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Aloísio André dos Santos Gestão da Qualidade e Confiabilidade Aloísio André dos Santos GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE Belo Horizonte Fevereiro de 2014 COPYRIGHT © 2015 GRUPO ĂNIMA EDUCAÇÃO Todos os direitos reservados ao: Grupo Ănima Educação Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610/98. Nenhuma parte deste livro, sem prévia autorização por escrito da detentora dos direitos, poderá ser reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravações ou quaisquer outros. Edição Grupo Ănima Educação Vice Presidência Arthur Sperandeo de Macedo Coordenação de Produção Gislene Garcia Nora de Oliveira Ilustração e Capa Alexandre de Souza Paz Monsserrate Leonardo Antonio Aguiar Equipe EaD Conheça o Autor Aloísio André dos Santos é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001) e mestre em Engenharia Aeronáutica e Mecânica, área de Produção, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (2003). Como atividades acadêmicas foi professor substituto na Universidade Federal de Minas Gerais - Departamento de Engenharia de Produção. Foi professor da PUC Minas e do IEC (2006), foi coordenador do curso de Engenharia de Produção da Faculdade Pitágoras de 2008 até 2010, diretor do Núcleo de Engenharias e TI da Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte (2010-2012) e coordenador geral das Engenharias da Kroton e dos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Redes de Computadores e Banco de Dados (2011-2012). É professor no curso de Ciências Aeronáuticas e Manutenção de Aeronaves da Universidade FUMEC. Tem experiência na área de Engenharia Aeroespacial, com ênfase em Aeronáutica e Mecânica, e atua principalmente nos seguintes temas: segurança, gerência da produção, incêndio, aeroportos e administração da produção, além de desenvolver trabalhos no campo social - economia solidária. Atualmente, além de fazer parte do corpo docente da FEA- FUMEC, é coordenador do NAE (Núcleo de Aeronáuticas) desta Universidade. Atualmente ocupa o cargo de Líder II (Engenharias) na Diretoria Acadêmica do Grupo Ănima Educação. Caro(a) aluno(a), A qualidade e a produtividade sempre fizeram parte da evolução do ser humano. Se por um lado a produtividade pode ser entendida como a quantidade produzida em função dos recursos utilizados, a qualidade, embora sendo um conceito subjetivo, passou a ser fundamental para o crescimento das organizações contribuindo para a melhoria dos resultados e, consequente aumento nos lucros, sendo uma das principais estratégias competitivas frente ao rápido avanço tecnológico e à era da tecnologia da informação. Nesse contexto, com os conceitos elucidados nesse livro, você poderá entender a importância da qualidade como apoio na melhoria da produtividade nas organizações, através do entendimento e compreensão do conceito da qualidade e sua evolução ao longo do tempo. Faremos ainda uma revisão histórica dos fundamentos da qualidade, destacando os pensadores e as principais ferramentas da qualidade e sua aplicação. Observe a seguir os assuntos a serem estudados em seu percurso de aprendizagem durante a realização desta disciplina: Apresentação da disciplina Assuntos a serem estudados na disciplina Elaborado pelo Autor, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Bons estudos! Controle de Processo Planejamento e Prática do Controle da Qualidade Auditoria da Qualidade Programas e Métodos para Melhoria da Qualidade Processo de Administração da Qualidade Custos da Qualidade UNIDADE 1 003 Fundamentos da qualidade 004 Conceitos e definições 006 Evolução da qualidade - Eras da qualidade 009 Gurus da qualidade 012 O modelo japonês 020 A qualidade no Brasil 022 Revisão 027 UNIDADE 4 090 Planejamento e prática do controle da qualidade 091 QFD: Desdobramento da qualidade 097 FMEA 101 Gerenciamento da rotina do trabalho 104 Sistemas de padronização 109 Gerenciamento pelas diretrizes 113 Revisão 121 UNIDADE 3 063 Controle de processos 064 Produtividade e o processo produtivo 066 Conceito de controle de processo 072 Ciclo PDCA de controle 074 CCQ - Círculos de Controle da Qualidade 082 Revisão 087 UNIDADE 2 031 Ferramentas da qualidade 032 Definições e idealizadores 035 As ferramentas e sua utilização 036 Benefícios da aplicação das ferramentas da qualidade 056 Revisão 061 UNIDADE 7 184 Processo de administração da qualidade 185 Política e objetivos da qualidade 187 Sistemas de gestão da qualidade 193 Organização da qualidade 196 Garantia da qualidade 198 Liderança no contexto da gestão da qualidade 205 Revisão 210 REFERÊNCIAS 233 UNIDADE 8 212 Custos da qualidade 213 Definições 216 Classificação dos custos da qualidade 218 Como medir os custos da qualidade 226 Revisão 231 UNIDADE 6 151 Programas e métodos para melhoria da qualidade 152 5S 155 Bechmarking 165 Kaizen 165 Just-in-time 169 Lean production 176 Revisão 182 UNIDADE 5 123 Auditoria da qualidade 124 Conceitos 125 Normas da qualidade 128 Revisão 149 Fundamentos da qualidade • Conceitos e definições • Evolução da qualidade - Eras da qualidade • Gurus da qualidade • O modelo japonês • A qualidade no Brasil • Revisão Introdução Nessa unidade você irá entender a importância da qualidade para a sociedade e sua evolução ao longo dos anos como apoio na melhoria da produtividade nas organizações. Serão apresentados alguns conceitos e, embasado na teoria, você poderá tirar as suas próprias conclusões sobre o que realmente é um produto ou um serviço de qualidade. Observe, por exemplo, as imagens dos dois automóveis abaixo: FIGURA 1 - Fusca FIGURA 2 - Ferrari Um Fusca, daqueles mais antigos, com pelo menos uns 30 anos de fabricação. Um modelo Ferrari. Fonte: Acervo Institucional Você sabe que um automóvel ou carro é um veículo motorizado, com quatro rodas e utilizado, dentre outros, para o deslocamento de pessoas, certo? Partindo desta definição, num primeiro momento, como você analisaria a qualidade para cada automóvel apresentado? Se analisarmos friamente, é fácil dizer que a Ferrari, no que tange a qualidade do produto tem “muito mais qualidade” do que o Fusca. Qualidade de motor, aparência, acabamento, conforto, etc. Sob outra ótica, se analisarmos o poder de compra talvez a percepção de qualidade, na visão do consumidor poderá mudar. Imagine um trabalhador que luta para comprar o seu primeiro carro. É de se esperar que o Fusca possa atender perfeitamente à sua necessidade e, desta forma, passa a ser o seu desejo imediato uma vez que é o mais próximo da sua realidade. Sendo assim, podemos entender que o Fusca supera a Ferrari e tem uma “qualidade” superior. Concorda? Percebeu como podemos conceituar a qualidade de maneiras diferentes? Mas, será que esses conceitos estão corretos? Quais são esses conceitos? O que há por trás dessa simples questão? É o que você verá a seguir. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 006 Dentre algumas definições para o termo “qualidade”, iremos adaptar e explicar o conceito preconizado por Falconi (2004), que associa diretamente a qualidade ao produto ou serviço. Para o autor: [...] um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, de forma acessível, de forma segura e no tempo certo às necessidades do cliente [com a devida assistência, é claro]. Esta definição pode assim ser explicitada: Conceitos e definições O produto ou serviço não deve apresentar defeitos. QUADRO 1 - Definição de qualidade O projeto deve ser adequado ao que foi destinado. Por exemplo, um avião, a não ser um hidroavião, não foi projetado para decolar ou aterrissar em água. O produto ou serviço não deve apresentar defeitos. Deve cumprir as funções para as quais foi projetado. Para o mesmo caso do avião destacadoanteriormente, ao pousar em uma pista de aeroporto, o trem de pouso não pode apresentar problemas (defeitos). Deve facilitar a compra, ter baixo custo e por sua vez ter preço compatível com o mercado. Que não coloque em risco a vida das pessoas e não comprometa a harmonia do meio ambiente. Que seja entregue no prazo certo, no local e quantidade acordado com o cliente. Que o cliente tenha atendimento, mesmo após ter adquirido o produto ou o serviço. Atender perfeitamente Confiável Acessível Segurança Oportunamente Assistência Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 007 O conceito destacado por Falconi (2004), está relacionado com a qualidade externa, ou seja, com a percepção do cliente em relação a um produto ou serviço oferecido. No entanto, para chegar a qualidade externa, temos que entender e conceituar também a qualidade interna, que na realidade é a interpretação do que o cliente necessita ou deseja através das especificações de produto e processo. Essas questões serão estudadas posteriormente quando tratarmos do Desdobramento da Qualidade. O principal nome do movimento da qualidade no Brasil é Vicente Falconi, professor de Engenharia na UFMG entre 1964 a 1992 que trabalhou durante muitos anos com os japoneses da Union of Japanese Scientistis and Engineers (JUSE) em empresas brasileiras. Falconi publicou seis livros na área de Gestão Empresarial. Ele foi ainda responsável por vários trabalhos referentes à implantação da qualidade em empresas brasileiras. Atualmente, é sócio fundador e consultor do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). Foi membro da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (2001) e reconhecido pela American Society for Quality como “Uma das 21 vozes do Século 21”. FIGURA 3 - Vicente Falconi Fonte: BLOG DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 2012. Para chegar a qualidade externa, temos que entender e conceituar também a qualidade interna, que na realidade é a interpretação do que o cliente necessita ou deseja através das especificações de produto e processo. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 008 Apesar de conceituarmos a qualidade conforme preconiza Falconi (1992), você deve entender ainda o conceito de qualidade conforme destacado por David Garvin, da Harvard Business School. Segundo o autor, a maioria das definições de qualidade está, necessariamente, relacionada a cinco fatores distintos, daí a confusão sobre a real definição do termo. Garvin teoriza que a qualidade pode ser entendida como um conceito: QUADRO 2 - Fatores para a definição de qualidade Qualidade é aquilo que é entendido por intuição, mas que é difícil de ser comunicado, como beleza e amor. Qualidade é baseada nos atributos ou componentes do produto (características do produto). Qualidade é baseada na satisfação do consumidor. Se ele está satisfeito, então o produto tem qualidade. Se o produto está dentro das normas e especificações da produção, então o produto tem qualidade. Se o produto é percebido como bom para o preço, então tem boa qualidade. Transcendental Produto Consumidor Produção Valor Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Você sabe diferenciar a qualidade do produto e do serviço? Quando queremos destacar a qualidade em relação a funcionalidade e aparência de um carro, por exemplo, o cliente procura aspectos como forma, acabamento, estética, consumo de combustível, velocidade, espaço e potência do motor. Já para uma viagem de avião, o cliente GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 009 procura, segurança, tempo de voo, serviço de bordo e conforto, espaço entre os assentos. Bem, agora que você já se familiarizou com os primeiros conceitos de qualidade, é hora de entender como foi a evolução ao longo do tempo. Vamos lá! Evolução da qualidade Eras da qualidade O conceito de qualidade, conforme destacado anteriormente, evoluiu ao longo do tempo e os gestores, pesquisadores e cientistas também foram percebendo a mudança. Em determinado período, por exemplo, o mais importante era a qualidade da produção, em outro a qualidade do produto (especificações), em outro a percepção do cliente e assim por diante. Entenda essas mudanças acompanhando a evolução do conceito de qualidade através das Eras da Qualidade. PRIMEIRA ERA DA QUALIDADE A Primeira Era da Qualidade se confunde com a Primeira Revolução Industrial que teve sua origem na Inglaterra e como marco a máquina a vapor. No período, que data do século XVIII, a produção era caracterizada pelo trabalho artesanal e em pequena escala, logo, é de se esperar que a qualidade era alcançada de maneira diferente dos dias atuais. O foco era apenas na qualidade final do produto e a ênfase era na conformidade. Não havia preocupação com a qualidade na produção, embora os artesãos agissem de forma intuitiva. Essa Era ficou conhecida como Era da Inspeção. A Primeira Era da Qualidade se confunde com a Primeira Revolução Industrial que teve sua origem na Inglaterra e como marco a máquina a vapor. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 010 SEGUNDA ERA DA QUALIDADE A Segunda Era da Qualidade se confunde com a Segunda Revolução Industrial. Após a Primeira Revolução Industrial, com a mecanização, as máquinas foram poupando o tempo do trabalho humano, a produção de mercadorias ficou maior e os lucros também cresceram. A energia movida a vapor passou a ser utilizada na extração de minério, na indústria têxtil e na produção de uma variedade de bens, até então produzido de forma artesanal. O desenvolvimento industrial arruinou os artesãos, pois os produtos eram confeccionados com mais rapidez nas fábricas. A mecanização se espalhou pelo mundo e os EUA foi o berço da Segunda Revolução Industrial, já com o aparecimento de grandes empresas, do telégrafo, da eletricidade e da indústria de automóveis. Em meados do século XX, surgem nomes importantes no campo industrial como Taylor e Ford1 , surgindo os estudos de tempos e movimentos, produção em série e a administração científica. Esses princípios, juntamente com a explosão da indústria automobilística e bélica, impulsionada pelas guerras, fizeram com que o foco da qualidade se modificasse. Não era mais possível fazer inspeção em cada produto. As empresas, para atender às necessidades de produção e lucratividade, passaram a investir pesado em tempo e produtividade, surgindo a Era do Controle Estatístico da Qualidade, a qual chamamos de Segunda Era da Qualidade. Nesse período, primeira metade do século XX, merece destaque o desenvolvimento significativo para resolução de problemas referentes à qualidade dos produtos da Bell Telephone, nos Estados Unidos. O foco da qualidade passa a envolver também o processo, mas mesmo com a preocupação com o chamado “cliente interno” ou com a qualidade interna, a concepção de qualidade final do produto ainda era o princípio básico, obtendo maior atenção da indústria. 1 Henry Ford foi um empreendedor americano e fundador da Ford Motor Company. Foi o primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir em massa automóveis em menos tempo As empresas, para atender às necessidades de produção e lucratividade, passaram a investir pesado em tempo e produtividade, surgindo a Era do Controle Estatístico da Qualidade, a qual chamamos de Segunda Era da Qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 011 Ainda durante toda a primeira metade do século XX surgiram os diferentes cargos relacionados à qualidade, tais como supervisores, mestres e inspetores da qualidade, todos com o foco da qualidade do produto. FIGURA 3 - Linha de montagem de automóveis fordista Fonte: BLOG SOCIEDADE DO ABSURDO, 2013. TERCEIRA ERA DA QUALIDADE A Terceira Era da Qualidade se confunde com a Terceira RevoluçãoIndustrial. Os avanços da robótica, da indústria eletro eletrônica, da engenharia genética e da tecnologia de informação são incorporados ao processo produtivo, que depende cada vez mais da alta tecnologia. A produção combina novas técnicas com máquinas cada vez mais sofisticadas, a fim de produzir mais com menos recursos e menos mão de obra. A produção em massa, ponto marcante da primeira metade do século XX, cede espaço para a produção enxuta, marco da indústria japonesa. Esse período (anos 50-60-70 do século XX), marca o início da qualidade Estilo Japonês, onde a indústria automobilística do Japão, apoiada pela indústria em eletro eletrônica, supera os americanos nos padrões de qualidade do produto, sustentado pelos padrões de qualidade dos processos. Esta Terceira Era da Qualidade, conhecida como Era da Qualidade Total tem o foco direcionado para os processos, inserindo a A produção em massa, ponto marcante da primeira metade do século XX, cede espaço para a produção enxuta, marco da indústria japonesa. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 012 concepção de cadeia produtiva e tendo como consequência um produto com qualidade diferenciada. As técnicas foram além das ferramentas estatísticas, incluindo conceitos, habilidades e técnicas gerenciais. Nessa Era é possível destacar quatro principais movimentos: • quantificação dos custos da qualidade; • controle total da qualidade; • técnicas de confiabilidade e; • programa Zero Defeitos. Embora não seja evidenciado, existem alguns autores que consideram ainda uma Quarta Era da Qualidade. Sendo Terceira ou Quarta o que importa é que o Estilo Japonês ou a Era da Qualidade Total (Terceira Era da Qualidade) é o divisor de águas na concepção da qualidade e entendimento da mesma como forma de aumento da produtividade e competitividade. Desde então, esta Era está sendo vivida até os dias atuais, onde os conceitos de gestão estratégica foram incorporados aos conceitos de qualidade surgindo a Gestão da Qualidade Total e a Gestão Estratégica da Qualidade. Gurus da qualidade A história da qualidade se confunde com os pesquisadores ou pensadores da qualidade. Vamos agora procurar entender a contribuição de cada um deles para a evolução do entendimento do conceito da qualidade. Embora não seja evidenciado, existem alguns autores que consideram ainda uma Quarta Era da Qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 013 FIGURA 4 - Frederick Winslow Fonte: WIKIMÉDIA COMMONS [Internet]. Frederick Winslow Taylor (1856-1915), mais conhecido por Taylor, era um Engenheiro Mecânico que nasceu nos EUA. A história de Taylor se confunde com a Segunda Revolução Industrial. É comum associar a produção seriada e em massa ao mestre. Para Taylor, um sistema de bonificação só seria eficaz para qualidade se fosse combinado com tarefas devidamente e cuidadosamente planejadas e facilmente ensaiadas. Taylor acreditava no treinamento e no uso de metodologias como forma de aumento da produtividade e qualidade. As principais contribuições de Taylor foram: a Administração Científica, o estudo de tempos de movimentos nos processos produtivos, a padronização do trabalho e a especialização de tarefas. Para Taylor, um sistema de bonificação só seria eficaz para qualidade se fosse combinado com tarefas devidamente e cuidadosamente planejadas e facilmente ensaiadas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 014 FIGURA 5 - William Edwards Deming Fonte: MOONMENTUM [Internet]. William Edwards Deming (1900-1993) ou simplesmente Deming, é um dos mais celebrados gurus da qualidade. Mesmo sendo estatístico, a sua orientação foi mais filosófica. Ele destacava que a qualidade estava também relacionada a profundas transformações no relacionamento entre empresa, funcionários, fornecedores e clientes. Nos EUA, país de seu nascimento, ficou conhecido pela melhoria dos processos produtivos durante a Segunda Guerra Mundial, porém, o seu reconhecimento como mestre da qualidade se deve ao seu trabalho no Japão, trabalho este relacionado à melhoria da qualidade no projeto, produto e vendas através da aplicação de métodos estatísticos como a análise de variantes e teste de hipóteses. William Edwards Deming destacava que a qualidade estava também relacionada a profundas transformações no relacionamento entre empresa, funcionários, fornecedores e clientes. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 015 Fonte: QUALITY CONTROL ARTICLES [Internet]. FIGURA 6 - Walter Andrew Shewhart Walter Andrew Shewhart (1891-1967) era físico, engenheiro e estatístico, nascido nos EUA. Ficou conhecido como o pai do Controle Estatístico da Qualidade. A contribuição mais importante de Shewhart tanto para a Estatística quanto para a indústria foi o desenvolvimento do Controle Estatístico de Qualidade. Shewart observou que era improvável que duas peças fossem fabricadas precisamente de acordo com as mesmas especificações. Na sua opinião, haveria um certo grau de variação das matérias primas, da habilidade dos operadores e dos equipamentos e todos esses fatores acabam contribuindo para a qualidade ou não do produto final. Até a mesma peça produzida por um único operador, numa única máquina, provavelmente revelaria alguma variação com o tempo. Shewhart utilizou a estatística para determinar os limites das variações, além de métodos gráficos de representação de valores de produção para avaliar se eles ficavam dentro da faixa aceitável. As suas principais contribuições foram o controle estatístico de processos, as cartas de controles e a inspeção por amostragem. A contribuição mais importante de Shewhart tanto para a Estatística quanto para a indústria foi o desenvolvimento do Controle Estatístico de Qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 016 FIGURA 7 - Joseph Moses Juran Fonte: FUNDATIA “PREMIUL ROMAN PENTRU CALITATE" J. M. Juran [Internet]. Joseph Moses Juran (1904-2008) contribuiu decisivamente no movimento japonês em prol da qualidade. Para Juran, a administração da qualidade compreendia três processos básicos: planejamento, controle e melhoria. Esses três processos ficaram conhecidos como a Trilogia de Juran. Ao contrário de Crosby, Juran não acreditava que a implantação da qualidade fosse simples, mas também não entendia como tão complexa, conforme Deming. Foi o pioneiro na aplicação dos conceitos da qualidade à estratégia empresarial, destacando que a falta de qualidade estava na falta de planejamento organizacional. Para Juran, a administração da qualidade compreendia três processos básicos: planejamento, controle e melhoria. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 017 FIGURA 8 - Armand Feigenbaum Fonte: MAESTROS DE LA CALIDAD [Internet]. Armand Feigenbaum (1922) foi um expert em qualidade da General Eletric em Nova Iorque, EUA. Feigenbaun deu origem ao conceito de Controle da Qualidade Total (TQC – Total Quality Control), tratando-o como questão estratégica que demanda profundo envolvimento de todos dentro da organização. Empregou ainda a noção de custos da qualidade, enfatizando aos administradores que os investimentos feitos em qualidade geravam retornos maiores do que os realizados em outras áreas. Para Feigenbaun nove fatores fundamentais afetam a qualidade, os 9M’s de Feigenbaun: Mercados (Markets); Dinheiro (Money); Gerência (Management); Pessoas (People); Motivação (Motivation); Materiais (Materials); Máquinas (Machines); Métodos (Methods); Montagens do produto requisito (Mounting product requirements). Para Feigenbaun nove fatores fundamentais afetam a qualidade, os 9M’s de Feigenbaun. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 018 FIGURA 9 - Kaoru Ishikawa Fonte: QUALIDADE BRASIL [Internet]. Kaoru Ishikawa (1915-1989) foi um engenheiro de controlede qualidade no Japão. Ishikawa criou os famosos Círculos de Controle da Qualidade (CCQ). Além dos CCQ, as sete ferramentas de Ishikawa constituem importante instrumento de auxílio nos processos de controle da qualidade. Ele acreditava ainda que as sete técnicas podiam ser utilizadas por qualquer trabalhador. Ishikawa redefiniu o conceito de cliente. Para ele, cliente seria qualquer funcionário que recebia como insumo os resultados do trabalho executado anteriormente por um colega. Ishikawa é conhecido e sempre lembrado pela ferramenta Diagrama de Espinha de Peixe, o famoso Diagrama de Ishikawa. Ishikawa é conhecido e sempre lembrado pela ferramenta Diagrama de Espinha de Peixe, o famoso Diagrama de Ishikawa. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 019 FIGURA 10 - Philip Crosby Fonte: QUALIDADE BRASIL [Internet]. Philip Crosby (1926-2001) foi um empresário e escritor norte americano que contribuiu para a Teoria da Gestão e Métodos de Gestão da Qualidade. Crosby criou a concepção Zero Defeito e popularizou o conceito de fazer certo da primeira vez. Ele é o único entre os mestres que considera a qualidade um conceito muito simples. Para ele se o gerenciamento demandar um padrão mais alto de performance e se este padrão for comunicado, então o “defeito zero” é possível. As técnicas não preventivas como inspeção, teste e controle da qualidade, são pouco eficazes, assim, a prevenção deve ser ponto a ser seguido. É conhecido também pelos 4 Absolutos da Qualidade: Definição; Sistema; Padrão de Desempenho; Medida. Crosby criou a concepção Zero Defeito e popularizou o conceito de fazer certo da primeira vez. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 020 O modelo japonês Quando se fala do Modelo Japonês é de se esperar que todas as técnicas e filosofias da qualidade dos dias atuais vieram do país. No entanto, o modelo Japonês nada mais é do que um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão, a partir de ideias americanas que foram introduzidas no país após a Segunda Guerra Mundial. O modelo Japonês do qual falamos é conhecido no Japão como Total Quality Control ou simplesmente Controle da Qualidade Total. Na realidade existem muitas considerações a respeito da “Qualidade Total”. Ficamos com o conceito de Falconi (2004): [...] qualidade total são todas aquelas dimensões que afetam a satisfação das necessidades das pessoas e por consequência a sobrevivência da empresa. Ressalta-se que o TQC japonês é diferente do TQC destacado anteriormente quando falamos de Feignbaum, por isto, em alguns países, a sigla utilizada é o CWQC (Company Wide Quality Control). O TQC japonês foi o marco da Terceira Revolução Industrial e, consequentemente, da Terceira Era da Qualidade. Dentre os princípios fundamentais do sistema está a participação de todos (setores e empregados) no estudo e condução da qualidade nas organizações. O modelo Japonês nada mais é do que um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão, a partir de ideias americanas que foram introduzidas no país após a Segunda Guerra Mundial. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 021 FIGURA 11 - Aperfeiçoamento do TQC japonês Aperfeiçoamento do TQC Japonês 1. Aproveita o trabalho de Taylor – empregando o método cartesiano, da racionalidade. 2. Utiliza as técnicas de Shewart – com o controle estatístico nos processos de produção. 3. Aproveita o conhecimento de Juran – conceitos de qualidade na visão ocidental. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Um dos grandes feitos dos japoneses, então, foi conseguir estabelecer um equilíbrio na economia do país logo após a Segunda Guerra Mundial, utilizando para isto um Modelo Japonês de Administração. O marco do Modelo Japonês é o Sistema Toyota de Produção, é claro, da Toyota. Naquela época, a indústria japonesa tinha alcançado a produtividade com escassez de recursos, o que impedia a empresa de adotar o modelo da produção em massa marco da Segunda Revolução Industrial (Taylor e Ford). Não era possível produzir em grandes quantidades, gerando estoques. Logo, a produção deveria ser enxuta, por isto, o Sistema Toyota de Produção foi também chamado de Produção Enxuta ou Lean Manufacturing. O Sistema Toyota de Produção objetivava a qualidade dos produtos reduzindo os estoques e custos, sendo uma combinação dos princípios e técnicas de qualidade total, da administração científica e das tradições culturais japonesas. O Sistema Toyota foi criado por membros da família Toyota e foi baseado nas técnicas de Henry Ford e Frederick Taylor. Os princípios mais importantes do Sistema Toyota são: eliminação de desperdícios e fabricação com qualidade. O marco do Modelo Japonês é o Sistema Toyota de Produção. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 022 O princípio de eliminação de desperdícios era aplicado à fábrica, constituindo a produção enxuta (lean production) que consiste em fabricar com o máximo de economia de recursos. O princípio da fabricação com qualidade era produzir sem defeitos, não deixando de ser também uma forma de eliminar desperdícios. Além dos dois princípios citados acima, a Toyota também tem um terceiro princípio que é essencial para o funcionamento dos outros dois. O comprometimento e envolvimento dos funcionários ao lado da fabricação com qualidade e da eliminação de desperdícios. O Sistema Toyota de Produção foi um marco e até os dias atuais coloca a Toyota em evidência no campo da qualidade e produtividade. O modo como a empresa fabricava e concebia os seus produtos foi durante muito tempo, e ainda, uma arma competitiva poderosa dando credibilidade e confiabilidade à marca. Atualmente, a Toyota é uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo com números expressivos de lucratividade. Esse sucesso se deve a sua notável reputação no critério de qualidade do produto, resultado de uma precisa qualidade nos processos de produção. A qualidade no Brasil Avaliar como o cliente relaciona-se com a organização e qual o nível de satisfação, insatisfação e fidelidade do cliente são alguns aspectos apresentados no critério “clientes” do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Esse critério aborda, entre outros aspectos, os processos gerenciais relativos ao relacionamento com clientes, o que de certa forma obriga as organizações a aprenderem a monitorar os clientes e o mercado. Fonte: (FUJIHARA, 2013 [Online]). Todo o movimento da Qualidade no Brasil se inicia na década de 90. A globalização da economia, a abertura de mercado e a O princípio da fabricação com qualidade era produzir sem defeitos, não deixando de ser também uma forma de eliminar desperdícios. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 023 competitividade fizeram com que as universidades e depois as empresas voltassem a atenção para a Qualidade. Professores, pesquisadores e cientistas procuraram entender o que havia de intrigante no modelo japonês de qualidade. A partir desse período surgiram publicações na área e as empresas brasileiras passaram a adotar sistemas de gestão da qualidade desenvolvidos no Japão, como a Gestão pela Qualidade Total - TQC, a Manutenção Produtiva Total – TPM e a Produção Enxuta – Just-In-Time ou Lean Manufacturing (inspirado no Sistema Toyota de Produção). Ainda na década de 90, foi criada a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade, responsável pelo prêmio de maior reconhecimento de excelência de gestão, que utilizou como referência para seus critérios os Prêmios Malcolm Baldridge (Estados Unidos) e o Europeu. Em outubro de 2013, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) completou 22 anos de atuação. Trata-se de um marco no movimento pela excelência da gestão, que reúne milhares de pessoas em rede em prol da disseminação da causa e inserção das organizaçõese do Brasil na rota da competitividade mundial. Fonte: FUNDAÇÃO NACIONAL DA QUALIDADE – FQN. Sobre a FNQ. O governo brasileiro, com o objetivo de disseminar a Qualidade em todas as instituições, públicas e privadas, criou o Programa Brasileiro para Qualidade e Produtividade. Ainda no final da década de 90, e já neste milênio, cresceu a utilização das técnicas de Seis Sigma, para garantir a estabilidade de processos, com o objetivo de reduzir à quase zero o número de não-conformidades, além da disseminação das normas da qualidade (normas ISO), abordadas com detalhes em outra unidade desse livro. O governo brasileiro, com o objetivo de disseminar a Qualidade em todas as instituições, públicas e privadas, criou o Programa Brasileiro para Qualidade e Produtividade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 024 1. Pesquisa realizada em 2010 pela consultoria Allcon aponta que para 78% das empresas o papel do profissional de qualidade é adequar a empresa para as certificações ISO. Por isso, apenas 1,9% das empresas atuam na cultura organizacional, e apenas 0,9% se voltam para os colaboradores da organização. Fonte: FUNDAÇÃO NACIONAL DA QUALIDADE - FNQ. Elevar a competitividade brasileira está na ordem do dia do País. 2. O Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ), concedido pela FNQ, constitui o maior reconhecimento público à excelência da gestão das organizações com sede no Brasil. 3. Em 2012, a 21ª edição do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ), reconheceu um número recorde de empresas, foram 13 ao total, sendo 6 Premiadas. O maior número desde sua primeira edição, em 1992. Fonte: FUNDAÇÃO NACIONAL DA QUALIDADE - FNQ. PNQ. Considerando todos os assuntos elucidados e a qualidade no contexto atual, vejamos um exemplo prático do que acontece no modelo de telefonia. Case - O sucesso do modelo de telefonia O número de telefones celulares habilitados deve ultrapassar este ano o da população brasileira. Segundo levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em agosto último haviam no país 189,4 milhões de telefones móveis, uma proporção (97,96%) de quase um aparelho por habitante. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 025 Como 84% dos brasileiros vivem hoje em áreas urbanas, e mais de 70% em cidades médias e grandes, a telefonia móvel se transformou no principal canal de comunicação de jovens e adultos. Seja por chamadas de voz, mensagens de texto ou acesso à internet, os brasileiros usam hoje o celular tão rotineiramente que não aceitam mais um serviço de qualidade apenas sofrível. A cobertura deve ser a maior possível e a queda do sinal causa irritação ao usuário. Isso seria impensável anos atrás, antes de se adotar um modelo de competição no setor de telecomunicações. As operadoras disputam cliente por cliente, e o resultado é que há participação equilibrada das principais no mercado (a empresa líder detém uma fatia de 30% e a que está em quarto lugar, 20%). No antigo modelo de monopólio estatal, a telefonia celular era um luxo. E mesmo a telefonia fixa não estava disponível na maior parte do Brasil. Com a privatização, concessionárias e operadoras autorizadas tiveram de cumprir programas de investimento para universalizar o serviço. O avanço tecnológico do setor criou novos desafios, entre os quais o acesso à internet em alta velocidade. A agência reguladora também estuda a possibilidade de as operadoras oferecerem linhas fixas com a cobrança de assinaturas que mesmo famílias de renda muito baixa possam pagar. Ao transferir para várias empresas a responsabilidade por conduzir os investimentos em telecomunicações, o governo foi liberado para atuar em programas sociais específicos apoiando-se nessa infraestrutura. No fim deste ano, com apoio das operadoras, provavelmente as 70 mil escolas públicas do país terão laboratórios de informática conectados à internet. E a proposta de adotar esse sistema público de um computador por aluno será factível em prazo relativamente curto. O resultado prático de iniciativas como essa tem sido fantástico. A evasão escolar em escolas onde o computador está presente em todas as salas de aula diminuiu para menos de 1%, enquanto nas demais tal índice pode chegar a 26%. A experiência brasileira no setor de telecomunicações deveria servir de alerta quando o governo tem recaídas estatizantes e monopolistas, como está acontecendo, por exemplo, nas mudanças pretendidas para exploração de futuros campos de petróleo na camada do Pré-sal. Ou mesmo com o plano para instalação de banda larga supostamente em municípios do interior. A experiência brasileira no setor de telecomunicações deveria servir de alerta quando o governo tem recaídas estatizantes e monopolistas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 026 O mercado certamente não é uma panaceia, capaz de resolver qualquer tipo de problema. Para funcionar bem, como um poderoso instrumento em condições de atender os anseios de consumo da população, o mercado às vezes precisa de regulação do Estado. Esse modelo foi a razão do sucesso das telecomunicações no Brasil. Querer voltar a um passado de ineficiência e mau atendimento à população só se justifica devido ao fundamentalismo ideológico. Fonte: JORNAL O GLOBO, 23 set. 2010. No texto fica claro que a mudança do modelo de telefonia trouxe vários benefícios ao setor, melhorando a qualidade de comunicação entre as pessoas e, desta, forma, do serviço. No entanto, o sucesso do modelo se deve a um conjunto de ações de todos os envolvidos no processo: empresas, trabalhando na melhoria da qualidade dos produtos; governo, trabalhando na infraestrutura de apoio; clientes, buscando a satisfação através de modelos de telefone, sua utilização e qualidade do serviço prestado. Não podemos esquecer que as empresas têm hoje condições suficientes para monitorar e melhorar qualidade do serviço prestado através das informações obtidas pelos SAC´s (Serviços de Atendimento ao Consumidor). As empresas têm hoje condições suficientes para monitorar e melhorar qualidade do serviço prestado através das informações obtidas pelos SAC´s (Serviços de Atendimento ao Consumidor). GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 027 Revisão Nessa unidade, estudamos os conceitos de qualidade teorizados por David Garvin, como: QUADRO 3 - Conceitos de qualidade segundo David Garvin Transcendente: Qualidade é aquilo que é entendido por intuição, mas que é difícil de ser comunicado, como beleza e amor. Baseado no consumidor: Qualidade é baseada na satisfação do consumidor. Se ele esta satisfeito, então o produto tem qualidade Baseado no produto: Qualidade é baseada nos atributos ou componentes do produto. Baseado na produção: Se o produto está dentro das normas e especificações da produção, então o produto tem qualidade. Baseado no valor: Se o produto é percebido como bom para o preço, então tem boa qualidade. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Estudamos ainda quais são os principais “gurus” da qualidade e as suas principais contribuições. São eles: Taylor, Deming, Shewart, Ishikawa, Juran, Feigenbaum, Crosby. Fizemos uma reflexão sobre as eras da qualidade e com isto chegamos a seguinte conclusão: A Segunda Guerra Mundial, ou as guerras, foram um marco importante quanto ao foco da qualidade. Antes, o foco estava no produto, depois passou a ser no processo, conforme pode ser observado no esquema abaixo: GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 028 GRAFICO 1- Evolução da qualidade Produto Processo Mestre Supervisor Núcleo de Inspetores Controle Estatístico Controle Total de Qualidade Garantia de qualidade Elaborado pelo Autor, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Segunda Guerra Mundial FIGURA 12 - Eras da qualidade PrimeiraEra da Qualidade Segunda Era da Qualidade Terceira Era da Qualidade Primeira Revolução Industrial - Século XVIII - Qualidade no produto final Segunda Revolução Industrial – Primeira metade do Século XX -Qualidade no processo e no produto Terceira Revolução Industrial – Década de 60 - Século XX - Qualidade Total Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 029 A Qualidade pode ser conceituada de várias formas. Depende do ponto de vista, da situação... Vamos conhecer alguns destes conceitos? No artigo “Definindo Qualidade”, disponível no link http://www. banasqualidade.com.br/2012/portal/qualidade.asp, você encontra informações que enriquecerão seu aprendizado. Acompanhe a seguir alguns dos conceitos apresentados. QUADRO 4 - Definindo qualidade QUALIDADE DA ORGANIZAÇÃO QUALIDADE DE PROCESSO QUALIDADE NO TRABALHO DIÁRIO QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO QUALIDADE ORIENTADA AO CLIENTE Resultado conjunto do nível de cumprimento da sua missão principal, da qualidade dos processos, produtos e serviços, do perfil de motivação de seus membros e do grau de satisfação de seus clientes a) Medida estatística da qualidade de um material, item, produto ou serviço obtido por um determinado processo. Pode ser qualitativa (atributos) ou quantitativa (variáveis). b) Integração eficaz das operações e atividades que compõem um processo. A forma de medida mais comum da qualidade de um processo é a porcentagem de unidades não-conformes ou defeituosas. Processo de melhoria contínua das rotinas diárias e repetitivas e das condições de trabalho, incluindo a prevenção sistemática de problemas, que dá consistência às operações e aos resultados e identifica claramente as responsabilidades individuais, visando a satisfação do cliente. É a aplicação do ciclo PDCA no trabalho diário. Conceito associado com a satisfação e felicidade do trabalhador com o local de trabalho. A QVT varia, dentre outros fatores, em função dos relacionamentos racionais e afetivos dos grupos de trabalho entre si, das pessoas entre elas, com o trabalho que fazem, com os ambientes físicos (locais, equipamentos, materiais etc.), com a própria empresa, com os grupos formais e informais, e com a coordenação dos trabalhos e das atividades pessoais e grupais. Encantar o Cliente; Excelência Voltada ao Cliente; Momentos da Verdade; Qualidade Percebida; Requisitos Válidos; Satisfação de Clientes; Valor; Valor Agregado; Voz do Cliente. Fonte: BANAS QUALIDADE [Internet]. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 1 030 Acesse o link http://www.banasqualidade.com.br/2012/portal/qualidade. asp para visualizar todos os conceitos. No site www.banasqualidade.com.br é possível ainda ter acesso a diferentes assuntos relacionados a qualidade. Consulte-o! Ferramentas da qualidade • Definições e idealizadores • As ferramentas e sua utilização • Benefícios da aplicação das ferramentas da qualidade • Revisão Introdução Nesta unidade, você conhecerá e entenderá a contribuição das ferramentas da qualidade e de seus idealizadores para as organizações. Tratam-se de ferramentas que ajudam na identificação de problemas e no auxílio para tomada de decisões, sendo, portanto, poderosas na melhoria contínua das diversas atividades produtivas. Para começar, imagine uma situação em que uma empresa qualquer tem uma cartela de fornecedores e pretende fazer um levantamento simples para entender quais deles apresentam os maiores problemas em relação à entrega de produtos com defeitos (problemas de qualidade). É de se esperar que, caso a empresa tenha um pequeno número de fornecedores e poucas quantidades de itens entregues, a análise possa ser feita através de um levantamento de dados e uma simples compilação numa tabela Excel, certo? Agora imagine uma montadora de aeronaves, com uma cartela de centenas de fornecedores em sua cadeia produtiva, com milhares de itens em sua estrutura de produto. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. FIGURA 13 - Montadora de aeronaves Não poderíamos identificar, com um simples levantamento de números, quais fornecedores apresentariam os maiores problemas de qualidade em relação aos produtos fornecidos para a montadora. Através da utilização de uma ferramenta da qualidade, a empresa pode determinar com mais propriedade esses fornecedores e, dessa forma, agir com precisão sobre os responsáveis pelos maiores problemas de má qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 035 As sete ferramentas do controle de qualidade podem ser utilizadas para resolver a maioria dos assuntos relacionados à qualidade nas organizações. Veja a seguir: Definições e idealizadores QUADRO 5 - Ferramentas de controle de qualidade FERRAMENTA DEFINIÇÃO 1. Diagrama ou Gráfico de Pareto 2. Diagrama de Causa e efeito ou Espinha-de-Peixe ou de Ishikawa Essa ferramenta tem no nome “Pareto” o seu fundamento, ou seja, evidenciar itens, produtos ou variáveis (em ordem crescente) que mais impactam em determinado efeito. Juran foi um importante teórico que contribuiu para a utilização dessa ferramenta baseando-se no princípio de que a maioria das perdas tem poucas causas. Vilfredo Pareto era um economista italiano que, em 1897, publicou um estudo sobre a distribuição de renda e, através dele, percebeu- se que a distribuição de riqueza não se dava de maneira uniforme. Percebeu-se que havia uma grande concentração (80%) nas mãos de uma pequena parcela da população (20%). Também conhecida como a “Regra dos 80/20”, a Lei de Pareto diz que, para cada fenômeno, 80% das consequências vêm de 20% das causas. Fonte: Julio Cesar de Souza Santos. A Lei de Pareto na Solução de Problemas Empresariais. Site “Meu artigo”. Tem como finalidade explorar e indicar todas as causas possíveis de uma condição ou um problema específico, ou seja, representar a relação entre o efeito e todas as possibilidades de causa que podem contribuir para esse efeito. Essa ferramenta foi proposta por Kaoru Ishikawa, em 1943, sendo aperfeiçoada nos anos seguintes. 3. Histograma Ferramenta que mostra a distribuição de dados através de um gráfico de barras, indicando o número de unidades em cada categoria. Pode ser definido como um gráfico de representação de uma série de dados. Constata-se que o termo histograma foi utilizado, pela primeira vez, em 1895 pelo matemático Karl Pearson. 4. Folha de Verificação Trata-se de uma tabela ou planilha usada para coleta e análise de dados. Pode ser ainda um formulário planejado, em que os dados coletados são preenchidos e registrados para depois serem verificados. O Controle Estatístico do Processo, criado por Shewart, foi o marco no que tange a necessidade de coleta de dados através de tabelas e planilhas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 036 5. Diagrama ou Gráfico de Dispersão Gráfico que mostra o que acontece com uma variável quando a outra muda, testando, dessa forma, possíveis relações de causa e efeito. 6. Diagrama ou Gráfico de controle Utilizado para o acompanhamento e monitoramento de dados durante um processo e um período de tempo, determinando uma faixa chamada de tolerância. 7. Fluxograma Ilustração sequencial de todas as etapas de um processo, mostrando a relação entre cada uma delas. Elaborado pelo Autor, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Essas ferramentas da qualidade foram estruturadas com base em conceitos e práticas existentes na época em que foram concebidas. Não destacamos quando cada uma delas surgiu, entretanto, foi Ishikawa que as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial na década de 60 do século passado. As ferramentas da qualidade têm sido muito importantes para a implantação de sistemas de gestão no que diz respeito àmelhoria da qualidade dos produtos e processos. Elas fazem parte de um grupo de métodos estatísticos elementares, que devem ser de conhecimento de todas as pessoas envolvidas com a empresa. Sendo assim, devem fazer parte dos programas básicos de treinamentos das organizações. As ferramentas e sua utilização A competitividade atual e a necessidade de respostas rápidas na resolução de problemas no cotidiano das organizações exigem o uso de ferramentas da qualidade. Agora você irá conhecer em detalhes as sete ferramentas inicialmente apresentadas e idealizadas por Ishikawa. No entanto, existem outras ferramentas A competitividade atual e a necessidade de respostas rápidas na resolução de problemas no cotidiano das organizações exigem o uso de ferramentas da qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 037 da qualidade: o PDCA, 5W2H, brainstorming, que você terá ainda a oportunidade de conhecer em outras unidades. Diagrama ou gráfico de Pareto Em termos de melhoria da qualidade, grande parte dos problemas (80%) são produzidos por apenas algumas causas essenciais (20%). Listamos alguns exemplos para você entender melhor: 80% do lucro de uma organização provém de apenas 20% de seus produtos ou serviços; 20% de itens estocados correspondem a 80% do valor monetário total de todos os itens estocados. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. FIGURA 14 - Problemas e causas 80% das reclamações dos clientes surgem a partir de 20% de seus produtos ou serviços; 20% de sua força de vendas responde por 80% do faturamento da sua empresa. 80% dos atrasos no cronograma surgem a partir de 20% das possíveis causas dos atrasos; 20% de defeitos nos sistemas operacionais causam 80% dos seus problemas. É claro que, na prática, não teremos sempre essa relação 80-20. No entanto, devemos entender que o que vale é a certeza do menor estar diretamente relacionado ao maior, independentemente se é: 80-20, 75-25, 85-15, 70-30, etc. Por exemplo, pode ser que 75% dos defeitos correspondam a 20% dos itens e não necessariamente a 80% dos defeitos. O fato é que uma menor porcentagem está relacionada a uma maior porcentagem, sempre. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 038 Veja abaixo os passos que devem ser seguidos para construir um diagrama ou gráfico de Pareto, com o qual é possível analisar itens com defeito, lista de fornecedores, itens estocados, volume de vendas, etc.: Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. 1º Passo: Criar uma tabela estabelecendo as variáveis e sua frequência em porcentagem; 2º Passo: Organizar as linhas na ordem decrescente de importância das causas, ou seja, a causa mais importante primeiro; 3º Passo: Adicionar uma coluna de percentual acumulado para a variável; 4º Passo: Destacar as variáveis no eixo X, em formato de barras e o percentual acumulado no eixo Y, em formato de linha (o que vai gerar uma curva quando os pontos representativos forem ligados uns aos outros); 5º Passo: Verificar na linha o percentual acumulado dos fatores em relação ao total; 6º Passo: Desenhar uma linha vertical em 80% do eixo Y ou o valor correspondente. Essa linha tem a função de separar as variáveis importantes (que ficam à esquerda da linha) das menos importantes ou triviais (que ficam à direita). FIGURA 15 - Passos para diagrama ou gráfico de Pareto Veja a aplicação da análise de Pareto para melhorar a qualidade de itens comprados. No exemplo, é possível observar a relação entre a quantidade de itens defeituosos por tipo de fornecedor. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 039 Na tabela abaixo, temos uma lista de 15 fornecedores em uma coluna e em outra, a quantidade de itens defeituosos de cada um. Observe que não estamos considerando valor, importância e nem a quantidade de cada item que o fornecedor entrega. O que importa aqui é a quantidade de itens defeituosos de cada fornecedor. TABELA 1 - Lista de fornecedores e quantidade de defeituosos Fonte: Elaborado pelo Autor. Fornecedor A B C D E F G H I J L M N O 1 3 2 39 4 18 1 2 1 12 2 6 1 58 Quantidade de Defeituosos 1. O primeiro passo é totalizar a quantidade de defeituosos e depois ordenar os fornecedores em ordem decrescente de quantidade de defeituosos. Observe como deverá ficar o quadro. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 040 TABELA 2 - Quantidade de defeituosos em ordem decrescente Fornecedor A B C D E F G H I J L M N O 1 3 2 39 4 18 1 2 1 12 2 6 1 58 Quantidade de Defeituosos Fornecedor O D G K M F B E L C I A J H N TOTAL 58 39 18 12 6 4 3 3 2 2 2 1 1 1 1 153 Quantidade de Defeituosos Fonte: Elaborado pelo Autor. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 041 2. Em seguida deve-se calcular a participação individual de cada fornecedor (%). Para efetuar esse cálculo, divide-se a quantidade de produtos defeituosos que cada fornecedor tem pela somatória da quantidade de todos os fornecedores. Em seguida, multiplica- se o valor por 100 para chegar à porcentagem individual. Por exemplo: para o fornecedor O, divide-se a quantidade de defeituosos desse item (58) pelo total de defeituosos (153) e multiplica-se por 100, chegando ao valor de 37,91%. Esse procedimento é feito para todos os outros fornecedores. Valor de cada item X 100 = porcentagem individual Total de defeitos Exemplo para o fornecedor O: 58 X 100 = 37,91% 153 Depois calcula-se a participação acumulada, também em porcentagem: somatório do item mais o acumulado anterior. Por exemplo: o primeiro item da coluna (O) possui porcentagem individual de 37,91%. Por ele ser o primeiro, o seu valor é o mesmo para a porcentagem acumulada. Para o segundo item (D), a porcentagem acumulada é a porcentagem acumulada do item anterior (37,91%) somada com a porcentagem individual do item D, que é 25,49%, chegando a uma porcentagem acumulada de 63,40%. Esse procedimento é realizado para todos os itens até o último, quando a porcentagem acumulada deve ser igual a 100%. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 042 TABELA 3 - Participação individual e acumulada (%) Fornecedor Fornecedor A B C D E F G H I J K L M N O O D G K M F B E L C I A J H N TOTAL 1 3 2 39 3 4 18 1 2 1 12 2 6 1 58 58 39 18 12 6 4 3 3 2 2 2 1 1 1 1 153 37,91 25,49 11,76 7,84 3,92 2,61 1,96 1,96 1,31 1,31 1,31 0,65 0,65 0,65 0,65 37,91 63,40 75,16 83,01 86,93 89,54 91,50 93,46 94,77 96,08 97,39 98,04 98,69 99,35 100,00 Quantidade de Defeituosos Quantidade de Defeituosos Participação individual (%) Participação acumulada (%) Fonte: Elaborado pelo Autor. Fonte: Elaborado pelo Autor. 3. Os dados em (2) originam o gráfico de Pareto apresentado abaixo. GRÁFICO 2 - Diagrama ou gráfico de Pareto da participação dos fornecedores no total dos defeitos Fornecedor Pa rt ic ip aç ão in di vi du al (% ) Pa rt ic ip aç ão a cu m ul ad a (% ) A tabela anterior foi transcrita abaixo, mas com a identificação dos fornecedores em três tipos (A, B e C). Os representados pelo tipo A (20%) GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 043 correspondem a 75% do total de defeituosos. Logo, você deve notar que se ações de qualidade forem tomadas sobre os 3 primeiros fornecedores, elimina-se aproximadamente 75% dos defeitos. TABELA 4 - Tipos de fornecedores Fornecedor O D G K M F B E L C I A J H N TOTAL 58 39 18 12 6 4 3 3 2 2 2 1 1 1 1 153 37,91 25,49 11,76 7,84 3,92 2,61 1,96 1,96 1,31 1,31 1,31 0,65 0,65 0,65 0,65 37,91 63,40 75,16 83,01 86,93 89,54 91,50 93,46 94,77 96,08 97,39 98,04 98,69 99,35 100,00 Quantidade de Defeituosos Participação individual (%) Participação acumulada (%) TIPO A 20% dos fornecedores (3 fornecedores) representam a maior quantidade de itens defeituosos (75%). TIPO B 33% dos fornecedores (5 fornecedores) representam uma quantidadeintermediária de itens defeituosos (18%). TIPO C 33% dos fornecedores (7 fornecedores) representam uma quantidade menor de itens defeituosos (7%) Fonte: Elaborado pelo Autor. Em geral, a classificação A, B e C segue a seguinte característica: TABELA 5 - Caraterísticas dos tipos A, B e C Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Tipo A (relação 80% – 20%) Tipo b (relação 15% – 30%) Tipo C (relação 5% – 50%) Resumindo, o Diagrama ou Gráfico de Pareto fornece informações que contribuem para uma ação sobre as áreas onde maiores ganhos podem ser obtidos. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 044 Essa ferramenta é muito importante porque permite identificar pequenos problemas que são críticos e causam grandes perdas. Diagrama de causa e efeito O Diagrama de Causa e Efeito é também conhecido como Espinha de Peixe devido ao seu formato, como pode ser visualizado na figura abaixo: FIGURA 16 – Diagrama de causa e efeito Site do Administrador[Online], layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. MÉTODO MEIO AMBIENTE MEDIÇÃO MÁQUINA MÃO DE OBRA MATÉRIA-PRIMA Resultado CAUSAS EFEITO Observando o diagrama, você deve perceber que as causas de um efeito estão relacionadas a 6M´s: GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 045 FIGURA 17 - M´s do Diagrama de causa e efeito Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Meio Ambiente Método Medição Máquina Mão de obra Matéria-prima Ou seja, dado um efeito no produto ou em um processo, devemos procurar dentro dos quadrados quais poderiam ser as causas relacionadas ao 6M´s e que poderiam ser responsáveis pelo efeito detectado. O sucesso no uso da ferramenta está relacionado à formação de grupos interdisciplinares, de forma que cada um deles tenha condições de detectar diversas possíveis causas para o efeito. Dessa forma, cada participante contribui com seu conhecimento específico sobre o assunto. É importante destacar que todas as causas possíveis devem ser consideradas, sejam elas originadas de um consenso entre os participantes GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 046 ou que exista um ou mais deles que não considere determinada causa como responsável pelo efeito. Ou seja, não é necessário que a opinião seja unânime entre os participantes para se estabelecer determinada causa. É comum a utilização do brainstorming (chuva de ideias) na determinação das possíveis causas de um determinado efeito. Devido à complexidade de determinados problemas, pode ser necessária a construção de um subdiagrama para a causa que o grupo considera ser a mais provável. Isso se ocorre quando esse fator é composto de subfatores, conforme pode ser observado na figura abaixo: FIGURA 27 - Diagrama de Causa e Efeito com os subdiagramas Fonte: PESSOA, 2007 citado por PESSOA, 2010 [Blog]. Espinha Grande Espinha Dorsal Espinha Pequena Espinha Média Característica Característica ou Problema (Efeito) Fatores (Causas) Histograma O histograma é um gráfico composto por duas linhas perpendiculares. Em y, anota-se o valor da grandeza; em X, são GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 047 anotadas as grandezas. Sobre cada uma, levanta-se uma barra que termina na altura relativa ao valor de sua grandeza, gerando assim um gráfico de barras. Veja a figura abaixo. Espessura de arruelas 6 8 10 12 14 16 GRAFICO 3 - Histograma 0 10 20 30 40 Fonte: Site "Portal Action" [Internet]. É possível acompanhar como fazer um histograma no seguinte site: http:// www.portalaction.com.br/content/histograma. O histograma é utilizado quando os dados são numéricos e quando, por exemplo, você quiser ver a forma de distribuição dos dados, especialmente para determinar se a saída de um processo é distribuído de forma normal. Você deve entender que a área da barra é proporcional à frequência do intervalo, dando-nos uma ideia visual da distribuição de frequência, bem como a noção sobre o tipo de distribuição que representa o efeito ou fenômeno. Folha de verificação Embora simples, a folha de verificação é um bom meio de coleta de dados. A partir dela é possível detectar a ocorrência de características defeituosas em determinados itens, possibilitando GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 048 a sua correção. Na figura abaixo, você pode observar um exemplo dessa ferramenta. Na primeira coluna, observamos determinadas ocorrências (defeitos) relacionadas à determinada peça. A marcação dessas ocorrências nos lotes possibilita a leitura de onde há maior incidência de defeitos. TABELA 6 - Folha de verificação Fonte: Elaborado pelo Autor. Manchas Característica Lote 1 Lote 2 Lote 3 Lote 4 Lote 5 Lote 6 Lote 2 Lote 7 Lote 8 Lote 9 Rugosidade Quebra durante a extração Falhas de Injeção Problemas de Soldagem Existem vários tipos de folhas de verificação. Em alguns casos, como a verificação de um item de controle de um processo produtivo, as informações podem conduzir diretamente à formação de um histograma ou até mesmo a um gráfico de controle. Diagrama ou Gráfico de dispersão Essa ferramenta é utilizada para estudar as possíveis relações entre duas variáveis, indicando inclusive a existência ou não dessa relação e a força desse relacionamento. Um diagrama de dispersão é constituído por um eixo horizontal que contém os valores de medição de uma variável e um eixo vertical que representa as medições da outra variável. A finalidade é mostrar o que acontece com uma variável quando a outra é alterada. Para construir um diagrama, você deve coletar informações das variáveis que você suspeita estar relacionadas, pareando os dados. Em seguida, você deve desenhar os eixos do diagrama onde a primeira variável (variável independente) estará localizada no eixo horizontal e os seus valores devem aumentar à medida que você se move para a direita. O eixo vertical deverá conter a segunda variável (a variável dependente) e seus valores devem aumentar à medida Para construir um diagrama, você deve coletar informações das variáveis que você suspeita estar relacionadas, pareando os dados. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 049 que você se move para cima do eixo. Os dados devem ser plotados e o diagrama de dispersão resultante pode ter a seguinte aparência: GRÁFICO 4 - Diagrama ou gráfico de dispersão Y = 0.6899x + 1.4366 R 2 = 0.5677 V is it as r ec or re nt es Tráfego de pesquisa 35 30 25 20 15 10 5 0 0 5 10 15 20 25 30 35 Fonte: http://www.edti.com.br/como-intepretar-uma-regressao-linear/ A última etapa é a interpretação do diagrama. As variáveis do gráfico são ditas positivamente correlacionadas quando a variável em Y aumenta com o aumento da variável em X. Quando uma variável tem o seu valor diminuído com o aumento da outra, diz-se que as mesmas são negativamente correlacionadas. + Y e X - Y e X ou X e Y Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. A venda de carros é negativamente correlacionada com o aumento de desemprego. Quanto maior o índice de desemprego, menor a venda de carros. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 050 Esse gráfico permite que façamos uma regressão linear e determinemos uma reta, mostrando o relacionamento médio linear entre as duas variáveis. Entre vários benefícios da utilização de diagramas de dispersão como ferramenta da qualidade, um de particular importância é a possibilidade de inferirmos uma relação causal entre variáveis, ajudando na determinação da causa-raiz de problemas. Fluxograma Ferramenta útil na determinação e visualização das etapas de um determinado processo. O fluxograma utiliza alguns símbolos que representam diferentes tipos de ações, atividades e situações. Através da representação gráfica é possível compreender de formarápida e fácil a transição de informações ou documentos entre os elementos que participam no processo em causa. Como fazer um Fluxograma? 1. Identificar e relacionar todas as ações, tais como as atividades ou operações do processo ou procedimentos a serem representados (mapeados) no fluxograma. Por exemplo: pegar o material X, misturar, esperar, analisar, transferir, entregar, decidir, comprar, descartar, etc.; 2. Colocar uma ação dentro de cada bloco do fluxograma em sequência lógica de dependência; 3. Interligar os blocos com setas mostrando a relação de sequência entre as ações. Na figura abaixo, você pode observar alguns dos símbolos utilizados no Fluxograma: O fluxograma utiliza alguns símbolos que representam diferentes tipos de ações, atividades e situações. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 051 FIGURA 18 - Símbolos utilizados no fluxograma Processo alternativo Vários documentos Dados Armazenamento interno Documento Atraso Dados armazenados Operação manual Entrada manual Conector para outra página Conector Terminação Processo predefinido Preparação Ou Somador Agrupar Classificar Mesclar Extrair Fonte: FARIA, Caroline [Online]. Podemos citar alguns benefícios do fluxograma: • Fornece uma experiência de aprendizado para a equipe; • Fornece uma exibição visual do processo atual; • Facilita o projeto de um novo processo; • Demonstra os papéis e as relações entre as etapas e os departamentos envolvidos num processo; • Ajuda a explicar um processo a outras pessoas em um treinamento ou quando houver necessidade de passagem de informações; • Indica áreas problemáticas, ciclos desnecessários, complexidade e aqueles pontos/áreas onde o processo pode ser simplificado; • Ajuda a identificar o lugar para coletar dados e onde uma investigação mais detalhada pode ser necessária; • Ajuda a identificar quais elementos de um processo pode ter um impacto sobre o desempenho; GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 052 • Documenta e padroniza o processo. Diagrama ou gráfico de controle Essa ferramenta, muito conhecida e difundida atualmente, é baseada em dados estatísticos e tem como princípio que todo processo tem variações estatísticas. A partir da determinação dessa variação, são calculados os parâmetros que informam se o processo está ocorrendo dentro dos limites esperados ou se existe algum fator que está fazendo com que o mesmo esteja saindo do controle. Para saber mais, você deve acessar o site onde vai encontrar o passo a passo para construir um gráfico de controle: DME/ ESALQ/ USP. Qualidade Total. Gráfico de Controle. Disponível em: <http://www.esalq.usp.br/qualidade/mod4/pag1_4.htm>. Uma forma mais utilizada dessa ferramenta envolve registros cronológicos regulares (dia a dia, hora a hora) de uma ou mais características (média, amplitude, proporção, etc.). Essas são calculadas em amostras obtidas de medições em fases apropriadas do processo, sendo os valores dispostos, pela sua ordem, em um gráfico que possui uma linha central e dois limites, denominados “limites de controle”, conforme pode ser observado na figura a seguir. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 053 GRAFICO 5 - Gráficos de controle M éd ia s A m pl it ud e Gráfico x Barra Gráfico de Amplitude Peças Peças Limite Superior Limite Central Limite Inferior Limite Superior Limite Central Limite Inferior Fonte: Site "Portal Action". Uma última ferramenta da qualidade, que pode ser destacada como a oitava ferramenta, é a estratificação. Consiste no agrupamento de informações (dados) sob vários pontos de vista, de modo a focalizar a ação. O agrupamento da informação é feito com base em fatores apropriados que são conhecidos como fatores de estratificação. A ideia básica da estratificação é que os dados que estão sendo examinados necessitam ser protegidos de fatores originários que possam conduzir a diferentes características estatísticas. 1. A empresa Refeitex é uma empresa que fornece refeições industriais. Nos últimos três meses, observou-se que as sobras nos pratos dos usuários atendidos em um refeitório de uma fábrica aumentaram consideravelmente, conforme apresenta o quadro abaixo. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 054 A quantidade de restos vem aumentando mês a mês. Mas por que isso está acontecendo? Na busca por maiores informações, esses dados foram estratificados. Não existe uma regra para o tipo de estratificação a ser realizado. A empresa Refeitex fez uma primeira estratificação por turno de trabalho, para verificar se o aumento das sobras ocorria em todos os turnos de forma homogênea, conforme mostrado no quadro abaixo. TABELA 7 - Primeira estratificação por turno de trabalho PERÍODO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO Turno do dia 20 19 17 Turno da noite 30 51 63 Essa estratificação mostrou que o problema é mais relevante com o pessoal do turno da noite. Dessa forma, a empresa Refeitex tem agora o problema melhor definido, tornando-se mais fácil determinar e tratar sua causa. A empresa pode estratificar novamente, na busca de compreender melhor o problema. A empresa Refeitex considerou então o desperdício de alimentos ocorrido no mês de março, apenas para o pessoal do turno da noite e o estratificou por dia da semana, conforme TABELA 8 abaixo. TABELA 8 - Estratificação por dia da semana PERÍODO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA Quantidade 1,0 1,2 0,8 0,7 12,5 Essa segunda estratificação mostra que o maior volume de desperdício ocorre no jantar das sextas-feiras. Assim, fica mais fácil verificar a causa do problema: alguma coisa está acontecendo nas sextas-feiras à noite. A estratificação permitiu isolar o problema, tornando ainda mais fácil a sua solução. A estratificação deve ser vista pelas empresas como uma importante ferramenta da qualidade que age diretamente na causa, auxiliando dessa forma na solução do problema. Fonte: BLOG DA QUALIDADE. Estratificação. 26 fev. 2013. Disponível em: <http:// www.blogdaqualidade.com.br/estratificacao/>. Acesso em: 20 jan. 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 055 2. Tomando por exemplo a distribuição de peso de 200 indivíduos, podemos estratificá-lo de diversas formas. Poderíamos utilizar os seguintes fatores de estratificação: sexo, idade, etnia. É evidente que cada um desses fatores podem influenciar a distribuição. Se fizermos uma estratificação por sexo, por exemplo, com certeza iremos perceber que o valor médio dos dados estratificados para homens e mulheres irão diferir significativamente, uma vez que as mulheres, na média, são mais baixas que os homens. Alguns exemplos de fatores de estratificação utilizados na indústria são: • Lote de produto final; • Lote de matéria-prima; • Máquina utilizada no processo; • Operador que efetuou o produto; • Turno. Com as descrições apresentadas, podemos notar que todas as ferramentas são de grande utilidade no tratamento de dados de processo e, por consequência, no controle da qualidade. As ferramentas da qualidade são complementares entre si e, quando usadas em conjunto, permitem uma determinação mais apurada das causas de problemas ou efeitos encontrados. É de grande utilidade para o administrador do sistema da qualidade ou para os envolvidos na solução de problemas, auxiliando-os a obter resultados mais eficazes. As ferramentas da qualidade são complementares entre si e, quando usadas em conjunto, permitem uma determinação mais apurada das causas de problemas ou efeitos encontrados. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 056 Benefícios da aplicação das ferramentas da qualidade As ferramentas da qualidade podem ser aplicadas em diferentes situações, conforme a seguir: FIGURA 19 - Ferramentas da qualidade em diferentes situações 1. Nonível organizacional, estruturando a forma como as pessoas trabalham em conjunto; 2. No nível individual, ajudando as pessoas e grupos a resolver problemas e realizar seus trabalhos; 3. No nível operacional, contribuindo para a melhoria dos processos e para a melhoria contínua da qualidade; 4. No nível estratégico, servindo de base para tomada de decisão e para o estabelecimento de estratégias empresariais. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Entre os benefícios, podemos citar: 1. Simplicidade e facilidade de implementação, o que auxilia a utilização e retorno; 2. Resultados rápidos; 3. Melhorias em termos de negócios; 4. Valorização do foco no cliente; As ferramentas da qualidade podem ser aplicadas em diferentes situações. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 057 5. Capacitação de funcionários e desenvolvimento do capital intelectual; 6. Incentivo ao trabalho em equipe. O sucesso no uso dessas ferramentas está condicionado à implementação. Entretanto, se devidamente aplicadas, as ferramentas da qualidade levam uma organização a: FIGURA 20 - Benefícios do uso das ferramentas de qualidade Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. 1. Elevar os níveis de qualidade através da solução eficaz de problemas; 2. Diminuir os custos com produtos e processos mais uniformes e padronizados; 3. Executar projetos com qualidade, devidamente planejados; 5. Identificar problemas existentes nos processos, fornecedores e produtos; 4. Melhorar a cooperação em todos os níveis da organização; 6. Identificar causas-raízes dos problemas e solucioná- los de forma eficaz, etc. O sucesso no uso dessas ferramentas está condicionado à implementação. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 058 Vamos agora a uma aplicação prática? Apresentaremos a seguir o Case da Ervateira Ximango, que destaca a importância das ferramentas da qualidade. Veja a notícia na íntegra: TEUTÔNIA Notícia publicada dia 28 de novembro de 2013 A CIC Teutônia e o Subcomitê da Qualidade de Teutônia promoveram, na manhã desta quarta-feira, dia 27, mais uma edição do Café da Manhã Qualificando a Gestão. Na oportunidade foi apresentado o case da Ervateira Ximango. O evento, realizado no auditório da CIC, contou com a participação de cerca de 40 pessoas, e teve como palestrante a Gestora de Qualidade da Ximango, Juliana Montagner, que também é presidente da Associação dos Amigos e Parceiros da Erva-Mate do Polo do Alto do Vale do Taquari. Nas boas vindas, a secretária executiva da CIC Teutônia, Carina Schulte Bolfe, e o presidente do Comitê da Qualidade Vale do Taquari, Ervino José Scheeren, ressaltaram os objetivos do evento, realizado em duas edições ao ano, que busca apresentar cases de empresas da região com práticas da qualidade que possam ser utilizadas no dia a dia de outras organizações. “Os processos de gestão precisam se espelhar por experiências que vivenciamos no dia a dia. As pessoas precisam ser motivadas e nada melhor que falarmos de experiências práticas. A qualidade é o ponto de partida para qualquer empresa enxergar o seu futuro, o mercado não perdoa as empresas que não fazem gestão”, frisou Scheeren. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO FUNDAMENTAL PARA ENFRENTAR A FALTA DE MATÉRIA-PRIMA Juliana Montagner iniciou sua apresentação falando da história da Ervateira Ximango, fundada em 1986 pelos sócios Valcir Montagner e Sérgio Dall’Acqua. A área administrativa e a indústria estão instaladas no município de Ilópolis, com área comercial e distribuição em Lajeado. A empresa aderiu ao PGQP em 1997. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 059 A palestrante destacou ações internas para disseminar o processo de gestão da qualidade, eventos de integração, controles de qualidade, treinamentos e cuidados com o Meio Ambiente. “O Planejamento Estratégico nos ajudou muito, a partir disso passamos a usar os dados e fatos para analisar e planejar. Quando ficamos apenas imaginando situações, ficamos à deriva do vento. Mas quando temos dados e fatos concretos, temos mais segurança parar tomar decisões”, disse. O Planejamento Estratégico também contribuiu para que a empresa criasse a rotina de verificação de pontos críticos da produção. “Um check list garante a qualidade do produto e dos processos, o que tem nos dado muito resultado no dia a dia. Facilitou o preenchimento e a emissão de relatórios, com a elaboração de planos de ação para corrigir causas e efeitos.” Outro ponto abordado referiu-se ao preço do produto. “A erva-mate passou por uma grande transformação, que interferiu no aumento do preço. Entre as causas desse aumento estão a falta da matéria-prima na lavoura. Em alguns polos ervateiros, como nas planícies, os produtores trocaram ervais pela soja. Além disso, a Argentina, que é a maior exportadora do produto no mundo, barrou a venda da erva-mate para o Brasil quando reduziu a sua produção. Junto com isso, a produtividade das plantas foi reduzida em 35% em função da seca, e a Coca-Cola entrou no mercado, com indústria no Paraná, para produzir chá com erva-mate, principalmente para o mercado chinês. São fatores macroeconômicos sobre os quais não se tem o controle. Poucas pessoas têm noção do quanto aumentou o custo de compra do fornecedor, e não foi repassado nem a metade desse percentual. Nesse processo o Planejamento Estratégico foi fundamental para podermos enfrentar a escassez de matéria-prima”, explicou. Por fim, Juliana frisou programa de fidelidade com o produtor, a parceria da Ximango com ações da cadeia produtiva como o Ibramate, a Rota da Erva-Mate e a Turismate, além do objetivo da empresa em concorrer à Medalha de Bronze da Qualidade do PGQP em 2014. Fonte: PORTAL DO VALE DO TAQUARI, 2013. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 060 Leia as notícias abaixo: A Emirates foi eleita, em 2013, a melhor empresa aérea do mundo pelo “Oscar” da aviação (“Skytrax World Airline Awards”). Foram avaliadas mais de 200 empresas aéreas do mundo todo, em quesitos como serviço de bordo, check-in, conforto e comida. Fonte: UOL ECONOMIA. Conheça as 10 melhores empresas aéreas do mundo em 2013. Disponível em: <http://economia.uol.com.br/ album/2013/06/18/conheca-as-10-melhores-empresas-aereas-do- mundo-em-2013.htm>. Acesso em: 17 jan. 2014. São Paulo, 21 de junho de 2013 - A Savis Tecnologia e Sistemas S.A., empresa líder do Consórcio Tepro, contratado pelo Exército Brasileiro para execução da implantação e integração do Projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) concluiu a seleção dos principais fornecedores de todos os subsistemas do Projeto Piloto. Esta fase inicial do Sisfron é o maior empreendimento do gênero em execução no mundo e contemplará o monitoramento de aproximadamente 650 quilômetros de fronteira terrestre que acompanha a divisa dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sob a responsabilidade do Comando Militar do Oeste. Entre os novos contratados estão a Advantech, Harpia Sistemas, RustCon, Decatron, MTel, Gigacom, BrasilSat, Digitel, Agrale e Volkswagen do Brasil, que juntam-se às previamente contratadas Harris, Medav, AEL International, Stemac, CM Comandos, Enecol, Casa da Floresta e RFCom. “O processo de seleção de fornecedores priorizou sempre a competitividade das soluções tecnológicas que visam atender às necessidades do nosso cliente e, a partir disso, promover a capacitação da indústria nacional, envolvendo a elite das empresas do setor de defesa”, disse Marcus Tollendal, Presidente da Savis. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 061 Fonte: EMBRAER. Savis conclui seleção dos principais fornecedores para Sisfron. 21 jun. 2013. Press Releases. Disponível: <http://www.embraer. com.br/pt-BR/ImprensaEventos/Press-releases/noticias/Paginas/Savis- conclui-selecao-dos-principais-fornecedores-para-o-Sisfron.aspx>.Acesso em: 20 jan. 2014. Nos dois casos, podemos notar a complexidade em relação à análise e, com certeza, houve a necessidade de utilização de ferramentas da qualidade para se chegar aos dados necessários. Revisão No quadro a seguir, verifique o resumo das ferramentas da qualidade estudadas nesta unidade. QUADRO 6 - Ferramentas da qualidade Diagrama ou Gráfico de Pareto Diagrama de Causa e Efeito Histograma Folha de Verificação Diagrama ou Gráfico de Dispersão Diagrama de barra que ordena as ocorrências do maior para o menor. Estrutura do método que expressa, de modo simples e fácil, a série de causas de um efeito (problema). Diagrama de barra que representa a distribuição da ferramenta de uma população. Planilha para coleta de dados. Gráfico cartesiano que representa a relação entre duas variáveis. Priorizar os poucos, mas vitais. Ampliar a quantidade de causas potenciais a serem analisadas. Verificar o comportamento de um processo em relação à especificação. Facilitar a coleta de dados pertinentes a um problema. Verificar a correlação entre duas variáveis. FERRAMENTAS O QUE É PARA QUE UTILIZA GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 2 062 Fluxograma Diagrama ou Gráfico de Controle São fluxos que permite a visão global do processo por onde passa o produto. Gráfico com limite de controle que permite o monitoramento dos processos. Estabelecer os limites e conhecer as atividades Verificar se o processo está sob controle. Fonte: Elaborado pelo Autor. Controle de processos • Produtividade e o processo produtivo • Conceito de controle de processo • Ciclo PDCA de controle • CCQ - Círculos de Controle de Qualidade • Revisão Introdução Nessa unidade, você irá compreender e conceituar o processo produtivo, se familiarizando com duas ferramentas da qualidade muito utilizadas na melhoria contínua dos processos: o PDCA e os Círculos de Controle da Qualidade. Inicialmente, destaco uma fábula de ESOPO sobre o sistema de qualidade. Uma coleção de fábulas muito utilizadas para ilustrar questões relativas a sistemas de qualidade e demais assuntos nas organizações são creditadas a Esopo (620—560 a.C.), um escravo e contador de histórias que viveu na Grécia Antiga. O Menino Banhista e o Viajante Um viajante encontrou um menino que estava se afogando por ter cometido a imprudência de tomar banho num rio com forte correnteza. O viajante criticou o menino por sua imprudência e o deixou se afogar. À medida que afundava na água, o menino pensava: “Como é inútil fazer críticas sem prestar ajuda”. Fonte: STEVENSON, 2001. Analisando essa fábula, a que conclusão podemos chegar? Em se tratando de questões relacionadas à qualidade, podemos analisar de duas maneiras: Considerando o lado do viajante, caso questões de qualidade sejam negligenciadas na empresa, o resultado pode ser, por exemplo, a falência. Por outro lado, o do menino, podemos entender que muitas vezes os funcionários insistem no erro, por talvez não receberem ajuda ou treinamento adequado. Refletiremos um pouco mais sobre essa fábula, a fim de entender, por exemplo, a necessidade de se controlar o processo e buscar ferramentas para a sua melhoria, como o caso do PDCA. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 066 Produtividade Você já deve ter visto algumas definições para produtividade. Em economia, por exemplo, podemos definir a produtividade como a relação entre aquilo que é produzido e os meios empregados para a produção (mão de obra, materiais, energia, etc.). Produtividade e o processo produtivo Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2013. FIGURA 21: Linha de produção Sendo assim, é possível associar a produtividade à eficiência e ao tempo, ou seja, quanto menor for o tempo levado para obter o resultado pretendido, mais produtivo será o sistema. Se avaliarmos bem o conceito, podemos entender que quanto mais investimos em qualidade, menos custos teremos no processo produtivo e, consequentemente, a produtividade aumentará. Entendemos então que: É possível associar a produtividade à eficiência e ao tempo. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 067 A produtividade é a qualidade daquilo que é produtivo; trata-se da eficiência nos processos produtivos entre a qualidade e a quantidade a ser produzida. + qualidade = + produtividade Para FALCONI (1992), a produtividade é o quociente entre faturamento e custos. Segundo o autor, a relação leva em conta todos os fatores internos da empresa, incluindo o cliente como fator decisivo para a produtividade. Fazendo uma relação com o conceito de qualidade na visão do consumidor, podemos entender que a satisfação do cliente gera valor e, dessa forma, faturamento. O autor relembra ainda que a produtividade, quando relacionada diretamente com o quociente entre qualidade e custos, enfatiza a afirmação do guru da qualidade DEMING ao dizer que: O aumento de produtividade está relacionado com a melhoria da qualidade. O que você pode concluir? Que a melhoria nos processos (qualidade) aumenta a produtividade e que a produtividade total dos fatores diz respeito ao rendimento do processo econômico, medido em unidades físicas ou monetárias, por relação entre fatores aplicados e produtos obtidos. Como podemos então aumentar a produtividade? A produtividade, historicamente, cresce a taxas modestas no Brasil. A década de 2000, entretanto, assistiu a um grande crescimento econômico, em grande parte decorrente de maiores ganhos de produtividade. Existem evidências de forte correlação entre o crescimento dos valores O aumento de produtividade está relacionado com a melhoria da qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 068 das commodities e o crescimento econômico, porém, não dos termos de troca. A indústria não colaborou para esse maior crescimento total da produtividade. O agronegócio e os setores de serviços financeiro, por sua vez, lideraram o maior crescimento da produtividade do trabalho. No caso do agronegócio, esse crescimento parece decorrer de melhorias na tecnologia de produção e ganhos de escala. No caso do setor de serviços financeiros, a evidência microeconômica aponta o impacto positivo de reformas institucionais sobre a sua produtividade. MANTENHA A PRODUTIVIDADE Alguns projetos exigem mais tempo de trabalho que outros, e, às vezes, em certos horários ou períodos, é preciso acelerar um pouco mais o ritmo das atividades. O que se pretende, em qualquer dos casos, é conquistar a confiança do cliente, entregando um bom serviço dentro do prazo combinado. Como bom profissional, você conhece essas obrigações, mas sabe também que momentos de descanso são necessários e até saudáveis para ajudá-lo a manter- se produtivo. Essa, aliás, é uma das questões que muitas pessoas se colocam: como manter o ritmo da produção sem se desgastar ou prejudicar a qualidade e o desempenho dos trabalhos? Para responder a essa pergunta e dar a melhor solução a ela, apresentaremos algumas dicas que certamente ajudarão na condução de suas funções diárias, permitindo que você continue com a mesma disposição o dia inteiro. Confira a seguir: • Chegue mais cedo ao trabalho; caso contrário, seu dia já começará rendendo menos. • Alimente-se nos horários corretos, durma bem e curta os momentos de lazer. Faça bom proveito dessas circunstâncias, pois são importantes para que, consequentemente, o aproveitamento do seu dia e do seu trabalho seja bom. Existem evidências de forte correlação entre o crescimento dos valores das commodities e o crescimento econômico, porém, não dos termos de troca. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 069 • Simplifique os procedimentos: organize seu ambiente de trabalho e deixe por perto somente as ferramentas que for utilizar; assim não haverá confusão.• Tenha metas e foco. Evite o máximo de distração possível enquanto estiver trabalhando. Determine o que precisa ser feito no dia e foque nisso. Quanto menos atenção desviar, mais tempo ganhará. • Visão de futuro é um fator a considerar. Esteja preparado para os períodos em que você já percebeu que existe uma demanda maior por serviços. Equipamentos e conhecimento técnico são importantes para garantir desempenho. • Tente executar uma atividade de cada vez. Passe para a segunda somente após ter concluído a primeira. Claro que alguns imprevistos acontecem, e talvez você tenha que passar um trabalho na frente do outro, mas isso é uma questão de bom senso, você saberá como proceder. • Seja persistente, principalmente se o trabalho for complicado e exigir muita energia. Empenhar-se, mesmo se estiver cansado, pode ser uma maneira de disciplinar-se para o trabalho, mesmo em momentos difíceis. • Faça uma pausa para descansar; a empresa provavelmente tem um horário dedicado a isso. Nesse período, você pode bater papo ou tomar um café com os colegas. Uma boa opção é praticar exercícios físicos: aproveite para fazer um alongamento ou relaxamento muscular. Você perceberá que é capaz de reabastecer suas baterias. Exercícios dão energia e disposição para quem os pratica. Desse modo, é possível manter o ritmo e a qualidade dos serviços sem atrapalhar o rendimento; basta colocar em prática as dicas acima. Com elas, evitam-se retrabalhos e repetições, o que é bastante significativo. Além disso, você, junto com toda a equipe, poderá aproveitar o máximo de tempo disponível, sem desperdício, fadiga, tarefas atrasadas e o principal: com a produtividade estável do começo ao fim do expediente. Empenhar-se, mesmo se estiver cansado, pode ser uma maneira de disciplinar-se para o trabalho, mesmo em momentos difíceis. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 070 Fonte: Site “Programa Profissional do Aço”. Mantenha a Produtividade. 15 jun. 2012. Destaques. Disponível em: <http://goo.gl/lkZcak>. Acesso em: 21 jan. 2014. No período de crescimento rápido, no pós-guerra (1950-1980), a melhoria da eficiência produtiva foi tão ou mais importante que a acumulação de capital. Processo produtivo Podemos definir o processo produtivo como uma combinação de fatores de produção (mão de obra, equipamentos, materiais, processos, etc.) que irão definir a obtenção de um produto (bem) ou um serviço. Ou seja, o processo produtivo é o caminho ou elo de ligação entre a entrada e a saída, conforme pode ser observado na figura a seguir: FIGURA 22 - Fluxo do processo produtivo ENTRADAS (INPUT’S) PROCESSO SAÍDAS (OUTPUT’S) Fonte: Elaborado pelo Autor. Todo processo produtivo ou gera um produto (bem), como um automóvel ou gera um serviço, como, uma viagem de avião (transporte aéreo). Para um automóvel, por exemplo, matérias- primas (inputs) passam por um processo de transformação até resultarem no produto final (automóvel). Nesse processo de transformação, estão envolvidas pessoas, máquinas, meio ambiente, processos de produção, controle de qualidade, etc. Para o caso de serviço, o que muda é que as entradas são as próprias pessoas ou cargas que irão passar pelo processo (atividade GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 071 propriamente dita), sendo as mesmas a saírem ao final (do mesmo jeito que entraram), observando, é claro, as dimensões de tempo, estado e local. Podemos ainda destacar os recursos envolvidos no processo produtivo, conforme tabela a seguir: QUADRO 7 - Recursos utilizados no fluxo do processo produtivo RECURSOS CONTEÚDO PRINCIPAL Materiais e físicos Financeiros Humanos Mercadológicos Administrativos Outros Máquinas; equipamentos; instalações; matérias-primas, materiais etc. Capital; crédito; receita; fluxo de dinheiro; financiamentos, investidores etc. Diretores; gerentes; chefes; supervisores; funcionários; operearios etc. Mercado de clientes: consumidores ou usuários. Planejamento; organização; direção, controle. Conhecimentos; informação; relacionamentos; patentes; marcas etc. Fonte: Elaborado pelo Autor. As empresas buscam melhorar a produtividade para serem mais competitivas no mercado, investindo na qualidade dos processos e dos produtos. Mas o que é ser competitiva? Ser competitiva significa superar o concorrente em algum critério de competitividade, tais como: PREÇO CONFIABILIDADE TEMPO DE ENTREGA OU RESPOSTA QUALIDADE FLEXIBILIDADE SUPORTE FIGURA 23 - Criterios de competitividade Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 072 Conceito de controle de processo Você lembra da ferramenta da qualidade Diagrama de Causa e Efeito, apresentada na unidade 2? Ela está relacionada ao conceito de controle de processo, uma vez que refere-se a um conjunto de causas que geram um ou mais efeitos. Entenda que um conjunto de causas e metas estabelecidas geram efeitos e definem os rumos de uma organização. Assim, todo o resultado está relacionado a um conjunto de causas (meios) que o influenciam. A figura abaixo apresenta o Diagrama de Causa e Efeito ou Ishikawa. É utilizado para representar a relação entre causa e efeito, ou seja, um processo da relação entre causa e efeito: FIGURA 24 – Causa e efeito MATÉRIA-PRIMA MEIO AMBIENTE MÁQUINA MÃO-DE-OBRA MEDIDA MÉTODO CAUSAS Efeito Fonte: DIAGRAMA DE ISHIKAWA, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 073 A partir desse processo da relação entre causa e efeito, podemos definir o controle das atividades, isto é, verificar se estão de acordo com o que foi planejado. O Controle de processo significa entender claramente a relação entre causa e efeito. É controlar uma mudança ativa do processo com base nos resultados de sua monitorização. Uma vez que as ferramentas de monitoramento de processo detectam uma situação fora de controle, a pessoa responsável pelo processo faz uma mudança para trazer o processo de volta ao controle. No escopo da qualidade, entende-se que as causas são os itens de verificação de um processo, que afetam determinado item de controle, que, por sua vez, são índices numéricos estabelecidos sobre os efeitos de cada processo para medir a sua qualidade total. Sendo assim, o controle de processo ou o controle da qualidade do processo está relacionado: • à identificação das causas, • ao entendimento e padronização das causas e • ao monitoramento do efeito das causas. O conceito de controle de processo pode então ser relacionado a três ações ou pontos fundamentais: 1. Estabelecer uma diretriz de controle (relacionado diretamente ao planejamento e metas da organização); 2. Manter o nível de controle (foco na padronização das causas e na relação direta com o efeito); 3. Melhorar a diretriz de controle (buscar sempre melhorias nos processos e nos produtos e serviços). O Controle de processo significa entender claramente a relação entre causa e efeito. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 074 Um dos primeiros exemplos de controle de processo foi o uso do fogo pelo homem primitivo para manter a temperatura do seu ambiente. Um método de controle de processo é o PDCA, que você irá entender agora, no próximo tópico. Ciclo PDCA de controle O ciclo PDCA, idealizado por SHEWART na década de 1920, foi introduzido no Japão, divulgado e efetivamente aplicado por DEMING, em 1950. A recomendação de DEMING era que os processos de negócios deveriam ser colocados em um loop de feedback contínuo, para que os gestores pudessem identificar e mudar as peças do processo que necessitavam de melhorias. Sendo assim, DEMING criou um diagrama para ilustrar o processo contínuo, vulgarmente conhecido como o ciclo PDCA: Plan, Do, Check, Act (FIGURA abaixo). O foco de DEMING estavano processo de produção industrial e o nível de melhorias que procurava estava no nível de produção. O ciclo PDCA, idealizado por SHEWART na década de 1920, foi introduzido no Japão, divulgado e efetivamente aplicado por DEMING, em 1950. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 075 FIGURA 25 - PDCA Fonte: Acervo Institucional. O ciclo PDCA ou de Deming tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão, como na gestão da qualidade, dividindo-a em quatro principais passos. 1) PLAN (planejamento) Estabelecer missão, visão, objetivos (metas), procedimentos e processos (metodologias) necessários para atingir os resultados. Esse passo é instaurado com base nas diretrizes da empresa. Você deve atentar-se para o fato de que, após traçar o plano, três pontos importantes devem ser considerados: 1. Estabelecer os objetivos sobre os itens de controle; 2. Estabelecer o caminho para atingir esses objetivos; 3. Definir os métodos que devem ser utilizados para consegui-los. O ciclo PDCA ou de Deming tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão, como na gestão da qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 076 Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Objetivo Caminho Métodos FIGURA 26 - Planejamento Seguem algumas considerações em relação às metas no planejamento: a. Metas para se Manter ou Meta Padrão É importante que algumas metas sejam consideradas como fixas. Por exemplo: definir um padrão de qualidade, um prazo padrão, um custo padrão e uma operação padrão. É o chamado Procedimento Operacional Padrão (POP), em que um conjunto de procedimentos operacionais é o próprio planejamento operacional da empresa. É importante que algumas metas sejam consideradas como fixas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 077 O PDCA, utilizado para atingir metas padrão ou para manter os resultados num certo nível desejado, pode então ser chamado de SDCA, onde o S significa standard. Exemplo: Quando um ano termina, planejamos fazer muitas coisas diferentes no próximo. Mas, para que possamos alcançar nosso objetivo, precisamos de uma ação constante, ou seja, manter o foco e definir um padrão, uma meta, como: finalizar os estudos! b. Metas para melhorar Estabelecer em qual área há necessidade de melhorias e o modo como devo atingi-las. Nesse caso, a “maneira de trabalhar” deve ser modificada. A modificação dos POP´s (Procedimentos Operacionais Padrão) pode ser considerada uma ação possível. Exemplo: A otimização de gastos e redução de desperdício são sempre temas de curso para gestores de empresas. 2) DO (Execução) Realizar e executar as atividades. Na execução, as tarefas devem ser aplicadas exatamente conforme planejamento. Três importantes pontos são ainda considerados: • Treinamento sobre o método a ser empregado na melhoria contínua; • A execução do método propriamente dito; • A coleta de dados para verificação do processo. O PDCA, utilizado para atingir metas padrão ou para manter os resultados num certo nível desejado, pode então ser chamado de SDCA, onde o S significa standard. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 078 Treinamento Treinamento Coleta de Dados FIGURA 27 - Execução Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. 3) Check (Verificação) Monitorar e avaliar periodicamente os resultados. Os processos e resultados devem ser avaliados e confrontados com o planejado, com os objetivos e especificações e, ainda, com o estado desejado. Informações devem ser consolidadas e relatórios confeccionados. Verificar também: • se o trabalho está sendo realizado de acordo com o padrão; Os processos e resultados devem ser avaliados e confrontados com o planejado, com os objetivos e especificações e, ainda, com o estado desejado. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 079 • se houve variação nos valores medidos em relação ao padrão; • se os itens de controle correspondem aos valores dos objetivos. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Verificar Trabalho Verificar Variações Verificar Itens de Controle FIGURA 28 - Verificação 4) Act (Ação) Agir de acordo com o avaliado e com os relatórios. Eventualmente novos planos de ação poderão ser determinados e confeccionados Agir de acordo com o avaliado e com os relatórios. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 080 para melhorar a qualidade, eficiência e eficácia, buscando o aprimoramento na execução. O ciclo PDCA pode ser aplicado principalmente nas normas de sistemas de gestão e deve ser utilizado (pelo menos, na teoria) em qualquer empresa com o objetivo de garantir o sucesso nos negócios, independentemente da área ou departamento (vendas, compras, engenharia, etc.). Os diferentes problemas encontrados nos processos e nos produtos podem ser solucionados através da implementação do PDCA. A figura abaixo apresenta o PDCA em oito passos como um método de solução de problemas. FIGURA 29 – Passos do PDCA CAMPOS, 2004, p.67, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. PDCA FLUXUGRAMA FASE OBJETIVO OBSERVAÇÃO E ANÁLISE DO PROBLEMA P D C A Idenficação do problema Observação Análise Plano de Ação Ação Verificação (Bloqueio foi efetivo?) Padronização Conclusão Definir claramente o problema e sua importância Investigar características específicas dp problema Descobrir as causas fundamentais Conceder um plano para bloquear essas causas Bloquear as causas Verificar se o bloqueio foi efetivo Previnir contra resparecimento do problema Recapitular todo o processo para uso futuro Gráfico de Pareto e Diagrama de Ishikawa 5W2H 1 2 3 4 5 6 7 8 Perceba que o P tem quatro fases distintas, que vão desde a identificação do problema até o plano de ação. São utilizados o Gráfico de Pareto e o Diagrama de Ishikawa para a observação GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 081 e análise do problema. O 5W2H é utilizado na fase do plano de ação. O 5W2H é basicamente uma metodologia para a elaboração de planos de ação. Pode ser considerado também uma ferramenta da qualidade, cujo objetivo é o de eliminar ruídos na comunicação e gerar melhor efetividade na execução de tarefas. A ferramenta surgiu nos EUA e o nome vem das palavras: • What – O que será feito (etapas) • Why – Por que será feito (justificativa) • Where – Onde será feito (local) • When – Quando será feito (tempo) • Who – Por quem será feito (responsabilidade) • How – Como será feito (método) • How much – Quanto custará para ser feito (custo) FIGURA 30 - 5W2H WHAT O QUE SERÁ FEITO (ETAPAS) WHY POR QUE SERÁ FEITO (JUSTIFICATIVA) WHERE ONDE SERÁ FEITO (LOCAL) METODOLOGIA 5W2H HOW COMO SERÁ FEITO (MÉTODO) WHO POR QUEM SERÁ FEITO (RESPONSABILIDADE) WHEN QUANDO SERÁ FEITO (TEMPO) HOW MUCH QUANTO CUSTARÁ PRA SER FEITO (CUSTO) Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 082 CCQ - Círculos de Controle da Qualidade FIGURA 31 - Grupo de funcionários voluntários Fonte: Acervo Institucional. Criado por Kaoro Ishikawa, os Círculos de Controles de Qualidade tiveram sua origem no Japão, por volta de 1962. Os CCQs são grupos de funcionários voluntários, pertencentes ou não à mesma área, treinados da mesma maneira e que compartilham da mesma filosofia e objetivos. Reúnem-se para discutir possíveis melhorias de desempenho: reduzir os custos e o número de falhas, aumentar a eficiência. No Brasil, o movimento foi iniciado em 1972, nos setores de qualidade e produção da Johnson & Johnson. Surgiu da necessidade de um programa motivacional de apoio à qualidade, após o deslocamento da fábrica da cidade de São Paulo para SãoJosé dos Campos. O propósito de um CCQ (Círculo de Controle de Qualidade) é identificar a presença de um problema de desempenho específico dentro da empresa, determinar as suas origens e, em seguida, desenvolver um processo que ajude a solucioná- lo, sem provocar novos problemas em outros lugares dentro da estrutura operacional. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 083 A formação de um CCQ envolve pessoas-chave com responsabilidades de trabalho semelhantes ou relacionadas. Idealmente, esse grupo deve observar o nível de eficiência que ocorre dentro de sua área de competência específica. Além disso, deve identificar possíveis problemas que possam afetar negativamente a eficiência, levando à produção de produtos de qualidade inferior. O círculo deve se reunir regularmente, com a finalidade de compartilhar suas observações e obter ajuda para superar os obstáculos potenciais. Quando necessário, as reuniões mais frequentes podem ter lugar específico e serem marcadas com antecedência. Qual é a estrutura de um CCQ? • Grupos Pequenos, com um número de participantes entre 5 e 12, que pertençam ou não à mesma área de trabalho. Sua estrutura não apresenta hierarquia, sendo sua formação feita por membros, líder, secretário e coordenador. O grupo deve ter um nome de identificação. • Reuniões Podem ser feitas no próprio local de trabalho (dentro do expediente), desde que as condições assim as permitam. Possuem duração máxima de uma hora e são realizadas com frequência semanal ou quinzenal, devendo ser planejadas com antecedência. Os assuntos tratados devem ser anotados em atas e os resultados, registrados em relatórios. Posteriormente, são encaminhados aos setores competentes para avaliação e implantação. Os círculos fazem uso das ferramentas de qualidade para solucionarem problemas. Entre elas, podemos citar: • Brainstorming (tempestade de ideias); • Lista de verificação ou Check list; A formação de um CCQ envolve pessoas-chave com responsabilidades de trabalho semelhantes ou relacionadas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 084 • Histograma, Diagrama de Pareto; • Diagrama de Espinha de Peixe. FIGURA 32 – Ferramentas de qualidade BRAINSTORMING DIAGRAMA DE ESPINHA DE PEIXE HISTOGRAMA DIAGRAMA DE PARETO CHECK LIST Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014 Dentre as melhorias promovidas pelos CCQ´s, destacamos: 1. Incentivo à autoconfiança e autorrealização de todos, criando uma oportunidade de participação nos processos decisórios da empresa. 2. Melhor qualidade de vida no trabalho, a busca de atividades em equipe, o sentimento de responsabilidade e a oportunidade de demonstração do potencial. 3. Melhoria da qualidade dos processos, redução de custos, aumento do nível de satisfação das pessoas, com uma maior integração entre os colaboradores e foco em qualidade; 4. Melhoria do nível de satisfação de todos, desenvolvendo uma mentalidade voltada para a busca da qualidade e desenvolvimento do senso de cidadania. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 085 Gestão Estratégica de Relacionamento com Clientes através de Pesquisas de Satisfação As Pesquisas de Satisfação de Clientes da AES Eletropaulo representam um interessante veículo de captura de vetores de satisfação, expectativas, tendências, níveis de informação e outras demandas dos clientes. Sua importância é estratégica: 25% da avaliação global das empresas no Prêmio ABRADEE se deve à categoria Satisfação de Clientes, cujo indicador comparativo utilizado é o ISQP da Pesquisa ABRADEE. Além disso, o processo de gestão das pesquisas de satisfação de clientes na AES Eletropaulo, quando incentivado e perenizado, é excelente instrumento para a melhoria contínua da satisfação de seus usuários e o aprimoramento do relacionamento entre as partes. Esse processo consiste em diversas etapas. Inicialmente, garantimos a (i) melhor realização das pesquisas de satisfação aplicadas anualmente (com Clientes Residenciais [Pesquisa ABRADEE] e com Clientes Corporativos), englobando revisão constante do questionário (incorporação e detalhamento de assuntos, revisão das áreas e atributos investigados [com insumos de pesquisas qualitativas, principalmente]), planejamento amostral (definindo estratos por segmento ou nível de tensão para Clientes Corporativos, ou Diretoria Regional e subregião para Clientes Residenciais) e acompanhamento de campo. Depois, realizamos a (ii) análise dos resultados, envolvendo o uso de técnicas estatísticas e de segmentação de clientes, como árvore de decisão, análise fatorial, regressão, geração de análises geográficas com a discriminação de resultados por municípios e distritos e a aplicação de sofisticadas técnicas de regressão da satisfação geral, a partir do uso de geoestatística, prática até então inédita no setor. Essas análises permitem identificarmos os atributos de maior potencial de melhoria para o resultado global, bem como os perfis de clientes ou regiões geográficas às quais as ações devem ser endereçadas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 086 A (iii) disseminação dos resultados e a (iv) proposição de planos de ação de melhoria são praticadas de forma ampla e conectada, através de apresentações e discussões envolvendo todos os níveis da organização e de eventos específicos denominados e Programas Integrados de Satisfação de Clientes. Tais eventos criam um ambiente propício para a discussão, utilizando metodologias (ex.: brainstorming) que permitem a criação irrestrita, catalogação, seleção e detalhamento de ideias, que são, enfim, responsabilizadas, orçadas, organizadas no tempo, atreladas às ferramentas de planejamento estratégico e acompanhadas. Essa metodologia se completa, indutivamente, com a (v) identificação de novas necessidades de pesquisa para aprofundamento de temas relevantes e, por fim, com (i) a retomada do ciclo, constituindo um PDCA/ PDCL genuíno. Outras pesquisas de satisfação são aplicadas de forma complementar pelo Call Center e Lojas de Atendimento, por meio de metodologias tradicionais ou Mystery Shop. Fonte: Fundação Nacional da Qualidade - FNQ. Gestão Estratégica de Relacionamento com Clientes Através de Pesquisas de Satisfação. 15 jan. 2013. Disponível em: <http://goo.gl/EOGzLm>. Acesso em: 22 jan. 2014. CÍRCULO DE CONTROLE DA QUALIDADE - CCQ: ESPAÇO DE APRENDIZAGEM E DE COMPARTILHAMENTO DE CONHECIMENTO O presente artigo aborda os Círculos de Controle da Qualidade (CCQ) como um ambiente dinâmico e favorável à aprendizagem organizacional e tem como objetivo identificar os fatores que influenciam na sua longevidade. Trata-se de um estudo de caso em uma empresa siderúrgica mineira produtora de aços especiais. Para que o objetivo do estudo pudesse ser alcançado, primeiramente, e, sustentando-se nas abordagens de autores da atualidade, foram apresentados aspectos históricos e de funcionamento do CCQ e a visão das empresas como um sistema orgânico. Para a pesquisa de campo, empregaram-se múltiplas fontes de dados: entrevista com lideranças, grupos de foco com participantes das equipes, consulta a documentos e a registros de arquivo da empresa. Os resultados da pesquisa sugerem que a fundamentação teórica das empresas como organismos vivos e capazes de aprender podem ser úteis GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 087 para apoiar a gestão do programa e apontam ainda para a relevância dos CCQ como espaço para a aprendizagem organizacional, compartilhamento do conhecimento e a convivencialidade dentro do ambiente empresarial. Sendo assim, a pesquisa contribui para a ampliação dos conhecimentos em gestão de programas corporativos com base no desenvolvimento organizacional, já que oferece subsídios a futuras investigações no sentido de explorar esse fenômeno em maior profundidade. Fonte: Artigode Maria Celeste Reis Lobo de Vasconcelos MELO, Regina Célia; VASCONCELOS, Maria Celeste Reis Lobo de. Aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos nos Círculos de Controle da Qualidade – CCQ de uma empresa siderúrgica. Revista Gestão e Tecnologia, v. 7, n. 1, p. 119-141, jan-jul. 2007. Disponível em: <http:// revistagt.fpl.edu.br/get/article/viewFile/191/187>. Acesso em: 23 jan. 2014. Revisão O Conceito de Controle está relacionado a três pontos principais: 1) Análise do Processo, que fundamenta-se na identificação das causas; 2) Padronização – uma vez conhecidas as causas o foco passa a ser no entendimento; 3) Itens de controle – acompanhar e monitorar as causas. O conceito de controle está relacionado ao controle de qualidade, conforme ilustração abaixo. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 088 FIGURA 33 – Bases do controle, segundo Miyauchi Fonte: CAMPOS, 2004, p 26. CONCEITO DE CONTROLE Controle de qualidade Manter sobre controle Análise de Processo Padronização Itens de Controle Vigiar as causas fundamentais Identificação das causas fundamentais Prender as causas fundamentais O fluxo do PDCA pode ser resumido à FIGURA a seguir que destaca: 1) o processo de manutenção - onde já foram realizados o planejamento e a ação, ocorrendo também o monitoramento e acompanhamento dos pontos-chave, para se verificar se o que foi planejado realmente está gerando bons resultados; 2) a melhoria contínua - ou seja, só há espaço para melhorar se tem padronização no processo, reaparecendo o planejamento e iniciando o ciclo novamente. FIGURA 34 – Detalhamento do ciclo PDCA nos ciclos de manutenção e melhorias FLUXOGRAMA UTILIZAÇÃO CICLO PDCA Action Action Action Plan Do Check Mantém Rem.Sintonia Bloqueio Acompanha Ideias Melhora MANUTENÇÃO SIM NÃO RESULTADO CAUSA MELHORIAS Fonte: CAMPOS, 2004, p40 GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 3 089 Por fim, a figura abaixo mostra que à medida que o tempo passa, implementa-se o PDCA e o processo fica sob controle. Dessa forma, as organizações ganham em melhoria da qualidade e produtividade. FIGURA 35 – Melhoramento contínuo e ciclos PDCA CAMPOS, 2004, p.38, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. TEMPO MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS (QC STORY) MELHOR ITEM DE CONTROLE MELHORIA CONTÍNUA UTLIZANDO O PDCA Planejamento e prática do controle da qualidade • QFD: Desdobramento da qualidade • FMEA • Gerenciamento da rotina do trabalho • Sistemas de padronização • Gerenciamento pelas diretrizes • Revisão Introdução Nessa unidade serão apresentados os objetivos do planejamento e da prática do controle da qualidade, e os conceitos de QFD e FMEA. Você terá ainda a possibilidade de compreender e diferenciar a rotina de trabalho do gerenciamento pelas diretrizes, situando o sistema de padronização na prática do controle da qualidade. A prática do controle da qualidade é responsabilidade de todos em uma organização, desde o nível estratégico até o nível operacional. O controle da qualidade tem como foco o controle do processo, destacado na Unidade 3. Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. FIGURA 36 - Controle de qualidade Quando falamos em controle da qualidade, falamos em controle do processo (causas e efeito), em controlar as dimensões da qualidade do produto ou serviço e a rotina do trabalho; o custo e o preço do produto ou serviço; a entrega no prazo, no tempo, na quantidade e no estado certo; a satisfação e moral dos trabalhadores e a segurança e confiabilidade. CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL = ATIVIDADES DE CONTROLE + A DIMENSÃO QUALIDADE Segundo Falconi (1992): Mas o que seria o controle total e a qualidade total? Controle total é aquele exercido sobre as causas e, consequentemente, sobre o efeito, com a participação de todas as pessoas que compõem uma organização. Já qualidade total seria a satisfação das necessidades e desejos de todas as pessoas envolvidas nesse processo. Sendo assim, na prática do controle da qualidade, todos, sem exceção, assumem a sua responsabilidade na qualidade do produto ou do serviço e esta deve envolver três funções principais: a. Planejamento b. Manutenção c. Melhoria a. Planejamento O planejamento se refere ao entendimento de qual é a qualidade desejada pelo cliente. Tomemos como exemplo um serviço de transporte aéreo. Esse serviço pode ter padrões de qualidade diferentes de acordo com o tipo de passageiro. Num mesmo voo pode haver um executivo apressado para uma reunião que considera mais importante chegar na hora certa, sem preocupar-se com o serviço de bordo ou, até mesmo, com a ocorrência de alguma turbulência. Para outro passageiro, talvez um aposentado ou um turista, o mais importante seja chegar no local para curtir as férias, se houver um bom serviço de bordo ou se a empresa oferecer algo a mais (um almoço, por exemplo), o atraso na viagem não trará tanto transtorno, ou seja, o tempo num aeroporto não será o diferencial no serviço. Taxa de atraso de voos cai e tempo de viagem aumenta Aviões fecham as portas e passageiros ficam esperando dentro da aeronave por mais tempo “Antes as distâncias eram maiores porque o espaço se mede pelo tempo.” No Brasil, a frase do escritor argentino Jorge Luís Borges tem de ser lida com sinal trocado: as distâncias brasileiras aumentaram, em vez de diminuir. Em regra, leva- se mais tempo para voar de um aeroporto a outro em 2013 do que se levava antes do apagão aéreo de 2007. No papel, porém, os atrasos nunca foram tão raros. Neste ano, só 8% dos voos atrasaram. É a menor taxa de atraso do século. Qual é a mágica? Aumentaram os tempos previstos de voo. Isso aconteceu em 94 das cem rotas mais movimentadas. A distância aérea entre São Paulo e Rio continua sendo de 385 km, mas cariocas e paulistanos nunca estiveram tão longe. Em 2000, demorava-se, em média, 51 minutos para ir de Congonhas ao Santos Dumont. O avião atrasava 4 minutos para deixar o terminal e levava mais 47 até abrir as portas no Rio. Hoje, a viagem demora 64 minutos: o atraso médio ainda é de 4 minutos, mas o tempo gasto pelo passageiro dentro da aeronave é, em média, de 60 minutos. Os dados foram compilados pelo Estadão Dados, com base nos mais de 13 milhões de registros de voos catalogados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) desde janeiro de 2000 até setembro de 2013. As companhias dizem que fizeram sua parte: estão colocando o passageiro dentro do avião em tempo recorde - graças, em boa parte, à transferência para o cliente do trabalho de fazer o check-in nos terminais de autoatendimento. O problema começa quando o passageiro entra no avião. É aí que começa a contar o chamado tempo de voo, que é informado pelas próprias companhias. Esse intervalo vai do momento em que as portas do avião são fechadas no aeroporto de origem, passa pelo tempo no ar e só termina depois que a aeronave estacionou no destino e reabriu as portas. A Aeronáutica, responsável pelo controle do tráfego aéreo, afirma que o tempo médio de uma aeronave no ar não teve alterações desde 2000. Ou seja: só pode ter crescido o tempo do avião em solo. O conselheiro de empresas Joaquim de Castro, de 69 anos, que costuma viajar até duas vezes por semana notou as mudanças. — Fecham a porta do avião no horário certo, mas você fica sentado esperando. É como se dissessem ‘você que reclame com o tráfego’. Infraestrutura As próprias companhias admitem que esse problema justificou o aumento do tempo de voo. Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), o taxiamento em Congonhas durava em média 10 minutos em 2005. Hoje, já é de 18. Essa demora entrou na conta da previsão dos tempos de voo, segundo o consultor técnico Mauricio Emboaba Moreira. — Tivemos de adequar. Senão, nós iríamos programar um serviço que nãopodemos dar. Segundo as empresas aéreas, a infraestrutura aeroportuária não acompanhou o aumento do número de voos domésticos, que passou de 611 mil, em 2003, para 1,126 milhão em 2012. — À medida que se adensa o tráfego, o tempo que se perde nos aviões aumenta. Se o pátio do aeroporto está todo adensado, tem de esperar para pousar e para decolar. A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) não comentou se o aumento do tempo de voo está relacionado à falta de infraestrutura. Segundo a empresa, obras, reformas e ampliações estão sendo feitas em 32 dos 63 aeroportos administrados pela estatal. O objetivo é que, no futuro, os terminais estejam aptos para atender à demanda de passageiros e aeronaves. Fonte: TOLEDO, José Roberto de; REOLOM, Mônica; BURGARELLI, Rodrigo. Taxa de atraso de voos cai, mas tempo de viagem aumenta. 14 dez. 2013. Notícias. Jornal Estadão / Brasil. Disponível em: <http://goo.gl/PyrjWy>. Acesso em: 22 jan. 2014. b. Manutenção A Manutenção se refere a como manter a qualidade desejada pelos clientes, agindo, desta forma, no cumprimento de padrões e atuando sobre as causas dos desvios (identificadas, por exemplo, através do uso do Diagrama de Iskikawa). Essa função do controle da qualidade pode ser alcançada através do PDCA, assunto já discutido na Unidade 3. c. Melhoria A Melhoria se refere ao aperfeiçoamento contínuo da qualidade desejada pelo cliente, no que tange, por exemplo, à facilidade em sua utilização do produto. Na Unidade 3 você já conheceu um método de solução de problemas que visa melhorar a qualidade desejada pelo cliente: o PDCA em 8 passos, conhecido como QC Story (Método de Análise e Solução de Problemas - MASP), de origem japonesa e derivado da aplicação das ferramentas da qualidade. Você deve entender que “problema” significa meta não atingida ou resultado indesejável de um item de controle. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 097 Como estamos falando de processo não poderíamos deixar de falar do QFD (Quality Function Deployment – Desdobramento da Função Qualidade) criado por Yoji Akao. Lembre-se que anteriormente destacamos os objetivos do controle da qualidade e o foco estava “na qualidade desejada pelo cliente”. A primeira indústria a aplicar o QFD foi a Mitsubishi Heavy, em 1972, e as pioneiras americanas: Ford e Xerox, nos anos 80. Nesse contexto, o QFD é uma técnica que pode ser empregada durante todo o processo de desenvolvimento do produto e que tem por objetivo auxiliar o time a incorporar no projeto as reais necessidades dos clientes. Trata-se, portanto, de uma técnica organizada para traduzir a voz do cliente em critérios de projeto, de produtos ou serviços; ou até mesmo de um mecanismo de controle para assegurar que as requisitos do cliente sejam incorporadas por todas as funções da empresa. O ponto forte do QFD é tornar explícitas as relações entre necessidades dos clientes, características do produto e parâmetros do processo produtivo. Com isto, permite-se a harmonização das várias decisões tomadas durante o processo de desenvolvimento do produto, e a potencialização do trabalho de equipe. Nesse sentido, pode ser entendido, como uma metodologia de planejamento estratégico, baseada no conhecimento do mercado e na tradução dos desejos e necessidades do cliente em características mensuráveis de projeto de produtos ou serviços superiores, com menor tempo de resposta ao mercado. O QFD fornece um sistema de processo de desenvolvimento integral para: QFD: Desdobramento da qualidade O ponto forte do QFD é tornar explícitas as relações entre necessidades dos clientes, características do produto e parâmetros do processo produtivo. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 098 Entender claramente as necessidades dos clientes a partir de suas perspectivas (lembre-se dos conceitos de qualidade apresentados na Unidade 1); • compreender como os clientes ou usuários finais se interessam na escolha de um produto ou um serviço e como ficam satisfeitos; • analisar o que sabemos sobre as necessidades do cliente; • determinar qual o nível de desempenho para a entrega do produto ou serviço; • ligar as necessidades do cliente com o projeto, desenvolvimento, engenharia, produção e funções de serviço. A metodologia QFD pode ser usada tanto para produtos tangíveis quanto por serviços não-tangíveis, incluindo bens manufaturados, a indústria de serviços, produtos de software, projetos de TI, desenvolvimento de processos de negócios, governo, saúde, iniciativas ambientais, e muitas outras aplicações. A partir do trabalho original de Yoji Akao, surgiram diferentes versões da metodologia: QFD das Quatro Fases; QFD-Estendido; QFD das Quatro Ênfases; A Matriz das Matrizes. O fato é que a estrutura do QFD é baseada num conjunto de matrizes, onde a matriz principal relaciona os requisitos do cliente (o que deverá ser feito) com os seus requisitos técnicos (como deverá ser feito), conforme pode ser observado na FIGURA abaixo. A metodologia QFD pode ser usada tanto para produtos tangíveis quanto por serviços não- tangíveis. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 099 FIGURA 37 - A casa da qualidade Matriz de Correlação Requisitos do Projeto Requisitos dos Clientes Especificações ou valores das metas MATRIZ DE RELACIONAMENTO Avaliação da Concorrência Fonte: STEVENSON, 2001, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Uma ideia simples do funcionamento das matrizes do QFD pode ser vista analisando-se o modelo do QFD das quatro fases, conforme FIGURA a seguir. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 100 FIGURA 38 – QFD das quatro fases R e q u is it o s d o C o n su m id o r C ar ac te rí st ic as d o P ro je to C o m p o n e n te s E sp e cí fi co s P ro ce ss o d e P ro d u çã o Casa 4 Planos da Qualidade Casa 1 Casa da Qualidade Casa 2 Planejamento dos componentes Casa 3 Planejamento dos Processos Fonte: Elaborado pelo Autor, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Na primeira casa (A casa da qualidade) faz-se o desdobramento dos requisitos do cliente transformando-os em especificações do produto. Em seguida, na casa 2 (Planejamento dos Componentes), estes requisitos do produto são desdobrados em requisitos para gerados na etapa anterior, requisitos dos componentes, são transformado em requisitos dos parâmetros de processo e estes, por sua vez, são desdobrados nos requisitos dos padrões de operação do processo, na casa 4 (Planos da Qualidade). Garante-se com esta abordagem que toda a especificação de produto: componentes, processos e padrões de operação, estejam orientadas às necessidades dos clientes. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 101 Através do link: <http://pessoal.utfpr.edu.br/vrubel/arquivos/_1_PI-2_QFD-apostila.pdf>, é possível você saber em detalhes a aplicação do QFD. Trata-se de um documento da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. FMEA Fonte: Acervo Institucional. FIGURA 39 - Evitando falhas Failure Mode and Effect Analysis é uma ferramenta que foi desenvolvida pelo exército norte-americano em 1949 e é conhecida como Análise do Modo e Efeito de Falha. É uma técnica utilizada para definir, identificar e eliminar falhas, problemas ou erros potenciais ou conhecidos do sistema, projeto, processo e/ou serviço antes que eles cheguem ao usuário. Pode ser entendida também GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 102 como uma abordagem passo a passo para identificação de falhas possíveis em um projeto, produção, processo de montagem ou um produto e serviço final. Um FMEA corretamente conduzido fornece informações auxiliares na redução do risco operacional de sistemas e para evitar que falhas/erros cheguem ao usuário. As falhassão priorizadas de acordo com a gravidade das suas consequências, com que frequência elas ocorrem e como elas podem ser facilmente detectadas. O objetivo do FMEA é tomar ações para eliminar ou reduzir as falhas, a começar por aqueles de maior prioridade. “Modos de Falha” definem como o projeto, processo ou serviço pode deixar de desempenhar as funções identificadas. As falhas são erros ou defeitos, especialmente os que afetam o cliente, podendo ser reais ou potenciais. Como pode falhar? O que pode sair errado? Os efeitos descrevem as consequências de cada um dos modos de falha. O objetivo do FMEA é tomar ações para eliminar ou reduzir as falhas, a começar por aquelas de maior prioridade. As ações geradas por essa ferramenta de análise proativa serão traduzidas em melhor produtividade, qualidade, confiabilidade, e, claro, uma maior satisfação do cliente. Os tipos de FMEA mais utilizados são (conforme imagem a seguir): 1. FMEA para os Sistemas Globais; 2. FMEA de Estrutura ou de Produto; 3. FMEA de Processo; 4. FMEA de Serviço. O objetivo do FMEA é tomar ações para eliminar ou reduzir as falhas, a começar por aquelas de maior prioridade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 103 FIGURA 40 - Tipos de FMEA Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014 TIPOS DE FMEA FMEA PARA SISTEMAS GLOBAIS FMEA DE PROCESSO FMEA DE ESTRUTURA OU DE PRODUTO FMEA DE SERVIÇO Na indústria de semicondutores, por exemplo, o FMEA de Produto e Processo são as versões mais frequentemente encontradas. Apesar da existência de muitos tipos de FMEA, a estrutura de base e o processo para a execução é o mesmo, devendo incluir (conforme imagem a seguir): • Item(s); • Função(ões); • Failure(s); • Efeito(s) de falha; • Causa(s) de falha; • Controle(s) Atual(is); • Ação(ões) recomendada(s); • Outros detalhes relevantes. O resultado de um ciclo de FMEA é a Tabela FMEA, que documenta o quão vulnerável um produto ou processo é aos seus modos de falha GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 104 potencial. A Tabela FMEA também mostra o nível de risco associado a cada modo de falha potencial, e as ações corretivas necessárias para tornar o produto ou o processo mais robusto. Geralmente consiste de 16 a 17 colunas, onde cada uma corresponde a um pedaço de informação requerida pelo FMEA. O FMEA pode ser usado quando: • um processo, produto ou serviço está sendo projetado ou redesenhado; • um processo, produto ou serviço existente está sendo aplicado de uma maneira nova; • antes de desenvolver planos de controle para um processo novo ou modificado; • as metas de melhoria estão previstas para um processo, produto ou serviço existente; • ao analisar as falhas de um processo, produto ou serviço existente; • periodicamente ao longo da vida do processo, do produto ou serviço. Gerenciamento da rotina do trabalho O Gerenciamento da Rotina do dia a dia, do inglês Daily Work Routine Management, é uma metodologia usada para definir, analisar, manter e melhorar continuamente os resultados, objetivando atender, em condições de excelência, às necessidades e expectativas do cliente. Pode ser entendida como sendo ações e controles diários conduzidos para que cada A Tabela FMEA também mostra o nível de risco associado a cada modo de falha potencial, e as ações corretivas necessárias para tornar o produto ou o processo mais robusto. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 105 pessoa assuma as responsabilidades conferidas a cada indivíduo e a cada processo. O Gerenciamento da Rotina ou Gerenciamento Funcional, faz parte do Gerenciamento pelas Diretrizes, assunto que será discutido posteriormente nessa unidade. Em se tratando do PDCA, podemos entender que o Gerenciamento da Rotina, se refere ao cumprimento dos padrões estabelecidos pela organização através dos projetos de produto e processos. Você deve entender ainda que o Gerenciamento da Rotina deve ser centrado na perfeita definição da autoridade e responsabilidade de cada pessoa. Na FIGURA abaixo é possível observar a diferença entre autoridade e responsabilidade: FIGURA 41 - Autoridade e responsabilidade no fluxo da qualidade AUTORIDADE FO R N EC ED O R ES RESPONSABILIDADE METAS MATÉRIAS PRIMAS MÁQUINAS MÃO DE OBRA MÉTODO MEDIDAS MEIO AMBIENTE QUALIDADE TOTAL SATISFAÇÃO DAS PESSOAS CLIENTES EMPREGADOS ACIONISTAS COMUNIDADE RESULTADOSRESULTADOS O������OO������O ITENS DE VERIFICAÇÃO ITENS DE CONTROLESU� Á��� ���E ��SUA Á��� ���E �� F INS(F INS) (�EIOS)(MEIOS) Fonte: Elaborado pelo Autor, layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Fazendo uma relação com os itens de verificação (causas identificadas através do diagrama de causa e efeito na figura) e itens GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 106 de controle (efeito ou o resultado, também identificado na figura), entendemos que a autoridade é exercida nas causas, ou seja, nos itens de verificação. As metas que são os efeitos de um processo, precisam ser monitoradas e alcançadas, sendo, desta forma, de responsabilidade de um determinado funcionário ou área. Você deve perceber ainda que a figura se trata de um esquema de um processo, onde a qualidade é o objetivo final, através da satisfação de todas as pessoas, clientes, funcionários, empregados, acionistas e comunidade. 1. Na padronização dos processos e do trabalho 2. Na monitoração dos resultados desses processos e sua comparação com as metas estabelecidas 3. Na ação corretiva do processo 4. No bom ambiente de trabalho 5. Na busca contínua da perfeição Para aplicar o gerenciamento da rotina, você deve seguir alguns passos: 1. Faça uma descrição do seu negócio. 2. Defina quais são os produtos ou serviços críticos ou prioritários. 3. Faça um fluxograma de cada processo, começando pelos itens prioritários ou crítico. 4. Padronize as tarefas críticas ou prioritárias. 5. Defina quais são os itens de controle. 6. Defina quais são as metas para cada item de controle. Os clientes de cada produto devem ser sempre consultados, assim como devem ser entendidas as necessidades de cada unidade. 7. Estabeleça os valores de referência. As metas que são os efeitos de um processo, precisam ser monitoradas e alcançadas, sendo, desta forma, de responsabilidade de um determinado funcionário ou área. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 107 8. Faça gráficos padronizados para os itens de controle. 9. Padronize cada processo. 10. Atinja as metas. Caso busque a meta padrão, gire o SDCA, caso busque a meta de melhoria, gire o PDCA. Gerencie. Descrição do negócio 2Definição dos produtos, serviços críticos ou prioritários 1 33 Construção de fluxogramas 5 44 Padronização das tarefas prioritárias 2 5 Definição dos itens de controle 1 66 Definição de metas 77 Valores de referência (benchmark) 8Gráficos Padronizados para itens de controle 8 Padronização dos processos 9 Alcance das metas 10 9 10 Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. FIGURA 42 - Passos para gerenciamento da rotina Pelo esquema você pode perceber que as metas do gerente são baseadas em dados históricos, ou seja, sobre o que já ocorreu e precisa ser melhorado. Imagine por exemplo, uma empresa com eficiência de 80% em uma área de produção qualquer. Esse indicador pode estar relacionado a horas paradas de trabalhadores, quebra de máquinas, defeitos em produtos e processos etc. Quando o gerente estipula que a meta para o ano seguinte é aumentar a eficiência para 95%, ele está se baseando GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 108 em possíveis melhorias com foco nos itens de controle, podendo realizar treinamentos; troca de equipamentos, materiais e fornecedores; revisar processos e métodos etc. Além disso, o gestor, ao elaborar as suasmetas, deve estar atento ao mercado, ou seja, no foco dos concorrentes (o que estão fazendo? ). Desta forma, podem garantir a sobrevivência da empresa, diminuindo custos de produção e competindo em preço e qualidade. FIGURA 43 – Como definir metas Fonte: Elaborada pelo Autor. Como definir as metas? Fatores levados em consideração pelo gerente Metas do próprio gerente Descrição da função Situação e tendência dos concorrentes Problemas residuais por ano anterior Sua própria visão estratégica para sua área de trabalho Papel do gerente Benchmarking / Sobrevivência da empresa Definir e atuar nos itens de controle Titulo: Nexus 5 vence Galaxy S4 em testes de desempenho Fruto da parceria do Google com a LG, o Nexus 5 será um concorrente duro para o iPhone 5s e o Galaxy S4 São Paulo - O Nexus 5 ainda nem foi lançado e já mostra que vai ser um concorrente de peso para o iPhone 5s e o Galaxy S4. O novo aparelho da LG em parceria com o Google passou por um benchmark divulgado no GFXBench e deve agradar, principalmente, os Segundo os testes do GFXBench, o Nexus 5 tem desempenho gráfico equivalente ao do iPhone 5S, empatados com nota 23. Logo atrás do Nexus 5 está o Sony Xperia Z1, com 21 pontos, seguido pelo LG G2 com uma pontuação de 20. O Galaxy S4 aparece só depois, com apenas 16 pontos. Ainda não há informações oficiais sobre o hardware do Nexus 5. Rumores indicam que o aparelho terá um hardware com processador Snapdragon GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 109 800 quad-core de 2,3 GHz, acompanhado de 2 ou 3 GB de RAM, câmera de 13 megapixels e bateria de 2.700 mAh, além de Android 4.4. As configurações devem confirmadas em breve, já que tudo indica que o novo aparelho pode ser lançado já em outubro deste ano. Tanto que o Nexus 4, atual aparelho do Google, está esgotado nos Estados Unidos e os estoques não devem ser repostos. Fonte: DARAYA. Revista Info Exame, 2013. Sistemas de padronização A Padronização pode ser entendida como o método (forçado ou espontâneo) de uniformizar comportamentos, atividades, produtos, serviços ou processos segundo padrões preestabelecidos. O nível de padronização depende do grau de importância e informa até que ponto há ausência de variedade. Mas o que é um produto padronizado? São itens idênticos, fabricados em grandes quantidades ou não, como exemplo: automóveis, computadores, mesas, cadeiras, pneus etc. E o que seria então um serviço padronizado? Seria um procedimento igual para todo o cliente, por exemplo, a lavagem automática: independente se o carro está sujo ou limpo, o serviço será o mesmo. É claro que o resultado final pode ser diferente, dependendo o estado em que se encontra o veículo. O nível de padronização depende do grau de importância e informa até que ponto há ausência de variedade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 110 CNJ PADRONIZARÁ REGRAS DE PARTICIPAÇÃO DE MENORES NA COPA Brasília - Padronizar as regras para a participação de crianças e de adolescentes em eventos da Copa do Mundo de 2014 e unificar os procedimentos dos juizados da infância e da juventude nos locais onde haverá jogos é fundamental para evitar dificuldades burocráticas tanto para brasileiros como para estrangeiros que assistirão às partidas. [...] O texto em análise traz regras sobre hospedagem de menores de 18 anos sem a presença dos pais, sua entrada e permanência nos estádios e a participação em eventos promocionais da Copa. [...] De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Bruno Matos, é fundamental definir e oficializar essas regras o mais cedo possível para garantir a ampla divulgação pelas autoridades brasileiras e pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa). “A ideia é que possamos uniformizar os requisitos para crianças e adolescentes na Copa, porque, entre outras coisas, deve ser difícil para os estrangeiros entenderem por que as regras funcionam de forma diferente em cada lugar. Nós não temos, por exemplo, padronização de autorizações de viagens dentro do país”, disse, enfatizando que a recomendação do CNJ estará em total acordo com o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Fonte: REVISTA EXAME, 2013. Na indústria, por exemplo, a padronização garante que, na ausência de um empregado, por qualquer motivo, haja um padrão que defina o que deve ser feito e como deve ser feito. Desta forma, os processos e o conhecimento não ficam somente com poucos empregados, servindo também de base para o treinamento de novos empregados. Cabe destacar que um procedimento operacional padrão, por exemplo, é válido não só para as áreas de produção ou manutenção, mas também para áreas administrativas. Ou seja, para todas as áreas de uma organização. Na indústria, por exemplo, a padronização garante que, na ausência de um empregado, por qualquer motivo, haja um padrão que defina o que deve ser feito e como deve ser feito. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 111 É comum associarmos PADRONIZAÇÃO a amarras, de algo imutável, rígido e com falta de flexibilidade. No entanto, este pensamento é uma questão cultural, é um conceito deturpado da padronização. É claro que a padronização exige o rigor, mas no conceito está também a questão da melhoria contínua, a busca por formas mais efetivas de se fazer e como fazer. Após testada, se aprovada, torna-se o novo padrão. O que é então um padrão? É um documento que fornece requisitos, especificações, diretrizes ou características que podem ser usados de forma consistente para assegurar que materiais, produtos, processos e serviços são adequados para o seu propósito. As normas ISO são exemplos de padrão e serão estudadas em unidades posteriores. A padronização traz vários benefícios para as organizações, podemos destacar alguns: • Utilização adequada dos recursos tais como: equipamentos, materiais e mão-de-obra; • facilitação do treinamento dos funcionários; • registro e disseminação de conhecimento tecnológico; • uniformização de processos de produção e redução do consumo de materiais; • redução de custos (desperdícios); • uniformização de componentes, equipamentos; • aumento da produtividade; • controle de processos; • melhoria da qualidade. A padronização exige o rigor, mas no conceito está também a questão da melhoria contínua, a busca por formas mais efetivas de se fazer e como fazer. Após testada, se aprovada, torna- se o novo padrão. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 112 O que a padronização não significa? • Padrões rígidos, limitadores da criatividade; • inibição da flexibilidade das pessoas; • engessamento da empresa; • eliminação da necessidade de treinamento. Então como padronizar? • Defina o Macro Fluxograma; • Identifique os Processos Críticos; • Defina quais as Tarefas Críticas; • Padronize as Tarefas Críticas; • Treine nas Tarefas Críticas; • Delegue e audite. Veja um exemplo de padronização até mesmo entre duas empresas concorrentes. A Ford e a General Motors anunciaram um novo acordo para desenvolvimento conjunto de duas gerações de transmissões automáticas, de 9 e 10 velocidades para automóveis, crossovers, utilitários esportivos e caminhões. Com aplicação em tração dianteira e traseira, a nova transmissão terá como foco a melhora no desempenho dos veículos, como o menor consumo de combustível. Fonte: Site "Automotive Business", 2013. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 113 Gerenciamento pelas diretrizes FIGURA 44 - Gerenciamento pelas diretrizes Fonte: Acervo Institucional. O GPD é um sistema de gestão que conduz o estabelecimento e a execução do Plano Anual. É um sistema de gerenciamento no qual a alta administração determina diretrizes e lidera sua implantação, promovendo desdobramento de metas e medidas a serem, respectivamente, atingidas e executadas por todos osníveis gerenciais. As Metas Anuais da empresa são o ponto de partida concreto do GPD. Um dos documentos básicos de referência para o estabelecimento das metas anuais é o Plano de Longo Prazo. O Plano Anual constitui-se de metas anuais concretas, seus respectivos planos de ação (5w2h) e um orçamento para dar suporte às ações e aos projetos prioritários de modo a alcançar as metas. É possível observar, na figura abaixo, que o Gerenciamento pelas Diretrizes é constituído por dois sistemas: Gerenciamento Funcional e Interfuncional. O Plano Anual constitui-se de metas anuais concretas, seus respectivos planos de ação (5w2h) e um orçamento para dar suporte às ações e aos projetos prioritários de modo a alcançar as metas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 114 FIGURA 45 - Gerenciamento pelas diretrizes Fonte: Elaborado pelo Autor. Gerenciamento pelas Diretrizes Gerenciamento Funcional Gerenciamento Interfuncional • Estabelecimento de padrões • Manutenção de padrões • Melhoria de padrões • Estabelecimento das Diretrizes • Desdobramentos das Diretrizes • Controle das Diretrizes O Gerenciamento Funcional diz respeito à manutenção de melhoria contínua das atividades do dia a dia, ou seja, da rotina. Sendo assim, equivale ao Gerenciamento da Rotina do Trabalho e compreende o estabelecimento, a manutenção e a melhoria dos padrões estabelecidos. Em resumo, é a prática do controle da qualidade. O Gerenciamento Interfuncional cuida da solução dos problemas prioritários da alta administração através do desdobramento das diretrizes e seu controle interfuncional. Ou seja, por meio de departamentos, requerem concordância entre as chefias uma vez que as metas só poderão ser alcançadas através da colaboração de todos os setores. O GPD tem como objetivos: • Garantir a perfeita satisfação das necessidades dos clientes a um preço que estes possam pagar; • alcançar Metas da Alta Administração; • melhorar Procedimentos e Padronizar; • permitir que cada empregado compreenda seu posicionamento na empresa. O Gerenciamento Funcional diz respeito à manutenção de melhoria contínua das atividades do dia a dia, ou seja, da rotina. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 115 Mas o que são Diretrizes? São temas importantes para a gestão dos negócios, cujas metas a serem atingidas estão determinadas pela Alta Administração. Como exemplo, temos: FIGURA 46 - Diretrizes Fonte:Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Como estabelecer uma diretriz? Havendo a meta, existem várias maneiras de se estabelecer as medidas prioritárias e suficientes para atingí-las, tais como: • Perguntar aos seus colaboradores o que cada um sugere fazer em sua área para que sua meta seja atingida; • Fazer uma sessão de brainstorming (chuva de ideias) com a participação de todos os colaboradores imediatos; • Definir uma equipe de projeto, sendo a mesma oficializada em reunião. Quais são as características das medidas de uma diretriz? Podem existir dois tipos de medidas: desdobráveis e não \ Havendo a meta, existem várias maneiras de se estabelecer as medidas prioritárias e suficientes para atingí-las. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 116 desdobráveis. As medidas desdobráveis serão aquelas executadas pelos níveis hierárquicos inferiores ou por outros processos. As não desdobráveis devem ser executadas pelo próprio responsável da diretriz e ser transformada em ação. O desdobramento de diretrizes está completo somente quando a meta do nível hierárquico mais alto é transformada em dezenas e até mesmo centenas de planos de ação. A metodologia do Gerenciamento pelas Diretrizes é também utilizada para assegurar a consistência e suficiência do desdobramento de metas, assegurando a coerência entre os indicadores utilizados na avaliação da implementação das estratégias e aqueles utilizados na avaliação do desempenho dos processos. Na figura, abaixo é possível identificar os estágio do GPD. FIGURA 47 - Estágio do gerenciamento pelas diretrizes Fonte: Elaborado pelo Autor. Planejamento Estratégico Estabelecimento das diretrizes anuais Desdobramento das diretrizes Estabelecimento do itens de Controle Controle Revisão Anual Análise de Situação Atual Gerenciamento das diretrizes do ano GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 117 Bioeconomia garante produtividade no agronegócio e segurança alimentar No painel “A contribuição da bioeconomia para o agronegócio”, o presidente regional da Novozyme Latin America, Pedro Luiz Fernandes, que a União Europeia traçou como diretriz, até 2030, desenvolver a bioeconomia e reduzir drasticamente sua dependência da economia fóssil. Segundo ele, 48 empresas europeias, entre elas a Novozyme, vão investir € 2,8 bilhões numa parceria público-privada com a Comunidade Europeia, que empregará outro € 1 bilhão em pequenas e médias empresas. A ideia é que essas empresas desenvolvam produtos biotecnológicos usados no cotidiano dos europeus. Fonte: CNI, 2013. As diretrizes estabelecidas pela organização são então desdobradas em metas e métodos, conforme esquema a seguir: Fonte: FALCONI,1992 [Adaptado], layout adaptado, Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. FIGURA 48 - Mecanismo do desdobramento de diretrizes Diminuir custos desenvolvidos Tentar recusar o que foi feito Definir padrões para reuso de componentes Desegn patterns Frameworks Prestigiar reuso no projeto Projetar utilizando padrões para reuso META MÉTODO MÉTODO MÉTODO META META CHEFE DEPARTAMENTO SOFTWARE GERENTE PROJETO PROJETISTA GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 118 Na imagem, é possível observar que a meta “diminuir custos de desenvolvimento” se desdobra em método que se desdobra em outra meta, de uma área ou setor diferente, e ainda sucessivamente, até o último nível organizacional. Podemos concluir que o GPD é uma atividade que busca a melhoria da organização promovendo o rompimento da situação atual (breakthrough) para atingir os resultados necessários à sua sobrevivência. O objetivo deste gerenciamento é modificar os padrões de trabalho para alcançar os resultados necessários. Destaca-se ainda, que a condução do desdobramento pode ser feita através da estrutura vertical (obedecendo a hierarquia vertical) ou através de uma estrutura horizontal (buscando maneiras eficientes de atingir as metas desafiantes impostas pelo mercado). Fonte: Site "Programa Brasileiro de Etiquetagem". FIGURA 49 - PBE 1. Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE): economia para o consumidor, desenvolvimento para a indústria e proteção ao meio ambiente. Para que serve? O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro, fornece informações sobre o desempenho dos produtos, considerando GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 119 atributos como a eficiência energética, o ruído e outros critérios que podem influenciar a escolha dos consumidores que, assim, poderão tomar decisões de compra mais conscientes. Ele também estimula a competitividade da indústria, que deverá fabricar produtos cada vez mais eficientes. Como funciona? De forma geral, o PBE funciona da seguinte forma: os produtos são ensaiados em laboratórios e recebem etiquetas com faixas coloridas que os diferenciam. No caso da eficiência energética, a classificação vai da mais eficiente (A) à menos eficiente (de C até G, dependendo do produto), onde se entende que os mais eficientes utilizam melhor a energia, têm menor impacto ambiental e custam menos para funcionar, pesando menos no bolso. De posse dessa informação no momento da compra, os consumidores podem escolher os produtos mais econômicos e, consequentemente, favorecer a fabricação dos mais eficientes. Por que o PBE é tão importante? Porque o conteúdo das etiquetas ajuda a equilibrar a relação deconsumo, diminuindo a assimetria de informação existente entre quem compra e quem vende. Afinal, os consumidores geralmente não têm conhecimento especializado sobre os produtos que adquirem e muitas vezes têm dificuldade de identificar aqueles que são os mais econômicos, os mais silenciosos ou que, por exemplo, gastam menos água. Os fornecedores, por sua vez, precisam que seus produtos sejam diferenciados no mercado, justificando, assim, o investimento que fazem na melhoria da qualidade dos produtos que oferecem. No caso específico dos programas de etiquetagem com foco na classificação de eficiência energética, sua importância está ligada às metas brasileiras de economia de energia. O Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf), recentemente publicado para reforçar as diretrizes do Plano Nacional de Energia (PNE2030), que estabelece uma meta de 10% de redução no consumo energético por meio de ações de eficiência energética, possui um capítulo dedicado ao PBE. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 120 Fonte: Site “Programa Brasileiro de Etiquetagem”. 2. Após violência entre torcidas, governo discute padronizar segurança nos estádios do país. Brasília – As cenas de extrema violência registradas durante o jogo entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama, no último domingo (8), levaram representantes do governo federal, do Poder Judiciário e de entidades desportivas, como o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a discutir medidas para garantir a segurança nos estádios brasileiros. Entre as iniciativas tratadas durante reunião realizada hoje (12), no Ministério do Esporte, está a padronização de procedimentos de segurança durante eventos esportivos, principalmente durante jogos de futebol. “É necessário unificar um padrão de comportamento dos órgãos de segurança pública e privada, definindo competências, deveres e responsabilidades”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esclarecendo que o ministério já discute um Guia de Procedimento de Segurança. Fonte: RODRIGUES. Agência Brasil, 2013. 3. Bancos terão que padronizar informações a partir de 2014 Os bancos terão que publicar mais informações sobre os riscos, composição de capital e o cumprimento de regras, a partir de 30 de junho de 2014. Essa publicação será padronizada e assim será possível fazer comparação com todas as instituições financeiras no mundo. Fonte: AGÊNCIA BRASIL, 2013. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 121 Fonte: Site “Gerdau”. FIGURA 50 - GERDAU No site da Gerdau é possível encontrarmos informações sobre o QFD e FMEA. Acesse o site e verifique: Revisão Nessa unidade estudamos vários assuntos relacionados à prática do controle da qualidade e você deve ter compreendido que é reponsabilidade de todos em uma organização, desde o nível estratégico até o nível operacional. Você estudou o QFD (Quality Function Deployment – Desdobramento da Função Qualidade) que é uma das ferramentas da qualidade criada na década de 60 pelo japonês Yoji Akao, e tem como objetivo principal permitir GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 4 122 que a equipe de desenvolvimento do produto incorpore as reais necessidades do cliente em seus projetos de melhoria. A primeira indústria a aplicá-lo foi a Mitsubishi Heavy em 1972. Em 1983 o método chegou aos EUA sendo amplamente divulgado a partir dos anos 80. As pioneiras americanas a adotar o método foram a Ford e a Xerox. Já o FMEA é um método utilizado para identificar e priorizar potenciais defeitos com base em sua gravidade, frequência esperada e probabilidade de detecção. O objetivo é antecipar os problemas para que possam ser tomadas medidas proativas para neutralizá-los e, assim, reduzir ou eliminar os riscos. Pode ser usado, por exemplo, para melhorar o design e robustez de um produto ou processo. Vimos ainda a diferença entre o Gerenciamento da Rotina do Trabalho ou Gerenciamento Funcional do Gerenciamento pelas Diretrizes que é o mesmo que Gerenciamento Interfuncional. Aliás, o GPD é um sistema de gestão que conduz o estabelecimento e a execução do Plano Anual da organização. Por fim, entendemos que a padronização pode ser entendida como o processo (forçado ou espontâneo) de uniformizar comportamentos, atividade, produtos, serviços ou processos segundo padrões preestabelecidos. O nível de padronização depende do grau de importância e informa até que ponto há ausência de variedade num produto, serviço ou processo. O GPD é um sistema de gestão que conduz o estabelecimento e a execução do Plano Anual da organização. Auditoria da qualidade • Conceitos • Normas da qualidade • Revisão Introdução Nessa unidade, iremos abordar as normas ISO. Com certeza, em algum momento da sua vida, você deve ter visto uma empresa destacando que possui certificação ISO. Veja o caso da figura abaixo: trata-se de um ônibus utilizado para o transporte coletivo. FIGURA 51 - Trasnporte coletivo Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. O que tem de diferente na figura? Para você, que utiliza esse serviço diariamente, principalmente nos horários de pico, talvez nada de mais, apenas uma situação rotineira, com um ônibus lotado e, literalmente, “gente saindo pelo ladrão”. O que chama a atenção é a frase: ISO 9001. A empresa que presta o serviço é certificada ISO. Abaixo uma questão para você refletir e responder ao final da unidade. A norma ISO garante qualidade? GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 125 Conceitos FIGURA 52 - Qualidade Qualidade Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. A auditoria de qualidade é a revisão de um auditor que verifica vários registros e processos relativos ao programa de qualidade de uma empresa. Pode ser entendida como um processo pelo qual você revê e avalia um elemento do negócio para garantir que o encontrará com determinados padrões, que podem variar de acordo com as configurações e o que foi estabelecido pelo setor. Em geral, o propósito de uma auditoria de qualidade é determinar se a empresa está cumprindo com o seu programa de qualidade ou se precisa fazer alterações em suas práticas de negócios. A empresa também pode realizar uma auditoria de qualidade, a fim de determinar se está em conformidade com os padrões de qualidade determinados, como os estabelecidos pela Organização Internacional de Normalização (ISO), por exemplo. O propósito de uma auditoria de qualidade é determinar se a empresa está cumprindo com o seu programa de qualidade ou se precisa fazer alterações em suas práticas de negócios. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 126 A auditoria pode ser: 1. Externa A auditoria da qualidade externa (conhecida como de segunda e terceira parte) é independente e exercida por um auditor externo que trabalha de forma independente, sem vínculo empregatício com a empresa. Ele também trabalha em parceria com o auditor interno, para testar a eficiência dos sistemas utilizados. Normalmente, o auditor externo funciona como um consultor e tem sua atenção voltada para a confiabilidade dos registros contábeis. 2. Interna As auditorias internas ocorrem quando uma organização examina seus próprios sistemas, procedimentos e atividades para determinar se eles são adequados e estão sendo atendidos. É conhecida também como auditoria de primeira parte. Na tabela abaixo é possível identificar as principais diferenças entre as auditorias: O auditor externo funciona como um consultor e tem sua atenção voltada para a confiabilidade dos registros contábeis. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 127 QUADRO 8 - Diferenças entre auditorias interna e externa Auditoria Externa A auditoria é realizada através de contratação de um profissional independente; O objetivo principal e atenderas necessidades de terceiros no que diz respeito à fidedignidade das informações financeiras; A revisão das operações e do controle interno é principalmente realizado para determinar a extensão do exame e a fidedignidade das demonstrações financeiras; O trabalho é subdividido em relação às contas do balanço patrimonial e da demonstração do resultado; O auditor incidentalmente se preocupa com a detecção e prevenção de fraudes, a não ser que haja possibilidade de substancialmente afetar as demonstrações financeiras; O auditor deve ser indepentente em relação à administração, de fato e de atitude mental; O exame das informações comprobatórias das demonstrações financeiras é periódica, geralmente semestral ou anual. Auditoria Interna A auditoria é realizada por um funcionário da empresa; O objetivo principal e atender as necessidades da administração; A revisão das operações e do controle interno é principalmente realizado para desenvolver aperfeiçoamento e para induzir ao cumprimento de políticas e normas, sem estar restrito aos assunstos financeiros; O trabalho é subdividido em relação às áreas operacionais e às linhas de responsabilidade administrativa; O auditor diretamente se preocupa com a detecçnao e prevenção de fraude; O auditor deve ser indepentente em relação às pessoas cujo trabalho ele examina, porém subordinado às necessidades e desejos da alta administração; A revisão das atividades da empresa é contínua. Fonte: Site "Portal de Auditoria". Normalmente, a auditoria de qualidade é externa, o que significa que é realizada por um auditor independente ou equipe de auditores que têm experiência na área. A empresa também pode optar por realizar uma auditoria interna de seus sistemas de controle de qualidade em uma base periódica. Os membros da equipe de auditoria geralmente são profissionais que têm amplo conhecimento sobre as normas, procedimentos e princípios. Além disso, os auditores devem ter experiência prática em examinar, avaliar e informar sobre cada aspecto de um sistema de qualidade, se é deficiente ou satisfatório. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 128 A auditoria de qualidade constitui um processo preciso, baseado na pesquisa de fatos, no sentido de obter evidência objetiva em relação à adequação, conformidade com os requisitos e eficácia dos vários elementos do Sistema da Qualidade. Tem ainda como objetivo determinar o grau de conformidade do Sistema da Qualidade com as Normas de Garantia da Qualidade, as Normas Internas da Empresa e a Legislação Relevante. Normas da qualidade O SGQ (Sistema de Garantia da Qualidade) teve início devido à era da gestão da qualidade onde os clientes necessitavam confirmar se os fornecedores estavam atendendo as especificações e, desta forma, poderiam realizar uma seleção mais apropriada de quem iria fornecer matéria prima para as empresas. Com o passar do tempo, diversas normas foram criadas. • Nos EUA, os fornecedores do Departamento de Defesa deveriam registrar seus SGQs de acordo com as normas MIL-Q9858A e MIL-145208. • Já o Reino Unido criou em 1979 a norma BS-5750 para SGQ, além de outras tantas para setores mais específicos como NQA-1 – Quality Assourance for Nuclear Power Plants; a GMP – Good Manufacturing Pratices – no setor de produtos médicos, remédios e alimentos; a (API) Q1 na Association for Petroleum Industry´s. • Há também a CSA Z299 – canadense e as AQAP1 e 13 – Allied Quality Assourance Publications – da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte. A auditoria de qualidade constitui um processo preciso, baseado na pesquisa de fatos, no sentido de obter evidência objetiva em relação à adequação, conformidade com os requisitos e eficácia dos vários elementos do Sistema da Qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 129 FIGURA 53 - ISO Fonte: Acervo Institucional. Buscando evitar a grande proliferação das normas, a ISO (International Organization for Standartization) criou um comitê com o objetivo de avaliar as normas já criadas e em 1987 lançou as normas para Sistema de Qualidade ISO Série 9000, sendo esta dividida em 5 normas: • ISO 9000:1987 • ISO 9001:1987 • ISO 9002:1987 • ISO 9003:1987 • ISO 9004:1987 As normas tiveram em sua essência grande parte dos elementos da BS-5750:1979 do Reino Unido. Ainda em 1987, a Comunidade Europeia passou a utilizar a ISO Série 9000 chamando-a de Série EN-29000. Buscando evitar a grande proliferação das normas, a ISO (International Organization for Standartization) criou um comitê com o objetivo de avaliar as normas já criadas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 130 O QUE É ISO? A ISO (International Organization for Standardization) é uma federação mundial de entidades nacionais de normalização, que conta com aproximadamente 148 países, fundada em 1947. Tem o objetivo de criar normas internacionais que representam e traduzem o consenso dos diferentes países do mundo para padronização de procedimentos, medidas, materiais, serviços, etc. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) faz parte da ISO. Fonte: ORGANISMOS DE NORMALIZAÇÃO. Em 1994, o comitê criado pela ISO realizou a primeira revisão das normas, agregando além de Série 9000, a Série 10000, que trata de auditoria, e a 8402 sobre terminologia. Nessa revisão, foi mantida boa parte das séries anteriores alterando-se apenas a que havia maior índice de dúvidas e problemas relativos à interpretação. No ano 2000, foi publicada a segunda revisão das normas, tornando-as mais simples. Desse modo, algumas das versões anteriores foram consideradas ultrapassadas, como o caso das normas: • ISO 9001:1994 • ISO 9002:1994 • ISO 9003:1994 • ISO 9004:1994 e suas partes 1,2,3,4 • ISO 9000:1994 e suas partes 1,2,3,4 • Norma de terminologia ISO 8402 Para realizar as substituições, foram criadas as seguintes normas: a. NBR ISO 9000:2000 - SGQ: Fundamentos e Vocabulário, que introduzem ao usuário os conceitos de sistemas de gestão e especificam a terminologia usada. Em 1994, o comitê criado pela ISO realizou a primeira revisão das normas, agregando além de Série 9000, a Série 10000. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 131 b. NBR ISO 9001:2000 - SGQ: Requisitos que definem os critérios que a empresa terá que cumprir caso deseje operar de acordo com a norma e obter a certificação. c. NBR ISO 9004:2000 - SGQ: Diretrizes para Melhoria de Desempenho. FIGURA 54 - Certificação ISO Fonte: Acervo Institucional. Baseada nos oito princípios de gestão da qualidade, estas diretrizes são desenvolvidas para serem usadas pela alta administração como uma estrutura para guiar as suas organizações em direção à melhoria de desempenho. Deve levar em conta as necessidades de todas as partes interessadas, não somente a dos clientes. A família ISO 9000 aborda vários aspectos da gestão da qualidade e contém alguns dos padrões mais conhecidos da ISO. Os padrões fornecem orientação e ferramentas para empresas e organizações garantirem que seus produtos e serviços atendem as necessidades do cliente e que a qualidade seja constantemente melhorada. O foco A família ISO 9000 aborda vários aspectos da gestão da qualidade e contém alguns dos padrões mais conhecidos da ISO. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 132 principal é o cliente com atendimento na íntegra e em conformidade com requisitos especificados, bem como sua crescente satisfação. Ao contrário do que pensam, a palavra ISO não é a abreviação de International Organization for Standartization (Organização Internacional para a Normalização), entidade internacional de padronização criada em 1947 em Genebra (Suíça). ISO vem do grego isos e significa igualdade, homogeneidade ou uniformidade. A necessidade da qualidade de produçãoindustrial se deu no período do início das produções em massa, meados do século XX. Henry Ford, dono da Ford Motor Company, foi o primeiro empresário a produzir automóveis em massa, com baixos custos e num pequeno intervalo de tempo. A Ford foi criada em 1903 e, em 1908, lançou o Ford Modelo T, cheio de inovações, tais como: volante do lado esquerdo, motor e câmbio fechados, os quatro cilindros presos num bloco sólido e suspensões e molas. Além disso, custava US$ 825,00. Parece bem barato, mas, em compensação, ofereciam salários, na época, de cerca de US$ 5,00. Ford inovou o mercado com seu sistema de gestão do trabalho: linha de montagem. Ela permitiu a queda dos custos; tornando assim, o automóvel mais acessível ao público. As produções em série eram respaldadas mediante normas estabelecidas, assim como acontece hoje, com o ISO 9000: componentes padronizados, movimento mecânico, equipamentos de qualidade e processos estandardizados. Fonte: Site “Gestão de Qualidade”. No Brasil, a entidade responsável por representar a ISO é o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia). É através dele que empresas certificadoras são reconhecidas e habilitadas para realizar a A necessidade da qualidade de produção industrial se deu no período do início das produções em massa, meados do século XX. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 133 certificação das organizações que desejem alcançar o “status” de “empresa com o selo ISO 9000 ou outros”. Existe também o órgão responsável pelas normas, que no caso do Brasil o comitê técnico responsável pela NBR-ISO 9000 é o CB25, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como único Foro Nacional de Normaliza ção através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24/08/1992. É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), da COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização). A ABNT é a representante oficial no Brasil das seguintes entidades internacionais: ISO (International Organization for Standardization), IEC (International Eletrotechnical Comission); e das entidades de normalização regional COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e a AMN (Associação Mercosul de Normalização). Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Voltemos à pergunta inicial sobre a figura do ônibus. A norma ISO garante qualidade? A certificação ISO 9000 pode ser concedida a qualquer tipo de empresa, seja ela de serviços, produtos, governamentais, etc. O que deve ser lembrado é que a norma não garante uma qualidade extra ao produto final ou na prestação de serviço, ela apenas atesta que as características dos serviços prestados pela organização serão sempre as mesmas. A certificação ISO 9000 pode ser concedida a qualquer tipo de empresa, seja ela de serviços, produtos, governamentais, etc. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 134 Ou seja, as normas da série ISO estão relacionadas ao Sistema de Gestão da Qualidade e não às especificações dos produtos. O que a ISO busca é que a empresa tenha sua documentação disponível de forma acessível, rápida e de fácil entendimento para todos. Que os meios de se realizar o trabalho estejam de acordo com as necessidades para que possam atender aos requisitos das normas. Um exemplo é manter os equipamentos limpos e em bom estado de funcionamento. A certificação ISO não garante que o produto ou serviço de determinada empresa seja de melhor qualidade, e sim que aquele produto ou serviço seja desenvolvido de forma padronizada. Porém, um dos aspectos mais importantes para a certificação e manutenção do selo ISO é a auditoria interna, que deve ser realizada internamente para identificação de possíveis falhas e para tomada de atitudes necessárias para correção das mesmas, prevenindo futuros defeitos. Desta forma, evita-se que as pessoas se percam em suas tarefas. Assim, é possível manter toda documentação sobre procedimentos, descrição de processos, produtos, serviços etc. e o comprometimento de todos com a qualidade. A aplicação das normas ISO pode ser utilizada quando se é exigido que uma empresa fornecedora aplique a gestão da qualidade atendendo alguns princípios como: • regulamentos do governo brasileiro; • normas internacionais; • normas nacionais; • normas da empresa. A certificação ISO não garante que o produto ou serviço de determinada empresa seja de melhor qualidade, e sim que aquele produto ou serviço seja desenvolvido de forma padronizada. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 135 O cumprimento das especificações dos produtos vai depender ainda de outros fatores que são importantes estarem padronizados e bem gerenciados como: • projeto; • desenvolvimento; • planejamento; • pós-produção; • instalação; • assistência técnica; • marketing. FIGURA 55 - Padronização Fonte: Núcleo de Educação a Distância (NEaD), Ănima, 2014. Projeto Pós-Graduação Desenvolvimento Instalação Planejamento Assistência técnica Os requisitos especificados nos sistemas da qualidade propostos pelas normas ISO são complementares aos requisitos técnicos especificados para os produtos e serviços. As empresas que conseguem o certificado ISO possuem algumas vantagens que podem dar a elas certo diferencial competitivo, conforme pode ser observado pela figura abaixo: GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 136 FIGURA 56 - Vantagens da certificação ISO Fonte: Elaborado pelo autor. Vantagens Diminuição de reclamações Redução do Risco Solidez Boa Reputação Responsabi- lidade Civil Redução de perdas Menor número de Reposições Menor reparo e retrabalho Além das empresas, os clientes também ganham quando a empresa possui o certificado, podendo destacar: • segurança da fonte proveniente; • grande satisfação com o produto ou serviço; • melhoria no meio ambiente; • redução de custos. Para a sociedade, os benefícios são: menor consumo de energia e um menor desperdício. Antes de a empresa decidir por qual entidade certificadora ela será analisada, alguns pontos devem ser bem estudados, a começar pelo motivo pelo qual a empresa deseja a certificação. Uma das principais razões para se implementar as normas é o aumento da eficiência e eficácia dos processos da empresa, além do GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 137 aumento da produtividade. Após a análise, é preciso decidir qual será o organismo certificador, lembrando que as decisões sobre a certificação podem ser tomadas por diversas razões, dentre elas as comerciais (como a obrigação contratual, para atender as preferências dos clientes). Um ponto importante na escolha do órgão certificador é saber se ele é certificado e por quem, pois somente assim a empresa terá certeza de que seus processos estarão em conformidade com as exigências das normas. Um órgão certificador é aquele que foi aprovado oficialmente como competente para realizar a certificação em setores específicos. Para a implantação do Sistema de Gestão da Qualidade e obtenção da certificação, a empresa pode: • utilizar mão de obra própria, ou seja, seus próprios funcionários; • utilizar uma consultoria externa; • utilizar as duas opções. O Sistema de Gestão da Qualidade deve ser elaborado por um Manual da Qualidade, que obviamente deve atender às exigências da norma ISO 9000. É imprescindível que a empresa interprete a norma e verifique a existência do que já é praticado, descrevendo os procedimentos e providenciando os documentos para regulamentação. Após essa etapa, é necessárioa contratação de uma companhia certificadora que realizará uma auditoria a fim de verificar se a empresa atende aos requisitos da norma. Esta companhia certificadora é uma entidade independente e autorizada para realizar as auditorias. O Sistema de Gestão da Qualidade deve ser elaborado por um Manual da Qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 138 Certificação é a conquista de um certificado de aprovação para um sistema de gestão baseado em normas internacionais. É uma moderna ferramenta de administração e marketing que atesta a eficiência da empresa, em determinada área para seus acionistas, clientes e mercado. Consiste em uma avaliação geral do Sistema de Gestão da Qualidade das empresas, por entidades especializadas e independentes, que são conhecidas como Organismos Certificadores. Após a auditoria de certificação (Adequação e Conformidade), os auditores informarão à empresa se esta atende as exigências dos requisitos aplicáveis, segundo o modelo adotado, ou seja, ISO 9001/2008, ISO 14001/2008. Caso a empresa atenda a todas as exigências, ela será recomendada como empresa qualificada a receber o certificado ISO. Em aproximadamente 40 dias a empresa receberá o seu certificado, com validade de três anos, durante os quais a entidade certificadora estará realizando auditorias de manutenção periódicas para verificar a continuidade de adequação e conformidades às exigências dos requisitos, conforme norma adotada. Atualmente, o número de empresas no Brasil que buscam uma certificação dos seus Sistemas de Gestão da Qualidade é cada vez maior, confirmando uma tendência mundial. Fonte: CAMPOS, 2011. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 139 ISO 9001 FIGURA 57 - ISO e gestão da qualidade Fonte: Acervo Institucional. ISO 9001 é uma dentre as normas da série de sistemas de gestão da qualidade que foi desenvolvida para ser compatível com outras normas e especificações de sistemas de gestão, tais como a OHSAS 18001, de Saúde Ocupacional e de Segurança, e a ISO 14001, de Meio Ambiente. Elas podem ser integradas perfeitamente através de Gestão Integrada. Estas normas compartilham muitos princípios comuns, portanto, a escolha de um sistema de gestão integrada pode agregar um excelente valor. Um certificado ISO 9001 prova que o Sistema de Gestão da Qualidade foi certificado de acordo com as melhores práticas da norma e foi aprovado. Esta norma genérica, reconhecida internacionalmente, não é uma norma de produto, mas é aplicável a qualquer indústria ou serviço, sendo seu objetivo estabelecer requisitos internacionais para sistemas de gestão da qualidade. Ela enfatiza a melhoria contínua e a satisfação do cliente, tendo como pontos mais importantes: • Sistema de Gestão da Qualidade; • responsabilidade da alta direção; Um certificado ISO 9001 prova que o Sistema de Gestão da Qualidade foi certificado de acordo com as melhores práticas da norma e foi aprovado. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 140 • gestão de recursos; • realização do produto; • medição; • análise; • melhoria. FIGURA 58 - Satisfação do cliente Sistema de Gestão da Qualidade Responsabi- lidade da alta direção Melhoria Gestão de recursos Análise Realização do produto Medição Fonte: Elaborado pelo autor. SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ABNT NBR ISO 9001 - A implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade representa a obtenção de uma poderosa ferramenta que possibilita a otimização de diversos processos dentro da organização. Além destes ganhos, fica evidenciada também a preocupação com a melhoria contínua dos produtos e serviços fornecidos. Certificar o Sistema de Gestão da Qualidade garante uma série de benefícios à organização. Além do ganho GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 141 de visibilidade frente ao mercado, surge também a possibilidade de exportação para mercados exigentes ou fornecimento para clientes que queiram comprovar a capacidade que a organização tem de garantir a manutenção das características de seus produtos. Fonte: www.abnt.com.br ISO 14000 e 14001 FIGURA 59 - Certificação ambiental Fonte: Site "Fundação Ezute". ISO 14000 é uma série de normas criadas pela International Organization for Standardization (ISO) que define as diretrizes sobre o ramo de gestão ambiental no interior de empresas. No começo da década de 1990, a ISO notou a necessidade da criação de normas que abordassem a questão ambiental com o claro objetivo de padronizar os processos de empresas que usassem os recursos advindos da natureza e/ou ocasionassem algum tipo de dano ambiental decorrente de suas práticas. A ABNT NBR ISO 14001 é uma norma aplicável a qualquer tipo de organização e órgão governamental, que tem como objetivo progredir, assim como procurar a sua certificação por uma organização externa competente. A ISO 14001 segue a metodologia popular por aplicar um ciclo de melhoria contínua chamado Plan- Do-Check-Act (PDCA). Vale ressaltar que para a obtenção da A ISO 14001 segue a metodologia popular por aplicar um ciclo de melhoria contínua chamado Plan-Do- Check-Act (PDCA). GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 142 certificação do empreendimento pela ABNT NBR ISO 14001 é preciso que se esteja enquadrado nos requisitos definidos. SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001 - O aumento crescente da consciência ambiental e a escassez de recursos naturais vêm influenciando cada vez mais as organizações a contribuírem de forma sistematizada na redução dos impactos ambientais associados aos seus processos. A conformidade do sistema com a ABNT NBR 14001 garante a redução da carga de poluição gerada por essas organizações, porque envolve a revisão de um processo produtivo visando a melhoria continua do desempenho ambiental, controlando insumos e matérias-primas que representem desperdícios de recursos naturais. Certificar um Sistema de Gestão Ambiental significa comprovar junto ao mercado e a sociedade que a organização adota um conjunto de práticas destinadas a minimizar impactos que imponham riscos à preservação da biodiversidade. Com isso, além de contribuir com o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida da população, as organizações obtêm um considerável diferencial competitivo fortalecendo sua ação no mercado. Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistema de Gestão Ambiental ABNT NBR ISO 14001. As normas ISO 9000 e ISO 14000, sozinhas, não satisfazem todas as necessidades das organizações que procuram se mover efetivamente em direção ao desenvolvimento sustentável. Elas no máximo, tentam trazer para o centro do processo de tomada de decisão da empresa as questões relacionadas à sustentabilidade econômica e ecológica. A sustentabilidade social não recebe muitas menções nos documentos das normas pois para estes casos existem normas específicas que tratam tanto dos aspectos de responsabilidade social como também de saúde e segurança ocupacional. São elas: • ISO 1800: Sistema de Gestão de Segurança e Higiene Ocupacional; • OHSAS 18001: Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional; A sustentabilidade social não recebe muitas menções nos documentos das normas pois para estes casos existem normas específicas que tratam tanto dos aspectos de responsabilidade social como também de saúde e segurança ocupacional. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 143 • SA 8000: Sistema de Responsabilidade Social; • BS 8800: Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional. ISO 18000, OHSAS 18001 e BS 8800 As normas ISO 18000, OHSAS 18001 e BS 8800 tratam da segurança e saúde ocupacional. Tanto a ISO 18000 quanto a OHSAS 18001 tiveram sua base retirada da BS 8800. São normas utilizadas para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais visando o bem estar dos colaboradores em busca de uma maior produtividade.FIGURA 60 - Bem estar dos colaboradores Fonte: Acervo Institucional. SA 8000 A norma SA 8000 aborda o tema responsabilidade social, que atende uma necessidade de clientes que se preocupam não apenas com a qualidade dos produtos, mas também com a forma que eles são produzidos. Com a implantação da norma AS 8000, a empresa demonstra sua preocupação em relação aos funcionários, porém é preciso que antes que ela demonstre ao público externo esta preocupação, garanta que os princípios da responsabilidade social estão sendo adotados por todos. Por este motivo foi criado o termo Marketing Social. As normas ISO 18000, OHSAS 18001 e BS 8800 tratam da segurança e saúde ocupacional. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 144 FIGURA 61 - Marketing Social Fonte: Acervo Institucional. Todas as normas citadas até agora, ISO 9000, ISO 14000, ISO 18000, BS 8800, OHSAS 18000 e SA 8000, buscam a padronização e a melhoria dos processos de trabalho assim como a relação entre empresas e funcionários. É através destas certificações que uma organização consegue o reconhecimento entre seus clientes e o respeito de seus concorrentes. Para realização destas certificações, mais do que o empenho dos empregados, é preciso comprometimento dos gestores, principalmente da alta administração. Por isso, antes de realizar algum projeto para conseguir um reconhecimento deste nível, é necessário que toda organização esteja empenhada a seguir o mesmo objetivo e alcançar as mesmas metas, facilitando assim o processo de implantação de um dos sistemas citados. SISTEMA DE GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL ABNT NBR 16001- O surgimento de movimentos dirigidos aos interesses diversos dos consumidores impõe nas organizações a necessidade de se atualizarem Para realização destas certificações, mais do que o empenho dos empregados, é preciso comprometimento dos gestores, principalmente da alta administração. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 145 frente a este contexto. Certamente as organizações que possuem posicionamento ético melhoram sua imagem pública gradativamente, alcançando maior legitimidade social. Para serem realmente eficientes, os procedimentos da organização precisam ser conduzidos dentro de um sistema de gestão estruturado. A partir daí, a Certificação do Sistema de Gestão de Responsabilidade Social demonstrará ao mercado que a organização não existe apenas para explorar os recursos econômicos e humanos, mas também para contribuir com o desenvolvimento social, por meio da realização profissional de seus colaboradores e da promoção de benefícios ao meio ambiente e às partes interessadas. Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistema de Gestão da Responsabilidade Social ABNT NBR 16001. SISTEMA DA SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL OHSAS 18001 - Este sistema tem por objetivo assegurar o bom cumprimento de procedimentos e cuidados que venham a garantir o gerenciamento dos riscos de saúde e segurança em uma organização. Também neste caso, nota-se certa pressão da sociedade para que as organizações ajam de maneira que sejam evitados acidentes ou fatalidades com seus colaboradores. Trabalhando com base nesses princípios, a organização consegue também a geração de mais qualidade e produtividade dos empregados e de seus processos fabris. Tendo todos estes procedimentos funcionando, a Certificação do Sistema da Segurança e Saúde Ocupacional serve ainda para mostrar, tanto para os fornecedores quanto para os consumidores, o grau de seriedade do trabalho de uma organização. Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistema da Segurança e Saúde Ocupacional OHSAS 18001. ISO 50001 A ISO 50001 representa as melhores práticas atuais de nível internacional em gestão de energia, desenvolvida a partir de normas e iniciativas nacionais/regionais existentes. A norma foi desenvolvida em vários anos A ISO 50001 representa as melhores práticas atuais de nível internacional em gestão de energia, desenvolvida a partir de normas e iniciativas nacionais/ regionais existentes. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 146 com a participação de especialistas em gestão de energia, representantes de mais de 60 países de todo mundo, que contribuíram para sua elaboração. Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 50001 - Sistema de Gestão de Energia. ISO 22000 A norma ISO 22000 – Sistema de Gestão da Segurança Alimentar, baseia- se nos princípios do HACCP do Codex Alimentarius, internacionalmente reconhecidos. O enfoque deste referencial é a segurança alimentar em todas as etapas da cadeia de fornecimento. Apesar de serem abordados unicamente aspetos de segurança alimentar, esta norma propõe que a metodologia utilizada seja adotada também para tratar de questões éticas e de conscientização dos consumidores. Fonte: APCER. ISO 22000:2005 - Sistemas de Gestão da Segurança Alimentar. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 147 Brasília - O Banco Central recebeu a certificação ISO 9001 pela gestão das reservas internacionais. De acordo com a instituição, a certificação é um dos resultados do projeto de aprimoramento do gerenciamento das reservas. “O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) visa aprimorar o monitoramento das operações de títulos, moedas internacionais e depósitos realizadas com as reservas internacionais”, diz o BC. “A eficácia do monitoramento dá ao gestor das reservas internacionais a certeza de que os recursos estão sendo efetivamente aplicados em total concordância com os parâmetros de risco previamente estabelecidos”, complementa. Segundo o BC, o Sistema de Gestão da Qualidade também procura mitigar o risco operacional relacionado aos processos de investimento e estabelece metas de gestão de qualidade. Fonte: <http://goo.gl/Fq1KsT> BC RECEBE ISO 9001 POR GESTÃO DE RESERVA INTERNACIONAL De acordo com a instituição, a certificação é um dos resultados do projeto de aprimoramento do gerenciamento das reservas Fonte: <http://goo.gl/ZTVJn3>. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 148 SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO O processo de estruturação do sistema da qualidade da Vallourec Tubos do Brasil S.A. teve início em 1979 com as primeiras exigências de normalização do setor petrolífero e nuclear. A partir de então, a empresa passou a trabalhar continuamente na estruturação formal do seu Sistema da Qualidade, conseguindo sua primeira certificação internacional em 1990: API Q1 para o setor petrolífero. Em 1995, a empresa foi certificada na ISO 9002. Em 1997, a Vallourec Tubos do Brasil S.A. iniciou a implementação da norma ambiental ISO 14001, da norma automotiva QS 9000 e de um sistema para a saúde ocupacional e segurança do trabalho que evoluiu para a certificação OHSAS 18001. A necessidade de integração entre os sistemas criados foi o ponto de partida para a instalação do Sistema Integrado de Gestão (SIG), em 2000, que trouxe uma maior sinergia de esforços e a adoção de melhores práticas de gestão. Com a entrada no Grupo Vallourec, a Vallourec Tubos do Brasil S.A. adotou a filosofia TQM, dando início e fortalecendo diversos programas de qualidade, saúde e segurança ocupacional, meio ambiente e responsabilidade social. Certificados internacionais da Vallourec: • API Q1 - Setor Petrolífero • ISO 9001 - Qualidade Total • ISO 14001 - Meio Ambiente • OHSAS 18001 - Saúde e Segurança Ocupacional • ISO TS 16949 - Setor Automotivo Fonte: Site “Vallourec”. Sistema Integrado de Gestão. Nos dois textos citados é possível verificar tipos de organizações diferentes que buscaram a certificação ISO, assim como milhares de empresas estão fazendo. Na Revista Eletrônica você terá oportunidade de acompanhar as certificações da Cemig. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 149 Revisão ISO 9001 A origem desta norma é militar e nuclear. A ISO 9000está voltada para: • Cliente interno • Fornecedores – Avaliação • Funcionários – Treinamento A ISO 9000 aborda os fundamentos e vocabulário, descrevendo os fundamentos do sistema de gestão e estabelecendo as terminologias para este sistema. Já a ISO 9001 trata dos requisitos, especificando requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade e pedindo eficácia. Principais características da norma ISO 9001: • é uma norma de gestão (gerenciamento) da qualidade; • adota sistemática de abordagem de processos; • foca no cliente e na melhoria contínua; • envolve todas as áreas, processos e atividades; • possui forte envolvimento gerencial em todos os processos; • a participação de todos é fundamental; • a comunicação interna é auditável; • envolve diretamente a qualidade dos serviços; • usa a ferramenta de processo PDCA; • proporciona o crescimento da organização; • fortalece e melhora a imagem da empresa; A ISO 9000 aborda os fundamentos e vocabulário, descrevendo os fundamentos do sistema de gestão e estabelecendo as terminologias para este sistema. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 5 150 • é aplicável em qualquer tipo ou porte de empresa. ISO 14001 Originária da Inglaterra, a ISO 14001 nasceu na década de 90 devido a uma preocupação pela causa ambiental frente à atuação das indústrias na natureza. Os efeitos nocivos ao meio ambiente tomaram outro rumo e nasceu o “desenvolvimento sustentável”, que gerencia a questão ambiental. A ISO 14001 normaliza tudo que contribui para uma relação harmônica entre os desenvolvimentos natural e industrial. A NBR ISO 14001:2004 estabelece requisitos para implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema ambiental com base em requisitos legais e informações de aspectos ambientais significativos, introduzindo na organização uma postura de prevenção de ocorrências de impactos adversos ao meio ambiente. A ISO 14001 estabelece ainda as bases de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), com a definição de uma política e de um planejamento para o meio ambiente, com aplicações internas nas organizações, certificação ou fins contratuais. Um SGA tem como objetivo principal atingir o controle do impacto ambiental gerado pelas atividades desenvolvidas pela organização. A norma OHSAS 18000 tem como foco a saúde e segurança do trabalhador e a norma AS 8000 possui o foco na responsabilidade social. A ISO 14001 normaliza tudo que contribui para uma relação harmônica entre os desenvolvimentos natural e industrial. Programas e métodos para melhoria da qualidade • 5S • Bechmarking • Kaizen • Just-in-time • Lean production • Revisão Introdução Imagine a seguinte situação descrita na figura abaixo: FIGURA 62 - Desorganização Fonte: Acervo Institucional. Geralmente não nos imaginamos numa situação desse tipo, mas isto acontece em muitas empresas. No entanto, em muitos casos, medidas simples contribuem na melhoria da qualidade do trabalho e geram resultados positivos. FIGURA 63 - Organização de ferramentas Fonte: Site “Grupo São Mateus”. Medidas simples a serem adotadas nas oficinas, como arrumar e organizar as ferramentas de trabalho em local apropriado, melhoram o dia a dia de quem depende desse material. Entre os fatores benéficos dessa atitude de acomodação adequada de materiais de uso diário, podemos citar a rapidez e agilidade no processo de busca por ferramentas. Isso gera economia de tempo para os reparadores e lucro para o dono da oficina, que não tem que substituir as ferramentas danificadas com tanta frequência porque, se guardadas corretamente, as lâminas afiadas e cortantes das serras e dos alicates ficam protegidas de danos e não enferrujam. Para Paulo Pedro Aguiar Jr., engenheiro palestrante automotivo e proprietário da Engin – Engenharia Automotiva, a organização faz parte da boa gestão. “Já se sabe que em uma oficina organizada, o tempo para se achar uma ferramenta certa para o reparo é 30% mais rápido do que numa bagunçada. Se considerarmos que o turno de trabalho é de 8 horas, numa oficina desorganizada, o funcionário perde até duas horas por dia procurando por ferramentas. Portanto, é fundamental que uma oficina possua quadros de ferramentas, carrinhos com gavetas, armários, ou seja, tenham todo o ferramental, quando não utilizado, guardado em um local apropriado”. Fonte: ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA NA OFICINA. In: Notícias da oficina. Cuidando da oficina. Disponível em: <http://goo.gl/ey8U07>. Acesso em: 24 fev. 2014. Nesta Unidade, você irá entender a importância de algumas filosofias da qualidade, como o apoio na melhoria da produtividade das organizações. Para facilitar o entendimento, serão apresentados conceitos e casos reais de implementação. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 155 O 5S é uma filosofia que pretende promover disciplina, segurança e produtividade no ambiente de trabalho, por meio da conscientização e reponsabilidade de todos. Trata-se de uma derivação das cinco palavras de origem japonesa (Seiton, Seiri, Seiso, Seiketsu e Shitsuke) e cada uma delas representa uma etapa do programa de implantação dos 5 sensos. Durante as décadas de 50 e 60, os japoneses passaram pela fase de reestruturação do pós-guerra e desenvolvimento acelerado de suas indústrias. Foi nessa fase que os conceitos de qualidade aplicados aos processos produtivos começaram a se desenvolver expandindo a filosofia dos 5S pelo mundo e dando origem a novas metodologias, como por exemplo, a housekeeping. 5S TABELA 9 – Objetivos dos 5S Melhorar a qualidade de vida das pessoas, construindo um ambiente saudável e acolhedor para todos. Melhorar o ambiente de trabalho. Prevenção de acidentes. Aumento da produtividade e redução de custos (absenteísmo, quebra de máquina, etc). Aprimoramento do ambiente de trabalho (moral, motivação, comportamento). Combate efetivo aos desperdícios. Otimização dos recursos. Fonte: Elaborado pelo autor. O programa 5S SEIRI – SENSO DE UTILIZAÇÃO Evitar o que for desnecessário, ou o senso de utilização. Ao separar aquilo que é realmente necessário ao trabalho daquilo que é supérfluo, conseguimos melhorar a arrumação e dar lugar ao novo. Aquilo que for realmente desnecessário deve ser passado para outros que possam fazer uso dele ou simplesmente descartando, conseguimos melhorar a arrumação e dar lugar ao novo.Fonte: Disponível em: <http://goo.gl/ sc7pS1>. Acesso em: 24 fev. 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 156 • Materiais quebrados ou, por algum outro motivo, obsoletos: aquela velha máquina de calcular que ninguém usa mais. • Materiais que não têm utilidade para o serviço executado pelo setor: as máquinas de escrever substituídas pelo microcomputador. • Materiais estocados em excesso: manter, no setor, duzentas canetas esferográficas, quando o consumo é de cinco por mês. • Materiais já utilizados: Diários Oficiais antigos. FIGURA 64 - Exemplo de senso de utilização Fonte: Elaborado pelo autor. Liberação de Áreas Coisas necessárias Coisas desnecessárias Sem potencial de uso Sucata imediata Transferir para onde for útil Potencialmente útil ou valiosa Colocar mais próximo do local do uso Uso constante Uso ocasional Raramente usadas Colocar um pouco afastado do local do uso Dispor num outro lugar COMO PRATICAR • Antes de jogar algo fora, verificar se pode ser: reutilizado, reciclado, transformado. • Descartar corretamente os resíduos perigosos para o meio ambiente: óleo de cozinha, pilhas, lâmpadas de mercúrio, etc. • Ter bom senso no que diz respeito a manter coisas, objetos, etc. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 157 • Evitar o desperdício de energia elétrica e de água. • Eliminar ressentimentos: mágoas, rancor etc. • Doar um pouco do seu tempo para uma instituição de caridade. RESULTADOS • Desocupa espaços eestoque. • Torna mais visíveis os materiais realmente utilizados. • Torna o ambiente mais claro, confortável e fácil de limpar. • Evita a compra desnecessária de materiais. • Aumenta a produtividade. • Desperta o espírito de solidariedade nas pessoas. • Prepara o ambiente para o 2º Senso. SEITON – SENSO DE ORDENAÇÃO Significa deixar tudo em ordem, ou o “senso de organização”. É literalmente arrumar tudo, deixar as coisas arrumadas e em seu devido lugar para que seja possível encontrá-las facilmente sempre que necessário. Assim, evita-se o desperdício de tempo e energia. Fonte: Disponível em: <http://goo.gl/ CHroG1>. Acesso em: 24 fev. 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 158 FIGURA 65 - Organização dos números Fonte: Elaborado pelo autor. COMO PRATICAR • Definir critérios para guardar e organizar aquilo que é necessário: materiais, móveis e equipamentos. Tudo deve sempre estar disponível e próximo ao local de uso. • Definir um lugar para cada coisa e o modo adequado de guardá-la: • objetos diferentes em locais diferentes. • Desenvolver o hábito de guardar os objetos nos seus devidos lugares após utilizá-los. • Identificar e padronizar o nome dos objetos. • Criar sistema de identificação visual (cores, rótulos, símbolos) dos objetos para facilitar o acesso a eles. • Utilizar controle de materiais, equipamentos e móveis, se necessário. • Jogar o lixo no recipiente certo, facilitando o reaproveitamento. • Manter a ordem. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 159 • Organizar a própria vida: definir objetivos de curto, médio e longo prazo. RESULTADOS • Racionaliza os espaços. • Facilita o acesso aos materiais e equipamentos, reduzindo o tempo de busca. • Evita estoque em duplicidade. • Racionaliza a execução das tarefas. • Melhora o ambiente, reduzindo o esforço físico e mental. • Facilita a limpeza. SEISO - SENSO DE LIMPEZA Significa inspeção, zelo, manter limpo, a arte de tirar o pó. Cada pessoa deve limpar a sua própria área de trabalho e conscientizar-se da importância de não sujar. O objetivo é manter o ambiente físico agradável. Limpeza é forma de inspeção. Ela possibilita a identificação de defeitos, peças quebradas, vazamentos, etc.Fonte: Disponível em: <http://goo.gl/ SHnr0M>. Acesso em: 24 fev. 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 160 FIGURA 66- Organização Senso de Limpeza A grama está cortada? Há lixo espalhado? Falta grama no jardim? O meio fio está pintado? O portão está com a tinta toda desbotada? Fonte: Elaborado pelo autor. Veja a imagem da sua organização pelos olhos do cliente. Mas o mais importante mesmo é não sujar! Evite a sujeira desnecessária. Lembre-se que ambiente limpo não é o que mais se limpa, é o que menos se suja! COMO PRATICAR • Limpar os equipamentos após o uso, para o mesmo possa ser utilizado novamente. • Identificar as causas raízes dos danos e propor ações para eliminá-las definitivamente. • Evitar sujar o local desnecessariamente, desenvolvendo hábitos de limpeza: lixo na lixeira, mesas limpas, máquinas cobertas, etc. • Minimizar a geração de lixo. • Dar destino adequado ao lixo, quando houver. • Não deixar água parada nos ambientes internos e externos. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 161 • Não sujar ambientes públicos: ruas, muros, árvores, etc. • Ser transparente: livre-se do ódio, inveja, ciúme, orgulho. • Falar com as pessoas e não das pessoas. RESULTADOS • Conscientizar sobre a necessidade de manter o local de trabalho limpo e arrumado: manter o local de trabalho limpo é tarefa de todos, não apenas do pessoal da limpeza. • Criar um ambiente de trabalho saudável e agradável. • Melhorar a imagem do setor, da instituição e, por extensão, dos servidores. • Melhorar a qualidade de vida dos servidores. • Preparar o ambiente para o 4º Senso. SEIKETSU – SENSO DE SAÚDE É desenvolver a preocupação constante com a higiene em todos os sentidos, tornando o local de trabalho saudável e adequado às tarefas desenvolvidas. Não adianta nada mantermos o local de trabalho limpo se não cuidarmos de nossa higiene pessoal também. Fonte: Disponível em: <http://goo.gl/OqHREa>. Acesso em: 24 fev. 2014. A padronização busca criar “o estado de limpeza”. Não basta estar limpo, é necessário também parecer limpo. Devemos definir qual o padrão ideal para o nosso ambiente de trabalho, buscando, como objetivo, a melhoria da qualidade de vida no trabalho. Devemos nos preocupar com a ambientação, quebrando o peso da área de trabalho, através de uso de GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 162 aquários, plantas (auxiliam o relaxamento), paisagens, enfim, tudo aquilo que possa contribuir positivamente para um bom ambiente. Isso é uma forma de desacelerar as pessoas. COMO PRATICAR • Adotar como rotina a prática dos três “S” anteriores. • Estar atento às condições ambientais de trabalho, tais como: iluminação, ventilação, ergometria dos móveis, melhorando-as e adequando-as às necessidades. • Criar um ambiente harmonioso que leve em consideração a estética (beleza) do local de trabalho. • Cumprir horários. • Cumprir prazos. • Adotar hábitos saudáveis. • Fazer exames médicos periódicos. • Ler. • Reservar tempo para o lazer. • Não ser inflexível. • Cuidar da autoestima. • Ser educado sempre, até mesmo em uma discussão. • Respeitar. • Fazer amizades e saiba mantê-las. Tratar os idosos com carinho. RESULTADOS • Reduz acidentes. • Melhora a saúde geral dos funcionários. Criar um ambiente harmonioso que leve em consideração a estética (beleza) do local de trabalho. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 163 • Eleva o nível de satisfação dos funcionários. • Facilita as relações humanas. • Divulga positivamente a imagem do setor, da instituição e dos servidores. • Prepara o ambiente para o 5º Senso. • Cuide da alimentação: abuse das frutas e legumes, evite gordura. • Faça exercícios regularmente, ou pelo menos uma caminhada. SHITSUK - SENSO DE AUTODISCIPLINA É ter os empregados habituados a cumprirem os procedimentos de forma ética conforme os padrões estabelecidos pela empresa. Respeitar e cumprir o estabelecido. Melhorar constantemente. Desenvolver a força de vontade, a criatividade e o senso crítico. Fonte: Disponível em: <http://goo.gl/ K8WO67>. Acesso em: 24 fev. 2014. Disciplinar é ensinar a praticar, para que as pessoas aprendam naturalmente a fazer a coisa certa. É uma forma de criar bons hábitos. Disciplina é um processo de repetição e prática. Assim estaremos no caminho certo. COMO PRATICAR • Ensinar com o exemplo. • Agir com paciência e perseverança no cumprimento das rotinas. • Cumprir as normas internas da organização: utilização do crachá, uniforme, etc. • Transformar a disciplina dos “5S” em autodisciplina, GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 164 incorporando definitivamente os valores que o programa recomenda. • Criar mecanismos de avaliação e motivação. • Participar ativamente dos programas de treinamento. RESULTADOS • Elimina a necessidade do controle autoritário e imediato. • Facilita a execução das tarefas. • Aumenta a possibilidade de obtenção de resultados de acordo com o planejado. • Possibilita o autodesenvolvimento pessoal e profissional. • Melhora a qualidade geral dos serviços e das relações interpessoais. • Prepara a instituição e os seus servidores para a implantação de Programas da Qualidade mais abrangentes. A implantação do programa 5S é simples e os resultados já podem ser obtidos apenas com a implantação dos 3S iniciais, que impressionam muitos, pois geram grandes mudanças, o que é altamente estimulante. O mais difícil é a manutenção e melhoria a longo prazo, mas é um desafio e é isso que impulsiona o ser humano. No Brasil, o 5S começou a ser implantado por volta de 1991 e a sua prática tem produzidoconsequências visíveis no aumento da autoestima, no respeito ao próximo e no crescimento pessoal. Que tipos de empresas podem se beneficiar com a implementação de um programa 5S? Todos os tipos de organizações podem implantar e se beneficiar de um programa 5S, desde fábricas, indústrias, hotéis, hipermercados, oficinas, até hospitais e universidades. Todos os tipos de organizações podem implantar e se beneficiar de um programa 5S. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 165 Bechmarking Benchmarking é um importante instrumento de gestão das empresas sendo um processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais realizado através de pesquisas para comparar as ações institucionais. Tem como objetivo melhorar as funções e processos internos, além de ser um importante aliado para vencer a concorrência, uma vez que o benchmarking analisa as estratégias, permitindo que a outra empresa crie e tenha ideias novas em cima do que já é realizado. Consiste ainda em aprender com outras empresas, o que requer bastante tempo e disciplina. Pode ser aplicado a qualquer processo sendo relevante para qualquer organização. TABELA 10 - Tipos de benchmarking Consiste na comparação de parâmetros da funcionalidade das empresas, em aspectos como o tempo que determinado produto demora a chegar ao cliente, desde que foi requisitado. É muitas vezes comparado ao genérico porque é relativo a um processo de atuação da empresa, como, por exemplo, a distribuição Tomar como referência as práticas e processos de outros setores dentro da própria empresa, tentando apropriá-los para outros setores. No âmbito interno, o benchmarking favorece a própria empresa, uma vez que não precisa ter custos com pesquisas externas e é um processo mais fácil de ser executado. Benchmarking genérico Benchmarking funcional Benchmarking interno Fonte: Elaborado pelo autor. Kaizen Kaizen é uma filosofia que enxerga a melhoria da produtividade como um processo gradual e metódico. Esse termo foi criado no Japão após a Segunda Guerra Mundial e significa “mudança para melhor”. O conceito engloba uma ampla gama de ideias: tornar o ambiente de trabalho mais eficiente e eficaz, criar uma atmosfera GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 166 de equipe, melhorar procedimentos do cotidiano, garantindo a satisfação do empregado e possibilitando um trabalho menos cansativo e mais seguro. Objetivos: • Eliminação de resíduos; • Controle de qualidade; • Entrega just-in-time; • Padronização; • Eficiência no uso de equipamentos. O Kaizen envolve todos os funcionários - desde a alta gerência até a equipe de limpeza. Todos são encorajados a apresentar sugestões para pequenas melhorias em uma base regular. Kaizen baseia-se em fazer pequenas mudanças em uma base regular: sempre melhorar a produtividade, segurança e eficácia, reduzindo o desperdício. As empresas japonesas, como Toyota e Canon, têm um total de 60 a 70 sugestões por funcionário por ano. Na maioria dos casos não são ideias para grandes mudanças. As sugestões não estão limitadas a uma área específica, tais como a produção ou a comercialização, o Kaizen objetiva fazer alterações em todos os setores e áreas. Do ponto de vista ocidental seria: se não está quebrado, não conserte. Mas o Kaizen acredita que é possível sempre fazer melhor, tornar algo melhor, mesmo se não estiver quebrado, pois se não o fizermos, não poderemos competir com aqueles que o fazem. No Japão, a filosofia é um sistema de melhoria, que inclui casa e vida empresarial. Inclui ainda atividades sociais, sendo um conceito possível de ser aplicado em todos os aspectos da vida de uma pessoa. O ocidente aderir a muitos dos componentes utilizados em empresas japonesas e que são vistos como parte do sucesso: os círculos de controle da qualidade, a automação Kaizen baseia-se em fazer pequenas mudanças em uma base regular: sempre melhorar a produtividade, segurança e eficácia, reduzindo o desperdício. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 167 dos processos, os sistemas de sugestões, a entrega just-in-time, o Kanban e o 5S. Todos estão incluídos no sistema Kaizen, que envolve ainda a definição de normas e sua melhoria contínua. Na tentativa de apoiar os padrões mais elevados, o Kaizen também envolve fornecimento de treinamento, materiais e supervisão, que são necessários para que os funcionários possam alcançar os padrões mais altos e manter a sua capacidade de cumprir essas normas em uma base contínua. FIGURA 67 - Os dez mandamentos do Kaizen 1. O desperdício é o inimigo nº1. Para eliminá-lo é preciso sujar as mãos. 2. Melhorias graduais feitas continuadamente; não é ruptura pontual. 3. Todos na empresa têm de estar envolvidos, desde os gestores do topo e intermédios, até o pessoal de base; a metodologia não é elitista. 4. A estratégia deve ser barata. O aumento da produtividade deve ser feito sem investimentos significativos. Não se deve aplicar somas astronômicas em tecnologia e consultorias. 5. Aplicável em qualquer lugar; não apenas para os japoneses. 6. Apoia-se numa gestão visual, numa total transparência de procedimentos, processos e valores; torna os problemas e os desperdícios visíveis aos olhos de todos. 7. Focaliza a atenção no local onde se cria realmente o valor (gemba, em japonês). 8. Orientado para os processos. 9. Dá prioridade às pessoas, ao humanware; acredita que o esforço principal de melhoria deve vir de uma nova mentalidade e estilo de trabalho das pessoas (orientação pessoal para a qualidade, trabalho em equipe, cultivo da sabedoria, elevação da moral, autodisciplina, círculos de qualidade e prática de sugestões individuais ou de grupo). 10. O lema essencial da aprendizagem organizacional é aprender fazendo. Fonte: http://br.kaizen.com/ GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 168 Desenvolvimento de Produtos e Melhoria de Processos A busca pela satisfação das necessidades de seus clientes faz com que a Gerdau desenvolva constantemente melhorias em seus processos e desenvolva novos produtos por meio de investimentos em pesquisa. Acompanhe abaixo alguns destes importantes trabalhos. Para atender às necessidades de aços longos especiais de um segmento em constante mudança, como o automotivo, e manter-se competitiva no mercado globalizado, a Usina Piratini destina atenção especial ao desenvolvimento de novos produtos e à melhoria dos processos de produção. Por isso, conta com uma equipe de engenheiros de pesquisa e desenvolvimento totalmente dedicados à inovação nos processos siderúrgicos, além de equipamentos com alto grau de tecnologia, que servem de suporte aos diversos projetos. Em relação a novos produtos, as necessidades e expectativas do mercado são continuamente prospectadas pela equipe de Relações Técnicas com Clientes e Vendas, que mantém contato muito próximo com a base de clientes. Após criteriosa avaliação de viabilidade técnica e financeira, as necessidades identificadas tornam-se projetos dentro do Plano Anual de Vendas e Desenvolvimento de Produtos da unidade. A partir daí, cada projeto é conduzido por um grupo que representa as áreas de produção, comercial e suporte e é coordenado pelo engenheiro da área de pesquisa e desenvolvimento. A metodologia utilizada é baseada no Advanced Product and Quality Planning (APQP) da ISO/TS 16949, e o acompanhamento da evolução dos projetos é feito em reuniões com a alta gerência da unidade. Quanto à melhoria de processos, uma avaliação é feita em conjunto com as grandes áreas de produção – aciaria,laminação, transformação mecânica –, com o objetivo de priorizar seus desempenhos. Além disso, a Usina Piratini tem lançado projetos segundo o conceito de sustentabilidade, visando a uma melhor gestão sobre os resíduos siderúrgicos. No processo, uma carteira de projetosé definida, e os GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 169 recursos disponíveis são alocados. A área de pesquisa e desenvolvimento e as áreas de produção estabelecem a relação cliente-fornecedor, e os engenheiros de processo das áreas também participam ativamente dos projetos, seguindo uma metodologia própria, com indicadores de controle, para garantir efeitos satisfatórios. Ferramentas de Gestão da Qualidade Total e metodologia Seis Sigma asseguram uma alta taxa de sucesso no que diz respeito a resultados. Para agregar novos conhecimentos técnicos a esse sistema, a Usina Piratini estabeleceu uma relação bastante profícua com universidades e centros de pesquisa do Brasil e do exterior. Nos últimos cinco anos, mais de 50 projetos de pesquisa básica e tecnológica foram realizados por meio dessa parceria. Esses projetos focalizaram diversos aspectos relacionados a processos de fabricação e transformação do aço, desde a elaboração do aço líquido, passando pela solidificação e conformação mecânica a quente, até as operações finais de tratamento térmico e acabamento a frio. Fonte: DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS E MELHORIA DE PROCESSOS. Gerdau. Disponível em: <http://goo.gl/mPpBmA>. Acesso em: 24 fev. 2014. Just-in-time Just-in-Time (JIT) significa fazer apenas o que é necessário, quando for necessário, e na quantidade necessária. Por exemplo, para produzir com eficiência um grande número de automóveis, que consiste em cerca de 30 mil peças, é necessário criar um plano detalhado de produção, que incluía a aquisição dessas peças. Isso pode evitar desperdícios, inconsistências e exigências descabidas, gerando uma maior produtividade. Considerada uma filosofia de gestão, o JIT visa eliminar resíduos de fabricação, produzindo somente a quantidade certa de peças, com a sua devida combinação no lugar certo e na hora certa. Esses resíduos resultam de qualquer atividade que acrescente custo sem acrescentar valor ao produto, como a transferência de estoques de um lugar para outro, ou até mesmo o simples ato de armazená-los. Considerada uma filosofia de gestão, o JIT visa eliminar resíduos de fabricação, produzindo somente a quantidade certa de peças, com a sua devida combinação no lugar certo e na hora certa. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 170 Produzir produtos e serviços exatamente no momento em que são necessários – não antes para que não formem estoque, e nem depois para que seus clientes não tenham que esperar. O objetivo do JIT é, portanto, minimizar a presença de operações que geram estoques não móveis na linda de produção e que não agregam valor. Isso resultará em economia no processamento, e, na entrega, maior utilização de equipamentos, menor necessidade de espaço, redução do DPM, menores custos e maiores lucros. JIT tem sido praticado desde o início dos anos 1970. Ela foi desenvolvida e aperfeiçoada por Taiichi Ohno da Toyota, que agora é conhecido como o pai do JIT. Taiichi Ohno a desenvolveu como um meio de atender às demandas dos clientes com atrasos mínimos. Assim, nos dias antigos, JIT era usado não para reduzir o desperdício de fabricação, mas principalmente para a produção de bens para que os pedidos dos clientes fossem atendidos exatamente quando fossem solicitados. FIGURA 68 - Fluxo do Processo de Produção PRODUTOS DEFEITUOSOS QUEBRA DE MÁQUINA ERROS DE QUALIDADE PRODUTOS FORA DO PADRÃO OPERADORES NÃO TREINADOS ATRASOS REFUGO PRODUTOS DEFEITUOSOS QUEBRA DE MÁQUINA ERROS DE QUALIDADE PRODUTOS FORA DO PADRÃO OPERADORES NÃO TREINADOS ATRASOS REFUGO Fonte: Elaborado pelo autor. O navio representa o fluxo do processo de produção: a água representa o estoque e os icebergs representam os problemas de produção. Na primeira imagem, percebe-se que o estoque (água) está em nível elevado, e, por isso, o navio (fluxo de produção) pode transitar sem se deparar com GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 171 os icebergs ou problemas no processo produtivo (produtos defeituosos, atrasos, refugo). Ou seja, todos esses problemas estão encobertos pelo estoque de produtos acabados ou em processo. A partir do momento que o estoque é reduzido (nível de água da figura 2) os problemas existentes no processo de produção (iceberg) ficam visíveis e o fluxo de produção (navio) é impedido de seguir. Essa é a filosofia Just-in-Time- produzir sem estoque ou com o mínimo possível. JIT também é conhecido como produção enxuta já que a chave por trás de uma implementação bem sucedida do programa é a redução dos níveis de estoques nas diversas estações da linha de produção a um mínimo absoluto. Isso requer uma boa coordenação entre as estações de tal forma que cada estação produza apenas o volume exato que a próxima estação necessitará. Por outro lado, uma estação puxa apenas o volume exato que necessita a partir da estação anterior. Outro aspecto importante do JIT é o sistema de “puxar”, utilizado para mover inventários através da linha de produção. A partir desse sistema, os requisitos da próxima estação é que vão modular a produção da estação anterior. Conforme a figura abaixo, no sistema de “empurrar”, um estágio não modela o outro, mas recebe a produção sem interação. Já no sistema de puxar os estágios recebem a entrega após a colocação de pedidos. Fonte: Elaborado pelo autor. FIGURA 69 - Sistema de produção puxado e empurrado ESTÁGIO A ESTÁGIO A ESTÁGIO B ESTÁGIO B ESTÁGIO C ESTÁGIO C ESTOQUE AMORTECEDOR ESTOQUE AMORTECEDOR Pedidos Pedidos Entregas Entregas Principal caracteristica - puxar a produção ao longo do processo GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 172 JIT é mais aplicável às operações ou fluxos de produção que não mudam, ou seja, aqueles que são simplesmente repetidos uma e outra vez. Um exemplo disso seria uma linha de montagem de automóveis, em que cada carro passa pelo mesmo processo de produção, como o anterior. JUST IN TIME! A GESTÃO DO TEMPO. In: Site "QualidadeBrasil.com.br". 11 dez. 2012.. Acesso em: 24 fev. 2014. Sistemas Kanban Sistemas Kanban são frequentemente associados com à implementação do JIT. Na verdade, algumas pessoas têm a falsa impressão de que o JIT requer o uso de um sistema kanban. Ter um sistema desse não é uma obrigação estrita de implementação do JIT, mas o seu uso se tornou bastante popular devido à sua simplicidade. Um kanban é um cartão anexado ao transportador ou recipiente de um lote, com a função de combinar o que precisa ser produzido em uma estação de trabalho e o que precisa ser entregue para a próxima estação. Como mencionado, um sistema JIT é basicamente um sistema “pull”, o que significa que o que precisa ser produzido em uma determinada estação dependerá do que a próxima necessita. Em última análise, a produção é, por conseguinte, modulada por pedidos de clientes finais. Kanbans, que contêm informações sobre os lotes e quantidades em causa, são, portanto, utilizadas para facilitar a execução deste sistema “pull”. Com este sistema de “extração”, suas partes que não podem ser transformadas em estações subsequentes serão produzidas. Existem dois tipos de kanbans atribuídos a cada lote: um kanban de produção (P-kanban) e de transporte (C-kanban). Existem dois tipos de kanbans atribuídos a cada lote: um kanban de produção (P-kanban) e de transporte (C-kanban). GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 173 Àquele indica a necessidade de produzir mais peças: este a necessidade de entregar mais peças para a próxima estação. Nenhuma peça pode ser produzida a menos que autorizada por um P-kanban. Por outro lado, um C-kanban desencadeia o processo de “puxar” ou “retirada” das unidades da estação anterior. C-kanbans também são conhecidos como ‘movimento’ e Kanbans como “retirada”. Através de melhorias tecnológicas contínuas, o sistema kanban evoluiu para o e-kanban,que é gerido por meio de metodologias e de TI aumentando a produtividade ainda mais. KANBAN! A GESTÃO VISUAL Publicado em: 04/10/2012 | Leituras: 12.384 | Fonte: Redação Qualidade Brasil Kanban na realidade já é uma prática antiga muito utilizada, talvez a sua empresa já utilize está técnica e você não tenha notado, mas os seus resultados ajudam e muito no dia a dia, facilitando o processo de produção em todas as suas etapas, então vamos agora entender um pouco mais sobre sua origem e também de sua prática. Kanban é uma palavra japonesa que tem como definição os termos Registro ou Placa invisível, isso mesmo, é através da identificação no fluxo do processo que o mesmo auxilia, podendo ser cartão, luzes ou caixas entre outras tantas técnicas utilizadas. O Kanban é muito utilizado nas industrias automotivas em linhas de produção ajudando a controlar a Quantidade necessária entregue para cada etapa de um fluxo de manufatura e estoque, em caso desta quantidade se esgotar o aviso retorna ao seu ponto de origem gerando um Através de melhorias tecnológicas contínuas, o sistema kanban evoluiu para o e-kanban, que é gerido por meio de metodologias e de TI aumentando a produtividade ainda mais. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 174 novo pedido de mais peças ou não, criando assim um fluxo automático de produção, gerando resultados na produtividade. Temos 2 tipos de Kanbans, sendo eles Kanbans de Produção ou Kanbans de Movimentação, agindo diretamente ao local de armazenagem de matéria prima, onde no uso deste acaba não sendo necessário a utilização de formulários, sistemas e até outra prática utilizada pela empresa. O investimento para implementação é consideravelmente baixo, claro, isso depende do porte da empresa ao qual o mesmo será utilizado, mas no caso de uso de Quadros de cartões de sinalização ou identificação para os processos, o Kanban acaba se tornando a melhor ferramenta na busca pela sintonia perfeita da produção e estoque, pois além de sua didática o mesmo ajuda diretamente a não deixar o estoque sem produto, evitando atrasos ao clientes. Quando no uso de caixas ou cartões para a produção, o objetivo é produzir somente o necessário para o estoque um determinado produto, retirando assim o excesso na produção e também no estoque. Diretamente ligado ao sistema de produção o Kanbam ajuda no sucesso do Sistema Enxuto ou Just-in-Time, não tendo claramente a mesma técnica do Just-in-Time. Pesquisando descobri um termo que define claramente o que é o Kanban, gestão visual no controle de produção e estoques. No caso de Kanban realizado através de Quadro de Cartões, o cartão poderá estar em no máximo dois locais, ou ele estará anexado ao Quadro ou estará na produção, ou seja, quando o mesmo estiver anexado ao produto, após seu uso ele retorna para o Quadro, logo após o mesmo fará parte de uma nova solicitação de fornecimento deste produto em questão. Através da gestão visual deste cartões, podemos nos orientar com as cores, como no quadro abaixo, onde podemos identificar a criticidade de produção definida pelo estoque. Diretamente ligado ao sistema de produção o Kanbam ajuda no sucesso do Sistema Enxuto ou Just-in-Time, não tendo claramente a mesma técnica do Just-in-Time. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 175 Processo Atenção Norma Critíco Este processo de Kanban auxilia os operadores de determinado processo a identificar qual a necessidade de produção, tendo através destes cartões a programação exata para a mesma, digamos que seria uma exata conexão entre estoque e produção. Em caso de não encontrar cartões no Quadro esta produção deverá ser Interrompida pois o estoque em questão já está no seu limite máximo. Nível máximo Nível mínimo Além dos cartões também temos o sistema de caixas empilhadas na vertical, estando em locais demarcados com cores diferentes, funcionando da mesma maneira que o Quadro, ou seja, quando o nível chegar ao máximo ou na cor vermelha quer dizer que haverá a falta de peças para o cliente. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 176 Em caso de não houver mais caixas vazias no local, significa que não a mais necessidade de produção de uma determinada peça para o cliente, pois as mesmas estão em produção ou em estoque. Fica a dica do Kanban, talvez você já tenha visto ou utilizado, esta técnica apesar de simples é uma das grandes ferramentas utilizadas em indústrias de automóveis entre outras. Abaixo na galeria de fotos coloquei alguns exemplos de imagens sobre o Kanban onde você poderá tirar algumas ideias muito práticas para começar sua Gestão visual. Fonte: KABAN! A GESTÃO VISUAL. In: Site "QualidadeBrasil.com.br". 04 out. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/P9X4XA>. Acesso em: 24 fev. 2014. Lean production A produção enxuta (lean production) é uma metodologia de linha de montagem desenvolvida originalmente pela Toyota para a fabricação de automóveis. É também conhecida como o Sistema Toyota de Produção ou de Produção Just-in-Time. Os princípios da produção enxuta são também referidos como gestão lean ou simplesmente “pensamento enxuto”. O desenvolvimento dos princípios da produção enxuta é creditado ao engenheiro Taiichi Ohno. Sua filosofia incidiu, principalmente, sobre a eliminação de resíduos, capacitação de trabalhadores, redução de estoques e melhoria da produtividade. Ao invés de manter os recursos na expectativa do que seria necessário para uma futura produção, ou seja, manter estoques assim como Henry Ford fez na sua linha de produção, a equipe de gestão da Toyota construiu parcerias com os fornecedores, trabalhando sob encomenda. Ao maximizar o uso de funcionários multi-qualificados, a empresa foi capaz de enxugar a sua estrutura de gestão e concentrar os Os princípios da produção enxuta são também referidos como gestão lean ou simplesmente “pensamento enxuto”. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 177 recursos de uma forma flexível. Além disso, conseguiu rapidamente adequar-se a essas mudanças e passou, consequentemente, a atender às demandas do mercado, superando seus concorrentes no ramo. Devido ao seu sucesso, muitas indústrias adotaram os princípios da “produção enxuta”, podendo as dez regras serem resumidas da seguinte forma: TABELA 11 - Princípios da Produção Enxuta 1. Eliminar o desperdício. 5. Conhecer os requisitos do cliente. 3. Maximizar o fluxo de produção. 7. Capacitar os trabalhadores. 9. Parceria com fornecedores. 2. Minimizar o inventário. 6. Fazer certo da primeira vez. 4. Puxar a produção a partir de demanda do cliente. 8. Design para a transição rápida. 10. Criar uma cultura de melhoria contínua. Fonte: Elaborado pelo autor. O uso do termo lean em um ambiente de trabalho ou de produção, descreve uma filosofia que incorpora um conjunto de ferramentas e técnicas para os processos de negócios. O objetivo é otimizar o tempo, recursos humanos, patrimônio, e produtividade, melhorando o nível de qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Tornar-se lean ou enxuto é um compromisso para se ter um processo de produção de qualidade, através de princípios e práticas simplistas que foram desenvolvidas ao longo de muitas décadas. O uso do termo lean em um ambiente de trabalho ou de produção, descreve uma filosofia que incorpora um conjunto de ferramentas e técnicas para os processos de negócios GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 178 A nomenclatura – Produção Enxuta – é dotada de vários sinônimos: TPS (Toyota Production System ou em português – Sistema Toyota de Produção), Lean Manufacturing, Produção Lean e Lean Thinking. E ainda, segundo o professor Osny Augusto Júnior, algumas organizações acabam por criam uma denominação própria para essa filosofia quando integrada a seu sistema de gestão, como é o caso das gigantes Bosch (BPS– Bosch Production System), Volvo (VPS – Volvo Production System) e HP (Produção com Inventário Zero). Fonte: RAMOS, Rogério. Produção Enxuta. In: Site “InfoEscola”. Disponível em: <http://goo.gl/YzJxAx>. Acesso em: 24 fev. 2014. 1) PORSCHE DÁ TREINAMENTO SOBRE JUST IN TIME A Porsche Akademie, unidade de negócios da Porsche Consulting, está oferecendo um treinamento de produção just in time para profissionais das áreas de produção e logística nos dias 13 e 14 de setembro, das 8h30 às 17h, em São Paulo. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 179 O treinamento abordará métodos, processos e estruturas que visam o aumento da qualidade, redução de custos, otimização e melhoria do atendimento das empresas. Além disso, através da simulação da montagem de um caminhão, serão discutidos os fatores principais de uma produção enxuta, focada nos princípios de just in time, entre outros. Soluções implementadas na Porsche AG serão apresentadas com intuito de ensinar os participantes a adotá-las em suas empresas. “Com uma abordagem de ensino muito prática, voltada a empreendedores individuais ou para grupos empresariais, o conhecimento e os métodos que levam a formas altamente eficientes e enxutas de produção serão apresentados”, resume Jürgen Lochner, diretor geral da Porsche Consulting Brasil. Fonte: PORSCHE DÁ TREINAMENTO SOBRE JUST IN TIME. In: Site “AutomotiveBusiness”. 31 ago. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/ U6xb4z>. Acesso em: 24 fev. 2014. O treinamento abordará métodos, processos e estruturas que visam o aumento da qualidade, redução de custos, otimização e melhoria do atendimento das empresas. Além disso, através da simulação da montagem de um caminhão, serão discutidos os fatores principais de uma produção enxuta, focada nos princípios de just in time, entre outros. Soluções implementadas na Porsche AG serão apresentadas com intuito de ensinar os participantes a adotá-las em suas empresas. “Com uma abordagem de ensino muito prática, voltada a empreendedores individuais ou para grupos empresariais, o conhecimento e os métodos que levam a formas altamente eficientes e enxutas de produção serão apresentados”, resume Jürgen Lochner, diretor geral da Porsche Consulting Brasil. Fonte: PORSCHE DÁ TREINAMENTO SOBRE JUST IN TIME. In: Site “AutomotiveBusiness”. 31 ago. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/ U6xb4z>. Acesso em: 24 fev. 2014. 2) QUANDO VALE A PENA UTILIZAR O MODAL AÉREO? O transporte aéreo é um modal ágil e recomendado para mercadorias de alto valor agregado, pequenos volumes e encomendas urgentes. É competitivo para produtos eletrônicos, como por exemplo, computadores, softwares, GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 180 telefones celulares, etc., e que precisam de um transporte rápido em função do seu valor, bem como de sua sensibilidade a desvalorizações tecnológicas. É mais adequado para viagens de longas distâncias e intercontinentais. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO MODAL AÉREO VANTAGENS Este tipo de modal apresenta várias vantagens, das quais, apresentamos algumas a seguir, incluindo a rapidez da expedição, transporte e recebimento: • usado com eficácia no transporte de amostras; • ideal para transporte de mercadorias com urgência na entrega; • por ter sua emissão antecipada, o documento de transporte é obtido com maior rapidez; • os aeroportos, normalmente estão localizados próximos dos centros de produção, industrial ou agrícola, já que encontram- se em grande número e distribuídos praticamente por todas as cidades importantes do mundo ou por seus arredores. Como exemplo, cita-se o caso das cargas importadas por empresas situadas na região metropolitana de Porto Alegre. Nesse caso, o aeroporto Salgado Filho situa-se na própria cidade, enquanto o porto mais próximo (Rio Grande), está a uma distância de 330 Km da capital. Isto representa um custo adicional nas importações via marítima, o que pode, dependendo da situação e do tipo de mercadoria, tornar mais interessante o uso do modal aéreo (Vieira, 2003). • os fretes internos, para colocação de mercadorias nos aeroportos, são menores, e o tempo mais curto, em face da localização dos mesmos; • possibilidade de redução ou eliminação de estoques pelo exportador, uma vez que é possível aplicar mais agressivamente uma política de just-in-time, propiciando redução dos custos de capital de giro pelo embarque contínuo, podendo ser até diário ou mais vezes ao dia, dependendo dos destinos; GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 181 • aplicando o just-in-time, é possível a racionalização das compras pelos importadores, já que não terão a necessidade de manter estoques pela possibilidade de recebimento diário das mercadorias que necessitam; • possibilidade de utilização das mercadorias mais rapidamente em relação à produção, principalmente em se tratando de produtos perecíveis, de validade mais curta, de moda, etc.; • maior competitividade do exportador, pois a entrega rápida pode ser bom argumento de venda; • redução de custo de embalagem, uma vez que não precisa ser tão robusta, pois a mercadoria é menos manipulada; • o seguro de transporte aéreo é mais baixo em relação ao marítimo, podendo variar de 30% a 50% na média geral, dependendo da mercadoria. Comenta o autor Guilherme Bergmann Borges Vieira, em seu livro Transporte Internacional de Cargas, que nem sempre a opção de menor frete representará o menor custo total. Podemos citar, o seguro de transporte internacional e os custos de manipulação de carga, que incidem de forma mais significativa no modal marítimo; o adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante – AFRMM, que corresponde a 25% do frete marítimo e inexistente no transporte aéreo e o possível aumento do transporte terrestre em caso de utilização do transporte marítimo, dependendo da localização do porto. Sempre que houver a necessidade de escolher um modal, esses fatores devem ser analisados conjuntamente com a política de estoques e as estratégias de distribuição da empresa. DESVANTAGENS • frete relativamente alto em relação aos demais modais; • capacidade de carga bem menor que os modais marítimo e ferroviário, ganhando apenas do rodoviário; • impossibilidade de transporte de carga a granel, como por exemplo, minérios, petróleo, grãos e químicos; GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 182 • custo elevado da sua infraestrutura; • impossibilidade de absorção do alto valor das tarifas aéreas por produtos de baixo custo unitário, como por exemplo, matéria- prima, produtos semifaturados e alguns manufaturados; • existência de severas restrições quanto ao transporte de artigos perigosos. Fonte: WELLNER, Denise. Quando vale a pena utilizar o MODAL AÉREO?. Sebrae. Disponível em: <http://goo.gl/JezTqi>. Acesso em: 24 fev. 2014. Nessas duas notícias, temos dois destaques para o JIT. Na primeira, a importância do JIT para a indústria automobilística é relevante para o treinamento oferecido pela Porche, uma das principais marcas de automóveis esportivos do Mundo, criada na Áustria e, hoje, sediada na Alemanha. Na segunda, o objetivo é demonstrar que o JIT é importante para o transporte aéreo, que tem o tempo como vantagem competitiva. Na notícia, enfatiza-se que aplicando o just in time, é possível a racionalização das compras pelos importadores, já que não terão a necessidade de manter estoques pela possibilidade de recebimento diário das mercadorias que necessitam. A GEAL - Gerência de Apoio Logístico da PBH fala no site da prefeitura sobre a sua experiência na implantação do 5S. Acesse a matéria pelo link http://goo.gl/MnsLsG Revisão Nessa unidade vimos algumas filosofias importantes dentro do escopo do controle da qualidade. O 5S é uma das mais simples GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 6 183 de todas, sendo relacionada a cinco sensos,conforme pode ser observado na tabela abaixo: JAPONÊS Seiri Seiton Seiso Seiketsu shitsuke PORTUGUÊS Senso de utilização Senso de organização Senso de limpeza Senso de saúde Senso de autodisciplina Fonte: Elaborado pelo autor. TABELA 12 Através do Benchmarking, as empresas têm seus produtos, serviços e práticas empresariais pesquisados e, posteriormente, comparados entre cada uma delas. Já o Just-in-Time é uma filosofia que surgiu no Japão na década de 70. Seria responsável por produzir produtos e serviços exatamente no momento em que são necessários – não antes para que não formem estoque, e nem depois para que seus clientes não tenham que esperar. Tem o objetivo de puxar a produção a partir da demanda. No ocidente passou a ser conhecida como Kanban. Algumas expressões usadas para o JIT são: produção sem estoques; eliminação de desperdício; manufatura de fluxo contínuo; esforço contínuo na resolução de problemas; melhoria de processos. Estudamos ainda o Kaizen que é uma filosofia que enxerga a melhoria da produtividade como um processo gradual e metódico. Esse termo foi criado no Japão após a Segunda Guerra Mundial e significa "mudança para melhor". E vimos também que a produção enxuta (lean production) é uma metodologia de linha de montagem, desenvolvida originalmente pela Toyota para a fabricação de automóveis, e seus princípios de produção enxuta são também referidos como gestão lean ou simplesmente “pensamento enxuto”. Algumas expressões usadas para o JIT são: produção sem estoques; eliminação de desperdício; manufatura de fluxo contínuo; esforço contínuo na resolução de problemas; melhoria de processos. Processo de administração da qualidade • Política e objetivos da qualidade • SIstemas de gestão da qualidade • Organização da qualidade • Garantia da qualidade • Liderança no contexto da gestão da qualidade • Revisão Introdução Nessa unidade iremos demonstrar o fluxo de administração da Qualidade e destacar a importância de programas da qualidade para as empresas. Iremos iniciar com uma fábula que reitera a necessidade do envolvimento da administração na implementação de um sistema de gestão da qualidade. Como um exemplo leia a fábula e tire as suas conclusões: FÁBULA: O PORCO, A OVELHA E A CABRA O Porco, a Ovelha e a Cabra foram todos recolhidos para pernoitar no curral. O Porco choramingava de sua condição. A Ovelha e a Cabra, cansadas de sua lamentação constante, disseram finalmente: “Estamos no mesmo curral que você. Mas você não nos ouve choramingar”. O Porco então respondeu: “O dono retira de vocês apenas sua lã e seu leite. Mas comigo a situação é diferente”. Fonte: STEVENSON, 2001.p. 326 Fonte: Acervo Institucional. FIGURA 70 Na fábula, é possível perceber que todos estão na mesma situação, mas as opiniões são conflitantes, uma vez que o destino final de cada um dos animais é diferente. Assim, ao analisar a moral da fábula em relação ao contexto do sistema de qualidade, podemos concluir que os gerentes não podem se afastar da responsabilidade em relação ao cumprimento e realização de suas metas. Caso contrário, os seus subordinados atribuirão a eles o mesmo o lugar do porco e se sentirão como a ovelha e a cabra. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 187 A política e os objetivos da qualidade fazem parte do processo de administração, que tem como objetivo final garantir o bom andamento dos processos da empresa, podendo ser resumido pela figura abaixo. Política e objetivos da qualidade FIGURA 71 - Processo de administração da Qualidade segundo Miyauchi Planejamento da Qualidade Controle da Qualidade Controle da Qualidade Política da Qualidade Objetivos da Qualidade Organização da Qualidade Sistemas da Qualidade Garantia da Qualidade Responsabilidade da alta direção Responsabilidade das chefias do setor Fonte: FALCONI, 2004, p.110. Pela figura é possível perceber que o processo de administração da qualidade envolve desde a alta direção, que estabelece a política da qualidade, os objetivos, o sistema, a organização e a auditoria da qualidade, até as chefias de setor, que são responsáveis diretamente pela garantia da qualidade e seus subprocessos (planejamento da qualidade e controle da qualidade). A auditoria da qualidade é de responsabilidade da alta direção devido a sua importância no contexto estratégico. Vamos ver a seguir separadamente cada uma das caixas ilustradas na figura anterior e sua importância no contexto dos processos de administração da qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 188 Política da qualidade FIGURA 72 - Qualidade Fonte: Site "DinoGás & Ultragaz. Qualidade e precisão são fatores decisivos na competitividade das organizações. O objetivo é oferecer produtos que proporcionem experiências positivas aos clientes, ou seja, a satisfação deles. Para tanto é indispensável que a Política da Qualidade seja a filosofia adotada pela empresa. Então é preciso que essa política: • Seja formalizada pela alta administração, estabelecendo claramente o comprometimento e o direcionamento da organização para com a qualidade. • Esteja documentada, aprovada pelo principal executivo, apropriada aos objetivos da empresa e forneça uma estrutura para o estabelecimento e análise crítica dos objetivos da qualidade. • Seja largamente debatida e difundida com todos os colaboradores. É indispensável que a Política da Qualidade seja a filosofia adotada pela empresa. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 189 • Esteja presente em todo o ciclo de vida do produto ou serviço. • Repercuta dentro e fora da empresa. • Seja consistente com a política geral da organização e forneça uma estrutura para que os objetivos da qualidade sejam estabelecidos; • Comprometa-se a atender aos requisitos dos clientes e melhore continuamente os processos. • Seja divulgada e assimilada por toda a organização, o que não significa que os colaboradores devam decorá-la, mas sim conhecê-la e entender de que forma podem colaborar para seu cumprimento e aplicação. Com base nessas premissas, empregados e administradores devem se comprometer com alguns princípios, a saber: • O cliente paga o salário. E não a contabilidade. • Colaboradores qualificados e motivados são a maneira mais simples para atingir os níveis de qualidade global. • Qualidade não significa apenas que os requisitos técnicos sejam cumpridos. • Cada funcionário é o único responsável pela qualidade de suas ações. • Os custos podem ser reduzidos apenas pela prevenção de erros e não por resolução de problemas. • A fim de obter e desenvolver um sistema de gestão da qualidade, temos de envolver não só os clientes e funcionários, mas também fornecedores. Sendo assim, podemos resumir, por exemplo, a política da qualidade de uma empresa em quatro pontos: Colaboradores qualificados e motivados são a maneira mais simples para atingir os níveis de qualidade global. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 190 FIGURA 73 - Pontos da Política da Qualidade Produtos e serviços de alta qualidade 100% dentro do prazo estabelecido Satisfação do cliente Melhoria contínua Fonte: Elaborado pelo autor. FIGURA 74 - Exemplo de Política de Qualidade 1 Fonte: Site "GRUPO EBR". FIGURA 75 – Exemplo de Política da Qualidade 2 Fonte: Site "Fergel". GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 191 Objetivos da qualidade FIGURA 76 – Política de Qualidade Fonte: BLOG DA QUALIDADE. Dentre os objetivos da qualidade, temos as diretrizes da alta administração, documentadas, que visam à melhoria dos vários processos que têm impacto sobre a satisfação dos clientes e a qualidade dos produtos e serviços. Para definir esses objetivos, é necessário: • Conhecer os principais processos que impactam na satisfação e requisitosdos clientes. Ex.: melhorar a qualidade dos fornecedores; reduzir o tempo de desenvolvimento de novos produtos; reduzir rejeições e/ou retrabalhos dos produtos, especialmente em etapa final do processo de produção; melhorar a pontualidade de entrega; reduzir o número de reclamações de clientes. • Ter consistência com a política da qualidade. Dentre os objetivos da qualidade, temos as diretrizes da alta administração, documentadas, que visam à melhoria dos vários processos que têm impacto sobre a satisfação dos clientes e a qualidade dos produtos e serviços. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 192 • Ter indicadores que permitam mensurar e avaliar o atendimento ou não dos objetivos. • Assegurar a disponibilidade dos recursos necessários. • Definir ações que estabeleçam um processo de melhoria contínua. Sendo assim, podemos resumir os objetivos da qualidade como sendo. FIGURA 77 - Objetivos da Qualidade Fonte: Elaborado pelo autor. Um Manual da Qualidade que contém a descrição geral da Política da Qualidade adotada e aborda a maneira como a empresa procura atingir os objetivos expressos em sua política. Tudo aquilo que é buscado ou almejado, no que diz respeito à qualidade, sendo geralmente baseados na política da qualidade da organização. Estabelecidos pela alta administração. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 193 FIGURA 78 – Política da Qualidade Fonte: <http://www.totalqualidade.com.br/2013/03/como-elaborar-objetivos-da- qualidade.html> Sistemas de gestão da qualidade Para que se possa atingir concretamente a política e os objetivos da qualidade, é necessário que a alta administração estabeleça um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) ou Sistema da Qualidade, que deve incluir: a. Pesquisa das necessidades e exigências do mercado; Para que se possa atingir concretamente a política e os objetivos da qualidade, é necessário que a alta administração estabeleça um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) ou Sistema da Qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 194 b. Planejamento do produto; c. Desenvolvimento de novos produtos; d. Projeto e produção; e. Engenharia de produção; f. Compras e vendas; g. Empacotamento, estocagem e preservação; h. Transportes (interno e externo); i. Manutenção e assistência técnica; j. Instruções de como dispor do produto após o uso. O processo de implementação de um SGQ inicia-se com uma análise da situação da empresa onde ele será instalado. Isso se dá por meio de entrevistas e questionários de diagnóstico e valorização, que mostrarão a situação real da organização, em termos gerais e especificamente quanto à Qualidade. Somente após os respectivos resultados será possível desenvolver o trabalho necessário para a implementação do SGQ, devendo ser criada uma equipe multidisciplinar para elaborar os documentos. O funcionamento adequado de um SGQ garante que os procedimentos sejam realizados de forma consistente, que os problemas sejam identificados e resolvidos e, consequentemente, que a organização possa continuamente rever e melhorar seus processos, produtos e serviços. Pretende-se com isso atender as necessidades implícitas ou declaradas do cliente e cumprir os objetivos de qualidade. A ISO 9001 (Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos) descreve as características essenciais da norma ISO 9000. O processo de implementação de um SGQ inicia-se com uma análise da situação da empresa onde ele será instalado. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 195 ISO 9000 é uma série de sistemas de gestão da qualidade (SGQ) de padrões criados pela International Organization for Standardization, federação de 132 organismos nacionais de normalização. ISO 9000 QMS Standards não são específicos para produtos ou serviços, mas se aplica aos processos que as criam. As normas são genéricas na natureza, podendo ser usadas por indústrias de fabricação e de serviço em qualquer parte do mundo. FIGURA 79 - Sistema de Gestão da Qualidade Fonte: Site Impar. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 196 FIGURA 80 - Sistema de Gestão da Qualidade Fonte: BLOG QUALIDEIAS. Criada com um visual moderno e uma linguagem acessível e objetiva, chegou a Cartilha Ilustrada ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade. A nossa proposta é oferecer um material de treinamento atraente aos leitores, que apresente a lógica de um sistema de gestão da qualidade. Dessa forma, esperamos facilitar a comunicação entre empresas e colaboradores, tornando mais dinâmico o processo de assimilação dos requisitos da norma. O conteúdo foi validado por nossos parceiros e consultores e a cartilha está disponível para pronta-entrega em todo o Brasil. Ideal para treinamentos durante a implantação da norma e também em processos de reciclagem e integração de novos funcionários. Se você preferir, é possível customizar seu conteúdo, além da capa e contracapa. Essa flexibilidade permite a você adequar a cartilha ao seu contexto e necessidades específicas. E também usá-la como evidência objetiva, nas auditorias, da divulgação da Política da Qualidade. Adquira já o seu exemplar e conheça o i9, o mascote que criamos para representar esse tema na sua empresa. O i9 nasceu das iniciais de ISO 9001, além de trazer a mensagem implícita da inovação no nome. Ligue e saiba mais! Valorize a qualidade na sua empresa! Organização da qualidade Os princípios de garantia da qualidade requerem uma estrutura organizacional que transferem a sua responsabilidade diretamente para o nível executivo da empresa. Grandes organizações cumprem esse requisito com a nomeação de um gerente que se reporta ao CEO (Chief Executive Officer ou Executivo Chefe). Logo, para que o SGQ funcione bem, é necessário que a alta administração estabeleça uma organização da qualidade, definindo quem será o respon por ela e por quais serão as responsabilidades de cada um. O termo “autoridade” pode ser definido como “poder legítimo”, “direito de mandar”, ou seja, é o direito de mandar e ser obedecido. Já a GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 197 “responsabilidade” consiste numa consequência da autoridade, atribuindo a obrigação de responder pelas ações próprias e dos outros. Para determinação da abrangência da autoridade individual a ser delegada é necessário considerar: a. Função b. Responsabilidade c. Competência d. Nível hierárquico e. Confiabilidade f. Liderança; g. Objetivo da autoridade h. Postura profissional, dentre outras. Os objetivos da autoridade podem ser: a. Aprovar recursos físicos e humanos b. Homologar fornecedores de bens e serviços; c. Indicar e aprovar materiais d. Qualificar serviços e. Qualificar novos produtos f. Aprovação de documentos g. Definir plano de controle h. Qualificar processos i. Definir plano de amostragem, etc. Para determinação da abrangência da responsabilidade individual a ser exigida é necessário considerar: a. Organograma A “responsabilidade” consiste numa consequência da autoridade, atribuindo a obrigação de responder pelas ações próprias e dos outros. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 198 b. Processos e tarefas c. Recursos físicos e humanos necessários, dentre outras. Fonte: BORBA, Heitor. Responsabilidade X Autoridade. In: Site “QualidadeBrasil.com.br”. Disponível em: <http://goo.gl/nzJpSA>. Acesso em: 20 fev. 2014. Garantia da qualidade A garantia da qualidade é uma função da empresa que tem como finalidade confirmar que todas as atividades estão sendo conduzidas da forma requerida. E aquelas que são planejadas e sistemáticas devem ser implementadas dentro do sistema de qualidade, buscando assegurar que o projeto satisfaça os padrões relevantes. A garantia da qualidade é frequentemente fornecida pelo Departamento de Garantia da Qualidade ou Unidade Organizacionalsimilar, embora isso não seja uma exigência. Pode ainda ser fornecida à equipe de gerência do projeto e à gerência da organização executora (garantia da qualidade interna), ou pode ser fornecida ao cliente e outros não ativamente envolvidos no trabalho do projeto (garantia da qualidade externa). Como podemos garantir que nossos produtos são produzidos sem erros? É preciso inserir na produção os processos apropriados; processos que visam ajudar-nos a produzir esses resultados sem erros. Realizar a Garantia de Qualidade é, portanto, realizar o seu processo, que envolve outros processos destinados a prevenir eventuais defeitos e realizar o Controle de Qualidade. Trata-se A garantia da qualidade é frequentemente fornecida pelo Departamento de Garantia da Qualidade ou Unidade Organizacional similar. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 199 de medições locais que temos para detectar e reparar todos os defeitos ainda remanescentes. Garantia de qualidade é qualquer processo sistemático destinado a verificar se os produtos e serviços estão conforme os requisitos especificados. Muitas empresas têm um departamento específico somente para isso. Um sistema de garantia de qualidade existe para: a. aumentar a confiança do cliente; b. melhorar a credibilidade da empresa; c. melhorar os processos de trabalho e a eficiência; d. permitir que uma empresa seja mais competitiva que os concorrentes. Essa Garantia foi inicialmente introduzida na Segunda Guerra Mundial, com intuito de identificar algum possível defeito nas munições antes que fossem usadas. Sistemas de garantia de qualidade atuais destacam que os defeitos devem ser detectados antes de chegar ao produto final. ISO 9000 é uma norma internacional que muitas empresas adotam para garantir a eficiência do sistema de qualidade. Primeiramente a equipe de gestão de uma empresa decide as políticas e os objetivos de garantia da qualidade. Em seguida, a própria organização ou um consultor externo anota formalmente as políticas e necessidades da empresa: avalia como poderá ser feita a sua implementação. Uma vez concluída, um avaliador examina o sistema de garantia de qualidade da empresa para se certificar se está tudo em conformidade com a norma. Caso algo não esteja, um relatório detalhado deverá ser escrito contendo essa informação. A empresa então deve se comprometer a realizar as correções necessárias dentro de um prazo específico. Após corrigidos os problemas a organização é certificada como “em conformidade com a norma”. Garantia de qualidade é qualquer processo sistemático destinado a verificar se os produtos e serviços estão conforme os requisitos especificados. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 200 A garantia da qualidade pode ser entendida como a soma de três fatores: FIGURA 81 - Três pontos da qualidade FIGURA 82 - Características da qualidade Planejamento Auditoria da qualidade Fonte: Elaborado pelo autor. Controle Planejamento da qualidade Diz respeito à forma pela qual as características da qualidade serão agregadas ao produto ou ao serviço nos processos internos de forma a garantir a satisfação das necessidades dos clientes. Resumindo: Controle da Qualidade Defensivo Controle da Qualidade Ofensivo Qualidade de Projeto Desdobramento da Qualidade Fonte: Elaborado pelo autor. Qualidade de Conformidade A garantia da qualidade pode ser entendida como a soma de três fatores. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 201 • Controle da Qualidade Defensivo Fazer com que os produtos satisfaçam às especificações, denominada de atitude product out. • Controle da Qualidade Ofensivo Antecipar as necessidades do cliente, incorporando-as nas especificações, denominada de atitude de empatia ou market in. • Qualidade de Projeto Agregar características positivas da qualidade ao produto e, com isso, aumentar a fatia do mercado. Possível aumento dos custos. • Qualidade de Conformidade Atuar nos processos da empresa praticando o controle da qualidade para redução dos defeitos. Diminui os custos. • Desdobramento da Qualidade Traduzir os desejos do consumidor (conforme sua expressão) às instruções técnicas para os vários processos da empresa. Controle da qualidade ou ciclo de garantia da qualidade Pode ser entendido como a forma com que as pessoas conduzem a qualidade dentro das organizações. Na figura abaixo, podemos verificar o ciclo: GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 202 Qualidade no uso Qualidade na produção Qualidade no planejamento Qualidade no projeto do produto e do processo Cliente Assistência técnica Infomações de mercado Planejamento Pesquisa e desenvolv. Projeto Avaliação Produção experimental Vendas Inspeção Produção Fornecedores Fonte: FALCONI, 2004, p.127. FIGURA 83 - Ciclo de Garantia da Qualidade Analisando a figura acima percebe-se que o ciclo se inicia no cliente, etapa em que a empresa pensa e age sob o ponto de vista do consumidor (informações de mercado), seja através das atividades de venda e assistência técnica, seja através de pesquisa de mercado, pesquisa e desenvolvimento. É o que chamamos de Qualidade no Planejamento. Por meio das informações geradas, os dados coletados são classificados em necessidades de novos produtos e de melhoria em produtos existentes, trabalhando a Qualidade no projeto, produto e processo. As necessidades de melhoria, depois de estudadas, são enviadas para desenvolvimento - é o que se chama de Qualidade de Produção. As necessidades de novos produtos são verificadas com o planejamento da empresa e estudos da previsão de mudanças mercadológicas, com os movimentos dos concorrentes, as normas requeridas e a análise de custos. O desenvolvimento de um produto inclui ações de projeto, custo e engenharia da produção. Antes do projeto do produto, GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 203 protótipos são testados. Após a produção, passa-se pela inspeção final e fecha-se o ciclo de garantia da qualidade, voltando-se ao cliente, ou seja, a Qualidade do Uso. Utiliza-se o ciclo PDCA para melhoria contínua. Por fim, a garantia da qualidade é representada pela auditoria da qualidade, já discutida na Unidade 5. Tomando a Toyota como exemplo, os motivos citados pela empresa, para que o cliente opte pelo produto, estão relacionados à garantia de qualidade que ela oferece. FIGURA 84 – Garantia da Qualidade Toyota Fonte: http://www.toyota.pt/ Você sabe o que significa Recall? Recall é a forma pela qual um fornecedor vem a público informar que seu produto ou serviço apresenta riscos aos consumidores. A partir disso, a empresa responsável recolhe produtos, esclarece fatos e apresenta soluções. Veja a notícia abaixo que destaca o aumento do número de recalls no Brasil. Assim nos perguntamos: GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 204 Será que realmente as empresas estão garantindo a qualidade dos seus produtos? Governo apura alta recorde de recalls em 2013 15 de janeiro de 2014 | 13h 45 BRASÍLIA - Um total de 109 campanhas de recall foram recebidas em 2013 pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ). Trata-se de um recorde, informa o governo. Em 2012, foram 67 campanhas desse tipo. Houve, portanto, uma alta de mais de 62% na quantidade de recalls de um ano para o outro. As informações fazem parte do Boletim Saúde e Segurança do Consumidor, divulgado nesta quarta- feira (15) pela Senacon. Em 2011 foram 76 campanhas semelhantes. Em 2010 havia sido alcançado o recorde anterior, com 78 chamamentos. A série apresentada hoje conta com dados desde 2003. Conforme o balanço divulgado nesta quarta-feira, de 2003 a 2013 foram realizados 627 processos de recall. “A campanha de recall não é apenas um dever legal das empresas, mas também um indicativo de que asrelações de pós-venda com o consumidor devem ser pautadas pelo respeito e transparência”, disse secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira. De acordo com a Senacom, lideraram a lista de chamamentos no ano passado os setores de veículos, com 58 ocorrências; e de motocicletas, com 9 casos. Mas o órgão destaca que a lista de produtos que apresentaram algum defeito tem se diversificado ao longo do tempo. A Senacom ressalta que em 2013 houve recall de produtos de higiene pessoal, medicamentos, umidificador de ar, removedor de esmaltes, cadeiras infantis e de plástico. Juliana ressaltou a importância da cooperação com os órgãos de saúde, fortalecida no ano passado. “Trata-se de um novo salto para a proteção da saúde e segurança dos consumidores. A cooperação com os profissionais de saúde e o registro das informações de acidentes trarão novos subsídios para a atuação dos órgãos de defesa do consumidor, que poderão investigar a existência de defeitos nos produtos e serviços”, avaliou. Em 2013 foi firmado o acordo de cooperação com o Ministério da Saúde para a criação do Sistema de Informações de Acidentes de Consumo, GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 205 que receberá informações dos profissionais de saúde sobre acidentes causados por produtos ou serviços disponíveis no mercado. A Senacom lembra que o Código de Defesa do Consumidor determina que nos casos de produtos que apresentem defeitos, colocando em risco a saúde e a segurança do consumidor, a empresa deve fazer uma campanha de chamamento, para que o defeito seja corrigido. Esse procedimento é conhecido como recall e não tem nenhum custo para os consumidores. Fonte: ALISKI, Ayr. Governo apura alta recorde de recalls em 2013. 15 jan. 2014. Economia e Negócios. Disponível em: <http://goo.gl/UVnMbV>. Acesso em: 20 fev. 2014. Liderança no contexto da gestão da qualidade A liderança é a capacidade de mobilizar esforços, atribuir responsabilidades, delegar competência, motivar, debater, ouvir sugestões, compartilhar objetivos, informar, transformar grupos em verdadeiras equipes. Ser líder significa: • Dirigir a si mesmo e às pessoas com quem trabalha de modo que todos saiam ganhando. • Ajudar as pessoas a se sentirem satisfeitas consigo. Para alcançar mais qualidade e produtividade, as organizações vêm buscando novas formas de motivar seus funcionários. Apesar de existirem vários fatores que contribuem para tornar o ambiente de trabalho mais propício à motivação, quase todos estão relacionados com a maneira pela qual a gerência interage com seus funcionários. Para alcançar mais qualidade e produtividade, as organizações vêm buscando novas formas de motivar seus funcionários. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 206 TABELA 13 - Passos para a Motivação no ambiente de trabalho Demonstre reconhecimento pelo trabalho bem feito. O reconhecimento pode ser através de observações verbais, observações escritas, destaque do mês, recompensas materiais, etc. Incentive novas ideias. Pergunte frequentemente se não existe uma melhor maneira de executar o trabalho. Descubra o que os funcionários precisam para trabalhar bem. Faça questão de ordem e limpeza. Crie entre os integrantes da equipe, uma atitude positiva em relação ao local de trabalho. Fonte: Elaborado pelo autor. O novo líder de qualidade se concentra nas pessoas, em suas necessidades e bem-estar. Ele confia nelas, compreende as suas necessidades, inspira confiança, tem uma visão de longo prazo e uma perspectiva global. Ele olha para as soluções, promove ideias inovadoras, estimula os outros a se envolverem e começa por iniciativas próativas. Valoriza a concorrência construtiva (e desafia a concorrência destrutiva), aprende com os outros, delega responsabilidades e poder de decisão. Ele acredita no trabalho das pessoas. Líderes de qualidade devem estar sempre se aperfeiçoando, a fim de avançar na missão da empresa. É importante não perder a essência da qualidade de vida e do trabalho, bem como o desenvolvimento dos indivíduos. Dois dos passos para a realização desse objetivo estão em reconhecer o mérito dos profissionais e, consolidar a responsabilidade social da organização. Líderes de qualidade devem estar sempre se aperfeiçoando, a fim de avançar na missão da empresa. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 207 1) GARANTIA FIAT 2014 FIGURA 85 – Fiat Fonte: Acervo Institucional. Todos os automóveis Fiat passam a contar, a partir de 1º de janeiro de 2014, com garantia de 36 meses para componentes do motor e do câmbio, abrangendo defeitos de montagem ou de fabricação, incluindo a garantia legal de 90 dias. Essa regra não se aplica aos comerciais leves (Nova Strada, Novo Fiorino, Novo Uno Furgão, Doblò Cargo e Ducato) e táxi. Outra novidade é que a Fiat, visando melhorar a qualidade de atendimento ao cliente e os serviços prestados, amplia as coberturas de garantia para seus modelos Idea e Punto produzidos a partir de 1º de janeiro de 2014. Ambos os modelos passam a contar com garantia integral de 24 meses, juntando-se ao Bravo e Fiat 500 e de 36 meses especificamente para motor e câmbio. Os modelos Freemont e Linea, continuam a contar a Garantia de 3 anos, conforme manual de uso e manutenção. Os veículos utilizados como táxi, independente do modelo, terão garantia contratual de 12 meses, e aqueles com adaptação Autonomy contam com o mesmo prazo de garantia aplicado no modelo-base do qual o veículo especial deriva. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 208 Para os veículos produzidos até 31 de dezembro de 2013, a aplicação dos tipos de garantia, bem como as regras, procedimentos e normas se mantêm inalterados. Todas as regras de garantia devem ser consultadas no manual de uso e manutenção dos veículos. Fonte: Site: “Fiat Press”. Garantia Fiat 2014. 06 jan. 2014. Disponível em: < http://goo.gl/86CYJd>. Acesso em: 20 fev. 2014. 2) Teste com scanner indica se leite está adulterado Ideia foi motivada pelas frequentes notícias na imprensa sobre falsificações de leite em várias regiões do país Leite: imagens digitais podem ser usadas no controle da qualidade de presunto, na contagem de lactobacilos em leite fermentado e também para determinar o tamanho de grãos de arroz São Paulo – Um computador e um scanner comum, desses que muitas pessoas têm em casa, são as novas ferramentas para detectar a adulteração do leite, fraude que acontece com frequência no Brasil e em outros países. A ideia desse método surgiu no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) motivada pelas frequentes notícias na imprensa sobre falsificações de leite em várias regiões do país. A equipe coordenada pelo professor Edenir Rodrigues Pereira Filho conseguiu com o novo método identificar e quantificar os principais adulterantes, em diferentes GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 209 concentrações, como água, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), soro, leite e urina sintéticos, ureia e soda cáustica. O estudo, que teve financiamento da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), começou em 2009 a partir do projeto de doutorado da então aluna de Pereira, Poliana Macedo dos Santos. O uso de imagens digitais para análise de alimentos já está registrado na literatura científica. Pode ser usado no controle da qualidade de presunto, na contagem de lactobacilos em leite fermentado e também para determinar o tamanho de grãos de arroz. A partir desses exemplos, o grupo da UFSCar obteve amostras de leite, cedidas por uma empresa de laticínio da região de São Carlos, e fez as adulterações com as cinco principais substâncias normalmente usadas pelos fraudadores, em concentrações de 5% a 50%. Um deles, a água de torneira, é utilizada para aumentar o volume e, com isso, gerar ganho econômico para os falsificadores.O soro, por sua vez, um subproduto da fabricação de queijo, é adicionado ao leite para mascarar a adição de água e manter a concentração de proteína dentro do que determina a legislação nacional (2,9%). Fonte: SILVEIRA, Evanildo da. Teste com scanner indica se leite está adulterado. 22 jan. 2014. Revista Exame.com. Disponível em: <http://goo. gl/5jkPvr>. Acesso em: 20 fev. 2014. Temos duas notícias que tratam do mesmo assunto de formas diferentes. No caso da FIAT, a notícia mostra a preocupação da empresa em demonstrar como trabalha para melhorar a qualidade do atendimento ao cliente e dos serviços prestados. Na segunda notícia, como temos tido uma onda de problemas relacionados à qualidade do leite (produtos adulterados), buscou-se instaurar maneiras de se verificar se realmente tem ocorrido por parte dos fornecedores a alteração dos produtos. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 210 Revisão O processo de administração da qualidade envolve desde a alta direção, que estabelece a política da qualidade, os objetivos, o sistema, a organização e a auditoria da qualidade até as chefias de setor, que são responsáveis diretamente pela garantia da qualidade e seus subprocessos (planejamento da qualidade e controle da qualidade). A auditoria da qualidade é de responsabilidade da alta direção devido a sua importância no contexto estratégico. Um Sistema de Gestão da Qualidade funcionando corretamente garante que os procedimentos sejam realizados de forma consistente, que os problemas possam ser identificados e resolvidos, e que a organização possa rever e melhorar continuamente seus processos, produtos e serviços. Garantia de qualidade é qualquer processo sistemático que verifique se um produto ou serviço está sendo desenvolvido com os critérios específicos de qualidade. A garantia, então pode, ser resumida: planejamento da qualidade, controle da qualidade e auditoria da qualidade. FIGURA 86 – Princípios da Qualidade Planejamento da qualidade Garantia de qualidade Auditoria da qualidade Controle da qualidade Fonte: Elaborado pelo autor. A garantia, então pode, ser resumida: planejamento da qualidade, controle da qualidade e auditoria da qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 7 211 Em uma iniciativa inovadora, a ANVISA publica periodicamente guias relacionados à Garantia de Qualidade, com o objetivo de orientar o Setor Regulador sobre o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação. O conteúdo dos guias é baseado em referências internacionais, e na experiência da ANVISA obtida através de milhares de ações de fiscalização realizadas durante anos. Os guias procuram realçar questões que não possuem ainda um entendimento claro por parte dos profissionais da área. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Guias relacionados à garantia de qualidade. Gerencia Geral de Inspeção e Controle de Medicamentos e Produtos - GGIMP. ANVISA, 2006. Disponível em: <http:// goo.gl/bhijhJ>. Acesso em: 20 fev. 2014. Custos da qualidade • Definições • Classificação dos custos da qualidade • Como medir os custos da qualidade • Revisão Introdução Por mais que a indústria venha investindo em qualidade, ainda assim é possível deparar-nos com notícias sobre a má qualidade de produtos. Em se tratando da indústria automobilística o caso não é diferente. Mesmo com o aumento das vendas de carros nos últimos anos, em virtude de uma série de fatores, tais como: aumento da renda, estabilização da moeda e crescimento econômico do país, o consumidor ainda se depara com problemas ou defeitos nos carros em virtude de falhas ocasionadas ainda no processo de produção, que acabam impactando na qualidade do produto. Veja um trecho da reportagem postada na Revista Eletrônica do nosso livro, que trata sobre o aumento do recall no mercado brasileiro em 2013. FIGURA 87 – Indústria automobilística Fonte: Acervo Institucional. Os automóveis estão chegando ao mercado brasileiro cada vez melhores, mais sofisticados e tecnológicos. Em compensação, a quantidade de defeitos (potenciais ou reais) apresentados e, com isso, a necessidade da realização de recalls, tem crescido na mesma velocidade. Segundo dados do Ministério da Justiça, ao longo do ano de 2013, as fabricantes fizeram mais de 70 convocações, de um ou mais modelos, para reparos e/ou substituição de peças. 1) Será que todo o aparato tecnológico, a modernização dos processos de produção e a qualidade dos automóveis (design, consumo de combustível, motor, segurança etc.) têm de fato alcançado resultados satisfatórios? 2) Será que todos os esforços para a melhoria da qualidade não foram suficientes para impedir o aumento de defeitos nos produtos finais? 3) Será que necessariamente quanto mais se evolui em termos de qualidade de processos e produtos mais defeitos serão encontrados, ou simplesmente os consumidores passaram a ficar mais exigentes? Nesse trecho é possível fazer algumas observações importantes: O fato é que se analisarmos pelo lado do consumidor, ele está sim mais exigente e simplesmente quer ter um produto ou serviço com um padrão de qualidade desejado, ou seja, se você compra um produto novo, com garantia de qualidade, nada mais justo do que não ter problemas com defeitos inesperados, concorda? Pelo lado da empresa, entendemos que se um produto chega para o consumidor com defeito e este não é detectado antes da produção e venda, é sinal que ainda há muito o que investir em qualidade, pois os custos desta não qualidade podem impactar drasticamente na lucratividade e, desta forma, na sua sobrevivência. Na unidade 8, caro aluno, iremos entender sobre os custos da qualidade ou da não qualidade, como esses custos podem ser classificados e, principalmente, como impactam nos resultados das empresas. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 216 Custos são, essencialmente, medidas monetárias dos sacrifícios com os quais uma organização tem que arcar a fim de atingir seus objetivos, ou a grosso modo, a quantidade de dinheiro que uma empresa gasta na criação ou produção de bens ou serviços. Do ponto de vista do vendedor, o custo é a quantidade de dinheiro gasto para produzir um bem ou um produto. Já sob o ponto de vista do comprador, o custo de um produto pode ser chamado de preço. Em contabilidade, o termo custo refere-se ao valor monetário gasto com matérias-primas, equipamentos, suprimentos, serviços, trabalho, produtos, etc. É uma quantia que é registrada como despesa na escrituração. Quando o Plano de Negócios de uma nova empresa é desenvolvido, os organizadores, muitas vezes, criam estimativas de custo. Estas são utilizadas para avaliar se os benefícios e receitas de uma proposta de negócio podem cobrir os custos, ou seja, análise de custo-benefício. Já o custo da qualidade é uma medida usada para avaliar o desperdício ou perda de algum processo definido, por exemplo: máquina, linha de produção, fábrica, departamento, empresa etc. Embora o termo - custo da qualidade-, seja muito utilizado, pode-se dizer que é amplamente mal compreendido. O custo da qualidade não é o preço para se criar um produto ou serviço de qualidade e sim, o custo de não criar um produto ou serviço de qualidade. A cada trabalho refeito há um aumento dos custos de qualidade. Como exemplo, podemos citar: Definições Custos são, essencialmente, medidas monetárias dos sacrifícios com os quais uma organização tem que arcar a fim de atingir seus objetivos. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 217 FIGURA 88 - Ferramenta Fonte: Acervo Institucional. • refazer um item manufaturado ou um novo teste de montagem; • reconstruir uma ferramenta; • corrigir informações em um sistema; • reformular de um serviço, como o reprocessamento de uma operação ou a substituição de um equipamento em um processo em andamento; • deixar decumprir os requisitos de produção. Em suma, qualquer tipo de custo a mais em virtude de problemas relacionados à qualidade contribui para o aumento do custo da qualidade. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 218 Classificação dos custos da qualidade A maioria dos custos de sistemas de qualidade são definidos através da utilização de quatro categorias de custos: 1. Custos de falhas internas São associados às perdas internas, dentro do processo de produção, antes que se chegue ao cliente. Exemplos: quebra de equipamentos, vazamentos, sucata, perda de materiais, tempo perdido com paralisações, etc. Perdas econômicas por paradas improdutivas Filtro duplex sistema de lubrificação turbina a vapor Quando os protocolos para as manutenções preventivas não são seguidos e paradas improdutivas ocorrem, as perdas econômicas são muito altas. “As falhas provocadas pela filtração hidráulica inadequada podem causar baixa produtividade, tolerâncias mais abertas no material produzido pelo equipamento, paradas não planejadas para manutenção corretiva, ou A maioria dos custos de sistemas de qualidade são definidos através da utilização de quatro categorias de custos. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 219 mesmo acidentes com perdas econômicas ou até mortes. Há no Brasil estudos desenvolvidos pelo setor siderúrgico que indicam que cada segundo de parada não programada pode representar aproximadamente até US$ 200,00. Isso traduz aquilo que as empresas que têm excelência na manutenção já constataram, isto é, o que importa não é o preço do filtro hidráulico, mas seu custo” diz Alex Alencar. Edison Ricco reforça os prejuízos econômicos causados pelas paradas inesperadas. “O maior impacto de uma parada improdutiva é perda econômica, primeiro pela substituição de equipamentos quebrados ou danificados, com uma filtração ineficiente, e depois pela incapacidade de produção do equipamento em si. O prejuízo pode ser imenso, pois a retirada de um forno ou uma torre de processo, por exemplo, para a substituição e retorno pode levar muitos dias ou até semanas”, relata. O prejuízo é ainda maior porque a venda de muitos filtros industriais é feita esporadicamente. “Por esse motivo a manutenção programada e o estoque estratégico ou contrato de fornecimento são muito importantes. Alguns fornecedores garantem a peça em estoque e o preço fixo pelo período de contrato” diz Ricardo. Além dos prejuízos diretos sobre a produção, o tratamento inadequado de resíduos por problemas nos sistemas de filtragem pode ser a causa de muitos problemas. “Muitas empresas não se atentam aos poluentes emitidos no meio ambiente, mas quando esta empresa sofre uma fiscalização dos órgãos competentes, normalmente são estipulados pequenos prazos para adequação do sistema de filtragem. Se eles não são resolvidos em tempo hábil a empresa pode ser interditada até conseguir cumprir com as exigências. Neste caso o prejuízo é imensurável e varia com o tamanho do sistema produtivo”, relata Eduardo Tomas. Trecho da notícia: Prejuízos causados por uma parada improdutiva dos filtros pode chegar a US$ 200 por segundo Fonte: AQUINO, Vicente. Perdas econômicas por paradas improdutivas. Revista Meio Filtrante. Ano XII, n. 65, nov/dez. 2013. Disponível em: <http:// goo.gl/Pa3qMl>. Acesso em: 21 fev. 2014. O maior impacto de uma parada improdutiva é perda econômica. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 220 2. Custos de falhas externas Custos externos ao processo produção ocorrem fora, não dentro. Afetam diretamente o cliente e podem ser originados a partir de dentro, ou ser causados, criados ou agravados fora do ambiente de produção. Exemplos: reclamações de clientes, garantia, perda de reputação, produtos devolvidos, ações judiciais e penalidades. FIGURA 89 - Avião TAM Fonte: Acervo Institucional. TAM é punida em R$ 1,9 milhão por descumprir regras de call center. A empresa aérea TAM foi multada em R$ 1,9 milhão por descumprimento das regras de atendimento do call center , fixadas pelo Decreto 6.523 de 2008. A empresa cometeu duas infrações, segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. A informação é do portal do Estadão. Fonte: TAM É PUNIDA EM R$ 1,9 MILHÃO POR DESCUMPRIR REGRAS DE CALL CENTER. In: Site “JusBrasil”. Disponível em: <http://goo.gl/ku13WY>. Acesso em: 21 fev. 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 221 3. Custos de Avaliação São associados à medição e avaliação do processo. Estão relacionados à avaliação, auditagem de materiais, peças, produtos e serviços, com o intuito de avaliar a sua conformidade com os padrões de qualidade previamente estabelecidos. Exemplos: inspeção, verificação de qualidade, auditorias, dispositivos de medição, sistemas de informação, sistemas de coleta de dados, realização de testes. FIGURA 90 - Testes e Qualidade Fonte: Acervo Institucional. Em um mercado cada vez mais competitivo, qualidade é o que diferencia sua empresa de outra. E o que é qualidade se não satisfazer e até superar as expectativas dos seus clientes? Testes automáticos de softwares podem garantir a qualidade da sua empresa. E assim como eu, na primeira vez que ouvi essa expressão, você deve estar se perguntado: “Mas... O que é teste automático de software?” Teste automático é o uso da inteligência de software que controla a execução e a aderência dos resultados obtidos comparando-os com os resultados esperados, tentando alcançar através de ferramentas e técnicas adequadas um processo de qualidade aceitável. Definindo uma forma mais prática, o teste automático de software avalia uma aplicação qualquer à procura de “defeitos” que possam de alguma Em um mercado cada vez mais competitivo, qualidade é o que diferencia sua empresa de outra. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 222 forma influenciar negativamente na qualidade do serviço. Por exemplo, imagine um incrível software projetado para aquele mercado de bairro próximo a sua casa: layout impecável, design inovador e que além de realizar folow up automático e enviar e-mails marketing, consegue retornar um índice com os itens mais consumidos pelos clientes. Trecho do artigo: TESTE AUTOMÁTICOS ASSEGURAM A QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. In: Site “oohm”. Disponível em: <http://goo.gl/ eDZnCH>. Acesso em: 21 fev. 2014. 4. Custos de Prevenção São associados à prevenção de perdas futuras ou relacionados à redução do potencial de ocorrência de problemas de qualidade. Exemplos: programas de treinamento e melhoria da qualidade, monitoramento, coleta e análise de dados. Camargo Corrêa Na empreiteira Camargo Corrêa, que atua em um setor onde o emprego de mão de obra é intensivo, a pressão vinda dos custos crescentes levou a empresa a redirecionar seu foco de atuação e acelerar a qualificação de pessoal. “Buscamos grandes desafios de Engenharia, tocando obras de alta complexidade com maior valor agregado”, explica Marcelo Bisordi, vice- presidente de Relações Institucionais da Camargo Corrêa. Tradicional fornecedora de obras para o setor público, a empresa fechou contratos para a construção de infraestrutura de transportes (ferrovias e mineriodutos) para grandes clientes no setor privado, como a Vale e a Petrobrás. A objetividade do setor privado foi uma das vantagens encontradas pela empreiteira. “O setor consegue entregar projetos claros, e com isso conseguimos orçar um custo bem próximo do que vai acontecer”, comenta Bisordi. Para tocar os grandes canteiros de obras, também foi necessário investir na formação de mão de obra básica. “Criamos programas para o treinamento GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 223 de pessoas- chave, como encarregados. Além disso, procuramos investir na formação de profissionais das localidades”, cita o executivo. Embraer Para se mantercompetitiva, a Embraer investe em automação e sistemas modernos de melhoria de processos. “Temos 33 robôs na fábrica, e vamos ter 46 até 2014”, disse Artur Coutinho, vice-presidente executivo de operações da Embraer. Além disso, a fábrica de aeronaves adotou uma estrutura fixa de montagem para linhas móveis, que geraram ganhos de eficiência. “Com medidas de produtividade pudemos diminuir o intervalo de 190% de aumento de custos que tivemos nos últimos dez anos, e fazer uma correção de 40% no preço final do produto”, destaca o executivo. Fonte: EMPRESAS INVESTEM EM TREINAMENTO, AUTOMAÇÃO E SEGMENTOS RENTÁVEIS PARA AUMENTAR PRODUTIVIDADE. In: Site AMCHAM Brasil. Competitividade Brasil. Disponível em: <http://goo. gl/1Gdf66>. Acesso em: 24 fev. 2014. Os custos de falhas internas e externas são geralmente associados ao custo da má qualidade, enquanto que os custos de avaliação e prevenção constituem os custos relacionados com a garantia de que o produto atende de fato aos requisitos determinados. Mas a qualidade propriamente dita não custa, e sim é paga, logo, é necessário determinar quanto custa ter produtos ou serviços de qualidade. Sendo assim, citamos cinco pontos chave: Os custos de falhas internas e externas são geralmente associados ao custo da má qualidade, enquanto que os custos de avaliação e prevenção constituem os custos relacionados com a garantia de que o produto atende de fato aos requisitos determinados. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 224 FIGURA 91 - Cinco pontos da qualidade Marketing e publicidade Lucro Participação no mercado Preço Custo Fonte: Elaborado pelo autor. Vejamos o papel de cada um: Preço A alta qualidade e o melhor serviço permitem que se cobre a mais por seus produtos ou serviços. É claro que as empresas também abusam. Veja a notícia abaixo: O site da revista de economia “Forbes” publicou no último sábado (11) uma coluna em que o colaborador Kenneth Rapoza, especialista nos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), considera “ridículos” os valores dos carros no Brasil. Para ele, o consumidor brasileiro, em busca de status, confunde preço com qualidade. Trecho da reportagem: ‘FORBES’ DIZ QUE BRASILEIRO CONFUNDE PREÇO COM QUALIDADE DOS CARROS. In: Site “Auto Esporte” via G1. 13 ago. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/GCpTH>. Acesso em: 24 jan. 2014. Lucro A verdadeira qualidade é a prevenção contra erros ou fazer certo pela primeira vez, segundo as expectativas dos clientes. Isto ocasiona redução dos custos e aumento das vendas, o que gera um maior lucro. Participação no mercado Uma maior qualidade significa maior participação no mercado. Mesmo que se cobre mais por um produto ou serviço, as pessoas estão dispostas a pagar o preço pela qualidade. A verdadeira qualidade é a prevenção contra erros ou fazer certo pela primeira vez, segundo as expectativas dos clientes. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 225 Custo A melhoria da qualidade diminui os custos de produção, porque não há retorno no processo de produção, ou seja, só se trabalha o produto uma vez. A má qualidade aumenta os custos de produção porque há retrabalho, desperdício, quebras, reparos, etc. Marketing e publicidade Se houver mais vendas, o custo efetivo por venda diminui, mesmo que a publicidade aumente. O objetivo de um processo de qualidade é maximizar a qualidade, minimizando custos. A empresa sempre será afetada pelo resultado da qualidade de seus produtos ou serviços, seja pela perda de negócios, pela responsabilidade civil, ou até mesmo pela perda da produtividade e elevação dos custos, com consequente diminuição dos resultados financeiros. FIGURA 92 - Processo de Qualidade Maximizar a qualidade Minimizar os custos Processo de qualidade Fonte: Elaborado pelo autor. O objetivo de um processo de qualidade é maximizar a qualidade, minimizando custos. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 226 Como medir os custos da qualidade Uma forma de se mensurar os custos da qualidade é através do método ABC (Activity-Based Costing ou Custo Baseado em Atividades). O método atribui os custos indiretos de fabricação dos produtos de uma forma mais lógica do que a abordagem tradicional, de simples alocação de custos com base em horas- máquina. Primeiro, atribui-se os custos para as atividades que são a verdadeira causa do problema e, em seguida, atribui-se o custo dessas atividades só para os produtos que não estão relacionados às atividades. Custos Diretos Aqueles relacionados diretamente à função produtiva. Custos Indiretos Aqueles incorridos em atividades meio (administração, vendas, diretoria, etc.), não relacionadas diretamente com à produção/operação. Imagine dois produtos (X e Y) fabricados por uma mesma empresa. O produto X é um item de baixo volume que requer atividades como engenharia especial, testes adicionais e configurações especiais de máquina, uma vez que é produzido em pequenas quantidades. O produto Y é semelhante, no entanto, é produzido em alto volume, de forma contínua e requer pouca atenção (sem atividades especiais como o produto X). Uma forma de se mensurar os custos da qualidade é através do método ABC (Activity- Based Costing ou Custo Baseado em Atividades). GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 227 Se a empresa utilizar custeio tradicional, pode alocar toda a sua sobrecarga de produtos com base no número de horas-máquina, isto resultaria em baixo custo indireto alocado para o produto X uma vez que o mesmo não tem muitas horas-máquina. No entanto, esse produto, para ser fabricado de forma contínua, exigiu muitas horas de engenharia, testes e atividades de configuração. Em contraste, para o produto Y será alocada uma grande quantidade de sobrecarga (devido à todas aquelas horas mencionadas). O resultado será um erro de cálculo de custo real de cada produto devido a sua forma de fabricação. Pelo método ABC, a lacuna destacada anteriormente será superada através da atribuição de despesas gerais a mais do que atividades. O custeio baseado em atividades reconhece que a engenharia especial, testes especiais, configurações da máquina e outros são atividades que causam custos que contribuem para que a empresa consuma mais recursos. Sob ABC, a empresa vai calcular o custo dos recursos utilizados em cada uma dessas atividades. Em seguida, o custo de cada uma dessas atividades será atribuído apenas aos produtos que exigiam as atividades. No nosso exemplo, para o produto X serão atribuídos alguns dos custos da empresa de engenharia especial, os testes especiais e configuração da máquina. Para outros produtos que usam qualquer uma dessas atividades também serão atribuídos alguns dos seus custos. Para o produto Y não será atribuído qualquer custo de engenharia especial ou testes especiais, sendo atribuída apenas uma pequena quantidade de configuração da máquina. Entre as décadas de 1950 e 1960 as empresas utilizavam mão de obra intensiva e os custos eram apropriados quase que exclusivamente em relação às horas trabalhadas por cada profissional. Nas décadas de 1970 e 1980, passaram a ser utilizadas novas tecnologias, com o surgimento de processos mais automatizados que, com toda a sua complexidade tecnológica, trouxeram também a necessidade de se efetuar a medição de custos que antes não eram apropriados. Os métodos de custeio até então GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 228 empregados passaram a ser obsoletos, e neste contexto ganhou força o método ABC. O custeio baseado em atividade (método ABC) é uma abordagem recente que os contadores dos fabricantes começaram a usar para alocar os custos indiretos. A maioria dos outros métodos é baseada em um denominador comum da atividade de produção, tais como horas de trabalho diretas ou horas-máquina. Na reportagem abaixo é possívelverificar a preocupação da Toyota, modelo de qualidade, em relação aos custos da não-qualidade, ou seja, quando há problemas como retrabalho, desperdício, defeitos, quebra de máquinas, materiais defeituosos, fornecedores não comprometidos, etc. Os custos da qualidade, ou melhor, da não-qualidade, acabam por impactar diretamente nas vendas uma vez que há comprometimento da qualidade do produto. Desta forma, as empresas devem buscar a melhoria contínua nos processos a fim de garantir uma melhor qualidade final dos seus produtos e serviços. Os 5 defeitos da Toyota A fábrica japonesa atingiu a liderança mundial ao aliar mecânica confiável a preços atrativos – até a obsessão por corte de custos solapar a qualidade de seus carros GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 229 ONDE ESTÁ O ERRO? Eiji Toyoda (à esq.) criou a linha de montagem mais eficiente do pós- guerra. Dali saíram alguns dos melhores carros do mundo – o que torna mais difícil entender os atuais problemas da montadora Eiji Toyoda, primo de Kiichiro Toyoda, o fundador da Toyota, revolucionou a indústria automobilística na segunda metade do século passado. No comando da fabricante de veículos japonesa, inovou ao desenvolver uma linha de montagem que diminuía a ineficiência e detectava falhas no menor tempo possível, evitando ao máximo que carros com qualquer defeito de acabamento chegassem aos consumidores. Mas essas virtudes, na última década, acabaram se transformando em vícios. Os pecados cometidos pela Toyota resultaram numa sequência de recalls que já beiram os 10 milhões de veículos e arranharam a imagem da marca, construída em mais de setenta anos de trabalho. Surpreende como uma empresa erigida sobre um pilar de frugalidade tenha sucumbido à grandiosidade. A seguir, os cinco defeitos que, juntos, feriram a reputação da líder mundial na produção de automóveis. 1. Crescimento a qualquer preço O título de a maior montadora do globo foi conquistado em 2007, quando a Toyota ultrapassou a americana General Motors. Mas o caminho rumo ao topo começou a ser traçado bem antes. De 1995 a 2009, a fabricante japonesa dobrou, para cinquenta, o número de fábricas nos Estados Unidos, Europa e Ásia. A velocidade com que se expandia era proporcional GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 230 à sua valorização aos olhos dos investidores. O plano deu certo, mas teve um custo. Disse à VEJA Tony Faria, professor de marketing da Universidade de Windsor, no Canadá: “A Toyota expandiu a produção e o número de fornecedores mais rápido do que seu departamento de qualidade podia inspecionar a cadeia produtiva”. 2. Corte de custos obsessivos Sob o comando do ex-presidente Katsuaki Watanabe, a Toyota reduziu em 10 bilhões de dólares seus custos operacionais no mundo entre 2000 e 2006. Um carro chegava a ser inteiramente produzido, tão logo sua concepção fosse concluída, em meros doze meses, quando o normal seria de 24 a 36 meses. A fabricante também exigia dos fornecedores o desenvolvimento de peças mais leves e baratas. Um exemplo são as alças de apoio localizadas acima das portas. O número de peças que as compunha caiu de 34 para cinco, cortando os custos em 40%. O tempo de instalação se reduziu de doze para três segundos. Isso pode ser ótimo, desde que não comprometa a confiabilidade do produto. “As estatísticas mostram que, para cada 1% de redução no valor do automóvel, há um aumento de 2% nas vendas. É muito significativo. O problema é fazê-lo sem comprometer a eficiência dos veículos e sua segurança”, diz Celso Arruda, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. 3. Queda no controle de qualidade Na sua dupla ânsia por se tornar líder mundial e cortar custos, a Toyota inevitavelmente relaxou no controle de qualidade. Um exemplo foi dado pela falha no acelerador de modelos produzidos pela empresa nos Estados Unidos. A incorporação de tecnologias ainda não plenamente testadas representa outro risco. Afirma Celso Arruda: “Na ânsia de exporem ao mercado um carro tecnologicamente mais avançado, as companhias deixam de atentar para possíveis falhas”. 4. Pouca transparência A Toyota sabia desde 2003 dos defeitos causados no acelerador que provocavam a aceleração ininterrupta do veículo, mas optou por adiar o anúncio do primeiro recall. Nesse ínterim, a fabricante japonesa optou por indenizar os motoristas individualmente e substituir os veículos GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 231 defeituosos por outros novos. Um ex-advogado da empresa acusou-a de encobrir informações a respeito dos acidentes. Em agosto de 2009, outra falha, agora relacionada ao enroscamento do tapete do motorista no acelerador, provocou a morte de um policial rodoviário americano e dos outros três ocupantes do veículo. O recall para esse defeito só ocorreria três meses depois. 5. Reação lenta à crise Quando os recalls passaram a aparecer com mais frequência, a partir de 2009, a Toyota demorou para mitigar seus efeitos. No ano passado, das 251 queixas feitas ao órgão responsável pela segurança viária dos Estados Unidos, a National Highway Transportation Safety Administration, mais da metade (133) teve a Toyota como alvo. A própria entidade considerou “imprecisas e enganosas” as soluções prometidas pela fabricante japonesa. Como resultado, a Toyota enfrenta, até agora, 148 processos em tribunais nos Estados Unidos, e quatro em cada dez americanos dizem hoje que não comprariam um veículo da marca, de acordo com pesquisa recente feita pela Bloomberg. É um preço alto a ser pago por quem inventou a qualidade total. Que a Toyota se recupere desses tropeços é do interesse de todos os amantes de carros do mundo. Estamos na torcida. Fonte: BARRUCHO, Luís Guilherme. Os 5 defeitos da Toyota. In: Revista Veja.com. 07 abr. 2010. 2159 ed. Disponível em: <http://goo.gl/iNofo6>. Acesso em: 24 fev. 2014. Revisão Tipos de custos e descrição Você pode perceber diferentes atividades que estão diretamente relacionadas aos custos da qualidade, conforme destacado na tabela abaixo: GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE unidade 8 232 TABELA 14 – Descrição dos tipos de custos A formação do pessoal Análise de requisitos Prototipagem precoce Tolerante a falhas de design A programação defensiva Análise de usabilidade Limpar especificação Documentação interna Accurate A avaliação da fiabilidade de desenvolvimento das ferramentas (antes de compra-las) ou de outros potenciais componentes do produto. Revisão do projeto Inspeção do código Teste de caixa de vidro Teste de caixa preta Testadores de formação O teste beta A automação de teste O teste de usabilidade Pré-lançamento out-of-box testes por cliente pessoal de serviço Correções de bugs O teste de regressão Desperdiçado tempo do usuário em casa Tempo desperdiçado tester Tempo desperdiçado escritor Tempo desperdiçado comerciante Anúncios desperdiçados O custo direto da tarde embarque O custo de oportunidade de tarde embarque Chamadas de suporte técnico Preparação de livros de resposta de apoio Reembolsos e substituição com atualizada produto Vendas perdidas Trabalho de relações públicas para suavizar rascunhos de duras críticas Perdeu boa vontade do cliente Custos de garantia e outros custos impostos pela lei Fonte: Elaborado pelo autor. PREVENÇÃO AVALIAÇÃO FALHA INTERNA FALHA EXTERNA Artigo: O Método de Custeio ABC como instrumento de gestão Fonte: MAUSS, Cézar Volnei; COSTI, Ricardo Miguel. O Método de Custeio ABC como instrumento de gestão. Disponível em: <http://goo.gl/Jm26q>. Acesso em: 24 fev. 2014. GESTÃO DA QUALIDADE E CONFIABILIDADE 233 [5s - Seiketsu]. Disponível em: <http://goo.gl/OqHREa>. Acesso em: 24 fev. 2014. [5s - Seiri]. Disponível em: <http://goo.gl/sc7pS1>. Acesso em: 24 fev. 2014. [5s - Seiso]. Disponível em: <http://goo.gl/SHnr0M>. Acesso em: 24 fev. 2014. [5s- Seiton]. Disponível em: <http://goo.gl/CHroG1>. Acesso em: 24 fev. 2014. [5s - Shitsuk]. Disponível em: <http://goo.gl/K8WO67>. Acesso em: 24 fev. 2014. ACADÊMICO DE MECÂNICA. QFD - Desdobramento da Função Qualidade. Curitiba, 2007. Disponível em: <http://pessoal.utfpr.edu.br/ vrubel/arquivos/_1_PI-2_QFD-apostila.pdf>. Acesso em: 22 jan. 2014. AGÊNCIA BRASIL. Bancos terão que padronizar informações a partir de 2014. 01 nov. 2013. Recomendação. Disponível em: <http://goo.gl/ RZrB2O>. Acesso em: 22 jan. 2014. AGÊNCIA BRASIL. CNJ padronizará regras de participação de menores na copa. 04 dez. 2013. 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