Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Materiais protetores pulpares 
O que é o complexo dentinopulpar e qual a sua 
importância? 
A interligação entre a dentina e polpa dental é feita por 
túbulos dentinários, prolongamentos odontoblásticos e 
fibroblastos, e a junção deste complexo é chamada dentino-
pulpar 
O complexo dentino-pulpar na coroa é revestido por esmalte 
e na raiz por cemento. E quando a perca desse 
revestimento? A dentina fica exposta e susceptível a 
agressões (Físicas, químicas ou bacterianas) 
 
 
 
Em alguns casos o organismo cria uma resposta defensiva, 
mas quando isso não acontece a consequência pode ser uma 
alteração pulpar 
A proteção do complexo dentinopulpar consiste na aplicação 
de um ou mais agentes protetores em dentina direta 
(capeamento indireto) ou diretamente sobre a polpa 
(capeamento direto). 
E esses agentes visam a manutenção da saúde e vitalidade 
pulpar, evitando a possibilidade de danos reversíveis ou 
mesmo irreversíveis ao tecido pulpar 
Termos importantes para entender os protetores pulpares: 
Reação de presa: reação química que leva ao 
endurecimento do material 
Tempo de mistura: tempo disponível para o clínico 
manipular o material, a fim de misturar seus componentes 
de forma homogênea, antes de sua inserção na cavidade. 
Tempo de trabalho: tempo transcorrido do início da mistura 
do material até o material alcançar propriedades suficientes 
para resistir a deformação permanente. 
Tempo de presa final: tempo transcorrido do início da 
mistura do material até que ele alcance o máximo de suas 
propriedades 
Restauração provisória: restauração realizada com um 
material de inserção rápida e fácil, porém com menos 
propriedades mecânicas, para selar e restaurar a cavidade 
entre sessões clínicas de tratamento ou para atuar como um 
curativo para reduzir a inflamação pulpar. 
Os requisitos de um agente de proteção ideal são: 
• Ser um bom isolante térmico e elétrico; 
• Ter propriedades bactericidas e/ou 
bacteriostáticas; 
• Apresentar adesão as estruturas dentais; 
• Estimular a recuperação das funções biológicas da 
polpa, favorecendo a formação de uma barreira 
mineralizada 
• Favorecer a formação de dentina terciaria ou 
esclerosada, particularmente remineralizado a 
dentina desmineralizada no fundo cavitário 
• Ser inofensivo para a polpa (não provocar lesões 
pulpares); 
• Ser biologicamente compatível com o complexo 
dentinopulpar, mantendo a vitalidade do dente; 
• Apresentar resistência mecânica suficiente aos 
esforços de condensação e contração de 
polimerização dos materiais restauradores; 
• Inibir a penetração de íons metálicos no dente, 
diminuindo a descoloração ao longo do tempo, 
causada por restaurações metálicas; 
• Evitar ou diminuir a infiltração de bactérias ou 
toxinas bacterianas na dentina e polpa 
• Ser insolúvel no ambiente bucal. 
Não existe um único material com todos os requisitos 
descritos, então, dependendo da necessidade, é necessário 
mais de um material para garantir uma restauração 
duradoura, funcional e estética, e que mantenha a vitalidade 
pulpar. 
A indicação do material protetor deve se basear na 
profundidade da cavidade, no diagnóstico da condição 
pulpar e no material restaurador definitivo. O ideal é que o 
material proteja o dente contra agentes químicos, elétricos, 
térmicos e mecânicos. 
Os materiais protetores podem ser classificados em: 
materiais para selamento, para forramento e para base 
cavitaria 
Materiais para selamento 
São os vernizes cavitários (para restauração com amalgama) 
e sistemas adesivos (para restauração com resina). 
Materiais para forramento 
São materiais que se apresentam na forma de pó e líquido, 
ou na forma de duas pastas, que após serem misturadas e 
inseridas no dente formam uma película fina, com cerca de 
0,2 a 1 mm de espessura. 
• Sua função é, proteger a polpa das agressões 
externas e estimular a formação da barreira de 
dentina mineralizada quando a polpa foi exposta. 
• Tem baixas propriedades mecânicas, restrito a 
cavidades profundas. Devem ser bioativos para 
induzir a reparação da polpa e reduzir os efeitos 
tóxicos e deletérios dos materiais restauradores 
definitivos em cavidades profundas. 
• Devem também apresentar características 
bactericidas e/ou bacteriostáticas. 
Materiais para base 
Os agentes utilizados para a base cavitaria são geralmente 
comercializados na forma de pó e líquido, que, depois de 
misturados, formam uma película mais espessa (> 1 mm). 
Suas funções são: 
• Proteger o material de forramento, que, em geral, 
tem baixas propriedades mecânicas 
• Proteger contra estímulos térmicos e elétricos 
• Reconstruir parte da dentina perdida, diminuindo o 
volume de material restaurador definitivo 
Cimento de hidróxido de cálcio – Ca(OH)2 
• Agente para forramento mais utilizado, no mercado 
odontológico a mais de 20 anos 
• O hidróxido de cálcio é um pó branco com pH 
altamente alcalino (em torno de 12,5) e com alta 
solubilidade em água 
• Disponível na forma de pró-análise (PA), ou seja, em 
pó (Na forma pura, podendo ser utilizado In natura 
ou em mistura com soro fisiológico), na forma de 
duas pastas (quimicamente ativado) e na forma de 
pasta única fotoativada. 
Indicação e mecanismo de ação 
O cimento de hidróxido de cálcio é um material bioindutor 
e, dessa forma, pode ser empregado em casos de exposição 
pulpar direta ou indireta onde houver uma espessura de 
dentina remanescente menor que 0,5 mm. 
 
Indicação e mecanismo de ação 
• O meio alcalino gerado pelo hidróxido de cálcio é 
propício para a deposição mineral. 
• Esse material estimula a diferenciação de células 
mesenquimais indiferenciadas em odontoblastos 
que passam a secretar uma matriz mineralizada, 
conhecida como “ponte de dentina” na região da 
exposição. 
• A dentina depositada é uma dentina terciária 
reparadora e, como já mencionado, é menos 
mineralizada que as dentinas primárias e 
secundárias. 
Técnicas de proteção do complexo dentinopulpar 
• Proteção indireta (sem exposição pulpar) 
• Proteção direta (com exposição pulpar) 
Aplicação dos agentes protetores na parede cavitaria 
Finalidade 
• Minimizar irritações já instaladas ou que venham a 
se instalar 
• Manter a vitalidade 
• Estimular a produção de dentina terciária/reacional 
Indicações 
• Polpa dental normal ou sem alterações irreversíveis 
• Proteção de dentina remanescente – evitar a 
manutenção da inflamação pulpar 
Caracteriza-se pela aplicação de um agente protetor 
diretamente sobre o tecido pulpar 
Finalidade 
• Promover o reestabelecimento da polpa; 
• Estimular o desenvolvimento da nova dentina 
(ponte de dentina); 
• Proteger a polpa de irritações adicionais 
posteriores. 
Indicações 
• Exposição pulpar acidental (decorrente de um 
preparo cavitário); 
• Polpa em condições próximas da realidade; 
Então se houver uma exposição acidental? Quais materiais 
usar? 
Primeiramente deve-se ao máximo evitar esta situação, mas 
caso venha a ocorrer é necessário estar preparado, 
utilizando um material biocompátivel e promova a formação 
de uma posterior barreira dentinária. 
 
C – Exposição pulpar 
D- Lavagem da cavidade 
E- Aplicação da pasta de cálcio + soro fisiológico 
F – Aplicação de Hidróxido de cálcio pasta – pasta 
G – Inserção de material de base 
H – Aspecto final 
 
Manipulação do material Ca (OH)2 pasta- pasta 
 
Tempo de trabalho: 2 a 3 minutos 
Tempo final de presa: 7 minutos quando não há contato 
com umidade. 
 
Cimento Óxido de Zinco e Eugenol 
• Desde 1890, quando foi indicado pela primeira vez, 
o cimento de óxido de zinco e eugenol foi 
extensamente estudado, e as suas indicações foram 
cada vez mais expandidas. 
• Por exemplo, em cirurgia e periodontia, esse 
material é empregado como cimento cirúrgico; em 
endodontia, como cimento obturador de canal 
radicular; e em prótese, como agente para 
cimentaçãoprovisória, bem como material de 
moldagem. Em dentística, esses materiais podem 
ser indicados para base cavitária abaixo de 
restaurações de amálgama, porém são mais 
empregados como restauradores provisórios. 
 
O cimento de OZE está disponível no mercado como um 
sistema de pó/líquido ou de duas pastas. O pó contém óxido 
de zinco e o líquido, o eugenol. Para o sistema de duas 
pastas, a pasta base contém o pó óxido de zinco, e o eugenol 
faz parte da pasta catalisadora (ou aceleradora). 
De acordo com a finalidade de uso, os cimentos de óxido de 
zinco e eugenol podem ser classificados em quatro tipos: 
• Tipo I: cimentação provisória 
• Tipo II: cimentação definitiva 
• Tipo III: bases ou restaurações provisórias de longa 
duração 
• Tipo IV: forramento. 
Características e propriedades 
• Não deve ser aplicado sobre polpas expostas 
(torna-se tóxico); 
• Pode ser utilizado como material de forramento 
(com restrições), ou restauração provisória; 
• Possui efeito sedativo e anti-inflamatório sobre a 
polpa (liberação de elgenol por até 10 semanas); 
• Possui excelente selamento contra infiltração 
marginal; 
• Possui pH próximo da neutralidade no momento da 
inserção; 
• Não pode ser utilizado com resinas compostas 
(interfere na polimerização). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manipulação 
 
• Tempo de manipulação; aproximadamente 40 a 60 
segundos 
• Tempo de trabalho: aprox. 2 a 3 minutos 
• Tempo de presa: 1 minuto 
• Após 5 minutos. O material já tem resistência 
suficiente para suportar a escultura. 
 
Profundidade da cavidade x materiais