Prévia do material em texto
João Batista Araujo e Oliveira ( 1 a n o e 7 m e s e s a 3 a n o s e 11 m e s e s) C re c h e I • C ria n ç a s b e m p e q u e n a s (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças bem pequenas VOLUME 2 E D U C A Ç Ã O IN F A N T IL B O A S P R Á T IC A S D E E D U C A Ç Ã O IN F A N T IL V O L U M E 2 BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Creche I J O Ã O B A T IS T A A R A U J O E O L IV E IR A EDUCAÇÃO INFANTIL 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças bem pequenas VOLUME 2 BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Creche I M AT ER IA L D E D IV U LG AÇ ÃO − VE RS ÃO S U BM ET ID A À AV A LI AÇ ÃO CÓ D IG O D A CO LE ÇÃ O : 0 0 5 7 P 2 2 0 0 4 CÓ D IG O D A O BR A: 0 0 5 7 P 2 2 0 0 4 2 0 4 CAPA_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2_DIVULGACAO.indd All PagesCAPA_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2_DIVULGACAO.indd All Pages 5/11/21 10:48 AM5/11/21 10:48 AM João Batista Araujo e Oliveira Doutor em Educação pela Florida State University, Estados Unidos. Presidente do Instituto Alfa e Beto. Dedicou a maior parte de sua vida acadêmica e profissional a questões ligadas à educação. Publicou dezenas de artigos científicos, livros técnicos e coleções de livros didáticos. Foi diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, funcionário do Banco Mundial, em Washington, Estados Unidos, e perito da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça. Nos últimos vinte anos, vem desenvolvendo projetos voltados para o sistema público de ensino. 1ª edição, São Paulo, 2020 VOLUME 2 (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças bem pequenas BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Creche I EDUCAÇÃO INFANTIL FRONTIS_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2.indd 1FRONTIS_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2.indd 1 10/6/20 3:12 PM10/6/20 3:12 PM Presidência: Paulo Serino Direção editorial: Lauri Cericato Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel Coordenação editorial: Claudia Morales Edição: Mariane Braz Brandão, Mirna Acras Imperatore e Cirilo Lemos Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha Revisão: Denise Morgado (coord.), Alexandra Costa da Fonseca, Ana Paula C. Malfa, Ana Maria Herrera, Anna Emília Soares, Carlos Eduardo Sigrist, Catrina do Carmo Bittencourt, Cláudia Levy, Cristiane Maruyama, Ecila Cianni, Flavia S. Vênezio, Gabriela Macedo de Andrade, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Julia Kusminsky, Kátia S. Lopes Godoi, Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Paula T. de Jesus, Sandra Fernandez, Sueli Bossi e Tamires Bonani Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.), Mariana Munhato (edição de arte), Formato Estúdio (diagramação) Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.), Claudia Balista, Alessandra Pereira, campos de iconografia, Carlos Luvizari, Célia Rosa, Cristina Akisino, Daniel Cymbalista, Danielle de Alcantara e Rodrigo dos Santos Souza (pesquisa iconográfica), Cesar Wolf (tratamento de imagens) Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.), Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.) Design: Noctua Art (proj. gráfico e capa) Foto de capa: Krakenimages.com/Shutterstock Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A. Avenida Paulista, 901, 4o andar Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200 Tel.: 4003-3061 www.edocente.com.br atendimento@aticascipione.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Angélica Ilacqua - CRB-8/7057 2020 Código da obra CL 719993 CAE 729818 (PR) 1a edição 1a impressão De acordo com a BNCC. Impressão e acabamento 2 V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Credito_LP.indd 2V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Credito_LP.indd 2 07/10/20 23:1507/10/20 23:15 Essa obra foi elaborada pensando em todos os educadores que trabalham em creches, com bebês e crianças bem pequenas. Queremos não só tratar de conceitos e propostas de atividades, mas principalmente tornar evidente a relevância dessa fase da vida para o desenvolvimento infantil: aprender brincando e brincar aprendendo. V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_003_LP.indd 3V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_003_LP.indd 3 10/7/20 11:17 PM10/7/20 11:17 PM INTRODUÇÃO 5 Sumário PARTE II ITINERÁRIOS PEDAGÓGICOS UNIDADE 7 Itinerários de rotina • Hora de Chegar; • Hora da Rodinha; • Hora da Higiene; • Hora de Arrumar; • Hora de Comer; • Hora do Repouso; • Hora de Pátio; • Hora da Despedida; UNIDADE 8 Itinerários pedagógicos Acompanhamento/ avaliação formativa dos itinerários de rotina e pedagógicos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS 38 56 121 125 PARTE I O TRABALHO DO EDUCADOR NA CRECHE UNIDADE 1 Aspectos históricos e legais da prática docente na creche UNIDADE 2 Conceitos básicos de desenvolvimento infantil UNIDADE 3 Literacia e literacia familiar UNIDADE 4 Numeracia UNIDADE 5 Educação infantil e o envolvimento da família UNIDADE 6 Preparando-se para os itinerários 9 9 14 26 28 30 31 38 4 P1_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_004_LP.indd 4P1_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_004_LP.indd 4 07/10/20 18:1807/10/20 18:18 Introdução Este Manual tem como objetivo ajudar o educador a promover o desenvolvimento das crianças nos anos iniciais de vida que estão sob sua responsabilidade. Está organizado da seguinte forma: ● uma parte conceitual – em que apresentamos os fundamentos para o trabalho, as orientações governa- mentais e a nossa proposta; ● uma parte operacional – em que apresentamos os dois tipos de atividade que fazem parte do dia a dia de uma instituição de Educação Infantil: as rotinas, assim chamadas por seu caráter repetitivo, e as demais atividades com intencionalidade. Nesta parte apresentamos: ● os instrumentos de trabalho; ● como integrar os instrumentos de trabalho ao dia a dia; ● o detalhamento de algumas orientações. Essas informações permitirão a você integrar teoria e prática e usar todos esses recursos, de forma con- sistente com a proposta pedagógica da instituição em que você trabalha. Partimos da ideia de que a Educação Infantil tem como propósito promover o desenvolvimento infantil em todas as suas dimensões – física, pessoal, social e cognitiva –, bem como preparar a criança para seu pos- terior sucesso escolar e na vida. O educador precisa conhecer os fundamentos do desenvolvimento, as pro- postas curriculares, a pedagogia da Educação Infantil e os indicadores relevantes para acompanhar o pro- gresso e o resultado de seu trabalho. Nossa proposta pedagógica se baseia no princípio “aprender brincando e brincar aprendendo”. Aprender brincando e brincar aprendendo. U lz a / S h u tt e rs to c k 5 P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 5P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 5 07/10/20 18:2207/10/20 18:22 Todos nós, adultos, sabemos algo sobre o pro- cesso de desenvolvimento humano, seja pela cons- ciência das mudanças que ocorrem em nosso corpo na adolescência, seja pela convivência com pessoas de diferentes idades. Mas, para educar bem uma criança, não basta esse conhecimento intuitivo. Pre- cisamos conhecer também o que a ciência tem a nos dizer sobre isso. Nos últimos anos, houve enormes avanços cien- tíficos nessa área. Hoje sabemos muito mais sobre o tema do que há algumas décadas. Como sempre, o novo conhecimento confirma muito do que sabía- mos, mas também contesta algumas de nossas in-tuições e traz novas e valiosas informações para orientar o trabalho de pais e educadores. Isso se reflete nas políticas públicas de educa- ção e nos documentos que dão subsídios aos edu- cadores. Destacaremos de imediato dois desses documentos, que são fundamentais para o trabalho com a Educação Infantil: a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e a Política Nacional de Alfabeti- zação (PNA). BNCC: em que consiste a proposta para a Educação Infantil Formulada sob a coordenação do Ministério da Educação (MEC) e com ampla participação da so- ciedade, a BNCC trata das aprendizagens essenciais da educação básica e serve de referência para que escolas e educadores de todo o pais organizem seu currículo com base nas próprias características, ne- cessidades e condições. Na Educação Infantil, a BNCC propõe seis direi- tos que visam assegurar à criança experiências e interações que possibilitem a aprendizagem. Esses direitos expressam um conceito de Edu- cação Infantil que ultrapassa o simples cuidado e a ideia, muito comum até bem pouco tempo, de que basta a criança pequena se desenvolver de forma espontânea. Na BNCC é enfatizada a concepção de intencionalidade: Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens. Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário. BNCC, 2018, p. 36. Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas. Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. Essa intencionalidade consiste na organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica, que se traduzem nas práticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, higienizar-se), nas brincadeiras, nas experimentações com materiais variados, na aproximação com a literatura e no encontro com as pessoas. Parte do trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças. BNCC, 2018, p. 37. Para auxiliar o educador nessa tarefa, a BNCC di- vidiu os objetivos de aprendizagem e desenvolvi- mento na Educação Infantil por campos de experiên- cia, atendendo assim a todos os direitos previstos. Os campos de experiência constituem uma forma de organizar por grandes áreas as experiências e o conhecimento que deve ser propiciado às crianças. 6 P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 6P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 6 07/10/20 18:2307/10/20 18:23 PNA – POLÍTICA NACIONAL DE ALFABETIZAÇÃO A Política Nacional de Alfabetização trata es- sencialmente das condições necessárias e sufi- cientes para assegurar a alfabetização das crian- ças no início da escolaridade formal, ou seja, no 1º ano do Ensino Fundamental. A proposta de al- fabetização contida nessa política e expressa no referido documento se insere no contexto e no conceito de literacia. Esse conceito é conhecido e utilizado há alguns séculos em outros países, notadamente na língua inglesa (literacy), e refe- re-se ao equipamento cognitivo e linguístico ne- cessário para que os cidadãos se beneficiem da linguagem escrita (a palavra literacia vem do la- tim, “letra”). Antes da escola formal, o desenvolvimento do vocabulário de uma criança, assim como o desen- volvimento cognitivo e da linguagem, depende for- temente da qualidade da interação da criança com os adultos que a cercam – na família e nas institui- ções de Educação Infantil. E essa interação pode e deve ser mediada pela imersão no mundo dos livros – da leitura – desde o berço. No caso da creche – especialmente até os 18 meses –, as habilidades es- pecíficas destinadas à preparação para a alfabeti- zação se referem essencialmente à familiaridade com livros e materiais impressos. O documento da PNA também aborda outro con- ceito, mais recente: a numeracia. Esse conceito se re- fere à habilidade de lidar com números. Especifica- mente, a proposta contida no referido documento está diretamente voltada para o desenvolvimento das habilidades relacionadas ao ensino da aritmética nos anos iniciais e, de forma especial, ao desenvolvimen- to de conceitos e habilidades preparatórios que cabe desenvolver no contexto da Educação Infantil, tanto nas creches quanto na pré-escola. BNCC, PNA E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL A criança nasce programada para sobreviver, e para isso ela precisa se desenvolver, interagir e aprender nesse processo. A família, os grupos so- ciais, os desafios do cotidiano promovem os estímulos para que esse desenvolvimento ocorra – quanto mais os estímulos forem apresentados no momento certo e de forma adequada maiores as chances de promover um desenvolvimento adequado. É nesse contexto que surge a Educa- ção Infantil, com papéis complementares e bem definidos entre os diferentes atores, com o obje- tivo de permitr que a criança atinja seu potencial máximo. A criança é uma só, ela se desenvolve como um todo. O desenvolvimento de uma área afeta o das demais. O desenvolvimento físico, por exemplo, ao Aprender a andar, por exemplo, contribui para a autonomia da criança, mas durante algum tempo pode comprometer a segurança e trazer medos. Afinal, trata-se de um processo interativo. Para aju- dar a criança a se desenvolver, é importante en- tender o todo e as partes. O educador precisa co- nhecer o desenvolvimento infantil para atuar com foco e saber oferecer estímulos adequados no mo- mento adequado e de forma adequada: cada coi- sa a seu tempo e no seu devido lugar. Diferentemente da educação formal – pautada por disciplinas – a Educação Infantil é pautada pe- lo processo de desenvolvimento infantil. Podemos considerar pelo menos quatro dimensões de desen- volvimento que os psicólogos utilizam para estudar o desenvolvimento infantil. O desenvolvimento pessoal e social refere-se ao processo pelo qual a criança toma consciência de si mesma, desenvolve sua personalidade, seu temperamento, sua autonomia. Isso se dá no rela- cionamento com o outro e requer o controle das emoções, da agressividade e o desenvolvimento progressivo de habilidades sociais para trabalhar cooperativamente.Para se desenvolver e conviver de forma adequada, a criança precisa desenvolver a atenção, a memória e o autocontrole emocional. A BNCC aborda essa área usando os termos “o eu, o outro e nós”. O desenvolvimento físico e motor inclui o equilíbrio e a coordenação, que possibilitam, por sua vez, o desenvolvimento sensorial e das habi- lidades motoras amplas. O desenvolvimento é es- sencial não apenas para a saúde e bem-estar, mas também para a aquisição de habilidades especí- ficas essenciais para o sucesso escolar posterior, como a postura adequada e as habilidades moto- ras finas associadas à aprendizagem e ao domínio da escrita. A BNCC trata do tema usando os con- ceitos de corpo, gestos e movimentos, de um la- do, e, no que se refere ao desenvolvimento sen- sorial, também inclui o desenvolvimento da percepção e da expressão corporal e estética. A BNCC estrutura cinco campos de experiência. Para saber mais, pesquise o conteúdo disponí- vel em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ abase/#infantil/os-campos-de-experiencias>. Acesso em: 24 ago. 2020. Para saber mais 7 P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 7P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 7 07/10/20 18:2307/10/20 18:23 O desenvolvimento da linguagem constitui uma área de desenvolvimento em si mesma, mas tam- bém é a base para o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem escolar. A BNCC aborda o tema usando os conceitos de escuta, fala, pensamento e imaginação, o que engloba o desenvolvimento tan- to do vocabulário e da capacidade de compreensão oral quanto das habilidades de comunicação, ex- pressão oral e interação com as ideias, imagens e pessoas. O tema também é abordado de maneira mais específica pelo PNA com o conceito de litera- cia. No sentido amplo, o conceito de literacia se es- tende por toda a vida, mas nos anos iniciais, corres- pondentes ao período da creche, o fator crítico é o desenvolvimento da linguagem, especialmente do vocabulário, da compreensão oral, da familiaridade com livros e materiais impressos e, especialmente, a formação do gosto e do hábito pela leitura. Em- bora sem objetivo pedagógico intencional, as crian- ças também são expostas aos números e às letras do alfabeto por meio de brincadeiras e jogos. O desenvolvimento cognitivo refere-se essen- cialmente à capacidade do cérebro em articular os conceitos e tipicamente se expressa por meio de palavras como quem, que, quando, quanto, onde, como, por quê. O raciocínio lógico e matemático também é parte desse processo que permite arti- cular as ideias. A BNCC utiliza a nomenclatura “es- paço, tempos, quantidades, relações e transforma- ções”, bem como menciona o conhecimento do mundo natural e social no qual a criança vive e que precisa decifrar. O PNA se concentra de maneira mais acentuada nas questões associadas à nume- racia – envolvendo os conceitos e as habilidades para lidar com o sentido do número, os números, as quantidades, propriedades e relações pertinen- tes não apenas ao âmbito do raciocínio matemáti- co, mas também ao raciocínio lógico que permite à criança decifrar e fazer sentido de seu mundo. A criança nasce programada para assimilar esses con- ceitos, mas o que ela consegue assimilar nos pri- meiros anos de vida se faz de maneira informal. O quadro abaixo mostra como a BNCC e o PNA se situam em relação a essas dimensões. Como a ciência organiza o conhecimento Como compatibilizamos o conhecimento científico com as orientações oficiais Áreas do desenvolvimento infantil A BNCC (campos de experiência) A PNA Desenvolvimento pessoal e social O eu, o outro e nós Desenvolvimento físico e motor Corpo, gesto e movimentos Traços, sons, cores e formas Literacia/caligrafia Desenvolvimento da linguagem Escuta, fala, pensamento e imaginação Literacia Desenvolvimento cognitivo/ Conhecimento de mundo Espaço, tempos, quantidades, relações e transformações Traços, sons, cores e formas Numeracia O PNLD Corpo humano e seus sentidos Animais Fenômenos meteorológicos Astronomia Plantas Água e minerais Família e graus de parentesco Rotinas e hábitos do dia Esse quadro permite observar que as propostas do Ministério da Educação podem ser compatibilizadas com o que sabemos a respeito do desenvolvimento infantil – que deve ser o foco do trabalho dos educadores. É interessante que a entrada na creche seja vista como inserção de novas crianças e famílias em um es- paço em que já há algumas regras e rotinas. Acolhimento é uma palavra essencial nesse momento. É impor- tante que esse processo de inserção seja gradual. 8 P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 8P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_Iniciais_005-008_LP.indd 8 07/10/20 18:2307/10/20 18:23 1Parte O trabalho do educador na creche V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 9V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 9 07/10/20 21:3607/10/20 21:36 Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo que viveu no século XVIII. Sua filosofia questionava as instituições de sua época, as insti- tuições educacionais – inclusive as poucas que existiam em sua época. Para ele, o homem é bom, nasce bom e só se torna mau pelo convívio com a sociedade. Se o homem vivesse de acordo com as leis da natureza, como viviam os homens primitivos, ele seria bom e não seria pervertido, cultivando as leis naturais da razão, a capacidade de se manter livre e a capacidade de julgar. Suas ideias – apresentadas no livro intitulado Emílio, ou da educação (São Paulo, Martins Fontes, 2004) – tiveram muita importância entre alguns educadores do século XIX e do século XX, como John Dewey, especialmente no respeito ao ritmo e às escolhas das crianças. Fonte Adaptada de CAMBI, France. História da Pedagogia. São Paulo: Unesp, 1999. Lendo na fonte 1Unidade Aspectos históricos e legais da prática docente na creche Para falarmos sobre prática docente na creche, devemos refletir primeiro sobre o conceito de criança e infância. Por muito tempo a criança foi vista como um adulto em miniatura, porém essa concepção de infância foi se transfor- mando ao longo dos anos. Nos últimos vinte anos, consolidou-se uma ciência do desenvolvimento humano que não apenas descreve com precisão a continuidade do processo de desenvolvimento, mas identifica as características pró- prias e específicas relacionadas à infância. Cabe ao educador conhecer essas características para promover de forma eficaz o desenvolvimento, cujo objetivo é chegar à autonomia e independência próprias do adulto. Para compreendermos a educação infantil como ho- je ela se apresenta, é necessário o entendimento de seu caráter histórico, marcado por contextos diversos, de or- dem política, econômica e social. Educação infantil na perspectiva histórica As crianças sempre usaram suas habilidades de ob- servação e imitação para decifrar o mundo dos adultos. Em todos os tempos, há registros de crianças que brin- cavam e se divertiam em inúmeros tipos de atividades sem nenhum propósito definido – mas que certamente correspondia, como sabemos hoje, às suas necessidades de aprender. Aliás, esse fenômeno também se observa em diversos outros grupos de animais, especialmente en- tre os mamíferos e os primatas. Entre os povos primitivos, as crianças aprendiam primei- ro a observar e, aos poucos, iam sendo introduzidas nos ri- tuais da coleta de alimentos, da caça e da pesca. Nas socie- dades sedentárias, as crianças ficavam em torno da casa até que passassem a acompanhar os pais nas tarefas agrícolas. Mas é nas sociedades urbanas, principalmente a partir da Revolução Industrial, que começa a surgir a necessida- de de creches – com o objetivo de cuidar das crianças pa- ra que as mães pudessem trabalhar. Só no século XVIII, com Froebel, Pestalozzi e Rousseau, começa a surgir a preocu- pação com uma pedagogia específica para a educaçãoin- fantil. Já Maria Montessori, aliou um profundo conhecimen- to científico sobre a criança a uma capacidade de aguda observação e a propostas consistentes para promover o desenvolvimento. Foi a partir dessa tradição que se desen- volveu a ciência do desenvolvimento infantil tal como a co- nhecemos nos dias de hoje. R a w p ix e l. c o m / S h u tt e rs to ck 10 V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 10V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 10 07/10/20 21:3607/10/20 21:36 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) buscam uma contextualização do que é ensinado, trazendo temas que sejam de interesse dos estudantes e de relevância para seu desenvolvimento como cidadão. O grande objetivo é que o estudante não termine sua educação formal tendo visto apenas conteúdos abstratos e descontextualizados, mas que também reconheça e aprenda sobre os temas que são relevantes para sua atuação na sociedade. Assim, espera-se que os TCTs permitam ao aluno entender melhor: como utilizar seu dinheiro, como cuidar de sua saúde, como usar as novas tecnologias digitais, como cuidar do planeta em que vive, como entender e respeitar aqueles que são diferentes e quais são seus direitos e deveres, assuntos que conferem aos TCTs o atributo da contemporaneidade. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 24 ago. 2020. Lendo na fonte De um lado as creches sempre tiverem um cunho eminentemente assistencial, ou seja, o de “cuidar”, sem maior preocupação com o desenvolvimento. Já os jar- dins de infância, tradicionalmente destinados a crianças de 4 a 6 anos, desde sua origem tinham um compromis- so com aspectos relevantes do desenvolvimento infantil. Nas redes de ensino privadas, o último ano da pré-es- cola, destinado a crianças de 6 anos de idade, há déca- das já vinha promovendo a alfabetização de maneira deliberada. O movimento que levou à aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, já refletia o embrião de um novo entendimento a respeito da edu- cação infantil. Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96 (Brasil, 1996), a educação infantil passou a ser reconhecida co- mo parte integrante da educação básica. Inicialmente abrangia os primeiros sete anos de vida – os primeiros quatro anos em creches e os três últimos (correspon- dendo aos antigos jardins de infância) na pré-escola. Atualmente o período da pré-escola foi reduzido, fican- do a educação infantil voltada para crianças de até 5 anos e 11 meses. O termo usado na legislação é “educação infantil”, e ela é subdivida em dois segmentos: creche e pré-escola. Esse termo, além da não obrigatoriedade de atendimen- to em creches, caracteriza a natureza não escolar da educação infantil. Isso sugere, de um lado, a importância e a responsabilidade da família e, de outro, a necessida- de de profissionais, processos, métodos e pedagogia diferenciada para operar as instituições que complemen- tam o trabalho das famílias. Como observado anteriormente, o “currículo” da edu- cação infantil está inscrito no próprio processo de de- senvolvimento. O que a Base Nacional Comum Curricu- lar - BNCC (Brasil, 1996) faz é chamar a atenção para os tipos de estímulos e experiências que devem ser pro- porcionados às crianças. O objetivo da educação infan- til, portanto, é promover o desenvolvimento infantil, se- ja no contexto familiar, no caso das crianças de até 4 anos que não frequentam creches, seja em um contexto institucional de creches e pré-escolas, mas não escolar. A BNCC e os documentos que a antecederam, espe- cialmente a LDB 9 394/96 (Brasil, 1996), o Parecer CNE/ CEB 20/2009 e as Diretrizes Curriculares Nacionais pa- ra a Educação Infantil (DCNEI), refletem o entendimen- to das autoridades brasileiras a respeito desses temas que têm de ser abordados nos currículos escolares. A CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO E AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL A infância vem assumindo um papel de destaque nas políticas públicas desde, pelo menos, o século XVIII. A educação infantil vem tomando vulto desde meados do século passado. A atenção à primeira infância vem au- mentando na medida em que aparecem evidências cada vez mais sólidas a respeito do seu impacto no desenvol- vimento cognitivo e socioemocional das crianças. O que acontece antes e durante a gravidez, as condições de nascimento das crianças e a qualidade das interações com adultos apresentam forte relação com a trajetória mais ou menos bem-sucedida do desenvolvimento. Tam- bém existem evidências sobre o impacto de creches – mas essas evidências, inclusive obtidas em países desenvolvidos, são pouco animadoras: apenas creches excelentes têm impacto positivo; creches medíocres cos- tumam causar mais danos do que benefícios (Shonkoff e Phillips, 2000). A pré-escola também gera efeitos positivos compro- vados, inclusive no Brasil. Também não basta oferecer pré-escola, sua qualidade tem maior ou menor impacto no futuro desempenho das crianças. Os efeitos da cre- che e pré-escola são mais fortes e duradouros no de- senvolvimento cognitivo do que intervenções posterio- res. Já no que diz respeito às habilidades socioemocionais, essas são mais maleáveis e suscetíveis a mudanças até pelo menos os 30 anos de idade. Nos anos 1960, a educação infantil passou a ser vis- ta como um instrumento potencial de redução de desi- gualdades sociais e recebeu importantes contribuições 11 V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 11V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 11 07/10/20 21:3607/10/20 21:36 Nesses trabalhos, encontram-se evidências sobre a im- portância dos estímulos que as crianças recebem – ou devem receber – nos três primeiros anos e como esses estímulos estruturam a forma como elas irão adquirir novos conheci- mentos em fases posteriores da vida. Isto se deve ao fato de a infância ser um período em que o cérebro tem grande plas- ticidade para se remodelar em função das experiências. Ainda nas últimas décadas do século XX, foram pro- duzidos importantes documentos relacionados ao proces- so de alfabetização e ao desenvolvimento de habilidades preparatórias que podem e devem ser desenvolvidas antes da entrada da criança na escola formal. O livro de Adams (1990) e o relatório do National Reading Panel (2000) constituem marcos de referência sobre o tema. Na virada para o século XXI, são notáveis os avan- ços do conhecimento científico a respeito do impacto de determinadas intervenções no funcionamento cere- bral, o que produziu importantes revisões do conheci- mento científico acumulado até o início do século e deu impulso a um novo olhar científico interdisciplinar para as questões do desenvolvimento infantil. De modo par- ticular, foram notáveis os avanços científicos a respeito de como as crianças desenvolvem e aprendem algumas habilidades fundamentais, particularmente as funções de controle executivo (Diamond, 2011; Diamond et al., 2019) a importância da leitura desde o berço (Klass et al., 2010) e das habilidades preparatórias para o conhe- cimento matemático (Dehaene, 1997; relatório do Ins- titute of Education Sciences, 2013). de estudiosos. O tema passou a merecer especial atenção a partir dos achados de James Heckman, que ganhou notoriedade por conquistar um prêmio Nobel de Econo- mia por demonstrar os potenciais efeitos econômicos e sociais de investimentos no que se convencionou chamar de primeira infância. Em decorrência dessas mudanças, de pressões sociais, de evidências e do conhecimento científico acumulado, a partir da segunda metade do sé- culo XX, começaram a surgir pré-escolas e, progressiva- mente, desenvolveu-se a ideia de preparara criança para a escolarização, especialmente para a alfabetização. A partir de meados dos anos 1960 começaram a surgir políticas públicas voltadas para a primeira in- fância, a mais conhecida delas é o programa Head Start, cujas bases conceituais foram desenvolvidas por Eric Bronfebrenner – um dos maiores estudio- sos do desenvolvimento infantil da segunda me- tade do século XX. Essas iniciativas estimularam o surgimento de diferentes modelos de atendimento e muitas avaliações dessas iniciativas. Em paralelo, a psicologia do desenvolvimento, antes restrita ao âmbito dos psicólogos, tornou-se parte da ciência do desenvolvimento humano, incorporando conhe- cimentos de outras áreas, notadamente da Antro- pologia e da Neurociência. A publicação de Shon- koff e Phillips (2000) representa esse novo marco conceitual. Poucos anos depois, começam a surgir políticas consolidadas em outros países, especial- mente no âmbito da OCDE, que fez e continua fa- zendo uma série de publicações intitulada Starting Strong (“começando bem”), abundantemente cita- da no documento da PNA. O primeiro documento publicado no Brasil com ên- fase na ciência do desenvolvimento humano como base para formular políticas de educação infantil data de 2008. Esse documento é fruto de um even- to do qual participou James Garbarino, discípulo de Bronfebrenner, e John Bennett, o inspirador da série Starting Strong da OCDE (Bennett; Dickinson; Garba- rino; Freund; Oliveira, 2008). Esse tema foi retomado e aprofundado pela Academia Brasileira de Ciências, em 2011. Para saber mais BENNETT, J.; DICKINSON, D. K.; GARBARINO, J.; FREUND, L; OLIVEIRA, J. B. A. Educação Infantil: Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Brasília: Confederação Nacional do Comércio Sesc/Senac e Instituto Alfa e Beto, 2008. SHONKOFF, J. P; PHILLPS, D. A. (org.). From neurons to neighborhoods: the science of early childhood development. Washington, D.C.: National Academies Press, 2000. Referência de leitura para aprofundamento pedagógico DEAHENE, S. The number sense: how the mind creates mathematics. Oxford: Oxford University Press, 1997. INSTITUTE OF EDUCATION SCIENCES (Washington, D.C.). Teaching Math to young children. Washington, D.C: Department of Education. IES, 2014. KLASS, P.; DREYER, B.; MENDELSOHN, A. Reach Out and Read: um programa de incentivo à leitura a partir do atendimento em ambulatórios pediátricos. In: Leitura desde o berço: políticas sociais integradas para a primeira infância. Rio de Janeiro, p. 67- 92, 2010. Trabalho apresentado no 3º Seminário Internacional do Instituto Alfa e Beto, 2010. Referência de leitura para aprofundamento pedagógico Pedagogias da Educação Infantil: brincadeiras, intencionalidade e o papel do educador As grandes teorias do início do século XX deram lu- gar a conhecimentos mais específicos e bem fundamen- tados a partir da segunda metade do século passado e início do presente século. 12 V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 12V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 12 07/10/20 21:3607/10/20 21:36 Dois dos mais importantes estudiosos do desenvolvi- mento infantil, Jean Piaget e Lev Vigotsky, são conside- rados os pais da psicologia do desenvolvimento no mun- do ocidental e nos países do Leste Europeu, respectivamente. Suas principais contribuições foram de- senvolvidas há cerca de 100 anos e deixaram marcas pro- fundas na ciência do desenvolvimento. Mas a ciência evo- lui, e hoje os conhecimentos sobre a primeira infância, embora ainda limitados, nos fornecem instrumentos de observação, de pesquisa e de intervenção muito mais avançados – como ocorre nas demais áreas das ciências. Hoje não mais existem “grandes teorias”, mas existem mi- ni teorias e conhecimentos específicos que nos permitem entender melhor o desenvolvimento infantil nos seus di- versos aspectos e na sua interação. E permitem a formu- lação de propostas pedagógicas, como a que é aqui apre- sentada, com base nessas evidências. CONTEÚDOS E BRINCADEIRAS A pedagogia da educação infantil apresenta duas di- ferenças importantes em relação à pedagogia da educa- ção escolar formal. A primeira refere-se aos conteúdos: os conteúdos da educação infantil não se exprimem na forma de disciplinas ou matérias escolares, e sim na for- ma de experiências ou habilidades a serem adquiridas. Isso afeta a forma como essas informações e conteúdos devem ser apresentados – e que tem a ver com a forma como as crianças adquirem conhecimento. A outra grande diferença da educação infantil em re- lação à educação formal reside justamente na forma como as crianças aprendem: a criança aprende brincando. Brin- car é a forma de aprender da criança: significa imitar, re- petir, interagir, testar o outro, testar o mundo, tentar de novo, testar os limites – inclusive os limites da paciência dos adultos, especialmente dos pais. É o ponto de partida em que pais e educadores se apoiam para estimular e pro- mover o desenvolvimento da criança. A brincadeira, inicia- da pela criança ou estimulada pelo educador, constitui a forma privilegiada de a criança aprender. Nesse sentido, é possível dizer que brincadeira de criança é coisa séria. Co- locando os dois conceitos juntos: a criança aprende muito brincando, mas não aprende tudo sozinha. Nem aprende por meio de aulas ou exposições didáticas formais – dada sua imaturidade para pensar de maneira abstrata. Ela apren- de por meio de brincadeiras – ou seja, experimentando e testando as informações. Para a criança é mais fácil apren- der a partir do que é familiar do que a partir do que é con- creto. Por exemplo, ela aprende melhor a relação de partes de um biscoito do que de um disco metálico. O lúdico não está no tipo de objeto, está na abordagem, na forma de lidar com os estímulos, que são integrados aos poucos. Por isso, não há aula de literacia, numeracia ou de ciências. Não há “aula” de nada: tudo se aprende ao mesmo tempo, mas com foco, uma coisa de cada vez. Tudo se aprende brincando. Para funcionar, é preciso uma organização ri- gorosa pelo educador – planejar com seriedade o que vai ser apresentado na forma de brincadeiras. A intencionalidade na atuação do educador A intencionalidade que caracteriza as ações do educa- dor, na educação infantil, apresenta características próprias trazendo à tona uma visão de que o papel do educador, nes- ta etapa, é diferente do modelo vinculado aos professores de etapas posteriores da escolaridade. Na educação escolar, a ênfase é maior no ensino. Só recentemente outros aspec- tos educativos, particularmente no âmbito das competên- cias pessoais e sociais, vêm sendo reconhecidos. Na educa- ção infantil isso é mais óbvio – cuidar e educar são indissociáveis. Os cuidados, inclusive com questões de se- gurança, são muito maiores, pois a criança é dependente. E o educar é integrado, não existem matérias, disciplinas ou aulas – o conhecimento deriva da qualidade da proposta de trabalho e, sobretudo, da qualidade das interações entre os adultos e as crianças. Um novo perfil profissional Considerando as mudanças pelas quais a educação infantil atravessou nas últimas décadas, saindo do foco meramente assistencialista e evidenciando o aspecto edu- cacional, com atenção principal ao desenvolvimento in- tegral de bebês e crianças pequenas, cresceu a necessi- dade de que o profissional que trabalha com este segmento seja cada vez mais capacitado e especializado, visto que para a proposta de educação voltada à primei- ra infância é necessária uma aprimorada compreensão do desenvolvimento infantil, assim como de característi- cas e potencialidades da criança. Além disso, requer uma boa formação geral, um conhecimento adequado da li- teratura e especialmente da literatura infantil. E, especial- mente, requer treinamentoprático supervisionado por profissionais experientes para habilitar o profissional a desenvolver habilidades adequadas de interação com as crianças, os colegas e colaboradores e os pais. Conceito de aprendizagem segundo a BNCC de Educação Infantil: 1 – Cuidar e educar. 2 – Formação de vínculo. 3 – Incentivar a autonomia. 4 – Compreender que as crianças, mesmo tendo idades iguais, possuem ritmos diferentes. 5 – Escuta ativa. 6 – Exploração livre e espaços planejados. As crianças devem ser estimuladas a explorar livremente, mas dentro de contextos planejados pelo professor. 7 – Organização do tempo. O professor deve reforçar a criação de uma rotina para o melhor aproveitamento do tempo. Em diálogo com a BNCC 13 V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 13V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U1_009-013_LP.indd 13 07/10/20 21:3607/10/20 21:36 Conceitos básicos que todo educador precisa saber sobre desenvolvimento infantil 2Unidade O desenvolvimento se dá como um todo, mas existe uma programação genética que estabelece uma direção e um tempo – ou “janela” em que de- terminadas capacidades e habilidades começam a se desenvolver. Elas vão se desenvolver mais ou menos dependendo dos estímulos que a criança recebe e como interage com eles. Nesta unidade, vamos abordar os seguintes tópicos: ● Natureza e ambiente: como a genética interage com os estímulos. ● O que promove e o que inibe o desenvolvimento: fatores de proteção e fatores de risco. ● O processo de desenvolvimento não é contínuo: há vai e vens. ● Estímulos e interações promovem experiências: os campos de experiências da BNCC. ● Desenvolver significa adaptar-se, mas nem toda adaptação é adequada. ● Três aspectos fundamentais do desenvolvimento infantil: físico e motor, pessoal/social e linguagem. ● Natureza e ambiente: como a genética interage com os estímulos. A genética e os fatores genéticos são extrema- mente importantes; no entanto, tanto a genética como os fatores genéticos têm relação com os acon- tecimentos do meio ambiente e do contexto social da criança. Os genes podem se manifestar de uma maneira ou de outra, de acordo com o que ocorre no ambiente em que a criança é gerada e em que vive. Diferentemente de outros animais, a criança não consegue sobreviver sozinha, e sua infância é prolongada. Ela precisa de proteção, afeto e segu- rança, de um mínimo de estabilidade e de previsi- bilidade por parte de quem cuida dela. As primeiras experiências da criança são decisivas para traçar os rumos de seu desenvolvimento. O que acontece na gestação e nos primeiros meses e anos marca o resto da vida. O cérebro humano é dotado de enor- me “plasticidade”, as pessoas sempre são capazes de aprender. Há períodos mais favoráveis para a criança desenvolver certas habilidades, mas, para isso, são necessários estímulos adequados no mo- mento apropriado. Ou seja, é necessário que a crian- ça cresça em um ambiente propício, que, ao intera- gir em condições ideais com as predisposições genéticas, permita que determinadas habilidades sejam desenvolvidas e que a criança possa atingir seu pleno potencial. “Períodos sensíveis”, por exem- plo, são épocas da vida em que o cérebro e outras estruturas ou funções do organismo ficam mais sus- cetíveis a determinadas experiências. Por exemplo, há períodos sensíveis para aprender a enxergar ou a falar. Plasticidade é a capacidade do cérebro de reorganizar uma estrutura ou função (geralmente após um trauma ou uma perturbação). Por exemplo: a utilização de áreas do cérebro para reaprender a falar ou movimentar-se. A plasticidade dos neurô- nios é muito maior nos primeiros anos de vida. C ro M a ry / S h u tt e rs to ck 14 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 14P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 14 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 O que promove e o que inibe o desenvolvimento: fatores de proteção e fatores de risco Quando mencionamos a importância do ambiente para o desenvolvimento adequado, é essencial deixar claro que, no ambiente, existem fatores que promovem o desenvolvimento e fatores que significam risco ao mesmo. Veja mais claramente no quadro a seguir. Fatores de proteção do desenvolvimento Fatores de risco ao desenvolvimento • Gravidez desejada. • Parto a termo e normal. • Afeto, carinho, contato físico. • Segurança, previsibilidade no atendimento às demandas da criança. • Estimulação dos sentidos (sons, iluminação, objetos para a criança pegar). • Oportunidades para conhecer a si mesma, os outros e o mundo. • Brincar, fazer caretas, falar com a criança, conversar, interagir, ler para a criança. • Alimentação adequada. • Higiene. • Privacidade. • Segurança de poder contar com proteção e apoio incondicio- nal de, pelo menos, um adulto. • Herança genética problemática. • Fatores tóxicos durante a gravidez. • Parto prematuro. • Falta de estímulos. • Falta de afeto. • Doenças. • Falta de previsibilidade no ambiente. • Ambiente que não promove a autorregulação. • Ambiente estressante típico de situações de elevado grau de pobreza (gravidez de adolescentes, separação de pais, violência doméstica ou do ambiente, falta de higiene, de- semprego, insegurança). • Má alimentação ou subnutrição. • Ambientes sujos e propícios à propagação de doenças. Fatores de desenvolvimento são acontecimentos, circunstâncias e estímulos saudáveis que promovem o desenvolvimento. Por exemplo, o nascimento a termo, proteção, afeto, estabilidade e previsibilidade são fatores que impulsionam o desenvolvimento satisfatoriamente. Fatores de risco são as circunstâncias que ameaçam o desenvolvimento normal, como uma gestação de risco, drogas de todo tipo, álcool, nascimento prematuro, falta de proteção, elevados níveis de estresse e fa- tores normalmente associados à pobreza – como instabilidade financeira e baixa escolaridade – podem pre- judicar o curso normal do desenvolvimento. Pais e cuidadores tanto podem ser fontes de risco quanto propiciar condições adequadas para estimular o desenvolvimento saudável das crianças. Um alto fator de risco: o estresse O estresse é uma experiência forte ou traumática que mobiliza respostas igualmente fortes. Em situações de es- tresse, o cérebro produz substâncias químicas (como cortisol, adrenalina e outros hormônios), que o ajudam a lidar com essas ameaças. Trata-se de um mecanismo natural e normal de adaptação. Mas o estresse decorrente de um ambiente ou situação tensa/estressante pode causar muitos problemas ao desenvolvimento cerebral e deixar mar- cas. Nos primeiros anos de vida, a criança dispõe de poucos recursos para lidar com o estresse: seu cérebro não é capaz de processar informações de forma adequada. Se for submetida à situação constante de estresse, a criança poderá desenvolver respostas inadequadas, como reações agressivas fortes ou apatia. Esses mecanismos de defesa e adaptação que ela desenvolve, por sua vez, tiram a flexibilidade para aprender outras formas de lidar com o es- tresse. Nesse caso, a adaptação ocorre em prejuízo da adaptabilidade, ou seja, da capacidade de tornar-se flexível para aprender novas formas de lidar com situações estressantes. Para saber mais 15 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 15P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 15 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 O processo de desenvolvimento não é contínuo: há vai e vens Desenvolvimento significa mudança. O desen- volvimento é saudável quando as mudanças ocor- rem na direção esperada: a criança cresce, apren- de e, sobretudo, torna-se cada vez mais autônoma. Como ocorre em qualquer mudança, o desen- volvimento não é um processo linear. Há altos e baixos, avanços e retrocessos, continuidades e descontinuidades. Alguns processos são mais con- tínuos – como no caso do desenvolvimentomo- tor: a criança vira, senta-se, engatinha, fica de pé com apoio, depois sem apoio, etc. Outros processos são menos contínuos e se dão por “saltos”. Um exemplo o da autoconsciên- cia: a criança, que, por quase dois anos, não sabe muito bem quem ela é nem consegue se ver co- mo diferente do outro, de repente, por volta de 2 anos de idade, passa a se perceber como um “eu” separado, como mostra a imagem a seguir. Alguns processos – como a linguagem – são universais na sua sequência, mas seu tempo de início e sua duração podem variar. Como veremos no volume 2, por exemplo, a criança aprende de 10 a 12 palavras entre os 12 e 18 meses e logo ex- perimenta uma explosão de linguagem por volta dos 20 meses de idade. Outro exemplo: algumas crianças começam a falar entre 10 e 12 meses e outras só começam com 18 meses. Os processos emocionais e de autorregulação sofrem mais descontinuidades e retrocessos que outras áreas do desenvolvimento. Essas descon- tinuidades manifestam-se, sobretudo, diante de transições ou ameaças. Diante de ameaças, a criança que já era independente pode voltar a buscar a proteção da mãe. Diante do nascimen- to de um irmãozinho, por exemplo, a criança po- de voltar a engatinhar, fazer xixi na cama ou pe- dir colo, tornar-se mais infantil, para chamar a atenção. As descontinuidades e os retrocessos mencionados não constituem problemas de de- senvolvimento. Pelo contrário, eles fazem parte do processo normal; portanto, podem e devem ser contornados com atenção e estimulação ade- quadas. A retomada do curso e do ritmo normal do de- senvolvimento da criança vai depender da capa- cidade do adulto de compreender, isto é, a pessoa precisa perceber como os fatores do ambiente interferem no desenvolvimento infantil, entender a trajetória desse desenvolvimento e saber como lidar com a criança nessa situação. Já os chamados “problemas de desenvolvi- mento” são de natureza diferente e decorrem de razões distintas dessas que mencionamos. Algu- mas crianças nascem com doenças ou deficiên- cias causadas por desordens genéticas ou que são contraídas e/ou agravadas depois do nasci- mento e que podem comprometer, dificultar ou retardar o desenvolvimento físico, mental ou so- cioemocional. As crianças que nascem com essas dificuldades ou as manifestam desde cedo podem ser beneficiar de um diagnóstico precoce – quan- to antes, melhor – e de tratamentos adequados, que podem incluir intervenções de natureza mé- dica ou diversas formas de terapia e cuidados es- peciais. O quadro a seguir apresenta os principais ti- pos de problemas ou deficiências que acometem as crianças. A incidência desses problemas varia com o tipo de transtorno e alguns deles são su- jeitos a fatores regionais – relacionados a carên- cias e práticas alimentares. Outros “problemas de desenvolvimento” po- dem ser adquiridos como parte do processo de educação – o que ocorre, por exemplo, quando a criança é criada em situação de abandono ou em um ambiente que não oferece meios de ajudá-la a controlar sua ansiedade ou agressividade, crian- do um círculo vicioso que pode se tornar patoló- gico ou irreversível. Comportamentos típicos de criança que “regride” diante de ameaças ͥ choro; ͥ birra/manha; ͥ controle dos esfíncteres; ͥ desobediência/mentira; ͥ agressividade (física ou verbal); ͥ problemas relacionados ao sono/hora de dormir/ pesadelos; ͥ dificuldades relacionadas à alimentação; ͥ indisciplina. 16 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 16P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 16 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 O tempo e a sequência do desenvolvimento são comandados pelo cérebro. Principais Problemas/Deficiências que podem acometer a criança TRANSTORNOS DA APRENDIZAGEM Transtorno da leitura (Dislexia do desenvolvimento) Transtorno da Matemática Transtorno da expressão escrita Transtorno da apendizagem sem especificação DEFICIÊNCIA INTELECTUAL Deficiência intelectual leve Deficiência intelectual moderado Deficiência intelectual severo Deficiência intelectual profundo Deficiência intelectual com gravidade inespecifica TRANSTORNOS ALIMENTARES NA PRIMEIRA INFÂNCIA Transtorno alimentar de PICA Transtorno de ruminação Transtorno de alimentação na primeira infância TRANSTORNO DO COMPORTAMENTO NA INFÂNCIA Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade Distúrbio desafiador e de oposição Tiques Distúrbio depressivo de conduta Linguagem precipitada TRANSTORNO DA INFÂNCIA E ADOLESCENCIA Transtorno de ansiedade de sep;aração Mutismo seletivo Transtorno de apego seletivo de apego na infância Transtorno de movimentos estereotipados PRINCIPAIS SÍNDROMES GENÉTICAS ASSOCIADAS À DEFICIÊNCIA INTELECTUAL Síndrome de Down Síndrome de Algeman Síndrome de Willians Síndrome X frágil Síndrome de Leight Síndrome de Prader-Will Síndrome de Kennedy Erros inatos do metabolismo Aberrações cromossômicas complexas Sindrome de Tumer Distrofia muscular de Duchenne Hemofilia Neurofibromatose Thalassemia Doença de Tay-Sachs Anemia falcifome Fenilcetonúria Fibrose cística TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO Transtorno autista Sindrome de Rett Transtorno desintegrativo da infância Transtorno de Asperger Transtorno invasivo do desenvovimento Sem outra especificação TRANSTORNO DA COMUNICAÇÃO Transtorno da linguagem expressiva Transtorno misto da ligugaem receptiva-expressiva Transtorno fonológico Gagueira Transtorno da comunicação sem outra espedificação Fontes: I. organização Mundial da Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre: Artes Médicas Ltda. 1993. 2. American Psychiatric Association-APA. Diagnostic and statistical manual of mental disorders, 4. ed. (DSM-IV). O centro de comando para todo o desenvolvi- mento é o cérebro. Desenvolvem-se o tamanho do cérebro, a comunicação entre os neurônios e a ca- pacidade de lidar com mais e diferenciados estímu- los. Em consequência, o indivíduo coordena melhor o seu organismo e as suas ações: ele dá respostas mais organizadas aos estímulos que recebe. Quando a criança nasce, o cérebro ainda não está totalmente acabado. Ele continua crescendo em peso e tamanho. No primeiro ano de vida, o ta- manho da cabeça passa de 13 a 18 cm para 33 a 46 cm. Isso acontece porque o cérebro está crescendo. No final do segundo ano de vida, o órgão já atingiu 3/4 do tamanho do peso do cérebro adulto. Nos primeiros anos de vida: ͥ o cérebro forma setecentas conexões por segundo; ͥ se ativadas por estímulos, essas conexões vão se fortalecendo; ͥ se não forem utilizadas, as conexões são cortadas; ͥ as conexões formadas dependem dos estímulos e das respostas que a criança dá a esses estímulos, formando, progressivamente, circuitos mais ou menos adaptados, mais rígidos ou mais flexíveis; ͥ crianças que vivem em ambientes isolados ou com poucos estímulos, como em alguns orfanatos, perdem a oportunidade de formar milhões de co- nexões e têm seu desenvolvimento comprometido pelo resto da vida. S c ie n c e S o u rc e /F o to a re n a Desenvolvimento do cérebro. 17 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 17P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 17 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 O desenvolvimento do cérebro guarda algumas semelhanças com o desenvolvimento dos demais órgãos: são programados pela natureza para se desenvolver de certa forma, crescer até determi- nado tamanho, localizar-se em lugares específicos do corpo e reagir de forma bastante previsível aos estímulos que recebem. Isso vale, por exemplo, pa- ra os estímulos que recebemos (o olho se fecha diante de muita claridade, e as pupilas dilatam-se no escuro), os alimentos (sofremos azia se ingeri- mos mais ácidos que o estômago pode processar). Em muitos casos, as respostas são programadas, em outros, adaptativas. Por exemplo, corremosmais e melhor com treino e engordamos se fica- mos parados. Muitos de nossos órgãos estão pron- tos ou quase prontos ao nascermos – especialmen- te os órgãos que formam nosso sistema vital. Outros levam mais tempo para se desenvolver e entrar em pleno funcionamento – como no caso do sistema reprodutivo. O desenvolvimento do cé- rebro também é parcialmente programado. Sua fiação segue uma ordem. ARQUITETURA CEREBRAL A fiação do cérebro segue uma ordem fixada pela na- tureza: ͥ visão e audição; ͥ motor (aos poucos); ͥ linguagem (depende da interação); ͥ pensamento (depende da linguagem); ͥ autocontrole (depende da experiência); ͥ as emoções desenvolvem-se em paralelo. Como a experiência modela o cérebro: o vaso e o oleiro Feche os olhos e imagine um oleiro que modela um vaso. O vaso é o cérebro, o oleiro é a experiência. Ele modela colocando e retirando o barro de determina- das partes, para dar a forma desejada. O que é a ex- periência que modela o cérebro? Como ela modela? Tipos de experiência O processo de desenvolvimento do cérebro tem uma característica diferente dos demais órgãos: o cérebro vai formando várias conexões, de acor- do com as experiências que a criança vivencia. Se alguma conexão deixa de ser usada por falta de estímulos, essa conexão acaba “morrendo”. Esse é um processo natural e acontece com milhões de conexões. Da mesma forma, quando a criança desenvolve uma maneira mais ágil de fazer algo – andar equilibrando-se em uma corda, por exemplo – o cérebro guarda aqueles circuitos que são mais eficientes e corta ou “poda” os outros. Ao longo da infância e da adolescência, o cérebro se aperfeiçoa e elimina as conexões sem uso e as conexões ine- ficientes. Quais experiências são necessárias para ajudar o cérebro a se desenvolver? Como promover essas experiências? Um importante neurocientista chamado William Greenough (1987) propôs uma classificação muito simples dessas experiências: as dependentes e as esperadas. Experiências dependentes são aquelas das quais o cérebro necessita para desenvolver alguma ca- pacidade ou função: se as experiências não acon- tecerem, o cérebro não fará conexão com deter- minado órgão, que não será estimulado e poderá, por sua vez, atrofiar. Por exemplo: só vamos de- senvolver a visão se existir luz no ambiente onde vivemos. Se alguém for mantido no escuro duran- te os primeiros anos de vida, não desenvolverá o sentido da visão: os nervos oculares atrofiam-se. Se viver amarrada, a criança não conseguirá an- dar, pois os músculos atrofiam-se. Se não tiver convívio e feedback de adultos, a criança não for- ma vínculos de apego e não aprenderá a decifrar importantes sinais que permitem o convívio social. Basta isso para o cérebro se desenvolver. Mas, sem isso, ele não se desenvolve. Diferentes áreas do cérebro desenvolvem-se ou tornam-se prontas para reagir às experiências ao longo dos primeiros anos de vida. A área da linguagem é uma das que se desenvolvem mais rapidamente entre os 6 e os 24 meses. Se a crian- ça vive com brasileiros entre os 6 e os 24 meses iniciais de sua vida, falará português; se vive com chineses, falará chinês. Se a criança vive em de- terminado ambiente, poderá desenvolver certas fobias ou reagir de forma mais ou menos ansiosa. Experiências esperadas são aquelas para os quais o cérebro está programado para lidar e que podem ou não ocorrer em seu ambiente. Por exemplo, uma criança pode aprender uma, duas ou três línguas ao mesmo tempo, desde que conviva com pessoas que falem essas línguas e interaja com elas. Uma criança pode desenvolver mais ou menos sua Para saber mais As emoções também são formadas no cérebro, como parte e em decorrência de nossas experiên- cias, e elas desenvolvem-se em paralelo aos ou- tros aspectos do desenvolvimento físico e cogni- tivo. Isso significa que todas as áreas de nosso desenvolvimento estão profundamente interliga- das com as emoções associadas às experiências que adquirimos nas etapas iniciais de nossa vida. As primeiras experiências de vida – inclusive e es- pecialmente nos primeiros meses e anos de vida – são marcantes na consolidação de nosso tem- peramento, nos vínculos de apego e na nossa for- ma de nos relacionar com os desafios e estresses do ambiente. Isso dá-se porque grande parte do desenvolvimento do cérebro é modelado pela experiência. 18 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 18P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 18 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 As crianças diagnosticadas com problemas de visão e audição até os 4 meses de idade têm mais chance de recuperar esses sentidos, pois, até essa idade, o cérebro ainda depende de experiências auditivas e visuais para desenvolver esses sentidos. Depois disso, as possibilidades de intervenção e cura se tornarão mais limitadas. Para muitas expe- riências, há um tempo mais adequado. Isso se apli- ca, por exemplo, ao aprendizado simultâneo e natural de duas ou três línguas “maternas” ou à época adequada para fazer um implante coclear e assegurar a audição para quem dela ficaria priva- do. O cérebro humano tende a ser um pouco mais flexível, mais maleável: ele tem mais plasticidade do que o dos outros animais. Há janelas que se fe- cham definitivamente – como vimos no caso da visão ou da recuperação de problemas auditivos. Há períodos que são mais favoráveis que outros para a aprendizagem de determinadas habilidades. Por exemplo: podemos aprender várias línguas sem sotaque nos primeiros anos de vida – depois fica mais difícil discriminar e reproduzir determinados sons. Há épocas em que somos mais sensíveis e flexíveis para aprender e desenvolver determina- das habilidades físicas ou intelectuais – como o uso de ferramentas, instrumentos musicais ou destre- zas físicas. Nos primeiros meses de vida, precisa- mos criar fortes vínculos de afeto com, pelo me- nos, um adulto – de outra forma, dificilmente conseguiremos nos ajustar socialmente. Entre o segundo e quarto ano de vida, precisamos convi- ver e interagir com outras crianças e adultos – de outra forma, podemos ter fortes sequelas em nos- so desenvolvimento social, intelectual e da lingua- gem. Entre 4 e 5 anos, tornamo-nos mais dispostos a distinguir os sons da língua, e, portanto, essa é a época mais adequada para preparar a criança pa- ra desenvolver a consciência fonológica – uma das bases para a alfabetização. A palavra “adulto” é sinônimo de tornar-se ma- duro, independente, capaz de se autorregular. A capacidade natural para música, dança ou ma- temática, a depender da qualidade dos estímu- los que recebe ao longo de seus primeiros anos de vida. Algumas dessas estimulações serão mais eficazes quando ocorrem em determinados mo- mentos: são os períodos sensíveis ou janelas de oportunidade. No reino animal, há determinados comportamentos que são aprendidos em certo mo- mento ou nunca mais são assimilados. O patinho segue o primeiro animal que passa andando perto dele. Alguns pássaros só aprendem o canto de sua espécie durante determinadas semanas – se passar do prazo, não aprendem a cantar. infância é a etapa de transição entre o nascimento e a idade adulta. É uma fase de amadurecimento lento e progressivo. O crescimento da capacidade de autorregulação é a pedra de toque do desenvol- vimento infantil. As habilidades de regular e contro- lar emoções e impulsos ajudarão no desenvolvimen- to e no aprendizado adequados. A autorregulação abrange todas as áreas do desenvolvimento, mas, especialmente, o autocontrole e o controle emocio- nal, que nos permitem viver em equilíbrio interno e em harmonia com nossos semelhantes. O ser humano foi feito para sobreviver e se adap- tar ao mundo. De todos os animais, o ser humano é o mais dependente e o que tem a infância mais pro- longada. Ainfância é um tempo de aprendizagem – aprender a se tornar adulto, independente, capaz de lidar de forma adequada com os desafios do mun- do. Hoje, conhecemos alguns princípios do desen- volvimento humano e infantil que nos ajudam a com- preender melhor as crianças e a intervir a seu favor. A natureza e o ambiente interagem desde a con- cepção. A herança genética é forte e poderosa, mas não é inexorável. Há muito que podemos fazer des- de antes da gestação materna para que a criança chegue ao mundo em melhores condições de en- frentá-lo. Existem fatores de proteção e fatores de risco. O desafio reside em eliminar ou minimizar os fatores de risco e estimular os fatores que promo- vem um desenvolvimento saudável. O ser humano nasce equipado com mecanismos de adaptação, mas nem toda adaptação é adequada. Ambientes muito estressantes requerem que o indivíduo se adapte muito cedo para sobreviver, e, com isso, ele perde a flexibilidade para lidar com outras situações novas no futuro. Desenvolvimento significa mudança e implica continuidades e descontinuidades. Quando a crian- ça “regride” a comportamentos anteriores, ela está dando sinais de que tem dificuldades para lidar com os novos desafios e precisa de tempo e apoio. Afinal, o que se desenvolve? Dentre outros ór- gãos e funções do corpo humano, o mais impor- tante é que o cérebro se desenvolva. Nesse órgão, os estímulos são convertidos em impulsos quími- cos e físicos, e os comportamentos refletem a ex- periência acumulada pelo indivíduo. Experiências adequadas ajudam a gerar um desenvolvimento cerebral rico em conexões úteis e flexíveis. Desen- volver significa adquirir controle sobre os impulsos, tornar-se autorregulado. A infância é para ser vi- vida em suas características próprias, mas sua prin- cipal característica é a de ser uma fase de prepa- ração para a vida adulta madura e independente. 19 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 19P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 19 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 Estímulos e interações possibilitam experiências: os campos de experiências da BNCC Os estímulos de que uma criança precisa para se desenvolver são encontrados nas pessoas com quem ela interage e em um ambiente social equili- brado. Os estímulos propiciam experiências – e a aprendizagem e o desenvolvimento decorrem do contato com objetos e acontecimentos do cotidia- no, em interação com os adultos. Tradicionalmente, isso ocorria de forma adequada no contexto fami- liar e confirma que, para promover o desenvolvi- mento, é menos importante a presença de determi- nados objetos materiais (como brinquedos comprados ou computadores) que a presença de outras crianças e adultos com os quais a criança tenha liberdade de interagir. A maneira como os estímulos são apresentados e a forma como a criança interage com eles – pes- soas, animais ou objetos – é o que promove as experiências e, em última instância, o desenvolvi- mento. A seguir, vejamos uma breve descrição dos campos de experiências: O eu, o outro e o nós – é a partir da interação e do convívio com outras crianças que a criança começa a construir sua identidade e a descobrir o outro. Quando ela chega na escola, seu foco é seu próprio mundo (eu). Com o trabalho realizado no ambiente escolar, ela passa a perceber seus cole- gas (outro) e bem depressa começa a interagir no meio dos outros (nós). Desse modo, é na Educa- ção Infantil que a criança aumenta a percepção de si, assim como a percepção do outro. Além de va- lorizar sua identidade, ela aprende a respeitar os outros e a reconhecer as diferenças entre si e seus colegas. Corpo, gestos e movimentos – a criança ex- plora o espaço em que vive e os objetos a sua volta por meio do corpo, dos sentidos, dos ges- tos e dos movimentos. Por isso é que a partir das linguagens, como dança, música, teatro e brinca- deiras, a criança estabelece relações, brincam e produz conhecimentos. Na Educação Infantil, o corpo da criança é uma peça central. Nesse sen- tido, a escola tem de ser promotora de atividades de interação, fazendo com que as crianças pos- sam vivenciar um amplo repertório de movimen- tos, gestos, olhares com o corpo, descobrindo sua ocupação corporal do espaço e do mundo. Engatinhar, escorregar, o toque da mão no chão, o equilíbrio, as cambalhotas são modos corporais de tatear o mundo. Traços, sons, cores e formas – a criança da cre- che pode conviver de várias formas com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas no espaço escolar, o que possibilita a vivência de vá- rios modos de expressão e linguagens. Por meio dessas experiências, as crianças de 0 a 1 ano e 6 meses podem desenvolver desde cedinho o olhar atento para prepararem-se para o futuro desenvol- vimento estético e crítico. Esse senso futuro vai in- fluenciar o protagonismo posterior para criar suas produções artísticas e culturais. Assim, é de funda- mental importância, já na creche, o contato com algumas cores, sons e percepções do entorno. Esse bebê, ao ser incentivado por percepções, poderá desenvolver seu olhar e seu corpo para um futuro criativo e expressivo. Escuta, fala, pensamento e imaginação – desde bebê, o contato com experiências de escuta e fala (desde o útero) são importantes para a participa- ção da futura criança na cultura oral, pertencente a um grupo social. Além do treino para a oralidade, é fundamental preparar o bebê para seu contato com a cultura e com o uso da imaginação a partir de mé- todos que instiguem suas curiosidades. Isso, desde a creche, pode ser feito com o estímulo de escuta musical e de fala. Espaço, tempo, quantidades, relações e trans- formações – a criança da creche está inserida em um mundo de descobertas, com espaços e tempos de diferentes dimensões. Logo, é nessa idade que ela começa a despertar sua curiosidade para o mun- do físico, seu corpo, os animais, as plantas, a natu- reza, conhecimentos matemáticos, bem como para as relações do mundo sociocultural. Por isso, a BNCC entende que, na creche e na Educação Infantil, a escola precisa promover experiências sensoriais por meio de brincadeiras e vivências. Dessa forma, a creche cria oportunidades para a criança ampliar seu conhecimento de mundo, de modo a utilizá-los em seu cotidiano. 20 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 20P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 20 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 Desenvolver significa adaptar-se, mas nem toda adaptação é adequada O ambiente pode ajudar ou dificultar o desenvol- vimento da criança, no entanto, em qualquer situação, o organismo da criança fará o possível para se adaptar à realidade da melhor forma possível. Ou seja, inde- pendentemente do ambiente em que se encontra, to- da criança é programada pela natureza para se adap- tar e sobreviver. Adaptar-se significa consolidar as capacidades essenciais para sobreviver e viver. Quanto mais saudável o ambiente, mais facilida- de a criança terá para se adaptar. Quanto mais adap- tada uma criança, maior a sua flexibilidade para se ajustar a novos desafios. Esses mecanismos são universais e necessários para a sobrevivência. A forma como eles se desen- volvem depende do ambiente e das interações da criança com esse ambiente, o que pode levar a ajus- tes mais ou menos adequados. Quando a sobrevi- vência fala mais alto, os ajustes ou adaptações, no curto prazo, podem representar grandes limitações no futuro – como no caso de uma agressividade pouco controlada ou um temperamento muito ar- redio ou muito forte. O quadro a seguir apresenta os principais mecanismos de adaptação que as crianças utilizam para sobreviver e desenvolver. PRINCIPAIS MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO APEGO Apego é um vínculo emocional duradouro que se desenvolve entre o bebêe o cuidador – que é, ge- ralmente, a mãe, mas pode ser outra pessoa. Esse vínculo, que se consolida por volta dos 6 aos 18 meses de idade, é essencial para dar segurança e previsibilidade à criança e permanece sólido para o resto da vida. A função do apego é preparar o indivíduo para adaptar-se à vida social como adulto. AGRESSIVIDADE “A única razão pela qual os bebês não se matam é que não lhes damos facas ou revólveres.” A afir- mação foi feita por Richard Tremblay, um dos maiores estudiosos do desenvolvimento infantil. A agressividade é essencial para a sobrevivência, mas precisa ser controlada para permitir o convívio social. Violência, impulsividade, agressões físicas ou verbais e bullying constituem os quatro tipos mais conhecidos de agressão. O controle da agressividade é parte do processo de educação e está associado à forma como pais e educadores estabelecem limites e orientam as crianças. FUNÇÕES EXECUTIVAS Referem-se à capacidade de coordenar diferentes funções para responder aos desafios do dia a dia. Não nascemos com a capacidade de controlar nossos impulsos, fazer planos e permanecer fo- cados em tarefas. Tais habilidades são desenvolvidas e modeladas pelas experiências que temos, especialmente na primeira infância, e têm ligação com o desenvolvimento do cérebro em contato com o ambiente inicial. Há três capacidades básicas: (1) a memória de trabalho; (2) a capacidade de inibir outros estímulos, para que possamos prestar atenção; e (3) a flexibilidade cognitiva, que permite nos adaptarmos a novas situações. Elas servem de base para três outras capacidades de nível superior: (4) planejamento; (5) solução de problemas; e (6) raciocínio. IMITAÇÃO É um dos mecanismos mais básicos de aprendizagem. É o exemplo, que pode ser bom ou mau. Desde os primeiros momentos de vida, a criança imita gestos e, a partir da reação dos adultos, aprende a refinar seus gestos e mensagens, para se comunicar e satisfazer suas necessidades básicas (dores, fome, companhia). A imitação está na base da pedagogia milenar do mestre-aprendiz, hoje comumente associada ao conceito de coaching. Para se converter em instrumento útil de aprendizagem, a imitação depende de feedback e de estímulo adequado por parte de quem mo- dela o comportamento das crianças. A imitação é como um ponto de partida para o desenvolvi- mento e a aprendizagem, mas não constitui todo o caminho. LINGUAGEM A linguagem é a base para o pensamento e para a comunicação – duas características únicas do ser humano. As crianças são programadas geneticamente para aprender a linguagem, mas isso depende da quantidade e da qualidade das interações verbais entre adultos e crianças. A linguagem é um fa- tor fundamental para o sucesso escolar e merece atenção especial dos educadores, pois grande par- te das crianças vive em ambientes que não favorecem o seu desenvolvimento adequado. TEMPERAMENTO Temperamento tem a ver com tempero. É um conjunto de disposições que levam a pessoa a inter- pretar o mundo e a agir de forma personalizada: não existem duas pessoas iguais. É a marca da nossa personalidade, do nosso modo de ser em relação a nós mesmos, a forma de nos relacionar- mos com os outros, de nos expormos aos desafios do mundo e a curiosidade maior ou menor para aprendermos a nos deixar surpreender pelo mundo e pelos outros. As dimensões mais importantes do temperamento são o grau de introversão ou extroversão. O temperamento manifesta-se desde cedo, é difícil de mudar, mas seus aspectos mais negativos podem ser atenuados – especialmente no que diz respeito à timidez no relacionamento social e à propensão a correr riscos. RESILIÊNCIA Resiliência é a capacidade de adaptar-se e sobreviver, mesmo em condições adversas e em exposi- ção a fatores de risco. Somos dotados de diferentes graus de resiliência. Uma criança submetida a situações estressantes ou de alto risco pode amadurecer mais depressa, mas, ao mesmo tempo, pode acostumar-se a assumir maiores riscos e compromissos mais instáveis: o custo da adaptação precoce é a perda de flexibilidade no futuro. 21 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 21P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 21 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 Três aspectos fundamentais do desenvolvimento infantil A criança é um todo, mas para estudá-la há di- ferentes focos. Há o foco das políticas públicas, o foco da Sociologia, da Economia, da História. Ao educador interessa conhecer a fundo os processos pelos quais a criança se desenvolve. Embora não exista um consenso, a maioria dos estudiosos do desenvolvimento infantil se especia- liza em determinados aspectos, e dessa forma tornaram-se mais estudados os aspectos do desen- volvimento físico e motor, do desenvolvimento pes- soal, social, emocional, da linguagem e cognitivo. No quadro “Eu sou assim”, apresentamos um breve esquema das características mais salientes do de- senvolvimento nessas diversas áreas. Nos próximos parágrafos tratamos de três desses aspectos. Desenvolvimento Físico Desenvolvimento Motor amplo Desenvolvimento Motor fino Desenvolvimento Social Desenvolvimento Pessoal Desenvolvimento Linguagem Resolução de problemas 6 Corpo se alon- ga. Senta-se sozi- nho sem apoio das mãos. Usa as duas mãos ao mes- mo tempo para alcançar ou agarrar um brinquedo. Reconhece a voz da mãe. Sorri. Emite gritos agudos. Explora o am- biente pelos sentidos. 12 Corpo alonga- do, pernas ain- da vacilantes. Levanta-se so- zinho e dá vá- rios passos sem apoio. Pega um brin- quedo pequeno com a ponta dos dedos. Sente-se segu- ro com adultos conhecidos. Se você esten- de a mão, o be- bê entrega o brinquedo. Balbucia. Compreende e faz gestos sig- nificativos, co- mo palmas. 15 Corpo adquire proporção mais equilibrada. Move-se andan- do, em vez de engatinhar. Empilha sozi- nho um ou dois blocos. Chora com o afastamento da mãe. Maior consciên- cia de si, diferenciação entre o “eu” e o “outro”. Fala três pala- vras. Repete as brin- cadeiras várias vezes. 18 Corpo alonga- do, pernas fir- mes. Caminha com firmeza. Leva a colher à boca. Demonstra in- teresse por ou- tras crianças. Diante de um espelho, a criança oferece um brinquedo para a sua ima- gem. Fala oito ou mais palavras. Agrupa objetos por cor e tama- nho. 24 Corpo mais del- gado e muscu- loso. Corre. Consegue en- fiar pequenos objetos em um cordão. Brinca com bo- necas, dando colo e alimento. Reconhece a sua imagem, apontando para partes do seu corpo diante de um espelho. Fala frases cur- tas (sujeito, ver- bo, objeto). Usa critérios para categori- zar pessoas, objetos e rela- ções. 30 Corpo delgado, crescimento ascendente dos membros superiores e inferiores. Sobe escadas alternando os pés. Faz movimen- tos giratórios ao tentar girar maçanetas, dar corda em brin- quedos, enros- car tampas. Sente dificulda- de em partilhar e ceder nas re- lações com o outro. Responde “eu” ao ser pergun- tada sobre de quem é a ima- gem no espe- lho. Entende alguns comandos orais. Conta até 10. 36 Corpo ágil com grande ativida- de motora. Pula com os dois pés. Traça retas e círculos em um papel. Brinca em gru- pos pequenos. Veste-se sozi- nha. Constrói frases com três ou quatro palavras. Identifica as imagens e as nomeia. 48 Corpo esguio Rápido e crescente de- senvolvimento muscular. Pula com um pé só. Desenha figuras humanas. Brinca com mais crianças, desenvolvendo a compreensão de si e do outro. Realiza as ativi- dades de higie- ne e de rotina com autono- mia. Identifica pelo menos duas ca- racterísticas de um objeto. Recorre à fan- tasia e à imagi- nação nas brin- cadeiras. EU SOU ASSIM Domínios Meses Fontes: ASQ/Gesell Institute e Oliveira, 2017. 22 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd22P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 22 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 Desenvolvimento físico e motor Nos anos iniciais de vida, os desafios do desen- volvimento físico e motor constituem a tarefa mais importante e imediata: a criança precisa de condições e espaço para se mover – mas ela também precisa de segurança e proteção, pois não tem noção de li- mites e de perigos. A partir dos 3 meses a criança já precisa começar a exercitar os músculos dos braços e da barriga – que lhe darão a estrutura posterior pa- ra sentar-se, levantar-se e sustentar-se. Também são fundamentais os cuidados com o sono, a alimentação e a higiene – culminando com o controle dos esfínc- teres por volta dos 3 anos de idade. A partir dos 3 meses a criança já deve começar a adquirir padrões de sono e necessita de muitas horas de sono para se adaptar ao mundo. Regras e cuidados sobre os ho- rários de sono e descanso associados a uma articu- lação com as famílias são essenciais para estabelecer progressivamente o autocontrole da criança em re- lação ao sono. Também requer atenção e cuidado especial o uso de TV e telas – a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é de uso zero até os 2 anos de idade e moderado progressivamente – nunca ultrapassando 1 hora por dia nesse período. Como as crianças são expostas a isso em suas casas, sobra pouco tempo para apresentar programas de interesse das crianças. As etapas do desenvolvimento físico incluem o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao equilíbrio e à coordenação – desembocando na coordenação dos movimentos motores finos e de precisão – inicialmente essenciais para poder segurar e manipular brinquedos, para se alimentar com autonomia e, aos p oucos, para controlar bra- ços, mãos, dedos e, finalmente, ensaiar os primeiros traços no papel – o que será relevante para o pos- terior domínio da escrita (escrita emergente). Desenvolvimento pessoal e social: as habilidades socioemocionais e as funções de controle executivo Conseguindo sobreviver, a criança se desenvolve na formação do autoconceito: a descoberta do eu se dá em grande parte pela possibilidade de locomoção (eu sozinho) e pelo encontro com o outro. O “outro” é essencial para a descoberta do “eu”, mas também é um empecilho para satisfazer os desejos e as von- tades do “eu”. Daí a difícil conquista do autocontrole. As habilidades socioemocionais Na perspectiva do desenvolvimento infantil, o desenvolvimento pessoal e social sempre ocupou um lugar de destaque – frequentemente até maior do que o desenvolvimento cognitivo. Essa visão ainda predomina na Educação Infantil, que histo- ricamente recebeu e acolheu melhor as influências das teorias de desenvolvimento do que a educa- ção formal, que se apoiou mais nas teorias de aprendizagem. Uma vertente da psicologia do de- senvolvimento infantil levou a uma crença de que o único papel da Educação Infantil seria o de as- segurar tempo e espaço para a criança brincar. O inverso ocorria no mundo da educação, que sem- pre privilegiou mais o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem, pois o foco sempre esteve vol- tado para o ensino formal, que se inicia no 1º ano do Ensino Fundamental. Nos últimos trinta anos têm surgido importantes evidências a respeito (a) da importância das competências socioemocionais para o desenvolvimento cognitivo, o sucesso es- colar e para a vida e (b) da importância do desen- volvimento dessas competências nos primeiros anos de vida, e especialmente das chamadas fun- ções de controle executivo. Ao mesmo tempo, es- ses estudos têm mostrado também que (c) o de- senvolvimento cognitivo também ocorre e precisa ser estimulado desde cedo e que (d) as habilidades socioemocionais podem e dever ser desenvolvidas ao longo de todo o período escolar (Dusenbery et al, 2015). Cabe registrar que a BNCC inclui essas competências gerais não apenas na Educação In- fantil, mas ao longo de todo o processo educativo. Crianças que vivem nas ruas, que são submetidas a trabalho escravo e à violência ou que atuam como soldados sobrevivem e se adaptam à sociedade, entretanto, nem sempre a adaptação é adequada. Elas podem se tornar supervigilantes, arredias, de- primidas ou desenvolver comportamentos violentos ou antissociais. Quanto mais estressante for o am- biente e quanto maiores forem os desafios e mais cedo surgirem, mais esforço a criança terá de fazer para sobreviver. A adaptação assegura a sobrevi- vência. Quando ameaçada durante a gravidez (por exemplo, por estresse ou subnutrição materna) ou no início da vida (abandono ou doenças), a criança terá de se adaptar aos desafios do presente – e isso compromete sua capacidade futura de adaptabili- dade: para sobreviver agora, a criança desenvolve mais rapidamente certos padrões de resposta, mas, com isso, perde a flexibilidade para se adaptar a novos desafios no futuro. Alguns comportamentos desviantes de crianças e adultos são associados ao abandono em orfanatos (Rutter et al, 1998). A ex- periência estressante e negativa nos primeiros anos de vida deixa marcas no cérebro e na sua forma de funcionar e processar informações. Para saber mais 23 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 23P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 23 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 Adaptado de CASEL. What is SEL? Disponível em: https://casel.org/what-is-sel/. Acesso em: 06 out. 2020. Capacidade Definição Autoconsciência Capacidade de reconhecer as próprias emoções e habilida- des, o que proporciona o senso de autoeficácia e de auto- confiança. Autogestão Capacidade de controlar o comportamento, impulsos e tensões (estresse), estabelecer metas e persistência para atingi-las. Relacionamento Capacidade de cooperar, estabelecer e manter relaciona- mentos saudáveis, o que requer saber ouvir, comunicar-se com clareza, procurar, saber receber e oferecer ajuda, lidar com conflitos. Consciência social Capacidade de respeitar os outros, colocar-se e entender a perspectiva do outro, empatia. Tomar decisões responsáveis Capacidade de avaliar e refletir sobre situações e escolhas e tomar decisões responsáveis (face a normas e princípios éticos). Teste do espelho O teste do espelho é uma medida de autoconsciência desenvolvida nos anos 1970 por Gordon Gallup Júnior, que se baseou em observações feitas anteriormente por Charles Darwin. Em um zoológico, Darwin observou as expressões e reações de um orangotango diante de um espelho e concluiu que o significado dessas expressões era ambíguo e poderia tanto significar que o primata fazia as expressões por acreditar que seu reflexo correspondia a outro animal ou que poderia estar brincando. Gallup desenvolveu, então, um teste para medir a autoconsciência. A experiência consistia em anestesiar chimpanzés acostumados a espelhos e colocar uma mancha de tinta sem cheiro em uma de suas sobrancelhas. Ao acordar, os chimpanzés recebiam espelhos e eram observados por Gallup, com o in- tuito de verificar se eles notavam a mancha no próprio corpo. Para o pesquisador, qualquer animal que pudesse entender que a imagem no espelho era um reflexo de si mesmo mostraria autoconsciência. Os chimpanzés, então, ao notarem a mancha de tinta, eram considerados conscientes de si mesmos como indivíduos separados do seu ambiente. O teste foi realizado com diversos outros animais, que, em sua maioria, também reconheceram a mancha de tinta, tais como golfinhos, pombas e baleias. Os seres humanos, em geral, passam no teste a partir do segundo ano de vida. Por volta de 18 meses, começam a notar sua imagem, e, após os 24 meses, praticamente todos os seres humanos se reconhecem. Para saber mais Reflexo no espelho. A li s o n W il li a m s / S h u tt e rs to c k Embora o estudo do desenvolvimento pessoal e social tenha uma trajetóriade mais de cem anos, os es- tudos sobre importância, impacto e estratégias para desenvolver habilidades socioemocionais são bem mais recentes e estão longe de um consenso entre os estudiosos. Há várias tentativas de consolidar os conheci- mentos existentes, mas ainda existe muita controvérsia a respeito de conceitos e estratégias eficazes para o seu desenvolvimento. Uma das propostas mais difundidas se denomina CASEL – que é um acrônimo, em in- glês, de um grupo intitulado Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning. As cinco capacida- des socioemocionais consideradas mais relevantes por esse grupo são definidas a seguir: 24 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 24P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 24 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 O desenvolvimento da linguagem (até os 18 meses) A criança já aprendeu a andar? Já aprendeu a falar? Andar e falar constituem duas das mais importantes conquistas da criança. A primeira per- mite adquirir graus de independência e circular li- vremente. A segunda permite utilizar a linguagem para expressar seus desejos, sentimentos, resolver problemas e aprender. O desenvolvimento da linguagem é um dos te- mas mais complexos no estudo do desenvolvimen- to. A linguagem oral desenvolveu-se há milênios – a capacidade de comunicar não é exclusiva dos seres humanos. A criança já se comunica ao nascer – ela reage com o corpo e chora para se fazer entender. Aos poucos, vai adquirindo outros mecanismos pa- ra se comunicar. A criança tipicamente aos 6 meses já emite gri- tos agudos, aos 12 balbucia, aos 15 fala três ou mais palavras, aos 18 meses fala oito ou mais palavras e aos 24 já utiliza frases curtas contendo sujeito, ver- bo e objeto. Mas o que ela balbucia ou as palavras que mal fala contêm um significado equivalente às frases que usamos – e que eventualmente só os pais e educadores muito próximos são capazes de de- cifrar. Isso reflete o fato de que a criança aprende não apenas palavras, ela aprende o seu significado e as estruturas sintáticas que permitem a comuni- cação. E aprende ao mesmo tempo a modulação, a entonação e todos os demais aspectos da “prag- mática” que lhe permitem comunicar e obter aqui- lo de que precisa ou o que deseja. Nos parágrafos seguintes, anotamos apenas alguns conceitos bá- sicos que o educador infantil deve conhecer – eles não dispensam um estudo e conhecimento mais profundo e detalhado dos vários aspectos do de- senvolvimento infantil. 1. Nascemos com a capacidade de comunicar. Fa- lamos para nos fazermos entender, para comu- nicar. Nascemos com a capacidade de aprender a falar e com a necessidade de falar para expres- sar nossas necessidades. A habilidade de comu- nicar apoia-se no aumento do uso de palavras e frases. 2. Nascemos com uma vida mental. A linguagem nos permite comunicar nossos pensamentos, nos- sa vida mental. Utilizamos a linguagem inicial- mente para expressar necessidades como fome e dor. Mas logo a utilizamos para expressar con- ceitos, ideias, preferências, bem como para esta- belecer relações entre estes. 3. Nascemos com estruturas mentais que nos permi- tem assimilar as estruturas gramaticais da língua – e isso ocorre também nos portadores de defi- ciências auditivas ou visuais, o que comprova a existência da vida mental: isso significa que somos capazes de identificar o sentido das palavras in- dependentemente de visualizar objetos concretos. 4. Nascemos com a capacidade de identificar os fo- nemas e segmentar os sons de uma fala e, aos poucos, reproduzi-la de forma adequada. Esse pro- cesso é inconsciente e automático, no início da vi- da, e depois se torna consciente por volta dos 4 a 5 anos, quando se inicia a preparação para a alfa- betização (consciência fonológica e fonêmica). 5. Nascemos com a capacidade de articular as pa- lavras em frases, com sujeito, verbo e objeto. Antes dos 3 anos de idade a criança já tem no- ção de tempos verbais – o que observamos por exemplo na tendência das crianças de “regulari- zar” verbos irregulares (“fulano fazeu xixi”). A aquisição da linguagem permite outras aqui- sições posteriores, como a leitura e a escrita. 25 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 25P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U2_014-025_LP.indd 25 07/10/20 19:2807/10/20 19:28 Literacia e Literacia familiar 3Unidade Nesta unidade apresentamos dois conceitos fun- damentais para o desenvolvimento da linguagem: a interação e a leitura interativa. Primeiro conceito: o nome do jogo é interação. No quadro “eu sou assim”, observamos como os di- versos aspectos do desenvolvimento se relacionam. Já aos seis meses de idade a criança é capaz de sen- tar-se sozinha, usar as duas mãos, distinguir vozes de adultos, interagir e sorrir, explorar os sentidos. Mas isso não ocorre exatamente aos seis meses, ocorre progressivamente desde que ela nasce. Desde o 1º dia de vida, a criança interage com adultos – normal- mente com os pais e mais frequentemente com a mãe, ou cuidadores igualmente responsáveis pelo bem-estar da criança. Essa interação implica trocas, sobretudo troca de olhares e busca de entendimen- to, assim como a interação com o seio da mãe – isso são formas de comunicação. Aos poucos, ela é me- diada por objetos como a mamadeira, ou a chupeta, que acalma. E por aí vai. Pessoas e objetos vão en- trando progressivamente no mundo de experiências da criança, e ela vai aprendendo a identificar nomes, formas, cores, propriedades. Se um adulto se movi- menta, ela não se surpreende. Mas, se uma boneca anda ou fala, ela fica surpresa – pois isso não faz par- te de suas expectativas. A linguagem se aprende pe- la interação. Se você colocar uma televisão ou rádio falando com a criança, ela nunca aprenderá a ouvir. Interação é como um jogo de tênis ou pingue-pon- gue, um bate e outro rebate. Esse é o segredo do sucesso do relacionamento dos adultos com as crianças e, ademais, é essencial para a aprendizagem e para o desenvolvimento da linguagem. No estudo de Hart e Risley, a diferença de aprendizagem de vo- cabulário das crianças se deve, sobretudo, à falta de interação verbal entre adultos e crianças. Segundo conceito: a interação é mediada por ob- jetos e por livros. Além de objetos do mundo real e dos objetos do mundo da imaginação, representado pelos brinquedos, os livros de pano, material flexível e posteriormente livros cartonados – são instrumento privilegiado para promover interações com as crian- ças. Nas primeiras semanas e meses, os livros atraem pelo aspecto físico, pelo ruído, pela tessitura. Aos pou- cos, a criança vai percebendo contrastes e imagens, e logo é capaz de identificar objetos e suas caracterís- ticas (o pato que faz quá-quá, etc.). A conversa inte- rativa com a criança – intermediada ou não pela natu- reza, os eventos da rua, do dia, brinquedos – é essencial. Os livros são particularmente potentes, pois, além de falar do conhecido, permitem falar de objetos e mundos que não se encontram presentes no hori- zonte da criança. Para se alfabetizar, a criança precisa de auxílio para superar três desafios: ● desenvolver consciência fonológica, isto é, ser capaz de perceber os sons típicos da língua – e que são diferentes de sons em geral; ● desenvolver consciência fonêmica, isto é, a ideia de que as letras representam os sons da língua, os sons que compõem uma palavra (para isso a J u e rg e n F a e lc h le / S h u tt e rs to ck 26 P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U3_026-027_LP.indd 26P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U3_026-027_LP.indd 26 07/10/20 01:5107/10/20 01:51 criança precisa conhecer as letras – seus nomes e suas formas); ● adquirir o princípio alfabético, isto é, compreen- der que palavras são formadas por diferentes fo- nemas (sons) e que essessons são representados por letras (grafemas). Normalmente, essas etapas ocorrem e devem ocorrer ANTES do processo formal de alfabetiza- ção. Superados esses desafios, falta o passo deci- sivo para a alfabetização: identificar quais letras representam quais fonemas – e vice-versa. Isso im- plica conhecer as regras, o “segredo” do código alfabético, qual letra (grafema) corresponde a qual som (fonema) e vice-versa. Essa é a essência do processo de alfabetização. Muitas crianças adqui- rem essas habilidades no processo de desenvolver as habilidades anteriores, especialmente quando isso é feito de forma siste mática. Outras precisam de treinamento específico. Tudo isso pode ser fei- to de maneira lúdica. E há vantagens quando é feito de maneira sistemática. A palavra “consciência” aplicada aos conceitos de consciência fonológica e consciência fonêmica é usada porque normalmente não temos consciên- cia dos sons que formam as palavras. O bebê apren- de a falar decodificando os sons, balbuciando e silabando (ba-ba da da, etc.), mas faz isso de forma inconsciente. Bebês não têm consciência de que uma palavra é formada por sílabas e fonemas. Crian- ças não têm consciência de que uma frase é for- mada por várias palavras – é natural que elas emen- dem tudo. Os documentos produzidos pela Secretaria Na- cional de Alfabetização contêm uma definição cla- ra do que seja literacia, estão baseados em evidên- cias científicas robustas e bem estabelecidas há pelo menos vinte anos e apresentam orientações claras e específicas sobre como promover e fazer emergir essas habilidades na pré-escola. No que diz respeito à Educação Infantil, no do- cumento o termo “literacia” refere-se essencialmen- te a preparar a criança para se tornar um leitor au- tônomo no longo prazo e, no curto prazo, a preparar a criança para se alfabetizar no 1º ano do Ensino Fundamental. As propostas decorrentes da Política Nacional de Alfabetização são consistentes com o que se publica na comunidade científica in- ternacional que estuda a ciência cognitiva da leitu- ra e com as práticas curriculares dos países educa- cionalmente mais avançados. A versão atualizada do Relatório Educação Infantil, reconhecido e aco- lhido pela Política Nacional de Alfabetização, traz uma revisão atualizada das práticas educacionais de alguns desses países. Do ponto de vista prático, existem publicações em português e autores e ins- tituições que, desde o final do século passado e iní- cio deste, vêm desenvolvendo programas e mate- riais de ensino que colocam em prática essas orientações (Adams, 2006; Cardoso-Martins, 1995; Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, 2019; Dehaene, 2012; Lemle, 2000; McGuiness, 2006; Morais, 1996 e 2013; Morais e Kolinsky, 2004; Oliveira, 2005 e 2008; Scliar-Cabral, 2003). Hirata e Oliveira (2019) documentaram re- sultados positivos e significativos e de longo prazo decorrentes da implementação em larga escala de um programa de alfabetização baseado no método fônico. Literacia familiar Nos dezoito primeiros meses de vida, os livros devem estar presentes no cotidiano da criança tanto em casa quanto na creche. Todas as ativi- dades comportam a presença de livros para en- treter, introduzir, induzir, concluir ou reforçar o tema de uma atividade ou brincadeira. A criança deve compreender desde cedo que livros fazem parte do cotidiano. Quando a experiência inicial das crianças com livros e leitura – no colo dos pais ou no aconchego da creche – é emocional- mente satisfatória, ela poderá associar, para o resto da vida, o hábito com o gosto pela leitura: esta é a mais sólida base que se pode estabele- cer para o desenvolvimento da literacia. Uma das práticas de literacia familiar que têm se mostrado facilmente realizáveis pela família incluem conversas (desde o útero – na gravidez as mães conversam com os bebês) mais frequentes com os filhos, a narração de histórias, o oferecimento de papel, lápis e giz para as primeiras tentativas de es- crita, o contato com livros ilustrados, os jogos com letras e palavras, as brincadeiras orais com rimas e trava-línguas (BRASIL, 2019). O artigo de Lisa Freund documenta o impacto da leitura no desenvolvimento do cérebro; David Dickinson revê as evidências científicas sobre lite- racia familiar. Os demais autores reveem as bases científicas de políticas de atendimento à primeira infância em diferentes contextos e países. Uma obra de referência em relação à Literacia Familiar é Lei- tura desde o berço: políticas sociais integradas pa- ra a Primeira Infância, uma coleção de artigos apre- sentados no III Seminário Internacional, realizado entre 16 e 20 de agosto de 2010 (Rio de Janeiro: Instituto Alfa e Beto). Essa publicação contém dois artigos primorosos. O primeiro deles, de autoria de David K. Dickinson e Julie Griffith, revê as evidên- cias científicas sobre o impacto de longo prazo da leitura para bebês. O segundo, de autoria de Perri Klass, Dreyer e Mendelsohn, descreve o programa “Reach Out and Read”, um dos programas de lite- racia familiar mais bem-sucedidos do mundo. 27 P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U3_026-027_LP.indd 27P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U3_026-027_LP.indd 27 07/10/20 01:5107/10/20 01:51 O conceito de numeracia foi usado pela primeira vez em 1959 por Sir Geoffrey Crowther, em um relatório intitulado UK Committee on Education. Desde então, passou a ser incorporado ao vocabulário científico e pedagógico. No documento da PNA, o termo é defi- nido como “conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas com a matemática”. Numeracia refere-se, sobretudo – mas não ex- clusivamente –, à aritmética e à matemática. Ela se refere também ao raciocínio lógico – à capacidade de compreender, descrever, relacionar fenômenos. Está, portanto, intimamente ligado ao conceito de desenvolvimento cognitivo e também de desenvol- vimento científico e conhecimento de mundo. Consideremos uma criança deitada num berço. Ela vê o mundo da posição horizontal. No colo, vê a mãe na posição vertical. Com poucas semanas ela vai aprendendo a estimar distâncias até ser capaz de tocar objetos – depois é capaz de pegar, empur- rar ou jogar. Tudo isso envolve aprendizagens de re- lações causa-efeito, com base num domínio progres- sivo de habilidades espaciais. Imagine a criança com fome. Ela logo aprende a expressar o conceito de “mais”. Quase sempre chorando até que seja atendida, aos poucos vai con- seguindo outras formas de atingir seu objetivo. Imagine a criança aprendendo a se equilibrar na perna das pessoas ou da cadeira. Ela estima, tenta, tenta de novo até que progressivamente é capaz de fazer estimativas cada vez mais certeiras. Números, formas, cores, pesos, medidas, distân- cias, estimativas, formas, padrões, sequências – tudo isso são aprendizagens que a criança é capaz de fazer rapidamente, pois ela nasce com as estruturas bioló- gicas que lhe permitem aprender. Mas é somente por meio de estímulos adequados que ela terá condições de desenvolver essa “capacidade”. Nisso reside a es- sência do conceito de “campos de experiência” da BNCC, implementado concre tamente por meio de estímulos adequados, apresentados de forma ade- quada e no momento adequado. Para a maioria das crianças, o contexto em que vivem apresenta os estímulos necessários para que elas desenvolvam essas capacidades inatas de aprender. Mas para desenvolvê-las, é necessário estimular – interagir com a criança. Não basta a presença dos objetos e brinquedos, é preciso brin- car, isto é, interagir, conversar, estimular, encorajar, descrever verbalmente. Numeracia 4Unidade Para falarmos sobre prática docente na creche, devemos refletir primeiro sobre o conceito de criança e infância. Por muito tempo a criança foi vista como um adultoem miniatura, porém essa concepção de infân- cia foi se transformando ao longo dos anos. Nos últimos vinte anos, consolidou-se uma ciência do desenvol- vimento humano que não apenas descreve com precisão a continuidade do processo de desenvolvimento, mas identifica as características próprias e específicas relacionadas à infância. Cabe ao educador conhecer essas características para promover de forma eficaz o desenvolvimento, cujo objetivo é chegar à autonomia e independência próprias do adulto. O k s a n a K u z m in a / S h u tt e rs to c k 28 P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U4_028-029_LP.indd 28P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U4_028-029_LP.indd 28 07/10/20 01:5607/10/20 01:56 Senso numérico O desenvolvimento da capacidade de aprendi- zagem matemática foi impulsionado com as des- cobertas de Jean Piaget há quase um século, mas os estudos nessa área foram retardados pela ideia predominante de que haveria etapas ou fases naturais para esse desenvolvimento. A partir da década de 1970, e especialmente com os instrumentos da neu- rociência na década de 1990, as descobertas sobre o desenvolvimento do conhecimento e da capacidade de aprendizagem da matemática até mesmo por bebês experimentaram uma enorme evolução. Nes- se contexto, surgiu o conceito de “sentido numéri- co”, termo que reuniu vários estudos. A publicação do livro sobre o desenvolvimento do sentido numé- rico, The number sense, em 1997, por Stanislas Dehaene, representa um marco adicional no avanço desses conhecimentos. Entre as descobertas mais relevantes destacamos: ● o cérebro humano – como o de animais como ratos, pombos e macacos – possui mecanismos especializados para processar quantidades. São mecanismos inatos, não dependem da cultura ou do desenvolvimento da linguagem (Branoon & Terrace, 2000; Gallistel, 1989); ● crianças com menos de seis meses podem iden- tificar diferenças de pequenas quantidades, mes- mo antes de aprenderem a contar (Wynn, 1995, Starkey e Cooper, 1980); podem também detec- tar diferenças em quantidades maiores (Xu e Spelke, 2000), incluindo quantidades de sons e ações (Lipton & Spelke, 2003) ou de pulos que uma boneca dá (Wynn, 1996); ● crianças de onze meses detectam relações ordinais (2, 4, 6, 8) (Picozzi, de Hevia, Girelli & Cassia, 2010); ● Izard, Dehaene-Lambertz e Dehaene (2008) de- monstraram atividade cerebral em crianças de três meses quando aparece uma quantidade de objetos inesperada – o que constitui evidência da base neurológica especializada em processar números (sentido numérico); ● crianças em idade pré-escolar demonstram sen- tido numérico em situações que envolvem: (1) sa- ber que números indicam quantidade e, portanto, expressam uma grandeza; (2) compreender e usar termos relativos como mais, menos, maior, menor; (3) saber que números numa sequência têm uma posição fixa, por exemplo o 3 vem antes do 4; (4) saber que números maiores expressam quantida- des maiores (4 é maior ou mais do que 3); cada termo representa uma unidade adicional (Griffin, 2004). Essas evidências levaram a uma valoriza- ção das atividades de contagem, que por muitas décadas foram consideradas “decoreba”, pois demonstraram que as atividades de contagem constituem os fundamentos para aprendizagens mais complexas; ● as crianças também demonstram habilidades pa- ra lidar com procedimentos matemáticos ao rea- lizarem atividades que incluem (1) usar uma ordem estável para contar, (2) associar o valor de uma unidade para cada termo de uma adição e (3) o princípio da cardinalidade, isto é, o último núme- ro da contagem corresponde ao total. Esses são apenas alguns dos exemplos de como os cientistas documentaram a aquisição de conceitos matemáticos por crianças. A forte associação entre o conhecimento matemático aos cinco anos de idade e o desempenho escolar em séries mais avançadas, bem como a forte associação entre desenvolvimento de literacia e numeracia (Purpura e Napoli, 2015), tor- nou óbvia a possibilidade e a necessidade de aprimo- rar o ensino de concepções matemáticas desde cedo, obviamente usando metodologias apropriadas. Esses avanços foram acompanhados por inúme- ras iniciativas e propostas para estimular o conhe- cimento matemático nas crianças desde cedo. Shiree Lee (Sparrow et al), por exemplo, identificou um conjunto de categorias matemáticas observadas em atividades espontâneas de brincadeiras infantis, em ordem de frequência e intensidade: 1. Número: crianças com pouco mais de dois anos contam naturalmente para diante e para trás, contam e quantificam objetos, referem-se a duas ou três bolas de sorvete. 2. Medida: crianças identificam que está chegando a hora do lanche, solicitam que se repita uma lei- tura ou vídeo indicando a sequência, demonstram compreender sequências e padrões temporais desde cedo. 3. Forma: crianças demonstram capacidade de en- tender diferenças e semelhanças entre formas – ao brincar com torres e peças de encaixar, por exemplo. 4. Classificação: crianças juntam e separam obje- tos usando diferentes categorias – especialmen- te em relação a pertences e objetos pessoais. Da mesma forma como ocorreu com o ensino da escrita, a ciência cognitiva associada à neuro- ciência permitiu grandes avanços no conhecimento e impulsionou o desenvolvimento de estratégias práticas para o ensino de conceitos numéricos, ma- temáticos e lógicos desde muito cedo. Isso se tor- nou possível ao ser documentado que as crianças nascem com conhecimentos rudimentares de números, quantidades, relações espaciais e várias outras (Gpnik e Meltzoff, 2000) e, portanto, podem desenvolver conhecimentos desde cedo. 29 P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U4_028-029_LP.indd 29P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U4_028-029_LP.indd 29 07/10/20 01:5607/10/20 01:56 A educação informal (aquela não sistematizada) é pro- porcionada pela família e tem início com o nascimento da criança. Por meio dessa relação familiar, a criança aprende noções de ética, moral e cultura com o núcleo familiar no qual está inserida. A educação chamada formal é oferecida de maneira institucionalizada – mas não necessariamente seguindo o padrão da escola, cuja missão e pedagogia são diferentes da educação infantil. Na educação infantil – institucionali- zada ou não –, a criança será estimulada intencionalmente a desenvolver habilidades específicas para o seu desen- volvimento integral. Para além do que a criança aprende e vivencia em casa e no contexto familiar, ela passa a viver e conviver coletivamente, experimentando os desafios da convivência da igualdade na diversidade e oportunidades de desenvolver habilidades e conviver com outros valores sociais que não apenas os de sua família. Um ditado africano diz que “é preciso a colaboração de toda a comunidade para educar uma criança”. Na mesma direção, a Constituição brasileira, no artigo 205, estabelece que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pes- soa, seu preparo para o exercício da cidadania e para o tra- balho”. Mais do que em qualquer outro nível da educação, a colaboração entre as instituições de Educação Infantil e as famílias é essencial para assegurar à criança o seu direi- to à educação e à família e oportunidades para exercer es- se direito de maneira cada vez mais responsável. Por essa razão, é importante que ocorram trocas de informações e acompanhamento entre escola e família. A consolidação dessa parceria, em um clima de profundo respeito às famílias, possibilita o aumento na qualidade das ações com as crianças e fortalece o vínculo e o respeito mútuo, tornando parceiros os responsáveis pelo desenvol- vimento integral da criança. A comunicação eficaz e respeitosaentre a comunida- de escolar e o núcleo familiar não atende somente às ex- pectativas dos familiares, que desejam ter suas demandas ouvidas e atendidas; ou, ainda, à escola, que desenvolve com a família uma parceria para juntos construírem um ambiente e um relacionamento saudável para o desenvol- vimento da criança. Esse vínculo, antes de tudo, é importante para a crian- ça, que se vê como o centro dessa interação. Mesmo que de forma não consciente, a criança é capaz de entender ou sentir que é parte integrante e importante dos espaços onde vive. Essa experiência de segurança, conforto e aten- ção estimula seu aprendizado e desenvolve sua confiança. Também é importante considerar que esses vínculos entre escola e família, inicialmente horizontais, tendem a formar uma rede quando mais famílias agem da mesma forma em relação às suas crianças e à escola. Esses espa- ços de convivência física e social também se expandem e oportunizam outras formas de socialização. Essas redes familiares devem ser construídas e estimu- ladas pela escola, com a realização de eventos, com con- vites para atividades pedagógicas, com rodas de conver- sa para troca de informações. Nem sempre é possível que essas interações sejam frequentes e próximas, mas, mesmo diante dessa realidade, as informações, as expectativas e as avaliações sobre o progresso das crianças devem ser claras e bem alinhadas para que ambas as partes envolvi- das nesse processo atuem em uníssono. Educação Infantil e envolvimento da família 5Unidade R id o / S h u tt e rs to c k 30 P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U5_030_LP.indd 30P3_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-1_U5_030_LP.indd 30 07/10/20 02:1207/10/20 02:12 Nesta unidade, apresentamos instruções práticas de como o educador pode pensar cada momento das crianças na creche. Foram selecionados alguns tipos de atividade ou rotina para exemplificar. Na Parte 2, ca- da itinerário será desenvolvido passo a passo. Hora de chegar ● Cada instituição tem suas regras. Na Educação Infantil é comum acolher as crianças e seus pais/cuidado- res na porta da instituição ou em local adequado. ● Normalmente, a acolhida é feita pelo diretor ou por uma pessoa por ele delegada. ● Este é o momento em que a instituição manifesta sua alegria em receber cada criança e demonstra seu respeito e consideração pelos pais. A comunicação visual (olhar no olho), o gesto de cumprimentar, cha- mar crianças e cuidadores pelo nome são sinais claros do respeito da instituição pelas pessoas. ● Também é o momento de ouvir e registrar recomendações específicas. ● Educadores experientes identificam nesse momento potenciais problemas de saúde ou problemas emo- cionais, incluindo sinais de violência infantil ou outros Hora da rodinha ● Dependendo da instituição, antes da hora da rodinha há uma hora de chegar e acolher cada criança na entrada da sala. Isso envolve as rotinas de acolher as crianças, cumprimentar, guardar mochilas e objetos, entregar bilhetes. A hora da rodinha deve ser realizada depois que todas as crianças chegam – nos casos em que o horário da chegada é regular. Em casos em que os horários de chegada sejam estabelecidos, a rodinha pode come- çar em hora marcada. Em outros casos, é necessário bom senso para determinar o melhor momento. Mas a rodinha deve ser o marco do início das atividades formais do dia. A rodinha deve seguir uma rotina estável e previsível, que inclui: ● um espaço demarcado (com tapete, giz, um local certo), onde as crianças se acomodam. O espaço pode ter pequenas almofadas, tapetes ou marcas (círculos, quadrados) para as crianças se sentarem sem ficar se atropelando; ● uma parede, biombo ou painel, onde normalmente há um quadro de giz estão presos alguns elementos fixos, como o calendário do mês e dos dias da semana e um quadro de avisos. Tudo deve estar na linha de visão das crianças. Hora de comer ● Cada instituição tem regras próprias de horário, duração, número e tipo de refeições. ● As refeições devem ser parte integrante do currículo, especialmente no que diz respeito à formação de hábitos de higiene e hábitos alimentares saudáveis. ● Também devem constituir importante momento para desenvolver habilidades sociais de civilidade, bons hábitos (o que consumir, quanto, como se servir), uso adequado dos utensílios, postura, relacionamento com os auxiliares e, sobretudo, a arte da conversação. ● Em vários momentos, antes e depois das refeições, surgem oportunidades imperdíveis para tratar de ali- mentos, receitas e outros temas relacionados. Preparando-se para os itinerários 6Unidade 31 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 31P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 31 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 O que fazer O que não fazer Sentar-se com as crianças, comer junto. Conversar naturalmente, estimular a conversa sobre even- tos do dia ou sobre a própria comida. Comer com calma e observando bons hábitos de alimen- tação e polidez. Sentar-se com outros adultos e deixar as crianças desassistidas. Ficar em pé na posição de ajudar, limpar ou servir, sem interagir com as crianças. Colocar música alta ou servir a comida em ambientes que não permitem uma boa conversa. Obrigar as crianças a ficar sentadas e quietas o tempo todo. Ficar no celular. Hora de planejar/ fazer / rever ● Esta atividade é mais complexa e necessita de maior detalhamento, que será apresentado a seguir. As crianças se reúnem em pequenos grupos para decidir o que vão fazer (em grupo ou individualmente), es- colhendo entre opções existentes/oferecidas pelo educador. ● A atividade é desenvolvida em três etapas: um momento breve, para planejar e trocar ideias; um momen- to para realizar a atividade planejada e escolhida pelas crianças e um terceiro momento, em que o peque- no grupo volta para contar o que fez e se lembrar. ● Essa atividade desenvolve habilidades essenciais ao promover oportunidade para as crianças tomarem decisões, interagirem e lembrarem-se do que fizeram. Nesse ciclo de atividades, a criança desenvolve importantes habilidades de autorregulação: planejar, im- plementar o que fez e avaliar. Ou seja, a criança aprende a organizar as ideias, executar um plano, lembrar-se do que fez e avaliar o que fez. Ela aprende a trabalhar individualmente e em grupo. A longo prazo, o objetivo do educador é ajudar a criança a se organizar, a ter intencionalidade no que faz, a tomar decisões, estabelecer preferências, comunicar sentimentos, desenvolver a memória, trabalhar em grupo, relatar o que fez e compartilhar. Planejar não é trivial. Exige trazer o futuro para o presente. Planejar é mais que escolher – envolve inten- cionalidade e alguma ideia do que as crianças irão fazer, de como irão fazer, de como querem fazer. Por isso, a atividade é rotineira, ocorre a cada dia. O planejamento deve levar em conta que as crianças: ● partem do simples para o complexo; ● partem do concreto para o abstrato; ● começam com uma ideia, uma vontade e, aos poucos, vão enriquecendo suas intenções; ● podem expressar o planejamento com uma palavra, uma ideia, um gesto que represente o que farão; ● mudam de ideia: não são obrigadas a seguir os planos; ● trocam de ideia: podem querer trabalhar sozinhas, mas, depois, associam-se a um colega ou a uma dupla. Também pode ocorrer o contrário. Elas podem querer tirar materiais de outros centros ou brincar em ou- tros centros de atividade. Isso também é válido. Se houver problema de falta de espaço, de superlotação em algum espaço ou demanda por um tipo de brinquedo, o educador deve usar a situação como uma oportunidade para ensinar as crianças a resolver problemas. Durante atividades como essa, o educador deve: ● ficar com as crianças, no mesmo nível delas; ● observar para conhecer as crianças, ver como trabalham, se conseguem resolver seus problemas e desafios, se brincam sempre sozinhas, se sabeminteragir, resolver conflitos, etc.; ● ouvir o que as crianças estão falando, sozinhas, com os colegas, com os adultos (o educador, no caso); ● interagir com as crianças de igual para igual, participando das brincadeiras, fazendo o papel que as crian- ças pedem para fazer, seguindo as orientações e as dicas das crianças. A forma de interagir depende da natureza das atividades; ● interagir com as crianças para estimular e encorajar a utilizar os materiais, explorar diferentes usos, repetir atividades, encorajar, com exemplos de outros colegas, a pedir ajuda, a se esforçar mais para conseguir realizar os planos; 32 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 32P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 32 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 ● ajudar as crianças a resolver conflitos: o educa- dor deve usar situações de conflito para ensinar as crianças a resolver seus problemas; ● anotar ou gravar observações, frases, palavras interessantes – que ele pode usar na hora de lem- brar ou que devem ir para a Agenda da criança. COMO FAZER ANOTAÇÕES Data, rotina. Quem estava envolvido na atividade. O que a criança observada fez, falou, etc. Seja objetivo, factual, específico e breve. Use post-its, cartões ou um bloco para anotar e não perder as anotações. Exemplo: 15 de agosto, Hora de Trabalhar, Área de Artes. Cinco crianças fazendo atividades individuais. Maurício fez traços de várias cores em uma folha de papel e me disse: “Eu desenhei a nossa sala. Aqui é a porta de entrada e aqui é a Área de Artes – minha área preferida”. Hora de brincar com os números A criança nasce com capacidade de perceber vá- rios aspectos relacionados a números, contagem, quantidade; é capaz de discriminar formas e perce- ber relações de distância, o que é capaz ou não de segurar ou carregar. Com os estímulos que recebe, ela vai ampliando essa capacidade de maneira pro- gressiva. Em pouco tempo, é capaz de dominar uma série de conhecimentos e habilidades para conviver com o mundo das quantidades e relações mais abs- tratas. A publicação Teaching Math to Young Children (IES, 2014) apresenta inúmeras estratégias para esti- mular o desenvolvimento dessas habilidades – as evi- dências sobre o seu impacto são muito menos robus- tas do que no caso da alfabetização, mas sem dúvida podem e dever ser estimuladas desde cedo. A base para desenvolver essas habilidades re- pousa na capacidade inata da criança de lidar com números, quantidades e formas. O mundo natural e as experiências do dia a dia oferecem inúmeras oportunidades para desenvolver essas habilidades, usando objetos físicos, brinquedos não estrutura- dos, como blocos de encaixar ou empilhar, desenhos, etc. Mas essas oportunidades devem ser cuidadosa e intencionalmente planejadas e oferecidas: ● contar e recontar objetos; ● comparar quantidades; ● associar o número à quantidade; ● identificar os numerais por seu nome, forma e ordem (contar até 5, até 10, até 20); ● identificar o que é igual e o que é diferente (o in- truso), mais, menos; ● identificar e formar padrões cada vez mais com- plexos, por meio de desenhos, massinha, ativida- des corporais, como danças, ou atividades físicas, como amarelinha e outras; ● identificar formas básicas (quadrado, círculo, retângulos) e formar novos desenhos com essas formas; ● pesar e medir diferentes objetos utilizando dife- rentes instrumentos para servir de comparação; ● entender proporções simples a partir de expe- riências familiares (por exemplo, quebrar um bis- coito em partes); ● elaborar tabelas simples contando objetos ou le- tras de diferentes tipos. Além desses, são particularmente úteis jogos co- mo dominós, para a criança aprender a identificar números, contar e estabelecer sequências; quebra- -cabeças para identificar formas e a relação parte-todo; cartelas para comparar, completar, identificar sime- trias, contar – e também para desenvolver capacida- de de localização espacial (jogo da memória); jogos com dados nos quais a criança aprende a somar e diminuir, em função do ponto em que estão. Hora de ler Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura cons- titui um dos maiores desafios para familiares e edu- cadores. É preciso desenvolver os dois, o hábito e o gosto. Isso significa que a criança deve ter oportuni- dade para escolher e ler os livros. E deve conviver num ambiente em que livros e leitura são parte nor- mal de qualquer atividade. Da parte dos educadores, é necessário dominar e utilizar técnicas adequadas de leitura e, de modo especial, a leitura interativa, cujas características são apresentadas adiante. Leitura interativa A leitura interativa é a forma comprovadamente mais eficaz de envolver as crianças no mundo da lei- tura e dos livros. Como a palavra indica, a leitura é o pretexto em torno do qual se desenvolve uma con- versa – interação – entre a criança e o leitor. Aqui tratamos da leitura – não de contar histó- rias ou de dramatização. E tratamos de uma forma muito especial de leitura, a leitura interativa, dialo- gada ou dialógica. É a leitura que, na feliz expressão de Marisa Lajolo, ajuda a criança a passar da leitura 33 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 33P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 33 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 dos livros para a leitura do mundo. Nessa leitura, há dois mediadores entre o adulto e a criança – o livro e a linguagem utilizada. O adulto deve ressaltar e reforçar a linguagem do livro – incluindo a lingua- gem visual – e estimular a criança a desenvolver e utilizar a sua linguagem. Daí a expressão “leitura in- terativa”. As evidências científicas sobre os efeitos positi- vos da leitura desde o berço estão devidamente documentadas em inúmeros estudos. Neste docu- mento, resumimos o essencial que todo adulto e todo educador precisam saber para conduzir a lei- tura de forma interativa com uma ou um pequeno grupo de crianças. Objetivos da leitura interativa O objetivo principal é desenvolver o gosto e o hábito pela leitura. O gosto se desenvolve quando o contexto é agradável e acolhedor, e os livros e a leitura são estimulantes. O hábito se desenvolve criando diversas oportunidades dentro e fora da escola para as crianças lerem e aprenderem a iden- tificar, escolher e cuidar dos livros. O segundo objetivo é ensinar a criança a fazer – pelo diálogo em torno da leitura – a transposição da leitura do mundo para a leitura dos livros. Isso inclui não apenas a aprendizagem de informações e fatos, mas de sonhos, medos e sentimentos. O diálogo como forma principal de leitura interativa As evidências são unânimes em indicar a leitura interativa, por meio do diálogo, como o instrumento mais poderoso para a formação de um leitor crítico. A leitura deve ser uma conversa em torno do li- vro – sempre que possível liderada pelas crianças e estimulada pelos adultos. A leitura de livros é uma oportunidade para conversar, para ver e ler o que está escrito, para imaginar e para trocar ideias. Mais adiante sugerimos o acróstico “Espiche a conversa” para ilustrar diferentes técnicas ou estratégias para conduzir uma boa leitura interativa. Os desafios da leitura: a linguagem fora de contexto As crianças aprendem a usar a linguagem para se comunicar. Ou seja, elas usam a linguagem para pro- pósitos imediatos em contextos compartilhados. Elas dão nome aos objetos, descrevem o que está acon- tecendo, expressam seus desejos, sentimentos, frus- trações, etc. Elas usam palavras para descrever ações ou fatos, mas podem usar gestos, expressões faciais e contar com o interlocutor que está lendo ou vendo as mesmas coisas. À medida que a linguagem vai se desenvolvendo, as crianças são capazes de pensar de forma mais abs- trata – sobre o passado, o futuro, o que não está pre- sente. Elas podem falar de coisas reais ou imaginárias, de como as coisaspoderiam ou não acontecer. Falar fora do contexto, fora do aqui e do agora requer um vocabulário cada vez mais preciso e o uso adequado da gramática, além de inferências precisas sobre o que o ouvinte sabe ou não e o que precisa saber. Uma coisa é a criança ver e apontar para um desenho e dizer: “o carro está descendo a rua”. Outra coisa é fechar o livro e a criança falar o que está acon- tecendo ou o que aconteceu com o carro. Exemplos: ● em vez de falar “o homem”, ela deve ser mais precisa e dizer: “o motorista” ou “a pessoa que estava dirigindo”; ● ela deve descrever o carro com mais detalhes (carro grande, verde, etc.); ● ela deve usar frases com verbos: o carro ia des- cendo mais depressa, aumentando a velocidade, começou a correr, etc.); ● ela deve usar advérbios (muito depressa, rapida- mente, de repente, etc.) e conjunções (e, mas); ● ela deve usar verbos que exprimem ideias (pen- sou, sabe, fingiu, fez de conta que); ● ela começa a usar frases dentro das outras (o carro que você viu era verde, o que eu estou falando é azul). Metodologia: como conduzir a leitura interativa O educador deve ler muito, sempre, várias vezes por dia. As crianças – mesmo as que ainda não sabem ler – devem ser estimuladas a ler por conta própria (ler de mentirinha), a explorar os livros, a folhear, ana- lisar as páginas e a conversar sobre o que está lendo e olhando com outras crianças e com adultos. Sempre que possível as crianças devem partici- par da escolha do que será lido. Quando for possível ler mais de um livro numa sessão, o educador deve estabelecer a ordem de acordo com critérios que as crianças escolheram. As crianças devem ter acesso ilimitado aos livros. As crianças devem aprender desde cedo a cui- dar dos livros. 34 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 34P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 34 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 A forma de ler deve ser adequada à idade das crianças e ao nível de desenvolvimento de cada uma. O educador deve conhecer cada criança para estimulá-la de forma adequada. O mesmo livro pode e deve ser lido várias vezes, de várias formas, para crianças de mesma idade ou de idades diferentes. Crie um clima afetuoso, caloroso. Coloque as crianças perto de você, sente-se no chão, no sofá, ofereça seu colo para quem quiser se aproximar. Crie o hábito de ler sempre em determinadas horas ou ocasiões. Nunca force a criança a ler ou a ficar quieta du- rante a leitura – deixe – andar em volta, fazer outras coisas. Aos poucos, ela naturalmente passará a apre- ciar o momento da leitura. Sempre que for necessário que a criança veja algo no livro – a palavra, a letra, a ilustração, é im- portante que ela esteja focada no livro e a uma dis- tância adequada. Daí a vantagem de sempre ler pa- ra pequenos grupos – enquanto as outras crianças se envolvem em outras atividades. Leia com ênfase, com graça, de forma a envol- ver as crianças. Module a voz e a forma de ler ao tipo de texto. Para isso, é necessário preparar-se bem antes de cada leitura. É importante sempre ler com o livro virado para as crianças, de forma que elas possam ouvir a his- tória e ver as figuras e as letras ao mesmo tempo. Parte do desenvolvimento da habilidade de leitura é entender que as palavras proferidas pelo educa- dor estão sendo lidas das páginas do livro e que essas palavras geralmente acompanham as imagens e desenhos de cada página. ESPICHE A CONVERSA Espiche a conversa. Espichar a conversa é inte- ragir, estimular, comentar, trocar ideias, perguntas e respostas com a criança. Siga as dicas da criança. Retome e amplie o que ela disser, usando corretamente as palavras que ela usou do jeito dela. Pergunte de forma que a criança dê explicações, analise, ou faça comparações ou predições e possa imaginar coisas que poderiam acontecer. Individualize a interação: concentre-se na con- versa com a criança. Se houver outras crianças, elas podem participar da conversa, mas mantenha sua atenção em uma de cada vez. Converse em torno de um tema; isso ajuda a criança a repetir as mesmas palavras e reter seus sentidos. Habitue a criança a ouvir, esperar a vez, intervir na hora certa, intervir de forma adequada, a parti- cipar ativamente da conversa e a aceitar opiniões diferentes da sua. Encoraje a criança a conhecer, explorar e conversar sobre situações, assuntos e livros novos, e não apenas sobre assuntos que ela já conhece e dos quais gosta. Ajoelhe, agache-se ou sente-se no chão para fa- zer contato visual com a criança. Conte e estimule a criança a contar histórias so- bre sua vida, a narrar eventos e a descrever o que está fazendo. Ouça com paciência. Espere a criança organizar sua fala. Não tente ajudar, adivinhar ou apressar a criança. Não monopolize a conversa nem dê respostas prontas. As crianças devem falar, ao menos, 50% do tempo em cada interação. Você é o modelo: use vocabulário rico e abstra- to, estimulando a criança a pensar e imaginar. Estimule a criança a usar palavras adequadas e frases completas para expressar ideias e perguntar sobre coisas que ela não entende. Leitura intencional A leitura intencional refere-se ao objetivo definido pelo educador para realizar determinada leitura. Essa leitura é feita de forma organizada, tem em vista ob- jetivos do currículo e frequentemente está relaciona- da com uma palavra, movimento, música, tema ou outro interesse das crianças. Nos parágrafos seguin- tes, apresentamos sugestões gerais para a leitura in- tencional. Nem todas as sugestões podem ou devem ser feitas a cada dia ou a cada semana. Escolha do livro e contextualização da leitura O principal critério de escolha é do educador – qual livro será usado para promover um dos obje- tivos do currículo e por quanto tempo (numa semana ou dia determinado). A maioria dos livros de uma biblioteca infantil pode ser lida com interesse e proveito pelas crian- ças de dois anos e mais. Alguns livros oferecem mais atrativos e são mais interessantes do que outros. Mas é, sobretudo, a forma de utilizar os livros que o tornará interessante e adequado às crianças. O educador pode escolher o livro em função de um ou mais critérios, como: 35 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 35P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 35 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 ● tema. Exemplo: livro sobre animais ou sobre ani- mais que rastejam ou sobre meios de transporte; ● tipo. Exemplo: já leu um conto de fadas, agora quer ler outro e relacionar com o anterior; outro exemplo: o educador quer escolher um livro em que as crianças possam fazer desenhos de bolinhas ou de asas, ou brincadeiras para soprar; ● linguagem. Exemplo: o educador quer um livro para explorar conceitos como em cima/embaixo, antes/depois, curto/comprido ou para contar; ● desenvolvimento de compreensão. Exemplo: o educador quer um livro para explorar a habilidade das crianças de fazer inferências e conexões entre partes diferentes do texto, assim como entre aqui- lo que o texto diz e o conhecimento de mundo que elas têm. O desenvolvimento da habilidade de compreensão oral prediz a habilidade de leitura. Normalmente, a escolha do livro é intencional, tendo em vista os objetivos do educador para um determinado dia ou semana. Mas, mesmo nesse contexto, o educador pode dar possibilidade de es- colha às crianças. Por exemplo: ● mostrar três livros, dizer o assunto (ou palavra) e dizer para as crianças adivinharem qual livro será lido; ou dizer que vai ler um livro que tem um desenho de tal tipo, cor ou cujo título ou no- me do autor começa com a mesma letra do nome de Fulano; ● levar três livros que sejam pertinentes ao tópico e perguntar às crianças qual desses livros elas querem ler (ou qual querem ler primeiro); ● sempre que possível, o educador deveestimular as crianças a justificar as suas escolhas e adotar critérios (voto, rodízio, etc.). Para crianças meno- res, o educador deve sugerir escolhas bem sim- ples e fáceis. Metodologia para a leitura intencional ANTES DA LEITURA Contextualizar: a leitura deve ser feita pelo pra- zer da própria leitura, mas, frequentemente, pode- mos motivar as crianças para a leitura: ● deixando-as participar do processo de escolha; ● relacionando a leitura com algo que foi feito (uma brincadeira, uma palavra usada) ou que virá a ser feito; ● relacionando com outras leituras. Vocabulário: os textos lidos para as crianças de- vem sempre apresentar palavras novas ou nuances de palavras conhecidas: ● no caso de crianças até dois anos, o educador pode substituir uma palavra mais difícil por outra mais simples durante a leitura; ● depois dos dois anos, as crianças cobram uma leitura ao pé da letra, e são muito frequentes as releituras de um mesmo livro. Portanto, o educa- dor deve ler exatamente o que está escrito; ● sempre que julgar necessário, o educador deve antecipar e explicar palavras sobre as quais as crianças terão alguma dificuldade. Ele pode só avisar ou informar que vai explicar na hora, ex- plicar antes ou mesmo depois da leitura – depen- dendo da capacidade das crianças de entender o texto sem precisar parar. Em síntese, antes da leitura: 1. O educador deve ler e se familiarizar com o livro e o conteúdo do livro. 2. O educador precisa prever e pensar se o livro terá algum conteúdo ou inferência difícil para a crian- ça fazer. 3. O educador necessita preparar perguntas e con- versas que ajudem a criança a fazer as inferên- cias e conexões necessárias. NO INÍCIO DA LEITURA Deixe as crianças folhearem o livro, fazerem co- mentários sobre as ilustrações, etc. Sem perder de vista o objetivo da leitura e tirar surpresa, ouça e apresente perguntas que estimulem as criança: ● antecipar o tema, o conteúdo, etc.; ● identificar personagens; ● identificar o tipo de texto (se é de verdade, de faz de conta, etc.); ● comparar com outros livros (mesmo assunto, mesmo autor, mesmo tipo de ilustração, mesmo tipo de história, etc.). Antes de ler um livro, é importante falar sobre ele, criar expectativas – e isso pode ser feito de di- ferentes formas. 36 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 36P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 36 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 DURANTE A LEITURA Dependendo do contexto e do livro, o educa- dor decidirá se vai ler o texto inteiro ou por par- tes; se lerá primeiro o texto ou as ilustrações. As opções são várias: • leitura linear. Nesse caso, a leitura é feita sem interrupção – no máximo uma parada para ex- plicar uma palavra, chamar a atenção para um detalhe ou estimular as crianças a fazer uma pergunta de predição (o que será que vai acon- tecer com ...?); • leitura dialogada a partir do texto. Dependen- do do texto, o educador poderá estabelecer uma conversa com as crianças – parando sempre que achar oportuno estimular a participação e refle- xão delas. A dosagem é essencial para as crian- ças manterem-se focadas na leitura; • leitura dialogada a partir das imagens. Isso se aplica tanto a livros que contenham apenas ilustrações como a textos que contenham tex- tos e ilustrações. A leitura pode ser feita de di- versas formas: iniciada pela criança, pelo adul- to, em ordem, fora de ordem – sempre dependendo do interesse da criança ou da in- tenção do adulto. Essa leitura via imagens tam- bém pode ser usada como forma de revisão ou reconto pela criança, e ajuda no desenvol- vimento da atenção e da memória; • leitura dialogada do texto e das imagens. Essa é uma forma de leitura muito comum nos ca- sos em que a linguagem visual está integrada ao texto e em que só faz sentido a exploração simultânea de ambos. Crianças mais novas exigem e gostam de mais paradas. Crianças de quatro anos ou mais preferem a leitura corrida, sem parar. Em qualquer caso, o educador deve voltar várias vezes a partes do tex- to para explorar detalhes de vocabulário, sentido, relação do texto com as figuras. Em textos com frases repetidas ou muito pare- cidas, as crianças gostam de antecipar e completar o que ainda vai ser lido. Em textos que apresentam surpresa, o educador deve criar suspense, pergun- tar o que vai acontecer. O importante: ● se a leitura for longa ou dependendo do objetivo, a cada dia o educador poderá ler uma parte do li- vro ou contemplar apenas um aspecto de cada vez (familiaridade, ilustrações, conteúdo) – mas com- pletar sua leitura depois; ● se a leitura for curta, o educador pode ler e re- ler várias vezes, chamando atenção para dife- rentes aspectos; ● sempre que as crianças interromperem a leitura, o educador deve dar atenção a elas, ouvir e bus- car ajuda de outras crianças. Qualquer que seja o contexto e a leitura, o edu- cador não deve perder a motivação das crianças nem o fio da meada. Às vezes, isso pode significar terminar a leitura logo, saltar páginas, ou seja, ten- tar ser breve, pois as crianças pequenas não ficam muito tempo concentradas. AO FINAL DA LEITURA Uma leitura pode se dar em vários dias e ses- sões. Aqui tratamos da sessão de encerramento da leitura de um livro. Para cada livro, o educador po- de se concentrar em um ou mais objetivos – mas sempre em apenas alguns: ● rever o conteúdo, personagens, enredo, ideia central; ● identificar a estrutura (princípio, meio, fim); ● estimular a apreciação – em relação ao conteú- do, à forma ou à estética; ● estimular a comparação com outros livros – em relação ao tema aos personagens, às ilustrações, à abordagem, etc. Para tanto, o educador pode utilizar diferentes estratégias, como: ● resumir ou pedir a alguma criança (ou a várias) para resumir com palavras; ● conversar sobre o final; ● conversar sobre o início; ● conversar sobre o meio; ● conversar sobre os três momentos acima usan- do palavras como antes, no meio, finalmente, no final, antes, depois, etc; ● conversar sobre os personagens e seu papel; ● estimular as crianças a contar a história com suas próprias palavras. 37 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 37P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_U6_031-037_LP.indd 37 07/10/20 17:5707/10/20 17:57 38 7Unidade Itinerários de rotina Nestes itinerários de rotina, o professor irá mediar as atividades, desen- volvendo o protagonismo dos bebês na rotina diária e nas mais variadas vivências, como, por exemplo, hora para lidar com o corpo, com a a li- mentação, com o espaço, com a natureza, com os animais, com as festas e a tradição folclórica, entre outros elementos que acompanharão a ro- tina dos bebês ao longo da trajetória na creche. Quadro 1 — Rotinas e temas Aqui, nesta unidade e neste quadro o foco de interesse são os Bebês (Bb) Chegar (a) Rodinha (b) Higiene (c) Arrumar (d) Comer (e) Repouso (f) Pátio (g) Despedida (h) 1. Corpo, Saúde, Alimentação BB1A - CR1C - - BB1F - CR1H 2. Eu, colegas, família, comunidade BB2A - CR2C - - BC2F - CR2H 3. Espaços: creche casa, rua, cidade CR3A - - BB3D - CR3F - - 4. Natureza, fenômenos, ciclos CR4A - - BB4D - CR4F - - 5. Animais - BB5B - CR5D - BB5G - 6. Festas, folclore, costumes - BB6B - CR6D - BB6G - 7. Férias, viagens, aventura, fantasia, mágica - CR7B - - BB7E - CR7G - 8. Matéria, materiais, propriedades - CR8B - - BB8E - CR8G - 9. Meios de transporte - - BB9C - CR9E - - BB9H 10. Natureza, paisagem, ambiente, plantas - - BB10C - CR10E - - BB10H Rotinas Temas P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 38P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 38 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 39 Rotinas Hora de chegar (a) Hora de rodinha (b) Hora de higiene (c) Hora de arrumar (d) Horade comer (e) Hora de repouso (f) Hora de pátio (g) Hora de despedida (h) T e m a s 1. Corpo, Saúde, Alimentação Onde Estou? - Lavar as mãos - - Imaginar para descansar - Tchau com o corpo todo 2. Eu, Colegas, Família, Comunidade Como está o tempo hoje? - Troca de fraldas ou uso do banheiro - - MASSAGEM NO AMIGO - Apresentação para despedir Hora de chegar (a) ONDE ESTOU? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade Bloco de atividade: Hora de chegar Materiais: Não há. Como fazer Receba a criança com alegria, olhe em seus olhos, diga bom dia ou boa tarde, chamando-a pelo nome. Fale: “Onde você está, (nome)?”; “Você está em sua creche!”, “Que bom que você chegou na nossa creche!”. Converse sobre o nome dos lugares onde ele passou. Você pode conversar com o cuidador (mãe, pai ou responsável), perguntando por onde passaram até chegar à creche. Observe que a conversa com uma criança pe- quena, mesmo quando ela ainda não forma frases, deve ter troca; ação e reação. Você fa- la, espera. Repete o que ela diz, espera. Diga coisas como: “Antes você estava em sua casa, não é? Você passou pela rua, andou, an- dou... Até que chegou à creche!”. Lembre-se de incentivar o protagonismo infantil, ao ob- servar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Palavras-chave Casa, família, creche, escola, rua, cidade, che- gar, olhar, dar colo, brincar, deitar, sentar, rolar, pegar, soltar, sorrir, chorar, feliz, triste, com sau- dade, tranquilo, calmo, nervoso, perto, longe, dentro, fora, antes, durante, depois, muito, pou- co, quantos. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, e sobre a vida familiar e social na creche. A n a L y s iS S tu d iO /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 39P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 39 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 40 Objetivos de desenvolvimento EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora; em cima e embaixo; acima e abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, durante e depois). EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. COMO ESTÁ O TEMPO HOJE? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos Bloco de atividade: Hora de chegar Materiais: Não há. Como fazer Receba a criança com sorriso e boas-vindas, pergunte se você pode pegá-la no colo. Comente sobre como o tempo está no dia: “Hoje estamos em um dia quente, o Sol está bem forte e o céu, azul”; “Hoje está frio, sentiu o vento que bateu aqui?”; “Você chegou bem na hora da chuva, vamos ouvir o barulhinho dessa chuva gostosa de verão?”. Comente e espere a reação da criança. Lem- bre-se que é uma conversa, mesmo que ela ainda não fale palavras de forma correta ou frases completas, a interação de vocês deve prever momentos em que um fala e o outro escuta. Lembre-se, ainda, de incentivar o pro- tagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Palavras-chave Sol, chuva, nuvem, vento, brisa, arco-íris, frio, calor, primavera, verão, outono, inverno, che- gar, olhar, dar colo, brincar, deitar, sentar, ro- lar, pegar, soltar, sorrir, chorar, perto, longe, dentro, fora, antes, durante, depois, muito, pouco, quantos. 16 Objetivos de desenvolvimento EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a educação ambiental. S h u tt e rs to c k / c T e rm it P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 40P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 40 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 41 TAPETE MÁGICO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventura, fantasia, mágica Bloco de atividade: Rodinha Materiais: Um tapete grande, lençol ou tecido que possa ser usado como “tapete mágico”. Como fazer Diga quantas crianças estão presentes: conte junto com elas o número de presentes na sala. Você pode registrar no mural, ou apontar em algum quadro que tenha em sala. Fale que farão uma viagem no “tapete mágico”. Você pode conduzir esse momento com um gru- po grande, cantando e fazendo gestos, ou em grupos menores, de duas ou três crianças. Ao final, você pode brincar de puxar a criança deitada no “tapete mágico” de barriga para cima, cuidando para que o chão não apresen- te relevos ou para que não toquem em móveis ou quinas. Lembre-se de incentivar o protago- nismo infantil, ao observar e deixar que a crian- ça faça movimentos com autonomia. 17 Rodinha (b) Palavras-chave Tapete mágico, passeio, viagem, aventura, voar, imaginar, puxar, deslizar, brincar, viajar, deitar, sentar, rolar, pegar, soltar, perto, lon- ge, dentro, fora, antes, durante, depois, mui- to, pouco, quantos. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo: essa atividade é um modo de refletir sobre a vida social. Objetivos de desenvolvimento EI02ET08 Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.). EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. S v e ta S a v in o v a /S h u tt e rs to ck O k s a n a S h u fr y ch /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 41P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 41 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 42 O QUE É ISTO? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 ano e 11 meses) Tema: Matéria, materiais, propriedades Bloco de atividade: Rodinha Materiais: Separe objetos não estruturados, como copos e potes de plástico e metal de diferentes tamanhos, colheres de pau ou plástico, pedaços de tecido colorido e bolas de diferentes tamanhos (que não corram o risco de ser engolidas). Como fazer Após a usual rotina da rodinha (música, boas- vindas, presença, comentários sobre o dia, o tempo etc.), convide as crianças a explorar os objetos que você separou. Apresente um a um. Mostre, aponte, coloque- -os próximos às crianças, de modo que elas consigam manusear, experimentar. Deixe que cada uma explore de forma livre e em seu tempo. Você pode fazer breves comen- tários sobre as ações das crianças: os sons que ela faz ou cria com os objetos, as tentativas de encaixar, empilhar ou rolar. Lembre-se de in- centivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo: essa atividade é um modo de refletir sobre a vida social. Palavras-chave Matéria, materiais, objetos, copos, potes, co- lheres, pano, tecido, olhar, brincar, observar, deitar, sentar, rolar,pegar, soltar, escolher, lon- ge, dentro, fora, antes, durante, depois, muito, pouco, quantos, grande, pequeno. Objetivos de desenvolvimento EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. EI02EF05 Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidas etc. EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). Shutterstock / focus_bell P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 42P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 42 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 43 Higiene (c) LAVAR AS MÃOS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Meios de transporte Bloco de atividade: Higiene Materiais: Não há. Como fazer Mostre para as crianças como lavar as mãos com água e sabão. Demonstre os movimentos de como higienizar os dedos, as unhas, as pal- mas e os dorsos. Utilize músicas que ensinem a lavar as mãos. Elas ajudam a lembrar dos movimentos e apoiam a lavagem no tempo mínimo necessário. Comente que as nossas mãos às vezes são usadas por bichinhos e sujeiras para ir de um lugar a outro. Um bichinho que estava no chão, uma sujeira que estava no parque, eles “pegam carona” em nossas mãos e podem entrar no nosso corpo. Para não deixar isso acontecer, lavamos as mãos sempre, com água e sabão. Faça comentários e espere a reação das crian- ças. Repita os comentários ou as reações de- las. Lembre-se de incentivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança fa- ça movimentos com autonomia. 18 Objetivos de desenvolvimento EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora; em cima e embaixo; acima e abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, durante e depois). Palavras-chave Mãos, pia, água, sabão, carona, dedos, bichos, bichinhos, chão, sujeira, limpar, sujar, lavar, en- xugar, esfregar, quente, frio, molhado, enxuto, limpo, sujo, perto, longe, dentro, fora, antes, durante, depois, muito, pouco, quantos. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar a saúde da criança em relação à higienização das mãos, preparando as crianças para a nova realidade da Covid_19. R ic c a rd o M a y e r/ S h u tt e rs to ck F a i/ S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 43P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 43 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 44 TROCA DE FRALDAS OU USO DO BANHEIRO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 anos e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, paisagem, ambiente, plantas Bloco de atividade: Higiene Materiais: Não há. Como fazer Durante a troca de fraldas ou durante a higie- ne após o uso do banheiro – quando a criança começar a desfraldar –, narre as suas ações para a higiene, anunciando as ações. Essa es- tratégia facilita a associação dos sons às par- tes do corpo, além de estimular as percepções da criança sobre o próprio corpo e a apreen- são dos processos de limpeza e higiene, importantíssimos para o bem-estar. Comente qual parte do corpo da criança você está tocando ou tocará. No caso de crianças que já estão iniciando o desfralde, converse sobre o que elas devem fazer ao ir ao banheiro. Conforme for dialogando, aguarde a reação da criança. Estenda a conversa a partir dos co- mentários que ela fizer, cuidando para que a conversa seja agradável e positiva. Lembre-se de incentivar o protagonismo infantil, ao ob- servar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a saúde da criança. Palavras-chave Fralda, calcinha, cueca, barriga, perna, bum- bum, limpar, sujar, lavar, esfregar, cuidar, colo- car, tirar, levantar, abaixar, tranquilo, calmo, seguro, confortável, perto, longe, dentro, fora, antes, depois, muito, pouco, quantos. Objetivos de desenvolvimento EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. tani85fr/S hutterstock P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 44P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 44 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 45 Objetivos de desenvolvimento EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora; em cima e embaixo; acima e abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, durante e depois). Hora de arrumar ARRUMANDO COMO OS ANIMAIS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais Bloco de atividade: Hora de arrumar Materiais: Fichas com imagens de animais. Como fazer Diga que agora é hora de arrumar a sala e que vocês farão isso se movendo como os animais. Mostre uma ficha com a imagem de um animal e diga: “Agora vamos arrumar como um (no- me de um animal)”. Encoraje as crianças, com comentários e ges- tos, a moverem-se como o animal e a imitar seu som. Lembre-se de incentivar o protago- nismo infantil, ao observar e deixar que a crian- ça faça movimentos com autonomia. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Caixa, estante, armário, animal, bi- cho, objetos da sala, ordem, desor- dem, bagunça, lugar, guardar, imi- tar, organizar, pegar, colocar, soltar, ajudar, apoiar, arrumado, desarru- mado, bagunçado, bonito, perto, longe, dentro, fora, antes, depois, muito, pouco, quantos. 19 K ra k e n im a g e s .c o m /S h u tt e rs to ck c s p /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 45P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 45 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 46 VAMOS JUNTOS ORGANIZAR Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes Bloco de atividade: Hora de arrumar Materiais: Não há. Como fazer Fale para as crianças que a atividade que vo- cês estavam fazendo acabou. Comunique que vocês agora têm um tempinho para organizar a sala para a próxima brincadeira. Escolha uma música que os ajude a identificar esse momento, como “Guarda aqui, guarda ali, vamos cooperar”, ou outra do seu repertório. Comente as ações e iniciativas da criança. Re- pita o comentário ou a reação dela e acrescen- te outra informação. Faça perguntas e utilize as palavras-chave. Lembre-se de incentivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, e sobre a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Caixa, estante, armário, animal, bicho, objetos da sala, ordem, desordem, bagunça, lugar, guardar, imitar, organizar, pegar, colocar, soltar, ajudar, apoiar, arrumado, desarrumado, bagun- çado, bonito, perto, longe, dentro, fora, antes, depois, muito, pouco, quantos. Objetivos de desenvolvimento EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interaçõese brincadeiras. EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora; em cima e embaixo; acima e abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, durante e depois). iiS to ck p h o to /G e tt y I m a g e s P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 46P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 46 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 47 Objetivos de desenvolvimento EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. Hora de comer COMO ESTE ALIMENTO CHEGOU ATÉ AQUI? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Meios de transporte Bloco de atividade: Hora de comer Materiais: Não há. Como fazer Converse com as crianças sobre os alimentos que estão em seus pratos e pergunte: “De on- de vem o tomate?”; “Como a couve chegou aqui na creche?”. Faça perguntas e comentários que encorajem a imaginação, como: “Será que este ovo che- gou até aqui de carro ou de caminhão?”; “Será que o feijão veio de longe ou de perto?”. Você pode exagerar nas expressões, esperando as reações das crianças e comentando isso. Comente e espere as reações. Repita o comen- tário ou as reações delas e acrescente outra informação. Por exemplo: se a criança disser que o ovo chegou em um caminhão você po- de dizer: “O Marcelo acha que o ovo veio em um caminhão, um caminhão grande”. Lembre- -se de incentivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimen- tos com autonomia. P o n d S a k s it /S h u tt e rs to ck Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a educação alimentar e nutricional prazerosa e em sociedade. Palavras-chave Alimento, comida, caminhão, carro, avião, car- roça, barco, fazenda, horta, comer, pegar, levar à boca, mastigar, conhecer, experimentar, gos- toso, quente, perto, longe, em cima, embaixo. S h u tt e rs to ck / A n d re w R y b a lk o P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 47P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 47 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 48 NOSSO ALIMENTO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, paisagem, ambiente, plantas Bloco de atividade: Hora de comer Materiais: Não há. Como fazer Pergunte às crianças como elas acham que aquele alimento chegou até a mesa. Leve o alimento cru, como a batata, o feijão e o arroz, e deixe-os próximos do alimento pronto. Mostre às crianças a diferença entre um e outro. Converse sobre a textura e o gosto (“Será que dá para comer?”). Explique ou convide a pessoa que cozinhou, se for o caso, para explicar como o alimento foi preparado, de onde os ingredientes vieram, como chegaram até a mesa. Encoraje as crianças a contribuir livremente com comentários. Repita o comentário ou a reação dela e acres- cente outra informação. Faça perguntas e utilize as palavras-chave. Lembre-se de in- centivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. 20 Palavras-chave Comida, frutas, verduras, folhas, legumes, horta, comer, pegar, levar à boca, mastigar, conhecer, experimentar, gostoso, quente, macio, duro, cro- cante, perto, longe, dentro, fora, antes, depois, muito, pouco. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a educação alimentar e nutricional prazerosa e em sociedade. Objetivos de desenvolvimento EI01ET01 Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura). EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. D u a lo ro ru a /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 48P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 48 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 49 Hora de repouso IMAGINAR PARA DESCANSAR Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creche casa, rua, cidade Bloco de atividade: Hora de repouso Materiais: Não há. Como fazer Você deve preparar a sala (posicionar colcho- netes, fechar cortinas, etc.) e cantar algumas cantigas (sempre as mesmas) para fazer a transição para o repouso. Proponha que as crianças fechem os olhinhos para imaginar... Conduza um breve relaxamen- to com a voz calma, em um ritmo mais lento. Peça para as crianças imaginarem que toda a creche vai descansar. Peça para imaginarem tudo descansando: a porta da sala, a janela, as cadeiras, os brinquedos, tudo está descan- sando. Os armários, as caixas e as crianças es- tão descansando. Peça que sintam o corpo descansando, a co- meçar pelo topo da cabeça, passando por olhos, nariz, boca, descendo pelo pescoço, pei- to, barriga, quadril, pernas, joelhos, até chegar no pé. Vamos sentir todas as partes do corpo relaxando, preparando-se, ficando prontas pa- ra descansar. Lembre-se de incentivar o pro- tagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. 21 Palavras-chave Corpo, cama, colchonete, porta, janela, cadei- ras, brinquedos, partes do corpo, deitar, rela- xar, imaginar, descansar, fechar o olho, respirar, gostoso, quente, fresco, macio, perto, ao lado, em cima, embaixo, dentro, fora. Objetivos de desenvolvimento EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora; em cima e embaixo; acima e abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, durante e depois). Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo: essa atividade é um modo de refletir sobre a vida social. P K p ix /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 49P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 49 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 50 MASSAGEM NO AMIGO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos Bloco de atividade: Hora de repouso Materiais: Não há. Como fazer O momento do repouso pode possibilitar a rea- lização de atividades que contribuem para que a criança tome consciência sobre o próprio cor- po e sobre o corpo do outro, oportunizando também as diferentes percepções sensoriais e as noções de alteridade e de empatia. Para isso, organize o ambiente do momento de descanso de modo que as crianças formem duplas ou que tenham sempre um colega pró- ximo. Convide a turma para a hora do repouso e sugira que as crianças troquem uma massa- gem em duplas ou trios, com sua mediação. Nomeie as ações e os gestos delas, dizendo o que elas estão fazendo, como estão fazendo, por exemplo: “O Victor está massageando a mão da Camila”; “a Marina parece estar gos- tando do carinho que a Luísa está fazendo nas suas costas”. Lembre-se de incentivar o Objetivos de desenvolvimento EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente,com base em imagens ou temas sugeridos. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. ALICE_NOIR/Shutterstock protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Palavras-chave Amigo, colega, carinho, deitar, fechar o olho, res- pirar, descansar, relaxar, gostoso, quente, fresco, macio, perto, ao lado, em cima, embaixo. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e civismo, e sobre a vida familiar e social na creche. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 50P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 50 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 51 Hora do pátio CONSTRUINDO UMA ESTRADA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventura, fantasia, mágica Bloco de atividade: Hora do pátio Materiais: Gravetos, folhas ou outros objetos disponíveis no pátio. Como fazer Encoraje as crianças a construírem uma estra- da com os objetos disponíveis na área de pátio. Elas podem usar gravetos, folhas, brinquedos e outros elementos do ambiente. Antes de realizar a proposta, faça uma inspeção cuida- dosa do espaço, verificando se não há pedras ou outros elementos que possam ser engo- lidos acidentalmente ou mesmo ferir as mãos das crianças. Reconheça com palavras o esforço e a iniciativa de cada um. Aproxime-se de uma criança por vez e pergunte o que ela está fazendo, para on- de essa estrada vai, quem vai passar por ela etc. Proponha que todos caminhem pela estrada após a “construção”. Comente as reações das crianças, descrevendo o que elas fazem. Lem- bre-se de incentivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movi- mentos com autonomia. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, e sobre a vida familiar e social na creche. Objetivos de desenvolvimento EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. Shutterstock / Ihnatovich Maryia Palavras-chave Estrada, caminho, aventura, imaginação, objetos, gravetos, folhas, pauzinhos, brincar, imaginar, sentar, rolar, andar, pegar, soltar, alto, baixo, comprido, curto, leve, pesado, perto, longe. 22 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 51P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 51 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 52 IGUAIS E DIFERENTES Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matéria, materiais, propriedades Bloco de atividade: Hora do pátio Materiais: Uma caixa grande com brinquedos diversos, de diferentes materiais e tamanhos. Como fazer Deixe a caixa disponível para as crianças explorarem livremente. Mostre alguns dos objetos ali presentes, cha- mando a atenção para características e pro- priedades: grande, pequeno, duro, macio, de plástico, de madeira etc. Encoraje as crianças a contribuírem com co- mentários. Repita os comentários ou as reações delas e acrescente outras informações. Lembre-se de incentivar o protagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Palavras-chave Brinquedo, objeto, caixa, brincar, comparar, co- nhecer, experimentar, pegar, soltar, diferente, igual, parecido, alto, baixo, comprido, curto, redondo, quadrado, leve, pesado, perto, longe. Objetivos de desenvolvimento EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, sobre a vida familiar e social na creche. G ra p h ic s R F. c o m /S h u tt e rs to ck L o re ly n M e d in a /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 52P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 52 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 53 Hora da despedida TCHAU COM O CORPO TODO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Corpo, Saúde, Alimentação Bloco de atividade: Hora da despedida Materiais: Não há. Como fazer Comunique à criança que está chegando a ho- ra de ir embora. Aponte o mural da rotina e mostre que vocês irão se despedir. Peça para as crianças “dizerem tchau” com di- ferentes partes do corpo, enquanto cantam ou ouvem uma música (com os cotovelos, os om- bros, os pés, as costas, a cabeça etc.). Nomeie as ações e as descobertas das crianças, comentando o que fizeram, rindo e encorajando a continuarem. Lembre-se de incentivar o pro- tagonismo infantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. 23 Objetivos de desenvolvimento EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, sobre a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Despedida, corpo, cabeça, ombro, braço, co- tovelo, barriga, costas, joelho, pé, amigos, pe- gar, mexer, dar tchau, guardar, despedir, hoje, amanhã, antes, depois. M IA S tu d io /S h u tt e rs to c k ic h ic o /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 53P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 53 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 54 APRESENTAÇÃO PARA DESPEDIR Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Eu, colegas, família, comunidade Bloco de atividade: Hora da despedida Materiais: Não há. Como fazer Prossiga com a rotina diária e, quando a hora de ir embora estiver próxima, comunique às crianças. Para isso, você pode fazer um anúncio verbal ou apontar para o mural da rotina, contribuin- do para o desenvolvimento das noções tem- porais e das percepções sobre as mudanças que ocorrem ao longo do dia. Outra estratégia é combinar as duas opções: avisar verbalmente e chamar a atenção para o mural. Assim que estiverem atentas, diga às crianças que elas vão fazer uma “apresenta- ção” para se despedirem. Convide duas ou três crianças por vez para se apresentarem para a turma e conduzirem os gestos e a a dança. Você pode combinar com as crianças: m o lc a y /S h u tt e rs to ck ● um momento de criação livre das apresentações, favorecendo as expressões coletivas e individuais das crianças. ● um momento em que todos devem cantar as mesmas músicas. Para o segundo caso, escolha uma uma ou duas músicas para serem cantadas sempre nesse momento. Encoraje as outras crianças a aplaudirem e imitarem o que os colegas estão apresentando. Cuide para que, ao longo da semana, todos tenham a oportunidadede se apresentar. Para isso, anote no diário os nomes das crianças que se apresentaram ou crie um registro que pode ser consultado pelas crianças, como um mural de fotos ou de bonecos que repre sentem cada criança da turma. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 54P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 54 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 55 Objetivos de desenvolvimento EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, sobre a vida familiar e social na creche. Quando uma criança se apresentar, ela pode, em seguida, realizar uma ação que registre que ela participou, como anexar uma foto dela ao mural ou acrescentar um boneco que a repre- sente, no mural. Lembre-se de incentivar o protagonismo in- fantil, ao observar e deixar que a criança faça movimentos com autonomia. Palavras-chave Apresentação, despedida, música, gestos, mo- vimento, mochila, bolsa, música, amigos, pegar, guardar, despedir, dizer tchau, hoje, amanhã, antes, depois. C o lo rf u e l S tu d io /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 55P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U7_038-055_LA.indd 55 07/10/20 20:2007/10/20 20:20 56 8Unidade Itinerários Pedagógicos Nestes itinerários pedagógicos, o professor irá mediar as atividades, desenvolvendo o protagonismo dos bebês nas mais variadas vivên- cias, como, por exemplo, hora de mexer, hora de ler, entre outros mo- mentos de interação. Hora de mexer CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Corpo, saúde, alimentação. Bloco de atividade: Hora de mexer. Materiais: Não tem. Objetivo pedagógico Desenvolver noção de ritmo, coordenação mo- tora grossa/ampla, raciocínio rápido, atenção, percepção auditiva, identificação das partes do corpo. Como fazer Converse sobre o nome das partes do corpo: Como se chama essa parte aqui? Mostre e dei- xe as crianças responderem e tocarem nas par- tes do seu próprio corpo. Peça para a criança continuar a brincadeira mostrando uma parte do corpo para vocês di- zerem o nome. Faça uma brincadeira inicial indicando movi- mentos e sugerindo a imitação: Vamos levantar o braço, levantar e dobrar o joelho, mostrar o cotovelo, subir e descer os ombros. Faça os mo- vimentos também para a criança ver o modelo. Cantar e brincar com os movimentos da primei- ra parte da música: Cabeça, ombro, joelho e pé. Depois de repetir umas 5 vezes esta parte da brincadeira, perceba se as crianças memoriza- ram e, se sim, apresente a segunda parte, cantando a música toda com os gestos: Olhos, ouvidos, boca e nariz. Repita a brincadeira e diminua o ritmo da can- ção, tocando bem devagar nas partes do cor- po. Depois, pare e acelere o ritmo da brinca- deira, cantando e tocando no corpo de forma mais rápida. Converse e espiche conversa sobre os cuida- dos de higiene com o corpo. Esta brincadeira pode ser repetida várias ve- zes, em contextos diferentes com intensidades e detalhes diferentes. Numa mesma rodada, o número de repetições depende do contexto e do interesse das crianças. H a n a n e k o _ S tu d io /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 56P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 56 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 57 Palavras-chave: Nome das partes do corpo: olhos, ouvidos, bo- ca, nariz, cabeça, ombro, joelho, pé. Cantar, brincar, pegar, tocar, encostar, olhar. Alto, bai- xo, devagar, rápido, acelerar, delicado. Objetivos de aprendizagem Crianças até 2 anos EI01EO02 Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa. EI01EO05 Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso. EI01EF01 Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem convive. Crianças de 2 anos a 3 anos e 11 meses EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. O q v e c to r/ S h u tt e rs to ck Para ajudar Em frente ao espelho, ajude a criança a iden- tificar as partes do corpo mencionadas con- forme as partes da música, pegando em sua mão para tocar no próprio corpo. Indo além Desafie a criança a dar sequência na música falando outras partes do corpo. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a saúde como um Direito da Criança. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 57P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 57 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 58 PISTA DE CARRINHO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Eu, colegas, família, comunidade. Bloco de atividade: Hora de mexer. Materiais: • Carrinhos, caminhões, caminhonetes, motos para as crianças empurrarem ou puxarem; • Giz para riscar uma pista no chão. Objetivo pedagógico Estimular o faz de conta com diversos tipos de brinquedos. Desenvolver a brincadeira. Promover a interação entre as crianças. Estimular a criatividade ao criar possibilidades de brincadeiras. Como fazer Apresente os transportes de brinquedo para as crianças. Deixe-as escolherem algum deles e brincarem livremente. Aproveite este mo- mento para observá-las individualmente e suas interações com os amigos. Risque uma pista no chão com curvas, voltas, pontes, subidas e descidas. Crie situações de desafios para os motoristas dos carrinhos. Coloque os carrinhos na ponta da pista. Mos- tre o início e o final do caminho, que os carros devem atravessá-lo por dentro da pista e não fora. Mostre com as mãos, deixando que as crianças mostrem também onde é “dentro e fora”, “início e fim”. Convide as crianças para passearem, empur- rando, puxando em pé os transportes de brin- quedo ou engatinhando, seguindo em frente, parando, abaixando e se levantando na pista com o seu próprio corpo. Sinalize as curvas, indique para girarem bem para não encostarem na linha da pista, subin- do e descendo, atravessando de forma rápida e, às vezes, devagar, até terminar. F o x y Im a g e /S h u tt e rs to ck Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 58P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 58 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 59 Objetivos de aprendizagem Crianças até 2 anos EI01ET04 Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos. Crianças de 2 anos a 3 anos e 11 meses EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressandoseus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). Palavras-chave Carro, carrinho, caminhão, rodas, mãos, mão. Segurar, apoiar, correr, andar, disputar, acele- rar, frear. Rápido, lento, seguro, alto, baixo, forte. Para ajudar Mostre como empurrar o carrinho na pista, sentando-se ao lado da criança ou engatinhan- do ao lado da pista. Você também pode desfiá-la a criar curvas ou lombadas imaginárias, com o uso dos carrinhos ou durante a engatinhada, fazendo movimentos com o corpo. Indo além Desafie a criança a brincar com dois carrinhos ao mesmo tempo. Você também pode sugerir que construam pistas diferentes, pontes e tú- neis usando caixas, tiras de papelão, lenços, toalhas ou mesmo cobertores, para garantir a diversidade de texturas durante a atividade. M o n k e y B u s in e s s I m a g e s /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 59P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 59 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 60 PULAR A CERCA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaço: creche, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de mexer. Materiais: Linha de barbante e um pano de mesa ou lençol. Objetivo pedagógico Desenvolver noção de ritmo, coordenação mo- tora grossa/ ampla e o equilíbrio. Estimular o faz de conta com diversos tipos de brinquedos. Desenvolver a brincadeira. Como fazer Estique o barbante ou linha amarrada em dois bancos ou móvel firme. A altura deve ser um pouco menor que a perna das crianças. Cubra com o pano, formando uma barreira pa- recida com uma cerca. Conte uma história e crie uma situação para ter que pular a cerca: A cerca é de madeira, tem troncos bem grossos... para pegar uma fruta. Pule ou passe uma perna de cada vez e depois cada criança passa do seu jeitinho. Crie mais situações para pular a cerca muitas vezes. As crianças podem apoiar na linha, por isso, os apoios precisam estar firmes e não ter ris- co de cair. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês e coordenação motora no espaço. Palavras-chave Barbante, linha, banco, pano, cerca, fruta, bar- reira, tronco. Pular, saltar, atravessar, cruzar, segurar, levan- tar, abaixar passar, ajudar. Fino, grosso, depressa, devagar. Para ajudar Ajude dizendo um passo a passo: segure na cerca, levante uma perna, passe para o outro lado agora a outra perna. Também pode segurar a perna e ajudar a atra- vessar. Indo além Aumente a altura da cerca para as crianças que conseguem passar com facilidade ou pedir que levem um objeto junto ao cruzar a cerca. Objetivos de aprendizagem EI01EO04 Comunicar necessidades, desejos EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. s u e rz /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 60P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 60 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 61 ROUPAS NO VARAL. Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de mexer. Materiais: Varal esticado, prendedor de roupa, pedaços de tecido ou toalhinhas de higiene pessoal, bacia e água. Objetivo pedagógico Desenvolver o faz de conta, estimular a coor- denação motora fina (o movimento de pinça), promover a autonomia, incentivar a imagina- ção e a interação. Como fazer Faça esta brincadeira em num dia bem quente. Convide as crianças para lavar os materiais que utilizaram em alguma atividade da sala. Exem- plo: lanche, tinta, limpeza, massinha. Disponibilize uma bacia para cada duas crian- ças. Elas deverão utilizar somente água. Mos- tre como lavar os paninhos, esfregando com as duas mãos, torcendo, sacudindo, e mostre como estende no varal e prende com o pren- dedor para secar. Deixe as crianças lavarem a roupa brincando, conversando e vá ajudando conforme obser- var a necessidade de cada um. Durante a brincadeira, converse e espiche a conversa sobre o que acontece para a roupa secar no varal. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o civismo da vida social e a saúde da criança. Palavras-chave Roupa, pano, água, sabão, toalha, prendedor, madeira, varal. Lavar, esfregar, torcer, molhar, secar, chacoa- lhar, pendurar, prender, abrir, apertar. Sujo, limpo, capricho, molhado. Para ajudar Sente-se junto com a criança e mostre um pas- so a passo dizendo cada etapa e fazendo jun- to com ela: Molhe o paninho, segure em duas partes, esfregue as partes com força, molhe mais uma vez, esfregue mais, torça e pronto, pode estender no varal com o prendedor. Indo além Desafie a criança a pegar uma peça de rou- pa maior, a lavar sem derrubar água em vol- ta da bacia. A n n n n a _ 1 1 /S h u tt e rs to c k Objetivos de aprendizagem EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 61P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 61 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 62 ESCALAR Faixa etária: Bebês (zero a 1 ano e 6 meses). Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais. Bloco de atividade: Hora de mexer. Materiais: Almofadas, colchões, bonecos de pelúcia, travesseiros; imagens de animais que rastejam, caminham e correm em terreno plano e outros que sobem e descem em terrenos inclinados. Objetivo pedagógico Desenvolver a coordenação motora grossa/ ampla e o equilíbrio, desenvolver a brincadei- ra, deslocar o corpo no espaço combinando movimentos e promover a autonomia. Como fazer Apresente às crianças imagens de animais e suas formas de locomoção. Brinque de raste- jar como a cobra, pular como o macaco, subir e descer como o alce e o bode. Empilhe os objetos de forma que seja possível subir com algum apoio e sem perigo de pon- tas para acidentes. Uma criança de cada vez começa, sobe com ou sem a sua ajuda. Mostre lugares onde ela pode apoiar as mãos ou os pés para ter firmeza no movimento. Converse sobre escalar montanhas, alpinismo. Sobre como fazem os animais que vivem nas montanhas: cabras, bodes. Celebre cada sucesso com palavras e gestos de motivação. Apoiar, colocar, segurar, empurrar, firmar, se- gurar, subir, descer. Só, sozinho. Para ajudar Segure o pé ou a mão da criança, colocando-o no lugar de apoio mais firme para subir. Dê um apoio no pé para subir, se for necessário. Indo além Algumas crianças podem conseguir subir sem apoio, sozinhas. Mude a posição da montanha de objetos, dei- xando-a mais íngreme. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o civismo da vida social e a saúde, e a coordenação da criança no espaço. Palavras-chave Mãos, pés, braços, firme,força, movimento, aju- da, pedra, montanha. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. Y u rc h e n k o Y u li a /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 62P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 62 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 63 TÚNEL DE LENÇOL Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de mexer. Materiais: Bambolê e lençol. Objetivo pedagógico Desenvolver a coordenação motora grossa/ ampla e o equilíbrio, desenvolver a brincadei- ra, estimular o faz de conta, promover a inte- ração entre as crianças. Como fazer Amarre os bambolês, formando um túnel. De- pois, passe o lençol em volta, fazendo uma co- bertura. As crianças passarão por dentro. Se possível, mostre como passar por dentro do túnel: andando agachado. Convide as crianças para virem até você, do outro lado do túnel, chamando pelo nome. Conte uma história envolvendo uma viagem pelo túnel, tipo desenho animado. Celebre a conquista com sorriso e palavras ani- madoras. Palavras-chave Bambolê, lençol, túnel, braços, mãos, pernas. Atravessar, engatinhar, agachar, conseguir, ar- rastar, esticar, dobrar. Claro, escuro. Devagar, devagarinho, por dentro, por fora, um lado, outro lado. Para ajudar Se necessário, diga para a criança passar en- gatinhando ou rastejando. Indo além Desafie a criança a atravessar o túnel levando um brinquedo junto com ela. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, pense a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Objetivos de aprendizagem EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. L o re ly n M e d in a /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 63P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 63 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 64 Hora de pequenos grupos PINTURA DIVERTIDA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Corpo, saúde, alimentação. Bloco de atividade: Hora de pequeno grupo. Materiais:Tinta guache ou tinta natural com base vegetal, pincéis, água, sabão e toalha. Espelho. Objetivo pedagógico Desenvolver o faz de conta, estimular a coor- denação motora fina, promover a autonomia, incentivar a imaginação e a interação. Como fazer Convide as crianças para fazer uma pintura. Depois de uma história, da leitura de um livro ou de uma música, todos podem fazer um pou- co de arte, pintando no papel e usando partes do corpo como mãos e pés como instrumen- tos gráficos. Deixe a criança escolher com quais cores de- seja pintar. Ela poderá iniciar usando os pincéis e depois, se desejar, pode pintar com os de- dos, as mãos ou os pés. 25 pincel e não o corpo. Você pode pintar junto com ela para encorajá-la. Uma música ao fun- do estimula a brincadeira. Indo além Desafie a criança a desenhar um personagem da história/ música que ela ouviu. Objetivos de aprendizagem EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. EI02EF09 Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. W h y D e s ig n /S h u tt e rs to ckEm diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Palavras-chave Pintura, cores, imaginação, faz de conta, espe- lho, imagem, reflexo, partes do corpo, pincel, água, sabão, toalha, tinta. Pintar, representar, colorir, imaginar, alegrar, secar, lavar, cantar, sorrir, enfeitar. Alegre, colorido, molhado, seco, pequeno, grande. Para ajudar A criança que sentir receio em tocar na pintu- ra, pode pintar apenas no papel e usando o P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 64P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 64 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 65 CAVALO DE PAU Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Eu, colegas, família, comunidade. Bloco de atividade: Hora de pequenos grupos. Materiais: • Cavalos de pau: cabeças de cavalo e rédeas feitas com pedaços e tiras de papelão e pintadas pelas crianças com tinta guache. Esta atividade precisará ser feita antes da brincadeira proposta. • Corpo do cavalo: cabos de vassoura. Objetivo pedagógico Desenvolver o faz de conta, a coordenação motora grossa/ ampla, promover a autonomia, incentivar a imaginação e a interação. Como fazer Conte uma história envolvendo cavalos e ca- valeiros e amazonas. Distribua os cavalos de pau para as crianças e brinque pelo pátio cavalgando e cantando: Meu cavalo. As crianças menores poderão ca- minhar em um ritmo suave com os cavalos ou puxá-los pela rédea. Converse e espiche a conversa com as crian- ças sobre pessoas que usam cavalos na comunidade. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Palavras-chave Cavalo, cavaleiro, amazonas, égua, rabo, crina, freio, sela. Galopar, empinar, cavalgar, montar, andar, en- cilhar, correr, empacar, parar, descansar, beber água, pastar/ comer capim. Bonito, feroz, manso, sujo, doente, calmo, bra- vo, zangado, empacado. Para ajudar Mostre para a criança como brincar com o ca- valo. Ajude a criança a segurar com as duas mãos o cavalo de pau e caminhar, especial- mente as crianças menores. Indo além Desafie as crianças maiores a cavalgarem pu- lando como se tivesse obstáculos para passar. Estimule as crianças a contarem histórias com base na brincadeira: onde foram, o que fize- ram etc. Objetivos de aprendizagem EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. Para crianças maiores de 2 anos EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. D u s a n P a v li c /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 65P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 65 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 66 PASSEIO E CORRIDA NO SUPERMERCADO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de pequenogrupo. Materiais: • Caixa de papelão e objetos para colocar dentro. • Cuide para que a caixa seja firme para a criança empurrar sem correr o risco de dobrar o papelão. Objetivo pedagógico Desenvolver o faz de conta, a coordenação motora grossa/ ampla e fina, promover a au- tonomia, incentivar a imaginação e a interação. Como fazer Ofereça caixas de papelão para as crianças. Elas podem brincar em duplas. As crianças empurram um dos lados do pape- lão, simulando um carrinho de compras. Colo- cam objetos dentro e depois tiram, colocando na “prateleira”. Assim, seguem caminhando e empurrando o “carrinho de compras”, princi- palmente no caso das crianças menores. As crianças maiores podem arriscar um ritmo mais acelerado, como uma “corrida”. Marque uma linha de partida e uma linha de chegada, e um percurso para a corrida. As crianças empurram um dos lados do papelão, colocam mais objetos dentro e levam-no na corrida, de um lado para o outro. Na corrida, as crianças podem usar buzina, mudar de lado da caixa para dar ré ou mudar o sentido do percurso. Atenção para o piso liso e sem obstáculos que possam causar acidentes. Palavras-chave Atenção, trânsito, caixa, cesto, compras, obje- tos, cuidado, buzina, corrida, lado. Carrinho de compras, linha de chegada, ré, sentido, percur- so, direção. Segurar, andar, correr, bater, buzinar, parar, frear, olhar, acelerar, colocar, tirar, encaixar, em- purrar, comprar. Devagar, rápido, pesado, leve, firme, forte, pa- ra frente, para trás. Para ajudar Separe as crianças por grupos de idade ou agi- lidade para disputar a corrida. Indo além Desafie a criança a levar e a trazer mais obje- tos em seu carrinho. Além disso, desafie-as a carregar e a descarregar os objetos. Objetivos de aprendizagem EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO07 Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 66P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 66 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 67 BANHO DE CHUVA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de pequeno grupo. Materiais: • Mangueira, potes, baldes e objetos que podem molhar. • Figuras impressas de momentos de higiene, entre eles, a “hora do banho”. Objetivos pedagógicos Desenvolver a brincadeira, a coordenação mo- tora grossa/ ampla, promover a autonomia, incentivar a imaginação e a interação. Como fazer Converse com as crianças sobre o uso da água em diversos momentos da rotina diária, desde a escovação dos dentes à hora do banho. Apresente figuras e brinque de dramatizar si- tuações de vida diária. Indague às crianças quais partes do corpo podemos molhar com a água. Proponha a brincadeira de “banho de mangueira” no pátio. Leve as crianças para o pátio, preferencialmen- te, no momento mais quente do dia para brin- car de banho de chuva com mangueira. Molhe as mãos, os pés e depois segure a man- gueira apontada para cima deixando cair pin- guinhos como a chuva. Cante e brinque com a água caindo no corpo. As crianças podem tentar encher os baldes/ potes com a água que cai, podem fazer de conta que estão lavando os objetos, ou toman- do banho. Molhar, refrescar, cair, cuidar, escorregar, en- cher, derramar, chover, aguar, lavar, secar, se- gurar, tomar banho. Molhada, fria, quente, escorregadio. Para ajudar Deixe a criança ir molhando, molhar o próprio corpo, estimule a ir pulando enquanto se mo- lha para já sentir clima de brincadeira. Indo além Desafie a criança a levantar o objeto para en- cher de água, carregar até o balde sem derra- mar água no caminho. Objetivos de desenvolvimento EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. K a s h ta l/ S h u tt e rs to c k Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar o Meio Ambiente e a Educação Ambiental com as crianças. Palavras-chave Água, chuva, pote, balde, calor, fresco, seco, mangueira, pingo, pingo d’água. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 67P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 67 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 68 ARANHAS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais. Bloco de atividade: Hora de pequenos grupos. Materiais: Não tem. Objetivos Pedagógicos Ampliar o repertório musical e de outras brin- cadeiras de roda. Promover interação do grupo por meio da brincadeira. Desenvolver coordenação motora ampla e fina. Como fazer Converse com as crianças sobre os insetos que encontramos pelo jardim e até dentro de casa. Nomeie os mais conhecidos, como mosca, be- souro, borboleta, barata e a aranha. Indague se eles conhecem alguns deles e deixe-os falar sobre suas experiências com os insetos. Você pode mostrar figuras com insetos variados. Fale sobre a aranha e suas características prin- cipais: a quantidade grande de patas, muitas delas com o corpo peludo, que ela pode ser minúscula ou grande, que faz enormes teias de aranha no jardim ou nas paredes. Cante e brinque com a música Dona Aranha (cantiga popular), fazendo o movimento com os dedinhos andando na parede, no chão, na janela, na porta, enfim, em vários lugares. Desafie as crianças a imitar o movimento da aranha, fazer mímica movimentando com o corpo todo, andando apoiado nos pés e mãos de barriga para cima. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Meio Ambiente e a Educação Ambiental com as crianças. Palavras-chave Parede, aranha, chuva, Sol, chão, janela, corpo, pé, mão, barriga, pata, perna. Subir, descer, cantar, brincar, imitar, cair, encos- tar, derrubar, teimar, desobedecer, secar. Teimosa, desobediente, forte, fraca, pesada. Para ajudar Mostre como imitar a aranha, se não conseguir, ajude a fazer o movimento como engatinhar, mas sem encostar o joelho no chão. Indo além Desafie a criança a seguir um percurso maior no movimento de aranha. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. Il u s tr a ç õ e s : A llN ik A rt /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 68P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 68 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 69 BALÕES PARA CIMA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de pequenos grupos. Materiais: Balões/ bexigas. Objetivos Pedagógicos Ampliar o repertório musical e a linguagem oral. Promover interação do grupo por meio da brincadeira. Desenvolver coordenação motora ampla e fina Como fazer Apresente um cesto com balões. Cante e brin- que com os movimentos e ritmos da música “Cai, cai, balão”. Converse com as crianças: ba- lão rima com?. Você poderá responder para as crianças menores e as crianças maiores res- ponderão também.Proponha, como parte da brincadeira, que a criança caminhe, engatinhe, salte de um ponto de partida até onde se encontra o cesto com balões. Quando a criança chegar, entregue um balão para cada criança. Brinque de jogar para cima e ficar batendo no balão sem deixar cair no chão. As crianças maiores poderão caminhar de volta ao ponto inicial com o balão entre as pernas. Palavras-chave Balão, criança, música, mão, pé, cores. Jogar, cair, bater, pular, olhar, estar, voar, cuidar, estourar, machucar, ajudar, olhar. Cheio, vazio, alto, baixo, rápido, atento, cuida- doso, machucado, para cima, para baixo. Para ajudar Ajude a criança a bater no balão quando ele estiver caindo e a seguir o balão com os olhos. Indo além Desafie a criança a cuidar do balão dela e dos colegas, para nenhum balão cair no chão. Objetivos de aprendizagem EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. P h a i/ S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 69P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 69 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 70 Hora de Planejar/ Fazer / Lembrar PIQUENIQUE Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar. Materiais: Cesta, garrafa de suco, copo, toalha, biscoito ou bolacha, guardanapo, bolo, frutas. Objetivos pedagógicos Trabalhar a percepção gustativa, motora. Estimular o compartilhamento social por meio do alimento. Propiciar a investigação da curiosidade pela comida e pelo compartilhamento alimentar. Como fazer Planeje: Converse sobre um piquenique em al- gum lugar da comunidade, uma praça, ou mes- mo em outro ambiente da escola. Planeje o dia que vai ser o piquenique, uma lista sobre os alimentos que vão levar, os utensílios que vão precisar, as brincadeiras que vão fazer, as mú- sicas que vão cantar e os brinquedos que de- sejam levar. Faça o piquenique no dia combinado. Reveja a lista e confira se os alimentos, os brin- quedos, as músicas e os utensílios foram orga- nizados conforme o planejamento. Para ajudar Faça sugestões de frutas, alimentos, disponí- veis na escola, na estação ou na região para levar ao piquenique. Indo além Desafie as crianças a escolher lugares, brinca- deiras para fazer no dia do piquenique. Estimule conversas sobre como foi o piqueni- que, onde foi, quem foi, como foram os prepa- rativos, o que fizeram, de que brincaram, com quem, qual a sequência de eventos, do que mais gostaram. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e o civismo, a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Cesta, frutas, bolo, faca, garfo, prato, toalha, copo, guardanapo, sacola, lista. Levar, comer, beber, descascar, cortar, guardar, carregar, brincar, fazer, preparar, embalar. Arrumado, saboroso, doce, salgado, azedo, saudável. Objetivos de desenvolvimento EI02EF07 Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando conhecer seus usos sociais. EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). s u e rz /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 70P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 70 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 71 PILHA DE COISAS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar. Materiais: • Objetos variados de plástico ou papelão que podem ser empilhados. Objetivos pedagógicos Trabalhar a percepção visual e do tato em re- lação aos objetos. Estimular o compartilhamento social por meio da atividade. Propiciar a investigação da curiosidade pelas tarefas em comum. Como fazer Planeje: O objetivo é planejar uma “constru- ção” que vai precisar fazer uma pilha de obje- tos. Quais objetos vai usar, que altura quer, quantos objetos vai empilhar, de que forma vai empilhar, em que lugar vai fazer a pilha? Faça a pilha dos objetos. Lembre-os dos planos e ajude-os a verificar se usaram a quantidade de objetos planejada, se ficou da altura, se conseguiram colocar na po- sição desejada. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e civismo, a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Objeto, coisa, pilha, blocos, nome dos vários Materiais:. Escolher, planejar, empilhar, juntar, encostar, encaixar, cair, colocar de novo, equilibrar, apoiar. Em cima, embaixo, pesado, leve, maior, menor, alto, baixo. Para ajudar Ajude a criança a escolher os objetos maiores embaixo e os menores em cima. Indo além Desafie a criança a fazer uma pilha mais alta que a anterior. Objetivos de desenvolvimento EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma Faixa etária e adultos. Vectors bySkop/Shutterstock P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 71P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 71 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 72 PASSEIO NO SÍTIO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar. Materiais: • Imagens de animais que vivem no sítio: cavalo, vaca, boi, sapo, cachorro, rato, galinha, porco, peru. Objetivos pedagógicos Trabalhar a percepção visual e imagética. Estimular o compartilhamento social por meio da vivência. Propiciar a investigação da curiosidade pelas novidades da atividade. Como fazer Espalhe as imagens dos animais pelo espaço onde fará o passeio com as crianças. Planeje: Converse anunciando que fará um pas- seio pelo sítio. Ter certeza de que todos conhe- cem o sentido da palavra sítio. Planeje: Como va- mos para o sítio? Quais animais vamos ver? O que vamos fazer quando ver cada animal? O que vamos levar no passeio, quanto tempo vai durar? Faça o passeio no sítio. Reveja se a ida para o sítio foi como planejada, se encontraram os animais esperados, se o passeio durou o tempo esperado. Palavras-chave Sitio, cavalo, galinha, cachorro, égua, vaca, boi, galo, gato, sapo, cerca. Passear, andar, ver, imitar, cuidar, juntar, pular. Salto, perdido, cansado, escuro, velho, malha- do, magro, cantora. Para ajudar Segure na mão da criança para fazer o passeio e imite junto os animais do sítio. Indo além Desafie a criança a imitar um animal que tem no sítio e não está nas imagens do passeio. Objetivos de desenvolvimento EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Meio Ambiente e a Educação Ambiental com as crianças. 70 B is c o tt o D e s ig n /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 72P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 72 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 73 EU AQUI E ALI Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 anoe 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer e lembrar. Materiais: Imagens de expressões faciais infantis. • Livro: OLIVEIRA, J. B. A. Eu sou assim. Coleção Pequenos Leitores. Rio de Janeiro: Alfa e Beto, 2010. (com fotos de expressão faciais de crianças bem pequenas em situações rotineiras) Como fazer Proponha planejar: Vamos fazer foto como as crianças do livro? Qual criança parece com vo- cê? O que ela está fazendo? Planeje o que vai fazer para imitar: deitar-se, levantar pernas, escovar dentes, fazer careta, segurar um brin- quedo na boca Faça: Realize a atividade com uma criança de cada vez ou várias crianças. Reveja: Ajude as crianças a se lembrar do que fizeram, quem fez, como fizeram, a ordem em que fizeram, os objetos. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Escolher, imitar, levantar, colocar, posicionar, cair, levantar, deixar. Mão, dedo, boca, perna, braço, cara, careta, olho, brinquedo, pano. Alto, baixo, feio, feliz, chorando, sorrindo, ale- gre, triste. Para ajudar Ajude a criança a escolher uma imagem sim- ples para imitar. Aponte detalhes do movimen- to para imitar. Indo além Desafie a criança a planejar e a fazer um mo- vimento próprio para você fotografar. Objetivos de desenvolvimento EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças. m o lc a y /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 73P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 73 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 74 BARQUINHO DE BRINQUEDO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasias, mágicas. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar. Materiais: Barquinhos de papel feitos com dobradura (para as crianças menores, use caixas pequenas de papelão); bacias com água ou piscina ou lugar para brincar na água com os barquinhos; e músicas relacionadas com viagem de barco/mar/ água/ onda. <bullet> FRANÇA, E.; FRANÇA, M. O barco. São Paulo: Ática, 2010. Objetivos pedagógicos Trabalhar a percepção auditiva, visual, tátil, motora. Estimular a imaginação. Propiciar a investigação de propriedades físicas. Como fazer Após ler para as crianças o livro indicado, pro- ponha a elas uma viagem de barco de faz de conta. Planeje: O que vai levar o nosso barco? Quem será o capitão? (Uma criança de cada vez) Podemos levar um boneco como tripu- lante? O que vamos levar no barco? Será que boia ou afunda? E o barco de papel, boia ou afunda? E o de isopor? Faça a viagem com o barquinho de papel ou de caixas de papelão, navegando ao vento sopra- do pelas crianças maiores. Lembre-se: converse a respeito do que fize- ram, como foi, o que aconteceu. Você poderá fazer algumas dobraduras de barco de papel na frente das crianças. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e civismo, a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Barco, porto, capitão, tripulante, malas, origem, destino, mar, água. Navegar, viajar, partir, zarpar, desembarcar, car- regar, boiar, afundar, ventar, chover, molhar, boiar, afundar. Profundo, forte, fraco, alto, veloz, lento, acele- rado, longa, curta. Para ajudar Fique ao lado da criança e ajude-a a soprar o barco, mostre com a mãozinha dela, na frente da boca, para aonde está indo o vento que ela está soprando. Indo além Desafie a criança a fazer o barco navegar mais depressa ou mais longe. Objetivos de aprendizagem EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). C o lo rf u e l S tu d io /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 74P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 74 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 75 MASSINHA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matérias, materiais, propriedades. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar. Materiais: • Massa de modelar caseira. Ingredientes da massa de modelar: 2 copos de farinha, 1/2 copo de sal, gotas de corante natural ou tinta guache, 1 colher de chá de óleo, 1 copo de água. • Música: “Pão, pão, pão”, grupo Triii. Disponível no site: <htpp:grupotriii.com>, Acesso em: 07 set. 2020. • Aparelho de som. Objetivos pedagógicos Incentivar a imaginação, trabalhar coordenação motora fina, desenvolver noções de matemática. Como fazer Coloque a música “Pão, pão, pão”, do Grupo Triii (Disponível no site: <htpp:grupotriii.com>, Insta- gram: <@grupotriii>. Acesso em: 07 set. 2020.) e convide as crianças a se movimentarem. Em seguida, façam juntos uma massa caseira. As crianças maiores podem ajudar a medir e a colocar os ingredientes, enquanto as crian- ças menores podem tocar na massa, misturan- do-a com a mão e a ajuda do educador. Planeje: Vamos brincar com massinha. O que vou modelar? Que tamanho vai ter, vai ser grande ou pequeno? Vou usar muita ou pou- ca massa? Faça a modelagem com massinha. Acompa- nhe o trabalho das crianças e estimule a fala- ram do que estão fazendo, com detalhes. Reveja se o produto ficou do tamanho, da for- ma, do modelo planejado e se foram usados os acessórios. *Professor: a relação entre o brincar e brinque- do é uma reflexão importante. Será que dá pa- ra brincar sem brinquedo? Existe uma grande variação de possibilidades de brincar sem um brinquedo pronto. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a brincadeira para pensar a cidadania e civismo, a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Brinquedo, cobrinha, rolo, buraco, bola, círculo, modelo, massa, massinha, modelagem, nomes das peças ou partes. Modelar, amassar, fazer, apertar, esticar. Grande, útil, bonito, interessante, diferente, criativo, mole, duro, macio, flexível. Para ajudar Ajude a fazer bolinhas e cobrinhas para mon- tar bichinhos simples. Indo além Desafie a criança a criar uma escultura dife- rente ou um objeto de decoração para a sa- la de aula. Objetivos de aprendizagem EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. F o x y Im a g e /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 75P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 75 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 76 Para ajudar Segure na mão da criança para ajudar a co- locar o carrinho na rampa ou abaixe a altura da rampa. Indo além Desafie a criança a criar uma rampa maisalta para brincar com o carrinho. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. EI02TS02 Utilizar Materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. A p ti tu d e A g e n c y /i S to ck /G e tt y I m a g e s CARROS E RAMPAS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Meios de transporte. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar. Materiais: Carrinhos de brinquedo, tábua de madeira, caixa de papelão. Objetivos pedagógicos Estimular a imaginação, estimular a coordena- ção motora fina, desenvolver relações espa- ciais, reconhecimento de formas e cores e ensinar a relação de causa e efeito. Como fazer Planeje como montar a rampa: o que vai ser- vir de apoio, qual será a altura, onde vai ficar, até aonde os carros devem ir, vai precisar de apoio ou não, como apoiar a tábua, vai ficar firme ou não, quantos carrinhos podem des- cer de cada vez. Faça a rampa e brinque com os carrinhos. Reveja se a rampa ficou na altura planejada, se ficou firme, se precisou ou não de apoio, se os carros chegaram no lugar previsto. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Carro, carrinho, pista, rampa, descida. Montar, apoiar, segurar, soltar, escorregar, cor- rer, acelerar, bater, desviar, subir, descer, cair, virar, trombar. Alta, íngreme, intensa, acelerado, forte, fraco. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 76P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 76 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 77 O QUE VOU COMER? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio ambiente, plantas. Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer e lembrar. Materiais: Dois ou três tipos de frutas e talheres necessários para descascar ou cortar as frutas. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver relações espaciais, trabalhar a percep- ção auditiva, visual, tátil, motora, incentivar a integração. Como fazer Planeje: Converse com a criança dizendo que está na hora do lanche e ela vai escolher qual fruta quer para prepararem juntos. Ela escolhe a fruta e vai dizer se quer comer raspada, cor- tada em pequenos pedaços, se quer pedaços maiores ou se quer morder direto. Preparar a fruta como a criança pedir, para ela lanchar. Os amigos podem oferecer as frutas uns para os outros. Faça: Realize a atividade com uma criança de cada vez ou várias. Reveja: Ajude as crianças a se lembrarem do que fizeram, quem fez, como fizeram, a ordem em que fizeram, os objetos. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a educação alimentar e nutricional prazerosa e em sociedade. Palavras-chave Fruta, pedaço, metade, semente, casca; frutas: maçã, banana, uva, melancia. Lanchar, comer, cortar, picar, descascar, sabo- rear, alimentar. Grande, pequeno, doce, azedo, macio, saboro- so, saudável. Para ajudar Escolha uma fruta para o seu lanche e mostre como vai prepará-lo. Indo além Desafie a criança a descascar uma parte da fruta que não exija uso de faca, ou retirar a se- mente usando o movimento de pinça. Explo- rando o contorno das frutas, você pode suge- rir a escolha de uma fruta, colocá-la em cima do papel para a criança, com a sua ajuda, con- tornar com giz de cera. Ao final, podem des- cobrir, pelos contornos, quais são as frutas. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. F o x y Im a g e /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 77P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 77 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 78 DIVERSÃO GARANTIDA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Corpo, saúde, alimentação. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: Giz de quadro; sacola; figuras que ilustram brincadeiras conhecidas. • Livro: OLIVEIRA, J. B. A.; LARA, W. Vamos brincar. Coleção Pequenos leitores. Rio de Janeiro: Alfa e Beto, 2010. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora grossa/ am- pla, desenvolver relações espaciais, trabalhar noções matemáticas, incentivar a integração do grupo. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e leia a história: “Vamos brincar”, ressaltando as imagens das brincadeiras e as ações das crianças. Desenvolva a conversa ouvindo cada criança, trocando ideias e questionando sobre as suas brincadeiras preferidas. Mostre a sacola com figuras de brincadeiras e peça para uma das crianças sortear uma imagem. Interaja com elas, estimulando e aju- dando com pistas: Esta brincadeira é de pular com um pé só e feita com desenhos de qua- drados e números no chão e é a preferida da... (dizer o nome da criança que foi citada ante- riormente). Quem adivinha? Sim, amarelinha. Vamos brincar? Desenhe com o giz de cera a amarelinha no chão e demonstre como brincar. Diga que eles deverão jogar um bloco no primeiro quadrado, pular com 1 pé, pegar o bloco e pular até o fi- nal (céu) e começar novamente até o último quadrado, sem pisar na linha, sem deixar o blo- co cair da mão e nem o pé levantado encostar no chão. Palavras-chave Amarelinha, brincadeira, giz, quadrado, bloco, pé, mão, céu, sacola, linha. Números de 1 a 7 Cair, levantar, pular, pegar, conseguir, chegar, começar, terminar, equilibrar, pisar. Rápido, atrás, à frente, dentro, fora. Para ajudar Busque fazer contato visual com a criança. Di- ga o seu nome e perceba o quanto ela está envolvida com a brincadeira. Convide um dos amigos para fazer uma dupla e encorajá-la a dar os passos. Outra possibilidade é ela ajudar a desenhar os quadrados do jogo. Indo além Você pode fazer a amarelinha com quadrados coloridos e um dado de cores: a criança deve pular até a cor sorteada no dado e voltar. Objetivos de desenvolvimento EI01CG03 Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais. EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a brincadeira para pensar a cidadania e o civismo. Esta atividade é um modo de refletir sobre a vida social e vida em grupo do trabalho coletivo e em grupo. V e c to rs b y S k o p /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 78P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 78 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 79 ADIVINHA ATÉ AONDE CONSIGO CHEGAR Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Eu, família, amigos, comunidade. Blocode atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: Livro: MACBRATNEY, S. Adivinha o quanto eu te amo. São Paulo: Martins Fontes, 2011. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora grossa/ ampla, desenvolver relações espaciais, desenvolver a brincadeira, incentivar a integração do grupo. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e leia a história: “Adivinha o quanto eu te amo”, ressaltando as imagens, as personagens e suas ações do pai e filho. Espiche a conversa ouvindo cada criança, tro- cando ideias e questionando sobre as suas brincadeiras feitas com os seus pais em casa ou no parque. Convide as crianças para a brincadeira sobre família: Mamãe, posso ir? Uma pessoa será a “mamãe” ou o “papai” do jogo. Duas linhas são desenhadas no chão. De um lado, fica a “mamãe”, do outro, as crianças. Uma de cada vez, elas tentam chegar até a “mamãe”, repetindo o seguinte diálogo: “– Mamãe, posso ir? – Pode. – A “mamãe” responde. – Quantos passos?” A “mamãe” escolhe um número e o tipo de pas- so que o participante vai ter que dar. Por exem- plo, dois passos de passarinho (bem pequenini- nhos). Se forem de cachorro, a criança terá que andar em quatro apoios, mas se forem de elefan- te, ela terá que dar dois passos bem grandões. Quem chegar até a “mamãe” ou o “papai”, con- seguirá completar o desafio! Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a brincadeira para pensar a cidadania e o civismo. Esta atividade é um modo de refletir sobre a vida social e vida em grupo do trabalho coletivo e em grupo. Palavras-chave Mamãe, papai, família, amor, passos, linha, de- safio, jogo. Número de 1 a 5. Jogar, brincar, caminhar, pular, saltar, aproxi- mar, chegar, conseguir, escolher. Pequeno, grande, curto, longo. Perto, longe, ao lado, na frente, atrás, distante. Para ajudar Busque contato visual com as crianças, cha- mando-as pelo nome. Ajude as crianças a rea- lizar os movimentos. Repita algumas vezes os movimentos dos animais. Indo além Você também poderá propor que os movimen- tos da brincadeira “Mamãe, posso ir?” sejam os mesmos dos coelhos, personagens da his- tória contada, “Adivinha o quanto eu te amo”. Objetivos de desenvolvimento EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 79P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 79 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 80 UM PASSEIO DIFERENTE Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creches, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: bambolês, tiras largas de papelão, carros de brinquedo, imagens de meios de transporte. • Livro: OLIVEIRA, J. B. A.; LARA, W. Meios de transporte. Coleção Pequenos leitores. Rio de Janeiro: Alfa e Beto, 2010. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver relações espaciais, desenvolver a brin- cadeira, incentivar a integração do grupo. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e converse com elas sobre os transportes, as ruas, os carros que transitam pela cidade, es- perando as suas reações e falas. Leia a história: “Meios de transporte”, ressaltando as imagens, as cores, as formas dos transportes, especial- mente os carros. Corte largas tiras de papelão para montar a pis- ta, a faixa de pedestre, a linha de trem, as mar- cas do trânsito que eles observam na rua. No final do trajeto, coloque carros de brinquedo. Mostre à criança como passar pelo trajeto, se- guindo as regras de andar na rua e no bairro, além de esperar a vez dos amigos e andar com o carro lado a lado com um deles. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Túnel, estrada, rua, cidade, poste, caminho, carro, bambolês, papelão, trajeto, faixa, calçada, placa. Caminhar, engatinhar, atravessar, parar, come- çar, olhar, cuidar, dirigir, acelerar, frear, reduzir, ultrapassar. Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar. Para ajudar Comece o trajeto junto com a criança, pegando na sua mão para que ela se sinta encorajada. Indo além Mostre à criança dois círculos, um verde e ou- tro vermelho e dê o comando: se aparecer o verde, as crianças podem seguir adiante, se aparecer o vermelho, todos devem parar. Durante a brincadeira, podem ouvir a canção: “Motorista” (cantiga de roda popular, autor desconhecido). Objetivos de aprendizagem EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). EI02EF07 Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. b rg fx /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 80P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 80 07/10/20 21:1107/10/20 21:11 81 UM BANHO DE CACHOEIRA DIFERENTE Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos e ciclos. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: Fitas adesivas, colchões de espuma,elásticos e fitas coloridas. • Livro: MACHADO, A. M. Banho sem chuva. São Paulo: Salamandra, 1988. Objetivos pedagógicos: Reconhecer onde há água no planeta e esti- mular a curiosidade pelo mundo natural. Como fazer Converse com as crianças sobre as cachoeiras, rios e oceanos. Mostre imagens de diferentes tipos de reservatórios naturais de água e in- centive as crianças a falarem sobre suas expe- riências nesses ambientes. Leia uma história com cachoeira, como a indi- cada no item Materiais. Convide as crianças para um passeio na floresta em busca de uma cachoeira. Faça um caminho com fitas adesivas para as crianças passarem no meio do caminho sem encostar na linha. Em seguida, forme uma fila com blocos com o desafio de caminhar sobre os blocos sem perder o equilíbrio até chegar à “cachoeira”. Neste local, amarre uma fita elás- tica em duas pontas com várias fitas azuis e brancas. Convide as crianças para atravessar bem abaixadas ou com os braços levantados até encostar nas “águas da cachoeira”. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Cachoeira, água, fitas, linhas, blocos, caminho, passeio, chão, banho. Atravessar, equilibrar, parar, começar, esperar, subir, andar, cair, mexer, tocar, encostar. Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar. Para ajudar Busque o contato visual da criança e convide- -a para brincar. Você pode propor que as crian- ças caminhem em duplas em alguns pontos do percurso. Para tornar a brincadeira mais convidativa, pode ser colocado ao fundo sons de cachoeira. Indo além Embaixo da cachoeira pode ser colocado um cesto e as crianças poderão lançar bolas colo- ridas dentro do cesto, como se fossem peixes. Objetivos de aprendizagemEI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. b rg fx /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 81P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 81 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 82 QUE ANIMAL EU SOU? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: • Imagens impressas de animais. • Canção: “Se eu fosse...”, Grupo Tiquequê. Disponível em: <http://www.tiqueque.com/>. Acesso em: 07 set. 2020. Objetivos pedagógicos Pesquisar e reconhecer sobre os animais e suas características. Estimular a curiosidade pelo mundo natural. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e converse com elas sobre os animais. Mostre fichas com imagens de diversos animais, espi- chando a conversa descrevendo característi- cas, perguntando às crianças sobre os seus conhecimentos a respeito de cada animal. Apresente a brincadeira: Se você fosse um bi- cho, qual você seria? A criança responde e diz algo sobre o porquê da sua escolha. Convide as crianças a dançar e a imitar os ani- mais que aparecem na sequência da música “Se eu fosse...”, Grupo Tiquequê (Disponível em: <http://www.tiqueque.com/>. Acesso em: 07 set. 2020). Os animais da canção são: formiga, bicho-pre- guiça, crocodilo, macaco, tartaruga, papagaio, galinha, elefante. As crianças deverão repro- duzir os movimentos corporais característicos de todos eles, acompanhando a canção. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Animais, movimentos, corpo, posições, música. Pular, engatinhar, correr, andar, dançar, parar, imitar. Rápido, lento, forte, valente, tranquilo, baru- lhento (características dos animais que apare- cem na música). Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar. Para ajudar Use cartões com imagens para facilitar a iden- tificação dos animais pelas crianças. Elas po- dem escolher quais deles preferem imitar. Incentive as crianças a participarem da brin- cadeira iniciando os movimentos. O papagaio voa, que brincar de voar comigo? Olhe, o seu amigo parece uma borboleta. Quer tentar? Indo além Os cartões com imagens podem ser usados para uma nova atividade: uma pesquisa em re- vistas. As crianças podem identificar caracte- rísticas dos ambientes dos animais, como o céu para o papagaio, a floresta para o macaco, por exemplo. Objetivos de aprendizagem EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela. w h a te v e r it t a k e s /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 82P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 82 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 83 A HISTÓRIA DA SERPENTE Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore e costumes. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: • Lenda “Boitatá”. • Canção “História da Serpente”. • Grupo Triii - Livro/ CD Brasil for Children. (Disponível em: <http://www.tiqueque.com/>. Acesso em: 07 set. 2020) Objetivos pedagógicos Pesquisar e reconhecer sobre os animais e len- das folclóricas culturais. Estimular a curiosidade pelo mundo natural. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e converse com elas sobre as lendas e folclo- res, dentre eles, a da serpente Boitatá; Conte às crianças sobre a serpente que, du- rante uma noite de muita tempestade, ilumi- nou-se toda com um fogo sobre a sua cabeça, iluminando e protegendo a floresta. Incentive as crianças a conversar, trocar ideias com os outros amigos: Vocês conhecem ou- tros animais da floresta? Convide as crianças a brincarem de “A história da serpente”, como o Boitatá: Uma criança de- verá iniciar a brincadeira sendo a serpente. En- quanto cantam a música, transcrita a seguir, ela chama uma criança de cada vez para pas- sar engatinhando por baixo das suas pernas e engatar na serpente formando seu rabo (em forma de trem). A brincadeira continua até que todas as crianças tenham formado o rabo. “– Essa é a história da serpente; – Que desceu do monte; – Você também (aponta para uma criança); – É um pedaço do meu rabão” Canção “História da Serpente”. Grupo Triii – Li- vro/CD Brasil for Children. Disponível em: <http://www.tiqueque.com/>. Acesso em: 07 set. 2020. Palavras-chave Serpente, lendas, floresta, brincadeira, rabo, monte, música, pernas. Caminhar, arrastar, engatinhar, abaixar, descer, levantar, formar, acrescentar, montar. Comprida, grande, longa, corajosa, protetora, iluminada, rastejante, enorme. Em frente, atrás, ao lado, acima, no meio, den- tro, fora. Para ajudar Busque o contato visual da criança e a convi- de para brincar. Comece a brincadeira dando as mãos para que ela se sinta encorajada a passar por baixo das pernas da “serpente”. Indo além Junte várias tiras de jornal ou papel colorido em forma de elos e monte uma enorme serpente com as crianças. Conte com elas quantos elos foram necessários para formar a serpente. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Objetivos de aprendizagem EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. EI02EO04 Comunicar- se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. D u a lo ro ru a /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 83P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 83 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 84 1, 2, 3, INDIOZINHOS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasia, mágica. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: • 1 lençol ou pano grande. • Blocos de encaixe (Lego ou outros) Objetivos pedagógicos Incentivar o faz de conta, estimular a coorde- nação motora grossa/ ampla, desenvolver re- lações espaciais, desenvolver a brincadeira, in- centivar a integração do grupo. Como fazer Após cantar diversas músicas na roda, propo- nha uma atividade baseada na música “1, 2, 3 indiozinhos”, cantiga de roda popular. Estique um grande lençol ou pano no chão e convide as crianças a se sentarem ou a se dei- tarem no tecido. Puxe delicadamente como se fosse um barco dando voltas pela sala. Em cima do “barco”, faça movimentos com os braços para cima e para baixo, remando, e pro- ponha às crianças que elas façam o mesmo: Muito bem, vamos remar! Olhem só, um jacaré se aproximou, vamos nos esconder! Todos se deitam e se cobrem com o pano. Depois: agitar as pernas, sacudir pernas e pés, mexer para cima e parabaixo: nadando como os índios. Incentive as crianças a levantarem e a abaixa- rem para se exercitarem no barco e levantarem a perna ou pularem para sair do pano para o chão novamente, terminando o “passeio de barco com os indiozinhos”. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Rio, barco, pernas, pés, braços, cabeça, barco, índios, jacaré, pano, lençol, movimentos, chão. Pular, agitar, balançar, nadar, remar, esconder, abaixar, levantar, deitar, sacudir, olhar, cantar, parar. Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar, para cima, para baixo. Para ajudar Se a criança permanecer deitada, deixe-a es- colher um animal para se sentar no lençol ou pano junto com ela. Indo além Desafie a criança a contar os 10 indiozinhos, que podem ser representados por blocos de Lego e colocados dentro do pano. Uma variação à brincadeira é uma criança ser o jacaré e as demais ficarem bem escondidas no pano e saírem quando “ele dormir”, se acordar, devem correr, engatinhar ou andar depressa. Objetivos de aprendizagem EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. A rm a ti o n /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 84P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 84 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 85 SACOLA COM PEDRA E PAPEL Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matérias, materiais, propriedades. Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo. Materiais: • 1 sacola. • Figuras impressas em tamanho maior de pedra, papel, construções feitas com pedras (casas, edifícios, calçadas) e materiais produzidos com papel (caderno, livro, papel higiênico). Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora grossa/ ampla, a coordenação motora fina, desenvolver rela- ções espaciais, desenvolver a brincadeira, incen- tivar a curiosidade sobre os elementos naturais. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e converse com elas sobre os tipos materiais e suas características. Cite exemplos de obje- tos com cada tipo de material: calçadas de pe- dra, caderno com papel, cadeira com madeira, dentre outros. Apresente as figuras dos diferentes elementos e materiais e do que podemos construir com eles, indagando se eles os conhecem: Isso mes- mo, é a pedra! Ela é pesada ou leve? E o papel? É um material áspero ou macio? Explique a brincadeira mostrando o saco de figuras maiores. As figuras irão aparecer e, quando a professora apitar e levantar uma fi- gura, as crianças levantarão um dos pés se for pedra ou algo feito com pedra, irão bater pal- mas se for papel ou algo feito com papel. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade e a brincadeira para pensar a cidadania e civismo, a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Papel, pedra, madeira, jogo, sacola, figura, música, mão, dedos, braço, caderno, calçada, brincadeira. Pegar, tentar mostrar, levantar, abrir, fechar, to- car, parar, conseguir, combinar. Macio, duro, pesado, leve, aberto, fechado. Rápido, devagar, em cima, embaixo. Para ajudar Perceba se uma criança precisa de um tempo maior para mostrar a mão ou o pé, como pe- dra e papel. Pergunte se ela deseja brincar jun- to com um amigo. Indo além Você pode trazer vários tipos de papéis, inclu- sive o tipo pedra para fazer construções variadas, com desenho e pintura. No caso das crianças maiores, você ainda pode usar a dobradura. Objetivos de aprendizagem EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. V e le ri /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 85P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 85 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 86 Hora de Brincar com as mãos CARIMBOS COM TINTA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços, creche, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: • Papel pardo ou lençol. • Tinta guache ou tinta natural. • Água. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora grossa/ am- pla, a coordenação motora fina, desenvolver relações espaciais, desenvolver a brincadeira. Como fazer Dissolva a tinta em um pouco de água. Comece a atividade pintando as mãos, os de- dos ou os pés das crianças e os convide a ca- rimbar as pegadas no papel ou lençol, forman- do uma grande pintura. À medida que cada criança carimba, a pintura ganha forma e cores. As cores podem variar nas crianças. Se for um grupo pequeno, cada criança poderá ter uma cor. Após a pintura, o desafio é tentar identificar de quem são os carimbos impressos no papel ou no lençol. Converse e espiche a conversa sobre as for- mas de arte encontradas nos muros e ruas da cidade, pois muitas cidades usam esse tipo de arte nas decorações públicas. R a w p ix e l. c o m /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 86P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 86 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 87 Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e civismo, a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Pés, tinta, papel, lençol, água, pegadas, chão, pintura, mão, dedo, digital, carimbo. Caminhar, andar, pular, misturar, pisar, carim- bar, imprimir, enfeitar, decorar, colorir. Colorido, enfeitado, curto, comprido, forte, suave. Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar. Para ajudar Faça a atividade em uma folha de papel com a criança para que ela perceba como é a brincadeira. Indo além Desafie a criança a fazer carimbos só dos de- dos do pé. Outra possibilidade é construir uma figura maior, feita de carimbos da turma toda, como um galo feito de polegares ou uma árvore em que a copa seja feita com o carimbo dos pés das crianças. Você também pode incentivar a criança a com- parar os tamanhos de polegares, dedos, mãos e pés com base nos carimbos, trabalhando no- ções de diferentes grandezas, como largura. V a s y a K o b e le v /S h u tt e rs to ck Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. K ra k e n im a g e s .c o m /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 87P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 87 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 88 TÚNEL ENFEITADO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: • Caixa grande de papelão. • Flores de tamanho médio a grande de tecido. • Rolos de papel toalhaspreviamente pintadas. • Pedaços de tecido. • Fio de lã ou barbante. • Imagens impressas das obras de Beatriz Milhazes, como “Gamboa”, 2010. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora grossa/ am- pla, a coordenação motora fina, desenvolver relações espaciais, desenvolver a brincadeira. Como fazer Apresente imagens impressas das telas colo- ridas e delicadas de Beatriz Milhazes para um grupo pequeno de crianças. Crianças devem observar as marcas típicas da pintora: cores, formas, círculo, as flores e os arabescos nas esculturas criadas pela artista. Inspirados nas obras das artistas com elemen- tos suspensos, proponha às crianças a cons- trução de um grande túnel com elementos sen- soriais. Use caixa de papelão grande como estrutura para o túnel furado previamente na parte superior. Em seguida, os fios de lã são enrolados na pon- ta com fitas adesivas, os fios são cortados em diversas alturas e as crianças maiores enfiam pétalas de flores de tecido, tipo de colares ha- vaianos, rolos de papel coloridos, pedaços de tecidos brilhantes emborrachados, entre ou- tros elementos. Compare os tamanhos dos fios, se curtos ou compridos, e escolha a posição da amarração com auxílio do adulto. A brincadeira é a criança caminhar, rastejar ou engatinhar sentindo e tocando nos objetos pendurados. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Túnel, flor, fio, lã, rolo, tridimensional, tecidos, cores, formas, círculo, escultura, tinta, suspenso. PN11 16/Sh utter stock P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 88P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 88 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 89 Objetivos de aprendizagem EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. Enfeitar, prender, unir, combinar, amarrar, en- rolar, cortar, comparar, enfiar. Colorido, enfeitado, curto, comprido, forte, suave. Em cima, embaixo, ao lado, depressa, devagar. Para ajudar Busque o contato visual da criança e convide- -as para brincar. Pergunte se gostam de flores, deixe-as tocar e sentir as texturas dos elemen- tos do túnel. Indo além Você pode apresentar flores naturais para que as crianças sintam o perfume. Mas antes é importante verificar com os familiares e responsáveis se há crianças alérgicas, evitan- do a exposição delas a esse tipo de elemento. É importante evitar também as flores que exalam odor muito acentuado, pois os chei- ros fortes podem enjoar especialmente as crianças menores. Faça um móbile grande circular com um bastidor de madeira de artesanato, com elementos sensoriais. Aproveite para compor o móbile com obje- tos de diferentes texturas combinadas com a madeira, oferecendo uma experiência sen- sorial mais diversificada às crianças. D u a lo ro ru a /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 89P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 89 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 90 BAGUNÇA DOS BICHOS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: Papel branco, figuras de revistas e impressas de animais, hidrocor e cola branca. • Reprodução da obra: “A Cuca”, 1924, Tarsila Amaral. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desenvol- ver relações espaciais, desenvolver a brincadeira. Como fazer Converse com as crianças sobre os animais. Ex- plique que cada um tem as suas características, um som correspondente, etc. Mostre a pintura indicada e fale sobre os ani- mais do quadro, conte que Tarsila gostava de inventar animais. Ela descreveu o quadro que criou como tendo “um bicho esquisito, no meio do mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho inventado”. Faça questionamentos, como: Quais animais aparecem no quadro? Como eles são? O que estão fazendo? De que cores são? Chame atenção para as cores vivas e vibrantes que a artista usou. Proponha a atividade: mon- te animais diferentes. Para isso, cada criança poderá escolher dois bichos e pensar em como eles seriam se estivessem unidos cada um com uma parte do corpo do outro: Um urso com cauda de baleia? Um macaco com pernas de galinha? É possível? Que bagunça na natureza! Auxilie as crianças nas etapas de recortar e de colar as imagens no papel. Por fim, incentive- -as a nomear os animais inventados. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor aos animais. Palavras-chave Animais, bichos, corpo, características, som, cores, papel, tesoura, figura, Cuca, quadro, pin- tura, nome dos animais. Colar, recortar, unir, montar, criar, inventar, ad- mirar, escolher, procurar, experimentar. Esquisito, engraçado, inventado, grande, pe- queno, diferente metade, inteiro. Advérbio: aqui, ali, em cima, embaixo, ao lado. Para ajudar Busque o contato visual e convide a criança pa- ra brincar, chamando-a pelo nome. Indo além Faça uma nova proposta das crianças dese- nharem o próprio animal inventado, do jeito que elas imaginarem: cabeça, troncos e mem- bros (no caso das crianças menores, algumas formas geométricas podem ajudar). Objetivos de aprendizagem EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). G ra fi n g e r/ S h u tt e rs to ck27 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 90P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 90 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 91 UM COLAR ENFEITADO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: Macarrão (tipo penne), anilinas comestíveis, lã ou elástico, vasilhas e fita adesiva. • Livro: MACHADO, A. M. Menino Poti. São Paulo: Salamandra, 1988. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver relações espaciais, desenvolver a brin- cadeira e a imaginação. Como fazer Faça a leitura do livro indicado, evidenciando as relações entre as onomatopeias e as imagens. Destaque as vestimentas das personagens e, então, proponha às crianças que confeccionem um colar como o da personagem Poti. Para isso, tinja previamente o macarrão com anilina, pois eles serão as contas do colar. Dis- ponha as contas coloridas em vasilhas separa- das ao alcance das crianças. Prenda um peda- ço de fita adesiva bem enrolada na ponta da lã onde as “contas” serão enfiadas. Mostre como fazer o colar segurando em uma das pontas da lã e enfiando a conta por dentro do fio. Proponha que as crianças enfiem as contas de macarrão, escolhendoas cores. Ao término da atividade, dê um nó duplo nas pontas da lã e estará finalizado o colar. Nem todas as comunidades indígenas utilizam esse tipo de adorno, então cuidem para que esse elemento não seja diretamente atrelado à imagem dos povos indígenas, evitando ex- pressões como “colar de índio”. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Indígena, colar, menino, mico, bananas, vasi- lhas, contas, pontas, lã, elástico, nó. Observar, enfiar, enfeitar, montar, tingir, esco- lher, decorar. Colorido, belo, enfeitado, comprido. Ao lado, à frente, antes, depois. Para ajudar Antes de começar a brincadeira, estimule a criança a tocar nas contas de macarrão. Indo além Você pode fazer com as crianças uma culinária com bananas, como cookies, feitos com aveia e banana bem madura. Amasse os ingredientes, deixando em forma de bolas e coloque no forno. Objetivos de aprendizagem EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças. V E C T O R F U N /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 91P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 91 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 92 CAMALEÃO DISFARÇADO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasias e mágicas. Bloco de atividade: Hora de brin car com as mãos. Materiais: 2 pratos plásticos descartáveis, ilhós, caneta para marcar o meio dos pratos; tesoura ou estilete para recortar a figura; tinta guache de cores variadas, pincéis e fita adesiva. • Canção: “Camaleão”, Palavra Cantada. Disponível em: <http://palavracantada.com.br/>. Acesso em: 08 set. 2020. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver a brincadeira e a curiosidade pelos ele- mentos naturais. Como fazer Mostre a imagem de um camaleão, um animal que, para se proteger de predadores, costuma mudar de cor. Explique que ele se camufla, dis- farça-se como as pessoas que colocam fantasias. Convide as crianças para pintar um camaleão e criar um brinquedo que mostra o camaleão mudando de cor, a camuflagem do camaleão. Em um dos pratos de plástico descartável, re- corte a forma de um camaleão (O adulto au- xilia nesta parte da atividade). Distribua tinta guache e pincéis para as crianças. Incentive que as crianças pintem todo o prato de plástico com as cores escolhidas espalhando bem e fazendo diversas misturas de cores. Deixar secar. Em seguida, entregue o brinquedo (previamente unido em dois pratos, com os ilhós, que devem ser cobertos de fita adesiva, por segurança), mostre como funciona e deixe que observem o efeito. Enquanto o prato que está atrás gira, o camaleão muda de cor. Apro- veite para indagar quais cores as crianças veem. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Camaleão, cores, camuflagem, mágica, mudan- ça, tinta, pratos, ilhós, percevejo, pincel, preda- dores, plástico, fantasias. Girar, mudar, camuflar, disfarçar, rodar, esco- lher, tocar, observar, surpreender. Ao lado, em frente, atrás, no meio, onde, todo, bastante. Para ajudar Você pode perguntar a cada criança se ela necessita de apoio para girar o prato e ver o efeito do camaleão. Indo além Você pode associar esta atividade com uma que trabalhe a mistura de tintas de duas cores, trans- formando-se em uma nova cor. Enquanto fazem a brincadeira, pode colocar a música indicada. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. E ls b e t/ S h u tt e rs to c k24 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 92P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 92 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 93 MÃOS SENSORIAIS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matéria, materiais, propriedades. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: • Luvas de látex descartáveis. • Ingredientes como arroz, feijão, lentilha, farinha, aveia ou café. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver a brincadeira. Estimular a criatividade ao criar possibilidades de brincadeiras e a curiosidade pelos elemen- tos naturais. Como fazer Encha luvas de látex com materiais de textu- ras diferentes, como o arroz, feijão e a lentilha. Pode usar farinha, aveia ou café. Depois, dê um nó bem apertado na luva para que o material fique seguro lá dentro. Entregue luvas para as crianças e converse com elas sobre as texturas, contato, a movi- mentação dos grãos dentro da luva de látex. Chame a atenção para as mãos das crianças: Vamos preparar as nossas mãos para descobrir coisas novas? Induza que as crianças movimen- tem as mãos: Hoje vamos conhecer um material com o mesmo formato das nossas mãos. Diga, por exemplo: ͥ Olhem como as luvas são parecidas com as nos- sas mãos! ͥ Elas têm o mesmo formato! ͥ Elas são maiores ou menores que as nossas mãos? ͥ Podem bater palmas! ͥ Podem dar tchau! ͥ Podem fazer carinho. ͥ Vamos apertar e sentir a textura das luvas. ͥ Vamos apertar com as duas mãos. ͥ O que mais nossas mãos podem fazer. Deixe a criança estimular a nova textura e es- piche a conversa sobre isso, respondendo per- guntas com mais perguntas. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Palavras-chave Textura, mãos, palmas, luvas, dedos, cinco, grãos, fibras, saúde; ingredientes (arroz, feijão etc.). Pegar, dobrar, apertar, tocar, sentir, apontar, grudar. Maior, menor, fria, quente, dura, macia, embor- rachada. Para ajudar Entregue uma luva vazia para criança sentir que é um objeto usado por médicos, enfermei- ros e que não há riscos. Indo além Desafie a criança a encher uma luva com no- vos grãos ou ar. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. A na st as ia O si po va /S hu tt er st oc k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 93P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 93 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 94 Hora de Brincar com os números O OUTRO LADO DO MURO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços, creche, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: • Livro: AGEE, J. O muro no meio do livro. São Paulo: Pequena Zahar, 2019. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver relações espaciais, desenvolver a brin- cadeira e a imaginação. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e leia o livro indicado da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as imagens do li- vro, associe as imagens ao vocabulário utilizan- do sons e onomatopeias. Observe as reações das crianças. Converse com as crianças sobre as posições: frente, atrás, ao lado, do outro lado, em cima, embaixo. O que nós enxergamos se olhamos de perto? E de longe? Faça movimentos cor- porais com as crianças e promova desloca- mentos no espaço para mudar a posição e tra- ga uma possibilidade de olhar diferente. Observe as reações e respostas das crianças e interaja com elas. Faça várias marcações no chão e convide to- dos a se movimentarem tranquilamente, pres- tando atenção no que veem e, quando fizer um som, todos param e mudam o movimento: Quem está em pé desce com o topo da cabe- ça no chão e vê tudo de baixo para cima. Quem está de um lado, vire de costas. Quem estava olhando de longe, que chegue bem perto. Pe- ça que as crianças digam o que viram de for- ma diferente ou o que não tinham enxergado em uma determinada posição que poderiam ver de um outro lado. Palavras-chave Posição, corpo, movimento, chão, céu, lado, som, cabeça, pé. Andar, olhar, mudar, mexer, modificar, virar, descer, subir, parar. Diferente, novo, interessante, novidade, curioso. Frente, atrás, em cima, embaixo, longe, perto, ao lado, do outro lado. Para ajudar Busque o contato visual com a criança e a con- vide a brincar. Como um apoio a mais, incentive um amigo a ajudá-la a se movimentar. Eles po- dem perceber algo de forma diferente em dupla. Indo além Apresente cartões com imagens nos dois la- dos, frente e atrás. Na frente, uma pequena parte de uma figura, o bico de um papagaio, por exemplo. A criança tenta adivinhar qual é a imagem e quando vira o cartão descobre se realmente percebeu a imagem original. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Objetivos de aprendizagem EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. a ry p ik a /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 94P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 94 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 95 QUANTOS OVOS DE OURO CABEM NA CESTA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: Uma cesta grande e cestas menores, bolinhas brancas de pingue-pongue ou algo semelhante a um ovo. • Livro: ROCHA, R. João e o pé de feijão. 2ª ed. São Paulo: Salamandra, 2010. Objetivos pedagógicos Estimular o faz de conta com diversos tipos de brinquedos. Trabalhar noções matemáticas. Desenvolver a brincadeira. Promover a interação entre as crianças. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Leia o livro “João e o pé de feijão” da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. Diga: O que vimos na história? Era uma vez um menino chamado João. Ele foi à feira vender a vaquinha, para comprar comida. Mas trocou por feijões. Por quantos grãos ele trocou? Três grãos. Conte: Um, dois, três. Repita. Continue: E o que aconteceu? Os feijões eram mágicos. O pé de feijão cresceu tanto que seus galhos subiram até as nuvens. João subiu pelo pé de feijão e viu um castelo. Como era o cas- telo? Enorme! E a porta? E os móveis? E a me- sa? Eram grandes ou pequenos? Muito gran- des! Quem estava no castelo? O gigante! Ele era muito bravo e correu atrás do João. O gi- gante caiu do pé de feijão. O João pegou a ga- linha dos ovos de ouro. Quantos ovos a galinha botou? Vamos contar? Pegue a cesta grande e coloque no centro. Dis- tribua as cestas menores entre as crianças. Con- te o número de “ovos” de cada cestinha: Um, dois, três. Repita. Peça que as crianças levem os “ovinhos” da galinha para a cesta grande, um de cada vez. Auxilie as crianças menores. Na história tinha um gigante, ele era muito grande, como ele andava? Passos pequenos ou passos grandes? Imite os passos do gigan- te. Conte os passos: Um, dois, três, quatro, cin- co... até dez. Vamos andar como o Gigante? Estimule as crianças a fazer o mesmo. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Pé, feijão, grão, galhos, castelo, Gigante. Grande, pequeno, enorme, mágico. Números de um a dez. Comprar, vender, plantar, brotar, subir, descer. Para ajudar Auxilie as crianças nos movimentos para co- locar os ovos na cesta. Se for preciso, aproxi- me um pouco mais. Indo além Atividade de plantar sementes de feijão no al- godão, no caso das crianças maiores. Para as crianças menores, você pode propor pintar bolas de papel bem amassado como se fos- sem ovos ou feijões. Objetivos de aprendizagem EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 95P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 95 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 96 O QUE A BARATA TEM? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: • Livro: SHURAVEL, M. É mentira da barata. 1ª ed. São Paulo: Salamandra, 2014. • Áudio da cantiga popular: “A barata diz que tem”. • Cartolina, cola e pedaços de filó coloridos. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina, traba- lhar noções matemáticas, desenvolver a brinca- deira, promover a interação entre as crianças. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Cante a música: “A barata diz que tem”. Depois de cantar, pergunte às crianças: O que a bara- ta tem? Sete saias de filó, ou uma só? Um anel de formatura ou a casca dura? Vamos ver? Leia o livro “É mentira da barata” da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. Depois, volte nas ilustrações e converse com as crianças. O que vimos nessa história? Quan- tas saias a barata diz que tem? Vamos contar? Uma, duas, três... Quantos anéis? Quantos sa- patos? Quantas camas? Coloque o áudio da cantiga popular “A barata diz que tem”. Na cartolina, faça previamente um desenho es- tilizado da barata, com as mesmas característi- cas da barata da história e com apenas uma saia. Diga que, na verdade, a barata tem uma saia só, mas que ela gostaria de ter sete saias. Seráque podemos ajudar? Cole os pedaços de filó com a ajuda das crian- ças. Explore o vocabulário: características, co- res, formas e texturas. Faça a contagem até colar as sete saias de filó. Pergunte como a barata se movimenta. Ela an- da rápido ou devagar? Diga que ela gosta de se esconder nos cantinhos. Vamos brincar de esconde-esconde? Conte até dez. Brinque de esconder e procurar, fechar os olhos e abrir. Repita a brincadeira. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Barata, saia, anel, sapato, cama, filó, cristal, cas- ca, marfim, capim, veludo. Números de 1 a 7. Duro, mole, liso, cacheado, rápido, devagar. Dançar, dormir, contar. Para ajudar Colocar o áudio da música. Cantar junto com as crianças. Indo além Mostre imagens de outros animais e explore o número de pés e pata. Objetivos de aprendizagem EI02TS02 Utilizar materiais variadosvv com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. K u d ry a s h k a /S h u tt e rs to ck 28 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 96P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 96 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 97 QUANTAS VOLTAS VAMOS DAR? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: • Livro: ORTHOF, S. Ciranda de Anel e Céu. 3ª ed. São Paulo: Global Editora, 2006. • Poesia: “Ciranda, cirandinha”, autor desconhecido. • Áudio da cantiga “Ciranda, Cirandinha”. • Cartolina e lápis de cor. Objetivos pedagógicos Desenvolver a noção de ritmo, coordenação motora grossa/ ampla, raciocínio rápido, tra- balhar noções matemáticas, percepção audi- tiva, identificação das partes do corpo, incen- tivar a interação em grupo. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Leia o livro “Ciranda de Anel e Céu” da seguin- te maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. Volte na ilustração e repita o verso: Ó cirandei- ro, cirandeiro ó, a pedra do teu anel, brilha mais do que o Sol. O que vimos na história? Que o anel do ciran- deiro brilha mais do que o sol. Vamos desenhar o sol? Como ele é? Quadrado? Redondo? Ama- relo? Vamos ver? Coloque a cartolina no centro da roda e dese- nhe o sol. Explore o vocabulário: Redondo, amarelo, grande, brilhante. Estimule as crian- ças a desenhar também. Leia a poesia: “Ciranda, cirandinha”. Cante com as crianças. Agora vamos todos cirandar? Quantas voltas va- mos dar? Vamos contar? Fique de pé e faça uma roda com as crianças. Auxilie os menores. Gire para um lado. Conte um. Mais uma volta. Conte dois. Gire para o outro. Conte novamente. De- pois, brinque de contar os passos: Um, dois, três... Cante a cantiga “Ciranda, Cirandinha”, repetin- do os movimentos: Uma volta para um lado, uma volta para o outro. Auxilie as crianças me- nores. Brinque de entrar e sair da roda. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Ciranda, roda, anel, sol. Redondo. Números de um a dez. Cirandar, girar, rodar, brilhar, contar. Para ajudar Auxilie as crianças a fazer o desenho. Utilize Materiais de acordo com a faixa etária Oriente como segurar o lápis. Indo além Brinque com as crianças de passar o anel. Objetivos de aprendizagem EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. EI02EF09 Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 97P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 97 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 98 UMA DISPUTA E TANTO! Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasias e mágicas. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: Sacolas de papel, papéis picados verdes, 2 caixas de papelão pequenas, enfeites e formas para colagem, tesoura e cola branca e Blocos de montar • Livro: IACOCCA, M.; IACOCCA, L. O Jacaré e o sapo. São Paulo: Ática, 2000. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina, racio- cínio rápido, atenção, trabalhar noções mate- máticas, percepção auditiva, desenvolver a brincadeira, incentivar a interação em grupo. Como fazer Sente-se com o grupo de criançaspara realizar a leitura do livro indicado. Interaja com com as crianças sobre as personagens: O sapo e o jaca- ré, o que eles têm em comum? E de diferente? Em seguida, proponha a atividade: Vamos criar um jogo com o sapo e o jacaré? Primeiro, com as caixas de papelão, monte um dado de cores e um dado de numerais (1 a 6). Depois, confeccione os animais com as saco- las e papéis verdes, as sacolas com os papéis verdes e com as formas, formando os olhos e outros detalhes. Quando os fantoches estive- rem secos, corte na região da boca um círculo grande (o adulto poderá auxiliar ou fazer o re- corte). Deixe as crianças conhecerem os fan- toches e então explique a elas a brincadeira: joga-se o dado das cores e depois o dos nu- merais. A cor e a quantidade que surgir cor- responderá aos blocos de Lego que serão co- locados na boca do sapo e do jacaré, as suas “Comidas”. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Sapo, jacaré, formas, comida, fantoche, blocos, círculo, dado, caixas, sacola, jogo. Montar, colar, enfeitar, jogar, comer, colocar. Comilão, verde, engraçado, diferente, igual, grande, pequeno. Dentro, fora, pouco, muito, bastante. Para ajudar Separe as crianças em grupo de jacarés e gru- po de sapos, ajudando-as a identificar a dife- rença entre esses animais. Indo além É possível substituir os blocos de montar por frutas, incentivando a alimentação saudável. os identifiquem e os agrupem entre os dois bichos. Objetivos de aprendizagem EI01EO04 Comunicar necessidades, desejos EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. IR IN S /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 98P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 98 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 99 BOLAS COLORIDAS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matéria, Materiais, propriedades. Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: • Livro: DIAS, V. L. Verdes, azuis e vermelhinhas. São Paulo: Elementar, 2009. • 1 pote transparente e 1 caixa de sapato. • Círculos e quadrados pequenos de papéis coloridos. • 2 folhas de plástico retangular tipo “contact”. • Fita adesiva. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina,racio- cínio rápido, atenção, trabalhar noções mate- máticas, percepção auditiva, desenvolver a brincadeira, incentivar a interação em grupo. Como fazer Sente-se em uma roda com um pequeno gru- po de crianças e leia a história indicada, res- saltando as imagens, as personagens e as suas ações: Ela gosta de passear no trabalho do pa- pai, vocês também gostam de passear com a família, aonde gostam de ir? Interaja com elas observando suas reações e respostas. Mostre às crianças um pote grande cheio de bo- las coloridas e uma caixa de sapato com qua- drados, ambos feitos de papel colorido. Incen- tive que eles peguem os círculos e quadrados e os observem. Apresente as folhas de plástico adesivo afi- xada na parede com as fitas, uma ao lado da outra. Proponha que as crianças coloquem os círculos em uma folha e os quadrados em outra folha. Ao final, conte junto com as crianças quantos círculos e quantos quadrados estão grudados na folha plástica. Quantos de cada cor? Quan- tos no total? Palavras-chave Bolas, círculos, quadrados, livro, menina, pote, coleção, caixa, plástico, parede, trabalho, pa- pai, família, passeio; as cores. Colar, tocar, pegar, separar, contar, guardar, tampar, abrir. Perto, longe, muito, pouco, ao lado, quantos. Para ajudar Entregue o pote com os círculos para que a criança sacuda e escute o som. Ajude a crian- ça a colar a forma no papel adesivo na parede. Indo além Desafie a separar as formas por cores. Desafie a contar o total de quadrados colados. Objetivos de aprendizagem EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. J o e l C a lh e ir o s /S h u tt e rs to c k Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e civismo, a vida familiar e social na creche. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 99P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 99 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 100 OLHE O SINAL! Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Meios de Transportes. Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: • Lixas, de parede. • Fitas adesivas brancas. • Carros de brinquedos. • Canção: “Vambora, tá na hora”, Palavra Cantada. Disponível em: <http://palavracantada.com.br/>. Acesso em: 08 set. 2020. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina, racio- cínio rápido, atenção, trabalhar noções mate- máticas, percepção auditiva, desenvolver a brincadeira, incentivar a interação em grupo. Como fazer Recorte formas geométricas em lixas de pare- de tamanho A4, como uma forma em cada fo- lha de lixa: retângulos, círculos e quadrados. Deixe vazado o interior da forma geométrica. Use pedaços de fita adesiva branca para criar o traçado pontilhado do meio da pista. Disponha as pistas feitas de lixa de parede no chão e peça para que as crianças falem os no- mes das formas geométricas a que se referem. Peça que as crianças toquem com os dedos e sintam a textura da lixa. Compare com o chão, conte que as estradas têm a textura áspera. Brinque com os carrinhos sobre a lixa de vá- rias formas: em frente, de costas, devagar, rá- pido. Contar: 1, 2, 3 e já! Dirija os carros pela pista contando quantas retas e esquinas têm a pista. Apresente códi- gos com as cores vermelho, amarelo e verde para os carros avançarem, pararem ou dirigi- rem bem devagar. Enquanto brincam, podem ouvir e dançar com a canção indicada. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Carro, sinal, cor, lixa, trajeto, rua, estrada, re- tas, pista, esquina, formas, textura, dedos. Áspero, liso, colorido, lento, rápido. Números de 1 a 10. Dirigir, comparar, brincar, avançar, parar. Advérbio: Perto, longe, ao lado, em frente, atrás. Para ajudar Aproxime-se da criança, faça contato visual e a convide para brincar. A criança pode brincar com os transportes de brinquedo, ouvir os sons, ver alguns deles pela janela ou por imagens. Ob- servar primeiro para depois participar do jogo. Indo além Você pode propor fazer uma colagem com as formas geométricas formando um meio de transporte, por exemplo, com retângulo maior, um menor em cima e dois círculos pequenos embaixo vira um carro. Objetivos de aprendizagem EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 100P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 100 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 101 A CESTA DA CHAPEUZINHO VERMELHO Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio ambiente, plantas. Bloco de atividade: Hora de brincar com os números. Materiais: 2 cestas, 1 laço de fita vermelho, 1 laço amarelo e 7 frutas vermelhas e amarelas. • Livro: PERRAULT, C. Chapeuzinho Vermelho. São Paulo: Cia.das Letrinhas, 2007. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina, de- senvolver o faz de conta, o raciocínio rápido, a atenção, trabalhar noções matemáticas, per- cepção auditiva, desenvolver a brincadeira, in- centivar a interação em grupo. Como fazer Leia a história indicada para as crianças e in- centive-as a ouvir, cantar e dançar a canção sobre o mesmo tema. Apresente duas “cestas de frutas da Chapeu- zinho Vermelho”. Conte com as crianças: Olhem só, cestas, uma com um laço vermelho e outra com laço amarelo! Quantas são?. Mostre as frutas vermelhas e amarelas e diga frases como: Vamos contar quantas frutas te- mos aqui? Maçã, morango e cereja, 1, 2 e 3. Proponha às crianças organizar as cestas, co- locando as frutas vermelhas na cesta vermelha e as amarelas na cesta amarela. Enquanto elas colocam, faça a contagem no- vamente. Continue a brincadeira tirando uma fruta e perguntando quantas ficaram e assim suces- sivamente. Acrescente mais frutas e plantas comestíveis. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Cesta, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, laço. Frutas: maçã, morango, cereja, melão, abacaxi, maracujá, carambola, tomate, números de 1 a 10. Colocar, cheirar, provar, organizar, pegar, con- tar, separar, acrescentar, diminuir, tirar, comer. Cheirosa, saborosa, bonita, colorida, vermelhas, amarelas. Em frente, ao lado, muito e pouco. Para ajudar Entregue uma fruta para a criança experimen- tar ou dê a cesta para a criança segurar. Indo além Desafie a criança a criar uma situação de contar as frutas, colocando-as ou tirando-as da cesta. Objetivos de aprendizagem EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços comcrianças da mesma faixa etária e adultos. Te g u h M u jio n o /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 101P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 101 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 102 PREPAREM-SE, SERÁ DADA A LARGADA! Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Meios de Transportes. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: Cartolina branca, fita crepe, tinta guache lavável de cores variadas, carrinhos de plástico laváveis e sem partes eletrônicas. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina, de- senvolver o faz de conta, incentivar a atenção, trabalhar noções matemáticas, desenvolver a brincadeira, incentivar a interação em grupo. Como fazer Faça linhas curvas e retas com a tinta e apre- sente para às crianças a ideia de traçar linhas paralelas. Incentive para que elas toquem com a ponta dos dedos e sintam o efeito de grudar o dedo nas linhas retas e paralelas. Depois, proponha a atividade de carros na pis- ta. Para isso, prenda uma folha grande de car- tolina branca na mesa de trabalho com fita crepe. Disponha bandejas descartáveis de isopor com tinta guache lavável, de várias cores, ou colo- que a tinta em porções diretamente em uma lateral do papel. Disponha carrinhos de brin- quedo de plástico laváveis. Peça que as crian- ças escolham um carrinho e o coloquem na tinta. Depois, cada criança vai “dirigir” o carri- nho com as rodas carregadas de tinta sobre o papel, observando o efeito de passar o carrinho sobre tintas de cores diferentes. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e o civismo e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Carros, pista, largada, chegada, linhas parale- las, retas, curvas, trajeto. Correr, acelerar, pintar, marcar, traçar, lavar, dirigir. Dentro, fora, bem, quase, à frente, atrás, no meio, bastante. Para ajudar Incentive as crianças a explorar os carros an- tes de começar. Observe e perceba as reações da criança diante do carro nas mãos. Indo além Você também pode apresentar para as crian- ças outros tipos de transportes, como cami- nhão ou ônibus. Objetivos de aprendizagem EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. Y a u h e n i M e s h c h a ra k o u /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 102P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 102 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 103 Hora de ler QUEM CONHECE A BAILARINA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Corpo, Saúde, Alimentação. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: Massinha ou argila e figura da bailarina de Edgar Degas. • Livro: YOUNG, A. B. A bailarina. 1ª ed. São Paulo: Ed. Ática, 2004. • Música: A Bailarina, de Toquinho. CD “Casa de Brinquedos”, Polygram, 1983. Disponível em: <http:// www.toquinho.com.br/>. Acesso em: 08 set. 2020. Objetivos pedagógicos Desenvolver noção de ritmo, coordenação mo- tora fina, incentivar a imaginação, a identifica- ção das partes do corpo, estimular a interação em grupo. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Diga que hoje vamos brincar de bailarina. Apresente a figura da bailarina de Degas e converse com as crianças: Onde estão as mãos da bailarina? Ela já está pronta para co- meçar a dançar? Leia o livro indicado e faça perguntas para as crianças: O que vimos na história? Belinda ado- rava dançar. Por que Belinda ficou triste? E, en- tão, o que aconteceu quando ela ouviu uma mú- sica bem animada? Voltou a dançar e todos aplaudiram. Belinda foi convidada para dançar no teatro e ficou muito feliz. m seguida, convide as crianças para fazer uma bailarina. Sente-se com elas, distribua o mate- rial e oriente-as durante a modelagem, aprovei- tando para explorar o nome das partes do cor- po. em roda com as crianças, pegue a argila ou a massinha para modelar uma bailarina. Distri- bua e oriente as crianças. Explore o vocabulário durante a atividade: Partes do corpo. Palavras-chave Bailarina, balé, dança, mãos, braços, pernas, pés. Esquerda, direita. Dançar, rodar, girar. Para ajudar Exponha uma bailarina montada para inspirar as crianças durante a atividade. Indo além Coloque a música indicada e desafie as crian- ças a dançarem como as bailarinas. Objetivos de desenvolvimento EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e civismo, e a vida familiar e social na creche. M o n k e y B u s in e s s I m a g e s /S h u tt e rs to ck 29 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 103P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 103 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 104 QUAL O CAMINHO PARA CASA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Eu, colegas, família, comunidade. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: Cartolina com o desenho de uma casa. • Livro: ROCHA, R. João e Maria. 1ª ed. São Paulo: Salamandra, 2010. Objetivos pedagógicos Desenvolver o faz de conta, desenvolver a coordenação motora fina, incentivar a imagi- nação, a identificação das partes do corpo, es- timular a interação em grupo. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Leia o livro “João e Maria”, da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. O que vimos na história? João e Maria eram mui- to pobres e moravam perto da floresta. Foram deixados lá sozinhos e não conseguiam voltar para casa. João fez uma trilha com pedrinhas. Mas eles não acharam o caminho de volta. Eles estavam perto ou longe de casa? Encontraram uma casinha. Do que era feita a casinha? De do- ces! Mas a casa era de quem? De uma bruxa malvada! João e Maria conseguiram escapar da casa da Bruxa e voltar para casa. Mostre o desenho da casa. Explore o vocabulá- rio: Como é a nossa casa? Grande ou pequena? Tem porta? Janela? Telhado? De que cor ela é? E a casa da história? Era feita de que? De doces. Era muito colorida. Quem morava lá? Uma bruxa! Na história, vimos que para não se perder João fez uma trilha de pedrinhas para marcar o cami- nho. Vamos fazer uma trilha e descobrir o caminho até a nossa casa? O que vamos usar? Escolha ob- jetos adequados à faixa etária (blocos de mon- tar). Se possível, use o pátio para essa atividade. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade para pensar a cidadania e o civismo, e a vida familiar e social na creche. Palavras-chave Casa, floresta, trilha, caminho, pedrinhas, irmãos, bruxa, caldeirão. Andar, ir, voltar, perder, encontrar, subir, descer, virar. Perto, longe, pobre, rico, sozinho, direita, es- querda. Paraajudar Oriente as crianças menores no caminho até a casa. Se for preciso, use uma fita para mar- car o caminho no chão. Indo além O que a bruxa usava para cozinhar? Um cal- deirão! Brinque com as crianças de preparar poções mágicas, misture objetos e elementos. Explore o vocabulário. Objetivos de desenvolvimento EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). jehs om wan g/S hut ters tock P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 104P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 104 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 105 DE QUEM É ESSA CASA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: • Livro: PESTILI, E. Cada casa casa com cada um. 1ª ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2014. • Áudio da cantiga popular: “Casa torta”. • Fichas com figuras dos animais e fichas com figuras das casas. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, estimular o raciocínio rápido, a atenção, desenvolver a brincadeira. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Cante com as crianças a música “Casa Torta” (cantiga popular, autor desconhecido): Quem mora na casa torta, sem janela e sem porta? Um gato que usa sapato, e tem um retrato no quarto? O que é uma casa? Ouça as respostas das crianças. Estimule e ajude as crianças a res- ponder. Hoje, vamos fazer a leitura de uma his- torinha que mostra as casas dos animais. São iguais ou diferentes? Vamos ver? Leia o livro “Cada Casa Casa com Cada Um”, da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. O que vimos nessa história? O rato mora na toca, a abelha, na colmeia, e o cachorro, na ca- sinha. Como é a casa do sapo? Existem casas grandes e pequenas, de madeira, perto da ár- vore ou na lagoa. Vamos levar cada animal para sua casa? De um lado, coloque as fichas com as figuras dos animais: rato, abelha, casinha, ninho. Do outro, coloque as fichas com as figuras das ca- sas: toca, colmeia, casinha, ninho. Identifique o animal e a sua casa e junte as fichas. Estimu- le e ajude as crianças a fazer o mesmo. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Casa, janela, porta, retrato, quadro. Morar, entrar, sair. Torta, igual, diferente, grande, pequeno, perto, longe. Para ajudar Volte ao livro, releia a história para que as crian- ças identifiquem os animais e suas casas. Indo além Faça um jogo da memória com as figuras das casas dos animais. Objetivos de desenvolvimento EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. ru b y n u rb a id i/ S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 105P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 105 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 106 QUAL A FORMA DO CÉU? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: • Livro: RIBEIRO, N. Brincando nas nuvens. 1ª ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2004. • Móbile de nuvem com gotas de chuva. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora fina, desen- volver relações espaciais, trabalhar a percep- ção auditiva, visual, tátil, motora, estimular a curiosidade pelo mundo natural. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Leia o livro “Brincando nas nuvens”, da seguin- te maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. O que vimos nessa história? Que as nuvens es- tavam brincando no céu, de pega-pega, de es- conde-esconde. As nuvens brincaram de abra- cadabra e se transformaram em muitas coisas diferentes: trem, algodão doce e urso polar. Diga: Vimos no livro que enquanto as nuvens se divertem no céu formando imagens, uma turma de crianças também brinca de descobrir o que aquelas nuvens estão “desenhando”. Que imagem as nuvens formaram? Um trem, algodão doce, urso polar. Qual o barulho do trem? Piuí, Tic-tac. E o urso polar? Como ele é? Grande ou pequeno? De que cor ele é? Bran- co. Da mesma cor da nuvem! Monte com as crianças um móbile de nuvem. Recorte previamente em papel cartão o formato de uma nuvem, preencha toda a superfície co- lando algodão. Prenda alguns fios de barbante. Diga as crianças que a nuvem está muito cheia. O que vai acontecer? Parece que vai chover! Vamos colocar as gotinhas de chuva? Com a ajuda das crianças, cole nos fios de bar- bante forminhas de doces cortadas ao meio, imitando gotinhas de chuva. Diga às crianças que a chuva pode ser bem fraquinha, pode ser forte, e que quando é mui- to forte, aparecem os raios e ouvimos os tro- vões. Pergunte se já ouviram o barulho do tro- vão. Faça o som. Brinque com as crianças de se esconder da chuva. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar a cidadania e o civismo e a relação social entre os bebês. Além disso, aproveite para pensar a educação corporal, da saúde e a noção de direção e da percepção dos sentidos. Palavras-chave Céu, nuvem, formas. Desenhar, brincar, imaginar, transformar, dese- nhar. Para ajudar Oriente as crianças na montagem do móbile. Indo além Garrafa de chuva: encha uma garrafinha pe- quena com palitos e grãos para imitar o baru- lho da chuva. Objetivos de aprendizagem EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. S h u tt e rs to c k / c T e rm it P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 106P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 106 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 107 A CANÇÃO DOS PÁSSAROS Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: • Livro: BALEIRO, Z. A canção dos pássaros. 1ª ed. S.l.: Instituição Kidsbook – Itaú, 2017. Disponível em: <www.euleioparaumacriança.com.br>. Acesso em: 08 set. 2020. • Áudio da música “A Canção dos Pássaros”, de Zeca Baleiro. Disponível em: <http://zecabaleiro. com.br/>. Acesso em: 08 set. 2020. • Chocalhos feitos com potes ou garrafinhas. • Se possível: apitos que imitam os cantos de diferentes pássaros. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver o ritmo, estimular o raciocínio rápido, a atenção, desenvolver a brincadeira. Como fazer Leia o livro “A canção dos pássaros”, mostran-do as imagens e explorando o vocabulário. Sugestões: O que vimos nessa história? Os pássaros voam. Onde os pássaros voam? No céu. Qual a cor do céu? Azul! E os pássaros? Eles também são coloridos? Vamos olhar no livro? Explore as imagens identificando a cores. Aproveite para explorar as referências da obra, como: O dia estava lindo e os pássaros muito alegres. Os pássaros da história gostam de vá- rios ritmos. O curió gosta de samba. O bem- te-vi canta blues. A Asa Branca gosta de baião. Os pássaros cantaram tanto que todos ouvi- ram, pertinho e bem longe, além das galáxias, perto das estrelas. Assobie e diga que os pássaros adoram cantar. E as crianças? Também cantam? Vamos tentar? Distribua os chocalhos. Coloque o áudio da música “A Canção dos pássaros”. Cante mar- cando o ritmo com os chocalhos. Estimule as crianças para que façam o mesmo. Vamos can- tar e dançar com os pássaros! Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Som, canção, ritmo; pássaros, curió, bem-te-vi, asa branca; estrelas, galáxias. Voar, cantar, dançar, ouvir, assobiar, bater, cha- coalhar, tocar, fazer. Perto, longe, aqui, ali, rápido, devagar, lento, acelerado. Para ajudar Segure na mão da criança e ajude a fazer os movimentos do balanço do chocalho. Estimu- le a percepção musical. Indo além Explore os movimentos dos passarinhos, ao som da música indicada. Desafie a criança a cantar uma música conhe- cida usando o chocalho. Se houver materiais disponíveis, mostre e toque os apitos com diferentes sons de pássaros (aten- ção à higiene, só você deve usar os apitos). Objetivos de aprendizagem EI02TS01 Criar sons ccom materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 107P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 107 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 108 QUEM SABE VOAR? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: • Livro: PORTO, C. A Festa no céu. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 1995. • Fichas com imagens de animais voadores e terrestres. • Áudio da cantiga popular: “Borboletinha”. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora ampla e fina, desenvolver relações espaciais, estimular a fala, incentivar a curiosidade pelo mundo natural. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Leia o livro “A Festa no céu”, da seguinte ma- neira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. Interaja sobre os pontos principais da história, como mostram as sugestões: Na história da festa no céu, o jabuti queria sair voando até a festa, mas jabuti voa? Não! O jabuti teve a ideia de se esconder no violão do urubu, ficou bem escondido e chegou na festa. Ele dançou, comeu, bebeu, mas na volta caiu do violão e quebrou todo o casco. Os animais ajudaram o jabuti e é por isso que o casco de- le ficou repartido, todo ondulado. Quais são os animais que voam? Vocês sabem? Vamos ver? Separe as imagens com a ajuda das crianças. De um lado, os animais que voam: A coruja, os pássaros, a borboleta. Do outro lado, os que não voam: O cachorro, o porco, a vaca, a for- miga, o jabuti. Estimule as crianças a partici- par. Repita os nomes dos animais. Explore o vocabulário: características dos animais. Vocês gostam de festa? Todos nós gostamos de comemorar aniversários e outras datas impor- tantes. O que tem em uma festa, vocês sabem? Bolo, doce, balão. E o que mais? Música e dança! Vamos cantar a música da Borboletinha? Ela também sabe voar! Cante e dance com as crianças. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Festa, céu, animais, jabuti, casco, chão, violão, música, remédio, curativo. Voar, andar, esconder, quebrar, dançar, cantar. Ondulado, repartido. Para ajudar Utilize animais de brinquedo (plástico ou ma- deira), para ajudar na identificação. Indo além Explore os instrumentos musicais que aparecem na história. Leve chocalhos, pandeiros e tambo- res e monte uma banda com as crianças. Objetivos de aprendizagem EI02EF07 Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais. EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. D a zz lin g C lip s /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 108P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 108 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 109 A BICICLETA VOADORA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasia, mágicas. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: • Livro: PRATA, A. A bicicleta voadora de Antônio. 1ª ed. S.l.: Instituição Kidsbook-Itaú, 2017. Disponível em: <www.euleioparaumacriança.com. br>. Acesso em: 09 set. 2020. • Pipa de mão: fitas ou papeis coloridos, argola ou canudos recicláveis, fita durex colorida ou não. Objetivos pedagógicos Estimular a coordenação motora ampla e fina, desenvolver relações espaciais, promover in- teração do grupo através da brincadeira. Como fazer Leia o livro “A bicicleta voadora”, mostrando as imagens e explorando o vocabulário. Diga que a bicicleta e a pipa eram muito amigas. A bicicleta pedalava e a pipa voava. O que a pi- pa viu lá do céu? Um barco vermelho grande, barcos brancos pequenos, uma praça cheia de crianças, a fogueira. A bicicleta estava triste. A pipa ajudou a bicicleta a voar. E o que a bicicle- ta viu lá de cima? Um lago com cisnes e patos, o mar e suas ondas. A bicicleta ficou alegre. Vamos ficar alegres como a bicicleta? Vamos construir uma pipa diferente? Pegue uma argola ou para o caso do canudo forme um círculo, envolva o canudo com fita du- rex para ficar mais firme e não soltar. Em segui- da, vá amarrando fitas coloridas até chegar na metade da argola, ideal que sejam compridas de 20 a 50 cm. Entregue as pipas para as crianças. Vamos brincar com a nossa pipa? Brinque de passear com a pipa, faça movimen- tos com as mãos e braços. Estimule as crian- ças a fazer o mesmo. Converse e espiche a conversa sobre como fi- cou essa pipa e como são as pipas que eles conhecem. Palavras-chave Bicicleta, pipa, amizade, céu, fogueira, canudo, argola; lado, cisnes, patos; praça. Pedalar, voar, construir, amarrar, colar, pregar, segurar, correr, subir. Cheia, vazia, lá em cima, lá, embaixo, triste, alegre. Para ajudar Pegue na mão da criança para segurar a pipa e passear. Ajude-a dizendo um passo a passo para colar/ amarrar as tiras coloridas. Indo além Desafie a criança a correr com a pipa; a levan- tá-la bem alto; jogar a pipa para cima e a se- gurar sem deixar cair no chão. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Objetivos de desenvolvimento EI02EF03 Demonstrarinteresse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto- leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. stockakia/Shutterstock P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 109P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 109 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 110 DO QUE É FEITA A MINHA ROUPA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matéria, materiais, propriedades. Bloco de atividade: Hora de ler. Materiais: • Livro: MACHADO, A. M. O rato roeu a roupa. 2ª ed. São Paulo: Salamandra, 2013. • Papel dourado, tesoura e cola para confeccionar a coroa. Objetivos pedagógicos Desenvolver o faz de conta, estimular a coor- denação motora fina, desenvolver relações es- paciais, promover interação do grupo por meio da brincadeira. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Leia o livro “O rato roeu a roupa”, da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações. Interaja sobre os pontos princi- pais da história. O que vimos na história? Que o rato estava com muita fome. Ele roeu o reboco e o rádio, o remo e a roda. O rato roeu a roupa nova do Rei de Roma. E o Rei ficou sem roupa par ir ao baile. O rei queria pegar o rato com uma rede, mas o rato roeu. O Rei jogou muitas coisas no rato e o rato comeu todas. O rato foi para o baile do Rei. O ratinho da história roía tudo. A madeira do remo, o metal do rádio. O ratinho roía a roda, a roda era muito dura. O ratinho roía o pano da roupa, a roupa era nova. Como era a roupa nova do Rei? Vamos ver no livro? A roupa do Rei era vermelha. E o que o Rei usava na cabeça? Uma coroa! Vamos fazer a coroa do Rei? Com a ajuda das crianças recorte o papel dou- rado no formato de uma coroa. Cole as pontas. Faça coroas para as crianças. Diga que vão andar como o Rei. Como o Rei anda? Devagar? Ele correu atrás do rato? Brinque com as crian- ças com as variações de movimento. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Rato, rei, roupa, rede, reboco, rádio, remo, ro- da, baile. Pano, madeira, metal. Roer, pegar, jogar. Para ajudar Se alguma criança oferecer resistência para colocar a coroa, deixe que ela brinque e ob- serve as outras crianças. Estimule que ela faça sua coroa e depois experimente. Indo além Explore com as crianças os diferentes mate- riais e texturas dos tecidos das roupas: Macio, áspero, algodão, lã. Objetivos de desenvolvimento EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02CG03 Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 110P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 110 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 111 À SOMBRA DE UMA ÁRVORE Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio ambiente, plantas. Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos. Materiais: • Cartolina azul para o fundo da colagem. • Folhas secas ou recém caídas da árvore. • Serragem. • Pedaços de papel corrugado marrom em forma de triângulo. • Pedaços de papel de seda verde em forma de retângulo. • Cola. • Livro: SILVERSTEIN, S. A Árvore Generosa. São Paulo: Cia. Das Letrinhas, 2012. Objetivos pedagógicos Desenvolver a coordenação motora fina, esti- mular as relações espaciais, estimular a criati- vidade ao criar possibilidades de brincadeiras e a curiosidade pelos elementos naturais. Como fazer Sente-se com um pequeno grupo de crianças e leia o livro “A Árvore generosa” da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as imagens do livro, associe as imagens ao vo- cabulário utilizando sons e onomatopeias, ob- serve as reações e falas das crianças e intera- ja com elas, especialmente sobre a relação das pessoas com o meio ambiente. Em seguida, proponha a atividade: Vamos criar o nosso jardim e nele colocar uma árvore? Se for o caso, busque as folhas com as crianças para fazer a colagem. Mostre os materiais: as folhas naturais, o caule em forma de triângulo e o chão em forma de retângulos a cola branca e a serragem. Enquanto colam as formas geométricas, fale os nomes e chame a atenção das crianças: Va- mos colar o triângulo, ele é de que cor? Deixe que sintam a textura das folhas naturais e da serragem. Espiche a conversa, incentivando-os a falar sobre as sensações e experiências pes- soais com árvores e plantas. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Chão, caule, folhas, jardim, formas, céu, serra- gem, meio ambiente, natureza, árvore. Enfeitar, admirar, colar, juntar, completar, tocar. Generosa, grande, pequeno, enfeitada, fron- dosa, completa. Dentro, fora, menor, ao lado, pouco, muito, bastante. Para ajudar Busque contato visual com as crianças, cha- mando-as pelo nome. Mostre as folhas para que as crianças as vejam e sintam o cheiro. Observe e perceba as reações da criança dian- te da sensação das folhas ou da cola nas mãos. Indo além Você pode introduzir o assunto dos frutos que muitas árvores fornecem e o quanto fazem bem a nossa saúde. Proponha que, juntos, fa- çam um suco verde: 2 xícaras de chá de couve manteiga, 1 laranja, 1 litro de água de coco, 1/2 xícara de chá de limão e 1 maçã. Objetivos de aprendizagem EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 111P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 111 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 112 Hora de brincar com os sons QUAL O SOM DA NOSSA RUA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Espaços: creche casa, rua, cidade. Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons. Materiais: Instrumentos musicais (podem ser confeccionados com embalagens, como chocalhos de garrafas plásticas e tambores de caixas de papelão). •Áudio da cantiga popular: “Se essa rua fosse minha”. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertório musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver a percepção auditiva, a aten- ção, incentivar a curiosidade sobre os elemen- tos naturais. Como fazer Cante a cantiga: “Se essa rua fosse minha”. Pergunte: Como era a rua? Tinha pedrinhas de brilhante! Tinha um bosque? Tinha um anjo? Pergunte: Como éa rua da escola? Grande, pe- quena, larga, estreita? E o som? Que som vem da nossa rua? Vamos ouvir? Identificar os sons da rua: pássaros, buzinas, carros, pessoas con- versando, cachorros latindo. E aqui dentro da sala? Quais sons fazemos? Rir, gargalhar, bocejar, roncar, chorar. Brinque com as crianças. Reproduza os sons. Estimule as crianças a fazerem o mesmo. Que outro tipo de som fazemos aqui na sala? Música! Vamos cantar novamente a música “Se essa rua fosse minha”? Mas agora de um jeito diferente: Usando nossos instrumentos musicais. Apresente os instrumentos crianças e incenti- ve-as a movimentá-los para produzir sons. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite para pensar a educação e a noção de direção (dentro, fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá para uma educação na cidade e no trânsito. Palavras-chave Rua, pedrinha, música, chocalho, instrumento, barulho, sala, som. Rir, gargalhar, bocejar, roncar, chorar, cantar, dançar, sacudir, ladrilhar, passar, ouvir. Grande, diferente, pequeno, brilhante, larga, estreita, silencioso, barulhento. Rápido, devagar. Para ajudar Busque o contato visual da criança e a convi- de para brincar. Comece a brincadeira acom- panhando-a ao chacoalhar o instrumento. Indo além Proponha a brincadeira “Estátua” com as crian- ças e seus instrumentos: quando a música pa- rar, as crianças também param em uma pose. Objetivos de desenvolvimento EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. EI02EF05 Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc. EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). V la d g ri n /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 112P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 112 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 113 CHEIRINHO DE ALECRIM Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, fenômenos, ciclos. Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons. Materiais: Ramos de alecrim e lenços amarelos. • Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. • Áudio da cantiga popular: “Alecrim”. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertório musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver o ritmo, estimular o raciocínio rápido, a atenção, desenvolver a brincadeira. Como fazer Leia o livro indicado e incentive as crianças a dialogarem sobre ele: O que vimos na história? O alecrim nasceu no campo. Ele é uma erva que usamos para co- zinhar. Ele dá uma linda flor dourada. Que flo- res nos conhecemos? A rosa, o cravo, a mar- garida. As flores são coloridas. As flores têm perfume. E o Alecrim? Qual o cheiro do Ale- crim. Vamos sentir? Mostre para as crianças o ramo de alecrim. Dei- xe que sintam o cheiro. Pergunte se o cheiro é bom, se é forte. Espiche a conversa. Distribua os lenços. Diga que são amarelos. Cante a cantiga “Alecrim” para as crianças. Repita a canção fazendo movimentos com as mãos e braços: Palmas, estalar o dedo, bater o pé no chão, rodar. Brinque com os movimen- tos da sementinha nascendo e crescendo com o sol e a chuva. Brinque com os elementos da natureza: Som da chuva, som do vento. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Alecrim, lenço, cantiga, semente, ramo, cam- po, flor, rosa, cravo, margarida, erva, braços, mãos, pés, jardim. Dançar, estalar, bater, crescer, brincar, cantar, semear, sentir, nascer. Dourado, perfumado, cheiroso, pequeno, sin- gelo, delicado. Devagar, aos poucos, para cima. Para ajudar Comece a brincadeira fazendo movimentos tranquilos, deixe que a criança sinta a música, o toque do ramo de alecrim e o perfume. Indo além Faça um chá ou suco com a turma usando o alecrim. g o c c e d ic o lo re .i t/ S h u tt e rs to ck Objetivos de desenvolvimento EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 113P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 113 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 114 BRINCAR DE RIO E BRINCAR DE MAR Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Animais Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons. Materiais: Instrumentos musicais (podem ser confeccionados com embalagens, como chocalhos de garrafas plásticas e tambores de caixas de papelão). • Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. • Áudio da cantiga popular: “Sapo Cururu”. • Áudio da cantiga popular: “Peixinho do Mar”. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver o ritmo, desenvolver a fala e a atenção. Como fazer Sente-se em roda com um grupo de crianças. Leia o livro de cantigas “O tesouro das canti- gas para crianças” da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as imagens do livro, associe as imagens ao vocabulário. O que vimos na história? O Sapo Cururu esta- va na beira do rio. Quando ele canta é porque está com frio! A água do rio estava quente ou fria? Estava fria. O sapo canta? Qual o barulho que o sapo faz? Vamos imitar? Diga o nome do barulho: Coaxar. O sapo Cururu mora na beira do rio. Mas quem mora dentro do rio? O jacaré, a capivara, o peixe. Diga que alguns peixes moram no rio, mas ou- tros moram no mar. Pergunte se conhecem o mar. Já foram à praia? Sabem nadar? Vamos conhecer um peixinho do mar? Coloque o áudio da cantiga “Peixinho do Mar”. Diga que o sapo sabe cantar, mas o peixinho não sabe. Vamos ajudar? Apresente os instrumentos às crianças. Exem- plo: mostre o chocalho, diga: Chocalho. Repita: Chocalho, qual o barulho do chocalho? Espiche a conversa: Qual a cor do chocalho? Sacuda o chocalho e identifique o som. Fazer isso com cada instrumento. Distribua os instrumentos e estimule as crian- ças a imitar os movimentos. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. Palavras-chave Sapo, peixe, mar, jacaré, rio, praia, som, choca- lho, movimento, barulho, cantiga, água, capi- vara. Dançar, imitar, pular, chacoalhar, mexer, morar, conhecer, sacudir, tocar, cantar, nadar. Grande, pequeno, quente, frio, doce, salgado. À beira, dentro, longe, perto, fora. Para ajudar Busque o contato visual da criança e a convi- de para brincar. A criança pode se envolver mais com a brincadeira se ela puder manusear fichas com os animais ou brinquedos de plás- tico. Comece a brincadeira acompanhando-a ao chacoalhar o instrumento. Indo além Divida uma cartolina azul em duas partes. Apresente para as crianças diversas fichas com imagens dos animais, de rios e mares, como jacaré, peixe, sapo, baleia, tubarão, outros pei- xes, golfinho, dentre outros. A brincadeira con- siste em misturar as fichas e agrupá-las no lu- gar correspondente. Objetivos de aprendizagem EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliteraçõesem cantigas de roda e textos poéticos. EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 114P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 114 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 115 QUE FESTA DOCE! Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Festas, folclore, costumes. Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons. Materiais: lenços coloridos, fotos • Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. • Cantiga popular: “De abóbora faz melão”. • Cantiga popular: “Pula a fogueira”. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertório musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver o ritmo, desenvolver a fala e incentivar a interação. Como fazer Cante a primeira cantiga indicada com a tur- ma e explore o vocabulário. Pergunte para as crianças se conhecem o melão e a melancia. Diga que são frutas. E a abobora? O que é? Como é? Vamos ver? Faça a leitura do livro indicado, incentivando a associação entre palavras e imagens. Ao fi- nal, informe que podemos fazer doces de al- gumas frutas. Diga que lembrou de uma fes- ta que tem doces deliciosos. É a Festa Junina. Cocadas, pé de moleque, canjica, maçã do amor, doce de abóbora!!! Como é esta festa? Tem bandeirinhas, fogueira, brincadeiras. E muita música e dança. Vamos fazer como o Juquinha da história? Ele dança, ele pula, ele dá uma requebradinha. Coloque o áudio da segunda cantiga indicada, distribua os lenços e incentive as crianças a dançarem e pularem a fogueira imaginária. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Abóbora, melão, melancia, doces, sinhá, fo- gueira, bandeira, festa, frutas, laranja, coco, ma- mão, lenços, dança, música. Dançar, brincar, fazer, mexer, sacudir, tocar, cantar. Doce, delicioso, coloridos, alegre. Muito, pouco, no meio, ao lado. Para ajudar Busque o contato visual da criança e a convi- de para brincar. A criança pode se envolver mais com a brincadeira se ela puder ver fotos dela brincando em uma festa junina com a fa- mília ou na escola. Você pode convidar um amigo para brincar com ela. Indo além As crianças podem desenhar muitos ou pou- cos doces em 2 cestas desenhadas no papel. Objetivos de desenvolvimento EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. la tt e s m il e /S h u tt e rs to c k P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 115P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 115 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 116 LEITURA CANTADA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasia, mágica. Bloco de atividade: Brincar com sons. Materiais: • Áudio da cantiga popular: “Ciranda, Cirandinha”. • Livro: MACHADO, A. O Tesouro das Cantigas para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora ampla, desenvolver o ritmo, as relações espa- ciais e a atenção. Como fazer Leia o livro de cantigas “O tesouro das canti- gas para crianças”, da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as imagens do livro, associe as imagens ao vocabulário, utili- zando sons e onomatopeias. Por exemplo: Há Há Há (risos), Tum Tum (batidas), Smack (bei- jo), Plaft (queda). Cante a cantiga escolhida para as crianças. Re- pita a canção fazendo movimentos com as mãos e braços: mostre as mãos, esconda as mãos atrás do corpo, mostre novamente. Gire o corpo para um lado e para o outro. Coloque o áudio da cantiga, fique de pé, dan- ce, repita e amplie os movimentos: palmas, es- talar o dedo, bater o pé no chão, rodar como a ciranda. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Dedos, mãos, anel, ciranda, volta, nome dos dedos. Girar, achar, esconder, voltar, mostrar, fazer, le- vantar, abaixar, olhar. Um lado, outro lado, uma volta, meia volta. Para ajudar Diga o nome e mostre as figuras do livro. Pe- gue na mão e faça os movimentos junto com a criança: palmas, estalar o dedo. Indo além Desafie a criança a ser o mestre dos movimen- tos em uma das músicas. Ela faz e todos co- piam os gestos. Objetivos de desenvolvimento EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. 30 A n th o n y K ri k o ry a n /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 116P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 116 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 117 O QUE EU COMPREI NA LOJA? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Matéria, materiais, propriedades. Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons. Materiais: Figuras de instrumentos musicais: piano, tambor, violão, flauta; instrumentos musicais (como chocalhos de garrafinhas, tambores de lata, e pandeiros); e moedas feitas de EVA. • Áudio da cantiga popular: “A Loja do mestre André”. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver o ritmo, as relações espaciais e incentivar as noções matemáticas. Como fazer Diga às crianças que hoje vamos brincar de comprar instrumentos musicais. Pergunte se conhecem alguma loja: Vocês já foram a uma loja? Com era essa loja? O que ela vendia? Apresente as figuras dos instrumentos musi- cais e explore-as, apontando as diferenças: co- mo tocar e quais são os movimentos das mãos. Distribua as moedas feitas de EVA. Diga que precisamos de dinheiro para comprar os ins- trumentos. Veja se entendem a relação de tro- ca entre a moeda e o instrumento. Pergunte, ouça as respostas das crianças. Explique de forma simples, de acordo com a faixa etária. Pegue a caixa de instrumentos musicais. Brin- que de comprar instrumentos musicais. Deixe que escolham os instrumentos e manipulem. Explore o vocabulário. Pergunte que som fa- zem, qual a diferença entre eles. Agora, vamos conhecer a loja do Mestre André! Coloque o áudio da cantiga indicada e convi- de as crianças: Vamos cantar e tocar nossos instrumentos? Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Palavras-chave Loja, caixa, moeda, música, dinheiro, chocalho, instrumento. Comprar, escolher, cantar, dançar, trocar, tocar, conhecer, manipular. Grande, diferente, pequeno, igual, suave, forte.Rápido, devagar, muito, pouco, perto, longe. Para ajudar Busque o contato visual da criança e a convide para brincar. Procure cantar uma música prefe- rida da criança que a fará querer brincar também. Indo além Pegue todos os instrumentos que há na esco- la e faça a contagem com as crianças. Elas po- dem tirar e colocar das cestas contando todos os instrumentos e depois por tipo (cinco pan- deiros, três tambores). Objetivos de desenvolvimento EI02EF05 Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc. EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). A n th o n y K ri k o ry a n /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 117P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 117 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 118 QUEM TE ENSINOU A NAVEGAR? Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Meios de transporte. Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons. Materiais: Barquinhos de papel. • Áudio da cantiga popular: “Marinheiro Só”. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertório musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora fina, desenvolver a brincadeira, incentivar a curiosidade sobre os elementos naturais. Como fazer Sente-se em roda com o grupo de crianças. Diga que hoje vamos brincar navegar. Para na- vegar, precisamos de um barco. Pergunte se já viram um barco. Como ele é? Grande, peque- no? Tem vela? Tem mastro? Tem motor? Des- cubra o que as crianças sabem sobre isso. Di- ga que o barco pode navegar pelo rio e pelo mar. Explore o vocabulário. Diga que o barco balança de um lado para o outro. Vamos balançar? Coloque o áudio e cante com as crianças a cantiga “Marinheiro Só”. Faça os movimentos do balanço do barco: Para um lado e para o outro. Brinque com os movimentos do mar: Calmo, agitado. Vamos construir nosso barco? Distribua folhas de papel para as crianças. Faça a dobradura do barco. Estimule as crianças a fazer o mes- mo. Auxilie as crianças menores. Brinque com as crianças. Relembre a letra da música e ex- plore o vocabulário: marinheiro, navegar, ba- lanço, navio, mar. Palavras-chave Barco, vela, mar, mastro, marinheiro, peixe, ba- lanço, navio, rio, motor, som, movimento, barulho, cantiga, vento. Dançar, navegar, mexer, balançar, tocar, cantar, nadar. Grande, frio, doce, salgado, calmo, agitado, fundo. À beira, dentro, longe, perto, fora, distante. Para ajudar Busque o contato visual da criança e a convi- de para brincar. Procure cantar uma música preferida da criança e será muito interessante se ela tiver um instrumento na sua mão. Indo além Você pode pegar uma bacia bem grande com água e pedir que cada criança coloque o seu barco na água. Em pequenos grupos, a brin- cadeira é assoprar o barco de papel para ob- servar até onde ele irá. Liubov Varfolomeeva/Shutterstock Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o Multiculturalismo e a Diversidade Cultural, valorizando tanto o multiculturalismo nas matrizes históricas quanto nas matrizes culturais brasileiras. Objetivos de desenvolvimento EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 118P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 118 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 119 A BOA COMPANHEIRA Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio ambiente e plantas. Bloco de atividade: Brincar com os sons. Materiais: Objetos que caibam na mão e carimbo (para carimbar as mãos). • Áudio da cantiga popular: “A mão direita tem roseira”. • Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. Objetivos pedagógicos Ampliar o repertório musical e de brincadeiras de roda, desenvolver a coordenação motora ampla e fina, desenvolver a brincadeira, incen- tivar a interação. Como fazer Leia o livro de cantigas “O tesouro das canti- gas para crianças”, da seguinte maneira: Abra em uma página, leia e mostre as imagens do livro, associe as imagens ao vocabulário. Pergunte às crianças: Onde estão as mãos? Brin- que de achar e esconder as mãos atrás do corpo. Pergunte: O que vimos no livro? Tinha uma ro- seira na mão direita! O que temos aqui? Mos- tre o objeto da natureza em uma mão. Troque o objeto de mão. Repita. Brinque de passar o objeto de uma mão para outra. Brinque de passar um objeto de uma criança para outra. Veja se conseguem com ou sem aju- da. Repita o gesto, estimule as crianças a brincar. Peça para as crianças darem as mãos, faça uma roda com as crianças. Coloque o áudio e cante a cantiga, fazendo sons com as mãos: Batendo pal- mas e estalando os dedos para marcar o ritmo. Converse e espiche a conversa sobre as rosei- ras, sua beleza e seus espinhos. Palavras-chave Flor, rosa, roseira, mão, braço, abraço, primavera. Cantar, ouvir, plantar, dançar, passar, trocar, ro- dar, girar, esconder, mostrar. Perto, longe, companheira, mão direita/esquer- da, frente, atrás. Para ajudar Segure na mão da criança que ainda não brin- ca de roda, deixe ela ser seu ajudante do dia. Indo além Desafie a brincar de carimbo de mão com ma- terial disponível (areia, tinta), repita e reforce o vocabulário: mão direita e mão esquerda. Objetivos de desenvolvimento EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. Em diálogo com os Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de rotina para pensar o meio ambiente e a educação ambiental por meio do amor às plantas e aos animais. G ra p h ic s R F. c o m /S h u tt e rs to ck P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 119P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 119 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 120 Itinerários e temas CLASSIFICAÇÃO DOS ITINERÁRIOS PEDAGÓGICOS Tipo Número dos temas Qantidades de fichas de cada Hora de mexer 1 a 6 6 Hora de pequeno grupo 1 a 6 6 Hora de planejar/fazer/lembrar 3 a 10 8 Hora de brincar com o corpo 1 a 8 8 Hora de brincar com as mãos 3 a 10 8 Hora de brincar com números 3 a 10 8 Hora de ler 1 a 8 8 Hora de brincar com os sons 3 a 10 8 Hora de brincar com números 3 a 10 8 Rotinas 1 a 10 16 TOTAL 76 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 120P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 120 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 121 Lista geral de temas No dos temas Nome 1 Corpo, Saúde, Alimentação 2 Eu, colegas, família, comunidade 3 Espaços: creche casa, rua, cidade 4 Natureza, fenômenos, ciclos 5 Animais 6 Festas,folclore, costumes 7 Férias, viagens, aventuras, fantasia, mágicas 8 Matéria, materiais, propriedades 9 Meios de transporte 10 Natureza, paisagem, ecossistema, meio ambiente, plantas Vectors bySkop/Shutterstock P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 121P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U8_056-121_LP.indd 121 07/10/20 21:1207/10/20 21:12 O termo “avaliação formativa” é usado por dife- rentes autores em diferentes sentidos. O que é co- mum nas diversas definições é o objetivo: usar a in- formação Depende do objetivo da avaliação. Aqui, estamos tratando das crianças, portanto, trata-se de averiguar com frequência se as crianças estão progredindo e, caso não estejam, tomar as providências para que is- so aconteça. Os seres humanos avaliam tudo e todos a todo momento. É a maneira que usamos para nos situar nos diferentes contextos e momentos. Na creche e na pré-escola os objetivos da avaliação formativa se referem a averiguar se a instituição está cumprimen- to a sua missão – que é a de promover o desenvolvi- mento das crianças e, no caso da pré-escola, prepa- rá-las para ingressar na escola formal. Portanto, os referenciais para a avaliação formati- va são as orientações curriculares – aquilo que a so- ciedade espera da creche/pré-escola e a proposta pedagógica de cada instituição. Acompanhamento no dia a dia ● Adaptação. Nos primeiros dias de uma criança na creche, é de se esperar tensão e ansiedade por par- te de muitos familiares e de crianças, especialmen- te as que ficaram mais tempo em casa. A adaptação das crianças requer uma preparação para recebê- -las e tranquilizar os familiares e/ou responsáveis, bem como uma observação muito próxima para que a transição seja suave. ● Os primeiros meses até um ano. Nas creches, es- pecialmente até o 1º ano de vida, o acompanha- mento das crianças é diário, os familiares se preocupam em saber detalhes do dia a dia: A crian- ça comeu? O quê? A que horas? Fez cocô? Teve febre? Dormiu? Tipicamente, os familiares recebem uma informação precisa por meio de uma agenda física ou eletrônica. Ao fazer esse acompanhamen- to, os educadores também estão observando ou- tros aspectos do desenvolvimento da criança. Ao entregar as crianças às famílias – e vice-versa –, espera-se que as crianças estejam limpas e assea- das. ● A vida na creche a partir do 1º ano e da adapta- ção. A partir do 1º ano de vida e/ou do período de adaptação, as preocupações dos familiares mudam de foco – e concentram-se mais na alimentação e, por volta dos 2 anos a 2 anos e meio, no controle dos esfíncteres. Aos poucos, vão se concentrando mais no acompanhamento das atividades. A con- versa entre cuidadores e crianças depois do dia na creche é importante não apenas para aproximar as famílias da creche como também para desenvolver a memória das crianças. Atividades como emprés- timo de livro e livro viajante contribuem para esses objetivos. Para além desse acompanhamento conjunto às famílias, cabe à instituição acompanhar o desenvol- vimento da criança. Nas creches, especialmente no 1º ano de vida, é muito comum o uso de agendas, nas quais se registram os dados mais rotineiros, bem co- mo observações sobre o comportamento da criança. Para as instituições que adotam agendas, este é um bom espaço para apresentar sugestões de atividades para os pais fazerem com os filhos em casa. Ao final de cada mês, o educador deve registrar a sua observação do desempenho de cada criança. O foco principal é identificar se a criança está progre- dindo nas diversas áreas do desenvolvimento. O pro- gresso é sempre lento, mas é diferente quando a crian- ça está parada ou mesmo está regredindo. Regressões são mais comuns e frequentes – devido a eventos ex- ternos, mudanças na família etc. Depois de passado esse momento de transição ou tensão, as crianças tendem a voltar ao que eram. Já a criança que é apá- tica, que não responde aos estímulos, esta deve re- ceber mais atenção. Daí a importância do acompa- nhamento contínuo. Apresentamos, a seguir, sugestão de instrumento de acompanhamento e avaliação. Mais do que a si- tuação “absoluta” da criança, importa acompanhar o processo – com especial atenção a crianças que de- monstrem estagnação ou regressão. O marco de re- ferência são as expectativas para o desenvolvimento, que podem ser desdobradas – a critério de cada ins- tituição, em itens mais específicos, como os propos- tos na BNCC, por exemplo: Acompanhamento/Avaliação formativa dos itinerários de rotina e pedagógicos 9Unidade Introdução 122 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 122P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 122 07/10/20 18:4407/10/20 18:44 A escala A escala sugerida contém 5 áreas do desenvol- vimento que correspondem aos campos de expe- riência da BNCC. Para simplificar, sugerimos que o educador re- gistre de 1 a 3: 1. Regressão ou sem progresso 2. Progredindo com dificuldade 3. Progredindo dentro do esperado Ficha de acompanhamento individual – Até 60 meses Turma: Educador: Nome da criança Data: Desenvolvimento pessoal e social Desenvolvimento físico e motor Desenvolvimento da linguagem Desenvolvimento cognitivo O eu, o outro e nós Corpo, gestos e movimentos Traços sons, cores e formas Escuta, fala, pensamento e imaginação Espaços, tempos, quantidades Exemplos de indicadores pertinentes a cada área de desenvolvimento: Desenvolvimento pessoal e social 6 meses 12 meses 18 meses Reage positivamente à presença de adultos conhecidos. X Quando você estende a mão e pede o brinquedo ele lhe oferece. X Expressa necessidades e preferências com expressões e movimentos. X Expressa necessidades e preferências com vocalizações, sí- labas ou palavras. X Chama a atenção do adulto quando deseja algo. X 24 meses 30 meses 36 meses Demonstra interesse por outras crianças. X Brinca com bonecas em grupos pequenos de crianças. X Diante de questionamentos, se identifica usando “eu”. X Aguarda a vez durante as brincadeiras. X 48 meses 54 meses 60 meses Tira e põe roupa sem ajuda. X Brinca com crianças em grupos maiores. X Informa pelo menos quatro dados pessoais. X Expressa e verbaliza emoções. X Desenvolve o autocontrole. 123 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 123P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 123 07/10/20 18:4407/10/20 18:44 Desenvolvimento físico e motor 6 meses 12 meses 18 meses Senta-se com apoio. X Engatinha. X Começa a andar com apoio. X Anda se balançando. X 24 meses 30 meses 36 meses Sobe ou desce sozinha pelo menos dois degraus. X Pula com os dois pés, levantando os pés do chão ao mesmo tempo. X Consegue arremessar uma bola para frente quando está de pé. X 48 meses 54 meses 60 meses A criança pula em um pé pelo menos uma vez sem perder o equilíbrio ou cair. X A criança anda na ponta dos pés. X A criança salta alternando os pés. X Desenvolvimento da linguagem 6 meses 12 meses 18 meses Produz sons como “ga, gu, da”. X Aponta para o objeto que deseja. X Diz duas ou três palavras juntas que representam ideias diferentes (por exemplo: “Quero água” e “Mamãe chegou”. X 24 meses 30 meses 36 meses Fala quinze ou mais palavras. X Usa corretamente palavras como “eu”, “meu” e “você”. X Narra acontecimentos ou ações das personagens ao observar imagens. X Segue três instruções não relacionadas entre si. X 48 meses 54 meses 60 meses Fala pelo menos duas características a respeito de objetos comuns. X Formula frases com quatro ou cinco palavras. X Utiliza palavras que indicam comparação, como “mais pe- sado”, “mais forte” ou “menor”. X É ativa em diálogos, participando das conversas. X 124 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 124P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 124 07/10/20 18:4407/10/20 18:44 Desenvolvimento cognitivo 6 meses 12 meses 18 mesesExplora objetos com as mãos, pés, boca, olhos, ouvidos e nariz. X Repete uma ação para fazer com que algo volte a acontecer, experimentando percepções sobre as relações de causa e efeito. X Nomeia corretamente as figuras e objetos apresentados. X 24 meses 30 meses 36 meses Descobre a permanência dos objetos. X Simula que um objeto é outro (por exemplo: usar um bloco de montar como se fosse um celular.). X Identifica e nomeia figuras e fotografias. X Ouve e aprecia histórias, quadrinhas e canções. X 48 meses 54 meses 60 meses Identifica o início e o final de um intervalo de tempo X Antecipa acontecimentos rotineiros. X Experimenta e descreve posições, direções e distâncias. X Canta canções e cria melodias. X 125 P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 125P2_V2_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_PARTE-2_U9_122-125_LA.indd 125 07/10/20 18:4407/10/20 18:44 Referências bibliográficas comentadas ADAMS, M.Y.; FOORMAN, B.R. LUNDBERG, I. Cons- ciência fonêmica em crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2006. AINSWORTH, M. SALTER, D. The development of infant-mother attachment. In. CALDWELL, B.M.; RICCUITY, H.N. (ed.). Review of Child Develop- ment Research. Chicago, v. 3, p. 1-94, 1973. ALMEIDA, E.C.; DUARTE, P.M. Consciência fonológica – atividades práticas. Rio de Janeiro: Revinter, 2003. BAROODY, A. Fostering early numeracy in pres- chool. Disponível em: <http://www.child-encyclo- pedia.com/sites/default/files/textes-experts/ en/784/fostering-early-numeracy-in-preschool- -and-kindergarten.pdf.> Acesso em: 8 set. 2020. BRANOON, E.M.; TERRACE, H. Representation of numerosities 1-9 by Rhesus Macaques (Macaca Mulatta). Journal of Experimental Psychology Animal Behavior Processes, 2000, 26 (1), p.31-49. BRONFENBRENNER, U. The Ecology of Human De- velopment. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1979. CARDOSO-MARTINS, C. Consciência fonológica e alfabetização. Petrópolis; Vozes, 1995. COMISSÃOde Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Relatório Educação Infantil – os no- vos caminhos. 3ª edição, Câmara dos Deputados, 2019. CUNHA, F.; HECKMAN, J.J. Capital humano. In: ARAU- JO, A. (coord.). Aprendizagem infantil: uma abor- dagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 2011. p. 9-34. DEAHENE, S. The Number sense: How the Mind Cre- ates Mathematics. Oxford (UK): Oxford Univer- sity Press, 1997. DEAHENE, S. Os neurônios da Leitura: como a ciên- cia explica a nossa capacidade de ler. Porto Ale- gre: Artmed, 2012. DICKINSON, D.K.; GRIFFIITH, J.A. Porque a leitura de livros com crianças desde o berço promove sucesso na leitura a longo prazo. In. Leitura des- de o berço: políticas sociais integradas para a primeira infância. Rio de Janeiro: III Seminário Internacional do Instituto Alfa e Beto, p. 23-66, 2010. DUSENBURY, L. Calin, S; DOMITROV, C.; & WEISS- BERG, R. What does evidence-based instruction in Social and Emotional Learning Actually Look Like in Practice. CASEL, out., 2015. GALLISTEL, C.R. Animal cognition: The represen- tation of space, time and number. Annual Re- view of Psychology, vol. 40, p. 155-189. Disponível em: <https://doi .org/10.1 146/annurev. ps.40.020189.001103>. GOPNIK, A. & MELTZOFF, A.N. The Scientist in the Crib: What Early Learning tells us about the mind. New York: Harper & Collins, 2000. HART, B., & RISLEY, T. R. Meaningful differences in the everyday experience of young American chil- dren. Baltimore: Brookes Publishing,1995. HIRATA, G, and ROCHA E OLIVEIRA, P. Lasting effects of promoting literacy–do when and how to learn matter? Education Economics 27, nº 4, p. 339- 357, 2019. IES Teaching Math to Young Children. Washington D.C. U.S.: Department of Education. Institute of Education Sciences, 2014. IZARD, V.; DEHAENE-LAMBERTZ G; Dehaene, S. Distinct cerebral pathways for object identity and number in huan infants. PLoS Biol, fev. 2008. Disponível em: <https://doi.org/10.1371/journal. pbio.0060011>. KLASS, P.; DREYER, B.; e MENDELSOHN, A. Reach Out and Read: um programa de incentivo à leitura a par- tir do atendimento em ambulatórios pediátricos. In: Leitura desde o berço: políticas sociais integradas para a primeira infância. Rio de Janeiro: III Seminário Internacional do Instituto Alfa e Beto, p. 67-92. LAJOLO. M.; ZILBERMAN, R. Literatura infantil bra- sileira: História e histórias. 6ª edição. São Paulo: Ática, 1999. LAREAU, A. Unequal Childhoods – Class, Race and Family Life. San Francisco: University of Califor- nia Press, 2010. LEMLE, M. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 2000. MC GUINESS, D. O ensino da leitura: o que a Ciên- cia nos diz sobre como Ensinar a Ler. Porto Alegre: Artmed, 2006. MENDELSOHN, A. L.; PICCOLO, L. R.; WEISLEDER, A.; MAZZUCHELLI, D. S. R.; Cates, C. B.; OLIVEI- RA, J. (in press). RCT of a reading aloud interven- tion in Brazil: Do impacts differ depending on par- ent literacy? Early Childhood Research Quarterly, 2020. MORAIS, J. A arte de ler. São Paulo. Unesp, 1996. MORAIS, J. Criar leitores – para professor e educa- dores. São Paulo: Manole, 2013. MORAIS, J.; Kolinsky, R. A ciência cognitiva da lei- tura e a alfabetização. Pátio – Revista Pedagógi- ca, 29. Porto Alegre: Artmed, 2004, p. 13-27. MORRIS, J.; KOLINSKY, R. Seeing thought: a cultur- al cognitive tool. In: Journal of Cultural Cognitive Sciene, 2000. Disponível em: https://www.resear- chgate.net/publication/342056693_Seeing_ thought_a_cultural_cognitive_too. Acesso em: 27 ago. 2020. P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 126P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 126 07/10/20 18:4707/10/20 18:47 OCED. Starting Strong 1. Early Childhood Education and Care. Paris: OECD, 2001. OECD. Starting Strong II. Early Childhood and Ear- ly Care. Paris: OECD, 2006. OECD. Starting Strong III. A Quality Tool. Paris: OECD, 2012. OECD. Starting Strong IV. Monitoring Quality in Ear- ly Educaiton. Paris: OECD, 2015. OECD Starting Strong V. Transitions from Early Child- hood Education and Care. Paris: OECD, 2017. OLIVEIRA, João B.A. ABC do alfabetizador. 8ª. ed. Brasília: Instituto Alfa e Beto, 2008. OLIVEIRA, João B.A. Alfabetização de crianças e adultos: novos parâmetros. 2ª. ed. Belo Horizon- te: Alfa Educativa, 2005. PICOZZI, M.; de HEVIA, M.D.; GIRELLI, L. and CAS- SIA, V.M. Seven-month-old s detect ordinal nu- merical relationships within temporal sequences. Journal of Experimental Child Psychology, 107 (3), p. 359-367. Disponível em: <https://doi. org/10.1016/j.jecp.2010.05.005> PURPURA, D. and NAPOLI, A. Early Numeracy and Literacy: untangling the relation between spe- cific components. Mathematical Thinking and Learning, 17 (2-3), p. 197-281, abril, 2015. RENNIE, D.A.C.; Bull, R. & DIAMOND, Adele Execu- tive functioning in preschooolers: Reducing the Inhibitory Demands of the Dimensional Change Card Sort Task. Developmoent neuropshycholo- gy, 26 (1) 423-443, p. 423-443, 2004. SCLIAR-CABRAL, L. Princípios do sistema alfabético do português do Brasil. São Paulo: Cotext, 2003. SHONKOFF, J.P.; PHILLIPS, D.A. (ed.). From Neurons to Neighborhoods. Washington D.C. National Ac- ademic Press, 2000. STARKEY, P. & COOPER, R.G. Perception of num- bers by human infants. Science, 210 (4473), p. 1033-1035, 1980. Disponível em: <>https://doi. org/10.1126/science.7434014>. SHIREE, Lee. Mathematical outdoor play: Toddlers’s experiences. In: Shaping the Future of Mathe- matics Education. Proceedings of the 33rd an- nual conference of the Mathematics Education Research Group of Australasia. Ed. Por L. SPAR- ROW, B.Kissane & C.HURST. Freemantle: Marge. TREMBLAY, R. The development of aggressive be- havior during childhood: What we have learned in the past century? In: International Journal of Behavioral Development. 2000, 24, p. 129. XU, F. & SPELKE, E.S. Large number discrimination in 6-month-old infants. Cognition 74 (2000) B1-B11, 2000.WEISLEDER, Adriana; SR MAZZUCHELLI, Denise; SÁ LOPEZ, Aline; DUARTE NETO, Walfrido; BROCKMEYER CATES, Carolyn; Hosana ALVES GONÇALVES, Hosana; PAZ FONSECA, Rochele; OLIVEIRA, João; and L. MENDELSOHN, Alan. Reading aloud and child development: a clus- ter-randomized trial in Brazil. Pediatrics 141, nº 1,2018. WYNN, K. Infant possess a system of numerical knowledge. Current Directions in Psychological Science. Dec 1, 1995. Disponível em: <https://doi. org/10.1111/1467-8721.ep10772615>. WYNN, K. Infant’s individuation and enumeration of actions. Psychological Science. Maio, 1996. Disponível em: <https://doi.or- g/10.1111/j.1467-9280.1996.tb00350.x>. Bibliografia comentada Limitamos nossos comentários a publicações em língua portuguesa com base científica ou apre- sentando evidências científicas, e que sejam escri- tas com linguagem adequada ao público-alvo e re- presentam o que há de mais atual e pertinente sobre o tema. As exceções são as obras sobre lite- ratura infantil. LITERATURA INFANTIL LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1999. Neste livro o professor encontrará uma reflexão erudita, mas de fácil entendimento, a respeito da importância e dos desafios de lidar com a literatura na escola. LAJOLO, Marisa; e ZILBERMAN, Regina. Literatura in- fantil brasileira: História & histórias. São Paulo: Áti- ca, 1999. Este livro traça a história da literatura in- fantil no Brasil e oferece ao educador uma visão contextualizada da origem dos nossos principais autores. MACHADO, Ana Maria. Como e por que ler os clás- sicos universais desde cedo. São Paulo: Objetiva, 2002. Um livro erudito, escrito de forma agra- dável e compreensível, repleto de exemplos que mostram a importância de ler os clássicos desde cedo para entendermos a origem de nossa lín- gua e de nossos referentes culturais. TATAR, Maria. Contos de fada. Clássicos Zahar, 2013. Maria Tatar é uma das mais eruditas estudiosas dos contos infantis. Esta versão comentada per- mite ao leitor entender as origens, as histórias e as complexidades culturais e psicológicas refle- tidas nos contos de fada. EDUCAÇÃO INFANTIL E LITERACIA CÂMARA dos deputados. Educação Infantil. Ci- clo de Seminários Internacionais, 2008. Trata-se do P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 127P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 127 07/10/20 18:4707/10/20 18:47 relatório de um seminário realizado em 2008, escri- to em linguagem clara e compreensível. Todas as unidades são fundamentadas em evidências. O ar- tigo de Lisa Freund documenta o impacto da leitu- ra no desenvolvimento do cérebro; David Dickinson revê as evidências científicas sobre literacia familiar. Os demais autores reveem as bases científicas de políticas de atendimento à primeira infância em di- ferentes contextos e países. ARAUJO, Aloísio. (Coordenador do Grupo de Estudo). Aprendizagem infantil: Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva. Academia Brasileira de Ciência, 2012. Esta publica- ção apresenta um conjunto de estudos e o relatório de um grupo de trabalho reunido pela Academia Brasileira de Ciências para tratar do tema. Todos os artigos possuem rigoroso embasamento científico, mas proporcionam ao leitor um entendimento claro das diferentes ciências e perspectivas científicas sobre a primeira infância, incluindo as contribuições da neurociência, da ciência cognitiva da leitura/al- fabetização e da economia. Leitura desde o berço: políticas sociais integra- das para a primeira infância. Coleção de artigos apresentados no III Seminário Internacional realiza- do entre 16 e 20 de agosto de 2010. Rio de Janeiro: Instituto Alfa e Beto. Esta publicação contém dois artigos primorosos. O primeiro deles, de autoria de David Dickinson e Julie Griffith, revê as evidências científicas sobre o impacto de longo prazo da lei- tura para bebês. O segundo, de autoria de Perri Klass, Dreyer e Mendelsohn, descreve o programa Reach Out and Read, um dos programas de litera- cia familiar mais bem-sucedidos do mundo. FONTES ADICIONAIS DE INFORMAÇÃO: Harvard Center for the Developing Child. Esse site oferece estudos fundamentados sobre temas relevantes de desenvolvimento infantil. Vários arti- gos estão disponíveis em língua portuguesa. Dispo- nível em: <https://developingchild.harvard.edu>. Acesso em: 8 set. 2020. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Pri- meira Infância. A Enciclopédia é produzida pelo Centre d’Excellence pour le Développement des Je- unes enfants, no Canadá, e contém artigos científi- cos escritos para o público não especializado. Há versão em português de diversos artigos. Disponí- vel em: <http://www.enciclopedia-crianca.com>. Acesso em: 8 set. 2020. No Brasil, destacam-se os sites da Fundação Ma- ria Cecília Souto Vidigal, do Instituto Alfa e Beto, e, especificamente nas áreas de leitura e matemática, da Fundação ABCD. Disponível em:< https://www. fmcsv.org.br/pt-BR/>. Acesso em: 8 set. 2020. ALFABETIZAÇÃO DEHAENE, Stanlislas. Os neurônios da leitura. Pen- so: 2012. Neste livro o autor mostra como a ciência explica nossa capacidade de ler, explica a origem das letras e suas formas, e como o cérebro se modificou para aprender a ler. Embora a alfabetização não seja um tema específico da creche, vale a pena conhecer o processo pelo qual nosso cérebro aprende a ler. MATEMÁTICA WILLINGHAM, D. O Ensino de Matemática nas Séries Iniciais publicado em III Seminário Interna- cional IAB, Rio de Janeiro, 2020. Embora o título do artigo se refira às séries iniciais, o autor se refere a conceitos que são adquiridos muito antes disso. O cérebro possui capacidades naturais para aprender matemática, o “senso numérico”, mas isso é apenas a base: é preciso um cultivo cuidado, começando pelo conhecimento dos fatos fundamentais e das operações. O autor mostra como é muito mais im- portante usar exemplos familiares do que exemplos concretos (por exemplo, dividir um biscoito para ensinar frações tem mais impacto por ser biscoito, e não por ser concreto). Matemática para pais e professores: Introdução. Rio de Janeiro: Instituto Alfa e Beto, 2016. Neste vo- lume introdutório os autores apresentam informa- ções, conceitos e evidências que ajudam a entender e fundamentar não apenas o ensino de matemática nas séries fundamentais, mas entender o que se po- de iniciar desde a educação infantil, notadamente na pré-escola e no contexto familiar, por meio de jogos e brincadeiras. CRATO, Nuno. A matemática das coisas. Editora Livraria da Física: São Paulo, 1999. O subtítulo do livro é “do papel A4 aos cordões de sapatos, do GPS às rodas dentadas”. Por meio de exemplos e histó- rias interessantes o autor convence o leitor sobre a importância de encantar as crianças (e os jovens e adultos) com a matemática. HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS Habilidades socioemocionais: Aspectos teóricos e práticos. São Paulo: Hogrefe (no prelo). De modo particular, o artigo de R. Primi e R. Marino apresen- ta o modelo dos “cinco grandes fatores”, usando uma linguagem simples e clara e fazendo referên- cias entre a literatura científica e a abordagem do tema na BNCC – Base Nacional Curricular Comum. Os autores também discutem o uso de instrumen- tos para acompanhar e avaliar o desenvolvimento dessas habilidades ao longo da educação básica. P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 128P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 128 07/10/20 18:4707/10/20 18:47 João Batista Araujo e Oliveira ( 1 a n o e 7 m e s e s a 3 a n o s e 11 m e s e s) C re c h e I • C ria n ç a s b e m p e q u e n a s (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças bem pequenas VOLUME 2 E D U C A Ç Ã O IN F A N T IL B O A S P R Á T IC A S D E E DU C A Ç Ã O IN F A N T IL V O L U M E 2 BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Creche I J O Ã O B A T IS T A A R A U J O E O L IV E IR A EDUCAÇÃO INFANTIL 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças bem pequenas VOLUME 2 BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Creche I M AT ER IA L D E D IV U LG AÇ ÃO − VE RS ÃO S U BM ET ID A À AV A LI AÇ ÃO CÓ D IG O D A CO LE ÇÃ O : 0 0 5 7 P 2 2 0 0 4 CÓ D IG O D A O BR A: 0 0 5 7 P 2 2 0 0 4 2 0 4 CAPA_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2_DIVULGACAO.indd All PagesCAPA_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2_DIVULGACAO.indd All Pages 5/11/21 10:48 AM5/11/21 10:48 AM Blank Page Blank Page