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A economia criativa, surgiu em 2001 através do autor John Howkins, onde relaciona a economia - como ciência que executa a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços; e a qualidade de criar algo ou transformar o que já existe como forma de solucionar problemas existentes. Assim a capacidade de criar passa a ser uma inovação que estabelece um conjunto de ações e atividades relacionadas à cultura, tecnologia, criatividade e sustentabilidade que geram receita e impacto na economia. Possuindo como matéria prima o capital intelectual, isto é, carregado por valores simbólicos. Cada vez mais esta economia criativa vem se transformando, em termos de produção de lucros, constituição de empregos e exportação de bens, com foco principal no potencial individual ou coletivo produzindo assim bens e serviços criativos. Segundo DCMS (2005, p.05) Atividades que têm a sua origem na criatividade, competências e talento individual, com potencial para a criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual [...]. As indústrias criativas têm por base indivíduos com capacidades criativas e artísticas, em aliança com gestores e profissionais da área tecnológica, que fazem produtos vendáveis e cujo valor econômico reside nas suas propriedades culturais (ou intelectuais). Com a nova economia assumindo um papel importante, as mulheres passam a ter mais destaque no comercio, nas indústrias, prestação de serviço e negócios digitais, mostrando que o empreendedorismo não é exclusividade masculina. Segundo o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, pesquisa elaborada pelo Sebrae que analisou a presença feminina nos pequenos negócios, ganhando cada vez mais espaço à frente das pequenas e médias empresas no Brasil. Como exemplo temos a Marilia Teles, 35 anos, que segue, profissionalmente, em ascensão, se aperfeiçoando e conquistando espaço. Engenheira por formação, Marília começou com o crochê como hobby, uma arte terapia. Em 2019, começou a participar de palestras promovidas pela FCCR junto ao Sebrae. A partir daí, percebeu que era possível fazer parte do “mundo do empreendedorismo” com seus amigurumis (uma técnica japonesa para criar pequenos bonecos feitos de crochê ou tricô), que hoje tem seus trabalhos comercializados no país e até fora dele. Seus bichinhos já foram parar nos Estados Unidos e na Inglaterra. Para ela, a economia criativa traz uma nova filosofia, como a sociedade colaborativa. Para Jenifer Botossi, 33 anos, analista do SEBRAE, as mulheres trazem inovação e um olhar para o todo buscando atuar em rede, o que fortalece ainda mais o trabalho que desenvolvem. Com a economia colaborativa, também chamada de economia compartilhada ou em rede, é um sistema em que ativos e serviços são trocados entre indivíduos. No Brasil, povos indígenas já utilizavam a troca e o compartilhamento de bens como forma de desenvolver suas comunidades. Além deles, outras comunidades utilizaram o compartilhamento ao longo do tempo, mas foi o advento da internet e seu uso massivo que permitiu o desenvolvimento da economia colaborativa como a conhecemos hoje. Esse novo modelo tem como base uma nova percepção de mundo, em que a divisão substitui o acúmulo de bens ociosos. Explica Lima que (2016, p. 121): O consumo colaborativo surge para reativar um conceito duradouro de consumo que pode ser amplamente utilizado por pessoas em todos os setores e deve ser fundamentado em estruturas claras que tornam teorias complexas em simples, desburocratizando o consumo literalmente, validando-se na conservação da sustentabilidade e na aproximação dos pares com novos tipos de participação, colaboração e partilha; restaurando valores perdidos, como v.g., confiança, reputação e privacidade no século XXI; apresentando um novo modelo de negócios, dando lugar a uma espécie de economia colaborativa que tem o condão de mudar indústrias e impactar vidas diárias; além de manter o meio ambiente equilibrado. A economia colaborativa é um princípio que está em constante mudança. Em termos simples, isso se traduz na prática pelo uso da tecnologia para facilitar a oferta de ativos entre duas ou mais partes. Isso vêm da ideia de que é possível extrair valor de ativos subutilizados. Para exemplificar, empresas como UBER, Airbnb, 99, DogHero, entre outros; são utilizadas para “compartilhar” serviços de locomoção, hospedagem e informações. De acordo com pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em parceria com o Sebrae, o Brasil registrou em 2018 um total de 23,8 milhões de empresárias. Este número que demonstra uma sensação já conhecida: que empreendedorismo feminino está crescendo e contribuindo cada vez mais para o desenvolvimento do país. LIMA, Gabriela Eulalio de. A sociedade de consumo e o desenvolvimento sustentável construído a partir do consumo colaborativo. Marília : UNIMAR, 2016. https://www.sjc.sp.gov.br/noticias/2021/marco/08/especial-mulher-as-mulheres-na-economia-criativa/ https://www.idinheiro.com.br/financaspessoais/economia-colaborativa/ https://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2021/03/09/mulheres-sao-mais-colaborativas-e-tem-visao-mais-humana-do-negocio-diz-criadora-de-rede-de-apoio-ao-empreendedorismo-feminino.ghtml https://sebrae.ms/empreendedorismo/mulheres-empreendedoras/# https://www12.senado.leg.br/radio/1/pautas-femininas/2019/08/29/economia-colaborativa-e-a-mulher