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Documento sobre hipófise e tireoidectomia total: detalha porções e hormônios da adeno‑ e neuro‑hipófise e sua relação com o hipotálamo; orienta paciente pré‑operatório, reposição hormonal obrigatória e riscos/complicações da cirurgia.

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Sistemas Orgânicos Integrados II- Tecnologias da Informação e Comunicação
Prof.ª: Fabiana Medeiros
Aluno: Gustavo Damasceno de Melo Cavalcanti 2° Período
Data: 31/03/2022
Semana 9
ASSUNTO 01 - Hipófise
Quais as porções da hipófise e suas peculiaridades?
Quais os hormônios de cada uma delas? E sua relação com o hipotálamo?
ASSUNTO 02 – Tireoidectomia
O que orientar a um paciente candidato a uma tireoidectomia total?
Quais os riscos que podem ocorrer nesta cirurgia?
01- A hipófise pode ser dividida em duas porções: A adeno-hipófise e a neuro-hipófise. Suas origens embriológicas são diferentes, a primeira tem origem a partir da invaginação do tecido faríngeo (bolsa de Rathke), a outra porção é proveniente do crescimento caudal do diencéfalo. 
A adeno-hipófise é a porção anterior da hipófise e suas células são epiteliais. Ela é dividida em três partes: a pars distalis (cerca de 90% da adeno-hipófise), a pars tuberalis (circunda a haste infundibular) e a pars intermedia (separa a parte epitelial da nervosa). 
A adeno-hipófise é importante para a regulação endócrina, já que é responsável pela produção de hormônios como: ACTH, GH, FSH, LH, TSH e Prolactina. 
A neuro-hipófise é a parte posterior da hipófise e contém células nervosas. Ela também é dividida em três porções: a porção mais inferior é chamada de pars nervosa ou lobo posterior, a haste infundibular e a eminência mediana. 
A neuro-hipófise não produz hormônios, apenas armazena e secreta ADH e Ocitocina, que são produzidos no hipotálamo.
O hipotálamo tem apenas conexões eferentes com a hipófise, sendo estas conexões geralmente associadas à síntese e secreção de hormônios. Elas são estabelecidas através dos tratos hipotálamo-hipofisário e túbero-infundibular. Graças a estas conexões, o hipotálamo é capaz de produzir alguns hormônios e armazenar na neuro-hipófise (por meio do trato hipotálamo-hipofisário) ou comandar a produção de hormônios pela própria hipófise (trato túbero-infundibular).
02- A Tireoide trata-se de uma glândula endócrina, responsável pela produção dos hormônios, que tem importância nas funções biológicas do organismo, no controle do metabolismo celular, na absorção do cálcio nos ossos e quando há produção anormal desses hormônios, acarretará em mudanças significativas no organismo. Suas funções principais são produzir, armazenar e liberar os hormônios tireoidianos T3 (Triiodotironina) e T4 (Tiroxina) na corrente sanguínea, que agem em todas as células do corpo, ajudando a controlar suas funções. 
Pacientes candidatos a tireoidectomia total devem ser orientados à necessidade de um tratamento contínuo com base na reposição dos hormônios produzidos pela tireoide (T3 e T4) pois a ausência desses hormônios altera diretamente o metabolismo celular, sendo uma condição fisiológica obrigatória e pelo resto da vida do indivíduo. Também deve-se orientar sobre o controle de sintomas relacionados ao tratamento, principalmente sobre a reposição hormonal. Além disso, é importante destacar que deve incluir a família nas orientações do tratamento, pois ela pode ajudar na promoção de uma assistência personalizada e de modo adequado às necessidades desses pacientes.
Esse procedimento pode acarretar riscos e consequências, tais como formação de queloide no local da cicatriz, infecção local, hipoparatireoidismo e consequente hipocalcemia, paralisia transitória das cordas vocais com alteração temporária da voz, necessidade do uso de hormônio tireoidiano, hematoma no local da cirurgia e dor e desconforto na região cervical.
Portanto, o paciente que é um candidato a tireoidectomia total deve receber o devido esclarecimento acerca desses riscos, as alterações hormonais que ele pode sofrer, e os sintomas que podem aparecer por conta disso após a cirurgia. Nesse momento pré-operatório, uma boa relação médico-paciente deve ser cultivada, para evitar possíveis intercorrências no pós-operatório. Ademais, o paciente deve estar ciente dos desdobramentos mais comuns da tireoidectomia total, além dos tratamentos disponíveis para amenizar os sintomas. O paciente e seu bem-estar devem estar sempre em primeiro lugar, e ele precisa estar inteirado de todas as possibilidades. Nessa conjuntura, uma boa orientação profissional é imprescindível.
Referencias: 
NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 13ª edição. Rio de Janeiro - RJ: Guanabara Koogan, 2017.
HALL, J. E., GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
LOPES, Fabiana Pires; AMARAL, Mônica Santos. Cuidados de Enfermagem na SRPA a Pacientes Submetidos à tireoidectomia total: uma revisão integrativa. Itinerarius Reflectionis, v. 15, n. 3, p. 01-14, 2019.
MENEZES, Nicássio Silva et al. TIREOIDECTOMIA TOTAL: ESTUDO ANATÔMICO DO PROCEDIMENTO EM CADÁVER. Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança, v. 16, n. 2, p. 72-79, 2018.

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