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NAJA TRIPUDIANS Sinonímia: Kobra, Naja tripudians - Naja. A NAJA TRIPUDIANS Naja tripudians, mais conhecida como víbora, é a cobra que pertence à família das Elápides. Naja (do sânscrito, Naja ser- pente). Réptil ofídio da ordem squamata. Seu habitat ocorre nas regiões cálidas da África, Ásia, Ceilão, Malásia. É suma- mente perigosa pelo ativo veneno de tipo misto neurotóxico e proteolítico. Na Índia, é usada nas famosas demonstrações de encanta- dores de serpentes. Elas se movimentam em função das os- cilações do corpo do flautista e da flauta, e não pela música, como se supõe, uma vez que as cobras, de um modo geral, têm má audição. Quando irritada, a Naja abre diversas vezes a boca, formando o característico capelo (pescoço ou colo in- chado como se fosse um capuz), por isso, é chamada também de cobra di capello, pelo alargamento da região logo abaixo da parte posterior da cabeça. (Grande Enciclopédia Larousse Cultural). (Casale). PATOGENESIA. PATOLOGIA Ação cardiorespiratória depressiva por intermédio dos centros bulbares ou sobre o pneumogástrico com eletividade sobre as esferas cardíacas e respiratórias. (Zissu). Ação circulatória hemolítica sobre o sangue (Naja e Crio- talus). (Zissu). Ação coagulante (Lachesis e Vipera). Depressão arteriolar, capilar e venosa. (Zissu). Ação geral do veneno da serpente abrange 4 polaridades: ação tissular citocóxica; necrose essencialmente ao nível da pele e mucosas (edema, necrose, hemorragia, gangrena); di- fusão ao nível de todos os tecidos (estados tóxicos e infec- ções graves); degeneração gordurosa do protoplasma (rim, fígado). (Zissu). Ação visceral com eletividade sobre o fígado (Lachesis, Vipera) e sobre o coração (Naja). (Zissu). Ação profunda sobre o coração e o sistema nervoso, de- terminando uma debilidade intensa e transtornos cardíacos com tosse e sufocação. (Vannier). Ação no aparelho cardio-respiratório, nas manifestações cardíacas valvulares crônicas. Ação nervosa neurotóxica, depressiva, explica os sinto- mas psíquicos, as nevralgias e provoca paralisias especial- mente flácidas do terceiro e oitavo par craniano com queda palpebral e perturbações no equilíbrio; terminando em morte por paralisia respiratória. (Zissu). (Casale). • • Ação no ovário esquerdo. (Zissu). Ação proteolítica se traduz por choque proteico, destrui- ção dos capilares, hemorragias por destruição de fibrina, im- pedindo a coagulação. (Casale). Ação no sistema nervoso paralisante (cérebro, bulbo, me- dula, nervos motores). (Zissu). A ação de Naja é idêntica à dos venenos de serpentes em geral, porém, com a diferença que os sintomas nervosos são mais marcados que os hemorrágicos ou infecciosos; pre- domina a ação sobre o pneumogástrico. Por seu intermédio, provoca sintomas sobre o coração, que constitui sua princi- pal característica. (Lath). (Vij). Trata-se de uma serpente extremamente venenosa, e Ja- mes T. Kent compara os sintomas da picada da Naja com La- chesis, sendo que, enquanto esta produz sintomas com mais agitação (agitação da cobra bailarina), tendendo à hemorra- gia e sepsis, Naja apresenta sintomas mais nervosos, com marcada agitação sem sepsis, tremores musculares, diátese reumática, e tendência a ter sintomas cardíacos, sua principal característica, com dispneia, palpitação e sensação de peso na região precordial, tosse cardíaca seca, irritante, que piora com o esforço; grande aspereza na traqueia e laringe como se estivessem escoriadas. CAUSAS DO ADOECIMENTO Hereditariedade: Sintomas herdados relativos à intoxica- ção pelo veneno nos antepassados. (Moreno). • Patogenesia. Intoxicação pelo contato acidental com vene- no da Naja ou seus derivados. (Moreno). Pena. Decepção de si mesmo. (Brun). BIÓTIPO Indivíduos nervosos, trêmulos, e frequentemente com ideias de suicídio, quando estão sozinhos. Muito frequente em pessoas cardíacas. (Zissu). KEYNOTE CHOQUES. Sensação de que os órgãos estão repuxando uns aos outros, especialmente ovário e coração. (Lath). (Vij). (Zissu). OLHAR FIXO, olhos muito abertos ou olhos com pupilas dilatadas, e insensíveis à luz, midríase com arreflexia pu- pilar. Pálpebras superiores inchadas e lívidas; peso e ptose. (Est). PALPITAÇÕES AUDÍVEIS que surgem ou agravam ao fa- lar em público, ao despertar, caminhar, aos esforços, dei- tando sobre o lado esquerdo, por qualquer excitação, ou por tomar vinho. Extrema debilidade cardíaca. (Brun). PÉS. Sensação de cócegas nos pés. (Est). PESCOÇO. GARGANTA. Intolerância aos colarinhos. (Al- len). Não tolera nenhum contato no pescoço. (Est). SONO. Posição, impossível deitar sobre o lado esquerdo. (Allen). VINHO. É afetado facilmente por um aperitivo ou copo de vinho. (Allen). (Brun). SINTOMAS CURATIVOS Percepção aumentada do que deve fazer. (Allen). Obediente. Cumpridor de seus deveras e tarefas. Respon- sável. (Allen). Verdadeira, sem máscaras. Calma. Temperamento equilibrado. Coração e circulação sanguinea normais. SINTOMAS DE ALTA HIERARQUIA Sintoma de destaque: o ovário esquerdo e o coração pare- cem reunidos por um fio. (Vannier). LEI. NÃO OBEDECER. CULPA. Naja, como em nenhum outro medicamento, mostra em sua intimidade a desobedi- ência à lei. Muitos são os que não cumprem com seu dever, porém, nenhum como Naja sente fortemente a sensação de ter plena consciência da transgressão. Figura em “ilusão de não haver cumprido com seu dever”. A contraparte dessa sensação (ou castigo), é a ilusão de que foi descuidado, desa- tendido, abandonado ou negligenciado. (Bronf). ALTERNÂNCIA COMPLEMENTAÇÃO ENTRE AS POLARIDADES. É a responsável pelo equilíbrio energético das pessoas, levando ao estado de saúde, e a desarmonia desta energia levando à doença. LATERALIDADE Lateralidade esquerda, sintomas vão da esquerda para a direita, com união frequente: coração, ovário esquerdo, re- gião temporal esquerda. (Zissu). (Vij). MIASMAS PSORA Sensação de que tudo aquilo que realizou foi feito de ma- neira errada, e não pode ser consertado. Isso divide sua von- tade como se uma força maior a comandasse (Lach) pois, tem uma tarefa a realizar com forte impulso de não fazê-la (dualidade, ambivalência). (Brun). Sofrimento psórico toma três caminhos: cavila, – cavila- ção, astúcia, ardil, manha, ironia maliciosa, agrado fingi- do; fingimento, cavilagem. usar astuciosamente de sofismas, pretextos, subterfúgios, dar às palavras sentido falso, inter- pretando-as maliciosamente, – melancólica, fantasias vívi- das ou permanece triste com pensamentos suicidas. (Bronf). (Aurélio). (Houaiss). SICOSE A Psora gera a Sicose e a pessoa passa a ter transtornos por antecipação, grande afluxo de ideias, atos falhos, esque- cimentos. Beberrão, brincalhão e estúpido. LUETISMO Busca o suicídio com um machado (83,3 K/E), (Naja é o único remédio da Matéria Médica), demonstrando uma tentativa errática de amputar seu lado que crê ser sua som- bra, e assim procedendo, cinde-se e castra a oportunidade de crescer e evoluir a partir de sua síntese interior e criar atribu- tos adequados a seu veneno. Torna-se melancólico, misantropo, com enorme tristeza e um impulso suicida que domina seu ser. Comparte com Au- rum o aspecto de ser um dos medicamentos mais suicidas da Matéria Médica, mas em Aurum, seu suicídio e a busca da morte são tratados com naturalidade, não sendo uma fuga. Em Naja, o suicídio é seu grande equívoco, desencadeado pela dificuldade que tem em lidar com seu veneno interior. Pobre Naja, que não percebe que seu veneno poderia ser seu grande remédio! SENSAÇÕES ENERGÉTICAS AGRAVAÇÕES. PIORAS. MELHORA AGRAVAÇÃO Agrava ao pensar em um veneno de cobra. Ex: Lach, Crot- -h, Naja, Vip-t. (Min). Agravação pelo tato, na noite, depois do sono, estando dei- tado sobre o lado esquerdo, por andar em carro e pelo uso de estimulantes. (Vannier). PIORAS Agravação dos sintomas de noite, por esforços, viajando, andando de carro, pelo movimento, caminhando, andando, ao subir escadas, mover os braços, ao virar na cama.Piora por deitar sobre o lado esquerdo (afecções do coração), por qualquer excitação, pelos estimulantes alcoólicos ou ao beber vinho, pelo toque, tato, depois de dormir, umidade, após co- mer, em tempo úmido, frio ou sentado, com colarinho aper- tado, piora e agrava depois do sono, palpitações audíveis. (Zissu). (Est). (Lath). (Vij). (Allen). MELHORAS Melhora ao ar livre. Melhora, passeando, caminhando su- avemente ao ar livre. Deitado sobre o lado direito. (afecções do coração). (Lath). (Vij). (Zissu). (Allen). (Vannier). Melhora fumando. (Vannier). FALA. VOZ Inabilidade para falar, com palpitações constantes, crô- nicas, que aparecem ou se agravam ao falar, notadamente depois de falar em público; que impede falar porque tem a sensação sufocante e nervosa. (Allen). (Vannier). ESTIMULANTES Desejos de estimulantes, de bebidas alcoólicas que agravam. (Zissu). (Lath). (Vij). FRIO Friorento. (Allen). SONO Grande sonolência; sono profundo com respiração ester- torosa. Sonhos vívidos, com acontecimentos do dia, com as- sassinos, suicídio, fogo, etc. (Est). Posição: impossível deitar sobre o lado esquerdo. (Allen). TOSSE Tosse com sufocação, com estrangulamento de origem car- díaca, como se o estrangulassem, irritante e seca de origem cardíaca, com agravação e piora pelo movimento e pelo es- forço, às vezes com hemoptises que não tendem a coagular. Expectoração mucosa esbranquiçada. Dores surdas ou lan- cinantes no tórax, piora ao respirar profundamente. Dor nos músculos peitorais esquerdos de manhã. Piora ao respirar profundamente. (Lath). (Vij). (Vannier). Tosse curta, seca e intermitente por distúrbios cardíacos. (Allen). SINTOMAS ENERGÉTICOS ABDOME Flatulência com meteorismo. Ventre inchado; flatulência com borborinhos. Cólicas, com dores cortantes, sobretudo umbilicais. (Est). (Allen). AUDIÇÃO. OUVIDOS Zumbido ocasional no ouvido esquerdo, ouve um ruído como de um moinho ao despertar. Otorreia e otalgia arden- te. Comparando com a serpente Naja, esta também tem “pro- blemas auditivos” (não responde ao som da flauta, e sim às oscilações do corpo do flautista). (Brun). Otorreia crônica, com secreção negra com odor a sal- moura. Otalgia. (Est). BOCA Boca completamente aberta, língua fria. Língua com sa- burra amarela espessa; ou branca. Úlceras no freio. Espuma bucal. Gosto insípido, amargo, ácido ou metálico. (Allen). Boca muito seca. Ressecamento na boca e na garganta com sensação de estrangulamento ou constrição e sufocação. Es- treitamento do esôfago, com deglutição difícil. Não tolera a mínima constrição ou contato no pescoço. Calor ardente in- tenso e sensação de picaduras de agulha na amídala esquer- da. Garganta cor vermelho-escura. (Lath). (Vij). Gengivas inflamadas, inchadas, quentes e dolorosas ao tato. Odontalgias e dor facial, piora de noite. (Est). CABEÇA Cefaleia congestiva com dor na região temporal esquerda e olho esquerdo e na região orbitária e sobre o olho esquerdo, com batimentos e latejamentos intensos, náuseas e vômitos; que se irradia à região occipital, com batimentos intensos. Dor de cabeça com depressão, que se agrava e piora com movimento, às 3h da manhã ou às 15h, numa casa quente, melhora ao ar livre ou depois do meio-dia e por fumar. (Van- nier). (Lath). (Vij). (Zissu). Cefaleia que aparece ao acabar a menstruação. Sensação que o cérebro está solto na testa. Sensação de cérebro frouxo. (r050). Sensibilidade do couro cabeludo, especialmente no vértice. (Est). Como se recebesse uma pancada por trás, na cabeça ou pescoço. (Est1). • Dor na têmpora esquerda, região orbital esquerda, melho- ra fumando, álcool, piora cessando as menstruações. • Sente-se agredido pelos que o rodeiam e tem a ilusão de que foi agredido, ferido em sua cabeça. (Bronf). Vertigem. Sensação de vazio e oco na cabeça. (r066). (Sihore). COSTAS Dor aguda da escápula esquerda para o peito, ou vice-ver- sa. (Allen). Dor entre as escápulas com distúrbios cardíacos. (Allen). Sensação de cansaço entre as escápulas, necessita deitar ou apoiar as costas para descansar. (Allen). EXTREMIDADES Adormecimento dos membros superiores. Dormência do braço esquerdo. Brusca perda de forças nos membros. Gran- de debilidade, notadamente ao nível dos membros inferiores. (Allen). (Est). (Zissu). (Est). Dores reumáticas erráticas pioram à esquerda; dores ao despertar e por movimento. (Allen). (Zissu). Dores vivas, agudas, do tipo cãibras ou pinçamentos. (Zissu). Edema das mãos e pés. Pés frios. Extremidades frias e cianóticas com cabeça quen- te. Suores copiosos nas mãos e pés. Brusca debilidade nos membros inferiores quando anda ao anoitecer, marcha vaci- lante. Dor nas coxas. Cócegas nos pés. Dor puxante na parte inferior do tendão de Aquiles, piora com movimento, melho- ra ao anoitecer. (Est). (Allen) FEZES Urgente desejo de defecar, com diarreia profusa, brusca, mucosa ou biliosa, branca ou verdosa, precedida de dores no ventre. Constipação. Sente que vai expulsar fezes grandes e, ao sair, são pequenas. Calor anal com ardor. (Est). GARGANTA Calor ardente intenso e sensação de pontada de agulha na amídala esquerda; com vermelhidão e dor ao engolir. Gar- ganta de cor vermelho-escura, áspera e com mucosidades. Estreitamento do esôfago, com deglutição difícil ou impos- sível. (Est). Constrição na laringe. (r154). Deglutição difícil ou impos- sível, por constricção ou paralisia da garganta ou esôfago. (Allen). • • • Faringite, amidalite, piora do lado esquerdo. (Allen). Intolerância aos colarinhos. (Allen). Transtornos da garganta, ressecamento, secura da garganta com sensação de abafamento, de estrangulamento, sufocação ou constrição, agarramento na garganta, sensação de agulhas na amídala esquerda e sensibilidade à roupa ou qualquer con- tato no pescoço, piora indo dormir. Sensação de picaduras, piquetes de agulhas na amídala esquerda e calor queimante intenso. (Vannier). (Zissu). (Allen). (Casale). GENERALIDADES Anorexia. Sede. Eructos. Ardores. Acidez. Náuseas e vô- mitos, com sensação de desmaio. Indigestão, sensação de ter pedras no estômago depois de comer. (Est). Cólera com dispneia e quase sem pulso. (Est). Corpo frio e colapsado; pés gelados. Febre sem sede; on- das de calor no rosto; piora do lado esquerdo. Suores frios e pegajosos generalizados. (Est). Neuralgias. Paresias e paralisias. (Zissu). Ressecamento das mucosas, com sensação de estrangula- mento ou de sufocação (digestivas ou respiratórias superio- res, melhora a garganta e esôfago). (Zissu). Septicemia. Em uma septicemia doente que não pode dei- tar do lado esquerdo: Lach ou Crot-h. (Min). Tremores. Depressão mental e física. Inchação do corpo. Movimentos convulsivos da boca e extremidades. Inquietu- de à tarde. (Lath). (Vij). GENITAL FEMININO Sensação que órgãos estão repuxados com um fio uns contra os outros, especialmente ovário e coração. Dor como cãibra no ovário esquerdo, estendendo-se ao coração. (Est). Piora antes do começo da menstruação, decrescendo logo até o próximo período. Fluxo branco e líquido à tarde. Altos e baixos na secreção láctea. (Lath). (Vij). Depressão mental grande, com desconforto nos órgãos sexuais. (Al,11). Moléstias do ovário esquerdo. Dores e có- licas de cãibras ao nível do ovário esquerdo, em cólicas que vão do ovário esquerdo e se estendem ao coração, à região precordial, agravação e piora durante as regras (o contrário de Lachesis). (Vannier). (Zissu). (Allen). Síndromes ovarianas. Ovarite ou ovaralgia esquerda. (Zissu). GENITAL MASCULINO Desejos sexuais aumentados, com ereção ausente ou es- cassa, com depressão. (Est). • Dor ardente no lado direito do pênis. Ejaculações notur- nas. (Est). LARINGE. TRAQUEIA Sensível ao toque. (Allen). Traqueia “em carne viva”, piora após tossir. (Allen). NARIZ Coriza ou febre de feno; com asma; piora no verão ou pri- mavera; com obstrução nasal, piora ao ar livre, com secreção aquosa acre. Nariz dolorido, vermelho, inchado. Narinas ir- ritadas. (Lath). (Vij). Febre do feno,com secura da laringe; asma. (Allen). OLHOS. VISÃO Dor nos olhos e visão confusa ao ler, deve esfregá-los cons- tantemente. Dor ardente detrás dos globos oculares. (Est). Ptoses palpebrais. Pálpebras superiores inchadas e lívidas. Edema palpebral superior, pesadez e ptoses (estados muito graves). (Vannier). (Vij). (Zissu). PEITO APARELHO CIRCULATÓRIO Apresenta ação fundamental no aparelho cardiocirculató- rio, acarretando: tosse cardíaca seca, irritante, palpitações; atuando mais em manifestações cardíacas crônicas, ao passo que Lachesis está mais ligada a manifestações agudas, como o ataque de reumatismo articular agudo. (Brun). CORAÇÃO Afecções cardíacas: cardites, inflamação do coração, endo ou miocardites). (Zissu). (Aurélio). • Ameaça de parada cardíaca. Ameaça de paralisia do cora- ção, pós-diftérica. (Allen). Angina do peito. Angina pectoris. Anginas cardíacas, de- generação gordurosa, dilatação e hipertrofia ou coração reu- mático. Dor melhora deitando do lado direito; a dor irradia para a nuca, ombro e braço esquerdo. Asma cardíaca. Lesões valvulares com sopro cardíaco. (Est1). (Casale). Arritmia associada à depressão e com o sintoma de não poder se deitar do lado esquerdo, com Naja curou comple- tamente a arritmia. (Min). Calor e dor no ombro em cardíacos. Dor cortante na nuca. Golpe doloroso no ângulo interno e superior do ombro es- querdo para frente. Sensação de cansaço nas vértebras dor- sais, com ardor. Dor reumática nas costas. Dores nas costas de manhã ao despertar, piora por mover os braços. (Est). Coração é o campo de ação principal de Naja. Remédio da sensação de debilidade no coração e das valvulopatias. Sua principal característica é a sensação de opressão dolo- rosa quando o enfermo está deitado sobre o lado esquerdo, tosse, afogamentos e sufocação de origem cardíaca. Hemop- tises que não coagulam. (Casale). (Lath). (Vij). (Min). Debilidade intensa do coração com pulso irregular em seu ritmo, irregular em sua força. (Vannier). Distúrbios cardíacos; quase um específico para distúrbios valvulares cardíacos. (Allen). Sensação de debilidade no co- ração, Naja é o remédio das valvulopatias. (Min). • Dor irradiando para a escápula esquerda, costas, braço e mão esquerda. (Casale). Dor precordial, muitas vezes pinçantes, se agrava viajando num veículo ou deitado sobre o lado esquerdo (só pode estar sobre o lado direito). Asma cardíaca. Lesões valvulares com sopros cardíacos. (Lath). (Vij). Dor se agrava na inspiração e pelo movimento com ansie- dade e palpitações que aparecem ascendendo, ao mover os braços e até pelo esforço de falar. (Casale). • Dores precordiais com irradiação ao braço esquerdo. Acon, Ars, Aur, Hyd-ac, Tarent. (Zissu). Dores precordiais intensas que irradiam à nuca, ao ombro e ao braço esquerdo, com ansiedade, opressão e sensação de morte próxima. (Vannier). • • • • Endocardite aguda e crônica. (Allen). Hipertrofia simples do coração. (Allen). Inflamação aguda. Insuficiência cardíaca, extrema debilidade cardíaca. An- siedade e peso precordial. Angina de peito, com severas do- res precordiais estendidas ao ombro, pescoço, costas e mem- bro superior esquerdo, com adormecimento do braço e mão esquerdos. Endocardites agudas e crônicas. (Ars, Dig, Lach, Lauroc, Phos). (Lath). (Vij). (Zissu). Miocardites. Asma cardíaca. Debilidade por miocardi- te aguda (Colapso) ao curso de estados infecciosos agudos. (Zissu). Moléstias do coração. Pulsação altera a força (Dig). Pul- so é lento, débil e quase filiforme, – delgado como um fio, que se assemelha a um fio, – e há cianoses. Pulso irregular em força, mas regular em ritmo. (Casale). (Allen). (Aurélio). (Houaiss). Palpitações audíveis. Insuficiência cardíaca, extrema de- bilidade cardíaca, com sensação de depressão e mal-estar precordial, com pulso regular no ritmo, mas sem força, às vezes filiforme e apenas perceptível. Ansiedade e peso pre- cordial. Pulso que pode passar de 120 a 32. Angina de peito, com dores severas precordiais estendidas ao ombro, pescoço e membro superior esquerdo, com ansiedade e medo de mor- rer. Endocardites agudas e crônicas. (Est). Sintomas cardíacos: palpitações com sufocação impedin- do de falar, piora ao deitar sobre o lado esquerdo e ao míni- mo esforço; tosse reflexa cardíaca, estrangulante e sufocante; opressão com sensação de peso enorme sobre o peito; dores precordiais intensas do tipo lancinantes irradiando à nuca, escápula, para as costas, e aos membros esquerdos com an- siedade e medo da morte. Pulso rápido ou lento, débil, muitas vezes imperceptível nos estados de colapso. (Zissu). Síndromes cardiovasculares e respiratórias ou orgânicas, cardíacos neurotônicos. Angina coronariana. Cardiopatias valvulares. Endocardites. Violenta dor em pontadas na re- gião do coração. (Allen). (Zissu). Tosse irritante, seca, de origem simpática, no estágio agudo de cardite reumática ou em lesões orgânicas crônicas (Spong). (Allen). Transtornos cardíacos com muito poucos ou nenhum sin- toma. Inflamação aguda ou hipertrofia aguda. Recupera, res- taura um coração lesado, prejudicado por inflamação agu- da e alivia os sofrimentos de uma hipertrofia e lesões val- vulares crônicas. Palpitações que aparecem ou se agravam ao falar (notadamente em público, que impede falar porque sufoca), despertar-se, caminhar, esforços, movimento, esfor- ços por subir escadas, mover os braços, ao virar na cama ou dar volta na cama, deitado do lado esquerdo (não pode estar), qualquer excitação ou bebendo vinho. (Lath). (Vij). (Allen). Transtornos cardíacos com palpitações e sensação penosa na região do coração: tosse de origem cardíaca seca, irritan- te, sacudida, agravada pelo menor esforço, durante afecção cardíaca aguda de origem reumática ou durante afecção crô- nica do coração. (Lath). (Vij). Transtornos e sintomas relacionados com o coração, apare- lho respiratório, sintomas hemorrágicos e sépticos. Nos qua- dros sépticos, o mais frequente ofídio prescrito é o Crotalus horridus, seguido de Lachesis e em terceiro lugar, a Naja. (Bronf). RESPIRAÇÃO Asma cardíaca. Piora deitando. (Allen). Ataques de sufocação enquanto dormindo. Acorda sufo- cando, abafado. Piora deitando do lado esquerdo. (Allen). Respiração asmática por febre do feno. (Allen). PELE Pele inchada, moteada de cor púrpura escura. Sensação de prurido e cócegas na pele. Bolhas pequenas e esbranquiça- das, com uma base inflamada e muito prurido. Granitos no lábio superior e nariz. Gangrena. Frieiras dolorosas nos pés. Púrpura. (Est). ROSTO Rosto pálido ou lívido, ou amarelo-verdoso; expressão an- siosa. Neuralgias faciais. Rosto vermelho e ardente, mais nas bochechas. Trismo. Lábios secos, gretas, escorados, dolori- dos, com fuligem de cor purpúrea. Dor na mandíbula do lado direito, no maxilar superior, no côndilo maxilar esquerdo. (Est). URINA Mal-estar na bexiga, urina vermelha com sedimento ver- melho mesclado com muco. (Est). BIPOLARIDADE Humor alternante. No mental, destaca-se o humor alter- nante, passando da alegria expressiva com exaltação de fantasias muito vívidas a estados de melancolia e tristeza. Desperta triste, à tarde, reage e se alegra ao anoitecer, apare- cendo vívidas fantasias. (Casale). (Allen). SINTOMAS MENTAIS ALCOOLISMO. (Zissu). CAPACIDADE. INCAPACIDADE Depressão espiritual excessiva, e uma sensação de inabili- dade para exercer qualquer empreendimento, e a convicção que tudo de errado está acontecendo. (Al,9). CASTIGO NÃO MERECIDO Consciência. Sentimento de estar sendo tratado de forma imerecida o que lhe causa sofrimento. (Allen). CONFIANÇA. FALTA DE CONFIANÇA Falta de confiança em si mesmo se agrega a uma marcada irresolução para empreender algo. (Casale). Medo do fracasso. (r013). DECISÃO. INDECISÃO. DILEMA. DUALIDADE. IRRESOLUÇÃO. VONTADES Disposição séria ou triste; tristeza e irresolução. (Al,12). Na fase da psora, tem sensação de que tudo aquilo que realizam foi feito de maneira errada, e mal pode ser consertado.Isso divide sua vontade como se uma força maior a comandasse. Pois tem uma tarefa a realizar com forte impulso de não fazê- -la - dualidade, ambivalência. A partir desse sofrimento toma três caminhos: cavila, melancolia, fantasias vívidas ou per- manece triste com pensamentos suicidas. (Bronf). Keynote mental. Antagonismo consigo mesmo. Sempre em dilema. O mais notável da mentalidade de Naja é a di- visão, o antagonismo de sua vontade, antagonismo consigo mesmo. Eu sinto que tudo que foi feito estava errado, e não poderia ser corrigido; se eu sinto ter algum dever a cumprir, tenho, ao mesmo tempo, um forte impulso de não executá-lo, e eu estou extremamente inquieto em consequência; pareço ter um aumento de percepção do que eu devo fazer, mas, ao mesmo tempo, uma tendência inesperada de não fazê-lo, a qual eu fui irresistivelmente compelido a me submeter. “Eu não posso ajudá-lo, não sei o porquê, mas não posso fazê-lo.” (Bronf). (Est1). (Al,13). ERROS. ERRADO Como se tudo tivesse sido feito errado e não pudesse ser retificado. (Allen). Naja conhece seu dever e tem plena consciência da sua transgressão. Ilusão que negligenciou suas obrigações. Sen- te-se um fracasso. “Tenho uma percepção aumentada do que devo fazer, porém, ao mesmo tempo, uma inexplicável incli- nação a não fazer”. (Bronf). (Al,13). Grande depressão espiritual nesta manhã; por duas ou três horas, tudo parece acontecer de errado com ele, e o problema parece sem solução. (Al,10). Impressão constante de haver atuado equivocadamente, mesmo consciente que não havia outra solução. (Casale). Melancolia; começa a formar imagens de possíveis erros e desgraças nas quais sua mente remói; se sente muito desgra- çado, às vezes. (He,3). Melancolia; forma imagens de possíveis erros e desgraças, as quais sua mente remói; às vezes, sente-se muito desgra- çado; ... uma pequena causa o coloca numa perfeita agonia de sofrimento mental em nome dos sofrimentos de outros; ... cria para si mesmo problemas e erros imaginários, e se abor- rece com eles por duas horas... (Al,14). Não há remorsos em Naja, nem pensamentos de culpa; so- mente sente a ideia que se equivocou e que de outra maneira pode fazê-lo melhor. (Casale). FOME Apresenta a ilusão de estar morto de fome, sintoma que concorda com seu sofrimento mais profundo. É quando se sente mais descuidado e desvalorizado. (Bronf). CAUSAS GEOGRÁFICAS Medo de chuva, infortúnio, doença do coração. (Allen). MEMÓRIA Sua mente é débil, ausente, indiferente, com pensamentos erráticos e má memória. (Casale). OFENSA Ilusão de ser ofendido pelos que o rodeiam; negligencia- do; sofreu injustamente. Contradição da vontade. Sensação de dualidade. (Allen). PROJEÇÃO Imagina estar numa terrível tempestade, se queixa de sentir muito frio, e que a carruagem virou e machucou sua cabeça. (He,5). Ilusões que foi descuidado no seu dever, que descuidou seu dever. (r010). (Barthel). (r004). Rumina sobre problemas imaginários. (Allen). Se cavila: mente e pensa em desgraças imaginárias acerca de fogo, com temor da chuva, chorando facilmente por emo- ções superficiais e se sente desgraçado. Sente que está sob um controle super-humano ou que tem duas vontades sobre ele. (Lath). (Vij). (Bronf). RAZÃO. LOUCURA Delírio frequente e alucinações (estados muito graves). (Zissu). • Desperta com confusão mental, melhorando até o entarde- cer e noite com bom humor e fantasias vívidas. (Casale). SÓ. SOLIDÃO Delírios e alucinações frequentes. Não gosta que a deixem sozinha. Pavor de ser deixado só. Aversão a falar. (Allen). (Lath). (Vij). SUICÍDIO Brusca necessidade de se suicidar. Tendo um machado na mão,... ele subitamente rachou sua cabeça em dois; ha- via se tornado insano. (Al,3). Comparte com Aurum, o aspecto de ser um dos medica- mentos mais suicidas da Matéria Médica. Mas em Aurum, seu suicídio e busca da morte são tratados com naturalidade e não como uma fuga. (Zissu). (Bronf). Impulso suicida: Alum, Arg-n, Aur, Ant-c, Caps, Nat-s. Mas nenhum com um impulso brutal como Naja. Somente Aurum é um cardíaco como Naja. (Zissu). Insanidade suicida, pensa constantemente em problemas imaginários (Aur). (Allen). Matiz particular de desmoralização porque se sente inútil como se houvera feito tudo mal em sua vida. É tão intenso esse pensamento que provoca uma profunda tristeza que o leva ao suicídio. Sua minusvalia e desvalorização fazem com que se afaste das pessoas para pensar em imaginários erros e desgraças. (Casale). Melancólico, cavila constantemente sobre imaginários er- ros e desgraças. Tristeza e indecisão, como se tudo houve- ra sido feito equivocadamente. Estes pensamentos vagueiam pela sua mente e o conduzem a ter bruscos impulsos suici- das. Deprimido, triste, ansioso, desejo brusco de suicidar-se (ideia constante de suicídio). Delírio frequente e alucinações. (Vannier). Permanece triste: pensamentos suicidas que cumpre par- tindo sua cabeça em dois com um machado, talvez para pôr em ordem essa cabeça dividida internamente entre o dever e o não querer. (Bronf). Síndromes neuropsíquicas. Ansiedade e tendência suicida em cardíacos. (Zissu). Suicídio em Naja é o seu grande equívoco, desencadeado pela dificuldade que tem em lidar com seu veneno interior. (Bronf). VALOR. DESVALORIZAÇÃO Sente-se tão diminuído e desvalorizado que isto aparece em vários sintomas. Falta confiança em si mesmo (r074), se sente um fracasso, temor de fracassar, descrédito ou despre- zo de si mesmo, triste e supérfluo. Decepção de si mesmo. Desprezo a si mesmo. Triste e supérfluo. Sentir-se diminuí- do e desvalorizado ocorre em vários sintomas do repertório. (Bronf). VONTADE. CONTRADIÇÃO. TRANSGRESSÃO Vontade de contradição. (r006). O mais notável da men- talidade de Naja é a divisão, o antagonismo de sua vontade. Naja como em nenhum outro medicamento mostra em sua intimidade a desobediência à lei. Muitos são os que não cum- prem com seu dever, porém, nenhum como Naja sente forte- mente a sensação de ter plena consciência da transgressão. Figura em “ilusão de não haver cumprido com seu dever”. A contraparte dessa sensação (ou castigo) é a ilusão de que foi descuidado, desatendido, abandonado ou negligenciado. (Bronf).(Est). SINTOMAS EMOCIONAIS DEPRESSÃO Depressão intensa, depressão de espírito, geralmente acompanhada por dor de cabeça; esta melancolia era pecu- liar. (Brun). Deprimido, triste, ansioso, melancólico (pensamentos por doenças imaginárias). (Zissu). TRISTEZA Melancólica. Triste, se sente inútil (exclusivo); triste como se houvesse feito tudo mal (exclusivo), decepção de si mes- mo, irresolução. (Bronf). (Allen). SINTOMAS FÍSICOS CORAÇÃO Angina de peito. Aneurismas. Endocardite aguda e crôni- ca. Púrpura. (Vannier). Taquicardia. Transtornos cardíacos. (Vannier). DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Aur, Bung, Cact, Crot-h, Elaps, Kalm, Lach, Spig, Spong. (Allen). BIBLIOGRAFIA (Allen) - Henry C. Allen. “Allens´s keynotes”. Sintomas-cha- ve de matéria médica homeopática. Dynamis Editorial. São Paulo. 1966. (Aurélio) - Aurélio. Dicionário Eletrônico da Língua Portu- guesa. (Bronfman) - Dr. Z. J. Bronfman. El dinero em la matéria medica homeopática. Editorial Albatros, Saci. Buenos Aires. 1990. (Brunini) - Carlos, Brunini. et allii. Matéria médica IBEHE - Vol. I ao VII. Editora Mythos. 1982/1996. São Paulo. (Casale) - Jorge Casale. Revista Homeopatia. Matéria Médi- ca (Est1) - Matéria Médica. (Est1). in Sihoremax. Dr. Favila. (Houaiss) - Houaiss, Antônio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Instituto Antônio Houaiss. Editora Objetiva. Rio de Janeiro. RJ. 2001 - 1ª Edição. (KE) - Francisco Xavier, Eizayaga. El moderno repertório de Kent. Ediciones Merecel. Buenos Aires. 1979. (Lathoud) - J. A., Lathoud. Estudos de matéria médica home- opática. Tradução Heloisa Helena de Macedo. Editora Orga- non. São Paulo. 2001. (Minotti) - Matéria Médica. estudo Dr. Minotti in Sihoremax. Dr. Favila. (Vannier) - León Vannier e Jean Poirier. Tratadode matéria médica homeopática. 9ª Edição. Organização Andrei Editora Ltda. São Paulo. 1987. (Vijnovsky) - Bernardo Vijnovsky. Estudo. Matéria médica in Sihoremax. Dr. Favila. (Zissu) - Matéria médica - (Zissu). in Sihoremax. Dr. Favila.