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Prova 01: A ser respondida em até 30 minutos da postagem. Respostas devem ser envidas por e-mail. 01. Diferencie Direito Potestativo de Direito Subjetivo propriamente dito. O direito potestativo é aquele que impõe uma situação a uma parte, sem que ela possa contraditar. Já o direito subjetivo envolve o poder conferido a uma parte para realizar um direito de seu próprio interesse. É uma faculdade conferida ao sujeito para exercer um direito seu. O direito potestativo se diferencia do subjetivo, uma vez que o primeiro é uma imposição, enquanto o outro é uma faculdade conferida a um sujeito para exercer um direito de seu próprio interesse. Por fim, é fundamental na compreensão do direito potestativo a visualização de exemplos, como é o caso da demissão sem justa causa e do pedido de divórcio, os quais se impõem a outros sujeitos sem que possam contraditá-los. Ele pode ser dividido nos seguintes tipos: - Formador ou Aquisitivo: Exercício do direito gera relação jurídica - Modificativo: Exercício do direito modifica relação jurídica - Extintivo: Exercício do direito encerra relação jurídica. 02. Diferencie representação de assistência. Representação: Os absolutamente incapazes, são aqueles representados (do nascimento até completar 16 anos), ou seja, têm sua vida dirigida pelo seu representante, que pode manifestar sua vontade em juízo, celebrar negócios em seu nome etc., desde que atendidos os pressupostos legais para fazê-lo e respeitados os interesses do representado. O menor de 16 anos pode adquirir patrimônio por herança, legado ou doação, constituído por bens móveis ou imóveis, assim como pode ter contas bancárias em seu nome, contudo o menor representado não pode firmar instrumento de procuração, o que deve ser feito pelo seu representante. Assistência: A assistência tem cabimento em favor dos relativamente incapazes (entre os 16 e os 18 anos), e, diferentemente da representação, o assistente pratica o ato ou negócio jurídico em conjunto com o assistido. Assim, só será válido o ato ou negócio jurídico quando ambos manifestarem sua vontade. Os assistentes caminham lado a lado com os assistidos, de modo que uma presença não substitui a outra. A figura do assistente está ali para assegurar-se da regularidade dos atos praticados ou negócios celebrados pelo assistido, bem como do respeito aos direitos deste. O menor assistido deve assinar procuração, na qual constará também a assinatura do assistente. Assim sendo, os menores, que ainda não detêm a capacidade civil plena, precisam de representação ou assistência, conforme seja absoluta ou relativamente incapaz para os atos da vida civil. Resumindo: a representação destina-se ao absolutamente incapaz e a assistência ao relativamente incapaz. A Representação é uma substituição. Assistência é fazer junto daquele que manifesta a vontade. 03. Respondem os pais pelos danos causados pelo filho menor que voluntariamente emanciparam? A emancipação não desonera os pais de responderem solidariamente pelo dever de reparação em razão de atos ilícitos praticados pelos filhos, não importando se os pais tenham os emancipado por leviandade ou outro interesse, mesmo evidenciado que a falta de maturidade do menor desaconselhava a emancipação. Assim, entre os extremos de responsabilizar os pais pelos atos ilícitos cometidos pelo menor emancipado ou de eximi-los totalmente do dever de reparar, é preferível um meio termo, que tem na análise da concessão da emancipação seu ponto de origem, pois comprovada a má-fé, os pais serão compelidos a cumprir seu dever legal de reparar civilmente os lesados. A responsabilidade do menor é subsidiária e mitigada, exceto se for emancipado (a partir dos 16 anos), com base no artigo 5º do Código Civil de 2002, o que exonera a responsabilidade de seus pais, salvo no caso do inciso I, que por se tratar de emancipação voluntária, constitui responsabilidade solidária entre ele e seus pais. 04. Quais os critérios para resolver o conflito das leis no tempo? Para solucionar tal questão, a doutrina utiliza dois critérios. O primeiro critério diz respeito às disposições transitórias, às quais são elaboradas pelo legislador, no próprio texto normativo, destinadas a evitar e a solucionar conflitos que poderão surgir do confronto da nova lei com a antiga lei. Tais normas são temporárias e conciliam a nova lei com as relações já definidas pela norma anterior. O segundo critério, como bem explica Maria Helena Diniz, diz respeito ao princípio da retroatividade e da irretroatividade das normas. A regra adotada pelo ordenamento jurídico é de que a norma não poderá retroagir, ou seja, a lei nova não será aplicada às situações constituídas sobre a vigência da lei revogada ou modificada (princípio da irretroatividade). Este princípio objetiva assegurar a segurança, a certeza e a estabilidade do ordenamento jurídico. É possível afirmar, ainda, que o referido princípio apresenta duplo fundamento, sendo um de ordem constitucional e outro de ordem infraconstitucional. Vejamos: O art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal prevê que: “A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.” [5] Já o art. 6º, da LINDB diz o seguinte: “A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitando o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.” Sendo assim, tendo como parâmetro estes dois fundamentos, é possível observar que a regra da irretroatividade não é absoluta, tendo em vista que convive com outro preceito de direito intertemporal, que é o da eficácia imediata e geral da lei nova. Ou seja, em alguns casos a lei nova poderá retroagir. Além disso, Carlos Roberto Gonçalves afirma que a irretroatividade das leis não possui caráter absoluto, por razões de políticas legislativas, que por sua vez podem recomendar que, em determinadas situações, a lei seja retroativa, atingindo os efeitos dos atos jurídicos praticados sob o império da norma antiga. É possível concluir que por mais que haja doutrinadores e julgados de Tribunais de Justiça entendendo que uma lei infraconstitucional não pode retroagir para alcançar o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido, entendo que em vista das recentes decisões a respeito da relativização da coisa julgada feitas pelo STF e pelo STJ, além da previsão contida no art. 2.035 do CC/02, em alguns casos excepcionalíssimos tal retroação da lei será admitida. 05. Na hierarquia das normas, em que posição ficam os tratados internacionais? No sistema jurídico brasileiro, os tratados ou convenções internacionais estão hierarquicamente subordinados à autoridade normativa da Constituição da República. Em consequência, nenhum valor jurídico terão os tratados internacionais, que, incorporados ao sistema de direito positivo interno, transgredirem, formal ou materialmente, o texto da Carta Política.