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Neoplasias

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Maria Luiza Maia M3
2021 PATOLOGIA
Neoplasias
VISÃO GER AL
O câncer é uma das principais causas de mortes
do mundo
Se trata de um c onjunto de desordens que com-
partilham u ma pro funda desregulação do c resci-
mento
Os cânceres são desordens de origem genética e
epigenética adquiridas, na maioria das vezes de
forma espontânea ou por agressões ambientais,
as alterações genéticas desencadeador as dos
cânceres alter am a expressão e a função dos
genes que regulam processos celulares
O acúmu lo de mutações no DNA origem as ca-
racterísticas do câncer
NOMENC LATURA
Neoplasia benigna características que indiquem
que o crescimento vai se limitar a det erminado
local e que é tratável por remoção cirúrgica
Neoplasia maligna c aracterísticas que indiquem
potencial invasivo, dest rutivo e disseminativo,
sendo muitas vezes os mais agressivos os mais
curáveis
Componentes tumorais
Parênquima (célu las neoplásicas)
determi-
nante do comportamento biológico
Estroma (MEC, vasos, células inflamatórias do
hospedeiro)
crucial para o crescimento,
mas t ambém conversa com as vias de com-
portamento
Tumores beni gnos
Acrescenta-se o sufixo “oma”
Tipos
Fibroma
surge em tecido fibroso
Condroma
tumor benigno cartilaginoso
Adenoma
epitelial com padrão glandular,
glandular sem necessariamente esse padrão
Papilomas
produzem projeções semelhan-
tes a dedos
Pólipo
massa qu e se projeta acima de uma
superfície mucosa
Cistadenomas
massas cístic as que surgem
tipicamente no ovário
Tumores mali gnos
Neoplasias qu e surgem em tecidos mesenquimais
sólidos ou derivados são os sarcomas
Neoplasias qu e surgem de células mesenquimais
sanguíneas são as leucemias ou linfomas
Neoplasias malignas derivadas de células epiteliais
são chamados carcinomas
Adenocarcinoma
cresce em padrão glandu-
lar
Carcinoma de células escamosas
produ zem
células escamosas
Adenocarcinoma de células (...)
quando é
possível identificar a origem
Carcinoma mal difer enciado ou indiferenciado
quando não é possível identificar a célula de
origem
Linfoma, mesotelioma, melanoma e seminoma são
nomenclaturas de tu mores malignos qu e podem
confundir
___________________________________
Tumores podem ser mistos, ou seja, as células do
parênquima exibem diferentes estruturas
Teratomas são tumores “confusos” de o rigem
germinativa

Maria Luiza Maia M3
2021 PATOLOGIA
Algumas malformações possuem nomen clatura
que po dem confundir c om tumores (hamarto ma
e coristoma)
CARACTER ÍSTICAS DAS NEOPLASI AS
BENI GNAS E MALI GNAS
Diferenciação e anaplasia
Neoplasias ben ignas são compostas por células
bem diferenciadas, nesses tumores as mitoses
são raras e sua configuração é normal
Neoplasias malignas encontram-se em diferentes
pontos da escala de diferenciação, desde bem di-
ferenciadas até indiferenciadas
Anaplasia é falta de difer enciação e isso é uma
característica de malignidade (desdiferenciação)
Células cancerígenas (anaplásicas) apresentam
uma morfologia variada (pleomorfismo), núcleos
grandes, distorcidos e hipercromáticos, c élulas gi-
gantes, cr omatina grosseira e gr umosa, mitoses
numerosas e atípicas
Se a célu la tumor al for diferenciada ela ret em a
forma e a capacidade fu ncional da célu la não tu-
moral
Quanto mais de pr essa crescer e quanto mais
anaplásico for o tu mor menor a pr obabilidade de
haver uma função especializada
A displasia é a proliferação desordenada não ne-
oplásica, per da de uniformidade entre as células
individuais e em sua orientação arquitetural, é uma
conformação celular, muitas vezes, pré-maligna
Taxa de crescimen to
Normalmente tumores malignos crescem mais
rapidamente que os benignos, mas há exceções
O crescimento dos benignos depende de questões
hormonais, de irrigação e de pressão
A t axa de crescimento de tumores malignos, nor-
malmente, depende do seu nível de diferenciação
Quanto menor a difer enciação maior a taxa
de crescimento
A maioria dos canceres leva anos, por vezes dé-
cadas para evoluir em lesões clinicamente signifi-
cativas
Os canceres são imortais e tem ilimitada capac i-
dade proliferativa, o que sugere qu e eles devem
conter células-tronco
Células tronco são essenciais para a permanência
do tumor, podendo ou não ser a origem dele
Invasão local
Neoplasias benignas não tem capacidade de inv a-
dir e muitas vezes são encapsulados
Os canceres crescem por infiltração, invasão
destruição e penetração do t ecido circundante
não desenvolvendo cápsulas bem def inidas, a in-
filtração conduz para uma remoção com ampla
margem de tecido normal circundante
Com a invasividade local é possível diferenciar
tumores malignos de benignos
Metástase
Implantes secundários do tumor descontínuos
com o tumor primário
Identifica uma neoplasia como maligna
Em geral, quanto mais anaplásica e maior for a
neoplasia mais provável de aco ntecer uma disse-
minação metastática
Formas de disseminação
Semeadura nas cavidades co rporais (mais
frequentes em cânceres de ovário e do SNC)
Disseminação linfática (frequente em carcino-
mas)
Disseminação hematogênica (frequentes em
sarcomas)
O padrão de envolvimento linfo nodal dep ende da
localização da neoplasia maligna
Linfonodo-sentinela o primeiro linfono do regi-
onal qu e recebe o fluxo linfático de um tumor pri-
mário
O au mento linfonodal po de indicar disse minação
linfática ou resposta imunológicas
Pulmões e fígado são os principais locais sec un-
dários de disseminação hematogênica
A dissem inação também pode seguir para mei os
teoricamente estranhos, mas isso é explicado pe-
las moleculares

Maria Luiza Maia M3
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EPIDE MIOLOGIA
Incidência
Variáveis geog ráficas e ambi entais
Fatores ambientais são a causa predominante da
maior parte dos canceres esporádicos comuns
Tudo que as pessoas fazem para ganhar, subsis-
tir ou desfrutar a vida é ilegal, imoral ou engorda
(muitas vezes ainda é carcinogênico)
Idade
A frequência de câncer aumenta com a idade
Acúmulo de mutações somáticas
Declínio na competência imune
Entretanto, cr ianças e jovens também po dem
ser acometidos pelo câncer c om cert a frequên-
cia
Hereditarie dade
SÍNDROMES DE CÂNCER AUTOSSÔMICAS
DOMINANTES
Herança de um gene mutante aumenta muito
a chance de desenvolvimento do câncer
O retino blastoma da infância tem 40% da sua
origem como familiar
Tumor associado à múltiplos tumores benignos no
tecido afetado
SÍNDROME AUTOSSÔMICAS RECESSIVAS DO
REPARO DO DNA
Raras desordens autossômicas caracterizadas
por instabilidade cromo ssômica ou de DNA e altas
taxas de certos canceres
CÂNCERES FAMILIARES DE HERANÇA EXTERNA
Não est ão associados a fenótipos e marcadores
específicos
Quase todos os c ânceres asso ciados à heredita-
riedade
Lesões pré-neoplási cas adqui ridas
Lesões que aumentam a probabilidade de maligni-
dade
É impo rtante reconhecer as lesões precursoras
como impor tante, pois sua remoção ou reversão
pode prevenir o desenvolvimento de um câncer
Exemplos
Metaplasia e displasia da mu cosa bronqu ial
(presente em fumantes habituais)
Hiperplasia e displasia endometriais (mulheres
com estimulação estrogênica não oposta)
Leucoplasia da cav idade or al, vulva ou pênis
(pode progredir para c arcinomas de cél ulas
escamosas)
Adenomas vilosos de cólon (aument am as
chance de ocorrência de câncer colrretal)
BASES MOLECULARE S DA
CARCIN OGÊNESE
O dano genético não letal es tá no âmago da car-
cinogênese
Proto-oncogenes promotores de crescimento,
genes supressores de tumor inibidores de cres-
cimento, gen es que regulam a mo rte celular