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ABRIL/2022 2 2 SUMÁRIO MÓDULO 01 - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO MERCADO (PROPORÇÃO: DE 5% A 15%) .........................................................................07 1.1 Composição do SFN: órgãos de regulação, autorregulação, fi scalização e demais participantes do mercado ................................................................. P.07 1.2 Códigos ANBIMA de regulação e melhores práticas ................................ P.13 1.3 Prevenção e combate à lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores ........................................................................................................... P.17 1.4 Normas e padrões éticos ........................................................................... P.21 Questões – Módulo 01 ..................................................................... P.22 MÓDULO 02 - PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ECONOMIA E FINANÇAS (PROPORÇÃO: DE 5% A 15 %) ..........................................................................................................31 2.1 Conceitos básicos de economia ............................................................... P.31 2.2 Conceitos básicos de fi nanças .................................................................. P.37 Questões – Módulo 02 ..................................................................... P.44 MÓDULO 03 - INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA, RENDA VARIÁVEL E DERIVATIVOS (PROPORÇÃO: DE 15% A 25 %) ......................................................................54 3.1 Instrumentos de renda fi xa ....................................................................... P.54 3.2 Renda variável ........................................................................................... P.64 3.3 Derivativos ................................................................................................. P.70 3.4 Certifi cado de Operações Estruturadas – COE ......................................... P.80 3.5 Tributação para pessoas físicas residentes no brasil ............................... P.81 3.6 Negociação liquidação e custódia ............................................................ P.82 3 3 Questões – Módulo 03 ..................................................................... P.83 MÓDULO 04 - FUNDOS DE INVESTIMENTO (PROPORÇÃO: DE 10% A 20 %) ....97 4.1 Fundos de investimento ............................................................................ P.97 4.2 Carteira administrada ............................................................................... P.105 4.3 Tributação em fundos de investimento e carteira administrada ............ P.106 4.4 Código ANBIMA de regulação e melhores práticas para administração de re- cursos de terceiros .......................................................................................... P.107 Questões – Módulo 04 ..................................................................... P.110 MÓDULO 05 - PRODUTOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR .........................124 (PROPORÇÃO: DE 10% A 15 %) ......................................................................124 5.1 Previdência social x previdência privada: avaliação da necessidade do cliente .......................................................................................................................... P.124 5.2 Agentes reguladores e legislação aplicável ao mercado previdenciário P.125 5.3 Produtos disponíveis de previdência complementar aberta e suas caracte- rísticas .............................................................................................................. P.126 5.4 Características técnicas que infl uenciam o produto ............................... P.126 5.5 O processo de venda dos produtos de previdência complementar ....... P.127 5.6 Escolha do tipo de fundo de investimento durante a fase de acumulação .......................................................................................................................... P.127 5.7 Qualidade da venda – apresentação dos aspectos técnicos e de riscos dos produtos .......................................................................................................... P.127 5.8 Tributação em planos de previdência complementar ............................ P.128 5.9 Planejamento tributário utilizando planos de previdência complementar aberta ............................................................................................................... P.128 Questões – Módulo 05 ..................................................................... P.129 4 4 MÓDULO 06 - GESTÃO DE CARTEIRAS E RISCOS (PROPORÇÃO: DE 10% A 20 %) ........................................................................................................................138 6.1 Estatística aplicada.................................................................................... P.138 6.2 Risco, retorno e mercado .......................................................................... P.142 6.3 Seleção de carteiras e modelo de Markowitz ........................................... P.147 6.4 Modelo de Precifi cação de Ativos de Capital – CAPM .............................. P.147 6.5 Alocação de ativos ..................................................................................... P.149 6.6 Acordo de Basiléia - conceito internacional e suas aplicações no Brasil P.151 6.7 Gestão de riscos em fundos de investimento e carteiras administradas P.151 Questões – Módulo 06 ..................................................................... P.153 MÓDULO 07 - PLANEJAMENTO DE INVESTIMENTO (PROPORÇÃO: DE 15% A 25 %) ........................................................................................................................167 7.1 Entrevista e e processo de análise do perfi l do investidor. ..................... P.167 7.2 Etapas do planejamento fi nanceiro ......................................................... P.167 7.3 Decisões do investidor na perspectiva de fi nanças comportamentais . P.168 7.4 Planejamento de investimento ................................................................ P.170 Questões – Módulo 07 ..................................................................... P.177 MÓDULO 08 - QUESTÕES EXTRAS ...................................................................186 MÓDULO 09 - SIMULADO FINAL ......................................................................194 QUESTÕES EXTRAS – HP12-C ........................................................................214 Este material foi desenvolvido para auxílio nos estudos para prova de certifi ca- ção CEA - ANBIMA. Não pode ser comercializado, pois os direitos autorais são da Eu me Banco Educação Ltda. SOBRE O CEO FABIO A. LOUZADA • Prepara diariamente milhares de profi ssio- nais especialistas em investimentos com calls e conteúdos em redes sociais, além de auxiliar pessoas que buscam seu lugar ao sol no mercado fi nanceiro em cursos e men- torias. • Economista e graduado em Gestão Financei- ra pela FGV com pós-graduação em Finan- ças, Investimentos e Banking pela PUC/RS. • Experiência de 11 anos no mercado fi nan- ceiro com passagem pela Bradesco Corre- tora, Bradesco Prime, Santander Select, Ci- tibank e Itaú Personnalité como Especialista de Investimentos. • Candidato CFA® Level II. • Industry Mentor do CFA® Society Brazil • Sócio-fundador do Eu Me Banco! • Aprovado nas certifi cações CPA-10, CPA-20, CEA, CFP®, CGA, CNPI, PQO, ANCORD e CFA Level I. Conecte-se youtube.com/fabiolouzada @fabioalouzada_ 7 7MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO MERCADO (PROPORÇÃO: DE 5% A 15%) 1.1 Composição do SFN: órgãos de regulação, autorregulação, fiscalização e demais partici- pantes do mercado Sistema Financeiro Nacional - SFN: 1. A prestação de serviços degerenciamento de recursos; 2. A intermediação fi nanceira;2. A intermediação fi nanceira; Confi guram o serviço de gerenciamento de recursos: ✓ A existência de um sistema de pagamentos para transferência de recursos e arrecadação de tri- butos; ✓ O serviço de custódia (guarda) de valores, bens e títulos; ✓ A disponibilização de meios de pagamento, tais como cartões de crédito e cheques; ✓ A disponibilização de seguros para as mais diferentes fi nalidades (automóvel, viagem, vida, saú- de, entre outros). CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN Órgão deliberativo máximo do SFN. Composição: Ministro da Economia (que preside o Conselho), presidente do Banco Central do Brasil (Bacen) e secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia. São competências do CMN: ✓ Estabelecer diretrizes gerais da política monetária e cambial ✓ Determinar a meta de infl ação; ✓ Disciplinar o crédito em todas as modalidades; ✓ Regular o valor interno e externo da moeda; ✓ Zelar pela liquidez e solvência das instituições fi nanceiras; ✓ Regulamentar as operações de redesconto; ✓ Responsável por fi xar medidas de prevenção ou correção de desequilíbrios econômicos. 8 8 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) BANCO CENTRAL - BACEN O Banco Central do Brasil é autarquia de natureza especial caracterizada pela ausência de vinculação a Ministério ou de subordinação hierárquica, pela autonomia técnica, operacional, administrativa e fi nanceira e pela estabilidade durante seus mandatos. Tem por objetivo fundamental assegurar a estabilidade de preços. Faz cumprir todas as determinações do Conselho Monetário Nacional no que diz respeito a política monetária e cambial. São competências do Bacen: ✓ Formular as políticas monetárias e cambiais de acordo com as diretrizes do governo federal; ✓ Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional; ✓ Emitir papel-moeda; ✓ Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB e o meio circulante; ✓ Controlar o fl uxo de capitais estrangeiros e receber os recolhimentos compulsórios dos bancos; ✓ Autorizar e fi scalizar o funcionamento das instituições fi nanceiras, punindo-as se for o caso; ✓ Exercer o controle do crédito. Composição do Banco Central do Brasil: Composto por 1 Presidente e 8 diretores nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal. O mandato será fi xo de 4 anos da seguinte forma: • Início: no terceiro ano do mandato do Presidente da República. • Término: no segundo ano do mandato subsequente. Isso ocorre para trazer autonomia para o Banco Central. Lembre-se, trata de autonomia e não indepen- dência. Com o mandato fi xo, os membros do Banco Central podem exercer de forma autônoma sua função de assegurar a estabilidade de preços. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM Autarquia federal vinculada ao governo através do Ministério da Economia. ✓ Administrada por 1 presidente e 4 diretores nomeados pelo Presidente da República; ✓ Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários; ✓ São títulos e valores mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição e opções de compra e venda de mercadorias. 9 9MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) Objetivos da CVM: ✓ Estimular investimentos no mercado acionário e assegurar o funcionamento das Bolsas de Va- lores; ✓ Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas socieda- des anônimas de capital aberto; ✓ Órgão voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários; ✓ Evitar ou coibir modalidades de fraude ou de manipulação que criem condições artifi ciais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado; ✓ Assegurar o cumprimento de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários. SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP A Superintendência de Seguros Privados - Susep é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia. É o órgão responsável pelo controle e fi scalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Compete à Susep: ✓ Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP; ✓ Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das opera- ções de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; ✓ Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados. SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – PREVIC Mercado de Previdência Complementar FECHADA (Não aberta ao público) Fundos de Pensão A Previc é uma autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e fi nanceira e pa- trimônio próprio, vinculada ao Ministério da Economia, com sede e foro no Distrito Federal. Principais competências: ✓ Fiscalizar as atividades das entidades fechadas; ✓ Apurar e julgar infrações; ✓ Expedir instruções de acordo com o Conselho Nacional de Previdência Complementar - CNPC; ✓ Autorizar o funcionamento de entidades fechadas; 10 10 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) ✓ Decretar intervenção e liquidação extrajudicial; ✓ Promover a mediação e a conciliação entre Entidades fechadas. BANCOS MÚLTIPLOS ✓ O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obriga- toriamente, comercial ou de investimentos; ✓ Carteiras de um banco múltiplo: comercial, investimentos, crédito imobiliário, desenvolvimento e leasing; ✓ Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um único balanço. BANCOS COMERCIAIS São a base do sistema monetário. São intermediários fi nanceiros que recebem recursos de quem tem (captação) e os distribuem através do crédito seletivo a quem necessita de recursos (aplicação), criando moeda através do efeito multi- plicador do crédito. O objetivo é fornecer crédito de curto e médio prazo para pessoas físicas, comércio, indústria e em- presas prestadoras de serviços. Foco: capital de giro. BANCOS DE INVESTIMENTOS São instituições criadas para conceder créditos de médio e longo prazo para empresas. Os bancos de investimentos têm natureza privada, são regulados e fi scalizados pelo Bacen e pela CVM. Foco: Capital Fixo DISTRIBUIDORAS E CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS ✓ Constituídas sob a forma de S.A., dependem da autorização da CVM para funcionar; ✓ Especializadas em compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários por conta e or- dem e de terceiros; ✓ Os investidores não operam diretamente nas bolsas; ✓ Não existe diferença entre distribuidoras de títulos e valores mobiliários - DTVM e corretoras de títulos e valores mobiliários - CTVM. Corretora pode: • Atuar também por conta própria; • Dar maior liquidez ao mercado acionário; 11 11MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) • Administrar fundos e clubes de investimentos; • Intermediar operações de câmbio. CLEARING HOUSES ✓ Executam a liquidação da compra e venda dos ativos registrados com seus vencimentos; ✓ Atestam a veracidade dos títulos e das condições de compra. SELIC → TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS CLEARING DA B3 → TÍTULOS PRIVADOS (EX-CETIP) TÍTULOS PÚBLICOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS(B3, EX-CETIP) AÇÕES E DERIVATIVOS (B3, EX-CBLC) SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO – SPB O Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e ope- rações integrados que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação fi nanceira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro. Sua função básica é permitir a transferência de recursos fi nanceiros, o processamento e liquidação de pagamentos para pessoas físicas, jurídicas e entre governamentais, reduzindo o risco sistêmico. É a transferência de fundos interbancários próprios ou de terceiros que é feita em tempo real com a consequente redução do risco sistêmico. Envio de DOCs: limitados a R$ 4.999,00. B3 - BRASIL, BOLSA E BALCÃO Bolsa de Valores é uma entidade que mantém ambientes ou sistemas de negociação eletrônica nos quais instituições habilitadas podem negociar títulos, valores mobiliários, derivativos e mercadorias em nome próprio ou para clientes. Essas entidades também são responsáveis pela listagem dos emis- sores cujos ativos são negociados em mercado secundário. A negociação em ambiente de bolsa busca a melhor formação de preços, por meio de um nível eleva- do de transparência anterior e posterior à negociação, uma vez que a bolsa divulga em tempo real as ofertas de compra e venda inseridas em seus sistemas, assim como as operações realizadas. No Brasil, a B3 é a bolsa multiativos e multimercado que atua como central depositária de ativos, câ- mara de compensação e liquidação, bem como contraparte central garantidora. Como administradora de mercados organizados de bolsa e balcão no Brasil, a B3 oferece estrutura integrada de negociação e pós-negociação para todas as principais classes de ativos. 12 12 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) Em 2017, a CVM e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade aprovaram a fusão da BM&- FBovespa com a Cetip S/A, que resultou na B3 S.A. (Brasil, Bolsa e Balcão). Informações sobre a B3: ✓ Sociedade Anônima de Capital Aberto - S.A. (B3SA3) com sede em São Paulo/SP; ✓ Realiza compensação e liquidação de ativo de renda variável; ✓ Única bolsa de valores do Brasil atualmente e maior depositária de títulos de renda fi xa da Amé- rica Latina; ✓ Maior câmara de ativos privados do país; ✓ A bolsa opera um elenco completo de negócios com ações, derivativos, commodities, balcão e operações estruturadas. É DEVER DA B3: • Manter o equilíbrio entre seus interesses próprios e o interesse público a que deve atender, como responsável pela preservação e autorregulação dos mercados por ela administrados; • Cabe à entidade administradora aprovar regras de organização e funcionamento dos mercados e as normas de conduta necessárias ao seu bom funcionamento e à manutenção de elevados padrões éticos de negociação nos mercados por ela administrados. REGRAS DE NEGOCIAÇÃO: • Fixar as variações de preços e quantidades ofertadas em seu ambiente de negociação que for caracterizado como centralizado e multilateral, que exige a adoção de procedimentos especiais de negociação, bem como de procedimentos operacionais necessários para quando tais varia- ções forem alcançadas, respeitadas as condições mínimas que forem estabelecidas pela CVM em regulamentação específi ca; • Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artifi ciais de demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados em seus ambientes; • Assegurar igualdade de tratamento às pessoas autorizadas a operar em seus ambientes; • Evitar ou coibir práticas não equitativas em seus ambientes. INVESTIDORES QUALIFICADOS Segundo a CVM, investidores qualifi cados entendem mais do mercado fi nanceiro e têm acesso a fun- dos restritos. Quem são: • Investidores profi ssionais; 13 13MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) • PF ou PJ com investimentos fi nanceiros em valor superior a R$ 1 milhão e que atestem por escrito sua condição de investidor qualifi cado mediante termo próprio; • Pessoas que tenham sido aprovadas em exames de qualifi cação técnica aprovadas pela CVM para registro de AAI; • Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC, destinado apenas para investidores qua- lifi cados. INVESTIDORES PROFISSIONAIS Únicos que podem constituir fundos exclusivos! Quem são: ✓ PF ou PJ com investimentos fi nanceiros em valor superior a R$ 10 milhões e que atestem por escrito sua condição de investidor qualifi cado mediante termo próprio; ✓ Instituições fi nanceiras, companhias seguradoras e sociedades de capitalização; ✓ Fundos de investimento; ✓ Entidade aberta e fechada de previdência complementar; ✓ Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em rela- ção a seu recurso próprio. Todo investidor profi ssional, é necessariamente, um investidor qualifi cado. INVESTIDORES NÃO RESIDENTES É a pessoa física ou jurídica, os fundos e outras entidades de investimentos individuais ou coletivas, com residência, sede ou domicílio no exterior, que investem os seus recursos no país. 1.2 Códigos ANBIMA de regulação e melhores práticas ANBIMA A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - ANBIMA representa as instituições do mercado de capitais brasileiro. A entidade possui 1.000 instituições participantes - ban- cos comerciais, bancos múltiplos e bancos de investimento, empresas de gestão de ativos, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e gestores de patrimônio. A ANBIMA é também a associação res- ponsável pela sua prova. É a ANBIMA que dispõe da autorregulação de ofertas públicas de títulos e valores mobiliários e que cria procedimentos que permitem a autorregulação do mercado de capitais. 14 14 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) A atividade da associação se divide em 4: Códigos novos: • - Código ANBIMA de Administração de Recursos de Terceiros (https://www.anbima.com.br/ data/fi les/12/77/D9/66/8236A7103955D5A76B2BA2A8/codigo_Administracao_Recursos_Tercei- ros_01.07.21.pdf); • - Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimentos (https://www.anbima.com.br/ data/fi les/8F/93/93/B8/FFB697109C2486976B2BA2A8/Codigo_Distribuicao_Produtos_Investi- mento_14.07.21.pdf). Principais Códigos Anbima Administração de Recursos de Terceiros: o código estabelece princípios e regras para as atividades relacionadas à administração de recursos, como administração fi duciária e ges- tão de recursos de terceiros em veículos de investimento. Seu objetivo é manter elevados padrões éticos no mercado e consolidar as melhores práticas para a atividade. Ofertas Públicas: estabelece as melhores práticas para os coordenadores na estruturação de ofertas públicas de valores mobiliários, tanto primárias como secundárias, e nas ofer- tas públicas de aquisição de ações de companhias abertas. Distribuição de Produtos de Investimento: o código estabelece princípios e regras para as atividades relacionadas à distribuição de produtos de investimento. Entre os seus obje- tivos, estão elevar a transparência no relacionamento com os investidores, a padronização dos procedimentos e garantir a qualifi cação das instituições e de seus profi ssionais. Certifi cação Continuada: estabelece princípios e padrões de conduta a serem observa- dos pelos profi ssionais certifi cados no desempenho das atividades de prospecção ou ven- da de produtos de investimento, assessoria aos gerentes de contas de investidores e ges- 15 15MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5%A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) tão profi ssional de recursos de terceiros. Dispõe sobre as regras a serem observadas pelas instituições participantes, incluindo a manutenção da certifi cação de seus profi ssionais. CÓDIGO ANBIMA - PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO CONTINUADA Foi criado em 2002 para promover padrões elevados de conduta entre o crescente número de profi s- sionais certifi cados pela ANBIMA, de modo a que exerçam suas atividades com boa fé, transparência, diligência e lealdade. O código assegura que os profi ssionais certifi cados não tenham: ✓ Sido inabilitados para o exercício de cargo em instituições fi nanceiras e demais entidades auto- rizadas a funcionar pelo Bacen, CVM, Previc ou Susep; ✓ Tido sua autorização para o exercício da atividade suspensa, cassada ou cancelada; ✓ Sofrido punição defi nitiva nos últimos cinco anos, em decorrência de sua atuação como admi- nistrador ou membro de conselho fi scal de entidade sujeita a controle e fi scalização dos órgãos reguladores mencionados. Exerçam suas atividades com boa fé, transparência, diligência e leal- dade. Cabe salientar que as instituições participantes que descumprirem as regras do Código ANBIMA - Pro- grama de Certifi cação Continuada, ou cujos profi ssionais o façam, estão sujeitas às penalidades pre- vistas, que incluem: (I) Advertência pública; (II) Multa de até 100 vezes o valor da maior mensalidade recebida pela ANBIMA; (III) Desligamento da ANBIMA. CÓDIGO ANBIMA PARA DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTOS É o código que tutela a relação direta dos intermediários fi nanceiros com os investidores na comercia- lização de produtos de investimento. O documento apresenta diretrizes quanto as: • Defi nições (conceitos); • Canais digitais e remotos; • Conglomerado e entidades controladoras; • Conheça seu cliente, regras e procedimentos para conhecer o investidor. Objetivo do código: ✓ Manter elevados padrões éticos e consagrar a institucionalização das práticas equitativas no mercado; ✓ Estimular a concorrência leal, a padronização dos procedimentos e o adequado funcionamento da atividade; ✓ Estimular a transparência no relacionamento com os investidores; 16 16 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) ✓ Promover a qualifi cação das instituições e dos profi ssionais envolvidos na atividade. IMPORTANTE fi ca vedado ao distribuidor recomendar produtos ou serviços quando: (I) O perfi l do cliente não seja adequado ao produto ou serviço; (II) Não sejam obtidas informações que permitam a identifi cação do perfi l do cliente; (III) As informações relativas ao perfi l do cliente não estejam atualizadas, uma vez que a atualiza- ção deve ocorrer em prazos inferiores a 24 meses. O distribuidor deve alertar o cliente acerca da ausência, desatualização ou inadequação do perfi l, com a indicação das causas da divergência. Caso o cliente insista na operação, o distribuidor deve obter declaração expressa do cliente de que deseja manter a decisão de investimento nessa categoria de ativo, mesmo estando ciente da ausência, desatualização ou inadequação de perfi l. CÓDIGOS DE REGULAÇÃO A ANBIMA aborda quatro códigos de regulação na prova: • Certifi cação Continuada; • Administração de Recursos de terceiros; • Distribuição de Produtos de Investimentos ; • Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários. AVISOS OBRIGATÓRIOS As instituições participantes devem incluir com destaque nos materiais técnicos os seguintes avisos obrigatórios: I. Caso faça referência ao histórico de rentabilidade ou menção à performance: a. “Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros”; b. “A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos”; II. Caso faça referência a produtos de investimento que não possuam garantia do Fundo Garantidor de Crédito: a. “O investimento em [indicar produto de investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito”; III. Caso faça referência à simulação de rentabilidade: a. “As informações presentes neste material técnico são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser signifi cativamente diferentes”. 17 17MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) Seção II - Remuneração do Distribuidor O distribuidor é quem realiza operações de forma direta com o investidor, seja uma instituição fi nan- ceira ou até mesmo um gerente de relacionamento. É quem distribui (vende) CDB, LCI, cotas de fundos e muitos outros ativos fi nanceiros. Como a ANBIMA é uma importante associação do mercado fi nanceiro e de capitais que busca entre outros pontos, trazer mais transparência ao investidor, fi ca obrigada a instituição participante seguir a seção II do código que diz: - As Instituições Participantes devem disponibilizar informações referentes à remuneração recebida, direta ou indiretamente, pela Distribuição de Produtos de Investimento. - As Instituições Participantes devem incluir, em seção exclusiva em seus sites na internet, informação sobre o recebimento de remuneração pela Distribuição dos Produtos de Investimento distribuídos. DISTRIBUIÇÃO DE FUNDOS As instituições participantes devem disponibilizar seção exclusiva em seus sites, no mínimo, contendo no mínimo as seguintes informações: I. Política de investimento; II. Classifi cação de risco do fundo; III. Condições de aplicação, amortização (se for o caso) e resgate (cotização); IV. Limites mínimos e máximos de investimento e valores mínimos para movimentação e permanência no fundo; V. Taxa de administração, de performance e demais taxas; VI. Rentabilidade, observado o disposto nas regras de publicidade previstas nos anexos do Código AN- BIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de Recursos de Terceiros, quando aplicá- vel; VII. Avisos obrigatórios, observado o disposto nas regras de publicidade previstas nos anexos do Có- digo ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de Recursos de Terceiros, quando aplicável; VIII. Referência ao local de acesso aos documentos do fundo com explicitação do canal destinado ao atendimento a investidores. 1.3 Prevenção e combate à lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores RISCOS Risco de Imagem: impacto negativo na opinião pública (reputação). Exemplo: Operação Lava Jato. Risco Legal: não executar um contrato por falta de documentação, falta de as- sinatura ou qualquer outro problema (risco Jurídico). 18 18 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) CONTROLES INTERNOS Instituições fi nanceiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil de- vem implementar controles internos. Ao processo de segregar atividades para não gerar confl itos de interesse é dado o nome de Chinese Wall. Um exemplo prático é a atuação separada da área de Gestão da área de Fusão e Aquisição dentro das instituições. Os controles internos abrangem todos os funcionários e devem: 1. Defi nir responsabilidades dentro da instituição; 2. Segregar atividades para não gerar confl itos de interesse; 3. Existência de canais de comunicação; 4. Contemplar a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição; 5. Executar testes de segurança. A atividade de auditoria interna faz parte dos controles internos. PREVENÇÃO E COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma recursos obtidos através de ativi- dades ilegais em ativos com uma origem aparentemente legal. Pena: reclusão de três a dez anos e multa. A multapecuniária, aplicada pelo COAF, será variável e não superior: ✓ Ao dobro do valor da operação; Colocação: é a colocação do dinheiro no sistema econômico. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis e compra de bens. Integração: os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. É nessa fase que ele volta com "cara de limpo". Ocultação: consiste em difi cultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. Os criminosos bus- cam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferen- cialmente em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas "fantasmas". 19 19MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) ✓ Ao dobro do lucro real obtido ou que seria obtido pela realização da operação; ✓ Ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais). A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, se o au- tor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. A pena será aumentada de um a dois terços se os crimes defi nidos na lei forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. INDÍCIOS DE LAVAGEM DE DINHEIRO I – Aumento do volume de depósitos, sem causa aparente; II – Troca de grande quantidade de notas de pequeno valor por notas de maior valor; III – Grandes quantias de troca por moedas estrangeiras; IV – Cheques administrativos ordens de pagamento; V – Movimentação de recursos em fronteiras; VI – Movimentação incompatível com o patrimônio; VII – Numerosas contas; VIII – Abertura de conta em agência localizada em aeroporto, rodoviária ou porto; IX – Utilização de cartão de crédito não compatível com capacidade fi nanceira. CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS - COAF O COAF é o órgão máximo no combate à lavagem de dinheiro e está vinculado ao Bacen. Comunicar ao COAF: • Depósito em espécie ou pedido para saque de valor igual ou superior a R$ 50.000,00 independen- te de serem suspeitas; • Toda transação fi nanceira liquidada em espécie acima de R$ 2.000,00 deve ser registrada em controle interno com CPF do portador; • Transações suspeitas devem ser encaminhadas ao COAF no prazo de 24 horas a contar da conclu- são da operação ou da proposta de operação; • Instituições fi nanceiras devem arquivar por 10 anos os cadastros e registros das operações. 20 20 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) CVM 617 E CIRCULAR 3.978/20 DO BANCO CENTRAL AVALIAÇÃO INTERNA DE RISCO As instituições devem realizar avaliação interna com o objetivo de identifi car e mensurar o risco de utilização de seus produtos e serviços na prática da lavagem de dinheiro e no fi nanciamento do terro- rismo. Para identifi cação do risco, a avaliação interna deve considerar, no mínimo, os perfi s de risco: • Dos clientes; • Da instituição, incluindo o modelo de negócio e a área geográfi ca de atuação; • Das operações, transações, produtos e serviços, abrangendo todos os canais de distribuição e a utilização de novas tecnologias; • E das atividades exercidas pelos funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados. O risco identifi cado deve ser avaliado quanto à sua probabilidade de ocorrência e à magnitude dos impactos fi nanceiro, jurídico, reputacional e socioambiental para a instituição. A avaliação interna de risco pode ser realizada de forma centralizada em instituição do conglomerado prudencial e do sistema cooperativo de crédito. A avaliação interna de risco deve ser documentada e aprovada pelo diretor de PLD encaminhada para ciência: a) Ao comitê de risco, quando houver; b) Ao comitê de auditoria, quando houver; c) Ao conselho de administração ou, se inexistente, à diretoria da instituição. A avaliação interna de risco deve ser revisada a cada dois anos, bem como quando ocorrerem altera- ções signifi cativas nos perfi s de risco. CONHEÇA SEU PARCEIRO E SEU FUNCIONÁRIO A instituição deve fi car atenta ao comportamento dos colaboradores, parceiros, terceiros e prestado- res de serviços relevantes, de modo a detectar e subsequentemente relatar quaisquer atividades atípi- cas, tais como ações e condutas não compatíveis com o padrão de vida do colaborador. Recomenda-se que as questões relevantes decorrentes do monitoramento feito nos colaboradores, parceiros, terceiros e prestadores de serviços relevantes, conforme aplicável, sejam investigadas e, se apropriado, comunicadas à área responsável para que se decida se é necessário comunicar o regula- dor competente. Quaisquer situações relevantes em relação aos clientes, tais como mídia negativa, de Pessoa Politi- camente Exposta - PEP, mudança na estrutura de controle, bem como indícios de descumprimento, devem ser tratadas segundo previsto na política de PLD-FT da instituição, inclusive com envolvimento do diretor estatutário responsável pela PLD-FT ou área competente. 21 21MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) REGISTRO DE TRANSAÇÃO EM ESPÉCIE Toda transação fi nanceira liquidada em espécie acima de R$2.000,00 deve ser registrada em controle interno com CPF do portador. RELATÓRIO DE EFETIVIDADE A Circular BC 3978/20 prevê que as instituições elaborem um relatório específi co que avalie a efetivida- de do cumprimento da política, regras e procedimentos. A norma prevê também a obrigação de elaborar um documento referente a avaliação interna de risco, devendo este documento ser aprovado pelo diretor de prevenção à lavagem de dinheiro e fi nancia- mento do terrorismo e encaminhado ao comitê de auditoria, quando houver, e ao conselho de admi- nistração ou diretoria, conforme aplicável. Recomenda-se às Instituições incluir na política indicadores de efetividade que permitam estabelecer estatísticas e que possibilitem comprovar que foram efetivos e que conseguiram mitigar os riscos de lavagem de dinheiro e fi nanciamento do terrorismo. Esses indicadores de efetividade são considerados pelos reguladores como de extrema importância no que se refere às normas de PLD-FT e sua implementação e manutenção. CONVENÇÃO DE VIENA Convenção contra o tráfi co ilícito de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas. Aprovado no Congresso Nacional em 1991. 1.4 Normas e padrões éticos Informações privilegiadas: toda e qualquer informação relevante fora do domínio público. Insider trader: usa a informação privilegiada a seu favor. Front runner: utiliza ordens de cliente para o seu próprio benefício, realizando antes para si próprio do que para o cliente. Confi dencialidade: profi ssional deve manter restrita informações de cliente, a menos que a Lei exija divulgação. Confl itos de Interesse: caso tenha algum confl ito é preciso falar para o cliente (exemplo: esposa é presidente da Petrobras e cliente quer comprar ações da empresa). Anotações gerais: 22 22 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) QUESTÕES – MÓDULO 01 01) Ao praticar a lavagem de dinheiro, o criminoso estará sujeito: a) À multa de até R$ 20 milhões ou pena de 3 a 10 anos. b) À multa e pena de reclusão. c) À multa não superior ao dobro do valor do crime ou multa de 3 a 10 anos que pode aumentar ou diminuir em até 2/3 (dois terços) a depender da situação. d) À pena de3 a 10 anos, apenas. 02) Segundo o princípio do “Conheça o seu Cliente” de Lavagem de Dinheiro, a instituição fi nanceira deve manter em seus registros as movimentações do cliente por no mínimo: a) 5 anos a contar do primeiro dia do ano seguinte ao encerramento da conta ou do término da opera- ção b) 10 anos a contar do primeiro dia do ano seguinte ao encerramento da conta ou do término da ope- ração. c) 10 anos a contar da data da abertura da conta ou do início das operações do cliente. d) 5 anos a contar da data da abertura da conta ou do início das operações do cliente. 03) Assinale a alternativa correta: I – A condução das políticas monetária e cambial são de responsabilidade do Conselho Monetário Na- cional II – O Banco Central do Brasil regula bancos, administradoras de consórcio, corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários III – A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia em regime especial, vinculado ao Ministério da Economia, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotado com autoridade administrativa independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fi xo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia fi nanceira e orçamentária a) I e II b) II e III c) I e III d) Todas estão corretas 23 23MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) 04) Analise as informações: I – Bancos que captam recursos com foco no curto prazo II – Banco que pode utilizar recursos do Tesouro Nacional III - Não são consideradas instituições fi nanceiras, mas sim entidades equiparadas a instituições fi - nanceiras e permite ao arrendatário usufruir de um bem sem que seja proprietário propriamente dito, deste bem IV – Bancos que podem administrar fundos de investimentos a) Banco comercial, banco de investimentos, bancos de desenvolvimento e banco de arrendamento mercantil b) Banco comercial, banco de desenvolvimento, banco de arrendamento mercantil e banco de inves- timento; c) Banco comercial, banco de arrendamento mercantil, banco de desenvolvimento e banco de inves- timento; d) Banco de investimento, banco de desenvolvimento, banco de arrendamento mercantil e banco co- mercial; 05) Sobre a Avaliação Interna de Risco na nova circular do BACEN 3978/20 ICVM 617, está correto, ex- ceto: a) Deve ser documentada e aprovada pelo diretor de PLD b) Deve ser revisada a cada 10 anos c) Encaminhada para ciência do comitê de risco d) Encaminhada ao conselho de administração 06) A fase onde o recurso volta para a economia com aparência de dinheiro limpo, dentro do processo de lavagem de dinheiro é a fase chamada de: a) Ocultação b) Lava-jato. c) Integração. d) Colocação. 07) Os investidores estão migrando da poupança e comprando dólares no mercado. Quem vai intervir nesse tipo de situação é: 24 24 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) a) A ANBIMA. b) O Banco Central. c) A CVM d) O CMN 08) Garantir a liquidação das operações de compra e venda dos ativos nas condições e prazos estabe- lecidos é atribuição. a) das Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários - DTVM. b) dos Sistemas e Câmaras de Liquidação e Custódia (Clearing) c) da Comissão de Valores Imobiliários – CVM d) das Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários – CTVM 09) Podemos afi rmar sobre os instrumentos de política monetária, exceto: a) Taxa de Redesconto é um fi nanciamento que uma instituição fi nanceira faz com o Banco Central. O mesmo é realizado somente em última instância, pois a taxa de juro tende a ser mais elevada como forma de punição. b) O Depósito Compulsório é uma alíquota fi xada pelo Banco Central. Esta alíquota é referente ao re- passe diário que uma instituição fi nanceira deve fazer para o Banco Central, do valor recolhido no dia. c) Open Market é a compra e venda de títulos públicos federais pelo Banco Central como controle de liquidez. Se o BC quiser dar liquidez para a economia, basta comprar TPF do mercado d) Nenhuma das alternativas 10) Analise as informações abaixo: I – CMN é o órgão regulador com autoridade máxima dentro do SFN II – O Banco Central do Brasil cria normas e regras para política monetária III – A CVM é uma associação que autorregula o mercado de capitais a) I e II estão corretos b) I e III estão corretos c) Apenas I está correto d) Nenhuma das alternativas 25 25MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) 11) O Sistema Financeiro Nacional é composto por instituições e responsáveis por: a) transferir recursos entre investidores somente b) distribuir e circular valores e títulos mobiliários c) regular exclusivamente o processo de lançamento de títulos mobiliários d) captar recursos fi nanceiros, distribuir e circular valores e regular esse processo 12) É de responsabilidade da Anbima: a) A legislação sobre o mercado de ações b) A legislação sobre o mercado de Fundos de Investimento c) Criar procedimentos que permitam a autorregulação do mercado de capitais d) Criar procedimentos que permitam a autorregulação do mercado cambial 13) É defi nição do SBP: a) É o CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) de recursos próprios que visa a transferência entre bancos do mesmo conglomerado, feito para reduzir o risco sistêmico b) É a transferência de fundos interbancários próprios ou de terceiros que é feita em tempo real com a consequente redução do risco sistêmico. c) É a transferência de fundos entre bancos do mesmo conglomerado de recursos próprios ou de ter- ceiros em tempo real feito para reduzir o risco sistêmico. d) É o Sistema de Transferência de Reservas (STR) no mercado fi nanceiro entre bancos do mesmo con- glomerado que permite a liquidação dos pagamentos em tempo real 14) Entre as atribuições do Banco Central do Brasil está a de zelar pela adequada liquidez da economia, utilizando, para esse fi m, os denominados instrumentos da política monetária. Se o Banco Central do Brasil tiver por objetivo reduzir a liquidez ele deve: a) resgatar títulos públicos no mercado aberto. b) aumentar o percentual de depósito compulsório dos bancos comerciais. c) reduzir a taxa de redesconto. d) reduzir gastos governamentais 15) São funções do COAF: I – Receber, examinar e fi scalizar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas 26 26 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) II – Disciplinar e aplicar penas administrativas III – Regular os setores econômicos para os quais não haja órgãos reguladores a) I e II b) I e III c) II e III d) I, II e III 16) São funções do Conselho Monetário Nacional: I – Regulamentar operações de redesconto; II – Zelar pela Liquidez e solvência das instituições fi nanceiras; III – Administrar o SPB e o meio circulante; a) I e II b) II e III c) I, II e III d) I e III 17) O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) determinou o bloqueio das contas de deter- minado investidor que possui contas nos bancos A, B, C e D. Os Bancos tomaram as seguintes medidas abaixo, assinale qual banco tomou a medida correta: a) O Banco A, bloqueou imediatamente a conta do investidor, comunicando o fato apenas ao Ministério da Justiça. b) O Banco B, após receber o comunicado do BACEN, realizou o bloqueio e o fato fora comunicado apenas ao Ministério da Justiça e ao COAF. c) O Banco c, após receber o comunicado do BACEN, realizou o bloqueio e o fato fora comunicado ao Ministério da Justiça, ao COAF e aos órgãos reguladores ou fi scalizadores. d) O Banco D, bloqueouimediatamente a conta do investidor, comunicando o fato apenas ao Ministé- rio da Justiça e Policia Federal. 18) Analise as informações: I – Bancos que captam recursos com foco no curto prazo 27 27MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) II – Banco que pode utilizar recursos do Tesouro Nacional III - Não são consideradas instituições fi nanceiras, mas sim entidades equiparadas a instituições fi - nanceiras e permite ao arrendatário usufruir de um bem sem que seja proprietário propriamente dito, deste bem IV – Bancos que podem administrar fundos de investimentos a) Banco comercial, banco de investimentos, bancos de desenvolvimento e banco de arrendamento mercantil b) Banco comercial, banco de desenvolvimento, banco de arrendamento mercantil e banco de inves- timento; c) Banco comercial, banco de arrendamento mercantil, banco de desenvolvimento e banco de inves- timento; d) Banco de investimento, banco de desenvolvimento, banco de arrendamento mercantil e banco co- mercial; 19) Quem presta alguma certifi cação da ANBIMA deve ter sua reputação ilibada e não deve, exceto: a) Ter sido inabilitado para o exercício do cargo b) Ter sua certifi cação caçada, suspensa c) Ter sofrido punição defi nitiva nos últimos 2 anos pela CVM d) Nenhuma das alternativas 20) Sobre os tipos de negociação de títulos e valores mobiliários, podemos afi rmar, exceto a) Mercado de balcão organizado conta com o sistema SOMAFIX, cedido pela CVM e por tal é regulado pela CVM b) A B3 cede um ambiente eletrônico de negociação que auxilia na formação de preços dos ativos c) O mercado de balcão não organizado não é fi scalizado pela CVM por não possuir o sistema SOMAFIX d) A B3 possui a maior câmara de ativos do país 21) São funções das Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, exceto: a) Podem comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria. b) Representam o direito dos debenturistas c) Emitem certifi cado de compras de ações e debêntures para usar como garantia 28 28 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) d) Não podem recomendar produtos 22) Caso o Banco Central do Brasil não cumpra a meta da infl ação, deve-se: a) Levar uma carta aberta ao mercado explicando o porquê não conseguiu cumprir a meta da infl ação posta pela CVM; b) Nada deve ser feito pelo BC, visto que essa é uma obrigação do Conselho Monetário Nacional, que é o responsável pela diretriz das políticas monetária e cambial c) Levar uma carta aberta ao mercado explicando o porque não conseguiu cumprir a meta da infl ação posta pelo CMN d) Marcar uma reunião entre CMN e BACEN para verifi car os motivos do descumprimento, apenas 23) Ao praticar a lavagem de dinheiro, o criminoso estará sujeito: a) À multa de até R$ 20 milhões ou pena de 3 a 10 anos. b) À multa e pena de reclusão c) À multa não superior ao dobro do valor do crime ou multa de 3 a 10 anos que pode aumentar ou diminuir em até 2/3 (dois terços) a depender da situação. d) À pena de 3 a 10 anos, apenas. 24) Um funcionário de uma empresa de capital aberto, houve em uma reunião que sua empresa fará a compra de outra do seu mesmo segmento. Antes que a notícia seja divulgada, o mesmo relata o fato para seu irmão que opera comprando inúmeras ações da empresa. Qual o crime que foi cometido e a pena que poderá ser aplicada? a) Ambos cometeram o Insider Trader e poderão sofrer reclusão de 3 a 10 anos, além de pagarem multa de no máximo 3 vezes mais que o valor da vantagem b) Apenas o funcionário cometeu Insider Trader e poderá sofrer reclusão de 1 a 5 anos e multa de até R$ 20 milhões c) Ambos cometeram o Front Runner e poderão sofrer reclusão de 1 a 5 anos e multa de até 3 vezes o valor da vantagem d) Ambos cometeram o Insider Trader e poderão receber reclusão de 1 a 5 anos e multo de até 3 vezes o valor da vantagem 25) São investidores qualifi cados: I – Investidores Profi ssionais 29 29MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) II – Pessoas Jurídicas que possuam mais que R$ 1 milhão para investimentos e que atestem por escrito sua condição de investidor qualifi cado III – Clubes de Investimentos a) I e II b) I e III c) II e III d) I, II e III 26) Dos objetivos abaixo, o que não se refere a um objetivo de um banco de investimentos? a) Pode comprar ativos no mercado de capitais b) Concede empréstimos para capital de giro e capital fi xo das empresas c) Administra fundos de investimentos d) Captar depósito à vista 27) Segundo o código de distribuição de produtos de investimento ANBIMA, o administrador fi duciário exerce a função de: a) pessoa jurídica autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários a desempenhar a atividade serviços relacionados direta ou indiretamente ao funcionamento e à manutenção do Fundo b) pessoa jurídica autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários que exerce a função garantidor nas operações c) profissional responsável pela construção dos portfólios estratégicos e recomendações táticas den- tro de cada perfil de investimento. d) pessoa jurídica autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários a desempenhar a Gestão de Recur- sos de Terceiros. 28) O Sistema Financeiro Nacional é composto por instituições e responsáveis por: a) transferir recursos entre investidores eliminando riscos operacionais b) regular o mercado de crédito levando o país a uma menor dívida externa c) regular exclusivamente o processo de lançamento de títulos mobiliários d) captar recursos fi nanceiros, distribuir, circular valores e regular esse processo 30 30 MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) MÓDULO 01 | Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado (Proporção: de 5% A 15%) 29) Responsável pela defi nição da meta de infl ação e dar as diretrizes para as políticas monetárias, creditícia, orçamentária e da dívida interna e externa: a) Copom, Bacen, CVM, CMN e Tesouro Nacional respectivamente. b) CVM, Bacen, CVM, CMN e Bacen respectivamente c) Todos são de responsabilidade de CMN. d) Copom, CMN, Bacen, CVM e Tesouro Nacional respectivamente. 30) Sobre a prevenção e combate a lavagem de dinheiro, podemos afi rmar que: a) As instituições fi nanceiras devem guardar registros de transações dos clientes por no mínimo 5 anos b) Somente bancos e instituições fi nanceiras devem seguir as regras e normas para prevenção e com- bate a lavagem de dinheiro c) O COAF será o órgão regulador para instituições que não possuírem regulação imediata d) As instituições fi nanceiras devem guardar registros de transações dos clientes por no mínimo 10 anos, somente se suspeitas Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 b 6 c 11 d 16 a 21 d 26 d 2 b 7 b 12 c 17 c 22 c 27 a 3 b 8 b 13 b 18 b 23 b 28 d 4 b 9 d 14 b 19 c 24 d 29 c 5 b 10 d 15 d 20 c 25 a 30 c 31 31MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 - PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ECONOMIA E FINANÇAS (PROPORÇÃO: DE 5% A 15 %) 2.1 Conceitos básicos de economia PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB Produto Interno Bruto - PIB é a soma de todos os bens e serviços fi nais, em termos monetários e a valor de mercado, produzidos em uma determinada região durante certo período de tempo. São considerados somente bens e serviços fi nais. PIB = C + I + G + (X – M) → Mnemónico: CIGarro do X-Man Pode cair na sua prova também: PIB = C + I + G + EL PIB = C + I + G + NX C = Consumo I = InvestimentosG = Gastos X = Exportações M = Importações EL = Exportações Líquidas NX = Net Exports ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO - IPCA • Índice ofi cial de infl ação do Brasil. • Calculado pelo IBGE. • Referência para o COPOM como META DE INFLAÇÃO (2019: 4,25%, de 2,75% a 5,75%). A população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qual- quer que seja a fonte, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 32 32 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) ÍNDICE GERAL DE PREÇOS-MERCADO - IGP-M ✓ Calculado pela FGV. ✓ Divulgado mensalmente. ✓ IGP-M (21 até dia 20) e IGP-DI (01 até 30). Composição: IPA (Índice Geral de Preços ao Produtor Amplo) 60% IPC (Índice de Preços ao Consumidor 30% INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) 10% SELIC META X SELIC OVER Taxa Selic Over - Essa taxa, apresentada na forma de percentual ao ano, é a taxa média das operações de fi nanciamento de um dia (compromissadas), lastreadas em títulos públicos federais, realizadas no Selic, ponderadas pelo volume das operações. Taxa Selic Meta – Determinada pelo Copom. CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO - CDI CDI: Certifi cados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições fi nanceiras que lastreiam as operações do mercado interbancário. Refl ete a média das taxas de juros cobradas entre instituições do mercado interbancário nas opera- ções de emissão de Depósitos Interfi nanceiros - DI prefi xados, com prazo de um dia útil, registradas e liquidadas pelo sistema Cetip. • Custo do dinheiro negociado pelos bancos. 33 33MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) TAXA REFERENCIAL - TR Taxa Referencial TR: calculada pelo Bacen com base na média das taxas de juros negociadas no mer- cado secundário com Letras do Tesouro Nacional - LTN, conforme metodologia própria. A essa média, denominada Taxa Básica Financeira - TBF, é aplicado um fator redutor para então se chegar ao resul- tado da TR. TBF = Média das LTNs TR = TBF – Redutor • Utilizada para: FGTS, Poupança e fi nanciamentos imobiliários. • O Bacen calcula e divulga a TR. COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA - COPOM • Criado em junho de 1996. • Em junho de 1999 o Brasil passou a adotar as “metas de infl ação” (defi nida pelo CMN). • Índice utilizado na meta: IPCA. • É composto atualmente pela diretoria colegiada do Bacen – (8 diretores + 1 diretor presidente). • Defi ne a taxa de juros “Selic – Meta”. • Calendário de reuniões: 8 vezes ao ano. Quem defi ne a taxa Selic Meta? COPOM Quem defi ne a meta de infl ação? CMN INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA Depósito compulsório: a taxa do deposito compulsório é defi nida pelo CMN e quem recolhe de fato o compulsório é o Bacen. Compulsório é todo dinheiro que entra no banco por dia uma % dele os bancos precisam guardar e enviar para o Bacen. Redesconto: empréstimo de última instância feito pelo Bacen aos bancos. Vamos imaginar que o banco XPTO não tem o dinheiro dos compulsórios hoje. Ele pode emprestar do próprio BACEN esse dinheiro. Claro que vai ser uma taxa bem mais salgada do que se fosse emprestado entre bancos (interbancário). Open market: operações de mercado aberto - compra e venda de Títulos Públicos Federais - TPF pelo Bacen (comprando os títulos que estão nas mãos dos dealers (bancos) ou vendendo para os dealers). É quando o Bacen compra e vende os TPF. É um instrumento mais ágil. 34 34 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) POLÍTICA MONETÁRIA EXPANSIVA POLÍTICA MONETÁRIA RESTRITIVA PIB X JUROS X INFLAÇÃO Os juros altos freiam a economia fazendo com que a população pare de gastar e a infl ação cai. Desse modo o país não produz e o PIB cai. Logo depois, o Bacen diminui juros para melhorar a atividade econômica do país, com isso muitos pegam empréstimos e capital de giro aproveitando a taxa menor. Aumenta a procura por bens e o preço sobe, assim como o PIB também sobe. Como a infl ação sobe muito, o Bacen aumenta os juros para conter a infl ação. POLÍTICA FISCAL Arrecadação – Gastos 35 35MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Arrecadação > Gastos => Superávit fi scal Gastos > Arrecadação => Défi cit fi scal Expansionista: Contracionista: ✓ Aumenta os gastos. ✓ Diminui os impostos. ✓ Diminui os gastos. ✓ Aumenta os impostos. CONTAS DO SETOR PÚBLICO POLÍTICA CAMBIAL Brasil Perfeitamente fl utuante Câmbio fi xo Flutuação suja Bacen não intervém Taxa fi xada pelo governo Reservas internacionais: as reservas internacionais de um país são formadas por ativos em moedas estrangeiras, como títulos e depósitos bancários, que podem ser usados para pagamento de dívidas internacionais. Brasil - US$ 384 Bilhões (Mar/2019) TAXA DE CÂMBIO A taxa de câmbio nada mais é que o preço de uma moeda comparado ao de outra moeda. No Brasil, a taxa de câmbio mais observada é a BRL/USD, ou seja, a taxa de câmbio entre o dólar nor- te-americano e o real brasileiro. 36 36 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Exemplo: · Dólar fechou em R$ 3,85, ou seja, são necessários R$ 3,85 para trocar por US$ 1. · Dólar subiu para R$ 3,90, ou seja, são necessários R$ 3,90 reais para trocar por US$ 1. Isso indica que real se desvalorizou. · Dólar caiu para R$ 3,70, ou seja, agora são necessários apenas R$ 3,70 para trocar por US$ 1. Isso indica que o o real se valorizou. A taxa de câmbio spot é: a taxa para compra e venda imediata de dólares. Taxa PTAX: média das cotações do dólar no mercado calculada pelo Banco Central do Brasil por meio de metodologia própria, com base em quatro janelas de consulta ao longo de cada dia. Essa taxa é uti- lizada como referência para diversos contratos no mercado fi nanceiro, incluindo derivativos. CONTAS EXTERNAS Balança de Pagamentos (balanço do país) é um instrumento da contabilidade nacional referente à descrição das relações comerciais de um país com o resto do mundo. a) Conta corrente registra a balança comercial, conta de serviços e rendas e as transferências unilate- rais. Balança comercial (bens): quando a exportação > importação ocorre superávit comercial. Conta de serviços e rendas: serviços como fretes, seguros, aluguéis, despesas, pagamento/recebimen- to de lucros e dividendos. Transferências unilaterais: remessas de recursos ou doações realizadas entre residentes no Brasil e residentes em outros países. b) Conta capital registra o saldo líquido entre as compras de ativos estrangeiros por residentes no Bra- sil e venda de ativos brasileiros e estrangeiros. 37 37MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) 2.2 Conceitos básicos de finanças HORA DA HP!! n = prazo i = taxa PV = Valor Presente (Atual) FV = Valor Futuro PMT = Prestação CHS = Transformar para negativo 1º Caso → Taxa de juros proporcional Simples: 2% ao mês, em 12 meses você terá 2 x 12 = 24% no ano. E compostos? Precisamos da HP! CÁLCULO COMPLETO OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 2 ENTER 100 Tirar da % 0,02 1 Capitalizar 1,02 12 ENTER 1 ÷ Eu quero 12 meses / Tenho 1 mês 1,268242 1 - 100 Trazerpara % 26,824x TECLAS PARA APERTAR ÷ + REG E ao contrário? 26,82% ao ano, representa quanto ao mês? OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 26,82 ENTER 100 Tirar da % 0,2682 1 Capitalizar 1,2682 1 ENTER 12 ÷ Eu quero 12 meses / Tenho 1 mês 1,019997 1 - 100 Trazer para % 2 TECLAS PARA APERTAR REG ÷ + x Agora faça você mesmo: 1) 1,5% ao mês, equivale quanto em 6 meses? 2) 4% ao trimestre, ao ano? 3) 14% ao ano, ao mês? 4) 7,5% ao semestre, para 2 anos? 5) 0,25% ao dia, 1 mês? (considerar 21 dias úteis) 6) 0,10% ao dia, 3 meses? (considerar 21 dias úteis) 38 38 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Respostas: 1) 9,34% 2) 16,99% 3) 1,10% 4) 33,55% 5) 5,38% 6) 6,50% Muito bem! TAXAS DE JUROS REAL X NOMINAL Taxa de juros real = Taxa de juros nominal – Taxa de infl ação Ou Taxa de juros nominal = Taxa de juros real + Taxa de infl ação Ex.: Taxa nominal = 9% Infl ação = 5% Taxa Real = ? OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 1 ENTER 9 % + Parte de cima do cálculo 1,09 1 ENTER 5 % + Parte debaixo do cálculo 1,05 ÷ 1 - 100 x Trazer para % 3,81 TECLAS PARA APERTAR REG Se a taxa de infl ação for maior do que a taxa de juros nominal durante o período de um investimento, a taxa de juros real fi cará abaixo de zero. Se a taxa de infl ação for negativa, isto é, se houver defl ação, a taxa de juros real será superior à taxa de juros nominal. JUROS SIMPLES X JUROS COMPOSTOS Juros simples → Juros incide apenas sobre o capital Juros = capital x taxa x tempo (período) 39 39MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Em um regime de capitalização simples, no cálculo da remuneração devida em um título, o valor de referência para o cálculo dos juros é sempre o montante inicial, isto é, o valor presente do título. Juros compostos → Juros sobre juros Juros = capital x (1 + taxa)n O regime de capitalização composta tende a ser preferido. Nesse regime, o montante inicial cresce de maneira geométrica ao longo do tempo, e o valor principal acrescido de juros em um dado período serve como base de cálculo para os juros do período subsequente. Financiamento Valor do Financiamento = R$ 300.000,00 Prazo = 36 meses Taxa = 1,18% ao mês OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f REG Limpa memória 0 300.000 PV Valor Presente 300.000,00 36 n Prazo 36 1,18 i Taxa 1,18 Achar Prestação 10.276,61 TECLAS PARA APERTAR PMT Valor da prestação? R$ 10.276,61 Taxa Conjunta Rendimento de uma poupança foi 0,50% + 0,20%. Qual foi o rendimento total? Não pode somar, tem que calcular 1,005 x 1,002 = 1,00701 OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 1 Colocar o valor 1 para poder usar % 1 0,5 % Somar 5% 1,005 0,2 % Somar 2% 1,00701 1 - 100 x Trazer para % 0,701 REG + + ENTER TECLAS PARA APERTAR Vamos piorar? Calcule infl ação de um período. Veja os exemplos a seguir. Jan → 2% Fev → 3% Mar → - 1,5% Abril → 2,5% 40 40 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Maio → -0,8% Junho → 1,2% Qual foi a infl ação do período? 6,49% OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 1 Colocar o valor 1 para poder usar % 1 2 % Somar 2% 1,02 3 % Somar 3% 1,0506 1,5 % Subtrair 1,5% 1,034841 2,5 % Somar 2,5% 1,060712 0,8 % Subtrair 0,8% 1,052226 1,2 % Somar 1,2% 1,064853 1 - 100 x Trazer para % 6,4853 - - + TECLAS PARA APERTAR REG ENTER + + + BENCHMARK Parâmetro de comparação. Índices de referência Renda Fixa: Taxa DI, índice de mercado ANBIMA (IMA-B: IPCA; IMA-C: IGP-M; IMA-S: pós Selic). Renda Variável: Ibovespa - são as ações com maior volume de negociabilidade dentro da bolsa; IbrX50 - são as 50 ações mais negociadas dentro da bolsa; IbrX100 - são as 100 ações mais negociadas dentro da bolsa. VOLATILIDADE E TIPOS DE MERCADO A medida do risco associado ao investimento em um ativo é justamente o grau de variação do seu preço de mercado. Volatilidade: medida de risco. Marcação a mercado: evita a transferência de riqueza. Mercado primário: emissores lançam seus títulos e ações para aquisição por parte dos primeiros inves- tidores nesses instrumentos. dinheiro entra para a empresa. Mercado secundário: ativos são negociados após a sua emissão. Não entra dinheiro para a empresa. 41 41MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) TIPOS DE RENTABILIDADE Rentabilidade relativa: é quando a rentabilidade é expressa em relação ao seu benchmark. Rentabilidade absoluta: ela é expressa em percentual %. Rentabilidade real: quanto realmente o investidor ganhou acima da infl ação. Rentabilidade nominal: refere-se à rentabilidade observada no extrato. Rentabilidade observada: refere-se à rentabilidade passada. Rentabilidade esperada: é quanto o investidor espera receber no futuro. Alavancagem fi nanceira: estratégia na qual o investidor opera com valores acima do que possui em conta, impulsionando a rentabilidade e o risco de um investimento utilizando capital de terceiros e capital próprio. Como achar o valor presente líquido - VPL e a taxa interna de retorno - TIR de um projeto? Exemplo - O projeto terá custo inicial de R$ 150.000,00 e retornos de: R$ 30.000,00 no primeiro ano; R$ 60.000,00 no segundo ano; R$ 100.000,00 no terceiro ano e será vendido por R$ 25.000,00. Considerando uma taxa Selic de 6,5% ao ano, vale a pena investir? OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 150000 CHS g CF0 Fluxo de Caixa 0 -150.000,00 30000 CFj Fluxo 1 30.000,00 60000 CFj Fluxo 2 60.000,00 125000 CFj Fluxo 3 125.000,00 6,5 Taxa 6,5 f Achar VPL 34.549,71 f Achar TIR 16,17 i NPV IRR TECLAS PARA APERTAR REG g g g Vale a pena investir no projeto, pois VPL é positivo e o TIR > taxa livre de risco (curso de oportunidade). WACC E MÉDIA PONDERADA Custo médio ponderado de capital: Capital de terceiros (bancos) = Taxa 8% ao ano Capital próprio (emissão de ações) = Taxa 12% ao ano Exemplo - A empresa tem uma dívida de R$ 300.000,00 no banco e R$ 100.000,00 emitidos em ações. Qual o custo médio ponderado de capital - WACC dessa empresa? 9% 42 42 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 8 ENTER 300.000 Registra 8% com peso de 300.000 1,00 12 ENTER 100.000 Registra 12% com peso de 100.000 2,00 g Descobrir média ponderada 9,00 TECLAS PARA APERTAR REG TABELA SAC X TABELA PRICE SAC → Sistema de Amortização Constante A amortização é constante ao longo do tempo, ou seja, o valor da dívida abatida é sempre o mesmo durante todo o período. Com isso, a parcela no início é mais alta que a Price, porém, vai reduzindo ao longo do tempo. Exemplo: Valor fi nanciado na tabela SAC = R$ 300.000,00 Prazo = 60 meses Juros = 2% ao mês Parcelas Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 300.000,00 0 0 0 1 295.000,00 5.000 6.000 11.000 2 290.000,00 5.000 5.900 10.900 3 285.000,00 5.000 5.800 10.800 4 280.000,00 5.000 5.700 10.700 5 275.000,00 5.000 5.600 10.600 6 270.000,00 5.000 5.500 10.500 7 265.000,00 5.000 5.400 10.400 8 260.000,00 5.000 5.300 10.300 9 255.000,00 5.000 5.200 10.200 10 250.000,00 5.000 5.100 10.100 TABELA SAC Aqui temos um cálculo simples. Primeiro é preciso achar a amortização utilizando o valor total da dívi- dadividido pelo prazo, ou seja, R$ 300.000,00 dividido por 60. Chegaremos ao resultado de R$ 5.000,00 de amortizaçãopor mês. Os juros incidem sobre o saldo devedor. Na primeira parcela, os juros foram de 2% sobre R$ 300.000,00, ou seja, R$ 6.000,00. Atualizar com o texto a seguir.Para saber o valor da parcela bastasomar a amortização com os juros, nesse caso, R$ 5.000,00 mais R$ 6.000,00. Sendo assim, o valor da primeira parcela é de R$ 11.000,00. Porém, na prova não é tão fácil assim. É provável que seja pedido o valor de alguma parcela específi ca. Vamos supor que o exercício queira saber qual será o valor da 25ª parcela. 43 43MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Valor da parcela = (valor presente/ prazo) x [1+(prazo total – prazo buscado +1) x taxa] Valor da parcela 25 = (300.000/60) x [1+(60-25+1)x0,02] Valor da parcela 25 = 5.000 x 1,72 Valor da parcela 25 = 8.600 Correto! Parcelas Saldo Devedor AmortizaçãoJuros Prestação 21 195.000,00 5.000 4.000 9.000 22 190.000,00 5.000 3.900 8.900 23 185.000,00 5.000 3.800 8.800 24 180.000,00 5.000 3.700 8.700 25 175.000,00 5.000 3.600 8.600 26 170.000,00 5.000 3.500 8.500 27 165.000,00 5.000 3.400 8.400 TABELA SAC SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS – SAF OU TABELA PRICE Na tabela Price a parcela é constante, por isso é mais simples. A parcela se mantém igual do início ao fi m. Considerando o mesmo caso que usamos no exemplo anterior: PV = 300.000,00 n = 60 i = 2 PMT= ? R$ 8.630,39 Parcelas Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 300.000,00 0 0 0 1 297.369,61 2.630,39 6.000,00 8.630,39 2 294.686,61 2.683,00 5.947,39 8.630,39 3 291.949,95 2.736,66 5.893,73 8.630,39 4 289.158,56 2.791,39 5.839,00 8.630,39 5 286.311,34 2.847,22 5.783,17 8.630,39 TABELA PRICE E a parcela 25? 44 44 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Parcelas Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 21 232.179,82 3.908,62 4.721,77 8.630,39 22 228.193,03 3.986,79 4.643,60 8.630,39 23 224.126,50 4.066,53 4.563,86 8.630,39 24 219.978,64 4.147,86 4.482,53 8.630,39 25 215.747,82 4.230,82 4.399,57 8.630,39 26 211.432,39 4.315,43 4.314,96 8.630,39 27 207.030,64 4.401,74 4.228,65 8.630,39 TABELA PRICE Note que o saldo devedor na tabela SAC, no mesmo período já está menor, e só agora as parcelas co- meçam a ser menores do que se fosse na Tabela Price. QUESTÕES – MÓDULO 02 01) Instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a liquidez do mercado fi nancei- ro, com uma visão expansionista: a) Elevação da alíquota de depósito compulsório b) Compra de TPF, via Open Market c) Venda de TPF, via Open Market d) Aumento dos gastos governamentais 02) Sabendo que a infl ação acumulada em 12 meses foi de 4,5%, qual será a rentabilidade real de João que obteve 9% de rentabilidade nominal no mesmo período? a) 4,50% b) 4,31% c) 4,30% d) 4,19% 03) Em um cenário de valorização cambial, espera-se: a) Uma corrente infl acionária no país, devido ao aumento dos preços de produtos importados. Sendo assim, haverá um repasse ao consumidor fi nal pelas empresas que utilizam insumos e matérias primas do exterior b) Desvalorização do cenário nacional pela diminuição do preço dos produtos importados, além disso, haverá um aumento das exportações c) Que este efeito foi causado por uma saída em massa de capital estrangeiro do nosso país 45 45MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) d) Haverá uma diminuição das exportações e aumento nas importações. Consequentemente, desvalo- riza-se o cenário nacional 04) Dado um empréstimo de R$ 10.000,00 para ser pago em 12 parcelas mensais, com taxa de juros de 3% a.m. Qual será a parcela em caso de pagamento da primeira à vista e em 45 dias? a) R$ 1.004,62 e R$ 1.019,69 b) R$ 975,36 e R$ 1.019,69 c) R$ 975,66 e R$ 1.004,62 d) R$ 975,36 e R$ 1.100,25 05) Bruno está sendo cobrado pelo Estado em impostos que totalizam 4 parcelas sem juros de R$ 5.000,00, com primeira parcela no ato ou este valor total com 5% de desconto caso o pagamento seja à vista. Qual a taxa de juros embutida na operação a prazo? a) 1,17% a.m. b) 2,08% a.m. c) 3,53% a.m. d) Não há juros na aplicação, visto que são 4 parcelas sem juros 06) Um investidor fez uma aplicação fi nanceira com as seguintes características: aplicou R$ 100 e res- gatou após 60 dias o valor de R$ 105. Supondo que a infl ação do período foi de 1,5%, como podemos descrever a operação e seus resultados? a) Aplicação pós-fi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,45% b) Aplicação prefi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,45% c) Aplicação prefi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,50% d) Aplicação pós-fi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,50% 07) O governo reduziu a tributação no preço fi nal dos automóveis. Esta medida pode ser um refl exo da economia. a) O governo está arrecadando acima da necessidade b) O PIB está abaixo da meta de crescimento c) A taxa de câmbio está descontrolada d) O PIB está acima da meta de crescimento 46 46 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) 08) Considerando a infl ação de 6 meses conforme abaixo, qual foi a infl ação acumulada do período? Jan: + 0,16% Fev: + 0,35% Mar: - 0,16% Abr: - 0,02% Mai: + 0,05% Jun: - 0,02% a) 0,3600% b) 0,3740% c) 0,3698% d) 0,3598% 09) Supondo que entre a data 1 e a data 2 a taxa de infl ação foi de 35%. Considerando R$ 100,00 na data 1, qual seria o valor que corresponde ao mesmo poder de compra na data 2? a) R$ 100 b) R$ 135 c) R$ 74,07 d) R$ 75,00 10) Com relação ao IGP-M e aos IGP-DI pode-se afi rmar que: a) A composição do índice é a mesma, ambos são calculados pelo IBGE, mas os períodos de coleta são distintos b) A composição do índice é a mesma, os períodos coletados são os mesmos, mas o primeiro é calcu- lado pela FGV e o segundo pelo IBGE c) A composição do índice é a mesma, os períodos coletados são os mesmos, mas o primeiro é calcu- lado pelo IBGE e o segundo pela FGV d) A composição do índice é a mesma, ambos são calculados pela FGV, mas os períodos de coleta são distintos 11) Analise as informações abaixo: I – O IGP-M é calculado pelo IBGE 47 47MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) II – O IPCA é calculado pelo IBGE e não é o índice de infl ação ofi cial do país III – O Índice de Preços ao Consumidor não faz parte da composição do IGP-M Estão corretos: a) Apenas III b) I e II c) II e III d) Nenhuma das afi rmações são verdadeiras 12) Sobre a taxa referencial podemos afi rmar, exceto: a) É calculada após o BC utilizar um fator redutor na TBF b) É formada através da taxa média das operações negociadas no mercado interfi nanceiro lastreados em LTN c) Remunera a caderneta de poupanças d) Remunera capitalizações 13) Um investidor deseja ter uma renda mensal perpétua de R$ 5.000,00. A taxa de juro que este inves- tidor consegue é de 0,9% a.m. Para possuir este rendimento mensal, considerando a taxa de juro, qual o valor o investidor deve possuir? a) R$ 545.645,54 b) R$ 566.666,65 c) R$ 555.555,56 d) R$ 544.555,65 14) Calcule o prazo médio ponderado de uma carteira de investimentos. a) 824,41 dias b) 390 dias c) 820 dias 48 48 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) d) 387,41 dias 15) Com a projeção de PIB abaixo da meta, o COPOM decide por reduzir drasticamente a taxa Selic. Quais serão os refl exos sentidos na economia? a) Uma desaceleração da demanda, elevando assim, o consumo das famílias e os investimentos pro- dutivos. Estimulando desta forma o PIB, com a consequente elevação da infl ação. b) Um reaquecimento da demanda, retraindo assim, o consumo das famílias e os investimentos produ- tivos.Estimulando desta forma o PIB, com a consequente elevação da infl ação c) Um reaquecimento da demanda, elevando assim, o consumo das famílias e os investimentos produ- tivos. Estimulando desta forma o PIB, com a consequente elevação da infl ação. d) Um reaquecimento da demanda, elevando assim, o consumo das famílias e os investimentos produ- tivos. Desestimulando desta forma o PIB, com a consequente elevação da infl ação. 16) Analise as informações abaixo: I – Tarifas e barreiras às importações II – Diminuição da carga tributária III – Estímulo às exportações IV – Redução da taxa Selic São políticas fi scais expansionistas: a) I, II e III b) I e II c) II e III d) II, III e IV 17) Podemos afi rmar sobre a balança de pagamentos, exceto: a) Balança comercial mede o quanto que o Brasil importou e exportou contanto todo e qualquer pro- duto b) Balança de serviços mede o quanto que o Brasil importou e exportou de serviços totais c) Dentro da conta capital, temos o mercado de capitais que mensura os investimentos de investidores não residentes d) Conta Corrente = Balança Comercial + Balança de Serviços 49 49MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) 18) Um empréstimo de R$ 10.000 com taxa de 2% a.m. será pago em 12 parcelas mensais. Calcule o valor da parcela com os seguintes prazos: I – Primeira parcela com 30 dias II – Primeira parcela à vista III – Primeira parcela com 45 dias a) R$ 945,60 | R$ 927,05 | R$ 940,00 b) R$ 945,60 | R$ 927,05 | R$ 955,057 c) R$ 955 | R$ 945,60 | 945,60 d) R$ 925,00 | R$ 955,00 | R$ 958,00 19) Calcule o retorno médio ponderado de uma carteira de investimentos. a) 0,9% b) 1% c) 1,13% d) 1,03% 20) Augusto contratou um empréstimo de R$ 5.000, com prazo de 12 meses e taxa de 2% a.m. Qual será o valor da oitava parcela, considerando o Sistema SAC e Sistema Price, respectivamente? a) AR$ 484,50 e R$ 462,20 b) R$ 462,20 e R$ 484,50 c) R$ 472,80 e R$ 458,33 d) R$ 458,33 e R$ 472,80 21) Um investidor fez uma aplicação fi nanceira com as seguintes características: aplicou R$ 100 e res- gatou após 60 dias o valor de R$ 105. Supondo que a infl ação do período foi de 1,5%, como podemos descrever a operação e seus resultados? a) Aplicação pós-fi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,45% 50 50 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) b) Aplicação prefi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,45% c) Aplicação prefi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,50% d) Aplicação pós-fi xada; taxa nominal de 5% e taxa real de 3,50% 22) Com a infl ação elevada em um determinado período, o Banco Central do Brasil poderá: I – Elevar a taxa Selic via COPOM II – Elevar impostos III – Vender TPF para o mercado, via Open Market a) I e II b) I e III c) II e III d) I, II e III 23) O governo reduziu a tributação no preço fi nal dos automóveis. Esta medida pode ser um refl exo da economia: a) O governo está arrecadando acima da necessidade b) O PIB está abaixo da meta de crescimento c) A taxa de câmbio está descontrolada d) O PIB está acima da meta de crescimento 24) Analise as medidas abaixo: I – Redução do Imposto de Renda II – Aumento da taxa de Redesconto III – Redução do Compulsório IV – Aumento dos gastos governamentais Assinale o item que contém somente medidas expansionistas fi scais: a) I, III e IV b) II e III 51 51MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) c) I e III d) I e IV 25) Défi cit na Balança Comercial signifi ca que: a) as importações de bens foram superiores as exportações de bens em determinado período. b) as importações foram inferiores as exportações c) o país vendeu mais ao exterior do que comprou do exterior d) as importações de serviços foram maiores do que as exportações de serviços 26) A taxa DI pode ser descrita por: a) Taxa de juros básica da economia, determinada pelo COPOM b) Média ponderada das operações interfi nanceiras, por 1 dia, lastreadas em títulos públicos federais c) Média ponderada das operações interfi nanceiras realizadas por instituições do mesmo conglomera- do, por 1 dia, lastreadas no CDI – Certifi cado de Depósito Interbancário d) Nenhuma das alternativas 27) Uma vidraçaria comprou os insumos necessários para a produção por R$ 2.500,00. Ao fi nal da pro- dução vendeu seus produtos por R$ 6.200,00. Sob a ótica do valor agregado, qual o valor foi acrescen- tado no PIB? a) R$ 2.500,00 b) R$ 6.200,00 c) R$ 8.700,00 d) R$ 11.200,00 28) Bruno está sendo cobrado pelo Estado em impostos que totalizam 4 parcelas sem juros de R$ 5.000,00, com primeira parcela no ato ou este valor total com 5% de desconto caso o pagamento seja à vista. Qual a taxa de juros embutida na operação a prazo? a) 1,17% a.m. b) 2,08% a.m. c) 3,53% a.m. d) Não há juros na aplicação, visto que são 4 parcelas sem juros 52 52 MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) 29) Bruno irá realizar um empréstimo em sua instituição e você lhe oferece duas propostas: uma pela tabela PRICE e outra pela tabela SAC. Sabendo que a taxa de juros, prazos e o valor do empréstimo é o mesmo para as duas tabelas, você diz a Bruno: I – Caso opte pela tabela PRICE, a prestação será constante e a amortização do principal será crescente durante a operação. II – Caso opte pela tabela SAC, a prestação inicial será maior e os valores pagos de juros serão decres- centes durante a operação. III – Independente da tabela escolhida, o total de juros pago será o mesmo. a) Apenas I b) Apenas II c) I e II d) I, II e III 30) Com os resultados fornecidos abaixo, o EBITDA desta empresa é: Receita: R$ 200.000,00 Despesas com fornecedores: R$ 80.000,00 Despesas fi nanceiras: R$ 20.000,00 Despesas operacionais: R$ 20.000,00 Impostos (IRPJ e CSLL): R$ 6.000,00 Depreciação: R$ 4.000,00 Amortização: R$ 3.000,00 Lucro Líquido: R$ 5.000,00 a) R$ 14.000,00 b) R$ 29.000,00 c) R$ 38.000,00 d) R$ 40.000,00 53 53MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) MÓDULO 02 | Princípios Básicos de Economia e Finanças (Proporção: de 5% A 15 %) Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 01 b 06 b 11 d 16 a 21 b 26 d 02 b 07 b 12 b 17 d 22 b 27 b 03 d 08 d 13 c 18 b 23 b 28 c 04 b 09 b 14 a 19 c 24 d 29 c 05 c 10 d 15 c 20 d 25 a 30 c 54 54 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 - INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA, RENDA VARIÁVEL E DERIVATIVOS (PROPORÇÃO: DE 15% A 25 %) 3.1 Instrumentos de renda fixa Renda fi xa ✓ Prefi xado ou pós-fi xado. ✓ É conhecido o rendimento ou índice (CDI, Selic, TR, TBF, IPCA). Amortização e pagamento de juros. Com cupom: amortiza valor a receber. Sem cupom: não amortiza valor a receber. TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS LFT Tesouro Selic LTN Tesouro prefi xado NTN-B Tesouro IPCA (CUPOM 6% a.a.) NTN-B Principal Tesouro IPCA NTN-C Tesouro IGP-M NTN-F Tesouro prefi xado (CUPOM 10% a.a.) Os títulos públicos federais - TPF são emitidos com exclusividade pelo Tesouro Nacional, fi cando o Bacen proibido de emitir TPF desde 2002. ✓ IR: tabela regressiva; 22,5% até 180 dias; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% mais de 720 dias. ✓ IOF até o dia 29 ; ✓ Não contam com o FGC. Uma LFT negociada com ágio terá rendimento inferior a Selic. Uma LFT negociada com deságio, terá rendimento Superior a Selic. LFT é interessante em um cenáriode alta de taxa de juros. Já a LTN é interessante em um cenário de queda de taxa de juros. 55 55MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Considere um título do Governo NTN-F: Vencimento: 6 anos; Preço unitário: R$ 925,00; Cupom: 10% ao ano, pagos semestralmente. YTM (rendimento até o vencimento) deste é: A) 11,86%. B) 5,76%. C) 5,89%. D) 12,13%. Tesouro Direto - Compra de PF diretamente pela internet; - Valor mínimo: R$ 30,00; - Liquidez diária; - Valor máximo para compra: R$ 1 milhão por mês. ÍNDICE DE MERCADO ANBIMA – IMA IMA-B = Rentabilidade de todos os títulos públicos federais que são indexados ao IPCA (NTN-B). IMA-S = Rentabilidade do tesouro Selic (LFT). IRF-M = prefi xados (NTN-F, LTN). IMA-C = Rentabilidade dos títulos públicos federais que são indexados ao IGP-M (NTN-C), não é mais comercializado. IMA= Média de todos os anteriores. Colocando em prática! 56 56 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) IDkA (Índice de Duração Constante ANBIMA): o IDKA representa uma série de índices de renda fi xa que refl ete o comportamento de ativos sintéticos com prazos fi xos oriundos das curvas de juros de títulos públicos prefi xados e indexados ao IPCA. IHFA (Índice de Hedge Fundos ANBIMA): índice representativo da indústria de hedge funds, integrado por uma carteira teórica de fundos da classe multimercados representativos do segmento. IDA (Índice de Debêntures ANBIMA): o IDA é um conjunto de índices, composto pelas debêntures que são precifi cadas pela Associação CDB CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO - CDB O CDB é um título privado para a captação de recursos de investidores pessoas físicas ou jurídicas, por parte dos bancos. É um investimento “protegido” pelo FGC. Pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de investimento ou bancos múltiplos, com pelo me- nos uma carteira comercial ou de investimentos. Rentabilidade: prefi xada ou pós (não pode ter variação cambial). ✓ Prefi xado: taxa fi xada no início da operação, mantida até o vencimento. ✓ Pós-fi xado: CDI, TR, TBF, IGP-M, TLP, IPCA etc. ✓ Prazos mínimos de emissão: • 1 dia: prefi xado ou pós DI; • 1 mês: TR ou TLP; • 2 meses: TBF; • 1 ano: IGP-M. ✓ Não há prazo máximo. ✓ IR: Tabela regressiva: • 22,5% até 180 dias; • 20% de 181 a 360 dias; • 17,5% de 361 a 720 dias; • 15% mais de 720 dias; ✓ IOF até o dia 29 ; ✓ Conta com o FGC. RDB O RDB pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos, com pelo menos uma carteira comercial ou de investimentos. 57 57MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) O RDB não admite negociação antes do seu vencimento. Não tem liquidez e se trata de um título não transferível. Rentabilidade: prefi xada ou pós (não pode ter variação cambial). ✓ Prefi xado: taxa fi xada no início da operação, mantida até o vencimento. ✓ Pós-fi xado: CDI, TR, TBF, IGP-M, TLP, etc. ✓ Não há prazo máximo. ✓ IR: tabela regressiva. • 22,5% até 180 dias; • 20% de 181 a 360 dias; • 17,5% de 361 a 720 dias; • 15% mais de 720 dias. → Conta com proteção do FGC. LETRA FINANCEIRA Letras fi nanceiras são títulos emitidos por instituições fi nanceiras, que consistem em promessa de pagamento. Podem ser emitidas por: bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, sociedades de crédito, fi nanciamento e investimento, caixas econômicas, companhias hipotecárias ou sociedades de crédito imobiliário e BNDES. ✓ Prazo mínimo: 24 meses, vedado o resgate total ou parcial antes do vencimento. ✓ Não está coberta pelo FGC. ✓ IR: 15%. ✓ Aplicação mínima: R$ 50 mil. DEPÓSITO A PRAZO COM GARANTIA ESPECIAL – DPGE Os DPGEs são depósitos a prazo emitidos por instituições fi nanceiras. Os bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento e investimento, as sociedades de crédito, fi nanciamento e investimento e as cai- xas econômicas são as instituições autorizadas a emitir este ativo. CARACTERÍSTICAS: • A remuneração pode ser pré ou pós-fi xadas; • O prazo do resgate é defi nido no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses nem superior a 36. NÃO PODE SER RESGATADO ANTECIPADAMENTE NEM PARCIALMENTE; • Aplicação garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC para valores até R$ 40 milhões, por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado fi nanceiro; • IOF para resgate antes de 30 dias; 58 58 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) • IR via tabela regressiva. DEBÊNTURES As debêntures são formas de captação de recursos de médio e longo prazo para sociedades anônimas (S.A.) não fi nanceiras de capital aberto. Tipos de garantias: Real: bens como garantia, não pode trocar; Flutuante: prioridade em relação aos bens, pode mudar; Quirografária: iguais aos demais credores; Subordinada: apenas prioridade em relação aos acionistas. As debêntures conversíveis são aquelas que conferem aos debenturistas a opção de convertê-las em ações da mesma empresa, a um preço pré-especifi cado, em datas determinadas ou durante um perí- odo. Debêntures permutáveis: troca por ação de outra companhia. ✓ IR: regressivo. Agente fi duciário: protege o interesse dos debenturistas. Pode requerer falência da emitente, execu- tar garantias reais, representar os debenturistas nos processos ou tomar qualquer providência para que o debenturista realize o seu crédito. Cross default: se uma dívida do emissor vencer e ele fi car inadimplente, as debêntures também esta- rão vencidas automaticamente. Escritura: documento legal, que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida. DEBÊNTURES INCENTIVADAS Emissão de título destinada ao fi nanciamento de projetos voltados para a implantação, ampliação, manutenção, recuperação ou modernização, entre outros, do setor de logística e transporte, o qual está inserido o segmento portuário. Principais diferenças com a debênture comum: I – Menor IR para PJ (15%); II – Isento para PF; III – Prazo médio ponderado de 4 anos. NOTA PROMISSÓRIA COMERCIAL ✓ Quem pode emitir: S.A aberta e S.A fechada; Mnemónico: REFLUXO RE FLU Q SU RE AL FL U TU AN TE Q U IR O GR AF ÁR IA SU BI RD IN AD A 59 59MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ A nota promissória comercial não possui garantia real, por isso é um instrumento de curto prazo para empresas com bom conceito de crédito. (Curto prazo); ✓ O prazo mínimo da NP é de 30 dias; ✓ O prazo máximo da NP é de 360 dias; ✓ Não é coberto pelo FGC; ✓ IR regressivo e IOF até o dia 29; ✓ Alíquota mais baixa possível de 20%; ✓ Rentabilidade: pré-fi xada ou pós-fi xada. LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – LCI Instrumento de renda fi xa que possui como lastro créditos imobiliários. LCI é um título de dívida emitido por uma instituição fi nanceira. Podem emitir LCI os bancos comerciais, os bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário, a Cai- xa Econômica Federal, as sociedades de crédito imobiliário, as associações de poupança e empréstimo e as companhias hipotecárias. ✓ Prazos mínimos de vencimento: 90 dias, caso a letra não preveja atualização por índice de pre- ços; 12 meses, quando ocorre atualização anual por índice de preços; e 36 meses, se a letra esti- pular atualização mensal por índice de preços. ✓ Protegido pelo FGC. ✓ PF isenta de IR. ✓ PJ tabela regressiva.LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO – LCA LCA foi criada para oferecer às instituições fi nanceiras públicas e privadas a possibilidade de captarem recursos para o fi nanciamento das atividades do setor do agronegócio. Prazo mínimo é de 90 dias na ausência de atualização por índice de preços e de 12 meses quando há atualização anual por índice de preços. ✓ Protegido pelo FGC. ✓ PF isenta de IR. ✓ PJ tabela regressiva. ✓ Pode negociar no mercado secundário. ✓ Só pode ser emitido por bancos ou cooperativas de crédito. LETRA IMOBILIÁRIA GARANTIDA - LGI A LIG é um título lastreado por créditos imobiliários que pode ser emitido por bancos, caixas econômi- cas, sociedades de crédito, fi nanciamento ou investimento, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo. 60 60 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Um agente Fiduciário conduz toda a operação da Letra Imobiliária Garantida – LIG, zelando pelos inte- resses dos investidores. ✓ Rentabilidade prefi xa, pós-fi xada e permite lastro com variação cambial ✓ PF isenta de IR ✓ PJ tabela regressiva ✓ Não há proteção do FGC Garantia: A garantia da LIG vem em primeiro momento de o banco emissor pagar a rentabilidade proposta. Caso haja liquidação deste, a carteira de ativos continua rentabilizando o in- vestidor, seja no fl uxo de pagamentos ou então, em última instância, nos ativos físicos lastreados. CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS – CRI O Certifi cado de recebíveis imobiliários - CRI é um título de renda fi xa baseado em créditos imobiliários (pagamentos de contraprestações de aquisição de bens imóveis ou de aluguéis). A oferta pública de distribuição de CRI só pode ser iniciada após a concessão de registro e estando o registro de companhia aberta da companhia securitizadora atualizado junto à CVM. Não tem cobertura do FGC e é isento de IR. Investimento de longo prazo com rentabilidade acima dos títulos públicos. Somente CRI com valor mínimo de R$ 300.000,00 pode ser objeto de distribuição pública. Fluxo: construtora vende apartamentos. E fi ca com o direito de receber os valores por 20 anos. Construtora não quer esperar e procura uma securitizadora para receber esses valores antes, porém, com desconto. A securitizadora compra esses ativos e empacota em forma de CRI, oferecendo aos investidores. Quando os proprietários pagam a parcela do apartamento, o valor vai para a securitizadora que repas- sa em forma de rentabilidade aos investidores. CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO – CRA Os CRAs ou Certifi cados de Recebíveis do Agronegócio são títulos de crédito emitidos por empresas securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio. ✓ Isento de IR para PF. ✓ Não tem cobertura do FGC. 61 61MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) CÉDULA DE PRODUTO RURAL – CPR A Cédula do Produto Rural - CPR é um título de promessa de entrega de produtos rurais que pode ser emitida pelos agricultores e suas associações, inclusive cooperativas. O emitente deve procurar uma instituição que dá garantia à CPR, aumentando o universo de compra- dores interessados em adquiri-la. • Garantia: o mais utilizado é o penhor rural; • Sua liquidação só é permitida por meio da entrega física da mercadoria; • Por meio da CPR, o produtor antecipa a venda da produção, e pode ser negociada nos mercados de bolsas e de balcão; • O Banco do Brasil também realiza leilões das CPRs; • Não tem cobertura do FGC / PF Isento de IR / PJ tabela regressiva. CERTIFICADO DE DIREITOS CREDITÓRIOS DO AGRONEGÓCIO – CDCA O CDCA é um título de crédito nominativo, de livre negociação e representativo de promessa de paga- mento em dinheiro, vinculado a direitos creditórios originários de negócios realizados entre produto- res rurais e terceiros, inclusive fi nanciamento ou empréstimos. Seria a continuação da CPR o produtor rural repassa os direitos de créditos do agronegócio, e a coope- rativa que ajudou a fi nanciar a CPR, pode criar um CDCA. ✓ Não conta com o FGC. ✓ PJ tabela regressiva. ✓ Lastreado em produtos agrícolas. LETRA DE CÂMBIO – LC A Letra de Câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é criada através de um ato chamado de saque. Não confunda com taxa de câmbio ou moeda estrangeira. Rentabilidade: prefi xada, pós ou fl utuante (CDI e taxa Selic). Tabela regressiva de IR. POUPANÇA ✓ Investimento mais tradicional do Brasil. ✓ Possui FGC Isento de IR para PF. ✓ Liquidez diária. ✓ Possui aniversário. 62 62 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ Aplicações realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de aniversário o dia 01 do mês subsequente. ✓ Rentabilidade - Vale o dia do depósito. ✓ Remunera o menor saldo do período. Rentabilidade: Até 03/05/2012: • 0,5% ao mês + TR (taxa referencial), ou seja, 6% ao ano + TR (taxa referencial). A partir de 04/05/2012: • Se a Selic for acima de 8,5%: 0,5% ao mês + TR (taxa referencial). • Se a Selic for abaixo de 8,5%: 70% da Selic + TR (taxa referencial). FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS - FGC O FGC é uma entidade privada, sem fi ns lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos cor- rentistas, poupadores e investidores contra instituições fi nanceiras em caso de intervenção, liquida- ção ou falência. O FGC garante a devolução de no máximo R$ 250.000,00 investidos por CPF/CNPJ por instituição fi nan- ceira. Isto signifi ca dizer que cada pessoa ou empresa terá no máximo R$ 250.000,00 protegidos em cada instituição fi nanceira que investir. Em caso de conta conjunta: vamos considerar 2 irmãos que tenham R$ 500 mil em uma conta conjunta. Caso o banco quebre, o valor máximo pago pelo FGC será de R$ 250.000,00 (R$ 125.000,00 para cada irmão). Limite geral: R$ 1 milhão por CPF pelo período de 4 anos. Investimentos não cobertos pelo FGC: fundos de Investimento, CRI (Certifi cado de Recebíveis Imobiliários), CRA (Certifi cado de Recebíveis do Agronegócio), Debêntures, Ações, Commercial Papers (Notas Promissórias), Opções, Swap, Mercado a Termo, Mercado Futuro, LF, LI, LIG. Investimentos cobertos pelo FGC: depósito à vista, poupança, LCI, LCA, LC, LH, CDB, RDB e operações compromissadas. TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO Assim como temos os títulos públicos federais no Brasil, os Estados Unidos também possuem os títu- los públicos norte-americanos, conhecidos como Treasuries. São divididos de acordo com o prazo: Treasury Bill (T-Bill) → Até 1 ano (Único título que não paga cupom); Treasury Note (T-Note) → 1 a 10 anos; Treasury Bond (T-Bond) → + de 10 anos. 63 63MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) São considerados os títulos mais seguros do mundo! Além dele temos os TIPS → Treasury Infl ation Protected Securities, que são parecidos com as NTN-Bs, pois pagam infl ação (CPI) + juros semestrais. TÍTULOS DA DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL Eurobônus → Títulos de renda fi xa que são emitidos no Euromercado, com prazo mínimo de um ano. Podem ser denominados em diversas moedas. Global Bonds → São títulos do tesouro brasileiro que o governo emite fora do país. O governo lança Global Bonds, os investidores compram e os resgatam em um período predeterminado. YIELD TO MATURITY E CURRENT YIELD YTM = TIR Investimento → 100.000,00 Fluxo 1 → + 45.000 Fluxo 2 → + 30.000 Fluxo 3 → + 35.000 Fluxo 4 → + 40.000 OBJETIVO O QUE VOCÊ IRÁ VER f Limpa memória 0 100000 CHS g CF0 Fluxo de Caixa 0 -100.000,00 45000 CFj Fluxo1 45.000,00 30000 CFj Fluxo 2 30.000,00 35000 CFj Fluxo 3 35.000,00 40000 CFj Fluxo 4 40.000,00 f Achar TIR 18,85IRR TECLAS PARA APERTAR REG g g g g YTM = 18,85% CURRENT YIELD = CUPOM/PREÇO ATUAL Preço do papel = R$ 1.000 Cupom = R$ 50,00 CY = 50/1000 = 5% DURATION Duration é o prazo médio no qual o detentor de um título prefi xado irá recuperar o investimento feito ao adquirir o papel. Logo, quanto maior a duration, mais tempo o investidor vai levar para receber de volta o montante investido no título em questão. Da mesma forma, quanto menor o duration, mais rápido o investimento irá se pagar. 64 64 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Duration será igual ao vencimento se não houver pagamento de cupom, já que todo o valor é recebido no fi nal. Duration nunca poderá ser maior do que o vencimento. Calculando duration: Preço: R$ 1.000,00 Cupom: 5% Prazo: 5 anos Prazo Valor Futuro Valor atual % atual tempo x % atual 1 50,00 47,61 0,04761 0,04761 2 50,00 45,35 0,04535 0,09070 3 50,00 43,19 0,04319 0,12957 4 50,00 41,13 0,04113 0,16452 5 1.050,00 822,70 0,82270 4,11350 4,54590 DURATION DURATION Duration será de 4,54. Ou seja, como os cupons são recebidos antes dos 5 anos, o prazo médio ponderado de recebimento cai para 4,54. 3.2 Renda variável • INSTRUMENTOS DE RENDA VARIÁVEL ✓ Rendimento não conhecido, pois dependem de fatores futuros. ✓ Possibilitam maiores ganhos, porém maiores riscos. Maior exemplo: ações. • AÇÕES ✓ Ações, também chamadas simplesmente de “papéis”, são as parcelas que compõem o capital social de uma empresa, ou seja, são as unidades de títulos emitidas por sociedades anônimas. ON (ORDINÁRIAS): ✓ Garantem o direito ao voto nas assembleias aos acionistas (1 ação equivale a 1 voto – 100% or- dinária). PN (PREFERENCIAIS): ✓ Tem preferência no recebimento de dividendos em relação as ordinárias. ✓ Não tem direito ao voto. 65 65MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ Recebem 10% a mais de dividendos em relação às ações ordinárias. ✓ Caso a companhia fi que 3 anos (exercícios consecutivos) sem distribuir dividendos, o investidor passa a ter direito ao voto. DEPOSITARY RECEIPTS - DRs ✓ São certifi cados de depósito representativos de ações de empresas de qualquer país (empresas brasileiras, por exemplo), negociadas nas bolsas de valores norte-americanas (NYSE, por exem- plo). ✓ BDR = São certifi cados ou direitos representativos de valores mobiliários emitidos por compa- nhias abertas com sede no exterior, negociáveis no mercado brasileiro e emitidos por instituição depositária no Brasil. ✓ ADR = Ambev (lembrar de empresa estrangeira com ações nos EUA). ✓ BDR = Boeing (lembrar de empresa estrangeira com ações no Brasil). AGO X AGE ✓ AGO é a Assembleia Geral Ordinária, convocada anualmente para deliberar sobre as demonstra- ções contábeis do fundo. ✓ Deve ocorrer em até 120 dias após o término do exercício social. A Assembleia Geral Ordinária somente pode ser realizada no mínimo 30 dias após estarem disponíveis aos cotistas as demons- trações contábeis auditadas relativas ao exercício encerrado. ✓ A ata da AGO, bem como o sumário de decisões tomadas, deve ser disponibilizada em até 7 dias úteis da sua realização. ✓ AGO aprova demonstrações fi nanceiras. ✓ O acionista exerce seu direito de fi scalização por meio da eleição dos membros do Conselho Fis- cal, que deve ter representantes dos acionistas minoritários e dos acionistas preferenciais. ✓ Quaisquer outras assembleias são chamadas de AGE. DIREITOS DOS ACIONISTAS ✓ Direito de subscrição: a preferência de subscrição é o direito que possuem os atuais acionistas de subscrever o aumento de capital na mesma proporção de sua participação no capital da com- panhia, prioritariamente. ✓ Dividendos: 25% do lucro é o dividendo mínimo obrigatório a ser distribuído aos acionistas de uma empresa. ✓ Juros sobre o capital próprio: são proventos pagos em dinheiro aos acionistas, porém dedutível do lucro tributável da empresa. Trata-se de lucros retidos. ✓ Bonifi cações: novas ações aos acionistas em função do aumento de capital (diminuir o preço e aumentar a quantidade de ações tem efeito zero no patrimônio). 66 66 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) TAG ALONG ✓ O Tag Along é a extensão do prêmio de controle, direito conferido aos acionistas minoritários em caso de alienação de ações realizadas pelos controles da companhia. Oferta de no mínimo 80%. Direitos dos acionistas minoritários: • Participar dos lucros sociais; • Comparecer à assembleia; • Ter acesso às demonstrações fi nanceiras; • Fiscalizar a gestão; • Receber extratos da posição acionária; • Exercer direitos de subscrição; • Participar do acervo da companhia, em caso de liquidação. • Dispor dos meios e procedimentos legais para fazer assegurar os seus direitos que não podem ser afastados pelo Estatuto. Acionista Controlador: tem a maioria das ações ON (PF ou PJ). UNDERWRITING Opções de underwriting: • Melhores esforços: IF se compromete a realizar melhores esforços para colocação. Risco da em- presa. • Residual: IF coloca as sobras junto ao público, em determinado espaço de tempo. Empresa subs- creve o total das ações. Risco do intermediário fi nanceiro. • Garantia fi rme: IF subscreve integralmente a emissão das ações e revende ao público. Risco do intermediário fi nanceiro. Lote suplementar: caso a procura seja alta, pode ser aumentada a quantidade de valores a distribuir junto ao público, nas mesmas condições e preços inicialmente ofertados, até um montante predeter- minado que constará obrigatoriamente na lâmina de informações complementares e que não poderá ultrapassar a 15% da quantidade inicial ofertada. EMPRESA DECIDE CAP- TAR RECURSOS VIA EMISSÕES DE AÇÕES Procura um B.I. para realizar um IPO (Mercado primário). Ações passam a ser negociadas no mercado SECUNDÁRIO. 67 67MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Roadshow: apresentação da empresa aos investidores. Bookbuilding: formação de preços do ativo, normalmente por meio de um leilão de ofertas. Prospect: folheto ou folder de oferta pública. O prospecto não deve omitir fatos relevantes, nem con- ter informações que possam induzir investidores ao erro. É obrigatória a entrega de exemplar do pros- pecto preliminar ao investidor, admitindo-se seu envio ou obtenção por meio eletrônico. OFERTAS PÚBLICAS DE VALORES MOBILIÁRIOS Banco coordenador: instituição fi nanceira contratada pela empresa para fazer a intermediação. Podem ser: corretoras, distribuidoras ou banco de investimento. Pode ter mais de 1 coordenador, mas 1 será o líder. Abaixo do banco coordenador terá: • Escriturador: manter cadastro dos investidores e liquidar os pagamentos. • Liquidante: banco que possua conta reserva bancária junto ao Bacen. • Mandatário: realiza a confi rmação fi nanceira dos pagamentos do emissor (é o banco liquidante). Market maker → Formadores de mercado para garantir uma liquidez mínima. NEGOCIANDO AÇÕES INVESTIDOR → CORRETORA → BOLSA DE VALORES Liquidação: D+2 Home broker: canal de relacionamento prático usado na internet. Lote-padrão: lotes idênticos negociados na bolsa (100 para ações à vista). Custos • Corretagem: custo pago para as corretoras. • Emolumentos: cobrados pela bolsa, 0,035% do valor fi nanceiro da operação, por pregão. • Custódia: tarifa de manutenção. ANÁLISES DAS EMPRESAS: PRECIFICAÇÃOLPA (Lucro por Ação) = lucro líquido/nº. de Ações Parcela do lucro líquido pertencente a cada ação. Quanto maior, melhor! P/L = Preço por ação/Lucro por ação Número de anos que se levaria para recuperar o capital investido por meio de dividendos. Exemplo: Preço ação A: R$ 20,00 Dividendos (lucro por ação): R$ 2,00 68 68 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) P/L = 20/2 = 10 Preço ação B: R$ 10,00 Dividendos (lucro por ação): R$ 2,00 P/L = 10/2 = 5 Quanto menor, melhor! ANÁLISE TÉCNICA/GRÁFICA X FUNDAMENTALISTA Análise técnica: Não se preocupa com fundamentos, pois já estão refl etidos nos preços; Suporte x resistência. Análise fundamentalista: Avaliação da empresa, fundamentos. INPLIT X SPLIT Grupamento (Inplit): Reduz a quantidade de ações aumentando o valor de cada ação (objetivo: menor risco). Desdobramento (Split): Aumenta a quantidade de ações reduzindo o valor da ação (objetivo: maior liquidez – Visa diminuir o risco de liquidez). Capital não se altera. SEGMENTOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA NÍVEL 1: Realização de reuniões públicas com analistas e investidores ao menos uma vez por ano; NÍVEL 2: Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% (vinte e cinco porcento) do capital social da companhia. Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato unifi cado de até 2 (dois) anos, permitida a reeleição; No mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros deverão ser conselheiros independentes; Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo, 80% (oitenta por cento) deste valor. NOVO MERCADO: transparência maior na gestão e na publicação. ✓ 100% das ações devem ser ordinárias (ON). ✓ 100% tag along. ✓ IPO de no mínimo 10 milhões. ✓ Manter no mínimo 25% das ações em circulação. 69 69MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Níveis de Governança Corporativa Governança Corporativa Novo Mercado Nível 2 Nível 1 Tradicional Características das ações emitidas permite a existência somente de ações ON permite a existência de ações ON e PN (com direitos adicionais permite a existência de ações ON e PN (conforme legislação) permite a existência de ações ON e PN (conforme legislação) Distribuições pública de ações Esforços de dispersão acionaria Não há regra Níveis de Governança Corporativa Governança Corporativa Novo Mercado Nível 2 Nível 1 Tradicional Vedação a acumulação de cargos (a partir de 10/05/2011) Presidente do conselho e diretor presidente ou principal executivo pela mesma pessoa (carência de 3 anos a partir da adesão) Não há regra Reunião publica anual e calendário de eventos Obrigatório Facultativo Oferta pública de aquisições de ações no mínimo pelo valor Obrigatoriamente em caso de fechamento de capital ou saída do segmento Conforme legislação Adesão a Câmara de Arbitragem do Mercado Obrigatório Facultativo Demonstrações fi nanceiras Traduzidas para o Inglês Conforme legislação Percentual mínimo de ações em circulação - free fl oat No mínimo 25% de free fl oat Não há regra Concessão de Tag Along 100% para ON 100% ON e PN 80% para ON (conforme legislação) 70 70 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) CLUBE DE INVESTIMENTO O clube de investimento é uma comunhão de recursos de pessoas físicas, criado com o objetivo de investir no mercado de títulos e valores mobiliários. De acordo com a norma reguladora, todo clube deve ter no mínimo 3 e no máximo 50 cotistas, e ne- nhum cotista pode ter mais do que 40% do total das cotas do clube. Uma das características que diferenciam o clube do fundo de investimento é a possibilidade de que a carteira de ativos do clube seja gerida por um (ou mais) de seus próprios cotistas, que não necessita da autorização da CVM para exercer tal função. Em um clube de investimento, ao menos 67% do patrimônio líquido deve ser investido em instrumen- tos de renda variável ou com exposição ao risco do mercado de ações. A tributação dos clubes de investimento segue regra similar ao dos fundos de investimento em ações: a alíquota de imposto de renda é de 15% e o pagamento do imposto é devido quando do resgate das cotas. 3.3 Derivativos São instrumentos fi nanceiros cujos preços derivam de um ativo, tornando possível, entre outras coi- sas, a gestão do risco de preço de diversos ativos. Quatro modalidades de contratos são negociadas nesses mercados: 1. Termo; 2. Futuros; 3. Swaps; 4. Opções; Participantes ✓ HEDGER: os hedgers atuam nestes mercados visando proteção contra as oscilações de preços dos ativos com os quais trabalham. A principal preocupação do hedger não é obter lucro por meio de operações com derivativos, mas garantir o preço de compra ou de venda de determina- do ativo numa data futura e eliminar o risco de variações adversas de preço. Exemplo 1.: produtor agrícola que participa do mercado futuro e quer travar o preço de venda, visando gerenciar o risco de queda da cotação da commodity produzida. Exemplo 2.: uma empresa que tem um passivo em dólares. Como seu risco está associado à alta do dólar, ela compra contratos de taxa de câmbio de reais por dólar no mercado futuro. ✓ ESPECULADOR: os especuladores são participantes cujo principal objetivo é a obtenção de lu- cro. Sua atuação consiste na negociação de derivativos apenas com o objetivo de ganhar o di- ferencial entre o preço de compra e o de venda, não tendo nenhum interesse no ativo-objeto. A operação de especulação mais conhecida é a de day trade, que consiste na abertura e no encer- ramento da posição no mesmo dia. 71 71MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ ARBITRADOR: o arbitrador é um participante que tem como objetivo o lucro, evitando assumir riscos diretamente. Sua atividade consiste em identifi car distorções de preços entre mercados e tirar proveito dessa diferença ou da expectativa futura dessa diferença. A estratégia do arbitra- dor consiste em comprar no mercado em que o preço está mais baixo e vender naquele em que está mais alto, tendo como lucro o diferencial de compra e de venda. Atuando geralmente com operações simultâneas, elimina riscos de mercado porque ele sabe exatamente por quanto ele comprará e por quanto venderá. Tipos de contratos de derivativos Agropecuários: têm como ativo-objeto commodities agrícolas, como café, boi, milho, soja e outros. Financeiros: têm seu valor de mercado referenciado em alguma taxa ou índice fi nanceiro, como taxa de juro, taxa de infl ação, taxa de câmbio, índice de ações e outros. Energia e climáticos: têm como objeto de negociação de energia elétrica, gás natural, créditos de carbono e outros. MERCADO A TERMO Nesses mercados são realizados acordos privados de compra e venda de um ativo para liquidação em data futura por preço predeterminado. Características Contratos não padronizados: itens do contrato negociáveis entre as partes e preços são determinados privadamente pelo comprador e pelo vendedor. Os riscos são assumidos pela contraparte. Não existe um mecanismo de segurança de recebimento (físico ou fi nanceiro) portanto, tem risco de crédito. Exemplo: Imagine um produtor e um torrefador de café no início da safra. O produtor não tem nenhuma garantia do preço que poderá ser praticado ao fi nal da safra e o torrefador, quecompra o café do produtor e vende para o consumidor fi nal, também não sabe a que preço poderá negociar o café no fi nal da safra. A fi m de eliminar os riscos de variações adversas de preços, ambos podem assumir um compromisso de compra e entrega no futuro por um preço pré-estabelecido. NDF - Non Deliverable Forward As operações a termo recebem a denominação de Non-Deliverable Forward - NDF quando, no dia do vencimento, as partes somente liquidam a diferença entre o preço negociado no contrato a termo e o observado, nesse dia, no mercado à vista. Tributação: ✓ Alíquota: 15%; ✓ Fato gerador: encerramento da posição, ou seja, a liquidação do termo; 72 72 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ Responsabilidade pelo Recolhimento: do investidor; ✓ Compensação de perdas: as perdas incorridas poderão ser compensadas no próprio mês ou nos meses seguintes em outras operações no mercado a vista, exceto no caso ✓ de perdas em operações de day trade, que somente serão compensadas com ✓ ganhos auferidos em operações de day trade. MERCADO FUTURO São muito semelhantes aos contratos a termo, pois são utilizados em operações de compra e venda de um ativo para uma data futura por um preço determinado pelas partes na data de negociação. Todo contrato tem um comprador e um vendedor e cada um deles assume uma obrigação, sendo que no vencimento a liquidação pode ser por entrega do ativo negociado (menos comum) ou a liquidação fi nanceira. Até o vencimento do contrato há o sistema de ajuste diário, que é um mecanismo de acerto fi nanceiro diário pelas diferenças de preços. Importância do mercado futuro A incerteza dos preços futuros é uma das maiores causas de inefi ciência dos negócios. Exemplo: 1. Na agropecuária a produção tem forte dependência dos fatores climáticos; 2. No setor fi nanceiro a incerteza sobre o preço do dólar no futuro difi culta o planejamento e a execução da atividade industrial quando há insumos importados; 3. Em ambos casos o mercado futuro pode servir como hedge. Diferenças dos mercados A termo X Futuro Acerto no vencimento X Ajustes diários Negociação entre as partes (balcão) X Negociação em bolsa Contratos personalizados X Contratos padronizados Tem risco de crédito X Não tem risco de crédito AJUSTE DIÁRIO Preço de ajuste de hoje = R$ 3,50 Preço de ajuste de ontem = R$ 3,80 Diferença = R$ 0,30 Investidores “comprados” pagam R$ 0,30 por unidade de contrato e os investidores “vendidos” rece- bem R$ 0,30 por unidade de contrato. Contratos futuros negociados: boi gordo, milho, soja, etanol, café arábica, açúcar cristal especial, Ibo- vespa, CDI e câmbio. 73 73MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) As semelhanças é que as partes acordam a compra / venda de certa quantidade de uma commodity (ou ativo fi nanceiro) a determinado preço e em determinada data futura. Tributação: ✓ Alíquota: sobre o lucro líquido o investidor deve pagar 20% para operações day trade e 15% para operações normais com antecipação de 0,005% na fonte; ✓ Fator gerador: o investidor deve calcular o resultado positivo dos ajustes diários no mês e o fato gerador é a obtenção de ganhos sobre mercados futuros, ou seja, o encerramento da posição; ✓ Responsabilidade pelo recolhimento: do investidor; ✓ Day trade: 20% com antecipação de 1% na fonte; ✓ Compensação de perdas: as perdas incorridas poderão ser compensadas com os ganhos aufe- ridos, no próprio mês ou nos meses subsequentes, em outras operações de futuros, exceto day trade. MERCADO DE SWAP • A palavra swap signifi ca troca. Neste sentido, um contrato de swap representa um acordo no qual as contrapartes trocam fl uxos futuros de caixa. • É um tipo de contrato que não tem padronização, uma vez que ele atende necessidades especí- fi cas de prazo e fl uxo fi nanceiro. Exemplos Swaps de taxas de juros, por exemplo, são utilizados por investidores para eliminar sua exposição a taxas de juros incertas ou que causam algum tipo de descasamento no balanço. • Exemplo 1: cliente possui dívida indexada à variação da infl ação, mas não possui nenhum tipo de receita que acompanha perfeitamente a infl ação. • Exemplo 2: cliente possui uma dívida em dólar com taxa de juros de 6% a.a. (linear), mas quer trocar o risco cambial resultante pelo indexador CDI. É um derivativo que tem risco de crédito dada a possibilidade de que a contraparte não efetue o pa- gamento contratado, quando esta for devedora. A exigência de garantias é a forma convencional de proteção contra esse tipo de risco. ✓ O imposto de renda segue a tabela regressiva de renda fi xa. MERCADO DE OPÇÕES Os contratos de opções representam acordos nos quais uma parte adquire o direito de comprar (ou vender) um ativo a um preço preestabelecido até certa data e a contraparte se obriga a vender (ou comprar) esse ativo, em troca de um único pagamento inicial. Call - Direito de decidir pela compra do ativo no futuro a preço predeterminado. 74 74 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Participante Tipo de opção Títular paga prêmio Lançador recebe prêmio CALL Direito de comprar Obrigação de vender PUT Direito de vender Obrigação de comprar Put - Direito de decidir pela venda do ativo no futuro a preço predeterminado. Em ambos os casos, o direito adquirido na negociação tem prazo de validade (um dia ou um período), refere-se a um produto denominado ativo-objeto (defi nido no contrato) e é exercido a um preço de exercício previamente estabelecido. Exemplo: Uma analogia é o seguro de um carro. No seguro, é pago um prêmio para a seguradora e se o carro for batido ou roubado seu valor é recuperado. Tipos de Opções: ✓ Opções europeias - Podem ser exercidas apenas na data de vencimento; ✓ Opções americanas - Podem ser exercidas a qualquer momento ou em determinadas datas ou períodos entre a data de emissão e a data de vencimento. Participantes: • O titular da opção é quem detém o direito de comprar ou vender; • Já o vendedor (chamado “lançador” da opção), seja de compra ou de venda, tem obrigação de atender o titular. Forma gráfi ca: Compra do ativo Compra de CALL Compra de PUT Venda do ativo Venda de CALL Venda de PUT 75 75MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Fatores que afetam os preços: Opção de compra Opção de venda Preço à vista do ativo + - Preço de exercício - + Volatilidade + + Prazo para o vencimento + + Vencimento das opções: as opções vencem sempre na terceira segunda-feira do mês. Cada código deve carregar uma letra que representa o mês de vencimento da opção e também o tipo de opção (compra ou venda). Vencimento Compra (Call) Venda (Put) Janeiro A M Fevereiro B N Março C O Abril D P Maio E Q Junho F R Julho G S Agosto H T Setembro I U Outubro J V Novembro K W Dezembro L X VALOR INTRÍNSECO E EXTRÍNSECO Valor intrínseco é a diferença entre o valor à vista da ação e o preço de exercício da opção de compra. Call com preço de exercício de R$ 30,00. Valor da ação = R$ 35,00. O titular tem o direito de comprar a ação pelo preço de exercício de R$ 30,00, ou seja, ele ganhará R$ 5,00 pois a ação vale R$ 35,00 no momento. VI = 35 – 30 = 5 Já o valor extrínseco é a diferença entre o valor intrínseco da opção e o valor cobrado como prêmio. Vamos supor que o prêmio é R$ 2,00. 76 76 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) VI = 5 VE = 5 – 2 = 3 MODELO BLACK-SCHOLES Fisher Black, Robert Merton e Myron Scholes desenvolveram o modelo Black-Scholes ne década de 70. O modelo desenvolvido pelos professores ganhou o Prêmio Nobel em 1997 e tem como objetivo preci- fi car derivativos, principalmente opções, e busca prever o valor futuro de um ativo. Para chegar ao resultado a fórmula utiliza: - Strike da opção, ou seja, o preço de exercício; - Preço de Spot, ou seja, preço atual da ação; - Taxa livre de risco, no caso a Selic; - Tempo para vencimento da opção; - Volatilidade histórica e implícita. Observe que strike da opção, preço Spot, Selic, tempo para vencimento da opção e volatilidade his- tórica são conhecidos e nós incluiremos na fórmula. O único ponto não conhecido é a volatilidade implícita, portanto, não vamos colocar essa volatilidade implícita na fórmula. Nós vamos buscar pela volatilidade para encontrar o preço da opção. A fórmula do modelo é: Antes de qualquer coisa, CALMA. Você não precisará realizar esse cálculo na sua prova, mas é impor- tante você entender a fórmula para compreender melhor o conceito. 1ª parte se refere ao valor que o investidor receberá no futuro. c = S0N(d1) - K e -rTN(d2) 2ª parte da fórmula se refere ao valor que o investidor pagará no futuro. Aqui no Brasil nós utilizamos principalmente esta fórmula, pois são opções de CALL (compra), já que não temos opções de PUT tão líquidas em nosso mercado. 77 77MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) A diferença entre essas duas partes será o preço da opção de compra. Para iniciar o modelo nós precisamos encontrar d1 e d2. Observações sobre o d1 e d2: - São afetados pela volatilidade; - Só podem assumir valores entre 0 e 1; - Quanto maior for a volatilidade, maior será o d1 e menor será o d2; - Ou seja, quanto maior a volatilidade, maior será o preço da opção. Para encontrar d1 e d2 precisamos utilizar estas partes da fórmula: Premissas para realizar o modelo Black-Scholes: - Apenas para opções europeias, excluindo opções americanas; - Não existe impostos ou custos de transação; - Não há pagamentos de dividendos durante a vigência da opção; - Não há oportunidade de arbitragem entre ação e opção; - A taxa livre de risco é constante; - Os investidores captam e/ou emprestam à taxa livre de risco. GARANTIAS Para o titular de opções: o titular no mercado de opções está isento de prestar garantias, pois o risco máximo que pode correr é ele não exercer sua posição e perder o prêmio pago. Para o lançador de opções: somente das posições lançadoras é exigida a prestação de garantias, e a fi nalidade da garantia é assegurar o cumprimento da obrigação assumida. Lançador coberto: deposita os títulos relativos a opção. Lançador descoberto: deposita margem em dinheiro ou os mesmos ativos aceitos no mercado a termo, conforme cálculo efetuado pela clearing. A margem depositada é o resultado da soma dos seguintes componentes: margem de prêmio (prêmio de fechamento do dia) e margem de risco (maior prejuízo potencial projetado para o dia seguinte). 78 78 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) FINANCIAMENTO DE OPÇÕES OU LANÇAMENTO COBERTO É uma operação realizada em duas etapas: ✓ O investidor compra uma quantidade de ações de uma determinada empresa no mercado à vista e, simultaneamente, vende o equivalente no mercado de opções. Ao fechar esta transação, o investidor está comparando a diferença entre o desembolsado hoje com o que irá receber no vencimento das opções. Com isso, o titular da ação ou lançador da opção se compromete a vender o ativo objeto da opção pelo preço de exercício da opção (strike) até a data limite da série lançada. Exemplo: O investidor compra 100 ações da VALE3 a R$ 30,00 = R$ 3.000,00 e vende 100 VALEF32 a R$ 0,30 = R$30,00. O custo para montar a estrutura foi de R$3.000,00 – R$ 300,00 = R$ 2.700,00. ✓ Agora, de acordo com o fi nanciamento, o lançador da opção VALEF32 tem a obrigação de vender o ativo a R$32,00. Caso a ação suba mais, por exemplo, feche em R$ 35,00, será obrigado a vender por R$ 32,00. O lucro do fi nanciamento será de R$ 3.200,00 (valor da venda pelo PE) – R$ 2,700 (custo para montar a estrutura) = R$ 500,00. OPERAÇÃO DE BOX 4 PONTAS São 4 posições no mercado de opções: - Titular de opção de compra; - Lançador de opção de venda com o mesmo preço de exercício; - Lançador de opção de compra; - Titular de opção de venda com o mesmo preço de exercício, sobre o mesmo ativo-objeto, mesma quantidade e mesma data de vencimento. As séries de opções devem apresentar sempre o mesmo lote padrão. STRADDLE Estratégia envolvendo a compra ou venda simultânea de duas séries do mesmo número de opções de compra e de venda sobre o mesmo ativo-objeto, com o mesmo preço de exercício e mesma data de vencimento. STRANGLE Estratégia envolvendo a compra ou venda simultânea de duas séries do mesmo número de opções de compra e de venda sobre o mesmo ativo-objeto, com preços de exercício diferentes e mesma data de vencimento. 79 79MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) CAPs Limite para pagamento de uma taxa de juros, funciona como uma espécie de seguro. FLOOR É o mecanismo mais utilizado por investidores que possuem papéis vinculados a taxas fl utuantes de juros. O investidor fi xa, então, um patamar mínimo para a rentabilidade de seus papéis. É o piso míni- mo para garantir uma taxa de juros. COLLAR Travas de alta e de baixa. OPÇÕES EXÓTICAS Opções que representam variações sobre os tipos básicos. Dão ao portador o direito, após determina- do período, escolher se ela será uma put (venda) ou uma call (compra). Colocando em prática! Estratégia de alavancagem: Um investidor, atento ao preço das ações, decide investir R$ 100.000,00 em ações da companhia XPTO S/A, cujo preço unitário é de R$ 20,00. Se espe- rar o preço das ações subir para R$ 22,00, terá realizado ganho de 10% ou R$ 10.000,00. Entretanto, se em vez de comprar as ações o investidor tivesse com- prado opções de compra com preço de exercício de R$ 21,00 pagando prêmio (subvalorizado) de R$ 0,50, seu ganho seria muito maior. Tributação: ✓ Alíquota: 15%. Há incidência do imposto de renda retido na fonte à alíquota de 0,005% sobre o resultado positivo; ✓ Fator gerador: auferir ganho líquido na negociação ou no exercício da opção; ✓ Recolhimento: apurado em períodos mensais e pago até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração; ✓ Responsabilidade pelo recolhimento: do investidor; ✓ Compensação de perdas: as perdas incorridas poderão ser compensadas com os ganhos auferi- dos no próprio mês ou nos meses subsequentes, em outras operações realizadas nos mercados à vista, de opções, futuro e a termo, exceto no caso de perdas em operações de day trade, que somente serão compensadas com ganhos auferidos em operações da mesma espécie. Day trade ✓ Na fonte: Alíquota de 1% aplicada sobre o resultado positivo apurado em operação de day trade; 80 80 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ Mensal: Os ganhos líquidos mensais auferidos em operações de day trade são tributados à alíquota de 20%. 3.4 Certificado de Operações Estruturadas – COE É instrumento inovador e fl exível, que mescla elementos de renda fi xa e renda variável. Traz ainda o diferencial de ser estruturadocom base em cenários de ganhos e perdas selecionadas de acordo com o perfi l de cada investidor. É a versão brasileira das notas estruturadas, muito populares na europa e nos estados unidos. A emissão desse instrumento poderá ser feita em duas modalidades: valor nominal protegido, com garantia do valor principal investido, ou valor nominal em risco, em que há possibilidade de perda até o limite do capital investido. Nos dois casos deve ser observada a regra de suitability, ou seja, o inves- timento deve ser adequado ao perfi l do investidor. ✓ Quem emite os COEs são bancos e eles são registrados na Cetip. ✓ O COE tem vencimento, valor mínimo de aporte, indexador e cenário de ganhos e perdas defi ni- dos pelos bancos para diferentes perfi s de investidor. ✓ O imposto de renda ocorre sobre o lucro conforme o prazo da aplicação, pela tabela regressiva, recolhido pela instituição emissora. ✓ Pode ter ou não liquidez antecipada ao vencimento. ✓ A “lâmina” do COE é chamada de Documento de Informações Essenciais - DIE. Instrução CVM n.º 569 (14/10/2015). Trata da oferta pública de distribuição de COE realizada com dispensa de registro. ✓ Cap II: os bancos comerciais, as caixas econômicas e os bancos múltiplos sem carteira de investi- mento fi cam dispensados da exigência da contratação de intermediários integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários na distribuição pública de COE de sua emissão, desde que atendido o disposto nesta Instrução. ✓ Cap IV – material publicitário. Usar linguagem serena e moderada, advertindo para os riscos do investimento, inclusive que o investidor está sujeito ao risco de crédito do emissor do certifi cado. ✓ Mencionar que se trata de material publicitário. ✓ Alertar para a existência do DIE e os meios para a obtenção de um exemplar, além da advertência em destaque com a seguinte redação: “LEIA O DOCUMENTO DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS AN- TES DE APLICAR NESTE CERTIFICADO DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS”. ✓ Destacar que o certifi cado é da modalidade de “Investimento com Valor Nominal em Risco”, quando for o caso. ✓ Caso o material publicitário do COE contenha cenários, não poderá ser dado destaque ao melhor cenário em detrimento dos outros cenários. ✓ Mencionar que a rentabilidade líquida depende da tributação aplicável. 81 81MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Exemplo de COE: 1. Se o Ibovespa cair Capital Protegido; 2. Se o Ibovespa subir até 10% Ganho de 15%; 3. Se o Ibovespa subir até 20% Ganho de 25%; 4. Se o Ibovespa subir mais do que 25% Ganho de 10%. No fechamento o Ibovespa subiu 13%. Qual será o ganho? O ganho será de 25% bruto (tabela regressiva de IR). 3.5 Tributação para pessoas físicas residentes no brasil TRIBUTAÇÃO EM ATIVOS DE RENDA FIXA – IOF ✓ IOF regressivo; ✓ Sistema 4-3-3; ✓ IOF cobrado antes do IR; ✓ Cobrado até o dia 29; ✓ IOF somente sobre os rendimentos. Prazo (dias corridos) % do IOF sobre rendimento Prazo (dias corridos) % do IOF sobre rendimento Prazo (dias corridos) % do IOF sobre rendimento 1 96 11 63 21 30 2 93 12 60 22 26 3 90 13 56 23 23 4 86 14 53 24 20 5 83 15 50 25 16 6 80 16 46 26 13 7 76 17 43 27 10 8 73 18 40 28 6 9 70 19 36 29 3 10 66 20 33 30 0 ✓ IR regressivo para CDB, DPGE, LF, debêntures, notas promissórias e títulos públicos federais; ✓ Cobrança: no resgate; 82 82 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) ✓ Isenção PF para: poupança, debênture incentivada, CRI, CRA, LCI, LCA e CPR. Tabela regressiva imposto de renda Prazo de investimento Alíquota de IR Até 180 dias 22,50% 181 até 360 dias 20,00% 361 até 720 dias 17,50% acima de 720 dias 15,00% IMPOSTO DE RENDA SOBRE AÇÕES ✓ Ações com 15% de IR, exceto day-trade, que é 20%. ✓ Não tem IOF. ✓ Quem recolhe o IR é o próprio investidor, via DARF. ✓ Alíquota fonte: day trade (1% sobre os rendimentos) e swing trade (0,005% sobre o valor da ven- da). ✓ PF é isenta na venda de ações de R$ 20.000,00 por mês. ✓ Fato gerador: resgate. Operação Alíquota na fonte Ajuste Isenção Responsável Day trade 1% sobre os rendimentos 20% Não tem Próprio Investidor, via DARF Swing trade 0.005% sobre o valor da venda (alienação) 15% Na venda de R$20.000,00 por PF, por mês Próprio Investidor, via DARF 3.6 Negociação liquidação e custódia CLEARING HOUSES ✓ O sistema de segurança das bolsas é responsabilidade de uma clearing house, que atua como câ- mara de compensação, assumindo a posição de contraparte em todos os contratos negociados e garantindo seu cumprimento. ✓ Para não fi car exposta, exige garantias por parte de seus membros. ✓ É um departamento da bolsa responsável pelo registro dos negócios e monitoramento das posi- ções. 83 83MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) As principais responsabilidades são: • Liquidações diárias de perdas e ganhos; • Exigência de margens iniciais; • Limites de oscilações diárias de preços; • Ajuste diário no mercado futuro. QUESTÕES – MÓDULO 03 01) Underwrinting possuem tipos específi cos de garantias. Em um underwriting fi rme: a) O risco fi ca somente com o underwriter (intermediador fi nanceiro que executa a operação) e com a empresa que emite os ativos. b) As instituições fi nanceiras estabelecem como meta um determinado percentual dos títulos a serem oferecidos ao público. c) As instituições fi nanceiras se comprometem a subscrever elas próprias qualquer quantidade de ati- vos que não tenha sido vendida ao público. d) As instituições fi nanceiras irão se esforçar ao máximo para venderem aos investidores os ativos de emissão da empresa, mas irão devolver à empresa aquela parte que não conseguirem vender 02) Um título está sendo negociado a R$ 950,00 e paga CUPOM anual de 5% a.a. Sabendo que o título possui um valor de face de R$ 1.000,00, este título está atrativo segundo o Current Yield? a) Sim, pois a taxa de retorno atual é igual a 5,26% abaixo do cupom b) Não, pois a taxa de retorno atual é igual a 5,26% acima do cupom c) Sim, pois a taxa de retorno atual é igual a 5,26% acima do cupom d) Sim, pois seu PU é abaixo de R$ 1.000,00 03) Um investidor tem o objetivo em preservar seu poder de compra para os próximos 20 anos e pos- suir isenção de imposto de renda em ativo emitido por S.A. não fi nanceira. Dentre as alternativas, assi- nale a melhor opção de títulos públicos: a) NTN-B e LCI b) LCA e NTN-B Principal c) NTN-B e Debênture Simples d) NTN-B e Debênture Incentivada 84 84 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) 04) Um importador de matérias primas decide realizar uma operação no mercado fi nanceiro conheci- da como Hedge (proteção). Nesse caso, ele: a) Irá vender opções de call de dólar b) Irá comprar opções de put de dólar c) Venderá dólar no mercado futuro ou a termo d) Ficará passivo em taxa DI e ativo em dólar, no que se refere a operação de SWAP 05) Bruno aplicou R$ 50.000,00 em um COE - Certifi cado de Operações Estruturadas atrelado ao Dow Jones, por 620 dias, onde os cenários são: Cenário 1: desvalorização de DJ = capital protegido Cenário 2: valorização de DJ em até 10%= variação do DJ + variação cambial Cenário 3: valorização de DJ acima de 10% = 10% + variação cambial Sabendo que: Dow Jones na abertura = 34.400 pontos Dow Jones no fechamento = 35.800 pontos Dólar na abertura = 5,50 Dólar no fechamento = 5,30Q Qual o resgate líquido do investidor?a) R$ 50.214,25 b) R$ 50.142,82 c) R$ 50.117,83 d) R$ 50.220,25 06) Sobre IR, está correto: a) Operações Day Trade possuem cobrança de IR de 20%, sendo que 0,005% é retido na fonte b) Operações Swing Trade possuem cobrança de IR de 15% sendo que 0,005% no lucro é retido na fonte c) Operações Day Trade possuem cobrança de 20%, sendo que 1% da venda é retido na fonte d) Nenhuma das alternativas 85 85MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) 07) A concessão de uma ou mais novas ações para cada ação existente, refere-se ao processo de: a) Subscrição. b) Inplit (Grupamento). c) Split (Desdobramento). d) Multiplicação. 08) Um determinado investidor fez uma aplicação em debêntures pelo prazo de 181 dias e obteve lucro de R$ 421 mil. Com relação à tributação, analise os itens abaixo: I. A Instituição Emissora irá reter o valor do imposto devido II. A alíquota do imposto de renda é de 15% III. A base de cálculo para cobrança do I.R é o rendimento da operação. Está (ão) correto (s): a) Apenas I b) Apenas III c) I e III d) I e II 09) Uma S.A não fi nanceira está necessitando de recursos para capital de giro. Uma opção para captar recursos de forma rápida, seria: a) Ações b) Nota Promissória c) CDB d) LCI 10) Os agentes underwriters são: a) Instituições fi nanceiras que emitem ações e valores mobiliários no mercado primário b) Instituições não fi nanceiras especializadas em coordenar processos de emissões de valores mobili- ários c) Instituições fi nanceiras ou não fi nanceiras especializadas em coordenar processos de emissões de valores mobiliários 86 86 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) d) Instituições fi nanceiras especializadas em coordenar processos de emissões de títulos e valores mo- biliários 11) Uma empresa brasileira possui ações na B3. Esta mesma empresa gostaria de negociar seus títulos na bolsa de valores de Londres, a empresa deverá emitir: a) American Depositary Receipt (ADR) b) Brazilian Depositary Receipt (BDR) c) Global Depositary Receipt (GDR) d) Nenhuma das alternativas 12) Um investidor tem o objetivo em preservar seu poder de compra para os próximos 20 anos, dentre as alternativas, assinale a melhor opção de títulos públicos: a) Letra do Tesouro Nacional. b) Nota do Tesouro Nacional Série F. c) Nota do Tesouro Nacional série B Principal. d) Letra Financeira do Tesouro. 13) Calcule o PU de uma LTN com vencimento para 1050 dias, e com taxa negociada de 12,50 % ao ano: a) 895,30. b) 685,77. c) 612,16 d) 723,18. 14) Por meio do Certifi cado de Depósito Bancário (CDB) e do Recibo de Depósito Bancário (RDB), as pessoas emprestam dinheiro aos bancos, emissores destes títulos, e recebem, depois de um período determinado no momento da negociação, o dinheiro corrigido com juros. Assinale a principal diferen- ça entre CDB e RDB: a) O CDB pode ser apenas pós fi xado, enquanto o RDB prefi xado. b) O RDB pode ser apenas pós fi xado, enquanto o CDB prefi xado. c) O CDB é inegociável e intransferível, ou seja, não pode ser resgatado antes do vencimento. d) O RDB é inegociável e intransferível, ou seja, não pode ser resgatado antes do vencimento. 87 87MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) 15) Uma Letra Financeira negociada a 99% fi cou aplicada por 1720 dias, sabendo que a taxa DI anual em dias úteis foi de 8,25%, a rentabilidade bruta neste caso foi de: a) 71,78%. b) 46,05%. c) 71,07%. d) 60,41%. 16) Bruno comprou opções de PUT de uma ação, onde o prêmio pago foi R$ 1,50 e o preço de exercício em 30 dias é de R$ 24,50. No vencimento, o preço desta ação estava R$ 20,50. Qual foi o lucro líquido do investidor? a) R$ 2,13 b) R$ 2,50 c) R$ 4,00 d) O investidor não exerceu seu direito, pois haveria prejuízo. 17) Considera-se como Taxa de Corretagem, exceto: a) É a taxa paga a corretora na intermediação entre a ordem do cliente e a execução da oferta junto à bolsa ou no mercado de balcão. b) Taxa fi xa entre todas as corretoras habilitadas a operar na compra e venda de ações c) Valor cobrado pela corretora por meio da qual o investidor realiza a compra e a venda de ativo d) Pode ser uma taxa fi xa ou percentual sobre a operação de compra ou venda 18) Análise as informações abaixo: I – A Letra Financeira não possui regra para prazo, mas possui aplicação mínima de R$ 50.000 II – Um Recibo de Depósito Bancário não possui regra para emissão de valores, mas o resgate se da apenas no vencimento III – O Certifi cado de Depósito Bancário é mais fl exível, já que não possui regra para emissão e prazo a) I e II b) I e III c) II e III 88 88 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) d) Apenas III 19) Uma empresa cujas ações são negociadas em Bolsa de Valores e que deseja aumentar a liquidez de suas ações sem aumentar o capital, deverá realizar: a) Um processo de desdobramento de ações (split) b) Um processo de subscrição de ações c) Um processo de agrupamento de ações (inplit) d) A emissão de novas ações 20) De acordo com o Código ANBIMA de Administração de Recursos de Terceiros, a prática de apreça- mento dos ativos (marcação a mercado) de um fundo objetiva, principalmente: a) segregar a administração de recursos próprios dos recursos de terceiros. b) fi xar a rentabilidade mínima para os cotistas. c) divulgar ao mercado as informações sobre a variação das taxas de administração do fundo. d) evitar a transferência de riqueza entre os cotistas. 21) Seu cliente PF te mostra um LCI que paga 90% da taxa DI e um CDB que paga 100% da taxa DI, am- bos com vencimento em 3 anos. Ao perguntar qual aplicação vale mais a pena, você diz: a) O CDB paga um percentual maior da taxa DI comparado ao LCI, logo será a melhor aplicação b) Uma LCI sempre será melhor que um CDB pela isenção de IR para pessoa física c) Só valeria apena aplicar neste CDB se o mesmo pagasse acima de 105,88% da taxa DI d) Só valeria apena aplicar neste CDB se o mesmo pagasse acima de 102,88% da taxa DI 22) Em uma oferta pública de debêntures, o processo chamado de bookbuilding determina o preço da emissão: a) De acordo com o que determina a instituição coordenadora, após a CVM aprovar o lançamento do ativo. b) Com base na melhor oferta enviada pelos compradores. c) Baseado no encaminhamento de ofertas de compra pelos potenciais compradores, depois da divul- gação das características da emissão. d) Com base no preço de debêntures similares negociadas no mercado. 89 89MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) 23) Underwrinting possuem tipos específi cos de garantias. Em um underwriting fi rme: a) O risco fi ca somente com o underwriter (intermediador fi nanceiro que executa a operação) e com a empresa que emite os ativos. b) As instituições fi nanceiras estabelecem como meta um determinado percentual dos títulos a serem oferecidos ao público. c) As instituições fi nanceiras se comprometem a subscrever elas próprias qualquer quantidade de ati- vos que não tenha sido vendida ao público. d) As instituições fi nanceiras irão se esforçar ao máximo para venderem aos investidores os ativos de emissão da empresa, mas irão devolver à empresa aquela parte que não conseguirem vender 24) Analise as informações abaixo: I – Treasury Bill (T-Bill) são títulos de até 1 anode vencimento com pagamento único II – Treasury Note (T-Note) são títulos com prazo a cima de 10 anos III – Treasury Bonds (T-Bonds) são títulos que protegem o investidor pelo risco da infl ação a) I, apenas b) III, apenas c) I e III d) I e II 25) Calcule o PU de uma LTN com vencimento para 350 dias, e com taxa negociada de 8,75% ao ano: a) R$ 870,03 b) R$ 890,03 c) R$ 880,03 d) R$ 888,03 26) No modelo Black&Scholes, é utilizado na fórmula, exceto: a) Strike da Opção b) Prêmio da Opção c) Volatilidade (implícita e histórica) 90 90 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) d) Tempo para o vencimento da opção 27) Um investidor faz análises de um ativo e verifi ca a possibilidade de elevada alta nos próximos perí- odos. Para obter maiores lucros possíveis, esse investidor poderá: a) Comprar uma opção de CALL do ativo, at the money b) Comprar uma opção de CALL do ativo, in the money c) Comprar uma opção de CALL do ativo, out the money d) Comprar uma opção de PUT do ativo, in the money 28) Sobre SWAP: I – É uma troca de indexadores pelo investidor II – Possui padronização de contratos III – Possui tributação em Tabela Regressiva de IR a) I e II b) I e III c) II e III d) I apenas 29) Para que o governo brasileiro capte recursos no exterior, é permitido a emissão de: a) Títulos Públicos Federais tais como LTN e LFT fora do país b) Global Bônus em qualquer país fora do Brasil, em moeda corrente ao país de emissão c) Eurobônus que são emitidos somente no mercado europeu d) Nenhuma das alternativas 30) Um investidor descobriu recentemente a possibilidade de investir seu dinheiro em ativos do go- verno federal, mesmo animado com a ideia de ter um retorno atrelado ao IPCA, se sente receoso de aguardar tanto tempo para receber seu dinheiro de volta. Você pode indicar para ele: a) que invista na NTN-B principal, pois faz pagamentos semestrais de cupom b) que invista em uma NTN-C, para que assim tenha retorno atrelado a infl ação c) NTN-B será o papel mais indicado para ele pelo pagamento de juros. 91 91MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) d) que ele deve investir em uma LTN pelo pagamento de juros. 31) Uma empresa importadora irá comprar uma máquina do exterior daqui a 4 meses no valor de U$ 400.000,00. O que você indica para que a empresa se proteja do risco cambial? a) Comprar uma opção de venda de dólar nesse valor. b) Comprar uma opção de compra de dólar nesse valor. c) Comprar dólar a termo para a data de vencimento da obrigação da empresa. d) Fazer um SWAP com ponta ativa em CDI e ponta passiva em dólar. 32) O investidor que deseja se proteger da queda de preços do dólar e deseja fazer um hedge com op- ções deve: a) comprar uma opção de compra de dólar. b) vender uma opção de compra de dólar. c) comprar uma opção de venda de dólar. d) vender uma opção de venda de dólar. 33) Calcule o PU de uma LTN com vencimento para 756 dias, e com taxa negociada de 8,22% ao ano: a) R$ 889,00 b) R$ 789,00 c) R$ 929,00 d) R$ 769,00 34) São características de debêntures: I - Isenção de imposto de renda para debêntures que incentivam obras de infraestrura II - Garantia adicional e opcional fi dejussória III - Garantia do Fundo Garantidor de Crédito - FGC a) Apenas I b) I e II c) I e III 92 92 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) d) I, II e III 35) É uma característica aplicável às operações de swap: a) A base de cálculo do IR é o resultado positivo auferido na liquidação do contrato de swap, inclusive quando da cessão do mesmo contrato. b) O responsável pelo recolhimento do IR é o próprio investidor. c) A alíquota do IR varia em função da operação ser com o intuito de hedge. d) Por ser considerada uma operação de renda variável, a alíquota do IR varia entre 22,5% e 15%. 36) No modelo Black&Scholes, é correto afi rmar, exceto: a) A taxa livre de risco é constante e conhecida b) Existe correlação entre o ativo principal e a opção c) A preferência pode ser feita apenas para opções europeias d) Uma das premissas é que temos que considerar os custos de transação 37) Dado uma NTN-F com vencimento em 4 anos e pagamento de cupom semestral com taxa de 10% a.a. Qual será o retorno efetivo deste título, considerando que hoje seu preço unitário é de R$ 920,00? a) 5% b) 4,88% c) 6,18% d) 6,95% 38) Um American Depositary Receipt - ADR: a) É um título negociado nos Estados Unidos, cotado em dólares e lastreado em ações de uma empresa não americana b) É uma ação negociada nos Estados Unidos, cotada em dólares de uma empresa não americana. c) É um título negociado no Brasil, cotado em reais e lastreado em ações de uma empresa americana. d) É um título negociado nos Estados Unidos, cotado em reais e lastreado em ações de uma empresa não americana. 93 93MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) 39) Um cliente de uma distribuidora comprou CRI e tem dúvidas sobre as garantias desse título, você, como consultor fi nanceiro, informa que: a) o CRI não possui FGC, mesmo sendo emitido por um banco. b) o CRI é emito por uma companhia securitizadora e possui isenção de IR para PF e PJ c) o CRI tem garantia real que está vinculada a carteira de crédito imobiliária que dá lastro ao certifi - cado d) o CRI tem risco zero pois conta a garantia real. 40) Considerando os tipos de garantias e as espécies das debêntures, corre maior risco de crédito o investidor que adquirir títulos: a) Com garantia fl utuante. b) Da espécie subordinada. c) Com garantia real. d) Da espécie quirografária. 41) Sr João possui R$ 50.000,00 na poupança, e o aniversário dos seus rendimentos é todo dia 10. Po- rém nesse mês ele teve que resgatar R$ 15.000,00 antes do aniversário. A rentabilidade da poupança na data de aniversário será sobre: a) Não terá rendimento na data do aniversário b) R$ 50.000,00 c) R$ 35.000,00 d) R$ 15.000,00. 42) O underwriting é: a) O lançamento de ações ou debêntures mediante subscrição privada b) Leilão de ações na bolsa de valores c) O lançamento de ações diretamente entre a empresa e investidores. d) O processo de lançamento de ações ou debêntures, com subscrição pública. 43) Você investiu em um COE que aplica em ações americanas com data de observação a cada semes- tre e vencimento em 2 anos. Na primeira observação, em 180 dias, o resultado foi positivo e o investi- dor teve um lucro de R$ 1.000,00. Com base nessa informação, qual seria o IR a ser recolhido na fonte? 94 94 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) a) R$ 175,00 b) R$ 150,00 c) R$ 225,00 d) R$ 200,00 44) Sr. Marcelo tem um título NTN-F para 2026 com juros semestrais. Em relação ao IR: a) O IR será cobrado no pagamento de cada juros e no vencimento do título, ambos pela tabela regres- siva. b) O IR será cobrado todo mês de maio e novembro em 15% e no vencimento do título conforme tabela regressiva c) O IR será cobrado somente no vencimento do título, e utilizará a tabela regressiva. d) O IR será de 15% somente sobre os juros semestrais. 45) Analise as informações abaixo: I – Tag along no nível 2 será sempre 100% para ON e PN II – Nem sempre será obrigatório Free Float de 25% para Novo Mercado III – Tag along no Novo Mercado será de 100% para ON e PN Estão corretos: a) Ie II b) I e III c) II e III d) Todas as afi rmações 46) Calcule o PU de uma LTN com vencimento para 1350 dias, e com taxa negociada de 5,50% ao ano: a) R$ 730,64 b) R$ 740,64 c) R$ 750,64 d) R$ 760,64 95 95MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) 47) Lucros retidos em exercícios anteriores das empresas podem ser distribuídos por meio de: a) Dividendos b) Juros Sobre Capital Próprio c) Subscrição d) Ações 48) No modelo Black&Scholes, é correto afi rmar, exceto: a) A taxa livre de risco é constante e conhecida b) Existe correlação entre o ativo principal e a opção c) A preferência pode ser feita apenas para opções europeias d) Uma das premissas é que temos que considerar os custos de transação 49) Analise as informações abaixo: I – Quando um titular está in the Money, ele está dentro do dinheiro, ou seja, ganhando dinheiro na operação II – Fatores que infl uenciam o preço do prêmio: prazo, volatilidade, taxa Selic, Spot Price e Strike III – Opção europeia o exercício do direito só se da no vencimento e opção americana a qualquer mo- mento a) I e III estão corretos b) II e III estão corretos c) I e II estão corretos d) Todas as afi rmações são verdadeiras 50) São modalidades de Swap, exceto: a) Taxa de Juros b) Equity Swap c) Commodites d) NDF – Non-Deliverable Forward 96 96 MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) MÓDULO 03 | Instrumentos de renda fi xa, renda variável e derivativos (Proporção: de 15% A 25 %) Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 c 11 c 21 c 31 b 41 c 2 c 12 c 22 c 32 c 42 d 3 d 13 c 23 c 33 b 43 c 4 d 14 d 24 a 34 b 44 a 5 c 15 c 25 b 35 a 45 a 6 d 16 a 26 b 36 d 46 c 7 c 17 b 27 c 37 c 47 b 8 c 18 c 28 b 38 a 48 d 9 b 19 a 29 b 39 c 49 d 10 d 20 d 30 c 40 b 50 d 97 97MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 - FUNDOS DE INVESTIMENTO (PROPORÇÃO: DE 10% A 20 %) 4.1 Fundos de investimento Fundos de investimento: compram ativos Fundos de investimento em cotas: compram cotas de fundos Cota: menor fração do patrimônio líquido do fundo Cálculo do valor da cota: PL / Número de cotas ✓ A propriedade dos ativos de um fundo de investimento é do condomínio, cada um cabe a fração ideal representada pelas cotas. ✓ Cada fundo tem um CNPJ único. ✓ Como ativos dos fundos pertencem aos cotistas, não contam com a garantia do Fundo Garanti- dor de Créditos - FGC. PEDIDO DE REGISTRO DE FUNDOS • REGULAMENTO. • DECLARAÇÃO DE ADEQUAÇÃO A LEGISLAÇÃO. • REGISTRO EM CARTÓRIO. • NOME DO AUDITOR INDEPENDENTE. • INSCRIÇÃO CNPJ. • LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS. VALOR DA COTA VALOR DA COTA EM DETERMINADO DIA = VALOR DOS ATIVOS – DESPESAS DO FUNDO / NÚMERO DE COTAS EMITIDAS PELO FUNDO Transferência de titularidade: a cota de um fundo de investimento aberto só pode ser objeto de cessão ou transferência em casos atípicos. CHINESE WALL Segregação de recursos próprios e de terceiros. • EVITA CONFLITO DE INTERESSES. 98 98 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) • GESTÃO X FUSÃO E AQUISIÇÃO. ASSEMBLEIA GERAL DE COTISTAS Compete à assembleia: • Demonstrações contábeis. • Substituição do administrador, gestor ou custodiante. • Fusão ou incorporação. • Aumento da taxa de administração. • Alteração da política de investimento. • Emissão de novas cotas. • Alteração do regulamento. CONVOCAÇÃO Deve ser feita por correspondência encaminhada a cada cotista, com pelo menos 10 dias de antece- dência em relação a data da realização. Quem pode convocar? Administrador, gestor, custodiante ou grupo de cotistas → 5%. Presença de qualquer número de cotistas. AGO X AGE Assembleia Geral Ordinária: Realizada anualmente para deliberar as demonstrações contábeis do fun- do, em até 120 dias após o término do exercício social. ✓ Outras assembleias são AGE. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS CONDÔMINOS Cotista deve ser informado: Objetivo, política, taxas, carência; • Os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador ou por qualquer mecanis- mo de seguro ou, ainda, pelo Fundo Garantidor de Créditos; • A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. 99 99MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) COTISTA Direitos: • Cotista deve ter acesso ao regulamento, formulário de informação complementar, valor do patri- mônio líquido, valor da cota; a rentabilidade no mês e composição da carteira; • Cotista deve receber: extrato mensal, demonstrativo IR anual, número de cotas e valor de cotas. Obrigações: • Chamado a aportar recurso em PL negativo; • Pagar taxa administração; • Observar prazos mínimos; • Comparecer nas assembleias gerais e; • Manter cadastros atualizados; INFORMAÇÕES RELEVANTES (DISCLAIMERS) • Divulgar diariamente o valor do PL e cota. • Mensalmente remeter principais informações via extrato. • Anualmente, colocar as demonstrações fi nanceiras do fundo à disposição de qualquer cotista. REGRAS GERAIS SOBRE DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO • Não induzir ao erro. • Em linguagem simples. • Simultânea para todos os cotistas. • Informações úteis. • Não pode assegurar resultados. TIPOS DE FUNDOS Fundos abertos: solicitado resgate a qualquer momento. Fundos fechados: término do prazo de duração ou data de vencimento específi ca para saída. Fundos restritos: normalmente uma única família ou grupo econômico. Fundos exclusivos: único cotista, somente investidores profi ssionais. Com carência ou sem carência. SEGREGAÇÃO DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES Administrador: responsável legal. Gestor: responsável pela compra e venda de títulos, estratégia. Custodiante: guarda dos ativos. Distribuidor: venda das cotas dos fundos. Auditor independente: contratar um auditor independente. 100 100 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) TAXAS Taxa de administração: • Percentual pago pelos cotistas; • Expressa ao ano e deduzida diariamente; • A cobrança afeta o valor da cota; • Rentabilidade divulgada sempre livre da taxa de administração. Taxa de performance: • Supera o benchmark; • Cobrar após despesas e taxa de adm; • Linha d’água: metodologia; • Periodicidade: semestral. Taxa de ingresso ou saída: o próprio nome já diz, não é mais comum. Despesas: encargos dos fundos. DOCUMENTOS DO FUNDO • Regulamento: regras de funcionamento; • Formulário de Informações Complementares - FIC: divulga a atual política de divulgação de in- formações complementares; • Lâmina: maneira concisa, principais características; • Termo de adesão e ciência de risco: que teve acesso aos documentos; • Lâmina de informações essenciais: mais informações; • Lâmina deve ser atualizada até o dia 10 de cada mês. ESTRATÉGIAS DE GESTÃO Aplicação x resgate: estratégia. Fundo passivo (indexado) x fundo ativo. Fundo alavancado: superior ao PL. Benchmarks: DI, IPCA, Ibovespa, IbrX e PTAX. FECHAMENTO DO FUNDO PARA RESGATES E APLICAÇÕES O administrador poderá suspender novas aplicações no fundo, desde que isso se aplique tanto aos novos investidores quanto aos cotistas atuais. O administrador, em casos excepcionais de falta de liquidez, poderá declarar o fechamento do fundo para realização de resgate. 101 101MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MODALIDADES DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS • Fundos de renda fi xa - Curto prazo; - Referenciado; - Simples; - Dívida Externa. • Fundos de ações; • Fundos cambiais;• Fundos multimercados. FUNDOS DE RENDA FIXA • 80% do seu PL em ativos de renda fi xa expostos à variação da taxa de juros ou a um índice de preços. • Adicionado a expressão “longo prazo”, prazo médio da carteira superior a 365 dias. • Vedada cobrança de taxa de performance. FUNDOS DE RENDA FIXA DE CURTO PRAZO • Menos volatilidade, principalmente pós-fi xado. • Aplica em título público federal ou privado de baixo risco, com prazo máximo de 375 dias, porém, a média tem que ser inferior a 60 dias, denomina-se “curto prazo”. • Vedada taxa de performance. • Para a Receita Federal se considera prazo médio da carteira 365 dias. FUNDOS DE RENDA FIXA REFERENCIADO • 95% no índice de referência. • 80% em título público federal ou em título privado de baixo risco. • Vedada cobrança de taxa de performance. FUNDOS DE RENDA FIXA SIMPLES • 95% em título público federal ou título privado de baixo risco: denomina-se simples. • Dispensa termo de adesão e ciência de risco FUNDOS DE RENDA FIXA DÍVIDA EXTERNA • 80% do seu PL por títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União: deno- mina-se dívida externa. • Investir em papéis brasileiros negociados no exterior. 102 102 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) • Somente fundos de dívida externa podem comprar esse tipo de título. • Podem cobrar taxa de performance. FUNDO CAMBIAL • 80% ligado ao preço de moeda estrangeira ou variação do cupom cambial. • Aplicação feita em R$. • Não acompanha a cotação do dólar. FUNDOS DE AÇÕES • Investe no mínimo 67% do seu PL em ações negociadas no mercado à vista. • Para o longo prazo. • Podem cobrar taxa de performance. Estratégias: • Arbitragem (long and short): compra e venda de ativo; • Market timing: aumento ou diminuição à exposição da bolsa; • Stock picking: aposta em ações com maior potencial de retorno; • Carregamento: foco no longo prazo; • Trading: movimentações de curto prazo, tentando aproveitar o mercado. FUNDOS MULTIMERCADOS • Vários fatores de risco; • Podem usar derivativos para alavancagem; • Podem cobrar taxa de performance. FUNDOS CRÉDITO PRIVADO • + de 50% de seu PL em crédito privado • Deve conter a expressão “crédito privado” • Alerta de risco de perda substancial EXCHANGED TRADED FUNDS - ETF Exchange Traded Fund - ETF é um fundo de investimento em índice, com cotas negociáveis somente em bolsa. O ETF busca obter desempenho semelhante à performance de um determinado índice de mercado e, para tanto, sua carteira replica a composição desse índice. 103 103MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) Isso signifi ca que ao investir em um ETF você está investindo, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias. Exemplos: BOVA11 – Ibovespa; BRAX11 – IBrX-100; SMAL11 – Small Cap; PIBB11 – IBrX-50. Fundo deve manter 95%, no mínimo, de seu patrimônio aplicado em valores mobiliários ou ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que estes integram o índice de referência, ou em posições compradas no mercado futuro do índice de referên- cia, de forma a refl etir a variação da rentabilidade de tal índice. • Características: - Fundo aberto (conforme Portal do Investidor da CVM); - Negociado em bolsa; - Replica um índice; - IR 15%; - IR day trade 20%; - Sem come-cotas. FUNDO IMOBILIÁRIO - FII Os Fundos de Investimento Imobiliário - FII destinam-se ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, construção de imóveis e aquisição de imóveis prontos. Esses fundos são comercializados na forma de fundos fechados, que podem ter duração determinada ou indeterminada. E, além disso, devem distribuir, no mínimo, 95% do lucro auferido, apurados segun- do o regime de caixa. Uma vez constituído e autorizado o funcionamento do fundo, admite-se que 25% de seu patrimônio, no máximo e temporariamente, seja investido em cotas de FI e/ou em títulos de renda fi xa. Uma con- sideração importante a fazer é sobre o resgate das cotas: só pode ser feito no vencimento ou na liqui- dação do fundo. ✓ OS RENDIMENTOS de fundo imobiliário SÃO ISENTOS de imposto de renda para PF. ✓ O lucro líquido NAS VENDAS/ALIENAÇÃO de cotas é tributado em 20% de IR (inclusive para pes- soa jurídica isenta de IR). ✓ Quem recolhe o IR em FII é o cotista. ✓ As cotas do FII devem ser negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado. ✓ O FII deve ter no mínimo 50 cotistas. ✓ A isenção de imposto de renda só se aplica para investidores pessoa física que detêm menos de 10% das cotas do FII (20% para quem tem mais de 10%, assim como PJ). ✓ Não há um valor mínimo para aplicação. 104 104 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) FIDC – FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é um tipo de aplicação em que a maior parte dos recursos é destinada à aquisição de direitos creditórios. Os direitos creditórios vêm dos créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques, contratos de aluguel e outros. O direito de recebimento desses créditos é negociável, quer dizer, a em- presa o cede a terceiros e isso é feito por meio de um FIDC. • Estes fundos podem ser ABERTOS ou FECHADOS. • Somente investidores qualifi cados podem investir em FIDCs. • O FIDC deve ter, no mínimo, 50% de seu patrimônio em direitos creditórios. • Não há valor mínimo para aplicação Benefícios: Para quem cede: diminuição dos riscos e “liberação de espaço no balanço”; Para as empresas: mais liquidez no mercado de crédito; Para os investidores: uma alternativa de investimento que tende a oferecer maior rentabilidade do que a renda fi xa tradicional. Tipos de cotas • Cota sênior: aquela que não se subordina às demais para efeito de amortização e resgate. • Cota subordinada: aquela que se subordina à cota sênior. Riscos: o principal risco para o investidor é a carteira de recebíveis. FUNDOS DE INVESTIMENTOS EM PARTICIPAÇÕES - FIP • Constituídos sob a forma de condomínio FECHADO. • Não há aplicação mínima. Fundos de Investimento em Participação (FIP) foram criados para se investir ativamente através da compra de participações em empresas ou empreendimentos específi cos. O acesso às aplicações em FIP é restrito aos investidores qualifi cados, ou seja, instituições fi nanceiras, companhias seguradoras e sociedades de capitalização, entidades abertas e fechadas de previdência complementar, por exemplo. O fundo deverá participar do processo decisório da companhia investida, com efetiva infl uência na defi nição de sua política estratégica e na sua gestão, notadamente através da indicação de membros do Conselho de Administração. O fundo deve manter, no mínimo, 90% de seu patrimônio investido em ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão 105 105MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) de companhias, abertas ou fechadas, que o fundo tenha por objetivo participar do processo decisório. Com exceção para FIP de empresas emergentes, onde o percentual mínimo é de 75%. O FIP pode incluir na sua carteira compromissos de investimento, para posteriores chamadas de apor- te de capital. Podem investir até 20% do seu capital em ativos no exterior que possuam a mesma natureza econô- mica dos ativos mencionados. OS FIPS SÃO DIVIDIDOS EM 4 SEGMENTOS: • Capital semente: restrito a participações em companhias ou sociedades limitadas com receita bruta anual de até R$ 16 milhões; • Empresas emergentes: nessa categoria o limite de receita bruta anual sobe para R$ 300 milhões; • Infraestrutura e Produção Econômica intensiva em Pesquisa, Desenvolvimentoe Inovação: o pa- trimônio é investido em companhias que desenvolvam, novos projetos de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de energia, transporte, água e saneamento básico, irrigação e outras áreas prioritárias para o governo fede- ral. Os FIPs de infraestrutura também apresentam uma vantagem exclusiva: pessoas físicas fi cam isentas de imposto de renda tanto para o ganho de capital quanto para os dividendos; • Multiestratégia: investem em diferentes tipos e portes de sociedades. Além disso, esses fundos podem aplicar até 100% de seu capital subscrito em ativos no exterior, porém, são acessados exclusivamente por investidores profi ssionais. FUNDOS OFF-SHORE O Fundos Off -Shore investem recursos no exterior, sendo sua sede formalmente localizada no exterior, porém, o gestor localiza-se no Brasil. LIMITES DE ALOCAÇÃO POR EMISSOR • Até 100% do patrimônio líquido do fundo pode estar investido em ativos de emissão da União Federal, como os títulos do Tesouro Nacional, pós e prefi xados; • No máximo 20% do patrimônio líquido do fundo podem ser aplicados em ativos de emissão de instituições fi nanceiras, como bancos e outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil; • No máximo 10% do patrimônio líquido do fundo podem ser aplicados em ativos de emissão de companhias abertas ou fundos de investimento. 4.2 Carteira administrada A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profi ssional de recursos ou valo- res mobiliários, sujeitos à fi scalização da Comissão de Valores Mobiliários. Gestão discricionária: permite delegar a gestão da totalidade ou de parte dos ativos a uma equipe pro- fi ssional e experiente. 106 106 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) Gestão não discricionária: mesmo que um fundo ou recursos de uma carteira seja administrado por terceiros, o investidor é o gestor dos recursos, tomando todas as decisões de acordo com sua vontade. Carteira administrada x fundos de Investimentos Carteira administrada: para quem tem maior volume de recursos e menos tempo disponível. Fundos de investimento: para quem tem menos recursos e mais familiaridade com o mercado. 4.3 Tributação em fundos de investimento e carteira administrada IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS - IOF • IOF tabela regressiva até o 29º dia. • IOF antes do IR. • Isenção de IOF para fundo de ações. Tempo de aplicação (dias) IOF Tempo de aplicação (dias) IOF Tempo de aplicação (dias) IOF 1 96% 11 63% 21 30% 2 93% 12 60% 22 26% 3 90% 13 56% 23 23% 4 86% 14 53% 24 20% 5 83% 15 50% 25 16% 6 80% 16 46% 26 13% 7 76% 17 43% 27 10% 8 73% 18 40% 28 6% 9 70% 19 36% 29 3% 10 66% 20 33% 30 0 107 107MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) EXCEÇÃO DE IOF EM FUNDOS DE RENDA FIXA Quando se tratar de um fundo de investimento com carência, no resgate de suas cotas, antes de completado o prazo de carência para crédito de rendimentos, a alíquota aplicada é de 0,5% ao dia, sempre limitado ao rendimento do investidor. IMPOSTO DE RENDA - IR Come-cotas: maio e novembro. Curto prazo: 20%. Longo prazo: 15%. Alíquota cobrada Prazo da aplicação 22,50% Até 180 dias 20% De 181 até 360 dias 17,5% De 361 até 720 dias 15% Acima de 720 dias Fundo de ações (67%). Não tem come-cotas. 15% de IR na fonte. Responsável pelo recolhimento: administrador. 4.4 Código ANBIMA de regulação e melhores práticas para administração de recursos de ter- ceiros Objetivos: • Padronização para o mercado; • Concorrência leal; • Maior qualidade e disponibilidade das informações; • Promoção das melhores práticas do mercado; • Código não sobrepõe legislação; 108 108 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) Para registrar: I. Lâmina de informações complementares; II. Regulamento; III. Taxa de registro; IV. Formulário de cadastro. • Para divulgar rentabilidade, no mínimo 6 meses de registro CVM. • Marcação a mercado: obrigatória para fundos abertos. • Divulgar versão simplifi cada de como executa a marcação a mercado (administrador). MARCAÇÃO A MERCADO (APREÇAMENTO DE ATIVOS) • A marcação a mercado - MaM consiste em registrar todos os ativos, para efeito de valorização e cálculo de cotas dos Fundos de Investimento, pelos respectivos preços negociados no mercado em casos de ativos líquidos ou, quando este preço não é observável, por uma estimativa adequa- da de preço que o ativo teria em uma eventual negociação feita no mercado. • A MaM tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre os cotistas dos fundos de investimento, além de dar maior transparência aos riscos embutidos nas posições, uma vez que as oscilações de mercado dos preços dos ativos, ou dos fatores determinantes destes, esta- rão refl etidas nas cotas, melhorando assim a comparabilidade entre suas performances. • Além disso, a MaM evita que as aplicações e resgates de cotas de fundos sejam feitos com a pre- cifi cação dos ativos fora do valor de mercado. CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS ANBIMA • A ANBIMA agrupa fundos de investimento com as mesmas características, identifi cando-os pelas suas estratégias e fatores de risco. 109 109MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 110 110 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) QUESTÕES – MÓDULO 04 01) Sobre fundos de renda fi xa, é correto afi rmar: a) Segundo a CVM, para ser considerado FI Renda Fixa é necessário aplicação de 80% no mínimo em tí- tulos de renda fi xa. A ANBIMA faz a autorregulação dividindo os FI Renda Fixa em: curto prazo, simples, referenciado, dívida externa e crédito privado b) Um fundo de investimento curto prazo deve possuir títulos com no máximo 365 dias de vencimento, sendo que o prazo médio ponderado deve ser igual ou inferior a 60 dias c) Um fundo de investimento crédito privado possui uma rentabilidade esperada maior, visto que alo- ca seu capital em no mínimo 50% em títulos de crédito privado d) Nenhuma das alternativas 02) No dia 01/12/2020 Bruno comprou 100 cotas de um FI curto prazo, a R$ 10,00 cada cota. No dia 31/05/2020 a cota se valorizou a R$ 12,00. No dia seguinte: a) A cota irá se valorizar b) Haverá valorização da cota c) Bruno terá apenas 97,50 cotas d) Bruno terá apenas 96,67 cotas 03) Um Fundo de Investimentos visa retorno de 110% do DI e pode alavancar seu Patrimônio Líquido em até 200%. Se em um determinado dia o fundo estava alavancado no seu limite e os preços dos ati- vos da carteira desvalorizem 20%, qual será a perda do valor da cota desse fundo? a) 60% b) 20% c) 80% d) 40% 04) Um gestor de um fundo gostaria de aplicar em LCI de bancos e notas promissórias de empresas com capital fechado, logo: a) Deverá respeitar o limite por emissor: 20% em instituições fi nanceiras e 10% em empresas de capital fechado b) Deverá respeitar o limite por emissor: 20% em instituições fi nanceiras e 5% em empresas de capital fechado 111 111MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) c) Deverá respeitar o limite por emissor: 25% em instituições fi nanceiras e 10% em empresas de capital fechado d) Deverá respeitar o limite por emissor: 20% em LCI e 5% em nota promissória 05) Podemos dizer como verdade sobre fundos de investimentos, exceto: a) Fundos abertos permitem que o investidor resgate o capital aportado, sem a necessidade de venda no mercado secundário b) Fundo exclusivo permite alocação de apenas um único cotista, desde que esse seja qualifi cado c) Fundos restritospermitem alocação de um grupo específi co de cotistas, tais como grupo familiar, colaboradores de uma empresa d) Fundo fechado possui necessidade do cotista negociar em mercado secundário suas cotas 06) O administrador fi duciário de um fundo de investimentos: I) Deve elaborar os documentos do fundo II) Gerir a supervisão dos limites de investimentos III) Responsável pela constituição, administração e divulgação das informações a) Está correto I e II b) Está correto II e III c) Está correto I, II e III d) Nenhuma das alternativas estão corretas 07) Sobre FIDC – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios: I) Podem ser constituídos como abertos ou fechados II) Possui cotas Sênior e Subordinadas III) Possuem valor de emissão de no mínimo R$ 25 mil a) I e II estão corretos b) I e III estão corretos c) II e III estão corretos d) Somente II está correto 112 112 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 08) Qualquer fundo de investimento deve ser imediatamente liquidado ou incorporado a outro fundo, caso: a) Mantenha PL médio diário inferior a R$ 1.000.000,00 por período de 60 dias. b) Mantenha PL médio diário inferior a R$ 500.000,00 por período de 60 dias. c) Mantenha PL médio diário inferior a R$ 500.000,00 por período de 90 dias. d) Mantenha PL médio diário inferior a R$ 1.000.000,00 por período de 90 dias. 09) A ANBIMA complementa o código exposto pela CVM com relação a estratégia dos fundos. São estra- tégias utilizadas por fundos multimercado, exceto a) Balanceado b) Macro c) Long and Short Direcional d) Índice 10) A taxa de administração de um fundo, assinale as alternativas corretas: I - Remunera os prestadores de serviços. II - Percentual anual do PL, calculado diariamente. III - Isenta para PL negativo. a) I e II. b) I e III. c) II e III d) Todas estão corretas. 11) Um investidor aplicou R$ 10 mil em um fundo que teve suas cotas valorizadas por dois dias con- secutivos após a data da aplicação, porém no terceiro dia ao verifi car em seu extrato, notou um saldo próximo de R$ 9.802,35, neste caso o fundo realizou cobrança de: a) 2% de taxa de administração. b) 2% de taxa de ingresso. c) 2% de taxa de performance. 113 113MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) d) 2% de taxa de custódia. 12) Um fundo de investimentos é formalizado pela assinatura do termo de adesão e ciência de risco, no qual o cotista atesta que: I - Teve acesso ao inteiro teor do regulamento, da lâmina e do formulário de informações complemen- tares, II - Tem ciência dos fatores de risco relativos ao fundo, de que não há qualquer garantia contra eventu- ais perdas patrimoniais e, se for o caso, de que as estratégias de investimento do fundo podem resultar em perdas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo. III - A CVM garante veracidade de informações. a) I e II b) I e III c) II e III d) Todas as alternativas 13) Na falta de liquidez de um fundo de investimento, o a administrador pode fechar o fundo para res- gate, e após 5 dias consecutivos ele deve convocar uma assembleia geral _________________ para de deliberar as sobre as possibilidades. a) Administrativa b) Jurídica c) Extraordinária d) Ordinária 14) Um fundo ____________ é um tipo de fundo de investimento que aplica, necessariamente, pelo menos 80% de sua carteira em ativos relacionados, diretamente ou sintetizados, via derivativos, à al- guma moeda estrangeira. a) De dívida externa b) Cambial c) De mercados emergentes d) De Dólar 114 114 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 15) Um fundo de investimento alavancado, dentro dos parâmetros estabelecidos apresentou acumu- lou PL negativo, diante deste cenário quem irá responder pelos débitos: a) Administrador b) Gestor c) Cotistas d) Distribuidor 16) Sobre a assembleia geral ordinária de cotistas podemos afi rmar que: a) Deve ser realizada com no máximo 180 dias após o término do exercício social b) Após a divulgação das demonstrações contábeis deve-se esperar no mínimo 15 dias para realização da assembleia c) A convocação deve ser feita com no mínimo 15 dias de antecedência d) Deve-se realizar no mínimo 2 vezes ao ano 17) O investidor pretende fazer uma aplicação e quer sua orientação sobre um investimento que apre- sente alto retorno e que tenha um horizonte de investimento de longo prazo. Sua sugestão pode ser de investimento em: a) Fundos de Ações Dividendos b) Fundo de Ações Small Caps c) Fundo DI d) Fundo Curto Prazo 18) Os fundos referenciados precisam ter no nome: a) A informação de que utilizam derivativos para alavancagem. b) A denominação do seu indicador de desempenho. c) A informação de que não são garantidos pela instituição fi nanceira. d) A relação dos títulos presentes em sua carteira. 19) A decisão de investimento do fundo, cargo esse que pode ser assumido pelo administrador, e que deve seguir os detalhamentos existentes no regulamento do fundo de investimento, é feita pelo: a) Auditor 115 115MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) b) Custodiante c) Administrador d) Gestor 20) O cliente poderá aplicar um percentual mínimo em ações, bônus ou recibos de subscrição e certifi - cados de deposito de ações, cotas de Fundos de Ações e cotas dos fundos de índice de ações negocia- das, e em Brazilian Depositary Receipts classifi cados como nível II e III. Esse percentual mínimo deverá ser de: a) 67% do patrimônio líquido do fundo. b) 51% do patrimônio líquido do fundo. c) 100% do patrimônio líquido do fundo. d) 80% do patrimônio líquido do fundo. 21) O distribuidor que atua por conta e ordem de clientes pode comparecer e votar nas assembleias representando o titular? a) Não b) Sim, em qualquer hipótese. c) Sim, desde que tenha procuração para tal. d) Somente para investidores qualifi cados. 22) Analise as informações abaixo: I – FIDCs possuem aplicação mínima de R$ 25.000 II – ETF são negociados em lote padrão com 10 cotas III - Fundos Exclusivos permitem aplicação de investidores qualifi cados a) III está correto, apenas b) I e II estão corretos c) I e III estão corretos d) Nenhuma das alternativas 116 116 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 23) Quais os maiores riscos de um Fundo de Investimento classifi cado como sendo de Renda Fixa, de acordo com a CVM: I. Taxa de juros II. Índice de preços III. Taxa de câmbio Está correto o que se afi rma em: a) I e II b) I, II e III c) II e III d) I e III 24) Se um determinado fundo de investimento precifi ca seus ativos por meio da marcação a mercado, é de se esperar que o valor da cota desse fundo seja: a) Mais volátil, quanto maior for o prazo médio da sua carteira. b) Mais elevada, quanto maior for o prazo médio da sua carteira. c) Mais volátil, quanto menor for o prazo médio da sua carteira. d) Menos volátil, quanto maior for o prazo médio da sua carteira. 25) A leitura do regulamento pelo cotista do fundo de investimento é obrigatória: a) 60 dias depois da aplicação no fundo de investimento. b) Antes da aplicação para qualquer fundo de investimento c) Somente para os fundos de investimento que têm termo de adesão d) Sempre 1 dia antes da primeira aplicação no fundo. 26) É um Fundo de Investimento que aplica no mínimo 95% dos seus recursos em ativos fi nanceiros que acompanham seu benchmark e no mínimo 80% do seu patrimônio em títulos de emissão do Te- souro Nacional: a) Curto Prazo b) Simples 117 117MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos deinvestimento (proporção: de 10% A 20 %) c) Referenciado d) Soberano 27) A Carteira Administrada é a gestão profi ssional de recursos ou valores mobiliários entregues ao administrador, com autorização para que este compre e/ou venda valores mobiliários por conta do investidor. Sobre esta modalidade, é correto afi rmar: a) Pode ser aplicado somente em cotas de fundos de investimentos b) Há duas modalidades: discricionária, onde o investidor determina ou ajuda a tomada de decisão do administrador e a não discricionária, onde o administrador da carteira faz tudo, comprando e venden- do os ativos para o investidor c) A tributação será diferenciada, pelo gestor se tratar de Investidor Profi ssional d) Há duas modalidades: discricionária e não discricionária. A primeira da autoridade total ao adminis- trador sobre o recurso do investidor. 28) Sobre Distribuição por Conta e Ordem, podemos afi rmar que: a) O Distribuidor pode realizar aplicações em nome do investidor, sem a necessidade de avisar o admi- nistrador do Fundo. b) O distribuidor pode comprar qualquer ativo para o investidor e não somente cotas de fundos c) Neste caso, o investidor não precisa assinar o termo de adesão do Fundo de Investimentos d) Nenhuma das alternativas 29) O objetivo de um Fundo de Investimento de Renda Fixa Simples destinado ao segmento de varejo é ter carteira de títulos sem risco de crédito e de mercado. Esse objetivo é atingido com uma carteira composta apenas por: a) Títulos de instituições fi nanceiras e de baixa duração. b) Títulos do governo federal e de baixa duração. c) Títulos de instituições fi nanceiras e de alta duração. d) Títulos do governo federal e de alta duração. 30) São estratégias ANBIMA para fundos multimercado: I – Índices II – Dinâmicos 118 118 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) III – Trading IV – Long and Short Direcional a) I, II e III b) II, III e IV c) I, II e IV d) II, apenas 31) Sobre carteira administrada e distribuição por conta e ordem, podemos afi rmar que: a) Possuem os mesmos serviços, com taxas diferentes b) Na primeira é permitido apenas alocação em cotas de fundos e a segunda em qualquer ativo c) Na primeira é permitido alocação em qualquer ativo e no segundo apenas alocação em fundos de investimentos d) Nenhuma das alternativas 32) Um investidor comprou cotas de um FII pelo montante de R$ 50 mil, e após 720 dias conseguiu repassar suas cotas a outro investidor por R$ 65 mil. Além disso, esse cotista recebeu R$ 2 mil em alu- guéis durante esse período também. Neste caso o cotista terá uma obrigação de IR de: a) R$ 2.250,00 b) R$ 3.000,00 c) R$ 3.300,00 d) Não haverá cobrança, pois os FII são isentos de IR. 33) O DPGE (Deposito a Prazo com Garantia Especial) tem a garantia de retorno em caso de risco de crédito até o valor de: a) 25 milhões b) 40 milhões c) 250 mil d) 20 milhões 119 119MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 34) Para os fundos de investimento regulados pela Instrução CVM 555, o Código ANBIMA de Adminis- tração de Recursos de Terceiros exige que o Formulário de Informações Complementares apresente: a) o questionário detalhado de suitability. b) o público-alvo. c) o histórico das decisões de investimento realizadas pelos gestores dos fundos. d) os fatores de risco da carteira de investimento dos fundos. 35) Um cliente fez uma aplicação no valor de R$ 200.000,00 em um fundo de ações, após 4 meses ele nota que teve um ganho de 27%. Qual valor líquido que ele receberá se resgatar? a) R$ 287.900 b) R$ 237.800 c) R$ 245.900 d) R$ 241.850 36) O Índice de Mercado ANBIMA (IMA) é referência para os investidores em renda fi xa. Dentro dele há diversos indicadores, quais deles representam indicadores das LTNs? I – IMA-B II – IRF-M III – IMA-S a) II b) I, II, III c) III d) Nenhuma das alternativas acima 37) Para um fundo ser considerado curto prazo para a Receita Federal, qual deve ser o prazo médio da carteira de investimentos? a) 60 dias. b) 360 dias. c) 365 dias. 120 120 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) d) 375 dias. 38) Sr. João e dona Maria possuem debêntures da empresa XPTO. Ambos investiram a mesma quantia no mesmo período, porém cada qual com uma garantia diferente. No fi nal do investimento, dona Ma- ria recebeu o valor de R$ 5.576 enquanto o sr. João recebeu apenas R$ 4.980. Você explica então que: a) Dona Maria escolheu à debênture quirografária, enquanto o sr. João optou pela garantia subordina- da b) Dona Maria optou pela debênture com garantia subordinada, enquanto João escolheu a debênture com garantia real c) Sr. João escolheu a garantia fl utuante, enquanto dona Maria recebeu a garantia real d) A garantia não tem interferência do valor da remuneração do título. A diferença de valores se deu por outros motivos 39) Qual(is) desses títulos faz(em) parte da composição do IMA-B 5? I - NTN-B Principal com vencimento em 5 anos II - CDB atrelado ao IPCA III - NTN-B com vencimento em 2 anos IV - NTN-B Principal com vencimento em 10 anos a) Somente a III b) I, II e III c) I e IV d) I e III 40) Um investidor pretende fazer um investimento em um Fundo de Renda Fixa que seja composto por títulos com baixo risco de crédito e de mercado, Ele ainda não passou pelo processo de Análise do Per- fi l do Investidor (API) e não possui outros investimentos no mercado de capitais. O fundo que permite a esse investidor realizar a aplicação, mesmo sem preencher o questionário do API, é o: a) Renda fi xa Soberano. b) Renda fi xa Pós-Fixado c) Renda fi xa Simples d) Renda fi xa Referenciado DI. 121 121MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 41) A marcação a mercado é obrigatória em determinados tipos de fundos, e tem como objetivo: a) precifi car o valor da aquisição do título da carteira para facilitar a troca de riquezas b) calcular a rentabilidade daquele título específi co frente a carteira c) precifi car o valor do título que poderia ser vendido naquele momento no mercado, impedindo as- sim a transferência de riquezas d) especifi car o prazo daquele título 42) No dia 01/12/2020 Bruno comprou 100 cotas de um FI curto prazo, a R$ 10,00 cada cota. No dia 31/05/2020 a cota se valorizou a R$ 12,00. No dia seguinte: a) A cota irá se valorizar b) Haverá valorização da cota c) Bruno terá apenas 97,50 cotas d) Bruno terá apenas 96,67 cotas 43) Analise as informações abaixo: I) Um FI pode alocar no máximo 10% do PL em cotas de FI II) FIC compram cotas de FI III) Um FI pode alocar no máximo 20% em cotas de FII, FIDC e ETF a) I e II estão corretos b) I e III estão corretos c) II e III estão corretos d) I, II e III estão corretos 44) Sobre carteira administrada e distribuição por conta e ordem, podemos afi rmar que: a) Possuem os mesmos serviços, com taxas diferentes b) Na primeira é permitido apenas alocação em cotas de fundos e a segunda em qualquer ativo c) Na primeira é permitido alocação em qualquer ativo e no segundo apenas alocação em fundos de investimentos d) Nenhuma das alternativas 122 122 MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 45) Analise as informações abaixo: I – Um FII pode ser constituído de forma aberta ou fechada II – FII repassa no mínimo 90% do rendimento aos cotistas III – Todo rendimento mensal de FII será inseto de IR para PF a) I e II estão corretos b) II e III estão corretos c) Apenas III está correto d) Nenhuma das alternativas 46) Sobre o FIP, é correto afi rmar que: a) Possui garantia do FGC. b) Deve ter no mínimo 85% do seu patrimônio investido em ações, debêntures simplese bônus de subscrição. c) É constituído sob a forma de condomínio fechado d) Somente compra empresas estrangeiras. 47) Para os fundos de investimento regulados pela Instrução CVM 555, o Código ANBIMA de Adminis- tração de Recursos de Terceiros exige que o Formulário de Informações Complementares apresente: a) o questionário detalhado de suitability. b) o público-alvo. c) o histórico das decisões de investimento realizadas pelos gestores dos fundos. d) os fatores de risco da carteira de investimento dos fundos 48) Um gestor decide por criar um fundo de investimentos somente com aporte em debêntures. Esta decisão está: a) Dentro do regulamento, desde que respeite o limite por emissor em 20% b) Não é permitido, visto que o limite de alocação em debêntures é de 10% c) Dentro do regulamento, desde que respeite o limite por emissor em 10% d) Não é permitido, visto que o limite de alocação em debêntures é de 5% 123 123MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 04 | Fundos de investimento (proporção: de 10% A 20 %) 49) Determinado cotista deseja transformar suas cotas de um fundo de investimento em recursos fi - nanceiros. Para realizar isso, ele deverá vendê-las a outro investidor interessado por meio de uma ne- gociação em mercado organizado. Essa é uma característica de fundos: a) Com carência b) Fechados. c) Exclusivos. d) Abertos. 50) Se considerarmos um fundo com data de conversão de cotas em D+1 e data para pagamento do resgate em D+5. Nesse caso, a contar da data de solicitação, o cálculo do valor da cota que servirá de base para o pagamento do resgate é realizado: a) Cinco dias úteis após a conversão das cotas. b) No mesmo dia. c) No dia seguinte. d) Três dias úteis após a conversão das cotas Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 c 11 b 21 c 31 c 41 c 2 d 12 a 22 d 32 b 42 d 3 a 13 c 23 a 33 b 43 d 4 b 14 b 24 a 34 d 44 c 5 b 15 c 25 b 35 c 45 d 6 c 16 b 26 c 36 a 46 c 7 a 17 b 27 d 37 c 47 d 8 d 18 b 28 c 38 b 48 c 9 d 19 d 29 b 39 d 49 b 10 a 20 a 30 b 40 c 50 c 124 124 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 - PRODUTOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (PROPORÇÃO: DE 10% A 15 %) 5.1 Previdência social x previdência privada: avaliação da necessidade do cliente Previdência social Previdência privada INSS complementar (aberta e fechada) PREVIDÊNCIA SOCIAL ✓ Se refere ao benefício pago pelo INSS aos trabalhadores. ✓ Funciona como um seguro controlado pelo governo. ✓ Garante uma renda na aposentadoria. PREVIDÊNCIA PRIVADA ✓ Opção do indivíduo. ✓ Previdência complementar (complementa a social). REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - RGPS • Conjunto de regras que estabelecem os direitos e deveres relacionados ao regime público de previdência social no Brasil. • Todo trabalhador com carteira assinada é automaticamente afi liado à Previdência Social. • Se trabalhar por conta própria, precisa se inscrever e contribuir mensalmente para ter acessos aos benefícios previdenciários. • Contribuinte individual: autônomo, quem trabalha por conta própria ou presta serviços de forma eventual sem vínculo empregatício. • Segurado facultativo: maior de 16 anos, estudante, dona de casa ou sem renda própria. • Segurado especial: produtor rural PF sem empregados ou trabalhador rural que produz em regi- me de economia familiar. • Empregado doméstico: doméstica, motorista, jardineiro ou governante. Principais benefícios concedidos pela Previdência Social: • Aposentadoria por idade. • Aposentadoria por tempo de contribuição. • Aposentadoria por invalidez. • Aposentadoria especial. • Auxílio doença. • Auxílio acidente. 125 125MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) • Auxílio reclusão • Pensão por morte Importante: Empregado doméstico, contribuinte individual e contribuinte facultativo não têm direito ao auxílio acidente. 5.2 Agentes reguladores e legislação aplicável ao mercado previdenciário SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP A Superintendência de Seguros Privados - Susep é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Economia, órgão responsável pelo controle e fi scalização dos mercados de seguro, previdência priva- da aberta, capitalização e resseguro. Compete a Susep: ✓ Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das sociedades seguradoras, de capitalização, entidades de previdência privada aberta e resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; ✓ Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das opera- ções de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; ✓ Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados. SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - PREVIC Mercado de previdência complementar fechada (não aberta ao público). Fundos de pensão A Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc é uma autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e fi nanceira e patrimônio próprio, vinculada ao Minis- tério da Economia, com sede e foro no Distrito Federal. Principais competências: • Fiscalizar as atividades das entidades fechadas; • Apurar e julgar infrações; • Expedir instruções, de acordo com o Conselho Nacional de Previdência Complementar - CNPC; • Autorizar o funcionamento das entidades fechadas; • Decretar intervenção e liquidação extrajudicial; • Promover a mediação e a conciliação entre entidades fechadas. 126 126 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) 5.3 Produtos disponíveis de previdência complementar aberta e suas características PLANO GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE - PGBL O Plano Gerador de Benefício Livre - PGBL é mais vantajoso para aqueles que fazem a declaração do imposto de renda pelo formulário completo. VIDA GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE - VGBL O VGBL, ou Vida Gerador de Benefício Livre, é aconselhado para aqueles que não têm renda tributável, já que não é dedutível do imposto de renda, ainda que seja necessário o pagamento de IR sobre o ga- nho de capital. PGBL X VGBL PGBL VGBL - Declaração completa. - Abate 12% da renda bruta anual. - IR sobre o total. - Não deduz IR. - Formulário simplifi cado. - IR sobre a rentabilidade. 5.4 Características técnicas que influenciam o produto Taxas de administração: taxa percentual cobrada dos fundos FIE, onde os recursos do plano são apli- cados, pelo administrador, para a prestação do serviço de gestão profi ssional de recursos e pagamento de seus prestadores de serviço. Taxa de carregamento: o carregamento é a importância destinada a atender as despesas administra- tivas e de comercialização do plano. Os percentuais máximos, conforme norma vigente, são: ✓ Para planos com contribuição variável, pode-se cobrar no máximo 10% da contribuição; ✓ Para os planos em benefício defi nido, pode-se cobrar no máximo 30% da contribuição. Portabilidade: a portabilidade é o direito que o participante tem de, durante o período de diferimen- to, transferir os recursos fi nanceiros acumulados na sua reserva acumulada para outro plano de bene- fício previdenciário operado por entidade de previdência complementar. Transferência entre planos: um cliente pode solicitar a transferência entre planos para mudar a ca- racterística do investimento em função do risco da carteira. Resgates: há possibilidade do participante sacar uma parte ou a totalidade de sua reserva matemática (recursos acumulados no plano para pagamento do benefício). • Período de diferimento:acumulação. • Período de pagamento do benefício: utilização do benefício. 127 127MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) 5.5 O processo de venda dos produtos de previdência complementar A previdência complementar é uma ótima forma de buscar efi ciência fi scal sem abrir mão da rentabi- lidade. Esse investimento dá a possibilidade de fi car muitos anos sem pagar IR, dessa forma os juros com- postos geram mais valor, visto que a incidência do IR é apenas no resgate. Logo, se fi car 30 anos na previdência, fi cará 30 anos sem pagar IR, mesmo realizando portabilidade ou transferência de fundo. 5.6 Escolha do tipo de fundo de investimento durante a fase de acumulação Durante a acumulação, é necessário utilizar o tipo de investimento que mais se adequa as suas neces- sidades Se realizar a declaração de IR pelo modelo completo, o mais indicado é o PGBL, porém, até 12% da renda bruta tributável. Mais do que isso é indicado o VGBL. Já se a declaração de IR for pelo modelo simples, o VGBL sempre será o mais indicado, já que a princi- pal função do PGBL é abater o IR. 5.7 Qualidade da venda – apresentação dos aspectos técnicos e de riscos dos produtos TIPOS DE RENDA Renda mensal Vitalícia: consiste em uma renda vitalícia e paga exclusivamente ao participante a par- tir da data de concessão do benefício. O benefício cessa com o falecimento do participante. Renda mensal temporária: consiste em uma renda temporária e paga exclusivamente ao participan- te. O benefício cessa com o falecimento do participante ou o fi m da temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro. Renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido: consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data da concessão do benefício, sendo garantido aos benefi ciários um prazo mínimo de garantia que será indicado na proposta de inscrição e é contado a partir da data do início do recebimento do benefício pelo participante. Renda mensal vitalícia reversível ao benefi ciário indicado: consiste em uma renda paga vitalicia- mente ao participante a partir da data de concessão do benefício escolhida. Ocorrendo o falecimento do participante durante a percepção dessa renda, o percentual do seu valor estabelecido na proposta de inscrição será revertido vitaliciamente ao benefi ciário indicado. Renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores: consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do benefício escolhida. Ocor- rendo o falecimento do participante durante a percepção dessa renda, o percentual do seu valor esta- belecido na proposta de inscrição será revertido vitaliciamente ao cônjuge e, na falta deste, reversível temporariamente ao(s) menor(es) até que complete(m) a idade para maioridade (18, 21 ou 24) estabe- lecida no regulamento e conforme o percentual de reversão estabelecido. 128 128 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) Pagamento único (pecúlio): benefício sob forma de pagamento único, cujo evento gerador é a morte ou a invalidez do participante. Renda mensal por prazo certo: consiste em uma renda mensal a ser paga por um prazo pré-estabe- lecido ao participante/assistido. Na proposta de inscrição, o participante indicará o prazo máximo, em meses, contado a partir da data de concessão do benefício, em que será efetuado o pagamento da renda. 5.8 Tributação em planos de previdência complementar Progressivo - 15% na fonte: Regressivo: 5.9 Planejamento tributário utilizando planos de previdência complementar aberta O regime de tributação regressiva é indicado para quem planeja poupar em plano de previdência por mais tempo, pois quanto maior o período em que o dinheiro fi car aplicado no plano, menor a alíquota do imposto de renda. Já a opção pela tabela progressiva é mais indicada se o investidor tem a intenção de sair do fundo em um prazo mais curto ou se o investidor estiver poupando com o objetivo de receber uma renda mensal que fi que na faixa de isenção do IR ou próxima a essa, cuja alíquota não ultrapasse os 7,5%. 129 129MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) QUESTÕES – MÓDULO 05 01) O investidor que escolher a renda ____________, deve escolher um período para recebimento, porém, ao falecer antes do prazo a família não continua recebendo o capital. Se encerra e a seguradora fi ca com o valor. a) Renda Mensal Vitalícia b) Renda Mensal Temporária c) Renda Mensal com Prazo Certo d) Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido 02) Um executivo de uma multinacional, casado, 30 anos e sem fi lhos, procura orientação para investi- mentos de aposentadoria, principalmente para aproveitar benefícios fi scais. Sua renda tributável é de R$ 250.000/ano e quer contribuir com R$ 2.500,00/mês. Atualmente ele faz a declaração simplifi cada de ajuste anual. Dentre as alternativas a seguir, qual você recomendaria a ele: a) Fazer aplicações em um VGBL, continuar com a declaração simplifi cada de ajuste anual e decidir pela tabela progressiva de IR. b) Fazer aplicações c) Fazer aplicações em um PGBL, mudar para a declaração completa de ajuste anual e decidir pela tabela regressiva de IR. d) Fazer aplicações em um PGBL, continuar com declaração simplifi cada de ajuste anual e decidir pela tabela progressiva de IR. 03) Sr. José possui um plano PGBL tabela regressiva e, no momento de se aposentar aos 61 anos, opta por uma renda vitalícia no valor de R$ 20.000,00 mensais. Cerca de 3 semanas após a contratação, Sr. José falece deixando como dependente sua esposa, Maria, e seus 2 fi lhos. Neste caso, a renda vai para: a) Em igual proporção para os três herdeiros. b) Continuará a ser paga apenas para a esposa, pois ela era totalmente dependente dele c) Continuará a ser paga apenas para os fi lhos. d) A renda se encerrará. 04) Bruno possui uma previdência do tipo VGBL com tabela regressiva de imposto de renda e gostaria de fazer a portabilidade para uma previdência PGBL também com tabela regressiva. Nesse caso: a) A portabilidade não pode ser realizada b) A portabilidade pode ser realizada, porém, pode sofrer carregamento de saída 130 130 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) c) A portabilidade pode ser realizada, isenta de Imposto de Renda d) A portabilidade pode ser realizada, porém, Bruno pagará Imposto de Renda 05) Bruno possui 30 anos e te procura sobre aportes em previdência complementar. Como trabalhador autônomo e realizando a declaração anual de ajuste de imposto de renda pelo modelo completo, ele quer sua opinião de qual plano contratar, visto que pretende realizar resgates daqui a 20 anos com valores entre R$ 20.000 e R$ 22.000 anuais: a) O melhor para Bruno será a contratação de uma PGBL com modelo de tributação regressiva b) O melhor para Bruno será a contratação de uma PGBL com modelo de tributação progressiva c) O melhor para Bruno será a contratação de uma VGBL com modelo de tributação regressiva d) O melhor para Bruno será a contratação de uma VGBL com modelo de tributação progressiva 06) João transformou sua previdência em recebimento de benefício e escolheu a renda mensal tempo- rária, com recebimento em 12 anos. Porém, João faleceu após 3 anos. Nesse caso: a) O benefi ciário indicado continuará recebendo por mais 9 anos b) O benefi ciário indicado recebera o valor total em uma só vez c) A seguradora irá encerrar o plano d) Nenhuma das alternativas 07) Fernando juntou R$ 315.000,00 por toda a vida e decidiu se aposentar aos 55 anos obtendo uma renda vitalícia de R$ 5.000,00 reais por mês em um plano do tipoPGBL. Porém Fernando veio a falecer 2 anos depois de começar a receber sua renda vitalícia. Logo o plano de aposentadoria de Fernando garante que a renda acumulada por Fernando: a) Entrega o dinheiro aplicado restante para as pessoas apontadas no plano e encerra-se a conta. b) Vira renda vitalícia para as pessoas apontadas no plano. c) É dividida entre os herdeiros legais de Fernando conforme testamento ou processo de inventário. d) Encerra-se a conta e o dinheiro fi ca com a Administradora 08) Um executivo de uma multinacional, casado, 30 anos e sem fi lhos, procura orientação para investi- mentos de aposentadoria, principalmente para aproveitar benefícios fi scais. Sua renda tributável é de R$ 250.000/ano e quer contribuir com R$ 2.500,00/mês. Atualmente ele faz a declaração simplifi cada de ajuste anual. Dentre as alternativas a seguir, qual você recomendaria a ele: a) Fazer aplicações em um VGBL, continuar com a declaração simplifi cada de ajuste anual e decidir pela tabela progressiva de IR. 131 131MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) b) Fazer aplicações c) Fazer aplicações em um PGBL, mudar para a declaração completa de ajuste anual e decidir pela tabela regressiva de IR d) Fazer aplicações em um PGBL, continuar com declaração simplifi cada de ajuste anual e decidir pela tabela progressiva de IR. 09) Um cliente, contador, 50 anos de idade, assalariado, faz declaração completa de ajuste anual e sabe que se aposentará em, no máximo, 12 anos. Ele quer se preparar fi nanceiramente para esse mo- mento e por isso decide alocar 24% dos seus rendimentos brutos para esse fi m. O que você recomen- daria a ele: a) Colocar 50% dos recursos em um PGBL com tabela progressiva de IR e o restante para um VGBL com tabela progressiva. b) Colocar 100% dos recursos em um VGBL com tabela regressiva de IR. c) Colocar 50% dos recursos em um PGBL com tabela regressiva de IR e o restante em um VGBL com tabela regressiva. d) Colocar 100% dos recursos em um PGBL com tabela regressiva de IR. 10) Maria Cristina perguntou ao seu gerente qual o órgão responsável por fi scalizar os planos de previ- dência complementar abertos. Nesse caso, o gerente deverá orientá-lo a procurar a: a) Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). b) Superintendência de Seguros Privados (Susep). c) Comissão de Valores Mobiliários (CVM). d) Secretaria da Receita Federal (SRF). 11) João contratou um plano de previdência complementar do tipo Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL. Ele decidiu contratar o benefício de renda mensal por prazo certo por 12 anos, indicando seu fi lho como benefi ciário da apólice. Passados 25 anos, com um montante acumulado de R$ 500.000,00, ele resolveu transformar o seu plano em renda. Após cinco anos da contratação ele veio a falecer. Nes- se caso, seu fi lho: a) Não receberá a renda mensal, não sendo devido nenhum outro valor ao benefi ciário; b) Receberá a mesma renda mensal, por mais 12 anos; c) Receberá o saldo do valor total acumulado no plano d) Receberá a mesma renda mensal, por mais sete anos; 132 132 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) 12) Seu cliente fez um PGBL com regime progressivo de I.R. Ao realizar o resgate no valor de R$ 10.000 (R$ 4.000 de rentabilidade), qual será o imposto retido na fonte: a) R$ 2.750 b) R$ 600 c) R$ 1.500 d) R$ 1250 13) São Previdências Complementares: I – PGBL II – PGPS III – RPPS IV – VGPL a) I, apenas b) I e IV c) II e III d) I, II, III e IV 14) São características do diferimento: I – Não entra em inventário II – Existe um padrão de aporte mensal III – Quando o investidor está acumulando o capital a) I e II b) I e III c) II e III d) Nenhuma das alternativas 15) O investidor que escolher a renda ____________, deve escolher um período para recebimento, porém, ao falecer antes do prazo a família não continua recebendo o capital. Se encerra e a seguradora fi ca com o valor. 133 133MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) a) Renda Mensal Vitalícia b) Renda Mensal Temporária c) Renda Mensal com Prazo Certo d) Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido 16) Bruno deixou a fase de aporte e passou para o recebimento de benefício. Ficou acertado com a se- guradora, que ele receberá de forma vitalícia e sua família receberá o benefício em caso de morte até o décimo ano. Após esse prazo, se houver falecimento o plano se encerra. Qual foi a renda escolhida por Bruno? a) Renda Mensal Vitalícia b) Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido c) Renda Mensal com Prazo Certo d) Renda Mensal Temporária 17) Bruno aplicou em sua previdência por 30 anos. Ao iniciar a fase de benefício lembra-se que a tabela de IR escolhida foi a progressiva. O que é correto afi rmar? a) A tributação será entre 10% e 35% com relação ao resgate e posteriormente a tributação será ajus- tada na declaração anual de IR. b) A tributação será de 15% com relação ao resgate e posteriormente a tributação será ajustada na declaração anual de IR. c) A tributação será de 15% na fonte no resgate e posteriormente a tributação será ajustada na decla- ração anual de IR. Essa é a tabela progressiva/defi nitiva d) Nenhuma das alternativas 18) Sobre a tabela progressiva de IR nas previdências complementares, podemos afi rmar: I – Será tributado na fonte 15% II – É defi nitiva, não havendo necessidade de ajuste na declaração anual III – A tabela se aplica apenas se o capital for convertida em renda a) I e II b) I e III c) II e III 134 134 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) d) Todas estão corretas 19) Após realizar uma portabilidade, por quanto tempo o investidor não consegue realizar outra movi- mentação desse tipo: a) 0 dias b) 60 dias c) 90 dias d) 120 dias 20) Sr. José possui um plano PGBL tabela regressiva e, no momento de se aposentar aos 61 anos, opta por uma renda vitalícia no valor de R$ 20.000,00 mensais. Cerca de 3 semanas após a contratação, Sr. José falece deixando como dependente sua esposa, Maria, e seus 2 fi lhos. Neste caso, a renda vai para: a) Em igual proporção para os três herdeiros. b) Continuará a ser paga apenas para a esposa, pois ela era totalmente dependente dele c) Continuará a ser paga apenas para os fi lhos. d) A renda se encerrará. 21) Matheus tem 28 anos e acabou de se formar em medicina, pretende abrir um consultório próprio. Ele te questiona se deve contribuir para a Previdência Social ou para previdência privada. Você afi rma que: I. A Previdência Social oferece uma série de benefícios, mas nenhum deles é auxílio-doença, auxílio acidente e pensão por morte; II. A previdência privada é estruturada no regime de repartição simples; III. A previdência privada é facultativa e pode complementar o sistema o ofi cial; Está correto o que se afi rmar em: a) I e II, apenas b) II e III, apenas; c) I e III, apenas; d) somente a III 22) Bruno possui uma previdência do tipo VGBL com tabela regressiva de imposto de renda e gostaria de fazer a portabilidade para uma previdência PGBL também com tabela regressiva. Nesse caso: 135 135MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) a) A portabilidade não pode ser realizada b) A portabilidade pode ser realizada, porém, pode sofrer carregamento de saída c) A portabilidade pode ser realizada, isenta de Imposto de Renda d) A portabilidade pode ser realizada, porém, Bruno pagará Imposto de Renda 23) Um plano de previdência tem etapas distintasdesde o início da sua contratação até o fi nal do seu usufruto. Qual das características abaixo defi ne corretamente a denominação de cada um: I – O período de cobertura se refere ao período em que o cliente terá seu recebimento em dinheiro. II – O período de diferimento se refere ao momento de vigência da cobertura e vai até o momento em que está previsto o início dos pagamentos em espécie do benefi cio III - Período de benefício é a etapa em que o assistido aloca o dinheiro no fundo de previdência, contri- buindo então para sua reversa futura a) I, II e III b) I e II c) I e II d) nenhuma das alternativas está correta 24) Judite contratou um plano de previdência do tipo VGBL, com aportes mensais de R$ 450,00, com taxa de juros anual de 4%, na tabela defi nitiva (regressiva), há 12 anos atrás. Devido a um problema fi nanceiro, ela precisará resgatar o total disponível e lhe pergunta qual o valor líquido desse resgate: a) R$ 82.616,37 b) R$ 64.800,00 c) R$ 80.834,73 d) R$ 89.439,45 25) Eduardo possui um PGBL com valor de R$ 70 mil, na tabela progressiva e após 8 anos no plano, pre- cisará resgatar todo o recurso para arcar despesas com a saúde, vale mencionar que Eduardo aplicou R$ 40 mil. Com base nessas informações, qual o valor fi cará retido na fonte? a) R$ 20.000,00 b) R$ 7.500,00 c) R$ 10.500,00 136 136 MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) d) R$ 9.500,00 26) Sthefanie tem 30 anos e já planeja a sua aposentadoria. Ela acredita que, no futuro, será necessário uma renda mensal de R$ 8 mil até o fi m da sua vida. Estimando uma taxa de 0,45% a.m., qual o valor necessário acumular para alcançar essa renda? a) R$ 1.861.460,88 b) R$ 1.769.230,77 c) R$ 1.618.792,36 d) R$ 1.777.777,78 27) Antoniete contratou um plano de previdência complementar do tipo VGBL e irá aplicar R$ 600,00 todo começo do mês a uma taxa de 0,80% a.m. Após 8 anos aplicando recurso nesse plano, o valor total acumulado foi: a) R$ 77.961,09 b) R$ 75.916,77 c) R$ 78.156,82 d) R$ 86.854,92 28) Bruno possui 30 anos e te procura sobre aportes em previdência complementar. Como trabalhador autônomo e realizando a declaração anual de ajuste de imposto de renda pelo modelo completo, ele quer sua opinião de qual plano contratar, visto que pretende realizar resgates daqui a 20 anos com valores entre R$ 20.000 e R$ 22.000 anuais: a) O melhor para Bruno será a contratação de uma PGBL com modelo de tributação regressiva b) O melhor para Bruno será a contratação de uma PGBL com modelo de tributação progressiva c) O melhor para Bruno será a contratação de uma VGBL com modelo de tributação regressiva d) O melhor para Bruno será a contratação de uma VGBL com modelo de tributação progressiva 29) Bruno aplica em um PGBL com tributação compensável. Seu saldo total é de R$ 1.000.000,00 e após 20 anos transformou o capital em renda vitalícia no valor de R$ 10.000,00 mensais. Sabendo que de cada resgate, aproximadamente R$ 3.250,00 é de rentabilidade, qual o resgate líquido no primeiro mês? a) R$ 8.500,00 b) R$ 9.512,00 137 137MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) MÓDULO 05 | Produtos de previdência complementar (proporção: de 10% A 15 %) c) R$ 7.000,00 d) R$ 10.000,00 30) Bruno aplica R$ 1.850,00 por mês de forma ininterrupta em uma VGBL, por 10 anos. Sabendo que sua rentabilidade bruta é de 1,89% a.m. qual foi o imposto de renda retido na fonte, considerando que a escolha da tributação foi pela tabela compensável e que resgatou todo o capital de uma só vez? a) R$ 85.857,36 b) R$ 88.528,21 c) R$ 90.881,13 d) R$ 98.528,13 Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 b 6 c 11 d 16 b 21 d 26 d 2 c 7 d 12 c 17 b 22 a 27 d 3 d 8 c 13 a 18 b 23 d 28 d 4 a 9 c 14 b 19 b 24 c 29 a 5 d 10 b 15 b 20 d 25 c 30 c 138 138 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 - GESTÃO DE CARTEIRAS E RISCOS (PROPORÇÃO: DE 10% A 20 %) 6.1 Estatística aplicada ESTATÍSTICA APLICADA • Média simples . • Mediana: valor central de um conjunto de dados ordenados. • Moda: valor mais frequente na amostra. MEDIDAS DE DISPERSÃO Variância e Desvio Padrão (volatilidade) • Medem a dispersão em torno da média. • O quanto o resultado está distante da média. • Desvio padrão = - representado pela letra grega “sigma” σ. Variância Mede o grau de dispersão de um conjunto de dados. É dado pelos desvios em relação à média desse conjunto. Desvio Padrão A variância possui um problema de construção como medida de dispersão de dados: ela apresenta uma unidade de medida igual ao quadrado da unidade de medida dos dados originais. Esse problema é resolvido extraindo a raiz quadrada da variância, o que chamamos de Desvio Padrão. Bradesco Banco Inter Jan 3% 15% Fev 4% 0% Mar 2% -7% Abr 3% 7% Mai 2% 5% Jun -2% -8% Média 2,00% 2,00% DP 2,09% 8,80% Var 4,40% 77,60% 3 4 2 3 2 -2 g 0 g . 2 Cálculo MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO ENTRE DUAS VARIÁVEIS • Covariância – quanto os dados se movem em conjunto. • Coefi ciente de correlação – usada para medir a força da associação entre as variáveis. • Coefi ciente de determinação (R²) – assume valores entre +1 e -1. 139 139MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Covariância A covariância é uma medida que avalia como as variáveis X e Y se inter-relacionam de forma linear, ou seja, como Y varia em relação a uma determinada variação de X. Quando a covariância é positiva, duas variáveis tendem a variar na mesma direção, isto é, se uma sobe, a outra tende a subir e vice-versa. Quando a covariância é negativa, duas variáveis tendem a variar em direções opostas, isto é, se uma sobe a outra tende a cair e vice-versa. Quanto mais próxima de zero for a covariância, menor a possibilidade de se identifi car um comportamento interdependente entre as variáveis. Correlação A covariância busca mostrar se há um comportamento de interdependência linear entre duas variá- veis. Porém, a covariância é uma medida dimensional, sendo afetada pelas unidades de medida das séries X e Y. Para corrigir esse problema da covariância, chegou-se a medida de correlação que é um número adimensional que varia entre – 1 e 1 (inclusive). Cálculo Risco da Carteira (R²) – INTERPRETAÇÃO • R + 1 associação linear positiva forte. • R 0 ausência de associação linear. • R - 1 ausência de associação linear. 140 140 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) (R²) – EXEMPLOS 1 R + 1 = Relação Perfeita R + 0,8 R 0 R – 0,8 R – 1 = Relação Perfeita DISTRIBUIÇÃO NORMAL Características: • Modelo de distribuição de variável contínua mais utilizado. • Simétrica em relação à média e curva na forma de sino. 1 141 141MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Exemplo: distribuição do consumo de lubrifi cantes no período entre o pedido de compra e a entrega. 15 litros σ 6 litros • Probabilidade de consumir entre 9 e 21 litros no período é de 0,68. • Probabilidade de consumir entre 3 e 27 litros no período é de 0,95. ✓ Em 2,5% das vezes o consumo é superior a 27 litros. ✓ Em 50% das vezes o consumo é superior a 15 litros. INTERPRETAÇÃO 68% dos valores da amostra encontram-se dentro de 1 desvio padrão da média. 95% dentro de 2 desvios padrão. 99% abrange 3 desvios padrão. Intervalo de confi ança em uma distribuição normal • Osintervalos de confi ança são usados para indicar a confi abilidade de uma estimativa. REGRA: 1 σ = 68 2 σ = 95 3 σ = 99 142 142 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) • São uma forma de estimativa. • O intervalo de confi ança pode ser usado para descrever o quão confi áveis são os resultados de uma pesquisa. Exemplo • De acordo com uma pesquisa sobre intenção de votos, 40% dos entrevistados pretendem votar em um certo partido. É possível calcular um intervalo de confi ança de 99% para a proporção de toda a população com a mesma intenção de voto, que pode fi car entre 30% e 50%. • Também é possível calcular um intervalo de confi ança de 90% para a proporção de toda a po- pulação com a mesma intenção de voto, que neste caso pode fi car entre 37% e 43%. 6.2 Risco, retorno e mercado O risco de um investimento pode ser considerado como a medida de uma incerteza. Ou seja, a proba- bilidade de o retorno obtido em um investimento ser diferente do esperado. RISCO DOS ATIVOS Tipos de risco: • Mercado - Risco da variação dos preços dos ativos; • Liquidez - Risco de não conseguir se desfazer dos ativos a qualquer momento a um preço justo; • Crédito - Risco de o tomador de recursos não honrar suas dívidas; • Operacional - Risco de falha no processamento da operação; ** Na análise de portfólios o principal risco analisado é de mercado. Todo investimento tem risco de mercado? Todo investimento em ativos com volatilidade maior que zero corre risco de mercado, portanto, ape- nas os investimentos prefi xados podem ser considerados livres de risco de mercado (considerando a taxa básica de juros que não muda). Todo investimento tem risco de crédito? A princípio todo investimento em ativos fi nanceiros tem risco de crédito. Os investimentos em ativos reais podem correr risco de crédito se o custodiante não for o próprio detentor dos ativos. Todo investimento tem risco de liquidez? A princípio todo investimento tem risco de liquidez uma vez que não existe garantia da compra ou venda de seus ativos a qualquer momento a um preço justo. Todo investimento tem risco operacional? Um investimento terá risco operacional se houver algum processo envolvido desde a contratação até a sua liquidação. Risco de taxa de juros • Duration de Macaulay e Duration Modifi cada. 143 143MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) ✓ É o risco de variação nos preços dos ativos de renda fi xa devido fl utuações nas taxas de juros. ✓ Títulos prefi xados perdem valor com altas de juros e vice-versa. ✓ Duration de Macaulay - prazo médio das operações ponderado pelo valor presente dos fl uxos de caixa, descontadas a taxa de juros de mercado. ✓ Duration Modifi cada – serve para avaliar quanto o preço do título vai subir ou cair se a taxa de juros subir ou cair. Quanto maior a DM, maior a oscilação de preços causada pelos juros. ✓ Convexidade títulos com a mesma duration podem apresentar comportamentos diferentes fren- te à mesma mudança da taxa de juros. • Convexidade O papel com maior convexidade é menos afetado por estas mudanças: maior convexidade, menor risco de mercado. No conceito, os títulos de renda fi xa têm representação gráfi ca em formato convexo entre seu preço e rendimento. Maior convexidade do título A, menor risco de mercado. Quando a taxa de juros SOBE, o valor do título A cai menos que B. Quando a taxa de juros CAI, o valor do título A SOBE mais do que o B. • Imunização A ideia é ter uma carteira imune às variações das taxas de juros. Se combina a duração dos ativos e passivos, de forma que quando as taxas se movimentam, ambos os lados do balança são afetados da mesma maneira, mantendo o valor presente inalterado. RISCO DE LIQUIDEZ: NEGOCIABILIDADE ✓ Mercado: capacidade de comprar e vender um ativo sem afetar substancialmente seu preço. 144 144 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Liquidar a preço justo ✓ Ativo: para mitigar o risco de liquidez o gestor deve comprar ativos de primeira linha, com bom histórico de liquidez. Evitar concentração em um único emissor. Consequências sobre precifi cação – a liquidez no mercado secundário é defi nida pela liquidez dos ativos. Difi culdade de negociar refl ete em queda nos preços. Formas de controle de risco - Limites de exposição em relação ao tamanho do mercado e a sua carteira. Planejamento prévio das necessidades de caixa antes de montar as posições. RISCO DE CRÉDITO Avaliação da capacidade de pagamento de um credor, onde antes de efetuar a operação de crédito deve se levar em conta a atual alavancagem, endividamento, estrutura de capital, geração de caixa. • Risco-país: é o risco soberano, que indica o grau de confi ança dos investidores em um país. • Riscos de mercado externo: possibilidade de perdas pelo não cumprimento dos termos acorda- dos por um emissor fora do país. • Oscilações nas taxas de câmbio. • Mudanças do cenário econômico internacional. • Questões legais, regulatórias e tributárias específi cas de um país. Classifi cação de risco Principais agências: • Standars & Poor’s. • Moody’s. • Fitch. Classifi cam papéis e países como grau de investimento ou não. Risco de crédito aumenta, juros sobem, preço do papel cai. RISCO ABSOLUTO E RISCO RELATIVO Risco de mercado absoluto: • Probabilidade de perdas em carteiras não comparadas ou relacionadas a índices de mercado ou benchmarks, ou seja, exposição ao risco em termos absolutos percentuais ou monetários. • Outubro – 0,50%; novembro -0,65%. 145 145MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Risco de Mercado Relativo: • Probabilidade de perdas em carteiras em relação a um índice de referência utilizado como ben- chmark. • Outubro – 0,80% do CDI; novembro -123% do CDI. DESVIO PADRÃO DA CARTEIRA E O BENEFÍCIO DA DIVERSIFICAÇÃO Objetivo da DIVERSIFICAÇÃO: REDUZIR O RISCO TOTAL! RISCO DIVERSIFICÁVEL E RISCO SISTEMÁTICO (NÃO DIVERSIFICÁVEL) ✓ Uma carteira bem diversifi cada terá o RISCO TOTAL menor do que a soma do risco individual de cada um de seus ativos. ✓ Apenas o chamado risco diversifi cável poderá ser diluído pela diversifi cação. ✓ Quanto maior a quantidade de ativos diferentes agregados ao portfólio o risco tende a diminuir. BETA DA CARTEIRA E SUA INTERPRETAÇÃO É um indicador do risco sistemático de uma ação que mede a sensibilidade de um ativo em relação ao comportamento do mercado. Permite diferenciar ativos defensivos de ativos agressivos. É usado para medir o risco não diversifi cável, ou seja, fatores de mercado que afetam todas as empre- sas, como guerras ou crises internacionais. O beta do IBOVESPA é sempre igual a 1. 146 146 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Se o Beta de uma ação for: b > 1, a ação é mais agressiva que o Ibovespa – ATIVO AGRESSIVO. b = 1, sua volatilidade é igual à do mercado – ATIVO NEUTRO. b < 1, a ação é mais defensiva que a média do mercado – ATIVO DEFENSIVO. MEDIDAS DE PERFORMANCE Índice de Sharpe - original • IS mede a relação de risco x retorno de cada ativo, ou seja, quanto de retorno um ativo está ge- rando para cada unidade de risco assumida. • ** Quanto maior, melhor! ** Índice de Sharpe – modifi cado • É a relação entre o retorno excedente dividido pelo VaR (veremos à frente). • Indicado para carteiras cuja distribuição de retornos não seja distribuída de forma estatistica- mente normal. • Quando as carteiras apresentam grandes oscilações (de ganhos ou perdas) o IS normal não aten- de a análise de performance. Índice de Treynor • É uma medida similar ao índice de Sharpe, onde adiferença é que ao invés de usar o Desvio Pa- drão como risco usa o coefi ciente beta b. • • • ** Semelhante ao Índice de Sharpe, quanto maior, melhor! ** 147 147MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Índice de Modigliani O índice de Modigliani é uma medida de retorno ajustado pelo risco usado na análise de carteiras de investimento, no qual o retorno do fundo é ajustado para sua volatilidade. Ao contrário do índice de Sharpe, ele utiliza o retorno absoluto do fundo e não o retorno relativo à taxa livre de risco. Índice Modigliani = (Retorno do Fundo/Desvio padrão do Retorno do Fundo). 6.3 Seleção de carteiras e modelo de Markowitz Fronteira efi ciente A fronteira efi ciente pode ser obtida representando um gráfi co de retorno esperado versus desvio pa- drão, todas as combinações de ativos e reconhecendo que os investidores são racionais, ou seja, sem- pre preferir mais riqueza a menos riqueza para o mesmo nível de risco. 6.4 Modelo de Precificação de Ativos de Capital – CAPM O CAPITAL ASSET PRICING MODEL CAPM é uma equação que expressa o retorno requerido por um ati- vo/investimento em função do beta desse ativo. Utilizado para defi nir se um ativo está supervalorizado (caro) ou subvalorizado (barato) no momento da sua negociação no mercado. A fórmula do CAPM é: Ra = Retorno esperado do ativo. Rf = Risk free (taxa livre de risco). B = Beta do ativo. Rm = Retorno do mercado. Cálculo CAPM: Taxa livre de Risco = 6,5%. Retorno do Mercado = 15%. Beta do Ativo = 0,8. Retorno esperado do ativo = 6,5 + 0,8(15 - 6,5) = 13,3% O modelo CAPM: 148 148 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) • Equaciona a relação entre risco não diversifi cável e o retorno exigido para o conjunto de ativos. Uma vez que o risco diversifi cável não interessa para o investidor, pois é passível de eliminação, será utilizada uma nova medida de mensuração do risco não diversifi cável; • O custo de capital corresponde à taxa de rentabilidade exigida pelos investidores como compen- sação pelo risco de mercado ao qual estão expostos; • Num mercado competitivo, o prêmio de risco varia proporcionalmente ao β; - O modelo prevê que o prêmio de risco esperado, dado pelo retorno esperado acima da taxa isenta de risco, é pro- porcional ao risco não diversifi cável, o qual é medido pela covariância do retorno do ativa com o retorno do portfólio composto por todos os ativos no mercado ou pelo β, que mede a contribui- ção do ativa para a variância dos retornos do portfólio de mercado; • Todos os investidores têm idênticas expectativas quanto às médias, variâncias e covariâncias dos retornos dos diferentes ativos no fi m do período, isto é, têm expectativas homogêneas quan- to à distribuição conjunta dos retornos. As premissas do modelo CAPM são: • Os investidores são indivíduos com aversão ao risco e que maximizam a utilidade esperada da sua riqueza; • Os investidores são tomadores de preço e têm expectativas homogêneas sobre o retorno dos ativos os quais possuem uma distribuição normal conjunta; • Existe uma taxa livre de risco na qual os investidores podem captar e aplicar quantidades ilimi- tadas de recursos; • As quantidades de ativos são fi xas; • Todos os ativos são comercializáveis e perfeitamente divisíveis; • Os mercados não têm fricção e a informação é gratuita e simultaneamente disponível a todos os investidores; • Não existem imperfeições de mercado como impostos, regulamentações e restrições a vendas a descoberto. Preocupações quanto ao CAPM: • As restrições ao ato de tomar emprestado na taxa livre de risco; • A impossibilidade da medição do verdadeiro portfólio de mercado; • Considerações sobre expectativas heterogêneas; • Considerações sobre custos de transação; • Considerações sobre impostos; • Considerações sobre a liquidez dos ativos negociados. 149 149MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Arbitrage Price Theory - APT O modelo APT surgiu como uma alternativa ao CAPM, representando uma generalização deste na me- dida em que possibilita a relação do retorno de um ativo com múltiplos fatores de riscos e não apenas ao retorno do portfólio de mercado. O APT parte da hipótese de não existência de oportunidades de arbitragem (mercados competitivos e sem fricção) e estabelece uma relação aproximada dos retornos esperados com um número de fatores não identifi cados. APT X CAPM Estão ausentes no CAPM e presentes no APT: • Os investidores concordam sobre fatores importantes; • Não há oportunidades de ganhos de arbitragem sem risco; • APT é mais amplo por considerar mais fatores de riscos em seus cálculos. Capital Market Line - CML A Capital Market Line é a carteira efi ciente, composta pela combinação de ativos com risco e um ativo livre de risco, que maximiza a relação de risco e retorno do investidor. A CML tem seu intercepto na taxa livre de risco e sua inclinação representando o coefi ciente de recom- pensa para variabilidade, quanto maior for a inclinação melhor a relação de risco e retorno da carteira. A carteira de risco ótima é a melhor combinação de ativos de risco para serem combinados com ativos seguros para formar uma carteira completa. Esse coefi ciente de recompensa (inclinação da CML) é aquele que tangência a fronteira efi ciente. SML x CML • SML(CAPM) = risco x retorno de um ativo individual; • CML = Risco x retorno de uma carteira (portfólio); • Na SML a medida de risco é o beta (risco sistemático) e desconsidera o risco específi co. Alfa de Jensen Analisando o parâmetro alfa (a) da regressão do Modelo CAPM, conhecido como a de Jensen, tem-se a seguinte interpretação: quando o desempenho da carteira de ativos está em equilíbrio com o de- sempenho da carteira de mercado, a = 0. Quando a carteira de ativos tem um desempenho superior à carteira de mercado, a > 0. Caso contrário, a < 0. 6.5 Alocação de ativos Asset allocation: a tática de asset allocation preconiza uma repartição do dinheiro a ser investido em diferentes tipos de investimento, como ações, títulos de renda fi xa, moedas estrangeiras, real state (imóveis), entre outros. 150 150 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) O objetivo é usar essa diversifi cação para equilibrar o risco que o investidor está disposto a correr e o retorno que ele espera conseguir. Não existe uma fórmula simples para se chegar à alocação de recur- sos ideal para cada perfi l de investidor. No mercado fi nanceiro, a lucratividade de um investimento está quase sempre diretamente relaciona- da ao risco dele não dar certo. Ações, por exemplo, embora possam ser mais rentáveis, também são mais arriscadas. Já os investimentos de renda fi xa, como títulos públicos, são mais seguros, porém, não trazem lucros astronômicos. Alocação estratégica de ativos: o asset allocation estratégico emprega aquilo que poderíamos cha- mar de “política básica de mix de ativos”. Essa mistura proporcional de ativos é baseada nos rendimen- tos esperados para cada classe de ativos no longo prazo. Alocação de ativos com pesos constantes: uma Alocação de Ativos estratégica normalmente se limita a comprar e guardar, mesmo sabendo que inevitavelmente haverá uma variação nos preços dos ativos da carteira que farão com que nos desviemos da política básica de “mix” que estabelecemos original- mente. Por este motivo, os investidores podem preferir uma alocação de ativos com pesos constantes no qual o percentual de cada ativo é rebalanceado constantemente para manter nossa política original de alocação. Alocação tática de ativos: é uma abordagem mais fl exível, porque as estratégias de curto prazo po- dem estar presentes em uma carteiraque prioriza os investimentos a longo prazo. Essa é uma possibi- lidade viável quando você percebe que há boas oportunidades no mercado, que podem gerar ganhos maiores e incomuns. Por suas características, esse formato é mais arriscado e requer que o investidor acerte nas operações de prazo mais curto. Assim, é necessário ter mais experiência e disciplina para não mudar o plano, apenas fazer alterações por um período rápido. Alocação dinâmica de ativos: é o formato mais dinâmico, como o próprio nome indica. O investidor deve realocar seus ativos constantemente conforme muda a sua percepção a respeito do futuro do mercado. Alocação de ativos garantida: É esperado que o investidor estabeleça um limite de perdas máximo para a carteira para que isso sirva como um benchmark de seus investimentos. Quando essa margem é alcançada, deve-se fazer uma realocação rígida que contará especialmente com ativos livres de risco, como é o caso dos títulos do Tesouro Direto. Esse modelo é altamente indicado para quem tem o perfi l conservador, mas deseja obter ganhos mais altos que a renda fi xa e, ao mesmo tempo, não quer com- prometer o capital inicial. Essa é geralmente a situação dos aposentados, por exemplo. Alocação integrada de ativos: É o modelo mais equilibrado, porque é considerado o retorno esperado e o risco dos ativos segundo a tolerância do investidor. É uma estratégia mais ampla e que consegue misturar os formatos anteriores se não houver contraposição entre eles. 151 151MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) 6.6 Acordo de Basiléia - conceito internacional e suas aplicações no Brasil Em 1930, foi criado o Bank for International Settlements - BIS, que é uma organização internacional que fomenta a cooperação entre os bancos centrais e outras agências, em busca da estabilidade mo- netária e fi nanceira. Em 1988, o Basel Committee on Banking Supervision - BCBS, divulgou o primeiro Acordo de Capital da Basileia, ofi cialmente denominado International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards, com o objetivo criar exigências mínimas de capital para instituições fi nanceiras como for- ma de fazer face ao risco de crédito. No Brasil, o acordo de 88 foi implementado em 1994. Essa resolução introduziu exigência de capital mínimo para as instituições fi nanceiras, em função do grau de risco de suas operações ativas. Em 1996, o comitê publicou uma emenda incorporando ao capital exigido parcela para cobertura dos riscos de mercado. O NOVO ACORDO DE CAPITAL DA BASILEIA Em 2004, o BCBS divulgou o Basileia II. O novo acordo é direcionado aos grandes bancos tendo como base, além dos princípios essenciais para uma supervisão bancária efi caz (Princípios da Basileia), três pilares mutuamente complementares: I. Pilar 1: requerimentos de capital; II. Pilar 2: revisão pela supervisão do processo de avaliação da adequação de capital dos bancos; III. Pilar 3: disciplina de mercado. A implementação do Novo Acordo de Capital da Basileia no Brasil está sendo feita de forma gradual. 6.7 Gestão de riscos em fundos de investimento e carteiras administradas Value at Risk (VaR) • Perda máxima de uma carteira dentro de um intervalo de confi ança. • Um único valor que resume a exposição ao risco de mercado com uma probabilidade de oscila- ção adversa. Ex.: VaR diário é de R$ 35 milhões ao nível de confi ança de 99%, ou seja, há 1% de chance de que a perda seja superior a R$ 35 milhões. Limitação – pressupõe mercados operando em condições de normalidade. Stop loss Medida tomada pelo gestor que visa limitar as perdas (ainda que tenha que realizar prejuízo para sair do investimento). Stress test São construídas simulações para preventivamente conhecer a perda máxima que pode acontecer em cenários extremos de crise. 152 152 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Back testing Testa a veracidade do modelo de VaR com dados históricos. Tracking error Mensuração de quão próxima a performance de uma carteira em relação ao seu benchmark. Erro quadrático médio É uma medida de como o retorno do fundo se afasta do retorno do benchmark. 153 153MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) QUESTÕES – MÓDULO 06 01) Calcule o risco de uma carteira sabendo: - Correlação entre os ativos é de: 0,58 - Covariância entre os ativos é de: 0,001067 - σ de Bradesco = 2,09% - σ de Banco Inter = 8,80% - Aplicar 60% em Bradesco e 40% em Banco Inter σCarteira = (W 2A • σ 2 A) + (W 2 B • σ 2 B) + 2 • (WA • WB • PAB • σA • σB) Onde: σ = Desvio padrão P = Correlação entre os dois ativos W = Peso (%) de cada ativo na carteira a) 4,37 b) 4,57 c) 4,27 d) 4,17 02) Observe o gráfi co abaixo e assinale a alternativa correta: a) Temos na imagem a fronteira efi ciente em que o ponto 1 é o ativo livre de risco e 2 é a carteira de mercado pela inclusão da curva de utilidade b) Temos na imagem a fronteira efi ciente em que o ponto 1 é a carteira de mercado e 2 é o ativo livre de risco c) Temos na imagem a fronteira efi ciente em que o ponto 1 é o ativo livre de risco e 2 é a carteira de mercado pela inclusão da CML d) Temos na imagem a fronteira efi ciente em que o ponto 1 é o ativo livre de risco e 2 é a carteira de mercado pela inclusão da carteira ótima 03) Considere que o retorno esperado do Ibovespa seja de 10% a.a. A taxa Selic está fi xada em 1,5% a.a. e o beta de Petrobrás seja 0,8. Ao precifi carmos, essa ação via CAPM, o retorno exigido por esse investidor seria de: 154 154 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) a) 7,50% b) 8% c) 8,30% d) 10,30% 04) Metodologia e diversifi cação de carteira que otimiza a alocação dos ativos para obter o melhor retorno possível para cada nível de risco: a) CML – Capital Market Line b) Fronteira Efi ciente c) Curva de Utilidade d) Índice de Sharpe 05) Um investimento possui média igual a 2 e desvio padrão igual a 1. A probabilidade de que o retor- no esperado esteja compreendido entre 1% e 3% é de aproximado: a) 50% b) 68% c) 95% d) 99% 06) Haverá diversifi cação do risco ao aplicar 50% nas ações do Bradesco e 50% nas ações do Itaú, se eles têm uma correlação de +0,9? a) Sim, pois qualquer correlação abaixo de +1, há diversifi cação do risco. b) Não, para diversifi car teria que ter correlação de -1 c) Não, pois os dois são do mesmo segmento, o que faz sentido para diversifi cação d) Não, para diversifi car teria que ter correlação 0. 07) Considere que o retorno esperado do Ibovespa seja de 15% a.a. A taxa Selic está fi xada em 6,4% a.a. e o beta de Petrobrás seja 0,7. Ao precifi carmos, essa ação via CAPM, o retorno exigido por esse investidor seria de: a) 13,42% b) 14,42% c) 12,42% c) 12,42% 155 155MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) 08) Com a taxa Selic em 5%, qual dos fundos abaixo terá o melhor Índice de Treynor e Sharpe, respec- tivamente: a) Fundo B e B b) Fundo A e B c) Fundo A e A d) Fundo B e A 09) Rentabilidade passada; rentabilidade futura; rentabilidade descontada a infl ação e rentabilidade expressa no extrato, são respectivamente: a) Rentabilidade esperada; rentabilidade observada; rentabilidade real e rentabilidade nominal. b) Rentabilidade observada; rentabilidade esperada; rentabilidade real e rentabilidade nominal c) Rentabilidade observada; rentabilidade esperada; rentabilidade nominal e rentabilidade real d) Rentabilidade esperada; rentabilidade observada; rentabilidade nominal e rentabilidade real 10) O investidor aplicou R$ 35.000,00 em ações da Petrobrás, R$ 35.000,00em LTN e R$ 30.000,00 em Debêntures da Petrobrás. Qual(is) desses investimentos possui risco de crédito? a) Somente a debênture b) Somente a LTN c) Em todos os investimentos d) Nas debêntures e na LTN 11) Considere a tabela abaixo:11) Considere a tabela abaixo: Podemos afi rmar que o fundo A: a) Possui maior risco e maior proximidade ao benchmark que o fundo B b) Possui maior risco e menor proximidade ao benchmark que o fundo B c) Possui menor risco e maior proximidade ao benchmark que o fundo B d) Possui menor risco e menor proximidade ao benchmark que o fundo B 156 156 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) 12) Analise as informações abaixo: I) O Traking Error é uma medida de quão aproximadamente um portfólio replica o seu benchmark II) O Traking Error utiliza o desvio padrão enquanto o Erro Quadrático Médio utiliza a média dos retor- nos III) Com o Traking Error podemos mensurar a relação entre risco e retorno a) I e II estão corretos b) I e III estão corretos c) II e III estão corretos d) Apenas I está correto 13) A carteira de ações do Bruno foi calculada e apresentada com um beta igual 1,2. Isso signifi ca que: a) A carteira está exposta em 120% ao risco diversifi cável b) A carteira está exposta em 120% ao risco sistemático, ou seja, se Ibovespa cair 10% a carteira tende a subi 12% c) A carteira está exposta em 120% ao risco sistemático, ou seja, se Ibovespa cair 10% a carteira tende a cair 12% d) A carteira está exposta em 120% ao risco sistemático, ou seja, se Ibovespa cair 10% a carteira tende a cair 10% 14) Mecanismo que é uma metodologia para medir o risco. Traz a perda máxima em percentual com um grau de confi ança: a) Back Testing b) Stress Testing c) VaR d) Stop Loss 15) É uma medida de quão aproximadamente um portfólio replica seu benchmark: a) Erro Quadrático Médio b) Índice de Sharpe c) CAPM d) Beta 16) Para calcular o Índice de Treynor do Fundo A, considere as informações abaixo: 157 157MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) I – Taxa livre de risco igual a 2% II – Retorno do mercado igual a 5,8% III – Retorno do fundo igual a 6% IV – Desvio Padrão do fundo igual a 4% V – Risco Sistemático do fundo igual a 5,6% a) 1,70 b) 0,71 c) 1,2 d) Não é possível calcular o Índice de Treynor com as informações 17) Mecanismo que permite o investidor a analisar a relação entre risco e retorno: a) Índice de Modigliani b) Trecking Error c) CAPM d) Índice de Beta 18) Uma empresa com difi culdade de caixa ao colocar a venda um imóvel que vale R$ 1 milhão, rece- beu apenas uma proposta de R$ 400 mil. Qual é o risco presente? a) Risco de Crédito b) Risco de Mercado c) Risco de Liquidez d) Risco Operacional 19) São pressupostos do CAPM, exceto: a) Há um número defi nitivo de ativos e suas quantidades são fi xadas no âmbito de um período mun- dial b) Todos ativos são perfeitamente divisíveis e seus preços marcados pela concorrência perfeita c) Assume que todos as informações dos ativos cheguem ao mesmo tempo e de maneira uniforme para todos os investidores d) Assume e entende as imperfeições de mercado, ou seja, impostos, taxas, etc. 20) Sobre correlação podemos afi rmar, exceto: 158 158 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) a) Taxa de juro Selic e dólar tendem a possuir uma correlação negativa b) O Ibovespa possui uma correlação negativa com a taxa de juro Selic c) Bancos possuem correlação positiva, como Itaú e Inter d) A correlação pode ir de -1 até 1 (positivo) 21) Analise as imagens abaixo e assinale a alternativa que melhor representa as imagens, respectiva- mente: a) Figura 1, fi gura 2 e fi gura 3 b) Figura 3, fi gura 1 e fi gura 2 c) Figura 3, fi gura 2 e fi gura 1 d) Figura 2, fi gura 1 e fi gura 3 22) Um dado amostral contém os números 2,5,4,4,1,8,8,8 e 1. Qual a média, moda e mediana, respec- tivamente? a) 4,56; 8 e 4 b) 4,56; 4 e 4 c) 4,56; (2 e 5) e 5 d) 4,36; 4 e 8 23) Ao analisarmos o erro quadrático médio podemos concluir que: a) fundos ativos tendem a terem o mesmo erro quadrático médio em relação aos fundos passivos b) fundos referenciados tendem a ter maior erro quadrático médio em relação aos fundos de ações c) fundos ativos tendem a terem maior erro quadrático médio em relação aos fundos passivos d) fundos passivos tendem a terem maior erro quadrático médio em relação aos fundos ativos 24) Considere que o retorno esperado do Ibovespa seja de 20% a.a. A taxa Selic está fi xada em 6% a.a. e o beta de Itaú seja 0,7. Ao precifi carmos, essa ação via CAPM, o retorno exigido por esse investidor seria de: a) 15,70% 159 159MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) b) 15,80% c) 15,20% d) 16,20% 25) Utilizando o balanço patrimonial abaixo, qual o índice de endividamento dessa pessoa: a) 11,58% b) 10,25% c) 13,64% d) 18% 26) Bruno aplicou em um CDB que remunerou 105% do DI. Sabendo que o DI no período foi de 5% e que a infl ação do período foi de 2,5%, qual a rentabilidade real da operação? a) 2,68% b) 2,5% c) 2,44% d) 2,58% 27) Um investidor gostaria de saber a relação entre risco e retorno de seu fundo de investimentos, considere: Retorno do fundo: 10% Desvio padrão do fundo: 5,4% Taxa livre de risco: 3,5% a) 1,20 b) 1,30 c) 1,40 d) 1,10 28) Sobre o modelo Arbitrage Price Theory (APT) I - Múltiplos fatores afetam o retorno de uma ação. 160 160 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) II – Beta não é um fator de precifi cação. III – A taxa livre de risco é um dos fatores que afetam a precifi cação. Está correto no que se afi rmar em: a) Somente I b) I e II c) I e III d) II e III 29) Essa estratégia preconiza uma repartição do dinheiro a ser investido em diferentes tipos de inves- timento, como ações, títulos de renda fi xa, moedas estrangeiras, real estate (imóveis) entre outros: a) Asset Allocation b) Alocação estratégia de ativos c) Alocação dinâmica de ativos d) Alocação tática de ativos 30) Analise as informações abaixo: I – Trecking Error e Índice de Modigliani mensuram a mesma coisa II – Índice de Sharpe e Treynor mensuram a relação entre risco e retorno III – CAPM é um modelo de precifi cação de ativos a) I e II b) I e III c) II e III d) Nenhuma das alternativas 31) Imagine o seguinte cenário: Ativo livre de risco: 25% Retorno do Mercado de Ações: 45% Beta de um determinado ativo: 0 Qual o retorno requerido do ativo, utilizando-se do modelo CAPM: a) Zero b) 40% c) 25% 161 161MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) d) 15% 32) Lucas viu em um vídeo que uma boa opção de reserva de emergência seria um CDB com liquidez diária. Dessa forma, fez um aporte de 200 mil reais em um CDB do banco no qual é cor- rentista. No 29º dia após a aplicação, precisou realizar o resgate no valor de 217 mil reais. Qual foi o valor de res- gate líquido? a) 213.175,00 b) 212.779,75 c) 214.784,96 d) 215.986,31 33) Mario, dentre as várias possibilidades de investimento apresentadas a ele, decidiu aplicar R$ 50.000,00 em um fundo de ações cujo benchmark era o Ibovespa. Ao solicitar o resgate, 3 meses após a aplicação, observou-se a seguinte rentabilidade: Mês 1: 0,68% Mês 2: 0,12% Mês 3: 1,35% Qual o valor do IR devido? a) R$ 151,75 b) R$ 145,69 c) R$ 216,16 d) R$ 162,12 34) A correlação entre um fundo indexado em um determinado índice, e o índice em questão será: a) Próxima de 1. b) Próxima de -1. c) Igual a 0. d) Maior que 1 35) Analisea tabela abaixo e encontre a correlação entre os ativos 162 162 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) a) 0,37 b) 0,57 c) 0,47 d) 0,87 36) Considerando a correlação entre os ativos da questão passada (correlação = 0,47), qual o coefi - ciente de determinação? a) 22% b) 47% c) 35% d) 78% 37) Em distribuição normal, qual será a probabilidade estatística utilizando de uma média e dois des- vios padrões? a) 67% b) 80% c) 95% d) 99% 38) Ao analisarmos o gráfi co abaixo, podemos concluir que: a) O ativo A possui maior exposição ao mercado e um retorno mais acentuado; b) O ativo A possui menor exposição ao mercado e um maior retorno c) O Ativo B possui maior exposição ao mercado, pelo risco não sistemático e maior retorno; d) O ativo B possui maior exposição ao mercado, pelo risco sistemático e maior retorno; 39) A tabela abaixo mostra a correlação entre os ativos x, y e z 163 163MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Um investidor objetivando diversifi car ao máximo suas aplicações nos ativos disponíveis, deve esco- lher: a) Apenas o ativo x, pois tem correlação alta com y e baixa com z; b) Os ativos x e y, uma vez que ativos com correlação próxima de 1 promovem um a diversifi cação mais efi ciente c) Os ativos x e z, pois dentre os ativos disponíveis, a dependência entre os ativos x e z é menor; d) Os arquivos y e x, uma vez que a diversifi cação é favorecida quando ativos possuem correlação próxima de 0,7. 40) O Stop Loss é o mecanismo utilizado para: a) Reduzir o lucro de uma carteira de investimentos b) Limitar a perda de uma carteira de investimentos c) Limitar o VaR d) Para acionar o Back Testing 41) O cliente deseja saber a relação entre risco e retorno de um ativo. Para isso ele pode utilizar os índices abaixo, exceto: a) Modigliani b) Treynor c) Erro Quadrático Médio d) Sharpe 42) Com a Taxa Selic em 3,5% a.a. Calcule o Índice de Sharpe e Treynor respectivamente do fundo A: a) 1,06 e 1,50 b) 1,06 e 1,70 164 164 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) c) 1,70 e 1,06 d) 1,70 e 1,50 43) Comparando dois fundos, um investidor deverá escolher aquele que tem: a) O maior índice de sharpe b) O menor desvio padrão. c) O maior beta. d) O menor índice de treynor. 44) O cliente fez investimentos em ações e em CDB cuja aplicação foi superior a R$ 250 mil. Esses in- vestimentos estão sujeito a riscos que são: a) Ação e CDB: risco de crédito, de mercado e de liquidez. b) Ação: risco de crédito, de mercado e de liquidez. CDB: risco de mercado e de liquidez c) Ação: risco de mercado e de crédito. CDB: risco de crédito, de mercado e de liquidez d) Ação: risco de mercado e de liquidez. CDB: risco de crédito, de mercado e de liquidez. 45) A diversifi cação, não consegue diluir: a) O risco diversifi cável. b) O risco sistemático. c) O risco não-sistemático. d) O risco específi co. 46) Sobre o Tracking Error, assinale a alternativa correta: a) Mensura a performance do fundo em relação ao benchmark b) Mostra a diferença entre a rentabilidade e o beta. c) Mensura a diferença entre o desvio padrão e o beta. d) Mostra a diferença entre o desvio padrão e a rentabilidade. 47) Um título possui taxa nominal de 18%. Considerando uma infl ação de 10% no mesmo período, a taxa Real foi: a) 9,66% b) 8% 165 165MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) c) 7,27% d) 7% 48) Tendem a ser exemplos de correlação positiva: I – Ações do mesmo segmento II – Ibovespa e Dólar III – Ouro e Dólar a) I, apenas b) I e II c) I e III d) I, II e III 49) A melhor análise de um ETF, virá da verifi cação do: a) CAPM b) Tracking Error c) Beta d) Nenhuma das alternativas 50) A diferença entre covariância e correlação é: a) A primeira aponta se os ativos seguem a mesma direção ou não; enquanto a segunda mostra a for- ça em que os ativos se movimentam b) A primeira aponta a força em que os ativos se movimentam; enquanto a segunda mostra apenas se os ativos seguem a mesma direção ou não c) A primeira mostra o quanto que as variações de um ativo infl uenciam as variações de outro; en- quanto a segunda mostra a força que os ativos se movimentam d) A primeira aponta se os ativos seguem a mesma direção ou não; enquanto a segunda mostra a in- fl uência da variação de um ativo em outro 166 166 MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) MÓDULO 06 | Gestão de carteiras e riscos (proporção: de 10% A 20 %) Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 01 a 11 c 21 b 31 c 41 c 02 c 12 a 22 a 32 b 42 b 03 c 13 c 23 c 33 d 43 a 04 b 14 c 24 b 34 a 44 d 05 b 15 a 25 c 35 c 45 b 06 a 16 b 26 a 36 a 46 a 07 c 17 a 27 a 37 c 47 c 08 b 18 c 28 c 38 d 48 c 09 b 19 d 29 a 39 c 49 b 10 d 20 c 30 c 40 b 50 a 167 167 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 - PLANEJAMENTO DE INVESTIMENTO (PROPORÇÃO: DE 15% A 25 %) 7.1 Entrevista e e processo de análise do perfil do investidor. O processo de Análise do Perfi l do Investidor - API é uma metodologia desenvolvida para obter o perfi l de investidor do cliente pessoa física e verifi car a adequação dos investimentos pretendidos a esse perfi l, através de um questionário. O API não é obrigatório para: • Investidores qualifi cados; • Pessoa jurídica de direito público; • Cliente que tiver carteira administrada discricionariamente por um administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM. Validade: 24 meses. Identifi ca perfi s diferentes, do mais conservador ao mais arrojado. Para defi nir o objetivo do investimento deve considerar, no mínimo: Período → Riscos → Finalidade Para defi nir situação fi nanceira: • Valor das receitas declaradas; • Valor e ativo do patrimônio; • Necessidade futura de recursos. 7.2 Etapas do planejamento financeiro Passo 1: Defi nir e estabelecer o relacionamento com o cliente Neste primeiro momento, é importante que seja defi nido o relacionamento do cliente com o planejador. Será importante que assinem um contrato onde estarão defi nidos os obje- tivos dos serviços, os custos e a duração do mesmo, além da forma de trabalho. Neste documento estarão descritas também as responsabilidades e obrigações de cada uma das partes envolvidas. Passo 2: Levantamento de informações O processo de planejamento fi nanceiro propriamente dito, começa com a coleta de todas as informações pertinentes à situação fi nanceira do cliente de uma forma holística. Neste momento, serão levantadas, por meio de reuniões e questionários, tanto as infor- mações quantitativas quanto qualitativas relevantes ao processo, do ponto de vista fi nan- ceiro do cliente. Nesta etapa serão identifi cados seus objetivos e necessidades, bem como a ordem de prioridades. 168 168 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) É preciso elencar, por exemplo, quais são as receitas e despesas, os investimentos, se pos- sui testamento e seguros, qual a sua forma de lidar com o dinheiro, sua propensão a pou- par, como está a sua situação com o INSS e com o FGTS, suas questões tributárias, seus objetivos de aposentadoria, dentre muitas outras informações importantes. Passo 3: Análise das condições fi nanceiras Após a devida coleta de dados, o planejador fi nanceiro passa a analisar todas as informa- ções, considerando as prioridades fi nanceiras listadas em conjunto com o cliente. Neste momento, serão formalizados os objetivos deretorno, de risco e as restrições à que o clien- te pode estar sujeito, como por exemplo, questões legais, tributárias ou de liquidez. Todos os objetivos e necessidades são analisadao, buscando o alinhamento entre eles e as fi nanças atuais do cliente. Passo 4: Apresentacão de alternativas de planejamento fi nanceiro O passo subsequente à análise é o desesenvolvimento de linhas de atuacão e estratégias de planejamento fi nanceiro, em que serão apresentadas as opcões encontradas pelo planejador para alinhar a vida fi nanceira do cliente aos seus objetivos e metas. Estas es- tratégias são discutidas com o cliente para que ele se sinta confortável com as solucões disponibizadas. Passo 5: Implementação das recomendações do planejamento fi nanceiro Após o trabalho construído nas etapas anteriores, é chegada a hora de operacionalizar o que foi planejado e discutido até então. Esta etapa começa com a defi nição objetiva de responsabilidades, com detalhamento do que precisa ser feito e prazos de execução, tudo alinhado ao que foi desenvolvido nas fa- ses acima. É aqui também que são defi nidos os produtos fi nanceiros que serão utilizados na imple- mentação do planejamento fi nanceiro. Passo 6: Monitoramento do planejamento fi nanceiro Após as ações serem implementadas e o plano executado, uma outra fase se torna essen- cial: a fase de monitoramento, que tem como fi nalidade controlar e fi scalizar os prazos, as ações e os resultados obtidos, tudo para garantir que o plano continue atualizado e cami- nhando na direção certa, rumo aos objetivos do cliente. Esta sexta etapa é muito importante também, na medida em que a vida do cliente pode mudar (conforme falamos acima sobre os momentos de transição) e as regulamentações também podem sofrer alterações. Desta forma, será necessário este acompanhamento pe- riódico para garantir que as recomendações e os passos que serão seguidos mantenham a aderência aos novos fatos ocorridos. 7.3 Decisões do investidor na perspectiva de finanças comportamentais Indicação bibliográfi ca: 169 169 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) Daniel Kahneman (Rápido e devagar duas formas de pensar) Sistema 1 x Sistema 2: Razão x Emoção As fi nanças comportamentais têm como principal objetivo identifi car e compreender as ilusões cogni- tivas que fazem com que pessoas cometam erros sistemáticos de avaliação de valores, probabilidades e riscos. Consideram que os indivíduos nem sempre agem racionalmente, pois estão propensos aos efeitos das ilusões cognitivas. As fi nanças comportamentais não negam que a maioria das decisões econômicas são tomadas de forma racional e deliberada. Mas consideram que, se não forem levadas em conta também as decisões emocionais e automáticas, os modelos econômicos serão falhos para explicar o funcionamento dos mercados. HEURÍSTICAS As heurísticas são atalhos mentais que agilizam e simplifi cam a percepção e a avaliação das informa- ções que recebemos. Disponibilidade: eventos recentes ou de fácil acesso na memória (informações disponíveis). Exemplo clássico: avião caiu, muitos cancelam a passagem (não consideram estatísticas). Investimentos: olham o lucro e compram as ações. Representatividade: ignora o tamanho da amostra. Exemplo: dados (1/1/1) enviesaram amostra, mas tem 1/6 de chance (tamanho pequena da amostra). Investimentos: olha apenas para a rentabilidade passada, sem considerar outros fatores como cená- rio. Ancoragem: uma informação nos leva a considerá-la fortemente na tomada de decisão ou na formu- lação de estimativas, independente da sua relevância para o que é decidido ou estimado. Exemplo clássico: pipoca (P/M/G) ou promoções “De R$ 3.000 por R$ 1.800”. Efeito priming: capacidade associativa a nossa mente. Comum a ancoragem se basear em valores. Exemplo: comprou Petrobras a R$ 25,00, só venderá acima de R$ 25,00. Aversão à perda (não ao risco), o medo de perder. Não é heurística e sim um viés comportamental. Maior importância às perdas. A dor de perder R$ 1.000,00 é muito maior do que a felicidade de ganhar R$ 1.000,00. Mantém investimentos não lucrativos e vende investimentos com ganho. Ação sobe de R$ 25,00 para R$ 28,00. Vende e ganha o lucro. Ação cai de R$ 25,00 para R$ 23,00, não vende, pois tem medo de perder. Prefere esperar a ação voltar para R$ 25,00. 170 170 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) Efeitos de estruturação: a maneira como um problema é estruturado ou a forma como a informação é apresentada exerce um impacto importante no processo decisório (framing). Você tem 90% de chance de ganhar se apostar. Você tem 10% de chance de perder se apostar. Mesma pergunta. Excesso de confi ança: está relacionada ao investidor que se acha melhor que a média do mercado, dessa forma ele superestima sua capacidade de prever o futuro, realizando muita movimentação na carteira. Com isso o investidor pode até conseguir realizar ganhos nas suas operações, porém, devido as muitas movimentações, o custo de corretagem ultrapassa esses ganhos. Armadilha da confi rmação: Esse viés é identifi cado quando se busca informações para confi rmar suas análises e perspectivas. Dessa forma só aceita opiniões iguais e negligenciam opiniões contrá- rias. Buscam opiniões iguais para confi rmar o seu ponto de vista. 7.4 Planejamento de investimento Fluxo de caixa Um dos requisitos fundamentais para se ter independência fi nanceira é gastar menos do que se ga- nha, ou seja, ter saídas de caixa menores do que as entradas. É um conceito simples, quase sempre negligenciado, apesar de ser decisivo para se alcançar e ter saúde fi nanceira. A gestão do fl uxo de caixa aborda a essência deste conceito-chave. Para construir o fl uxo de caixa do cliente, é fundamental registrar todas as suas fontes de receitas e de despesas. A diferença entre ambas determina se o cliente é superavitário ou defi citário. O fl uxo de cai- xa positivo (mesmo que discricionário) permite fazer proposições para investimentos, considerações para gestão de riscos ou outras fi nalidades. Você normalmente deverá: • Relacionar as despesas e receitas recorrentes; • Verifi car o endividamento total, fl uxo de amortizações e seus custos; • Analisar se vive dentro de sua capacidade fi nanceira (superávit ou défi cit orçamentário); • Ver, caso haja capacidade de poupança/investimento (superávit orçamentário), se está sendo executada; • Conferir a existência de reservas para emergências; • Refl etir sobre como possíveis mudanças contingenciais nas receitas e/ou despesas poderão im- pactar o cliente; • Refl etir se as metas são compatíveis com o fl uxo de caixa; • Fazer o levantamento patrimonial (bens de uso + bens de investimento - dívidas), com o fl uxo de caixa. 171 171 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) RECEITAS/RENDAS As fontes de renda podem ser: • Salários; • Bônus/gratifi cações/comissões; • Remunerações; • Trabalho autônomo; • Honorários pela prestação de serviços especializados (por exemplo: de consultoria, assessoria, aconselhamento); • Rendimentos dos investimentos (por exemplo: dividendos, juros, aluguéis); • Benefícios sociais do governo. Exemplos de fontes de renda de aposentadoria incluem renda contratada com planos de previdência privada, seguridade social e recebimentos de fundos de pensão. As pessoas têm normalmente controle limitado sobre seus ganhos, pois na sua maioria são assalaria- dos. Formas para aumentar os ganhos de atividades profi ssionais incluem trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ampliar a base de clientes ou optar por investimentos que possam proporcio- nar maiores rendimentos. DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS Os gastos podem ser divididos em duas categorias: fi xos e variáveis.Os gastos fi xos podem incluir: • Aluguel ou parcelas do fi nanciamento imobiliário; • Prestações de fi nanciamentos/dívidas; • Prêmios de seguro; • Programação de investimentos (podem ser aplicações mensais regulares por débito em conta, ou feitas pelo próprio cliente periódica ou eventualmente); • Pensão alimentícia ou de suporte fi nanceiro a fi lhos menores de pais separados. Uma vez estabelecidos, é muito difícil para as pessoas eliminar ou diminuir seus gastos e despesas fi xas. Muitas vezes, minimizá-los requer mudanças signifi cativas do padrão de vida (por exemplo: mu- dar de imóvel ou bairro, vender um dos carros da família). Os valores dirigidos a investimentos devem ser identifi cados como saídas de caixa, mesmo que não consideremos o ato de investir como um gasto. Da mesma forma, quando o investimento paga rendi- mentos, ou gera um ganho, eles devem ser considerados como entradas de caixa. Há gastos e despesas variáveis, sobre os quais os clientes têm possibilidade de exercer algum tipo de controle, tais como: 172 172 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) • Transporte; • Despesas pessoais (alimentação, roupas, acessórios); • Taxas, matrícula e mensalidades escolares e cursos; • Comunicação (telefone, celular, internet); • Contas de luz, água, gás; • Saúde e cuidados pessoais; • Entretenimento/lazer; • Manutenção (casa e automóvel); • Dinheiro para o dia a dia; • Férias. Vale lembrar que, para muitas famílias, o automóvel pode representar uma boa parte das despesas, seja pelo custo do fi nanciamento ou, mesmo quando comprado à vista, pelos gastos fi xos e deprecia- ção, além do custo de oportunidade do capital. COMPROMETIMENTO DE RENDA Após relacionarmos as receitas e despesas, uma das primeiras análises que podemos fazer é sobre o comprometimento atual de renda, ou seja, verifi car quanto da renda total está comprometida com pagamento de dívidas. Para isso precisamos somar o total de despesas direcionadas ao pagamento de dívidas e dividir pela receita total. Vale ressaltar que o elevado índice de comprometimento de renda, principalmente quando relaciona- do a consumo e, portanto, com custos (juros) mais altos, é um dos principais fatores de desequilíbrio no fl uxo de caixa familiar. Alguns casos de elevado comprometimento de renda podem ser avaliados de forma distinta, princi- palmente quando direcionados ao crédito imobiliário ou a créditos produtivos para empreendedoris- mo, por exemplo. CAPACIDADE DE POUPANÇA (DÉFICIT OU SUPERÁVIT) Capacidade de poupança é quando existe sobra de recursos (superávit) entre renda total x despesas totais, ou seja, quando se gasta menos do que se ganha. Criar ou ampliar a capacidade de poupança deve ser o primeiro objetivo central de um bom plano fi - nanceiro, para que não apenas os objetivos imediatos sejam conquistados, mas também os objetivos futuros. A capacidade de poupança é medida pela diferença entre receitas e despesas, dividida pela receita total. 173 173 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) Como é possível perceber, ter superávit é o ponto de partida para qualquer plano fi nanceiro, mas exis- tem diversos outros aspectos que precisam ser avaliados. Neste ponto, com todas as informações coletadas no início e com o entendimento do perfi l e objetivos do cliente, já é possível perceber o quanto os esforços estão direcionados para a conquista dos sonhos, e também já podemos ter alguma ideia de qual a margem de ajuste possível para possíveis equaliza- ções. Vale lembrar que o objetivo de uma situação fi nanceira equilibrada é garantir a conquista dos objetivos ao longo de toda a vida, ou seja, desde sonhos imediatos, como as próximas férias, até sonhos mais distantes, como a aposentadoria tranquila ou o estudo dos netos. Poupar a todo custo e abrir mão dos sonhos de curto prazo, para ter a maior reserva possível no banco, pode não ser a proposta ideal. Levantamento patrimonial Realizar o levantamento patrimonial do cliente é importante primeiro para que o planejador fi nanceiro possa ter uma visão completa da atual distribuição dos ativos totais. Além disso, nesse passo será pos- sível identifi car desejos que venham a impactar o fl uxo de caixa futuro, como, por exemplo, a intenção de venda de uma participação societária ou de compra de um imóvel. BENS DE USO X BENS DE INVESTIMENTOS Nessa fase é importante separar os ativos do cliente em bens de uso e bens de investimento, além de relacionar dívidas que porventura possam ainda existir pela aquisição do ativo. A soma de todos os bens (uso + investimento), descontadas as dívidas (saldo devedor), resultará no patrimônio líquido do cliente. Alguns exemplos de bens de uso: • Imóvel residencial; • Casa de veraneio; • Automóvel da família; • Embarcação. Alguns exemplos de bens de investimento: • Participação societária; • Aplicações fi nanceiras; • Imóvel comprado para locação ou venda futura; • Terreno comprado para construção e/ou venda futura; • Terra produtiva (sítio/fazenda); • Automóvel usado para gerar renda. 174 174 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) Fluxo de caixa dos ativos Por fi m, quando possível, a avaliação do fl uxo de caixa de cada ativo pode ser muito útil, pois muitas vezes um ou outro ativo pode ser responsável por boa parte do comprometimento de renda da família. Patrimônio esperado Com os ativos e passivos devidamente relacionados, será possível avaliar se o patrimônio líquido acu- mulado pelo cliente até o momento é compatível com seu nível de renda. Não existe uma única forma de avaliar, mas, apenas para servir como base para início de uma conversa, pode se utilizar a seguinte fórmula: Patrimônio Líquido Esperado = Idade x Renda Bruta Anual / 10 • Orçamento • Reserva de emergência; • Revisão de gastos; • Maximização do retorno dos ativos fi nanceiros; • Otimização da gestão do fl uxo de caixa via minimização da carga tributária e do endividamento. A elaboração de um orçamento pode ser entendida como um exercício de construção do fl uxo de caixa futuro de longo prazo. Ela ajuda a avaliar se o cliente terá condições de acumular riqueza sufi ciente para alcançar seus objetivos de vida. A elaboração do orçamento deve ter como ponto central a aproximação do cliente de seus objetivos. Para isso, devemos procurar identifi car fontes de renda e como elas vêm sendo consumidas, maximi- zar o retorno dos investimentos, minimizar o custo do endividamento e da carga tributária aproximan- do, assim, o cliente de seus sonhos/objetivos. RESERVA DE EMERGÊNCIA Antes de elaborarmos uma proposta mais completa, vale verifi car e chamar a atenção do cliente para a necessidade de se manter algum capital como reserva de emergência. Como o próprio nome sugere, essa reserva tem por objetivo evitar que qualquer mudança (ainda que temporária) no atual nível de receitas ou despesas possa comprometer a saúde fi nanceira e o equilíbrio do fl uxo de caixa e, conse- quentemente, distanciar o cliente de seus objetivos. Apenas como um parâmetro para início dessa composição, muitos dizem ser ideal manter, pelo me- nos, seis vezes o valor das despesas mensais. Esse tipo de reserva é essencial para evitar que eventos pontuais, como, a redução na renda, desem- prego temporário ou gastos inesperados possam comprometer o planejamento de longo prazo. 175 175 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) INCREMENTO DE RENDA O primeiro aspecto a avaliar é se existe alguma forma de aumento no atual nível de renda. Como o plano fi nanceiro invariavelmente terá como objetivo elevar a capacidade de poupança, esse seriao melhor caminho, pois, ao contrário da redução de despesas, ele não impacta no padrão de vida atual. Além de horas extras, que são permitidas em algumas empresas e podem aumentar consideravelmen- te a renda familiar, o empreendedorismo deve ser considerado por seus diversos aspectos benéfi cos. Muitas pessoas possuem habilidades conhecidas, porém, não exploradas como fonte de renda extra. Será que aquele famoso bolo conhecido por toda a família não poderia ser uma segunda fonte de ren- da? E a habilidade com marcenaria, que sempre é usada para reparar móveis em casa, poderia ser um serviço extra oferecido aos fi nais de semana? Ter uma segunda fonte de renda automaticamente diminui a dependência de um único emprego/em- pregador e gera um sentimento muito bom de liberdade de escolha. Além disso, quando a atividade prospera, possibilita gerar empregos e assim impactar a vida de outras pessoas da sociedade. REVISÃO DE GASTOS Esgotadas as possibilidades de incremento de renda, é hora de rever os gastos, reduzindo despesas não essenciais. O primeiro auxílio objetivo que o planejador fi nanceiro pode oferecer em relação às dívidas é avaliar o custo de cada uma delas. Além disso, será necessário verifi car outros detalhes como o prazo, o impac- to no fl uxo de caixa e a efetiva necessidade de cada um desses compromissos. Dívidas com alto custo deverão ter atenção especial já que, especialmente no Brasil, isso pode ser fator de grande impacto no plano fi nanceiro. Cabe ao planejador fi nanceiro identifi car a real necessidade da dívida e, se possível, propor alternativas mais efi cientes. Seja por falta de informação ou até por aspectos culturais, às vezes o cliente opta por caminhos mais custosos quando decide recorrer a uma linha de crédito. Para quem tem familiaridade com o mercado fi nanceiro, pode parecer óbvio buscar sempre por opções de menor custo, mas inúmeras pesquisas demonstram que ainda existem grandes barreiras psicológicas que resultam em mau uso do crédito. Muitas pessoas associam o pedido de um empréstimo com incapacidade fi nanceira, e assim evitam o contato pessoal (com um gerente, por exemplo). Isso explica por que as linhas mais caras, liberadas muitas vezes por meios eletrônicos, são muito utilizadas. Ao planejador fi nanceiro não cabe julgar, mas sim explicar com objetividade que existem caminhos melhores e mais adequados. Cabe aqui pontuar que não podemos encarar qualquer tipo de endividamento como negativo, por dois aspectos principais: o primeiro e mais prático é que alguns tipos de crédito podem ser positivos, seja por ajudar a criar patrimônio, como, por exemplo, o fi nanciamento imobiliário, seja por seu cará- ter produtivo, como um empréstimo para empreender e gerar renda. O segundo aspecto é de mais difícil equilíbrio, mas não pode ser ignorado, ainda que em alguns casos não seja o caminho natural de raciocínio para um Planejador Financeiro. Precisamos lembrar que o 176 176 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) cliente é responsável por suas escolhas e consequências, e que nosso objetivo central é aproximá-lo de seus sonhos. Além disso, não podemos esquecer que a reserva fi nanceira não é o fi m e sim o meio para alcançar objetivos desejados. Com isso em mente, podemos nos deparar com casos de clientes que optem por antecipar um sonho, mesmo sabendo da consequência (impacto fi nanceiro). Como exemplo, antecipar a compra de um eletrodoméstico, carro, viagem etc. através do fi nancia- mento não deve ser avaliado apenas sob o ponto de vista fi nanceiro. Já sabemos que, na maioria dos casos, o custo desses fi nanciamentos não é atrativo, mas eles possibilitam a realização imediata de alguns sonhos. Somente o cliente poderá avaliar se esse custo (juros) vale ou não a pena pela anteci- pação da conquista. Desde que ele possa decidir sabendo e assumindo os benefícios e impactos – principalmente, não comprometendo o orçamento e, consequentemente, os demais sonhos –, pode sim ser uma forma de não deixar todos os planos para o futuro. IMPOSTOS E INVESTIMENTOS Concluída a revisão dos gastos, ainda será necessário avaliar a atual carga tributária. Dependendo de onde o cliente tem seu domicílio fi scal, os impostos podem exercer uma grande infl uência sobre o fl uxo de caixa. Às vezes variam de acordo com o tipo/origem da renda e, no caso de aplicações fi nan- ceiras, podem decrescer conforme o prazo da aplicação. Ao planejador fi nanceiro caberá avaliar as possibilidades legítimas que minimizem o impacto no fl uxo do cliente. A infl ação também pode ser uma grande vilã nos planos fi nanceiros do cliente, por reduzir o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. Por isso, quando existir reserva fi nanceira, precisaremos ana- lisar se a atual composição dos investimentos é adequada e se está aderente aos objetivos do cliente. 177 177 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) QUESTÕES – MÓDULO 07 01) O Suitability é de extrema importância para verifi car o perfi l do investidor. Para defi nição da si- tuação fi nanceira do investidor, a Instituição Participante deve considerar, no mínimo, as seguintes informações: I. O valor das receitas regulares declaradas; II. O valor e os ativos que compõem seu patrimônio; III. A necessidade futura de recursos declarada. IV. O nível de conhecimento do cliente sobre produtos de investimentos a) I, II e IV b) II, III e IV c) I, II e III d) I, II, III e IV 02) Um especialista de investimentos não pode realizar recomendação de investimentos: a) Aposentados. b) Para cliente com idade inferior a 21 anos c) Sem conhecimento do perfi l investidor. d) Para clientes conservadores 03) Dentre as alternativas abaixo, qual não representa uma das etapas do processo de Planejamento Financeiro? a) Monitorar a situação do cliente. b) Identifi car o grau de educação fi nanceiro do cliente c) Coletar as informações do cliente. d) Implementar as recomendações de investimentos 04) Com relação as etapas de um planejamento fi nanceiro pessoal, coloque em ordem da primeira etapa até a sexta etapa. ( ) Coletar Informações para elaborar um plano fi nanceiro 178 178 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) ( ) Defi nir Relacionamento com o cliente ( ) Monitorar a situação do cliente ( ) Analisar e avaliar a situação fi nanceira do cliente ( ) Desenvolver as recomendações e apresentar ao cliente ( ) Implementar as recomendações a) 2, 1, 6, 3, 4 e 5 b) 2, 1, 6, 5, 3 e 4 c) 1, 2, 6, 3, 4 e 5 d) 1, 2, 6, 5, 3 e 4 05) O investidor com viés de aversão a perdas: a) Mantem posições ganhadoras e se desfaz de posições vendedoras b) Vende as ações conforme sua estratégia de Stop Loss c) Mantem suas posições independente dos resultados d) Nenhuma das alternativas 06) Um cliente está perdendo fortemente recursos com uma carteira de ações, porém está resistente a vendê-las. Esta característica é conhecida como: a) Disponibilidade b) Ancoragem c) Aversão à perda d) Excesso de confi ança 07) O IPVA de um determinado ano tem o valor total de R$ 2.200 e pode ser pago em 4 parcelas sem juros de R$ 550,00, sendo a primeira paga no ato. Ou, se for à vista, pode ser pago com desconto de 4,5%. Nesse caso, qual a taxa de juro embutida na operação parcelada? a) Zero b) 0,99% c) 4,25% 179 179 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) d) 3,16% 08) Qual a taxa aplicada ao semestre, considerando base anual de 20%: a) 9% b) 9,54% c) 10% d) 10,54% 09) Um especialista de investimentos não pode realizar recomendação de investimentos: a) Aposentados. b) Paracliente com idade inferior a 21 anos c) Sem conhecimento do perfi l investidor. d) Para clientes conservadores 10) Um investidor está avaliando um projeto com investimento inicial de 150 milhões, com retorno em quatro anos, sendo 25 milhões, 30 milhões. 35 milhões e 110 milhões, encontre a taxa de ponto de equilíbrio entre o investimento e retorno: a) 9,50% b) 9,75% c) 10,50% d) 11% 11) Na recomendação de produtos de investimentos, antes de qualquer alocação é necessário conhe- cer: a) Formação do cliente. b) KYC. c) Renda e Patrimônio. d) Análise do Perfi l do Investidor. 12) Um investidor perdeu recursos com ações de um determinado segmento a alguns anos atrás, que atualmente apresenta bons fundamentos de compra, neste está se apoiando na heurística de: 180 180 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) a) Representatividade b) Excesso de confi ança c) Ancoragem d) Aversão a perda 13) Perfi l de investidor dever ser atualizado a cada: a) 12 meses b) 18 meses c) 24 meses d) 36 meses 14) A primeira etapa do planejamento fi nanceiro é: a) Defi nir a forma de relacionamento com o cliente b) Monitoramento das recomendações do planejamento fi nanceiro c) Desenvolver e sugerir alternativas do planejamento fi nanceiro d) Obter informações, dados e objetivos do cliente 15) Analise as informações abaixo e assinale a alternativa correta: I – O API tem validade de 24 meses II – Apenas o Fundo de Investimento Simples permite alocação sem preenchimento do API III – Para análise do API existem perguntas sobre objetivos e conhecimento, apenas a) I e II b) I e III c) II e III d) I, II e III 16) Um investidor que se desfaça facilmente de posições ganhadoras e mantém posições perdedoras, possui a heurística de: a) Aversão a Perda 181 181 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) b) Disponibilidade c) Representatividade d) Ancoragem 17) Após o levantamento do Balanço Patrimonial de Bruno, foi realizado o cálculo do Índice de Liqui- dez e o resultado foi de 0,8. Está correto afi rmar que a) Menor que 1 o cliente está com suas contas folgadas e possui ótima liquidez em seu balanço patri- monial b) Menor que 1 o cliente não possui uma liquidez sufi ciente para seu balanço patrimonial c) Menor que 1 o cliente possui liquidez, mas não pode sofrer nenhum imprevisto fi nanceiro d) Nenhuma das alternativas 18) Após um escândalo de corrupção em uma empresa estatal, Bruno decidiu por nunca mais aplicar seu capital em uma empresa estatal. O investidor está sob a Heurística: a) Da Armadilha da Confi rmação b) Da Representatividade c) Da Ancoragem d) Aversão a Perda 19) Duas lojas anunciam o mesmo produto pelo mesmo preço. Uma diz " esse produto tem uma proba- bilidade de 80% em resolver seus problemas", e a outra loja diz " esse produto tem uma probabilidade de 20% em não resolver seus problemas". Isso é: a) Heurística da Disponibilidade b) Efeito de Estruturação c) Ilusão de Controle d) Excesso de Confi ança 20) Um gerente de uma instituição fi nanceira NÃO poderá recomendar produtos ou serviços quando o cliente: a) tiver idade igual ou inferior a 21 anos. b) apresentar perfi l com informações desatualizadas 182 182 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) c) apresentar perfi l classifi cado como conservador. d) tiver um horizonte de investimento de curto prazo. 21) Fórmula capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial, é conhecida como: a) Payback b) Taxa Interna de Retorno c) Valor Presente Líquido d) Taxa Mínima de Atratividade 22) Atualmente, grande parte dos ativos de renda fi xa é precifi cada com base na expressão de taxa over anual. Nos dias de hoje, o conceito de taxa over é uma taxa efetiva anual, na qual a equivalente diária é a taxa equivalente descapitalizada segundo o regime: a) simples, pelo número de dias corridos do ano (adotando-se 360 dias como o número de dias corri- dos do ano). b) composto, pelo número de dias úteis do ano (adotando-se 252 dias como o número de dias úteis do ano) c) composto, pelo número de dias corridos do ano (adotando-se 360 dias como o número de dias cor- ridos do ano). d) simples, pelo número de dias úteis do ano, (adotando-se 252 dias como o número de dias úteis do ano). 23) Para um investidor saber o seu ganho real no vencimento, é necessário descontar: a) A Taxa de desemprego b) A Infl ação do período c) As tarifas cobradas d) O PIB do período 24) Sobre o API – Análise do Perfi l do Investidor, podemos afi rmar, exceto: a) Deve ser atualizado a cada 24 meses b) Deve conter questionamentos com base em: objetivos, situação fi nanceira e conhecimento sobre os produtos 183 183 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) c) Se o investidor quiser aplicar por conta própria fora do API, ele pode, desde que assine o termo de desenquadramento. d) São aplicações que permitem alocação sem o preenchimento do API: poupança, fundo renda fi xa simples e fundo renda fi xa crédito privado. 25) Um investidor avalia dois projetos, qual seria a melhor alternativa para escolher o melhor projeto: a) TIR menor que TMA b) TMA menor que TIR c) VPL mais próximo de zero d) Nenhuma das alternativas 26) Amanda estava avaliando um novo projeto para dar continuidade a sua rede de empresas. Ao fi na- lizar os cálculos notou que o VPL deu negativo, com isso ela deve: a) Aceitar o projeto, pois possui taxa de juros baixa b) Rever os custos do projeto ou investimentos c) Desconsiderar a informação, pois o projeto tem TMA melhor que o mercado d) Refazer os cálculos pois não existe VPL negativo 27) José gabou para os amigos que comprou uma ação a R$ 25,00 e obteve grandes lucros. Após um ano do ocorrido, analisa a compra do mesmo ativo, porém não a compra por estar com preço de R$ 30,00, está sob a heurística da: a) Representatividade b) Disponibilidade c) Ancoragem d) Aversão a Perda 28) Seu cliente possuí perfi l conservador, pouca capacidade para correr risco e ainda se mostra avesso a oscilações, mas ouviu dizer que tem um fundo de investimento em ações que tem tido retorno altís- simos. Você diz que: a) Ele até pode investir neste fundo de ações, mas que você sugere que ele refaça o perfi l ou assine o termo de ciência sob o desenquadramento b) Ele não pode aplicar de maneira alguma, pois o API o proíbe de fazer essa aplicação 184 184 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) c) Tudo bem que o perfi l tenha dado desenquadrado, é comum e o API é uma besteira gigantesca d) Nenhuma das anteriores. 29) São etapas de fi nanças pessoais, exceto: a) Fluxo de caixa b) Elaboração de um balanço patrimonial pessoal c) Limites pré-aprovados d) Orçamento doméstico 30) Quando os investidores defi nem um preço de uma ação para comprarem, estão se baseando na heurística de: a) Representatividade b) Disponibilidade c) Aversão a perda d) Ancoragem 185 185 MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) MÓDULO 07 | Planejamento de investimento (proporção: de 15% a 25 %) Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 c 6 c 11 d 16 a 21 c 26 b 2 c 7 d 12 a 17 c 22 b 27 c 3 b 8 b 13 c 18 b 23 b 28 a 4 a 9 c 14 a 19 b 24 d 29 c 5 d 10 b 15 a 20 b 25 b 30 d 186 186 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 - QUESTÕES EXTRAS 1) Em regime de juros simples, considere um investimento inicial de R$ 1.200,00, comretorno após 36 meses, a retirar no vencimento R$ 1.850,00. Encontre a taxa anual: a) 18,06%. b) 17,05%. c) 19,07%. d) 18,50%. 2) Um cliente concedeu um empréstimo de R$ 5 mil negociado em parcela única com vencimento após 5 bimestres, utilizando o regime de juros simples. Assinale a quantidade de juros pagos no término do contrato, utilizando taxa anual de 18%: a) R$755,00. b) R$750,00. c) R$755,00. d) R$739,47. 3) Um agricultor realizou um empréstimo com pagamento de juros simples no vencimento. Se o valor de vencimento é de R$ 50 mil, qual foi o valor emprestado no prazo de 36 meses e taxa 1,5% ao mês? a) R$ 90 mil. b) R$ 85 mil. c) R$ 77 mil. d) R$ 70 mil. 4) Uma fi nanceira oferece taxa de juros 0,99% ao mês para aquisição de veículos 0 Km. O empresário Paulo está interessado em um veículo de R$ 85 mil, porém, tem disponibilidade de pagar no máximo R$ 2 mil por mês. Qual seria o prazo recomendado, considerando uma entrada de R$ 20 mil? a) 24 meses. b) 30 meses. c) 36 meses. d) 40 meses. 187 187 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS 5) Qual o valor de uma prestação para um fi nanciamento de R$ 15 mil, com mensal de 2,5% para um prazo de 24 meses? a) R$ 838,69. b) R$ 878,89. c) R$ 805,30. d) R$ 899,45. 6) Encontre a taxa de juros mensal: um investidor aplicou R$ 500.000,00 e retirou R$ 565.786,99 ao fi nal de 18 meses? a) 0,90%. b) 1,00%. c) 0,69 %. d) 0,50 %. 7) Um empresário precisa de R$ 400.000 de capital de giro em sua empresa. Ele pode assumir um com- promisso mensal de R$ 30 mil, em uma taxa de 2,5% aplicado pelo banco. Qual o prazo que dever ser emitido no contrato? a) 17 meses. b) 18 meses. c) 15 meses. d) 16 meses. 8) Encontre a taxa ao mês utilizando o regime de juros compostos (juros de 10% a ano): a) 0,75%. b) 0,85%. c) 0,90%. d) 0,80%. 9) Qual a taxa equivalente ao ano, considerando base de dias úteis e juros ao dia de 0,05%? a) 13,42%. 188 188 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS b) 12,50%. c) 11,90%. d) 14,00%. 10) Qual a taxa aplicada ao semestre, considerando base anual de 20%? a) 10,00%. b) 9,00%. c) 10,54%. d) 9,54% . 11) Localize a taxa de juros ao mês, considerando juros simples de 0,04% ao dia: a) 1,20%. b) 1,21%. c) 1,10%. d) 1,11%. 12) A taxa de juros simples ao dia, considerando taxa mensal de 10% é: a) 0,35%. b) 0,30%. c) 0,33%. d) 0,29%. 13) Um título possui taxa nominal de 12,50 % a ano, e considerando infl ação de 4,50% no mesmo pe- ríodo a taxa real foi: a) 7,66%. b) 8,05%. c) 7,25%. d) 2,78%. 189 189 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS 14) Um investimento foi realizado com taxa anual de 14,70% ao ano. Considerando que taxa real foi de 6,90%, qual foi a infl ação implícita no período? a) 7,70%. b) 8,05%. c) 6,50%. d) 7,30%. 15) Um investidor avalia a viabilidade de um projeto, com investimento inicial de R$ 100, com recebi- mentos anuais, sendo R$ 25, R$ 40 e R$ 70, com taxa de 10%. Assinale a alternativa correta: a) - R$ 8,38. b) - R$ 6,99. c) R$ 8,38. d) R$ 6,99. 16) Um investidor avalia a viabilidade de um projeto, com investimento inicial de R$ 100, com recebi- mentos anuais, sendo R$ 25, R$ 40 e R$ 70. Qual é TIR? a) 15%. b) 13,98%. c) 10%. d) 12,98%. 17) Uma empresa avalia abrir uma nova fi lial e espera ter retornos anuais de R$ 50 milhões, R$ 70 mi- lhões e R$ 85,00 milhões. Encontre o valor do investimento, considerando uma taxa de 12% ao ano: a) R$ 205,00 milhões. b) R$ 171,98 milhões. c) R$ 148,25 milhões. d) R$ 160,95 milhões. 18) Um investidor está avaliando um projeto com investimento inicial de R$ 150 milhões, com retorno em quatro anos, sendo R$ 25 milhões, R$ 30 milhões. R$ 35 milhões e R$ 110 milhões, com taxa de 11 % ao ano. Assinale a resposta correta: 190 190 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS a) R$ 5,08 milhões, e o projeto deve ser aceito, pois é lucrativo. b) R$ 5,08 milhões, e o projeto deve ser reavaliado, pois nestas condições não é lucrativo. c) R$– 5,08 milhões, e o projeto deve ser aceito, pois é lucrativo. d) R$– 5,08 milhões, e o projeto deve ser reavaliado, pois nestas condições não é lucrativo. 19) Um investidor está avaliando um projeto com investimento inicial de R$ 150 milhões, com retorno em quatro anos, sendo R$ 25 milhões, R$ 30 milhões, R$ 35 milhões e R$ 110 milhões. Encontre a taxa de ponto de equilíbrio entre o investimento e retorno: a) 9,75%. b) 10,50%. c) 11,00%. d) 9,50%. 20) Um investidor está avaliando um projeto com investimento inicial de R$ 150 milhões, com retorno em quatro anos, sendo R$ 25 milhões, R$ 30 milhões, R$ 35 milhões e R$ 110 milhões, com taxa de 6% ao ano. Encontre o Payback descontado: a) 3 anos. b) 4 anos. c) 3,4 anos. d) 3,8 anos. 21) Determine o valor presente de um fl uxo de 40 parcelas mensais com valor de R$ 1.850 com taxa de juros 2,5% ao mês. As parcelas são pagas sempre ao fi nal de cada período. a) R$ 47.601,14. b) R$ 48.620,25. c) R$ 45.970,67. d) R$ 46.440,13. 22) Sabendo que a taxa de uma NTN-B é de 5,79% ao ano e que a taxa da LTN é de 13,62% ao ano, para o mesmo prazo da operação, podemos dizer que a infl ação implícita projetada no mercado de títulos públicos é de: a) 7,40%. 191 191 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS b) 7,50%. c) 7,27%. d) 7,13%. 23) Sr. João pegou emprestado com um amigo o valor de R$ 50.000. E pagará em 4 parcelas da seguinte forma: 30 dias: R$ 20.000 60 dias: R$ 10.000 120 dias: R$ 30.000 Qual é a taxa de juros desse empréstimo? a) 5,89% a.m. b) 3,75% a.m. c) 9,15% a.m. d) 7,26% a.m. 24) O IPVA de um determinado ano tem o valor total de R$ 2.200 e pode ser pago em 4 parcelas sem juros de R$ 550,00, sendo a primeira paga no ato. Ou, se for à vista, pode ser pago com desconto de 4,5%. Nesse caso, qual a taxa de juro embutida na operação parcelada? a) 3,16% a.m. b) Zero. c) 4,25% a.m. d) 0,99% a.m. 25) Um determinado investimento obteve uma rentabilidade real de 8% no ano de 2018. Para o mesmo período a infl ação foi de 3%. Qual foi a taxa real da aplicação? a) 5%. b) 4,85%. c) 4,91%. d) 5,25%. 192 192 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS 26) Um determinado investidor irá realizar um investimento no valor de R$ 20 mil e esse investimento irá gerar 4 retiradas mensais de R$ 10 mil cada. Se o mesmo vai reinvestir essas retiradas a uma taxa de juros de 8%, qual a taxa de retorno desse investimento? a) 34,90%. b) 37,54%. c) 28,19%. d) 39,50%. 27) Um empréstimo de R$ 100 mil será pago em 3 parcelas mensais de R$ 35.000. Qual foi a taxa de juros dessa operação? a) 2,48%. b) 3,25%. c) 4,09%. d) 3,79%. 28) Em 3 anos um investimento rendeu 28%. Qual é taxa equivalente ao dia, considerando base de dias úteis? a) 0,03270%. b) 0,03330%. c) 0,03590%. d) 0,03190%. 193 193 MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS MÓDULO 08 | QUESTÕES EXTRAS Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 a 6 c 11 a 16 b 21 d 26 a 2 b 7 a 12 c 17 d 22 a 27 a 3 c 8 d 13 a 18 d 23 d 28 a 4 d 9 a 14 d 19 a 24 a 5 a 10 d 15 c 20 d 25 b 194 194 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 - SIMULADO FINAL MÓDULO 01 01) Ao praticar a lavagem de dinheiro, o criminoso estará sujeito: a) À multa de até R$ 20 milhões ou pena de 3 a 10 anos. b) À multa e pena de reclusão. c) À multa não superior ao dobro do valor do crime ou multa de 3 a 10 anos que pode aumentar ou diminuir em até 2/3 (dois terços) a depender da situação. d) À pena de 3 a 10 anos, apenas. 02) Segundo o princípio do “Conheça o seu Cliente” de Lavagem de Dinheiro, a instituição fi nanceira deve manter em seus registros as movimentações do cliente por no mínimo: a) 5 anos a contar do primeiro dia do ano seguinte ao encerramento da conta ou do término da opera- ção b) 10 anos a contar do primeiro dia do ano seguinte ao encerramento da contaou do término da ope- ração. c) 10 anos a contar da data da abertura da conta ou do início das operações do cliente. d) 5 anos a contar da data da abertura da conta ou do início das operações do cliente. 03) Assinale a alternativa correta: I – A condução das políticas monetária e cambial são de responsabilidade do Conselho Monetário Na- cional II – O Banco Central do Brasil regula bancos, administradoras de consórcio, corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários III – A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia em regime especial, vinculado ao Ministério da Economia, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotado com autoridade administrativa independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fi xo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia fi nanceira e orçamentária a) I e II b) II e III 195 195 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) I e III d) Todas estão corretas 04) Analise as informações: I – Bancos que captam recursos com foco no curto prazo II – Banco que pode utilizar recursos do Tesouro Nacional III - Não são consideradas instituições fi nanceiras, mas sim entidades equiparadas a instituições fi - nanceiras e permite ao arrendatário usufruir de um bem sem que seja proprietário propriamente dito, deste bem IV – Bancos que podem administrar fundos de investimentos a) Banco comercial, banco de investimentos, bancos de desenvolvimento e banco de arrendamento mercantil b) Banco comercial, banco de desenvolvimento, banco de arrendamento mercantil e banco de inves- timento; c) Banco comercial, banco de arrendamento mercantil, banco de desenvolvimento e banco de inves- timento; d) Banco de investimento, banco de desenvolvimento, banco de arrendamento mercantil e banco co- mercial; 05) Sobre a Avaliação Interna de Risco na nova circular do BACEN 3978/20 ICVM 617, está correto, ex- ceto: a) Deve ser documentada e aprovada pelo diretor de PLD b) Deve ser revisada a cada 10 anos c) Encaminhada para ciência do comitê de risco d) Encaminhada ao conselho de administração 06) A fase onde o recurso volta para a economia com aparência de dinheiro limpo, dentro do processo de lavagem de dinheiro é a fase chamada de: a) Ocultação b) Lava-jato. c) Integração. 196 196 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL d) Colocação. 07) Os investidores estão migrando da poupança e comprando dólares no mercado. Quem vai intervir nesse tipo de situação é: a) A ANBIMA. b) O Banco Central. c) A CVM d) O CMN MÓDULO 02 08) Considerando a infl ação de 6 meses conforme abaixo, qual foi a infl ação acumulada do período? Jan: + 0,16% Fev: + 0,35% Mar: - 0,16% Abr: - 0,02% Mai: + 0,05% Jun: - 0,02% a) 0,3600% b) 0,3740% c) 0,3698% d) 0,3598% 09) Supondo que entre a data 1 e a data 2 a taxa de infl ação foi de 35%. Considerando R$ 100,00 na data 1, qual seria o valor que corresponde ao mesmo poder de compra na data 2? a) R$ 100 b) R$ 135 c) R$ 74,07 d) R$ 75,00 10) Com relação ao IGP-M e aos IGP-DI pode-se afi rmar que: 197 197 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL a) A composição do índice é a mesma, ambos são calculados pelo IBGE, mas os períodos de coleta são distintos b) A composição do índice é a mesma, os períodos coletados são os mesmos, mas o primeiro é calcu- lado pela FGV e o segundo pelo IBGE c) A composição do índice é a mesma, os períodos coletados são os mesmos, mas o primeiro é calcu- lado pelo IBGE e o segundo pela FGV d) A composição do índice é a mesma, ambos são calculados pela FGV, mas os períodos de coleta são distintos 11) Analise as informações abaixo: I – O IGP-M é calculado pelo IBGE II – O IPCA é calculado pelo IBGE e não é o índice de infl ação ofi cial do país III – O Índice de Preços ao Consumidor não faz parte da composição do IGP-M Estão corretos: a) Apenas III b) I e II c) II e III d) Nenhuma das afi rmações são verdadeiras 12) Sobre a taxa referencial podemos afi rmar, exceto: a) É calculada após o BC utilizar um fator redutor na TBF b) É formada através da taxa média das operações negociadas no mercado interfi nanceiro lastreados em LTN c) Remunera a caderneta de poupanças d) Remunera capitalizações 13) Um investidor deseja ter uma renda mensal perpétua de R$ 5.000,00. A taxa de juro que este inves- tidor consegue é de 0,9% a.m. Para possuir este rendimento mensal, considerando a taxa de juro, qual o valor o investidor deve possuir? a) R$ 545.645,54 b) R$ 566.666,65 198 198 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) R$ 555.555,56 d) R$ 544.555,65 14) Calcule o prazo médio ponderado de uma carteira de investimentos. a) 824,41 dias b) 390 dias c) 820 dias d) 387,41 dias MÓDULO 03 15) Uma Letra Financeira negociada a 99% fi cou aplicada por 1720 dias, sabendo que a taxa DI anual em dias úteis foi de 8,25%, a rentabilidade bruta neste caso foi de: a) 71,78%. b) 46,05%. c) 71,07%. d) 60,41%. 16) Bruno comprou opções de PUT de uma ação, onde o prêmio pago foi R$ 1,50 e o preço de exercício em 30 dias é de R$ 24,50. No vencimento, o preço desta ação estava R$ 20,50. Qual foi o lucro líquido do investidor? a) R$ 2,13 b) R$ 2,50 c) R$ 4,00 d) O investidor não exerceu seu direito, pois haveria prejuízo. 17) Considera-se como Taxa de Corretagem, exceto: 199 199 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL a) É a taxa paga a corretora na intermediação entre a ordem do cliente e a execução da oferta junto à bolsa ou no mercado de balcão. b) Taxa fi xa entre todas as corretoras habilitadas a operar na compra e venda de ações c) Valor cobrado pela corretora por meio da qual o investidor realiza a compra e a venda de ativo d) Pode ser uma taxa fi xa ou percentual sobre a operação de compra ou venda 18) Análise as informações abaixo: I – A Letra Financeira não possui regra para prazo, mas possui aplicação mínima de R$ 50.000 II – Um Recibo de Depósito Bancário não possui regra para emissão de valores, mas o resgate se da apenas no vencimento III – O Certifi cado de Depósito Bancário é mais fl exível, já que não possui regra para emissão e prazo a) I e II b) I e III c) II e III d) Apenas III 19) Uma empresa cujas ações são negociadas em Bolsa de Valores e que deseja aumentar a liquidez de suas ações sem aumentar o capital, deverá realizar: a) Um processo de desdobramento de ações (split) b) Um processo de subscrição de ações c) Um processo de agrupamento de ações (inplit) d) A emissão de novas ações 20) De acordo com o Código ANBIMA de Administração de Recursos de Terceiros, a prática de apreça- mento dos ativos (marcação a mercado) de um fundo objetiva, principalmente: a) segregar a administração de recursos próprios dos recursos de terceiros. b) fi xar a rentabilidade mínima para os cotistas. c) divulgar ao mercado as informações sobre a variação das taxas de administração do fundo. d) evitar a transferência de riqueza entre os cotistas. 200 200 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 21) Seu cliente PF te mostra um LCI que paga 90% da taxa DI e um CDB que paga 100% da taxa DI, am- bos com vencimento em 3 anos. Ao perguntar qual aplicação vale mais a pena, você diz: a) O CDB paga um percentual maior da taxa DI comparado ao LCI, logo será a melhor aplicação b) Uma LCI sempre será melhor que um CDB pela isenção de IR para pessoa física c) Só valeria apena aplicar neste CDB se o mesmo pagasse acima de 105,88% da taxa DI d) Só valeria apena aplicar neste CDB se o mesmo pagasse acima de 102,88% da taxa DI 22) Em uma oferta pública de debêntures, o processo chamado de bookbuilding determina o preço da emissão: a) De acordo com o que determina a instituição coordenadora, após a CVM aprovar o lançamento do ativo. b) Com base na melhor oferta enviada pelos compradores. c) Baseado no encaminhamento de ofertas de compra pelos potenciais compradores, depois da divul- gação das características da emissão. d)Com base no preço de debêntures similares negociadas no mercado. 23) Underwrinting possuem tipos específi cos de garantias. Em um underwriting fi rme: a) O risco fi ca somente com o underwriter (intermediador fi nanceiro que executa a operação) e com a empresa que emite os ativos. b) As instituições fi nanceiras estabelecem como meta um determinado percentual dos títulos a serem oferecidos ao público. c) As instituições fi nanceiras se comprometem a subscrever elas próprias qualquer quantidade de ati- vos que não tenha sido vendida ao público. d) As instituições fi nanceiras irão se esforçar ao máximo para venderem aos investidores os ativos de emissão da empresa, mas irão devolver à empresa aquela parte que não conseguirem vender 24) Analise as informações abaixo: I – Treasury Bill (T-Bill) são títulos de até 1 ano de vencimento com pagamento único II – Treasury Note (T-Note) são títulos com prazo a cima de 10 anos III – Treasury Bonds (T-Bonds) são títulos que protegem o investidor pelo risco da infl ação a) I, apenas 201 201 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) III, apenas c) I e III d) I e II 25) Calcule o PU de uma LTN com vencimento para 350 dias, e com taxa negociada de 8,75% ao ano: a) R$ 870,03 b) R$ 890,03 c) R$ 880,03 d) R$ 888,03 26) No modelo Black&Scholes, é utilizado na fórmula, exceto: a) Strike da Opção b) Prêmio da Opção c) Volatilidade (implícita e histórica) d) Tempo para o vencimento da opção 27) Um investidor faz análises de um ativo e verifi ca a possibilidade de elevada alta nos próximos perí- odos. Para obter maiores lucros possíveis, esse investidor poderá: a) Comprar uma opção de CALL do ativo, at the money b) Comprar uma opção de CALL do ativo, in the money c) Comprar uma opção de CALL do ativo, out the money d) Comprar uma opção de PUT do ativo, in the money 28) Sobre SWAP: I – É uma troca de indexadores pelo investidor II – Possui padronização de contratos III – Possui tributação em Tabela Regressiva de IR a) I e II b) I e III 202 202 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) II e III d) I apenas MÓDULO 04 29) O objetivo de um Fundo de Investimento de Renda Fixa Simples destinado ao segmento de varejo é ter carteira de títulos sem risco de crédito e de mercado. Esse objetivo é atingido com uma carteira composta apenas por: a) Títulos de instituições fi nanceiras e de baixa duração. b) Títulos do governo federal e de baixa duração. c) Títulos de instituições fi nanceiras e de alta duração. d) Títulos do governo federal e de alta duração. 30) São estratégias ANBIMA para fundos multimercado: I – Índices II – Dinâmicos III – Trading IV – Long and Short Direcional a) I, II e III b) II, III e IV c) I, II e IV d) II, apenas 31) Sobre carteira administrada e distribuição por conta e ordem, podemos afi rmar que: a) Possuem os mesmos serviços, com taxas diferentes b) Na primeira é permitido apenas alocação em cotas de fundos e a segunda em qualquer ativo c) Na primeira é permitido alocação em qualquer ativo e no segundo apenas alocação em fundos de investimentos d) Nenhuma das alternativas 203 203 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 32) Um investidor comprou cotas de um FII pelo montante de R$ 50 mil, e após 720 dias conseguiu repassar suas cotas a outro investidor por R$ 65 mil. Além disso, esse cotista recebeu R$ 2 mil em alu- guéis durante esse período também. Neste caso o cotista terá uma obrigação de IR de: a) R$ 2.250,00 b) R$ 3.000,00 c) R$ 3.300,00 d) Não haverá cobrança, pois os FII são isentos de IR. 33) O DPGE (Deposito a Prazo com Garantia Especial) tem a garantia de retorno em caso de risco de crédito até o valor de: a) 25 milhões b) 40 milhões c) 250 mil d) 20 milhões 34) Para os fundos de investimento regulados pela Instrução CVM 555, o Código ANBIMA de Adminis- tração de Recursos de Terceiros exige que o Formulário de Informações Complementares apresente: a) o questionário detalhado de suitability. b) o público-alvo. c) o histórico das decisões de investimento realizadas pelos gestores dos fundos. d) os fatores de risco da carteira de investimento dos fundos. 35) Um cliente fez uma aplicação no valor de R$ 200.000,00 em um fundo de ações, após 4 meses ele nota que teve um ganho de 27%. Qual valor líquido que ele receberá se resgatar? a) R$ 287.900 b) R$ 237.800 c) R$ 245.900 d) R$ 241.850 36) O Índice de Mercado ANBIMA (IMA) é referência para os investidores em renda fi xa. Dentro dele há diversos indicadores, quais deles representam indicadores das LTNs? 204 204 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL I – IMA-B II – IRF-M III – IMA-S a) II b) I, II, III c) III d) Nenhuma das alternativas acima 37) Para um fundo ser considerado curto prazo para a Receita Federal, qual deve ser o prazo médio da carteira de investimentos? a) 60 dias. b) 360 dias. c) 365 dias. d) 375 dias. 38) Sr. João e dona Maria possuem debêntures da empresa XPTO. Ambos investiram a mesma quantia no mesmo período, porém cada qual com uma garantia diferente. No fi nal do investimento, dona Ma- ria recebeu o valor de R$ 5.576 enquanto o sr. João recebeu apenas R$ 4.980. Você explica então que: a) Dona Maria escolheu à debênture quirografária, enquanto o sr. João optou pela garantia subordina- da b) Dona Maria optou pela debênture com garantia subordinada, enquanto João escolheu a debênture com garantia real c) Sr. João escolheu a garantia fl utuante, enquanto dona Maria recebeu a garantia real d) A garantia não tem interferência do valor da remuneração do título. A diferença de valores se deu por outros motivos 39) Qual(is) desses títulos faz(em) parte da composição do IMA-B 5? I - NTN-B Principal com vencimento em 5 anos II - CDB atrelado ao IPCA III - NTN-B com vencimento em 2 anos 205 205 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL IV - NTN-B Principal com vencimento em 10 anos a) Somente a III b) I, II e III c) I e IV d) I e III MÓDULO 05 40) O investidor que escolher a renda ____________, deve escolher um período para recebimento, porém, ao falecer antes do prazo a família não continua recebendo o capital. Se encerra e a seguradora fi ca com o valor. a) Renda Mensal Vitalícia b) Renda Mensal Temporária c) Renda Mensal com Prazo Certo d) Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido 41) Um executivo de uma multinacional, casado, 30 anos e sem fi lhos, procura orientação para investi- mentos de aposentadoria, principalmente para aproveitar benefícios fi scais. Sua renda tributável é de R$ 250.000/ano e quer contribuir com R$ 2.500,00/mês. Atualmente ele faz a declaração simplifi cada de ajuste anual. Dentre as alternativas a seguir, qual você recomendaria a ele: a) Fazer aplicações em um VGBL, continuar com a declaração simplifi cada de ajuste anual e decidir pela tabela progressiva de IR. b) Fazer aplicações c) Fazer aplicações em um PGBL, mudar para a declaração completa de ajuste anual e decidir pela tabela regressiva de IR. d) Fazer aplicações em um PGBL, continuar com declaração simplifi cada de ajuste anual e decidir pela tabela progressiva de IR. 42) Sr. José possui um plano PGBL tabela regressiva e, no momento de se aposentar aos 61 anos, opta por uma renda vitalícia no valor de R$ 20.000,00 mensais. Cerca de 3 semanas após a contratação, Sr. José falece deixando como dependente sua esposa, Maria, e seus 2 fi lhos. Neste caso, a renda vai para: a) Em igual proporção para os três herdeiros. 206 206 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) Continuará a ser paga apenas para a esposa, pois ela era totalmente dependente dele c) Continuará a ser paga apenas para os fi lhos. d) A renda se encerrará. 43) Bruno possui uma previdência do tipo VGBL com tabela regressiva de imposto de renda e gostaria de fazer a portabilidade para uma previdência PGBL também com tabela regressiva. Nesse caso: a) A portabilidadenão pode ser realizada b) A portabilidade pode ser realizada, porém, pode sofrer carregamento de saída c) A portabilidade pode ser realizada, isenta de Imposto de Renda d) A portabilidade pode ser realizada, porém, Bruno pagará Imposto de Renda 44) Bruno possui 30 anos e te procura sobre aportes em previdência complementar. Como trabalhador autônomo e realizando a declaração anual de ajuste de imposto de renda pelo modelo completo, ele quer sua opinião de qual plano contratar, visto que pretende realizar resgates daqui a 20 anos com valores entre R$ 20.000 e R$ 22.000 anuais: a) O melhor para Bruno será a contratação de uma PGBL com modelo de tributação regressiva b) O melhor para Bruno será a contratação de uma PGBL com modelo de tributação progressiva c) O melhor para Bruno será a contratação de uma VGBL com modelo de tributação regressiva d) O melhor para Bruno será a contratação de uma VGBL com modelo de tributação progressiva 45) João transformou sua previdência em recebimento de benefício e escolheu a renda mensal tempo- rária, com recebimento em 12 anos. Porém, João faleceu após 3 anos. Nesse caso: a) O benefi ciário indicado continuará recebendo por mais 9 anos b) O benefi ciário indicado recebera o valor total em uma só vez c) A seguradora irá encerrar o plano d) Nenhuma das alternativas MÓDULO 06 46) O cliente deseja saber a relação entre risco e retorno de um ativo. Para isso ele pode utilizar os índices abaixo, exceto: a) Modigliani 207 207 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) Treynor c) Erro Quadrático Médio d) Sharpe 47) Com a Taxa Selic em 3,5% a.a. Calcule o Índice de Sharpe e Treynor respectivamente do fundo A: a) 1,06 e 1,50 b) 1,06 e 1,70 c) 1,70 e 1,06 d) 1,70 e 1,50 48) Comparando dois fundos, um investidor deverá escolher aquele que tem: a) O maior índice de sharpe b) O menor desvio padrão. c) O maior beta. d) O menor índice de treynor. 49) O cliente fez investimentos em ações e em CDB cuja aplicação foi superior a R$ 250 mil. Esses in- vestimentos estão sujeito a riscos que são: a) Ação e CDB: risco de crédito, de mercado e de liquidez. b) Ação: risco de crédito, de mercado e de liquidez. CDB: risco de mercado e de liquidez c) Ação: risco de mercado e de crédito. CDB: risco de crédito, de mercado e de liquidez d) Ação: risco de mercado e de liquidez. CDB: risco de crédito, de mercado e de liquidez. 50) A diversifi cação, não consegue diluir: a) O risco diversifi cável. b) O risco sistemático. c) O risco não-sistemático. d) O risco específi co. 208 208 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 51) Sobre o Tracking Error, assinale a alternativa correta: a) Mensura a performance do fundo em relação ao benchmark b) Mostra a diferença entre a rentabilidade e o beta. c) Mensura a diferença entre o desvio padrão e o beta. d) Mostra a diferença entre o desvio padrão e a rentabilidade. 52) Um título possui taxa nominal de 18%. Considerando uma infl ação de 10% no mesmo período, a taxa Real foi: a) 9,66% b) 8% c) 7,27% d) 7% 53) Tendem a ser exemplos de correlação positiva: I – Ações do mesmo segmento II – Ibovespa e Dólar III – Ouro e Dólar a) I, apenas b) I e II c) I e III d) I, II e III 54) A melhor análise de um ETF, virá da verifi cação do: a) CAPM b) Tracking Error c) Beta d) Nenhuma das alternativas 55) A diferença entre covariância e correlação é: a) A primeira aponta se os ativos seguem a mesma direção ou não; enquanto a segunda mostra a for- ça em que os ativos se movimentam 209 209 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) A primeira aponta a força em que os ativos se movimentam; enquanto a segunda mostra apenas se os ativos seguem a mesma direção ou não c) A primeira mostra o quanto que as variações de um ativo infl uenciam as variações de outro; en- quanto a segunda mostra a força que os ativos se movimentam d) A primeira aponta se os ativos seguem a mesma direção ou não; enquanto a segunda mostra a in- fl uência da variação de um ativo em outro MÓDULO 07 56) O Suitability é de extrema importância para verifi car o perfi l do investidor. Para defi nição da si- tuação fi nanceira do investidor, a Instituição Participante deve considerar, no mínimo, as seguintes informações: I. O valor das receitas regulares declaradas; II. O valor e os ativos que compõem seu patrimônio; III. A necessidade futura de recursos declarada. IV. O nível de conhecimento do cliente sobre produtos de investimentos a) I, II e IV b) II, III e IV c) I, II e III d) I, II, III e IV 57) Um especialista de investimentos não pode realizar recomendação de investimentos: a) Aposentados. b) Para cliente com idade inferior a 21 anos c) Sem conhecimento do perfi l investidor. d) Para clientes conservadores 58) Dentre as alternativas abaixo, qual não representa uma das etapas do processo de Planejamento Financeiro? a) Monitorar a situação do cliente. b) Identifi car o grau de educação fi nanceiro do cliente 210 210 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) Coletar as informações do cliente. d) Implementar as recomendações de investimentos 59) Com relação as etapas de um planejamento fi nanceiro pessoal, coloque em ordem da primeira etapa até a sexta etapa. ( ) Coletar Informações para elaborar um plano fi nanceiro ( ) Defi nir Relacionamento com o cliente ( ) Monitorar a situação do cliente ( ) Analisar e avaliar a situação fi nanceira do cliente ( ) Desenvolver as recomendações e apresentar ao cliente ( ) Implementar as recomendações a) 2, 1, 6, 3, 4 e 5 b) 2, 1, 6, 5, 3 e 4 c) 1, 2, 6, 3, 4 e 5 d) 1, 2, 6, 5, 3 e 4 60) O investidor com viés de aversão a perdas: a) Mantem posições ganhadoras e se desfaz de posições vendedoras b) Vende as ações conforme sua estratégia de Stop Loss c) Mantem suas posições independente dos resultados d) Nenhuma das alternativas 61) Um cliente está perdendo fortemente recursos com uma carteira de ações, porém está resistente a vendê-las. Esta característica é conhecida como: a) Disponibilidade b) Ancoragem c) Aversão à perda d) Excesso de confi ança 211 211 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 62) O IPVA de um determinado ano tem o valor total de R$ 2.200 e pode ser pago em 4 parcelas sem juros de R$ 550,00, sendo a primeira paga no ato. Ou, se for à vista, pode ser pago com desconto de 4,5%. Nesse caso, qual a taxa de juro embutida na operação parcelada? a) Zero b) 0,99% c) 4,25% d) 3,16% 63) Qual a taxa aplicada ao semestre, considerando base anual de 20%: a) 9% b) 9,54% c) 10% d) 10,54% 64) Um especialista de investimentos não pode realizar recomendação de investimentos: a) Aposentados. b) Para cliente com idade inferior a 21 anos c) Sem conhecimento do perfi l investidor. d) Para clientes conservadores 65) Um investidor está avaliando um projeto com investimento inicial de 150 milhões, com retorno em quatro anos, sendo 25 milhões, 30 milhões. 35 milhões e 110 milhões, encontre a taxa de ponto de equilíbrio entre o investimento e retorno: a) 9,50% b) 9,75% c) 10,50% d) 11% 66) Na recomendação de produtos de investimentos, antes de qualquer alocação é necessário conhe- cer: a) Formação do cliente. 212 212 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) KYC. c) Renda e Patrimônio. d) Análise do Perfi l do Investidor. 67) Um investidor perdeu recursos com ações de um determinado segmento a alguns anos atrás, que atualmente apresenta bons fundamentos de compra, neste está se apoiando na heurística de: a) Representatividade b) Excesso de confi ança c) Ancoragem d) Aversão a perda 68) Perfi l de investidor dever ser atualizado a cada: a) 12 meses b) 18 meses c) 24 meses d) 36 meses 69) A primeira etapa do planejamento fi nanceiro é: a) Defi nir a forma de relacionamento com o cliente b) Monitoramento das recomendações do planejamento fi nanceiro c) Desenvolvere sugerir alternativas do planejamento fi nanceiro d) Obter informações, dados e objetivos do cliente 70) Analise as informações abaixo e assinale a alternativa correta: I – O API tem validade de 24 meses II – Apenas o Fundo de Investimento Simples permite alocação sem preenchimento do API III – Para análise do API existem perguntas sobre objetivos e conhecimento, apenas a) I e II b) I e III 213 213 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) II e III d) I, II e III Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br. Gabarito 1 d 13 d 25 d 37 c 49 a 61 d 2 a 14 c 26 c 38 a 50 a 62 d 3 c 15 d 27 b 39 a 51 c 63 d 4 c 16 c 28 b 40 a 52 b 64 a 5 c 17 c 29 a 41 b 53 b 65 c 6 b 18 c 30 c 42 b 54 a 66 c 7 a 19 a 31 c 43 a 55 d 67 c 8 c 20 c 32 c 44 b 56 b 68 a 9 b 21 c 33 a 45 b 57 a 69 c 10 a 22 d 34 a 46 a 58 d 70 d 11 a 23 a 35 b 47 d 59 a 12 a 24 b 36 d 48 c 60 d 214 214 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL QUESTÕES EXTRAS – HP12-C 01) Chico agendou uma reunião com a sua gerente de relacionamento para analisar a sua carteira de investimentos. Sua gerente, informou que um dos seus investimentos superaram a expectativa e obte- ve um ganho nos últimos 12 meses de 14,10%. Chico não satisfeito com essa informação, questionou qual foi a rentabilidade mensal dessa operação pelo regime de juros com- postos. Sua gerente informa: a) 1,11% a.m. b) 1,18% a.m. c) 1,10% a.m. d) 1,07% a.m 02) Cândido realizou um empréstimo com as seguintes condições: 48 parcelas mensais de R$ 450,00 com taxa de juros 0,55% ao mês. Considerando que as parcelas são pagas sempre ao fi nal de cada mês, caso ele queira liquidar esse compromisso hoje, qual o valor presente dessa operação? a) R$ 18.938,52 b) R$ 24.642,54 c) R$ 11.312,69 d) R$ 29.393,38 03) João está apresentando sua empresa para investidores e foi questionando sobre o EBITDA. João apresentou os dados e pediu para os investidores calcularem. Qual EBITDA os investidores acharam? Lucro líquido: R$ 22.500,00 Juros: R$ 7.000 Depreciação + Amortização: 4.000 Imposto: 25% a) R$ 22.500,00 b) R$ 37.000,00 c) R$ 41.000,00 d) R$ 39.125,00 04) Esmeralda emprestou R$ 85 mil para o seu cunhado Pedro com o objetivo receber esse recurso da seguinte forma: Ano 01: R$ 25 mil Ano 02: R$ 30 mil Ano 03: R$ 40 mil Ano 04: R$ 55 mil 215 215 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL Com base nas informações acima, e sabendo que o custo de oportunidade é de 10%, qual a taxa implí- cita nesta operação? a) 21,15% b) 22,45% c) 23,38% d) 24,15% 05) Qual o YTM , de uma debênture com rating AAA de vencimento para 5 anos, com preço de mercado R$ 1.123,71 com cupom anual de 10%. a) 6,85% b) 6,98% c) 7,02% d) 7,15% 06) Seja um fundo onde o gestor se alavanque em 200%. Caso o resultado para o período seja de queda de 20%. Quanto será a perda para este fundo? a) 20% b) 30% c) 40% d) 60% 07) Determinado título tem as seguintes características: I. Valor de emissão R$ 910,00; II. Valor de face R$ 1000; III. Pagamento de cupom de 7% a.a; IV. Cupons pagos anualmente e vencimento do título para 4 anos; Qual o YTM desse título? a) 9,41% b) 9,83% c) 8,55% 216 216 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL d) 7,72% 08) Ana possui 2.000 ações e as adquiriu por R$ 20 cada. Após ocorrer inplit de 100%, como fi cou a carteira de Ana? a) 500 ações a R$ 80 b) 4.000 ações a R$ 10 c) 1.000 ações a R$ 40,00 d) 2.500 ações a R$ 16 09) Qual o valor do PU de uma LTN com prazo de 539 dias úteis a uma taxa de 6,43% a.a. a) R$ 857,15 b) R$ 863,28 c) R$ 870,20 d) R$ 875,21 10) O investidor acreditava nos EUA e queria se aproveitar da alta da bolsa por lá, por isso fez um COE no valor de R$ 150.000,00 com foco em Nasdaq para 4, anos com as seguintes condições: Se o Nasdaq subir até 10% → Ganho de acordo com a valorização do Nasdaq Se o Nasdaq subir de 10% até 20% → Ganho de 110% do CDI + Variação do Nasdaq. Se o Nasdaq subir acima de 20% → Ganho de 100% do CDI. Resultados: Nasdaq no início da operação: 9.150 pontos Nasdaq no final da operação: 10.055 pontos CDI do período = 4,75% ao ano. Quanto o cliente irá receber de valor líquido aproximado ao final desse COE? a) R$ 162.611 b) R$ 174.285 c) R$ 186.281 d) R$ 198.213 11) Judite contratou um plano de previdência do tipo VGBL, com aportes mensais de R$ 450,00, com taxa de juros anual de 4%, na tabela defi nitiva (regressiva), há 12 anos atrás. Devido a um problema fi nanceiro, ela precisará resgatar o total disponível e lhe pergunta qual o valor líquido desse resgate: 217 217 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL a) R$ 82.616,37 b) R$ 64.800,00 c) R$ 80.834,73 d) R$ 89.439,45 12) Eduardo possui um PGBL com valor de R$ 70 mil, na tabela progressiva e após 8 anos no plano, pre- cisará resgatar todo o recurso para arcar despesas com a saúde, vale mencionar que Eduardo aplicou R$ 40 mil. Com base nessas informações, qual o valor fi cará retido na fonte? a) R$ 20.000,00 b) R$ 7.500,00 c) R$ 10.500,00 d) R$ 9.500,00 13) Sthefanie tem 30 anos e já planeja a sua aposentadoria. Ela acredita que, no futuro, será necessário uma renda mensal de R$ 8 mil até o fi m da sua vida. Estimando uma taxa de 0,45% a.m., qual o valor necessário acumular para alcançar essa renda? a) R$ 1.861.460,88 b) R$ 1.769.230,77 c) R$ 1.618.792,36 d) R$ 1.777.777,78 14) Antoniete contratou um plano de previdência complementar do tipo VGBL e irá aplicar R$ 600,00 todo começo do mês a uma taxa de 0,80% a.m. Após 8 anos aplicando recurso nesse plano, o valor total acumulado foi: a) R$ 77.961,09 b) R$ 75.916,77 c) R$ 78.156,82 d) R$ 86.854,92 15) Marcelo realizou aplicações nos seguintes ativos: 55 mil reais em LCI e 50 mil reais em CDB. A opção pelo CDB se deu por sua liquidez diária. Por conta de uma emergência, Marcelo precisou resgatar todo valor do seu CDB após 20 dias, cujo montante era 75 mil reais. Qual o valor líquido do resgate? 218 218 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL a) R$ 62.981,25 b) R$ 69.375,00 c) R$ 64.596,25 d) R$ 56.587,50 16) Júlio aplicou R$ 30 mil em um novo fundo de investimento multimercado na instituição na qual possui relacionamento. Nos últimos 12 meses esse fundo teve um rendimento nominal de 14%, com uma infl ação para o mesmo período de 5,35%. Desta forma, qual a rentabilidade real desse investi- mento? a) 8,21% b) 8,65% c) 19,35% d) 20,10% 17) Renata deseja acumular R$ 750 mil com os seus investimentos ao longo de 12 anos. Levando em consideração que ela tem atualmente cerca de R$ 250 mil aplicados e uma estimativa de taxa de 6% ao ano como remuneração desta aplicação. Qual o valor que a Renata precisa aplicar mensalmente para que ela consiga atingir o seu objetivo? a) R$ 1.526,45 b) R$ 2.104,77 c) R$ 1.187,56 d) R$ 2.025,12 18) Michel e Giovana, irão se casar no fi nal do ano de 2022. Eles estão economizando desde 2020 e con- seguiram ao longo desse período acumular R$ 100 mil para servir como entrada para fi nanciar a sua casa própria. Começaram a analisar as tabelas para seguir com o fi nanciamento de um imóvel que vale R$ 600 mil, com uma taxa efetiva de 1,8% ao mês e vencimento de 20 anos. Qual será o valor da última parcela caso eles decidam fi nanciar esse imóvel através da tabela SAC a) R$ 2.120,83 b) R$ 2.128,89 c) R$ 2.975,56 d) R$ 2.083,33 219 219 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 19) Mércia tem um perfi l de investidor mais arrojado, e deseja incluir em sua carteira de in- vestimen- tos umas debêntures. Dentre as possibilidades, ela se interessou em aplicar R$ 200 mil, considerando que irá receber ao longo de 5 anos a seguinte remuneração: R$ 38 mil (ano 1) R$ 42 mil (ano 2) R$ 55 mil (ano 3) R$ 76 mil (ano 4) R$ 70 mil (ano 5) Qual a taxa de retorno estimada para essa operação? a) 12,77% b) 11,69% c) 11,03%d) 13,96% 20) Humberto irá fi nanciar o seu primeiro carro com valor de R$ 120 mil. Ele tem atualmente R$ 30 mil, que utilizará como entrada para amortizar o valor da dívida. Considerando que seu au- tomóvel será parcelado em 48 meses a uma taxa de 7% aa. Qual o valor da parcela caso ele realize o pagamento sempre no começo de cada mês? a) R$ 1.866,65 b) R$ 1.791,53 c) R$ 2.146,19 d) R$ 2.134,13 21) Rosimeire tem como objetivo receber mensalmente uma quantia de R$ 8 mil reais para que consiga manter o seu padrão de vida, mesmo quando se aposentar. Levando em conta que os seus investimen- tos serão remunerados a 10% a.a. na aposentadoria. Quanto que ela precisará acumular para alcançar essa renda? a) R$ 80.000,00 b) R$ 926.461,81 c) R$ 981.492,38 220 220 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL d) R$ 1.003.242,93 22) Alfredo deseja trocar o seu aparelho celular por um mais moderno. Com base nas pesqui- sas que realizou, a média de preço está em torno de R$ 4.500,00 e pode ser dividido em até 12x sem juros de R$ 375,00, sendo a primeira paga no ato. No entanto, caso Alfredo decida pagar à vista, terá um desconto de 12%. Desta forma, qual a taxa de juros embutida nesta operação? a) 1,58% b) 1,91% c) 2,02% d) 2,41% 23) Bárbara recebeu R$ 80.000,00 referente a uma indenização da última empresa que traba- lhou. Ela pretende utilizar esse recurso na empresa que abriu junto com o seu esposo. A expecta- tiva de retor- no é de R$ 38 mil no ano 01, R$ 32 mil no ano 2, R$ 20 mil no ano 3 e R$ 22 mil no ano 4 com uma taxa mínima de atratividade de 5%. Qual a taxa de retorno dessa operação? a) 15,58% b) 14,94% c) 15,75% d) 17,06% 24) Eduarda pretende investir seus recursos, de forma a garantir resgates para os próximos 4 anos. Considerando que durante esse período ela alcançará uma remuneração de 7% a.a., qual o valor apro- ximado para esse investimento? Previsão dos resgates por ano: 1º ano: R$ 22 mil 2º ano: R$ 25 mil 3º ano: R$ 31 mil 4º ano: R$ 38 mil a) R$ 85.421,56 b) R$ 89.900,80 c) R$ 96.691,97 d) R$ 102.059,81 25) Mércia deseja adquirir o seu primeiro automóvel esse ano. Chegando na concessionária, ela rece- beu a seguinte oferta: HB20 2021 completo – valor de R$ 90 mil, taxa do fi nanciamento de 0,75% a.m., 221 221 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL com prestação mensal de até R$ 1.700,00. Considerando que ela dará uma entrada de R$ 30 mil, qual seria o prazo recomendado para esse fi nanciamento? a) 30 meses b) 42 meses c) 36 meses d) 60 meses 26) Paula, investidora de títulos públicos federais, adquiriu uma NTN-B Principal de 3% a.a com uma infl ação de 4% a.a. Qual será a rentabilidade nominal do título a) 7,00% a.a b) 7,12% a.a c) 7,55% a.a d) 7,85% a.a 27) O seu cliente tem duas opções para pagamento do IPVA. Ele poderá pagar em 8x sem juros de R$ 1.000, com a primeira parcela no ato, ou pagar à vista com 5% de desconto. Qual é a taxa de juros em- butida nessa operação? a) 1,49% ao mês b) 1,49% ao período c) 1,15% ao mês d) 1,15% ao período 28) Um cliente está comprando uma casa e as condições para essa compra estão descritas abaixo: Opção 1: Valor à vista: R$ 320.000,00 Opção 2: Entrada de R$ 50.000,00 + 4 prestações mensais de R$ 65.000,00 (1 mês após a entrada será paga a primeira prestação). Sabendo que o cliente pode aplicar o seu dinheiro à taxa de juros compostos de 4% ao mês. Nes- se cenário, descreva qual a melhor alternativa para a compra e também o VPL da operação se a mesma for realizada a prazo: a) É melhor a compra à vista e o VPL a prazo é de R$ 320.000,00. b) É melhor a compra a prazo, com um VPL de R$ 320.000,00. 222 222 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) É melhor realizar a compra a prazo, com um VPL de R$ 285.943,19. d) É melhor realizar a compra à vista e o VPL a prazo é de R$ 285.943,19 29) Considerando a Tabela SAC, qual será o valor da segunda parcela do seguinte contrato: Valor do Financiamento: R$ 500.000,00 Taxa: 0,45% ao mês Prazo: 120 meses O primeiro pagamento ocorrerá um mês após a contratação do empréstimo. O valor da 12ª parcela será: a) R$ 4.372,92. b) R$ 6.210,42 c) R$ 6.416,67. d) R$ 4.166,67 30) Um cliente quer fazer uma aplicação no valor de R$ 105.000,00, e irá resgatar R$ 45.000,00 em 30 dias, R$ 68.000,00 em 60 dias, R$ 27.000,00 em 90 dias, R$ 12.000,00 em 120 dias e R$ 17.500 em 150 dias. O custo de oportunidade é de 10% ao ano. Qual será o VPL aproximado deste investimento? a) R$ 28.132,10 b) R$ 31.455,22 c) R$ 43.137,13 d) R$ 61.380,02 31) Calcule o EBIT da empresa abaixo: Receita: R$ 340.000,00 Despesas Operacionais: R$ 85.000,00 Despesas com fornecedores: R$ 40.000,00 Despesas com juros R$ 55.000,00 Depreciação: R$ 45.000,00 Amortização: R$ 30.000,00 Impostos: R$ 25.000,00 Lucro Líquido: R$ 60.000,00 a) R$ 80.000,00 b) R$ 135.000,00 c) R$ 140.000,00 223 223 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL d) R$ 132.000,00 32) Juliano resolveu empreender e vai abrir seu próprio negócio. Para isso, ele fez as seguintes previ- sões: Investimento inicial: R$ 12.000.000,00 Ganhos anuais: 4.000.000,00 Despesas anuais: R$ 1.200.000,00 Depois de 7 anos, Juliano pretende vender o seu negócio por R$ 1.000.000,00. Taxa livre de risco: 5% Taxa de retorno exigida: 10% Qual é a taxa de retorno deste investimento, desconsiderando inflação: a) 9,18% b) 11,08% c) 13,15% c) 13,15% 33) Um determinado investidor realizou um investimento pelo período de 6 anos conforme abaixo: Aplicação: R$ 200.000 Retorno Anual: R$ 57.000 Taxa Livre de Risco: 3% ao ano Qual o VPL dessa aplicação: a) R$ 102.150 b) R$ 104.650 c) R$ 108.780 d) R$ 109.325 34) Se um investidor deseja obter uma renda mensal vitalícia no valor de R$ 6.500, constante em ter- mos reais, com taxa de juros nominal de 8,00% a.m e infl ação esperar de 3,00% a.m., quanto esse cliente deverá ter saldo em aplicações fi nanceiras no momento da aposentadoria: a) R$ 81.250,00 b) R$ 130.000,00 c) R$ 133.900,00 d) R$ 216.666,67 224 224 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 35) Um cliente possui: Reserva de R$ 3.500.000,00 aplicados num CDB. Rendimento: 0,4% ao mês, líquidos de impostos. Gastos mensais: R$ 20.000,00, retirados mensalmente dessa aplicação, sempre ao final do mês. Se ele não mudar os hábitos de consumo e não obtiver qualquer outra fonte de renda, os recursos aplicados em CDB serão extintos em: Reserva de R$ 3.500.000,00 aplicados num CDB. Rendimento: 0,4% ao mês, líquidos de impostos. Gastos mensais: R$ 20.000,00, retirados mensalmente dessa aplicação, sempre ao final do mês. Se ele não mudar os hábitos de consumo e não obtiver qualquer outra fonte de renda, os recursos aplicados em CDB serão extintos em: a) 15 anos b) 18 anos e 6 meses c) 22 anos e 6 meses d) 25 anos e 2 meses 36) Considere um patrimônio de R$ 10 milhões, que está aplicado 100% em investimentos atrelados ao CDI, com retorno líquido de 0,5% ao mês. Caso o dono desse patrimônio possua despesa fi xa de R$ 15.000,00 e nenhum tipo outro tipo de renda, qual seria o percentual máximo que ele poderia aplicar em investimentos mais agressivos, sem rendimento garantido, para não prejudicar o pagamento de suas despesas fi xas a) 30%. b) 50%. c) 70%. d) 80%. 37) Um cliente está adquirindo um imóvel, e irá fi nanciar R$ 700 mil. A taxa da operação será de 0,80% ao mês, pelo prazo de 360 meses, com o primeiro pagamento ocorrendo um mês após a contratação do empréstimo. Logo após a pagar 60ª parcela, ele resolve amortizar R$ 100 mil, avisado que deseja manter o valor da prestação, que está adequado ao orçamento dele. Considerando que o empréstimo foi contratado pela Tabela Price, ele liquidará essa operação em mais aproximadamente: a) 151 meses b) 173 meses c) 187 meses 225 225 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL d) 210 meses 38) Uma empresa pretende investir R$ 200.000,00em projeto que prevê os seguintes retornos: 1º Ano: R$ 75.000,00 2º Ano: R$ 55.000,00 3º Ano: R$ 95.000,00 4º Ano: - R$ 35.000,00 6º Ano: R$ 80.000,00 Considerando a taxa mínima de atratividade de 0,45% ao mês, qual será o VPL do projeto? a) R$ 24.907,58 b) R$ 26.710,54 c) R$ 30.956,46 d) R$ 34.161,73 39) Um investidor tem acumulado o valor de R$ 700.000,00. Ele deve se aposentar daqui 10 anos com uma renda vitalícia postecipada de R$ 20.000,00. No período de acumulação a rentabilidade será de 0,7% ao mês, já na aposentadoria a rentabilidade será de 0,4% ao mês. Quanto esse investidor terá que poupar por mês para atingir o objetivo dele? a) R$ 17.350 b) R$ 18.084 c) R$ 18.715 d) R$ 19.215 40) Um investidor está em dúvida se aplica no Ativo A ou no Ativo B. Ativo A: LTN com taxa de 13,45% ao ano com vencimento em 252 dias úteis Ativo B: NTN-B com taxa de 7,15% + IPCA ao ano e mesmo prazo de vencimento Para que a decisão do investidor em aplicar seja indiferente, a projeção do IPCA para o período deverá ser: a) 4,45% b) 4,78% c) 5,88% d) 6,30% 226 226 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 41) José está preocupado com a perda do seu poder de compra, por isso pediu para que seu gerente calculasse a infl ação acumulada do semestre, como forma de comparar com a sua rentabilidade. A inflação de cada mês foi a seguinte. Qual foi a inflação acumulada do semestre? a) 1,75% b) 1,76% c) 1,78% d) 2,04% 42) Roberta aplicou R$ 3.500,00 em CDB, o qual paga 10% de juros compostos anualmente. No final de 6 anos, Roberta terá quanto, líquido? a) R$ 5.823,58 b) R$ 5.761,34 c) R$ 5.795,39 d) R$ 6.200,46 43) Considere o seguinte ativo: Média de retorno anual histórica = 5% Desvio Padrão = 8% Utilizando um intervalo de confiança de 95%, a variação de retorno deste ativo para o próximo ano será de: a) 11% a 21% b) -11% a 21% c) -19% a 29% d) -12% a 42% 227 227 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 44) Um cliente fez uma aplicação única em um VGBL no valor de R$ 250 mil pelo prazo de 11 anos. A taxa de juros foi de 4% ao ano. Decide então fazer um resgate parcial de R$ 120.000, após esses 11 anos. O regime tributário escolhido foi o progressivo. Nesse caso, quanto será o I.R. reti- do na fonte, aproximadamente: a) R$ 6.105 b) R$ 6.308 c) R$ 5.215 d) R$ 4.871 45) Considere um plano VGBL com tributação regressiva. O cliente aportou R$ 300.000,00, porém, no terceiro ano, o valor acumulado estava em R$ 500.000,00, ano em que o titular faleceu. O benefi ciário receberá qual valor líquido de imposto de renda? a) R$ 500.000,00. b) R$ 450.000,00 c) R$ 525.000,00 d) R$ 550.000,00 46) Um investidor obteve o seguinte lucro em uma operação cambial: Resultado positivo de R$ 250.000,00 em Swap Resultado negativo de R$ 150.000,00 em Dólar Futuro Resultado positivo da operação: R$ 100.000,00. Qual o IR total devido pelo investidor, considerando que a operação durou 550 dias? a) R$ 15.000,00 b) R$ 17.500,00 c) R$ 37.500,00 d) R$ 43.750,00 47) Um investidor PF comprou 250 ações da empresa Y, por R$ 200,00. No mesmo dia vendeu 150 ações da empresa Y por R$ 250,00 e dois dias depois, dentro do mesmo mês, vendeu o restan- te dessas mes- mas ações por R$ 300,00. Quanto esse investidor irá pagar de IR ao todo? a) R$ 1.750,00 228 228 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) R$ 2.625,00 c) R$ 3.000,00 d) R$ 2.062,50 48) Um acionista possui: 20.000 ações compradas a R$ 27,00 com custo de corretagem de R$ 1.200,00. Quatro meses depois, o acionista decide vender todas as ações por R$ 44,00 mediante pagamen- to de uma corretagem de R$ 1.150,00. Qual o imposto que será retido na fonte e o que deverá ser recolhido via Darf, respectivamente? a) R$ 3.500,00 e R$ 50.603,50 b) R$ 8.800,00 e R$ 50.640,90 c) R$ 44,00 e R$ 50.647,50 d) R$ 44,00 e R$ 50.603,50 49) João está pensando em expandir a sua fi ntech e pretende investir R$420.000,00 para o desenvolvi- mento de tecnologia e prevê o futuro retorno: 1° ano: R$150.000,00 2° ano: R$135.000,00 3° ano: R$125.000,00 4° ano: R$250.000,00 Considerando a taxa mínima de atratividade de 20% ao ano, qual a TIR do projeto? A taxa livre de risco está em 10% ao ano. Esse projeto é viável para João? a) 16,89% ao ano, não é viável b) 16,89% ao ano, é viável c) 28,72% ao ano, não é viável d) 28,72% ao ano, é viável 50) Considere debênture de 6 anos, com preço unitário de R$ 1.100,00 cupons semestrais de 10% a.a. e boa liquidez. Qual o YTM (TIR) desse título? a) 5,20% b) 6,50% c) 6,90% 229 229 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL d) 7,80% 51) Considere a seguinte LTN: Preço Unitário: R$ 972,55 Vencimento: 180 dias úteis Qual será o retorno líquido anualizado dessa LTN? a) 3,18% ao ano b) 3,97% ao ano c) 4,67% ao ano d) 3,21% ao ano 52) Usando o modelo CAPM, um investidor tem como retorno exigido 18%. A taxa livre de risco é 6% e o retorno de mercado 12%. Calcule o beta: a) 1 b) 2 c) 1.5 d) 0.5 53) Henrique, possui um PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre, com a tabela progressiva e após 10 anos solicita o resgate total acumulado de R$ 125 mil, sendo 43% de rentabilidade sobre esse montan- te. Qual o valor de I.R. na fonte dessa operação? a) R$ 5.918,56 b) R$ 13.350,00 c) R$ 18.750,00 d) R$ 10.891,68 54) Felix contribui para um PGBL e pretende se aposentar assim que acumular R$ 2 milhões. Conside- rando que Felix começou a contribuir nesse plano quando iniciou o seu primeiro emprego, quando tinha 18 anos, com o valor aproximado de R$ 250,00 por mês. Calcule qual deveria ser a rentabilidade média mensal desse produto, para que Felix consiga se aposentar aos 60 anos. a) 0,64% a.m. b) 0,74% a.m 230 230 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL c) 0,84% d) 0,94% a.m. 55) Bruna tem 40 anos e almeja conquistar uma renda mensal vitalícia de R$ 7 mil para que consiga manter o mesmo patamar econômico que tem atualmente. Considerando, que pretende se aposentar com 65 anos e estima-se uma rentabilidade de 0,70% a.m., nesse período, o valor que Bruna precisará aplicar mensalmente é de: a) R$ 984,99 b) R$ 1.031,65 c) R$ 1.312,81 d) R$ 1.471,88 56) Uma NTN B Principal em um período de 2 anos teve retorno de 20,50%, considerando que o IPCA neste mesmo período foi de 10,80%, com isto o ganho real ao ano deste título foi: a) 5,90% ao ano. b) 4,90% ao ano. c) 4,29% ao ano d) 8,75% ao ano 57) Lucas viu em um vídeo que uma boa opção de reserva de emergência seria um CDB com liquidez diária. Dessa forma, fez um aporte de 200 mil reais em um CDB do banco no qual é cor- rentista. No 29º dia após a aplicação, precisou realizar o resgate no valor de 217 mil reais. Qual foi o valor de resgate líquido? a) 213.175,00 b) 212.779,75 c) 214.784,96 d) 215.986,31 58) Mario, dentre as várias possibilidades de investimento apresentadas a ele, decidiu aplicar R$ 50.000,00 em um fundo de ações cujo benchmark era o Ibovespa. Ao solicitar o resgate, 3 meses após a aplicação, observou-se a seguinte rentabilidade: Mês 1: 0,68% Mês 2: 0,12% Mês 3: 1,35% 231 231 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL Qual o valor do IR devido? a) R$ 151,75 b) R$ 145,69 c) R$ 216,16 d) R$ 162,12 59) Antônio realizou aplicações nos seguintes ativos: 100 mil reais em COE e 125 mil reais em CDB. Devido a um problema de saúde, Antônio precisou resgatar todo valor do seu CDB após 15 dias, ele já estava com 135 mil reais em CDB. Qual o valor líquido do resgate? a) 128.875,00 b) 132.750,00 c) 134.962,14 d) 132.048,01 60) A carteira de Sr José rendeu 6% nos últimos 12 meses, porém, ele sente que perdeu poder de compra pois os produtos em geral fi caram mais caros. Por isso Sr José pede para que você, Planejador Financeiro, calcula o IPCA acumulado dos últimos 12 meses para saber se de fato a percepção dele está correta. Calcule o IPCA acumulado dos últimos 12 meses eo retorno real de Sr José, considerando os da- dos abaixo: a) 3,27% e 2,76% b) 3,24% e 2,76% c) 3,27% e 2,64% d) 3,24% e 2,64% 232 232 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 61) Uma empresa está estudando realizar um investimento no valor de R$ 12.000 que irá gerar fl uxos de caixa no valor de R$ 3.300 pelos próximos 6 anos. Considerando que o custo de capital da empresa é de 6%, qual é o VPL e a TIR desse projeto e também a decisão quanto à realização ou não do mesmo: a) VPL: R$ 3.567; TIR: 19%; deveria realizar o projeto b) VPL: R$ 3.567; TIR: 19%; não deveria realizar o projeto c) VPL: R$ 4.227; TIR: 16,5%; não deveria realizar o projeto d) VPL: R$ 4.227; TIR: 16,5%; deveria realizar o projeto 62) Calcule o prazo médio ponderado de uma carteira de investimentos a) 361 dias b) 390 dias c) 563 dias d) 387 dias 63) Augusto contratou um empréstimo de R$ 12.000, com prazo de 24 meses e taxa de 1,5% a.m. Qual será o valor da décima parcela, considerando o Sistema SAC e Sistema Price, respectivamente? a) R$ 612,50 e R$ 599,09 b) R$ 612,50 e R$ 584,50 c) R$ 599,70 e R$ 599,09 d) R$ 599,70 e R$ 572,80 64) O IPVA de um determinado ano tem o valor total de R$ 3.500 e pode ser pago em 5 par- celas sem juros de R$ 700,00, sendo a primeira paga no ato. Ou, se for à vista, pode ser pago com desconto de 7,5%. Nesse caso, qual a taxa de juro embutida na operação parcelada? a) Zero b) 0,99% c) 2,66% d) 4,06% 233 233 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL 65) Encontre a taxa de juros onde um investidor aplicou R$ 300.000,00 e retirou R$ 465.786,99 ao fi nal de 1 ano e 6 meses: a) 2,47% ao mês b) 2,79% ao mês c) 2,89% ao mês 2,99% ao mês 66) Um investidor está avaliando um projeto com investimento inicial de 120 milhões, com retorno em quatro anos, sendo 15 milhões, 60 milhões, 45 milhões e 70 milhões, encontre a taxa de ponto de equilíbrio entre o investimento e retorno: a) 11,50% b) 13,75% c) 15,50% d) 17,75 % 67) Um empréstimo de R$ 15.000 com taxa de 1% a.m. será pago em 24 parcelas mensais. Calcule o valor da parcela com os seguintes prazos: I - Primeira parcela com 30 dias II - Primeira parcela à vista III - Primeira parcela com 45 dias a) R$ 706,10 | R$ 735,50 | R$ 640,00 b) R$ 706,10 | R$ 699,11 | R$ 709,62 c) R$ 775,00 | R$ 699,11 | R$ 645,60 d) R$ 775,00 | R$ 735,50 | R$ 709,62 68) Calcule o risco de uma carteira sabendo: Correlação entre os ativos é de: 0,65 σ de ABCD = 1,15% σ de DCBA = 3,35% Aplicar 70% em ABCD e 30% em DCBA a) 1,65% 234 234 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL b) 1,57% c) 1,27% d) 1,17 % 69) Um banco está lançando um COE que irá renumerar o cliente da seguinte forma: O investimento está atrelado a variação do dólar (Ptax): Se o dólar cair no período do COE, o cliente teu seu valor principal devolvido (capital protegido); Se o dólar subir até 30% no período o cliente recebe toda a variação do dólar acrescido de um prêmio de 15%; Se o dólar subir mais de 30% em qualquer momento cliente recebe 25% da remuneração no final. As datas de referência é a contratação e a de fechamento do dólar. Um cliente contratou esse COE com o dólar em 3,50. O dólar atingiu a máxima de 4,75 durante o período do COE e estava em 4,45 no fecha- mento da operação. Sabendo que o cliente aplicou R$ 200.000 no produto, qual o valor do seu resgate líquido, após o período de 1 ano e meio? a) R$ 240.000,00 b) R$ 242.500,00 c) R$ 241.250,00 d) R$ 245.000,00 70) Considere os dados da empresa abaixo: Patrimônio Líquido = 65% Dívidas = 35% Custo de capital próprio = 12% Custo de capital de terceiros = 10% IR = 30% Qual é o CMPC dessa empresa? a) 9,66% b) 10,25% c) 11,13% d) 12,18% 235 235 MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL MÓDULO 09 | SIMULADO FINAL GABARITO - QUESTÕES EXTRAS 01 a 08 c 15 a 22 d 29 b 36 c 43 b 50 d 57 b 64 d 02 a 09 d 16 a 23 d 30 d 37 c 44 b 51 a 58 d 65 a 03 c 10 a 17 c 24 c 31 c 38 c 45 b 52 b 59 a 66 d 04 c 11 c 18 a 25 b 32 d 39 b 46 d 53 c 60 c 67 b 05 b 12 c 19 c 26 b 33 c 40 c 47 c 54 c 61 d 68 a 06 d 13 d 20 d 27 a 34 c 41 b 48 d 55 a 62 c 69 c 07 b 14 d 21 d 28 c 35 d 42 c 49 a 56 c 63 a 70 b