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DL 4.657/42 – LINDB – Introdução IV
DIREITO CIVIL
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DL 4.657/42 – LINDB – INTRODUÇÃO IV
RELEMBRANDO
É possível que uma lei não tenha mais vigência por ter sido revogada, mas continue tendo 
vigor (ultra-atividade da norma ou pós-atividade da norma). Esse é mais um argumento 
para provar que vigência e vigor são conceitos distintos.
Além disso, a primeira regra da LINDB foi vista:
Art. 1º Salvo disposição em contrário, uma lei começa a vigorar, em todo o país, quarenta e cinco 
dias depois de oficialmente publicada.
Esse é um critério de vigência simultânea/sincronizada ou de prazo único, uma vez que a 
lei entra em vigor na mesma data, em todo o país, sendo simultânea a sua obrigatoriedade 
(sistema da obrigatoriedade simultânea). No entanto, isso não quer dizer que não seja 
possível uma vigência progressiva, que era a regra da LINDB anterior. Assim, ainda há leis 
que possuem vigência progressiva.
Regras da LINDB
O prazo de quarenta e cinco dias não se aplica aos atos normativos administrativos 
(decretos, resoluções, portarias, instruções normativas, regimentos, regulamentos etc.) cuja 
obrigatoriedade determina-se pela publicação oficial. Esse prazo é aplicável aos atos norma-
tivos primários (atos que decorrem do processo legislativo da Constituição Federal).
Atos administrativos, que decorrem do poder normativo, passam a ter vigência imediata-
mente na publicação. Tornam-se, assim, obrigatórios desde a data de sua publicação, salvo 
se dispuserem em contrário, não alterando a data da vigência da lei a que se referem. A falta 
de norma regulamentadora é hoje suprida pelo mandado de injunção. Isso decorre da previ-
são do art. 5º do Decreto n. 572/1890.
Art. 5º Os decretos sobre interesse individual ou local, as instruções e avisos para a boa execução 
das leis e quaisquer atos de privativa atribuição do poder executivo, são exequíveis desde que 
deles tiverem conhecimento os interessados e as autoridades competentes por meio do Diário 
Oficial, ou forma autêntica.
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Obs.: � Não é necessário preocupar-se com o fato de esse decreto estar revogado ou não.
Observa Tércio Sampaio Ferraz que “o texto relaciona claramente vigência ao aspecto 
temporal da norma, a qual, no período (de vigência) tem vigor. Ora, o vigor de uma norma tem 
a ver com sua imperatividade, com sua força vinculante. Tanto que, embora a citada regra da 
Lei de Introdução determine o vigor da norma até sua revogação, existem importantes efeitos 
de uma norma revogada (e que, portanto, perdeu a vigência ou tempo de validade) que nos 
autorizam dizer que vigor e vigência designam qualidades distintas”.
Vigência diz respeito ao momento que a lei tem aplicabilidade, obrigatoriedade e conti-
nuidade; quando uma lei não tem mais vigência, ela está revogada. Quando uma lei está em 
vigência, ela tem vigor. Entretanto, é possível que uma lei revogada continue tendo vigor, 
mesmo não tendo vigência, pois vigência e vigor são coisas diferentes. O vigor é a força 
normativa, que não necessariamente depende da vigência (ultra-atividade da norma ou pós-
-atividade da norma).
Art. 1º [...] § 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se 
inicia três meses depois de oficialmente publicada.
Isto é, se uma lei for editada no Brasil, mas para surtir efeitos no estrangeiro (em geral 
quando cuida de atribuição de ministros, embaixadores, cônsules, convenções de direito 
internacional etc.) e esta lei for omissa quanto à data que entrará em vigor (a data de sua 
vigência efetiva), esta lei somente entrará em vigor 03 (três) meses após a sua publicação.
Art. 1º [...] § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, desti-
nada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova 
publicação.
Uma lei pode ter sido publicada com algum erro substancial (possível divergência de 
aplicabilidade). O art. 1º, § 3º, da LINDB estabelece que “se antes de entrar em vigor ocor-
rer nova publicação desta lei, destinada à correção de seu texto, o prazo deste artigo e dos 
parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação”.
Na realidade, haverá uma recontagem do prazo de vacatio legis. 
No entanto, vale mencionar a LINDB não dispõe se o novo prazo será aplicado para a lei 
inteira ou só para os dispositivos republicados. Sobre esse ponto, a doutrina sugere que o 
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dispositivo alterado seja analisado. Se o dispositivo alterado for de baixa relevância, o prazo 
será contado apenas em relação a ele; se o dispositivo alterado for de alta relevância, o prazo 
será contado para toda a lei.
Art. 1º [...] § 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Para que haja alteração do texto de uma lei, é necessário que isso decorra de uma nova 
lei. De outra sorte, as correções de texto de lei que já está em vigor consideram-se lei nova, 
pois o art. 1º, § 4º, da LINDB estabelece esta regra. Assim, sujeita-se, naturalmente, aos 
prazos normais das demais leis. (novo processo legislativo, pois se trata de lei nova)
DIRETO DO CONCURSO
1. (CESPE) Quando a republicação de lei que ainda não entrou em vigor ocorrer tão somen-
te para correção de falhas de grafia constantes de seu texto, o prazo da vacatio legis não 
sofrerá interrupção e deverá ser contado da data da primeira publicação.
COMENTÁRIO
Se houver correção durante o período de vacatio legis, é preciso que haja a recontagem.
2. (CESPE) Correções de texto de lei já em vigor não se consideram lei nova.
COMENTÁRIO
As alterações na redação de uma lei dependem de outra lei.
3. (CESPE) As correções de texto, de qualquer natureza, ocorridas após a publicação da lei, 
não interferem no termo a quo de sua vigência, na medida em que não se consideram lei 
nova por não alterar seu conteúdo.
COMENTÁRIO
Item em desacordo com os conteúdos estudados.
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Como ocorre a contagem do prazo de vacatio legis?
Vacatio legis ocorre quando há promulgação → publicação. A partir daí, começa a contar 
o período de vacatio legis. Após esse prazo, a lei passa a ter vigência.
• A promulgação confere existência à lei no ordenamento jurídico.
• A publicação é condição de eficácia.
• O prazo de vacatio legis é, em regra, de 45 dias.
A Lei Complementar n. 95/1998 dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a 
consolidação das leis, conforme determina o parágrafo único do art. 59 da Constituição Fede-
ral (processo legislativo) [...].
Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável 
para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em vigor na data de sua 
publicação" para as leis de pequena repercussão.
Embora a regra de vacatio legis seja de 45 dias, quando a própria lei trouxer um prazo, 
este será aplicado em detrimento daquele.
Tal regra está prevista no art. 8º, § 1º, da Lei Complementar n. 95/1998, texto modificado 
pela Lei Complementar n. 107/2001 e regulamentada pelo Decreto n. 4.176/2002, que dispõe 
sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis, conforme determina o 
parágrafo único do art. 59 da Constituição Federal.
O prazo de vacatio legis conta-se incluindo-se o dia do começo (ou seja, o dia da publi-
cação da Lei) e também do último dia do prazo (que é o dia do seu vencimento). Assim, a 
leientrará em vigor no dia subsequente a sua consumação integral (ainda que seja sábado, 
domingo ou feriado). [art. 8º, § 1º]
Ainda:
Art. 8º [...] § 2º As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula ‘esta lei 
entra em vigor após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial.
Obs.: � O dia para entrada em vigor da lei não precisa ser, necessariamente, útil. Isso ocor-
reu com o novo Código Civil, que passou a ter vigência no dia 18/03/2016. Ele foi 
publicado dia 17/03/2015 (vacatio legis de 1 ano).
RELEMBRANDO
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco 
dias depois de oficialmente publicada.
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§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se 
inicia três meses depois de oficialmente publicada.
§ 2º Revogado
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada 
a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova 
publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Até quando a lei terá vigência?
Não se destinando à vigência temporária, uma lei terá vigor até que outra a modifique ou 
a revogue. É o que dispõe o art. 2º, caput da LINDB.
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou re-
vogue.
Regra geral: a lei não tem um prazo certo para vigorar; ela permanece em vigor enquanto 
não for modificada ou revogada por outra. (Eficácia contínua – Princípio da continuidade)
Exemplo: Código Civil de 1916 permaneceu em vigência até ser revogada pelo novo 
Código Civil.
Lei temporária é a que nasce com termo prefixado de duração ou com um objetivo a ser 
cumprido. A Lei já nasce com um prazo para perder sua vigência.
Significado de Revogar
Revocatio, revocare – anular, invalidar, desfazer, desvigorar; significa tornar sem efeito 
uma lei ou qualquer outra norma jurídica; é a supressão da força obrigatória da lei, retirando 
sua a eficácia.
GABARITO
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3. E
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���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Roberta Queiroz. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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