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Indaial – 2020
InformatIzação 
de BIBlIotecas e 
recuperação da 
Informação
Prof.ª Patricia Simone Broch
Profª Raffaela Dayane Afonso
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2020
Elaboração:
Prof.ª Patricia Simone Broch
Profª Raffaela Dayane Afonso
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
B863i
 Broch, Patricia Simone
 Informatização de bibliotecas e recuperação da informação. / 
Patricia Simone Broch; Raffaela Dayane Afonso. – Indaial: UNIASSELVI, 2020.
 170 p.; il.
 ISBN 978-65-5663-051-9
 ISBN Digital 978-65-5663-052-6
1. Informatização. - Brasil. I. Afonso, Raffaela Dayane. II. Centro 
Universitário Leonardo Da Vinci.
CDD 020
apresentação
Olá, acadêmico! Seja bem-vindo ao livro Informatização de Bibliotecas 
e Recuperação da Informação. Neste livro, serão abordados temas como a 
história da informatização das bibliotecas no Brasil e no mundo, planejamento 
e informatização de bibliotecas e a recuperação da informação.
Na primeira unidade, abordaremos alguns conceitos de 
informatização, aspectos históricos da informatização e formação dos 
acervos das bibliotecas no Brasil e no mundo. Será possível conhecer a 
importância do formato Marc dentro da informatização. Contemplaremos 
o processo de formação das bibliotecas universitárias no Brasil e alguns 
fatores ligados aos processos de informatização de seus acervos, além 
da importância da informatização das bibliotecas dentro dos processos 
avaliativos das instituições de ensino superior.
Na segunda unidade, abordaremos a importância do planejamento 
no processo de informatização de uma biblioteca, os aspectos a serem 
considerados em um projeto e a preparação do acervo da biblioteca para que 
o projeto seja implementado. Veremos na sequência o processo de avaliação 
de softwares, metodologias de avaliação e os critérios a serem considerados 
e avaliados na construção de uma metodologia própria. Para finalizar, 
abordaremos alguns aspectos de arquitetura da informação em softwares, 
para que adquiram maior conhecimento no processo de avaliação e aquisição 
de um software para bibliotecas.
Na terceira unidade, apresentaremos alguns conceitos de 
Recuperação da Informação, os sistemas de recuperação da informação e 
estratégias de buscas. Conheceremos alguns modelos de recuperação da 
informação e suas aplicabilidades, além de indicadores de avaliação na 
recuperação da informação, a importância dos motores de busca atualmente 
e a folksonomia no âmbito da recuperação da informação.
Esperamos que os conteúdos abordados, juntamente às leituras e às 
atividades extras sugeridas, estimulem sua leitura e que o livro de estudos 
seja relevante em sua aprendizagem e formação profissional, incentivando a 
sua constante atualização nesse universo da informação.
Bons estudos!
Profª Patricia Simone Broch
Profª Raffaela Dayane Afonso
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novi-
dades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagra-
mação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui 
para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilida-
de de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assun-
to em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
Olá acadêmico! Para melhorar a qualidade dos 
materiais ofertados a você e dinamizar ainda mais 
os seus estudos, a Uniasselvi disponibiliza materiais 
que possuem o código QR Code, que é um código 
que permite que você acesse um conteúdo interativo 
relacionado ao tema que você está estudando. Para 
utilizar essa ferramenta, acesse as lojas de aplicativos 
e baixe um leitor de QR Code. Depois, é só aproveitar 
mais essa facilidade para aprimorar seus estudos!
UNI
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você 
terá contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complemen-
tares, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
sumárIo
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS ............................................................ 1
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA ................................................ 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 AUTOMAÇÃO E INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS .............................................................. 4
3 ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS ...................... 6
4 FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL: SUA IMPORTÂNCIA NO PROCESSO 
DE INFORMATIZAÇÃO ...................................................................................................................... 9
4.1 BIBLIOTECAS RELIGIOSAS E PARTICULARES .................................................................... 10
4.2 BIBLIOTECA PÚBLICA DA BAHIA ......................................................................................... 11
4.3 BIBLIOTECA NACIONAL .......................................................................................................... 12
5 INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS NO BRASIL ............................................................. 15
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 19
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 20
TÓPICO 2 — FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL .................................................. 21
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 21
2 FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO BRASIL ................................... 22
3 INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO BRASIL ..................... 25
4 FORMATO MARC E SUA IMPORTÂNCIA NOS PROCESSOS DE INFORMATIZAÇÃO ......29
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 32
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 33
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO ..................................................... 35
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................35
2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NAS AVALIAÇÕES INSTITUCIONAIS DO INEP........ 36
3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NAS AVALIÇÕES DOS CURSOS DE 
GRADUAÇÃO ...................................................................................................................................... 41
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 49
RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 55
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 56
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE 
BIBLIOTECAS ....................................................................................................................................... 57
TÓPICO 1 — PLANEJAR PARA INFORMATIZAR ...................................................................... 59
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 59
2 PLANEJAMENTO PARA INFORMATIZAÇÃO ......................................................................... 59
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 67
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 68
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE 
BIBLIOTECAS ....................................................................................................................................... 69
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 69
2 SOFTWARES ...................................................................................................................................... 69
2.1 SOFTWARES E SUAS LICENÇAS ............................................................................................. 70
3 METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARES POR CRITÉRIOS....................... 72
3.1 REQUISITOS ESPECÍFICOS ...................................................................................................... 73
3.2 REQUISITOS GERAIS .................................................................................................................. 77
4 PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DE SOFTWARE BASEADA EM NOTAS .............................. 78
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 85
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 86
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE 
BIBLIOTECAS ....................................................................................................................................... 87
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 87
2 ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO ........................................................................................... 89
2.1 ELEMENTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO ...................................................... 92
2.2 A ENCONTRABILIDADE DA INFORMAÇÃO ...................................................................... 95
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 99
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 108
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 109
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO .............................................................. 111
TÓPICO 1 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO .................................................................. 113
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 113
2 RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ........................................................................................ 114
2.1 SISTEMAS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ......................................................... 116
2.2 ESTRATÉGIA DE BUSCAS ....................................................................................................... 118
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 121
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 122
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ..................................... 123
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 123
2 MODELOS CLÁSSICOS OU QUANTITATIVOS .................................................................... 124
2.1 MODELO BOOLEANO ............................................................................................................. 124
2.1.1 Operadores booleanos ...................................................................................................... 125
2.1.2 Operadores de proximidade ............................................................................................ 127
2.2 MODELO VETORIAL ................................................................................................................ 127
2.2.1 Sistema SMART ................................................................................................................. 129
2.3 MODELO PROBABILÍSTICO ................................................................................................... 130
2.4 MODELO FUZZI ........................................................................................................................ 131
3 MODELOS DINÂMICOS .............................................................................................................. 132
3.1 SISTEMAS ESPECIALISTAS ..................................................................................................... 133
3.2 REDES NEURAIS ARTIFICIAIS ............................................................................................... 134
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 136
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 137
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ................................ 139
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 139
2 ASPECTOS DA AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ......................... 140
2.1 RELEVÂNCIA ............................................................................................................................. 140
3 PRECISÃO E REVOCAÇÃO ......................................................................................................... 142
4 EXAUSTIVIDADE E SELETIVIDADE ...................................................................................... 143
5 SILÊNCIO E RUÍDO ...................................................................................................................... 144
6 MOTORES DE BUSCAS ................................................................................................................ 145
7 FOLKSONOMIA NARECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO ............................................... 149
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 153
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 159
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 160
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 161
1
UNIDADE 1 — 
INFORMATIZAÇÃO DE 
BIBLIOTECAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conceituar a automação e a informatização de bibliotecas;
• compreender a importância do processo de informatização;
• compreender como a informatização das bibliotecas contribuiu para a 
disseminação do conhecimento;
• conhecer a história da informatização das bibliotecas no mundo;
• conhecer a história da informatização das bibliotecas no Brasil;
• entender a importância da informatização nas bibliotecas universitárias;
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
TÓPICO 2 – FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL
TÓPICO 3 – LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
2
3
TÓPICO 1 — 
UNIDADE 1
INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E 
HISTÓRIA
1 INTRODUÇÃO
Ao longo dos séculos, bibliotecas passaram por grandes transformações, 
e cada uma, ao seu tempo, transformou o modo como a humanidade teve acesso 
às informações. Na antiguidade, o armazenamento das informações se dava por 
meio de papiros e pergaminhos. Na Idade Média, as bibliotecas dos mosteiros 
e das instituições religiosas contribuíram como depositárias do conhecimento e 
disseminadoras de obras, mesmo que um único livro levasse anos para ser copiado. 
A igreja católica, na pessoa do Papa Nicolau V, criou, no Renascimento, a Biblioteca 
do Vaticano, que sobreviveu, ao longo dos tempos, a inúmeras guerras e conflitos 
mundiais. Pouco antes do período, originaram-se as bibliotecas universitárias na 
Europa, derivadas, em sua maioria, de ordens eclesiásticas, que, em seus moldes, 
é o que mais se assemelha às bibliotecas atuais, como espaço dedicado ao saber, 
disseminação do conhecimento e acesso democrático (BATTLES, 2003).
As bibliotecas nacionais de diversos países que, em sua maioria, tiveram 
coleções oriundas das famílias reais, com seus vastos catálogos, reúnem a 
produção intelectual do seu país (BATTLES, 2003). Para o autor, cada biblioteca, 
dentro do seu período histórico, contribuiu com suas particularidades e inovações, 
como a maneira como preparar o pergaminho para receber as escritas, a invenção 
da prensa por Gutemberg, os catálogos das bibliotecas nacionais e como as 
informações eram armazenadas, distribuídas e preservadas, acompanhando as 
inovações tecnológicas da época.
As bibliotecas universitárias, muitas vezes, foram formadas a partir das 
escolas religiosas, que se transformaram em universidades. As bibliotecas, no 
século XX, passaram por transformações ainda mais significantes. Com a chegada 
dos computadores nas bibliotecas, novas possibilidades foram descobertas ou 
inventadas.
Nesta unidade, será apresentada uma parte dessa transformação, a história 
da formação das bibliotecas no Brasil e a história da automação e informatização 
das bibliotecas no Brasil e no mundo. Esse contexto histórico se faz necessário 
para compreender como a evolução histórica das bibliotecas está interligada com 
a evolução tecnológica empregada ao longo dos séculos.
Para começar, apresentaremos conceitos de informatização de bibliotecas, 
para que você, aluno, comece a se familiarizar com o tema.
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
4
2 AUTOMAÇÃO E INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS
Para iniciar, é importante ressaltar que automação e informatização de 
bibliotecas são processos que, para alguns autores, são sinônimos, estão interligados 
e, para outros, são processos que se distinguem, mas se complementam. O objetivo 
deste capítulo não é aprofundar essa diferença de opiniões, e sim contribuir para 
que você entenda os conceitos envolvidos no processo.
Importante perceber que os conceitos se complementam, segundo Cunha 
e Cavalcanti (2008). O Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia apresenta os 
conceitos:
• Automação: método de comando automático; método que analisa, organiza ou 
dirige os meios de produção, visando à utilização máxima de todos os recursos 
produtivos, mecânicos, materiais e humanos.
• Automatização: introdução, numa máquina, de um método ou sistema que 
lhe permita ser autocontrolável e autocomandável, sem a interação humana. 
Transformação de um método, de um processo ou de uma instalação com o 
objetivo de torná-lo automático.
• Automação de bibliotecas: utilização da informática, visando modernizar e 
aperfeiçoar as rotinas, produtos e serviços de uma biblioteca.
• Automação integrada de bibliotecas: automação de bibliotecas num único 
sistema, com integração das atividades relacionadas com aquisição, 
processamento técnico e referência.
• Programa de automação de bibliotecas: termo genérico relativo a um programa 
de computador que realiza a automação de um setor ou vários setores de uma 
biblioteca.
• Mecanização: utilização de máquinas para controle de um processamento.
Para Barssotti (1990), automação de biblioteca se refere aos processos 
técnicos da biblioteca, como aquisição, catálogos e índices, e a circulação de acervo. 
Na mesma época, Rowley (2002) justificava a importância da informatização, 
ressaltando:
• Importância da adoção de computadores para diminuição de tarefas repetitivas, 
possibilitando o uso desses dados repetidamente, sem a necessidade de uma 
nova inclusão a cada registro.
• Diminuição de custos na operacionalização de tarefas
• Possibilidade de fornecer novos serviços aos usuários.
• Controle dos processos gerenciais para rápida tomada de decisão.
A automação de bibliotecas deve ser pensada sempre da forma mais 
ampla possível, usar as novas ferramentas para que máquinas (equipamentos ou 
softwares) realizem as tarefas de seres humanos. Usar a tecnologia para realizar 
serviços básicos de catalogação, atendimento remoto, recuperação de dados em 
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
5
bases remotas por meio de metabuscas, gestão de funcionários, controle de uso de 
equipamentos e permissão de acessos físicos ou remotos, isto é, qualquer serviço 
prestado pela biblioteca de maneira física ou remota (VIANA, 2016).
O termo automação é a soma de diferentes ferramentas e diferentes 
utilizações de equipamentos de processamento eletrônico de dados em atividades 
ligadas à administração de bibliotecas, centros de administração, serviços de 
informação e órgãos similares (DUTRA; OHIRA, 2004).
Conforme Santos (2008, p. 13), o processo de automação representa 
a escolha de uma ferramenta para implementar processos automáticos para 
comandar e controlar as ações de bibliotecas; ações antes desenvolvidas por 
humanos, que a partir da implantação, passam a serem controladas de maneira 
mais eficaz. Assim, organizando as informações de modo que se tornem legíveis 
ao homem.
Como consequência, para Ribeiro (2019), teoricamente, espera-se que os 
profissionais da biblioteca poupem o seu tempo na realização de tarefas, otimizem 
processos, atendam demandas de maneira ágil e em quantidade, e tornem o 
processo de organização da informação mais interativo. Na outra ponta, estão os 
usuários que, a partir da automação, almejam um atendimento eficaz e em um 
curto espaçode tempo, que encontrem suas respostas no uso dos sistemas de 
forma prática e realizem empréstimos e devoluções de maneira dinâmica.
Ao se falar em informatização de bibliotecas, é importante ressaltar que os 
diferentes sistemas precisam se comunicar entre si, bibliotecas, arquivos, museus 
precisam falar a mesma linguagem. Isso se define como interoperabilidade:
Pode-se compreender interoperabilidade como a propriedade de 
sistemas diferentes (por exemplo: sistemas de gestão de bibliotecas 
digitais, instrumentos de pesquisa arquivísticos automatizados, 
sistemas de gestão de acervos museológicos), através de padrões 
tecnológicos, acordos ou propostas, capazes de operar em conjunto, 
visando à execução de uma tarefa (MARCONDES, 2016, p. 68).
Nas bibliotecas, a automação surgiu para facilitar, uniformizar e reduzir 
o tempo de trabalho, atender melhor às necessidades de seus usuários, gerando 
um grande avanço no campo. Os processos de automação (ou mecanização) das 
bibliotecas foram diretamente influenciados pelas inovações surgidas ao longo 
da história.
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
6
3 ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE INFORMATIZAÇÃO DE 
BIBLIOTECAS
A informatização nas bibliotecas teve duas fases bem distintas: automação 
mecânica e automação da informação. A primeira se referia à organização física, 
à mecanização das operações, e em como disponibilizar os dados dos catálogos. 
Podemos citar o catálogo de fichas datilografadas, os arquivos automatizados, 
fitas e cartões perfurados.
Os catálogos de fichas, uma evolução no século XIX, eram de fácil 
manuseio e muito mais práticos do que os feitos em livros, permitiam rápida 
inclusão ou retirada de uma ficha catalográfica, com a vantagem de serem 
facilmente duplicáveis. Uma invenção do século XVII, de Jean-Baptise Falcon 
e Basile Bouchon, os cartões perfurados eram utilizados para controlar teares 
têxteis na França do século XVIII, foram repensados por Herman Hollerith como 
mecanismo para processar dados para o censo populacional de 1890 americano.
FIGURA 1 – CARTÃO PERFURADO IBM
FONTE: <https://www.ativasoft.com.br/blog/historia-do-armazenamento/>. Acesso em: 26 jun. 
2020.
Em 1928, a International Business Machines adotou o cartão retangular 
de 80 colunas para armazenamento de dados, mas, somente em 1950, com a 
expansão dos computadores eletrônicos, foram aperfeiçoados e desenvolvidos 
para armazenar dados. São cartões que, pela presença, ou pela falta de furos em 
uma sequência lógica, representam informações diagramadas e eram perfurados 
a mão ou por máquinas (VIANA, 2016).
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
7
FIGURA 2 – SALA PARA PERFURAÇÃO DE CARTÕES
FONTE: <https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?id=435228&view=deta-
lhes>. Acesso em: 26 jun. 2020.
Um dos grandes responsáveis por pensar a informação nos moldes de hoje 
foi Vannevar Bush, engenheiro, matemático, consultor do governo, que alertou 
para a importância do acesso à informação e, no seu relatório intitulado Ciência, 
A Fronteira Sem Fim, de 1945, que ainda hoje tem influência nos modos como a 
informação é pensada e disponibilizada, relatava que o foco escolhido foi como 
os avanços da pesquisa poderiam vir a modificar a forma de se pensar e organizar 
o conhecimento (CRUZ, 2011).
É importante salientar que as preocupações de Bush ocorreram no período 
durante o pós-Segunda Guerra Mundial. Ter acesso rápido às informações e 
interligá-las eram fatores decisivos nos cenários político e econômico da época.
A máquina Memex (MeMory EXTenden) era composta por um sistema 
hipertextual multimídia que armazenava grandes volumes de documentos 
textuais, imagens, fotos e gráficos microfilmados. O mecanismo permitia a 
visualização simultânea de documentos em duas telas, ainda, permitia a opção 
de modificá-los ou inserir informações e, principalmente, a possibilidade de criar 
“links” entre os documentos (CRUZ, 2011).
Bush analisava como o modo de pensar seria alterado se o homem pudesse 
ter acesso rápido às informações criadas pela humanidade e, acima de tudo, 
interligá-las. Essas ligações foram definidas, por ele, como “Memex”. Seria um 
sistema que permitiria, a um indivíduo, armazenar livros, registros, comunicações, 
resultado de suas pesquisas, permitindo a indexação pelos assuntos de forma a 
serem recuperados para futuras consultas de maneira automatizada, podendo 
fazer conexões entre os termos consultados.
Para Bush, a maior parte dos sistemas de indexação e organização de 
informações em uso na comunidade científica é artificial. Cada item é 
classificado apenas sob uma única rubrica, e a ordenação é puramente 
hierárquica (classes, subclasses etc.). A mente humana não funciona 
dessa forma, mas sim através de associações. Ela pula de uma 
representação para outra ao longo de uma rede intrincada, desenha 
trilhas que se bifurcam, tece uma trama infinitamente mais complicada 
do que os bancos de dados de hoje ou os sistemas de informação de 
fichas perfuradas existentes em 1945 (LÉVY, 2011, p. 28).
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
8
As ideias de Bush encontraram simpatia em Douglas Engelbart. Além 
de criar o mouse, possibilitando comandos por meio de cliques, participou da 
idealização e construção da Arpanet, rede de computadores que precedeu a 
Internet, nos moldes como conhecemos hoje. Seu projeto foi apoiado pelo governo 
americano por volta de 1960, e tinha, como objetivo, desenvolver bases de dados 
para uma inteligência aumentada, que permitisse a interação entre o homem e 
computador.
Segundo Rodrigues (2009), nos Estados Unidos, a automação da Biblioteca 
do Congresso Americano (Library of Congress) foi iniciada como solução para 
problemas de procedimentos técnicos, como o controle de empréstimos de acervo. 
O uso dos cartões perfurados manualmente, além da grande possibilidade de 
erro, também era um processo moroso e pouco eficiente, pois não oferecia, de 
maneira rápida, um relatório de empréstimo de acervo, assim, o primeiro setor a 
ser automatizado foi o de empréstimos.
A automação não resolveu todos os problemas, pois o processamento era, 
de início, off-line:
Os primeiros serviços eram off-line, isto é, o processamento não era 
feito através de conexão direta como computador. As fichas perfuradas 
eram guardadas e, a certas horas, geralmente em horas disponíveis no 
centro de computação, era feito o processamento “batch processing”. 
Cedo, entretanto, começaram os serviços "on-line", como os da West 
Sussex County, Library, na Inglaterra, que iniciou, há muitos anos, o 
uso de um terminal ligado diretamente ao centro de processamento 
(LIMA, 1981, p. 54).
É importante ressaltar, seja em que tempo for, que a automação de 
serviços permite que o bibliotecário priorize o usuário, dedicando seu tempo 
a outras atividades, como o serviço de referência ou ações culturais e sociais. 
Se, no início desse processo, a informatização foi imposta por circunstâncias 
institucionais, hoje, não se concebe mais uma biblioteca de grande porte sem um 
sistema atualizado e corretamente alimentado:
Em 1966, na " Conference on Computer Applications for Public 
Libraries", Mr. Leslíe Wilson, diretor da Aslib, declarou que, 
frequentemente, o bibliotecário recebia, de seus superiores 
hierárquicos, a seguinte sugestão: “Temos, agora, um computador; 
é preciso usá-Io de qualquer maneira”, levando essa determinação 
à ideia da automação como solução única de todos os problemas 
biblioteconômicos (LIMA, 1981, p. 53).
Ideias como a citada se permearam ao longo das décadas, construindo uma 
falsa ilusão de que a automatização, informatização de sistemas e o aprimoramento 
de softwares são suficientes para substituir o profissional qualificado e a interação 
humana. Ao analisarmos as expectativas dos usuários, percebemos que, na sua 
essência, não mudaram, se comparadas às exigências atuais:
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
9
Os leitores esperam, hoje, muito mais da biblioteca.Os serviços de 
circulação consideravam, inicialmente, como objetivo principal, a 
segurança do material emprestado. Depois, a ênfase passou à rapidez 
do atendimento e ao acesso livre às coleções. Hoje, os usuários pedem 
mais: eles esperam que a biblioteca lhes proporcione, com rapidez e 
eficiência, material útil as suas pesquisas e projetos em estudo, mesmo 
que esses documentos ainda não estejam incorporados ao seu acervo 
(LIMA, 1981, p. 54).
As mudanças ocorridas na maneira como a informação foi pensada, após 
1950, culminam na construção de sistemas de informações que, posteriormente, 
foram aprimorados ou serviram de base para softwares que permitiram a 
informatização de bibliotecas e centros de pesquisa em todo mundo.
4 FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL: SUA 
IMPORTÂNCIA NO PROCESSO DE INFORMATIZAÇÃO
Registros sobre bibliotecas e acervos literários no Brasil, anteriores à 
metade do século XVI, são raros, são escassos e pesquisas científicas publicadas 
também. Presume-se que a presença de livros estava restrita aos religiosos, 
magistrados e profissionais alfabetizados, como os advogados, para exercício dos 
seus ofícios.
Ao analisarmos alguns aspectos da história das bibliotecas no Brasil, da 
Colônia à República, fica claro o atraso se comparado a outros países. Evidente 
que a tardia colonização e a política de exploração portuguesa foram fatores 
preponderantes do processo, e as bibliotecas ficaram à margem de todo e qualquer 
desenvolvimento cultural e tecnológico.
A proibição, pela coroa portuguesa, da criação de uma gráfica no Brasil, 
contribuiu para o atraso da chegada dos livros.
As bibliotecas, no Brasil, começaram a ser criadas com a chegada das ordens 
religiosas, no período colonial, com a instalação dos mosteiros e conventos, isso a 
partir de 1549, com a instalação do Governo Geral em Salvador. Assim, houve a 
implantação oficial do sistema de ensino no Brasil, além da necessidade de livros 
para instrução de alunos e mestres, que levou ao surgimento das bibliotecas nas 
ordens religiosas.
Para Nunes (2016), a história das bibliotecas no Brasil passa por três fases: 
a implantação das bibliotecas religiosas e particulares, fundação da Biblioteca 
Nacional, e a criação da Biblioteca Pública da Bahia
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
10
4.1 BIBLIOTECAS RELIGIOSAS E PARTICULARES
Devido à proibição da coroa portuguesa de instalar uma tipografia no 
Brasil e à censura da Inquisição Católica, os livros eram escassos. Os primeiros 
acervos pertenciam e ficavam restritos aos religiosos. 
As bibliotecas religiosas e particulares foram a base das bibliotecas 
brasileiras, começaram a ser criadas com a chegada das ordens religiosas, no 
período colonial, com a instalação dos mosteiros e conventos, a partir de 1549, 
com a instalação do Governo Geral em Salvador. Então, houve a implantação 
do sistema de ensino no Brasil, além da necessidade de livros para instrução de 
alunos e mestres (SANTOS, 2010).
Em 1598, foi fundado, em São Paulo, o Mosteiro de São Bento, e, na mesma 
data, a Biblioteca do Mosteiro. Seu acervo é composto por obras do século XIV 
em diante, e atende, além dos monges, alunos e funcionários do Mosteiro e da 
Faculdade São Bento, num espaço de 666m². Ainda, conta com mais de 115.000 
volumes. Seu catálogo ainda se encontra em fichas feitas à mão, datilografadas, 
armazenadas num móvel de madeira.
A Biblioteca do Mosteiro permaneceu à margem das inovações desde 
a sua criação. Seu catálogo inicial era feito nos tradicionais livros, anotados 
na sequência que chegavam à biblioteca. Não há informações de quando essa 
transferência de catálogo foi realizada.
A única inovação que o acervo recebeu foi o catálogo ter migrado para 
o sistema de fichas. Cada ficha foi redigida manualmente, com as remissivas 
necessárias, arquivadas em um móvel com inúmeras gavetas. Não há informações 
exatas de quando esse processo ocorreu. No entanto, deve-se observar que o 
acervo é fechado, de acesso restrito, somente os integrantes da ordem religiosa 
têm acesso, além de poucas pessoas autorizadas. A falta de qualquer tipo de 
informatização do acervo o torna de difícil consulta para seus usuários, e sendo 
o acesso restrito aos membros, impossibilita que suas obras, de conteúdo raro, 
sejam disseminadas e compartilhadas mesmo dentro da ordem religiosa.
 
Segundo Santos (2010), na Bahia, instalaram-se as principais ordens 
religiosas, todas possuíam bibliotecas e importantes acervos para a época:
• Companhia de Jesus (1549);
• Convento de São Bento (1575);
• Convento do Carmo (1586);
• Convento das Mercês (1654);
• Convento de Santa Clara do Desterro (1667);
• Convento do São Francisco (1686);
• Convento da Soledade (1735);
• Convento da Conceição da Lapa (1744).
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
11
FIGURA 3 – BIBLIOTECA DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO
FONTE: https://www.revistaprosaversoearte.com/biblioteca-mais-antiga-de-sao-paulo-no-mos-
teiro-de-sao-bento/. Acesso em: 2 jul. 2020.
4.2 BIBLIOTECA PÚBLICA DA BAHIA
Foi fundada em 13 maio de 1811, aniversário de D. João VI, pela iniciativa 
de um grupo de homens cultos, ligados a grupos maçônicos. Seu acervo inicial 
foi composto pelo empréstimo de quatro mil obras pertencentes ao Conde dos 
Arcos, sendo que este retirou o seu acervo na mudança da biblioteca para o novo 
prédio. Foi a primeira biblioteca pública do Brasil e da América Latina, sendo 
grande fonte de pesquisa de documentos históricos.
FIGURA 4 – BIBLIOTECA PÚBLICA DA BAHIA - PRÉDIO PARCIALMENTE DESTRUÍDO PELO 
BOMBARDEIO SOFRIDO EM 1912
FONTE: http://www.salvador-antiga.com/centro-historico/biblioteca.htm. Acesso em: 2 jul. 
2020.
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
12
No ano de 1925, o acervo passa por sua primeira mecanização:
Catalogam-se 14.642 obras conforme os moldes da Biblioteca Nacional, 
utilizando-se fichas organizadas alfabeticamente por autor e por 
assunto, destinadas ao manuseio do próprio usuário. A catalogação 
adotada dá bons resultados, possibilitando, ao leitor, acesso às obras 
desejadas [...] (BAHIA, 2011, p. 101).
Em 1931, a direção estabelece que a “organização dos catálogos 
deveria observar as regras universais de bibliografia, e que deveria haver uma 
uniformidade dos serviços entre as bibliotecas. Ainda, os catálogos sistemáticos 
deveriam abranger todo o acervo, estar atualizados com as aquisições recentes, e 
disponíveis ao público” (BAHIA, 2011, p. 101).
Em 1943, o diretor nomeado Oswaldo Imbassahy da Silva, bacharel em 
Direito, para a direção da Biblioteca Pública, após um breve curso na Biblioteca 
Nacional, estabelece que a partir daquele ano seria adotada a Classificação 
Decimal de Dewey (CDD). Ressalta-se que a biblioteca passa a se espelhar nas 
normas da Biblioteca Nacional, o que reflete na padronização de assuntos e 
entradas no acervo. Essa padronização é um dos requisitos fundamentais para 
que o catálogo de acervo passe pelo processo de informatização.
Atualmente, a Biblioteca Pública da Bahia disponibiliza a consulta de 
seu acervo por meio do software Pergamum. Seu site está hospedado na página 
oficial do governo do estado da Bahia.
A Biblioteca Central do Estado da Bahia é a mais antiga da América Latina 
e primeira biblioteca pública do Brasil. Sua história é marcada por bombardeios em 1912 
e perda de livros raros. Descubra um pouco mais dessa história no link https://albenisio.
wordpress.com/2018/05/13/bibliotecapublica/.
DICAS
4.3 BIBLIOTECA NACIONAL
A chegada da família real portuguesa em 1808, ao Rio de Janeiro, marca 
um período importante, no entanto, o acervo da Real Biblioteca, que continha mais 
de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, estampas, mapas, moedas e medalhas, 
não chegou na sua totalidade ao Brasil com a família imperial no momento do seu 
desembarque. Apenas em 1811, parte do acervo dessa biblioteca e da Biblioteca 
d’Ajuda desembarcou em nossas terras, em dois lotes diferentes. De sua fundação 
até 1814, o acesso era restritoaos membros da família real, e estudiosos, sob 
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
13
restrito consentimento real. Somente a partir de 1814, foi permitido o acesso ao 
público, quando a biblioteca ocupava o prédio do hospital da Ordem Terceira do 
Carmo (NUNES; CARVALHO, 2016).
No ano de 1822, passa a ser denominada Biblioteca Imperial e Pública e, em 
1825, é formalizada a aquisição dos exemplares trazidos pela coroa portuguesa. 
Em 1858, é transferida para o prédio na Rua do Passeio e, somente após a 
Proclamação da República, em 1889, passa a ser denominada Biblioteca Nacional 
(BN). É transferida para seu prédio definitivo em 1910 (CUNHA; CAVALCANTI, 
2008).
FIGURA 5 – BIBLIOTECA NACIONAL - PRÉDIO CONSTRUÍDO ENTRE 1905 A 1910, NO RIO DE 
JANEIRO
FONTE: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon1231184/icon1231184.jpg. 
Acesso em: 2 jul. 2020.
A Biblioteca Nacional está entre as dez maiores bibliotecas nacionais 
do mundo. Seu acervo atual é estimado em 10 milhões de obras. Considerada 
referência no país na preservação de acervos, possui laboratórios de restauração 
e conservação de papel, oficina de encadernação, centro de microfilmagem, 
fotografia e digitalização.
A Biblioteca Nacional, ao longo da sua história, disponibilizou inúmeros 
catálogos de suas coleções, contudo, uma vez impressos, não permitiam alterações 
ou inclusões. Em curto prazo, tornava-se clara a necessidade de reescrever os 
catálogos, devido a novas aquisições no acervo. Assim, em meados do século XIX, 
foi estabelecido o uso de fichas catalográficas. O diretor na época enfatiza que:
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
14
[...] O catálogo por cartões pode e será alterado e aumentado 
indefinidamente todos os dias com os cartões referentes às aquisições 
diárias, mas como fazer esses acréscimos em um catálogo impresso, 
sem torná-lo imprestável ao fim de um ou dois anos? Ademais, essas 
emendas se fariam no exemplar da Biblioteca, mas como passá-las aos 
que fossem fornecidos aos particulares? (BETTENCOURT, 2014, p. 97).
A data exata do início desse processo não é conhecida, contudo, no 
relatório da Biblioteca Nacional de 1898, é relatado que a encadernação mecânica 
dos cartões do catálogo alfabético vinha sendo feita há 23 anos.
Assim, considerando o ano de 1876 como o início da adoção dos 
catálogos em fichas como instrumento para a representação da 
informação na Biblioteca Nacional, sua utilização certamente perdurou 
por mais de 120 anos. Inicialmente manuscritas, as fichas passaram a 
ser datilografadas, em seguida, impressas e, por último, eletrônicas 
(BETTENCOURT, 2014, p. 97).
Em 1945, a Biblioteca Nacional, em parceria com a ALA (American Library 
Association), recebe um consultor da Library Congress. A partir desse momento, 
adota novos padrões de catalogação. Baseado na Classificação de Dewey, grande 
parte da coleção foi catalogada novamente e se iniciou o registro patrimonial 
do acervo, adotando-se, a partir desse momento, normas e princípios adotados 
internacionalmente.
É importante destacar que esse processo se tornou fundamental para a 
informatização dos catálogos, pois possibilitou a padronização no registro de 
autores, títulos, cidades e demais dados das obras catalogadas, além da futura 
utilização do código MARC.
Apesar das inúmeras reorganizações e reformas impetradas na Biblioteca 
Nacional, tornava-se evidente que os esforços eram insuficientes para atingir o 
objetivo, que era levar, ao público, um catálogo com a totalidade das obras da 
instituição. No fim da década de 1960, encontravam-se, aproximadamente, 500 
mil obras inseridas no catálogo. Esse fato tornava a necessidade de informatizar a 
Biblioteca Nacional cada vez mais evidente e necessária (BETTENCOURT, 2014).
Com a implantação de grupos de estudos para discutir a informatização 
da instituição, a história da informatização da Biblioteca Nacional passa a ser a 
base da história da informatização das bibliotecas brasileiras.
A informatização da Biblioteca Nacional começou a ser discutida, de 
fato, na década de 1970, quando começaram os primeiros debates de qual seria 
o modelo adotado pela instituição. O pioneirismo da Biblioteca Nacional foi 
fundamental para a informatização das bibliotecas no Brasil, e sua trajetória se 
funde à história da informatização no país, não sendo possível essa separação, 
tamanha foi a importância, além influência nas demais bibliotecas, pois tornou-
se um modelo a ser seguido, principalmente, pelas bibliotecas universitárias 
brasileiras.
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
15
FIGURA 6 – BIBLIOTECA NACIONAL - ARMAZÉNS PRINCIPAIS
FONTE: <https://www.bn.gov.br/visite/espacos/armazens>. Acesso em: 26 jun. 2020.
5 INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS NO BRASIL
A informatização das bibliotecas no Brasil começou a tomar forma a 
partir da década de 1980. Contudo, no artigo de Manoel A. Wanderley, de 
1973, ele expressava sua preocupação de adaptar as opções que as empresas 
de computadores ofereciam para atender às futuras demandas da Biblioteca 
Nacional. Foram relacionadas cinco opções disponíveis à época, apresentado 
os prós e contras de cada opção, concluindo que a escolha de uma das opções 
ocasionaria um trabalho conjunto de analistas e bibliotecários.
Fixadas, destarte, a largos traços, algumas das opções obrigatórias 
no projeto de reforma dos serviços da instituição, e de sua eventual 
automação, tendo em vista que a escolha de uma resultará do estudo 
detido de cada qual, a implicar o trabalho conjunto de analistas e 
bibliotecários, e a ser encetado como o primeiro passo da sequência 
clássica de eventos que demarcam o desenvolvimento de qualquer 
sistema (WANDERLEY, 1973, p. 3).
Apesar das preocupações expostas, e ressaltada a importância de uma 
equipe multidisciplinar como fonte para uma construção que partilhe vários 
pontos de vista, na prática, artigos da época relatam as dificuldades de integração 
de profissionais com diferentes formações.
No início do processo de informatização das bibliotecas brasileiras, havia a 
preocupação quanto à ausência de integração dos profissionais de biblioteconomia 
e da computação. Cada área atuava de forma isolada, não ocorrendo, salvo raras 
exceções, a troca de conhecimento, gerando a ausência de projetos integrados.
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
16
Um outro problema que sentimos quanto a essas experiências é o 
isolamento em que se realizam e se desenvolvem. Isso parece ser 
devido, principalmente, a certa timidez do profissional de informação 
quanto ao seu papel no processo. Ele parece subestimar esse papel, 
ou por desinformação ou por falta de treinamento, julgando ser o 
trabalho do profissional de computação o mais importante, no caso. 
A computação, repito, é apenas um instrumento, embora poderoso 
e temido. Na automação dos sistemas de informação, o papel do 
profissional de informação é, evidentemente, o mais importante, 
porque dele depende a parte substantiva desses sistemas (DIAS, 1980, 
p. 94).
 
Em 1972, a Biblioteca Nacional começou a planejar sua adesão ao formato 
CALCO (Catalogação Legível por Computadores), por meio de um convênio 
MEC/CNPQ, passou a desenvolver e aprimorar esse sistema no Brasil. No ano de 
1977, lançou o Manual de Preenchimento, em 1978, promoveu a adaptação para 
se tornar compatível com o formato UNIMARC (MARC universal) e atualizou 
os manuais já lançados. A partir de então, a Fundação Getúlio Vargas assumiu o 
desenvolvimento e a operacionalização do programa. Assim, desenvolveu-se o 
BIBLIODATA/CALCO (ARONOVICH; ALVES; DIAS, 1985).
 Segundo Aronovich, Alves e Dias (1985), somente em 1982, a 
Biblioteca Nacional deixou de usar o sistema de cartões perfurados e passou a 
integrar o sistema BIBLIODATA. Funcionários foram contratados e treinados 
para fazer o preenchimento de planilhas e catalogação pelo AACR2. Em 1984, 
a instituição já era a primeira em títulos catalogados, com 28.845 registros até 
agosto daqueleano.
Ainda, a adoção do sistema BIBLIODATA/CALCO gerou novos produtos 
e benefícios imediatos à instituição, como:
• fichas catalográficas e desdobramentos;
• fichas topográficas;
• etiquetas de identificação de obras;
• cabeçalhos de assunto (disponíveis em fichas e microfichas);
• microfichas das obras cadastradas no sistema (ordenação alfabética de entrada, 
de periodicidade mensal);
• relatório semanal das obras cadastradas (complementando a emissão mensal 
das microfichas);
• conversão, para o formato CALCO, das fitas magnéticas recebidas da Biblioteca 
do Congresso dos EUA;
• relatório semanal das obras em processamento técnico;
• emissão da Bibliografia Brasileira: ordenada pela CDD, inclusão de índices de 
autor, título e assunto, divulgação de material recebido por depósito legal e 
obras de autores nacionais editadas no exterior.
Com a transformação sofrida pelo processo de informatização, 
implementado entre os anos de 1970 e 1985, a Biblioteca Nacional passa a conduzir 
e a orientar as demais instituições no Brasil.
TÓPICO 1 — INFORMATIZAÇÃO: CONCEITOS E HISTÓRIA
17
A Biblioteca Nacional vem utilizando as perspectivas abertas pela 
automação [...], a fim de permitir um diálogo entre todas as seções 
da biblioteca e um fluxo racional dos serviços capazes de evitar 
duplicação de esforços. A principal instituição bibliográfica do país, 
a despeito de ser a mais antiga, quer ser também a mais atualizada e 
sensível a tudo que, de positivo, a moderna tecnologia vem passando 
a oferecer-lhe para o aprimoramento dos serviços à coletividade 
brasileira (ARONOVICH; ALVES; DIAS, 1985, p. 203).
A falta de opções tecnológicas no mercado brasileiro, devido à reserva de 
mercado que vigorou até 1992, levou à estagnação do projeto Bibliodata/Calco. 
Os avanços que, num primeiro momento, supriram as demandas das instituições, 
passaram a ser mais morosos, se comparados às inovações das bibliotecas do 
exterior.
Em 1987, foi criada a Comissão Consultiva da Rede Bibliodata/Calco. 
Suas análises levaram à criação, em 1994, de um Plano de Modernização e 
Desenvolvimento da Rede Bibliodata/Calco. Ao longo do trabalho executado, 
chegou-se à conclusão de que o mercado externo oferecia opções bem construídas 
e que serviam as necessidades da rede, não sendo viáveis investimentos para a 
modernização e migração do Calco para uma nova plataforma. Após um longo 
processo, em 1996, foi realizada a migração dos dados para o formato USMARC 
(VASCONCELLOS, 1996).
Diante do relatado, é importante ressaltar a cronologia a seguir:
• 1970 – Introdução do MARC no Brasil através de projetos de formatos MARC 
compatíveis, como o formato CALCO da Fundação Getúlio Vargas, Formato 
IBICT, e o Mini CALCO da Universidade Federal de Minas Gerais.
• 1972 – Alice Príncipe Barbosa desenvolveu o projeto CALCO (Catalogação 
Legível por Computador), baseado no projeto MARC da Library of Congress. 
Biblioteca Nacional começa o planejamento para implementar o formato 
MARC.
• 1975 – IBBD decidiu que o formato adotado como padrão para entrada de 
dados em nível nacional seria o CALCO.
• 1981 – IBICT criou grupo de trabalho para definir um formato padrão, legível 
por computador, para intercâmbio de registros bibliográficos
• 1986 – IBICT divulga o resultado do grupo de trabalho - Formato IBICT - 
formato de Intercâmbio Bibliográfico, totalmente compatível com o formato 
CALCO. O Projeto CALCO (Catalogação Legível por Computador) deu origem 
à Rede Bibliodata/Calco, que reunia catálogos de bibliotecas do Brasil.
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
18
O artigo Iniciando a Automação de uma Biblioteca, de Cavan Michael 
McCarthy, publicado em 1988, traz uma avaliação de qual serviço deve ser o primeiro a 
ser automatizado, analisando os setores da biblioteca, os problemas e vantagens do uso 
de computadores. Relata aspectos que, até os dias atuais, devem ser considerados ao se 
pensar na informatização de uma biblioteca.
FONTE: MCCARTHY, C. M. Iniciando a automação de uma biblioteca brasileira: uma 
comparação de estratégias alternativas. Ciência da Informação, v. 17, n. 1, p. 27-32, 1988.
DICAS
Outro capítulo importante da informatização das bibliotecas ocorreu no 
âmbito universitário, com o surgimento das universidades em todo o mundo, e 
esse processo historicamente ocorreu em paralelo com as bibliotecas nacionais e 
órgãos oficiais, sendo que muitas universidades tiveram suas origens ligadas a 
instituições religiosas. Veremos, no tópico seguinte, alguns aspectos dessa parte 
da história da informatização.
19
Neste tópico, você aprendeu que:
• O início da automação das bibliotecas ocorreu com o uso dos cartões perfurados 
e computadores eletrônicos a partir de 1950.
• A informatização das bibliotecas tem grande importância.
• As fases da informatização são: automação mecânica e automação da 
informação.
• A padronização dos dados inseridos nos catálogos para a informatização do 
acervo tem grande destaque.
• No Brasil, a Biblioteca Nacional começou seu processo de informatização na 
década de 1970.
• A informatização da Biblioteca Nacional serviu como referência para as demais 
bibliotecas brasileiras iniciarem seus processos de informatização.
• O projeto BIBLIODATA e o formato CALCO foram adotados na Biblioteca 
Nacional.
• A reserva de mercado para computadores e softwares, que vigorou até 1992, 
atrasou a informatização das bibliotecas do país em relação aos outros países.
• Várias instituições no Brasil foram informatizadas a partir da expansão da rede 
BIBLIODATA/CALCO.
RESUMO DO TÓPICO 1
20
1 Com o advento dos computadores e sua inserção nas bibliotecas a partir de 
1950, a informatização começou a influenciar diretamente a biblioteconomia 
e seus processos técnicos. Sobre quais fatores são principais benefícios da 
automação de bibliotecas, classifique V para as sentenças verdadeiras e F 
para as falsas:
( ) As tarefas executadas nas bibliotecas não sofreram interferência da 
computação
( ) Possibilitou que um registro já inserido fosse utilizado repetidamente.
( ) Ampliou o controle dos processos gerenciais, não interferindo na tomada 
de decisão.
( ) Possibilitou o oferecimento de novos serviços aos usuários.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – V – F.
b) ( ) V – V – F – V.
c) ( ) F – V – F – V.
d) ( ) F – F – V – V.
2 Em 1985, a Biblioteca Nacional adota o sistema Bibliodata, o que gerou 
diversas inovações e benefícios para a instituição. A adoção de novos 
parâmetros refletiu diretamente no catálogo da instituição. Sobre essas 
inovações, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Etiquetas de identificação de obras, microfichas cadastradas no sistema 
e cabeçalhos de assuntos.
b) ( ) Ausência de relatórios, fichas manuais, catálogos flexíveis.
c) ( ) Cabeçalhos em fichas, fichas datilografadas, leitura das fitas magnéticas.
d) ( ) Relatório do processamento técnico, ausência de cabeçalhos-padrão, 
fichas topográficas únicas.
AUTOATIVIDADE
21
TÓPICO 2 — 
UNIDADE 1
FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS 
NO BRASIL
1 INTRODUÇÃO
 
A educação formal no mundo sempre esteve diretamente ligada à religião. 
As ordens religiosas eram responsáveis pela formação cultural e de caráter dos 
indivíduos sob sua guarda e detinham o controle da maioria das bibliotecas.
Na Idade Média, surgem as corporações de ofício e as primeiras 
experiências no sentido de originar as universidades. Dentre as corporações, 
surgiu a Universitas Studdi, que tinha o objetivo da transmissão de conhecimento 
e aprendizagem, sem aplicação imediata, por meio de associação entre mestres e 
alunos (NUNES; CARVALHO, 2016).
Diversos conflitos surgiram entre as Universitas e a Igreja Católica, que, 
até então, tinha o monopólio dos métodos, das práticas e dos conteúdos.
Assim, as Universitas crescem em consonância com o aumento da 
quantidade de alunos e demandam autorização, por parte da Igreja, da 
criação de escolas forado seu espaço original, concedendo concessões, 
a clérigos e leigos, para a criação das escolas. Daí ressaltar, em seus 
estatutos, várias de suas regras relacionadas aos procedimentos e 
profissionais, e às práticas comuns a qualquer associação profissional, 
como a realização de assembleias e os rituais de avaliação, que 
conferem o grau aos concluintes dos cursos. Dessa forma, há garantia 
da autonomia com relação à Igreja (NUNES; CARVALHO, 2016, p.176).
Com o surgimento das universidades, em sua maioria, na Europa, 
surgiram também suas bibliotecas, categorizadas conforme a origem de suas 
criações. Apresentam-se, no quadro a seguir:
22
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Tipo de formação Universidade Ano de criação
Espontânea
Oxford (Inglaterra) 1214
Montepellier (França) 1220
Bolonha (Itália) 1230
Paris (França) 1250
Formadas por 
Migração
Pádua (Itália) 1222
Cambridge (Inglaterra) 1318
Instituídas por 
autoridades 
religiosas ou de 
nobreza
Nápoles (Itália) 1224
Salamanca (Espanha) 1218
Valladolid (Espanha) 1250
Lisboa (Portugal) 1290
Criadas por decreto 
real
São Domingos (América Espanhola) 1538
Lima (América Espanhola) 1551
México (América Espanhola) 1551
QUADRO 1 – TIPOLOGIA E ANO DE CRIAÇÃO DAS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES
FONTE: Nunes e Carvalho (2016, p. 3)
Ao analisar, fica claro o abismo temporal entre a criação das primeiras 
bibliotecas da Europa e da América Latina colonizada. Enquanto na Europa as 
bibliotecas já eram estruturadas e reconhecidas pela sua importância como fonte 
de guarda do saber e preservação da história, na América, então descoberta e 
parcialmente colonizada, as primeiras bibliotecas surgiram apenas a partir de 
1538. Enquanto, na Europa, já se produziam catálogos dos acervos, no Brasil, o 
acesso aos livros foi restrito por muitos anos.
2 FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO 
BRASIL
Em 1889, a Nova República inicia reformas educacionais. Em 1901, foi 
aprovado o código dos Institutos Oficiais do Ensino Superior e Secundário, que 
detalhava o funcionamento das bibliotecas, o uso do corpo docente, dos alunos e 
demais pessoas.
Existiram, no Brasil, períodos bem demarcados da educação, conforme 
informa Viana (2016, p. 51):
TÓPICO 2 — FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL
23
A expansão do ensino superior no Brasil foi iniciada em 1808, com 
os cursos superiores criados por Dom João VI, Rei de Portugal. Por 
iniciativa oficial, esses cursos tiveram continuidade no Império 
Português, com a criação das faculdades de Direito. Durante a primeira 
república, entre 1889 e 1930, começaram a ser criadas as “instituições 
livres”, de iniciativa particular. Após 1930, houve uma retomada da 
participação pública, acentuada nas décadas de 1940, 1950 e início 
dos anos 1960, através da federalização de instituições estaduais e 
privadas, e com a criação de novas universidades federais.
Durante o processo de federalização do ensino, ocorreu a junção entre 
diferentes faculdades e escolas, muitas foram transformadas em universidades 
federais. A reunião de seus diversos acervos resultou na criação de grandes 
bibliotecas centrais, com acervos diversos e numerosos. Contudo, no transcorrer 
do tempo, foram identificados vários problemas, como infraestrutura física 
inadequada, insuficiência de quadro administrativo e técnico, que afetavam 
diretamente a qualidade dos serviços prestados, como a seleção de acervo e o 
serviço de referência (MIRANDA, 2006).
A criação das bibliotecas centrais, com seus acervos formados por 
catálogos variados, com diferentes níveis e padrões de tratamento técnico das 
informações, originou novos obstáculos: gerenciar esses acervos, integrar os 
catálogos com diferentes níveis de detalhamento e executar um serviço de 
referência de qualidade sem ter acesso a um catálogo indexado corretamente. 
Muitos catálogos precisaram ser novamente refeitos e passaram por um processo 
de padronização de seus termos e entradas (MIRANDA, 2006).
Relatos de Miranda (2006), Nunes e Carvalho (2016) e Viana (2016) 
possibilitam criar uma linha cronológica de fatos importantes na história das 
universidades brasileiras e suas bibliotecas:
• 1909: criação da Universidade de Manaus;
• 1920: criação da Universidade do Rio de Janeiro;
• 1931: foi instituído o Regime Universitário do Brasil;
• 1934: fundação da Universidade de São Paulo (USP). As bibliotecas das 
faculdades de Direito, Medicina, Farmácia e Odontologia e da Escola Politécnica 
Direito já existiam;
• 1937: Getúlio Vargas institui a universidade do Brasil como uma comunidade 
de professores e alunos consagrados ao estudo. Em um dos vetos, o presidente 
assegura que: somente poderão ser nomeados bibliotecários, os diplomados 
pelos cursos de biblioteconomia;
• 1945: criação de bibliotecas universitárias, denominadas bibliotecas centrais, 
acervos de diferentes faculdades reunidos em um único local;
• 1945: criação da Biblioteca Central da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ);
• 1946: criação da Universidade da Bahia;
• 1947: criação da Biblioteca Central da Universidade de São Paulo (USP);
• 1949: A Universidade de Minas Gerais foi federalizada e passou a unir diversas 
escolas e faculdade de Belo Horizonte, agora denominada de Universidade 
Federal de Minas Gerais (UFMG), unindo, também, as bibliotecas e acervos;
24
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
• 1957: Criação da Biblioteca Universitária do Ceará (UFC), vinculada à reitoria, 
foi extinta em 1969. Seu acervo foi redistribuído nas diversas bibliotecas 
setoriais, e substituída pelo Serviço de Bibliografia e Documentação;
• 1959: com um acordo assinado entre o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPQ) 
e a Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (UFRGS), originou o Serviço 
Central de Informações Bibliográficas (SCIB). Em 1971, passou a ser Biblioteca 
Central, órgão suplementar vinculado à reitoria, com funções de coordenar e 
supervisionar o sistema de bibliotecas da UFRGS.
• 1959: a Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN) autoriza, por meio 
do Conselho Universitário, que a biblioteca passe a funcionar como Serviço 
Central de Bibliotecas, com a missão de servir de apoio às atividades de ensino 
e pesquisa da universidade. Em 1974, passou a ser denominada de Biblioteca 
Central;
• 1961: por força de lei, é criada a Fundação da Universidade de Brasília, que 
seria responsável por criar e manter a Universidade de Brasília (UNB), primeira 
universidade criada sem a união de outras faculdades, e a primeira em que o 
departamento substitui a cátedra como unidade de ensino e pesquisa.
• 1962: foi criada a Biblioteca Central da UNB, para reunir os diversos acervos 
espalhados por várias unidades, com o objetivo de desonerar o sistema com 
duplicação de acervos, processos técnicos e administrativos;
• 1968: criada a Biblioteca Central da Universidade do Estado de Santa Catarina 
(UFSC). Em 1976, foi entregue o prédio da nova Biblioteca Universitária e, no 
ano seguinte, começou a unificação dos acervos. A UFSC, ainda hoje, conta 
com biblioteca setorial.
Em 1968, durante o regime militar, foi implementada, no país, a Reforma 
Universitária, que tinha, por objetivo, corrigir as distorções no sistema de ensino, 
centrado nas faculdades isoladas, unindo-as como um sistema de ensino coeso, 
com atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão. Orientava:
Sob a orientação, a biblioteca deveria: planejar seus serviços em 
relação aos objetivos da universidade; ver as bibliotecas como um 
sistema, opondo-se à biblioteca isolada; reestruturar as atividades 
da biblioteca em relação às atividades da universidade; introduzir 
princípios de centralização, coordenação e cooperação para evitar 
duplicação de atividades e assegurar a racionalidade administrativa 
(TARAPANOFF, 1981 apud CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p. 103).
Durante a década de 1990, várias mudanças ocorreram na Lei de Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional (LDB). Foram criados mecanismos de expansão 
universitária, consolidou a educaçãoa distância e definiu novas matrizes de 
distribuição orçamentárias. Essas mudanças levaram a exigir, das bibliotecas 
universitárias, novo posicionamento e planejamento, pois seria necessário 
atender às novas demandas da educação a distância, além de dar suporte às novas 
matrizes curriculares surgidas e incorporar novas tecnologias (VIANA, 2016).
TÓPICO 2 — FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL
25
A partir de 2004, as bibliotecas universitárias passaram a ser consideradas 
como parte integrante da estrutura das instituições de ensino que passariam a ser 
avaliadas pelo MEC/INEP para as avaliações de autorização e reconhecimento 
dos cursos superiores. Veremos como a informatização está inserida no processo 
no Tópico 3 desta unidade.
3 INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO 
BRASIL
As primeiras iniciativas de informatização na área das instituições de 
ensino superior ocorreram a partir de 1980. Muitas universidades desenvolveram 
softwares próprios, devido ao alto custo de aquisição e à política de reserva de 
mercado de computadores e softwares, que vigorou de 1976 a 1992. Todavia, 
logo se depararam com as dificuldades de desenvolver sistemas eficientes, que 
estivessem sempre atualizados, além dos altos custos para manter uma equipe 
especializada para o gerenciamento e atualizações desses softwares.
Segundo Viana (2016), apenas uma pequena parte das universidades 
federais possuía condições técnicas e financeiras para adquirir computadores 
americanos. A promulgação da Lei n° 7232, a chamada Lei da Política Nacional 
de Informática (PNI), determinou a reserva de mercado para algumas categorias, 
como os softwares. Essas questões provocaram o atraso da implantação de 
sistemas de informatização no Brasil em comparação com os demais países da 
América.
Segundo Lancaster (2004), ao pensar na automação e informatização de 
bibliotecas, algumas vantagens devem serem consideradas no processo:
 
• aumento da produtividade;
• redução de pessoal para execução de uma mesma tarefa;
• aumento do controle dos processos;
• redução dos erros;
• aumento da velocidade;
• aumento no escopo e profundidade do serviço;
• facilidade de cooperação;
• produtos paralelos;
• aumento de disseminação; 
• redução do custo unitário da operação.
Vários são os fatores apresentados por autores que contribuíram para 
alavancar a informatização das bibliotecas entre 1980 e 1990. Os principais fatores 
são:
• Criação de redes de computadores, Bibliodata/Calco da Fundação Getúlio 
Vargas, Remido do Ministério do Interior, Codemoc do Ministério do 
Transportes e a Rede Embratel e Prodasen.
26
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
• A telecomunicação e o processamento de dados confluíram para a Tecnologia 
da Informação, o que levou ao tratamento eletrônico integrado da informação, 
armazenamento e transmissão das informações armazenadas a distância.
• Introdução do uso dos computadores nos cursos de Biblioteconomia e Ciência 
da Informação, com a criação de disciplinas na área da documentação e 
fundamentos de aplicação de computadores.
• Criação de grupos de trabalhos nas áreas jurídica, tecnológica e agrícola, 
em vários estados do Brasil, ligados a associações para oferecer formação 
continuada aos profissionais de biblioteconomia, por meio de cursos, seminários 
e conferências.
• Realização do I Encontro Nacional de Usuários do MicroISIS, em Brasília. 
Assim, demais estados criaram seus grupos de trabalho, o que foi de suma 
importância para o desenvolvimento do programa e correta utilização do 
software.
Para Viana (2006), o início desse movimento teve, por base:
• Graduação de bibliotecários com conhecimento em informática. Passam a atuar 
como professores.
• A abertura do mercado nacional de software e hardware a partir de 1992, 
que possibilita a aquisição de equipamentos e sistemas mais modernos, como 
também incentiva as empresas nacionais na criação de novos softwares.
• Aumento da bibliografia sobre o tema. Obras estrangeiras são traduzidas e 
publicadas no Brasil, autores brasileiros relatam suas pesquisas e projetos em 
eventos nacionais e publicam nas revistas científicas da área.
• A disponibilização, pela UNESCO, do software CDS/ISIS, em 1985, de forma 
gratuita.
• A publicação, pelo Ministério da Educação, da Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação, Lei n° 9394/1996, que determina padrões e critérios para avaliações 
do ensino superior, como a obrigatoriedade de informatizar os acervos e 
serviços nas bibliotecas universitárias.
Ainda, no período, ocorreram os Seminários Sobre Automação de 
Bibliotecas, promovidos pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a 
primeira instituição brasileira a promover a informatização dos serviços de uma 
biblioteca no Brasil. “A automação de procedimentos técnicos da biblioteca do 
INPE contribui para seu reconhecimento e remonta às décadas de 1976 a 1980, 
com a utilização de grandes computadores” (MARCELINO, 2009, p. 89).
Dos fatores apresentados, o fato da UNESCO disponibilizar o programa 
MicroISIS gratuitamente, sem dúvidas, foi o que gerou mais impacto. As 
instituições de ensino e pesquisas, que antes se deparavam com a barreira 
financeira, agora, poderiam utilizar um programa já desenvolvido, que teria 
o suporte de uma grande organização e sem dispender de valores para sua 
aquisição.
TÓPICO 2 — FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL
27
Diversos foram os órgãos que optaram pelo ISIS ao implementarem a 
informatização de seus acervos:
• Departamento Nacional do Senac (1988).
• SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
• LILACS – Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde: desenvolveu o 
projeto Lilacs/CD-ROM em 1988, e iniciou o trabalho para desenvolver uma 
interface de sistema de recuperação da informação. Optou pelo ISIS pela sua 
velocidade de recuperação e por ser compatível com a rede Bireme (Centro 
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciência da Saúde).
• FEEMA – Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (RJ): utilizou 
o software para desenvolver a base LEG de legislação ambiental em níveis 
federal, estadual e municipal do estado.
• Sistema Petrobrás: em 1990, existiam mais de sessenta unidades de informação 
utilizando o ISIS, que utilizavam para controle de bibliografia especializada, 
arquivos setoriais, catálogos industriais, documentos administrativos, 
cadastro de bibliotecas, núcleos de documentação, controle de coleções e lista 
de duplicatas etc.
• Museu Paranaense Emílio Goeldi: estabeleceu um formato padrão para o 
registro de dados de pesquisas e coleções científicas em zoologia.
• CNEN – Comissão Nacional Energia Nuclear: gerou uma base bibliográfica 
automatizada para reunir os documentos produzidos pela instituição, para a 
construção da memória técnico-científica da comissão.
Ressalta-se que a informatização nas universidades passa a ganhar força 
a partir desse período, pois, até o ano de 1981, segundo Robredo (1981), das 
quinhentas e setenta e oito bibliotecas universitárias pesquisadas, cadastradas 
na CAPES, somente dez possuíam sistemas de automação em operação, treze 
em fase de implantação e vinte e uma em fase de projetos. Na maioria, essas 
universidades desenvolveram seus próprios softwares, no total, de 08 entre 10 
universidades.
Segundo Robredo (1981), as universidades pioneiras na informatização 
no Brasil foram:
• Universidade do Amazonas.
• Universidade Federal da Paraíba.
• Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
• Universidade Federal de Juiz de Fora.
• Universidade de Brasília.
• Universidade Federal do Rio de Janeiro.
• Fundação Getúlio Vargas.
• Universidade de São Paulo.
• Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.
28
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Com equipes de trabalho criadas em diversos lugares no país, foi possível 
construir uma rede de colaboração e grupos que se empenharam a resolver as 
barreiras iniciais na informatização das unidades de informação no país. As 
várias frentes de trabalhoe as publicações dos casos de sucesso contribuíram 
para o avanço da informatização no Brasil.
A evolução da informatização das bibliotecas universitárias no Brasil 
ocorreu cronologicamente, em paralelo com a evolução dos softwares de 
bibliotecas. Como vimos anteriormente, o programa ISIS proporcionou a 
democratização do acesso à informatização para diversas bibliotecas no país.
Ao longo dos anos, os softwares de bibliotecas, antes limitados com 
suas funções voltadas para catalogação e circulação, evoluíram para softwares 
de múltiplas plataformas. A maioria dos softwares utiliza, como linguagem, o 
formato MARC21, que possibilita a interoperabilidade e comunicação entre 
diferentes softwares. A evolução dos softwares de bibliotecas passou pelas 
seguintes gerações:
• Primeira geração: nesta geração, os sistemas se voltavam para o desenvolvimento 
do controle de circulação ou a catalogação, utilizavam linguagem de 
programação (máquina), isto é, eram projetados para serem acessados por 
pessoal técnico da área de programação.
• Segunda geração: funcionava em maior variedade de plataformas. Tornaram-
se mais portáteis com o aparecimento de sistemas baseados em UNIX e DOS. 
A comunicação entre sistemas se tornou uma realidade, sendo, então, possível 
importar ou exportar dados entre sistemas de segunda geração. 
• Terceira geração: já oferece ampla disponibilidade de relatórios padronizados, 
ocorre o desenvolvimento mais proveitoso e direto da interação com o usuário, 
com o surgimento da interface gráfica, com recursos, como janelas, ícones e 
menus. 
• Quarta geração: geração atual baseada em UNIX e Windows. O acesso é 
realizado através de múltiplas fontes, a partir de uma interface multimídia. 
Aqui, importação e exportação de dados estão plenamente integradas, sendo 
possível o registro com um simples toque. O acesso a outros servidores na 
internet agora é possível, possibilitando, ao usuário, a conectividade. 
Na próxima unidade, trataremos do planejamento de informatização de 
uma unidade de informação e conheceremos alguns softwares disponíveis no 
mercado e suas características.
TÓPICO 2 — FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL
29
4 FORMATO MARC E SUA IMPORTÂNCIA NOS 
PROCESSOS DE INFORMATIZAÇÃO
Conforme citado, o formato MARC foi desenvolvido pela Biblioteca 
do Congresso Americano (Library of Congress). Ao pensar no processo de 
automação e uso de computadores, na Library of Congress, no final da década 
de 1950, um dos primeiros pontos de preocupação foi a definição de um padrão 
catalográfico que, futuramente, proporcionasse a leitura das informações por 
qualquer máquina.
Conforme relata Furrie (2000), com o uso dos computadores no começo da 
década de 1960, a Library of Congress necessitava de um formato, para registro de 
dados nas fichas catalográficas, que fosse legível por máquinas. Projetou, assim, o 
que futuramente se chamaria MARC. Um dos serviços oferecidos pela Library of 
Congress era o compartilhamento das fichas catalográficas. Oferecido até os dias 
atuais, esse formato, além de tornar o registro de dados mais rápido e eficiente, 
deveria ser normalizado, legível por máquina, permitir que qualquer biblioteca 
no mundo pudesse acessar as informações e incorporá-las ao seu catálogo.
Para atender a essas demandas, foi desenvolvido o L.C. MARC, código 
com um formato de letras, símbolos e números, diagramados de forma a registrar 
diferentes tipos de informações. Evoluiu e se tornou o USMARC, formato 
utilizado pela maioria dos softwares utilizados para informatização de bibliotecas 
do mundo (FURRIE, 2000).
 No ano de 1965, ocorreu a primeira Conferência sobre Catálogos 
Mecanizados, entre a LC, o Counsil on Library Resources e a Comissão de 
Automação da Research Libraries Association. O principal objetivo era estabelecer 
um formato que permitiria o registro de dados bibliográficos em computadores 
(FURRIE, 2000).
Naquele mesmo ano, ocorreu a segunda conferência. A LC apresentou 
sugestões de quais dados e critérios gostaria que o novo formato contemplasse. 
Em 1966, na terceira conferência, ficou estabelecido o início das experiências, o 
MARC Projeto Piloto.
Com o início dos testes, em 1967, na quarta conferência, com os demais 
membros, discutiu-se o formato MARCII, caracteres gráficos e estrutura de 
sistema. Todo esse processo levou à publicação, em 1968, de um relatório com 
os caracteres gráficos, a estrutura de sistemas necessária, e seus relatos de 
experiências ocorridos no processo. Em 1969, o MARCII entrou em operação.
A criação de um formato bibliográfico legível por máquinas tinha o intuito 
de solucionar problemas muito específicos, como a gestão da elevada quantidade 
da produção científica no pós-guerra e a lentidão de comunicação entre diferentes 
bibliotecas e centro de pesquisas. Assim, os principais objetivos eram:
30
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
• oferecer um registro bibliográfico central para o uso da LC, que permitisse ágil 
recuperação das informações cadastradas;
• proporcionar uma base de dados para os serviços bibliográficos norte-
americanos, ampla e integrada, em que as informações cadastradas pudessem 
ser recuperadas pelas bibliotecas do país;
• fornecer, à comunidade internacional, informações bibliográficas padronizadas, 
e receber informações no mesmo formato, permitindo a rápida inclusão na sua 
base.
Ao pensar no processo de automação com o uso de computadores, na 
Library of Congress, no final da década de 1950, um dos primeiros pontos de 
preocupação foi a definição de um padrão catalográfico que, futuramente, 
proporcionasse a leitura das informações por qualquer máquina. 
No ano de 1965, ocorreu a primeira Conferência sobre Catálogos 
Mecanizados, entre a Library of Congress, o Counsil on Library Resources e a 
Comissão de Automação da Research Libraries Association. Seu principal objetivo 
era estabelecer um formato que permitisse o registro de dados bibliográficos em 
computadores (FURRIE, 2000).
Naquele mesmo ano, ocorreu a segunda conferência, a Library of Congress 
apresentou sugestões de quais dados e critérios gostaria que o novo formato 
contemplasse. Em 1966, na terceira conferência, ficou estabelecido o início das 
experiências, o MARC Projeto Piloto.
Com o início dos testes, em 1967, na quarta conferência, com os demais 
membros, foram discutidos o formato MARCII, caracteres gráficos e estrutura 
de sistema. Todo esse processo levou à publicação, em 1968, de um relatório 
com os caracteres gráficos, a estrutura de sistemas necessária, e seus relatos de 
experiências ocorridos no processo. Em 1969, o MARCII entrou em operação.
MARC significa Machine Readable Cataloging Record, é uma linguagem 
padrão internacional, que permite transformar os dados da ficha catalográfica em 
um registro legível por computadores, permitindo a interpretação dos dados e o 
intercâmbio de informações bibliográficas. Outros formatos baseados no MARC 
surgiram pelo mundo:
• Canadá: CAN/MARC;
• França: MONOCLE;
• Finlândia: FINMARC;
• Espanha: IBERMARC;
• Itália: ANNARMARC;
• América Latina: MARCAL;
• Brasil: Bibliodata/Calco.
TÓPICO 2 — FORMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO BRASIL
31
Conforme explica Furrie (2000), cada registro bibliográfico é composto por 
campos. Os principais campos de um registro bibliográfico, mas não os únicos, 
são:
• Descrição: normalmente, segue as regras do AACR2, incluindo título, 
responsabilidade de autoria, edição, dados de publicação, descrição física, 
série, notas sobre o material ou seu conteúdo e números padronizados.
• Entrada principal e entradas secundárias: pontos de acesso conforme AACR2, 
e a forma como esses pontos de acesso serão descritos.
• Cabeçalho de assuntos: o uso de uma listagem previamente construída é 
importante para assegurar que todas as obras de um determinado assunto 
serão encontradas sob o mesmo cabeçalho, como as listas padronizadas de 
assunto da LC e da BN.
• Número de chamada: cada biblioteca define o padrão que irá adotar, que podeser a CDD (Classificação Decimal de Dewey), a CDU (Código de Classificação 
Universal) ou a tabela de classificação da LC. O objetivo da adoção da 
numeração é agregar itens de mesmo assunto sob a mesma numeração e suas 
subdivisões.
A padronização dos registros catalográficos possibilitou, com o passar dos 
anos, o avanço das tecnologias, em que bibliotecas compartilhassem registros entre 
si, utilizando um sistema em que o principal propósito é promover a disseminação 
da informação. O processo de comprar lotes das fichas catalográficas das grandes 
instituições catalogadoras foi substituído pela rápida importação do arquivo em 
formato MARC, o que permitiu que bibliotecas de diferentes instituições e países 
promovessem a interoperabilidade.
O uso do MARC permitiu que as bibliotecas executassem a substituição de 
softwares de automação com total segurança, fazendo a migração dos dados para 
o novo software, sem perda dos dados armazenados na conversão retrospectiva 
(VIANA, 2016).
A criação do código MARC mudou a maneira como as bibliotecas 
passaram a compartilhar as informações entre si e se tornou um marco histórico 
no processo de informatização das bibliotecas em todo o mundo, sendo utilizado 
ainda hoje.
O Código de Catalogação MARC21 será abordado, com detalhes, na disciplina 
de Representação Descritiva.
ESTUDOS FU
TUROS
32
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• O surgimento das universidades no mundo e no Brasil gerou a criação das 
bibliotecas universitárias. Vários acervos foram oriundos de instituições 
religiosas.
• Várias bibliotecas universitárias criaram bibliotecas centrais. Essa criação se 
deu de forma espontânea, para melhor centralizar acervos e diminuir custos 
administrativos; ou ocorreu por meio da unificação de diferentes instituições 
de ensino.
• Com a criação das bibliotecas universitárias centrais, o volumoso acervo 
recebido precisava ser padronizado e tratado tecnicamente. Com a mecanização 
e informatização dos acervos, todo o processo se tornou mais eficiente.
 
• As bibliotecas universitárias buscaram orientação na Biblioteca Nacional para 
informatizar seus acervos.
• As universidades brasileiras passaram a informatizar seus acervos a partir de 
1980.
• A reserva de mercado para computadores e softwares, que vigorou até 
1992, atrasou a informatização das bibliotecas do país em relação aos outros 
países. Muitas universidades optaram por criar seus próprios softwares de 
gerenciamento de acervo.
• A UNESCO, em 1985, disponibilizou o software CDS/ISIS, de forma gratuita, o 
que gerou um crescimento de instituições que informatizaram seus acervos no 
Brasil.
• A partir de 2004, as bibliotecas passaram a ser avaliadas pelo MEC/INEP para 
as avaliações de autorização e reconhecimento dos cursos superiores.
• O formato MARC se tornou o principal formato para registro de dados 
catalográficos em todo mundo, permitindo a interoperabilidade dos sistemas.
33
1 A informatização das bibliotecas acompanhou a evolução tecnológica 
ao longo das décadas, mas, desde o início, as vantagens da automação e 
informatização já eram possíveis de se prever. Identifique a opção em que 
todas as vantagens citadas estão corretas:
a) ( ) Aumento da produtividade, redução de pessoal para execução de uma 
mesma tarefa, aumento do controle do processo.
b) ( ) Ausência de pessoas treinadas, redução de custos operacionais, 
processos bem definidos.
c) ( ) Redução de pessoal para execução, disseminação de informação, 
aumento de custos.
d) ( ) Oferecimento de novos produtos, facilidade de acesso à informação, 
aumento de pessoal contratado.
2 O formato MARC viabilizou um registro bibliográfico legível por 
máquinas para o uso da LC, desenvolvido para proporcionar a integração 
de dados bibliográficos entre os catálogos. Foi fundamental para viabilizar 
a informatização das bibliotecas no mundo, proporcionando agilidade e 
troca de informações. Vários países desenvolveram sistemas compatíveis 
com o formato MARC. Assinale a opção que aponta, corretamente, o país e 
o formato produzido:
AUTOATIVIDADE
( 1 ) Canadá ( ) FINMARC
( 2 ) França ( ) BIBLIODATA/CALCO
( 3 ) Finlândia ( ) CAN/MARC
( 4 ) Brasil ( ) IBERMARC
( 5 ) Espanha ( ) MONOCLE
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) 5, 1, 4, 2, 3.
b) ( ) 3, 1, 4, 5, 2.
c) ( ) 3, 4, 1, 5, 2.
d) ( ) 2, 1, 4, 2, 5.
e) ( ) 4, 2, 3, 1, 5.
34
35
TÓPICO 3 — 
UNIDADE 1
LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE 
REGULAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
No terceiro tópico desta unidade, conheceremos a legislação que permeia 
as bibliotecas universitárias, os requisitos a serem cumpridos dessa legislação, 
e compreenderemos que a informatização das bibliotecas universitárias é parte 
fundamental do processo avaliativo.
Para compreender o contexto histórico da informatização das bibliotecas 
no Brasil, é importante apresentar algumas datas e os fatos ocorridos, assim, você 
poderá perceber como esses fatos repercutiram na educação, nas instituições de 
ensino superior e, principalmente, na informatização das bibliotecas.
Em 1963, o Conselho Nacional de Educação (CFE) determinou a 
obrigatoriedade da existência de uma biblioteca como requisito para um curso 
superior a ser reconhecido, porém, não citava a exigência de um bibliotecário. 
Contudo, a Lei n° 4084, de 30 de junho de 1962, regulamenta a profissão e designa 
que o exercício da profissão de bibliotecário, em qualquer de seus ramos, só será 
permitido aos bacharéis em Biblioteconomia.
Em 1937, é criado o INEP (Instituto Nacional de Pedagogia). Dentre outras 
atribuições, seus principais objetivos são:
[...] organizar a documentação relativa à história e ao estado atual das 
doutrinas e técnicas pedagógicas; manter intercâmbio com instituições 
do país e do estrangeiro; promover inquéritos e pesquisas; prestar 
assistência técnica aos serviços estaduais, municipais e particulares de 
educação, ministrando-lhes, mediante consulta ou independentemente 
dela, esclarecimentos e soluções sobre problemas pedagógicos; 
divulgar os seus trabalhos (BRASIL, 2019, s.p.).
A partir dos anos 2000, o INEP reorganizou o sistema de levantamentos 
estatísticos da educação no país, que teve, como eixo central de atividades, as 
avaliações em praticamente todos os níveis educacionais. 
Atualmente, dentre suas várias atribuições, planejar, coordenar e subsidiar 
o desenvolvimento de estudos e pesquisas educacionais, em articulação com 
o MEC, em todos os níveis da educação. Na educação básica, um dos sistemas 
avaliativos para os alunos é o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM); no 
ensino superior, os alunos prestam o Exame Nacional de Desempenho de 
Estudantes (ENADE).
36
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Dentre as atribuições do INEP, é possível citar planejar e operacionalizar 
as ações e os procedimentos referentes à avaliação da educação superior. Para 
coordenar essas avaliações, foi criado o Sistema Nacional de Avaliação da 
Educação Superior (SINAES), que divide suas ações em três frentes: a avaliação 
das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes.
As instituições são avaliadas pelo SINAES. A biblioteca universitária está 
incluída no processo de avaliação.
Para garantir a qualidade da educação, o Ministério da Educação baseia 
suas ações através de três funções: a avaliação, regulação e supervisão, tanto da 
IES quanto dos seus cursos. Esse tripé de qualidade somente funciona a partir da 
avaliação, pois, a partir dos resultados da avaliação de uma IES e de seus cursos, 
é possível encontrar um referencial para a supervisão e regulação.
Veremos, a seguir, onde as bibliotecas universitárias estão inseridas nessas 
avaliações e por que a informatização dos serviços em bibliotecas passou a ser 
considerada essencial.
2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NAS AVALIAÇÕES 
INSTITUCIONAIS DO INEP
 
Como citamos anteriormente, as avalições institucionais fazem parte do 
SINAES, é o processo quecredencia uma instituição a oferecer cursos de formação 
em nível superior. Essa avaliação está relacionada com:
• a melhoria da qualidade da educação superior;
• a orientação da expansão e sua oferta;
• ao aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e 
social;
• o aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das 
instituições de educação superior, por meio da valorização de sua missão 
pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à 
diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade institucional;
• o aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das 
instituições de educação superior, por meio da valorização de sua missão 
pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à 
diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade institucional.
O processo de avaliação de instituições se divide em modalidades, sendo 
que a biblioteca e seus serviços são itens avaliados:
• Autoavaliação: coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) de 
cada instituição e orientada pelas diretrizes e pelo roteiro da autoavaliação 
institucional da CONAES.
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
37
• Avaliação externa: Realizada por comissões designadas pelo Inep, a avaliação 
externa tem, como referência, os padrões de qualidade para a educação superior 
expressos nos instrumentos de avaliação e nos relatórios das autoavaliações. O 
processo de avaliação externa independe da sua abordagem, e se orienta por 
uma visão multidimensional, que busca integrar suas naturezas formativas 
e de regulação numa perspectiva de globalidade. Em seu conjunto, os 
processos avaliativos devem constituir um sistema que permita a integração 
das diversas dimensões da realidade avaliada, assegurando as coerências 
conceitual, epistemológica e prática, além do alcance dos objetivos dos diversos 
instrumentos e modalidades.
• Censo: um instrumento independente que carrega um grande potencial 
informativo, podendo trazer importantes elementos de reflexão para a 
unidade acadêmica, o Estado e a população em geral. Assim, os instrumentos 
de coleta de informações censitárias devem integrar os processos de avaliação 
institucional, oferecendo elementos úteis à compreensão da instituição e do 
sistema. Os dados do Censo também fazem parte do conjunto de análises e 
estudos da avaliação institucional interna e externa, contribuindo para a 
construção de dossiês institucionais e de cursos a serem publicados no Cadastro 
das Instituições de Educação Superior.
• Cadastro: Conforme o INEP CONAES, também são levantadas e 
disponibilizadas, para acesso público, as informações do Cadastro das IES, 
além dos respectivos cursos. Essas informações, que também são matéria de 
análise por parte das comissões de avaliação, nos processos internos e externos 
de avaliação institucional, formam a base para a orientação permanente de pais, 
alunos e da sociedade em geral sobre o desempenho de cursos e instituições.
Você pode obter informações detalhadas dos processos avaliativos do MEC/
INEP no seguinte site: http://www.inep.gov.br/.
DICAS
É importante destacar que as IES, que oferecem ensino nas modalidades 
presencial e a distância, passam por avaliações em cada modalidade. A mesma 
IES precisa solicitar, com o INEP, duas avaliações, uma como IES para cursos 
presenciais, e outra avaliação para cursos a distância, nos graus de tecnólogo, de 
licenciatura e de bacharelado.
Para perceber onde a informatização das bibliotecas universitárias se 
encaixa no processo, é preciso entender os diferentes instrumentos e etapas do 
processo avaliativo.
38
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Os Instrumentos de Avaliação emitidos pelo INEP/SINAES subsidiam os 
atos de credenciamento e recredenciamento das IES:
Para ofertar educação superior, as faculdades privadas devem 
solicitar, ao Ministério da Educação (MEC), o credenciamento – 
entrada da IES no Sistema Federal de Ensino. Posteriormente, de 
acordo com a legislação pertinente, as instituições se submetem ao 
processo avaliativo para obter o recredenciamento, necessário para 
a continuidade da oferta. As instituições podem, ainda, solicitar 
a transformação de organização acadêmica, tornando-se Centro 
Universitário ou Universidade (BRASIL, 2019, p.5).
Os instrumentos de avalições sofreram mudanças ao longo dos anos 
e foram se adaptando às novas tecnologias oferecidas no meio educacional. 
A última atualização apresentada pelo INEP tem data de 2017, que emitiu 
dois instrumentos diferentes, um para o credenciamento e, o outro, para o 
recredenciamento institucional.
O instrumento contempla as 10 dimensões determinadas pelo Art. 3º 
da Lei do SINAES: a missão e o plano de desenvolvimento institucional 
(PDI); a política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação e a 
extensão; a responsabilidade social da instituição; a comunicação 
com a sociedade; as políticas de pessoal; a organização e gestão da 
instituição; a infraestrutura física; o planejamento e a avaliação; as 
políticas de atendimento aos estudantes; e a sustentabilidade financeira. 
São agrupadas por afinidade em cinco eixos, com indicadores que 
apresentam elementos de avaliação e os respectivos critérios para sua 
análise e verificação (BRASIL, 2019, s.p.).
Os critérios de avaliação ficaram distribuídos dentro dos seguintes eixos 
avaliativos:
• Eixo 1: Planejamento e Avaliação Institucional: considera a dimensão 8 
(Planejamento e Avaliação) do Sinaes.
• Eixo 2: Desenvolvimento Institucional: contempla as dimensões 1 (Missão e 
Plano de Desenvolvimento Institucional) e 3 (Responsabilidade Social da 
Instituição) do Sinaes.
• Eixo 3: Políticas Acadêmicas: abrange as dimensões 2 (Políticas para o Ensino, 
a Pesquisa e a Extensão), 4 (Comunicação com a Sociedade) e 9 (Políticas de 
Atendimento aos Discentes) do Sinaes.
• Eixo 4: Políticas de Gestão: compreende as dimensões 5 (Políticas de Pessoal), 
6 (Organização e Gestão da Instituição) e 10 (Sustentabilidade Financeira) do 
Sinaes.
• Eixo 5: Infraestrutura Física: corresponde à dimensão 7 (Infraestrutura Física) 
do Sinaes.
A biblioteca universitária se encontra inserida nos itens a serem 
avaliados no eixo 5, na dimensão de número 7, que abrange a infraestrutura 
física, que analisa, além das demais dependências físicas, também a biblioteca, a 
infraestrutura voltada para o ensino e a pesquisa, e os recursos informacionais e 
de comunicação oferecidos pela IES.
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
39
Os critérios de avaliação dentro do eixo 5, que citam a biblioteca, 
são apresentados nos indicadores 5.9 e 5.10 do instrumento de avalição de 
credenciamento.
FONTE: <http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_institucional/instrumen-
tos/2017/IES_credenciamento.pdf>. Acesso em: 3 jul. 2020.
FIGURA 7 – INDICADOR 5.9 INFRAESTRUTURA BIBLIOTECA
instrumento de avaliação institucional externa | presencial e a distância
credenciamento28
INdICAdor 5.9 Bibliotecas: infraestrutura 
NSA para a modalidade a distância quando não houver previsão de atividades 
presenciais.
Conceito Critério de Análise
1 A infraestrutura para bibliotecas não atende às necessidades institucionais.
2
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, mas 
não apresenta acessibilidade, ou não possui estações individuais e coletivas 
para estudos ou recursos tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e 
organização do acervo.
3
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta 
acessibilidade, e possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos 
tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo.
4
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta 
acessibilidade, possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos 
tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo e 
fornece condiçõespara atendimento educacional especializado.
5
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta 
acessibilidade, possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos 
tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo, fornece 
condições para atendimento educacional especializado e disponibiliza recursos 
inovadores.
INdICAdor 5.10 Bibliotecas: plano de atualização do acervo
Conceito Critério de Análise
1 Não há plano de atualização do acervo descrito no PDi.
2
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, mas não há viabilidade para 
sua execução.
3
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, e viabilidade para sua execução, 
considerando a alocação de recursos.
4
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, e viabilidade para sua 
execução, considerando a alocação de recursos e ações corretivas associadas ao 
acompanhamento e à avaliação do acervo pela comunidade acadêmica.
5
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, e viabilidade para sua 
execução, considerando a alocação de recursos, ações corretivas associadas 
ao acompanhamento e à avaliação do acervo pela comunidade acadêmica e a 
previsão de dispositivos inovadores.
Como podemos observar, a biblioteca está inserida no item que contempla 
requisitos de infraestrutura física, analisando se a acústica, iluminação, ventilação, 
mobiliário, limpeza, segurança e acessibilidade englobam, satisfatoriamente, 
usuários, e se contribuem para a boa conservação do acervo. As questões de 
acessibilidade, salas de estudo, recursos tecnológicos, que permitem a ampla 
utilização do acervo por toda a comunidade acadêmica, também são avaliadas.
Conforme podemos visualizar a seguir, no indicador 5.10, o instrumento 
leva em conta se o setor da biblioteca se encontra descrito no Plano de 
Desenvolvimento Institucional (PDI), prevendo ações que permitam, à 
biblioteca, executar seus serviços, contemplar demandas da instituição e suprir 
as necessidades da comunidade acadêmica e dos futuros cursos que venham a ser 
disponibilizados.
40
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
FONTE: <http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_institucional/instrumen-
tos/2017/IES_credenciamento.pdf>. Acesso em: 3 jul. 2020.
FIGURA 8 – INDICADOR 5.10 BIBLIOTECAS - PLANO DE ATUALIZAÇÃO DE ACERVO
instrumento de avaliação institucional externa | presencial e a distância
credenciamento28
INdICAdor 5.9 Bibliotecas: infraestrutura 
NSA para a modalidade a distância quando não houver previsão de atividades 
presenciais.
Conceito Critério de Análise
1 A infraestrutura para bibliotecas não atende às necessidades institucionais.
2
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, mas 
não apresenta acessibilidade, ou não possui estações individuais e coletivas 
para estudos ou recursos tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e 
organização do acervo.
3
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta 
acessibilidade, e possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos 
tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo.
4
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta 
acessibilidade, possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos 
tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo e 
fornece condições para atendimento educacional especializado.
5
A infraestrutura para bibliotecas atende às necessidades institucionais, apresenta 
acessibilidade, possui estações individuais e coletivas para estudos e recursos 
tecnológicos para consulta, guarda, empréstimo e organização do acervo, fornece 
condições para atendimento educacional especializado e disponibiliza recursos 
inovadores.
INdICAdor 5.10 Bibliotecas: plano de atualização do acervo
Conceito Critério de Análise
1 Não há plano de atualização do acervo descrito no PDi.
2
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, mas não há viabilidade para 
sua execução.
3
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, e viabilidade para sua execução, 
considerando a alocação de recursos.
4
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, e viabilidade para sua 
execução, considerando a alocação de recursos e ações corretivas associadas ao 
acompanhamento e à avaliação do acervo pela comunidade acadêmica.
5
Há plano de atualização do acervo descrito no PDi, e viabilidade para sua 
execução, considerando a alocação de recursos, ações corretivas associadas 
ao acompanhamento e à avaliação do acervo pela comunidade acadêmica e a 
previsão de dispositivos inovadores.
A principal função da avaliação de um processo avaliativo é produzir 
conhecimentos referentes à unidade de informação, organização e seu ambiente, 
servindo de subsídio ao planejamento estratégico, tanto na fase de elaboração do 
plano, programa ou projeto, quanto na fase de implementação das ações. Direciona 
as ações, define os principais objetivos a serem alcançados na elaboração de um 
plano de ação, produz informações que contribuem para a maior produtividade e 
para a melhoria da qualidade. No fim do processo, permite comparar resultados 
esperados e conseguidos, além de conhecer o nível de satisfação do público-alvo 
e os efeitos do planejamento na unidade de informação, na organização e no 
ambiente (ALMEIDA, 2000).
O MEC utiliza conceitos para avaliar as instituições de ensino superior, 
sejam públicas ou privadas. Na avalição, as notas são atribuídas em uma escada 
de 1 a 5: 5 é a nota máxima, 3 é positiva e, as notas 1 e 2, são consideradas 
insatisfatórias. A avaliação institucional de credenciamento ou recredenciamento 
da IES é um processo de extrema importância, que impacta diretamente a gestão 
de toda a instituição, pois, de maneira organizacional, todos os setores estão 
interligados. Trata-se de uma questão estratégica, pois os resultados permitem 
que os gestores embasem a tomada de decisão a longo prazo:
Credenciamento da instituição: instituições privadas de ensino 
superior devem solicitar o credenciamento, ao MEC, para começar 
suas atividades. A análise documental e a visitação a IES fazem parte 
do processo de credenciamento. Recredenciamento da instituição: as 
IES privadas e federais devem solicitar, ao MEC, o recredenciamento 
da instituição ao fim de cada ciclo avaliativo do SINAES. O processo de 
recredenciamento considera a avaliação documental e os indicadores 
de qualidade resultantes do SINAES. Caso a instituição tenha resultado 
insatisfatório, o MEC poderá supervisioná-la, tendo o seu pedido de 
recredenciamento suspenso (EYANG, 2016, s.p.).
 
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
41
Importante ressaltar que é, de responsabilidade do INEP e do SINAES, 
assegurar a transparência desses processos avaliativos, sendo deveres:
 
• Avaliação institucional, interna e externa, contemplando a análise global e 
integrada das dimensões, estruturas, relações, compromisso social, atividades, 
finalidades e responsabilidades sociais das instituições de educação superior e 
de seus cursos.
• O caráter público de todos os procedimentos, dados e resultados dos processos 
avaliativos.
• O respeito à identidade e à diversidade de instituições e de cursos.
• A participação dos corpos discente, docente e técnico-administrativo das 
instituições de educação superior e da sociedade civil, por meio das suas 
representações.
Através dos processos avaliativos do SINAES que se dão os processos de 
regulação e supervisão da educação superior. Seus resultados se tornam referência 
para o credenciamento, sua renovação e eventual descredenciamento das 
instituições de educação superior e, como consequência, os cursos de graduação.
A supervisão tem, como objetivo, garantir que as IES ofertem um ensino de 
qualidade e, caso necessário, adotem medidas de enfoque corretivo e preventivo, 
ou até mesmo sofram as penalidades previstas.
Ao receberemo licenciamento do INEP e SINAES, as IES adquirem 
o direito de protocolarem, com o órgão, a solicitação para abertura de cursos 
superiores. A partir deste momento, há o início de um outro processo avaliativo, 
com novos parâmetros e novo instrumento de avaliação.
No site do INEP, você pode conhecer os instrumentos de avaliação de 
credenciamento e recredenciamento das instituições de ensino na integra. Acesse e 
conheça: http://portal.inep.gov.br/web/guest/avaliacao-institucional.
DICAS
3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NAS AVALIÇÕES DOS 
CURSOS DE GRADUAÇÃO
 
As IES, devidamente regulamentadas com o INEP e SINAES, adquirem o 
direito de solicitar abertura de cursos com o órgão.
42
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
O Inep conduz todo o sistema de avaliação de cursos superiores no país, 
produzindo indicadores e um sistema de informações que subsidia o processo 
de regulamentação, exercido pelo MEC, e garante transparência dos dados 
sobre qualidade da educação superior a toda sociedade. Os instrumentos que 
subsidiam a produção de indicadores de qualidade e os processos de avaliação de 
cursos desenvolvidos pelo Inep são o ENADE e as avaliações in loco realizadas 
pelas comissões de especialistas.
As IES protocolam as solicitações de visita in loco no sistema 
disponibilizado pelo INEP, seguindo calendário previamente divulgado e 
aguardando a comunicação da data a ser realizada a visita avaliativa. Esse 
protocolo é acompanhado de toda a documentação referente ao curso a ser 
solicitado.
Ocorrem três tipos de avaliações in loco referentes aos cursos de graduação 
(BRASIL, 2019):
• Autorização de curso: a autorização do MEC é necessária quando a IES deseja 
abrir um novo curso. É analisada a organização didático-pedagógica, além do 
corpo docente e técnico-administrativo e as instalações físicas.
• Reconhecimento de curso: para um novo curso ser reconhecido, é necessário 
que ele passe por uma segunda avaliação, no momento em que a primeira turma 
atinja entre 50% e 75% da carga horária. Somente com o curso reconhecido é 
que os diplomas são validados.
• Renovação de reconhecimento de curso: a cada três anos, com o ciclo do 
SINAES, o processo deve ser realizado. Considera-se o resultado obtido na 
avaliação do SINAES, porém, se o resultado for insatisfatório, o curso deve ser 
avaliado in loco, e se preciso for, o MEC inicia o processo de supervisão.
Além das possibilidades apresentadas, as visitas aos cursos de graduação 
podem ser realizadas por iniciativa do INEP/SINAES, tendo, como origem, 
denúncias ou representações (de alunos, pais, professores, imprensa ou órgãos 
públicos), encontrando indícios de irregularidades ou deficiências de qualidade.
O INEP disponibiliza, em seu endereço eletrônico, com data de 2017, 
sendo a última atualização, os seguintes instrumentos, quando nos referíamos a 
cursos:
• Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação Presencial e a Distância – 
Autorização.
• Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação Presencial e a Distância – 
Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento.
O processo de autorização abrange instituições diversas: faculdades, 
centros universitários e universidades privadas, ofertantes da modalidade 
presencial ou a distância. Assim, o presente instrumento é a ferramenta dos 
avaliadores na verificação das três dimensões previstas no Sinaes, constantes no 
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
43
Projeto Pedagógico do Curso (PPC): Organização Didático-Pedagógica, Corpo 
Docente e Tutorial e Infraestrutura. É importante ressaltar que os conceitos obtidos 
nas avaliações não garantem o deferimento do ato autorizativo, mas subsidiam as 
secretarias competentes do MEC em suas decisões regulatórias (BRASIL, 2019).
Para o bibliotecário, é de suma importância conhecer os processos 
avaliativos, pois possibilita contribuir com o bom desempenho dos cursos da 
instituição. Ainda, há suporte, para uma educação de qualidade, à comunidade 
acadêmica.
A BU está inserida em diferentes momentos no processo de avaliação 
dos cursos de graduação, sendo item avaliativo ou suporte, para atender às 
necessidades dos alunos. Ainda, auxilia na orientação aos professores na escolha 
das bibliografias e periódicos disponíveis na instituição ou para compra no 
mercado editorial.
Durante o processo avaliativo de autorização, é necessário que a biblioteca 
apresente, no seu acervo, a bibliografia do curso a ser ofertado, conforme o Plano 
Pedagógico Curricular. No processo de reconhecimento do curso, a bibliografia 
deve estar totalmente já disponível no acervo da biblioteca.
Como veremos a seguir, um dos itens de avaliação é o tombamento e a 
informatização do acervo. Todo o acervo deve estar em um sistema que possibilite 
seu acesso e uso, de forma adequada, pela comunidade acadêmica.
O setor Biblioteca está citado no Eixo 3 (infraestrutura), e é avaliado 
conforme os indicadores:
• Indicador 3.6: bibliografia básica por Unidade Curricular (UC).
• Indicador 3.7: bibliografia complementar por Unidade Curricular (UC).
44
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Conceitos Critérios de análise
1 O acervo físico não está tombado e informatizado, ou o virtual não possui 
contrato que garante o acesso ininterrupto pelos usuários ou, pelo menos, 
um deles não está registrado em nome da IES.
O acervo da bibliografia básica não é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC ou não está atualizado, 
considerando a natureza das UC.
Ainda, não está referendado por relatório de adequação, ou não está assinado 
pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia básica da 
UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros que 
utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura de 
acesso) disponível no acervo.
2 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia básica é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Porém, não está referendado por relatório de adequação, ou não está 
assinado pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia 
básica da UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de 
outros que utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou 
assinatura de acesso) disponível no acervo.
Ou, nos casos dos títulos virtuais, não há garantia de acesso físico na IES, 
com instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ou ferramentas de acessibilidade ou soluções de 
apoio à leitura, estudo e aprendizagem.
3 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia básica é adequado em relação às unidades curriculares 
e aos conteúdos descritos no PPC, e está atualizado, considerando a natureza 
das UC.
Da mesma forma, está referendado por relatório de adequação, assinado 
pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia básica da 
UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros que 
utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura de 
acesso) disponível no acervo.
Nos casos dos títulos virtuais, há garantia de acesso físico na IES, com 
instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio à 
leitura, estudo e aprendizagem.
QUADRO 2 – INDICADOR 3.6 - BIBLIOGRAFIA BÁSICA POR UNIDADE CURRICULAR (UC)
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
45
4 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografiabásica é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Da mesma forma, está referendado por relatório de adequação, assinado 
pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia básica da 
UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros que 
utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura de 
acesso) disponível no acervo.
Nos casos dos títulos virtuais, há garantia de acesso físico na IES, com 
instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio à 
leitura, estudo e aprendizagem.
O acervo possui exemplares, ou assinaturas de acesso virtual, de periódicos 
especializados que suplementam o conteúdo administrado nas UC.
5 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia básica é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Da mesma forma, está referendado por relatório de adequação, assinado 
pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia básica da 
UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros que 
utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura de 
acesso) disponível no acervo.
Nos casos dos títulos virtuais, há garantia de acesso físico na IES, com 
instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio à 
leitura, estudo e aprendizagem.
O acervo possui exemplares, ou assinaturas de acesso virtual, de periódicos 
especializados que suplementam o conteúdo administrado nas UC.
O acervo é gerenciado de modo a atualizar a quantidade de exemplares 
e/ou assinaturas de acesso mais demandadas, sendo adotado plano de 
contingência para a garantia do acesso e do serviço.
FONTE: <http://portal.inep.gov.br/instrumentos>. Acesso em: 29 jun. 2020.
46
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Conceito Conceitos
1 O acervo físico não está tombado e informatizado, ou o virtual não possui 
contrato que garante o acesso ininterrupto pelos usuários ou, pelo menos, 
um deles não está registrado em nome da IES.
O acervo da bibliografia complementar não é adequado em relação às 
unidades curriculares e aos conteúdos descritos no PPC ou não está 
atualizado, considerando a natureza das UC.
Ou, ainda, não está referendado por relatório de adequação, ou não está 
assinado pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia 
básica da UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de 
outros que utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou 
assinatura de acesso) disponível no acervo.
2 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia complementar é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Porém, não está referendado por relatório de adequação, ou não está 
assinado pelo NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia 
complementar da UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio 
curso e de outros que utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por 
título (ou assinatura de acesso) disponível no acervo.
Ou, nos casos dos títulos virtuais, não há garantia de acesso físico na IES, 
com instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ou ferramentas de acessibilidade ou soluções de 
apoio à leitura, estudo e aprendizagem.
3 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia complementar é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Da mesma forma, está referendado por relatório de adequação, assinado pelo 
NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia complementar 
da UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros 
que utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura 
de acesso) disponível no acervo.
Nos casos dos títulos virtuais, há garantia de acesso físico na IES, com 
instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio à 
leitura, estudo e aprendizagem.
QUADRO 3 – INDICADOR 3.7 - BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR POR UNIDADE CURRICULAR (UC)
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
47
4 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia complementar é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Da mesma forma, está referendado por relatório de adequação, assinado pelo 
NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia complementar 
da UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros 
que utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura 
de acesso) disponível no acervo.
Nos casos dos títulos virtuais, há garantia de acesso físico na IES, com 
instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio à 
leitura, estudo e aprendizagem.
O acervo possui exemplares, ou assinaturas de acesso virtual, de periódicos 
especializados que complementam o conteúdo administrado nas UC.
5 O acervo físico está tombado e informatizado, o virtual possui contrato que 
garante o acesso ininterrupto pelos usuários e ambos estão registrados em 
nome da IES.
O acervo da bibliografia complementar é adequado em relação às unidades 
curriculares e aos conteúdos descritos no PPC e está atualizado, considerando 
a natureza das UC.
Da mesma forma, está referendado por relatório de adequação, assinado pelo 
NDE, comprovando a compatibilidade, em cada bibliografia complementar 
da UC, entre o número de vagas autorizadas (do próprio curso e de outros 
que utilizem os títulos) e a quantidade de exemplares por título (ou assinatura 
de acesso) disponível no acervo.
Nos casos dos títulos virtuais, há garantia de acesso físico na IES, com 
instalações e recursos tecnológicos que atendem à demanda e à oferta 
ininterrupta via internet, ferramentas de acessibilidade e soluções de apoio à 
leitura, estudo e aprendizagem.
O acervo possui exemplares, ou assinaturas de acesso virtual, de periódicos 
especializados que complementam o conteúdo administrado nas UC.
O acervo é gerenciado de modo a atualizar a quantidade de exemplares e/ou 
assinaturas de acesso, sendo adotado plano de contingência para a garantia 
do acesso e do serviço.
FONTE: <http://portal.inep.gov.br/instrumentos>. Acesso em: 29 jun. 2020.
Como podemos verificar, algumas exigências são específicas ao setor da 
biblioteca, e são obrigatórias na visita in loco:
• Tombamento: para efeito de avaliação, significa que o acervo físico deve estar 
catalogado e possuir um número único de registro no sistema da biblioteca 
para cada exemplar. Esse registro é chamado de tombo. Nesse registro, deve 
conter a procedência do livro, doação, permuta ou compra. No último caso, 
é necessário ser registrado o número da nota fiscal. Na grande maioria das 
instituições, o tombo também é usado como número de registro de patrimônio 
da instituição.
48
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
• Informatização:a biblioteca deve possuir um sistema de gestão que permita 
a catalogação dos livros, a circulação do acervo, renovação, tanto presencial 
quanto online, consulta ao catálogo de modo remoto. Um dos requisitos é que 
esse sistema emita relatórios do acervo e de circulação por períodos.
Outro novo requisito de avaliação citado é o plano de contingência, que 
deve ser elaborado pelo bibliotecário, no que se refere ao acervo e à biblioteca, e 
deve estar em consonância com as normas e alinhado com o plano dos demais 
setores da IES.
O plano de contingência são procedimentos e medidas preventivas 
que garantem o acesso dos usuários às bibliografias básicas e complementares 
dos cursos ofertados pela Instituição de Ensino Superior (IES) e os serviços 
prestados pela biblioteca em caso de ocorrências que provoquem algum evento 
que impossibilitem seu normal funcionamento. Deve mapear os possíveis riscos 
operacionais e atenuar o impacto gerado, prevendo ações, responsabilidades e 
medidas preventivas.
Como vimos, a avaliação da biblioteca é de suma importância para a 
IES, principalmente, na formação do aluno, pois propicia o acesso à informação 
e conteúdos na sua formação. É importante firmar as bibliotecas como peça 
fundamental dentro das IES, participativa e atuante nos processos de avaliação, 
mas, acima de tudo, no processo de formação de futuros profissionais e cidadãos.
Na próxima unidade, veremos o planejamento e o processo de 
informatização de uma biblioteca, e as várias opções de softwares oferecidas no 
mercado.
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
49
LEITURA COMPLEMENTAR
O impacto da automação nas bibliotecas - uma revisão
John J. Eyre
1 INTRODUÇÃO
A introdução dos computadores nas bibliotecas representa uma 
revolução que ainda não atingiu seu clímax. Seria tarefa ingente detalhar todas as 
implicações da automação nas bibliotecas, já que os efeitos colaterais são cada vez 
mais acentuados. Para facilitar a análise, o assunto será tratado sob dois aspectos: 
pessoal e sistemas.
2 HISTÓRICO
Até a década de 1960, os equipamentos mecânicos eram usados nas 
bibliotecas para controlar a circulação, na listagem de periódicos, e em coisas 
semelhantes. A principal contribuição desses equipamentos, entretanto, parece ter 
sido, simplesmente, a de diversificar os tipos de problemas. Sendo equipamentos 
eletromecânicos, estavam sujeitos a quebras constantes e, geralmente, transferiam 
o esforço manual para outra parte do sistema. Todavia, sua introdução mostrou, 
pelo menos, que os bibliotecários estavam preparados para usar máquinas na 
manutenção ou aprimoramento dos serviços. De modo geral, entretanto, os 
sistemas continuavam a ser altamente manuais.
Acidentalmente ou não, o fato de que a crise que atingiu as bibliotecas, em 
decorrência, principalmente, da redução do número de funcionários, de coleções 
e usuários cada vez maiores, ocorria ao mesmo tempo em que se desenvolviam 
os computadores. Por volta da década de 1960, os computadores já estavam em 
sua 3ª geração, e entrariam na 4ª antes do fim da década. Circuitos integrados 
(Cl) possibilitaram o desenvolvimento dos minicomputadores e, logo depois, 
os microcomputadores. Esse desenvolvimento tão rápido provocou, por si só, 
muitos problemas para os bibliotecários, em termos de escolha do equipamento 
apropriado.
3 SISTEMAS
O planejamento, operação e controle do sistema estão sendo radicalmente 
alterados, à medida que a automação é implantada em mais bibliotecas. Parece 
evidente, também, que o acúmulo de experiência está afetando a visão tanto dos 
bibliotecários quanto de seus superiores, no que diz respeito à forma como o 
serviço deve ser organizado.
50
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
3.1 ATITUDES EM RELAÇÃO AO INVESTIMENTO
Tradicionalmente, sendo a biblioteca um sistema de trabalho essencialmente 
humano, não era de se esperar que gastasse muito com equipamentos. Os custos 
principais eram com pessoal e com o acervo. Por volta do final da década de 1960, 
os administradores já aceitavam a ideia de que os bibliotecários pedissem verbas 
de até 50.000 libras para a instalação de sistemas baseados em minis. Embora 
restrições econômicas tenham cercado seu desenvolvimento, tais propostas são 
reconhecidas como um bom método de realizar serviços de biblioteca eficientes e 
eficazes. Essa dependência à máquina trouxe uma série de novos problemas para 
a administração da biblioteca.
 
Esses sistemas requeriam manutenção regular e adequada e necessitavam 
ter, sempre à disposição, alguém capaz de identificar, rapidamente, os defeitos 
surgidos. Não obstante, e não havendo cuidados com as máquinas, tinham 
elas que ser substituídas e, hoje em dia, é, obviamente, uma parte necessária 
dos procedimentos orçamentários, a aceitação de períodos de corte de verbas 
para amortizar o custo dessas substituições. Como acontece com os próprios 
computadores, essas substituições podem também implicar em alterações no 
planejamento do sistema, como despesas extras. Infelizmente, as verbas envolvidas 
estão na casa das milhares de libras. Uma coisa parece certa, para aqueles 
que têm estado envolvidos em projetos de automação: uma vez implantado o 
sistema, é inadmissível um retorno ao sistema manual. Assim, o capital inicial de 
investimento é o começo de despesas continuadas.
Poucos bibliotecários esperam restringir a automação a uma ou duas 
operações. A maioria tenciona e espera automatizar, eventualmente, todas as 
operações de processamento técnico. Com o crescimento do tamanho desses 
sistemas, é de se esperar que a equipe de automação venha a contar com técnicos 
capazes de proporcionar um serviço permanente de manutenção e testes. É 
interessante notar, a propósito, que o OCLC (Ohio College Library Center), assim 
como o BALLOTS, usa terminais planejados pelos próprios sistemas e organizam, 
eles mesmos, seus próprios seminários de manutenção, teste e desenvolvimento. 
Todas as implicações financeiras de sistemas totalmente automatizados ainda 
não foram exploradas publicamente.
3.2 CUSTOS
Um aspecto novo do debate em torno da automação de bibliotecas é a 
demanda contínua por análises detalhadas de custo para cada operação. Por 
exemplo: custo por entrada catalográfica, por cada item acrescentado à arquivo, 
custo de manutenção dos arquivos etc. Entretanto, quando esses dados são 
fornecidos, fica evidente que existem poucos números semelhantes referentes aos 
sistemas manuais. Assim, o valor da informação é mais para ajudar na escolha do 
sistema mais barato. Inexoravelmente, os bibliotecários começaram a examinar 
cada processo do sistema, com o objetivo de conhecer mais suas características e 
custo.
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
51
A automação implica em custos calculados para cada fase, e é impiedosa 
com os projetos extravagantes ou mal feitos. Por exemplo: estruturas de dados, 
tempo de processamento, vida e dimensão de arquivos, frequência, formato e 
volume de saída, tudo isso tem um preço. Como resultado da automação, os 
bibliotecários estão se tornando muito conscientes do problema do custo. A partir 
de agora, eles esperam demonstrar os benefícios resultantes da automação, em 
termos de economia de pessoal, aumento da produtividade e melhoria do serviço.
3.3 PRECISÃO
Se os erros não são rapidamente corrigidos através do sistema, devem 
existir procedimentos de verificação em todo o âmbito. A centralização de 
arquivos, com dados gerados em diferentes pontos ligados ao sistema, exige que 
os procedimentos de validação, baseados no software, para todos esses dados, 
tenham que ser ativados na fase de entrada do sistema. Isso pode ser feito linha a 
linha ou para o registro. Entretanto, se as verificações de software forem muitas, 
isso pode significar um alto preço e envolver a produtividade. Não podem existir, 
realmente, quaisquer verificações satisfatórias no que diz respeito à ortografia e a 
elementos, como datas, paginação etc. Infelizmente, os efeitos de dadoserrados 
podem ameaçar seriamente o sistema. No caso do OCLC, que não verifica as 
entradas, os erros nos arquivos têm causado problemas, como a multiplicação de 
entradas para uma mesma obra.
Enquanto o treinamento e a consultoria permanente podem diminuir a 
ocorrência de imprecisões, a administração tem que implantar procedimentos 
gerais de verificação a todos os níveis. Essas preocupações salientam a intolerância 
dos sistemas automatizados frente à absorção de altos índices de erros, em 
marcante contraste com a flexibilidade e hospitalidade dos sistemas manuais. É o 
caso dos registros de recebimento de periódicos, que, frequentemente, têm que ser 
editados e atualizados, antes de darem entrada num sistema computadorizado.
3.4 FLUXO DE TRABALHO
Uma consequência especial da automação foi a de mudar as divisões 
do sistema da biblioteca. Antes, o pessoal podia ser designado para tarefas 
de aquisição, catalogação, empréstimo etc. Com o uso do MARC, na fase de 
encomenda, a divisão entre essa atividade e a de catalogação se torna imprecisa. 
De forma semelhante, a produção automática de avisos de cobrança e de reserva 
tem eliminado algumas das tarefas dos auxiliares do setor de empréstimo. Com o 
sistema em linha da Ohio State University, por exemplo, os leitores podem usar 
os terminais de vídeo para se informar do status de qualquer livro da biblioteca.
Se o livro desejado está emprestado, o leitor faz reserva sem precisar de 
qualquer ajuda dos funcionários. É obvio que, com a implantação por etapas, o 
padrão de trabalho muda várias vezes. Um aspecto dessas mudanças é a crescente 
mobilidade do pessoal. Aqueles que antes estavam envolvidos, exclusivamente, 
com uma atividade, passam a poder ser aproveitados em outras atividades. 
52
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Espera-se que, eventualmente, os funcionários da biblioteca possam passar 
a maior parte do tempo dando assistência aos leitores, ao invés de gastar esse 
tempo no trabalho técnico desenvolvido internamente. A razão para existir grupo 
era, principalmente, devido à necessidade de consultar arquivos que estavam 
relacionados com determinada tarefa.
3.5 CONTROLE
Embora seja um assunto ainda não devidamente explorado, não há dúvida 
de que o computador deu, à biblioteca, uma capacidade, sem precedentes, de 
controlar suas operações. 
Todos os dados processados podem ser identificados, acumulados e 
analisados, a fim de proporcionar estatísticas regulares sobre a economia, volume, 
tipo e frequência do uso. Menos comum é o controle do pessoal, que é também 
viável através da utilização do sistema. Assim, é possível controlar o trabalho dos 
que dão entrada aos dados, em termos de índice de erros, rapidez de operação e 
produtividade.
 
Pode-se controlar o sistema de empréstimo, em termos de excesso de 
trabalho e, em consequência, um provável pagamento de hora extra. Todas essas 
informações significam que o bibliotecário, pela primeira vez, é capaz de reagir 
rapidamente às mudanças no sistema. Foi mencionada, antes, a necessidade de 
determinar níveis de acesso ao sistema. Controles permitem a discriminação entre 
os funcionários, de forma que, ao funcionário antigo, é permitido alterar os dados, 
além de interromper transações e anular dados ou rotinas normalmente protegidas.
À medida que os sistemas em linha forem crescendo, mais funcionários 
têm acesso aos arquivos não confidenciais, o que significa que, em contraste com 
os sistemas antigos, aqueles normalmente responsáveis por cada parte não têm 
que assumir essa responsabilidade. Assim, todos os que trabalham no sistema 
têm que estar informados e, dessa forma, tornam-se mais independentes.
4 ASPECTOS TÉCNICOS
Quando um investimento envolve dezenas de milhares de libras, é de 
se esperar que as bibliotecas usem os equipamentos durante a maior parte da 
vida útil. Assim, como na indústria gráfica e na de engarrafamento, à biblioteca, é 
inerente a capacidade de tirar vantagem rápida dos avanços tecnológicos. 
No campo da eletrônica, no qual o desenvolvimento é tão rápido, as 
barreiras à realização de certas operações de forma econômica ou com suficiente 
rapidez estão constantemente mudando. A utilização de serviços baseados 
em estruturas principais, conforme mostra a experiência de tantas bibliotecas 
públicas, pode, muitas vezes, ser insatisfatória. Sistemas pequenos, entretanto, 
parecem ser muito caros e muito limitados em termos de trabalho com arquivos 
muito grandes. 
TÓPICO 3 — LEGISLAÇÃO E ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO
53
A experiência inicial com sistemas de controle de circulação tem sido 
promissora. Mesmo assim, os minis utilizados foram rapidamente superados, no 
entanto, não puderam ser mudados. Numa área onde os avanços são tão rápidos, 
qualquer aquisição se torna desatualizada dentro de 18 meses. É essencial, 
portanto, que os bibliotecários encarem o problema de se manterem atualizados 
quanto aos progressos que possam alterar a configuração e a capacidade dos 
futuros sistemas. Mini e microcomputadores estão se tornando rapidamente 
indistinguíveis, enquanto configurações ainda menores são anunciadas, mas as 
coisas estão mudando o tempo todo.
É certo que os avanços tecnológicos obrigarão as bibliotecas a 
estabelecerem normas de decisão quanto às fontes de informação a serem 
oferecidas gratuitamente, no caso de consultas dos usuários. Por exemplo: à 
medida que as redes de informação forem se expandindo, chegará o tempo em 
que os usuários se verão tentados a fazer as pesquisas mais longas através das 
bibliotecas, reservando o terminal doméstico para pesquisas mais rápidas e menos 
onerosas. É óbvio que, uma vez terminada a pesquisa, as bibliotecas poderão 
transmitir o resultado para o terminal da casa do usuário. Embora, inicialmente, 
seja possível pensar em somente permitir essas consultas em linha a indivíduos, 
isso deverá dar lugar, eventualmente, a formas convencionais de fornecimento 
da informação. Essa será mais outra incerteza, relacionada com o seu papel, a ser 
enfrentada pelo bibliotecário no futuro.
5 COOPERAÇÃO E NORMAS
Desde o relatório da Inforonics, de 1965, sobre um possível formato para 
dados bibliográficos, que se tem trabalhado no sentido de uma cooperação que 
leve a um acordo quanto às estruturas de dados que permitem intercâmbio. É 
interessante notar que, assim como o OTI (Office for Scientific and Technical 
Information), na Inglaterra, que patrocinou grandes projetos na área de automação, 
nos Estados Unidos, foi o Council on Library Resources que contribuiu com 
a maior parte dos recursos para o Projeto MARC. Durante 1967, trabalhou-se 
muito no sentido de estabelecer o formato MARC usando indicadores (tags) para 
identificar os elementos. Entretanto, o fato de uma biblioteca nacional como a 
Library of Congress, com um volume tão grande de aquisição, ter estabelecido tal 
tipo de formato, despertou o interesse de órgãos normalizadores, assim como de 
outros órgãos que pudessem vir a ser afetados de alguma forma. Por essa época, 
a BNB também se envolvia na questão e, em 1968, era lançado o formato MARC 
para comunicação de dados bibliográficos.
 
O impacto real dessa "norma" tem sido demonstrado pela sua adoção, 
com variações, por outros países, de forma que, hoje em dia, temos serviços 
baseados no MARC em número cada vez maior de países: Israel (MARCIS), 
Austrália (AUSMARC), Canadá (CANMARC), Alemanha Ocidental (MAB 1), 
França (MONOCLE) etc. Em 1973, o formato obteve respaldo ainda maior, com a 
publicação da ISO 2709 (Formato para intercâmbio de informações bibliográficas 
54
UNIDADE 1 — INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
em fita magnética). Com a adoção cada vez mais generalizada do formato 
MARC, muitos países têm criado seus próprios serviços de distribuição de dados 
bibliográficos em fita magnética, tanto a nível nacional quanto internacional.
Entretanto, os serviços bibliográficos nacionais terão que verificar se as 
diferenças locais não serão causa de sérias dificuldades.As normas da ISBD, 
por exemplo, embora proporcionem certo grau de conformidade na descrição 
bibliográfica, por outro lado, permitem diferenças que são suficientes para 
criar problemas com o intercâmbio de dados. É certo que as repercussões do 
intercâmbio ainda estão por ser devidamente avaliadas. Conforme documento 
recente do setor da lFLA, responsável pelo Controle Bibliográfico Universal, 
torna-se, agora, um assunto de preocupação universal. Embora haja o temor de 
que países mais importantes possam impor sua vontade nas negociações, haverá 
sempre um enfoque nacional para as bases de dados bibliográficos.
O desenvolvimento de redes, como a EURONET, que será ligada a outras, 
como a SCANNET, a TRANSPAC e a TYMNET, que oferecem acesso em linha, 
tornará necessário o estabelecimento de protocolos de acordo com as linguagens 
de comando. Uma rede MARC requer um conjunto de caracteres, incluindo 
romanos, cirílicos, hebraicos, gregos e arábicos, e símbolos com um sistema 
totalmente reversível. O acesso internacional a esses bancos de dados pode muito 
bem levar ao estabelecimento de arquivos regionais ou centralizados, quando 
não para oferecer controle satisfatório em aspectos, como a entrada, o acesso ou 
a transferência de informação local. Problemas similares surgem com a decisão 
de armazenar uma obra num banco de dados que serve a várias bibliotecas. 
Decisões têm que ser tomadas com relação à autoridade, alterando registros, mas 
isso pressupõe uma catalogação centralizada, que tem desvantagens em relação 
à catalogação cooperativa.
Esta última proporciona uma cobertura mais ampla e, geralmente, os 
pequenos contribuintes processam seu material mais rapidamente, dessa forma, 
aprimorando a atualização do banco de dados. Há, também, a necessidade de 
controlar a duplicação de registros, uma praga que infesta o OCLC e a fusão 
dos registros BNB/LC. Todas essas atividades decorrentes da introdução dos 
computadores no ambiente da biblioteca tornam inevitável que os nossos 
profissionais devam conhecer o computador, sua capacidade e suas limitações. 
Ainda, as escolas de biblioteconomia devem preparar especialistas que, tendo 
interesse e aptidão, tenham formação, a nível avançado, em aspectos apropriados. 
As diversas tarefas e as mudanças rápidas que estão envolvidas representam, para 
a escola de biblioteconomia, o desafio de oferecer, aos estudantes, a oportunidade 
de participarem integralmente de um futuro excitante.
FONTE: EYRE, J. J. O impacto da automação nas bibliotecas - uma revisão. 1979. Disponível 
em: http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/138. Acesso em: 18 jan. 2020.
55
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• A biblioteca é requisito obrigatório dentro de uma instituição.
• A informatização do acervo e dos serviços é requisito obrigatório na avaliação 
das bibliotecas universitárias.
• As bibliotecas universitárias são avaliadas pelo INEP/SINAES nos processos 
de credenciamento e recredenciamento das instituições de ensino superior.
• As bibliotecas universitárias são avaliadas pelo INEP/SINAES nos processos de 
autorização, reconhecimento dos cursos de graduação, nos cursos presenciais 
ou a distância.
• A informatização das bibliotecas é requisito fundamental em todos os processos 
avaliativos das instituições de ensino superior.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
56
1 Nos processos avaliativos do INEP/SINAES, a biblioteca é parte integrante. 
Na autorização de cursos de graduação, são analisados diversos indicadores. 
Sobre as bibliografias, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Para os cursos de bacharelado e licenciatura, são avaliadas as 
bibliografias básica e complementar dos quatro primeiros semestres e, 
para tecnólogo, dos dois primeiros semestres.
b) ( ) Para os cursos de tecnólogo e bacharelado, é avaliada a bibliografia 
básica do primeiro ano.
c) ( ) Para os cursos de bacharelado e licenciatura, são avaliadas as 
bibliografias básica e complementar de todo o curso.
d) ( ) Para os cursos de licenciatura, é necessária, somente, a bibliografia 
complementar e, para tecnólogos e bacharéis, bibliografias básica e 
complementar.
2 Nos processos avaliativos do INEP/MEC, as bibliotecas universitárias 
assumiram papel de destaque nos itens avaliativos. A informatização do 
acervo e os serviços das bibliotecas passaram a ser obrigatórios em todos 
os tipos de avaliação. Assinale os itens obrigatórios na informatização de 
acervo:
a) ( ) Entrega de materiais, visualização de obras, circulação de relatórios.
b) ( ) Relatórios diários, consulta ao acervo, circulação de reservas.
c) ( ) Catalogação de acervo, reserva de materiais, renovações de exemplares, 
empréstimos e devoluções de obras.
d) ( ) Empréstimos de obras, relatórios de retiradas, entrega de materiais.
AUTOATIVIDADE
57
UNIDADE 2 — 
PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO 
PARA INFORMATIZAÇÃO DE 
BIBLIOTECAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender que planejar é o primeiro passo para informatizar uma uni-
dade de informação;
• entender as etapas de construção de um planejamento de informatização;
• aprender quais os requisitos mínimos para a escolha de um software no 
processo de informatização de bibliotecas;
• entender a importância da arquitetura da informação em um software de 
informatização de acervo.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – PLANEJAR PARA INFORMATIZAR
TÓPICO 2 – AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO 
DE BIBLIOTECAS
TÓPICO 3 – ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM 
SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
58
59
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Na unidade anterior, foram apresentados alguns aspectos da formação 
das bibliotecas pelo mundo e da história da informatização das bibliotecas. Agora, 
conhecendo o contexto histórico, é hora de conhecer os principais fundamentos 
para o planejamento da informatização de uma biblioteca.
Várias são as etapas necessárias até se chagar à informatização de uma 
unidade de informação. A única maneira de fazer a implantação de um sistema 
de informatização ou a transição de um sistema já existente para outro, de forma 
segura e eficaz, é planejar esse processo.
O planejamento requer que o bibliotecário conheça a sua unidade, os 
seus aspectos fortes e fracos, e, para chegar a esses fatores, é recomendado que 
seja realizada uma avaliação qualitativa e quantitativa da biblioteca, para obter 
dados relevantes e precisos para embasar o projeto de informatização da unidade 
de informação. Abordaremos alguns aspectos essenciais para uma avaliação de 
unidades de informação. 
2 PLANEJAMENTO PARA INFORMATIZAÇÃO
A informatização de uma unidade de informação demanda planejamento. 
É fundamental que esteja contemplada dentro do planejamento da unidade e 
seja de conhecimento de toda a equipe. Como já vimos na unidade anterior, as 
bibliotecas, em sua maioria, foram criadas a partir de acervos pessoais e religiosos 
e, as bibliotecas universitárias, por meio da fusão de diferentes instituições. Esses 
fatores fizeram com que as bibliotecas quase nunca fossem planejadas.
O planejamento de Unidades de Informação (UI) pode ocorrer 
na etapa de sua implantação (o que dificilmente ocorre) ou em seu 
curso de atuação (casos mais frequentes), e deve se fundamentar, 
essencialmente, no desejo de organização, no desenvolvimento e, 
principalmente, diante de falhas identificadas. Baixa frequência 
de usuários e pouca utilização do acervo, dos serviços e produtos 
oferecidos são alguns sintomasdo planejamento, e indicam que a 
instituição precisa mudar e se reorganizar para atingir seus objetivos 
(COELHO, 2012, p. 4).
TÓPICO 1 — 
PLANEJAR PARA INFORMATIZAR
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
60
A falta de planejamento, principalmente, na área da informatização, reflete 
perda para a instituição, como a ocorrência de erros no sistema, interrupção de 
serviços por falta de manutenção no software e, até mesmo, a suspensão definitiva 
de serviços no caso de interrupção de contratos. Essas são apenas algumas das 
consequências da falta de planejamento em uma biblioteca.
O planejamento surgiu na área da administração, mas é uma ferramenta 
essencial em qualquer segmento. A biblioteca, ou a unidade de informação, deve 
ser encarada como uma empresa, assim, planejar a execução das tarefas e avaliar 
os resultados são tarefas essenciais para a condução dos serviços prestados. O 
ato de planejar diminui os riscos e aumenta a regularidade para a execução dos 
serviços, e as tomadas de decisão são embasadas em informações precisas.
Conforme Barbalho e Beraquet (1995), planejar pressupõe a execução das 
seguintes etapas:
• diagnóstico: realizar um levantamento da situação da unidade de informação, 
visando conhecer sua realidade para subsidiar as demais etapas;
• objeto do planejamento: o que se vai planejar diante do constatado no 
diagnóstico, definindo objetivos, metas e prioridades;
• formulação do planejamento: adotar processos e técnicas em função dos 
objetivos estabelecidos;
• implementação: processo de execução das ações formuladas;
• controle: monitoramento das atividades das ações propostas;
• avaliação: processo que acompanha todas as fases do planejamento, 
possibilitando fazer mudanças e adaptações.
Segundo Cortê et al. (2005), o planejamento, do ponto de vista de 
abrangência ou atividade, pode se encaixar nas seguintes categorias:
• De espaço físico: planejamento do espaço, como o programa das necessidades 
físicas para a unidade.
• Organizacional: esboço da estrutura que permita que os objetivos sejam 
alcançados.
• De produtos: produtos e serviços oferecidos aos usuários.
• De recursos: recursos humanos, materiais e financeiros necessários.
• De operações: processos de produção e distribuição de produtos e serviços.
• Das formas de acompanhamento e avaliação.
• Global: combinação de todos os planos internos, que se integram ao 
planejamento estratégico.
Quanto ao tempo, o planejamento pode ser (CORTÊ et al., 2005):
• Longo prazo: por ser mais amplo, é mais qualitativo e quantitativo, 
normalmente, é estratégico.
• Médio prazo: faz a ligação entre os objetivos futuros e as diretrizes e 
procedimentos do curto prazo.
TÓPICO 1 — PLANEJAR PARA INFORMATIZAR
61
• Curto prazo: mais preciso e detalhado, ligado às atividades imediatas, com 
previsão de orçamentos e metas.
O processo de construção de um planejamento, dentro de uma unidade 
de informação, é construído com a colaboração conjunta da equipe, de forma 
interativa. A informatização de uma unidade deve ser enquadrada como um 
projeto a longo prazo, contínuo, que precisa de melhorias, customização e 
atualizações constantes. Podemos salientar três níveis principais de planejamento 
(OLIVEIRA, 2015):
FIGURA 1 – TIPOS DE PLANEJAMENTOS
FONTE: Oliveira (2005, p. 16)
• Planejamento Operacional: é a formalização, principalmente, por meio de 
documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implementação 
de resultados a serem implantados.
• Planejamento Tácito: tem foco específico em uma determinada área de 
resultado, nível organizacional intermediário, tem a finalidade de utilizar os 
recursos de forma eficiente, com objetivos e políticas orientadas ao processo 
decisório.
• Planejamento Estratégico: de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa, 
ligado à formulação de objetivos, ações e estratégias a serem adotados. Leva, 
como considerações, fatores internos e externos.
É importante salientar que um planejamento estratégico pode se desdobrar 
em diferentes níveis e orientar a execução de cada plano individualmente.
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
62
FIGURA 2 – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
FONTE: Adaptado de Oliveira (2005, p. 16)
O processo de construção de um planejamento, dentro de uma unidade 
de informação, é construído com a colaboração conjunta da equipe, de forma 
interativa. A informatização de uma unidade deve ser enquadrada como um 
projeto a longo prazo, contínuo, que precisa de melhorias, customização e 
atualizações constantes.
Um projeto de informatização deve ser pensado a longo prazo. Além dos 
investimentos iniciais de implantação, deverão ser previstos os investimentos 
constantes, para manutenção de hardware, customização de sistemas e 
treinamento contínuo da equipe. É, de suma importância, que o projeto de 
informatização da biblioteca esteja alinhado aos objetivos da instituição e que 
os projetos apresentados estejam contemplados no planejamento estratégico, 
diretamente ligado à biblioteca ou à hierarquia de que essa faça parte.
O planejamento de uma biblioteca, e aqui também se aplica o planejamento 
da informatização, segundo Cortê et al. (2005), é constituído por diferentes 
instrumentos, onde cada instrumento apresenta sua função específica dentro do 
planejamento, e quando integrados, garantem a eficácia do processo. Vejamos 
quais são esses instrumentos:
• Plano: linha de ação estabelecida, que orienta a ação na direção da missão, dos 
objetivos, institucionais ou da solução de determinados problemas; permite o 
controle da mudança, para que ela ocorra de modo ordenado e com eficácia.
• Objetivos: o ponto final do planejamento e o plano básico da organização são 
amplos e alinhados com a organização. Podem ser gerais e específicos.
• Metas: São planos expressos por meio de resultados a serem alcançados, a 
quantificação dos objetivos.
• Política ou diretrizes: planos gerais de ação, guias genéricos que definem linhas 
de conduta e orientam a tomada de decisão.
• Regras: relacionadas aos procedimentos, orientam a ação, sem marcação 
cronológica.
TÓPICO 1 — PLANEJAR PARA INFORMATIZAR
63
• Programas: são complexos de metas, políticas, procedimentos, regras, passos 
e recursos. Podem se subdividir, mas, mesmo assim, cada programa deve ser 
dotado de metas, recursos e prazos próprios.
• Projetos: são parte de um programa. São as menores unidades de um 
planejamento, operativas e contêm um conjunto de ações e atividades inter-
relacionadas e coordenadas para alcançar objetivos e prazos específicos. 
Diversos autores, como Maciel (1993), Almeida (2005), Oliveira (2015) 
e Cortê et al. (2002), têm, em consenso, que dentro do planejamento, as etapas 
são fundamentais. Realizar essas etapas adequadamente é um passo importante 
dentro do planejamento da informatização: análise ou diagnóstico, decisão, 
execução e acompanhamento, e avaliação.
Na análise, ou diagnóstico, é necessário reconhecer a situação atual da 
unidade, em que posição se encontra na organização. Analisar os pontos fortes e 
fracos, que devem ser levados em conta no processo de informatização. Fazer o 
diagnóstico do catálogo, da classificação, da lista de autoridades e do vocabulário 
controlado é um passo essencial nessa etapa.
A decisão, nesta etapa, traça planos para solucionar os obstáculos 
encontrados na análise. Define quais os passos são necessários para a correção 
dos erros diagnosticados, como as divergências nas entradas de autores ou termos 
errôneos cadastrados de forma equivocada no vocabulário.
A fase de execução e acompanhamento nada mais é que colocar em 
prática as decisões e estratégias traçadas na decisão, como implementar ações 
de correções, com tempo e método estabelecidos, para promover os ajustes na 
lista de autoridade ou do vocabulário, com o objetivo de minimizar os erros 
na migração e validação dos dados na nova base gerada. Durante a execução 
das ações traçadas, é fundamentalacompanhar todo o processo para verificar a 
efetividade das ações, e promover as eventuais correções.
Avaliação não é a etapa final da implementação da informatização. Essa 
etapa deve acompanhar e estar inserida em todas as fases. Questionamentos são 
fundamentais. A avaliação dos resultados, ao longo do projeto, gera a correção 
das ações para o alcance dos objetivos finais.
Cortê et al. (2005) ressalta a importância da avaliação durante todo o 
desenvolvimento do trabalho, que erros acontecerão, e inúmeras vezes não 
serão previstos, e isso é normal. Todavia, observar, avaliar e corrigir são partes 
fundamentais da execução. A avaliação deve acompanhar todas as etapas e, com 
base em parâmetros predefinidos, aferir o alcance das metas traçadas, fazer as 
correções das condutas, se necessário, dentro do plano, e traçar novos planos e 
objetivos para que sejam alcançados os objetivos elencados no planejamento.
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
64
A principal função da avaliação é produzir conhecimentos relativos 
à unidade de informação, à organização em que esta se situa e seu 
ambiente, para servir de subsídio ao planejamento tanto na fase 
de elaboração do plano, programa ou projeto, quanto na fase de 
implementação das ações. A avaliação possibilita a escolha certa, 
ou seja, a correta definição dos objetivos no momento da concepção 
do plano. Na implementação do plano, devem surgir informações 
que contribuam para a maior produtividade e para a melhoria da 
qualidade (CORTÊ et al., 2005, p. 11).
As organizações precisam avaliar os serviços prestados, sua eficácia e 
eficiência, os recursos humanos, patrimoniais e financeiros empregados. Não há 
como executar um planejamento eficiente sem que se conheça, a fundo, todos os 
processos desenvolvidos nas unidades de informação.
Alguns requisitos básicos, para a automação da biblioteca, devem ser 
considerados. Cortê et al. (2002) dividem os requisitos básicos em sete áreas: 
tecnologia, processamento técnico de seleção e aquisição, de documentos, 
processo de empréstimos de documentos, de recuperação da informação, de 
divulgação da informação e o processo gerencial.
Para Rowley (2002), há funções básicas em uma biblioteca: aquisição, 
catalogação, controle de circulação, de publicações seriadas, informações 
gerenciais, empréstimos entre bibliotecas etc. Pode ser notada a semelhança de 
funções básicas para o funcionamento de uma biblioteca entre as autoras.
Para Café, Santos e Macedo (2001), o software de biblioteca perfeito é 
pouco provável de ser encontrado, devido às necessidades específicas de cada 
unidade, mas a contratação de sistemas comerciais é o que oferece a possibilidade 
de customização. No entanto, a autora enumera as etapas que julga fundamentais 
para a construção de um projeto de informatização, que se funde, em parte, com 
a avaliação de software. São as seguintes etapas citadas:
• Definição dos objetivos de automação.
• Diagnóstico da biblioteca, que inclui a identificação das diretrizes 
organizacionais, o levantamento dos dados bibliográficos e da infraestrutura, a 
média do crescimento do acervo, dos produtos e serviços oferecidos etc.
• Elaboração de fluxograma das rotinas para análise dos procedimentos atuais.
• Identificação das necessidades da biblioteca a partir das informações coletadas.
• Levantamento de informações dos softwares disponíveis e agendamento das 
demonstrações com as empresas.
• Análise das demonstrações e instalação das versões de teste dos produtos 
selecionados para avaliação.
Em um processo de informatização de unidades de informação, a tomada 
de decisão da escolha de selecionar ou trocar um software é uma tarefa complexa. 
Como veremos adiante, existem várias opções no mercado, tanto financeiras 
quanto tecnológicas, e a construção do planejamento sólido será a base para 
escolher o melhor produto oferecido pelo vasto mercado.
TÓPICO 1 — PLANEJAR PARA INFORMATIZAR
65
Assista ao vídeo a seguir para adquirir mais conhecimento: Integração entre o 
Pergamum e outros sistemas: https://www.youtube.com/watch?v=QYfkXa6OVPo.
DICAS
3 preparação do acervo
Atualmente, a maioria das bibliotecas já possui seu acervo, de alguma 
maneira, informatizado. O cenário mais comumente encontrado é a aquisição de 
um novo software de gerenciamento de acervo, e, com isso, os bibliotecários se 
encontram entre uma série de dúvidas e requisitos a serem analisados. Um dos 
primeiros questionamentos é se o catálogo atual da biblioteca será migrado para o 
novo sistema adquirido ou se será reconstruído. Contudo, as pequenas bibliotecas, 
que não possuem base de dados construída, ao iniciarem o planejamento do 
projeto de informatização dos seus acervos, encontrarão inúmeros fatores que 
devem ser considerados no planejamento, no caso da elaboração de um catálogo 
manual:
• Definir um padrão para a catalogação, que será feita manualmente.
• Se a biblioteca dispõe de equipe treinada para suprir a demanda da catalogação 
manual. Caso não, quem irá fazer a catalogação ou o treinamento da equipe.
• Elaboração de um cronograma de trabalho, com definição de funções e 
responsabilidades.
• Os altos custos, com profissionais para a catalogação e carga horária 
desprendida, devem estar inclusos no planejamento.
Segundo Serra (2013), a decisão de se descartar um catálogo ocorre quando 
os erros encontrados gerarão um grande esforço para serem corrigidos, além de:
• Os dados não apresentarem nenhum tipo de padrão que permita mapeamento 
para campos e subcampos de formato de metadados.
• Apesar de existir certo padrão, a quantidade de registros errados será tão 
expressiva que é preferível criar registros novos.
• A inconstância dos marcadores utilizados gerará novos erros durante o 
processo migratório.
Para Watson (2001) e Serra (2013), existem razões importantes para que o 
bibliotecário reutilize o catálogo já construído ou opte pela importação de dados, 
por meio da catalogação colaborativa, para correção do catálogo existente, num 
processo de substituição de software:
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
66
• Alto custo envolvido na construção de um novo catálogo.
• Altamente trabalhoso, muito tempo e mão de obra envolvidos.
• Custos desnecessários agregados.
• Recatalogar um acervo é desanimador aos bibliotecários.
• O histórico da biblioteca não pode ser descartado: ao abrir mão do registro, 
são excluídas informações de uso do acervo, frequência de usuários, obras 
consultadas ou extraviadas e demais estatísticas de utilização do acervo.
• Estipular um período de trabalho e método para correções, priorizando o 
tratamento das autoridades, normalmente, armazenadas em tabelas controladas, 
que permitem a correção em lote de diversos registros bibliográficos.
• O trabalho feito não pode ser descartado: por maior que seja a quantidade 
de equívocos realizados na descrição de metadados (forma e conteúdo), 
as informações devem ser preservadas, porque foram investidos tempo e 
dinheiro na elaboração desses registros, e deve-se maximizar as possibilidades 
de reaproveitamento do legado.
Ao optar pela migração de registros, alguns cuidados devem ser 
observados antes de validar essa migração (SERRA, 2013):
• Opte por realizar a importação de registros. Deve se certificar que está 
utilizando fontes idôneas para não gerar novos erros na base.
• Utilizar fontes que possuam controle bibliográfico, padrão mínimo para 
descrição de registros e nível bibliográfico compatível com a política descritiva 
já estabelecida como padrão da instituição.
• A qualidade dos metadados deve ser considerada antes de realizar uma 
importação. Se o dado é incompleto ou incorreto, sua importação gera tantas 
correções que poderia ser mais prático realizar a catalogação sem importação.
Em um cenário em que cada dia mais se valoriza o usuário, além da 
informação, a perda de todo o histórico gerado durante anos pelo uso do acervo 
é algoimpensável. O uso correto das estatísticas fornece, ao bibliotecário, vasto 
material de análise, servindo de base pra ações nos mais variados ambientes de 
atuação, como aquisição de novas bibliografias, aprimoramento do serviço de 
referência, adequação do espaço físico etc.
Para conhecer melhor o processo de migração de acervo, indicamos o 
artigo a seguir, para complementar seu aprendizado: https://doi.org/10.1590/S0100-
19652005000200011.
DICAS
67
Neste tópico, você aprendeu que:
• O planejamento é fundamental para o processo da informatização.
 
• Planejar a execução das tarefas e avaliar os resultados são essenciais na 
condução dos serviços prestados.
• O planejamento requer a execução de etapas. 
• O processo de um planejamento dentro de uma unidade de informação é 
construído com a colaboração conjunta da equipe.
• No planejamento, as organizações precisam avaliar os serviços prestados, 
sua eficácia e eficiência, os recursos humanos, patrimoniais e financeiros 
empregados.
• É importante lembrar de que o acervo da unidade de informação deve ser 
preparado para o processo de informatização.
• A escolha de um software para unidades de informação requer a percepção das 
necessidades da instituição.
• Avaliar é um processo contínuo e está presente em todas as fases do planejamento 
da informatização de uma unidade de informação. 
RESUMO DO TÓPICO 1
68
1 Para a informatização de uma unidade de informação, vimos que planejar o 
processo é fundamental. Construir um planejamento embasado em dados 
técnicos, entender que a unidade de informação faz parte de um todo, que 
o planejamento da informatização deve estar alinhado com o planejamento 
estratégico da organização são fatores fundamentais para a implantação do 
planejamento. Assim, qual etapa é a base do planejamento, que permite, 
à equipe, conhecer a realidade das bibliotecas/unidades, e servirá de base 
para as demais etapas do planejamento? Assinale a alternativa CORRETA:
 
a) ( ) Diagnóstico.
b) ( ) Levantamento de erros.
c) ( ) Diagnóstico tácito.
d) ( ) Levantamento dos fatores fracos e fortes.
2 Refazer um trabalho nunca é fácil, imagine se for um catálogo de biblioteca. 
Existem razões importantes para que o bibliotecário reutilize o catálogo já 
construído. Sobre essas razões, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Rapidez e convergência.
b) ( ) Alto custo de construção e perda do histórico.
c) ( ) Trabalho preciso e migração desnecessária.
d) ( ) Baixo custo de execução e incompatibilidade de sistemas.
e) ( ) Correção de erros e curto prazo de tempo.
AUTOATIVIDADE
69
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
A escolha de um software para informatização de biblioteca deve atender 
a critérios técnicos e estar alinhada com as necessidades da organização em que 
está inserida, necessidades estas que foram elencadas durante a elaboração do 
planejamento para a informatização da biblioteca.
Entretanto, conhecendo os fatores que devem ser considerados na escolha 
e as diversas opções de softwares disponíveis, é impossível realizar uma tomada 
de decisão, de maneira técnica, sem que sejam estabelecidos os critérios que serão 
usados para a avaliação do software.
Segundo Café, Santos e Macedo (2001), é importante tomar cuidado 
com as decisões baseadas em ideologias, modismos e expectativas pessoais ou, 
ainda, em argumentos feitos de acordo com situações específicas, sem observar a 
unidade de informação como um todo.
Apresentaremos, nesta unidade, alguns fatores que devem ser levados em 
consideração para a avaliação de um software. A avaliação é um processo que 
deve estar sempre em evolução, com os objetivos de corrigir falhas e direcionar 
as ações para que os objetivos estabelecidos no planejamento sejam alcançados. 
2 SOFTWARES
Os softwares, para informatização de bibliotecas, tiveram início com 
a inserção da informática na sociedade, acompanhando seu desenvolvimento 
e as novas tecnologias da informatização. Como já vimos na unidade anterior, 
inicialmente, cada instituição ‘fabricou’ seu próprio software e, ao longo do 
tempo, e com a abertura do mercado, outras opções surgiram. 
Conforme a tecnologia foi avançando, novos recursos tecnológicos foram 
sendo inseridos, adaptando o produto às novas necessidades das bibliotecas. 
Assim, desenvolvedores de sistemas buscam agregar inovações e técnicas para 
acompanhar as exigências de hardwares e periféricos (RIBEIRO; DAMASIO, 
2006).
TÓPICO 2 — 
AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA 
INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
70
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Com o avanço rápido da tecnologia, preocupações constantes eram 
que, ao decorrer do tempo, os diferentes sistemas criados fossem capazes de se 
comunicar entre si, trocar informações, e que tivessem linguagens compatíveis na 
organização da informação armazenada.
Surgiram, ao longo do tempo, padrões de formatação, como o protocolo 
Z39.5, o formato MARC e a ISO 2709, que estão presentes nos softwares e são 
de suma importância para a automação, auxiliando o processo de padronização 
dos dados catalogados. O formato MARC já foi apresentado, com detalhes, 
anteriormente:
[...] um termo para rotular cada parte de um registro no catálogo de 
forma que possa ser manipulada pelo computador. O registro MARC 
significa computador. É formado por campos, parágrafos, indicadores, 
subcampos e código de subcampos. Tem o propósito de desenhar a 
representação física de documento, meio legível por computadores, 
contendo informações bibliográficas de todo tipo de material (FURRIE, 
2000, p.13).
Cortê et al. (2002, p. 37) cita que a ISO 2709 é uma
[...] norma que especifica os requisitos para o formato de intercâmbio 
de registros bibliográficos que descrevem todas as formas de 
documentos sujeitos à descrição bibliográfica. Os dados, em meio 
magnético, estão estruturados de forma a possibilitarem o intercâmbio 
de registros bibliográficos, porém, não eliminam a característica da 
incompatibilidade, que utiliza diferentes formatos de entrada.
Segundo Rosetto (1997, p. 3), o Protocolo Z39.50 é:
[...] um protocolo de comunicação entre computadores desenhados 
para permitir pesquisa e recuperação de informação-documento com 
textos completos, dados bibliográficos, imagens, multimeios e em 
redes de computadores distribuídos. Baseado em arquitetura cliente/
servidor e operando sobre a rede Internet, o protocolo permite um 
número crescente de aplicações.
2.1 SOFTWARES E SUAS LICENÇAS
Como em todo mercado de comercialização de produtos, existem 
diferentes licenciamentos, assim, no mercado de softwares, não é diferente. 
Conhecer os tipos de softwares disponíveis no mercado é uma tarefa simples, 
pois os catálogos de empresas podem ser acessados facilmente via web ou 
apresentados diretamente nas instituições. Contudo, decidir qual será adquirido 
requer um trabalho de análise minucioso e detalhista pela equipe responsável 
pelo projeto.
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
71
É importante entender em qual categoria o software analisado se encontra, 
pois isso refletirá nos desafios a serem enfrentados, como a customização, suporte 
técnico e treinamento de funcionários, tipo de contrato a ser elaborado e, claro, no 
âmbito financeiro.
Segundo Damásio e Ribeiro (2006), são quatro tipos de softwares:
• Freeware: programas que, geralmente, são distribuídos gratuitamente. Alguns 
exigem cadastro para disponibilização, seu código-fonte não é disponível, o 
que leva o software a não ser livre. Poderá usar sem fazer alterações.
• Shareware: possuem distribuição em caráter experimental e são protegidos por 
direitos autorais. Depois do período de experimento, normalmente, o usuário 
deve adquirir licença para dar continuidade à utilização.
• Software Fechado: são softwares que possuem código-fonte fechado. Esses 
softwares podem ser distribuídos gratuitamente, com autorização de quem 
mantém o Copyright com propriedade privada.
• SoftwareLivre: é o software que pode ser utilizado, copiado, distribuído, 
aperfeiçoado, ou seja, modificado por qualquer pessoa, mesmo não sendo 
proprietária.
Normalmente, a forma de um software ser distribuído livremente 
é acompanhada por uma licença de software livre, oferecendo suporte às 
bibliotecas para a sua implementação e utilização em estações monousuárias, com 
distribuição com os códigos-fontes abertos. Assim, pode-se dizer, na maioria dos 
casos, que se um determinado software é livre, ele também é de código aberto, e 
vice-versa (CAMPOS, 2006).
O software comercial é o software desenvolvido por uma empresa com o 
objetivo de lucrar com sua utilização. O software comercial e proprietário não são 
os mesmos. A maior parte do software comercial é proprietário, porém, existem 
softwares livres que são comerciais e existem softwares que não são livres e nem 
comerciais. Já o software proprietário é aquele que a cópia, redistribuição ou 
modificação é proibida pelo proprietário. Para usar, copiar ou redistribuir, deve-
se solicitar permissão ao proprietário ou pagar para poder fazê-lo (CAMPOS, 
2006)
Na aquisição de um software proprietário, entre outras modalidades, há 
opções de aquisição do software e de assinatura. 
No modelo de aquisição, a IES paga, à proprietária do software, pela 
aquisição do sistema, com código-fonte fechado. Existe a opção de customização, 
contudo, não é permitido o acesso ao código e a alterações significativas. O 
suporte e a manutenção devem constar no contrato e, normalmente, são serviços 
oferecidos e remunerados à parte. Ao término do contrato, a IES fica com o direito 
de uso do programa, mas sem as atualizações e manutenções. 
72
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
No sistema de assinatura, a IES paga um valor mensal ao proprietário 
do software, que engloba diversos serviços, e tem o direito de uso do programa 
pelo período de vigência do contrato. Ao final, a empresa perde total acesso ao 
software e ao conteúdo depositado.
Conheça um pouco da história dos softwares de informatização de 
acervo no Brasil, lendo o artigo a seguir: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-
19651999000300009&script=sci_arttext&tlng=es.
DICAS
3 METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARES POR 
CRITÉRIOS
Para melhor avaliar o software que atenderá às especificações já 
estabelecidas, será necessário definir uma metodologia para analisar, tecnicamente, 
cada opção encontrada. Dentre as várias metodologias que a literatura apresenta, 
uma das amplamente conhecidas é a de Cortê et al. (2002), que serviu de base para 
as demais metodologias apresentadas por outros autores.
Considerando os fatores internos e externos da organização, a metodologia 
deve seguir um cronograma, o que facilitará a realização de cada etapa. Cortê 
et al. (2002) elencou algumas dessas etapas, que agora relacionaremos a seguir, 
adaptando-as para a realidade atual:
• Revisão de literatura, relatos de experiências, artigos científicos sobre a 
implantação do software em outras instituições.
• Definição técnica das necessidades da instituição.
• Apresentação da plataforma do software pela empresa, análise de catálogos, 
manuais técnicos do sistema e documentação.
• Troca de informações e experiências com bibliotecários de outras instituições: 
conhecer os problemas detectados na implantação, acompanhamento e serviços 
oferecidos.
• Análise da capacidade tecnológica da instituição: estabelecer quem será a 
pessoa/setor responsável pela troca de informações na área de tecnologia da 
informação e programação.
• Análise da idoneidade das instituições detentoras dos produtos, priorizando 
a contratação de uma empresa que terá plenas condições de atender às 
necessidades de sua unidade de informação.
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
73
Para Cortê et al. (1999), não há como proceder sem estipular os requisitos:
• Específicos: a serem considerados: tecnologia, seleção e aquisição, processamento 
técnico de documentos, processo de empréstimo de documentos, recuperação 
da informação, divulgação da informação e processos gerenciais.
• Gerais: treinamento, instalação, testes e garantias, suporte técnico e manutenção, 
documentação e condições institucionais.
3.1 REQUISITOS ESPECÍFICOS 
Requisitos relacionados à tecnologia: 
• Imprescindíveis:
ᵒ acesso simultâneo de usuários às bases de dados;
ᵒ armazenamento, recuperação e classificação correta dos caracteres da língua 
portuguesa (Português-Brasil): maiúsculas, minúsculas, cedilha e caracteres 
especiais; 
ᵒ arquitetura de rede cliente/servidor; 
ᵒ auditoria no sistema;
ᵒ capacidade de atualização dos dados em tempo real;
ᵒ capacidade de elaboração de estatística com geração automática de gráficos;
ᵒ capacidade de suportar acima de 16 (dezesseis) milhões de registros 
bibliográficos;
ᵒ compatibilidade com os softwares de rede Novell Netware, Microsoft 
Windows NT ou OS/400;
ᵒ compatibilidade com software de banco de dados relacional e/ou textual;
ᵒ disponibilidade de help on-line sensível ao conteúdo em língua portuguesa;
ᵒ garantia de manutenção e disponibilização de novas versões;
ᵒ gestão de bases de dados com diferentes tipos de documentos;
ᵒ interface gráfica;
ᵒ leitura de código de barras;
ᵒ níveis diferenciados de acesso aos documentos;
ᵒ padrão ISO.2709;
ᵒ protocolo de comunicação Z39.50;
ᵒ recuperação de base de dados textuais;
ᵒ segurança na forma de registro e de gerenciamento dos dados;
ᵒ senha para as funções que atualizam dados;
ᵒ software cliente: sistema operacional Windows 95 ou superior;
ᵒ tabela de parâmetros para personalizar o funcionamento do tratamento de 
textos e imagens;
ᵒ uso de data no formato dia/mês/ano, sendo, o ano, com quatro dígitos de uso 
corrente, na língua portuguesa.
• Desejáveis: o acesso à base de dados via browser Internet/Intranet.
74
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Requisitos relacionados aos processos de seleção e aquisição do módulo 
gerenciador do processo de aquisição, seja por doações, permutas ou compras.
• Imprescindíveis: 
ᵒ controle de todo o processo de aquisição;
ᵒ controle de listas de sugestão, seleção, aquisição, reclamações e recebimento;
ᵒ controle de assinatura de periódicos:
ᵒ início, vencimento, renovação e datas previstas para recebimento dos 
fascículos; controle de recebimento de fascículos de periódicos e seriados;
ᵒ identificação de dados do processo de aquisição (número de processo, 
número de empenho, preço, número da nota fiscal ou fatura);
ᵒ identificação da modalidade de aquisição (doação, compra, permuta, 
depósito legal).
• Desejáveis:
ᵒ controle de datas de recebimento do material adquirido;
ᵒ controle contábil e financeiro dos recursos orçamentários para aquisição de 
material bibliográfico;
ᵒ elaboração de lista de duplicatas;
ᵒ controle de fornecedores por compra, doação e permuta; emissão de cartas 
de cobrança, reclamações e agradecimento de doações;
ᵒ elaboração de lista de desideratas;
ᵒ estatística mensal e acumulada de documentos recebidos;
ᵒ cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de publicações; 
ᵒ controle da situação (status) do documento bibliográfico (encomendado, 
aguardando autorização, aguardando nota fiscal, encaminhado para 
pagamento);
ᵒ identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição.
Requisitos relacionados ao processamento técnico dos documentos:
• Imprescindíveis:
ᵒ Atualização, em tempo real, do banco de dados, nos registros de autoridade 
e demais índices, após o envio;
ᵒ de novo registro ao servidor;
ᵒ campos e códigos de catalogação de qualquer tipo de documento, inclusive 
artigos de periódicos; 
ᵒ capacidade de armazenar informação legislativa;
ᵒ código de barras para cada documento;
ᵒ construção automática de lista de autoridades a partir dos registros incluídos; 
construção de remissivas para autores/assuntos;
ᵒ consulta ao tesauro, lista de autoridades e lista de editoras,durante o 
cadastramento de um registro;
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
75
ᵒ correção de todos os registros associados a um autor ou assunto mediante 
alteração na lista de autoridade ou tesauro;
ᵒ exportação de dados para alimentação de bases de dados de catalogação 
cooperativa;
ᵒ formato MARC dos registros bibliográficos;
ᵒ geração de etiquetas para bolso e lombada dos documentos;
ᵒ importação de dados de centros de catalogação cooperativa on-line e CD-
ROM;
ᵒ inclusão de referências, de alterações, revogações e republicações para atos 
normativos/legislação;
ᵒ incorporação de textos digitados – sistema de gerenciamento de texto, 
imagem e som para inclusão de inteiro teor de atos normativos e resumos de 
periódicos;
ᵒ possibilidade de duplicação de um registro para inclusão de novas edições;
ᵒ possibilidade de validação de registros e campo;
ᵒ processamento de materiais especiais, obras raras e outros.
ᵒ sistema de gerenciamento para construção de tesaurus.
Requisitos relacionados ao processo de empréstimo de documentos:
• Imprescindíveis:
ᵒ aplicação de multas e suspensões;
ᵒ bloqueios automáticos de empréstimos sempre que o usuário estiver em 
atraso ou com dados cadastrais desatualizados;
ᵒ categorização de empréstimos: empréstimo domiciliar, especial e empréstimo 
entre bibliotecas;
ᵒ categorização de usuários e de materiais para fins de definição automática 
de prazos e condições de empréstimos e uso;
ᵒ cobrança personalizada, com prazos diferenciados por tipos de materiais e 
usuários,
ᵒ código de barras para cada leitor;
ᵒ controle de devoluções, renovações e atrasos;
ᵒ controle de usuários pessoais e institucionais;
ᵒ controle de leitores em atraso;
ᵒ definição de parâmetro para a reserva de livros, com senhas de segurança;
ᵒ emissão de cartas de cobrança automáticas para usuários em atraso;
ᵒ emissão de relação de obras que estão em poder de leitores;
ᵒ emissão de relatórios referentes ao processo de empréstimos: assuntos mais 
consultados no período, usuário que teve maior número de empréstimos;
ᵒ incidência de atrasos em relação aos períodos anteriores, unidade 
organizacional que mais consultou;
ᵒ emissão de senhas para os empréstimos;
ᵒ possibilidade de pesquisar a situação em que se encontra o exemplar 
disponível, emprestado, encadernado etc.
ᵒ realização de empréstimo, devolução, renovação e reserva, on-line.
ᵒ registro de solicitação de fotocópias;
76
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
ᵒ relatórios do cadastro de usuários, por ordem alfabética, formação, unidade 
de trabalho;
ᵒ reserva de documentos, com prazos diferenciados por tipos de materiais e 
usuários;
ᵒ rotina completa de empréstimos para qualquer tipo de documento;
ᵒ senha para empréstimos.
Requisitos relacionados ao processo de recuperação da informação:
• Imprescindíveis:
ᵒ capacidades de ordenar e classificar os documentos pesquisados;
ᵒ capacidade de permitir que os resultados de pesquisas sejam gravados em 
disquete de arquivos;
ᵒ consulta à internet; elaboração de estatísticas;
ᵒ estratégia de pesquisa on-line nas bases de dados por qualquer palavra, 
campo ou subcampo;
ᵒ indicação do status do documento pesquisado, se emprestado, em 
encadernação ou disponível; possibilidade de envio do resultado da pesquisa 
por e-mail, ao usuário;
ᵒ possibilidade de salvar estratégias de buscas para utilização posterior;
ᵒ recuperação do resultado da pesquisa em forma de referência bibliográfica 
breve e completa, de acordo com a ABNT.
Requisitos relacionados ao processo de divulgação da informação:
• Imprescindíveis:
ᵒ emissão de listas de publicações por assuntos e autores;
ᵒ geração de catálogo coletivo;
ᵒ diferentes formatos de visualização de registros on-line e em relatórios tipo 
ABNT e AACR2;
ᵒ elaboração e impressão de bibliotecas em formato ABNT;
ᵒ definição de instrumentos de alerta e disseminação seletiva de informações, 
conforme perfil de usuários;
ᵒ pesquisa por conceitos com utilização de tesauro ativo.
Requisitos relacionados ao processo gerencial:
• Imprescindíveis:
ᵒ gerenciamento integrado dos dados e funções da biblioteca;
ᵒ gerenciamento dos tipos de material bibliográfico e informacionais utilizados 
em bibliotecas;
ᵒ contabiliza estatísticas de circulação, processamento técnico, seleção, 
aquisição, intercâmbio, atualizações de tesauro e listas de autoridades, por 
período;
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
77
ᵒ emite relatórios de circulação por tipo de documento, por período e 
acumulado;
ᵒ emite relatórios de empréstimos, por período;
ᵒ emite relatórios de entrada e recebimento de documentos, por período;
ᵒ inventário com utilização do coletor de dados inteligente;
ᵒ listas de usuários, por categoria.
3.2 REQUISITOS GERAIS
São requisitos gerais o treinamento, instalação, testes e garantias, suporte 
técnico e manutenção, documentação e condições institucionais.
• Treinamento
Possibilitará, ao usuário, utilizar todas as funções do sistema. Utilizar os 
materiais didáticos e manuais fornecidos pelo software deve abranger os níveis:
ᵒ nível técnico: possibilitar, aos analistas de sistemas, a perfeita compreensão 
da filosofia de funcionamento do produto, capacitando-os a efetuarem a 
parametrização e disponibilização do sistema para o usuário final;
ᵒ nível gerencial: possibilitar, à gerência da biblioteca, a perfeita compreensão 
dos procedimentos gerenciais oferecidos pelo sistema;
ᵒ nível operacional: possibilitar, aos bibliotecários, a perfeita compreensão dos 
procedimentos e rotinas específicas de cada módulo do sistema, inclusive, 
capacitando-os a realizarem o treinamento aos usuários nos módulos 
pertinentes.
• Instalação, testes e garantias
Esta etapa garantirá a agilidade na implementação das rotinas, 
assessoramento para transmissão do conhecimento para uso adequado do 
sistema. O acompanhamento na instalação e teste deve ser feito por um técnico. 
Em caso de repetição dos erros, solicitar que ocorra nova instalação do software.
• Suporte técnico e manutenção
É imprescindível que conste no contrato a manutenção preventiva e 
corretiva: correção e erros de software licenciado, fornecimento e implantação de 
versões atualizadas com os manuais e literatura técnica pertinente em português 
e apoio técnico na implantação das versões.
• Documentação
A documentação referente à contratação do software deve ser impressa 
com os manuais e catálogos.
78
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
• Condições institucionais
O software de ser compatível com a cultura da organização, ser 
proporcional às necessidades estipuladas, pois um software muito superior pode 
onerar o custo de aquisição. Verificar a idoneidade da empresa e a sua carteira de 
clientes, como foram atendidos em caso de problemas e se eles foram resolvidos. 
Uma cláusula de proteção pode ser colocada em contrato, em que caso a empresa 
interrompa suas atividades ou venha a decretar falência, deverá fornecer o 
código-fonte do programa.
4 PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DE SOFTWARE BASEADA EM 
NOTAS
Diante da diversidade dos serviços prestados e da realidade de cada 
biblioteca ser única, uma avaliação baseada em critérios, como propôs Cortê et al. 
(1999), pode não atender plenamente às necessidades levantadas no diagnóstico 
realizado no planejamento de informatização. Assim, Café, Santos e Macedo 
(2001, p. 71) propõem:
Na medida em que cada biblioteca tem suas próprias necessidades 
em relação ao tipo de automação que deseja implementar, a simples 
consulta a lista de critérios pode não ser suficiente. Tendo em vista 
esta problemática, a equipe decidiu reunir os critérios levantados 
na literatura e elaborar um método estatístico de avaliação baseado 
em pesos e notas para cada critério. O modelo proposto traz como 
inovação a possibilidade de ser adaptado à realidade de diversos tipos 
de bibliotecas.
Na construção desse domodelo foi realizada uma revisão de literaturas 
sobre automação de bibliotecas e elaborado um sistema de notação com atribuição 
de pesos e notas aos critérios. Na revisão de literatura, as autoras informaram 
que a principal bibliografia consultada foi o artigo Avaliação de software para 
bibliotecas, e a este foram acrescentados outros critérios pertinentes, que ao longo 
das discussões foram alterados quando necessário.
Ao fim, esse levantamento possuía 181 critérios, que foram agrupados, 
originalmente, para contemplar bibliotecas, mas que podem contemplar qualquer 
unidade de informação, devido a seus aspectos serem gerais. A construção desse 
modelo teve por objetivo foi elaborar um instrumento simples, que pudesse 
nortear de maneira simples, mas completa a avaliação de um software.
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
79
Características de avaliação Número de critérios inseridos
Características gerais do software 7
Ergonomia 3
Tecnologia (hardware, compatibilidade e rede) 25
Seleção e aquisição 22
Processamento técnico 20
Circulação 10
Recuperação da informação 57
Disseminação da Informação 2
Processo gerencial 19
Características da empresa fornecedora 16
TABELA 1 – NÚMERO DE CRITÉRIOS POR CATEGORIA DE AVALIAÇÃO
FONTE: Café, Santos e Macedo (2001, p. 72)
Na elaboração do sistema de notas, após a validação da listagem, foram 
atribuídos pesos diferentes para os critérios, conforme a sua relevância:
• Indispensável: Coeficiente 3. Critérios com a maior importância, não podem 
ser desconsiderados.
• Importante: Coeficiente 2. Critério importante, que deve ser considerado, pode 
agregar valor na escolha do software.
• Dispensável: Coeficiente 1. Critério que a biblioteca não utilizará na execução 
de suas atividades.
• Baseada nos coeficientes citados, a lista de critérios foi preenchida e os pesos 
foram dadas a cada critério: 
Quando todos os formulários foram devolvidos devidamente 
preenchidos, foi calculado para cada critério um peso médio P. Foi 
determinado também o desvio padrão (ss), o que confirmou a validade 
de 176 pesos atribuídos aos 181 critérios. Na verdade, sobre 181 pesos 
médios, cinco possuíam um desvio padrão acima de 0.8. Este valor 
indica significativa divergência de opinião na atribuição de pesos (ou 
seja, para um mesmo peso uma pessoa atribuiu um peso máximo e 
outra um peso mínimo). No entanto, esta divergência foi verificada 
em apenas 2.8% das respostas [...]. Observando os 171 critérios cujo 
desvio padrão foi menor que 0.8, foi possível concluir que houve 
grande homogeneidade no total de atribuições de pesos. Isto é, 7.2 
% das respostas apresentaram pouca divergência de opinião (CAFÉ, 
SANTOS E MACEDO, 2001, p. 73).
Finalizada a etapa de atribuição de pesos, a sequência seria a determinação 
de notas, a ser realizada no momento da avaliação do software, conforme a 
seguinte escala:
• Inexistente: Nota 0 – critério não existe.
• Muito Ruim: Nota 1 – critério com uma série de problemas.
80
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
• Ruim: Nota 2 – critério possui pequenos problemas.
• Regular: Nota 3 – critério funciona.
• Bom: Nota 4 – critério funciona e oferece algumas facilidades.
• Excelente: Nota 5 – critério funciona perfeitamente e oferece opções adicionais 
importantes.
Baseado nos pesos estabelecidos e nas notas atribuídas de cada critério, 
foi gerada uma fórmula:
F = N x P
F = nota final do critério avaliado
N = média da nota atribuída a um critério
P = média do peso atribuído a um critério
QUADRO 1 – FÓRMULA PARA CÁLCULO DE NOTA
FONTE: Café, Santos e Macedo (2001, p. 73)
A seguir, você terá acesso à metodologia criada pelas seguintes autoras na 
íntegra: https://doi.org/10.1590/S0100-19652001000200009.
DICAS
Para finalizar, apresentamos a seguir as tabelas desenvolvidas pelas 
autoras, na íntegra, e a partir desse modelo, o bibliotecário poderá desenvolver 
sua avaliação de software:
TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
81
QUADRO 2 – REQUISITOS PARA A AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE SOFTWARES PARA AUTOMAÇÃO 
DE BIBLIOTECAS
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UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
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TÓPICO 2 — AVALIAÇÃO DE SOFTWARES PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
83
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UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
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Ci. Inf., Brasília, v. 30, n. 2, p. 70-79, maio/ago. 2001
FONTE: Café, Santos e Macedo (2001, p. 73)
85
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Existem diferentes tipos de licenças para softwares, com permissões e limitações 
pré-estabelecidas. 
• Para uma correta avaliação para aquisição de um software para biblioteca é 
necessário estabelecer uma metodologia com critérios.
• Na metodologia de avaliação existem diferentes tipos de critérios para aquisição 
de softwares.
• A metodologia para avaliação do software deve ser flexível e os critérios 
utilizados podem ser adicionados ou excluídos conforme as necessidades da 
unidade de informação.
86
1 Em uma metodologia de avaliação de softwares, vários são os requisitos a 
serem levados em consideração. Na metodologia de avaliação baseada em 
critérios, desenvolvida por Cortê et al. (1999), os autores deixam claro que 
não há como proceder com a avaliação para estipular os requisitos. Sobre a 
que tipos de requisitos os autores se referem?
a) ( ) Obrigatórios e não essenciais.
b) ( ) Importantes e descartáveis.
c) ( ) Quantitativos e tecnológicos.
d) ( ) Imprescindíveis e desejáveis.
e) ( ) Fundamentais e eliminatórios
2 Considerando os fatores internos e externos da organização, são elencados 
alguns requisitos de diferentes áreas a serem considerados. Sobre os 
requisitos imprescindíveis, associe os itens, utilizando o código a seguir:
I- Tecnologia
II- Processo de empréstimos
III- Recuperação da Informação
IV- Processo de seleção
V- Processamento técnico
( ) Controle de assinatura de periódicos
( ) Código de barras para cada documento
( ) Categorização de usuários
( ) Consulta a internet, elaboração de estatísticas
( ) Arquitetura rede/servidor
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) II - I - IV – V - III.
b) ( ) IV - V - II - III - I.
c) ( ) I - V - III - IV - II.
d) ( ) V - III - II - I - IV.
e) ( ) III - V - IV - I - II.
AUTOATIVIDADE
87
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Sempre que falamos em informatização de bibliotecas, pensamos nos 
softwares utilizados para automatizar o acervo, possibilitando a recuperação da 
informação de forma eficaz e eficiente. Um sistema de automação de bibliotecas 
tem algumas funções básicas pré-estabelecidas, entre elas estão: tecnologia, 
seleção e aquisição, processamento técnico, circulação e empréstimo, recuperação 
da informação, acesso edisseminação da informação, informações gerenciais; 
padrões e formatos e arquitetura da informação (DIAS, 2016).
TÓPICO 3 — 
ASPECTOS DA ARQUITETURA DA 
INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE 
BIBLIOTECAS
FIGURA 3 – REQUISITOS MÍNIMOS PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE NA ARQUITETURA DA 
INFORMAÇÃO
FONTE: Blattmann (2010, p. 61)
88
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
No item anterior, vimos alguns requisitos para selecionar um bom software 
de bibliotecas, mas além desses requisitos, nós bibliotecários precisamos estar 
atentos a outras formas de analisar esses softwares, e, além disso, as bibliotecas 
utilizam vários ambientes digitais para disseminar a informação, como websites, 
repositórios, bibliotecas digitais etc. 
Eficiência significa alcançar um resultado específico com o mínimo de 
recursos ou obter o máximo benefício com recursos limitados. Ficou interessado? Leia 
mais a respeito desse assunto acessando: http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=s0864-02892008000200009.
DICAS
Todas essas formas de disponibilizar a informação, seja do acervo, de 
cursos que a unidade de informação oferece, precisa passar por uma avalição 
da arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade. Neste tópico vamos 
pontuar a utilização dessas técnicas de arquitetura de informação em ambientes 
digitais.
Requisitos são atributos técnicos e operacionais do software a serem atendidos 
para que ele funcione adequadamente, entre os quais estão aspectos de conformidade, 
custos, funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência e portabilidade.
NOTA
Quando oferecemos um serviço de informação, a avalição desse serviço, 
segundo Almeida (2005, p. 12), deve “consistir na identificação e coleta de dados 
sobre os serviços e/ou produtos, estabelecendo critérios de mensuração do 
desempenho dos mesmos e determinando sua qualidade e o grau de obtenção das 
metas e objetivos”. Nesse sentido, a avalição vai além de atribuir valores e graus 
de eficiência e eficácia, a avalição permite obter dados e verificar o desempenho 
dos serviços oferecidos pela unidade de informação.
Quando as unidades de informação começaram o processo de automação, 
a tecnologia passou a ser inserida nos processos técnicos da biblioteca e na busca 
e recuperação da informação por meio de consulta on-line às bases de dados, 
banco de dados, as páginas web. Para Morigi e Pavan (2004, p. 120):
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
89
a automação das bibliotecas e, consequentemente, dos serviços 
prestados aos usuários, que implicam o uso cada vez mais envolvidos 
se modificasse substancialmente. A máquina passou a realizar o 
processo de mediação entre os agentes profissionais, responsáveis 
pelos serviços de organização, busca e recuperação da informação, e 
os seus usuários, tornando tais processos mais dinâmicos. 
As tecnologias aplicadas em bibliotecas ou outras unidades de informação 
possibilitam o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos à comunidade, e 
contribuem para a facilidade e flexibilização do trabalho, além de “modernizar 
o tratamento técnico e o acesso às coleções e informações; agilizar a recuperação 
da informação e o empréstimo; estreitar os laços de cooperação com outras 
instituições são alguns dos objetivos expressos pelas bibliotecas” (MANGUE, 
2007, p. 12), quando adaptam as tecnologias em favor dos serviços e dos usuários. 
2 ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
A arquitetura da informação (AI) pode ser compreendida como o mapa 
de um ambiente digital, software, website, biblioteca digital, repositórios etc. 
Esse mapa possibilita que o profissional da informação visualize a estrutura do 
ambiente antes se disponibilizado para o usuário. 
FIGURA 4 – PROTÓTIPO ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
FONTE: <http://www.estaciocursoslivres.com.br/shopping/produto/ARQUITETURA_DA_INFOR-
MACAO/3665>. Acesso em: 30 jul. 2020.
Você pode se perguntar o porquê de utilizarmos a AI nesses ambientes, 
principalmente nos softwares de automação, ela se faz presente, pois nesses 
sistemas nós precisamos organizar os dados e criar um ambiente navegável 
tanto para o usuário e para o bibliotecário que irá disponibilizar a informação. 
Segundo Agner (2009, p. 89), “a arquitetura de informação tem surgido como 
uma importante metadisciplina, preocupada com o projeto, a implementação 
e a manutenção de espaços informacionais digitais para o acesso humano, a 
navegação e o uso”.
90
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
A arquitetura da informação, quando planejada e executa corretamente, 
pode antecipar o caminho que usuário irá fazer e assim encaminhá-lo para dentro 
do sistema por meio das suas estruturas informacionais. Os sistemas utilizam o as 
interfaces gráficas para interseção com os usuários (BLATTAMANN, 2010).
A arquitetura da informação, de modo geral, unifica os métodos de 
organização, classificação e recuperação de informação advindos da 
área de Biblioteconomia, com a exibição espacial da área da arquitetura, 
utilizando-se de tecnologias de informação e comunicação, em 
espacial, da Internet (CAMARGO, 2004, p. 29).
A AI tem foco no usuário, sempre no sentido de melhorar a sua experiência, 
em relação ao sistema ou ambiente digital de informação, de maneira intuitiva e 
de fácil compreensão.
A interface do navegador para a World Wide Web, conhecido como browser, é 
a interface mais usada para os sistemas de bases de dados.
NOTA
O projeto de AI de uma interface ou sistema precisa ser baseado em pesquisa 
e a partir dos objetivos e das necessidades informacionais dos usuários desse 
sistema é que será projetado o ambiente. Rosenfeld e Morville (2006) apresentam 
a ideia do projeto de AI nos três círculos da Arquitetura da Informação.
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
91
FIGURA 5 – CÍRCULOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
FONTE: Rosenfeld e Morville (2006, p. 24)
Dessa forma, Morville e Rosenfeld (2006, p. 4) definem a arquitetura da 
informação como: 
O projeto estrutural de ambientes de informações compartilhadas; 
a combinação de sistemas de organização, rotulagens, buscas e 
navegação dentro de sites e intranets; a arte e a ciência de moldar 
produtos de informação e experiências para apoiar usabilidade e 
encontrabilidade. 
Pode-se compreender a AI como a ciência que organiza e cataloga 
websites, intranets, comunidades on-line e softwares de modo que a usabilidade 
seja garantida. Straioto (2002, p. 20) argumenta que a AI está voltada ao
[...] desenho das informações: como textos, imagens e sons são 
apresentados na tela do computador, a classificação dessas 
informações em agrupamentos de acordo com os objetivos do site e 
das necessidades do usuário, bem como a construção de estrutura 
de navegação e de busca de informações, isto é, os caminhos que o 
usuário poderá percorrer para chegar até a informação.
Para Paiva (2014), a AI procura construir espaços informacionais 
customizados, para contemplar os anseios dos usuários na Internet, levando em 
conta: as necessidades de informação, o contexto e os conteúdos. 
92
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Então, percebe-se que a AI é apresentada como o mapa para a organização 
das informações dispostas nos sites e sistemas, incluindo também o modo como 
o usuário navega e realiza as buscas por informações, permitindo-lhe que saiba 
em que local elas estão dentro dos sites e para onde ele quer ir (STRAIOTO, 2002). 
Essa estrutura ou mapa é projetado por meio dos elementos que compõem a AI: 
Sistema de organização; sistema de rotulagem, sistema de navegação e sistema 
de busca.
2.1 ELEMENTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
O Sistema de Organização indica como o conteúdo é categorizado e como 
a informação está organizada nos websites. A organização da informação, quando 
bem estruturada, está atrelada a um dos fatores de sucesso desses ambientes 
(ROSENFELD; MORVILLE,2006).
 O Sistema de Navegação determina a movimentação do usuário no 
ambiente digital. Para Reis (2007), o sistema de navegação precisa ter orientações 
claras para que os usuários possam se movimentar. Já para Silva (2007), quando 
bem projetado, o sistema torna-se um instrumento facilitador à navegação na 
web, proporcionando a localização do usuário no website; cita-se, como exemplo, 
a ‘trilha de migalhas’, que mostra ao usuário em que parte ele está e para onde ir 
dentro do website.
Já o Sistema de Rotulagem atribui rótulos aos elementos informativos e 
dá suporte ao usuário na navegação. Segundo Rosenfeld e Morville (2006, p. 92), 
“os rótulos devem informar aos usuários onde começar, para onde ir, e qual ação 
será envolvida em cada passo ao longo do caminho”.
Os rótulos são utilizados para representar conceitos, sendo um símbolo 
linguístico com a finalidade de comunicar um conceito sem ocupar muito espaço 
“na página e sem demandar muito esforço cognitivo do usuário para compreendê-
lo” (REIS, 2007, p. 99).
O último sistema é o de Busca, que diz respeito às perguntas que o usuário 
fará e as respostas obtidas. Este sistema possibilita localizar a informação dentro 
do website pelos usuários. Vidotti e Sanches (2004) apontam que esse sistema deve 
ser utilizado em ambientes digitais com grandes volumes informacionais ou com 
muitos patamares de navegação a fim de facilitar a localização das informações.
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
93
Sistema 
DA AI Elementos Definição
Si
st
em
a 
de
 O
rg
an
iz
aç
ão Esquema de 
organização
Exato
Alfabético
Indicado para grandes 
conjuntos de informação e 
público diversificado; ex.: 
em lista telefônicas, índices.
Cronológico
Usado para organizar a 
informação por data. Ex.: 
clippings de notícias. 
Geográfico
Organiza a informação 
regiões. Ex.: pesquisa 
política; previsão do tempo.
Ambíguo
Orientados 
por tarefas
Organiza a informação de 
acordo com ações. Ex.: word 
(inserir; referência; revisão).
Tópicos
Organiza a informação 
por assunto. Ex.: listas 
amarelas; jornais, sites de 
venda de produtos.
Dirigido por 
metáforas
Utilizado para orientar 
o usuário em algo novo 
baseado em algo familiar. 
Ex.: área de trabalho do 
computador; 
Específicos
 a um público 
(aberto/fechado)
Usado quando há usuário 
definido; aberto quando 
não precisa de senha; 
fechado, necessidade de 
identificação. Ex.: sites de 
lojas de departamento – 
aberto, consulta ao catálogo 
(feminino e masculino) – 
fechado- acesso ao perfil do 
usuário.
Híbrido Reunião de dois ou mais esquemas apresentados;
Estrutura da 
organização
Hierárquica Apresenta estrutura do geral para o específico
Hipertexto
Não são lineares, utilizam link para fazer o elo 
entre informações, imagens, vídeos dentro do 
mesmo ambiente ou para outro.
Base
relacional
A organização da informação se dá a partir de 
registro dos metadados pré-definidos.
QUADRO 3 – RESUMO DOS ELEMENTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
94
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Si
st
em
a 
de
 N
av
eg
aç
ão
Navegação 
embutida
Hierárquico A página principal possui ramificações, apresenta opções secundárias de navegação.
Global
Complementa a navegação hierárquica por meio 
de menus, links, estando presentes em todas as 
páginas do website.
Local Específica de um conteúdo ou página, fica exposta somente quando o assunto está sendo abordado.
Navegação 
Suplementar
Ad Hoc – 
elementos 
remotos
Guias
Podem ser: Visitas guiadas, 
tutoriais e entrevistas focadas 
em torno do tipo de usuários.
Index-índices Lista dos elementos do 
conteúdo do website, 
organizada em ordem 
alfabética para facilitar a 
busca por informações.
Mapa do site Aprestama todos os 
itens contidos no website, 
apresentando uma visão 
geral do para o usuário.
Trilha de migalhas Apresenta a posição do 
usuário dentro do website. 
Si
st
em
a 
de
 R
ot
ul
ag
em
Textual
Navegação
por links
Utilizado para remeter a ligações entre 
informações disponibilizadas dentro do próprio 
website ou para outros websites. 
Termos de 
indexação
Referente a palavras-chave, etiquetas e títulos de 
assunto que representem o conteúdo.
Cabeçalhos São considerados títulos que descrevem o conteúdo que lhe seguem.
Iconográficos
Navegação por 
links
Utilização de símbolos em forma de links para 
representar o conteúdo. 
Cabeçalhos Utilização de símbolos para representar o conteúdo que lhes seguem.
Si
st
em
a 
de
 B
us
ca
Recursos da 
Busca
Lógica Booleana/ 
proximidade
Utilização dos operadores 
booleanos ou proximidade;
Ex.: and; or; not; same; near/x
Linguagem natural
Tipos específicos 
de itens
Permite que o usuário 
faça pesquisa por um 
determinado tipo de 
documentos. Ex.: PDF, 
DOC, vídeo etc.
Recursos de 
visualização
Listagens
Apresenta os resultados 
em lista, podendo ser em 
ordem de data, alfabética, 
popular, por preço.
Relevância
Ordena os resultados da 
busca por documentos que 
têm mais proximidade com 
o assunto pesquisado. 
Refinamentos de 
buscas
Permite refinar a busca 
por ano, idioma, a fim de 
melhorar os resultados da 
recuperação para o usuário.
FONTE: Adaptado de Straioto (2002), Rosenfeld e Morville (2006), Reis (2007) e Afonso (2017)
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
95
2.2 A ENCONTRABILIDADE DA INFORMAÇÃO
A encontrabilidade da informação é um termo sugerido por Vechiato 
(2013) no desenvolvimento da sua tese de doutorado. Seus estudos vêm sob a 
ótica do Findability, apresentado por Morville (2005). Em seu livro intitulado 
Ambiente Findability, Morville (2005) define o findability como a qualidade de 
ser localizável ou navegável. O grau em que um determinado objeto é fácil de 
descobrir ou localizar. O grau em que um sistema ou ambiente suporta navegação 
e recuperação. 
Ao analisarmos a definição de Morville (2005), percebe-se que para o bom 
funcionamento de um ambiente informacional digital, é necessário verificar se as 
informações estão alcançando seu público alvo, se o ambiente é de fácil navegação 
e compreensão pelo usuário. Nesse sentido, “percebemos que a encontrabilidade 
ocorre a partir da busca de informação por meio da navegação em um website 
ou por meio das estratégias de pesquisa lançadas em um mecanismo de busca 
(search engine)” (VECHIATO; VIDOTTI, 2014, p. 44).
Morville (2005) ressalta que a encontrabilidade pode ser um dos maiores 
problemas dos websites, devido ao fato de a equipe de projetista serem composta 
por diferentes profissionais e com divergências de pensamento e ações. A 
arquitetura da informação pode ser considerada como uma forma de solucionar 
esses problemas. 
Para Vechiato e Vidotti (2014, p. 164), a encontrabilidade da informação 
“[...] sustenta-se fundamentalmente na interseção entre as funcionalidades de um 
ambiente informacional e as características dos sujeitos informacionais”. Ainda, 
os autores discorrem que a encontrabilidade da informação “está relacionada 
aos processos que compõem o fluxo infocomunicacional, desde a produção até a 
apropriação dela” (VECHIATO; VIDOTTI, 2014, p. 167).
Da mesma forma que a Arquitetura da informação é composta por 
sistemas e elementos, a encontrabilidade detém elementos que vão facilitar a 
recuperação das informações, bem como navegação e compreensão do ambiente, 
transcorrendo a “produção; seleção; organização; representação; armazenamento; 
busca; recuperação acesso e uso e apropriação” da informação” (VECHIATO; 
VIDOTTI, 2014, p. 167). A seguir, apresentaremos os elementos que compõem o 
modelo de encontrabilidade da informação, elaborado por Vechiato, Oliveira e 
Vidotti (2016).
96
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Atributos Descrição
Taxonomias 
navegacionais
Utilizadas em estruturas de organização top-down, referem-
se à organização das categorias informacionais com vistas 
a facilitar a navegação e a descobertade informações. Essas 
categorias, por exemplo, são organizadas geralmente em 
menus ou no corpo das páginas Web, nas comunidades 
e coleções de repositórios ou nas legendas utilizadas 
para descrição dos assuntos nas estantes das bibliotecas, 
organizadas previamente a partir de um sistema de 
classificação. Conforme Aquino, Carlan e Brascher (2009), as 
taxonomias navegacionais devem ser apoiadas nos seguintes 
aspectos: categorização coerente dos assuntos em relação 
ao entendimento dos sujeitos; controle terminológico para 
redução de ambiguidade; relacionamento hierárquico entre 
os termos e multidimensionalidade, possibilitando que um 
termo possa ser associado a mais de uma categoria de acordo 
com o contexto de uso.
Instrumentos 
de controle 
terminológico
Compreendem os vocabulários controlados, como os 
tesauros e as ontologias, para apoiar a representação dos 
recursos informacionais.
Folksonomias
Estão relacionadas à organização social da informação 
e propiciam ao sujeito a classificação de recursos 
informacionais, bem como encontrar a informação por 
meio da navegação (uma nuvem de tags, por exemplo) ou 
dos mecanismos de busca, ampliando as possibilidades de 
acesso. São utilizadas em estruturas de organização bottom-
up. Quando associadas aos vocabulários controlados e às 
tecnologias semânticas, intensificam as possibilidades de 
encontrabilidade da informação.
Metadados
Compreendem a representação dos recursos informacionais 
e são armazenados em banco de dados para fins de 
recuperação da informação.
Mediação dos 
informáticos
Está associada ao desenvolvimento de sistemas, dispositivos, 
bancos de dados e interfaces com utilização de linguagens 
computacionais, com vistas à gestão e à recuperação da 
informação.
Mediações dos 
profissionais da 
informação
Ocorre em ambientes informacionais em que há sujeitos 
institucionais envolvidos na seleção, estruturação e 
disseminação da informação.
Mediação 
dos sujeitos 
informacionais
Está relacionada às ações infocomunicacionais que os 
sujeitos informacionais empreendem em quaisquer sistemas 
e ambientes informacionais, por exemplo no que diz 
respeito à produção e à organização da informação e do 
conhecimento em ambientes colaborativos, gerados a partir 
de seus conhecimentos, comportamento e competências que 
caracterizam sua Intencionalidade.
QUADRO 4 – ATRIBUTOS DE ENCONTRABILIDADE DA INFORMAÇÃO
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
97
Affordances
Funcionam como incentivos e pistas que os objetos possuem e 
proporcionam aos sujeitos a realização de determinadas ações 
na interface do ambiente. Essas ações estão relacionadas à 
orientação, localização, encontrabilidade, acesso, descoberta 
de informações entre outras.
Wayfinding
Associado a orientação espacial, utilizando-se de aspectos 
que facilitem a localização, a encontrabilidade e a descoberta 
de informações por meio da navegação na interface do 
ambiente.
Descoberta de 
informações
Está condicionada aos demais atributos de encontrabilidade 
da informação no que diz respeito às facilidades que a 
interface (navegação e/ou mecanismos de busca) oferece 
para encontrar a informação adequada às necessidades 
informacionais do sujeito, bem como a possíveis necessidades 
informacionais de segundo plano.
Acessibilidade e 
Usabilidade
Relacionados à capacidade de o sistema permitir o acesso 
equitativo à informação (acessibilidade) no âmbito do 
público-alvo estabelecido em um projeto com facilidades 
inerentes ao uso da interface (usabilidade).
Intencionalidade
A teoria da Intencionalidade fundamenta a importância 
em se enfatizar as experiências e habilidades dos sujeitos 
informacionais no projeto de ambientes e sistemas de 
informação.
Mobilidade, 
Convergência e 
Ubiquidade
Estão associados ao meio ambiente, externo aos sistemas 
e ambientes informacionais, mas que os incluem, 
dinamizando-os e potencializando as possibilidades dos 
sujeitos em encontrar a informação por meio de diferentes 
dispositivos e em diferentes contextos e situações.
FONTE: Vechiato, Oliveira e Vidotti (2016, p. 7)
Os atributos da encontrabilidade, elencados pelos autores, são necessários 
para que o ambiente informacional e os usuários possam interagir, assim 
atingindo o objetivo do ambiente, visto que ao se projetar um ambiente digital é 
preciso identificar seu público-alvo no início do seu planejamento (CAMARGO; 
VIDOTTI, 2011).
Entende-se que a arquitetura da informação é ponto de início da 
encontrabilidade, já que ela vai além dos projetos dos ambientes informacionais, 
estando relacionada à “capacidade que esses sistemas conferem em prover a 
informação adequada aos sujeitos, considerando as características, as limitações 
e as competências que eles trazem consigo no processo de busca de informação” 
(VECHIATO; VIDOTTI, 2014, p. 45).
98
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Ficou interessado? Leia mais a respeito desse assunto, acessando: https://
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-37862016000300275.
DICAS
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
99
ESTRUTURAS DE REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO E SEU APOIO 
À ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO NA WEB: UM OLHAR SOBRE 
VOCABULÁRIOS CONTROLADOS, TESAUROS E METADADOS
Luciana Dumer
Marckson Roberto Ferreira de Sousa
Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque
A partir de meados do Século XX, com o fim da Segunda Guerra (1939-1945), 
o advento tecnológico deu início a uma explosão informacional que, com o passar 
dos anos, tomou grandes proporções e continua fortemente presente na sociedade 
contemporânea. Com a chegada da era digital e da web, uma grande mudança 
ocorreu no que tange aos processos de produção, armazenamento, recuperação 
e disseminação de informações em âmbito mundial. Nesse contexto, a Ciência 
da Informação (CI) vem atuando como uma área do conhecimento marcada 
pela interdisciplinaridade com diversas áreas, tais como: a Biblioteconomia, a 
Comunicação, a Ciência da Computação e muitas outras. 
A presente pesquisa, através de uma revisão bibliográfica, objetivou 
identificar características destas três estruturas de representação da informação e 
por meio de alguns exemplos, entender de que forma elas estão sendo aplicadas 
em websites hoje, na internet. Os autores Rosenfeld, Morville e Arango (2015) 
apontaram que tais estruturas de representação da informação – vocabulários 
controlados, tesauros e metadados – servem de apoio para os sistemas que 
compõem a Arquitetura da Informação (AI), que são: sistema de organização, 
sistema de navegação, sistema de rotulação e sistema de busca. Sistemas estes 
que, segundo os mesmos autores, permeiam os princípios fundamentais para a 
Arquitetura da Informação em websites.
SOBRE ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO E SEUS SISTEMAS 
A Arquitetura da Informação (AI) em ambientes digitais foi abordada 
pela primeira vez na década de 1990, com a chegada da Web. Neste momento, 
despontava no cenário mundial o comércio eletrônico e as empresas passaram a 
adotar a internet como principal meio para a divulgação de seus negócios com 
o uso dos websites. No ano de 1994, Peter Morville e Louis Rosenfeld foram 
os primeiros a aplicar a Arquitetura da Informação no design de websites, e, 
posteriormente, lançaram o livro Information Architecture for the World Wide Web, 
considerado best seller da área (SILVA; DIAS; SOUSA, 2014, p. 232), que chegou 
em sua 4ª edição no ano de 2015. 
Para Rosenfeld, Morville e Arango (2015, p. 24) existem várias definições 
para explicar o que é a Arquitetura da Informação: a) O design estrutural 
de ambientes de informação compartilhados; b) A síntese dos sistemas de 
LEITURA COMPLEMENTAR
100
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
organização, rotulagem, pesquisa e navegação dentro dos ecossistemas digitais, 
físicos e de canais cruzados; c) A arte e a ciência de moldarprodutos e experiências 
de informação para suportar a usabilidade, a capacidade de encontrar e a 
compreensão; d) Uma disciplina emergente e uma comunidade de práticas focada 
em trazer princípios de design e arquitetura para a paisagem digital. 
Os autores apresentam os componentes da Arquitetura da Informação em 
quatro categorias de sistemas, sendo:
• Sistema de Organização: podem ser exatos quando incluem 
agrupamentos alfabéticos, cronológicos e geográficos; ou ambíguos 
quando incluem grupos tópicos, baseados em tarefas, baseados em 
público, metafóricos e híbridos. 
i. Sistema de Rotulação: os rótulos podem ser textuais ou icônicos. 
ii. Sistema de Navegação: podem ser de vários tipos, mas os três 
mais comuns são os Globais, que são destinados a estar presentes 
em todas as páginas ou telas no ambiente de informações; os 
Locais, que complementam os globais e permitem que os usuários 
explorem a área imediata onde estão; e os Contextuais que ocorrem 
no contexto do conteúdo que está sendo apresentado no ambiente 
e apoiam a aprendizagem associativa ao permitir que os usuários 
explorem as relações entre os itens.
iii. Sistema de Busca: embora pareça ser simples, envolve vários fatores 
importantes tais como: o que procurar, o que recuperar e como 
apresentar os resultados, sendo que estes fatores precisam se juntar 
na interface de busca (ROSENFELD; MORVILLE; ARANGO, 2015).
A aplicação dos princípios da Arquitetura da Informação com o apoio 
das Estruturas de Representação da Informação visa trazer facilidades para os 
usuários, de modo que estes possam encontrar as informações que desejam com 
maior rapidez. 
SOBRE A REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO 
Nos dias atuais, a informação está sendo produzida em escalas sem 
precedentes e de diversas formas. Temos presenciado, muitas vezes, o mesmo 
conteúdo informacional aparecendo em diferentes tipos de formatos e suportes, 
que vão desde o impresso ou físico, até o digital ou eletrônico, isto é o que vem 
acontecendo, por exemplo, no caso dos jornais e livros. No entanto, até mesmo a 
informação que insiste em manter o seu conteúdo completo apenas em suportes 
físicos ou apenas em formato impresso, necessita ser representada em sistemas 
de informação digitais disponíveis em websites. Tal representação na web pode 
ter como objetivo tanto a recuperação da informação em si, como também a sua 
divulgação, tendo sempre como foco principal a satisfação das necessidades dos 
usuários daquela informação. Desta forma, é possível afirmar que a representação 
da informação na web está alcançando um grau de importância, na sociedade 
contemporânea, como nunca alcançou em nenhuma outra época. 
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
101
Sobre a preocupação e a importância da construção e disseminação 
da informação, Ferreira e Albuquerque (2013, p. 18) argumentam que tais 
preocupações resultam da “importância atribuída ao conhecimento como uma 
forma de vantagem competitiva” nos dias atuais. 
As grandes quantidades de informações lançadas em sistemas de 
recuperação, dificilmente contribuirão para gerar novos conhecimentos se 
estiverem desorganizadas ou sem nenhum tipo de tratamento ou cuidado com 
sua representação. Sousa (2012), explica que essa infinidade de informações 
disponíveis em ambientes digitais, que deveria ser um fator positivo na sociedade, 
pode, na verdade, causar “barreiras” no acesso, uma vez que, nem sempre a 
informação é disponibilizada de forma apropriada nos websites e assim, muitas 
vezes, não se alcança o objetivo principal, já mencionado, que é atender às 
necessidades dos usuários. Sousa (2012, p. 68) acrescenta que “[…] os usuários 
nem sempre conseguem encontrar o que desejam, seja pelo fato de os sistemas de 
busca não realizarem uma recuperação de forma satisfatória, seja porque ela não 
foi concebida para o usuário através de uma representação adequada”. 
Na atividade de representação realizada pelos profissionais da informação, 
são apresentadas aos usuários duas possibilidades de acesso à informação 
nos sistemas, conforme mencionado por Gomes e Santos (2013): a) através da 
representação descritiva, onde ocorre a descrição dos dados físicos do material, 
permitindo a realização de buscas por autor, por título, por tipo de material etc. 
e b) através da representação temática, onde ocorre a descrição do conteúdo, ou 
seja, dos assuntos contidos no material, o que permitirá ao usuário realizar buscas 
por assuntos de interesse. Catarino e Souza (2012, p. 84) também distinguiram a 
representação descritiva e a representação temática ao afirmarem que, 
[...] A descritiva representa as características específicas do documento 
que permitem sua individualização e também define e padroniza os 
pontos de acesso responsáveis pela busca e recuperação da informação 
e pela reunião de documentos semelhantes. A temática detém-se 
na atribuição de assuntos aos documentos a partir da classificação 
bibliográfica, da indexação e da elaboração de resumos, facilitando 
a recuperação de materiais relevantes que dizem respeito a temas 
semelhantes. 
Apesar de terem sido originalmente pensadas para a organização de 
coleções em bibliotecas físicas, as representações temática e descritiva são 
totalmente aplicáveis ao ambiente digital. (SILVA; NEVES, 2013; CATARINO; 
CERVANTES; ANDRADE, 2015). Nesse sentido, Maia (2015, p. 84) afirma que 
“um árduo processo de representação, de descrição física e temática, de escolha 
de termos, de controle de vocabulário, de construção de índice e de arranjo da 
categorização terminológica (classificação), envolve a precisão da informação.” 
Convém destacar, portanto, que existe um importante trabalho de organização 
e representação da informação que é feito nos bastidores dos sistemas digitais e 
que passa muitas vezes despercebido pelos usuários que utilizam a interface dos 
sistemas de busca.
102
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
PERCURSO METODOLÓGICO 
Quanto às fontes, o presente estudo revela-se um estudo bibliográfico 
partindo da visão de Rosenfeld, Morville e Arango (2015) acerca das características 
de três estruturas de representação da informação e sua utilização em websites, 
sendo: a) os vocabulários controlados; b) os tesauros, criados a partir dos esquemas 
de classificação hierárquicos e facetados; e c) os metadados, utilizados tanto para 
representação temática como também para a descritiva.
As preocupações com as estruturas de representação para a organização 
da informação visando facilitar o seu acesso, uso e disseminação, já vinham 
sendo uma preocupação de profissionais da informação, principalmente dos 
bibliotecários, muito antes de existir a internet e a web. Com isso, considera-se que 
o presente estudo possui natureza descritiva e abordagem qualitativa porque 
não pretende quantificar dados, mas sim, verificar características das estruturas 
de representação da informação, há muito já conhecidas pelos bibliotecários, e 
identificar como elas se aplicam hoje, em websites no ambiente digital. De acordo 
com Sampieri, Collado e Lucio (2006, p. 112), “os estudos descritivos servem para 
analisar como é e como se manifesta um fenômeno e seus componentes”. 
Assim, o estudo foi desenvolvido em duas etapas principais, sendo: 1. 
Revisão bibliográfica sobre as características das estruturas de representação da 
informação mencionadas por Rosenfeld, Morville e Arango (2015): vocabulários 
controlados, tesauros e metadados; e 2. Identificação da aplicação dessas 
estruturas de representação da informação em alguns websites escolhidos de 
forma aleatória, na internet.
ESTRUTURAS DE REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO: OS 
VOCABULÁRIOS CONTROLADOS E OS TESAUROS 
Os vocabulários controlados são instrumentos fundamentais para 
a organização e representação temática de conteúdos em diversas áreas do 
conhecimento, esse controle contribui de forma efetiva para o armazenamento 
e a recuperação das informaçõesem sistemas de recuperação digitais. Garret 
(2011) destaca os vocabulários controlados como sendo a ferramenta que impõe 
consistência aos conteúdos digitais. Na construção de um site, é preciso falar 
a linguagem do usuário, definindo os conceitos e as terminologias que serão 
utilizadas, de modo a facilitar a compreensão da estrutura do ambiente bem 
como a recuperação eficiente de informações. Os vocabulários controlados são de 
diferentes tipos, desde os mais simples até os mais complexos, conforme retratado 
na Figura 1, a seguir: 
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
103
Figura 1 – Tipos de vocabulários controlados
FONTE: Rosenfeld, Morville e Arango (2015, p. 271).
Conforme pode ser observado na Figura 1, Rosenfeld, Morville e Arango 
(2015) abordaram a importância dos vocabulários controlados desde os mais 
simples, como um agrupamento de sinônimos que abrange os relacionamentos 
de termos equivalentes, passando pelos arquivos de autoridade e esquemas 
de classificação, onde os relacionamentos avançam para níveis hierárquicos e 
chegando ao mais complexo que é o tesauro. Um tesauro compreende todas as 
formas de relacionamentos entre os termos, incluindo os associativos.
Conforme pode ser observado na Figura 1, Rosenfeld, Morville e Arango 
(2015) abordaram a importância dos vocabulários controlados desde os mais 
simples, como um agrupamento de sinônimos que abrange os relacionamentos 
de termos equivalentes, passando pelos arquivos de autoridade e esquemas 
de classificação, onde os relacionamentos avançam para níveis hierárquicos e 
chegando ao mais complexo que é o tesauro. Um tesauro compreende todas as 
formas de relacionamentos entre os termos, incluindo os associativos.
OS ANÉIS SINÔNIMOS 
Mesmo sendo considerado um controle simples, os anéis sinônimos fazem 
grande diferença para os resultados de busca e podem ajudar muito os usuários. 
Comumente, pode-se observar que usuários diferentes buscam o mesmo produto 
ou assunto digitando termos diferentes na pesquisa, por exemplo, enquanto 
uma pessoa busca na internet por geladeira uma outra pode estar buscando por 
refrigerador, podendo assim ocasionar ambiguidades e diferentes resultados na 
recuperação de informações. O estabelecimento de termos equivalentes com o 
uso dos anéis sinônimos pode solucionar esse problema. Além disso, também 
podem direcionar o usuário quando este digita o termo errado (ROSENFELD; 
MORVILLE; ARANGO, 2015). 
Atualmente, é possível notar que muitos ambientes digitais e websites estão 
se atentando para o uso destes controles de vocabulário, um exemplo pode ser 
observado na Figura 2, onde lançou-se, no site de busca Google, o nome pessoal 
errado Melville Dewei e o site direcionou os resultados da pesquisa para o nome 
correto que é Melvil Dewey.
104
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Figura 2 – Resultados de busca com relações de equivalência entre termos
FONTE: <http://google.com.br>. Acesso em: 3 ago. 2017.
Outro exemplo pode ser observado no catálogo on-line da Biblioteca 
Nacional do Brasil (BN) em sua página na web, onde é possível notar o 
estabelecimento da relação de equivalência entre termos pelos idiomas inglês/
português, conforme demonstrado na Figura 3, a seguir.
Figura 3 - Busca pelo assunto em inglês personal finance na página da Biblioteca Nacional
FONTE: <http://acervo.bn.br/sophia_web>. Acesso em: 3 ago. 2017.
Conforme mostra a Figura 3, ao realizar a pesquisa por assunto digitando 
o termo em inglês personal finance, o sistema da BN recuperou os registros de 
materiais cuja descrição temática possui o termo Finanças pessoais em português. 
Para tornar isso possível, as bibliotecas lançam mão dos arquivos para controle de 
autoridade, onde são estabelecidos os relacionamentos entre os termos.
OS ARQUIVOS DE AUTORIDADE 
Na prática, os arquivos de autoridade geralmente incluem termos 
preferenciais e variantes. Em outras palavras, os arquivos de autoridade são anéis 
sinônimos em que um termo foi definido como o termo preferido ou valor aceitável 
(ROSENFELD; MORVILLE; ARANGO, 2015). Os registros de autoridades 
frequentemente são utilizados em catálogos de bibliotecas para a padronização 
de cabeçalhos de assuntos, de nomes geográficos, de nomes pessoais, nomes de 
entidades coletivas, títulos de eventos e títulos uniformes. 
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
105
Diante da diversidade de pontos de acesso para uma entidade, um 
usuário do catálogo com o conhecimento de apenas um dos nomes 
pode não encontrar todos os recursos informacionais associados 
à entidade por ele desejada, por exemplo, todos os livros de um 
determinado autor. Desse modo, faz-se necessário reunir e controlar 
os pontos de acesso, assegurando que tal usuário encontre todos 
os recursos associados à entidade desejada ao realizar uma única 
busca. Dessa necessidade surge o conceito de controle de autoridade 
(ASSUMPÇÃO; SANTOS, 2013, p. 109).
Assim, com os registros de autoridades, a biblioteca escolhe um termo 
preferido para representar os termos tópicos/assuntos, nomes pessoais, eventos, 
nomes geográficos e outros. Junto ao termo preferencial, são atreladas as demais 
variações do nome, através da inclusão de remissivas. Com isso, o usuário poderá 
realizar a pesquisa digitando diferentes formas de nome e o sistema responderá 
recuperando todas as variações em uma só busca. Algumas instituições como 
a Biblioteca Nacional do Brasil e a Library of Congress dos Estados Unidos 
disponibilizam, para consulta, os seus registros de autoridades em catálogos on-
line. A Figura 4, a seguir, mostra como a Library of Congress cadastrou o nome 
pessoal do músico brasileiro Luiz Gonzaga e as suas variações.
OS ESQUEMAS DE CLASSIFICAÇÃO 
A organização da informação por meio de esquemas de classificação 
foi pensada e adotada por profissionais da informação antes da era digital. 
Voltando um pouco na história, pode-se observar, por exemplo, o trabalho do 
bibliotecário norte-americano Melvil Dewey (1851-1931), criador do Sistema de 
Classificação Decimal de Dewey (CDD) que teve sua primeira edição no ano 
de 1876 e vem sendo amplamente utilizada até os dias atuais. A CDD já passou 
por várias atualizações, estando hoje em sua 23ª edição, trata-se de um sistema 
estruturado hierarquicamente com o uso de números, na ordem decimal, com dez 
classes principais de assuntos (com notações que vão de 000 a 999). Cada classe 
principal possui subclasses de assuntos em hierarquia, abrangendo as áreas do 
conhecimento. O sistema de Classificação de Dewey serviu de base para os belgas 
Henri La Fontaine (1854-1943) e Paul Otlet (1868-1944) na criação da Classificação 
Decimal Universal, (CDU) que teve sua primeira edição em 1905. A CDD e a 
CDU são esquemas de classificação hierárquicos de assuntos que, desde sua 
criação, foram e continuam sendo amplamente usados na organização de acervos 
e catálogos de bibliotecas ao redor do mundo, tanto os físicos como digitais.
OS TESAUROS 
No âmbito da CI, o Tesauro pode ser definido como um conjunto 
de termos ou um vocabulário controlado de uma determinada área do 
conhecimento, “formalmente organizado para explicitar as relações a priori 
entre conceitos (por exemplo, como genéricas e específicas)” (UNESCO, 1993, 
p. 14). Os primeiros tesauros “foram desenvolvidos para bibliotecas, museus 
e agências governamentais muito antes da invenção da World Wide Web” 
(ROSENFELD; MORVILLE; ARANGO, 2015, p. 270, tradução nossa). O termo 
106
UNIDADE 2 — PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO PARA INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
tesauro começou a ser utilizado na esfera da CI a partir da década de 1940 “como 
sendo um instrumento capaz de transportar conceitos e suas relações mútuas 
[...]” (DODEBEI, 2002, p. 66).
O tesauro é considerado um tipo mais sofisticado de controle de 
vocabulário e se diferencia dos demais, tais como os anéis sinônimos e os 
registros deautoridades, pelo seu nível de complexidade e por abranger uma 
maior variedade de relacionamentos semânticos entre os termos que representam 
os assuntos (ROSENFELD; MORVILLE; ARANGO, 2015). A construção de um 
tesauro não é uma tarefa simples, envolve uma série de estudos aprofundados 
sobre áreas do conhecimento e a observação de normas e diretrizes reconhecidas 
internacionalmente. 
Ao contrário de uma lista simples de termos aprovados, um tesauro 
também documentará termos alternativos que são comumente usados, mas não 
aprovados para uso no site. [...] Um tesauro também pode incluir outros tipos de 
relações entre os termos, fornecendo recomendações para termos mais amplos, 
mais específicos ou relacionados. Documentar esses relacionamentos pode dar-
lhe uma imagem mais completa de toda a gama de conceitos encontrados em seu 
conteúdo, o que, por sua vez, pode sugerir abordagens arquitetônicas adicionais 
(GARRET, 2011, p. 99).
ESTRUTURAS DE REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO: OS 
METADADOS 
Os metadados, muitas vezes são definidos, na literatura, como sendo 
dados sobre dados, em outros casos o termo pode ser usado para designar 
informação legível por máquina, entretanto, essas definições mostram-se muito 
vagas diante da importância de tais recursos, hoje, na web. Para Lima, Santos e 
Santarém Segundo (2016, p. 52), “metadados é um termo genérico que abrange 
uma ampla variedade de tipos específicos de informações, as quais são criadas 
ou capturadas sob vários tipos de recursos informacionais” e podem conter 
informações que mostram como, quando e por quem o recurso foi armazenado.
Muitas empresas hoje estão usando metadados de maneiras mais 
sofisticadas. Aproveitando o software de gerenciamento de conteúdo e 
os vocabulários controlados, eles criam sistemas dinâmicos orientados 
a metadados que suportam a criação distribuída e a navegação 
poderosa (ROSENFELD; MORVILLE; ARANGO, 2015, p. 271).
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A Arquitetura da Informação compreende os sistemas de Organização, 
Rotulação, Navegação e Busca. Para que um website tenha usabilidade, 
esses sistemas precisam interagir e devem estar apoiados pelas Estruturas 
de Representação da Informação, que são: os vocabulários controlados, os 
tesauros e os metadados (ROSENFELD; MORVILLE; ARANGO, 2015). Com a 
presente pesquisa, foi possível identificar características desses instrumentos 
TÓPICO 3 — ASPECTOS DA ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO EM SOFTWARES DE BIBLIOTECAS
107
de representação da informação originalmente e comumente utilizados nos 
trabalhos dos profissionais da informação e que agora, na era digital, se fazem 
muito presentes também na arquitetura dos websites. 
Dentre as características observadas nos sites consultados, destacaram-se 
nesta pesquisa: a) os controles simples de termos e vocabulários por meio de 
mapeamento de sinônimos ou termos equivalentes; b) as categorias de temas/
assuntos em hierarquia única, do maior para o menor, princípio advindo dos 
Esquemas de Classificação, originalmente utilizados na organização de bibliotecas 
e arquivos; c) a representação de conteúdos em facetas ou categorias múltiplas 
de assuntos/temas que guiam o usuário na pesquisa; d) o uso de registros de 
autoridade com o emprego de hiperlinks para promover mobilidade na pesquisa, 
em diferentes tipos de categorias (por assunto, por nome etc.); e) os tesauros em 
ambientes digitais permitindo a organização e a busca de materiais bibliográficos 
por assunto/tema, em áreas do conhecimento específicas. Além disso, nos 
bastidores da organização da informação, estão os padrões de metadados como 
peças importantes para tornar todo esse controle possível. Diante da enormidade 
de conteúdos informacionais criados e disponibilizados na internet diariamente, 
a tendência aponta para um avanço nos tipos, nos formatos e no uso dessas 
importantes estruturas de representação da informação. Jpa que a daf asbbnnd 
jffff afasdc 
FONTE: DUMER, Luciana; SOUSA, Marckson Roberto Ferreira de; ALBUQUERQUE, Maria 
Elizabeth Baltar Carneiro de. Estruturas de Representação da Informação e seu apoio à Arquite-
tura da Informação na web: um olhar sobre vocabulários controlados, tesauros e metadados. 
Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação. Florianópolis, 
v. 24, n. 54, p. 38-51, jan. 2019. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/
view/1518-2924.2019v24n54p38. Acesso em: 13 ago. 2020.
108
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• São requisitos mínimos para avaliação de software: confiabilidade, usabilidade, 
eficiência, manutenibilidade e portabilidade.
• A arquitetura da informação (AI) pode ser compreendida como o mapa de um 
ambiente digital.
• A qualidade da arquitetura da informação em um software é essencial para a 
recuperação da informação pelo usuário.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
109
1 Os bibliotecários precisamos estar atentos a outras formas de analisar esses 
softwares, e, além disso, as bibliotecas utilizam vários ambientes digitais 
para disseminar a informação. Na arquitetura da informação, Blattman 
(2010) cita alguns desses requisitos. Sobre esses requisitos, assinale a 
alternativa CORRETA:
a) ( ) Confiabilidade e Eficiência.
b) ( ) Estabilidade e Portabilidade.
c) ( ) Verificação e Credibilidade.
d) ( ) Competência e Eficiência.
e) ( ) Usabilidade e Manutenção.
2 A arquitetura da informação é usada para analisar e reorganizar estruturas 
de ambientes digitais. Sobre a arquitetura da informação, assinale a 
alternativa CORRETA:
a) ( ) Possui 4 sistemas interdependentes: organização, rotulagem, navegação 
e busca.
b) ( ) A Arquitetura da informação é utilizada para promover um ambiente 
digital.
c) ( ) O sistema de busca é utilizado para a navegação do ambiente digital.
d) ( ) O sistema de rotulagem é utilizado para a navegação do ambiente.
AUTOATIVIDADE
110
111
UNIDADE 3 — 
RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender a importância da recuperação da informação;
• perceber a importância de uma estratégia de busca bem elaborada para a 
recuperação da informação;
• entender os sistemas de recuperação da informação; 
• conhecer os modelos de recuperação da informação;
• entender as diferenças entre os modelos de recuperação da informação;
• avaliar um sistema de recuperação da informação;
• entender a importância da arquitetura da informação em um software de 
informatização de acervo.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
TÓPICO 2 – MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
TÓPICO 3 – AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
112
113
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Nas unidades anteriores, foram apresentados alguns aspectos históricos 
do planejamento de informatização de bibliotecas. Com o grande volume de 
informação agora acessível e disponível para consulta e para transferência de 
conteúdo na internet, a informação, que antes levava muito tempo para ser 
encontrada e disponibilizada, passou a ser consultada diretamente pelo usuário, 
sem a intermediação de terceiros, a um clique na internet.
A informatização dos acervos, a rápida expansão da internet e a criação 
do documento eletrônico possibilitaram, ao homem contemporâneo, ter agilidade 
na busca e na transmissão da informação. Ele deixa de ser apenas consumidor da 
informação e passa a ser agente produtor, que compartilha e disponibiliza sua 
produção por meio da rede.
A internetpossibilitou um mundo de facilidades, em que a informação 
está disponível em várias fontes diferentes, proporcionando, ao usuário, filtrar e 
tomar para si a responsabilidade de analisar a confiabilidade da fonte consultada. 
Com o enorme fluxo de informações no ambiente virtual, o usuário nem sempre 
consegue acessar a informação mais apropriada. Isso se deve, além da quantidade 
de documentos disponibilizados, à falta de conhecimento dos mecanismos, 
métodos de busca e linguagem apropriada.
Ao bibliotecário, cabe fazer a ponte entre o conteúdo disponibilizado e o 
usuário, organizando a informação sob a lógica do usuário e utilizando as técnicas 
da biblioteconomia. No início da informatização dos acervos, o maior desafio era 
disponibilizar o catálogo e os documentos na rede. Atualmente, o maior desafio 
do bibliotecário é possibilitar a localização e a recuperação da informação.
Segundo Lacerda e Valente (2007), o usuário deixou de ser apenas 
consumidor de informação e passou a ser produtor de páginas e links. Ainda, 
começou a participar, efetivamente e de forma interativa, da classificação das 
informações, possuindo o poder de influenciar o que apresenta como o mais 
importante para si e para outros usuários que possuem interesses em comum.
Os mais variados conteúdos agora são produzidos e oferecidos sem passar 
por qualquer indexação, vocabulário controlado ou profissional da informação. 
Diante dessa abrangência de possibilidades de recuperação de um mesmo 
assunto, a indexação, antes feita somente por meio de linguagem controlada e 
TÓPICO 1 — 
RECUPERAÇÃO DA 
INFORMAÇÃO
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
114
estruturada, agora, está nas mãos do usuário, que indexa o conteúdo, tomando, 
como ponto de partida, suas experiências e conhecimentos adquiridos, listando 
os termos que julgar mais apropriados. Essa indexação coletiva gera relações 
entre pessoas ou grupo de pessoas e um conteúdo específico, ou entre pessoas e 
grupos de interesses comuns etc.
Na área da ciência da informação, o bibliotecário deve estar atento às 
oportunidades que surgem, uma vez que, independentemente da maneira como 
essa informação está sendo indexada, cabe, ao profissional, organizar e processar 
para que seja possível sua recuperação. 
2 RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
O termo Recuperação da Informação (RI), do inglês Information Retrieval, 
foi criado no ano de 1950, por Calvin Moores. Tem, por finalidade, ocupar-se dos 
aspectos intelectuais e descritivos das informações, além de qualquer sistema ou 
equipamento utilizado para realização da recuperação da informação. 
Para Mooers (1951), a recuperação da informação é o nome dado ao processo 
ou método pelo qual um potencial usuário de informação é capaz de converter a 
sua necessidade de informação e uma lista real de citações de documentos em um 
acervo contendo informações úteis para ele. Engloba os aspectos intelectuais da 
descrição de informações e suas especificidades para a busca, além de quaisquer 
sistemas, técnicas ou máquinas empregados para o desempenho da operação. O 
assunto de cada documento, ou de uma unidade de informação, é caracterizado 
ou descrito por meio de um conjunto de descritores, tirado de um vocabulário 
formal.
Ainda, segundo o autor, a RI se estabeleceu como um campo do 
conhecimento científico que objetivou equacionar três problemas enunciados pela 
explosão da informação: representação da informação, especificação da busca da 
informação e criação de mecanismo para recuperação.
Todavia, desde a sua criação, a expressão recuperação da informação 
tem gerado muita polêmica. Atualmente, essa expressão é amplamente aceita e 
utilizada pela comunidade científica, ainda que existam divergentes pontos de 
vista sobre o que realmente seja recuperação da informação (GONZALEZ; LIMA, 
2003).
A indexação tem, como propósito principal, como explica Lancaster 
(1999), representar documentos publicados para que possam ser incluídos numa 
base de dados. Essa base de dados de representações pode ser impressa, em 
formato eletrônico, ou em fichas.
TÓPICO 1 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
115
A RI é considerada uma subárea da ciência da computação, e visa estudar 
como recuperar dados, informações ou documentos de uma fonte de dados. Para 
Martha (2005, p. 10):
[...] é uma ciência que estuda a criação de algoritmos para recuperar 
informações, principalmente, provenientes de textos livres, que 
constituem a maior parte da informação em forma digital disponível 
nos dias atuais, sobretudo, após a internet e a WWW (World Wide 
Web).
Segundo Saracevic (1992, p. 2), a RI é expressa "como aquilo que abrange os 
aspectos intelectuais da descrição da informação, suas especificações para busca 
e, também, quaisquer sistemas, técnicas ou máquinas que são utilizados para 
realizar a operação". Relaciona-se com campos do conhecimento, como psicologia, 
arquitetura da informação, linguística, semiótica, ciência da informação, ciência 
da computação, biblioteconomia e estatística.
Para Cardoso (2004, p. 1), a “recuperação da informação é uma subárea da 
ciência da computação que estuda o armazenamento e recuperação automática 
de documentos, que são objetos de dados, geralmente, textos”.
FIGURA 1 – SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
FONTE: Gey (1992 apud CARDODO, 2004, p. 1)
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
116
A RI se inicia com a representação e armazenamento dos dados, e, 
conforme Baeza-Yates e Ribeiro-Neto (1999), estende-se até a organização e 
acesso à informação. Encontrar a informação relevante é uma tarefa complexa, 
evidenciando a necessidade de técnicas e algoritmos de busca específicos para 
recuperar informações seletivas. Fundamenta-se na busca de documentos 
significativos a uma dada consulta, a qual expressa a necessidade informacional 
do usuário.
Para atender às demandas crescentes de RI, tanto no meio acadêmico, 
quanto no meio comercial, ocorreu o desenvolvimento dos Sistemas de 
Recuperação da Informação (SRI).
2.1 SISTEMAS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO 
A evolução histórica dos Sistemas de Recuperação da Informação (SRI), 
segundo Lancaster (1999), apresenta duas linhas principais de desenvolvimento: a 
primeira teve suas origens nos grandes sistemas de bases de dados desenvolvidas 
pelas instituições americanas, que indexavam suas bases de dados referenciais 
utilizando os thesauri específicos das suas áreas temáticas; e a segunda linha 
teve desenvolvimento no campo do Direito e envolvia a geração da base de 
dados com o texto completo das leis. As bases de dados referenciais e as textuais 
passaram a exigir um planejamento preciso da estratégia de busca, promovendo 
o desenvolvimento das estratégias de busca na recuperação da informação de 
acordo com as necessidades dos usuários.
Segundo relata Macedo (2005), grande parte da literatura define os 
Sistemas de Recuperação da Informação como qualquer sistema automatizado 
que visa à recuperação da informação, sejam catálogos de bibliotecas ou as bases 
de dados. Portanto, um subconjunto dos Sistemas de Informação.
A necessidade de encontrar as informações armazenadas impulsionou o 
aperfeiçoamento dos mecanismos de RI:
Bastante significativa, também, foi a emergência do pragmatismo 
na aplicação empresarial da recuperação da informação: a indústria 
informacional ou, para ser mais preciso, o setor que lida com a criação 
e distribuição de bases de dados e de serviços on-line decorrentes, 
além do acesso à informação e sua disseminação. Essa indústria da 
informação tem suas raízes diretamente relacionadas com os trabalhos 
de recuperação da informação dos anos 1950 e 1960, que culminaram 
com a emergência de serviços on-line nos 1970 e com a viabilização 
internacional da indústria da informação nos anos 1980 (SARACEVIC, 
1992, p. 5).
Os SRI, conforme Araújo (2012), devem representar, armazenar, organizar 
e localizar os itens de informação, sendo que a indexação é a principal função 
de um SRI, e seus componentes devem incluir: documentos;necessidades do 
usuário; consulta formulada; e o processo de recuperação propriamente dito. 
TÓPICO 1 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
117
No exame aos modelos de SRI, Cardoso (2004) salienta que o usuário de 
um sistema de RI tem, por objetivo, localizar a informação sobre um determinado 
assunto da maneira mais precisa possível, não apenas buscar documentos de um 
termo abrangente.
Essas consultas, ou buscas, podem ser ampliadas, associando novos 
termos aos inseridos. Isso tem o objetivo de obter uma classificação mais apurada 
quanto à relevância para os documentos recuperados. Buckland (1997, p. 5) define 
documento como:
Qualquer expressão do pensamento humano. Qualquer base material 
capaz de estender nosso conhecimento, que seja disponível para 
estudo ou comparação, pode ser um documento. Qualquer fonte de 
informação, em formato material, capaz de ser utilizada para referência 
ou estudo ou como uma autoridade, conforme o International Institute 
for Intelectual Cooperation (uma agência da Liga das Nações). Um 
documento é uma evidência que suporta um fato, qualquer signo físico 
ou simbólico, preservado ou registrado, com a intuição de representar, 
reconstruir ou demonstrar um fenômeno físico ou conceitual.
Essas definições generalizam, ainda mais, o conceito de documento a 
qualquer tipo de suporte, seja ele físico ou digital. Independentemente do tipo 
de suporte em que a informacão está, e no caso da web, o formato do arquivo 
disponível e a maneira como é indexado devem estar acessíveis ao usuário, para 
efetuar a sua busca.
Para Rowley (2002), os sistemas de recuperação da informação e 
computadores quase foram usados como sinônimos, porém, antes do surgimento 
de qualquer computador e da própria informática, os sistemas de fichas e 
arquivos baseados em papel já existiam. Para a autora, os sistemas podem ser 
compreendidos como se fossem formados por três etapas:
• Indexação: definida por Robredo (2005), consiste em indicar o conteúdo 
temático de uma unidade de informação, mediante a atribuição de um ou mais 
termos (ou código) ao documento, de forma a caracterizá-lo de forma unívoca. 
• Armazenamento: processo geralmente feito por meio de computadores que 
guardam arquivos de documentos, índices e as base de dados que contêm os 
registros dos documentos representados.
• Recuperação da informação: consiste em identificar, no conjunto de documentos 
(corpus), quais informações atendem à necessidade de informação do usuário.
Com o surgimento do formato eletrônico, Cendón (2005) cita as vantagens 
desse SRI, como o maior número de pontos de acesso dos não automatizados 
e a possibilidade de realizar pesquisas complexas, possibilitando inúmeras 
combinações, em que vários conceitos necessitam ser relacionados, pois pode-se 
combinar um grande número de termos de busca, de maneiras que não seriam 
possíveis nos SRI impressos.
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
118
Diante do surgimento de inúmeras facilidades tecnológicas, não devemos 
nos esquecer da peça fundamental desse contexto: o usuário. Para ele, todas as 
facilidades são pensadas e formuladas. Atender às demandas informacionais 
deve ser requisito, sempre presente, no processo de recuperação da informação. 
Assim, Ortega e Lara (2010, p. 9) enfatizam que:
 
O usuário é o ator que dispara uma situação de comunicação, pois 
é o ato da recepção que determina o estabelecimento ou não de 
uma comunicação [...]. Para que a comunicação documentária 
ocorra, é necessário que a informação documentária - produto que 
é transmitido nesse processo - seja portadora de um significado, tal 
que o usuário possa ser capaz de processá-la mentalmente, a fim de 
obter a informação desejada. A comunicação documentária é, então, 
um processo que exige, de um lado, a informação documentária e, 
de outro, o usuário que se apropria dessa informação. Os sistemas 
documentários lidam com atos de comunicação materialmente 
explícitos, isto é, o documento, sua representação, a pergunta do 
usuário, a ação comunicativa do profissional de informação etc.
Quanto a possíveis insatisfações dos usuários com o SRI, Araujo (2012, p. 
139) relata que:
Em resposta à pergunta por que vêm falhando os sistemas de 
informação e a consequente insatisfação do usuário, Biscalchin e 
Boccato (2011), em um estudo sobre o uso de linguagem documentária 
em catálogos coletivos de bibliotecas universitárias, apontaram três 
aspectos principais: 1) a incompatibilidade existente entre a linguagem 
de busca e a adotada pelo sistema; 2) a ausência de remissivas; e 3) 
as inconsistências sintático-semânticas verificadas na linguagem. A 
pesquisa revelou que a grande maioria dos usuários desconhece a 
linguagem usada pelo sistema. Acrescenta-se, a isso, o desconhecimento 
dos recursos de pesquisa que o catálogo eletrônico oferece. Lima (1998) 
observa, ainda, que a presença de várias linguagens documentárias em 
um único SRI prejudica a transferência da informação e, desse modo, a 
comunicação entre o sistema e o usuário.
 Sendo, o bibliotecário, o profissional da informação responsável 
pelo gerenciamento dos SRI, cabe, a ele, ficar atento à qualidade da informação 
que está sendo recuperada.
2.2 ESTRATÉGIA DE BUSCAS
De acordo com Santos e Ribeiro (2003, p. 96), o termo estratégia de busca 
compreende a “[...] construção da combinação de comandos e conceitos que 
permitem a localização de informações relevantes (e exclusão de informações 
irrelevantes) na busca automatizada”. 
A estratégia de busca deverá ser bem elaborada, com o objetivo de 
possibilitar uma RI adequada com a resposta pretendida pelo usuário ou 
pesquisador, isto é, o resultado encontrado pelo sistema de informação deverá 
refletir uma estratégia que retrate, fielmente, o anseio de busca desse usuário.
TÓPICO 1 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
119
Na Ciência da Informação, sob a perspectiva da recuperação da informação, 
a estratégia de busca pode ser definida como uma técnica ou conjunto de regras 
para tornar possível o encontro entre uma pergunta formulada e a informação 
armazenada em uma base de dados. Isso significa que, a partir de um arquivo, 
um conjunto de itens que constituem a resposta de uma determinada pergunta 
será selecionado (LOPES, 2002).
Para Lancaster (1999, p. 45), duas são as formas de realizar buscas na bases 
de dados: “[...] a busca delegada, que é realizada pelo profissional da informação 
mediante a formulação da pergunta pelo usuário, e a busca não delegada, em que 
o próprio usuário realiza a sua busca”. 
Assim, independentemente da forma de busca adotada pelo profissional 
da informação na Unidade de Informação, como arquivos, discotecas, filmotecas, 
hemerotecas, mapotecas, pinacotecas, os diversos tipos de centros de informação, 
os museus e as bibliotecas que se dedicam às atividades de informação, “o usuário/
pesquisador deseja que a pesquisa lhe proporcione resultados satisfatórios” 
(SANTOS; RIBEIRO, 2003, p. 243).
A maneira como a busca pela informação é direcionada pode contribuir 
com seu êxito final, pois conhecer as técnicas e saber empregá-las influenciam 
no resultado. Segundo Lopes (2002, p. 61), “[...] no âmbito da recuperação da 
informação, a estratégia de busca pode ser definida como uma técnica ou conjunto 
de regras para tornar possível o encontro entre uma pergunta formulada e a 
informação armazenada em uma base de dados”.
A eficiência da busca efetuada pelo usuário está condicionada à capacidade 
de descrever, para o banco de dados, seu problema de pesquisa, de maneira que 
se restrinja a um conjunto de respostas pertinentes à questão abordada, enquanto 
a eficiência do buscador utilizado se relaciona, diretamente, a oferecer, nas 
primeiras linhas da pesquisa, a informação procurada.
Conforme Gonzalez e Lima (2003), para que haja uma estratégia de 
busca adequada, torna-se necessário o Processamento da Linguagem Natural 
(PLN), que trata dos diversos aspectos da comunicação humana, como sons, 
palavras, sentenças e discursos, considerandoformatos e referências, estruturas 
e significados, contextos e usos. O objetivo é fazer com que o computador se 
comunique com a utilização da linguagem humana.
É necessário que se compreenda que a linguagem dos sistemas de 
recuperação da informação deve buscar os documentos que atendam às reais 
necessidades do usuário, contudo, nem sempre a comunicação ocorre em todos 
os níveis. Segundo Gonzalez e Lima (2003), esses níveis são:
• fonético e fonológico: do relacionamento das palavras com os sons que produzem;
• morfológico: da construção das palavras a partir das unidades de significado 
primitivas e de como classificá-las em categorias morfológicas;
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
120
• sintático: do relacionamento das palavras entre si, cada uma assumindo seu 
papel estrutural nas frases, e de como as frases podem ser partes de outras, 
constituindo sentenças;
• semântico: do relacionamento das palavras com seus significados e de como 
eles são combinados para formar os significados das sentenças;
• pragmático: do uso de frases e sentenças em diferentes contextos, afetando o 
significado.
Para Gonzalez e Lima (2003), o PLN está presente em diversos níveis e 
nas diferentes abordagens que os pesquisadores têm procurado para solucionar o 
problema. Por meio dos processamentos morfossintático e semântico, o conhecimento 
linguístico pode trazer estratégias inteligentes para a recuperação da informação. 
Segundo os autores, tanto por meio de métodos estatísticos quanto pela aplicação 
do conhecimento linguístico, o PLN tem, ainda, muitos desafios a vencer na área da 
recuperação da informação (RI), mas, por certo, tem, também, muitos benefícios. 
Segundo relata Cardoso (2004, p. 5), o processo de recuperação da 
informação possui fases com características e funções próprias, bem definidas 
e facilmente identificadas: “passagens, expansão de consultas, filtragem de 
informação, categorização, extração da informação e sua visualização”.
Essas fases são identificadas conforme (CARDOSO, 2004):
 
• As passagens estão relacionadas com a dificuldade do usuário de interpretar, 
com facilidade, a similaridade das informações relevante para a sua consulta.
• A expansão das consultas está relacionada com a fundamentação na localização 
das informações, uso de palavras-chave na localização das informações.
• A filtragem de informação está ligada à análise do fluxo informacional e 
comparação com o conteúdo das informações pertinentes. 
• Categorização e extração da informação estão relacionadas com o processo 
de classificação e definição informacional, seguindo critérios com categorias e 
conceitos definidos.
• Visualização da relação da interação com o usuário em expressar sua 
necessidade, ou seja, formulação da busca/consulta.
Para melhor compreender a RI, é preciso conhecer todas as partes desse 
processo, que envolvem motores de buscas, modelos de recuperação e avaliação.
Para conhecer melhor as estratégias de buscas, você pode acessar o conteúdo 
da BIREME (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde): 
https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/22802/2/va_Danielli_Luciana_ICICT_Portal-
Bireme_2017.pdf.
DICAS
121
Neste tópico, você aprendeu que:
• O surgimento da Recuperação da Informação ocorreu e se desenvolveu junto à 
história da internet. 
• Existem diferentes modelos de Sistemas de Recuperação da Informação. 
• É importante conhecer cada Sistema de Recuperação da informação e 
compreender em que ambiente pode ser utilizado.
• A estratégia de busca de informações interfere diretamente na qualidade e 
quantidade das informações encontradas.
RESUMO DO TÓPICO 1
122
1 A recuperação da informação teve seu caminho traçado com a história dos 
computadores, e, muitas vezes, os dois caminhos se cruzaram. Segundo 
Rowley (2002), a RI, muito antes do surgimento dos computadores, era feita 
por meio dos sistemas de fichas, e arquivos baseados em papel. Quais as 
etapas da Recuperação da Informação? 
a) ( ) Taxonomia, Armazenamento, Sistemas de Recuperação.
b) ( ) Recuperação da Informação, Armazenamento e Indexação.
c) ( ) Linguagem Documentária, Indexação, Repositório.
d) ( ) Operadores, Base de Dados, Recuperação da Informação.
e) ( ) Base de Dados, Indexadores, Taxonomia.
2 Com o grande volume de dados circulando livremente nos mais diferentes 
ambientes virtuais, encontrar a informação com precisão e rapidez se tornou 
um diferencial para o usuário. Conforme Macedo (2005), qual a definição 
de Sistemas de Recuperação da Informação? 
a) ( ) Orientar o usuário a proceder com a busca.
b) ( ) São sistemas de rankings de conteúdos.
c) ( ) Qualquer sistema automatizado que visa à recuperação da informação.
d) ( ) Sistema de cálculo e equações para encontrar a informação. 
e) ( ) Base de dados que integra outras bases.
AUTOATIVIDADE
123
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Os modelos de RI começaram a ser criados a partir da década de 1960, 
uma vez que, com o acúmulo das informações, era necessário criar um método 
para localizá-las, de maneira rápida e precisa, e os fundamentos desenvolvidos 
ao longo das décadas estão presentes nos principais sistemas desenvolvidos.
A linguagem natural é utilizada pelos usuários na RI para buscas na 
internet. Por meio dos motores de busca, é possível recuperar um mesmo assunto 
em diferentes bases de dados, repositórios ou páginas de sites. Ao introduzir 
uma palavra ou um grupo delas sobre o assunto a ser pesquisado, os motores de 
buscas fornecem o resultado encontrado na forma de links, estes que conduzem 
o usuário às opções oferecidas.
Segundo Baeza-Yates e Ribeiro-Neto (1999), um modelo de recuperação 
da informação pode ser formalmente caracterizado da forma a seguir:
TÓPICO 2 — 
MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA 
INFORMAÇÃO
FONTE: Baeza-Yates e Ribeiro-Neto (1999, p.21)
FIGURA 2 – MODELO DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO GERAL
124
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Conforme Branski (2000), os mecanismos de busca são sistemas 
especializados utilizados na recuperação de informações na Internet. Eles coletam 
informações dos conteúdos dos sites e armazenam em bancos de dados que estão 
disponíveis para consulta.
Um dos problemas centrais da recuperação de informações em SRI é a 
definição de quais são os documentos relevantes e quais devem ser descartados, e 
essa tarefa de "escolha", em sistemas automatizados, é executada por algum tipo 
de algoritmo que, baseado em heurísticas previamente definidas, decide quais 
são os documentos relevantes a serem recuperados e ordena os itens a partir 
dos critérios estabelecidos (BAEZA-YATES; RIBEIRO-NETO, 1999). Os modelos 
de recuperação textual podem ser divididos em duas categorias: clássicos ou 
quantitativos, dinâmicos. São modelos clássicos ou quantitativos:
• Modelo Booleano. 
• Modelo Vetorial.
• Modelo Probabilístico.
• Modelo Booleano Estendido.
• Modelo de Fuzzi.
São modelos dinâmicos:
• Sistemas Especialistas.
• Redes Neurais.
• Algoritmos Genéticos.
A seguir, apresentaremos alguns dos modelos de recuperação da 
informação e algumas características de cada modelo.
2 MODELOS CLÁSSICOS OU QUANTITATIVOS
 
Dos modelos de Recuperação da Informação apresentados na literatura, a 
maioria deles é de natureza quantitativa, derivados da lógica, da estatística ou da 
teoria dos conjuntos. Essa predominância é justificada pelo fato de que um modelo 
matemático pressupõe, em teoria, ser formulado com maior critério e análise formal 
do problema e de suas hipóteses, com geração de “uma formulação explícita da 
forma como o modelo depende das hipóteses” (FERNEDA, 2003, p. 20).
2.1 MODELO BOOLEANO
Esse modelo surgiu no século XIX, criado por George Boole, baseado 
em símbolos e regras, aplicáveis desde números a enunciados. Por meio desse 
sistema, é possível codificar, além de manipular preposições, como os números. 
A Álgebra Booleana é baseada em um sistema binário, que considera que um 
termo pode ter dois valores 0 (zero)e 1 (um), verdadeiros ou falsos.
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
125
No modelo booleano, os documentos recuperados são aqueles que 
contêm os termos que satisfazem a expressão lógica da consulta. As vantagens 
desse modelo são a facilidade de implementação e a expressividade completa 
das expressões, os principais problemas são a ausência de ordem na resposta e as 
respostas podem ser nulas ou muito grandes (CARDOSO, 2004).
2.1.1 Operadores booleanos
Conforme Ferneda (2003), no modelo booleano, o documento é 
representado por um conjunto de termos de indexação, estes que podem 
ser definidos, de forma intelectual, por profissionais especializados, ou 
automaticamente, por meio de algoritmos. As buscas são construídas por meio 
de uma expressão, composta por operadores lógicos AND, OR e NOT (E, OU e 
NÃO). Como resultados dessa busca, documentos cuja representação satisfaz as 
representações lógicas da expressão de busca.
O Modelo Booleano é baseado na teoria dos conjuntos, e utiliza uma 
fórmula simples, mas não plenamente eficaz de recuperação de todos os 
documentos, com os termos especificados pelo usuário na sua busca.
FONTE: Adaptado de Ferneda (2003)
FIGURA 3 – OPERADORES BOOLEANOS
Os operadores podem ser combinados para restringir os termos e o 
resultado:
Termos e operadores booleanos podem ser combinados para 
especificar buscas mais detalhadas ou restritivas. Como a ordem 
de execução das operações lógicas de uma expressão influencia no 
resultado da busca, muitas vezes, é necessário explicitar essa ordem 
delimitando partes da expressão através de parênteses. Na ausência 
de parênteses, a expressão booleana será interpretada de acordo com 
o padrão utilizado pelo sistema, que pode ser a execução da expressão 
da esquerda para a direita ou em uma ordem estabelecida, geralmente, 
NOT-AND-OR (FERNEDA, 2003, p. 33).
126
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Ferneda (2003) enfatiza que, quanto mais complexa for a expressão de 
busca, maior o conhecimento de lógica booleana necessário. Ainda, a importância 
de se desenvolver uma estratégia de busca adequada para garantir a qualidade da 
informação recuperada e, também, para fazer a avaliação do resultado da busca.
FONTE: Adaptado de Ferneda (2003)
FIGURA 4 – COMBINAÇÃO DE DIFERENTES POSSIBILIDADES DE OPERADORES
Mesmo sendo amplamente utilizado, o modelo de operadores booleanos 
apresenta a desvantagem de trabalhar com o conceito de relevância de forma 
binária, em que os documentos analisados sob critério de relevantes ou não 
relevantes, não é criada uma ordenação que apresente os resultados que atendam 
às condições da consulta de relevância (FERNEDA, 2003). Conforme Ferneda 
(2003), as limitações do modelo booleano são:
• Apesar da facilidade de o usuário utilizar em buscas simples, para realizar 
buscas mais complexas, é necessário conhecimento de álgebra e lógica booleana.
• Não há hierarquia de relevância na apresentação dos resultados de busca, 
apresentando resultados numerosos, que requerem conhecimento do usuário 
para realizar uma nova busca que restrinja o volume apresentado, presumindo 
que todos documentos são de igual relevância.
• Não há como atribuir a importância, maior ou menor, aos diferentes termos da 
expressão, assim, todos os termos são recuperados a partir do mesmo peso. O 
resultado da busca booleana apenas apresenta como atende ou não atende à 
expressão formulada. 
Para conhecer mais sobre operadores booleanos e suas diferentes combinações, 
assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ixBxt6J4j8Y.
DICAS
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
127
2.1.2 Operadores de proximidade
É um sistema para recuperação de textos completos, sendo que o 
documento, na sua íntegra, é representado pelo conjunto de todas suas 
palavras. Possui recursos para recuperar documentos por meio da avaliação da 
proximidade entre as palavras distribuídas ao longo do texto, num parágrafo ou 
numa sentença. Permite especificar condições relacionadas à distância e à posição 
dos termos dentro do texto (FERNEDA, 2003).
Os operadores de proximidade definem a distância entre dois termos 
no texto, ou podem determinar que os termos devem estar contidos na mesma 
frase ou parágrafo, evitando que a distância entre os termos buscados retorne 
informações irrelevantes. Os operadores booleanos podem ser combinados com 
os operadores de proximidade, o que possibilita restringir ou ampliar a busca, 
conforme a estratégia estabelecida.
Utilizando os operadores booleanos e os de proximidade, empresas 
criaram sistemas de recuperação, como o STAIRS, de propriedade da IBM, que 
permitia recuperar documentos cujos termos t1 e t2 aparecessem no mesmo 
parágrafo, usando a expressão de busca t1 WHITH t2. Ainda, a expressão t1 SAME 
t2, que recupera os termos que aparecem na mesma sentença (FERNEDA, 2003).
Operadores de proximidade, como as aspas duplas (“ “), podem ser 
utilizados para buscar uma frase ou combinar termos e formar expressões. O 
uso dos parênteses ( ) pode ser utilizado para agrupar termos dentro de uma 
mesma expressão. Por fim, o termo NEAR/n, em que n é o número de intervalo 
da distância entre os termos pesquisados.
2.2 MODELO VETORIAL
O modelo vetorial, genericamente conhecido como algébrico, propõe um 
ambiente no qual é possível obter documentos que respondem, parcialmente, a 
uma expressão de busca, isto é, por meio da associação de pesos ao termo de 
indexação e ao termo de expressão de busca. Segundo Ferneda (2003), os pesos 
são utilizados para calcular a similaridade de cada documento em relação à 
expressão. Nesse modelo, cada documento é um vetor, e são atribuídos peso e 
relevância ao respectivo termo de indexação. A representação vetorial é expressa:
Cada vetor descreve a posição do documento em um espaço 
multidimensional, onde cada termo de indexação representa 
dimensão ou eixo. Cada elemento do vetor (peso) é normalizado de 
forma q assumir valores entre zero e um. Os pesos mais próximos de 
um (1) indicam termos com maior importância para a descrição do 
documento (FERNEDA, 2003, p. 38).
O exposto a seguir representará um documento Doc1 com os termos de 
indexação t1 e t3, com pesos 0.3 e 0.5:
128
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
FIGURA 5 – REPRESENTAÇÃO VETORIAL DE UM DOCUMENTO COM DOIS TERMOS
FONTE: Ferneda (2003, p. 38)
Conforme Cardoso (2004), a cada termo da busca, é atribuído um peso, 
que especifica o tamanho e a direção do vetor de representação. Ao ângulo 
formado por esses vetores, dá-se o nome de q, e o cos q determina a proximidade 
da ocorrência. Esse cálculo é representado pela fórmula a seguir: 
FIGURA 6 – CÁLCULO DA SIMILARIDADE BASEADO NO ÂNGULO ENTRE VETORES
FONTE: Cardoso (2004, p. 35)
Para Silva (2017), a expressão de busca é também representada por um 
conjunto de termos e seus pesos, que representam a importância do termo na 
expressão de busca. A homogeneidade das representações, tanto dos documentos 
como das expressões de busca, permite criar um sistema no qual é possível 
não só calcular o “grau de similaridade” entre uma expressão de busca e cada 
um dos documentos do corpus, mas também verificar a semelhança entre dois 
documentos. O resultado de uma busca é um conjunto de documentos ordenados 
pelo grau de similaridade entre a expressão busca do usuário e cada um dos 
documentos do corpus.
O modelo vetorial tem, por característica, a independência entre 
os termos da indexação. Conforme Ferneda (2003), isso poderia ser uma 
desvantagem. Contudo, Baeza-Yates e Ribeiro-Neto (1999) relatam que não há 
evidências conclusivas que tal relação interfira no desemprenho de um sistema 
de recuperação da informação.
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
129
2.2.1 Sistema SMART
 
O projeto Sistem for Manipulatios and Retrivel of Text (SMART) foi 
desenvolvido tendo, como base, as teorias do modelo conceitual estabelecido no 
modelo vetorial. Esse projeto é o resultado dos estudos de Gerard Salton. No 
sistemaSMART, cada documento recebe um vetor numérico e a frequência do 
termo é expressa por uma fórmula:
O valor de cada elemento desse vetor representa a importância do 
respectivo termo na descrição do documento. Esses pesos podem ser 
atribuídos manualmente, o que necessita de pessoal especializado 
trabalhando um certo tempo. No entanto, o sistema SMART fornece 
um método automático para o cálculo dos pesos não só dos vetores 
que representam os documentos, mas também dos vetores das 
expressões de busca. A forma de calcular esses pesos é descrita por 
Salton e McGill (1983, p. 204-207). Inicialmente, define-se a frequência 
de um termo (“term frequency” – tf) como sendo o número de vezes 
que um determinado termo t aparece no texto de um documento d 
(FERNEDA, 2003, p. 42).
FIGURA 7 – SISTEMA SMART - FÓRMULA FREQUÊNCIA DO TERMO
FIGURA 8 – SISTEMA SMART - FÓRMULA RELEVÂNCIA DO TERMO NO DOCUMENTO
FONTE: Ferneda (2003, p. 42)
FONTE: Ferneda (2003, p. 42)
Sendo, esse termo, numeroso nos documentos, sua relevância deve ser 
pequena. Para um cálculo preciso de um termo indexado, faz-se necessária uma 
estatística global que caracterize o termo em relação a todo o corpus da pesquisa. 
Isso se chama “inverse document frequency”, sendo N o número de documentos no 
corpus e nt o número de documentos que contém o termo t (FERNEDA, 2003):
O Sistema SMART, em sua construção, já possuía ferramentas de análise 
linguística, para a extração automática de termos de indexação. Conforme relata 
Ferneda (2003), o processo de indexação é realizado por meio das seguintes 
etapas:
130
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
• Identificar e isolar cada palavra do texto do documento ou de sua representação.
• Eliminar palavras com grande frequência e pouco valor semântico.
• Remover afixos das palavras restantes, reduzindo ao radical.
• Incorporar os radicais (termos) aos vetores dos documentos e atribuir pesos, 
calculados por meio da fórmula tf*idf.
O sistema ainda permite a reformulação da expressão de busca pelo 
usuário. Assim, é possível obter melhores resultados na recuperação, processo 
chamado de “Relevance Feedback”, com a construção de uma nova busca a partir 
dos documentos identificados, de maneira automática ou por meio do usuário. 
Ferneda (2003) lista que as expressões são reformuladas nas operações:
 
• Termos que ocorrem em documentos relevantes são adicionados à expressão 
de busca.
• Termos que ocorrem em documentos identificados como não relevantes são 
excluídos da expressão de busca original ou seus pesos são reduzidos.
2.3 MODELO PROBABILÍSTICO
O modelo probabilístico, segundo Cardoso (2004), é baseado no princípio 
probabilístico de ordenação (Probability Ranking Principle), que estabelece 
que esse modelo pode ser usado de forma ótima. Esse princípio é baseado na 
hipótese de que a relevância de um documento, para uma determinada consulta, 
é independente de outros documentos. O princípio é o seguinte:
Se a resposta de um sistema de recuperação de referência a cada 
requisição é uma ordem de documentos classificada de forma 
decrescente pela probabilidade de relevância para o usuário que 
submeteu a requisição, em que as probabilidades são estimadas com a 
melhor precisão com base nos dados disponíveis, então, a efetividade 
geral do sistema para o seu usuário será a melhor que pode ser obtida 
com base naqueles dados (CARDOSO, 2004, p. 6).
Surgiu por volta dos anos 1960, e é definitivamente introduzido em 
1976, por Robertson e Spark Jones, conhecido, mais tarde, como Modelo de 
Independência Binária (BIR). Segundo Baeza Yates e Ribeiro Neto (1999), o 
modelo probabilístico recupera informações usando a teoria da probabilidade.
Dada uma query do usuário, há um conjunto de documentos que 
contém, exatamente, os documentos relevantes, e nenhum outro. Dada 
uma query, o retorno seria um conjunto de resposta ideal. Um grande 
problema é saber as propriedades significativas dessa resposta ideal. 
Essa suposição permite gerar uma descrição probabilística preliminar 
do conjunto de resposta ideal, usada para recobrar o primeiro conjunto 
de documentos (TAKAO, 2001, p. 35).
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
131
Os princípios da hipótese probabilística, segundo Baeza-Yates e Ribeiro-
Neto (1999), revelam que: dados, ao usuário, uma query (q) e um documento 
(dj) na coleção, o modelo probabilístico estima a probabilidade de o usuário 
achar o documento (dj) relevante. O modelo determina que essa probabilidade 
de relevância depende somente da query e da representação do documento. 
Conforme Takao (2001), o modelo determina que existe um subconjunto de todos 
os documentos que o usuário pretende como resultado da busca para a query (q). 
O resultado ideal, que é denominado por (R), deve maximizar toda 
probabilidade relevante para o usuário. Documentos no conjunto (R) são previstos 
ser relevantes para a query. Documentos fora desse conjunto são previstos ser 
não relevantes.
Esse modelo apresenta, como vantagem, o princípio probabilístico 
de ordenação, que resulta em um ótimo comportamento do método. Sua 
desvantagem é que esse comportamento depende da precisão das estimativas 
de probabilidade, além de não explorar a frequência do termo no documento 
(CARDOSO, 2004).
Uma virtude relevante desse modelo é reconhecer que a atribuição de 
relevância é tarefa do usuário. O modelo probabilístico incorpora o Relevance 
Feedback em sua operação, além se ser facilmente implementado utilizando a 
proposta do modelo vetorial (FERNEDA, 2003).
Se você ficou interessado em conhecer mais sobre o modelo vetorial, acesse o 
vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=gdiGTC7Fmz4&t=8s.
DICAS
2.4 MODELO FUZZI
A lógica fuzzy foi apresentada nos meios científicos em 1965, por Lofti 
Asker Zadeh, através da publicação do artigo Fuzzy Sets no Jornal Information and 
Control. Hoje, é amplamente empregada em diversos sistemas, sendo considerada 
uma técnica de excelência no universo computacional. Possui vasta aceitação na 
área de controle de processos e saúde. O conceito fuzzy pode ser entendido como 
uma situação em que não é possível responder, simplesmente, "sim" ou "não". 
Mesmo conhecendo as informações necessárias sobre a situação, dizer algo entre 
"sim" e "não", como "talvez" ou "quase", torna-se mais apropriado (SILVA, 2017). 
132
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Diferente da Lógica Booleana, que admite apenas valores booleanos 
verdadeiros ou falsos, a lógica difusa ou fuzzy trata de valores que variam entre 0 
e 1. Assim, uma pertinência de 0.5 pode representar meio verdade, logo, 0.9 e 0.1 
representam quase verdade e quase falso.
A lógica de fuzzi tem, por objetivos, capturar e operar com a diversidade, 
incertezas e verdades parciais dos fenômenos da natureza de uma forma 
sistemática e rigorosa. Baseado nessa lógica, Zadeh propôs, em 1965, uma nova 
teoria, em que não há descontinuidades, não há distinção abrupta entre elementos 
pertencentes e não pertencentes a um conjunto, os Conjuntos Nebulosos ou Fuzzy 
Sets. Na lógica fuzzy, um elemento pode ser membro de um conjunto apenas 
parcialmente, dentro da escala de valor de zero a um (FERNEDA, 2003).
Para obter a formalização matemática de um conjunto fuzzy, Zadeh se 
baseou no fato de que qualquer conjunto clássico pode ser caracterizado por uma 
função característica, cuja definição é dada a seguir.
Definição: U um universo de discurso e A um subconjunto de U.
A função característica de A é dada por:
FIGURA 9 – FUNÇÃO BIVALENTE DE FUZZY
FONTE: Ferneda (2003, p. 54)
Essa lógica permite que variáveis não admitam valores precisos, como zero 
ou um, possibilitando que elas tenham graus de pertinência entre os elementos, 
em relação ao seu conjunto. Possibilita, ainda, a construção de várias regras, que 
facilitam a modelagem dos problemas, tornando-os menos complexos. Tal lógica 
atrai pesquisadores da área e diversos profissionais de tecnologia da informação, 
pelo fato dela tornar, geralmente,mais simples, as soluções dos diversos 
problemas complexos existentes atualmente.
3 MODELOS DINÂMICOS
 
Os modelos dinâmicos têm, como principal característica, o reconhecimento 
da importância do usuário na definição das representações dos documentos. Sob esse 
ponto de vista, os usuários interagem e interferem na representação dos documentos 
do corpus, favorecendo a evolução ou adaptação dos documentos disponibilizados 
aos interesses do usuário do sistema, por meio da atribuição da relevância e da não 
relevância aos documentos recuperados pelos SRI (FERNEDA, 2003).
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
133
3.1 SISTEMAS ESPECIALISTAS
Sistema que utiliza técnicas apropriadas para a representação do 
conhecimento. Segundo Ferneda (2003), é um sistema computacional que tem, 
por objetivo, representar o conhecimento de um especialista humano em um 
domínio, de forma que possa auxiliar o usuário na tomada de decisão e resolução 
do problema pesquisado: 
Os sistemas especialistas fazem parte de uma classe de sistemas 
ditos baseados em conhecimento, desenvolvidos para servirem 
como consultores na tomada de decisões em áreas restritas. Esses 
sistemas são adequados para a solução de problemas de natureza 
simbólica, que envolvem incertezas resolvíveis [...]. A construção de 
um sistema especialista obedece ao princípio de que a simulação da 
inteligência pode ser feita a partir do desenvolvimento de ferramentas 
computacionais para fins específicos [...]. Um sistema especialista é 
composto de: uma base de conhecimento na qual está representado 
o conhecimento relevante sobre o problema e um conjunto de 
métodos de manipulação desse conhecimento: motor de inferência [...] 
(FERNEDA, 2003, p. 65).
FIGURA 10 – ESTRUTURA DE UM SISTEMA ESPECIALISTA
FONTE: Ferneda (2003, p. 66)
A seguir, veremos como Ferneda (2003) define cada parte desse sistema:
• Sistema de aquisição de conhecimento: é o conjunto de ferramentas que facilita 
o trabalho do especialista. Pode ser formado apenas por um editor de texto 
com verificador de sintaxe, ou mecanismos de visualização gráfica da estrutura 
da informação e instrumentos de testes e validações semânticas.
• Base do conhecimento: o conhecimento especializado humano está representado 
e armazenado. Chamado de sistema “baseado em regras”, é representado por 
regras condição-ação, na forma: SE<condição> ENTÃO <ação>.
134
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
• Motor de inferência: é composto por instrumentos para selecionar e aplicar 
conhecimento armazenado na base. A máquina de inferência busca as regras 
necessárias, ordena-as, de maneira lógica, e direciona o processo de inferência 
caseado nos dados simbólicos contidos na base de conhecimento.
• Interface: usada como comunicação entre o usuário e o sistema, podendo 
apresentar menus, perguntas ou representações gráficas. O usuário pode ser 
requisitado a interagir com o sistema, assim, a cada informação agregada, 
diminui a distância entre o problema e a solução. Devido à estrutura modular, 
a case pode crescer, conforme as novas regras inseridas pelo usuário.
3.2 REDES NEURAIS ARTIFICIAIS
Embora existam muitos algoritmos de inteligência artificial nos dias de 
hoje, as redes neurais são capazes de realizar o que foi chamado de aprendizagem 
profunda. Uma rede neural é um tipo de aprendizado de máquina que se modela 
segundo o cérebro humano. Isso cria uma rede neural artificial que, por meio de 
um algoritmo, permite que o computador aprenda, incorporando novos dados.
Enquanto a unidade básica do cérebro é o neurônio, o bloco de construção 
essencial de uma rede neural artificial é um perceptron, que realiza o processamento 
de sinal simples. São, então, conectados a uma rede de malha grande.
Nesse modelo, utiliza-se o poder das redes neurais para realizar o 
casamento de padrões entre as queries e os documentos do acervo do sistema. 
Cada query "dispara" um sinal que ativa os termos, que, por sua vez, propagam 
os sinais aos documentos relacionados. Estes retornam os sinais a novos termos, 
em interações sucessivas. O conjunto-resposta é definido através desse processo e 
pode conter documentos que não compartilhem nenhum termo com a query, mas 
que tenham sido ativados durante o processo (SOUZA, 2006).
Para conhecer um pouco mais sobre sistemas especialistas em bibliotecas, 
acesse o artigo a seguir: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
19651997000100006&lng=en&nrm=iso.
DICAS
TÓPICO 2 — MODELOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
135
FIGURA 11 – MODELO DE REDE NEURAL ARTIFICIAL
FONTE: <http://dablium.tripod.com/artigo7.htm>. Acesso em: 3 jul. 2020.
As redes neurais, com sua aprendizagem profunda, não podem ser 
programadas diretamente para a tarefa. Em vez disso, têm o requisito, assim 
como o cérebro em desenvolvimento de uma criança, de que precisam aprender 
as informações. As estratégias de aprendizagem seguem três métodos:
• Aprendizado supervisionado: Essa estratégia de aprendizado é a mais simples, 
pois há um conjunto de dados rotulado pelo qual o computador passa, e o 
algoritmo é modificado até que ele possa processar o conjunto de dados, para 
obter o resultado desejado.
• Aprendizado não supervisionado: Essa estratégia é usada nos casos em que 
não há um conjunto de dados rotulado disponível para aprender. A rede neural 
analisa o conjunto de dados e, em seguida, uma função de custo informa, à 
rede neural, a que distância estava do alvo. A rede neural, então, ajusta-se, para 
aumentar a precisão do algoritmo.
• Aprendizado reforçado: Neste algoritmo, a rede neural é reforçada para 
resultados positivos, e punida para resultados negativos, forçando a rede 
neural a aprender ao longo do tempo.
136
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os modelos de recuperação da informação se dividem em modelos 
quantitativos ou clássicos e dinâmicos.
• O modelo booleano é o mais utilizado nos motores de busca.
• O modelo vetorial permite imputar pesos aos termos da expressão de busca.
• O sistema SMART se originou dos estudos do Modelo Vetorial.
• O modelo probabilístico reconhece que o critério de relevância é de 
responsabilidade do usuário.
• As redes neurais são capazes de realizar o que foi chamado de aprendizagem 
profunda.
137
1 Com o crescimento acelerado de novas páginas de internet, milhares de 
novos documentos são disponibilizados na rede. A eficiência de um sistema 
de recuperação da informação está diretamente ligada ao modelo que ele 
utiliza, influenciando, diretamente, seu modo de operação. Identifique as 
categorias de Modelos de Recuperação da Informação:
a) ( ) Qualitativos e Essenciais.
b) ( ) Clássicos e Estáticos.
c) ( ) Booleanos e Algébricos.
d) ( ) Qualitativos e Dinâmicos.
e) ( ) Dinâmicos e Textuais.
AUTOATIVIDADE
138
139
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Atualmente, a web apresenta várias opções de SRI, com inúmeros 
motores de busca disponíveis gratuitamente. Cada um deles utiliza um modelo 
de recuperação de informação diferente, ou uma combinação deles em suas 
plataformas.
Kuramoto (2006, p. 119) analisa os Sistemas de Recuperação da Informação 
e observa que as definições se concentram em dois sentidos, aquelas que dão 
maior enfoque aos usuários e interfaces de buscas, e ao que os autores definem SRI 
como “[...] um sistema que trata da representação, armazenamento, organização 
e acesso aos itens de informação”.
Rowley (2002) aponta que os sistemas de recuperação de informação 
podem ser entendidos a partir de três estágios: indexação, armazenamento e 
recuperação. Segundo a autora:
• A indexação é voltada à atribuição de “termos ou códigos de indexação a um 
registro ou documento”, objetivando a sua recuperação posterior, podendo ser 
realizada de forma intelectual, por um indivíduo ou de forma automática pelo 
computador. 
• O armazenamento os sistemas de recuperação da informação fazem uso do 
computador para armazenar “tanto os arquivos de documentos quanto os 
arquivosde índices”. 
• Na recuperação, a autora aponta que as duas etapas anteriores influenciam 
no processo de busca da informação, determinando a estratégia de busca a ser 
realizada no SRI, além de outro fator, que “permanece constante”, ou seja, o 
usuário e sua necessidade informacional.
Quanto à recuperação, Rowley (2002, p. 163) cita:
• aceitação de uma consulta como insumo (como uma representação 
da necessidade de informação) formulada pelo usuário; 
• execução de uma comparação da consulta com cada um dos 
registros (representações dos documentos) existentes na base de 
dados;
• produção como resultado, a ser submetido ao usuário, de um 
conjunto de registros recuperados e que foram identificados com 
base nessa comparação.
TÓPICO 3 — 
AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA 
INFORMAÇÃO
140
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Conforme explica Rowley (2002), essas divisões propostas sistematizam 
os processos desenvolvidos na recuperação, e auxiliam no estabelecimento de 
critérios para analisar os SRI em cada um desses itens, por exemplo:
• Quais as possibilidades que o sistema oferece para inserção de estratégias de 
busca? (apresenta campos, filtros, índices, caixa de busca?)
• Como o sistema compara as expressões de busca inseridas pelos usuários com 
aquelas que se encontram armazenadas nele? (ele omite acentos gráficos, não 
compara as expressões caso haja erros gramaticais?)
• Os resultados encontrados foram relevantes para o usuário?
Segundo Godinho (2014), avaliação é o estabelecimento de critérios 
e comparação, um processo que se estabelece juízo de valores, sobre um 
processo, atividades ou resultados, e se compara com critérios já estabelecidos 
anteriormente. Nesse sentido, o autor cita alguns indicadores de avaliação de 
bases de dados, encontrados na literatura, sugerindo três categorias principais:
• A base de dados (o conteúdo): inclui tudo o que se refere à qualidade da 
informação contida na base de dados, sua análise e indexação, os documentos 
escolhidos etc.
• O sistema de recuperação da informação): inclui tudo o que se refere ao 
programa de recuperação e suas funcionalidades e à interface de consulta. 
• A gestão e administração da base de dados: inclui tudo que se refere à 
documentação sobre as bases de dados. 
2 ASPECTOS DA AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA 
INFORMAÇÃO
Apresentaremos a seguir os principais aspectos a serem considerados na 
avaliação de qualidade das informações recuperadas num processo de busca:
• Relevância.
• Precisão e Revocação.
• Exaustividade e Seletividade
• Silencio e Ruído.
2.1 RELEVÂNCIA
Salvador Oliván (2008, p. 71) aponta que a relevância é um elemento 
bastante discutido na literatura sobre recuperação da informação. Segundo 
o autor, o objetivo da recuperação da informação e dos SRI é “proporcionar 
informação relevante ao usuário”. 
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
141
Para Lancaster (1999, p. 154), um documento relevante “é o que contribui 
para satisfazer as necessidades de informação do usuário (em algumas ocasiões 
se aborda como documento pertinente) e um documento irrelevante e o que não 
as satisfaz”.
FIGURA 12 – CONTEÚDO RELEVANTE RECUPERADO
FONTE: <http://twixar.me/ZyWm>. Acesso em: 3 jul. 2020.
142
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Lancaster (1999, p. 3) ressalta haver diferenças no entendimento entre 
itens “relevantes‟ e “pertinentes‟, porém, para o livro Indexação e resumos, resolve 
considerar sinônimas as expressões “útil‟, “pertinente‟ e “relevante para uma 
necessidade de informação‟, assim, para ele, “[...] um documento pertinente (útil) 
é aquele que contribui para satisfazer a uma necessidade de informação”. 
Existem diferentes tipos de relevância. Neste sentido, Saracevic (1992, p. 
47) busca agrupá-las em cinco manifestações diferentes:
• Relevância do sistema ou algorítmica: relação entre uma busca e os 
objetos de informação (textos) de um sistema, recuperados ou não 
recuperados por um determinado procedimento ou algoritmo. 
• Relevância temática: relação entre o tema expresso em uma busca e a 
cobertura do tema nos textos recuperados ou nos textos do sistema. 
• Relevância cognitiva ou pertinência: relação entre o estado de 
conhecimento e a necessidade de informação cognitiva do usuário e 
os textos recuperados. 
• Relevância situacional ou utilidade: relação entre a situação, tarefa 
ou problema e os textos recuperados. 
• Relevância afetiva ou motivacional: relação entre as intenções, 
objetivos e motivações de um usuário e os textos recuperados. 
As medidas de avaliação de SRI, como a revocação e a precisão, dependem 
da relevância, ou seja, de um juízo de valor dado pelo usuário. Assim, torna-se 
difícil medi-la, uma vez que o valor de uma informação pode variar entre diferentes 
indivíduos, sofrer influência da interação do usuário com o sistema, depender da 
necessidade de informação do usuário etc. (SALVADOR OLIVÁN, 2008).
Salvador Oliván (2008) cita que são identificados até 80 fatores que 
podem afetar o julgamento da relevância - e ressalta que ao longo da história da 
Recuperação da Informação esse critério vem sendo analisado se de fato é uma 
medida adequada para a avaliação de SRI.
3 PRECISÃO E REVOCAÇÃO
Medir e avaliar a recuperação da informação em bases de dados baseadas 
nos resultados obtidos em uma busca é importante para o usuário, para isso 
são analisados os documentos recuperados e não recuperados, relevantes e não 
relevantes ao usuário. 
Segundo Fujita et al. (2009), a capacidade de revocação diz respeito ao 
número de documentos recuperados e pode ser mensurada por meio da relação 
entre o número de documentos relevantes sobre determinado tema, recuperados 
pelo sistema de busca, e o número total de documentos sobre o tema, existentes 
nos registros do mesmo sistema. A busca é ideal quando o usuário considera que 
foram recuperados todos os documentos relevantes e foram ignorados ao que 
considera não relevantes.
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
143
FIGURA 13 – PRECISÃO
FONTE: Adaptado de Fujita et al. (2009)
A recuperação da informação pode ser avaliada a partir de duas fórmulas: 
a revocação que se refere ao número de documentos relevantes recuperados 
divididos pelo número total de documentos relevantes do acervo e a precisão 
que é o número de documentos relevantes recuperados divididos pelo número 
total de documentos recuperados.
Observamos que a alta revocação, ou seja, a recuperação de um 
grande volume de documentos, está ligada à baixa precisão dos 
termos designados para representar seus assuntos. Isto é, durante 
a catalogação, os assuntos dos documentos são representados de 
maneira mais geral, muitas vezes não correspondendo à especificidade 
que trata o documento (FUJITA, 2009 p. 8).
Ainda segundo a autora, a indexação realizada de maneira mais específica 
refletirá diretamente na recuperação com níveis de revocação menor e com 
um índice maior de precisão, ou seja, mesmo sendo um número reduzido de 
documentos, são exatamente estes que correspondem às questões de busca do 
usuário (FUJITA, 2009).
4 EXAUSTIVIDADE E SELETIVIDADE 
Segundo Ferneda (2003), para se realizar uma busca exaustiva de uma 
determinada informação, é necessária a utilização de vários mecanismos para se 
garantir a cobertura de uma boa parte da web, pois os resultados são reflexos da 
indexação da informação em cada motor de busca.
A exaustividade está relacionada à quantidade de termos atribuídos para 
representar o documento, é a medida em que os assuntos contidos no documento 
são representados no sistema de recuperação da informação. Para Fujita (2009, 
p. 6), a exaustividade na busca é resultado direto de qualidade da indexação do 
documento:
144
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A exaustividade diz respeito ao número de termos atribuídos como 
descritores do assunto do documento, ou seja, em que medida todos 
os assuntos discutidos no documento são reconhecidos durante a 
indexação e traduzidos nalinguagem documentária da biblioteca. 
Quanto mais exaustiva for a indexação, mais termos ela vai empregar. 
É indicada, por exemplo, em bibliotecas de público variado e de 
diferentes perfis, que podem buscar a mesma informação com termos 
diferentes.
Dois fatores interferem no desempenho de um SRI, e estão relacionados 
à indexação: a Exatidão da Indexação e a Política de Indexação. A exatidão da 
indexação, constituída pela análise conceitual e a tradução, pode sofrer influência 
do indexador, enquanto a política de indexação independe desse profissional, 
pois é de competência do gestor do serviço de informação. Esta orienta ou 
determina um número mínimo e máximo de termos que irão representar o 
documento, assim a indexação exaustiva ocorre com o “emprego de termos em 
número suficiente para abranger o conteúdo temático do documento de modo 
bastante completo”. Já na indexação seletiva, ocorre o uso de “uma quantidade 
muito menor de termos, a fim de abranger somente o conteúdo temático principal 
do documento” (LANCASTER, 1999, p. 27).
Os SRIs realizam buscas nos mais variados ambientes virtuais. Para conhecer 
melhor o processo de avaliação na Recuperação da Informação, acesse o conteúdo a 
seguir: SANTOS, L. C. de M. dos; VIERA, A. F. G. Avaliação da recuperação da informação em 
acervos digitais de jornais. Em Questão, v. 21, n. 2, p. 49, 2015.
DICAS
5 SILÊNCIO E RUÍDO 
A linguagem natural apresenta fenômenos como a polissemia e a 
ambiguidade, que podem interferir na qualidade dos resultados apresentados 
por um sistema de recuperação da informação. Nesse sentido, Kuramoto (2006) 
ressalta que esses fatores interferem negativamente na precisão dos resultados 
em um procedimento de recuperação de informação, e aponta a polissemia e a 
combinação de palavras como fatores que podem gerar aumento de ruído.
 
Nesse sentido, ruído pode ser entendido como a ocorrência de resultados 
que não são relevantes para o usuário. Da mesma forma, o autor aponta a sinonímia 
como elemento que poderá causar o silêncio, conceito relacionado à existência de 
documentos relevantes na base e que não são recuperados (KURAMOTO, 2006).
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
145
6 MOTORES DE BUSCAS
O primeiro motor de busca a surgir foi o Archie, que tinha como intuito 
apenas buscar programas em servidores FTP, e não pesquisa de páginas. 
O Archie foi criado em 1990, por Alan Emtage, estudante da McGill 
University, em Montreal, Canadá. O primeiro motor de busca a conseguir indexar 
documentos foi o Gopher, criado em 1991 por Mark McCahill da Universidade 
de Minessota.
Os motores de busca web são programas que visam à recuperação da 
informação contida na rede de forma rápida e eficiente. Basicamente, sua principal 
tarefa é receber como entrada as palavras-chave específicas, indexadas ou não, e 
gerar como saída uma lista de documentos nos quais as palavras-chaves foram 
recuperadas. 
FIGURA 14 – MOTORES DE BUSCA E A INFORMAÇÃO
FONTE: <https://portaldobibliotecario.com/ciencia-da-informacao/busca-de-informacao-recu-
peracao-de-informacao/>. Acesso em: 6 ago. 2020.
Conforme Branski (2000, p. 72):
[...] os mecanismos de busca são sistemas especializados utilizados 
na recuperação de informações na Internet. Eles coletam informações 
sobre os conteúdos dos sites e os armazenam em bancos de dados que 
estão disponíveis para consulta.
Segundo Aquino (2009), são dois os principais mecanismos de recuperação 
da informação na web: os diretórios e os motores de busca. Os diretórios são 
sistemas que constroem hierarquicamente índices de sites, divididos em categorias 
146
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
e subcategorias, diferente dos motores de busca que não organizam seus índices 
de forma hierárquica, mas colecionam o maior número de informações por meio 
da utilização de robôs que percorrem continuamente a web.
Os fundamentos do funcionamento dos motores de buscas baseiam-se em 
Robredo (2005):
• Armazenam informações em grandes quantidades de páginas da web, 
recuperadas e analisam o conteúdo, indexam as páginas e armazenam em 
bancos de dados.
• As palavras-chaves utilizadas pelos usuários em suas buscas, são comparadas 
com as entradas das bases de dados indexadas, para apresentar as páginas 
mais pertinentes para a busca efetuada.
• Recuperam páginas segundo critérios de maior ou menor relevância, que 
variam nos diferentes mecanismos de busca.
Os motores de busca recuperam as informações por meio de palavras-chave 
utilizadas pelos usuários, que atualmente indexam os conteúdos encontrados 
em seus bookmarks através da folksonomia. Recuperar uma informação perdida 
entre milhões de links que a web dispõe seria impossível sem o surgimento dos 
mecanismos de indexação. Sistemas especializados como Google, Altavista, Yahoo, 
entre outros, indexam suas páginas automaticamente por meio de algoritmos, 
considerados como motores de busca.
Os sites de busca são a evolução dos diretórios para um estágio em 
que o usuário tem acesso simples e rápido à informação, uma tarefa exige um 
processo automatizado e complexo de busca. Peter Norvig (2004), autor dos 
livros acadêmicos sobre inteligência artificial mais conceituados do mundo e 
atual diretor de pesquisa do Google, descreve esse processo em quatro passos:
 
1. Navegação automatizada na web (crawling). 
2. Indexar as páginas para criar um índice de cada palavra e o local onde ela 
ocorre. 
3. Classificar as páginas (ranking) de forma que as melhores apareçam primeiro. 
4. Apresentar os resultados de forma fácil ao entendimento do usuário 
(internauta).
Segundo o site Duó (2020), uma das principais razões pelas quais as pessoas 
optam por utilizar um motor de pesquisa alternativo é o aumento da privacidade. 
O exposto a seguir apresentará os dez motores de busca de informação mais 
utilizados no mundo no ano de 2018.
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
147
FIGURA 15 – GRÁFICO COM OS MOTORES DE BUSCA MAIS UTILIZADOS
FONTE: <https://kinsta.com/pt/blog/motores-de-busca-alternativos/>. Acesso em: 3 ago. 2020.
Alguns motores de busca são amplamente difundidos e dispensam 
apresentações, outros são de uso empresariais e corporativos ou restritos ao 
mundo acadêmico. A seguir apresentamos alguns motores de busca:
Google: é o mecanismo de busca mais conhecido e usado. Era originalmente 
um projeto da universidade de Stanford, dos estudantes Larry e Sergey Brin, 
chamado de BackRub. Por volta de 1998, o nome mudou para Google, e o projeto 
saltou fora do campus e acabou ganhando o mundo. O Google fornece a opção 
para encontrar mais do que Web pages. No alto da caixa da busca no Home Page 
de Google, pode-se facilmente procurar imagens através da web. Igual a outros 
mecanismos de busca, as temáticas aparecem na página principal. Apresenta a 
maior base de dados existente e se atualiza com grande regularidade. A busca 
no Google só devolve páginas que incluem os termos introduzidos pelo usuário. 
Outra característica que o diferencia dos demais mecanismos de busca é que ele 
analisa a proximidade das expressões empregadas para a busca nas páginas. 
Essas páginas possuem prioridade no momento demostrar os resultados. No 
lugar de resumo de páginas, este mecanismo de busca mostra o texto coincidente 
do documento recuperado com as palavras chaves solicitadas nos termos de 
busca em negrito e o total de páginas encontradas.
148
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
FIGURA 16 – MOTORES DE BUSCAS
FONTE: <https://www.portugalespanha.org/index.php/calendario-agenda/186-presenca-nos-
-motores-de-busca>. Acesso em: 3 ago. 2020.
Yahoo já existe há mais tempo do que o Google, e embora alguns o vejam 
como desatualizado, ele ainda é o terceiro mecanismo de busca mais popular 
do mundo. É até o motor de busca padrão do Firefox. Uma das grandes coisas 
sobre o Yahoo é que ele é muito mais do que apenas um mecanismo de busca. 
O portal do Yahoo oferece e-mail, notícias, compras on-line, jogos e muito mais,oferecendo uma experiência de usuário completa em um só lugar. Sua integração 
com Flickr, Yahoo Answers e Yahoo Finance significa que ele oferece melhores 
resultados de imagem e enormes quantidades de informações sobre vários temas.
Bing da Microsoft é o segundo maior motor de busca. É fácil de utilizar e 
proporciona uma experiência mais visual com belas fotografias de fundo diárias. 
O Bing é ótimo para pesquisas de vídeo, pois exibe resultados como miniaturas 
grandes que podem ser visualizadas com som pairando sobre elas. Assim como 
o Google, o Bing está cheio de recursos internos como conversão de moeda, 
tradução e rastreamento de voos, tornando-o uma ferramenta realmente versátil 
que se mantém no mercado global. O Bing, você pode não saber que ele oferece 
um esquema de recompensas. Quando você compra ou pesquisa através de Bing, 
você ganha pontos que podem ser colocados para a compra de aplicativos e 
filmes, que é muito útil.
DuckDuckGo é um motor de busca popular para aqueles que valorizam 
a sua privacidade e são desanimados pelo pensamento de que cada consulta é 
rastreada e registrada. Ele tem uma interface muito limpa, com anúncios mínimos 
e rolagem infinita, então a experiência do usuário é agradável e simplificada. 
Não há absolutamente nenhum rastreamento de usuário, e você pode até 
mesmo adicionar a extensão do DuckDuckGo ao seu navegador para manter sua 
atividade privada. O motor de busca tem um recurso muito útil chamado bangs, 
que permite que você procure diretamente em outro site do DuckDuckGo 
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
149
digitando um prefixo. Por exemplo, digitando “! ebay magic the gathering”, você 
seria levado diretamente para os resultados de busca do eBay para a consulta 
“magic the gathering” (DUÓ, 2020).
ASK, uma vez conhecido como Pergunte aos Jeeves. O formato simples 
de perguntas e respostas do ASK permite pesquisas em linguagem natural. 
Isso o torna muito fácil de usar, especialmente para aqueles que estão menos 
familiarizados com os mecanismos de busca, como os usuários de computador 
mais velhos. Os resultados da pesquisa também exibem as perguntas mais 
frequentes relacionadas ao termo de pesquisa, que podem fornecer recursos úteis 
e ajudá-lo a aprimorar a pesquisa (KINSTA, 2020).
Boardreader é um motor de busca para fóruns e quadros de mensagens. 
Permite-lhe pesquisar em fóruns e depois filtrar os resultados por data e idioma. 
É uma ferramenta útil para fazer pesquisa de conteúdo, pois torna muito fácil 
encontrar conteúdo escrito por usuários reais dentro do tópico. Se você não está 
familiarizado com o nicho, a fim de saber o melhor fórum para visitar, pode ser 
um bom lugar para começar (KINSTA, 2020).
Na imensidão de informações disponíveis no mar da internet, localizar 
um conteúdo se tornaria um trabalho árduo e dispendioso sem os Sistemas de 
Recuperação da Informação, entre eles, os motores de busca. Cabe ao usuário 
fazer as perguntas certas e analisar se as respostas encontradas satisfazem suas 
expectativas. 
7 FOLKSONOMIA NA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
O termo ‘Folksonomia’ foi criado por Thomas Vander Wal, em 2004, da 
junção das palavras Folk (povo em inglês) e taxonomia. É considerada como uma 
nova maneira de indexar a informação no ambiente web, em que o usuário se 
torna agente ativo do processo de organizar e estruturar a informação, interagindo 
e construindo um saber coletivo (VANDER WAL, 2007).
Desse modo, ocorre uma maior interação entre o usuário e o conteúdo 
que irá taguear, promovendo um sistema de organização descentralizado de 
informação. 
Nesse contexto, cada indivíduo reflete na sua etiquetagem características 
pessoais, seus conhecimentos prévios, opiniões, interesses e atribui ao objeto à 
etiqueta que for mais apropriada para si ou seu grupo.
O’Reilly (2005, p. 1) conceitua a folksonomia como sendo “um estilo de 
classificação colaborativa de sites pelos usuários, usando livremente palavras-
chaves, referidas como tags. As tags são metadados, palavras-chave para se 
classificar o conteúdo da informação, com o diferencial de serem incluídas pelo 
usuário”.
150
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Na folksonomia, a classificação é informal, sem um conjunto de categorias 
predefinidas, não há interferência de especialistas, as tags são criadas pelo 
usuário sem o compromisso de refletirem qualquer padrão pré-estabelecido, 
podendo assim fazer sentido apenas para o usuário que as criou. Atualmente, a 
expressão #hashtag dispensa apresentações, pois é amplamente usada nas diversas 
redes sociais, e funciona como um identificador para localizar uma informação 
agrupada por uma pessoa ou um grupo específico delas.
Para Silva (2009), as tags são anotações ou palavras simples com o intuito 
de descrever, organizar ou atribuir algum tipo de significado aos conteúdos 
disponíveis na Web. Desse termo, surgiu a expressão taguear, que, para Pereira 
(2006), “taguear é identificar, etiquetar alguma coisa”. 
É preciso informar que entre as tags atribuídas a um documento não 
há hierarquias como na taxonomia e nos sistemas de classificação, não há o 
compromisso de classificar a informação conforme padrões técnicos, e sim, 
organizar e categorizar conforme o interesse pessoal do usuário. Para cada pessoa 
é um especialista em seu próprio vocabulário, e cita que entre os motivos está a 
inclusão de seu próprio uso e valor, e não uma descrição genérica ou superficial. 
Nesse contexto, para Vander Wal (2007), a folksonomias se baseia em três 
elementos fundamentais: o usuário, as tags e o objeto.
FIGURA 17 – ELEMENTOS DA FOLKSONOMIA
FONTE: <https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Os-tres-pivos-da-folksonomia_
fig1_224827650>. Acesso em: 3 ago. 2020.
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
151
A interação do usuário, etiquetando seu conteúdo promoveu a criação 
das nuvens de tags, que segundo Rapetti (2007), em conjunto com as tags surgiu a 
expressão ‘nuvem de tags’ que se trata da junção de várias tags; essas nuvens são 
utilizadas como métodos de ‘taxonomização’ no ambiente web para hierarquizar 
estes temas, organizando-os em ordem alfabética. Por exemplo, e-commerces a 
utilizam para facilitar o acesso a um grupo de produtos relacionados por esta tag, 
blogs, sites institucionais, portais e providenciar quais são os principais assuntos 
tratados, ou os mais acessados pelos usuários.
Rapetti (2007 p. 27) define que “[...] uma nuvem de tags é a representação 
gráfica das tags utilizadas para descrever o conteúdo das informações contidas 
em determinado site”. As tags podem aparecer em ordem alfabética, pelas mais 
utilizadas, destacadas pela frequência, ou tamanho e cor das fontes. As tags não 
acrescentam qualidade ao conteúdo, mas representam desejos, informações 
buscadas e metadados aplicados pela média dos usuários.
FIGURA 18 – NUVEM DE TAGS
FONTE: <https://nepo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/nuvem-de-tag.png>. Acesso em: 3 
ago. 2020.
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) utilizou as hashtags para se aproximar 
de seu público. Conheça essa iniciativa a seguir: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/
noticia/2019-07/museu-usa-linguagem-de-redes-sociais-para-atrair-publico.
DICAS
152
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Você pode conhecer melhor o processo das tags e seu comportamento na 
web acessando o conteúdo a seguir: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/7255.
DICAS
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
153
LEITURA COMPLEMENTAR
Modelos de busca, acesso, recuperação e apropriação da informação na web 
de dados
RESUMO 
Introdução: A era digital demanda por novas propostas e abordagens técnicas 
associadas à utilização da Tecnologia da Informação na recuperação e apropriação 
da informação no contexto da Web de Dados. O desenvolvimento dessa área 
permitirá um maior entendimento dos recursos da tecnologia colaborativa 
utilizados em ambientes informacionais digitais na organização da informação 
e do conhecimento.A inserção dessas tecnologias consiste em inovações que 
devem estar vinculadas à tradição e à missão das bibliotecas e dos repositórios 
digitais. Objetivos: Este trabalho tem por objetivo discutir os resultados de 
projeto de pesquisa conduzido no Departamento de Informação e Cultura da 
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e está estruturado 
em três fases: (i) Modelos de busca, acesso, e recuperação da informação; (ii) 
Infraestrutura tecnológica em bibliotecas digitais; e (iii) Ferramentas de busca e 
recuperação da informação na Web de Dados. Metodologia: Identificar e discutir 
as tendências nos modelos de busca da informação, em especial interesse aqueles 
que influenciam o contexto da organização e recuperação da informação, de 
modo que o uso da tecnologia possa proporcionar a criação e agregação de valor 
aos modelos de busca, acesso, recuperação e apropriação da informação na Web 
de Dados. Conclusões: Atualmente, conhece-se muita coisa sobre planejamento, 
aquisição, organização, controle e desenvolvimento de coleções, mas muito 
pouco sobre como o usuário interage com os sistemas ou para que fins, e como 
a informação, que é a matéria-prima do sistema, está sendo utilizada. Torna-
se evidente a necessidade de aprofundar os estudos e pesquisas que permitam 
entender os modelos de busca e apropriação da informação em um cenário 
dependente de recursos computacionais na Web inteligente. 
Descritores: Modelos de Busca da Informação; Recuperação da Informação; 
Organização da Informação; Usuário da Informação; Tecnologia da Informação; 
Web de Dados.
1 INTRODUÇÃO
Os ambientes informacionais digitais, a partir dos quais estabelecemos 
um processo de produção de conhecimento de forma colaborativa, têm ganhado 
importância e relevância com a incorporação e o uso das Tecnologias de 
Informação e Comunicação (TICs), como no caso das bibliotecas e repositórios 
digitais que armazena, preserva, dissemina e permite o acesso, a apropriação e o 
uso da informação, gerando novos conhecimentos. 
154
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A Web é uma rede com conteúdo interligados através de documentos 
de hipertexto. Seu mapeamento é possível por processos de análise e coleta 
sucessiva de páginas de conteúdo a partir de um conjunto de localizações de 
documentos previamente conhecidos. Tais buscas são feitas de forma automática 
por programas de computador normalmente denominados crawlers - coletores 
ou batedores. Mesmo neste mapeamento automático, o conjunto inicialmente 
assumido de localizações a partir do qual a busca é feita influencia o resultado 
obtido. Além disso, nem toda a Web está interligada: existem muitos subconjuntos 
de documentos interligados entre si, de tamanhos variados, sem ligação com o 
restante da rede (ou seja, “ilhas” de informação). 
A era digital demanda por novas propostas e abordagens técnicas 
associadas à utilização da Tecnologia da Informação na apropriação e geração de 
conhecimento no contexto da Web de Dados. 
Espera-se que o desenvolvimento dessa área leve a um maior entendimento 
dos recursos da tecnologia colaborativa utilizados em ambientes informacionais 
digitais na organização da informação e do conhecimento. Em qualquer caso, 
a inserção dessas tecnologias consiste em inovação que deve estar vinculada à 
tradição e à missão das bibliotecas e dos repositórios digitais.
Adaptamo-nos rapidamente às transformações tecnológicas que, sem 
percebermos, são inseridas no nosso dia a dia. A nova era da informação, além 
de mudar a vida particular de cada um, muda também os valores sociais e 
econômicos da sociedade. Essa transformação tem origem em três fenômenos: a 
convergência da base tecnológica (processamento digital), a dinâmica da indústria 
(queda de preço, que populariza o uso das máquinas) e o crescimento da Internet 
(que viabiliza o acesso à informação).
 
A sociedade da informação reestrutura e reorganiza a sociedade e a 
economia, sendo um fenômeno global com poder de transformar a sociedade, a 
economia e a política, pois o tipo de informação disponível interfere diretamente 
em suas estruturas, tornando (ou não) as distâncias menores, a economia mais 
atraente e a disparidade social menor (TAKAHASHI, 2000).
Inovação é uma vantagem competitiva nessa sociedade, cuja estrutura de 
trabalho é alterada. A rapidez da difusão de informação traz consigo a constante 
necessidade de modernização, logo, a aplicação de conhecimento e inteligência 
nessa dinâmica. 
A informação deve ser transformada em conhecimento, sendo a 
educação continuada o elemento base para que isso ocorra. Portanto, a 
capacitação pedagógica e tecnológica de educadores deve andar em paralelo ao 
desenvolvimento de conteúdo local, assim como à preservação da identidade e 
prioridades nacionais. 
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
155
Neste estudo, nossa proposta é identificar e discutir as tendências nesse 
campo, em especial interesse aquelas que influenciam o contexto da organização 
e recuperação da informação, de modo que, cada vez mais, a tecnologia possa 
proporcionar a criação e obtenção de valor aos modelos de busca, acesso, 
apropriação e uso da informação na Web de Dados. 
O estudo tem por escopo confrontar a utilização os modelos de busca 
da informação conhecidos com os resultados de pesquisas científicas de âmbito 
mundial para melhor entender o usuário da informação na era digital, suas 
competências informacionais e suas demandas por conhecimento.
2 USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO E COMPETÊNCIA INFORMACIONAL
 
No contexto mundial definido pela globalização e pela constante 
mudança tecnológica, o conhecimento tornou-se a principal riqueza das nações, 
pode também constituir o principal fator de desigualdade nas sociedades atuais. 
A Sociedade da Informação é a pedra angular das Sociedades do Conhecimento. 
O conceito de “sociedade da informação”, relacionado à ideia da inovação 
tecnológica, caracteriza-se pelo rápido crescimento da informação disponibilizada 
e as mudanças ocasionadas pela tecnologia usada para gerar, disseminar, acessar 
e usar a informação. Por outro lado, o conceito de “sociedade do conhecimento” 
inclui uma dimensão de transformação social, cultural, econômica, política e 
institucional, assim como uma perspectiva mais pluralista e de desenvolvimento, 
expressando a complexidade e o dinamismo das mudanças que estão ocorrendo. 
O conhecimento não só é importante para o crescimento econômico, mas também 
para fortalecer e desenvolver todos os setores da sociedade. 
A expressão Competência Informacional, ou Information Literacy, tem 
suas origens no estudo da sociedade da informação, e está ligada à necessidade 
de se desenvolver nos indivíduos aptidões sobre habilidades e competências 
relacionadas ao acesso, uso e disseminação da informação, objetivando fazer uso 
desta de forma ética e eficiente, para que o ser humano através de seu intelecto e 
processo cognitivo possa produzir novo conhecimento (CAMPELLO, 2003).
 
[...]
3 RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
 
Segundo Lancaster (1993 apud LOPES, 2002), a evolução histórica dos 
sistemas de recuperação da informação apresenta duas linhas de desenvolvimento: 
a primeira tem base nos sistemas das instituições National Library of Medicine 
(NLM), Department of Defense (DOD) e National Aeronautics and Space 
Administration (Nasa), que utilizavam tesauros específicos de áreas temáticas 
para indexação; e a segunda no campo do Direito, que envolvia a criação de bases 
de dados com os textos completos das leis. Ambas exigiam planejamento acurado 
da busca, respeitando os resultados esperados pelos usuários. 
156
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A Recuperação da Informação está no cerne da Ciência da Informação. Ela 
objetiva, como o próprio nome sugere, entender os processos de recuperação da 
informação para aprimorar e facilitar os sistemas de busca, promovendo melhores 
resultados para os usuários. 
Há duas linhas de pesquisa nessa área: uma focadana abordagem 
computacional, baseada em softwares (com interface de busca, banco de dados 
e mecanismos de busca); e outra, centrada no usuário e em seu comportamento 
de busca, baseada na recuperação e na qualidade/confiabilidade da informação. 
A diferença crucial entre ambas as perspectivas é que a primeira entende que 
o sistema recupera a informação, enquanto plataforma de busca, e a segunda 
entende que é o usuário quem a recupera, pois a informação consiste na relação 
que ocorre entre sujeito de busca e objeto buscado. A segunda linha amplia os 
limites da recuperação da informação, uma vez que incorpora o caráter humano 
aos estudos. 
Buscar informação compreende uma estratégia de busca com técnicas que 
tornam possíveis a conexão entre uma pergunta formulada e uma base de dados, 
ou num esquema simplificado: 
O problema reside na localização da informação correta, pois no resultado 
da busca são gerados documentos e partes de documentos com diferentes níveis 
de relevância e significado referentes à informação buscada. Daí o papel crucial 
do profissional da informação, como aquele que possui discernimento para 
avaliar a pertinência do que é útil em determinado contexto, o que lhe exige 
maior conhecimento da comunidade usuária com a qual trabalha.
 
No meio dos extremos usuário-sistema, a interface age como auxiliar ao 
profissional da informação, intermediando os dois polos e propiciando a comunicação. 
É nessa interação que a Recuperação e a Organização da Informação se intersectam, 
pois a primeira contribui com subsídios para o estudo do usuário, indicando 
seu comportamento no processo de busca; enquanto a segunda contribui com o 
desenvolvimento de interfaces que reduzem a complexidade no processo de busca. 
A constante evolução da tecnologia digital tem mudado o comportamento 
da busca da informação, da postura do usuário frente aos novos sistemas e dos 
canais de informação. Embora as ferramentas da web aumentem o aparato de 
possibilidades de armazenamento, elas exigem que todos os envolvidos no 
assunto tenham competência para operacionalizá-las, o que afeta diretamente 
os processos de representação e organização, armazenamento e representação e 
busca da informação.
TÓPICO 3 — AVALIAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
157
As linguagens documentárias são as responsáveis pela construção das 
interfaces (softwares) que conectam as informações dos documentos (inseridos 
num sistema) e o usuário (em seu contexto) num sistema de hipertexto. Houve 
um tempo em que se pensava que a informática era apenas uma ferramenta de 
cálculo, sem potencialidades como tecnologia intelectual. O avanço tecnológico, 
entretanto, mudou essa visão e permitiu que ela fosse muito, além disso.
 
O hipertexto tem similaridade com os processos do pensamento e da 
memória humana, na medida em que funciona como uma contiguidade, embora 
não sequencial, de associações que se ligam numa organização própria – ou não 
organização, ou não linear – e que necessitam de armazenamento. Ele traz portas 
que abrem caminhos dentro do documento. Paralelamente ao texto impresso, este 
apresenta estrutura formal linear, com palavras que formam frases que formam 
parágrafos e assim por diante, enquanto aquele traz informações armazenadas 
em cada célula de sua composição, podendo levar a diferentes entradas, como 
gráficos, imagens, sons e outras. Além disso, essa dinâmica ocorre por meio 
eletrônico e pode sempre ser alterada, o que muda completamente a relação e a 
interação que se tem com o texto.
 
É todo o contexto que define as necessidades de informação de um 
indivíduo, pois este necessita executar determinadas tarefas nos diferentes 
ambientes e momentos em que atua para atingir seus objetivos (GARCIA, 2007), 
entretanto, a grande dificuldade está em como se fazer isso.
 
É imprescindível concentrar-se no usuário e seu contexto para o melhor 
desenvolvimento do hipertexto, pois somente assim é possível reduzir seu esforço 
no momento da busca e evitar que ele se perca numa infinidade de links e esteja 
mais bem orientado na navegação, otimizando a utilização do conhecimento.
[...]
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Com os modelos apresentados, concentrados no modo de busca e acesso à 
informação e desenvolvidos a partir da mesma abordagem – o usuário –, percebe-
se que as representações a serem elaboradas pelos profissionais da informação 
necessitam considerar o contexto específico do usuário, fazendo-se valer de 
linguagens documentárias diversificadas e com maior qualidade, focando-se 
no conceito de organização e recuperação da informação, pois somente assim 
será possível mais precisão e competência nos resultados finais alcançados. 
Embora Kuhlthau e Ellis direcionem seus estudos no comportamento de busca 
e Wilson, Ingwersen e Dervin explorem mais o contexto, ambos os modelos 
são complementares, uma vez que a observação dos comportamentos e suas 
motivações tornam possível o desenvolvimento de sistemas de organização 
e representação da informação, que promovam abordagens que facilitem o 
comportamento humano de busca. 
158
UNIDADE 3 — RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Os atuais SRI ou máquinas de busca possuem sofisticados processos de 
coleta, indexação, análise e interface de busca em que: linguagens e programas são 
utilizados para representar e descrever semanticamente a informação; ontologias 
para relações de domínio; bases de conhecimento (as chamadas bases secundárias 
com entidades descritas semanticamente) que fornecem dados estruturados para 
os agentes inteligentes; programas e tecnologias de visualização e apresentação 
dessa informação em contextos (Knowledge Graph ou mapa do conhecimento) 
nas interfaces de busca. 
Um motor de busca faz parte de um sistema maior, que utiliza aplicativos 
(crawler, spider ou robô) para capturar palavras-chave e frases que identifiquem o 
conteúdo de uma página Web para indexá-la e armazená-la em sua base de dados 
(MONTEIRO et al, 2017).
Torna-se evidente, na Sociedade da Informação, a crescente relevância 
do investimento em pesquisas e abordagens que considerem o contexto 
contemporâneo, pois é este que define as necessidades, as competências a 
serem aprimoradas e as lacunas e falhas a serem modificadas. Nesse sentido, a 
questão é colocada em outro patamar, uma vez que interfere e influencia social 
e economicamente um país. A partir do momento em que a informação passa 
a adquirir valor econômico, saber utilizá-la e transformá-la em conhecimento é 
sinônimo de poder, pois somente o conhecimento aplicado pode desenvolver 
novos recursos e alavancar a economia. 
As mudanças ocasionadas pela tecnologia usada para gerar, distribuir, 
acessar e usar a informação demanda por habilidades e competências relacionadas 
ao acesso, uso e disseminação da informação. É neste ponto que surge um novo 
usuário da informação com novas demandas por recursos computacionais e novas 
capacidades em produzir novos conhecimentos. Resulta desse procedimento que 
atualmente se conhece muita coisa sobre planejamento, aquisição, organização, 
controle e desenvolvimento de coleções, mas muito pouco sobre como as 
pessoas fazem uso dos sistemas ou para que fins, e como a informação, que é a 
matéria-prima do sistema, está sendo utilizada. Torna-se evidente a necessidade 
de aprofundar os estudos e pesquisas que permitam entender os modelos de 
busca e apropriação da informação em um cenário dependente de recursos 
computacionais na Web inteligente.
FONTE: PALETTA, F. C.; MOREIRO-GONZÁLEZ, J. A. Modelos de busca, acesso, recupera-
ção e apropriação da informação na web de dados. Informação & Informação, v. 24, n. 2, p. 
182-210, 2019. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/
view/35261. Acesso em: 14 jul. 2020. 
159
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• A relevância das informações recuperadas é resultado de uma estratégia de 
busca eficiente.
• Precisão e revocação estão ligadas a qualidades dos documentos recuperados.• Exaustividade e seletividade são reflexos dos processos de indexação.
• Motores de busca utilizam diferentes modelos de sistemas de recuperação da 
informação.
• Existem vários motores de buscas na web.
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pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
160
1 Os motores de busca recuperam as informações por meio de palavras-
chaves utilizadas pelos usuários, que atualmente indexam os conteúdos 
encontrados em seus bookmarks através da folksonomia. Recuperar uma 
informação perdida entre milhões de links que a web dispõe seria impossível 
sem o surgimento dos mecanismos de indexação. Identifique quais são os 
dois tipos de mecanismos de recuperação da informação na web:
a) ( ) Páginas Web e Arquivos.
b) ( ) Rotores de Busca e Sites.
c) ( ) Diretórios e Motores de Busca.
d) ( ) Web Sites e Diretórios.
e) ( ) Usabilidade e Manutenção.
AUTOATIVIDADE
161
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