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SISTEMA DE CRIAÇÕES E INSTALAÇÕES
O sistema de criação e produção a ser adotado é decorrente do desempenho dos animais e das práticas de criação utilizadas na propriedade.
1. Níveis de produção:
Os rebanhos podem ser divididos em três níveis de produção:
A) ALTO = > 4.200 kg/lactação;
B) MÉDIO = 2.800 a 4.200 kg/lactação;
C) BAIXO = < 2.800 kg/lactação.
2. Com relação à forma em que os animais são criados:
A opção por um modelo ou outro depende da análise de mercado, para avaliar a demanda em quantidade e qualidade do leite a ser produzido.
SISTEMA EXTENSIVO
Sua característica principal é a do máximo aproveitamento dos recursos naturais, a criação do gado é completamente no campo, com pouco ou as vezes nenhuma adoção de tecnologia. 
- Gado misto, rústico e de dupla aptidão, sem padrão racial definido, criação dos animais soltos no pasto, pastagem é a base da alimentação, as instalações são simples.
 		 Instalações
Espaço no curral para a ordenha, curral de espera, curral de manobra, cochos para minerais (saleiro), bebedouros, reservatório de água, cercas no pasto (pastagens), mata-burros e/ou porteiras de acesso. 
 		 Características
Produção e produtividade baixas;Controle profilático e higiênico;
NÃOPlanejamento alimentar;
Controle produtivo e reprodutivo.
 		
 			Ordenha
É realizada uma vez por dia, manualmente, no próprio curral, geralmente, com a presença dos bezerros.
É o sistema que predomina nas principais bacias leiteiras do país. Consiste em manter o gado no pasto e reforçar a sua alimentação em regime de confinamento parcial, permitindo maior estabilidade de produção.SISTEMA SEMI-INTENSIVO
 			Características
Produção e produtividade de média a alta;
Planejamento alimentar, profilático e higiênico;
Existe controle produtivo e reprodutivo;
Instalações adequadas para produção de leite.
 			Instalações 
Estábulo de ordenha;
Curral de espera e curral de manobra;
Curral de alimentação com bebedouros;
Cochos para forragens e para minerais (saleiros);
Bebedouros;
Silos ou fenis para forragens complementar;
Esterqueiras;
Cercas para piquetes de pastagens com bebedouros e saleiros.
Nesse sistema, animais de qualidade com manejo adequado conseguem produzir até 18 litros/dia, em duas ordenhas.
CAPINS: Pastejo rotacionado nos piquetes com capim panicum ou capim tifton irrigado. SISTEMA INTENSIVO
Viável para animais especializados à produção de leite, exige técnicas especiais no manejo, mão de obra mais especializada.
 			Características
Produção e produtividade alta (acima de 20L/dia);
Animais permanentemente confinados no próprio estabulo de ordenha ou em galpões;
Permite produção estável, sem oscilações de safra e entressafra;
Explorar ao máximo o potencial genético e produtivo do animal;
Custo elevado. 
Os animais são separados em instalações próprias, em lotes, de acordo com a idade e a fase de produção. Assim, bezerras, novilhas, vacas secas e vacas em produção ficam separadas. 
ESTABULAÇÃO
1. Tie-stall 
2. Free stall ou baixas livres
Losing house ou alojamento livre 
SISTEMA DE TIE-STALL
É aquele onde os animais ficam contidos em seus boxes de descanso, por meio de uma corrente no pescoço. É um sistema de alto investimento por animal alojado e de pouca eficiência de trabalho (limpeza, distribuição de alimentos e ordenha). O sistema de alimentação mais utilizado é a ração total. Normalmente utilizado em rebanhos menores. 
A ordenha é feita no próprio local em que as vacas ficam estabuladas. A higienização é feita quando os animais vão para o solário. 
SISTEMA DE FREE-STALL 
Surgido nos Estados Unidos na década de 1950, o sistema “free stall” espalhou-se rapidamente pelo país, dadas as vantagens sobre a estabulação convencional (tie stall).
O sistema free-stall ou estabulação livre é utilizado em rebanhos grandes >60 animais. É um sistema que requer alto investimento de capital por animal instalado, pela exigência de área de descanso individualizada, 
Alto nível de mecanização = ração completa
Tem sido o sistema preferido em substituição ao tie-stall nos rebanhos em extensão. 
Os animais permanecem lado a lado, em baias individuais que devem ser bem dimensionadas, com largura suficiente para o conforto do animal, sem, entretanto, permitir que o mesmo se vire. Podem também permanecer costa a costa. 
 		 Cama
Substratos distribuídos na espessura de 10cm.
Orgânicas: palha, serragem, feno, capim picado, jornal, esterco;
Inorgânicas: areia, calcário, gesso agrícola, colchão, material emborrachado, industrializado especificamente para esse fim. Orgânica com alta sílica: palha de arroz; 
Camas inorgânicas diminuem mastite;
Cama deve ter manutenção diária. 
• Seca, confortável, ventilada, não deve causar injuria ou reter animal, deve proteger o animal de outros animais, baixo custo, fácil manejo, para o animal deve ser mais atrativa que qualquer outro local disponível para descanso, normalmente 1/animal.
Levantar: cama longa, ou frente ou lateral que permita introdução da cabeça. 
O comprimento deve ser o mínimo para que a novilha, ao deitar-se, permaneça com o úbere e as pernas alojadas internamente ao cubículo, enquanto as dejeções são lançadas no corredor de limpeza ou serviço.
 		Corredor de serviço 
Deve ter o piso concretado e frisado no sentido longitudinal, com declividade de 1 a 1,5% para evitar que os animais escorreguem e facilitar o escoamento de águas e resíduos orgânicos, principalmente se for adotado o sistema de manejo líquido dos dejetos.
 		 Sala de ordenha
A sala de ordenha, normalmente automatizada, deve estar ligada ao galpão de confinamento, de forma que possam ser realizadas com facilidade duas ou três ordenhas diárias, em condições higiênicas e eficientes, adequadas à produção de leite.
 		 Dimensões gerais
Área requerida por animal em baias individuais, em baias coletivas, nos piquetes e espaço no comedouro. 
SISTEMA DE LOOSING-HOUSE 
Contém área coberta de forma a garantir sombras às vacas para alimentação e repouso. As camas são coletivas.
Contém área descoberta para os animais se exercitarem. 
Nesse sistema, o capitar investido por animal alojado é menor.
 		Área requerida por animal
Comedouro para oferta de volumosos e concentrados aos animais, com 0,7m comprimento no comedouro por cabeça;
Uma área de solário de aproximadamente 8 a 10m² por cabeça;
Um galpão coberto anexo, contendo cama sobreposta, com área de 4m² por cabeça, destinada ao descanso dos animais;
Há a necessidade de se fazer adições periódicas das camas. 
SISTEMA DE COMPOST BARN 
Estabulo com compostagem. 
Sistema de confinamento alternativo ao sistema loosing house.
 		 Objetivo
Melhorar o conforto e bem-estar dos animais e consequentemente melhorar os índices de produtividade do rebanho. 
Composto por grande área de cama comum (área de descanso), normalmente formada por maravalha ou serragem, separada do corredor de alimentação (cocho) por um beiral de concreto.
 		 Diferencial
É a compostagem que ocorre ao longo do tempo com o material da cama e a matéria orgânica dos dejetos (fezes e urina) dos animais. O sistema de compostagem consiste em produzir dióxido de carbono (CO2), água e calor a partir da fermentação aeróbia da matéria orgânica. O oxigênio usado na compostagem é proveniente da aeração diária que deve ser realizada na cama. O sucesso do processo de compostagem depende da manutenção de níveis adequados de oxigênio, água, T°, quantidade de matéria orgânica e atividade dos microrganismos, que produzem calor suficiente para secar o material e reduzir a população de microrganismos patogênicos. Para que esse processo ocorra, a T° da cama deve variar de 54 a 65°C a 30cm da superfície da cama. 
SISTEMA DE CROSS VENTILATION 
Climatização completa, com as vacas permanecendo o tempo todo no galpão fechado. 
Exaustores e ventiladores efetuam a movimentação do ar do ambiente. Cross ventilation → ventilação cruzada. Placas com células evaporativas, ventiladores e exaustores e barreiras de vento, faz a movimentação continua e direcionadado ar. 
 		 Regime de luz
Fornecimento próximo a 16 horas diárias no período de crescimento e lactação, e restringirá a 8 horas diárias no período seco, quantidades consideradas ideais para maximizar o ciclo produtivo.
INSTALAÇÕES
Devem ser amplas, arejadas, de fácil higienização e voltadas ao maior conforto possível para o animal. É desejável que o sistema seja eficiente na movimentação, alimentação e manejo de desejos. Promova condições de trabalho favorável e confortável para os funcionários. Ser economicamente viável. 
A grande maioria das edificações para bovinos leiteiros se mantem dentro de padrões de instalações aberta, com ventilação natural, associadas ou não à ventilação artificial, complementando a movimentação de ar, de maneira a ter-se melhores condições de conforto térmico. 
 		 Local para construção
Uma leve encosta, em terreno de boas características de drenagem, em ventilada e seco, evitando construções próximas às várzeas (terreno úmido) e áreas poluídas, abastecimento de energia elétrica, servido de vias de acesso. Ter formas e dimensões necessárias para permitir ampliações futuras e distribuição racional das instalações. 
 			Instalações
Espação adequado, área de descanso seca e ventilada, sombra, espaço de cocho apropriado para alimento (reduzir competição), grupos homogêneos, ambiente saudável. 
ORIENTAÇÃO: Leste-Oeste. 
 		 Conforto térmico
Pé direito com cerca de 3 a 4,5M na altura do beiral, telhado refletivo ou pintado de branco, área central suficiente para manejo de alimentação. Se possível ventilação no vão central, seja por meio de aberturas ou por meio de lanternins, dependendo do modelo da construção (loosing house ou free stall). 
CLIMATIZAÇÃO
Para obter sucesso com um projeto de climatização, é necessário observar alguns detalhes como:
1) Cobertura e pé direito;
2) Posição do eixo principal do barracão. 
O segundo passo consiste em descobrir o sentido do vento dominante. É importante esclarecer que a climatização pode ocorrer, basicamente, de duas maneiras: refrigerando o animal ou o meio.
 		 Refrigeração do animal 
Não consiste apenas no deslocamento e renovação do ar (ventilação). Dessa forma, o uso de ventiladores, apenas, pode ser pouco eficiente. É necessário o uso da aspersão, molhando o animal, em ciclos alternados. Desta forma as gotículas que atingem o costado da vaca ou a cabeça, absorvem o calor da mesma, e evapora com a ventilação, "roubando" o calor do animal.
O fluxo de ar gerado por ventiladores deve ser de 14 a 28m³/minuto/vaca ou 14.150 a 28.300 L/minuto/vaca (equivalente a um vento de 9 a 18 km/h), com preferência para o último valor, no período do verão.
TIPOS DE SALA DE ORDENHA 
A. Posição da vaca com relação as outras e ao ordenhador;
B. Elevação da vaca: ordenha acima (80cm) ou ao nível do solo;
 	- Salas com fosso: laterais (tandem, rotatória), em ângulo (espinha de peixe, poligonal e rotatória), lado a lado com a face oposta ao ordenhador (paralela, rotatória);
	- Sala ao nível do solo: face a face, costa a costa, ala simples (californiana).
C. Método de entrada e saída dos animais: Saída individual sem necessidade de ordem (tandem), saída individual em ordem (rotatórias), saída em grupo (espinha de peixe e paralela – normal ou saída rápida). 
Tandem
Espinha de peixe
 		 	Poligonal
Considerada uma variação do espinha de peixe. Os animais ficam na mesma posição, tem capacidade para 4 lotes. O sistema é mais indicado para os criadores que desejam instalar máquinas maiores e desenvolver um trabalho mais racional dentro do fosso. 
 			Paralela
Indicada para propriedades que contenham de 300 a 1000 animais, em que cada operador cuida sozinho de 12 a 30 unidades. As vacas ficam uma ao lado da outra e de costas para o fosso. 
 		Tamanho de sala de ordenha
Extensão máxima de tempo que o animal permanecerá no curral de espera: menos de 1 hora é ideal, nunca mais que 2 horas. Tempo total de ordenha (organização, ordenha, movimentação de vacas, limpeza).
Curral de espera 
Área por vaca entre 1,25 e 1,6 m²;
Piso cimentado;
Deve-se preocupar com stress calórico nesta instalação;
Tamanho: equivalente ao número de vacas ordenhadas em 2 horas (1 hora em clima quente ou ordenha 3x/dia);
Em sistemas que ordenham continuamente aumenta dimensão em 25%;
Ideal é entrada na sala de ordenha sem auxílio humano.