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Praticas_ 2011_fundamentos ciencia solo

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ou bolhas formadas durante o rápido resfriamento do magma. 
 
Amigdalóide: é a estrutura vesicular cujas vesículas estão parcial ou totalmente 
preenchidas por minerais. Este preenchimento pode ser por quartzo, calcita, dolomita, 
calcedônea. 
 
 
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2- Rochas sedimentares: são formadas a partir da consolidação de um material 
originado pela ação de um conjunto de processos que atuam na superfície da Terra 
(processos exógenos) e que levam à ―destruição‖/desagregação de qualquer tipo de 
rocha pré-existente (ígnea, sedimentar e metamórfica). Os principais agentes desses 
processos são a água, o vento e o gelo, que são responsáveis pela geração do Ciclo 
Sedimentar (Intemperismo, Erosão e Transporte, deposição e consolidação). 
 
Principais propriedades macroscópicas: 
 
a) Granulação ou textura: É a avaliação do tamanho dos minerais constituintes 
de uma rocha. No caso da rocha sedimentar, a textura está intimamente ligada aos 
constituintes das rochas preexistentes e materiais que lhe deram origem. De acordo com 
a escala granulométrica as rochas sedimentares podem ser: 
Rudáceas: onde predomina a fração areia com seixos ou cascalhos 
(Ex: conglomerados) 
Arenosas: onde predomina a fração areia sem seixos ou cascalhos. 
(Ex: arenitos). 
Siltosas: onde predomina a fração silte (Ex: siltitos). 
Argilosas: onde predomina a fração argila (Ex: argilitos). 
 
b) Composição mineralógica: Para avaliar a composição mineralógica de 
rochas sedimentares é necessário separar os fragmentos (grânulos), quando houver, do 
cimento. O principal constituinte dos grânulos é o quartzo. Os materiais cimentantes são 
em geral produtos que vieram em solução e precipitaram entre os grânulos, matéria 
orgânica ou ainda partículas minerais menores (fração silte e argila, principalmente) que 
preenchem os espaços entre os fragmentos. 
O cimento normalmente apresenta as seguintes cores: 
avermelhada a marrom: indicativa da presença de hematita (α-Fe2O3) 
amarelada: indicativa da presença de goethita (FeOOH) 
cinza escura a preta: indicativa da presença de matéria orgânica 
incolor, branca e várias tonalidades claras: indicativa da presença de calcita, 
dolomita, sílica, argila. 
 
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Realce
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c) Estrutura:As principais estruturas das rochas sedimentares são: 
 
Maciça 
 
Terrosa 
 
Granular 
 
Estratificadas em camadas planas paralelas 
 
Estratificadas em ―folhas ou placas‖ 
 
 Estratificadas em camadas cruzadas 
 
 
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3- Rochas metamórficas: As rochas magmáticas e sedimentares podem ser 
levadas por processos geológicos a condições diferentes daquelas nas quais se 
formaram. Estas novas condições podem determinar a instabilidade dos minerais 
preexistentes, estáveis nas antigas condições. As rochas sofrem então transformações 
sob a ação destas novas condições de temperatura, pressão, presença de agentes voláteis 
ou fortes atritos, adaptando-se a novas condições reinantes. As rochas originadas a partir 
destas transformações são denominadas rochas metamórficas. O conjunto de fenômenos 
que leva a estas transformações é conhecido como metamorfismo 
O metamorfismo atua sobre rochas preexistentes modificando suas texturas, 
estruturas e, não obrigatoriamente, a mineralogia. As modificações observadas em 
decorrência do metamorfismo são reajustes necessários para que os minerais alcancem a 
estabilidade nas novas condições do meio em que a rocha foi colocada. É importante 
observar que esse processo ocorre sem que haja fusão da rocha preexistente, ou seja as 
transformações ocorrem na fase sólida. Podem ocorrer tanto a recristalização dos 
minerais preexistentes como a formação de novos minerais, graças à mudança da 
estrutura cristalina sob novas condições de pressão e temperatura ou a combinação 
química entre dois ou mais minerais formando um novo mineral. 
 
Principais propriedades macroscópicas: 
a) Granulação ou textura: É a avaliação do tamanho dos minerais constituintes 
de uma rocha. Para efeito prático e de acordo com o tamanho dos constituintes, as 
rochas são denominadas: 
Afaníticas: rochas de granulação muito fina onde os constituintes minerais são 
dificilmente identificados e/ou distinguidos entre si a olho nu. Em geral cristais menores 
que 0,5 mm. 
Faneríticas: rochas cujos minerais constituintes são identificados e distinguidos 
à olho nu. Em geral apresentam cristais maiores que 0,5 mm. 
 
b) Composição mineralógica: As rochas metamórficas, em função do processo 
genético, possuem minerais que são comuns as rochas ígneas (por exemplo, quartzo, 
feldspato, biotita e muscovita), as rochas sedimentares (por exemplo, calcita, dolomita, 
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quartzo, muscovita) e minerais próprios, formados durante o metamorfismo (clorita, 
sericita, zirconita, granada). 
 
c) Estrutura: As principais estruturas das rochas metamórficas são: 
Maciça: característica de rochas que exibem aspecto maciço e ausência de 
elementos lineares ou planares nítidos, indicando amplo domínio da recristalização 
sobre a deformação. Ex: mármores, quartzitos e anfibolitos. 
 
Gnaissica: resulta da interação das estruturas granulares e xistosas, sendo 
característica dos gnáisses. Estas rochas são constituídas por camadas alternadas ricas 
em minerais equidimensionais (principalmente quartzo, feldspato) e planares ou lineares 
(principalmente biotita). 
 
Cataclástica: os minerais apresentam-se na forma de fragmentos angulosos de 
diversos tamanhos envoltos em uma massa fina Os fragmentos assemelham-se a 
material quebrado por golpes de martelo. Ex: cataclasitos. 
 
Granular: apresentam minerais bem evidentes aproximadamente de mesmo 
tamanho e ausência de elementos lineares nítidos ou qualquer orientação Ex: mármore, 
anfibolitos. 
 
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Xistosa: é uma estrutura característica das rochas que exibem acentuado aspecto 
planar e fissilidade ao longo de planos paralelos denominados de xistosidade. Ex: 
muscovita xistos, biotita xistos, talco xistos, clorita xistos, hornblenda xistos, estaurolita 
xistos. 
 
Foliação: é uma estrutura planar que caracteriza rochas na quais sua orientação 
é basicamente devida à ação tectônica. Difere da estrutura xistosa por apresentar 
minerais de tamanho reduzido (textura afanítica e subfanerítica). Ex: filitos, ardósias. 
 
Migmatítica: a rocha exibe gnaissificação muito deformada e com concentrações 
irregulares de material claro de composição granítica e material escuro constituído 
predominantemente de biotita, anfibólio. Ex: migmatitos. 
 
5– Identificação de rochas 
Quadro auxiliar para identificar rochas sedimentares 
Textura Composição mineralógica Estrutura Outras características Rochas 
Rudácea Grânulos: quartzo 
Cimento: hematita + sílica, goethita + 
sílica, Calcita + sílica 
Granular Rochas com 
cimentação forte 
Conglomerados 
Arenosa Grânulos: quartzo 
Cimento: Calcita + argila +hematita, 
argila + hematita, argila + matéria 
orgânica + sílica, goethita + sílica 
Granular Rochas com 
cimentação fraca a 
forte 
Arenitos 
Siltosa Quartzo, argila, hematita e matéria 
orgânica 
Maciça Não é possível 
distinguir a olho nu os 
grânulos do cimento. 
Siltito 
Argilosa Argila, Hematita, Goethita Terrosa Distingue-se do siltito 
pela avidez pela água, 
cheiro úmido. 
Argilito 
Siltosa Quartzo e matéria orgânica Estratificada em folha Odor de óleo Folhelho 
Fina Calcita e/ou dolomita 
 
Estratificada em camadas Estratificação plana 
paralela típica 
Calcário 
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Quadro auxiliar para identificar rochas ígneas 
Coloração Textura Composição 
mineralógica 
Estrutura Teor de 
sílica 
Modo de 
jazimento 
Outras 
características 
Rochas 
Leucocrata Fanerítica Ortoclasio 
Quartzo 
Biotita 
Granular Ácida Intrusivo Apresenta 
pouca biotia 
Granito 
róseo 
Leucocrata 
a Mesocrata 
Fanerítica Ortoclasio 
Quartzo 
Biotita 
Granular Ácida