13. Cuidados com inaladores e nebulizadores 14. Sonda enteral na posição gástrica ou pos-pilorica 15. Processamento de produto de assistência respiratória 16. Outros dispositivos Medidas de Prevenção de Infecção do Trato Urinário A infecção do trato urinário - ITU é uma das causas prevalentes de IRAS de grande potencial preventivo, visto que a maioria está relacionada à cateterização vesical. As ITUs são responsáveis por 35-45% das IRAS em pacientes adultos, com densidade de incidência de 3,1-7,4/1000 cateteres/dia. Aproximadamente 16-25% dos pacientes de um hospital serão submetidos a cateterismo vesical, de alívio ou de demora, em algum momento de sua hospitalização, muitas vezes sob indicação clínica equivocada ou inexistente e até mesmo sem conhecimento médico. A problemática continua quando muitos pacientes permanecem com o dispositivo além do necessário, apesar das complicações infecciosas (locais e sistêmicas) e não infecciosas (desconforto para o paciente, restrição da mobilidade, traumas uretrais por tração), inclusive custos hospitalares e prejuízos ao sistema de saúde público e privado. Entende-se que o tempo de permanência da cateterização vesical é o fator crucial para colonização e infecção (bacteriana e fúngica). A contaminação poderá ser intraluminal ou extraluminal (biofilme), sendo esta última a mais comum. O fenômeno essencial para determinar a virulência bacteriana é a adesão ao epitélio urinário, colonização intestinal, perineal e cateter. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 29 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. O crescimento bacteriano inicia-se após a instalação do cateter, numa proporção de 5-10% ao dia, e estará presente em todos os pacientes ao final de quatro semanas. Os agentes etiológicos responsáveis por essas ITU costumam, inicialmente, pertencer à microbiota do paciente. E, posteriormente, devido ao uso de antimicrobianos, seleção bacteriana, colonização local, fungos e aos cuidados do cateter, pode ocorrer a modificação da microbiota. As bactérias Gram negativas (enterobactérias e não fermentadores) são as mais frequentes, mas Gram positivos são de importância epidemiológica, especialmente do gênero Enterococcus. Técnica de inserção do cateter urinário • Reunir o material para higiene íntima, luva de procedimento e luva estéril, campo estéril, sonda vesical de calibre adequado, gel lubrificante, antisséptico preferencialmente em solução aquosa, bolsa coletora de urina, seringa, agulha e água destilada; • Higienizar as mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica para as mãos; • Realizar a higiene íntima do paciente com água e sabonete líquido (comum ou com antisséptico); • Retirar luvas de procedimento, realizar higiene das mãos com água e sabão; • Montar campo estéril fenestrado com abertura; • Organizar material estéril no campo (seringa, agulha, sonda, coletor urinário, gaze estéril) e abrir o material tendo o cuidado de não contaminá-lo; • Calçar luva estéril; • Conectar sonda ao coletor de urina (atividade), testando o balonete (sistema fechado com sistema de drenagem com válvula anti-refluxo); • Realizar a antissepsia da região perineal com solução padronizada, partindo da uretra para a periferia (região distal); • Introduzir gel lubrificante na uretra em homens; • Lubrificar a ponta da sonda com gel lubrificante em mulheres; • Seguir técnica asséptica de inserção; • Observar drenagem de urina pelo cateter e/ou sistema coletor antes de insuflar o balão para evitar lesão uretral, que deverá ficar abaixo do nível da bexiga, sem contato com o chão; observar para manter o fluxo desobstruído; • Fixar corretamente o cateter no hipogástrio no sexo masculino e na raiz da coxa em mulheres (evitando traumas); • Assegurar o registro em prontuário e no dispositivo para monitoramento de tempo de permanência e complicações; • Gel lubrificante estéril, de uso único, com ou sem anestésico (dar preferência ao uso de anestésico em paciente com sensibilidade uretral); • Uso para cateter permanente; • Utilizar cateter de menor calibre possível para evitar trauma uretral. (B-III). Atenção: Não há evidências que o uso de sondas impregnadas com prata ou antibiótico diminui o risco de infecção (grau de recomendação B). Cateteres de silicone mostram menor tendência a apresentar incrustações. Cateteres hidrofílicos trazem mais conforto e qualidade de vida ao paciente, porém o uso não há evidências de redução de infecção. Atenção: O teste do balonete pode ser realizado em um dos seguintes momentos: 1) antes de dispor o material no campo estéril: aspira-se a água destilada e testa-se o balonete, segurando a sonda dentro do pacote, expondo apenas o local de preenchimento do balonete; 2) dentro do campo estéril: colocando a seringa e a sonda no campo estéril, a água destilada na cuba rim. Aspira-se a água destilada e testa-se a integridade do balonete. Quadro 2: Indicação do uso de cateter urinário Não use cateter urinário, exceto nas seguintes situações: 1. Pacientes com impossibilidade de micção espontânea; 2. Paciente instável hemodinamicamente com necessidade de monitorização de débito urinário; 3. Pós - operatório, pelo menor tempo possível, com tempo máximo recomendável de até 24 horas, exceto para cirurgias urológicas específicas; 4. Tratamento de pacientes do sexo feminino com úlcera por pressão grau IV com cicatrização comprometida pelo contato pela urina Sempre dar preferência ao cateterismo intermitente ou drenagem suprapúbica e uso de drenagem externa para o sexo masculino. Recomendações para prevenção de ITU Manuseio correto do cateter I. Após a inserção, fixar o cateter de modo seguro e que não permita tração ou movimentação (A-III); II. Manter o sistema de drenagemfechado e estéril (A-I); III. Não desconectar o cateter ou tubo de drenagem, exceto se a irrigação for necessária (A-I); IV. Trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão, quebra da técnica asséptica ou vazamento (B-III); V. Para exame de urina, coletar pequena amostra através de aspiração de urina com agulha estéril após desinfecção do dispositivo de coleta (A-III); levar a amostra imediatamente ao laboratório para cultura. VI. Manter o fluxo de urina desobstruído (A-II); VII. Esvaziar a bolsa coletora regularmente, utilizando recipiente coletor individual e evitar contato do tubo de drenagem com o recipiente coletor (A-II); VIII. Manter sempre a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga (A-III); IX. Não há recomendação para uso de antissépticos tópicos ou antibióticos aplicados ao cateter, uretra ou meato uretral (A-I); X. Realizar a higiene rotineira do meato e sempre que necessário (A-I). XI . Não é necessário fechar previamente o cateter antes da sua remoção (II). APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 30 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Estratégias que NÃO devem ser utilizadas para prevenção A. Não utilizar rotineiramente cateter impregnado com prata ou outro antimicrobiano (A-I); B. Não monitorar rotineiramente bacteriúria assintomática em pacientes com cateter (A-II); C. Não tratar bacteriúria assintomáticaa , exceto antes de procedimento urológico invasivo (A-I); D. Evitar irrigação do cateter (A-I): I. Não realizar irrigação vesical contínua com antimicrobiano; II. Não utilizar instilação rotineira de soluções antisséptica ou antimicrobiana em sacos de drenagem urinária (II); III. Quando houver obstrução do cateter por muco, coágulos ou outras causas, proceder a irrigação com sistema fechado; E. Não utilizar rotineiramente antimicrobianos sistêmicos profiláticos (A-II); F. Não trocar cateteres rotineiramente (A-III); a A bacteriúria assintomática não necessita tratamento, porém pacientes grávidas, transplantados de rim, crianças com refluxo vesicoureteral, pacientes com cálculos infectados e pacientes submetidos a cirurgias urológicas, deverão ser avaliados para possível tratamento. Medidas de Prevenção de Infecção da Corrente Sanguínea O material utilizado na fabricação dos cateteres e seus componentes influenciam diretamente na ocorrência de complicações. Dada a especificidade de cada material, as técnicas utilizadas para a inserção devem seguir as recomendações técnicas do fabricante. A reinserção da agulha enquanto a cânula estiver no vaso é contraindicada devido a riscos de corte da cânula e de embolismo. Os cateteres flexíveis, como o de poliuretano, estão associados a menores complicações infecciosas do que cateteres confeccionados com cloreto de polivinil ou polietileno e ainda contribuem significativamente para a redução de flebites em punções venosas periféricas. Não devem permanecer no interior de incubadoras, berços aquecidos durante o processo da escolha da veia e antissepsia da pele, pois a exposição à temperatura desses ambientes poderá deixá-los mais flexíveis e dificultar a punção. Recomendações para cateteres periféricos Higiene das mãos Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos. • Higienizar as mãos com água e sabonete líquido quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais; • Usar preparação alcoólica para as mãos (60 a 80%) quando as mesmas não estiverem visivelmente sujas; • O uso de luvas não substitui a necessidade de higiene das mãos. No cuidado específico com cateteres intravasculares, a higiene das mãos deverá ser realizada antes e após tocar o sítio de inserção do cateter, bem como antes e após a inserção, remoção, manipulação ou troca de curativo. Seleção do cateter e sítio de inserção 1. Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condições de acesso venoso. 2. Não use cateteres periféricos para infusão contínua de produtos vesicantes, para nutrição parenteral com mais de 10% de dextrose ou outros aditivos que resultem em osmolaridade final acima de 900 mOsm/L, ou para qualquer solução com osmolaridade acima de 900 mOsm/L. 3. Para atender à necessidade da terapia intravenosa devem ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento de cânula. • Cateteres com menor calibre causam menos flebite mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso. Um bom fluxo sanguíneo, por sua vez, ajuda na distribuição dos medicamentos administrados e reduz o risco de flebite química (irritação da parede da veia por produtos químicos). 4. Agulha de aço só deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, sem manter o dispositivo no sítio. 5. Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica são as das superfícies dorsal e ventral dos antebraços. As veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necessário, em virtude do risco de embolias e tromboflebites. 6. Para pacientes pediátricos, selecione o vaso com maior probabilidade de duração de toda a terapia prescrita, considerando as veias da mão, do antebraço e braço (região abaixo da axila). Evite a área anticubital. 7. Para crianças menores de 03 (três anos) também podem ser consideradas as veias da cabeça. Caso a criança não caminhe, considere as veias do pé. 8. Considerar a preferência do paciente para a seleção do membro para inserção do cateter, incluindo a recomendação de utilizar sítios no membro não dominante. 9. Evitar região de flexão, membros comprometidos por lesões como feridas abertas, infecções nas extremidades, veias já comprometidas (infiltração, flebite, necrose), áreas com infiltração e/ou extravasamento prévios, áreas com outros procedimentos planejados. 10. Usar metodologia de visualização para instalação de cateteres em adultos e crianças com rede venoso difícil e/ou após tentativas de punção sem sucesso. Preparo da pele 1. Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente. 2. Em caso de sujidade visível no local da futura punção, removê-la com água e sabão antes da aplicação do antisséptico. 3. O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser tocado após a aplicação do antisséptico (técnica do no touch). Em situações onde se previr necessidade de palpação do sítio calçar luvas estéreis. 4. Realizar fricção da pele com solução a base de álcool: gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona – PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 31 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. • Tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos enquanto o do PVPI é de 1,5 a 2,0 minutos. Indica-se que a aplicação da clorexidina deva ser realizada por meio de movimentos de vai e vem e do PVPI com movimentos circulares (dentro para fora). Aguarde a secagem espontânea do antisséptico antes de proceder à punção. 5. A remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilize laminas de barbear, pois essas aumentam o risco de infecção. 6. Limitar no máximo a duas tentativas de punção periférica por profissionale, no máximo, quatro no total. • Múltiplas tentativas de punções causam dor, atrasam o início do tratamento, comprometem o vaso, aumentam custos e os riscos de complicações. Pacientes com dificuldade de acesso requerem avaliação minuciosa multidisciplinar para discussão das opções apropriadas. Estabilização 1. Estabilizar o cateter significa preservar a integridade do acesso, prevenir o deslocamento do dispositivo e sua perda. 2. A estabilização dos cateteres não deve interferir na avaliação e monitoramento do sítio de inserção ou dificultar/impedir a infusão da terapia. 3. A estabilização do cateter deve ser realizada utilizando técnica asséptica. Não utilize fitas adesivas e suturas para estabilizar cateteres periféricos. • É importante ressaltar que fitas adesivas não estéreis (esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa não estéreis, como micropore) não devem ser utilizadas para estabilização ou coberturas de cateteres. • Rolos de fitas adesivas não estéreis podem ser facilmente contaminados com microrganismos patogênicos. • Suturas estão associadas a acidentes percutâneos, favorecem a formação de biofilme e aumentam o risco de IPCS. 4. Considerar dois tipos de estabilização dos cateteres periféricos: um cateter com mecanismo de estabilização integrado, combinado com um curativo de poliuretano com bordas reforçadas ou um cateter periférico tradicional combinado a um dispositivo adesivo específico para estabilização. Coberturas 1. Os propósitos das coberturas são os de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecção, por meio da interface entre a superfície do cateter e a pele, e de fixar o dispositivo no local para prevenir a movimentação do dispositivo com dano ao vaso. 2. Qualquer cobertura para cateter periférico deve ser estéril, podendo ser semioclusiva (gaze e fita adesiva estéril) ou membrana transparente semipermeável. • Utilizar gaze e fita adesiva estéril apenas quando a previsão de acesso for menor que 48h. Caso a necessidade de manter o cateter seja maior que 48h não utilizar a gaze para cobertura devido ao risco de perda do acesso durante sua troca. 3. A cobertura não deve ser trocada em intervalos pré- estabelecidos. 4. A cobertura deve ser trocada imediatamente se houver suspeita de contaminação e sempre quando úmida, solta, suja ou com a integridade comprometida. Manter técnica asséptica durante a troca. 5. Proteger o sítio de inserção e conexões com plástico durante o banho. Flushing e manutenção do cateter periférico 1. Realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de sangue antes de cada infusão para garantir o funcionamento do cateter e prevenir complicações. 2. Realizar o flushing antes de cada administração para prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis. 3. Utilizar frascos de dose única ou seringas preenchidas comercialmente disponíveis para a prática de flushing e lock do cateter. • Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e otimizam o tempo da equipe assistencial. • Não utilizar soluções em grandes volumes (como, por exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter soluções para flushing. 4. Utilizar solução de cloreto de sódio 0,9% isenta de conservantes para flushing e lock dos cateteres periféricos, • Usar o volume mínimo equivalente a duas vezes o lúmen interno do cateter mais a extensão para flushing. Volumes maiores (como 5 ml para periféricos e 10 ml para cateteres centrais) podem reduzir depósitos de fibrina, drogas precipitadas e outros debris do lúmen. No entanto, alguns fatores devem ser considerados na escolha do volume, como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restrição hídrica e tipo de terapia infusional. Infusões de hemoderivados, nutrição parenteral, contrastes e outras soluções viscosas podem requerer volumes maiores. • Não utilizar água estéril para realização do flushing e lock dos cateteres. 5. Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter utilizando seringas de diâmetro de 10 ml para gerar baixa pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de resistência. • Não forçar o flushing utilizando qualquer tamanho de seringa. Em caso de resistência, avaliar possíveis fatores (como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e linhas de infusão dobrados). • Não utilizar seringas preenchidas para diluição de medicamentos. 6. Utilizar a técnica da pressão positiva para minimizar o retorno de sangue para o lúmen do cateter. • O refluxo de sangue que ocorre durante a desconexão da seringa é reduzido com a sequência flushing, fechar o clamp e desconectar a seringa. Solicitar orientações do fabricante de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado. • Considerar o uso da técnica do flushing pulsátil (push pause). Estudos in vitro demonstraram que a técnica do flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, pode ser mais efetivo na remoção de depósitos sólidos (fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a técnica de flushing contínuo, que gera fluxo laminar. 7. Realizar o flushing e lock de cateteres periféricos imediatamente após cada uso. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 32 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Cuidados com o sítio de inserção 1. Avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas adjacentes quanto à presença de rubor, edema e drenagem de secreções por inspeção visual e palpação sobre o curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em relação a qualquer sinal de desconforto, como dor e parestesia. A frequência ideal de avaliação do sítio de inserção é a cada quatro horas ou conforme a criticidade do paciente. • Pacientes de qualquer idade em terapia intensiva, sedados ou com déficit cognitivo: avaliar a cada 1 – 2 horas. • Pacientes pediátricos: avaliar no mínimo duas vezes por turno. • Pacientes em unidades de internação: avaliar uma vez por turno. Remoção do cateter 1. A avaliação de necessidade de permanência do cateter deve ser diária. 2. Remover o cateter periférico tão logo não haja medicamentos endovenosos prescritos e caso o mesmo não tenha sido utilizado nas últimas 24 horas. 3. O cateter periférico instalado em situação de emergência com comprometimento da técnica asséptica deve ser trocado tão logo quanto possível. 4. Remover o cateter periférico na suspeita de contaminação, complicações ou mau funcionamento. 5. Rotineiramente o cateter periférico não deve ser trocado em um período inferior a 96 h. A decisão de estender a frequência de troca para prazos superiores ou quando clinicamente indicado dependerá da adesão da instituição às boas práticas recomendadas nesse documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril. 6. Para pacientes neonatais e pediátricos, não trocar o cateter rotineiramente. Porém, é imprescindível que os serviços garantam as boas práticas recomendadas neste documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril. Medidas de Prevenção de Infecção Cirúrgica As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) são as complicações mais comuns decorrentes do ato cirúrgico, que ocorrem no pós-operatório emcerca de 3 a 20% dos procedimentos realizados, tendo um impacto significativo na morbidade e mortalidade do paciente. As ISC são consideradas eventos adversos frequentes, decorrente da assistência à saúde dos pacientes que pode resultar em dano físico, social e/ou psicológico do indivíduo, sendo uma ameaça à segurança do paciente. No Brasil, apesar de não haver dados sistematizados, elas são apontadas em terceiro lugar entre o conjunto das IRAS, sendo encontradas em, aproximadamente, 14% a 16% dos pacientes hospitalizados. As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) são infecções relacionadas a procedimentos cirúrgicos, com ou sem colocação de implantes, em pacientes internados e ambulatoriais, sendo classificadas conforme os planos acometidos ilustrados na figura 01 e definidas de acordo com os critérios dos Quadros dispostos a seguir. Figura 01 – Classificação da Infecção do Sítio Cirúrgico Quadro - Classificação e critérios definidores de infecção cirúrgica em pacientes internados e ambulatoriais ISC INCISIONAL SUPERFICIAL – IS Critério: Ocorre nos primeiros 30 dias após o procedimento cirúrgico (sendo o 1ºdia a data do procedimento), envolve apenas pele e tecido subcutâneo e apresenta pelo menos UM dos seguintes critérios: • Drenagem purulenta da incisão superficial; • Cultura positiva de secreção ou tecido da incisão superficial, obtido assepticamente*; • A incisão superficial é deliberadamente aberta pelo cirurgião na vigência de pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: dor, aumento da sensibilidade, edema local, hiperemia ou calor, EXCETO se a cultura for negativa; • Diagnóstico de infecção superficial pelo cirurgião ou outro médico assistente. ISC INCISIONAL PROFUNDA - IP Critério: Ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia (sendo o 1º dia a data do procedimento) ou até 90 dias, se houver colocação de implantes, envolve tecidos moles profundos à incisão (ex.: fáscia e/ou músculos) e apresenta pelo menos UM dos seguintes critérios: • Drenagem purulenta da incisão profunda, mas não originada de órgão/espaço; • Deiscência espontânea profunda ou incisão aberta pelo cirurgião e cultura positiva ou não realizada, quando o paciente apresentar pelo menos 1 dos APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 33 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. sinais e sintomas: febre (temperatura axilar ≥37,8 oC), dor ou tumefação localizada; • Abscesso ou outra evidencia de infecção envolvendo tecidos profundos, detectado durante exame clínico, anatomopatológico ou de imagem; • Diagnostico de infecção incisional profunda feito pelo cirurgião ou outro médico assistente. ISC ÓRGÃO / CAVIDADE – OC Critério: Ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia ou até 90 dias, se houver colocação de implantes, envolve qualquer órgão ou cavidade que tenha sido aberta ou manipulada durante a cirurgia e apresenta pelo menos UM dos seguintes critérios: • Cultura positiva de secreção ou tecido do órgão/cavidade obtido assepticamente*; • Presença de abscesso ou outra evidência que a infecção envolve os planos profundos da ferida identificada em reoperação, exame clínico, anatomopatológico ou de imagem; • Diagnóstico de infecção de órgão/cavidade pelo médico assistente. • Atende pelo menos um dos critérios definidores de infecção em um sítio específico de ISC/OC. *não serão considerados os resultados de culturas positivas quando coletadas através de swabs (hastes com ponta de algodão). Recomendações básicas para todos os serviços de saúde Antibioticoprofilaxia: •Administrar dose efetiva em até 60 minutos antes da incisão cirúrgica: Tricotomia: • Realizar somente quando necessário; • Não utilizar lâminas. Controle de glicemia no pré-operatório e no pós-operatório imediato: níveis glicêmicos < 180 mg/dL Manutenção da normotermia em todo perioperatório • Objetivo: ≥ 35,5°C. Otimizar a oxigenação tecidual no peri e pós-operatório Utilizar preparações que contenham álcool no preparo da pele: Altamente bactericida, ação rápida e persistente (preparações alcoólicas com clorexedina ou iodo). Utilizar a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica (LVSC) da OMS para reduzir a ocorrência de danos ao paciente. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 34 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Biossegurança: Conjunto de medidas voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes as atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. Tipos de riscos: 1. Risco de acidentes: Considera-se risco de acidente qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de perigo e possa afetar sua integridade, bem estar físico e moral. Exemplos: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc. 2. Risco ergonômico: Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador causando desconforto ou afetando sua saúde. Exemplo: o levantamento e transporte manual de peso, o ritmo excessivo de trabalho, a monotonia, a repetitividade, a responsabilidade excessiva, a postura inadequada de trabalho, o trabalho em turnos, etc. 3. Risco físico: Formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores. Exemplo: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, ultra-som, materiais cortantes e pontiagudos, etc. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 35 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 4. Risco químico: Substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo ser absorvido pelo mesmo ou por ingestão. Exemplo: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, etc. 5. Risco biológico: Consideram-se agentes de risco biológico as bactérias, fungos, vírus TERMOS E CONCEITOS UTILIZADOS EM BIOSSEGURANÇA 01) COLONIZAÇÃO Aumento numérico de microorganismos, sem causar reação fisiológica. 02) INCUBAÇÃO Intervalo de tempo entre o início da infecção e o aparecimento do primeiro sintoma ou sinal da doença. 03) INFECÇÃO Penetração, alojamento, multiplicação e desenvolvimento de microorganismos patogênicos no corpo de um hospedeiro, provocando reações orgânicas patológicas. -Tipos de infecção: Infecção cruzada: é a infecção ocasionada pela transmissão de um microrganismo de um paciente para outro, geralmente pelo pessoal, ambiente ou um instrumento contaminado. Infecção endógena: decorrente da ação de microrganismos já existentes, naquela região ou tecido, de um paciente. Infecção exógena: causada por microrganismos estranhos a paciente. Infecção hospitalar: É aquela adquirida após a internação, ou mesmo após a alta, quando for possível relacioná-lascom a internação ou procedimentos hospitalares. Também são consideradas aquelas que se manifestam 72 horas após internação, estando relacionadas a procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 36 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Obs: As infecções dos recém-nascidos são hospitalares com exceção das de transmissão transplacentárias. Ex.: TV (transmissão vertical): mãe filho: HIV, Sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus, hepatites, etc. Termos e conceitos utilizados em Biossegurança - PROCEDIMENTOS 01) LIMPEZA Processo que remove fisicamente microoganismos e material orgânico. Reduz a carga bacteriana natural dos artigos e remove sujidade assim como contaminantes orgânicos e inorgânicos. 02) DESINFECÇÃO É a eliminação de microrganismos patogênicos na forma vegetativa de consultório e demais ambientes da clínica, geralmente é feita por meio químicos (desinfetantes). TIPOS: -Alto nível: destrói todas as bactérias vegetativas e alguns esporos. (Gluteraldeído e ácido peracético). -Nível intermediário: age em vírus e bactérias na forma vegetativa mas não age sobre os esporos. Age sobre os bacilos da tuberculose. (cloro, iodofóros,fenólicos e os álcoois). Baixo nível: ação relativa sobre fungos, age sobre bactérias vegetativas, porém não sobre vírus não lipídico. (quaternário de amônia) 03) ESTERILIZAÇÃO É a destruição dos microrganismos nas formas vegetativas e esporuladas. A esterilização pode ser por meio físico (calor) ou químico (soluções esterilizantes). 04) DESCONTAMINAÇÃO Processo realizado em instrumentos e superfícies para remoção de material contaminante (corrompido por material orgânico). 05) ASSEPSIA Método empregado para impedir que um determinado meio seja contaminado. Quando este meio for isento de bactérias chamamos de meio asséptico. 06) ANTISSEPSIA É a eliminação das formas vegetativas de bactérias patogênica e grande parte da flora residente da pele ou mucosa, através da ação de substâncias químicas (anti-sépticos). Anti-séptico: substância ou produto capaz de deter ou inibir a proliferação de microrganismos patogênicos, à temperatura ambiente, em tecidos vivos. 07) DEGERMAÇÃO É a remoção de detritos, impurezas, sujeira e microrganismos da flora transitória e alguns da flora residente depositados sobre a pele do paciente ou das mãos da equipe odontológica através da ação mecânica de detergente, sabão ou pela utilização de substâncias químicas (anti-sépticos). 08) DESINFESTAÇÃO Exterminação ou destruição de insetos, roedores e outros seres, que possam transmitir infecções ao homem. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS: Não crítica: não ocupadas por pacientes, ambiente aberto. Semi crítica: ocupadas por pacientes portadores de doenças não infecciosas ou de baixa transmissão. Crítica: locais com pacientes com baixa imunidade, pós cirúrgicos ou ainda com maior possibilidade de contato com microorganismos. -Critérios que norteiam as definições de área crítica: Imunodeficiência de paciente. Risco aumentando de transmissão de infecção. OBS: Área contaminada é aquela em contato com matéria orgânica. SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS NOS PROCEDIMENTOS DE HIGIENE E PROFILAXIA Desinfetantes (na desinfecção – área crítica) Detergentes (na limpeza – todas as áreas) Anti-sépticos (no tecido vivo – após degermação) Esterilizantes (artigos críticos) OBS: As salas de cirurgia chamamos de meio asséptico e não estéril. NORMAS UNIVERSAIS DE BIOSSEGURANÇA Princípio Básico: TODOS os profissionais de saúde devem adotar normas antiinfecciosas quando houver possibilidade de contato com sangue, outras substâncias corporais, mucosa e pele não íntegra de QUALQUER paciente. As normas se baseiam em 03 fundamentos (conhecido como o TRIPÉ da Biossegurança): -Lavagem das mãos; -Uso de EPI; -Evitar acidentes (na saúde com pérfuro-cortantes). Precaução Padrão: Devem ser seguidas para TODOS OS PACIENTES, independente da suspeita ou não de infecções. Medidas adotadas por todos profissionais no contato com pacientes e manuseio de artigos contaminados, independente da presença de doença transmissível comprovada. Objetivo: Evitar exposição a transmissão por sangue, hemoderivados e outros fluidos, contato com mucosas ou pele não- íntegra. Higienização das mãos: lave com água e sabão ou friccione as mãos com álcool a 70% (se as mãos não estiverem visivelmente sujas) antes e após o contato com qualquer paciente, após a remoção das luvas e após o contato com sangue ou secreções. Use luvas apenas quando houver risco de contato com sangue, secreções ou membranas mucosas. Calce-as imediatamente antes do contato com o paciente e retire-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida. Use óculos, máscara e/ou avental quando houver risco de contato de sangue ou secreções, para proteção da mucosa de olhos, boca, nariz, roupa e superfícies corporais. Descarte, em recipientes apropriados, seringas e agulhas, sem desconectá-las ou reencapá-las. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 37 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. PRECAUÇÃO BASEADA NA TRANSMISSÃO POR: Contato: Indicações: infecção ou colonização por microrganismo multirresistente, varicela, infecções de pele e tecidos moles com secreções não contidas no curativo, impetigo, herpes zoster disseminado ou em imunossuprimido, etc. Use luvas e avental durante toda manipulação do paciente, de cateteres e sondas, do circuito e do equipamento ventilatório e de outras superfícies próximas ao leito. Coloque-os imediatamente antes do contato com o paciente ou as superfícies e retire-os logo após o uso, higienizando as mãos em seguida. Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, a distância mínima entre dois leitos deve ser de um metro. Equipamentos como termômetro, esfignomanômetro e estetoscópio devem ser de uso exclusivo do paciente. Gotículas Indicações: meningites bacterianas, coqueluche, difteria, caxumba, influenza, rubéola, etc. Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros infectados pelo mesmo microrganismo. A distância mínima entre dois leitos deve ser de um metro. O transporte do paciente deve ser evitado, mas, quando necessário, ele deverá usar máscara cirúrgica durante toda sua permanência fora do quarto. Aerossóis Precaução padrão: higienize as mãos antes e após o contato com o paciente, use óculos, máscara cirúrgica e/ou avental quando houver risco de contato de sangue ou secreções, descarte adequadamente os pérfuro-cortantes. Mantenha a porta do quarto SEMPRE fechada e coloque a máscara antes de entrar no quarto. Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros pacientes com infecção pelo mesmo microrganismo. Pacientes com suspeita de tuberculose resistente ao tratamento não podem dividir o mesmo quarto com outros pacientes com tuberculose. O transporte do paciente deve ser evitado, mas quando necessário o paciente deverá usar máscara cirúrgica durante toda sua permanência fora do quarto. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 38 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. PRECAUÇÃO REVERSA: Este isolamento é estabelecido para proteger das infecções um indivíduo imunocomprometidos. Será instituído principalmente em pacientesimunodeprimidos, a fim de garantir a proteção do paciente contra infecções. BARREIRAS – EPIs: São empregados para proteger o pessoal da área de saúde do contato com agentes infecciosos, tóxicos ou corrosivos, calor excessivo, fogo e outros perigos. LUVAS: Não substitui a lavagem das mãos; Lavar instrumentos, roupas, superfícies de trabalho sempre usando luvas; Usadas no momento do procedimento; JALECO: Uso constante nos laboratórios; Devem ser de manga longa em algodão ou fibra sintética; Os descartáveis devem ser resistentes e impermeáveis; NUNCA usar fora da área de trabalho; Devem ser descontaminados antes de serem lavados; OUTROS EQUIPAMENTOS: Óculos de proteção e protetor facial; Máscara; Avental Impermeável; Uniforme de algodão (calça e blusa) Luvas de borracha; Dispositivos de pipetagem; BARREIRAS – EPCs: Cabines de segurança; Fluxo laminar de ar; Capela química; Chuveiro de emergência; Lava olhos; Manta ou cobertor; Vaso de areia; Extintor de incêncio; ATENÇÃO! DESPENCA EM PROVAS! RESÍDUOS DO SERVIÇO DE SAÚDE De acordo com a RDC ANVISA no 306/04 e a Resolução CONAMA no 358/2005, são definidos como geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento, serviços de medicina legal, drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde, centro de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro, unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares. SIMBOLOGIA DOS TIPOS DE RESÍDUOS Objetivos: Reconhecer os tipos de resíduos contidos nos sacos e recipientes fornecendo informações para seu correto manejo. Justificativa: Os recipientes de coleta interna e externa, assim como os locais de armazenamento onde são colocados os RSS, devem ser identificados em: - local de fácil visualização; - de forma indelével; - utilizando símbolos, cores e frases; - outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e aos riscos específicos de cada grupo de resíduos. GRUPO A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. É proibido o esvaziamento ou reaproveitamento dos sacos. Conforme a RDC 222/2018, Os sacos para acondicionamento de RSS do grupo A devem ser substituídos ao atingirem o limite de 2/3 (dois terços) de sua capacidade ou então a cada 48 (quarenta e oito) horas, independentemente do volume, visando o conforto ambiental e a segurança dos usuários e profissionais. Os sacos contendo RSS do grupo A de fácil putrefação devem ser substituídos no máximo a cada 24 (vinte e quatro) horas, independentemente do volume. Ordem de COLOCAÇÃO dos EPIs A (avental) M (máscara) O (óculos) L (luvas) Ordem de RETIRADA dos EPIs L (luvas) O (óculos) A (avental) M (máscara) APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 39 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. O grupo A é identificado, no mínimo, pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da expressão RESÍDUO INFECTANTE. Grupo B Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. São identificados através do símbolo de risco associado e com discriminação de substância química e frases de risco. Grupo C Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior aos níveis de dispensa especificados em norma da CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. - Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo, proveniente de laboratório de pesquisa e ensino na área da saúde, laboratório de análise clínica, serviço de medicina nuclear e radioterapia, segundo Resolução da CNEN e Plano de Proteção Radiológica aprovado para a instalação radiativa. O grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta ou púrpura) em rótulo de fundo amarelo, acrescido da expressão MATERIAL RADIOATIVO, REJEITO RADIOATIVO ou RADIOATIVO. Grupo D Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. Podem ser destinados à reciclagem ou à reutilização. Quando adotada a reciclagem, sua identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes, usando códigos de cores e suas correspondentes nomeações, baeada na Resolução CONAMA N 275/01, e símbolos de tipo de material reciclável. Para os demais resíduos do Grupo D deve ser utilizada a cor cinza ou preta nos recipientes. O grupo D deve ser identificado conforme definido pelo órgão de limpeza urbana. Vidro →verde Plástico → vermelho Papel → azul Metal → amarelo Orgânico → marrom Grupo E Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares Conforme a RDC 222/2018, Os recipientes de acondicionamento dos RSS do Grupo E devem ser substituídos de acordo com a demanda ou quando o nível de preenchimento atingir ¾ (três quartos) da capacidade ou de acordo com as instruções do fabricante, sendo proibidos seu esvaziamento manual e seu reaproveitamento. O grupo E é identificado pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contorno preto, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. #DESPENCA EM PROVAS! GRUPO A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. Subgrupo A1 - Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. - Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4, microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. - Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta. - Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 40 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRAEste curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Subgrupo A2 - Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anatomopatológico ou confirmação diagnóstica. Subgrupo A3 - Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares. Subgrupo A4 - Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados. - Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares. - Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons. - Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo. - Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. - Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anatomopatológicos ou de confirmação diagnóstica. - Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos. - Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual póstransfusão. Subgrupo A5 Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, de casos suspeitos ou confirmados, bem como quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, suspeitos ou confirmados, e que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta infectividade para príons. - Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles assim definidos em documentos oficiais pelos órgãos sanitários competentes. MANEJO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Segregação: Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos. Acondicionamento: Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamento e resistam às ações de punctura e ruptura. A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo. Identificação: Consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos RSS. A identificação atende aos parâmetros referenciados na norma NBR 7.500 da ABNT. Transporte interno de resíduos de serviços de saúde: Consiste no traslado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação para a coleta. Armazenamento temporário de resíduos de serviços de saúde: Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, destinados à apresentação para a coleta externa. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento. TRATAMENTODE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE: Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de contaminação de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente. Pode ser aplicado no próprio estabelecimento gerador ou em outro estabelecimento. Os sistemas para o tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução CONAMA 237/97. - Incineração - Autoclave - Microondas - Aterro Sanitário (vala séptica) - Radiação Ionizante ou Irradiação Armazenamento externo de resíduos de serviços de saúde: Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da etapa de coleta, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. No armazenamento externo não é permitida a manutenção dos sacos de resíduos fora dos recipientes ali estacionados. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 41 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Disposição final de resíduos de serviços de saúde: Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA 237/97. ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL BIOLÓGICO E PERFURO-CORTANTES As exposições que podem trazer riscos de transmissão ocupacional do HIV e dos vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV) são definidas como: • Exposições percutâneas – lesões provocadas por instrumentos perfurantes e cortantes (p.ex. agulhas, bisturi, vidrarias); • Exposições em mucosas – p.ex. quando há respingos na face envolvendo olho, nariz, boca ou genitália; • Exposições cutâneas (pele não-íntegra) – p.ex. contato com pele com dermatite ou feridas abertas; • Mordeduras humanas – consideradas como exposição de risco quando envolverem a presença de sangue, devendo ser avaliadas tanto para o indivíduo que provocou a lesão quanto àquele que tenha sido exposto. No atendimento inicial após a exposição ao HIV, faz-se necessário que o profissional avalie como e quando ocorreu a exposição, além de investigar a condição sorológica da pessoa exposta e da pessoa fonte da infecção. Assim, a partir da avaliação desses critérios objetivos será possível definir se há ou não indicação de início da profilaxia pós- exposição. A indicação de PEP requer a avaliação do risco da exposição, o que inclui: 1. O tipo de material biológico envolvido; 2. O tipo de exposição; 3. O tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento; 4. A condição sorológica para HIV da pessoa exposta e da pessoa fonte Tipo de material biológico Existem materiais biológicos sabidamente infectantes e envolvidos na transmissão do HIV. Assim, a exposição a esses materiais constitui situações nas quais a PEP está recomendada. Classificam-se os materiais em: Materiais biológicos com risco de transmissão do HIV: • Sangue e outros materiais contendo sangue; • Sêmen; • Fluidos vaginais; • Líquidos de serosas (peritoneal, pleural, pericárdico), líquido amniótico, líquor e líquido articular. Materiais biológicos sem risco de transmissão do HIV: • Suor; • Lágrima; • Fezes; • Urina; • Vômitos; • Secreções nasais; • Saliva (exceto em ambientes odontológicos). PREVENÇÃO DA EXPOSIÇÃO A MATERIAIS BIOLÓGICOS A prevenção da exposição ao sangue ou a outros materiais biológicos é a principal medida para que não ocorra contaminação por patógenos de transmissão sanguínea nos serviçosde saúde. Precauções básicas ou precauções padrão são normatizações que visam reduzir a exposição aos materiais biológicos. Essas medidas devem ser utilizadas na manipulação de artigos médico-hospitalares e na assistência a todos os pacientes, independente do diagnóstico definido ou presumido de doença infecciosa (HIV/aids, hepatites B e C). Recomenda-se o uso rotineiro de barreiras de proteção (luvas, capotes, óculos de proteção ou protetores faciais) quando o contato mucocutâneo com sangue ou outros materiais biológicos puder ser previsto. Incluem-se ainda as precauções necessárias na manipulação de agulhas ou outros materiais cortantes, para prevenir exposições percutâneas; e os cuidados necessários de desinfecção e APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 42 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. esterilização na reutilização de instrumentos usados em procedimentos invasivos. ATENÇÃO! Entre as recomendações específicas que devem ser seguidas, durante a realização de procedimentos que envolvam a manipulação de material perfurocortante, destacam-se a importância de: • Ter a máxima atenção durante a realização dos procedimentos; • Jamais utilizar os dedos como anteparo durante a realização de procedimentos que envolvam materiais perfurocortantes; • As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, quebradas ou retiradas da seringa com as mãos; • Não utilizar agulhas para fixar papéis; • Todo material perfurocortante (agulhas, scalp, lâminas de bisturi, vidrarias, entre outros), mesmo que estéril, deve ser desprezado em recipientes resistentes à perfuração e com tampa; • Os coletores específicos para descarte de material perfurocortante não devem ser preenchidos acima do limite de 2/3 de sua capacidade total e devem ser colocados sempre próximos do local onde é realizado o procedimento. • Resíduos de serviços de saúde –Seguir a Resolução RDC nº 33 de 25 de fevereiro de 2003 publicado no DOU de 05/03/2003 – ANVISA/ MS; PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS NOS CASOS DE EXPOSIÇÃO AOS MATERIAIS BIOLÓGICOS -CUIDADOS IMEDIATOS COM A ÁREA DE EXPOSIÇÃO Recomenda-se como primeira conduta, após a exposição a material biológico, os cuidados imediatos com a área atingida. Essas medidas incluem a lavagem exaustiva do local exposto com água e sabão nos casos de exposições percutâneas ou cutâneas. Apesar de não haver nenhum estudo que demonstre o benefício adicional ao uso do sabão neutro nesses casos, a utilização de soluções anti-sépticas degermantes é uma opção. Não há nenhum estudo que justifique a realização de expressão do local exposto como forma de facilitar o sangramento espontâneo. Nas exposições de mucosas, deve-se lavar exaustivamente com água ou com solução salina fisiológica. Procedimentos que aumentam a área exposta (cortes, injeções locais) e a utilização de soluções irritantes como éter, hipoclorito ou glutaraldeído são contra-indicados. -QUIMIOPROFILAXIA PARA O HIV A quimioprofilaxia pós-exposição ao HIV é complexa, por englobar tanto a falta de dados mais precisos sobre o risco relativo de diferentes tipos de exposição (p.ex. risco de lesões superficiais x profundas, agulhas com lúmen x agulhas de sutura, exposição a sangue x outro material biológico), quanto o risco de toxicidade dos medicamentos anti-retrovirais. O profissional de saúde acidentado deverá ser informado que: • O conhecimento sobre a eficácia da PEP é limitado; • Somente a zidovudina (AZT) demonstrou benefício em estudos humanos; • Não há evidência de efeito benéfico adicional com a utilização da combinação de anti-retrovirais, mas a sua recomendação baseia-se na possibilidade de maior potência anti-retroviral e cobertura contra vírus resistentes; • A eficácia da profilaxia não é de 100%. Existem casos documentados de transmissão mesmo com uso adequado da profilaxia e pacientes-fonte sabidamente infectados pelo HIV com carga viral indetectável. • O conhecimento sobre a ocorrência de toxicidade de anti- retrovirais em pessoas não infectadas pelo HIV ainda é limitado; os efeitos adversos são mais conhecidos para o AZT comparando-se aos outros inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN); e • É direito do profissional se recusar a realizar a quimioprofilaxia ou outros procedimentos necessários pós- exposição (como p.ex. coleta de exames sorológicos e laboratoriais). Nestes casos, porém, deverá assinar um documento (p ex: prontuário) onde esteja claramente explicitado que todas as informações foram fornecidas no seu atendimento sobre os riscos da exposição e os riscos e benefícios da conduta indicada. ATENÇÃO! PROVA!! Quando indicada, a PEP deverá ser iniciada o mais rápido possível, idealmente, nas primeiras DUAS horas após o acidente. Recomenda-se que o prazo máximo, para início de PEP, seja de até 72h após o acidente. A duração da quimioprofilaxia é de 28 dias. Esquema preferencial O seguinte esquema antirretroviral está indicado para realização da profilaxia pós-exposição, independentemente do tipo de exposição e material biológico envolvido: Esquema preferencial para PEP Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Atazanavir/ritonavir (ATV/r) A duração da PEP é de 28 dias. QUIMIOPROFILAXIA PARA O HBV A vacinação pré-exposição contra a hepatite B é a principal medida de prevenção de hepatite B ocupacional entre profissionais de saúde. Idealmente a vacinação deverá ser feita antes da admissão do profissional (ou estudante, estagiário) nos serviços de saúde. Está indicada para todos aqueles que podem estar expostos aos materiais biológicos durante suas atividades, inclusive os que não trabalham diretamente na assistência ao paciente como, por exemplo, as equipes de higienização e de apoio. Para todos estes profissionais, a vacina está disponível nas unidades básicas de saúde. O esquema vacinal é composto por uma série de três doses da vacina com intervalos de zero, um e seis meses. Um a dois meses após a última dose (com intervalo máximo de 6 meses), o teste sorológico anti-HBs pode ser realizado para confirmação da resposta vacinal (presença de anticorpos protetores com títulos acima de 10 mUI/ml). A imunidade é prolongada não sendo recomendadas doses de reforço após o esquema vacinal completo em profissionais APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 43 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. imunocompetentes. Observamos ainda que outras vacinas podem ser aplicadas simultaneamente sem o risco de interferência na produção de anticorpos para as outras vacinas. Quando o esquema vacinal for interrompido não há necessidade de recomeçá-lo. Profissionais que tenham parado o esquema vacinal após a 1ª dose deverão realizar a 2ª dose logo que possível e a 3ª dose está indicada com um intervalo de pelo menos 2 meses da dose anterior. Profissionais de saúde, que tenham interrompido o esquema vacinal após a 2ª dose, deverão realizar a 3ª dose da vacina tão logo seja possível. O aumento de intervalo entre a 2ª e a 3ª doses aumenta o título final de anticorpos. Nos esquemas incompletos de vacinação recomenda-se a comprovação da resposta vacinal através da solicitação do antiHBs um a dois meses após a última dose (com intervalo máximo de 6 meses). Caso ocorra uma exposição a materiais biológicos com risco conhecido, ou provável, de infecção pelo HBV, o não respondedor deve utilizar a imunoglobulina hiperimune contra hepatite B. A imunoglobulina hiperimune contra hepatite B (IGHAHB) tambémdeve ser aplicada por via IM. Ela fornece imunidade provisória por um período de 3 a 6 meses após a administração. É constituída por mais de 100.000 UI de anti-HBs; sendo produzida a partir de plasma de indivíduos que desenvolvem altos títulos de anti-HBs quando são submetidos à imunização ativa contra a hepatite B. A gravidez e a lactação não são contra-indicações para a utilização da IGHAHB. Existe maior eficácia na profilaxia pós-exposição quando a imunoglobulina é utilizada dentro das primeiras 24 a 48 horas após o acidente. Não existe benefício comprovado após uma semana da exposição. MEDIDAS RELACIONADAS AO HCV Não existe nenhuma medida específica eficaz para redução do risco de transmissão do vírus da hepatite C após exposição ocupacional QUESTÕES 01. No que se refere às normas de precaução padrão e isolamento para pacientes com diagnóstico de MRSA (Stafilococus Áureos multiresistentes) recomenda-se a adoção de: A) precauções de contato; B) precauções respiratórias para aerossóis; C) precauções com sangue e líquidos corpóreos; D) isolamento respiratório para gotículas; E) precauções empíricas. 02. Os preceitos de biosegurança são aplicados pelo socorrista a partir do atendimento à vítima e local da ocorrência, durante o transporte e nos estabelecimentos assistenciais de saúde. São aspectos fundamentais para prática segura desses atendimentos, EXCETO, A) controle dos riscos biológicos. B) vacinação. C) adoção de precauções-padrão. D) cuidados com os materiais utilizados no atendimento às emergências e com o ambiente. E) controle dos riscos radiológicos. 03. Para compreender os objetivos da limpeza/lavagem das mãos, é necessário o conhecimento da flora normal da pele e sua fisiologia. Assim sendo, assinale a afirmação verdadeira. A) A pele humana normal, em especial a das mãos, é colonizada por uma flora de bactérias que são dividas em três categorias: transitórias, semirresidentes e residentes. B) A flora transitória coloniza as camadas superficiais da pele, dificilmente removidas pela lavagem rotineira das mãos. C) A flora transitória coloniza as camadas superficiais da pele, é facilmente removida pela lavagem rotineira das mãos. D) A flora residente é a que se liga às camadas mais profundas da pele, é mais resistente à remoção, está muito associada a infecções relacionadas à assistência à saúde. 04. A contaminação dos ambientes dos serviços de saúde deve ser evitada cotidianamente. Entre os fatores que favorecem essa contaminação, destaca-se: A) Uso de equipamentos de proteção coletiva. B) Mãos de profissionais de saúde em contato com as superfícies. C) Limpeza terminal feita diariamente. D) Manutenção das superfícies secas. E) Uso de equipamento de proteção individual para procedimentos invasivos. 05.A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV está indicada: A) Se o teste rápido para HIV da pessoa exposta for não- reagente. B) Somente se o status sorológico da pessoa fonte for conhecido. C) Se a pessoa for exposta à vômitos e fezes de paciente portador de HIV. D) Nos casos em que o atendimento ocorrer após 72 horas da exposição. 06. As precauções universais, atualmente denominadas precauções básicas, são medidas de prevenção que devem ser utilizadas na assistência a todos os pacientes, independentemente do diagnóstico definido ou presumido de doença infecciosa. A) CERTO B) ERRADO 07. Biossegurança é o conjunto de medidas que visa minimizar os riscos inerentes a uma determinada atividade. Conforme o Departamento de Segurança do Paciente da Organização Mundial de Saúde, há cinco APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 44 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. momentos para a higiene das mãos: antes do contato com o paciente, antes da realização de procedimento limpo/asséptico, após risco de exposição a fluídos corporais, após contato com paciente e após contato com áreas próximas ao paciente. A) CERTO B) ERRADO 08. Soluções alcoólicas com concentrações entre 50 a 90% são mais efetivas e as de concentrações mais altas são menos potentes, pois as proteínas não se desnaturam com facilidade na ausência de água. A) CERTO B) ERRADO 09.A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos”, devido à maior abrangência desse procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos. Com relação à higienização das mãos, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F): ( ) A fricção antisséptica com preparações alcoólicas tem o objetivo de reduzir a carga microbiana das mãos, porém não há remoção de sujidades. ( ) No processo de higienização antisséptica das mãos, o enxágue deverá ser realizado com água corrente no sentido das mãos para cotovelos, retirando todo o resíduo do produto. ( ) O uso regular de luvas dispensa a higienização das mãos antes e após contatos que envolvam mucosas, sangue ou outros fluidos corpóreos, secreções ou excreções. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. A) V – V – F B) V – F – V C) F – V – V D) F – V – F. E) V – F – F 10. Analise as afirmativas a seguir: Afirmativa 1: Soluções a base de clorexidina apresentam modificação da atividade antimicrobiana na presença de matéria orgânica e têm efeito residual nulo. Afirmativa 2: A clorexidina confere efeito residual de até duas horas quando utilizada para higienização das mãos nos serviços de saúde. A) As duas afirmativas estão corretas. B) Apenas a afirmativa 1 está correta. C) Apenas a afirmativa 2 está correta. D) As duas afirmativas estão incorretas. 11. O uso de luvas dispensa a higiene das mãos antes e após contato que envolva mucosas, sangue e outros fluidos corpóreos, secreções ou excreções. A) CERTO B) ERRADO 12. A técnica de fricção antisséptica das mãos com preparações alcoólicas é indicada na remoção de sujidades e na redução da carga microbiana das mãos. A) CERTO B) ERRADO 13. As medidas de prevenção de contato são indicadas para pacientes com infecção ou colonização por microorganismos com importância epidemiológica e que são transmitidos por contato direito ou indireto. Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, a distância mínima entre dois leitos deve ser de quatro metros. A) CERTO B) ERRADO 14.As medidas de prevenção de contato são indicadas para pacientes com infecção ou colonização por microorganismos com importância epidemiológica e que são transmitido por contato direto ou indireto. Equipamentos como termômetros, esfigmomanômetro e estetoscópio não devem ser de uso exclusivo do paciente, até porque os hospitais não tem materiais suficientes para tal. A) CERTO B) ERRADO 15. O acidente de trabalho com exposição a material biológico deve ser notificado às autoridades de saúde no prazo máximo de 24 h da ocorrência do agravo. A) CERTO B) ERRADO 16. No transporte de pacientes em isolamento por gotículas, é indicado o uso da máscara tipo PFF2 - N 95 durante toda a sua permanência fora do quarto. A) CERTO B) ERRADO 17. As precauções e isolamentos são medidas que abrangem a prevenção da transmissão de doenças. Com base nisso, relacione o tipo de precaução recomendado às doenças listadas a seguir. 1. Precaução de contato 2. Precaução de gotículas 3. Precaução de contato + aerossóis 4. Precaução de padrão ( ) Varicela ( ) Meningite viral ( ) Impetigo ( ) Rubéola Assinale a opção que indica a sequênciacorreta, de cima para baixo. A) 1 – 2 – 3 – 4 B) 3 – 4 – 1 – 2 C) 4 – 3 – 2 – 1 D) 2 – 1 – 4 – 3 E) 1 – 4 – 3 – 2 18.(AOCP-2015)Paciente de 40 anos foi submetido à cirurgia para correção de uma hérnia inguinal e apresentou deiscência da incisão cirúrgica com exsudato purulento no 24º dia após a alta hospitalar, não sendo constatada a presença de abcesso ao ultrassom abdominal. Com base nos critérios para a classificação de infecções, contidos na Portaria GM/MS nº 2616 de 12 de maio de 1998, e os Critérios Nacionais de Infecções relacionadas à assistência à saúde, referentes ao sítio cirúrgico (ANVISA, 2009), é correto afirmar que o caso trata-se de A) infecção comunitária. B) dermatite purulenta. C) infecção hospitalar incisional superficial. D) infecção hospitalar incisional de órgão/cavidade. E) infecção hospitalar incisional profunda 19.(PRÓ-MUNICÍPIO-2015) As diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores (NR32) devem ser atendidas pelos gestores dos estabelecimentos de saúde. De acordo com essas diretrizes: A) Em casos de contaminação visível por fluidos corporais, inclusive por sangue, será indicado o uso de preparação alcoólica para higienização das mãos; B) Em casos de indisponibilidade de lavatório exclusivo para a lavagem das mãos, o uso de luvas substituirá este processo; C) Desde que sejam avaliados pelo médico e obtenham documento de liberação para o trabalho, os trabalhadores APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 45 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. com feridas ou lesões nos membros superiores podem iniciar suas atividades laborais; D)Nos casos em que os equipamentos de proteção individual estejam aparentemente limpos, é permitido aos trabalhadores deixar o local de trabalho utilizando tais equipamentos. 20. (CESPE/2012- TJ / RO– Enfermeiro)- A respeito de risco biológico e medidas de precauções básicas para a segurança individual e coletiva no serviço de assistência à saúde, assinale a opção correta. A) Como medida de precaução padrão, é recomendado o uso de luvas em todos os procedimentos realizados junto ao paciente. B) Em caso de precaução de contato, é obrigatório o uso de luvas e avental durante todo o atendimento ao paciente, sendo indispensável abrigá-lo em quarto privativo. C) No caso de precaução por gotículas, situação de pacientes portadores de meningite bacteriana, difteria e rubéola, a internação pode ser feita na mesma enfermaria com outros pacientes, desde que seja mantida a distância mínima de um metro entre dois leitos consecutivos. D) O transporte de pacientes em precaução por aerossóis deve ser realizado seguindo-se as medidas de precaução padrão e com uso de máscara profissional N-95 para a equipe e para o paciente. E) As medidas de precaução padrão devem ser seguidas para todos os pacientes, independentemente de estarem ou não com alguma infecção. 21. No preparo da pele, para prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde com o uso de cateter vascular periférico, deve-se realizar fricção da pele com solução à base de álcool. Desse modo, é correto afirmar que A)para álcool 70%, aguarde pelo menos 1,5 a 2 minutos antes da punção. B) para gluconato de clorexidina 0,5%, aguarde pelo menos 1,5 a 2 minutos antes da punção. C) para gluconato de clorexidina 2%, aguarde pelo menos 1,5 a 2 minutos antes da punção. D) para PVPI, aguarde pelo menos 1,5 a 2 minutos antes da punção. E) para álcool, gluconato de clorexidina ou PVPI, aguarde a secagem espontânea antes da punção. 22. Os objetivos de um sistema de precauções e isolamento é a prevenção da transmissão de um microrganismo de um paciente, portador são ou doente, para outro, bem como a prevenção da transmissão de microrganismos para o profissional de saúde. O conjunto de medidas aplicadas no atendimento de todos os pacientes hospitalizados e na manipulação de equipamentos e artigos contaminados ou sob suspeita de contaminação denomina-se A) Precauções de Gotículas. B) Precauções de Contato. C) Técnicas de Aerossóis. D) Precauções Padrão. 23. A máscara tipo 95 ou PFF2 é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) obrigatório em algumas ocasiões. Sobre esta máscara, assinale a alternativa correta. A) É considerada descartável. B) Possui capacidade de filtrar partículas de todos os tamanhos. C) O profissional deve colocá-la imediatamente após a entrada no quarto do paciente em isolamento. D) É um Equipamento de Proteção Individual indicado para prestar assistência a pacientes com confirmação de varicela. 24. (FCC TRT 20ª REGIÃO 2016) De acordo com a ANVISA, em atendimento de pacientes que apresentam doenças transmissíveis, o tipo de precaução baseado no modo de transmissão e os equipamentos a serem utilizados pelo profissional de saúde, estão, respectivamente, descritos em: A)Doença transmissível = caxumba Precaução = aerossóis Equipamento de proteção individual = máscara N95 B) Doença transmissível = rubéola Precaução = gotículas Equipamento de proteção individual = máscara cirúrgica C) doença transmissível = zika Precaução = contato Equipamento de proteção individual = avental D) Doença transmissível = tuberculose Precaução = padrão Equipamento de proteção individual = máscara cirúrgica E) Doença transmissível = febre amarela Precaução = contato Equipamento de proteção individual = avental 25. (FCC TRF 2ª 2012) Ao esvaziar o coletor de urina de sistema fechado, o técnico de enfermagem percebeu que a luva de procedimento estava furada, ocasionando contato direto com a pele íntegra da mão e a urina do paciente, com diagnóstico de hipertensão arterial. Após a retirada das luvas, essa situação requer, como procedimento mínimo, A) fricção antisséptica das mãos com gel alcoólico. B) degermação da pele das mãos com iodo povidine. C) lavagem das mãos com clorexidine degermante. D) higienização das mãos com água e sabão. E) degermação da pele das mãos com gel alcoólico. 26.Na assistência ao cliente portador de meningite bacteriana detectada há 4 horas, recomenda-se: A) o uso da máscara com PFF2 (N95) pelo profissional da saúde e máscara comum para o paciente no transporte B) a utilização de avental esterilizado na manipulação de secreções e de materiais orgânicos, pois esse agravo necessita de precauções por contato. C) a higienização das mãos antes e após contato com o cliente e a utilização de máscara cirúrgica. D) a utilização de máscara PFF2 (N95) nos procedimentos, devido ao risco de transmissão por aerodispersoides. E) a utilização de luvas de procedimento durante o cuidado ao cliente e manejo dos equipamentos, pois esse agravo necessita de precauções hemáticas. 27. Conforme a RDC 222 de 2018, ao orientar um membro da equipe sobre o descarte adequado de material perfurocortante, o enfermeiro explicou que os recipientes que acondicionam esse tipo de resíduo devem ser descartados quando o preenchimento atingir: A) 1/2 de sua capacidade; B) 1/3 de sua capacidade; C) 1/4 de sua capacidade; D) 2/3 de sua capacidade; E) 3/4 de sua capacidade. 28.Para a antissepsia cirúrgica das mãos e antebraços, recomenda-se o uso de um antisséptico degermante. O procedimento, no caso da primeira cirurgia, deve durar: A) de 3 a 5 minutos. B) de 3 a 7 minutos. C) de 4 a 10 minutos. D) de 5 a 7 minutos. E) de 5 a 10 minutos. 29. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) propôs, em 2017, medidas de prevenção de infecção relacionada à Assistência à Saúde, com a finalidade de reduzir a incidência de infecções em Serviços de Saúde, a partir da disponibilização de medidas preventivas práticas adequadas à realidade brasileira.As alternativas estão corretas com relação às medidas de prevençãode infecção, EXCETO: A) As medidas para prevenção de pneumonia incluem manter decúbito elevado, fazer higiene oral com APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 46 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. antissépticos, dar preferência por utilizar ventilação mecânica não-invasiva. B) As medidas para prevenção de infecção em cateteres periféricos incluem não manter agulha de aço no sítio e utilizar um novo cateter periférico a cada duas tentativas de punção no mesmo paciente. C) As medidas para prevenção de infecção do trato urinário incluem fixar o cateter de modo seguro e que não permita tração ou movimentação, manter o sistema de drenagem fechado e estéril, trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão. D) As medidas para prevenção de infecção cirúrgica incluem não realizar tricotomia de rotina. Se pelos tiverem que ser removidos, deve-se retirá-los imediatamente antes da cirurgia, utilizando tricotomizadores elétricos e deve-se manter a incisão descoberta até a remoção da sutura quando não houver exsudato. 30.De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2013), o termo infecção hospitalar tem sido substituído por Infecção relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), pois reflete melhor a causa de desenvolvimento desse tipo de evento adverso, especialmente por não limitar a sua ocorrência ao ambiente dos hospitais. Sobre as IRAS, é correto afirmar: A) Quando for isolado um micro-organismo diferente, na mesma topografia em que foi diagnosticada uma infecção comunitária, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o caso não deverá ser considerado como IRAS. B) As infecções manifestadas antes de 72 horas da assistência (com ou sem internação), quando associadas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos realizados durante este período, não são caracterizadas como IRAS. C) Quando os pacientes são provenientes de outro hospital e se internam com infecção, não são considerados portadores de IRAS. D) As infecções em recém-nascido estão relacionadas à assistência, com exceção daquelas transmitidas de forma transplacentária ou associadas à bolsa rota superior a 24 horas. GABARITO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 A E C B A A A B A D 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B B B B B B B C C E 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 D D D B D C E A B D APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 47 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – CME “Se você quer chegar onde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz!” Legislação: RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002. Conceito: Unidade de apoio técnico que tem como finalidade o fornecimento de produtos para a saúde adequadamente processados, proporcionando, assim, condições para o atendimento direto e a assistência à saúde dos indivíduos enfermos e sadios. Trata-se de uma unidade de apoio técnico que integra o estabelecimento de saúde. Sua finalidade é receber um material inviável para uso em saúde (contaminado), realizar processos para tornar esse material viável para uso, e ela faz isso através de alguns processos importantes como: limpeza, desinfecção, descontaminação e esterilização. Conceito da RDC nº 15/2012 unidade funcional destinada ao processamento de produtos para saúde dos serviços de saúde. -FLUXO UNIDIRECIONAL COM BARREIRAS FÍSICAS ENTRE AS ÁREAS. ESTRUTURA FÍSICA DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO A Central de Material Esterilizado – CME trata-se de um conjunto de elementos destinados à recepção, expurgo, preparo, esterilização, guarda e distribuição do material para as unidades do estabelecimento de saúde. O planejamento desta Unidade é de extrema importância considerando as diferentes etapas do processamento de materiais até sua distribuição às Unidades do hospital. Por esta razão, o planejamento deve ser executado por uma equipe multiprofissional e ter atenção voltada para a dinâmica do funcionamento do setor. A dinâmica da Central de Material pode ser descrita em três tipos: • Descentralizada - cada unidade ou conjunto de unidades do hospital é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza; • Semicentralizada – cada unidade prepara os seus materiais, mas os encaminha a central de material para serem esterilizados; • Centralizada - os materiais de uso em todas as unidades do hospital são totalmente processados na central de material. A RDC nº 15 de 2012 que dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a saúde traz uma classificação de CME que é a seguinte: Classe I – realiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semicríticos e críticos e de conformação não complexas, passíveis de processamento. Classe II – realiza o processamento de produtos para a saúde, não críticos, semicríticos e críticos de conformação complexa e não-complexa, passíveis de processamento. ESTRUTURA FÍSICA A estrutura física do CME visa atender a dinâmica do setor com a finalidade de manter a integridade de todos os processos, desta forma, a estrutura física é departamentalizada em: 1. Área para recepção, desinfecção e separação de materiais: local destinado a receber, desinfetar e separar os materiais provenientes dos diferentes setores do hospital. 2. Área para lavagem de materiais: área onde são lavados os materiais manualmente ou por meio de máquinas lavadoras especiais. 3. Sala para lavagem e preparo de luvas (entalcamento): sala destinada exclusivamente à lavagem, secagem, teste, entalcamento, preparo e empacotamento das luvas cirúrgicas. Esta área deve ser construída em um ambiente separado dos demais e provida de máquinas próprias para o reprocessamento das luvas. Embora este local ainda seja utilizado em algumas unidades de saúde, vem caindo em desuso haja vista a facilidade de fornecimento deste material por parte de empresas especializadas em materiais descartáveis e esterilizados o que também proporciona a redução de custos em saúde. 4. Área para recepção de roupas limpas: local destinado a receber roupas limpas provenientes da lavanderia, para posterior empacotamento e esterilização. 5. Área de preparo de materiais e roupas: área destinada ao preparo e empacotamento ou acondicionamento dos diferentes tipos de materiais e roupas para serem esterilizadas. 6. Área para esterilização: área destinada à esterilização de materiais e roupas através dos métodos de: • calor úmido, calor seco e ionização; • esterilização química líquida; • esterilização química gasosa. A área de esterilização deve ser provida de antecâmara, sala de esterilização, depósito de armazenamento de cilindros e sala de aeração com a finalidade de permitir a aeração dos materiais esterilizados pelo óxido de etileno. 7. Sala para armazenagem e distribuição de materiais e roupas esterilizadas: área destinada ao armazenamento de materiais e roupas esterilizadas que serão distribuídos às unidades do hospital. Para armazenamento são utilizados armários, prateleiras e cestos de aço inoxidável do tipo "gaiola". APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 48 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 8. Área para armazenagem e distribuição de materiais descartáveis: Estaárea destina-se a armazenar e distribuir os materiais descartáveis. Além dos ambientes anteriores, são necessários ambientes de apoio, como: 1. Sala administrativa: área destinada ao controle administrativo da Central de Material. 2. Sanitários com vestiário para funcionários 3. Depósito de material de limpeza 4. Almoxarifado: trata-se do estoque de materiais para uso na Central de Material e demais setores do hospital. Ainda no planejamento desta Unidade, algumas considerações devem ser feitas em relação a: a) Forma A forma de construção da CME deve permitir o fluxo progressivo do material, em linha reta, desde a área de recepção até a de distribuição, no sentido de evitar cruzamento do material limpo com o contaminado. A CME tem por objetivo permitir maior produção com menor gasto de energia, tempo e movimento, além disso, a forma deve ser pensada de maneira que facilite ao enfermeiro a visão da unidade e a supervisão do pessoal. b) Tamanho ou dimensão O tamanho ou área mínima (em m2) da Central de Material Esterilizado é calculada com base no número de leitos do hospital. De acordo com o Ministério da Saúde as áreas da Central de Material devem ter as seguintes dimensões: • Área para recepção, desinfecção e separação de materiais: 0,8 m2 por leito (área mínima - 8,0 m2). • Sala para lavagem e preparo de luvas: 7,0 m2 • Área para recepção de roupa limpa: 4,0 m2 • Área para preparo de materiais e roupas limpas: 0,25 m2 por leito (área mínima de 12,0 m2). • Área de esterilização física: varia conforme o tipo de equipamento usado. Recomenda-se manter uma distância mínima de 0,60m entre as autoclaves. • Área para esterilização química líquida: 4,0 m2 • Área para esterilização química gasosa, onde: - antecâmara - 2,0 m2 - sala de esterilização - 5,0 m2 - depósito - 0,5 m2 - sala de aeração - 6,0 m2 • Sala de armazenagem e distribuição de material e roupa esterilizada: 0,2 m2 por leito (mínimo de 10,0 m2). • Área de armazenagem de material descartável: 25,0% da área de armazenagem de material esterilizado. c) Paredes e Piso Devem ter cor clara, de fácil limpeza e de preferência de material vinílico. d) Janelas Devem ser amplas e fechadas caso a ventilação seja feita pelo sistema de ar condicionado. A temperatura adequada deve ser mantida entre 18 e 25°C. e) Iluminação Tem o objetivo de facilitar o trabalho, assim, além da luz natural, a artificial deve proporcionar luminosidade mais próxima da natural possível. Além disso, é indicado o uso de lâmpadas fluorescentes. LOCALIZAÇÃO A CME deve estar localizada preferencialmente próxima das unidades fornecedoras como lavanderia, almoxarifado e farmácia. Deve ainda ter acesso facilitado aos setores consumidores, principalmente o centro cirúrgico, centro obstétrico, pronto-socorro e unidades de terapia intensiva. Se a CME for localizada em andar superior ou inferior ao Centro Cirúrgico, o transporte de materiais pode ser feito por monta-cargas. Expurgo ÁREA SUJA Preparo de material e carga da autoclave ÁREA LIMPA Retirada de material da autoclave e guarda do material estéril ÁREA ESTÉRIL EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DA CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO Recursos Humanos no CME: Enfermeiro; • Técnico de enfermagem; • Auxiliar de enfermagem; • Pessoal Administrativo e da limpeza. Do ponto de vista da organização, a equipe de enfermagem desta Unidade deve ser composta por enfermeiro, técnico e auxiliares de enfermagem. A função de cada um se define da seguinte forma: Enfermeiro: responsável pelo estabelecimento de rotinas do setor e pelo gerenciamento de toda a unidade. É da competência do enfermeiro a responsabilidade pela chefia. Técnico de Enfermagem: profissional responsável por desempenhar atividades com um nível de complexidade intermediária. Auxiliar de Enfermagem: profissional responsável pelo processo de esterilização dos artigos médico-hospitalares e roupas. Auxiliar administrativo: profissional responsável pelo serviço administrativo como, por exemplo, realização de pedidos de almoxarifado. Serve como um elo entre o ambiente interno e externo da Central. Auxiliar de Limpeza: profissional responsável pela higienização da estrutura física da CME Atribuições do Enfermeiro no CME Coordenador: -Prever os produtos necessários p/ as unidades consumidoras; - Relatório mensal estatístico; - Elaborar e atualizar o manual de normas, rotinas e procedimentos do CME; FLUXOGRAMA UNIDIRECIONAL COM BARREIRA FÍSICAS ENTRE AS ÁREAS APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 49 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. - Pesquisa e trab. científico para boas práticas de Enfermagem; - Atualizar-se quanto a infecção hospitalar; - Realizar programa de treinamento e educação continuada; - Gerenciar o serviço de Enfermagem do CME. Assistencial -Planejar, coordenar e desenvolver rotinas p/ os processos de limpeza, esterilização, armazenagem e distribuição; - Rotinas para manutenção preventiva e limpeza dos equipamentos; - Avaliar novas tecnologias dos insumos utilizados no CME; - Controlar o recebimento, o uso e a devolução dos produtos; - Elaborar e acompanhar indicadores definidos no CME; - Participar da compra de produtos e instrumental cirúrgico. Atribuições dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem no CME: -Realizar limpeza, preparo, esterilização, guarda e distribuição de artigos; -Receber, conferir e preparar os materiais; -Leitura dos indicadores biológicos de acordo com rotinas; -Preparar os carros cirúrgicos e repor caixas cirúrgicas; -Receber e preparar roupas limpas; -Participar de cursos de treinamento e educação continuada; -Monitorar continua/e cada carga nos processos de esterilização; -Revisar a lista de caixa de instrumental cgico, bem como a reposição; -Realizar cuidados com artigos endoscópicos e motores (elétricos, pneumáticos); LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO Os materiais hospitalares, também chamados de artigos, podem ser reutilizáveis ou descartáveis, desta forma, os materiais reutilizáveis passam por processos que permitam a eliminação de microorganismos potencialmente capazes de transmitir doenças. Esses processos têm como finalidade a redução da carga microbiana do artigo evitando a contaminação cruzada entre pacientes. Os artigos médico-hospitalares são classificados conforme seu risco de contaminação nas categorias que veremos a seguir. CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS PELO RISCO DE CONTAMINAÇÃO Os diferentes artigos existentes nas instituições de saúde podem ser classificados segundo Spaulding em: CLASSIFICAÇÃO DE SPAULDING (1968) Artigos críticos São artigos ou produtos utilizados em procedimentos invasivos com penetração em pele e mucosas adjacentes, tecidos epiteliais e sistema vascular, incluindo também todos os artigos e produtos conectados a estes sistemas. A esterilização é o processo obrigatório para o uso de tais materiais. Ex: Agulhas, catéteres intravenosos, implantes, instrumental cirúrgico, campos, gazes. LIMPEZA + ESTERILIZAÇÃO Artigos semi- críticos São artigos ou produtos que entram em contato com a pele não íntegra, restritos às suas camadas ou aqueles que entram em contato com mucosas íntegras. Requerem desinfecção de alto nível ou esterilização para ter garantida a qualidade do seu uso. Ex: sonda nasogástrica, equipamentos respiratórios, endoscópios, espéculo vaginal, circuitos respiratórios. LIMPEZA + DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL Artigos não críticos São artigos ou produtos destinados ao contato com a pele íntegra e também aqueles que não entram em contato direto com o paciente. Requeremlimpeza ou desinfecção de baixo ou médio nível, dependendo do uso a que se destinam ou do último uso realizado. Exemplos: termômetros, comadres, sensor do oxímetro de pulso, manguito do esfigmomanômetro; LIMPEZA + DESINFECÇÃO DE BAIXO NÍVEL MÉTODOS DE TRATAMENTO DOS ARTIGOS LIMPEZA: trata-se da operação para a remoção física de sujidades. Tem como finalidade a manutenção da limpeza dos artigos, já que a presença de matéria orgânica dificulta a ação dos produtos químicos nos processos de desinfecção e esterilização. O método mais comum de limpeza de artigos é a lavagem com água e detergente comum, ou detergente desencrostante ou detergente enzimático. O ideal, porém, é que a limpeza seja realizada através de métodos mecânicos – máquina ultra-sônica ou máquina lavadora desinfetora. DESINFECÇÃO: É o processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma vegetativa, utilizado no tratamento de artigos semicríticos e de artigos contaminados. Pode ser: 1) Alto Nível: destrói todas as bactérias vegetativas, micobactérias, fungos, vírus e alguns (parte) dos esporos. 2) Nível Intermediário: tem poder viruscida, bactericida para formas vegetativas, inclusive contra o bacilo da tuberculose, mas não destrói esporos. 3) Baixo Nível: é capaz de eliminar todas as bactérias na forma vegetativa, mas não possui ação contra esporos, vírus não-lipídicos nem bacilo da Tuberculose. Possui ação relativa contra os fungos. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 50 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. ESTERILIZAÇÃO A esterilização trata-se de um processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma tanto vegetativa quanto esporulada. A esterilização é empregada no tratamento dos artigos críticos e os métodos empregados podem ser tanto físicos, químicos ou físico-químico. Os agentes físicos mais utilizados são o vapor saturado sob pressão e o calor seco. Entre os agentes químicos temos o glutaraldeído, o formaldeído e o método físico-químico temos o exemplo do óxido de etileno. O processo de esterilização que oferece maior segurança é o vapor saturado sob pressão em autoclave. A escolha do processo depende da natureza do artigo a ser esterilizado. Alguns artigos não possuem material capaz de resistir a altas temperaturas ou pressão. MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO Físicos: •Vapor saturado sob pressão (autoclave) • Calor seco (estufa) • Radiação (raios gama - cobalto 60). Químicos: • Grupo dos aldeídos (glutaraldeído e formaldeído) • Ácido peracético. Físicos-químicos: •Óxido de etileno (ETO) •Plasma de peróxido de hidrogênio (PPH) • Paraformaldeído (pastilhas) • Vapor de baixa temperatura e Formaldeído gasoso (VBTF). ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO • ESTUFA – ABANDONAR USO! A esterilização através do calor seco deve ser feita através das estufas que promovem a destruição de vida bacteriana através da oxidação celular. Para que esse processo seja concluído com sucesso, faz-se necessário que o material a ser esterilizado seja submetido a um tempo de exposição maior e a temperatura mais elevada do que o método do vapor saturado. O aquecimento da câmara da estufa se faz por convecção, que é a transferência do calor pela circulação do ar consequente ao aumento da temperatura. O aquecimento do material se dá por condução, que é a transferência direta do calor da parte mais aquecida para a menos aquecida de um corpo ou de um para outro corpo. O material a ser esterilizado por calor seco deve ser acondicionado em caixas metálicas de paredes finas e em recipientes de vidro refratário. Após ligar o aparelho, deve-se controlar a temperatura e marcar o tempo de exposição, a partir do momento em que o termômetro atingir a temperatura adequada ao tipo de material a ser esterilizado. É importante observar que os pós (acondicionados em recipiente contendo 100 gramas) e substâncias oleosas devem ser esterilizados numa temperatura de 160ºC, durante a 120 minutos. Portanto: • O calor seco tem baixo poder de penetração, é irregular e vagaroso; • Recomendado APENAS para óleos e pós; • Elimina o microrganismo por oxidação e dissecação celular; • Evitar superposição de materiais; • Utilizar até 80% da carga; • Marcar o tempo de exposição a partir do momento que o termômetro atingir a temperatura desejada; Não abrir a estufa durante a esterilização, se acontecer, o processo deve ser reiniciado; Não colocar materiais quentes sobre superfície fria, porque se houver condensação, o material ficará úmido e contaminado por capilaridade; 121º - 12 horas; 140º - 180 min; 150º - 150 min; 160º - 120 min; 170º - 60 min; ESTERILIZAÇÃO PELO VAPOR SATURADO SOB PRESSÃO A esterilização pelo vapor saturado sob pressão é processada na autoclave, cuja fabricação pode apresentar forma e tamanho diferentes, mas o princípio de funcionamento é o mesmo. A temperatura para esterilização deve estar entre 121 e 135°C. O vapor saturado sob pressão constitui um método eficiente de esterilização, porque destrói todas as formas de microorganismos, inclusive príons. Em estado de saturação, o vapor tem volume constante. O vapor saturado sob pressão é um método de esterilização eficaz pelo seu alto poder de penetração, levando consigo o calor. A esterilização por vapor saturado é eficiente, pois, resulta na desaturação da membrana da bactéria através da termocoagulação das proteínas bacterianas. Na esterilização por vapor saturado, alguns critérios devem ser observados: • Temperatura: varia de 121º a 135º; • Pressão: varia entre 1 a 1,80 atmosferas • Tempo de exposição: varia conforme o tipo de material e sua densidade. • Prazo de validade do processo: varia conforme o material processado e o tempo de ação do processo. No trato e manuseios das autoclaves, alguns cuidados básicos devem ser observados para que o processo de esterilização seja considerado válido. No que diz respeito aos materiais, devem ser observados: • O carregamento da autoclave deve ser feito sempre com o mesmo tipo de material, dispondo-os de modo a facilitar a penetração e circulação do vapor, e a eliminação do ar. • Recomenda-se a utilização de no máximo 80% da capacidade total do aparelho. Essa medida visa a facilitação da circulação do vapor no interior da câmara. • Orienta-se que os materiais mais pesados sejam alocados nas prateleiras inferiores às câmaras. • Após o processo, não se deve colocar os pacotes, ainda quentes, sobre superfície fria uma vez que a formação de gotas pela condensação pode contaminar o artigo que acaba de ser esterilizado. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 51 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. • O datamento dos pacotes é obrigatório e assim como o encaminhamento dos mesmos à sala de armazenamento. Após a última esterilização do dia, deve ocorrer a limpeza da câmara interna da autoclave com o auxílio de um pano umedecido em água. Tão logo esse procedimento seja executado, deve-se enxugar toda a superfície. Também é importante lembrar que antes de cada primeiro processo do dia, deve ser feito o teste de validação do equipamento com a finalidade de manter os padrões de segurança e confiabilidade sempre ajustados. →A esterilização por vapor saturado sob pressão está indicada para todos os artigos críticos e semicríticos termorresistentes, e de líquido, sendo que, para estes, deve- se interromper a fase de secagem. É impróprio para a esterilização deóleos, pós e graxas. Portanto: • Calor saturado sob pressão – AUTOCLAVE - é o processo de esterilização mais utilizado; • O vapor saturado é o vapor contendo somente água no estado gasoso, agregando tanta água quanto possível para sua temperatura e pressão; • Tipos de autoclaves: gravitacional e pré-vácuo; • Vapor – destrói bactérias, porém os esporos bacterianos necessitam do calor e pressão; • Temperatura – 121°a 135°C; • Pressão: 1 a 1,80 atm; • Tempo de exposição: 3 minutos à 30 minutos; CUIDADOS NA AUTOCLAVE • Não apertar muitos os pacotes, para facilitar a penetração do vapor; • Não encostar os pacotes nas laterais da máquina; • Montar a carga da autoclave com materiais que tenham o mesmo tempo de esterilização; • Pacotes maiores na parte de baixo da autoclave e menores em cima; • Utilizar somente 80 % da capacidade do aparelho; • Nunca colocar os pacotes sobre superfícies frias, estes devem estar frios para a manipulação; ESTERILIZAÇÃO POR RADIAÇÃO (COBALTO 60) Este método destina-se especialmente à esterilização industrial de materiais descartáveis produzidos em larga escala. O agente físico utilizado é o raio gama cobalto 60, cuja ação destruidora dos microorganismos se dá por alteração na composição molecular das células, as quais sofrem perda ou adição de cargas elétricas (ionização), ficando carregadas positiva ou negativamente. • Raios Gama – ondas eletromagnéticas de alta energia e grande penetração, devido a ausência de matéria – age produzindo radicais livres em partículas biológicas dos microorganismos – RISCO OCUPACIONAL; GLUTARALDEIDO A 2% • Deve ser utilizado na desinfecção de alto nível para artigos termo sensíveis, ou seja, que não possam ser esterilizados pelos métodos físicos tradicionais ou físico-químicos. Os artigos reprocessados em glutaraldeído não podem ser armazenados, mesmo em recipiente estéril, pois possui o risco de recontaminação (uso imediato). • O glutaraldeído não é mais esterilizante químico, só desinfetante de alto nível - seu uso está restrito para endoscopia, conforme a RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012 , artigo 13. • Mecanismo de ação: tem atividade bactericida, fungicida, esporicida e virucida. Destrói o microorganismo alterando o RNA, DNA e a síntese protética. • Toxicidade: pode causar irritação na garganta, olhos e nariz, sintomas que podem ser minimizados com ambiente ventilado e com EPI. • Parâmetros do processo: temperatura ambiente; tempo de exposição de 8 a 10 horas de imersão do artigo na solução ou conforme orientação do fabricante. • Testes: com indicadores químicos, devem ser realizados a cada uso da solução. • Validação da solução: após a ativação tem validade de 14 e/ou 21 dias. OUTROS MÉTODOS QUÍMICOS • FORMALDEÍDO: Usados em materiais termossensíveis e imersíveis; encontrado a 4% em temperatura ambiente e o tempo de exposição no mínimo 24h, após deve ser submetido à lavagem com soro fisiológico e realizado teste para detectar se existem resíduos do formol antes do uso; • ÁCIDO PERACÉTICO: É um componente de uma equilibrada mistura entre ácido acético, peróxido de hidrogênio e água. Mecanismo de ação: similar ao peróxido de hidrogênio (age por interação com a membrana celular do microorganismo, desestruturando-a); PROCESSO FÍSICO-QUÍMICO Óxido de etileno (ETO) • É utilizado o gás óxido de etileno, sendo realizado em autoclaves à temperatura entre 50 a 60° C. Associam o gás, temperatura, umidade e pressão. Mecanismo de ação: inibe a síntese protéica da célula do microorganismo. Indicação de uso: materiais termo sensíveis Embalagens: papel grau cirúrgico e não tecido. Toxicidade: alta. É carcinogênico (serviço geralmente terceirizado). Conforme Manual da SOBECC (2017), as condições de aeração estabelecidas como seguras são de 8 a 12 horas, à temperatura de 60 a 50°, respectivamente. CONCEITOS E DEFINIÇÕES Anti-sepsia: é a eliminação das formas vegetativas de bactérias patogênicas e grande parte da flora residente da pele ou mucosa, pela ação de substâncias químicas (antisépticos). Anti-séptico: substância ou produto capaz de deter ou inibir a proliferação de microrganismos patogênicos, à temperatura ambiente, em tecidos vivos. Assepsia: conjunto de práticas e técnicas através das quais se evita a penetração de germes em locais ou objetos isentos dos mesmos. Biofilme: organização bacteriana onde a bactéria se adere rapidamente às superfícies úmidas e formam colônias organizadas de células envoltas por uma matriz que facilitam a adesão à superfície e a tornam impermeáveis. Bacteriostático: substância utilizada para neutralizar o desenvolvimento das bactérias. Bactericida: Substância utilizada para matar as bactérias. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 52 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Carga Microbiana (bioburden): quantidade e tipo de microorganismos presentes no artigo, antes da esterilização. Desinfecção: processo físico ou químico para reduzir o nº de microrganismos viáveis para um nível menos prejudicial. Este processo pode não destruir esporos. Desinfecção de alto nível: destrói todas as bactérias vegetativas, Mycobacteriun tuberculosis, enterovírus, fungos, vírus e parte dos esporos. O enxágue deverá ser feito preferencialmente com água estéril e manipulação asséptica; Desinfecção de nível intermediário: viruscida, bactericida. Neutraliza formas vegetativas, micobactérias. Não destrói esporos. Desinfecção de baixo nível: elimina todas as bactérias na forma vegetativa, não tem ação contra esporos, vírus não lipídicos nem contra o bacilo da tuberculose. Tem ação relativa contra fungos. Desinfetante: substância ou produto capaz de deter ou inibir a proliferação de microrganismos patogênicos em ambientes e superfícies, à temperatura ambiente. Degermação: remoção de impurezas, sujeira e microrganismos da flora transitória e alguns da flora residente depositados sobre a pele do pacte ou nas mãos da equipe pela ação mecânica de detergente, sabão ou utilização de substâncias químicas (antisépticos) Detergente: substância ou preparação química que produz limpeza; possui uma ou mais propriedades: tensoatividade, solubilização, dispersão, emulsificação e umectação Esporos: forma mais resistente dos microrganismos, sendo mais difícil de serem eliminados. Esterilização: processo físico ou químico que destrói todos os tipos de microrganismos, inclusive esporos. Infecção endógena: processo infeccioso decorrente da ação de microrganismos já existentes no sítio cirúrgico ou sistêmico. Infecção exógena: causada por microrganismos estranhos ao paciente. Importante que barreiras sejam colocadas para impedir que instrumentos estéreis sejam contaminados. Significa um rompimento da cadeia asséptica, sendo muito grave podendo ser fatal. Ex: AIDS, Hepatite B e C. Matéria Orgânica: soro, sangue, pus, fezes ou lubrificantes. Sua presença no material pode interferir na ação do desinfetante, agir como barreira física protegendo os microrganismos contra o ataque do agente esterilizante ou desinfetante e pode proteger os esporos durante o processo de calor. Reprocessamento: processo aplicado em artigos médico- hospitalares já usados à fim de permitir sua reutilização. Inclui limpeza, desinfecção, preparo, embalagem, rotulagem, esterilização, testes biológicos e químicos. Reesterilização: é o processo de esterilização de artigos já esterilizados, mas não utilizados, em razão de eventos ocorridos dentro do prazo de validade do produto ou da própria esterilização. Ex. rompimento da embalagem. LIMPEZA DE PRODUTOS Definição: Remoção de sujidadevisível orgânica e inorgânica de um artigo e, por conseguinte, a retirada de sua carga microbiana. Etapa indispensável para o processamento de todos os artigos críticos, semi-críticos e não críticos. Recomendação: Deve preceder obrigatoriamente a desinfecção e a esterilização. A presença de matéria orgânica (bioburden) protege os microrganismos, tornando as etapas subsequentes ineficientes por impedir que o agente esterilizante ou desinfetante entre em contato com o instrumental. Interferências: Bioburden, tipo de matéria (orgânica ou inorgânica), diversidade e tipo de material (borracha, plástico, alumínio, aço), e qualidade da água. Tipos de Limpeza Manual: Remoção de sujidades por meio de fricção aplicada sobre uma superfície utilizando detergente, escova e água. Automatizada: Remoção de sujidades por meio de ação física (jato d’água) e química (detergente). EFICÁCIA DA LIMPEZA CONTROLE MICROBIOLÓGICO: Colocação de bioindicadores em pontos estratégicos e expostos ao processo de lavagem e desinfecção térmica. Após a exposição são retirados, semeados em meio de cultura e incubados a 36ºC, por 7 dias. Espera-se que não haja crescimento de microrganismos. COTROLE QUÍMICO: a) Analisar por meio de produto químico a permanência de resíduos de sangue nos instrumentais; b) Uso de tiras plásticas com reativo químico que simula o sangue, colocadas em 4 pontos da lavadora; c) Indicador químico para termolavadoras que altera a cor. CONTROLE VISUAL: Após a limpeza, inspecionar todos os artigos. O controle pode ser feito a olho nu ou com o uso de lupas, observando: cremalheiras, ranhuras, articulações, encaixes de dentes e sistema de trava das peças. Conforme a RDC 15/2012: Art. 76 A limpeza dos produtos para saúde, seja manual ou automatizada, deve ser avaliada por meio da inspeção visual, com o auxílio de lentes intensificadoras de imagem, de no mínimo oito vezes de aumento, complementada, quando indicado, por testes químicos disponíveis no mercado. PREPARO E EMPACOTAMENTO DE PRODUTO Definição: Preparação e acondicionamento dos produtos de acordo com o processamento escolhido em invólucro compatível com o processo e com o próprio material. Objetivo: Manter a esterilidade do produto no que se refere ao uso pretendido, à vida útil, às condições de funcionalidade, à proteção apropriada para transporte e armazenagem até a sua utilização e favorecer a transferência asséptica, sem risco de contaminação. CARACTERÍSTICAS DAS EMBALAGENS: Possibilitar a identificação e a abertura asséptica pelo usuário; Funciona como barreira microbiológica; Ser atóxica, flexível e resistente a tração e ao rasgo e proteger o conteúdo do pacote de danos físicos; Permitir termosselagem para garantir o fechamento hermético; APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 53 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Possibilitar que o agente esterilizante entre em contato com o produto, permitir secagem do conteúdo e permitir adequada remoção do ar; Ter relação custo-benefício positiva e ser de fácil obtenção no mercado; Permitir identificação do produto esterilizado e possuir data de validade do produto. SISTEMA DE EMBALAGEM INCLUEM: algodão, papel grau cirúrgico e filme laminado, papel crepado, papel kraft, filme transparente, tyvek, caixas metálicas e sistema de containers, vidros refratários, não-tecido. Algodão cru: Indicado para vapor úmido. A textura recomendada é de aproximadamente 40 fios por cm². Deve ser confeccionado com tecido 100% algodão. Desvantagens: baixa vida útil, baixo grau de eficiência como barreira microbiana, ausência de resistência a umidade, sobrecarga de trabalho na costuraria e na lavanderia. Papel Kraft: Não recomendado por conter amido, microfuros, corantes e produtos tóxicos. Não resiste a umidade e é frágil na resistência física e vulnerável como barreira microbiana após a esterilização. Papel crepado: É a principal alternativa ao tecido de algodão. Composto de celulose tratada. Eficiente à esterilização pelo vapor úmido; barreira efetiva contra a penetração de microorganismos (prazo de validade de esterilização em torno de 60 dias); atóxico, flexível; indicado também para confecção de aventais cirúrgicos. Não Tecido 100% de polipropileno: Ótima barreira microbiana. É esterilizável em autoclave a vapor úmido, óxido de etileno e plasma de peróxido de hidrogênio; alta resistência mecânica a tração. Sistema de Conteineres: Caixa de metal termorresistente, plástico termorresistente ou recipiente de alumínio. A tampa contém filtro microbiano de alta eficiência, permeável ao agente esterilizante. Indicado para esterilização por vapor saturado sob pressão, autoclaves com bomba de vácuo. Vidros refratários: Devem ser resistentes a altas temperaturas. São indicados para esterilização de líquidos em estufas e autoclave de vapor úmido. Caixas metálicas: Liga de alumínio ou aço inox. Indicado para calor seco (estufa). Tyvek: Suporta altas temperaturas e alta resistência à tração e perfuração. Longa duração e excelente barreira microbiana. Compatível com óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio e radiação gama. TIPOS DE EMBALAGEM REUTILIZÁVEIS: TECIDO DE ALGODÃO, ESTOJO METÁLICO, VIDRO REFRATÁRIO, CONTAINER RÍGIDO. TIPOS DE EMBALAGEM DESCARTÁVEIS: PAPEL GRAU CIRÚRGICO, PAPEL CREPADO, NÃO TECIDO 100% DE POLIPROPILENO, TYVEK® SISTEMAS DE BARREIRA ESTÉRIL INDICADOS PARA CADA MÉTODO DE ESTERILIZAÇÃO Embalagem Vapor sob pressão Óxido de Etileno Plasma e vapor de peróxido de hidrogênio Vapor a baixa temperatura de formaldeído Tecido de algodão Sim Não Não Não Papel grau cirúrgico Sim Sim Não Sim Papel crepado Sim Sim Não Sim Tyvek® Não Sim Sim Sim Nãotecido (SMS) Sim Sim Sim Sim Contêiner rígido Sim Sim Sim Sim Caixas metálicas perfuradas Sim Sim Sim Sim Fonte: Manual SOBECC (2017). TESTES BACTERIOLÓGICOS Os testes bacteriológicos são essenciais para a segurança do paciente uma vez que estes determinam a validação dos processos de esterilização. O funcionamento adequado dos aparelhos é fundamental para a eficiência do processo de esterilização, por isso, devem ser feitas as revisões preventivas semanais e a corretiva, sempre que necessária, por técnicos especializados. Validação dos processos de esterilização A validação dos processos de esterilização pode ser feita através de: • Testes Físicos: testes que apontam a condição interna do equipamento. São realizados através da aferição de temperatura, pressão e radiação. • Testes biológicos: realizados no mínimo uma vez por semana, de preferência na primeira carga do dia e após as manutenções preventivas e corretivas. A validação do processo é feita com o uso de "Bacillus Stearothermophilus", para a autoclave a vapor; e com "Bacillus Subtillis", para a estufa ou Forno de Pasteur, autoclave a óxido de etileno e plasma de peróxido de hidrogênio. Os indicadores biológicos são colocados nos pacotes, em diferentes locais da câmara interna dos aparelhos com a finalidade de checagem em diferentes pontos da máquina. • Reagentes químicos: são testes em que se utiliza diferentes substâncias que sofrem alteração na cor quando submetidas ao processo de esterilização. A fita adesiva termosensível (zebrada), utilizada para identificação visual do pacote, comprova que o pacote passou pelo calor, por esse motivo, a fita deve ser colocada em todos os tipos de pacote. Este indicador não comprova a eficiência do processo de esterilização. A validade da solução ativada de glutaraldeído deve ser feita por meio de fitas-testes,"kit" líquido ou similar, utilizando-se um teste específico para cada formulação. Para o APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 54 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. formaldeído, não existe no mercado teste biológico ou químico. IMPORTANTE! O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. Quanto ao tempo de validade de esterilização dos pacotes dependem do tipo de invólucro utilizado, o local de guarda do material e as condições ambientais da sala de armazenagem. Os materiais que são embalados em papel grau-cirúrgico e selados mecanicamente mantêm validade de esterilização de aproximadamente duas ou três semanas, se os invólucros permanecerem íntegros. O mesmo se aplica para os materiais embalados em campos de algodão. INDICADORES/ MONITORAMENTO DOS PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração quando exposto a temperatura. Classe 2: teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do sistema de vácuo da autoclave pré-vácuo. Uso diário no 1º ciclo, sem carga, a 134°C por 3,5 a 4 minutos sem secagem. Espera-se mudança uniforme da cor do papel, em toda sua extensão Caso não haja homogeneidade na revelação, efetuar revisão imediata do equipamento. FINALIDADE: monitoramento diário e obrigatório do sistema de pré-vácuo em autoclaves a vapor com bomba de vácuo. Identifica a presença de ar no interior dos pacotes, causado por falhas durante o processo de remoção de ar ou na penetração eficaz do vapor, indicado pela mudança de cor do indicador químico existente no pacote (de azul para rosa). Conforme orientações dos fabricantes, o ciclo de Bowie & Dick deve ser feito em temperaturas de 132 a 134° C por 3,5 a 4 minutos e em ciclos de 121°C por 15 minutos. Classe 3: controla um único parâmetro - a temperatura pré- estabelecida. Utilizados no centro dos pacotes. Classe 4: Indicador multiparamétrico controla a temperatura e o tempo necessários para o processo. Classe 5: Integrador - controla temperatura, tempo e qualidade do vapor. Classe 6: Simulador de confiança - Intervalo de confiança maior que classe 5. Responde a todos os parâmetros críticos de um ciclo específico MANUSEIO DE MATERIAL ESTERILIZADO • Ao manusear o material esterilizado com técnica asséptica, deve-se obedecer a algumas normas a fim de mantê-lo estéril: é fundamental lavar as mãos com água e sabão antes de manusear o material esterilizado; • Utilizar material com embalagem integra, seca, sem manchas, com identificação (tipo de material e data da esterilização); • Trabalhar de frente para o material; • Manipular o material ao nível da cintura para cima; evitar tossir, espirrar, falar sobre o material exposto; • Não fazer movimentos sobre a área esterilizada; • Certificar-se da validade e adequação da embalagem; • Trabalhar em ambiente limpo, calmo, seco e sem corrente de ar; • Manter certa distancia entre o corpo e o material a ser manipulado; ARMAZENAMENTO Em cestos aramados, sem empilhamento, de forma a facilitar a identificação dos itens, protegidos ao máximo da deposição de poeira; Não armazenar pacotes quentes (exceção: quando em cestos aramados); O suporte dos cestos ou as prateleiras devem apresentar distância de no mínimo 20 cm do piso, 5 cm das paredes, e 45 cm do teto. QUESTÕES 01. Para cumprimento da Resolução n. 15, de 15 de março de 2012, do Ministério da Saúde, o Centro de Material e Esterilização (CME) passa a ser classificado em classes. O CME _______ é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semi-críticos e críticos de conformação não complexa, passíveis de processamento. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. A) Classe I B) Classe II C) Classe III D) Classe IV E) Classe V 02.De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada, RDC nº 15, de 15 de março de 2012, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que regulamenta os requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a saúde, são adotadas as seguintes definições, EXCETO A) O Centro de Material e Esterilização é definido comouma unidade funcional destinada ao processamento de produtos para o serviço de saúde dos serviços desaúde. B) Controle de qualidade do processamento dos produtos para saúde: avaliação sistemática e documentada da estrutura e do processo de trabalho e avaliação dos resultados de todas as etapas do processamento de produtos para a saúde. C) Centro de material e esterilização de funcionamento centralizado: responsabiliza-se somente pela esterilização de produtos para a saúde; a limpeza, o preparo e o acondicionamento desses produtos são feitos pela equipe de enfermagem das unidades de internação do hospital. D) Data limite de uso do produto esterilizado: prazo estabelecido em cada instituição, baseado em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados aoseu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado. E) barreira técnica: conjunto de medidas comportamentais dos profissionais de saúde visando à prevenção de contaminação cruzada entre o ambiente sujo e o ambiente limpo, na ausência de barreiras físicas. 03.O uso de EPI no Centro de Material e Esterilização é definido pela RDC nº 15, de 15 de março de 2012, de acordo com a sala ou área onde as atividades são realizadas. Sobre o assunto é correto afirmar que APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 55 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. A) para a descarga de secadoras e termodesinfetadoras e carga e descarga de autoclaves, é obrigatória a utilização de luvas de proteção térmica impermeável. B) para o funcionário da sala de recepção e limpeza, não é necessário o uso de protetor facial ou o uso demáscara e óculos. C) os trabalhadores podem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades, pois, como o próprio nome diz, são equipamentos de proteção individual. D) o uso de calçado fechado é opcional. E) a vestimenta privativa, touca e calçado fechado em todas as áreas técnicas e restritas não é exigida para os trabalhadores do Centro de Material e Esterilização. 04.De acordo com a Resolução COFEN nº 424/2012, são atribuições da equipe multiprofissional do Centro de Material e Esterilização (CME): A) técnico de enfermagem: promover capacitação e educação permanente e avaliação de desempenho dos profissionais que atuam no CME. B) enfermeiro: Planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar todas as etapas relacionadas ao processamento de produtos para saúde: recepção,limpeza, secagem, avaliação da integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção ou esterilização, armazenamento e distribuição para as unidades consumidoras. C) auxiliar de Enfermagem: elaborar o Protocolo Operacional Padrão (POP) para as etapas do processamento de produtos para saúde, com base em referencial científico atualizado e normatizaçãopertinente. D) enfermeiro: treinar a equipe dos setores de internação na desinfecção de leitos. E) enfermeiro: elaborar normas administrativas para compra de fios de sutura, de acordo com a legislaçãovigente. 05.Surtos de Infecção do Sítio Cirúrgico por micobactéria de crescimento rápido (MCR) têm sido relatados em todo o mundo há maisde 20 anos. As infecções por esse grupo de bactérias foram associadas às falhas no processo de limpeza dos instrumentais e dispositivos médicos. A partir de 2005, vários surtos de ISC por MCR foram descritos em diferentes estados brasileiros, tornando-se uma preocupação entre os órgãos fiscalizadores, sobretudo a ANVISA, pela necessidade de maior atenção com os protocolos de higienização e de esterilização dos materiais cirúrgicos. Sobre o assunto, informe se é verdadeira (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) São objetivos da limpeza do material cirúrgico: reduzir a carga microbiana (bioburden); remover contaminantes de natureza orgânica e inorgânica; prolongar a vida útil do artigo e tornar os processos de desinfecção e esterilização eficazes. ( ) A imersão dos instrumentais cirúrgicos em Detergente Enzimático contendo no mínimo 4 grupos básicos de enzimas: amilase, carbohidrase, protease e lipase dispensa a fricção com escovas, ultrassom ou jatos d´agua sob pressão. ( ) A limpeza de produtos para a saúde com conformações complexas inicia-se com limpeza manual, sendo complementada, obrigatoriamente, por limpeza ultrassônica. ( ) Os pontos críticos no uso das lavadoras, sejam as termodesinfetoras, sejam as ultrassônicas, é a correta montagem da carga, a escolha do ciclo, a realização periódica de testes de eficiência e a manutenção preventiva. A) F − V − F – F. B) V – F − V – V. C) V − V − V – V. D) F – F – V – V. E) V − V − F – V. 06.São vantagens dos Métodos Físicos Automatizados de Desinfecção de produtos para a saúde, EXCETO A) realizar desinfecção de alto nível, ou seja, inativa bactérias vegetativas, vírus, fungos e micobactérias. B) permitir padronização e reprodutividade do processo. C) não deixar resíduos no material. D) ser atóxico para o paciente e para o meio ambiente. E) impregnar materiais porosos não sendo indicados para artigos que entrem em contato com o trato respiratório (borracha, látex). 07.As embalagens utilizadas em artigos críticos de uso médico hospitalar têm por finalidade a proteção do conteúdo contra possível contaminação proveniente do meio ambiente e do manuseio, conservando assim a esterilidade desses artigos. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta. A) A embalagem de algodão tecido é contraindicada para esterilização por vapor sob pressão. B) A embalagem de papel grau cirúrgico é indicadapara esterilização por plasma e vapor de peróxido de hidrogênio. C) A embalagem de algodão tecido não necessita de lavagem para reutilização, em caso de vencimento do prazo de validade da esterilização do material nela embalado. D) embalagem de papel crepado pode ser reutilizada de 3 a 5 vezes, sem prejuízo à qualidade da esterilização. E) Para ser considerada ideal, uma embalagem deve permitir a penetração do agente esterilizante e o contato direto com o item e as superfícies a serem esterilizados, e, ainda, a remoção posterior do agente esterilizante. 08. Com relação à Esterilização por vapor saturado sob pressão, é INCORRETO afirmar que A) por ser um processo caro, a câmara do equipamento deve ser preenchida em sua totalidade, sem espaços vazios. B) para autoclave com capacidade superior a 100 litros, a existência do sistema de vácuo(conhecido como pré-vácuo) é obrigatória. C) o tempo de exposição de 4 minutos a 134º C em autoclave pré-vácuo é suficiente para esterilização doartigo, considerando que esse tempo de exposição não inclui o requerido para atingir a temperatura, nem o tempo de exaustão do vapor e secagem. D) no carregamento da autoclave, os pacotes maiores devem ser colocados embaixo dos menores e os artigos côncavo-convexos (bacias, cubas rim e cúpulas) devem ser dispostos na câmara interna emposição vertical. E) no ciclo flash, a supressão da fase de secagem requer que o artigo esteja desembalado e seu uso seja imediato. 09.Sobre os métodos de esterilização, assinale a alternativa correta. A) É proibido a esterilização de artigos termossensíveis por óxido de etileno (ETO). B) Os artigos esterilizados por vapor à baixa temperatura e formaldeído gasoso não necessitam de limpeza prévia. C) Não é permitido o uso de estufas para a esterilizaçãode produtos para a saúde. D) Com o advento de novas tecnologias nos equipamentos de esterilização, a qualidade da água utilizada nos Centros de Material e Esterilização não é importante. E) Todas as alternativas estão incorretas. 10.De acordo com a Resolução - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012, assinale a alternativa INCORRETA quanto ao Monitoramento do Processo de Esterilização. A) O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito mensalmente. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 56 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. B) O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. C) No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis, deve ser adicionadoum indicador biológico a cada carga. D) A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. E) É obrigatória a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar (Bowie & Dick) da autoclave assistida por bomba de vácuo, no primeiro ciclo do dia. 11.Em relação à Classificação de Spaulding, que classifica os artigos segundo os riscos potenciais de transmissão de micro-organismos para os paciente, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta. 1. Produtos para saúde críticos. 2. Produtos para saúde semi-críticos. 3. Produtos para saúde não-críticos. A. Produtos que entram em contato com pele não íntegra ou mucosas íntegras colonizadas. B. São produtos para a saúde utilizados em procedimentos invasivos com penetração de pele e mucosas adjacentes, tecidos subepteliais, e sistema vascular, incluindo também todos os produtos para saúde que estejam diretamente conectados com esses sistemas. C. Produtos que entram em contato com pele íntegra ou não entram em contato com o paciente. A) 1A – 2B – 3C. B) 1A – 2C – 3B. C) 1B – 2C – 3A. D) 1B – 2A – 3C. E) 1C – 2A – 3B. 12.Para cuidados de limpeza, higiene e esterilização de materiais em Centrais de Materiais e Esterilização, é correto afirmar: A) a esterilização em autoclave a vapor está indicada para matérias termossensíveis. B) os endoscópios, colonoscópios e inaladores e circuitos respiratórios são exemplos de artigos semicríticos. C) esterilização por plasma e peróxido de hidrogênio é um método de esterilização física. D) os artigos críticos dispensam passar pelo processo de limpeza e higienização. E) tanto os materiais críticos como os semicríticos deverão ser processados em autoclave. 13. É o processo de destruição de todos os microorganismos, a tal ponto que não seja mais possível detectá-los através de testes microbiológicos padrão. Um artigo é considerado estéril apenas quando a probabilidade de sobrevivência dos microorganismos que o contaminavam é menor do que: A) 1:100.000. B) 1:10.000 C) 1:1.000 D) 1:1.000.000.000 E) 1:1.000.000 14. A limpeza é a remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas para reduzir a carga microbiana dos produtos para a saúde, utilizando água, detergente, produtos e acessórios de limpeza, de forma a tornar o produto seguro para manuseio e preparado para desinfecção e esterilização. A) CERTO B) ERRADO 15. A limpeza dos produtos para saúde, seja manual ou automatizada, deve ser avaliada por meio da inspeção visual, com o auxílio de lentes intensificadoras de imagem, deno mínimo dezoito vezes de aumento, complementada, quando indicado, por testes químicos disponíveis no mercado. A) CERTO B) ERRADO 16. Artigos críticos entram em contato com tecidos estéreis ou com o sistema vascular e devem ser esterilizados para uso, pois possuem alto risco de causar infecção. A) CERTO B) ERRADO 17. São classificados como críticos os produtos para a saúde que entram em contato com a pele não íntegra ou mucosas íntegras colonizadas. A) CERTO B) ERRADO 18. Produtos para a saúde classificados como não críticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível após a limpeza. A) CERTO B) ERRADO 19. A desinfecção de alto nível é um processo físico ou químico que destrói a maioria dos microrganismos de artigos semicríticos, inclusive micobactérias, fungos e elevado número de esporos bacterianos. A) CERTO B) ERRADO 20. Analise as afirmativas a seguir: Afirmativa 1: produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com produtos saneantes em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente. Afirmativa 2: Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e inaloterapia, poderão ser submetidos à desinfecção por métodos de imersão química líquida com a utilização de saneantes a base de aldeídos. A) As duas afirmativas estão corretas. B) Apenas a afirmativa 1 está incorreta. C) Apenas a afirmativa 2 está incorreta. D) As duas afirmativas estão incorretas. 21. Entre as medidas de organização e de higiene adotadas no manejo de medicamentos, o profissional de enfermagem deve priorizar a antissepsia de artigos e superfícies por meio do uso de álcool 70%. A) CERTO B) ERRADO 22. O uso de estufa é permitido para esterilização de produtos para saúde. A) CERTO B) ERRADO 23. Marque a alternativa que indica um método físico- químico de esterilização: A) Esterilização por vapor saturado sob pressão; B) Esterilização por óxido de etileno; C) Esterilização por ácido peracético por imersão; D)Esterilização por calor seco. 24. As embalagens de papel Kraft, papel-toalha, papel- manilha, papel-jornal e lâminas de alumínio são destinadas ao uso em equipamentos de esterilização. A) CERTO B) ERRADO 25. Os controles de rotina dos processos de esterilização são realizados através de monitoramentos químicos e/ou biológicos, por meio de Indicadores Químicos (IQ) e/ou indicadores biológicos (IB). Com APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 57 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. relação a esses métodos de controle julgue os itens a seguir: I. A fita zebrada é um exemplo de IQ classe I. São conhecidos como indicadores externos de exposição. São tintas termocrômicas impregnadas em fitas adesivas. É um método que garante que o item passou por um processo de mudança de temperatura, porém sem garantir que as condições para esterilização foram alcançadas; II. O teste de Bowie-Dick constitui um IQ classe III. Utilizado especialmente para verificar a remoção do ar nas autoclaves com pré-vácuo. É obrigatório a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar no primeiro ciclo do dia. III. Um Indicador Químico classe V não fornecerá a certeza de que um material que foi programado, por exemplo, para cilco de príos (134°C a 18 minutos) foi exposto ao tempo de 18 minutos, pois em 3 minutos, aproximadamente, o IQ classe V indicará condições satisfatórias; IV. Os IQs de classes V e VI tem um custo maior quando comparados com IB; V. Indicadores biológicos de segunda geração são tiras ou discos de papel impregnado com esporos contidos em um envelope de embalagem compatível com o método de esterilização. Estão corretos: A) Somente os itens I e III; B) Somente os itens I, II e V; C) Somente os itens III e V; D)Somente os itens I, II e IV. 26.Garantir a esterilidade deve ser preocupação de todos os profissionais envolvidos na manipulação dos materiais cirúrgicos. Dentre os princípios abaixo, indique o que está INCORRETO. A) Um objeto esterilizado permanece estéril somente quando tocado por outro objeto estéril. B) Objeto esterilizado tocando contaminado torna-se contaminado. C) Somente objetos estéreis podem ser colocados sobre um campo estéril. D) Um objeto estéril torna-se contaminado por exposição prolongada ao ar. E) Rupturas no invólucro são insignificantes para a esterilidade do objeto estéril. 27.Acerca dos procedimentos de desinfecção e esterilização, escreva V para verdadeiro e F para falso e assinale a alternativa correta. ( ) Ao proceder à esterilização por autoclave, deve-se preencher a câmara do equipamento em sua capacidade máxima para obter maior aproveitamento, redução de custos e garantir a sustentabilidade. ( ) Não é obrigatória a esterilização de comadres (aparadeiras), pois trata-se de artigo semicrítico. ( ) A desinfecção é indicada para materiais semicríticos e não críticos. O glutaraldeído 2% é um exemplo de desinfetante químico, que possui como vantagem poder ser utilizado para materiais de assistência ventilatória por não causar irritação das vias aéreas. ( ) O empacotamento de artigos para esterilização pode ser feito por meio de embalagens diversas como de algodão tecido, papel de grau cirúrgico, papel crepado, sendo as duas últimas descartáveis. O papel de grau cirúrgico e o papel crepado não podem ser utilizados na esterilização por peróxido de hidrogênio. A) V, V, F, F. B) V, F, V, F. C) F, F, V, V. D) F, F, F, V. 28(CONSULPLAN – TRF – 2º Região – Técnico Judiciário – Enfermagem 2017) Sabendo que os artigos utilizados nos serviços de saúde recebem uma classificação quanto ao risco de transmitir infecções para os pacientes, para o processamento dos artigos de assistência ventilatória, anestesia e os utilizados na inaloterapia, que são classificados como semicríticos, após a limpeza, devem ser submetidos no mínimo ao processo de: A) Esterilização. B) Desinfecção de alto nível. C) Desinfecção de baixo nível. D) Desinfecção de nível intermediário. 29. Para Garantir A Manutenção Da Esterilidade Do Produto Até O Usuário Final, Após Limpeza E Garantia Da Integridade E Acondicionamento, Os Produtos Precisam Ser Embalados. Sendo Assim As Embalagens Precisam Ser: A) invioláveis, mas capaz de selar mais de uma vez. B) a embalagem deve facilitar a transferência do conteúdo sob técnica séptica. C) impermeáveis à passagem de ar, a fim de não permitir a saída do agente esterilizante gasoso. D) a embalagem deve disponibilizar a data de validade, sendo dispensável as instruções do fabricante. E) protegidas contra danos físicos, devendo-se evitar empilhamentos, amassamentos por compressão e dobras. 30. O método de esterilização que utiliza óxido de etileno é caracterizado por: A) não penetrar em artigos com lúmen longos, estreitos e fundo cego. B) ser indicado para esterilizar materiais termossensíveis, com alta difusibilidade. C) poder utilizar tecido de algodão e papel grau cirúrgico como sistemas de barreira estéril. D) necessitar de aeração mecânica em torno de 9 a 12 horas, à temperatura de 60 a 40 ºc, respectivamente. E) apresentar toxicidade tanto para profissionais quanto para o ambiente, relacionada à presença do óxido de etileno, mas não têm efeitos tóxicos para o paciente. GABARITO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 A C A B B E E A C A 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 D B E A B A B B B C 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 B B B B A E D D E B APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇAPARA A SUA APROVACÃO! 58 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO PRÉ, TRANS E PÓS-OPERATÓRIO “O primeiro a acreditar no seu sonho tem que ser você!” ENFERMAGEM CIRÚRGICA Enfermagem Cirúrgica: “atua no PRÉ, TRANS E NO PÓS- OPERATÓRIO com o objetivo de prevenir complicações físicas e emocionais para reabilitação e recuperação do paciente.” A seguir, os períodos da experiência cirúrgica: Em 1990, Castellanos e Jouclas propuseram a aplicação do processo de enfermagem no cuidado ao paciente cirúrgico, com base na assistência integral de forma continuada, participativa, individualizada, documentada e avaliada em todas as fases do perioperatório, denominando esse processo de SAEP (Sistema de Assistência de Enfermagem Perioperatória). A SAEP compreende cinco fases: 1.Visita pré-operatória de Enfermagem 2.Planejamento da assistência perioperatória 3.Implementação da Assistência 4.Avaliação da assistência por meio da visita pós-operatória de Enfermagem 5.Reformulação da assistência a ser planejada, segundo resultados obtidos e solução de situações não desejadas ou ocorrência de eventos adversos. RDC N° 50/2002 – ESTRUTURA FÍSICA A RDC nº 50 dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. A seguir vamos analisar aspectos relativos à estrutura física adequada aos centros cirúrgicos. Estruturas físicas do Centro Cirúrgico Área crítica: são os ambientes onde existe maior probabilidade de infecção, onde se realizam procedimentos. Área semi-crítica: são todos os compartimentos ocupados por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas. Área não crítica: são todos os demais compartimentos não ocupados por pacientes, onde não se realizam procedimentos de risco. Estrutura do Centro Cirúrgico (CC) considerando o risco Não-restrita: as áreas de circulação livre (vestiários, corredor de entrada e sala de espera de acompanhantes). Semi-restritas: pode haver circulação tanto do pessoal como de equipamentos, sem contudo provocarem interferência nas rotinas de controle e manutenção da assepsia (salas de guarda de material, administrativa, copa e expurgo) Restrita: o corredor interno, as áreas de escovação das mãos e a sala de operação (SO); para evitar infecção operatória, limita-se a circulação de pessoal, equipamentos e materiais. Limpeza do Centro-Cirúrgico • Limpeza preparatória: realizada antes do início das cirurgias programadas do dia. Nela há a remoção das partículas de poeira nas superfícies dos mobiliários, focos cirúrgicos e equipamentos com solução detergente ou desinfetante (álcool 70%) com um pano úmido e branco. • Limpeza operatória: realizada durante o procedimento cirúrgico constituindo apenas na remoção mecânica da sujidade (sangue e secreções) utilizando um pano comum embebido em agente químico de amplo espectro para que não ocorra secagem da superfície e disseminação do ar contaminado. • Limpeza concorrente: executada no término de cada cirurgia. Envolve procedimentos de retirada dos artigos sujos da sala, limpeza das superfícies horizontais dos móveis e equipamentos. • Limpeza terminal: é a limpeza onde todos os materiais e superfícies são limpos. Deve ser diária e periódica. • Limpeza diária: é realizada após a última cirurgia programada do dia. Envolve todos os procedimentos da APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 59 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. limpeza concorrente, acrescentados à limpeza de todos os equipamentos, acessórios e mobiliários, pisos e paredes da Sala de Operação. CLASSIFICAÇÃO CIRÚRGICA GRAU DE URGÊNCIA – TEMPO • Tempo que decorre desde a indicação do procedimento cirúrgico até a sua execução. CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: são aquelas em que o paciente requer atenção imediata, em um curto espaço de tempo. CIRURGIA DE URGÊNCIA: o paciente requer atenção imediata e o distúrbio pode ameaçar sua vida ou ocorrer perda de membro. Tratamento cirúrgico, via de regra, entre 06 e 24/48horas. Ex: Queimaduras de grande extensão, Cálculos Renais, Infecção Aguda Biliar. CIRURGIA ELETIVA: Tratamento cirúrgico proposto cuja realização pode aguardar, podendo ser programada por até 01 ano. Ex: cirurgias plásticas (mamoplastia), colelitíase, varizes de MMII. QUANTO A FINALIDADE PALIATIVA: Tratamento cirúrgico que visa compensar os distúrbios para melhorar as condições do paciente ou aliviar a dor, contribuindo para melhoria de sua qualidade de vida. Ex: Gastrostomia, colostomia DIAGNÓSTICA: caracteriza-se por uma biópsia ou quando se realiza algum procedimento explorador. Ex: Biópsia de mama, laparotomia exploradora. RADICAL: Tratamento realizado com finalidade de remoção total de um órgão. Ex: Colecistectomia CURATIVA: Através do qual se faz a remoção parcial ou total do órgão. Ex: Gastrectomia, apendicectomia, mastectomia. PLÁSTICA OU REPARADORA OU RESTAURADORA: Tratamento realizado com finalidade estética, corretiva ou de reconstrução. Ex: mamoplastia, blefaroplastia, reconstrução de mama SEGUNDO O RISCO CARDÍACO (PROBABILIDADE DE PERDA DE FLUÍDO E SANGUE PARA A SUA REALIZAÇÃO.) Cirurgia de Grande Porte: grande probabilidade de perda de fluído e sangue. Ex: aneurisma Cirurgia de Médio Porte: média probabilidade de perda de fluído e sangue. Ex ortopedia, urologia. Cirurgia de Pequeno Porte: pequena probabilidade de perda de sangue e fluídos. Ex.: timpanoplastia, amigdalectomia. TEMPO DE DURAÇÃO CIRÚRGICA Porte I: duração de até 2 horas. Ex:Rinoplastia, Blefaroplastia Amigdalectomia, Colecistectomia. Porte II: duração à partir de 2 até 4 horas. Ex:Laparotomia exploradora, Gastrectomia Porte III: duração à partir de 4 até 6 horas. Ex.: Craniotomia Revascularizaçã o do miocárdio. Porte IV: duração acima de 6 horas. Ex.: Transplante Cirurgia neurológica em geral. QUANTO AO PORTE CIRÚRGICO GRANDE PORTE: Com grande probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: cirurgias de emergência, vasculares arteriais, prótese de quadril MÉDIO PORTE: Com média probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: cabeça e pescoço PEQUENO PORTE: Com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue. Por exemplo: mamoplastia, laparoscópicas. SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO • É o número de microorganismos presentes no tecido a ser operado. • Considerar a classificação no início e no final da cirurgia. CIRURGIAS LIMPAS Realizadas em: Tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação Na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. Cirurgias sem penetração nos tratos digestivo, respiratório, urinário ou ginecológico. Ausência de falhas técnicas Cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de primeira intenção. Ex. cirurgia limpa • Artoplastia do quadril • Cirurgia cardíaca • Herniorrafia de todos os tipos • Neurocirurgia • Procedimentos cirúrgicos ortopédicos (eletivos) • Anastomose portocava, esplenorenal e outras, • Mastoplastia • Mastectomia parcial e radical • Cirurgia de Ovário • Enxertos cutâneos • Esplenectomia • Vagotomia superseletiva (sem drenagem) • Cirurgia vascular. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 60 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998.CIRURGIAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS Realizadas em: Tecidos colonizados por flora pouco numerosa ou área de difícil descontaminação Ausência de processo infeccioso e inflamatório. Penetração nos tratos digestivo, respiratório, reprodutor e urinário sem contaminação significativa; Falhas técnicas discretas no transoperatório; Cirurgias limpas com drenagem; Exemplos – cirurgias potencialmente contaminadas • Histerectomia abdominal • Cirurgia do intestino delgado (eletiva) • Cirurgia das vias biliares sem estase ou obstrução biliar • Cirurgia gástrica e duodenal em pacientes normo ou hiperclorídricos, • Feridas traumáticas limpas - ação cirúrgica até dez horas após traumatismo • Colecistectomia + colangiografia • Vagotomia + operação drenagem • Cirurgias cardíacas prolongadas com circulação extracorpórea. CIRURGIAS CONTAMINADAS Realizadas em: Tecidos colonizados por flora abundante com descontaminação impossível Cirurgias com falha técnica grosseira sem supuração local. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção. Grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária. Exemplos – cirurgias contaminadas • Cirurgia de cólon • Debridamento de queimaduras • Cirurgias das vias biliares em presença de obstrução biliar • Cirurgia intranasal • Cirurgia bucal e dental • Cirurgia de orofaringe, • Fraturas expostas com atendimento após dez horas • Feridas traumáticas com atendimento após dez horas de ocorrido o traumatismo • Coledocostomia • Anastomose bilio-digestiva • Cirurgia gástrica em pacientes hipoclorídicos (câncer, úlcera) • Cirurgia duodenal por obstrução duodenal; CIRURGIAS INFECTADAS Realizadas em: Qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) Tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Exemplos – cirurgias infectadas • Cirurgia do reto e ânus com pus • Cirurgia abdominal em presença de pus e conteúdo de cólon • Nefrectomia com infecção • Presença de vísceras perfuradas • Colecistectomia por colecistite aguda com empiema • Exploração das vias biliares em colangite supurativa. FASES OPERATÓRIAS – CLASSIFICAÇÃO O cliente cirúrgico recebe assistência da enfermagem desde o momento em que sua cirurgia foi indicada e marcada até sua saída com a alta hospitalar após o procedimento cirúrgico. As fases operatórias se classificam em: • Período pré-operatório • Período operatório: trans-operatório e intra-operatório • Período Pós-operatório PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO • Inicia com a indicação cirúrgica até a entrada do cliente ao CC ou inicia com a admissão do cliente na clínica cirúrgica e termina com a sua transferência para o CC. • Classifica-se em: – PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO: Período que inicia com o momento da internação ou com a marcação da cirurgia e termina 24h antes da cirurgia ser realizada; – PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Período que inicia 24 horas antes do ato cirúrgico e termina com a transferência do cliente ao CC. Pontos Importantantes do Preparo Pré-operatório: Limpeza da pele e tricotomia: A tricotomia deve ser evitada sempre que possível, se for necessária, não utilizar lâminas e fazer o mais próximo possível do momento da operação (até 2h antes da cirurgia). Quanto maior o intervalo entre a tricotomia e a operação, maior a incidência de infecção da ferida cirúrgica no pós-operatório. Apesar de ser um tema ainda controverso na literatura, o banho com um sabão bacteriostático antes da cirurgia pode estar indicado. Pré-anestésico: droga ansiolítico que tem por finalidade reduzir o estresse e a ansiedade pré-operatória, podem ser utilizados benzodiazepínicos (Midazolan) ou Barbitúricos (Tiopental). Caso um pré-anestésico seja administrado, atentar para o risco de queda e depressão respiratória! Em geral, a droga deve ser administrada 30 minutos antes da cirurgia, entretanto, segundo Brunner (2016), frequentemente a cirurgia é adiada ou os horários da sala de cirurgia são alterados, tornando-se impossível solicitar que um medicamento pré- anestésico seja administrado em um horário específico. Nessas situações o autor recomenda ter o medicamento pronto e administrá-lo quando o paciente for chamado para a sala de cirurgia, uma vez que o preparo demora de 15-20 minutos. Antibioticoterapia profilática: escolher a droga adequada levando em consideração o sítio a ser operado (cefazolina é a mais usada). Administrar dose efetiva em até 60 minutos antes da incisão cirúrgica e descontinuar o ATB em 24 horas. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 61 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE CIRÚRGICO I – Paciente hígido, sem qualquer afecção orgânica ou psíquica; funções preservadas. II – Paciente com afecção leve ou moderada, sem maiores disfunções orgânicas (HAS leve). III – Paciente com enfermidade sistêmica declarada, com disfunção clara e evidenciada (cardiopatia isquêmica sintomática). IV – Paciente com doença grave, descompensação funcional severa com risco de vida (insuficiência cardíaca descompensada). ATENÇÃO: • Pacientes I e II podem ser submetidos a qualquer intervenção, obedecendo o pré- operatório. • Pacientes III devem realizar cirurgias inadiáveis e necessárias (neoplasias e urgências). • Pacientes IV contra-indicado tratamento cirúrgico. CUIDADOS DE ENF. PRÉ-OP. MEDIATO • Prevenir quanto a náuseas, vômitos, dor, deambulação precoce, alimentação pós-operatória; • Avaliar medicamentos que interfiram no ato cirúrgico; • Preparo do intestino quando indicado, podendo iniciar dias antes da cirurgia ou na véspera da mesma; • Avaliar co-morbidades e o motivo da intervenção: diabetes, hipertensão, doença hepática, cardíaca, distúrbio de sangramento, nefropatias, doença respiratória crônica, uso de drogas ilícitas e lícitas, cirurgias anteriores; • Incentivar exercícios respiratórios principalmente aos pacientes com risco e solicitar ao paciente tabagista para cessar o fumo; • Orientar quanto aos exercícios com MMII para prevenir TVP pós-operatória; • Encaminhar o paciente para a realização dos exames pré- operatórios; • Realizar as orientações necessárias; • Incentivar exercícios respiratórios principalmente aos pacientes com risco e solicitar ao paciente tabagista para cessar o fumo; • Orientar quanto aos exercícios com MMII para prevenir TVP pós-operatória; • Encaminhar o paciente para a realização dos exames pré- operatórios; • Realizar as orientações necessárias; INVESTIGAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA • Para a realização de uma anestesia segura, é importante que o paciente realize avaliações clínicas, laboratoriais e radiológicas; • Indispensável a anamnese acompanhada do exame físico; • Todo paciente cirúrgico será analisado conforme Protocolo da Sociedade Americana de Anestesiologia – ASA Classificação da Sociedade Americana de Anestesiologia – ASA Estado Físico Definição I Paciente sadio sem alterações orgânicas II Paciente com alteração sistêmica leve ou moderada causada pela doença cirúrgica ou doença sistêmica III Paciente com alteração sistêmica grave de qualquer causa com limitação funcional IV Paciente com alteração sistêmica grave que representa risco de vida V Paciente moribundo que não é esperado sobreviver sem cirurgia VI Paciente doador de órgãos TERMINOLOGIA CIRÚRGICA NOMENCLATURAS UTILIZADAS E CIRURGIAS Terminologia cirúrgica é o conjunto de termos que expressam o segmento corpóreo afetado e a intervenção realizada para tratar a afecção. A utilização de uma terminologia apropriada fornecedefinição de termos cirúrgicos, descreve os tipos de cirurgias e facilita o preparo de instrumentais e equipamentos para cada tipo de procedimento cirúrgico. OBJETIVOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA -Fornecer, de maneira verbal e escrita, uma definição do termo cirúrgico. -Descrever os diversos tipos de cirurgia. -Facilitar o preparo de instrumentais e equipamentos apropriados a cada tipo de procedimento cirúrgico. -Padronizar uma linguagem que seja de alcance coletivo, de modo que haja entendimento universal do termo usado. PREFIXOS E SUFIXOS CIRÚRGICOS O nome composto de raiz (identifica a parte do corpo a ser submetida à cirurgia), somada ao prefixo ou ao sufixo. É muito importante aprender esses termos pois com grande frequência aparecem nas provas. Vamos relembrar? APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 62 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. CUIDADOS DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO • Na véspera da cirurgia • Verificar lista cirúrgica e confirmar reservas de sangue e materiais especiais (biópsias, materiais cirúrgicos especiais). • Rever resultado dos exames (hemograma, bioquímica, coagulograma, tipagem sanguínea); • Manter higiene corpórea, exame físico da pele e unhas, banho na manhã que antecede o ato cirúrgico; • Verificar Jejum de 8 a 12 horas; • No dia da cirurgia: • Preparo de pele: banho completo na manhã da cirurgia e 1 hora antes do procedimento; tricotomia no máximo 2 horas que antecedem o ato cirúrgico e degermação da pele no local da cirurgia. • Realizar medicação pré-anestésica quando prescrita. Observar a droga e os cuidados após a administração da droga; • Realizar monitorização cardíaca e respiratória; • Verificar SSVV – 30 minutos antes do encaminhamento ao CC. • Remover acessórios: grampos, colares, anéis, brincos, próteses dentárias, lentes de contato, absorventes internos, retirar roupas íntimas; indentificá-los e guardá-los. • Providenciar anotações no prontuário. PERÍODO OPERATÓRIO • Dividido entre: – Trans-operatório: Compreende o período desde o momento em que o paciente é recebido no CC até o momento de seu encaminhamento para a sala de pós- recuperação anestésica (SRPA). – Intra- operatório: inicia com o início da anestesia e termina com o término da anestesia. PERÍODOS CIRÚRGICOS: 1- Diérese: É o rompimento da continuidade dos tecidos, que significa dividir, separar ou cortar os tecidos. Pode ser classificada em: Mecânica ou Física (Bisturi Elétrico) Mecânica: a) Punção: Introdução de uma agulha nos tecidos (p. ex.: agulhas, trocateres) b) Secção: Segmentação dos tecidos com material cortante (p. ex.: bisturi, tesoura, trépano) c) Divulsão: Afastamento dos tecidos com tesouras rombas ou afastadores (p. ex.: afastador Farabeuf, afastador finochietto) d) Curetagem: Raspagem da superfície de um órgão com auxílio de cureta. Bisturi elétrico É um aparelho eletrônico que tem a propriedade de transformar a corrente elétrica alternada comum em corrente elétrica de alta frequência, sem causar lesão orgânica nem excitação nervosa. A corrente elétrica de alta freqüência aquece a ponta metálica do eletrodo positivo, passa através do corpo do paciente e é eliminada através da placa dispersiva que está direta ou indiretamente ligada ao fio- terra. A principal complicação é a queimadura no local da placa dispersora. Cuidados na colocação da placa dispersora: - A placa dispersiva deve ser colocada em área limpa, sem pelos e seca; - Certificar-se se a placa necessita de gel condutor (em geral as placas descartáveis já vêm impregnadas de substância condutora); - Manter contato homogêneo da placa com o corpo do paciente; - A placa deve ser colocada o mais perto possível do local da cirurgia e no mesmo lado da cirurgia; - Dar preferência para área de massa muscular, evitando locais com muito tecido adiposo, próteses metálicas, escarificações e proeminências ósseas; - Os locais mais utilizados são a panturrilha, a face posterior da coxa e a região glútea. - Cuidado especial com pacientes portadores de marca- passos: dar preferência aos aparelhos bipolares, nos casos em que se necessita utilizar a configuração unipolar, a placa deve ser posicionada o mais distante possível do sistema (gerador e caboseletrodos) e o mais próximo possível do bisturi, de tal forma que a alça elétrica não passe sobre o sistema. Além disto, a aplicação de corrente do bisturi deve ocorrer de maneira intermitente, com pulsos de curta duração. 2- Hemostasia: Processo através do qual se impede, detém ou previne o sangramento, podendo ser preventiva, de urgência ou curativa. Exemplos de instrumentais de hemostasia: pinças de Kelly, Kocher, Rochester. 3- Exérese ou Tempo principal: Cirurgia propriamente dita 4- Síntese: É a união dos tecidos. Exemplo de instumentais: porta-agulha, fios de sutura. Tipos de Fios de sutura: a) Absorvíveis: São aqueles que, após colocados no organismo sofrem ação dos líquidos corporais e são absorvidos, podem ser de origem animal (catgut simples e cromado) ou sintéticos (ácido poliglicólico). b) Não-absorvíveis: permanecem encapsulados (envolvidos por tecido fibroso) nas estruturas internas e nas suturas de pele; devem ser removidos entre o 7° e o 10° dia de pós-operatório. Podem ser de origem animal, como a APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 63 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. seda; de origem vegetal, como o algodão e li- nho; de origem sintética, como o nylon, perlon, poliéster; ou de origem mineral, como o fio de aço. POSICIONAMENTO CIRÚRGICO OBJETIVO 1. Oferecer exposição e acesso ótimo do local operatório. 2. Manter o alinhamento corporal e as funções circulatórias e respiratórias. 3. Proporcionar acesso para a administração de soluções endovenosas, drogas, agentes anestésicos. 4. Não comprometer as estruturas vasculares e a integridade da pele. 5. Trazer o máximo de conforto para o paciente. DECÚBITO DORSAL OU SUPINA Braços ao lado da mesa com as palmas das mãos voltadas para baixo ou o outro braço, cuidadosamente posicionado sobre um suporte para infusão venosa. O paciente fica deitado sobre o dorso, braços em posição anatômica e pernas levemente afastadas. As palmas das mãos voltadas para o corpo. A posição da cabeça deve manter as vértebras cervicais, torácicas e lombares numa linha reta. Os quadris paralelos. As pernas ficam paralelas e descruzadas para prevenir comprometimento circulatório. Indicada para indução anestésica geral e acesso as cavidades maiores do corpo. INDICAÇÃO: cirurgias torácica, cranianas e peritoniais, colecistectomias, cesarianas, tireoidectomias, etc. POSIÇÃO DE TRENDELEMBURG Paciente em posição dorsal, com cabeça e tronco em níveis mais baixos que os membros inferiores, com elevação da pelve e membros inferiores, por inclinação da mesa cirúrgica INDICAÇÃO: Posição que oferece melhor visualização dos órgãos pélvicos durante a abertura ou cirurgia laparoscópica no abdome inferior ou pelve. Pode ser utilizada também para melhorar a circulação no córtex cerebral, quando a PA cai repentinamente e aumenta o fluxo sanguínea arterial para o crânio TRENDELEMBURG REVERSO OU PROCLIVE Paciente DD com elevação da cabeça e tórax e abaixamento do MMII. Usada frequentemente para oferecer acesso a cabeça e pescoço para facilitar que a força de gravidade desloque a víscera para adiante do diafragma e na direção dos pés. Indicada para manter as alças intestinais naparte inferior do abdome e reduzir a pressão sanguínea. VENTRAL OU PRONA Aquela que o paciente fica deitado de bruços, sobre o abdome com a cabeça lateralizada e os braços no suporte INDICAÇÃO: Indicada para cirurgias da região dorsal, lombar, sacrococcígea e occipital. Cirurgias da coluna, hemorroidectomia, hérnia de disco. OBS: Necessidade de expansão pulmonar; liberação das mamas no sexo feminino POSIÇÃO LITOTÔMICA OU GINECOLOGICA Essa posição é derivada do decúbito dorsal. As pernas são flexionadas e afastadas. A posição é mantida com os pés nos estribos da mesa (perneiras) e com os braços apoiados em talas. INDICAÇÃO: exames urinários, endoscópicos, cirurgias ginecológicas por via baixa e anuretais. LATERAL OU SIMS Paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito, do lado não afetado, com a perna que esta do lado de cima flexionada, afastada e apoiada. Oferece acesso a parte superior do tórax, na região dos rins e região superior do ureter. INDICAÇÃO: Toracotomias, cirurgias renais, coluna e pulmão POSIÇÃO KRASKE OU DE “CANIVETE” (JACKKNIFE) Essa posição é uma variação da posição prona. Diferencia-se pela flexão do corpo na região do quadril, de modo que o tórax, os membros superiores e os membros inferiores fiquem em posição mais baixa do que as regiões do quadril e do glúteo, em ângulo de aproximadamente 90°; e os membros inferiores permanecem alinhados. A posição de “Jackknife” é utilizada em procedimentos proctológicos, que envolvem a região anal, cirurgia de cisto polonidal e alguns tipos de cirurgias de coluna. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 64 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Complicações Relacionadas ao Poscicionamento: - Úlceras por pressão nas proeminências ósseas de sustentação (a localização vai depender da posição) - Compressão de vasos decorrente do posicionamento incorreto do paciente ou contenções (avaliar perfusão periférica) - Lesão articular e/ou distensão muscular por hiperextensão - Lesões de nervos periféricos: 1- lesão plexo cervical: hiperextesão do pescoço (posição dorsal), retação excessiva da cabeça (posição ventral), hiperextensão, flexão ou rotação exagerada da cabeça (lateral) 2- lesão de plexo braquial: abduçao excessiva dos MMSS (>90o), compressão entre a clavícula e a primeira costela (síndrome do estreito torácico),compressão no ombro (decúbito lateral) 3- Lesão dos nervos radial (lateral) e ulnar (medial): fixação inadequda e contato do cotovelo com a mesa cirúrgica (dorsal), estiramento (ventral) 4- Lesão do nervo fibular comum: compressão dos joelhos sobre o côndilo da fíbula (lateral) 5- Lesão do nervo ciático: compressão glútea (Fowler) ATENÇÂO: Escala de Avaliação de risco para o desenvolvimento de lesões decorrentes do posicionamento cirúrgico do paciente (ELPO) FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS No período pré-operatório, deve-se manter o paciente no melhor estado de saúde possível. Precauções devem ser tomadas para evitar as condições que possam atrapalhar o procedimento ou a recuperação do paciente (Smeltzer et al., 2009). 1. Estado nutricional e hídrico: a nutrição ótima é um fator essencial na promoção da recuperação e na resistência à infecção e a outras complicações cirúrgicas. Consideram-se fatores de risco: obesidade, subnutrição, desnutrição, perda de peso repentina, deficiências de nutrientes específicos, anormalidades metabólicas, dentre outros. Quanto ao equilíbrio hídrico, os déficits volumétricos brandos, podem ser tratados na hora da cirurgia, no entanto, os mais severos, podem exigir uma preparação pré-operatória melhor. 2. Uso de álcool e drogas: pessoas com intoxicação aguda são suscetíveis à lesão, a cirurgia é adiada sempre que possível. Além disso, deve-se tomar cuidado com a síndrome da abstinência que ocorre entre 48 e 72 h depois da abstinência de álcool, pois tem um alto índice de mortalidade quando acontece no pós-operatório. Quando necessita de cirurgia de emergência, deve ser passada uma sonda Nasogástrica antes da anestesia geral, visando impedir a aspiração potencial. 3. Estado respiratório: Ensina-se o paciente sobre os exercícios respiratórios e o uso de um espirômetro de incentivo, quando indicado. A cirurgia é geralmente adiada quando se há alguma infecção respíratória. Pacientes com comorbidade adjacentes – asma, DPOC – devem ser avaliados mais rigorosamente. 4. Estado cardiovascular: O tratamento cirúrgico pode ser modificado para satisfazer à tolerância cardíaca do paciente. 5. Função hepática e Renal: o fígado tem importância na metabolização de diversos agentes anestésicos. Doença hepática aguda está associada a uma alta mortalidade cirúrgica. Os rins são responsáveis pela excreção de medicamentos anestésicos e seus metabólitos, assim como pelo equilíbrio ácido-básico. São contraindicações de cirurgias: nefrite aguda, Insuficiência renal aguda com oligúria ou anúria. Excetuando-se as cirurgias realizadas com o objetivo de salvar a vida ou necessária para melhorar a função urinária, como no caso de uropatias obstrutivas. 6. Função endócrina: Paciente com diabetes submetido à cirurgia possui risco de hiper ou hipoglicemia, além de acidose e glicosúria. Os pacientes que tomaram corticosteroides ficam com risco de insuficiência da supra- renal. Pacientes com distúrbios tireóideos descontrolados estão em risco de tireotoxicose ou insuficiência respiratória. 7. Função imune: Deve-se determinar a presença de alergias, principalmente a medicamentos e ações anteriores. 8. Medicação prévia: deve-se obter a história medicamentosa de cada paciente com vista a evitar possíveis interações medicamentosas durante o ato cirúrgico. Recomenda-se a interrupção do uso de aspirina de 7 a 10 antes da cirurgia e de agentes fitoterápicos de 2 a 3 semanas antes. 9. Fatores psicossociais: o sofrimento psicológico influencia diretamente no funcionamento do organismo, portanto, devem-se identificar os problemas pelos quais o paciente está passando, principalmente: ansiedade pré- cirúrgica e medo. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 65 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 10. Crenças espirituais e culturais: o profissional deverá sempre mostrar respeito com as crenças religiosas e culturais do indivíduo. ANESTESIA Durante o procedimento cirúrgico o paciente precisará de sedação, anestesia ou de alguma combinação destas. Anestesia pode ser classificada em geral, regional, espinhal e local. A Anestesia Geral consiste num estado de narcose (depressão intensa do sistema nervoso central produzida por agentes farmacológicos), analgesia, relaxamento e perda de reflexo. Apresentam quatro níveis – sedação mínima, sedação moderada, sedação profunda e anestesia. ANESTESIA: É UM ESTADO DE NARCOSE (QUE REPRESENTA A DEPRESSÃO INTENSA DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL PRODUZIDA POR AGENTES FARMACOLÓGICOS); ANALGESIA (AUSÊNCIA DE DOR); RELAXAMENTO E PERDA DOS REFLEXOS. Anestesia geral: o paciente fica totalmente inconsciente, sem qualquer percepção com relação à cirurgia ou ao exame. Esse tipo de anestesia apresenta 4 estágios, cada um associado a manifestações específicas, são eles: ESTÁGIO DESCRIÇÃO I-Início da anestesia Nesse momento inicial de ação do anestésico o paciente pode sentir calor, tonteira e sensação de “desprendimento”, podendo acompanhar uma sensação de zumbido. Nesse estágio o paciente ainda está consciente, mas pode sentir uma dificuldadeem mover os membros. Atenção! Nesse estágio, devem-se evitar ruídos desnecessários, pois o paciente os perceberão de forma exagerada II – Excitação Caracterizado pela agitação do paciente, o mesmo pode gritar, cantar, rir, querer conversar, chorar. Pode ser evitado se o anestésico for administrado de maneira calma e rápida (tempo). Pupilas ficam dilatadas, mas fotorreagente. Frequência do pulso rápida (taquisfigmia). Frequência respiratória irregular. Atenção! A contenção poderá ser necessária, mas as mesmas não poderão ser próximas ao sítio operatório. Manipular o paciente apenas quando necessário, pois a manipulação aumenta a circulação para o sítio operatório e aumenta o potencial para sangramento. III-Anestesia cirúrgica Esse estágio é alcançado através da administração continuada de vapor ou gás anestésico. O paciente está inconsciente e deitado tranquilamente sobre a mesa operatória. Pupilas dilatadas, mas fotorreagente. Respiração regular. Frequência e volume do pulso normal. Pele fica ligeiramente ruborizada. Com administração adequada do anestésico, esse estágio pode ser mantido por horas. IV-Depressão medular Esse estágio só será alcançado quando administrado em excesso. Respiração superficial. Pulso fraco e filiforme. Pupilas amplamente dilatadas e não mais fotorreagente. Cianose e caso não exista uma intervenção imediata, paciente evoluirá rapidamente até a morte. Sedação: é o estado de alteração da consciência, induzida por sedativos, que apresentam diferentes níveis de intensidade, desde ficar acordado e tranquilo, até profundamente sonolento. Independente da intensidade da sedação, o paciente poderá receber medicações analgésicas ou anestésicas. Anestesia regional: nesse tipo, o anestesiologista injeta o anestésico próximo a um nervo ou feixe nervoso de modo que a área inervada por esses nervos fique anestesiada. Um anestésico só pode ser considerado como tendo sido depurado, quando todos os três sistemas (motor, sensorial e autônomo) não estiverem mais afetados. São exemplos de anestesia regional: TIPO DESCRIÇÃO Anestesia epidural (peridural) Injeta-se anestésico local no espaço epidural que circunda a dura-máter da medula espinhal. Esse tipo de anestesia bloqueia as funções sensorial, motora e autônoma. As doses injetadas são mais altas do que as injetadas na anestesia espinhal, porque o anestésico não entra em contato direto com a medula espinhal ou com raízes nervosas. Vantagem: ausência de cefaleia (presente na anestesia espinhal). Desvantagem: maior desafio técnico para conseguir introduzir o anestésico dentro do espaço epidural, em lugar do espaço aracnoide. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 66 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Anestesia espinhal (raquianestesia) Anestésico local é introduzido dentro do espaço subaracnoide no nível lombar, usualmente entre L4 e L5. Produz anestesia nos membros inferiores, períneo e parte inferior do abdome. A disseminação do anestésico e o nível de anestesia dependem da quantidade de líquido injetado, da velocidade com que é injetado, do posicionamento do paciente depois da injeção e da densidade específica do agente. O paciente pode apresentar náusea, vômito e dor durante a cirurgia com esse tipo de anestesia. A administração IV de tiopental e a inalação de óxido nitroso podem evitar certas reações. A cefaleia é o efeito pósanestésico mais comum. Para evitar, deve-se manter o ambiente tranquilo, paciente deitado na posição horizontal e bem hidratado. Anestesia local: injeção de uma solução contendo anestésico local dentro dos tecidos no sítio de incisão planejado. Geralmente é associado a um bloqueio local. As vantagens desse tipo de anestesia: é simples, econômica; equipamento necessário é mínimo; recuperação pós-anestésica é breve; ideal para procedimentos cirúrgicos breves e superficiais. ATENÇÃO!! Hipertermia Maligna: Distúrbio muscular herdado raro (distúrbio fármacogenético) que pode ser deflagrada por miopatias, estresse, insolação, síndrome neuroléptica malígna, esforços extenuantes e traumatismos. A condição é causada pelo aumento de cálcio nas células, levando a um hipermetabolismo, mais comum em pessoas com músculos volumosos e fortes, histórias de cãibras musculares ou fraqueza muscular, elevação inexplicada da temperatura e história de morte na familia durante a cirurgia que foi acompanhada de uma resposta febril. Agentes anestésicos como halotano, enflurano, relaxantes musculares (succinilcolina) podem desencadear os sintomas de hipertermia malígna. O estresse e drogas simpaticomiméticas (epinefrina), teofilina, aminofilina, anticolinérgicos (atropina) e glicosídeos cardíacos (digitálicos) podem induzir ou intensificar essa reação. As Manifestações Clínicas incluem: taquicardia (FC >150bpm) e rigidez muscular são os sinais mais precoces; arritmia ventricular; hipotensão; diminuição do débito cardíaco; oligúria; acidose metabólica e respiratória; hipertermia (sinal tardio) aumento de 1-2 graus a cada 5min, podendo exceder 42 graus. Assim que for percebida a alteração a anestesia e a cirurgia são interrompidas, o paciente recebe O2 a 100% e administra-se de imediato o Dantrolene Sódico (relaxante da musculatura esquelética) e o bicarbonato de sódio, além de monitorizar todos os sinais vitais. Atenção: embra em geral a hipertermia malígna se manisfeste em cerca de 10- 20 minutos após a indução anestésica, ela também pode ocorrer durante as primeiras 24h após a cirurgia. PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO Inicia-se a partir da saída do cliente da sala de operação e perdura até sua total recuperação. • Pós-Operatório Imediato (POI): (até às 24 horas posteriores à cirurgia): período de 24h que se inicia com o retorno do processo anestésico. Essa fase, em geral, tem início na Recuperação Pósanestésica (R.P.A.), para onde o cliente é transferido após o procedimento cirúrgico. • Pós-Operatório Mediato: após as 24 horas e até 7 dias depois; • Período Pós-Operatório Tardio: após 7 dias do recebimento da alta CUIDADOS PÓS-OP. IMEDIATO RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA - RPA • OBJETIVOS – Manter a ventilação pulmonar – Prevenir hipoxemia e hipercapnia. Essa situação pode ocorrer se a via aérea estiver obstruída e a ventilação reduzida. – Prestar ao paciente todos os cuidados necessários, até a recuperação de seus reflexos e estabilização dos SSVV. – Avaliação Inicial • Função respiratória: profundidade e natureza das respirações, permeabilidade das vias aéreas, nível de saturação do oxigênio, frequência respiratória, uso de ventilador mecânico. • Nível de consciência: capacidade de responder aos comandos; nível de sedação e medicações em curso. • Avaliar os sinais vitais: 15/15 min. na 1ª hora; 30/30 min. na 2ª hora; Manter a avaliação até 4/4 horas. • Função circulatória: avaliação dos SSVV e coloração da pele. • Sítio cirúrgico: curativos, sangramentos, drenos, secreções, ostomias. • Drenos e cateteres - Avaliar diurese e drenagem de secreções. • Soluções em uso - medicações vasoativas, punções. • Determinando alta da recuperação anestésica • Orientação têmporo-espacial; • Função pulmonar íntegra; • Leituras de oximetria e pulso indicando saturação adequada; • Débito urinário de pelo menos 30ml/hora; • Náuseas e vômitos ausentes ou sob controle; • Dor mínima. • Pontuação suficiente pela análise da Escala de Aldrete e Kroulik para alta da RPA - Gerais • Observar a hipotensão arterial nas transferências; • Posicionar o pacte com vistas a evitar complicações; • Observar nível de consciência; • Conectar tubos de drenagem e sondas bem como avaliar os volumes drenados (secreção, diurese);• Aliviar a dor: posiciona/o no leito, ambiente tranquilo, conforto no leito e analgesia adequada; • Observar gotejamento das infusões venosas; • Observar sinais de estado de choque; • Avaliar retorno do peristaltismo; • Manter o paciente cirúrgico confortável; PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO • A deambulação é precoce na maioria dos casos, ou seja, 24 horas após o ato cirúrgico; • Ajudar na higiene corporal se necessário ou supervisionar; • Curativo diário ou de acordo com as necessidades (drenagens abundantes requerem mais de um curativo ao dia). Os pontos serão retirados em torno do 7º P.O., alternadamente ou não; APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 67 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. Assistência de Enfermagem no Período Pós-Operatório O cuidado pós-anestésico é divido em duas fases: Fase I recuperação imediata e cuidado intensivo; Fase II observação menos frequente e menos cuidados de enfermagem. Intervenções de enfermagem na sala de recuperação pós- anestésica (RPA): - Recuperação dos efeitos da anestesia - Manter permeabilidade das VAS - Manter sinais vitais estáveis - Observar sinais de hemorragia - Avaliar respiração, circulação, nível de consciência, coloração e atividade muscular. - Monitorizar infusões. O objetivo principal no período pós-operatório imediato é manter a ventilação e, com isso, evitar a hipoxemia e a hipercapnia. Para alta da RPA o paciente deve estar com trocas gasosas adequadas, sinais vitais estáveis, orientado no tempo e no espaço, e náuseas e vômitos sob controle mínimo, dor mínima e débito urinário >30ml/h. A Escala de Aldrete & Kroulik é um instrumento muito utilizado para avaliar o paciente na RPA, são 5 itens com pontuação mínima de 0 (pior nível) e máxima de 2 (maior nível), totalizando 0-10 pontos. Para alta da RPA o paciente necessita alcançar ao menos 7-8 pontos (Brunner, 2016). O Índice de Steward é utilizado para avaliar a RPA em crianças 0-12 anos submetidas a anestesia geral. A escala da pediatria é a de steward. Ela deve ser aplicada a cada 15 minutos na primeira hora, a cada 30 minutos na segunda hora e a cada hora a partir da terceira hora. A Escala de Bromage é um instumento de avaliação motora dos MMII nos pacientes após boqueio espinhal. Para alta da RPA os pacientes submetidos à anestesia espinhal devem ter uma pontuação 0, 1 ou 2 na escala, ou seja, devem mover os pés e artelhos. HIGIENIZAÇÃO DO PACIENTE A equipe de enfermagem deve procurar manter seus clientes higienizados, limpos e livres de odores, incentivando-os para que participem o mais ativamente possível de sua higiene. Essa medida tem como finalidade: promover conforto, bem-estar, manter higiene, preservar a saúde, melhorar a autoestima do cliente e evitar infecções. O banho proporciona bem-estar, estimula a circulação, remove odores, abre os poros e também é uma oportunidade para realização do exame físico e observação do cliente. Tipos de banho: a)banho de chuveiro (aspersão) b)banho de imersão (banheira) c)banho no leito BANHO NO LEITO Higiene corporal completa do cliente, com a intenção de promover a limpeza da pele e bem-estar de uma pessoa acamada ou que necessita de repouso. Promove maior interação enfermagem-cliente, favorece a realização do exame físico e uma observação precoce de lesões por pressão e outras anormalidades. Descrição do procedimento 1.Verificar no prontuário (prescrição de enfermagem), quais os cuidados a serem prestados durante o banho. 2. Identificar o cliente e chama-lo pelo nome. 3. Explicar o procedimento ao cliente e familiares. 4. Solicitar ajuda de terceiros se o cliente tiver limitações. 5. Oferecer comadre ou papagaio, mais ou menos 30 minutos antes do banho no leito, promovendo privacidade do cliente. 6. Higienizar as mãos. 7. Reunir todo material necessário e levar até o leito. 8. Dispor os objetos na mesa de cabeceira. 9. Limpar a cadeira 10. Dispor a roupa no espaldar da cadeira conforme o uso. 11. Fechar as portas e janelas para evitar correntes de ar. 12. Colocar biombo para promover privacidade do cliente. 13. Retirar o cobertor e a colcha da cama desprezando-os no hamper. 14. Soltar a roupa da cama mantendo o cliente coberto com o lençol. 15. Colocar o cliente em posição Fowler. 16. Abaixar a grade lateral mais próxima de onde estiver. 17. Forrar o tórax do cliente com toalha de rosto. 18. Colocar EPIs: luvas de procedimentos, óculos de proteção e máscara. 19. Realizar higiene oral conforme técnica. 20. Verificar temperatura da água. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 68 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 21. Lavar os olhos com água. Não usar sabão, gentilmente limpar do canto interno para o externo. 22. Limpar o olho mais distante primeiro, repetindo o procedimento do olho mais perto. 23. Lavar o rosto, orelhas e pescoço. Enxaguar e secar a pele muito bem, usando a toalha que está no tórax, fazendo movimentos suaves. 24. Posicionar o cliente em decúbito dorsal horizontal. 25. Realizar higiene do couro cabeludo, se necessário, conforme técnica. 26. Remover vestimenta. Não expor o cliente. 27. Forrar o tórax com toalha de banho e colocar os braços por cima da toalha. 28. Ensaboar, enxaguar e enxugar os membros superiores (primeiro o mais distante de você) da parte distal para a proximal (punho, braço, ombro e axila). Fazer movimentos de rotação, nunca deixar exposto o cliente. 29. Colocar a bacia sobre a toalha. Colocar a mão do cliente dentro da bacia, lavá-la bem, desprezando a água em cima da mão, uma de cada vez. 30. Encorajar o cliente a exercitar a mão e os dedos. 31. Remover a bacia e secar bem entre os dedos e a mão do cliente. 32. Repetir o procedimento do outro lado. 33. Colocar a toalha de banho sobre o tórax do cliente. 34. Levantar a toalha ligeiramente e lavar o tórax, dobras da mama até o púbis, enxaguar e secar levemente especialmente embaixo das mamas. 35. Trocar a água se estiver muito fria. 36. Descobrir a perna e colocar uma toalha embaixo das pernas, o movimento e procedimentos são os mesmos que descrevemos para os braços. 37. A higiene dos pés deve ser feita da mesma forma com que foi descrita as das mãos. 38. Secar principalmente os espaços interdigitais. 39. Virar o cliente para o lado oposto do profissional, mantendo-o coberto. 40. Descobrir as costas e nádegas. Não expor o cliente. Colocar uma toalha no sentido do comprimento da cama, na região dorsal. 41. Lavar a região posterior, do pescoço até a porção inferior das nádegas. Realizar movimentos circulares e leve. Enxaguar e secar bem. 42. Forrar com a toalha à altura das nádegas e colocar a comadre, protegendo a sua superfície. 43. Retornar o cliente em posição dorsal. 44. Proceder à higiene íntima conforme técnica. 45. Lateralizar o cliente. Empurrar a roupa de cama suja (da lateral da cama para o centro), fazer uma barreira com o lençol limpo. 46. Realizar a limpeza concorrente conforme a técnica. 47. Retirar as luvas de procedimento. 48. Colocar o lençol limpo, fazer os cantos. Se necessário, colocar o forro. 49. Colocar a fralda S/N. 50. Passar o cliente para o lado preparado. 51. Ao proceder à mudança de decúbito do cliente, cobri-lo com lençol limpo. 52. O profissional que está em posição oposta deverá fazer a limpeza concorrente, conforme a técnica. 53. Retirar as luvas de procedimentos. 54. Esticar o lençol de baixo, fazer os cantos, esticar o forro e centralizara fralda. 55. Realizar massagem de conforto e hidratação. 56. Retornar o cliente em posição dorsal. 57. Colocar uma vestimenta limpa, pijama ou camisola. 58. Pentear e escovar os cabelos, cortar as unhas se necessário. 59. Deixar o ambiente em ordem e o cliente confortável. 60. Lavar a guardar o material utilizado. 61. Retirar equipamentos de EPIs e higienizar as mãos. 62. Realizar anotação de enfermagem: horário, procedimento, observações feitas, colocar assinatura e carimbo do responsável. 63. Checar o procedimento em prescrição de enfermagem. QUESTÕES 01. As complicações pós-operatórias são definidas como quaisquer alterações fisiológicas persistentes relacionadas direta ou indiretamente ao procedimento anestésico-cirúrgico realizado. Portanto, os cuidados de enfermagem podem se tornar de alta complexidade mesmo que o procedimento cirúrgico seja de pequeno porte. Sobre o assunto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) Na Recuperação Pós-anestésica, deve ser aplicada a Escala de Aldrete e Kroulik para adultos a cada 15 minutos na primeira hora, 30 minutos na segunda hora e a cada hora a partir de terceira hora, de acordo coma gravidade do paciente. ( ) A Escala de Aldrete e Kroulik não inclui a avaliação da respiração, apenas da saturação de oxigênio. ( ) A hipoxemia ocorre pela redução do suprimento de oxigênio no sangue arterial, capilar ou venoso, definido pela saturação de hemoglobina menor que 90%. O paciente pode APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 69 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. apresentar agitação, confusão, taquicardia, seguida de bradicardia, e cianose. ( ) Na presença de vômitos, administrar antieméticos, conforme prescrição médica, auxiliar o paciente a lateralizar a cabeça e elevar o decúbito entre 30º e 45º - se não houver contraindicação, para evitar aspiração do conteúdo gástrico. ( ) A Hipertermia Maligna é uma complicação potencialmente fatal, que consiste no aumento descontrolado do metabolismo da musculatura esquelética com elevação dos níveis de cálcio após um estímulo desencadeador. Inicialmente ocasiona taquicardia, rigidez muscular, instabilidade hemodinâmica, taquipneia, cianose e hipertermia. A) F – F – F – V – V. B) V – V - V – V – V. C) F – V – V – F – F. D) V – F – V – V – V. E) V – V – V – F – V. 02. A “Aliança Mundial para Segurança do Paciente/Doente”, da OMS, propôs dez metas para a promoção da segurança do paciente, apoiada e publicada pelo COREN. A quarta meta é a Cirurgia Segura. Em 2009 o Ministério da Saúde publicou, em português, o Manual de Implementação de Medidas para o projeto Segurança do Paciente:”Cirurgias Seguras Salvam Vidas”. Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA. A) A anestesiologia segura requer: presença de um profissional capacitado em anestesiologia, verificação de segurança de máquinas e dos medicamentos, oximetria de pulso, monitoração da frequência cardíaca, temperatura e pressão sanguínea. B) Dentre os objetivos essenciais para a cirurgia segura, inclui-se: a equipe impedirá aretenção inadvertida de instrumentais ou compressas nas feridas cirúrgicas. C) Dentre os objetivos essenciais para a cirurgia segura inclui-se: a equipe operará o paciente certo e o local certo. D) Não está contemplado o reconhecimento e efetiva preparação para o risco de grandes perdas sanguíneas, já que dificilmente isso ocorre nas cirurgias. E) Dentre os objetivos essenciais para a cirurgia segura, inclui-se: a equipe reconhecerá e estará efetivamente preparada para a perda de via aérea ou de funçãorespiratória que ameace a vida. 03. São medidas altamente recomendadas para prevenção de infecção no sítio cirúrgico, EXCETO A) sempre que possível, identificar e tratar todas asinfecções à distância antes de cirurgias eletivas; adiar o procedimento até que a infecção seja resolvida. B) não remover os pelos, exceto quando estiverem ao redor da incisão e interferirem no ato cirúrgico. C) se for necessário realizar tricomia, fazê-la imediatamente antes da cirurgia, com o uso de aparelho elétrico. D) aderir aos princípios de assepsia quando instalar dispositivos intravasculares ou cateteres de anestesia epidural e raquidiana, ou quando preparar e administrar drogas intravenosas. E) aplicar mupirocina tópica nas narinas de todos os pacientes para prevenção de estafilococcia. 04.A posição adequada do paciente é essencial para que os procedimentos cirúrgicos sejam bem sucedidos. Quanto aos cuidados com o posicionamento cirúrgico do paciente, é correto afirmar que A) a posição supina ou dorsal é indicada nas cirurgias da coluna vertebral. B) na posição de Fowler o risco de alterações respiratórias aumenta devido ao aumento da pressão abdominal contra o diafragma. C) na posição de litotomia ou ginecológica é recomendadoretornar os membros inferiores rapidamente a posição inicial, para aumentar a pressão intracraniana. D) a posição de Trendelenburg é uma variação dodecúbito dorsal, em que a parte superior do dorso éabaixada e os pés elevados. E) os membros superiores ficam ao longo do corpo ouabduzidos em ângulo de até 180º. 05.Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são: fornecer por meio da forma verbal ou escrita uma definição do termo cirúrgico e descrever os tipos de cirurgia. Ao solicitar a um paciente informações sobre a história de doenças e cirurgias em sua família, o enfermeiro obteve as seguintes respostas: • a mãe foi submetida à retirada da bexiga. • a irmã foi submetida à retirada das trompas uterinas. • o pai foi submetido à retirada do baço. • um irmão foi submetido à fixação do testículo na bolsa escrotal. Assinale a alternativa CORRETA. Ao fazer as anotações utilizando os termos técnicos adequados, o profissional registrou: A) histerectomia – ooforectomia – hepatectomia – postectomia. B) cistectomia – histerectomia – colecistectomia – orquipexia. C) cistectomia – salpingectomia – esplenectomia – orquipexia. D) cistostomia – trompectomia – bacectomia – postectomia. E) cistectomia – salpingoplastia – hepatectomia – testiculoplastia. 06.Michael, 45 anos, foi submetido à craniotomia para drenagem de hematoma subdural após acidente de esqui. Não apresenta lesões externas. Esse tratamento cirúrgico pode ser classificado quanto ao Momento Operatório, Finalidade e Potencial de Contaminação, respectivamente como A) Emergência – Diagnóstico – Limpo. B) Urgência – Curativo – Limpo. C) Emergência – Paliativo – Potencialmente Contaminado. D) Urgência – Radical – Potencialmente Contaminado. E) Emergência – Curativo – Limpo. 07.O centro cirúrgico é uma área complexa e de acesso restrito. Dessa forma, no planejamento, alguns aspectos importantes devem ser observados, pois implicam na qualidade e segurança da assistência prestada ao paciente. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA. A) Os vestiários devem estar localizados na entrada do centro cirúrgico, onde se realiza a troca de roupasprivativas, e permite-se o acesso livre de pessoas. B) A iluminação artificial da sala operatória só deve serutilizada em dias nublados ou à noite, para possibilitar a percepção do ciclo circadiano pela equipe cirúrgica. C) O foco cirúrgico precisa ter como características:ausência de sombras,redução de reflexos e eliminaçãodo excesso de calor. D) O centro cirúrgico sempre deve dispor de iluminaçãode emergência auxiliar para que intervenções cirúrgicas não fiquem comprometidas por falta de luz. E) O centro cirúrgico deve possuirum sistema de ar condicionado, com finalidade de remover gasesanestésicos, controlar a temperatura e a umidade,promover uma adequada troca de ar, remover partículas em suspensão e APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 70 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. impedir a entrada de partículas oriundas de áreas adjacentes 08.Antonio, 67 anos, sexo masculino, economista, viúvo. O diagnóstico médico atual é de hiperplasia benigna de próstata. Diz ser hipertenso em uso de medicação oral. Apresenta tosse seca. Nega alergia. Queixas principais: dificuldades para iniciar a micção, vontade frequente de urinar e dor, noctúria, hematúria e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Admitido no Hospital Municipal hoje, às 06 horas, para ser submetido à ressecção transuretral da próstata às 13:00 horas. Administrado pré-anestésico, conforme prescrição médica. Na admissão na Sala Operatória, apresentava PA 150x100 mmHg, pulso 88bpm, T 37°C, FR 26 mrm. Realizado prostatectomia transuretral sob raquianestesia. Placa de eletrocautério em panturrilha esquerda. Apresentou pico hipertensivo (PA 220x120 mmHg) no transoperatório, com normalização após medicação. FC 100 bpm T 36,4°C. Término da cirurgia 16:00 horas. Encaminhado para SRPA, sonolento, só acorda para responder a solicitações verbais, pálido, PA 140x90 mmHg, FC 100bpm, T 35,4°C, Sat O2 95% em ar ambiente, eupneico, ainda sem mobilidade de MMII. Presença de sonda vesical 3 vias, em sistema fechado, com irrigação com soro fisiológico 0,9%. Fazem parte dos cuidados de enfermagem no período pré-operatório imediato para esse paciente, EXCETO A) suspender medicação antihipertensiva. B) jejum de 06 a 08 horas. C) orientar e supervisionar a retirada de próteses e possíveis adornos. D) controle de sinais vitais. E) encaminhar ao banho de aspersão, antes da administração do pré-anestésico. 09.O Índice Aldrete e Kroulik é utilizado na avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes submetidos à ação dos fármacos e técnicas anestésicas. Com relação a avaliação do paciente na admissão na Sala de Recuperação Pós-Anestésica, assinale a alternativa correta. A) Na avaliação da circulação, recebeu 2 pontos – variação inferior a 20%, na avaliação do nível de consciência 1 ponto e 2 pontos na avaliação da saturação de oxigênio. B) Na avaliação do nível de consciência, recebeu 2 pontos, pois desperta ao ser chamado; e 1 ponto na avaliação respiratória – pois apresenta saturação demenos de 100%. C) Na avaliação da saturação de oxigênio, recebeu 1 ponto, pois a saturação de O2 é maior que 92%respirando em ar ambiente e 1 ponto na avaliação do nível de consciência - desperta ao ser chamado. D) Na avaliação da circulação, recebeu 1 ponto – variaçãoinferior a 20% ; 3 pontos na avaliação do nível de consciência e 2 pontos na avaliação da saturação de oxigênio. E) Na avaliação da saturação de oxigênio recebeu 1 ponto; 1 ponto na avaliação do nível de consciência –desperta ao ser chamado e na avaliação da circulação recebeu 0 ponto – variação inferior a 20%. 10.Com relação à anestesia, assinale a alternativa correta. A) A anestesia peridural é geralmente administrada aonível da coluna lombar, obtida pelo bloqueio dos nervos espinhais do espaço subaracnoide. O anestésico é depositado junto ao líquor, ocorrendo perfuração da duramater. B) Para esse paciente é contraindicada a anestesia geral devido a sua idade. C) O posicionamento do paciente para ser submetido à anestesia raquidiana e peridural é o mesmo. D) A cefaleia por hipotensão do líquor é muito maisfrequente após realização da anestesia peridural do que após raquianestesia, e está diretamente relacionada com o calibre da agulha. E) Operações em crianças normalmente não devem ser realizadas com anestesia geral, para evitar que elas se traumatizem ou fiquem inquietas durante a cirurgia. 11.Em relação à sonda vesical de 3 vias para irrigação em drenagem sistema fechado, assinale a alternativa correta. A) Como há uma via para irrigação, não há risco de infecção urinária quando se desconecta a bolsa coletora da sonda para desprezar a drenagem. B) Na sonda vesical de 3 vias: − 1ª via: drenagem daurina. – 2ª via: insuflação do balão com água destilada.– 3ª via: irrigação contínua. O material introduzido por essa via será eliminado juntamente com a urina. C) A sondagem vesical com sonda de 3 vias só pode ser realizada sob anestesia raquidiana ou peridural. D) A remoção da sonda vesical de 3 vias é procedimento privativo do médico. E) Todas as alternativas estão corretas. 12. (AOCP- 2014) O tempo cirúrgico abrange, de modo geral, a sequência dos quatro procedimentos realizados pelo cirurgião durante o ato operatório. O procedimento feito com objetivo de prevenir, deter ou impedir o sangramento recebe o nome de: A) sutura. B) hemostasia. C) diérese. D) exérese. E) síntese 13.São cirurgias realizadas em tecidos estéreis, onde não há presença de processo infeccioso, cicatrização por primeira intenção, não há penetração dos tratos respiratório, digestório e geniturinário, não há falha na técnica asséptica e não tem drenos. Exemplos: herniorrafia e mamoplastia. A) Cirurgia Primária; B) Cirurgias Potencialmente Contaminadas; C) Cirurgia Infectada; D) Cirurgia Limpa. 14.O protocolo para Cirurgia Segura deverá ser aplicado em todos os locais dos estabelecimentos de saúde em que sejam realizados procedimentos, quer terapêuticos, quer diagnósticos, que impliquem em incisão no corpo humano ou em introdução de equipamentos endoscópios, dentro ou fora de centro cirúrgico, por qualquer profissional de saúde. De acordo com a Lista de Verificação, antes da indução anestésica, devemos: EXCETO. A) Revisar verbalmente com o próprio paciente, sempre que possível, que sua identificação tenha sido confirmada; B) Confirmar o consentimento para cirurgia e a anestesia; C) Revisar verbalmente com o anestesiologista, o risco de perda sanguínea do paciente, dificuldades nas vias aéreas, histórico de reação alérgica e se a verificação completa de segurança anestésica foi concluída; D) A confirmação da administração de antimicrobianos profiláticos nos últimos 60 minutos da incisão cirúrgica. 15.Indique a posição cirúrgica mais indicada numa cirurgia plástica na face e no nariz: A) Posição de litotomia ou ginecológica; B) Posição de Trendelenburg reversa ou proclive; C) Posição de Kraske ou Jacknife; D)Posição prona. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 71 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 16.Para uma cirurgia de urgência o paciente necessita de uma abordagem rápida, dentro de 24 à 30h. Dentre as opções abaixo assinale a alternativa que informa uma cirurgia de urgência: A) Fratura do crânio; B) Obstrução vesical ou intestinal; C)Infecção aguda da vesícula; D)Feridas por arma de fogo ou branca. 17.Em relação a estrutura física do Centro Cirúrgico, marque a alternativa correta: A)Não são permitidos ralos no centro cirúrgico, com exceção apenas das áreas molhadas e das salas de operações, porém os ralos devem ter fechos hídricos e tampa com fechamento escamoteável; B) As áreas semirrestritas são aquelas em que a circulação de pessoas é livre, não exigindo cuidados especiais e nem uso de uniforme privativo; C) As áreas não restritas são aquelas que permitem a circulação de pessoal e equipamentos, de modo a não interferir no controle e na manutenção da assepsia cirúrgica, sendo necessário o uso de uniforme privativo e de calçados adequados; D)As áreas restritassão aquelas que possuem limites definidos para circulação de pessoal e equipamentos, onde se deve estabelecer rotinas próprias para controlar e manter a assepsia local. Nesse ambiente é necessário o uso de máscara, cobrindo a boca e o nariz, e do uniforme privativo. 18.De acordo com a classificação de cirurgias segundo o potencial de contaminação, marque a alternativa correta: A) Cirurgia limpa: realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana residente pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação. Exemplo: colecistectomia; B) Cirurgia potencialmente contaminada: realizada em tecido estéril ou passivo de contaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. Exemplo: Herniorrafia; C) Cirurgias contaminadas: realizadas em tecidos colonizados por abundante flora bacteriana, cuja descontaminação seja difícil; incisão na presença de inflamação aguda sem supuração local. Exemplo: apendicectomia; D)Cirurgias infectadas: realizadas em tecidos colonizados por abundante flora microbiana, com presença de pus; feridas traumáticas recentes, de abordagem rápida. Exemplo: cirurgia de reto e ânus. 19.Em relação ao tipo de limpeza específica realizada de acordo com o momento de funcionamento da sala cirúrgica, marque a alternativa correta: A) Limpeza preparatória: realizada após o término de uma cirurgia e antes do início da outra, visando à remoção de sujidades e matéria orgânica em mobiliários, equipamentos superfícies e chão; B) Limpeza terminal: é realizada diariamente, após o término do último procedimento cirúrgico, ou uma vez por semana, no caso de baixo movimento cirúrgico. Inclui os processos de limpeza e desinfecção; C) Limpeza operatória: realizada pelo profissional de enfermagem, com uso de EPI adequado, pouco tempo antes do início da montagem da sala para a primeira cirurgia do dia; D)Limpeza concorrente: realizada pelo profissional de enfermagem, com uso de EPI adequado, durante o procedimento cirúrgico, quando ocorre a contaminação do chão com matéria orgânica, ou queda de material. 20.Paciente em pós-operatório iniciou quadro de confusão mental, hipotensão, taquicardia, cianose labial e pele úmida e fria. A enfermeira logo identifica que esses são sintomas clássicos de A) edema pulmonar. B) embolia. C) trombose. D) infarto. E) choque. 21.Considerando a lista de verificação para Cirurgia Segura recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), leia as frases abaixo e marque (F) se a afirmativa for falsa ou (V) se for verdadeira. Em seguida, assinale a alternativa que contém a sequência correta. ( ) Ela define três fases distintas: 1)checar imediatamente antes (sign in - realizado antes da indução anestésica); 2)checar antes (time out - realizado antes da incisão na pele); e 3)checar depois (sign out - realizado antes de o paciente sair da sala de cirurgia). ( ) Tem a finalidade de realização exclusiva do check-list do material a ser utilizado no paciente durante o ato cirúrgico, garantindo que tenha registro na ANVISA. ( ) Trata-se de um manual de conduta cirúrgica para profissionais iniciantes, garantindo o conhecimento do fluxograma dos que atuam diretamente ou circulam nas salas cirúrgicas. A) V, V, V. B) V, F, F. C) F, V, V. D) F, F, F. 22.Um paciente, adulto, receberá uma bolsa de concentrado de hemácias. O tempo de infusão dessa bolsa deverá ser de: A) 30 minutos a 1 hora, não devendo exceder a 4 horas. B) 3 horas, não devendo exceder a 6 horas. C) 4 a 6 horas, não devendo exceder a 8 horas. D) 30 minutos, não devendo exceder a 2 horas. 23.Os cuidados de enfermagem na instalação e administração de hemocomponentes compreendem entre outras ações: A) conservar os componentes eritrocitários à temperatura ambiente, por no máximo 50 minutos antes da transfusão. B) permanecer ao lado do paciente durante os primeiros 5 minutos da transfusão. C) conferir os dados de identificação do paciente na pulseira, na prescrição médica e no rótulo do hemocomponente antes da instalação, e se possível, preferencialmente em dois profissionais, sendo um enfermeiro e outro profissional de saúde. D) desprezar a bolsa de sangue na caixa de materiais perfurocortantes. E) manter a infusão por no máximo 06 horas 24.O banho no leito é uma prática diária da equipe de enfermagem, devendo seguir alguns passos para a correta realização. É correto afirmar que o sentido da lavagem dos membros do paciente ocorre no sentido: A) proximal-distal. B) proximal-longitudinal. C) longitudinal-distal. D) distal-proximal. 25.Na humanização do cuidado ao paciente, a avaliação da dor ocupa um importante papel. Para tal, pode ser aplicada, entre outros instrumentos, a escala de A) Richmond. B) EVN (Escala Visual Númerica). C) Glasgow. D) Lawton. E) Fugulin. APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 72 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 26.Sobre a anestesia espinhal epidural ou peridural e a anestesia espinhal raquianestesia, pode-se afirmar corretamente que A) a anestesia espinhal peridural é obtida pela injeção de um anestésico local no canal medular, no espaço ao redor da dura-máter. B) a anestesia espinhal raquianestesia é obtida pela punção lombar e, no mesmo ato, injeta-se a solução no espaço ao redor da dura-máter. C) tanto na anestesia espinhal peridural como na anestesia espinhal raquianestesia, a dose de anestésico injetado é a mesma. D) as principais complicações da anestesia peridural são: hematoma epidural, reações tóxicas, dor lombar pós- punção, disfunção vesical, cefaleia intensa, dor abdominal e distúrbios gastrintestinais. 27.Na área hospitalar, é comum encontrarmos pacientes que necessitam ficar no leito, sendo alimentados e atendidos em sua necessidade de higiene e conforto. Com relação aos objetivos da higiene corporal, assinale com (V) as afirmativas verdadeiras e com (F) as afirmativas falsas. ( ) Proporciona diminuição da circulação sanguínea. ( ) Proporciona conforto e relaxamento. ( ) Possibilita a avaliação de enfermagem. ( ) Estabelece a relação pessoa-pessoa. ( ) Proporciona um meio biologicamente seguro, através da limpeza e de exercícios passivos e ativos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo. A) V – V – V – V – V B) F – V – V – V – F C) F – V – V – V – V D) V – V – F – F – V E) F – F – V – V – V 28. O banho de leito tem objetivo de proporcionar higiene e conforto ao paciente acamado e manter a integridade cutânea. Sobre o banho de leito, é correto afirmar, EXCETO: A) Sempre que possível, o banho de leito deve ser feito por duas pessoas. B) As mãos e os pés do paciente devem ser colocados na água. C) A água para o banho de leito deve estar à temperatura corporal (de morna para quente). D) Durante o banho de leito, evite conversar com o paciente, converse apenas com seu colega de trabalho. E) Ofereça o material para o paciente fazer sua higiene íntima. Caso não seja possível, proceda à higiene conforme técnica descrita. 29. A manutenção da higiene pessoal é importante para o conforto, a segurança e o bem-estar de uma pessoa. Assinale a opção correta acerca desse tema. A)Não se deve limpar a região da narina onde está fixada a sonda nasogástrica de um paciente. B)Um paciente com sensibilidade diminuída tem maior risco de apresentar comprometimento da pele. C)A limpeza das nádegas e do ânus de um paciente acamado deve ser feita em direção à genitália. D)A higiene oral de um paciente inconsciente deve ser feita com escova, pasta de dente, água e luvas. 30. O banho de leito muitas vezes esgota o paciente. Virar o paciente durante o banho completo e prestar cuidados às costas aumenta consumo de oxigênio. Durante o banho,caso o paciente sinta-se dispneico no momento em que o leito se encontra na posição plana, qual conduta que se deve ter relação a isso? A)O leito deve ser rapidamente colocado na posição Trendelenburg. B)A posição do leito deve ser alterada para a posição Trendelenburg reversa. C)O leito deve ser colocado na posição de fowler. D)A leito deve ser rapidamente colocado na posição de semi-fowler. E)O paciente deve ser colocado em decúbito lateral evitando o risco de broncoaspiração. GABARITO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 D D E D C E B A A C 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A D D B C D C B E 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 B A C D B A C D B C APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 73 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. TRANSFUSÃO SANGUÍNEA E HEMODERIVADOS “Todos os seus sonhos podem se realizar, se você tiver coragem de perseguí-los!” Conforme Constituição Federal de 1988 no artigo 199 (parágrafo 4 – a lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transporte, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização). PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DA POLÍTICA NACIONAL DE SANGUE I. Universalização do atendimento à população II. Utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue III. Proibição da comercialização de coleta, processamento, estocagem, distribuição e transfusão do sangue, componentes e hemoderivados IV.Permissão de remuneração dos custos dos insumos, reagentes, materiais descartáveis e da mão-de-obra especializada, inclusive honorários médicos V. Proteção da saúde do doador e do receptor. VI. Obrigatoriedade de responsabilidade, supervisão e assistência médica na triagem de doadores, para avaliação do estado de saúde do doador, na coleta de sangue e durante o ato transfusional, assim como nos atos pré e pós- transfusional imediatos VII.Direito a informação sobre a origem e procedência do sangue, dos componentes e hemoderivados. VIII.Fiscalização obrigatória, a fim de certificar que todos os materiais ou substâncias que entrem em contato com o sangue coletado com finalidade transfusional, bem como seus componentes e derivados, sejam estéreis, apirogênicos e descartáveis IX. Segurança na estocagem e transporte do sangue, componentes e hemoderivados. X. Obrigatoriedade de testagem individualizada de cada amostra ou unidade de sangue coletado. DOAÇÃO DE SANGUE: Voluntária, altruísta, não remunerada. Uma transfusão sanguínea é a transferência de sangue ou hemocomponentes de um indivíduo a outro, denominados doador e receptor, respectivamente. Entre as funções que o sangue desempenha se encontram a distribuição de nutrientes do aparelho digestivo aos tecidos, o intercâmbio e transporte de gases e produtos de detrito celular, o transporte de hormônios das glândulas até o tecido-alvo, a proteção diante de microorganismos e agentes lesivos e o desenvolvimento da atividade da cascata de coagulação em caso de hemorragia. Portanto, são três situações clínicas nas quais se indica a terapia com hemocomponentes: -Manter ou restaurar um volume adequado de sangue circulante com a finalidade de prevenir e tratar choque hipovolêmico -Manter ou restaurar a capacidade de transporte de oxigênio do sangue -Repor componentes específicos do sangue cuja deficiência deteriora clinicamente o paciente A transfusão de sangue e seus componentes deve ser utilizada criteriosamente na medicina, uma vez que toda transfusão traz em si um risco ao receptor, seja imediato ou tardio, devendo ser indicada de forma criteriosa. A indicação de transfusão de sangue poderá ser objeto de análise e aprovação pela equipe médica do serviço de hemoterapia. Os hemocomponentes e hemoderivados se originam da doação de sangue por um doador. No Brasil, este processo está regulamentado pela Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001, e por regulamentos técnicos editados pelo Ministério da Saúde. A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruísta, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização. O sigilo das informações prestadas pelo doador antes, durante e depois do processo de doação de sangue deve ser absolutamente preservado, respeitadas outras determinações previstas na legislação vigente. Com a finalidade de proteger os doadores, serão adotadas, tanto no momento da seleção de candidatos quanto no momento da doação, as seguintes medidas e critérios estabelecidos neste regulamento: I - a frequência anual máxima de doações e o intervalo mínimo entre as doações; II - as idades mínima e máxima para doação; III - a massa corpórea mínima; IV - a aferição do pulso; V - a aferição da pressão arterial; VI - os níveis de hematócrito/hemoglobina; VII - a história médica e os antecedentes patológicos do doador; VIII - a utilização de medicamentos; IX - as hipóteses de gestação, lactação, abortamento e menstruação; X - o jejum e a alimentação adequada; XI - o consumo de bebidas alcoólicas; XII - os episódios alérgicos; XIII - as ocupações habituais; e XIV - o volume a ser coletado. A frequência máxima admitida é de 4 (quatro) doações anuais para o homem e de 3 (três) doações anuais para a mulher, exceto em circunstâncias especiais, que devem ser avaliadas e aprovadas pelo responsável técnico do serviço de hemoterapia. O intervalo mínimo entre doações deve ser de 2 (dois) meses para os homens e de 3 (três) meses para as mulheres. Em caso de doador autólogo, a frequência e o intervalo entre as doações devem ser programados de acordo com o protocolo aprovado pelo responsável técnico do serviço de hemoterapia. O doador de sangue ou componentes deverá ter idade entre 16 (dezesseis) anos completos e 69 (sessenta e nove) anos, 11 (onze) meses e 29 (vinte e nove) dias. Os candidatos à doação de sangue com idade entre 16 (dezesseis) e 17 (dezessete) anos devem possuir APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 74 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. consentimento formal, por escrito, do seu responsável legal para cada doação que realizar. O limite para a primeira doação será de 60 (sessenta) anos, 11 (onze) meses e 29 (vinte e nove) dias. Para ser selecionado para doação, o candidato deve ter, no mínimo, peso de 50 kg (cinquenta quilogramas). Não serão selecionados os candidatos à doação que apresentarem perda de peso inexplicável superior a 10% (dez por cento) da massa corporal nos 3 (três) meses que antecederem à doação. Na aferição do pulso do candidato, a pulsação deverá apresentar características normais, ser regular e sua frequência não deve ser menor que 50 (cinquenta) nem maior que 100 (cem) batimentos por minuto. Na aferição da pressão arterial do candidato, a pressão sistólica não deve ser maior que 180 mmHg (cento e oitenta milímetros de mercúrio) e a pressão diastólica não deve ser maior que 100 mmHg (cem milímetros de mercúrio). No momento da seleção, será determinada a concentração de hemoglobina (Hb) ou de hematócrito (Ht) em amostra de sangue do candidato à doação obtida por punção digital ou por venopunção ou por método validado que possa vir a substituí-los. Os valores mínimos aceitáveis do nível de hemoglobina/hematócrito são: I - mulheres: Hb =12,5g/dL ou Ht =38%; e II - homens: Hb =13,0g/dL ou Ht =39%. O candidatoque apresente níveis de Hb igual ou maior que 18,0g/dL ou Ht igual ou maior que 54% será impedido de doar e encaminhado para investigação clínica. Cada medicamento será avaliado individualmente e em conjunto e, sempre que possa apresentar alguma correlação com a doação de sangue, registrado na ficha de triagem. A ingestão do ácido acetilsalicílico (aspirina) e/ou outros anti- inflamatórios não esteroides (AINE) que interfiram na função plaquetária, nos 3 (três) dias anteriores à doação, exclui a preparação de plaquetas para esta doação, mas não implica a inaptidão do candidato. A gestação é motivo de inaptidão temporária para doação de sangue até 12 (doze) semanas após o parto ou abortamento. Não serão aceitas como doadoras as mulheres em período de lactação, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 (doze) meses. Em caso de necessidade técnica, a doação da mãe para o recém-nascido poderá ser realizada, desde que haja consentimento por escrito do hemoterapeuta e do médico obstetra, com apresentação de relatório médico que a justifique. A doação autóloga de gestantes será aceita se contar com a aprovação formal do obstetra responsável e do médico do serviço de hemoterapia. A menstruação não é contraindicação para a doação. Será oferecida ao doador a possibilidade de hidratação oral antes da doação e os doadores que se apresentarem em jejum prolongado receberão um lanche antes da doação. Não será coletado sangue de candidatos que tenham feito refeição copiosa e rica em substâncias gordurosas há menos de 3 (três) horas da coleta. Após a doação, é obrigatória a oferta de hidratação oral adequada ao doador, objetivando a reposição de líquidos. É recomendável que o doador permaneça por 15 (quinze) minutos no serviço de hemoterapia após a doação. Qualquer evidência de alcoolismo crônico é motivo para caracterizar o candidato como doador inapto definitivo. A ingestão de bebidas alcoólicas contraindica a doação por 12 (doze) horas após o consumo. O doador alérgico somente será aceito se estiver assintomático no momento da doação. São doadores inaptos definitivos aqueles que referem enfermidades atópicas graves, como asma brônquica grave e antecedente de choque anafilático. Os tratamentos dessensibilizantes contraindicam a doação até 72 (setenta e duas) horas depois da última aplicação. Os candidatos à doação de sangue que exerçam ocupações, "hobbies" ou esportes que ofereçam riscos para si ou para outrem somente serão selecionados caso possam interromper tais atividades pelo período mínimo de 12 (doze) horas após a doação. Consideram-se ocupações, "hobbies" ou esportes de risco, dentre outros: I - pilotagem de avião ou helicóptero; II - condução de veículos de grande porte, como ônibus, caminhões e trens; III - operação de maquinário de alto risco, como na indústria e construção civil; IV - trabalho em andaimes; e V - prática de paraquedismo ou mergulho. O volume de sangue total a ser coletado deve ser, no máximo, de 8 (oito) mL/kg de peso para as mulheres e de 9 (nove) mL/kg de peso para os homens. O volume admitido por doação é de 450 mL ± 45 mL, aos quais podem ser acrescidos até 30 mL para a realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas. Com a finalidade de proteger os receptores, serão adotadas, tanto no momento da seleção de candidatos quanto no momento da doação, a avaliação das seguintes medidas e critérios, de acordo com os parâmetros estabelecidos por este regulamento: I - aspectos gerais do candidato, que deve ter aspecto saudável à ectoscopia e declarar bem-estar geral; II - temperatura corpórea do candidato, que não deve ser superior a 37oC (trinta e sete graus Celsius); III - condição de imunizações e vacinações do candidato, nos termos do Anexo IV; IV - local da punção venosa em relação à presença de lesões de pele e características que permitam a punção adequada; V - histórico de transfusões recebidas pelo doador, uma vez que os candidatos que tenham recebido transfusões de sangue, componentes sanguíneos ou hemoderivados nos últimos 12 (doze) meses devem ser excluídos da doação; VI - histórico de doenças infecciosas; VII - histórico de enfermidades virais; VIII - histórico de doenças parasitárias; APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 75 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. IX - histórico de enfermidades bacterianas; X - estilo de vida do candidato a doação; XI - situações de risco vivenciadas pelo candidato; e XII - histórico de cirurgias e procedimentos invasivos. Em relação ao histórico de doenças infecciosas, o candidato à doação não deve apresentar enfermidade infecciosa aguda nem deve ter antecedentes de infecções transmissíveis pelo sangue. No caso de infecções e uso de antibióticos, o candidato estará apto à doação 2 (duas) semanas após o fim do tratamento e desaparecimento dos sintomas. Candidatos à doação que tenham se deslocado ou que sejam procedentes de regiões, nacionais ou internacionais, endêmicas ou com epidemias confirmadas de doenças infecciosas que não sejam prevalentes na região da doação (não endêmicas) serão considerados aptos somente após 30 dias da saída dessas regiões, excetuando-se os casos de Malária. Quanto ao histórico de enfermidades virais, é considerado definitivamente inapto para a doação de sangue o indivíduo que: I - tenha antecedente de hepatite viral após os 11 (onze) anos de idade, exceto para caso de comprovação de infecção aguda de hepatite A (IgM reagente) à época do diagnóstico clínico, hipótese em que o doador poderá ser considerado apto após avaliação do resultado pelo médico do serviço de hemoterapia; ou II - tenha antecedente clínico, laboratorial ou história atual de infecção pelos agentes HBV, HCV, HIV ou HTLV. O candidato com sintoma de gripe ou resfriado associado à temperatura corporal maior ou igual 38oC (trinta e oito graus Celsius) é inapto por 2 (duas) semanas após o desaparecimento dos sintomas. Aquele que relatar resfriado comum, mas não se enquadrar nas condições descritas no § 1º, poderá ser aceito desde que assintomático no momento da doação. Todos os doadores serão questionados sobre situações ou comportamentos que levem a risco acrescido para infecções sexualmente transmissíveis, devendo ser excluídos da seleção quem os apresentar. A entrevista do doador deve incluir, ainda, perguntas vinculadas aos sintomas e sinais sugestivos de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) como: a) perda de peso inexplicada; b) suores noturnos; c) manchas azuladas ou purpúricas mucocutâneas (sarcoma de Kaposi); d) aumento de linfonodos com duração superior a 30 (trinta) dias; e) manchas brancas ou lesões ulceradas não usuais na boca; f) febre inexplicada por mais de 10 (dez) dias; g) tosse persistente ou dispneia; e h) diarreia persistente. Serão observadas as hipóteses de inaptidão para doação em virtude do histórico das seguintes doenças parasitárias: I - malária; II - doença de Chagas; e III - Encefalopatia Espongiforme Humana ou Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) e suas variantes. Para malária, a inaptidão de candidato à doação de sangue deve ocorrer usando-se, como critério de referência, a Incidência Parasitária Anual (IPA) do Município. Em áreas endêmicas com antecedentes epidemiológicos de malária, considerar-se-á inapto o candidato: I - que tenha tido malária nos 12 (doze) meses que antecedem a doação; II - com febre ou suspeita de malária nos últimos 30 (trinta) dias; e III - que tenha se deslocado ou procedente de área de alto risco (IPA maior que 49,9) há menos de 30 (trinta) dias. Em áreas não endêmicas de malária, considerar-se-á inapto o candidato que tenha se deslocado ou que seja procedente de Municípios localizadosem áreas endêmicas há menos de 30 (trinta) dias. Em áreas não endêmicas de malária, considerar-se-á apto o candidato: I - procedente de Municípios localizados em áreas endê- micas, após 30 (trinta) dias e até 12 (doze) meses do deslocamento, sendo que, nesse período, é necessária a realização de testes de detecção do plasmódio ou de antígenos plasmodiais. II - procedente de Municípios localizados em áreas endêmicas, após 12 (doze) meses do deslocamento, sem necessidade de realização de testes de detecção; e III - que tenha manifestado malária após 12 (doze) meses do tratamento e comprovação de cura. Independentemente da endemicidade da área, será considerado inapto definitivo o candidato que teve infecção por "Plasmodium malariae" (Febre Quartã). Em casos de surtos de malária, a decisão quanto aos critérios de inaptidão deve ser tomada após avaliação conjunta com a autoridade epidemiológica competente. Para Doença de Chagas, o candidato com antecedente epidemiológico de contato domiciliar com Triatomíneo em área endêmica ou com diagnóstico clínico ou laboratorial de Doença de Chagas deve ser excluído de forma permanente, sendo considerado doador inapto definitivo. Os casos de contato em área não endêmica deverão ser submetidos a teste sorológico pré-doação, utilizando-se métodos de alta sensibilidade. Para casos de Encefalopatia Espongiforme Humana e suas variantes, causadores da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), será definitivamente excluído como doador o candidato que se enquadre em uma das seguintes situações: I - tenha tido diagnóstico de Encefalopatia Espongiforme Humana ou qualquer outra forma da doença; II - tenha história familiar de Encefalopatia Espongiforme Humana; III - tenha permanecido no Reino Unido e/ou na República da Irlanda por mais de 3 (três) meses, de forma cumulativa, após o ano de 1980 até 31 de dezembro de 1996; IV - tenha permanecido 5 (cinco) anos ou mais, consecutivos ou intermitentes, na Europa após 1980 até os dias atuais; V - tenha recebido hormônio de crescimento ou outros medicamentos de origem hipofisária não recombinante; VI - tenha feito uso de insulina bovina; VII - tenha recebido transplante de córnea ou implante de material biológico à base de dura-máter; e VIII - tenha recebido transfusão de sangue ou componentes no Reino Unido após 1980. Quanto ao histórico de enfermidades bacterianas, os doadores portadores de enfermidades agudas serão excluídos temporariamente, até a cura definitiva. Quanto ao estilo de vida do candidato a doação, a história atual ou pregressa de uso de drogas injetáveis ilícitas é contraindicação definitiva para a doação de sangue. Serão inspecionados ambos os braços dos candidatos para detectar evidências de uso repetido de drogas parenterais APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 76 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. ilícitas, sendo que a presença desses sinais determina a inaptidão definitiva do doador. O uso de anabolizantes injetáveis sem prescrição mé- dica, crack ou cocaína por via nasal (inalação) é causa de exclusão da doação por um período de 12 (doze) meses, contados a partir da data da última utilização. O uso de maconha impede a doação por 12 (doze) horas. A evidência de uso de qualquer outro tipo de droga deve ser avaliada. No caso do uso de drogas ilícitas, deve ser realizada também a avaliação criteriosa do comportamento individual do candidato e do grau de dependência, dando foco à exposição a situações de risco acrescido de transmissão de infecções por transfusão, e especial atenção à utilização compartilhada de seringas e agulhas no uso de substâncias injetáveis. Em situações de risco acrescido vivenciadas pelos candidatos, considerar-se-á inapto definitivo o candidato que apresente qualquer uma das situações abaixo: I - ter evidência clínica ou laboratorial de infecções transmissíveis por transfusão de sangue; II - ter sido o único doador de sangue de um paciente que tenha apresentado soroconversão para hepatite B ou C, HIV ou HTLV na ausência de qualquer outra causa provável para a infecção; III - possuir "piercing" na cavidade oral e/ou na região genital, devido ao risco permanente de infecção, podendo candidatar-se a nova doação 12 (doze) meses após a retirada; e IV - ter antecedente de compartilhamento de seringas ou agulhas; Considerar-se-á inapto temporário, por 12 (doze) meses após a cura, o candidato a doador que teve alguma Doença Sexualmente Transmissível (DST). Nos casos em que se evidenciem infecções repetidas por DST e consequente maior risco de reinfecção, o candidato deve ser considerado inapto definitivamente. Considerar-se-á inapto temporário por 12 (doze) meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo: I - que tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas ou seus respectivos parceiros sexuais; II - que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros sexuais; III - que tenha sido vítima de violência sexual ou seus respectivos parceiros sexuais; IV - homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes; V - que tenha tido relação sexual com pessoa portadora de infecção pelo HIV, hepatite B, hepatite C ou outra infecção de transmissão sexual e sanguínea; VI - que tenha vivido situação de encarceramento ou de confinamento obrigatório não domiciliar superior a 72 (setenta e duas) horas, durante os últimos 12 (doze) meses, ou os parceiros sexuais dessas pessoas; VII - que tenha feito "piercing", tatuagem ou maquiagem definitiva, sem condições de avaliação quanto à segurança do procedimento realizado; VIII - que seja parceiro sexual de pacientes em programa de terapia renal substitutiva e de pacientes com história de transfusão de componentes sanguíneos ou derivados; e IX - que teve acidente com material biológico e em consequência apresentou contato de mucosa e/ou pele não íntegra com o referido material biológico. Quanto ao histórico de cirurgias e procedimentos invasivos, deve ser observado o disposto no Anexo II. O candidato submetido a cirurgia deve ser considerado inapto por tempo variável de acordo com o porte do procedimento e a evolução clínica. O candidato submetido a procedimento odontológico deve ser considerado inapto por tempo variável de acordo com o procedimento e a evolução clínica. Qualquer procedimento endoscópico leva a uma inaptidão à doação de sangue por 6 (seis) meses. Os registros dos doadores serão mantidos com a finalidade de garantir a segurança do processo da doação de sangue e a sua rastreabilidade. Para doação de sangue, é obrigatório apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial, sendo aceita fotocópia autenticada do documento, desde que as fotos e inscrições estejam legíveis e as imagens permitam a identificação do portador. Todo candidato a doação deve ter um registro no serviço de hemoterapia, que será, preferencialmente, em arquivo eletrônico; Serão adotadas ações que garantam a confiabilidade, o sigilo e a segurança das informações constantes do registro dos doadores. Constarão do registro dos doadores as seguintes informações: I - nome completo do candidato; II - sexo; III - data de nascimento; IV - número e órgão expedidor do documento de identificação; V - nacionalidade e naturalidade; VI - filiação; VII - ocupação habitual; VIII - endereço e telefone para contato; IX - número do registro do candidato no serviço de hemoterapia ou no programa de doação de sangue; e X - registro da data de comparecimento. O serviço de hemoterapia, a seu critério, poderá oferecer ao doador a oportunidade de se auto excluir por motivos de risco acrescidos não informados ou deliberadamenteomitidos durante a triagem, de forma confidencial. Antes de assinar o termo de consentimento, o doador será informado sobre os cuidados a serem observados durante e após a coleta e orientado sobre as possíveis reações adversas. O doador deverá ser informado sobre os motivos de inaptidão temporária ou definitiva para doação de sangue, identificados na triagem clínica. O motivo da inaptidão identificada na triagem clínica será registrado na ficha de triagem. O serviço de hemoterapia disporá de um sistema de comunicação ao doador. A inaptidão identificada na triagem laboratorial será comunicada ao doador com objetivo de esclarecimento e encaminhamento do caso. Antes da comunicação ao doador, o serviço de hemoterapia realizará repetição em duplicata dos testes com resultados inicialmente reagentes. HEMOCOMPONENTES E HEMODERIVADOS Hemocomponentes e hemoderivados são produtos distintos. Os produtos gerados um a um nos serviços de hemoterapia, a partir do sangue total, por meio de processos físicos (centrifugação, congelamento) são denominados APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 77 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. hemocomponentes. Já os produtos obtidos em escala industrial, a partir do fracionamento do plasma por processos físico-químicos são denominados hemoderivados. A figura 1 apresenta os produtos originados a partir do sangue total. Existem duas formas para obtenção dos hemocomponentes. A mais comum é a coleta do sangue total. A outra forma, mais específica e de maior complexidade, é a coleta por meio de aférese. Aférese é um procedimento caracterizado pela retirada do sangue do doador, seguida da separação de seus componentes por um equipamento próprio, retenção da porção do sangue que se deseja retirar na máquina e devolução dos outros componentes ao doador. Em função das diferentes densidades e tamanhos das células sanguíneas, o processo de centrifugação possibilita a separação do sangue total em camadas (figura 2), sendo que as hemácias ficam depositadas no fundo da bolsa. Acima delas forma-se o buffy coat (camada leucoplaquetária), ou seja, uma camada de leucócitos e plaquetas. Acima do buffy coat fica a camada de plasma que contém plaquetas dispersas. Soluções anticoagulantes-preservadoras e soluções aditivas são utilizadas para a conservação dos produtos sanguíneos, pois impedem a coagulação e mantêm a viabilidade das células do sangue durante o armazenamento. A depender da composição das soluções anticoagulantes- preservadoras, a data de validade para a preservação do sangue total e concentrados de hemácias pode variar. O sangue total coletado em solução CPDA-1 (ácido cítrico, citrato de sódio, fosfato de sódio, dextrose e adenina) tem validade de 35 dias a partir da coleta e de 21 dias quando coletado em ACD (ácido cítrico, citrato de sódio, dextrose), CPD (ácido cítrico, citrato de sódio, fosfato de sódio, dextrose) e CP2D (citrato, fosfato e dextrose-dextrose). As soluções aditivas são utilizadas para aumentar a sobrevida e a possibilidade de armazenamento das hemácias por até 42 dias em 4 ± 2° C. Um exemplo de solução aditiva é o SAG-M composto por soro fisiológico, adenina, glicose e manitol. Uma bolsa de sangue total é coletada de um único doador e podemos fracionar em hemocomponentes (concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco, plasma simples, concentrado de granulócitos e crioprecipitado) e hemoderivados (albumina humana, imunoglobulinas, fator VIII, fator IX) derivados do plasma. Em cada doação, são coletados 450ml (+-50) de sangue total. ATENÇÃO AOS CONCEITOS Hemocomponentes: São obtidos a partir do Sangue Total por meio de processos físicos (centrifugação e congelamento) na própria Unidade Hemoterápica. Hemoderivados: São obtidos a partir do Plasma por processos físico-químicos e produzidos em escala industrial. Transfusão: É a infusão de sangue, hemocomponentes e/ou hemoderivados, na circulação sanguínea. É um evento irreversível que produz riscos e benefícios ao receptor. SANGUE TOTAL Consiste em eritrócitos, plasma, proteínas plasmáticas e, aproximadamente, 60 ml de solução anticoagulante/conservante em um volume total de cerca de 500ml. INDICAÇÕES: incluem perda de sangue aguda maciça, superior a 1.000ml, exigindo as propriedades de transporte de oxigênio dos eritrócitos e a expansão de volume proporcionada pelo plasma. Em geral, a perda aguda de até mesmo um terço do volume sanguíneo total do paciente (1.000 a 1.200ml) pode ser reposta com segurança e rapidez por meio de soluções salinas e coloidais. TIPOS DE HEMOCOMPONENTES Concentrado de hemácias O concentrado de hemácias (CH) é obtido por meio da centrifugação de uma bolsa de sangue total (ST) e da remoção da maior parte do plasma. O CH também pode ser obtido por aférese, coletado de doador único. Nesse caso, frequentemente o procedimento permite a obtenção de duas unidades em um único procedimento (coleta de hemácias duplas). Seu volume varia entre 220mL e 280mL. Assim como o ST, o concentrado de hemácias deve ser mantido entre 2°C e 6°C e sua validade varia entre 35 e 42 dias, dependendo da solução conservadora. Os concentrados de hemácias sem solução aditiva devem ter hematócrito entre 65% e 80%. No caso de bolsas com solução aditiva, o hematócrito pode variar de 50% a 70%. Os CH podem ser desleucocitados com a utilização de filtros para leucócitos ou desplamatizados pela técnica de lavagem APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 78 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. com solução salina fisiológica preferencialmente em sistema fechado. Indicações A transfusão de concentrado de hemácias (CH) deve ser realizada para tratar, ou prevenir iminente e inadequada liberação de oxigênio (O2) aos tecidos, ou seja, em casos de anemia, porém nem todo estado de anemia exige a transfusão de concentrado hemácias. Em situações de anemia, o organismo lança mão de mecanismos compensatórios, tais como a elevação do débito cardíaco e a diminuição da afinidade da hemoglobina (Hb) pelo O2, o que muitas vezes consegue reduzir o nível de hipóxia tecidual. A fisiologia do sangramento e a resposta à hemorragia são situações bem conhecidas. O volume sanguíneo normal corresponde a aproximadamente 8% do peso corpóreo (4,8 L em indivíduo adulto com 60 kg). As perdas sanguíneas podem ser classificadas em: • Hemorragia classe I - perda de até 15% do volume sanguíneo • Hemorragia classe II - perda sanguínea de 15% a 30% • Hemorragia classe III - perda de 30% a 40% • Hemorragia classe IV - perda maior que 40% Pacientes com hemorragia classe III e IV podem evoluir para óbito por falência múltipla de órgãos se não forem submetidos a esquemas de ressuscitação na primeira hora. A transfusão de CH está recomendada após perda volêmica superior a 25% a 30% da volemia total. O hematócrito (Ht) não é bom parâmetro para nortear a decisão de transfundir, uma vez que só começa a diminuir uma a duas horas após o início da hemorragia. Em hemorragias agudas o paciente deve ser imediatamente transfundido quando apresentar sinais e sintomas clínicos, como os a seguir: • Frequência cardíaca acima de 100 bpm a 120 bpm. • Hipotensão arterial. • Queda no débito urinário. • Frequência respiratória aumentada. • Enchimento capilar retardado (> 2 segundos). • Alteração no nível de consciência. Deve ser transfundida a quantidade de hemácias suficiente para a correção dos sinais/sintomas de hipóxia,ou para que a Hb atinja níveis aceitáveis. Em indivíduo adulto de estatura média, a transfusão de uma unidade de CH normalmente eleva o Ht em 3% e a Hb em 1 g/dL. Em pacientes pediátricos, o volume a ser transfundido para obtenção dos mesmos resultados deve ser de 10 a 15mL/kg. O tempo de infusão de cada unidade de CH deve ser de 60min a 120 minutos (min) em pacientes adultos. Em pacientes pediátricos, não exceder a velocidade de infusão de 20-30mL/kg/hora. A avaliação da resposta terapêutica à transfusão de CH deve ser feita através de nova dosagem de Hb ou Ht 1-2 horas (h) após a transfusão, considerando também a resposta clínica. Em pacientes ambulatoriais, a avaliação la- boratorial pode ser feita 30min após o término da transfusão e possui resultados comparáveis. Critérios para transfusão de CH em adultos • Hb ≤ 5,0 g/dL deve-se transfundir independentemente de fatores de risco cardiovascular e/ou de sinais de hipóxia; • Hb > 6 e ≤ 8 deve-se transfundir apenas com a presença de fatores de risco cardiovascular e/ou de sinais de hipóxia; • Hb > 8 e ≤ 10 deve-se transfundir somente com a presença de sinais de hipóxia e ainda assim há baixo nível de evidência clínica; • Hb > 10 habitualmente não se deve transfundir. Contra-indicações para transfusão de CH A transfusão de concentrado de hemácias não deve ser considerada nas seguintes situações: • Para promover aumento da sensação de bem-estar. • Para promover a cicatrização de feridas. • Profilaticamente. • Para expansão do volume vascular, quando a capacidade de transporte de O2 estiver adequada. Transfusão de CH em hemorragias agudas e pacientes críticos Nas hemorragias agudas, a reposição inicial deve ser com cristalóide e/ou substitutos sintéticos do plasma. O uso de concentrado de hemácias fica reservado para perdas sanguíneas estimadas superiores a 30% da volemia (aproximadamente 1.500mL). Acredita- -se que ocorra oxigenação adequada na maioria dos indivíduos com concentração de hemoglobina baixa, até 6g/dL. A concentração de hemoglobina deve ser considerada associada a outros fatores como, por exemplo, a velocidade da perda, comorbidades, parâmetros hemodinâmicos e de perfusão sanguínea. Recomendações A transfusão em geral não está indicada quando Hemoglobina (Hb) >10g/dL, e está habitualmente quando Hb ≤5g/dL. ATENÇÃO! - Portadores de doenças pulmonares obstrutivas crônicas: manter Hb acima de 10g/dL; - Pacientes com cardiopatias isquêmicas, se beneficiam com níveis de Hb acima de 9g/dL; - Pacientes acima de 65 anos de idade, sintomáticos, é aceitável transfundir com níveis de Hb. De maneira ideal, a decisão da realização da transfusão de CH deve ser baseada na constatação de fatores clínicos e laboratoriais, tais como: idade do paciente, velocidade de instalação da anemia, história natural da anemia, volume intravascular, uso de medicações e a presença de cofatores fisiológicos que afetam a função cardiopulmonar. O hematócrito ou a hemoglobina isoladamente não são bons parâmetros para nortear a decisão de transfundir, uma vez que só começa a diminuir uma a duas horas após o início da hemorragia. Concentrado de plaquetas O concentrado de plaquetas (CP) pode ser obtido a partir de unidade individual de sangue total ou por aférese, coletadas de doador único. Cada unidade de CP unitários contém APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 79 MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. aproximadamente 5,5 x 1010 plaquetas em 50-60mL de plasma, já as unidades por aférese contém pelo menos 3,0 x 1011 plaquetas em 200-300mL de plasma (correspondente de 6 a 8 unidades de CP unitários). Dois métodos diferentes são utilizados para a obtenção de plaquetas pela centrifugação de sangue total. O primeiro consiste na centrifugação do sangue em duas etapas. Na primeira etapa, é feita uma centrifugação leve, em que se obtém o plasma rico em plaquetas (PRP); este plasma é novamente centrifugado, desta vez em alta rotação, para a obtenção do CP. O segundo método baseia-se na extração do buffy coat, ou camada leucoplaquetária, geralmente com a utilização de extratores automati- zados de plasma e com o uso de bolsas top and bottom. O sangue total é submetido à centrifugação, visando à separação da camada leucoplaquetária. O plasma sobrenadante é transferido para uma bolsa-satélite, pela saída superior (top) da bolsa e o concentrado de hemácias é extraído pela saída inferior (bottom) da bolsa. A camada leucoplaquetária permanece na bolsa original. O buffy coat de cada bolsa pode ser agrupado com outros por meio de metodologia estéril, seguido de sedimentação ou centrifugação para a separação e transferência das plaquetas para uma bolsa-satélite, onde ficam armazenadas em pool. Este método possibilita a redução no teor de leucócitos contaminantes em aproximadamente 90% (1 log). Indicações Basicamente, as indicações de transfusão de CP estão associadas às plaquetopenias desencadeadas por falência medular, raramente indicamos a reposição em plaquetopenias por destruição periférica ou alterações congênitas de função plaquetária. Plasma O plasma fresco congelado (PFC) consiste na porção acelular do san- gue obtida por centrifugação a partir de uma unidade de sangue total e transferência em circuito fechado para uma bolsa satélite. Pode ser obtido também a partir do processamento em equipamentos automáticos de aférese. É constituído basicamente de água, proteínas (albumi- na, globulinas, fatores de coagulação e outras), carboidratos e lipídios. É completamente congelado até 8 horas após a coleta e mantido, no mínimo, a 18°C negativos, sendo, porém, recomendada a temperatura igual ou inferior a 25°C negativos. Sua validade se armazenado entre 25°C negativos e 18°C negativos é de 12 meses. Se mantido congelado a temperaturas inferiores a 25°C negativos sua validade é de 24 meses. O congelamento permite a preservação dos fatores da coagulação, fi- brinólise e complemento, além de albumina, imunoglobulinas, outras proteínas e sais minerais, e mantém constantes suas propriedades. O componente assim obtido contém ≥ 70UI de Fator VIII/100mL e, pelo menos, quantidades semelhantes dos outros fatores lábeis e inibidores naturais da coagulação. O plasma isento de crioprecipitado (PIC) é aquele do qual foi retirado, em sistema fechado, o crioprecipitado. Deve ser armazenado à tem- peratura de, no mínimo, 18°C negativos, sendo, porém, recomendada temperatura igual ou inferior a 25°C negativos. Sua validade é a mesma do PFC e seu volume aproximado de 150mL a 200mL. É depletado de FVIII, fibrinogênio e multímeros de alto peso molecular de Fator de von Willebrand, embora contenha a metaloproteinase responsável por sua metabolização. O plasma fresco congelado de 24 horas (PFC24) é o hemocomponente separado do sangue total por centrifugação entre 8 e 24 horas após a coleta e congelado completamente, no máximo em uma hora, atingindo temperaturas iguais ou inferiores a 30°C negativos. Deve ser arma- zenado à temperatura de, no mínimo, 18°C negativos, sendo, porém, recomendada temperatura igual ou inferior a 25°C negativos. Sua validade é a mesma do PFC e seu volume aproximado de 200 a 250mL. Apresenta uma redução variável de alguns fatores da coagulação em relação ao PFC, principalmente fatores V e VIII, porém esta redução não tem significado clínico, portanto possui as mesmas indicações que o PFC. A unidade de plasma deve apresentar volume superior a 180 mL, quando utilizado para fins transfusionais, além de não conter anticorpos eritrocitários irregulares de importância clínica. Indicações