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Preventiva - Checklists 2020

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Prévia do material em texto

N esse tratado que todo aluno do CRMedway recebe, fizemos um compilado de vários checklists para que você consiga saber exatamente o que revisar perto de suas provas e o provável 
modo como os temas serão cobrados. Nesta coleção, teremos adaptações 
de checklists que já caíram em outros anos e alguns checklists “extras” 
exclusivos para os nossos alunos. Alguns temas aparecem mais de uma vez, 
para que você tenha mais clareza sobre possíveis caminhos que uma estação 
de prova prática pode tomar. Resumindo, esse material está absolutamente 
completo com tudo que você precisa saber para estar preparado para as 
provas práticas - e por isso mesmo o batizamos de Bíblia! 
Quanto aos alunos do CRMedway Presencial, pode gerar aquela dúvida: 
os checklists do presencial já estão aqui? Vou saber o que vai cair antes de 
chegar no curso? De modo algum! Lá você terá mais de 30 checklists novos, 
mas claro… somente após passar pelo curso! Se tiver qualquer dúvida em 
qualquer momento, fique à vontade para nos contactar via plataforma do 
CRMedway que estaremos ágeis para te responder.
Introdução
Aproveite!
A tão esperada Bíblia de Checklists!
... tenho que te informar uma coisa. Ele faz parte de um curso todo estruturado 
para ensinar nossos alunos a pensar como a banca e entender a fundo os 
checklists, além de uma preparação completa para a prova multimídia: o 
CRMedway. A preparação para a prova prática vai além da Bíblia!
Por isso, te convido a participar de um minicurso gratuito que nós da 
Medway fizemos, voltado para essa etapa do seu processo seletivo. São 3 
aulas, 100% online e gratuitas, que vão te mostrar a prova prática como ela 
realmente é!
E se Você Caiu Nesse 
Material por Acaso...
Acessar Minicurso
H oje, a Medway é um time formado por médicos recém-egressos ou ain da Residentes nas principais ins tituições do Brasil! USP, UNIFESP, UNICAMP e em todos os lugares que você sonha fazer 
a sua residência médica! Mas chegar até aqui não foi nada fácil.
Durante nossa preparação, fomos obrigados a desembolsar um altíssimo 
valor para a realização de um curso prático presencial (atualmente em torno 
de R$ 8.000,00 para quem é aluno já matriculado no cursinho) e, mesmo 
assim, quando nos deparamos com a prova prática, vimos um cenário 
diferente do que havíamos treinado.
Inconformados com tal situação, nós decidimos estruturar um curso prático 
que entregasse o REAL valor por trás da prova prática: o CRMedway.
Através de simulações de estações exatamente da forma como elas são cobradas 
nos concursos, conseguimos transmitir a essência da segunda fase e o resultado 
final foi de mais de 500 alunos inscritos e incontáveis aprovações nos principais 
processos seletivos do país.
Tudo isso a um preço justo, acessível, de forma 100% online e que permitiu 
com que todos os nossos alunos brigassem de “igual pra igual” com quem 
fez um curso prático presencial.
Você pode conferir o que falaram do CRMedway 2020 na próxima página:
Quem Somos
O que Nossos Alunos 
Estão Falando!
Conteúdos
Em vez de simplesmente ler essa Bíblia, faça como o João recomenda na nossa aula do curso do módulo zero, sobre como e quando estudar:
• Junte um grupo de amigos
• Divida os checklists igualmente entre vocês (de preferência os que 
não estavam no curso)
• Quem for o dono do checklist vai aplicar a estação com examinador 
nos outros alunos e dar a orientação ao ator da estação (se houver)
• E como falamos… após ter treinado com checklists e estações existentes, 
vá para o que mais importa e onde você mais vai aprender: crie suas 
próprias estações e checklists!
RECOMENDAÇÃO NÍVEL DE EVIDÊNCIA IA
Sumário
Síndrome do Corrimento Uretral Masculino..............13
Acidente com Material Biológico...............................19
Violência Sexual........................................................25
Spikes......................................................................31
Atestado de Óbito.....................................................36
Mordedura de Cão....................................................39
Pneumonia Comunitária...........................................44
Depressão.................................................................50
Sarampo...................................................................56
Tentativa de Suicídio.................................................62
Genograma..............................................................69
Hanseníase...............................................................73
Erro Médico..............................................................78
Dengue....................................................................82
Prevenção de IST'S...................................................88
Tabagismo................................................................92
Isolamento e Paramentação.......................................97
Estratégia de Saúde da Família e Gestão de UBS.......100
Princípios do SUS...................................................104
Rastreio Polineuropatia Distal no Diabetes...............107
Tuberculose Pulmonar..............................................111
Investigação Tuberculose Latente.............................117
Acidente Escorpiônico..............................................122
Acidente Botrópico.................................................125
Consulta de Rotina..................................................129
Vacinação................................................................134
Estudos Epidemiológicos..........................................138
Meningite Meningocócica........................................141
Consulta de Rotina Hipertensão..............................145
Infarto Agudo do Miocárdio em Unidade 
Básica de Saúde.......................................................150
Acidente por Loxosceles...........................................164
Acidente Crotálico..................................................168
Consulta de Rotina: Emagrecimento.........................172
Febre Amarela.........................................................178
Testes Diagnósticos..................................................182
Técnica de Uso de Insulina em Diabetes Tipo 2........186
Infecção por Zika....................................................190
Saturnismo.............................................................194
SOAP.....................................................................198
Influenza................................................................207
Curva ROC.............................................................211
Reação Adversa à Vacina BCG.................................215
Prevenção à Saúde...................................................219
Infecção pelo Vírus HIV...........................................223
Vigilância Epidemiológica........................................228
Síndrome Gripal por Sars CoV2...............................232
Tétano Acidental.....................................................236
12
Capítulo 3
Os checklists abaixo não são oficiais e representam 
uma forma didática de orientar o aluno, elaborada 
pela Medway com base nos relatos dos candidatos.
13
Tema: Síndrome do Corrimento Uretral Masculino
Caiu em: ISCMSP 2016 / HIAE 2020
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Paciente jovem, sexo masculino, busca demanda espontânea da sua unidade 
básica de saúde com queixa de “saída de secreção pelo pênis”.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Diante da sua principal hipótese diagnóstica, escreva na folha o(s) agente(s) 
etiológico(s) mais prováveis e os respectivos tratamentos antimicrobianos.
Síndrome do 
Corrimento Uretral 
Masculino
14
Tarefa 03: 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informaçõessobre o caso quando questionado diretamente
• Referir não usar preservativo em todas as relações sexuais
• Negar tratamento de doenças sexualmente transmissíveis prévias
• Negar comorbidades, alergias e vícios
• Referir múltiplos relacionamentos sexuais casuais 
• Referir não ter carteira de vacinação 
• Em relação à queixa, relatar saída de secreção em aspecto de leite 
condensado pelo pênis há 2 dias - sem outros sintomas ou sinais associados
• Após o exame físico, questionar ativamente o médico: “Doutor(a), o que 
eu tenho?”
• Negar ter dúvidas sobre o uso correto do preservativo
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Entregar a foto do exame físico genital, apenas se o candidato solicitar 
o exame físico
15
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou sobre a queixa: aspecto da secreção, duração e 
sintomas associados
Questionou ativamente sobre presença de úlceras, vesículas 
e linfonodomegalias
Questionou sobre antecedentes pessoais: alergias, vícios e 
comorbidades
Checklist
Exame físico do paciente:
• Sinais vitais: FC 72 bpm, PA 120x80 mmHg, satO2 97%, FR 12 rpm
• Ectoscopia: ausência de lesões de pele 
• Demais aparelhos: nada digno de nota
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte: https://greenlifehealths.com/wp-content/
uploads/2019/09/male-and-femal-Gonorrhea.jpg
16
Questionou sobre uso de preservativo nas relações
Questionou sobre parcerias sexuais
Questionou sobre DSTs prévias
Solicitou carteira vacinal
Pediu permissão para examinar o paciente
Higienizou as mãos e calçou as luvas
Solicitou o exame físico da genitália
Definiu a hipótese diagnóstica
Esclareceu a suspeita diagnóstica ao paciente (DST)
Tarefa 02
Escreveu corretamente os agentes etiológicos
Prescreveu Ceftriaxona 500mg IM e Azitromicina 1g VO
Tarefa 03
Ofereceu anti HIV, VDRL e sorologias para hepatite B e C
Orientou sobre a necessidade de convocar as parceiras 
para realização de atendimento
Orientou uso de preservativo em todas as relações sexuais 
e sobre disponibilidade na UBS
Questionou sobre dúvidas a respeito do uso correto do 
preservativo
Orientou necessidade de vacinação: hepatite B, dupla 
adulto, tríplice viral e febre amarela
17
Notificou para unidade sentinela (síndrome do corrimento 
uretral masculino)
Agendou retorno para checar exames e dar seguimento
Questionou o paciente sobre dúvidas
Debriefing
Estação de preventiva sobre consulta de atenção básica de paciente com 
queixa de corrimento uretral. A chave aqui é atender o paciente de forma 
empática, mas não perder o foco da estação: abordagem a uma doença 
sexualmente transmissível. Como em toda a estação com um ator para 
interagir, devemos nos apresentar e nos definir como médicos, além de 
conhecer minimamente o paciente (nem sempre o ator e o personagem 
coincidem!). 
Depois, vamos ao que interessa - nossa primeira tarefa: realizar o atendimento 
inicial - claro que vamos fazer uma anamnese e exame físico direcionados 
e dar um “toque da preventiva” e avaliar a exposição sexual do paciente. 
Lembrem que mesmo que o diagnóstico seja óbvio desde o início, há um 
passo a passo importante que devemos focar para não perder nossos pontos 
do check list. 
Depois de firmado o diagnóstico e explicado ao paciente que se tratar 
de uma DST, podemos ir para a tarefa 2 - mais direta, onde o candidato 
deve escrever os agentes etiológicos prováveis (Neisseria gonorrhoeae e 
Chlamydia trachomatis) e o tratamento antimicrobiano indicado. E para 
terminar, vamos às condutas. Diante de um paciente com uma DST, devemos 
sempre buscar a possibilidade de outras - então, oferecer as sorologias para 
HIV, HBV e HCV e sífilis é obrigatório. Além disso, pela possibilidade de 
infecção de outras pessoas, devemos convocar as parcerias sexuais recentes 
para avaliação e possível tratamento. 
18
E não vamos esquecer da preventiva, moçada - prevenção!!!!! Aqui, entramos 
com a orientação sobre o uso correto do preservativo, além das vacinas 
indicadas para a idade do paciente. A notificação para unidade sentinela 
seria a cereja do bolo, aqui. A dica é sempre se questionar, em uma estação 
de preventiva, se aquela condição é de notificação compulsória - com 
certeza, isso vai estar no checklist! E por fim, você é o médico da UBS, 
garanta o atendimento longitudinal ao paciente e marque um retorno, 
fechou? Agora, ficou moleza não?! Bora em frente!
19
Tema: Acidente com Material Biológico
Caiu em: UFG 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, carteira vacinal e exames laboratoriais 
(entregar apenas quando solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de plantão de um hospital de média complexidade. Um 
técnico de enfermagem da sua equipe refere ter se furado com uma agulha 
de origem desconhecida quando foi realizar um descarte de uma material. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Após realização dos exames solicitados, paciente retorna com os resultados. 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Acidente com 
Material Biológico
20
Orientações 
ao Ator:
• Após a entrada do candidato na sala, mostrar-se nervoso e ansioso com 
a situação e só iniciar o diálogo sobre o ocorrido após acolhimento e 
empatia por parte do candidato 
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Quando questionado sobre o acidente, informar que se furou em 
indicador direito com agulha de origem desconhecida, quando foi 
descartar material em “descarpack"
• Referir que houve saída de pequena quantidade de sangue no local do 
acidente
• Referir que estava em uso de EPI (luva de procedimento)
• Informar que o acidente ocorreu há cerca de 1 hora
• Quando questionado, relatar que higienizou o local do acidente com 
água e sabão, imediatamente após o acidente
• Negar comorbidades, especificamente infecção prévia por HBV, HCV e 
HIV 
• Negar medicações de uso contínuo e alergias
• Quando solicitado, entregar carteira vacinal completa com última dose 
de tétano há 3 anos e 3 doses de hepatite B
• Quando disponível o resultado dos exames, perguntar ativamente para 
o candidato: “Dr., eu me infectei?”
• Quando prescrita a PEP para infecção por HIV, questionar sobre 
possibilidade de infecção mesmo em uso de profilaxia
• Após esclarecimentos sobre a PEP para HIV, questionar sobre profilaxia 
de HBV e HCV
• Negar ter dúvidas ao final da consulta
21
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Ao solicitar a segunda tarefa, entregar ao candidato os resultados dos 
exames: 
Anti HCV NR
Anti HIV NR
HBsAg NR 
Anti HBs > 10 
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao solicitar exame físico, informar apenas exame físico sem alterações.
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Realizou acolhimento do funcionário, de forma empática
Questionou sobre o acidente: tipo (perfurocortante) e 
material biológico envolvido (sangue)
Questionou sobre o paciente fonte
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
22
Questionou sobre tempo decorrido desde o acidente
Questionou se o funcionário higienizou o local do acidente
Questionou sobre o uso correto de EPI no momento do 
acidente
Questionou sobre comorbidades, especificando infecção 
por HIV, HCV e HBV
Questionou sobre alergias e medicações de uso contínuo
Solicitou carteira vacinal
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos
Realizou exame físico do local do acidente
Esclareceu sobre necessidade de sorologias do paciente 
para definir conduta
Solicitou anti HBs, HBsAg, anti HCV e anti HIV
Tarefa 02
Explicou que o resultado dos exames negativos não 
excluem a possibilidade de infecção, indicam apenasque 
não há doença no momento do acidente
Prescreveu PEP para HIV: tenofovir, lamivudina e 
dolutegravir por 28 dias
Orientou sobre efeitos colaterais possíveis da PEP - pelo 
menos dois: diarreia, náuseas e vômitos, dor abdominal, 
fadiga, cefaleia, tontura, exantema
Explicou que a PEP reduz a chance de infecção 
principalmente nas primeiras 72h - mas que não é nula
Orientou que paciente é imune para hepatite B e não 
necessita de profilaxia
Orientou que não existe profilaxia para HCV
23
Orientou sobre não haver necessidade de vacina de tétano
Orientou sobre a necessidade de uso de preservativo nas 
relações sexuais durante o acompanhamento
Notificou acidente de trabalho para a vigilância 
epidemiologica
Realizou abertura do CAT
Agendou retorno para dar seguimento
Orientou sobre necessidade de acompanhamento por no 
mínimo 6 meses
Questionou o paciente sobre dúvidas
Debriefing
Apesar de não ser um tema tão cobrado nas provas práticas, acidente com 
material biológico é a “cara da preventiva”! Vale a pena relembrar alguns 
tópicos, que podem te ajudar até mesmo na prova teórica.
Aqui, a estação se inicia com uma dificuldade de comunicação com o ator 
que se apresenta muito nervoso e o nosso papel é acalmá-lo para que a 
estação possa se desenrolar.
Depois do acolhimento inicial, o enfoque é entender como foi o acidente 
para definir a necessidade ou não de profilaxias. Devemos entender como 
foi o acidente - material biológico envolvido (sangue, líquor, sêmen, etc.), 
quantidade de tecido e/ou fluido, tipo de acidente (exposição percutânea, 
em mucosa, em pele não íntegra) - além do status sorológico da fonte e do 
acidentado. Apenas diante desse panorama, podemos tomar condutas frente 
ao acidente. Lembrando que o primeiro passo é a realização de cuidados 
com a área exposta, lavando com água e sabão, em caso de exposição cutânea 
ou percutânea, ou a lavagem abundante com água ou solução salina, em 
24
mucosas. Belezinha até aqui? Com uma anamnese direcionada, entendemos 
que estamos diante de um acidente perfurocortante com fonte desconhecida 
e assim, devemos "olhar" para o nosso acidentado. Claro, que vamos 
questionar sobre antecedentes pessoais, incluindo alergias, medicações de 
uso contínuo e comorbidades (em especial as infecções transmissíveis pelo 
acidente!) - mas, além do básico, há dois tópicos obrigatórios: vacinação e 
sorologias para HCV, HBV e HIV. Aqui, se encerrava a tarefa 01.
 
Agora, sabemos que o nosso paciente está com a vacinação em dia, com 
imunidade para HBV e não infectado pelo HIV e HCV, então, vamos às 
condutas. Primeiro, não há necessidade de profilaxia para HBV e não temos 
nenhuma medida frente à possibilidade de infecção pelo HCV. 
E para o HIV? Aqui, podemos oferecer a profilaxia pós exposição para 
HIV (menos de 72h do acidente), com o uso de tenofovir, lamivudina e 
dolutegravir por 28 dias - lembrando de reforçar a necessidade do uso 
correto da medicação e mencionar a possibilidade de efeitos adversos. 
Feito isso, devemos manter o acompanhamento do nosso paciente por 6 
meses, reforçando a necessidade do uso de preservativo durante esse período. 
E como não poderia deixar de pontuar numa estação de preventiva, devemos 
notificar o acidente de trabalho, tanto para a vigilância epidemiológica, 
como pela abertura do CAT. 
Questão boa, mas pode trazer dificuldade se você não estiver por dentro do 
tema. Belezinha, moçada? Vamos pra próxima.
25
Tema: Violência Sexual
Caiu em: UNICAMP 2015 / USP RP 2016 / UNESP 2016 / UFPR 2017
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: atriz para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, carteira vacinal (entregar apenas quando 
solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico da equipe de estratégia de saúde da família de uma unidade 
básica e recebe uma paciente jovem na demanda espontânea muito chorosa 
e nervosa. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Faça a prescrição antimicrobiana indicada para paciente.
Tarefa 03: 
Dê as demais condutas pertinentes ao caso para a paciente.
Violência Sexual
26
Orientações 
à Atriz:
• Após a entrada do candidato na sala, permanecer em um canto "chorando” 
e só iniciar diálogo quando o candidato se mostrar empático e garantir 
sigilo da consulta 
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Quando questionada sobre o ocorrido, referir que foi “abusada" 
sexualmente
• Referir que foi abordada na saída da estação de metrô por um homem 
desconhecido portando uma faca e ele a violentou sob ameaça
• Referir que o agressor chegou a ferir sua coxa com a faca, com uma lesão 
superficial, porém com sujidades
• Referir que foi agressor único com violência vaginal e anal, sem 
preservativo, com ejaculação 
• Referir que a violência ocorreu na noite anterior, cerca de 12h do 
momento da consulta
• Quando questionada, relata que já tomou banho e higienizou o local da 
agressão
• Negar uso de métodos contraceptivos atual
• Negar doenças sexualmente transmissíveis prévias
• Negar comorbidades, medicações de uso contínuo e alergias
• Negar antecedentes patológicos ginecológicos ou obstétricos 
• Quando solicitado, entregar carteira vacinal completa com última dose 
de tétano há 7 anos e 3 doses de hepatite B
• Aceitar encaminhamento para apoio psicossocial 
• Negar ter dúvidas ao final da consulta
27
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Quando solicitar exame físico, oferecer imagem de lesão superficial e 
suja em região de coxa, com escoriações ao redor
Exame físico da paciente:
Geral: regular estado geral, chorosa, agitada, corada, hidratada, 
acianótica, anictérica, perfusão periférica adequada.
Sinais vitais: FC: 102 bpm, FR: 22 irpm e PA: 124 x 82 mmHg
ACV: RCR 2T BNF sem sopros
AR: MVUA sem RA, sem esforço respiratório
Abdome flácido, peristáltico, indolor, sem massas ou visceromegalias
Genitália: hiperemia vulvar com escoriações perineais, sem presença de 
semên
Pele e anexos:
Fonte: https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fcliqueuniao.com.br%2Festrada-em-reforma-registra-
quatro-acidentes-em-dois-dias%2F&psig=AOvVaw0kmm_e8wH3hI9XOG_7_J27&ust=1592165606632000&source=i
mages&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIjioarN_-kCFQAAAAAdAAAAABAJ
28
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome da paciente
Acolheu paciente e garantiu privacidade e sigilo
Questionou sobre ocorrido: data e hora, local da violência, 
agressor e tipo de violência
Questionou sobre o uso de violência física e materiais 
cortantes
Questionou se foi feito uso de preservativo durante a 
violência
Questionou se houve ejaculação durante a violência
Questionou sobre doenças sexualmente transmissíveis 
prévias
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Questionou sobre uso atual de métodos contraceptivos
Questionou sobre antecedente ginecológicos e obstétricos
Solicitou carteira vacinal
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
29
Solicitou o exame físico da paciente
Tarefa 02
Prescreveu azitromicina 1g via oral dose única
Prescreveu penicilina benzatina 2,4 milhões de unidades 
(1,2 milhões em cada nádega)
Prescreveu ceftriaxona 500mg intramuscular dose única
Indicou nome da paciente, endereço, data e assinatura na 
receita
Tarefa 03
Solicitou sorologias: HIV, HBV, HCV e sífilis
Orientou que paciente é vacinada com 3 doses para 
hepatite B e não necessita de profilaxia
Prescreveu PEP para HIV: tenofovir, lamivudina e 
dolutegravir por 28 dias
Orientou sobre necessidade de uma dose de vacina de 
tétano (lesão de alto risco com última dose há mais de 5 
anos)
Prescreveu anticoncepção de emergência: levonorgestrel 
1,5 mg dose única
Orientou que, em caso de gestaçãoindesejada, paciente 
tem direito a abortamento até 20 semanas
Orientou sobre a possibilidade de realizar boletim de 
ocorrência, sem obrigatoriedade
Realizou notificação imediata da violência sexual para a 
vigilância epidemiológica
Agendou retorno para dar seguimento
Ofereceu encaminhamento para apoio psicossocial
30
Questionou a paciente sobre dúvidas
Debriefing
Essa estação é uma intersecção entre a preventiva e a ginecologia-obstetrícia, 
então, é uma ótima pedida pelas bancas (inclusive já caiu em algumas provas 
importantes!). Aqui, a queixa não é trazida no caso clínico, mas o candidato 
tem que ter a sensibilidade para entender que algo aconteceu para explicar 
o nervosismo da paciente. Por medo, a paciente só se abriria ao se sentir 
acolhida e quando fosse garantido o sigilo abertamente. A partir desse 
momento, a estação realmente “começaria”. Por mais que seja um assunto 
difícil de abordar, o candidato tem que perguntar diretamente sobre a 
violência para poder garantir um atendimento adequado - principalmente: 
data e local da violência, informações sobre o agressor (se é conhecido, 
números de agressores, etc.), tipo de violência, uso de preservativo, se 
houve ejaculação e uso de materiais perfurocortantes na coerção. Após 
esse momento inicial, temos que entender o panorama de saúde da nossa 
paciente - principalmente em relação a saúde sexual e reprodutiva, então, 
é essencial questionar sobre DSTs prévias e anticoncepção, além dos 
demais antecedentes pessoais. Mais uma vez, a carteira vacinal é essencial 
na estação de preventiva, pois mudará completamente a conduta do caso. 
E para finalizar a tarefa 01, o candidato deveria solicitar o exame físico 
da paciente - na qual haveria uma lesão superficial em coxa com sujidade 
(atenção para o tétano!). Em seguida, tarefa 02 era direta - prescrever o 
tratamento antimicrobiano indicado para paciente (azitromicina, penicilina 
benzatina e ceftriaxona), não esquecendo das “formalidades” de uma receita 
médica. Por fim, a tarefa 03 solicitava as demais condutas para a paciente 
- já prescritos os antibióticos - o candidato deveria solicitar sorologias e 
avaliar necessidade de profilaxias das infecções virais, de anticoncepção de 
emergência e de profilaxia para tétano, além das condutas da “preventiva”: 
notificação, planejamento da longitudinalidade e articulação do sistema 
de saúde para garantir a integralidade no atendimento da paciente. E como 
sempre, não esqueça de verificar se o paciente compreendeu tudo, beleza?!
31
Tema: Spikes
Caiu em: USP RP 2020 / HIAE 2019 / HSL 2019 / UEM 2019 / UNICAMP 
2018 / PUCCAMP 2018 / UNIFESP 2016 / HSL 2016 / HSL 2015
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, lenço de papel e copo d’água (se solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico do serviço de emergência de um hospital secundário e recebe 
um paciente idoso de 84 anos, hipertenso, diabético, portador de demência 
de Alzheimer avançada e acamado devido à sequela de AVE isquêmico há 4 
anos, por quadro de febre, tosse produtiva e cansaço há 3 dias. Os familiares 
o trouxeram referindo que, hoje, estava mais sonolento. Na sua avaliação 
inicial, paciente apresentava-se taquidispneico, com rebaixamento de nível 
de consciência, febril, taquicárdico e hipotenso. Ao exame físico, paciente 
apresentava ausculta respiratória com estertores em base direita e perfusão 
periférica lentificada. Considerando se tratar de um choque séptico de foco 
pulmonar, coletou culturas, iniciou antibioticoterapia e infusão de volume. 
Porém, apesar das medidas, paciente não apresentou melhora clínica 
significativa.
Tarefa Única: 
Converse com o filho. 
Spikes
32
Orientações 
ao Ator:
• Imediatamente antes do candidato entrar na sala, caminhe de um lado 
para o outro da sala, na tentativa de mostrar angústia e nervosismo;
• Ao candidato entrar na sala, permaneça em pé e vá ao seu encontro, 
ansioso;
• Caso o candidato não solicite que você se sente, permaneça em pé. Caso 
contrário, aceite e sente-se;
• Caso o candidato pergunte o que sabe sobre a condição do paciente, 
diga de forma coloquial que ele estava com febre e cansaço e decidiu 
trazê-lo para tomar algum remédio mais forte;
• Caso o candidato fale diretamente sobre a gravidade do quadro do 
paciente, seja questionador e diga que não é possível já que ele estava 
“bem” em casa;
• Se o candidato perguntar, diga que quer saber melhor sobre o estado de 
saúde do paciente;
• Caso o candidato use palavras técnicas, pergunte o que significa e diga 
que não está entendendo muito bem o que está acontecendo;
• Quando o candidato acabar de contar, pergunte diretamente: “isso é 
grave, Dr(a)?’”
• Após o candidato afirmar a gravidade do caso, olhe para baixo e encene 
choro;
• Caso seu momento de silêncio seja interrompido de forma não acolhedora, 
reaja e diga que ele não sabe o que está passando;
• Seja reativo e questionador, caso candidato não seja acolhedor com o seu 
sofrimento;
• Caso o candidato ofereça, aceite um copo d’água e um lenço de papel;
• Permita o contato físico durante o período de emoção;
• Após se emocionar, olhe novamente para o candidato e pergunte: “E 
agora? Ele vai ficar bem?"
• Caso o candidato proponha medidas invasivas (IOT, por exemplo), 
questione se isso “salvará” o paciente;
33
• Quando o candidato propor medidas de conforto, concorde e diga que 
não quer ver o seu pai sofrer;
• Pergunte se o paciente terá que ficar sozinho nesse momento difícil;
• Negue ter dúvidas, ao ser questionado.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
Itens avaliados Sim Não
Tarefa Única
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do acompanhante e seu grau de 
parentesco
Solicitou que o familiar se sentasse
Fechou a porta e garantiu privacidade
Sentou ao lado do familiar (sem a mesa entre eles)
Perguntou ao filho o que ele entende sobre a situação atual 
do paciente
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
34
Convidou o filho a saber mais sobre a situação do paciente
Explicou de forma coloquial e compreensível sobre o 
estado de saúde atual do paciente
Respeitou os momentos de silêncio e o fluxo de pensamento 
do familiar
Apresentou postura de atenção e olhar dirigido ao familiar
Ofereceu água ou um lenço para o familiar
Demonstrou habilidade em contornar situações de tensão 
(negação, raiva, etc.)
Propôs ao filho a não intuição de medidas invasivas
Mostrou-se preocupado em garantir conforto ao paciente
Convidou familiar a permanecer com o paciente
Se colocou à disposição para dúvidas
Debriefing
Essa estação é certa no fim do ano em alguma grande prova de residência 
médica! A comunicação é uma habilidade que vem cada vez mais sendo 
valorizada dentro da prática médica e não preciso de dizer que saber o 
protocolo SPIKES é obrigatório. Estação com interação direta com o ator 
e basta seguir o passo-a-passo: (S)etting up, (P)erception, (I)nvitation, (K)
nowledge, (E)motions e (S)trategy e Summary. Aqui, temos um paciente 
idoso com múltiplas comorbidades, com baixa expectativa de vida que 
evoluiu com um choque séptico refratário às medidas iniciais. A chave aqui é 
entender que não há indicação de instituir medidas invasivas e que devemos 
compartilhar essa decisão com a família (tanto que a tarefa é conversar com 
a família e não prosseguir com o atendimento). A tarefa única é conversar 
com a família: preparar o local de atendimento, compreender o que eles 
35
sabem da situação, convidá-los para a notícia, explicar o quadro clínico 
do paciente (em linguagem acessível), respeitar o momento de emoção da 
família e por fim, resumir e propor estratégias - nesse caso, conforto ao 
paciente. Se seguir esse fluxo, não tem como não mandar muito bem nessa 
estação!36
Tema: Atestado de Óbito
Caiu em: UEM 2019 / HSL 2016
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Mulher hígida de 40 anos, G7P6, comparece à consulta médica na 38ª 
semana de gestação com queixa de sangramento vaginal. Na ocasião, foi 
solicitada ultrassonografia e feito o diagnóstico de placenta prévia, sendo 
orientada a buscar a maternidade - porém, paciente não procurou o serviço. 
Dois dias após a consulta pré natal, paciente necessitou de internação 
em hospital de referência por choque hipovolêmico. Foi encaminhada ao 
centro cirúrgico para realizar a cesariana de emergência, porém, apresentou 
parada cardiorrespiratória e evoluiu a óbito.
Tarefa 01: 
Preencha a parte VI do atestado de óbito.
Tarefa 02: 
Escreva as três principais causas de morte materna no Brasil, em ordem de 
importância. 
Atestado de Óbito
37
Tarefa 03: 
Descreva o cálculo do coeficiente de mortalidade materna. 
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Preencheu item 37 - a morte ocorreu "na gravidez”
Preencheu parte I - linha (a) do item 40 com “Choque 
hipovolêmico”
Preencheu tempo na parte I - linha (a) do item 40 com 
"ignorado”
Preencheu parte I - linha (b) do item 40 com “Placenta 
prévia com hemorragia"
Preencheu tempo na parte I - linha (b) do item 40 com “2 
dias"
Preencheu parte II -”Gestação de 38 semanas”
Tarefa 02
Doenças hipertensivas (1ª causa)
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
38
Hemorragia (2ª causa)
Infecção puerperal (3ª causa)
Indicou na ordem correta
Tarefa 03
Indicou numerador correto: número de óbitos de causa 
materna
Indicou o denominador correto: número de nascidos vivos
Indicou que o coeficiente é interpretado em relação a 
100.000 nascidos vivos
Debriefing
Atestado de óbito é um tema que cai em prova teórica e também já caiu em 
prova prática, então, muita atenção! O preenchimento correto da declaração 
de óbito pode ser tanto o foco de uma estação mais curta, quanto parte de 
uma estação mais longa. Aqui, temos um foco bem “preventiva”, misturando 
também conceitos de medidas de saúde coletiva sobre mortalidade materna. 
Tínhamos o caso de uma gestante que faleceu por choque hipovolêmico 
decorrente de uma placenta prévia e deveríamos preencher a declaração 
de óbito - respeitando a ordem de causa básica, intermediária e imediata 
e incluindo o tempo do evento até o óbito. Após, bastaria lembrar das 
principais causas de morte materna no Brasil, em ordem de importância, e 
citar como é calculado o coeficiente de mortalidade materna. Tranquilidade 
aqui!
39
Tema: Mordedura de Cão
Caiu em: USP RP 2016
Grau de dificuldade: alto
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, caixa de luvas e carteira vacinal (quando 
solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Homem hígido, 32 anos, busca unidade de pronto atendimento após ter 
sido mordido por um cão.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Indique os cuidados locais com o ferimento no momento do atendimento.
Tarefa 03: 
Dê as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Mordedura de Cão
40
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir ter sido mordido por um cachorro na mão direita há 1 hora “do 
nada” (não estava interagindo com o animal)
• Referir não conhecer o cachorro ou seu histórico vacinal e dizer que era 
um animal “de rua” e não sabe onde ele se encontra 
• Referir dor local, mas negar outros sintomas associados - como perda de 
sensibilidade ou força 
• Referir ter lavado o ferimento com água corrente, sem uso de sabão
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo, alergias e 
vícios
• Quando solicitada carteira vacinal, entregar carteira completa com 3 
doses de dupla adulta, sendo a última há 6 anos
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
• Ao ser solicitado exame físico, entregar foto da mão do paciente
41
Fonte: https://images.app.goo.gl/w1a7EbtRdkStkrDx6
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do paciente
Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução
Questionou sobre sintomas associados - limitação de 
movimento, perda de força, alteração de sensibilidade, 
formigamento, etc.
Questionou se paciente higienizou o ferimento
Questionou sobre a origem do animal e histórico de 
vacinação
Questionou se paciente sabe onde o animal está (é possível 
de ser observado por 10 dias?)
Checklist
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
42
Questionou sobre comorbidades e medicações de uso 
contínuo
Questionou sobre alergias
Solicitou carteira de vacinação
Pediu permissão para examinar o paciente
Lavou as mãos e calçou luvas antes do exame
Tarefa 02
Indicou lavagem do ferimento com solução fisiológica e 
degermante antisséptico
Indicou desbridamento dos tecidos desvitalizados e 
controle de sangramento
Não indicou realização de sutura
Indicou curativo
Tarefa 03
Indicou esquema de vacinação antirrábica com 4 doses (0, 
3, 7 e 14 dias)
Indicou soro antirrábico na porta de entrada
Indicou uma dose de vacina antitetânica
Prescreveu amoxicilina-clavulanato por 7 dias
Orientou cuidados locais com a ferida e lavagem diária 
com água e sabão
Orientou retorno se sinais de infecção da ferida - hiperemia 
local, edema, piora da dor, febre, saída de secreção
Orientou retorno em 48h para reavaliação
43
Questionou o paciente sobre dúvidas
Realizou notificação imediata de acidente com animal 
suspeito de raiva
Debriefing
Vamos para mais uma estação de preventiva e, dessa vez, esbarrando na 
cirurgia: mordedura por cachorro. A nossa primeira tarefa, nessa estação, 
é realizar o atendimento inicial da vítima. Como toda estação em que há 
interação com um ator, devemos nos apresentar e conhecer um pouco 
quem estamos atendendo (nem sempre o ator e o personagem coincidem!). 
Depois, devemos direcionar nossa anamnese para o acidente - o ocorrido, 
tempo de evolução, conhecimento sobre o animal, abordagem prévia do 
ferimento, além de sinais e sintomas associados. Compreendido o acidente, 
buscamos conhecer os antecedentes do nosso paciente, não esquecendo de 
um item essencial aqui: a carteira de vacinação. Finalizamos nossa primeira 
tarefa, com um passo óbvio e muito importante - o exame físico da lesão. Já 
na tarefa 02, devemos propor os cuidados locais com o ferimento: lavagem, 
desbridamento e curativo. E então, nossa última tarefa é indicar as demais 
condutas para o caso. Bom, o que temos até aqui? Um paciente vítima de 
mordedura por animal com comportamento suspeito para raiva com uma 
lesão de alto risco (extremidade). O paciente deveria, inicialmente, receber 
2 doses da vacina antirrábica (0 e 3 dias) e, poderíamos observar o animal por 
10 dias, mas como ele já se encontra desaparecido, devemos fazer direto as 4 
doses e o soro antirrábico. Além da profilaxia para raiva, devemos avaliar a 
situação vacinal para tétano e indicar a profilaxia, considerando se tratar de 
um acidente grave (mordedura) - como nosso paciente tem a última dose há 
mais de 5 anos, está indicada uma dose de reforço. Para mordedura também 
deve ser prescrito antibiótico, em geral, usamos amoxicilina-clavulanato 
por 5 a 7 dias. Também deveria ser orientado sinais de alarme, retorno e 
cuidados locais com a lesão. E, para terminar, não podemos esquecer que 
acidente com animal suspeito de raiva é notificação compulsória imediata, 
não esqueçam de notificar! É isso, moçada!
44Tema: Pneumonia Comunitária
Caiu em: USP RP 2018 / CERMAM 2018 (pediatria) / HSL 2017 (pediatria) 
/ HIAE 2015 (pediatria)
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, papel, caneta e placas referentes aos exames 
solicitados
Início da Estação
Caso Clínico: 
Homem jovem hígido busca demanda espontânea da Unidade Básica de 
Saúde por febre e tosse há 3 dias.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Diante da principal hipótese diagnóstica, escreva três outras alterações do 
exame físico pulmonar que poderiam ser encontradas nesse paciente.
Pneumonia 
Comunitária
45
Tarefa 03: 
Solicite o(s) exame(s) complementar(es) pertinente(s) ao diagnóstico.
Tarefa 04: 
Dê o diagnóstico e as condutas pertinentes ao caso para o paciente.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir ter 31 anos
• Referir tosse com catarro amarelado e 4 picos febris (38-38,5°C), iniciado 
há 3 dias em piora
• Negar dispneia ou dor torácica, mas referir expectoração amarelada
• Negar internação recente ou uso de antibiótico nos últimos 90 dias
• Negar tabagismo ou alcoolismo
• Negar comorbidades e uso de medicações de uso contínuo
• Referir alergia à levofloxacina, com reação grave - dizer que não conseguia 
respirar após seu uso
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Após o candidato explicar o diagnóstico, questionar se terá que ir ao 
hospital - já que seu avô até faleceu de pneumonia
• Referir que mora nas proximidades da UBS, mas que nunca fez 
acompanhamento
• Aceitar marcar conduta com equipe de estratégia de saúde da família 
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno
46
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
• Entregar as placas referentes ao exame físico conforme solicitação do 
candidato:
• Sinais vitais: FR 23 rpm, satO2 95%, FC 88 bpm, TAX 37,1°C, PA 
120x75 mmHg e dextro 101
• Escala de coma de Glasgow 15 - orientado em tempo e espaço 
• Pulmonar: estertores em terço superior do hemitórax esquerdo
• Demais aparelhos sem alterações dignas de nota
• Entregar as placas referentes aos exames complementares, conforme 
solicitação do candidato:
• RX de tórax:
• Ureia 30 mg/dL
• Se solicitar outro exame, referir que exame está em andamento ou não 
disponível (exame de alta complexidade)
Fonte: https://images.app.goo.gl/GkjWdkSJjb9f7ChY8
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
47
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome e idade do paciente
Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução
Questionou sobre sintomas associados - dor torácica, 
dispneia e expectoração
Questionou se paciente apresentou internação recente
Questionou sobre uso de antibiótico nos últimos 90 dias
Questionou sobre vícios
Questionou sobre comorbidades e medicações de uso 
contínuo
Questionou sobre alergia medicamentosa
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos 
antes do exame
Solicitou nível de consciência
Solicitou pressão arterial
Solicitou frequência respiratória
Solicitou exame físico pulmonar: inspeção, palpação, 
percussão e ausculta
Checklist
48
Tarefa 02
Citou um dos: taquipneia, retração subcostal/intercostal/
fúrcula, redução da expansibilidade pulmonar, aumento do 
frêmito toracovocal, submacicez à percussão, broncofonia 
e pectorilóquia
Citou mais um dos acima
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Solicitou RX de tórax - PA e perfil
Solicitou ureia
Tarefa 04
Explicou o diagnóstico de pneumonia adquirida na 
comunidade ao paciente
Explicou que não há necessidade de transferência para 
ambiente hospitalar para tratamento
Prescreveu sintomático para febre
Prescreveu antibiótico: macrolídeo, amoxicilina (com ou 
sem clavulanato) ou doxiciclina por 5-7 dias
Explicou que melhora clínica ocorrerá em 48 a 72 horas
Orientou retorno ao serviço se sinais de alarme (pelo 
menos dois): persistência dos sintomas após 72h, dispneia, 
confusão mental, febre alta, piora clínica
Questionou o paciente sobre dúvidas
49
Questionou paciente sobre acompanhamento na UBS e 
orientou marcar consulta médica
A prescrição de levofloxacino (ou quinolonas) anulará a 
tarefa 04.
Debriefing
Moçada, aqui temos uma estação de Pneumonia Adquirida na Comunidade 
(PAC) - tema que não costuma dar muito trabalho! Essa estação pode aparecer 
na prova de clínica médica, pediatria e até mesmo preventiva - cada um com 
um enfoque. A chave da abordagem ao paciente com pneumonia é definir a 
gravidade da infecção - utilizando escores, como o CURB-65 - para realizar 
o tratamento no ambiente adequado (domiciliar ou hospitalar). Aqui, 
temos um paciente jovem com quadro típico de PAC, sem comorbidades 
ou vícios, atendido na UBS. O exame físico não apresenta qualquer sinal 
de alarme e é compatível com a hipótese diagnóstica. Na tarefa 02, foi 
abordada a semiologia pulmonar esperada em uma pneumonia. Na tarefa 
03, o candidato deveria solicitar exames pertinentes ao caso, lembrando que 
saber o local de atendimento é importante para compreender os recursos 
disponíveis. Por fim, na tarefa 04, entrariam o diagnóstico e as condutas 
pertinentes ao caso. Aqui, era importante definir o local do tratamento 
- lembrando que caso fosse necessária internação hospitalar, o paciente 
deve ser transferido - e o antibiótico adequado. E, nessa estação, tinha 
um item de morte súbita: prescrição de quinolona já que o paciente era 
alérgico (nunca esqueçam de questionar sobre alergias!) - muito cuidado! 
Deveríamos também orientar retorno precoce, se sinais de alarme, e como 
estamos na UBS, é importante lembrar que o atendimento na demanda 
espontânea é sempre uma oportunidade de aproximar o usuário da unidade 
de saúde, portanto, não esqueça de oferecer acompanhamento longitudinal 
ao paciente. Molezinha, não?
50
Tema: Depressão
Caiu em: USP RP 2019 / HIAE 2019
Grau de dificuldade: moderado / alto
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Mulher, 41 anos, comparece à consulta em Unidade Básica de Saúde por 
queixa de desânimo.
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Escreva dois diagnósticos diferenciais para o quadro da paciente e os exames 
laboratoriais que auxiliariam na diferenciação.
Tarefa 03: 
Explique o diagnóstico e as condutas pertinentes à paciente.
Depressão
51
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Referir estar desanimada há 2 meses e dizer que não buscou o serviço 
antes, pois achou que ia melhorar sozinha
• Ao ser questionada, referir que, na maior parte do tempo, se sente triste 
e chora “fácil”
• Referir que sempre gostou de cozinhar e cuidar do jardim, mas que não 
tem tido mais prazer nessas atividades
• Referir que sente culpa por estar “assim triste", já que sua vida é boa e 
não tem do que “reclamar”
• Referir que não sentiu alterações no apetite ou no peso corporal
• Negar alterações de psicomotricidade 
• Negar alterações de memória ou atenção 
• Referir que se sente sem energia e que, mesmo dormindo mais, o cansaço 
não “passa”
• Negar querer se matar, porém referir que já pensou como seria se não 
existisse
• Negar episódios semelhantes prévios
• Negar episódios de mania 
• Negar episódios psicóticos
• Negar antecedentes pessoais ou familiares de doenças psiquiátricas 
• Negar eventos recentes na vida pessoal, familiar ou profissional 
• Negar uso de drogas lícitas ou ilícitas 
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo e alergias
• Referir morar com o marido com o qual tem um bom relacionamento e 
que poderia contar com ele para o que precisasse
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Ao serinformada sobre o diagnóstico, questionar se não há necessidade 
de fazer exames para confirmar
52
• Aceitar tratamento proposto
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno 
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Após ser solicitado, entregar placa com exame físico dentro da 
normalidade 
• Não se comunicar com o candidato
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome da paciente
Questionou sobre a queixa principal e tempo de evolução
Questionou se paciente ainda sente prazer nas atividades 
que antes gostava
Questionou se paciente se sente triste, na maior parte do 
tempo
Questionou sobre alterações no padrão de sono da paciente
Checklist
53
Questionou se paciente apresentou alteração no apetite 
ou do peso
Questionou se paciente se sente culpada ou inútil
Questionou se paciente apresentou alterações de memória 
ou dificuldade de concentração
Questionou se paciente se sente lentificada ou com 
alteração de motricidade
Questionou se paciente se sente cansada ou com falta de 
energia 
Questionou se paciente pensa em morte
Questionou se paciente pensa em se matar
Questionou se paciente já se sentiu de forma semelhante 
em algum momento da vida
Questionou episódios de mania prévios (redução da 
necessidade de sono, hiperssexualização, aumento de 
gastos, etc.)
Questionou episódios psicóticos prévios (acreditar em 
uma verdade irrefutável, ouvir vozes, etc.)
Questionou uso de drogas lícitas e ilícitas
Questionou sobre eventos recentes que são causas de 
tristeza (luto, por exemplo)
Questionou sobre antecedentes de doenças psiquiátricas 
ou uso de medicações psiquiátricas
Questionou sobre internações psiquiátricas prévias
Questionou sobre antecedentes familiares de doenças 
psiquiátricas
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Questionou sobre relacionamentos e rede de apoio
54
Pediu permissão para examinar a paciente e lavou as mãos
Tarefa 02
Citou dois entre os diagnósticos diferenciais: 
hipotireoidismo, anemia, deficiência de vitamina B12, 
infecção por HIV e neurossífilis
Citou dois entre os exames: TSH, hemograma, ácido 
fólico, vitamina B12 , VDRL e anti-HIV
Tarefa 03
Informou o diagnóstico de depressão de forma empática
Explicou para paciente que o diagnóstico de depressão é 
clínico
Orientou a prática de exercício físico
Ofereceu acompanhamento psicológico
Prescreveu antidepressivo inibidor de recaptação da 
serotonina
Agendou retorno precoce
Questionou paciente sobre dúvidas
Debriefing
Estação de preventiva que cobrou um tema cada vez mais frequente nas 
provas de residência médica: psiquiatria. E dentro dessa área, nada mais 
justo que cobrar uma doença tão prevalente - a depressão. Mais uma 
estação em que o candidato deveria interagir de forma empática com o 
ator, sempre se apresentando como médico e buscando compreender o 
que motivou a consulta. Ao investigar a queixa principal da paciente, a 
depressão entraria como uma hipótese importante a partir daí tínhamos 
55
que focar a anamnese nos critérios diagnóstico do DSM-V. Na vida real, 
evitaríamos perguntas fechadas, mas em um prova de poucos minutos, 
temos que conseguir as informações necessárias para fechar o diagnóstico. 
Além dos sintomas apresentados pela paciente, era importante questionar 
sobre antecedentes psiquiátricos pessoais e familiares para descartar 
outras afecções psiquiátricas, como transtorno afetivo bipolar, transtorno 
psicótico e os induzidos por uso de substâncias. Compreender sobre 
a vida pessoal e rede de apoio da paciente também eram item cobrado, 
dada a importância da articulação do cuidado em pacientes com doenças 
psiquiátricas. A tarefa 01 era finalizada após o candidato solicitar o exame 
físico da paciente. A tarefa 02, mais direta, exigia que o candidato citasse 
dois diagnósticos diferenciais de depressão e os exames que poderiam ser 
solicitados para descartar. Por fim, a tarefa 03 solicitava que o candidato 
explicasse à paciente sobre o diagnóstico e o tratamento - incluindo 
condutas medicamentosas e comportamentais. Agora, ficou moleza hein?!
56
Tema: Sarampo
Caiu em: HSL 2019 / SCMSCP 2019 / PUCCAMP 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras e imagens do exame físico (quando solicitado)
Início da Estação
Caso Clínico: 
Criança de 2 anos é trazida à demanda espontânea da Unidade Básica de 
Saúde por manchas na pele há 2 dias. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Solicite exame complementar para confirmar o diagnóstico mais provável.
Tarefa 03: 
Dê o diagnóstico à mãe e explique as condutas individuais pertinentes ao 
caso.
Tarefa 04: 
Dê as condutas coletivas pertinentes ao caso.
Sarampo
57
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir que as manchas vermelhas iniciaram há 2 dias perto do cabelo e 
foram descendo até atingir todo o corpo do paciente, sem descamação 
• Referir que o paciente, três dias antes das manchas, iniciou quadro de 
febre alta, tosse e lacrimejamento
• Quando solicitada carteira vacinal, referir que a família voltou a morar 
no Brasil recentemente e que o paciente ainda não foi vacinado 
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo e alergias
• Referir que o paciente mora somente com os pais, ainda não vai à escola, 
mas tem frequentando o playground do prédio
• Referir que não apresenta carteira vacinal, nem seu marido
• Negar possibilidade de gestação 
• Negar conhecimento sobre casos de sarampo ou pessoas com sintomas 
semelhantes 
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Após ser informada sobre o diagnóstico, perguntar como o paciente 
pode ter se infectado
• Questionar se o candidato não vai dar uma “benzetacil” para seu filho, 
porque ele sempre melhora quando toma
• Questionar sobre a gravidade da doença - “Dr(a)., meu filho vai ficar 
bem?”
• Concordar sobre atualização vacinal da família
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno 
58
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não se comunicar com o candidato
• Ao ser solicitada ectópica do paciente, entregar foto 01
• Ao ser solicitada oroscopia do paciente, entregar foto 02
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Foto 01 Foto 02
Fonte: https://images.app.goo.gl/
EVeGHYk7wo5DVdzX8
Fonte: https://images.app.goo.gl/
X6VPgHtgyCCLnsrA9
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do paciente e da mãe
Checklist
59
Questionou sobre o exantema (aspecto, evolução e 
descamação) e tempo de evolução
Questionou sobre sintomas associados - pelo menos três 
dos: tosse, febre, coriza, conjuntivite e fotofobia
Solicitou carteira vacinal do paciente
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Perguntou sobre os contactantes da criança
Solicitou carteira vacinal dos pais
Questionou se a mãe é gestante ou possibilidade de 
gestação
Perguntou sobre contato com casos de sarampo ou com 
sintomas semelhantes
Pediu permissão para examinar o paciente e lavou as mãos 
antes do exame
Solicitou oroscopia, otoscopia, ectoscopia e sinais vitais
Tarefa 02
Solicitou anticorpos IgM e IgG para sarampo em soro e/
ou e detecção viral em amostras de urina e swab naso/
orofaríngeo
Tarefa 03
Explicou que a principal hipótese diagnóstica é de sarampo
Explicou que é uma doença de transmissão respiratória
Explicou sobre a não necessidade de uso de antibiótico 
por ser uma infecção viral
Prescreveu vitamina A - 2 doses de 200.000 UI (doses (1 no 
diagnóstico e outra no dia seguinte)
60
Prescreveu antitérmico para uso domiciliar
Indicou isolamento do pacienteaté 4 dias após 
aparecimento do exantema (mais dois dias)
Orientou sobre possibilidade de complicações - citou pelo 
menos duas: pneumonia, otite e encefalite
Orientou atualização da carteira vacinal, em um segundo 
momento
Orientou retorno em 48h para reavaliação
Questionou a mãe sobre dúvidas
Tarefa 04
Orientou uma dose de tríplice viral para os pais
Indicou vacina de bloqueio, no prédio, aos contatos 
susceptíveis em até 72h
Realizou notificação imediata de sarampo
Debriefing
Não preciso dizer que sarampo é um tema “quente” para as provas práticas, 
mesmo já tendo sido cobrada em grandes instituições de residência médica. 
Em 2019, foram mais de 18.000 casos confirmados de sarampo no Brasil, 
sendo que o último caso tinha ocorrido há anos, então, muita atenção aqui! 
É um tema de interseção entre as áreas clínicas e a preventiva, podendo 
ser cobrado de diversas maneiras - mas o legal é sempre ter em mente a 
abordagem individual e coletiva. Com esse pensamento, vai ser mais fácil 
não esquecer nenhuma conduta necessária diante de um caso de sarampo. 
Nessa estação, há um ator para interagirmos, tirarmos a história clínica, 
explicar o diagnóstico e o tratamento - sempre de forma acessível e empática. 
O candidato deveria não só questionar sobre o quadro clínico do paciente, 
61
como também entender o contexto epidemiológico em que ele estava 
inserido: um paciente não vacinado com um exantema maculopapular 
avermelhado, de progressão céfalocaudal, com tosse, febre e conjuntivite 
associados. Não tinha como não suspeitar de sarampo! Ao exame físico, 
também encontraríamos as famosas manchas de Koplik, patognomônicas 
do Sarampo. Com a hipótese clara na mente, o candidato também deveria 
questionar sobre possíveis contactantes para planejar sua conduta, no 
âmbito coletivo. A tarefa 02 solicitava o exame confirmatório para o caso, 
tranquilo. Já na tarefa 03, o candidato deveria explicar o diagnóstico para 
mãe, responder seus questionamentos e dúvidas, além de afastar o paciente 
do convívio e prescrever vitamina A (indicada apenas para as crianças). E 
como estamos na atenção básica, também deveríamos marcar retorno e já 
planejar a atualização vacinal do paciente. Por fim, a tarefa 04 abordava 
as condutas coletivas: notificação imediata, avaliação dos contactantes e 
vacina de bloqueio em até 72h. Belezinha? Vamos em frente!
62
Tema: Tentativa de Suicídio
Tempo da estação: 8-10 minutos
Ator/examinador: dois atores para interagir diretamente
Cenário: mesa e duas cadeiras
Grau de dificuldade: moderado
Início da Estação
Caso Clínico: 
Paciente, 19 anos, é trazida pela mãe à demanda espontânea em Unidade 
Básica de Saúde por desânimo profundo. Mãe refere que paciente não sai 
do quarto há dias e decidiu trazê-la para ser avaliada pelo médico. 
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Explique o diagnóstico e as condutas pertinentes à paciente.
Tentativa de Suicídio
63
Orientações 
à Atriz que 
representar a paciente:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionada diretamente
• Somente iniciar diálogo com o candidato quando estiver sozinha na 
consulta, caso contrário, apenas a mãe irá conversar com o médico
• Referir estar infeliz há 6 meses, não vendo mais sentido em continuar 
vivendo com essa angústia 
• Ao ser questionada, referir que, na maior parte do tempo, se sente triste; 
que não sente mais prazer nas atividades que antes gostava; que não vê 
perspectiva no futuro; que sente cansaço e sono o tempo todo e nem 
sente mais fome
• Negar alterações de psicomotricidade ou de memória 
• Referir pensar em morte o tempo todo, já que é o único caminho que vê 
para acabar com toda essa angústia;
• Referir que deseja se matar e planeja fazer isso ainda hoje
• Referir que efetuará o plano hoje, pois sua mãe tem atividades voluntárias 
na igreja e ficará sozinha durante algumas horas
• Referir que comprou pacotes de “chumbinho” e tomará vários para ter 
certeza de que, dessa vez, irá conseguir
• Referir que tentou se suicidar há 4 meses ao ingerir vários dos comprimidos 
de sua mãe, mas ela a levou no hospital e realizaram lavagem gástrica
• Negar sintomas psicóticos
• Negar uso de drogas lícitas e ilícitas
• Referir antecedente de depressão, porém parou o tratamento quando se 
mudou para a nova casa já que perdeu acompanhamento médico
• Negar internações psiquiátricas prévias
• Referir que presenciou suicídio do pai há 3 anos
• Negar comorbidades, uso de medicações de uso contínuo e alergias
• Referir morar com a mãe com a qual tem um relacionamento próximo, 
64
mas conflituoso - dizer que ela não entende como se sente
• Referir que está desempregada e iria começar uma faculdade, mas ainda 
não sabe o que quer fazer da vida
• Referir que tem alguns amigos, mas que desde a mudança, não os 
encontra com frequência (há 3 meses) 
• Dar permissão aos procedimentos médicos necessários
• Negar ter dúvidas sobre o tratamento e retorno
Orientações 
à Atriz que 
representar a mãe:
• Referir que trouxe a filha, pois está preocupada com “esse desânimo que 
não passa”
• Aceitar aguardar a consulta da filha
• Mostrar-se preocupada com a condição da filha, mas receptiva às 
condutas médicas
• Referir compreender as orientações médicas e não ter dúvidas
Orientações 
ao Examinador:
• Não se comunicar com o candidato
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a 
anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Após ser solicitado, entregar placa com exame físico dentro da 
normalidade 
• Se paciente questionar sobre avaliação das extremidades, ectoscopia ou 
sinais de automutilação, mostrar placa com a foto 01:
65
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Fonte: https://images.app.goo.gl/HU4c5Rp1sQWhYCoZ8
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Cumprimentou a paciente
Perguntou o nome da paciente
Solicitou que a mãe aguardasse a consulta fora do 
consultório para que possa atender a paciente sozinha
Questionou sobre queixa da paciente e tempo de evolução
Apresentou postura acolhedora com a paciente - por meio 
de postura, gestos e contato visual
Questionou sintomas depressivos - pelo menos 3: anedonia, 
humor deprimido, culpa, fadiga, alterações de sono e/ou 
apetite, dificuldade de concentração, desesperança
Checklist
66
Questionou pensamento de morte
Questionou ideação suicida
Questionou como paciente pretende se suicidar
Questionou sobre data para cometer suicídio
Questionou se já tentou se suicidar antes
Questionou sobre como foi tentativa de suicídio prévia
Questionou sobre acesso a meios letais - armas, 
medicamentos, venenos, etc.
Questionou sintomas psicóticos - alterações de 
sensopercepção, delírio, etc.
Questionou uso atual e prévio de drogas lícitas ou ilícitas
Questionou sobre antecedentes de doenças psiquiátricas 
ou uso de medicações psiquiátricas
Questionou sobre internações psiquiátricas prévias
Questionou sobre antecedentes familiares de suicídio
Questionou sobre comorbidades, medicações de uso 
contínuo e alergias
Questionou sobre funcionalidade atual: trabalho, 
atividade social, estudo, etc.
Questionou com quem paciente mora e relacionamento 
intradomiciliar
Questionou sobre rede de apoio e relacionamentos 
pessoais
Pediu permissão para examinar a paciente e lavou as mãos
Questionou sobre sinais de automutilação
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Tarefa 02
Avaliou risco suicida como alto
Explicou a necessidade da presença da mãe na consulta
Explicou necessidade de internação em emergência 
psiquiátrica
Orientou familiar sobre medidas de prevenção - vigilância 
da paciente, esconder meios letais, etc. 
Ofereceu acompanhamento médico e psicológico na UBS
Encaminhou paciente para serviço de psiquiatria
Questionou paciente e familiar sobre dúvidas
Debriefing
Estação de preventiva que cobrou um tema cada vez mais frequente nas 
provas de residência médica: psiquiatria. E, dessa vez, foi abordada a 
tentativa/planejamento de suicídio. Na estação, a paciente foitrazida 
pela mãe por um “desânimo profundo” - o candidato deveria interagir 
de forma empática com as atrizes (mãe e filha) e buscar entender melhor 
a situação. A paciente se abriria apenas se o candidato solicitasse que a 
mãe aguardasse do lado de fora da consulta. Depois disso, ao questionar 
paciente sobre o motivo da consulta, ela deixaria clara sua angústia e sua 
vontade de “acabar com esse sofrimento”. Apesar de o candidato também 
dever investigar sintomas depressivos, o enfoque da estação era a ideação 
suicida e o planejamento da paciente. Na primeira tarefa, deveria ser feito 
todos os questionamentos sobre o plano suicida - incluindo acesso a meios 
letais, estruturação do plano, data de execução e tentativas prévias - além 
dos antecedentes psiquiátricos pessoais e familiares. Nesse momento, 
também é essencial entender como são as relações da paciente, sua rede de 
apoio e sua funcionalidade - dada a importância da articulação do cuidado 
68
nesses pacientes. Ainda na tarefa 01, deveríamos solicitar o exame físico da 
paciente- e especificar a busca por sinais de automutilação que estariam 
presentes. Já na tarefa 02, o candidato deveria tomar as condutas frente 
a uma paciente alto risco de suicídio - com plano suicida estruturado, 
antecedente de depressão e de tentativas prévias. Aqui, era necessário 
indicar internação psiquiátrica e encaminhá-la a um serviço de emergência 
especializado. Nesse momento, a mãe deveria ser chamada para a consulta 
e informada sobre a situação, além de ser orientada quanto aos cuidados 
necessários com a filha. O candidato também deveria orientar que, em 
um segundo momento, a paciente acompanhasse com equipe médica e 
psicológica da unidade de saúde. Apesar de, na vida real, ser complexo 
atender um paciente com planejamento suicida estruturado - na prova, 
basta ter esse roteiro em mente, que você vai voar! 
69
Tema: Genograma
Caiu em: USP 2019
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 10 minutos
Ator/examinador: examinador
Cenário: mesa, uma cadeira, papel e caneta
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde e uma das 
famílias que acompanha está enfrentando “problemas” - conforme relata a 
agente comunitária de saúde responsável, durante a reunião de equipe. Para 
entender melhor o contexto dessa família, você decide analisar o genograma 
familiar.
Genograma
70
Tarefa 01: 
Escreva o significado dos símbolos identificados pelas setas vermelhas de 1 
a 6, apontadas no genograma. 
Tarefa 02: 
Cite duas regras básicas para a construção de um genograma.
Tarefa 03: 
Você decide marcar uma consulta para a paciente Maria, esposa de José. 
Durante o atendimento, percebe que a paciente está chorosa e com marcas 
de violência física. Ao ser questionada, paciente relata sofrer violência 
doméstica e diz que “não pode mais aceitar essa situação”. Indique uma 
medida individual e uma coletiva para o caso de Maria. 
Tarefa 04: 
No dia seguinte, você atende a nora de Maria, Juliana de 23 anos. A paciente 
se mostra traumatizada com o abortamento, dizendo nunca mais querer ter 
filhos. Relata que queria fazer como sua mãe e “laquear” de uma vez - porém, 
seu marido não pensa da mesma forma - ainda quer filhos. Identifique dois 
fatores que impedem a contracepção definitiva de Juliana.
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
71
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Identificou relação conflituosa entre Maria e José
Identificou abortamento de Juliana
Identificou que o círculo indicava pessoas morando na 
mesma casa
Identificou relação de proximidade entre Maria e Juliana
Identificou símbolo de divórcio
Identificou óbito da primogênita de Maria e José
Tarefa 02
Citou inclusão de no mínimo de 3 gerações, nome dos 
membros da família, idade ou data de nascimento dos 
membros da família, morte com data e causa, doenças ou 
problemas significativos, data de casamento e divórcio, 
membros em cronologia de idade, relações familiares e 
elementos que vivem na mesma casa
Citou mais um dos acima
Tarefa 03
Encaminhamento de Maria para serviço especializado - 
Centro de Referência da Mulher ou Centro de Defesa e 
Convivência da Mulher
Notificação de violência doméstica para a vigilância 
epidemiológica
Checklist
72
Tarefa 04
Consentimento expresso do cônjuge
Idade acima de 25 anos ou pelo menos 2 filhos vivos
Debriefing
Genograma é um assunto que vem caindo cada vez mais nas provas de 
residência médica, não só na parte teórica - mas também na prática, 
como cobrou a USP SP em 2019. Lembrando que o genograma é uma 
ferramenta muito utilizada na saúde da família e comunidade já que é uma 
representação visual da interação familiar (de no mínimo três gerações!). 
Ele permite avaliar como funciona a família e, assim, propor intervenções, 
antecipar crises familiares a depender do ciclo de vida da família, etc – pode 
apostar que é um instrumento muito valioso na abordagem familiar. Aqui, 
foi cobrada a análise do genograma de uma família, para que o candidato 
soubesse interpretar símbolos básicos de genograma e nas tarefas seguintes 
propor intervenções e condutas. Ah, importante também ter noções básicas 
da construção de um genograma — vai que cai numa próxima prova! Só pra 
não esquecer, o ecomapa também é uma ferramenta gráfica importante 
na ESF, mas analisa a relação da família com as instituições e membros da 
comunidade. Fechou?! Bora pra próxima!
73
Tema: Hanseníase
Caiu em: USP RP 2020 / UNESP 2019 / USP SP 2017
Grau de dificuldade: moderado
Tempo da estação: 8 minutos
Ator/examinador: ator para interagir diretamente
Cenário: mesa, duas cadeiras, maca, álcool, algodão, agulha de insulina e 
monofilamento 0,05 g
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico de família de uma Unidade Básica de Saúde, em atendimento 
de demanda espontânea, e recebe paciente Claúdia de 38 anos com queixa 
de mancha em mão esquerda há 2 meses.
Hanseníase
Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Forma-Tuberculoide-
lesao-de-pele-anestesicas-bem-delimitada-e-assimetrica_fig2_270506911
74
Tarefa 01: 
Realize o atendimento inicial.
Tarefa 02: 
Demonstre o exame físico direcionado.
Tarefa 03: 
Dê o diagnóstico e as condutas pertinentes ao caso.
Orientações 
ao Ator:
• Apenas dar informações sobre o caso quando questionado diretamente
• Referir que notou lesão há cerca de 2 meses, tendo passado em diversos 
atendimentos médicos e feito uso de pomadas, sem melhora da mancha
• Negar “piora” da lesão, referir que permaneceu igual desde que notou 
seu aparecimento
• Negar prurido ou dor no local da mancha
• Referir que, uma vez, queimou-se cozinhando e só notou porque seu 
esposo disse que sua mão estava encostando na tampa da panela quente
• Dizer que o local da lesão parece estar um pouco “anestesiado"
• Negar sensação de formigamento no membro superior, dor em trajeto 
nervoso ou perda de força 
• Negar outras manchas no corpo
• Referir que o seu irmão mais velho tratou hanseníase há 1 ano, mas que 
não tinha contado direto com ele há 2 anos
• Referir que está desempregada, mas que mora com o marido e quatro 
filhos
• Ao ser questionada, negar comorbidades, medicações de uso contínuo, 
alergias e vícios
• Quando questionada sobre dúvidas, perguntar se a doença é contagiosa 
e se poderia transmitir aos filhos
75
Orientações 
ao Examinador:
• Oferecer a próxima tarefa apenas após o candidato ter finalizado a anterior
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
• Não fazer contato verbal ou não verbal com o candidato
• Ao finalizar a demonstração do exame físico, informar:
• Alteração da sensibilidade térmica e dolorosa, com preservação da 
sensibilidade tátil
• Força motora grau 5 em todos os membros
• Ausência de espessamento de troncos nervosos
• Ausência de outras lesões dermatológicasTÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa 01
Apresentou-se (nome e função)
Questionou progressão da lesão: aspecto, tamanho, 
sintomas associados (prurido, dor, calor)
Questionou se o local da lesão está adormecido
Questionou se a paciente já se queimou ou se machucou 
sem perceber
Questionou sobre sensação de formigamento ou queimação 
no mão e/ou braço
Checklist
76
Questionou sobre dor em trajeto de nervos
Questionou sobre perda de força nas mãos
Questionou sobre presença de outras lesões no corpo
Questionou se familiares, amigos ou colegas de trabalho 
tem lesões semelhantes ou tem diagnóstico de hanseníase
Questionou sobre contactantes: com quem vive, trabalha, 
estuda, etc.
Questionou sobre antecedentes pessoais: alergias, 
comorbidades, vícios e medicações de uso contínuo
Tarefa 02
Lavou as mãos e pediu permissão para examinar a paciente
Realizou palpação de troncos nervosos periféricos - pelo 
menos dois: nervo ulnar, radial, mediano, fibular comum 
e tibial posterior
Realizou teste da sensibilidade térmica com algodão com 
e sem álcool
Realizou teste da sensibilidade dolorosa com agulha de 
insulina
Realizou teste de sensibilidade tátil com monofilamento 
ou algodão
Avaliou força muscular
Tarefa 03
Deu o diagnóstico de Hanseníase Paucibacilar
Indicou o tratamento para Hanseníase Paucibacilar com 
rifampicina e dapsona
Mencionou a duração do tratamento de 6 doses (cartelas) 
supervisionadas em até 9 meses
77
Notificou para a vigilância epidemiológica
Convocou familiares e contactantes a comparecerem na 
Unidade Básica de Saúde
Explicou que a transmissão ocorre por via respiratória
Debriefing
Não preciso dizer o quanto a Hanseníase é importante no nosso país, não 
é? Uma doença endêmica que, no último ano, registrou o maior índice 
relativo de casos no mundo – foram 26.875 casos novos de hanseníase no 
Brasil (12,7%). Como não podia ser diferente, essa importância se reflete 
nas provas – as bancas de residência médica não esquecem do tema! Nos 
últimos anos, foi lembrada por grandes instituições de São Paulo, então, 
muita atenção! É uma estação "bem preventiva". Você precisa avaliar o 
paciente, fazer o exame físico neurológico direcionado e diante da hipótese 
de hanseníase, tomar as medidas individuais e coletivas pertinentes. Não 
podemos esquecer que é uma doença de notificação compulsória semanal e 
que os contactantes dos últimos 5 anos devem ser investigados com exame 
dermatoneurológico. Belezinha? Dividindo as condutas no plano individual 
e coletivo, não tem erro! Bora pra mais uma?
78
Tema: Erro Médico
Caiu em: USP SP R3 2019 / HIAE 2019
Grau de dificuldade: baixo
Tempo da estação: 5 minutos
Ator/examinador: atriz para interagir diretamente
Cenário: mesa e duas cadeiras
Início da Estação
Caso Clínico: 
Você é o médico responsável pela sala de trauma de um hospital secundário 
e, durante o seu plantão noturno, recebe um motociclista, vítima de trauma 
auto vs. moto. Terceiros relataram que paciente estava dirigindo alcoolizado 
e colidiu com um carro, em alta velocidade. Você faz a avaliação primária do 
trauma, sem alterações importantes - exceto por um rebaixamento do nível 
de consciência (ECG 12) que você atribui à intoxicação. Você solicita os 
exames de imagem pertinentes e volta ao conforto médico para descansar, 
enquanto o paciente realiza os exames. Após algumas horas, é chamado pela 
equipe de enfermagem por piora do nível de consciência desse paciente. 
Dessa vez, o paciente não responde a nenhum tipo de estímulo, inclusive 
doloroso, e não apresenta reflexos de tronco. Rapidamente, você checa 
a TC de crânio e observa uma extensa hemorragia intraparenquimatosa. 
Você solicita avaliação da equipe de neurocirurgia e é aberto protocolo 
de morte encefálica e após dois testes, é confirmado óbito do paciente. A 
assistente social entre em contato com as familiares que estão aguardando 
a equipe médica no saguão.
Erro Médico
79
Tarefa única: 
Explique ao familiar o ocorrido.
Orientações 
à Atriz:
• Imediatamente antes do candidato entrar na sala, caminhe de um lado 
para o outro da sala, demonstrando nervosismo;
• Ao candidato entrar na sala, permaneça em pé e vá ao seu encontro, 
ansiosa - e pergunte: “Está tudo bem com o meu Roberto? Ontem, ele 
saiu para fazer entregas de delivery para ajudar nas contas da casa e não 
voltou mais. Estava sentindo que algo de errado tinha acontecido! Foi 
quando o hospital me ligou, ele caiu da moto né? Mas já tá tudo bem, né 
Dr(a).?"
• Caso o candidato não solicite que você se sente, permaneça em pé. Caso 
contrário, aceite e sente-se;
• Caso o candidato dê a notícia sem que esteja sentada, desmaie e 
permaneça nesse estado por alguns segundos;
• Caso o candidato pergunte o que sabe sobre a condição do paciente, 
diga que sabe que ele sofreu um acidente de moto e que estava fazendo 
exames para ver se estava tudo bem;
• Quando o candidato der a notícia, chore copiosamente e diga que não 
entende o que aconteceu - já que na ligação da assistente social, tinha 
entendido que estava fora de perigo, já fazendo exames para voltar para 
sua casa;
• Caso o candidato use palavras técnicas, pergunte o que significa e diga 
que não está entendendo muito bem o que está acontecendo;
• Caso candidato não fale sobre o erro, seja questionadora e diga que 
não consegue entender como de uma hora para outra ele estava fora de 
perigo e depois, morto;
• Se o candidato insistir em não contar o erro, pergunte de forma raivosa, 
chorando: “o que vocês fizeram com ele?” 
80
• Caso o candidato não admita o erro e não seja acolhedor, deixe a cena, 
de forma dramática;
• Se o paciente explicar o ocorrido de forma empática, fique em silêncio 
e chore e, após, alguns segundo questione: “então, ele poderia estar vivo 
agora se o senhor tivesse cuidado dele?”
• Caso o candidato ofereça, aceite um copo d’água e um lenço de papel;
• Seja reativo e questionador, caso candidato não seja acolhedor com o seu 
sofrimento - enfatizando que a culpa do ocorrido é do médico;
• No fim, peça para levar o corpo para enterrar perto da família.
Orientações 
ao Examinador:
• Não se comunicar com o candidato, seja de forma verbal ou não verbal
• Não pontuar o check list, caso a tarefa já tenha sido finalizada
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
Itens avaliados Sim Não
Tarefa Única
Apresentou-se (nome e função)
Perguntou o nome do acompanhante e seu grau de 
parentesco
Solicitou que o familiar se sentasse
Perguntou ao familiar o que ele sabe sobre a situação atual 
do paciente
Checklist
81
Deu a notícia do óbito de forma compreensível
Contou detalhadamente o que ocorreu
Demonstrou habilidade em contornar situações de tensão 
(negação, raiva, etc.)
Abriu espaço para perguntas
Respeitou os momentos de silêncio e o fluxo de pensamento 
do familiar
Admitiu o erro e disse que a culpa foi sua
Pediu desculpas
Explicou que não pode liberar o corpo do paciente, pois 
terá que encaminhar ao IML
Debriefing
Estação que cobra do candidato habilidades de comunicação, consideradas 
cada vez mais essenciais na atuação do médico. Não é a toa que tema foi 
assunto de prova de R3 da Clínica Médica da USP SP em 2019 e do HIAE 
em 2019 – o recado é: não dá para ser bom apenas no mundo teórico e a 
nossa querida prova prática aparece aí pra isso!
 
O intuito da estação era que o candidato desse a notícia de um óbito e admitisse 
que o paciente evoluiu de forma desfavorável por erro dele. Era obrigatório 
admitir o erro para que a estação se desenrolasse de forma adequada, caso 
contrário, a relação com a atriz se tornaria cada vez mais conflituosa e tensa. 
Se o candidato assumisse o erro de forma empática e manejasse os momentos 
de tensão e conflito, a estação ficava muito tranquila. A chave da questão 
era comunicar o erro e pedir desculpas. Caso uma estação assim apareça 
novamente, conte sobre o erro e maneje a situação (que é difícil!). Beleza, 
moçada? Estação que é pra ser tranquila, hein!
82
Tema: Dengue
Caiu em: SCMSP 2017

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