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Classificação 
Existem 3 tipos de fungos: leveduriformes, filamentosos e 
dimórficos. As micoses superficiais atingem a pele e os anexos, as 
micoses subcutâneas atingem a pele e tecidos subcutâneos e as 
micoses sistêmicas e profundas atingem órgãos internos e (...). 
(...) 
 
Meios de diagnósticos 
Possui diversas formas de diagnósticos de fungos. O primeiro é 
o exame microscópico direto com KOH 10-20% ou óleo mineral. Em 
casos de Cryptococcus neoformans, utiliza-se tinta Nankin e nos 
casos de suspeita de Histoplasma capsulatum, utiliza-se Giemsa no 
exame microscópico. 
É retirado um pelo do animal na borda da lesão que será 
colocado em uma lâmina, onde o KOH clareia o pelo para ocorrer uma 
melhor visibilidade. Outra alternativa é a imunofluorescência direta, 
aplicada pelo soro, porém não é confiável. 
O terceiro é a cultura e identificação utilizando ágar sabouraud 
dextrose, mas não servirá no diagnóstico de Malassezia porque o 
fungo se multiplica mais do que o normal, impedindo a quantificação de 
fungo o animal possui. A citologia auricular ou citologia da pele é feita 
com a amostra pega por um swab e depositada em uma lâmina para 
a avaliação. 
Outro método que pode ser utilizado é o microcultivo, uma 
técnica que consiste na preparação de culturas de fungos em lâminas 
de microscopia para observação direta em microscópio de campo 
claro. O microcultivo permite na íntegra o estudo das estruturas de 
reprodução (tanto sexuadas quanto assexuadas) da maioria dos 
fungos; facilitando a observação das principais características 
utilizadas para identificar tais micro-organismos. A biópsia é feita em 
último caso. 
 
Classificação das hifas 
As hifas dos fungos podem ser divididas em hifas contínuas 
(cenocítica) ou septadas hialinas. 
Fungos e introdução a parasitologia 
Microsporum spp. - TECNICA: Cultura de fungos 
Identificação de esporos de endotrix e extotrix- TECNICA: Exame direto 
Microsporum spp. - TECNICA: Cultura de fungos 
Trichophytom equinum. - TECNICA: Cultura de fungos 
Malassezia spp. - TECNICA: Citologia auricular 
Os fungos podem ser filamentosos ou leveduras. 
 
Cultura de fungos 
O meio de cultura utilizada pode ser a forma desidratada ou 
um meio pronto. O meio básico é composto por Ágar Sabouraud 
dextrose (ASD) e pode ser colocado o cloranfenicol, que é uma 
substância antibiótica que evita a contaminação bacteriana. 
O Ágar contendo fenólicos é utilizado para cultura de 
Cryptococcus sp. Já para os dermatófitos, é mais utilizado outro ágar 
especial. 
A identificação de fungos filamentosos é feita por meio da 
observação da morfologia da colônia (cor, textura, superfície) e os 
aspectos microscópicos. Pode-se utilizar a técnica de microcultivo 
para identificar a morfologia microscópica, onde ela preserva a 
disposição original dos esporos sobre as hifas e mantém íntegras 
certas estruturas formadoras de esporos. Ex: esporângios que são 
órgãos de reprodução de zigomicetos. 
A coloração utilizada para visualizar os fungos em microscópio 
são: azul de lactofenol-algodão, ácido lático 20g, cristais de fenol 20g, 
glicerina 20g, azul algodão 0,05g e água destilada 20g. 
 
INTRODUÇÃO A PARASITOLOGIA 
Parasitologia é o estudo dos aspectos da relação entre seres 
vivos, seja para obtenção de alimentos ou para proteção do parasito. 
A associação pode ser harmônica (positiva) ou desarmônica (negativa). 
 
Leveduriformes Filamentosos 
1. Colocar sobre uma lâmina esterilizada, contida em uma placa de 
Petri estéril, um cubo de ágar; 
2. A lâmina deve estar sobre um suporte, que pode ser formado 
por outra lâmina, ou um pequeno bastão de vidro recurvado, ou 
ainda, dois palitos de fósforo; 
3. Semear o fungo, a partir de repique recente, nos 4 lados do 
cubo de ágar; 
4. Recobrir com uma lamínula esterilizada; 
5. Fazer uma câmara úmida, adicionando 1 a 2 ml de água destilada 
estéril no fundo da placa ou embeber um pequeno chumaço de 
algodão estéril, para evitar a dessecação do meio de cultura, 
durante o crescimento do fungo; 
6. Tampar a placa e deixar à temperatura ambiente por 7 a 10 
dias, até que se observe desenvolvimento de hifas com ou sem 
pigmentação. 
Giárdia 
 
Termos importantes na parasitologia 
Ecologia: interação entre duas espécies, na qual uma delas, o 
parasita, se beneficia da outra, o hospedeiro, causando-lhe danos de 
maior ou menor importância, mas raramente a morte. 
 
Ação dos parasitos sobre o hospedeiro 
• Ação espoliadora: Quando o parasito absorve nutrientes ou 
mesmo sangue do hospedeiro; 
• Ação tóxica: Algumas espécies produzem enzimas ou 
metabólitos que podem lesar o hospedeiro; 
• Ação mecânica: Algumas espécies podem impedir o fluxo de 
alimento, bile ou absorção alimentar; 
• Ação traumática: provocada principalmente por formas 
larvárias de helmintos, embora vermes adultos e protozoários 
também sejam capazes de fazê-lo; 
• Ação irritativa: Deve-se a presença constante do parasito que, 
sem produzir lesões traumáticas, irrita o local parasitado. 
 
Termos com relação à localização 
• Ectoparasito: se localiza na superfície externa do hospedeiro, 
como a sarna; 
• Endoparasito: se localiza nos sistemas, como os Cisticercos; 
• Infecção: penetração e desenvolvimento do agente infeccioso no 
corpo do homem (endoparasitos); 
• Infestação: Alojamento e desenvolvimento de artrópodes na 
superfície do corpo do homem (ectoparasitos); 
• Parasitismo: a associação entre os seres vivos onde um tem 
benefícios (parasitos) e o outro não (hospedeiro); 
• Parasito errático ou ectópico: Vive fora do seu hábitat natural; 
• Parasito obrigatório: É aquele incapaz de viver fora do 
hospedeiro. Ex: Plasmodium, T. gondii, etc.; 
Ancylostoma sp. 
Toxocara canis 
• Parasitemia: É o número de parasitos no sangue; 
• Parasito heteroxênico: Possui hospedeiro definitivo e 
intermediário. Precisa de mais hospedeiros para completar seu 
ciclo de vida (Dioctophyma renale); 
• Parasito monoxênico: Só possui hospedeiro definitivo para 
completar seu ciclo de vida (berne); 
• Ciclo biológico heteroxênico: o parasita se aloja no hospedeiro 
intermediário, no qual se desenvolve até a fase adulta, quando 
coloniza, então, o hospedeiro definitivo a partir da transmissão, 
que pode ocorrer através do transporte pelo vetor ou pela 
ingestão da carne do hospedeiro intermediário; 
• Ciclo biológico monoxênico: o parasita faz todo seu ciclo apenas 
no seu único hospedeiro; 
• Vetor: é um artrópode, molusco ou outro veículo que transmite 
o parasito entre dois hospedeiros; 
• Vetor biológico: É quando além de ser transmitido, o parasito 
também se reproduz ou se desenvolve no vetor; 
• Vetor mecânico: É quando só ocorre a transmissão do parasito 
(não se reproduz nem se desenvolve no vetor); 
• Vetor inanimado ou fômite: quando o parasito é transportado 
por objetos, tais como lenços, seringas, espéculos, talheres, etc. 
 
Relação ao tempo de permanência no hospedeiro 
• Periódico: parasito que em apenas uma determinada fase de sua 
vida é parasito. Ex: pulga; 
• Temporário: parasito que procura o hospedeiro apenas para se 
alimentar; 
• Permanente: parasito que permanece no hospedeiro durante 
todas as fases de sua vida. Ex: nematódeos; 
 
Relação à especificidade parasitária 
• Estenoxeno: especificidade parasitária restrita a uma 
determinada espécie de hospedeiro. Ex: Taenia saginata; 
• Eurixeno: especificidade ampla, parasitando hospedeiros de 
grupos zoológicos distinto. Ex: Toxoplasma gondii; 
• Oligoxeno: especificidade limitada, parasitando animais de famílias 
ou gêneros próximos. Ex: Echinococcus granulosus; 
 
Relação ao tipo de hospedeiro 
• Hospedeiro: Organismo que alberga o parasito; 
• Hospedeiro definitivo: É o que apresenta o parasito em fase 
adulta ou em fase de atividade sexual. Ex: o homem (Taenia 
solium); 
• Hospedeiro intermediário: É o que apresenta o parasito em 
fases imaturas ou fase assexuada. Ex: o suíno (Taenia solium). 
 
Períodos parasitológicos 
• Períodopré-patente (PPP): entrada do parasito no hospedeiro 
até manifestação dos seus ovos, cistos ou outras formas do 
seu ciclo evolutivo processos laboratoriais específicos; 
• Período patente (PP): período em que os parasitos podem ser 
facilmente demonstrados por diversas técnicas. 
 
Regras internacionais de nomenclatura zoológica 
• Gênero e espécie: latim, binominal, grifado ou em itálico e escrito 
inicialmente com letra maiúscula. Ex: Ancylostoma caninum; 
• Subespécie: latim, trinominal, grifado, escrito com letra 
maiúscula e seguindo o nome da espécie. Ex: Felis catus 
domesticus; 
• Subgênero: latinizado, escrito com letra maiúscula e grifado ou 
em itálico. Escrito entre parênteses e entre o nome do gênero 
e o da espécie. Ex: Strongylus (Delafondia) vulgaris; 
• sp.: uma espécie. Ex: Toxocara sp.; 
• spp.: várias espécies. Ex: Toxocara spp.

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