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Aula 09
Criminologia p/ Carreira Jurídica 2021
(Curso Regular)-Profs. Paulo Bilynskyj e
Beatriz Pestilli
Autores:
Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo
Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
Aula 09
5 de Abril de 2021
35881692373 - Batista Lima Souza
 
 
 
Sumário 
1 – Noções introdutórias .................................................................................................................................... 3 
2 – Terminologias, Classificações e Considerações especiais ............................................................................ 3 
2.1 - Tese do Volume Constante ..................................................................................................................... 3 
2.2 – Direito Penal Subterrâneo ..................................................................................................................... 4 
2.3 – Teoria dos Substitutivos Penais de Ferri ................................................................................................ 5 
2.4 – Lei térmica da criminalidade ................................................................................................................. 5 
2.5 – Leis de imitação ..................................................................................................................................... 5 
2.6 – Penologia ............................................................................................................................................... 6 
2.7 – Genética Criminal .................................................................................................................................. 6 
2.8 – Experimento de Milgram ....................................................................................................................... 6 
2.9 – Criminologia Verde ................................................................................................................................ 8 
2.10 – Criminologia Clínica ............................................................................................................................. 9 
2.11 – Vitriolagem .......................................................................................................................................... 9 
2.12 – Tipologia de Sheldon ......................................................................................................................... 10 
2.13 – Teste de Rorschach ............................................................................................................................ 10 
2.14 – Abulomania ....................................................................................................................................... 11 
2.15 - Teoria de Maslow ............................................................................................................................... 11 
2.16 – Síndrome de Peter Pan ...................................................................................................................... 11 
2.17 – Síndrome de Alice no País das Maravilhas ........................................................................................ 12 
2.18 – Psicopatia .......................................................................................................................................... 12 
2.19 – Complexo de Édipo ............................................................................................................................ 13 
2.20 – Complexo de Electra .......................................................................................................................... 13 
Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
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2 
 
2.21 – Ludopatia ........................................................................................................................................... 13 
2.22 – Oneomania ........................................................................................................................................ 14 
2.23 – Stalking .............................................................................................................................................. 14 
2.24 – Efeito Lúcifer ...................................................................................................................................... 15 
2.25 – Teoria de Cohen ................................................................................................................................. 15 
2.26 – Hot Spots ........................................................................................................................................... 16 
2.27 – Slums ................................................................................................................................................. 16 
2.28 - Three Strikes and you´re out .............................................................................................................. 16 
2.29 – Ticking Time Bomb Scenario.............................................................................................................. 17 
2.30 – Cifras Cinzas ...................................................................................................................................... 18 
2.31 – Cifras Amarelas ................................................................................................................................. 18 
2.32 – Síndrome de Estocolmo ..................................................................................................................... 18 
2.33 – Síndrome de Londres ......................................................................................................................... 19 
2.34 – Síndrome de Lima .............................................................................................................................. 19 
2.35 – Síndrome de Oslo ............................................................................................................................... 20 
Destaques a Legislações e Jurisprudência ....................................................................................................... 20 
Resumo ............................................................................................................................................................. 21 
Considerações finais ......................................................................................................................................... 27 
Questões comentadas...................................................................................................................................... 28 
Lista de questões .............................................................................................................................................. 90 
Gabarito ..................................................................................................................................................... 120 
 
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TERMINOLOGIAS CRIMINOLÓGICAS E OUTRAS 
CLASSIFICAÇÕES ESPECIAIS 
1 – NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
Guerreiros, 
Esta aula é uma aula extremamente conceitual e tem como finalidade deixar nosso curso de Criminologia 
completo, de forma a acrescentar as mais variadas terminologias que são sempre cobradas em provas de 
concursos públicos jurídicos. 
Por esse motivo, correlacionamos várias expressões ligadas ao ramo da criminologia. 
Para subsidiar a elaboração deste capítulo extremamentepertinente aos temas de concursos públicos, 
utilizamos, em especial, a seguinte bibliografia: Christiano Gonzaga (Manual de Criminologia 2018. p. 142 - 
149). 
Aos estudos. 
 
2 – TERMINOLOGIAS, CLASSIFICAÇÕES E CONSIDERAÇÕES 
ESPECIAIS 
2.1 - TESE DO VOLUME CONSTANTE 
Trata-se da tese desenvolvida por Guerry e Quetelet, na qual se admite um certo número 
de crimes na sociedade, desde que haja um controle por parte dos órgãos de Segurança Pública de forma a 
impedir o seu crescimento desenfreado. Em outras palavras, admite-se que o crime é algo natural em 
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qualquer sociedade, mas a sua prática deve ser em número aceitável, em que o convívio social não seja 
afetado de forma sobremaneira1. 
 
2.2 – DIREITO PENAL SUBTERRÂNEO 
Consiste na prática de condutas ilícitas por meio dos personagens do controle social formal (Delegados, 
membros do Ministério Público e Juízes) na investigação das infrações penais. 
O nome subterrâneo remonta ao termo “às escuras” ou aquilo que está encobertado, como se fosse algo 
sujo (esgoto), de tal forma que os integrantes da persecução penal usam de técnicas pouco convencionais 
para descobrir provas de crimes. São os casos de tortura para que o agente confesse onde está a droga ou, 
em nível da criminalidade moderna do colarinho-branco, quando são feitas interceptações telefônicas sem 
autorização judicial ou de pessoas que possuem foro por prerrogativa de função.2 
Além disso, tem-se os casos de condenações perpetradas por Juízes com base 
unicamente em palavra de delator, no seio de alguma delação premiada, em total 
contradição ao que prega a Lei n. 12.850/2013, art. 4 parágrafo 16, vejamos: 
 
 
Seção I 
Da Colaboração Premiada 
Art. 4o - O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 
(dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha 
colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde que 
dessa colaboração advenha um ou mais dos seguintes resultados: 
[...] 
§ 16. Nenhuma das seguintes medidas será decretada ou proferida com fundamento apenas nas 
declarações do colaborador: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
1 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 142. 
2 Op. Cit. 
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I - medidas cautelares reais ou pessoais; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
II - recebimento de denúncia ou queixa-crime; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
III - sentença condenatória. 
 
2.3 – TEORIA DOS SUBSTITUTIVOS PENAIS DE FERRI 
Trata-se, na verdade, de uma técnica de prevenção primária dos crimes, de forma a implementar Políticas 
Públicas na sociedade como forma de frear o cometimento de delitos menores, como furtos, danos e 
consumo pessoal de drogas. Ferri propõe que para os delinquentes inofensivos são suficientes medidas de 
caráter pedagógico, como matricular de forma obrigatória em escolas, prestar serviços em igrejas e assistir 
palestras sobre os efeitos das drogas.3 
 
2.4 – LEI TÉRMICA DA CRIMINALIDADE 
Foi criada pelo matemático Adolphe Quetelet e estuda a influência das estações do ano (verão, primavera, 
outono e inverno) no cometimento de crimes. Por meio de pesquisas estatísticas, constatou-se que os mais 
variados crimes estavam relacionados a certas estações climáticas. Por exemplo, no verão, aumentam-se 
os índices de criminalidade dos crimes contra a pessoa; no inverno, são praticados crimes contra o 
patrimônio; na primavera, destacam-se os crimes contra a dignidade sexual. 
 
2.5 – LEIS DE IMITAÇÃO 
O estudioso Jean-Gabriel Tarde constatou que os criminosos cometiam delitos com base no 
comportamento imitativo, de forma que o crime surge porque os integrantes da sociedade interagem 
entre si e copiam a conduta alheia. 
Tem fundamento no Determinismo Social, no qual o meio determina o homem, notadamente quando o 
semelhante consegue obter metas sociais difíceis por meio do ganho fácil (práticas criminosas), ocorre uma 
 
 
3 Op. Cit. 
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imitação por parte dos demais cidadãos. No Brasil, os crimes de colarinho-branco são praticados e 
dificilmente punidos, mas as metas culturais como casas luxuosas, carros caros e outros bens de maior 
valor são alcançados, o que faz com que outras pessoas pratiquem esse tipo de crime imitando aqueles que 
praticaram e ficaram impunes.4 
 
2.6 – PENOLOGIA 
É a ciência que estuda o sistema penitenciário, de forma a dar melhor condição de cumprimento da sanção 
criminal no ambiente carcerário. Foi idealizado por John Howard, com o livro O estado das prisões, em que 
se defendia um local mais humano na execução penal, uma vez que este já é por natureza um local de 
difícil convivência5. 
 
2.7 – GENÉTICA CRIMINAL 
Consiste no estudo de fatores hereditários para o surgimento do crime. Foi comprovado cientificamente 
por Mendel que a transmissão hereditária de genes influencia na propensão ao crime, de tal forma que 
fatores biológicos, morfológicos e psicológicos são determinantes na prática de crimes. Além das 
características físicas, herdam-se também características morais, o que pode levar à probabilidade de 
praticar crimes por parte dos filhos6. 
 
2.8 – EXPERIMENTO DE MILGRAM 
Stanley Milgram fez um experimento que demonstra a influência no comportamento humano perpetrado 
por uma autoridade em relação à outra subalterna, de forma que, quando uma ordem é dada, a outra 
pessoa tende a obedecer, pelo simples fato de ser alguém superior ou com suposta experiência ou 
expertise. Pelo experimento, um Professor, um voluntário e um pesquisado interagiam por meio de uma 
 
 
4 Op. Cit. 
5 Op. Cit. p. 142 
6 Op. Cit. 
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falsa máquina de choques: ficavam numa sala o Professor e o voluntário; em outra sala, o suposto 
pesquisado, que teria de responder a algumas perguntas7. 
A cada erro era dado um choque nele, aumentando-se a intensidade dos choques após sucessivos erros, 
até que se chegasse na voltagem mais elevada e ocorria a falsa morte. Tudo era um teatro feito apenas 
para testar o poder de convencimento do Professor/Autoridade em relação ao voluntário, que era 
instruído a dar os choques após cada erro do aluno/pesquisado. 
O interessante é que a maioria das pessoas que participaram do experimento, após dar o primeiro choque 
e ver que o pesquisado sofria com isso, não parava de continuar a acionar o botão de choque, pelo simples 
fato de que o Professor ficava ordenando para continuar. Os estímulos eram dados em quatro níveis, a 
saber: 
 Estímulo 1: Por favor, continue. 
 Estímulo 2: O experimento requer que você continue. 
 Estímulo 3: É absolutamente essencial que você continue. 
 Estímulo 4: Você não tem outra escolhaa não ser continuar. 
Caso o voluntário não obedecesse ao estímulo 1, passava-se ao 2, e assim sucessivamente. Constatou-se 
que a maioria chegava a infligir o choque mais severo e letal apenas porque era ordenada por um Professor 
a continuar, ainda que estivesse sentindo piedade, o que demonstrou a influência e o poder que 
autoridades possuem em ordenar condutas até mesmo criminosas8. 
Tal experimento pode ser utilizado para estudar as atrocidades cometidas pelo Nazismo a mando de uma 
autoridade. 
 
 
 
7 Op. Cit. 
8 Op. Cit. 
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2.9 – CRIMINOLOGIA VERDE 
É o estudo acerca da responsabilidade penal de pessoas jurídicas por crimes contra o 
meio ambiente, analisando-se a melhor forma de proteger a biodiversidade. 
Por essa expressão, compreende-se que as sociedades empresárias são as grandes violadoras do bem 
jurídico de conotação difusa chamado meio ambiente, e elas mascaram as práticas delitivas por meio de 
campanhas publicitárias que aparentemente conferem um ar de respeito à biodiversidade. Aliado a esse 
tema, também há a expressão greenwashing, em que as atividades praticadas por empresas que exploram 
o meio ambiente valem-se também da lavagem de capitais, em virtude do lucro obtido pela atividade 
milionária que degrada a biodiversidade ou seja, seria a lavagem de dinheiro praticada por empresas 
exploradoras do meio ambiente, mas por meio de suas próprias atividades9. 
Veja o Tema em provas: 
São propostas da Escola de Chicago (“ecologia criminal”) para o controle da criminalidade: 
a. política de tolerância zero; criação de programas comunitários com intensificação das atividades 
recreativas; aumento das áreas verdes. 
b. prevalência do controle social formal sobre o informal; criação de comitês de apoios de pais e 
mães para a educação das crianças; melhoria das condições das residências e conservação física dos 
prédios. 
c. aumento das penas para o cometimento de delitos simples; criação de zonas de exclusão para 
isolamento das áreas mais perigosas; disseminação de atividades recreativas como escotismo e 
viagens culturais. 
d. mudança efetiva nas condições econômicas e sociais das crianças; reconstrução da “solidariedade 
social” por meio do fortalecimento das forças construtivas da sociedade (igrejas, escolas, associações 
de bairros); apoio estatal para redução e diminuição da pobreza e desemprego. 
 
 
9 Op. Cit. 
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e. controle individualizado, ou seja, controle específico e rígido sobre cada indivíduo; políticas 
uniformes em toda a cidade, diante do fracasso das estratégias “por vizinhança”; implantação de 
escolas e postos de saúde. 
Gabarito: D 
 
2.10 – CRIMINOLOGIA CLÍNICA 
É a ciência que se vale dos conceitos, princípios e métodos de investigação médico-psicológicos, ocupando-
se do indivíduo condenado, para nele investigar a dinâmica de sua conduta criminosa. Inicialmente, será 
feito um diagnóstico da personalidade, passando-se na sequência para as perspectivas futuras de voltar ou 
não a delinquir, o que se chama de prognóstico. Após, com o diagnóstico e prognóstico em mãos, irá 
propor estratégias de intervenção, com vistas à superação ou contenção de uma possível tendência 
criminal e a evitar a reincidência, o que se chama de tratamento. 
A conduta criminosa tende a ser compreendida como conduta anormal, desviada, como possível expressão 
de uma anomalia física ou psíquica, tendo importância a análise de sua eventual periculosidade. No Brasil, 
essa Criminologia é feita na execução penal por meio do exame criminológico10. 
 
2.11 – VITRIOLAGEM 
É a ação de lançar ácido sulfúrico na face de alguém com o fim de desfigurar o seu rosto, ocasionando-lhe 
lesões permanentes. Trata-se, pelo Direito Penal brasileiro, do crime de lesão corporal gravíssima, na forma 
do art. 129, parágrafo 2º, IV, CP, in verbis: 
Lesão corporal 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 
[...] 
§ 2° Se resulta: 
[...] 
 
 
10 Op. Cit. p. 143 
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IV - deformidade permanente; 
 
2.12 – TIPOLOGIA DE SHELDON 
Consiste na classificação de criminosos por meio da análise de traços físicos, intelectuais e emocionais. A 
classificação de Sheldon foi dividida em três marcantes: 
 Endomorfo, 
 Mesomorfo e; 
 Ectomorfo. 
O endomorfo constitui o indivíduo de estrutura corporal adiposa ou gorda. É alguém alegre, brincalhão e 
sociável. Não é propenso ao crime. 
O mesomorfo é o indivíduo com estrutura óssea e muscular, sendo ágil, enérgico e esbelto. Propenso a 
crimes violentos. 
Por fim, o ectomorfo é o indivíduo pacato, introvertido e calculista, em que predomina a função cerebral. 
Destaca-se pelo cometimento de crimes de corrupção. 
 
2.13 – TESTE DE RORSCHACH 
Também chamado de “Teste do Borrão de Tinta”, consiste em apresentar para o examinando dez pranchas 
com manchas de tinta simétrica; as respostas dadas para formatar o comportamento psicológico do 
indivíduo, de forma a aquilatar a sua personalidade com base na afetividade, no humor, na inteligência e 
nos traços neuróticos11. 
 
 
 
11 Op. Cit. 
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11 
 
2.14 – ABULOMANIA 
Distúrbio psicológico decorrente da abulia, em que o indivíduo não possui vontade própria e sempre faz 
aquilo que outro determina em razão da incapacidade de tomar decisões. 
Trata-se de um comportamento altamente influenciável e com pouca ou nenhuma vontade própria; e tal 
tipo de pessoa comete crime por interferência alheia, por exemplo, partícipes e coautores. 
 
2.15 - TEORIA DE MASLOW 
Tal teoria preleciona que as necessidades dos seres humanos obedecem a certa hierarquia, de forma que 
quando se alcança um nível quer se subir ao próximo, ou seja, quando o agente realiza uma meta cultural 
ele passa a ter outra mais elevada, e assim sucessivamente. Trazendo esse comparativo para o surgimento 
do crime, quando a pessoa começa a ter metas culturais elevadas e não dispõe de meios para alcançá-las, 
ela escolhe caminhos mais curtos (prática de crimes) para chegar ao nível mais elevado. Há, assim, uma 
escala de valores a ser transposta até chegar-se ao próximo; sendo os seres humanos insatisfeitos com 
determinado nível em que se encontram, a necessidade de transposição pode levar ao cometimento de 
crimes12. 
 
2.16 – SÍNDROME DE PETER PAN 
Também conhecido como espírito de rebeldia, trata-se de um desvio de comportamento 
em relação às normas penais, de forma que o indivíduo é biologicamente desenvolvido, 
mas seu campo psicológico é deficiente. 
São pessoas imaturas e que não conseguem respeitar as normas sociais por motivo de 
rebeldia, agindo como se fossem crianças ou adolescentes que nunca crescem, daí 
surgindo o nome “Peter Pan” em alusão à história do menino que nunca crescia e vivia na 
“Terra do Nunca”. Os crimes praticadospor esses indivíduos são pichações, danos a patrimônio, uso de 
drogas, lesões corporais em boates e corrida (“racha”) automobilística nas ruas da cidade. 
 
 
 
12 Op. Cit. 
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2.17 – SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS 
Também conhecida como “Direito Penal da Fantasia”, tal síndrome relaciona-se com aquelas pessoas que 
não aceitam um Direito Penal mais enérgico e que combata de forma mais contundente a criminalidade 
moderna. São pessoas que vivem no mundo da fantasia e que acham que não existem organizações 
criminosas, pessoas más, agentes profissionais voltados para o crime e outros tipos de criminosos 
extremamente perigosos, como os terroristas13. 
Para Christiano Gonzaga14, assim como no conto infantil Alice no País das Maravilhas pessoas acometidas 
por tal síndrome pregam que tudo que é feito pelo Direito Penal e pelo Direito 
Processual Penal para punir alguém é desproporcional e fere garantias e 
interesse individuais previstos na Constituição Federal, como se nada do que se 
vê na televisão diariamente fosse verdade e não passasse de uma fantasia dos 
operadores da persecução criminal (Ministério Público e Polícia). 
 
2.18 – PSICOPATIA 
Deve ser ressaltado que não se trata de uma doença, ou seja, não gera a imputação de uma medida de 
segurança. Constitui um transtorno da personalidade caracterizado pelo comportamento impulsivo do 
indivíduo afetado, sendo assim ele não respeita as normas sociais e é indiferente aos direitos e aos 
sentimentos alheios. O chamado psicopata é alguém que possui má índole e que não consegue conviver 
harmoniosamente em sociedade. É considerada uma “doença da alma”, e o psicopata é irrecuperável, pois 
a prática reiterada de crimes é comum nesse tipo de pessoa, uma vez que ele não sente remorso e após 
cada crime tem uma espécie de renovação enérgica para novos delitos15. 
Guerreiros, destaco que o psicopata é dotado de um comportamento antissocial que possui as seguintes 
caraterísticas: egoísmo, manipulação inata, narcisismo, egocentrismo, inteligência, loquacidade, ausência 
de sentimento de culpa, pobreza afetiva, falta de ética, promiscuidade sexual, persuasão e não 
aprendizado com a experiência. 
 
 
 
13 Op. Cit. p. 145 
14 Op. Cit. 
15 Op. Cit. 
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13 
 
2.19 – COMPLEXO DE ÉDIPO 
Trata-se da obsessão do filho em relação à mãe como uma forma de paixão cega por aquela pessoa que o 
gerou. O filho que possui tal complexo é tão apaixonado pela mãe que chega a sentir ciúmes de qualquer 
pessoa do sexo masculino que se relaciona com ela, até mesmo o próprio pai16. 
 
2.20 – COMPLEXO DE ELECTRA 
Ao contrário do complexo de Édipo, neste é a filha que se apaixona pelo pai e passa a nutrir ódio pela mãe, 
pois esta divide a atenção do pai com ela. Trata-se de uma paixão gigantesca pela figura paterna em que a 
filha quer exclusividade e não aceita compartilhá-lo com ninguém, podendo ocorrer a figura do matricídio 
quando a filha assassina a mãe para ter ela o próprio pai17. 
 
2.21 – LUDOPATIA 
Trata-se da doença do jogo. 
O chamado ludopata é alguém que não consegue ficar longe da jogatina, ainda que isso cause o seu 
prejuízo financeiro, falência nas relações familiares e distanciamento de todas as pessoas do seu convívio 
social. O agente faz de tudo para estar numa mesa de jogo, passando a reviver as jogadas passadas, o que 
poderia ter feito, o que deve fazer nas próximas vezes que for jogar, ou seja, passa a viver em função do 
jogo18. 
O Professor Christiano Gonzaga nos explica que19: 
 
 
16 Op. Cit. 
17 Op. Cit. 
18 Op. Cit. p. 146 
19 Op. Cit. 
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É comum que o detentor desse transtorno passe a buscar auxílio financeiro com seus familiares para continuar 
satisfazendo o seu vício, ainda que isso leve à sua ruína. 
Quando ele não consegue mais ter apoio financeiro, passa a praticar crimes com o intuito de obter dinheiro e 
poder estar de novo numa mesa de jogo, que é aquilo que lhe causa excitação e prazer. 
Na ludopatia, o agente não tem como prioridade obter ganhos financeiros, mas sim estar diuturnamente 
jogando e satisfazendo a sua vontade de jogar. 
 
2.22 – ONEOMANIA 
Caracteriza-se pela compulsão no consumo de bens materiais. Trata-se de uma doença obsessivo-
compulsiva em que a pessoa somente se sente aliviada quando compra algo, caso contrário, ela fica 
tomada por sentimento de frustração, vazio e depressão. O prazer e a saciedade somente são satisfeitos 
quando é realizado o ato de comprar; e, após obter o bem desejado, cria-se um novo sentimento 
angustiante que apenas será eliminado quando houver o consumo. O consumismo está para o 
oneomaníaco assim como o alcoolismo está para o alcoólatra20. 
 
2.23 – STALKING 
 Trata-se de algo muito comum nos dias de hoje, em que cada vez mais as pessoas filiam-se a redes sociais 
e o acesso à sua vida privada torna-se cada vez mais fácil. 
Ou aquela pessoa que age com violência moral e invade a privacidade alheia, por meio de mensagens 
amorosas por telefone (SMS, whatsapp etc.), e-mail, postagens em redes sociais, envio de presentes não 
desejados, frequência dos mesmos lugares que a vítima vai, tudo de forma incessante e repetitiva, 
causando-lhe constrangimento. Outra tática do stalker é criar certos boatos acerca da vida pessoal da 
vítima no meio social que ela vive, como exemplo de que ela é devedora, viciada em jogos, com passado 
criminoso, tudo isso com a finalidade de ganhar controle psicológico sobre ela, ao ponto de a vítima ceder 
às investidas com medo da divulgação das informações, ainda que falsas. É Muito comum a vítima ser do 
sexo feminino, pois a mulher se preocupa mais com sua imagem no meio em que vive do que o homem. No 
 
 
20 Op. Cit. 
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Direito Penal, tal conduta pode ser enquadrada na contravenção penal prevista no art. 65, Decreto-Lei n. 
3688/41, consubstanciada na perturbação da tranquilidade21, in verbis: 
 Art. 65. Molestar alguém ou perturbar lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável: 
Pena – prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
2.24 – EFEITO LÚCIFER 
Trata-se de um sentimento que acomete indivíduos em momentos de estresse psicológico ou físico 
causado por certas situações sociais extremas, a ponto de aflorar um instinto de sadismo e crueldade por 
meio de atos atrozes, podendo gerar lesões corporais e até mesmo homicídios22. 
É um sentimento de rompante que a pessoa submetida a estresse máximo pode ter e desencadear atos de 
maldade extrema. 
 
2.25 – TEORIA DE COHEN 
Albert Cohen foi o autor da famosa obra Delinquent boys, em que estudou a figura da subcultura 
delinquente, já citada alhures, quando pessoas que foram excluídas socialmente se reúnem e formamuma 
associação diferencial, instituindo-se modos de pensar próprios e que usam da violência contra o sistema 
para serem respeitados. Muito comum ocorrer esse tipo de associação em classes mais pobres da 
sociedade, em que a taxa de analfabetismo é elevada, há falta de oportunidades e pouca ou nenhuma 
renda por parte dos integrantes daquele seio social, o que ocasiona inevitavelmente a prática de crimes23. 
 
 
 
21 Op. Cit. 
22 Op. Cit. 
23 Op. Cit. 
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2.26 – HOT SPOTS 
No jargão popular, seriam as chamadas zonas quentes de criminalidade ou áreas de concentração da 
delinquência. No Brasil, podem ser citados: a cracolândia em São Paulo, as feiras clandestinas em que se 
vendem produtos de crimes (roubos e furtos, por exemplo) e as inúmeras bocas de fumo que 
comercializam drogas nas mais variadas comunidades carentes. 
 
 
2.27 – SLUMS 
A palavra de origem inglesa significa bairro pobre, onde há grande concentração de pessoas. No Brasil, 
seriam as comunidades carentes vulgarmente chamadas de favelas, em que há uma clara desorganização 
social e que ficam localizadas na periferia das cidades24. 
 
 
2.28 - THREE STRIKES AND YOU´RE OUT 
Traduzindo para o português, a expressão significaria “Três chances e você está fora”. Com nítida 
influência da chamada Escola de Chicago, a chamada teoria do “three strikes and you are out” se vale da 
expressão vinculada ao beisebol, esporte popular nos Estados Unidos. É que nesse esporte, quando um 
jogador comete sua terceira falha dentro do mesmo jogo, ele é eliminado25. 
Para Christiano Gonzaga: 
Essa lógica, de acordo com a doutrina criminalista ora analisada, deve ser trazida para o direito penal visando 
à efetiva prevenção à prática do crime. Sob essa ótica, todo agente mereceria três chances antes de ser punido 
 
 
24 Op. Cit. p. 146 
25 Op. Cit. 
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de forma mais severa por uma infração penal que tenha praticado. Caso ele fizesse as três faltas consecutivas, 
o que equivaleria a três condutas criminosas, não haveria nenhum benefício em sua execução penal26. 
Não se está aqui defendendo a impunidade nas primeiras duas faltas, mas apenas que elas não seriam 
severamente punidas, sendo permitidos os tradicionais benefícios penais (sursis, livramento condicional, 
penas restritivas de direitos, transação penal, suspensão condicional do processo). Somente com a terceira 
falta/infração penal é que cessariam quaisquer benefícios penais. No Brasil, em razão das já altas penas 
existentes nos preceitos secundários dos nossos tipos penais, os defensores da referida teoria se voltam 
sobretudo aos menores infratores, atualmente regidos sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Com base no referido discurso, entendem que se crianças e adolescentes viessem a praticar “faltas penais” 
(strikes) por mais de duas vezes demonstrariam uma personalidade tipicamente voltada para o proibido 
em lei, razão pela qual deveriam ser punidos como tal. Em suma, defendem, nesse caso, a aplicação de 
pena (distinta das medidas socioeducativas) sem a submissão ao Estatuto da Criança e do Adolescente para 
os menores infratores que falhassem por três vezes seguidas em descumprir as normas legais, 
equiparando-os aos adultos. 
 
 
2.29 – TICKING TIME BOMB SCENARIO 
A teoria do cenário da bomba-relógio: os fundamentos de tal teoria podem ser resgatados do pensamento 
utilitarista de Jeremy Bentham, em que se relativizam vários princípios em prol de algo mais útil para a 
sociedade, em que pese o aspecto moral seja desconsiderado. Trata-se de um exemplo de laboratório, em 
que se supõe que um terrorista esteja nas mãos das autoridades e ele sabe onde está uma bomba que está 
prestes a ser ativada e matar milhares de pessoas. A indagação é se a tortura é cabível diante desse 
cenário, tendo em vista que o seu uso vai permitir a manutenção da vida de várias pessoas. Pelo que se 
percebe, é uma relativização da proibição da tortura, com base no princípio da proporcionalidade de que é 
melhor prejudicar uma pessoa em benefício de uma coletividade. 
Alguns países, como os Estados Unidos da América, permitem esse tipo de instrumento para impedir que 
terroristas façam ataques em massa, como o que ocorrera no fatídico “11 de Setembro”. Muitos terroristas 
capturados possuem informações relevantes acerca de ataques futuros e esconderijos de outros 
terroristas, daí a utilização desse método em bases americanas como a de Guantánamo. Em clara 
 
 
26 Op. Cit. 
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sinalização ao seu possível uso, a Suprema Corte norte-americana já entendeu ser necessário esse meio 
nada ortodoxo para salvaguardar milhares de americanos27. 
 
2.30 – CIFRAS CINZAS 
Entende-se por essa expressão as infrações penais que ocorrem, mas são solucionadas no âmbito da 
própria Delegacia de Polícia, por meio de não oferecimento de representação, desistência da vítima de 
continuar o procedimento e ausência de testemunhas que queiram falar sobre os fatos, ou seja, quando 
ocorre alguma solução extraprocessual que impede a continuidade do feito28. 
Assim, são as infrações penais que caem no vazio e no esquecimento, como se fossem cinzas ao vento. 
 
2.31 – CIFRAS AMARELAS 
Podem ser conceituadas como as infrações penais praticadas por autoridades policiais contra os cidadãos e 
que não são devidamente noticiadas para os órgãos competentes, como Corregedorias, Ouvidorias e 
Ministério Público (controle externo) em razão do temor de represálias. É comum as pessoas sentirem 
medo de ir até os órgãos citados para falar que foi vítima e não receber a devida atenção por motivos 
corporativos. Em virtude disso, surgem as cifras amarelas, que são os fatos criminosos não relatados 
quando feitos por autoridades policiais29. 
 
2.32 – SÍNDROME DE ESTOCOLMO 
Trata-se de uma síndrome em que a vítima passa a nutrir certa afeição pelo sequestrador por motivo de 
sobrevivência. Em razão de estar cerceada na sua liberdade e de apenas ter o convívio do sequestrador, a 
 
 
27 Op. Cit. 
28 Op. Cit. p. 148 
29 Op. Cit. 
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vítima somente tem uma saída que é relacionar-se de forma afetuosa com ele, tentando dessa forma obter 
a sua compaixão. 
 
2.33 – SÍNDROME DE LONDRES 
Ao contrário da síndrome tratada anteriormente, na chamada síndrome de Londres a vítima passa a nutrir 
certo ódio pelos seus algozes, gerando uma antipatia e, consequentemente, até mesmo a sua morte30. 
A denominação “Síndrome de Londres” surgiu após o evento ocorrido na Embaixada Iraniana, localizada na 
cidade de Londres, onde seis terroristas árabes iranianos tomaram como reféns dezesseis diplomatas e 
funcionários iranianos, três cidadãos britânicos e um libanês, durante o período de 30 de abril a 5 de maio 
de 1980. No grupo de reféns, haviaum funcionário iraniano chamado Abbas Lavasani, que discutia, com 
frequência, com os terroristas dizendo que jamais se dedicaria ao Aiatolá e que seu compromisso era com 
a justiça da revolução islâmica. O clima entre Lavasani e os terroristas era o pior possível até que, em 
determinado momento do sequestro, quando decidiram que um dos reféns deveria ser morto para que 
acreditassem nas suas ameaças, os sequestradores escolheram Lavasini e o executaram. 
 
2.34 – SÍNDROME DE LIMA 
Ao contrário da síndrome de Estocolmo, os reféns tornam-se simpáticos aos olhos de seus raptores, que 
acabam por sucumbir aos seus desejos e necessidades. É possível que essa reação obedeça ao sentimento 
de culpa e à indecisão moral dos sequestradores. A origem do nome se deu a partir do sequestro de reféns 
na Embaixada do Japão em Lima (Peru). Catorze membros do Movimento Revolucionário Túpac Amaru 
(MRTA) tomaram centenas como reféns durante vários dias. Entre eles políticos, diplomatas e militares. 
Porém, com o passar do tempo, eles foram sendo liberados porque os sequestradores começaram a 
entender a situação que estes estavam vivendo e passaram a ter compaixão para com as vítimas31. 
 
 
 
30 Op. Cit. 
31 Op. Cit. 
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2.35 – SÍNDROME DE OSLO 
Nesse tipo de síndrome, ao contrário das demais, as vítimas passam a acreditar que são merecedoras das 
agressões morais e físicas que estão sofrendo, em razão de alguma conduta pretérita por parte delas. Na 
verdade, trata-se de um mecanismo de defesa que a vítima utiliza para deixar o agressor mais calmo, de 
forma a tentar controlar as suas ações32. 
Ocorre muito em situações de violência doméstica quando a mulher assume para o marido que merecia 
sofrer as lesões perpetradas por ele, mas isso apenas com o intuito de fazer com que ele cesse 
imediatamente as agressões e pareça ter razão acerca dos fatos que originaram o episódio. 
 
DESTAQUES A LEGISLAÇÕES E JURISPRUDÊNCIA 
 
Direito Penal Subterrâneo 
Seção I 
Da Colaboração Premiada 
Art. 4o - O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 (dois 
terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado 
efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, desde que dessa colaboração 
advenha um ou mais dos seguintes resultados: 
[...] 
§ 16. Nenhuma das seguintes medidas será decretada ou proferida com fundamento apenas nas 
declarações do colaborador: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
I - medidas cautelares reais ou pessoais; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
 
32 Op. Cit. 
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II - recebimento de denúncia ou queixa-crime; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
III - sentença condenatória. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 
Vitriolagem 
Lesão corporal 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 
[...] 
§ 2° Se resulta: 
[...] 
IV - deformidade permanente; 
 
Stalking 
 Art. 65. Molestar alguém ou perturbar lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável: 
Pena – prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
 
RESUMO 
Tese do Volume Constante 
Tese em que se admite um certo número de crimes na sociedade, desde que haja um controle por parte 
dos órgãos de Segurança Pública de forma a impedir o seu crescimento desenfreado. 
 
Direito Penal Subterrâneo 
Consiste na prática de condutas ilícitas por meio dos personagens do controle social formal (Delegados, 
membros do Ministério Público e Juízes) na investigação das infrações penais. 
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Teoria dos Substitutivos Penais de Ferri 
Trata-se, na verdade, de uma técnica de prevenção primária dos crimes, de forma a implementar Políticas 
Públicas na sociedade como forma de frear o cometimento de delitos menores, como furtos, danos e 
consumo pessoal de drogas 
 
Lei térmica da criminalidade 
Foi criada pelo matemático Adolphe Quetelet e estuda a influência das estações do ano (verão, primavera, 
outuno e inverno) no cometimento de crimes. 
 
Leis de imitação 
O estudioso Jean-Gabriel Tarde constatou que os criminosos cometiam delitos com base no 
comportamento imitativo, de forma que o crime surge porque os integrantes da sociedade interagem 
entre si e copiam a conduta alheia. 
 
Penologia 
É a ciência que estuda o sistema penitenciário, de forma a dar melhor condição de cumprimento da sanção 
criminal no ambiente carcerário. Foi idealizado por John Howard, com o livro O estado das prisões, em que 
se defendia um local mais humano na execução penal, uma vez que este já é por natureza um local de 
difícil convivência. 
 
Genética Criminal 
Consiste no estudo de fatores hereditários para o surgimento do crime. Foi comprovado cientificamente 
por Mendel que a transmissão hereditária de genes influencia na propensão ao crime, de tal forma que 
fatores biológicos, morfológicos e psicológicos são determinantes na prática de crimes. 
 
Experimento de Milgram 
Stanley Milgram fez um experimento que demonstra a influência no comportamento humano perpetrado 
por uma autoridade em relação a outra subalterna, de forma que, quando uma ordem é dada, a outra 
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pessoa tende a obedecer, pelo simples fato de ser alguém superior ou com suposta experiência ou 
expertise. 
 
Criminologia Verde 
É o estudo acerca da responsabilidade penal de pessoas jurídicas por crimes contra o meio ambiente, 
analisando-se a melhor forma de proteger a biodiversidade. 
 
Criminologia Clínica 
É a ciência que se vale dos conceitos, princípios e métodos de investigação médico-psicológicos, ocupando-
se do indivíduo condenado, para nele investigar a dinâmica de sua conduta criminosa. 
 
Vitriolagem 
É a ação de lançar ácido sulfúrico na face de alguém com o fim de desfigurar o seu rosto, ocasionando-lhe 
lesões permanentes. 
 
Teste de Rorschach 
Também chamado de “Teste do Borrão de Tinta”, consiste em apresentar para o examinando dez pranchas 
com manchas de tinta simétrica; as respostas dadas para formatar o comportamento psicológico do 
indivíduo, de forma a aquilatar a sua personalidade com base na afetividade, no humor, na inteligência e 
nos traços neuróticos. 
 
Abulomania 
Distúrbio psicológico decorrente da abulia, em que o indivíduo não possui vontade própria e sempre faz 
aquilo que outro determina em razão da incapacidade de tomar decisões. 
 
Teoria de Maslow 
Tal teoria preleciona que as necessidades dos seres humanos obedecem a certa hierarquia, de forma que 
quando se alcança um nível quer se subir ao próximo, ou seja, quando o agente realiza uma meta cultural 
ele passa a ter outra mais elevada, e assim sucessivamente. 
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Síndrome de Peter Pan 
Também conhecido como espírito de rebeldia, trata-se de um desvio de comportamento em relação às 
normas penais, de forma que o indivíduo é biologicamente desenvolvido, mas seu campo psicológico é 
deficiente. 
 
Síndrome de Alice no País das Maravilhas 
Também conhecida como “Direito Penal da Fantasia”, tal síndrome relaciona-se com aquelas pessoas que 
não aceitam um Direito Penal mais enérgico e que combata de forma mais contundente a criminalidade 
moderna. 
 
Psicopatia 
Deve ser ressaltado que não se trata de uma doença, ou seja, não gera a imputação de uma medida de 
segurança. 
 
Complexo de Édipo 
Trata-se da obsessão do filho em relação à mãe como uma forma de paixão cega por aquela pessoa que o 
gerou. 
 
Complexo de Electra 
Ao contrário do complexo de Édipo, neste é a filha que se apaixona pelo pai e passa a nutrir ódio pela mãe, 
pois esta divide a atenção do pai com ela. 
 
Ludopatia 
Trata-se da doença do jogo. 
O chamado ludopata é alguém que não consegue ficar longe da jogatina, ainda que isso cause o seu 
prejuízo financeiro, falência nas relações familiares e distanciamento de todas as pessoas do seu convívio 
social 
 
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Oneomania 
Caracteriza-se pela compulsão no consumo de bens materiais. 
 
Stalking 
 Trata-se de algo muito comum nos dias de hoje, em que cada vez mais as pessoas filiam-se a redes sociais 
e o acesso à sua vida privada torna-se cada vez mais fácil. 
 
Efeito Lúcifer 
Trata-se de um sentimento que acomete indivíduos em momentos de estresse psicológico ou físico 
causado por certas situações sociais extremas, a ponto de aflorar um instinto de sadismo e crueldade por 
meio de atos atrozes, podendo gerar lesões corporais e até mesmo homicídios. 
 
Teoria de Cohen 
 Albert Cohen foi o autor da famosa obra Delinquent boys, em que estudou a figura da subcultura 
delinquente, já citada alhures, quando pessoas que foram excluídas socialmente se reúnem e formam uma 
associação diferencial, instituindo-se modos de pensar próprios e que usam da violência contra o sistema 
para serem respeitados. 
 
Hot Spots 
No jargão popular, seriam as chamadas zonas quentes de criminalidade ou áreas de concentração da 
delinquência. No Brasil, podem ser citados a cracolândia em São Paulo, as feiras clandestinas em que se 
vendem produtos de crimes (roubos e furtos, por exemplo) e as inúmeras bocas de fumo que 
comercializam drogas nas mais variadas comunidades carentes. 
 
Slums 
A palavra de origem inglesa significa bairro pobre, onde há grande concentração de pessoas. No Brasil, 
seriam as comunidades carentes vulgarmente chamadas de favelas, em que há uma clara desorganização 
social e que ficam localizadas na periferia das cidades. 
 
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Three Strikes and you´re out 
Três chances e você está fora- Com nítida influência da chamada Escola de Chicago, a chamada teoria do 
“three strikes and you are out” se vale da expressão vinculada ao beisebol, esporte popular nos Estados 
Unidos. É que nesse esporte, quando um jogador comete sua terceira falha dentro do mesmo jogo, ele é 
eliminado33. 
 
Ticking Time Bomb Scenario 
A teoria do cenário da bomba-relógio: Os fundamentos de tal teoria podem ser resgatados do pensamento 
utilitarista de Jeremy Bentham, em que se relativizam vários princípios em prol de algo mais útil para a 
sociedade, em que pese o aspecto moral seja desconsiderado. Trata-se de um exemplo de laboratório, em 
que se supõe que um terrorista esteja nas mãos das autoridades e ele sabe onde está uma bomba que está 
prestes a ser ativada e matar milhares de pessoas. 
 
Cifras Cinzas 
Entende-se por essa expressão as infrações penais que ocorrem, mas são solucionadas no âmbito da 
própria Delegacia de Polícia, por meio de não oferecimento de representação, desistência da vítima de 
continuar o procedimento e ausência de testemunhas que queiram falar sobre os fatos, ou seja, quando 
ocorre alguma solução extraprocessual que impede a continuidade do feito. 
 
Cifras Amarelas 
Podem ser conceituadas como as infrações penais praticadas por autoridades policiais contra os cidadãos e 
que não são devidamente noticiadas para os órgãos competentes, como Corregedorias, Ouvidorias e 
Ministério Público (controle externo) em razão do temor de represálias. 
 
Síndrome de Estocolmo 
 
 
33 Op. Cit. 
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Trata-se de uma síndrome em que a vítima passa a nutrir certa afeição pelo sequestrador por motivo de 
sobrevivência. 
 
Síndrome de Londres 
A denominação “Síndrome de Londres” surgiu após o evento ocorrido na Embaixada Iraniana, localizada na 
cidade de Londres, onde seis terroristas árabes iranianos tomaram como reféns dezesseis diplomatas e 
funcionários iranianos, três cidadãos britânicos e um libanês, durante o período de 30 de abril a 5 de maio 
de 1980. 
 
Síndrome de Lima 
Ao contrário da síndrome de Estocolmo, os reféns tornam-se simpáticos aos olhos de seus raptores, que 
acabam por sucumbir aos seus desejos e necessidades. É possível que essa reação obedeça ao sentimento 
de culpa e à indecisão moral dos sequestradores. 
 
Síndrome de Oslo 
Síndrome de Oslo: Nesse tipo de síndrome, ao contrário das demais, as vítimas passam a acreditar que são 
merecedoras das agressões morais e físicas que estão sofrendo, em razão de alguma conduta pretérita por 
parte delas. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Guerreiros, 
Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou disponível no fórum no Curso, 
por e-mail e, inclusive, pelo Instagram. 
Aguardo vocês na próxima aula. Até lá! 
Paulo Bilynskyj 
E-mail: pbilynskyj@gmail.com 
Instagram: @paulobilynskyj 
Youtube: Projeto Policial 
Facebook: Paulo Bilynskyj 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Guerreiros, considerando que hoje nossa terma é sobre terminologias, compilamos questões sobre as aulas 
até agora ministradas. 
Estamos torcendo por vocês e esperamos que seja um excelente instrumento de revisão e fixação. 
 
 (CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA PE – 2016) No que se refere aos métodos de combate à 1.
criminalidade, a criminologia analisa os controles formais e informais do fenômeno delitivo e busca 
descrever e apresentar os meios necessários e eficientes contra o mal causado pelo crime. A esse 
respeito, assinale a opção correta. 
a. A criminologia distingue os paradigmas de respostas conforme a finalidade pretendida, 
apresentando, entre os modelos de reação ao delito, o modelo dissuasório, o ressocializador e o 
integrador como formas de enfrentamento à criminalidade. Em determinado nível, admitem-se 
como conciliáveis esses modelos de enfrentamento ao crime. 
b. Como modelo de enfrentamento do crime, a justiça restaurativa é altamente repudiada pelacriminologia por ser método benevolente ao infrator, sem cunho ressocializador e pedagógico. 
c. O modelo dissuasório de reação ao delito, no qual o infrator é objeto central da análise científica, 
busca mecanismos e instrumentos necessários à rápida e rigorosa efetivação do castigo ao 
criminoso, sendo desnecessário o aparelhamento estatal para esse fim. 
d. O modelo ressocializador de enfrentamento do crime propõe legitimar a vítima, a comunidade e o 
infrator na busca de soluções pacíficas, sem que haja a necessidade de lidar com a ira e a 
humilhação do infrator ou de utilizar o ius puniendi estatal. 
e. A doutrina admite pacificamente o modelo integrador na solução de conflitos havidos em razão do 
crime, independentemente da gravidade ou natureza, uma vez que o controle formal das instâncias 
não se abdica do poder punitivo estatal. 
 
RELEMBRANDO O ASSUNTO.. 
Guerreiros, quando estudamos Modelos de Reação ao delito, 
entendemos que esses modelos, na verdade, são propostas que 
apresentam programas a fim de que seja possível implementar uma 
política criminal, de forma que, haja uma composição entre o conflito 
social e do controle de criminalidade, evidente que o objetivo é, sem dúvidas, a ordem e paz social. 
A partir dessa ideia preliminar, três são os modelos de reação da sociedade face a um crime: 
1. MODELO CLÁSSICO 
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Modelo clássico também chamado de Dissuasório ou Retributivo: Para esse modelo, 
prevalece, exclusivamente, o caráter retributivo. Ou seja, paga-se com a punição no 
proporcional ao dano causado. Perceba que a ideia aqui é causar um efeito intimidatório, não 
há nenhuma preocupação aqui com ressocialização do condenado ou com a reparação do dano 
causado. Além disso, figura como protagonistas desse modelo, apenas o Estado e o criminoso, 
ficando de fora, tanto a vítima, quanto a sociedade. Talvez por isso, seja tão criticado. Aqui, 
aplica-se a pena ao imputável e semi-imputável, sendo que o inimputável recebe tratamento 
psiquiátrico. 
2. MODELO RESSOCIALIZADOR 
Modelo ressocializador: Aqui o destaque é para a reinserção social do criminoso, é um modelo 
que não se limita apenas à imposição da pena. A utilidade da pena aqui é pensada de modo 
que, o Estado tem que preparar o condenado para reintegrá-lo ao corpo social, não podendo 
simplesmente aplicar a pena e, depois de cumprida, jogar o criminoso na sociedade. Então, essa 
é a ideia, perceba que é um modelo que apresenta um caráter bastante humanista e utilitário. 
A Sociedade também tem importante papel para prevenir a estigmatização. 
 
3. MODELO RESTAURADOR 
Modelo Restaurador: Como o próprio nome sugere, é restaurar. Assim, há um interesse em 
recuperar o criminoso, dar assistência à vítima, reparar o dano causado pela prática do crime. 
Além disso, também traz uma possível conciliação entre envolvidos que é perfeitamente 
aceitável pela criminologia. 
Agora que você já lembrou dos conceitos, vamos aos erros das alternativas. 
 
Comentários 
LETRA A: CORRETA. Este é o nosso gabarito. De fato, a criminologia distingue os paradigmas de 
respostas conforme a finalidade pretendida, apresentando, entre os modelos de reação ao delito, o 
modelo dissuasório, o ressocializador e o integrador, todos como formas de enfrentamento à 
criminalidade. 
LETRA B: ERRADA. O modelo de enfrentamento do crime, a justiça restaurativa, é amplamente 
aceito pela criminologia. 
LETRA C: ERRADA. O aparelhamento Estatal não é dispensado nesse modelo, ao contrário, são 
protagonistas deste modelo o criminoso e o estado. 
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LETRA D: ERRADA. O modelo ressocializador não está limitado apenas à imposição da pena. A 
utilidade da pena aqui é pensada de modo que, o Estado tem que preparar o condenado para 
reintegrá-lo ao corpo social, não podendo simplesmente aplicar a pena e, depois de cumprida, jogar 
o criminoso na sociedade. 
LETRA E: ERRADA. Esse é um tema com inúmeras divergências doutrinárias, sendo que a doutrina 
não é pacífica sobre o alcance da justiça restaurativa, especialmente, no tópico de aplicação em 
crimes graves. 
Gabarito: A 
 
 (FCC/DEFENSOR PÚBLICO PR-2012) Paulo, executivo do mercado financeiro, após um dia 2.
estressante de trabalho, foi demitido. O mundo desabara sobre sua cabeça. Pegou seu carro e o que 
mais queria era chegar em casa. Mas o horário era de rush e o trânsito estava caótico, ainda chovia. 
No interior de seu carro sentiu o trauma da demissão e só pensava nas dívidas que já estavam para 
vencer, quando fora acometido de uma sensação terrível: uma mistura de fracasso, com frustração, 
impotência, medo etc. Nesse instante, sem que nem por que, apenas querendo chegar em casa, 
jogou seu carro para o acostamento, onde atropelou um ciclista que por ali trafegava, subiu no 
passeio onde atropelou um casal que ali se encontrava, andou por mais de 200 metros até bater num 
poste, desceu do carro meio tonto e não hesitou, agrediu um motoqueiro e subtraiu a motocicleta, 
evadindo- se em desabalada carreira, rumo à sua casa. Naquele dia, Paulo, um pacato cidadão, 
pagador de impostos, bom pai de família, representante da classe média alta daquela metrópole, 
transformou-se num criminoso perigoso, uma fera que ocupara as notícias dos principais telejornais. 
Diante do caso narrado, identifique entre as teorias abaixo a que melhor analisa (estuda/explica) o 
caso. 
a. Escola de Chicago. 
b. Teoria da associação diferencial. 
c. Teoria da anomia. 
d. Teoria do labelling approach. 
e. Teoria crítica. 
Comentários 
A questão traz um nítido exemplo da tese adotada pela teoria da anomia. Isso significa que os meios 
disponíveis para a consecução das metas culturais não apresentam uma mesma proporção pois são 
diferentes. Ademais, neste caso, poucos possuem muito e muitos possuem pouco, gerando quebra de 
expectativas da sociedade e a chamada anomia. É justamente nessa quebra de expectativa que surge a 
ideia de cometer crimes, devido ao descrédito nas normas. 
 
Comentários 
Letra A: ERRADA. A teoria que explica o caso é da anomia e não Escola de Chicago. 
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Letra B: ERRADA. A teoria da associação diferencial trabalha a tese de pessoas reunidas com propósitos 
diferentes da cultura que prevalece ou que domina, ao contrário do quanto exposto no enunciado, que 
trata da tese da teoria da anomia. 
Letra C: CORRETA. É a teoria da anomia que explica o fato de o agente resolver cometer crimes a partir da 
reprodução comportamental do meio social que convive, jpa que as metas culturais não estão à ele 
disponível. 
Letra D: ERRADA. A teoria labelling approach, adota a tese de etiquetamento do indivíduo por meio do 
controle formal. 
Letra E: ERRADA. A teoria crítica trabalha a bifurcação do pobre e rico na visão em que o Direito Penal é 
instrumento de denominação social. 
Gabarito: C 
 
 (VUNESP /Auxiliar de papiloscopista policial PCSP-2018) Em relação ao conceito e ao objeto de 3.
estudo da criminologia, assinale a alternativa correta. 
a. O atual estágio de desenvolvimento da criminologia exclui do seu conceito o estudo das causas 
exclusivamente individuais para a prática dos crimes, substituindo-o pela análise das dinâmicas 
sociais. 
b. É um ramo de conhecimento do Direito Penal,não podendo ser definida como ciência própria, visto 
que se ocupa do mesmo objeto. 
c. É uma ciência que tem por objetivo principal auxiliar a interpretação das normas criminais, sob o 
ponto de vista dogmático. 
d. É uma ciência que estuda o crime sob o ponto de vista jurídico. 
e. Após superar os equívocos das primeiras abordagens sobre o homem delinquente, exemplificadas 
nos estudos de Lombroso, a criminologia moderna mantém em seu conceito o estudo do criminoso. 
Comentário 
Alternativa a: a criminologia não exclui as causas exclusivamente individuais, ao contrário, ela também 
estuda o criminoso. 
Alternativa b: a criminologia não é um ramo do direito penal, mas uma ciência empírica (baseada na 
observação e experiência do ser) e interdisciplinar (influência profunda de diversas outras ciências) que 
tem por objeto de análise o crime, a personalidade do autor do comportamento delitivo, da vítima e do 
controle social das condutas criminosas. 
Alternativa c: Os fins básicos da Criminologia são informar a sociedade e os poderes constituídos acerca do 
crime, do criminoso, da vítima e dos mecanismos de controle social. Ainda: a luta contra a criminalidade 
(controle e prevenção criminal). Já seu objeto da Criminologia está dividido em quatro vertentes: delito, 
delinquente, vítima e controle social. 
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Alternativa d: A criminologia por ser interdisciplinar, não tem foco somente no ponto de vista jurídico. 
Inclui sociologia, psicologia. 
Alternativa E: Os estudos científicos de Lombroso assumiam feição multidisciplinar, pois emprestaram 
informes da psiquiatria com a análise da degeneração dos loucos morais, bem como lançaram mão de 
dados antropológicos para retirar o conceito de atavismo e da não evolução, desenvolvendo o conceito de 
criminoso nato. Propõe a utilização de método empírico-indutivo ou indutivo experimental, que se ajustava 
ao causalismo explicativo defendido pelo positivismo. O crime não era uma entidade jurídica, mas sim um 
fenômeno biológico,razão pela qual o método indutivo-experimental deveria ser o empregado. 
Gabarito: E 
 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) Constitui um dos objetivos metodológicos 4.
da teoria do Labelling Approach (Teoria do Etiquetamento Social) o estudo detalhado da atuação 
do controle social na configuração da criminalidade. Assinale a alternativa correta: 
a. Para o labelling approach, o controle social penal possui um caráter seletivo e discriminatório 
gerando a criminalidade. 
b. O labelling approach é uma teoria da criminalidade que se aproxima do paradigma etiológico 
convencional para explicar a distribuição seletiva do fenômeno criminal. 
c. Para o labelling approach, um sistemático e progressivo endurecimento do controle social penal 
viabilizaria o alcance de uma prevenção eficaz do crime. 
d. O labelling approach, como explicação interacionista do fato delitivo, destaca o problema 
hermenêutico da interpretação da norma penal. 
e. O labelling approach surge nos EUA nos anos 80, admitindo a normalidade do fenômeno delitivo e 
do delinquente. 
 
Comentário 
Para a teoria do labelling approach, a criminalidade não é uma qualidade da conduta humana, mas uma 
consequência de um processo social que o desviava ao rotulá-lo a partir do interesse dos grupos 
detentores de poder, os quais definiam o que era crime de como seletivo e discriminatório 
Gabarito: A 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) O pensamento criminológico moderno, de 5.
viés macrossociológico, é influenciado pela visão de cunho funcionalista (denominada teoria da 
integração, mais conhecida por teorias do consenso) e de cunho argumentativo (denominada por 
teorias do conflito). É correto afirmar que: 
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a. São exemplos de teorias do consenso a Escola de Chicago, a teoria de associação diferencial, a 
teoria da subcultura do delinquente e a teoria do etiquetamento. 
b. São exemplos de teorias do conflito a teoria de associação diferencial a teoria da anomia, a teoria 
do etiquetamento e a teoria crítica ou radical. 
c. São exemplos de teorias do consenso a Escola de Chicago, a teoria de associação diferencial, a 
teoria da anomia e a teoria da subcultura do delinquente. 
d. São exemplos da teoria do consenso a teoria de associação diferencial, a teoria da anomia, a teoria 
do etiquetamento e a teoria crítica ou radical. 
e. São exemplos da teoria do conflito a Escola de Chicago, a teoria de associação diferencial, a teoria 
da anomia e a teoria da subcultura do delinquente. 
 
Comentários 
As TEORIAS DO CONSENSO são aquelas que, de acordo com Paulo Sumariva (2017, p.65), concentram suas 
análises nas consequências do delito e defendem a tese de que a finalidade da sociedade é atingida 
quando as pessoas partilham objetivos comuns e aceitam normas vigentes na sociedade, havendo o 
perfeito funcionalismo das instituições. 
Em outras palavras, é dizer que por intermédio do consenso é que a sociedade se estrutura em elementos 
que integrados serão funcionais e que se tornarão inesgotáveis, garantindo, consequentemente, a 
harmonia social. São exemplos de modelos teóricos com bases consensuais: a Escola de Chicago, Teoria da 
Associação Diferencial, Teoria da Subcultura Delinquente e a Teoria da Anomia. 
Gabarito: C 
 
 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) Uma informação confiável e contrastada 6.
sobre a criminalidade real que existe em uma sociedade é imprescindível, tanto para formular um 
diagnóstico científico, como para desenhar os oportunos programas de prevenção. Assinale a 
alternativa correta: 
a. A criminalidade real corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
criminalidade revelada corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do 
Estado. A cifra negra corresponde à ausência de registro de práticas antissociais do poder político e 
econômico. 
b. A criminalidade real corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do Estado. 
A criminalidade revelada corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
cifra negra corresponde à ausência de registro de práticas antissociais do poder político e 
econômico. 
c. A criminalidade real corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do Estado. 
A criminalidade revelada corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
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cifra negra corresponde à quantidade de delitos não comunicados ou não elucidados dos crimes de 
rua. 
d. A criminalidade real corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do Estado. 
A criminalidade revelada corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
cifra negra corresponde à violência policial, cujos índices não são levados ao conhecimento das 
corregedorias. 
e. A criminalidade real corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
criminalidade revelada corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do 
Estado. A cifra negra corresponde à quantidade de delitos não comunicados ou não elucidados dos 
crimes de rua. 
 
Comentários 
Criminalidade real refere-se ao número efetivo de crimes ocorridos em determinado local dentro de um 
espaçodelimitado. 
Cifras ocultas ou cifras negras: Corresponde ao percentual de crimes que não chega ao conhecimento do 
Estado. Tem-se, assim, que a cifra oculta corresponde, matematicamente, ao resultado da diferença entre 
a criminalidade real e a criminalidade revelada. 
Gabarito: E 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) Leia o texto a seguir e responda ao que é 7.
solicitado. 
“Os irmãos Batista, controladores da JBS, tiveram vantagem indevida de quase R$73 milhões com a venda 
de ações da companhia antes da divulgação do acordo de delação premiada que veio a público em 
17/05/2017, conforme as conclusões do inquérito da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O caso 
analisa eventual uso de informação privilegiada e manipulação de mercado por Joesley e Wesley Batista, e 
quebra do dever de lealdade, abuso de poder e manipulação de preços pela FB Participações”. (Jornal Valor 
Econômico, 13/08/2018): 
Com relação à criminalidade denominada de colarinho branco, pode-se afirmar que a teoria da associação 
diferencial. 
a. sustenta como causa da criminalidade de colarinho branco a proposição de que o criminoso de hoje 
era a criança problemática de ontem. 
b. entende que o delito é derivado de anomalias no indivíduo podendo ocorrer em qualquer classe 
social. 
c. sustenta que o crime está concentrado na classe baixa, sendo associado estatisticamente com a 
pobreza. 
d. sustenta que a aprendizagem dos valores criminais pode acontecer em qualquer cultura ou classe 
social. 
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e. enfatiza os fatores sociopáticos e psicopáticos como origem do crime da criminalidade de colarinho 
branco. 
 
Comentários 
A Criminologia de blue-collar e white-collar, datada em 1949, quando o criminologista Edwin Sutherland 
passou a estudar os crimes cometidos pelos altos executivos americanos, os quais infringiam praticamente 
leis como de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. 
Em sua obra, Sutherland destaca dois pontos como alicerces de sua análise, a saber: 
1. Evidenciar que as pessoas de classe socioeconômica alta cometem muitos delitos e estas condutas 
deveriam ser incluídas no campo das teorias gerais do delito; e, face às evidências; 
2. Apresentar hipóteses que possam explicar tanto os crimes de colarinho-branco como os demais 
ilícitos. 
 A partir disso, o que se pode concluir é que a prática de crimes não é exclusiva dos criminosos de 
colarinho-azul, o que afasta o caráter de patologia inerente aos criminosos ou até mesmo a exclusividade 
de que apenas pessoas pobres delinquem. 
Gabarito: D 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) A Criminologia Crítica contempla uma 8.
concepção conflitual da sociedade e do Direito. Logo, para a criminologia crítica, o conflito social. 
a. se produz entre as pautas normativas dos diversos grupos sociais, cujas valorações são 
discrepantes. 
b. é funcional porque assegura a mudança social e contribui para a integração e conservação da 
ordem e do sistema. 
c. é um conflito de classe sendo que o sistema legal é um mero instrumento da classe dominante para 
oprimir a classe trabalhadora. 
d. representa a própria estrutura e dinâmica da mudança social, sendo o crime produto normal das 
tensões sociais. 
e. expressa uma realidade patológica inerente a ordem social. 
 
Comentário 
A Teoria Crítica, pertencente às teorias do conflito, baseia-se no pensamento Marxista de que o conflito 
social corresponde a um conflito de classes e o ordenamento jurídico é utilizado para manter a opressão 
sobre os maia pobres. 
Gabarito: C 
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 (MPE/SC PROMOTOR DE JUSTIÇA MATUTINA – 2019) A criminologia crítica é elaborada com base 9.
em uma interpretação da realidade realizada a partir de um ponto de vista marxista. Trata-se de 
uma proposta política que considera que o sistema penal é ilegítimo, e seu objetivo é a 
desconstrução desse sistema. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentário 
A Teoria Crítica, pertencente às teorias do conflito, baseia-se no pensamento Marxista que entende que o 
capitalismo é a base da criminalidade, por promover o egoísmo. Portanto, para essa teoria, o alvo 
preferencial do sistema punitivo é a população marginalizada, não havendo uma estabilidade da produção 
e da ordem social. 
Gabarito: CERTO 
 
 
 (CESPE/TJ-BA JUÍZ DE DIREITO SUBSTITUTO – 2019) A explicação do crime como fenômeno 10.
coletivo cuja origem pode ser encontrada nas mais variadas causas sociais, como a pobreza, a 
educação, a família e o ambiente moral, corresponde à perspectiva criminológica denominada 
a. sociologia criminal. 
b. criminologia da escola positiva. 
c. criminologia socialista 
d. labeling approach, ou etiquetamento. 
e. ecologia criminal. 
 
Comentários 
A Sociologia Criminal surge no século XX quando os estudos sobre os impactos dos ambientes sociais e 
urbanos conquistaram espaço, e, no âmbito da criminologia, influenciaram a análise do meio social como 
uma das possíveis causas da criminalidade. 
Gabarito: A 
 
 
 (FUMARC/MG ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) Leia com atenção trechos da reportagem 11.
abaixo: 
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Pesquisa inédita diz que não há relação direta entre homicídios na zona sul de São Paulo e o tráfico de 
drogas. 
Estudo desvincula tráfico de violência. 
Pesquisa inédita reproduz a geografia das drogas em São Paulo e revela que não se pode associar 
diretamente o tráfico à violência, principalmente aos homicídios. 
Mostra também que a maconha é a droga mais apreendida e que ela é mais usada em bairros de classe 
média da região sudoeste da cidade, como Pinheiros, Campo Belo e Vila Mariana. 
O estudo, realizado pela Fundação Escola de Sociologia e Política (Fesp), com apoio do Ilanud, órgão da 
ONU que trata da violência, e do Conen (Conselho Estadual de Entorpecentes), fez o levantamento das 
prisões de pessoas acusadas de uso e de tráfico de drogas nos distritos policiais da capital, durante o 
segundo semestre de 1996. O trabalho foi concluído no final de 1997. 
Nesse período, houve 501 casos de apreensão de maconha, 362 de cocaína e 358 de crack. A maconha 
representou mais de um terço das apreensões. 
Segundo a pesquisa, o maior volume de prisões de traficantes acontece no centro e na zona norte da 
cidade. Nessas regiões, estão os bairros onde ocorreram entre 6 e mais de 20 prisões de traficantes no 
segundo semestre de 1996. 
De acordo com o chefe do CPM (Comando de Policiamento Metropolitano de São Paulo), coronel Valdir 
Suzano, a distribuição do efetivo da PM é proporcional à quantidade de habitantes de cada região da 
cidade, o que, em princípio, descartaria a hipótese de um número menor de apreensões de drogas na zona 
sul em razão de uma menor presença da polícia. 
O estudo questiona a habitual vinculação dos homicídios ocorridos na zona sul ao envolvimento de seus 
autores e vítimas com o tráfico ou o uso de drogas. 
Segundo o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), 40% das chacinas ocorridas na região 
sul de São Paulo têm envolvimento de drogas. 
No entanto, de acordo com a pesquisa da Fesp, na região sul, a mais violenta da cidade, é onde acontece o 
menor número de prisões por causa de drogas. 
"A Seccional Santo Amaro vem sendo a campeã dos homicídios na cidade (em sua áreaocorrem cerca de 
25% dos assassinatos da capital). Contudo, apresenta taxa pequena ou média de tráfico", disse o 
pesquisador Guaracy Mingardi. 
"Portanto, não se pode dizer que exista uma correlação imediata entre homicídio e tráfico de 
entorpecentes." 
Segundo Mingardi, a alta incidência de criminalidade na zona sul pode ser explicada pela ocupação 
desordenada da região. 
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"Lá é a zona desorganizada, de ocupação recente. Ela é mais violenta porque não há uma sociabilidade 
antiga que una as pessoas. É uma região pobre, sem infraestrutura, onde predomina a cultura da violência. 
O tráfico mata, mas não é tanto quanto se supõe". 
De acordo com a teoria da ecologia criminal formulada pela Escola de Chicago, aplicada à reportagem, 
é INCORRETO afirmar: 
a. A ausência completa do Estado dá origem a uma sensação de completa anomia, condição 
potencializadora para o surgimento de grupos justiceiros, bandos armados que acabam por 
substituir o Estado na tarefa do Estado de controle da ordem. 
b. Com as transformações muito profundas na cidade, o papel de controle social informal 
desempenhado pela vizinhança continua a manter o controle da criminalidade. Apesar da 
fragmentação do controle social formal, a família, a igreja, a escola, o local de trabalho, os clubes de 
serviço conseguem refrear as condutas humanas. 
c. É na periferia, ao menos segundo consta da reportagem, que o maior número de crimes ocorre, 
pois nessas áreas não há uma forte presença do Estado; os laços que comumente são formados 
entre as pessoas praticamente inexistem. 
d. Os índices mais preocupantes de criminalidade são encontrados naquelas áreas da cidade onde o 
nível de desorganização social é maior. 
 
Comentários 
Considerando a explosão demográfica que ocorria em Chicago, que, em uma fase experimental destacava 
um período de desenvolvimento econômico e industrial, atraindo pessoas de outros países, porém, de 
outro lado, gravitava ao progresso a miséria e desigualdade sociais, bem como acúmulos de imigrantes etc. 
A teoria Ecológica ou de desorganização social, atribuiu o aumento de criminalidade à debilidade do 
controle social (IN)formal, ou seja, às famílias, escola, vizinhos, opinião pública, mídia, etc., pois de acordo 
com ela, à desordem justifica-se pela falta de integração e sentimento de solidariedade entre membros de 
uma sociedade. 
Portanto, a fragmentação do controle social não conseguem refrear as condutas humanas. 
Gabarito: B 
 
 
 (CESPE/SE DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) Em seu início, a sociologia criminal buscava associar a 12.
gênese delituosa a fatores biológicos. Posteriormente, ela passou a englobar as chamadas teorias 
macrossociológicas, que não se limitavam à análise do delito segundo uma visão do indivíduo ou 
de pequenos grupos, mas consideravam a sociedade como um todo. 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo a teorias 
sociológicas em criminologia. 
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As teorias sociológicas de consenso vinculam-se a orientações ideológicas e políticas progressistas. Essas 
teorias consideram que os objetivos da sociedade são atingidos quando as instituições funcionam e os 
indivíduos, que dividem os mesmos valores, concordam com as regras de convívio. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentários 
As teorias do consenso baseiam-se no CONSERVADORISMO e não em políticas progressistas. 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 (CESPE/SE DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) Em seu início, a sociologia criminal buscava associar a 13.
gênese delituosa a fatores biológicos. Posteriormente, ela passou a englobar as chamadas teorias 
macrossociológicas, que não se limitavam à análise do delito segundo uma visão do indivíduo ou 
de pequenos grupos, mas consideravam a sociedade como um todo. 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo a teorias 
sociológicas em criminologia. 
Na perspectiva macrossociológica, o pensamento criminológico moderno é influenciado por duas visões: a 
das teorias de consenso e a das teorias de conflito. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentários 
Teorias Criminológicas Sociológicas ou Macrossociológicas: aquelas que surgiram pós período da Lutas das 
Escolas, ou seja, posteriores à Escola Clássica e Positiva e, por isso, as chamam de teorias modernas. De 
acordo com os doutrinadores, essas teorias se importam com o contexto social em que o criminoso está 
inserido, sendo que, o delito ocorre por múltiplos fatores. Até porque, o foco é o contexto social que 
envolve o criminoso. Os autores vão dizer que essas teorias de cunho sociológico causam uma ruptura 
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trazendo uma virada sociológica ou giro sociológico34. Isso porque, elas rompem com o mito da 
causalidade, discutido pelo modelo etiológico, aceitando que a explicação criminológica não se subordina 
a determinismos e previsibilidade, mas apenas ao da probabilidade, por isso, ciência. Para os autores, 
estão inseridas neste modelo moderno, as: 
 Teorias do consenso: acredita-se que a sociedade foi formada por um consenso entre 
indivíduos e, todo elemento, indivíduo, possui importância na estrutura social. Possui um cunho 
funcionalista. 
 Teorias do conflito: A sociedade não é formada por um consenso e sim pela coerção, imposição 
de membros dessa sociedade sobre os demais. Possui um cunho argumentativo. 
Gabarito: CERTO 
 
 (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL- CONSULTOR LEGISLATIVO – 2018) A 14.
chamada criminalidade do colarinho branco foi assim designada de forma pioneira no âmbito da 
teoria criminológica: 
a. da criminologia crítica, a partir dos estudos de Baratta. 
b. do libelling aproach, a partir da obra de Becker. 
c. da associação diferencial, a partir da obra Shutterland. 
d. da discriminação simbólica, a partir da obra de Crane. 
e. do cálculo racional, a partir dos estudos de Forman. 
 
Comentários 
Compreendendo o fenômeno criminal a partir de uma perspectiva social, essa teoria sustenta que ninguém 
nasce criminoso, resultando a delinquência de um processo de socialização diferencial, em que há 
aprendizado do comportamento desviante, assim como é possível o aprendizado do comportamento 
conforme o Direito, mediante a interação e comunicação com outras pessoas, sendo a influência 
criminógena proporcional ao grau de intimidade do contato interpessoal. Dessa forma, rechaça a 
decorrência do comportamento criminoso de fatores biológicos hereditários, atribuindo-lhe uma origem 
social. (Natacha Alves, 2018, p.102) 
É com o amadurecimento dessa visão que não limita o crime às classes menos favorecidas, ao contrário, 
entende que as classes nobres também estão sujeitas ao crime é que surge a expressão White-Collar Crime 
– ou Crimes do colarinho branco. Neste caso, você já sabe, a nomenclatura é utilizada para se referir ao 
 
 
34 Ibid.,p.80 
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elevado e respeitável grupo econômico que adquire um elevado status socioeconômicomediante a prática 
de crimes, gerando dano à sociedade. Ressalte-se que a expressão foi criada no final dos anos 30, por 
Sutherland e em 1949, a concepção foi revista, se aproximando do entendimento atual que é o que 
veremos agora. 
White-Collar Crime ou Crimes do Colarinho Branco 
A Criminologia de blue-collar e white-collar, datada em 1949, quando o criminologista Edwin Sutherland 
passou a estudar os crimes cometidos pelos altos executivos americanos, os quais infringiam praticamente 
leis como de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. 
Pelo que se percebe, claramente, os executivos sempre estão bem alinhados em ternos caríssimos e com 
camisas com colarinho-branco impecável, daí surgindo a expressão white-collar. De outro lado, os 
operários braçais que trabalham no chão da fábrica, bem como motoristas de ônibus e pessoas de baixa 
renda, usam uniformes azuis com colarinhos da mesma cor, o que se convencionou chamar de blue-collar. 
Gabarito: C 
 
 
 (CESPE/POLÍCIA FEDERAL DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL – 2018) Julgue o item a seguir, relativos 15.
a modelos teóricos da criminologia. 
De acordo com a teoria da anomia, o crime se origina da impossibilidade social do indivíduo de atingir suas 
metas pessoais, o que o faz negar a norma imposta e criar suas próprias regras, conforme o seu próprio 
interesse. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentários 
Desenvolvida nas obras de Émile Durkhein e, posteriormente, adaptada por Roberton Merton. 
Os fundamentos da Teoria da Anomia partem da ideia que: 
A sociedade é vislumbrada como um organismo humano, que necessita realizar certas funções vitais para 
manter a própria sobrevivência. Quando isso não ocorre, surge a disfunção, falha no sistema de 
funcionamento da sociedade. Nesse caso deve a sociedade reagir para saná-la. 
Caso os mecanismos reguladores da vida em sociedade não consigam cumprir sua função, instala-se a 
anomia, ou seja, a ausência ou decomposição das normas sociais. 
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Noutras palavras, a anomia em Merton seria esse desequilíbrio entre os meios disponíveis para poucos e 
as metas culturais estabelecidas para todos, o que geraria uma ausência de oportunidades (desigualdade 
material) para a consecução dos fins tidos como essenciais (fortuna, sucesso e poder). 
Gabarito: CERTO 
 
 
 (CESPE/POLÍCIA FEDERAL DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL – 2018) Julgue o item a seguir, relativos 16.
a modelos teóricos da criminologia. 
Conforme a teoria ecológica, crime é um fenômeno natural e o criminoso é um delinquente nato possuidor 
de uma série de estigmas comportamentais potencializados pela desorganização social. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentário 
A Teoria Ecológica do crime está diretamente ligada à Escola de chicago. A Escola de Chicago trabalhou a 
explicação ecológica do crime, portanto, com preceitos básicos como o da desorganização social e as 
áreas de delinquências e não em delinquente nato possuidor de uma série de estigmas comportamentais 
potencializados pela desorganização social. 
Gabarito: Errado 
 
 (UEG/GO DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) Sobre o labelling approach e sua influência sobre o 17.
pensamento criminológico do século XX, constata-se que: 
a. a criminalidade se revela como o processo de anteposição entre ação e reação social. 
b. recebeu influência decisiva de correntes de origem fenomenológica, tais como o interacionismo 
simbólico e o behaviorismo. 
c. o sistema penal é entendido como um processo articulado e dinâmico de criminalização. 
d. parte dos conceitos de conduta desviada e reação social como termos independentes para 
determinar que o desvio e a criminalidade não são uma qualidade intrínseca da conduta. 
e. no processo de criminalização seletiva o funcionamento das agências formais de controle mostra-se 
autossuficiente e autorregulado. 
 
Comentário 
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O sistema penal não se reduz ao complexo estático das normas penais, mas é concebido como um 
processo articulado e dinâmico de criminalização ao qual concorrem todas as agências do controle social 
formal, desde o legislador, passando pela polícia e a justiça até o sistema penitenciário e os mecanismos do 
controle social informal. 
Gabarito: C 
 
 
 (VUNESP/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) No que concerne às Escolas Penais, é correto afirmar 18.
que a: 
a. “Positiva” entende que o crime deriva de circunstâncias biológicas ou sociais, tendo sido defendida 
por Feuerbach. 
b. “Clássica” funda-se no livre-arbítrio e tem em Carrara um de seus maiores expoentes. 
c. “Lombrosiana” acredita que o homem é racional e nasce livre, sendo o crime fruto de uma escolha 
errada, concepção hipotetizada por Lombroso e também por Ferri. 
d. “Clássica” entende que a pena é medida profilática, de cura, pensamento difundido por Carmignani. 
e. “Positiva” nasce em contraposição às ideias de Lombroso, defende o naturalismo-racional e tem em 
Garofalo um de seus doutrinadores. 
 
Comentários 
Escola Clássica: Início do Século XVIII a XIX (transformações Iluministas e Revolução Francesa)  Beccaria, 
Giandomenico Romagnosi; Feuerbach; Carrara. 
Trata do “ser normal” e seu livre Arbítrio. 
Gabarito: B 
 
 (VUNESP/SP AGENTE POLICIAL – 2018) A ausência de utilitarismo da ação, a malícia da conduta e 19.
seu respectivo negativismo são fatores associados à teoria sociológica da criminalidade 
denominada como: 
a. Subcultura Delinquente. 
b. Anomia 
c. Teoria Ecológica do Crime. 
d. Labeling approach ou “etiquetamento”. 
e. Associação Diferencial. 
Comentários 
A TEORIA DA SUBCULTURA DELINQUENTE é uma criação de Albert Cohen, em sua obra chamada de 
Delinquent Boys de 1955. 
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A obra de Albert Cohen verificou a existência de subculturas criminosas nas gangues de delinquentes 
juvenis ao investigar o motivo de elevadas taxas de criminalidade nos jovens de classes baixas que residiam 
em bairros mais pobres. 
De acordo com o autor, isso ocorre, pois nesses bairros mais periféricos existe uma estrutura delinquente 
que elabora códigos de condutas e valores diversos, evidentemente, daqueles professados pela classe 
média. Isso só ocorre, pois a classe baixa sofre uma limitação aos valores adotados pela classe média, na 
verdade, pode-se dizer que ela não tem esse acesso. 
Segundo Cohen, a subcultura delinquente se caracteriza por três fatores: 
1) Não utilitarismo: muitos delitos não possuem motivação racional (como furtar roupas que não vai 
utilizar) 
2) Malicia da conduta: é o prazer em desconcertar, em prejudicar o outro 
3) Negativismo da conduta: forma de reação aos padrões da sociedade. 
Gabarito: A 
 
 
 (VUNESP/SP AGENTE POLICIAL – 2018) A teoria sociológica da criminalidade que teve, entre seus 20.
principais autores, Émile Durkheim e Robert Merton é conhecidamente denominada na 
criminologia como: 
a. Escola de Chicago. 
b. Teoria Ecológica do Crime. 
c. Labeling approach ou “etiquetamento”. 
d. Associação Diferencial. 
e. Anomia. 
 
Comentários 
A Teoria da anomia foi desenvolvida nas obras de Émile Durkhein e, posteriormente, adaptada por 
Roberton Merton. 
Os fundamentos da Teoria da Anomia partem da ideia que: 
A sociedade é vislumbrada como um organismo humano, que necessita realizar certas funções vitais para 
manter a própria sobrevivência.Quando isso não ocorre, surge a disfunção, falha no sistema de 
funcionamento da sociedade. 
Nesse caso deve a sociedade reagir para saná-la. 
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Caso os mecanismos reguladores da vida em sociedade não consigam cumprir sua função, instala-se a 
anomia, ou seja, a ausência ou decomposição das normas sociais. 
Gabarito: E 
 
 (VUNESP/SP AGENTE POLICIAL – 2018) O comportamento criminal é aprendido, mediante a 21.
interação com outras pessoas, resultante de um processo de comunicação, ou seja, o crime não 
pode ser definido simplesmente como disfunção ou inadaptação de pessoas de classes menos 
favorecidas, não sendo exclusividade destas. 
Trata-se, nesse texto, da ideia que é base da teoria sociológica da criminalidade surgida em um ambiente 
pós-Primeira Guerra Mundial e denominada como: 
a. Anomia. 
b. Teoria Ecológica do Crime. 
c. Associação Diferencial. 
d. Subcultura Delinquente. 
e. Labeling approach ou “etiquetamento”. 
 
Comentário 
O comportamento criminal é aprendido é fruto da teoria da associação diferencial, ideia que é base da 
teoria sociológica da criminalidade surgida em um ambiente pós-Primeira Guerra Mundial e que acredita 
que o delito está estabelecido com base nos valores dominante de um grupo e um indivíduo torna-se 
delinquente ao aprender (meio de aprendizagem) o comportamento criminoso e se associar a conduta 
desviante, por julgar que as considerações favoráveis superam as considerações desfavoráveis à prática 
criminosa. 
Gabarito: C 
 
 (VUNESP/SP AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2018) Segundo a teoria sociológica da 22.
criminalidade denominada associação diferencial, é correto afirmar que: 
a. é o grau de autocontrole apresentado por um indivíduo que irá determinar sua maior ou menor 
propensão ao crime, autocontrole esse que é adquirido por meio da socialização familiar. 
b. nos termos propostos por Sutherland, a conduta criminosa não é algo anormal, não é sinal de uma 
personalidade imatura, de um deficit de inteligência, antes é um comportamento adquirido por 
meio do aprendizado que resulta da socialização num determinado meio social. 
c. a tensão entre as metas socioculturais recomendadas pelo sistema social e as reais condições de 
alcançá-las pelos meios legítimos, sobretudo para certos indivíduos, cria um rompimento por meio 
do qual as normas sociais entram em conflito com os valores de um indivíduo ou de uma subcultura 
exigindo um comportamento ilegal para alcance do fim legítimo. 
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d. diferentes atos criminosos são intercambiáveis, porque estes mostram as mesmas características 
como o imediatismo e o baixo grau de esforço. Assim, as diferenças entre crimes instrumentais e 
expressivos, ou entre crimes violentos e crimes não coercitivos, “são sem sentido e enganosas”. 
e. as diferenças de aspirações individuais e os meios disponíveis, as oportunidades bloqueadas e a 
privação relativa são fatores que, articulados, ocasionam a prática de crimes. 
 
Comentários 
A Teoria da Associação Diferencial vai dizer que o delito está estabelecido com base nos valores 
dominante de um grupo e um indivíduo torna-se delinquente ao aprender (meio de aprendizagem) o 
comportamento criminoso e se associar a conduta desviante, por julgar que as considerações favoráveis 
superam as considerações desfavoráveis à prática criminosa. 
Gabarito: B 
 
 
 
 (FCC/DPE-AM DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Ficaria claro, com ele, que a maneira pela qual as 23.
sociedades e suas instituições reagem diante de um fato é mais determinante para defini-lo como 
delitivo ou desviado do que a própria natureza do fato (...). 
A teoria criminológica descrita na passagem acima é conhecida por 
a. Escola de Chicago. 
b. Associação Diferencial. 
c. Escola Positivista. 
d. Reação Social. 
e. Garantismo Penal. 
 
Comentários 
Para a teoria da reação social, o delinquente é fruto de uma construção social, e a causa dos delitos é a 
própria lei; segundo essa teoria, o próprio sistema e sua reação às condutas desviantes, por meio do 
exercício de controle social, definem o que se entende por criminalidade. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) Com relação às teorias sociológicas da 24.
criminalidade, é correto afirmar que: 
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a. a teoria do autocontrole sustenta que as falhas ou negligências na educação em casa, familiar não 
são causas preponderantes do crime. 
b. a teoria da anomia vê o delito como um fenômeno normal da sociedade e não como algo 
necessariamente ruim. 
c. a teoria da associação diferencial foi a primeira a refutar a existência dos crimes de colarinho 
branco. 
d. a teoria da anomia estabelece que a conduta criminal é algo que se aprende. 
e. a teoria da associação diferencial defende que os indivíduos adquirem (ou não) a capacidade de 
controle da impulsividade e imediatismo (autocontrole) por meio da socialização familiar. 
 
 
Comentários 
Desenvolvida nas obras de Émile Durkhein e, posteriormente, adaptada por Roberton Merton. 
Os fundamentos da Teoria da Anomia partem da ideia que: 
A sociedade é vislumbrada como um organismo humano, que necessita realizar certas funções vitais para 
manter a própria sobrevivência. Quando isso não ocorre, surge a disfunção, falha no sistema de 
funcionamento da sociedade. 
Nesse caso deve a sociedade reagir para saná-la. 
Para Durkheim, o crime é algo normal e presente em todas as sociedades. A ausência de crimes impede 
que a sociedade evolua. 
Gabarito: B 
 
 (FUMARC/MG DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO – 2018) “Por debaixo do problema 25.
da legitimidade do sistema de valores recebido pelo sistema penal como critério de orientação 
para o comportamento socialmente adequado e, portanto, de discriminação entre conformidade 
e desvio, aparece como determinante o problema da definição do delito, com as implicações 
político-sociais que revela, quando este problema não seja tomado por dado, mas venha 
tematizado como centro de uma teoria da criminalidade. Foi isto o que aconteceu com as teorias 
da ‘reação social’, ou labeling approach, hoje no centro da discussão no âmbito da sociologia 
criminal.” BARATTA, Alessandro. Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal. Introdução à 
sociologia do Direito Penal. 3. ed. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca de Criminologia. p. 86. 
(Coleção Pensamento Criminológico) 
Com base no excerto acima, referente ao paradigma do labeling approach, analise as asserções a 
seguir: 
I – O labeling approach tem se ocupado em analisar, especialmente, as reações das instâncias oficiais de 
controle social, ou seja, tem estudado o efeito estigmatizante da atividade da polícia, dos órgãos de 
acusação pública e dos juízes. 
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PORQUE 
II – Não se pode compreender a criminalidade se não se estuda a ação do sistema penal, pois 
o status social de delinquente pressupõe o efeito da atividade das instâncias oficiais de controle social da 
delinquência. 
Está CORRETO o que se afirma em: 
a. I e II são proposiçõesfalsas. 
b. I e II são proposições verdadeiras e II é uma justificativa correta da I. 
c. I é uma proposição falsa e II é uma proposição verdadeira. 
d. I é uma proposição verdadeira e II é uma proposição falsa. 
 
Comentário 
Ambas as afirmações estão corretas, sendo que a II justifica a I. 
Segundo o autor citado, Alessandro Baratta, “esta direção de pesquisa parte da consideração de que não se 
pode compreender a criminalidade se não se estuda a ação do sistema penal, eu a define e reage contra 
ela, começando pelas normas abstratas até a ação das instâncias oficiais (polícia, juízes, instituições 
penitenciárias que as aplicam). Neste sentido, o labelling approach tem se ocupado principalmente com as 
reações das instancias oficiais de controle social, consideradas na sua função constitutiva em face da 
criminalidade. Sob este ponto de vista tem estudado o efeito estigmatizando da atividade da polícia, dos 
órgãos de acusação pública e dos juízes”. 
Gabarito: B 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2018) É considerada como teoria de consenso, criada 26.
pelo sociólogo Albert Cohen. Segundo Cohen, esta teoria se caracteriza por três fatores: não 
utilitarismo da ação; malícia da conduta e negativismo. 
Trata-se da seguinte teoria sociológica da criminalidade: 
a. escola de Chicago. 
b. associação diferencial. 
c. labelling approach. 
d. subcultura delinquente. 
e. teoria crítica. 
 
Comentários 
A TEORIA DA SUBCULTURA DELINQUENTE é uma criação de Albert Cohen, em sua obra chamada de 
Delinquent Boys de 1955. 
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A obra de Albert Cohen verificou a existência de subculturas criminosas nas gangues de delinquentes 
juvenis ao investigar o motivo de elevadas taxas de criminalidade nos jovens de classes baixas que residiam 
em bairros mais pobres. 
De acordo com o autor, isso ocorre, pois nesses bairros mais periféricos existe uma estrutura delinquente 
que elabora códigos de condutas e valores diversos, evidentemente, daqueles professados pela classe 
média. Isso só ocorre, pois a classe baixa sofre uma limitação aos valores adotados pela classe média, na 
verdade, pode-se dizer que ela não tem esse acesso. 
Segundo Cohen, a subcultura delinquente se caracteriza por três fatores: 
1) Não utilitarismo: muitos delitos não possuem motivação racional (como furtar roupas que não vai 
utilizar) 
2) Malicia da conduta: é o prazer em desconcertar, em prejudicar o outro 
3) Negativismo da conduta: forma de reação aos padrões da sociedade. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2018) É correto afirmar que Edwin H. Sutherland 27.
desenvolveu a teoria da: 
a. labelling approach. 
b. associação diferencial. 
c. crítica e autocrítica. 
d. escola de Chicago. 
e. subcultura delinquente. 
 
Comentários 
Trata-se de uma teoria de Criminologia desenvolvida pelo americano Edwin H. Sutherland, baseado no 
pensamento do jurista e sociólogo Gabriel Tarde. 
A Teoria da Associação Diferencial vai dizer que o delito está estabelecido com base nos valores 
dominante de um grupo e um indivíduo torna-se delinquente ao aprender o comportamento criminoso e 
se associar a conduta desviante, por julgar que as considerações favoráveis superam as considerações 
desfavoráveis à prática criminosa. 
Gabarito: B 
 
 
 
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 (VUNESP/BA DELGADO DE POLÍCIA – 2018) No tocante às teorias da subcultura delinquente e da 28.
anomia, assinale a alternativa correta. 
a. Uma das principais críticas às teorias da subcultura delinquente é a de que ela não consegue 
oferecer uma explicação generalizadora da criminalidade, havendo um apego exclusivo a 
determinado tipo de criminalidade, sem que se tenha uma abordagem do todo. 
b. A teoria da anomia, sob a perspectiva de Durkheim, define-se a partir do sintoma do vazio 
produzido no momento em que os meios socioestruturais não satisfazem as expectativas culturais 
da sociedade, fazendo com que a falta de oportunidade leve à prática de atos irregulares para 
atingir os objetivos almejados. 
c. A teoria da anomia, sob a perspectiva de Merton, define-se a partir do momento em que a função 
da pena não é cumprida, por exemplo, instaura-se uma disfunção no corpo social que desacredita o 
sistema normativo de condutas, fazendo surgir a anomia. Portanto, a anomia não significa ausência 
de normas, mas o enfraquecimento de seu poder de influenciar condutas sociais. 
d. O utilitarismo da ação é um dos fatores que caracterizam a subcultura deliquencial sob a 
perspectiva de Albert Cohen. 
e. O sentimento de impunidade vivenciado por uma sociedade é antagônico ao conceito de anomia 
identificado sob a ótica de Durkheim. 
 
Comentários 
A teoria da subcultura delinquente é uma criação de Albert Cohen, na qual verificou a existência de 
subculturas criminosas nas gangues de delinquentes juvenis ao investigar o motivo de elevadas taxas de 
criminalidade nos jovens de classes baixas que residiam em bairros mais pobres. 
De acordo com o autor, isso ocorre, pois nesses bairros mais periféricos existe uma estrutura delinquente 
que elabora códigos de condutas e valores diversos, evidentemente, daqueles professados pela classe 
média. Isso só ocorre, pois a classe baixa sofre uma limitação aos valores adotados pela classe média, na 
verdade, pode-se dizer que ela não tem esse acesso. 
Portanto, ele se limita a tratar desses grupos marginalizados sem explicar os crimes cometidos por pessoas 
ricas. 
Gabarito: A 
 
 
 (FCC/DPE-AM DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Sobre as escolas criminológicas, é correto afirmar: 29.
a. A Escola de Chicago fomentou a utilização de métodos de pesquisa que propiciou o conhecimento 
da realidade da cidade antes de se estabelecer a política criminal adequada para intervenção 
estatal. 
b. A teoria da rotulação social busca compreender as causas da criminalidade por meio do processo de 
aprendizagem das condutas desviantes. 
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c. O positivismo criminológico desenvolveu a ideia de criminoso nato, aplicável contemporaneamente 
apenas aos inimputáveis. 
d. O abolicionismo penal de Louk Hulsman defende o fim da pena de prisão e um direito penal 
baseado em penas restritivas de direito e multa. 
e. A teoria da subcultura delinquente foi o primeiro conjunto teórico a empreender uma explicação 
generalizadora da criminalidade. 
 
Comentários 
Para explicar o crescimento da criminalidade nas grandes cidades, a Escola de Chicago utiliza os seguintes 
elementos: a desorganização social e áreas de delinquência. 
A Teoria Ecológica ou Teoria da Ecologia Criminal, oriunda da Escola de Chicago, sustenta que, para 
neutralizar o crescimento da criminalidade nas cidades, é necessário efetivar macrointervenções nas 
regiões afastadas e em áreas com alto nível de delinquência (criar áreas independentes e melhorar o 
ambiente arquitetônico). 
Gabarito: A 
 
 
 (CESPE/MA DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) De acordo com a teoria de Sutherland, os crimes 30.
são cometidos 
a. em razão do comportamento das vítimas e das condições do ambiente. 
b. por pessoas de baixa renda, exatamente em razão de sua condição socioeconômica desprivilegiada. 
c. em razão do comportamento delinquente herdado, ou seja, de origem biológica. 
d. por pessoas que sofrem de sociopatias oupsicopatias. 
e. por pessoas que convivem em grupos que realizam e legitimam ações criminosas. 
 
Comentários 
Pode-se concluir que o pensamento de Sutherland, sobre associação diferencial, pode ser resumido em 7 
ideias, a saber: 
A conduta criminosa pode ser aprendida como qualquer comportamento. 
A conduta criminosa é aprendida mediante um processo de comunicação com outras pessoas, 
o que requer um comportamento ativo por parte do agente. Isso significa que o simples fato de 
o indivíduo viver em um ambiente criminógeno não irá necessariamente torna-lo num infrator. 
A parte decisiva da aprendizagem da conduta criminosa ocorre no seio familiar e no círculo de 
amizade íntimas. 
Durante o processo de aprendizagem também são transmitidas as técnicas para a execução do 
delito, e até as justificativas para a conduta delituosa. 
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Os impulsos criminosos são aprendidos a partir de do ponto de vista que os contatos 
diferenciais apresentam sobre a lei e o sistema de valores vigente. 
O indivíduo se torna um delinquente quando aprendeu com seus contatos diferenciais mais 
sobre crimes que sobre leis. 
Os contatos diferenciais poder ter duração, intensidade influencia diferentes. 
Gabarito: E 
 
 
 (CESPE/DPE-PE DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Com relação às escolas e às teorias jurídicas do 31.
direito penal, assinale a opção correta. 
a. Os positivistas conclamavam a justiça a olhar para o crime como uma entidade jurídica, enquanto 
os clássicos encaravam o crime como fatos sociais e humanos. 
b. Na primeira metade do século passado, floresceu, na Universidade de Chicago, a chamada teoria 
ecológica ou da desorganização social, que considerava o crime um fenômeno ligado a áreas 
naturais. 
c. A labelling approach enxerga o comportamento criminoso como motivado por razões ontológicas 
ou intrínsecas, e não como decorrente do sistema de controle social. 
d. A escola clássica ficou marcada pelo método de fundo dedutivo que empregava na ciência do 
direito penal: o jurista deveria partir do concreto, ou seja, das questões jurídico-penais, para passar 
ao abstrato, ou seja, ao direito positivo. 
e. Os clássicos adotavam princípios relativos e que não se sobrepunham às leis em vigor, evitando leis 
draconianas e excessivamente rigorosas, com penas desproporcionais. 
 
Comentários 
Apesar da polêmica com essa questão devido à expressão “áreas naturais”, a alternativa que seria “mais 
correta” é a que trata da Teoria Ecológica. 
A Teoria Ecológica ou Teoria da Ecologia Criminal, oriunda da Escola de Chicago, sustenta que, para 
neutralizar o crescimento da criminalidade nas cidades, é necessário efetivar macrointervenções nas 
regiões afastadas e em áreas com alto nível de delinquência (criar áreas independentes e melhorar o 
ambiente arquitetônico). 
Gabarito: B 
 
 
 
 
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 (MPE/SC PROMOTOR DE JUSTIÇA – 2016) No âmbito das teorias criminológicas, a teoria da 32.
subcultura delinquente, originariamente conhecida como “Escola de Chicago”, assevera que a 
delinquência surge como resultado da estrutura das classes sociais, que faz com que alguns 
grupos aceitem a violência como forma de resolver os conflitos sociais. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentários 
Só pela introdução da aula vimos que apesar de fazerem parte do grupo das teorias do consenso a Teoria 
da Subcultura Delinquente não é conhecida como Escola de Chicago, são teorias distintas. 
As TEORIAS DO CONSENSO são aquelas que concentram suas análises nas consequências do delito e 
defendem a tese de que a finalidade da sociedade é atingida quando as pessoas partilham objetivos 
comuns e aceitam normas vigentes na sociedade, havendo o perfeito funcionalismo das instituições. 
Em outras palavras, é dizer que por intermédio do consenso é que a sociedade se estrutura em elementos 
que integrados serão funcionais e que se tornarão inesgotáveis, garantindo, consequentemente, a 
harmonia social. São exemplos de modelos teóricos com bases consensuais: a Escola de Chicago, Teoria da 
Associação Diferencial, Teoria da Subcultura Delinquente e a Teoria da Anomia. 
Gabarito: ERRADO 
 
 
 (VUNESP/SP PERITO CRIMINAL – 2014) A Teoria do labelling approach, a qual explica que a 33.
criminalidade não é uma qualidade da conduta humana, mas a consequência de um processo em 
que se atribui tal estigmatização, também é denominada teoria: 
a. da desorganização social. 
b. da rotulação ou do etiquetamento. 
c. da neutralização. 
d. da identificação diferencial. 
e. da anomia. 
 
Comentários 
A teoria do labeling approach, também chamda de interacionismo simbólico, etiquetamento, rotulação ou 
reação social, surgiu nos anos 1960, nos Estados Unidos. 
Gabarito: B 
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 (CESPE/DPF DELEGADO – 2013) Julgue o item a seguir, relacionados aos modelos teóricos da 34.
criminologia. 
A teoria funcionalista da anomia e da criminalidade, introduzida por Emile Durkheim no século XIX, 
contrapunha à ideia da propensão ao crime como patologia a noção da normalidade do desvio como 
fenômeno social, podendo ser situada no contexto da guinada sociológica da criminologia, em que se 
origina uma concepção alternativa às teorias de orientação biológica e caracterológica do delinquente. 
a. Certo 
b. Errado 
 
Comentários 
A Teoria da Anomia (estrutural/ funcionalista), que tem como maior nome o sociólogo Emile Durkhein , 
defende a normalidade do delito e a funcionalidade do crime, ou seja, em toda a sociedade haverá 
condutas desviadas em face das condutas regradas, sendo o delito a outra face da moeda. O delito deriva 
não de anomalias do individuo, mas sim de uma situação social onde falta coesão e ordem no tocante às 
normas e valores daquele local. Neste ambiente, o crime encontra terreno fértil para atuar. 
Gabarito: CERTO 
 
 
 (VUNESP/CE DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE – 2015) Sobre a teoria da “anomia”, é 35.
correto afirmar: 
a. é classificada como uma das “teorias de conflito” e teve, como autores, Erving Goffman e Howard 
Becker. 
b. foi desenvolvida pelo sociólogo americano Edwin Sutherland e deu origem à expressão white collar 
crimes. 
c. surgiu em 1890 com a escola de Chicago e teve o apoio de John Rockefeller. 
d. iniciou-se com as obras de Émile Durkheim e Robert King Merton, e significa ausência de lei. 
e. foi desenvolvida por Rudolph Giuliani, também conhecida como “Teoria da Tolerância Zero”. 
 
Comentários 
a) Errada. Ela é classificada como teoria do consenso, inexistindo participação dos órgãos de persecução 
estatal na imposição de modelos de condutas a serem seguidos. 
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b) Errada. Edwin Sutherland cunhou a expressão white collar crimes para definir os crimes cometidos por 
pessoas da elite, a exemplo dos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e fraude em licitações, em 
contraposição aos chamados blue collar crimes que se relacionam aos crimes cometidos por pessoas de 
baixa renda, tais como furtos, roubos e estelionatos. 
c) Errada. A teoria da anomia nãoé atribuída à Escola de Chicago, apesar de ambas serem consideradas 
teorias do consenso. Trata-se de temas diversos da Criminologia. 
d) Certa. A assertiva definiu corretamente o que vem a ser a anomia, sendo, em última análise ou numa 
visão mais literal, a ausência de lei. 
e) Errada. O prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani implementou a teoria da tolerância zero, mas que 
não se confunde com a anomia. Aquela teoria está relacionada à ideia de punição de qualquer conduta, por 
menor que seja, independentemente do bem jurídico violado. 
Gabarito: D 
 
 
 (MPE/GO PROMOTOR DE POLÍCIA SUBSTITUTO – 2014) O Procurador de Justiça Rogério Greco 36.
preconiza que “no que diz respeito às ciências criminais propriamente ditas, serve a criminologia 
como mais um instrumento de análise do comportamento delitivo, das suas origens, dos motivos 
pelos quais se delinque, quem determina o que se punir, quando punir, como punir, bem como se 
pretende, com ela, buscar soluções que evitem ou mesmo diminuam o cometimento das 
infrações penais”. No contexto da seara criminológica, aponte a alternativa incorreta: 
a. Stalking é um termo que designa a forma de violência na qual o sujeito ativo invade repetidamente 
a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição e meios diversos de atuação, 
resultando dano à sua integridade psicológica e emocional, restrição à sua liberdade de locomoção 
ou lesão à sua reputação, configurando, deste modo, uma modalidade de assédio moral. 
b. A teoria de anomia, a teoria da associação diferencial e a escola de Chicago são consideras teorias 
de consenso. 
c. A figura criminológica conhecida como “síndrome da mulher de potifar” pode ser utilizada como 
técnica de aferição da credibilidade da palavra da vítima nos crimes de conotação sexual. 
d. A “síndrome de Londres” se evidencia quando a vítima, como instinto defensivo, passa a apresentar 
um comportamento excessivamente lamurioso, demasiadamente submisso e com pedido contínuo 
de misericórdia. 
 
Comentários 
Na chamada “síndrome de Londres” a vítima passa a nutrir certo ódio pelos seus algozes, gerando uma 
antipatia e, consequentemente, até mesmo a sua morte. 
 Gabarito: D 
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 (VUNESP/SP FOTÓGRAFO DE TÉCNICO PERICIAL – 2014) Entende-se por mal vivência: 37.
a. o jovem que sai de casa antes de completar dezoito anos. 
b. o grupo polimorfo de indivíduos que vivem à margem da sociedade. 
c. a família que discute constantemente. 
d. o homem que bate na mulher. 
e. o filho que agride os pais. 
 
Comentários 
Segundo Hilário da Veiga de Carvalho, entende-se por mal-vivência, um grupo polimorfo de indivíduos que 
vivem à margem da sociedade, em situação de parasitismo, sem aptidão para o trabalho, em razão de 
causas endógenas e exógenas que representam um perigo social. Trata-se da constatação do potencial 
criminógeno da adoção deliberada ou desafortunada de um modo de vida marginal. 
Exemplos são os casos dos andantes, vagabundos, mendigos, prostitutas etc. 
Gabarito: B 
 
 (VUNESP/SP FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL – 2014) Os fatores que contribuem para a 38.
criminalidade de cunho social são: 
a. biológicos e mesológicos. 
b. ambientais e locais. 
c. oportunistas e costumeiros. 
d. ocasionais e cotidianos. 
e. relevantes e irrelevantes. 
 
Comentários 
Os fatores para a mal vivência podem ser de: 
I) origem biológica (mal vivência étnica: inadaptação às regras mínimas sociais de convívio. Ex. Ciganos. 
Mal vivência constitucional/orgânica: não fixação da moralidade em um lugar específico em função de uma 
instabilidade socioeconômica. Ex. Andarilhos, tropeiros etc. e ainda mal vivência de neuróticos: indivíduos 
com debilidade mental que adotam uma vida nômade) 
II) fatores mesológicos (infância abandonada: caracteriza-se por crianças órfãs e que vivam em lares 
abandonados ou desfeitos) 
Gabarito: A 
 
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 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Pode-se afirmar que o pensamento criminológico 39.
moderno é influenciado por uma visão de cunho funcionalista e uma de cunho argumentativo, 
que possuem, como exemplos, a Escola de Chicago e a Teoria Crítica, respectivamente. Essas 
visões também são conhecidas como teorias 
a. da ecologia criminal e do transtorno. 
b. do consenso e do conflito. 
c. do conhecimento e da pesquisa 
d. da formação e da dedução 
e. do estudo e da conclusão. 
 
Comentário 
As teorias se cunho sociológico analisam o contexto social que o indivíduo está inserido, bem como esse 
contexto tem o poder de influenciar, ou não, no cometimento de crimes. A doutrina clássica dividirá as 
teorias sociológicas em dois grandes grupos, quais sejam: teorias sociológicas do consenso e teorias 
sociológicas do conflito. 
As TEORIAS DO CONSENSO são aquelas que, de acordo com Paulo Sumariva (2017, p.65), concentram suas 
análises nas consequências do delito e defendem a tese de que a finalidade da sociedade é atingida 
quando as pessoas partilham objetivos comuns e aceitam normas vigentes na sociedade, havendo o 
perfeito funcionalismo das instituições. Noutras palavras, é dizer que por intermédio do consenso é que a 
sociedade se estrutura em elementos que integrados que serão funcionais e que se tornarão inesgotáveis, 
garantindo, consequentemente, a harmonia social. São exemplos de modelos teóricos com bases 
consensuais: a Escola de Chicago, Teoria da Associação Diferencial, Teoria da Subcultura Delinquente e a 
Teoria da Anomia. 
As TEORIAS DO CONFLITO, são de cunho argumentativo e sustem que a sociedade não se limita ao modelo 
de consenso pois está em contínuas mudanças. Sendo assim, consequentemente, os elementos de uma 
sociedade cooperam para a dissolução e não cooperação ou consenso, de forma que cabe ao controle 
social, a partir da coerção, do uso da força, quando da não voluntariedade dos indivíduos que habitam 
nessa sociedade, promover a harmonia social. 
Gabarito: B 
 
 (VUNESP/SP DELEGADO DE POLÍCIA 2014) A obra O homem delinquente, publicada em 1876, foi 40.
escrita por: 
a. Cesare Lombroso. 
b. Enrico Ferri. 
c. Rafael Garófalo. 
d. Cesare Bonesana. 
e. Adolphe Quetelet. 
 
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Comentários 
Foi Césare Lombroso que escreveu a obra O homem delinquente ou L’Umo Delinquente em 1876. Anote-
se que a característica dessa obra, muito cobrada em prova, consiste no fato de ela ter como fundamento 
ou base (como se refere alguns autores), o Contrato Social de Rousseau. Assim, a proposta era 
 A legalidade dos crimes e da mesma forma, das penas; 
 A prevenção geral das penas; 
 O fim da tortura; e da pena de morte, substituídos pela prisão perpétua 
Muito se destacou também a necessidade de leis mais claras além de publicidade nos julgamentos. 
Entendido? Então vamos aos comentários. 
Letra A: CORRETA. De fato, foi Cesare Lombroso que escreveu a obra O homem delinquente ou L’Umo 
Delinquente em 1876. 
Letra B: INCORRETA. Enrico foi responsável por escrever Sociologia Criminale em 1982. 
Letra C: INCORRETA. Rafael Garófalo escreveu a obra Criminologia em 1885. 
LETRA D: INCORRETA. Bonesana, também chamado de Marques de Beccaria, foi autor da famosíssima 
obra Dos delitos e das penas, escrita em 1764. 
Letra E: INCORRETA. O Destaque de Adolphe Queteletestá no fato de ele ser o autor principal da Escola 
Cartográfica, tendo publicado o Ensaio de física social em 1835. 
Então, pela ordem cronológica, que tal o seguinte quadro: 
 
 
Ano Obra Autor 
1764 Dos delitos e das penas 
Cesare Boesana / Marques de 
Beccaria / Beccaria 
1835 Ensaio de física social Adolphe Quetelet 
1876 O homem delinquente Cesare Lombroso 
1885 Criminologia Rafael Garófalo 
1892 Sociologia Criminale Enrico Ferri 
Gabarito: A 
 
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 (VUNESP/SP MÉDICO LEGISTA – 2014) Escola Criminológica que tem como expoente Albert 41.
Cohen, e que procura equacionar por meio de respostas não criminais e não punitivas o 
comportamento geralmente juvenil que desafia os modelos de produção consumista: 
a. Escola da Contracultura Contemporânea. 
b. Teoria da Subcultura Delinquente. 
c. Escola Socialista Cultural. 
d. Teoria do Comunismo Consciente. 
e. Teoria do Socialmente Razoável. 
 
Comentários 
Albert Cohen foi responsável por desenvolver teorias subculturais, em especial, a teoria da subcultura 
delinquente, em sua obra chamada de Delinquent Boys de 1955. 
Gabarito: B 
 
 (VUNESP/SP MÉDICO LEGISTA – 2014) São propostas da Escola de Chicago (“ecologia criminal”) 42.
para o controle da criminalidade: 
a. política de tolerância zero; criação de programas comunitários com intensificação das atividades 
recreativas; aumento das áreas verdes. 
b. prevalência do controle social formal sobre o informal; criação de comitês de apoios de pais e mães 
para a educação das crianças; melhoria das condições das residências e conservação física dos 
prédios. 
c. aumento das penas para o cometimento de delitos simples; criação de zonas de exclusão para 
isolamento das áreas mais perigosas; disseminação de atividades recreativas como escotismo e 
viagens culturais. 
d. mudança efetiva nas condições econômicas e sociais das crianças; reconstrução da “solidariedade 
social” por meio do fortalecimento das forças construtivas da sociedade (igrejas, escolas, 
associações de bairros); apoio estatal para redução e diminuição da pobreza e desemprego. 
e. controle individualizado, ou seja, controle específico e rígido sobre cada indivíduo; políticas 
uniformes em toda a cidade, diante do fracasso das estratégias “por vizinhança”; implantação de 
escolas e postos de saúde. 
 
Comentários 
Teoria Ecológica: A principal ideia dessa teoria é levar a sociedade moderna a ações preventivas, como 
escolas, hospitais, delegacias, iluminação pública, limpeza da cidade etc. 
Observamos esse aspecto no seguinte trecho da aula: 
Considerando a explosão demográfica que ocorria em Chicago, que, em uma fase experimental destacava 
um período de desenvolvimento econômico e industrial, atraindo pessoas de outros países, porém, de 
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outro lado, gravitava ao progresso a miséria e desigualdade sociais, bem como acúmulos de imigrantes etc. 
A teoria Ecológica ou de desorganização social, atribuiu o aumento de criminalidade à debilidade do 
controle social (IN)formal, ou seja, às famílias, escola, vizinhos, opinião pública, mídia, etc., pois de acordo 
com ela, à desordem justifica-se pela falta de integração e sentimento de solidariedade entre membros de 
uma sociedade. 
Gabarito: D 
 
 
 (PC/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2010) A teoria do “Labelling Approach” ou da Reação Social 43.
é também conhecida como: 
a. Teoria da Anomia. 
b. Teoria da Subcultura. 
c. Teoria Ecológica. 
d. Teoria do etiquetamento ou rotulação. 
e. Teoria Espacial. 
 
Comentário 
A Teoria Labbeling Approach, muito chamada de Teoria do Etiquetamento, foi considerada a escola 
criminológica mais rica em teorias. 
Antes de analisarmos, é importante que você saiba que esta teoria recebe outros nomes e que estes 
poderão ser explorados em sua prova. Assim, a Teoria do Etiquetamento, também é chamada de: 
 Labelling Approach; 
 Teoria da Rotulação Social; 
 Teoria da Reação Social; 
 Teoria do Interacionismo Simbólico. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP PERITO CRIMINAL – 2013) Assinale a alternativa correta. 44.
a. A Teoria do Controle postula que o crime ocorre como resultado de um equilíbrio entre os impulsos 
em direção à atividade criminosa e os controles éticos ou morais que a detêm. Interessa-se 
principalmente pelas motivações que os indivíduos possuem para executar os crimes. 
b. A Escola de Buffalo é o berço da moderna Sociologia americana. 
c. A moderna Sociologia Criminal contempla o fato delitivo invariavelmente como “fenômeno natural” 
e pretende explicá-lo em função de um determinado marco jurídico. 
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d. A Teoria Estrutural-Funcionalista explica o efeito criminógeno das grandes cidades, valendo-se dos 
conceitos de desorganização e contágio inerentes aos modernos núcleos urbanos e, sobretudo, 
invocando o debilitamento do controle social nestes núcleos. 
e. Teorias do Conflito, tradição na Sociologia Criminal norte-americana, pressupõem a existência, na 
sociedade, de uma pluralidade de grupos e subgrupos que, eventualmente, apresentam 
discrepâncias em suas pautas valorativas. 
 
Comentário 
A resposta da questão foi retirada do livro Criminologia do Professor Luiz Flávio Gomes, “diferentemente 
das teorias estrutural-funcionalistas, que partem do pressuposto de que os valores da sociedade são 
produto de um amplo consenso, as teorias do conflito pressupõem a existência na sociedade de uma 
pluralidade de grupos e subgrupos que, eventualmente, apresentam discrepâncias em suas pautas 
valorativas”. 
Gabarito: E 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2013) A Teoria do Etiquetamento ou do labelling 45.
approach inspirou no Direito Penal Brasileiro a instituição: 
a. da Lei de Segurança Nacional. 
b. do Código Penal Militar. 
c. da Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. 
d. da Teoria do Direito Penal do Inimigo. 
e. da Lei dos Crimes Hediondos. 
 
Comentário 
Segundo Nestor Sampaio, as consequências políticas da teoria do Labelling Approach são reduzidas àquilo 
que se convencionou chamar de “política dos quatro Ds” (descriminalização, diversão, devido processo 
legal e desinstitucionalização). No plano jurídico-penal, os efeitos criminológicos dessa teoria se deram no 
sentido da prudente não intervenção ou do direito penal mínimo. Existe uma tendência garantista de não 
prisionização, de progressão dos regimos de pena, de abolitio criminis etc. 
Portanto, a Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais é nítido exemplo de lei que prioriza a 
despenalização, utilizando-se de institutos diversos da pena privativa de liberdade. 
Gabarito: C 
 
 (FCC/DPE-SP DEFENSOR PÚBLICO – 2012) Assinale a alternativa correta. 46.
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a. A criminologia crítica defende a análise individualizada da periculosidade do agente como direito 
inerente ao princípio do respeito à dignidade humana. 
b. A Escola positivista pregava a análise puramente objetiva do fato, deixando em segundo plano as 
características pessoais de seu autor. 
c. A teoria retributiva dos finsda pena foi desenvolvida a partir dos estudos de Lombroso e Garofalo, 
em meados do século XVIII. 
d. A teoria do labelling approach dispõe-se a estudar, dentre outros aspectos do sistema punitivo, os 
mecanismos de reação social ao delito e a influência destes na reprodução da criminalidade. 
e. A teoria finalista da ação é fruto da concepção positivista de livre-arbítrio, que entende o homem 
como ser determinado pelas circunstâncias sociais. 
 
Comentário 
A teoria do Labelling Approach (Interacionismo Simbólico, Etiquetamento, Rotulação ou reação social), 
surgiu nos anos 1960, nos Estados Unidos. 
A ideia central desta Teoria fundou-se na possibilidade de a intervenção da justiça (modelo formal de 
Controle Social) na esfera criminal acentuar a criminalidade. Trata-se de uma teoria com teses intimamente 
ligadas aos processos de reação social, procedimento responsável pelo processo de criação de normas 
penais e também sociais relacionadas com o comportamento desviante. 
Na doutrina, há quem explique a Teoria do Etiquetamento (teoria do Labelling Approach, Interacionismo 
Simbólico, Rotulação ou reação social) como aquela que sustenta que a criminalidade, que na verdade, é 
resultado de um processo social de interação. 
De acordo com a doutrina, esse processo tende a ser seletivo e também discriminatório, que tem como 
premissa maior, atribuir meras qualidades de condutas desviadas a comportamento do autor, e, por isso, 
rotula-o ou dá-lhe um etiquetamento de delinquente, mas por interesse de um sistema social. 
Gabarito: D 
 
 (PC/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2012) Assinale a afirmativa correta. 47.
a. A Escola de Chicago faz parte da Teoria Crítica. 
b. O delito não é considerado objeto da Criminologia. 
c. A Criminologia não é uma ciência empírica. 
d. A Teoria do Criminoso Nato é de Merton. 
e. Cesare Lombroso e Raffaelle Garofalo pertencem à Escola Positiva. 
 
Comentários 
Cesare Lombroso e Raffaele Garofalo são nomes pertencentes à Escola Positiva. 
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A alternativa A, assunto da aula de hoje, está errada por a Escola de Chicago faz parte das Teorias do 
Consenso. 
Gabarito: E 
 
 (PC/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2012) O efeito criminógeno da grande cidade, valendo-se dos 48.
conceitos de desorganização e contágio inerentes aos modernos núcleos urbanos, é explicado 
pela: 
a. Teoria do Criminoso Nato. 
b. Teoria da Associação Diferencial 
c. Teoria da Anomia. 
d. Teoria do Labelling Aproach. 
e. Teoria Ecológica. 
 
Comentários 
a) Errada. A teoria do criminoso nato remonta às ideias de Cesare Lombroso da Escola Positivista, levando-
se em consideração elementos antropológicos na formatação do criminoso. 
b) Errada. A teoria da associação diferencial refere-se aos integrantes de um certo grupo que se associam 
por causa de elementos de identidade entre eles, mas que são diferentes daqueles outros pertencentes à 
sociedade tradicional. 
c) Errada. A teoria da anomia está ligada à ausência de normas capazes de reger os comportamentos 
humanos de uma dada sociedade. 
d) Errada. A teoria do labelling approach relaciona-se ao etiquetamento feito pelos órgãos de controles 
sociais formais na forma de atuar contra os comportamentos desviados. 
e) Certa. A teoria ecológica trabalha aspectos urbanísticos para aquilatar de forma clara o surgimento do 
crime, levando-se em consideração elementos da arquitetura de uma cidade, bem como a sua divisão em 
bairros. Como exemplo, a periferia é onde se concentra o maior número de crimes, uma vez que há uma 
clara ausência estatal em sua região. 
Gabarito: E 
 
 (FCC/DPE-AP DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Considere a seguinte citação. 49.
Trata-se das funções não declaradas da pena, que ampliam a ameaça punitiva para satisfazer a demanda 
social de castigo. A norma penal não se dirige estritamente à sua aplicação, senão que segue encaminhada 
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aos possíveis eleitores e a opinião pública em geral, para demonstrar que os governantes fazem algo contra 
o delito, procurando tranquilizar a sociedade mediante a ideia de uma eficaz atuação preventiva do Estado. 
No Direito Penal, o trecho citado refere-se a: 
a. funções penais transcendentes. 
b. esquerda punitivista. 
c. movimento de lei e ordem. 
d. direito penal simbólico. 
e. direito penal do inimigo. 
 
Comentários 
O chamado “direito penal simbólico” ou “direito penal de emergência” surge quando a sociedade clama 
por segurança pública e o legislador, tentando atender ao clamor acaba criminalizando condutas sem 
fundamento criminológico e de política criminal, acabando por ser uma mera ilusão de que o problema 
será solucionado. 
Gabarito: D 
 
 (FCC/DPE-AP DEFENSOR PÚBLICO – 2018) O desenvolvimento teórico do Garantismo é atribuído 50.
especialmente a Luigi Ferrajoli. A partir de suas ideias, 
a. o sistema penal oficial deve, ao fim e ao cabo, ser substituído por formas alternativas de resolução 
de conflitos. 
b. mais que evitar a prática de crimes, a pena se legitima por coibir reações informais violentas. 
c. embora tenha origem e matiz iluminista, atualmente encontra-se em direção oposta, como se pode 
extrair de seu decálogo teórico axiomático. 
d. possui aplicação direta em qualquer sistema penal e encontra respaldo na Constituição Brasileira 
por via interpretativa, por se tratar de um sistema democrático que tem como pressuposto a 
prevenção geral e especial negativa. 
e. foi adotado pelas linhas abolicionistas como uma possível solução à crise do sistema penal. 
 
Comentários 
No que tange ao Direito Penal Mínimo, Ferrajoli, enfatiza para a necessidade de tutela das liberdades 
individuais em face do arbítrio punitivo estatal. Desse modo, toda vez que sejam incertos ou 
indeterminados os pressupostos da responsabilidade penal, esta será afastada. 
Por outro lado, para que o Direito Penal seja racional, é imprescindível que suas intervenções sejam 
previsíveis, rechaçando-se reações informais violentas. Uma norma de limitação do modelo de direito 
penal mínimo é informada pela certeza e pela razão, consequentemente a responsabilidade será afastada 
ou atenuada toda vez que subsistir incerteza quanto aos pressupostos cognitivos da pena. 
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Gabarito: B 
 
 (UEG/GO DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) Sobre a Criminologia, desde a perspectiva de seu 51.
conceito, métodos e objetos, tem-se o seguinte: 
a. A partir dos estudos culturais (cultural studies), a criminologia clínica resgata os estudos do labelling 
approach. 
b. Os estudos culturais (cultural studies) permitiram o desenvolvimento da chamada criminologia 
cultural, responsável pela classificação pormenorizada de grupos desviantes, tais como punks ou 
grafiteiros. 
c. As vertentes criminológicas abarcadas sob a terminologia de saber criminológico pós-crítico, ainda 
que assim possam ser denominadas enquanto legatárias da criminologia crítica, mantêm-se 
atreladas ao projeto científico de um sistema universal de compreensão do crime. 
d. Os estudos realizados por Howard Becker sobre grupos consumidores de maconha, na década de 
50, nos Estados Unidos, deram origem à perspectiva criminológica cultural, por meio da qual é 
possível compreender a dimensão patológica do uso de drogas para os fins da intervenção estatalpreventiva e também repressiva sobre tráfico de entorpecentes. 
 
Comentário 
Questão retirada de um livro chamado "Criminologia Cultural e Rock", coletânea de artigos sobre o tema, 
publicado pela Lumen Juris. O título do artigo é Das Subculturas Desviantes ao Tribalismo Urbano 
(Itinerários da Criminologia Cultural através do Movimento Punk). 
"A referência teórica e metodológica primeira para o estudo criminológico sobre as formas de ativismo 
político urbano dos grupos identificados com a ética e a estética punk é a obra Outsiders: Studies in the 
Sociology of Deviance (1963), de Howard Becker." CARVALHO, Salo de. (pg. 163/164) 
Gabarito: E 
 
 
 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLÍCIAL – 2018) Na questão, assinale a alternativa contendo a 52.
informação que preenche corretamente a lacuna. 
A teoria _______ considera que o crime é um fenômeno natural da vida em sociedade; todavia, sua 
ocorrência deve ser tolerada, mediante estabelecimento de limites razoáveis, sob pena de subverter a 
ordem pública, os valores cultuados pela sociedade e o sistema normativo vigente. 
a. da associação diferencial 
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b. do etiquetamento ou labelling approach 
c. behaviorista 
d. da anomia 
e. da subcultura delinquente 
 
Comentários 
Os fundamentos da Teoria da Anomia partem da ideia que: 
A sociedade é vislumbrada como um organismo humano, que necessita realizar certas funções vitais para 
manter a própria sobrevivência. Quando isso não ocorre, surge a disfunção, falha no sistema de 
funcionamento da sociedade. Nesse caso deve a sociedade reagir para saná-la, estabelecendo limites 
razoáveis. 
Caso os mecanismos reguladores da vida em sociedade não consigam cumprir sua função, instala-se a 
anomia, ou seja, a ausência ou decomposição das normas sociais. 
Gabarito: D 
 
 (VUNESP/DPE-RO DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO – 2017) É possível encontrar relatos em 53.
reportagens jornalísticas e em investigações criminais de situações em que teoricamente o poder 
do Estado não alcança, exemplo é a teoria de que organizações criminosas mantêm “códigos de 
condutas” próprios e que execuções de integrantes das facções são consideradas “justas” dada a 
gravidade das “infrações” praticadas dentro das citadas “regras”. Também é possível, ao ouvir 
uma música com a expressão “é melhor viver pouco como um rei do que muito como um Zé”, ter 
a ideia de que o crime compensaria, pois se fossem respeitadas as regras sociais, a maioria dos 
jovens não conseguiria alcançar uma condição de vida satisfatória diante da falta de 
oportunidades para a ascensão social. 
Os fatos sugeridos podem ser usados como exemplos de quais teorias criminológicas, também chamadas 
de teorias do consenso? 
a. Ecologia do Crime e Desorganização Cultural. 
b. Labbelling Approach e Reorganização Cultural. 
c. Aculturação e Reação História. 
d. Distanciamento e Associação Diferencial. 
e. Subcultura Delinquente e Anomia. 
 
Comentários 
As TEORIAS DO CONSENSO são aquelas que, de acordo com Paulo Sumariva (2017, p.65), concentram suas 
análises nas consequências do delito e defendem a tese de que a finalidade da sociedade é atingida 
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quando as pessoas partilham objetivos comuns e aceitam normas vigentes na sociedade, havendo o 
perfeito funcionalismo das instituições. 
Em outras palavras, é dizer que por intermédio do consenso é que a sociedade se estrutura em elementos 
que integrados serão funcionais e que se tornarão inesgotáveis, garantindo, consequentemente, a 
harmonia social. São exemplos de modelos teóricos com bases consensuais: a Escola de Chicago, Teoria da 
Associação Diferencial, Teoria da Subcultura Delinquente e a Teoria da Anomia. 
Gabarito: E 
 
 
 (FAPEMS/MS DELEGADO DE POLÍCIA – 2017) Tendo como premissa o estudo da Teoria 54.
Criminológica da Anomia, analise o problema a seguir. 
O senhor X, 55 anos, bancário desempregado, encontrou, como forma de subsistência própria e da família, 
trabalho na contravenção (apontador do jogo do bicho em frente à rodoviária da cidade). Por lá 
permaneceu vários meses, sempre assustado com a presença da polícia, mas como nunca sofreu qualquer 
repreensão, inclusive tendo alguns agentes como clientes dentre outras autoridades da cidade, continuou 
sua labuta diária. Y, delegado de polícia, recém-chegado à cidade, ao perceber a prática contravencional, a 
despeito da tolerância de seus colegas, prende X em flagrante. No entanto, apenas algumas horas após sua 
soltura, X retornou ao antigo ponto continuando a receber apostas diárias de centenas de pessoas da 
comunidade. 
Assinale a alternativa correta correspondente a esse caso. 
a. A teoria da anomia advém do funcionalismo penal, que defende a pertinência da norma enquanto 
reconhecida pela sociedade como necessária para a solução dos conflitos sociais, tendo sido 
arbitrária a conduta do delegado. 
b. A anomia, no contexto do problema, dá-se pelo enfraquecimento da norma, que já não influencia o 
comportamento social de reprovação da conduta, quando a sociedade passa a aceitá-la como 
normal. 
c. A atitude dos demais policiais caracteriza o poder de discricionariedade legítimo do agente de 
segurança pública, diante da anomia social caracterizada da norma que perde vigência pela 
ausência de funcionalidade. 
d. A atitude do delegado expressa a representação da teoria da anomia, em que a norma não perde 
sua força de coerção social, pois, somente revogada por outra norma, independente do 
comportamento do infrator. 
e. A teoria da anomia não tem aplicação no caso em análise, pois sob o aspecto criminológico é 
necessário que estejam presentes no estudo do fenômeno o delinquente, a vítima e a sociedade. 
 
Comentários 
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Letra A: ERRADA. A Teoria da Anomia não defende a pertinência da norma enquanto reconhecida 
pela sociedade como necessária para a solução dos conflitos sociais, ao contrário, essa teoria 
entende que uma conduta é criminalizada quando fere o sendo coletivo da sociedade. Por isso, não 
há que se dizer que a conduta do Delegado foi arbitrária, ao contrário, o agente público estava 
cumprindo a norma, evitando assim, um estado de anomia (que é o caos descrito por Durkhein). 
Letra B: CORRETA. É exatamente isso. Para a teoria da anomia, se a punição não consegue 
demonstrar qual é a norma social vigente, pode ocorrer uma anomia, trazendo uma espécie de 
perdas de referências da consciência coletiva de que praticar determinada conduta não é aceito pela 
sociedade. 
Letra C: ERRADA. A teoria da anomia respeita a derrogação da norma, sendo assim, até que a norma 
seja derrogada ela deve continuar sendo aplicada pelo agente público, neste caso, especificamente, 
pelo Delegado de Polícia e demais agentes da segurança pública. 
Letra D: ERRADA. Para a teoria da anomia a norma pode sim perder seu valor social ainda que não 
tenha sido expressamente derrogada. 
Letra E: ERRADA. Absolutamente errada a afirmativa. De cara o aluno já poderia descarta-la, basta 
saber que 04 (quatro) são os objetos de estudo da criminologia: i) crime, ii) criminoso iii) vítima e iv) 
controle social. Embora nem todas as teorias se dediquem a todos eles simultaneamente, os quatro 
elementos estão presentes no estudo do fenômeno criminológico.Gabarito: B 
 
 
 (FAPEMS/MS DELEGADO DE POLÍCIA – 2017) A atividade policial dentre suas finalidades deve 55.
prevenir e reprimir o crime. Em particular, à polícia judiciária cabe investigar, com o fim de 
esclarecer fatos delitivos que causaram danos a bens jurídicos relevantes tutelados pelo direito 
penal. A criminologia dada a sua interdisciplinaridade constitui ciência de suma importância na 
atividade policial por socorrer-se de outras ciências para compreender a prática delitiva, o 
infrator e a vítima, possuindo métodos de investigação que visam a atender sua finalidade. 
Diante do exposto, assinale a alternativa correta sobre a criminologia como ciência e seus 
métodos. 
a. Como ciência dedutiva; a criminologia se vale de métodos científicos, humanos e sociais, abstratos, 
próprios do Direito Penal. 
b. A criminologia, ciência lógica e normativa, busca determinar o homem delinquente utilizando para 
isso métodos físicos, psicológicos e sociológicos. 
c. A criminologia é baseada principalmente em métodos físicos, individuais e coletivos, advindos das 
demais ciências jurídico-penais, caracterizando-a como dogmática. 
d. Os métodos experimental e lógico auxiliam a investigação da criminologia, integrando várias áreas, 
dada sua natureza de ciência disciplinar. 
e. Os métodos biológico e sociológico são utilizados pela criminologia, que, por meio do empirismo e 
da experimentação, estuda a motivação criminosa do sujeito. 
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Comentários 
Letra A: ERRADA. A criminologia não é ciência dedutiva, mas empírica. Empírico é um adjetivo, significa: 
“Que se baseia na experiência ou dela resulta“ ou ainda “Que resulta da prática, da observação e não da 
teoria” e é exatamente a partir de experiências e observações que a criminologia surge e se desenrola no 
decorrer dos anos. Inclusive, vale lembrar que este é um dos atributos que a diferencia do direito penal, o 
método empírico. 
 
Letra B: ERRADA. A criminologia não é normativa tampouco busca determinar o homem, mas 
compreende-lo. Além disso, sua natureza é interdisciplinar e, por isso, utiliza-se de outras ciências para 
compreender seus objetos de estudo, podendo utilizar de questões psicológicas, sociológicas, físicas e etc. 
 
Letra C: ERRADA. A criminologia não é ciência dogmática, mas empírica. Vide Comentários da alternativa A. 
Letra D: ERRADA. A criminologia não é ciência disciplinar, mas interdisciplinar. Com isso, é dizer que ela se 
afetiva nas relações com outras disciplinas. 
Letra E: CORRETA. A criminologia, de fato, utiliza tais métodos, inclusive, por seu caráter interdisciplinar. 
Gabarito: E 
 
 (FAPEMS/MS DELEGADO DE POLÍCIA – 2017) Dentro da criminologia, tem-se a vertente da 56.
vitimologia, que estuda de forma ampla os aspectos da vítima na criminalidade, e é dividida em 
primária, segundária e terciária. Da análise dessa divisão, pode-se afirmar que a vitimização 
terciária ocorre, quando: 
a. a vítima tem três ou mais antecedentes. 
b. a vítima é parente em terceiro grau do ofensor. 
c. um terceiro participa da ação criminosa. 
d. a vítima é abandonada pelo estado e estigmatizada pela sociedade. 
e. duas ou mais pessoas cometem o crime. 
 
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Comentários 
Letra A: ERRADA. A vitimização terciária não tem nada a ver com a afirmação, ela não se dedica a analisar 
antecedentes da vítima. Na verdade, ocorre a vitimização terciária nos casos em que os órgãos 
competentes e o Estado faltam com o amparo à vítima. 
Letra B: ERRADA. O grau de parentesco entre vítima e o ofensor não é elemento proposto nas 
classificações de vítima primária, secundária ou terciária. 
Letra C: ERRADA. A quantidade de agentes envolvidos no crime não é classificação da vitimologia, mas sim, 
do Direito Penal por intermédio do CP ou de Legislação Especial. Aquele, nos casos de Associação 
Criminosa (art. 288, CP), este, no caso de Organização Criminosa (Lei n 12.850/2013). 
Letra D: CORRETA. De fato, a vitimização terciária corresponde aos casos em que a vítima é abandonada 
pelo estado e estigmatizada pela sociedade. 
Letra E: ERRADA. Vide Comentários s letra C. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/CE DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 1ª CLASSE – 2015) Assinale a alternativa correta em 57.
relação aos modelos teóricos de reação social ao delito. 
Vitimização 
Primária 
•Prejuízos 
advindos 
diretamente 
do delito 
praticado 
Vitimização 
Secundária 
•A vítima agora é 
REvitimizada pelo 
tratamento das intituições 
FORMAIS ou INFORMAIS 
no curso do processo; 
Vitimização 
terciária 
•Pela terceira vez, a 
vítima sofre, agora 
com o abandono do 
ESTADO e de SEU 
GRUPO SOCIAL 
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a. São três os modelos: o dissuasório, o ressocializador e o integrador; o primeiro, também conhecido 
como modelo clássico, tem o foco na punição do criminoso, procurando mostrar que o crime não 
compensa; o segundo tem o foco no criminoso e sua ressocialização, procurando reeducá-lo para 
reintegrá-lo à sociedade; e o terceiro, conhecido como justiça restaurativa, que defende uma 
intervenção mínima estatal em que o sistema carcerário só atuará em último caso. 
b. Apresentam dois modelos bem distintos: o tradicional e o moderno, por entender que um tem foco 
na punição e recuperação do delinquente, e o outro tem foco na reparação do delito; o primeiro 
olha para o delinquente e o segundo, somente para a vítima, não importando a recuperação do 
delinquente. 
c. Estão divididos em dois modelos: o concreto e o abstrato, nos quais os objetivos são comuns, ou 
seja, ambos estão focados no sujeito ativo do delito e em como fazer com que ele não volte a 
delinquir; o primeiro visa aplicar uma pena privativa de liberdade e o segundo, uma pena 
pecuniária. 
d. São três os modelos teóricos: o moderno, o contemporâneo e o tradicional; o modelo moderno 
objetiva tratar a prevenção do delito como um problema social, no qual todos têm responsabilidade 
na ressocialização do criminoso; o modelo contemporâneo entende que há necessidade das penas 
serem proporcionais ao bem jurídico protegido, enquanto que o modelo tradicional busca no 
sistema de justiça criminal (Polícia, Ministério Público, Poder Judiciário e Sistema Penitenciário) a 
efetividade para a prevenção do delito. 
e. São caracterizados por três modelos, também conhecido como as três velocidades do direito penal, 
um direito penal mais “duro” para os crimes mais violentos, um direito penal mais brando, como, 
por exemplo, para os crimes de menor potencial ofensivo e um direito penal intermediário, um 
meio termo, para os demais crimes. 
 
Comentários 
a) Certa. Os modelos de reação ao crime são os três assinalados na questão. O clássico que se relaciona 
com a imposição clássica de um castigo a alguém por meio do Estado, sem preocupar-se com a pessoa da 
vítima ou com a ressocialização do delinquente. O ressocializador que já passa a dar atenção para a 
reinserção social do agente de um crime, de forma a fazer com que ele volte para a sociedade melhor do 
que saiu dela, quando fora preso. O integrador que leva em conta o comportamento do autor de forma a 
reparar o dano causado à vítima por meio da conduta criminosa, sendo o Estado mero coadjuvante nesse 
tipo de modelo35. 
b) Errada. Os modelos citados na assertivaem nada se relacionam com o que a Criminologia trabalha de 
forma tradicional. 
 
 
35 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva. 
2018. p. 176. 
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c) Errada. Tais modelos inexistem na sistemática da Criminologia. 
d) Errada. Da mesma forma explicitada anteriormente, tais modelos citados na assertiva inexistem nos 
estudos da Criminologia. 
e) Errada. As velocidades do Direito Penal em nada se assemelham ao que a Criminologia trabalha nos 
modelos de reação ao crime. 
Gabarito: A 
 
 (VUNESP/SP FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL – 2014) Os meios de comunicação em massa, 58.
sobretudo a televisão, 
a. apenas divulgam notícias, não criando qualquer estereótipo de comportamento. 
b. em hipótese alguma, são fatores que influenciam na criminalidade. 
c. cumprem a Constituição Federal, apresentando programação que respeita valores éticos da pessoa 
humana. 
d. influenciam na criminalidade, acobertados por um discurso de “liberdade de imprensa”, exibindo 
sexo e violência. 
e. influenciam na criminalidade ao ajudar na formação social e cultural do indivíduo. 
 
Comentários 
Meios de comunicação dos mais variados como rádio, TV, jornais, filmes, mídias digitais, exercem grande e 
influente função pedagógicas, sobre a sociedade, podendo o fomento e a divulgação da criminalidade 
influenciar na criminalidade. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) O indivíduo que é lesado por um estelionatário, o 59.
qual aplica-lhe o clássico golpe do “bilhete premiado”, é considerado, de acordo com a 
classificação proposta por Mendelsohn, vítima. 
a. exclusivamente culpada. 
b. inocente. 
c. tão culpada quanto o criminoso. 
d. menos culpada do que o criminoso. 
e. mais culpada do que o criminoso. 
 
Comentários 
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Vítima tão culpada quanto o delinquente: é aquela cuja participação ativa é imprescindível para a 
caracterização do crime. Como no caso narrado, no qual há torpeza bilateral. 
Gabarito: C 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Do ponto de vista criminológico, a conduta dos 60.
membros de facções criminosas, das gangues urbanas e das tribos de pichadores são exemplos da 
teoria sociológica da(o): 
a. abolicionismo penal 
b. subcultura delinquente. 
c. identidade pessoal. 
d. minimalismo penal. 
e. predisposição nata à criminalidade 
 
Comentários 
A teoria da subcultura delinquente é uma criação de Albert Cohen, em sua obra chamada de Delinquent 
Boys de 1955. 
Daí porque, surge um natural estado de frustação que vai impelir o jovem a aderir uma subcultura (de 
grupo). Consequentemente, o comportamento criminoso, segundo Cohen, é uma rebelião contra o 
sistema, norma e valores estabelecidos pela classe média. 
Evidentemente, o conceito da teoria da subcultura pode ser aplicado ainda nos dias de hoje, veja que, de 
fato, alguns grupos de excluídos socialmente aglutinam-se e formam verdadeiros Estados Paralelos, a 
exemplo: Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Família do Norte (FDN). 
Gabarito: B 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Entende-se como controle social o conjunto de 61.
mecanismos e sanções sociais que visam submeter o homem aos modelos e normas do convívio 
comunitário. Desta forma, são exemplos de influências no controle social informal: 
a. Administração Penitenciária, PROCON e Judiciário. 
b. Polícia Militar, Ministério Público e Guarda Municipal. 
c. Tribunal de Contas, Forças Armadas e Ordem dos Advogados do Brasil. 
d. Família, Escola e Igrejas. 
e. Partidos Políticos, Conselho Tutelar e Polícia Civil. 
 
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Comentários 
Tem-se o controle social informal, que se reflete nos órgãos da sociedade civil: família, escola, ciclo 
profissional, opinião pública, clubes de serviço, igrejas etc. 
De outro lado, destaca-se o controle social formal, representado pelas instâncias políticas do Estado, isto 
é, a Polícia, o Ministério Público, a Justiça, as Forças Armadas, a Administração Penitenciária etc. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) A reparação dos danos e a indenização dos 62.
prejuízos à vítima são vistas pela doutrina com: 
a. uma importante tendência político-criminal observada na Lei n.º 9.099/95. 
b. um problema que cabe apenas ao Direito Civil tratar. 
c. uma teoria que vê a vítima como uma parte autossuficiente no crime. 
d. algo obsoleto, que não cabe mais sua discussão. 
e. um fato que serve exclusivamente como base para cálculo da pena do criminoso. 
 
Comentários 
Modelo restaurador (integrador): é também chamada de "justiça restaurativa" e procura restabelecer o 
status quo ante, visando a reeducação do infrator, a assistência à vítima e o controle social afetado pelo 
crime. Gera sua restauração mediante a reparação do dano causado. 
Gabarito: A 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Quando ocorre a falta de amparo da família, dos 63.
colegas de trabalho e dos amigos, e a própria sociedade não acolhe a vítima, incentivando-a a não 
denunciar o delito às autoridades, ocorrendo o que se chama de cifra negra, está-se diante da 
vitimização: 
a. caracterizada. 
b. secundária. 
c. descaracterizada. 
d. primária. 
e. terciária. 
 
Comentários 
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Vitimização terciária é a discriminação que a vítima recebe de seus familiares, amigos e colegas de 
trabalho, em forma de segregação e humilhação, por conta do delito por ela sofrido. 
Gabarito: E 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Nos crimes de extorsão mediante sequestro, por 64.
exemplo, pode ocorrer a chamada Síndrome de Estocolmo, que consiste: 
a. na doença que os sequestradores sofrem. 
b. na identificação afetiva da vítima com o criminoso, pelo próprio instinto de sobrevivência. 
c. em uma teoria que os órgão públicos utilizam para reduzir a criminalidade. 
d. no arrependimento do criminoso em razão do descontrole emocional 
e. no trauma que a vítima adquire em razão do sofrimento. 
 
Comentários 
Na Síndrome de Estolcomo, a vítima se aproxima do sequestrador como instinto de sobrevivência. 
Gabarito: B 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) A teoria do labelling approach é uma das mais 65.
importantes teorias do conflito. Surgiu na década de 60 nos Estados Unidos da América e tem, 
como um de seus principais autores, Howard Becker. 
Essa teoria também é conhecida como teoria. 
a. cultural ou de modismo. 
b. da associação diferencial ou white colar crimes. 
c. do estudo ou da pesquisa. 
d. do etiquetamento ou da rotulação. 
e. da anomia ou da subcultura delinquente 
 
Comentário 
A Teoria Labbeling Approach, muito chamada de Teoria do Etiquetamento, foi considerada a escola 
criminológica mais rica em teorias. 
Antes de analisarmos, é importante que você saiba que esta teoria recebe outros nomes e que estes 
poderão ser explorados em sua prova. Assim, a Teoria do Etiquetamento, também é chamada de: 
 Labelling Approach; Teoria da Rotulação Social; 
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 Teoria da Reação Social; 
 Teoria do Interacionismo Simbólico. 
Gabarito: D 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) A obra Dos Delitos e Das Penas de 1764 foi 66.
escrita por: 
a. Adolphe Quetelet. 
b. Francesco Carrara 
c. Giovanni Carmignani. 
d. Cesare Bonesana 
e. Cesare Lombroso 
 
Comentário 
Cesare Bonesana, também chamado de Marques de Beccaria, foi autor da famosíssima obra Dos delitos e 
das penas, escrita em 1764. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL – 2013) Constituem medidas diretas de 67.
prevenção do delito, dentre outras: 
a. o planejamento familiar e a alfabetização de adultos. 
b. os programas de incentivo à qualificação profissional. 
c. a campanha de prevenção de doenças e o incentivo à frequência a cultos religiosos 
d. os programas de construção de moradias populares. 
e. as políticas públicas de desestímulo ao jogo de azar, à prostituição e ao consumo de drogas ilícitas 
 
Comentários 
A prevenção criminal dá-se por meio da adoção de um conjunto de medidas direta (profilaxia direta: 
Direcionam-se à infração penal em formação in intinere) ou indiretas (profilaxia indireta: Recaem de forma 
indireta sobre o crime, atuando sobre suas causas e tendo como alvo o indivíduo e o meio em 
personalidade, caráter e temperamento, como motivadores de sua conduta), com o escopo inibitório do 
fenômeno criminal. 
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Portanto, dentre as alternativas a única que representa uma medida direta são as politicas públicas de 
desestímulo ao jogo de azar, à prostituição e ao consumo de drogas, ou seja, incidem sobre a infração 
penal em si. 
Gabarito: E 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2014) O conceito de prevenção delitiva, no Estado 68.
Democrático de Direito, e as medidas adotadas para alcançá-la são. 
a. o conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito, atingindo direta e indiretamente o 
delito. 
b. o conjunto de ações que visam estudar o delito, atingindo direta e indiretamente o criminoso 
c. o conjunto de ações adotadas pela vítima que visam evitar o delito, atingindo o delinquente direta e 
indiretamente. 
d. o conjunto de ações que visam estudar o criminoso, atingindo o ato delitivo direta e indiretamente. 
e. o conjunto de ações que visam estudar o crime, atingin- do o criminoso direta e indiretamente. 
 
Comentários 
Seguindo na ideia da orientação de cunho prevencionista, diz-se que a prevenção delitiva, portanto, nada 
mais é do que o conjunto de ações que visam evitar, direta ou indiretamente, a ocorrência do delito. 
É por esta razão que um conjunto de normas e regras às quais todos devem se sujeitar são editadas. Daí 
porque, havendo a transgressão cabe aos Estados acionar o Judiciário para o Exercício de sua pretensão 
punitiva restaurar a ordem. 
Gabarito: A 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2014) Uma das formas que o Estado Brasileiro adota 69.
como controle e inibição criminal é a pena prevista para cada crime, cuja teoria adotada pelo 
Código Penal Brasileiro é a mista, de acordo com o artigo 59 do Código Penal, que tem como 
finalidade a: 
a. prevenção e a retribuição 
b. indenização e a repreensão. 
c. punição e a reparação. 
d. inibição e a reeducação. 
e. conciliação e o exemplo. 
 
Comentários 
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Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, 
aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, 
estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação (RETRIBUIÇÃO) e prevenção do crime 
(PREVENÇÃO) 
Gabarito: A 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2014) A teoria do neorretribucionismo, com origem 70.
nos Estados Unidos, também conhecida por “lei e ordem” ou “tolerância zero”, é decorrente da 
teoria. 
a. “positiva” 
b. “janelas quebradas” 
c. “clássica” 
d. “cidade limpa” 
e. “diferencial”. 
 
Comentários 
Alguns autores denominam a teoria janelas quebradas ou política Tolerância Zero e Lei e Ordem 
implementadas com base no Direito Penal Máximo, de Neorretribucionismo ou Realismo de Direita, uma 
vez que se confere ao sistema penal a responsabilidade em fazer com que o meio social fique em paz, 
usando-se da força e da coerção, pouco importando a pessoa do criminoso. Em outras palavras, o que se 
prega é a pura concepção de que a prevenção geral solucionará todos os problemas com o temor iminente 
de uma pena. Todavia, o que não se levou em consideração é que boa parte da população não atua com 
base no medo, mas sim no utilitarismo que a infração penal pode fornecer. 
Gabarito: B 
 
 
 (VUNESP/SP AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA – 2013) Compreende-se por “prevenção delitiva” o 71.
conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito. Assim sendo, a prevenção terciária 
está focada. 
a. na migração, com o objetivo de evitar grande concentração populacional numa determinada região, 
favorecendo o desemprego, moradias irregulares e conflito étnico. 
b. no recluso, o que permite identificar o destinatário; visa a sua recuperação, evitando a reincidência, 
é rea lizada por meio de medidas socioeducativas e ressocializadoras. 
c. na raiz do conflito criminal, para neutralizá-lo antes que o problema se manifeste, como educação, 
em- prego, moradia e segurança; é, sem dúvida nenhuma, a mais eficaz. 
d. nos setores da sociedade que podem, a médio e longo prazos, desencadear problemas criminais; 
apresenta-se por meio de ações policiais e controle dos meios de comunicação. 
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e. no controle de natalidade, por meio de ações educativas de planejamento e controle familiar, 
estruturado nos programas sociais do governo com apoio financeiro. 
 
Comentários 
A prevenção terciária atua após o delito e tem como destinatária a população carcerária, assumindo 
caráter ressocializador com o escopo de evitar a reiteração criminosa. 
Gabarito: B 
 
 
 (VUNESP/SP AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) Quanto à teoria neorretribucionista, 72.
é correto afirmar: 
a. surgiu na Europa, no século passado, baseada na teoria do consenso, tem como objetivo coibir o 
crime organizado e os crimes transnacionais, o que inibiria os crimes menos graves. 
b. surgiu na Itália, na década de sessenta, é uma das mais importantes teorias do conflito, por meio 
dessa teoria, a criminalidade não é resultante somente da conduta humana, mas a consequência de 
um processo em que se atribui uma qualidade à pessoa. 
c. surgiu nos Estados Unidos, inspirada na escola de Chicago, com a denominação “lei e ordem” ou 
“tolerância zero”, decorrente da teoria das janelas quebradas, tem como objetivo coibir os 
pequenos delitos, o que inibiria os mais graves. 
d. surgiu na Alemanha, no século XIX, defende que o comportamento do criminoso é aprendido, 
nunca herdado, criado ou desenvolvido pelo sujeito ativo, tem como objetivo identificar e punir 
rigorosamente o criminoso para servir de exemplo, a chamadaprevenção geral. 
e. surgiu na Inglaterra, está baseada na teoria da sub- cultura delinquente, ou seja, o comportamento 
criminoso é um sintoma de dissociação entre as aspirações socioculturais e os meios desenvolvidos 
para alcançar essas aspirações. 
 
Comentários 
A teoria da Tolerância Zero, inspirada na Escola de Chicago, diz que ao menor sinal de prática criminosa, 
como um simples furto ou uso de maconha, a ordem era prender e punir, de forma a impedir o 
encorajamento de outros crimes mais graves. A ideia era a de que se os crimes mais simples fossem 
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punidos a sociedade estaria ciente de que o Estado está presente e vai punir qualquer conduta praticada às 
margens da lei36. 
Isso significa que, à luz da Política de Tolerância Zero todas as condutas contrárias ao ordenamento 
jurídico, por menor que sejam, devem ser punidas, sob pena de crimes básicos como de furto e uso de 
drogas eclodirem em crimes de roubo e de tráfico de drogas. 
Gabarito: C 
 
 
 (VUNESP/SP AGENTE DE POLÍCIA – 2013) Entende(m)-se por prevenção primária: 73.
a. as ações policiais dirigidas aos indivíduos vulneráveis. 
b. as políticas públicas dirigidas aos grupos de risco. 
c. aquela dirigida exclusivamente ao preso, em busca de sua reinserção familiar e/ou social. 
d. o trabalho de conscientização social, o qual atua no fenômeno criminal, em sua etiologia. 
e. aquela que age em momento posterior ao crime ou na iminência de seu acontecimento. 
 
Comentários 
A prevenção primária consiste nos programas de prevenção e conscientização destinados a criar os 
pressupostos aptos a neutralizar as causas do delito, como a educação, e a socialização – enfoque 
etiológico -. Incide sobre as causas do problema, quer dizer, na concretização de direito fundamentais de 
todos, como acesso a saúde, educação, moradia, trabalho, segurança, enfim, da qualidade de vida. Tem 
como destinatário toda a população, demanda investimento de alto custo, e exige tempo para produzir 
resultados, pois visa a melhoria da qualidade de vida das pessoas, de forma a permitir que resolvam seus 
conflitos sem violência. Os administradores públicos (Presidente da República, Governadores etc.) são 
incumbidos de sua concretização, que deverá incidir sobre a raiz do problema. Assim, a qualidade na 
prestação de serviços públicos, intervenção comunitária, implementação de direitos sociais e a 
conscientização da sociedade devem reduzir as situações carências criminógenas. Trata-se, pelo exposto, 
de instrumentos preventivos de médio e longo prazo. 
Gabarito: D 
 
 
 
 
36 Op. Cit., p. 69. 
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 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) A prevenção criminal secundária é aquela que 74.
atua: 
a. na recuperação do recluso, visando a sua socialização por meio do trabalho e estudo, evitando sua 
reincidência. 
b. em setores específicos ou de maior vulnerabilidade da sociedade, por meio de ação policial, 
programas de apoio e controle das comunicações. 
c. na qualidade de vida de um povo, na proteção aos bens patrimoniais e nos direitos individuais e 
sociais. 
d. nos direitos sociais universalmente conhecidos, como educação, moradia e segurança. 
e. na reparação do dano causado em razão da delinquência, assistindo o recluso com programas 
psicológicos e de assistência social. 
 
Comentários 
A prevenção secundária atua em momento posterior ao crime ou na sua iminência. Desta maneira, conduz 
sua atenção para o momento e local em que o fenômeno da criminalidade se revela, orientando-se pelos 
grupos que apresentam maior risco de sofrer ou praticar o delito. 
Gabarito: B 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) O estudo da vitimologia atual, baseada numa 75.
tendência política criminal eficiente, privilegia: 
a. a assistência social ao delinquente, bem como um atendimento eficiente do poder público. 
b. a assistência psicológica à vítima e tratamento adequado ao delinquente, para sua recuperação. 
c. uma pena que recupere o delinquente, sociabilizando-o, com trabalho e educação. 
d. uma punição exemplar para o delinquente, de forma que se cumpra a função retributiva da pena. 
e. a reparação dos danos e indenização dos prejuízos da vítima. 
 
Comentários 
Atualmente fala-se em modelo restaurador (integrador), que recebe também a denominação de "justiça 
restaurativa", que tem como foco restabelecer o "status quo ante", visando a reeducação do infrator, a 
assistência da vítima e o controle social afetado pelo crime, gerando, assim, a restauração mediante a 
reparação do dano causado. 
Gabarito: E 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) Uma das mais importantes teorias do conflito; 76.
surgiu nos Estados Unidos nos anos de 1960, e seus principais expoentes foram Erving Goffman e 
Howard Becker. Trata-se da: 
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a. Teoria do labelling approach. 
b. Teoria da subcultura delinquente. 
c. Teoria da desorganização social. 
d. Teoria da anomia. 
e. Teoria das zonas concêntricas. 
 
Comentário 
A teoria do Labelling Approach (Interacionismo Simbólico, Etiquetamento, Rotulação ou reação social), 
surgiu nos anos 1960, nos Estados Unidos. 
Suas principais referências foram: 
 Erving Goffman e; 
 Howard Becker. 
 
Gabarito: A 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2013) Veículos de comunicação em massa de todo o 77.
país noticiaram, em 12 de junho de 2012, que a região dorsal da estátua do Cristo Redentor de 
Belo Horizonte foi pichado naquela madrugada por dois homens, com a inscrição “...... 
RONADINHO 49” (sic), em homenagem ao novo craque do Clube Atlético Mineiro. O 
comportamento desses indivíduos é relacionado à teoria sociológica: 
a. da cifra dourada. 
b. do conflito cultural. 
c. das áreas criminais. 
d. da subcultura delinquente. 
e. do “labelling approach”. 
 
Comentários 
A teoria da subcultura delinquente é uma criação de Albert Cohen, em sua obra chamada de Delinquent 
Boys de 1955. 
A obra de Albert Cohen verificou a existência de subculturas criminosas nas gangues de delinquentes 
juvenis ao investigar o motivo de elevadas taxas de criminalidade nos jovens de classes baixas que residiam 
em bairros mais pobres. 
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De acordo com o autor, isso ocorre, pois nesses bairros mais periféricos existe uma estrutura delinquente 
que elabora códigos de condutas e valores diversos, evidentemente, daqueles professados pela classe 
média. Isso só ocorre, pois a classe baixa sofre uma limitação aos valores adotados pela classe média, na 
verdade, pode-se dizer que ela não tem esse acesso. 
Daí porque, surge um natural estado de frustação que vai impelir o jovem a aderir uma subcultura (de 
grupo). Consequentemente, o comportamento criminoso, segundo Cohen, é uma rebelião contra o 
sistema, norma e valores estabelecidos pela classe média. 
Gabarito: D 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2013) A corrente de pensamento criminológico que 78.
aponta, como técnica utilizada pelo criminoso parasua autojustificação, um procedimento 
racional em que atribui a culpa pelos seus atos antissociais aos agentes públicos encarregados de 
sua punição (policiais, membros do ministério público, magistrados), os quais seriam corruptos, 
parciais e inescrupulosos, é denominada teoria: 
a. do estrutural-funcionalismo. 
b. da criminologia crítica. 
c. da neutralização. 
d. do conflito cultural. 
e. da criminologia radical. 
 
Comentários 
A Teoria da Neutralização compreende três palavras chaves, quais sejam: racionalização, neutralização e 
autojustificação. 
A partir dos estudos de delinquência juvenil a teoria abrange a racionalização da conduta delitiva pelo 
emprego de técnicas de neutralização pelo para justificar sua conduta desviante, momento que ocorre a 
autojustificação. 
Da mesma forma, digo, o comportamento criminoso também deriva de um processo de aprendizagem a 
partir de uma interação social, em que o criminoso, comungando dos valores dominantes na sociedade, 
utiliza técnicas capazes de racionalizar e justificar sua violação, neutralizando a sua culpa. Como bem 
disse Lima Júnior, o criminoso se vê como vítima e não criminoso. Assim, entende que a vítima é 
merecedora do mal a que é submetida, razão pela qual, é culpada pelo delito, de forma que os meios de 
controle social formais são veementemente criticados, enquanto os grupos marginais a que a “vítima” 
pertence, são enaltecidos. 
Gabarito: C 
 
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 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2013) A corrente de pensamento criminológico que 79.
critica a exibição de cenas em televisão e cinema, de abuso de drogas ilícitas, prática de roubos, 
sequestros, bem como outras condutas delituosas, alçando seus protagonistas a status de 
“heróis” ou “justiceiros”, fomentando sua imitação pelas pessoas, principalmente jovens, é a 
Teoria: 
a. da Identificação Diferencial. 
b. da Reação Social 
c. da Criminologia Radical. 
d. da Associação Diferencial. 
e. da Criminologia Crítica. 
 
Comentários 
Ao contrário da Teoria da Associação Diferencial, a Teoria da Identificação Diferencial indicava a conduta 
delitiva não a partir da interação ou comunicação, mas sim, a partir da identificação diferencial com 
criminosos tomados como referência. 
Daniel Glaser, o defensor da teoria acrescentou ao conceito de aprendizagem a teoria dos papéis 
indicando a responsabilidade dos meios de comunicação de massa sobre a conduta do indivíduo. 
Sendo assim, Glaser vai dizer que a identificação pode se dar com indivíduos reais ou fictícios, próximos ou 
distantes, mas sempre por intermédio de uma relação positiva com os papéis representados pelos 
delinquentes ou uma reação negativa contra as forças que se opõem à criminalidade. Portanto, cenas de 
filmes e programas televisivos com uso de drogas e condutas delituosas são alvos de crítica do autor, pois 
seus protagonistas gozam de status de heróis ou justiceiros influenciando assim, o comportamento 
criminoso de pessoas, sobretudo de jovens. 
Gabarito: A 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2013) São teorias do conflito as teorias: 80.
a. das áreas criminais, da identificação diferencial e da criminologia crítica. 
b. da desorganização social, da neutralização e das áreas criminais. 
c. do conflito cultural, do etiquetamento e da associação diferencial. 
d. da associação diferencial, da subcultura e do estrutural-funcionalismo. 
e. da criminologia crítica, da rotulação e da criminologia radical. 
 
Comentário 
As TEORIAS DO CONFLITO são de cunho argumentativo e sustem que a sociedade não se limita ao modelo 
de consenso, pois está em contínuas mudanças. Sendo assim, consequentemente, os elementos de uma 
sociedade cooperam para a dissolução e não cooperação ou consenso, de forma que cabe ao controle 
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social, a partir da coerção, do uso da força, quando da não voluntariedade dos indivíduos que habitam 
nessa sociedade, promover a harmonia social. 
São exemplos de modelos teóricos com bases conflituais: A teoria do etiquetamento também chamada de 
Appelling Aprooach e a Criminologia (teoria) crítica. 
A chegada da Teoria do Etiquetamento/Labelling Approach, que passa a ver a criminalidade sobre outra 
perspectiva, completamente diferente dessa Criminologia “tradicional”, uma vez que focou suas lentes 
criminológicas na reação social, assim, o foco deixou de ser o fenômeno do crime, abordado por teorias 
anteriores, para ser a reação social. 
É exatamente nessa ruptura que surge, precisamente, no final dos anos 60, um outro panorama 
criminológico um tanto quanto heterogêneo também, o movimento que ganhou repercussão, foi 
denominado de: 
1. Criminologia Crítica, na Europa; 
2. Nova Criminologia, na Grã-Bretanha; 
3. Criminologia Radical, nos EUA. 
Gabarito: E 
 
 
 (FCC/DPE-PR DEFENSOR PÚBLICO – 2012) Considere os acontecimentos abaixo. 81.
I. No dia 16 de outubro, após um dia exaustivo de trabalho, quando chegava em sua casa, às 23:00 horas, 
em um bairro afastado da cidade, Maria foi estuprada. Naquela mesma data, fora acionada a polícia, 
quando então foi lavrado boletim de ocorrência e tomadas as providências médico-legais, que constatou as 
lesões sofridas. 
II. Após o fato, Maria passou a perceber que seus vizinhos, que já sabiam do ocorrido, a olhavam de forma 
sarcástica, como se ela tivesse dado causa ao fato e até tomou conhecimento de comentários maldosos, 
tais como: “também com as roupas que usa (...)”, “também como anda, rebolando para cima e para baixo” 
e etc., o que a deixou profundamente magoada, humilhada e indignada. 
III. Em novembro, fora à Delegacia de Polícia prestar informações, quando relatou o ocorrido, relembrando 
todo o drama vivido. Em dezembro fora ao fórum da Comarca, onde mais uma vez, Maria foi questionada 
sobre os fatos, revivendo mais uma vez o trauma do ocorrido. 
Os acontecimentos I, II e III relatam, respectivamente processos de vitimização: 
a. primária, secundária e terciária. 
b. primária, terciária e secundária. 
c. secundária, primária e terciária. 
d. terciária, primária e secundária. 
e. secundária, terciária e primária. 
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==1bd1c7==
 
 
 
86 
 
Comentário 
o Vitimização Primária 
 A vitimização primária é normalmente entendida como aquela provocada pelo cometimento do crime, 
pela conduta violadora dos direitos da cítima – pode causar danos variados, materiais, físicos, psicológicos, 
de acordo com a natureza da infração, a personalidade da vítima, sua relação com o agente violador, a 
extensão do dano etc. Então é aquela correspondente aos danos à vítima decorrentes do crime. 
o Vitimização Secundária ou sobrevitimização 
 É aquela causada pelas instâncias formais de controle social, no decorrer do processo de registro e 
apuração do crime, com o sofrimento adicional causado pela dinâmica do sistema de justiça criminal 
(inquérito policial e processo penal). 
  Controles sociais formais. 
o Vitimização Terciária 
 É a falta de amparo dos órgãos públicos às vítimas; nesse contexto, a própria sociedade não acolhe a 
vítima, e muitas vezes a incentiva a não denunciar o delito às autoridades, ocorrendo o que se chama de 
cifra negra (crimes que não chegam ao conhecimento do Estado) 
  Controles sociais INformais. 
Gabarito: B(FCC/DPE-PR DEFENSOR PÚBLICO – 2012) Com o surgimento das Teorias Sociológicas da 82.
Criminalidade (ou Teorias Macrossociológicas da Criminalidade), houve uma repartição marcante 
das pesquisas criminológicas em dois grupos principais. Essa divisão leva em consideração, 
principalmente, a forma como os sociólogos encaram a composição da sociedade: Consensual 
(Teorias do consenso, funcionalistas ou da integração) ou Conflitual (Teorias do conflito social). 
Neste contexto são consideradas Teorias Consensuais: 
a. Escola de Chicago, Teoria da Anomia e Teoria da Associação Diferencial. 
b. Teoria da Anomia, Teoria Crítica e Teoria do Etiquetamento. 
c. Teoria Crítica, Teoria da Anomia e Teoria da Subcultura Delinquente. 
d. Teoria do Etiquetamento, Teoria da Associação Diferencial e Escola de Chicago. 
e. Teoria da Subcultura Delinquente, Teoria da Rotulação e Teoria da Anomia. 
 
Comentários 
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Ao longo do estudo da criminologia nós podemos identificar inúmeras teorias. São inúmeras teses acerca 
do crime, do criminoso, da vítima e controle social (que são objetos de estudo da criminologia). Daí, para 
facilitar o estudo, a doutrina faz um recorte metodológico. Daí porque, fala-se em teorias do consenso e 
teorias do conflito. 
No “cesto” das teorias do consenso, como o próprio nome sugere (consensual), estão localizadas as teorias 
que defendem uma coesão social em um conjunto de valores e ideais comuns a todos os membros da 
sociedade. Noutras palavras, “existe um senso comum entre as pessoas de aceitar as regras e normas de 
convivência social, a fim de que convivam de maneira harmoniosa”. As teorias do consenso possuem cunho 
funcionalista, além disso, como exemplo de teorias abrangidas por esta tese podemos citar: Escola de 
Chicago, Teoria da Desorganização social ou Ecológica, Teoria das Janelas Quebradas, Teoria da Tolerância 
zero etc. 
Do outro lado do recorte metodológico estão as teorias do conflito. Para estas, a coesão social se funda na 
coação que alguns membros da sociedade exercem sobre os assuntos, ou seja, “os objetivos da sociedade 
só serão atingidos se impostos através da força e da coação, com a sobreposição de uns sobre os outros”. 
Ao contrário das teorias do consenso, aqui o cunho é argumentativo. Citamos como exemplo: Teoria do 
Etiquetamento, criminologia crítica e teorias derivadas. 
Logo, se a assertiva se referir ao movimento conservador, não se pode falar em teoria do conflito. 
Minha dica é: 
 Teorias do consenso: são, como o próprio nome sugere, consensuais 
 Teorias do conflito: se contrapõem, como o próprio nome sugere, as teorias do consenso. São 
progressistas. 
Vamos às alternativas. 
Alternativa A: CERTA. Na ordem, as teorias elencadas no enunciado são sim, representadas pelas referidas 
teorias consensuais destacadas na alternativa a. Podemos também acrescentar ao rol a teoria da 
subcultura do delinquente, já que todas elas valoram à vontade num mesmo sentido para se avaliar a 
perspectiva social ao redor do crime. 
Alternativa B: ERRADO. Teoria crítica e do etiquetamento são exemplos de teorias do conflito e não 
teorias consensuais. 
Alternativa C: ERRADO. a Teoria crítica é teoria conflitual. 
Alternativa D: ERRADO. Teoria do etiquetamento é exemplo de teorias do conflito. 
Alternativa E: ERRADO. A Teoria da rotulação é também chamada de labelling approach ou ainda teoria 
do etiquetamento, sendo, portanto, exemplo de teorias do conflito. 
Gabarito: A 
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 (PC/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2012) Assinale a alternativa incorreta. A Teoria do Etiquetamento 83.
a. é considerada um dos marcos das teorias de consenso. 
b. é conhecida como Teoria do Labelling Aproach. 
c. tem como um de seus expoentes Ervinh Goffman. 
d. tem como um de seus expoentes Howard Becker. 
e. surgiu nos Estados Unidos. 
 
Comentário 
As TEORIAS DO CONFLITO são de cunho argumentativo e sustém que a sociedade não se limita ao modelo 
de consenso, pois está em contínuas mudanças. Sendo assim, consequentemente, os elementos de uma 
sociedade cooperam para a dissolução e não cooperação ou consenso, de forma que cabe ao controle 
social, a partir da coerção, do uso da força, quando da não voluntariedade dos indivíduos que habitam 
nessa sociedade, promover a harmonia social. 
Perceba que é um discurso muito atual e que o meio da força, dos sangues nos olhos DEVE SER IMPOSTO 
pelos sistemas de controle social. Diga-se de passagem, o controle social é representado pela família, 
escola, vizinhos, opinião pública, mídia, - modelo (IN)formal - e pela Polícia, Ministério Público, 
Magistratura e Administração Penitenciária, em seu modelo Formal. 
Para teorias de cunho conflitual, a ideia é de que com a IMPOSIÇÃO da ordem e da coesão social, é 
possível GARANTIR o poder vigente e ESTABELECER relações de dominação e sujeição. São exemplos de 
modelos teóricos com bases conflituais: A teoria do etiquetamento também chamada de Labelling 
Approach e a Criminologia (teoria) Crítica. 
Gabarito: A 
 
 
 
 (MPE/PR PROMOTOR DE JUSTIÇA – 2011) Examine as afirmações abaixo e após responda: 84.
I - A criminologia crítica parte da premissa de que a Criminologia não deve ter por objeto apenas o crime e 
o criminoso como institucionalizados pelo direito positivo, mas deve questionar também as bases 
estruturais econômicas e sociais que caracterizam a sociedade na qual vive o autor da infração penal. 
II - Entende a doutrina que cabe à criminologia crítica questionar os fatos como expressão da decadência 
dos sistemas sócio-econômicos e políticos. 
III - Conforme entendimento doutrinário, cabe à criminologia crítica reter como material de interesse para 
o Direito Penal apenas o que efetivamente mereça punição reclamada pelo consenso social, e denunciando 
todos os expedientes destinados a incriminar condutas que, apenas por serem contrárias aos poderosos do 
momento, política ou economicamente, venham a ser transformadas em crimes. 
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IV - Na visão dos doutrinadores da criminologia crítica, o princípio do fim ou da prevenção da pena é 
questionado a partir do entendimento de que a ressocialização não pode ser obtida numa instituição como 
a prisão, que sempre seria convertida num microcosmo no qual se reproduzem e agravam as graves 
contradições existentes no sistema social exterior. 
V - No entendimento dos doutrinadores da criminologia crítica, o princípio da culpabilidade é questionado 
a partir da teoria das subculturas, segundo a qual o comportamento humano não representa a expressão 
de uma atitude interior dirigida contra o valor que tutela a norma penal, pois não existe apenas o sistema 
de valor oficial, mas uma série de subsistemas de valores decorrentes dos mecanismos de socialização e de 
aprendizagem dos grupos e do ambiente em que o indivíduo se encontra inserto. 
a. todas as afirmativas estão corretas. 
b. as afirmativas I, III, IV e V são as únicas corretas. 
c. as afirmativas IV e V são as únicas corretas. 
d. as afirmativas II e III são incorretas. 
e. todas as afirmativas são incorretas. 
 
Comentários 
Item I: CORRETA. Esta é a Criminologia Crítica, que defende o fator econômico intimamente ligado ao 
surgimento do crime e do criminoso. Aqui, adota-se a ideiada pirâmide social em que o topo está ocupado 
pelos ricos e a base composta pelos pobres. 
Item II: CORRETA. O fator econômico-social visto como estimulador de práticas criminosas é conatural à 
Criminologia Crítica. 
Item III: CORRETA. A visão do Direito Penal como instrumento de denominação social para criminalizar 
condutas, de forma que uma classe (rica) subjugue a outra classe (pobre) é a bandeira discriminatória 
recriminada pela Criminologia Crítica, já que a lei deveria ser igual para todos. 
Item IV: CORRETA. Na visão dos doutrinadores da criminologia crítica, o princípio do fim ou da prevenção 
da pena é questionado a partir do entendimento de que a ressocialização não pode ser obtida numa 
instituição como a prisão, sim. Para eles é um erro a prevenção da pena ter apenas o papel de castigar, não 
por outro motivo, os presídios tornam-se verdadeiras universidades do crime e, com isso, há chance 
mínima de ressocialização. 
Item V: CORRETA. Há sim a teoria das subculturas delinquentes, composta por integrantes que: i) 
desrespeitam as culturas dominantes (tipificações oficiais), e; ii) passam a criar as suas condutas ou 
códigos de condutas que regem os seus integrantes. A título de exemplo, reitero as facções como CV e 
PCC. 
Gabarito: A 
 
 
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 (FCC/DPE-SP DEFENSOR PÚBLICO – 2009) A expressão 'cifra negra' ou oculta, refere-se: 85.
a. às descriminantes putativas, nos casos em que não há tipo culposo do crime cometido. 
b. ao fracasso do autor na empreitada em que a maio ria têm êxito. 
c. à porcentagem de presos que não voltam da saída temporária do semi-aberto. 
d. à porcentagem de crimes não solucionados ou punidos porque, num sistema seletivo, não caíram 
sob a égide da polícia ou da justiça ou da administração carcerária, porque nos presídios 'não estão 
todos os que são'. 
e. à porcentagem de criminalização da pobreza e à globalização, pelas quais o centro exerce seu 
controle sobre a periferia, cominando penas e criando fatos típicos de acordo com seus interesses 
econômicos, determinando estigmatização das minorias. 
 
Comentários 
O fenômeno da “cifra negra” representa o número de crimes que são efetivamente praticados e que não 
aparecem nas estatísticas oficiais. 
Este fenômeno representa a diferença entre aparência (conhecimento oficial) e a realidade (volume total) 
da criminalidade convencional, constituída por fatos criminosos não identificados, não denunciados ou não 
investigados (por desinteresse da polícia, nos crimes sem vítima, ou por interesse da polícia, sobre pressão 
do poder econômico e político), além de limitações técnicas e materiais dos órgãos de controle social. 
Gabarito: D 
 
 
LISTA DE QUESTÕES 
 
 (CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA PE – 2016) No que se refere aos métodos de combate à 1.
criminalidade, a criminologia analisa os controles formais e informais do fenômeno delitivo e 
busca descrever e apresentar os meios necessários e eficientes contra o mal causado pelo crime. 
A esse respeito, assinale a opção correta. 
a. A criminologia distingue os paradigmas de respostas conforme a finalidade pretendida, 
apresentando, entre os modelos de reação ao delito, o modelo dissuasório, o ressocializador e o 
integrador como formas de enfrentamento à criminalidade. Em determinado nível, admitem-se 
como conciliáveis esses modelos de enfrentamento ao crime. 
b. Como modelo de enfrentamento do crime, a justiça restaurativa é altamente repudiada pela 
criminologia por ser método benevolente ao infrator, sem cunho ressocializador e pedagógico. 
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c. O modelo dissuasório de reação ao delito, no qual o infrator é objeto central da análise científica, 
busca mecanismos e instrumentos necessários à rápida e rigorosa efetivação do castigo ao 
criminoso, sendo desnecessário o aparelhamento estatal para esse fim. 
d. O modelo ressocializador de enfrentamento do crime propõe legitimar a vítima, a comunidade e o 
infrator na busca de soluções pacíficas, sem que haja a necessidade de lidar com a ira e a 
humilhação do infrator ou de utilizar o ius puniendi estatal. 
e. A doutrina admite pacificamente o modelo integrador na solução de conflitos havidos em razão do 
crime, independentemente da gravidade ou natureza, uma vez que o controle formal das instâncias 
não se abdica do poder punitivo estatal. 
 
 (FCC/DEFENSOR PÚBLICO PR-2012) Paulo, executivo do mercado financeiro, após um dia 2.
estressante de trabalho, foi demitido. O mundo desabara sobre sua cabeça. Pegou seu carro e o que 
mais queria era chegar em casa. Mas o horário era de rush e o trânsito estava caótico, ainda chovia. 
No interior de seu carro sentiu o trauma da demissão e só pensava nas dívidas que já estavam para 
vencer, quando fora acometido de uma sensação terrível: uma mistura de fracasso, com frustração, 
impotência, medo etc. Nesse instante, sem que nem por que, apenas querendo chegar em casa, 
jogou seu carro para o acostamento, onde atropelou um ciclista que por ali trafegava, subiu no 
passeio onde atropelou um casal que ali se encontrava, andou por mais de 200 metros até bater num 
poste, desceu do carro meio tonto e não hesitou, agrediu um motoqueiro e subtraiu a motocicleta, 
evadindo- se em desabalada carreira, rumo à sua casa. Naquele dia, Paulo, um pacato cidadão, 
pagador de impostos, bom pai de família, representante da classe média alta daquela metrópole, 
transformou-se num criminoso perigoso, uma fera que ocupara as notícias dos principais telejornais. 
Diante do caso narrado, identifique entre as teorias abaixo a que melhor analisa (estuda/explica) o 
caso. 
a. Escola de Chicago. 
b. Teoria da associação diferencial. 
c. Teoria da anomia. 
d. Teoria do labelling approach. 
e. Teoria crítica. 
 
 (VUNESP /Auxiliar de papiloscopista policial PCSP-2018) Em relação ao conceito e ao objeto de 3.
estudo da criminologia, assinale a alternativa correta. 
a. O atual estágio de desenvolvimento da criminologia exclui do seu conceito o estudo das causas 
exclusivamente individuais para a prática dos crimes, substituindo-o pela análise das dinâmicas 
sociais. 
b. É um ramo de conhecimento do Direito Penal, não podendo ser definida como ciência própria, visto 
que se ocupa do mesmo objeto. 
c. É uma ciência que tem por objetivo principal auxiliar a interpretação das normas criminais, sob o 
ponto de vista dogmático. 
d. É uma ciência que estuda o crime sob o ponto de vista jurídico. 
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e. Após superar os equívocos das primeiras abordagens sobre o homem delinquente, exemplificadas 
nos estudos de Lombroso, a criminologia moderna mantém em seu conceito o estudo do criminoso. 
 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) Constitui um dos objetivos metodológicos 4.
da teoria do Labelling Approach (Teoria do Etiquetamento Social) o estudo detalhado da atuação 
do controle social na configuração da criminalidade. Assinale a alternativa correta: 
a. Para o labelling approach, o controle social penal possui um caráter seletivo e discriminatório 
gerando a criminalidade. 
b. O labelling approach é uma teoria da criminalidade que se aproxima do paradigma etiológico 
convencional para explicar a distribuição seletiva do fenômeno criminal. 
c. Para o labelling approach, um sistemáticoe progressivo endurecimento do controle social penal 
viabilizaria o alcance de uma prevenção eficaz do crime. 
d. O labelling approach, como explicação interacionista do fato delitivo, destaca o problema 
hermenêutico da interpretação da norma penal. 
e. O labelling approach surge nos EUA nos anos 80, admitindo a normalidade do fenômeno delitivo e 
do delinquente. 
 
 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) O pensamento criminológico moderno, de 5.
viés macrossociológico, é influenciado pela visão de cunho funcionalista (denominada teoria da 
integração, mais conhecida por teorias do consenso) e de cunho argumentativo (denominada por 
teorias do conflito). É correto afirmar que: 
a. São exemplos de teorias do consenso a Escola de Chicago, a teoria de associação diferencial, a 
teoria da subcultura do delinquente e a teoria do etiquetamento. 
b. São exemplos de teorias do conflito a teoria de associação diferencial a teoria da anomia, a teoria 
do etiquetamento e a teoria crítica ou radical. 
c. São exemplos de teorias do consenso a Escola de Chicago, a teoria de associação diferencial, a 
teoria da anomia e a teoria da subcultura do delinquente. 
d. São exemplos da teoria do consenso a teoria de associação diferencial, a teoria da anomia, a teoria 
do etiquetamento e a teoria crítica ou radical. 
e. São exemplos da teoria do conflito a Escola de Chicago, a teoria de associação diferencial, a teoria 
da anomia e a teoria da subcultura do delinquente. 
 
 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) Uma informação confiável e contrastada 6.
sobre a criminalidade real que existe em uma sociedade é imprescindível, tanto para formular um 
diagnóstico científico, como para desenhar os oportunos programas de prevenção. Assinale a 
alternativa correta: 
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a. A criminalidade real corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
criminalidade revelada corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do 
Estado. A cifra negra corresponde à ausência de registro de práticas antissociais do poder político e 
econômico. 
b. A criminalidade real corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do Estado. 
A criminalidade revelada corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
cifra negra corresponde à ausência de registro de práticas antissociais do poder político e 
econômico. 
c. A criminalidade real corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do Estado. 
A criminalidade revelada corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
cifra negra corresponde à quantidade de delitos não comunicados ou não elucidados dos crimes de 
rua. 
d. A criminalidade real corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do Estado. 
A criminalidade revelada corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
cifra negra corresponde à violência policial, cujos índices não são levados ao conhecimento das 
corregedorias. 
e. A criminalidade real corresponde à totalidade de delitos perpetrados pelos delinquentes. A 
criminalidade revelada corresponde à quantidade de delitos que chegou ao conhecimento do 
Estado. A cifra negra corresponde à quantidade de delitos não comunicados ou não elucidados dos 
crimes de rua. 
 
 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) Leia o texto a seguir e responda ao que é 7.
solicitado. 
“Os irmãos Batista, controladores da JBS, tiveram vantagem indevida de quase R$73 milhões com a 
venda de ações da companhia antes da divulgação do acordo de delação premiada que veio a público 
em 17/05/2017, conforme as conclusões do inquérito da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O 
caso analisa eventual uso de informação privilegiada e manipulação de mercado por Joesley e Wesley 
Batista, e quebra do dever de lealdade, abuso de poder e manipulação de preços pela FB 
Participações”. (Jornal Valor Econômico, 13/08/2018): 
Com relação à criminalidade denominada de colarinho branco, pode-se afirmar que a teoria da 
associação diferencial. 
a. sustenta como causa da criminalidade de colarinho branco a proposição de que o criminoso de hoje 
era a criança problemática de ontem. 
b. entende que o delito é derivado de anomalias no indivíduo podendo ocorrer em qualquer classe 
social. 
c. sustenta que o crime está concentrado na classe baixa, sendo associado estatisticamente com a 
pobreza. 
d. sustenta que a aprendizagem dos valores criminais pode acontecer em qualquer cultura ou classe 
social. 
e. enfatiza os fatores sociopáticos e psicopáticos como origem do crime da criminalidade de colarinho 
branco. 
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 (INSTITUTO ACESSO/ES DELEGADO DE POLÍCIA – 2019) A Criminologia Crítica contempla uma 8.
concepção conflitual da sociedade e do Direito. Logo, para a criminologia crítica, o conflito social. 
a. se produz entre as pautas normativas dos diversos grupos sociais, cujas valorações são 
discrepantes. 
b. é funcional porque assegura a mudança social e contribui para a integração e conservação da 
ordem e do sistema. 
c. é um conflito de classe sendo que o sistema legal é um mero instrumento da classe dominante para 
oprimir a classe trabalhadora. 
d. representa a própria estrutura e dinâmica da mudança social, sendo o crime produto normal das 
tensões sociais. 
e. expressa uma realidade patológica inerente a ordem social. 
 
 (MPE/SC PROMOTOR DE JUSTIÇA MATUTINA – 2019) A criminologia crítica é elaborada com base 9.
em uma interpretação da realidade realizada a partir de um ponto de vista marxista. Trata-se de 
uma proposta política que considera que o sistema penal é ilegítimo, e seu objetivo é a 
desconstrução desse sistema. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 
 (CESPE/TJ-BA JUÍZ DE DIREITO SUBSTITUTO – 2019) A explicação do crime como fenômeno 10.
coletivo cuja origem pode ser encontrada nas mais variadas causas sociais, como a pobreza, a 
educação, a família e o ambiente moral, corresponde à perspectiva criminológica denominada 
a. sociologia criminal. 
b. criminologia da escola positiva. 
c. criminologia socialista 
d. labeling approach, ou etiquetamento. 
e. ecologia criminal. 
 
 
 (FUMARC/MG ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) Leia com atenção trechos da reportagem 11.
abaixo: 
Pesquisa inédita diz que não há relação direta entre homicídios na zona sul de São Paulo e o tráfico de 
drogas. 
Estudo desvincula tráfico de violência. 
Pesquisa inédita reproduz a geografia das drogas em São Paulo e revela que não se pode associar 
diretamente o tráfico à violência, principalmente aos homicídios. 
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Mostra também que a maconha é a droga mais apreendida e que ela é mais usada em bairros de classe 
média da região sudoeste da cidade, como Pinheiros, Campo Belo e Vila Mariana. 
O estudo, realizado pela Fundação Escola de Sociologia e Política (Fesp), com apoio do Ilanud, órgão da 
ONU que trata da violência, e do Conen (Conselho Estadual de Entorpecentes), fez o levantamento das 
prisões de pessoas acusadas de uso e de tráfico de drogas nos distritos policiais da capital, durante o 
segundo semestre de 1996. O trabalho foi concluído no final de 1997. 
Nesse período, houve 501 casos de apreensão de maconha, 362 de cocaína e 358 de crack.A maconha 
representou mais de um terço das apreensões. 
Segundo a pesquisa, o maior volume de prisões de traficantes acontece no centro e na zona norte da 
cidade. Nessas regiões, estão os bairros onde ocorreram entre 6 e mais de 20 prisões de traficantes no 
segundo semestre de 1996. 
De acordo com o chefe do CPM (Comando de Policiamento Metropolitano de São Paulo), coronel Valdir 
Suzano, a distribuição do efetivo da PM é proporcional à quantidade de habitantes de cada região da 
cidade, o que, em princípio, descartaria a hipótese de um número menor de apreensões de drogas na zona 
sul em razão de uma menor presença da polícia. 
O estudo questiona a habitual vinculação dos homicídios ocorridos na zona sul ao envolvimento de seus 
autores e vítimas com o tráfico ou o uso de drogas. 
Segundo o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), 40% das chacinas ocorridas na região 
sul de São Paulo têm envolvimento de drogas. 
No entanto, de acordo com a pesquisa da Fesp, na região sul, a mais violenta da cidade, é onde acontece o 
menor número de prisões por causa de drogas. 
"A Seccional Santo Amaro vem sendo a campeã dos homicídios na cidade (em sua área ocorrem cerca de 
25% dos assassinatos da capital). Contudo, apresenta taxa pequena ou média de tráfico", disse o 
pesquisador Guaracy Mingardi. 
"Portanto, não se pode dizer que exista uma correlação imediata entre homicídio e tráfico de 
entorpecentes." 
Segundo Mingardi, a alta incidência de criminalidade na zona sul pode ser explicada pela ocupação 
desordenada da região. 
"Lá é a zona desorganizada, de ocupação recente. Ela é mais violenta porque não há uma sociabilidade 
antiga que una as pessoas. É uma região pobre, sem infraestrutura, onde predomina a cultura da violência. 
O tráfico mata, mas não é tanto quanto se supõe". 
De acordo com a teoria da ecologia criminal formulada pela Escola de Chicago, aplicada à reportagem, 
é INCORRETO afirmar: 
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a. A ausência completa do Estado dá origem a uma sensação de completa anomia, condição 
potencializadora para o surgimento de grupos justiceiros, bandos armados que acabam por 
substituir o Estado na tarefa do Estado de controle da ordem. 
b. Com as transformações muito profundas na cidade, o papel de controle social informal 
desempenhado pela vizinhança continua a manter o controle da criminalidade. Apesar da 
fragmentação do controle social formal, a família, a igreja, a escola, o local de trabalho, os clubes de 
serviço conseguem refrear as condutas humanas. 
c. É na periferia, ao menos segundo consta da reportagem, que o maior número de crimes ocorre, 
pois nessas áreas não há uma forte presença do Estado; os laços que comumente são formados 
entre as pessoas praticamente inexistem. 
d. Os índices mais preocupantes de criminalidade são encontrados naquelas áreas da cidade onde o 
nível de desorganização social é maior. 
 
 
 (CESPE/SE DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) Em seu início, a sociologia criminal buscava associar a 12.
gênese delituosa a fatores biológicos. Posteriormente, ela passou a englobar as chamadas teorias 
macrossociológicas, que não se limitavam à análise do delito segundo uma visão do indivíduo ou 
de pequenos grupos, mas consideravam a sociedade como um todo. 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo a teorias 
sociológicas em criminologia. 
As teorias sociológicas de consenso vinculam-se a orientações ideológicas e políticas progressistas. 
Essas teorias consideram que os objetivos da sociedade são atingidos quando as instituições funcionam 
e os indivíduos, que dividem os mesmos valores, concordam com as regras de convívio. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 
 (CESPE/SE DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) Em seu início, a sociologia criminal buscava associar a 13.
gênese delituosa a fatores biológicos. Posteriormente, ela passou a englobar as chamadas teorias 
macrossociológicas, que não se limitavam à análise do delito segundo uma visão do indivíduo ou 
de pequenos grupos, mas consideravam a sociedade como um todo. 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo a teorias 
sociológicas em criminologia. 
Na perspectiva macrossociológica, o pensamento criminológico moderno é influenciado por duas 
visões: a das teorias de consenso e a das teorias de conflito. 
a. Certo 
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b. Errado 
 
 
 
 (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL- CONSULTOR LEGISLATIVO – 2018) A 14.
chamada criminalidade do colarinho branco foi assim designada de forma pioneira no âmbito da 
teoria criminológica: 
a. da criminologia crítica, a partir dos estudos de Baratta. 
b. do libelling aproach, a partir da obra de Becker. 
c. da associação diferencial, a partir da obra Shutterland. 
d. da discriminação simbólica, a partir da obra de Crane. 
e. do cálculo racional, a partir dos estudos de Forman. 
 
 
 
 (CESPE/POLÍCIA FEDERAL DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL – 2018) Julgue o item a seguir, relativos 15.
a modelos teóricos da criminologia. 
De acordo com a teoria da anomia, o crime se origina da impossibilidade social do indivíduo de atingir 
suas metas pessoais, o que o faz negar a norma imposta e criar suas próprias regras, conforme o seu 
próprio interesse. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 (CESPE/POLÍCIA FEDERAL DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL – 2018) Julgue o item a seguir, relativos 16.
a modelos teóricos da criminologia. 
Conforme a teoria ecológica, crime é um fenômeno natural e o criminoso é um delinquente nato 
possuidor de uma série de estigmas comportamentais potencializados pela desorganização social. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 
 (UEG/GO DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) Sobre o labelling approach e sua influência sobre o 17.
pensamento criminológico do século XX, constata-se que: 
a. a criminalidade se revela como o processo de anteposição entre ação e reação social. 
b. recebeu influência decisiva de correntes de origem fenomenológica, tais como o interacionismo 
simbólico e o behaviorismo. 
c. o sistema penal é entendido como um processo articulado e dinâmico de criminalização. 
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d. parte dos conceitos de conduta desviada e reação social como termos independentes para 
determinar que o desvio e a criminalidade não são uma qualidade intrínseca da conduta. 
e. no processo de criminalização seletiva o funcionamento das agências formais de controle mostra-se 
autossuficiente e autorregulado. 
 
 
 (VUNESP/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2018) No que concerne às Escolas Penais, é correto afirmar 18.
que a: 
a. “Positiva” entende que o crime deriva de circunstâncias biológicas ou sociais, tendo sido defendida 
por Feuerbach. 
b. “Clássica” funda-se no livre-arbítrio e tem em Carrara um de seus maiores expoentes. 
c. “Lombrosiana” acredita que o homem é racional e nasce livre, sendo o crime fruto de uma escolha 
errada, concepção hipotetizada por Lombroso e também por Ferri. 
d. “Clássica” entende que a pena é medida profilática, de cura, pensamento difundido por Carmignani. 
e. “Positiva” nasce em contraposição às ideias de Lombroso, defende o naturalismo-racional e tem em 
Garofalo um de seus doutrinadores. 
 
 
 
 (VUNESP/SP AGENTE POLICIAL – 2018) A ausência de utilitarismo da ação, a malícia da conduta e 19.
seurespectivo negativismo são fatores associados à teoria sociológica da criminalidade 
denominada como: 
a. Subcultura Delinquente. 
b. Anomia 
c. Teoria Ecológica do Crime. 
d. Labeling approach ou “etiquetamento”. 
e. Associação Diferencial. 
 
 (VUNESP/SP AGENTE POLICIAL – 2018) A teoria sociológica da criminalidade que teve, entre seus 20.
principais autores, Émile Durkheim e Robert Merton é conhecidamente denominada na 
criminologia como: 
a. Escola de Chicago. 
b. Teoria Ecológica do Crime. 
c. Labeling approach ou “etiquetamento”. 
d. Associação Diferencial. 
e. Anomia. 
 
 
 (VUNESP/SP AGENTE POLICIAL – 2018) O comportamento criminal é aprendido, mediante a 21.
interação com outras pessoas, resultante de um processo de comunicação, ou seja, o crime não 
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pode ser definido simplesmente como disfunção ou inadaptação de pessoas de classes menos 
favorecidas, não sendo exclusividade destas. 
Trata-se, nesse texto, da ideia que é base da teoria sociológica da criminalidade surgida em um 
ambiente pós-Primeira Guerra Mundial e denominada como: 
a. Anomia. 
b. Teoria Ecológica do Crime. 
c. Associação Diferencial. 
d. Subcultura Delinquente. 
e. Labeling approach ou “etiquetamento”. 
 
 
 
 (VUNESP/SP AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2018) Segundo a teoria sociológica da 22.
criminalidade denominada associação diferencial, é correto afirmar que: 
a. é o grau de autocontrole apresentado por um indivíduo que irá determinar sua maior ou menor 
propensão ao crime, autocontrole esse que é adquirido por meio da socialização familiar. 
b. nos termos propostos por Sutherland, a conduta criminosa não é algo anormal, não é sinal de uma 
personalidade imatura, de um deficit de inteligência, antes é um comportamento adquirido por 
meio do aprendizado que resulta da socialização num determinado meio social. 
c. a tensão entre as metas socioculturais recomendadas pelo sistema social e as reais condições de 
alcançá-las pelos meios legítimos, sobretudo para certos indivíduos, cria um rompimento por meio 
do qual as normas sociais entram em conflito com os valores de um indivíduo ou de uma subcultura 
exigindo um comportamento ilegal para alcance do fim legítimo. 
d. diferentes atos criminosos são intercambiáveis, porque estes mostram as mesmas características 
como o imediatismo e o baixo grau de esforço. Assim, as diferenças entre crimes instrumentais e 
expressivos, ou entre crimes violentos e crimes não coercitivos, “são sem sentido e enganosas”. 
e. as diferenças de aspirações individuais e os meios disponíveis, as oportunidades bloqueadas e a 
privação relativa são fatores que, articulados, ocasionam a prática de crimes. 
 
 
 
 (FCC/DPE-AM DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Ficaria claro, com ele, que a maneira pela qual as 23.
sociedades e suas instituições reagem diante de um fato é mais determinante para defini-lo como 
delitivo ou desviado do que a própria natureza do fato (...). 
A teoria criminológica descrita na passagem acima é conhecida por 
a. Escola de Chicago. 
b. Associação Diferencial. 
c. Escola Positivista. 
d. Reação Social. 
e. Garantismo Penal. 
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 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) Com relação às teorias sociológicas da 24.
criminalidade, é correto afirmar que: 
a. a teoria do autocontrole sustenta que as falhas ou negligências na educação em casa, familiar não 
são causas preponderantes do crime. 
b. a teoria da anomia vê o delito como um fenômeno normal da sociedade e não como algo 
necessariamente ruim. 
c. a teoria da associação diferencial foi a primeira a refutar a existência dos crimes de colarinho 
branco. 
d. a teoria da anomia estabelece que a conduta criminal é algo que se aprende. 
e. a teoria da associação diferencial defende que os indivíduos adquirem (ou não) a capacidade de 
controle da impulsividade e imediatismo (autocontrole) por meio da socialização familiar. 
 
 
 
 (FUMARC/MG DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO – 2018) “Por debaixo do problema 25.
da legitimidade do sistema de valores recebido pelo sistema penal como critério de orientação 
para o comportamento socialmente adequado e, portanto, de discriminação entre conformidade 
e desvio, aparece como determinante o problema da definição do delito, com as implicações 
político-sociais que revela, quando este problema não seja tomado por dado, mas venha 
tematizado como centro de uma teoria da criminalidade. Foi isto o que aconteceu com as teorias 
da ‘reação social’, ou labeling approach, hoje no centro da discussão no âmbito da sociologia 
criminal.” BARATTA, Alessandro. Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal. Introdução à 
sociologia do Direito Penal. 3. ed. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca de Criminologia. p. 86. 
(Coleção Pensamento Criminológico) 
Com base no excerto acima, referente ao paradigma do labeling approach, analise as asserções a 
seguir: 
I – O labeling approach tem se ocupado em analisar, especialmente, as reações das instâncias oficiais 
de controle social, ou seja, tem estudado o efeito estigmatizante da atividade da polícia, dos órgãos de 
acusação pública e dos juízes. 
PORQUE 
II – Não se pode compreender a criminalidade se não se estuda a ação do sistema penal, pois 
o status social de delinquente pressupõe o efeito da atividade das instâncias oficiais de controle social 
da delinquência. 
Está CORRETO o que se afirma em: 
a. I e II são proposições falsas. 
b. I e II são proposições verdadeiras e II é uma justificativa correta da I. 
c. I é uma proposição falsa e II é uma proposição verdadeira. 
d. I é uma proposição verdadeira e II é uma proposição falsa. 
 
 
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 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2018) É considerada como teoria de consenso, criada 26.
pelo sociólogo Albert Cohen. Segundo Cohen, esta teoria se caracteriza por três fatores: não 
utilitarismo da ação; malícia da conduta e negativismo. 
Trata-se da seguinte teoria sociológica da criminalidade: 
a. escola de Chicago. 
b. associação diferencial. 
c. labelling approach. 
d. subcultura delinquente. 
e. teoria crítica. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2018) É correto afirmar que Edwin H. Sutherland 27.
desenvolveu a teoria da: 
a. labelling approach. 
b. associação diferencial. 
c. crítica e autocrítica. 
d. escola de Chicago. 
e. subcultura delinquente. 
 
 
 (VUNESP/BA DELGADO DE POLÍCIA – 2018) No tocante às teorias da subcultura delinquente e da 28.
anomia, assinale a alternativa correta. 
a. Uma das principais críticas às teorias da subcultura delinquente é a de que ela não consegue 
oferecer uma explicação generalizadora da criminalidade, havendo um apego exclusivo a 
determinado tipo de criminalidade, sem que se tenha uma abordagem do todo. 
b. A teoria da anomia, sob a perspectiva de Durkheim, define-se a partir do sintoma do vazio 
produzido no momento em que os meios socioestruturais não satisfazem as expectativas culturais 
da sociedade, fazendo com que a falta de oportunidade leve à prática de atos irregulares para 
atingir os objetivos almejados. 
c. A teoria da anomia, sob a perspectiva de Merton, define-se a partir do momento em que a função 
da pena não é cumprida, por exemplo, instaura-se uma disfunção no corpo social que desacredita o 
sistema normativode condutas, fazendo surgir a anomia. Portanto, a anomia não significa ausência 
de normas, mas o enfraquecimento de seu poder de influenciar condutas sociais. 
d. O utilitarismo da ação é um dos fatores que caracterizam a subcultura deliquencial sob a 
perspectiva de Albert Cohen. 
e. O sentimento de impunidade vivenciado por uma sociedade é antagônico ao conceito de anomia 
identificado sob a ótica de Durkheim. 
 
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 (FCC/DPE-AM DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Sobre as escolas criminológicas, é correto afirmar: 29.
a. A Escola de Chicago fomentou a utilização de métodos de pesquisa que propiciou o conhecimento 
da realidade da cidade antes de se estabelecer a política criminal adequada para intervenção 
estatal. 
b. A teoria da rotulação social busca compreender as causas da criminalidade por meio do processo de 
aprendizagem das condutas desviantes. 
c. O positivismo criminológico desenvolveu a ideia de criminoso nato, aplicável contemporaneamente 
apenas aos inimputáveis. 
d. O abolicionismo penal de Louk Hulsman defende o fim da pena de prisão e um direito penal 
baseado em penas restritivas de direito e multa. 
e. A teoria da subcultura delinquente foi o primeiro conjunto teórico a empreender uma explicação 
generalizadora da criminalidade. 
 
 
 
 (CESPE/MA DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) De acordo com a teoria de Sutherland, os crimes 30.
são cometidos 
a. em razão do comportamento das vítimas e das condições do ambiente. 
b. por pessoas de baixa renda, exatamente em razão de sua condição socioeconômica desprivilegiada. 
c. em razão do comportamento delinquente herdado, ou seja, de origem biológica. 
d. por pessoas que sofrem de sociopatias ou psicopatias. 
e. por pessoas que convivem em grupos que realizam e legitimam ações criminosas. 
 
 
 
 (CESPE/DPE-PE DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Com relação às escolas e às teorias jurídicas do 31.
direito penal, assinale a opção correta. 
a. Os positivistas conclamavam a justiça a olhar para o crime como uma entidade jurídica, enquanto 
os clássicos encaravam o crime como fatos sociais e humanos. 
b. Na primeira metade do século passado, floresceu, na Universidade de Chicago, a chamada teoria 
ecológica ou da desorganização social, que considerava o crime um fenômeno ligado a áreas 
naturais. 
c. A labelling approach enxerga o comportamento criminoso como motivado por razões ontológicas 
ou intrínsecas, e não como decorrente do sistema de controle social. 
d. A escola clássica ficou marcada pelo método de fundo dedutivo que empregava na ciência do 
direito penal: o jurista deveria partir do concreto, ou seja, das questões jurídico-penais, para passar 
ao abstrato, ou seja, ao direito positivo. 
e. Os clássicos adotavam princípios relativos e que não se sobrepunham às leis em vigor, evitando leis 
draconianas e excessivamente rigorosas, com penas desproporcionais. 
 
 
 
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 (MPE/SC PROMOTOR DE JUSTIÇA – 2016) No âmbito das teorias criminológicas, a teoria da 32.
subcultura delinquente, originariamente conhecida como “Escola de Chicago”, assevera que a 
delinquência surge como resultado da estrutura das classes sociais, que faz com que alguns 
grupos aceitem a violência como forma de resolver os conflitos sociais. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 (VUNESP/SP PERITO CRIMINAL – 2014) A Teoria do labelling approach, a qual explica que a 33.
criminalidade não é uma qualidade da conduta humana, mas a consequência de um processo em 
que se atribui tal estigmatização, também é denominada teoria: 
a. da desorganização social. 
b. da rotulação ou do etiquetamento. 
c. da neutralização. 
d. da identificação diferencial. 
e. da anomia. 
 
 
 
 (CESPE/DPF DELEGADO – 2013) Julgue o item a seguir, relacionados aos modelos teóricos da 34.
criminologia. 
A teoria funcionalista da anomia e da criminalidade, introduzida por Emile Durkheim no século XIX, 
contrapunha à ideia da propensão ao crime como patologia a noção da normalidade do desvio como 
fenômeno social, podendo ser situada no contexto da guinada sociológica da criminologia, em que se 
origina uma concepção alternativa às teorias de orientação biológica e caracterológica do delinquente. 
a. Certo 
b. Errado 
 
 (VUNESP/CE DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE – 2015) Sobre a teoria da “anomia”, é 35.
correto afirmar: 
a. é classificada como uma das “teorias de conflito” e teve, como autores, Erving Goffman e Howard 
Becker. 
b. foi desenvolvida pelo sociólogo americano Edwin Sutherland e deu origem à expressão white collar 
crimes. 
c. surgiu em 1890 com a escola de Chicago e teve o apoio de John Rockefeller. 
d. iniciou-se com as obras de Émile Durkheim e Robert King Merton, e significa ausência de lei. 
e. foi desenvolvida por Rudolph Giuliani, também conhecida como “Teoria da Tolerância Zero”. 
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 (MPE/GO PROMOTOR DE POLÍCIA SUBSTITUTO – 2014) O Procurador de Justiça Rogério Greco 36.
preconiza que “no que diz respeito às ciências criminais propriamente ditas, serve a criminologia 
como mais um instrumento de análise do comportamento delitivo, das suas origens, dos motivos 
pelos quais se delinque, quem determina o que se punir, quando punir, como punir, bem como se 
pretende, com ela, buscar soluções que evitem ou mesmo diminuam o cometimento das 
infrações penais”. No contexto da seara criminológica, aponte a alternativa incorreta: 
a. Stalking é um termo que designa a forma de violência na qual o sujeito ativo invade repetidamente 
a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição e meios diversos de atuação, 
resultando dano à sua integridade psicológica e emocional, restrição à sua liberdade de locomoção 
ou lesão à sua reputação, configurando, deste modo, uma modalidade de assédio moral. 
b. A teoria de anomia, a teoria da associação diferencial e a escola de Chicago são consideras teorias 
de consenso. 
c. A figura criminológica conhecida como “síndrome da mulher de potifar” pode ser utilizada como 
técnica de aferição da credibilidade da palavra da vítima nos crimes de conotação sexual. 
d. A “síndrome de Londres” se evidencia quando a vítima, como instinto defensivo, passa a apresentar 
um comportamento excessivamente lamurioso, demasiadamente submisso e com pedido contínuo 
de misericórdia. 
 
 
 (VUNESP/SP FOTÓGRAFO DE TÉCNICO PERICIAL – 2014) Entende-se por mal vivência: 37.
a. o jovem que sai de casa antes de completar dezoito anos. 
b. o grupo polimorfo de indivíduos que vivem à margem da sociedade. 
c. a família que discute constantemente. 
d. o homem que bate na mulher. 
e. o filho que agride os pais. 
 
 
 (VUNESP/SP FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL – 2014) Os fatores que contribuem para a 38.
criminalidade de cunho social são: 
a. biológicos e mesológicos. 
b. ambientais e locais. 
c. oportunistas e costumeiros. 
d. ocasionais e cotidianos. 
e. relevantes e irrelevantes. 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Pode-se afirmar que o pensamento criminológico 39.
moderno é influenciado por uma visão de cunho funcionalista e uma de cunho argumentativo, 
que possuem, como exemplos, a Escola de Chicago e a Teoria Crítica, respectivamente. Essas 
visões também são conhecidas como teorias 
a. da ecologia criminal e do transtorno. 
b. do consenso e do conflito.Beatriz V. P. Pestilli, Equipe Paulo Bilynskyj, Paulo Bilynskyj
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105 
 
c. do conhecimento e da pesquisa 
d. da formação e da dedução 
e. do estudo e da conclusão. 
 
 (VUNESP/SP DELEGADO DE POLÍCIA 2014) A obra O homem delinquente, publicada em 1876, foi 40.
escrita por: 
a. Cesare Lombroso. 
b. Enrico Ferri. 
c. Rafael Garófalo. 
d. Cesare Bonesana. 
e. Adolphe Quetelet. 
 
 
 (VUNESP/SP MÉDICO LEGISTA – 2014) Escola Criminológica que tem como expoente Albert 41.
Cohen, e que procura equacionar por meio de respostas não criminais e não punitivas o 
comportamento geralmente juvenil que desafia os modelos de produção consumista: 
a. Escola da Contracultura Contemporânea. 
b. Teoria da Subcultura Delinquente. 
c. Escola Socialista Cultural. 
d. Teoria do Comunismo Consciente. 
e. Teoria do Socialmente Razoável. 
 
 
 
 (VUNESP/SP MÉDICO LEGISTA – 2014) São propostas da Escola de Chicago (“ecologia criminal”) 42.
para o controle da criminalidade: 
a. política de tolerância zero; criação de programas comunitários com intensificação das atividades 
recreativas; aumento das áreas verdes. 
b. prevalência do controle social formal sobre o informal; criação de comitês de apoios de pais e mães 
para a educação das crianças; melhoria das condições das residências e conservação física dos 
prédios. 
c. aumento das penas para o cometimento de delitos simples; criação de zonas de exclusão para 
isolamento das áreas mais perigosas; disseminação de atividades recreativas como escotismo e 
viagens culturais. 
d. mudança efetiva nas condições econômicas e sociais das crianças; reconstrução da “solidariedade 
social” por meio do fortalecimento das forças construtivas da sociedade (igrejas, escolas, 
associações de bairros); apoio estatal para redução e diminuição da pobreza e desemprego. 
e. controle individualizado, ou seja, controle específico e rígido sobre cada indivíduo; políticas 
uniformes em toda a cidade, diante do fracasso das estratégias “por vizinhança”; implantação de 
escolas e postos de saúde. 
 
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 (PC/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2010) A teoria do “Labelling Approach” ou da Reação Social 43.
é também conhecida como: 
a. Teoria da Anomia. 
b. Teoria da Subcultura. 
c. Teoria Ecológica. 
d. Teoria do etiquetamento ou rotulação. 
e. Teoria Espacial. 
 
 
 
 (VUNESP/SP PERITO CRIMINAL – 2013) Assinale a alternativa correta. 44.
a. A Teoria do Controle postula que o crime ocorre como resultado de um equilíbrio entre os impulsos 
em direção à atividade criminosa e os controles éticos ou morais que a detêm. Interessa-se 
principalmente pelas motivações que os indivíduos possuem para executar os crimes. 
b. A Escola de Buffalo é o berço da moderna Sociologia americana. 
c. A moderna Sociologia Criminal contempla o fato delitivo invariavelmente como “fenômeno natural” 
e pretende explicá-lo em função de um determinado marco jurídico. 
d. A Teoria Estrutural-Funcionalista explica o efeito criminógeno das grandes cidades, valendo-se dos 
conceitos de desorganização e contágio inerentes aos modernos núcleos urbanos e, sobretudo, 
invocando o debilitamento do controle social nestes núcleos. 
e. Teorias do Conflito, tradição na Sociologia Criminal norte-americana, pressupõem a existência, na 
sociedade, de uma pluralidade de grupos e subgrupos que, eventualmente, apresentam 
discrepâncias em suas pautas valorativas. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2013) A Teoria do Etiquetamento ou do labelling 45.
approach inspirou no Direito Penal Brasileiro a instituição: 
a. da Lei de Segurança Nacional. 
b. do Código Penal Militar. 
c. da Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. 
d. da Teoria do Direito Penal do Inimigo. 
e. da Lei dos Crimes Hediondos. 
 
 
 
 (FCC/DPE-SP DEFENSOR PÚBLICO – 2012) Assinale a alternativa correta. 46.
a. A criminologia crítica defende a análise individualizada da periculosidade do agente como direito 
inerente ao princípio do respeito à dignidade humana. 
b. A Escola positivista pregava a análise puramente objetiva do fato, deixando em segundo plano as 
características pessoais de seu autor. 
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107 
 
c. A teoria retributiva dos fins da pena foi desenvolvida a partir dos estudos de Lombroso e Garofalo, 
em meados do século XVIII. 
d. A teoria do labelling approach dispõe-se a estudar, dentre outros aspectos do sistema punitivo, os 
mecanismos de reação social ao delito e a influência destes na reprodução da criminalidade. 
e. A teoria finalista da ação é fruto da concepção positivista de livre-arbítrio, que entende o homem 
como ser determinado pelas circunstâncias sociais. 
 
 
 (PC/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2012) Assinale a afirmativa correta. 47.
a. A Escola de Chicago faz parte da Teoria Crítica. 
b. O delito não é considerado objeto da Criminologia. 
c. A Criminologia não é uma ciência empírica. 
d. A Teoria do Criminoso Nato é de Merton. 
e. Cesare Lombroso e Raffaelle Garofalo pertencem à Escola Positiva. 
 
 
 
 (PC/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2012) O efeito criminógeno da grande cidade, valendo-se dos 48.
conceitos de desorganização e contágio inerentes aos modernos núcleos urbanos, é explicado 
pela: 
a. Teoria do Criminoso Nato. 
b. Teoria da Associação Diferencial 
c. Teoria da Anomia. 
d. Teoria do Labelling Aproach. 
e. Teoria Ecológica. 
 
 
 (FCC/DPE-AP DEFENSOR PÚBLICO – 2018) Considere a seguinte citação. 49.
Trata-se das funções não declaradas da pena, que ampliam a ameaça punitiva para satisfazer a 
demanda social de castigo. A norma penal não se dirige estritamente à sua aplicação, senão que segue 
encaminhada aos possíveis eleitores e a opinião pública em geral, para demonstrar que os governantes 
fazem algo contra o delito, procurando tranquilizar a sociedade mediante a ideia de uma eficaz atuação 
preventiva do Estado. 
No Direito Penal, o trecho citado refere-se a: 
a. funções penais transcendentes. 
b. esquerda punitivista. 
c. movimento de lei e ordem. 
d. direito penal simbólico. 
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e. direito penal do inimigo. 
 
 
 
 (FCC/DPE-AP DEFENSOR PÚBLICO – 2018) O desenvolvimento teórico do Garantismo é atribuído 50.
especialmente a Luigi Ferrajoli. A partir de suas ideias, 
a. o sistema penal oficial deve, ao fim e ao cabo, ser substituído por formas alternativas de resolução 
de conflitos. 
b. mais que evitar a prática de crimes, a pena se legitima por coibir reações informais violentas. 
c. embora tenha origem e matiz iluminista, atualmente encontra-se em direção oposta, como se pode 
extrair de seu decálogo teórico axiomático. 
d. possui aplicação direta em qualquer sistema penal e encontra respaldo na Constituição Brasileira 
por via interpretativa, por se tratar de um sistema democrático que tem como pressuposto a 
prevenção geral e especial negativa. 
e. foi adotado pelas linhas abolicionistas como uma possível solução à crise do sistema penal. 
 
 
 (UEG/GO DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – 2018) Sobre a Criminologia, desde a perspectiva de seu 51.
conceito, métodos e objetos, tem-se o seguinte: 
a. A partir dos estudos culturais(cultural studies), a criminologia clínica resgata os estudos do labelling 
approach. 
b. Os estudos culturais (cultural studies) permitiram o desenvolvimento da chamada criminologia 
cultural, responsável pela classificação pormenorizada de grupos desviantes, tais como punks ou 
grafiteiros. 
c. As vertentes criminológicas abarcadas sob a terminologia de saber criminológico pós-crítico, ainda 
que assim possam ser denominadas enquanto legatárias da criminologia crítica, mantêm-se 
atreladas ao projeto científico de um sistema universal de compreensão do crime. 
d. Os estudos realizados por Howard Becker sobre grupos consumidores de maconha, na década de 
50, nos Estados Unidos, deram origem à perspectiva criminológica cultural, por meio da qual é 
possível compreender a dimensão patológica do uso de drogas para os fins da intervenção estatal 
preventiva e também repressiva sobre tráfico de entorpecentes. 
 
 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLÍCIAL – 2018) Na questão, assinale a alternativa contendo a 52.
informação que preenche corretamente a lacuna. 
A teoria _______ considera que o crime é um fenômeno natural da vida em sociedade; todavia, sua 
ocorrência deve ser tolerada, mediante estabelecimento de limites razoáveis, sob pena de subverter a 
ordem pública, os valores cultuados pela sociedade e o sistema normativo vigente. 
a. da associação diferencial 
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b. do etiquetamento ou labelling approach 
c. behaviorista 
d. da anomia 
e. da subcultura delinquente 
 
 
 
 (VUNESP/DPE-RO DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO – 2017) É possível encontrar relatos em 53.
reportagens jornalísticas e em investigações criminais de situações em que teoricamente o poder 
do Estado não alcança, exemplo é a teoria de que organizações criminosas mantêm “códigos de 
condutas” próprios e que execuções de integrantes das facções são consideradas “justas” dada a 
gravidade das “infrações” praticadas dentro das citadas “regras”. Também é possível, ao ouvir 
uma música com a expressão “é melhor viver pouco como um rei do que muito como um Zé”, ter 
a ideia de que o crime compensaria, pois se fossem respeitadas as regras sociais, a maioria dos 
jovens não conseguiria alcançar uma condição de vida satisfatória diante da falta de 
oportunidades para a ascensão social. 
Os fatos sugeridos podem ser usados como exemplos de quais teorias criminológicas, também 
chamadas de teorias do consenso? 
a. Ecologia do Crime e Desorganização Cultural. 
b. Labbelling Approach e Reorganização Cultural. 
c. Aculturação e Reação História. 
d. Distanciamento e Associação Diferencial. 
e. Subcultura Delinquente e Anomia. 
 
 
 
 (FAPEMS/MS DELEGADO DE POLÍCIA – 2017) Tendo como premissa o estudo da Teoria 54.
Criminológica da Anomia, analise o problema a seguir. 
O senhor X, 55 anos, bancário desempregado, encontrou, como forma de subsistência própria e da 
família, trabalho na contravenção (apontador do jogo do bicho em frente à rodoviária da cidade). Por lá 
permaneceu vários meses, sempre assustado com a presença da polícia, mas como nunca sofreu 
qualquer repreensão, inclusive tendo alguns agentes como clientes dentre outras autoridades da 
cidade, continuou sua labuta diária. Y, delegado de polícia, recém-chegado à cidade, ao perceber a 
prática contravencional, a despeito da tolerância de seus colegas, prende X em flagrante. No entanto, 
apenas algumas horas após sua soltura, X retornou ao antigo ponto continuando a receber apostas 
diárias de centenas de pessoas da comunidade. 
Assinale a alternativa correta correspondente a esse caso. 
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a. A teoria da anomia advém do funcionalismo penal, que defende a pertinência da norma enquanto 
reconhecida pela sociedade como necessária para a solução dos conflitos sociais, tendo sido 
arbitrária a conduta do delegado. 
b. A anomia, no contexto do problema, dá-se pelo enfraquecimento da norma, que já não influencia o 
comportamento social de reprovação da conduta, quando a sociedade passa a aceitá-la como 
normal. 
c. A atitude dos demais policiais caracteriza o poder de discricionariedade legítimo do agente de 
segurança pública, diante da anomia social caracterizada da norma que perde vigência pela 
ausência de funcionalidade. 
d. A atitude do delegado expressa a representação da teoria da anomia, em que a norma não perde 
sua força de coerção social, pois, somente revogada por outra norma, independente do 
comportamento do infrator. 
e. A teoria da anomia não tem aplicação no caso em análise, pois sob o aspecto criminológico é 
necessário que estejam presentes no estudo do fenômeno o delinquente, a vítima e a sociedade. 
 
 
 
 (FAPEMS/MS DELEGADO DE POLÍCIA – 2017) A atividade policial dentre suas finalidades deve 55.
prevenir e reprimir o crime. Em particular, à polícia judiciária cabe investigar, com o fim de 
esclarecer fatos delitivos que causaram danos a bens jurídicos relevantes tutelados pelo direito 
penal. A criminologia dada a sua interdisciplinaridade constitui ciência de suma importância na 
atividade policial por socorrer-se de outras ciências para compreender a prática delitiva, o 
infrator e a vítima, possuindo métodos de investigação que visam a atender sua finalidade. 
Diante do exposto, assinale a alternativa correta sobre a criminologia como ciência e seus 
métodos. 
a. Como ciência dedutiva; a criminologia se vale de métodos científicos, humanos e sociais, abstratos, 
próprios do Direito Penal. 
b. A criminologia, ciência lógica e normativa, busca determinar o homem delinquente utilizando para 
isso métodos físicos, psicológicos e sociológicos. 
c. A criminologia é baseada principalmente em métodos físicos, individuais e coletivos, advindos das 
demais ciências jurídico-penais, caracterizando-a como dogmática. 
d. Os métodos experimental e lógico auxiliam a investigação da criminologia, integrando várias áreas, 
dada sua natureza de ciência disciplinar. 
e. Os métodos biológico e sociológico são utilizados pela criminologia, que, por meio do empirismo e 
da experimentação, estuda a motivação criminosa do sujeito. 
 
 
 
 (FAPEMS/MS DELEGADO DE POLÍCIA – 2017) Dentro da criminologia, tem-se a vertente da 56.
vitimologia, que estuda de forma ampla os aspectos da vítima na criminalidade, e é dividida em 
primária, segundária e terciária. Da análise dessa divisão, pode-se afirmar que a vitimização 
terciária ocorre, quando: 
a. a vítima tem três ou mais antecedentes. 
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b. a vítima é parente em terceiro grau do ofensor. 
c. um terceiro participa da ação criminosa. 
d. a vítima é abandonada pelo estado e estigmatizada pela sociedade. 
e. duas ou mais pessoas cometem o crime. 
 
 
 (VUNESP/CE DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL 1ª CLASSE – 2015) Assinale a alternativa correta em 57.
relação aos modelos teóricos de reação social ao delito. 
a. São três os modelos: o dissuasório, o ressocializador e o integrador; o primeiro, também conhecido 
como modelo clássico, tem o foco na punição do criminoso, procurando mostrar que o crime não 
compensa; o segundo tem o foco no criminoso e sua ressocialização, procurando reeducá-lo para 
reintegrá-lo à sociedade; e o terceiro, conhecido como justiça restaurativa, que defende uma 
intervenção mínima estatal em que o sistema carcerário sóatuará em último caso. 
b. Apresentam dois modelos bem distintos: o tradicional e o moderno, por entender que um tem foco 
na punição e recuperação do delinquente, e o outro tem foco na reparação do delito; o primeiro 
olha para o delinquente e o segundo, somente para a vítima, não importando a recuperação do 
delinquente. 
c. Estão divididos em dois modelos: o concreto e o abstrato, nos quais os objetivos são comuns, ou 
seja, ambos estão focados no sujeito ativo do delito e em como fazer com que ele não volte a 
delinquir; o primeiro visa aplicar uma pena privativa de liberdade e o segundo, uma pena 
pecuniária. 
d. São três os modelos teóricos: o moderno, o contemporâneo e o tradicional; o modelo moderno 
objetiva tratar a prevenção do delito como um problema social, no qual todos têm responsabilidade 
na ressocialização do criminoso; o modelo contemporâneo entende que há necessidade das penas 
serem proporcionais ao bem jurídico protegido, enquanto que o modelo tradicional busca no 
sistema de justiça criminal (Polícia, Ministério Público, Poder Judiciário e Sistema Penitenciário) a 
efetividade para a prevenção do delito. 
e. São caracterizados por três modelos, também conhecido como as três velocidades do direito penal, 
um direito penal mais “duro” para os crimes mais violentos, um direito penal mais brando, como, 
por exemplo, para os crimes de menor potencial ofensivo e um direito penal intermediário, um 
meio termo, para os demais crimes. 
 
 
 
 (VUNESP/SP FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL – 2014) Os meios de comunicação em massa, 58.
sobretudo a televisão, 
a. apenas divulgam notícias, não criando qualquer estereótipo de comportamento. 
b. em hipótese alguma, são fatores que influenciam na criminalidade. 
c. cumprem a Constituição Federal, apresentando programação que respeita valores éticos da pessoa 
humana. 
d. influenciam na criminalidade, acobertados por um discurso de “liberdade de imprensa”, exibindo 
sexo e violência. 
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e. influenciam na criminalidade ao ajudar na formação social e cultural do indivíduo. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) O indivíduo que é lesado por um estelionatário, o 59.
qual aplica-lhe o clássico golpe do “bilhete premiado”, é considerado, de acordo com a 
classificação proposta por Mendelsohn, vítima. 
a. exclusivamente culpada. 
b. inocente. 
c. tão culpada quanto o criminoso. 
d. menos culpada do que o criminoso. 
e. mais culpada do que o criminoso. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Do ponto de vista criminológico, a conduta dos 60.
membros de facções criminosas, das gangues urbanas e das tribos de pichadores são exemplos da 
teoria sociológica da(o): 
a. abolicionismo penal 
b. subcultura delinquente. 
c. identidade pessoal. 
d. minimalismo penal. 
e. predisposição nata à criminalidade 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Entende-se como controle social o conjunto de 61.
mecanismos e sanções sociais que visam submeter o homem aos modelos e normas do convívio 
comunitário. Desta forma, são exemplos de influências no controle social informal: 
a. Administração Penitenciária, PROCON e Judiciário. 
b. Polícia Militar, Ministério Público e Guarda Municipal. 
c. Tribunal de Contas, Forças Armadas e Ordem dos Advogados do Brasil. 
d. Família, Escola e Igrejas. 
e. Partidos Políticos, Conselho Tutelar e Polícia Civil. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) A reparação dos danos e a indenização dos 62.
prejuízos à vítima são vistas pela doutrina com: 
a. uma importante tendência político-criminal observada na Lei n.º 9.099/95. 
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b. um problema que cabe apenas ao Direito Civil tratar. 
c. uma teoria que vê a vítima como uma parte autossuficiente no crime. 
d. algo obsoleto, que não cabe mais sua discussão. 
e. um fato que serve exclusivamente como base para cálculo da pena do criminoso. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Quando ocorre a falta de amparo da família, dos 63.
colegas de trabalho e dos amigos, e a própria sociedade não acolhe a vítima, incentivando-a a não 
denunciar o delito às autoridades, ocorrendo o que se chama de cifra negra, está-se diante da 
vitimização: 
a. caracterizada. 
b. secundária. 
c. descaracterizada. 
d. primária. 
e. terciária. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) Nos crimes de extorsão mediante sequestro, por 64.
exemplo, pode ocorrer a chamada Síndrome de Estocolmo, que consiste: 
a. na doença que os sequestradores sofrem. 
b. na identificação afetiva da vítima com o criminoso, pelo próprio instinto de sobrevivência. 
c. em uma teoria que os órgão públicos utilizam para reduzir a criminalidade. 
d. no arrependimento do criminoso em razão do descontrole emocional 
e. no trauma que a vítima adquire em razão do sofrimento. 
 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) A teoria do labelling approach é uma das mais 65.
importantes teorias do conflito. Surgiu na década de 60 nos Estados Unidos da América e tem, 
como um de seus principais autores, Howard Becker. 
Essa teoria também é conhecida como teoria. 
a. cultural ou de modismo. 
b. da associação diferencial ou white colar crimes. 
c. do estudo ou da pesquisa. 
d. do etiquetamento ou da rotulação. 
e. da anomia ou da subcultura delinquente 
 
 
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 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2014) A obra Dos Delitos e Das Penas de 1764 foi 66.
escrita por: 
a. Adolphe Quetelet. 
b. Francesco Carrara 
c. Giovanni Carmignani. 
d. Cesare Bonesana 
e. Cesare Lombroso 
 
 
 
 (VUNESP/SP ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL – 2013) Constituem medidas diretas de 67.
prevenção do delito, dentre outras: 
a. o planejamento familiar e a alfabetização de adultos. 
b. os programas de incentivo à qualificação profissional. 
c. a campanha de prevenção de doenças e o incentivo à frequência a cultos religiosos 
d. os programas de construção de moradias populares. 
e. as políticas públicas de desestímulo ao jogo de azar, à prostituição e ao consumo de drogas ilícitas 
 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2014) O conceito de prevenção delitiva, no Estado 68.
Democrático de Direito, e as medidas adotadas para alcançá-la são. 
a. o conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito, atingindo direta e indiretamente o 
delito. 
b. o conjunto de ações que visam estudar o delito, atingindo direta e indiretamente o criminoso 
c. o conjunto de ações adotadas pela vítima que visam evitar o delito, atingindo o delinquente direta e 
indiretamente. 
d. o conjunto de ações que visam estudar o criminoso, atingindo o ato delitivo direta e indiretamente. 
e. o conjunto de ações que visam estudar o crime, atingin- do o criminoso direta e indiretamente. 
 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2014) Uma das formas que o Estado Brasileiro adota 69.
como controle e inibição criminal é a pena prevista para cada crime, cuja teoria adotada pelo 
Código Penal Brasileiro é a mista, de acordo com o artigo 59 do Código Penal, que tem como 
finalidade a: 
a. prevenção e a retribuição 
b. indenização e a repreensão. 
c. punição e a reparação. 
d. inibição e a reeducação. 
e. conciliação e o exemplo. 
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 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2014) A teoria do neorretribucionismo, com origem 70.
nos Estados Unidos, também conhecida por “lei e ordem” ou “tolerância zero”, é decorrente da 
teoria. 
a. “positiva” 
b. “janelas quebradas” 
c. “clássica” 
d. “cidade limpa” 
e. “diferencial”. 
 
 
 
 (VUNESP/SP AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA – 2013) Compreende-se por “prevenção delitiva” o 71.
conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito. Assim sendo, a prevenção terciária 
está focada. 
a. na migração, com o objetivo de evitar grande concentração populacional numa determinada região, 
favorecendo o desemprego, moradias irregulares e conflito étnico. 
b. no recluso, o que permite identificar o destinatário; visa a sua recuperação, evitando a reincidência, 
é rea lizada por meio de medidas socioeducativas e ressocializadoras. 
c. na raiz do conflito criminal, para neutralizá-lo antes que o problema se manifeste, como educação, 
em- prego, moradia e segurança; é, sem dúvida nenhuma, a mais eficaz. 
d. nos setores da sociedade que podem, a médio e longo prazos, desencadear problemas criminais; 
apresenta-se por meio de ações policiais e controle dos meios de comunicação. 
e. no controle de natalidade, por meio de ações educativas de planejamento e controle familiar, 
estruturado nos programas sociais do governo com apoio financeiro. 
 
 
 
 (VUNESP/SP AUXILIAR DE PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) Quanto à teoria neorretribucionista, 72.
é correto afirmar: 
a. surgiu na Europa, no século passado, baseada na teoria do consenso, tem como objetivo coibir o 
crime organizado e os crimes transnacionais, o que inibiria os crimes menos graves. 
b. surgiu na Itália, na década de sessenta, é uma das mais importantes teorias do conflito, por meio 
dessa teoria, a criminalidade não é resultante somente da conduta humana, mas a consequência de 
um processo em que se atribui uma qualidade à pessoa. 
c. surgiu nos Estados Unidos, inspirada na escola de Chicago, com a denominação “lei e ordem” ou 
“tolerância zero”, decorrente da teoria das janelas quebradas, tem como objetivo coibir os 
pequenos delitos, o que inibiria os mais graves. 
d. surgiu na Alemanha, no século XIX, defende que o comportamento do criminoso é aprendido, 
nunca herdado, criado ou desenvolvido pelo sujeito ativo, tem como objetivo identificar e punir 
rigorosamente o criminoso para servir de exemplo, a chamada prevenção geral. 
e. surgiu na Inglaterra, está baseada na teoria da sub- cultura delinquente, ou seja, o comportamento 
criminoso é um sintoma de dissociação entre as aspirações socioculturais e os meios desenvolvidos 
para alcançar essas aspirações. 
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 (VUNESP/SP AGENTE DE POLÍCIA – 2013) Entende(m)-se por prevenção primária: 73.
a. as ações policiais dirigidas aos indivíduos vulneráveis. 
b. as políticas públicas dirigidas aos grupos de risco. 
c. aquela dirigida exclusivamente ao preso, em busca de sua reinserção familiar e/ou social. 
d. o trabalho de conscientização social, o qual atua no fenômeno criminal, em sua etiologia. 
e. aquela que age em momento posterior ao crime ou na iminência de seu acontecimento. 
 
 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) A prevenção criminal secundária é aquela que 74.
atua: 
a. na recuperação do recluso, visando a sua socialização por meio do trabalho e estudo, evitando sua 
reincidência. 
b. em setores específicos ou de maior vulnerabilidade da sociedade, por meio de ação policial, 
programas de apoio e controle das comunicações. 
c. na qualidade de vida de um povo, na proteção aos bens patrimoniais e nos direitos individuais e 
sociais. 
d. nos direitos sociais universalmente conhecidos, como educação, moradia e segurança. 
e. na reparação do dano causado em razão da delinquência, assistindo o recluso com programas 
psicológicos e de assistência social. 
 
 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) O estudo da vitimologia atual, baseada numa 75.
tendência política criminal eficiente, privilegia: 
a. a assistência social ao delinquente, bem como um atendimento eficiente do poder público. 
b. a assistência psicológica à vítima e tratamento adequado ao delinquente, para sua recuperação. 
c. uma pena que recupere o delinquente, sociabilizando-o, com trabalho e educação. 
d. uma punição exemplar para o delinquente, de forma que se cumpra a função retributiva da pena. 
e. a reparação dos danos e indenização dos prejuízos da vítima. 
 
 
 
 (VUNESP/SP PAPILOSCOPISTA POLICIAL – 2013) Uma das mais importantes teorias do conflito; 76.
surgiu nos Estados Unidos nos anos de 1960, e seus principais expoentes foram Erving Goffman e 
Howard Becker. Trata-se da: 
a. Teoria do labelling approach. 
b. Teoria da subcultura delinquente. 
c. Teoria da desorganização social. 
d. Teoria da anomia. 
e. Teoria das zonas concêntricas. 
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 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2013) Veículos de comunicação em massa de todo o 77.
país noticiaram, em 12 de junho de 2012, que a região dorsal da estátua do Cristo Redentor de 
Belo Horizonte foi pichado naquela madrugada por dois homens, com a inscrição “...... 
RONADINHO 49” (sic), em homenagem ao novo craque do Clube Atlético Mineiro. O 
comportamento desses indivíduos é relacionado à teoria sociológica: 
a. da cifra dourada. 
b. do conflito cultural. 
c. das áreas criminais. 
d. da subcultura delinquente. 
e. do “labelling approach”. 
 
 
 
 (VUNESP/SP ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL – 2013) A corrente de pensamento criminológico que 78.
aponta, como técnica utilizada pelo criminoso para sua autojustificação, um procedimento 
racional em que atribui a culpa pelos seus atos antissociais aos agentes públicos encarregados de 
sua punição (policiais, membros do ministério público, magistrados), os quais seriam corruptos, 
parciais e inescrupulosos, é denominada teoria: 
a. do estrutural-funcionalismo. 
b. da criminologia crítica. 
c. da neutralização. 
d. do conflito cultural. 
e. da criminologia radical. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2013) A corrente de pensamento criminológico que 79.
critica a exibição de cenas em televisão e cinema, de abuso de drogas ilícitas, prática de roubos, 
sequestros, bem como outras condutas delituosas, alçando seus protagonistas a status de 
“heróis” ou “justiceiros”, fomentando sua imitação pelas pessoas, principalmente jovens, é a 
Teoria: 
a. da Identificação Diferencial. 
b. da Reação Social 
c. da Criminologia Radical. 
d. da Associação Diferencial. 
e. da Criminologia Crítica. 
 
 
 
 (VUNESP/SP INVESTIGADOR DE POLÍCIA – 2013) São teorias do conflito as teorias: 80.
a. das áreas criminais, da identificação diferencial e da criminologia crítica. 
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b. da desorganização social, da neutralização e das áreas criminais. 
c. do conflito cultural, do etiquetamento e da associação diferencial. 
d. da associação diferencial, da subcultura e do estrutural-funcionalismo. 
e. da criminologia crítica, da rotulação e da criminologia radical. 
 
 
 
 (FCC/DPE-PR DEFENSOR PÚBLICO – 2012) Considere os acontecimentos abaixo. 81.
I. No dia 16de outubro, após um dia exaustivo de trabalho, quando chegava em sua casa, às 23:00 
horas, em um bairro afastado da cidade, Maria foi estuprada. Naquela mesma data, fora acionada a 
polícia, quando então foi lavrado boletim de ocorrência e tomadas as providências médico-legais, que 
constatou as lesões sofridas. 
II. Após o fato, Maria passou a perceber que seus vizinhos, que já sabiam do ocorrido, a olhavam de 
forma sarcástica, como se ela tivesse dado causa ao fato e até tomou conhecimento de comentários 
maldosos, tais como: “também com as roupas que usa (...)”, “também como anda, rebolando para cima 
e para baixo” e etc., o que a deixou profundamente magoada, humilhada e indignada. 
III. Em novembro, fora à Delegacia de Polícia prestar informações, quando relatou o ocorrido, 
relembrando todo o drama vivido. Em dezembro fora ao fórum da Comarca, onde mais uma vez, Maria 
foi questionada sobre os fatos, revivendo mais uma vez o trauma do ocorrido. 
Os acontecimentos I, II e III relatam, respectivamente processos de vitimização: 
a. primária, secundária e terciária. 
b. primária, terciária e secundária. 
c. secundária, primária e terciária. 
d. terciária, primária e secundária. 
e. secundária, terciária e primária. 
 
 
 (FCC/DPE-PR DEFENSOR PÚBLICO – 2012) Com o surgimento das Teorias Sociológicas da 82.
Criminalidade (ou Teorias Macrossociológicas da Criminalidade), houve uma repartição marcante 
das pesquisas criminológicas em dois grupos principais. Essa divisão leva em consideração, 
principalmente, a forma como os sociólogos encaram a composição da sociedade: Consensual 
(Teorias do consenso, funcionalistas ou da integração) ou Conflitual (Teorias do conflito social). 
Neste contexto são consideradas Teorias Consensuais: 
a. Escola de Chicago, Teoria da Anomia e Teoria da Associação Diferencial. 
b. Teoria da Anomia, Teoria Crítica e Teoria do Etiquetamento. 
c. Teoria Crítica, Teoria da Anomia e Teoria da Subcultura Delinquente. 
d. Teoria do Etiquetamento, Teoria da Associação Diferencial e Escola de Chicago. 
e. Teoria da Subcultura Delinquente, Teoria da Rotulação e Teoria da Anomia. 
 
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 (PC/SP DELEGADO DE POLÍCIA – 2012) Assinale a alternativa incorreta. A Teoria do 83.
Etiquetamento 
a. é considerada um dos marcos das teorias de consenso. 
b. é conhecida como Teoria do Labelling Aproach. 
c. tem como um de seus expoentes Ervinh Goffman. 
d. tem como um de seus expoentes Howard Becker. 
e. surgiu nos Estados Unidos. 
 
 
 
 (MPE/PR PROMOTOR DE JUSTIÇA – 2011) Examine as afirmações abaixo e após responda: 84.
I - A criminologia crítica parte da premissa de que a Criminologia não deve ter por objeto apenas o 
crime e o criminoso como institucionalizados pelo direito positivo, mas deve questionar também as 
bases estruturais econômicas e sociais que caracterizam a sociedade na qual vive o autor da infração 
penal. 
II - Entende a doutrina que cabe à criminologia crítica questionar os fatos como expressão da 
decadência dos sistemas sócio-econômicos e políticos. 
III - Conforme entendimento doutrinário, cabe à criminologia crítica reter como material de interesse 
para o Direito Penal apenas o que efetivamente mereça punição reclamada pelo consenso social, e 
denunciando todos os expedientes destinados a incriminar condutas que, apenas por serem contrárias 
aos poderosos do momento, política ou economicamente, venham a ser transformadas em crimes. 
IV - Na visão dos doutrinadores da criminologia crítica, o princípio do fim ou da prevenção da pena é 
questionado a partir do entendimento de que a ressocialização não pode ser obtida numa instituição 
como a prisão, que sempre seria convertida num microcosmo no qual se reproduzem e agravam as 
graves contradições existentes no sistema social exterior. 
V - No entendimento dos doutrinadores da criminologia crítica, o princípio da culpabilidade é 
questionado a partir da teoria das subculturas, segundo a qual o comportamento humano não 
representa a expressão de uma atitude interior dirigida contra o valor que tutela a norma penal, pois 
não existe apenas o sistema de valor oficial, mas uma série de subsistemas de valores decorrentes dos 
mecanismos de socialização e de aprendizagem dos grupos e do ambiente em que o indivíduo se 
encontra inserto. 
a. todas as afirmativas estão corretas. 
b. as afirmativas I, III, IV e V são as únicas corretas. 
c. as afirmativas IV e V são as únicas corretas. 
d. as afirmativas II e III são incorretas. 
e. todas as afirmativas são incorretas. 
 
 
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 (FCC/DPE-SP DEFENSOR PÚBLICO – 2009) A expressão 'cifra negra' ou oculta, refere-se: 85.
a. às descriminantes putativas, nos casos em que não há tipo culposo do crime cometido. 
b. ao fracasso do autor na empreitada em que a maio ria têm êxito. 
c. à porcentagem de presos que não voltam da saída temporária do semi-aberto. 
d. à porcentagem de crimes não solucionados ou punidos porque, num sistema seletivo, não caíram 
sob a égide da polícia ou da justiça ou da administração carcerária, porque nos presídios 'não estão 
todos os que são'. 
e. à porcentagem de criminalização da pobreza e à globalização, pelas quais o centro exerce seu 
controle sobre a periferia, cominando penas e criando fatos típicos de acordo com seus interesses 
econômicos, determinando estigmatização das minorias. 
 
 
GABARITO
 A 1.
 C 2.
 E 3.
 A 4.
 C 5.
 E 6.
 D 7.
 C 8.
 CERTO 9.
 A 10.
 B 11.
 ERRADO 12.
 CERTO 13.
 C 14.
 CERTO 15.
 ERRADO 16.
 C 17.
 B 18.
 A 19.
 E 20.
 C 21.
 B 22.
 D 23.
 B 24.
 B 25.
 D 26.
 B 27.
 A 28.
 A 29.
 E 30.
 B 31.
 ERRADO 32.
 B 33.
 CERTO 34.
 D 35.
 D 36.
 B 37.
 A 38.
 B 39.
 A 40.
 B 41.
 D 42.
 D 43.
 E 44.
 C 45.
 D 46.
 E 47.
 E 48.
 D 49.
 B 50.
 E 51.
 D 52.
 E 53.
 B 54.
 E 55.
 D 56.
 A 57.
 D 58.
 C 59.
 B 60.
 D 61.
 A 62.
 E 63.
 B 64.
 D 65.
 D 66.
 E 67.
 A 68.
 A 69.
 B 70.
 B 71.
 C 72.
 D 73.
 B 74.
 E 75.
 A 76.
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121 
 
 D 77.
 C 78.
 A 79.
 E 80.
 B 81.
 A 82.
 A 83.
 A 84.
 D 85.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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