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Apostila preparatória para concursos de enfermagem por Érica Oliveira. Contém legislação e bioética; aborda prevenção e controle de infecções, CME, perioperatório, transfusão, segurança/medicação, urgências (SBV/SAV), queimaduras, toxicologia, animais peçonhentos, paciente crítico, feridas, PNH e SINAN.

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APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 
DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 
 
1 
MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS 
Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 
 
 Olá, Concurseiro(a) de Plantão!! 
 
Sou Érica Oliveira, Professora, Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela 
Universidade Federal do Ceará, Doutoranda em Enfermagem pela Universidade 
Federal do Ceará e Especialista em Concursos na área da Saúde. 
Gostaria de desejar bons estudos com a leitura da apostila do CURSO 
PREPARATÓRIO PARA O CONCURSO DO IJF e afirmar com toda certeza que 
você terá acesso a um material diferenciado, de qualidade e direcionado para o 
objetivo da sua APROVAÇÃO! 
Todos sabemos que o caminho para o sucesso é árduo, porém, todo o esforço e 
dedicação valem muito a pena. 
Conte comigo para auxiliá-lo na trilha do caminho de seu SUCESSO!!! 
Minha missão é DIRECIONAR você para conquistar a sua APROVAÇÃO!! 
E lembre-se: Agora, o seu sonho não é mais seu, ele é NOSSO!! 
Estamos juntos nessa caminhada rumo à aprovação! 
VAMOS COM FOCO TOTAL!! 
 DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVAÇÃO!! 
 
 
SUMÁRIO 
📚 📌 LEGISLAÇÃO DE ENFERMAGEM 02 
📚 📌 PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA EM 
SAÚDE 
24 
📚 📌 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – CME 47 
📚 📌 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO PRÉ, TRANS E PÓS-OPERATÓRIO 58 
📚 📌 TRANSFUSÃO SANGUÍNEA E HEMODERIVADOS 73 
📚 📌 SEGURANÇA DO PACIENTE 
ADMNISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
89 
📚 📌 REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA E SUPORTE AVANÇADO DE VIDA 
104 
📚 📌 CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES VÍTIMAS DE QUEIMADURAS 120 
📚 📌 CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TOXICOLOGIA 125 
📚 📌 ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS 128 
📚 📌 PACIENTE CRÍTICO 141 
📚 📌 CUIDADO DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE FERIDAS 155 
📚 📌 POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DO SUS 166 
📚 📌 SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS E NOTIFICAÇÃO (SINAN) 172 
 
ATENÇÃO! Este material é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e 
consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, 
violam a lei e prejudica o professor que elabora o material pensando na sua APROVAÇÃO! Valorize o trabalho de 
nossa equipe adquirindo os cursos honestamente através do site Aperfeiçoar Saúde ou com a professora Érica 
Oliveira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 
DIRECIONAMENTO FAZ DIFERENÇA PARA A SUA APROVACÃO! 
 
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MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS 
Este curso é protegido por direitos autorais, nos termos da Lei n.º 9.610/1998. 
LEGISLAÇÃO DE ENFERMAGEM 
“O segredo é um só: acreditar que tudo vai dar certo! Porque vai!!” 
 
A enfermagem possui uma legislação própria para 
regulamentar as ações da profissão. 
Um dos grandes entraves para a profissão é o 
enfermeiro/técnico/auxiliar/parteira desconhecer sua 
legislação, fazendo com que esses profissionais possam 
incorrer em imperícia, negligência ou imprudência, ou até 
executar atividades que possam estar além de suas 
competências, exercendo ilegalmente outra profissão. 
O conhecimento e a compreensão das resoluções, 
leis e código que regem a enfermagem é fundamental para o 
profissional de enfermagem. 
 
BIOÉTICA 
A Bioética pode ser compreendida como “o estudo 
sistemático de caráter multidisciplinar, da conduta humana 
na área das ciências da vida e da saúde, na medida em que 
esta conduta é examinada à luz dos valores e princípios 
morais”. O comportamento ético em atividades de saúde não 
se limita ao indivíduo, devendo ter também, um enfoque de 
responsabilidade social e ampliação dos direitos da 
cidadania, uma vez que sem cidadania não há saúde. 
 
 
A Bioética se sustenta em quatro princípios. Estes 
princípios devem nortear as discussões, decisões, 
procedimentos e ações na esfera dos cuidados da saúde. 
São eles: beneficência, não-maleficência, autonomia e 
justiça ou equidade 
PRINCÍPIOS DA ÉTICA 
 
NÃO MALEFICÊNCIA 
Propõe a obrigação de não inflingir dano intencional. O 
Juramento Hipocrático insere obrigações de Não-
Maleficência e Beneficência: "Usarei meu poder para ajudar 
os doentes com o melhor de minha habilidade e julgamento; 
abster-me-ei de causar danos ou de enganar a qualquer 
homem com ele.“ 
• Dano: não restrito aos aspectos físicos, como a dor, 
incapacidades e morte. Inclui os âmbitos psíquico, social e 
moral: 
• Não matar 
• Não causar sofrimento 
• Não incapacitar 
• Não ofender 
• Não privar os outros dos bens da vida. 
 
BENEFICÊNCIA 
Beneficência é fazer o bem 
• Estabelece que devemos fazer o bem aos outros, 
independentemente de desejá-lo ou não 
• não causar o mal 
• maximizar os benefícios possíveis e 
• minimizar os danos possíveis. 
• Benevolência = desejar o bem; 
• Benemerência = merecer o bem 
 
AUTONOMIA 
Tomada de decisão individual “Sobre si mesmo, sobre seu 
corpo e sua mente, o indivíduo é soberano” John Stuart Mill 
“Todo ser humano de idade adulta e com plena consciência, 
tem o direito de decidir o que pode ser feito no seu próprio 
corpo” Juiz Benjamim Cardozo 
• Ação livre 
• Responsabilidade pelo respeito à pessoa individualmente. 
 
JUSTIÇA 
Sentido distributivo 
• Entende-se justiça distributiva como sendo a distribuição 
justa, equitativa e apropriada na sociedade, de acordo com 
normas que estruturam os termos da cooperação social. 
• Distribuição justa 
• Equitativa e universal 
• Distribuição dos direitos e responsabilidades da sociedade 
 
📌ATENÇÃO! DESPENCA EM PROVAS!! 
Imperícia: falta de conhecimento teórico e prático para 
exercer uma função. Um profissional de enfermagem é 
imperito quando faz um procedimento que não é de sua 
competência. Caracteriza-se principalmente pela inabilidade 
e incompetência profissional, o que a distingue da 
imprudência e da negligência. É a ignorância, 
desconhecimento de coisas que se faz necessário saber. 
Imprudência: profissional que expõe sua clientela a riscos 
desnecessários ou sequer se esforça para tentar minimizá-
los. Distingue-se da imperícia por ser uma ação que poderia 
ter sido prevista e evitada. Está presente quando se sabe a 
forma correta de proceder e, mesmo assim, procede-se de 
forma errada. 
Negligência: ato omissivo, ou seja, deixa=se de fazer algo 
que se faz necessário à assistência ao cliente. Possui 
conhecimentos para a realização de determinada ações, e, 
no entanto deixa de realiza-lo podendo acarretar danos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MATERIAL ELABORADO PELA PROFESSORA ÉRICA OLIVEIRA – ESPECIALISTA EM CONCURSOS 
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ATENÇÃO! 
 
 
 
 
LEI No 7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986. 
Dispõe sobre a regulamentação do exercício da 
enfermagem, e dá outras providências 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o 
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: 
 
Art. 1º É livre o exercício da enfermagem em todo o território 
nacional, observadas as disposições desta lei. 
 
Isso significa dizer que a enfermagem pode ser exercida em 
todo o Brasil, ou seja, se o título for do Brasil, a profissão 
pode ser exercida em todas as cidades brasileiras. Ele só 
tem valor legal no país. Caso a pessoa vá para outro país, 
ela precisa validar o título conforme as exigências do local 
que se pretende ir. 
 
Art. 2º A enfermagem e suas atividades auxiliares somente 
podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e 
inscritas no ConselhoRegional de Enfermagem com 
jurisdição na área onde ocorre o exercício. 
 
Pessoa legalmente habilitada é sinônimo de estar 
capacitado para exercer as atividades de enfermagem. Esta 
habilidade é comprovada por meio do título. Além disso, é 
necessário que o profissional seja inscrito no conselho 
regional da região em que será exercida a profissão. 
 
Parágrafo único. A enfermagem é exercida privativamente 
pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar 
de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos 
graus de habilitação. 
Art. 3º O planejamento e a programação das instituições e 
serviços de saúde incluem planejamento e programação de 
enfermagem. 
Art. 4º A programação de enfermagem inclui a prescrição da 
assistência de enfermagem. 
Planejamento é a determinação de uma sequência de ações 
que tem por objetivo alcançar um resultado desejado; 
determina aquilo que deve ser feito. O planejamento é o 
ponto de partida em qualquer nível de organização. Para se 
programar é necessário se planejar! 
 
Veja a imagem a seguir. 
 
 
Art. 5º (VETADO). 
§ 1º (VETADO). 
§ 2º (VETADO). 
 
Art. 6º São enfermeiros: 
I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituição 
de ensino, nos termos da lei; 
II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de 
Enfermeira Obstétrica, conferido nos termos da lei; 
III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a 
titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica ou 
de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola 
estrangeira segundo as leis do país, registrado em virtude 
de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil 
como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou 
de Obstetriz; 
IV - aqueles que, não abrangidos pelos incisos anteriores, 
obtiverem título de Enfermeiro conforme o disposto 
na alínea d do art. 3º do Decreto nº 50.387, de 28 de março 
de 1961. 
Art. 7º São Técnicos de Enfermagem: 
I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de 
Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e 
registrado pelo órgão competente; 
II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido 
por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de 
acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como 
diploma de Técnico de Enfermagem. 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%207.498-1986?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d
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Art. 8º São Auxiliares de Enfermagem: 
I - o titular de certificado de Auxiliar de Enfermagem 
conferido por instituição de ensino, nos termos da lei e 
registrado no órgão competente; 
II - o titular de diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 
de junho de 1956; 
III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso 
III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, 
expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de 
dezembro de 1961; 
IV - o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Prático 
de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional 
de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da 
Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas 
Unidades da Federação, nos termos do Decreto-lei nº 
23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 8.778, 
de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de 
outubro de 1959; 
V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, 
nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 
1967; 
VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola 
ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em 
virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no 
Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem. 
Art. 9º São Parteiras: 
I - a titular do certificado previsto no art. 1º do Decreto-lei nº 
8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto 
na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; 
II - a titular do diploma ou certificado de Parteira, ou 
equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, 
segundo as leis do país, registrado em virtude de 
intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil, até 2 (dois) 
anos após a publicação desta lei, como certificado de 
Parteira. 
Art. 10. (VETADO). 
Art. 11. O Enfermeiro exerce todas as atividades de 
enfermagem, cabendo-lhe: 
I - privativamente: 
a) direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura 
básica da instituição de saúde, pública e privada, e chefia de 
serviço e de unidade de enfermagem; 
b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de 
suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas 
prestadoras desses serviços; 
c) planejamento, organização, coordenação, execução e 
avaliação dos serviços da assistência de enfermagem; 
d) (VETADO); 
e) (VETADO); 
f) (VETADO); 
g) (VETADO); 
h) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria 
de enfermagem; 
i) consulta de enfermagem; 
j) prescrição da assistência de enfermagem; 
l) cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com 
risco de vida; 
m) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica 
e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade 
de tomar decisões imediatas; 
II - como integrante da equipe de saúde: 
a) participação no planejamento, execução e avaliação da 
programação de saúde; 
b) participação na elaboração, execução e avaliação dos 
planos assistenciais de saúde; 
c) prescrição de medicamentos estabelecidos em programas 
de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de 
saúde; 
d) participação em projetos de construção ou reforma de 
unidades de internação; 
e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar e 
de doenças transmissíveis em geral; 
f) prevenção e controle sistemático de danos que possam 
ser causados à clientela durante a assistência de 
enfermagem; 
g) assistência de enfermagem à gestante, parturiente e 
puérpera; 
h) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto; 
i) execução do parto sem distocia; 
j) educação visando à melhoria de saúde da população. 
Parágrafo único. As profissionais referidas no inciso II do 
art. 6º desta lei incumbe, ainda: 
a) assistência à parturiente e ao parto normal; 
b) identificação das distocias obstétricas e tomada de 
providências até a chegada do médico; 
c) realização de episiotomia e episiorrafia e aplicação de 
anestesia local, quando necessária. 
Art. 12. O Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível 
médio, envolvendo orientação e acompanhamento do 
trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no 
planejamento da assistência de enfermagem, cabendo-lhe 
especialmente: 
a) participar da programação da assistência de enfermagem; 
b) executar ações assistenciais de enfermagem, exceto as 
privativas do Enfermeiro, observado o disposto no parágrafo 
único do art. 11 desta lei; 
c) participar da orientação e supervisão do trabalho de 
enfermagem em grau auxiliar; 
d) participar da equipe de saúde. 
Art. 13. O Auxiliar de Enfermagem exerce atividades de 
nível médio, de natureza repetitiva, envolvendo serviços 
auxiliares de enfermagem sob supervisão, bem como a 
participação em nível de execução simples, em processos 
de tratamento, cabendo-lhe especialmente: 
a) observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas; 
b) executar ações detratamento simples; 
c) prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente; 
d) participar da equipe de saúde. 
Art. 14. (VETADO). 
Art. 15. As atividades referidas nos arts. 12 e 13 desta lei, 
quando exercidas em instituições de saúde, públicas e 
privadas, e em programas de saúde, somente podem ser 
desempenhadas sob orientação e supervisão de Enfermeiro. 
Art. 16. (VETADO). 
Art. 17. (VETADO). 
Art. 18. (VETADO). 
Parágrafo único. (VETADO). 
Art. 19. (VETADO). 
Art. 20. Os órgãos de pessoal da administração pública 
direta e indireta, federal, estadual, municipal, do Distrito 
Federal e dos Territórios observarão, no provimento de 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L2822.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L2822.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2604.htm#art2iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2604.htm#art2iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D23774.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D23774.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3640.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3640.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del0299.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del0299.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L3640.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
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cargos e funções e na contratação de pessoal de 
enfermagem, de todos os graus, os preceitos desta lei. 
Parágrafo único. Os órgãos a que se refere este artigo 
promoverão as medidas necessárias à harmonização das 
situações já existentes com as disposições desta lei, 
respeitados os direitos adquiridos quanto a vencimentos e 
salários. 
Art. 21. (VETADO). 
Art. 22. (VETADO). 
Art. 23. O pessoal que se encontra executando tarefas de 
enfermagem, em virtude de carência de recursos humanos 
de nível médio nessa área, sem possuir formação específica 
regulada em lei, será autorizado, pelo Conselho Federal de 
Enfermagem, a exercer atividades elementares de 
enfermagem, observado o disposto no art. 15 desta lei. 
Parágrafo único. A autorização referida neste artigo, que 
obedecerá aos critérios baixados pelo Conselho Federal de 
Enfermagem, somente poderá ser concedida durante o 
prazo de 10 (dez) anos, a contar da promulgação desta lei. 
Parágrafo único. É assegurado aos atendentes de 
enfermagem, admitidos antes da vigência desta lei, o 
exercício das atividades elementares da enfermagem, 
observado o disposto em seu artigo 15. (Redação dada 
pela Lei nº 8.967, de 1994) 
Art. 24. (VETADO). 
Parágrafo único. (VETADO). 
Art. 25. O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo 
de 120 (cento e vinte) dias a contar da data de sua 
publicação. 
Art. 26. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 27. Revogam-se (VETADO) as demais disposições em 
contrário. 
Brasília, 25 de junho de 1986; 165º da Independência 
e 98º da República. 
JOSÉ SARNEY 
Almir Pazzianotto Pinto 
 
DECRETO No 94.406, DE 8 DE JUNHO DE 1987 
Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que 
dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras 
providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições 
que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, e tendo 
em vista o disposto no artigo 25 da Lei nº 7.498, de 25 de 
junho de 1986, 
DECRETA: 
Art. 1º O exercício da atividade de enfermagem, observadas 
as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e 
respeitados os graus de habilitação, é privativo de 
Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de 
Enfermagem e Parteiro e só será permitido ao profissional 
inscrito no Conselho Regional de Enfermagem da respectiva 
Região. 
Art. 2º As instituições e serviços de saúde incluirão a 
atividade de enfermagem no seu planejamento e 
programação. 
Art. 3º A prescrição da assistência de enfermagem é parte 
integrante do programa de enfermagem. 
Art. 4º São Enfermeiros: 
I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por 
instituição de ensino, nos termos da lei; 
II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou 
de Enfermeira Obstétrica, conferido nos termos da lei; 
III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e 
a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica 
ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola 
estrangeira segundo as respectivas leis, registrado em 
virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no 
Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira 
Obstétrica ou de Obstetriz; 
IV - aqueles que, não abrangidos pelos itens 
anteriores, obtiveram título de Enfermeiro conforme o 
disposto na letra d do art. 3º do Decreto nº 50.387, de 28 de 
março de 1961. 
Art. 5º São Técnicos de Enfermagem: 
I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de 
Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e 
registrado no órgão competente; 
II - o titular do diploma ou do certificado legalmente 
conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em 
virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no 
Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem. 
Art. 6º São auxiliares de Enfermagem: 
I - o titular de certificado de Auxiliar de Enfermagem 
conferido por instituição de ensino, nos termos da lei, e 
registrado no órgão competente; 
II - o titular do diploma a que se refere a Lei nº 2.822, 
de 14 de junho de 1956; 
III - o titular do diploma ou certificado a que se refere 
o item III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 
1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de 
dezembro de 1961; 
IV - o titular do certificado de Enfermeiro Prático ou 
Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço 
Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do 
Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria 
de Saúde nas Unidades da Federação, nos termos 
do Decreto nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-
lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 
10 de outubro de 1959; 
V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de 
Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de 
fevereiro de 1967; 
VI - o titular do diploma ou certificado conferido por 
escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, 
registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou 
revalidado no Brasil como certificadode Auxiliar de 
Enfermagem. 
Art. 7º São Parteiros: 
I - o titular do certificado previsto no art. 1º do Decreto-lei nº 
8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto 
na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; 
II - o titular do diploma ou certificado de Parteiro, ou 
equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, 
segundo as respectivas leis, registrado em virtude de 
intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil até 26 de junho 
de 1988, como certificado de Parteiro. 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8967.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8967.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep280-L7498-86.pdf
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2094.406-1987?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7498.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1950-1969/D50387.htm#art3d
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L2822.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L2822.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L2604.htm#art2iii
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4024.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4024.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D23774.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1950-1969/L3640.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1937-1946/Del8778.htm#art1
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Art. 8º Ao Enfermeiro incumbe: 
I - privativamente: 
a) direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura 
básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia 
de serviço e de unidade de enfermagem; 
b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de 
suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas 
prestadoras desses serviços; 
c) planejamento, organização, coordenação, execução e 
avaliação dos serviços da assistência de enfermagem; 
d) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria 
de enfermagem; 
e) consulta de enfermagem; 
f) prescrição da assistência de enfermagem; 
g) cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com 
risco de vida; 
h) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica 
e que exijam conhecimentos científicos adequados e 
capacidade de tomar decisões imediatas; 
II - como integrante de equipe de saúde: 
a) participação no planejamento, execução e avaliação da 
programação de saúde; 
b) participação na elaboração, execução e avaliação dos 
planos assistenciais de saúde; 
c) prescrição de medicamentos previamente estabelecidos 
em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela 
instituição de saúde; 
d) participação em projetos de construção ou reforma de 
unidades de internação; 
e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, 
inclusive como membro das respectivas comissões; 
f) participação na elaboração de medidas de prevenção e 
controle sistemático de danos que possam ser causados aos 
pacientes durante a assistência de enfermagem; 
g) participação na prevenção e controle das doenças 
transmissíveis em geral e nos programas de vigilância 
epidemiológica; 
h) prestação de assistência de enfermagem à gestante, 
parturiente, puérpera e ao recém-nascido; 
i) participação nos programas e nas atividades de 
assistência integral à saúde individual e de grupos 
específicos, particularmente daqueles prioritários e de alto 
risco; 
j) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto; 
l) execução e assistência obstétrica em situação de 
emergência e execução do parto sem distocia; 
m) participação em programas e atividades de educação 
sanitária, visando à melhoria de saúde do indivíduo, da 
família e da população em geral; 
n) participação nos programas de treinamento e 
aprimoramento de pessoal de saúde, particularmente nos 
programas de educação continuada; 
o) participação nos programas de higiene e segurança do 
trabalho e de prevenção de acidentes e de doenças 
profissionais e do trabalho; 
p) participação na elaboração e na operacionalização do 
sistema de referência e contra-referência do paciente nos 
diferentes níveis de atenção à saúde; 
q) participação no desenvolvimento de tecnologia apropriada 
à assistência de saúde; 
r) participação em bancas examinadoras, em matérias 
específicas de enfermagem, nos concursos para provimento 
de cargo ou contratação de Enfermeiro ou pessoal técnico e 
Auxiliar de Enfermagem. 
Art. 9º Às profissionais titulares de diploma ou certificados 
de Obstetriz ou de Enfermeira Obstétrica, além das 
atividades de que trata o artigo precedente, incumbe: 
I - prestação de assistência à parturiente e ao parto normal; 
II - identificação das distocias obstétricas e tomada de 
providência até a chegada do médico; 
III - realização de episiotomia e episiorrafia, com aplicação 
de anestesia local, quando necessária. 
Art. 10. O Técnico de Enfermagem exerce as atividades 
auxiliares, de nível médio técnico, atribuídas à equipe de 
enfermagem, cabendo-lhe: 
I - assistir ao Enfermeiro: 
a) no planejamento, programação, orientação e supervisão 
das atividades de assistência de enfermagem; 
b) na prestação de cuidados diretos de enfermagem a 
pacientes em estado grave; 
c) na prevenção e controle das doenças transmissíveis em 
geral em programas de vigilância epidemiológica; 
d) na prevenção e no controle sistemático da infecção 
hospitalar; 
e) na prevenção e controle sistemático de danos físicos que 
possam ser causados a pacientes durante a assistência de 
saúde; 
f) na execução dos programas referidos nas letras i e o do 
item II do art. 8º; 
II - executar atividades de assistência de 
enfermagem, excetuadas as privativas do enfermeiro e as 
referidas no art. 9º deste Decreto; 
III - integrar a equipe de saúde. 
Art. 11. O Auxiliar de Enfermagem executa as atividades 
auxiliares, de nível médio, atribuídas à equipe de 
enfermagem, cabendo-lhe: 
I - preparar o paciente para consultas, exames e 
tratamentos; 
II - observar, reconhecer e descrever sinais e 
sintomas, ao nível de sua qualificação; 
III - executar tratamentos especificamente prescritos, 
ou de rotina, além de outras atividades de enfermagem, tais 
como: 
a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral; 
b) realizar controle hídrico; 
c) fazer curativos; 
d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema 
e calor ou frio; 
e) executar tarefas referentes à conservação e aplicação de 
vacinas; 
f) efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em 
doenças transmissíveis; 
g) realizar testes e proceder à sua leitura, para subsídio de 
diagnóstico; 
h) colher material para exames laboratoriais; 
i) prestar cuidados de enfermagem pré e pós-operatórios; 
j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar; 
l) executar atividades de desinfecção e esterilização; 
IV - prestar cuidadosde higiene e conforto ao paciente e 
zelar por sua segurança, inclusive: 
a) alimentá-lo ou auxiliá-lo a alimentar-se; 
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b) zelar pela limpeza e ordem do material, de equipamentos 
e de dependências de unidades de saúde; 
V - integrar a equipe de saúde; 
VI - participar de atividades de educação em saúde, 
inclusive: 
a) orientar os pacientes na pós-consulta, quanto ao 
cumprimento das prescrições de enfermagem e médicas; 
b) auxiliar o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem 
na execução dos programas de educação para a saúde; 
VII - executar os trabalhos de rotina vinculados à alta de 
pacientes; 
VIII - participar dos procedimentos pós-morte. 
Art. 12. Ao Parteiro incumbe: 
I - prestar cuidados à gestante e à parturiente; 
II - assistir ao parto normal, inclusive em domicílio; e 
III - cuidar da puérpera e do recém-nascido. 
Parágrafo único. As atividades de que trata este 
artigo são exercidas sob supervisão de Enfermeiro Obstetra, 
quando realizadas em instituições de saúde, e, sempre que 
possível, sob controle e supervisão de unidade de saúde, 
quando realizadas em domicílio ou onde se fizerem 
necessárias. 
Art. 13. As atividades relacionadas nos arts. 10 e 11 
somente poderão ser exercidas sob supervisão, orientação e 
direção de Enfermeiro. 
Art. 14. Incumbe a todo o pessoal de enfermagem: 
I - cumprir e fazer cumprir o Código de Deontologia 
da Enfermagem; 
II - quando for o caso, anotar no prontuário do 
paciente as atividades da assistência de enfermagem, para 
fins estatísticos. 
Art. 15. Na administração pública direta e indireta, federal, 
estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Territórios será 
exigida como condição essencial para provimento de cargos 
e funções e contratação de pessoal de enfermagem, de 
todos os graus, a prova de inscrição no Conselho Regional 
de Enfermagem da respectiva região. 
Parágrafo único. Os órgãos e entidades compreendidos 
neste artigo promoverão, em articulação com o Conselho 
Federal de Enfermagem, as medidas necessárias à 
adaptação das situações já existentes com as disposições 
deste Decreto, respeitados os direitos adquiridos quanto a 
vencimentos e salários. 
Art. 16. Este Decreto entra em vigor na data de sua 
publicação. 
Art. 17. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
Brasília, 8 de junho de 1987; 166º da Independência 
e 99º da República. 
JOSÉ SARNEY 
Eros Antonio de Almeida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEI N 8.967, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1994 
Altera a redação do parágrafo único do art. 23 da Lei nº 
7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a 
regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras 
providências. 
 
Altera a redação do parágrafo único do art. 23 da Lei nº 
7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a 
regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras 
providências. 
O Presidente da República 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º – O Parágrafo único do Art. 23 da Lei nº 7.498 de 25 
de junho de 1986, passa a vigorar com a seguinte redação: 
 
Parágrafo único – É assegurado aos Atendentes de 
Enfermagem, admitidos antes da vigência desta Lei, o 
exercício das atividades elementares da Enfermagem, 
observado o disposto em seu artigo 15. 
Art. 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário. 
 
Brasília, 28 de dezembro de 1994; 175o da Independência e 
106o da República 
Itamar Franco 
Marcelo Pimentel 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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📌SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
 
Vamos iniciar um dos tópicos que é de extrema importância não somente para concursos, mas também para fortalecer a nossa 
profissão! 
Aproveitem a leitura e tenham certeza que uma questão de qualquer concurso que você faça...lá estará uma questão sobre esse 
assunto!! 
A essência da enfermagem é o cuidar e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é a metodologia usada para 
planejar, executar e avaliar o cuidado, constituindo ferramenta fundamental ao trabalho do enfermeiro. 
Várias são as nomenclaturas utilizadas para denominar a metodologia da assistência de enfermagem e a diversidade de 
paradigmas da profissão é uma das principais causas dessa variedade. A assistência prestada de acordo com o processo de 
enfermagem, a metodologia da assistência, consulta de enfermagem entre outros, segue o método científico para sua 
implementação e, dessa forma, conduz à Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) (CHAVES; SOLAI, 2013). 
O processo de enfermagem é um método científico, sistemático e dinâmico de prestação de cuidados humanizados e orientado 
para a obtenção dos melhores resultados. 
O método científico é uma abordagem que permite verificar se um conjunto de fatos corresponde à realidade e suas etapas 
envolvem: identificar o problema a ser investigado, coletar dados, formular uma hipótese, testar as hipóteses, avaliar os resultados 
para determinar se a hipótese foi provada. 
 
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
ASPECTOS LEGAIS 
Para contextualização desse tópico, a RESOLUÇÃO COFEN nº 358/2009 é a mais indicada. Vamos conhecê-la? 
 
Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em 
ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. 
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), no uso de suas atribuições legais que lhe são conferidas pela Lei nº 5.905, de 12 
de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado pela Resolução COFEN nº 242, de 31 de agosto de 2000; 
CONSIDERANDO o art. 5º, Inciso XIII, e o art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05 de 
outubro de 1988; 
CONSIDERANDO a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e o Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que a regulamenta; 
CONSIDERANDO os princípios fundamentais e as normas do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, aprovado pela 
Resolução COFEN nº 311, de 08 de fevereiro de 2007; 
CONSIDERANDO a evolução dos conceitos de Consulta de Enfermagem e de Sistematização da Assistência de Enfermagem; 
CONSIDERANDO que a Sistematização da Assistência de Enfermagem organiza o trabalho profissional quanto ao método, 
pessoal e instrumentos, tornando possível a operacionalização do processo de Enfermagem; 
CONSIDERANDO que o processo de Enfermagem é um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de 
Enfermagem e a documentação da prática profissional; 
CONSIDERANDO que a operacionalização e documentação do Processo de Enfermagem evidencia a contribuição da 
Enfermagem na atenção à saúde da população, aumentando a visibilidade e o reconhecimento profissional; 
CONSIDERANDO resultados de trabalho conjunto havido entre representantes do COFEN e da Subcomissão da Sistematização 
da Prática de Enfermagem e Diretoria da Associação Brasileira de Enfermagem, Gestão 2007-2010; e CONSIDERANDO tudo o 
mais que consta nos autos do Processo nº 134/2009; 
 
 
 
 
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RESOLVE:Art. 1º O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou 
privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem. 
ATENÇÃO!! 
Portanto, cuidado se na sua prova ele restringe os locais de aplicação do Processo de enfermagem. Veja que são tanto 
em ambiente públicos quanto privados. Mas o requisito é: Ter cuidado profissional. Ou seja, aonde tem a enfermagem e 
o cuidado profissional, então deve ser realizado o Processo de enfermagem. E “deve” de forma imperativa mesmo. É 
uma regra! Há muita dúvida nesse sentido: Quando devo aplicar a SAE e o Processo de enfermagem professora? E a lei 
é clara nessa explicação: Sempre quando houver o CUIDADO profissional, em outras palavras ASSISTÊNCIA de 
enfermagem! 
§ 1º – os ambientes de que trata o caput deste artigo referem-se a instituições prestadoras de serviços de internação hospitalar, 
instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, fábricas, entre outros. 
§ 2º – quando realizado em instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações 
comunitárias, entre outros, o Processo de Saúde de Enfermagem corresponde ao usualmente denominado nesses ambientes 
como Consulta de Enfermagem. 
 
ATENÇÃO!! 
Verifique que no § 1º a Resolução ainda detalha alguns ambientes. O importante é que você saiba que se nesse 
ambiente tem cuidado da enfermagem, então deve ter o Processo de enfermagem. É citado escolas, fabricas, dentre 
outros, mas claro, se tiver o cuidado da enfermagem nesses locais. 
No § 2º a Resolução trata da Consulta de enfermagem. Durante a consulta se aplica as 5 etapas do processo de 
enfermagem, a diferença é que a consulta ocorre em ambientes específicos, ou seja, em ambiente em que não há 
regime de internação e sim atendimentos pontuais. De forma deliberada é de forma decidida! A enfermagem em cada 
instituição analisa as suas características institucionais de deliberar a implementação da cada etapa. E sistemática, 
porque deve ser organizada, metódica, em etapas! 
Art. 2º O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes: 
I Coleta de dados de 
Enfermagem (ou 
Histórico de 
Enfermagem) 
Processo deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de métodos e técnicas 
variadas, que tem por finalidade a obtenção de informações sobre a pessoa, família ou 
coletividade humana e sobre suas respostas em um dado momento do processo saúde e 
doença. 
 
II Diagnóstico de 
Enfermagem 
Processo de interpretação e agrupamento dos dados coletados na primeira etapa, que 
culmina com a tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que 
representam, com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade humana em 
um dado momento do processo saúde e doença; e que constituem a base para a seleção das 
ações ou intervenções com as quais se objetiva alcançar os resultados esperados. 
III Planejamento de 
Enfermagem 
Determinação dos resultados que se espera alcançar; e das ações ou intervenções de 
enfermagem que serão realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade 
humana em um dado momento do processo saúde e doença, identificadas na etapa de 
Diagnóstico de Enfermagem. 
 
IV Implementação Realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento de 
Enfermagem. 
 
V Avaliação de 
Enfermagem 
Processo deliberado, sistemático e contínuo de verificação de mudanças nas respostas da 
pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença, 
para determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado 
esperado; e de verificação da necessidade de mudanças ou adaptações nas etapas do 
Processo de Enfermagem. 
Art. 3º O Processo de Enfermagem deve estar baseado num suporte teórico que oriente a coleta de dados, o estabelecimento 
de diagnósticos de enfermagem e o planejamento das ações ou intervenções de enfermagem; e que forneça a base para a 
avaliação dos resultados de enfermagem alcançados. 
 
Conforme a figura acima: as teorias devem ser, então, aplicadas em todas as fases sendo para estas um suporte! 
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Art. 4º Ao enfermeiro, observadas as disposições da Lei nº 
7.498, de 25 de junho de 1986 e do Decreto nº 94.406, de 
08 de junho de 1987, que a regulamenta, incumbe a 
liderança na execução e avaliação do Processo de 
Enfermagem, de modo a alcançar os resultados de 
enfermagem esperados, cabendo-lhe, privativamente, o 
diagnóstico de enfermagem acerca das respostas da 
pessoa, família ou coletividade humana em um dado 
momento do processo saúde e doença, bem como a 
prescrição das ações ou intervenções de enfermagem a 
serem realizadas, face a essas respostas. 
Art. 5º O Técnico de Enfermagem e o Auxiliar de 
Enfermagem, em conformidade com o disposto na Lei nº 
7.498, de 25 de junho de 1986, e do Decreto 94.406, de 08 
de junho de 1987, que a regulamenta, participam da 
execução do Processo de Enfermagem, naquilo que lhes 
couber, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro. 
Art. 6º A execução do Processo de Enfermagem deve ser 
registrada formalmente, envolvendo: 
a)um resumo dos dados coletados sobre a pessoa, 
família ou coletividade humana em um dado momento 
do processo saúde e doença; 
b)os diagnósticos de enfermagem acerca das respostas 
da pessoa, família ou coletividade humana em um dado 
momento do processo saúde e doença; 
c)as ações ou intervenções de enfermagem realizadas 
face aos diagnósticos de enfermagem identificados; 
d)os resultados alcançados como consequência das 
ações ou intervenções de enfermagem realizadas. 
Art. 7º Compete ao Conselho Federal de Enfermagem e aos 
Conselhos Regionais de Enfermagem, no ato que lhes 
couber, promover as condições, entre as quais, firmar 
convênios ou estabelecer parcerias, para o cumprimento 
desta Resolução. 
Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua 
publicação, revogando-se as disposições contrárias, em 
especial, a Resolução COFEN nº 272/2002. 
 
CLASSIFICAÇÃO NA ENFERMAGEM 
 
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 
Um diagnóstico de enfermagem é um julgamento clínico 
sobre uma resposta humana a condições de 
saúde/processos da vida, ou uma vulnerabilidade a tal 
resposta, de um indivíduo, uma família, um grupo ou uma 
comunidade (NANDA-I, 2013). 
Os diagnósticos da NANDA-I são conceitos construídos por 
meio de um sistema multiaxial. Um eixo na Taxonomia II da 
NANDA-I é definido operacionalmente como uma dimensão 
da resposta humana considerada no processo diagnóstico. 
Existem sete eixos. O modelo de diagnóstico de 
 
enfermagem da NANDA-I mostra esses eixos e suas 
relações mútuas. 
Eixo 1: foco do diagnóstico 
Eixo 2: sujeito do diagnóstico (indivíduo, família, grupo, 
cuidador, comunidade, etc.) 
Eixo 3: julgamento (prejudicado, ineficaz, etc.) 
Eixo 4: localização (oral, periférico, cerebral, etc.) 
Eixo 5: idade (neonato, lactente, criança, adulto, etc.) 
Eixo 6: tempo (crônico, agudo, intermitente) 
Eixo 7: categoria do diagnóstico (com foco no problema, de 
risco, de promoção da saúde) 
 
A Taxonomia da NANDA-I oferece uma maneira de 
classificar e categorizar áreas de preocupação de um 
enfermeiro (i.e., os focos dos diagnósticos). Ela possui 244 
diagnósticos de enfermagem, agrupados em 13 domínios e 
47 classes. 
Na Taxonomia dos diagnósticos de enfermagem da NANDA-
I, usamos um gráfico hierárquico para mostrar nossos 
domínios e classes (► Figura). Os diagnósticos em si não 
estão descritos nesse gráfico, embora pudessem estar. Arazão principal da não inclusão é a existência de 244 
diagnósticos, o que deixaria o gráfico bastante grande – e de 
difícil leitura! 
► Figura – Domínios e classes da Taxonomia II da 
NANDA-I (2018-2020). 
DOMÍNIOS CLASSES 
Promoção da Saúde Percepção da Saúde 
Controle da Saúde 
Nutrição Ingestão 
Digestão 
Absorção 
Metabolismo 
Hidratação 
Eliminação e troca Função Urinária 
Função Gastrintestinal 
Função Tegumentar 
Função Respiratória 
Atividade/repouso Sono/repouso 
Atividade/exercício 
Equilíbrio de energia 
Respostas 
cardiovasculares/pulmonares 
Autocuidado 
Percepção/cognição Atenção 
Orientação 
Sensação/percepção 
Cognição 
Comunicação 
Autopercepção Autoconceito 
Autoestima 
Imagem corporal 
Papéis e relacionamentos Papéis do cuidador 
Relações familiares 
Desempenho de papéis 
Sexualidade Identidade sexual 
Função sexual 
Reprodução 
Enfrentamento/tolerância ao 
estresse 
Respostas pós-trauma 
Respostas de enfrentamento 
Estresse 
neurocomportamental 
Princípios da vida Valores 
Crenças 
Coerência entre 
valores/crenças/atos 
Segurança/proteção Infecção 
Lesão física 
Violência 
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Riscos Ambientais 
Processos defensivos 
Termorregulação 
Conforto Conforto físico 
Conforto ambiental 
Conforto social 
Crescimento/desenvolvimento Crescimento 
Desenvolvimento 
 
Os enfermeiros lidam com respostas a problemas de 
saúde/processos da vida entre indivíduos, famílias, grupos e 
comunidades. Essas respostas são a preocupação central 
dos cuidados de enfermagem e ocupam o círculo atribuído à 
profissão. Um diagnóstico de enfermagem pode ser focado 
em um problema, um estado de promoção da saúde ou um 
risco potencial. 
 
Diagnóstico com foco no problema – um julgamento 
clínico a respeito de uma resposta humana indesejável a 
uma condição de saúde/processo da vida que existe em um 
indivíduo, família, grupo ou comunidade. 
Diagnóstico de risco – um julgamento clínico a respeito da 
suscetibilidade de um indivíduo, família, grupo ou 
comunidade para o desenvolvimento de uma resposta 
humana indesejável a uma condição de saúde/processo da 
vida. 
Diagnóstico de promoção da saúde – um julgamento 
clínico a respeito da motivação e do desejo de aumentar o 
bem-estar e alcançar o potencial humano de saúde. Essas 
respostas são expressas por uma disposição para melhorar 
comportamentos de saúde específicos, podendo ser usadas 
em qualquer estado de saúde. Em pessoas incapazes de 
expressar sua própria disposição para melhorar 
comportamentos de saúde, o enfermeiro pode determinar a 
existência de uma condição para promoção da saúde e agir 
em benefício do indivíduo. As respostas de promoção da 
saúde podem manifestar-se em um indivíduo, família, grupo 
ou comunidade. 
Embora em número limitado na Taxonomia da NANDA-I, 
uma síndrome pode estar presente. Uma síndrome é um 
julgamento clínico relativo a um determinado agrupamento 
de diagnósticos de enfermagem que ocorrem juntos, sendo 
mais bem tratado por meio de intervenções similares. 
 
RESUMOS DE TERMO-CHAVE 
Termo Descrição Breve 
Diagnóstico de 
enfermagem 
Problema, potencialidade ou risco 
identificado em indivíduo, família, 
grupo ou comunidade 
Característica 
definidora 
Sinal ou sintoma (indicadores 
objetivos ou subjetivos) 
Fator relacionado Causas ou fatores contribuintes 
(fatores etiológicos) 
Fator de risco Determinante (aumenta o risco) 
População em 
risco 
Grupos de pessoas que partilham 
alguma característica que faz cada 
membro ser suscetível a determinada 
resposta humana. Essas 
características não são modificáveis 
pelo enfermeiro. 
Condição 
associada 
Diagnósticos médicos, lesões, 
procedimentos, dispositivos médicos 
ou agentes farmacêuticos. Essas 
condições não são 
independentemente modificáveis pelo 
enfermeiro. 
TAXONOMIA NIC 
Para se ter uma diretriz sobre o que deve ser prescrito 
a fim de que os resultados esperados sejam alcançados, 
o enfermeiro pode consultar a Nursing Intervention 
Classification (NIC), uma taxonomia de intervenções de 
enfermagem. 
Todas as intervenções NIC têm um título, uma 
definição, e para cada uma delas são descritas atividades 
que os enfermeiros realizam para solucionar os 
problemas apresentados pelos pacientes. 
Cabe ressaltar que nem todas as atividades listadas 
encontram-se na forma prescritiva, cabendo ao enfermeiro 
– após a checagem das ações a serem relacionadas com 
o paciente em questão – prescrever corretamente o 
cuidado a ser prestado. NIC ainda traz intervenções 
prioritárias, sugeridas e optativas. 
 
Intervenções prioritárias: São as mais prováveis 
para a solução do diagnóstico. Essas intervenções estão 
listadas em negrito. Foram selecionadas por se 
encaixarem bem na etiologia do diagnóstico e/ou 
características definidoras, apresentarem mais atividades 
visando à solução do problema, poder ser utilizadas em 
uma quantidade maior de locais e serem bem conhecidas 
a partir de pesquisas e uso clínico para se solucionar o 
diagnóstico. 
Intervenções Sugeridas: aquelas com probabilidade 
de remeter ao diagnóstico, mas não tão prováveis quanto 
às intervenções prioritárias. São às vezes mencionadas 
na literatura como remetentes ao diagnóstico, embora 
não sejam citadas com freqüência, podendo também ter 
relação apenas com a etiologia ou com a característica 
definidora dos diagnósticos de enfermagem. 
Intervenções adicionais optativas: são aquelas que 
se aplica a apenas alguns pacientes com o diagnóstico. 
Permitem ao enfermeiro personalizar ainda mais as 
prescrições de cada paciente. 
 
TAXONOMIA NOC 
 
A Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC 
– Nursing Outcomes Classification) é uma taxonomia 
complementar às taxonomias de NANDA e da NIC. Nela 
constam listagens de resultados de enfermagem para 
cada diagnóstico NANDA. 
A taxonomia NOC determina a condição de saúde de 
um paciente, do cuidador, da família, ou de uma 
comunidade, com o propósito de verificar as mudanças 
apresentadas por eles após as intervenções de 
enfermagem. 
A classificação atual NOC é uma lista de 330 
resultados, cada qual constituído de um nome 
identificador, uma definição, uma lista de indicadores para 
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se determinar a condição de saúde do indivíduo, da 
família ou da comunidade em relação ao resultado 
avaliado, uma escala de cinco pontos e uma lista com 
referências. 
 
TEORIAS DE ENFERMAGEM 
 
As teorias podem ser definidas como um conjunto de 
afirmações sistemáticas, relacionadas com questões 
importantes de uma disciplina, que são comunicadas de 
modo coerente. São compostas por conceitos que se 
relacionam entre si. Nelas estão contidos aspectos da 
realidade que são comunicadas com a finalidade de 
descrever fenômenos, explicar as relações entre os 
fenômenos, prever as consequências e prescrever cuidados 
de enfermagem. 
As teorias de enfermagem representam um dos elementos 
que compõem a linguagem específica, objetivando 
consolidar a Enfermagem como ciência e arte na área da 
saúde. 
 
Formalmente, as teorias de enfermagem (essas formas 
sistemáticas de enxergar alguns fatos) surgiram a partir da 
década de 1950, nos Estados Unidos da América e vêm 
contribuindo para a consolidação da ciência da enfermagem 
porque elas mostram as formas de ver a enfermagem e ver 
os fenômenos relacionados ao nosso processo de trabalho.#FICA DE OLHO! 
“A teoria de enfermagem é um marco conceitual que 
fundamenta a prática assistencial que o serviço almeja 
alcançar” 
 “As teorias devem direcionar as ações dos enfermeiros, 
de modo a eliminar o caráter empírico da intervenção e 
que se possa responsabilizá-los pelos cuidados a serem 
prestados aos pacientes” (Tannure; Pinheiro, 2015) 
 
A teoria funciona como o alicerce estrutural para a 
implantação da Sistematização da Assistência de 
Enfermagem (SAE). O art. 3º da Resolução n. 358/2009 
afirma que o processo de enfermagem deve basear-se em 
um suporte teórico. Nesse sentido, a teoria é a estrutura 
para construir o processo de enfermagem. 
 
WANDA DE AGUIAR HORTA - TEORIA DAS 
NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS 
 
Esta teoria desenvolvida por WANDA DE AGUIAR HORTA, 
tem como espelho a teoria da motivação humana de 
MASLOW, que fundamenta nas necessidades humanas 
básicas. 
A teoria se apoia e engloba leis gerais que regem os 
fenômenos universais tais como: A lei do equilíbrio 
(homeostase ou homeodinâmica): todo o universo se 
mantém por processos de equilíbrio dinâmico entre os seres 
vivos. A lei da adaptação: todos os seres do universo 
interagem com o seu meio externo buscando sempre formas 
de ajustamento para se manterem em equilíbrio; A lei do 
holismo: o universo é um todo, o ser humano é um todo a 
célula é um todo esse todo não é mera soma das partes 
constituintes de cada ser. 
 
PIRÂMIDE DE MASLOW 
 
 
Teoria das necessidades humanas básicas – N.H.B. 
(Wanda Horta – 1970) 
Etapas/Fases do Processo de Enfermagem 
• Histórico de Enfermagem: dados que tornam possível a 
identificação dos problemas 
• Diagnóstico de Enfermagem: identificação das 
necessidades do ser humano e a determinação do grau de 
dependência 
• Plano Assistencial: determinação global da assistência de 
enfermagem 
• Plano de cuidados/prescrição de enfermagem: que 
consiste na implementação do plano 
• Evolução de enfermagem: que consiste no relato diário 
das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano 
• Prognóstico de enfermagem: estimativa da capacidade 
do ser humano em atender suas NHB alteradas após a 
implementação do plano assistencial 
 
- Foco do trabalho: É levar o ser humano ao estado de 
equilíbrio (saúde) pelo atendimento de suas N.B., que são 
os problemas de enfermagem. 
- Sujeito de ação: Enfermeiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RESOLUÇÃO COFEN Nº 564/2017 
Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de 
Enfermagem. 
 
O Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, no uso das 
atribuições que lhe são conferidas pela Lei n° 5.905, de 12 
de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado 
pela Resolução Cofen n° 421, de 15 de fevereiro de 2012, e 
CONSIDERANDO que nos termos do inciso III do artigo 8º 
da Lei 5.905, de 12 de julho de 1973, compete ao Cofen 
elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-
lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos Regionais; 
CONSIDERANDO que o Código de Deontologia de 
Enfermagem deve submeter-se aos dispositivos 
constitucionais vigentes; 
CONSIDERANDO a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, promulgada pela Assembleia Geral das Nações 
Unidas (1948) e adotada pela Convenção de Genebra 
(1949), cujos postulados estão contidos no Código de Ética 
do Conselho Internacional de Enfermeiras (1953, revisado 
em 2012); 
CONSIDERANDO a Declaração Universal sobre Bioética e 
Direitos Humanos (2005); 
CONSIDERANDO o Código de Deontologia de Enfermagem 
do Conselho Federal de Enfermagem (1976), o Código de 
Ética dos Profissionais de Enfermagem (1993, reformulado 
em 2000 e 2007), as normas nacionais de pesquisa 
(Resolução do Conselho Nacional de Saúde – CNS nº 
196/1996), revisadas pela Resolução nº 466/2012, e as 
normas internacionais sobre pesquisa envolvendo seres 
humanos; 
CONSIDERANDO a proposta de Reformulação do Código 
de Ética dos Profissionais de Enfermagem, consolidada na 
1ª Conferência Nacional de Ética na Enfermagem – 1ª 
CONEENF, ocorrida no período de 07 a 09 de junho de 
2017, em Brasília – DF, realizada pelo Conselho Federal de 
Enfermagem e Coordenada pela Comissão Nacional de 
Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de 
Enfermagem, instituída pela Portaria Cofen nº 1.351/2016; 
CONSIDERANDO a Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006 
(Lei Maria da Penha) que cria mecanismos para coibir a 
violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos 
do § 8º do art. 226 da Constituição Federal e a Lei nº 
10.778, de 24 de novembro de 2003, que estabelece a 
notificação compulsória, no território nacional, nos casos de 
violência contra a mulher que for atendida em serviços de 
saúde públicos e privados; 
CONSIDERANDO a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, 
que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; 
CONSIDERANDO a Lei nº. 10.741, de 01 de outubro de 
2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso; 
CONSIDERANDO a Lei nº. 10.216, de 06 de abril de 2001, 
que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas 
portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo 
assistencial em saúde mental; 
CONSIDERANDO a Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, 
que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e 
recuperação da saúde, a organização e o funcionamento 
dos serviços correspondentes; 
CONSIDERANDO as sugestões apresentadas na 
Assembleia Extraordinária de Presidentes dos Conselhos 
Regionais de Enfermagem, ocorrida na sede do Cofen, em 
Brasília, Distrito Federal, no dia 18 de julho de 2017, e 
CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do Conselho 
Federal de Enfermagem em sua 491ª Reunião Ordinária, 
RESOLVE: 
 
Art. 1º Aprovar o novo Código de Ética dos Profissionais 
de Enfermagem, conforme o anexo desta Resolução, para 
observância e respeito dos profissionais de Enfermagem, 
que poderá ser consultado através do sítio de internet do 
Cofen (www.cofen.gov.br). 
Art. 2º Este Código aplica-se aos Enfermeiros, Técnicos de 
Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem, Obstetrizes e 
Parteiras, bem como aos atendentes de Enfermagem. 
Art. 3º Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho 
Federal de Enfermagem. 
Art. 4º Este Código poderá ser alterado pelo Conselho 
Federal de Enfermagem, por proposta de 2/3 dos 
Conselheiros Efetivos do Conselho Federal ou mediante 
proposta de 2/3 dos Conselhos Regionais. 
Parágrafo Único. A alteração referida deve ser precedida 
de ampla discussão com a categoria, coordenada pelos 
Conselhos Regionais, sob a coordenação geral do Conselho 
Federal de Enfermagem, em formato de Conferência 
Nacional, precedida de Conferências Regionais. 
Art. 5º A presente Resolução entrará em vigor 120 (cento e 
vinte) dias a partir da data de sua publicação no Diário 
Oficial da União, revogando-se as disposições em 
contrário, em especial a Resolução Cofen nº 311/2007, 
de 08 de fevereiro de 2007. 
Brasília, 6 de novembro de 2017. 
MANOEL CARLOS N. DA SILVA 
COREN-RO Nº 63592 
Presidente 
 
PREÂMBULO 
 
O Conselho Federal de Enfermagem, ao revisar o 
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem – CEPE, 
norteou-se por princípios fundamentais, que representam 
imperativos para a conduta profissional e consideram que a 
Enfermagem é uma ciência, arte e uma prática social, 
indispensável à organização e ao funcionamento dos 
serviços de saúde; tem como responsabilidades a promoção 
e a restauração da saúde, a prevenção de agravos e 
doenças e o alívio do sofrimento; proporciona cuidados à 
pessoa, à família e à coletividade; organiza suas ações e 
intervenções de modo autônomo, ou em colaboração com 
outros profissionais daárea; tem direito a remuneração justa 
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e a condições adequadas de trabalho, que possibilitem um 
cuidado profissional seguro e livre de danos. 
Sobretudo, esses princípios fundamentais 
reafirmam que o respeito aos direitos humanos é inerente ao 
exercício da profissão, o que inclui os direitos da pessoa à 
vida, à saúde, à liberdade, à igualdade, à segurança 
pessoal, à livre escolha, à dignidade e a ser tratada sem 
distinção de classe social, geração, etnia, cor, crença 
religiosa, cultura, incapacidade, deficiência, doença, 
identidade de gênero, orientação sexual, nacionalidade, 
convicção política, raça ou condição social. 
 
Inspirado nesse conjunto de princípios é que o 
Conselho Federal de Enfermagem, no uso das atribuições 
que lhe são conferidas pelo Art. 8º, inciso III, da Lei nº 5.905, 
de 12 de julho de 1973, aprova e edita esta nova revisão do 
CEPE, exortando os profissionais de Enfermagem à sua fiel 
observância e cumprimento. 
 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
A Enfermagem é comprometida com a produção e 
gestão do cuidado prestado nos diferentes contextos 
socioambientais e culturais em resposta às necessidades da 
pessoa, família e coletividade. 
O profissional de Enfermagem atua com autonomia 
e em consonância com os preceitos éticos e legais, técnico-
científico e teórico-filosófico; exerce suas atividades com 
competência para promoção do ser humano na sua 
integralidade, de acordo com os Princípios da Ética e da 
Bioética, e participa como integrante da equipe de 
Enfermagem e de saúde na defesa das Políticas Públicas, 
com ênfase nas políticas de saúde que garantam a 
universalidade de acesso, integralidade da assistência, 
resolutividade, preservação da autonomia das pessoas, 
participação da comunidade, hierarquização e 
descentralização político-administrativa dos serviços de 
saúde. 
O cuidado da Enfermagem se fundamenta no 
conhecimento próprio da profissão e nas ciências humanas, 
sociais e aplicadas e é executado pelos profissionais na 
prática social e cotidiana de assistir, gerenciar, ensinar, 
educar e pesquisar. 
 
CAPÍTULO I – DOS DIREITOS 
Art. 1º Exercer a Enfermagem com liberdade, segurança 
técnica, científica e ambiental, autonomia, e ser tratado sem 
discriminação de qualquer natureza, segundo os princípios e 
pressupostos legais, éticos e dos direitos humanos. 
 Art. 2º Exercer atividades em locais de trabalho livre de 
riscos e danos e violências física e psicológica à saúde do 
trabalhador, em respeito à dignidade humana e à proteção 
dos direitos dos profissionais de enfermagem. 
Art. 3º Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da 
dignidade profissional, do exercício da cidadania e das 
reivindicações por melhores condições de assistência, 
trabalho e remuneração, observados os parâmetros e limites 
da legislação vigente. 
 Art. 4º Participar da prática multiprofissional, interdisciplinar 
e transdisciplinar com responsabilidade, autonomia e 
liberdade, observando os preceitos éticos e legais da 
profissão. 
 Art. 5º Associar-se, exercer cargos e participar de 
Organizações da Categoria e Órgãos de Fiscalização do 
Exercício Profissional, atendidos os requisitos legais. 
 Art. 6º Aprimorar seus conhecimentos técnico-científicos, 
ético-políticos, socioeducativos, históricos e culturais que 
dão sustentação à prática profissional. 
 Art. 7º Ter acesso às informações relacionadas à pessoa, 
família e coletividade, necessárias ao exercício profissional. 
 Art. 8º Requerer ao Conselho Regional de Enfermagem, de 
forma fundamentada, medidas cabíveis para obtenção de 
desagravo público em decorrência de ofensa sofrida no 
exercício profissional ou que atinja a profissão. 
 Art. 9º Recorrer ao Conselho Regional de Enfermagem, de 
forma fundamentada, quando impedido de cumprir o 
presente Código, a Legislação do Exercício Profissional e as 
Resoluções, Decisões e Pareceres Normativos emanados 
pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. 
 Art. 10 Ter acesso, pelos meios de informação disponíveis, 
às diretrizes políticas, normativas e protocolos institucionais, 
bem como participar de sua elaboração. 
 Art. 11 Formar e participar da Comissão de Ética de 
Enfermagem, bem como de comissões interdisciplinares da 
instituição em que trabalha. 
 Art. 12 Abster-se de revelar informações confidenciais de 
que tenha conhecimento em razão de seu exercício 
profissional. 
 Art. 13 Suspender as atividades, individuais ou coletivas, 
quando o local de trabalho não oferecer condições seguras 
para o exercício profissional e/ou desrespeitar a legislação 
vigente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, 
devendo formalizar imediatamente sua decisão por escrito 
e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e ao 
Conselho Regional de Enfermagem. 
 Art. 14 Aplicar o processo de Enfermagem como 
instrumento metodológico para planejar, implementar, 
avaliar e documentar o cuidado à pessoa, família e 
coletividade. 
 Art. 15 Exercer cargos de direção, gestão e coordenação, 
no âmbito da saúde ou de qualquer área direta ou 
indiretamente relacionada ao exercício profissional da 
Enfermagem. 
Art. 16 Conhecer as atividades de ensino, pesquisa e 
extensão que envolvam pessoas e/ou local de trabalho sob 
sua responsabilidade profissional. 
Art. 17 Realizar e participar de atividades de ensino, 
pesquisa e extensão, respeitando a legislação vigente. 
Art. 18 Ter reconhecida sua autoria ou participação em 
pesquisa, extensão e produção técnico-científica. 
Art. 19 Utilizar-se de veículos de comunicação, mídias 
sociais e meios eletrônicos para conceder entrevistas, 
ministrar cursos, palestras, conferências, sobre assuntos de 
sua competência e/ou divulgar eventos com finalidade 
educativa e de interesse social. 
Art. 20 Anunciar a prestação de serviços para os quais 
detenha habilidades e competências técnico-científicas e 
legais. 
Art. 21 Negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em 
mídias sociais durante o desempenho de suas atividades 
profissionais. 
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Art. 22 Recusar-se a executar atividades que não sejam de 
sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não 
ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à 
coletividade. 
Art. 23 Requerer junto ao gestor a quebra de vínculo da 
relação profissional/usuários quando houver risco à sua 
integridade física e moral, comunicando ao Coren e 
assegurando a continuidade da assistência de Enfermagem. 
 
CAPÍTULO II – DOS DEVERES 
Art. 24 Exercer a profissão com justiça, compromisso, 
equidade, resolutividade, dignidade, competência, 
responsabilidade, honestidade e lealdade. 
Art. 25 Fundamentar suas relações no direito, na prudência, 
no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e 
posição ideológica. 
Art. 26 Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Código de Ética 
dos Profissionais de Enfermagem e demais normativos do 
Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. 
Art. 27 Incentivar e apoiar a participação dos profissionais 
de Enfermagem no desempenho de atividades em 
organizações da categoria. 
Art. 28 Comunicar formalmente ao Conselho Regional de 
Enfermagem e aos órgãos competentes fatos que infrinjam 
dispositivos éticos-legais e que possam prejudicar o 
exercício profissional e a segurança à saúde da pessoa, 
família e coletividade. 
Art. 29 Comunicar formalmente, ao ConselhoRegional de 
Enfermagem, fatos que envolvam recusa e/ou demissão de 
cargo, função ou emprego, motivado pela necessidade do 
profissional em cumprir o presente Código e a legislação do 
exercício profissional. 
Art. 30 Cumprir, no prazo estabelecido, determinações, 
notificações, citações, convocações e intimações do Sistema 
Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. 
Art. 31 Colaborar com o processo de fiscalização do 
exercício profissional e prestar informações fidedignas, 
permitindo o acesso a documentos e a área física 
institucional. 
Art. 32 Manter inscrição no Conselho Regional de 
Enfermagem, com jurisdição na área onde ocorrer o 
exercício profissional. 
Art. 33 Manter os dados cadastrais atualizados junto ao 
Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição. 
Art. 34 Manter regularizadas as obrigações financeiras junto 
ao Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição. 
Art. 35 Apor nome completo e/ou nome social, ambos 
legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho 
Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos 
documentos, quando no exercício profissional. 
§ 1º É facultado o uso do carimbo, com nome completo, 
número e categoria de inscrição no Coren, devendo constar 
a assinatura ou rubrica do profissional. 
§ 2º Quando se tratar de prontuário eletrônico, a assinatura 
deverá ser certificada, conforme legislação vigente. 
Art. 36 Registrar no prontuário e em outros documentos as 
informações inerentes e indispensáveis ao processo de 
cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, 
completa e sem rasuras. 
Art. 37 Documentar formalmente as etapas do processo de 
Enfermagem, em consonância com sua competência legal. 
Art. 38 Prestar informações escritas e/ou verbais, completas 
e fidedignas, necessárias à continuidade da assistência e 
segurança do paciente. 
Art. 39 Esclarecer à pessoa, família e coletividade, a 
respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrências 
acerca da assistência de Enfermagem. 
Art. 40 Orientar à pessoa e família sobre preparo, 
benefícios, riscos e consequências decorrentes de exames e 
de outros procedimentos, respeitando o direito de recusa da 
pessoa ou de seu representante legal. 
Art. 41 Prestar assistência de Enfermagem sem 
discriminação de qualquer natureza. 
Art. 42 Respeitar o direito do exercício da autonomia da 
pessoa ou de seu representante legal na tomada de 
decisão, livre e esclarecida, sobre sua saúde, segurança, 
tratamento, conforto, bem-estar, realizando ações 
necessárias, de acordo com os princípios éticos e legais. 
Parágrafo único. Respeitar as diretivas antecipadas da 
pessoa no que concerne às decisões sobre cuidados e 
tratamentos que deseja ou não receber no momento em que 
estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, 
suas vontades. 
Art. 43 Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da 
pessoa, em todo seu ciclo vital e nas situações de morte e 
pós-morte. 
Art. 44 Prestar assistência de Enfermagem em condições 
que ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão 
das atividades profissionais decorrentes de movimentos 
reivindicatórios da categoria. 
Parágrafo único. Será respeitado o direito de greve e, nos 
casos de movimentos reivindicatórios da categoria, deverão 
ser prestados os cuidados mínimos que garantam uma 
assistência segura, conforme a complexidade do paciente. 
Art. 45 Prestar assistência de Enfermagem livre de danos 
decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. 
Art. 46 Recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e 
Médica na qual não constem assinatura e número de 
registro do profissional prescritor, exceto em situação de 
urgência e emergência. 
§ 1º O profissional de Enfermagem deverá recusar-se a 
executar prescrição de Enfermagem e Médica em caso de 
identificação de erro e/ou ilegibilidade da mesma, devendo 
esclarecer com o prescritor ou outro profissional, registrando 
no prontuário. 
§ 2º É vedado ao profissional de Enfermagem o 
cumprimento de prescrição à distância, exceto em casos de 
urgência e emergência e regulação, conforme Resolução 
vigente. 
Art. 47 Posicionar-se contra, e denunciar aos órgãos 
competentes, ações e procedimentos de membros da 
equipe de saúde, quando houver risco de danos decorrentes 
de imperícia, negligência e imprudência ao paciente, visando 
a proteção da pessoa, família e coletividade. 
Art. 48 Prestar assistência de Enfermagem promovendo a 
qualidade de vida à pessoa e família no processo do nascer, 
viver, morrer e luto. 
Parágrafo único. Nos casos de doenças graves incuráveis 
e terminais com risco iminente de morte, em consonância 
com a equipe multiprofissional, oferecer todos os cuidados 
paliativos disponíveis para assegurar o conforto físico, 
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psíquico, social e espiritual, respeitada a vontade da pessoa 
ou de seu representante legal. 
Art. 49 Disponibilizar assistência de Enfermagem à 
coletividade em casos de emergência, epidemia, catástrofe 
e desastre, sem pleitear vantagens pessoais, quando 
convocado. 
Art. 50 Assegurar a prática profissional mediante 
consentimento prévio do paciente, representante ou 
responsável legal, ou decisão judicial. 
Parágrafo único. Ficam resguardados os casos em que não 
haja capacidade de decisão por parte da pessoa, ou na 
ausência do representante ou responsável legal. 
Art. 51 Responsabilizar-se por falta cometida em suas 
atividades profissionais, independentemente de ter sido 
praticada individual ou em equipe, por imperícia, 
imprudência ou negligência, desde que tenha participação 
e/ou conhecimento prévio do fato. 
Parágrafo único. Quando a falta for praticada em equipe, a 
responsabilidade será atribuída na medida do(s) ato(s) 
praticado(s) individualmente. 
Art. 52 Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento 
em razão da atividade profissional, exceto nos casos 
previstos na legislação ou por determinação judicial, ou com 
o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu 
representante ou responsável legal. 
§ 1º Permanece o dever mesmo quando o fato seja de 
conhecimento público e em caso de falecimento da pessoa 
envolvida. 
§ 2º O fato sigiloso deverá ser revelado em situações de 
ameaça à vida e à dignidade, na defesa própria ou em 
atividade multiprofissional, quando necessário à prestação 
da assistência. 
§ 3º O profissional de Enfermagem intimado como 
testemunha deverá comparecer perante a autoridade e, se 
for o caso, declarar suas razões éticas para manutenção do 
sigilo profissional. 
§ 4º É obrigatória a comunicação externa, para os órgãos de 
responsabilização criminal, independentemente de 
autorização, de casos de violência contra: crianças e 
adolescentes; idosos; e pessoas incapacitadas ou sem 
condições de firmar consentimento. 
§ 5º A comunicação externa para os órgãos de 
responsabilização criminal em casos de violência doméstica 
e familiar contra mulher adulta e capaz será devida, 
independentemente de autorização, em caso de risco à 
comunidade ou à vítima, a juízo do profissional e com 
conhecimento prévio da vítima ou do seu responsável. 
Art. 53 Resguardar os preceitos éticos e legais da profissão 
quanto ao conteúdo e imagem veiculados nos diferentes 
meios de comunicação e publicidade. 
Art. 54 Estimular e apoiar a qualificação e o 
aperfeiçoamento técnico-científico, ético-político, 
socioeducativo e cultural dos profissionais de Enfermagem 
sob sua supervisão e coordenação. 
Art. 55 Aprimorar os conhecimentos técnico-científicos, 
ético-políticos, socioeducativos e culturais, em benefício da 
pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da 
profissão. 
Art. 56 Estimular, apoiar, colaborare promover o 
desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e 
extensão, devidamente aprovados nas instâncias 
deliberativas. 
Art. 57 Cumprir a legislação vigente para a pesquisa 
envolvendo seres humanos. 
Art. 58 Respeitar os princípios éticos e os direitos autorais 
no processo de pesquisa, em todas as etapas. 
Art. 59 Somente aceitar encargos ou atribuições quando se 
julgar técnica, científica e legalmente apto para o 
desempenho seguro para si e para outrem. 
Art. 60 Respeitar, no exercício da profissão, a legislação 
vigente relativa à preservação do meio ambiente no 
gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. 
 
CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES 
Art. 61 Executar e/ou determinar atos contrários ao Código 
de Ética e à legislação que disciplina o exercício da 
Enfermagem. 
Art. 62 Executar atividades que não sejam de sua 
competência técnica, científica, ética e legal ou que não 
ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à 
coletividade. 
Art. 63 Colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou 
jurídicas que desrespeitem a legislação e princípios que 
disciplinam o exercício profissional de Enfermagem. 
Art. 64 Provocar, cooperar, ser conivente ou omisso diante 
de qualquer forma ou tipo de violência contra a pessoa, 
família e coletividade, quando no exercício da profissão. 
Art. 65 Aceitar cargo, função ou emprego vago em 
decorrência de fatos que envolvam recusa ou demissão 
motivada pela necessidade do profissional em cumprir o 
presente código e a legislação do exercício profissional; bem 
como pleitear cargo, função ou emprego ocupado por 
colega, utilizando-se de concorrência desleal. 
Art. 66 Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal 
de qualquer instituição ou estabelecimento congênere, 
quando, nestas, não exercer funções de enfermagem 
estabelecidas na legislação. 
Art. 67 Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, 
família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma 
de garantir assistência de Enfermagem diferenciada ou 
benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. 
Art. 68 Valer-se, quando no exercício da profissão, de 
mecanismos de coação, omissão ou suborno, com pessoas 
físicas ou jurídicas, para conseguir qualquer tipo de 
vantagem. 
Art. 69 Utilizar o poder que lhe confere a posição ou cargo, 
para impor ou induzir ordens, opiniões, ideologias políticas 
ou qualquer tipo de conceito ou preconceito que atentem 
contra a dignidade da pessoa humana, bem como dificultar o 
exercício profissional. 
Art. 70 Utilizar dos conhecimentos de enfermagem para 
praticar atos tipificados como crime ou contravenção penal, 
tanto em ambientes onde exerça a profissão, quanto 
naqueles em que não a exerça, ou qualquer ato que infrinja 
os postulados éticos e legais. 
Art. 71 Promover ou ser conivente com injúria, calúnia e 
difamação de pessoa e família, membros das equipes de 
Enfermagem e de saúde, organizações da Enfermagem, 
trabalhadores de outras áreas e instituições em que exerce 
sua atividade profissional. 
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Art. 72 Praticar ou ser conivente com crime, contravenção 
penal ou qualquer outro ato que infrinja postulados éticos e 
legais, no exercício profissional. 
Art. 73 Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a 
interromper a gestação, exceto nos casos permitidos pela 
legislação vigente. 
Parágrafo único. Nos casos permitidos pela legislação, o 
profissional deverá decidir de acordo com a sua consciência 
sobre sua participação, desde que seja garantida a 
continuidade da assistência. 
 
 
 
ATENÇÃO!! 
Quando não há outro meio de salvar a vida da mulher: 
Dois médicos devem assinar um laudo sobre o risco de 
morte para a mulher. Recomenda-se um obstetra e um 
especialista na complicação que ela tem. 
Quando a gravidez resulta de estupro/violência sexual: 
Não há necessidade de registro policial, mas os profissionais 
de saúde devem verificar se há alguma contradição na 
história antes de autorizar o procedimento. Eles devem 
realizar uma ecografia para confirmar se o tempo de 
gestação está de acordo com o relato da vítima. Um 
conjunto de documentos deve ser preenchido e assinado: 
Termo de relato circunstanciado – A mulher declara que 
sofreu um abuso e o descreve. Dois profissionais de saúde 
assinam como testemunhas. 
Parecer técnico – O médico afirma que há compatibilidade 
entre a idade gestacional e a data da violência. 
Termo de aprovação de procedimento de interrupção da 
gravidez – Três integrantes da equipe multidisciplinar 
atestam que o pedido de aborto por estupro está em 
conformidade com a legislação, aprovando sua realização. 
Termo de responsabilidade – A paciente assume a 
responsabilidade penal pelos crimes de falsidade ideológica 
e aborto, caso tenha faltado com a verdade. 
Termo de consentimento livre e esclarecido – A paciente 
declara ter sido esclarecida sobre o procedimento e ter 
decidido interromper a gestação. 
Atenção! Em 2012, o STF considerou que não é crime a 
interrupção de gravidez quando o feto não desenvolve 
cérebro e cerebelo. Para a realização, são necessárias duas 
ecografias que comprovem a anencefalia. 
 
Art. 74 Promover ou participar de prática destinada a 
antecipar a morte da pessoa. 
Art. 75 Praticar ato cirúrgico, exceto nas situações de 
emergência ou naquelas expressamente autorizadas na 
legislação, desde que possua competência técnica-científica 
necessária. 
Art. 76 Negar assistência de enfermagem em situações de 
urgência, emergência, epidemia, desastre e catástrofe, 
desde que não ofereça risco a integridade física do 
profissional. 
Art. 77 Executar procedimentos ou participar da assistência 
à saúde sem o consentimento formal da pessoa ou de seu 
representante ou responsável legal, exceto em iminente 
risco de morte. 
Art. 78 Administrar medicamentos sem conhecer indicação, 
ação da droga, via de administração e potenciais riscos, 
respeitados os graus de formação do profissional. 
Art. 79 Prescrever medicamentos que não estejam 
estabelecidos em programas de saúde pública e/ou em 
rotina aprovada em instituição de saúde, exceto em 
situações de emergência. 
Art. 80 Executar prescrições e procedimentos de qualquer 
natureza que comprometam a segurança da pessoa. 
Art. 81 Prestar serviços que, por sua natureza, competem a 
outro profissional, exceto em caso de emergência, ou que 
estiverem expressamente autorizados na legislação vigente. 
Art. 82 Colaborar, direta ou indiretamente, com outros 
profissionais de saúde ou áreas vinculadas, no 
descumprimento da legislação referente aos transplantes de 
órgãos, tecidos, esterilização humana, reprodução assistida 
ou manipulação genética. 
Art. 83 Praticar, individual ou coletivamente, quando no 
exercício profissional, assédio moral, sexual ou de qualquer 
natureza, contra pessoa, família, coletividade ou qualquer 
membro da equipe de saúde, seja por meio de atos ou 
expressões que tenham por consequência atingir a 
dignidade ou criar condições humilhantes e 
constrangedoras. 
Art. 84 Anunciar formação profissional, qualificação e título 
que não possa comprovar. 
Art. 85 Realizar ou facilitar ações que causem prejuízo ao 
patrimônio das organizações da categoria. 
Art. 86 Produzir, inserir ou divulgar informação inverídica ou 
de conteúdo duvidoso sobre assunto de sua área 
profissional. 
Parágrafo único. Fazer referência a casos, situações ou 
fatos, e inserir imagens que possam identificar pessoas ou 
instituições sem prévia autorização, em qualquer meio de 
comunicação. 
Art. 87 Registrar informações incompletas, imprecisas ou 
inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestadaà 
pessoa, família ou coletividade. 
Art. 88 Registrar e assinar as ações de Enfermagem que 
não executou, bem como permitir que suas ações sejam 
assinadas por outro profissional. 
Art. 89 Disponibilizar o acesso a informações e documentos 
a terceiros que não estão diretamente envolvidos na 
prestação da assistência de saúde ao paciente, exceto 
quando autorizado pelo paciente, representante legal ou 
responsável legal, por determinação judicial. 
Art. 90 Negar, omitir informações ou emitir falsas 
declarações sobre o exercício profissional quando solicitado 
pelo Conselho Regional de Enfermagem e/ou Comissão de 
Ética de Enfermagem. 
Art. 91 Delegar atividades privativas do(a) Enfermeiro(a) a 
outro membro da equipe de Enfermagem, exceto nos casos 
de emergência. 
 Parágrafo único. Fica proibido delegar atividades privativas 
a outros membros da equipe de saúde. 
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Art. 92 Delegar atribuições dos(as) profissionais de 
enfermagem, previstas na legislação, para acompanhantes 
e/ou responsáveis pelo paciente. 
Parágrafo único. O dispositivo no caput não se aplica nos 
casos da atenção domiciliar para o autocuidado apoiado. 
Art. 93 Eximir-se da responsabilidade legal da assistência 
prestada aos pacientes sob seus cuidados realizados por 
alunos e/ou estagiários sob sua supervisão e/ou orientação. 
Art. 94 Apropriar-se de dinheiro, valor, bem móvel ou 
imóvel, público ou particular, que esteja sob sua 
responsabilidade em razão do cargo ou do exercício 
profissional, bem como desviá-lo em proveito próprio ou de 
outrem. 
Art. 95 Realizar ou participar de atividades de ensino, 
pesquisa e extensão, em que os direitos inalienáveis da 
pessoa, família e coletividade sejam desrespeitados ou 
ofereçam quaisquer tipos de riscos ou danos previsíveis aos 
envolvidos. 
Art. 96 Sobrepor o interesse da ciência ao interesse e 
segurança da pessoa, família e coletividade. 
Art. 97 Falsificar ou manipular resultados de pesquisa, bem 
como usá-los para fins diferentes dos objetivos previamente 
estabelecidos. 
Art. 98 Publicar resultados de pesquisas que identifiquem o 
participante do estudo e/ou instituição envolvida, sem a 
autorização prévia. 
Art. 99 Divulgar ou publicar, em seu nome, produção 
técnico-científica ou instrumento de organização formal do 
qual não tenha participado ou omitir nomes de coautores e 
colaboradores. 
Art. 100 Utilizar dados, informações, ou opiniões ainda não 
publicadas, sem referência do autor ou sem a sua 
autorização. 
Art. 101 Apropriar-se ou utilizar produções técnico-
científicas, das quais tenha ou não participado como autor, 
sem concordância ou concessão dos demais partícipes. 
Art. 102 Aproveitar-se de posição hierárquica para fazer 
constar seu nome como autor ou coautor em obra técnico-
científica. 
CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES 
Art. 103 A caracterização das infrações éticas e 
disciplinares, bem como a aplicação das respectivas 
penalidades regem-se por este Código, sem prejuízo das 
sanções previstas em outros dispositivos legais. 
Art. 104 Considera-se infração ética e disciplinar a ação, 
omissão ou conivência que implique em desobediência e/ou 
inobservância às disposições do Código de Ética dos 
Profissionais de Enfermagem, bem como a inobservância 
das normas do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de 
Enfermagem. 
Art. 105 O(a) Profissional de Enfermagem responde pela 
infração ética e/ou disciplinar, que cometer ou contribuir para 
sua prática, e, quando cometida(s) por outrem, dela(s) 
obtiver benefício. 
Art. 106 A gravidade da infração é caracterizada por meio 
da análise do(s) fato(s), do(s) ato(s) praticado(s) ou ato(s) 
omissivo(s), e do(s) resultado(s). 
Art. 107 A infração é apurada em processo instaurado e 
conduzido nos termos do Código de Processo Ético-
Disciplinar vigente, aprovado pelo Conselho Federal de 
Enfermagem. 
Art. 108 As penalidades a serem impostas pelo Sistema 
Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, conforme o 
que determina o art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 
1973, são as seguintes: 
I – Advertência verbal; 
II – Multa; 
III – Censura; 
IV – Suspensão do Exercício Profissional; 
V – Cassação do direito ao Exercício Profissional. 
§ 1º A advertência verbal consiste na admoestação ao 
infrator, de forma reservada, que será registrada no 
prontuário do mesmo, na presença de duas testemunhas. 
§ 2º A multa consiste na obrigatoriedade de pagamento de 
01 (um) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade da categoria 
profissional à qual pertence o infrator, em vigor no ato do 
pagamento. 
§ 3º A censura consiste em repreensão que será divulgada 
nas publicações oficiais do Sistema Cofen/Conselhos 
Regionais de Enfermagem e em jornais de grande 
circulação. 
§ 4º A suspensão consiste na proibição do exercício 
profissional da Enfermagem por um período de até 90 
(noventa) dias e será divulgada nas publicações oficiais do 
Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, 
jornais de grande circulação e comunicada aos órgãos 
empregadores. 
§ 5º A cassação consiste na perda do direito ao exercício da 
Enfermagem por um período de até 30 anos e será 
divulgada nas publicações do Sistema Cofen/Conselhos 
Regionais de Enfermagem e em jornais de grande 
circulação. 
§ 6º As penalidades aplicadas deverão ser registradas no 
prontuário do infrator. 
§ 7º Nas penalidades de suspensão e cassação, o 
profissional terá sua carteira retida no ato da notificação, em 
todas as categorias em que for inscrito, sendo devolvida 
após o cumprimento da pena e, no caso da cassação, após 
o processo de reabilitação. 
Art. 109 As penalidades, referentes à advertência verbal, 
multa, censura e suspensão do exercício profissional, são da 
responsabilidade do Conselho Regional de Enfermagem, 
serão registradas no prontuário do profissional de 
Enfermagem; a pena de cassação do direito ao exercício 
profissional é de competência do Conselho Federal de 
Enfermagem, conforme o disposto no art. 18, parágrafo 
primeiro, da Lei n° 5.905/73. 
Parágrafo único. Na situação em que o processo tiver 
origem no Conselho Federal de Enfermagem e nos casos de 
cassação do exercício profissional, terá como instância 
superior a Assembleia de Presidentes dos Conselhos de 
Enfermagem. 
Art. 110 Para a graduação da penalidade e respectiva 
imposição consideram-se: 
I – A gravidade da infração; 
II – As circunstâncias agravantes e atenuantes da infração; 
III – O dano causado e o resultado; 
IV – Os antecedentes do infrator. 
Art. 111 As infrações serão consideradas leves, moderadas, 
graves ou gravíssimas, segundo a natureza do ato e a 
circunstância de cada caso. 
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§ 1º São consideradas infrações leves as que ofendam a 
integridade física, mental ou moral de qualquer pessoa, sem 
causar debilidade ou aquelas que venham a difamar 
organizações da categoria ou instituições ou ainda que 
causem danos patrimoniais ou financeiros. 
§ 2º São consideradas infrações moderadas as que 
provoquem debilidade temporária de membro, sentido ou 
função na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, 
morais, patrimoniais ou financeiros. 
§ 3º São consideradas infrações graves as que provoquem 
perigo de morte, debilidade permanente de membro, sentido 
ou função, dano moral irremediável na pessoa ou ainda as 
que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou 
financeiros. 
§ 4º São consideradasinfrações gravíssimas as que 
provoquem a morte, debilidade permanente de membro, 
sentido ou função, dano moral irremediável na pessoa. 
Art. 112 São consideradas circunstâncias atenuantes: 
I – Ter o infrator procurado, logo após a infração, por sua 
espontânea vontade e com eficiência, evitar ou minorar as 
consequências do seu ato; 
II – Ter bons antecedentes profissionais; 
III – Realizar atos sob coação e/ou intimidação ou grave 
ameaça; 
IV – Realizar atos sob emprego real de força física; 
V – Ter confessado espontaneamente a autoria da infração; 
VI – Ter colaborado espontaneamente com a elucidação dos 
fatos. 
Art. 113 São consideradas circunstâncias agravantes: 
I – Ser reincidente; 
II – Causar danos irreparáveis; 
III – Cometer infração dolosamente; 
IV – Cometer a infração por motivo fútil ou torpe; 
V – Facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a 
impunidade ou a vantagem de outra infração; 
VI – Aproveitar-se da fragilidade da vítima; 
VII – Cometer a infração com abuso de autoridade ou 
violação do dever inerente ao cargo ou função ou exercício 
profissional; 
VIII – Ter maus antecedentes profissionais; 
IX – Alterar ou falsificar prova, ou concorrer para a 
desconstrução de fato que se relacione com o apurado na 
denúncia durante a condução do processo ético. 
 
CAPÍTULO V – DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES 
Art. 114 As penalidades previstas neste Código somente 
poderão ser aplicadas, cumulativamente, quando houver 
infração a mais de um artigo. 
Art. 115 A pena de Advertência verbal é aplicável nos casos 
de infrações ao que está estabelecido nos artigos:, 26, 28, 
29, 30, 31, 32, 33, 35, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 46, 48, 
47, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57,58, 59, 60, 61, 62, 65, 
66, 67, 69, 76, 77, 78, 79, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 
90, 91, 92, 93, 94, 95, 98, 99, 100, 101 e 102. 
Art. 116 A pena de Multa é aplicável nos casos de infrações 
ao que está estabelecido nos artigos: 28, 29, 30, 31, 32, 35, 
36, 38, 39, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 57, 58, 59, 61, 62, 
63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 
79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 
95, 96, 97, 98, 99, 100, 101 e 102. 
Art. 117 A pena de Censura é aplicável nos casos de 
infrações ao que está estabelecido nos artigos: 31, 41, 42, 
43, 44, 45, 50, 51, 52, 57, 58, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 
67,68, 69, 70, 71, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 
84, 85, 86, 88, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 97, 99, 100, 101 e 102. 
Art. 118 A pena de Suspensão do Exercício Profissional é 
aplicável nos casos de infrações ao que está estabelecido 
nos artigos: 32, 41, 42, 43, 44, 45, 50, 51, 52, 59, 61, 62, 63, 
64, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78,79, 80, 81, 82, 
83, 85, 87, 89, 90, 91, 92, 93, 94 e 95. 
Art. 119 A pena de Cassação do Direito ao Exercício 
Profissional é aplicável nos casos de infrações ao que está 
estabelecido nos artigos: 45, 64, 70, 72, 73, 74, 80, 82, 83, 
94, 96 e 97. 
QUESTÕES 
01.De acordo com a Lei do Exercício Profissional (Lei nº 
7.498/86, de 25 de junho de 1986), analise as assertivas 
abaixo e marque com V as afirmativas que forem 
Verdadeiras e com F as que forem Falsas. 
( ) I. A Enfermagem e suas atividades auxiliares somente 
podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e 
inscritas no Conselho Federal de Enfermagem com 
jurisdição na área nacional. 
( ) II. É privativa da equipe de Enfermagem a realização de 
planejamento, organização, coordenação, execução e 
avaliação dos serviços da assistência de enfermagem. 
( ) III. Todas as atividades de Enfermagem realizadas em 
instituições públicas e privadas e em programas de saúde, 
somente podem ser desempenhadas sob a orientação e a 
supervisão de enfermeiro. 
( ) IV. Como integrante da equipe de saúde, o enfermeiro 
poderá atuar na prevenção e controle sistemático da 
infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral. 
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo. 
A) V, V, F, V. 
B) V, F, V, F. 
C) F, V, V, V. 
D) F, F, V, V. 
02.O enfermeiro, por realizar supervisão direta do 
profissional técnico de enfermagem, verificou em seu 
plantão no Hospital Mental Bons Ventos, que o técnico 
executou atividade que não era de sua competência, 
“ferindo” os pressupostos da Resolução COFEN nº 
7498/86. Analise os casos a seguir e marque a 
alternativa que aponta uma ação do técnico fora das 
determinações legais: 
A) fez prescrição da assistência de enfermagem. 
B) participou da orientação e da supervisão do trabalho de 
Enfermagem em grau auxiliar. 
C) participou da programação da assistência de 
Enfermagem realizada pela equipe de enfermagem durante 
o mês. 
D) participou do planejamento da assistência de 
enfermagem, como membro da equipe de saúde. 
03.O Enfermeiro da Unidade de Centro de Material e 
Esterilização (CME), no final do plantão, estava 
checando os materiais esterilizados para deixar para o 
próximo turno. A Enfermeira do Centro-Cirúrgico 
solicitou uma caixa extra de instrumental esterilizado 
para a cirurgia que estava em andamento. O Enfermeiro 
da CME, na pressa, não tomou os devidos cuidados e 
forneceu a caixa de instrumental que não estava 
esterilizada. Neste caso, considerando os aspectos 
éticos, o profissional cometeu 
___________________________. Assinale a alternativa 
que completa corretamente a lacuna. 
A) Imperícia 
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B) Negligência 
C) Indulgência 
D) Imprudência 
E) Falha leve, que não caracteriza infração ética 
04.“É o processo de interpretação e agrupamento dos 
dados coletados na primeira etapa, que culmina com a 
tomada de decisão sobre os conceitos diagnósticos de 
enfermagem que representam, com mais exatidão, as 
respostas da pessoa, família ou coletividade humana em 
um dado momento do processo saúde e doença”. A qual 
etapa do processo de enfermagem a citação se refere? 
A) Coleta de dados. 
B) Diagnóstico de enfermagem. 
C) Implementação. 
D) Avaliação de enfermagem. 
05.De acordo com a Resolução COFEN 359/2009, 
assinale a alternativa correta. 
A) A sistematização da assistência de enfermagem, sendo 
consequência do processo de enfermagem, organiza o 
trabalho profissional quanto ao método, pessoal e 
instrumentos. 
B) O processo de enfermagem deve ser realizado de modo 
deliberado e sistemático, não havendo relação entre as 
etapas, variando de acordo com os ambientes, públicos ou 
privados, em que ocorre o cuidado profissional de 
enfermagem. 
C) O diagnóstico é a fase que antecede a implementação, 
pois é nesta que o enfermeiro elenca os diagnósticos de 
enfermagem e determina as ações e/ou intervenções que 
devem ser realizadas, para, em seguida, serem 
implementadas. 
D) A avaliação de enfermagem, última fase, é caracterizada 
por um processo contínuo de verificação de mudanças nas 
respostas da pessoa, família ou coletividade humana, em 
um dado momento do processo saúde-doença. 
06.A anotação de enfermagem é fundamental para o 
desenvolvimento e efetivação da Sistematização da 
Assistência de Enfermagem (SAE) conforme a 
Resolução COFEN nº 358/2009, pois é fonte de 
informações para assegurar a continuidade da 
assistência. De acordo com as regras para a elaboração 
das anotações de enfermagem, marque o item correto. 
A) Anotar, preferencialmente, antes da realização do 
cuidado prestado ao paciente. 
B) Anotar como o paciente chegou, sua higiene pessoal, 
coloração da pele, estado nutricional, incluindo os dados 
informados pela família. 
C) Anotar os dados do exame físico, cuidados realizados, 
orientações sobre jejum, coleta de sangue, evitando-se 
enumerar as intercorrências. 
D) Anotar as principais questões interrogadas pelo paciente,como, por exemplo, dados dos sinais vitais, nível de humor, 
atitude e suas queixas. 
07.Com base na Resolução COFEN nº 358/2009, que 
dispõe sobre a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem, dentre outros aspectos, avalie as 
asserções a seguir. “O Técnico de Enfermagem 
participa da execução do Processo de Enfermagem, 
naquilo que lhe couber, sob supervisão do enfermeiro.” 
Porque: “A realização das etapas de coleta de dados, 
diagnósticos de enfermagem, planejamento de 
enfermagem e avaliação em enfermagem são exclusivas 
do enfermeiro.” Analisando a relação proposta entre as 
duas asserções acima, assinale a opção correta. 
A) As duas asserções são proposições verdadeiras e a 
segunda é uma justificativa correta da primeira. 
B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a 
segunda não é uma justificativa correta da primeira. 
C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira e a 
segunda é uma proposição falsa. 
D) A primeira asserção é uma proposição falsa e a segunda 
é uma proposição verdadeira. 
08.No que se refere aos aspectos legais e práticos do 
cuidar, é atividade exclusiva do enfermeiro: 
A) realizar cuidado de pacientes hipertensos, bem como 
realizar ações educação de saúde. 
B) aplicar nebulização, enteroclisma, enema, executar os 
trabalhos de rotina vinculados à alta de pacientes e 
participar dos procedimentos pós-morte. 
C) promover cuidados diretos de enfermagem a pacientes 
graves com risco de morte. 
D) realizar procedimentos invasivos e anotação no 
prontuário durante a realização de procedimentos. 
09.De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem 
(COFEN), a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem (SAE) é o modelo assistencial a ser 
aplicado em todas as áreas de atuação do enfermeiro. O 
conjunto de medidas decididas pelo enfermeiro, que 
direciona e coordena a assistência de Enfermagem ao 
paciente de forma individualizada e contínua, 
objetivando a prevenção, promoção, proteção, 
recuperação e manutenção da saúde, denomina-se: 
A) evolução de enfermagem. 
B) histórico de enfermagem. 
C) diagnóstico de enfermagem. 
D) prescrição de enfermagem. 
10.A consulta de Enfermagem é atividade privativa do 
enfermeiro, a qual pode ser realizada nos diversos 
níveis de atenção à saúde. Sobre a consulta de 
Enfermagem, é correto afirmar que: 
A) deve ser realizada de modo deliberado e sistemático, não 
havendo relação entre as etapas, variando de acordo com o 
ambiente de realização. 
B) utiliza o raciocínio científico para identificar situações de 
saúde ou doença e para prescrever e implementar medidas 
de Enfermagem de âmbito individual, não cabendo, durante 
a realização da consulta, intervenções generalizadas em 
nível familiar ou coletivo. 
C) é norteada pelas fases de histórico de Enfermagem, 
exame físico, diagnóstico de Enfermagem, prescrição e 
implementação da assistência, podendo dispensar a 
evolução de Enfermagem ou realizá-la em outro momento 
oportuno. 
D) é fundamentada nos princípios de universalidade, 
equidade, resolutividade e integralidade das ações de saúde 
11.Sobre a Resolução COFEN nº 358/2009, que dispõe 
sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e 
a implementação do Processo de Enfermagem, 
correlacione as colunas e, a seguir, assinale a opção 
que corresponde à sequência correta: 
1ª Coluna 
I) Avaliação. 
II) Coleta de dados ou Histórico de Enfermagem. 
III) Implementação. 
IV) Diagnóstico de Enfermagem. 
V) Planejamento de Enfermagem. 
2ª Coluna 
( ) Processo de agrupamento dos dados que constituem a 
base para a seleção das ações ou das intervenções com as 
quais se objetiva alcançar os resultados esperados. 
( ) Realização das ações de enfermagem. 
( ) Determinação dos resultados que se espera alcançar. 
( ) Obtenção de informações sobre a pessoa, a família ou a 
coletividade humana e sobre suas respostas em um dado 
momento do processo saúde-doença. 
( ) Processo deliberado, sistemático e contínuo de 
verificação de mudanças nas respostas da pessoa, da 
família ou da coletividade humana em um dado momento do 
processo saúde-doença. 
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Assinale o item que corresponde a sequência correta, de 
cima para baixo, da 2ª coluna: 
A) V, III, IV, II, I. 
B) IV, III, V, II, I. 
C) V, II, IV, I, III. 
D) IV, III, I, II, V. 
12.Ao devolver o processo de enfermagem, o enfermeiro 
se utiliza da “Classificação dos Resultados de 
Enfermagem (NOC)” na etapa de 
A) planejamento de enfermagem. 
B) coleta de dados. 
C) implementação. 
D) avaliação. 
E) diagnóstico de enfermagem. 
13.O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem 
estabelece que, nos casos previstos em Lei, o 
profissional de enfermagem deve decidir, de acordo 
com a sua consciência, sobre a sua participação ou não 
A) em prática destinada a antecipar a morte de pessoa em 
estado terminal, quando há autorização formal do paciente 
para tal. 
B) no ato abortivo. 
C) na prestação de primeiros socorros a vítimas graves de 
acidentes de trânsito. 
D) na eutanásia. 
E) na participação, como assistente do cirurgião, em cirurgia 
previamente agendada. 
14.O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem 
é um documento vital e de grande importância para as 
práticas profissionais, assim, o enfermeiro deverá 
informar para toda sua equipe que ele contém 
A) responsabilidades da equipe que visam à fiscalização do 
exercício profissional. 
B) critérios que permitem controlar cada profissional em 
relação a sua vontade. 
C) mecanismos de controle dos profissionais para evitar 
que, caso cometam erros, não sofram sansões. 
D) novos conceitos que possam garantir um diferencial 
profissional que atenda o mercado. 
E) condutas, atitudes e comportamentos pertinentes aos 
profissionais de Enfermagem, considerando seus direitos e 
deveres. 
15.De acordo com a lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 
dispõe sobre a regulamentação do exercício da 
enfermagem e dá outras providências. Art. 1º É livre o 
exercício da Enfermagem em todo o território nacional, 
observadas as disposições desta lei. A Constituição 
Federal em seu art. 5º, ao tratar dos direitos 
fundamentais, insere a liberdade de exercício 
profissional, assim definida. Assinale a alternativa 
CORRETA sobre a liberdade do exercício profissional da 
Enfermagem de acordo com a lei acima citada. 
A) A lei traz, a seguir, em seus arts. 2º, 6º, 7º e 8º, a 
explanação das exigências legais que permitem o exercício 
da Enfermagem em seus diversos graus de habilitação, 
conforme garantido pela Constituição Federal. 
B) Art. 3º A Enfermagem e suas atividades auxiliares 
somente podem ser exercidas por pessoas legalmente 
habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem 
com jurisdição na área onde ocorre o exercício. 
C) As bases curriculares consideradas para o curso de 
Auxiliar e de Técnico de Enfermagem são definidas na 
Resolução do Conselho Nacional de Educação nº 04, de 7 
de outubro de 1990, que institui as Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. 
D) A inscrição no COFEN tem como Inscrição Secundária 
aquela concedida pelo Conselho Regional de Enfermagem 
que jurisdiciona o domicílio profissional do interessado e que 
confere habilitação legal para o exercício permanente da 
atividade na área dessa jurisdição, e para o exercício 
eventual em qualquer parte do Território Nacional. 
16.Uma das etapas da Sistematização da Assistência de 
Enfermagem é a Implementação. Sobre esta é 
INCORRETO afirmar: 
A) A implementação refere-se às ações iniciadas para a 
obtenção das metas e objetivos definidos. 
B) É a prestação dos cuidados de enfermagem. 
C) É colocar em ação o plano de cuidados previamente 
definido e prescrito. 
D) A fase de implementação engloba todasas ações de 
enfermagem dirigidas à resolução dos problemas e as 
necessidades de assistência de saúde do cliente/paciente. 
E) As ações de enfermagem só podem ser realizadas pela 
enfermeira que desenvolveu o planejamento, e em casos de 
urgência ou troca de plantão, por outras enfermeiras, ou por 
auxiliares e técnicos de enfermagem. 
17.A Resolução COFEN-358/2009 dispõe sobre 
aSistematização da Assistência de Enfermagem e 
aimplementação do Processo de Enfermagem. Entre as 
suas etapas está Implementação que significa: 
A) Processo de interpretação e agrupamento dos dados 
coletados. 
B) Verificação da necessidade de mudanças ou adaptações 
nas etapas do Processo deEnfermagem. 
C) Realização das ações ou intervenções determinadas na 
etapa de Planejamento deEnfermagem. 
D) Um resumo dos dados coletados sobre a pessoa, família 
ou coletividade humana emum dado momento do processo 
saúde e doença. 
E) Determinação dos resultados que se espera alcançar. 
18. Com base na Sistematização da Assistência de 
Enfermagem − SAE, as informações de que o 
trabalhador é portador de colostomia e que recusou-se a 
receber orientações sobre o autocuidado na troca da 
bolsa coletora estão descritas, respectivamente, em 
A) anotação de enfermagem e exame físico. 
B) prescrição de enfermagem e evolução médica. 
C) evolução médica e exame físico. 
D) prescrição médica e histórico de enfermagem. 
E) histórico de enfermagem e anotação de enfermagem. 
19.Considerando que o Processo de Enfermagem é um 
instrumento metodológico que orienta o cuidado 
profissional de Enfermagem e a documentação da 
prática profissional, pode-se afirmar: 
 I. O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo 
deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos 
ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de 
Enfermagem. 
II. Ao técnico e ao auxiliar de enfermagem, em conformidade 
com a legislação trabalhista, não compete a participação no 
Processo de Enfermagem, tendo em vista ser uma atividade 
privativa do enfermeiro. 
III. O Processo de Enfermagem deve estar baseado numa 
metodologia empírica que oriente a coleta de dados 
subjetivos, o estabelecimento de diagnósticos de 
enfermagem e o planejamento das ações ou intervenções 
de enfermagem. 
IV. A execução do Processo de Enfermagem deve ser 
registrada formalmente. 
Está correto o que consta APENAS em 
A) III e IV. 
B) I, II e III. 
C) II e III. 
D) I e IV. 
E) II e IV. 
 
 
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20.Em relação à sistematização da assistência de 
enfermagem, a Resolução Cofen 358/2009 considera 
ético 
A) a sistematização da assistência de enfermagem ser 
realizada pelo técnico de enfermagem na ausência do 
enfermeiro. 
B) o planejamento das ações de enfermagem ser realizado 
pelo profissional auxiliar de enfermagem na ausência do 
enfermeiro. 
C) o diagnóstico de enfermagem ser elaborado por técnico 
de enfermagem capacitado e sob supervisão do enfermeiro. 
D) a liderança e a avaliação do processo de enfermagem ser 
incumbência do enfermeiro. 
E) o atendimento de enfermagem ser realizado por auxiliar 
de enfermagem e parteiro no suporte avançado de vida. 
21.A implementação do Processo de Enfermagem 
demanda habilidades e capacidades cognitivas, 
psicomotoras e afetivas, que ajudam a determinar o 
fenômeno observado e o seu significado. Esses 
aspectos dizem respeito aos elementos da prática 
profissional considerados, por natureza, 
inseparavelmente ligados ao Processo de Enfermagem, 
tendo como base o julgamento sobre necessidades 
humanas específicas, definidos como: 
A) Intervenções de Enfermagem. 
B) Planejamento de Enfermagem. 
C) Diagnóstico de Enfermagem. 
D) Resultados de Enfermagem. 
22. (OLIVEIRA-2018) Conforme a Resolução COFEN 
564/2017, na situação em que o processo tiver origem 
no Conselho Federal de Enfermagem e nos casos de 
cassação do exercício profissional, terá como instância 
superior a 
A)Assembleia dos Delegados Regionais 
B) Conselho Regional de Enfermagem 
C) Sindicato dos trabalhadores de enfermagem 
D) Assembleia de Presidentes dos Conselhos de 
Enfermagem 
23. (OLIVEIRA-2018) Sobre o capítulo de infrações e 
penalidades, avalie os itens a seguir: 
I. Para a graduação da penalidade e respectiva imposição 
consideram-se: a gravidade da infração; as circunstâncias 
agravantes e atenuantes da infração; o dano causado e o 
resultado; os antecedentes do infrator. 
II. As infrações (serão consideradas leves, moderadas, 
graves, gravíssimas e seríssimas, segundo a natureza do 
ato e a circunstância de cada caso. 
III. São consideradas infrações leves as que ofendam a 
integridade física, mental ou moral de qualquer pessoa, sem 
causar debilidade ou aquelas que venham a difamar 
organizações da categoria ou instituições ou ainda que 
causem danos patrimoniais ou financeiros. 
IV. São consideradas infrações moderadas as que 
provoquem debilidade temporária de membro, sentido ou 
função na pessoa ou ainda as que causem danos mentais, 
morais, patrimoniais ou financeiros. 
V. São consideradas infrações graves as que provoquem 
perigo de morte, debilidade permanente de membro, sentido 
ou função, dano moral irremediável na pessoa ou ainda as 
que causem danos mentais, morais, patrimoniais ou 
financeiros. 
VI. São consideradas infrações gravíssimas as que 
provoquem a morte, debilidade permanente de membro, 
sentido ou função, dano moral irremediável na pessoa. 
Quantos itens estão incorretos? 
A)1 
B)2 
C)5 
D)6 
24. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da 
dignidade profissional, do exercício da cidadania e das 
reivindicações por melhores condições de assistência, 
trabalho e remuneração, observados os parâmetros e limites 
da legislação vigente. 
II. Abster-se de revelar informações confidenciais de que 
tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional. 
III. Exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, 
resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, 
honestidade e lealdade. 
IV. Receber vantagens de instituição, empresa, pessoa, 
família e coletividade, além do que lhe é devido, como forma 
de garantir assistência de Enfermagem diferenciada ou 
benefícios de qualquer natureza para si ou para outrem. 
A) DIREITO, DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO. 
B) DIREITO, DIREITO, DIREITO, PROIBIÇÃO. 
C) DEVER, DEVER, PROIBIÇÃO, DIREITO. 
D) DEVER, DEVER, DEVER, PROIBIÇÃO. 
25. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Executar atividades que não sejam de sua competência 
técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam 
segurança ao profissional, à pessoa, à família e à 
coletividade. 
II. Aceitar cargo, função ou emprego vago em decorrência 
de fatos que envolvam recusa ou demissão motivada pela 
necessidade do profissional em cumprir o presente código e 
a legislação do exercício profissional; bem como pleitear 
cargo, função ou emprego ocupado por colega, utilizando-se 
de concorrência desleal. 
III. Promover ou ser conivente com injúria, calúnia e 
difamação de pessoa e família, membros das equipes de 
Enfermagem e de saúde, organizações da Enfermagem, 
trabalhadores de outras áreas e instituições em que exerce 
sua atividade profissional. 
IV. Provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a 
interromper a gestação, exceto nos casos permitidos pela 
legislação vigente. 
A) DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO, DEVER. 
B) DEVER, DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO. 
C) DIREITO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO. 
D) PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO, PROIBIÇÃO. 
26. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Orientar à pessoa e família sobre preparo, benefícios, 
riscos e consequênciasdecorrentes de exames e de outros 
procedimentos, respeitando o direito de recusa da pessoa 
ou de seu representante legal. 
II. Prestar assistência de Enfermagem em condições que 
ofereçam segurança, mesmo em caso de suspensão das 
atividades profissionais decorrentes de movimentos 
reivindicatórios da categoria. 
III. Recusar-se a executar prescrição de Enfermagem e 
Médica na qual não constem assinatura e número de 
registro do profissional prescritor, exceto em situação de 
urgência e emergência. 
IV. Posicionar-se contra, e denunciar aos órgãos 
competentes, ações e procedimentos de membros da 
equipe de saúde, quando houver risco de danos decorrentes 
de imperícia, negligência e imprudência ao paciente, visando 
a proteção da pessoa, família e coletividade. 
V. Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua 
competência técnica, científica, ética e legal ou que não 
ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à 
coletividade. 
A) DEVER, DIREITO, DIREITO, DIREITO, DEVER. 
B) DEVER, DEVER, DEVER, DEVER, DIREITO. 
C) DEVER, DIREITO, DEVER, DIREITO, DEVER. 
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D) DEVER, DEVER, DEVER, DEVER, DEVER. 
27. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Registrar no prontuário e em outros documentos as 
informações inerentes e indispensáveis ao processo de 
cuidar de forma clara, objetiva, cronológica, legível, 
completa e sem rasuras. 
II. Disponibilizar o acesso a informações e documentos a 
terceiros que não estão diretamente envolvidos na prestação 
da assistência de saúde ao paciente, exceto quando 
autorizado pelo paciente, representante legal ou responsável 
legal, por determinação judicial. 
III. Aprimorar os conhecimentos técnico-científicos, ético-
políticos, socioeducativos e culturais, em benefício da 
pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da 
profissão. 
IV. Registrar informações incompletas, imprecisas ou 
inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestada à 
pessoa, família ou coletividade. 
A) DIREITO, DIREITO, DIREITO, PROIBIÇÃO. 
B) DIREITO, PROIBIÇÃO, DIREITO, PROIBIÇÃO. 
C) DEVER, DIREITO, PROIBIÇÃO, DEVER. 
D) DEVER, PROIBIÇÃO, DEVER, PROIBIÇÃO. 
28. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Aplicar o processo de Enfermagem como instrumento 
metodológico para planejar, implementar, avaliar e 
documentar o cuidado à pessoa, família e coletividade. 
II. Documentar formalmente as etapas do processo de 
Enfermagem, em consonância com sua competência legal. 
III. Incentivar e apoiar a participação dos profissionais de 
Enfermagem no desempenho de atividades em 
organizações da categoria. 
A) DEVER, DEVER, DEVER. 
B) DIREITO, DEVER, DEVER. 
C) DIREITO, DIREITO, DIREITO. 
D) DEVER, DIREITO, DIREITO. 
29. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Associar-se, exercer cargos e participar de Organizações 
da Categoria e Órgãos de Fiscalização do Exercício 
Profissional, atendidos os requisitos legais. 
II. Respeitar, no exercício da profissão, a legislação vigente 
relativa à preservação do meio ambiente no gerenciamento 
de resíduos de serviços de saúde. 
III. Negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em mídias 
sociais durante o desempenho de suas atividades 
profissionais. 
A) DIREITO, DEVER, DIREITO. 
B) DEVER, DIREITO, DEVER. 
C) DIREITO, DEVER, PROIBIÇÃO. 
D) PROIBIÇÃO, DIREITO, DIREITO. 
30. Conforme o Código de Ética de Enfermagem 
(Resolução COFEN 564/2017), analise os itens: 
I. Suspender as atividades, individuais ou coletivas, quando 
o local de trabalho não oferecer condições seguras para o 
exercício profissional e/ou desrespeitar a legislação vigente, 
ressalvadas as situações de urgência e emergência, 
devendo formalizar imediatamente sua decisão por escrito 
e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e ao 
Conselho Regional de Enfermagem. 
II. Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no 
respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e 
posição ideológica. 
III. Somente aceitar encargos ou atribuições quando se 
julgar técnica, científica e legalmente apto para o 
desempenho seguro para si e para outrem. 
 
A) PROIBIÇÃO, DIREITO, PROIBIÇÃO. 
B) DEVER, DIREITO, DIREITO. 
C) PROIBIÇÃO, DEVER, DEVER. 
D) DIREITO, DEVER, DEVER. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
D A D B D B C C D D 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
B A B E A E C E D D 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
C D A A D B D B A D 
 
 
 
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PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA EM SAÚDE 
“Todo sonho tem uma boa dose de sacrifício!” 
 
A Lei Federal 9.431 de 1997 → institui a obrigatoriedade da 
existência da CCIH e de um Programa de Controle de 
Infecções Hospitalares. 
 
Portaria n° 2.616 de 12 de Maio de 1998 
 
O Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) é 
um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e 
sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da 
incidência e da gravidade das infecções hospitalares. 
>>Para a adequada execução do PCIH os hospitais deverão 
constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar 
(CCIH), órgão de assessoria à autoridade máxima da 
instituição e de execução das ações de controle de infecção 
hospitalar. 
>>A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de 
saúde, de nível superior, formalmente designados. 
 
Os membros da CCIH serão de dois tipos: consultores e 
executores. 
O presidente ou coordenador da CCIH será qualquer um dos 
membros da mesma, indicado pela direção do hospital. 
Os membros consultores serão representantes, dos 
seguintes serviços: 
- serviço médico; 
- serviço de enfermagem; 
- serviço de farmácia; 
- laboratório de microbiologia; 
- administração. 
 
CONSIDERAM-SE 
PACIENTES 
CRÍTICOS 
 
-Pacientes de terapia intensiva (adulto, 
pediátrico e neonatal) 
-Pacientes de berçário de alto risco 
-Pacientes queimados 
-Pacientes submetidos a transplantes 
de órgãos 
-Pacientes hemato-oncológicos 
-Pacientes com Síndrome da 
Imunodeficiência Adquirida 
 
SÃO COMPETÊNCIAS DA CCIH DO HOSPITAL: 
>>Elaborar, implementar, manter e avaliar programa de 
controle de infecção hospitalar, adequado às características 
e necessidades da instituição, contemplando, no mínimo, 
ações relativas a: 
>>Implantação de um Sistema de Vigjlância Epidemiológica 
das Infecções Hospitalares; 
>>Adequação, implementação e supervisão das normas e 
rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção e controle 
das infecções hospitalares; 
>>Capacitação do quadro de funcionários e profissionais da 
instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das 
infecções hospitalares; 
>>Uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais 
médico-hospitalares; 
>>Avaliar, periódica e sistematicamente, as informações 
providas pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das 
infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle 
propostas pelos membros executores da CCIH; 
>>Realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, 
sempre que indicado, e implantar medidas imediatas de 
controle; 
>>Elaborar e divulgar, regularmente, relatórios e comunicar, 
periodicamente, à autoridade máxima de instituição e às 
chefias de todos os setores do hospital a situação do 
controle das infecções hospitalares, promovendoseu amplo 
debate na comunidade hospitalar, 
>>Elaborar, implementar e supervisionar a aplicação de 
normas e rotinas técnico-operacionais, visando limitar a 
disseminação de agentes presentes nas infecções em curso 
no hospital, por meio de medidas de precaução e de 
isolamento; 
>>Adequar, implementar e supervisionar a aplicação de 
normas e rotinas técnico-operacionais, visando à prevenção 
e ao tratamento das infecções hospitalares; 
>>Definir, em cooperação com a Comissão de Farmácia e 
Terapêutica, política de utilização de antimicrobianos, 
germicidas e materiais médico-hospitalares para a 
instituição; 
>>Cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-
se pelo treinamento, com vistas a obter capacitação 
adequada do quadro de funcionários e profissionais, no que 
diz respeito ao controle das infecções hospitalares; 
>>Elaborar regimento interno para a Comissão de Controle 
de Infecção Hospitalar; 
>>Cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS, bem 
como fornecer, prontamente, as informações 
epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes; 
>>Notificar, na ausência de um núcleo de epidemiologia, ao 
organismo de gestão do SUS, os casos diagnosticados ou 
suspeitos de outras doenças sob Vigilância epidemiológica 
(notificação compulsória), atendidos em qualquer dos 
serviços ou unidades do hospital, e atuar cooperativamente 
com os serviços de saúde coletiva; 
>>Notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e 
Sanitária do organismo de gestão do SUS, os casos e surtos 
diagnosticados ou suspeitos de infecções associadas à 
utilização de insumos e/ou produtos industrializados. 
 
CONCEITOS 
1.Infecção comunitária (IC): é aquela constatada ou em 
incubação no ato de admissão do paciente, desde que não 
relacionada com internação anterior no mesmo hospital. 
São também comunitárias: 
-a infecção que está associada com complicação ou 
extensão da infecção já presente na admissão, a menos que 
haja troca de microrganismos com sinais ou sintomas 
fortemente sugestivos da aquisição de nova infecção; 
-a infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via 
transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que 
tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: 
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herpes simples, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirose, 
sífilis e AIDS); 
-As infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota 
superior a 24 (vinte e quatro) horas. 
 
2.Infecção hospitalar: (IRAS) 
é aquela adquirida após a admissão do paciente e que se 
manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder 
ser relacionada com a internação ou procedimentos 
hospitalares. 
 
Princípios: 
-o diagnóstico das infecções hospitalares deverá valorizar 
informações oriundas de: 
-evidência clínica, derivada da observação direta do 
paciente ou da análise de seu prontuário; 
-resultados de exames de laboratório, ressaltando-se os 
exames microbiológicos, a pesquisa de antígenos, 
anticorpos e métodos de visualização realizados. 
-evidências de estudos com métodos de imagem; 
-endoscopia; 
-biópsia e outros. 
Critérios gerais: 
-quando, na mesma topografia em que foi diagnosticada 
infecção comunitária, for isolado um germe diferente, 
seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, 
o caso deverá ser considerado como infecção hospitalar; 
-quando se desconhecer o período de incubação do 
microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado 
laboratorial de infecção no momento da internação, 
convenciona-se infecção hospitalar toda manifestação 
clínica de infecção que se apresentar a partir de 72 (setenta 
e duas) horas após a admissão; 
-são também convencionadas infecções hospitalares 
aquelas manifestadas antes de 72 (setenta e duas) horas da 
internação, quando associadas a procedimentos 
diagnósticos e/ou terapêuticos, realizados durante este 
período; 
-as infecções no recém-nascido são hospitalares, com 
exceção das transmitidas de forma transplacentária e 
aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 (vinte e 
quatro) horas; 
-os pacientes provenientes de outro hospital que se internam 
com infecção, são considerados portadores de infecção 
hospitalar do hospital de origem infecção hospitalar. Nestes 
casos, a Coordenação Estadual/Distrital/Municipal e/ou o 
hospital de origem deverão ser informados para computar o 
episódio como infecção hospitalar naquele hospital. 
 
 
 
 
 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS POR POTENCIAL DE 
CONTAMINAÇÃO DA INCISÃO CIRÚRGICA. 
1. as infecções pós-cirúrgicas devem ser analisadas 
conforme o potencial de contaminação da ferida cirúrgica, 
entendido como o número de microrganismos presentes no 
tecido a ser operado; 
2. a classificação das cirurgias deverá ser feita no final do 
ato cirúrgico, pelo cirurgião, de acordo com as seguintes 
indicações: 
-Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos 
estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de 
processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas 
grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira 
intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não 
ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou 
urinário; 
-Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas 
realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana 
pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, 
na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com 
falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com 
drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre 
penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem 
contaminação significativa. 
-Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em 
tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados 
por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja 
difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que 
tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de 
supuração local. Na presença de inflamação aguda na 
incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande 
contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou 
urinária também se incluem nesta categoria. 
-Cirurgias Infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas 
realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de 
processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. 
 
 
 
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 
 
É a medida individual mais simples e menos dispendiosa 
para prevenir a propagação das infecções relacionadas à 
assistência à saúde. 
As mãos constituem a principal via de transmissão de 
microrganismos durante a assistência prestada aos 
pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos 
microrganismos, que podem se transferir de uma superfície 
para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou 
indireto, através do contato com objetos e superfícies 
contaminados. 
A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações 
de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e 
à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída 
por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, 
corinebactérias e micrococos, pouco associados às 
infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser 
removida pela higienização das mãos com água e sabão, 
uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele. 
A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial 
da pele, o que permite sua remoção mecânicapela 
higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada 
com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-
séptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-
negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), 
bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas 
aeruginosa), além de fungos e vírus. 
 
A higienização das mãos apresenta as seguintes 
finalidades: 
• Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células 
descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a 
transmissão de infecções veiculadas ao contato; 
• Prevenção e redução das infecções causadas pelas 
transmissões cruzadas. 
O termo engloba a higienização simples, a higienização anti-
séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das 
mãos (degermação). 
 
 
Higienização Finalidade Duração 
Higienização 
simples das 
mãos 
Remover os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da 
pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a 
sujidade propícia à permanência e à proliferação de microrganismos. 
40 a 60 segundos 
Higienização 
anti-séptica das 
mãos 
Promover a remoção de sujidades e de microrganismos, reduzindo a carga 
microbiana das mãos, com auxílio de um anti-séptico. 
40 a 60 segundos 
Fricção anti-
séptica com 
preparação 
alcoólica 
Reduzir a carga microbiana das mãos (não há remoção de sujidades). A 
utilização de gel alcoólico a 70% ou de solução alcoólica a 70% com 1-3% 
de glicerina pode substituir a higienização com água e sabão quando as 
mãos não estiverem visivelmente sujas. 
20 a 30 segundos 
Degermação Eliminar a microbiota transitória da pele e reduzir a microbiota residente, 
além de proporcionar efeito residual na pele do profissional. 
As escovas utilizadas no preparo cirúrgico das mãos devem ser de cerdas 
macias e descartáveis, impregnadas ou não com anti-séptico e de uso 
exclusivo em leito ungueal e subungueal. 
3 a 5 minutos para a 
primeira cirurgia e de 2 
a 3 minutos para as 
cirurgias subsequentes 
 
 
 
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ATENÇÃO! SEMPRE EM PROVAS OS 5 MOMENTOS PARA A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS. 
 
 
 
MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO 
RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE 
 
As infecções relacionadas à assistência em saúde 
(IRAS) são aquelas adquiridas durante a prestação dos 
cuidados de saúde e representam um dos mais importantes 
problemas de saúde pública no mundo. Em média, de 5% a 
15% de todos os pacientes internados desenvolvem IRAS. 
O desafio para prevenir danos aos usuários dos 
serviços de saúde e prejuízos associados aos cuidados 
decorrentes de processos ou das estruturas da assistência é 
cada vez maior e, portanto, é necessário a atualização de 
protocolos específicos de critérios diagnósticos e medidas 
de prevenção para a redução das Infecções Relacionadas à 
Assistência à Saúde - IRAS. 
As IRAS consistem em eventos adversos - EA 
ainda persistentes nos serviços de saúde. Sabe-se que as 
infecções elevam consideravelmente os custos no cuidado 
do paciente, além de aumentar o tempo de internação, a 
morbidade e a mortalidade nos serviços de saúde. 
 
Pneumonia Relacionada à 
Assistência à Saúde 
Infecção do Trato Urinário 
Infecção da Corrente 
Sanguínea 
Infecção Cirúrgica 
 
Medidas de Prevenção de Pneumonia Relacionada à 
Assistência à Saúde 
 
A pneumonia relacionada à assistência à saúde é 
principalmente de origem aspirativa. A principal fonte são as 
secreções das vias aéreas superiores, seguida pela 
inoculação exógena de material contaminado ou pelo refluxo 
do trato gastrintestinal. Estas aspirações são, mais 
comumente, microaspirações silenciosas, raramente há 
macroaspirações, que quando acontecem trazem um quadro 
de insuficiência respiratória grave e rapidamente 
progressiva. Raramente a pneumonia é ocasionada pela 
disseminação hematogênica a partir de um foco infeccioso à 
distância. 
Os pacientes internados e, especialmente, os 
pacientes em ventilação mecânica são um grupo de risco 
aumentado para pneumonia. Este risco maior deve-se 
essencialmente a três fatores: 
1 - diminuição das defesas do paciente; 
2 - risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com 
grande quantidade de material contaminado; 
3 - presença de microrganismos mais agressivos e 
resistentes aos antimicrobianos no ambiente, superfícies 
próximas, materiais dessa forma colozinando o próprio 
paciente. 
A diminuição da defesa pulmonar pode estar 
relacionada a várias causas e estas podem ocorrer 
isoladamente ou em associação. Dentre estas causas 
destacam-se: a presença de doença de base, tais como: 
neoplasias, doença pulmonares agudas ou crônicas, 
doenças autoimunes, o uso de drogas imunossupressoras 
(corticoesteróides, quimioterapia) e o uso de próteses 
traqueais. 
O risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas 
com grande quantidade de material contaminado exerce um 
papel central na fisiopatologia da pneumonia relacionada à 
assistência à saúde. Este risco aumentado pode também 
estar associado a inúmeros motivos, que podem acontecer 
isoladamente ou, mais frequentemente, associados. Podem 
ser citados como exemplos o rebaixamento do nível de 
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consciência, causado por drogas ou pela doença de base, 
que pode predispor a aspiração e a retenção de secreção 
das vias aéreas superiores, na região acima do balonete do 
tubo traqueal. Esta retenção de material oriundo das vias 
aéreas superiores e coletado acima do balonete, penetra 
pela traqueia quando o balonete é desinflado ou 
atravessando o espaço entre o balonete e a parede da 
traqueia. Pode também ocorrer a inoculação de material 
contaminado pela traqueia por meio de nebulizações, 
inalações ou aspirações traqueais realizadas com material 
contaminado. 
Em pacientes em ventilação mecânica e 
umidificação com água aquecida pode haver acúmulo de 
água condensada no circuito do ventilador e esta água 
acumulada e contaminada pelo contato com o circuito do 
ventilador, pode, por meio da manipulação descuidada, 
penetrar na traqueia do paciente. Cabe também ressaltar 
que em pacientes idosos, com doenças neurológicas ou 
musculares, há alteração do padrão normal de deglutição, o 
que predispõe a aspiração. 
Como a principal razão da pneumonia relacionada 
à assistência à saúde é a aspiração e como estes pacientes, 
habitualmente encontram-se restritos ao leito, as 
pneumonias hospitalares desenvolvem-se nos lobos 
inferiores e nos segmentos posteriores destes. Após a 
aspiração, o material contaminado impacta em brônquios de 
pequeno calibre e expande-se para o espaço alveolar ao 
redor, causando histopatologicamente uma 
broncopneumonia. Como podem acontecer aspirações em 
momentos diferentes, um paciente pode ter mais de um foco 
de pneumonia e até mesmo com microrganismos diferentes. 
 
Fatores de risco para pneumonia relacionada à 
assistência à saúde 
 
Os fatores de risco para pneumonia relacionada à 
assistência à saúde podem ser agrupados em quatro 
categorias: 
1. Fatores que aumentam a colonização da orofaringe e 
estômago por microrganismos (administração de agentes 
antimicrobianos, admissão em UTI ou presença de doença 
pulmonar crônica de base); 
2. Condições que favorecem aspiração do trato respiratório 
ou refluxo do trato gastrintestinal (intubação endotraqueal ou 
intubações subsequentes; utilização de sonda nasogástrica; 
posição supina; coma; procedimentoscirúrgicos envolvendo 
cabeça, pescoço, tórax e abdome superior; imobilização 
devido a trauma ou outra doença); 
3. Condições que requerem uso prolongado de ventilação 
mecânica com exposição potencial a dispositivos 
respiratórios e contato com mãos contaminadas ou 
colonizadas, principalmente de profissionais da área da 
saúde; 
4. Fatores do hospedeiro como: extremos de idade, 
desnutrição, condições de base graves, incluindo 
imunossupressão. 
 
Estas categorias, especialmente as três primeiras, incluem 
os fatores de risco considerados modificáveis, que 
constituem o alvo das medidas preventivas. 
Medidas específicas recomendadas para prevenção de 
pneumonia 
A pneumonia relacionada a assistência à saúde 
pode trazer grave repercussão para o paciente, é uma grave 
infecção que apresenta múltiplas causas e tem grande 
impacto nas taxas de morbimortalidade, tempo de 
internação hospitalar e aumento dos custos assistenciais. 
Diante disso, é fundamental a aplicação das várias medidas 
de prevenção a fim de se prevenir a ocorrência deste 
evento, principalmente a PAV, que é uma das mais 
frequentes infecções relacionadas à assistência à saúde 
dentro das UTIs brasileiras. 
 
1. Manter decúbito elevado (30- 45°) 
2. Adequar diariamente o nível de sedação e o teste de 
respiração espontânea 
3. Aspirar a secreção subglótica rotineiramente 
4. Fazer a higiene oral com antissépticos 
5. Fazer uso criterioso de bloqueadores neuromusculares 
6. Dar preferência por utilizar ventilação mecânica não-
invasiva 
7. Cuidados com o circuito do ventilador 
8. Indicação e cuidados com os umidificadores 
9. Indicação e cuidados com o sistema de aspiração 
10. Evitar extubação não programada (acidental) e 
reintubação 
11. Monitoramento da pressão de cuff 
12. Dar preferência a intubação orotraqueal 
13. Cuidados com inaladores e nebulizadores 
14. Sonda enteral na posição gástrica ou pos-pilorica 
15. Processamento de produto de assistência respiratória 
16. Outros dispositivos 
 
Medidas de Prevenção de Infecção do Trato Urinário 
 
A infecção do trato urinário - ITU é uma das causas 
prevalentes de IRAS de grande potencial preventivo, visto 
que a maioria está relacionada à cateterização vesical. As 
ITUs são responsáveis por 35-45% das IRAS em pacientes 
adultos, com densidade de incidência de 3,1-7,4/1000 
cateteres/dia. Aproximadamente 16-25% dos pacientes de 
um hospital serão submetidos a cateterismo vesical, de 
alívio ou de demora, em algum momento de sua 
hospitalização, muitas vezes sob indicação clínica 
equivocada ou inexistente e até mesmo sem conhecimento 
médico. 
A problemática continua quando muitos pacientes 
permanecem com o dispositivo além do necessário, apesar 
das complicações infecciosas (locais e sistêmicas) e não 
infecciosas (desconforto para o paciente, restrição da 
mobilidade, traumas uretrais por tração), inclusive custos 
hospitalares e prejuízos ao sistema de saúde público e 
privado. 
Entende-se que o tempo de permanência da 
cateterização vesical é o fator crucial para colonização e 
infecção (bacteriana e fúngica). A contaminação poderá ser 
intraluminal ou extraluminal (biofilme), sendo esta última a 
mais comum. O fenômeno essencial para determinar a 
virulência bacteriana é a adesão ao epitélio urinário, 
colonização intestinal, perineal e cateter. 
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O crescimento bacteriano inicia-se após a 
instalação do cateter, numa proporção de 5-10% ao dia, e 
estará presente em todos os pacientes ao final de quatro 
semanas. 
Os agentes etiológicos responsáveis por essas ITU 
costumam, inicialmente, pertencer à microbiota do paciente. 
E, posteriormente, devido ao uso de antimicrobianos, 
seleção bacteriana, colonização local, fungos e aos 
cuidados do cateter, pode ocorrer a modificação da 
microbiota. As bactérias Gram negativas (enterobactérias e 
não fermentadores) são as mais frequentes, mas Gram 
positivos são de importância epidemiológica, especialmente 
do gênero Enterococcus. 
 
Técnica de inserção do cateter urinário 
 
• Reunir o material para higiene íntima, luva de 
procedimento e luva estéril, campo estéril, sonda vesical de 
calibre adequado, gel lubrificante, antisséptico 
preferencialmente em solução aquosa, bolsa coletora de 
urina, seringa, agulha e água destilada; 
• Higienizar as mãos com água e sabonete líquido ou 
preparação alcoólica para as mãos; 
• Realizar a higiene íntima do paciente com água e sabonete 
líquido (comum ou com antisséptico); 
• Retirar luvas de procedimento, realizar higiene das mãos 
com água e sabão; 
• Montar campo estéril fenestrado com abertura; 
• Organizar material estéril no campo (seringa, agulha, 
sonda, coletor urinário, gaze estéril) e abrir o material tendo 
o cuidado de não contaminá-lo; 
• Calçar luva estéril; 
• Conectar sonda ao coletor de urina (atividade), testando o 
balonete (sistema fechado com sistema de drenagem com 
válvula anti-refluxo); 
• Realizar a antissepsia da região perineal com solução 
padronizada, partindo da uretra para a periferia (região 
distal); 
• Introduzir gel lubrificante na uretra em homens; 
• Lubrificar a ponta da sonda com gel lubrificante em 
mulheres; 
• Seguir técnica asséptica de inserção; 
• Observar drenagem de urina pelo cateter e/ou sistema 
coletor antes de insuflar o balão para evitar lesão uretral, 
que deverá ficar abaixo do nível da bexiga, sem contato com 
o chão; observar para manter o fluxo desobstruído; 
• Fixar corretamente o cateter no hipogástrio no sexo 
masculino e na raiz da coxa em mulheres (evitando 
traumas); 
• Assegurar o registro em prontuário e no dispositivo para 
monitoramento de tempo de permanência e complicações; 
• Gel lubrificante estéril, de uso único, com ou sem 
anestésico (dar preferência ao uso de anestésico em 
paciente com sensibilidade uretral); 
• Uso para cateter permanente; 
• Utilizar cateter de menor calibre possível para evitar trauma 
uretral. (B-III). 
 
Atenção: Não há evidências que o uso de sondas 
impregnadas com prata ou antibiótico diminui o risco de 
infecção (grau de recomendação B). Cateteres de silicone 
mostram menor tendência a apresentar incrustações. 
Cateteres hidrofílicos trazem mais conforto e qualidade de 
vida ao paciente, porém o uso não há evidências de redução 
de infecção. 
 
Atenção: O teste do balonete pode ser realizado em um dos 
seguintes momentos: 1) antes de dispor o material no 
campo estéril: aspira-se a água destilada e testa-se o 
balonete, segurando a sonda dentro do pacote, expondo 
apenas o local de preenchimento do balonete; 2) dentro do 
campo estéril: colocando a seringa e a sonda no campo 
estéril, a água destilada na cuba rim. Aspira-se a água 
destilada e testa-se a integridade do balonete. 
 
Quadro 2: Indicação do uso de cateter urinário 
Não use cateter urinário, exceto nas seguintes situações: 
1. Pacientes com impossibilidade de micção espontânea; 
2. Paciente instável hemodinamicamente com necessidade 
de monitorização de débito urinário; 
3. Pós - operatório, pelo menor tempo possível, com tempo 
máximo recomendável de até 24 horas, exceto para 
cirurgias urológicas específicas; 
4. Tratamento de pacientes do sexo feminino com úlcera por 
pressão grau IV com cicatrização comprometida pelo 
contato pela urina 
Sempre dar preferência ao cateterismo intermitente ou 
drenagem suprapúbica e uso de drenagem externa para o 
sexo masculino. 
 
Recomendações para prevenção de ITU 
 
Manuseio correto do cateter 
 
I. Após a inserção, fixar o cateter de modo seguro e que não 
permita tração ou movimentação (A-III); 
II. Manter o sistema de drenagemfechado e estéril (A-I); 
III. Não desconectar o cateter ou tubo de drenagem, exceto 
se a irrigação for necessária (A-I); 
IV. Trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão, 
quebra da técnica asséptica ou vazamento (B-III); 
V. Para exame de urina, coletar pequena amostra através de 
aspiração de urina com agulha estéril após desinfecção do 
dispositivo de coleta (A-III); levar a amostra imediatamente 
ao laboratório para cultura. 
VI. Manter o fluxo de urina desobstruído (A-II); 
VII. Esvaziar a bolsa coletora regularmente, utilizando 
recipiente coletor individual e evitar contato do tubo de 
drenagem com o recipiente coletor (A-II); 
VIII. Manter sempre a bolsa coletora abaixo do nível da 
bexiga (A-III); 
IX. Não há recomendação para uso de antissépticos tópicos 
ou antibióticos aplicados ao cateter, uretra ou meato uretral 
(A-I); 
X. Realizar a higiene rotineira do meato e sempre que 
necessário (A-I). 
XI . Não é necessário fechar previamente o cateter antes da 
sua remoção (II). 
 
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Estratégias que NÃO devem ser utilizadas para 
prevenção 
A. Não utilizar rotineiramente cateter impregnado com prata 
ou outro antimicrobiano (A-I); 
B. Não monitorar rotineiramente bacteriúria assintomática 
em pacientes com cateter (A-II); 
C. Não tratar bacteriúria assintomáticaa , exceto antes de 
procedimento urológico invasivo (A-I); 
D. Evitar irrigação do cateter (A-I): 
I. Não realizar irrigação vesical contínua com antimicrobiano; 
II. Não utilizar instilação rotineira de soluções antisséptica ou 
antimicrobiana em sacos de drenagem urinária (II); 
III. Quando houver obstrução do cateter por muco, coágulos 
ou outras causas, proceder a irrigação com sistema fechado; 
E. Não utilizar rotineiramente antimicrobianos sistêmicos 
profiláticos (A-II); 
F. Não trocar cateteres rotineiramente (A-III); 
a A bacteriúria assintomática não necessita tratamento, 
porém pacientes grávidas, transplantados de rim, crianças 
com refluxo vesicoureteral, pacientes com cálculos 
infectados e pacientes submetidos a cirurgias urológicas, 
deverão ser avaliados para possível tratamento. 
 
Medidas de Prevenção de Infecção da Corrente 
Sanguínea 
O material utilizado na fabricação dos cateteres e 
seus componentes influenciam diretamente na ocorrência de 
complicações. Dada a especificidade de cada material, as 
técnicas utilizadas para a inserção devem seguir as 
recomendações técnicas do fabricante. A reinserção da 
agulha enquanto a cânula estiver no vaso é contraindicada 
devido a riscos de corte da cânula e de embolismo. 
Os cateteres flexíveis, como o de poliuretano, estão 
associados a menores complicações infecciosas do que 
cateteres confeccionados com cloreto de polivinil ou 
polietileno e ainda contribuem significativamente para a 
redução de flebites em punções venosas periféricas. Não 
devem permanecer no interior de incubadoras, berços 
aquecidos durante o processo da escolha da veia e 
antissepsia da pele, pois a exposição à temperatura desses 
ambientes poderá deixá-los mais flexíveis e dificultar a 
punção. 
 
Recomendações para cateteres periféricos 
Higiene das mãos 
Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e 
para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos. 
• Higienizar as mãos com água e sabonete líquido quando 
estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue 
e outros fluidos corporais; 
• Usar preparação alcoólica para as mãos (60 a 80%) 
quando as mesmas não estiverem visivelmente sujas; 
• O uso de luvas não substitui a necessidade de higiene das 
mãos. No cuidado específico com cateteres intravasculares, 
a higiene das mãos deverá ser realizada antes e após tocar 
o sítio de inserção do cateter, bem como antes e após a 
inserção, remoção, manipulação ou troca de curativo. 
 
 
 
 
Seleção do cateter e sítio de inserção 
 
1. Selecionar o cateter periférico com base no objetivo 
pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, 
nos componentes do fluido e nas condições de acesso 
venoso. 
2. Não use cateteres periféricos para infusão contínua de 
produtos vesicantes, para nutrição parenteral com mais de 
10% de dextrose ou outros aditivos que resultem em 
osmolaridade final acima de 900 mOsm/L, ou para qualquer 
solução com osmolaridade acima de 900 mOsm/L. 
3. Para atender à necessidade da terapia intravenosa devem 
ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento 
de cânula. 
• Cateteres com menor calibre causam menos flebite 
mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menor 
obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso. Um bom fluxo 
sanguíneo, por sua vez, ajuda na distribuição dos 
medicamentos administrados e reduz o risco de flebite 
química (irritação da parede da veia por produtos químicos). 
4. Agulha de aço só deve ser utilizada para coleta de 
amostra sanguínea e administração de medicamento em 
dose única, sem manter o dispositivo no sítio. 
5. Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica 
são as das superfícies dorsal e ventral dos antebraços. As 
veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a 
menos que seja absolutamente necessário, em virtude do 
risco de embolias e tromboflebites. 
6. Para pacientes pediátricos, selecione o vaso com maior 
probabilidade de duração de toda a terapia prescrita, 
considerando as veias da mão, do antebraço e braço (região 
abaixo da axila). Evite a área anticubital. 
7. Para crianças menores de 03 (três anos) também podem 
ser consideradas as veias da cabeça. Caso a criança não 
caminhe, considere as veias do pé. 
8. Considerar a preferência do paciente para a seleção do 
membro para inserção do cateter, incluindo a recomendação 
de utilizar sítios no membro não dominante. 
9. Evitar região de flexão, membros comprometidos por 
lesões como feridas abertas, infecções nas extremidades, 
veias já comprometidas (infiltração, flebite, necrose), áreas 
com infiltração e/ou extravasamento prévios, áreas com 
outros procedimentos planejados. 
10. Usar metodologia de visualização para instalação de 
cateteres em adultos e crianças com rede venoso difícil e/ou 
após tentativas de punção sem sucesso. 
 
Preparo da pele 
1. Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada 
tentativa de punção no mesmo paciente. 
2. Em caso de sujidade visível no local da futura punção, 
removê-la com água e sabão antes da aplicação do 
antisséptico. 
3. O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser 
tocado após a aplicação do antisséptico (técnica do no 
touch). Em situações onde se previr necessidade de 
palpação do sítio calçar luvas estéreis. 
4. Realizar fricção da pele com solução a base de álcool: 
gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona – PVP-I 
alcoólico 10% ou álcool 70%. 
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• Tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos 
enquanto o do PVPI é de 1,5 a 2,0 minutos. Indica-se que a 
aplicação da clorexidina deva ser realizada por meio de 
movimentos de vai e vem e do PVPI com movimentos 
circulares (dentro para fora). 
Aguarde a secagem espontânea do antisséptico antes de 
proceder à punção. 
5. A remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser 
realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilize 
laminas de barbear, pois essas aumentam o risco de 
infecção. 
6. Limitar no máximo a duas tentativas de punção periférica 
por profissionale, no máximo, quatro no total. 
• Múltiplas tentativas de punções causam dor, atrasam o 
início do tratamento, comprometem o vaso, aumentam 
custos e os riscos de complicações. Pacientes com 
dificuldade de acesso requerem avaliação minuciosa 
multidisciplinar para discussão das opções apropriadas. 
 
Estabilização 
1. Estabilizar o cateter significa preservar a integridade do 
acesso, prevenir o deslocamento do dispositivo e sua perda. 
2. A estabilização dos cateteres não deve interferir na 
avaliação e monitoramento do sítio de inserção ou 
dificultar/impedir a infusão da terapia. 
3. A estabilização do cateter deve ser realizada utilizando 
técnica asséptica. Não utilize fitas adesivas e suturas para 
estabilizar cateteres periféricos. 
• É importante ressaltar que fitas adesivas não estéreis 
(esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa não 
estéreis, como micropore) não devem ser utilizadas para 
estabilização ou coberturas de cateteres. 
• Rolos de fitas adesivas não estéreis podem ser facilmente 
contaminados com microrganismos patogênicos. 
• Suturas estão associadas a acidentes percutâneos, 
favorecem a formação de biofilme e aumentam o risco de 
IPCS. 4. Considerar dois tipos de estabilização dos 
cateteres periféricos: um cateter com mecanismo de 
estabilização integrado, combinado com um curativo de 
poliuretano com bordas reforçadas ou um cateter periférico 
tradicional combinado a um dispositivo adesivo específico 
para estabilização. 
 
Coberturas 
1. Os propósitos das coberturas são os de proteger o sítio 
de punção e minimizar a possibilidade de infecção, por meio 
da interface entre a superfície do cateter e a pele, e de fixar 
o dispositivo no local para prevenir a movimentação do 
dispositivo com dano ao vaso. 
2. Qualquer cobertura para cateter periférico deve ser estéril, 
podendo ser semioclusiva (gaze e fita adesiva estéril) ou 
membrana transparente semipermeável. 
• Utilizar gaze e fita adesiva estéril apenas quando a 
previsão de acesso for menor que 48h. Caso a necessidade 
de manter o cateter seja maior que 48h não utilizar a gaze 
para cobertura devido ao risco de perda do acesso durante 
sua troca. 
3. A cobertura não deve ser trocada em intervalos pré-
estabelecidos. 
4. A cobertura deve ser trocada imediatamente se houver 
suspeita de contaminação e sempre quando úmida, solta, 
suja ou com a integridade comprometida. Manter técnica 
asséptica durante a troca. 
5. Proteger o sítio de inserção e conexões com plástico 
durante o banho. 
 
Flushing e manutenção do cateter periférico 
1. Realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de 
sangue antes de cada infusão para garantir o funcionamento 
do cateter e prevenir complicações. 
2. Realizar o flushing antes de cada administração para 
prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis. 
3. Utilizar frascos de dose única ou seringas preenchidas 
comercialmente disponíveis para a prática de flushing e lock 
do cateter. 
• Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e 
otimizam o tempo da equipe assistencial. 
• Não utilizar soluções em grandes volumes (como, por 
exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter 
soluções para flushing. 
4. Utilizar solução de cloreto de sódio 0,9% isenta de 
conservantes para flushing e lock dos cateteres periféricos, 
• Usar o volume mínimo equivalente a duas vezes o lúmen 
interno do cateter mais a extensão para flushing. Volumes 
maiores (como 5 ml para periféricos e 10 ml para cateteres 
centrais) podem reduzir depósitos de fibrina, drogas 
precipitadas e outros debris do lúmen. No entanto, alguns 
fatores devem ser considerados na escolha do volume, 
como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restrição 
hídrica e tipo de terapia infusional. Infusões de 
hemoderivados, nutrição parenteral, contrastes e outras 
soluções viscosas podem requerer volumes maiores. 
• Não utilizar água estéril para realização do flushing e lock 
dos cateteres. 
5. Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter 
utilizando seringas de diâmetro de 10 ml para gerar baixa 
pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de 
resistência. 
• Não forçar o flushing utilizando qualquer tamanho de 
seringa. Em caso de resistência, avaliar possíveis fatores 
(como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e 
linhas de infusão dobrados). 
• Não utilizar seringas preenchidas para diluição de 
medicamentos. 
6. Utilizar a técnica da pressão positiva para minimizar o 
retorno de sangue para o lúmen do cateter. 
• O refluxo de sangue que ocorre durante a desconexão da 
seringa é reduzido com a sequência flushing, fechar o clamp 
e desconectar a seringa. Solicitar orientações do fabricante 
de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado. 
• Considerar o uso da técnica do flushing pulsátil (push 
pause). Estudos in vitro demonstraram que a técnica do 
flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, 
pode ser mais efetivo na remoção de depósitos sólidos 
(fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a técnica 
de flushing contínuo, que gera fluxo laminar. 
7. Realizar o flushing e lock de cateteres periféricos 
imediatamente após cada uso. 
 
 
 
 
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Cuidados com o sítio de inserção 
1. Avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas 
adjacentes quanto à presença de rubor, edema e drenagem 
de secreções por inspeção visual e palpação sobre o 
curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em 
relação a qualquer sinal de desconforto, como dor e 
parestesia. A frequência ideal de avaliação do sítio de 
inserção é a cada quatro horas ou conforme a criticidade do 
paciente. 
• Pacientes de qualquer idade em terapia intensiva, sedados 
ou com déficit cognitivo: avaliar a cada 1 – 2 horas. 
• Pacientes pediátricos: avaliar no mínimo duas vezes por 
turno. 
• Pacientes em unidades de internação: avaliar uma vez por 
turno. 
Remoção do cateter 
1. A avaliação de necessidade de permanência do cateter 
deve ser diária. 
2. Remover o cateter periférico tão logo não haja 
medicamentos endovenosos prescritos e caso o mesmo não 
tenha sido utilizado nas últimas 24 horas. 
3. O cateter periférico instalado em situação de emergência 
com comprometimento da técnica asséptica deve ser 
trocado tão logo quanto possível. 
4. Remover o cateter periférico na suspeita de 
contaminação, complicações ou mau funcionamento. 
5. Rotineiramente o cateter periférico não deve ser trocado 
em um período inferior a 96 h. A decisão de estender a 
frequência de troca para prazos superiores ou quando 
clinicamente indicado dependerá da adesão da instituição às 
boas práticas recomendadas nesse documento, tais como: 
avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, 
sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e 
tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e 
permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura 
estéril e estabilização estéril. 
6. Para pacientes neonatais e pediátricos, não trocar o 
cateter rotineiramente. Porém, é imprescindível que os 
serviços garantam as boas práticas recomendadas neste 
documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das 
condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele 
e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de 
atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, 
integridade da cobertura estéril e estabilização estéril. 
 
Medidas de Prevenção de Infecção Cirúrgica 
 
As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) são as 
complicações mais comuns decorrentes do ato cirúrgico, 
que ocorrem no pós-operatório emcerca de 3 a 20% dos 
procedimentos realizados, tendo um impacto significativo na 
morbidade e mortalidade do paciente. 
As ISC são consideradas eventos adversos 
frequentes, decorrente da assistência à saúde dos pacientes 
que pode resultar em dano físico, social e/ou psicológico do 
indivíduo, sendo uma ameaça à segurança do paciente. No 
Brasil, apesar de não haver dados sistematizados, elas são 
apontadas em terceiro lugar entre o conjunto das IRAS, 
sendo encontradas em, aproximadamente, 14% a 16% dos 
pacientes hospitalizados. 
As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) são infecções 
relacionadas a procedimentos cirúrgicos, com ou sem 
colocação de implantes, em pacientes internados e 
ambulatoriais, sendo classificadas conforme os planos 
acometidos ilustrados na figura 01 e definidas de acordo 
com os critérios dos Quadros dispostos a seguir. 
 
Figura 01 – Classificação da Infecção do Sítio Cirúrgico 
 
 
Quadro - Classificação e critérios definidores de infecção 
cirúrgica em pacientes internados e ambulatoriais 
 
 
 
 
 
 
 
ISC 
INCISIONAL 
SUPERFICIAL 
– IS 
Critério: 
Ocorre nos primeiros 30 dias após o 
procedimento cirúrgico (sendo o 1ºdia a 
data do procedimento), envolve apenas 
pele e tecido subcutâneo e apresenta 
pelo menos UM dos seguintes critérios: 
• Drenagem purulenta da incisão 
superficial; 
• Cultura positiva de secreção ou tecido 
da incisão superficial, obtido 
assepticamente*; 
• A incisão superficial é deliberadamente 
aberta pelo cirurgião na vigência de pelo 
menos um dos seguintes sinais ou 
sintomas: dor, aumento da sensibilidade, 
edema local, hiperemia ou calor, 
EXCETO se a cultura for negativa; 
• Diagnóstico de infecção superficial pelo 
cirurgião ou outro médico assistente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ISC 
INCISIONAL 
PROFUNDA - 
IP 
Critério: 
Ocorre nos primeiros 30 dias após a 
cirurgia (sendo o 1º dia a data do 
procedimento) ou até 90 dias, se houver 
colocação de implantes, envolve tecidos 
moles profundos à incisão (ex.: fáscia 
e/ou músculos) e apresenta pelo menos 
UM dos seguintes critérios: 
• Drenagem purulenta da incisão 
profunda, mas não originada de 
órgão/espaço; 
• Deiscência espontânea profunda ou 
incisão aberta pelo cirurgião e cultura 
positiva ou não realizada, quando o 
paciente apresentar pelo menos 1 dos 
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sinais e sintomas: febre (temperatura 
axilar ≥37,8 oC), dor ou tumefação 
localizada; 
• Abscesso ou outra evidencia de 
infecção envolvendo tecidos profundos, 
detectado durante exame clínico, 
anatomopatológico ou de imagem; 
• Diagnostico de infecção incisional 
profunda feito pelo cirurgião ou outro 
médico assistente. 
 
 
 
 
 
 
 
ISC ÓRGÃO / 
CAVIDADE – 
OC 
Critério: 
Ocorre nos primeiros 30 dias após a 
cirurgia ou até 90 dias, se houver 
colocação de implantes, envolve 
qualquer órgão ou cavidade que tenha 
sido aberta ou manipulada durante a 
cirurgia e apresenta pelo menos UM dos 
seguintes critérios: 
• Cultura positiva de secreção ou tecido 
do órgão/cavidade obtido 
assepticamente*; 
• Presença de abscesso ou outra 
evidência que a infecção envolve os 
planos profundos da ferida identificada 
em reoperação, exame clínico, 
anatomopatológico ou de imagem; 
• Diagnóstico de infecção de 
órgão/cavidade pelo médico assistente. 
• Atende pelo menos um dos critérios 
definidores de infecção em um sítio 
específico de ISC/OC. 
*não serão considerados os resultados de culturas positivas 
quando coletadas através de swabs (hastes com ponta de 
algodão). 
 
Recomendações básicas para todos os serviços de 
saúde 
 
Antibioticoprofilaxia: 
•Administrar dose efetiva em até 60 minutos antes da incisão 
cirúrgica: 
Tricotomia: 
• Realizar somente quando necessário; 
• Não utilizar lâminas. 
Controle de glicemia no pré-operatório e no pós-operatório 
imediato: níveis glicêmicos < 180 mg/dL 
Manutenção da normotermia em todo perioperatório 
• Objetivo: ≥ 35,5°C. 
Otimizar a oxigenação tecidual no peri e pós-operatório 
Utilizar preparações que contenham álcool no preparo da 
pele: Altamente bactericida, ação rápida e persistente 
(preparações alcoólicas com clorexedina ou iodo). 
Utilizar a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica 
(LVSC) da OMS para reduzir a ocorrência de danos ao 
paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Biossegurança: Conjunto de medidas voltadas para 
prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes 
as atividades de pesquisa, produção, ensino, 
desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que 
podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do 
meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. 
 
Tipos de riscos: 
1. Risco de acidentes: Considera-se risco de acidente 
qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de 
perigo e possa afetar sua integridade, bem estar físico e 
moral. Exemplos: as máquinas e equipamentos sem 
proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo 
físico inadequado, armazenamento inadequado, etc. 
 
 
 
 
2. Risco ergonômico: Qualquer fator que possa interferir 
nas características psicofisiológicas do trabalhador 
causando desconforto ou afetando sua saúde. Exemplo: o 
levantamento e transporte manual de peso, o ritmo 
excessivo de trabalho, a monotonia, a repetitividade, a 
responsabilidade excessiva, a postura inadequada de 
trabalho, o trabalho em turnos, etc. 
 
 
3. Risco físico: Formas de energia a que possam estar 
expostos os trabalhadores. Exemplo: ruído, vibrações, 
pressões anormais, temperaturas extremas, radiações 
ionizantes, radiações não ionizantes, ultra-som, materiais 
cortantes e pontiagudos, etc. 
 
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4. Risco químico: Substâncias, compostos ou produtos que 
possam penetrar no organismo ser absorvido pelo mesmo 
ou por ingestão. Exemplo: poeiras, fumos, névoas, neblinas, 
gases, vapores, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Risco biológico: Consideram-se agentes de risco 
biológico as bactérias, fungos, vírus 
 
 
 
TERMOS E CONCEITOS UTILIZADOS EM 
BIOSSEGURANÇA 
01) COLONIZAÇÃO Aumento numérico de 
microorganismos, sem causar reação fisiológica. 
02) INCUBAÇÃO Intervalo de tempo entre o início da 
infecção e o aparecimento do primeiro sintoma ou sinal da 
doença. 
03) INFECÇÃO Penetração, alojamento, multiplicação e 
desenvolvimento de microorganismos patogênicos no corpo 
de um hospedeiro, provocando reações orgânicas 
patológicas. 
 
-Tipos de infecção: 
Infecção cruzada: é a infecção ocasionada pela 
transmissão de um microrganismo de um paciente para 
outro, geralmente pelo pessoal, ambiente ou um instrumento 
contaminado. 
Infecção endógena: decorrente da ação de microrganismos 
já existentes, naquela região ou tecido, de um paciente. 
Infecção exógena: causada por microrganismos estranhos 
a paciente. 
Infecção hospitalar: É aquela adquirida após a internação, 
ou mesmo após a alta, quando for possível relacioná-lascom a internação ou procedimentos hospitalares. Também 
são consideradas aquelas que se manifestam 72 horas após 
internação, estando relacionadas a procedimentos 
diagnósticos e/ou terapêuticos. 
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Obs: As infecções dos recém-nascidos são hospitalares 
com exceção das de transmissão transplacentárias. Ex.: TV 
(transmissão vertical): mãe filho: HIV, Sífilis, toxoplasmose, 
citomegalovirus, hepatites, etc. 
 
Termos e conceitos utilizados em Biossegurança - 
PROCEDIMENTOS 
01) LIMPEZA Processo que remove fisicamente 
microoganismos e material orgânico. Reduz a carga 
bacteriana natural dos artigos e remove sujidade assim 
como contaminantes orgânicos e inorgânicos. 
02) DESINFECÇÃO É a eliminação de microrganismos 
patogênicos na forma vegetativa de consultório e demais 
ambientes da clínica, geralmente é feita por meio químicos 
(desinfetantes). 
TIPOS: 
-Alto nível: destrói todas as bactérias vegetativas e alguns 
esporos. (Gluteraldeído e ácido peracético). 
-Nível intermediário: age em vírus e bactérias na forma 
vegetativa mas não age sobre os esporos. Age sobre os 
bacilos da tuberculose. (cloro, iodofóros,fenólicos e os 
álcoois). 
Baixo nível: ação relativa sobre fungos, age sobre bactérias 
vegetativas, porém não sobre vírus não lipídico. (quaternário 
de amônia) 
03) ESTERILIZAÇÃO É a destruição dos microrganismos 
nas formas vegetativas e esporuladas. A esterilização pode 
ser por meio físico (calor) ou químico (soluções 
esterilizantes). 
04) DESCONTAMINAÇÃO Processo realizado em 
instrumentos e superfícies para remoção de material 
contaminante (corrompido por material orgânico). 
05) ASSEPSIA Método empregado para impedir que um 
determinado meio seja contaminado. Quando este meio for 
isento de bactérias chamamos de meio asséptico. 
06) ANTISSEPSIA É a eliminação das formas vegetativas 
de bactérias patogênica e grande parte da flora residente da 
pele ou mucosa, através da ação de substâncias químicas 
(anti-sépticos). 
Anti-séptico: substância ou produto capaz de deter ou inibir 
a proliferação de microrganismos patogênicos, à 
temperatura ambiente, em tecidos vivos. 
07) DEGERMAÇÃO É a remoção de detritos, impurezas, 
sujeira e microrganismos da flora transitória e alguns da flora 
residente depositados sobre a pele do paciente ou das mãos 
da equipe odontológica através da ação mecânica de 
detergente, sabão ou pela utilização de substâncias 
químicas (anti-sépticos). 
08) DESINFESTAÇÃO Exterminação ou destruição de 
insetos, roedores e outros seres, que possam transmitir 
infecções ao homem. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS: 
Não crítica: não ocupadas por pacientes, ambiente aberto. 
Semi crítica: ocupadas por pacientes portadores de 
doenças não infecciosas ou de baixa transmissão. 
Crítica: locais com pacientes com baixa imunidade, pós 
cirúrgicos ou ainda com maior possibilidade de contato com 
microorganismos. 
-Critérios que norteiam as definições de área crítica: 
Imunodeficiência de paciente. Risco aumentando de 
transmissão de infecção. 
OBS: Área contaminada é aquela em contato com matéria 
orgânica. 
 
SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS NOS PROCEDIMENTOS DE 
HIGIENE E PROFILAXIA 
Desinfetantes (na desinfecção – área crítica) 
Detergentes (na limpeza – todas as áreas) 
Anti-sépticos (no tecido vivo – após degermação) 
Esterilizantes (artigos críticos) 
OBS: As salas de cirurgia chamamos de meio asséptico 
e não estéril. 
 
NORMAS UNIVERSAIS DE BIOSSEGURANÇA 
Princípio Básico: TODOS os profissionais de saúde devem 
adotar normas antiinfecciosas quando houver possibilidade 
de contato com sangue, outras substâncias corporais, 
mucosa e pele não íntegra de QUALQUER paciente. 
As normas se baseiam em 03 fundamentos (conhecido 
como o TRIPÉ da Biossegurança): 
-Lavagem das mãos; 
-Uso de EPI; 
-Evitar acidentes (na saúde com pérfuro-cortantes).
 
 
Precaução Padrão: 
Devem ser seguidas para TODOS OS PACIENTES, independente da suspeita ou não de infecções. 
Medidas adotadas por todos profissionais no contato com pacientes e manuseio de artigos contaminados, independente 
da presença de doença transmissível comprovada. 
Objetivo: Evitar exposição a transmissão por sangue, hemoderivados e outros fluidos, contato com mucosas ou pele não-
íntegra. 
Higienização das mãos: lave com água e sabão ou friccione as mãos com álcool a 70% (se as mãos não estiverem 
visivelmente sujas) antes e após o contato com qualquer paciente, após a remoção das luvas e após o contato com 
sangue ou secreções. 
Use luvas apenas quando houver risco de contato com sangue, secreções ou membranas mucosas. Calce-as 
imediatamente antes do contato com o paciente e retire-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida. 
Use óculos, máscara e/ou avental quando houver risco de contato de sangue ou secreções, para proteção da mucosa de 
olhos, boca, nariz, roupa e superfícies corporais. 
Descarte, em recipientes apropriados, seringas e agulhas, sem desconectá-las ou reencapá-las. 
APERFEIÇOAR SAÚDE - PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS 
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PRECAUÇÃO BASEADA NA TRANSMISSÃO POR: 
Contato: 
Indicações: infecção ou colonização por microrganismo multirresistente, varicela, infecções de pele e tecidos moles com 
secreções não contidas no curativo, impetigo, herpes zoster disseminado ou em imunossuprimido, etc. 
Use luvas e avental durante toda manipulação do paciente, de cateteres e sondas, do circuito e do equipamento 
ventilatório e de outras superfícies próximas ao leito. Coloque-os imediatamente antes do contato com o paciente ou as 
superfícies e retire-os logo após o uso, higienizando as mãos em seguida. 
Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, a distância mínima entre dois leitos deve ser de um metro. 
Equipamentos como termômetro, esfignomanômetro e estetoscópio devem ser de uso exclusivo do paciente. 
 
Gotículas 
Indicações: meningites bacterianas, coqueluche, difteria, caxumba, influenza, rubéola, etc. 
Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros infectados pelo mesmo 
microrganismo. A distância mínima entre dois leitos deve ser de um metro. 
O transporte do paciente deve ser evitado, mas, quando necessário, ele deverá usar máscara cirúrgica durante toda sua 
permanência fora do quarto. 
 
 
 
 
Aerossóis 
Precaução padrão: higienize as mãos antes e após o contato com o paciente, use óculos, máscara cirúrgica e/ou avental 
quando houver risco de contato de sangue ou secreções, descarte adequadamente os pérfuro-cortantes. 
Mantenha a porta do quarto SEMPRE fechada e coloque a máscara antes de entrar no quarto. 
Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros pacientes com infecção 
pelo mesmo microrganismo. Pacientes com suspeita de tuberculose resistente ao tratamento não podem dividir o mesmo 
quarto com outros pacientes com tuberculose. 
O transporte do paciente deve ser evitado, mas quando necessário o paciente deverá usar máscara cirúrgica durante toda 
sua permanência fora do quarto. 
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PRECAUÇÃO REVERSA: Este isolamento é estabelecido 
para proteger das infecções um indivíduo 
imunocomprometidos. Será instituído principalmente em 
pacientesimunodeprimidos, a fim de garantir a proteção do 
paciente contra infecções. 
BARREIRAS – EPIs: São empregados para proteger o 
pessoal da área de saúde do contato com agentes 
infecciosos, tóxicos ou corrosivos, calor excessivo, fogo e 
outros perigos. 
LUVAS: 
Não substitui a lavagem das mãos; 
Lavar instrumentos, roupas, superfícies de trabalho sempre 
usando luvas; 
Usadas no momento do procedimento; 
JALECO: 
Uso constante nos laboratórios; 
Devem ser de manga longa em algodão ou fibra sintética; 
Os descartáveis devem ser resistentes e impermeáveis; 
NUNCA usar fora da área de trabalho; 
Devem ser descontaminados antes de serem lavados; 
OUTROS EQUIPAMENTOS: Óculos de proteção e protetor 
facial; Máscara; Avental Impermeável; Uniforme de algodão 
(calça e blusa) Luvas de borracha; Dispositivos de 
pipetagem; 
BARREIRAS – EPCs: Cabines de segurança; Fluxo laminar 
de ar; Capela química; Chuveiro de emergência; Lava olhos; 
Manta ou cobertor; Vaso de areia; Extintor de incêncio; 
 
 
 
 
ATENÇÃO! DESPENCA EM PROVAS! 
 
 
RESÍDUOS DO SERVIÇO DE SAÚDE 
 
De acordo com a RDC ANVISA no 306/04 e a Resolução 
CONAMA no 358/2005, são definidos como geradores de 
RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à 
saúde humana ou animal, inclusive os serviços de 
assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios 
analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, funerárias 
e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento, 
serviços de medicina legal, drogarias e farmácias inclusive 
as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa 
na área da saúde, centro de controle de zoonoses; 
distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, 
distribuidores produtores de materiais e controles para 
diagnóstico in vitro, unidades móveis de atendimento à 
saúde; serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre 
outros similares. 
SIMBOLOGIA DOS TIPOS DE RESÍDUOS 
 
Objetivos: Reconhecer os tipos de resíduos contidos nos sacos e recipientes fornecendo informações para seu correto manejo. 
Justificativa: Os recipientes de coleta interna e externa, assim como os locais de armazenamento onde são colocados os RSS, 
devem ser identificados em: - local de fácil visualização; - de forma indelével; - utilizando símbolos, cores e frases; - outras 
exigências relacionadas à identificação de conteúdo e aos riscos específicos de cada grupo de resíduos. 
 
GRUPO A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas 
características, podem apresentar risco de infecção. 
É proibido o esvaziamento ou reaproveitamento dos sacos. 
Conforme a RDC 222/2018, Os sacos para acondicionamento de RSS do grupo A 
devem ser substituídos ao atingirem o limite de 2/3 (dois terços) de sua 
capacidade ou então a cada 48 (quarenta e oito) horas, independentemente do 
volume, visando o conforto ambiental e a segurança dos usuários e profissionais. 
Os sacos contendo RSS do grupo A de fácil putrefação devem ser substituídos no 
máximo a cada 24 (vinte e quatro) horas, independentemente do volume. 
 
 
 
 
 
Ordem 
de 
COLOCAÇÃO 
dos EPIs 
A (avental) 
M (máscara) 
O (óculos) 
L (luvas) 
Ordem de 
RETIRADA 
dos EPIs 
L (luvas) 
O (óculos) 
A (avental) 
M (máscara) 
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O grupo A é identificado, no mínimo, pelo símbolo de risco biológico, com rótulo 
de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da expressão RESÍDUO 
INFECTANTE. 
Grupo B Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde 
pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de 
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, 
teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. 
São identificados através do símbolo de risco associado e com discriminação de 
substância química e frases de risco. 
 
 
Grupo C Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior aos níveis 
de dispensa especificados em norma da CNEN e para os quais a reutilização é 
imprópria ou não prevista. - Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo, 
proveniente de laboratório de pesquisa e ensino na área da saúde, laboratório de 
análise clínica, serviço de medicina nuclear e radioterapia, segundo Resolução da 
CNEN e Plano de Proteção Radiológica aprovado para a instalação radiativa. 
O grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de radiação 
ionizante (trifólio de cor magenta ou púrpura) em rótulo de fundo amarelo, 
acrescido da expressão MATERIAL RADIOATIVO, REJEITO RADIOATIVO ou 
RADIOATIVO. 
 
 
 
Grupo D Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou 
ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. 
Podem ser destinados à reciclagem ou à reutilização. Quando adotada a 
reciclagem, sua identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de 
guarda de recipientes, usando códigos de cores e suas correspondentes 
nomeações, baeada na Resolução CONAMA N 275/01, e símbolos de tipo de 
material reciclável. 
Para os demais resíduos do Grupo D deve ser utilizada a cor cinza ou preta nos 
recipientes. 
O grupo D deve ser identificado conforme definido pelo órgão de limpeza urbana. 
 
Vidro →verde 
Plástico → vermelho 
Papel → azul 
Metal → amarelo 
Orgânico → marrom 
Grupo E Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, 
agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas 
diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de 
micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro 
quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e 
outros similares 
Conforme a RDC 222/2018, Os recipientes de acondicionamento dos RSS do 
Grupo E devem ser substituídos de acordo com a demanda ou quando o nível de 
preenchimento atingir ¾ (três quartos) da capacidade ou de acordo com as 
instruções do fabricante, sendo proibidos seu esvaziamento manual e seu 
reaproveitamento. 
O grupo E é identificado pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo 
branco, desenho e contorno preto, acrescido da inscrição de RESÍDUO 
PERFUROCORTANTE. 
 
 
 
 
 
 
#DESPENCA EM PROVAS! 
GRUPO A 
Resíduos com a possível presença de agentes biológicos 
que, por suas características, podem apresentar risco de 
infecção. 
 
Subgrupo A1 
- Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de 
fabricação de produtos biológicos, exceto os medicamentos 
hemoderivados; descarte de vacinas de microrganismos 
vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e 
instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou 
mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação 
genética. 
- Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou 
atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou 
certeza de contaminação biológica por agentes classe de 
risco 4, microrganismos com relevância epidemiológica e 
risco de disseminação ou causador de doença emergente 
que se torne epidemiologicamente importante ou cujo 
mecanismo de transmissão seja desconhecido. 
- Bolsas transfusionais contendo sangue ou 
hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má 
conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas 
oriundas de coleta incompleta. 
- Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou 
líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes do 
processo de assistência à saúde, contendo sangue ou 
líquidos corpóreos na forma livre. 
 
 
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Subgrupo A2 
- Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos 
provenientes de animais submetidos a processos de 
experimentação com inoculação de microrganismos, bem 
como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos 
de serem portadores de microrganismos de relevância 
epidemiológica e com risco de disseminação, que foram 
submetidos ou não a estudo anatomopatológico ou 
confirmação diagnóstica. 
 
Subgrupo A3 
- Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de 
fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 
gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade 
gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor 
científico ou legal e não tenha havido requisição pelo 
paciente ou seus familiares. 
 
Subgrupo A4 
- Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, 
quando descartados. 
- Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; 
membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de 
pesquisa, entre outros similares. 
- Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes 
contendo fezes, urina e secreções, provenientes de 
pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de 
conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem 
relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou 
microrganismo causador de doença emergente que se torne 
epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de 
transmissão seja desconhecido ou com suspeita de 
contaminação com príons. 
- Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, 
lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que 
gere este tipo de resíduo. 
- Recipientes e materiais resultantes do processo de 
assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos 
corpóreos na forma livre. 
- Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, 
e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos 
ou de estudos anatomopatológicos ou de confirmação 
diagnóstica. 
- Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros 
resíduos provenientes de animais não submetidos a 
processos de experimentação com inoculação de 
microrganismos. 
- Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual 
póstransfusão. 
Subgrupo A5 
Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para 
príons, de casos suspeitos ou confirmados, bem como 
quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de 
indivíduos ou animais, suspeitos ou confirmados, e que 
tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta 
infectividade para príons. 
- Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles 
assim definidos em documentos oficiais pelos órgãos 
sanitários competentes. 
MANEJO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE 
Segregação: Consiste na separação dos resíduos no 
momento e local de sua geração, de acordo com as 
características físicas, químicas, biológicas, o seu estado 
físico e os riscos envolvidos. 
Acondicionamento: Consiste no ato de embalar os 
resíduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem 
vazamento e resistam às ações de punctura e ruptura. A 
capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser 
compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo. 
Identificação: Consiste no conjunto de medidas que permite 
o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e 
recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos 
RSS. A identificação atende aos parâmetros referenciados 
na norma NBR 7.500 da ABNT. 
Transporte interno de resíduos de serviços de saúde: 
Consiste no traslado dos resíduos dos pontos de geração 
até local destinado ao armazenamento temporário ou 
armazenamento externo com a finalidade de apresentação 
para a coleta. 
Armazenamento temporário de resíduos de serviços de 
saúde: Consiste na guarda temporária dos recipientes 
contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo 
aos pontos de geração, destinados à apresentação para a 
coleta externa. Não poderá ser feito armazenamento 
temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, 
sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes 
de acondicionamento. 
 
TRATAMENTODE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE: 
Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que 
modifique as características dos riscos inerentes aos 
resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de contaminação 
de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente. 
Pode ser aplicado no próprio estabelecimento gerador ou 
em outro estabelecimento. Os sistemas para o tratamento 
de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de 
licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução 
CONAMA 237/97. 
- Incineração - Autoclave - Microondas - Aterro Sanitário 
(vala séptica) - Radiação Ionizante ou Irradiação 
Armazenamento externo de resíduos de serviços de 
saúde: Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até 
a realização da etapa de coleta, em ambiente exclusivo com 
acesso facilitado para os veículos coletores. No 
armazenamento externo não é permitida a manutenção dos 
sacos de resíduos fora dos recipientes ali estacionados. 
 
 
 
 
 
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Disposição final de resíduos de serviços de saúde: Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para 
recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução 
CONAMA 237/97. 
 
 
 
 
 
 
ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL 
BIOLÓGICO E PERFURO-CORTANTES 
As exposições que podem trazer riscos de transmissão 
ocupacional do HIV e dos vírus das hepatites B (HBV) e C 
(HCV) são definidas como: 
• Exposições percutâneas – lesões provocadas por 
instrumentos perfurantes e cortantes (p.ex. agulhas, bisturi, 
vidrarias); 
• Exposições em mucosas – p.ex. quando há respingos na 
face envolvendo olho, nariz, boca ou genitália; 
• Exposições cutâneas (pele não-íntegra) – p.ex. contato 
com pele com dermatite ou feridas abertas; 
• Mordeduras humanas – consideradas como exposição de 
risco quando envolverem a presença de sangue, devendo 
ser avaliadas tanto para o indivíduo que provocou a lesão 
quanto àquele que tenha sido exposto. 
 
No atendimento inicial após a exposição ao HIV, faz-se 
necessário que o profissional avalie como e quando ocorreu 
a exposição, além de investigar a condição sorológica da 
pessoa exposta e da pessoa fonte da infecção. Assim, a 
partir da avaliação desses critérios objetivos será possível 
definir se há ou não indicação de início da profilaxia pós-
exposição. 
 
A indicação de PEP requer a avaliação do risco da 
exposição, o que inclui: 
1. O tipo de material biológico envolvido; 
2. O tipo de exposição; 
3. O tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento; 
4. A condição sorológica para HIV da pessoa exposta e da 
pessoa fonte 
 
Tipo de material biológico 
Existem materiais biológicos sabidamente infectantes e 
envolvidos na transmissão do HIV. Assim, a exposição a 
esses materiais constitui situações nas quais a PEP está 
recomendada. 
Classificam-se os materiais em: 
Materiais biológicos com risco de transmissão do HIV: 
• Sangue e outros materiais contendo sangue; 
• Sêmen; 
• Fluidos vaginais; 
• Líquidos de serosas (peritoneal, pleural, pericárdico), 
líquido amniótico, líquor e líquido articular. 
 
Materiais biológicos sem risco de transmissão do HIV: 
• Suor; 
• Lágrima; 
• Fezes; 
• Urina; 
• Vômitos; 
• Secreções nasais; 
• Saliva (exceto em ambientes odontológicos). 
 
PREVENÇÃO DA EXPOSIÇÃO A MATERIAIS 
BIOLÓGICOS 
 
A prevenção da exposição ao sangue ou a outros materiais 
biológicos é a principal medida para que não ocorra 
contaminação por patógenos de transmissão sanguínea nos 
serviçosde saúde. Precauções básicas ou precauções 
padrão são normatizações que visam reduzir a exposição 
aos materiais biológicos. Essas medidas devem ser 
utilizadas na manipulação de artigos médico-hospitalares e 
na assistência a todos os pacientes, independente do 
diagnóstico definido ou presumido de doença infecciosa 
(HIV/aids, hepatites B e C). 
Recomenda-se o uso rotineiro de barreiras de proteção 
(luvas, capotes, óculos de proteção ou protetores faciais) 
quando o contato mucocutâneo com sangue ou outros 
materiais biológicos puder ser previsto. Incluem-se ainda as 
precauções necessárias na manipulação de agulhas ou 
outros materiais cortantes, para prevenir exposições 
percutâneas; e os cuidados necessários de desinfecção e 
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esterilização na reutilização de instrumentos usados em 
procedimentos invasivos. 
 
ATENÇÃO! Entre as recomendações específicas que 
devem ser seguidas, durante a realização de procedimentos 
que envolvam a manipulação de material perfurocortante, 
destacam-se a importância de: 
 
• Ter a máxima atenção durante a realização dos 
procedimentos; 
• Jamais utilizar os dedos como anteparo durante a 
realização de procedimentos que envolvam materiais 
perfurocortantes; 
• As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, 
quebradas ou retiradas da seringa com as mãos; 
• Não utilizar agulhas para fixar papéis; 
• Todo material perfurocortante (agulhas, scalp, lâminas de 
bisturi, vidrarias, entre outros), mesmo que estéril, deve ser 
desprezado em recipientes resistentes à perfuração e com 
tampa; • Os coletores específicos para descarte de material 
perfurocortante não devem ser preenchidos acima do limite 
de 2/3 de sua capacidade total e devem ser colocados 
sempre próximos do local onde é realizado o procedimento. 
• Resíduos de serviços de saúde –Seguir a Resolução RDC 
nº 33 de 25 de fevereiro de 2003 publicado no DOU de 
05/03/2003 – ANVISA/ MS; 
 
PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS NOS CASOS DE 
EXPOSIÇÃO AOS MATERIAIS BIOLÓGICOS 
 
-CUIDADOS IMEDIATOS COM A ÁREA DE EXPOSIÇÃO 
 
Recomenda-se como primeira conduta, após a exposição a 
material biológico, os cuidados imediatos com a área 
atingida. Essas medidas incluem a lavagem exaustiva do 
local exposto com água e sabão nos casos de exposições 
percutâneas ou cutâneas. Apesar de não haver nenhum 
estudo que demonstre o benefício adicional ao uso do sabão 
neutro nesses casos, a utilização de soluções anti-sépticas 
degermantes é uma opção. Não há nenhum estudo que 
justifique a realização de expressão do local exposto como 
forma de facilitar o sangramento espontâneo. Nas 
exposições de mucosas, deve-se lavar exaustivamente com 
água ou com solução salina fisiológica. Procedimentos que 
aumentam a área exposta (cortes, injeções locais) e a 
utilização de soluções irritantes como éter, hipoclorito ou 
glutaraldeído são contra-indicados. 
 
-QUIMIOPROFILAXIA PARA O HIV 
A quimioprofilaxia pós-exposição ao HIV é complexa, por 
englobar tanto a falta de dados mais precisos sobre o risco 
relativo de diferentes tipos de exposição (p.ex. risco de 
lesões superficiais x profundas, agulhas com lúmen x 
agulhas de sutura, exposição a sangue x outro material 
biológico), quanto o risco de toxicidade dos medicamentos 
anti-retrovirais. 
 
O profissional de saúde acidentado deverá ser informado 
que: 
 
• O conhecimento sobre a eficácia da PEP é limitado; 
• Somente a zidovudina (AZT) demonstrou benefício em 
estudos humanos; 
• Não há evidência de efeito benéfico adicional com a 
utilização da combinação de anti-retrovirais, mas a sua 
recomendação baseia-se na possibilidade de maior potência 
anti-retroviral e cobertura contra vírus resistentes; 
• A eficácia da profilaxia não é de 100%. Existem casos 
documentados de transmissão mesmo com uso adequado 
da profilaxia e pacientes-fonte sabidamente infectados pelo 
HIV com carga viral indetectável. 
• O conhecimento sobre a ocorrência de toxicidade de anti-
retrovirais em pessoas não infectadas pelo HIV ainda é 
limitado; os efeitos adversos são mais conhecidos para o 
AZT comparando-se aos outros inibidores da transcriptase 
reversa análogos de nucleosídeos (ITRN); e 
• É direito do profissional se recusar a realizar a 
quimioprofilaxia ou outros procedimentos necessários pós-
exposição (como p.ex. coleta de exames sorológicos e 
laboratoriais). Nestes casos, porém, deverá assinar um 
documento (p ex: prontuário) onde esteja claramente 
explicitado que todas as informações foram fornecidas no 
seu atendimento sobre os riscos da exposição e os riscos e 
benefícios da conduta indicada. 
 
ATENÇÃO! PROVA!! Quando indicada, a PEP deverá ser 
iniciada o mais rápido possível, idealmente, nas primeiras 
DUAS horas após o acidente. Recomenda-se que o prazo 
máximo, para início de PEP, seja de até 72h após o 
acidente. A duração da quimioprofilaxia é de 28 dias. 
 
Esquema preferencial 
O seguinte esquema antirretroviral está indicado para 
realização da profilaxia pós-exposição, independentemente 
do tipo de exposição e material biológico envolvido: 
 
Esquema preferencial para PEP 
Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Atazanavir/ritonavir 
(ATV/r) 
A duração da PEP é de 28 dias. 
 
QUIMIOPROFILAXIA PARA O HBV 
 
A vacinação pré-exposição contra a hepatite B é a principal 
medida de prevenção de hepatite B ocupacional entre 
profissionais de saúde. Idealmente a vacinação deverá ser 
feita antes da admissão do profissional (ou estudante, 
estagiário) nos serviços de saúde. Está indicada para todos 
aqueles que podem estar expostos aos materiais biológicos 
durante suas atividades, inclusive os que não trabalham 
diretamente na assistência ao paciente como, por exemplo, 
as equipes de higienização e de apoio. Para todos estes 
profissionais, a vacina está disponível nas unidades básicas 
de saúde. 
O esquema vacinal é composto por uma série de três doses 
da vacina com intervalos de zero, um e seis meses. Um a 
dois meses após a última dose (com intervalo máximo de 6 
meses), o teste sorológico anti-HBs pode ser realizado para 
confirmação da resposta vacinal (presença de anticorpos 
protetores com títulos acima de 10 mUI/ml). A imunidade é 
prolongada não sendo recomendadas doses de reforço após 
o esquema vacinal completo em profissionais 
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imunocompetentes. Observamos ainda que outras vacinas 
podem ser aplicadas simultaneamente sem o risco de 
interferência na produção de anticorpos para as outras 
vacinas. 
 
Quando o esquema vacinal for interrompido não há 
necessidade de recomeçá-lo. Profissionais que tenham 
parado o esquema vacinal após a 1ª dose deverão realizar a 
2ª dose logo que possível e a 3ª dose está indicada com um 
intervalo de pelo menos 2 meses da dose anterior. 
Profissionais de saúde, que tenham interrompido o esquema 
vacinal após a 2ª dose, deverão realizar a 3ª dose da vacina 
tão logo seja possível. O aumento de intervalo entre a 2ª e a 
3ª doses aumenta o título final de anticorpos. Nos esquemas 
incompletos de vacinação recomenda-se a comprovação da 
resposta vacinal através da solicitação do antiHBs um a dois 
meses após a última dose (com intervalo máximo de 6 
meses). 
 
Caso ocorra uma exposição a materiais biológicos com risco 
conhecido, ou provável, de infecção pelo HBV, o não 
respondedor deve utilizar a imunoglobulina hiperimune 
contra hepatite B. A imunoglobulina hiperimune contra 
hepatite B (IGHAHB) tambémdeve ser aplicada por via IM. 
Ela fornece imunidade provisória por um período de 3 a 6 
meses após a administração. É constituída por mais de 
100.000 UI de anti-HBs; sendo produzida a partir de plasma 
de indivíduos que desenvolvem altos títulos de anti-HBs 
quando são submetidos à imunização ativa contra a hepatite 
B. A gravidez e a lactação não são contra-indicações para a 
utilização da IGHAHB. Existe maior eficácia na profilaxia 
pós-exposição quando a imunoglobulina é utilizada dentro 
das primeiras 24 a 48 horas após o acidente. Não existe 
benefício comprovado após uma semana da exposição. 
 
MEDIDAS RELACIONADAS AO HCV 
Não existe nenhuma medida específica eficaz para redução 
do risco de transmissão do vírus da hepatite C após 
exposição ocupacional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES 
01. No que se refere às normas de precaução padrão e 
isolamento para pacientes com diagnóstico de MRSA 
(Stafilococus Áureos multiresistentes) recomenda-se a 
adoção de: 
A) precauções de contato; 
B) precauções respiratórias para aerossóis; 
C) precauções com sangue e líquidos corpóreos; 
D) isolamento respiratório para gotículas; 
E) precauções empíricas. 
02. Os preceitos de biosegurança são aplicados pelo 
socorrista a partir do atendimento à vítima e local da 
ocorrência, durante o transporte e nos estabelecimentos 
assistenciais de saúde. São aspectos fundamentais para 
prática segura desses atendimentos, EXCETO, 
A) controle dos riscos biológicos. 
B) vacinação. 
C) adoção de precauções-padrão. 
D) cuidados com os materiais utilizados no atendimento às 
emergências e com o ambiente. 
E) controle dos riscos radiológicos. 
03. Para compreender os objetivos da limpeza/lavagem 
das mãos, é necessário o conhecimento da flora normal 
da pele e sua fisiologia. Assim sendo, assinale a 
afirmação verdadeira. 
A) A pele humana normal, em especial a das mãos, é 
colonizada por uma flora de bactérias que são 
dividas em três categorias: transitórias, semirresidentes e 
residentes. 
B) A flora transitória coloniza as camadas superficiais da 
pele, dificilmente removidas pela lavagem rotineira das 
mãos. 
C) A flora transitória coloniza as camadas superficiais da 
pele, é facilmente removida pela lavagem rotineira das 
mãos. 
D) A flora residente é a que se liga às camadas mais 
profundas da pele, é mais resistente à remoção, está muito 
associada a infecções relacionadas à assistência à saúde. 
04. A contaminação dos ambientes dos serviços de 
saúde deve ser evitada cotidianamente. Entre os fatores 
que favorecem essa contaminação, destaca-se: 
A) Uso de equipamentos de proteção coletiva. 
B) Mãos de profissionais de saúde em contato com as 
superfícies. 
C) Limpeza terminal feita diariamente. 
D) Manutenção das superfícies secas. 
E) Uso de equipamento de proteção individual para 
procedimentos invasivos. 
 05.A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção 
pelo HIV está indicada: 
A) Se o teste rápido para HIV da pessoa exposta for não-
reagente. 
B) Somente se o status sorológico da pessoa fonte for 
conhecido. 
C) Se a pessoa for exposta à vômitos e fezes de paciente 
portador de HIV. 
D) Nos casos em que o atendimento ocorrer após 72 horas 
da exposição. 
06. As precauções universais, atualmente denominadas 
precauções básicas, são medidas de prevenção que 
devem ser utilizadas na assistência a todos os 
pacientes, independentemente do diagnóstico definido 
ou presumido de doença infecciosa. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
07. Biossegurança é o conjunto de medidas que visa 
minimizar os riscos inerentes a uma determinada 
atividade. Conforme o Departamento de Segurança do 
Paciente da Organização Mundial de Saúde, há cinco 
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momentos para a higiene das mãos: antes do contato 
com o paciente, antes da realização de procedimento 
limpo/asséptico, após risco de exposição a fluídos 
corporais, após contato com paciente e após contato 
com áreas próximas ao paciente. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
08. Soluções alcoólicas com concentrações entre 50 a 
90% são mais efetivas e as de concentrações mais altas 
são menos potentes, pois as proteínas não se 
desnaturam com facilidade na ausência de água. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
09.A higienização das mãos é a medida individual mais 
simples e menos dispendiosa para prevenir a 
propagação das infecções relacionadas à assistência à 
saúde. Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi 
substituído por “higienização das mãos”, devido à maior 
abrangência desse procedimento. O termo engloba a 
higienização simples, a higienização antisséptica, a 
fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das 
mãos. Com relação à higienização das mãos, identifique 
as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas 
(F): 
( ) A fricção antisséptica com preparações alcoólicas tem o 
objetivo de reduzir a carga microbiana das mãos, porém não 
há remoção de sujidades. 
( ) No processo de higienização antisséptica das mãos, o 
enxágue deverá ser realizado com água corrente no sentido 
das mãos para cotovelos, retirando todo o resíduo do 
produto. 
( ) O uso regular de luvas dispensa a higienização das mãos 
antes e após contatos que envolvam mucosas, sangue ou 
outros fluidos corpóreos, secreções ou excreções. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência 
correta, de cima para baixo. 
A) V – V – F 
B) V – F – V 
C) F – V – V 
D) F – V – F. 
E) V – F – F 
10. Analise as afirmativas a seguir: 
Afirmativa 1: Soluções a base de clorexidina apresentam 
modificação da atividade antimicrobiana na presença de 
matéria orgânica e têm efeito residual nulo. 
Afirmativa 2: A clorexidina confere efeito residual de até 
duas horas quando utilizada para higienização das mãos 
nos serviços de saúde. 
A) As duas afirmativas estão corretas. 
B) Apenas a afirmativa 1 está correta. 
C) Apenas a afirmativa 2 está correta. 
D) As duas afirmativas estão incorretas. 
11. O uso de luvas dispensa a higiene das mãos antes e 
após contato que envolva mucosas, sangue e outros 
fluidos corpóreos, secreções ou excreções. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
12. A técnica de fricção antisséptica das mãos com 
preparações alcoólicas é indicada na remoção de 
sujidades e na redução da carga microbiana das mãos. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
13. As medidas de prevenção de contato são indicadas 
para pacientes com infecção ou colonização por 
microorganismos com importância epidemiológica e 
que são transmitidos por contato direito ou indireto. 
Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, 
a distância mínima entre dois leitos deve ser de quatro 
metros. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
14.As medidas de prevenção de contato são indicadas 
para pacientes com infecção ou colonização por 
microorganismos com importância epidemiológica e 
que são transmitido por contato direto ou indireto. 
Equipamentos como termômetros, esfigmomanômetro e 
estetoscópio não devem ser de uso exclusivo do 
paciente, até porque os hospitais não tem materiais 
suficientes para tal. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
15. O acidente de trabalho com exposição a material 
biológico deve ser notificado às autoridades de saúde 
no prazo máximo de 24 h da ocorrência do agravo. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
16. No transporte de pacientes em isolamento por 
gotículas, é indicado o uso da máscara tipo PFF2 - N 95 
durante toda a sua permanência fora do quarto. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
17. As precauções e isolamentos são medidas que 
abrangem a prevenção da transmissão de doenças. Com 
base nisso, relacione o tipo de precaução recomendado 
às doenças listadas a seguir. 
1. Precaução de contato 
2. Precaução de gotículas 
3. Precaução de contato + aerossóis 
4. Precaução de padrão 
( ) Varicela 
( ) Meningite viral 
( ) Impetigo 
( ) Rubéola 
Assinale a opção que indica a sequênciacorreta, de cima 
para baixo. 
A) 1 – 2 – 3 – 4 
B) 3 – 4 – 1 – 2 
C) 4 – 3 – 2 – 1 
D) 2 – 1 – 4 – 3 
E) 1 – 4 – 3 – 2 
18.(AOCP-2015)Paciente de 40 anos foi submetido à 
cirurgia para correção de uma hérnia inguinal e 
apresentou deiscência da incisão cirúrgica com 
exsudato purulento no 24º dia após a alta hospitalar, não 
sendo constatada a presença de abcesso ao ultrassom 
abdominal. Com base nos critérios para a classificação 
de infecções, contidos na Portaria GM/MS nº 2616 de 12 
de maio de 1998, e os Critérios Nacionais de Infecções 
relacionadas à assistência à saúde, referentes ao sítio 
cirúrgico (ANVISA, 2009), é correto afirmar que o caso 
trata-se de 
A) infecção comunitária. 
B) dermatite purulenta. 
C) infecção hospitalar incisional superficial. 
D) infecção hospitalar incisional de órgão/cavidade. 
E) infecção hospitalar incisional profunda 
19.(PRÓ-MUNICÍPIO-2015) As diretrizes básicas para a 
implementação de medidas de proteção à segurança e à 
saúde dos trabalhadores (NR32) devem ser atendidas 
pelos gestores dos estabelecimentos de saúde. De 
acordo com essas diretrizes: 
A) Em casos de contaminação visível por fluidos corporais, 
inclusive por sangue, será indicado o uso de preparação 
alcoólica para higienização das mãos; 
B) Em casos de indisponibilidade de lavatório exclusivo para 
a lavagem das mãos, o uso de luvas substituirá este 
processo; 
C) Desde que sejam avaliados pelo médico e obtenham 
documento de liberação para o trabalho, os trabalhadores 
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com feridas ou lesões nos membros superiores podem 
iniciar suas atividades laborais; 
D)Nos casos em que os equipamentos de proteção 
individual estejam aparentemente limpos, é permitido aos 
trabalhadores deixar o local de trabalho utilizando tais 
equipamentos. 
20. (CESPE/2012- TJ / RO– Enfermeiro)- A respeito de 
risco biológico e medidas de precauções básicas para a 
segurança individual e coletiva no serviço de 
assistência à saúde, assinale a opção correta. 
A) Como medida de precaução padrão, é recomendado o 
uso de luvas em todos os procedimentos realizados junto ao 
paciente. 
B) Em caso de precaução de contato, é obrigatório o uso de 
luvas e avental durante todo o atendimento ao paciente, 
sendo indispensável abrigá-lo em quarto privativo. 
C) No caso de precaução por gotículas, situação de 
pacientes portadores de meningite bacteriana, difteria e 
rubéola, a internação pode ser feita na mesma enfermaria 
com outros pacientes, desde que seja mantida a distância 
mínima de um metro entre dois leitos consecutivos. 
D) O transporte de pacientes em precaução por aerossóis 
deve ser realizado seguindo-se as medidas de precaução 
padrão e com uso de máscara profissional N-95 para a 
equipe e para o paciente. 
E) As medidas de precaução padrão devem ser seguidas 
para todos os pacientes, independentemente de estarem ou 
não com alguma infecção. 
21. No preparo da pele, para prevenção de infecção 
relacionada à assistência à saúde com o uso de cateter 
vascular periférico, deve-se realizar fricção da pele com 
solução à base de álcool. Desse modo, é correto afirmar 
que 
A)para álcool 70%, aguarde pelo menos 1,5 a 2 minutos 
antes da punção. 
B) para gluconato de clorexidina 0,5%, aguarde pelo menos 
1,5 a 2 minutos antes da punção. 
C) para gluconato de clorexidina 2%, aguarde pelo menos 
1,5 a 2 minutos antes da punção. 
D) para PVPI, aguarde pelo menos 1,5 a 2 minutos antes da 
punção. 
E) para álcool, gluconato de clorexidina ou PVPI, aguarde a 
secagem espontânea antes da punção. 
22. Os objetivos de um sistema de precauções e 
isolamento é a prevenção da transmissão de um 
microrganismo de um paciente, portador são ou doente, 
para outro, bem como a prevenção da transmissão de 
microrganismos para o profissional de saúde. O 
conjunto de medidas aplicadas no atendimento de todos 
os pacientes hospitalizados e na manipulação de 
equipamentos e artigos contaminados ou sob suspeita 
de contaminação denomina-se 
A) Precauções de Gotículas. 
B) Precauções de Contato. 
C) Técnicas de Aerossóis. 
D) Precauções Padrão. 
23. A máscara tipo 95 ou PFF2 é um Equipamento de 
Proteção Individual (EPI) obrigatório em algumas 
ocasiões. Sobre esta máscara, assinale a alternativa 
correta. 
A) É considerada descartável. 
B) Possui capacidade de filtrar partículas de todos os 
tamanhos. 
C) O profissional deve colocá-la imediatamente após a 
entrada no quarto do paciente em isolamento. 
D) É um Equipamento de Proteção Individual indicado para 
prestar assistência a pacientes com confirmação de varicela. 
 
 
24. (FCC TRT 20ª REGIÃO 2016) De acordo com a 
ANVISA, em atendimento de pacientes que apresentam 
doenças transmissíveis, o tipo de precaução baseado 
no modo de transmissão e os equipamentos a serem 
utilizados pelo profissional de saúde, estão, 
respectivamente, descritos em: 
A)Doença transmissível = caxumba Precaução = aerossóis 
Equipamento de proteção individual = máscara N95 
B) Doença transmissível = rubéola Precaução = gotículas 
Equipamento de proteção individual = máscara cirúrgica 
C) doença transmissível = zika Precaução = contato 
Equipamento de proteção individual = avental 
D) Doença transmissível = tuberculose Precaução = padrão 
Equipamento de proteção individual = máscara cirúrgica 
E) Doença transmissível = febre amarela Precaução = 
contato Equipamento de proteção individual = avental 
25. (FCC TRF 2ª 2012) Ao esvaziar o coletor de urina de 
sistema fechado, o técnico de enfermagem percebeu 
que a luva de procedimento estava furada, ocasionando 
contato direto com a pele íntegra da mão e a urina do 
paciente, com diagnóstico de hipertensão arterial. Após 
a retirada das luvas, essa situação requer, como 
procedimento mínimo, 
A) fricção antisséptica das mãos com gel alcoólico. 
B) degermação da pele das mãos com iodo povidine. 
C) lavagem das mãos com clorexidine degermante. 
D) higienização das mãos com água e sabão. 
E) degermação da pele das mãos com gel alcoólico. 
26.Na assistência ao cliente portador de meningite 
bacteriana detectada há 4 horas, recomenda-se: 
A) o uso da máscara com PFF2 (N95) pelo profissional da 
saúde e máscara comum para o paciente no transporte 
B) a utilização de avental esterilizado na manipulação de 
secreções e de materiais orgânicos, pois esse agravo 
necessita de precauções por contato. 
C) a higienização das mãos antes e após contato com o 
cliente e a utilização de máscara cirúrgica. 
D) a utilização de máscara PFF2 (N95) nos procedimentos, 
devido ao risco de transmissão por aerodispersoides. 
E) a utilização de luvas de procedimento durante o cuidado 
ao cliente e manejo dos equipamentos, pois esse agravo 
necessita de precauções hemáticas. 
27. Conforme a RDC 222 de 2018, ao orientar um 
membro da equipe sobre o descarte adequado de 
material perfurocortante, o enfermeiro explicou que os 
recipientes que acondicionam esse tipo de resíduo 
devem ser descartados quando o preenchimento atingir: 
A) 1/2 de sua capacidade; 
B) 1/3 de sua capacidade; 
C) 1/4 de sua capacidade; 
D) 2/3 de sua capacidade; 
E) 3/4 de sua capacidade. 
28.Para a antissepsia cirúrgica das mãos e antebraços, 
recomenda-se o uso de um antisséptico degermante. O 
procedimento, no caso da primeira cirurgia, deve durar: 
A) de 3 a 5 minutos. 
B) de 3 a 7 minutos. 
C) de 4 a 10 minutos. 
D) de 5 a 7 minutos. 
E) de 5 a 10 minutos. 
29. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) 
propôs, em 2017, medidas de prevenção de infecção 
relacionada à Assistência à Saúde, com a finalidade de 
reduzir a incidência de infecções em Serviços de Saúde, 
a partir da disponibilização de medidas preventivas 
práticas adequadas à realidade brasileira.As alternativas 
estão corretas com relação às medidas de prevençãode 
infecção, EXCETO: 
A) As medidas para prevenção de pneumonia incluem 
manter decúbito elevado, fazer higiene oral com 
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antissépticos, dar preferência por utilizar ventilação 
mecânica não-invasiva. 
B) As medidas para prevenção de infecção em cateteres 
periféricos incluem não manter agulha de aço no sítio e 
utilizar um novo cateter periférico a cada duas tentativas de 
punção no mesmo paciente. 
C) As medidas para prevenção de infecção do trato urinário 
incluem fixar o cateter de modo seguro e que não permita 
tração ou movimentação, manter o sistema de drenagem 
fechado e estéril, trocar todo o sistema quando ocorrer 
desconexão. 
D) As medidas para prevenção de infecção cirúrgica incluem 
não realizar tricotomia de rotina. Se pelos tiverem que ser 
removidos, deve-se retirá-los imediatamente antes da 
cirurgia, utilizando tricotomizadores elétricos e deve-se 
manter a incisão descoberta até a remoção da sutura 
quando não houver exsudato. 
30.De acordo com a Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (2013), o termo infecção hospitalar tem sido 
substituído por Infecção relacionada à Assistência à 
Saúde (IRAS), pois reflete melhor a causa de 
desenvolvimento desse tipo de evento adverso, 
especialmente por não limitar a sua ocorrência ao 
ambiente dos hospitais. Sobre as IRAS, é correto 
afirmar: 
A) Quando for isolado um micro-organismo diferente, na 
mesma topografia em que foi diagnosticada uma infecção 
comunitária, seguido do agravamento das condições clínicas 
do paciente, o caso não deverá ser considerado como IRAS. 
B) As infecções manifestadas antes de 72 horas da 
assistência (com ou sem internação), quando associadas 
aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos realizados 
durante este período, não são caracterizadas como IRAS. 
C) Quando os pacientes são provenientes de outro hospital 
e se internam com infecção, não são considerados 
portadores de IRAS. 
D) As infecções em recém-nascido estão relacionadas à 
assistência, com exceção daquelas transmitidas de forma 
transplacentária ou associadas à bolsa rota superior a 24 
horas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
A E C B A A A B A D 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
B B B B B B B C C E 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
D D D B D C E A B D 
 
 
 
 
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CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – CME 
“Se você quer chegar onde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz!” 
 
Legislação: RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002. 
Conceito: Unidade de apoio técnico que tem como 
finalidade o fornecimento de produtos para a saúde 
adequadamente processados, proporcionando, assim, 
condições para o atendimento direto e a assistência à saúde 
dos indivíduos enfermos e sadios. 
 
Trata-se de uma unidade de apoio técnico que integra o 
estabelecimento de saúde. Sua finalidade é receber um 
material inviável para uso em saúde (contaminado), realizar 
processos para tornar esse material viável para uso, e ela 
faz isso através de alguns processos importantes como: 
limpeza, desinfecção, descontaminação e esterilização. 
 
Conceito da RDC nº 15/2012 unidade funcional destinada ao 
processamento de produtos para saúde dos serviços de 
saúde. 
 
-FLUXO UNIDIRECIONAL COM BARREIRAS FÍSICAS 
ENTRE AS ÁREAS. 
ESTRUTURA FÍSICA DA CENTRAL DE MATERIAL 
ESTERILIZADO 
A Central de Material Esterilizado – CME trata-se de um 
conjunto de elementos destinados à recepção, expurgo, 
preparo, esterilização, guarda e distribuição do material para 
as unidades do estabelecimento de saúde. O planejamento 
desta Unidade é de extrema importância considerando as 
diferentes etapas do processamento de materiais até sua 
distribuição às Unidades do hospital. Por esta razão, o 
planejamento deve ser executado por uma equipe 
multiprofissional e ter atenção voltada para a dinâmica do 
funcionamento do setor. 
A dinâmica da Central de Material pode ser descrita em três 
tipos: 
• Descentralizada - cada unidade ou conjunto de unidades 
do hospital é responsável por preparar e esterilizar os 
materiais que utiliza; 
• Semicentralizada – cada unidade prepara os seus 
materiais, mas os encaminha a central de material para 
serem esterilizados; 
• Centralizada - os materiais de uso em todas as unidades 
do hospital são totalmente processados na central de 
material. 
 
 
 
A RDC nº 15 de 2012 que dispõe sobre requisitos de boas 
práticas para o processamento de produtos para a saúde 
traz uma classificação de CME que é a seguinte: 
Classe I – realiza o processamento de produtos para a 
saúde não-críticos, semicríticos e críticos e de conformação 
não complexas, passíveis de processamento. 
Classe II – realiza o processamento de produtos para a 
saúde, não críticos, semicríticos e críticos de conformação 
complexa e não-complexa, passíveis de processamento. 
 
ESTRUTURA FÍSICA 
A estrutura física do CME visa atender a dinâmica do setor 
com a finalidade de manter a integridade de todos os 
processos, desta forma, a estrutura física é 
departamentalizada em: 
1. Área para recepção, desinfecção e separação de 
materiais: local destinado a receber, desinfetar e separar os 
materiais provenientes dos diferentes setores do hospital. 
2. Área para lavagem de materiais: área onde são lavados 
os materiais manualmente ou por meio de máquinas 
lavadoras especiais. 
3. Sala para lavagem e preparo de luvas (entalcamento): 
sala destinada exclusivamente à lavagem, secagem, teste, 
entalcamento, preparo e empacotamento das luvas 
cirúrgicas. Esta área deve ser construída em um ambiente 
separado dos demais e provida de máquinas próprias para o 
reprocessamento das luvas. Embora este local ainda seja 
utilizado em algumas unidades de saúde, vem caindo em 
desuso haja vista a facilidade de fornecimento deste material 
por parte de empresas especializadas em materiais 
descartáveis e esterilizados o que também proporciona a 
redução de custos em saúde. 
4. Área para recepção de roupas limpas: local destinado a 
receber roupas limpas provenientes da lavanderia, para 
posterior empacotamento e esterilização. 
5. Área de preparo de materiais e roupas: área destinada 
ao preparo e empacotamento ou acondicionamento dos 
diferentes tipos de materiais e roupas para serem 
esterilizadas. 
6. Área para esterilização: área destinada à esterilização 
de materiais e roupas através dos métodos de: 
• calor úmido, calor seco e ionização; 
• esterilização química líquida; 
• esterilização química gasosa. 
A área de esterilização deve ser provida de antecâmara, 
sala de esterilização, depósito de armazenamento de 
cilindros e sala de aeração com a finalidade de permitir a 
aeração dos materiais esterilizados pelo óxido de etileno. 
7. Sala para armazenagem e distribuição de materiais e 
roupas esterilizadas: área destinada ao armazenamento 
de materiais e roupas esterilizadas que serão distribuídos às 
unidades do hospital. Para armazenamento são utilizados 
armários, prateleiras e cestos de aço inoxidável do tipo 
"gaiola". 
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8. Área para armazenagem e distribuição de materiais 
descartáveis: Estaárea destina-se a armazenar e distribuir 
os materiais descartáveis. 
Além dos ambientes anteriores, são necessários ambientes 
de apoio, como: 
1. Sala administrativa: área destinada ao controle 
administrativo da Central de Material. 
2. Sanitários com vestiário para funcionários 
3. Depósito de material de limpeza 
4. Almoxarifado: trata-se do estoque de materiais para uso 
na Central de Material e demais setores do hospital. 
Ainda no planejamento desta Unidade, algumas 
considerações devem ser feitas em relação a: 
a) Forma 
A forma de construção da CME deve permitir o fluxo 
progressivo do material, em linha reta, desde a área de 
recepção até a de distribuição, no sentido de evitar 
cruzamento do material limpo com o contaminado. A CME 
tem por objetivo permitir maior produção com menor gasto 
de energia, tempo e movimento, além disso, a forma deve 
ser pensada de maneira que facilite ao enfermeiro a visão 
da unidade e a supervisão do pessoal. 
b) Tamanho ou dimensão 
O tamanho ou área mínima (em m2) da Central de Material 
Esterilizado é calculada com base no número de leitos do 
hospital. 
De acordo com o Ministério da Saúde as áreas da Central 
de Material devem ter as seguintes dimensões: 
• Área para recepção, desinfecção e separação de 
materiais: 0,8 m2 por leito (área mínima - 8,0 m2). 
• Sala para lavagem e preparo de luvas: 7,0 m2 
• Área para recepção de roupa limpa: 4,0 m2 
• Área para preparo de materiais e roupas limpas: 0,25 m2 
por leito (área mínima de 12,0 m2). 
• Área de esterilização física: varia conforme o tipo de 
equipamento usado. Recomenda-se manter uma distância 
mínima de 0,60m entre as autoclaves. 
• Área para esterilização química líquida: 4,0 m2 
• Área para esterilização química gasosa, onde: - 
antecâmara - 2,0 m2 - sala de esterilização - 5,0 m2 - 
depósito - 0,5 m2 - sala de aeração - 6,0 m2 
• Sala de armazenagem e distribuição de material e roupa 
esterilizada: 0,2 m2 por leito (mínimo de 10,0 m2). 
• Área de armazenagem de material descartável: 25,0% da 
área de armazenagem de material esterilizado. 
c) Paredes e Piso 
Devem ter cor clara, de fácil limpeza e de preferência de 
material vinílico. 
d) Janelas 
Devem ser amplas e fechadas caso a ventilação seja feita 
pelo sistema de ar condicionado. A temperatura adequada 
deve ser mantida entre 18 e 25°C. 
e) Iluminação 
Tem o objetivo de facilitar o trabalho, assim, além da luz 
natural, a artificial deve proporcionar luminosidade mais 
próxima da natural possível. Além disso, é indicado o uso de 
lâmpadas fluorescentes. 
 
LOCALIZAÇÃO 
A CME deve estar localizada preferencialmente próxima das unidades fornecedoras como lavanderia, almoxarifado e farmácia. 
Deve ainda ter acesso facilitado aos setores consumidores, principalmente o centro cirúrgico, centro obstétrico, pronto-socorro e 
unidades de terapia intensiva. Se a CME for localizada em andar superior ou inferior ao Centro Cirúrgico, o transporte de materiais 
pode ser feito por monta-cargas. 
 
 
 
 
Expurgo 
ÁREA SUJA 
Preparo de material e carga da 
autoclave 
ÁREA LIMPA 
Retirada de material da autoclave e 
guarda do material estéril 
ÁREA ESTÉRIL 
EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DA CENTRAL DE 
MATERIAL ESTERILIZADO 
Recursos Humanos no CME: Enfermeiro; • Técnico de 
enfermagem; • Auxiliar de enfermagem; • Pessoal 
Administrativo e da limpeza. 
Do ponto de vista da organização, a equipe de enfermagem 
desta Unidade deve ser composta por enfermeiro, técnico e 
auxiliares de enfermagem. 
A função de cada um se define da seguinte forma: 
Enfermeiro: responsável pelo estabelecimento de rotinas do 
setor e pelo gerenciamento de toda a unidade. É da 
competência do enfermeiro a responsabilidade pela chefia. 
Técnico de Enfermagem: profissional responsável por 
desempenhar atividades com um nível de complexidade 
intermediária. 
Auxiliar de Enfermagem: profissional responsável pelo 
processo de esterilização dos artigos médico-hospitalares e 
roupas. 
Auxiliar administrativo: profissional responsável pelo 
serviço administrativo como, por exemplo, realização de 
pedidos de almoxarifado. Serve como um elo entre o 
ambiente interno e externo da Central. 
Auxiliar de Limpeza: profissional responsável pela 
higienização da estrutura física da CME 
 
Atribuições do Enfermeiro no CME 
Coordenador: -Prever os produtos necessários p/ as 
unidades consumidoras; 
- Relatório mensal estatístico; 
- Elaborar e atualizar o manual de normas, rotinas e 
procedimentos do CME; 
FLUXOGRAMA UNIDIRECIONAL COM BARREIRA FÍSICAS ENTRE AS ÁREAS 
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- Pesquisa e trab. científico para boas práticas de 
Enfermagem; 
- Atualizar-se quanto a infecção hospitalar; 
- Realizar programa de treinamento e educação continuada; 
- Gerenciar o serviço de Enfermagem do CME. 
Assistencial 
-Planejar, coordenar e desenvolver rotinas p/ os processos 
de limpeza, esterilização, armazenagem e distribuição; 
- Rotinas para manutenção preventiva e limpeza dos 
equipamentos; 
- Avaliar novas tecnologias dos insumos utilizados no CME; 
- Controlar o recebimento, o uso e a devolução dos 
produtos; 
- Elaborar e acompanhar indicadores definidos no CME; 
- Participar da compra de produtos e instrumental cirúrgico. 
Atribuições dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem 
no CME: 
-Realizar limpeza, preparo, esterilização, guarda e 
distribuição de artigos; 
-Receber, conferir e preparar os materiais; 
-Leitura dos indicadores biológicos de acordo com rotinas; 
-Preparar os carros cirúrgicos e repor caixas cirúrgicas; 
-Receber e preparar roupas limpas; 
-Participar de cursos de treinamento e educação continuada; 
-Monitorar continua/e cada carga nos processos de 
esterilização; 
-Revisar a lista de caixa de instrumental cgico, bem como a 
reposição; 
-Realizar cuidados com artigos endoscópicos e motores 
(elétricos, pneumáticos); 
 
LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO 
Os materiais hospitalares, também chamados de artigos, 
podem ser reutilizáveis ou descartáveis, desta forma, os 
materiais reutilizáveis passam por processos que permitam 
a eliminação de microorganismos potencialmente capazes 
de transmitir doenças. Esses processos têm como finalidade 
a redução da carga microbiana do artigo evitando a 
contaminação cruzada entre pacientes. 
Os artigos médico-hospitalares são classificados conforme 
seu risco de contaminação nas categorias que veremos a 
seguir. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS PELO RISCO DE CONTAMINAÇÃO 
Os diferentes artigos existentes nas instituições de saúde podem ser classificados segundo Spaulding em: 
CLASSIFICAÇÃO DE SPAULDING (1968) 
Artigos 
críticos 
São artigos ou produtos utilizados em procedimentos invasivos com penetração em pele e 
mucosas adjacentes, tecidos epiteliais e sistema vascular, incluindo também todos os artigos e 
produtos conectados a estes sistemas. A esterilização é o processo obrigatório para o uso de 
tais materiais. Ex: Agulhas, catéteres intravenosos, implantes, instrumental cirúrgico, campos, 
gazes. 
LIMPEZA 
+ 
ESTERILIZAÇÃO 
Artigos 
semi-
críticos 
São artigos ou produtos que entram em contato com a pele não íntegra, restritos às suas 
camadas ou aqueles que entram em contato com mucosas íntegras. Requerem desinfecção de 
alto nível ou esterilização para ter garantida a qualidade do seu uso. Ex: sonda nasogástrica, 
equipamentos respiratórios, endoscópios, espéculo vaginal, circuitos respiratórios. 
LIMPEZA 
+ 
DESINFECÇÃO 
DE 
ALTO NÍVEL 
Artigos 
não 
críticos 
São artigos ou produtos destinados ao contato com a pele íntegra e também aqueles que não 
entram em contato direto com o paciente. Requeremlimpeza ou desinfecção de baixo ou médio 
nível, dependendo do uso a que se destinam ou do último uso realizado. Exemplos: 
termômetros, comadres, sensor do oxímetro de pulso, manguito do esfigmomanômetro; 
LIMPEZA 
+ 
DESINFECÇÃO 
DE BAIXO NÍVEL 
 
 
MÉTODOS DE TRATAMENTO DOS ARTIGOS 
 
LIMPEZA: trata-se da operação para a remoção física de 
sujidades. Tem como finalidade a manutenção da limpeza 
dos artigos, já que a presença de matéria orgânica dificulta a 
ação dos produtos químicos nos processos de desinfecção e 
esterilização. O método mais comum de limpeza de artigos é 
a lavagem com água e detergente comum, ou detergente 
desencrostante ou detergente enzimático. O ideal, porém, é 
que a limpeza seja realizada através de métodos mecânicos 
– máquina ultra-sônica ou máquina lavadora desinfetora. 
 
DESINFECÇÃO: É o processo pelo qual são destruídos os 
microorganismos em sua forma vegetativa, utilizado no 
tratamento de artigos semicríticos e de artigos 
contaminados. Pode ser: 
1) Alto Nível: destrói todas as bactérias vegetativas, 
micobactérias, fungos, vírus e alguns (parte) dos esporos. 
 
 
 
 
2) Nível Intermediário: tem poder viruscida, bactericida para 
formas vegetativas, inclusive contra o bacilo da tuberculose, 
mas não destrói esporos. 
3) Baixo Nível: é capaz de eliminar todas as bactérias na 
forma vegetativa, mas não possui ação contra esporos, vírus 
não-lipídicos nem bacilo da Tuberculose. Possui ação 
relativa contra os fungos. 
 
 
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ESTERILIZAÇÃO 
A esterilização trata-se de um processo pelo qual são 
destruídos os microorganismos em sua forma tanto 
vegetativa quanto esporulada. 
A esterilização é empregada no tratamento dos artigos 
críticos e os métodos empregados podem ser tanto físicos, 
químicos ou físico-químico. 
Os agentes físicos mais utilizados são o vapor saturado sob 
pressão e o calor seco. Entre os agentes químicos temos o 
glutaraldeído, o formaldeído e o método físico-químico 
temos o exemplo do óxido de etileno. O processo de 
esterilização que oferece maior segurança é o vapor 
saturado sob pressão em autoclave. A escolha do processo 
depende da natureza do artigo a ser esterilizado. Alguns 
artigos não possuem material capaz de resistir a altas 
temperaturas ou pressão. 
 
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO 
Físicos: 
•Vapor saturado sob pressão (autoclave) 
• Calor seco (estufa) 
• Radiação (raios gama - cobalto 60). 
Químicos: 
• Grupo dos aldeídos (glutaraldeído e formaldeído) 
• Ácido peracético. 
Físicos-químicos: 
•Óxido de etileno (ETO) 
•Plasma de peróxido de hidrogênio (PPH) 
• Paraformaldeído (pastilhas) 
• Vapor de baixa temperatura e Formaldeído gasoso (VBTF). 
 
ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO 
• ESTUFA – ABANDONAR USO! 
A esterilização através do calor seco deve ser feita através 
das estufas que promovem a destruição de vida bacteriana 
através da oxidação celular. Para que esse processo seja 
concluído com sucesso, faz-se necessário que o material a 
ser esterilizado seja submetido a um tempo de exposição 
maior e a temperatura mais elevada do que o método do 
vapor saturado. O aquecimento da câmara da estufa se faz 
por convecção, que é a transferência do calor pela 
circulação do ar consequente ao aumento da temperatura. O 
aquecimento do material se dá por condução, que é a 
transferência direta do calor da parte mais aquecida para a 
menos aquecida de um corpo ou de um para outro corpo. O 
material a ser esterilizado por calor seco deve ser 
acondicionado em caixas metálicas de paredes finas e em 
recipientes de vidro refratário. Após ligar o aparelho, deve-se 
controlar a temperatura e marcar o tempo de exposição, a 
partir do momento em que o termômetro atingir a 
temperatura adequada ao tipo de material a ser esterilizado. 
É importante observar que os pós (acondicionados em 
recipiente contendo 100 gramas) e substâncias oleosas 
devem ser esterilizados numa temperatura de 160ºC, 
durante a 120 minutos. 
 
Portanto: 
• O calor seco tem baixo poder de penetração, é irregular e 
vagaroso; 
• Recomendado APENAS para óleos e pós; 
• Elimina o microrganismo por oxidação e dissecação 
celular; 
• Evitar superposição de materiais; 
• Utilizar até 80% da carga; 
• Marcar o tempo de exposição a partir do momento que o 
termômetro atingir a temperatura desejada; Não abrir a 
estufa durante a esterilização, se acontecer, o processo 
deve ser reiniciado; 
Não colocar materiais quentes sobre superfície fria, porque 
se houver condensação, o material ficará úmido e 
contaminado por capilaridade; 
121º - 12 horas; 
140º - 180 min; 
150º - 150 min; 
160º - 120 min; 
170º - 60 min; 
 
ESTERILIZAÇÃO PELO VAPOR SATURADO SOB 
PRESSÃO 
A esterilização pelo vapor saturado sob pressão é 
processada na autoclave, cuja fabricação pode apresentar 
forma e tamanho diferentes, mas o princípio de 
funcionamento é o mesmo. 
A temperatura para esterilização deve estar entre 121 e 
135°C. O vapor saturado sob pressão constitui um método 
eficiente de esterilização, porque destrói todas as formas de 
microorganismos, inclusive príons. Em estado de saturação, 
o vapor tem volume constante. O vapor saturado sob 
pressão é um método de esterilização eficaz pelo seu alto 
poder de penetração, levando consigo o calor. 
A esterilização por vapor saturado é eficiente, pois, resulta 
na desaturação da membrana da bactéria através da 
termocoagulação das proteínas bacterianas. 
 
Na esterilização por vapor saturado, alguns critérios 
devem ser observados: 
• Temperatura: varia de 121º a 135º; 
• Pressão: varia entre 1 a 1,80 atmosferas 
• Tempo de exposição: varia conforme o tipo de material e 
sua densidade. 
• Prazo de validade do processo: varia conforme o material 
processado e o tempo de ação do processo. No trato e 
manuseios das autoclaves, alguns cuidados básicos devem 
ser observados para que o processo de esterilização seja 
considerado válido. 
No que diz respeito aos materiais, devem ser 
observados: 
• O carregamento da autoclave deve ser feito sempre com o 
mesmo tipo de material, dispondo-os de modo a facilitar a 
penetração e circulação do vapor, e a eliminação do ar. 
• Recomenda-se a utilização de no máximo 80% da 
capacidade total do aparelho. Essa medida visa a facilitação 
da circulação do vapor no interior da câmara. 
• Orienta-se que os materiais mais pesados sejam alocados 
nas prateleiras inferiores às câmaras. 
• Após o processo, não se deve colocar os pacotes, ainda 
quentes, sobre superfície fria uma vez que a formação de 
gotas pela condensação pode contaminar o artigo que 
acaba de ser esterilizado. 
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• O datamento dos pacotes é obrigatório e assim como o 
encaminhamento dos mesmos à sala de armazenamento. 
Após a última esterilização do dia, deve ocorrer a limpeza da 
câmara interna da autoclave com o auxílio de um pano 
umedecido em água. Tão logo esse procedimento seja 
executado, deve-se enxugar toda a superfície. Também é 
importante lembrar que antes de cada primeiro processo do 
dia, deve ser feito o teste de validação do equipamento com 
a finalidade de manter os padrões de segurança e 
confiabilidade sempre ajustados. 
→A esterilização por vapor saturado sob pressão está 
indicada para todos os artigos críticos e semicríticos 
termorresistentes, e de líquido, sendo que, para estes, deve-
se interromper a fase de secagem. É impróprio para a 
esterilização deóleos, pós e graxas. 
Portanto: 
• Calor saturado sob pressão – AUTOCLAVE - é o processo 
de esterilização mais utilizado; 
• O vapor saturado é o vapor contendo somente água no 
estado gasoso, agregando tanta água quanto possível para 
sua temperatura e pressão; 
• Tipos de autoclaves: gravitacional e pré-vácuo; 
• Vapor – destrói bactérias, porém os esporos bacterianos 
necessitam do calor e pressão; 
• Temperatura – 121°a 135°C; 
• Pressão: 1 a 1,80 atm; 
• Tempo de exposição: 3 minutos à 30 minutos; 
CUIDADOS NA AUTOCLAVE 
• Não apertar muitos os pacotes, para facilitar a penetração 
do vapor; 
• Não encostar os pacotes nas laterais da máquina; 
• Montar a carga da autoclave com materiais que tenham o 
mesmo tempo de esterilização; 
• Pacotes maiores na parte de baixo da autoclave e menores 
em cima; 
• Utilizar somente 80 % da capacidade do aparelho; 
• Nunca colocar os pacotes sobre superfícies frias, estes 
devem estar frios para a manipulação; 
 
ESTERILIZAÇÃO POR RADIAÇÃO (COBALTO 60) 
Este método destina-se especialmente à esterilização 
industrial de materiais descartáveis produzidos em larga 
escala. O agente físico utilizado é o raio gama cobalto 60, 
cuja ação destruidora dos microorganismos se dá por 
alteração na composição molecular das células, as quais 
sofrem perda ou adição de cargas elétricas (ionização), 
ficando carregadas positiva ou negativamente. 
• Raios Gama – ondas eletromagnéticas de alta energia e 
grande penetração, devido a ausência de matéria – age 
produzindo radicais livres em partículas biológicas dos 
microorganismos – RISCO OCUPACIONAL; 
 
GLUTARALDEIDO A 2% 
• Deve ser utilizado na desinfecção de alto nível para artigos 
termo sensíveis, ou seja, que não possam ser esterilizados 
pelos métodos físicos tradicionais ou físico-químicos. Os 
artigos reprocessados em glutaraldeído não podem ser 
armazenados, mesmo em recipiente estéril, pois possui o 
risco de recontaminação (uso imediato). 
• O glutaraldeído não é mais esterilizante químico, só 
desinfetante de alto nível - seu uso está restrito para 
endoscopia, conforme a RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 
DE MARÇO DE 2012 , artigo 13. 
• Mecanismo de ação: tem atividade bactericida, fungicida, 
esporicida e virucida. Destrói o microorganismo alterando o 
RNA, DNA e a síntese protética. 
• Toxicidade: pode causar irritação na garganta, olhos e 
nariz, sintomas que podem ser minimizados com ambiente 
ventilado e com EPI. 
• Parâmetros do processo: temperatura ambiente; tempo 
de exposição de 8 a 10 horas de imersão do artigo na 
solução ou conforme orientação do fabricante. 
• Testes: com indicadores químicos, devem ser realizados a 
cada uso da solução. 
• Validação da solução: após a ativação tem validade de 
14 e/ou 21 dias. 
 
OUTROS MÉTODOS QUÍMICOS 
• FORMALDEÍDO: Usados em materiais termossensíveis e 
imersíveis; encontrado a 4% em temperatura ambiente e o 
tempo de exposição no mínimo 24h, após deve ser 
submetido à lavagem com soro fisiológico e realizado teste 
para detectar se existem resíduos do formol antes do uso; 
• ÁCIDO PERACÉTICO: É um componente de uma 
equilibrada mistura entre ácido acético, peróxido de 
hidrogênio e água. Mecanismo de ação: similar ao peróxido 
de hidrogênio (age por interação com a membrana celular 
do microorganismo, desestruturando-a); 
 
PROCESSO FÍSICO-QUÍMICO 
Óxido de etileno (ETO) 
• É utilizado o gás óxido de etileno, sendo realizado em 
autoclaves à temperatura entre 50 a 60° C. Associam o gás, 
temperatura, umidade e pressão. Mecanismo de ação: inibe 
a síntese protéica da célula do microorganismo. Indicação 
de uso: materiais termo sensíveis Embalagens: papel grau 
cirúrgico e não tecido. Toxicidade: alta. É carcinogênico 
(serviço geralmente terceirizado). Conforme Manual da 
SOBECC (2017), as condições de aeração estabelecidas 
como seguras são de 8 a 12 horas, à temperatura de 60 a 
50°, respectivamente. 
 
CONCEITOS E DEFINIÇÕES 
Anti-sepsia: é a eliminação das formas vegetativas de 
bactérias patogênicas e grande parte da flora residente da 
pele ou mucosa, pela ação de substâncias químicas 
(antisépticos). 
Anti-séptico: substância ou produto capaz de deter ou inibir 
a proliferação de microrganismos patogênicos, à 
temperatura ambiente, em tecidos vivos. 
Assepsia: conjunto de práticas e técnicas através das quais 
se evita a penetração de germes em locais ou objetos 
isentos dos mesmos. 
Biofilme: organização bacteriana onde a bactéria se adere 
rapidamente às superfícies úmidas e formam colônias 
organizadas de células envoltas por uma matriz que facilitam 
a adesão à superfície e a tornam impermeáveis. 
Bacteriostático: substância utilizada para neutralizar o 
desenvolvimento das bactérias. 
Bactericida: Substância utilizada para matar as bactérias. 
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Carga Microbiana (bioburden): quantidade e tipo de 
microorganismos presentes no artigo, antes da esterilização. 
Desinfecção: processo físico ou químico para reduzir o nº 
de microrganismos viáveis para um nível menos prejudicial. 
Este processo pode não destruir esporos. 
Desinfecção de alto nível: destrói todas as bactérias 
vegetativas, Mycobacteriun tuberculosis, enterovírus, 
fungos, vírus e parte dos esporos. O enxágue deverá ser 
feito preferencialmente com água estéril e manipulação 
asséptica; 
Desinfecção de nível intermediário: viruscida, bactericida. 
Neutraliza formas vegetativas, micobactérias. Não destrói 
esporos. 
Desinfecção de baixo nível: elimina todas as bactérias na 
forma vegetativa, não tem ação contra esporos, vírus não 
lipídicos nem contra o bacilo da tuberculose. Tem ação 
relativa contra fungos. 
Desinfetante: substância ou produto capaz de deter ou 
inibir a proliferação de microrganismos patogênicos em 
ambientes e superfícies, à temperatura ambiente. 
Degermação: remoção de impurezas, sujeira e 
microrganismos da flora transitória e alguns da flora 
residente depositados sobre a pele do pacte ou nas mãos da 
equipe pela ação mecânica de detergente, sabão ou 
utilização de substâncias químicas (antisépticos) 
Detergente: substância ou preparação química que produz 
limpeza; possui uma ou mais propriedades: tensoatividade, 
solubilização, dispersão, emulsificação e umectação 
Esporos: forma mais resistente dos microrganismos, sendo 
mais difícil de serem eliminados. 
Esterilização: processo físico ou químico que destrói todos 
os tipos de microrganismos, inclusive esporos. 
Infecção endógena: processo infeccioso decorrente da 
ação de microrganismos já existentes no sítio cirúrgico ou 
sistêmico. 
Infecção exógena: causada por microrganismos estranhos 
ao paciente. Importante que barreiras sejam colocadas para 
impedir que instrumentos estéreis sejam contaminados. 
Significa um rompimento da cadeia asséptica, sendo muito 
grave podendo ser fatal. Ex: AIDS, Hepatite B e C. 
Matéria Orgânica: soro, sangue, pus, fezes ou lubrificantes. 
Sua presença no material pode interferir na ação do 
desinfetante, agir como barreira física protegendo os 
microrganismos contra o ataque do agente esterilizante ou 
desinfetante e pode proteger os esporos durante o processo 
de calor. 
Reprocessamento: processo aplicado em artigos médico-
hospitalares já usados à fim de permitir sua reutilização. 
Inclui limpeza, desinfecção, preparo, embalagem, rotulagem, 
esterilização, testes biológicos e químicos. 
Reesterilização: é o processo de esterilização de artigos já 
esterilizados, mas não utilizados, em razão de eventos 
ocorridos dentro do prazo de validade do produto ou da 
própria esterilização. Ex. rompimento da embalagem. 
 
LIMPEZA DE PRODUTOS 
Definição: Remoção de sujidadevisível orgânica e 
inorgânica de um artigo e, por conseguinte, a retirada de sua 
carga microbiana. Etapa indispensável para o 
processamento de todos os artigos críticos, semi-críticos e 
não críticos. 
Recomendação: Deve preceder obrigatoriamente a 
desinfecção e a esterilização. A presença de matéria 
orgânica (bioburden) protege os microrganismos, tornando 
as etapas subsequentes ineficientes por impedir que o 
agente esterilizante ou desinfetante entre em contato com o 
instrumental. 
Interferências: Bioburden, tipo de matéria (orgânica ou 
inorgânica), diversidade e tipo de material (borracha, 
plástico, alumínio, aço), e qualidade da água. 
 
Tipos de Limpeza 
Manual: Remoção de sujidades por meio de fricção aplicada 
sobre uma superfície utilizando detergente, escova e água. 
Automatizada: Remoção de sujidades por meio de ação 
física (jato d’água) e química (detergente). 
 
EFICÁCIA DA LIMPEZA 
CONTROLE MICROBIOLÓGICO: 
Colocação de bioindicadores em pontos estratégicos e 
expostos ao processo de lavagem e desinfecção térmica. 
Após a exposição são retirados, semeados em meio de 
cultura e incubados a 36ºC, por 7 dias. Espera-se que não 
haja crescimento de microrganismos. 
COTROLE QUÍMICO: 
a) Analisar por meio de produto químico a permanência de 
resíduos de sangue nos instrumentais; 
b) Uso de tiras plásticas com reativo químico que simula o 
sangue, colocadas em 4 pontos da lavadora; 
c) Indicador químico para termolavadoras que altera a cor. 
CONTROLE VISUAL: 
Após a limpeza, inspecionar todos os artigos. O controle 
pode ser feito a olho nu ou com o uso de lupas, observando: 
cremalheiras, ranhuras, articulações, encaixes de dentes e 
sistema de trava das peças. 
Conforme a RDC 15/2012: Art. 76 A limpeza dos produtos 
para saúde, seja manual ou automatizada, deve ser avaliada 
por meio da inspeção visual, com o auxílio de lentes 
intensificadoras de imagem, de no mínimo oito vezes de 
aumento, complementada, quando indicado, por testes 
químicos disponíveis no mercado. 
 
PREPARO E EMPACOTAMENTO DE PRODUTO 
Definição: Preparação e acondicionamento dos produtos de 
acordo com o processamento escolhido em invólucro 
compatível com o processo e com o próprio material. 
Objetivo: Manter a esterilidade do produto no que se refere 
ao uso pretendido, à vida útil, às condições de 
funcionalidade, à proteção apropriada para transporte e 
armazenagem até a sua utilização e favorecer a 
transferência asséptica, sem risco de contaminação. 
 
CARACTERÍSTICAS DAS EMBALAGENS: 
Possibilitar a identificação e a abertura asséptica pelo 
usuário; 
Funciona como barreira microbiológica; 
Ser atóxica, flexível e resistente a tração e ao rasgo e 
proteger o conteúdo do pacote de danos físicos; 
Permitir termosselagem para garantir o fechamento 
hermético; 
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Possibilitar que o agente esterilizante entre em contato com 
o produto, permitir secagem do conteúdo e permitir 
adequada remoção do ar; 
Ter relação custo-benefício positiva e ser de fácil obtenção 
no mercado; 
Permitir identificação do produto esterilizado e possuir data 
de validade do produto. 
 
SISTEMA DE EMBALAGEM INCLUEM: algodão, papel 
grau cirúrgico e filme laminado, papel crepado, papel kraft, 
filme transparente, tyvek, caixas metálicas e sistema de 
containers, vidros refratários, não-tecido. 
Algodão cru: Indicado para vapor úmido. A textura 
recomendada é de aproximadamente 40 fios por cm². Deve 
ser confeccionado com tecido 100% algodão. 
Desvantagens: baixa vida útil, baixo grau de eficiência como 
barreira microbiana, ausência de resistência a umidade, 
sobrecarga de trabalho na costuraria e na lavanderia. 
Papel Kraft: Não recomendado por conter amido, 
microfuros, corantes e produtos tóxicos. Não resiste a 
umidade e é frágil na resistência física e vulnerável como 
barreira microbiana após a esterilização. 
Papel crepado: É a principal alternativa ao tecido de 
algodão. Composto de celulose tratada. Eficiente à 
esterilização pelo vapor úmido; barreira efetiva contra a 
penetração de microorganismos (prazo de validade de 
esterilização em torno de 60 dias); atóxico, flexível; indicado 
também para confecção de aventais cirúrgicos. 
Não Tecido 100% de polipropileno: Ótima barreira 
microbiana. É esterilizável em autoclave a vapor úmido, 
óxido de etileno e plasma de peróxido de hidrogênio; alta 
resistência mecânica a tração. 
Sistema de Conteineres: Caixa de metal termorresistente, 
plástico termorresistente ou recipiente de alumínio. A tampa 
contém filtro microbiano de alta eficiência, permeável ao 
agente esterilizante. Indicado para esterilização por vapor 
saturado sob pressão, autoclaves com bomba de vácuo. 
Vidros refratários: Devem ser resistentes a altas 
temperaturas. São indicados para esterilização de líquidos 
em estufas e autoclave de vapor úmido. 
Caixas metálicas: Liga de alumínio ou aço inox. Indicado 
para calor seco (estufa). 
Tyvek: Suporta altas temperaturas e alta resistência à 
tração e perfuração. Longa duração e excelente barreira 
microbiana. Compatível com óxido de etileno, plasma de 
peróxido de hidrogênio e radiação gama. 
TIPOS DE EMBALAGEM REUTILIZÁVEIS: TECIDO DE 
ALGODÃO, ESTOJO METÁLICO, VIDRO REFRATÁRIO, 
CONTAINER RÍGIDO. 
TIPOS DE EMBALAGEM DESCARTÁVEIS: PAPEL GRAU 
CIRÚRGICO, PAPEL CREPADO, NÃO TECIDO 100% DE 
POLIPROPILENO, TYVEK® 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS DE BARREIRA ESTÉRIL INDICADOS PARA CADA MÉTODO 
DE ESTERILIZAÇÃO 
Embalagem Vapor 
sob 
pressão 
Óxido 
de 
Etileno 
Plasma e 
vapor de 
peróxido de 
hidrogênio 
Vapor a baixa 
temperatura de 
formaldeído 
Tecido de 
algodão 
Sim Não Não Não 
Papel grau 
cirúrgico 
Sim Sim Não Sim 
Papel 
crepado 
Sim Sim Não Sim 
Tyvek® Não Sim Sim Sim 
Nãotecido 
(SMS) 
Sim Sim Sim Sim 
Contêiner 
rígido 
Sim Sim Sim Sim 
Caixas 
metálicas 
perfuradas 
Sim Sim Sim Sim 
Fonte: Manual SOBECC (2017). 
 
TESTES BACTERIOLÓGICOS 
Os testes bacteriológicos são essenciais para a segurança 
do paciente uma vez que estes determinam a validação dos 
processos de esterilização. O funcionamento adequado dos 
aparelhos é fundamental para a eficiência do processo de 
esterilização, por isso, devem ser feitas as revisões 
preventivas semanais e a corretiva, sempre que necessária, 
por técnicos especializados. 
 
Validação dos processos de esterilização 
A validação dos processos de esterilização pode ser feita 
através de: 
• Testes Físicos: testes que apontam a condição interna do 
equipamento. São realizados através da aferição de 
temperatura, pressão e radiação. 
• Testes biológicos: realizados no mínimo uma vez por 
semana, de preferência na primeira carga do dia e após as 
manutenções preventivas e corretivas. A validação do 
processo é feita com o uso de "Bacillus Stearothermophilus", 
para a autoclave a vapor; e com "Bacillus Subtillis", para a 
estufa ou Forno de Pasteur, autoclave a óxido de etileno e 
plasma de peróxido de hidrogênio. Os indicadores biológicos 
são colocados nos pacotes, em diferentes locais da câmara 
interna dos aparelhos com a finalidade de checagem em 
diferentes pontos da máquina. 
• Reagentes químicos: são testes em que se utiliza 
diferentes substâncias que sofrem alteração na cor quando 
submetidas ao processo de esterilização. A fita adesiva 
termosensível (zebrada), utilizada para identificação visual 
do pacote, comprova que o pacote passou pelo calor, por 
esse motivo, a fita deve ser colocada em todos os tipos de 
pacote. Este indicador não comprova a eficiência do 
processo de esterilização. 
A validade da solução ativada de glutaraldeído deve ser feita 
por meio de fitas-testes,"kit" líquido ou similar, utilizando-se 
um teste específico para cada formulação. Para o 
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formaldeído, não existe no mercado teste biológico ou 
químico. 
 
IMPORTANTE! O monitoramento do processo de 
esterilização com indicadores físicos deve ser 
registrado a cada ciclo de esterilização. 
 
Quanto ao tempo de validade de esterilização dos pacotes 
dependem do tipo de invólucro utilizado, o local de guarda 
do material e as condições ambientais da sala de 
armazenagem. Os materiais que são embalados em papel 
grau-cirúrgico e selados mecanicamente mantêm validade 
de esterilização de aproximadamente duas ou três semanas, 
se os invólucros permanecerem íntegros. O mesmo se 
aplica para os materiais embalados em campos de algodão. 
 
INDICADORES/ MONITORAMENTO DOS PROCESSOS 
DE ESTERILIZAÇÃO 
Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termo-química que 
muda de coloração quando exposto a temperatura. 
Classe 2: teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do 
sistema de vácuo da autoclave pré-vácuo. Uso diário no 1º 
ciclo, sem carga, a 134°C por 3,5 a 4 minutos sem secagem. 
Espera-se mudança uniforme da cor do papel, em toda sua 
extensão Caso não haja homogeneidade na revelação, 
efetuar revisão imediata do equipamento. 
FINALIDADE: monitoramento diário e obrigatório do 
sistema de pré-vácuo em autoclaves a vapor com bomba 
de vácuo. Identifica a presença de ar no interior dos 
pacotes, causado por falhas durante o processo de 
remoção de ar ou na penetração eficaz do vapor, indicado 
pela mudança de cor do indicador químico existente no 
pacote (de azul para rosa). Conforme orientações dos 
fabricantes, o ciclo de Bowie & Dick deve ser feito em 
temperaturas de 132 a 134° C por 3,5 a 4 minutos e em 
ciclos de 121°C por 15 minutos. 
Classe 3: controla um único parâmetro - a temperatura pré-
estabelecida. Utilizados no centro dos pacotes. 
Classe 4: Indicador multiparamétrico controla a temperatura 
e o tempo necessários para o processo. 
Classe 5: Integrador - controla temperatura, tempo e 
qualidade do vapor. 
Classe 6: Simulador de confiança - Intervalo de confiança 
maior que classe 5. Responde a todos os parâmetros 
críticos de um ciclo específico 
 
MANUSEIO DE MATERIAL ESTERILIZADO 
• Ao manusear o material esterilizado com técnica asséptica, 
deve-se obedecer a algumas normas a fim de mantê-lo 
estéril: é fundamental lavar as mãos com água e sabão 
antes de manusear o material esterilizado; 
• Utilizar material com embalagem integra, seca, sem 
manchas, com identificação (tipo de material e data da 
esterilização); 
• Trabalhar de frente para o material; 
• Manipular o material ao nível da cintura para cima; evitar 
tossir, espirrar, falar sobre o material exposto; 
• Não fazer movimentos sobre a área esterilizada; 
• Certificar-se da validade e adequação da embalagem; 
• Trabalhar em ambiente limpo, calmo, seco e sem corrente 
de ar; 
• Manter certa distancia entre o corpo e o material a ser 
manipulado; 
ARMAZENAMENTO 
Em cestos aramados, sem empilhamento, de forma a 
facilitar a identificação dos itens, protegidos ao máximo da 
deposição de poeira; 
Não armazenar pacotes quentes (exceção: quando em 
cestos aramados); 
O suporte dos cestos ou as prateleiras devem apresentar 
distância de no mínimo 20 cm do piso, 5 cm das paredes, e 
45 cm do teto. 
 
QUESTÕES 
01. Para cumprimento da Resolução n. 15, de 15 de 
março de 2012, do Ministério da Saúde, o Centro de 
Material e Esterilização (CME) passa a ser classificado 
em classes. O CME _______ é aquele que realiza o 
processamento de produtos para a saúde não-críticos, 
semi-críticos e críticos de conformação não complexa, 
passíveis de processamento. Assinale a alternativa que 
completa corretamente a lacuna. 
A) Classe I 
B) Classe II 
C) Classe III 
D) Classe IV 
E) Classe V 
02.De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada, 
RDC nº 15, de 15 de março de 2012, da Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária, que regulamenta os requisitos 
de boas práticas para o processamento de produtos 
para a saúde, são adotadas as seguintes definições, 
EXCETO 
A) O Centro de Material e Esterilização é definido 
comouma unidade funcional destinada ao processamento 
de produtos para o serviço de saúde dos serviços desaúde. 
B) Controle de qualidade do processamento dos produtos 
para saúde: avaliação sistemática e documentada da 
estrutura e do processo de trabalho e avaliação dos 
resultados de todas as etapas do processamento de 
produtos para a saúde. 
C) Centro de material e esterilização de funcionamento 
centralizado: responsabiliza-se somente pela esterilização 
de produtos para a saúde; a limpeza, o preparo e o 
acondicionamento desses produtos são feitos pela equipe 
de enfermagem das unidades de internação do hospital. 
D) Data limite de uso do produto esterilizado: prazo 
estabelecido em cada instituição, baseado em um plano de 
avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na 
resistência das embalagens, eventos relacionados aoseu 
manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de 
pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e 
temperatura, segurança da selagem e rotatividade do 
estoque armazenado. 
E) barreira técnica: conjunto de medidas comportamentais 
dos profissionais de saúde visando à prevenção de 
contaminação cruzada entre o ambiente sujo e o ambiente 
limpo, na ausência de barreiras físicas. 
03.O uso de EPI no Centro de Material e Esterilização é 
definido pela RDC nº 15, de 15 de março de 2012, 
de acordo com a sala ou área onde as atividades são 
realizadas. Sobre o assunto é correto afirmar que 
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A) para a descarga de secadoras e termodesinfetadoras e 
carga e descarga de autoclaves, é obrigatória a utilização de 
luvas de proteção térmica impermeável. 
B) para o funcionário da sala de recepção e limpeza, não é 
necessário o uso de protetor facial ou o uso demáscara e 
óculos. 
C) os trabalhadores podem deixar o local de trabalho com os 
equipamentos de proteção individual e as vestimentas 
utilizadas em suas atividades, pois, como o próprio nome 
diz, são equipamentos de proteção individual. 
D) o uso de calçado fechado é opcional. 
E) a vestimenta privativa, touca e calçado fechado em todas 
as áreas técnicas e restritas não é exigida para 
os trabalhadores do Centro de Material e Esterilização. 
04.De acordo com a Resolução COFEN nº 424/2012, são 
atribuições da equipe multiprofissional do Centro de 
Material e Esterilização (CME): 
A) técnico de enfermagem: promover capacitação e 
educação permanente e avaliação de desempenho 
dos profissionais que atuam no CME. 
B) enfermeiro: Planejar, coordenar, executar, supervisionar e 
avaliar todas as etapas relacionadas ao processamento de 
produtos para saúde: recepção,limpeza, secagem, avaliação 
da integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção ou 
esterilização, armazenamento e distribuição para as 
unidades consumidoras. 
C) auxiliar de Enfermagem: elaborar o Protocolo 
Operacional Padrão (POP) para as etapas do 
processamento de produtos para saúde, com base em 
referencial científico atualizado e normatizaçãopertinente. 
D) enfermeiro: treinar a equipe dos setores de internação na 
desinfecção de leitos. 
E) enfermeiro: elaborar normas administrativas para compra 
de fios de sutura, de acordo com a legislaçãovigente. 
05.Surtos de Infecção do Sítio Cirúrgico por 
micobactéria de crescimento rápido (MCR) têm sido 
relatados em todo o mundo há maisde 20 anos. As 
infecções por esse grupo de bactérias foram associadas 
às falhas no processo de limpeza dos instrumentais e 
dispositivos médicos. A partir de 2005, vários surtos de 
ISC por MCR foram descritos em diferentes estados 
brasileiros, tornando-se uma preocupação entre os 
órgãos fiscalizadores, sobretudo a ANVISA, pela 
necessidade de maior atenção com os protocolos 
de higienização e de esterilização dos materiais cirúrgicos. 
Sobre o assunto, informe se é verdadeira (V) ou falso (F) o 
que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a 
sequência correta. 
( ) São objetivos da limpeza do material cirúrgico: reduzir a 
carga microbiana (bioburden); remover contaminantes de 
natureza 
orgânica e inorgânica; prolongar a vida útil do artigo e tornar 
os processos de desinfecção e esterilização eficazes. 
( ) A imersão dos instrumentais cirúrgicos em Detergente 
Enzimático contendo no mínimo 4 grupos básicos de 
enzimas: amilase, 
carbohidrase, protease e lipase dispensa a fricção com 
escovas, ultrassom ou jatos d´agua sob pressão. 
( ) A limpeza de produtos para a saúde com conformações 
complexas inicia-se com limpeza manual, sendo 
complementada, 
obrigatoriamente, por limpeza ultrassônica. 
( ) Os pontos críticos no uso das lavadoras, sejam as 
termodesinfetoras, sejam as ultrassônicas, é a correta 
montagem da 
carga, a escolha do ciclo, a realização periódica de testes de 
eficiência e a manutenção preventiva. 
A) F − V − F – F. 
B) V – F − V – V. 
C) V − V − V – V. 
D) F – F – V – V. 
E) V − V − F – V. 
06.São vantagens dos Métodos Físicos Automatizados 
de Desinfecção de produtos para a saúde, EXCETO 
A) realizar desinfecção de alto nível, ou seja, inativa 
bactérias vegetativas, vírus, fungos e micobactérias. 
B) permitir padronização e reprodutividade do processo. 
C) não deixar resíduos no material. 
D) ser atóxico para o paciente e para o meio ambiente. 
E) impregnar materiais porosos não sendo indicados para 
artigos que entrem em contato com o trato respiratório 
(borracha, látex). 
07.As embalagens utilizadas em artigos críticos de uso 
médico hospitalar têm por finalidade a proteção do 
conteúdo contra possível contaminação proveniente do 
meio ambiente e do manuseio, conservando assim a 
esterilidade desses artigos. Sobre o assunto, assinale a 
alternativa correta. 
A) A embalagem de algodão tecido é contraindicada 
para esterilização por vapor sob pressão. 
B) A embalagem de papel grau cirúrgico é indicadapara 
esterilização por plasma e vapor de peróxido de hidrogênio. 
C) A embalagem de algodão tecido não necessita de 
lavagem para reutilização, em caso de vencimento do prazo 
de validade da esterilização do material nela embalado. 
D) embalagem de papel crepado pode ser reutilizada de 3 a 
5 vezes, sem prejuízo à qualidade da esterilização. 
E) Para ser considerada ideal, uma embalagem deve 
permitir a penetração do agente esterilizante e o contato 
direto com o item e as superfícies a serem esterilizados, e, 
ainda, a remoção posterior do agente esterilizante. 
08. Com relação à Esterilização por vapor saturado sob 
pressão, é INCORRETO afirmar que 
A) por ser um processo caro, a câmara do equipamento 
deve ser preenchida em sua totalidade, sem espaços vazios. 
B) para autoclave com capacidade superior a 100 litros, a 
existência do sistema de vácuo(conhecido como pré-vácuo) 
é 
obrigatória. 
C) o tempo de exposição de 4 minutos a 134º C em 
autoclave pré-vácuo é suficiente para esterilização doartigo, 
considerando 
que esse tempo de exposição não inclui o requerido para 
atingir a temperatura, nem o tempo de exaustão do vapor e 
secagem. 
D) no carregamento da autoclave, os pacotes maiores 
devem ser colocados embaixo dos menores e os artigos 
côncavo-convexos (bacias, cubas rim e cúpulas) devem ser 
dispostos na câmara interna emposição vertical. 
E) no ciclo flash, a supressão da fase de secagem 
requer que o artigo esteja desembalado e seu uso seja 
imediato. 
09.Sobre os métodos de esterilização, assinale a 
alternativa correta. 
A) É proibido a esterilização de artigos termossensíveis por 
óxido de etileno (ETO). 
B) Os artigos esterilizados por vapor à baixa temperatura e 
formaldeído gasoso não necessitam de limpeza prévia. 
C) Não é permitido o uso de estufas para a 
esterilizaçãode produtos para a saúde. 
D) Com o advento de novas tecnologias nos equipamentos 
de esterilização, a qualidade da água utilizada nos Centros 
de Material e Esterilização não é importante. 
E) Todas as alternativas estão incorretas. 
10.De acordo com a Resolução - RDC Nº 15, DE 15 DE 
MARÇO DE 2012, assinale a alternativa INCORRETA 
quanto ao Monitoramento do Processo de Esterilização. 
A) O monitoramento do processo de esterilização com 
indicador biológico deve ser feito mensalmente. 
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B) O monitoramento do processo de esterilização com 
indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de 
esterilização. 
C) No monitoramento do processo de esterilização dos 
produtos para saúde implantáveis, deve ser adicionadoum 
indicador biológico a cada carga. 
D) A carga só deve ser liberada para utilização após leitura 
negativa do indicador biológico. 
E) É obrigatória a realização de teste para avaliar o 
desempenho do sistema de remoção de ar (Bowie & Dick) 
da autoclave assistida por bomba de vácuo, no primeiro ciclo 
do dia. 
11.Em relação à Classificação de Spaulding, que 
classifica os artigos segundo os riscos potenciais de 
transmissão de micro-organismos para os paciente, 
relacione as colunas e assinale a alternativa com a 
sequência correta. 
1. Produtos para saúde críticos. 
2. Produtos para saúde semi-críticos. 
3. Produtos para saúde não-críticos. 
A. Produtos que entram em contato com pele não íntegra ou 
mucosas íntegras colonizadas. 
B. São produtos para a saúde utilizados em procedimentos 
invasivos com penetração de pele e mucosas adjacentes, 
tecidos subepteliais, e sistema vascular, incluindo também 
todos os produtos para saúde que estejam diretamente 
conectados com 
esses sistemas. 
C. Produtos que entram em contato com pele íntegra ou não 
entram em contato com o paciente. 
A) 1A – 2B – 3C. 
B) 1A – 2C – 3B. 
C) 1B – 2C – 3A. 
D) 1B – 2A – 3C. 
E) 1C – 2A – 3B. 
12.Para cuidados de limpeza, higiene e esterilização de 
materiais em Centrais de Materiais e Esterilização, é 
correto afirmar: 
A) a esterilização em autoclave a vapor está indicada para 
matérias termossensíveis. 
B) os endoscópios, colonoscópios e inaladores e circuitos 
respiratórios são exemplos de artigos semicríticos. 
C) esterilização por plasma e peróxido de hidrogênio é um 
método de esterilização física. 
D) os artigos críticos dispensam passar pelo processo de 
limpeza e higienização. 
E) tanto os materiais críticos como os semicríticos deverão 
ser processados em autoclave. 
13. É o processo de destruição de todos os 
microorganismos, a tal ponto que não seja mais 
possível detectá-los através de testes microbiológicos 
padrão. Um artigo é considerado estéril apenas quando 
a probabilidade de sobrevivência dos 
microorganismos que o contaminavam é menor do que: 
A) 1:100.000. 
B) 1:10.000 
C) 1:1.000 
D) 1:1.000.000.000 
E) 1:1.000.000 
14. A limpeza é a remoção de sujidades orgânicas e 
inorgânicas para reduzir a carga microbiana dos 
produtos para a saúde, utilizando água, detergente, 
produtos e acessórios de limpeza, de forma a tornar o 
produto seguro para manuseio e preparado para 
desinfecção e esterilização. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
 
 
15. A limpeza dos produtos para saúde, seja manual ou 
automatizada, deve ser avaliada por meio da inspeção 
visual, com o auxílio de lentes intensificadoras de 
imagem, deno mínimo dezoito vezes de aumento, 
complementada, quando indicado, por testes químicos 
disponíveis no mercado. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
16. Artigos críticos entram em contato com tecidos 
estéreis ou com o sistema vascular e devem ser 
esterilizados para uso, pois possuem alto risco de 
causar infecção. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
17. São classificados como críticos os produtos para a 
saúde que entram em contato com a pele não íntegra ou 
mucosas íntegras colonizadas. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
18. Produtos para a saúde classificados como não 
críticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo 
de desinfecção de alto nível após a limpeza. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
19. A desinfecção de alto nível é um processo físico ou 
químico que destrói a maioria dos microrganismos de 
artigos semicríticos, inclusive micobactérias, fungos e 
elevado número de esporos bacterianos. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
20. Analise as afirmativas a seguir: 
Afirmativa 1: produtos para saúde semicríticos utilizados na 
assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser 
submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível 
intermediário, com produtos saneantes em conformidade 
com a normatização sanitária, ou por processo físico de 
termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente. 
Afirmativa 2: Produtos para saúde utilizados na assistência 
ventilatória e inaloterapia, poderão ser submetidos à 
desinfecção por métodos de imersão química líquida com a 
utilização de saneantes a base de aldeídos. 
A) As duas afirmativas estão corretas. 
B) Apenas a afirmativa 1 está incorreta. 
C) Apenas a afirmativa 2 está incorreta. 
D) As duas afirmativas estão incorretas. 
21. Entre as medidas de organização e de higiene 
adotadas no manejo de medicamentos, o profissional de 
enfermagem deve priorizar a antissepsia de artigos e 
superfícies por meio do uso de álcool 70%. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
22. O uso de estufa é permitido para esterilização de 
produtos para saúde. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
23. Marque a alternativa que indica um método físico-
químico de esterilização: 
A) Esterilização por vapor saturado sob pressão; 
B) Esterilização por óxido de etileno; 
C) Esterilização por ácido peracético por imersão; 
D)Esterilização por calor seco. 
24. As embalagens de papel Kraft, papel-toalha, papel-
manilha, papel-jornal e lâminas de alumínio são 
destinadas ao uso em equipamentos de esterilização. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
25. Os controles de rotina dos processos de 
esterilização são realizados através de monitoramentos 
químicos e/ou biológicos, por meio de Indicadores 
Químicos (IQ) e/ou indicadores biológicos (IB). Com 
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relação a esses métodos de controle julgue os itens a 
seguir: 
I. A fita zebrada é um exemplo de IQ classe I. São 
conhecidos como indicadores externos de exposição. São 
tintas termocrômicas impregnadas em fitas adesivas. É um 
método que garante que o item passou por um processo de 
mudança de temperatura, porém sem garantir que as 
condições para esterilização foram alcançadas; 
II. O teste de Bowie-Dick constitui um IQ classe III. Utilizado 
especialmente para verificar a remoção do ar nas autoclaves 
com pré-vácuo. É obrigatório a realização de teste para 
avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar no 
primeiro ciclo do dia. 
III. Um Indicador Químico classe V não fornecerá a certeza 
de que um material que foi programado, por exemplo, para 
cilco de príos (134°C a 18 minutos) foi exposto ao tempo de 
18 minutos, pois em 3 minutos, aproximadamente, o IQ 
classe V indicará condições satisfatórias; 
IV. Os IQs de classes V e VI tem um custo maior quando 
comparados com IB; 
V. Indicadores biológicos de segunda geração são tiras ou 
discos de papel impregnado com esporos contidos em um 
envelope de embalagem compatível com o método de 
esterilização. 
Estão corretos: 
A) Somente os itens I e III; 
B) Somente os itens I, II e V; 
C) Somente os itens III e V; 
D)Somente os itens I, II e IV. 
26.Garantir a esterilidade deve ser preocupação de 
todos os profissionais envolvidos na manipulação dos 
materiais cirúrgicos. Dentre os princípios abaixo, 
indique o que está INCORRETO. 
A) Um objeto esterilizado permanece estéril somente 
quando tocado por outro objeto estéril. 
B) Objeto esterilizado tocando contaminado torna-se 
contaminado. 
C) Somente objetos estéreis podem ser colocados sobre um 
campo estéril. 
D) Um objeto estéril torna-se contaminado por exposição 
prolongada ao ar. 
E) Rupturas no invólucro são insignificantes para a 
esterilidade do objeto estéril. 
27.Acerca dos procedimentos de desinfecção e 
esterilização, escreva V para verdadeiro e F para falso e 
assinale a alternativa correta. 
( ) Ao proceder à esterilização por autoclave, deve-se 
preencher a câmara do equipamento em sua capacidade 
máxima para obter maior aproveitamento, redução de custos 
e garantir a sustentabilidade. 
( ) Não é obrigatória a esterilização de comadres 
(aparadeiras), pois trata-se de artigo semicrítico. 
( ) A desinfecção é indicada para materiais semicríticos e 
não críticos. O glutaraldeído 2% é um exemplo de 
desinfetante químico, que possui como vantagem poder ser 
utilizado para materiais de assistência ventilatória por não 
causar irritação das vias aéreas. 
( ) O empacotamento de artigos para esterilização pode ser 
feito por meio de embalagens diversas como de algodão 
tecido, papel de grau cirúrgico, papel crepado, sendo as 
duas últimas descartáveis. O papel de grau cirúrgico e o 
papel crepado não podem ser utilizados na esterilização por 
peróxido de hidrogênio. 
A) V, V, F, F. 
B) V, F, V, F. 
C) F, F, V, V. 
D) F, F, F, V. 
28(CONSULPLAN – TRF – 2º Região – Técnico Judiciário 
– Enfermagem 2017) Sabendo que os artigos utilizados 
nos serviços de saúde recebem uma classificação 
quanto ao risco de transmitir infecções para os 
pacientes, para o processamento dos artigos de 
assistência ventilatória, anestesia e os utilizados na 
inaloterapia, que são classificados como semicríticos, 
após a limpeza, devem ser submetidos no mínimo ao 
processo de: 
A) Esterilização. 
B) Desinfecção de alto nível. 
C) Desinfecção de baixo nível. 
D) Desinfecção de nível intermediário. 
29. Para Garantir A Manutenção Da Esterilidade Do 
Produto Até O Usuário Final, Após Limpeza E Garantia 
Da Integridade E Acondicionamento, Os Produtos 
Precisam Ser Embalados. Sendo Assim As Embalagens 
Precisam Ser: 
A) invioláveis, mas capaz de selar mais de uma vez. 
B) a embalagem deve facilitar a transferência do conteúdo 
sob técnica séptica. 
C) impermeáveis à passagem de ar, a fim de não permitir a 
saída do agente esterilizante gasoso. 
D) a embalagem deve disponibilizar a data de validade, 
sendo dispensável as instruções do fabricante. 
E) protegidas contra danos físicos, devendo-se evitar 
empilhamentos, amassamentos por compressão e dobras. 
30. O método de esterilização que utiliza óxido de 
etileno é caracterizado por: 
A) não penetrar em artigos com lúmen longos, estreitos e 
fundo cego. 
B) ser indicado para esterilizar materiais termossensíveis, 
com alta difusibilidade. 
C) poder utilizar tecido de algodão e papel grau cirúrgico 
como sistemas de barreira estéril. 
D) necessitar de aeração mecânica em torno de 9 a 12 
horas, à temperatura de 60 a 40 ºc, respectivamente. 
E) apresentar toxicidade tanto para profissionais quanto para 
o ambiente, relacionada à presença do óxido de etileno, mas 
não têm efeitos tóxicos para o paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
A C A B B E E A C A 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
D B E A B A B B B C 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
B B B B A E D D E B 
 
 
 
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PERÍODO PRÉ, TRANS E PÓS-OPERATÓRIO 
“O primeiro a acreditar no seu sonho tem que ser você!” 
 
ENFERMAGEM CIRÚRGICA 
 
Enfermagem Cirúrgica: “atua no PRÉ, TRANS E NO PÓS-
OPERATÓRIO com o objetivo de prevenir complicações físicas 
e emocionais para reabilitação e recuperação do paciente.” 
A seguir, os períodos da experiência cirúrgica: 
 
 
 
Em 1990, Castellanos e Jouclas propuseram a aplicação do 
processo de enfermagem no cuidado ao paciente cirúrgico, 
com base na assistência integral de forma continuada, 
participativa, individualizada, documentada e avaliada em 
todas as fases do perioperatório, denominando esse processo 
de SAEP (Sistema de Assistência de Enfermagem 
Perioperatória). 
A SAEP compreende cinco fases: 
1.Visita pré-operatória de Enfermagem 
2.Planejamento da assistência perioperatória 
3.Implementação da Assistência 
4.Avaliação da assistência por meio da visita pós-operatória de 
Enfermagem 
5.Reformulação da assistência a ser planejada, segundo 
resultados obtidos e solução de situações não desejadas ou 
ocorrência de eventos adversos. 
 
RDC N° 50/2002 – ESTRUTURA FÍSICA 
 
A RDC nº 50 dispõe sobre o regulamento técnico para 
planejamento, programação, elaboração e avaliação de 
projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. A 
seguir vamos analisar aspectos relativos à estrutura física 
adequada aos centros cirúrgicos. 
 
Estruturas físicas do Centro Cirúrgico 
 
Área crítica: são os ambientes onde existe maior 
probabilidade de infecção, onde se realizam procedimentos. 
Área semi-crítica: são todos os compartimentos ocupados por 
pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade 
e doenças não infecciosas. 
Área não crítica: são todos os demais compartimentos não 
ocupados por pacientes, onde não se realizam procedimentos 
de risco. 
 
 
Estrutura do Centro Cirúrgico (CC) considerando o risco 
 
Não-restrita: as áreas de circulação livre (vestiários, corredor 
de entrada e sala de espera de acompanhantes). 
Semi-restritas: pode haver circulação tanto do pessoal como 
de equipamentos, sem contudo provocarem interferência nas 
rotinas de controle e manutenção da assepsia (salas de guarda 
de material, administrativa, copa e expurgo) 
Restrita: o corredor interno, as áreas de escovação das mãos 
e a sala de operação (SO); para evitar infecção operatória, 
limita-se a circulação de pessoal, equipamentos e materiais. 
 
 
Limpeza do Centro-Cirúrgico 
• Limpeza preparatória: realizada antes do início das cirurgias 
programadas do dia. Nela há a remoção das partículas de 
poeira nas superfícies dos mobiliários, focos cirúrgicos e 
equipamentos com solução detergente ou desinfetante (álcool 
70%) com um pano úmido e branco. 
• Limpeza operatória: realizada durante o procedimento 
cirúrgico constituindo apenas na remoção mecânica da 
sujidade (sangue e secreções) utilizando um pano comum 
embebido em agente químico de amplo espectro para que não 
ocorra secagem da superfície e disseminação do ar 
contaminado. 
• Limpeza concorrente: executada no término de cada 
cirurgia. Envolve procedimentos de retirada dos artigos sujos 
da sala, limpeza das superfícies horizontais dos móveis e 
equipamentos. 
• Limpeza terminal: é a limpeza onde todos os materiais e 
superfícies são limpos. Deve ser diária e periódica. 
• Limpeza diária: é realizada após a última cirurgia 
programada do dia. Envolve todos os procedimentos da 
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limpeza concorrente, acrescentados à limpeza de todos os 
equipamentos, acessórios e mobiliários, pisos e paredes da 
Sala de Operação. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO CIRÚRGICA 
GRAU DE URGÊNCIA – TEMPO 
• Tempo que decorre desde a indicação do procedimento 
cirúrgico até a sua execução. 
CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: são aquelas em que o paciente 
requer atenção imediata, em um curto espaço de tempo. 
CIRURGIA DE URGÊNCIA: o paciente requer atenção 
imediata e o distúrbio pode ameaçar sua vida ou ocorrer perda 
de membro. Tratamento cirúrgico, via de regra, entre 06 e 
24/48horas. 
Ex: Queimaduras de grande extensão, Cálculos Renais, 
Infecção Aguda Biliar. 
CIRURGIA ELETIVA: Tratamento cirúrgico proposto cuja 
realização pode aguardar, podendo ser programada por até 01 
ano. 
Ex: cirurgias plásticas (mamoplastia), colelitíase, varizes de 
MMII. 
 
QUANTO A FINALIDADE 
 
PALIATIVA: Tratamento cirúrgico que visa compensar os 
distúrbios para melhorar as condições do paciente ou aliviar a 
dor, contribuindo para melhoria de sua qualidade de vida. 
Ex: Gastrostomia, colostomia 
 
DIAGNÓSTICA: caracteriza-se por uma biópsia ou quando se 
realiza algum procedimento explorador. 
Ex: Biópsia de mama, laparotomia exploradora. 
 
RADICAL: Tratamento realizado com finalidade de remoção 
total de um órgão. 
Ex: Colecistectomia 
 
CURATIVA: Através do qual se faz a remoção parcial ou total 
do órgão. 
Ex: Gastrectomia, apendicectomia, mastectomia. 
 
PLÁSTICA OU REPARADORA OU RESTAURADORA: 
Tratamento realizado com finalidade estética, corretiva ou de 
reconstrução. 
Ex: mamoplastia, blefaroplastia, reconstrução de mama 
 
SEGUNDO O RISCO CARDÍACO (PROBABILIDADE DE 
PERDA DE FLUÍDO E SANGUE PARA A SUA 
REALIZAÇÃO.) 
 
Cirurgia de Grande Porte: grande probabilidade de perda de 
fluído e sangue. Ex: aneurisma 
Cirurgia de Médio Porte: média probabilidade de perda de 
fluído e sangue. Ex ortopedia, urologia. 
Cirurgia de Pequeno Porte: pequena probabilidade de perda 
de sangue e fluídos. Ex.: timpanoplastia, amigdalectomia. 
 
TEMPO DE DURAÇÃO CIRÚRGICA 
Porte I: duração de até 2 horas. 
Ex:Rinoplastia, Blefaroplastia Amigdalectomia, 
Colecistectomia. 
Porte II: duração à partir de 2 até 4 horas. 
Ex:Laparotomia exploradora, Gastrectomia 
Porte III: duração à partir de 4 até 6 horas. 
Ex.: Craniotomia Revascularizaçã o do miocárdio. 
Porte IV: duração acima de 6 horas. 
Ex.: Transplante Cirurgia neurológica em geral. 
 
QUANTO AO PORTE CIRÚRGICO 
 
GRANDE PORTE: Com grande probabilidade de perda de 
fluido e sangue. Por exemplo: cirurgias de emergência, 
vasculares arteriais, prótese de quadril 
MÉDIO PORTE: Com média probabilidade de perda de fluido e 
sangue. Por exemplo: cabeça e pescoço 
PEQUENO PORTE: Com pequena probabilidade de perda de 
fluido e sangue. Por exemplo: mamoplastia, laparoscópicas. 
 
SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO 
• É o número de microorganismos presentes no tecido a ser 
operado. 
• Considerar a classificação no início e no final da cirurgia. 
 
CIRURGIAS LIMPAS 
Realizadas em: 
Tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação 
Na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. 
Cirurgias sem penetração nos tratos digestivo, respiratório, 
urinário ou ginecológico. 
Ausência de falhas técnicas 
Cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de primeira 
intenção. 
Ex. cirurgia limpa 
• Artoplastia do quadril 
• Cirurgia cardíaca 
• Herniorrafia de todos os tipos 
• Neurocirurgia 
• Procedimentos cirúrgicos ortopédicos (eletivos) 
• Anastomose portocava, esplenorenal e outras, 
• Mastoplastia 
• Mastectomia parcial e radical 
• Cirurgia de Ovário 
• Enxertos cutâneos 
• Esplenectomia 
• Vagotomia superseletiva (sem drenagem) 
• Cirurgia vascular. 
 
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Realizadas em: 
Tecidos colonizados por flora pouco numerosa ou área de 
difícil descontaminação 
Ausência de processo infeccioso e inflamatório. 
Penetração nos tratos digestivo, respiratório, reprodutor e 
urinário sem contaminação significativa; 
Falhas técnicas discretas no transoperatório; 
Cirurgias limpas com drenagem; 
Exemplos – cirurgias potencialmente contaminadas 
• Histerectomia abdominal 
• Cirurgia do intestino delgado (eletiva) 
• Cirurgia das vias biliares sem estase ou obstrução biliar 
• Cirurgia gástrica e duodenal em pacientes normo ou 
hiperclorídricos, 
• Feridas traumáticas limpas - ação cirúrgica até dez horas 
após traumatismo 
• Colecistectomia + colangiografia 
• Vagotomia + operação drenagem 
• Cirurgias cardíacas prolongadas com circulação 
extracorpórea. 
 
CIRURGIAS CONTAMINADAS 
Realizadas em: 
Tecidos colonizados por flora abundante com 
descontaminação impossível 
Cirurgias com falha técnica grosseira sem supuração local. 
Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 
segunda intenção. 
Grande contaminação a partir do tubo digestivo. 
Obstrução biliar ou urinária. 
Exemplos – cirurgias contaminadas 
• Cirurgia de cólon 
• Debridamento de queimaduras 
• Cirurgias das vias biliares em presença de obstrução biliar 
• Cirurgia intranasal 
• Cirurgia bucal e dental 
• Cirurgia de orofaringe, 
• Fraturas expostas com atendimento após dez horas 
• Feridas traumáticas com atendimento após dez horas de 
ocorrido o traumatismo 
• Coledocostomia 
• Anastomose bilio-digestiva 
• Cirurgia gástrica em pacientes hipoclorídicos (câncer, úlcera) 
• Cirurgia duodenal por obstrução duodenal; 
 
CIRURGIAS INFECTADAS 
Realizadas em: 
Qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso 
(supuração local) 
Tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. 
Exemplos – cirurgias infectadas 
• Cirurgia do reto e ânus com pus 
• Cirurgia abdominal em presença de pus e conteúdo de cólon 
• Nefrectomia com infecção 
• Presença de vísceras perfuradas 
• Colecistectomia por colecistite aguda com empiema 
• Exploração das vias biliares em colangite supurativa. 
 
 
 
FASES OPERATÓRIAS – CLASSIFICAÇÃO 
 
O cliente cirúrgico recebe assistência da enfermagem desde o 
momento em que sua cirurgia foi indicada e marcada até sua 
saída com a alta hospitalar após o procedimento cirúrgico. 
As fases operatórias se classificam em: 
• Período pré-operatório 
• Período operatório: trans-operatório e intra-operatório 
• Período Pós-operatório 
 
PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO 
• Inicia com a indicação cirúrgica até a entrada do cliente ao 
CC ou inicia com a admissão do cliente na clínica cirúrgica e 
termina com a sua transferência para o CC. 
• Classifica-se em: 
– PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO: Período que inicia com o 
momento da internação ou com a marcação da cirurgia e 
termina 24h antes da cirurgia ser realizada; 
– PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: Período que inicia 24 horas 
antes do ato cirúrgico e termina com a transferência do cliente 
ao CC. 
 
Pontos Importantantes do Preparo Pré-operatório: 
Limpeza da pele e tricotomia: A tricotomia deve ser evitada 
sempre que possível, se for necessária, não utilizar lâminas e 
fazer o mais próximo possível do momento da operação (até 
2h antes da cirurgia). Quanto maior o intervalo entre a 
tricotomia e a operação, maior a incidência de infecção da 
ferida cirúrgica no pós-operatório. Apesar de ser um tema 
ainda controverso na literatura, o banho com um sabão 
bacteriostático antes da cirurgia pode estar indicado. 
 
 
Pré-anestésico: droga ansiolítico que tem por finalidade 
reduzir o estresse e a ansiedade pré-operatória, podem ser 
utilizados benzodiazepínicos (Midazolan) ou Barbitúricos 
(Tiopental). Caso um pré-anestésico seja administrado, atentar 
para o risco de queda e depressão respiratória! Em geral, a 
droga deve ser administrada 30 minutos antes da cirurgia, 
entretanto, segundo Brunner (2016), frequentemente a cirurgia 
é adiada ou os horários da sala de cirurgia são alterados, 
tornando-se impossível solicitar que um medicamento pré-
anestésico seja administrado em um horário específico. 
Nessas situações o autor recomenda ter o medicamento pronto 
e administrá-lo quando o paciente for chamado para a sala de 
cirurgia, uma vez que o preparo demora de 15-20 minutos. 
 
Antibioticoterapia profilática: escolher a droga adequada 
levando em consideração o sítio a ser operado (cefazolina é a 
mais usada). Administrar dose efetiva em até 60 minutos antes 
da incisão cirúrgica e descontinuar o ATB em 24 horas. 
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CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE CIRÚRGICO 
I – Paciente hígido, sem qualquer afecção orgânica ou 
psíquica; funções preservadas. 
II – Paciente com afecção leve ou moderada, sem maiores 
disfunções orgânicas (HAS leve). 
III – Paciente com enfermidade sistêmica declarada, com 
disfunção clara e evidenciada (cardiopatia isquêmica 
sintomática). 
IV – Paciente com doença grave, descompensação funcional 
severa com risco de vida (insuficiência cardíaca 
descompensada). 
ATENÇÃO: 
• Pacientes I e II podem ser submetidos a qualquer 
intervenção, obedecendo o pré- operatório. 
• Pacientes III devem realizar cirurgias inadiáveis e necessárias 
(neoplasias e urgências). 
• Pacientes IV contra-indicado tratamento cirúrgico. 
 
CUIDADOS DE ENF. PRÉ-OP. MEDIATO 
• Prevenir quanto a náuseas, vômitos, dor, deambulação 
precoce, alimentação pós-operatória; 
• Avaliar medicamentos que interfiram no ato cirúrgico; 
• Preparo do intestino quando indicado, podendo iniciar dias 
antes da cirurgia ou na véspera da mesma; 
• Avaliar co-morbidades e o motivo da intervenção: diabetes, 
hipertensão, doença hepática, cardíaca, distúrbio de 
sangramento, nefropatias, doença respiratória crônica, uso de 
drogas ilícitas e lícitas, cirurgias anteriores; 
• Incentivar exercícios respiratórios principalmente aos 
pacientes com risco e solicitar ao paciente tabagista para 
cessar o fumo; 
• Orientar quanto aos exercícios com MMII para prevenir TVP 
pós-operatória; 
• Encaminhar o paciente para a realização dos exames pré-
operatórios; 
• Realizar as orientações necessárias; 
• Incentivar exercícios respiratórios principalmente aos 
pacientes com risco e solicitar ao paciente tabagista para 
cessar o fumo; 
• Orientar quanto aos exercícios com MMII para prevenir TVP 
pós-operatória; 
• Encaminhar o paciente para a realização dos exames pré-
operatórios; 
• Realizar as orientações necessárias; 
 
INVESTIGAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA 
• Para a realização de uma anestesia segura, é importante que 
o paciente realize avaliações clínicas, laboratoriais e 
radiológicas; 
• Indispensável a anamnese acompanhada do exame físico; 
• Todo paciente cirúrgico será analisado conforme Protocolo da 
Sociedade Americana de Anestesiologia – ASA 
 
Classificação da Sociedade Americana de Anestesiologia – ASA 
Estado Físico Definição 
I Paciente sadio sem alterações orgânicas 
II Paciente com alteração sistêmica leve ou moderada causada pela doença cirúrgica ou doença 
sistêmica 
III Paciente com alteração sistêmica grave de qualquer causa com limitação funcional 
IV Paciente com alteração sistêmica grave que representa risco de vida 
V Paciente moribundo que não é esperado sobreviver sem cirurgia 
VI Paciente doador de órgãos 
 
 
TERMINOLOGIA CIRÚRGICA 
NOMENCLATURAS UTILIZADAS E CIRURGIAS 
Terminologia cirúrgica é o conjunto de termos que 
expressam o segmento corpóreo afetado e a intervenção 
realizada para tratar a afecção. 
A utilização de uma terminologia apropriada fornecedefinição de termos cirúrgicos, descreve os tipos de cirurgias 
e facilita o preparo de instrumentais e equipamentos para 
cada tipo de procedimento cirúrgico. 
 
OBJETIVOS DA TERMINOLOGIA CIRÚRGICA 
-Fornecer, de maneira verbal e escrita, uma definição do 
termo cirúrgico. 
-Descrever os diversos tipos de cirurgia. 
-Facilitar o preparo de instrumentais e equipamentos 
apropriados a cada tipo de procedimento cirúrgico. 
-Padronizar uma linguagem que seja de alcance coletivo, de 
modo que haja entendimento universal do termo usado. 
 
PREFIXOS E SUFIXOS CIRÚRGICOS 
O nome composto de raiz (identifica a parte do corpo a ser 
submetida à cirurgia), somada ao prefixo ou ao sufixo. É 
muito importante aprender esses termos pois com grande 
frequência aparecem nas provas. Vamos relembrar? 
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIO 
IMEDIATO 
• Na véspera da cirurgia 
• Verificar lista cirúrgica e confirmar reservas de sangue e 
materiais especiais (biópsias, materiais cirúrgicos especiais). 
• Rever resultado dos exames (hemograma, bioquímica, 
coagulograma, tipagem sanguínea); 
• Manter higiene corpórea, exame físico da pele e unhas, 
banho na manhã que antecede o ato cirúrgico; 
• Verificar Jejum de 8 a 12 horas; 
• No dia da cirurgia: 
• Preparo de pele: banho completo na manhã da cirurgia e 1 
hora antes do procedimento; tricotomia no máximo 2 horas 
que antecedem o ato cirúrgico e degermação da pele no 
local da cirurgia. 
• Realizar medicação pré-anestésica quando prescrita. 
Observar a droga e os cuidados após a administração da 
droga; 
• Realizar monitorização cardíaca e respiratória; 
• Verificar SSVV – 30 minutos antes do encaminhamento ao 
CC. 
• Remover acessórios: grampos, colares, anéis, brincos, 
próteses dentárias, lentes de contato, absorventes internos, 
retirar roupas íntimas; indentificá-los e guardá-los. 
• Providenciar anotações no prontuário. 
 
PERÍODO OPERATÓRIO 
 
• Dividido entre: 
– Trans-operatório: Compreende o período desde o 
momento em que o paciente é recebido no CC até o 
momento de seu encaminhamento para a sala de pós-
recuperação anestésica (SRPA). 
– Intra- operatório: inicia com o início da anestesia e termina 
com o término da anestesia. 
 
PERÍODOS CIRÚRGICOS: 
1- Diérese: É o rompimento da continuidade dos tecidos, 
que significa dividir, separar ou cortar os tecidos. 
Pode ser classificada em: 
Mecânica ou Física (Bisturi Elétrico) Mecânica: 
a) Punção: Introdução de uma agulha nos tecidos (p. ex.: 
agulhas, trocateres) 
b) Secção: Segmentação dos tecidos com material cortante 
(p. ex.: bisturi, tesoura, trépano) 
c) Divulsão: Afastamento dos tecidos com tesouras rombas 
ou afastadores (p. ex.: afastador Farabeuf, afastador 
finochietto) 
d) Curetagem: Raspagem da superfície de um órgão com 
auxílio de cureta. 
 
Bisturi elétrico 
É um aparelho eletrônico que tem a propriedade de 
transformar a corrente elétrica alternada comum em corrente 
elétrica de alta frequência, sem causar lesão orgânica nem 
excitação nervosa. A corrente elétrica de alta freqüência 
aquece a ponta metálica do eletrodo positivo, passa através 
do corpo do paciente e é eliminada através da placa 
dispersiva que está direta ou indiretamente ligada ao fio-
terra. A principal complicação é a queimadura no local da 
placa dispersora. 
 
Cuidados na colocação da placa dispersora: 
- A placa dispersiva deve ser colocada em área limpa, sem 
pelos e seca; 
- Certificar-se se a placa necessita de gel condutor (em geral 
as placas descartáveis já vêm impregnadas de substância 
condutora); 
- Manter contato homogêneo da placa com o corpo do 
paciente; 
- A placa deve ser colocada o mais perto possível do local 
da cirurgia e no mesmo lado da cirurgia; 
- Dar preferência para área de massa muscular, evitando 
locais com muito tecido adiposo, próteses metálicas, 
escarificações e proeminências ósseas; 
- Os locais mais utilizados são a panturrilha, a face posterior 
da coxa e a região glútea. 
- Cuidado especial com pacientes portadores de marca-
passos: dar preferência aos aparelhos bipolares, nos casos 
em que se necessita utilizar a configuração unipolar, a placa 
deve ser posicionada o mais distante possível do sistema 
(gerador e caboseletrodos) e o mais próximo possível do 
bisturi, de tal forma que a alça elétrica não passe sobre o 
sistema. Além disto, a aplicação de corrente do bisturi deve 
ocorrer de maneira intermitente, com pulsos de curta 
duração. 
 
2- Hemostasia: Processo através do qual se impede, detém 
ou previne o sangramento, podendo ser preventiva, de 
urgência ou curativa. 
Exemplos de instrumentais de hemostasia: pinças de Kelly, 
Kocher, Rochester. 
3- Exérese ou Tempo principal: Cirurgia propriamente dita 
4- Síntese: É a união dos tecidos. 
Exemplo de instumentais: porta-agulha, fios de sutura. 
Tipos de Fios de sutura: 
a) Absorvíveis: São aqueles que, após colocados no 
organismo sofrem ação dos líquidos corporais e são 
absorvidos, podem ser de origem animal (catgut simples e 
cromado) ou sintéticos (ácido poliglicólico). 
b) Não-absorvíveis: permanecem encapsulados 
(envolvidos por tecido fibroso) nas estruturas internas e nas 
suturas de pele; devem ser removidos entre o 7° e o 10° dia 
de pós-operatório. Podem ser de origem animal, como a 
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seda; de origem vegetal, como o algodão e li- nho; de 
origem sintética, como o nylon, perlon, poliéster; ou de 
origem mineral, como o fio de aço. 
 
POSICIONAMENTO CIRÚRGICO 
OBJETIVO 
1. Oferecer exposição e acesso ótimo do local operatório. 
2. Manter o alinhamento corporal e as funções circulatórias e 
respiratórias. 
3. Proporcionar acesso para a administração de soluções 
endovenosas, drogas, agentes anestésicos. 
4. Não comprometer as estruturas vasculares e a 
integridade da pele. 
5. Trazer o máximo de conforto para o paciente. 
 
DECÚBITO DORSAL OU SUPINA 
 
 
Braços ao lado da mesa com as palmas das mãos voltadas para baixo ou o outro 
braço, cuidadosamente posicionado sobre um suporte para infusão venosa. O 
paciente fica deitado sobre o dorso, braços em posição anatômica e pernas 
levemente afastadas. As palmas das mãos voltadas para o corpo. A posição da 
cabeça deve manter as vértebras cervicais, torácicas e lombares numa linha reta. 
Os quadris paralelos. As pernas ficam paralelas e descruzadas para prevenir 
comprometimento circulatório. Indicada para indução anestésica geral e acesso 
as cavidades maiores do corpo. INDICAÇÃO: cirurgias torácica, cranianas e 
peritoniais, colecistectomias, cesarianas, tireoidectomias, etc. 
POSIÇÃO DE TRENDELEMBURG 
 
Paciente em posição dorsal, com cabeça e tronco em níveis mais baixos que os 
membros inferiores, com elevação da pelve e membros inferiores, por inclinação 
da mesa cirúrgica INDICAÇÃO: Posição que oferece melhor visualização dos 
órgãos pélvicos durante a abertura ou cirurgia laparoscópica no abdome inferior 
ou pelve. Pode ser utilizada também para melhorar a circulação no córtex 
cerebral, quando a PA cai repentinamente e aumenta o fluxo sanguínea arterial 
para o crânio 
TRENDELEMBURG REVERSO OU 
PROCLIVE 
 
Paciente DD com elevação da cabeça e tórax e abaixamento do MMII. Usada 
frequentemente para oferecer acesso a cabeça e pescoço para facilitar que a 
força de gravidade desloque a víscera para adiante do diafragma e na direção dos 
pés. Indicada para manter as alças intestinais naparte inferior do abdome e 
reduzir a pressão sanguínea. 
VENTRAL OU PRONA 
 
Aquela que o paciente fica deitado de bruços, sobre o abdome com a cabeça 
lateralizada e os braços no suporte INDICAÇÃO: Indicada para cirurgias da região 
dorsal, lombar, sacrococcígea e occipital. Cirurgias da coluna, hemorroidectomia, 
hérnia de disco. OBS: Necessidade de expansão pulmonar; liberação das mamas 
no sexo feminino 
 
POSIÇÃO LITOTÔMICA OU 
GINECOLOGICA 
 
 
Essa posição é derivada do decúbito dorsal. As pernas são flexionadas e 
afastadas. A posição é mantida com os pés nos estribos da mesa (perneiras) e 
com os braços apoiados em talas. INDICAÇÃO: exames urinários, endoscópicos, 
cirurgias ginecológicas por via baixa e anuretais. 
 
LATERAL OU SIMS 
 
Paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito, do lado não 
afetado, com a perna que esta do lado de cima flexionada, afastada e apoiada. 
Oferece acesso a parte superior do tórax, na região dos rins e região superior do 
ureter. INDICAÇÃO: Toracotomias, cirurgias renais, coluna e pulmão 
 
POSIÇÃO KRASKE OU DE 
“CANIVETE” (JACKKNIFE) 
 
Essa posição é uma variação da posição prona. Diferencia-se pela flexão do 
corpo na região do quadril, de modo que o tórax, os membros superiores e os 
membros inferiores fiquem em posição mais baixa do que as regiões do quadril e 
do glúteo, em ângulo de aproximadamente 90°; e os membros inferiores 
permanecem alinhados. 
A posição de “Jackknife” é utilizada em procedimentos proctológicos, que 
envolvem a região anal, cirurgia de cisto polonidal e alguns tipos de cirurgias de 
coluna. 
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Complicações Relacionadas ao Poscicionamento: 
- Úlceras por pressão nas proeminências ósseas de 
sustentação (a localização vai depender da posição) 
- Compressão de vasos decorrente do posicionamento 
incorreto do paciente ou contenções (avaliar perfusão 
periférica) 
- Lesão articular e/ou distensão muscular por hiperextensão 
- Lesões de nervos periféricos: 
1- lesão plexo cervical: hiperextesão do pescoço (posição 
dorsal), retação excessiva da cabeça (posição ventral), 
hiperextensão, flexão ou rotação exagerada da cabeça 
(lateral) 
2- lesão de plexo braquial: abduçao excessiva dos MMSS 
(>90o), compressão entre a clavícula e a primeira costela 
(síndrome do estreito torácico),compressão no ombro 
(decúbito lateral) 
3- Lesão dos nervos radial (lateral) e ulnar (medial): fixação 
inadequda e contato do cotovelo com a mesa cirúrgica 
(dorsal), estiramento (ventral) 
4- Lesão do nervo fibular comum: compressão dos joelhos 
sobre o côndilo da fíbula (lateral) 
5- Lesão do nervo ciático: compressão glútea (Fowler) 
 
ATENÇÂO: Escala de Avaliação de risco para o 
desenvolvimento de lesões decorrentes do 
posicionamento cirúrgico do paciente (ELPO) 
 
 
FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES 
CIRÚRGICAS 
No período pré-operatório, deve-se manter o paciente no 
melhor estado de saúde possível. Precauções devem ser 
tomadas para evitar as condições que possam atrapalhar o 
procedimento ou a recuperação do paciente (Smeltzer et al., 
2009). 
1. Estado nutricional e hídrico: a nutrição ótima é um fator 
essencial na promoção da recuperação e na resistência à 
infecção e a outras complicações cirúrgicas. Consideram-se 
fatores de risco: obesidade, subnutrição, desnutrição, perda 
de peso repentina, deficiências de nutrientes específicos, 
anormalidades metabólicas, dentre outros. Quanto ao 
equilíbrio hídrico, os déficits volumétricos brandos, podem 
ser tratados na hora da cirurgia, no entanto, os mais 
severos, podem exigir uma preparação pré-operatória 
melhor. 
2. Uso de álcool e drogas: pessoas com intoxicação aguda 
são suscetíveis à lesão, a cirurgia é adiada sempre que 
possível. Além disso, deve-se tomar cuidado com a 
síndrome da abstinência que ocorre entre 48 e 72 h depois 
da abstinência de álcool, pois tem um alto índice de 
mortalidade quando acontece no pós-operatório. Quando 
necessita de cirurgia de emergência, deve ser passada uma 
sonda Nasogástrica antes da anestesia geral, visando 
impedir a aspiração potencial. 
 
3. Estado respiratório: Ensina-se o paciente sobre os 
exercícios respiratórios e o uso de um espirômetro de 
incentivo, quando indicado. A cirurgia é geralmente adiada 
quando se há alguma infecção respíratória. Pacientes com 
comorbidade adjacentes – asma, DPOC – devem ser 
avaliados mais rigorosamente. 
 
4. Estado cardiovascular: O tratamento cirúrgico pode ser 
modificado para satisfazer à tolerância cardíaca do paciente. 
 
5. Função hepática e Renal: o fígado tem importância na 
metabolização de diversos agentes anestésicos. Doença 
hepática aguda está associada a uma alta mortalidade 
cirúrgica. Os rins são responsáveis pela excreção de 
medicamentos anestésicos e seus metabólitos, assim como 
pelo equilíbrio ácido-básico. São contraindicações de 
cirurgias: nefrite aguda, Insuficiência renal aguda com 
oligúria ou anúria. Excetuando-se as cirurgias realizadas 
com o objetivo de salvar a vida ou necessária para melhorar 
a função urinária, como no caso de uropatias obstrutivas. 
 
6. Função endócrina: Paciente com diabetes submetido à 
cirurgia possui risco de hiper ou hipoglicemia, além de 
acidose e glicosúria. Os pacientes que tomaram 
corticosteroides ficam com risco de insuficiência da supra-
renal. Pacientes com distúrbios tireóideos descontrolados 
estão em risco de tireotoxicose ou insuficiência respiratória. 
 
7. Função imune: Deve-se determinar a presença de 
alergias, principalmente a medicamentos e ações anteriores. 
 
8. Medicação prévia: deve-se obter a história 
medicamentosa de cada paciente com vista a evitar 
possíveis interações medicamentosas durante o ato 
cirúrgico. Recomenda-se a interrupção do uso de aspirina de 
7 a 10 antes da cirurgia e de agentes fitoterápicos de 2 a 3 
semanas antes. 
 
9. Fatores psicossociais: o sofrimento psicológico 
influencia diretamente no funcionamento do organismo, 
portanto, devem-se identificar os problemas pelos quais o 
paciente está passando, principalmente: ansiedade pré-
cirúrgica e medo. 
 
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10. Crenças espirituais e culturais: o profissional deverá 
sempre mostrar respeito com as crenças religiosas e 
culturais do indivíduo. 
ANESTESIA 
Durante o procedimento cirúrgico o paciente precisará de 
sedação, anestesia ou de alguma combinação destas. 
Anestesia pode ser classificada em geral, regional, espinhal 
e local. A Anestesia Geral consiste num estado de narcose 
(depressão intensa do sistema nervoso central produzida 
por agentes farmacológicos), analgesia, relaxamento e 
perda de reflexo. Apresentam quatro níveis – sedação 
mínima, sedação moderada, sedação profunda e anestesia. 
 
 
 
ANESTESIA: É UM ESTADO DE NARCOSE (QUE REPRESENTA A DEPRESSÃO INTENSA DO SISTEMA NERVOSO 
CENTRAL PRODUZIDA POR AGENTES FARMACOLÓGICOS); ANALGESIA (AUSÊNCIA DE DOR); RELAXAMENTO E 
PERDA DOS REFLEXOS. 
Anestesia geral: o paciente fica totalmente inconsciente, sem qualquer percepção com relação à cirurgia ou ao exame. Esse tipo 
de anestesia apresenta 4 estágios, cada um associado a manifestações específicas, são eles: 
 
ESTÁGIO DESCRIÇÃO 
I-Início da anestesia Nesse momento inicial de ação do anestésico o paciente pode sentir calor, tonteira e sensação de 
“desprendimento”, podendo acompanhar uma sensação de zumbido. Nesse estágio o paciente ainda 
está consciente, mas pode sentir uma dificuldadeem mover os membros. Atenção! Nesse estágio, 
devem-se evitar ruídos desnecessários, pois o paciente os perceberão de forma exagerada 
II – Excitação Caracterizado pela agitação do paciente, o mesmo pode gritar, cantar, rir, querer conversar, chorar. 
Pode ser evitado se o anestésico for administrado de maneira calma e rápida (tempo). Pupilas ficam 
dilatadas, mas fotorreagente. Frequência do pulso rápida (taquisfigmia). Frequência respiratória 
irregular. Atenção! A contenção poderá ser necessária, mas as mesmas não poderão ser próximas ao 
sítio operatório. Manipular o paciente apenas quando necessário, pois a manipulação aumenta a 
circulação para o sítio operatório e aumenta o potencial para sangramento. 
III-Anestesia cirúrgica Esse estágio é alcançado através da administração continuada de vapor ou gás anestésico. O 
paciente está inconsciente e deitado tranquilamente sobre a mesa operatória. Pupilas dilatadas, mas 
fotorreagente. Respiração regular. Frequência e volume do pulso normal. Pele fica ligeiramente 
ruborizada. Com administração adequada do anestésico, esse estágio pode ser mantido por horas. 
IV-Depressão 
medular 
Esse estágio só será alcançado quando administrado em excesso. Respiração superficial. Pulso fraco 
e filiforme. Pupilas amplamente dilatadas e não mais fotorreagente. Cianose e caso não exista uma 
intervenção imediata, paciente evoluirá rapidamente até a morte. 
 
Sedação: é o estado de alteração da consciência, induzida por 
sedativos, que apresentam diferentes níveis de intensidade, 
desde ficar acordado e tranquilo, até profundamente sonolento. 
Independente da intensidade da sedação, o paciente poderá 
receber medicações analgésicas ou anestésicas. 
 
Anestesia regional: nesse tipo, o anestesiologista injeta o 
anestésico próximo a um nervo ou feixe nervoso de modo que 
a área inervada por esses nervos fique anestesiada. Um 
anestésico só pode ser considerado como tendo sido 
depurado, quando todos os três sistemas (motor, sensorial e 
autônomo) não estiverem mais afetados. São exemplos de 
anestesia regional: 
 
TIPO DESCRIÇÃO 
Anestesia epidural 
(peridural) 
Injeta-se anestésico local no espaço epidural que circunda a dura-máter da medula espinhal. Esse 
tipo de anestesia bloqueia as funções sensorial, motora e autônoma. As doses injetadas são mais 
altas do que as injetadas na anestesia espinhal, porque o anestésico não entra em contato direto com 
a medula espinhal ou com raízes nervosas. Vantagem: ausência de cefaleia (presente na anestesia 
espinhal). Desvantagem: maior desafio técnico para conseguir introduzir o anestésico dentro do 
espaço epidural, em lugar do espaço aracnoide. 
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Anestesia espinhal 
(raquianestesia) 
Anestésico local é introduzido dentro do espaço subaracnoide no nível lombar, usualmente entre L4 e 
L5. Produz anestesia nos membros inferiores, períneo e parte inferior do abdome. A disseminação do 
anestésico e o nível de anestesia dependem da quantidade de líquido injetado, da velocidade com 
que é injetado, do posicionamento do paciente depois da injeção e da densidade específica do 
agente. O paciente pode apresentar náusea, vômito e dor durante a cirurgia com esse tipo de 
anestesia. A administração IV de tiopental e a inalação de óxido nitroso podem evitar certas reações. 
A cefaleia é o efeito pósanestésico mais comum. Para evitar, deve-se manter o ambiente tranquilo, 
paciente deitado na posição horizontal e bem hidratado. 
Anestesia local: injeção de uma solução contendo anestésico local dentro dos tecidos no sítio de incisão planejado. Geralmente 
é associado a um bloqueio local. As vantagens desse tipo de anestesia: é simples, econômica; equipamento necessário é mínimo; 
recuperação pós-anestésica é breve; ideal para procedimentos cirúrgicos breves e superficiais. 
 
ATENÇÃO!! Hipertermia Maligna: Distúrbio muscular 
herdado raro (distúrbio fármacogenético) que pode ser 
deflagrada por miopatias, estresse, insolação, síndrome 
neuroléptica malígna, esforços extenuantes e traumatismos. 
A condição é causada pelo aumento de cálcio nas células, 
levando a um hipermetabolismo, mais comum em pessoas 
com músculos volumosos e fortes, histórias de cãibras 
musculares ou fraqueza muscular, elevação inexplicada da 
temperatura e história de morte na familia durante a cirurgia 
que foi acompanhada de uma resposta febril. 
Agentes anestésicos como halotano, enflurano, relaxantes 
musculares (succinilcolina) podem desencadear os sintomas 
de hipertermia malígna. O estresse e drogas 
simpaticomiméticas (epinefrina), teofilina, aminofilina, 
anticolinérgicos (atropina) e glicosídeos cardíacos 
(digitálicos) podem induzir ou intensificar essa reação. 
As Manifestações Clínicas incluem: taquicardia (FC 
>150bpm) e rigidez muscular são os sinais mais precoces; 
arritmia ventricular; hipotensão; diminuição do débito 
cardíaco; oligúria; acidose metabólica e respiratória; 
hipertermia (sinal tardio) aumento de 1-2 graus a cada 5min, 
podendo exceder 42 graus. Assim que for percebida a 
alteração a anestesia e a cirurgia são interrompidas, o 
paciente recebe O2 a 100% e administra-se de imediato o 
Dantrolene Sódico (relaxante da musculatura esquelética) e 
o bicarbonato de sódio, além de monitorizar todos os sinais 
vitais. Atenção: embra em geral a hipertermia malígna se 
manisfeste em cerca de 10- 20 minutos após a indução 
anestésica, ela também pode ocorrer durante as primeiras 
24h após a cirurgia. 
 
PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO 
 Inicia-se a partir da saída do cliente da sala de operação e 
perdura até sua total recuperação. 
• Pós-Operatório Imediato (POI): (até às 24 horas 
posteriores à cirurgia): período de 24h que se inicia com o 
retorno do processo anestésico. Essa fase, em geral, tem 
início na Recuperação Pósanestésica (R.P.A.), para onde o 
cliente é transferido após o procedimento cirúrgico. 
• Pós-Operatório Mediato: após as 24 horas e até 7 dias 
depois; 
• Período Pós-Operatório Tardio: após 7 dias do 
recebimento da alta 
 
CUIDADOS PÓS-OP. IMEDIATO 
RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA - RPA 
• OBJETIVOS 
– Manter a ventilação pulmonar 
– Prevenir hipoxemia e hipercapnia. Essa situação pode 
ocorrer se a via aérea estiver obstruída e a ventilação 
reduzida. 
– Prestar ao paciente todos os cuidados necessários, até a 
recuperação de seus reflexos e estabilização dos SSVV. 
– Avaliação Inicial 
• Função respiratória: profundidade e natureza das 
respirações, permeabilidade das vias aéreas, nível de 
saturação do oxigênio, frequência respiratória, uso de 
ventilador mecânico. 
• Nível de consciência: capacidade de responder aos 
comandos; nível de sedação e medicações em curso. 
• Avaliar os sinais vitais: 15/15 min. na 1ª hora; 30/30 min. 
na 2ª hora; Manter a avaliação até 4/4 horas. 
 • Função circulatória: avaliação dos SSVV e coloração da 
pele. 
• Sítio cirúrgico: curativos, sangramentos, drenos, 
secreções, ostomias. 
• Drenos e cateteres - Avaliar diurese e drenagem de 
secreções. 
• Soluções em uso - medicações vasoativas, punções. 
• Determinando alta da recuperação anestésica 
• Orientação têmporo-espacial; 
• Função pulmonar íntegra; 
• Leituras de oximetria e pulso indicando saturação 
adequada; 
• Débito urinário de pelo menos 30ml/hora; • Náuseas e 
vômitos ausentes ou sob controle; 
• Dor mínima. 
• Pontuação suficiente pela análise da Escala de Aldrete e 
Kroulik para alta da RPA 
 
- Gerais 
• Observar a hipotensão arterial nas transferências; 
• Posicionar o pacte com vistas a evitar complicações; 
• Observar nível de consciência; 
• Conectar tubos de drenagem e sondas bem como avaliar 
os volumes drenados (secreção, diurese);• Aliviar a dor: posiciona/o no leito, ambiente tranquilo, 
conforto no leito e analgesia adequada; 
• Observar gotejamento das infusões venosas; 
• Observar sinais de estado de choque; 
• Avaliar retorno do peristaltismo; 
• Manter o paciente cirúrgico confortável; 
 
PÓS-OPERATÓRIO MEDIATO 
• A deambulação é precoce na maioria dos casos, ou seja, 
24 horas após o ato cirúrgico; 
• Ajudar na higiene corporal se necessário ou supervisionar; 
• Curativo diário ou de acordo com as necessidades 
(drenagens abundantes requerem mais de um curativo ao 
dia). Os pontos serão retirados em torno do 7º P.O., 
alternadamente ou não; 
 
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Assistência de Enfermagem no Período Pós-Operatório 
 
O cuidado pós-anestésico é divido em duas fases: 
Fase I recuperação imediata e cuidado intensivo; 
Fase II observação menos frequente e menos cuidados de 
enfermagem. 
 
Intervenções de enfermagem na sala de recuperação pós-
anestésica (RPA): 
- Recuperação dos efeitos da anestesia 
- Manter permeabilidade das VAS 
- Manter sinais vitais estáveis 
- Observar sinais de hemorragia 
- Avaliar respiração, circulação, nível de consciência, 
coloração e atividade muscular. 
- Monitorizar infusões. 
O objetivo principal no período pós-operatório imediato é 
manter a ventilação e, com isso, evitar a hipoxemia e a 
hipercapnia. Para alta da RPA o paciente deve estar com 
trocas gasosas adequadas, sinais vitais estáveis, orientado 
no tempo e no espaço, e náuseas e vômitos sob controle 
mínimo, dor mínima e débito urinário >30ml/h. 
A Escala de Aldrete & Kroulik é um instrumento muito 
utilizado para avaliar o paciente na RPA, são 5 itens com 
pontuação mínima de 0 (pior nível) e máxima de 2 (maior 
nível), totalizando 0-10 pontos. Para alta da RPA o paciente 
necessita alcançar ao menos 7-8 pontos (Brunner, 2016). 
 
 
O Índice de Steward é utilizado para avaliar a RPA em 
crianças 0-12 anos submetidas a anestesia geral. 
 
A escala da pediatria é a de steward. Ela deve ser aplicada 
a cada 15 minutos na primeira hora, a cada 30 minutos na 
segunda hora e a cada hora a partir da terceira hora. 
 
A Escala de Bromage é um instumento de avaliação motora 
dos MMII nos pacientes após boqueio espinhal. Para alta da 
RPA os pacientes submetidos à anestesia espinhal devem 
ter uma pontuação 0, 1 ou 2 na escala, ou seja, devem 
mover os pés e artelhos. 
 
 
HIGIENIZAÇÃO DO PACIENTE 
 
A equipe de enfermagem deve procurar manter seus 
clientes higienizados, limpos e livres de odores, 
incentivando-os para que participem o mais ativamente 
possível de sua higiene. Essa medida tem como finalidade: 
promover conforto, bem-estar, manter higiene, preservar a 
saúde, melhorar a autoestima do cliente e evitar infecções. 
 O banho proporciona bem-estar, estimula a circulação, 
remove odores, abre os poros e também é uma 
oportunidade para realização do exame físico e observação 
do cliente. 
Tipos de banho: 
a)banho de chuveiro (aspersão) 
b)banho de imersão (banheira) 
c)banho no leito 
BANHO NO LEITO 
Higiene corporal completa do cliente, com a intenção de 
promover a limpeza da pele e bem-estar de uma pessoa 
acamada ou que necessita de repouso. Promove maior 
interação enfermagem-cliente, favorece a realização do 
exame físico e uma observação precoce de lesões por 
pressão e outras anormalidades. 
Descrição do procedimento 
1.Verificar no prontuário (prescrição de enfermagem), quais 
os cuidados a serem prestados durante o banho. 
2. Identificar o cliente e chama-lo pelo nome. 
3. Explicar o procedimento ao cliente e familiares. 
4. Solicitar ajuda de terceiros se o cliente tiver limitações. 
5. Oferecer comadre ou papagaio, mais ou menos 30 
minutos antes do banho no leito, promovendo privacidade do 
cliente. 
6. Higienizar as mãos. 
7. Reunir todo material necessário e levar até o leito. 
8. Dispor os objetos na mesa de cabeceira. 
9. Limpar a cadeira 
10. Dispor a roupa no espaldar da cadeira conforme o uso. 
11. Fechar as portas e janelas para evitar correntes de ar. 
12. Colocar biombo para promover privacidade do cliente. 
13. Retirar o cobertor e a colcha da cama desprezando-os 
no hamper. 
14. Soltar a roupa da cama mantendo o cliente coberto com 
o lençol. 
15. Colocar o cliente em posição Fowler. 
16. Abaixar a grade lateral mais próxima de onde estiver. 
17. Forrar o tórax do cliente com toalha de rosto. 
18. Colocar EPIs: luvas de procedimentos, óculos de 
proteção e máscara. 
19. Realizar higiene oral conforme técnica. 
20. Verificar temperatura da água. 
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21. Lavar os olhos com água. Não usar sabão, gentilmente 
limpar do canto interno para o externo. 
 
22. Limpar o olho mais distante primeiro, repetindo o 
procedimento do olho mais perto. 
23. Lavar o rosto, orelhas e pescoço. Enxaguar e secar a 
pele muito bem, usando a toalha que está no tórax, fazendo 
movimentos suaves. 
24. Posicionar o cliente em decúbito dorsal horizontal. 
25. Realizar higiene do couro cabeludo, se necessário, 
conforme técnica. 
26. Remover vestimenta. Não expor o cliente. 
27. Forrar o tórax com toalha de banho e colocar os braços 
por cima da toalha. 
28. Ensaboar, enxaguar e enxugar os membros superiores 
(primeiro o mais distante de você) da parte distal para a 
proximal (punho, braço, ombro e axila). Fazer movimentos 
de rotação, nunca deixar exposto o cliente. 
29. Colocar a bacia sobre a toalha. Colocar a mão do cliente 
dentro da bacia, lavá-la bem, desprezando a água em cima 
da mão, uma de cada vez. 
 
30. Encorajar o cliente a exercitar a mão e os dedos. 
31. Remover a bacia e secar bem entre os dedos e a mão 
do cliente. 
32. Repetir o procedimento do outro lado. 
33. Colocar a toalha de banho sobre o tórax do cliente. 
34. Levantar a toalha ligeiramente e lavar o tórax, dobras da 
mama até o púbis, enxaguar e secar levemente 
especialmente embaixo das mamas. 
35. Trocar a água se estiver muito fria. 
36. Descobrir a perna e colocar uma toalha embaixo das 
pernas, o movimento e procedimentos são os mesmos que 
descrevemos para os braços. 
37. A higiene dos pés deve ser feita da mesma forma com 
que foi descrita as das mãos. 
38. Secar principalmente os espaços interdigitais. 
39. Virar o cliente para o lado oposto do profissional, 
mantendo-o coberto. 
40. Descobrir as costas e nádegas. Não expor o cliente. 
Colocar uma toalha no sentido do comprimento da cama, na 
região dorsal. 
41. Lavar a região posterior, do pescoço até a porção inferior 
das nádegas. Realizar movimentos circulares e leve. 
Enxaguar e secar bem. 
 
42. Forrar com a toalha à altura das nádegas e colocar a 
comadre, protegendo a sua superfície. 
43. Retornar o cliente em posição dorsal. 
44. Proceder à higiene íntima conforme técnica. 
45. Lateralizar o cliente. Empurrar a roupa de cama suja (da 
lateral da cama para o centro), fazer uma barreira com o 
lençol limpo. 
46. Realizar a limpeza concorrente conforme a técnica. 
47. Retirar as luvas de procedimento. 
48. Colocar o lençol limpo, fazer os cantos. Se necessário, 
colocar o forro. 
49. Colocar a fralda S/N. 
50. Passar o cliente para o lado preparado. 
51. Ao proceder à mudança de decúbito do cliente, cobri-lo 
com lençol limpo. 
52. O profissional que está em posição oposta deverá fazer 
a limpeza concorrente, conforme a técnica. 
53. Retirar as luvas de procedimentos. 
54. Esticar o lençol de baixo, fazer os cantos, esticar o forro 
e centralizara fralda. 
55. Realizar massagem de conforto e hidratação. 
56. Retornar o cliente em posição dorsal. 
57. Colocar uma vestimenta limpa, pijama ou camisola. 
58. Pentear e escovar os cabelos, cortar as unhas se 
necessário. 
59. Deixar o ambiente em ordem e o cliente confortável. 
60. Lavar a guardar o material utilizado. 
61. Retirar equipamentos de EPIs e higienizar as mãos. 
62. Realizar anotação de enfermagem: horário, 
procedimento, observações feitas, colocar assinatura e 
carimbo do responsável. 
63. Checar o procedimento em prescrição de enfermagem. 
 
QUESTÕES 
01. As complicações pós-operatórias são definidas 
como quaisquer alterações fisiológicas persistentes 
relacionadas direta ou indiretamente ao procedimento 
anestésico-cirúrgico realizado. Portanto, os cuidados de 
enfermagem podem se tornar de alta complexidade 
mesmo que o procedimento cirúrgico seja de pequeno 
porte. Sobre o assunto, informe se é verdadeiro (V) ou 
falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa 
com a sequência 
correta. 
( ) Na Recuperação Pós-anestésica, deve ser aplicada a 
Escala de Aldrete e Kroulik para 
adultos a cada 15 minutos na primeira hora, 30 minutos na 
segunda hora e a cada hora 
a partir de terceira hora, de acordo coma gravidade do 
paciente. 
( ) A Escala de Aldrete e Kroulik não inclui a avaliação da 
respiração, apenas da saturação de oxigênio. 
( ) A hipoxemia ocorre pela redução do suprimento de 
oxigênio no sangue arterial, capilar ou venoso, definido pela 
saturação de hemoglobina menor que 90%. O paciente pode 
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apresentar agitação, confusão, taquicardia, seguida de 
bradicardia, e cianose. 
( ) Na presença de vômitos, administrar antieméticos, 
conforme prescrição médica, 
auxiliar o paciente a lateralizar a cabeça e elevar o decúbito 
entre 30º e 45º - se não houver 
contraindicação, para evitar aspiração do conteúdo gástrico. 
( ) A Hipertermia Maligna é uma complicação potencialmente 
fatal, que consiste no 
aumento descontrolado do metabolismo da musculatura 
esquelética com elevação 
dos níveis de cálcio após um estímulo desencadeador. 
Inicialmente ocasiona taquicardia, 
rigidez muscular, instabilidade hemodinâmica, taquipneia, 
cianose e hipertermia. 
A) F – F – F – V – V. 
B) V – V - V – V – V. 
C) F – V – V – F – F. 
D) V – F – V – V – V. 
E) V – V – V – F – V. 
02. A “Aliança Mundial para Segurança do 
Paciente/Doente”, da OMS, propôs dez metas para a 
promoção da segurança do paciente, apoiada e 
publicada pelo COREN. A quarta meta é a Cirurgia 
Segura. Em 2009 o Ministério da Saúde publicou, em 
português, o Manual de Implementação de Medidas para 
o projeto Segurança do Paciente:”Cirurgias Seguras 
Salvam Vidas”. Sobre isso, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) A anestesiologia segura requer: presença de um 
profissional capacitado em anestesiologia, verificação de 
segurança de máquinas e dos medicamentos, oximetria de 
pulso, monitoração da frequência cardíaca, temperatura e 
pressão sanguínea. 
B) Dentre os objetivos essenciais para a cirurgia segura, 
inclui-se: a equipe impedirá aretenção inadvertida de 
instrumentais ou compressas nas feridas cirúrgicas. 
C) Dentre os objetivos essenciais para a cirurgia segura 
inclui-se: a equipe operará o paciente certo e o local certo. 
D) Não está contemplado o reconhecimento e efetiva 
preparação para o risco de grandes perdas sanguíneas, já 
que dificilmente isso ocorre nas cirurgias. 
E) Dentre os objetivos essenciais para a cirurgia segura, 
inclui-se: a equipe reconhecerá e estará efetivamente 
preparada para a perda de via aérea ou de 
funçãorespiratória que ameace a vida. 
03. São medidas altamente recomendadas para 
prevenção de infecção no sítio cirúrgico, EXCETO 
A) sempre que possível, identificar e tratar todas 
asinfecções à distância antes de cirurgias eletivas; adiar o 
procedimento até que a infecção seja resolvida. 
B) não remover os pelos, exceto quando estiverem ao redor 
da incisão e interferirem no ato cirúrgico. 
C) se for necessário realizar tricomia, fazê-la imediatamente 
antes da cirurgia, com o uso de 
aparelho elétrico. 
D) aderir aos princípios de assepsia quando instalar 
dispositivos intravasculares ou cateteres de anestesia 
epidural e raquidiana, ou quando preparar e administrar 
drogas intravenosas. 
E) aplicar mupirocina tópica nas narinas de todos os 
pacientes para prevenção de estafilococcia. 
04.A posição adequada do paciente é essencial para que 
os procedimentos cirúrgicos sejam 
bem sucedidos. Quanto aos cuidados com o 
posicionamento cirúrgico do paciente, é correto 
afirmar que 
A) a posição supina ou dorsal é indicada nas cirurgias 
da coluna vertebral. 
B) na posição de Fowler o risco de alterações respiratórias 
aumenta devido ao aumento da pressão abdominal contra o 
diafragma. 
C) na posição de litotomia ou ginecológica é 
recomendadoretornar os membros inferiores rapidamente a 
posição inicial, para aumentar a pressão intracraniana. 
D) a posição de Trendelenburg é uma variação 
dodecúbito dorsal, em que a parte superior do dorso 
éabaixada e os pés elevados. 
E) os membros superiores ficam ao longo do corpo 
ouabduzidos em ângulo de até 180º. 
05.Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são: 
fornecer por meio da forma verbal ou escrita uma 
definição do termo cirúrgico e descrever os tipos de 
cirurgia. Ao solicitar a um paciente informações sobre a 
história de doenças e cirurgias em sua família, o 
enfermeiro obteve as seguintes respostas: 
• a mãe foi submetida à retirada da bexiga. 
• a irmã foi submetida à retirada das trompas uterinas. 
• o pai foi submetido à retirada do baço. 
• um irmão foi submetido à fixação do testículo na bolsa 
escrotal. 
Assinale a alternativa CORRETA. Ao fazer as anotações 
utilizando os termos técnicos adequados, o profissional 
registrou: 
A) histerectomia – ooforectomia – hepatectomia –
postectomia. 
B) cistectomia – histerectomia – colecistectomia –
orquipexia. 
C) cistectomia – salpingectomia – esplenectomia –
orquipexia. 
D) cistostomia – trompectomia – bacectomia –
postectomia. 
E) cistectomia – salpingoplastia – hepatectomia –
testiculoplastia. 
06.Michael, 45 anos, foi submetido à craniotomia para 
drenagem de hematoma subdural após acidente de 
esqui. Não apresenta lesões externas. Esse tratamento 
cirúrgico pode ser classificado quanto ao Momento 
Operatório, Finalidade e Potencial de Contaminação, 
respectivamente como 
A) Emergência – Diagnóstico – Limpo. 
B) Urgência – Curativo – Limpo. 
C) Emergência – Paliativo – Potencialmente 
Contaminado. 
D) Urgência – Radical – Potencialmente Contaminado. 
E) Emergência – Curativo – Limpo. 
07.O centro cirúrgico é uma área complexa e de acesso 
restrito. Dessa forma, no planejamento, alguns aspectos 
importantes devem ser observados, pois implicam na 
qualidade e segurança da assistência prestada ao 
paciente. Sobre esse assunto, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) Os vestiários devem estar localizados na entrada do 
centro cirúrgico, onde se realiza a troca de roupasprivativas, 
e permite-se o acesso livre de pessoas. 
B) A iluminação artificial da sala operatória só deve 
serutilizada em dias nublados ou à noite, para possibilitar a 
percepção do ciclo circadiano pela equipe cirúrgica. 
C) O foco cirúrgico precisa ter como 
características:ausência de sombras,redução de reflexos e 
eliminaçãodo excesso de calor. 
D) O centro cirúrgico sempre deve dispor de 
iluminaçãode emergência auxiliar para que intervenções 
cirúrgicas não fiquem comprometidas por falta de luz. 
E) O centro cirúrgico deve possuirum sistema de ar 
condicionado, com finalidade de remover gasesanestésicos, 
controlar a temperatura e a umidade,promover uma 
adequada troca de ar, remover partículas em suspensão e 
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impedir a entrada de partículas oriundas de áreas 
adjacentes 
08.Antonio, 67 anos, sexo masculino, economista, viúvo. 
O diagnóstico médico atual é de hiperplasia benigna de 
próstata. Diz ser hipertenso em uso de medicação oral. 
Apresenta tosse seca. Nega alergia. Queixas principais: 
dificuldades para iniciar a micção, vontade frequente de 
urinar e dor, noctúria, hematúria e sensação de 
esvaziamento incompleto da bexiga. Admitido no 
Hospital Municipal hoje, às 06 horas, para ser submetido 
à ressecção transuretral da próstata às 13:00 horas. 
Administrado pré-anestésico, conforme prescrição 
médica. Na admissão na Sala Operatória, apresentava 
PA 150x100 mmHg, pulso 88bpm, T 37°C, FR 26 mrm. 
Realizado prostatectomia transuretral sob 
raquianestesia. Placa de eletrocautério em panturrilha 
esquerda. Apresentou pico hipertensivo (PA 220x120 
mmHg) no transoperatório, com normalização após 
medicação. FC 100 bpm T 36,4°C. Término da cirurgia 
16:00 horas. Encaminhado para SRPA, sonolento, só 
acorda para responder a solicitações verbais, pálido, PA 
140x90 mmHg, FC 100bpm, T 35,4°C, Sat O2 95% em ar 
ambiente, eupneico, ainda sem mobilidade de MMII. 
Presença de sonda vesical 3 vias, em sistema fechado, 
com irrigação com soro fisiológico 0,9%. Fazem parte 
dos cuidados de enfermagem no período pré-operatório 
imediato para esse paciente, EXCETO 
A) suspender medicação antihipertensiva. 
B) jejum de 06 a 08 horas. 
C) orientar e supervisionar a retirada de próteses e 
possíveis adornos. 
D) controle de sinais vitais. 
E) encaminhar ao banho de aspersão, antes da 
administração do pré-anestésico. 
09.O Índice Aldrete e Kroulik é utilizado na avaliação dos 
sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e 
muscular dos pacientes submetidos à ação dos 
fármacos e técnicas anestésicas. Com relação a 
avaliação do paciente na admissão na Sala de 
Recuperação Pós-Anestésica, assinale a alternativa 
correta. 
A) Na avaliação da circulação, recebeu 2 pontos –
variação inferior a 20%, na avaliação do nível de consciência 
1 ponto e 2 pontos na avaliação da saturação de oxigênio. 
B) Na avaliação do nível de consciência, recebeu 2 pontos, 
pois desperta ao ser chamado; e 1 ponto na avaliação 
respiratória – pois apresenta saturação demenos de 100%. 
C) Na avaliação da saturação de oxigênio, recebeu 1 ponto, 
pois a saturação de O2 é maior que 92%respirando em ar 
ambiente e 1 ponto na avaliação do nível de consciência - 
desperta ao ser chamado. 
D) Na avaliação da circulação, recebeu 1 ponto – 
variaçãoinferior a 20% ; 3 pontos na avaliação do nível de 
consciência e 2 pontos na avaliação da saturação de 
oxigênio. 
E) Na avaliação da saturação de oxigênio recebeu 1 ponto; 
1 ponto na avaliação do nível de consciência –desperta ao 
ser chamado e na avaliação da circulação recebeu 0 ponto – 
variação inferior a 20%. 
10.Com relação à anestesia, assinale a alternativa 
correta. 
A) A anestesia peridural é geralmente administrada 
aonível da coluna lombar, obtida pelo bloqueio dos nervos 
espinhais do espaço subaracnoide. O anestésico é 
depositado junto ao líquor, ocorrendo perfuração da 
duramater. 
B) Para esse paciente é contraindicada a anestesia 
geral devido a sua idade. 
C) O posicionamento do paciente para ser submetido à 
anestesia raquidiana e peridural é o mesmo. 
D) A cefaleia por hipotensão do líquor é muito 
maisfrequente após realização da anestesia peridural do que 
após raquianestesia, e está diretamente relacionada com o 
calibre da agulha. 
E) Operações em crianças normalmente não devem ser 
realizadas com anestesia geral, para evitar que elas se 
traumatizem ou fiquem inquietas durante a cirurgia. 
11.Em relação à sonda vesical de 3 vias para irrigação 
em drenagem sistema fechado, assinale a alternativa 
correta. 
A) Como há uma via para irrigação, não há risco de infecção 
urinária quando se desconecta a bolsa coletora da sonda 
para desprezar a drenagem. 
B) Na sonda vesical de 3 vias: − 1ª via: drenagem 
daurina. – 2ª via: insuflação do balão com água destilada.– 
3ª via: irrigação contínua. O material introduzido por essa via 
será eliminado juntamente com a urina. 
C) A sondagem vesical com sonda de 3 vias só pode ser 
realizada sob anestesia raquidiana ou peridural. 
D) A remoção da sonda vesical de 3 vias é 
procedimento privativo do médico. 
E) Todas as alternativas estão corretas. 
12. (AOCP- 2014) O tempo cirúrgico abrange, de modo 
geral, a sequência dos quatro procedimentos realizados 
pelo cirurgião durante o ato operatório. O procedimento 
feito com objetivo de prevenir, deter ou impedir o 
sangramento recebe o nome de: 
A) sutura. 
B) hemostasia. 
C) diérese. 
D) exérese. 
E) síntese 
13.São cirurgias realizadas em tecidos estéreis, onde 
não há presença de processo infeccioso, cicatrização 
por primeira intenção, não há penetração dos tratos 
respiratório, digestório e 
geniturinário, não há falha na técnica asséptica e não 
tem drenos. 
Exemplos: herniorrafia e mamoplastia. 
A) Cirurgia Primária; 
B) Cirurgias Potencialmente Contaminadas; 
C) Cirurgia Infectada; 
D) Cirurgia Limpa. 
14.O protocolo para Cirurgia Segura deverá ser aplicado 
em todos os locais dos estabelecimentos de saúde em 
que sejam realizados procedimentos, quer terapêuticos, 
quer diagnósticos, que impliquem em incisão no corpo 
humano ou em introdução de equipamentos 
endoscópios, dentro ou fora de centro cirúrgico, por 
qualquer profissional de saúde. De acordo com a Lista 
de Verificação, antes da indução anestésica, devemos: 
EXCETO. 
A) Revisar verbalmente com o próprio paciente, sempre que 
possível, que sua identificação tenha sido confirmada; 
B) Confirmar o consentimento para cirurgia e a anestesia; 
C) Revisar verbalmente com o anestesiologista, o risco de 
perda sanguínea do paciente, dificuldades nas vias aéreas, 
histórico de reação alérgica e se a verificação completa de 
segurança anestésica foi concluída; 
D) A confirmação da administração de antimicrobianos 
profiláticos nos últimos 60 minutos da incisão cirúrgica. 
15.Indique a posição cirúrgica mais indicada numa 
cirurgia plástica na face e no nariz: 
A) Posição de litotomia ou ginecológica; 
B) Posição de Trendelenburg reversa ou proclive; 
C) Posição de Kraske ou Jacknife; 
D)Posição prona. 
 
 
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16.Para uma cirurgia de urgência o paciente necessita 
de uma abordagem rápida, dentro de 24 à 30h. Dentre as 
opções abaixo assinale a alternativa que informa uma 
cirurgia de urgência: 
A) Fratura do crânio; 
B) Obstrução vesical ou intestinal; 
C)Infecção aguda da vesícula; 
D)Feridas por arma de fogo ou branca. 
17.Em relação a estrutura física do Centro Cirúrgico, 
marque a alternativa correta: 
A)Não são permitidos ralos no centro cirúrgico, com exceção 
apenas das áreas molhadas e das salas de operações, 
porém os ralos devem ter fechos hídricos e tampa com 
fechamento escamoteável; 
B) As áreas semirrestritas são aquelas em que a circulação 
de pessoas é livre, não exigindo cuidados especiais e nem 
uso de uniforme privativo; 
C) As áreas não restritas são aquelas que permitem a 
circulação de pessoal e equipamentos, de modo a não 
interferir no controle e na manutenção da assepsia cirúrgica, 
sendo necessário o uso de uniforme privativo e de calçados 
adequados; 
D)As áreas restritassão aquelas que possuem limites 
definidos para circulação de pessoal e equipamentos, onde 
se deve estabelecer rotinas próprias para controlar e manter 
a assepsia local. Nesse ambiente é necessário o uso de 
máscara, cobrindo a boca e o nariz, e do uniforme privativo. 
18.De acordo com a classificação de cirurgias segundo 
o potencial de contaminação, marque a alternativa 
correta: 
A) Cirurgia limpa: realizadas em tecidos colonizados por 
flora microbiana residente pouco numerosa ou em tecidos 
de difícil descontaminação. Exemplo: colecistectomia; 
B) Cirurgia potencialmente contaminada: realizada em tecido 
estéril ou passivo de contaminação, na ausência de 
processo infeccioso e inflamatório local. Exemplo: 
Herniorrafia; 
C) Cirurgias contaminadas: realizadas em tecidos 
colonizados por abundante flora bacteriana, cuja 
descontaminação seja difícil; incisão na presença de 
inflamação aguda sem supuração local. Exemplo: 
apendicectomia; 
D)Cirurgias infectadas: realizadas em tecidos colonizados 
por abundante flora microbiana, com presença de pus; 
feridas traumáticas recentes, de abordagem rápida. 
Exemplo: cirurgia de reto e ânus. 
19.Em relação ao tipo de limpeza específica realizada de 
acordo com o momento de funcionamento da sala 
cirúrgica, marque a alternativa correta: 
A) Limpeza preparatória: realizada após o término de uma 
cirurgia e antes do início da outra, visando à remoção de 
sujidades e matéria orgânica em mobiliários, equipamentos 
superfícies e chão; 
B) Limpeza terminal: é realizada diariamente, após o término 
do último procedimento cirúrgico, ou uma vez por semana, 
no caso de baixo movimento cirúrgico. Inclui os processos 
de limpeza e desinfecção; 
C) Limpeza operatória: realizada pelo profissional de 
enfermagem, com uso de EPI adequado, pouco tempo antes 
do início da montagem da sala para a primeira cirurgia do 
dia; 
D)Limpeza concorrente: realizada pelo profissional de 
enfermagem, com uso de EPI adequado, durante o 
procedimento cirúrgico, quando ocorre a contaminação do 
chão com matéria orgânica, ou queda de material. 
 
 
 
 
20.Paciente em pós-operatório iniciou quadro de 
confusão mental, hipotensão, taquicardia, 
cianose labial e pele úmida e fria. A enfermeira logo 
identifica que esses são sintomas 
clássicos de 
A) edema pulmonar. 
B) embolia. 
C) trombose. 
D) infarto. 
E) choque. 
21.Considerando a lista de verificação para Cirurgia 
Segura recomendada pela Organização Mundial da 
Saúde (OMS), leia as frases abaixo e marque (F) se a 
afirmativa for falsa ou (V) se for verdadeira. Em seguida, 
assinale a alternativa que contém a sequência correta. 
( ) Ela define três fases distintas: 1)checar imediatamente 
antes (sign in - realizado antes da indução anestésica); 
2)checar antes (time out - realizado antes da incisão na 
pele); e 3)checar depois (sign out - realizado antes de o 
paciente sair da sala de cirurgia). 
( ) Tem a finalidade de realização exclusiva do check-list do 
material a ser utilizado no paciente durante o ato cirúrgico, 
garantindo que tenha registro na ANVISA. 
( ) Trata-se de um manual de conduta cirúrgica para 
profissionais iniciantes, garantindo o conhecimento do 
fluxograma dos que atuam diretamente ou circulam nas 
salas cirúrgicas. 
A) V, V, V. 
B) V, F, F. 
C) F, V, V. 
D) F, F, F. 
22.Um paciente, adulto, receberá uma bolsa de 
concentrado de hemácias. O tempo de infusão dessa 
bolsa deverá ser de: 
A) 30 minutos a 1 hora, não devendo exceder a 4 horas. 
B) 3 horas, não devendo exceder a 6 horas. 
C) 4 a 6 horas, não devendo exceder a 8 horas. 
D) 30 minutos, não devendo exceder a 2 horas. 
23.Os cuidados de enfermagem na instalação e 
administração de hemocomponentes compreendem 
entre outras ações: 
A) conservar os componentes eritrocitários à temperatura 
ambiente, por no máximo 50 minutos antes da transfusão. 
B) permanecer ao lado do paciente durante os primeiros 5 
minutos da transfusão. 
C) conferir os dados de identificação do paciente na 
pulseira, na prescrição médica e no rótulo do 
hemocomponente antes da instalação, e se possível, 
preferencialmente em dois profissionais, sendo um 
enfermeiro e outro profissional de saúde. 
D) desprezar a bolsa de sangue na caixa de materiais 
perfurocortantes. 
E) manter a infusão por no máximo 06 horas 
24.O banho no leito é uma prática diária da equipe de 
enfermagem, devendo seguir alguns passos para a 
correta realização. É correto afirmar que o sentido da 
lavagem dos membros do paciente ocorre no sentido: 
A) proximal-distal. 
B) proximal-longitudinal. 
C) longitudinal-distal. 
D) distal-proximal. 
25.Na humanização do cuidado ao paciente, a avaliação 
da dor ocupa um importante papel. Para tal, pode ser 
aplicada, entre outros instrumentos, a escala de 
A) Richmond. 
B) EVN (Escala Visual Númerica). 
C) Glasgow. 
D) Lawton. 
E) Fugulin. 
 
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26.Sobre a anestesia espinhal epidural ou peridural e a 
anestesia espinhal raquianestesia, 
pode-se afirmar corretamente que 
A) a anestesia espinhal peridural é obtida pela injeção de um 
anestésico local no canal medular, no espaço ao redor da 
dura-máter. 
B) a anestesia espinhal raquianestesia é obtida pela punção 
lombar e, no mesmo ato, injeta-se a solução no espaço ao 
redor da dura-máter. 
C) tanto na anestesia espinhal peridural como na anestesia 
espinhal raquianestesia, a dose de anestésico injetado é a 
mesma. 
D) as principais complicações da anestesia peridural são: 
hematoma epidural, reações tóxicas, dor lombar pós-
punção, disfunção vesical, cefaleia intensa, dor abdominal e 
distúrbios gastrintestinais. 
27.Na área hospitalar, é comum encontrarmos pacientes 
que necessitam ficar no leito, sendo alimentados e 
atendidos em sua necessidade de higiene e conforto. 
Com relação aos objetivos da higiene corporal, assinale 
com (V) as afirmativas verdadeiras e com (F) as 
afirmativas falsas. 
( ) Proporciona diminuição da circulação sanguínea. 
( ) Proporciona conforto e relaxamento. 
( ) Possibilita a avaliação de enfermagem. 
( ) Estabelece a relação pessoa-pessoa. 
( ) Proporciona um meio biologicamente seguro, através da 
limpeza e de exercícios passivos e ativos. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência 
CORRETA, de cima para baixo. 
A) V – V – V – V – V 
B) F – V – V – V – F 
C) F – V – V – V – V 
D) V – V – F – F – V 
E) F – F – V – V – V 
28. O banho de leito tem objetivo de proporcionar 
higiene e conforto ao paciente acamado e manter a 
integridade cutânea. Sobre o banho de leito, é correto 
afirmar, EXCETO: 
A) Sempre que possível, o banho de leito deve ser feito por 
duas pessoas. 
B) As mãos e os pés do paciente devem ser colocados na 
água. 
C) A água para o banho de leito deve estar à temperatura 
corporal (de morna para quente). 
D) Durante o banho de leito, evite conversar com o paciente, 
converse apenas com seu colega de trabalho. 
E) Ofereça o material para o paciente fazer sua higiene 
íntima. Caso não seja possível, proceda à higiene conforme 
técnica descrita. 
29. A manutenção da higiene pessoal é importante 
para o conforto, a segurança e o bem-estar de uma 
pessoa. Assinale a opção correta acerca desse tema. 
A)Não se deve limpar a região da narina onde está fixada a 
sonda nasogástrica de um paciente. 
B)Um paciente com sensibilidade diminuída tem maior risco 
de apresentar comprometimento da pele. 
C)A limpeza das nádegas e do ânus de um paciente 
acamado deve ser feita em direção à genitália. 
D)A higiene oral de um paciente inconsciente deve ser feita 
com escova, pasta de dente, água e luvas. 
30. O banho de leito muitas vezes esgota o paciente. 
Virar o paciente durante o banho completo e prestar 
cuidados às costas aumenta consumo de oxigênio. 
Durante o banho,caso o paciente sinta-se dispneico 
no momento em que o leito se encontra na posição 
plana, qual conduta que se deve ter relação a isso? 
A)O leito deve ser rapidamente colocado na posição 
Trendelenburg. 
B)A posição do leito deve ser alterada para a posição 
Trendelenburg reversa. 
C)O leito deve ser colocado na posição de fowler. 
D)A leito deve ser rapidamente colocado na posição de 
semi-fowler. 
E)O paciente deve ser colocado em decúbito lateral evitando 
o risco de broncoaspiração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
D D E D C E B A A C 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
B A D D B C D C B E 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
B A C D B A C D B C 
 
 
 
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TRANSFUSÃO SANGUÍNEA E HEMODERIVADOS 
“Todos os seus sonhos podem se realizar, se você tiver coragem de perseguí-los!” 
 
Conforme Constituição Federal de 1988 no artigo 199 
(parágrafo 4 – a lei disporá sobre as condições e os 
requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e 
substâncias humanas para fins de transporte, pesquisa e 
tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão 
de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de 
comercialização). 
 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DA POLÍTICA NACIONAL DE 
SANGUE 
 
I. Universalização do atendimento à população 
II. Utilização exclusiva da doação voluntária, não 
remunerada, do sangue 
III. Proibição da comercialização de coleta, processamento, 
estocagem, distribuição e transfusão do sangue, 
componentes e hemoderivados 
IV.Permissão de remuneração dos custos dos insumos, 
reagentes, materiais descartáveis e da mão-de-obra 
especializada, inclusive honorários médicos 
V. Proteção da saúde do doador e do receptor. 
VI. Obrigatoriedade de responsabilidade, supervisão e 
assistência médica na triagem de doadores, para avaliação 
do estado de saúde do doador, na coleta de sangue e 
durante o ato transfusional, assim como nos atos pré e pós-
transfusional imediatos 
VII.Direito a informação sobre a origem e procedência do 
sangue, dos componentes e hemoderivados. 
VIII.Fiscalização obrigatória, a fim de certificar que todos os 
materiais ou substâncias que entrem em contato com o 
sangue coletado com finalidade transfusional, bem como 
seus componentes e derivados, sejam estéreis, apirogênicos 
e descartáveis 
IX. Segurança na estocagem e transporte do sangue, 
componentes e hemoderivados. 
X. Obrigatoriedade de testagem individualizada de cada 
amostra ou unidade de sangue coletado. 
 
DOAÇÃO DE SANGUE: Voluntária, altruísta, não 
remunerada. 
 
Uma transfusão sanguínea é a transferência de sangue ou 
hemocomponentes de um indivíduo a outro, denominados 
doador e receptor, respectivamente. 
Entre as funções que o sangue desempenha se encontram a 
distribuição de nutrientes do aparelho digestivo aos tecidos, 
o intercâmbio e transporte de gases e produtos de detrito 
celular, o transporte de hormônios das glândulas até o 
tecido-alvo, a proteção diante de microorganismos e agentes 
lesivos e o desenvolvimento da atividade da cascata de 
coagulação em caso de hemorragia. Portanto, são três 
situações clínicas nas quais se indica a terapia com 
hemocomponentes: 
-Manter ou restaurar um volume adequado de sangue 
circulante com a finalidade de prevenir e tratar choque 
hipovolêmico 
-Manter ou restaurar a capacidade de transporte de oxigênio 
do sangue 
-Repor componentes específicos do sangue cuja deficiência 
deteriora clinicamente o paciente 
A transfusão de sangue e seus componentes deve ser 
utilizada criteriosamente na medicina, uma vez que toda 
transfusão traz em si um risco ao receptor, seja imediato ou 
tardio, devendo ser indicada de forma criteriosa. A indicação 
de transfusão de sangue poderá ser objeto de análise e 
aprovação pela equipe médica do serviço de hemoterapia. 
Os hemocomponentes e hemoderivados se originam da 
doação de sangue por um doador. No Brasil, este processo 
está regulamentado pela Lei nº 10.205, de 21 de março de 
2001, e por regulamentos técnicos editados pelo Ministério 
da Saúde. 
A doação de sangue deve ser voluntária, anônima e 
altruísta, não devendo o doador, de forma direta ou indireta, 
receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da 
sua realização. 
 
O sigilo das informações prestadas pelo doador antes, 
durante e depois do processo de doação de sangue deve 
ser absolutamente preservado, respeitadas outras 
determinações previstas na legislação vigente. 
Com a finalidade de proteger os doadores, serão adotadas, 
tanto no momento da seleção de candidatos quanto no 
momento da doação, as seguintes medidas e critérios 
estabelecidos neste regulamento: 
I - a frequência anual máxima de doações e o intervalo 
mínimo entre as doações; 
II - as idades mínima e máxima para doação; 
III - a massa corpórea mínima; 
IV - a aferição do pulso; 
V - a aferição da pressão arterial; 
VI - os níveis de hematócrito/hemoglobina; 
VII - a história médica e os antecedentes patológicos do 
doador; 
VIII - a utilização de medicamentos; 
IX - as hipóteses de gestação, lactação, abortamento e 
menstruação; 
X - o jejum e a alimentação adequada; 
XI - o consumo de bebidas alcoólicas; 
XII - os episódios alérgicos; 
XIII - as ocupações habituais; e 
XIV - o volume a ser coletado. 
 
A frequência máxima admitida é de 4 (quatro) doações 
anuais para o homem e de 3 (três) doações anuais para a 
mulher, exceto em circunstâncias especiais, que devem ser 
avaliadas e aprovadas pelo responsável técnico do serviço 
de hemoterapia. 
 
O intervalo mínimo entre doações deve ser de 2 (dois) 
meses para os homens e de 3 (três) meses para as 
mulheres. 
Em caso de doador autólogo, a frequência e o intervalo 
entre as doações devem ser programados de acordo com o 
protocolo aprovado pelo responsável técnico do serviço de 
hemoterapia. 
 
O doador de sangue ou componentes deverá ter idade entre 
16 (dezesseis) anos completos e 69 (sessenta e nove) anos, 
11 (onze) meses e 29 (vinte e nove) dias. 
 
Os candidatos à doação de sangue com idade entre 16 
(dezesseis) e 17 (dezessete) anos devem possuir 
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consentimento formal, por escrito, do seu responsável legal 
para cada doação que realizar. 
 
O limite para a primeira doação será de 60 (sessenta) anos, 
11 (onze) meses e 29 (vinte e nove) dias. 
 
Para ser selecionado para doação, o candidato deve ter, no 
mínimo, peso de 50 kg (cinquenta quilogramas). 
 
Não serão selecionados os candidatos à doação que 
apresentarem perda de peso inexplicável superior a 10% 
(dez por cento) da massa corporal nos 3 (três) meses que 
antecederem à doação. 
 
Na aferição do pulso do candidato, a pulsação deverá 
apresentar características normais, ser regular e sua 
frequência não deve ser menor que 50 (cinquenta) nem 
maior que 100 (cem) batimentos por minuto. 
 
Na aferição da pressão arterial do candidato, a pressão 
sistólica não deve ser maior que 180 mmHg (cento e oitenta 
milímetros de mercúrio) e a pressão diastólica não deve ser 
maior que 100 mmHg (cem milímetros de mercúrio). 
 
No momento da seleção, será determinada a concentração 
de hemoglobina (Hb) ou de hematócrito (Ht) em amostra de 
sangue do candidato à doação obtida por punção digital ou 
por venopunção ou por método validado que possa vir a 
substituí-los. Os valores mínimos aceitáveis do nível de 
hemoglobina/hematócrito são: 
I - mulheres: Hb =12,5g/dL ou Ht =38%; e 
II - homens: Hb =13,0g/dL ou Ht =39%. 
 
O candidatoque apresente níveis de Hb igual ou maior que 
18,0g/dL ou Ht igual ou maior que 54% será impedido de 
doar e encaminhado para investigação clínica. 
 
Cada medicamento será avaliado individualmente e em 
conjunto e, sempre que possa apresentar alguma correlação 
com a doação de sangue, registrado na ficha de triagem. A 
ingestão do ácido acetilsalicílico (aspirina) e/ou outros anti-
inflamatórios não esteroides (AINE) que interfiram na função 
plaquetária, nos 3 (três) dias anteriores à doação, exclui a 
preparação de plaquetas para esta doação, mas não implica 
a inaptidão do candidato. 
 
A gestação é motivo de inaptidão temporária para doação de 
sangue até 12 (doze) semanas após o parto ou 
abortamento. 
 
Não serão aceitas como doadoras as mulheres em período 
de lactação, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 
12 (doze) meses. 
 
Em caso de necessidade técnica, a doação da mãe para o 
recém-nascido poderá ser realizada, desde que haja 
consentimento por escrito do hemoterapeuta e do médico 
obstetra, com apresentação de relatório médico que a 
justifique. 
 
A doação autóloga de gestantes será aceita se contar com a 
aprovação formal do obstetra responsável e do médico do 
serviço de hemoterapia. 
 
A menstruação não é contraindicação para a doação. 
 
Será oferecida ao doador a possibilidade de hidratação oral 
antes da doação e os doadores que se apresentarem em 
jejum prolongado receberão um lanche antes da doação. 
 
Não será coletado sangue de candidatos que tenham feito 
refeição copiosa e rica em substâncias gordurosas há 
menos de 3 (três) horas da coleta. 
 
Após a doação, é obrigatória a oferta de hidratação oral 
adequada ao doador, objetivando a reposição de líquidos. 
 
É recomendável que o doador permaneça por 15 (quinze) 
minutos no serviço de hemoterapia após a doação. 
 
Qualquer evidência de alcoolismo crônico é motivo para 
caracterizar o candidato como doador inapto definitivo. 
 
A ingestão de bebidas alcoólicas contraindica a doação por 
12 (doze) horas após o consumo. 
 
O doador alérgico somente será aceito se estiver 
assintomático no momento da doação. 
 
São doadores inaptos definitivos aqueles que referem 
enfermidades atópicas graves, como asma brônquica grave 
e antecedente de choque anafilático. 
 
Os tratamentos dessensibilizantes contraindicam a doação 
até 72 (setenta e duas) horas depois da última aplicação. 
 
Os candidatos à doação de sangue que exerçam 
ocupações, "hobbies" ou esportes que ofereçam riscos para 
si ou para outrem somente serão selecionados caso possam 
interromper tais atividades pelo período mínimo de 12 (doze) 
horas após a doação. 
Consideram-se ocupações, "hobbies" ou esportes de risco, 
dentre outros: 
I - pilotagem de avião ou helicóptero; 
II - condução de veículos de grande porte, como ônibus, 
caminhões e trens; 
III - operação de maquinário de alto risco, como na indústria 
e construção civil; 
IV - trabalho em andaimes; e 
V - prática de paraquedismo ou mergulho. 
 
O volume de sangue total a ser coletado deve ser, no 
máximo, de 8 (oito) mL/kg de peso para as mulheres e de 9 
(nove) mL/kg de peso para os homens. 
 
O volume admitido por doação é de 450 mL ± 45 mL, aos 
quais podem ser acrescidos até 30 mL para a realização dos 
exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas. 
 
Com a finalidade de proteger os receptores, serão adotadas, 
tanto no momento da seleção de candidatos quanto no 
momento da doação, a avaliação das seguintes medidas e 
critérios, de acordo com os parâmetros estabelecidos por 
este regulamento: 
I - aspectos gerais do candidato, que deve ter aspecto 
saudável à ectoscopia e declarar bem-estar geral; 
II - temperatura corpórea do candidato, que não deve ser 
superior a 37oC (trinta e sete graus Celsius); 
III - condição de imunizações e vacinações do candidato, 
nos termos do Anexo IV; 
IV - local da punção venosa em relação à presença de 
lesões de pele e características que permitam a punção 
adequada; 
V - histórico de transfusões recebidas pelo doador, uma vez 
que os candidatos que tenham recebido transfusões de 
sangue, componentes sanguíneos ou hemoderivados nos 
últimos 12 (doze) meses devem ser excluídos da doação; 
VI - histórico de doenças infecciosas; 
VII - histórico de enfermidades virais; 
VIII - histórico de doenças parasitárias; 
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IX - histórico de enfermidades bacterianas; 
X - estilo de vida do candidato a doação; 
XI - situações de risco vivenciadas pelo candidato; e 
XII - histórico de cirurgias e procedimentos invasivos. 
 
Em relação ao histórico de doenças infecciosas, o candidato 
à doação não deve apresentar enfermidade infecciosa 
aguda nem deve ter antecedentes de infecções 
transmissíveis pelo sangue. 
 
No caso de infecções e uso de antibióticos, o candidato 
estará apto à doação 2 (duas) semanas após o fim do 
tratamento e desaparecimento dos sintomas. 
 
Candidatos à doação que tenham se deslocado ou que 
sejam procedentes de regiões, nacionais ou internacionais, 
endêmicas ou com epidemias confirmadas de doenças 
infecciosas que não sejam prevalentes na região da doação 
(não endêmicas) serão considerados aptos somente após 
30 dias da saída dessas regiões, excetuando-se os casos de 
Malária. 
 
Quanto ao histórico de enfermidades virais, é 
considerado definitivamente inapto para a doação de 
sangue o indivíduo que: 
I - tenha antecedente de hepatite viral após os 11 (onze) 
anos de idade, exceto para caso de comprovação de 
infecção aguda de hepatite A (IgM reagente) à época do 
diagnóstico clínico, hipótese em que o doador poderá ser 
considerado apto após avaliação do resultado pelo médico 
do serviço de hemoterapia; ou 
II - tenha antecedente clínico, laboratorial ou história atual de 
infecção pelos agentes HBV, HCV, HIV ou HTLV. 
O candidato com sintoma de gripe ou resfriado associado à 
temperatura corporal maior ou igual 38oC (trinta e oito graus 
Celsius) é inapto por 2 (duas) semanas após o 
desaparecimento dos sintomas. 
Aquele que relatar resfriado comum, mas não se enquadrar 
nas condições descritas no § 1º, poderá ser aceito desde 
que assintomático no momento da doação. 
 
Todos os doadores serão questionados sobre situações ou 
comportamentos que levem a risco acrescido para infecções 
sexualmente transmissíveis, devendo ser excluídos da 
seleção quem os apresentar. 
A entrevista do doador deve incluir, ainda, perguntas 
vinculadas aos sintomas e sinais sugestivos de Síndrome de 
Imunodeficiência Adquirida (SIDA) como: 
a) perda de peso inexplicada; 
b) suores noturnos; 
c) manchas azuladas ou purpúricas mucocutâneas (sarcoma 
de Kaposi); 
d) aumento de linfonodos com duração superior a 30 (trinta) 
dias; e) manchas brancas ou lesões ulceradas não usuais 
na boca; 
f) febre inexplicada por mais de 10 (dez) dias; g) tosse 
persistente ou dispneia; e h) diarreia persistente. 
 
Serão observadas as hipóteses de inaptidão para doação 
em virtude do histórico das seguintes doenças parasitárias: 
I - malária; 
II - doença de Chagas; e 
III - Encefalopatia Espongiforme Humana ou Doença de 
Creutzfeldt-Jakob (DCJ) e suas variantes. 
 
Para malária, a inaptidão de candidato à doação de sangue 
deve ocorrer usando-se, como critério de referência, a 
Incidência Parasitária Anual (IPA) do Município. 
Em áreas endêmicas com antecedentes epidemiológicos de 
malária, considerar-se-á inapto o candidato: 
I - que tenha tido malária nos 12 (doze) meses que 
antecedem a doação; 
II - com febre ou suspeita de malária nos últimos 30 (trinta) 
dias; e 
III - que tenha se deslocado ou procedente de área de alto 
risco (IPA maior que 49,9) há menos de 30 (trinta) dias. 
Em áreas não endêmicas de malária, considerar-se-á inapto 
o candidato que tenha se deslocado ou que seja procedente 
de Municípios localizadosem áreas endêmicas há menos de 
30 (trinta) dias. 
Em áreas não endêmicas de malária, considerar-se-á apto o 
candidato: 
I - procedente de Municípios localizados em áreas endê- 
micas, após 30 (trinta) dias e até 12 (doze) meses do 
deslocamento, sendo que, nesse período, é necessária a 
realização de testes de detecção do plasmódio ou de 
antígenos plasmodiais. 
II - procedente de Municípios localizados em áreas 
endêmicas, após 12 (doze) meses do deslocamento, sem 
necessidade de realização de testes de detecção; e 
III - que tenha manifestado malária após 12 (doze) meses do 
tratamento e comprovação de cura. 
 
Independentemente da endemicidade da área, será 
considerado inapto definitivo o candidato que teve infecção 
por "Plasmodium malariae" (Febre Quartã). 
Em casos de surtos de malária, a decisão quanto aos 
critérios de inaptidão deve ser tomada após avaliação 
conjunta com a autoridade epidemiológica competente. 
 
Para Doença de Chagas, o candidato com antecedente 
epidemiológico de contato domiciliar com Triatomíneo em 
área endêmica ou com diagnóstico clínico ou laboratorial de 
Doença de Chagas deve ser excluído de forma permanente, 
sendo considerado doador inapto definitivo. 
 
Os casos de contato em área não endêmica deverão ser 
submetidos a teste sorológico pré-doação, utilizando-se 
métodos de alta sensibilidade. 
 
Para casos de Encefalopatia Espongiforme Humana e suas 
variantes, causadores da Doença de Creutzfeldt-Jakob 
(DCJ), será definitivamente excluído como doador o 
candidato que se enquadre em uma das seguintes 
situações: 
I - tenha tido diagnóstico de Encefalopatia Espongiforme 
Humana ou qualquer outra forma da doença; 
II - tenha história familiar de Encefalopatia Espongiforme 
Humana; 
III - tenha permanecido no Reino Unido e/ou na República 
da Irlanda por mais de 3 (três) meses, de forma cumulativa, 
após o ano de 1980 até 31 de dezembro de 1996; 
IV - tenha permanecido 5 (cinco) anos ou mais, consecutivos 
ou intermitentes, na Europa após 1980 até os dias atuais; 
V - tenha recebido hormônio de crescimento ou outros 
medicamentos de origem hipofisária não recombinante; 
VI - tenha feito uso de insulina bovina; 
VII - tenha recebido transplante de córnea ou implante de 
material biológico à base de dura-máter; e 
VIII - tenha recebido transfusão de sangue ou componentes 
no Reino Unido após 1980. 
 
Quanto ao histórico de enfermidades bacterianas, os 
doadores portadores de enfermidades agudas serão 
excluídos temporariamente, até a cura definitiva. 
Quanto ao estilo de vida do candidato a doação, a história 
atual ou pregressa de uso de drogas injetáveis ilícitas é 
contraindicação definitiva para a doação de sangue. 
Serão inspecionados ambos os braços dos candidatos para 
detectar evidências de uso repetido de drogas parenterais 
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ilícitas, sendo que a presença desses sinais determina a 
inaptidão definitiva do doador. 
O uso de anabolizantes injetáveis sem prescrição mé- dica, 
crack ou cocaína por via nasal (inalação) é causa de 
exclusão da doação por um período de 12 (doze) meses, 
contados a partir da data da última utilização. 
O uso de maconha impede a doação por 12 (doze) horas. 
A evidência de uso de qualquer outro tipo de droga deve ser 
avaliada. 
No caso do uso de drogas ilícitas, deve ser realizada 
também a avaliação criteriosa do comportamento individual 
do candidato e do grau de dependência, dando foco à 
exposição a situações de risco acrescido de transmissão de 
infecções por transfusão, e especial atenção à utilização 
compartilhada de seringas e agulhas no uso de substâncias 
injetáveis. 
 
Em situações de risco acrescido vivenciadas pelos 
candidatos, considerar-se-á inapto definitivo o candidato que 
apresente qualquer uma das situações abaixo: 
I - ter evidência clínica ou laboratorial de infecções 
transmissíveis por transfusão de sangue; 
II - ter sido o único doador de sangue de um paciente que 
tenha apresentado soroconversão para hepatite B ou C, HIV 
ou HTLV na ausência de qualquer outra causa provável para 
a infecção; 
III - possuir "piercing" na cavidade oral e/ou na região 
genital, devido ao risco permanente de infecção, podendo 
candidatar-se a nova doação 12 (doze) meses após a 
retirada; e 
IV - ter antecedente de compartilhamento de seringas ou 
agulhas; 
 
Considerar-se-á inapto temporário, por 12 (doze) meses 
após a cura, o candidato a doador que teve alguma Doença 
Sexualmente Transmissível (DST). 
Nos casos em que se evidenciem infecções repetidas por 
DST e consequente maior risco de reinfecção, o candidato 
deve ser considerado inapto definitivamente. 
 
Considerar-se-á inapto temporário por 12 (doze) meses o 
candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das 
situações abaixo: 
I - que tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas ou 
seus respectivos parceiros sexuais; 
II - que tenha feito sexo com um ou mais parceiros 
ocasionais ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros 
sexuais; 
III - que tenha sido vítima de violência sexual ou seus 
respectivos parceiros sexuais; 
IV - homens que tiveram relações sexuais com outros 
homens e/ou as parceiras sexuais destes; 
V - que tenha tido relação sexual com pessoa portadora de 
infecção pelo HIV, hepatite B, hepatite C ou outra infecção 
de transmissão sexual e sanguínea; 
VI - que tenha vivido situação de encarceramento ou de 
confinamento obrigatório não domiciliar superior a 72 
(setenta e duas) horas, durante os últimos 12 (doze) meses, 
ou os parceiros sexuais dessas pessoas; 
VII - que tenha feito "piercing", tatuagem ou maquiagem 
definitiva, sem condições de avaliação quanto à segurança 
do procedimento realizado; 
VIII - que seja parceiro sexual de pacientes em programa de 
terapia renal substitutiva e de pacientes com história de 
transfusão de componentes sanguíneos ou derivados; e 
IX - que teve acidente com material biológico e em 
consequência apresentou contato de mucosa e/ou pele não 
íntegra com o referido material biológico. 
 
Quanto ao histórico de cirurgias e procedimentos invasivos, 
deve ser observado o disposto no Anexo II. 
O candidato submetido a cirurgia deve ser considerado 
inapto por tempo variável de acordo com o porte do 
procedimento e a evolução clínica. 
O candidato submetido a procedimento odontológico deve 
ser considerado inapto por tempo variável de acordo com o 
procedimento e a evolução clínica. 
Qualquer procedimento endoscópico leva a uma inaptidão à 
doação de sangue por 6 (seis) meses. 
 
Os registros dos doadores serão mantidos com a finalidade 
de garantir a segurança do processo da doação de sangue e 
a sua rastreabilidade. 
Para doação de sangue, é obrigatório apresentar documento 
de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial, 
sendo aceita fotocópia autenticada do documento, desde 
que as fotos e inscrições estejam legíveis e as imagens 
permitam a identificação do portador. 
Todo candidato a doação deve ter um registro no serviço de 
hemoterapia, que será, preferencialmente, em arquivo 
eletrônico; 
Serão adotadas ações que garantam a confiabilidade, o 
sigilo e a segurança das informações constantes do registro 
dos doadores. 
Constarão do registro dos doadores as seguintes 
informações: 
I - nome completo do candidato; 
II - sexo; 
III - data de nascimento; 
IV - número e órgão expedidor do documento de 
identificação; 
V - nacionalidade e naturalidade; 
VI - filiação; 
VII - ocupação habitual; 
VIII - endereço e telefone para contato; 
IX - número do registro do candidato no serviço de 
hemoterapia ou no programa de doação de sangue; e 
X - registro da data de comparecimento. 
 
O serviço de hemoterapia, a seu critério, poderá oferecer ao 
doador a oportunidade de se auto excluir por motivos de 
risco acrescidos não informados ou deliberadamenteomitidos durante a triagem, de forma confidencial. 
Antes de assinar o termo de consentimento, o doador será 
informado sobre os cuidados a serem observados durante e 
após a coleta e orientado sobre as possíveis reações 
adversas. 
 
O doador deverá ser informado sobre os motivos de 
inaptidão temporária ou definitiva para doação de sangue, 
identificados na triagem clínica. 
O motivo da inaptidão identificada na triagem clínica será 
registrado na ficha de triagem. 
O serviço de hemoterapia disporá de um sistema de 
comunicação ao doador. 
A inaptidão identificada na triagem laboratorial será 
comunicada ao doador com objetivo de esclarecimento e 
encaminhamento do caso. 
Antes da comunicação ao doador, o serviço de hemoterapia 
realizará repetição em duplicata dos testes com resultados 
inicialmente reagentes. 
 
HEMOCOMPONENTES E HEMODERIVADOS 
 
Hemocomponentes e hemoderivados são produtos distintos. 
Os produtos gerados um a um nos serviços de hemoterapia, 
a partir do sangue total, por meio de processos físicos 
(centrifugação, congelamento) são denominados 
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hemocomponentes. Já os produtos obtidos em escala 
industrial, a partir do fracionamento do plasma por 
processos físico-químicos são denominados hemoderivados. 
A figura 1 apresenta os produtos originados a partir do 
sangue total. 
Existem duas formas para obtenção dos hemocomponentes. 
A mais comum é a coleta do sangue total. A outra forma, 
mais específica e de maior complexidade, é a coleta por 
meio de aférese. 
Aférese é um procedimento caracterizado pela retirada do 
sangue do doador, seguida da separação de seus 
componentes por um equipamento próprio, retenção da 
porção do sangue que se deseja retirar na máquina e 
devolução dos outros componentes ao doador. 
 
Em função das diferentes densidades e tamanhos das 
células sanguíneas, o processo de centrifugação possibilita 
a separação do sangue total em camadas (figura 2), sendo 
que as hemácias ficam depositadas no fundo da bolsa. 
Acima delas forma-se o buffy coat (camada 
leucoplaquetária), ou seja, uma camada de leucócitos e 
plaquetas. Acima do buffy coat fica a camada de plasma que 
contém plaquetas dispersas. 
 
Soluções anticoagulantes-preservadoras e soluções aditivas 
são utilizadas para a conservação dos produtos sanguíneos, 
pois impedem a coagulação e mantêm a viabilidade das 
células do sangue durante o armazenamento. A depender 
da composição das soluções anticoagulantes-
preservadoras, a data de validade para a preservação do 
sangue total e concentrados de hemácias pode variar. O 
sangue total coletado em solução CPDA-1 (ácido cítrico, 
citrato de sódio, fosfato de sódio, dextrose e adenina) tem 
validade de 35 dias a partir da coleta e de 21 dias quando 
coletado em ACD (ácido cítrico, citrato de sódio, dextrose), 
CPD (ácido cítrico, citrato de sódio, fosfato de sódio, 
dextrose) e CP2D (citrato, fosfato e dextrose-dextrose). 
As soluções aditivas são utilizadas para aumentar a 
sobrevida e a possibilidade de armazenamento das 
hemácias por até 42 dias em 4 ± 2° C. Um exemplo de 
solução aditiva é o SAG-M composto por soro fisiológico, 
adenina, glicose e manitol. 
 
Uma bolsa de sangue total é coletada de um único doador e 
podemos fracionar em hemocomponentes (concentrado de 
hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco, plasma 
simples, concentrado de granulócitos e crioprecipitado) e 
hemoderivados (albumina humana, imunoglobulinas, fator 
VIII, fator IX) derivados do plasma. 
Em cada doação, são coletados 450ml (+-50) de sangue 
total. 
 
ATENÇÃO AOS CONCEITOS 
Hemocomponentes: São obtidos a partir do Sangue Total 
por meio de processos físicos (centrifugação e 
congelamento) na própria Unidade Hemoterápica. 
Hemoderivados: São obtidos a partir do Plasma por 
processos físico-químicos e produzidos em escala industrial. 
Transfusão: É a infusão de sangue, hemocomponentes 
e/ou hemoderivados, na circulação sanguínea. É um evento 
irreversível que produz riscos e benefícios ao receptor. 
 
 
SANGUE TOTAL 
Consiste em eritrócitos, plasma, proteínas plasmáticas e, 
aproximadamente, 60 ml de solução 
anticoagulante/conservante em um volume total de cerca de 
500ml. 
INDICAÇÕES: incluem perda de sangue aguda maciça, 
superior a 1.000ml, exigindo as propriedades de transporte 
de oxigênio dos eritrócitos e a expansão de volume 
proporcionada pelo plasma. Em geral, a perda aguda de até 
mesmo um terço do volume sanguíneo total do paciente 
(1.000 a 1.200ml) pode ser reposta com segurança e 
rapidez por meio de soluções salinas e coloidais. 
 
TIPOS DE HEMOCOMPONENTES 
 
Concentrado de hemácias 
O concentrado de hemácias (CH) é obtido por meio da 
centrifugação de uma bolsa de sangue total (ST) e da 
remoção da maior parte do plasma. O CH também pode ser 
obtido por aférese, coletado de doador único. Nesse caso, 
frequentemente o procedimento permite a obtenção de duas 
unidades em um único procedimento (coleta de hemácias 
duplas). Seu volume varia entre 220mL e 280mL. 
Assim como o ST, o concentrado de hemácias deve ser 
mantido entre 2°C e 6°C e sua validade varia entre 35 e 42 
dias, dependendo da solução conservadora. Os 
concentrados de hemácias sem solução aditiva devem ter 
hematócrito entre 65% e 80%. No caso de bolsas com 
solução aditiva, o hematócrito pode variar de 50% a 70%. 
Os CH podem ser desleucocitados com a utilização de filtros 
para leucócitos ou desplamatizados pela técnica de lavagem 
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com solução salina fisiológica preferencialmente em sistema 
fechado. 
 
Indicações 
A transfusão de concentrado de hemácias (CH) deve ser 
realizada para tratar, ou prevenir iminente e inadequada 
liberação de oxigênio (O2) aos tecidos, ou seja, em casos de 
anemia, porém nem todo estado de anemia exige a 
transfusão de concentrado hemácias. Em situações de 
anemia, o organismo lança mão de mecanismos 
compensatórios, tais como a elevação do débito cardíaco e 
a diminuição da afinidade da hemoglobina (Hb) pelo O2, o 
que muitas vezes consegue reduzir o nível de hipóxia 
tecidual. 
A fisiologia do sangramento e a resposta à hemorragia são 
situações bem conhecidas. O volume sanguíneo normal 
corresponde a aproximadamente 8% do peso corpóreo (4,8 
L em indivíduo adulto com 60 kg). As perdas sanguíneas 
podem ser classificadas em: 
• Hemorragia classe I - perda de até 15% do volume 
sanguíneo 
• Hemorragia classe II - perda sanguínea de 15% a 30% 
• Hemorragia classe III - perda de 30% a 40% 
• Hemorragia classe IV - perda maior que 40% 
 
Pacientes com hemorragia classe III e IV podem evoluir para 
óbito por falência múltipla de órgãos se não forem 
submetidos a esquemas de ressuscitação na primeira hora. 
A transfusão de CH está recomendada após perda volêmica 
superior a 25% a 30% da volemia total. 
 
O hematócrito (Ht) não é bom parâmetro para nortear a 
decisão de transfundir, uma vez que só começa a diminuir 
uma a duas horas após o início da hemorragia. Em 
hemorragias agudas o paciente deve ser imediatamente 
transfundido quando apresentar sinais e sintomas clínicos, 
como os a seguir: 
• Frequência cardíaca acima de 100 bpm a 120 bpm. 
• Hipotensão arterial. • Queda no débito urinário. 
• Frequência respiratória aumentada. 
• Enchimento capilar retardado (> 2 segundos). 
• Alteração no nível de consciência. 
 
Deve ser transfundida a quantidade de hemácias suficiente 
para a correção dos sinais/sintomas de hipóxia,ou para que 
a Hb atinja níveis aceitáveis. Em indivíduo adulto de estatura 
média, a transfusão de uma unidade de CH normalmente 
eleva o Ht em 3% e a Hb em 1 g/dL. Em pacientes 
pediátricos, o volume a ser transfundido para obtenção dos 
mesmos resultados deve ser de 10 a 15mL/kg. 
O tempo de infusão de cada unidade de CH deve ser de 
60min a 120 minutos (min) em pacientes adultos. Em 
pacientes pediátricos, não exceder a velocidade de infusão 
de 20-30mL/kg/hora. A avaliação da resposta terapêutica à 
transfusão de CH deve ser feita através de nova dosagem 
de Hb ou Ht 1-2 horas (h) após a transfusão, considerando 
também a resposta clínica. Em pacientes ambulatoriais, a 
avaliação la- boratorial pode ser feita 30min após o término 
da transfusão e possui resultados comparáveis. 
 
 
Critérios para transfusão de CH em adultos 
• Hb ≤ 5,0 g/dL deve-se transfundir independentemente de 
fatores de risco cardiovascular e/ou de sinais de hipóxia; 
• Hb > 6 e ≤ 8 deve-se transfundir apenas com a presença 
de fatores de risco cardiovascular e/ou de sinais de hipóxia; 
• Hb > 8 e ≤ 10 deve-se transfundir somente com a presença 
de sinais de hipóxia e ainda assim há baixo nível de 
evidência clínica; 
• Hb > 10 habitualmente não se deve transfundir. 
 
Contra-indicações para transfusão de CH 
A transfusão de concentrado de hemácias não deve ser 
considerada nas seguintes situações: 
• Para promover aumento da sensação de bem-estar. 
• Para promover a cicatrização de feridas. 
• Profilaticamente. 
• Para expansão do volume vascular, quando a capacidade 
de transporte de O2 estiver adequada. 
 
Transfusão de CH em hemorragias agudas e pacientes 
críticos 
Nas hemorragias agudas, a reposição inicial deve ser com 
cristalóide e/ou substitutos sintéticos do plasma. O uso de 
concentrado de hemácias fica reservado para perdas 
sanguíneas estimadas superiores a 30% da volemia 
(aproximadamente 1.500mL). Acredita- -se que ocorra 
oxigenação adequada na maioria dos indivíduos com 
concentração de hemoglobina baixa, até 6g/dL. A 
concentração de hemoglobina deve ser considerada 
associada a outros fatores como, por exemplo, a velocidade 
da perda, comorbidades, parâmetros hemodinâmicos e de 
perfusão sanguínea. 
 
Recomendações 
A transfusão em geral não está indicada quando 
Hemoglobina (Hb) >10g/dL, e está habitualmente quando Hb 
≤5g/dL. 
 
ATENÇÃO! 
- Portadores de doenças pulmonares obstrutivas crônicas: 
manter Hb acima de 10g/dL; 
- Pacientes com cardiopatias isquêmicas, se beneficiam com 
níveis de Hb acima de 9g/dL; 
- Pacientes acima de 65 anos de idade, sintomáticos, é 
aceitável transfundir com níveis de Hb. 
 
De maneira ideal, a decisão da realização da transfusão de 
CH deve ser baseada na constatação de fatores clínicos e 
laboratoriais, tais como: idade do paciente, velocidade de 
instalação da anemia, história natural da anemia, volume 
intravascular, uso de medicações e a presença de cofatores 
fisiológicos que afetam a função cardiopulmonar. 
O hematócrito ou a hemoglobina isoladamente não são bons 
parâmetros para nortear a decisão de transfundir, uma vez 
que só começa a diminuir uma a duas horas após o início da 
hemorragia. 
 
Concentrado de plaquetas 
O concentrado de plaquetas (CP) pode ser obtido a partir de 
unidade individual de sangue total ou por aférese, coletadas 
de doador único. Cada unidade de CP unitários contém 
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aproximadamente 5,5 x 1010 plaquetas em 50-60mL de 
plasma, já as unidades por aférese contém pelo menos 3,0 x 
1011 plaquetas em 200-300mL de plasma (correspondente 
de 6 a 8 unidades de CP unitários). 
Dois métodos diferentes são utilizados para a obtenção de 
plaquetas pela centrifugação de sangue total. O primeiro 
consiste na centrifugação do sangue em duas etapas. Na 
primeira etapa, é feita uma centrifugação leve, em que se 
obtém o plasma rico em plaquetas (PRP); este plasma é 
novamente centrifugado, desta vez em alta rotação, para a 
obtenção do CP. 
O segundo método baseia-se na extração do buffy coat, ou 
camada leucoplaquetária, geralmente com a utilização de 
extratores automati- zados de plasma e com o uso de bolsas 
top and bottom. O sangue total é submetido à centrifugação, 
visando à separação da camada leucoplaquetária. O plasma 
sobrenadante é transferido para uma bolsa-satélite, pela 
saída superior (top) da bolsa e o concentrado de hemácias é 
extraído pela saída inferior (bottom) da bolsa. A camada 
leucoplaquetária permanece na bolsa original. O buffy coat 
de cada bolsa pode ser agrupado com outros por meio de 
metodologia estéril, seguido de sedimentação ou 
centrifugação para a separação e transferência das 
plaquetas para uma bolsa-satélite, onde ficam armazenadas 
em pool. Este método possibilita a redução no teor de 
leucócitos contaminantes em aproximadamente 90% (1 log). 
 
Indicações 
Basicamente, as indicações de transfusão de CP estão 
associadas às plaquetopenias desencadeadas por falência 
medular, raramente indicamos a reposição em 
plaquetopenias por destruição periférica ou alterações 
congênitas de função plaquetária. 
 
Plasma 
O plasma fresco congelado (PFC) consiste na porção 
acelular do san- gue obtida por centrifugação a partir de uma 
unidade de sangue total e transferência em circuito fechado 
para uma bolsa satélite. Pode ser obtido também a partir do 
processamento em equipamentos automáticos de aférese. É 
constituído basicamente de água, proteínas (albumi- na, 
globulinas, fatores de coagulação e outras), carboidratos e 
lipídios. É completamente congelado até 8 horas após a 
coleta e mantido, no mínimo, a 18°C negativos, sendo, 
porém, recomendada a temperatura igual ou inferior a 25°C 
negativos. Sua validade se armazenado entre 25°C 
negativos e 18°C negativos é de 12 meses. Se mantido 
congelado a temperaturas inferiores a 25°C negativos sua 
validade é de 24 meses. O congelamento permite a 
preservação dos fatores da coagulação, fi- brinólise e 
complemento, além de albumina, imunoglobulinas, outras 
proteínas e sais minerais, e mantém constantes suas 
propriedades. O componente assim obtido contém ≥ 70UI de 
Fator VIII/100mL e, pelo menos, quantidades semelhantes 
dos outros fatores lábeis e inibidores naturais da 
coagulação. 
O plasma isento de crioprecipitado (PIC) é aquele do qual foi 
retirado, em sistema fechado, o crioprecipitado. Deve ser 
armazenado à tem- peratura de, no mínimo, 18°C negativos, 
sendo, porém, recomendada temperatura igual ou inferior a 
25°C negativos. Sua validade é a mesma do PFC e seu 
volume aproximado de 150mL a 200mL. É depletado de 
FVIII, fibrinogênio e multímeros de alto peso molecular de 
Fator de von Willebrand, embora contenha a 
metaloproteinase responsável por sua metabolização. 
O plasma fresco congelado de 24 horas (PFC24) é o 
hemocomponente separado do sangue total por 
centrifugação entre 8 e 24 horas após a coleta e congelado 
completamente, no máximo em uma hora, atingindo 
temperaturas iguais ou inferiores a 30°C negativos. Deve ser 
arma- zenado à temperatura de, no mínimo, 18°C negativos, 
sendo, porém, recomendada temperatura igual ou inferior a 
25°C negativos. Sua validade é a mesma do PFC e seu 
volume aproximado de 200 a 250mL. Apresenta uma 
redução variável de alguns fatores da coagulação em 
relação ao PFC, principalmente fatores V e VIII, porém esta 
redução não tem significado clínico, portanto possui as 
mesmas indicações que o PFC. 
A unidade de plasma deve apresentar volume superior a 180 
mL, quando utilizado para fins transfusionais, além de não 
conter anticorpos eritrocitários irregulares de importância 
clínica. 
 
Indicações

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