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EXECUÇÃO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA
Ficha técnica
Instituição: UNIFTC
Disciplina: Direito Processual Penal II
Componentes: Amanda Beatriz Santos de Morais, Amanda Maria Alves dos Santos, Bruna Gomes Reis, Lucas Haviner Costa Silva, Tamires Sousa Oliveira e Valter Samuel Santos Ferreira.
Conceito
Define-se a medida de segurança como a providência de caráter terapêutico, aplicável a indivíduos inimputáveis ou semi-imputáveis portadores de periculosidade, visando prevenir a prática de novas infrações penais.
É toda a reação criminal, detentiva ou não detentiva, que se liga à prática, pelo agente, de um fato ilícito típico, tem como pressuposto e princípio de medida a sua periculosidade e visa finalidades de defesa social ligadas à prevenção especial, seja sob a forma de segurança, seja sob a forma de ressocialização
NATUREZA JURÍDICA
Princípio da reserva legal: Apenas a lei pode criar tipos penais e fixar a pena correspondente a sua violação. 
Princípio da anterioridade: Anteriormente à prática da ação ou omissão, deve existir legislação concebendo a conduta do agente como uma infração penal e possibilitando a aplicação da medida de segurança, caso presentes as condições que a autorizam.
Princípio da jurisdicionalidade: Somente o Poder Judiciário pode aplicar a medida de segurança, condicionando-se à existência de prévia ação penal em que observadas as garantias do devido processo legal, ampla defesa e contraditório.
DIFERENÇA ENTRE PENA E MEDIDA DE SEGURANÇA
Pena – destinada a indivíduos imputáveis
Medida de segurança – destinada à inimputáveis ou semi-imputáveis.
Pena possui finalidade retributiva e preventiva, ao passo que a medida de segurança visa, essencialmente, prevenir a prática de novas infrações penais
No tocante ao tempo a medida de segurança não possui limite temporal, estando condicionada à cessação da periculosidade do paciente, já os prazos de cumprimento das penas encontram-se expressos no Código Penal, podendo ser diminuídos ou aumentados conforme a existências de qualificadoras ou agravantes, respectivamente. 
REQUISITOS PARA IMPOSIÇÃO DA MEDIDA DE SEGURANÇA
Prática de um fato típico e ilícito
Periculosidade do agente: presumida e Real
Não ocorrência de causa extintiva da punibilidade, Art 96; 
ESPÉCIES DE MEDIDAS DE SEGURANÇA
MEDIDA DE SEGURANÇA DETENTIVA: Art. 96, I, do Código Penal – privação de liberdade.
MEDIDA DE SEGURANÇA RESTRITIVA: Contemplada no art. 96, II, do Código Penal, consiste na submissão do agente a tratamento ambulatorial. 
PRESCRIÇÃO DA MEDIDA DE SEGURANÇA
A medida de segurança, sendo espécie do gênero sanção penal, sujeita-se às regras contidas no art. 109 do Código Penal, sendo possível, portanto, sua extinção diante da prescrição:
INDIVÍDUO SEMI-IMPUTÁVEL - a prescrição da pretensão punitiva ocorre normalmente, a partir do confronto entre a pena privativa de liberdade máxima estabelecida para a infração penal com os prazos previstos no art. 109 do CP, e a prescrição da pretensão execuTória deve ser calculada com base na pena privativa de liberdade que foi substituída por medida de segurança.
INDIVÍDUOS INIMPUTÁVEIS - o cálculo deve levar em conta o prazo de trinta anos, que corresponde ao máximo de duração da medida de segurança. – Posição do STF e STJ.
 
 Súm. Vin. 527 STJ:
 O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
A GUIA PARA A EXECUÇÃO
Transitada em julgado a decisão que aplicar medida de segurança, será ordenada pelo juiz da sentença a expedição de guia para a execução do internamento em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou do tratamento ambulatorial (art. 171 da LEP), que será encaminhada, juntamente com outras peças do processo, ao juízo da execução penal.
Na confecção da guia, deverão ser observados os requisitos formais previstos em lei. Assim, deverá ela conter o nome e qualificação do agente e o número do registro geral do órgão oficial de identificação; o inteiro teor da denúncia (e da queixa) e da decisão que aplicou a medida de segurança, bem como a certidão do trânsito em julgado desta; 
A GUIA PARA A EXECUÇÃO
Determina a lei que a guia de execução seja retificada sempre que sobrevierem modificações quanto ao prazo de execução (art. 173, § 2º, da LEP). Explica-se: entre os requisitos formais da guia, como vimos, encontra-se a referência à data em que terminará o prazo mínimo de internação ou do tratamento ambulatorial.
Logo após o prazo é obrigatório o primeiro exame para verificação da cessação ou não da periculosidade do agente (art. 175 da LEP). 
Se, realizada essa perícia, for constatada a persistência da periculosidade, será acrescido mais um ano de duração da medida de segurança, ao cabo do qual novo exame deve ser realizado, sem prejuízo da possibilidade de ordenar o juiz da execução sua efetivação em momento anterior a esse lapso (art. 97, § 2º, do CP).
Logo após a aferição tem que ser feita anualmente a cada prorrogação;
A GUIA PARA A EXECUÇÃO
O exame anual poderá se realizada fora do prazo (antes) caso haja necessidade, segundo o art 176 da LEP.
Incumbindo ao Ministério Público fiscalizar a execução da pena e da medida de segurança (art. 67 da LEP), a este deve ser dada obrigatoriamente ciência da guia para a execução do internamento e do tratamento, bem como de eventuais retificações (art. 173, § 1º, da LEP). 
EXAME CRIMINOLÓGICO
Constitui importante instrumento para aferição do grau de sua periculosidade e até mesmo para subsidiar futuro exame de cessação dessa periculosidade.
Obrigatório quando se tratar de medida de segurança de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico (medida que guarda simetria com o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado) e apenas facultativo quando se trata de tratamento ambulatorial, art. 174 da LEP.
art. 43 da LEP, faculta-se aos familiares e dependentes do internado e do submetido a tratamento ambulatorial a contratação de médico de sua confiança pessoal, a fim de orientar e acompanhar o tratamento.
PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO DA CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE
A medida de segurança é fixada pelo juízo da sentença no prazo mínimo de um, dois ou três anos (art. 97, § 1º, do CP);
Sem embargo da regra de que a perícia psiquiátrica será realizada no término do prazo de duração mínima da medida de segurança, permite a lei ao juiz da execução, em qualquer tempo, ainda no decorrer daquele prazo, determinar a realização antecipada do exame de cessação da periculosidade. Basta, para tanto, que haja requerimento fundamentado nesse sentido do Ministério Público ou do interessado, de seu procurador ou defensor (art. 176 da LEP);
PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO DA CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE
PERSISTÊNCIA DA PERICULOSIDADE
O juiz determinará a manutenção da medida de segurança. Nesse caso, por força do art. 97, § 2º, do Código Penal, a perícia médica investigativa da cessação da periculosidade do interno ou do submetido a tratamento ambulatorial deverá ser renovada pela autoridade administrativa anualmente, ou a qualquer tempo, se o entender o juízo da execução, sempre observando o procedimento estabelecido nos arts. 175 e 176 da Lei de Execução Penal (art. 177 da LEP).
CESSAÇÃO DA PERICULOSIDADE
Convencendo-se o juiz, a partir dos elementos angariados na forma do art. 175 da Lei de Execução Penal, no sentido de que cessou a periculosidade do agente, deverá suspender a execução da medida de segurança, determinando a desinternação (no caso da medida de segurança detentiva) ou a liberação (no caso da medida de segurança restritiva). 
Contudo, essa desinternação ou liberação apenas será realizada após o trânsito em julgado da decisão que concluir pela cessação da periculosidade (art. 179 da LEP). 
REFERÊNCIAS
AVENA, Norberto. Execução Penal. Rio de Janeiro-RJ. Grupo GEN, 2019. 9788530987411. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788530987411/. Acesso em: 22 mai. 2022.

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