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Fontes do Direito e Procedimentos de Integração - Paulo Nader e Tércio Sampaio

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Quando falamos de fontes do Direito, queremos 
referir-nos às nascentes, aos mananciais do 
Direito, ou seja, os meios pelos quais se formam 
as regras jurídicas. 
 
 ESPÉCIES DE FONTES DO DIREITO 
Fontes históricas: indicam a gênese das 
modernas instituições jurídicas: a época, local, as 
razões que determinaram a sua formação. A 
pesquisa pode limitar-se aos antecedentes 
históricos mais recentes ou se aprofundar no 
passado, na busca das concepções originais. 
Fontes materiais: são constituídas pelos fatos 
sociais, pelos problemas que emergem da 
sociedade e que são condicionados pelos fatores 
do Direito, como a moral, a economia, a 
geografia, etc. 
Fontes formais: são os meios de expressão do 
Direito, as formas pelas quais as normas 
jurídicas se exteriorizam e tornam-se 
conhecidas. As fontes formais criam o Direito. 
 
 CONTEÚDO DAS FONTES 
Fonte direta: é a chamada fonte formal. É aquela 
que, por si só, pela sua própria força, é suficiente 
para gerar a regra jurídica. Ela cria o direito. São 
as leis e os costumes 
Fonte indireta: não cria o direito, mas se trata de 
uma fonte complementar que pode influenciar a 
criação de uma norma. Fornecem aparato 
jurídico ao jurista em sua argumentação. São a 
doutrina e a jurisprudência. 
Para os países que seguem a tradição romano-
germânica, como o Brasil, a principal forma de 
expressão é o direito escrito, que se manifesta 
por leis e códigos, enquanto o costume figura 
como fonte complementar. 
 
 LEGISLAÇÃO 
Legislação é um conjunto de leis que regulariza 
determinada matéria ou ciência, ou ainda um 
conjunto de leis que organiza a vida de um país, 
ou seja, o que popularmente se chama de 
ordem jurídica e que estabelece condutas e 
ações aceitáveis ou recusáveis de um indivíduo, 
instituição, empresa, entre outros. 
Constituição: é a lei fundante de um país. 
Contém normais que dizem respeito à 
organização básica do Estado, ao 
reconhecimento e garantia dos direitos 
fundamentais, às formas, limites e competências 
do exercício do Poder Público. 
 
 PROBLEMAS NO SISTEMA JURÍDICO 
Antinomia: é a presença de duas normas 
conflitantes, válidas e emanadas de autoridade 
competente, sem que se possa dizer qual delas 
merecerá aplicação em determinado caso 
concreto (lacunas de colisão). 
Lacuna: é a ausência de uma norma que sirva ao 
caso concreto, ou seja, é a situação em que nem 
a proibição nem a permissão de determinada 
conduta estão no ordenamento. Desse modo, 
poderia se pensar na incompletude do 
ordenamento. Ocorre quando: 
 Há omissão completa da lei; 
 O legislador deixa o assunto ao critério do 
julgador; 
 A lei apresenta duas disposições 
contrárias. 
 
 PROCEDIMENTOS DE INTEGRAÇÃO 
Art. 4º da LINDB: “Quando a lei for omissa, o juiz 
decidirá o caso de acordo com a analogia, os 
costumes e os princípios gerais de direito.” 
Em casos de lacunas no sistema, existem dois 
métodos de complementação do ordenamento 
jurídico por meio dos procedimentos de 
integração. 
Autointegração: aproveitamento de elementos 
do próprio ordenamento. É a analogia. 
 Analogia: atribuição a um fato não 
regulado expressamente por uma norma 
do ordenamento jurídico a mesma 
consequência jurídica prevista por uma 
norma expressa para um fato 
semelhante. 
 Postulado da Plenitude da Ordem Jurídica: 
é o princípio que estabelece que os 
juízes não podem deixar de julgar, 
alegando inexistência ou obscuridade de 
normas aplicáveis. Por mais inusitado que 
seja um caso, ele deve ser julgado à luz 
do Direito vigente. 
 
Heterointegração: aplicação de normas que não 
participam da legislação. São os princípios gerais 
do direito e os costumes. 
 Princípios Gerais do Direito: são os 
alicerces do ordenamento jurídico. São 
enunciados normativos, de valor muitas 
vezes universal que orientam a 
compreensão do ordenamento jurídico 
no tocante à elaboração, aplicação, 
integração, alteração ou supressão das 
normas. 
 Costumes: são regras sociais que, por 
serem praticadas de forma reiterada e 
generalizada, acabam se tornando 
obrigatórias dentro de uma sociedade. 
 
 CÓDIGOS E TRATADOS 
Códigos: são conjuntos de normas estabelecidos 
por leis. O que caracteriza o código é a regulação 
unitária de um ramo do Direito, estabelecendo 
para ele uma disciplina fundamental. Os códigos 
representam o ato de reunir todas as leis que 
regem um dado assunto. 
Tratado Internacional: é todo acordo formal e 
escrito, celebrado entre Estados e/ou 
organizações internacionais, que busca produzir 
efeitos em uma ordem jurídica de 
direito internacional. É um acordo resultante da 
convergência das vontades de dois ou mais 
sujeitos de direito internacional.