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Em conferência em 1948, Lourenço Filho afirmava que: “ No caso específ ico do Brasil, atribuía-se ao ensino supletivo o esforço de fornecer a todos a educação de base ou educação fundamental, entendendo -se por educação de base o processo educativo dedicado a proporcionar a cada indivíduo os instrumentos indispensáveis da cultura do seu tempo, em técnicas que facilitassem o acesso a essa cultura, como a leitura, a escrita, aritmética elementar, noções de ciências, de vida social de civismo e de higiene. E com as quais, segundo suas capacidades, cada homem pudesse desenvolver-se e procurar melhor o ajustamento social”.
Com este pronunciamento, pode-se afirmar que a campanha de Lourenço Filho:
A) Atendia às exigências da cidadania, de educação para todos.
B) Ignorava a proposta da UNESCO na educação do Brasil.
C) Não atendia à educação primária oferecida pela escola.
D) Organizava técnicos em missões educacionais.
E) Deixava de atender uma educação de cultura popular.

Ao suprimir o combate ao analfabetismo do artigo 60 das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, o governo FHC abriu caminho para que a nova LDB da Educação Nacional não dedicasse nenhum artigo sequer à questão do analfabetismo. O tema passou despercebido, dando a entender que:
A) O analfabetismo não faz parte da nossa realidade.
B) O governo está preocupado em acabar com o analfabetismo.
C) É obrigação do Estado a erradicação do analfabetismo.
D) Somente a questão b está correta.
E) Nenhuma das alternativas anteriores estão corretas, pois esse assunto não foi tratado nessa legislação.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda é vista por muitos como uma forma de alfabetizar quem não teve oportunidade de estudar na infância ou aqueles que por algum motivo tiveram que abandonar a escola. Felizmente, o conceito vem mudando.
Qual é o grande desafio atual desse tipo de ensino hoje?
I. A preparação para o ingresso no mercado de trabalho.
II. Tornar o aluno capaz de conviver numa sociedade capitalista.
III. Apresentar ao aluno a cultura clássica.
IV. Oferecer condições para que o aluno possa dar continuidade aos estudos, completando sua escolaridade básica.
V. Ensinar os cidadãos brasileiros a escrever seus nomes.
A) I.
B) II.
C) III.
D) IV.
E) V.

Haddad levanta algumas críticas à LDB 9394/96 (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) por não levar em consideração algumas condições fundamentais à frequência e permanência dos alunos na Educação de Jovens e Adultos, uma vez que eles têm que realizar um esforço redobrado para frequentar esses programas de educação.
Algumas dessas condições seriam:
A) Escolas próximas do trabalho e da residência, programas sociais de alimentação, saúde, material escolar e transporte, independente do horário e da modalidade de ensino.
B) Empresas com mais de 200 empregados poderem ter acesso no próprio ambiente de trabalho ao curso do EJA.
C) Formas e modalidades de ensino “únicas”.
D) O não incentivo fiscal às empresas que facilitarem a educação básica dos seus funcionários.
E) Incentivo financeiro para que o aluno frequente esse nível de ensino.

Ao nos aprofundarmos no estudo dessa população, podemos distinguir três grandes grupos de pessoas que não completaram a Educação Básica: o primeiro grupo representa os indivíduos que são analfabetos e que nunca frequentaram a escola; o segundo grupo é formado por aqueles chamados de analfabetos funcionais, ou seja, que já passaram pela escola e desistiram de estudar por razões das mais variadas, e que nem se alfabetizaram. O terceiro grupo é constituído por aqueles que frequentaram a escola em diferentes períodos escolares, sem, no entanto, concluir sua escolaridade.
A realidade educacional da população brasileira é muito complexa e difícil, e há necessidade de se pesquisar muito para saber como oferecer os estudos aos que ainda não os completaram na educação básica.
A) Essa população é diferenciada, heterogênea e, do ponto de vista educacional, precisa de uma política de atendimento que esteja de acordo com suas características, necessidades, condições e modos de vida.
B) A população brasileira não vê sentido e necessidade de estudar, já que muitos não estudaram e se deram muito bem na vida.
C) O sistema escolar brasileiro é que expulsa os alunos da escola.
D) Os pais dos jovens brasileiros ensinam aos filhos que é preciso trabalhar desde cedo, pois só assim terão um futuro profissional.

A LDB 9.394/96 estabelece que: Art. 37. A Educação de Jovens e Adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
Há que se pontuar que nesse artigo:
A) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional menciona a adoção de professores especializados para a Educação de Jovens e Adultos.
B) Considera-se que as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho permitem a constituição de programas que minimizem as exigências curriculares, uma vez que esta população apresenta déficits no que se refere à escolarização.
C) Considera-se que as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho podem permitir a constituição de programas voltados aos interesses dessa população.
D) Considera-se as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho, e por esse motivo não permitem a escolarização dos jovens e adultos, uma vez que estes não necessitam aprender a ler e a escrever para desenvolver as suas atividades empregatícias.
E) Não consideram as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho.

De acordo com os comentários de Sérgio Haddad, a LDB 9.394/96, no que se refere a Educação de Jovens e Adultos, é ambígua em suas determinações. Contudo, há algumas propostas em que a condição de imprecisão do texto legal não se faz presente.
Assinale a alternativa em que a legislação não deixa dúvidas sobre as suas determinações:
A) Apenas a União viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola
B) Compete aos Estados e aos Municípios em regime de colaboração com a União a responsabilidade de assegurar a oferta de Educação de Jovens e Adultos
C) O Estado será o único responsável, caso não seja oferecida a Educação de Jovens e Adultos para aqueles que não tiveram acesso a educação em idade própria.
D) Compete apenas aos Municípios assegurar a organização da Educação de Jovens e Adultos
E) Compete aos Estados e aos Municípios, em regime de colaboração com a União, recensear a população em idade escolar para a educação básica e os jovens e adultos que a ela não tiveram acesso e, ainda, fazer-lhes a chamada pública para a matricula na escola, oferecendo vagas para todos.

De acordo com Beisiegel, só depois de 1940 foi possível falar na existência de uma política de educação de jovens e adultos no Brasil. Antes disso, as iniciativas foram sempre esparsas e descontinuas, sem dar uma forma de ação mais global e sistemática dessa modalidade de educação.
A única ação de amplitude nacional nesse sentido foi:
A) Desenvolvida pela UNESCO, implementando a educação de jovens e adultos
B) Realizada pelo Exército nas escolas regimentais para ministrar instrução primária aos soldados analfabetos
C) A proclamada pelas Missões Rurais, que buscavam uma atuação mais profunda.
D) A produzida pelos movimentos estudantis e religiosos
E) A elaborada pelos trabalhos realizados no Instituto Superior de Estudos Brasileiros.

“O grande problema de um país é o analfabetismo das crianças, e não dos adultos. O adulto analfabeto já encontrou seu lugar na sociedade. Pode não ser um bom lugar, mas é seu lugar. Vai ser pedreiro, vigia de prédio, lixeiro ou seguir outras profissões que não exijam alfabetização. Alfabetizar o adulto não vai mudar muito sua posição dentro da sociedade, pode até perturbar. Vamos concentrar nossos recursos em alfabetizar a população jovem. Fazendo isso agora, em dez anos desaparece o analfabetismo”.
As afirmativas acima são do depoimento do Ministro José Goldemberg e de outros educadores. Tais pronunciamentos foram conclusivos, pois marcaram uma nova fase política, a de:
A) Assumir o discurso da inclusão social da educação de jovens e adultos.
B) Desqualificar o processo da educação de jovens e adultos.
C) Utilizar cotas no investimento da alfabetização do EJA.
D) Ampliar a universalização do ensino.
E) Realizar a inserção profissional dos jovens e adultos na sociedade.

A LDB 9.394/96 estabelece que: “Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.
Conforme verificado, a LDB 9.394/96 propõe um rebaixamento de idade para prestar os exames no Ensino Fundamental e Médio. Sérgio Haddad argumenta que essa medida terá algumas consequências. Com relação a isso, assinale a alternativa correta:
A) Extinção com relativa rapidez do número de pessoas analfabetas em nosso país.
B) Aceleração dos estudos para aqueles que não tiveram oportunidade em idade própria, possibilitando a essa clientela as mesmas condições de acesso ao Ensino Superior.
C) O rebaixamento da idade mínima para os exames supletivos representa um instrumento de democratização do ensino.
D) Essas determinações podem ter uma abrangência nula no sistema, uma vez que seus resultados não modificarão a forma como esse nível de ensino vem se materializando na prática escolar e educacional.
E) Os estudiosos do ensino supletivo são contrários a essa determinação porque, considerando os padrões atuais de rendimento escolar no ensino regular - com elevados índices de repetência, sucessivas evasões e rematrículas -, é muito provável que o rebaixamento da idade mínima para os exames supletivos represente menos um instrumento de democratização de oportunidades educacionais e mais um mecanismo de regularização do fluxo escolar e aceleração dos estudos.

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Questões resolvidas

Em conferência em 1948, Lourenço Filho afirmava que: “ No caso específ ico do Brasil, atribuía-se ao ensino supletivo o esforço de fornecer a todos a educação de base ou educação fundamental, entendendo -se por educação de base o processo educativo dedicado a proporcionar a cada indivíduo os instrumentos indispensáveis da cultura do seu tempo, em técnicas que facilitassem o acesso a essa cultura, como a leitura, a escrita, aritmética elementar, noções de ciências, de vida social de civismo e de higiene. E com as quais, segundo suas capacidades, cada homem pudesse desenvolver-se e procurar melhor o ajustamento social”.
Com este pronunciamento, pode-se afirmar que a campanha de Lourenço Filho:
A) Atendia às exigências da cidadania, de educação para todos.
B) Ignorava a proposta da UNESCO na educação do Brasil.
C) Não atendia à educação primária oferecida pela escola.
D) Organizava técnicos em missões educacionais.
E) Deixava de atender uma educação de cultura popular.

Ao suprimir o combate ao analfabetismo do artigo 60 das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, o governo FHC abriu caminho para que a nova LDB da Educação Nacional não dedicasse nenhum artigo sequer à questão do analfabetismo. O tema passou despercebido, dando a entender que:
A) O analfabetismo não faz parte da nossa realidade.
B) O governo está preocupado em acabar com o analfabetismo.
C) É obrigação do Estado a erradicação do analfabetismo.
D) Somente a questão b está correta.
E) Nenhuma das alternativas anteriores estão corretas, pois esse assunto não foi tratado nessa legislação.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda é vista por muitos como uma forma de alfabetizar quem não teve oportunidade de estudar na infância ou aqueles que por algum motivo tiveram que abandonar a escola. Felizmente, o conceito vem mudando.
Qual é o grande desafio atual desse tipo de ensino hoje?
I. A preparação para o ingresso no mercado de trabalho.
II. Tornar o aluno capaz de conviver numa sociedade capitalista.
III. Apresentar ao aluno a cultura clássica.
IV. Oferecer condições para que o aluno possa dar continuidade aos estudos, completando sua escolaridade básica.
V. Ensinar os cidadãos brasileiros a escrever seus nomes.
A) I.
B) II.
C) III.
D) IV.
E) V.

Haddad levanta algumas críticas à LDB 9394/96 (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) por não levar em consideração algumas condições fundamentais à frequência e permanência dos alunos na Educação de Jovens e Adultos, uma vez que eles têm que realizar um esforço redobrado para frequentar esses programas de educação.
Algumas dessas condições seriam:
A) Escolas próximas do trabalho e da residência, programas sociais de alimentação, saúde, material escolar e transporte, independente do horário e da modalidade de ensino.
B) Empresas com mais de 200 empregados poderem ter acesso no próprio ambiente de trabalho ao curso do EJA.
C) Formas e modalidades de ensino “únicas”.
D) O não incentivo fiscal às empresas que facilitarem a educação básica dos seus funcionários.
E) Incentivo financeiro para que o aluno frequente esse nível de ensino.

Ao nos aprofundarmos no estudo dessa população, podemos distinguir três grandes grupos de pessoas que não completaram a Educação Básica: o primeiro grupo representa os indivíduos que são analfabetos e que nunca frequentaram a escola; o segundo grupo é formado por aqueles chamados de analfabetos funcionais, ou seja, que já passaram pela escola e desistiram de estudar por razões das mais variadas, e que nem se alfabetizaram. O terceiro grupo é constituído por aqueles que frequentaram a escola em diferentes períodos escolares, sem, no entanto, concluir sua escolaridade.
A realidade educacional da população brasileira é muito complexa e difícil, e há necessidade de se pesquisar muito para saber como oferecer os estudos aos que ainda não os completaram na educação básica.
A) Essa população é diferenciada, heterogênea e, do ponto de vista educacional, precisa de uma política de atendimento que esteja de acordo com suas características, necessidades, condições e modos de vida.
B) A população brasileira não vê sentido e necessidade de estudar, já que muitos não estudaram e se deram muito bem na vida.
C) O sistema escolar brasileiro é que expulsa os alunos da escola.
D) Os pais dos jovens brasileiros ensinam aos filhos que é preciso trabalhar desde cedo, pois só assim terão um futuro profissional.

A LDB 9.394/96 estabelece que: Art. 37. A Educação de Jovens e Adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
Há que se pontuar que nesse artigo:
A) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional menciona a adoção de professores especializados para a Educação de Jovens e Adultos.
B) Considera-se que as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho permitem a constituição de programas que minimizem as exigências curriculares, uma vez que esta população apresenta déficits no que se refere à escolarização.
C) Considera-se que as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho podem permitir a constituição de programas voltados aos interesses dessa população.
D) Considera-se as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho, e por esse motivo não permitem a escolarização dos jovens e adultos, uma vez que estes não necessitam aprender a ler e a escrever para desenvolver as suas atividades empregatícias.
E) Não consideram as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho.

De acordo com os comentários de Sérgio Haddad, a LDB 9.394/96, no que se refere a Educação de Jovens e Adultos, é ambígua em suas determinações. Contudo, há algumas propostas em que a condição de imprecisão do texto legal não se faz presente.
Assinale a alternativa em que a legislação não deixa dúvidas sobre as suas determinações:
A) Apenas a União viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola
B) Compete aos Estados e aos Municípios em regime de colaboração com a União a responsabilidade de assegurar a oferta de Educação de Jovens e Adultos
C) O Estado será o único responsável, caso não seja oferecida a Educação de Jovens e Adultos para aqueles que não tiveram acesso a educação em idade própria.
D) Compete apenas aos Municípios assegurar a organização da Educação de Jovens e Adultos
E) Compete aos Estados e aos Municípios, em regime de colaboração com a União, recensear a população em idade escolar para a educação básica e os jovens e adultos que a ela não tiveram acesso e, ainda, fazer-lhes a chamada pública para a matricula na escola, oferecendo vagas para todos.

De acordo com Beisiegel, só depois de 1940 foi possível falar na existência de uma política de educação de jovens e adultos no Brasil. Antes disso, as iniciativas foram sempre esparsas e descontinuas, sem dar uma forma de ação mais global e sistemática dessa modalidade de educação.
A única ação de amplitude nacional nesse sentido foi:
A) Desenvolvida pela UNESCO, implementando a educação de jovens e adultos
B) Realizada pelo Exército nas escolas regimentais para ministrar instrução primária aos soldados analfabetos
C) A proclamada pelas Missões Rurais, que buscavam uma atuação mais profunda.
D) A produzida pelos movimentos estudantis e religiosos
E) A elaborada pelos trabalhos realizados no Instituto Superior de Estudos Brasileiros.

“O grande problema de um país é o analfabetismo das crianças, e não dos adultos. O adulto analfabeto já encontrou seu lugar na sociedade. Pode não ser um bom lugar, mas é seu lugar. Vai ser pedreiro, vigia de prédio, lixeiro ou seguir outras profissões que não exijam alfabetização. Alfabetizar o adulto não vai mudar muito sua posição dentro da sociedade, pode até perturbar. Vamos concentrar nossos recursos em alfabetizar a população jovem. Fazendo isso agora, em dez anos desaparece o analfabetismo”.
As afirmativas acima são do depoimento do Ministro José Goldemberg e de outros educadores. Tais pronunciamentos foram conclusivos, pois marcaram uma nova fase política, a de:
A) Assumir o discurso da inclusão social da educação de jovens e adultos.
B) Desqualificar o processo da educação de jovens e adultos.
C) Utilizar cotas no investimento da alfabetização do EJA.
D) Ampliar a universalização do ensino.
E) Realizar a inserção profissional dos jovens e adultos na sociedade.

A LDB 9.394/96 estabelece que: “Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.
Conforme verificado, a LDB 9.394/96 propõe um rebaixamento de idade para prestar os exames no Ensino Fundamental e Médio. Sérgio Haddad argumenta que essa medida terá algumas consequências. Com relação a isso, assinale a alternativa correta:
A) Extinção com relativa rapidez do número de pessoas analfabetas em nosso país.
B) Aceleração dos estudos para aqueles que não tiveram oportunidade em idade própria, possibilitando a essa clientela as mesmas condições de acesso ao Ensino Superior.
C) O rebaixamento da idade mínima para os exames supletivos representa um instrumento de democratização do ensino.
D) Essas determinações podem ter uma abrangência nula no sistema, uma vez que seus resultados não modificarão a forma como esse nível de ensino vem se materializando na prática escolar e educacional.
E) Os estudiosos do ensino supletivo são contrários a essa determinação porque, considerando os padrões atuais de rendimento escolar no ensino regular - com elevados índices de repetência, sucessivas evasões e rematrículas -, é muito provável que o rebaixamento da idade mínima para os exames supletivos represente menos um instrumento de democratização de oportunidades educacionais e mais um mecanismo de regularização do fluxo escolar e aceleração dos estudos.

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QUESTÃO
	ALTERNATIVA CORRETA
	
	 
	1
	A
	2
	A
	3
	D
	4
	A
	5
	B
	6
	C
	7
	E
	8
	B
	9
	B
	10
	E
Questões de múltipla escolha
Disciplina: 652640 - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA
Questão 1: Em conferência em 1948, Lourenço Filho afirmava que: 
“ No caso específico do Brasil, atribuía-se ao ensino supletivo o esforço de fornecer a todos a educação de base ou educação fundamental , entendendo-se por educação de base o processo educativo dedicado a proporcionar a cada indivíduo os instrumentos indispensáveis da cultura do seu tempo, em técnicas que facilitassem o acesso a essa cultura, como a leitura, a escrita, aritmética elementar, noções de ciências, de vida social de civismo e de higiene. E com as quais, segundo suas capacidades, cada homem pudesse desenvolver-se e procurar melhor o ajustamento social”.
Com este pronunciamento, pode-se afirmar que a campanha de Lourenço Filho:
A) Atendia às exigências da cidadania, de educação para todos.
B) Ignorava a proposta da UNESCO na educação do Brasil.
C) Não atendia à educação primária oferecida pela escola.
D) Organizava técnicos em missões educacionais.
E) Deixava de atender uma educação de cultura popular.
Questão 2: Ao suprimir o combate ao analfabetismo do artigo 60 das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988, o governo FHC abriu caminho para que a nova LDB da Educação Nacional não dedicasse nenhum artigo sequer à questão do analfabetismo. O tema passou despercebido, dando a entender que:
A) O analfabetismo não faz parte da nossa realidade.
B) O governo está preocupado em acabar com o analfabetismo.
C) É obrigação do Estado a erradicação do analfabetismo.
D) Somente a questão b está correta.
E) Nenhuma das alternativas anteriores estão corretas, pois esse assunto não foi tratado nessa legislação.
Questão 3: A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ainda é vista por muitos como uma forma de alfabetizar quem não teve oportunidade de estudar na infância ou aqueles que por algum motivo tiveram que abandonar a escola. Felizmente, o conceito vem mudando. Qual é o grande desafio atual desse tipo de ensino hoje?
I - A preparação para o ingresso no mercado de trabalho.
II - Tornar o aluno capaz de conviver numa sociedade capitalista.
III - Apresentar ao aluno a cultura clássica.
IV - Oferecer condições para que o aluno possa dar continuidade aos estudos, completando sua escolaridade básica.
V - Ensinar os cidadãos brasileiros a escrever seus nomes. 
Escolha a alternativa que contém a afirmativa correta:
A) I.
B) II.
C) III.
D) IV.
E) V.
Questão 4: Haddad levanta algumas críticas à LDB 9394/96 (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) por não levar em consideração algumas condições fundamentais à frequência e permanência dos alunos na Educação de Jovens e Adultos, uma vez que eles têm que realizar um esforço redobrado para frequentar esses programas de educação. Algumas dessas condições seriam:
A) Escolas próximas do trabalho e da residência, programas sociais de alimentação, saúde, material escolar e transporte, independente do horário e da modalidade de ensino.
B) Empresas com mais de 200 empregados poderem ter acesso no próprio ambiente de trabalho ao curso do EJA.
C) Formas e modalidades de ensino “únicas”.
D) O não incentivo fiscal às empresas que facilitarem a educação básica dos seus funcionários.
E) Incentivo financeiro para que o aluno frequente esse nível de ensino. 
Questão 5: Ao nos aprofundarmos no estudo dessa população, podemos distinguir três grandes grupos de pessoas que não completaram a Educação Básica: o primeiro grupo representa os indivíduos que são analfabetos e que nunca frequentaram a escola; o segundo grupo é formado por aqueles chamados de analfabetos funcionais, ou seja, que já passaram pela escola e desistiram de estudar por razões das mais variadas, e que nem se alfabetizaram. O terceiro grupo é constituído por aqueles que frequentaram a escola em diferentes períodos escolares, sem, no entanto, concluir sua escolaridade.
A) A realidade educacional da população brasileira é muito complexa e difícil, e há necessidade de se pesquisar muito para saber como oferecer os estudos aos que ainda não os completaram na educação básica. 
B) Essa população é diferenciada, heterogênea e, do ponto de vista educacional, precisa de uma política de atendimento que esteja de acordo com suas características, necessidades, condições e modos de vida.
C) A população brasileira não vê sentido e necessidade de estudar, já que muitos não estudaram e se deram muito bem na vida.
D) O sistema escolar brasileiro é que expulsa os alunos da escola.
E) Os pais dos jovens brasileiros ensinam aos filhos que é preciso trabalhar desde cedo, pois só assim terão um futuro profissional.
Questão 6: A LDB 9.394/96 estabelece que:
Art. 37. A Educação de Jovens e Adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
 1° Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos que não puderam efetuar os estudos na idade regular oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
 2° O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
Há que se pontuar que nesse artigo:
 
A) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional menciona a adoção de professores especializados para a Educação de Jovens e Adultos.
B) Considera-se que as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho permitem a constituição de programas que minimizem as exigências curriculares, uma vez que esta população apresenta déficits no que se refere à escolarização. 
C) Considera-se que as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho podem permitir a constituição de programas voltados aos interesses dessa população. 
D) Considera-se as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho, e por esse motivo não permitem a escolarização dos jovens e adultos, uma vez que estes não necessitam aprender a ler e a escrever para desenvolver as suas atividades empregatícias. 
E) Não consideram as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho. 
Questão 7: De acordo com os comentários de Sérgio Haddad, a LDB 9.394/96, no que se refere à Educação de Jovens e Adultos, é ambígua em suas determinações. Contudo, há algumas propostas em que a condição de imprecisão do texto legal não se faz presente. Assinale a alternativa em que a legislação não deixa dúvidas sobre as suas determinações:
 
A) Apenas a União viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. 
B) Compete aos Estados e aos Municípios em regime de colaboração com a União a responsabilidade de assegurar a oferta de Educação de Jovens e Adultos.
C) O Estado será o único responsável, caso não seja oferecida a Educação de Jovens e Adultos para aqueles que não tiveram acesso à educação em idade própria.
D) Compete apenas aos Municípios assegurar a organização da Educação de Jovens e Adultos. 
E) Compete aos Estados e aos Municípios, em regime de colaboração com a União, recensear a população em idade escolar para a educação básica e os jovens e adultos que a ela não tiveram acesso e, ainda, fazer-lhes a chamada pública para a matrícula na escola, oferecendo vagas para todos. 
Questão 8: De acordo com Beisiegel, só depois de 1940 foi possível falar na existência de uma política de educação de jovens e adultos no Brasil. Antes disso, as iniciativas foram sempre esparsas e descontínuas, sem dar uma forma de ação mais global e sistemática dessa modalidade de educação. A única ação de amplitude nacional nesse sentido foi:
A) Desenvolvida pela UNESCO, implementando a educação de jovens e adultos.
B) Realizada pelo Exército nas escolas regimentais para ministrar instruçãoprimária aos soldados analfabetos.
C) A proclamada pelas Missões Rurais, que buscavam uma atuação mais profunda.
D) A produzida pelos movimentos estudantis e religiosos.
E) A elaborada pelos trabalhos realizados no Instituto Superior de Estudos Brasileiros.
Questão 9: “O grande problema de um país é o analfabetismo das crianças, e não dos adultos. O adulto analfabeto já encontrou seu lugar na sociedade. Pode não ser um bom lugar, mas é seu lugar. Vai ser pedreiro, vigia de prédio, lixeiro ou seguir outras profissões que não exijam alfabetização. Alfabetizar o adulto não vai mudar muito sua posição dentro da sociedade, pode até perturbar. Vamos concentrar nossos recursos em alfabetizar a população jovem. Fazendo isso agora, em dez anos desaparece o analfabetismo”.
As afirmativas acima são do depoimento do Ministro José Goldemberg e de outros educadores. Tais pronunciamentos foram conclusivos, pois marcaram uma nova fase política, a de: 
 
A) Assumir o discurso da inclusão social da educação de jovens e adultos.
B) Desqualificar o processo da educação de jovens e adultos. 
C) Utilizar cotas no investimento da alfabetização do EJA.
D) Ampliar a universalização do ensino.
E) Realizar a inserção profissional dos jovens e adultos na sociedade.
Questão 10: A LDB 9.394/96 estabelece que:
“Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.
1° Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos;
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.
2° Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.”
Conforme verificado, a LDB 9.394/96 propõe um rebaixamento de idade para prestar os exames no Ensino Fundamental e Médio. Sérgio Haddad argumenta que essa medida terá algumas consequências. Com relação a isso, assinale a alternativa correta:
 
A) Extinção com relativa rapidez do número de pessoas analfabetas em nosso país.
B) Aceleração dos estudos para aqueles que não tiveram oportunidade em idade própria, possibilitando a essa clientela as mesmas condições de acesso ao Ensino Superior.
C) O rebaixamento da idade mínima para os exames supletivos representa um instrumento de democratização do ensino.
D) Essas determinações podem ter uma abrangência nula no sistema, uma vez que seus resultados não modificarão a forma como esse nível de ensino vem se materializando na prática escolar e educacional.
E) Os estudiosos do ensino supletivo são contrários a essa determinação porque, considerando os padrões atuais de rendimento escolar no ensino regular - com elevados índices de repetência, sucessivas evasões e rematrículas -, é muito provável que o rebaixamento da idade mínima para os exames supletivos represente menos um instrumento de democratização de oportunidades educacionais e mais um mecanismo de regularização do fluxo escolar e aceleração dos estudos.

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