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Tema: Consequências da pandemia do Coronavírus para o mundo globalizado A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de suma importância, prevê, em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, tal prerrogativa não tem se concretizado com efetividade quando se trata da perspectiva para o mundo pós-pandemia, pois as desigualdades e a incompetência do Estado impedem a pluralização desse direito social tão importante. Perante esse cenário, faz-se essencial o estudo desses fatores. Mormente, deve-se salientar a ausência de medidas governamentais para contrapor-se à grande quantidade de pessoas que desenvolveram algum transtorno devido ao isolamento. Nesse sentido, de acordo com Índice de GINI, medida que classifica o grau de desigualdade de um país, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nessa perspectiva, essa lastimável disparidade faz com que grande parte da população não cuide de sua saúde física e mental, visto que não possuem condições financeiras para arcar com o tratamento de doenças psicológicas e corporais, o que ocasiona no aumento do número de casos. Desse modo, parte dos brasileiros são impedidos de usufruir de seus direitos fundamentais, fato que, consequentemente, agrava esse óbice. Juntamente, é importante destacar que o desafio de lidar com os malefícios que a pandemia trouxe, como doenças e transtornos, é intensificado pela má gestão do Estado, que não cumpre com seu dever de garantir o acesso à profissionais de saúde qualificados. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Globalização e as Consequências Humanas”, “A sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado”. Nesse contexto, o Brasil segue para um destino semelhante, pois não há investimentos suficientes para acabar com o crescente número de pessoas que adquirem doenças e desturbios devido ao impacto pós-pandêmico. Tendo em vista isso, enquanto não forem tomadas medidas para erradicar esse entrave, tal condição perdurará sobre o país. Depreende-se, portanto, que há uma carência em combater esses obstáculos. Para isso, é fundamental que o Ministério da Saúde amplie o acesso à profissionais de saúde qualificados, que auxiliam no tratamento de doenças e transtornos, por meio do direcionamento de verbas governamentais, a fim de garantir a saúde da população no mundo pós-pandemia. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.