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Fusos horários Mapa que mostra os fusos horários nos países do globo terrestre Fuso horário é uma faixa longitudinal delimitada por dois meridianos dentro da qual todas as localidades inseridas possuem o mesmo horário. A Terra se divide em 24 fusos horários, e cada um deles corresponde a um intervalo de 15°. Para chegar a esses valores, levou-se em conta o movimento de rotação do planeta. O sistema de fusos horários surgiu com o objetivo de padronizar a contagem das horas no mundo, facilitando assim as comunicações, o comércio internacional e as viagens. O marco zero para essa contagem é o Meridiano de Greenwich (0°), que fica no centro do fuso horário inicial. O que é fuso horário? Um fuso horário é uma faixa dentro da qual os relógios marcam o mesmo horário em todas as localidades. Essa faixa, ou intervalo, é delimitada por dois meridianos (linha imaginária vertical). Os fusos horários são chamados também de zonas horárias. O mundo está dividido em 24 fusos horários, e cada um deles corresponde a um intervalo longitudinal de 15°. A metodologia empregada para o cálculo e determinação dos fusos horários é bem simples e leva em consideração o movimento de rotação do nosso planeta. O tempo que a Terra demora para dar uma volta completa em torno do seu próprio eixo, realizando portanto um movimento de 360°, é de aproximadamente 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4 segundos), totalizando um dia. Tendo isso em vista, dividindo a circunferência terrestre (360°) pelo número de horas do dia (24), chegamos ao valor de 15°. Isso significa que a Terra leva uma hora para percorrer 15°. Sendo assim, convencionou-se seccionar o planeta em 24 fusos horários, cada um com 15°. Para que serve o fuso horário? Os fusos horários foram estabelecidos com o objetivo de padronizar a contagem das horas no mundo. Antes do seu surgimento, cada país ou território adotava o seu método próprio de determinar as horas e a passagem do tempo. A maior parte deles utilizava um mesmo referencial, que era o Sol. No entanto, alguns fatores demonstraram a necessidade de se adotar um sistema padrão que pudesse facilitar estes e outros aspectos do cotidiano: ● o avanço das comunicações; ● o crescimento das viagens de longa distância; ● a intensificação do comércio internacional. Ao final do século XIX, no ano de 1884, representantes de 25 países se reuniram na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos, e estabeleceram o Meridiano de Greenwich como o marco zero para a contagem das longitudes. O meridiano de 0° passou a indicar também o centro do fuso horário referencial para a contagem das horas, que ficou conhecido como horário de Greenwich, representado pela sigla GMT (Greenwich Mean Time, em inglês). A leste e a oeste do Meridiano de Greenwich foram definidos 12 fusos horários, totalizando 24 intervalos longitudinais de 15° cada. A adoção desse novo sistema de contagem das horas ocorreu de forma gradual pelos países e hoje é empregado em todo o mundo. É importante pontuar ainda que as linhas imaginárias, no caso os meridianos, não levam em consideração os limites territoriais das áreas que atravessam. Em função disso, separa-se os horários em: ● Hora legal: demarcação dos fusos horários levando em conta os limites teóricos estabelecidos pelos meridianos, representando-os em linha reta. ● Hora oficial: demarcação dos fusos horários levando em conta as fronteiras estabelecidas pelos países e territórios, utilizada na prática. Como calcular o fuso horário? Como vimos, o cálculo do fuso horário tem como base a zona horária de Londres, que é a inicial, tendo como centro o Meridiano de Greenwich. Todas as localidades situadas a leste desse marco estão com o horário adiantado e têm o seu fuso horário indicado com um sinal positivo. A cidade de Tóquio, por exemplo, está situada na zona GMT +9, o que significa que ela tem horário nove horas adiantado em relação a Greenwich. Quando os relógios marcam meio-dia em Londres, por exemplo, são nove horas da noite na capital japonesa. Já as localidades que ficam a oeste de Greenwich têm o seu horário atrasado, e o seu fuso horário é indicado com um sinal negativo. Tomemos como exemplo a já referida capital dos Estados Unidos, Washington. Essa cidade fica na zona GMT -8 horas, o que significa que ela está oito horas atrasada em relação ao fuso central. Assim, enquanto os relógios marcam 12 horas em Londres, são quatro horas da manhã na capital americana. Tendo isso em vista, todo cálculo de fuso horário deve levar em conta três informações básicas: ● Cada zona horária representa uma hora; ● Um fuso horário é equivalente a 15° de intervalo longitudinal (entre um meridiano e outro); ● À medida que caminhamos para leste de um referencial, o horário é adiantado (soma). Quando caminhamos no sentido contrário, para oeste, o horário é atrasado (subtração). ● Exemplos de cálculo de fuso horário Levando em conta o que estudamos até aqui, veremos a seguir dois exemplos de como calcular o fuso horário. Exemplo 1: Suponhamos que uma pessoa que vive em Brasília precise fazer uma ligação para seu familiar que vive em Pequim (China) às seis horas da manhã, no horário local de Brasília. Sabe-se que o meridiano central do fuso horário onde a capital brasileira se encontra é o meridiano de -45° (oeste), enquanto Pequim se encontra no fuso do meridiano de 120° (leste). Que horas serão em Pequim no momento da ligação? Resolução: Precisamos, inicialmente, identificar o fuso horário em que essas cidades se encontram, já que o enunciado não trouxe essa informação de maneira direta. Para isso, basta dividirmos o valor do meridiano central por 15°. Temos, assim: ● Brasília: -45° / 15° = -3. Portanto, a cidade está na zona horária GMT -3 horas. ● Pequim: 120° / 15° = 8. Portanto, a cidade está na zona horária GMT +8 horas. O próximo passo é identificar a diferença de horário entre ambas as cidades. Para isso, utilizamos o fuso horário que encontramos na etapa anterior. Sendo assim: 8 - (-3) = 11 horas A diferença de horários entre Brasília e Pequim é de 11 horas. Como Pequim está a leste de Brasília, sabemos que o horário da cidade está 11 horas à frente do horário da capital brasileira. Assim, soma-se 11 horas ao horário da ligação: 6h (horário de Brasília) + 11h (diferença de fusos horários) = 17h Dessa forma, serão 17 horas em Pequim no momento da ligação. Exemplo 2: Uma pessoa pega um voo direto da cidade de São Paulo (GMT -3) para Chicago (GMT -6), nos Estados Unidos, às 21 horas. Sabendo que a viagem dura em média 11 horas, qual será a hora na cidade de destino quando o avião pousar? Resolução: Inicialmente, calculamos a diferença de horário entre as cidades com base na zona horária: -6 - (-3) = -6 + 3 = -3 horas O horário em Chicago está atrasado três horas em relação a São Paulo, visto que a cidade americana se encontra a oeste. Para sabermos o horário da chegada em Chicago, devemos subtrair a diferença de horários entre as cidades e somar o tempo de viagem. É importante notar que o tempo de viagem é sempre uma soma. Assim, temos: 21 horas (horário de São Paulo) - 3 horas (diferença de fusos) + 11 horas (tempo de viagem) =5h Portanto, serão cinco horas da manhã em Chicago quando o avião pousar.