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João Batista Araujo e Oliveira
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EDUCAÇÃO INFANTIL
1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças bem pequenas
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BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
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João Batista Araujo e Oliveira
Doutor em Educação pela Florida State University, Estados Unidos.
Presidente do Instituto Alfa e Beto.
Dedicou a maior parte de sua vida acadêmica e profissional a questões 
ligadas à educação. Publicou dezenas de artigos científicos, livros 
técnicos e coleções de livros didáticos. Foi diretor do Instituto de 
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, funcionário do Banco 
Mundial, em Washington, Estados Unidos, e perito da Organização 
Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça. Nos últimos vinte anos, 
vem desenvolvendo projetos voltados para o sistema público de ensino.
1ª edição, São Paulo, 2020
VOLUME
2
(1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças bem pequenas
BOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTILBOAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Creche I
EDUCAÇÃO INFANTIL
FRONTIS_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2.indd 1FRONTIS_Interacoes_ATICA_PNLD_2022_Creche_Volume2.indd 1 10/6/20 3:12 PM10/6/20 3:12 PM
Presidência: Paulo Serino
Direção editorial: Lauri Cericato
Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel 
Coordenação editorial: Claudia Morales 
Edição: Mariane Braz Brandão, Mirna Acras Imperatore e Cirilo Lemos
Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha
Revisão: Denise Morgado (coord.), Alexandra Costa da Fonseca, 
Ana Paula C. Malfa, Ana Maria Herrera, Anna Emília Soares, 
Carlos Eduardo Sigrist, Catrina do Carmo Bittencourt, Cláudia Levy, 
Cristiane Maruyama, Ecila Cianni, Flavia S. Vênezio, Gabriela Macedo 
de Andrade, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Julia Kusminsky, 
Kátia S. Lopes Godoi, Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, 
Luiz Gustavo Bazana, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, 
Paula T. de Jesus, Sandra Fernandez, Sueli Bossi e Tamires Bonani
Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.), 
Mariana Munhato (edição de arte), Formato Estúdio (diagramação)
Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.), 
Claudia Balista, Alessandra Pereira, campos de iconografia, 
Carlos Luvizari, Célia Rosa, Cristina Akisino, Daniel Cymbalista, 
Danielle de Alcantara e Rodrigo dos Santos Souza (pesquisa iconográfica), 
Cesar Wolf (tratamento de imagens)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.), 
Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.)
Design: Noctua Art (proj. gráfico e capa)
Foto de capa: Krakenimages.com/Shutterstock
Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A.
Avenida Paulista, 901, 4o andar
Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200
Tel.: 4003-3061
www.edocente.com.br
atendimento@aticascipione.com.br
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
Angélica Ilacqua - CRB-8/7057
2020
Código da obra CL 719993
CAE 729818 (PR)
1a edição
1a impressão
De acordo com a BNCC.
Impressão e acabamento
2
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Essa obra foi elaborada pensando em todos 
os educadores que trabalham em creches, 
com bebês e crianças bem pequenas. 
Queremos não só tratar de conceitos e 
propostas de atividades, mas principalmente 
tornar evidente a relevância dessa fase da 
vida para o desenvolvimento infantil: aprender 
brincando e brincar aprendendo. 
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INTRODUÇÃO 5
Sumário
PARTE II
ITINERÁRIOS 
PEDAGÓGICOS 
UNIDADE 7
Itinerários de rotina
• Hora de Chegar;
• Hora da Rodinha;
• Hora da Higiene;
• Hora de Arrumar;
• Hora de Comer;
• Hora do Repouso;
• Hora de Pátio;
• Hora da Despedida;
UNIDADE 8
Itinerários pedagógicos
Acompanhamento/ 
avaliação formativa dos 
itinerários de rotina e 
pedagógicos
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS 
COMENTADAS
38
56
121
125
PARTE I
O TRABALHO DO 
EDUCADOR NA 
CRECHE
UNIDADE 1
Aspectos históricos e 
legais da prática docente 
na creche
UNIDADE 2
Conceitos básicos de 
desenvolvimento infantil
UNIDADE 3
Literacia e literacia familiar
UNIDADE 4
Numeracia
UNIDADE 5
Educação infantil e o 
envolvimento da família
UNIDADE 6
Preparando-se para 
os itinerários
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Introdução
Este Manual tem como objetivo ajudar o educador a promover o desenvolvimento das crianças nos anos 
iniciais de vida que estão sob sua responsabilidade. Está organizado da seguinte forma:
 ● uma parte conceitual – em que apresentamos os fundamentos para o trabalho, as orientações governa-
mentais e a nossa proposta;
 ● uma parte operacional – em que apresentamos os dois tipos de atividade que fazem parte do dia a dia de 
uma instituição de Educação Infantil: as rotinas, assim chamadas por seu caráter repetitivo, e as demais 
atividades com intencionalidade. Nesta parte apresentamos:
 ● os instrumentos de trabalho;
 ● como integrar os instrumentos de trabalho ao dia a dia;
 ● o detalhamento de algumas orientações.
Essas informações permitirão a você integrar teoria e prática e usar todos esses recursos, de forma con-
sistente com a proposta pedagógica da instituição em que você trabalha. 
Partimos da ideia de que a Educação Infantil tem como propósito promover o desenvolvimento infantil 
em todas as suas dimensões – física, pessoal, social e cognitiva –, bem como preparar a criança para seu pos-
terior sucesso escolar e na vida. O educador precisa conhecer os fundamentos do desenvolvimento, as pro-
postas curriculares, a pedagogia da Educação Infantil e os indicadores relevantes para acompanhar o pro-
gresso e o resultado de seu trabalho. Nossa proposta pedagógica se baseia no princípio “aprender 
brincando e brincar aprendendo”.
Aprender brincando e brincar aprendendo.
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Todos nós, adultos, sabemos algo sobre o pro-
cesso de desenvolvimento humano, seja pela cons-
ciência das mudanças que ocorrem em nosso corpo 
na adolescência, seja pela convivência com pessoas 
de diferentes idades. Mas, para educar bem uma 
criança, não basta esse conhecimento intuitivo. Pre-
cisamos conhecer também o que a ciência tem a 
nos dizer sobre isso.
Nos últimos anos, houve enormes avanços cien-
tíficos nessa área. Hoje sabemos muito mais sobre 
o tema do que há algumas décadas. Como sempre, 
o novo conhecimento confirma muito do que sabía-
mos, mas também contesta algumas de nossas in-tuições e traz novas e valiosas informações para 
orientar o trabalho de pais e educadores.
Isso se reflete nas políticas públicas de educa-
ção e nos documentos que dão subsídios aos edu-
cadores. Destacaremos de imediato dois desses 
documentos, que são fundamentais para o trabalho 
com a Educação Infantil: a Base Nacional Curricular 
Comum (BNCC) e a Política Nacional de Alfabeti-
zação (PNA).
BNCC: em que consiste a 
proposta para a Educação 
Infantil
Formulada sob a coordenação do Ministério da 
Educação (MEC) e com ampla participação da so-
ciedade, a BNCC trata das aprendizagens essenciais 
da educação básica e serve de referência para que 
escolas e educadores de todo o pais organizem seu 
currículo com base nas próprias características, ne-
cessidades e condições.
Na Educação Infantil, a BNCC propõe seis direi-
tos que visam assegurar à criança experiências e 
interações que possibilitem a aprendizagem.
Esses direitos expressam um conceito de Edu-
cação Infantil que ultrapassa o simples cuidado e a 
ideia, muito comum até bem pouco tempo, de que 
basta a criança pequena se desenvolver de forma 
espontânea. Na BNCC é enfatizada a concepção de 
intencionalidade:
Participar ativamente, com adultos e outras 
crianças, tanto do planejamento da gestão da escola 
e das atividades propostas pelo educador quanto da 
realização das atividades da vida cotidiana, tais como a 
escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, 
desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando 
conhecimentos, decidindo e se posicionando.
Explorar movimentos, gestos, sons, formas, 
texturas, cores, palavras, emoções, transformações, 
relacionamentos, histórias, objetos, elementos da 
natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes 
sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, 
a escrita, a ciência e a tecnologia.
Expressar, como sujeito dialógico, criativo e 
sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, 
dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, 
questionamentos, por meio de diferentes linguagens.
Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, 
social e cultural, constituindo uma imagem positiva 
de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas 
experiências de cuidados, interações, brincadeiras e 
linguagens vivenciadas na instituição escolar e em 
seu contexto familiar e comunitário.
BNCC, 2018, p. 36.
Direitos de aprendizagem e desenvolvimento 
na Educação Infantil
Conviver com outras crianças e adultos, em 
pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes 
linguagens, ampliando o conhecimento de si e do 
outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças 
entre as pessoas.
Brincar cotidianamente de diversas formas, em 
diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros 
(crianças e adultos), ampliando e diversificando seu 
acesso a produções culturais, seus conhecimentos, 
sua imaginação, sua criatividade, suas experiências 
emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, 
cognitivas, sociais e relacionais.
Essa intencionalidade consiste na organização e 
proposição, pelo educador, de experiências que permitam 
às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e 
compreender as relações com a natureza, com a cultura 
e com a produção científica, que se traduzem nas 
práticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, 
higienizar-se), nas brincadeiras, nas experimentações 
com materiais variados, na aproximação com a literatura 
e no encontro com as pessoas.
Parte do trabalho do educador é refletir, selecionar, 
organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto 
das práticas e interações, garantindo a pluralidade de 
situações que promovam o desenvolvimento pleno das 
crianças.
BNCC, 2018, p. 37.
Para auxiliar o educador nessa tarefa, a BNCC di-
vidiu os objetivos de aprendizagem e desenvolvi-
mento na Educação Infantil por campos de experiên-
cia, atendendo assim a todos os direitos previstos.
Os campos de experiência constituem uma forma 
de organizar por grandes áreas as experiências e o 
conhecimento que deve ser propiciado às crianças. 
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PNA – POLÍTICA NACIONAL DE 
ALFABETIZAÇÃO
A Política Nacional de Alfabetização trata es-
sencialmente das condições necessárias e sufi-
cientes para assegurar a alfabetização das crian-
ças no início da escolaridade formal, ou seja, no 
1º ano do Ensino Fundamental. A proposta de al-
fabetização contida nessa política e expressa no 
referido documento se insere no contexto e no 
conceito de literacia. Esse conceito é conhecido 
e utilizado há alguns séculos em outros países, 
notadamente na língua inglesa (literacy), e refe-
re-se ao equipamento cognitivo e linguístico ne-
cessário para que os cidadãos se beneficiem da 
linguagem escrita (a palavra literacia vem do la-
tim, “letra”). 
Antes da escola formal, o desenvolvimento do 
vocabulário de uma criança, assim como o desen-
volvimento cognitivo e da linguagem, depende for-
temente da qualidade da interação da criança com 
os adultos que a cercam – na família e nas institui-
ções de Educação Infantil. E essa interação pode e 
deve ser mediada pela imersão no mundo dos livros 
– da leitura – desde o berço. No caso da creche – 
especialmente até os 18 meses –, as habilidades es-
pecíficas destinadas à preparação para a alfabeti-
zação se referem essencialmente à familiaridade 
com livros e materiais impressos.
O documento da PNA também aborda outro con-
ceito, mais recente: a numeracia. Esse conceito se re-
fere à habilidade de lidar com números. Especifica-
mente, a proposta contida no referido documento 
está diretamente voltada para o desenvolvimento das 
habilidades relacionadas ao ensino da aritmética nos 
anos iniciais e, de forma especial, ao desenvolvimen-
to de conceitos e habilidades preparatórios que cabe 
desenvolver no contexto da Educação Infantil, tanto 
nas creches quanto na pré-escola. 
BNCC, PNA E O DESENVOLVIMENTO 
INFANTIL
A criança nasce programada para sobreviver, 
e para isso ela precisa se desenvolver, interagir e 
aprender nesse processo. A família, os grupos so-
ciais, os desafios do cotidiano promovem os 
estímulos para que esse desenvolvimento ocorra 
– quanto mais os estímulos forem apresentados 
no momento certo e de forma adequada maiores 
as chances de promover um desenvolvimento 
adequado. É nesse contexto que surge a Educa-
ção Infantil, com papéis complementares e bem 
definidos entre os diferentes atores, com o obje-
tivo de permitr que a criança atinja seu potencial 
máximo. 
A criança é uma só, ela se desenvolve como um 
todo. O desenvolvimento de uma área afeta o das 
demais. O desenvolvimento físico, por exemplo, ao 
Aprender a andar, por exemplo, contribui para a 
autonomia da criança, mas durante algum tempo 
pode comprometer a segurança e trazer medos. 
Afinal, trata-se de um processo interativo. Para aju-
dar a criança a se desenvolver, é importante en-
tender o todo e as partes. O educador precisa co-
nhecer o desenvolvimento infantil para atuar com 
foco e saber oferecer estímulos adequados no mo-
mento adequado e de forma adequada: cada coi-
sa a seu tempo e no seu devido lugar.
Diferentemente da educação formal – pautada 
por disciplinas – a Educação Infantil é pautada pe-
lo processo de desenvolvimento infantil. Podemos 
considerar pelo menos quatro dimensões de desen-
volvimento que os psicólogos utilizam para estudar 
o desenvolvimento infantil.
O desenvolvimento pessoal e social refere-se 
ao processo pelo qual a criança toma consciência 
de si mesma, desenvolve sua personalidade, seu 
temperamento, sua autonomia. Isso se dá no rela-
cionamento com o outro e requer o controle das 
emoções, da agressividade e o desenvolvimento 
progressivo de habilidades sociais para trabalhar 
cooperativamente.Para se desenvolver e conviver 
de forma adequada, a criança precisa desenvolver 
a atenção, a memória e o autocontrole emocional. 
A BNCC aborda essa área usando os termos “o eu, 
o outro e nós”. 
O desenvolvimento físico e motor inclui o 
equilíbrio e a coordenação, que possibilitam, por 
sua vez, o desenvolvimento sensorial e das habi-
lidades motoras amplas. O desenvolvimento é es-
sencial não apenas para a saúde e bem-estar, mas 
também para a aquisição de habilidades especí-
ficas essenciais para o sucesso escolar posterior, 
como a postura adequada e as habilidades moto-
ras finas associadas à aprendizagem e ao domínio 
da escrita. A BNCC trata do tema usando os con-
ceitos de corpo, gestos e movimentos, de um la-
do, e, no que se refere ao desenvolvimento sen-
sorial, também inclui o desenvolvimento da 
percepção e da expressão corporal e estética.
A BNCC estrutura cinco campos de experiência. 
Para saber mais, pesquise o conteúdo disponí-
vel em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ 
abase/#infantil/os-campos-de-experiencias>. 
Acesso em: 24 ago. 2020.
Para saber mais
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O desenvolvimento da linguagem constitui uma 
área de desenvolvimento em si mesma, mas tam-
bém é a base para o desenvolvimento cognitivo e 
a aprendizagem escolar. A BNCC aborda o tema 
usando os conceitos de escuta, fala, pensamento e 
imaginação, o que engloba o desenvolvimento tan-
to do vocabulário e da capacidade de compreensão 
oral quanto das habilidades de comunicação, ex-
pressão oral e interação com as ideias, imagens e 
pessoas. O tema também é abordado de maneira 
mais específica pelo PNA com o conceito de litera-
cia. No sentido amplo, o conceito de literacia se es-
tende por toda a vida, mas nos anos iniciais, corres-
pondentes ao período da creche, o fator crítico é o 
desenvolvimento da linguagem, especialmente do 
vocabulário, da compreensão oral, da familiaridade 
com livros e materiais impressos e, especialmente, 
a formação do gosto e do hábito pela leitura. Em-
bora sem objetivo pedagógico intencional, as crian-
ças também são expostas aos números e às letras 
do alfabeto por meio de brincadeiras e jogos. 
O desenvolvimento cognitivo refere-se essen-
cialmente à capacidade do cérebro em articular os 
conceitos e tipicamente se expressa por meio de 
palavras como quem, que, quando, quanto, onde, 
como, por quê. O raciocínio lógico e matemático 
também é parte desse processo que permite arti-
cular as ideias. A BNCC utiliza a nomenclatura “es-
paço, tempos, quantidades, relações e transforma-
ções”, bem como menciona o conhecimento do 
mundo natural e social no qual a criança vive e que 
precisa decifrar. O PNA se concentra de maneira 
mais acentuada nas questões associadas à nume-
racia – envolvendo os conceitos e as habilidades 
para lidar com o sentido do número, os números, 
as quantidades, propriedades e relações pertinen-
tes não apenas ao âmbito do raciocínio matemáti-
co, mas também ao raciocínio lógico que permite à 
criança decifrar e fazer sentido de seu mundo. A 
criança nasce programada para assimilar esses con-
ceitos, mas o que ela consegue assimilar nos pri-
meiros anos de vida se faz de maneira informal.
O quadro abaixo mostra como a BNCC e o PNA se situam em relação a essas dimensões.
Como a ciência organiza o 
conhecimento
Como compatibilizamos o conhecimento científico com as orientações oficiais 
Áreas do 
desenvolvimento infantil 
A BNCC
(campos de experiência)
A PNA
Desenvolvimento pessoal e social O eu, o outro e nós
Desenvolvimento físico e motor
Corpo, gesto e movimentos
Traços, sons, cores e formas
Literacia/caligrafia
Desenvolvimento da linguagem Escuta, fala, pensamento e imaginação Literacia
Desenvolvimento cognitivo/ 
Conhecimento de mundo
Espaço, tempos, quantidades, relações 
e transformações
Traços, sons, cores e formas
Numeracia
O PNLD
Corpo humano e seus sentidos
Animais
Fenômenos meteorológicos
Astronomia
Plantas
Água e minerais
Família e graus de parentesco
Rotinas e hábitos do dia
Esse quadro permite observar que as propostas do Ministério da Educação podem ser compatibilizadas 
com o que sabemos a respeito do desenvolvimento infantil – que deve ser o foco do trabalho dos educadores. 
É interessante que a entrada na creche seja vista como inserção de novas crianças e famílias em um es-
paço em que já há algumas regras e rotinas. Acolhimento é uma palavra essencial nesse momento. É impor-
tante que esse processo de inserção seja gradual. 
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1Parte
O trabalho do 
educador na creche
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Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo que viveu no século XVIII. Sua filosofia questionava as instituições de sua época, as insti-
tuições educacionais – inclusive as poucas que existiam em sua época. Para ele, o homem é bom, nasce bom e só se torna mau pelo 
convívio com a sociedade. Se o homem vivesse de acordo com as leis da natureza, como viviam os homens primitivos, ele seria bom e 
não seria pervertido, cultivando as leis naturais da razão, a capacidade de se manter livre e a capacidade de julgar.
Suas ideias – apresentadas no livro intitulado Emílio, ou da educação (São Paulo, Martins Fontes, 2004) – tiveram muita importância entre 
alguns educadores do século XIX e do século XX, como John Dewey, especialmente no respeito ao ritmo e às escolhas das crianças.
Fonte Adaptada de CAMBI, France. História da Pedagogia. São Paulo: Unesp, 1999.
Lendo na fonte
1Unidade
Aspectos históricos e legais da prática 
docente na creche
Para falarmos sobre prática docente na creche, devemos refletir primeiro sobre o conceito de criança e infância. 
Por muito tempo a criança foi vista como um adulto em miniatura, porém essa concepção de infância foi se transfor-
mando ao longo dos anos. Nos últimos vinte anos, consolidou-se uma ciência do desenvolvimento humano que não 
apenas descreve com precisão a continuidade do processo de desenvolvimento, mas identifica as características pró-
prias e específicas relacionadas à infância. Cabe ao educador conhecer essas características para promover de forma 
eficaz o desenvolvimento, cujo objetivo é chegar à autonomia e independência próprias do adulto. 
Para compreendermos a educação infantil como ho-
je ela se apresenta, é necessário o entendimento de seu 
caráter histórico, marcado por contextos diversos, de or-
dem política, econômica e social. 
Educação infantil na 
perspectiva histórica
As crianças sempre usaram suas habilidades de ob-
servação e imitação para decifrar o mundo dos adultos. 
Em todos os tempos, há registros de crianças que brin-
cavam e se divertiam em inúmeros tipos de atividades 
sem nenhum propósito definido – mas que certamente 
correspondia, como sabemos hoje, às suas necessidades 
de aprender. Aliás, esse fenômeno também se observa 
em diversos outros grupos de animais, especialmente en-
tre os mamíferos e os primatas.
Entre os povos primitivos, as crianças aprendiam primei-
ro a observar e, aos poucos, iam sendo introduzidas nos ri-
tuais da coleta de alimentos, da caça e da pesca. Nas socie-
dades sedentárias, as crianças ficavam em torno da casa até 
que passassem a acompanhar os pais nas tarefas agrícolas. 
Mas é nas sociedades urbanas, principalmente a partir 
da Revolução Industrial, que começa a surgir a necessida-
de de creches – com o objetivo de cuidar das crianças pa-
ra que as mães pudessem trabalhar. Só no século XVIII, com 
Froebel, Pestalozzi e Rousseau, começa a surgir a preocu-
pação com uma pedagogia específica para a educaçãoin-
fantil. Já Maria Montessori, aliou um profundo conhecimen-
to científico sobre a criança a uma capacidade de aguda 
observação e a propostas consistentes para promover o 
desenvolvimento. Foi a partir dessa tradição que se desen-
volveu a ciência do desenvolvimento infantil tal como a co-
nhecemos nos dias de hoje.
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Temas Contemporâneos Transversais (TCTs)
Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) buscam uma contextualização do que é ensinado, trazendo temas que sejam de 
interesse dos estudantes e de relevância para seu desenvolvimento como cidadão. O grande objetivo é que o estudante não termine 
sua educação formal tendo visto apenas conteúdos abstratos e descontextualizados, mas que também reconheça e aprenda sobre os 
temas que são relevantes para sua atuação na sociedade. Assim, espera-se que os TCTs permitam ao aluno entender melhor: como 
utilizar seu dinheiro, como cuidar de sua saúde, como usar as novas tecnologias digitais, como cuidar do planeta em que vive, como 
entender e respeitar aqueles que são diferentes e quais são seus direitos e deveres, assuntos que conferem aos TCTs o atributo da 
contemporaneidade.
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ 
contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 24 ago. 2020.
Lendo na fonte
De um lado as creches sempre tiverem um cunho 
eminentemente assistencial, ou seja, o de “cuidar”, sem 
maior preocupação com o desenvolvimento. Já os jar-
dins de infância, tradicionalmente destinados a crianças 
de 4 a 6 anos, desde sua origem tinham um compromis-
so com aspectos relevantes do desenvolvimento infantil. 
Nas redes de ensino privadas, o último ano da pré-es-
cola, destinado a crianças de 6 anos de idade, há déca-
das já vinha promovendo a alfabetização de maneira 
deliberada. 
O movimento que levou à aprovação do Estatuto da 
Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, já refletia o 
embrião de um novo entendimento a respeito da edu-
cação infantil. Com a promulgação da Lei de Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96 (Brasil, 
1996), a educação infantil passou a ser reconhecida co-
mo parte integrante da educação básica. Inicialmente 
abrangia os primeiros sete anos de vida – os primeiros 
quatro anos em creches e os três últimos (correspon-
dendo aos antigos jardins de infância) na pré-escola. 
Atualmente o período da pré-escola foi reduzido, fican-
do a educação infantil voltada para crianças de até 5 
anos e 11 meses. 
O termo usado na legislação é “educação infantil”, e 
ela é subdivida em dois segmentos: creche e pré-escola. 
Esse termo, além da não obrigatoriedade de atendimen-
to em creches, caracteriza a natureza não escolar da 
educação infantil. Isso sugere, de um lado, a importância 
e a responsabilidade da família e, de outro, a necessida-
de de profissionais, processos, métodos e pedagogia 
diferenciada para operar as instituições que complemen-
tam o trabalho das famílias. 
Como observado anteriormente, o “currículo” da edu-
cação infantil está inscrito no próprio processo de de-
senvolvimento. O que a Base Nacional Comum Curricu-
lar - BNCC (Brasil, 1996) faz é chamar a atenção para 
os tipos de estímulos e experiências que devem ser pro-
porcionados às crianças. O objetivo da educação infan-
til, portanto, é promover o desenvolvimento infantil, se-
ja no contexto familiar, no caso das crianças de até 4 
anos que não frequentam creches, seja em um contexto 
institucional de creches e pré-escolas, mas não escolar. 
A BNCC e os documentos que a antecederam, espe-
cialmente a LDB 9 394/96 (Brasil, 1996), o Parecer CNE/
CEB 20/2009 e as Diretrizes Curriculares Nacionais pa-
ra a Educação Infantil (DCNEI), refletem o entendimen-
to das autoridades brasileiras a respeito desses temas 
que têm de ser abordados nos currículos escolares. 
A CIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO 
HUMANO E AS POLÍTICAS PÚBLICAS 
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
A infância vem assumindo um papel de destaque nas 
políticas públicas desde, pelo menos, o século XVIII. A 
educação infantil vem tomando vulto desde meados do 
século passado. A atenção à primeira infância vem au-
mentando na medida em que aparecem evidências cada 
vez mais sólidas a respeito do seu impacto no desenvol-
vimento cognitivo e socioemocional das crianças. O que 
acontece antes e durante a gravidez, as condições de 
nascimento das crianças e a qualidade das interações 
com adultos apresentam forte relação com a trajetória 
mais ou menos bem-sucedida do desenvolvimento. Tam-
bém existem evidências sobre o impacto de creches – 
mas essas evidências, inclusive obtidas em países 
desenvolvidos, são pouco animadoras: apenas creches 
excelentes têm impacto positivo; creches medíocres cos-
tumam causar mais danos do que benefícios (Shonkoff 
e Phillips, 2000). 
A pré-escola também gera efeitos positivos compro-
vados, inclusive no Brasil. Também não basta oferecer 
pré-escola, sua qualidade tem maior ou menor impacto 
no futuro desempenho das crianças. Os efeitos da cre-
che e pré-escola são mais fortes e duradouros no de-
senvolvimento cognitivo do que intervenções posterio-
res. Já no que diz respeito às habilidades 
socioemocionais, essas são mais maleáveis e suscetíveis 
a mudanças até pelo menos os 30 anos de idade. 
Nos anos 1960, a educação infantil passou a ser vis-
ta como um instrumento potencial de redução de desi-
gualdades sociais e recebeu importantes contribuições 
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Nesses trabalhos, encontram-se evidências sobre a im-
portância dos estímulos que as crianças recebem – ou devem 
receber – nos três primeiros anos e como esses estímulos 
estruturam a forma como elas irão adquirir novos conheci-
mentos em fases posteriores da vida. Isto se deve ao fato de 
a infância ser um período em que o cérebro tem grande plas-
ticidade para se remodelar em função das experiências.
Ainda nas últimas décadas do século XX, foram pro-
duzidos importantes documentos relacionados ao proces-
so de alfabetização e ao desenvolvimento de habilidades 
preparatórias que podem e devem ser desenvolvidas antes 
da entrada da criança na escola formal. O livro de Adams 
(1990) e o relatório do National Reading Panel (2000) 
constituem marcos de referência sobre o tema.
Na virada para o século XXI, são notáveis os avan-
ços do conhecimento científico a respeito do impacto 
de determinadas intervenções no funcionamento cere-
bral, o que produziu importantes revisões do conheci-
mento científico acumulado até o início do século e deu 
impulso a um novo olhar científico interdisciplinar para 
as questões do desenvolvimento infantil. De modo par-
ticular, foram notáveis os avanços científicos a respeito 
de como as crianças desenvolvem e aprendem algumas 
habilidades fundamentais, particularmente as funções 
de controle executivo (Diamond, 2011; Diamond et al., 
2019) a importância da leitura desde o berço (Klass et 
al., 2010) e das habilidades preparatórias para o conhe-
cimento matemático (Dehaene, 1997; relatório do Ins-
titute of Education Sciences, 2013).
de estudiosos. O tema passou a merecer especial atenção 
a partir dos achados de James Heckman, que ganhou 
notoriedade por conquistar um prêmio Nobel de Econo-
mia por demonstrar os potenciais efeitos econômicos e 
sociais de investimentos no que se convencionou chamar 
de primeira infância. Em decorrência dessas mudanças, 
de pressões sociais, de evidências e do conhecimento 
científico acumulado, a partir da segunda metade do sé-
culo XX, começaram a surgir pré-escolas e, progressiva-
mente, desenvolveu-se a ideia de preparara criança para 
a escolarização, especialmente para a alfabetização.
A partir de meados dos anos 1960 começaram a 
surgir políticas públicas voltadas para a primeira in-
fância, a mais conhecida delas é o programa Head 
Start, cujas bases conceituais foram desenvolvidas 
por Eric Bronfebrenner – um dos maiores estudio-
sos do desenvolvimento infantil da segunda me-
tade do século XX. Essas iniciativas estimularam o 
surgimento de diferentes modelos de atendimento 
e muitas avaliações dessas iniciativas. Em paralelo, 
a psicologia do desenvolvimento, antes restrita ao 
âmbito dos psicólogos, tornou-se parte da ciência 
do desenvolvimento humano, incorporando conhe-
cimentos de outras áreas, notadamente da Antro-
pologia e da Neurociência. A publicação de Shon-
koff e Phillips (2000) representa esse novo marco 
conceitual. Poucos anos depois, começam a surgir 
políticas consolidadas em outros países, especial-
mente no âmbito da OCDE, que fez e continua fa-
zendo uma série de publicações intitulada Starting 
Strong (“começando bem”), abundantemente cita-
da no documento da PNA. 
O primeiro documento publicado no Brasil com ên-
fase na ciência do desenvolvimento humano como 
base para formular políticas de educação infantil 
data de 2008. Esse documento é fruto de um even-
to do qual participou James Garbarino, discípulo de 
Bronfebrenner, e John Bennett, o inspirador da série 
Starting Strong da OCDE (Bennett; Dickinson; Garba-
rino; Freund; Oliveira, 2008). Esse tema foi retomado 
e aprofundado pela Academia Brasileira de Ciências, 
em 2011.
Para saber mais
 BENNETT, J.; DICKINSON, D. K.; GARBARINO, J.; 
FREUND, L; OLIVEIRA, J. B. A. Educação Infantil: 
Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos 
Deputados. Brasília: Confederação Nacional do 
Comércio Sesc/Senac e Instituto Alfa e Beto, 
2008.
 SHONKOFF, J. P; PHILLPS, D. A. (org.). From 
neurons to neighborhoods: the science of early 
childhood development. Washington, D.C.: 
National Academies Press, 2000.
Referência de leitura para 
aprofundamento pedagógico
 DEAHENE, S. The number sense: how the mind 
creates mathematics. Oxford: Oxford University 
Press, 1997.
 INSTITUTE OF EDUCATION SCIENCES 
(Washington, D.C.). Teaching Math to young 
children. Washington, D.C: Department of 
Education. IES, 2014.
 KLASS, P.; DREYER, B.; MENDELSOHN, A. Reach 
Out and Read: um programa de incentivo à leitura a 
partir do atendimento em ambulatórios pediátricos. 
In: Leitura desde o berço: políticas sociais integradas 
para a primeira infância. Rio de Janeiro, p. 67-
92, 2010. Trabalho apresentado no 3º Seminário 
Internacional do Instituto Alfa e Beto, 2010.
Referência de leitura para 
aprofundamento pedagógico
Pedagogias da Educação 
Infantil: brincadeiras, 
intencionalidade e o papel 
do educador
As grandes teorias do início do século XX deram lu-
gar a conhecimentos mais específicos e bem fundamen-
tados a partir da segunda metade do século passado e 
início do presente século.
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Dois dos mais importantes estudiosos do desenvolvi-
mento infantil, Jean Piaget e Lev Vigotsky, são conside-
rados os pais da psicologia do desenvolvimento no mun-
do ocidental e nos países do Leste Europeu, 
respectivamente. Suas principais contribuições foram de-
senvolvidas há cerca de 100 anos e deixaram marcas pro-
fundas na ciência do desenvolvimento. Mas a ciência evo-
lui, e hoje os conhecimentos sobre a primeira infância, 
embora ainda limitados, nos fornecem instrumentos de 
observação, de pesquisa e de intervenção muito mais 
avançados – como ocorre nas demais áreas das ciências. 
Hoje não mais existem “grandes teorias”, mas existem mi-
ni teorias e conhecimentos específicos que nos permitem 
entender melhor o desenvolvimento infantil nos seus di-
versos aspectos e na sua interação. E permitem a formu-
lação de propostas pedagógicas, como a que é aqui apre-
sentada, com base nessas evidências.
CONTEÚDOS E BRINCADEIRAS
A pedagogia da educação infantil apresenta duas di-
ferenças importantes em relação à pedagogia da educa-
ção escolar formal. A primeira refere-se aos conteúdos: 
os conteúdos da educação infantil não se exprimem na 
forma de disciplinas ou matérias escolares, e sim na for-
ma de experiências ou habilidades a serem adquiridas. 
Isso afeta a forma como essas informações e conteúdos 
devem ser apresentados – e que tem a ver com a forma 
como as crianças adquirem conhecimento. 
A outra grande diferença da educação infantil em re-
lação à educação formal reside justamente na forma como 
as crianças aprendem: a criança aprende brincando. Brin-
car é a forma de aprender da criança: significa imitar, re-
petir, interagir, testar o outro, testar o mundo, tentar de 
novo, testar os limites – inclusive os limites da paciência 
dos adultos, especialmente dos pais. É o ponto de partida 
em que pais e educadores se apoiam para estimular e pro-
mover o desenvolvimento da criança. A brincadeira, inicia-
da pela criança ou estimulada pelo educador, constitui a 
forma privilegiada de a criança aprender. Nesse sentido, é 
possível dizer que brincadeira de criança é coisa séria. Co-
locando os dois conceitos juntos: a criança aprende muito 
brincando, mas não aprende tudo sozinha. Nem aprende 
por meio de aulas ou exposições didáticas formais – dada 
sua imaturidade para pensar de maneira abstrata. Ela apren-
de por meio de brincadeiras – ou seja, experimentando e 
testando as informações. Para a criança é mais fácil apren-
der a partir do que é familiar do que a partir do que é con-
creto. Por exemplo, ela aprende melhor a relação de partes 
de um biscoito do que de um disco metálico. O lúdico não 
está no tipo de objeto, está na abordagem, na forma de 
lidar com os estímulos, que são integrados aos poucos. 
Por isso, não há aula de literacia, numeracia ou de ciências. 
Não há “aula” de nada: tudo se aprende ao mesmo tempo, 
mas com foco, uma coisa de cada vez. Tudo se aprende 
brincando. Para funcionar, é preciso uma organização ri-
gorosa pelo educador – planejar com seriedade o que vai 
ser apresentado na forma de brincadeiras. 
A intencionalidade na atuação 
do educador
A intencionalidade que caracteriza as ações do educa-
dor, na educação infantil, apresenta características próprias 
trazendo à tona uma visão de que o papel do educador, nes-
ta etapa, é diferente do modelo vinculado aos professores 
de etapas posteriores da escolaridade. Na educação escolar, 
a ênfase é maior no ensino. Só recentemente outros aspec-
tos educativos, particularmente no âmbito das competên-
cias pessoais e sociais, vêm sendo reconhecidos. Na educa-
ção infantil isso é mais óbvio – cuidar e educar são 
indissociáveis. Os cuidados, inclusive com questões de se-
gurança, são muito maiores, pois a criança é dependente. E 
o educar é integrado, não existem matérias, disciplinas ou 
aulas – o conhecimento deriva da qualidade da proposta de 
trabalho e, sobretudo, da qualidade das interações entre os 
adultos e as crianças.
Um novo perfil profissional 
Considerando as mudanças pelas quais a educação 
infantil atravessou nas últimas décadas, saindo do foco 
meramente assistencialista e evidenciando o aspecto edu-
cacional, com atenção principal ao desenvolvimento in-
tegral de bebês e crianças pequenas, cresceu a necessi-
dade de que o profissional que trabalha com este 
segmento seja cada vez mais capacitado e especializado, 
visto que para a proposta de educação voltada à primei-
ra infância é necessária uma aprimorada compreensão 
do desenvolvimento infantil, assim como de característi-
cas e potencialidades da criança. Além disso, requer uma 
boa formação geral, um conhecimento adequado da li-
teratura e especialmente da literatura infantil. E, especial-
mente, requer treinamentoprático supervisionado por 
profissionais experientes para habilitar o profissional a 
desenvolver habilidades adequadas de interação com as 
crianças, os colegas e colaboradores e os pais. 
Conceito de aprendizagem 
segundo a BNCC de Educação 
Infantil:
1 – Cuidar e educar.
2 – Formação de vínculo.
3 – Incentivar a autonomia.
4 – Compreender que as crianças, mesmo tendo 
idades iguais, possuem ritmos diferentes.
5 – Escuta ativa.
6 – Exploração livre e espaços planejados. As 
crianças devem ser estimuladas a explorar 
livremente, mas dentro de contextos planejados 
pelo professor.
7 – Organização do tempo. O professor deve 
reforçar a criação de uma rotina para o melhor 
aproveitamento do tempo.
Em diálogo com a BNCC
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Conceitos básicos que todo educador precisa 
saber sobre desenvolvimento infantil
2Unidade
O desenvolvimento se dá como um todo, mas 
existe uma programação genética que estabelece 
uma direção e um tempo – ou “janela” em que de-
terminadas capacidades e habilidades começam a 
se desenvolver. Elas vão se desenvolver mais ou 
menos dependendo dos estímulos que a criança 
recebe e como interage com eles.
Nesta unidade, vamos abordar os seguintes 
tópicos:
 ● Natureza e ambiente: como a genética interage 
com os estímulos.
 ● O que promove e o que inibe o desenvolvimento: 
fatores de proteção e fatores de risco.
 ● O processo de desenvolvimento não é contínuo: 
há vai e vens.
 ● Estímulos e interações promovem experiências: 
os campos de experiências da BNCC.
 ● Desenvolver significa adaptar-se, mas nem toda 
adaptação é adequada.
 ● Três aspectos fundamentais do desenvolvimento 
infantil: físico e motor, pessoal/social e linguagem.
 ● Natureza e ambiente: como a genética interage 
com os estímulos.
A genética e os fatores genéticos são extrema-
mente importantes; no entanto, tanto a genética 
como os fatores genéticos têm relação com os acon-
tecimentos do meio ambiente e do contexto social 
da criança. Os genes podem se manifestar de uma 
maneira ou de outra, de acordo com o que ocorre 
no ambiente em que a criança é gerada e em que 
vive. Diferentemente de outros animais, a criança 
não consegue sobreviver sozinha, e sua infância é 
prolongada. Ela precisa de proteção, afeto e segu-
rança, de um mínimo de estabilidade e de previsi-
bilidade por parte de quem cuida dela. As primeiras 
experiências da criança são decisivas para traçar os 
rumos de seu desenvolvimento. O que acontece na 
gestação e nos primeiros meses e anos marca o 
resto da vida. O cérebro humano é dotado de enor-
me “plasticidade”, as pessoas sempre são capazes 
de aprender. Há períodos mais favoráveis para a 
criança desenvolver certas habilidades, mas, para 
isso, são necessários estímulos adequados no mo-
mento apropriado. Ou seja, é necessário que a crian-
ça cresça em um ambiente propício, que, ao intera-
gir em condições ideais com as predisposições 
genéticas, permita que determinadas habilidades 
sejam desenvolvidas e que a criança possa atingir 
seu pleno potencial. “Períodos sensíveis”, por exem-
plo, são épocas da vida em que o cérebro e outras 
estruturas ou funções do organismo ficam mais sus-
cetíveis a determinadas experiências. Por exemplo, 
há períodos sensíveis para aprender a enxergar ou 
a falar. Plasticidade é a capacidade do cérebro de 
reorganizar uma estrutura ou função (geralmente 
após um trauma ou uma perturbação). Por exemplo: 
a utilização de áreas do cérebro para reaprender a 
falar ou movimentar-se. A plasticidade dos neurô-
nios é muito maior nos primeiros anos de vida.
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O que promove e o que inibe o desenvolvimento: fatores 
de proteção e fatores de risco
Quando mencionamos a importância do ambiente para o desenvolvimento adequado, é essencial deixar 
claro que, no ambiente, existem fatores que promovem o desenvolvimento e fatores que significam risco ao 
mesmo. Veja mais claramente no quadro a seguir. 
Fatores de proteção do desenvolvimento Fatores de risco ao desenvolvimento
• Gravidez desejada.
• Parto a termo e normal.
• Afeto, carinho, contato físico.
• Segurança, previsibilidade no atendimento às demandas da 
criança.
• Estimulação dos sentidos (sons, iluminação, objetos para a 
criança pegar).
• Oportunidades para conhecer a si mesma, os outros e o mundo.
• Brincar, fazer caretas, falar com a criança, conversar, interagir, 
ler para a criança.
• Alimentação adequada.
• Higiene.
• Privacidade.
• Segurança de poder contar com proteção e apoio incondicio-
nal de, pelo menos, um adulto.
• Herança genética problemática.
• Fatores tóxicos durante a gravidez.
• Parto prematuro.
• Falta de estímulos.
• Falta de afeto.
• Doenças.
• Falta de previsibilidade no ambiente.
• Ambiente que não promove a autorregulação.
• Ambiente estressante típico de situações de elevado grau 
de pobreza (gravidez de adolescentes, separação de pais, 
violência doméstica ou do ambiente, falta de higiene, de-
semprego, insegurança).
• Má alimentação ou subnutrição.
• Ambientes sujos e propícios à propagação de doenças.
Fatores de desenvolvimento são acontecimentos, circunstâncias e estímulos saudáveis que promovem 
o desenvolvimento. Por exemplo, o nascimento a termo, proteção, afeto, estabilidade e previsibilidade são 
fatores que impulsionam o desenvolvimento satisfatoriamente.
Fatores de risco são as circunstâncias que ameaçam o desenvolvimento normal, como uma gestação de 
risco, drogas de todo tipo, álcool, nascimento prematuro, falta de proteção, elevados níveis de estresse e fa-
tores normalmente associados à pobreza – como instabilidade financeira e baixa escolaridade – podem pre-
judicar o curso normal do desenvolvimento.
Pais e cuidadores tanto podem ser fontes de risco quanto propiciar condições adequadas para estimular 
o desenvolvimento saudável das crianças.
Um alto fator de risco: o estresse
O estresse é uma experiência forte ou traumática que mobiliza respostas igualmente fortes. Em situações de es-
tresse, o cérebro produz substâncias químicas (como cortisol, adrenalina e outros hormônios), que o ajudam a lidar 
com essas ameaças. Trata-se de um mecanismo natural e normal de adaptação. Mas o estresse decorrente de um 
ambiente ou situação tensa/estressante pode causar muitos problemas ao desenvolvimento cerebral e deixar mar-
cas. Nos primeiros anos de vida, a criança dispõe de poucos recursos para lidar com o estresse: seu cérebro não é 
capaz de processar informações de forma adequada. Se for submetida à situação constante de estresse, a criança 
poderá desenvolver respostas inadequadas, como reações agressivas fortes ou apatia. Esses mecanismos de defesa 
e adaptação que ela desenvolve, por sua vez, tiram a flexibilidade para aprender outras formas de lidar com o es-
tresse. Nesse caso, a adaptação ocorre em prejuízo da adaptabilidade, ou seja, da capacidade de tornar-se flexível 
para aprender novas formas de lidar com situações estressantes.
Para saber mais
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O processo de 
desenvolvimento não é 
contínuo: há vai e vens
Desenvolvimento significa mudança. O desen-
volvimento é saudável quando as mudanças ocor-
rem na direção esperada: a criança cresce, apren-
de e, sobretudo, torna-se cada vez mais autônoma.
Como ocorre em qualquer mudança, o desen-
volvimento não é um processo linear. Há altos e 
baixos, avanços e retrocessos, continuidades e 
descontinuidades. Alguns processos são mais con-
tínuos – como no caso do desenvolvimentomo-
tor: a criança vira, senta-se, engatinha, fica de pé 
com apoio, depois sem apoio, etc. 
Outros processos são menos contínuos e se 
dão por “saltos”. Um exemplo o da autoconsciên-
cia: a criança, que, por quase dois anos, não sabe 
muito bem quem ela é nem consegue se ver co-
mo diferente do outro, de repente, por volta de 2 
anos de idade, passa a se perceber como um “eu” 
separado, como mostra a imagem a seguir.
Alguns processos – como a linguagem – são 
universais na sua sequência, mas seu tempo de 
início e sua duração podem variar. Como veremos 
no volume 2, por exemplo, a criança aprende de 
10 a 12 palavras entre os 12 e 18 meses e logo ex-
perimenta uma explosão de linguagem por volta 
dos 20 meses de idade. Outro exemplo: algumas 
crianças começam a falar entre 10 e 12 meses e 
outras só começam com 18 meses.
Os processos emocionais e de autorregulação 
sofrem mais descontinuidades e retrocessos que 
outras áreas do desenvolvimento. Essas descon-
tinuidades manifestam-se, sobretudo, diante de 
transições ou ameaças. Diante de ameaças, a 
criança que já era independente pode voltar a 
buscar a proteção da mãe. Diante do nascimen-
to de um irmãozinho, por exemplo, a criança po-
de voltar a engatinhar, fazer xixi na cama ou pe-
dir colo, tornar-se mais infantil, para chamar a 
atenção. As descontinuidades e os retrocessos 
mencionados não constituem problemas de de-
senvolvimento. Pelo contrário, eles fazem parte 
do processo normal; portanto, podem e devem 
ser contornados com atenção e estimulação ade-
quadas.
A retomada do curso e do ritmo normal do de-
senvolvimento da criança vai depender da capa-
cidade do adulto de compreender, isto é, a pessoa 
precisa perceber como os fatores do ambiente 
interferem no desenvolvimento infantil, entender 
a trajetória desse desenvolvimento e saber como 
lidar com a criança nessa situação.
Já os chamados “problemas de desenvolvi-
mento” são de natureza diferente e decorrem de 
razões distintas dessas que mencionamos. Algu-
mas crianças nascem com doenças ou deficiên-
cias causadas por desordens genéticas ou que 
são contraídas e/ou agravadas depois do nasci-
mento e que podem comprometer, dificultar ou 
retardar o desenvolvimento físico, mental ou so-
cioemocional. As crianças que nascem com essas 
dificuldades ou as manifestam desde cedo podem 
ser beneficiar de um diagnóstico precoce – quan-
to antes, melhor – e de tratamentos adequados, 
que podem incluir intervenções de natureza mé-
dica ou diversas formas de terapia e cuidados es-
peciais.
O quadro a seguir apresenta os principais ti-
pos de problemas ou deficiências que acometem 
as crianças. A incidência desses problemas varia 
com o tipo de transtorno e alguns deles são su-
jeitos a fatores regionais – relacionados a carên-
cias e práticas alimentares. 
Outros “problemas de desenvolvimento” po-
dem ser adquiridos como parte do processo de 
educação – o que ocorre, por exemplo, quando a 
criança é criada em situação de abandono ou em 
um ambiente que não oferece meios de ajudá-la 
a controlar sua ansiedade ou agressividade, crian-
do um círculo vicioso que pode se tornar patoló-
gico ou irreversível.
Comportamentos típicos de criança que 
“regride” diante de ameaças
 ͥ choro; 
 ͥ birra/manha;
 ͥ controle dos esfíncteres;
 ͥ desobediência/mentira;
 ͥ agressividade (física ou verbal);
 ͥ problemas relacionados ao sono/hora de dormir/
pesadelos;
 ͥ dificuldades relacionadas à alimentação;
 ͥ indisciplina. 
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O tempo e a sequência do desenvolvimento são comandados pelo cérebro.
Principais Problemas/Deficiências que podem acometer a criança
TRANSTORNOS DA APRENDIZAGEM
Transtorno da leitura
(Dislexia do desenvolvimento)
Transtorno da Matemática
Transtorno da expressão escrita
Transtorno da apendizagem sem especificação
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Deficiência intelectual leve
Deficiência intelectual moderado
Deficiência intelectual severo
Deficiência intelectual profundo
Deficiência intelectual com gravidade inespecifica
TRANSTORNOS ALIMENTARES NA PRIMEIRA INFÂNCIA
Transtorno alimentar de PICA
Transtorno de ruminação
Transtorno de alimentação na primeira infância
TRANSTORNO DO COMPORTAMENTO NA INFÂNCIA
Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
Distúrbio desafiador e de oposição
Tiques 
Distúrbio depressivo de conduta
Linguagem precipitada
TRANSTORNO DA INFÂNCIA E ADOLESCENCIA
Transtorno de ansiedade de sep;aração
Mutismo seletivo
Transtorno de apego seletivo de apego na infância
Transtorno de movimentos estereotipados
PRINCIPAIS SÍNDROMES GENÉTICAS ASSOCIADAS 
À DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Síndrome de Down 
Síndrome de Algeman 
Síndrome de Willians 
Síndrome X frágil
Síndrome de Leight
Síndrome de Prader-Will
Síndrome de Kennedy
Erros inatos do metabolismo
Aberrações cromossômicas complexas
Sindrome de Tumer
Distrofia muscular de Duchenne
Hemofilia
Neurofibromatose
Thalassemia
Doença de Tay-Sachs
Anemia falcifome
Fenilcetonúria
Fibrose cística
TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO
Transtorno autista
Sindrome de Rett
Transtorno desintegrativo da infância
Transtorno de Asperger
Transtorno invasivo do desenvovimento
Sem outra especificação
TRANSTORNO DA COMUNICAÇÃO
Transtorno da linguagem expressiva
Transtorno misto da ligugaem
receptiva-expressiva
Transtorno fonológico
Gagueira
Transtorno da comunicação sem outra espedificação
Fontes: I. organização Mundial da Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre: Artes Médicas Ltda. 1993. 
2. American Psychiatric Association-APA. Diagnostic and statistical manual of mental disorders, 4. ed. (DSM-IV).
O centro de comando para todo o desenvolvi-
mento é o cérebro. Desenvolvem-se o tamanho do 
cérebro, a comunicação entre os neurônios e a ca-
pacidade de lidar com mais e diferenciados estímu-
los. Em consequência, o indivíduo coordena melhor 
o seu organismo e as suas ações: ele dá respostas 
mais organizadas aos estímulos que recebe.
Quando a criança nasce, o cérebro ainda não 
está totalmente acabado. Ele continua crescendo 
em peso e tamanho. No primeiro ano de vida, o ta-
manho da cabeça passa de 13 a 18 cm para 33 a 46 
cm. Isso acontece porque o cérebro está crescendo. 
No final do segundo ano de vida, o órgão já atingiu 
3/4 do tamanho do peso do cérebro adulto.
Nos primeiros anos de vida:
 ͥ o cérebro forma setecentas conexões por segundo;
 ͥ se ativadas por estímulos, essas conexões vão se 
fortalecendo;
 ͥ se não forem utilizadas, as conexões são cortadas;
 ͥ as conexões formadas dependem dos estímulos e 
das respostas que a criança dá a esses estímulos, 
formando, progressivamente, circuitos mais ou 
menos adaptados, mais rígidos ou mais flexíveis;
 ͥ crianças que vivem em ambientes isolados ou 
com poucos estímulos, como em alguns orfanatos, 
perdem a oportunidade de formar milhões de co-
nexões e têm seu desenvolvimento comprometido 
pelo resto da vida.
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Desenvolvimento do cérebro. 
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O desenvolvimento do cérebro guarda algumas 
semelhanças com o desenvolvimento dos demais 
órgãos: são programados pela natureza para se 
desenvolver de certa forma, crescer até determi-
nado tamanho, localizar-se em lugares específicos 
do corpo e reagir de forma bastante previsível aos 
estímulos que recebem. Isso vale, por exemplo, pa-
ra os estímulos que recebemos (o olho se fecha 
diante de muita claridade, e as pupilas dilatam-se 
no escuro), os alimentos (sofremos azia se ingeri-
mos mais ácidos que o estômago pode processar). 
Em muitos casos, as respostas são programadas, 
em outros, adaptativas. Por exemplo, corremosmais e melhor com treino e engordamos se fica-
mos parados. Muitos de nossos órgãos estão pron-
tos ou quase prontos ao nascermos – especialmen-
te os órgãos que formam nosso sistema vital. 
Outros levam mais tempo para se desenvolver e 
entrar em pleno funcionamento – como no caso 
do sistema reprodutivo. O desenvolvimento do cé-
rebro também é parcialmente programado. Sua 
fiação segue uma ordem.
ARQUITETURA CEREBRAL
A fiação do cérebro segue uma ordem fixada pela na-
tureza:
 ͥ visão e audição;
 ͥ motor (aos poucos);
 ͥ linguagem (depende da interação);
 ͥ pensamento (depende da linguagem);
 ͥ autocontrole (depende da experiência);
 ͥ as emoções desenvolvem-se em paralelo.
Como a experiência modela o cérebro: o vaso e o 
oleiro
Feche os olhos e imagine um oleiro que modela um 
vaso. O vaso é o cérebro, o oleiro é a experiência. Ele 
modela colocando e retirando o barro de determina-
das partes, para dar a forma desejada. O que é a ex-
periência que modela o cérebro? Como ela modela?
Tipos de experiência
O processo de desenvolvimento do cérebro tem 
uma característica diferente dos demais órgãos: 
o cérebro vai formando várias conexões, de acor-
do com as experiências que a criança vivencia. Se 
alguma conexão deixa de ser usada por falta de 
estímulos, essa conexão acaba “morrendo”. Esse 
é um processo natural e acontece com milhões 
de conexões. Da mesma forma, quando a criança 
desenvolve uma maneira mais ágil de fazer algo – 
andar equilibrando-se em uma corda, por exemplo 
– o cérebro guarda aqueles circuitos que são mais 
eficientes e corta ou “poda” os outros. Ao longo da 
infância e da adolescência, o cérebro se aperfeiçoa 
e elimina as conexões sem uso e as conexões ine-
ficientes. Quais experiências são necessárias para 
ajudar o cérebro a se desenvolver? Como promover 
essas experiências? Um importante neurocientista 
chamado William Greenough (1987) propôs uma 
classificação muito simples dessas experiências: as 
dependentes e as esperadas.
Experiências dependentes são aquelas das quais 
o cérebro necessita para desenvolver alguma ca-
pacidade ou função: se as experiências não acon-
tecerem, o cérebro não fará conexão com deter-
minado órgão, que não será estimulado e poderá, 
por sua vez, atrofiar. Por exemplo: só vamos de-
senvolver a visão se existir luz no ambiente onde 
vivemos. Se alguém for mantido no escuro duran-
te os primeiros anos de vida, não desenvolverá o 
sentido da visão: os nervos oculares atrofiam-se. 
Se viver amarrada, a criança não conseguirá an-
dar, pois os músculos atrofiam-se. Se não tiver 
convívio e feedback de adultos, a criança não for-
ma vínculos de apego e não aprenderá a decifrar 
importantes sinais que permitem o convívio social. 
Basta isso para o cérebro se desenvolver. Mas, sem 
isso, ele não se desenvolve.
Diferentes áreas do cérebro desenvolvem-se ou 
tornam-se prontas para reagir às experiências 
ao longo dos primeiros anos de vida. A área da 
linguagem é uma das que se desenvolvem mais 
rapidamente entre os 6 e os 24 meses. Se a crian-
ça vive com brasileiros entre os 6 e os 24 meses 
iniciais de sua vida, falará português; se vive com 
chineses, falará chinês. Se a criança vive em de-
terminado ambiente, poderá desenvolver certas 
fobias ou reagir de forma mais ou menos ansiosa. 
Experiências esperadas são aquelas para os quais 
o cérebro está programado para lidar e que podem 
ou não ocorrer em seu ambiente. Por exemplo, uma 
criança pode aprender uma, duas ou três línguas ao 
mesmo tempo, desde que conviva com pessoas que 
falem essas línguas e interaja com elas. Uma criança 
pode desenvolver mais ou menos sua 
Para saber mais
As emoções também são formadas no cérebro, 
como parte e em decorrência de nossas experiên-
cias, e elas desenvolvem-se em paralelo aos ou-
tros aspectos do desenvolvimento físico e cogni-
tivo. Isso significa que todas as áreas de nosso 
desenvolvimento estão profundamente interliga-
das com as emoções associadas às experiências 
que adquirimos nas etapas iniciais de nossa vida. 
As primeiras experiências de vida – inclusive e es-
pecialmente nos primeiros meses e anos de vida 
– são marcantes na consolidação de nosso tem-
peramento, nos vínculos de apego e na nossa for-
ma de nos relacionar com os desafios e estresses 
do ambiente. Isso dá-se porque grande parte 
do desenvolvimento do cérebro é modelado pela 
experiência. 
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As crianças diagnosticadas com problemas de 
visão e audição até os 4 meses de idade têm mais 
chance de recuperar esses sentidos, pois, até essa 
idade, o cérebro ainda depende de experiências 
auditivas e visuais para desenvolver esses sentidos. 
Depois disso, as possibilidades de intervenção e 
cura se tornarão mais limitadas. Para muitas expe-
riências, há um tempo mais adequado. Isso se apli-
ca, por exemplo, ao aprendizado simultâneo e 
 natural de duas ou três línguas “maternas” ou à 
época adequada para fazer um implante coclear e 
assegurar a audição para quem dela ficaria priva-
do. O cérebro humano tende a ser um pouco mais 
flexível, mais maleável: ele tem mais plasticidade 
do que o dos outros animais. Há janelas que se fe-
cham definitivamente – como vimos no caso da 
visão ou da recuperação de problemas auditivos. 
Há períodos que são mais favoráveis que outros 
para a aprendizagem de determinadas habilidades. 
Por exemplo: podemos aprender várias línguas sem 
sotaque nos primeiros anos de vida – depois fica 
mais difícil discriminar e reproduzir determinados 
sons. Há épocas em que somos mais sensíveis e 
flexíveis para aprender e desenvolver determina-
das habilidades físicas ou intelectuais – como o uso 
de ferramentas, instrumentos musicais ou destre-
zas físicas. Nos primeiros meses de vida, precisa-
mos criar fortes vínculos de afeto com, pelo me-
nos, um adulto – de outra forma, dificilmente 
conseguiremos nos ajustar socialmente. Entre o 
segundo e quarto ano de vida, precisamos convi-
ver e interagir com outras crianças e adultos – de 
outra forma, podemos ter fortes sequelas em nos-
so desenvolvimento social, intelectual e da lingua-
gem. Entre 4 e 5 anos, tornamo-nos mais dispostos 
a distinguir os sons da língua, e, portanto, essa é a 
época mais adequada para preparar a criança pa-
ra desenvolver a consciência fonológica – uma das 
bases para a alfabetização.
A palavra “adulto” é sinônimo de tornar-se ma-
duro, independente, capaz de se autorregular. A 
capacidade natural para música, dança ou ma-
temática, a depender da qualidade dos estímu-
los que recebe ao longo de seus primeiros anos 
de vida. Algumas dessas estimulações serão mais 
eficazes quando ocorrem em determinados mo-
mentos: são os períodos sensíveis ou janelas de 
oportunidade. No reino animal, há determinados 
comportamentos que são aprendidos em certo mo-
mento ou nunca mais são assimilados. O patinho 
segue o primeiro animal que passa andando perto 
dele. Alguns pássaros só aprendem o canto de sua 
espécie durante determinadas semanas – se passar 
do prazo, não aprendem a cantar.
infância é a etapa de transição entre o nascimento 
e a idade adulta. É uma fase de amadurecimento 
lento e progressivo. O crescimento da capacidade 
de autorregulação é a pedra de toque do desenvol-
vimento infantil. As habilidades de regular e contro-
lar emoções e impulsos ajudarão no desenvolvimen-
to e no aprendizado adequados. A autorregulação 
abrange todas as áreas do desenvolvimento, mas, 
especialmente, o autocontrole e o controle emocio-
nal, que nos permitem viver em equilíbrio interno e 
em harmonia com nossos semelhantes.
O ser humano foi feito para sobreviver e se adap-
tar ao mundo. De todos os animais, o ser humano é 
o mais dependente e o que tem a infância mais pro-
longada. Ainfância é um tempo de aprendizagem 
– aprender a se tornar adulto, independente, capaz 
de lidar de forma adequada com os desafios do mun-
do. Hoje, conhecemos alguns princípios do desen-
volvimento humano e infantil que nos ajudam a com-
preender melhor as crianças e a intervir a seu favor.
A natureza e o ambiente interagem desde a con-
cepção. A herança genética é forte e poderosa, mas 
não é inexorável. Há muito que podemos fazer des-
de antes da gestação materna para que a criança 
chegue ao mundo em melhores condições de en-
frentá-lo. Existem fatores de proteção e fatores de 
risco. O desafio reside em eliminar ou minimizar os 
fatores de risco e estimular os fatores que promo-
vem um desenvolvimento saudável. O ser humano 
nasce equipado com mecanismos de adaptação, 
mas nem toda adaptação é adequada. Ambientes 
muito estressantes requerem que o indivíduo se 
adapte muito cedo para sobreviver, e, com isso, ele 
perde a flexibilidade para lidar com outras situações 
novas no futuro.
Desenvolvimento significa mudança e implica 
continuidades e descontinuidades. Quando a crian-
ça “regride” a comportamentos anteriores, ela está 
dando sinais de que tem dificuldades para lidar com 
os novos desafios e precisa de tempo e apoio.
Afinal, o que se desenvolve? Dentre outros ór-
gãos e funções do corpo humano, o mais impor-
tante é que o cérebro se desenvolva. Nesse órgão, 
os estímulos são convertidos em impulsos quími-
cos e físicos, e os comportamentos refletem a ex-
periência acumulada pelo indivíduo. Experiências 
adequadas ajudam a gerar um desenvolvimento 
cerebral rico em conexões úteis e flexíveis. Desen-
volver significa adquirir controle sobre os impulsos, 
tornar-se autorregulado. A infância é para ser vi-
vida em suas características próprias, mas sua prin-
cipal característica é a de ser uma fase de prepa-
ração para a vida adulta madura e independente.
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Estímulos e interações possibilitam experiências: 
os campos de experiências da BNCC
Os estímulos de que uma criança precisa para 
se desenvolver são encontrados nas pessoas com 
quem ela interage e em um ambiente social equili-
brado. Os estímulos propiciam experiências – e a 
aprendizagem e o desenvolvimento decorrem do 
contato com objetos e acontecimentos do cotidia-
no, em interação com os adultos. Tradicionalmente, 
isso ocorria de forma adequada no contexto fami-
liar e confirma que, para promover o desenvolvi-
mento, é menos importante a presença de determi-
nados objetos materiais (como brinquedos 
comprados ou computadores) que a presença de 
outras crianças e adultos com os quais a criança 
tenha liberdade de interagir.
A maneira como os estímulos são apresentados 
e a forma como a criança interage com eles – pes-
soas, animais ou objetos – é o que promove as 
 experiências e, em última instância, o desenvolvi-
mento. A seguir, vejamos uma breve descrição dos 
campos de experiências:
O eu, o outro e o nós – é a partir da interação 
e do convívio com outras crianças que a criança 
começa a construir sua identidade e a descobrir o 
outro. Quando ela chega na escola, seu foco é seu 
próprio mundo (eu). Com o trabalho realizado no 
ambiente escolar, ela passa a perceber seus cole-
gas (outro) e bem depressa começa a interagir no 
meio dos outros (nós). Desse modo, é na Educa-
ção Infantil que a criança aumenta a percepção de 
si, assim como a percepção do outro. Além de va-
lorizar sua identidade, ela aprende a respeitar os 
outros e a reconhecer as diferenças entre si e seus 
colegas.
Corpo, gestos e movimentos – a criança ex-
plora o espaço em que vive e os objetos a sua 
volta por meio do corpo, dos sentidos, dos ges-
tos e dos movimentos. Por isso é que a partir das 
linguagens, como dança, música, teatro e brinca-
deiras, a criança estabelece relações, brincam e 
produz conhecimentos. Na Educação Infantil, o 
corpo da criança é uma peça central. Nesse sen-
tido, a escola tem de ser promotora de atividades 
de interação, fazendo com que as crianças pos-
sam vivenciar um amplo repertório de movimen-
tos, gestos, olhares com o corpo, descobrindo 
sua ocupação corporal do espaço e do mundo. 
Engatinhar, escorregar, o toque da mão no chão, 
o equilíbrio, as cambalhotas são modos corporais 
de tatear o mundo. 
Traços, sons, cores e formas – a criança da cre-
che pode conviver de várias formas com diferentes 
manifestações artísticas, culturais e científicas no 
espaço escolar, o que possibilita a vivência de vá-
rios modos de expressão e linguagens. Por meio 
dessas experiências, as crianças de 0 a 1 ano e 6 
meses podem desenvolver desde cedinho o olhar 
atento para prepararem-se para o futuro desenvol-
vimento estético e crítico. Esse senso futuro vai in-
fluenciar o protagonismo posterior para criar suas 
produções artísticas e culturais. Assim, é de funda-
mental importância, já na creche, o contato com 
 algumas cores, sons e percepções do entorno. Esse 
bebê, ao ser incentivado por percepções, poderá 
desenvolver seu olhar e seu corpo para um futuro 
criativo e expressivo. 
Escuta, fala, pensamento e imaginação – desde 
bebê, o contato com experiências de escuta e fala 
(desde o útero) são importantes para a participa-
ção da futura criança na cultura oral, pertencente a 
um grupo social. Além do treino para a oralidade, é 
fundamental preparar o bebê para seu contato com 
a cultura e com o uso da imaginação a partir de mé-
todos que instiguem suas curiosidades. Isso, desde 
a creche, pode ser feito com o estímulo de escuta 
musical e de fala.
Espaço, tempo, quantidades, relações e trans-
formações – a criança da creche está inserida em 
um mundo de descobertas, com espaços e tempos 
de diferentes dimensões. Logo, é nessa idade que 
ela começa a despertar sua curiosidade para o mun-
do físico, seu corpo, os animais, as plantas, a natu-
reza, conhecimentos matemáticos, bem como para 
as relações do mundo sociocultural. Por isso, a BNCC 
entende que, na creche e na Educação Infantil, a 
escola precisa promover experiências sensoriais por 
meio de brincadeiras e vivências. Dessa forma, a 
creche cria oportunidades para a criança ampliar 
seu conhecimento de mundo, de modo a utilizá-los 
em seu cotidiano.
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Desenvolver significa adaptar-se, mas nem toda 
adaptação é adequada
O ambiente pode ajudar ou dificultar o desenvol-
vimento da criança, no entanto, em qualquer situação, 
o organismo da criança fará o possível para se adaptar 
à realidade da melhor forma possível. Ou seja, inde-
pendentemente do ambiente em que se encontra, to-
da criança é programada pela natureza para se adap-
tar e sobreviver. Adaptar-se significa consolidar as 
capacidades essenciais para sobreviver e viver.
Quanto mais saudável o ambiente, mais facilida-
de a criança terá para se adaptar. Quanto mais adap-
tada uma criança, maior a sua flexibilidade para se 
ajustar a novos desafios.
Esses mecanismos são universais e necessários 
para a sobrevivência. A forma como eles se desen-
volvem depende do ambiente e das interações da 
criança com esse ambiente, o que pode levar a ajus-
tes mais ou menos adequados. Quando a sobrevi-
vência fala mais alto, os ajustes ou adaptações, no 
curto prazo, podem representar grandes limitações 
no futuro – como no caso de uma agressividade 
pouco controlada ou um temperamento muito ar-
redio ou muito forte. O quadro a seguir apresenta 
os principais mecanismos de adaptação que as 
crianças utilizam para sobreviver e desenvolver. 
PRINCIPAIS MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO
APEGO
Apego é um vínculo emocional duradouro que se desenvolve entre o bebêe o cuidador – que é, ge-
ralmente, a mãe, mas pode ser outra pessoa. Esse vínculo, que se consolida por volta dos 6 aos 18 
meses de idade, é essencial para dar segurança e previsibilidade à criança e permanece sólido para o 
resto da vida. A função do apego é preparar o indivíduo para adaptar-se à vida social como adulto.
AGRESSIVIDADE
“A única razão pela qual os bebês não se matam é que não lhes damos facas ou revólveres.” A afir-
mação foi feita por Richard Tremblay, um dos maiores estudiosos do desenvolvimento infantil. A 
agressividade é essencial para a sobrevivência, mas precisa ser controlada para permitir o convívio 
social. Violência, impulsividade, agressões físicas ou verbais e bullying constituem os quatro tipos 
mais conhecidos de agressão. O controle da agressividade é parte do processo de educação e está 
associado à forma como pais e educadores estabelecem limites e orientam as crianças.
FUNÇÕES EXECUTIVAS
Referem-se à capacidade de coordenar diferentes funções para responder aos desafios do dia a 
dia. Não nascemos com a capacidade de controlar nossos impulsos, fazer planos e permanecer fo-
cados em tarefas. Tais habilidades são desenvolvidas e modeladas pelas experiências que temos, 
especialmente na primeira infância, e têm ligação com o desenvolvimento do cérebro em contato 
com o ambiente inicial. Há três capacidades básicas: (1) a memória de trabalho; (2) a capacidade 
de inibir outros estímulos, para que possamos prestar atenção; e (3) a flexibilidade cognitiva, que 
permite nos adaptarmos a novas situações. Elas servem de base para três outras capacidades de 
nível superior: (4) planejamento; (5) solução de problemas; e (6) raciocínio.
IMITAÇÃO
É um dos mecanismos mais básicos de aprendizagem. É o exemplo, que pode ser bom ou mau. 
Desde os primeiros momentos de vida, a criança imita gestos e, a partir da reação dos adultos, 
 aprende a refinar seus gestos e mensagens, para se comunicar e satisfazer suas necessidades básicas 
 (dores, fome, companhia). A imitação está na base da pedagogia milenar do mestre-aprendiz, hoje 
comumente associada ao conceito de coaching. Para se converter em instrumento útil de 
 aprendizagem, a imitação depende de feedback e de estímulo adequado por parte de quem mo-
dela o comportamento das crianças. A imitação é como um ponto de partida para o desenvolvi-
mento e a aprendizagem, mas não constitui todo o caminho.
LINGUAGEM
A linguagem é a base para o pensamento e para a comunicação – duas características únicas do ser 
humano. As crianças são programadas geneticamente para aprender a linguagem, mas isso depende 
da quantidade e da qualidade das interações verbais entre adultos e crianças. A linguagem é um fa-
tor fundamental para o sucesso escolar e merece atenção especial dos educadores, pois grande par-
te das crianças vive em ambientes que não favorecem o seu desenvolvimento adequado.
TEMPERAMENTO
Temperamento tem a ver com tempero. É um conjunto de disposições que levam a pessoa a inter-
pretar o mundo e a agir de forma personalizada: não existem duas pessoas iguais. É a marca da 
nossa personalidade, do nosso modo de ser em relação a nós mesmos, a forma de nos relacionar-
mos com os outros, de nos expormos aos desafios do mundo e a curiosidade maior ou menor para 
aprendermos a nos deixar surpreender pelo mundo e pelos outros. As dimensões mais importantes 
do temperamento são o grau de introversão ou extroversão. O temperamento manifesta-se desde 
cedo, é difícil de mudar, mas seus aspectos mais negativos podem ser atenuados – especialmente 
no que diz respeito à timidez no relacionamento social e à propensão a correr riscos.
RESILIÊNCIA
Resiliência é a capacidade de adaptar-se e sobreviver, mesmo em condições adversas e em exposi-
ção a fatores de risco. Somos dotados de diferentes graus de resiliência. Uma criança submetida a 
situações estressantes ou de alto risco pode amadurecer mais depressa, mas, ao mesmo tempo, 
pode acostumar-se a assumir maiores riscos e compromissos mais instáveis: o custo da adaptação 
precoce é a perda de flexibilidade no futuro.
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Três aspectos fundamentais do desenvolvimento infantil 
A criança é um todo, mas para estudá-la há di-
ferentes focos. Há o foco das políticas públicas, o 
foco da Sociologia, da Economia, da História. Ao 
educador interessa conhecer a fundo os processos 
pelos quais a criança se desenvolve.
Embora não exista um consenso, a maioria dos 
estudiosos do desenvolvimento infantil se especia-
liza em determinados aspectos, e dessa forma 
tornaram-se mais estudados os aspectos do desen-
volvimento físico e motor, do desenvolvimento pes-
soal, social, emocional, da linguagem e cognitivo. 
No quadro “Eu sou assim”, apresentamos um breve 
esquema das características mais salientes do de-
senvolvimento nessas diversas áreas. Nos próximos 
parágrafos tratamos de três desses aspectos.
Desenvolvimento 
Físico 
Desenvolvimento 
 Motor amplo
Desenvolvimento 
 Motor fino
Desenvolvimento 
Social
Desenvolvimento 
Pessoal
Desenvolvimento 
Linguagem
Resolução de 
problemas
6
Corpo se alon-
ga.
Senta-se sozi-
nho sem apoio 
das mãos.
Usa as duas 
mãos ao mes-
mo tempo para 
alcançar ou 
agarrar um 
brinquedo.
Reconhece a 
voz da mãe.
Sorri. Emite gritos 
agudos.
Explora o am-
biente pelos 
sentidos.
12
Corpo alonga-
do, pernas ain-
da vacilantes.
Levanta-se so-
zinho e dá vá-
rios passos sem 
apoio.
Pega um brin-
quedo pequeno 
com a ponta 
dos dedos.
Sente-se segu-
ro com adultos 
conhecidos.
Se você esten-
de a mão, o be-
bê entrega o 
brinquedo.
Balbucia. Compreende e 
faz gestos sig-
nificativos, co-
mo palmas.
15
Corpo adquire 
proporção mais 
equilibrada.
Move-se andan-
do, em vez de 
engatinhar.
Empilha sozi-
nho um ou dois 
blocos.
Chora com o 
afastamento da 
mãe.
Maior consciên-
cia de si, 
 diferenciação 
entre o “eu” e o 
 “outro”.
Fala três pala-
vras.
Repete as brin-
cadeiras várias 
vezes.
18
Corpo alonga-
do, pernas fir-
mes.
Caminha com 
firmeza.
Leva a colher à 
boca.
Demonstra in-
teresse por ou-
tras crianças.
Diante de um 
espelho, a 
criança oferece 
um brinquedo 
para a sua ima-
gem.
Fala oito ou 
mais palavras.
Agrupa objetos 
por cor e tama-
nho.
24
Corpo mais del-
gado e muscu-
loso.
Corre. Consegue en-
fiar pequenos 
objetos em um 
cordão.
Brinca com bo-
necas, dando 
colo e alimento.
Reconhece a 
sua imagem, 
apontando para 
partes do seu 
corpo diante de 
um espelho.
Fala frases cur-
tas (sujeito, ver-
bo, objeto).
Usa critérios 
para categori-
zar pessoas, 
objetos e rela-
ções.
30
Corpo delgado, 
crescimento 
 ascendente dos 
membros 
 superiores e 
 inferiores.
Sobe escadas 
alternando os 
pés.
Faz movimen-
tos giratórios 
ao tentar girar 
maçanetas, dar 
corda em brin-
quedos, enros-
car tampas.
Sente dificulda-
de em partilhar 
e ceder nas re-
lações com o 
outro.
Responde “eu” 
ao ser pergun-
tada sobre de 
quem é a ima-
gem no espe-
lho.
Entende alguns 
comandos 
orais.
Conta até 10.
36
Corpo ágil com 
grande ativida-
de motora.
Pula com os 
dois pés.
Traça retas e 
círculos em um 
papel.
Brinca em gru-
pos pequenos.
Veste-se sozi-
nha.
Constrói frases 
com três ou 
quatro palavras.
Identifica as 
imagens e as 
nomeia.
48
Corpo esguio
Rápido e 
 crescente de-
senvolvimento 
muscular.
Pula com um 
pé só.
Desenha figuras 
humanas.
Brinca com 
mais crianças, 
desenvolvendo 
a compreensão 
de si e do outro.
Realiza as ativi-
dades de higie-
ne e de rotina 
com autono-
mia.
Identifica pelo 
menos duas ca-
racterísticas de 
um objeto.
Recorre à fan-
tasia e à imagi-
nação nas brin-
cadeiras.
EU SOU ASSIM
Domínios
Meses
Fontes: ASQ/Gesell Institute e Oliveira, 2017.
22
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Desenvolvimento físico e motor 
Nos anos iniciais de vida, os desafios do desen-
volvimento físico e motor constituem a tarefa mais 
importante e imediata: a criança precisa de condições 
e espaço para se mover – mas ela também precisa 
de segurança e proteção, pois não tem noção de li-
mites e de perigos. A partir dos 3 meses a criança já 
precisa começar a exercitar os músculos dos braços 
e da barriga – que lhe darão a estrutura posterior pa-
ra sentar-se, levantar-se e sustentar-se. Também são 
fundamentais os cuidados com o sono, a alimentação 
e a higiene – culminando com o controle dos esfínc-
teres por volta dos 3 anos de idade. A partir dos 3 
meses a criança já deve começar a adquirir padrões 
de sono e necessita de muitas horas de sono para se 
adaptar ao mundo. Regras e cuidados sobre os ho-
rários de sono e descanso associados a uma articu-
lação com as famílias são essenciais para estabelecer 
progressivamente o autocontrole da criança em re-
lação ao sono. Também requer atenção e cuidado 
especial o uso de TV e telas – a recomendação da 
Sociedade Brasileira de Pediatria é de uso zero até 
os 2 anos de idade e moderado progressivamente – 
nunca ultrapassando 1 hora por dia nesse período. 
Como as crianças são expostas a isso em suas casas, 
sobra pouco tempo para apresentar programas de 
interesse das crianças.
As etapas do desenvolvimento físico incluem o 
desenvolvimento de habilidades relacionadas ao 
equilíbrio e à coordenação – desembocando na 
coordenação dos movimentos motores finos e de 
precisão – inicialmente essenciais para poder 
segurar e manipular brinquedos, para se alimentar 
com autonomia e, aos p oucos, para controlar bra-
ços, mãos, dedos e, finalmente, ensaiar os primeiros 
traços no papel – o que será relevante para o pos-
terior domínio da escrita (escrita emergente).
Desenvolvimento pessoal e 
social: as habilidades 
socioemocionais e as 
funções de controle 
executivo
Conseguindo sobreviver, a criança se desenvolve 
na formação do autoconceito: a descoberta do eu se 
dá em grande parte pela possibilidade de locomoção 
(eu sozinho) e pelo encontro com o outro. O “outro” 
é essencial para a descoberta do “eu”, mas também 
é um empecilho para satisfazer os desejos e as von-
tades do “eu”. Daí a difícil conquista do autocontrole.
As habilidades socioemocionais
Na perspectiva do desenvolvimento infantil, o 
desenvolvimento pessoal e social sempre ocupou 
um lugar de destaque – frequentemente até maior 
do que o desenvolvimento cognitivo. Essa visão 
ainda predomina na Educação Infantil, que histo-
ricamente recebeu e acolheu melhor as influências 
das teorias de desenvolvimento do que a educa-
ção formal, que se apoiou mais nas teorias de 
aprendizagem. Uma vertente da psicologia do de-
senvolvimento infantil levou a uma crença de que 
o único papel da Educação Infantil seria o de as-
segurar tempo e espaço para a criança brincar. O 
inverso ocorria no mundo da educação, que sem-
pre privilegiou mais o desenvolvimento cognitivo 
e a aprendizagem, pois o foco sempre esteve vol-
tado para o ensino formal, que se inicia no 1º ano 
do Ensino Fundamental. Nos últimos trinta anos 
têm surgido importantes evidências a respeito (a) 
da importância das competências socioemocionais 
para o desenvolvimento cognitivo, o sucesso es-
colar e para a vida e (b) da importância do desen-
volvimento dessas competências nos primeiros 
anos de vida, e especialmente das chamadas fun-
ções de controle executivo. Ao mesmo tempo, es-
ses estudos têm mostrado também que (c) o de-
senvolvimento cognitivo também ocorre e precisa 
ser estimulado desde cedo e que (d) as habilidades 
socioemocionais podem e dever ser desenvolvidas 
ao longo de todo o período escolar (Dusenbery et 
al, 2015). Cabe registrar que a BNCC inclui essas 
competências gerais não apenas na Educação In-
fantil, mas ao longo de todo o processo educativo.
Crianças que vivem nas ruas, que são submetidas a 
trabalho escravo e à violência ou que atuam como 
soldados sobrevivem e se adaptam à sociedade, 
entretanto, nem sempre a adaptação é adequada. 
Elas podem se tornar supervigilantes, arredias, de-
primidas ou desenvolver comportamentos violentos 
ou antissociais. Quanto mais estressante for o am-
biente e quanto maiores forem os desafios e mais 
cedo surgirem, mais esforço a criança terá de fazer 
para sobreviver. A adaptação assegura a sobrevi-
vência. Quando ameaçada durante a gravidez (por 
exemplo, por estresse ou subnutrição materna) ou 
no início da vida (abandono ou doenças), a criança 
terá de se adaptar aos desafios do presente – e isso 
compromete sua capacidade futura de adaptabili-
dade: para sobreviver agora, a criança desenvolve 
mais rapidamente certos padrões de resposta, mas, 
com isso, perde a flexibilidade para se adaptar a 
novos desafios no futuro. Alguns comportamentos 
desviantes de crianças e adultos são associados ao 
abandono em orfanatos (Rutter et al, 1998). A ex-
periência estressante e negativa nos primeiros anos 
de vida deixa marcas no cérebro e na sua forma de 
funcionar e processar informações.
Para saber mais
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Adaptado de CASEL. What is SEL?
Disponível em: https://casel.org/what-is-sel/. Acesso em: 06 out. 2020. 
Capacidade Definição
Autoconsciência
Capacidade de reconhecer as próprias emoções e habilida-
des, o que proporciona o senso de autoeficácia e de auto-
confiança.
Autogestão
Capacidade de controlar o comportamento, impulsos e 
tensões (estresse), estabelecer metas e persistência para 
atingi-las.
Relacionamento
Capacidade de cooperar, estabelecer e manter relaciona-
mentos saudáveis, o que requer saber ouvir, comunicar-se 
com clareza, procurar, saber receber e oferecer ajuda, lidar 
com conflitos.
Consciência social
Capacidade de respeitar os outros, colocar-se e entender a 
perspectiva do outro, empatia.
Tomar decisões responsáveis
Capacidade de avaliar e refletir sobre situações e escolhas e 
tomar decisões responsáveis (face a normas e princípios 
éticos).
Teste do espelho
O teste do espelho é uma medida de autoconsciência desenvolvida nos anos 1970 por Gordon Gallup Júnior, que se 
baseou em observações feitas anteriormente por Charles Darwin. Em um zoológico, Darwin observou as expressões 
e reações de um orangotango diante de um espelho e concluiu que o significado dessas expressões era ambíguo e 
poderia tanto significar que o primata fazia as expressões por acreditar que seu reflexo correspondia a outro animal 
ou que poderia estar brincando. Gallup desenvolveu, então, um teste para medir a autoconsciência. A experiência 
consistia em anestesiar chimpanzés acostumados a espelhos e colocar uma mancha de tinta sem cheiro em uma 
de suas sobrancelhas. Ao acordar, os chimpanzés recebiam espelhos e eram observados por Gallup, com o in-
tuito de verificar se eles notavam a mancha no próprio corpo. Para o pesquisador, qualquer animal que pudesse 
entender que a imagem no espelho era um reflexo de si mesmo mostraria autoconsciência. Os chimpanzés, então, 
ao notarem a mancha de tinta, eram considerados conscientes de si mesmos como indivíduos separados do seu 
ambiente. O teste foi realizado com diversos outros animais, que, em sua maioria, também reconheceram a mancha 
de tinta, tais como golfinhos, pombas e baleias. Os seres humanos, em geral, passam no teste a partir do segundo 
ano de vida. Por volta de 18 meses, começam a notar sua imagem, e, após os 24 meses, praticamente todos os seres 
humanos se reconhecem.
Para saber mais
Reflexo no espelho.
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Embora o estudo do desenvolvimento pessoal e social tenha uma trajetóriade mais de cem anos, os es-
tudos sobre importância, impacto e estratégias para desenvolver habilidades socioemocionais são bem mais 
recentes e estão longe de um consenso entre os estudiosos. Há várias tentativas de consolidar os conheci-
mentos existentes, mas ainda existe muita controvérsia a respeito de conceitos e estratégias eficazes para o 
seu desenvolvimento. Uma das propostas mais difundidas se denomina CASEL – que é um acrônimo, em in-
glês, de um grupo intitulado Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning. As cinco capacida-
des socioemocionais consideradas mais relevantes por esse grupo são definidas a seguir:
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O desenvolvimento da linguagem (até os 18 meses)
A criança já aprendeu a andar? Já aprendeu a 
falar? Andar e falar constituem duas das mais 
 importantes conquistas da criança. A primeira per-
mite adquirir graus de independência e circular li-
vremente. A segunda permite utilizar a linguagem 
para expressar seus desejos, sentimentos, resolver 
problemas e aprender.
O desenvolvimento da linguagem é um dos te-
mas mais complexos no estudo do desenvolvimen-
to. A linguagem oral desenvolveu-se há milênios – a 
capacidade de comunicar não é exclusiva dos seres 
humanos. A criança já se comunica ao nascer – ela 
reage com o corpo e chora para se fazer entender. 
Aos poucos, vai adquirindo outros mecanismos pa-
ra se comunicar.
A criança tipicamente aos 6 meses já emite gri-
tos agudos, aos 12 balbucia, aos 15 fala três ou mais 
palavras, aos 18 meses fala oito ou mais palavras e 
aos 24 já utiliza frases curtas contendo sujeito, ver-
bo e objeto. Mas o que ela balbucia ou as palavras 
que mal fala contêm um significado equivalente às 
frases que usamos – e que eventualmente só os pais 
e educadores muito próximos são capazes de de-
cifrar. Isso reflete o fato de que a criança aprende 
não apenas palavras, ela aprende o seu significado 
e as estruturas sintáticas que permitem a comuni-
cação. E aprende ao mesmo tempo a modulação, a 
entonação e todos os demais aspectos da “prag-
mática” que lhe permitem comunicar e obter aqui-
lo de que precisa ou o que deseja. Nos parágrafos 
seguintes, anotamos apenas alguns conceitos bá-
sicos que o educador infantil deve conhecer – eles 
não dispensam um estudo e conhecimento mais 
profundo e detalhado dos vários aspectos do de-
senvolvimento infantil.
1. Nascemos com a capacidade de comunicar. Fa-
lamos para nos fazermos entender, para comu-
nicar. Nascemos com a capacidade de aprender 
a falar e com a necessidade de falar para expres-
sar nossas necessidades. A habilidade de comu-
nicar apoia-se no aumento do uso de palavras e 
frases.
2. Nascemos com uma vida mental. A linguagem 
nos permite comunicar nossos pensamentos, nos-
sa vida mental. Utilizamos a linguagem inicial-
mente para expressar necessidades como fome 
e dor. Mas logo a utilizamos para expressar con-
ceitos, ideias, preferências, bem como para esta-
belecer relações entre estes.
3. Nascemos com estruturas mentais que nos permi-
tem assimilar as estruturas gramaticais da língua 
– e isso ocorre também nos portadores de defi-
ciências auditivas ou visuais, o que comprova a 
existência da vida mental: isso significa que somos 
capazes de identificar o sentido das palavras in-
dependentemente de visualizar objetos concretos.
4. Nascemos com a capacidade de identificar os fo-
nemas e segmentar os sons de uma fala e, aos 
poucos, reproduzi-la de forma adequada. Esse pro-
cesso é inconsciente e automático, no início da vi-
da, e depois se torna consciente por volta dos 4 a 
5 anos, quando se inicia a preparação para a alfa-
betização (consciência fonológica e fonêmica).
5. Nascemos com a capacidade de articular as pa-
lavras em frases, com sujeito, verbo e objeto. 
 Antes dos 3 anos de idade a criança já tem no-
ção de tempos verbais – o que observamos por 
exemplo na tendência das crianças de “regulari-
zar” verbos irregulares (“fulano fazeu xixi”).
A aquisição da linguagem permite outras aqui-
sições posteriores, como a leitura e a escrita. 
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Literacia e Literacia familiar
3Unidade
Nesta unidade apresentamos dois conceitos fun-
damentais para o desenvolvimento da linguagem: 
a interação e a leitura interativa.
Primeiro conceito: o nome do jogo é interação. 
No quadro “eu sou assim”, observamos como os di-
versos aspectos do desenvolvimento se relacionam. 
Já aos seis meses de idade a criança é capaz de sen-
tar-se sozinha, usar as duas mãos, distinguir vozes 
de adultos, interagir e sorrir, explorar os sentidos. Mas 
isso não ocorre exatamente aos seis meses, ocorre 
progressivamente desde que ela nasce. Desde o 1º 
dia de vida, a criança interage com adultos – normal-
mente com os pais e mais frequentemente com a 
mãe, ou cuidadores igualmente responsáveis pelo 
bem-estar da criança. Essa interação implica trocas, 
sobretudo troca de olhares e busca de entendimen-
to, assim como a interação com o seio da mãe – isso 
são formas de comunicação. Aos poucos, ela é me-
diada por objetos como a mamadeira, ou a chupeta, 
que acalma. E por aí vai. Pessoas e objetos vão en-
trando progressivamente no mundo de experiências 
da criança, e ela vai aprendendo a identificar nomes, 
formas, cores, propriedades. Se um adulto se movi-
menta, ela não se surpreende. Mas, se uma boneca 
anda ou fala, ela fica surpresa – pois isso não faz par-
te de suas expectativas. A linguagem se aprende pe-
la interação. Se você colocar uma televisão ou rádio 
falando com a criança, ela nunca aprenderá a ouvir. 
Interação é como um jogo de tênis ou pingue-pon-
gue, um bate e outro rebate. Esse é o segredo do 
sucesso do relacionamento dos adultos com as 
crianças e, ademais, é essencial para a aprendizagem 
e para o desenvolvimento da linguagem. No estudo 
de Hart e Risley, a diferença de aprendizagem de vo-
cabulário das crianças se deve, sobretudo, à falta de 
interação verbal entre adultos e crianças.
Segundo conceito: a interação é mediada por ob-
jetos e por livros. Além de objetos do mundo real e 
dos objetos do mundo da imaginação, representado 
pelos brinquedos, os livros de pano, material flexível e 
posteriormente livros cartonados – são instrumento 
privilegiado para promover interações com as crian-
ças. Nas primeiras semanas e meses, os livros atraem 
pelo aspecto físico, pelo ruído, pela tessitura. Aos pou-
cos, a criança vai percebendo contrastes e imagens, e 
logo é capaz de identificar objetos e suas caracterís-
ticas (o pato que faz quá-quá, etc.). A conversa inte-
rativa com a criança – intermediada ou não pela natu-
reza, os eventos da rua, do dia, brinquedos – é 
essencial. Os livros são particularmente potentes, pois, 
além de falar do conhecido, permitem falar de objetos 
e mundos que não se encontram presentes no hori-
zonte da criança.
Para se alfabetizar, a criança precisa de auxílio 
para superar três desafios:
 ● desenvolver consciência fonológica, isto é, ser 
capaz de perceber os sons típicos da língua – e 
que são diferentes de sons em geral;
 ● desenvolver consciência fonêmica, isto é, a ideia 
de que as letras representam os sons da língua, 
os sons que compõem uma palavra (para isso a 
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criança precisa conhecer as letras – seus nomes 
e suas formas);
 ● adquirir o princípio alfabético, isto é, compreen-
der que palavras são formadas por diferentes fo-
nemas (sons) e que essessons são representados 
por letras (grafemas).
Normalmente, essas etapas ocorrem e devem 
ocorrer ANTES do processo formal de alfabetiza-
ção. Superados esses desafios, falta o passo deci-
sivo para a alfabetização: identificar quais letras 
representam quais fonemas – e vice-versa. Isso im-
plica conhecer as regras, o “segredo” do código 
alfabético, qual letra (grafema) corresponde a qual 
som (fonema) e vice-versa. Essa é a essência do 
processo de alfabetização. Muitas crianças adqui-
rem essas habilidades no processo de desenvolver 
as habilidades anteriores, especialmente quando 
isso é feito de forma siste mática. Outras precisam 
de treinamento específico. Tudo isso pode ser fei-
to de maneira lúdica. E há vantagens quando é 
feito de maneira sistemática. 
A palavra “consciência” aplicada aos conceitos 
de consciência fonológica e consciência fonêmica 
é usada porque normalmente não temos consciên-
cia dos sons que formam as palavras. O bebê apren-
de a falar decodificando os sons, balbuciando e 
 silabando (ba-ba da da, etc.), mas faz isso de forma 
inconsciente. Bebês não têm consciência de que 
uma palavra é formada por sílabas e fonemas. Crian-
ças não têm consciência de que uma frase é for-
mada por várias palavras – é natural que elas emen-
dem tudo.
Os documentos produzidos pela Secretaria Na-
cional de Alfabetização contêm uma definição cla-
ra do que seja literacia, estão baseados em evidên-
cias científicas robustas e bem estabelecidas há 
pelo menos vinte anos e apresentam orientações 
claras e específicas sobre como promover e fazer 
emergir essas habilidades na pré-escola. 
No que diz respeito à Educação Infantil, no do-
cumento o termo “literacia” refere-se essencialmen-
te a preparar a criança para se tornar um leitor au-
tônomo no longo prazo e, no curto prazo, a 
preparar a criança para se alfabetizar no 1º ano do 
 Ensino Fundamental. As propostas decorrentes da 
Política Nacional de Alfabetização são consistentes 
com o que se publica na comunidade científica in-
ternacional que estuda a ciência cognitiva da leitu-
ra e com as práticas curriculares dos países educa-
cionalmente mais avançados. A versão atualizada 
do Relatório Educação Infantil, reconhecido e aco-
lhido pela Política Nacional de Alfabetização, traz 
uma revisão atualizada das práticas educacionais 
de alguns desses países. Do ponto de vista prático, 
existem publicações em português e autores e ins-
tituições que, desde o final do século passado e iní-
cio deste, vêm desenvolvendo programas e mate-
riais de ensino que colocam em prática essas 
orientações (Adams, 2006; Cardoso-Martins, 1995; 
Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos 
Deputados, 2019; Dehaene, 2012; Lemle, 2000; 
McGuiness, 2006; Morais, 1996 e 2013; Morais e 
Kolinsky, 2004; Oliveira, 2005 e 2008; Scliar-Cabral, 
2003). Hirata e Oliveira (2019) documentaram re-
sultados positivos e significativos e de longo prazo 
decorrentes da implementação em larga escala de 
um programa de alfabetização baseado no método 
fônico. 
Literacia familiar
Nos dezoito primeiros meses de vida, os livros 
devem estar presentes no cotidiano da criança 
tanto em casa quanto na creche. Todas as ativi-
dades comportam a presença de livros para en-
treter, introduzir, induzir, concluir ou reforçar o 
tema de uma atividade ou brincadeira. A criança 
deve compreender desde cedo que livros fazem 
parte do cotidiano. Quando a experiência inicial 
das crianças com livros e leitura – no colo dos 
pais ou no aconchego da creche – é emocional-
mente satisfatória, ela poderá associar, para o 
resto da vida, o hábito com o gosto pela leitura: 
esta é a mais sólida base que se pode estabele-
cer para o desenvolvimento da literacia.
Uma das práticas de literacia familiar que têm se 
mostrado facilmente realizáveis pela família incluem 
conversas (desde o útero – na gravidez as mães 
conversam com os bebês) mais frequentes com os 
 filhos, a narração de histórias, o oferecimento de 
papel, lápis e giz para as primeiras tentativas de es-
crita, o contato com livros ilustrados, os jogos com 
letras e palavras, as brincadeiras orais com rimas e 
trava-línguas (BRASIL, 2019).
O artigo de Lisa Freund documenta o impacto 
da leitura no desenvolvimento do cérebro; David 
Dickinson revê as evidências científicas sobre lite-
racia familiar. Os demais autores reveem as bases 
científicas de políticas de atendimento à primeira 
infância em diferentes contextos e países. Uma obra 
de referência em relação à Literacia Familiar é Lei-
tura desde o berço: políticas sociais integradas pa-
ra a Primeira Infância, uma coleção de artigos apre-
sentados no III Seminário Internacional, realizado 
entre 16 e 20 de agosto de 2010 (Rio de Janeiro: 
Instituto Alfa e Beto). Essa publicação contém dois 
artigos primorosos. O primeiro deles, de autoria de 
David K. Dickinson e Julie Griffith, revê as evidên-
cias científicas sobre o impacto de longo prazo da 
leitura para bebês. O segundo, de autoria de Perri 
Klass, Dreyer e Mendelsohn, descreve o programa 
“Reach Out and Read”, um dos programas de lite-
racia familiar mais bem-sucedidos do mundo.
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O conceito de numeracia foi usado pela primeira 
vez em 1959 por Sir Geoffrey Crowther, em um relatório 
intitulado UK Committee on Education. Desde então, 
passou a ser incorporado ao vocabulário científico e 
pedagógico. No documento da PNA, o termo é defi-
nido como “conjunto de conhecimentos, habilidades 
e atitudes relacionadas com a matemática”.
Numeracia refere-se, sobretudo – mas não ex-
clusivamente –, à aritmética e à matemática. Ela se 
refere também ao raciocínio lógico – à capacidade 
de compreender, descrever, relacionar fenômenos. 
Está, portanto, intimamente ligado ao conceito de 
desenvolvimento cognitivo e também de desenvol-
vimento científico e conhecimento de mundo.
Consideremos uma criança deitada num berço. 
Ela vê o mundo da posição horizontal. No colo, vê a 
mãe na posição vertical. Com poucas semanas ela 
vai aprendendo a estimar distâncias até ser capaz 
de tocar objetos – depois é capaz de pegar, empur-
rar ou jogar. Tudo isso envolve aprendizagens de re-
lações causa-efeito, com base num domínio progres-
sivo de habilidades espaciais.
Imagine a criança com fome. Ela logo aprende 
a expressar o conceito de “mais”. Quase sempre 
chorando até que seja atendida, aos poucos vai con-
seguindo outras formas de atingir seu objetivo.
Imagine a criança aprendendo a se equilibrar na 
perna das pessoas ou da cadeira. Ela estima, tenta, 
tenta de novo até que progressivamente é capaz 
de fazer estimativas cada vez mais certeiras. 
Números, formas, cores, pesos, medidas, distân-
cias, estimativas, formas, padrões, sequências – tudo 
isso são aprendizagens que a criança é capaz de fazer 
rapidamente, pois ela nasce com as estruturas bioló-
gicas que lhe permitem aprender. Mas é somente por 
meio de estímulos adequados que ela terá condições 
de desenvolver essa “capacidade”. Nisso reside a es-
sência do conceito de “campos de experiência” da 
BNCC, implementado concre tamente por meio de 
estímulos adequados, apresentados de forma ade-
quada e no momento adequado.
Para a maioria das crianças, o contexto em que 
vivem apresenta os estímulos necessários para 
que elas desenvolvam essas capacidades inatas de 
aprender. Mas para desenvolvê-las, é necessário 
estimular – interagir com a criança. Não basta a 
 presença dos objetos e brinquedos, é preciso brin-
car, isto é, interagir, conversar, estimular, encorajar, 
descrever verbalmente. 
Numeracia
4Unidade
Para falarmos sobre prática docente na creche, devemos refletir primeiro sobre o conceito de criança e 
infância. Por muito tempo a criança foi vista como um adultoem miniatura, porém essa concepção de infân-
cia foi se transformando ao longo dos anos. Nos últimos vinte anos, consolidou-se uma ciência do desenvol-
vimento humano que não apenas descreve com precisão a continuidade do processo de desenvolvimento, 
mas identifica as características próprias e específicas relacionadas à infância. Cabe ao educador conhecer 
essas características para promover de forma eficaz o desenvolvimento, cujo objetivo é chegar à autonomia 
e independência próprias do adulto. 
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Senso numérico
O desenvolvimento da capacidade de aprendi-
zagem matemática foi impulsionado com as des-
cobertas de Jean Piaget há quase um século, mas 
os estudos nessa área foram retardados pela ideia 
predominante de que haveria etapas ou fases naturais 
para esse desenvolvimento. A partir da década de 
1970, e especialmente com os instrumentos da neu-
rociência na década de 1990, as descobertas sobre 
o desenvolvimento do conhecimento e da capacidade 
de aprendizagem da matemática até mesmo por 
bebês experimentaram uma enorme evolução. Nes-
se contexto, surgiu o conceito de “sentido numéri-
co”, termo que reuniu vários estudos. A publicação 
do livro sobre o desenvolvimento do sentido numé-
rico, The number sense, em 1997, por Stanislas Dehaene, 
representa um marco adicional no avanço desses 
conhecimentos.
Entre as descobertas mais relevantes destacamos:
 ● o cérebro humano – como o de animais como 
ratos, pombos e macacos – possui mecanismos 
especializados para processar quantidades. São 
mecanismos inatos, não dependem da cultura ou 
do desenvolvimento da linguagem (Branoon & 
Terrace, 2000; Gallistel, 1989);
 ● crianças com menos de seis meses podem iden-
tificar diferenças de pequenas quantidades, mes-
mo antes de aprenderem a contar (Wynn, 1995, 
Starkey e Cooper, 1980); podem também detec-
tar diferenças em quantidades maiores (Xu e 
Spelke, 2000), incluindo quantidades de sons e 
ações (Lipton & Spelke, 2003) ou de pulos que 
uma boneca dá (Wynn, 1996);
 ● crianças de onze meses detectam relações ordinais 
(2, 4, 6, 8) (Picozzi, de Hevia, Girelli & Cassia, 2010);
 ● Izard, Dehaene-Lambertz e Dehaene (2008) de-
monstraram atividade cerebral em crianças de 
três meses quando aparece uma quantidade de 
objetos inesperada – o que constitui evidência 
da base neurológica especializada em processar 
números (sentido numérico);
 ● crianças em idade pré-escolar demonstram sen-
tido numérico em situações que envolvem: (1) sa-
ber que números indicam quantidade e, portanto, 
expressam uma grandeza; (2) compreender e usar 
termos relativos como mais, menos, maior, menor; 
(3) saber que números numa sequência têm uma 
posição fixa, por exemplo o 3 vem antes do 4; (4) 
saber que números maiores expressam quantida-
des maiores (4 é maior ou mais do que 3); cada 
termo representa uma unidade adicional (Griffin, 
2004). Essas evidências levaram a uma valoriza-
ção das atividades de contagem, que por muitas 
décadas foram consideradas “decoreba”, pois 
demonstraram que as atividades de contagem 
constituem os fundamentos para aprendizagens 
mais complexas;
 ● as crianças também demonstram habilidades pa-
ra lidar com procedimentos matemáticos ao rea-
lizarem atividades que incluem (1) usar uma ordem 
estável para contar, (2) associar o valor de uma 
unidade para cada termo de uma adição e (3) o 
princípio da cardinalidade, isto é, o último núme-
ro da contagem corresponde ao total.
Esses são apenas alguns dos exemplos de como 
os cientistas documentaram a aquisição de conceitos 
matemáticos por crianças. A forte associação entre o 
conhecimento matemático aos cinco anos de idade 
e o desempenho escolar em séries mais avançadas, 
bem como a forte associação entre desenvolvimento 
de literacia e numeracia (Purpura e Napoli, 2015), tor-
nou óbvia a possibilidade e a necessidade de aprimo-
rar o ensino de concepções matemáticas desde cedo, 
obviamente usando metodologias apropriadas.
Esses avanços foram acompanhados por inúme-
ras iniciativas e propostas para estimular o conhe-
cimento matemático nas crianças desde cedo. Shiree 
Lee (Sparrow et al), por exemplo, identificou um 
conjunto de categorias matemáticas observadas 
em atividades espontâneas de brincadeiras infantis, 
em ordem de frequência e intensidade:
1. Número: crianças com pouco mais de dois anos 
contam naturalmente para diante e para trás, 
contam e quantificam objetos, referem-se a duas 
ou três bolas de sorvete.
2. Medida: crianças identificam que está chegando 
a hora do lanche, solicitam que se repita uma lei-
tura ou vídeo indicando a sequência, demonstram 
compreender sequências e padrões temporais 
desde cedo.
3. Forma: crianças demonstram capacidade de en-
tender diferenças e semelhanças entre formas 
– ao brincar com torres e peças de encaixar, por 
exemplo.
4. Classificação: crianças juntam e separam obje-
tos usando diferentes categorias – especialmen-
te em relação a pertences e objetos pessoais.
Da mesma forma como ocorreu com o ensino 
da escrita, a ciência cognitiva associada à neuro-
ciência permitiu grandes avanços no conhecimento 
e impulsionou o desenvolvimento de estratégias 
práticas para o ensino de conceitos numéricos, ma-
temáticos e lógicos desde muito cedo. Isso se tor-
nou possível ao ser documentado que as crianças 
nascem com conhecimentos rudimentares de 
 números, quantidades, relações espaciais e várias 
outras (Gpnik e Meltzoff, 2000) e, portanto, podem 
desenvolver conhecimentos desde cedo.
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A educação informal (aquela não sistematizada) é pro-
porcionada pela família e tem início com o nascimento da 
criança. Por meio dessa relação familiar, a criança aprende 
noções de ética, moral e cultura com o núcleo familiar no 
qual está inserida.
A educação chamada formal é oferecida de maneira 
institucionalizada – mas não necessariamente seguindo o 
padrão da escola, cuja missão e pedagogia são diferentes 
da educação infantil. Na educação infantil – institucionali-
zada ou não –, a criança será estimulada intencionalmente 
a desenvolver habilidades específicas para o seu desen-
volvimento integral. Para além do que a criança aprende 
e vivencia em casa e no contexto familiar, ela passa a viver 
e conviver coletivamente, experimentando os desafios da 
convivência da igualdade na diversidade e oportunidades 
de desenvolver habilidades e conviver com outros valores 
sociais que não apenas os de sua família.
Um ditado africano diz que “é preciso a colaboração de 
toda a comunidade para educar uma criança”. Na mesma 
direção, a Constituição brasileira, no artigo 205, estabelece 
que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da 
família, será promovida e incentivada com a colaboração 
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pes-
soa, seu preparo para o exercício da cidadania e para o tra-
balho”. Mais do que em qualquer outro nível da educação, 
a colaboração entre as instituições de Educação Infantil e 
as famílias é essencial para assegurar à criança o seu direi-
to à educação e à família e oportunidades para exercer es-
se direito de maneira cada vez mais responsável.
Por essa razão, é importante que ocorram trocas de 
informações e acompanhamento entre escola e família. A 
consolidação dessa parceria, em um clima de profundo 
respeito às famílias, possibilita o aumento na qualidade das 
ações com as crianças e fortalece o vínculo e o respeito 
mútuo, tornando parceiros os responsáveis pelo desenvol-
vimento integral da criança.
A comunicação eficaz e respeitosaentre a comunida-
de escolar e o núcleo familiar não atende somente às ex-
pectativas dos familiares, que desejam ter suas demandas 
ouvidas e atendidas; ou, ainda, à escola, que desenvolve 
com a família uma parceria para juntos construírem um 
ambiente e um relacionamento saudável para o desenvol-
vimento da criança.
Esse vínculo, antes de tudo, é importante para a crian-
ça, que se vê como o centro dessa interação. Mesmo que 
de forma não consciente, a criança é capaz de entender 
ou sentir que é parte integrante e importante dos espaços 
onde vive. Essa experiência de segurança, conforto e aten-
ção estimula seu aprendizado e desenvolve sua confiança. 
Também é importante considerar que esses vínculos 
entre escola e família, inicialmente horizontais, tendem a 
formar uma rede quando mais famílias agem da mesma 
forma em relação às suas crianças e à escola. Esses espa-
ços de convivência física e social também se expandem e 
oportunizam outras formas de socialização.
Essas redes familiares devem ser construídas e estimu-
ladas pela escola, com a realização de eventos, com con-
vites para atividades pedagógicas, com rodas de conver-
sa para troca de informações. Nem sempre é possível que 
essas interações sejam frequentes e próximas, mas, mesmo 
diante dessa realidade, as informações, as expectativas e 
as avaliações sobre o progresso das crianças devem ser 
claras e bem alinhadas para que ambas as partes envolvi-
das nesse processo atuem em uníssono. 
Educação Infantil e envolvimento da família
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Nesta unidade, apresentamos instruções práticas de como o educador pode pensar cada momento das 
crianças na creche. Foram selecionados alguns tipos de atividade ou rotina para exemplificar. Na Parte 2, ca-
da itinerário será desenvolvido passo a passo.
Hora de chegar
 ● Cada instituição tem suas regras. Na Educação Infantil é comum acolher as crianças e seus pais/cuidado-
res na porta da instituição ou em local adequado. 
 ● Normalmente, a acolhida é feita pelo diretor ou por uma pessoa por ele delegada.
 ● Este é o momento em que a instituição manifesta sua alegria em receber cada criança e demonstra seu 
respeito e consideração pelos pais. A comunicação visual (olhar no olho), o gesto de cumprimentar, cha-
mar crianças e cuidadores pelo nome são sinais claros do respeito da instituição pelas pessoas. 
 ● Também é o momento de ouvir e registrar recomendações específicas.
 ● Educadores experientes identificam nesse momento potenciais problemas de saúde ou problemas emo-
cionais, incluindo sinais de violência infantil ou outros
Hora da rodinha
 ● Dependendo da instituição, antes da hora da rodinha há uma hora de chegar e acolher cada criança na 
entrada da sala. Isso envolve as rotinas de acolher as crianças, cumprimentar, guardar mochilas e objetos, 
entregar bilhetes. 
A hora da rodinha deve ser realizada depois que todas as crianças chegam – nos casos em que o horário 
da chegada é regular. Em casos em que os horários de chegada sejam estabelecidos, a rodinha pode come-
çar em hora marcada. Em outros casos, é necessário bom senso para determinar o melhor momento. Mas a 
rodinha deve ser o marco do início das atividades formais do dia. 
A rodinha deve seguir uma rotina estável e previsível, que inclui:
 ● um espaço demarcado (com tapete, giz, um local certo), onde as crianças se acomodam. O espaço pode 
ter pequenas almofadas, tapetes ou marcas (círculos, quadrados) para as crianças se sentarem sem ficar 
se atropelando;
 ● uma parede, biombo ou painel, onde normalmente há um quadro de giz estão presos alguns elementos 
fixos, como o calendário do mês e dos dias da semana e um quadro de avisos. Tudo deve estar na linha 
de visão das crianças.
Hora de comer
 ● Cada instituição tem regras próprias de horário, duração, número e tipo de refeições. 
 ● As refeições devem ser parte integrante do currículo, especialmente no que diz respeito à formação de 
hábitos de higiene e hábitos alimentares saudáveis. 
 ● Também devem constituir importante momento para desenvolver habilidades sociais de civilidade, bons 
hábitos (o que consumir, quanto, como se servir), uso adequado dos utensílios, postura, relacionamento 
com os auxiliares e, sobretudo, a arte da conversação. 
 ● Em vários momentos, antes e depois das refeições, surgem oportunidades imperdíveis para tratar de ali-
mentos, receitas e outros temas relacionados. 
Preparando-se para os itinerários
6Unidade
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O que fazer O que não fazer
Sentar-se com as crianças, comer junto.
Conversar naturalmente, estimular a conversa sobre even-
tos do dia ou sobre a própria comida.
Comer com calma e observando bons hábitos de alimen-
tação e polidez.
Sentar-se com outros adultos e deixar as crianças desassistidas.
Ficar em pé na posição de ajudar, limpar ou servir, sem interagir 
com as crianças.
Colocar música alta ou servir a comida em ambientes que não 
permitem uma boa conversa.
Obrigar as crianças a ficar sentadas e quietas o tempo todo.
Ficar no celular.
Hora de planejar/ fazer / rever
 ● Esta atividade é mais complexa e necessita de maior detalhamento, que será apresentado a seguir. As 
crianças se reúnem em pequenos grupos para decidir o que vão fazer (em grupo ou individualmente), es-
colhendo entre opções existentes/oferecidas pelo educador. 
 ● A atividade é desenvolvida em três etapas: um momento breve, para planejar e trocar ideias; um momen-
to para realizar a atividade planejada e escolhida pelas crianças e um terceiro momento, em que o peque-
no grupo volta para contar o que fez e se lembrar.
 ● Essa atividade desenvolve habilidades essenciais ao promover oportunidade para as crianças tomarem 
decisões, interagirem e lembrarem-se do que fizeram.
Nesse ciclo de atividades, a criança desenvolve importantes habilidades de autorregulação: planejar, im-
plementar o que fez e avaliar. Ou seja, a criança aprende a organizar as ideias, executar um plano, lembrar-se 
do que fez e avaliar o que fez. Ela aprende a trabalhar individualmente e em grupo.
A longo prazo, o objetivo do educador é ajudar a criança a se organizar, a ter intencionalidade no que faz, 
a tomar decisões, estabelecer preferências, comunicar sentimentos, desenvolver a memória, trabalhar em 
grupo, relatar o que fez e compartilhar.
Planejar não é trivial. Exige trazer o futuro para o presente. Planejar é mais que escolher – envolve inten-
cionalidade e alguma ideia do que as crianças irão fazer, de como irão fazer, de como querem fazer. Por isso, 
a atividade é rotineira, ocorre a cada dia.
O planejamento deve levar em conta que as crianças:
 ● partem do simples para o complexo;
 ● partem do concreto para o abstrato;
 ● começam com uma ideia, uma vontade e, aos poucos, vão enriquecendo suas intenções;
 ● podem expressar o planejamento com uma palavra, uma ideia, um gesto que represente o que farão;
 ● mudam de ideia: não são obrigadas a seguir os planos;
 ● trocam de ideia: podem querer trabalhar sozinhas, mas, depois, associam-se a um colega ou a uma dupla. 
Também pode ocorrer o contrário. Elas podem querer tirar materiais de outros centros ou brincar em ou-
tros centros de atividade. Isso também é válido. Se houver problema de falta de espaço, de superlotação 
em algum espaço ou demanda por um tipo de brinquedo, o educador deve usar a situação como uma 
oportunidade para ensinar as crianças a resolver problemas.
Durante atividades como essa, o educador deve:
 ● ficar com as crianças, no mesmo nível delas;
 ● observar para conhecer as crianças, ver como trabalham, se conseguem resolver seus problemas e desafios, 
se brincam sempre sozinhas, se sabeminteragir, resolver conflitos, etc.;
 ● ouvir o que as crianças estão falando, sozinhas, com os colegas, com os adultos (o educador, no caso);
 ● interagir com as crianças de igual para igual, participando das brincadeiras, fazendo o papel que as crian-
ças pedem para fazer, seguindo as orientações e as dicas das crianças. A forma de interagir depende da 
natureza das atividades;
 ● interagir com as crianças para estimular e encorajar a utilizar os materiais, explorar diferentes usos, repetir 
atividades, encorajar, com exemplos de outros colegas, a pedir ajuda, a se esforçar mais para conseguir 
realizar os planos;
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 ● ajudar as crianças a resolver conflitos: o educa-
dor deve usar situações de conflito para ensinar 
as crianças a resolver seus problemas;
 ● anotar ou gravar observações, frases, palavras 
interessantes – que ele pode usar na hora de lem-
brar ou que devem ir para a Agenda da criança.
COMO FAZER ANOTAÇÕES
Data, rotina.
Quem estava envolvido na atividade.
O que a criança observada fez, falou, etc.
Seja objetivo, factual, específico e breve.
Use post-its, cartões ou um bloco para anotar e 
não perder as anotações.
Exemplo:
15 de agosto, Hora de Trabalhar, Área de Artes. 
Cinco crianças fazendo atividades individuais.
Maurício fez traços de várias cores em uma folha 
de papel e me disse: “Eu desenhei a nossa sala. Aqui 
é a porta de entrada e aqui é a Área de Artes – minha 
área preferida”.
Hora de brincar com os números
A criança nasce com capacidade de perceber vá-
rios aspectos relacionados a números, contagem, 
quantidade; é capaz de discriminar formas e perce-
ber relações de distância, o que é capaz ou não de 
segurar ou carregar. Com os estímulos que recebe, 
ela vai ampliando essa capacidade de maneira pro-
gressiva. Em pouco tempo, é capaz de dominar uma 
série de conhecimentos e habilidades para conviver 
com o mundo das quantidades e relações mais abs-
tratas. A publicação Teaching Math to Young Children 
(IES, 2014) apresenta inúmeras estratégias para esti-
mular o desenvolvimento dessas habilidades – as evi-
dências sobre o seu impacto são muito menos robus-
tas do que no caso da alfabetização, mas sem dúvida 
podem e dever ser estimuladas desde cedo. 
A base para desenvolver essas habilidades re-
pousa na capacidade inata da criança de lidar com 
números, quantidades e formas. O mundo natural 
e as experiências do dia a dia oferecem inúmeras 
oportunidades para desenvolver essas habilidades, 
usando objetos físicos, brinquedos não estrutura-
dos, como blocos de encaixar ou empilhar, desenhos, 
etc. Mas essas oportunidades devem ser cuidadosa 
e intencionalmente planejadas e oferecidas:
 ● contar e recontar objetos; 
 ● comparar quantidades;
 ● associar o número à quantidade;
 ● identificar os numerais por seu nome, forma e 
ordem (contar até 5, até 10, até 20);
 ● identificar o que é igual e o que é diferente (o in-
truso), mais, menos;
 ● identificar e formar padrões cada vez mais com-
plexos, por meio de desenhos, massinha, ativida-
des corporais, como danças, ou atividades físicas, 
como amarelinha e outras; 
 ● identificar formas básicas (quadrado, círculo, 
retângulos) e formar novos desenhos com essas 
formas;
 ● pesar e medir diferentes objetos utilizando dife-
rentes instrumentos para servir de comparação; 
 ● entender proporções simples a partir de expe-
riências familiares (por exemplo, quebrar um bis-
coito em partes);
 ● elaborar tabelas simples contando objetos ou le-
tras de diferentes tipos. 
Além desses, são particularmente úteis jogos co-
mo dominós, para a criança aprender a identificar 
números, contar e estabelecer sequências; quebra-
-cabeças para identificar formas e a relação parte-todo; 
cartelas para comparar, completar, identificar sime-
trias, contar – e também para desenvolver capacida-
de de localização espacial (jogo da memória); jogos 
com dados nos quais a criança aprende a somar e 
diminuir, em função do ponto em que estão. 
Hora de ler 
Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura cons-
titui um dos maiores desafios para familiares e edu-
cadores. É preciso desenvolver os dois, o hábito e o 
gosto. Isso significa que a criança deve ter oportuni-
dade para escolher e ler os livros. E deve conviver 
num ambiente em que livros e leitura são parte nor-
mal de qualquer atividade. Da parte dos educadores, 
é necessário dominar e utilizar técnicas adequadas 
de leitura e, de modo especial, a leitura interativa, 
cujas características são apresentadas adiante. 
Leitura interativa
A leitura interativa é a forma comprovadamente 
mais eficaz de envolver as crianças no mundo da lei-
tura e dos livros. Como a palavra indica, a leitura é o 
pretexto em torno do qual se desenvolve uma con-
versa – interação – entre a criança e o leitor. 
Aqui tratamos da leitura – não de contar histó-
rias ou de dramatização. E tratamos de uma forma 
muito especial de leitura, a leitura interativa, dialo-
gada ou dialógica. É a leitura que, na feliz expressão 
de Marisa Lajolo, ajuda a criança a passar da leitura 
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dos livros para a leitura do mundo. Nessa leitura, há 
dois mediadores entre o adulto e a criança – o livro 
e a linguagem utilizada. O adulto deve ressaltar e 
reforçar a linguagem do livro – incluindo a lingua-
gem visual – e estimular a criança a desenvolver e 
utilizar a sua linguagem. Daí a expressão “leitura in-
terativa”.
As evidências científicas sobre os efeitos positi-
vos da leitura desde o berço estão devidamente 
documentadas em inúmeros estudos. Neste docu-
mento, resumimos o essencial que todo adulto e 
todo educador precisam saber para conduzir a lei-
tura de forma interativa com uma ou um pequeno 
grupo de crianças. 
Objetivos da leitura interativa 
O objetivo principal é desenvolver o gosto e o 
hábito pela leitura. O gosto se desenvolve quando 
o contexto é agradável e acolhedor, e os livros e a 
leitura são estimulantes. O hábito se desenvolve 
criando diversas oportunidades dentro e fora da 
escola para as crianças lerem e aprenderem a iden-
tificar, escolher e cuidar dos livros.
O segundo objetivo é ensinar a criança a fazer 
– pelo diálogo em torno da leitura – a transposição 
da leitura do mundo para a leitura dos livros. Isso 
inclui não apenas a aprendizagem de informações 
e fatos, mas de sonhos, medos e sentimentos. 
O diálogo como forma principal de 
leitura interativa
As evidências são unânimes em indicar a leitura 
interativa, por meio do diálogo, como o instrumento 
mais poderoso para a formação de um leitor crítico.
A leitura deve ser uma conversa em torno do li-
vro – sempre que possível liderada pelas crianças e 
estimulada pelos adultos. A leitura de livros é uma 
oportunidade para conversar, para ver e ler o que 
está escrito, para imaginar e para trocar ideias. Mais 
adiante sugerimos o acróstico “Espiche a conversa” 
para ilustrar diferentes técnicas ou estratégias para 
conduzir uma boa leitura interativa. 
Os desafios da leitura: a linguagem 
fora de contexto
As crianças aprendem a usar a linguagem para se 
comunicar. Ou seja, elas usam a linguagem para pro-
pósitos imediatos em contextos compartilhados. Elas 
dão nome aos objetos, descrevem o que está acon-
tecendo, expressam seus desejos, sentimentos, frus-
trações, etc. Elas usam palavras para descrever ações 
ou fatos, mas podem usar gestos, expressões faciais 
e contar com o interlocutor que está lendo ou vendo 
as mesmas coisas.
À medida que a linguagem vai se desenvolvendo, 
as crianças são capazes de pensar de forma mais abs-
trata – sobre o passado, o futuro, o que não está pre-
sente. Elas podem falar de coisas reais ou imaginárias, 
de como as coisaspoderiam ou não acontecer.
Falar fora do contexto, fora do aqui e do agora 
requer um vocabulário cada vez mais preciso e o uso 
adequado da gramática, além de inferências precisas 
sobre o que o ouvinte sabe ou não e o que precisa 
saber. Uma coisa é a criança ver e apontar para um 
desenho e dizer: “o carro está descendo a rua”. Outra 
coisa é fechar o livro e a criança falar o que está acon-
tecendo ou o que aconteceu com o carro. 
Exemplos:
 ● em vez de falar “o homem”, ela deve ser mais 
precisa e dizer: “o motorista” ou “a pessoa que 
estava dirigindo”;
 ● ela deve descrever o carro com mais detalhes 
(carro grande, verde, etc.);
 ● ela deve usar frases com verbos: o carro ia des-
cendo mais depressa, aumentando a velocidade, 
começou a correr, etc.);
 ● ela deve usar advérbios (muito depressa, rapida-
mente, de repente, etc.) e conjunções (e, mas);
 ● ela deve usar verbos que exprimem ideias (pen-
sou, sabe, fingiu, fez de conta que);
 ● ela começa a usar frases dentro das outras (o 
carro que você viu era verde, o que eu estou 
 falando é azul).
Metodologia: como conduzir a leitura 
interativa
O educador deve ler muito, sempre, várias vezes 
por dia.
As crianças – mesmo as que ainda não sabem ler 
– devem ser estimuladas a ler por conta própria 
(ler de mentirinha), a explorar os livros, a folhear, ana-
lisar as páginas e a conversar sobre o que está lendo 
e olhando com outras crianças e com adultos.
Sempre que possível as crianças devem partici-
par da escolha do que será lido.
Quando for possível ler mais de um livro numa 
sessão, o educador deve estabelecer a ordem de 
acordo com critérios que as crianças escolheram.
As crianças devem ter acesso ilimitado aos livros.
As crianças devem aprender desde cedo a cui-
dar dos livros.
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A forma de ler deve ser adequada à idade das 
crianças e ao nível de desenvolvimento de cada 
uma. O educador deve conhecer cada criança para 
estimulá-la de forma adequada. 
O mesmo livro pode e deve ser lido várias vezes, 
de várias formas, para crianças de mesma idade ou 
de idades diferentes.
Crie um clima afetuoso, caloroso. Coloque as 
crianças perto de você, sente-se no chão, no sofá, 
ofereça seu colo para quem quiser se aproximar.
Crie o hábito de ler sempre em determinadas 
horas ou ocasiões.
Nunca force a criança a ler ou a ficar quieta du-
rante a leitura – deixe – andar em volta, fazer outras 
coisas. Aos poucos, ela naturalmente passará a apre-
ciar o momento da leitura.
Sempre que for necessário que a criança veja 
algo no livro – a palavra, a letra, a ilustração, é im-
portante que ela esteja focada no livro e a uma dis-
tância adequada. Daí a vantagem de sempre ler pa-
ra pequenos grupos – enquanto as outras crianças 
se envolvem em outras atividades.
Leia com ênfase, com graça, de forma a envol-
ver as crianças. Module a voz e a forma de ler ao 
tipo de texto. Para isso, é necessário preparar-se 
bem antes de cada leitura.
É importante sempre ler com o livro virado para 
as crianças, de forma que elas possam ouvir a his-
tória e ver as figuras e as letras ao mesmo tempo. 
Parte do desenvolvimento da habilidade de leitura 
é entender que as palavras proferidas pelo educa-
dor estão sendo lidas das páginas do livro e que 
essas palavras geralmente acompanham as imagens 
e desenhos de cada página.
ESPICHE A CONVERSA
Espiche a conversa. Espichar a conversa é inte-
ragir, estimular, comentar, trocar ideias, perguntas 
e respostas com a criança.
Siga as dicas da criança. Retome e amplie o que 
ela disser, usando corretamente as palavras que ela 
usou do jeito dela.
Pergunte de forma que a criança dê explicações, 
analise, ou faça comparações ou predições e possa 
imaginar coisas que poderiam acontecer.
Individualize a interação: concentre-se na con-
versa com a criança. Se houver outras crianças, elas 
podem participar da conversa, mas mantenha sua 
atenção em uma de cada vez.
Converse em torno de um tema; isso ajuda a 
criança a repetir as mesmas palavras e reter seus 
sentidos.
Habitue a criança a ouvir, esperar a vez, intervir 
na hora certa, intervir de forma adequada, a parti-
cipar ativamente da conversa e a aceitar opiniões 
diferentes da sua.
Encoraje a criança a conhecer, explorar e conversar 
sobre situações, assuntos e livros novos, e não apenas 
sobre assuntos que ela já conhece e dos quais gosta.
Ajoelhe, agache-se ou sente-se no chão para fa-
zer contato visual com a criança.
Conte e estimule a criança a contar histórias so-
bre sua vida, a narrar eventos e a descrever o que 
está fazendo.
Ouça com paciência. Espere a criança organizar 
sua fala. Não tente ajudar, adivinhar ou apressar a 
criança.
Não monopolize a conversa nem dê respostas 
prontas. As crianças devem falar, ao menos, 50% do 
tempo em cada interação.
Você é o modelo: use vocabulário rico e abstra-
to, estimulando a criança a pensar e imaginar.
Estimule a criança a usar palavras adequadas e 
frases completas para expressar ideias e perguntar 
sobre coisas que ela não entende.
Leitura intencional 
A leitura intencional refere-se ao objetivo definido 
pelo educador para realizar determinada leitura. Essa 
leitura é feita de forma organizada, tem em vista ob-
jetivos do currículo e frequentemente está relaciona-
da com uma palavra, movimento, música, tema ou 
outro interesse das crianças. Nos parágrafos seguin-
tes, apresentamos sugestões gerais para a leitura in-
tencional. Nem todas as sugestões podem ou devem 
ser feitas a cada dia ou a cada semana. 
Escolha do livro e 
contextualização da leitura
O principal critério de escolha é do educador – 
qual livro será usado para promover um dos obje-
tivos do currículo e por quanto tempo (numa semana 
ou dia determinado).
A maioria dos livros de uma biblioteca infantil 
pode ser lida com interesse e proveito pelas crian-
ças de dois anos e mais. Alguns livros oferecem mais 
atrativos e são mais interessantes do que outros. 
Mas é, sobretudo, a forma de utilizar os livros que 
o tornará interessante e adequado às crianças.
O educador pode escolher o livro em função de 
um ou mais critérios, como: 
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 ● tema. Exemplo: livro sobre animais ou sobre ani-
mais que rastejam ou sobre meios de transporte;
 ● tipo. Exemplo: já leu um conto de fadas, agora 
quer ler outro e relacionar com o anterior; outro 
exemplo: o educador quer escolher um livro em 
que as crianças possam fazer desenhos de bolinhas 
ou de asas, ou brincadeiras para soprar;
 ● linguagem. Exemplo: o educador quer um livro 
para explorar conceitos como em cima/embaixo, 
antes/depois, curto/comprido ou para contar;
 ● desenvolvimento de compreensão. Exemplo: o 
educador quer um livro para explorar a habilidade 
das crianças de fazer inferências e conexões entre 
partes diferentes do texto, assim como entre aqui-
lo que o texto diz e o conhecimento de mundo que 
elas têm. O desenvolvimento da habilidade de 
compreensão oral prediz a habilidade de leitura.
Normalmente, a escolha do livro é intencional, 
tendo em vista os objetivos do educador para um 
determinado dia ou semana. Mas, mesmo nesse 
contexto, o educador pode dar possibilidade de es-
colha às crianças. Por exemplo:
 ● mostrar três livros, dizer o assunto (ou palavra) 
e dizer para as crianças adivinharem qual livro 
será lido; ou dizer que vai ler um livro que tem 
um desenho de tal tipo, cor ou cujo título ou no-
me do autor começa com a mesma letra do nome 
de Fulano;
 ● levar três livros que sejam pertinentes ao tópico 
e perguntar às crianças qual desses livros elas 
querem ler (ou qual querem ler primeiro);
 ● sempre que possível, o educador deveestimular 
as crianças a justificar as suas escolhas e adotar 
critérios (voto, rodízio, etc.). Para crianças meno-
res, o educador deve sugerir escolhas bem sim-
ples e fáceis.
Metodologia para a leitura intencional
ANTES DA LEITURA
Contextualizar: a leitura deve ser feita pelo pra-
zer da própria leitura, mas, frequentemente, pode-
mos motivar as crianças para a leitura:
 ● deixando-as participar do processo de escolha;
 ● relacionando a leitura com algo que foi feito 
(uma brincadeira, uma palavra usada) ou que 
virá a ser feito;
 ● relacionando com outras leituras.
Vocabulário: os textos lidos para as crianças de-
vem sempre apresentar palavras novas ou nuances 
de palavras conhecidas:
 ● no caso de crianças até dois anos, o educador 
pode substituir uma palavra mais difícil por outra 
mais simples durante a leitura;
 ● depois dos dois anos, as crianças cobram uma 
leitura ao pé da letra, e são muito frequentes as 
releituras de um mesmo livro. Portanto, o educa-
dor deve ler exatamente o que está escrito;
 ● sempre que julgar necessário, o educador deve 
antecipar e explicar palavras sobre as quais as 
crianças terão alguma dificuldade. Ele pode só 
avisar ou informar que vai explicar na hora, ex-
plicar antes ou mesmo depois da leitura – depen-
dendo da capacidade das crianças de entender 
o texto sem precisar parar.
Em síntese, antes da leitura:
1. O educador deve ler e se familiarizar com o livro 
e o conteúdo do livro.
2. O educador precisa prever e pensar se o livro terá 
algum conteúdo ou inferência difícil para a crian-
ça fazer.
3. O educador necessita preparar perguntas e con-
versas que ajudem a criança a fazer as inferên-
cias e conexões necessárias.
NO INÍCIO DA LEITURA
Deixe as crianças folhearem o livro, fazerem co-
mentários sobre as ilustrações, etc. Sem perder de 
vista o objetivo da leitura e tirar surpresa, ouça e 
apresente perguntas que estimulem as criança:
 ● antecipar o tema, o conteúdo, etc.;
 ● identificar personagens;
 ● identificar o tipo de texto (se é de verdade, de 
faz de conta, etc.);
 ● comparar com outros livros (mesmo assunto, 
mesmo autor, mesmo tipo de ilustração, mesmo 
tipo de história, etc.).
Antes de ler um livro, é importante falar sobre 
ele, criar expectativas – e isso pode ser feito de di-
ferentes formas. 
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DURANTE A LEITURA
Dependendo do contexto e do livro, o educa-
dor decidirá se vai ler o texto inteiro ou por par-
tes; se lerá primeiro o texto ou as ilustrações. As 
opções são várias:
• leitura linear. Nesse caso, a leitura é feita sem 
interrupção – no máximo uma parada para ex-
plicar uma palavra, chamar a atenção para um 
detalhe ou estimular as crianças a fazer uma 
pergunta de predição (o que será que vai acon-
tecer com ...?); 
• leitura dialogada a partir do texto. Dependen-
do do texto, o educador poderá estabelecer uma 
conversa com as crianças – parando sempre que 
achar oportuno estimular a participação e refle-
xão delas. A dosagem é essencial para as crian-
ças manterem-se focadas na leitura;
• leitura dialogada a partir das imagens. Isso 
se aplica tanto a livros que contenham apenas 
ilustrações como a textos que contenham tex-
tos e ilustrações. A leitura pode ser feita de di-
versas formas: iniciada pela criança, pelo adul-
to, em ordem, fora de ordem – sempre 
dependendo do interesse da criança ou da in-
tenção do adulto. Essa leitura via imagens tam-
bém pode ser usada como forma de revisão 
ou reconto pela criança, e ajuda no desenvol-
vimento da atenção e da memória; 
• leitura dialogada do texto e das imagens. Essa 
é uma forma de leitura muito comum nos ca-
sos em que a linguagem visual está integrada 
ao texto e em que só faz sentido a exploração 
simultânea de ambos.
Crianças mais novas exigem e gostam de mais 
paradas. Crianças de quatro anos ou mais preferem 
a leitura corrida, sem parar. Em qualquer caso, o 
educador deve voltar várias vezes a partes do tex-
to para explorar detalhes de vocabulário, sentido, 
 relação do texto com as figuras.
Em textos com frases repetidas ou muito pare-
cidas, as crianças gostam de antecipar e completar 
o que ainda vai ser lido. Em textos que apresentam 
surpresa, o educador deve criar suspense, pergun-
tar o que vai acontecer.
O importante:
 ● se a leitura for longa ou dependendo do objetivo, 
a cada dia o educador poderá ler uma parte do li-
vro ou contemplar apenas um aspecto de cada vez 
(familiaridade, ilustrações, conteúdo) – mas com-
pletar sua leitura depois;
 ● se a leitura for curta, o educador pode ler e re-
ler várias vezes, chamando atenção para dife-
rentes aspectos;
 ● sempre que as crianças interromperem a leitura, 
o educador deve dar atenção a elas, ouvir e bus-
car ajuda de outras crianças.
Qualquer que seja o contexto e a leitura, o edu-
cador não deve perder a motivação das crianças 
nem o fio da meada. Às vezes, isso pode significar 
terminar a leitura logo, saltar páginas, ou seja, ten-
tar ser breve, pois as crianças pequenas não ficam 
muito tempo concentradas.
AO FINAL DA LEITURA
Uma leitura pode se dar em vários dias e ses-
sões. Aqui tratamos da sessão de encerramento da 
leitura de um livro. Para cada livro, o educador po-
de se concentrar em um ou mais objetivos – mas 
sempre em apenas alguns:
 ● rever o conteúdo, personagens, enredo, ideia 
central;
 ● identificar a estrutura (princípio, meio, fim);
 ● estimular a apreciação – em relação ao conteú-
do, à forma ou à estética;
 ● estimular a comparação com outros livros – em 
relação ao tema aos personagens, às ilustrações, 
à abordagem, etc. Para tanto, o educador pode 
utilizar diferentes estratégias, como:
 ● resumir ou pedir a alguma criança (ou a várias) 
para resumir com palavras;
 ● conversar sobre o final;
 ● conversar sobre o início;
 ● conversar sobre o meio;
 ● conversar sobre os três momentos acima usan-
do palavras como antes, no meio, finalmente, 
no final, antes, depois, etc;
 ● conversar sobre os personagens e seu papel;
 ● estimular as crianças a contar a história com 
suas próprias palavras.
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38
7Unidade
Itinerários de rotina
Nestes itinerários de rotina, o professor irá mediar as atividades, desen-
volvendo o protagonismo dos bebês na rotina diária e nas mais variadas 
vivências, como, por exemplo, hora para lidar com o corpo, com a a li-
mentação, com o espaço, com a natureza, com os animais, com as festas 
e a tradição folclórica, entre outros elementos que acompanharão a ro-
tina dos bebês ao longo da trajetória na creche.
Quadro 1 — Rotinas e temas 
Aqui, nesta unidade e neste quadro o foco de interesse são os Bebês (Bb) 
Chegar (a)
Rodinha 
(b)
Higiene (c)
Arrumar 
(d)
Comer (e)
Repouso 
(f)
Pátio (g)
Despedida 
(h)
1. Corpo, Saúde, 
Alimentação
BB1A - CR1C - - BB1F - CR1H
2. Eu, colegas, 
família, comunidade
BB2A - CR2C - - BC2F - CR2H
3. Espaços: creche 
casa, rua, cidade
CR3A - - BB3D - CR3F - -
4. Natureza, 
fenômenos, ciclos
CR4A - - BB4D - CR4F - -
5. Animais
- BB5B - CR5D - BB5G -
6. Festas, folclore, 
costumes
- BB6B - CR6D - BB6G -
7. Férias, viagens, 
aventura, fantasia, 
mágica
- CR7B - - BB7E - CR7G -
8. Matéria, 
materiais, 
propriedades
- CR8B - - BB8E - CR8G -
9. Meios de 
transporte
- - BB9C - CR9E - - BB9H
10. Natureza, 
paisagem, 
ambiente, plantas
- - BB10C - CR10E - - BB10H
Rotinas
Temas
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39
Rotinas
Hora de 
chegar 
(a)
Hora de 
rodinha 
(b)
Hora de 
higiene 
(c)
Hora de 
arrumar 
(d)
Horade 
comer 
(e)
Hora de 
repouso 
(f)
Hora de 
pátio 
(g)
Hora de 
despedida 
(h)
T
e
m
a
s
1. Corpo, 
Saúde, 
Alimentação
Onde 
Estou? -
Lavar as 
mãos
- -
Imaginar 
para 
descansar
-
Tchau com o 
corpo todo
2. Eu, Colegas, 
Família, 
Comunidade
Como está 
o tempo 
hoje?
-
Troca de 
fraldas ou 
uso do 
banheiro
- -
MASSAGEM 
NO AMIGO
-
Apresentação 
para despedir
Hora de chegar (a)
ONDE ESTOU?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade
Bloco de atividade: Hora de chegar
Materiais: Não há.
Como fazer
Receba a criança com alegria, olhe em seus 
olhos, diga bom dia ou boa tarde, chamando-a 
pelo nome.
Fale: “Onde você está, (nome)?”; “Você está 
em sua creche!”, “Que bom que você chegou 
na nossa creche!”. 
Converse sobre o nome dos lugares onde ele 
passou. Você pode conversar com o cuidador 
(mãe, pai ou responsável), perguntando por 
onde passaram até chegar à creche.
Observe que a conversa com uma criança pe-
quena, mesmo quando ela ainda não forma 
frases, deve ter troca; ação e reação. Você fa-
la, espera. Repete o que ela diz, espera.
Diga coisas como: “Antes você estava em sua 
casa, não é? Você passou pela rua, andou, an-
dou... Até que chegou à creche!”. Lembre-se 
de incentivar o protagonismo infantil, ao ob-
servar e deixar que a criança faça movimentos 
com autonomia.
Palavras-chave
Casa, família, creche, escola, rua, cidade, che-
gar, olhar, dar colo, brincar, deitar, sentar, rolar, 
pegar, soltar, sorrir, chorar, feliz, triste, com sau-
dade, tranquilo, calmo, nervoso, perto, longe, 
dentro, fora, antes, durante, depois, muito, pou-
co, quantos.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, 
e sobre a vida familiar e social na creche.
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40
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e 
opiniões.
EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora; em cima e embaixo; acima e abaixo; entre; do 
lado) e temporais (antes, durante e depois).
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
COMO ESTÁ O TEMPO HOJE?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos
Bloco de atividade: Hora de chegar
Materiais: Não há.
Como fazer 
Receba a criança com sorriso e boas-vindas, 
pergunte se você pode pegá-la no colo.
Comente sobre como o tempo está no dia: 
“Hoje estamos em um dia quente, o Sol está 
bem forte e o céu, azul”; “Hoje está frio, sentiu 
o vento que bateu aqui?”; “Você chegou bem 
na hora da chuva, vamos ouvir o barulhinho 
dessa chuva gostosa de verão?”.
Comente e espere a reação da criança. Lem-
bre-se que é uma conversa, mesmo que ela 
ainda não fale palavras de forma correta ou 
frases completas, a interação de vocês deve 
prever momentos em que um fala e o outro 
escuta. Lembre-se, ainda, de incentivar o pro-
tagonismo infantil, ao observar e deixar que a 
criança faça movimentos com autonomia.
Palavras-chave 
Sol, chuva, nuvem, vento, brisa, arco-íris, frio, 
calor, primavera, verão, outono, inverno, che-
gar, olhar, dar colo, brincar, deitar, sentar, ro-
lar, pegar, soltar, sorrir, chorar, perto, longe, 
dentro, fora, antes, durante, depois, muito, 
pouco, quantos.
16
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET02 Observar, relatar e descrever 
incidentes do cotidiano e fenômenos 
naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre a educação 
ambiental. 
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41
TAPETE MÁGICO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventura, fantasia, mágica
Bloco de atividade: Rodinha
Materiais: Um tapete grande, lençol ou tecido 
que possa ser usado como “tapete mágico”.
Como fazer
Diga quantas crianças estão presentes: conte 
junto com elas o número de presentes na sala. 
Você pode registrar no mural, ou apontar em 
algum quadro que tenha em sala.
Fale que farão uma viagem no “tapete mágico”. 
Você pode conduzir esse momento com um gru-
po grande, cantando e fazendo gestos, ou em 
grupos menores, de duas ou três crianças.
Ao final, você pode brincar de puxar a criança 
deitada no “tapete mágico” de barriga para 
cima, cuidando para que o chão não apresen-
te relevos ou para que não toquem em móveis 
ou quinas. Lembre-se de incentivar o protago-
nismo infantil, ao observar e deixar que a crian-
ça faça movimentos com autonomia.
17
Rodinha (b)
Palavras-chave 
Tapete mágico, passeio, viagem, aventura, 
voar, imaginar, puxar, deslizar, brincar, viajar, 
deitar, sentar, rolar, pegar, soltar, perto, lon-
ge, dentro, fora, antes, durante, depois, mui-
to, pouco, quantos.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre a cidadania e o 
civismo: essa atividade é um modo de 
refletir sobre a vida social.
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET08 Registrar com números a quantidade 
de crianças (meninas e meninos, presentes e 
ausentes) e a quantidade de objetos da mesma 
natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
EI02EF08 Manipular textos e participar de 
situações de escuta para ampliar seu 
contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado 
e solidariedade na interação com crianças e 
adultos.
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42
O QUE É ISTO?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 ano e 11 meses)
Tema: Matéria, materiais, propriedades
Bloco de atividade: Rodinha
Materiais: Separe objetos não estruturados, 
como copos e potes de plástico e metal de 
diferentes tamanhos, colheres de pau ou plástico, 
pedaços de tecido colorido e bolas de diferentes 
tamanhos (que não corram o risco de ser 
engolidas).
Como fazer
Após a usual rotina da rodinha (música, boas-
vindas, presença, comentários sobre o dia, o 
tempo etc.), convide as crianças a explorar os 
objetos que você separou.
Apresente um a um. Mostre, aponte, coloque-
-os próximos às crianças, de modo que elas 
consigam manusear, experimentar.
Deixe que cada uma explore de forma livre e 
em seu tempo. Você pode fazer breves comen-
tários sobre as ações das crianças: os sons que 
ela faz ou cria com os objetos, as tentativas de 
encaixar, empilhar ou rolar. Lembre-se de in-
centivar o protagonismo infantil, ao observar 
e deixar que a criança faça movimentos com 
autonomia.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre a cidadania e o 
civismo: essa atividade é um modo de 
refletir sobre a vida social.
Palavras-chave 
Matéria, materiais, objetos, copos, potes, co-
lheres, pano, tecido, olhar, brincar, observar, 
deitar, sentar, rolar,pegar, soltar, escolher, lon-
ge, dentro, fora, antes, durante, depois, muito, 
pouco, quantos, grande, pequeno. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música.
EI02EF05 Relatar experiências e fatos 
acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou 
peças teatrais assistidas etc.
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho).
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43
Higiene (c)
LAVAR AS MÃOS 
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Meios de transporte
Bloco de atividade: Higiene
Materiais: Não há.
Como fazer
Mostre para as crianças como lavar as mãos 
com água e sabão. Demonstre os movimentos 
de como higienizar os dedos, as unhas, as pal-
mas e os dorsos. 
Utilize músicas que ensinem a lavar as mãos. 
Elas ajudam a lembrar dos movimentos e apoiam 
a lavagem no tempo mínimo necessário.
Comente que as nossas mãos às vezes são 
usadas por bichinhos e sujeiras para ir de um 
lugar a outro. Um bichinho que estava no chão, 
uma sujeira que estava no parque, eles “pegam 
carona” em nossas mãos e podem entrar no 
nosso corpo. Para não deixar isso acontecer, 
lavamos as mãos sempre, com água e sabão.
Faça comentários e espere a reação das crian-
ças. Repita os comentários ou as reações de-
las. Lembre-se de incentivar o protagonismo 
infantil, ao observar e deixar que a criança fa-
ça movimentos com autonomia.
18
Objetivos de desenvolvimento
EI02CG04 Demonstrar progressiva 
independência no cuidado do seu corpo.
EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou temas sugeridos.
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora; em cima e embaixo; acima e 
abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
Palavras-chave 
Mãos, pia, água, sabão, carona, dedos, bichos, 
bichinhos, chão, sujeira, limpar, sujar, lavar, en-
xugar, esfregar, quente, frio, molhado, enxuto, 
limpo, sujo, perto, longe, dentro, fora, antes, 
durante, depois, muito, pouco, quantos. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar a saúde da criança em 
relação à higienização das mãos, preparando 
as crianças para a nova realidade da Covid_19.
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44
TROCA DE FRALDAS OU USO 
DO BANHEIRO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 anos e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, paisagem, ambiente, plantas
Bloco de atividade: Higiene
Materiais: Não há.
Como fazer
Durante a troca de fraldas ou durante a higie-
ne após o uso do banheiro – quando a criança 
começar a desfraldar –, narre as suas ações 
para a higiene, anunciando as ações. Essa es-
tratégia facilita a associação dos sons às par-
tes do corpo, além de estimular as percepções 
da criança sobre o próprio corpo e a apreen-
são dos processos de limpeza e higiene, 
 importantíssimos para o bem-estar. 
Comente qual parte do corpo da criança você 
está tocando ou tocará. 
No caso de crianças que já estão iniciando o 
desfralde, converse sobre o que elas devem 
fazer ao ir ao banheiro. 
Conforme for dialogando, aguarde a reação da 
criança. Estenda a conversa a partir dos co-
mentários que ela fizer, cuidando para que a 
conversa seja agradável e positiva. Lembre-se 
de incentivar o protagonismo infantil, ao ob-
servar e deixar que a criança faça movimentos 
com autonomia. 
Em diálogo com os Temas 
Contemporâneos Transversais na BNCC: 
aproveite a atividade de rotina para pensar 
sobre a saúde da criança.
Palavras-chave 
Fralda, calcinha, cueca, barriga, perna, bum-
bum, limpar, sujar, lavar, esfregar, cuidar, colo-
car, tirar, levantar, abaixar, tranquilo, calmo, 
 seguro, confortável, perto, longe, dentro, fora, 
antes, depois, muito, pouco, quantos.
Objetivos de desenvolvimento
EI02CG04 Demonstrar progressiva 
independência no cuidado do seu corpo.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de 
si e confiança em sua capacidade para 
enfrentar dificuldades e desafios.
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45
Objetivos de desenvolvimento
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou temas sugeridos.
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora; em cima e embaixo; acima e 
abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
Hora de arrumar
ARRUMANDO COMO OS ANIMAIS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais
Bloco de atividade: Hora de arrumar
Materiais: Fichas com imagens de animais.
Como fazer 
Diga que agora é hora de arrumar a sala e que 
vocês farão isso se movendo como os animais. 
Mostre uma ficha com a imagem de um animal 
e diga: “Agora vamos arrumar como um (no-
me de um animal)”. 
Encoraje as crianças, com comentários e ges-
tos, a moverem-se como o animal e a imitar 
seu som. Lembre-se de incentivar o protago-
nismo infantil, ao observar e deixar que a crian-
ça faça movimentos com autonomia.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre o meio 
ambiente e a educação ambiental por meio 
do amor às plantas e aos animais. 
Palavras-chave 
Caixa, estante, armário, animal, bi-
cho, objetos da sala, ordem, desor-
dem, bagunça, lugar, guardar, imi-
tar, organizar, pegar, colocar, soltar, 
ajudar, apoiar, arrumado, desarru-
mado, bagunçado, bonito, perto, 
longe, dentro, fora, antes, depois, 
muito, pouco, quantos.
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VAMOS JUNTOS ORGANIZAR
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes
Bloco de atividade: Hora de arrumar
Materiais: Não há.
Como fazer 
Fale para as crianças que a atividade que vo-
cês estavam fazendo acabou. Comunique que 
vocês agora têm um tempinho para organizar 
a sala para a próxima brincadeira.
Escolha uma música que os ajude a identificar 
esse momento, como “Guarda aqui, guarda ali, 
vamos cooperar”, ou outra do seu repertório. 
Comente as ações e iniciativas da criança. Re-
pita o comentário ou a reação dela e acrescen-
te outra informação. Faça perguntas e utilize 
as palavras-chave. Lembre-se de incentivar o 
protagonismo infantil, ao observar e deixar que 
a criança faça movimentos com autonomia.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre a cidadania e o 
civismo, e sobre a vida familiar e social 
na creche.
Palavras-chave 
Caixa, estante, armário, animal, bicho, objetos 
da sala, ordem, desordem, bagunça, lugar, 
guardar, imitar, organizar, pegar, colocar, soltar, 
ajudar, apoiar, arrumado, desarrumado, bagun-
çado, bonito, perto, longe, dentro, fora, antes, 
depois, muito, pouco, quantos.
Objetivos de desenvolvimento
EI02EO06 Respeitar regras básicas de 
convívio social nas interaçõese 
brincadeiras.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora; em cima e embaixo; acima e 
abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
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Objetivos de desenvolvimento
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de 
tempo (agora, antes, durante, depois, 
ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e 
os adultos, buscando compreendê-los e 
fazendo-se compreender.
Hora de comer
COMO ESTE ALIMENTO 
CHEGOU ATÉ AQUI?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Meios de transporte
Bloco de atividade: Hora de comer
Materiais: Não há.
Como fazer
Converse com as crianças sobre os alimentos 
que estão em seus pratos e pergunte: “De on-
de vem o tomate?”; “Como a couve chegou 
aqui na creche?”.
Faça perguntas e comentários que encorajem 
a imaginação, como: “Será que este ovo che-
gou até aqui de carro ou de caminhão?”; “Será 
que o feijão veio de longe ou de perto?”. Você 
pode exagerar nas expressões, esperando as 
reações das crianças e comentando isso.
Comente e espere as reações. Repita o comen-
tário ou as reações delas e acrescente outra 
informação. Por exemplo: se a criança disser 
que o ovo chegou em um caminhão você po-
de dizer: “O Marcelo acha que o ovo veio em 
um caminhão, um caminhão grande”. Lembre-
-se de incentivar o protagonismo infantil, ao 
observar e deixar que a criança faça movimen-
tos com autonomia. 
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Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a educação alimentar 
e nutricional prazerosa e em sociedade.
Palavras-chave 
Alimento, comida, caminhão, carro, avião, car-
roça, barco, fazenda, horta, comer, pegar, levar 
à boca, mastigar, conhecer, experimentar, gos-
toso, quente, perto, longe, em cima, embaixo.
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NOSSO ALIMENTO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, paisagem, ambiente, plantas
Bloco de atividade: Hora de comer
Materiais: Não há.
Como fazer
Pergunte às crianças como elas acham que 
aquele alimento chegou até a mesa.
Leve o alimento cru, como a batata, o feijão e o 
arroz, e deixe-os próximos do alimento pronto.
Mostre às crianças a diferença entre um e outro.
Converse sobre a textura e o gosto (“Será que 
dá para comer?”).
Explique ou convide a pessoa que cozinhou, 
se for o caso, para explicar como o alimento 
foi preparado, de onde os ingredientes vieram, 
como chegaram até a mesa.
Encoraje as crianças a contribuir livremente 
com comentários. 
Repita o comentário ou a reação dela e acres-
cente outra informação. Faça perguntas e 
 utilize as palavras-chave. Lembre-se de in-
centivar o protagonismo infantil, ao observar 
e deixar que a criança faça movimentos com 
autonomia. 
20
Palavras-chave 
Comida, frutas, verduras, folhas, legumes, horta, 
comer, pegar, levar à boca, mastigar, conhecer, 
experimentar, gostoso, quente, macio, duro, cro-
cante, perto, longe, dentro, fora, antes, depois, 
muito, pouco. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a educação alimentar 
e nutricional prazerosa e em sociedade.
Objetivos de desenvolvimento
EI01ET01 Explorar e descobrir as 
propriedades de objetos e materiais (odor, 
cor, sabor, temperatura).
EI02EF08 Manipular textos e participar de 
situações de escuta para ampliar seu 
contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e 
os adultos, buscando compreendê-los e 
fazendo-se compreender.
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Hora de repouso
IMAGINAR PARA DESCANSAR
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creche casa, rua, cidade
Bloco de atividade: Hora de repouso
Materiais: Não há.
Como fazer 
Você deve preparar a sala (posicionar colcho-
netes, fechar cortinas, etc.) e cantar algumas 
cantigas (sempre as mesmas) para fazer a 
transição para o repouso.
Proponha que as crianças fechem os olhinhos 
para imaginar... Conduza um breve relaxamen-
to com a voz calma, em um ritmo mais lento. 
Peça para as crianças imaginarem que toda a 
creche vai descansar. Peça para imaginarem 
tudo descansando: a porta da sala, a janela, as 
cadeiras, os brinquedos, tudo está descan-
sando. Os armários, as caixas e as crianças es-
tão descansando.
Peça que sintam o corpo descansando, a co-
meçar pelo topo da cabeça, passando por 
olhos, nariz, boca, descendo pelo pescoço, pei-
to, barriga, quadril, pernas, joelhos, até chegar 
no pé. Vamos sentir todas as partes do corpo 
relaxando, preparando-se, ficando prontas pa-
ra descansar. Lembre-se de incentivar o pro-
tagonismo infantil, ao observar e deixar que a 
criança faça movimentos com autonomia.
21
Palavras-chave 
Corpo, cama, colchonete, porta, janela, cadei-
ras, brinquedos, partes do corpo, deitar, rela-
xar, imaginar, descansar, fechar o olho, respirar, 
gostoso, quente, fresco, macio, perto, ao lado, 
em cima, embaixo, dentro, fora. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EO06 Respeitar regras básicas de 
convívio social nas interações e 
brincadeiras.
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora; em cima e embaixo; acima e 
abaixo; entre; do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
Em diálogo com os Temas 
Contemporâneos 
Transversais na BNCC: 
aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a 
cidadania e o civismo: essa 
atividade é um modo de 
refletir sobre a vida social.
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MASSAGEM NO AMIGO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos
Bloco de atividade: Hora de repouso
Materiais: Não há.
Como fazer 
O momento do repouso pode possibilitar a rea-
lização de atividades que contribuem para que 
a criança tome consciência sobre o próprio cor-
po e sobre o corpo do outro, oportunizando 
também as diferentes percepções sensoriais e 
as noções de alteridade e de empatia.
Para isso, organize o ambiente do momento 
de descanso de modo que as crianças formem 
duplas ou que tenham sempre um colega pró-
ximo. Convide a turma para a hora do repouso 
e sugira que as crianças troquem uma massa-
gem em duplas ou trios, com sua mediação.
Nomeie as ações e os gestos delas, dizendo o 
que elas estão fazendo, como estão fazendo, 
por exemplo: “O Victor está massageando a 
mão da Camila”; “a Marina parece estar gos-
tando do carinho que a Luísa está fazendo nas 
suas costas”. Lembre-se de incentivar o 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EO06 Respeitar regras básicas de 
convívio social nas interações e 
brincadeiras.
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente,com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
ALICE_NOIR/Shutterstock
protagonismo infantil, ao observar e deixar que 
a criança faça movimentos com autonomia. 
Palavras-chave 
Amigo, colega, carinho, deitar, fechar o olho, res-
pirar, descansar, relaxar, gostoso, quente, fresco, 
macio, perto, ao lado, em cima, embaixo.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre a cidadania 
e civismo, e sobre a vida familiar e social 
na creche.
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Hora do pátio
CONSTRUINDO UMA ESTRADA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventura, fantasia, mágica
Bloco de atividade: Hora do pátio
Materiais: Gravetos, folhas ou outros objetos 
disponíveis no pátio.
Como fazer 
Encoraje as crianças a construírem uma estra-
da com os objetos disponíveis na área de pátio. 
Elas podem usar gravetos, folhas, brinquedos 
e outros elementos do ambiente. Antes de 
 realizar a proposta, faça uma inspeção cuida-
dosa do espaço, verificando se não há pedras 
ou outros elementos que possam ser engo-
lidos acidentalmente ou mesmo ferir as mãos 
das crianças. 
Reconheça com palavras o esforço e a iniciativa 
de cada um. Aproxime-se de uma criança por 
vez e pergunte o que ela está fazendo, para on-
de essa estrada vai, quem vai passar por ela etc.
Proponha que todos caminhem pela estrada 
após a “construção”. Comente as reações das 
crianças, descrevendo o que elas fazem. Lem-
bre-se de incentivar o protagonismo infantil, 
ao observar e deixar que a criança faça movi-
mentos com autonomia.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar sobre a cidadania e 
o civismo, e sobre a vida familiar e social 
na creche.
 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma faixa etária 
e adultos.
Shutterstock / Ihnatovich Maryia
Palavras-chave 
Estrada, caminho, aventura, imaginação, 
 objetos, gravetos, folhas, pauzinhos, brincar, 
imaginar, sentar, rolar, andar, pegar, soltar, alto, 
baixo, comprido, curto, leve, pesado, perto, 
longe.
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IGUAIS E DIFERENTES
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matéria, materiais, propriedades
Bloco de atividade: Hora do pátio
Materiais: Uma caixa grande com brinquedos 
diversos, de diferentes materiais e tamanhos.
Como fazer 
Deixe a caixa disponível para as crianças 
 explorarem livremente.
Mostre alguns dos objetos ali presentes, cha-
mando a atenção para características e pro-
priedades: grande, pequeno, duro, macio, de 
plástico, de madeira etc.
Encoraje as crianças a contribuírem com co-
mentários. 
Repita os comentários ou as reações delas e 
acrescente outras informações. Lembre-se de 
incentivar o protagonismo infantil, ao observar 
e deixar que a criança faça movimentos com 
autonomia.
Palavras-chave 
Brinquedo, objeto, caixa, brincar, comparar, co-
nhecer, experimentar, pegar, soltar, diferente, 
igual, parecido, alto, baixo, comprido, curto, 
redondo, quadrado, leve, pesado, perto, longe.
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de 
si e confiança em sua capacidade para 
enfrentar dificuldades e desafios.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a cidadania e o 
civismo, sobre a vida familiar e social na creche.
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Hora da despedida
TCHAU COM O CORPO TODO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Corpo, Saúde, Alimentação
Bloco de atividade: Hora da despedida
Materiais: Não há.
Como fazer
Comunique à criança que está chegando a ho-
ra de ir embora. Aponte o mural da rotina e 
mostre que vocês irão se despedir.
Peça para as crianças “dizerem tchau” com di-
ferentes partes do corpo, enquanto cantam ou 
ouvem uma música (com os cotovelos, os om-
bros, os pés, as costas, a cabeça etc.).
Nomeie as ações e as descobertas das crianças, 
comentando o que fizeram, rindo e encorajando 
a continuarem. Lembre-se de incentivar o pro-
tagonismo infantil, ao observar e deixar que a 
criança faça movimentos com autonomia. 
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Objetivos de desenvolvimento
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
EI02EF08 Manipular textos e participar de 
situações de escuta para ampliar seu 
contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de 
tempo (agora, antes, durante, depois, 
ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a cidadania e o 
civismo, sobre a vida familiar e social na creche.
Palavras-chave 
Despedida, corpo, cabeça, ombro, braço, co-
tovelo, barriga, costas, joelho, pé, amigos, pe-
gar, mexer, dar tchau, guardar, despedir, hoje, 
amanhã, antes, depois.
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APRESENTAÇÃO PARA DESPEDIR
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Eu, colegas, família, comunidade
Bloco de atividade: Hora da despedida
Materiais: Não há.
Como fazer 
Prossiga com a rotina diária e, quando a hora 
de ir embora estiver próxima, comunique às 
crianças. 
Para isso, você pode fazer um anúncio verbal 
ou apontar para o mural da rotina, contribuin-
do para o desenvolvimento das noções tem-
porais e das percepções sobre as mudanças 
que ocorrem ao longo do dia. 
Outra estratégia é combinar as duas opções: 
avisar verbalmente e chamar a atenção para 
o mural. Assim que estiverem atentas, diga às 
crianças que elas vão fazer uma “apresenta-
ção” para se despedirem. 
Convide duas ou três crianças por vez para se 
apresentarem para a turma e conduzirem os 
gestos e a a dança. Você pode combinar com 
as crianças:
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 ● um momento de criação livre das apresentações, 
favorecendo as expressões coletivas e individuais 
das crianças.
 ● um momento em que todos devem cantar as 
mesmas músicas. 
Para o segundo caso, escolha uma uma ou 
duas músicas para serem cantadas sempre 
nesse momento. Encoraje as outras crianças a 
aplaudirem e imitarem o que os colegas estão 
apresentando.
Cuide para que, ao longo da semana, todos 
tenham a oportunidadede se apresentar. Para 
isso, anote no diário os nomes das crianças 
que se apresentaram ou crie um registro que 
pode ser consultado pelas crianças, como um 
mural de fotos ou de bonecos que repre sentem 
cada criança da turma. 
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Objetivos de desenvolvimento
EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos 
e opiniões.
EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, 
lento, rápido, depressa, devagar).
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade de 
rotina para pensar sobre a cidadania e o civismo, 
sobre a vida familiar e social na creche.
Quando uma criança se apresentar, ela pode, 
em seguida, realizar uma ação que registre que 
ela participou, como anexar uma foto dela ao 
mural ou acrescentar um boneco que a repre-
sente, no mural. 
Lembre-se de incentivar o protagonismo in-
fantil, ao observar e deixar que a criança faça 
movimentos com autonomia.
Palavras-chave 
Apresentação, despedida, música, gestos, mo-
vimento, mochila, bolsa, música, amigos, pegar, 
guardar, despedir, dizer tchau, hoje, amanhã, 
antes, depois.
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8Unidade
Itinerários Pedagógicos
Nestes itinerários pedagógicos, o professor irá mediar as atividades, 
desenvolvendo o protagonismo dos bebês nas mais variadas vivên-
cias, como, por exemplo, hora de mexer, hora de ler, entre outros mo-
mentos de interação.
Hora de mexer
CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Corpo, saúde, alimentação.
Bloco de atividade: Hora de mexer.
Materiais: Não tem.
Objetivo pedagógico
Desenvolver noção de ritmo, coordenação mo-
tora grossa/ampla, raciocínio rápido, atenção, 
percepção auditiva, identificação das partes 
do corpo.
Como fazer 
Converse sobre o nome das partes do corpo: 
Como se chama essa parte aqui? Mostre e dei-
xe as crianças responderem e tocarem nas par-
tes do seu próprio corpo.
Peça para a criança continuar a brincadeira 
mostrando uma parte do corpo para vocês di-
zerem o nome.
Faça uma brincadeira inicial indicando movi-
mentos e sugerindo a imitação: Vamos levantar 
o braço, levantar e dobrar o joelho, mostrar o 
cotovelo, subir e descer os ombros. Faça os mo-
vimentos também para a criança ver o modelo.
Cantar e brincar com os movimentos da primei-
ra parte da música: Cabeça, ombro, joelho e pé.
Depois de repetir umas 5 vezes esta parte da 
brincadeira, perceba se as crianças memoriza-
ram e, se sim, apresente a segunda parte, 
cantando a música toda com os gestos: Olhos, 
ouvidos, boca e nariz. 
Repita a brincadeira e diminua o ritmo da can-
ção, tocando bem devagar nas partes do cor-
po. Depois, pare e acelere o ritmo da brinca-
deira, cantando e tocando no corpo de forma 
mais rápida.
Converse e espiche conversa sobre os cuida-
dos de higiene com o corpo.
Esta brincadeira pode ser repetida várias ve-
zes, em contextos diferentes com intensidades 
e detalhes diferentes. Numa mesma rodada, o 
número de repetições depende do contexto e 
do interesse das crianças.
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Palavras-chave: 
Nome das partes do corpo: olhos, ouvidos, bo-
ca, nariz, cabeça, ombro, joelho, pé. Cantar, 
brincar, pegar, tocar, encostar, olhar. Alto, bai-
xo, devagar, rápido, acelerar, delicado.
Objetivos de aprendizagem
Crianças até 2 anos
EI01EO02 Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das 
quais participa.
EI01EO05 Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, 
brincadeira e descanso.
EI01EF01 Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com 
quem convive.
Crianças de 2 anos a 3 anos e 11 meses
EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.
EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas 
diferenças.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
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Para ajudar
Em frente ao espelho, ajude a criança a iden-
tificar as partes do corpo mencionadas con-
forme as partes da música, pegando em sua 
mão para tocar no próprio corpo.
Indo além
Desafie a criança a dar sequência na música 
falando outras partes do corpo. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a saúde como um 
Direito da Criança.
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PISTA DE CARRINHO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Eu, colegas, família, comunidade.
Bloco de atividade: Hora de mexer.
Materiais: 
• Carrinhos, caminhões, caminhonetes, motos 
para as crianças empurrarem ou puxarem;
• Giz para riscar uma pista no chão.
Objetivo pedagógico
Estimular o faz de conta com diversos tipos 
de brinquedos.
Desenvolver a brincadeira.
Promover a interação entre as crianças.
Estimular a criatividade ao criar possibilidades 
de brincadeiras.
Como fazer
Apresente os transportes de brinquedo para 
as crianças. Deixe-as escolherem algum deles 
e brincarem livremente. Aproveite este mo-
mento para observá-las individualmente e suas 
interações com os amigos.
Risque uma pista no chão com curvas, voltas, 
pontes, subidas e descidas. Crie situações de 
desafios para os motoristas dos carrinhos.
Coloque os carrinhos na ponta da pista. Mos-
tre o início e o final do caminho, que os carros 
devem atravessá-lo por dentro da pista e não 
fora. Mostre com as mãos, deixando que as 
crianças mostrem também onde é “dentro e 
fora”, “início e fim”.
Convide as crianças para passearem, empur-
rando, puxando em pé os transportes de brin-
quedo ou engatinhando, seguindo em frente, 
parando, abaixando e se levantando na pista 
com o seu próprio corpo.
Sinalize as curvas, indique para girarem bem 
para não encostarem na linha da pista, subin-
do e descendo, atravessando de forma rápida 
e, às vezes, devagar, até terminar.
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Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o civismo, 
e a relação social entre os bebês. Além disso, a 
educação e a noção de direção (dentro, fora, 
em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá 
para uma educação na cidade e no trânsito.
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Objetivos de aprendizagem
Crianças até 2 anos
EI01ET04 Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de 
deslocamentos de si e dos objetos.
Crianças de 2 anos a 3 anos e 11 meses
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar 
dificuldades e desafios.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por como em frente, atrás, no alto, embaixo, 
dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressandoseus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do 
lado) e temporais (antes, durante e depois).
Palavras-chave
Carro, carrinho, caminhão, rodas, mãos, mão.
Segurar, apoiar, correr, andar, disputar, acele-
rar, frear.
Rápido, lento, seguro, alto, baixo, forte.
Para ajudar
Mostre como empurrar o carrinho na pista, 
sentando-se ao lado da criança ou engatinhan-
do ao lado da pista. 
Você também pode desfiá-la a criar curvas ou 
lombadas imaginárias, com o uso dos 
carrinhos ou durante a engatinhada, fazendo 
movimentos com o corpo.
Indo além
Desafie a criança a brincar com dois carrinhos 
ao mesmo tempo. Você também pode sugerir 
que construam pistas diferentes, pontes e tú-
neis usando caixas, tiras de papelão, lenços, 
toalhas ou mesmo cobertores, para garantir a 
diversidade de texturas durante a atividade. 
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PULAR A CERCA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaço: creche, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de mexer.
Materiais: Linha de barbante e um pano de mesa 
ou lençol.
Objetivo pedagógico
Desenvolver noção de ritmo, coordenação mo-
tora grossa/ ampla e o equilíbrio.
Estimular o faz de conta com diversos tipos 
de brinquedos.
Desenvolver a brincadeira.
Como fazer
Estique o barbante ou linha amarrada em dois 
bancos ou móvel firme. A altura deve ser um 
pouco menor que a perna das crianças.
Cubra com o pano, formando uma barreira pa-
recida com uma cerca.
Conte uma história e crie uma situação para ter 
que pular a cerca: A cerca é de madeira, tem 
troncos bem grossos... para pegar uma fruta.
Pule ou passe uma perna de cada vez e depois 
cada criança passa do seu jeitinho.
Crie mais situações para pular a cerca muitas 
vezes.
As crianças podem apoiar na linha, por isso, 
os apoios precisam estar firmes e não ter ris-
co de cair.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo, e a relação social entre os bebês e 
coordenação motora no espaço.
Palavras-chave
Barbante, linha, banco, pano, cerca, fruta, bar-
reira, tronco. 
Pular, saltar, atravessar, cruzar, segurar, levan-
tar, abaixar passar, ajudar.
Fino, grosso, depressa, devagar.
Para ajudar
Ajude dizendo um passo a passo: segure na 
cerca, levante uma perna, passe para o outro 
lado agora a outra perna.
Também pode segurar a perna e ajudar a atra-
vessar.
Indo além
Aumente a altura da cerca para as crianças que 
conseguem passar com facilidade ou pedir que 
levem um objeto junto ao cruzar a cerca.
Objetivos de aprendizagem
EI01EO04 Comunicar necessidades, desejos 
EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou temas sugeridos.
EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de 
tempo (agora, antes, durante, depois, 
ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
EI02CG03 Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
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ROUPAS NO VARAL.
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de mexer.
Materiais:
Varal esticado, prendedor de roupa, pedaços de tecido 
ou toalhinhas de higiene pessoal, bacia e água. 
Objetivo pedagógico
Desenvolver o faz de conta, estimular a coor-
denação motora fina (o movimento de pinça), 
promover a autonomia, incentivar a imagina-
ção e a interação.
Como fazer 
Faça esta brincadeira em num dia bem quente.
Convide as crianças para lavar os materiais que 
utilizaram em alguma atividade da sala. Exem-
plo: lanche, tinta, limpeza, massinha.
Disponibilize uma bacia para cada duas crian-
ças. Elas deverão utilizar somente água. Mos-
tre como lavar os paninhos, esfregando com 
as duas mãos, torcendo, sacudindo, e mostre 
como estende no varal e prende com o pren-
dedor para secar.
Deixe as crianças lavarem a roupa brincando, 
conversando e vá ajudando conforme obser-
var a necessidade de cada um.
Durante a brincadeira, converse e espiche a 
conversa sobre o que acontece para a roupa 
secar no varal.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o civismo da vida 
social e a saúde da criança.
Palavras-chave
Roupa, pano, água, sabão, toalha, prendedor, 
madeira, varal.
Lavar, esfregar, torcer, molhar, secar, chacoa-
lhar, pendurar, prender, abrir, apertar.
Sujo, limpo, capricho, molhado.
Para ajudar
Sente-se junto com a criança e mostre um pas-
so a passo dizendo cada etapa e fazendo jun-
to com ela: Molhe o paninho, segure em duas 
partes, esfregue as partes com força, molhe 
mais uma vez, esfregue mais, torça e pronto, 
pode estender no varal com o prendedor.
Indo além
Desafie a criança a pegar uma peça de rou-
pa maior, a lavar sem derrubar água em vol-
ta da bacia. 
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Objetivos de aprendizagem
EI02ET02 Observar, relatar e descrever 
incidentes do cotidiano e fenômenos 
naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
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ESCALAR
Faixa etária: Bebês (zero a 1 ano e 6 meses). 
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 
anos e 11 meses)
Tema: Animais.
Bloco de atividade: Hora de mexer.
Materiais: Almofadas, colchões, bonecos de 
pelúcia, travesseiros; imagens de animais que 
rastejam, caminham e correm em terreno 
plano e outros que sobem e descem em 
terrenos inclinados.
Objetivo pedagógico
Desenvolver a coordenação motora grossa/ 
ampla e o equilíbrio, desenvolver a brincadei-
ra, deslocar o corpo no espaço combinando 
movimentos e promover a autonomia.
Como fazer
Apresente às crianças imagens de animais e 
suas formas de locomoção. Brinque de raste-
jar como a cobra, pular como o macaco, subir 
e descer como o alce e o bode.
Empilhe os objetos de forma que seja possível 
subir com algum apoio e sem perigo de pon-
tas para acidentes.
Uma criança de cada vez começa, sobe com 
ou sem a sua ajuda.
Mostre lugares onde ela pode apoiar as mãos 
ou os pés para ter firmeza no movimento.
Converse sobre escalar montanhas, alpinismo. 
Sobre como fazem os animais que vivem nas 
montanhas: cabras, bodes.
Celebre cada sucesso com palavras e gestos 
de motivação.
Apoiar, colocar, segurar, empurrar, firmar, se-
gurar, subir, descer.
Só, sozinho.
Para ajudar
Segure o pé ou a mão da criança, colocando-o 
no lugar de apoio mais firme para subir. Dê um 
apoio no pé para subir, se for necessário.
Indo além
Algumas crianças podem conseguir subir sem 
apoio, sozinhas.
Mude a posição da montanha de objetos, dei-
xando-a mais íngreme.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o civismo da vida 
social e a saúde, e a coordenação da criança 
no espaço.
Palavras-chave
Mãos, pés, braços, firme,força, movimento, aju-
da, pedra, montanha.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de 
si e confiança em sua capacidade para 
enfrentar dificuldades e desafios.
EI02CG03 Explorar formas de 
deslocamento no espaço (pular, saltar, 
dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
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TÚNEL DE LENÇOL
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de mexer.
Materiais: Bambolê e lençol.
Objetivo pedagógico
Desenvolver a coordenação motora grossa/ 
ampla e o equilíbrio, desenvolver a brincadei-
ra, estimular o faz de conta, promover a inte-
ração entre as crianças.
Como fazer
Amarre os bambolês, formando um túnel. De-
pois, passe o lençol em volta, fazendo uma co-
bertura. As crianças passarão por dentro.
Se possível, mostre como passar por dentro 
do túnel: andando agachado.
Convide as crianças para virem até você, do 
outro lado do túnel, chamando pelo nome.
Conte uma história envolvendo uma viagem 
pelo túnel, tipo desenho animado.
Celebre a conquista com sorriso e palavras ani-
madoras.
Palavras-chave
Bambolê, lençol, túnel, braços, mãos, pernas.
Atravessar, engatinhar, agachar, conseguir, ar-
rastar, esticar, dobrar.
Claro, escuro. 
Devagar, devagarinho, por dentro, por fora, um 
lado, outro lado.
Para ajudar
Se necessário, diga para a criança passar en-
gatinhando ou rastejando.
Indo além
Desafie a criança a atravessar o túnel levando 
um brinquedo junto com ela.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e o civismo, e a relação 
social entre os bebês. Além disso, pense a 
educação e a noção de direção (dentro, fora, 
em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá 
para uma educação na cidade e no trânsito.
Objetivos de aprendizagem
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de 
si e confiança em sua capacidade para 
enfrentar dificuldades e desafios.
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Hora de pequenos 
grupos
PINTURA DIVERTIDA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Corpo, saúde, alimentação.
Bloco de atividade: Hora de pequeno grupo.
Materiais:Tinta guache ou tinta natural com base 
vegetal, pincéis, água, sabão e toalha. Espelho.
Objetivo pedagógico
Desenvolver o faz de conta, estimular a coor-
denação motora fina, promover a autonomia, 
incentivar a imaginação e a interação.
Como fazer 
Convide as crianças para fazer uma pintura. 
Depois de uma história, da leitura de um livro 
ou de uma música, todos podem fazer um pou-
co de arte, pintando no papel e usando partes 
do corpo como mãos e pés como instrumen-
tos gráficos. 
Deixe a criança escolher com quais cores de-
seja pintar. Ela poderá iniciar usando os pincéis 
e depois, se desejar, pode pintar com os de-
dos, as mãos ou os pés. 
25 pincel e não o corpo. Você pode pintar junto 
com ela para encorajá-la. Uma música ao fun-
do estimula a brincadeira.
Indo além
Desafie a criança a desenhar um personagem 
da história/ música que ela ouviu.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02CG05 Desenvolver progressivamente 
as habilidades manuais, adquirindo controle 
para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre 
outros.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e 
os adultos, buscando compreendê-los e 
fazendo-se compreender.
EI02EF09 Manusear diferentes instrumentos 
e suportes de escrita para desenhar, traçar 
letras e outros sinais gráficos.
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ckEm diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo, e a relação social entre os bebês.
Palavras-chave
Pintura, cores, imaginação, faz de conta, espe-
lho, imagem, reflexo, partes do corpo, pincel, 
água, sabão, toalha, tinta. 
Pintar, representar, colorir, imaginar, alegrar, 
secar, lavar, cantar, sorrir, enfeitar.
Alegre, colorido, molhado, seco, pequeno, 
grande.
Para ajudar 
A criança que sentir receio em tocar na pintu-
ra, pode pintar apenas no papel e usando o 
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65
CAVALO DE PAU
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Eu, colegas, família, comunidade.
Bloco de atividade: Hora de pequenos grupos.
Materiais:
• Cavalos de pau: cabeças de cavalo e rédeas 
feitas com pedaços e tiras de papelão e 
pintadas pelas crianças com tinta guache. 
Esta atividade precisará ser feita antes da 
brincadeira proposta.
• Corpo do cavalo: cabos de vassoura.
Objetivo pedagógico
Desenvolver o faz de conta, a coordenação 
motora grossa/ ampla, promover a autonomia, 
incentivar a imaginação e a interação.
Como fazer
Conte uma história envolvendo cavalos e ca-
valeiros e amazonas.
Distribua os cavalos de pau para as crianças e 
brinque pelo pátio cavalgando e cantando: 
Meu cavalo. As crianças menores poderão ca-
minhar em um ritmo suave com os cavalos ou 
puxá-los pela rédea.
Converse e espiche a conversa com as crian-
ças sobre pessoas que usam cavalos na 
 comunidade.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo, e a relação social entre os bebês.
Palavras-chave
Cavalo, cavaleiro, amazonas, égua, rabo, crina, 
freio, sela.
Galopar, empinar, cavalgar, montar, andar, en-
cilhar, correr, empacar, parar, descansar, beber 
água, pastar/ comer capim.
Bonito, feroz, manso, sujo, doente, calmo, bra-
vo, zangado, empacado. 
Para ajudar 
Mostre para a criança como brincar com o ca-
valo. Ajude a criança a segurar com as duas 
mãos o cavalo de pau e caminhar, especial-
mente as crianças menores.
Indo além
Desafie as crianças maiores a cavalgarem pu-
lando como se tivesse obstáculos para passar.
Estimule as crianças a contarem histórias com 
base na brincadeira: onde foram, o que fize-
ram etc. 
Objetivos de aprendizagem
EI02CG03 Explorar formas de 
deslocamento no espaço (pular, saltar, 
dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
Para crianças maiores de 2 anos
EI03EO02 Agir de maneira independente, 
com confiança em suas capacidades, 
reconhecendo suas conquistas e limitações.
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PASSEIO E CORRIDA NO 
SUPERMERCADO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de pequenogrupo.
Materiais: 
• Caixa de papelão e objetos para colocar dentro.
• Cuide para que a caixa seja firme para a criança 
empurrar sem correr o risco de dobrar o papelão.
Objetivo pedagógico
Desenvolver o faz de conta, a coordenação 
motora grossa/ ampla e fina, promover a au-
tonomia, incentivar a imaginação e a interação.
Como fazer
Ofereça caixas de papelão para as crianças. 
Elas podem brincar em duplas.
As crianças empurram um dos lados do pape-
lão, simulando um carrinho de compras. Colo-
cam objetos dentro e depois tiram, colocando 
na “prateleira”. Assim, seguem caminhando e 
empurrando o “carrinho de compras”, princi-
palmente no caso das crianças menores. As 
crianças maiores podem arriscar um ritmo 
mais acelerado, como uma “corrida”.
Marque uma linha de partida e uma linha de 
chegada, e um percurso para a corrida. As 
crianças empurram um dos lados do papelão, 
colocam mais objetos dentro e levam-no na 
corrida, de um lado para o outro.
Na corrida, as crianças podem usar buzina, 
mudar de lado da caixa para dar ré ou mudar 
o sentido do percurso. 
Atenção para o piso liso e sem obstáculos que 
possam causar acidentes.
Palavras-chave
Atenção, trânsito, caixa, cesto, compras, obje-
tos, cuidado, buzina, corrida, lado. Carrinho de 
compras, linha de chegada, ré, sentido, percur-
so, direção. 
Segurar, andar, correr, bater, buzinar, parar, 
frear, olhar, acelerar, colocar, tirar, encaixar, em-
purrar, comprar.
Devagar, rápido, pesado, leve, firme, forte, pa-
ra frente, para trás. 
Para ajudar
Separe as crianças por grupos de idade ou agi-
lidade para disputar a corrida.
Indo além
Desafie a criança a levar e a trazer mais obje-
tos em seu carrinho. Além disso, desafie-as a 
carregar e a descarregar os objetos. 
Objetivos de aprendizagem
EI02ET06 Utilizar conceitos básicos de 
tempo (agora, antes, durante, depois, 
ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO07 Resolver conflitos nas interações e 
brincadeiras, com a orientação de um adulto.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo, e a relação social entre os bebês.
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BANHO DE CHUVA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de pequeno grupo.
Materiais:
• Mangueira, potes, baldes e objetos que podem 
molhar.
• Figuras impressas de momentos de higiene, 
entre eles, a “hora do banho”.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a brincadeira, a coordenação mo-
tora grossa/ ampla, promover a autonomia, 
incentivar a imaginação e a interação.
Como fazer 
Converse com as crianças sobre o uso da água 
em diversos momentos da rotina diária, desde 
a escovação dos dentes à hora do banho. 
Apresente figuras e brinque de dramatizar si-
tuações de vida diária. Indague às crianças 
quais partes do corpo podemos molhar com 
a água. Proponha a brincadeira de “banho de 
mangueira” no pátio.
Leve as crianças para o pátio, preferencialmen-
te, no momento mais quente do dia para brin-
car de banho de chuva com mangueira. 
Molhe as mãos, os pés e depois segure a man-
gueira apontada para cima deixando cair pin-
guinhos como a chuva. Cante e brinque com 
a água caindo no corpo.
As crianças podem tentar encher os baldes/ 
potes com a água que cai, podem fazer de 
conta que estão lavando os objetos, ou toman-
do banho. 
Molhar, refrescar, cair, cuidar, escorregar, en-
cher, derramar, chover, aguar, lavar, secar, se-
gurar, tomar banho. 
Molhada, fria, quente, escorregadio.
Para ajudar
Deixe a criança ir molhando, molhar o próprio 
corpo, estimule a ir pulando enquanto se mo-
lha para já sentir clima de brincadeira.
Indo além
Desafie a criança a levantar o objeto para en-
cher de água, carregar até o balde sem derra-
mar água no caminho.
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET02 Observar, relatar e descrever 
incidentes do cotidiano e fenômenos 
naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras. 
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Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar o Meio Ambiente e a Educação 
Ambiental com as crianças.
Palavras-chave
Água, chuva, pote, balde, calor, fresco, seco, 
mangueira, pingo, pingo d’água. 
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ARANHAS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais.
Bloco de atividade: Hora de pequenos grupos.
Materiais: Não tem. 
Objetivos Pedagógicos
Ampliar o repertório musical e de outras brin-
cadeiras de roda. 
Promover interação do grupo por meio da 
brincadeira.
Desenvolver coordenação motora ampla e fina.
Como fazer 
Converse com as crianças sobre os insetos que 
encontramos pelo jardim e até dentro de casa. 
Nomeie os mais conhecidos, como mosca, be-
souro, borboleta, barata e a aranha. Indague 
se eles conhecem alguns deles e deixe-os falar 
sobre suas experiências com os insetos. Você 
pode mostrar figuras com insetos variados. 
Fale sobre a aranha e suas características prin-
cipais: a quantidade grande de patas, muitas 
delas com o corpo peludo, que ela pode ser 
minúscula ou grande, que faz enormes teias 
de aranha no jardim ou nas paredes.
Cante e brinque com a música Dona Aranha 
(cantiga popular), fazendo o movimento com 
os dedinhos andando na parede, no chão, na 
janela, na porta, enfim, em vários lugares.
Desafie as crianças a imitar o movimento da 
aranha, fazer mímica movimentando com o 
corpo todo, andando apoiado nos pés e mãos 
de barriga para cima.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Meio Ambiente e a 
Educação Ambiental com as crianças.
Palavras-chave
Parede, aranha, chuva, Sol, chão, janela, corpo, 
pé, mão, barriga, pata, perna.
Subir, descer, cantar, brincar, imitar, cair, encos-
tar, derrubar, teimar, desobedecer, secar.
Teimosa, desobediente, forte, fraca, pesada.
Para ajudar
Mostre como imitar a aranha, se não conseguir, 
ajude a fazer o movimento como engatinhar, 
mas sem encostar o joelho no chão.
Indo além
Desafie a criança a seguir um percurso maior 
no movimento de aranha.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
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BALÕES PARA CIMA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de pequenos grupos.
Materiais: Balões/ bexigas.
Objetivos Pedagógicos
Ampliar o repertório musical e a linguagem oral. 
Promover interação do grupo por meio da 
brincadeira.
Desenvolver coordenação motora ampla e fina
Como fazer 
Apresente um cesto com balões. Cante e brin-
que com os movimentos e ritmos da música 
“Cai, cai, balão”. Converse com as crianças: ba-
lão rima com?. Você poderá responder para 
as crianças menores e as crianças maiores res-
ponderão também.Proponha, como parte da brincadeira, que a 
criança caminhe, engatinhe, salte de um ponto 
de partida até onde se encontra o cesto com 
balões. Quando a criança chegar, entregue um 
balão para cada criança.
Brinque de jogar para cima e ficar batendo no 
balão sem deixar cair no chão.
As crianças maiores poderão caminhar de volta 
ao ponto inicial com o balão entre as pernas.
Palavras-chave
Balão, criança, música, mão, pé, cores.
Jogar, cair, bater, pular, olhar, estar, voar, cuidar, 
estourar, machucar, ajudar, olhar. 
Cheio, vazio, alto, baixo, rápido, atento, cuida-
doso, machucado, para cima, para baixo. 
Para ajudar 
Ajude a criança a bater no balão quando ele 
estiver caindo e a seguir o balão com os olhos.
Indo além
Desafie a criança a cuidar do balão dela e dos 
colegas, para nenhum balão cair no chão.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e 
reconhecer rimas e aliterações em cantigas de 
roda e textos poéticos.
EI02CG03 Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
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Hora de Planejar/ 
Fazer / Lembrar
PIQUENIQUE
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar.
Materiais: Cesta, garrafa de suco, copo, toalha, 
biscoito ou bolacha, guardanapo, bolo, frutas.
Objetivos pedagógicos
Trabalhar a percepção gustativa, motora.
Estimular o compartilhamento social por meio 
do alimento.
Propiciar a investigação da curiosidade pela 
comida e pelo compartilhamento alimentar.
Como fazer 
Planeje: Converse sobre um piquenique em al-
gum lugar da comunidade, uma praça, ou mes-
mo em outro ambiente da escola. Planeje o dia 
que vai ser o piquenique, uma lista sobre os 
alimentos que vão levar, os utensílios que vão 
precisar, as brincadeiras que vão fazer, as mú-
sicas que vão cantar e os brinquedos que de-
sejam levar.
Faça o piquenique no dia combinado.
Reveja a lista e confira se os alimentos, os brin-
quedos, as músicas e os utensílios foram orga-
nizados conforme o planejamento. 
Para ajudar 
Faça sugestões de frutas, alimentos, disponí-
veis na escola, na estação ou na região para 
levar ao piquenique.
Indo além
Desafie as crianças a escolher lugares, brinca-
deiras para fazer no dia do piquenique.
Estimule conversas sobre como foi o piqueni-
que, onde foi, quem foi, como foram os prepa-
rativos, o que fizeram, de que brincaram, com 
quem, qual a sequência de eventos, do que 
mais gostaram. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e o civismo, a vida 
familiar e social na creche. 
Palavras-chave
Cesta, frutas, bolo, faca, garfo, prato, toalha, 
copo, guardanapo, sacola, lista.
Levar, comer, beber, descascar, cortar, guardar, 
carregar, brincar, fazer, preparar, embalar.
Arrumado, saboroso, doce, salgado, azedo, 
saudável. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF07 Manusear diferentes portadores 
textuais, demonstrando conhecer seus usos 
sociais.
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho). 
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PILHA DE COISAS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, 
lembrar.
Materiais:
• Objetos variados de plástico ou papelão que 
podem ser empilhados.
Objetivos pedagógicos
Trabalhar a percepção visual e do tato em re-
lação aos objetos.
Estimular o compartilhamento social por meio 
da atividade.
Propiciar a investigação da curiosidade pelas 
tarefas em comum.
Como fazer 
Planeje: O objetivo é planejar uma “constru-
ção” que vai precisar fazer uma pilha de obje-
tos. Quais objetos vai usar, que altura quer, 
quantos objetos vai empilhar, de que forma vai 
empilhar, em que lugar vai fazer a pilha?
Faça a pilha dos objetos.
Lembre-os dos planos e ajude-os a verificar se 
usaram a quantidade de objetos planejada, se 
ficou da altura, se conseguiram colocar na po-
sição desejada.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e civismo, a vida 
familiar e social na creche.
Palavras-chave
Objeto, coisa, pilha, blocos, nome dos vários 
Materiais:.
Escolher, planejar, empilhar, juntar, encostar, 
encaixar, cair, colocar de novo, equilibrar, 
apoiar. 
Em cima, embaixo, pesado, leve, maior, menor, 
alto, baixo.
Para ajudar 
Ajude a criança a escolher os objetos maiores 
embaixo e os menores em cima.
Indo além
Desafie a criança a fazer uma pilha mais alta 
que a anterior.
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora, em cima, embaixo, acima, 
abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma Faixa 
etária e adultos.
Vectors bySkop/Shutterstock
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PASSEIO NO SÍTIO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais. 
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, 
lembrar.
Materiais: 
• Imagens de animais que vivem no sítio: cavalo, vaca, 
boi, sapo, cachorro, rato, galinha, porco, peru.
Objetivos pedagógicos
Trabalhar a percepção visual e imagética.
Estimular o compartilhamento social por meio 
da vivência.
Propiciar a investigação da curiosidade pelas 
novidades da atividade.
Como fazer
Espalhe as imagens dos animais pelo espaço 
onde fará o passeio com as crianças.
Planeje: Converse anunciando que fará um pas-
seio pelo sítio. Ter certeza de que todos conhe-
cem o sentido da palavra sítio. Planeje: Como va-
mos para o sítio? Quais animais vamos ver? O 
que vamos fazer quando ver cada animal? O que 
vamos levar no passeio, quanto tempo vai durar?
Faça o passeio no sítio.
Reveja se a ida para o sítio foi como planejada, 
se encontraram os animais esperados, se o 
passeio durou o tempo esperado. 
Palavras-chave
Sitio, cavalo, galinha, cachorro, égua, vaca, boi, 
galo, gato, sapo, cerca. 
Passear, andar, ver, imitar, cuidar, juntar, pular.
Salto, perdido, cansado, escuro, velho, malha-
do, magro, cantora.
Para ajudar
Segure na mão da criança para fazer o passeio 
e imite junto os animais do sítio.
Indo além
Desafie a criança a imitar um animal que tem 
no sítio e não está nas imagens do passeio.
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET03 Compartilhar, com outras 
crianças, situações de cuidado de plantas e 
animais nos espaços da instituição e fora 
dela.
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
Em diálogo com os Temas 
Contemporâneos 
Transversais na BNCC: 
Aproveite a atividade de 
rotina para pensar o Meio 
Ambiente e a Educação 
Ambiental com as crianças.
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EU AQUI E ALI
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 anoe 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer e lembrar.
Materiais: Imagens de expressões faciais infantis.
• Livro: OLIVEIRA, J. B. A. Eu sou assim. Coleção 
Pequenos Leitores. Rio de Janeiro: Alfa e Beto, 
2010. (com fotos de expressão faciais de 
crianças bem pequenas em situações rotineiras) 
Como fazer 
Proponha planejar: Vamos fazer foto como as 
crianças do livro? Qual criança parece com vo-
cê? O que ela está fazendo? Planeje o que vai 
fazer para imitar: deitar-se, levantar pernas, 
escovar dentes, fazer careta, segurar um brin-
quedo na boca
Faça: Realize a atividade com uma criança de 
cada vez ou várias crianças.
Reveja: Ajude as crianças a se lembrar do que 
fizeram, quem fez, como fizeram, a ordem em 
que fizeram, os objetos.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras. 
Palavras-chave
Escolher, imitar, levantar, colocar, posicionar, 
cair, levantar, deixar.
Mão, dedo, boca, perna, braço, cara, careta, 
olho, brinquedo, pano. 
Alto, baixo, feio, feliz, chorando, sorrindo, ale-
gre, triste. 
Para ajudar
Ajude a criança a escolher uma imagem sim-
ples para imitar. Aponte detalhes do movimen-
to para imitar. 
Indo além
Desafie a criança a planejar e a fazer um mo-
vimento próprio para você fotografar. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02CG04 Demonstrar progressiva 
independência no cuidado do seu corpo.
EI02EO05 Perceber que as pessoas têm 
características físicas diferentes, 
respeitando essas diferenças.
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BARQUINHO DE BRINQUEDO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasias, 
mágicas.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar.
Materiais: Barquinhos de papel feitos com 
dobradura (para as crianças menores, use caixas 
pequenas de papelão); bacias com água ou 
piscina ou lugar para brincar na água com os 
barquinhos; e músicas relacionadas com viagem 
de barco/mar/ água/ onda.
<bullet> FRANÇA, E.; FRANÇA, M. O
barco. São Paulo: Ática, 2010.
Objetivos pedagógicos
Trabalhar a percepção auditiva, visual, tátil, 
motora.
Estimular a imaginação.
Propiciar a investigação de propriedades físicas.
Como fazer
Após ler para as crianças o livro indicado, pro-
ponha a elas uma viagem de barco de faz de 
conta. Planeje: O que vai levar o nosso barco? 
Quem será o capitão? (Uma criança de cada 
vez) Podemos levar um boneco como tripu-
lante? O que vamos levar no barco? Será que 
boia ou afunda? E o barco de papel, boia ou 
afunda? E o de isopor? 
Faça a viagem com o barquinho de papel ou de 
caixas de papelão, navegando ao vento sopra-
do pelas crianças maiores. 
Lembre-se: converse a respeito do que fize-
ram, como foi, o que aconteceu. Você poderá 
fazer algumas dobraduras de barco de papel 
na frente das crianças.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e civismo, 
a vida familiar e social na creche.
Palavras-chave
Barco, porto, capitão, tripulante, malas, origem, 
destino, mar, água.
Navegar, viajar, partir, zarpar, desembarcar, car-
regar, boiar, afundar, ventar, chover, molhar, 
boiar, afundar.
Profundo, forte, fraco, alto, veloz, lento, acele-
rado, longa, curta. 
Para ajudar
Fique ao lado da criança e ajude-a a soprar o 
barco, mostre com a mãozinha dela, na frente 
da boca, para aonde está indo o vento que ela 
está soprando.
Indo além
Desafie a criança a fazer o barco navegar mais 
depressa ou mais longe. 
 Objetivos de aprendizagem
EI02EF06 Criar e contar histórias 
oralmente, com base em imagens ou temas 
sugeridos.
EI02ET02 Observar, relatar e descrever 
incidentes do cotidiano e fenômenos 
naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02TS02 Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais.
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e 
diferenças entre as características e propriedades 
dos objetos (textura, massa, tamanho).
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MASSINHA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matérias, materiais, propriedades.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, lembrar.
Materiais:
• Massa de modelar caseira. Ingredientes da 
massa de modelar: 2 copos de farinha, 1/2 copo 
de sal, gotas de corante natural ou tinta guache, 
1 colher de chá de óleo, 1 copo de água. 
• Música: “Pão, pão, pão”, grupo Triii. Disponível no 
site: <htpp:grupotriii.com>, Acesso em: 07 set. 2020.
• Aparelho de som.
Objetivos pedagógicos
Incentivar a imaginação, trabalhar coordenação 
motora fina, desenvolver noções de matemática.
Como fazer 
Coloque a música “Pão, pão, pão”, do Grupo Triii 
(Disponível no site: <htpp:grupotriii.com>, Insta-
gram: <@grupotriii>. Acesso em: 07 set. 2020.) 
e convide as crianças a se movimentarem.
Em seguida, façam juntos uma massa caseira. 
As crianças maiores podem ajudar a medir e 
a colocar os ingredientes, enquanto as crian-
ças menores podem tocar na massa, misturan-
do-a com a mão e a ajuda do educador.
Planeje: Vamos brincar com massinha. O que 
vou modelar? Que tamanho vai ter, vai ser 
grande ou pequeno? Vou usar muita ou pou-
ca massa?
Faça a modelagem com massinha. Acompa-
nhe o trabalho das crianças e estimule a fala-
ram do que estão fazendo, com detalhes. 
Reveja se o produto ficou do tamanho, da for-
ma, do modelo planejado e se foram usados 
os acessórios.
*Professor: a relação entre o brincar e brinque-
do é uma reflexão importante. Será que dá pa-
ra brincar sem brinquedo? Existe uma grande 
variação de possibilidades de brincar sem um 
brinquedo pronto.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a 
brincadeira para pensar a cidadania e 
civismo, a vida familiar e social na creche.
Palavras-chave
Brinquedo, cobrinha, rolo, buraco, bola, círculo, 
modelo, massa, massinha, modelagem, nomes 
das peças ou partes.
Modelar, amassar, fazer, apertar, esticar. 
Grande, útil, bonito, interessante, diferente, 
criativo, mole, duro, macio, flexível. 
Para ajudar 
Ajude a fazer bolinhas e cobrinhas para mon-
tar bichinhos simples.
Indo além
Desafie a criança a criar uma escultura dife-
rente ou um objeto de decoração para a sa-
la de aula.
Objetivos de aprendizagem
EI02TS02 Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais.
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e 
diferenças entre as características e propriedades 
dos objetos (textura, massa, tamanho).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
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76
Para ajudar
Segure na mão da criança para ajudar a co-
locar o carrinho na rampa ou abaixe a altura 
da rampa.
Indo além
Desafie a criança a criar uma rampa maisalta 
para brincar com o carrinho.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma faixa etária 
e adultos.
EI02TS02 Utilizar Materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais.
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CARROS E RAMPAS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Meios de transporte.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer, 
lembrar.
Materiais: Carrinhos de brinquedo, tábua de 
madeira, caixa de papelão.
Objetivos pedagógicos
Estimular a imaginação, estimular a coordena-
ção motora fina, desenvolver relações espa-
ciais, reconhecimento de formas e cores e 
 ensinar a relação de causa e efeito.
Como fazer
Planeje como montar a rampa: o que vai ser-
vir de apoio, qual será a altura, onde vai ficar, 
até aonde os carros devem ir, vai precisar de 
apoio ou não, como apoiar a tábua, vai ficar 
firme ou não, quantos carrinhos podem des-
cer de cada vez.
Faça a rampa e brinque com os carrinhos.
Reveja se a rampa ficou na altura planejada, se 
ficou firme, se precisou ou não de apoio, se os 
carros chegaram no lugar previsto.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo, e a relação social entre os bebês. 
Além disso, aproveite para pensar a 
educação e a noção de direção (dentro, 
fora, em cima, ao lado etc.), que no futuro 
servirá para uma educação na cidade e 
no trânsito.
Palavras-chave
Carro, carrinho, pista, rampa, descida.
Montar, apoiar, segurar, soltar, escorregar, cor-
rer, acelerar, bater, desviar, subir, descer, cair, 
virar, trombar. 
Alta, íngreme, intensa, acelerado, forte, fraco. 
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O QUE VOU COMER?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio 
ambiente, plantas.
Bloco de atividade: Hora de planejar, fazer e 
lembrar.
Materiais: Dois ou três tipos de frutas e talheres 
necessários para descascar ou cortar as frutas.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver relações espaciais, trabalhar a percep-
ção auditiva, visual, tátil, motora, incentivar a 
integração.
Como fazer
Planeje: Converse com a criança dizendo que 
está na hora do lanche e ela vai escolher qual 
fruta quer para prepararem juntos. Ela escolhe 
a fruta e vai dizer se quer comer raspada, cor-
tada em pequenos pedaços, se quer pedaços 
maiores ou se quer morder direto. Preparar a 
fruta como a criança pedir, para ela lanchar. 
Os amigos podem oferecer as frutas uns para 
os outros.
Faça: Realize a atividade com uma criança de 
cada vez ou várias.
Reveja: Ajude as crianças a se lembrarem do 
que fizeram, quem fez, como fizeram, a ordem 
em que fizeram, os objetos.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a educação alimentar 
e nutricional prazerosa e em sociedade.
Palavras-chave
Fruta, pedaço, metade, semente, casca; frutas: 
maçã, banana, uva, melancia.
Lanchar, comer, cortar, picar, descascar, sabo-
rear, alimentar.
Grande, pequeno, doce, azedo, macio, saboro-
so, saudável.
Para ajudar
Escolha uma fruta para o seu lanche e mostre 
como vai prepará-lo.
Indo além
Desafie a criança a descascar uma parte da 
fruta que não exija uso de faca, ou retirar a se-
mente usando o movimento de pinça. Explo-
rando o contorno das frutas, você pode suge-
rir a escolha de uma fruta, colocá-la em cima 
do papel para a criança, com a sua ajuda, con-
tornar com giz de cera. Ao final, podem des-
cobrir, pelos contornos, quais são as frutas.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02CG05 Desenvolver progressivamente 
as habilidades manuais, adquirindo controle 
para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre 
outros.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e 
os adultos, buscando compreendê-los e 
fazendo-se compreender.
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DIVERSÃO GARANTIDA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Corpo, saúde, alimentação.
Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo.
Materiais: Giz de quadro; sacola; figuras que 
ilustram brincadeiras conhecidas.
• Livro: OLIVEIRA, J. B. A.; LARA, W. Vamos 
brincar. Coleção Pequenos leitores. Rio de 
Janeiro: Alfa e Beto, 2010.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora grossa/ am-
pla, desenvolver relações espaciais, trabalhar 
noções matemáticas, incentivar a integração 
do grupo.
Como fazer
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e leia a história: “Vamos brincar”, ressaltando 
as imagens das brincadeiras e as ações das 
crianças.
Desenvolva a conversa ouvindo cada criança, 
trocando ideias e questionando sobre as suas 
brincadeiras preferidas. 
Mostre a sacola com figuras de brincadeiras 
e peça para uma das crianças sortear uma 
imagem. Interaja com elas, estimulando e aju-
dando com pistas: Esta brincadeira é de pular 
com um pé só e feita com desenhos de qua-
drados e números no chão e é a preferida da... 
(dizer o nome da criança que foi citada ante-
riormente). Quem adivinha? Sim, amarelinha. 
Vamos brincar?
Desenhe com o giz de cera a amarelinha no 
chão e demonstre como brincar. Diga que eles 
deverão jogar um bloco no primeiro quadrado, 
pular com 1 pé, pegar o bloco e pular até o fi-
nal (céu) e começar novamente até o último 
quadrado, sem pisar na linha, sem deixar o blo-
co cair da mão e nem o pé levantado encostar 
no chão.
Palavras-chave
Amarelinha, brincadeira, giz, quadrado, bloco, 
pé, mão, céu, sacola, linha.
Números de 1 a 7
Cair, levantar, pular, pegar, conseguir, chegar, 
começar, terminar, equilibrar, pisar.
Rápido, atrás, à frente, dentro, fora.
Para ajudar
Busque fazer contato visual com a criança. Di-
ga o seu nome e perceba o quanto ela está 
envolvida com a brincadeira. Convide um dos 
amigos para fazer uma dupla e encorajá-la a 
dar os passos. Outra possibilidade é ela ajudar 
a desenhar os quadrados do jogo.
Indo além
Você pode fazer a amarelinha com quadrados 
coloridos e um dado de cores: a criança deve 
pular até a cor sorteada no dado e voltar.
Objetivos de desenvolvimento
EI01CG03 Imitar gestos e movimentos de 
outras crianças, adultos e animais.
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio 
social nas interações e brincadeiras.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a 
brincadeira para pensar a cidadania e o 
civismo. Esta atividade é um modo de 
refletir sobre a vida social e vida em grupo 
do trabalho coletivo e em grupo.
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ADIVINHA ATÉ AONDE CONSIGO CHEGAR
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Eu, família, amigos, comunidade.
Blocode atividade: Hora de brincar com o corpo.
Materiais: Livro: MACBRATNEY, S. Adivinha o 
quanto eu te amo. São Paulo: Martins Fontes, 
2011.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora grossa/ ampla, 
desenvolver relações espaciais, desenvolver a 
brincadeira, incentivar a integração do grupo.
Como fazer
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e leia a história: “Adivinha o quanto eu te amo”, 
ressaltando as imagens, as personagens e suas 
ações do pai e filho.
Espiche a conversa ouvindo cada criança, tro-
cando ideias e questionando sobre as suas 
brincadeiras feitas com os seus pais em casa 
ou no parque. 
Convide as crianças para a brincadeira sobre 
família: Mamãe, posso ir?
Uma pessoa será a “mamãe” ou o “papai” do 
jogo.
Duas linhas são desenhadas no chão. De um 
lado, fica a “mamãe”, do outro, as crianças.
Uma de cada vez, elas tentam chegar até a 
“mamãe”, repetindo o seguinte diálogo:
“– Mamãe, posso ir? 
– Pode. – A “mamãe” responde.
– Quantos passos?”
A “mamãe” escolhe um número e o tipo de pas-
so que o participante vai ter que dar. Por exem-
plo, dois passos de passarinho (bem pequenini-
nhos). Se forem de cachorro, a criança terá que 
andar em quatro apoios, mas se forem de elefan-
te, ela terá que dar dois passos bem grandões. 
Quem chegar até a “mamãe” ou o “papai”, con-
seguirá completar o desafio!
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a 
brincadeira para pensar a cidadania e o 
civismo. Esta atividade é um modo de 
refletir sobre a vida social e vida em grupo 
do trabalho coletivo e em grupo.
Palavras-chave
Mamãe, papai, família, amor, passos, linha, de-
safio, jogo.
Número de 1 a 5.
Jogar, brincar, caminhar, pular, saltar, aproxi-
mar, chegar, conseguir, escolher. 
Pequeno, grande, curto, longo.
Perto, longe, ao lado, na frente, atrás, distante.
Para ajudar
Busque contato visual com as crianças, cha-
mando-as pelo nome. Ajude as crianças a rea-
lizar os movimentos. Repita algumas vezes os 
movimentos dos animais.
Indo além
Você também poderá propor que os movimen-
tos da brincadeira “Mamãe, posso ir?” sejam 
os mesmos dos coelhos, personagens da his-
tória contada, “Adivinha o quanto eu te amo”.
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02CG03 Explorar formas de 
deslocamento no espaço (pular, saltar, 
dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado 
e solidariedade na interação com crianças 
e adultos.
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UM PASSEIO DIFERENTE
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creches, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade:
Hora de brincar com o corpo.
Materiais: bambolês, tiras largas de papelão, 
carros de brinquedo, imagens de meios de 
transporte. 
• Livro: OLIVEIRA, J. B. A.; LARA, W. Meios de 
transporte. Coleção Pequenos leitores. Rio de 
Janeiro: Alfa e Beto, 2010.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver relações espaciais, desenvolver a brin-
cadeira, incentivar a integração do grupo.
Como fazer
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e converse com elas sobre os transportes, as 
ruas, os carros que transitam pela cidade, es-
perando as suas reações e falas. Leia a história: 
“Meios de transporte”, ressaltando as imagens, 
as cores, as formas dos transportes, especial-
mente os carros.
Corte largas tiras de papelão para montar a pis-
ta, a faixa de pedestre, a linha de trem, as mar-
cas do trânsito que eles observam na rua. No 
final do trajeto, coloque carros de brinquedo.
Mostre à criança como passar pelo trajeto, se-
guindo as regras de andar na rua e no bairro, 
além de esperar a vez dos amigos e andar com 
o carro lado a lado com um deles.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo, e a relação social entre os bebês. 
Além disso, aproveite para pensar a 
educação e a noção de direção (dentro, fora, 
em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá 
para uma educação na cidade e no trânsito.
Palavras-chave
Túnel, estrada, rua, cidade, poste, caminho, carro, 
bambolês, papelão, trajeto, faixa, calçada, placa.
Caminhar, engatinhar, atravessar, parar, come-
çar, olhar, cuidar, dirigir, acelerar, frear, reduzir, 
ultrapassar.
Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar.
Para ajudar
Comece o trajeto junto com a criança, pegando 
na sua mão para que ela se sinta encorajada. 
Indo além
Mostre à criança dois círculos, um verde e ou-
tro vermelho e dê o comando: se aparecer o 
verde, as crianças podem seguir adiante, se 
aparecer o vermelho, todos devem parar. 
Durante a brincadeira, podem ouvir a canção: 
“Motorista” (cantiga de roda popular, autor 
desconhecido).
 
Objetivos de aprendizagem
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
EI02EF07 Manusear diferentes portadores 
textuais, demonstrando reconhecer seus 
usos sociais.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas. 
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UM BANHO DE CACHOEIRA DIFERENTE
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos e ciclos.
Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo.
Materiais: Fitas adesivas, colchões de 
espuma,elásticos e fitas coloridas.
• Livro: MACHADO, A. M. Banho sem chuva. São 
Paulo: Salamandra, 1988. 
Objetivos pedagógicos: 
Reconhecer onde há água no planeta e esti-
mular a curiosidade pelo mundo natural.
Como fazer
Converse com as crianças sobre as cachoeiras, 
rios e oceanos. Mostre imagens de diferentes 
tipos de reservatórios naturais de água e in-
centive as crianças a falarem sobre suas expe-
riências nesses ambientes. 
Leia uma história com cachoeira, como a indi-
cada no item Materiais. Convide as crianças 
para um passeio na floresta em busca de uma 
cachoeira. 
Faça um caminho com fitas adesivas para as 
crianças passarem no meio do caminho sem 
encostar na linha. Em seguida, forme uma fila 
com blocos com o desafio de caminhar sobre 
os blocos sem perder o equilíbrio até chegar 
à “cachoeira”. Neste local, amarre uma fita elás-
tica em duas pontas com várias fitas azuis e 
brancas. Convide as crianças para atravessar 
bem abaixadas ou com os braços levantados 
até encostar nas “águas da cachoeira”.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais.
Palavras-chave
Cachoeira, água, fitas, linhas, blocos, caminho, 
passeio, chão, banho.
Atravessar, equilibrar, parar, começar, esperar, 
subir, andar, cair, mexer, tocar, encostar.
Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar.
Para ajudar 
Busque o contato visual da criança e convide-
-a para brincar. Você pode propor que as crian-
ças caminhem em duplas em alguns pontos 
do percurso. Para tornar a brincadeira mais 
convidativa, pode ser colocado ao fundo sons 
de cachoeira. 
Indo além
Embaixo da cachoeira pode ser colocado um 
cesto e as crianças poderão lançar bolas colo-
ridas dentro do cesto, como se fossem peixes. 
 Objetivos de aprendizagemEI02ET02 Observar, relatar e descrever 
incidentes do cotidiano e fenômenos 
naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02EF04 Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, 
identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas. 
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QUE ANIMAL EU SOU?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais.
Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo.
Materiais:
• Imagens impressas de animais.
• Canção: “Se eu fosse...”, Grupo Tiquequê. 
Disponível em: <http://www.tiqueque.com/>. 
Acesso em: 07 set. 2020.
Objetivos pedagógicos
Pesquisar e reconhecer sobre os animais e suas 
características.
Estimular a curiosidade pelo mundo natural.
Como fazer 
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e converse com elas sobre os animais. Mostre 
fichas com imagens de diversos animais, espi-
chando a conversa descrevendo característi-
cas, perguntando às crianças sobre os seus 
conhecimentos a respeito de cada animal.
Apresente a brincadeira: Se você fosse um bi-
cho, qual você seria? A criança responde e diz 
algo sobre o porquê da sua escolha. 
Convide as crianças a dançar e a imitar os ani-
mais que aparecem na sequência da música 
“Se eu fosse...”, Grupo Tiquequê (Disponível 
em: <http://www.tiqueque.com/>. Acesso em: 
07 set. 2020).
Os animais da canção são: formiga, bicho-pre-
guiça, crocodilo, macaco, tartaruga, papagaio, 
galinha, elefante. As crianças deverão repro-
duzir os movimentos corporais característicos 
de todos eles, acompanhando a canção.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais.
Palavras-chave
Animais, movimentos, corpo, posições, música.
Pular, engatinhar, correr, andar, dançar, parar, 
imitar.
Rápido, lento, forte, valente, tranquilo, baru-
lhento (características dos animais que apare-
cem na música).
Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar.
Para ajudar
Use cartões com imagens para facilitar a iden-
tificação dos animais pelas crianças. Elas po-
dem escolher quais deles preferem imitar.
Incentive as crianças a participarem da brin-
cadeira iniciando os movimentos. O papagaio 
voa, que brincar de voar comigo? Olhe, o seu 
amigo parece uma borboleta. Quer tentar?
Indo além
Os cartões com imagens podem ser usados 
para uma nova atividade: uma pesquisa em re-
vistas. As crianças podem identificar caracte-
rísticas dos ambientes dos animais, como o 
céu para o papagaio, a floresta para o macaco, 
por exemplo. 
 
Objetivos de aprendizagem
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou temas sugeridos.
EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, 
situações de cuidado de plantas e animais 
nos espaços da instituição e fora dela. 
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A HISTÓRIA DA SERPENTE
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore e costumes.
Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo.
Materiais:
• Lenda “Boitatá”.
• Canção “História da Serpente”.
• Grupo Triii - Livro/ CD Brasil for Children. 
(Disponível em: <http://www.tiqueque.com/>. 
Acesso em: 07 set. 2020)
Objetivos pedagógicos
Pesquisar e reconhecer sobre os animais e len-
das folclóricas culturais.
Estimular a curiosidade pelo mundo natural.
Como fazer
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e converse com elas sobre as lendas e folclo-
res, dentre eles, a da serpente Boitatá;
Conte às crianças sobre a serpente que, du-
rante uma noite de muita tempestade, ilumi-
nou-se toda com um fogo sobre a sua cabeça, 
iluminando e protegendo a floresta.
Incentive as crianças a conversar, trocar ideias 
com os outros amigos: Vocês conhecem ou-
tros animais da floresta?
Convide as crianças a brincarem de “A história 
da serpente”, como o Boitatá: Uma criança de-
verá iniciar a brincadeira sendo a serpente. En-
quanto cantam a música, transcrita a seguir, 
ela chama uma criança de cada vez para pas-
sar engatinhando por baixo das suas pernas e 
engatar na serpente formando seu rabo (em 
forma de trem). A brincadeira continua até que 
todas as crianças tenham formado o rabo. 
“– Essa é a história da serpente;
– Que desceu do monte;
– Você também (aponta para uma criança);
– É um pedaço do meu rabão”
Canção “História da Serpente”. Grupo Triii – Li-
vro/CD Brasil for Children. Disponível em: 
 <http://www.tiqueque.com/>. Acesso em: 07 
set. 2020.
Palavras-chave
Serpente, lendas, floresta, brincadeira, rabo, 
monte, música, pernas. 
Caminhar, arrastar, engatinhar, abaixar, descer, 
levantar, formar, acrescentar, montar.
Comprida, grande, longa, corajosa, protetora, 
iluminada, rastejante, enorme.
Em frente, atrás, ao lado, acima, no meio, den-
tro, fora.
Para ajudar
Busque o contato visual da criança e a convi-
de para brincar. Comece a brincadeira dando 
as mãos para que ela se sinta encorajada a 
passar por baixo das pernas da “serpente”.
Indo além
Junte várias tiras de jornal ou papel colorido em 
forma de elos e monte uma enorme serpente 
com as crianças. Conte com elas quantos elos 
foram necessários para formar a serpente.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais.
Objetivos de aprendizagem
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, 
com base em imagens ou 
temas sugeridos.
EI02EO04 Comunicar-
se com os colegas e os 
adultos, buscando 
compreendê-los e 
fazendo-se compreender.
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1, 2, 3, INDIOZINHOS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasia, 
mágica. 
Bloco de atividade: Hora de brincar com o 
corpo.
Materiais:
• 1 lençol ou pano grande.
• Blocos de encaixe (Lego ou outros) 
Objetivos pedagógicos
Incentivar o faz de conta, estimular a coorde-
nação motora grossa/ ampla, desenvolver re-
lações espaciais, desenvolver a brincadeira, in-
centivar a integração do grupo. 
Como fazer 
Após cantar diversas músicas na roda, propo-
nha uma atividade baseada na música “1, 2, 3 
indiozinhos”, cantiga de roda popular.
Estique um grande lençol ou pano no chão e 
convide as crianças a se sentarem ou a se dei-
tarem no tecido. Puxe delicadamente como se 
fosse um barco dando voltas pela sala.
Em cima do “barco”, faça movimentos com os 
braços para cima e para baixo, remando, e pro-
ponha às crianças que elas façam o mesmo: 
Muito bem, vamos remar!
Olhem só, um jacaré se aproximou, vamos nos 
esconder! Todos se deitam e se cobrem com 
o pano.
Depois: agitar as pernas, sacudir pernas e pés, 
mexer para cima e parabaixo: nadando como 
os índios.
Incentive as crianças a levantarem e a abaixa-
rem para se exercitarem no barco e levantarem 
a perna ou pularem para sair do pano para o 
chão novamente, terminando o “passeio de 
barco com os indiozinhos”.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras.
Palavras-chave
Rio, barco, pernas, pés, braços, cabeça, barco, 
índios, jacaré, pano, lençol, movimentos, chão.
Pular, agitar, balançar, nadar, remar, esconder, 
abaixar, levantar, deitar, sacudir, olhar, cantar, 
parar.
Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar, 
para cima, para baixo.
Para ajudar
Se a criança permanecer deitada, deixe-a es-
colher um animal para se sentar no lençol ou 
pano junto com ela. 
Indo além
Desafie a criança a contar os 10 indiozinhos, 
que podem ser representados por blocos de 
Lego e colocados dentro do pano. 
Uma variação à brincadeira é uma criança ser o 
jacaré e as demais ficarem bem escondidas no 
pano e saírem quando “ele dormir”, se acordar, 
devem correr, engatinhar ou andar depressa.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02ET07 Contar oralmente objetos, 
pessoas, livros etc., em contextos diversos.
EI02CG03 Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
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SACOLA COM PEDRA E PAPEL
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matérias, materiais, propriedades.
Bloco de atividade: Hora de brincar com o corpo.
Materiais:
• 1 sacola.
• Figuras impressas em tamanho maior de pedra, 
papel, construções feitas com pedras (casas, 
edifícios, calçadas) e materiais produzidos com 
papel (caderno, livro, papel higiênico).
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora grossa/ ampla, 
a coordenação motora fina, desenvolver rela-
ções espaciais, desenvolver a brincadeira, incen-
tivar a curiosidade sobre os elementos naturais.
Como fazer 
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e converse com elas sobre os tipos materiais 
e suas características. Cite exemplos de obje-
tos com cada tipo de material: calçadas de pe-
dra, caderno com papel, cadeira com madeira, 
dentre outros.
Apresente as figuras dos diferentes elementos 
e materiais e do que podemos construir com 
eles, indagando se eles os conhecem: Isso mes-
mo, é a pedra! Ela é pesada ou leve? E o papel? 
É um material áspero ou macio?
Explique a brincadeira mostrando o saco de 
figuras maiores. As figuras irão aparecer e, 
quando a professora apitar e levantar uma fi-
gura, as crianças levantarão um dos pés se for 
pedra ou algo feito com pedra, irão bater pal-
mas se for papel ou algo feito com papel. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
e a brincadeira para pensar a cidadania e 
civismo, a vida familiar e social na creche.
Palavras-chave
Papel, pedra, madeira, jogo, sacola, figura, 
 música, mão, dedos, braço, caderno, calçada, 
brincadeira.
Pegar, tentar mostrar, levantar, abrir, fechar, to-
car, parar, conseguir, combinar. 
Macio, duro, pesado, leve, aberto, fechado.
Rápido, devagar, em cima, embaixo.
Para ajudar
Perceba se uma criança precisa de um tempo 
maior para mostrar a mão ou o pé, como pe-
dra e papel. Pergunte se ela deseja brincar jun-
to com um amigo.
Indo além
Você pode trazer vários tipos de papéis, inclu-
sive o tipo pedra para fazer construções variadas, 
com desenho e pintura. No caso das crianças 
maiores, você ainda pode usar a dobradura.
Objetivos de aprendizagem
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho).
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
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Hora de Brincar 
com as mãos
CARIMBOS COM TINTA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços, creche, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de brincar com as 
mãos.
Materiais:
• Papel pardo ou lençol.
• Tinta guache ou tinta natural.
• Água.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora grossa/ am-
pla, a coordenação motora fina, desenvolver 
relações espaciais, desenvolver a brincadeira.
Como fazer
Dissolva a tinta em um pouco de água.
Comece a atividade pintando as mãos, os de-
dos ou os pés das crianças e os convide a ca-
rimbar as pegadas no papel ou lençol, forman-
do uma grande pintura.
À medida que cada criança carimba, a pintura 
ganha forma e cores. As cores podem variar 
nas crianças. Se for um grupo pequeno, cada 
criança poderá ter uma cor.
Após a pintura, o desafio é tentar identificar 
de quem são os carimbos impressos no papel 
ou no lençol.
Converse e espiche a conversa sobre as for-
mas de arte encontradas nos muros e ruas da 
cidade, pois muitas cidades usam esse tipo de 
arte nas decorações públicas.
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Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e civismo, 
a vida familiar e social na creche. 
Palavras-chave
Pés, tinta, papel, lençol, água, pegadas, chão, 
pintura, mão, dedo, digital, carimbo. 
Caminhar, andar, pular, misturar, pisar, carim-
bar, imprimir, enfeitar, decorar, colorir.
Colorido, enfeitado, curto, comprido, forte, 
suave. 
Em frente, atrás, ao lado, depressa, devagar.
Para ajudar 
Faça a atividade em uma folha de papel com 
a criança para que ela perceba como é a 
 brincadeira.
Indo além
Desafie a criança a fazer carimbos só dos de-
dos do pé. 
Outra possibilidade é construir uma figura 
maior, feita de carimbos da turma toda, como 
um galo feito de polegares ou uma árvore em 
que a copa seja feita com o carimbo dos pés 
das crianças.
Você também pode incentivar a criança a com-
parar os tamanhos de polegares, dedos, mãos 
e pés com base nos carimbos, trabalhando no-
ções de diferentes grandezas, como largura. 
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Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
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TÚNEL ENFEITADO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de brincar com as 
mãos.
Materiais:
• Caixa grande de papelão.
• Flores de tamanho médio a grande de tecido.
• Rolos de papel toalhaspreviamente pintadas.
• Pedaços de tecido.
• Fio de lã ou barbante.
• Imagens impressas das obras de Beatriz 
Milhazes, como “Gamboa”, 2010.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora grossa/ am-
pla, a coordenação motora fina, desenvolver 
relações espaciais, desenvolver a brincadeira.
Como fazer
Apresente imagens impressas das telas colo-
ridas e delicadas de Beatriz Milhazes para um 
grupo pequeno de crianças. 
Crianças devem observar as marcas típicas da 
pintora: cores, formas, círculo, as flores e os 
arabescos nas esculturas criadas pela artista. 
Inspirados nas obras das artistas com elemen-
tos suspensos, proponha às crianças a cons-
trução de um grande túnel com elementos sen-
soriais. Use caixa de papelão grande como 
estrutura para o túnel furado previamente na 
parte superior.
Em seguida, os fios de lã são enrolados na pon-
ta com fitas adesivas, os fios são cortados em 
diversas alturas e as crianças maiores enfiam 
pétalas de flores de tecido, tipo de colares ha-
vaianos, rolos de papel coloridos, pedaços de 
tecidos brilhantes emborrachados, entre ou-
tros elementos.
Compare os tamanhos dos fios, se curtos ou 
compridos, e escolha a posição da amarração 
com auxílio do adulto. 
A brincadeira é a criança caminhar, rastejar ou 
engatinhar sentindo e tocando nos objetos 
pendurados. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e o civismo, e a 
relação social entre os bebês. Além disso, 
aproveite para pensar a educação e a noção 
de direção (dentro, fora, em cima, ao lado 
etc.), que no futuro servirá para uma 
educação na cidade e no trânsito.
Palavras-chave
Túnel, flor, fio, lã, rolo, tridimensional, tecidos, 
cores, formas, círculo, escultura, tinta, suspenso.
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Objetivos de aprendizagem
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos 
objetos (textura, massa, tamanho).
EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com 
diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, 
notícias etc.).
EI02TS02 Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), 
explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.
Enfeitar, prender, unir, combinar, amarrar, en-
rolar, cortar, comparar, enfiar.
Colorido, enfeitado, curto, comprido, forte, suave.
Em cima, embaixo, ao lado, depressa, devagar.
Para ajudar 
Busque o contato visual da criança e convide-
-as para brincar. Pergunte se gostam de flores, 
deixe-as tocar e sentir as texturas dos elemen-
tos do túnel.
Indo além
Você pode apresentar flores naturais para que 
as crianças sintam o perfume. Mas antes é 
importante verificar com os familiares e 
 responsáveis se há crianças alérgicas, evitan-
do a exposição delas a esse tipo de elemento. 
É importante evitar também as flores que 
exalam odor muito acentuado, pois os chei-
ros fortes podem enjoar especialmente as 
crianças menores. 
Faça um móbile grande circular com um 
 bastidor de madeira de artesanato, com 
 elementos sensoriais. 
Aproveite para compor o móbile com obje-
tos de diferentes texturas combinadas com 
a madeira, oferecendo uma experiência sen-
sorial mais diversificada às crianças. 
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BAGUNÇA DOS BICHOS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais.
Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos.
Materiais: Papel branco, figuras de revistas e 
impressas de animais, hidrocor e cola branca.
• Reprodução da obra: “A Cuca”, 1924, Tarsila Amaral.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desenvol-
ver relações espaciais, desenvolver a brincadeira. 
Como fazer
Converse com as crianças sobre os animais. Ex-
plique que cada um tem as suas características, 
um som correspondente, etc.
Mostre a pintura indicada e fale sobre os ani-
mais do quadro, conte que Tarsila gostava de 
inventar animais. Ela descreveu o quadro que 
criou como tendo “um bicho esquisito, no meio 
do mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho 
inventado”.
Faça questionamentos, como: Quais animais 
aparecem no quadro? Como eles são? O que 
estão fazendo? De que cores são?
Chame atenção para as cores vivas e vibrantes 
que a artista usou. Proponha a atividade: mon-
te animais diferentes. Para isso, cada criança 
poderá escolher dois bichos e pensar em como 
eles seriam se estivessem unidos cada um com 
uma parte do corpo do outro: Um urso com 
cauda de baleia? Um macaco com pernas de 
galinha? É possível? Que bagunça na natureza!
Auxilie as crianças nas etapas de recortar e de 
colar as imagens no papel. Por fim, incentive-
-as a nomear os animais inventados. 
 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar o meio ambiente e a educação 
ambiental por meio do amor aos animais.
Palavras-chave
Animais, bichos, corpo, características, som, 
cores, papel, tesoura, figura, Cuca, quadro, pin-
tura, nome dos animais.
Colar, recortar, unir, montar, criar, inventar, ad-
mirar, escolher, procurar, experimentar.
Esquisito, engraçado, inventado, grande, pe-
queno, diferente metade, inteiro.
Advérbio: aqui, ali, em cima, embaixo, ao lado.
Para ajudar
Busque o contato visual e convide a criança pa-
ra brincar, chamando-a pelo nome. 
Indo além
Faça uma nova proposta das crianças dese-
nharem o próprio animal inventado, do jeito 
que elas imaginarem: cabeça, troncos e mem-
bros (no caso das crianças menores, algumas 
formas geométricas podem ajudar).
Objetivos de aprendizagem
EI02CG05 Desenvolver progressivamente as 
habilidades manuais, adquirindo controle para 
desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
EI02EF08 Manipular textos e participar de 
situações de escuta para ampliar seu 
contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora, em cima, embaixo, acima, 
abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, 
durante e depois). 
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UM COLAR ENFEITADO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos.
Materiais: Macarrão (tipo penne), anilinas 
comestíveis, lã ou elástico, vasilhas e fita adesiva.
• Livro: MACHADO, A. M. Menino Poti. São Paulo: 
Salamandra, 1988.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver relações espaciais, desenvolver a brin-
cadeira e a imaginação.
Como fazer 
Faça a leitura do livro indicado, evidenciando as 
relações entre as onomatopeias e as imagens. 
Destaque as vestimentas das personagens e, 
então, proponha às crianças que confeccionem 
um colar como o da personagem Poti.
Para isso, tinja previamente o macarrão com 
anilina, pois eles serão as contas do colar. Dis-
ponha as contas coloridas em vasilhas separa-
das ao alcance das crianças. Prenda um peda-
ço de fita adesiva bem enrolada na ponta da lã 
onde as “contas” serão enfiadas. Mostre como 
fazer o colar segurando em uma das pontas da 
lã e enfiando a conta por dentro do fio.
Proponha que as crianças enfiem as contas de 
macarrão, escolhendoas cores. Ao término da 
atividade, dê um nó duplo nas pontas da lã e 
estará finalizado o colar.
Nem todas as comunidades indígenas utilizam 
esse tipo de adorno, então cuidem para que 
esse elemento não seja diretamente atrelado 
à imagem dos povos indígenas, evitando ex-
pressões como “colar de índio”.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras. 
Palavras-chave
Indígena, colar, menino, mico, bananas, vasi-
lhas, contas, pontas, lã, elástico, nó.
Observar, enfiar, enfeitar, montar, tingir, esco-
lher, decorar.
Colorido, belo, enfeitado, comprido.
Ao lado, à frente, antes, depois.
Para ajudar 
Antes de começar a brincadeira, estimule a 
criança a tocar nas contas de macarrão. 
Indo além
Você pode fazer com as crianças uma culinária 
com bananas, como cookies, feitos com aveia e 
banana bem madura. Amasse os ingredientes, 
deixando em forma de bolas e coloque no forno.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras.
EI02EO05 Perceber que as pessoas têm 
características físicas diferentes, 
respeitando essas diferenças.
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CAMALEÃO DISFARÇADO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasias e mágicas.
Bloco de atividade: Hora de brin car com as mãos.
Materiais: 2 pratos plásticos descartáveis, ilhós, 
caneta para marcar o meio dos pratos; tesoura ou 
estilete para recortar a figura; tinta guache de 
cores variadas, pincéis e fita adesiva.
• Canção: “Camaleão”, Palavra Cantada. 
Disponível em: <http://palavracantada.com.br/>. 
Acesso em: 08 set. 2020.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver a brincadeira e a curiosidade pelos ele-
mentos naturais.
Como fazer 
Mostre a imagem de um camaleão, um animal 
que, para se proteger de predadores, costuma 
mudar de cor. Explique que ele se camufla, dis-
farça-se como as pessoas que colocam fantasias. 
Convide as crianças para pintar um camaleão 
e criar um brinquedo que mostra o camaleão 
mudando de cor, a camuflagem do camaleão.
Em um dos pratos de plástico descartável, re-
corte a forma de um camaleão (O adulto au-
xilia nesta parte da atividade). Distribua tinta 
guache e pincéis para as crianças.
Incentive que as crianças pintem todo o prato 
de plástico com as cores escolhidas espalhando 
bem e fazendo diversas misturas de cores. 
Deixar secar. Em seguida, entregue o brinquedo 
(previamente unido em dois pratos, com os 
ilhós, que devem ser cobertos de fita adesiva, 
por segurança), mostre como funciona e deixe 
que observem o efeito. Enquanto o prato que 
está atrás gira, o camaleão muda de cor. Apro-
veite para indagar quais cores as crianças veem.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade de 
rotina para pensar a cidadania e o civismo, e a 
relação social entre os bebês. Além disso, a 
educação e a noção de direção (dentro, fora, 
em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá 
para uma educação na cidade e no trânsito.
Palavras-chave
Camaleão, cores, camuflagem, mágica, mudan-
ça, tinta, pratos, ilhós, percevejo, pincel, preda-
dores, plástico, fantasias.
Girar, mudar, camuflar, disfarçar, rodar, esco-
lher, tocar, observar, surpreender.
Ao lado, em frente, atrás, no meio, onde, todo, 
bastante.
Para ajudar
Você pode perguntar a cada criança se ela 
 necessita de apoio para girar o prato e ver o 
efeito do camaleão.
Indo além
Você pode associar esta atividade com uma que 
trabalhe a mistura de tintas de duas cores, trans-
formando-se em uma nova cor. Enquanto fazem 
a brincadeira, pode colocar a música indicada.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02CG05 Desenvolver progressivamente as 
habilidades manuais, adquirindo controle para 
desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
EI02TS02 Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, massa 
de modelar), explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e volumes ao criar 
objetos tridimensionais.
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MÃOS SENSORIAIS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matéria, materiais, propriedades.
Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos.
Materiais:
• Luvas de látex descartáveis. 
• Ingredientes como arroz, feijão, lentilha, farinha, 
aveia ou café.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver a brincadeira.
Estimular a criatividade ao criar possibilidades 
de brincadeiras e a curiosidade pelos elemen-
tos naturais.
Como fazer
Encha luvas de látex com materiais de textu-
ras diferentes, como o arroz, feijão e a lentilha. 
Pode usar farinha, aveia ou café. Depois, dê um 
nó bem apertado na luva para que o material 
fique seguro lá dentro.
Entregue luvas para as crianças e converse 
com elas sobre as texturas, contato, a movi-
mentação dos grãos dentro da luva de látex.
Chame a atenção para as mãos das crianças: 
Vamos preparar as nossas mãos para descobrir 
coisas novas? Induza que as crianças movimen-
tem as mãos: Hoje vamos conhecer um material 
com o mesmo formato das nossas mãos.
Diga, por exemplo:
 ͥ Olhem como as luvas são parecidas com as nos-
sas mãos!
 ͥ Elas têm o mesmo formato!
 ͥ Elas são maiores ou menores que as nossas mãos?
 ͥ Podem bater palmas!
 ͥ Podem dar tchau!
 ͥ Podem fazer carinho.
 ͥ Vamos apertar e sentir a textura das luvas.
 ͥ Vamos apertar com as duas mãos.
 ͥ O que mais nossas mãos podem fazer. 
Deixe a criança estimular a nova textura e es-
piche a conversa sobre isso, respondendo per-
guntas com mais perguntas.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e o civismo, e a 
relação social entre os bebês.
Palavras-chave
Textura, mãos, palmas, luvas, dedos, cinco, grãos, 
fibras, saúde; ingredientes (arroz, feijão etc.). 
Pegar, dobrar, apertar, tocar, sentir, apontar, 
grudar.
Maior, menor, fria, quente, dura, macia, embor-
rachada.
Para ajudar
Entregue uma luva vazia para criança sentir 
que é um objeto usado por médicos, enfermei-
ros e que não há riscos.
Indo além
Desafie a criança a encher uma luva com no-
vos grãos ou ar. 
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos 
de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
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Hora de Brincar 
com os números
O OUTRO LADO DO MURO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços, creche, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais:
• Livro: AGEE, J. O muro no meio do livro. São 
Paulo: Pequena Zahar, 2019.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver relações espaciais, desenvolver a brin-
cadeira e a imaginação.
Como fazer 
Sente-se com um pequeno grupo de crianças e 
leia o livro indicado da seguinte maneira: Abra 
em uma página, leia e mostre as imagens do li-
vro, associe as imagens ao vocabulário utilizan-
do sons e onomatopeias. Observe as reações 
das crianças. 
Converse com as crianças sobre as posições: 
frente, atrás, ao lado, do outro lado, em cima, 
embaixo. O que nós enxergamos se olhamos 
de perto? E de longe? Faça movimentos cor-
porais com as crianças e promova desloca-
mentos no espaço para mudar a posição e tra-
ga uma possibilidade de olhar diferente. 
Observe as reações e respostas das crianças 
e interaja com elas.
Faça várias marcações no chão e convide to-
dos a se movimentarem tranquilamente, pres-
tando atenção no que veem e, quando fizer 
um som, todos param e mudam o movimento: 
Quem está em pé desce com o topo da cabe-
ça no chão e vê tudo de baixo para cima. Quem 
está de um lado, vire de costas. Quem estava 
olhando de longe, que chegue bem perto. Pe-
ça que as crianças digam o que viram de for-
ma diferente ou o que não tinham enxergado 
em uma determinada posição que poderiam 
ver de um outro lado.
Palavras-chave
Posição, corpo, movimento, chão, céu, lado, 
som, cabeça, pé.
Andar, olhar, mudar, mexer, modificar, virar, 
descer, subir, parar.
Diferente, novo, interessante, novidade, curioso.
Frente, atrás, em cima, embaixo, longe, perto, 
ao lado, do outro lado.
Para ajudar
Busque o contato visual com a criança e a con-
vide a brincar. Como um apoio a mais, incentive 
um amigo a ajudá-la a se movimentar. Eles po-
dem perceber algo de forma diferente em dupla.
Indo além
Apresente cartões com imagens nos dois la-
dos, frente e atrás. Na frente, uma pequena 
parte de uma figura, o bico de um papagaio, 
por exemplo. A criança tenta adivinhar qual é 
a imagem e quando vira o cartão descobre se 
realmente percebeu a imagem original. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o civismo, 
e a relação social entre os bebês. Além disso, 
aproveite para pensar a educação e a noção 
de direção (dentro, fora, em cima, ao lado 
etc.), que no futuro servirá para uma 
educação na cidade e no trânsito.
Objetivos de aprendizagem
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02ET04 Identificar relações espaciais (dentro 
e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre 
e do lado) e temporais (antes, durante e depois).
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
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QUANTOS OVOS DE OURO CABEM 
NA CESTA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais: Uma cesta grande e cestas menores, 
bolinhas brancas de pingue-pongue ou algo 
semelhante a um ovo.
• Livro: ROCHA, R. João e o pé de feijão. 2ª ed. 
São Paulo: Salamandra, 2010.
Objetivos pedagógicos
Estimular o faz de conta com diversos tipos 
de brinquedos.
Trabalhar noções matemáticas.
Desenvolver a brincadeira.
Promover a interação entre as crianças.
Como fazer
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Leia o livro “João e o pé de feijão” da seguinte 
maneira: Abra em uma página, leia e mostre 
as ilustrações. 
Diga: O que vimos na história? Era uma vez um 
menino chamado João. Ele foi à feira vender a 
vaquinha, para comprar comida. 
Mas trocou por feijões. Por quantos grãos ele 
trocou? Três grãos. Conte: Um, dois, três. Repita. 
Continue: E o que aconteceu? Os feijões eram 
mágicos. O pé de feijão cresceu tanto que seus 
galhos subiram até as nuvens. João subiu pelo 
pé de feijão e viu um castelo. Como era o cas-
telo? Enorme! E a porta? E os móveis? E a me-
sa? Eram grandes ou pequenos? Muito gran-
des! Quem estava no castelo? O gigante! Ele 
era muito bravo e correu atrás do João. O gi-
gante caiu do pé de feijão. O João pegou a ga-
linha dos ovos de ouro. Quantos ovos a galinha 
botou? Vamos contar?
Pegue a cesta grande e coloque no centro. Dis-
tribua as cestas menores entre as crianças. Con-
te o número de “ovos” de cada cestinha: Um, 
dois, três. Repita. Peça que as crianças levem 
os “ovinhos” da galinha para a cesta grande, um 
de cada vez. Auxilie as crianças menores. 
Na história tinha um gigante, ele era muito 
grande, como ele andava? Passos pequenos 
ou passos grandes? Imite os passos do gigan-
te. Conte os passos: Um, dois, três, quatro, cin-
co... até dez. Vamos andar como o Gigante? 
Estimule as crianças a fazer o mesmo. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais.
Palavras-chave
Pé, feijão, grão, galhos, castelo, Gigante.
Grande, pequeno, enorme, mágico. 
Números de um a dez. 
Comprar, vender, plantar, brotar, subir, descer. 
Para ajudar
Auxilie as crianças nos movimentos para co-
locar os ovos na cesta. Se for preciso, aproxi-
me um pouco mais. 
Indo além
Atividade de plantar sementes de feijão no al-
godão, no caso das crianças maiores. Para as 
crianças menores, você pode propor pintar 
bolas de papel bem amassado como se fos-
sem ovos ou feijões.
Objetivos de aprendizagem
EI02ET07 Contar oralmente objetos, 
pessoas, livros etc., em contextos diversos.
EI02EF04 Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, 
identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02CG03 Explorar formas de 
deslocamento no espaço (pular, saltar, 
dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações. 
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O QUE A BARATA TEM?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais:
• Livro: SHURAVEL, M. É mentira da barata. 1ª ed. 
São Paulo: Salamandra, 2014. 
• Áudio da cantiga popular: “A barata diz que tem”.
• Cartolina, cola e pedaços de filó coloridos. 
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina, traba-
lhar noções matemáticas, desenvolver a brinca-
deira, promover a interação entre as crianças.
Como fazer
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Cante a música: “A barata diz que tem”. Depois 
de cantar, pergunte às crianças: O que a bara-
ta tem? Sete saias de filó, ou uma só? Um anel 
de formatura ou a casca dura? Vamos ver? 
Leia o livro “É mentira da barata” da seguinte 
maneira: Abra em uma página, leia e mostre 
as ilustrações. 
Depois, volte nas ilustrações e converse com 
as crianças. O que vimos nessa história? Quan-
tas saias a barata diz que tem? Vamos contar? 
Uma, duas, três... Quantos anéis? Quantos sa-
patos? Quantas camas?
Coloque o áudio da cantiga popular “A barata 
diz que tem”.
Na cartolina, faça previamente um desenho es-
tilizado da barata, com as mesmas característi-
cas da barata da história e com apenas uma saia.
Diga que, na verdade, a barata tem uma saia 
só, mas que ela gostaria de ter sete saias. Seráque podemos ajudar? 
Cole os pedaços de filó com a ajuda das crian-
ças. Explore o vocabulário: características, co-
res, formas e texturas. Faça a contagem até 
colar as sete saias de filó.
Pergunte como a barata se movimenta. Ela an-
da rápido ou devagar? Diga que ela gosta de 
se esconder nos cantinhos. Vamos brincar de 
esconde-esconde? Conte até dez. Brinque de 
esconder e procurar, fechar os olhos e abrir. 
Repita a brincadeira. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Barata, saia, anel, sapato, cama, filó, cristal, cas-
ca, marfim, capim, veludo. 
Números de 1 a 7.
Duro, mole, liso, cacheado, rápido, devagar. 
Dançar, dormir, contar. 
Para ajudar 
Colocar o áudio da música. Cantar junto com 
as crianças. 
Indo além
Mostre imagens de outros animais e explore o 
número de pés e pata.
Objetivos de aprendizagem
EI02TS02 Utilizar materiais variadosvv com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02ET07 Contar oralmente objetos, 
pessoas, livros etc., em contextos diversos. 
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QUANTAS VOLTAS VAMOS DAR?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais:
• Livro: ORTHOF, S. Ciranda de Anel e Céu. 3ª ed. 
São Paulo: Global Editora, 2006.
• Poesia: “Ciranda, cirandinha”, autor 
desconhecido.
• Áudio da cantiga “Ciranda, Cirandinha”. 
• Cartolina e lápis de cor. 
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a noção de ritmo, coordenação 
motora grossa/ ampla, raciocínio rápido, tra-
balhar noções matemáticas, percepção audi-
tiva, identificação das partes do corpo, incen-
tivar a interação em grupo.
Como fazer
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Leia o livro “Ciranda de Anel e Céu” da seguin-
te maneira: Abra em uma página, leia e mostre 
as ilustrações.
Volte na ilustração e repita o verso: Ó cirandei-
ro, cirandeiro ó, a pedra do teu anel, brilha mais 
do que o Sol. 
O que vimos na história? Que o anel do ciran-
deiro brilha mais do que o sol. Vamos desenhar 
o sol? Como ele é? Quadrado? Redondo? Ama-
relo? Vamos ver?
Coloque a cartolina no centro da roda e dese-
nhe o sol. Explore o vocabulário: Redondo, 
amarelo, grande, brilhante. Estimule as crian-
ças a desenhar também. 
Leia a poesia: “Ciranda, cirandinha”. Cante com 
as crianças.
Agora vamos todos cirandar? Quantas voltas va-
mos dar? Vamos contar? Fique de pé e faça uma 
roda com as crianças. Auxilie os menores. Gire 
para um lado. Conte um. Mais uma volta. Conte 
dois. Gire para o outro. Conte novamente. De-
pois, brinque de contar os passos: Um, dois, três... 
Cante a cantiga “Ciranda, Cirandinha”, repetin-
do os movimentos: Uma volta para um lado, 
uma volta para o outro. Auxilie as crianças me-
nores. Brinque de entrar e sair da roda. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras.
Palavras-chave
Ciranda, roda, anel, sol. 
Redondo. 
Números de um a dez.
Cirandar, girar, rodar, brilhar, contar. 
Para ajudar
Auxilie as crianças a fazer o desenho. Utilize 
Materiais de acordo com a faixa etária Oriente 
como segurar o lápis. 
Indo além
Brinque com as crianças de passar o anel. 
Objetivos de aprendizagem
EI02ET07 Contar oralmente objetos, 
pessoas, livros etc., em contextos diversos.
EI02EF09 Manusear diferentes instrumentos 
e suportes de escrita para desenhar, traçar 
letras e outros sinais gráficos.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras. 
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UMA DISPUTA E TANTO!
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasias e mágicas.
Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos.
Materiais: Sacolas de papel, papéis picados 
verdes, 2 caixas de papelão pequenas, enfeites e 
formas para colagem, tesoura e cola branca e 
Blocos de montar
• Livro: IACOCCA, M.; IACOCCA, L. O Jacaré e o 
sapo. São Paulo: Ática, 2000.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina, racio-
cínio rápido, atenção, trabalhar noções mate-
máticas, percepção auditiva, desenvolver a 
brincadeira, incentivar a interação em grupo.
Como fazer
Sente-se com o grupo de criançaspara realizar 
a leitura do livro indicado. Interaja com com as 
crianças sobre as personagens: O sapo e o jaca-
ré, o que eles têm em comum? E de diferente? 
Em seguida, proponha a atividade: Vamos criar 
um jogo com o sapo e o jacaré?
Primeiro, com as caixas de papelão, monte um 
dado de cores e um dado de numerais (1 a 6). 
Depois, confeccione os animais com as saco-
las e papéis verdes, as sacolas com os papéis 
verdes e com as formas, formando os olhos e 
outros detalhes. Quando os fantoches estive-
rem secos, corte na região da boca um círculo 
grande (o adulto poderá auxiliar ou fazer o re-
corte). Deixe as crianças conhecerem os fan-
toches e então explique a elas a brincadeira: 
joga-se o dado das cores e depois o dos nu-
merais. A cor e a quantidade que surgir cor-
responderá aos blocos de Lego que serão co-
locados na boca do sapo e do jacaré, as suas 
“Comidas”.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras. 
Palavras-chave
Sapo, jacaré, formas, comida, fantoche, blocos, 
círculo, dado, caixas, sacola, jogo.
Montar, colar, enfeitar, jogar, comer, colocar.
Comilão, verde, engraçado, diferente, igual, 
grande, pequeno.
Dentro, fora, pouco, muito, bastante.
Para ajudar
Separe as crianças em grupo de jacarés e gru-
po de sapos, ajudando-as a identificar a dife-
rença entre esses animais. 
Indo além
É possível substituir os blocos de montar por 
frutas, incentivando a alimentação saudável. os 
identifiquem e os agrupem entre os dois bichos. 
 
Objetivos de aprendizagem
EI01EO04 Comunicar necessidades, desejos 
EI02EF04 Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, 
identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02ET07 Contar oralmente objetos, 
pessoas, livros etc., em contextos diversos.
EI02CG05 Desenvolver progressivamente as 
habilidades manuais, adquirindo controle para 
desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. 
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BOLAS COLORIDAS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matéria, Materiais, propriedades.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais:
• Livro: DIAS, V. L. Verdes, azuis e vermelhinhas. 
São Paulo: Elementar, 2009.
• 1 pote transparente e 1 caixa de sapato.
• Círculos e quadrados pequenos de papéis coloridos.
• 2 folhas de plástico retangular tipo “contact”.
• Fita adesiva.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina,racio-
cínio rápido, atenção, trabalhar noções mate-
máticas, percepção auditiva, desenvolver a 
brincadeira, incentivar a interação em grupo.
Como fazer 
Sente-se em uma roda com um pequeno gru-
po de crianças e leia a história indicada, res-
saltando as imagens, as personagens e as suas 
ações: Ela gosta de passear no trabalho do pa-
pai, vocês também gostam de passear com a 
família, aonde gostam de ir? Interaja com elas 
observando suas reações e respostas.
Mostre às crianças um pote grande cheio de bo-
las coloridas e uma caixa de sapato com qua-
drados, ambos feitos de papel colorido. Incen-
tive que eles peguem os círculos e quadrados e 
os observem.
Apresente as folhas de plástico adesivo afi-
xada na parede com as fitas, uma ao lado da 
outra.
Proponha que as crianças coloquem os círculos 
em uma folha e os quadrados em outra folha. 
Ao final, conte junto com as crianças quantos 
círculos e quantos quadrados estão grudados 
na folha plástica. Quantos de cada cor? Quan-
tos no total?
Palavras-chave
Bolas, círculos, quadrados, livro, menina, pote, 
coleção, caixa, plástico, parede, trabalho, pa-
pai, família, passeio; as cores.
Colar, tocar, pegar, separar, contar, guardar, 
tampar, abrir.
Perto, longe, muito, pouco, ao lado, quantos. 
Para ajudar
Entregue o pote com os círculos para que a 
criança sacuda e escute o som. Ajude a crian-
ça a colar a forma no papel adesivo na parede.
Indo além
Desafie a separar as formas por cores. Desafie 
a contar o total de quadrados colados. 
Objetivos de aprendizagem
EI02EF04 Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, 
identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
EI02ET07 Contar oralmente objetos, pessoas, 
livros etc., em contextos diversos.
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Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e civismo, a vida 
familiar e social na creche. 
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OLHE O SINAL!
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Meios de Transportes. 
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais:
• Lixas, de parede.
• Fitas adesivas brancas.
• Carros de brinquedos.
• Canção: “Vambora, tá na hora”, Palavra Cantada. 
Disponível em: <http://palavracantada.com.br/>. 
Acesso em: 08 set. 2020.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina, racio-
cínio rápido, atenção, trabalhar noções mate-
máticas, percepção auditiva, desenvolver a 
brincadeira, incentivar a interação em grupo.
Como fazer
Recorte formas geométricas em lixas de pare-
de tamanho A4, como uma forma em cada fo-
lha de lixa: retângulos, círculos e quadrados. 
Deixe vazado o interior da forma geométrica.
Use pedaços de fita adesiva branca para criar 
o traçado pontilhado do meio da pista.
Disponha as pistas feitas de lixa de parede no 
chão e peça para que as crianças falem os no-
mes das formas geométricas a que se referem.
Peça que as crianças toquem com os dedos e 
sintam a textura da lixa. Compare com o chão, 
conte que as estradas têm a textura áspera.
Brinque com os carrinhos sobre a lixa de vá-
rias formas: em frente, de costas, devagar, rá-
pido. Contar: 1, 2, 3 e já!
Dirija os carros pela pista contando quantas 
retas e esquinas têm a pista. Apresente códi-
gos com as cores vermelho, amarelo e verde 
para os carros avançarem, pararem ou dirigi-
rem bem devagar.
Enquanto brincam, podem ouvir e dançar com 
a canção indicada.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o civismo, 
e a relação social entre os bebês. Além disso, 
aproveite para pensar a educação e a noção 
de direção (dentro, fora, em cima, ao lado 
etc.), que no futuro servirá para uma 
educação na cidade e no trânsito. 
Palavras-chave
Carro, sinal, cor, lixa, trajeto, rua, estrada, re-
tas, pista, esquina, formas, textura, dedos.
Áspero, liso, colorido, lento, rápido.
Números de 1 a 10.
Dirigir, comparar, brincar, avançar, parar. 
Advérbio: Perto, longe, ao lado, em frente, atrás.
Para ajudar
Aproxime-se da criança, faça contato visual e a 
convide para brincar. A criança pode brincar 
com os transportes de brinquedo, ouvir os sons, 
ver alguns deles pela janela ou por imagens. Ob-
servar primeiro para depois participar do jogo.
Indo além
Você pode propor fazer uma colagem com as 
formas geométricas formando um meio de 
transporte, por exemplo, com retângulo maior, 
um menor em cima e dois círculos pequenos 
embaixo vira um carro.
 
Objetivos de aprendizagem
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e 
diferenças entre as características e propriedades 
dos objetos (textura, massa, tamanho).
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio 
social nas interações e brincadeiras. 
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A CESTA DA CHAPEUZINHO VERMELHO
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio 
ambiente, plantas.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os números.
Materiais: 2 cestas, 1 laço de fita vermelho, 1 laço 
amarelo e 7 frutas vermelhas e amarelas.
• Livro: PERRAULT, C. Chapeuzinho Vermelho. São 
Paulo: Cia.das Letrinhas, 2007.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina, de-
senvolver o faz de conta, o raciocínio rápido, 
a atenção, trabalhar noções matemáticas, per-
cepção auditiva, desenvolver a brincadeira, in-
centivar a interação em grupo.
Como fazer 
Leia a história indicada para as crianças e in-
centive-as a ouvir, cantar e dançar a canção 
sobre o mesmo tema. 
Apresente duas “cestas de frutas da Chapeu-
zinho Vermelho”. Conte com as crianças: 
Olhem só, cestas, uma com um laço vermelho 
e outra com laço amarelo! Quantas são?.
Mostre as frutas vermelhas e amarelas e diga 
frases como: Vamos contar quantas frutas te-
mos aqui? Maçã, morango e cereja, 1, 2 e 3.
Proponha às crianças organizar as cestas, co-
locando as frutas vermelhas na cesta vermelha 
e as amarelas na cesta amarela.
Enquanto elas colocam, faça a contagem no-
vamente. 
Continue a brincadeira tirando uma fruta e 
perguntando quantas ficaram e assim suces-
sivamente. Acrescente mais frutas e plantas 
comestíveis. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras.
Palavras-chave
Cesta, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, laço. 
Frutas: maçã, morango, cereja, melão, abacaxi, 
maracujá, carambola, tomate, números de 1 a 10.
Colocar, cheirar, provar, organizar, pegar, con-
tar, separar, acrescentar, diminuir, tirar, comer. 
Cheirosa, saborosa, bonita, colorida, vermelhas, 
amarelas.
Em frente, ao lado, muito e pouco.
Para ajudar 
Entregue uma fruta para a criança experimen-
tar ou dê a cesta para a criança segurar. 
Indo além
Desafie a criança a criar uma situação de contar 
as frutas, colocando-as ou tirando-as da cesta.
 Objetivos de aprendizagem
EI02EF04 Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, 
identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02ET07 Contar oralmente objetos, 
pessoas, livros etc., em contextos diversos.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os 
espaços comcrianças da mesma faixa etária 
e adultos. 
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102
PREPAREM-SE, SERÁ DADA A LARGADA!
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Meios de Transportes. 
Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos.
Materiais: Cartolina branca, fita crepe, tinta guache 
lavável de cores variadas, carrinhos de plástico 
laváveis e sem partes eletrônicas.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina, de-
senvolver o faz de conta, incentivar a atenção, 
trabalhar noções matemáticas, desenvolver a 
brincadeira, incentivar a interação em grupo.
Como fazer 
Faça linhas curvas e retas com a tinta e apre-
sente para às crianças a ideia de traçar linhas 
paralelas. Incentive para que elas toquem com 
a ponta dos dedos e sintam o efeito de grudar 
o dedo nas linhas retas e paralelas.
Depois, proponha a atividade de carros na pis-
ta. Para isso, prenda uma folha grande de car-
tolina branca na mesa de trabalho com fita 
crepe.
Disponha bandejas descartáveis de isopor com 
tinta guache lavável, de várias cores, ou colo-
que a tinta em porções diretamente em uma 
lateral do papel. Disponha carrinhos de brin-
quedo de plástico laváveis. Peça que as crian-
ças escolham um carrinho e o coloquem na 
tinta. Depois, cada criança vai “dirigir” o carri-
nho com as rodas carregadas de tinta sobre o 
papel, observando o efeito de passar o carrinho 
sobre tintas de cores diferentes. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e o civismo e a 
relação social entre os bebês. Além disso, 
aproveite para pensar a educação e a noção 
de direção (dentro, fora, em cima, ao lado 
etc.), que no futuro servirá para uma 
educação na cidade e no trânsito. 
Palavras-chave
Carros, pista, largada, chegada, linhas parale-
las, retas, curvas, trajeto.
Correr, acelerar, pintar, marcar, traçar, lavar, dirigir.
Dentro, fora, bem, quase, à frente, atrás, no 
meio, bastante.
Para ajudar 
Incentive as crianças a explorar os carros an-
tes de começar. Observe e perceba as reações 
da criança diante do carro nas mãos. 
Indo além
Você também pode apresentar para as crian-
ças outros tipos de transportes, como cami-
nhão ou ônibus. 
Objetivos de aprendizagem
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, 
expressando seus desejos, necessidades, 
sentimentos e opiniões.
EI02ET04 Identificar relações espaciais 
(dentro e fora, em cima, embaixo, acima, 
abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, 
durante e depois).
EI02CG05 Desenvolver progressivamente as 
habilidades manuais, adquirindo controle para 
desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. 
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Hora de ler
QUEM CONHECE A BAILARINA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Corpo, Saúde, Alimentação.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais: Massinha ou argila e figura da bailarina 
de Edgar Degas.
• Livro: YOUNG, A. B. A bailarina. 1ª ed. São Paulo: 
Ed. Ática, 2004.
• Música: A Bailarina, de Toquinho. CD “Casa de 
Brinquedos”, Polygram, 1983. Disponível em: <http://
www.toquinho.com.br/>. Acesso em: 08 set. 2020.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver noção de ritmo, coordenação mo-
tora fina, incentivar a imaginação, a identifica-
ção das partes do corpo, estimular a interação 
em grupo.
Como fazer 
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Diga que hoje vamos brincar de bailarina. 
Apresente a figura da bailarina de Degas e 
converse com as crianças: Onde estão as 
mãos da bailarina? Ela já está pronta para co-
meçar a dançar?
Leia o livro indicado e faça perguntas para as 
crianças: O que vimos na história? Belinda ado-
rava dançar. Por que Belinda ficou triste? E, en-
tão, o que aconteceu quando ela ouviu uma mú-
sica bem animada? Voltou a dançar e todos 
aplaudiram. Belinda foi convidada para dançar 
no teatro e ficou muito feliz. 
m seguida, convide as crianças para fazer uma 
bailarina. Sente-se com elas, distribua o mate-
rial e oriente-as durante a modelagem, aprovei-
tando para explorar o nome das partes do cor-
po. em roda com as crianças, pegue a argila ou 
a massinha para modelar uma bailarina. Distri-
bua e oriente as crianças. Explore o vocabulário 
durante a atividade: Partes do corpo. 
Palavras-chave
Bailarina, balé, dança, mãos, braços, pernas, pés.
Esquerda, direita. 
Dançar, rodar, girar. 
Para ajudar 
Exponha uma bailarina montada para inspirar 
as crianças durante a atividade. 
Indo além
Coloque a música indicada e desafie as crian-
ças a dançarem como as bailarinas. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02TS02 Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais.
EI02EF04 Formular e responder perguntas 
sobre fatos da história narrada, 
identificando cenários, personagens e 
principais acontecimentos.
EI02CG03 Explorar formas de 
deslocamento no espaço (pular, saltar, 
dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e civismo, e a vida 
familiar e social na creche. 
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QUAL O CAMINHO PARA CASA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Eu, colegas, família, comunidade. 
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais: Cartolina com o desenho de uma casa. 
• Livro: ROCHA, R. João e Maria. 1ª ed. São Paulo: 
Salamandra, 2010.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver o faz de conta, desenvolver a 
coordenação motora fina, incentivar a imagi-
nação, a identificação das partes do corpo, es-
timular a interação em grupo.
Como fazer 
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Leia o livro “João e Maria”, da seguinte maneira: 
Abra em uma página, leia e mostre as ilustrações.
O que vimos na história? João e Maria eram mui-
to pobres e moravam perto da floresta. Foram 
deixados lá sozinhos e não conseguiam voltar 
para casa. João fez uma trilha com pedrinhas. 
Mas eles não acharam o caminho de volta. Eles 
estavam perto ou longe de casa? Encontraram 
uma casinha. Do que era feita a casinha? De do-
ces! Mas a casa era de quem? De uma bruxa 
malvada! João e Maria conseguiram escapar da 
casa da Bruxa e voltar para casa. 
Mostre o desenho da casa. Explore o vocabulá-
rio: Como é a nossa casa? Grande ou pequena? 
Tem porta? Janela? Telhado? De que cor ela é? 
E a casa da história? Era feita de que? De doces. 
Era muito colorida. Quem morava lá? Uma bruxa!
Na história, vimos que para não se perder João 
fez uma trilha de pedrinhas para marcar o cami-
nho. Vamos fazer uma trilha e descobrir o caminho 
até a nossa casa? O que vamos usar? Escolha ob-
jetos adequados à faixa etária (blocos de mon-
tar). Se possível, use o pátio para essa atividade. 
 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
para pensar a cidadania e o civismo, e a vida 
familiar e social na creche. 
Palavras-chave
Casa, floresta, trilha, caminho, pedrinhas, 
 irmãos, bruxa, caldeirão. 
Andar, ir, voltar, perder, encontrar, subir, descer, 
virar. 
Perto, longe, pobre, rico, sozinho, direita, es-
querda.
Paraajudar
Oriente as crianças menores no caminho até 
a casa. Se for preciso, use uma fita para mar-
car o caminho no chão. 
Indo além
O que a bruxa usava para cozinhar? Um cal-
deirão! Brinque com as crianças de preparar 
poções mágicas, misture objetos e elementos. 
Explore o vocabulário. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF08 Manipular textos e participar de 
situações de escuta para ampliar seu 
contato com diferentes gêneros textuais 
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os 
espaços com crianças da mesma faixa etária 
e adultos.
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.). 
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105
DE QUEM É ESSA CASA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creche, casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais:
• Livro: PESTILI, E. Cada casa casa com cada um. 
1ª ed. São Paulo: Editora do Brasil, 2014. 
• Áudio da cantiga popular: “Casa torta”.
• Fichas com figuras dos animais e fichas com 
figuras das casas.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, estimular o raciocínio rápido, a atenção, 
desenvolver a brincadeira.
Como fazer
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Cante com as crianças a música “Casa Torta” 
(cantiga popular, autor desconhecido): Quem 
mora na casa torta, sem janela e sem porta? 
Um gato que usa sapato, e tem um retrato no 
quarto?
O que é uma casa? Ouça as respostas das 
crianças. Estimule e ajude as crianças a res-
ponder. Hoje, vamos fazer a leitura de uma his-
torinha que mostra as casas dos animais. São 
iguais ou diferentes? Vamos ver?
Leia o livro “Cada Casa Casa com Cada Um”, 
da seguinte maneira: Abra em uma página, leia 
e mostre as ilustrações.
O que vimos nessa história? O rato mora na 
toca, a abelha, na colmeia, e o cachorro, na ca-
sinha. Como é a casa do sapo? Existem casas 
grandes e pequenas, de madeira, perto da ár-
vore ou na lagoa. 
Vamos levar cada animal para sua casa? 
De um lado, coloque as fichas com as figuras 
dos animais: rato, abelha, casinha, ninho. Do 
outro, coloque as fichas com as figuras das ca-
sas: toca, colmeia, casinha, ninho. Identifique 
o animal e a sua casa e junte as fichas. Estimu-
le e ajude as crianças a fazer o mesmo. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Casa, janela, porta, retrato, quadro.
Morar, entrar, sair. 
Torta, igual, diferente, grande, pequeno, perto, 
longe. 
Para ajudar
Volte ao livro, releia a história para que as crian-
ças identifiquem os animais e suas casas. 
Indo além
Faça um jogo da memória com as figuras das 
casas dos animais. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de 
si e confiança em sua capacidade para 
enfrentar dificuldades e desafios. 
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106
QUAL A FORMA DO CÉU? 
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais:
• Livro: RIBEIRO, N. Brincando nas nuvens. 1ª ed. 
São Paulo: Editora do Brasil, 2004.
• Móbile de nuvem com gotas de chuva.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora fina, desen-
volver relações espaciais, trabalhar a percep-
ção auditiva, visual, tátil, motora, estimular a 
curiosidade pelo mundo natural.
Como fazer 
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Leia o livro “Brincando nas nuvens”, da seguin-
te maneira: Abra em uma página, leia e mostre 
as ilustrações.
O que vimos nessa história? Que as nuvens es-
tavam brincando no céu, de pega-pega, de es-
conde-esconde. As nuvens brincaram de abra-
cadabra e se transformaram em muitas coisas 
diferentes: trem, algodão doce e urso polar. 
Diga: Vimos no livro que enquanto as nuvens 
se divertem no céu formando imagens, uma 
turma de crianças também brinca de descobrir 
o que aquelas nuvens estão “desenhando”. 
Que imagem as nuvens formaram? Um trem, 
algodão doce, urso polar. Qual o barulho do 
trem? Piuí, Tic-tac. E o urso polar? Como ele 
é? Grande ou pequeno? De que cor ele é? Bran-
co. Da mesma cor da nuvem!
Monte com as crianças um móbile de nuvem.
Recorte previamente em papel cartão o formato 
de uma nuvem, preencha toda a superfície co-
lando algodão. Prenda alguns fios de barbante. 
Diga as crianças que a nuvem está muito cheia. 
O que vai acontecer? Parece que vai chover! 
Vamos colocar as gotinhas de chuva? 
Com a ajuda das crianças, cole nos fios de bar-
bante forminhas de doces cortadas ao meio, 
imitando gotinhas de chuva.
Diga às crianças que a chuva pode ser bem 
fraquinha, pode ser forte, e que quando é mui-
to forte, aparecem os raios e ouvimos os tro-
vões. Pergunte se já ouviram o barulho do tro-
vão. Faça o som. Brinque com as crianças de 
se esconder da chuva. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar a cidadania e o 
civismo e a relação social entre os bebês. 
Além disso, aproveite para pensar a 
educação corporal, da saúde e a noção de 
direção e da percepção dos sentidos.
Palavras-chave
Céu, nuvem, formas.
Desenhar, brincar, imaginar, transformar, dese-
nhar.
Para ajudar
Oriente as crianças na montagem do móbile. 
Indo além
Garrafa de chuva: encha uma garrafinha pe-
quena com palitos e grãos para imitar o baru-
lho da chuva.
 Objetivos de aprendizagem
EI03ET02 Observar e descrever mudanças 
em diferentes materiais resultantes de ações 
sobre eles, em experimentos envolvendo 
fenômenos naturais e artificiais.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02TS02 Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais. 
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A CANÇÃO DOS PÁSSAROS
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais:
• Livro: BALEIRO, Z. A canção dos pássaros. 1ª ed. 
S.l.: Instituição Kidsbook – Itaú, 2017. Disponível 
em: <www.euleioparaumacriança.com.br>. 
Acesso em: 08 set. 2020.
• Áudio da música “A Canção dos Pássaros”, de 
Zeca Baleiro. Disponível em: <http://zecabaleiro.
com.br/>. Acesso em: 08 set. 2020.
• Chocalhos feitos com potes ou garrafinhas.
• Se possível: apitos que imitam os cantos de 
diferentes pássaros.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver o ritmo, estimular o raciocínio 
rápido, a atenção, desenvolver a brincadeira.
Como fazer
Leia o livro “A canção dos pássaros”, mostran-do as imagens e explorando o vocabulário. 
Sugestões:
O que vimos nessa história? Os pássaros voam. 
Onde os pássaros voam? No céu. Qual a cor 
do céu? Azul! E os pássaros? Eles também são 
coloridos? Vamos olhar no livro? Explore as 
imagens identificando a cores. 
Aproveite para explorar as referências da obra, 
como: O dia estava lindo e os pássaros muito 
alegres. Os pássaros da história gostam de vá-
rios ritmos. O curió gosta de samba. O bem-
te-vi canta blues. A Asa Branca gosta de baião. 
Os pássaros cantaram tanto que todos ouvi-
ram, pertinho e bem longe, além das galáxias, 
perto das estrelas. 
Assobie e diga que os pássaros adoram cantar. 
E as crianças? Também cantam? Vamos tentar?
Distribua os chocalhos. Coloque o áudio da 
música “A Canção dos pássaros”. Cante mar-
cando o ritmo com os chocalhos. Estimule as 
crianças para que façam o mesmo. Vamos can-
tar e dançar com os pássaros!
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Som, canção, ritmo; pássaros, curió, bem-te-vi, 
asa branca; estrelas, galáxias.
Voar, cantar, dançar, ouvir, assobiar, bater, cha-
coalhar, tocar, fazer.
Perto, longe, aqui, ali, rápido, devagar, lento, 
acelerado. 
Para ajudar
Segure na mão da criança e ajude a fazer os 
movimentos do balanço do chocalho. Estimu-
le a percepção musical.
Indo além
Explore os movimentos dos passarinhos, ao 
som da música indicada.
Desafie a criança a cantar uma música conhe-
cida usando o chocalho.
Se houver materiais disponíveis, mostre e toque 
os apitos com diferentes sons de pássaros (aten-
ção à higiene, só você deve usar os apitos).
 
Objetivos de aprendizagem
EI02TS01 Criar sons ccom materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música.
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras. 
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QUEM SABE VOAR?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais:
• Livro: PORTO, C. A Festa no céu. 1ª ed. São 
Paulo: Moderna, 1995.
• Fichas com imagens de animais voadores e 
terrestres. 
• Áudio da cantiga popular: “Borboletinha”.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora ampla e fina, 
desenvolver relações espaciais, estimular a fala, 
incentivar a curiosidade pelo mundo natural.
Como fazer
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Leia o livro “A Festa no céu”, da seguinte ma-
neira: Abra em uma página, leia e mostre as 
ilustrações. Interaja sobre os pontos principais 
da história, como mostram as sugestões:
Na história da festa no céu, o jabuti queria sair 
voando até a festa, mas jabuti voa? Não! O 
jabuti teve a ideia de se esconder no violão do 
urubu, ficou bem escondido e chegou na festa. 
Ele dançou, comeu, bebeu, mas na volta caiu 
do violão e quebrou todo o casco. Os animais 
ajudaram o jabuti e é por isso que o casco de-
le ficou repartido, todo ondulado.
Quais são os animais que voam? Vocês sabem? 
Vamos ver?
Separe as imagens com a ajuda das crianças. 
De um lado, os animais que voam: A coruja, os 
pássaros, a borboleta. Do outro lado, os que 
não voam: O cachorro, o porco, a vaca, a for-
miga, o jabuti. Estimule as crianças a partici-
par. Repita os nomes dos animais. Explore o 
vocabulário: características dos animais. 
Vocês gostam de festa? Todos nós gostamos de 
comemorar aniversários e outras datas impor-
tantes. O que tem em uma festa, vocês sabem? 
Bolo, doce, balão. E o que mais? Música e dança!
Vamos cantar a música da Borboletinha? Ela 
também sabe voar! Cante e dance com as 
crianças. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Festa, céu, animais, jabuti, casco, chão, violão, 
música, remédio, curativo.
Voar, andar, esconder, quebrar, dançar, cantar.
Ondulado, repartido.
Para ajudar
Utilize animais de brinquedo (plástico ou ma-
deira), para ajudar na identificação. 
Indo além
Explore os instrumentos musicais que aparecem 
na história. Leve chocalhos, pandeiros e tambo-
res e monte uma banda com as crianças. 
Objetivos de aprendizagem
EI02EF07 Manusear diferentes portadores 
textuais, demonstrando reconhecer seus 
usos sociais.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e 
os adultos, buscando compreendê-los e 
fazendo-se compreender.
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música. 
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A BICICLETA VOADORA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasia, mágicas.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais:
• Livro: PRATA, A. A bicicleta voadora de Antônio. 
1ª ed. S.l.: Instituição Kidsbook-Itaú, 2017.
Disponível em: <www.euleioparaumacriança.com.
br>. Acesso em: 09 set. 2020.
• Pipa de mão: fitas ou papeis coloridos, argola 
ou canudos recicláveis, fita durex colorida ou não.
Objetivos pedagógicos
Estimular a coordenação motora ampla e fina, 
desenvolver relações espaciais, promover in-
teração do grupo através da brincadeira.
Como fazer
Leia o livro “A bicicleta voadora”, mostrando 
as imagens e explorando o vocabulário.
Diga que a bicicleta e a pipa eram muito amigas. 
A bicicleta pedalava e a pipa voava. O que a pi-
pa viu lá do céu? Um barco vermelho grande, 
barcos brancos pequenos, uma praça cheia de 
crianças, a fogueira. A bicicleta estava triste. A 
pipa ajudou a bicicleta a voar. E o que a bicicle-
ta viu lá de cima? Um lago com cisnes e patos, 
o mar e suas ondas. A bicicleta ficou alegre.
Vamos ficar alegres como a bicicleta? Vamos 
construir uma pipa diferente?
Pegue uma argola ou para o caso do canudo 
forme um círculo, envolva o canudo com fita du-
rex para ficar mais firme e não soltar. Em segui-
da, vá amarrando fitas coloridas até chegar na 
metade da argola, ideal que sejam compridas de 
20 a 50 cm. Entregue as pipas para as crianças.
Vamos brincar com a nossa pipa?
Brinque de passear com a pipa, faça movimen-
tos com as mãos e braços. Estimule as crian-
ças a fazer o mesmo. 
Converse e espiche a conversa sobre como fi-
cou essa pipa e como são as pipas que eles 
conhecem.
Palavras-chave
Bicicleta, pipa, amizade, céu, fogueira, canudo, 
argola; lado, cisnes, patos; praça. 
Pedalar, voar, construir, amarrar, colar, pregar, 
segurar, correr, subir. 
Cheia, vazia, lá em cima, lá, embaixo, triste, alegre. 
Para ajudar
Pegue na mão da criança para segurar a pipa 
e passear. Ajude-a dizendo um passo a passo 
para colar/ amarrar as tiras coloridas. 
Indo além
Desafie a criança a correr com a pipa; a levan-
tá-la bem alto; jogar a pipa para cima e a se-
gurar sem deixar cair no chão.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF03 Demonstrarinteresse e atenção ao 
ouvir a leitura de histórias e outros textos, 
diferenciando escrita de ilustrações, e 
acompanhando, com orientação do adulto-
leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, 
da esquerda para a direita).
EI02CG03 Explorar formas de deslocamento 
no espaço (pular, saltar, dançar), combinando 
movimentos e seguindo orientações.
EI02TS02 Utilizar materiais variados 
com possibilidades de manipulação 
(argila, massa de modelar), 
explorando cores, texturas, 
superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos 
tridimensionais. 
stockakia/Shutterstock
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DO QUE É FEITA A MINHA ROUPA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matéria, materiais, propriedades.
Bloco de atividade: Hora de ler.
Materiais:
• Livro: MACHADO, A. M. O rato roeu a roupa. 2ª 
ed. São Paulo: Salamandra, 2013. 
• Papel dourado, tesoura e cola para confeccionar 
a coroa.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver o faz de conta, estimular a coor-
denação motora fina, desenvolver relações es-
paciais, promover interação do grupo por meio 
da brincadeira.
Como fazer
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Leia o livro “O rato roeu a roupa”, da seguinte 
maneira: Abra em uma página, leia e mostre 
as ilustrações. Interaja sobre os pontos princi-
pais da história.
O que vimos na história? Que o rato estava 
com muita fome. Ele roeu o reboco e o rádio, 
o remo e a roda. O rato roeu a roupa nova do 
Rei de Roma. E o Rei ficou sem roupa par ir ao 
baile. O rei queria pegar o rato com uma rede, 
mas o rato roeu. O Rei jogou muitas coisas no 
rato e o rato comeu todas. O rato foi para o 
baile do Rei.
O ratinho da história roía tudo. A madeira do 
remo, o metal do rádio. O ratinho roía a roda, 
a roda era muito dura. O ratinho roía o pano 
da roupa, a roupa era nova.
Como era a roupa nova do Rei? Vamos ver no 
livro? A roupa do Rei era vermelha. E o que o 
Rei usava na cabeça? Uma coroa!
Vamos fazer a coroa do Rei?
Com a ajuda das crianças recorte o papel dou-
rado no formato de uma coroa. Cole as pontas. 
Faça coroas para as crianças. Diga que vão 
andar como o Rei. Como o Rei anda? Devagar? 
Ele correu atrás do rato? Brinque com as crian-
ças com as variações de movimento.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais.
Palavras-chave
Rato, rei, roupa, rede, reboco, rádio, remo, ro-
da, baile. 
Pano, madeira, metal.
Roer, pegar, jogar.
Para ajudar
Se alguma criança oferecer resistência para 
colocar a coroa, deixe que ela brinque e ob-
serve as outras crianças. Estimule que ela faça 
sua coroa e depois experimente. 
Indo além
Explore com as crianças os diferentes mate-
riais e texturas dos tecidos das roupas: Macio, 
áspero, algodão, lã. 
 
 
Objetivos de desenvolvimento
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho).
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02CG03 Explorar formas de 
deslocamento no espaço (pular, saltar, 
dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
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À SOMBRA DE UMA ÁRVORE
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio 
ambiente, plantas. 
Bloco de atividade: Hora de brincar com as mãos.
Materiais: 
• Cartolina azul para o fundo da colagem.
• Folhas secas ou recém caídas da árvore.
• Serragem.
• Pedaços de papel corrugado marrom em forma 
de triângulo.
• Pedaços de papel de seda verde em forma de 
retângulo.
• Cola. 
• Livro: SILVERSTEIN, S. A Árvore Generosa. São 
Paulo: Cia. Das Letrinhas, 2012.
Objetivos pedagógicos
Desenvolver a coordenação motora fina, esti-
mular as relações espaciais, estimular a criati-
vidade ao criar possibilidades de brincadeiras 
e a curiosidade pelos elementos naturais.
Como fazer 
Sente-se com um pequeno grupo de crianças 
e leia o livro “A Árvore generosa” da seguinte 
maneira: Abra em uma página, leia e mostre 
as imagens do livro, associe as imagens ao vo-
cabulário utilizando sons e onomatopeias, ob-
serve as reações e falas das crianças e intera-
ja com elas, especialmente sobre a relação das 
pessoas com o meio ambiente.
Em seguida, proponha a atividade: Vamos criar 
o nosso jardim e nele colocar uma árvore? Se 
for o caso, busque as folhas com as crianças 
para fazer a colagem.
Mostre os materiais: as folhas naturais, o caule 
em forma de triângulo e o chão em forma de 
retângulos a cola branca e a serragem.
Enquanto colam as formas geométricas, fale 
os nomes e chame a atenção das crianças: Va-
mos colar o triângulo, ele é de que cor? Deixe 
que sintam a textura das folhas naturais e da 
serragem. Espiche a conversa, incentivando-os 
a falar sobre as sensações e experiências pes-
soais com árvores e plantas.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Chão, caule, folhas, jardim, formas, céu, serra-
gem, meio ambiente, natureza, árvore. 
Enfeitar, admirar, colar, juntar, completar, tocar.
Generosa, grande, pequeno, enfeitada, fron-
dosa, completa. 
Dentro, fora, menor, ao lado, pouco, muito, 
 bastante.
Para ajudar
Busque contato visual com as crianças, cha-
mando-as pelo nome. Mostre as folhas para 
que as crianças as vejam e sintam o cheiro. 
Observe e perceba as reações da criança dian-
te da sensação das folhas ou da cola nas mãos. 
Indo além
Você pode introduzir o assunto dos frutos que 
muitas árvores fornecem e o quanto fazem 
bem a nossa saúde. Proponha que, juntos, fa-
çam um suco verde: 2 xícaras de chá de couve 
manteiga, 1 laranja, 1 litro de água de coco, 1/2 
xícara de chá de limão e 1 maçã.
Objetivos de aprendizagem
EI02CG04 Demonstrar progressiva 
independência no cuidado do seu corpo.
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças 
e diferenças entre as características e 
propriedades dos objetos (textura, massa, 
tamanho).
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Hora de brincar 
com os sons 
QUAL O SOM DA NOSSA RUA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Espaços: creche casa, rua, cidade.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons.
Materiais: Instrumentos musicais (podem ser 
confeccionados com embalagens, como 
chocalhos de garrafas plásticas e tambores de 
caixas de papelão).
•Áudio da cantiga popular: “Se essa rua fosse minha”.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertório musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver a percepção auditiva, a aten-
ção, incentivar a curiosidade sobre os elemen-
tos naturais.
Como fazer
Cante a cantiga: “Se essa rua fosse minha”. 
Pergunte: Como era a rua? Tinha pedrinhas de 
brilhante! Tinha um bosque? Tinha um anjo? 
Pergunte: Como éa rua da escola? Grande, pe-
quena, larga, estreita? E o som? Que som vem 
da nossa rua? Vamos ouvir? Identificar os sons 
da rua: pássaros, buzinas, carros, pessoas con-
versando, cachorros latindo.
E aqui dentro da sala? Quais sons fazemos? Rir, 
gargalhar, bocejar, roncar, chorar. Brinque com 
as crianças. Reproduza os sons. Estimule as 
crianças a fazerem o mesmo. 
Que outro tipo de som fazemos aqui na sala? 
Música! Vamos cantar novamente a música “Se 
essa rua fosse minha”? Mas agora de um jeito 
diferente: Usando nossos instrumentos musicais.
Apresente os instrumentos crianças e incenti-
ve-as a movimentá-los para produzir sons. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite para pensar 
a educação e a noção de direção (dentro, fora, 
em cima, ao lado etc.), que no futuro servirá 
para uma educação na cidade e no trânsito.
Palavras-chave
Rua, pedrinha, música, chocalho, instrumento, 
barulho, sala, som. 
Rir, gargalhar, bocejar, roncar, chorar, cantar, 
dançar, sacudir, ladrilhar, passar, ouvir. 
Grande, diferente, pequeno, brilhante, larga, 
estreita, silencioso, barulhento.
Rápido, devagar.
Para ajudar
Busque o contato visual da criança e a convi-
de para brincar. Comece a brincadeira acom-
panhando-a ao chacoalhar o instrumento.
Indo além
Proponha a brincadeira “Estátua” com as crian-
ças e seus instrumentos: quando a música pa-
rar, as crianças também param em uma pose.
Objetivos de desenvolvimento
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música.
EI02EF05 Relatar experiências e fatos 
acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou 
peças teatrais assistidos etc.
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
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CHEIRINHO DE ALECRIM
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, fenômenos, ciclos.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons.
Materiais: Ramos de alecrim e lenços amarelos. 
• Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas 
para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
• Áudio da cantiga popular: “Alecrim”.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertório musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver o ritmo, estimular o raciocínio 
rápido, a atenção, desenvolver a brincadeira.
Como fazer
Leia o livro indicado e incentive as crianças a 
dialogarem sobre ele: 
O que vimos na história? O alecrim nasceu no 
campo. Ele é uma erva que usamos para co-
zinhar. Ele dá uma linda flor dourada. Que flo-
res nos conhecemos? A rosa, o cravo, a mar-
garida. As flores são coloridas. As flores têm 
perfume. E o Alecrim? Qual o cheiro do Ale-
crim. Vamos sentir? 
Mostre para as crianças o ramo de alecrim. Dei-
xe que sintam o cheiro. Pergunte se o cheiro é 
bom, se é forte. Espiche a conversa. 
Distribua os lenços. Diga que são amarelos. 
Cante a cantiga “Alecrim” para as crianças. 
 Repita a canção fazendo movimentos com as 
mãos e braços: Palmas, estalar o dedo, bater 
o pé no chão, rodar. Brinque com os movimen-
tos da sementinha nascendo e crescendo com 
o sol e a chuva. Brinque com os elementos da 
natureza: Som da chuva, som do vento. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Alecrim, lenço, cantiga, semente, ramo, cam-
po, flor, rosa, cravo, margarida, erva, braços, 
mãos, pés, jardim.
Dançar, estalar, bater, crescer, brincar, cantar, 
semear, sentir, nascer. 
Dourado, perfumado, cheiroso, pequeno, sin-
gelo, delicado.
Devagar, aos poucos, para cima.
Para ajudar 
Comece a brincadeira fazendo movimentos 
tranquilos, deixe que a criança sinta a música, 
o toque do ramo de alecrim e o perfume.
Indo além
Faça um chá ou suco com a turma usando o 
alecrim. 
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Objetivos de desenvolvimento
EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, 
situações de cuidado de plantas e animais 
nos espaços da instituição e fora dela.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias. 
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BRINCAR DE RIO E BRINCAR DE MAR
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Animais
Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons.
Materiais: Instrumentos musicais (podem ser 
confeccionados com embalagens, como 
chocalhos de garrafas plásticas e tambores de 
caixas de papelão).
• Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas 
para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
• Áudio da cantiga popular: “Sapo Cururu”.
• Áudio da cantiga popular: “Peixinho do Mar”.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver o ritmo, desenvolver a fala e 
a atenção.
Como fazer
Sente-se em roda com um grupo de crianças.
Leia o livro de cantigas “O tesouro das canti-
gas para crianças” da seguinte maneira: Abra 
em uma página, leia e mostre as imagens do 
livro, associe as imagens ao vocabulário.
O que vimos na história? O Sapo Cururu esta-
va na beira do rio. Quando ele canta é porque 
está com frio! A água do rio estava quente ou 
fria? Estava fria. O sapo canta? Qual o barulho 
que o sapo faz? Vamos imitar? Diga o nome 
do barulho: Coaxar.
O sapo Cururu mora na beira do rio. Mas quem 
mora dentro do rio? O jacaré, a capivara, o peixe.
Diga que alguns peixes moram no rio, mas ou-
tros moram no mar. Pergunte se conhecem o 
mar. Já foram à praia? Sabem nadar? Vamos 
conhecer um peixinho do mar?
Coloque o áudio da cantiga “Peixinho do Mar”. 
Diga que o sapo sabe cantar, mas o peixinho 
não sabe. Vamos ajudar?
Apresente os instrumentos às crianças. Exem-
plo: mostre o chocalho, diga: Chocalho. Repita: 
Chocalho, qual o barulho do chocalho? Espiche 
a conversa: Qual a cor do chocalho? Sacuda o 
chocalho e identifique o som. Fazer isso com 
cada instrumento.
Distribua os instrumentos e estimule as crian-
ças a imitar os movimentos.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
Palavras-chave
Sapo, peixe, mar, jacaré, rio, praia, som, choca-
lho, movimento, barulho, cantiga, água, capi-
vara.
Dançar, imitar, pular, chacoalhar, mexer, morar, 
conhecer, sacudir, tocar, cantar, nadar.
Grande, pequeno, quente, frio, doce, salgado.
À beira, dentro, longe, perto, fora.
Para ajudar 
Busque o contato visual da criança e a convi-
de para brincar. A criança pode se envolver 
mais com a brincadeira se ela puder manusear 
fichas com os animais ou brinquedos de plás-
tico. Comece a brincadeira acompanhando-a 
ao chacoalhar o instrumento.
Indo além
Divida uma cartolina azul em duas partes. 
Apresente para as crianças diversas fichas com 
imagens dos animais, de rios e mares, como 
jacaré, peixe, sapo, baleia, tubarão, outros pei-
xes, golfinho, dentre outros. A brincadeira con-
siste em misturar as fichas e agrupá-las no lu-
gar correspondente.
Objetivos de aprendizagem
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliteraçõesem 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02ET03 Compartilhar, com outras crianças, 
situações de cuidado de plantas e animais 
nos espaços da instituição e fora dela. 
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QUE FESTA DOCE!
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Festas, folclore, costumes.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons.
Materiais: lenços coloridos, fotos 
• Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas para 
Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
• Cantiga popular: “De abóbora faz melão”. 
• Cantiga popular: “Pula a fogueira”.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertório musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver o ritmo, desenvolver a fala e 
incentivar a interação.
Como fazer 
Cante a primeira cantiga indicada com a tur-
ma e explore o vocabulário. Pergunte para as 
crianças se conhecem o melão e a melancia. 
Diga que são frutas. E a abobora? O que é? 
Como é? Vamos ver? 
Faça a leitura do livro indicado, incentivando 
a associação entre palavras e imagens. Ao fi-
nal, informe que podemos fazer doces de al-
gumas frutas. Diga que lembrou de uma fes-
ta que tem doces deliciosos. É a Festa Junina. 
Cocadas, pé de moleque, canjica, maçã do 
amor, doce de abóbora!!! Como é esta festa? 
Tem bandeirinhas, fogueira, brincadeiras. E 
muita música e dança. 
Vamos fazer como o Juquinha da história? Ele 
dança, ele pula, ele dá uma requebradinha. 
Coloque o áudio da segunda cantiga indicada, 
distribua os lenços e incentive as crianças a 
dançarem e pularem a fogueira imaginária. 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras.
Palavras-chave
Abóbora, melão, melancia, doces, sinhá, fo-
gueira, bandeira, festa, frutas, laranja, coco, ma-
mão, lenços, dança, música.
Dançar, brincar, fazer, mexer, sacudir, tocar, 
cantar.
Doce, delicioso, coloridos, alegre.
Muito, pouco, no meio, ao lado.
Para ajudar
Busque o contato visual da criança e a convi-
de para brincar. A criança pode se envolver 
mais com a brincadeira se ela puder ver fotos 
dela brincando em uma festa junina com a fa-
mília ou na escola. Você pode convidar um 
amigo para brincar com ela.
Indo além
As crianças podem desenhar muitos ou pou-
cos doces em 2 cestas desenhadas no papel.
Objetivos de desenvolvimento
EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e 
movimentos de sua cultura no cuidado de si 
e nos jogos e brincadeiras. 
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LEITURA CANTADA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Férias, viagens, aventuras, fantasia, 
mágica.
Bloco de atividade: Brincar com sons.
Materiais:
• Áudio da cantiga popular: “Ciranda, Cirandinha”.
• Livro: MACHADO, A. O Tesouro das Cantigas 
para Crianças. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 2001.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
ampla, desenvolver o ritmo, as relações espa-
ciais e a atenção.
Como fazer 
Leia o livro de cantigas “O tesouro das canti-
gas para crianças”, da seguinte maneira: Abra 
em uma página, leia e mostre as imagens do 
livro, associe as imagens ao vocabulário, utili-
zando sons e onomatopeias. Por exemplo: Há 
Há Há (risos), Tum Tum (batidas), Smack (bei-
jo), Plaft (queda).
Cante a cantiga escolhida para as crianças. Re-
pita a canção fazendo movimentos com as 
mãos e braços: mostre as mãos, esconda as 
mãos atrás do corpo, mostre novamente. Gire 
o corpo para um lado e para o outro.
Coloque o áudio da cantiga, fique de pé, dan-
ce, repita e amplie os movimentos: palmas, es-
talar o dedo, bater o pé no chão, rodar como 
a ciranda.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras. 
Palavras-chave
Dedos, mãos, anel, ciranda, volta, nome dos 
dedos. 
Girar, achar, esconder, voltar, mostrar, fazer, le-
vantar, abaixar, olhar.
Um lado, outro lado, uma volta, meia volta.
Para ajudar 
Diga o nome e mostre as figuras do livro. Pe-
gue na mão e faça os movimentos junto com 
a criança: palmas, estalar o dedo. 
Indo além
Desafie a criança a ser o mestre dos movimen-
tos em uma das músicas. Ela faz e todos co-
piam os gestos. 
 
Objetivos de desenvolvimento
EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons e 
reconhecer rimas e aliterações em cantigas de 
roda e textos poéticos.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas. 
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O QUE EU COMPREI NA LOJA?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Matéria, materiais, propriedades.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons.
Materiais: Figuras de instrumentos musicais: piano, 
tambor, violão, flauta; instrumentos musicais (como 
chocalhos de garrafinhas, tambores de lata, e 
pandeiros); e moedas feitas de EVA.
• Áudio da cantiga popular: “A Loja do mestre 
André”.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertorio musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver o ritmo, as relações espaciais 
e incentivar as noções matemáticas.
Como fazer
Diga às crianças que hoje vamos brincar de 
comprar instrumentos musicais. Pergunte se 
conhecem alguma loja: Vocês já foram a uma 
loja? Com era essa loja? O que ela vendia? 
Apresente as figuras dos instrumentos musi-
cais e explore-as, apontando as diferenças: co-
mo tocar e quais são os movimentos das mãos.
Distribua as moedas feitas de EVA. Diga que 
precisamos de dinheiro para comprar os ins-
trumentos. Veja se entendem a relação de tro-
ca entre a moeda e o instrumento. Pergunte, 
ouça as respostas das crianças. Explique de 
forma simples, de acordo com a faixa etária. 
Pegue a caixa de instrumentos musicais. Brin-
que de comprar instrumentos musicais. Deixe 
que escolham os instrumentos e manipulem. 
Explore o vocabulário. Pergunte que som fa-
zem, qual a diferença entre eles. 
Agora, vamos conhecer a loja do Mestre André! 
Coloque o áudio da cantiga indicada e convi-
de as crianças: Vamos cantar e tocar nossos 
instrumentos? 
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras.
Palavras-chave
Loja, caixa, moeda, música, dinheiro, chocalho, 
instrumento.
Comprar, escolher, cantar, dançar, trocar, tocar, 
conhecer, manipular.
Grande, diferente, pequeno, igual, suave, forte.Rápido, devagar, muito, pouco, perto, longe.
Para ajudar
Busque o contato visual da criança e a convide 
para brincar. Procure cantar uma música prefe-
rida da criança que a fará querer brincar também.
Indo além
Pegue todos os instrumentos que há na esco-
la e faça a contagem com as crianças. Elas po-
dem tirar e colocar das cestas contando todos 
os instrumentos e depois por tipo (cinco pan-
deiros, três tambores).
 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF05 Relatar experiências e fatos 
acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou 
peças teatrais assistidos etc.
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos 
e instrumentos musicais, para acompanhar 
diversos ritmos de música.
EI02ET05 Classificar objetos, considerando 
determinado atributo (tamanho, peso, cor, 
forma etc.).
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QUEM TE ENSINOU A NAVEGAR?
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 7 
meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Meios de transporte.
Bloco de atividade: Hora de brincar com os sons.
Materiais: Barquinhos de papel. 
• Áudio da cantiga popular: “Marinheiro Só”.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertório musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
fina, desenvolver a brincadeira, incentivar a 
curiosidade sobre os elementos naturais.
Como fazer 
Sente-se em roda com o grupo de crianças. 
Diga que hoje vamos brincar navegar. Para na-
vegar, precisamos de um barco. Pergunte se já 
viram um barco. Como ele é? Grande, peque-
no? Tem vela? Tem mastro? Tem motor? Des-
cubra o que as crianças sabem sobre isso. Di-
ga que o barco pode navegar pelo rio e pelo 
mar. Explore o vocabulário.
Diga que o barco balança de um lado para o 
outro. Vamos balançar? 
Coloque o áudio e cante com as crianças a 
cantiga “Marinheiro Só”. Faça os movimentos 
do balanço do barco: Para um lado e para o 
outro. Brinque com os movimentos do mar: 
Calmo, agitado. 
Vamos construir nosso barco? Distribua folhas 
de papel para as crianças. Faça a dobradura 
do barco. Estimule as crianças a fazer o mes-
mo. Auxilie as crianças menores. Brinque com 
as crianças. Relembre a letra da música e ex-
plore o vocabulário: marinheiro, navegar, ba-
lanço, navio, mar. 
Palavras-chave
Barco, vela, mar, mastro, marinheiro, peixe, ba-
lanço, navio, rio, motor, som, movimento, 
 barulho, cantiga, vento.
Dançar, navegar, mexer, balançar, tocar, cantar, 
nadar.
Grande, frio, doce, salgado, calmo, agitado, 
fundo.
À beira, dentro, longe, perto, fora, distante.
Para ajudar
Busque o contato visual da criança e a convi-
de para brincar. Procure cantar uma música 
preferida da criança e será muito interessante 
se ela tiver um instrumento na sua mão.
Indo além
Você pode pegar uma bacia bem grande com 
água e pedir que cada criança coloque o seu 
barco na água. Em pequenos grupos, a brin-
cadeira é assoprar o barco de papel para ob-
servar até onde ele irá.
Liubov Varfolomeeva/Shutterstock
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o Multiculturalismo e a 
Diversidade Cultural, valorizando tanto o 
multiculturalismo nas matrizes históricas 
quanto nas matrizes culturais brasileiras. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
EI02EF02 Identificar e criar diferentes sons 
e reconhecer rimas e aliterações em 
cantigas de roda e textos poéticos.
EI02TS02 Utilizar materiais variados com 
possibilidades de manipulação (argila, 
massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e 
volumes ao criar objetos tridimensionais. 
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119
A BOA COMPANHEIRA
Faixa etária: Crianças bem pequenas (1 ano e 
7 meses a 3 anos e 11 meses)
Tema: Natureza, paisagem, ecossistema, meio 
ambiente e plantas.
Bloco de atividade: Brincar com os sons.
Materiais: Objetos que caibam na mão e carimbo 
(para carimbar as mãos).
• Áudio da cantiga popular: “A mão direita tem 
roseira”.
• Livro: MACHADO, A. M. O Tesouro das Cantigas para 
Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
Objetivos pedagógicos
Ampliar o repertório musical e de brincadeiras 
de roda, desenvolver a coordenação motora 
ampla e fina, desenvolver a brincadeira, incen-
tivar a interação.
Como fazer
Leia o livro de cantigas “O tesouro das canti-
gas para crianças”, da seguinte maneira: Abra 
em uma página, leia e mostre as imagens do 
livro, associe as imagens ao vocabulário. 
Pergunte às crianças: Onde estão as mãos? Brin-
que de achar e esconder as mãos atrás do corpo. 
Pergunte: O que vimos no livro? Tinha uma ro-
seira na mão direita! O que temos aqui? Mos-
tre o objeto da natureza em uma mão. Troque 
o objeto de mão. Repita. Brinque de passar o 
objeto de uma mão para outra.
Brinque de passar um objeto de uma criança 
para outra. Veja se conseguem com ou sem aju-
da. Repita o gesto, estimule as crianças a brincar. 
Peça para as crianças darem as mãos, faça uma 
roda com as crianças. Coloque o áudio e cante a 
cantiga, fazendo sons com as mãos: Batendo pal-
mas e estalando os dedos para marcar o ritmo.
Converse e espiche a conversa sobre as rosei-
ras, sua beleza e seus espinhos.
Palavras-chave
Flor, rosa, roseira, mão, braço, abraço, primavera.
Cantar, ouvir, plantar, dançar, passar, trocar, ro-
dar, girar, esconder, mostrar. 
Perto, longe, companheira, mão direita/esquer-
da, frente, atrás.
Para ajudar 
Segure na mão da criança que ainda não brin-
ca de roda, deixe ela ser seu ajudante do dia. 
Indo além
Desafie a brincar de carimbo de mão com ma-
terial disponível (areia, tinta), repita e reforce 
o vocabulário: mão direita e mão esquerda. 
Objetivos de desenvolvimento
EI02EF03 Demonstrar interesse e atenção 
ao ouvir a leitura de histórias e outros 
textos, diferenciando escrita de ilustrações, 
e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima 
para baixo, da esquerda para a direita).
EI02TS03 Utilizar diferentes fontes sonoras 
disponíveis no ambiente em brincadeiras 
cantadas, canções, músicas e melodias.
EI02CG02 Deslocar seu corpo no espaço, 
orientando-se por noções como em frente, 
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao 
se envolver em brincadeiras e atividades de 
diferentes naturezas.
Em diálogo com os Temas Contemporâneos 
Transversais na BNCC: Aproveite a atividade 
de rotina para pensar o meio ambiente e a 
educação ambiental por meio do amor às 
plantas e aos animais. 
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120
Itinerários e temas
CLASSIFICAÇÃO DOS ITINERÁRIOS PEDAGÓGICOS
Tipo Número dos temas Qantidades de fichas de cada
Hora de mexer
1 a 6 6
Hora de pequeno grupo
1 a 6 6
Hora de planejar/fazer/lembrar
3 a 10 8
Hora de brincar com o corpo
1 a 8 8
Hora de brincar com as mãos
3 a 10 8
Hora de brincar com números
3 a 10 8
Hora de ler
1 a 8 8
Hora de brincar com os sons
3 a 10 8
Hora de brincar com números
3 a 10 8
Rotinas
1 a 10 16
TOTAL
76
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121
Lista geral de temas
No dos temas Nome
1 Corpo, Saúde, Alimentação
2 Eu, colegas, família, comunidade
3 Espaços: creche casa, rua, cidade
4 Natureza, fenômenos, ciclos
5 Animais
6 Festas,folclore, costumes
7 Férias, viagens, aventuras, fantasia, mágicas
8 Matéria, materiais, propriedades
9 Meios de transporte
10 Natureza, paisagem, ecossistema, meio ambiente, plantas
Vectors bySkop/Shutterstock
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O termo “avaliação formativa” é usado por dife-
rentes autores em diferentes sentidos. O que é co-
mum nas diversas definições é o objetivo: usar a in-
formação 
Depende do objetivo da avaliação. Aqui, estamos 
tratando das crianças, portanto, trata-se de averiguar 
com frequência se as crianças estão progredindo e, 
caso não estejam, tomar as providências para que is-
so aconteça. 
Os seres humanos avaliam tudo e todos a todo 
momento. É a maneira que usamos para nos situar 
nos diferentes contextos e momentos. Na creche e 
na pré-escola os objetivos da avaliação formativa se 
referem a averiguar se a instituição está cumprimen-
to a sua missão – que é a de promover o desenvolvi-
mento das crianças e, no caso da pré-escola, prepa-
rá-las para ingressar na escola formal. 
Portanto, os referenciais para a avaliação formati-
va são as orientações curriculares – aquilo que a so-
ciedade espera da creche/pré-escola e a proposta 
pedagógica de cada instituição.
Acompanhamento no dia a dia 
 ● Adaptação. Nos primeiros dias de uma criança na 
creche, é de se esperar tensão e ansiedade por par-
te de muitos familiares e de crianças, especialmen-
te as que ficaram mais tempo em casa. A adaptação 
das crianças requer uma preparação para recebê-
-las e tranquilizar os familiares e/ou responsáveis, 
bem como uma observação muito próxima para 
que a transição seja suave. 
 ● Os primeiros meses até um ano. Nas creches, es-
pecialmente até o 1º ano de vida, o acompanha-
mento das crianças é diário, os familiares se 
preocupam em saber detalhes do dia a dia: A crian-
ça comeu? O quê? A que horas? Fez cocô? Teve 
febre? Dormiu? Tipicamente, os familiares recebem 
uma informação precisa por meio de uma agenda 
física ou eletrônica. Ao fazer esse acompanhamen-
to, os educadores também estão observando ou-
tros aspectos do desenvolvimento da criança. Ao 
entregar as crianças às famílias – e vice-versa –, 
espera-se que as crianças estejam limpas e assea-
das.
 ● A vida na creche a partir do 1º ano e da adapta-
ção. A partir do 1º ano de vida e/ou do período de 
adaptação, as preocupações dos familiares mudam 
de foco – e concentram-se mais na alimentação e, 
por volta dos 2 anos a 2 anos e meio, no controle 
dos esfíncteres. Aos poucos, vão se concentrando 
mais no acompanhamento das atividades. A con-
versa entre cuidadores e crianças depois do dia na 
creche é importante não apenas para aproximar as 
famílias da creche como também para desenvolver 
a memória das crianças. Atividades como emprés-
timo de livro e livro viajante contribuem para esses 
objetivos. 
Para além desse acompanhamento conjunto às 
famílias, cabe à instituição acompanhar o desenvol-
vimento da criança. Nas creches, especialmente no 1º 
ano de vida, é muito comum o uso de agendas, nas 
quais se registram os dados mais rotineiros, bem co-
mo observações sobre o comportamento da criança. 
Para as instituições que adotam agendas, este é um 
bom espaço para apresentar sugestões de atividades 
para os pais fazerem com os filhos em casa.
Ao final de cada mês, o educador deve registrar a 
sua observação do desempenho de cada criança. O 
foco principal é identificar se a criança está progre-
dindo nas diversas áreas do desenvolvimento. O pro-
gresso é sempre lento, mas é diferente quando a crian-
ça está parada ou mesmo está regredindo. Regressões 
são mais comuns e frequentes – devido a eventos ex-
ternos, mudanças na família etc. Depois de passado 
esse momento de transição ou tensão, as crianças 
tendem a voltar ao que eram. Já a criança que é apá-
tica, que não responde aos estímulos, esta deve re-
ceber mais atenção. Daí a importância do acompa-
nhamento contínuo.
Apresentamos, a seguir, sugestão de instrumento 
de acompanhamento e avaliação. Mais do que a si-
tuação “absoluta” da criança, importa acompanhar o 
processo – com especial atenção a crianças que de-
monstrem estagnação ou regressão. O marco de re-
ferência são as expectativas para o desenvolvimento, 
que podem ser desdobradas – a critério de cada ins-
tituição, em itens mais específicos, como os propos-
tos na BNCC, por exemplo: 
Acompanhamento/Avaliação formativa dos 
itinerários de rotina e pedagógicos
9Unidade
Introdução
122
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A escala
A escala sugerida contém 5 áreas do desenvol-
vimento que correspondem aos campos de expe-
riência da BNCC. 
Para simplificar, sugerimos que o educador re-
gistre de 1 a 3: 
1. Regressão ou sem progresso
2. Progredindo com dificuldade
3. Progredindo dentro do esperado
Ficha de acompanhamento individual – Até 60 meses
Turma:
Educador:
Nome da criança
Data: 
Desenvolvimento pessoal 
e social
Desenvolvimento físico 
e motor
Desenvolvimento 
da linguagem
Desenvolvimento cognitivo
O eu, o outro e nós Corpo, gestos e movimentos
Traços sons, cores e formas
Escuta, fala, pensamento e 
imaginação
Espaços, tempos, 
quantidades 
Exemplos de indicadores pertinentes a cada área de desenvolvimento:
Desenvolvimento pessoal e social 6 meses 12 meses 18 meses
Reage positivamente à presença de adultos conhecidos. X
Quando você estende a mão e pede o brinquedo ele lhe 
oferece.
X
Expressa necessidades e preferências com expressões e 
movimentos.
X
Expressa necessidades e preferências com vocalizações, sí-
labas ou palavras.
X
Chama a atenção do adulto quando deseja algo. X
24 meses 30 meses 36 meses
Demonstra interesse por outras crianças. X
Brinca com bonecas em grupos pequenos de crianças. X
Diante de questionamentos, se identifica usando “eu”. X
Aguarda a vez durante as brincadeiras. X
48 meses 54 meses 60 meses
Tira e põe roupa sem ajuda. X
Brinca com crianças em grupos maiores. X
Informa pelo menos quatro dados pessoais. X
Expressa e verbaliza emoções. X
Desenvolve o autocontrole.
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Desenvolvimento físico e motor 6 meses 12 meses 18 meses
Senta-se com apoio. X
Engatinha. X
Começa a andar com apoio. X
Anda se balançando. X
24 meses 30 meses 36 meses
Sobe ou desce sozinha pelo menos dois degraus. X
Pula com os dois pés, levantando os pés do chão ao 
mesmo tempo.
X
Consegue arremessar uma bola para frente quando está 
de pé.
X
48 meses 54 meses 60 meses
A criança pula em um pé pelo menos uma vez sem perder 
o equilíbrio ou cair.
X
A criança anda na ponta dos pés. X
A criança salta alternando os pés. X
Desenvolvimento da linguagem 6 meses 12 meses 18 meses
Produz sons como “ga, gu, da”. X
Aponta para o objeto que deseja. X
Diz duas ou três palavras juntas que representam ideias 
diferentes (por exemplo: “Quero água” e “Mamãe chegou”.
X
24 meses 30 meses 36 meses
Fala quinze ou mais palavras. X
Usa corretamente palavras como “eu”, “meu” e “você”. X
Narra acontecimentos ou ações das personagens ao 
observar imagens. 
X
Segue três instruções não relacionadas entre si. X
48 meses 54 meses 60 meses
Fala pelo menos duas características a respeito de objetos 
comuns.
X
Formula frases com quatro ou cinco palavras. X
Utiliza palavras que indicam comparação, como “mais pe-
sado”, “mais forte” ou “menor”.
X
É ativa em diálogos, participando das conversas. X
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Desenvolvimento cognitivo 6 meses 12 meses 18 mesesExplora objetos com as mãos, pés, boca, olhos, ouvidos e 
nariz.
X
Repete uma ação para fazer com que algo volte a 
acontecer, experimentando percepções sobre as relações 
de causa e efeito.
X
Nomeia corretamente as figuras e objetos apresentados. X
24 meses 30 meses 36 meses
Descobre a permanência dos objetos. X
Simula que um objeto é outro (por exemplo: usar um bloco 
de montar como se fosse um celular.).
X
Identifica e nomeia figuras e fotografias. X
Ouve e aprecia histórias, quadrinhas e canções. X
48 meses 54 meses 60 meses
Identifica o início e o final de um intervalo de tempo X
Antecipa acontecimentos rotineiros. X
Experimenta e descreve posições, direções e distâncias. X
Canta canções e cria melodias. X
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P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 126P2_V1_EI_J_BATISTA_CRECHE_Atg22_Referencias_126-128_LP.indd 126 07/10/20 18:4707/10/20 18:47
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B1-B11, 2000.WEISLEDER, Adriana; SR MAZZUCHELLI, Denise; 
SÁ LOPEZ, Aline; DUARTE NETO, Walfrido; 
BROCKMEYER CATES, Carolyn; Hosana ALVES 
GONÇALVES, Hosana; PAZ FONSECA, Rochele; 
OLIVEIRA, João; and L. MENDELSOHN, Alan. 
Reading aloud and child development: a clus-
ter-randomized trial in Brazil. Pediatrics 141, nº 
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WYNN, K. Infant possess a system of numerical 
knowledge. Current Directions in Psychological 
Science. Dec 1, 1995. Disponível em: <https://doi.
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WYNN, K. Infant’s individuation and enumeration of 
actions. Psychological Science. 
Maio, 1996. Disponível em: <https://doi.or-
g/10.1111/j.1467-9280.1996.tb00350.x>.
Bibliografia comentada
Limitamos nossos comentários a publicações 
em língua portuguesa com base científica ou apre-
sentando evidências científicas, e que sejam escri-
tas com linguagem adequada ao público-alvo e re-
presentam o que há de mais atual e pertinente 
sobre o tema. As exceções são as obras sobre lite-
ratura infantil. 
LITERATURA INFANTIL
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura 
do mundo. São Paulo: Ática, 1999. Neste livro o 
professor encontrará uma reflexão erudita, mas 
de fácil entendimento, a respeito da importância 
e dos desafios de lidar com a literatura na escola.
LAJOLO, Marisa; e ZILBERMAN, Regina. Literatura in-
fantil brasileira: História & histórias. São Paulo: Áti-
ca, 1999. Este livro traça a história da literatura in-
fantil no Brasil e oferece ao educador uma visão 
contextualizada da origem dos nossos principais 
autores. 
MACHADO, Ana Maria. Como e por que ler os clás-
sicos universais desde cedo. São Paulo: Objetiva, 
2002. Um livro erudito, escrito de forma agra-
dável e compreensível, repleto de exemplos que 
mostram a importância de ler os clássicos desde 
cedo para entendermos a origem de nossa lín-
gua e de nossos referentes culturais.
TATAR, Maria. Contos de fada. Clássicos Zahar, 2013. 
Maria Tatar é uma das mais eruditas estudiosas 
dos contos infantis. Esta versão comentada per-
mite ao leitor entender as origens, as histórias e 
as complexidades culturais e psicológicas refle-
tidas nos contos de fada. 
EDUCAÇÃO INFANTIL E LITERACIA 
CÂMARA dos deputados. Educação Infantil. Ci-
clo de Seminários Internacionais, 2008. Trata-se do 
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relatório de um seminário realizado em 2008, escri-
to em linguagem clara e compreensível. Todas as 
unidades são fundamentadas em evidências. O ar-
tigo de Lisa Freund documenta o impacto da leitu-
ra no desenvolvimento do cérebro; David Dickinson 
revê as evidências científicas sobre literacia familiar. 
Os demais autores reveem as bases científicas de 
políticas de atendimento à primeira infância em di-
ferentes contextos e países.
ARAUJO, Aloísio. (Coordenador do Grupo de 
Estudo). Aprendizagem infantil: Uma abordagem 
da neurociência, economia e psicologia cognitiva. 
Academia Brasileira de Ciência, 2012. Esta publica-
ção apresenta um conjunto de estudos e o relatório 
de um grupo de trabalho reunido pela Academia 
Brasileira de Ciências para tratar do tema. Todos os 
artigos possuem rigoroso embasamento científico, 
mas proporcionam ao leitor um entendimento claro 
das diferentes ciências e perspectivas científicas 
sobre a primeira infância, incluindo as contribuições 
da neurociência, da ciência cognitiva da leitura/al-
fabetização e da economia. 
Leitura desde o berço: políticas sociais integra-
das para a primeira infância. Coleção de artigos 
apresentados no III Seminário Internacional realiza-
do entre 16 e 20 de agosto de 2010. Rio de Janeiro: 
Instituto Alfa e Beto. Esta publicação contém dois 
artigos primorosos. O primeiro deles, de autoria de 
David Dickinson e Julie Griffith, revê as evidências 
científicas sobre o impacto de longo prazo da lei-
tura para bebês. O segundo, de autoria de Perri 
Klass, Dreyer e Mendelsohn, descreve o programa 
Reach Out and Read, um dos programas de litera-
cia familiar mais bem-sucedidos do mundo. 
FONTES ADICIONAIS DE 
INFORMAÇÃO:
Harvard Center for the Developing Child. Esse 
site oferece estudos fundamentados sobre temas 
relevantes de desenvolvimento infantil. Vários arti-
gos estão disponíveis em língua portuguesa. Dispo-
nível em: <https://developingchild.harvard.edu>. 
Acesso em: 8 set. 2020.
Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Pri-
meira Infância. A Enciclopédia é produzida pelo 
Centre d’Excellence pour le Développement des Je-
unes enfants, no Canadá, e contém artigos científi-
cos escritos para o público não especializado. Há 
versão em português de diversos artigos. Disponí-
vel em: <http://www.enciclopedia-crianca.com>. 
Acesso em: 8 set. 2020.
No Brasil, destacam-se os sites da Fundação Ma-
ria Cecília Souto Vidigal, do Instituto Alfa e Beto, e, 
especificamente nas áreas de leitura e matemática, 
da Fundação ABCD. Disponível em:< https://www.
fmcsv.org.br/pt-BR/>. Acesso em: 8 set. 2020.
ALFABETIZAÇÃO
DEHAENE, Stanlislas. Os neurônios da leitura. Pen-
so: 2012. Neste livro o autor mostra como a ciência 
explica nossa capacidade de ler, explica a origem das 
letras e suas formas, e como o cérebro se modificou 
para aprender a ler. Embora a alfabetização não seja 
um tema específico da creche, vale a pena conhecer 
o processo pelo qual nosso cérebro aprende a ler. 
MATEMÁTICA
WILLINGHAM, D. O Ensino de Matemática nas 
Séries Iniciais publicado em III Seminário Interna-
cional IAB, Rio de Janeiro, 2020. Embora o título do 
artigo se refira às séries iniciais, o autor se refere a 
conceitos que são adquiridos muito antes disso. O 
cérebro possui capacidades naturais para aprender 
matemática, o “senso numérico”, mas isso é apenas 
a base: é preciso um cultivo cuidado, começando 
pelo conhecimento dos fatos fundamentais e das 
operações. O autor mostra como é muito mais im-
portante usar exemplos familiares do que exemplos 
concretos (por exemplo, dividir um biscoito para 
ensinar frações tem mais impacto por ser biscoito, 
e não por ser concreto). 
Matemática para pais e professores: Introdução. 
Rio de Janeiro: Instituto Alfa e Beto, 2016. Neste vo-
lume introdutório os autores apresentam informa-
ções, conceitos e evidências que ajudam a entender 
e fundamentar não apenas o ensino de matemática 
nas séries fundamentais, mas entender o que se po-
de iniciar desde a educação infantil, notadamente 
na pré-escola e no contexto familiar, por meio de 
jogos e brincadeiras.
CRATO, Nuno. A matemática das coisas. Editora 
Livraria da Física: São Paulo, 1999. O subtítulo do 
livro é “do papel A4 aos cordões de sapatos, do GPS 
às rodas dentadas”. Por meio de exemplos e histó-
rias interessantes o autor convence o leitor sobre a 
importância de encantar as crianças (e os jovens e 
adultos) com a matemática. 
HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS
Habilidades socioemocionais: Aspectos teóricos 
e práticos. São Paulo: Hogrefe (no prelo). De modo 
particular, o artigo de R. Primi e R. Marino apresen-
ta o modelo dos “cinco grandes fatores”, usando 
uma linguagem simples e clara e fazendo referên-
cias entre a literatura científica e a abordagem do 
tema na BNCC – Base Nacional Curricular Comum. 
Os autores também discutem o uso de instrumen-
tos para acompanhar e avaliar o desenvolvimento 
dessas habilidades ao longo da educação básica.
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João Batista Araujo e Oliveira
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